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Teste para filhos de Poseidon

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Teste para filhos de Poseidon

Mensagem por 112-Ex-Staff em Qua 01 Abr 2015, 13:09

Teste para filhos de Poseidon


Aqui devem ser postados todos os testes para os concorrentes a filhos de Poseidon deste mês. As postagens podem ser realizadas até as 23h59min do dia 21 do mês corrente. Postagens após o prazo serão desconsideradas. Resultado no primeiro dia do mês seguinte.

Vejam as regras completas aqui [clique]

Boa sorte, campistas!


Thanks, Dricca - Terra de Ninguém
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Re: Teste para filhos de Poseidon

Mensagem por Piscis Cavanaugh em Ter 21 Abr 2015, 09:31

Características físicas: É um jovem demasiado alto, chegando aos cento e oitenta centímetros. Sua pele antes tão clara... Esbranquiçada,  agora possuí um tom levemente bronzeado, tirando-lhe o aspecto de pânico que se apresentava. Tem músculos fortes e desenvolvidos, que combinados com sua altura lhe dão uma imagem intimidadora. Seu cabelo liso é loiro, contudo decidiu cortá-lo e agora não passa da altura de seus ombros, costuma deixá-los soltos e desgrenhados de forma rebelde. Combinando com o cabelo loiro obtêm olhos azulados de um azul cor de piscina, assim como espessas sobrancelhas da mesma coloração do cabelo. Suas vestes são pretas, prefere usar este tom de cor na maioria das vezes.


Características psicológicas: É um homossexual leal e companheiro. Tem um ótimo coração e defende com unhas e dentes quem ele esmera. Sempre sozinho por não ter alguns amigos para partilhar ideias, prefere ficar lendo seus livros. É bastante exigente consigo mesmo e às vezes com os outros, o que faz com que todos o ache exibicionista, o que é verdade. Inteligente e sagaz, possui também um senso de humor sarcástico, e usa-o para procurar pontos fracos em seus oponentes. Após os acontecimentos recentes, acreditando veementemente que você só vive uma vez e deve apreciar a estadia que lhe é concedida.


Relatos biográficos: A história nunca começava sem um início, onde o levava ao mundo da leitura. As lendas que enxergava naquele livreto de capa dura, eram magníficas, a forma como que eram contadas as histórias das mais fracas até as lendárias e conhecidas. Piscis, era um adorador da leitura, tinha total conhecimento sobre os deuses na qual gostava de acompanhar, pobre garotinho... Mal sabia ele que, era um filho de um dos três grandes, o rei dos mares, Poseidon. Mas, para ir direito desde o começo, a história aqui contada não começava assim.



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Era um dia como qualquer um, pássaros sobrevoando o lar. Borboletas sobre o quintal enquanto que ofuscava a beleza das flores do jardim. Numa quinta-feira qualquer, lá estava um jovem adorador de histórias. Seu nome era Piscis, encostado debaixo da sua árvore de laranjeira. A leitura que fazia era justamente a do lendário rei dos mares, Poseidon. Era impressionante a forma que o rapaz lia atentamente a cada detalhe ali descrito, fascinado pela história de vida do mesmo. Também sofrível a seu ver, mas nada que tinha com que se preocupar. Piscis desligou de seus devaneios ao ser chamado por sua mãe que o mandava entrar em casa devido à forma que a noite vinha rapidamente e, não gostava que seu pequeno ficasse sozinho por aí.


O rapaz entrou em casa e rapidamente foi lavar as mãos para poder sentar-se a mesa a fim de degustar o prato da noite. Conforme chegou até o banheiro, abrirá a torneira que despejava a água. Piscis tocava a água, mas um fato interessante era que suas mãos não estavam molhadas. O que o estranhou por um momento, o garoto logo as secou na toalha esverdeada enquanto que seguia finalmente a sala de jantar. Reunidos a mesa se se encontrava sua mãe, e seu pai. Ambos se olhavam enquanto colocavam o talher de prata com macarronada na boca. Mas, logo disfarçam ao avistar Piscis chegar a mesa.



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Cinco anos se passaram e o rapaz já estava em seus exatos dezessete anos de idade, cursava o terceiro ano do ensino médio da escola local de sua cidade. O fato de sua mãe estar-lhe escondendo alguma coisa muito importante, não saía de sua cabeça e, para dar um fim nisto, resolverá que iria descobrir toda a verdade ainda naquele dia. Piscis tinha um cabelo loiro, seus olhos azulados e rosto bem esbranquiçado, fazia com que ganhasse certa popularidade com as garotas de seu colégio, Piscis nunca foi de notar nenhuma garota pelo fato de ser homossexual, o rapaz sentia-se atraído pelo sexo na qual pertencia.


Mas, agora era tudo diferente. Todos os dias era apunhalado pelas costas pelos valentões do colégio que enchiam o rapaz de perguntas bobas, insultando-o por ser o que é. Nunca tentou reagir a tal ato de vandalismo daqueles brutamontes que se achavam os melhores por terem nascido normais. Piscis estava sempre com seu livro favorito na mochila, o mundo aquático. Era fascinado pelas criaturas que habitavam o fundo do mar, gostava de sentir a brisa do vento e das ondas encostarem-se a seu corpo quando ia a praia.


Enquanto que o loiro lia atentamente seu livro em um canto afastado do colégio, ouvirá um barulho vindo em sua direção. Piscis tentou esconder-se por detrás da parede, mas fora em vão. Cinco rapazes fortes e musculosos o encurralaram em uma rodinha. Pareciam querer bater no loiro, mas ele deixaria acontecer desta vez? Ou iria reagir e enfrentar cada um daqueles nojentos? - Pessoal olha só quem temos aqui, nossa menininha preferida. Como que você está Piscis beijando rapazes por aí? Isso é vergonhoso. - Os jovens riam do loiro que estava parado ali, encarando-os. Em seu olhar era visto estar enfurecido por tamanha falta de respeito com o mesmo.


Piscis estava perdendo a paciência com aqueles medíocres. Um dos vândalos empurrou Piscis para o chão, o mesmo estava próximo a uma poça d'água. Uma de suas mãos acabaram por sincronizar com a água, rapidamente uma esfera aquática surgiu acertando os vândalos que correram de medo daquele evento sobrenatural. Tal fato surpreendeu até mesmo o loiro, que agora levantava do chão com seu livreto, iria para casa por conta do fim das aulas daquele dia.



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Já era noite, Piscis estava em seu quarto lendo como sempre. Mas, algo não saía de sua mente, a forma que aquela bola surgiu ao toque do jovem na água, fora genial. O mesmo contou a sua mãe que logo ficou contente pelo filho ter feito tal ato, estava crescendo e se descobrindo, mas não entendia do que a mesma estava dizendo, começava a cogitar que ela estava ficando louca. Pela manhã o loiro acordara e ouvira batidas na porta, sinalizou um entre com a boca e surgiu a silhueta de uma mulher, era Patrice Cavanaugh, a mãe de Piscis.


A loira sentou-se na beirada da cama do filho, iria contar toda a verdade para ele. Já estava na hora de acabar com todo o fingimento que fora construído ao redor de Piscis durante dezessete anos. - Piscis meu querido, estou aqui para explicar a ti o porque toda vez que você encosta na água, algo acontece. Você é especial, um semideus e precisa estar longe daqui o quanto antes. É perigoso demais estar aqui desprotegido. -  Havia dito enquanto que Piscis não entendia absolutamente nada. O que você tá falando mãe? Está louca, só pode, o mesmo falava em sua mente. Como sua mãe podia contar uma lenda como aquela? Seu filho não acreditaria naquela baboseira de criança, ele sabia que isso não existia de verdade.


O rapaz levantou da cama e ficou de pé andando em círculos. Estava assimilando os fatos contados por sua mãe que já chorava. - Porque está me contando isso mãe? É mentira não é? Porque se for, você é uma péssima mãe. - O rapaz vociferou irritado ela brincadeira de mal gosto de sua matriarca. - Piscis se acalme! É tudo real, você tem que sair daqui o quanto antes, acredite em mim. Você é um filho de um Deus poderoso, precisa chegar ao acampamento para a sua própria segurança e você irá me obedecer, sou sua mãe e digo o que você fará ou não. - Brandiu tentando acalmar o filho incompreensível pelas baboseiras da mãe. O mesmo estava começando a ficar louco, aquilo não poderia ser verdade.


Patrice chorando, pegou o loiro pelos braços e arrastou o mesmo. A mulher fez alguma coisa e rapidamente um veículo apareceu para levá-los ao tal acampamento, Piscis não estava entendendo o que estava acontecendo ali. Passou-se alguns minutos até que chegaram ao destino final, todos desceram do carro. Havia um enorme acampamento logo a frente, Piscis passou por uma barreira adentrando no lugar, isto o comprovava como um semideus verdadeiro. Mas, de quem ele era filho? Sua mãe não explicara tal fato e, não podia entrar ali por ser uma mortal. O loiro chegou a conclusão de que nunca mais a veria.


O lugar era magnífico, alguns estavam andando de lá para cá. Piscis estava perdido e não sabia para que lado ia. O loiro pareceu gostar do local, mas não entendia o motivo de estar ali, buscava por respostas e as encontraria naquele fim de mundo que fora jogado por sua própria mãe. - Céus, que lugar estranho. Meu deus um homem metahumano, onde vim parar... - Dizia assustado ao avistar um centauro. Nunca tinha visto tal criatura em toda a sua miserável vida.


Piscis ofegou por um instante e sentou-se sobre o chão encostado sobre uma árvore. Pelo pouco tempo em que o jovem ficou naquele lugar, ficou sabendo que era na verdade filho do rei dos mares, o seu herói dos livros, Poseidon. No começo não acreditou muito nessa história de ser filho de um heroico personagem inexistente, mas ele existia de verdade e estava em seu lar, Atlântis. Piscis queria conhecê-lo de fato, afinal precisava conhecer o cara que o gerou.


Atlântis: Seu nome era Piscis Cavanaugh, a pouco tempo atrás era apenas um fracasso total para a sua medíocre vida. Ter se descoberto como um semideus e ainda mais sendo por um dos três grandes deuses, Poseidon, que era seu pai. Piscis queria saber o motivo por ele nunca ter aparecido para si, era como se não gostasse do garoto. Apenas gerou ao seu bel prazer, pensava que ele fosse criar um exército. O loiro suspirou derrotado ao acabar perdendo mais uma batalha por estar em desconcentração. Alguns o repreendia por isto, mas não era nada que pudessem fazer para tirá-lo de seus devaneios.



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Era ao amanhecer, o rapaz estava preparado para sair do acampamento para que pudesse seguir o seu destino, precisava descobrir mais da história do seu pai, o lugar onde convive com outros seres aquáticos, Atlântis, era uma das escolhas de Piscis. Mas, o que martelava em sua mente era em como chegaria neste tal lugar. Pois não iria aparecer para ele magicamente, alguma coisa podia levá-lo até lá. Juntou suas coisas e, partiria para fora do acampamento rumando chegar até Atlântis. Era incrível como toda a vida do loiro havia mudado bastante, do dia para a noite, de fracassado a uma lenda.


Piscis tentou correr para fora de seu chalé enquanto que observava se não havia ninguém olhando. Por incrível que pareça, estavam todos dormindo feito pedra. Era a oportunidade grande para fugir daquele lugar, pelo menos por uma boa causa que chegaria nas respostas que Piscis gostaria tanto de ouvir. O jovem estava preparado para lutar caso viesse criaturas para pegá-lo no meio do caminho, o tempo suficiente que ficara neste acampamento lhe serviu para aprender diversas coisas, além de treinamento em batalhas.


Piscis estava contente para chegar logo naquele lugar, mas fora interrompido ao escutar grunhidos poderosos. Eram inimigos e, iria pegar Piscis se não chegasse a tempo ao acampamento, mas já era tarde demais para um retorno. Estava longe o suficiente para ser declarado como desaparecido. O loiro avistou uma praia ali próximo, alguma ajuda poderia ser útil para a sua busca. Quanto mais corria, menos tempo teria para armar uma emboscada contra a criatura malévola. - Quer me pegar né? Então tenta para ver o que lhe acontece. - Disse tentando provocar o monstro. Era um minotauro raivoso e forte, teria trabalho em derrota-lo.


Seu coração só faltava sair pela boca, nunca lutara com uma criatura antes a não ser outros de sua espécime. Poderia acabar se machucando gravemente se não arquitetar um bom plano para tirá-lo daquela enrascada. - Você vai morrer, seu feioso. Você não consegue me pegar e, vou aproveitar disso para usar contra ti. - Isso só deixou-o mais irritado do que o normal. O rugido era forte e logo alcançou Piscis. A sorte do loiro era tão gigantesca que rapidamente já estava na praia envolta por água, a sua fiel companheira para derrotar aquele minotauro.


O semideus tentou ir para a água, pois se fortalecia ao toca-la. O gigante rapidamente usou seu machado gigantesco para cima do garoto que desviara por pouco.  Uma simples lâmina daquela coisa e, Piscis já era. O jovem rapidamente criou um contato com a água e rapidamente esferas d'água surgiram e acertam em cheio o minotauro. Mas, não fora o suficiente para derrota-lo. Piscis pegara a sua faca e logo aproximou-se do gigantesco enfiando a faca em seu corpo.



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O monstro rendeu-se ao cair no chão derrotado, Piscis sorriu para a sua primeira vitória, mas agora precisava ir o mais depressa possível se não quisesse encontrar mais criaturas novamente. O rapaz adentrou na água, estava afundando... Tudo ficou escuro depois, o loiro tentava abrir os olhos tentando ver onde se encontrava.  Era um lugar magnífico, era Atlântis. Surgiu tão de repente, como se fosse mágica. O semblante do rapaz começava a tomar forma, enquanto que tentava levantar dali. Era tudo belíssimo e gigantesco, Piscis estava maravilhado com o local. Era como se estivesse debaixo do mar, mas foi aí que o mesno se tocou... Ele estava no mar, mas como isto era possível?


O loiro começava a andar por entre aquela cidade perdida, coberta por água. Isso de fato não incomodava Piscis, mas com certeza não iria querer ficar ali por muito tempo, pois teria de retornar ao acampamento antes que descobrissem a sua fuga de lá. - Isso é tão impressionante, então é aqui que ele vive... Nada mal, para um rei dos mares talentoso, será que um dia chegarei a ser igual? - Dizia o rapaz sozinho, questionando sobre o futuro que lhe aguardava. O filho de Poseidon chegava mais perto de um grande lugar, estava com seu tridente em mãos agora para poder proteger-se de criaturas malévolas. Parecia não ter ninguém ali, o que o mesmo faria agora? Veio por respostas e só sairia com elas em mãos.



O destino so rapaz era ser como o pai, mas como seria algo que nem ao menos conhecia de fato? Queria tanto poder vê-lo, pelo menos uma vez para poder explicar os motivos que levaram-no a fazer isso. Rapidamente uma voz grave surgiu. - Piscis, me escute querido. Você é meu filho, aqui quem fala é Poseidon. O que faz aqui? É perigoso, saia o quanto antes, mas lembre-se que você deve sefuir seus instintos e não meter-se em problemas já é um grande alívio para mim. Mostre-me a sua coragem e não deixe-se levar pelos outros, mostre a sua fúria meu caro. - Dizia a voz indo embora em seguida. Piscis já tinha a sua resposta na qual em muito tempo nunca pensou em utilizar.


Estava tão na cara que nem poderia imaginar, Piscis sentiu que agora poderia retornar para cima. Suas aventuras por ali já tinham acabado, por mais que gostaria de ver a cara de seu pai pelo menos uma vez, mas poderia sonhar com isso em sonho. Piscis adormeceu por completo, acordaria agora na superfície no lugar onde veio. Assim, chegava ao fim sua primeira viagem mundo a fora.
Piscis Cavanaugh
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Re: Teste para filhos de Poseidon

Mensagem por Dianna Jelavic em Ter 21 Abr 2015, 23:59


Watermat


Características Físicas:

Aloha é uma garota baixa para seus 16 anos. Tem a pele branca levemente bronzeada, devido ao grande tempo em que passa na praia. Os cabelos caramelo estão geralmente ondulados, efeito provocado pela água do oceano, outra consequência de se morar a beira-mar. A garota possui curvas bem salientes pelo corpo, talvez por culpa de seus 1.60 de altura. Puxou os olhos verdes da mãe que, por sinal, se assemelha muito com a semideusa. O gosto por flores de diversas espécies é retratado em suas roupas, às vezes também em uma coroa de rosas na cabeça. Evita usar vestimentas de cor escura, pois nunca achou que combinasse com seu estilo.

Características Psicológicas:

É uma garota que exala sua “fofura” para todos – nunca sequer se envolveu em brigas, mas o faria caso uma pessoa querida estivesse sofrendo injustiças ou até correndo perigo. Tem um gosto enorme em cuidar de quem precisa, ajudando da forma que melhor consegue.  Não julga ninguém e raramente faz inimizades, dificilmente guardando mágoas delas. É uma pessoa tão compreensiva que às vezes chega a irritar seus irmãos.

História do Personagem:

Nem toda aquela vista paradisíaca conseguia melhorar o humor de Jane aquela tarde. Seus filhos pequenos, Josh e Kale, corriam por todos os lados em busca da atenção da mãe. Lágrimas brotavam de seus olhos com facilidade, esvaindo o resto de esperança que ela tinha dentro de si. Teria poucas horas para preparar o velório do ex-marido, contar para os gêmeos que não veriam mais o pai e avisar a família que estava esperando mais uma criança em seu ventre. Sentiu um pouco de arrependimento tomar seu corpo quando pensou que poderia ter voltado à New York, dois anos antes, para nada disso estar acontecendo agora.

Ataques de tubarão não eram raros naquele lugar cercado por praias e repletos de surfistas. Kaleo era um deles, incrivelmente rico e sedutor, com seus cabelos loiros e o bronzeado refletindo os músculos. Casara-se com uma turista e rapidamente aumentara a família, tendo a vida que sempre quis – antes de todas as crises e traições. Dormiam separados já fazia algum tempo, desde que as infidelidades de ambos haviam sido reveladas. Estavam prestes a se separar legalmente, mas a morte decidiu fazê-la da pior forma possível.


Aloha cresceu como uma adolescente comum da pequena ilha de Maui. Aos 16 anos, já tinha sua visão do futuro clara como as águas daquele local: se tornaria médica para trabalhar no hospital do falecido pai. Criada somente pela mãe, ela carrega o nome que significa “amor”, a primeira palavra que saiu de sua boca. É apaixonada por surf, apesar de apenas praticar a atividade à noite, escondida de Jane. Nunca fora segredo para ela nem para os meninos o modo como seu progenitor morrera, mas nada no mundo a fazia mais feliz do que estar sob a água do mar, além de ela não sentir medo algum.

O natal se aproximava e a família ia sempre para NY, encontrar os parentes de Jane para as festividades de final do ano. Também estava chegando o aniversário de Aloha, e ela estava animada para festejar com todos, principalmente Charlie, um dos vizinhos dos avós que havia se aproximado dela alguns anos atrás. O garoto sempre era convidado para as celebrações quando a havaiana estava na cidade. Após o jantar, os irmãos da semideusa chamaram-na para perto da piscina.

― Tem uma coisa no fundo, você consegue ver? ― Disse Kale, fazendo-a se aproximar da borda. Charlie observava tudo ao fundo, sem se intrometer.

― Você está cego, não tem nada. ― Respondeu, em sua pura inocência.

― Eu acho que eu vejo você lá! ― Gritou Dave, pronto para empurrá-la por trás.

Com apenas alguns segundos de reflexo, Aloha agarrou a mão do rapaz e o puxou junto para a água gelada da piscina. Naquela noite ela havia demorado horas para preparar seu cabelo, roupa e maquiagem, a última coisa que gostaria era se molhar e arruinar tudo. Os garotos fora da piscina riam enquanto os dois saíam pela escada na lateral. Pouco depois, Dave tirava sua camisa encharcada, tremendo pelo frio. Ao perceber que todos olhavam para Aloha, franziu o cenho em uma expressão confusa.

― Como você se secou tão rápido? ― Questionou o irmão.

A garota, sem entender, tocava seu cabelo ainda intacto. Tinha plena certeza de que mergulhara de cabeça na água. Charlie a fitava de boca aberta, como se tivesse visto a maior aberração de sua vida bem ali em frente. Ele encarava o pequeno tridente que flutuava em cima de sua testa. Saindo do transe, arrastou-a para fora do prédio.

― Você tem que sair, agora que eles sabem quem você é, vão vir atrás. ― Dizia o menino, apressando-a para entrar em seu carro. ― Mas que droga viu, a vida toda na praia, e isso acontece em uma piscina cheia de cloro? Você é esquisita, garota.

― O que você está falando? Aonde vamos? Eu nem avisei minha mãe! ― Protestava Aloha, sem entender nada enquanto Charlie pisava fundo no acelerador. Ele apenas explicara que estavam indo para um Acampamento, e lá tudo seria esclarecido.

Quase na metade do caminho o carro tombara violentamente, assim que passou por cima de algum animal no meio da pista. A cabeça da semideusa latejava em dor, mas ela ainda conseguiu abrir os olhos por alguns instantes. Assim que retomou uma leve consciência, conseguiu ver uma criatura enorme e coberta em pelos avançando ofensivamente em Charlie. Este, empunhando uma longa espada, desferia golpes no animal. “Devo ter batido forte”, pensou Aloha, supondo que estava tendo alucinações. Um uivo era emitido pelo monstro, que agora marchava em direção ao carro tombado.


― Mãe? ― Fora a primeira palavra que saía da boca de Aloha assim que ela abria os olhos. Observava todo o local, repleto de plantas e vidrinhos coloridos. Estava deitada em uma maca, coberta com um lençol branco muito macio. Foi prontamente atendida por um curandeiro assim que este apareceu, explicando-a o acidente que havia ocorrido na noite passada. Ela e o sátiro que a acompanhava foram atacados por um Garou, derrotado com um pouco dificuldade pelo companheiro, que fez de tudo para protegê-la. Para responder a pergunta mais importante que pairava pela cabeça da menina, o seguidor de Asclépio fora objetivo.

― Você está aqui porque é uma semideusa. É uma filha do oceano, Aloha.


Narração:

Acordar, comer, treinar, comer, estudar, dormir. De fato, não estava sendo muito fácil para Aloha adaptar-se a rotina do Acampamento. Após sofrer um ataque em sua viajem até ali, a garota teve que mudar completamente de vida para se tornar cada vez mais forte e conseguir proteger a si mesma e também seus entes queridos – o que incluía, agora, os outros semideuses. Sim, ela via todos ali como sendo uma grande família, pois encontraria desde novos meios-irmãos até meios-primos, se é que isso pode ser considerado. Aprendera a manusear precariamente algumas armas, mas principalmente seu tridente.

Fizera amizade rapidamente com todas as criaturas marinhas do local, permanecendo um grande tempo na praia e próxima da cachoeira. Já havia conversado com outros adolescentes também, mas por incrível que pareça, nenhum filho de Poseidon. Entretanto, arrumara um instrutor na arena, prole de Hermes, que a auxiliava na sua iniciação aos combates e tornara-se um de seus melhores amigos ali. Apesar da pouca experiência, havia adquirido certo gosto em todos os seus afazeres – Aloha, na verdade, sempre fora desse jeito: tratava tudo a sua volta com muito amor.

Em um dia aleatório, Quíron a chamou para uma reunião na Casa Grande. A garota foi de encontro ao centauro sem imaginar o que lhe aguardava, já que das outras vezes apenas havia recebido instruções e regras sobre o local. Ao sentar em uma mesa junto do ancião, ficava em sérias dúvidas pela primeira vez na vida.

― Não há mais ninguém para ir? ― Questionava, com a voz um tanto mais aguda do que o normal.  ― Não é que eu não queira, eu adoraria ajudar ela, mas eu recém cheguei aqui, não sei se sou capaz.

― Receio que seja um caso de certa urgência, senhorita Kāohi. Não incapacito nenhum dos semideuses presentes neste Acampamento e, como sendo uma filha de Poseidon, não vejo motivos para não realizar a tarefa. Muito mais do que uma simples tarefa, eu diria.

― Eu sei, mas... Ir até lá de que jeito? E se algo acontecer, se eu encontrar com ela?  ― Remexia suas mãos em cima da mesa freneticamente. A garota estava com medo, mas custava a admitir objetivamente. Não teve escolha, no final das contas: aceitara a missão urgente de Quíron, em nome de todo o Acampamento Meio Sangue.


A partida havia demorado menos tempo do que o previsto, afinal, tratava-se de uma emergência. Uma das ninfas havia sumido e, segundo boatos de alguns seres aquáticos, a esposa de Poseidon, Anfitrite, havia mandado sequestrá-la. O motivo seria meio questionável, mas Aloha não teve escolha a não ser visitar o reino da Nereida – e de seu pai, inclusive. A ideia de se encontrar com uma divindade um tanto ciumenta a assustava um pouco menos do que o fato de ficar cara a cara com seu progenitor, sendo este um ser mitológico, que antes ela apenas conhecia por livros. Aloha não havia se dado conta ainda de que fazia parte de todo aquele mundo, fazia parte do oceano. Um dos barcos havia sido disponibilizado para que ela fosse até o local, partindo da costa do Acampamento.

― Quanto mais vai demorar? ― Perguntou a garota para Charlie, o sátiro que havia presenciado o momento de sua reclamação e agora também seu protetor. Estavam em alto-mar a pouco mais de duas horas, sem sinal do local.

― Não tenho muitas experiências em fazer visitar aos Deuses, Al. ― Respondia, olhando para o horizonte com um binóculo.

A garota bufou, apoiando uma bochecha no seu tridente. Ficou por alguns bons minutos olhando para a água, quando avistou um Hipocampo nadando perto do barco. Aloha sabia pelos seus estudos que aquele animal frequentava Atlântis, e provavelmente levaria ela até lá.

― Mande pararem aqui, vou descer. ― Dizia ao amigo, enquanto tirava parte das roupas para revelar um biquíni. Ela sabia também que não se molharia se não quisesse, mas somente lembrou-se deste detalhe na metade do caminho, além de ser força do hábito. Segurou em seu tridente e pulou nas ondas azuis do atlântico norte.

A criatura de nadadeiras coloridas a levou em direção ao fundo, onde em poucos instantes revelou o reino de Poseidon, uma cidade de construções enormes e completamente submersas. Tentou imaginar em como ninguém conseguia achá-la, talvez pela névoa. Assim que se libertou do cavalo-peixe, começou a vasculhar o local em busca de pistas da ninfa.

Após algum tempo de busca, ela a encontrou em uma gaiola, junto a um local que parecia uma forja. A menina estava desacordada, mas ainda viva. Aloha tentou libertá-la, mas em vão.

― O que faz aqui? ― Pôde ouvir uma voz grave atrás de si, vinda de um gigante ciclope. Este parecia estar com uma expressão extremamente irritada, mas a semideusa não notou.

― Preciso levá-la comigo, pode me ajudar? ― Pediu, falando em baixo d’água sem grandes problemas enquanto mexia na fechadura da pequena prisão. Talvez outros seres não a escutassem, mas ela sabia que as criaturas marinhas se comunicavam bem.

― Não vai! ― Gritou o ciclope, desferindo um tapa que fez a havaiana ser lançada para o alto. ― Saia, não quero machucar uma filha de Poseidon.

O gigante começou a puxar a gaiola da ninfa para mais perto de sua forja, tentando jogá-la para dentro. Aloha entendera agora que o sequestro nada tinha a ver com Anfitrite, mas sim, com uma criatura sem noção daquelas. Nadou até o fundo, recolhendo seu tridente que caíra em meio ao golpe. Apontou para o ciclope, falando no tom mais autoritário que conseguia:

― Liberte-a! Ou terei que invocar todo o poder que tenho para derrotar-lhe! ― Mas fora ignorada pelo ser. Sabia que não tinha quase força nenhuma, mas não fazia mal mentir.

Decidiu então lançar um jato d’água de uma das mãos, que atingiu o gigante em forma de esfera. Não provocou praticamente dano nenhum, mas serviu como uma boa distração. No instante em que este olhou para a semideusa, ela lançou o tridente horizontalmente em sua direção, atingindo-o no peito. O ciclope urrou de dor, jogando um grande pedaço de pedra na garota. Sem muito tempo para desviar, lhe atingira no braço esquerdo.

Mesmo sentindo uma dor enorme, Aloha não excitou em nadar e buscar sua arma onde havia caído. Ela e a criatura continuavam em batalha, até que a prole do Deus do mar batera com o tridente fortemente na cabeça do sequestrador, fazendo-o desmaiar. Usando um dos braços, jogou o presente de reclamação de encontro à fechadura da gaiola, o que a fez abrir.

A ninfa estava desmaiada, mas não foi difícil subir com ela até a superfície, já que contava com a ajuda do Hipocampo. Não havia parado para pensar até então de onde saía a criatura, mas só poderia ser a ajuda de uma pessoa – ou melhor, de um Deus. Agradeceu baixo e pediu para que a criatura que carregava se recuperasse assim que voltasse a consciência.

― Ela está viva? ― Questionou Charlie assim que recebeu ambas de volta ao convés.

― Acho que sim, deve estar sob o efeito de algum encantamento. ― Explicou Aloha, segurando o braço atingido pela pedra.

― Você o viu? ― Perguntou o sátiro, arqueando as sobrancelhas.

― Em sua forma humana, não. ― Respondeu a garota, olhando para o mar. ― Mas ele estava lá, em todo lugar.

Observações:
Poderes ativos e passivos de nível 1 dos filhos de Poseidon. Arma: presente de reclamação de Poseidon.


thanks weird for
Dianna Jelavic
Filhos de Poseidon
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Re: Teste para filhos de Poseidon

Mensagem por 112-Ex-Staff em Sex 01 Maio 2015, 00:11


Avaliação

Piscis Cavanaugh - Reprovado

Piscina você mergulha em si mesmo? Deve ser estranho. Em relação à sua avaliação, eu sinceramente fiquei um pouco dividido, porém alguns pontos pesaram para sua reprovação. Você narra bem, escreve bem e de uma maneira interessante. Gostei muito do modo como começou a contar sua história, diferente e inusitado eu diria, gosto de tal sagacidade. Aparentemente era um teste a ser aprovado, com uma história que cumpre os pontos exigidos sem esquecer de nenhum detalhe, o problema foi o como você os cumpriu. A história de sua reclamação tinha tudo para ser muito interessante, até chegarmos ao momento em que descobre ser um semideus. Como assim sua mãe do nada resolveu contar que você era um semideus? Por que isso? Já seria estranho ela gostar de seu desenvolvimento divino, principalmente sabendo dos perigos que poderia correr. Uma mãe não entrega um filho a um lugar desconhecido assim do nada, não foi exemplificado o por que de tal atitude repentina. Foi um tanto quanto fácil demais chegar até o acampamento, e ao chegar você ficou bem demais para alguém que chega a um use centro de treinamento militar com criaturas magicas por todo o lado. Os raros momentos que tentou ter alguma surpresa foram sem emoção, como se o personagem não sentisse aquilo verdadeiramente. Sua visita à Atlântida foi realmente o ponto decepcionante em si. A cidade não é algo que se encontra, ela é quem encontra você e a deixa entrar. Poseidon não tinha motivo algum para deixar que entrasse no lugar, lembrando que é uma semideusa fraca de nível baixo; você tem outros meio irmãos mais poderosos. Sua luta contra o Minotauro fechou minha idéia sobre sua aprovação ou não. Uma criatura tão mais forte não seria vencida facilmente em uma luta tão rápida. Sinceramente um golpe de faca nas costas não seria o bastante para o matar; um único golpe de faça não mata nem mesmo um boi normal instantaneamente, quanto mais uma criatura mitológica. Notei alguns errinhos em relação a ortografia, precisa ficar mais atenta mocinha, e parar de usar cores tão claras e cegas para as falas. Repetição de palavras também não é algo interessante e muito menos enriquece seu texto. Sugiro que Revise seu texto, leia outras fichas aprovadas e se inspire, tenho certeza que possui capacidade o suficiente para criar uma ficha criativa e com uma boa trama. Qualquer dúvida me envie uma MP.


Aloha Kāohi - Aprovada

Então peixinha dourada de perfume floral, aqui está o seu destino. Olha seu teste não foi perfeito, não foi o melhor que já vi e avaliei; porém certamente me fez a admirar. Sua criatividade é louvável e interessante, o que me fez ter prazer em ler sua história. As lutas não ficaram ótimas, mas boas em uma qualidade acima da média.  Estou meio que me sentindo em uma praia paradisíaca, realmente adorei essa sensação que despertou em mim idéias para outros personagens. Achei confuso sua relação entre Nova Iorque e o Havai, já que não entendi bem se a casa da sua avó estaria em um local ou no outro. Não foi muito atrativo o modo como acordou em meio ao acampamento, mas também não  acho que esse fato individual merecesse retirar o brilho de sua reclamação que foi criativa. Em relação a sua missão, não gostei muito da facilidade com que chegou até a cidade, porém posso um pouco compreender já que pelo enredo Poseidon poderia ter ajudado de certa forma. Apenas lembre que não é a única filha de Poseidon e nem a mais forte, tenha cuidado ao citar certas coisas em suas missões, pode acabar sendo vítima de sua incoerência com a realidade do fórum. Um erro ou outro foi encontrado, mas nada que agravasse. Recomendo que sempre Revise seus textos e pense em todos os detalhes que você  escrever. Um teste realmente gratificante de se ler e interessante, parabéns. Qualquer dúvida me envie uma MP.


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Re: Teste para filhos de Poseidon

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