♦ Encerramento: Burn, baby, burn! - Postagem aberta

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

♦ Encerramento: Burn, baby, burn! - Postagem aberta

Mensagem por 139-ExStaff em Ter 06 Jan 2015, 03:15

Relembrando a primeira mensagem :


Encerramento do  Evento



Burn, baby, burn! - Tempo de luto


Quíron havia tocado a trombeta, reunindo os semideuses. apesar da confusão geral e do desejo de saberem o que tinha ocorrido - e receberem um posicionamento oficial - o fato é que o centauro pouco disse, organizando os atendimentos aos feridos e deixando os reparos para o dia seguinte - com todos mais calmos e descansados. Muitos ainda estavam em estado de choque para realizar tais atividades, e o fogo havia atingido principalmente a floresta e a forja, na explosão final (quase afetando alguns semideuses, que minutos antes haviam ido ao depósito - mas por sorte já haviam se retirado).

Ele apontou para alguns semideuses, que sabia estarem investigando os destroços, e também para um grupo amplo que auxiliou no controle de danos, tanto dos fogos, quanto dos ferimentos. O Sr. D. também chegava, vindo do Olimpo. Ele ainda praguejava, seguido de outro grupo de campistas, mas era Quíron quem falava.

- Vocês, para a Casa Grande. Os outros, auxiliem os curandeiros no que puderem. Monitores, organizem seus chalés. Todos devem se recolher agora!

Os murmúrios de indignação surgiam, mas ele os cortou rapidamente.

- Eu sei que desejam explicações, e terão, assim que reunirmos as informações. Sei que todos desejam contar o que viram. Se acham que é uma pista, se acham que pode ajudar, depois me procurem. Por hora, acalmem-se.

Não parecia ser o suficiente, mas teria que bastar. Aos poucos os campistas se dispersavam, e quem arriscava um olhar à Quíron ainda poderia ver a face do diretor de atividades, tomada pelas sombras e pela dor. Outra tragédia havia ocorrido e ele não fora capaz de impedir.

♦     ♦     ♦

O dia seguinte ainda tinha o véu de luto. Os chalés preparavam suas mortalhas, a reconstrução começava. Os curandeiros mantinham-se em turnos, horas sem sono, sem descanso, sem parada. Os comentários eram sussurados, ninguém ousava falar em voz alta, como se uma lei do silência tivesse sido imposta. Finalmente, à hora do almoço, Quíron e Sr. D. trocaram olhares. Não podiam postergar mais. O centauro se levantou, batendo os casos no chão do refeitório - ainda danificado, mas utilizável - mais uma lembrança entre tantas do ocorrido. Não foi necessário mais do que isso para ter a atenção completa de todos.

- Semideuses... Não posso ocultar o quanto lamento pelos acontecimentos da noite passada. Eu sei que muitos tem suas perguntas, mas não temos todas as respostas, infelizmente. Conseguimos juntar algumas peças, com o auxílio de todos que testemunharam esse terrível evento... Mas ainda são apenas suposições.

Ele passava o olhar por todos a sua volta. Queria ter tanto poder quanto um deus, ser capaz de restaurar tudo - mesmo sabendo que não devia. Contudo, ali era mais um capítulo de sua sina, ver seus alunos partirem - infelizmente, dessa vez, de um jeito irreversível.

- Foi confirmada a sabotagem. Soubemos de um fugitivo, e o outro responsável não escapou de suas próprias armações. Ainda não sabemos os motivos, contudo. Nem compreendemos. Os dois auxiliaram toda a montagem dos fogos, não era estranho estarem na praia ou instalando equipamentos no local. Ainda não compreendemos como não notamos nada antes... - O tom de voz demonstrava que ele havia se perguntado aquilo mil vezes, se culpando pelo ocorrido. Todos sabiam que o centauro era imortal, que ficaria ali enquanto necessário, mas ele ainda estava abatido, como se houvesse perdido toda a vitalidade naquele curto espaço de tempo. Ele levantou a cabeça. - Mas não podemos deixar nos abater. Apesar de tudo, esse ainda é o local mais seguro a todos. Temos nossos problemas, sempre tivemos. Já passamos por uma guerra, uma guerra de proporções descomunais e ainda permanecemos. Quem fez isso que semear o caos. Quer que deixem as proteções da barreira. Quer que fiquem vulneráveis. Sei que muitos estão assustados, mas faremos o possível para mantê-los a salvo. Não entrem em pânico.

Ele suspirou, e por um momento era como se seu discurso houvesse surtido efeito, até que o sr. D ergueu-se, com os olhos roxos em fúria, quase pegando fogo.

- A menos que você seja um responsável. Se você for algum engraçadinho que está brincando de disseminar o caos, eu mesmo vou cuidar para que sirva de adubo nos campos de morango, e a todos que estiverem envolvidos!

A agitação recomeçou, até que um grito foi ouvido, na Casa Grande. Quíron levou vantagem, com seu galope. Ao chegar, o sátiro desmaiado, com uma única folha de papel nas mãos. Quíron ainda embalava a criatura quando um semideus, sem cerimônias, pegou o papel, lendo para os presentes:

"Entrem em pânico. Este foi um sinal. Não o único, não o último. Sempre estivemos aqui, só vocês não viram, porque a verdade é algo doloroso demais para admitir. A verdade é que podemos ser o seu namorado, o semideus ao seu lado, o instrutor do seu chalé. Estamos em todo o lugar. Sabemos tudo sobre vocês. Nós somos vocês."

E as perguntas, longe de serem respondidas, ganharam mais questionamentos. Quem seriam eles?


Orientações



Vocês presenciaram, direta ou indiretamente os acontecimentos - agora, devem superar isso. A postagem aqui é aberta como uma "atividade". Será permitido a cada player (tendo ou não participado do evento anterior) postar sua visão e posicionamento. O clima é de luto. Os campistas estão lidando com as perdas - mortalhas são tecidas, construções são reparadas, a contagem de dano está sendo feita. Sua postagem deve abranger onde estava quando o evento ocorreu (e, se estava fora, como soube e por quê resolveu voltar ao Acampamento), sua visão do evento e que esforços está fazendo para ajudar o Acampamento a superar - seja nas cerimônias, trabalhos manuais, enfermarias. Além disso, foque nos pensamentos do personagem e reações - sobre o clima geral, sobre a carta, sobre tudo.


Regras



♦ Interação com acontecimentos
♦ Prazo: até dia 25/ 01
♦ Uma postagem por player
♦ Avaliações só serão realizadas após o encerramento do prazo - como em todos os eventos. Tenha isso em mente e não faça flood nos tópicos de pedido.
♦ Postagem atemporal
♦ Atividade extra valendo 100 xp



♦ Aos que ainda aguardam a avaliação do evento, pedimos desculpas: Outro narrador está com problemas off, mas será postado em breve.


Tks Maay from TPO
139-ExStaff
139-ExStaff
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
1422

Voltar ao Topo Ir em baixo


Re: ♦ Encerramento: Burn, baby, burn! - Postagem aberta

Mensagem por Sadie Bronwen em Dom 25 Jan 2015, 22:44




Entangled




Ela havia ido passar o Ano Novo em casa... Por mais estranho que ainda fosse se referir assim à mansão de seu pai em Arkhan. Já havia fugido no Natal, utilizando desculpas sobre sua posição na Ilha e até sobre o Acampamento, justamente porque o clima familiar ainda a afetava, mas não tinha como repetir isso. Além do mais, dizia seu pai, se continuasse daquele jeito, Christine cresceria sem conhecer a irmã, e Estela não iria querer isso, não é? Um argumento astuto, que na realidade era praticamente um golpe baixo, a pegando pelos pontos fracos. Resignou-se. Não sabia se um dia iria se acostumar com aquilo, com seu pai tentando recuperar o tempo perdido, como falava, e se redimir, ao mesmo tempo que ela também lidava com as cicatrizes, que ardiam um pouco mais cada vez que o via com a irmã pequena, brincando sentado no chão, contando histórias ou apenas a carregando no colo. Sempre haveria uma voz sussurrando em seus ouvidos, perguntando aonde estava esse pai quando ela precisou. E, claro, sempre haveria uma segunda voz, mandando a primeira calar a boca e incitando Sadie a dar uma nova chance a ele. E, diga-se de passagem, era visível que Howard estava tentando.

Naquela noite, haviam ido ver os fogos à margem do Miskatonic. Sadie ainda estava apreensiva - Christine tinha pouco mais de seis meses, não era hora para tirar um bebê de casa. Além disso, ela certamente iria se assustar, não? Mas a animação do pai, na tentativa de incentivar um programa familiar completo, não aceitava recusas. No fim, Sadie teve que morder a língua mais uma vez. A pequena não só não ficou assustada, como ria a cada nova explosão, com os rojões colorindo o céu. A própria semideusa tinha que admitir que era um belo espetáculo - ela, que presenciara poucas coisas bonitas na vida, sentia-se especialmente encantada. Se alguém à visse ali, dificilmente a reconheceria: os tênis e jeans eram básicos, mas a blusa branca acetinada diferia muito dos seus moletons habituais, e a expressão embasbacada, como a de uma criança que acabava de descobrir um mundo mágico, a fazia parecer outra pessoa.

Foi tirada do devaneio por Christine, que agitava-se, balançando os braços no ar, acertando seu rosto e enfiando as mãos no meio de seu cabelo, em meio a risadas e arrulhos de excitação. Era uma criança corajosa - mas Sadie já sabia disso, uma vez que nunca teve medo dela, apesar de tudo. Voltaram para casa juntos, a irmã menor em seu colo e os braços do pai sobre seus ombros. Família.

Christine capotou pouco depois de chegarem em casa - por mais energia que tivesse, a bateria da pequena ainda não era infinita. Já Sadie, por sua vez, ficou na cozinha com pai. Era fato que ela não possuía muitos dotes culinários, e Howard havia tentado se encarregar da ceia, mas aparentemente as habilidades na cozinha não eram o forte da família Bronwen. Precisaram desistir do peru sem tempero e mal assado, e apelar para os cereais com leite. Ainda assim, uma sombra de um sorriso brilhava nos olhos azuis de Howard, admirando a filha por cima dos óculos de lente quadrada. Ela mesma, pela primeira vez, esforçava-se para não rir, naqueles poucos momentos casuais. A mão do pai envolveu a sua, por cima da mesa, em um gesto fraternal. Um gesto simples, mas que dizia claramente "estou aqui, não vou te abandonar de novo". O primeiro impulso de Sadie foi puxar sua mão, evitar contato, mas resistiu. Por fim, lutou contra suas próprias amarras, apertando a mão do pai em um gesto de reconhecimento, de aceitação. E então tudo parecia prestes a transbordar, quando voltou a abaixar a cabeça e quase entrar dentro da tigela de cereais. Não queria chorar ali, na frente dele, não queria que ele a visse assim, por mais que não fosse algo ruim. Por sorte, ele resolveu falar, quebrando parte do momento e permitindo que ela se recuperasse.

- Eu queria que ela estivesse aqui.

A voz dele era carregada de doçura, mas não necessariamente de tristeza. Saudade, talvez, mas aceitação. Sadie levantou os olhos, falando no mesmo tom de voz mais baixo.

- Eu também...

- Mas... Você a viu, não é? Ela estava bem...

Sadie assentiu. Havia sido permitido a ela uma despedida.

- Ela está... Não se preocupe.

Ele acariciou sua mão uma última vez, antes de se levantar, levando a louça que havia sujado para pia.

- Nós vamos ficar também, Sadie...

Ela apenas acenou, mas tinha certeza de que ele via. Terminou de comer, e já ia levar sua tigela para a pia, quando ele a impediu.

- Pode deixar aí... Eu lavo. É melhor você ir dormir também. Você sabe como sua irmã acorda elétrica...

Ela sorriu. Por vezes, conseguia imaginar como seria quando a pestinha começasse a andar. Já ia saindo, mas parou na porta, a mão apoiada no batente, vendo Howard lavar a louça.

- Certo! Boa noite... Pai.

Ela já estava no corredor, e não podia ver a expressão dele, emocionado com aquela pequena vitória. Mas ainda ouviu a voz, ligeiramente mais trêmula, lhe desejando que tivesse uma boa noite com bons sonhos. Infelizmente, esse desejo não seria atendido.


♦ ♦ ♦ ♦ ♦


Ela via o mar. Podia até sentir os pés afundando na areia da praia enquanto a brisa fazia sua roupa esvoaçar, o cheiro de sal invadindo seus sentidos. Ouvia a música e os murmúrios de alegria, e então a contagem, com todos fazendo uma única voz.

- 10... 9...

A animação percorria o ar como uma corrente elétrica.

- 7... 6...

Ela sentia a expectativa, a ansiedade...

- 4... 3...

Todos sabiam que não era nada demais. No dia seguinte, tudo seria igual, mas ora, sempre podiam aproveitar o momento para comemorar, não é?

- 2...

Mas a comemoração não viria.

- 1!

E então tudo explodiu. Mas em vez de ser no céu, com as cores brilhantes e acesas, os raios de luz em prata, dourado, azul, verde e rosa caíram na terra, e tudo se tingiu de vermelho. Fogo e sangue... Sangue e fogo... Mais uma vez os dois elementos tomavam conta de sua mente, anulando a percepção de tudo o mais a sua volta. Ela viu as pessoas queimarem e se desintegrarem ao seu redor, como se fossem tão efêmeras quanto aqueles rojões. Ela sentiu a dor de ter seu corpo rasgado em pedaços, mutilado, arrancado dela... Sentiu o calor do fogo, se expandindo, deixando de ser amigável para consumir todo o seu ser. Sentiu o desespero de se ver coberta com o sangue de amigos e irmãos, afetos e esperanças sendo tirados subtamente e sem volta de si, enquanto seu corpo era arrastado na areia, pisoteado, reduzido a nada mais que uma massa disforme. Ela ouvia os gritos, tantos que não sabia distinguir quem era, onde estava a sua voz dentro daquilo - ela tinha uma voz? E então a dor novamente, em uma onda renovada, fazendo-a estremecer. Seu corpo se arqueou, como o de uma marionete puxada subitamente sem cuidado. Primeiro, tomou consciência do som, ao longe: Christine. Christine chorava, era isso que a tinha acordado? E então se deu conta: era ela que estava gritando, ela quem fazia o som ecoar pela casa, assustando a irmã. Finalmente, conseguiu parar, o corpo soltando-se molemente sobre a cama, encurvado para a frente, enquanto tentava voltar a respirar - inspirar, expirar - enquanto tentava recuperar a consciência.

Ela ouviu os passos do pai, a voz em um tom mais agudo, de medo, correndo na direção de seu quarto, mas não queria o encarar assim.

- Sadie!

Foi instintivo: direcionou a mão para a porta, fazendo a mesma se fechar, empurrando Howard para trás, contra a parede. Ela viu a expressão de dor do pai antes da porta bater - não física, mas nem por isso menos incômoda - mas precisava entender aquilo, sozinha.

- Sadie... O que aconteceu? Está tudo bem?

A voz do pai vinha abafada, mas ele ainda estava ali e não sairia sem uma resposta. Deixou-se cair na cama, olhando o teto. E então, mais do que ver, sentiu. Primeiro foi o toque gelado roçando sua cabeça, e as mãos frias e mortas fechando seus olhos. Ela ainda viu as escaras, formadas por queimaduras e cortes, e sentiu o sangue gelar, um arrepio percorrendo sua espinha, quando a força aumentou e as mãos a puxaram para trás, de volta ao colchão. Eles já tinham sido violentos antes, mas não nesta intensidade, não há muito tempo. Ainda reuniu poder suficiente, contudo, para rechaçar a entidade.

- Pare... Me solte...

A pressão amainou, enquanto ela ouviu o silvo de raiva da criatura.

- Pode nos afastar, Sadie Bronwen... Mas nós voltaremos. Você pode impedir que nos aproximemos de vocês... Mas e da sua família?

E então ela reparou: Não era uma criatura: eram várias, mais do que poderia contar com um simples vislumbre. Sua respiração ficou presa na garganta, junto com um grito. Ela não devia se desesperar, não podia... Ela sempre os dominou, por que agora não faria isso? E então ouviu o som de algo se quebrando em algum ponto da casa e a voz do pai praguejando. O sorriso do espectro deixava claro o que estava acontecendo. A semideusa levantou-se em um salto, abrindo a porta e correndo pela casa. A primeira coisa que viu foi a presença de mais deles pelo corredor, e um vaso quebrado no chão.

- Pai?!?

O tom era de urgência. Seu pai não podia vê-los, mas poderia ser afetado ainda assim. No entanto, ele respondeu, acalmando, ainda que apenas um pouco, a sensação de medo que a invadia.

- Aqui... Na cozinha...

Nem se tivesse escorregado pelo corrimão não teria descido tão baixo ao térreo. A primeira visão que teve, contudo, reacendeu todos os seus temores, as manchas de sangue no chão. Howard pressionava um pano na mão, por onde o sangue escorria. Ele sorriu, trêmulo, falando em um tom de desculpas.

- Você parecia nervosa. Dizem que água com açúcar acalma... Mas pelo visto não tenho habilidade suficiente nem pra isso...

Sadie o abraçou antes que pudesse se conter, em uma demonstração desmedida e inusitada. O pai ainda tentou dar batidinhas em suas costas, sem jeito.

- Está tudo bem... Eu estou bem, está vendo?

Teria funcionado, não fosse o copo que voou, estraçalhando-se na parede atrás de si, e as figuras que agora pairavam novamente ao seu redor. O primeiro espectro, que originalmente a acordara, sorria. Era uma garota, e talvez fosse bonita, não fosse metade da face totalmente queimada e o corpo, com ferimentos que o deformava:

- Oops!... Mas ao menos ele não nos vê, não é? Agora, isso não é válido para sua irmã, certo? Dizem que crianças são sensíveis...

Ela ainda estava abraçada ao pai, que olhava ao redor, preocupado, mas as palavras fizeram com que se afastasse rapidamente, empurrando-o e subindo a escadaria mais uma vez, correndo. Como pôde esquecer? Devia ter achado estranho o silêncio no corredor, quando minutos antes ela chorava. Achava que o pai a tinha ninado de novo, mas devia ter considerado outras possibilidades ao ver os fantasmas. O pai a seguiu, intuindo algo errado.

- É Christine? O que há de errado, Sadie?

Ela não respondeu, pulando os degraus de dois em dois, atravessando o espaço na maior velocidade que suas pernas permitiam. Abriu a porta do quarto, vendo outra daquelas coisas balançando o berço. A irmã estava acordada, arrulhando para a babá fantasmagórica.

- Afastem-se dela!

O grito veio novamente carregado de poder, forçando o fantasma a obedecer. Ele afastou-se, encarando Sadie e sibilando de ódio. A semideusa aproximou-se do berço, pegando a irmã e aconchegando-a nos braços. O pai entrou instantes depois, colocando as mãos em seu ombro e olhando ao redor, preocupado. Ele não podia ver o que os cercava, mas sentia o frio que impregnava o quarto e a onda emocional, com raiva, rancor e mágoa.

- Vão embora! Todos vocês!

Eles se afastavam, mas eram muitos e o poder não era suficiente. Sadie repassou a irmã para o pai, que olhava preocupado, sabendo instintivamente o que havia ali; a pequena, por outro lado, arregalava os olhos e observava, curiosa. A garota espectral ignorava a ambos, focando-se na semideusa e voltando a se pronunciar.

- Nós podemos ir... Algumas horas, talvez... Talvez dias... Mas o que será deles se você não estiver por perto, filha de Melinoe?

A mão de Sadie desceu instintivamente à lateral do corpo, onde em geral ficava sua corrente, mas só encontrou o vazio e a maciez da flanela da qual era feito seu pijama. Praguejou mentalmente, o corpo tremendo e os olhos faiscando em fúria púrpura.

- O que quer? O que todos querem?

As almas se juntavam, a garota tomando a frente, jogando-se, abraçando a semideusa, as unhas cravando-se no ombro de Sadie, que sentia tudo como se ela fosse sólida.

- O que todos que voltam desejam, semideusa? - Uma pausa dramática, e a voz voltou a sussurrar, o corpo ectoplasmático ainda colado ao seu. - Vingança!

Ela se afastava, rodopiando no ar, parando mais uma vez à frente de Sadie, a não mais de dois metros.

- Vai nos ajudar, semideusa?

Sadie crispava os punhos, a voz trêmula.

- Ameaçar minha família não vai ajudar, se deseja minha colaboração.

A garota dava de ombros, calma.

- Parecia bem efetivo há um minuto atrás...

Sadie lançou um olhar desesperado ao pai, desejando que ele entendesse a mensagem. Howard assentiu, dando um passo atrás mas, antes que ele pudesse deixar o quarto a porta bateu. Itens de decoração, pequenos bibelôs, brinquedos e todas as coisas móveis começaram a se mover, como se um pequeno ciclone estivesse ali dentro. Sadie gritou para que se mantivesse onde estava, encolhido contra a porta com Christine, que agora chorava, protegida em seus braços. Apesar da janela fechada, o vento zumbia. Era uma provocação, mas não demoraria muito para que aquilo fosse levado a outro nível. Sadie gritou, tentando se fazer ouvir por sobre o barulho.

- O que querem?

A garota voltou a sorrir.

- Já disse... Vingança. Você nos vingará, Sadie? Você viu o que fizeram conosco, semideusa... Deixará que saiam impunes?

E então ela se tocou: o sonho. Era real, havia acontecido. O acampamento! Ainda assim, estavam ameaçando sua família! Não podia permitir isso, não podia suportar essa idéia. O espectro parecia ver o conflito, se aproximando, estendendo os braços novamente, a tocando mais uma vez.

- Prometa nos ajudar, semideusa... Prometa, e os deixaremos em paz. Nos dê nosso descanso, e envie o maldito que fez isso ao tártaro!

Agora os dedos gelados se prendiam aos seus, e ela via mais uma vez a imagem. Sentia a dor e o medo, sentia o último suspiro de cada um dos fantasmas ali presentes. Ninguém merecia aquele fim. Sua vontade se quebrava. Sadie sussurou.

- É um acordo? Tenha a palavra de todos?

Os fantasmas tremeluziram, mesclando-se. Por um momento, a face de todos se alternou no corpo do espectro principal, as vozes unidas.

- Não um acordo. Um pacto, semideusa... Aceitará este pacto conosco?

Sadie soltou as mãos dos dedos do espectro, abrindo levemente os braços.

- Eu aceito!

Os itens todos caíram no chão, e o ar ficou completamente parado. O quarto brilhou, e os fantasmas finalmente deixaram sua fúria de lado, abraçando a semideusa, sendo sugadas para seu colar. Apenas aquela garota estava lá, a encarando. Por um momento, seu aspecto parecia menos repugnante, como se o simples fato de Sadie compreender sua dor ajudasse a resgatar parte da humanidade perdida na morte. Ela roçou Sadie mais uma vez, atravessando-a e se desvanecendo antes de sair pela porta, deixando apenas a voz atrás de si.

- Está feito... Vá para o Acampamento, semideusa... Precisa ver com seus próprios olhos.

Sadie deixou-se cair de joelhos no chão, esgotada. A carga emocional de cada encontro com fantasmas sempre a afetava, por mais forte que fosse. Ou você se fechava completamente, ou se deixava consumir pela dor deles - algumas vezes, grande demais para ser suportada. Sentia-se estilhaçada por dentro.

Howard ainda estava atônito. Em tempos passados, teria fugido da filha, acusando-a de ser uma aberração. Mas ele mesmo pôde sentir a angústia no ambiente, mesmo sem ser capaz de compreender tudo, e agora entendia parte do peso que ela carregava. Já havia conseguido acalmar Christine, mas não era a pequena que precisava de seu apoio agora. Enquanto segurava o bebê no colo, aproximou-se, entendendo a outra mão e apertando o ombro da filha.

- Problemas, não é?

Sadie apenas acenou. A voz era fraca.

- Eu preciso... Voltar ao Acampamento...

O sorriso dele era triste, mas tentava não demonstrar sua decepção. Ele já sabia há muito tempo que nunca seriam completamente normais.

- Eu sei... Prometa se cuidar, ok? Eu não entendi tudo, mas acho que você não deve demorar, não é? Sei que suas coisas estão no quarto... É melhor se arrumar. Precisa de uma carona ou...

Ela negou, levantando-se.

- Eu vou do meu jeito. É melhor, vai demorar menos.

Ela levantou-se, recebendo ainda um último olhar do pai antes de sair do quarto. Tinha muito a fazer ainda.


♦ ♦ ♦ ♦ ♦


Não tinha tantas coisas para carregar, e isso ajudava. Seus poucos itens foram rapidamente ajeitados: a faca que sempre carregava, a corrente, o anel, a lente e os amuletos. Trocou de roupas, voltando ao velho jeans e moletom. Poderia tentar chamar Ripper, mas tinha outros meios. Desceu ao porão. Ali, já havia uma sala específica, utilizada por ela justamente para não chamar a atenção, por mais que a névoa impedisse que vissem o cão infernal, nas raras vezes que o utilizava como transporte para ir para casa.

Traçar o círculo com a ponta da faca no chão de terra não foi difícil. Precisou se concentrar alguns instantes depois. A magia era poderosa, e a levaria ao Acampamento, mas só até o pé da colina, antes da barreira. Posicionou-se no centro, com o diagrama já traçado no chão e a faca guardada de volta à bainha em seu calcanhar. Levantou as mãos, declamando o encantamento, e foi envolvida por uma onda de energia púrpura. Piscou, o primeiro passo ainda trôpego. O céu escuro indicava que ainda era madrugada, mas o movimento na fronteira era anormal.

- Quem vem lá?

Sadie piscou, a visão adaptada ao escuro. Um trio de semideuses a encarava - duas garotas e um rapaz - armas apontadas para seu peito. Não se preocupou em defender-se nem recurar, apenas os encarou.

- Sadie Bronwen, filha de Melinoe. Vim de Massachusetts.

Os três a encararam, e uma das garotas a mediu com o olhar, finalmente falando.

- Diz a verdade... Mas porque nos procura agora? Você não parece uma novata...

- Não sou. - Sadie a cortou secamente, voltando a subir a colina. Seu olhar fez o garoto recuar um passo, a lança em sua mão tremendo. - Apenas soube que tem algo errado e não tenho tempo para conversar, a menos que queiram me acompanhar e explicar exatamente o que houve... De resto, sugiro que não aponte isso pra mim a menos que tenha realmente a intenção de usar, o que não parece ser o caso...

Ela ignorou o bufo de indignação do rapaz e prosseguiu, o trio a seguindo. A terceira menina, que estava quieta ate então, iniciou as explicações. A história foi resumida, mas Sadie compreendeu: um ataque interno, na base da sabotagem. Isso por si só deixaria todos em polvorosa, mas os danos pareciam ser ainda maiores do que supunha. Deixou o trio voltar à patrulha, ainda que não acreditasse que seria efetiva, e seguiu à procura de Quíron. Disseram que o centauro estaria na praia, onde havia ocorrido tudo, e foi para lá que seguiu.

Foi só nesse momento que entendeu a dimensão real. "O inferno na terra" foi a definição que o trio de patrulha tinha dado, e nada poderia estar mais próximo da verdade. O chão estava coalhado de corpos e destroços, em vários estados. A maioria seria impossível de se identificar, tal estado dos ferimentos, entre queimaduras e desmembramentos. O cheiro de carne queimada, sal e madeira se misturava no ar, provocando enjôos mesmo nos estômagos mais fortes. Quíron estava direcionando aqueles que trabalhavam no resgate dos mortos, para um funeral digno. Não haviam feridos, provavelmente já haviam sido retirados mais cedo.

O centauro viu sua aproximação, acenando com a cabeça em um gesto cansado.

- Não imaginei que viria, Sadie.

Ela suspirou.

Nem eu. Mas eles me chamaram.

O diretor do Acampamento a observou por um tempo, como se fosse capaz de ver os fantasmas que se acumulavam em seus ombros, pesando emocional e, no caso dela, até fisicamente. Por fim apenas prosseguiu, com um gesto de concordância.

- É um fardo pesado o seu. Não pergunto se quer realmente fazer isso, já que se fosse de outra forma não viria de tão longe. O que pretende fazer?

Ela olhava ao redor. Não possuía força física para trabalhar com os destroços, ainda que alguns poderes pudessem ajudar, e não tinha conhecimento dos ritos funerários, apesar da área de sua mãe - ou talvez justamente por ela, lidando com os que permanecem, não os que vão. Ainda assim, tinha as vozes.

- Identificá-los. Eles podem me guiar. Um funeral digno... Não vai fazer com que partam, mas vai acalmá-los. É o mínimo que merecem, pelo que vejo.

Quíron colocou uma mão sobre seus ombros, enquanto com a outra apontava os locais.

- Aqueles que tinham condições de serem identificados foram organizados naquelas tendas improvisadas. Os outros foram colocados ali, na área separada daquele lado. Temos alguns responsáveis lá, mas pouco podem fazer. É duro admitir, mas são poucos os semideuses com as suas habilidades por aqui.

Sadie apenas acenou, seguindo na direção mostrada, ainda ouvindo o suspiro do centauro às costas.

- Obrigada, Sadie.

O primeiro corpo que viu fez a mesma sensação da noite voltar: o velho arrepio e as unhas cravando-se na sua nuca, acompanhados da voz suave e fria.

- Aquela era eu...

Era fácil entender por quê o corpo não foi identificado: apesar da cabeça ainda estar colada ao corpo, havia um buraco no crânio aonde deveria estar o rosto. Estranho, uma vez que o fantasma estava queimado, mas agradeceu por ela ter minimizado a visão a ponto de ser parcialmente visível. O espectro falou como se compreendesse o que passava em sua mente.

- Um dos foguetes caiu perto de mim. Quando me queimou, eu me ajoelhei no chão. Tentava apagar o fogo e me proteger, mas então vieram as explosões. Eu estava muito próxima de uma das minas... Mas apesar de tudo, duvidei que te chocar ainda mais ajudaria. A gente geralmente tem empatia quando pode ver nosso interlocutor, e a forma como estava já era ruim o suficiente para mim... - O fantasma jogou o cabelo que ainda possuía de lado, fazendo pose. - Eu passei a vida sendo admirada por minha beleza. Era tudo que valorizavam em mim, era tudo que eu fui ensinada a ver em mim mesma. E me tiraram isso na morte. Era uma filha de Afrodite típica, não?

Mesmo Sadie sentiu sua dor.

- Não... Você era apenas uma garota.

Por um momento a imagem da filha de Afrodite tremeluziu, e ela a viu como horas antes da festa: os cabelos longos com cachos nas pontas, a maquiagem na medida certa, o vestido acetinado, simples mas deslumbrante, como se ao tocá-la o tecido assumisse uma aura distinta, e um sorriso inocente, de quem estava entusiasmada com mais um ano, acreditando que ainda teria muitos outros pela frente. E então ela voltou a assumir sua forma horripilante, consumida pela mágoa e o desejo de vingança.

- Eu era Eirin Damphrey.

♦ ♦ ♦ ♦ ♦

Eirin foi o primeiro nome, de muitos outros. Sadie não dormiu naquela noite, nem tentou ir ao chalé - sabia que não adiantaria nada. Cerca de duas horas depois de chegar ao Acampamento viu o sol nascer na praia, mas longe de trazer esperanças, a luz deixava a destruição mais visível, acentuando o clima de luto. O café da manhã foi silencioso e rápido - ninguém tinha ânimo para longas conversas ou fome para fazer hora no refeitório. Os corpos estavam todos identificados, e a longa listagem de mortos havia sido afixada na Casa Grande. No entanto, haviam as mortalhas, muitas delas, a serem feitas. Mesmo aqueles que teriam os corpos recolhidos pela família mortal ainda teriam uma, que seria queimada em respeito a eles, juntamente com todas as outras.

Dos filhos de Melinoe, Sadie não era a mais velha, mas ainda era uma das mais experientes, e acabou sendo incumbida de auxiliar os irmãos de forma instintiva. No fim, se viu sentada com eles, recebendo instruções de tecelagem de alguns filhos de Atena que se dispuseram a auxiliar. Era um trabalho lento e chato, em especial porque não tinha qualquer familiaridade com ele. Por fim, ficou aliviada quando o almoço foi anunciado. Estava longe de ser a hora mais feliz do dia, mas mesmo ela estava se sentindo oprimida com o clima que reinava no local.

Por outro lado, se esperava que melhorasse, não poderia estar mais errada. Os múrmurios e o peso continuavam ali, como se o ar tivesse se tornado mais denso - respirar chegava a ser penoso. As poucas vozes que se expandiam pelo local se calaram quando Quíron bateu os casos no chão, manifestando-se a todos pela primeira vez, pelo que Sadie havia compreendido. Nada diferente do que ela própria já não havia captado, fossem dos fantasmas, fossem das conversas esparsas (afinal, boatos se espalhavam tão rapidamente no Acampamento quanto o fogo da noite anterior): era uma traição interna. A manifestação de ódio do Sr. D. era compreensível, dadas as circunstâncias, e logo o tumulto começou, afinal, agora com tudo Às claras, todos começavam a levantar suas suposições em voz alta. A própria Sadie estava prestes a se manifestar: Aquele não era o único local seguro! Circe a odiaria por se oferecer para abrigar semideuses na Ilha, mas alguns poderiam ser incorporados aos seus feiticeiros, se era isso que desejava em troca de auxílio. No entanto, antes de se pronunciar, o grito ecoou no local, fazendo todos debandarem para descobrir o que ocorria: Outro ataque?

Quíron conseguiu chegar antes, trotando. Sadie, por sua vez, acabou ficando mais para trás, e precisou se espremer entre os semideuses que já se acumulavam. Um sátiro estava caído no chão - apesar de que, pelo que ela pôde perceber, estava vivo, aparecendo com as cores normais em sua visão. Antes que chegasse mais perto, um semideus levitou um papel, anteriormente nas mãos da criatura da natureza. Logan - o monitor de Perséfone, que ela reconhecia de treinos anteriores - leu em voz alta o aviso. A cada palavra o frio espalhava-se por seu estômago. A praia não era o ínicio, e aqueles não eram os únicos fantasmas que a procurariam se as coisas progredissem da mesma forma. Eirin e os outros espectros voltavam a aparecer, a filha de Afrodite apoiando-se em seus ombros, enroscando os braços ao redor de seu pescoço.

- Você entendeu por que a procuramos, Sadie? Entendeu o que queremos, o que precisamos?

Quem repasse nela, acharia que estava falando sozinha, mas o caos já imperava mais uma vez. Ela apenas acenou, murmurando em voz baixa.

- Vingança... Justiça...

A voz de Eirin ria em seus ouvidos, mas as palavras eram impregnadas de rancor.

- Isso mesmo, boa garota! E você nos dará isso? Pegará quem iniciou esses eventos, impedirá que cause mais danos e o fará agonizar eternamente no tártaro?

A mão de Sadie desceu instintivamente para a corrente em sua cintura, fechando-se com força sobre o corpo cravejado da arma, filetes vermelhos escorrendo no chão. Mais do que uma promessa, era um pacto, feito anteriormente e agora reafirmado com seu próprio sangue.

- Eu farei isso... Eu juro.

♦ ♦ ♦ ♦ ♦

† NPC's

Sobre os poderes do espectro, considerei que ele tem os poderes dos filhos de Melinoe + poderes relevantes a fantasmas, baseados em filmes de terror, tipo telecinese, materialização, etc. Acredito que tenha ficado compreensível, por isso deixarei apenas esta nota, sem detalhar demais. Lembrando que Eirin não é o único fantasma, mas é aquele que toma a frente e se manifesta, expondo o desejo de todos e concentrando o poder.

No mais, outros NPC's são fixos da história da Sadie, como o pai (Howard) e a irmã (Christine) e a casa deles é em Arkhan (cidade fictícia de H. P. Lovecraft que, supostamente, fica em Massachusetts, perto de Boston.

† OBSERVAÇÕES

Alguns efeitos são meio que estéticos, mas pode ficar subentendido que foi a ação dos fantasmas sobre Sadie (como o momento em que ela acorda).

Além disso, uso de "pra", "Me soltem" e etc na fala reflete a informalidade da personagem, não um erro de grafia.

† ARMAS E PODERES

As armas, apesar de citadas, não influem em nada. Ela porta os itens de reclamação + amuleto do espectro + elo de Ares + sapatos voadores + faca inicial (único item efetivamente usado para traçar o círculo mágico do poder ativo a seguir. Por isso, sem descrições, já que não influem. A corrente possui cravos, por isso Sadie se fere ao apertá-la na mão.

Quanto aos poderes:

Passivos:

Mediunidade [Nível 1]
Mediunidade é a habilidade de ver e se comunicar com fantasmas. Sim, você pode se comunicar com fantasmas mesmo sem estar no mundo inferior.

Áurea Fantasmagórica [Nível 10]
Seu corpo emanará uma áurea poderosa. É como se o inimigo sentisse calafrios percorrendo pelo seu corpo. Basicamente, sua presença causará medo. (Com a patrulha e explicando porque ela acha a irmã corajosa por não temê-la)

Poder Espiritual [Nível 18]
Seu poder espiritual é muito elevado, portanto terá facilidade em realizar magias e gastará menos energia para realizá-las. Magias de drenagem e enfraquecimento não funcionarão em você.

Nível 2 (Feiticeira)
Maestria com a magia: Por serem feiticeiros de Circe, vocês sofreram menos perda de MP do que o normal ao usarem algum poder. [ New]

Nível 7 (Feiticeira)
Olhos Púrpuros: Adentrando os feiticeiros, e adquirindo a Benção de Circe seus olhos adquirem uma pigmentação púrpura chamativa quando você assim quer – que causa receio a qualquer mortal e/ou monstro que lhe encare diretamente.[ Modificado] (com os fantasmas e a patrulha)

Ativos:

Voz de Poder [Nível 3]
Sua voz estará carregada com um poder fantasmagórico que irá fazer com que qualquer fantasma lhe obedeça. Utilizado contra os fantasmas, sem muito efeito)

Telecinese [Nível 6]
O filho de melinoe manipula objetos facilmente, com poder telecinético. A precisão e tamanho/ peso do objeto variam com o nível, mas inicialmente simulam a força física do semideus. Cada ativação dura 3 turnos, e o alcance é de 10m a cada 5 níveis.[criado por Sadie Bronwen] (Quando fecha a porta na cara do pai. PS: estranho ver seu próprio nome nos créditos >.>)

Time Travelling Spell [19 - Feiticeira] Esta magia permite ao feiticeiro fazer com que um portal triangular apareça acima dele, sugando-o para ele e por meio deste ele pode se locomover por grandes distâncias. Porém, esta magia requer tempo para ser completada, portanto, se usada para fugir de efeitos imediatos prova-se falha. (Para viajar do porão até o pé da colina, antes da barreira. Como diz que demora, interpreto que se deva traçar/ criar algo para que funcione)









Legenda

Narração † FalaPensamentoHowardFantasmasOutros NPCsQuíron



Template by ~moony edited by Sadie Bronwen
Sadie Bronwen
Sadie Bronwen
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
297

Localização :
Ilha de Circe

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento: Burn, baby, burn! - Postagem aberta

Mensagem por Zöe Winbledeaux em Dom 25 Jan 2015, 22:57



things we lost in the f ire
❝I was the match and you were the rock, Maybe we started this fire❞
The adventures of raindance zöe;
AT CABIN 11, WEARING THIS;
POST ÚNICO - Burn, baby, burn!


—  VIRA! VIRA! VIRA! VIRA! —  Os indefinidos gritavam, batiam nas paredes, faziam barulho. Zöe encontrava-se no centro de uma pequena roda de campistas - cerca de dez jovens de idades variadas - com uma enorme garrafa de vodka na mão. A bebida descia pela goela rapidamente, enquanto a garota fazia uma careta engraçada, tentando não botar tudo para fora. Um garotinho que beirava os onze anos de idade cronometrava a brincadeira em um canto, dizendo em voz alta o tempo que ela aguentava. Quando, enfim, parou, a pequena platéia vibrou, fazendo ainda mais barulho do que antes, gritando vivas e batendo palmas.

Aquela era sua festa de Ano Novo, muito mais empolgante do que passear na praia e observar os fogos de artifício no meio de dezenas de casais apaixonados. Quando a maioria dos filhos de Hermes saiu para o evento, Zee ficou no chalé, preferindo a companhia agradável, muito mais animada, dos indefinidos passando seu primeiro de muitos feriados no Acampamento. Havia roubado algumas - várias - doses de álcool durante sua última viagem, e dividia-as com os colegas, promovendo uma diversão para os esquecidos. Nunca fora uma pessoa responsável, e, portanto, entregava shots para todos, pouco se importando com as idades. Naquele momento, dizer que estavam prestes a ficar bêbados seria pouco.

Entre risadas, histórias compartilhadas e brincadeiras, a hora da virada se aproximava. Algum espertinho conseguira esconder uma espécie de mp3 player das revistas de dormitório, e agora uma versão animada de All The Single Ladies tocava pelo chalé 11, tão alto que fazia o chão tremer. Ou era isso que pensavam. Zee dançava, o corpo coberto apenas por um conjunto de lingerie preto, e cantava à plenos pulmões. Não era sua culpa o fato de estar tão absorta em sua própria diversão para perceber o que acontecia.

O pequeno grupo demorou demais para notar os gritos lá fora, os pedidos por ajuda, as explosões. Quando uma fumaça desagradável, fedida, entrou pelas frestas das janelas fechadas que os isolavam do mundo lá fora, a ficha caiu. E o caos se instaurou.

A alegria embriagada logo deu lugar à um desespero sem precedentes, o pânico sendo aumentado pelo álcool em seu sangue. A garota vestiu uma roupa qualquer e correu, seguida por seus companheiros. Lembra-se da confusão em seu cérebro, a visão turva e a incapacidade de juntar os fatos apresentados. Simplesmente não conseguia entender que diabos estava acontecendo e, consequentemente, não sabia o que fazer à seguir. Deixou os indefinidos sumirem de sua vista - outra ação irresponsável - e cambaleou alguns passos tontos pelo pátio dos chalés. Sombras sem vida iam e vinham diante de seus olhos - seriam eles pessoas? -, porém pontadas de uma dor aguda fizeram-na despencar no chão antes de se estabilizar.

O que está acontecendo? O que está acontecendo? O que está acontecendo?

Em um espasmo descontrolado, curvou-se sobre a grama e vomitou. As lágrimas escorriam por sua face, misturando-se aos respingos da mistura nojenta que escapava de sua boca. O cheiro de queimado deixava-a ainda mais enjoada, porém não a impedia de tentar engatinhar na direção de uma aglomeração de campistas. Só queria respostas. Outro golpe em seu estômago iniciou a nova onda de vômito. Por fim, Zee desistiu. Encolheu-se na grama em posição fetal, tremendo de fraqueza e chorando.

E apagou.

[. . .]

Foram seus irmãos que acordaram-na no dia seguinte, tirando-a de um estado lamentável na grama morta. Sua cabeça ainda doía, e a luz do Sol causava uma espécie de cegueira irritante. Cada barulho era um inferno particular, piorando ainda mais os sintomas da tão conhecida ressaca. Em meio a puxões e empurrões, diversas mãos guiando-a pela cabine 11, as tão desejadas explicações lhes eram oferecidas. Obviamente, devido às dores, a semideusa teve certa dificuldade em organizar os fatos, porém conseguiu visualizar a ideia geral. Queima de fogos, fail, incêndio, explosões, tretas, caos. Mortes, mortes e mortes.

A costumeira expressão divertida que enfeitava o rosto de Zöe fora substituída por um semblante sombrio. Geralmente era ela quem colocava o espírito dos irmãos e indefinidos para cima em ocasiões difíceis, porém, naquela manhã invernal, as palavras de consolo a tinham como alvo. Sua força fora drenada, e um estranho sentimento de culpa martelava seus pensamentos.

Talvez eu pudesse ter ajudado, se não estivesse tão bêbada. Talvez tivesse conseguido salvá-los. Talvez, talvez, talvez...

Passara a manhã ajudando a costurar as mortalhas de seu chalé, trabalhando com afinco para realizar um bom trabalho e lutando contra as enxaquecas filhas da puta. Seu foco eram os indefinidos, aqueles sem ninguém, sem família. Zee choraria por eles em silêncio, por mais que odiasse demonstrações públicas de fraqueza. Obviamente sofria pelas crias de Hermes, mas eram os anônimos os donos de seu pesar.

Não falou nada o dia todo, algo extremamente incomum de sua parte, a famosa dona da última palavra. Apenas meneava a cabeça, concordando ou não com os pedidos e ordens. Não comeu nada, também, seu organismo parecia rejeitar qualquer fonte de energia. Por que eles, por que não eu?, ponderava. Certamente haviam adolescentes muito mais merecedores da vida entre a lista de baixas do que ela. Às vezes, nada fazia sentido.

Enquanto observava os irmãos comerem em silêncio, ocupando a mesa mais lotada do refeitório, massageava os dedos furados e machucados de tanto costurar mortalhas. Após terminar as suas, saíra ajudando os campistas de outra ascendência divina encarregados da mesma função.  Fizera de tudo para se distrair. Em algum momento Quíron iniciou um discurso qualquer sobre perdas e como estava triste pelo o ocorrido. — Palavras são apenas palavras, cavalo... — Murmurou, tão baixo que nem a irmã sentada ao seu lado fora capaz de escutar.

E então veio o grito. Outro, seguindo os muitos da noite anterior.

Pessoas desesperadas o acompanharam, mil vozes falando ao mesmo tempo enquanto os responsáveis averiguavam. A curiosidade já não reinava a mente de Zee, a raiva expulsara-lhe dali. Com a cabeça entre as mãos, os olhos fechados e os ouvidos tapados numa tentativa falha de diminuir a dor de cabeça, não conseguiu bloquear a enxurrada de informações. O culpado de tudo era um campista, simples assim.

De repente a vontade de vomitar voltou.

Adendos:
1) Para todos aqueles que duvidaram, vulgo Drillbit Jackson, tá aqui o meu post. Pode não estar perfeito, mas rá! *tapa na cara*

2) Podemos ver que toda essa treta louca afetou muito a Zöe. Não demonstrei muito a personalidade verdadeira dela nesse post por dois motivos: no começo ela estava bêbada e, no final, podre. Geralmente é uma garota engraçada, positiva, sempre botando todo mundo pra cima. Gosta de fazer brincadeiras com tudo e todos, porém nem mesmo eu consigo zoar um evento desses. É gente, Júlia tem coração mole.

3) Ela tem a péssima mania de chamar todos pela primeira letra do nome, inclusive a si mesma. "Zee" refere-se ao som da letra "Z" em inglês, e é seu apelido.

4) Defensoras dos indefinidos ao resgate, sort of.

5) Obrigada Helena linda, pelo apoio moral e incentivos enquanto eu sentava a bunda na cadeira e escrevia. Tinhamu.

6) Boa leitura, e desculpa por qualquer confusão ou errinhos.

BY JÚLIA DRAGÃO + TAMARA ISTÁINER
Zöe Winbledeaux
Zöe Winbledeaux
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
27

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento: Burn, baby, burn! - Postagem aberta

Mensagem por Raviel Vega em Dom 25 Jan 2015, 23:07


Fire and Fury

Se a queima de fogos serviu como “prólogo” desse novo ano, é provável que eu morra antes do segundo capítulo. Na verdade, eu nunca teria aberto esse maldito “livro”, se soubesse as desgraças escritas logo em suas primeiras linhas. Explosões, fogo, sangue... Apesar de serem itens comuns à vida de um semideus, nunca são muito agradáveis. Mas nem o campista mais pessimista e paranóico poderia prever a tragédia que ocorreria.

As marcas da noite de Ano-Novo são evidentes por todo o Acampamento. Não estou falando das construções danificadas, ou das dezenas de feridos amontoados nas enfermarias dos Curandeiros. Refiro-me a algo ainda mais evidente. Dor, medo. Estampados no semblante de cada campista, tão presentes que quase chegam a ser palpáveis. Os que presenciaram o fato, os que nem estavam no Acampamento naquela noite, tendo perdido algum ente querido ou não, cada um enfrenta seu próprio trauma.

O filho de Athena que vos fala ofereceu-se para ajudar na reconstrução dos locais afetados pela explosão e pelo incêndio que sobreveio. Uma tentativa inútil de ocupar minha mente e impedir que eu remoa todos os erros que cometi na noite anterior. As imagens passam na minha mente como um filme em looping eterno, um lembrete constante do meu fracasso. Não consegui por as mãos no culpado, abandonei um membro da minha equipe de buscas sem hesitar, apenas para seguir uma pista vaga. Uma garotinha morreu na minha frente, em um único instante, sem que eu pudesse fazer nada.

- Não se culpe, você fez o que pôde – disse Lucy, depois que lhe contei o que presenciei naquela praia. Minha irmã havia decidido ficar no chalé durante o Ano-Novo. Disse que guardava péssimas recordações dessa data. Agora ela não é a única – Os responsáveis por essa confusão é que deveriam sentir remorso. Desgraçados...


Lucy também está ajudando a consertar as construções avariadas. Percebo que ela continua mancando. Apesar de ter me garantido que apenas tropeçou enquanto corria para fora do chalé na noite das explosões, cada passo que ela dá é uma pontada em meu coração. Posso me redimir pelo que houve na praia, mas tenho inteira responsabilidade pelo que acontecer a minha irmã. Eu jurei proteger-la, mas em nenhum momento eu tentei alguma comunicação – Lucy disse que, na correria, deixou seu colar na cama, mas não faz diferença. Por mais que ela estivesse longe da praia, o fogo poderia ter alcançado o lugar onde ela estava. Ela poderia ter corrido na direção do campo minado, preocupada comigo. Agi com tanta preocupação em provar minha capacidade que me esqueci de proteger a quem realmente importa. E eu não posso me perdoar por isso.
E, como se não houvesse mortalhas o bastante, ainda nos surge aquela maldita mensagem. Um único pedaço de papel serviu para que a desconfiança se espalhasse como fogo pelo Acampamento. Péssima analogia, mas explica bem a situação. O responsável por isso foi bem engenhoso, devo admitir. Espalhar a discórdia e assistir enquanto nos destruímos atrás do verdadeiro culpado.

O futuro é tão nebuloso quanto o presente mistério que assombra a todos. Mas tenho uma certeza: os culpados irão pagar. Talvez eu não tenha o prazer de fazê-lo pessoalmente, mas não tenho dúvida de que nem Quiron, nem o Sr. D,  nem nenhum dos campistas deixará que esse crime passe sem punição. Não haverá lugar sob os céus – nem acima deles – para onde fugir ou se esconder. Mais cedo ou mais tarde, os Campos de Punição abrigarão novos “moradores”.

Obs:
Lucy é uma NPC, a fillha de Athena à qual se refere o item abaixo.
Armas:
— {Knowledge} / Pingente [Um par de pingente prateado em forma de coruja. O objeto contém propriedades mágicas possibilitando a troca de informações mentalmente entre os portadores do pingente, sendo que a comunicação é inviável caso algum dos usuários o retire do pescoço. O item permite a Raviel se comunicar com a filha de Athena que salvou, trocando informações que convir a ele.] [Prata] [Nível mínimo: 1] [Recebimento: Missão "Puzzle!" por Hades, att por Héstia]

Thanks Tiago © 2013
Raviel Vega
Raviel Vega
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
45

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento: Burn, baby, burn! - Postagem aberta

Mensagem por Alyvre em Dom 25 Jan 2015, 23:59

burn, baby, burn!

Para ela, a noite de ano-novo era só mais uma noite. Não tinha nada de especial, o dia seguinte seria como qualquer outro, nada de extraordinário. A náiade não via sentido em comemorar só mais uma noite.

Por isso, Alyvre não foi à festa, tampouco compareceu na queima de fogos na praia. Optou por ficar quietinha em seu canto, dormindo, no fundo do lago do acampamento.

Por isso, estava viva.

•••

Não presenciou o caos.

Sim, mesmo debaixo d'água, ouviria as explosões, os gritos, tudo. Entretanto, já esperava barulhos altos provindos da queima de fogos e gritos de comemoração, então não ligou. Apenas virou para o lado e voltou a dormir.

Foi descobrir o ocorrido na manhã seguinte quando, ao finalmente deixar o lago, deu de cara com a floresta destruída. Sua curiosidade, naturalmente, foi atiçada. Era raro que a limneida comparecesse nos almoços, jantares e afins — para si, ao fazê-lo, seria aceitar ajuda do acampamento, colocando-se no mesmo nível que qualquer outro campista —, mas, naquele primeiro de janeiro em especial, sentiu-se na obrigação de estar no refeitório no momento das refeições. Imaginava que pudesse descobrir algo, fosse pelo burburinho que acreditava que existiria, fosse pela boca de Quíron.

Na hora do almoço, tentando se esconder de todos, lá estava Alyvre. Foi difícil evitar os olhares curiosos de outros espíritos aquáticos. A grande maioria conhecia, ou ao menos ouvira falar, da náiade, sabiam que não era comum a presença dela em locais com muitas pessoas. Um ou outro mais corajoso tentou se aproximar, sendo ignorado de imediato pela limneida.

Ouviu atenta ao anúncio do velho centauro, sabendo que ele tentaria amenizar um pouco o ocorrido. A fala de Dionísio a fez revirar os olhos. Não ligava. Sabia o suficiente, tinha o que precisava, podia voltar para o lago.

Um grito a deteve. Vindo da Casa Grande, atraiu, se não todos, uma grande parte dos campistas no refeitório.

Alyvre acompanhou o grupo que dirigia-se para o edifício. Ao contrário de vários, não correu. Foi uma das últimas a chegar. Graças a multidão que se juntava no local, demorou um pouco para entender o que se passava. Quando finalmente conseguiu ver o que acontecia, sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Um sátiro estava nos braços do Quíron, provavelmente morto. Entendeu que o semideus que falava estava lendo um bilhete, ainda que não vira de onde ele tirara o papel. Foi capaz de ouvir apenas as últimas palavras.

Estamos em todo o lugar. Sabemos tudo sobre vocês. Nós somos vocês.

•••

Era a primeira vez em muito tempo que parecia se importar.

No fundo do lago, Alyvre pensava no que fazer em seguida. Não estava disposta a ajudar, não, mas uma coisa a fazia querer estar na superfície: a curiosidade. Era fato que não ligava para o acampamento, mas algo a prendia ali, e não era seu lago. E este "algo" estava em perigo.

obs:

Fiz corrido, sim, me matem.
Sobre ela ser conhecida entre os espíritos aquáticos, isso será explicado mais pra frente.
Beijo, tchau.

Alyvre
Alyvre
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
3

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento: Burn, baby, burn! - Postagem aberta

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Dom 25 Jan 2015, 23:59


Let me have my revenge



And we know how it starts





Virada de ano, todos se divertiam em algum canto; na festa ou na queima de fogos, ou qualquer lugar que fosse, o fato é que o já pouco habitado chalé de Deimos encontrava-se vazio naquela noite. E o que esperar da Archer-Gilligan senão o melhor proveito possível dessa condição? Como todos os irmãos, havia sim ido à festa. Porém, havia bastado encontrar alguém suficientemente disposto para que, bem, o local se tornasse demasiado... inadequado para o tipo de festa que a semideusa queria.

O fato é que o chalé 21 já não se encontrava mais vazio, nem exatamente silencioso. As roupas espalhadas pelo chão da sala de armas já diziam o suficiente sobre isso, e sobre o quando a virada das garotas fora muito melhor, e certamente mais prazerosa, que os que haviam feito a escolha tradicional por assistir os fogos. Durante o frenesi, as explosões não pareceram anormais; antes foram abafadas por gemidos e suspiros, sussurros e pequenos gritos abafados. A prole do pânico ainda tentava normalizar a respiração descompassada quando o som da trombeta veio a interromper as novas tentativas. Se entreolhando de forma atenta, ambas as semideusas ergueram-se, ainda que ligeiramente trôpegas, colocando às pressas as roupas que com tanto descaso foram tiradas: algo naquele som denotava urgência.

Com pressa, quase correram até o origem do som, e o que encontravam pelo caminho era mais do que suficiente para fazer com que a apreensão se instalasse em seus rostos. Rapidamente chegaram até a praia, um cenário que era mais próprio a um campo de batalhas. Separaram-se e em poucas palavras o que havia acontecido foi explicado à uma Darya incrédula. Ausente de qualquer emoção mais particular, não derramou lágrimas, claro, antes se fez útil. Andou por entre os corpos sem vida, buscando feridos a que pudesse ajudar. Mantendo-se fria como sempre, agachava-se minuciosamente à procura de sinais vitais, enquanto a mente analisava o que poderia ter ocorrido. A sabotagem lhe parecia clara, afinal de qual outro modo aquilo teria acontecido? Não era nada inocente, ainda mais a ponto de acreditar que algo daquelas proporções poderia ter sido fruto de, ops, um deslize qualquer.

Havia acabado de erguer um corpo franzino que ainda respirava para levá-lo até onde outros recebiam cuidados quando o centauro pronunciou-se. Colocando-o delicadamente ao lado de outro ferido, tratou de organizar os meio-irmãos, para então rumar silenciosamente até onde, minutos antes, festejava ao seu modo particular. A raiva espalhava-se dentro de si, e Angel encontrava no evento a desculpa perfeita para os mais raivosos pensamentos.

Chegando ao destino, deitou-se, mas não dormiu de imediato. O ódio havia crescido dentro de si, afinal aquele também era o seu lugar, onde fora acolhida e exercia um posto. E se pensavam que podiam contra ela tão facilmente, estavam muito enganados.

***

— Não fiquem aí se lamentando, sério, não vai adiantar de nada. Sei que é horrível e tudo o mais, mas vocês não podem se focar só nisso, ou é pior. — o semblante da garota era sério, porém compreensivo, como era esperado, enquanto fitava os outros filhos de Deimos em uma breve conversa — Sei que perderam amigos e companheiros, afinal todos nós perdemos, e em alguns momentos só queremos dar um tempo do mundo e sofrermos em paz. Mas agora não é hora para isso, e tampouco descer do barco é uma boa alternativa. — dessa vez o seu olhar, mais duro, fixou-se em um dos meio-irmãos em especial — Não vêem que eles querem nos separar? Que querem acabar com isso daqui? Bem, não vamos deixar. Então tratemos de por as mãos às obras, porque é tempo de reconstrução, além de que ajuda a manter a cabeça no lugar. Sinto muito, pessoal.

E então, após um gesto de desânimo, seguiu o próprio conselho, tratando de sair do chalé. Já havia todo o apoio emocional que conseguira, com abraços e palavras doces, e agora era um alívio se ver livre disso. Para falar a verdade, não dava a mínima para os falecidos e feridos, afinal não tinha qualquer laço com qualquer um deles. Além do mais, não é como se Darya fosse o melhor exemplo de compaixão, amor ao próximo e todo esse blablablá humanitário. Na verdade, a maior ferida estava em seu orgulho, e todo aquele teatro chegava a ser cansativo, mas o que podia ser feito se esse era o seu papel? Bah.

A costumeiros passos largos, pôs se a andar. O camp estava realmente horrível, tanto em termos físicos quanto emocional, com um cheiro de queimado nauseante infestando a tudo e campistas chorando por todos os cantos. Essa era uma daquelas horas em que agradecia por não ter toda essa sensibilidade costumeira dos outros humanos. Sério, às vezes "ser um monstro" tem suas vantagens.

Finalmente chegou até onde as mortalhas eram tecidas, e novamente pôs se a fingir. Ali, ofereceu mais apoio, emprestou seu ombro, enxugou lágrimas e disse palavras de conforto, enquanto as mãos se ocupavam de tecer as mortalhas que seriam usadas. Por sorte, nenhum meio-irmão fora morto, porém a maioria dos chalés não tivera a mesma sorte, e dedicou-se a ajudá-los com afinco.

Foi com alívio que abandonou o trabalho para o almoço. Queria ouvir as tão aguardadas palavras do centauro, e quais explicações e esclarecimentos poderia ele dar. Sentou-se junto aos do seu chalé, cumprimentando-os silenciosamente, e fez uma aposta mental consigo mesmo de que aquilo acabaria em bagunça. Quando queimou parte de sua comida, porém, não foi para seu pai o sacrifício, mas sim para Nêmesis, juntamente com um pedido: vingança.

Já olhava para Quíron antes que esse tomasse a palavra. Um silencio sepulcral, como o deu um velório, tomava conta do loca, de forma deprimente e obscura. Nada do que foi dito a surpreendeu realmente: já esperava pela maioria daquilo, não era como se fosse algo que não pudesse ter sido previsto, afinal. Exultou, porém, com a morte do sabotador, apesar de que ela poderia ter dado um fim bem mais justo a ele; ao outro, jurou a si mesma, daria o seu troco.

Revirou os olhos, tendo de sufocar uma risada inadequada, quando o deus tomou a palavra. Aquilo também não era exatamente algo difícil de ser previsto. Correu como a maioria dos outros ao escutar os gritos, e ansiosamente escutou as palavras do bilhete. Teve de cerrar os punhos fortemente, enquanto o ódio a invadia, tingindo a sua visão de vermelho. "Desgraçados", disse para si mesma. "Eu sou o pânico, e em breve estarei será junto a você para mandá-los ao inferno! Porque se me juntar é o necessário para fazer jorrar o sangue cada maldito traidor, um por um, eu o farei. Eu juro."
Darya Archer-Gilligan
Darya Archer-Gilligan
Filhos de DeimosAcampamento Meio-Sangue

Mensagens :
241

Localização :
Into the Badlands

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento: Burn, baby, burn! - Postagem aberta

Mensagem por Harleen F. Quinzel em Seg 26 Jan 2015, 00:06




Oh, happy day!
Just kidding, this day sucks


01 DE JANEIRO DE 2015
THE PRIM DAY

Eu não sei exatamente como cheguei na casa grande, mas eu estava ali. Ao meu redor fogo, caos, cosplayers de zumbis. Se eu visse um panda ninja ou um unicórnio alado devorador de gnomos eu juraria estar em um de meus pesadelos, mas infelizmente eles não apareceram para me confortar. Meu braço estava completamente ferrado, além de queimado ainda havia cortes de garras de um animal (maldito animal indefinido!) e meio deslocado; mas, definitivamente eu não era a que estava em pior estado.

Meu olhar vagou rápido para construções que agora não passavam de madeira queimada ou ferro retorcido. Destroços estavam espalhados junto a corpos no chão. Eu não sabia mais se aquilo era nojento, horrível, macabro, doentio ou fedorento. Talvez fosse tudo junto. Se houvesse uma musiquinha de suspense no fundo eu teria refeito a cena da Katniss no seu distrito destruído. Mentira, se eu fizesse isso as pessoas iam me tacar pedras – ou corpos.

[Harley, a sensível.]
[A pessoas com compaixão e empatia tremenda.]
[Ó, meu deus, como é bondosa.]
[Aí, vou apagar vocês, fisdaputa.]

Quíron mandou as pessoas encarregadas da investigação para a Casa Grande, e quase glorifiquei por sair daquela cena. Não o fiz porque se eu erguesse meus braços era bem capaz dele desgrudar do meu ombro. Quando estava próxima a Casa Grande algo agarrou-se ao meu pé.

– É A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM! MEU DEUS, CHESSUCRISTO, EXU, ZEUS, ME AJUDE! NÃO QUERO VIRAR ZUMBI! NÃO QUERO FICAR CARECA! AAAAAAH! – Gritei enquanto tentava me soltar do aperto em minha perna que o zumbi me dava. No momento em que ia o chutar vi que era só um semideus agonizando no chão... Bom, é menos pior que um zumbi devorador de cérebros careca.

Chamei por ajuda, e quando levaram o pseudo-zumbi para uma das enfermarias segui meu caminho para a Casa Grande. Meus pensamentos voltando ao rosto mutilado do garoto, ao fogo, aos gritos. Eu deveria pensar menos nessas coisas, eram deprimentes demais. Por isso resolvi pensar em algodão-doce, era melhor e o único perigo estava relacionado à pessoas com diabetes.

{ . . . }

Aquele clima de Lana del Rey não me agradava, really. Eu entendo todo o luto, o sofrimento e tudo mais – sério, entendo –, mas não era assim que as pessoas que fizeram tudo isso ocorrer esperavam que ocorresse? Quero dizer, ninguém causava um carnaval daqueles pra deixar as pessoas sambando alegres no dia seguinte (péssima analogia, but you get it). Basicamente todos estavam agindo como o suposto inimigo esperava que agissem. Boooooring. E o pior? Eu não podia agir como eu! Porque, no momento, ser eu era ser ruim e ser sem coração.

E não estou exagerando quando digo que quiseram me bater porque eu sorri, realmente quiseram. Enquanto ajudava a reconstruir uma das construções eu soltei uma piada sobre pregos: péssima idéia. Os semideuses me expulsaram atirando madeira, pedras e dizendo coisas tão feias que nem irei quotar aqui, mas uma dica: eram palavrões em cinco línguas diferentes (maldita globalização).

Eu tenho meus problemas e toda essa personalidade (maravilhosa, mas não reconhecida), mas isso não quer dizer que eu vou deixar de ser quem sou pra ficar choramingando pelos cantos o que já passou. Pessoas morrem o tempo todo, semideuses então, puff. Shit happens, dude. Mas, ficar por ali dando glória a inimigos com choro e tristeza eu me recusava a fazer. Eu daria coisas sim, mas elas envolveriam objetos contundentes e o orifício anal do babaca que resolveu que explodir tudo era legal.

Pela primeira vez eu estava atrasada para uma refeição, e ainda bem que estava, porque não teria aguentado discursos de superação pela manhã, muito menos ter de correr afobadamente para a Casa Grande quando alguém gritou. Deuses, isso não ia acabar não? Quando vi eu já estava na Casa Grande pulando para conseguir enxergar a cena à frente.

Um semideus leu um bilhete, e o que era óbvio ficou mais óbvio, se é que isso era possível.

– Jesu.. Digo, Hércules! Que coisa inútil. Nem pra mandarem uma charada, porque se isso fosse uma charada seria mais legal. Ou uma receita de bolo! Pelo menos seria útil. Mas nãoooo, eles mandam uma frase tão óbvia quanto essa. Filhos de Atena a gente já sabe que não são, risca aê da lista, galera! – Irritada e dando risadas esquisitas, saí dali, batendo os pés sobre o concreto e xingando em mandarim entre uma risada e outra. É, eu falo mandarim, algum problema? Não? Ótimo.

Observações, niggas:
Sim, sei que passou do prazo, mas queria postar mesmo sem receber recompensa, porque vai ser o ápice da loucura da Harley. E também não revisei, nem revisarei. Flw vlw. q


Harleen F. Quinzel
Harleen F. Quinzel
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
212

Voltar ao Topo Ir em baixo

O autor desta mensagem foi removido do fórum - Ver a mensagem

Re: ♦ Encerramento: Burn, baby, burn! - Postagem aberta

Mensagem por 139-ExStaff em Dom 01 Fev 2015, 17:34


Avaliação do  Evento



Burn, baby, burn! - Tempo de luto

Avaliados por Eos

Emma Mills

Emma, você escreve bem, mas alguns detalhes poderia melhorar ainda mais. A pontuação teve umas leves "escorregadas", por assim dizer, e que, se resolvidos, poderiam melhorar a fluência da leitura. Por exemplo: "Não fisicamente, pois conseguira passar por aquela noite caótica ilesa. Mas mental e emocionalmente." - Neste trecho, se substituísse o ponto por uma vírgula, a frase ficaria melhor construída, uma vez que as orações apresentam uma continuidade entre si. Outros trechos sofreram do problema oposto, a falta da pontuação. Aqui, por exemplo: "continuavam lá paralisados e vivos. " - a vírgula deveria vir após o "lá". Outro ponto foi a confusão do "por quê" - "O por quê de serem poupados", onde o "porquê" deveria estar junto, por ser um substantivo - A razão de serem poupados. No mais, pequenos detalhes. A falta do reflexivo em um ponto (Não permitiria ser afetada - Não se permitiria ser afetada) e a mudança de horário do comunicado (na proposta fala almoço, você cita jantar) e a citação de que Quíron leu o bilhete, quando é dito que outro semideus faz isso enquanto o centauro auxilia o sátiro desmaiado provocaram a perda de coerência.

Coerência: 43 de 50
Coesão:23 de 25
Ortografia e Organização: 9 de 10
Adequação à proposta: 15 de 15

Total: 90 de 100

Bianca H. Somerhalder

Bianca, seu texto ecou bastante na coerência por não interpretar adequadamente a proposta da atividade. A questão da trombeta e do chamado, por exemplo, onde fica claro que ocorre logo após as explosões e atendimentos iniciais, sendo, portando, em seguida à festa, e não em outro momento/ dia como você descreve. Também ficou incoerente outros pontos - diz que não se importa com os outros mas cita que foi ajudar os curandeiros, por exemplo - qual motivo? Não foram explorados os sentimentos e a forma como isso afetou a personagem, apresentando mais um resumo dos fatos gerais do que focando na reação da player, fugindo da proposta do evento. Na ortografia, a repetição foi algo frequente. Tente reler seu texto, utilizando sinônimos e/ou pronome para evitar isso.

Coerência: 35 de 50
Coesão:21 de 25
Ortografia e Organização: 9 de 10
Adequação à proposta: 10 de 15

Total: 75 de 100

Aimée Masney

Alguns trechos não necessariamente errados, mas cuja leitura seria mais fluente com modificações, por exemplo: "que só pensaria estar envolvida em se fosse um personagem" - que ficaria mais fluido com a retirada do "em", ou com a reformulação, como "nas quais só pensaria estar envolvida se fosse um personagem". Também cometeu o mesmo erro de Emma, relatando que Quíron leu o bilhete aos campistas quando na proposta fica claro que outro semideus fez isso. No mais, sem observações.

Coerência: 45 de 50
Coesão:24 de 25
Ortografia e Organização: 10 de 10
Adequação à proposta: 15 de 15

Total: 94 de 100

Hiccup H. Haddock

Eu já havia comentado com você sobre o texto de encerramento, e não tenho o que falar: gostei muito da forma como conduziu o personagem, como explorou os eventos e como inseriu isso em sua própria trama, além de envolver uma carga emocional pesada, realmente aprofundando as reações e impactos disso em Hic. Parabéns!

Coerência: 50 de 50
Coesão: 25 de 25
Ortografia e Organização: 10 de 10
Adequação à proposta: 15 de 15

Total: 100 de 100

Kristy Grandine

Outro texto sobre o qual não há muito a falar. Gostei muito da forma como justificou a ida ao Acampamento e a descoberta, e como trabalhou a relação da personagem com seus NPCs, e as perdas que sofreu - isso foi muito bem trabalhado, sério! No mais, vou pro inferno por rir de sua observação off sobre a NPC.

Coerência: 50 de 50
Coesão: 25 de 25
Ortografia e Organização: 10 de 10
Adequação à proposta: 15 de 15

Total: 100 de 100

Hiro H. Haddock

O que falei sobre Hiccup também é válido para você, moço! As descrições e o sentimento passados foramd ensos e reais, e eu realmente senti a angústia do personagem aqui. A boa escrita e falta de erros apenas colaborou para que a mensagem fosse ainda mais eficiente, e tudo foi linkado à trama pessoal de forma bem elaborada. Parabéns!

Coerência: 50 de 50
Coesão: 25 de 25
Ortografia e Organização: 10 de 10
Adequação à proposta: 15 de 15

Total: 100 de 100

Avaliados por Quíron

Isobel

Isobel, eu gostei muito do modo como você narrou seus sentimentos em relação ao acidente. Quer dizer... todos estão se preocupando com os feridos, procurando o culpado, pensando no futuro do acampamento e você pensando no despreparo dos organizadores. Simplesmente fantástico. Eu não teria queixas do seu post se não fossem por alguns erros bem bobos de ortografia, porém, o que me fez descontar alguns pontinhos. Eu sugeriria uma revisão mais atenta, em todo o caso. De qualquer forma, parabéns pelo post e continue assim!

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 7/10

Total: 97/100xp

James Mont'Castio

James, devo dizer que me apaixonei pelo seu estilo de postar. Bem simples mas ao mesmo tempo bem detalhista, com um português impecável e ótimas descrições. Gostei também do uso de algumas figuras de linguagem (como em "Com "tudo errado", ele esperava algo como "a bebida acabou". A verdade foi que, ao chegar na praia, encontrou um campo de batalha - ou o que restara dele"), tendo você as tenha usado sem querer ou não. Seu post me cativou bastante, influenciando minha cabeça a ler o resto simplesmente por ter gostado dele. No mais, só devo lhe desejar meus parabéns. Continue assim, por favor.

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 10/10

Total: 100/100xp

Drake Darkrain:

Drake, vou ser direto: seu post ficou um pouco confuso. Entendo que tem a ver com a sua trama, mas você poderia ter explicado os acontecimentos por meio de um spoiler, o que ajudaria muito na sua avaliação. Bom, deixando isso de lado, eu gostei do seu post. Se eu entendi corretamente o seu post, seu modo de narrar o acidente e a reação do seu personagem foram bem criativos, e por isso não vou descontar pontos em fluidez. E, além disso, notei diversos erros de ortografia pelo seu post que também atrapalharam um pouco a narração. Assim, sugiro uma revisão mais aprimorada em seus posts. Eu gostei do seu post, juro; só ficou confuso, como já disse. Então, no mais, parabéns!

Coerência: 40/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 6/10

Total: 86/100xp

Avaliados por Hera

Kyle Loran

Analisando a proposta do encerramento do evento, pode-se dizer que a personalidade do filho de Dionísio fora conflitante com a mesma, o que, obviamente, não pode ser julgado como incoerência; foi algo surpreendente e, como leitor, posso dizer que foi até revoltante.

Passando aos erros, já adianto que foram pouquíssimos: notei um "que" em final de frase que não foi acentuado, um "Casa-Grande" com um hífen que não existe, um "por" intruso em "[...] Não falou nada por, até porque não tinha nada a dizer [...]". Não pode-se dizer que são erros significativos ou graves, mas ainda assim são erros.

No demais, em sua narração objetiva, está de parabéns.

— Coerência:50/50
— Coesão, estrutura e fluidez: 24/25
— Objetividade e adequação à proposta: 15/15
— Ortografia e organização:8/10

— Recompensa final: 97 exp.

Vicka Daniels

Definitivamente, um ótimo encerramento, Vicka. Passou a sua ideia central de forma suave e impecável, demonstrando - embora, como disse, suavemente - o total posicionamento da personagem.

Os erros foram simples, nada que uma revisão não resolvesse: o uso de "perguntava" ao invés de "pergunta" em "Mas... A única perguntava que pairava [...]" e o uso da palavra "maio-sangue" ao invés de "meio-sangue". Creio que foram apenas faltas de atenção sua.

Exceto isso, está realmente de parabéns.

— Coerência: 50/50
— Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
— Objetividade e adequação à proposta 15/15
— Ortografia e organização: 8/10

— Recompensa final:98 exp.

Logan Smitters

Como alguém que acompanha as tuas narrações desde o começo, posso dizer como evoluiu de uns tempos para cá. Com muitos menos erros de ortografia e de coerência, além da estrutura, nada pode negar a sua melhora.

Contudo, erros ainda existem, e nem sempre podemos dizer que são leves; a falta de vírgula após o "Tá" em "Tá eu menti [...]", após "andar" em "[...] começar a andar a trombeta [...]" e após "dizia" em "[...] ouvindo o que Quíron dizia me aproximava do meu grupo [...]" foram certamente gritantes, e podem ser facilmente resolvidos; outro erro que aconteceu muito mais de uma vez foi o uso de verbos no presente - se está narrando no passado (assim como é para ser preferencialmente narrado), exceto em falas, não deve-se usar verbos no presente, portanto "é", "está", "como" (enquanto verbo) devem ser evitados, sempre usando a forma deles no passado.

Exceto isso, fora notada apenas uma repetição de termos, coisa extremamente simples, que poderia ter sido retirada numa revisão cuidadosa, e erros de digitação como "apensa", "nós chama" e "Não to". Além disso, Logan, está de parabéns.

— Coerência: 50/50
— Coesão, estrutura e fluidez: 23/25
— Objetividade e adequação à proposta: 15/15
— Ortografia e organização: 2/10

— Recompensa final: 85 exp.

Avaliados por Selene

Logan Montecarlo

Um ótimo post, confesso. Não notei nenhum erro gritante em sua narração, porém várias vezes eu me confundi ao ler, pois não havia espaço entre os parágrafos. Gostei da atitude de Logan perante os irmãos e, principalmente, da parte em que você narra como ajudou naquilo tudo. Um simples pedido: Dê espaço entre os parágrafos para a leitura não ficar confusa.

Coerência: 50/50
Coesão, Estrutura e Fluidez: 23/25
Ortografia e Organização: 8/10
Objetividade e Adequação: 15/15

Total: 94 XP

Lexis Skönhet

Lexis, gostei da forma como expressou seus sentimentos, e confesso que achei graça dessa coisa toda com o Henry. Enfim, não tem muito o que falar, já que não achei nenhum erro no seu post. Sério, isso me deixa irritada. Eu amo achar erros em textos. q

Coerência: 50/50
Coesão, Estrutura e Fluidez: 25/25
Ortografia e Organização: 10/10
Objetividade e Adequação: 15/15

Total: 100 XP

Ana M. Thernadier

Ana, seu post foi ótimo em todos os sentidos: Em poucas palavras você conseguiu expressar exatamente o que estava pensando e, principalmente, levou isso adiante, até que chegasse ao leitor. Lendo seu texto eu mesma me senti em clima de luto, como se algo ruim estivesse acontecendo. Porém queria pedir para que, em próximos posts, você dê espaço entre os parágrafos.

Coerência: 50/50
Coesão, Estrutura e Fluidez: 22/25
Ortografia e Organização: 8/10
Objetividade e Adequação: 15/15

Total: 95 XP

Laura Martins

O seu post ficou bom, Laura. Porém você deveria ter detalhado mais os seus sentimentos e reações. Além disso, todo o acampamento estava ajudando no que podia e, na sua narração, você simplesmente não fez nada para ajudar, somente ficou se lamentando. Também gostaria de pedir uma coisa: dê espaço entre os parágrafos para que a leitura seja facilitada.

Coerência: 49/50
Coesão, Estrutura e Fluidez: 23/25
Ortografia e Organização: 8/10
Objetividade e Adequação: 13/15

Total: 93 XP

Romeo M. Ästelo

Romeo, seu post ficou muito bom. Gostei de como você narrou o acontecimento e de como se posicionou diante dele. Mas, como vários player acima, você não deu espaço entre os parágrafos, o que deixa a leitura confusa. Queria pedir para fazer tal coisa em próximos posts.

Coerência: 50/50
Coesão, Estrutura e Fluidez: 23/25
Ortografia e Organização: 8/10
Objetividade e Adequação: 15/15

Total: 96 XP

Avaliados por Íris

Hendrick Austin Wyatt

Primeiramente, quero parabenizá-lo por sua narração. Foi enxuta, simples e de bom tom, digna de uma criança. Até mesmo ri com a birra, que é tão normal para essa idade. No entanto, senti falta de um envolvimento maior. Seu texto foi bom, mas não mexeu comigo, entende? Mesmo que fosse uma história sendo contada, senti falta de algumas quebras para mostrar as emoções do personagem. Não basta dizer que se sentiu normal, mas não dar as motivações para tal. Também queria que os acontecimentos do refeitório e da Casa Grande fossem melhor explicitados. De qualquer forma, foi um bom texto, apenas objetivo até demais. Parabéns.

- Coerência: 35/50
- Coesão, Estrutura e Fluidez: 25/25
- Objetividade e Adequação à Proposta: 10/15
- Ortografia e Organização: 10/10

▬ TOTAL: 80 de 100 pontos possíveis.

Masha Lothbrok

Sua narração me envolveu completamente, Masha. Senti toda a agonia da sua personagem e admiro extremamente pessoas que conseguem desenvolver postagens assim. Além do mais, gostei da decisão da campista, da força recém-descoberta em meio ao luto, da ação de consolo ao pequenino. Não tenho muito a dizer a não ser o costumeiro parabéns, moça.

- Coerência: 50/50
- Coesão, Estrutura e Fluidez: 25/25
- Objetividade e Adequação à Proposta: 15/15
- Ortografia e Organização: 10/10

▬ TOTAL: 100 de 100 pontos possíveis.

Sadie Bronwen

Uau, Sadie. Foi um texto extenso, mas simplesmente amei a forma que decidiu desenvolver os acontecimentos. Os fantasmas levando você ao Camp foi uma saída muito bem-formulada para explicar o motivo pelo qual ficaste sabendo do que acabava de ocorrer. Só tenho alguns puxões de orelha para a cor das falas, por causa do background escuro do template, e por causa de uma palavra errada que foi "repasse" no lugar de reparasse. Fora isso, meus parabéns, moça.

- Coerência: 50/50
- Coesão, Estrutura e Fluidez: 25/25
- Objetividade e Adequação à Proposta: 15/15
- Ortografia e Organização: 9/10

▬ TOTAL: 99 de 100 pontos possíveis.

Avaliados por Selene

Zöe Winbledeaux

Amei o seu post, Zöe. Gostei de como a personagem agiu diante todas essas coisas e, principalmente, da amizade com os indefinidos. Achei bem engraçado a coisa toda, da bebedeira e da ressaca no dia seguinte. Em tudo isso, não encontrei nenhum erro gritante.

Coerência: 50/50
Coesão, Estrutura e Fluidez: 25/25
Ortografia e Organização: 10/10
Objetividade e Adequação: 15/15

Total: 100 XP

Raviel Vega

Em uma primeira lida não achei nenhum erro em seu post e, apesar dele ter ficado relativamente curto, você conseguiu expressar bem os sentimentos e reações do personagem. Você usou as palavras certas, e com isso conseguiu fazer com que as emoções fluíssem para o leitor.

Coerência: 50/50
Coesão, Estrutura e Fluidez: 25/25
Ortografia e Organização: 10/10
Objetividade e Adequação: 15/25

Total: 100 XP

Alyvre

Você conseguiu expressar bem os sentimentos da náiade, e no início do texto eu já havia entendido que ela não era uma garota muito sociável. Não tenho muito o que comentar, já que não achei nenhum erro.

Coerência: 50/50
Coesão, Estrutura e Fluidez: 25/25
Ortografia e Organização: 10/10
Objetividade e Adequação: 15/15

Total: 100 XP

Darya Archer-Gilligan

Não tenho muito o que comentar sobre a sua narração, pois não achei nenhum erro aparente. Porém, gostei de como a sua personagem se posicionou diante os acontecimentos e, além de tudo, de como você expressou isso.

Coerência: 50/50
Coesão, Estrutura e Fluidez: 25/25
Ortografia e Organização: 10/10
Objetividade e Adequação: 15/15

Total: 100 XP

♦ ♦ ♦ ♦ ♦

As postagens de Harleen F. Quinzel e Olaf Zerstörung não foram avaliadas, sendo consideradas nulas por ultrapassarem o prazo estipulado. Aos demais participantes, além do xp receberam o item a seguir:

♦ {Luto} / Bandana Preta [Carregando a aura pesada do atentado terrorista ao Acampamento no réveillon, essa faixa preta do tamanho de 50cm de comprimento por 5cm de largura possui uma propriedade interessante: tais como em cerimônias lúgubres, onde se dedica um minuto de silêncio em respeito à fatalidade ocorrida, os movimentos do usuário ficam silenciados por um turno inteiro; tal "bênção", no entanto, não afeta fala ou poderes (não se poderia silenciar uma explosão, por exemplo), podendo ser utilizada unicamente em ações relacionadas à movimentação (um pulo, uma caminhada, uma corrida, o ruído de passos - desde que provindos do portador, seriam silenciados e não poderiam ser escutados, independente de poderes como "audição perfeita"). Pode ser utilizada duas vezes por ocasião (missão, evento, treino, dentre outros).] {Tecido preto} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Evento de Encerramento, "Burn, Baby, Burn! - Postagem Aberta". Jan/2015.]



Tks Maay from TPO
139-ExStaff
139-ExStaff
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
1422

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento: Burn, baby, burn! - Postagem aberta

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 2 de 2 Anterior  1, 2

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum
:: Topsites Zonkos - [Zks] ::