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Teste poseidon dez 2014

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Teste poseidon dez 2014

Mensagem por Tom Elliot Kingsley em Dom 14 Dez 2014, 11:57


Análise Física do Personagem


Tom é dotado de cabelos escuros e lisos, característica herdada da mãe. Quando menor, gostava de usá-lo penteado e grudado à cabeça, mas com o passar do tempo deixou-os rebeldes e assimétricos, no que chama de "estilo próprio". Sua pele é muito clara, embora tenha se bronzeado - um pouco - involuntariamente após suas viagens quase intermináveis. Não é muito alto: um dos menores garotos de sua idade. Benjamin, seu suposto pai, sempre tentou lhe confortar dizendo que quando ele alcançasse os doze ou treze, iria crescer. Bom... até hoje ele espera a intervenção divina em suas pernas. Não que não goste: pelo contrário. Com o passar dos anos, Tom percebeu sua facilidade para escalar, correr, se esconder e entrar em lugares de difícil acesso, sem saber que isso faria toda a diferença no desenrolar de sua vida extremamente conturbada.
O que mais chama a atenção em Tom são seus olhos. Não são olhos que tenha herdado do pai ou da mãe. Os olhos de Tom são azuis, porém, não é qualquer azul. É um tom de azul fascinante e selvagem, que consegue esconder todos os sentimentos do garoto. Ás vezes lembram um rio límpido e cerúleo até o âmago. Às vezes, lembram ondas selvagens que arrebentam na areia e trotam livres, deixando nada além de um rastro de espuma em seu caminho.

Análise Psicológica do Personagem


Sou fascinado pelo mar desde que o visitei pela primeira vez, quando era bem pequeno. Lembro-me de ter quase sido amarrado por mamãe quando estava na praia, pois tudo o que queria era avançar na água e descobrir onde a imensidão salgada terminava. Já naquela época, demonstrava traços psicológicos que explicam minha ligação com o mundo das divindades mitológicas, porém, os efeitos do sangue que corre em minhas veias eram brandos e, ao longo do tempo, foram mascarados por uma vida confusa e perigosa.
Sem falsa modéstia, sou inteligente. Nunca tive problemas com os números ou com as palavras e sempre que tenho a chance de adquirir algum conhecimento – principalmente sobre os oceanos -, me atiro. O conhecimento é o único bem que ninguém retirará de mim, nem mesmo enquanto eu estiver agonizando meus últimos momentos. Também sou atraente, acho. Não que meu mundo gire em torno da beleza, mas, segundo meu “pai”, tenho um rostinho bonito que posso usar para conseguir muitas coisas na vida, desde mulheres até alguns favores (não, ele nunca foi um pai exemplar, embora exercesse o papel mínimo de um pai). Herdei dele a habilidade de mentir, ou pelo menos era nisso que eu acreditava. Dados os fatos atuais, a habilidade de mentir é um mérito só meu. Talvez tenha aprendido após ver as mentiras perfeitas de meu pai, com seus joguinhos e sua manipulação. Mas não se enganem. Ele não é um pai ruim, só faz o que precisa para se proteger e proteger a mim.
Outra característica própria é a rebeldia. Essa é comum a todos os adolescentes, mas o problema é que, no meu caso, dá-me uma coragem que eu não sabia ter, que me dá energia para dizer e fazer coisas que eu não diria ou faria. Um exemplo disso é contestar o que meu pai diz ou sair sem avisar. Também não consigo manter a boca fechada, dependendo da situação, e falo coisas que não deviam ser ditas, assim como deixo a impulsividade atuar nos momentos de ira. Sei perceber quando mentem para mim e... ah... minha mente é complexa e maluca, mas tudo isso é retido por uma coisa chamada sensatez, que me impede de ser tão louco quanto meus pensamentos. Às vezes eu acho que não sou desse planeta.
E o último fato sobre mim, e o mais importante de todos, é que odeio descrições, porque histórias contam mais do que descrições simples podem mostrar.




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(A partir daqui, começa a história do personagem, contendo fatos da vida do mesmo bem como a descoberta de sua ligação com a divindade em questão, Poseidon.)

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Unknown Pub, Hanford, Califórnia, Estados Unidos – 02:00pm – March, 13. 2011.

A primeira manifestação de uma anormalidade genética em mim foi há três anos. Meu pai e eu estávamos fugindo, como sempre. Estávamos há mais de três meses longe de casa e a sensação de estar sendo perseguido havia começado a desaparecer. Se eu desconsiderasse a fuga constante e o medo de morrer a qualquer minuto, diria que estava vivendo a vida de um viajante. Era mais fácil encarar aquilo como férias prolongadas do que como uma fuga de assassinos que estavam atrás da cabeça do meu pai. Ele havia mexido com as pessoas erradas, mas nas condições em que vivíamos, não tínhamos tempo para discutir as motivações. Minha função era acatar as ordens dele e tentar viver uma vida normal, migrando de caminhão em caminhão e gastando solados de sapatos roubados em caminhadas intermináveis por estradas quentes e desertas.
No dia em questão, estávamos em um bar. Não era o tipo de bar que pessoas que tem algum mérito pela dignidade própria frequentam. Era uma espécie de cabaré clandestino, com caminhoneiros bêbados e mulheres cujo valor só podia ser medido em cifrões. Porém, o bar tinha comida e só o som da palavra me fazia dar saltos depois de caminhar sob o sol escaldante californiano por quase dezesseis quilômetros.
O local era escuro. Em uma mesa, dois homens nos encaravam enquanto adentrávamos o pequeno estabelecimento. Em outra mesa, caminhoneiros jogavam baralho com mulheres no colo. Riam como se a vida fosse acabar. Riam como se suas mulheres não estivessem esperando por eles, imaginando a que fim a vida perigosa havia o levado.
Meu pai fez um sinal para que eu acelerasse e o acompanhasse de perto enquanto nos encaminhávamos para o balcão e assim fiz. Sentamos nos bancos de madeira arranhados e, enquanto meu pai encarava o balconista desatento, eu observava um prato com carne e moscas girar dentro de um pequeno forno.
- Duas sodas... – a voz de meu pai puxou minha atenção.
- Aqui não tem soda. – ele disse e sorriu desdenhoso. É claro que não tinham soda. Pelo estilo do lugar, deviam beber de álcool etílico puro para cima.
- Não tem nem água? – perguntei, abusando da minha melhor cara de piedade. Não que eu esperasse comoção da parte do homem, mas poderia funcionar. E funcionou. Ele se virou e voltou com dois copos com água, aparentemente pura.
- Você primeiro. – murmurei, deixando o sarcasmo escorrer por cada palavra. Meu pai sorriu e me lançou um olhar divertido que dizia algo parecido com “você me paga”. Sorri de volta. Esses eram os raros momentos em que nos alegrávamos perante as incertezas da vida.
Ele deu o primeiro gole e o segundo e continuou até não sobrar nada além de um resto de água nas bordas do fundo e a marca de seus lábios no topo do vidro. Minha vez. Peguei o copo e o segurei firmemente, mas algo fez com que eu desistisse de despejar a água em minha garganta seca.
- Você é daqui? – um dos homens perguntou para o meu pai. Só percebi a aproximação deles quando estavam perto o suficiente para impedirem nossa “saída estratégica”.
- Somos do Texas. – ele mentiu, com um sorriso perfeito aberto e uma expressão tão transparente que poderia ser facilmente confundido com algum inocente perdido que tinha acabado de sair da igreja. Uma das habilidades mais genuínas do meu pai: mentir. Era incrível assisti-lo no ápice de suas mentiras, pois ele era tão convincente que aquilo parecia verdade até para mim. – Estamos viajando para Portland, no Oregon.
- Sem carro? – o outro homem perguntou. Evitei encará-los e voltei minha atenção para a carne girando, mas minhas mãos tremiam. Era o medo e o nervosismo.
- Excentricidade nossa... decidimos viajar sem carro para aproveitar as paisagens do extremo Oeste.– ele disse, acariciando meus cabelos na busca por um sinal de confirmação. Eu sorri como um garoto feliz, numa viagem fantástica pela Disney, e acenei com a cabeça. Olhei para minha mão trêmula, ainda segurando o copo, e me assustei. A água girava como se um pequeno redemoinho tivesse começado sem que eu percebesse. Eu não estava mexendo o copo, mas sabia que a coisa com a água era culpa minha. Algo a ver com minha instabilidade temperamental.
- Ouviu? – senti a mão pesada de um deles no meu ombro e me assustei. A água saltou do copo rapidamente e meu coração acelerou. Não sei como, mas algo me mandou empurrar o copo e foi o que fiz. Quando o copo caiu, tudo pareceu um acidente infeliz.
- Droga! – disse meu pai, se levantando. – Você é um desastrado, Benjamim. Vamos embora. – ele terminou, fingindo raiva, e me pegou pelo braço, arrastando-me para fora dali. Corremos até sairmos de vista. Corremos até nossos pulmões gritarem e continuamos, até termos certeza de nossa segurança. Após isso, voltamos a caminhar.
- “...aproveitar as paisagens do Oeste”? Mandou super bem. – murmurei e revirei os olhos. Ele sorriu, mas não consegui fazer o mesmo. Tudo me remetia à água, por mais aliviado que estivesse por termos saído daquela ratoeira suja.
Naquele momento eu soube que era diferente, mas decidi guardar para mim. Diferenças nunca foram bem aceitas e eu não queria ser cortado por isso, independente do que o corte signifique.
Ainda não quero ser cortado.

Abandoned Apartment, Chinatown, Nova Iorque, NY, Estados Unidos - 07:00pm – June, 23. 2013.

- Arrume logo suas coisas, Tom. – meu pai ordena. Reviro os olhos. Estou cansado de seguir suas ordens. De uns tempos pra cá, minha vida começou a ser um verdadeiro inferno e tenho quase certeza que esse é um dos sintomas da adolescência.
Sou Thomas. Thomas Elliot Olsen Kingsley, mas, depois que comecei a me mudar constantemente, passei a me chamar Tom. Só Tom, sem nada na frente. Nada do tipo “Tom Olsen” ou “Tom Kingsley”. A história da minha vida não tem nenhuma cena hilária ou algo que vá prender quem quer que esteja me ouvindo conta-la. E se você, leitor, não estiver interessado em uma dessas histórias onde o garoto vive loucuras e é assolado pelos fantasmas do passado, pare imediatamente. Esse sou eu.
- “Arrume logo suas coisas, Tom...” – murmuro baixo, forçando minha voz a um tom jocoso para ridicularizar meu pai. A cada dia ele se torna mais rabugento e mandão e a cada dia eu sinto mais vontade de sumir. Às vezes nem parece que temos o mesmo sangue correndo nas veias.
- Eu ouvi isso. – ele murmura de dentro do banheiro e bate a porta apressado. Mais um mês se passou, mais uma mudança chegou. Confesso que estou satisfeito. Nada contra Chinatown, mas às vezes o bairro é tão barulhento que perco noites de sono ouvindo os ruídos externos ao nosso pequeno apartamento. Nosso próximo destino é Miami. Desta vez fui eu quem escolhi. Meu pai não quer ir pra lá. Ele preferia algo como Detroit, Chicago ou qualquer lugar perto da região dos Grandes Lagos, mas eu quero muito conhecer as praias do sul e talvez o mar melhore um pouco a carranca dele. Quando viemos para Chinatown, fiz ele prometer que me deixaria escolher o próximo lugar.
- Droga. – murmuro, enfiando minhas poucas peças em uma mala. Dobrar é perda de tempo. Na verdade, tudo o que faço é perda de tempo. Estou cansado de correr e revoltado por ter que começar tudo de novo todo o mês. Não posso fazer amigos, não posso namorar, não posso ter um cachorro, não posso isso, não posso aquilo e bla bla bla...
Respiro fundo e viro-me em direção à porta do banheiro. Caminho até ela e bato bem forte para chamar a atenção do meu pai.
- O que é? – ele murmura lá de dentro. O som do chuveiro abafa sua voz.
- Não quero mais fugir. – digo e me encosto à parede ao lado da porta. Minha afirmação precede o desligamento do chuveiro e o silêncio absoluto, exceto pelas buzinas oriundas do trânsito caótico a uns três ou quatro andares abaixo de nós. Ele provavelmente está pensando. Eu também.
O ruído da maçaneta girando me retira de um momento de reflexão. A porta se abre e dou de cara com um pai vestido apenas com um roupão e uma expressão tão cansada quanto a minha.
- Você está tão cansado quanto eu, Tom. Eu sei. Mas... – ele começa um discurso que já ouvi muitas vezes, mas que antes não tinha coragem de interromper. Porém a adolescência trouxe consigo uma coragem enérgica, por isso, o interrompo.
- Você não entendeu, pai. Eu não vou mais ficar viajando por aí. Quero voltar pra casa. – digo e uma irritação atravessa o rosto dele.
- Quer voltar pra casa? A casa incendiada da qual fugimos? Onde quase morremos queimados? – ele diz e seu tom aumenta.
- Quero ter uma casa, pai. Por que eu tenho que ficar me mudando constantemente se a culpa por tudo isso não foi minha?– digo e percebo que não devia ter dito isso. Uma das leis entre nós dois é esquecer o passado e evitar julgamentos.
- Por que? Por ser meu filho, talvez? – ele diz, quase gritando. – Se eu fiz o que fiz foi pra tentar dar uma vida confortável para nós dois. Você sabe que desde que a sua mãe morreu...
- Eu sei que ela morreu. – grito. O interrompo novamente. – Eu sei o que aconteceu com ela e isso não vai mudar muita coisa. – minha voz quase falha, mas o aumento no tom fez com que ela parecesse firme. Sinto algo úmido escorrer por uma de minhas bochechas. Nem percebi quando deixei uma lágrima escapar, mas agora é tarde. Ela já rolou e agora está encrustada no carpete. É sempre assim. Finjo para mim mesmo que a morte da minha mãe não me afetou, mas sempre que o assunto é ela, sou embalado pelo rancor, pela dor e pelo desespero. E depois vem as lágrimas.
- Tom... – ele murmura baixo e se aproxima, os braços estendidos na menção de um abraço. Não. Dessa vez ele não vai me convencer com sentimentalismo barato e sei o quanto ele é bom nisso. Mais lágrimas mancham o carpete, porém, dessa vez, elas não são minhas.
- Não!– me afasto. – Não vou com você! – grito. Um estouro toma nossa atenção de supetão. Algo explodiu na cozinha. Talvez seja um sinal divino de que esta discussão está finda por forças maiores
- O que foi isso? – meu pai murmura alarmante e limpa o rosto, observando a soleira da cozinha como se nossa briga não tivesse causado nenhum efeito nele. Essa é a parte que odeio nas mentiras dele. Sei quando ele mente.
Confesso que me preocupo também. Pode ser um atentado contra nós e isso faz com que os pelos do meu pescoço se ericem. Não seria o primeiro e, se continuarmos com essa vida, com certeza não vai ser o último.
- Vou ver. – digo de maneira fria e caminho em direção à cozinha, sem trocar um olhar com ele. Assim que chego à porta, vejo o cano da torneira estourado e a água vaza por todos os lados.
De novo não.
De alguma maneira, sei que fui eu. Eu sempre causo pequenos acidentes com a água desde um pequeno incidente na Califórnia, num barzinho no meio da estrada. O problema é que os acidentes nunca foram tão grandes quanto esse. Geralmente eu fazia a água de um copo virar ou desviava o curso de pequenas correntes. Nunca explodi um cano antes. Algo está mudando e está cada vez mais difícil esconder isso do meu pai.
- Esse apartamento velho... – ele murmura e caminha até a pia. Observo-o enquanto se abaixa para tentar identificar a causa do acidente. Ele está olhando pro lado errado.
- Vou embora. – exclamo por fim. Não faço isso para procurar mais brigas, mas só para confirmar a mim mesmo que eu vou embora.
- Ah é? – ele diz, se virando para mim. Levanta-se e cruza os braços, encarando-me com um olhar que explicita sua descrença. Mas eu vou.
Bufo e me viro, caminhando apressado para a sala. Fecho a minha mala, sem nem me preocupar com as bordas das roupas que saltam para fora, e seguro-a firmemente. Aproximo-me da gaveta de um pequeno armário e dela retiro um colar e uma foto da minha mãe.
- E onde você pensa que vai? – meu pai aparece, gritando. Ignoro-o e continuo remexendo a gaveta, procurando meu caderno de desenhos. O encontro e coloco-o em minha mochila junto com a foto, o colar, um pouco de comida e mais alguns pertences pessoais.
- Estou falando com você, Tom!– ele grita e puxa meu ombro. Seguro seu braço com força e o empurro para longe de mim.
Outro estouro.
Meu pai se vira para a cozinha novamente. Dessa vez foi proposital. Era o cano ou a cabeça do meu pai e felizmente decidi estourar o que estava ao meu alcance.
- Vou dar um jeito na pia. – ele diz secamente e se vira, mas retorna à mim quase na mesma velocidade. – E não saia daí, Thomas. Você não pode simplesmente sair e achar que vai conseguir enfrentar o mundo lá fora.– ele termina. Minhas mãos fecham e abrem instintivamente. Ignoro e jogo a mochila nas costas. Pego a alça da mala e encaro meu pai.
- Então observe.– termino e começo a girar a maçaneta, mas o barulho de alguém batendo na porta me interrompe. Não são batidas comuns. São batidas fortes. Mais um pouco e quem quer que esteja do outro lado poderia derrubar a porta, considerando a infraestrutura precária do lugar.
Afasto-me vagarosamente. Minhas mãos tremem e meu coração martela meu peito.
- Sai daí. – meu pai sussurra e se posiciona ao lado da porta. Ele tira um taco de beisebol de trás do armário e o posiciona em riste. Perco o controle. A poça formada pela água que escapa profusamente do cano começa a se encaminhar para a sala, mas meu pai não percebe.
- Quem é? – ele pergunta, mas ninguém responde do outro lado. O silêncio perdura por alguns segundos e é interrompido por mais batidas ávidas na madeira.
Meu pai segura a maçaneta e a gira bruscamente. A porta é escancarada e meu pai pula para surpreender a visita, mas antes de eu poder ver quem é, ele cai. O baque surdo de sua queda ressona enquanto alguém entra no quarto. Ouço um pigarro e o encaro. Um homem. Aparenta ter uns quarenta e poucos anos. Seus cabelos são longos e desgrenhados e ele é robusto – “robusto” é uma maneira amena de dizer “gordo”. Uma barba tão escura quanto seu cabelo preenche seu rosto inchado e seus olhos castanhos esquadrinham o quarto antes de me encontrarem.
- Garoto... Você fede a deus a três quarteirões daqui... – ele diz e dá uma gargalhada que mais parece um grunhido de alguém se engasgando com a comida misturado ao guincho de um porco sendo morto.
Não sei o que me assusta mais: o homem rindo como alguém à beira de um ataque cardíaco ou o fato dele ter dito que eu fedo a deus.
- Quem é você? – murmuro. Ainda estou imóvel. – O que você fez com meu pai? – pergunto e dou um passo à frente. Ele tem quase o dobro da minha altura e poderia me derrubar com um soco, mas mesmo assim eu o enfrento.
- Seu pai? - ele sorri e empurra o corpo de meu pai com uma de suas pernas.
- Para. – exclamo.
- Huuuuum... - o homem tira a perna de meu pai e caminha em minha direção. Minha respiração fica ofegante. Ele me rodeia, como se estivesse me avaliando.
- Corajoso... – ele murmura e me encara. – E também é muito... temperamental. Um pouco franzino para quinze...
- Tenho quatorze. – o interrompo de maneira rude e cruzo os braços.
- E ainda é atrevido como o pai. – ele ri.
- O que sabe sobre meu pai? – pergunto, nervoso.
- Acha mesmo que esse covarde – ele aponta para o corpo imóvel no chão – é seu pai?
Um silêncio toma conta do lugar. Já não entendo mais nada e não quero me esforçar para entender.
- Por causa dele e das fugas de vocês dois, levei uma eternidade para te encontrar. Estou seguindo o rastro de vocês dois desde que deixaram Ashville. – ele caminha em direção ao pequeno sofá de canto e se esparrama. Quanta educação...
- Ashville? Mas isso foi há...
- Seis meses. Eu sei... – ele me interrompe. E sim, é verdade. Há seis meses vivíamos em Ashville, numa casinha em um bosque. Foi até divertido. Tive tempo de conhecer uma garota chamada Cora, mas nossa separação foi tão rápida quanto o início de nossa amizade. É sempre assim.
- Você é um dos mafiosos? – pergunto receoso. Tenho quase certeza da resposta, mas espero que ele confirme.
- Não. Sou um velho amigo de seu pai.
Olho do corpo para ele.
- Quanta amizade... – ironizo.
- E ainda é irônico... Você acha mesmo que ele é seu pai? – ele pergunta. Bem no fundo eu sinto que sabia a resposta correta, mas arrisco a errada.
- Sim. – respondo.
- Sua mãe morreu... – ele murmura baixo e observa o chão, consternado. É como se estivesse pensando em algo fora do ambiente, por isso, o desperto.
- Sim. E-ela morreu... – gaguejo. Repetir isso só serve para constatar o fato e a realidade é algo maçante.
- Então ninguém te contou... – ele murmura mais baixo, ainda observando.
- Essa conversa não faz sentido. – explodo e me viro. Com a mochila ainda nas costas, pego a mala que deixei cair em algum momento e me encaminho para a porta. Seguro a maçaneta, mas sou bruscamente interrompido pela voz do homem.
- Espere! – ele diz. Ouço um ruído, como um sibilo maligno no fundo da minha mente.
- Não. – grito. A água empoçada no chão, antes tranquila, começa a se agitar, como se estivesse fervendo. O homem percebe isso, preenchendo cada espaço vazio do meu coração por medo. Provavelmente estou pálido, mais pálido do que já sou.
- Filho de Poseidon. – ele diz e faz uma reverência sutil com a cabeça, que dura tempo o suficiente para me constranger. Ele pode não dizer coisa com coisa e pode saber mais do que devia saber sobre a minha vida, mas o nome Poseidon eu conheço. Já o vi em alguns livros, há alguns meses. Talvez um ano. Eu e meu pai nos alojamos em uma biblioteca pública clandestinamente e a chuva impedia meu sono. Comecei a vagar e encontrei alguns livros que me interessaram. Um deles era sobre Mitologia. Não que eu tenha me graduado no assunto, mas sei o suficiente para não ser taxado como “mitologicamente leigo”.
- Poseidon? Do que você...? – começo, com o cenho franzido e um olhar incisivo. O homem se levanta do sofá – sua dificuldade para o feito é notável – e se aproxima de mim.
- Sabe, garoto... – ele deposita suas mãos inchadas sobre os meus ombros e me balança. – Sabe aqueles deuses gregos que você provavelmente já estudou em algum momento da sua vida? – ele sorri. Sorri como se nossa conversa fosse perfeitamente normal, mas ela não é. Definitivamente não.
Balanço a cabeça lentamente em afirmação e espero.
- Então... Vou te contar uma historinha... Melhor se sentar... – ele murmura.
- Estou bem aqui. – digo rispidamente.
- Eu vou me sentar. – ele diz e, sob o ranger harmônico das tábuas do piso, ele se lança no mesmo buraco que havia feito no sofá.
- Era uma vez um grande e poderoso deus chamado Poseidon e ele ea forte e bonito e bla bla bla... – ele revira os olhos e continua. – Um dia ele conheceu uma moça muito bonita que trabalhava em uma lavanderia em Ohio...
Ohio... Minha casa. Não consigo conter o ímpeto de saudade que atravessa meu coração no momento em que me lembro da casa em chamas e do carro explodindo.
Ignoro o sentimento, engolindo a nostalgia, e encaro o homem com mais firmeza para evitar me embrenhar em pensamentos escuros.
- ...e se apaixonou pela moça. Ela o correspondeu e ambos viveram um amor curto, mas cheio de paixão e com um fruto. Você.
Essa é a parte que me arrebata. Não porque acredito nas palavras de um homem estranho com uma risada gutural que conheci há minutos, mas porque sou obrigado a acreditar.
- Como você explica seus olhos extremamente azuis, considerando que nem seu... – ele olha para o corpo e volta para mim - ...e nem sua mãe dispunham dessas características? E como explica isso? – ele aponta para a água que permanece agitada.
A compreensão de tudo me aterroriza. Eu devia ter sentado. O homem me encara, como se esperando uma resposta que eu não estou pronto para dar.
Não quero acreditar, mas sou obrigado a acreditar.
Olho para o corpo de um homem que desconheço agora. Sinto que nunca fui seu filho e que ele mentiu para mim, mas, mesmo assim, sinto pena por ele. Pena por ele ter que continuar fugindo. Pena por ele ter que sofrer a perda da mulher e do filho. Pena porque ele não vai me ver sair para sempre de sua vida.
- O que devo fazer? – pergunto e ajeito a mochila nos ombros. Aperto a alça da mala firmemente, como se a dor me distraísse dos fatos, me mantendo acordado.
- Até que aceitou bem rápido... – ele murmura e sorri, ainda me encarando.
- Não disse que aceitei. Só perguntei o que devo fazer. – respondo secamente. Seu sorriso se desfaz.
- Vamos para Long Island.
- Long Island? – pergunto. Eu e Ben – não faz mais sentido chama-lo de pai – fomos até Long Island há uma semana para visitar uma pessoa. Não sfaço a mínima ideia de quem era e nem tive tempo para prestar atenção no lugar, mas sei que não fica muito longe. Pouco mais de uma hora de carro.
- É. Long Island. – ele repete. – Tem um lugar para onde eu devo te levar em segurança.
- Segurança... - murmuro e estreito os olhos. – Não ouço isso há muito tempo...
- Nem me apresentei... Meu nome é Aaron. – ele estende a mão, que fica pendurada enquanto avalio a formação dessa nova aliança.
- Sou Tom... – murmuro e aperto a mão dele com firmeza, o encarando. Ele sorri. – Mas acho que você já sabia disso.
- Bem-vindo ao seu mundo, Tom.

*


Antes de me virar e sair, olho para trás. Ele vai acordar em pouco tempo e eu não vou estar aqui para lhe explicar o que aconteceu. Tomara que a carta que deixei ao lado de seu corpo explique. Torço para que ele fique bem e que encontre um lugar seguro. Apesar de tudo, ele me protegeu e me ensinou coisas que tenho certeza que serão úteis em meus próximos passos.
Tudo está prestes a mudar e a única certeza que tenho, perante o mar de incertezas que me sufoca e me faz engasgar, é a de que nada ficará de pé.
Poseidon.

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(A partir daqui, começa a trama livre do personagem, contendo sua visita a Atlantis e sua batalha, elementos obrigatórios na ficha para filho de um dos grandes deuses.)

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Atlantis. 02:36pm – November, 20. 2013.

O lago azul me encara de uma maneira tão mística que demoro a desviar os olhos, e não faço isso por querer. Faço isso por ser retirado de meu meio torpor pela voz grave de Aaron.
- Tem certeza que quer descer até lá? – a pergunta parte meu coração. Tenho poucas certezas em minha vida. Sei meu nome e minha idade, mas quanto ao resto, todas as dúvidas são perfeitamente cabíveis. Como posso ter certeza se quero descer lá?
- Sim. – respondo-o com firmeza. Outra certeza que tenho é que, com minha mãe morta e Ben longe de mim, Poseidon é tudo o que restou e eu preciso encontra-lo.
- Você sabe que pode ser perigoso... – ele começa, mas já ouvi esse discurso no banco dianteiro da caminhonete, no caminho até aqui.
- Você disse, filho de Íris. E disse que meu pai também pode não ter a reação que eu espero, mas eu só... – murmuro e respiro fundo. Volto a encarar o brilho místico do pequeno lago, que clama por meu corpo embrenhando em suas aguas envoltas de magia.
- Você só...? – seus olhos se arregalam, tentando extrair de mim o complemento da frase.
- Eu só quero vê-lo. Ver se ele parece comigo. Ver se ele me reconhece. – digo rapidamente, como se cada palavra corresse pra fora antes de ser esmagada pela sensatez recorrente. A quem estou enganando?
- Tom... – ele murmura. Sinto a pena em sua voz e consigo compreender o quão ingênuo ele pensa que sou. Não é pra menos. Uma busca ás cegas por alguém que eu nunca vi, esperando uma reação que provavelmente não será a que receberei. Mas quando foi que minha vida fez sentido? Nunca, eu acho. Começou com um deus e uma lavadeira...
Vou voltar pro acampamento em breve. – murmuro e forço um sorriso para tentar parecer convincente, não só para Aaron, mas para mim também. Nesse momento, não tenho certeza da minha sanidade, mas se eu parar para refletir, tenho certeza que voltarei à escuridão e à orfandade involuntária. Tom... a ovelha desgarrada que fugia dos lobos maus com o fazendeiro mentiroso.
Aaron retribui o sorriso, o que me reconforta. Ele se aproxima de mim e coloca um pequeno bastão de ferro em minha mão, pequeno o suficiente para caber em meu bolso.
- Ganhei isso há muito tempo e estou emprestando a você. Quando precisar, isso se mostrará útil. – ele diz e fecha meus dedos em volta do objeto. Agradeço, meneando levemente a cabeça, e guardo no bolso. Nós começamos com um pé que nem existe, mas depois de muitas conversas, sei o suficiente para considera-lo um amigo. Depois de Ben, Aaron é a figura mais paternal que tenho, mesmo tendo o conhecido há pouco tempo.
Encaro a água novamente e sorrio. Quando entrar, esquecerei de tudo e de todos. Quando entrar, existirá somente Atlantis e eu. E a água.
- Tom, espe... – Aaron murmura, mas é tarde, pois a água entope meus ouvidos e minhas narinas e meu corpo se embrenha no frio e na escuridão. Ouço vozes chamarem meu nome num sussurro fantasmagórico e sinto a água me arrastar e me fazer girar, embaralhando meus pensamentos e forçando meus olhos a se fecharem.
Estou afundando.

“Tom...”

*


Há quase um ano, tivemos um apartamento gigante na cobertura de um hotel em Las Vegas. Éramos Michael e Charles Smith, um pai rico, dono de um casino, e seu filho, futuro herdeiro de sua fortuna desmedida. Nada que uma papelada falsa não faça por dois vagabundos.
Ao cair da noite eu caminhava enquanto meu pai dormia. Eu nunca dormi tranquilamente. Vivia o auge da sensação de estar sendo perseguido e isso roubava horas de descanso. Era difícil.
Na varanda, havia uma piscina que me atraía, mas meu pai me mandava evitar tudo que pudesse deixar algum rastro de nossa passagem.
Uma noite fria. Um acidente.
Eu caminhei pela beirada da piscina, instigado a entrar, embora temesse meu pai o suficiente para fazer isso. Foi quando eu escorreguei e bati forte com a cabeça. As luzes de Las Vegas haviam se apagado para mim.
Quando acordei, estava envolto pela água. Quando acordei, estava vivo. Foi assim que eu descobri que podia ficar quanto tempo quisesse embaixo da água sem me afogar.
Embaixo da água, fechei os olhos e dormi. Foi a primeira noite tranquila em anos de fuga.

*


“Tom...”
Abro os olhos, ainda zonzo. Estive desmaiado, embora não saiba exatamente por quanto tempo. Minha visão volta ao normal aos poucos e, quando minhas retinas finalmente focam a luz escassa do lugar onde estou, percebo estar preso por várias algas, enroladas em meus braços e em minhas pernas. Não sei por quanto tempo estive desacordado, mas foi o suficiente para deixar minha pele pálida e mórbida. Talvez seja culpa da ausência da luz solar.
A metros de distância, imponente e instigante, está Atlantis. Dotada de pilares rústicos, com desenhos entalhados como característica principal, a cidade se ergue até onde meus olhos não alcançam. Ao observá-la, sou acometido pelo fascínio. É simplesmente monumental. Cada detalhe parece ter sido feito à mão, desde as estatuas na entrada que dá acesso a uma grande escadaria até os telhados das pequenas casas que compõem uma das estruturas mais ilustres que já presenciei em todas as minhas viagens.
“Tom...”
É a mesma voz, porém, mais singela e branda. A voz me chama no único lugar em que eu ouviria mesmo com os ouvidos preenchidos por água: em minha mente.
“Tom...” Ela chama novamente e, desta vez, se mostra para mim.
Minha primeira reação é assustar e me movimentar, fazendo com que as algas que haviam se apossado de meu corpo me desagarrem. A criatura que vejo, a princípio, é medonha. É meio que um híbrido, algo entre humano e peixe, embora nenhuma das características primordiais das espécies tenha sido preservada. Sua pele é escamosa e ela possui nadadeiras e guelras perto das costelas e no pescoço. Sua estatura é a de um humano adulto, mais precisamente de uma mulher, considerando as curvas da estrutura óssea. Os ossos são pronunciados e ressaltados, mesmo embaixo da escama, deixando-a esquelética e fantasmagórica. O rosto é fino e triangular, com cabelos que bailam com o movimento da água. A mandíbula é de um carnívoro, quase de um onívoro. Parece ser a versão menor de uma mandíbula de tubarão, com alguns dentes humanos. E tem seus olhos... duas pérolas completamente negras, dotadas de um brilho excitante e pavoroso, que contrasta com a escama mórbida esverdeada.
“Não precisa ter medo.” – ela diz em minha mente. “Você é um dos filhos da água. Consegue me ouvir. Tente falar comigo.”
“Quem é você?” – penso e é como se o pensamento fosse transmitido a ela instantaneamente.
“Sou Mira, líder dos guardiões de Atlantis e rainha dos subaquáticos.” – ouço-a em minha mente com firmeza e imponência, mas algo em minha cabeça apita e diz para me manter alerta.
“Sou Tom. Filho de Poseidon.” – penso.
“E está procurando seu pai. Eu sei, Tom. Venha comigo.” – ela estende uma das nadadeiras e hesito. Sinto uma vibração estranha em meu bolso e só então me lembro do bastão, escondido ali por mim segundos antes de emergir. Infelizmente não sou o único a perceber, mas consigo ser rápido o suficiente para retirá-lo do bolso uma fração de segundo antes da criatura se lançar contra mim. O bastão cresce em minha mão e se transforma em uma lança de ferro, com uma ponta afiada. Assusto-me e sinto o primeiro golpe. Mira – sé este for mesmo seu verdadeiro nome – me atinge com algo no rosto e perco os sentidos por alguns segundos. Abro os olhos e a vejo em uma nova investida, mas consigo impulsionar meu corpo para a frente e ela bate em algumas pedras. Nado para longe dela, que urra um som agoniante enquanto me persegue. Sou rápido nadando, mas ela tem nadadeiras e me alcança, segurando minhas pernas e me desequilibrando. Solto o bastão, que cai no meio das algas, e viro-me para tentar me desvencilhar de Mira. Chuto seu rosto e nado para perto de um grande coral. Sou pequeno e me infiltro por alguns buracos nas estruturas, mas Mira fica presa em uma das passagens, o que me dá tempo para aumentar nossa distância. Nado o mais rápido possível em direção às algas enquanto Mira se debate. Sei que ela vai se soltar em breve.
Droga.
Enfio-me no meio das algas em busca da lança, mas não a encontro. Continuo tateando a fundo e o desespero toma conta de mim. Grito, mas a única coisa que consigo ao abrir a boca é criar bolhas. Para piorar, ouço o barulho dos corais se quebrando e viro-me a tempo de ver Mira se virando para mim, livre Ela avança com seu urro e percebo-me livre do fim quando sinto o metal frio tocar meus dedos. Só tenho tempo de me virar com a lança em riste e vê-la penetrar a escama da criatura, perfurando seu peito ossudo. Ela se debate na ponta da lança e grita, mas mantenho-a firme. Quase sinto sua dor enquanto a lança tira sua vida. Então acontece... Seus olhos param de brilhar e, com o corpo inerte, ela morre. Puxo a lança e seu corpo se solta, descendo vagarosamente para a escuridão de uma fenda, sob o mais absoluto silêncio.
A única coisa que escuto são as batidas frenéticas do meu coração. Mais nada. Porém, mal tenho tempo de me recompor e a visão que tenho me gera náuseas: de dentro da fenda, túmulo de Mira, várias criaturas como ela surgem vagarosamente. Algumas saem de trás das pedras grandes e do meio dos corais. Elas se distinguem na cor dos cabelos, no tom da pele e na estrutura óssea, mas são parecidos.
Fecho os olhos e, pela primeira vez, rezo para meu pai enquanto espero meu corpo ser dilacerado pelas criaturas demoníacas. Ouço os grunhidos e urros se aproximarem e sinto a vibração da água. O fim está próximo. É o último ato...

*


Quando as luzes se apagaram, ou melhor, quando meus olhos se fecharam e o som fino de uma trombeta começou a soar, pensei ser meu fim. Porém, abri os olhos e, a poucos centímetros do meu rosto, uma das criaturas estava pronta para atacar, porém, imóvel. Assim como ela, todas as outras estavam paradas em posições que faziam a menção a um ataque, mas, sob o som da trombeta, todas pararam. A música fica mais alta e as criaturas recuam. Desesperadas, com seus gemidos horrendos, elas fogem de volta para a fenda, como se ameaçadas pelo som magnífico.
Estou salvo.
A lança diminui e volta ao tamanho adequando para ser escondida em meu bolso, e assim faço. Corro os olhos pelo ambiente, procurando meu salvador ou minha salvadora, e vejo um tritão parado, com uma trombeta na mão.
“O mar é cheio de mistérios.” – ouço-o em minha mente. Ele aparenta ser jovem. Uns três ou quatro anos mais velho que eu, embora nossos físicos nem possam ser comparados. Ele é alto e forte, talvez por passar horas nadando. Sua pele é tão pálida quanto a minha e sua postura é imponente.
“Quem é você?” – pergunto mentalmente.
“Sou o guardião dos portões de Atlantis, Altaro, servo de seu pai.” – ele faz uma reverencia contida.
“O que eram essas coisas?” – pergunto novamente. Estou num mar de dúvidas e medos.
“Subaquáticos. Vivem nas fendas, onde não há luz, e arrastam outros para lá. São mentirosos. Você teve sorte. Eles só temem a Poseidon, e aos Hipocampos, embora tenham nos noticiado de que uma colônia de Subaquáticos que estão tentando domesticar Hipocampos. O barulho da trombeta é o anúncio da volta de Poseidon a Atlantis. Quando eu toquei, eles fugiram.” – ouço-o novamente em minha mente. Ele continua.
“Sei o que você quer, Tom, mas as coisas com os deuses não funcionam como você imagina. Elas vão além da compreensão limitada dos humanos e até de vocês, semideuses.”
“Então não posso ver meu pai?”
– pergunto.
“Lamento. O deus dos mares, Poseidon, se encontra no Olimpo, reunindo-se com outros deuses. Mesmo que estivesse, Tom, as coisas não são tão simples... não volte para Atlantis. Seja paciente. Treine e seja o melhor, e seu pai o reconhecerá um dia. Agora lhe mandarei de volta.” – é a última coisa que escuto. Meus olhos se fecham e tudo se apaga por um momento que pode ter durado horas, mas que não pareceu mais que um segundo. Então abro os olhos novamente e o brilho do sol de fim de tarde me ofusca, mesmo sendo pouco. Ao meu lado está Aaron, me encarando. Então sorrio. Não sorrio porque voltei ou porque estive em Atlantis. Sorrio porque não desisti.
“Vou te encontrar, pai.” – penso. Agora tenho mais uma certeza a adicionar minha lista: ele me escuta.
Vou te encontrar, Poseidon. Pai...
Fim?

***


"Em memória de Stuart Elliot Kingsley.
Como a fênix, você renasce.
Em mim você vive."


Thanks, Pablito

Considerações:
_A linha de asteriscos e os títulos representam a separação de tópicos exigida nas regras, como legendado durante o texto.
_Abusei um pouco da imaginação ao idealizar criaturas e personagens, mas tentei fornecer riqueza em detalhes para a percepção clara do avaliador.
_Pode ser que existam pequenos erros de digitação que não vi durante as inúmeras correções. -q Sempre passa um.
_Espero que goste :3 Desde já, agradeço por me avaliar.
Tom Elliot Kingsley
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Re: Teste poseidon dez 2014

Mensagem por Cameron Kriwat em Qua 24 Dez 2014, 01:57

Características Físicas e Psicológicas
 
Bonito e charmoso. Com a pele bronzeada como a de um pescador, possui olhos azuis como o mar, que puxou do seu pai. Possuindo corpo definido e emanando um cheiro característico do mar, que pode acalmar e passar boas sensações nas pessoas a sua volta. Costuma se relacionar muito bem com quaisquer criaturas marinhas, assim como com a água propriamente dita. Sente-se extremamente aconchegados na presença deste solvente universal, uma vez que revitaliza suas energias e o torna aptos para novas aventuras. Em sua maioria, têm uma paixão enorme por cavalos, e sentem-se enciumados quando vêm alguém montando em um destes alados.
 
História do Personagem
 
No acampamento Meio-Sangue, embaixo do Pinheiro de Thalia um semideus estava sentado, por ali, como de costume Cameron refletia como seria sua mãe? Ninguém tinha a resposta para essa pergunta a não ser Quíron, mas o mesmo não dizia, muito menos alegava nada ao filho de Poseidon, pois isso não cabia a sua parte, segundo os Deuses e uma misteriosa profecia que receberá do oraculo do acampamento. Aos 15 anos de idade o meio-sangue nunca ultrapassará os campos de morangos e a barreira da Colina, embora a tentação fosse grande. Sim isso mesmo, desde que se conhecerá por gente o garoto habitava o acampamento, chegando ali quando era ainda uma criança muito pequena ao ponto de não ter nenhuma lembrança clara e concreta em sua mente anterior a sua chegada naquele local que se encontrava. Não foi fácil para sua mãe ter de abrir mão do garoto, mas a mesma sábia desde o começo que ali era o lugar certo para alguém da espécie de seu filho, pois o próprio pai, o Deus do Mar já havia lhe informado sobre, mas a mesma não levava muito a sério, pois qual a mãe que abriria mão do seu filho? Porém tudo mudou de uma hora para outra conforme a criança deixava de ser bebê, seu cheiro passava a ser mais notável, assim a família Kriwat passará a ser mais percebível aos monstros, sendo atacadas duas vezes por essas forças malignas. Na primeira vez, com muitas dificuldades, a mulher conseguiu fugir, enquanto no seu colo com um pouco mais de um ano de idade Cameron chorava, tendo medo e pavor nos seus olhos, já a segunda vez, após duas semanas ao primeiro ataque de monstros, a fuga não foi a melhor, saída, pois o monstro dessa vez não era um e sim dois, em meio a toda essa situação, a mesma acaba por enrolar seu filho em uma espécie de manto e colocando-o em uma cesta flutuante no mar, fazendo assim preses e rezas ao pai da criança, para que Poseidon poupasse à vida de seu filho, em troca a mesma deu a sua vida pela vida do pequeno, enquanto distraía os monstros, um ato de amor ao se sacrificar.
 
[....]
A criança chegou bem ao acampamento, a salva de monstros e perigos, após uma onda ter trazida a para margem de uma praia, onde próximo da mesma estava um sátiro, que agora nada mais era que um buscador, a procura do Deus Pã que estava sumido há muito tempo, ao ver a criança ali, sabia que era seu dever leva-la em segurança até o acampamento, mesmo que essa já não fosse mais sua função. Assim o semideus do chalé 3, filho de Poseidon cresceu, aprendendo a lidar com o rumo que seu destino tomava.  Cam, apelido abreviado do seu nome, que ao passar do tempo acabará por receber, se sentia vazio, por nunca ter conseguido conviver com sua mãe e pior ainda, saber que tinha um pai que o reconhecerá, mas que em grande maioria, para não dizer sempre, não se fazia presente em sua vida, mas ao mesmo tempo conseguia ter momentos de felicidades, ao lembrar-se dos diversos momentos que vivenciou no acampamento, como por exemplo, sua primeira arma em punho ou até mesmo os campistas que por ali conhecerá.
 
 
Historia sobre a visita a Atlantis
 
Naquela manhã, tudo parecia tão comum e normal no acampamento Meio-Sangue, todos nas suas funções do dia a dia, mas para o filho de Poseidon não parecia ser assim um dia tão comum, o mesmo estava agitado e aflito como um oceano em dias de tempestade. Era a primeira vez que o garoto se sentia assim, com essa sensação, como se qualquer coisa fosse acontecer a qualquer momento, por isso o mesmo decidiu ir aos estábulos, no entanto era o segundo lugar que o semideus se sentia bem sem ser a água, já que fora seu pai quem criou os cavalos.
 
– Fique calmo, você vai saber o que fazer quando o momento chegar, aliás, você é o filho do Deus do Mar – disse o Pégaso mentalmente após certo tempo depois que o garoto ali permanecia.
 
– Momento certo? – franzia a testa ao mostrar-se confuso em relação ao que foi dito – O que você quer dizer Pégaso? - concluía tranquilamente, deixando seus pensamentos vazios, para se concentrar melhor na do animal.
 
– Sim Cameron, tenho uma mensagem de seu Pai – pausava enquanto analisava a reação do garoto – aliás uma mensagem não um comunicado... Você deverá partir para Atlantis hoje mesmo como ordem do seu pai!
 
Na mesma hora em que o animal terminará de falar a reação do semideus não era mais a mesma, o mesmo se encontrava com os olhos perdido e a boca semiaberta, como assim seu pai estava lhe convocando? Seu pai que até hoje nunca havia respondido uma pergunta se quer, muito menos aparecido para o garoto. Esses e outros pensamentos tomavam conta do meio-sangue, fazendo com que agitação dentro de si crescesse dentro de si.
 
[...]
 
À noite, o meio-sangue terminava de arrumar suas coisas para partir, nada mais que uma mochila com néctar e ambrosia, após uma longa explicação anteriormente dada pelo Pégaso, como por exemplo, o melhor caminho para chegar ao oceano, os tipos de perigos e criaturas que o garoto haveria de encontrar em sua jornada rumo a Atlantis, como se portar, etc. Embora nunca tenha saído das barreiras magicas, não impedia que Cameron tivesse experiências, pois desde cedo foi aprendendo lições, sábia que qualquer ferimento seu ou cansaço seria curado com o contato na água, e treinado para batalhas, quase todos os dias com os filhos de Atena, que são muito bons em batalhas e podem se virar muito bem em lutas com mais de um oponente, sabia sobre vários tipos de monstros, mas nunca havia presenciado. Ao passar pelo Arco de mármore do acampamento, logo após o pinheiro de Thalia, sentia perfeitamente a magia mudar, o semideus sabia que a partir dali nada mais seria capaz de encobrir seu cheiro, de lhe proteger a não ser ele mesmo com sua espada de bronze celestial – um presente que receberá do seu pai aos sete anos de idade – que era capaz de reluzir os monstros ao pó.
 
[...]
 
O caminho era igual como fora descrito para o filho de Poseidon, assim o mesmo não tivera muita dificuldades, para se localizar e achar o que lhe foi dito e explicado, tudo até ai corria bem, à medida que avançava ouvia cada vez mais próximo o som do mar, das ondas se desfazendo na areia da praia, e o cheiro do sal presente no mar invadia as narinas do garoto.
Dizem que tudo que é fácil é porque está errado e isso não era diferente, ainda mais para um filho dos três grandes, tendo um cheiro mais atrativo que só aumentava a medida que crescerá,  bem ali, nada mais que três metros de distância do mar, estava uma Lâmia pronta para atacar, apensar que o monstro ainda não avistava o garoto, mas mesmo assim ficara só esperando o momento certo enquanto se deliciava com o cheiro do semideus do chalé 3.
Não foi difícil para Cameron reconhecer o monstro ao ver a criatura ao chegar próximo do mar, seu corpo que a baixo da cintura nada mais era que uma cauda de serpente, sabia que a mesma na mitologia nada mais era que um monstro que atacava jovens ou viajantes, sungando então o sangue da vítima, portanto o semideus se julgando esperto tratará de planejar um plano, cortou a si mesmo, um pequeno corte a cima do pulso, o que não foi uma boa ideia, pois só antecipou o ataque do mostro, pois como disse o monstro se alimentava de sangue, e o sangue do garoto era precioso de mais para a Lâmia. Cameron pensava que poderia ser mais rápido, tendo em vista em espalhar seu sangue por diversos pontos para distrair a criatura, mas quando viu já estava com sua arma em punho, pulando para um lado, pois o mostro estava a atacar-lhe, sem dar tempo para que o mesmo golpeasse.
Era inútil todo o esforço que o mesmo fazia o cansaço já era notável em sua expressão, em todos os nos seus movimentos de defesa, que ficavam mais lentos a cada golpe que recebia e fora o suor que pela sua face escorria. Lâmia não parava de investir contra o garoto, vez que outra o insultando com deboches, alegando que sugaria até a última gota do seu sangue enquanto o semideus recuava de costas em direção à beira mar, mas antes que o mesmo tocasse um pé sequer na água, para recuperar suas forças, o mostro já havia lhe dado uma rasteira, tratando de enroscar-se com a cauda no corpo do mesmo, começando assim a pressiona-lo.  Era inútil tentar reagir, isso só fazia a situação piorar para si, o ar já estava ficando escasso em seus pulmões, quando então o meio-sangue trata de fechar os olhos, deixando sua mente vazia começa a se concentrar, em busca de uma conexão com o mar, ao conseguir resultados rapidamente uma enorme onda começa a se formar no oceano, como fora desejado em pensamentos pelo garoto, que ainda ordenará que a mesma caísse sobre eles, e com sucesso após a ordem acaba conseguindo escapar do mostro que ficará desnorteado com o contra-ataque.
Sem perder tempo, rapidamente corre em direção à criatura, após ter pegado sua espada que estava caída próximo de si, felizmente o mostro não teve tempo de atacar, pois quando viu o garoto já estava com vantagens e mais próximo de si, tendo assim apenas tempo para ver a lâmina de bronze celestial atingindo-a na cauda, ali mesmo sabia que seria seu fim temporário, Lâmia se desfez em pó.
 
[...]
 
Por ser filho do Deus do Mar, Cameron não precisava se preocupar com sua respiração, já que o mesmo podia respirar de baixo d’água, o Semideus já avistava Atlantis, situado no fundo do Mar, que não seria tão fácil de achar se o mesmo não tivesse ordenado ao Hippocampus, ou seja, um cavalo-marinho que o levasse até o reino de seu pai. O Templo Submarino de Poseidon, que servia como sua base no Reino Marinho, era construído de um material transparente, talvez vidro, o semideus não sabia ao certo, era guardado por centenas de soldados, seu palácio continha sete pilares, representando cada um dos sete oceanos – Atlântico Norte e Sul, Pacífico Norte e Sul, Ártico, Antártico e Índico – que sustentam o Templo Submarino.
Ao ser avistado, os soldados desapareceram, pois o semideus não representava perigo, além do que foi o próprio senhor do mar que havia lhe chamado assim Cameron desceu do cavalo marinho ao chegar aos portões do palácio, que rapidamente se abriram para o garoto. Entrará no palácio, correndo seu olhar para os cantos do mesmo, reparando então em cada detalhe do local, que por sinal lhe tiravam o fôlego, ao passar pelo enorme corredor, uma porta já estava aberta, portanto o semelhante entrou, sem bater, sem pedir licença. Não precisou olhar muito, nem analisar para saber que ali deveria ser a sala do trono, pois na mesma a decoração mudará por completo, havia um enorme lustre no teto de cristais e pérolas, nos cantos da parede havia pequenos corais, e no chão de rochas, um enorme carpete vermelho, levando para um trono luxuoso, com conchas e estrelas do mar, porém algo lhe chamou muito mais atenção do que esses detalhes, antes de chegar ao trono havia pequenos degraus, isso não seria nada de mais, a não ser pelo pergaminho que se encontrava nos degraus, era igual ao que havia em seu chalé no Acampamento Meio-Sangue.
Sem excitar caminhou até lá, pegou do chão o pergaminho e esperou por um tempo, para ver se algo acontecia, como nada o interrompeu tratou de desenrolar e ver o que continha ali, a caligrafia era parecida com a sua ao observar as diversas palavras que continham ali antes de começar a ler.
 
‘’ É eu sei que não foi fácil para você crescer da maneira que cresceu, aliás nada foi fácil em sua vida não? Eu sei que não posso simplesmente apagar tudo que aconteceu em sua vida e que isso tudo vai recompensar a falta que lhe fiz, mas aqui estou eu, não fisicamente, pois não sei se você sabe ou se lembra, nós Deuses não podemos ter nenhum contato com nossos filhos, tomar par de seus problemas, mas mesmo assim aqui estou eu, por meio desse bilhete. Quero que você saiba filho que estou com você todos os dias, estou presente no chalé que construí no acampamento, estou presente quando você escuta o oceano, estou presente nessa espada que você usa, presente desde o seu nascimento, mas claro da maneira que eu posso, pois nunca te deixei desamparado, aliás sabe quando você fala comigo e você acha que está falando sozinho, pois não tem uma resposta? Você não está, é um engano da sua parte, eu sempre lhe ouço meu filho, mas as respostas não vem da maneira que você pensa, as vezes até uma simples movimentação na água é um sinal que estou te ouvindo, mas respostas claras eu não posso lhe dar, faz parte do acordo que nós temos de não interferir na vida de nossos filhos. Estou orgulhoso por você ter chegado até aqui, aliás orgulho eu tenho de você desde que lhe aclamei como filho, e isso tudo aqui não foi sem mais nem me nos, vamos dizer que foi uma missão, uma missão particular minha e não do acampamento, pois você precisa aprender muito mais do que aprende no acampamento e melhor do que a teoria é a pratica, e você deve ter se saído bem para seu primeiro encontro com um mostro.
Quero que aceite esse presente que deixei para você.
 
Xx Poseidon ‘’
 
Assim que o garoto terminara de ler, um tridente surgiu em cima do trono, reluzindo uma pequena luz azul como sinal para que o garoto notasse a arma ali, uma felicidade tomava conta do peito do semideus ao notar o presente.
 
[...]
 

Foi assim que o mesmo voltou para o acampamento após essa ‘’ Missão Particular ‘’, com o pergaminho enrolado em mãos e o tridente, presente do seu pai nas costas, indo direto para a casa grande, prestar explicações para o Diretor do acampamento senhor D e Quíron, o diretor de atividades do acampamento.
Cameron Kriwat
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Re: Teste poseidon dez 2014

Mensagem por ♦ Eos em Sex 09 Jan 2015, 02:30

Teste de Poseidon

Tom

Cuidado quando mudar de narrador. O problema não foi grande por serem tópicos distintos, mas ainda causou certa estranheza. Apenas atenção, pois se fizer isso de forma errada no texto pode afetar todo o seu trabalho.

Pequenas falhas de pontuação e espaçamento, e umas mudanças no texto - por exemplo, a citação da carne fica tão perdida, que quando você a retoma parece que ela surgiu do nada no texto.

Você começa muito bem, mas juro que senti uma quebra na revelação, pela relação com o "pai". Você descreve tudo como se ele fosse um cara legal e com quem tinha uma relação até boa (considerando a adolescência) mas depois no fim narra como se não tivesse importância. Enfim, poderia ter aprofundado mais isso.

Da organização, começou a colorir as falas e depois parou - não faça isso, mantenha uma identidade visual. E, por favor, fonte tamanho 12, normal.

Da trama, como sabia que o lago levava à Atlântis, sendo que, como um local mágico, é protegido?

Outra falha foi citar um poder de nível 2: como indefinido, seu nível é 1, e não teria acesso à habilidades acima disso. O item utilizado também foge das regras neste ponto.

A narrativa em si eu achei muito boa, mas consertaria estes detalhes. Por ter fugido às regras, não vou aprovar desta vez. Por favor, arrume e reenvie, seu texto é ótimo, e certamente será reclamado!




Cameron

Não reclamado.

Da organização, primeiro detalhe: por favor, utilize a fonte tamanho 12. É terrível ler com fontes menores.

Desenvolva mais a história: você faz um resumo e este não é o objetivo. O ideal aqui é narrar como o semideus foi reclamado pelo pai, e você já descreve com ele sabendo, não aprofunda emoções, não narra o fato - apenas resume. Este tipo de história não seria aceito nem mesmo nas fichas comuns, justamente por ser muito vago e fugir do propósito.

Cuidado com a acentuação, que em vários pontos modificou o sentido de palavras, alterando tempos verbais (ultrapassara é diferente de ultrapassará) e palavras (sábia é substantivo que indica sabedoria, sapiência, enquanto sabia é do verbo saber) - e você fez isso no texto inteiro, não em uma palavra ou outra. Outros erros de grafia também foram identificados (como "excitar" - mas no sentido que você colocou, o coreto seria "hesitar" - que significa sem demorar, sem titubear; com xc quer dizer justamente o oposto - excitação é atração física ou agitação).

Explore mais a vida do personagem, desenvolva suas emoções, personalidades. As respostas em si também foram extremamente vagas, genéricas, e não demonstram que tipo de pessoa o personagem é - é impossível imaginá-lo assim.

Você também utiliza poderes que não possuem: as regras permitem apenas poderes de nível 1, e você cita um de nível 6 (a fala com equinos) e de nível 2 (a respiração aquática). Cita itens mitológicos que não possui e deixa coisas incoerentes: como o pégaso saberia sobre Atlântis e como chegar lá? Os cavalos foram criados por Poseidon, mas não significa que saibam dessas coisas - não são seres aquáticos, não poderiam te indicar isso. As lâmias também são monstros mais avançados para um novato, e você coloca como se reconhecesse de imediato. Há um exagero na descrição dos poderes, uma vez que são permitidas apenas habilidades iniciais, e deixa incoerente. No fórum, acertar apenas um golpe não mata o monstro. Utilizamos bronze sagrado, mais fraco, e os combates são normais - para favorecer as descrições e narrativas - então, cortar a cauda de um monstro aqui, só vai deixá-lo sem ela, mas ainda vivo.

Você diz que Poseion o chamou, mas isso é incoerente, tanto pela questão de nível quanto pelas diretrizes do teste - a trama precisa ter um objetivo, não é uma simples visita, e os deuses não interferem tão diretamente na vida de seus filhos a ponto de chamá-los a seu local de poder sem um grande motivo. Mesmo o bilhete, cuidado com coisas assim, porque foge da interpretação da personalidade do deus, e novamente, fica incoerente com o cenário.

Reformule seu teste. Antes, porém, indicaria que treinasse mais nas atividades do fórum, como indefinido, até se adaptar aos sistemas e métodos de jogo.

Boa sorte na próxima tentativa.
♦ Eos
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Re: Teste poseidon dez 2014

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