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Testes para filhos de Hades

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Testes para filhos de Hades

Mensagem por 112-Ex-Staff em Dom 15 Mar 2015, 13:35

Teste para filhos de Hades


Aqui devem ser postados todos os testes para os concorrentes a filhos de Hades deste mês. As postagens podem ser realizadas até as 23h59min do dia 21 do mês corrente. Postagens após o prazo serão desconsideradas. Resultado no primeiro dia do mês seguinte.

Vejam as regras completas aqui [clique]

Boa sorte, campistas!


Thanks, Dricca - Terra de Ninguém
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Re: Testes para filhos de Hades

Mensagem por Amanda Lovelyes em Dom 15 Mar 2015, 20:28

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Características físicas:
De olhos castanho-escuros, tão profundos que muitas vezes me perco olhando para eles nos espelhos de minha casa. Cabelos loiros de um tom escuro e não muito vivo. Se alguém quisesse comparar com um loiro comum, como o da menina popular de sua classe, a comparação levaria à estranha semelhança entre grama morta e grama viva. Minha pele sempre fora um tanto quanto pálida, e eu nunca gostei muito disso. Eu sou de altura mediana e em peso sou magra, mas sem exageros.

Características psicológicas:
Geralmente as pessoas imaginavam os filhos de Hades como o tipo “não me toque”. Mas não era assim comigo, até pisarem no meu calo eu sou bem legal e até um pouco comunicativa. Nunca tivera uma vida lotada de muitos amigos, minha aura da morte afastava os mortais, além de meu problema com aparições de mortos, eu as odiava. Por que eles aparecem do nada? As pessoas acabam notando que você vê algo que eles não veem e isso as assusta. Este fato contribuía para eu não ser muito boa em fazer novas amizades e para a falta delas em boa parte de minha vida. No fundo eu era bem amável com os que me eram queridos.

História da personagem:

Eu cresci em uma cidade pequena, todos se conheciam. Eu morava com minha mãe, mas ela trabalhava demais e quase não nos víamos. Ela era médica e estava sempre me levando para aquele maldito hospital em que trabalhava quando queria ter minha companhia. Lá sempre havia mortos e mais mortos vagando, as almas, se é que você me entende. Era um pesadelo passar minhas tardes naquele lugar. Mas nunca me atrevia a dizer para ela o que eu via ou ouvia.  Já bastava a forma como as pessoas pareciam se sentir mal em minha presença e sempre fugiam de estar perto de mim. Isso até o dia em que fomos ao funeral de minha madrinha. Ela parecia em pânico quando soube de minha habilidade, como se fosse um mau presságio que me perseguiria por toda a minha vida. Fiquei sinceramente preocupada, tentando entender o que estava acontecendo. Na época eu ainda era uma simples criança.

Eu possuía apenas duas amigas, mas nós éramos inseparáveis. Éramos! Até um ciclope vir atrás de nós e matá-las. Eu tinha doze anos nessa época. Foi muito triste para mim e eu ainda nem entendia muito bem o que estava acontecendo. Minha mãe ficava cada vez mais temerosa e eu acabava sofrendo mais ainda. Foi então, quando eu tinha quinze anos, que ela me mandou para o acampamento meio- sangue. Lá eu tinha algumas esperanças de sobreviver, segundo ela.  Demorou um pouco para a minha fica me cair. E quando caiu foi um choque.

As primeiras semanas no acampamento foram estranhas, mas ao mesmo tempo divertidas. As pessoas do acampamento pareciam ter me aceitado bem. Mas tudo mudou depois que eles perceberam que eu via algo mais do que eles. Pareciam assustados quando em minha presença. Como aquilo me deixava triste... Era como estar no meio de uma multidão e ao mesmo tempo sozinha.

Narração:
Mas agora isso era parte do passado, eu tinha feito alguns amigos, não muito íntimos, mas por hora já bastava. Era de manha e eu estava sentada mesa do refeitório do acampamento respectiva aos membros do chalé de Hades. Eu conversava com uma amiga minha sobre um livro que ambas gostávamos muito, quando de repente professor Quíron se dirigiu até nós. Fiquei um tanto quando espantada quando soube que o Senhor D. estava me chamando. Sabe, ele nunca falara comigo.

Chegando até a casa grande encontrei senhor D. em pé e parecendo bastante incomodado. O que será que acontecera? Talvez ele não se desse bem com meu pai, Hades. Mas não, não parecia ser este o problema no momento.

- Senhorita Lovelyes! – Ele disse a contragosto. – Parece que tenho uma missão para você e dois de seus primos! - Ele disse e eu me vi cara a cara com um garoto da casa de Zeus e outro da casa de Poseidon.  Eles me olhavam com curiosidade, o que não era estranho, eu não era muito conhecida. Eles nem deviam saber de minha existência. Que tipo de primos era esse? – Parece que os três grandes chegaram à conclusão que a relação entre eles está indo muito mal... Grande novidade... Mas, bem: parece que isso está afetando a relação dos filhos dos três grandes e eles querem um grupo formado por um membro de cada um dos três chalés numa missão de proporcionar uma melhor relação familiar. – Epa! Diga-me que não sou eu e esses dois, por favor. – E vocês três foram os escolhidos, espero que tenham ciência importância de sua missão. – Ótimo, eu estava perdida.

Nas semanas seguintes trabalhei duro com os dois rapazes, Robert (Chalé de Zeus) e Augusto (Chalé de Poseidon). Os membros dos chalés dos três grandes aos poucos mostravam melhoras em suas relações. Certas vezes havia discussões pelos motivos mais bobos, mas no geral estavam todos bem comportados.  Eu os vi jogarem juntos, conversarem animadamente e até falarem de assuntos pessoais, como típicos primos. Mas o mais comum eram os treinos conjuntos.

Certa vez, porém, tive um entrave em minha missão com os meninos. Um dos membros da casa de Zeus quis me peitar... Tentei resolver pacificamente, mas infelizmente foi necessário lhe dar um sustinho, ainda me lembro de como fora. Ele estava xingando um dos membros da casa de Poseidon e intervi. Nunca gostei de gente mal-educada.  – Sem brigas! – Certo, para que fui intervir mesmo? Ele partiu para cima de mim... Certo, não prestou! Imobilizei-lhe sem dificuldade, mas não sem dar-lhe um belo soco antes! Novatos... Sempre se achando!  Logo vieram Augusto e Robert. Robert deu-lhe um sermão dos grandes, enquanto o garoto me olhava assustado. Augusto me agradeceu educadamente.

Hoje havia descido até o Mundo Inferior para entregar relatórios sobre meus resultados ao meu pai. Era incrível como ele sempre reclamava de seus irmãos. A relação deles realmente não era das melhores. Ele foi consideravelmente simpático quando me viu. Tipo, tinha um jeito durão, mas era um cara legal. Ele estava com minha madrasta e ela se retirou quando me viu chegando. Acho que ela não gosta muito de mim. Só uma suspeita, sabe?

- Aqui estão os relatórios!  - Eu disse em um tom um tanto quanto tímido. Ainda não estava muito acostumada a ir ao Mundo Inferior.
- Diga-me: como foi tudo? – Ele perguntou.

Descrevi com alguma dificuldade, mas muito esforço (porque eu sou esforçada). Tudo com tantos detalhes quanto pude: as atitudes dos campistas, as atitudes dos outros membros da missão (meu pai parecia ter curiosidade sobre eles.), os progressos e o que não foi resolvido ainda do jeito que queríamos. Meu pai parecia levemente satisfeito, o que era um milagre, por se referir aos seus irmãos. Ele chegou a fazer alguns deboches na parte em que contei sobre o soco que dera no rapaz do chalé de Zeus. Depois de todo aquele “fala fala” fui dispensada e voltei ao acampamento com um fraco sorriso no rosto.
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Amanda Lovelyes
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Re: Testes para filhos de Hades

Mensagem por Hope Estheim em Sab 21 Mar 2015, 00:01




HOPE ESTHEIM


ㅤㅤㅤㅤㅤㅤCARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS:
Com os doze anos de idade o garoto se mostra uma criança bastante independente, pois não perde seu tempo sonhando com a fantasia, todos os seus sentidos são focados cem por cento na realidade. Sua vida toda foi criado para não ter amigos, sua família o proibia de tal ato e isso ocasionava uma sessão de dor e tortura física para o garoto, pois seus pais não perdoavam tamanho desrespeito vindo do herdeiro Estheim. Viver desta forma transformou Hope em uma criança fria e calculista, sua infância não foi divertida e engraçada e nem teve a magia e o brilho em seus olhos. Hope Estheim passou seus doze anos descobrindo como se tornar um perfeito assassino, com instinto, cheiro, e sede de sangue.

ㅤㅤㅤㅤㅤㅤCARACTERÍSTICAS FÍSICAS:
É baixinho, mas não doce, seus cabelos são brancos, passando do loiro para o prateado, ganhou esta cor devido a dor que sentiu quando era mais novo e isso se tornou uma característica incrível de sua feição. Seus olhos possuem um azul intenso, destacando-se com a cor pálida de seu rosto. Seus lábios raramente mostravam um sorriso engraçado, pois o rapaz sentia um certo receio por sorrir. Fortes e fundas cicatrizes são espalhadas por todo o seu corpo, algumas vindas de toda a tortura que passou quando criança, e outras vindas dele mesmo, quando lutava pela vontade irreversível de matar uma pessoa, brigando com a própria mente e com o próprio corpo, descobrindo que tirar o próprio sangue poderia ser tão divertido quanto tirar o sangue alheio.

ㅤㅤㅤㅤㅤㅤHISTÓRIA:
A família Estheim tem passado de geração em geração toda a sua cultura, desde o nascimento até a morte de seus herdeiros. A educação, o privilégio, o respeito e a honra são todas as características que devem preservar em seu sangue, mesmo sendo o mais negro possível. Foi em uma certa época de março que o mais novo herdeiro Estheim nasceu com seus cabelos prateados e os olhos azuis e ninguém em todo o mundo poderia dizer que aquele inocente sorriso daria origem ao mais novo membro da família de Assassinos de Nova York. Hope Estheim seria criado da pior forma possível para se tornar a pior pessoa possível, aprenderia a matar de forma rápida e também de forma lenta e dolorosa, e assim cresceria com honra, dando orgulho aos Estheim, da mesma forma que tem sido desde o primeiro.

No século passado os Estheim eram uma família simples, moravam no alto de uma montanha em Nantucket, uma vila chamada Vila Verona. Zuko Estheim nasceu lá, trabalhava para o governo ajudando a monitorar as casas, cuidado do toque de recolher e auxiliando os mais necessitados. Além de, obviamente, passar muito tempo com sua família que se resumia a esposa e filha. Zuko era feliz com tudo o que tinha e batalharia por isso com unhas e dentes, não mediria esforços para defender seu patrimônio. Vila Verona era conhecida por suas belas árvores, os cantos dos pássaros traziam a harmonia de uma cidade calma e quando os cães corriam para as padarias esperando ganhar um pedaço de pão, nestas horas felizes os moradores dali sentiam orgulho de acordar cedinho para trabalhar. E foi assim que Zuko sentiu-se naquela manhã, pegando suas ferramentas, pronto para fazer um trabalho para o governado onde teria de buscar pele de cervo para um casaco. Porém, coisas ruins costumam acontecer quando menos esperamos, e durante as oito horas que Zuko ficou fora tudo terminou em ruína. Enganado pela desculpa de caçar um cervo em uma terra onde não existiam, precisou ir para a terra vizinha, onde também não encontrou. Percebeu que tudo não passou de uma horrível desculpa para tirar o rapaz dali, pois ele era considerado uma ameaça ao ataque que o governo faria em Vila Verona. O motivo ninguém descobriu, mas noventa pessoas foram mortas, casas foram destruídas e a filha de Zuko juntamente com sua esposa foram degoladas. Ficaria fácil dizer que naquele momento nasceria um homem solitário, mas isso não aconteceu, o que cresceu no coração daquele homem foi um sentimento de remorso e ódio, junto com o instinto de assassino e a sede por sangue. E o primeiro assassino Estheim surgiu naquela noite.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤ
Desde então a família ficou conhecida pelos assassinatos que cometeram, sempre foram bem pagos pelos seus serviços e tinham fama o suficiente para causar medo na população, por isso viviam isolados das outras pessoas. Obrigatoriamente deveriam seguir a cultura de Zuko, toda criança deveria ser criada para matar e aquelas que se recusavam não eram dignos de carregar o sobrenome, portanto deveriam ser mortas antes dos quinze anos. Hope já estava com doze, aprendeu a matar com seu irmão mais velho e em seu currículo já contavam oito mortes. Para ele a parte mais difícil não era se privar das brincadeiras e nem dos amigos, mas sim aguentar as acorrentadas que recebia de seus pais e de seus irmãos quando estes julgavam os atos do mais novo incoerentes. Sequelas ficaram em seu corpo, marcas e cicatrizes, o sangue passou a ser seu melhor amigo e chorar estava fora de cogitação. Estava cansado de ouvir as histórias sobre Zuko, sobre como ele nasceu e morreu em uma guerra.

Os Estheim ganharam muito dinheiro no ramo do assassinato e deveriam preservar este pilar por muito tempo, porém os negócios da família estavam sendo ameaçados por Bartholomew Carter, e o trabalho de Hope sera cometer seu nono assassinato tendo ele como vítima. Analisando o próprio reflexo no espelho de seu quarto ele abriu um sorriso, assustou-se ao se ver sorrindo, era uma visão rara, mas muito bonita. As adagas com a lâmina suja de sangue estavam em suas mãos, uma na mão direita e outra na esquerda. O garoto desfez seu sorriso e respirou fundo, com um grito acertou o espelho com a adaga da mão direita e este explodiu em pedaços cristalinos de vidro. Em um certo momento seu olho azul royal se refletiu em um dos cacos antes dele cair no chão, então a escuridão fez sentido, seu pai apareceu na porta de seu quarto dizendo que Hope não era seu filho e sim um bastardo. Disse que naquela noite seu destino faria sentido, e que o rapaz mataria a nona pessoa pelo próprio demônio. Sentiu-se daquela forma pela primeira vez, o ódio bombeou junto com seu sangue negro e sua visão tornou-se turva e clara, enganado pela própria família, decepcionado ele voou com ambas as adagas na direção do pescoço de seu próprio pai. Sua mãe, Helena Estheim de sangue e alma aplaudiu a performance e tudo o que Hope fez foi fugir dali. O garoto correu pelas ruas escuras, as lágrimas se recusavam a escorrer de seu rosto apesar de que era o que ele mais queria. Olhou para trás para ver a silhueta de Helena, como uma dama, como uma rainha dos anos sessenta sorrindo e deixando que a lua acendesse sua alma assassina.

Seu próprio pai fora a nona pessoa assassinada, semanas depois descobriram que Bartholomew havia sido enforcado no quintal de casa. Manteve o instinto assassino em seu ser, seus olhos de gato mostravam isso de todas a formas, era uma engrenagem na máquina do assassinato. Hope Estheim ficou nas ruas por três semanas, vivendo de restos e da ajuda de pessoas inocentes, era uma vida fácil se fosse levar em consideração tudo o que passava com sua família naquela mansão. Certa encontrou um sátiro que sorria e estendia a mão oferecendo ajuda, parecia um poderoso mago com barba e bigode,              estranhamente ele emanava confiança, como se soubesse de tudo e conhecesse todos os segredos. “O filho do demônio deverá ser bem vindo aos aposentos do acampamento... E tem sangue em seu cabelo, pequeno assassino” foi tudo o que disse antes de acompanhar o filho de Hades para o acampamento de semideuses, onde aprenderia a ser um filho de Hades.


ㅤㅤㅤㅤㅤㅤNARRAÇÃO:
Suas mãos estavam no bolso da frente de sua calça enquanto o vento batia em seus cabelos prateados, os olhos de gato focavam no caminho à sua frente, curvando o corpo para os lados desviando das pessoas que cruzavam sua direção enquanto o pé direito pegava impulso com o skate. Era uma rua movimentada, os carros corriam em uma certa velocidade enquanto as pessoas pareciam estar atrasadas para alguma coisa. Hope Estheim se destacava naquele aspecto, pois sua expressão era de tédio e os olhos azuis não pareciam transmitir emoção alguma.

O barulho de um sino tocando na porta de um bazar chamou a atenção do garoto, a porta se abriu e lá de dentro um rapaz saiu com algumas sacolas de compras.
– Obrigado Senhor Carter. – Disse o rapaz acenando e saindo. O velho que parecia ser o Senhor Carter olhou diretamente para Hope e sorriu, parecia ser um convite se ele não fechasse a porta do bazar e não tivesse trocado a plaquinha de “aberto” para “fechado” certamente seria um convite. Hope colocou o pé no chão e parou o skate com uma manobra, olhou por alguns segundos na direção do bazar e franziu os olhos. Tudo bem que aquela não parecia ser uma atitude suspeita, mas a maneira que os olhos de Senhor Carter analisaram Hope fizeram o garoto sentir necessidade de ir lá perguntar alguma coisa. Colocou seu skate embaixo dos braços e caminhou calmamente na direção do bazar, ignorando a placa de fechado e abrindo a porta.
– Posso ajudar? – Senhor Carter encontrava-se atrás de um balcão e em frente a uma porta, não pareceu se incomodar com o fato de o filho de Hades entrar ali mesmo com o bazar fechado, pois ele dava um sorriso forçado de vendedor e aquilo era meio agoniante. Hope não respondeu à pergunta do velho gordo, caminhou entre os corredores com os produtos expostos, analisando e procurando por alguma coisa que poderia comprar, usou da mão esquerda para pegar um saco de amendoins e colocar dentro do bolso de seu calção sem a intensão de pagar.
– São três dólares o amendoim, rapaz. – Disse o velho surgindo diante de Hope como um fantasma com o mesmo sorriso. Sem questionar o menino devolveu o amendoim para a prateleira e passou direto de Senhor Carter, caminhando na direção da porta de saída do bazar, não havia nada de interessante ali, além de um velho gordo e assustador. Mas assim que tocou a maçaneta da porta suas mãos queimaram, não dava para sair.

A atmosfera do bazar logo ficou mais fria e assustadora, os olhos de Senhor Carter não piscavam e aquele sorriso parecia de plástico.
– Posso ajudar? – Ele perguntou novamente fixando os olhos nos de Hope. O menino não sabia exatamente o que dizer, não podia pedir para sair, então tudo o que fez foi testar aquele gordo.
– Quem é você? – Hope perguntou enquanto levava a mão para suas costas, segurando suas adagas que ficavam escondidas dentro de sua calça. O sorriso de Senhor Carter se desfez e então ele disse.
– Por aqui, por favor. – Caminhou novamente para trás do balcão, abrindo a porta que dava acesso a um corredor com uma escada que descia. – Tem uma pessoa aguardando pelo senhor lá embaixo. – Hope desceu os três primeiros degraus e esperou que o velho gordo o acompanhasse, mas este não o acompanhou, apenas fechou a porta às suas costas e deixou que o filho de Hades seguisse sozinho. De início não pensou que desceria as escadas por tanto tempo, nem sabia se era possível ir tão abaixo do nível em que estava, mas mesmo assim continuava descendo, com o ambiente ficando cada vez mais úmido e mais escuro, o ar ficando mais denso e melancólico. Três horas de descida se passaram, as paredes eram blocos de pedra como as de um castelo, teias de aranha estavam espalhadas por todo o local e as escadas que desciam em espiral davam ratos e morcegos como companhia para Hope que ainda não mostrava sinal de cansaço. No último nível, duas tochas de fogo mostravam uma porta de madeira indicando finalmente o final da descida.

A porta abriu sozinha e a sala lá de dentro era bastante iluminada, tocava uma melodia triste dos anos cinquenta, os objetos espalhados por ali deixavam claro que aquela sala era na verdade uma câmara de tortura.
– Quem diria, meu bisneto veio me visitar. – Hope virou-se na direção da voz e sentado atrás de uma mesa ele não precisou de muito tempo para reconhecer quem era.
– Zuko? – Perguntou, mesmo tendo a plena certeza, pois lembrou-se te tê-lo visto em fotos. Com um sorriso ele levantou-se e caminhou até o garoto de cabelos prateados, levou a mão direita até as madeixas do menino e as bagunçou.
– Bem-vindo ao submundo, aprecie o local, pois um dia você estará aqui. – Zuko parecia muito mais novo do que a idade que deveria ter, não tinha cabelos brancos e também não tinha rugas na pele. Hope não mostrava reação, tudo o que fazia era ficar encarando seu parente mais experiente, sem reação ou expressão. Percebeu que seu bisavô possuía os mesmos olhos de gato que ele também tinha.
– Por que me trouxe até aqui? – Perguntou para Zuko enquanto olhava a câmara, percebendo que algumas pessoas ainda estavam presas e sofrendo com as torturas que as máquinas causavam. Quando virou seu rosto novamente na direção de seu parente, em um milésimo de segundo ele pareceu ver a carne de seu bisavô exposta e viva em sua pele, sangrando e deformada, mas a visão mostrou ser uma ilusão instantes depois.
– Nós somos assassinos Hope Estheim, não temos um destino digno ou bom, nosso futuro é o pior possível, não temos atos heróicos e nem nossos nomes serão lembrados por algo bom. Enquanto algumas pessoas salvam o mundo, o nosso dever é destruí-lo. – Zuko virou-se para Hope com o canto direito de seu lábio mostrando um sorriso confiante. – E um dia você sofrerá por toda sua eternidade do mesmo jeito que sofreu quando era menor, portanto aproveite, pois tenho um trabalho para você. – Hope retirou uma adaga de suas costas e passou a olhar para seu bisavô com uma expressão de dúvida misturada com raiva. – Acalme-se minha criança, não entrarei para sua lista de mortes. – Zuko cruzou os braços e mais tochas se acenderam em um corredor imenso atrás de Hope. – Traga-me a pedra das almas, só um príncipe do submundo pode retirá-la de seu pedestal e eu darei para você toda a fama e fortuna que os mortais tanto desejam. – Deu uma pausa, fungou e continuou. – Não está muito longe, só o que deve fazer é seguir por este corredor até encontrar uma Asfódelo. – Apontou para onde as tochas haviam se acendido,Hope olhou para seu tio.
– Procure outra pessoa, não vou me encarregar disso. – Deu as costas, subiria toda aquela escadaria novamente, não iria se meter em perigo, mas a porta que dava para o bazar não estava mais ali.
– Não tem opção, bisneto. – As pessoas que estavam na câmara e que eram torturadas pareceram rir da situação – Você tem meus olhos. – Os olhos de gato de Zuko brilharam como safira e sem opção Hope seguiu pelo corredor.

Era como uma caverna, as rochas úmidas estavam escorregadias e a iluminação das tochas pareciam não ser o suficiente. Hope não sabia onde encontrar aquela pedra, não sabia como ela era e também não sabia seus efeitos, além de desconhecer o motivo por Zuko pedir pela pedra das Almas. Irritado com a situação o rapaz acertou com sua adaga na parede de rocha fazendo algumas faíscas escaparem pelo local, era agonizante pensar que havia sido atraído para aquele bazar com apenas o olhar de um gordo. Como se não bastasse todo o tempo descendo aquelas escadas, no corredor não foi diferente, o menino de cabelos prateados estava começando a se cansar, quando de repente o silencio foi cortado por um barulho vindo ao fundo, eram pessoas gritando em agonia, e o barulho ficava cada vez mais alto e em dois segundos pareceu estar a metros de distância. Hope virou-se quando viu a origem daquilo e a teoria de pessoas gritando se confirmou, todas presas umas nas outras formando uma esfera de três metros de altura. A esfera de pessoas rolava na direção de Hope que seria facilmente esmagado se ela o alcançasse, então tudo o que fez foi pegar o que restou de suas energias e correr. Correu até perceber que o chão já não era mais tão elevado e sim liso, se não fizesse alguma coisa a esfera de pessoas o alcançaria em poucos segundos. Jogou seu skate no chão e pulou em cima, pegando equilíbrio e agradecendo em silencio por conseguir andar ali, conseguiu impulso o suficiente para se afastar da esfera e assim que viu o primeiro desvio o garoto entrou. O som que veio em seguida foi o de milhares de pessoas enroladas umas as outras caindo em um abismo de chamas.

Antes de descobrir onde estava, uma flor embaixo de seus pés chamou a sua atenção, amassada e terrivelmente triste, era uma Asfódelo, abaixou-se para pega-la e então percebeu que a sua frente estava um campo inteiro delas. Caminhou devagar entre as flores sempre procurando por algo estranho, mas não haviam pessoas e nem animais, só o que conseguia sentir era a tristeza que aquele campo emanava. Hope conseguiu chegar longe o suficiente para perder de vista o local de onde havia vindo, não sabia o que era norte, sul, leste ou oeste, não sabia onde estava e nem o que deveria fazer para encontrar aquela pedra. Foi quando conseguiu perceber um movimento vindo de uma parte do campo, alguém caminhando lentamente em meio as flores, Hope correu até aquela pessoa, mas ela não pareceu notar sua presença, a mulher caminhava sem rumo, seguindo para o nada. Ouviu outra coisa vindo de outro local perto dali, desta vez era um homem nas mesmas condições, em poucos segundos uma multidão de pessoas apareceu, lembravam zumbis sem a deformidade. Ao longe, sobre uma rocha ele avistou um castelo negro, banhado em fumaça e sobre um mar de fogo, era o castelo de seu pai com toda a certeza.
– Pai, mostre-me onde está a maldita pedra das almas. – Falou em voz alta e as pessoas pararam de caminhar, olharam fixamente para Hope desesperadas e famintas. Todas elas apontaram para a torre mais alta do castelo de Hades e com o skate embaixo do braço o garoto seguiu até lá.

Assim que chegou nos portões eles se abriram como boas vindas e caminhando sobre uma ponte sem corrimão o garoto andou até a entrada do castelo, ouvindo novamente os gritos de desespero e agonia vindo de pessoas que sentiriam a dor eterna. Seguiu diretamente para a torre do castelo, subiu até encontrar uma porta de madeira, puxou a maçaneta e entrou sem hesitar. Lá estava, sobre uma almofada de veludo negra com detalhes em vermelho, uma pedra brilhante de cor azulada emanando poder por todo o ambiente. Hope não pensou duas vezes até se aproximar da pedra e segurá-la com a mão direita. Nada aconteceu, mas ele pode ouvir o barulho dos passos subindo as escadas até o topo da torre.
– Ela brilha como seus olhos. – Zuko estendeu a mão pedindo a pedra. Hope percebeu que desta vez ele estava com o rosto deformado e com a carne arrancada de seu rosto. – Me de a pedra! – Gritou. O mais novo mordeu o lábio inferior e segurou a pedra com mais força, sacou sua adaga e logo ficou em posição de ataque, sem mostrar sentimento algum em seu rosto, seus olhos azuis eram a única fonte de iluminação naquele local além da pedra.
– O que deseja fazer com esta pedra? – Perguntou cuspindo saliva no chão e franzindo os olhos. Foi quando ele surgiu das sombras, a própria morte se fez presente.
– A pedra das almas só pode ser retirada de seu pedestal pelas mãos de alguém com o sangue divino. – Hades disse sem olhar para Hope. – E nela estão guardadas as almas de poderosos guerreiros, suponho que Zuko queira voltar a viver como um destes guerreiros. – O Senhor do Submundo olhou para Zuko e o quarto ficou mais escuro. – Além de estar planejando levar outras pessoas com você, procurando vingança? – Hades finalmente olhou para seu filho e o garoto precisou engolir em seco, nunca parou para pensar em como seria sua reação ao encontrar seu pai.
– Não deixarei que ele fique com a padre Senhor Hades. – O Deus sorriu com desdém ignorando o o comentário.
– A eternidade não seria tempo suficiente para você pagar por todas as mortes que cometeu e que ainda vai cometer, mas ainda assim estou orgulhoso de você meu filho. – E sem se despedir Hades entrou novamente nas sombras e sumiu. Hope encarou Zuko Estheim com os olhos de gato fervendo de ódio.

No lado de fora os gritos de agonia daqueles que não tiveram uma vida digna soavam como música nos ouvidos do garoto, sua respiração estava mais forte e densa, assim como seu coração que batia em uma velocidade elevada. Naquele instante ele lembrou-se de como era ter um instinto assassino, pois a sua maior vontade e o seu maior desejo era cortar a garganta de seu bisavô.
– Honrei seu nome durante toda a minha vida. – Em posição de ataque o garoto encarou o mais velho com a adaga na mão direita e a pedra na esquerda, derrubou o skate no chão por não conseguir mais segurar. – Mas já que sofrer pela eternidade é meu destino, não vejo motivos para não fazê-lo sofrer uma última vez. – Uma expressão de garoto travesso estampou-se no rosto de Hope. – Ainda procura por elas? Bisavô. – Hope correu na direção de Zuko com a adaga em suas mãos, mas no exato momento em que daria o primeiro ataque, seu adversário desviou com um único movimento.
– Eu não voltaria a viver, eu daria o dom da vida para elas, minha filha e minha esposa. – Zuko fez com que saíssem correntes de dentro de seus pulsos, rasgando sua carne e balançando no ar com dois metros de comprimento. Hope virou-se para ele novamente e como uma bomba sua aura negra espalhou-se pelo ambiente.
– Não use o remorso comigo, não funciona. – Correu novamente na direção de Zuko, desta vez com a lâmina da adaga apontando na direção de sua cintura, quando tentou investir em um ataque, o mais velho usou das correntes para se defender. Hope não se afastou, permaneceu a centímetros de distância, tentando um ataque após o outro, tentou arranhar os ombros do bisavô, em seguida o pescoço, o peitoral, mas Zuko sempre usava das correntes para se defender. Tentava de todas as formas acertá-lo, seguido por gritos de ódio e urros de dor, em uma das tentativas Zuko o acertou com as correntes, ricocheteando Hope e o lançando na direção de uma parede, onde uma estante de livros antigos caiu no chão em um baque, sem perceber a pedra das Almas havia caído no chão, bem no centro de onde Hope e Zuko estavam. Os dois se olharam e seguiram na direção da pedra, correndo com os braços esticados, com um salto Hope a segurou primeiro e ameaçou jogá-la pela janela, mas Zuko o prendeu com as correntes, dando três voltas no corpo de Hope Estheim e depois o puxando para si como uma vara de pescar. O filho de Hades não moveu um centímetro de seu corpo, deixou que o impulso o erguesse no ar, apenas segurou suas adagas com força e deixou ser lançado na direção de seu adversário, com os olhos azuis brilhando como a pedra e um sorriso demoníaco nos lábios, teve tempo de ver a expressão de medo que o adversário sentiu, seus corpos se colidiram naquele instante e antes que Zuko pudesse roubar a pedra das mãos de Hope, o mais novo usou suas adagas para rasgar a garganta do velho. Hope caiu de pé no chão com respingos de sangue podre espalhados por seu rosto e por seu cabelo prateado.
– Apodreça nos campos da punição junto com sua filha, com sua esposa, e com todos aqueles que você falhou em defender. – O corpo de Zuko vaporizou-se e o pó voou pela janela. Hope devolveu a pedra para a almofada de veludo e uma das paredes dali se abriu indicando uma escadaria sem fim, mas desta vez subindo com uma placa sobre a porta que dizia “Bazar do Sr. Carter”.

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Re: Testes para filhos de Hades

Mensagem por Mateus Jaques em Sab 21 Mar 2015, 23:53





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Características físicas

Mateus possuí uma pele branca e é quase pálido. Seus olhos são profundos e muitas vezes chamam atenção dos outros ao seu redor. Com uma altura mediana, ele possui 1,71 metros. Seus músculos são desenvolvidos, mas não muito, apenas o suficiente para lhe dar um bom porte físico e aparentar certa quantidade de força.


Características psicológicas:


Embora sua aparência não demonstre, Mateus é uma pessoa legal. O único problema é que não tem com quem mostrar isso, já que as pessoas sempre se afastem dele, seja por achá-lo estranho, seja por considerá-lo mimado. Quando cria uma amizade ou um relacionamento, o que é raro, é completamente leal e fiel a pessoa. Em batalha, é um cara observador e estratégico, que procura descobrir o ponto fraco de seus oponentes e usufruir disso.

▬ História


Nasci em Las Vegas no ano de 2000, exatamente no dia 27 de agosto. Faço parte de uma família milionária, os 'Jaques'. Minha família é rica e somos descendentes de líderes primitivos. Somos conhecidos como "O império de ouro", pois fabricamos diversas joias.

H
oje, moro num castelo com a família inteira, com exceção do meu pai. Nunca ouvi falar dele, nem pela minha mãe e nem por nenhum outro familiar.

Cá estou eu, repousando na cama depois de uma noite sem dormir. Infelizmente, isso é frequente. Me sinto melhor assim, até porque nunca sinto sono no período noturno.

Deitado em minha cama, ouço a voz de minha mãe, que se chamava Caterine, uma mulher com olhos azuis claros, cabelos negros, robusta e extravagante:

— Venha tomar café, Mateus.

Alguns segundos depois, estou sentado em uma das cadeiras dispostas ao redor da mesa, onde minha mãe também se encontra. Meus primos, Thiago e Thaiana, também estão ali.

S
obre a mesa, um vasto café da manhã com cereais, frutas e pão integral.  O ambiente está estranho, principalmente porque todos estão calados. No rosto de minha mãe, uma expressão inquietante se forma, mesmo eu não sabendo o motivo.

[...]


Posterior ao café, sigo em direção a escola. A mochila pesa sobre meus ombros, mas, infelizmente, minha mãe não permite que eu contrate alguém para levá-la.

Alguns minutos depois, me encontro diante da escola McGandhi. Suas paredes são negras e o teto amarelo; suas dimensões são fabulosas, considerando o lugar em que ela se encontra.

Ao entrar na escola, encontro Chris, alto negro, olhos verdes, cabelo liso e forte. Adentramos a nossa sala de aula e sentamos. Hoje a aula é de mitologia, o único assunto que consegue me envolver psicologicamente.

No recreio o ambiente estava normal, meninas fazendo caretas ao me verem... Eu nunca entendi o porque de ser tão odiado por elas...

Sentamos no banco de frente ao refeitório.  Conversa vai, conversa vem, entramos no assunto de pais. Ele me perguntou se minha mãe já havia me falado...
Estranho é que ele aparentava já saber, mesmo assim eu disse que não.

No fim do recreio, comunicaram que temos de ir para casa, não haverá mais aula hoje. Notei o Chris conversando com o diretor Arnold.
Ele deve estar levando uma suspensão ou advertência.  

Me dirigi á saída, solitário, infelizmente, só tinha amizade com o Chris, então toda vez que ele estivesse ocupado eu ficaria só.  


[...]


Caminhando de volta para casa, passando por ruas e ruas, ouço uma voz diferente, uma voz que não parece humana:

— Estou sentindo o odor dele ficar mais forte, podem deixar que eu mesma cuido dele!

Encosto parte do meu corpo no muro de uma casa qualquer, ao lado de uma rua sem saída.


Espiei pelo estreito da casa e visualizei três mulheres. Mesmo com as vozes não mundanas, elas eram mulheres comuns.

Em seguida, duas delas saem voando.  "Acho que eu preciso dormir, já estou tendo alucinações".

Alguns segundos depois, ouço a voz de Chris, que gritava:

Mateus, espere, espere!

Calmamente, me apoiei ao muro da casa novamente. Quando Chris me alcançou, notei que ele estava vindo correndo.

Entretanto, ele tem um problema na perna que o impossibilita de correr. Em meio  a essa dúvida, indago:

Chris, você está correndo! O que houve com o seu problema na perna?

Chris parava ofegante, com as mãos para baixo e escorado ao muro. Com a voz alterada pelo cansaço, disse:

Precisamos ir para sua casa, tenho que lhe contar uma coisa importante!

Que coisa? Para de enrolar e conta logo.

Não posso contar aqui, tem que ser em um lugar mais seguro!

Seguro?

É, seguro, vamos.

Certo, vamos.

Disparamos em direção a rua que dava a minha casa, faltava uma esquina quando uma das mulheres que eu vi na rua sem saída aparece á minha frente.

— Lhe encontrei filho de Zeus! Você morrerá pelas minhas garras.

"Imaginei que criatura seria aquela, uma harpia? Era a única coisa que eu conhecia"

Quem é você?

A criatura investiu voando contra o Chris, que estava calado. Uma onda de medo percorreu o meu corpo, quando Chris foi jogado no muro da casa ao lado.
Supondo que ele ainda estivesse vivo, estaria gravemente ferido. Mas não foi o caso,  Chris levantou-se e no momento em que a mulher pensou em investir contra mim, ele pulou em cima dela, derrubando-a.  

A criatura levantou-se  e mandou o Chris para o ar, jogando-o em cima do terraço.

"Se ela poderia fazer aquilo com ele, imagine comigo que sou um fracote?"

A mulher me encarou nos olhos e avançou para cima de mim. "Não deve haver outro jeito, morrerei aqui" Fecho os meus olhos.


Alguns segundos depois os abro e vejo a mulher olhando para a minha cabeça, olhei também para checar o que estava acontecendo. Havia um símbolo que eu nunca vi, flutuando em cima de mim.

— Você é filho do meu senhor? Você é filho de Hades.

Eu não sou filho de Hades, bem, que eu saiba não. Chris, o que essa mulher está falando?

Chris levantou-se do chão, encostou na parede da casa e disse:

Mateus, você é sim filho de Hades. Era isso que eu estava prestes a lhe contar.


— Sátiro, para onde estava guiando o filho do meu senhor?

Para a casa dele avisar a mãe e, posteriormente, para o acampamento meio-sangue.

Acampamento o que? Que negócio é esse Chris?

Quando chegarmos em casa, sua mãe lhe explicará melhor.

— Como ele é filho de Hades, ajudarei você a levá-lo ao acampamento.

Chris assentiu á resposta da mulher com a cabeça e caminhamos até a minha casa.



[...]


Nos minutos seguintes, o silêncio prevaleceu até entrarmos na residência dos Jaques. Adentramos na sala e minha mãe se encontrava vendo TV. Chris disse as pressas:

Sra. Caterine, seu filho não está mais seguro. A sua aura se tornou forte e para a sua própria segurança, precisamos levá-lo para o acampamento.

— Certo Chris, posso conversar com ele antes?

Claro Sra. Caterine, só não demore, por gentileza.

Enquanto isso Chris e a mulher ficaram sentados no sofá, enquanto minha mãe subia as escadas comigo.

"Será que minha vida e uma mentira? Esse Hades, será que ele é um bom pai? Isso é, se for mesmo o meu pai"


[...]


Chegando ao quarto dela, minha mãe pegou uma caixa de dentro do guarda-roupas e me entregou.


— Pegue amor, jamais esqueça que eu te amo. Aí está tudo que precisa saber. Há uma carta que escrevi a pouco tempo. Além disso, há alguns presentes do seu pai.

Eu também te amo mamãe! Mas ainda não compreendo  o que está acontecendo.

— Tudo fará sentido depois de ler a carta. Sem despedidas meu filho e me perdoe por não ter falado antes.

Dei um beijo na testa dela e sai escada abaixo emocionado.

"Será que está escrito o que nessa carta? Minha mãe, sabia de tudo e não me contou?"

[...]

Alguns segundos depois, estava de frente para a mulher e para Chris, dizendo que estava pronto para ir. A caixa pesava mais sobre minha mochila, o que será que há dentro?

Caminhamos em direção ao portão. Na calçada, Chris mandou esperarmos. Pacientemente aguardamos, nós três, cerca de quinze minutos.


Uma sombra tampava o sol a nossa frente, o estranho era a sombra ser gigantesca. Olhei para cima e avistei uma carruagem. Não uma comum como as de filmes, esta era dirigida por um menino loiro e magro. Em vez de ser puxada por cavalos normais, era puxada por dois pégasos.

A carruagem estacionou a nossa frente. Incrível é que somente nós visualizamos, as pessoas passavam e achavam normal. O menino loiro desceu da carruagem e disse:

Hey Chris! Vamos? Esse é o semideus?

Chris responde e, mesmo sem entender nada, sigo as ordens dele e subo na carruagem, indo para o tal acampamento.



Narração


Já faz pouco mais de um mês que eu estou no Acampamento. Até hoje, não consegui esquecer a profecia que o Oráculo falou, algo ligado a algum filho de Hades.

Pensando no por do sol, deitado na areia da praia de Long Island. Então, não consigo mais esperar.  Me levanto e vou até a Casa Grande.

Ao encontrar Quíron, aviso para ele que vou até o Mundo Inferior. Preciso saber mais sobre essa profecia e se ela é ou não é comigo.

"Infelizmente, a resposta não foi lá agradável"

Lamento Mateus, mas você ainda não está apto para uma missão. Que dirá uma missão solo, seria suicídio.

Mas Quíron! E se essa profecia for acontecer amanha? Depois de amanhã? Preciso de mais informações urgente.

Eu já disse que não, Mateus. Aguarde, em alguns meses quem sabe.

Abaixei a cabeça e sai frustrado. Precisava fazer alguma coisa. Então veio a ideia: "Se ele não autoriza, faço escondido".

Fui ao chalé 13, fiz as minhas malas com algumas roupas, ambrósia e a caixa  que mamãe me deu. Esperei anoitecer, com a minha darkness na cintura, meu anel vold nos dedos e a minha capa já posta sobre meu corpo.

Ao anoitecer, saí calmamente, evitando quaisquer tipos de barulhos possíveis. "Tomara que com a minha capa consiga passar despercebido"
Fui passando, não havia ninguém no acampamento. Todos já estavam nos seus respectivos chalés.

C
aminhando na direção do Pinheiro que guarda o acampamento, fui descendo as colinas calmamente evitando quaisquer ruídos.


[...]


Alguns minutos depois, já havia pegado um Táxi e pago com o dinheiro da caixa de minha mãe. "Graças aos Deuses, ela pensou em tudo".


P
aro em frente ao Limelight Shops de Nova York. Já havia amanhecido. Adentro no shopping e vou em direção a praça de alimentação. Um amplo espaço muito bem aproveitado, embora eu não fosse tão esperto em arquitetura, sabia que aquilo tinha sido bem trabalhado. "Será que aquilo que Quíron citou é verdade? Eu posso invocar um espírito e ordenar que ele me responda algumas coisas? " Ia pensando sobre aquela ideia na mente, mas tinha que dar certo. Comprei doze refrigerantes e dois McLanche Feliz no McDonald's. Pus a sacola de hambúrgueres na mochila e me retirei do shopping.

Agora estou hospedado em um hotel, mas tive que subornar o porteiro para que ele não mencionasse a minha idade. É assim que eu espero a noite passar, ansioso para testar o ritual.


[...]


Quando o relógio bateu meia-noite, eu já estava arrumado, com a minha mochila nas costas e com meus apetrechos. Sigo em direção a saída do hotel, de frente há um terreno baldio e, felizmente, capinado. Entro no terreno e começo a cavar  com a minha espada.

Depois de cavar bastante, o buraco já estava consideravelmente fundo. Cerca de três metros de comprimento  e dois de largura.


[...]


De pé, pego os refrigerantes e despejo os na cova. Em seguida, pego os hambúrguer's e despejo-os de na cova.

Posteriormente, recito alguns versos em grego antigo que fluem naturalmente em minha mente.

Um espírito branco, sem foco, transparente, se ergue da cova. E eu lhe pergunto:

Diga-me onde fica a entrada para o Mundo Inferior?

Você me deu comida, hm. Só por isso acha que vou lhe ajudar?

Como filho do senhor do Mundo Inferior, eu ordeno que me diga. Isso basta?

Na verdade, não basta. Mas gostei da sua atitude, criança. A entrada fica em Washington,  em baixo da Catedral Nacional de Washington.

Certo, se não for, sua alma permanecerá em agonia pela eternidade. Saia daqui.

O espírito se desfez, fui caminhando em direção a rodovia novamente. Acenei para um táxi e indiquei Washington, catedral como caminho.


[...]


No dia seguinte, acordei ainda no Táxi às nove da manhã, à cem metros da Catedral. Paguei o motorista, peguei meus apetrechos e desci. Entrando na Catedral, que por sua vez era totalmente gigante. Tinha um amplo espaço, ver aquela igreja vazia dava uma certa nostalgia de pensar em todos rezando.

Caminhei em direção ao centro, de frente para o altar. Quando ouvi um barulho, aparentemente algo estava sendo lançado. Tiro, talvez?

Me escondi atrás de uma pilastra e espiei pelo lado esquerdo. Visualizei na hora um Manticore.
Novamente o Manticore lançou espinhos em minha direção.

Me esgueirei pela pilastra e rolei para outra delas, que estava mais a frente, tendo uma visão de 180 graus. Visualizei um interruptor, o que me deu uma grande ideia.

O Manticore avançava em minha direção lentamente, rolei para trás rodeando o altar e ficando a alguns metros do interruptor. A criatura estava do outro lado disparando espinhos na minha direção, que casualmente, acertaram o altar.


E
m uma tentativa precipitada, corri em direção ao interruptor e apaguei as luzes de toda a Catedral.

Infelizmente, na hora que corri o monstro disparou e dois dos espinhos acertaram o meu ombro. O que me fez cambalear um pouco, além do sangue jorrando.
Agora, com a visão limitada, ela dificilmente teria uma visão boa o suficiente para mirar e acertar os espinhos.

Me encostei no pilar e quebrei os espinhos por fora do meu ombro.

Como já estava com a minha capa, rodei o salão até ficar nas costas do Manticore. Fui em direção a ele lentamente e suavizando os passos o máximo possível. Investi contra a criatura bem em seu pescoço com a minha espada de ferro estígio.

O Manticore se debateu e me jogou contra a coluna. Uma dor percorreu todas as minhas vértebras da medula espinhal.

Quase agonizando e ainda com a capa, me arrasto para trás da coluna na posição anti-horária do  Manticore, ficando de costas para ela. Lentamente pego um pedaço de ambrósia de minha mochila e como.

O
Manticore disparava espinhos em toda direção, alguns quase perfuraram a coluna em que eu estava. Alguns segundos depois, já sentia a ambrósia fazendo efeito. Meus ossos param de doer aos poucos. Sigo lentamente agachado em direção ao Manticore, que havia parado de disparar loucamente.

Apareça.  Ou está com medo?

C
om a minha espada de ferro estígio em mãos, dando um passo de cada vez até estar consideravelmente perto, invisto contra o monstro, dessa vez, em sua medula. "Se e que ele tem uma". O monstro se desfaz em cinzas.


[...]


Logo, começo a procurar a entrada para o Mundo Inferior. Primeiramente, adentrei a parte esquerda da catedral que, ocasionalmente, deu em uma sala que pareceu mais demoníaca do que cristã. Procurei por objetos, alçapões, túneis, passagens secretas e afins. Nada de quaisquer coisas.


Volto para o salão principal da catedral e sigo  para a sala da direita. Adentrando na mesma, era o oposto da sala da esquerda.

Possuía fotos de antigos papas e arcebispos. Quadros na parede de, supostamente, Jesus e alguns santos tais como: Santa Maria, Santo José e Santo Mateus.
A sala estava completamente vazia, nada de objetos, além dos quadros e fotos.

O teto parecia ter  tomado um banho de sangue, o que era estranho já que teria sido escorrido.

Novamente no salão principal, dessa vez, de frente ao altar. Não havia mais salas, tinha de ser ali. " Ou aquele espírito havia mentido. Seria irônico falar que mataria aquele espírito, já que ele já esta morto."

Avanço a partir da mesa do altar e forço mais os passos. Olhando em cima do altar, nada havia. Em compensação, em baixo do altar, havia uma alavanca de 2 metros de largura. Puxo-a com toda força, porém estava emperrada. "Se com as mãos não da, vamos com ferro estígio". Saco a minha espada e forço contra a alavanca, fazendo como um 'levantador' de carros e finalmente tenho êxito, a alavanca da em uma escada gigantesca.


[...]


Depois de descer a escada, me deparo com uma figura de capô, capa de chuva de éons da cor cinza,  cara de Chuck norris e muito magro. "Será que as pessoas ficam assim ao morrer?". Eu pergunto á figura de capô, que supostamente seria 'Caronte', se minha memoria não falha:

Você é Caronte, o barqueiro de Hades?

Sim, sou Caronte, suponho que não esteja morto pela sua aparência. O que quer aqui?

É. Certamente não estou morto. Quero ir ao palácio de meu pai.

Lamento, criança, os vivos não estão autorizados a passarem daqui.

O que eu preciso te dar para tu me deixar passar?

O que você teria para me oferecer, criança?

Abro a mochila e apanho a caixa de minha mãe. "Graças aos deuses, novamente, ela havia salvado a minha pele e a minha missão". Retiro dois dracmas de ouro da caixa e ofereço a Caronte que, por sua vez, estende a mão e apanha-os.

Agora me guie.

Certo, você se tornou digno desde que me oferereceu estes dracmas. Suba a bordo.


[...]


Depois de um tour com Caronte pelo rio estíge, paro em frente ao palácio de meu pai. Agradeço a Caronte e sigo em direção a porta que, por sua vez, encontrava-se semi-aberta. Bato três vezes, porém ninguém vem para a recepção. Adentrei a porta e me assustei com as velas, que cercavam todo a sala. Não eram velas comuns estas eram negras. O palácio era gigantesco, três escadas que davam a locais diferentes, todas de ouro, ainda maior do que aparentava ser visto de fora. Adiante a sala, gritei:

Pai? Alguém em casa?

I
nfelizmente, quem me recebeu não foi meu pai. Seus cães infernais de estimação, três deles vieram de cada uma das escadas. "Quem usa esses cães de estimação?".
Evitei quaisquer movimentos bruscos e disse:

Hey, calma, estou aqui apenas para falar com meu pai

Infelizmente, eles não responderam nem fizeram sinal de entender. Saco a minha espada de ferro estígio e fico com a guarda posicionada.

Foi quando avistei um homem descendo por uma escada e uma mulher na outra escada.

Infelizmente, isso me distraiu por alguns segundos e um dos cães pulou em cima de mim. Agora ao chão, com aquela cara de cachorro infernal em cima de mim, gritei:


Pai? Sou eu, seu filho, tira esses cães daqui.

Graças aos Deuses ele escutou e salvou minha pele. "Teoricamente, só desfazendo o que ele havia feito, mas ok". Me pus de pé e disse:

Pai? Sou eu, Mateus Jaques, filho de Caterine Jaques.

Filho, o que quer?

A primeira vista ele não soou nada emocionado e, muito menos, feliz pela minha visita.

Pai, eu soube, através do oráculo, que há uma profecia sobre os filhos de Hades. Poderia me dizer se essa profecia é sobre mim? Sei que não há como ter certeza, mas o senhor tem mais filhos?

Venha comigo, vou lhe explicar parte do que sei.

A mulher que, no caso, creio ser Perséfone, não disse uma palavra. Apenas lançou-me um olhar de repugnância e seguiu Hades, que caminhava de volta a escada de onde viera.  Sigo ambos calmamente, evitando os cães infernais.


[...]


A sala a qual Hades me conduzira era gigantesca. Aparentava ser maior que o outro cômodo, embora eu não saiba como. Hades sentou-se em uma cadeira que estava por ali. 10 metros á frente havia um sofá, no qual me acomodei. Perséfone estava de pé, encostada em uma coluna na parte direita da sala.

Hades se levantou de sua cadeira, aparentava estar pronto para uma palestra. Seus trajes negros realçavam com  o design do castelo, cabelos grisalhos, olhos em um tom de chamas. Parecia com o Nicolas Cage do filme Motoqueiro Fantasma, exceto o cabelo e estar éons mais velho. Ele disse:

Filho, seja bem vindo ao meu reino. Quanto as suas perguntas, bem, não há como saber se essa profecia é sobre ti. Profecias normalmente tem duplo sentido e são totalmente imprevisíveis. Nem os Deuses tem conhecimento do que irá acontecer, se não nós tentaríamos ao máximo evitar a profecia.
Pode ser sobre ti, tanto quanto pode não ser.  


Certo pai, compreendi o duplo sentido. Mas e os seus filhos? Tem mais quantos?

Filho, não posso lhe dizer com exatidão. Por inúmeras razões, lamento.    

Tudo bem, só de ter chance daquela profecia não ser sobre mim é um alívio.

Tem mais alguma dúvida?  

Não é uma dúvida, exatamente, é mais um pedido. Poderia me fornecer um escapamento do Mundo Inferior?

Sim, clar....

Enquanto meu pai prosseguia, Perséfone se intrometeu:

Amor, deixe o transporte do garoto comigo.

Certo, Perséfone.

Hades acenou com a mão e eu segui Perséfone. "Sorte que ela não o ama, se o amasse, bem, eu estaria morto agora".


[...]


E
la me conduziu a sua sala, era um pouco menor que a de meu pai. Sentou-se em sua cadeira, virada para mim. Infelizmente, não havia um assento para mim, o que me fez ficar de pé em frente a ela.

—  Filho de Hades, não costumo gostar dos filhos do meu marido, entretanto, você não e arrogante como os outros.

Eu não sabia o que responder, então apenas agradeci.
Perséfone materializou uma caixa em seu colo, ao abri-la com uma chave que magicamente aparecera em sua mão, retirou uma pílula verde.


—  Pegue essa pílula, ela lhe fornecerá um escape rápido daqui. Sua alma se materializará no local em que seu pensamento estiver. Para isso, pise sobre ela e pense onde quer estar.

Obrigado, Perséfone, ou devo chamar de Madrastra?  

—  Prefiro Perséfone mesmo. Agora vai rápido e não fale que eu lhe deixei sair daqui para ninguém.

Certo, obrigado novamente.  

"Chalé 13. Chalé 13. Chalé 13." Repeti esse pensamento até acabar de esmagar a pílula, que estava diante dos meus pés.


[...]


Depois de me evaporar em fumaça, o meu corpo ganha forma em frente à minha cama no Chalé 13.

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Re: Testes para filhos de Hades

Mensagem por 112-Ex-Staff em Qua 01 Abr 2015, 00:05


Avaliação

Amanda Lovelyes - Não reclamada

Então Amanda, tentarei ser breve. Sua narrativa não é ruim, apesar dos erros graves que cometeu ao "comer" palavras, forçando minha mente a reler frases mais de duas vezes para que pudesse entender o que tentava dizer. Sua história foi um tanto corrida e sem emoção, sendo que sua reclamação foi um tanto quanto confusa. Como sobreviveu ao encontro de um ciclope? Como sabia que era um ciclope? Quais foram os motivos que levaram sua mãe a lhe enviar para o acampamento? Todos esses detalhes não foram explicados, assim como o fato de não acontecer uma luta com um monstro já ser por si só uma quebra de regra, o que já levaria a sua reprovação. Os deuses e semideuses não levam as relações "familiares" tão expressivas, sendo que um filho de Zeus não é considerado seu primo. Achei um tanto quanto estranho essa "missão especial", sendo que sinceramente os três deuses maiores não costumam resolver assim seus problemas. Lembro que vocÊ também é uma campista novata tão quanto o filho de Zeus que você citou. Como assim desceu até o Hades simplesmente para entregar um relatório e seu pai a recebeu tranquilamente? Sim de fato já existiu semideuses filhos de Hades que viveram boa parte de seu tempo no reino do deus, porém suas primeiras visitas nunca são por algo tão banal, assim como viajar até seu reino não é tão simples quanto parece ser. Recomendo que releia sua história, melhore a narrativa dando maiores detalhes sobre sua vida, siga as regras propostas e tente novamente no futuro. Não reclamada por Hades.

Hope - Reclamada

Que rolem os dados do destino. Então criança problemática, eu dividi minhas opiniões em relação ao seu teste. Em um número considerável de momentos pretendi não reclamá-lo, principalmente pelos erros ortográficos que encontrei em sua narração. Não gostei muito da maneira como foi reclamado, ficando um tanto quanto forçado as situações abordadas. Porém sua criatividade é realmente muito boa, conseguindo prender minha atenção com uma trama bem elaborada e diferente, não se apegando aos cliches da tématica. Desejo acompanhar a continuação de sua trama, desejoso de saber quais serão os próximos capítulos dessa pequena criatura assassina que aos poucos é introduzido a uma sociedade. Apesar de sua aprovação, recomendo que sempre releia seus posts, buscando corrigir os erros cometidose dando certa qualidade digna de sua criatividade aos seus textos. Peço que tenha cuidado em relação a coerência, algumas partes não ficaram tão boas, principalmente o modo como chegou até o submundo e a maneira que seu bisavô conseguiu sair e entrar no reino de seu pai, ainda mais em uma torre de seu castelo. Sua saída do submundo também foi um pouco porca sendo que como em meio a uma torre apareceria uma passagem com escadaria? O reino do submundo possui suas coerências. Ainda assim o parabenizo filho de Hades e tenho certeza que com o tempo irá conseguir melhorar cada vez mais sua narração. Reclamado por Hades.

Mateus - Não reclamado

Mateus, é Mateus... realmente difícil. Você possui uma boa escrita, poderia ter ido bem em seu teste, mas alguns fatores pesaram em sua desaprovação. Primeiro, sinceramente que diabos seria essa formatação? No mínimo era esperado que justificasse seu texto, o tornando atrativo de se ler; essa formatação centralizada sinceramente é péssima para uma leitura envolvente. Outros fatores foram: Castelo em Las Vegas (essa eu deixei passar), você é rico, mora em um lugar luxuoso e volta a pé para sua casa após a escola? No mínimo você teria um motorista particular pronto para o levar aonde quisesse, ou pelo menos até sua casa por ordens de sua mãe. Ela já sabe sobre os perigos que você poderia correr, podendo ser atacado a qualquer momento. Se você fosse rico e tivesse um filho em perigo, não iria fazer o possível para o proteger? Certamente deveria ter alguns seguranças e motorista, mesmo que fossem desfarçados para não atrair atenção. Os sátiros não simplesmente sabem de quem os semideuses são filhos, sendo que até mesmo Quíron aguarda a reclamação divina para que tenha certeza de qual é o progenitor divino da criança; por que com você seria diferente? As fúrias seguem ordens de Hades, por que teriam confundido você com um filho de Zeus? Por qual motivo estariam atrás do semideus? Se o motivo fosse tão grave a pronto do deus do submundo ordenar uma morte, as fúrias não iriam parar para servir como guia para um de seus novos filhos. Ainda forçando algumas interpretações, a parte de se ter uma alavanca em meio a uma igreja foi medonha. Uma alavanca que abre uma passagem para o submundo, sério isso? A personalidade dos deuses fora um tanto quanto modificada, sendo que Hades não falaria de tal forma com um de seus filhos, sendo um sujeito manipulador, frio e vingativo. Persérfone não ajudaria um de seus enteados só por ir com "a cara dele". Você cita que a pírula levará seu espírito até o local em que está pensando, mas é seu corpo que é abraçado pelo efeito. Sua narração é boa, porém um tanto quanto mecânica. Senti falta de mais sentimentos e descrições mais envolventes, sendo que seus parágrafos curtos deixam os acontecimentos rápidos demais em alguns momentos. Notei alguns eros pequenos de pontuação e digitação, mas sinceramente? Seu texto poderia ser passável se estivesse pelo menos com uma boa formatação e se a abordagem aos deuses fosse feita com personalidades mais condizentes aos mesmos. Sugiro que concerte os pontos que citei, busque dar mais emoção ao seu texto e use templates com boa formatação e visualização. Não reclamado como filho de Hades.

Qualquer dúvida é reclamação me enviem uma MP.

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Re: Testes para filhos de Hades

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