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Teste para filhos de Hades

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Teste para filhos de Hades

Mensagem por 112-Ex-Staff em Qua 01 Abr 2015, 13:10

Teste para filhos de Hades


Aqui devem ser postados todos os testes para os concorrentes a filhos de Hades deste mês. As postagens podem ser realizadas até as 23h59min do dia 21 do mês corrente. Postagens após o prazo serão desconsideradas. Resultado no primeiro dia do mês seguinte.

Vejam as regras completas aqui [clique]

Boa sorte, campistas!


Thanks, Dricca - Terra de Ninguém
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por mich200 em Qui 09 Abr 2015, 11:43

eu sou michael douglas, acabo de chegar ao acampamento meio-sangue sem mais delongas vou conta minha chagada no acampamento, eu estava caminhando pelas ruas de brasilia com minha irma mais nova quando aparece um monstro gigantesco e muito assustador ele parecia um cachorro só que ele tinha três cabeças, ele pega minha irma com suas garras e desaparece nas sombras eu fiquei desesperado eu tentava ir atras do monstro só que eu estava muito assustado, mais quando eu me liberto de meu medo tremendo eu avisto um fantasma atras de uma arvore sorrindo para mim eu continuo olhando para ele apos alguns segundos de troca de olhares eu vejo que estava fazendo um movimento com as mãos como se estivesse me chamando, com muito medo eu me aproximo do fantasma ele faz outro movimento me chamando para sequilo, eu sem exitar segui o fantasma muito assustador o fantasma usava um manto grande inlustrado de caveiras quando eu olhava para as caveira parecia que elas estavam com um aspecto de dor como se suas almas estivem forçadas a ficarem no manto pela eternidade eu estava tão atento no manto que não percebi que o espirito avia parado eu esbarei nele só que eu passei direto pelo fantasma, ele fez uma cara feia pra mim mais logo depois ele olhou para outro lugar e apontou para uma igreja velha ele mandou eu entrar na igreja eu exitei mais quando voltei meu olhar para a igreja eu percebi que avia uma figura mais sinistra que o fantasma entra na igreja, mais não foi isso que me intrigou foi que eu percebi que não era outro fantasma e sim um homem alto e magricela eu não pensei duas vezes para ir correndo para a igreja para ver se o homem poderia ajudar a encontra minha irmã,quando cheguei na igreja eu percebi que o homem de vestindo uma manta preta com os mesmas caveiras do fantasma anterior só que desse homem ele emanava trevas, dor, e tristeza ele era magricela tinha um cabelo liso com mechas brancas um rosto tão palido que parecia estar morto eu ate pesei que era minha imaginação por que eu olhava para as caveiras e percebia que elas estavam soltando gritos de agonia então eu pergunto:
- quem é você.
-ele diz. - você não lembra mais de mim.
-não.
- você não sabe mais você vai ser muito importante para o acampamento meio-sangue.
-acampamento meio oque?
-eu não tenho muito tempo para explicação meu filho mais tenho tempo de falar como você salvara sua irmã e você e ela irão para o acampamento, você deve ir ao subi mundo quem capiturol sua irmã foi o deus da morte ele domou meu cão infernal e o mandou capiturala o deus da morte trabalhava para mim mais virou as costas para mim e se juntou aos titãs para derrotar os deuses então precisarei da sua ajuda você me ajuda eu te ajudo você precisara de uma arama.
o cara de manta tira da cintura uma espada preta que quando eu a toquei pensei que minha mão ia congela mais não sei como eu me acostumei mais tive uma sensação de mata muitas coisas que entrase em meu caminho.
- essa espada e feito de ferro estige ela é muito poderosa mata qualquer tipo de monstro, você deve ir em direção ao tartaro e vira em direção ao lago da lamentação la você encontrara monstros que não estão mais sobre meu controle dai você encontrala o deus da morte e eu peso a você que traga ele para mim.
- espera quem é deus da morte? quem é tartaro? quem é você?
-pra que tantas perguntas no final de sua missão você sabera.
eu não sabia oque fazer mais eu queria salvar minha irma dessas criaturas então eu tinha que confiar nesse cara eu avistei o fantasma ele se aproximou de mim e disse:
- hades me ordenou que o levaria a seu destino.
eu sem exitar afirmei.
nos passamos por um buraco que ia para debaixo da terra o fantasma disse que esse era o caminho para o subi mundo, eu não queria entra mais ai eu pensei na minha irma então descidir ir não importa o perigo eu irei salvar minha irma foi uma longa jornada passamos por um imenso portão que era vigiado por feras o fantasma disse que não era para se prelcupar eram aliados mais eram criaturas teriveis, passamos por um rio negro da mesma cor que a espada que o homem avia me entregado eu iria beber se o fantasma não me impedise ele disse que se eu beber daquela água minha alma seria arancada do meu corpo ata não sobra nada.
eu pergunto:
-quem mora aqui senhor?
ele:
- seu pai hades.
eu exitei em pergunta mais eu não queria mais preucupação para minha mente eu iria acreditar nas palavras do meu suposto pai que tudo seria explicado no fim da missão, eu estava muito longe em minha mente quando percebi e esbarei no fantasma pois ele avia parado mais ó atravecei.
- se você fazer isso novamente eu mesmo arrancarei sua alma.
-d...desculpa.
-aqui e o fim da minha trilha com você semi-deus mais sua jornada apenas começou vc deve seguir pelo lado do tartaro passa pelo rio e encontra o deus da morte.
-certo, m...muito o..obrigado
-rum... boa sorte semi-deus
eu me despedi do fantasma e segui minha trilha quando estava passando pelo o tartaro avistei um imenso buraco eu tive a sensação que o buraco me chamava mais eu me controlei e começei a andar mais rapido quando seguei na margem do rio eu estava muito ofegante e com muita sede eu pensei beber a água do rio mais depois que o fantasma falou eu não quero nada daquele lugar apenas minha irma quando me aproximava do rio para poder ir andando pela sua beira como me imformaram eu ouvi latidos atras de mim e foi aumentando cada vez mais percebi que era o mesmo cachorro que sequestrara minha irma eu sem pensa nada avancei com a espada em punho pronto para matar a fera ele estava lutando com dentes e garras literalmente eu mesmo estava me adimirando pois não sabia oque estava fazendo eu estava dando canbalhotas pulando de um lado para o outro mais ai eu vi uma sombra e uma voz falou na minha mente ''entre na sombra'' eu sem pensar pulei na sombre e mergulhei eu fiquei com medo mais tudo que eu tinha passado para chegar ali era bem pior e eu precisava salvar minha irma eu apareci embaixo da fera na sua propria sombra e sem demora muito eu cravei a espapa em sua espinha e a fera de desintegrou em poeira, ofegante eu me levatei mais ai antes que eu pudesse ver uma espada que foi aremesada em minha direção cortou meu braso esquerdo eu senti um dor tremenda minha visão estava escura mais ainda deu pra ver um cara muito jovem vindo voando em minha direção ele era muito bonito, seu corpo era bem definido um rosto brilhoso parecia que sua aura crescia cada vez mais mais quando olhei para seu braço e vi que minha irma estava desmaiada meu coração foi tomado de ódio e raiva ao mesmo tempo, eu disse:
- seu maldito eu vou te destruir e matalo.
o monstro não disse nada, eu com muito raiva avancei ele estava desarmado era minha chance ele colocou minha irma no chão e nem ligava para mim quando eu cheguei perto ele me deu um soco na bariga que eu fui para longe eu fiquei sem ar, não sabia como ele pode fazer isso ele estava desarmado ele era muito forte ele riu e disse:
- semi-deus tolo você não é pario para mim eu vou matar seu pai e vou ajudar a destruir todos os deuses do olimpo rararar.
-e pra que você pegou minha irma ela não fez nada.
- ah, ela sera meu jantar e claro um anjo precisa se alimentar para manter sua beleza e sua irma parece ser muito apetitosa rarara.
eu sem força lancei a espada nele só que ele se equivou com raiva ele avanlçou e me lançou longe eu não sabia oque fazer imaginei tudo sobre esses deuses e lembrei que existião semi-deus antigamente e então eu disse com os olhos cheios de odio raiva e tudo de ruim que esiste:
- você é um servo do mundo inferior meu pai hades é rei dele você não é nada comparado a mim um filho do subi mundo você servi e a minha irma você vai perecer pois conto com uma força que você não tem. - eu gritei com toda minha força. - paiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
um homem vestindo um manto diferente com uma armadura por cima ele lançou uma onda de escuridão sobre o anjo e o prendeu hades furioso disse.
- já que você quer se juntar aos titã eu o mandarei para o tartaro para você refletir oque você fez comigo e com minha familia.
hades partiu o anjo ao meio e viu ele se desintegra em poeira, então ele olhou para mim com sua cara de vamos dizer assim hades o deus do subi mundo mais dava para ver em seus olhos que ele estava feliz e disse:
-muito bem meu filho, gostei muito de sua titude mais agora não é hora para papo furado você deve ir para o acampamento e esperar sua procima missão mais fique ligado a vida de um semi-deus não é nada boa você pode perde muitas pessoas que você ama mais o pior que você sentira a morte delas pois você é um filho do sumi mundo você quem vem pra cá então tome cuidado com seus inimigos e ate mesmo com quem você mais ama, enfim o fantasma quem vem de acompanhando te levara para o acampamento.
-mais ele ficou la atras.
-não eu ordenei que ele não o deixasse aquilo so foi um teste.
derrepente eu avisto um fantasma rocho sentado em uma pedra logo ali.
- então foi você quem falou em minha cabeça naquele momento.
-sim.
então pessoal foi assim que eu cheguei ao acampamento meio-sangue e como meu pai avia dito eu estou muito ansioso para receber minha procima missão e matar muitos mais montros, thal pessoal não liguem para meus eros ortograficos leiam so a historia kkk ate mais....
mich200
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Victor Moore em Dom 12 Abr 2015, 16:14

@Beatrice Halbgott escreveu:

death is the best option...



- Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?
Hades, porque eu acho que ele é o mais forte de todos os deuses... Lembrando que ele é o filho mais velho, dos três grandes. Hades é mau interpretado por outros deuses/mortais pois pensam que porque ele é o deus do submundo, ele é mais fraco que os outros. Mas tenho certeza que nem Zeus nem Poseidon conseguiriam dar conta do submundo. Quero ser filho de Hades por achar que tenho uma personalidade que combina com Hades, frio, duro, que não confia facilmente nas pessoas, e contrastando com isso tudo herdei parte da personalidade da minha mãe, alegre e que vai até o fim para conseguir o que quer.
- Perfil do Personagem (Características Físicas )
estatura a cima da média, olhos negros semelhante a cor do cabelo, jaqueta preta e bermuda cinza jean, usando uma precata preta.  
- História do Personagem:
Em uma excursão para fora do país, Alessandra Simpson conheceu o homem de sua vida (que depois veio saber que era um ser divino) e ela na hora que teve seu primeiro contato com ele, teve a certeza que ele seria pai de seus futuros filhos. Após a descoberta da gravidez de gêmeos, o ser volta para informá-la de que corre grave perigo. Os dois, juntos, atrairiam monstros o suficiente para dizimar toda a sua cidade natal: Livorno, Itália. Para tentar diminuir o perigo com seus filhos, Alessandra resolve dar o mais velho para sua amiga Anne e pede ela para ir para o mais longe possível para o bem dos meninos. Anne pega Andrew e vai talvez para sua última viagem.
Assim que seu irmão foi levado, o menino sentiu a falta e começou a chorar incessantemente, mas sua mãe com toda ternura o acalmou. Com um ano de vida, coisas estranhas aconteciam próximas à casa da família. Alessandra sabia que monstros viriam atrás dela, e por isso o medo vivia constantemente. Logo depois um jovem solitário chamado Nicholas Tumnus se mudou e fez amizade com Alessandra, depois ele se revelou um sátiro e que ajudaria com o Victor, e quando ele tivesse em uma idade adequada seria levada ao acampamento meio sangue, ela já tinha sido avisado que algum dia isso aconteceria. Victor Moore já estava com 2 anos quando coisas na casa começavam a pegar fogo, que rapidamente era apagado por Aaron, Alessandra começou a sentir falta de seu filho mais velho, procurou por notícias e não encontrou. Pra evitar esse sentimento Alessandra resolveu abrir uma creche. Mesmo Tumnus(sártiro) sendo contra, ela colocou anúncio no jornal e no primeiro dia já tinha uma média de 15 crianças. Via-se no rosto de Alessandra a alegria que tinha perdido. Apesar de Alessandra insistir Bart não ficava com as outras crianças, não gostava, era um anti-social na frente das crianças, mas quando sua mãe estava com adultos era um verdadeiro “gentleman”, e quando ficava alguns minutos sozinho colocava a casa de cabeça pra baixo. Quando Moore estava com 3 anos sua vida começou a mudar conheceu uma menina chamada Anya, que tinha entrado a pouco tempo na creche, se deu muito bem com barth e se tornaram amigos. Um dia no fim do expediente, as mães já tinham ido buscar o seus filhos, faltava apenas uma, a mãe de Jhonny(que tinha 2 anos) e a mãe de Anya, quando dois assaltantes entraram na casa pedindo dinheiro, Alessandra disse que não tinha e eles atiraram um pegou na cabeça de Alessandra e outro no peito de Jhonny, os dois morreram na hora. Quando ouviu os tiros, Tumnus correu tentando socorrer Alessandra, e levou um tiro no braço. Logo atrás apareceram Victor e Anya, assim que eles viram as crianças se prepararam para atirar mais algo o fez desistir e saíram correndo da casa.
Victor chorando muito tinha percebido que tinha perdido a mãe, no enterro o pai dele apareceu consolando ele e falou que ele iria viajar e treinar com Tumnus até completar idade suficiente para ir para um acampamento. Então o garoto e Aaron partiram numa viagem até o Japão, onde enfrentaram uns monstros que jamais tinha visto, depois foram para França, onde passaram uma curta temporada e Victor se apaixonou, mas novamente por causa de monstros teve que largar tudo e viajar. Enfim chega no Estados unidos e consegue fazer uns amigos e resolvem criar uma "Rock Band", e começam a fazer sucesso, Tumnus avisa o garoto pra ele tomar cuidado que semideuses não podem se expor muito. Mas mesmo assim, estava muito animado com sucesso e não ouviu as palavras de seu sátiro, quando sua banda foi atacada por umas pessoas muito esquisitas. Com uma pancada na cabeça o semideus desmaiou mas Tumnus conseguiu tirar ele da confusão e levar ele desacordado para o acampamento meio sangue.
- Batalha;
Eu estava no Canadá, depois de um show que foi ruim, aparentemente os Canadenses não gostaram muito da minha música, eu estava em um crescimento musical, mas sabia que nem todos gostavam do meu estilo. As poucas pessoas que foram me jogaram tomates, ovos e outras coisas que não vou comentar. Fiquei triste e tudo ao meu redor ficou um pouco sombrio, as pessoas correram não entendiam o que estava acontecendo, na verdade eu também não. Fui pra uma casa que Tumnus, meu amigo mais velho e estranho, tinha alugado, resolvemos ir a pé. Tumnus se distraiu com uma árvore, eu continuei andando, logo do meu lado se juntou um homem alto, com um terno preto brilhante eu não identifiquei quem era, mas continuei andando. Logo ele me falou:

- Hey Criança eu vi o show que você deu, você estava ótimo.

- Tanto faz, ninguém gostou mesmo. Respondi

- Não devia ficar assim, eu posso te dar um mundo se você quiser, só você assinar um contrato comigo.

Fingi que não tinha ouvido, de repente o homem esbravejou gritando:

- Seu moleque atrevido, você vai se arrepender de ter me ignorado e vou me vingar de seu pai.

Quando ele falou de meu pai, eu não entendi. Até porque eu não o conhecia. Ele me deu um soco e eu caí para o lado, me levantei rapidamente para me defender e ele me atacou de novo, desta vez eu consegui desviar, eu estava um pouco assustado. Olhei para ele e vi que a aparência tinha mudado, para algo grotesco, um monstro (um humanóide muito estranho com dois braços a mais e o rosto cheio de narizes). Ele veio pra cima de mim, desviei e dei um chute nele, mas ele me deu um contra-ataque e me derrubou, demorei um pouco mais a me levantar. Antes desse monstro chegar até mim, Tumnus chegou e bateu nele com um porrete que ele sempre carregava, mas o monstro derrubou ele. Levantou-se rapidamente e jogou pra mim algo como uma espada, na hora que eu peguei senti algo percorrendo o meu corpo. Enquanto tentava me acostumar com a espada, o monstro atacou Tumnus que caiu desmaiado do outro lado, ele cometeu o erro de ficar de costas pra mim, se vangloriando de ter derrubado meu amigo. Fiquei muito bravo e corri com dificuldades por causa do peso da espada, aproveitei ele estar distraído e transpassei a espada nas costas dele. Ele gemou de dor e explodiu numa fumaça dourada, levando consigo a espada que Tumnus me deu. Eu fiquei confuso, levei Tumnus desacordado para casa, depois que ele acordou, ele contornou a história e me contou uma totalmente diferente e não sei porque acreditei, como estava cansado e frustado por causa do meu show, fui dormir, porque de manhã viajaria para outro lugar no qual motivo que tudo mudaria.



...
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@Lilah
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por mich200 em Seg 13 Abr 2015, 09:15

boa historia victor vamos ser irmãos kkk filhos de hades ;)
mich200
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Juliet G. Diavoro em Sab 18 Abr 2015, 18:03

Daughter of the Devil?


Características físicas: Juliet é uma garota de cabelos castanhos, pele clara e olhos cor de mel. Possui uma altura razoável - aproximadamente um metro e setenta e dois centímetros - e um corpo atlético.

Características psicológicas: Impulsiva, arrogante e quase nunca recusa um desafio - seja ele qual for. Aproveita bem qualquer chance possível de demonstrar superioridade e adora utilizar de sua lábia tanto para fugir de algo quanto para induzir os outros a fazerem algo para si.
Apesar de ter um conhecimento básico do mundo mitológico, ainda não aceita completamente sua ascendência divina e tenta levar uma vida relativamente normal, mas mudará de ideia por motivos a serem esclarecidos melhor em sua trama pessoal.

História da Personagem

A noite era fria e chuvosa, mas isso não incomodava a garota. Pelo contrário, adorava a sensação de gotas batendo contra seu rosto e a sensação de que a água lavaria não só a sujeira aparente, mas também seus erros, suas memórias.

Já se passava da meia-noite. Ela começava a correr. A pulsação acelerada, a respiração descompassada, a dor muscular... Aquilo era uma forma que havia encontrado de se manter sã, de se lembrar que era humana.

"Quarenta e quatro, quarenta e cinco, quarenta e seis, quarenta e sete..." Contava mentalmente.

O número de passos não importava, de fato. Corria sem rumo - ou talvez buscando algo que a trouxesse de volta a dádiva da ignorância, da inocência - pelas ruas estreitas.

Estava na mesma cidade há quase uma semana, o que era praticamente um recorde.

Juliet parou próxima a um poste que era a única fonte de iluminação do lugar. O capuz do moletom impedia que seu rosto aparecesse, mas a névoa que saía de sua boca cada vez que expirava era completamente visível.

Gostaria de permanecer ali, porém sabia que não era uma ideia inteligente.

Prédios abandonados compunham grande parte daquele bairro. Sem se importar com luxo, arrombou a primeira porta que viu e adentrou a construção. Não havia quase nenhuma mobília, apenas uma cadeira e algumas pedras espalhadas. Provavelmente, haviam sido jogadas pela janela há um bom tempo.

Sentou-se no chão e começou a falar consigo mesma, algo que não estava se tornando tão incomum ultimamente.

— Até quando? — Encostou a cabeça na parede atrás de si. — Até quando vou precisar fugir? — Seu tom indicava quase um lamento.

A exaustão começou a tomar seu corpo aos poucos. Sem resistir, permitiu-se ser embalada pelos braços de Morfeu em um sono profundo.

*   *   *

Escuridão. Era tudo que a cercava. A garota piscava os olhos diversas vezes até se adaptar. O ar era pesado e possuía um cheiro de mofo e coisas pútridas. Infelizmente, Diavoro sabia onde estava e que era inútil tentar fugir.

— Até quando? — Uma voz desdenhosa ecoou pelo ambiente. — Até quando pretende fugir?

Suspirou pesadamente antes de responder.

— Não estou fugindo... Digamos apenas que não aprecio sua companhia. — Cruzou os braços à frente do corpo. — E uma redecoração aqui embaixo não faria mal.

— Pare de ser tão evasiva. Não sabe dos planos que tenho para você, Juliet? — Um homem de cabelos e olhos negros se aproximava dela. — Uma prole do deus do submundo merece bem mais do que uma vida de nômade. Tudo que você precisa é aceitar.

— Chega. — Cortou.

Memórias de sua antiga casa invadiram sua mente. Sua mãe. O fantasma que insistia em assombrá-la.

— Já passou pela sua mente que não dou a mínima para seus planos? Que quero levar uma vida normal?

Hades riu. Uma gargalhada alta e grave.

— Normal? Isso é absolutamente impossível.

Ela sabia disso.

— Sinto muito, mas é a verdade. — Prosseguiu seu progenitor. — Perceba, Juliet. Não sou conhecido por minha paciência, mas estou insistindo por causa de Eleonore.

— Não. Diga. O. Nome. Dela. — Praticamente rosnou.

— Foi uma escolha dela. Ela queria que você fosse mais. Que honrasse a linhagem dela. — Ele levou a mão delicadamente até o rosto da garota. — Se a ama, aceite meu presente.

Antes que ela pudesse responder qualquer coisa, o esboço de um sorriso surgiu no canto rosto do deus. Por um milésimo de segundo, ela quase acreditou. Por um milésimo de segundo, ela aceitou.

E aquilo havia sido o bastante.

*   *   *

Com um sobressalto, despertou. Seus sonhos nunca eram bons. Estava confusa, de forma que não sabia se havia cometido um grande erro ou começado algo realmente incrível. Antes que pudesse parar para se decidir, ouviu o ranger da porta se abrindo.

Ficou de pé rapidamente.

— Ora, ora... o que temos aqui? — Disse um garoto talvez cinco anos mais velho que ela. Havia um sorriso extremamente malicioso em seu rosto.

Juliet franziu o cenho.

— Vá embora. — Falou.

O estranho caminhava em sua direção, um pouco receoso, como se tivesse... medo dela. Mas seu desejo falava mais alto. A mão erguida almejava tocar seu braço, mas a garota se esquivou rapidamente.

Então ele avançou, empurrando-a contra a parede. O ódio tomava conta dos olhos de Diavoro.

— EU MANDEI SAIR.

Neste momento, as pedras que estavam no chão pareceram levitar e serem atiradas na cabeça do rapaz. Aquilo havia sido o bastante para fazê-lo se afastar.

— Mas que diabos?!

Ela aproveitou a chance e o socou com toda força, fazendo com que cambaleasse para trás. O garoto parecia cada vez mais assustado, como se temesse... a morte.

Tateou o bolso e de lá tirou uma faca. Por algum motivo, se sentia incapaz de parar. Estava quase se divertindo ao ver o medo, ao saber que possuía o controle e que era a mais poderosa.

— Eu avisei. — Um sorriso maníaco surgia em seu rosto enquanto segurava o cabo da arma com tanta força que os nós dos dedos chegavam a ficar brancos.

A garota segurou o pescoço do oponente, apertando-o e levou a lâmina até a bochecha deste, fazendo um talho enorme.

— Vá pro inferno. — Disse ele antes de desmaiar.

Ao ver o corpo apagado no chão, Gretel não conteve um riso baixo. Ela havia acabado de voltar de lá.

E nunca havia se sentido tão bem.

Observações:
Foram feitas pequenas menções a poderes passivos e ativos de nível um para filhos de Hades.
Panda from Cupcake
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por 112-Ex-Staff em Sex 01 Maio 2015, 00:10


Avaliação

mich200 - Reprovado

Então Mich, amos conversar sobre a sua avaliação. Antes de mais nada,  quando for escrever algo leia antes as regras. Pelo fato de seu nome estsar errado perante as regras, e por não  ter separado as características do seu personagem em relação a história, seu teste já seria reprovado mesmo se estivesse brilhante e perfeito. Muitos são os erros que cometeu e não puderam passar despercebidos, com o intuito de melhorar e poder fazer mais tentativas, tentarei descrever todos ou pelo menos de forma geral. Você possui uma imaginação interessante, talvez se bem guiada poderia conseguir escrever uma história realmente boa, coerente e inovadora. Entretanto, acabou que pela sua falta de conhecimento sobre a série e o fórum, acabou por cometer incoerências muito grandes. Recomendo que leia alguns livros da série, leia outras fichas e descubra através de perguntas o que pode ser feito ou não, por exemplo: Você luta com o Cerbero e vence, mas é apenas um semideus novato nível um, essa criatura é muito forte e certamente o mataria rapidamente e sem muito esforço. Você cita seu pai indo até você, mas porque? Certamente ele tem filhos mais poderosos, poderia pedir ajuda ao acampamento meio sangue... fora Zeus que não gosta e nem deixa os deuses verem dessa maneira seus filhos, ainda mais sendo um dos três grandes. Você cita uma grande facilidade em chegar ao submundo, o que não  é verdade. A parte em que cita Hades matando Tânatos... cara são muitos pontos, recomendo verdadeiramente que leia algumas fichas aprovadas antes de tentar uma segunda vez. A sua gramática e ortografia ficaram muito abaixo do esperado. Recomendo usar algum corretor ortográfico, ler as dicas gramaticais do fórum, analisar a escrita correta das palavras e sempre revisar o seu texto. Eu não sei nem mesmo o que dizer dos erros cometidos. Recomendo que leia regras de pontuação, dicas para construção de textos e se for preciso, pede alguém para o ajudar a consertar seus erros e explicar como não comete-los. Sinto que com esforço, dedicação e atenção você conseguirá melhorar, conseguirá  algum dia se tornar um grande campista. Qualquer dúvida me envie uma MP.

Victor Moore - Reprovado

Victor que o destino se faça presente nessa avaliação. Cara você escreve bem, notei sim erros ortográficos mas não foram tão abruptos, certamente poderia ter deixado passar. Apenas recomendo que dê espaçamento entre seus parágrafos, que se atente mais ao gênero das palavras e Revise seu texto com mais atenção. O que mais incomodou foi a incoerência de sua ficha com relação ao universo de Percy Jackson. Qualquer lugar fora dos EUA é muito perigoso para um semideus, e mesmo nós sendo pessoas liberais de deixar terem tramas em outros lugares, você exagerou fazendo um passeio em todo o mundo, sendo que Percy e sua turma mal conseguiram chegar até a Itália e Grécia. Você cita ter encontrado vários monstros, mas como passou por isso a salvo? Você é apenas um semideus novato de nível um, não é alguém fodão destruidor de monstros. Pergunto como um garoto de três anos conseguiu ainda viajar com a companhia de um sátiro e como são irresponsáveis as outras pessoas que estavam presentes no assassinato. Não entendi ao certo contra qual monstro você lutou, seja mais claro e preciso pois essa parte também é crucial para a análise de sua ficha. Você ainda não leu as regras, pois não fez uma visita ao local de poder do seu progenitor (fato que por si só já gera reprovação), e ainda não colocou suas características psicológicas aonde deveria estar. Recomendo que sempre leia as regras e outras fichas aprovadas, ajudará bastante. Não tenho mais o que comentar rapaz, apenas se atente mais. Qualquer dúvida me envie uma MP.

Juliet G. Diavoro - Reprovada

Julieta vejamos seus pecados. Você escreve muito bem, mas se preocupou em ler as regras antes de começar sua ficha? Por mais que sua escrita seja boa, seu teste foi muito abaixo do esperado para filho dos três grandes. Você não contou sua origem, não contou como foi reclamada, não contou absolutamente nada sobre sua personagem, e mesmo fazendo parte de sua transa as coisas não funcionam assim. Os pontos que citei já são o suficientes para reprovação direta, porém ainda conseguiu fazer uma luta fraca e sem emoção, além de ter tentado tangenciar sua visita ao submundo, que por sua vez também ficou aquém de algo aceitável. Recomendo que leia algumas fichas aprovadas, leia as regras e as siga. Pela qualidade de sua escrita a história foi bastante decepcionante e não sei nem mesmo se segue todos os parâmetros de aceitação para uma ficha normal. Se esforce mais e dedique garota, capacidade possui mas aparentemente falta vontade ou dedicação para fazer um verdadeiro teste para três grandes. Qualquer dúvida me envie uma MP.


Atualizado

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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Maximilien P. de Sade em Dom 31 Maio 2015, 13:39

Parte 1: A muito tempo atrás
With: Charlie Notes: Shadow


Características físicas: Max tem 1,76 m, que é a altura “normal” da sua “família”. Tem a pele muito branca e olhos negros, assim como seu cabelo. Não é musculoso, mas também não é esquelético, ele esta em forma.

Características psicológicas: O inglês/Francês não é de se abrir com facilidade, o que é uma característica de muitos europeus, mas esse traço em Max é muito forte, porém quando faz amizades é verdadeiro, companheiro e leal, nunca seria capaz de quebrar uma promessa ou mesmo a confiança dos amigos. Max tem um senso de justiça muito grande, se sentindo profundamente desconfortável com qualquer tipo de injustiça. Também é muito rancoroso, portanto ele é incapaz de esquecer aqueles que o fizeram mal, e algumas vezes pode até tentar procurar se vingar.

História:
A seguir, irei contar a mais estranha história que seus ouvidos já escutaram, o mais absurdo relato do qual você provavelmente já tenha conhecido, por isso, peço que tenha a mente preparada e o coração aberto para que, por fim, possas escolher se o que escutas é ou não mentira. Para aqueles que vão usar do escárnio dizendo: “Ele está drogado!”, Apenas digo, não mais amigo, não mais... Daqui por diante, abandonarei o rebuscado palavreado e usarei os termos desta época, que é para que todos os leitores possam gozar de toda a compreensão do  texto a seguir...

Tudo começa em 1749, quando uma jovem mulher viaja a barco da poderosa ilha britânica para o país de onde aflorava os mais brilhantes pensadores da época. Essa mulher era Elizabeth Mary Grosvenor, filha de Richard Grosvenor, o primeiro duque de Grosvenor. Ela nunca me contou o motivo pelo qual meu avô tinha forçado-a a se casar com o meu pai, Jacques François de Sade, o segundo marqueis de Sade, irmão do famoso Donatien, o primeiro, mas o fato era que minha mãe sempre achou os franceses degenerados, e os Sade eram os mais degenerados de todos eles.

Foi na tarde de 5 de setembro de  1774, uma tarde escura, que eu nasci. Meu pai me contou que naquele dia minha mãe não tinha deixado ele me tocar, pois temia que a personalidade sádica, que era como o povo chamava os Sade (sádicos), pudesse ser passada pelo toque. Cresci como qualquer criança nobre da época, dentro do majestoso e deslumbrante palácio de Versalhes, porém todas as crianças eram dois ou três anos mais velha que eu e nunca me deixavam brincar com elas. Tive que arrumar outra forma de me divertir. Quando eu tinha oito anos eu tinha um amigo chamado Charlie, ele era inglês e tinha a mesma idade que a minha. Juntos, brincávamos a tarde toda, mas por algum motivo as outras crianças começaram a se afastar ainda mais de mim.

Eu não sabia qual era o problema, eles me evitavam e cochichavam uns para os outros quando eu passava. Então, um dia, eu perguntei a minha mãe:

-Mãe, eu sou diferente das outras crianças?- Perguntei  enquanto ela penteava os cabelos.

-De onde você tirou isso Maximillian?- Ela sempre me chamava pela variante inglesa do meu nome e sempre falava inglês comigo.

-As outras crianças me tratam diferente, me evitam... O que há de errado comigo?

-Não há nada de...!!!-Ela não terminou a frase, havia se assustado com algo, algo que viu no reflexo do espelho.

Ela, coma mão, tentou limpar o vidro, mas quando não teve sucesso, virou a cabeça na minha direção. Perguntei o que havia acontecido, mas ela não quis responder. Foi como se ela tivesse visto um fantasma...

No outro dia decidi confrontar as crianças, queria saber de uma vez por todas o que estava acontecendo. Fui encontra-los nas escadas de entrada do palácio, e como de esperado, ao me verem, começaram a ir em borá, mas eu me precipitei e os abordei.

-Jean!!-chamei- Não vá, desejo falar com você!

-Não tenho nada a tratar com você Sade, vá em borá!!- Ele parecia assustado.

-Não é justo, Jean! Ele precisa saber-Disse Louise d’Orléans, filha de Louis Philippe, duque d’Orléans, prima do Rei Louis XVI, não sei de que grau.

-Cale a boca, duquesa de merda! Só porque é parente do rei acha que pode mandar em nós?- Disse Jean- Ele é uma aberração, assim como a coisa com ele. Se quiser ficar com ele vá em frente- E terminando de humilhar a garota ele a empurrou e foi em borá.

Eu e um dos garotos ficamos para ajudar Louise a se levantar, a garota estava com os olhos cheios de lagrimas. O garoto era Pierre de Calonne, um dos filhos de Charles, visconde de Calonne. Um garoto magro e corpulento, porém de rosto bondoso. A menina era bonita, tinha cabelos marrons e pele branca.
Juntos, a levantamos e a acalmamos. Depois de alguns minutos a garota se recompôs e agradeceu.

-O que você quis dizer com aquilo?-Perguntei depois de um tempo.

-Pensávamos que você era louco- Começou ela- Sempre ficava sozinho e brincando com sozinho. Nós começamos a ficar com medo...

-Mais então- Continuou Pierre- Vimos uma sombra brincar com você e achamos que você tinha alguma coisa de ruim por perto. Então decidimos nos afastar.

Aquela história não fazia sentido, eu sempre havia brincado com Charlie, e ele não era uma sombra. Louise começou a bater a poeira do vestido dela e a me olhar estranho. Eu lhes expliquei que não havia sombra nenhuma e sim o Charlie, mas então percebi que o meu amigo não estava por perto. Gritei para que ele se mostrasse, mas ninguém veio e foi a partir daí que eu, Louise e Pierre viramos amigos.

É impressionante como rapidamente me esqueci de Charlie, até parecia que eu nunca havia o conhecido. Minha mãe ficou mais aliviada de me ver brincando com as outras crianças e só se preocupava com as amantes do meu pai...

Outubro de 1789

Minha vida de adolescente não podia ser melhor. A fama de estranho, que me acompanhou boa parte da infância, tinha mudado para baderneiro, pois sempre andava arrumando alguma encrenca. A minha travessura mais conhecida foi a de roubar os óculos do tesoureiro real, mas o desafio não era esse, Louise e Pierre me desafiaram a dizer que tinha sido eu o ladrão. Quando eu disse isso, o homem ficou irritado e chamou os guardas, porém eu não iria ficar para ver o que ia acontecer. No entanto, quando cheguei nos meus aposentos, meu pai me deu um sermão, gargalhou da criatividade e me pôs de castigo. Até parece que aquilo ia me segurar...

Desde que eu tinha treze anos, arrumava um jeito de sair de Versalhes e ir à Paris, atraído por algumas festinhas da qual eu tinha conhecimento. Como se não bastasse a fuga, eu ainda arrastava Louise e Pierre comigo. Naquela noite, escolhi meu melhor traje: Um casaco de luxo preto, com um tecido de algodão vermelho ao redor do pescoço, uma calça preta e meus belos sapatos com culottes . Por fim, pois não podia faltar, prendi na cintura um suporte para o meu sabe.

Fui me encontrar com Louise e Pierre já no portão de saída, os dois vestidos assim como eu, com roupas belíssimas e caras. Me dirigi rapidamente para os guardas, paguei a propina combinada para os guardas e logo depois já estávamos dentro da carruagem rumo a Paris.

-Porque demorastes tanto?- Perguntou Louise.

-Tive que encontrar uma roupa que combinasse com meus olhos!- Brinquei. Ela riu.

-Já deve ser oito horas... Tomara que nossos pais não descubram!-Falou aflito Pierre.

Viagem rápida e tranquila, suave e silenciosa, mas assim que chegamos em Paris, o som da cidade encheu nossos ouvidos. Não era como as outras vezes. Pude perceber uma certa inquietação na população, e ao longe uma voz gritava:

-Deixem ela vim, deixem ela tomar conta de vós todos! O povo deve governar o povo!- E as pessoas gritavam ao redor do homem.

Nos olhamos assustados, mas seguimos até o local indicado. A festa seria na casa de um rico burguês, que ultimamente ficara muito amigo de Max, Louis de Saint-Clare. Descemos da carruagem, deixamos o cocheiro ir até uma taberna e nos dirigimos até os guardas da entrada.

-Nomes!-Solicitou um deles.

-Por Deus, eles não precisam dar os nomes!- Gritou Louis- Ora, ora meus amigos, cheguei a pensar que vocês tinham sido pegos pela revolução também!- Ele riu, mas eu não achei a graça.

-Revolução? Do que estas falando?

-Nada, nada. É besteira!-Ele disse sem jeito- Vamos, entrem, entrem! E fiquem a vontade!

Nos dirigimos para a festa, que parecia estar muito animada por sinal. Havia música, comida e bebida para todos os lados. Mulheres bonitas, mulheres feias e até um cachorro, que presumi ser de Louis. Uma hora depois, eu já estava flertando com uma jovem da qual eu não sabia o nome, mas tinha certeza de que ela já havia me dito.

O lustre que iluminava o lugar era magnífico, a casa em si era magnífica, lógico, nada que se fosse pra comparar com Versalhes, mas mesmo assim era digna de admiração. Foi por volta das três da manhã que comecei a ver uma coisa estranha, um vulto, uma sombra de um homem. Parecia que só eu que o estava vendo, porém julguei que fosse a bebida afetando a minha mente e voltei a dançar, desta vez com Louise.

Eu sempre gostei de Louise, desde criança, mas sempre tive medo de não ser correspondido e de que nossa amizade acabasse, mas naquela noite estava decidido a tomar uma iniciativa. Tirei ela da multidão e a levei até um quarto. Ela corou e me olhou de um jeito eu nunca tinha me olhado, então fui até ela e lhe dei um beijo. Quando nos separamos, vi a sombra novamente.

-Apreciado a festa? Garanhão?-Disse a sombra.

Então ela correu até mim e me jogou na parede. Louise gritou de pavor e foi até a porta pedir ajuda, mas a sombra também a pegou. Me levantei de um salto e puxei o meu sabre, apontando a ponta para a sombra.

-O que é você? Porque me persegues?- Disse me lembrando de que ele também estava na minha ultima festa.

-Já se esqueceste de mim, não foi Max?!- Disse a coisa furiosa- NÓS ERAMOS AMIGOS! Eu precisava de você para voltar, agora... agora tenho que me alimentar de monstros para sobreviver !-Não era possível! Porque agora depois de tanto tempo?

-Charlie? Como...- Ele me bateu no rosto e me jogou do outro lado da sala.

Novamente me levantei, e desta vez não estava disposto a conversar. Corri até meu velho amigo e desferi dois golpes certeiros em sua cabeça, mas minha lâmina passou por ele sem fazer nenhum efeito. Ele riu. Depois ele me agarrou e começou a me enforcar, seus dedos de sombra apertaram tanto meu pescoço que achei que ele ia quebrar. Mas então Louise abriu a janela e a luz do sol recém-nascido tocou as costas da criatura, que desapareceu aos berros.

Quando me levantei decidimos que devíamos ir o mais rápido possível. Descemos a procura de Pierre, e fomos o encontrar dormindo no sofá, mas bêbado que um mendigo cachaceiro. A festa já estava acabando, as pessoas começavam a ir em borá. Puxei o relógio de bolso e vi que já eram seis e meia, já era tarde até demais. Puxamos Pierre pelo braço e fomos para fora, mas o cocheiro não estava lá, mas sabíamos qual era a taberna que ele se encontrava.

No caminho percebemos olhos irritados nos olhando. As pessoas não gostavam de nós, só pelo fato de sermos nobres, e isso estava estampado em nossas roupas finas. Assustado, comecei a me apresar, mas Pierre ainda estava acordando e começou a reclamar de como as festas e comidas de Versalhes eram melhores. Aquilo não ajudou nada. Foi então que um senhor me parou. Ele segurava uma peixeira e me olhava torto.

-Está perdido, meu senhor?-Ele zombou.

-Não, só estamos procurando nosso cocheiro! Não queremos confusão!-Disse com medo.

-Por favor, meu senhor!-pediu uma mulher se agarrando a meu braço- Vocês são de Versalhes? Digam ao rei que morremos de fome! Meu filho esta morrendo de fome e não posso comprar um pão para ele! O preço está muito alto!

-Desculpe, senhora, mas não tenho contato com o rei!-Disse afastando a mão dela de mim.

As pessoas ficaram nos olhando enquanto nós seguíamos, até chegarmos à taberna. Assim que entramos, vimos o cocheiro ajoelhado, implorando pela vida. De frente pra ele, um homem forte se erguia, seus olhos demonstravam todo ódio que sentia. De repente o cocheiro me vê e começa a suplicar:

-Senhor! Meu senhor,me ajude, por favor!-ele chorava.

-Deixe ele em paz, ou o rei ficará sabendo que mataste o cocheiro real!-Tentei intimidar na inocência de que o povo ainda temia o rei. Mas então o homem enfiou a peixeira no pescoço do cocheiro e em seguida a apontou pra mim.

-Serás o próximo, riquinho aristocrata!

Desembainhei o sabre e começamos a lutar. O homem era péssimo com os pés, mas forte nos braços. Eu fui treinado pelo melhor espadachim do reino, então não foi difícil enfiar a lâmina na boca do bruto assim que ele a abriu pra falar alguma asneira. Os outros me olharam temerosos e não me impediram quando sai da taberna.

Eu não sabia o que fazer, as pessoas gritavam e morriam a minha volta. Uma confusão se apoderou de Paris, e eu não fazia ideia do que estava acontecendo, afinal, cresci em Versalhes, excluído da verdadeira face da França. Corremos aleatoriamente pelas ruas, nos desviando da multidão. Os homens gritavam: “à Bastilha!” e nós simplesmente os seguimos.

De repente nos vimos cercados por uma multidão enfurecida que lutavam para adentrar na prisão mais odiosa da França, e no mesmo momento soube que fora um erro ir até ali. Me virei e comecei a correr na direção oposta, enquanto tiros de mosquetes e tiros de canhões “voavam” por todos os lados.

Algumas pessoas agitavam bandeiras tricolor: vermelho, branco e azul, e gritavam uma musica da qual eu não conhecia: Avante filhos da pátria, o dia da Glória chegou! Mas parecia que a musica não estava completa, pois eles só cantavam essa parte.

Depois de um tempo, chegamos à saída da cidade, sentido Versalhes, e avistamos três cavalos. Atrás de nós, mulheres gritavam: “à Versalhes”. E então corremos a toda velocidade de volta para o palácio...

Manhã de 5 de outubro de 1789

Chegamos em Versalhes com os cavalos já esgotados. Os guardas imediatamente abriram os portões, estavam brancos como papel, mas eu disse que cuidaria de tudo, eles não seriam acusados de nada. Assim que chegamos à Versalhes nossos pais vieram correndo para nós, seguidos do rei e de sua esposa. Eles estavam furiosos, mas o rei pediu que o deixassem falar conosco.

-Meus jovens, bem sabem que é proibido sair do palácio sem a supervisão de seus pais, então me pergunto o que os levou a fugir de Versalhes e como?- Apesar de ser um rei, Louis XVI não inspirava medo nem respeito. Ora, era verdade que ele havia emagrecido, mas ainda estava gorducho, porém não deixava que as pinturas mostrassem.

-Meu rei- Disse fazendo uma reverencia, e meus amigos o mesmo fizeram- Não há tempo para besteiras. Estávamos em Paris sim, e é por isso que sabemos disso- fiz uma pausa- O povo se voltou contra sua graça, eles gritam por justiça nas ruas enquanto muitos fazem baderna. Como podes ver, nem nós escapamos da fúria deles- Mostrei minhas roupas ensanguentadas- Os populares atacaram a bastilha e a tomaram. Alguns brandem bandeiras tricolor e cantam para incitar os outros. E as mulheres estão se dirigindo pra cá. Devemos partir!

Todos ficaram em silêncio, até mesmo meus pais. O rei me olhou espantado e ficou assim por um tempo. Maria Antonieta colocou a mão na boca e entrou para ver seus filhos. Depois de um tempo um mensageiro veio correndo ao nosso encontro, suado e ferido.

-Meu rei- Disse ele fazendo uma reverencia- O povo tomou a bastilha e mataram os guardas e até o marques de Launay.

-É uma revolta?-Disse finalmente o rei.

-Não senhor, é uma revolução!-Disse logo depois de lembrar do que Saint-Clare tinha dito.

Entramos no palácio e fomos para nossos aposentos. Meus pais reclamaram comigo como nunca fizeram, e parecia que esse foi a primeira fez que eles se uniram e concordavam com alguma coisa. Mas eu não estava preocupado, eu estava apavorado, como não poderia ficar, depois de tudo que tinha passado naquele dia. A imagem de Charlie não saia da minha mente, e quando eu tocava no pescoço, ainda  podia sentir uma leve dor.

À noite, fomos jantar com o rei, e tínhamos certeza que ele ia se pronunciar, mas demorou o jantar inteiro até que ele falasse algo. De longe pode ver Louise e Pierre, todos nós fomos separados, e dificilmente poderíamos nos ver com facilidade de novo. O rei bateu em uma taça de vidro para nos chamar a atenção e falou.

-Bem sei que os acontecimentos de hoje foram bastante... perturbadores, mas eu vos asseguro que não há necessidade para alardes. Foi só um mal entendido, a população logo voltará a seu estado normal, nos servido!-Todos demos uma risada falca diante da piada ruim do rei.

-O que eu ouvi foi bem diferente!-Disse uma mulher que não consegui identificar, até porque a mesa era enorme- Ouvi dizer que as mulheres ainda estão vindo à Versalhes, e que dizem que a rainha ousou dizer: Ora, se eles não tem pão, que comam bolo!

-Eu nunca disse isso! Isso é um absurdo!-Disse Maria Antonieta revoltada, mas o rei a acalmou.

-O que você ouviu é uma mentira, a situação foi controlada...-Então uma pedra quebrou o vidro e foi parar em meu prato.

Todos nós nos levantamos e fomos em direção às janelas. Lá fora, no pátio, as mulheres de Paris gritavam xingamentos e maldições. Muitos seguravam tochas e foices e até mesmo a bandeira da revolução. Imediatamente olhei para o rei, que estava mais branco que a peruca que portava na cabeça. Lá em baixo elas gritavam: Cadela, prostituta, vagabunda! Para Maria Antonieta que também estava perplexa. E então alguém gritou: “toma aqui seu bolo, vadia” e jogou um bolo duro em direção dela, mas o mesmo nem chegou perto. Então uma mulher tomou a frente da situação e disse:

-Sabemos que existe crianças inocentes ai dentro, somos mães, não faremos mal ao pequenos, mas o senhor tem que aceitar nossos termos e voltar para Paris conosco, assim como todos os nobres e membros da assembleia!- Ela esperou que ele dissesse algo- O que nos diz?

-Mande os termos, irei lê-los e considerá-los!

-Claro meu senhor, mas isso não é uma escolha. Aceite-os e viva ou rejeite-os e morra!-O rei ficou ainda mais pálido.

Quando entramos, todos nós fomos até nossos quartos nos preparar para sair do palácio. Eu só guardei minhas roupas mais caras e bonitas, pois não queria levar muito peso, mas minha mãe queria levar tudo, até os quadros, porem meu pai a convenceu que era melhor não.
Demorou horas até que o rei finalmente criou coragem para aceitar o termo, o que deixou elas ainda mais raivosas. Na saída um duque qualquer se negou a deixar o quadro de seu pai e foi decapitado com um machado velho. O sangue espirrou em meu rosto.

-Quer ser o próximo? Então continue andando!-desse-me uma delas.

Procurei Louise e Pierre na multidão, mas não consegui vê-los. Fui empurrado para dentro de uma carruagem que podia comportar quatro pessoas, mas ali haviam seis. Ao longe, vi a cabeça de Jean, o garoto que havia humilhado Louise quando pequena, em uma lança e fiquei ainda mais comedo. A carruagem começou a andar e as mulheres cuspiam e riam da nossa cara.

Não entendia como elas podiam me odiar tanto, eu não tinha feito nenhum mal a elas... Passei a viagem abraçado com a minha mãe enquanto a mesma chorava. O céu lá fora estava limpo e bonito, mas nem isso fez-me sentir melhor. Assim que descemos na cidade, fomos jogados em um casarão, um horrível casarão caindo aos pedaços. Procurei saber se os outros também iriam para aquele lugar, mas só me disseram que não.

Ali passei três anos, três longos anos, que pareciam nunca ter fim. Comecei a ficar mais sério. Comecei a ver Charlie com mais frequência, e aquilo me perturbava, não podia deixar ele saber que eu estava com medo. Parecia que minha infância estava voltando. O menino estranho que brincava com uma sombra...

Éramos prisioneiros ali. Rousseau não queria que nenhum nobre saísse do país impune, então nos disseram que esperávamos nossa audiência. Porém nossa casa tinha uma vista privilegiadas da praça da revolução, onde fora construída “o carrasco” da mesma, a guilhotina. Todos os dias pessoas eram levadas para a morte, e ver todas elas ali, e saber que em breve esse também seria meu fim, me trazia muita aflição.
20 de setembro de 1792

Foi logo de manhã que dois guardas revolucionário chegou.  Ele trazia um papel nas mãos e cordas grossas. Meu pai tentou argumentar com eles, mas eles se mantiveram calados até que minha mãe fosse trazida também.

-Por ordem do líder dos jacobinos, Maximillien de Robespierre, o incorruptível, todos vós serão levados à julgamento na praça da revolução, acusados de crime contra a pátria, contra a revolução e contra o povo. A pena para tal acusação será a morte na guilhotina- Então nos amarraram e começaram a nos levar para baixo.

O medo se apoderou de mim, mas eu não parei de lutar. Tentei me libertar de todas as formas possíveis, mas foi outra coisa que me concebeu tal milagre. Charlie apareceu ao pé da escada, matou os dois guardas que me seguravam e rompeu minha amarras, mas como o esperado, ele não buscava me ajudar, e sim me matar ele mesmo. Os guardas ficaram estupefatos, assim como meus pais, mas a sombra me agarrou e me jogou pela janela.

-O sol já não me fere!-falou ele- E ninguém me tirará o prazer de te matar.

Não tinha como fugir, então eu me levantei e fiz uma posição de ataque. Quando ele veio até mim, dei-lhe um murro em cheio no rosto, mas alguma coisa foi com um murro, uma bola de fogo, saída direto da minha mão, que fez a sombra desaparecer.
Fiquei sem entender o que tinha acontecido, mas não me demorei por muito tempo, precisava salvar meus pais. Corri de volta para a mansão, no entanto algo me parou, uma voz, dentro da minha cabeça.

“Não Max! Corra por entre a multidão! Fuja! Não há nada que você possa fazer”. O que era aquilo? Porque essas coisas entranhas estavam acontecendo? Não quis saber, corri na direção da mansão.

-Você é retardado garoto?-Disse um homem estranho me agarrando- Você morrerá se for por ai!

-Me larga! Preciso salvar meus pais!- gritei.

-Você não é Deus garoto. Além do mais, sou amigo de seu pai. Ele me disse para o salvar- Olhei para o homem mais não o reconheci. Me virei bruscamente tentando me libertar, mas a única coisa que consegui foi desmaiar logo depois de ele me acertar com algo na cabeça...

15 dias depois...

Acordei com uma terrível dor de cabeça. Desorientado, me levantei da cama e me sentei olhando para os lados tentando reconhecer o lugar. Quando o homem que me bateu entrou no quarto. Ele era alto e esquelético, cego de um olho e quase não tinha cabelos. Ele riu quando me viu e se sentou comigo.

-Perdoe-me pela cabeça- Disse ele- Bati mais forte do que pretendia. Você deve está se perguntando onde está-Ele tirou as palavras da minha boca- Esta no meio do atlântico norte, indo em direção do recém-formado Estados Unidos da America. Lugar legal, cheio de gente doida, mas é um lugar legal- Ele me olhou e continuou- Seu pai me mandou para tira-lo de lá. Devo leva-lo ao primeiro cassino de nova York, O cassino lótus, devia estar contente.

-Como posso? Toda a minha família está morta!

-Olha garoto, logo tudo vai se esclarecer. Seu pai está contigo, nunca esqueça disso. Ficará seguro no cassino, você ficará lá até que a hora certa chegue... Até lá, bom, divirta-se!
obs:
Essa é a primeira parte do teste. Estou acabando a segundo, então assim que terminar postarei aqui!!



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Maximilien P. de Sade
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Re: Teste para filhos de Hades

Mensagem por Maximilien P. de Sade em Ter 23 Jun 2015, 17:03

Nova vida
Step inside, see the devil in I!!!!

O luxuoso cassino Lótus recebia visita de todas as partes do mundo, o maior atrativo do local não era a diversão sem fim, mas sim uma florzinha comestível deliciosa, eu pelo menos adoro. Decidi fazer o que David, o homem que me salvou, me disse: Me divertir e esquecer o passado.
Só faziam três horas que eu estava no cassino e eu já estava familiarizado com tudo. O que eu mais gostava era o pinball, aliás, os franceses precisavam conhecer aquilo. Foi quando eu tomava um drinque que vi algo peculiar: Três jovens, um que mancava muito, e dois normais correndo pelo lugar. A segurança tinha sido acionada e já estavam atrás deles. “Que idiotas!” pensei.
Fui até o pinball mais próximo e comecei a jogar, até que vi algo bem conhecido, a sombra de Charlie, ele havia me encontrado... Parecia que algo havia mudado. Eu me senti tonto, e então comecei a olhar em volta. Todas as luzes e coisas de ferro fazendo barulho faziam eu ficar ainda mais desorientado.

-Onde estou? –Perguntei, mas eu sabia onde estava, mais... era tudo tão confuso.

Fui na direção da saída, queria tomar um ar e fugir da sombra. Um guarda tentou me parar mais eu corri para a saída e então o choque... Estava tudo mudado, nada de casas de madeira e carruagens, nada de pessoas vestidas de vestido e casacos de algodão. As cores da cidade eram absurdas. Coisas com rodas passavam rápido por uma estrada de pedra estranha e uma delas parou bem perto de mim.

-Max!-chamou David- Graças da Hades você está bem! Venha, vou te levar a um lugar seguro.

Eu só fui porque já conhecia a pessoa, mas mesmo assim fiquei com medo de entrar na coisa. Primeiro coloquei um pé e depois o outro, com todo o cuidado do mundo para que a coisa não voltasse a correr sem eu estar lá dentro. David riu

-Porque sempre que nos encontramos você sempre está desorientado?- Disse ele gargalhando

-É! Que tal você parar com isso?

-Vou te atualizar- Ele acelerou a coisa vermelha- Estamos nos EUA, em Las Vegas. Depois de cem anos ali o cassino se mudou para a Florida, mas os negócios não foram muito bons lá, então, em 1976, ele veio para Vegas- Não entendi nada, mas ele continuou- Se passaram duzentos e alguma coisa de anos, desde que te vi pela ultima vez. Mas, hey, você não mudou nada, continua com dezoito anos!

-Espera, espera!- Me senti ainda mais tonto- Você esta dizendo que eu tenho Duzentos anos?

-Não, não, você tem duzentos e alguma coisa de anos...

Então ele me contou tudo. Depois que saímos da França, Robespierre iniciou o reinado do terror, e matou o rei e sua família. O jacobino liderou a França até sofrer o mesmo fim das vitimas da revolução, e hoje a França é uma republica. Meus pais morreram, mas meu pai não era meu pai. Meu pai é um Deus grego, que prefere ficar anônimo por enquanto. E estamos indo para um acampamento em Nova York para que eu possa treinar e sobreviver como um semideus. É, foi isso.

Como era obvio não acreditei em nada que ele disse, não queria acreditar, mas não pude deixar de pensar nos acontecimentos recentes. Eu estava em um mundo que não conhecia, com tecnologias que não entendia, sim isso era bizarro, mas era real... ou tudo não passava de um sonho?

Me belisquei na débil tentativa de acordar, mas tudo que consegui foi machucados. A viagem de carro foi longa e tediosa, passei a viagem tentando aceitar que tudo aquilo era verdade, mas não tinha como, era ridículo.

-Porque agora?-Perguntei quando estávamos quase chegando- Porque depois desse tempo todo, meu pai só quis me tirar de lá agora?

-Por que ele não sabia se era seguro. Aquela sombra ainda o persegue, Max, ela quer te matar. Não sei quem ou o que é, mas ela precisa de você para poder sair das sombras- David coçou a cabeça- Tem mais. Essa... coisa, pode controlar alguns monstros, então se alguma coisa nos atacar quero que entre na floresta e não pare de correr, você...- O carro capotou e minha cabeça chacoalhou com violência.

Quando o carro parou, pude um imenso touro correr em nossa direção. David gritou para corrermos e eu o fiz, sem saber direito como sair de dentro do carro capotado. Corri com ele até o meio das arvores, onde nós paramos para espirar, bom para eu respirar, David não demonstrava cansaço. Ele me deu um sabre, o meu antigo sabre.

-Tome! Corra o mais rápido que puder. Eu vou atrasa-lo!

-Não! Não vou deixa-lo para trás!

-Você pode e vai! Se ficar nós dois vamos morrer!- O monstro estava perto- Vá, vá!

E eu sai correndo sem ao menos olhar trás. Eu não fazia ideia de para onde estava indo, só sabia que devia continuar indo em frente. Mas não demorou muito até a besta matar David e me alcançar, depois de alguns minutos a fera já estava na minha frente.

-Saia!- Gritei com o sabre na mão- Irei lhe arrancar a cabeça, besta horrenda!- Desafiado, o minotauro foi ao meu encontro e me jogou contra uma arvore próxima. Todo meu corpo doeu, no entanto minha persistência era mais forte e me levantei lentamente, somente pra ser arremessado novamente.

Rolei morro abaixo até cair de cara na lama. Limpei a sujeira e fiquei alerta a qualquer sinal da presença do monstro. Era estranho pra mim, tudo aquilo, mas eu não tinha tempo de ficar pensando em nada que não fosse sobreviver, e eu tava decidido a sobreviver.

Não tardo muito e a besta já estava correndo em uma rápida investida contra mim, mas eu pulei de lado e sentei acerta-lo, sem sucesso. Em seguida me esquivei de outro ataque dele e desferi um golpe no ar.  

Meu terceiro golpe foi certeiro, bateu bem na coxa do monstro, mas isso só o deixou ainda mais zangado. Ao invés de me arremessar, ele me agarrou e começou a me apertar. Gritei de dor tentando com todas as minhas forças me libertar, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Mas então a fera me largou e eu pude ver uma espada no meio de sua testa.

-Mate-o, termine de mata-lo- Gritou uma menina, então eu puxei a espada da testa dele e a enfiei em sua garganta, podia ter usado meu sabre, mas ele caiu em algum lugar...-Vamos, corra, ainda não estamos seguros!

Corri atrás da garota ainda mais para dentro da floresta. Olhei para trás e vi o motivo do medo: Charlie. Não olhei mais para trás, somente continuei a correr. Depois de alguns minutos cai no chão da floresta e fiquei lá.

-Vamos!- Chamou ela – Já passamos a barreira, falta só mais um pouco!

-Pode deixar, Charllot, eu cuido dele agora!- Fiquei deitado, sem acreditar nos meus olhos. Aquele dia estava sendo o mais doido que eu já tive, primeiro a história, segundo o minotauro e agora o centauro... Eu não sabia o que estava acontecendo, eu só queria acordar- Vamos garoto, você é esperado.

O centauro ajudou-me a levantar e em seguida nós três começamos a caminhar. Minhas costas me matavam, meus pais pisavam em falso toda hora, mas charllot me ajudava a caminhar. O meio cavalo meio homem era Quíron, o diretor de atividades do acampamento meio sangue, um lugar cheio de gente como eu. Eu já tinha assimilado bem a ideia, pois já a tinha ouvido no carro com David.

Além disso, David era um zumbi, mandado pelo meu pai para me ajudar a chegar no acampamento, mas ninguém sabia quem era meu pai, segundo Quíron, podia ser qualquer Deus que tivesse em seu poder um morto-vivo. Era meio dia, segundo meu relógio de bolso, a única coisa que eu ainda tinha ligado a França, sem contar os farrapos que eu vestia. Por um momento fiquei intrigado... Como ele funcionava mesmo depois de cem anos... Outro mistério na minha vida.

Meu longo cabelo, ao estilo da nobreza do século XVIII, estava todo despertado e sujo, e quando eu fui ajeitar ele, tive uma vaga lembrança dos meus antigos amigos... “guilhotinados, provavelmente!” pensei triste.
Quando chegamos ao acampamento pude ver vários campistas correndo de um lado para o outro. Alguns com armas, outros com montarias, mas todos pareciam felizes. Prestei atenção em cada um deles, na forma que se vestiam, na arquitetura das construções, no cheiro de terra no ar...

Quíron me levou até um casarão e deixou Charllot para trás. Na frente da casa, estava um homem, sentado em uma cadeira, bebendo algo. “coca-cola dite” pude ler. Ele se endireitou na cadeira ou nos ver chegando.

-Ora! Se não é nosso novo integrante- Eu dei um sorriso e lhe estendi a mão, mas ele não apertou.

-Sou Maximilien!

-Max! Um nome que eu posso me lembrar!- Quíron mexeu as quatro patas e disse.

-Max, esse é Dionísio, o diretor do acampamento, e em um tempo remoto, o Deus do vinho!-Brincou ele.

-Quase não me lembro mais desse tempo, sabia?- Não entendi muito a piada mais ri- Bom, como todo indefinido, você ficará no chalé de Hermes. Uma dica, deixe suas coisas bem guardadas, aqueles pivetes gostam de roubar!

-Não carrego nada comigo que eles possam roubar!-Disse meio baixo.

Depois disso, Quíron me levou ao tal chalé, mas todos foram muito legais comigo, até me deram várias roupas. Depois de uma semana, já estava muito bem familiarizado com os costumes dessa nova era, e também com a maioria das pessoas no acampamento. As atividades eram bem puxadas, mas eu aprendi a finaliza-las bem.

A surpresa mesmo veio um mês depois. Eu tinha acabado de acordar e vi todos a minha volta. Eles apontavam para a minha cabeça pasmos. Levantei-me rapidamente achando que tinha algum animal na minha cabeça, mas não encontrei nada. Então um dos campistas disse:

-Como é possível que exista outro filho de Hades?!

...

Era noite, mas eu não conseguia dormir, estava tudo calmo, mas eu ainda ouvia as vozes gritando... “Porque isso não para?” Pensei colocando a mão na cabeça. Eu tinha assuntos inacabados, mas como eu iria resolve-los, se isso tinha acontecido a centenas de anos atrás?

Do nada, me levantei da minha cama e apanhei minha espada, não que eu achasse que ia usá-la, mas no lugar pra onde eu ia todo cuidado é pouco. Eu já tinha ouvido histórias sobre o submundo, de como Percy tinha entrado lá. Então, porque eu não? Sendo quem sou, isso pode ser até mais fácil.

Corri até os estábulos e montei em um pégasos negro, um dos mais velozes do acampamento e logo já estávamos no céu, voando rápido e graciosamente. As estrelas decoravam a vastidão escura do céu noturno, evitando que ele fosse só um véu negro e sem graça. Pude ver todas as constelações que eu via com a minha mãe, e aqui ló só me fez ter mais saudades...

A lua ainda estava no céu quando eu desmontei do cavalo alado. Descemos em um beco, o mais escuro que achei, então me dirigi até o outro lado da rua e entrei em um estabelecimento bem peculiar.  O local estava cheio de gente estranha, com roupas de épocas passadas, mas apenas me concentrei no homem que parecia ser o recepcionista.

-Desejo falar com Hades!-Informei.

-E eu um jato vermelho com mulheres bonitas dentro, mas não podemos ter tudo, não é?-Ele riu e me encarou- Eu conheço você? Você me parece um tanto familiar?

-Sou filho de Hades, tenho um assunto a tratar com meu pai!- Chama-lo de pai anda me era estranho.

Caronte ficou pasmo, mas não fez objeções, apenas mostrou o caminho da entrada e seguiu atrás de mim.

-Se alguém trocar a frequência do meu rádio vai ficar aqui pela eternidade... É, estou falando com você Stuart!

A viagem de barco só me levou até a metade do caminho, o resto eu tive que fazer a pé. O submundo era um lugar escuro, lúgubre, mas aquilo não me incomodava nem um pouco, até me fazia ficar mais calmo. A areia vulcânica aos meu pés era macia, mas mal cheirosa, as almas se dirigiam a dois portais, e eu segui aquele que me levaria aos campos de asfódelos, onde o chão era coberto de grama negra.

Não demorou muito e eu já estava diante da porta negra da casa de Hades. Sem bater, empurrei-a e me esgueirei para dentro da mansão, dando de cara com um homem. Ele tinha cabelos muito negros e uma pele muito branca, características que também me pertenciam. Por um momento ficamos nos olhando, até que ele quebrou o desconfortável silencio.

-Venha criança, vamos conversar.

Ele me levou a uma gigantesca sala cheia de livros em prateleira, onde tinha um lustre de cristas e uma imensa lareira iluminando a sala. Sentamos em um sofá vermelho e voltamos a nos entreolhar. Apesar de querer estar ali, agora, diante do senhor do submundo, eu não sabia o que falar. Mas mesmo assim, organizei as palavras e proferi a frase que tinha repassado na cabeça milhões de vezes.

-Pai, gostaria muito de ver meus pais!-Ele me olhou como se já tivesse imaginado aquilo, mas não falou nada- Já faz muito tempo que não os vejo, e a circunstância na qual eu os deixei foi muito conturbada.

-Eu sei filho, se esqueceu de quem o tirou daquilo? Não vou negar a você o adeus que você nunca deu. Deixe-os entrar!-Ordenou ele.

Uma porta lateral se abriu e eu vi meus pais saindo de lá, exatamente como eu me lembrava deles, de roupas de época e tudo. Corri até eles e tentei abrasa-los, mas eles eram fantasmas e não podiam ser tocados, porém Hades fez com que eles tivessem corpo para eu pudesse senti-los outra vez.

Depois de horas conversando, matando a saudade, Hades me diz que é hora de eu partir, abrasei-os outra vez e os deixei ir. Em seguida abrasei em agradecimento Hades e fui embora, acordando no outro dia, sentindo como se aquilo não tinha passo de um sonho...

Obs:
Desculpem a demora, problemas na faculdade... :P
demigod live.. | son in whom? | chapter I
Maximilien P. de Sade
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Re: Teste para filhos de Hades

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