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♦ Enfermarias do Clube

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♦ Enfermarias do Clube

Mensagem por Organização PJBR em Qua 22 Abr 2015, 11:46


Enfermarias


Descrição


O local é maior do que o esperado e com instalações surpreendentemente organizadas e arejadas para o local aonde se encontra - ainda que muito aquém de um hospital adequado. A enfermaria principal contem cinco macas, sendo que duas delas contém divisões com cortinas, para casos mais graves. As outras três são abertas, totalmente visíveis para quem entra na pequena sala. O símbolo dos curandeiros esta esculpido na parede oposta à entrada, mas sem luxo, em pedra rústica. Os móveis também não são suntuosos, apenas prateleiras e estantes com medicamentos, e um ou dois armários trancados, provavelmente com substâncias mais fortes e de uso restrito, enquanto um armário no canto contém roupas de cama limpa e, na mesma parede, um pouco afastado,  um latão para o descarte de lençóis sujos para a lavagem. Apenas um curandeiro tomava conta do local: Alaim St.Cuthbert, um rapaz loiro, entre os 20 e os 30 anos - difícil precisar - de olhos azuis e cabelo em corte tigela, de modos calmos e fala tranquila. Apesar de acolhedor, seu humor está longe de ser expansivo - ele não é frio, apenas neutro e profissional, e apesar de estar sempre sorrindo, o sorriso nunca lhe chega aos olhos. Contudo, é extremamente paciente, e raramente levanta a voz, mas ainda assim é respeitado por todos. Além desta enfermaria, o corredor contém outras portas, para eventuais curandeiros que se hospedem no local exercerem suas atividades.

Regras e especificações


A enfermaria do Clube tem o funcionamento semelhante à enfermaria geral, do acampamento. Pela descrição, fica clara a capacidade de atendimento: apenas 5 campistas podem postar antes de uma atualização, caso contrário, as postagens excedentes serão ignoradas. É permitida apenas uma postagem por avaliação, independente do tempo decorrido. Postagens extras serão ignoradas e advertidas, e em caso de reincidência o player poderá ser punido.

As narrativas são em on, devendo descrever a interação com o NPC e o tratamento aplicado, podendo recuperar seu HP e MP em até 150 pontos, dependendo da avaliação da postagem.


Informações de Jogo


Tráfego humano: Inexistente
Periculosidade base: 0%
Visibilidade: Inexistente para humanos / Média para Semideuses
Permissão de ataque: Não
Permissão de intervenção: Não
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Re: ♦ Enfermarias do Clube

Mensagem por Catherine Burkhardt em Sex 06 Abr 2018, 23:05


save me
he says save me, break me

O sentimento de retornar de uma missão bem sucedida não falhava em deixar Catherine de bom humor, mesmo que, em geral, a situação não fosse agradável para ninguém. O Clube da Luta podia não ser um lugar que estivesse inteiramente confortável ou que chegasse perto de ser seu lar como o acampamento havia sido, mas a mentalista carregava uma sensação de familiaridade com o local que não era de todo ruim.

E, é claro, o sorriso no canto de sua boca devia-se, em sua maioria, pela visita prolongada de Helena a seus aposentos. A única coisa que impedia sua completa satisfação com os rumos de seu dia até aquele momento era a dor que sentia em seu corpo. Embora não tivesse sofrido nenhum ferimento alarmante em seu combate, o esforço físico da luta e das atividades mais prazerosas que vieram em seguida estava coletando seu pagamento. Por isso, a filha de Afrodite se encontrou na enfermaria.

Para o alívio dela, as cinco macas se encontravam vazias e o jovem curandeiro do local, Alaim, se ela não estava enganada, mexia nas prateleiras no fundo da sala. Pigarreando, Catherine sentou-se na maca mais próxima e enquanto aguardava o rapaz chegar até ali, olhou ao redor. O local era simples, nem se comparava com o hospital semidivino que tinham ali mesmo em New York, mas supria as necessidades médicas imediatas com eficácia. Quando o curandeiro lhe alcançou, a negra sorriu e descreveu o que sentia.

— Acabei exagerando e meus músculos estão bastante doloridos. Especialmente meus braços, além de algumas pequenas escoriações. Também agradeceria se me desse algo para cansaço.

O curandeiro a questionou, buscando por mais informações, antes de se satisfazer com o quadro geral de seus sintomas. Então, afastou-se e foi até uma das prateleiras. De lá, ele pegou um tipo de gel de coloração azulada. Então, ele foi até uma estante do outro lado do cômodo, pegando uma poção de cor roxa e outra de cor verde. O loiro voltou para seu lado e lhe ofereceu as duas poções.

— Beba até a última gota dessas duas poções. E depois, vou aplicar um pouco desse gel em seus braços. Eles foram preparados com uma mistura de ervas e raízes e tem um efeito relaxante nos músculos. Deve ser o suficiente para aliviar seu desconforto.

A mentalista acenou positivamente e pegou as poções. Ingeriu primeiro a verde. De ínicio, fez uma leve careta pelo sabor azedo da mistura, mas enquanto engolia o líquido foi se tornando agradavelmente refrescante. A segunda poção era muito mais saborosa. A negra não soube identificar com certeza quais eram as frutas que davam gosto à bebida, mas eram familiares e deliciosas. Não demorou em sentir os efeitos. Seu corpo relaxou, suas dores diminuíram e seu cansaço diminuiu drasticamente. Era como entrar em um lago de águas frias depois de um dia de exercícios físicos. Lentamente, seu corpo voltou a parecer estar intacto e ela sentiu-se mais desperta, revigorada. Já se sentia muito melhor.

O curandeiro pediu que ela se deitasse e Catherine não hesitou em atender. Uma vez deitada sobre suas costas, o rapaz abriu o pote redondo que guardava o gel e pegou uma pequena quantidade com as pontas dos dedos. Com delicadeza e eficiência, ele massageou os músculos dos braços e antebraços da semideusa, que a essa altura já tinha os olhos fechados e sentia-se tentada em mentir sobre uma dor nas costas só para que o rapaz continuasse a massagem com suas hábeis mãos. Quando ele parou os movimentos, ela conteve um suspiro de desprazer.

— Descanse aqui por mais meia hora e depois estará livre para ir.

A filha de Afrodite agradeceu profundamente pelos cuidados e permaneceu ali, fitando o teto com certo tédio. Agora, só tinha que esperar seu tempo em observação se esgotar para seguir com seu dia.




let me feel as hurt as you
push me, crush me, but promise me you'll never let us go

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Re: ♦ Enfermarias do Clube

Mensagem por Jeff Smith em Sex 06 Abr 2018, 23:20



Avaliação
Everybody needs a Doctor


Catherine, sweetie, vamos direto ao ponto. Seu texto, como sempre foi coerente em tudo. Você soube encaixar bem sua última missão ao post, sem se prolongar muito. A descrição do tratamento também foi bem coerente, e gostei da interação que você teve com o curandeiro. Diante disso, não há como não te dar a recompensa total. Parabéns.

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Re: ♦ Enfermarias do Clube

Mensagem por Joel Hunter em Sab 14 Abr 2018, 23:13



enfermaria
sleepy eyes. bony kness


Depois de comer um hambúrguer simplesmente monstruoso no Queens junto com meu mais novo amigo, eu senti que havia me redimido com Clyde. Obviamente não contei para ele sobre o real motivo de seu surto, causado por um arauto de Éris. Apenas paguei o lanche para ele, tentei acalmá-lo fazendo-o companhia e oferecendo-me para o acampanhar até sua casa no bairro.

A viagem de volta havia sido rápida, mas eu me perguntava se encontraria os mesmos homens que haviam me perseguido durante minha jornada até a estação de metrô, mais cedo, com o intuito de saber a localização do Clube da Luta. Permaneci atento durante todo o percurso para ter certeza de que não havia ninguém mal intencionado em meu encalço.

Assim que cheguei ao Clube, me dirigi imediatamente até a enfermaria. As feridas de batalha não doíam tanto quanto antes, mas ainda me incomodavam. Além disso, eu estava naturalmente cansado após os últimos acontecimentos, mesmo depois de me alimentar com uma bomba de colesterol.

Observei as prateleiras do local, com frascos de diversos líquidos que eu julgava serem medicamentos. Me dirigi até onde o rapaz que eu achava ser o responsável pelo local estava, com um sorriso simpático no rosto.

— Boa noite, doutor — eu cumprimentei, em um tom divertido — Como pode ver, estou meio quebrado, mas o outro cara está bem pior — brinquei, sustentando o sorriso, agora mais largo — Apenas alguns cortes, além da fadiga. Nada demais. Acho que um xarope resolve.

O curandeiro riu, mas eu não conseguia identificar se ele realmente havia achado graça no que havia falado ou se aquilo era apenas ossos do ofício. De qualquer forma, ele pareceu entender e virou-se para pegar alguns frascos nas prateleiras e em alguns armários.

— Ehrr... Vou me sentar aqui, tudo bem? — perguntei, apontando para uma das macas, mas o rapaz não pareceu me ouvir. Dei de ombros e fiz conforme havia falado, esperando o atendimento.

Em alguns minutos o rapaz havia retornado com dois frascos, um de coloração fortemente azulada e outro de cor laranja, além de um pano branco e limpo. Deu uma última analisada em minha situação e falou:

— Certo, comediante. Beba a porção azul até a última gota — recomendou, enquanto me entregava o respectivo medicamento e em seguida derramando um pouco da porção laranja no pano — Vou aplicar essa solução nos seus ferimentos.

Fiz um sinal de positivo, levantando o polegar direito. Prendi a respiração e bebi a porção azulada, tentando não sentir seu gosto. Infelizmente fracassei, e logo o sabor amargo tinha se instaurado na minha boca.

— Da próxima vez, vou querer o sabor morango — protestei.

O curandeiro levantou as sobrancelhas, como se eu estivesse comendo o último pedaço da sua pizza.

— Brincadeira, doc. Relaxa — tentei amenizar, um pouco sem graça.

— Levante sua camisa para que eu veja onde estão os ferimentos, por favor — ele ordenou, com uma simpatia quase inorgânica.

Assim o fiz, ainda que relutante. Odiava ficar sem camisa, odiava ainda mais que as pessoas me vissem sem camisa. Achava meu corpo magro patético. Porém, não havia alternativa, e enquanto o curandeiro pacientemente passava o pano limpo nas feridas ao longo do meu tronco, olhei para o outro lado, esperando o precedimento acabar.

— Pronto — o rapaz finalmente disse — Novinho em folha. Tente não voltar tão cedo — interpretei aquilo como uma piadinha, apesar de não ter certeza se ele falava sério ou não.

Prontamente coloquei minha camisa e levantei da maca. Percebi que não havia mais dor e que estava revigorado. Fiquei impressionado com o habilidade do curador, e cumprimentando-o com um aperto de mãos, me despedi.

— Vou tentar, doc, mas se eu me conheço bem, vamos acabar passando bastante tempo juntos.
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Re: ♦ Enfermarias do Clube

Mensagem por Jeff Smith em Sab 14 Abr 2018, 23:25



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Everybody needs a Doctor


Joel, Joel. Cá estamos nós de novo. Mais uma vez, sua narração me divertiu muito. Realmente gosto muito do seu jeito de narrar e de como o seu personagem é leve, e fácil de se apegar. Não encontrei nenhum erro de ortografia e o tratamento foi bem descrito. No mais, vamos ao que realmente interessa:

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Re: ♦ Enfermarias do Clube

Mensagem por Eva Jones em Qua 18 Abr 2018, 02:09

A PRIMEIRA VISITA

"É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada." - William Shakespeare


Já era de tarde, logo após o almoço, aonde o Sol ainda brilhava radiante no céu quando uma garota adentrou à enfermaria. Um pouco tímida, observando tudo à sua volta, ela parecia estar mais perdida do que curiosa. Seus cabelos compridos, ondulados e pretos estavam amarrados em um rabo de cavalo apertado, mas uma fina mecha teimava em cair por sobre seu rosto. A menina tinha traços delicados, uma pele clara, olhos azuis escuros, magra e não muito alta. Era Eva Jones, uma Filha da Noite.

Ela ainda se recordava da noite anterior, quando chegara ao Clube da Luta com seus dois novos amigos: Maisie e Roberto. Eles tinham feito uma viagem um tanto quanto turbulenta em uma espécie de táxi mágico: Primeiro que o veículo era guiado por 3 senhoras bem macabras, segundo que um velocímetro normal não iria conseguir registrar a velocidade em que eles trafegavam e, para melhorar, as 3 senhoras disputavam a todo momento a posse de um olho. Eva lembra-se de que, ao descer do carro, ela ficara muito perto de vomitar, só não o fez pois estava de estômago vazio.

Ainda na noite anterior, após recuperar-se parcialmente do susto e de jurar para si mesma que nunca mais entraria em um táxi de novo, a filha de Nyx foi apresentada ao seu dormitório e, sem pensar duas vezes, se entregou ao seu merecido sono dos deuses. Durante a manhã ela recebeu o tour de explicação sobre o local e, após almoçar, a garota finalmente estava com um tempo livre para verificar o ferimento em sua mão. E até que ela não estava incomodando a menina, pelo menos não agora, já que Eva nem se atreveu a tirar o pano que estava servindo porcamente de atadura para evitar o sangramento. Mas, em seu subconsciente, ela sabia que quando algum profissional pegasse em sua mão o ferimento iria reclamar.

Já dentro da sala, em meio à alguns leitos e estantes, Eva avista apenas um curandeiro: Era um rapaz loiro, entre os 20 e os 30 anos - difícil precisar - de olhos azuis e cabelo em corte tigela. Ele estava sentado em uma cadeira branca de rodinhas, analisando uma prancheta com movimentos bem sutis e, de canto de olho, o garoto avista a novata e pergunta.

— Pois não?

Sua fala era tranquila como alguém calmo que sabia muito bem o que fazer. Eva abre a mão enrolada no pano preto mostrando para o médico.

— Eu gostaria de uma ajuda... Se não for de muito incômodo...

O rapaz então dá duas batidinhas sutis na cama que se encontrava logo ao seu lado falando.

— Sente-se aqui, por favor.

Ele então pega uma caneta em um armário próximo e continua.

— Qual o seu nome, por gentileza?

— Eva... Eva Jones...

Responde-lhe a menina sentando aonde tinha sido mandada.

— Alaim St.Cuthbert. — E, olhando bem nos olhos da garota, o curandeiro completa. — Você é nova por aqui.

Eva fica um pouco envergonhada e confirma apenas com a cabeça. Ela nunca foi muito de conversar, principalmente pelo fato de não ter tido amigos em sua infância, e tudo aquilo estava sendo muito novo para ela, que ainda estava se acostumando.

O médico pega em sua mão macucada cuidadosamente e o analisa sem tirar a faixa que o cobria.

— E como você conseguiu isso?

De cabeça baixa, olhando para sua mão evitando faze contato visual, a filha da noite responde.

— Com uma facada... Um rapaz no Central Park, um tal de Joshua que se dizia ser filho de Phobos...

O médico analisa mais um pouco a mão da menina como se estivesse julgando o trabalho com a bandagem, o que deixa Eva extremamente desconfortável, mas em seguida Alaim dá as costas para ela e vai até um outro armário, de onde ele começa à retirar alguns potes diferentes.

— Você teve sorte Eva Jones, nada de veneno na faca que te acertou. Mas vou precisar retirar essa atadura para ver a gravidade do corte. Um ligamento rompido e você perde os movimentos da mão.

E, voltando para perto dela com dois pequenos potes, uma tesoura, uma bacia de prata e uma garrafa do que parecia ser água, o curandeiro continua.

— Aqui... Deixe-me ver...

Eva morde os lábios pronta para sentir uma dor alucinante assim que ele retirasse a atadura, mas a primeira coisa que o rapaz faz é passar um gel azul em seu pulso que mais parecia uma gosma brilhante e gelada. A garota começa a sentir sua mão formigar e, em questão de segundos, ela já não sentia mais sua mão. Sem perder tempo, o médico corta o pano que cobria seu machucado e analisa bem mais o corte antes de continuar.

— Hm... Por acaso o seu pai é Moros, o Deus da Sorte?

A garota olha para ele e nega apenas sacudindo a cabeça. Ela chega a pensar em falar que na verdade os dois eram meio irmão, já que, como ela, Moros também era filho de Nyx, mas Eva prefere ficar calada. Alaim volta a ocupar-se com a mão da garota.

— Bom... O corte foi até que um pouco profundo sim, mas não chegou a atingir nenhum ligamento, o que torna ainda mais fácil a sua recuperação.

Enquanto fala, o curandeiro pões a mão dormente da garota dentro da bacia de prata e joga o líquido transparente limpando o local. Em seguida ele abre um segundo potinho e começa a aplicar uma pomada mais grossa. Magicamente o corte começa a fechar em questão de minutos deixando apenas uma cicatriz visível no lugar. Após isso ele lava mais uma vez a mão de Eva e retira a gosma azul que cobria seu pulso.

— Bom, Eva... Em cerca de 15 minutos a sua mão vai começar a voltar ao normal, você não sentirá dor e nenhum tipo de efeito colateral... Caso sinta alguma coceira  parecendo ser interna... — Ele estende a mão com um pequeno sachê com a mesma pomada verde. — Passe uma gota dessa solução no local de uma em uma hora. E, se não resolver, volte aqui assim que possível.

Ele então começa a carregar seus utensílios de volta para a estante assim que a menina guarda a pomada. Aquilo tudo parecia muito comum e natural para ele, tanto que alguns objetos ele guardava sem nem olhar.

Eva levanta-se, segura a sua mão ainda inerte e agradece.

— Obrigada...

— Não se preocupe... — O rapaz responde olhando por cima do ombro. — Apenas tome cuidado Eva Jones, principalmente por ser uma semideusa.

E, deixando o médico com seus afazeres, a filha da noite retira-se tranquilamente da enfermaria ainda segurando sua mão esquerda.
♥️
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Re: ♦ Enfermarias do Clube

Mensagem por Maisie De Noir em Qua 18 Abr 2018, 08:47

Avaliação
Oi Eva! Adorei que você deu um contexto para a sua chegada e também detalhou bem o seu atendimento além de desenvolver o NPC. Encontrei apenas um errinho de digitação, mas não acredito que isso influencie muito. De qualquer forma, está de parabéns!

Status Final: Full!

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Re: ♦ Enfermarias do Clube

Mensagem por Logan Montecarlo em Qua 02 Maio 2018, 10:17



Ainda que naquele estado meio ofuscado
    — e peço perdão pelo parênteses demasiadamente largo, mas talvez "ofuscado" fosse a grande palavra que levaria a uma solução para a crise existencial de Logan, embora, de esse processo, tentarei poupá-los —
, seus ferimentos doíam como se tivesse cinco camadas de pele igualmente machucadas. Em uma rápida visita ao Clube da Luta, acabou na enfermaria por 1. necessidade e 2. instinto, talvez porque alguma intuição secreta (nem tão secreta para quem carrega o próprio Fio da Vida no pescoço) lançou-o para a direção direita, esquerda, descer escadas, esquerda, esquerda, maçaneta.

E, por isso, encontrava-se encarando um rapaz loiro dois ou três centímetros mais altos que si, mas com postura igualmente experiente, de braços cruzados. Por certa questão de respeito, Logan preferiu perguntar em vez de, mentalmente, descobrir.

— Você é o responsável?

— Sim — respondeu, como se sorrir fosse mais um dever que uma vontade ao revelar dentes treinadamente simpáticos, sem contudo mexer qualquer outro músculo facial além do necessário. — Alaim — apresentou-se, embora não arriscasse dar a mão em cumprimento, mantendo-se imóvel.

Antes que a pequena guerra fria de gestos calculados recebesse muito mais energia do que o devido, Logan optou por uma das três macas livres atrás dos ombros fortes do curandeiro, caminhando mais débil do que poderia aguentar, pra não causar mais problemas na hierarquia do local.

— Espero que possa me ajudar — comentou o filho de Perséfone, retirando o moletom e expondo o braço direito, ralado de cima a baixo por uma queda feia, digamos assim.

Em alguns pontos, os coágulos já estavam gastos, como no cotovelo, que portanto sangrava. Em outros, partes da pele ganhavam espaço entre as feridas, como um pântano orgânico de aparência bizarra; nada fora do comum para quem tratava daquele mundo mitológico.

Não só o braço era uma preocupação, mas também o torso, que tinha arranhados também da tal queda feia, suponhamos. Embora menos evidente, quatro pontos nas costas do meio-sangue chamavam a atenção por sua natureza rara e especialmente organizada de se ver, como se tivessem sido feitos a propósito.

— Que aconteceu aqui? — e Alaim apontou para as manchas vermelhas.

— Queimei — sintetizou Logan, o que não era exatamente mentira.

Não revelaria os motivos das queimaduras até estar plenamente consciente do que significavam.

Balbuciando um "hm" qualquer, Alaim entendeu que não teria maiores explicações àquela e, logo, pôs-se a trabalhar. Com mãos coloridamente luminosas, buscou pontos de pressão vital para regenerar a saúde do mentalista, que se mantinha sentado, como em alerta, incapaz de descansar completamente.

Respirando melhor, Logan observou o rapaz loiro afastar-se e buscar, entre uma estante, alguma substância que, ao senti-la nas costas, se revelou uma pasta. Não diminuía a dor das queimaduras e, pelo que lhe foi informado, tampouco tiraria as marcas vermelhas, mas já era o suficiente para diminuir a ardência.

Enquanto essa pomada amarelo-esverdeada agia, Alaim mesclou dois líquidos e alguns ingredientes para dar a Logan uma poção com gosto cítrico.

— O creme demora uma meia-hora pra terminar o efeito — contou o curandeiro, afastando-se sem dizer, precisamente, que Logan precisaria ficar sem camisa. Parece um detalhe ínfimo, mas quem tem experiência (ambos, no caso) entende essas aberturas.

E, entendia-se, Logan não necessitava esperar aquele intervalo de tempo ali.

essa música é boa



  
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Re: ♦ Enfermarias do Clube

Mensagem por Kalled C. Almeida em Qua 02 Maio 2018, 10:27

Avaliação
Logan, meu caro! Como sempre, um texto impecável e prazeroso de ler. O modo como descreveu os detalhes de seu atendimento dando espaço para a personalidade de seu personagem é incrível. Não tenho motivos para  não lhe conceder a recompensa máxima.

Status Final:
695/850 HP
725/850 MP


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Re: ♦ Enfermarias do Clube

Mensagem por Logan Montecarlo em Qua 02 Maio 2018, 18:01



Mas esperou, ao final, porque vagamente divertia-se com o comportamento do responsável: como se portava gentil, embora não tão caloroso; como verificava os pacientes, mas não mantinha conversas largas; como sempre buscava manter-se ocupado, talvez para não dar espaço ao tédio que força situações sociais.

[Logan também se divertiu visualmente com uma menina de cabelos negros e curtos que entrou em algum momento, mas essa diversão era 1. mais curta e 2. menos inocente.]

Os olhares se cruzaram mais de uma vez, mas não mais do número limite para começar a ser estranho, talvez suspeito. Ambos sabiam, e isso tornava o jogo mais interessante. Logan, apesar de não querer causar muitos problemas, também não poderia deixar de se sentir levemente animado com a iminência do incerto; e o curandeiro, por outro lado, precisava cumprir seu dever e, por isso, não poderia negar atendimento a ninguém que chegasse.(Mas, se pudesse, negaria a Logan.)

Então, quando o curandeiro novamente se aproximou com as palmas brilhantes — primeiro em azul, depois num tom entre o roxo e o vermelho — preparadas, foi levemente cômico o momento de "vamos atuar como se não estivéssemos nessa Guerra Fria". Nenhum dos dois queria dar o braço a torcer, e isso que se conheciam, se muito, há uns vinte minutos.

— Ainda falta — comentou Alaim, ao analisar a pasta aplicada nos pontos vermelhos; as tais marcas de queimaduras não-explicadas.

Por um lado, enquanto profissional, estava bem. Enquanto pessoa, porém, servir — e não só, mas com o mesmo tratamento simpático-forçado que dava aos outros — outrem com tamanha arrogância disfarçada era um desafio e, de certa forma, ia contra seus valores morais.

O rapaz loiro precisou aplicar alguma magia curativa no braço ralado de Montecarlo, que contraiu a face em um momento, mais por reflexo que por vontade. Como se desejasse curá-lo, mas dor fosse um aspecto do processo: assim lhe parecia a postura de Alaim.

No entanto, Logan não soltou o mais leve ruído de reclamação quando os ferimentos e sangramentos secos de seu braço direito eram, respectivamente, fechados e limpos. De certa forma, nem quando a mistura pastosa foi novamente aplicada às suas costas, causando a sensação ambígua de suave-ardência mais uma vez, demonstrou muitas reações.

Mas, em silêncio, já esperava que esse fosse o último passo do tratamento, porque, enquanto convalescia, não queria permitir mais leituras de si como indivíduo. Já passara tempo demais naquele pequeno cubículo subterrâneo para começar a sentir-se desconfortável.

essa música é boa



  
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Re: ♦ Enfermarias do Clube

Mensagem por Catherine Burkhardt em Qua 02 Maio 2018, 18:29


Avaliação




Logan Montecarlo:

Não tenho muito o que falar a não ser que foi um post maravilhoso e delicioso de se ler. Recompensa máxima pra você.

Status final:
845/850 HP
850/850 MP

aguardando atualização

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Re: ♦ Enfermarias do Clube

Mensagem por Éris em Qua 09 Maio 2018, 16:52


atualizado






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Re: ♦ Enfermarias do Clube

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