♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Organização PJBR em Seg Abr 27, 2015 4:06 pm


Evento de trama - O levante



Dupla Reclamação

As comunicações estavam abertas: de um lado, Quíron e o Equipamento. De outro, John e o Clube da luta, e todos os nômades perdidos que haviam se agrupado. De ambas as partes, todos perdidos. Os relatos iniciais foram rápidos, feitos logo após as apresentações: ataques, monstros estranhos e símbolos de reclamação estranhos pairando sobre alguns semideuses. A história era igual, fosse dentro ou fora do acampamento. Mas o que significava isso? A confusão começava, todos semideuses querendo relatar algo, entender algo, perguntar algo, quando uma voz finalmente os calou:

- Calem a boca, mortais imbecis!

Dionísio finalmente surgira, rugindo - pessoalmente, tanto no Acampamento quanto no Central Park - uma das vantagens de ser um deus. A outra era que ele realmente impunha o controle: podiam pensar o que quisessem, à vontade, mas a aura de perigo que ele exalava fez todos ficarem em silêncio.

- Quíron bem que gostaria de poupar o frágil coração e inocência pueril de vocês, mas não dá pra manter isso por mais tempo. - O outro Dionísio, em NY, dirigia-se a John. - Mesmo aqui fora devem ter notado, não? Nem vocês devem sem ser tão tapados assim...

O filho de Ares cerrava os punhos, mas não demonstrava outras reações, ainda aguardando pacientemente a explicação.

- O Acampamento já havia sido atacado antes, como a maioria de vocês deve saber. Tínhamos nossas suspeitas, mas nada concreto. Contudo, dessa vez, temos indícios. Meu querido pai já mantém Quione como uma "convidada especial", e ainda não encontramos Nêmesis. Não sabemos se estão por trás desses ataques, mas sabemos que estão envolvidas de alguma forma, como os símbolos deixaram claro.

Mesmo para um Deus, ele parecia perturbado com o que diria a seguir.

- O que sabemos agora é que Quione é uma farsa. Ela nunca foi a mãe de vocês!

A balbúrdia começava mais uma vez, mas um olhar de Dionísio e a expansão de sua aura mais uma vez fizeram os semideuses se calar.

- Ela não tinha poder suficiente, nunca teve... Estava apenas utilizando o poder de outra deusa. "Fazendo um favor", ela diz. Não sabemos os motivos ou até que ponto vão esses favores, mas sabemos quem os pediu: a bastarda de Poseidon e Deméter. Vocês, supostos filhos de Quione, são na realidade filhos dela: Despina.

Um clima de choque passou pelos semideuses. Alguns até já haviam tido contato com Quione, outros não, mas a sensação maior era de incredulidade, fosse pela farsa, fosse pelo abandono de sua progenitora real. Quíron ergueu a mão, silenciando-os.

- Sabemos que é muito para processar... Mas o Sr. D. tem razão. O acampamento precisa que saibam... E vai depender de vocês agora...

O Deus voltava a falar.

- Já Nêmesis... Depois dos acontecimentos passados, em especial com Ethan, ela não se manifestou, não exigiu um chalé nem reclamou nenhum filho, apenas seguidores. Achavámos que ela não era muito ativa, mas aparentemente ela nunca esteve fora de atividade...

- Mas... Sr. D? Esse símbolo da roda... é dela? Como ela reclamou um semideus já reclamado?

Sr. D. bufou, mas respondeu do mesmo modo.

- É essa exatamente a questão, Dean... - Ele não ouviu a correção do semideus, prosseguindo - Ela esteve auxiliando vários deuses a cumprirem suas promessas, a acharem seus filhos... Talvez tenha nos manipulado todo esse tempo. Ou talvez tenha recebido favores, como os que Quione fez a Despina. Não sabemos. O que sabemos é que isso é muito suspeito, e não duvido que tenham algo com esse ataque... Como podem ver, estamos na primavera, mas o que se vê? Apenas neve em todo canto! E a esposa de Hades nem se digna a comparecer no Olimpo, nem sob convocação de Zeus, para explicar porque não está fazendo seu trabalho! Agora vocês, todos vocês, saiam da linha e eu juro que fulminarei um por um! Eu...

- O que o sr. D. quer dizer... - Quíron era rápido em conter a fúria do deus do vinho, abafando suas explosões de raiva - É que não podemos ter desconfiança entre nós. O Acampamento precisa de todos que possam defendê-lo e lutar em seu nome. Se é capaz disso e de ainda assim manter nossos códigos, nós os aceitaremos de volta, mas, a qualquer deslize, não serão apenas banidos: serão caçados. Em tempos conturbados, traição não será perdoável... Por isso, aceitaremos todos que se comprometerem, a partir de agora. Sem mais matanças, sem colocar semideuses em perigo, ou mesmo mortais. Precisamos nos proteger e nos unir... Entendem o que queremos dizer?

- Mas seremos vigilantes! Vocês! Filhos de Despina e Nêmesis! Vocês ficarão sob vigilância! Essa reclamação foi muito providencial e em um momento inadequado. Nada nos garante que não estavam envolvidos nisso desde o começo! Não quero você fora do Acampamento! E você, Jean... - Ele se dirigia novamente ao filho de Ares que os havia ajudado -  Você! Você deve manter vigilância cerrada sob estes que estão aí fora, até que voltem, entende? Ou vou destruir seu clubinho pessoalmente!

O deus no central park sumia em um clarão roxo, deixando um círculo árido no solo queimado, onde estivera um minuto antes. Quíron ainda se diria ao líder do Clube da luta e aos semideuses.

- Eu peço que tomem cuidado com a atitude de vocês... Tempos de guerra se aproximam de novo, e não sabemos o que esperar. Mantenham a linha, mantenham-se vigilantes, e lembrem-se: nós estamos aqui! Nós existimos para auxiliá-los. Cuide deles, John...

A comunicação de Íris estava encerrada. Os semideuses olhavam uns para os outros, ainda atordoados. John, contudo, voltava a assumir o controle.

- Vocês ouviram o deus... Mas eu não sou nenhuma babá. Façam o que quiserem por sua conta e risco. Agora, caso queiram colaborar e ser bons semideuses... Eu os convido a conhecer meu clube!

Orientações


Quem estava no ataque vai narrar suas impressões: o que fazia antes dele ocorrer, e como reagiu ao que o grupo passou e ao fim dele, com as revelações atuais. Os que não estavam, devem narrar como descobriram,s e chegaram em tempo de defender o local, o que fizeram e como reagiram;

Foquem na reação com as revelações sobre as deusas - ponto mais do que obrigatório para filhos de Despina;

Descrevam se pretendem seguir as diretrizes do camp ou não - isso pode determinar a visão do Acampamento sobre seus personagens a partir de suas próximas ações.

Podem descrever sua reação ao descobrir o clube. Detalhe importante: John dá a entender que é em NY, oculto, mas não revela o local específico. Aqueles que permaneceram com o grupo externo (mais especificamente seguirem/ ficarem sob a tutela de John) saberão a localização exata em on, podendo considerar o conhecimento adquirido ao fim da atividade, mas devem alterar seu local de moradia para o clube - locais públicos lá serão liberados em breve.

É uma atividade livre, e mesmo quem não estava presente pode postar, nesse caso focando em como soube do ocorrido, o que fazia no momento e suas reações.

Recompensa máxima possível: 100 xp + 25 dracmas

Prazo: 10/05

OBS: A partir de agora renegados que desejem voltar ao Acampamento estão perdoados. Contudo, qualquer sinal de ataque no mundo humano que não seja a mando do Acampamento ou cumprindo missões a mando do Olimpo ocasionarão na expulsão automática do semideus/ criatura mitológica do Acampamento: os deuses estão vigilantes e certas coisas eles não perdoam. - Não se preocupem, condição temporária para a trama e, ainda assim, não impede ninguém de fazer o que quiser - apenas ficarão restritos ao mundo externo/ nomadismo caso o façam.



Tks Maay from TPO
Organização PJBR
Organização PJBR
AdministradoresPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
1029

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Heron Devereaux em Qua Abr 29, 2015 2:44 pm


A Courtesy Call
this is your last warning


Os chalés surgiram à nossa frente, assim como a fogueira, posicionada no centro do enorme “U”. Semideuses surgiam de todas as direções. Armados até os dentes, assim como eu, pareciam duvidar que o acampamento voltaria, um dia, a ser um lugar seguro para todos. As labaredas que queimavam a madeira iluminavam os rostos feridos de crianças assustadas, que, para proteger aquele lugar, foram transformadas em guerreiros. Mas o ar estava carregado de temor, de forma que tudo parecia muito mais sombrio e até mórbido.

Quíron nos abandonou, quando nos misturamos à multidão. O centauro adentrou o círculo de semideuses, ainda carregando no rosto sua pior expressão. Foi nesse exato momento que uma chuva de questionamentos atingiu o homem. Palavras se amontavam no ar e se misturavam umas às outras, de forma que era difícil entender qualquer coisa. Todos ansiavam por respostas, inclusive eu. Mesmo assim, sabia que aquela não era a melhor forma de consegui-las, de forma que mantive a calma.

[O gado se amontoa para ouvir sua sentença.]


Minhas palavras chegaram à mente de Astheria, que havia me seguido durante toda a caminhada que havia começado no Punho de Zeus. Ao mesmo tempo, eu tentava ficar na ponta dos pés, desejando enxergar um pouco da cena que dezenas de cabeças, à minha frente, tentavam bloquear.

— Calem a boca, mortais imbecis! — gritou o deus do vinho, alto o bastante para silenciar todos à sua volta. Dionísio surgiu no lado oposto da fogueira. Parecia furioso. Se fosse divinamente possível, o deus estaria soltando fogo pelas narinas. Suas expressões me diziam que aquele que interferisse em seu discurso poderia acabar se arrependendo. Mas a fúria do deus refletia, também, em sua aura. O deus da loucura assumia o controle da situação e de todos aqueles ao seu redor.

Imediatamente, Quíron puxou um dracma e uma pequena caixinha de aliança da bolsa que levava junto ao corpo e entregou o segundo objeto a um dos jovens semideuses que estavam próximos a ele. O rapaz segurou o item, abrindo-o às ordens do centauro. Um pequeno arco-íris emanou do interior e o centauro tratou de usar o dracma para, imediatamente, fazer surgir uma imagem do Central Park. Uma pequena multidão de semideuses se amontoava em uma das vias que circulavam o parque, enquanto uma imagem de Dionísio ralhava com eles. Estava, ao mesmo tempo, no acampamento e no Central Park.

— Nem vocês devem sem ser tão tapados assim... — zombava, enquanto seu olhar fuzilava um semideus em especial. — O Acampamento já havia sido atacado antes, como a maioria de vocês deve saber...

Alguns semideuses baixaram suas cabeças, enquanto os outros se forçavam a manter a pose. A lembrança da praia de fogos em chamas e dos corpos carbonizados ainda estava fresca na mente de todos os presentes. O incidente daquela noite serviu para jogar sal em todas as feridas que permaneciam abertas. Foi premeditado? Aqueles que arquitetaram o plano foram inteligentes o bastante para perceber que o ataque causaria danos físicos e psicológicos?

— Meu querido pai já mantém Quione como uma "convidada especial", e ainda não encontramos Nêmesis — as palavras de Dionísio me puxaram para fora do devaneio. — Não sabemos se estão por trás desses ataques, mas sabemos que estão envolvidas de alguma forma, como os símbolos deixaram claro.

Meu olhar percorreu a multidão de semideuses, enquanto eu focava naqueles semideuses que surgiram no Punho de Zeus. Os símbolos que haviam brilhado em suas cabeças me faziam questionar o quanto eles sabiam e se estavam envolvidos no que havia acabado de acontecer ali e na ilha de Manhattan. A voz do deus, mais uma vez, se fez mais audível do que meus próprios pensamentos.

— Vocês, supostos filhos de Quione, são na realidade filhos dela: Despina.

[Fucking Plot Twist!]


Gritei na mente da única com quem eu poderia me comunicar. A esfinge soltou um pequeno arquejo, mas meus olhos estavam voltados para Dionísio, de forma que eu não sabia dizer se a mulher-leoa estava entediada ou tão perplexa quanto eu.

Uma criança qualquer interrompeu o discurso do deus, cuspindo palavras sobre o leme quebrado que surgiu junto ao floco de neve enegrecido. Mesmo contrariado, a divindade resolveu responder à pergunta do garoto. Voltei-me rapidamente para a esfinge, enquanto eu tentava manter meus ouvidos atentos às explicações do deus.

[Ele parece furioso demais. Será que esconde informações ou apenas se preocupa com o acampamento?]


Astheria revirou os olhos, da forma mais repreensiva que pôde. Eu sabia do que se tratava: Dionísio não interpretava bem o tipo “preocupado com o bem-estar com campistas”.

— Você! — disse o deus do Central Park, apontando o indicador para um dos semideuses, no momento em que voltei a observá-lo. — Você deve manter vigilância cerrada sob estes que estão aí fora, até que voltem, entende? Ou vou destruir seu clubinho pessoalmente!

As palavras de Dionísio ribombavam em meus ouvidos. Existe um “clubinho” fora do acampamento? Voltei minha atenção para o homem a quem Dionísio se referia. Forte, grande, ameaçador... O semideus, que aparentava ser o mais velho daquele grupo, encarava o deus do vinho. Seus olhos refletiam a tempestade que se formava dentro dele. Obviamente, não estava feliz com as palavras proferidas. Meu olhar conseguiu identificar mais alguns rostos que se amontoavam na pequena mensagem de Íris. Seria esse clube um lugar mais seguro do que o acampamento?

Dionísio abandonou Manhattan num clarão de luz arroxeada, antes que Quíron pudesse contestar suas palavras. O deus, próximo à fogueira, parecia irredutível. Suas palavras soavam como leis. O deus da loucura enlouqueceu e pretende presentear Hades com a alma daquele que desobedecer às suas ordens. Empurrando semideuses e abrindo seu próprio caminho, o velho bêbado abandonou o lugar.

— Eu peço que tomem cuidado com a atitude de vocês... Tempos de guerra se aproximam de novo, e não sabemos o que esperar — o centauro anunciava, tentando nos preparar para o que poderia acabar se tornando um banho de sangue. Mas eu conseguia sentir o medo que impregnava cada um dos semideuses. Não estamos prontos. — Mantenham a linha, mantenham-se vigilantes, e lembrem-se: nós estamos aqui! Nós existimos para auxiliá-los. Cuide deles, John...

No instante seguinte, a mensagem de Íris se dispersou. O rapaz que segurava a caixinha tratou de fechá-la, antes de entregar o objeto ao centauro. A multidão de semideuses se desfez aos poucos, enquanto os monitores guiavam seus meios-irmãos para os chalés.

Atrás de mim, pude ouvir um breve pigarreio. Astheria me observava imóvel, enquanto todos tentavam retomar suas rotinas. Um sorriso frágil se formou no canto de minha boca, quando eu levei uma mão à criatura, afagando seus pelos.

— Obrigado, minha amiga. Eu não sei o que teria sido de mim, sem a sua proteção — acenei com a cabeça.

— Você teria morrido, provavelmente. Talvez perdesse um membro, no mínimo... — dizia a mulher, ponderando sobre probabilidades da batalha.

— Muito obrigado! Isso é bastante animador.

Um grunhido preencheu o ar repentinamente. A princípio, pensei que o barulho viesse da mulher-leoa, mas aquele era uma súplica de meu estômago vazio. Havia abandonado um maravilhoso banquete para proteger as fronteiras do acampamento.

— Que tal se a gente visitasse o refeitório? Deve ter sobrado alguma coisa da comemoração de Páscoa.

Astheria, rugiu, antes de disparar pelo gramado, tão faminta quanto eu. Está tudo bem, pensei, antes de seguir a esfinge em direção ao refeitório. Sabia que, por enquanto, poderíamos descansar. Mas até quanto?


Observações:
Items e Pets Utilizados/Citados:
▬ {Athala} / Espada [A lâmina negra é feita de Bronze Celestial. Seu cabo em forma de caduceu, no entanto, é feito de ouro. Nele está gravado o nome da arma, que significa “Bela”. A espada pode assumir a forma de qualquer tipo de espada existente, de acordo com a vontade do usuário; por isso não possui um tamanho ou peso constante.] {Bronze Celestial, Ouro} (Nível Mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Evento – Parallel Universe] ▬ Na cintura

▬ {Mindless} / Escudo [Um colar de prata com um belíssimo pingente em forma de coruja. Os olhos do animal são duas pequenas pedras ametistas. Ao toque do campista, o colar transforma-se em um escudo enegrecido; no centro do mesmo, há uma pequena coruja dourada. Feito de titânio; indestrutível. Modificado magicamente para ter o peso de uma pena, facilitando a defesa.] {Prata, Ametista, Titânio} (Nível Mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Athena – Presente de Aniversário] ▬ No pescoço

▬ Colar de Cristal da Luz [Um colar de prata com um pequeno pingente semelhante a um diamante. Sob a vontade do usuário, pode brilhar intensamente, como um arco-íris. Seu brilho é hipnotizante, fazendo com que o oponente perca o foco.] {Prata, Cristal da Luz} (Nível Mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Evento – O Rapto] ▬ No pescoço

▬ Jealeous [Um anel de rubi feito com a mais pura prata da família Ervetöch. Esse artefato foi concebido à Drillbit como um espólio de guerra, sendo que o mesmo teve como seu último dono o semideus desertor que fora devorado pela esfinge. O anel, por fim, reserva a propriedade mágica de, uma vez por missão, abrir-se a partir do comando de seu novo dono, jogando uma rede mágica sobre o inimigo. A rede é feita de um material desconhecido e mede cento e trinta centímetros, porém é extremamente carregada de magia, prendendo a pessoa por duas rodadas. A rede só poderá ser destruída com magia, ou se não, ao final dos dois turnos, ela se desfará sozinha.] [Material: Desconhecido] [Nenhum Elemento] [Nível Mínimo: 15] {Recebimento: missão "The Trap and the Charade", por Tânatos e atualizada por Quíron] ▬ No anelar da mão direita

▬ Elixir da Vida (forte) [Aumenta 60HP.] ▬ No bolso direito do casaco

▬ Elixir da Energia (fraco) [Aumenta 10EP.] ▬ No bolso esquerdo do casaco

▬ Esfinge [Uma esfinge mitológica, com grandes conhecimentos][150/150 HP][Prêmio de Monitoria]
Poderes Utilizados/Citados:
Passivos
Todos os poderes passivos até o nível 35, destacando os seguintes:


Sentir motivação (Nível 17) ▬ Você é capaz de descobrir se alguém está blefando, mentindo, discernir mensagens ocultas em diálogos ou perceber se uma criatura está sendo influenciada por encantamentos. Contudo, ainda que seja capaz de notar tais mudanças, não consegue descobrir necessariamente o que está oculto - ou seja, sente a mentira, mas nem por isso obtem a informação verdadeira. Alguns poderes podem bloquear seus sentidos quanto a isso, e poderes e encantamentos muito mais fortes que estejam agindo sobre outras pessoas podem não ser detectados pelo nível (10 ou mais de diferença).


Ativos


Telepatia Superior (Nível 33) ▬ Neste estágio a comunicação melhora, abrangendo o alvo da telepatia sem limite de alcance, caso em linha de visão, ou, caso tenha a visão bloqueada mas esteja ciente da presença da criatura, a 500m. Agora, permite repassar as mensagens a até dez pessoas que estejam dentro do limite, e receber respostas como em uma conversa normal, sem interferências. Caso o alvo tenha meios próprios de resposta e os utilize, como telepatia própria, o custo será reduzido à metade da MP normal. Gasto constante por turno, ação livre (podendo ser usado sem atrapalhar ataques e defesas). A ligação é interrompida se o alvo ficar longe do alcance/ ciência ou não estiver consciente. [Modificado, antigo especial "Telepatia"]
Sobre:
Legenda

Drillbit
Pensamentos
Outros



Informações Adicionais


▬ O post da Organização orienta o player a postar o que estava fazendo antes do ocorrido, mas eu decidi por não fazê-lo, já que isso já foi feito nesse post: Clique Aqui
▬ Tentei encontrar uma forma coerente de Quíron conseguir um arco-íris no meio da noite, visto que não foi especificado no post.
▬ Espero não ter feito nada errado, já que não tem nenhum post anterior pra me basear. e.e
Heron Devereaux
Heron Devereaux
Filhos de AtenaAcampamento Meio-Sangue

Mensagens :
940

Localização :
Triângulo das Bermudas

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Bianca H. Somerhalder em Qui Abr 30, 2015 7:48 pm

baby, I'm preying on you tonight
adeus


Bianca não estava esperando o ataque. Na verdade, a garota nem esperava comparecer ao acampamento naquele dia, porém resolveu ir visitar a irmã, a quem não via tinha muito tempo. Ayla era sua ligação mais forte no local, e por ela Hale tirava paciência do inferno para aguentar o clima monótono que se apossava dali.

Então, ignorando a leve irritação que sentia por ter de sair de Los Angeles, a prole da lua se dirigiu ao acampamento, sua primeira moradia depois de descobrir quem era sua mãe. O lugar estava em clima festivo, e o refeitório era onde a maioria dos campistas estavam, motivados pelo jantar da Semana Santa. Tentando não chamar atenção para si, Bianca se misturou a eles.

Foi então que tudo aconteceu.

As trombetas soaram, silenciando todos que antes falavam energeticamente. No momento, todos já sabiam o que ocorria: o acampamento estava sendo atacado. Mesmo assim, Quíron fez questão de confirmar o acontecimento. Ao anúncio, Bianca ficou totalmente dividida; ao mesmo tempo que queria sumir do local, tinha vontade de ajudar a irmã no combate. E foi essa última opção que escolheu.

Durante toda a batalha, não hesitou nem por um segundo. Lutou energicamente contra os montros, coisa que já estava acostumada a fazer. A adrenalina a preenchia por completo, e seu pensamento estava unicamente no sangue. Hale queria ver sangue. E foi isso que aconteceu.

Ao ver todos derrotados, seus batimentos cardíacos acelerados ainda denunciavam o que havia acontecido. A menina agora queria ir embora, se ver livre daquele local, mas novamente foi impedida. Ayla se encontrava fraca, e Bianca fez o papel de uma boa irmã, coisa que nem sempre ela era; ajudou a outra filha de Selene.

Foram para a fogueira de acordo com as instruções de um garoto, e a menina esperava que, no mínimo, pudesse entender o motivo daquilo tudo. Apesar da curiosidade, naquele momento ela não pôde evitar a mente de vagar para outro acontecimento; o ataque do ano-novo. Naquela época ela ainda era apenas uma novata que começava a desenvolver sentimentos de ódio pelo local, e assim não havia lutado. Mas se lembrava das notícias; se lembrava do bilhete. Nós somos vocês. Havia prometido para si mesma encontrar os responsáveis por aquilo.

Bianca não estava com total atenção voltada para Dionísio, e por tal motivo ouviu somente uma parcela do que era dito. Ouviu o suficiente para entender que os filhos de Quione eram, na verdade, de Despina; que agora havia um clube de luta fora dali; e que Nêmesis, ao contrário do que pensaram, estava muito ativa na área "sou uma deusa foda". Mas nada disso importava para a filha de Selene, ela não tinha nenhum interesse. A única coisa que chamou sua atenção foi a nova posição de Quíron e Dionísio com relação aos semideuses: agora, quem não se posicionasse como amigo, seria automaticamente inimigo.

Então Hale tomou a decisão mais sábia possível.

Se afastando da multidão que se posicionava em volta da fogueira, começou a caminhar em direção à colina sorrateiramente. Uma de suas mãos apertava o cabo da adaga com força, e Bianca somente tinha uma palavra em mente: liberdade. Quanto mais subia, mais livre se sentia; para ela, o acampamento era como uma prisão.

Quando chegou ao topo, virou-se enquanto o vento batia em seus cabelos. Assim, observou o que agora eram pontos distantes, e um sorriso maldoso dominou seus lábios.

— Adeus, Acampamento Meio-Sangue — suspirando profundamente, Bianca acenou com a cabeça. — Espero nunca mais ter que voltar a vê-lo.

Armas Levadas:
{Falling Stars} / Shurikens [Conjunto com 10 shurikens de bronze sagrado, mas que se repõem sempre, funcionando quase como um "conjunto de shurikens infinitas". São guardadas em um estojo de couro e veludo. O alcance é limitado à força do semideus, mas não ultrapassa 25m. Podem ser atiradas até 2 por turno, e ambas seriam afetadas pelos poderes.] {Bronze sagrado} (Nível mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene]

{Moonlight} / Adaga [Trata-se de uma adaga com a lâmina ligeiramente mais larga e curva. O seu formato é levemente arredondado – o que lembra uma lua na sua fase crescente. O cabo tem uma espécie de cobertura (como em sabres) feita de bronze sagrado, o que dá certa defesa as mãos daquele que a está empunhando. Tem uma coloração esbranquiçada e toma um tom azulado quando exposto à luz lunar. No nível 20, se torna um botton escrito "CLUBE DE ASTRONOMIA".] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene]

— {Bravery} / Dog tag [Aparentemente uma placa normal de identificação do exército, com os dados básicos do semideus. Com uma bênção mágica contínua, abençoa seu utilizador com um bônus de 15% em sua força física e providencia uma resistência de igual nível a poderes e auras que envolvam os atributos medo e pânico.] {Prata} (Nível mínimo: 1.) [Recebimento: "Face Your Fears", treino trimestral para filhos de Selene e Hipnos. Avaliado por Ayla Lennox e atualizado por ~Lady Íris~.]

Katana de bronze sagrado [A versão japonesa da espada bastarda, possui a lâmina extremamente afiada e levemente curva, sendo resistente devido ao seu processo de criação, mais poderosa para quem utiliza a destreza do que a força, devido à técnica requerida ao seu uso, diferente da espada bastarda ocidental. Assim como ocorre com a wakisashi, seu feitio costuma ser mais detalhado do que o de armas ocidentais, com empunhadura em madeira, revestida em tecido e geralmente com padrões alinhavados de seda ou linhas nobres. Acompanha bainha resistente, de bambu][Bronze sagrado, madeira e tecido.][Nível mínimo: 5. Sem elemento]

♦ {Luto} / Bandana Preta [Carregando a aura pesada do atentado terrorista ao Acampamento no réveillon, essa faixa preta do tamanho de 50cm de comprimento por 5cm de largura possui uma propriedade interessante: tais como em cerimônias lúgubres, onde se dedica um minuto de silêncio em respeito à fatalidade ocorrida, os movimentos do usuário ficam silenciados por um turno inteiro; tal "bênção", no entanto, não afeta fala ou poderes (não se poderia silenciar uma explosão, por exemplo), podendo ser utilizada unicamente em ações relacionadas à movimentação (um pulo, uma caminhada, uma corrida, o ruído de passos - desde que provindos do portador, seriam silenciados e não poderiam ser escutados, independente de poderes como "audição perfeita"). Pode ser utilizada duas vezes por ocasião (missão, evento, treino, dentre outros).] {Tecido preto} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Evento de Encerramento, "Burn, Baby, Burn! - Postagem Aberta". Jan/2015.]

♦ {Seduction} / Colar [Colar de ouro com um pingente em forma de serpente, que possui rubis mágicos encravados nas córneas do réptil. Quando utilizado, bonifica ações e poderes relativos a sedução e charme em 20%.] {Ouro e rubi} (Nível Mínimo: 15) [Recebimento: Missão "A Boate", avalida por Hipnos e atualizada por Poseidon]

♦ {Copy} / Óculos [Óculos escuros da marca Chilly Beans que se adaptam perfeitamente ao rosto do portador. As lentes possuem adaptação a luminosidade, variando entre escuros ou normais. Uma vez por missão, o portador poderá repetir um golpe ou habilidade utilizada por algum semideus/monstro em questão com maestria. A habilidade funciona quando o portador visualiza-la o golpe e somente depois poderá repeti-lo. Aplica-se a golpes corporais físicos, sendo que se utilizafo por uma arma, necessita da mesma ou de uma com as mesmas características físicas e especiais, sendo que acarreta perca de MP normal ao se fazer o movimento. Caso o movimento seja acarretado pelo uso de algum poder, o nível do poder deve ser menor ou igual ao do nível do usuário.{Plástico reforçado(Nível Mínimo: 21) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Recompensa da missão “O Furto” avaliada por Héstia][Att por Ares]
Poderes Utilizados:
Passivos:
Nível 6: Regeneração Lunar I
Sempre que o herói estiver em contato com a luz da lua irá se regenerar lentamente. Regenera 5 HP e 5 MP a cada três rodadas sob a luz do luar. A permanência sob a luz da lua deve ser ininterrupta, mas ele pode fazer outras ações enquanto isso. A regeneração ocorrerá ao final da 3ª rodada. Nesse nível, recupera no máximo 30 HP/MP por noite. {Idealizado por Dominique C. Everyd - Modificado}

Nível 7: Passo Etéreo
A prole de Selene consegue se mover em silêncio, como se andasse disfarçadamente. Isso não a impede de ser localizada - ela ainda pode cometer gafes e provocar sons, bem como ser detectada pelo odor ou por possuidores de outros meios, como sentidos aguçados, mas em geral lhe dá oportunidades melhores, caso o filho de Selene esteja sendo cauteloso. {Idealizado por Dominique C. Everyd - Modificado}

Nível 8: Ocultação lunar
Durante a noite, a aura e características dos filhos de Selene ficam mais camuflados e as chances de acharem-nos são menores. Não é uma questão visual, mas seu cheiro e rastros são reduzidos, ainda que sua aparência ou visibilidade em si não seja afetada: eles não se tornam etéreos ou tampouco invisíveis - é apenas como se sua aura fosse oculta - apenas criaturas de nível igual ou maior o detectarão desta forma. [Modificado]

Nível 9: Olhos lunares
O filho de Selene, a partir desse nível, passa a enxergar no escuro com a mesma percepção e alcance da sua visão normal. [Novo]

Nível 10: Fases da lua I - Lua Nova I
Esta fase Lunar representa um ótimo momento para dar inicio as coisas diferentes ou tomar atitudes. Isso faz com que não se atrapalhem tanto ao lidar com situações e coisas inesperadas: mesmo pegos de surpresa, eles conseguirão raciocinar e planejar, fazendo com que suas estratégias tenham chances melhores de acerto, mesmo que em menor nível se comparados com filhos de Atena, por exemplo. Contudo, a estratégia tem que ter sentido e ser plausível, e o semideus precisa ter meios de realizá-la - a última palavra é do narrador. [Modificado de ativo para passivo]

Nível 18: Aura Lunar II
Agora, adicionalmente aos efeitos do nível I, o filho de Selene passa a gastar 10% menos energia ao utilizar seus poderes no período noturno ou escuridão completa. [Novo]

Nível 19: Regeneração Lunar II
Agora o filho de Selene poderá recuperar 10 HP e MP a cada três rodadas. Só funciona exposto a lua, e a pemanência sob o luar deve ser ininterrupta, mas ele pode fazer outras ações enquanto isso. A regeneração ocorrerá ao final da 3ª rodada. Substitui os efeitos do nível anterior, não soma. Nesse nível, recupera no máximo 70 HP/MP por noite.{Idealizado por Dominique C. Everyd - Modificado}


Nível 23: Gravidade alterada
Todos sabem que na lua a gravidade é mínima. Os filhos de Selene terão seu impacto reduzido, diminuindo seus danos por quedas em 50% - mas uma queda muito alta ainda pode ser potencialmente perigosa ou até fatal. [Modificado, antigo ativo "Gravidade"]

Nível 24: Reflexos
No período noturno, a agilidade e os reflexos do semideus são levemente ampliados, fazendo com que sejam um pouco mais velozes se comparados a uma pessoa normal sem treino.[Modificado]

Nível 27: Regeneração Lunar III
A última fase da regeneração. Agora a cada três rodadas o filho de Selene poderá recuperar 15 HP/MP. Só funciona exposto a lua, e a permanência sob o luar deve ser ininterrupta, mas ele pode fazer outras ações enquanto isso. A regeneração ocorrerá ao final da 3ª rodada. Substitui os efeitos do nível anterior, não soma. Nesse nível, recupera no máximo 120 HP/MP por noite.{Idealizado por Dominique C. Everyd - Modificado}
Ativos:
Nenhum ativo q



  ♠  
Bianca H. Somerhalder
Bianca H. Somerhalder
Feiticeiros de Circe

Mensagens :
751

Localização :
Los Angeles, Califórnia

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Ayla Lennox em Qui Abr 30, 2015 10:46 pm


It's not the end.
We won this battle but there's a war coming.


Ninguém nunca está pronto para mudanças. Fomos criados para estabilidade, equilíbrio. E aquela noite havia destruído tudo que um dia havíamos considerado como um porto seguro.

Depois da invasão, todos os semideuses rumavam em direção à fogueira esperando algum tipo de explicação sobre o que estava acontecendo. Bianca me ajudava a caminhar, pois os resultados do combate na praia começavam a surgir.

Mesmo com certa dificuldade, conseguimos chegar até lá. Então a cena pareceu se repetir. Os eventos ocorridos no ano-novo começavam a ressurgir em meus pensamentos.

Ouvi as palavras de Quíron e do deus do vinho com atenção. Tudo aquilo - até mesmo para nossos padrões de vida - era extremamente estranho. Uma ascendência divina equivocada, um clube, o envolvimento de Nêmesis... Era muita coisa para digerir.

Não deixaria o acampamento. Isso era uma certeza. Havia lutado esta noite e o faria outra vez se fosse necessário - e eu tinha a certeza de que não demoraria muito.

Depois dos comunicados, olhei ao redor e Hale havia sumido.Via rostos conhecidos e outros nem tanto, porém isso não me impedia de ficar feliz por ver todos relativamente bem.

Estava pronta para começar a caminhada até o chalé quando, entre as diversas pessoas, eu o avistei. Frederick.

Sua blusa estava rasgada de forma que qualquer um deduziria que garras o atingiram ali. Seu pescoço estava sangrando levemente por conta de uma... Mordida?

O filho da Noite parecia um pouco abatido, mas permanecia de pé, se esforçando para manter a compostura.

"Pelos deuses, Frederick." Disse na mente do garoto e comecei a caminhar em sua direção.

Assim que o alcancei, dei um leve tapa em seu rosto.

Nunca mais me deixe preocupada assim. — Falei baixinho e então o abracei, enterrando o rosto em seu peito.

Naquele momento, eu fingi.

Fingi que não havia visto a única irmã que considerava como família indo embora. Fingi que não me importava enquanto as lágrimas quentes desciam aos poucos pelo meu rosto, molhando a camisa de Marshell.

Menti.

Menti para mim mesma dizendo que tudo ficaria bem, que a paz chegaria em breve. E enquanto o rapaz me envolvia em seus braços.... Eu quase acreditei.

Havíamos vencido aquela batalha, mas uma guerra bem maior estava chegando. Aquele não era o fim.
Ayla Lennox
Ayla Lennox
Filhos de SeleneAcampamento Meio-Sangue

Mensagens :
1030

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Christian Marshell em Qui Abr 30, 2015 11:23 pm


The beginning of the end

Do You Fear The Darkness?



Um ataque como aquele não é algo comum, ou ao menos não era. Mesmo assim era o segundo desde o ano novo, e as coisas pareciam ficar mais feias. Quantos ataques sofreremos? Por quanto tempo os campistas vão resistir? Por quanto tempo terão força de vontade ou mesmo física para lutar pelo Acampamento? Temia que aquele pudesse ser o começo do fim. Temia ver aquele lugar que preenchera suas poucas memórias ser apagado do mapa, o único lugar seguro para a maioria das pessoas como nós. Com o que parecia o fim do ataque, estas e outras perguntas rondavam minha mente, mas eu tinha uma certeza: lutaria até o fim. Não desistiria agora que precisavam de mim.

Manter a postura era algo necessário naquele momento. Como eu me sentia? Extremamente acabado. Por mais que os ferimentos físicos não fossem muito sérios, nunca havia gastado tanta energia em tão pouco tempo. Quando a adrenalina abaixou, meu corpo pareceu lutar pra ser manter de pé. Estava tonto e minha visão estava levemente embaçada, mas lá estava eu, fingindo muito bem estar melhor do que realmente estava. No fundo sabia que uma ou duas magias seriam suficientes para me derrubar e então só os deuses sabem quando ou se eu acordaria.

Acompanhei Quíron e os outros campistas até a fogueira a passos lentos. Todos pareciam andar em um ritmo desacelerado, alguns por cansaço ou ferimentos, outros por causa da falta de animação. O clima estava literalmente morto. Todos pareciam saber o que aquilo significava, sabiam que não era o fim.

Quando finalmente pude ver a fogueira, acalmei-me um pouco. Não sabia se chegaria a ver aquele lugar novamente, mas mesmo com uma pontada de tristeza e até mesmo medo, o lugar conseguia me dar uma sensação boa.

Pena que não duraria muito tempo.

Dionísio e Quíron esperaram o maior acúmulo de semideuses possível. Já era fácil perceber um número reduzido de campistas ali e isso significava o obvio: semideuses haviam morrido para salvar o Acampamento. Mesmo que chamativas, as palavras ditas pelas figuras autoritárias presentes não foram tão chocantes quanto o que aconteceu em seguida. Um círculo apareceu sobre a cabeça de diversos campistas, revelando uma reclamação inesperada. Nêmesis parecia ter mais filhos do que imaginávamos.

Todo o lugar estava à beira do caos. Um deslize e tudo iria pelos ares. Como se ainda fosse pouco, a descoberta sobre os filhos de Quione serem na verdade de Despina pareceu acabar com o resto dos campistas presentes. Mesmo os campistas não envolvidos com as novas reclamações e descobertas, como eu, pareciam não acreditar no que estava acontecendo.

”Pelos deuses, Frederick...” disse uma voz em minha mente. Sem hesitar, olhei em volta quase que desesperadamente procurando por Ayla. Esta andava com certa dificuldade em minha direção. Parecia ter sofrido tanto quanto eu, mas andava o mais rápido que conseguia. Eu, porém, estava atônito. Meu coração parecia estar sendo apertado ao mesmo tempo em que acelerava com a visão da garota.

”Graças aos deuses, você está viva.” Pensei de volta encarando os olhos cinzentos da filha de Selene. Um leve tapa atingiu meu rosto surpreendendo-me, mas não podia culpa-la, ainda mais com a frase que seguiu o golpe.

— Nunca mais me deixe preocupada assim.  — disse e então me abraçou enquanto enterrava o rosto em meu peito. Neste momento, lutei para ajeitar meus pensamentos até que meu coração voltou a um ritmo normal. Neste momento retribuí o abraço e não tive coragem de lançar uma palavra sequer. Apenas permaneci ali, abraçado com ela enquanto abaixava minha cabeça e fechava os olhos envolvendo a garota em meus braços.

As lágrimas dela finalmente escaparam de seu olhos enquanto eu me sentia mais uma vez impotente. Odiava vê-la desta forma.

— Estou com você, lobinha... — falei de forma baixa e calma próximo do ouvido da garota. — Não vou te perder... — uma única lágrima fugiu de meu olho direito contrariando toda a imagem que tentava manter até então. Esta única lágrima representava o que mais importava pra mim naquele momento, representava minha preocupação com ela. O único conforto que tinha era poder tê-la em meus braços e não deixaria nada acabar com aquilo.


Christian Marshell
Christian Marshell
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
363

Localização :
Who knows?

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Behati Sookram em Sex Maio 01, 2015 5:51 pm


Partition


Uma estressada Zafrina voltou para o que há pouco fora seu campo de batalha depois de desistir da busca pela saída do Central Park. Mudar de ideia não foi tão difícil: uma ou duas vezes, ela viu jovens com armas brancas marcharem pelo parque, e segui-los passou a ser mais importante que ir embora, deixando a curiosidade falar mais alto.

Deparar-se com vários semideuses foi uma surpresa. Mais surpresa ainda foi ver Dionísio alguns metros a frente. Quíron também estava presente, mas por meio de uma mensagem de Íris. Zafrina sentiu-se um pouco mais curiosa.

Manteve-se perto o suficiente para escutar o que era dito, mas longe o suficiente para evitar muitos olhares. Apenas sorriu quando Dionísio deu o primeiro berro, exigindo silêncio. Com as mãos na cintura, focou-se no deus.

As coisas pareciam se encaixar de acordo com o que Dionísio anunciava. Talvez, para Zafrina, apenas ficavam suavemente mais claras. Revelada a farsa de Quione/Despina, a jovem somente permitiu que outro sorriso emoldurasse seu rosto. A reação dos semideuses, tanto os que estavam consigo quanto os que estavam com Quíron no Acampamento Meio-Sangue e podiam ser ouvidos pela MI, foi agradável. Zafrina tinha certa paixão por bagunça, ainda mais quando afetava o acampamento.

Saber de Nêmesis não mudou nada em sua vida. Não sabia a situação atual do acampamento e dos campistas, mas julgava não ser tão diferente da sua e dos outros semideuses que sofreram em respectivos combates. De certa forma, sentiu pena. Algo sério estava acontecendo e era pouco o sabido. Desesperador. Não sabiam ao certo o que esperar. Mas Zafrina decidiu não se importar.

Ainda em silêncio, intercalava o olhar entre os locutores. Zafrina não fazia muita questão de se inteirar a respeito do que acontecia no mundo meio-sangue, apesar de saber ser significativo. Mas, uma vez que cedera à curiosidade e, no fim das contas, estava ali, não custava fazer um esforço para prestar atenção.

O sangue de Zafrina subiu à cabeça quando sua mãe foi citada pelo deus do vinho. Uma louca vontade de enfiar uma espada naquela barriga de chop fez Zafrina começar a tremer. A aura emanada por Dionísio a afetava e ela sabia que seria estupidez tentar atingi-lo. Esperaria, portanto, uma oportunidade favorável para descontar aquele recalque. E se Perséfone estivesse em alguma crise, sei lá? Quem Dionísio pensava que era para poder falar alguma coisa?

Deixou que a repentina cólera se dissipasse enquanto Quíron falava. Apesar de chato, o centauro era sábio. E mil vezes ele do que Dionísio. Ouviu-o finalizar o discurso, propondo um tipo de acordo de paz, uma trégua com os semideuses renegados e nômades. A instrução: ficar na linha. Zafrina nunca tivera problemas com o acampamento por estar livre, leve e solta no mundo. Então, mais uma vez, deu de ombros.

Viu a mensagem de Íris finalizar e Dionísio desaparecer num clarão roxo, prosseguindo num silêncio causado por devaneios. Finalmente viu o tal John, Dean ou Jean quando ele se pronunciou, dirigindo aos presentes. Aceitou a proposta de conhecer seu clube, de novo se movendo por conta da abelhudice.
leonard woodcliff @ cupcakegraphics
Behati Sookram
Behati Sookram
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
196

Localização :
Over there

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Carylin S. Ogtöller em Sex Maio 01, 2015 6:06 pm




This is a new home?




Que porra tá acontecendo aqui? Esse foi o primeiro pensamento de Carylin ao ver todos reunidos na fogueira. A garota não era uma grande fã de aglomeramento de pessoas, e quando soube do jantar da Semana Santa ficou extremamente tentada a não comparecer. E foi isso que fez. Ficou deitada em sua cama no chalé de Thanatos, e desse modo acabou dormindo.

Mais tarde descobriu que, se o Acampamento tivesse sido destruído, ela iria morrer sem nem tentar se defender. Isso poderia parecer pertubante para pessoas normais, mas não para uma filha de Thanatos que possuía esquizofrenia. Além da ideia de morrer ser acolhedora, seus problemas mentais eram numerosos demais para ela ter tempo de ficar se lamentando pelo que não podia consertar.

Quando acordou, Stone ouviu barulhos estranhos, e assim decidiu ver o que era. Ao seu lado estava Chuck, o garoto que sempre a acompanhava por todo lugar, até em seus sonhos. Na sua mente, vozes clamavam por sangue e destruição. Tentando silenciar todas elas, a prole da morte rangeu os dentes. Calem a boca, pediu ela.

— O que sabemos agora é que Quione é uma farsa. Ela nunca foi a mãe de vocês! — Foram essas as primeiras palavras que Carylin ouviu de Dionísio.

Ao constatar que revelações estavam sendo feitas ali, a menina parou. Estava curiosa, era óbvio, e por tal motivo não queria perder nenhuma palavra que fosse proferida. Deveria prestar atenção, Stone, uma voz emergiu em sua mente.

— Eu conseguiria prestar atenção se vocês se calassem! — Ao dizer isso, a menina imaginava estar conversando com alguém, mas na realidade somente falava sozinha — O que será que aconteceu aqui?

Stone parou a alguns metros das outras pessoas, tentando ficar o mais longe possível, mas de onde daria para ouvir. Se dividindo entre prestar atenção no deus, e ao mesmo tempo ouvir os campistas conversando, entendeu pelo menos uma parte das coisas: antes de tudo, o acampamento havia sido atacado. Ela já tinha presenciado o ataque de ano-novo, quando muitos campistas haviam morrido, mas daquela vez parecia que as notícias eram maiores. Em segundo lugar, Quione era uma farsa; os campistas que antes se intitulavam filhos dela eram, na realidade, filhos de Despina. Por último, Nêmesis parecia estar em atividade. Ela entendeu superficialmente que também havia um clube de luta, mas tratou de ignorar isso por hora.

Todas aquelas notícias fizeram com que a mente da menina ficasse mais confusa que o normal, e ela tivesse vontade de se jogar em uma grande banheira de água quente. Não se importava realmente, e por tal motivo estava mais perplexa do que desesperada. De repente, alguns pensamentos dos seus velhos velhos amigos se sobressaíram aos outros: Parece que o Acampamento não é mais tão seguro assim e Vamos todos morrer se continuarmos no local.

Carylin, ainda surpresa pelo que ali acontecia, se lembrou de uma parte da conversa ao qual antes não havia dado importância: havia um clube da luta.

— Queridos amigos — começou ela, se direcionando para os colegas que ocupavam sua mente. —, se preparem. Acho que uma nova casa nos espera. — Pausando um pouco, Stone terminou — O Clube da Luta.



Leveck @ CG

Carylin S. Ogtöller
Carylin S. Ogtöller
Mentalistas de Psiquê

Mensagens :
81

Localização :
Torrington, Connecticut

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Sab Maio 02, 2015 12:17 am




❝But there was a time...


If the world would end today and all the dreams we had would all just drift away?





Se Alaric tivesse que definir aquela última semana em um único adjetivo, este seria "louca". Tudo começou quando teve que ir para uma missão encarar uma profecia mortal, e logo depois que voltou teve que liderar um grupo de campistas em defesa ao acampamento. "E esses pobres mortais ainda anseiam por coisas emocionantes..."

Estava na mesa do chalé de Nyx saboreando a comida que antecipava uma festiva de local. Ele poderia não querer admitir, mas no fundo gostava daquilo. Do clima, de todos aqueles pequenos seres semi-divinos sentindo-se como uma família no único ambiente seguro para eles. Ou quase isso.
O que passou a ser uma festa em um refúgio se tornou o início de uma guerra.

Diversos pontos do Acampamento Meio-Sangue apresentavam anormalidades, e logo Quíron havia recrutado o feiticeiro junto de outros cinco semideuses para cuidar da floresta e do Punho de Zeus. A tarefa fora cumprida, mas um de seus companheiros havia sido morto em combate. Aquilo não seria algo que mexeria muito com Alaric, porém, mesmo assim... sentia algo lá no fundo. Um sentimento estranho. Algo como culpa, mesmo que não fosse o culpado.
E após um bom tempo lutando contra mulheres fantasmagóricas horrendas, um homem de fogo que tentava destruir a floresta, um lobisomem, a rainha das dracaenae e suas servas e um homem-cavalo gigante e seus escravos, o centauro mais querido pelas proles divinas aparecera com um grupo de meio-sangues para ajudá-los naquela floresta tenebrosa que mais parecia um cemitério - apesar de a situação já ter sido controlada.
Mas algo mais estranho ainda aconteceu.

Muitos dos campistas obtiveram uma espécie de "segunda reclamação" naquela mesma noite.
Na fogueira já haviam muitos meio-sangues reunidos, e logo Dionísio apareceu junto de Quíron para começar o pronunciamento sobre o ocorrido.

Depois de muito falatório entre os dois e murmúrios entre os semideuses reunidos ali, algo ficou claro: aquele era um momento delicado. Duas deusas se revelaram no patamar de "fábrica de marionetes divinas": Despina - quem destronou Quione - e Nêmesis - aquela que antes apenas aceitava seguidores.
"Então elas estavam escondendo o jogo", o monitor de Nyx perguntava para si mesmo, mentalmente. "Mas por quê?"
Sua cabeça era uma confusão: diversas perguntas seguidas de hipóteses corriam a mente da cria da noite. Conhecia alguns filhos de Quione - que então eram de Despina - e tentava imaginar como se sentiam com aquilo. Tentava imaginar também como reagiram os novos vingadores. O garoto em si não parecia muito surpreso com Nêmesis, mas Quione... era algo um tanto interessante a façanha das deusas. Além do mais... havia uma outra casa para pessoas como ele? E mais um mistério se formava. Um clube da luta monitorado por um semideus? Onde ficava isso? Como era?
Ele não estava espantado pela notícia. Não, espantado não. Claro que deveria haver um outro refúgio escondido, só não sabia como funcionava. Curioso, essa era a melhor palavra para descrevê-lo.

O deus do vinho explicava a história por trás de toda aquela complicação. Emanava uma aura amedrontadora, ameaçando aqueles que pensassem em trair o Acampamento Meio-Sangue. Diversos questionamentos eram soltos, alguns respondidos e outros não.
É, talvez uma nova era estava começando. Era o segundo ataque no ano, sendo que ainda estavam no primeiro semestre. Era bem raro coisas do tipo acontecer ali, e algo dizia ao seguidor de Circe o que estava óbvio para todos: agora o acampamento não era mais o único lugar seguro para os meio-sangues. Ele sentiu um aperto no coração ao pensar nisso. Nunca tinha se apegado a alguma coisa ou alguém, tampouco demonstrava seus sentimentos. Mas aquele lugar estava o mudando. E depois de tornar-se monitor, as coisas só afloravam. Olivia estava ali. Kristy estava ali. Frederick, Peter... e quantas outras almas que ansiavam por uma tentativa de ter uma vida normal, algo que lhes fora privado de ter - não por escolha - viam seus sonhos começando a serem destruídos?
Não, ele não deixaria aquilo acontecer. Estava claro que uma guerra se iniciaria, e ele já sabia de qual lado ficar. Mikaelson finalmente encontrou razões para lutar. Não queria que ninguém mais sofresse o que ele mesmo sofreu. E ficaria ali, no acampamento, para aproveitar ao máximo a presença daqueles poucos que amava. Afinal, aquele era um novo Alaric.

Uma lágrima desceu de seu rosto, provavelmente resultado da aflição e da confusão de sentimentos que lhe tomavam a mente. Além de ser uma lágrima de dor, era também de alegria. Alegria por encontrar as respostas para as perguntas que vivia se fazendo por mais de uma década e meia. O filho da noite virou o rosto, torcendo para que ninguém tivesse visto aquilo. Passou a mão nos olhos, em seguida fitando o céu. Quem visse aquilo até acharia aquele ato uma completa palhaçada. Mas apenas ele mesmo entendia o que sentia, e todos aqueles sentimentos guardados foram liberados de vez. Pensou em Nyx, perguntando-se se ele estava metido naquela confusão divina. Não... ele sentia que aquele era quem deveria ser. Alaric Labonair Mikaelson, filho de Nyx e soldado do Acampamento Meio-Sangue.
Alaric L. Morningstar
Alaric L. Morningstar
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
1048

Localização :
Hollywood Hills, LA.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Pride J. Loverath em Sab Maio 02, 2015 3:30 am


Fuck and suck

- - - - - - - - - - - - - - - - - - -


O ferro gelado contra a derme que chegava a estar em 40° de calor, era quase anestesiante, dispersando calafrios pelo corpo delgado. Estava confusa, onde todos os pensamentos e sensações se conflitavam. Não acreditou quando Dionísio, que em breve seria seu tutor em quesitos de aprendizagem por seguidores, falava que Despina e Nêmesis criaram toda uma trama sanguinolenta, fingindo ser quem não eram. Contudo, tinha a plena noção que era uma bastarda de Hades, não havia a menor possibilidade de se distinguir do progenitor, por mais babaca, filho da puta, manipulador e sacana que o fosse, era do mesmo sangue.

Sacolejou os ombros, como se afastando os pensamentos turbulentos. A espada acoplada no cinto bateu contra o poste, o que conferiu certos olhares de repreensão para a garota, que apenas ergueu a mão destra e levantou o dedo médio, piscando um dos olhos ao mandarem se foder. A mesma palma foi direcionada para a cabeça. Não existia um único folículo, apenas queimaduras de primeiro grau residiam no local onde antes havia longos cabelos de coloração enegrecida.

Suspirou, o ar saindo esbranquiçado por entre os lábios. Mesmo que não percebesse, parecia estar mais frio no local, talvez porque estivesse bem ao lado de dois filhos de Quione, ou Despina? Perpassou a língua rósea sobre os lábios, destilando veneno ao sussurrar ao garoto ao lado, cruzando os braços defronte o busto, fazendo os seios ressaltarem em meio ao decote.

- Então, gostando de ser o novo brinquedinho de Despina, ex-iludido de Quione? - O sorriso de escárnio presente, fazendo o garoto ter pequenos tremeliques pelo corpo. Fez apenas o sorriso aumentar, transmutando-se em uma careta de puro deleite. Dionísio falava mais a frente, porém, estavam longe o suficiente para que o deus não os vissem. O rapaz se virou em direção de Jynx, fúria estampada em seus olhos. Nada o fez. Mesmo que quisesse, sabia que talvez, só talvez, não fosse pário, e não queria arranjar problemas. Valchard piscou um dos olhos, cintilando a cor púrpura das íris, ao regressar a se apoiar contra o poste, drenando parte da escuridão na tentativa de se curar. - É tão fácil irritar esses bastardinhos.

Focou a atenção no que os responsáveis pelo acampamento diziam, desligando-se momentaneamente dos demais ao redor. Quíron parecia apaziguar os ânimos, mas sinceramente, a semideusa não estava interessada o suficiente para se importar. O corpo doía em alguns pontos, a maior parte ocasionados por ferimentos leves, quase todos pelas quedas, nunca encontrou com o chão tantas vezes na vida. Desencostou-se do ferro, relembrando as cenas da batalha. Não foi algo bonito, tampouco vanglorioso. Se feriu em prol de outra pessoa, o que em outros quesitos seria inadmissível, mas como um zumbido dentro do cérebro, apenas o fez.

Há dias em que aquele mesmo som parecia se acomodar na cabeça da garota, que vertia as próprias escolhas. Momentos no qual se encontrava em um local que não tinha ido antes, assim como conversando com pessoas que nunca havia se encontrado anteriormente, como uma amnésia temporária, ou sonambulismo. Outro suspiro irrompeu pelos lábios, agora ressecados. O parque estava realmente mais frio. Dionísio gritava qualquer coisa para um homem parado mais a frente, o ouvinte era alto, forte o suficiente para ser tachado de cria de Ares. Passou o olhar rapidamente sobre a passagem que ocupavam, a cada momento mais pessoas chegavam. Jynx queria poder dizer que prestava atenção em tudo, mas estava tão inerte a ponto de nem mesmo perceber a garota que esbarrou sobre si. Era a menina de olhos puxados e cabelos louros, a que antes ajudou ao quarteto no embate.

Delineou um sorriso, embrenhando-se entre os semideuses, se afastando da japonesa. Chegou a frente da procissão, exatamente no momento em que o deus do vinho falou tão alto que a prole de Hades teve que forçar a mão contra as orelhas, verificando se não teve nenhum dano. Convocava, aqueles que quisessem, a ir para o Clube da Luta. Não sabia o que era, mas pelo respeito que alguns pareciam ter a simples menção, resignou-se a apenas escutar. Uma centelha de adoração brotou em Lofrev, só de ouvir a palavra luta.

- Você! Você deve manter vigilância cerrada sob estes que estão aí fora, até que voltem, entende? Ou vou destruir seu clubinho pessoalmente! - Proferiu, Dionisio parecia furioso com algo, mas ninguém ousaria erguer a mão e perguntar se ele queria tomar uma xícara de chá e contar seus martírios. O filho de Ares, ou possivelmente filho de Ares, pareceu concordar. E como em um passe de mágica, Mr. D. sumiu. Um clarão roxo envolveu seu corpo e onde estivera outrora, o que surpreendeu a maioria.

E mais uma vez, Jynx se encontrava perdida diante da confusão que era ser a bastarda de um deus que tampouco ligava para os filhos. Levantou a mão, passando os dedos de forma suave pela cabeça lisa. É, pai, muito obrigada por ter ouvido minhas preces. Refletiu, a ironia estampada em cada gesto. Resguardava todo o ódio que sentia por aqueles seres que se achavam maiores que os outros, mortais ou meio mortais.

E por fim, mesmo que gostasse do Acampamento, apesar dos altos e baixos, seguiu John e sua trupe, indo para o Clube da Luta. Talvez, só talvez, achasse que a vida poderia ser melhor. Odiava achismos, mas era uma boa ideia por ora.


Obs:

Armas:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

— {Darkness} / Espada [Espada de 90cm, feita de Ferro Estígio. Ajuda o usuário a canalizar a capacidade de controlar e convocar os mortos. Pode drenar almas, deixando a espada mais poderosa. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, de cão infernal e sua bainha também.] {Ferro Estígio} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre as Almas. Número de almas canalizadas: 0} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]


Power:

Aura da Morte I [Nível 1]: O filho de Hades emana uma aura que incomoda as pessoas - não chega a afastá-las, mas elas não ficam à vontade. É algo sobrenatural, sem explicação, mas elas tem medo de morrer ao chegar perto. Não afeta  semideuses ou seres mitológicos. Esta aura também afasta as almas muito mais fracas de você.[Modificado]

Visão Noturna [Nível 2] Possui a capacidade de enxergar perfeitamente quando escuro.[Novo]

Cura I [Nível 3]: Ao ficar nas sombras, o filho de Hades se recupera involuntariamente. A cada rodada, são 5 de HP recuperados. Apenas faz efeito em locais completamente sem iluminação, ou durante a noite. A sombra de uma árvore ao meio dia, por exemplo, não tem efeito algum. Recupera no máximo 50 HP por noite.[Modificado]
PS:
fuck.



Pride J. Loverath
Pride J. Loverath
Filhos de HadesAcampamento Meio-Sangue

Mensagens :
23

Localização :
suck my cock, shit, i have not

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Amber Niemseck em Sab Maio 02, 2015 11:26 am


A REUNIÃO INÓSPITA



Depois de tudo que vivi junto aos demais quatro heróis nas margens da praia do Acampamento, ainda foi-me exigido que angariasse forças para andar até a fogueira, aonde tudo seria explicado. Ou não. No meio do caminho, ao me arrastar entre a trilha em polvorosa após a destruição eminente, encontrei Frederick e Ayla. A garota havia agido bravamente ao meu lado na batalha, mas o garoto - que por sinal era meu tutor, mestre e instrutor nas horas vagas - eu não fazia a mínima ideia se estava bem. Agora, no entanto, constatara que sim, para o meu alívio.

— Frederick... Que bom que você está bem!!! — Eu disse, sorrindo com aquela expressão angelical de sempre. Contudo não ousei chegar perto deles. A ferocidade com que Ayla esbravejava na praia e agora ficava "grudada" ao lado do menestrel me deixava com certo medo. Apenas suspirei, assenti com a cabeça e dei meia-volta, assumindo como trajetória um caminho adjacente em direção à aglomeração de semideuses que se acumulava na fogueira.

[...]

Quíron e Dionísio despejavam aquelas palavras duras, enquanto um show de caretas e de espanto se expandia ao redor de todos os rostos dos ali presentes. Seria mesmo possível que tudo não passara de um plano maligno? Ou melhor: poderia uma deusa se passar por outra por tanto tempo, traindo não só a sua essência como ao resto do Panteão? Eram apenas alguns dos inúmeros questionamentos que surgiram em minha mente.

— N-não acredito.

— Pois acredite, Amber.

— Quione revelando-se traidora? — Eu confabulava à respeito com uma de minhas irmãs residentes no camping, cética. Soltei um longo suspiro e desviei o olhar para a região aonde se encontravam o maior números de filhos da neve, ou agora denominados filhos de Despina. "Despina...", pensei.

— E Nêmesis.

Quando uma grande discussão acalorada se iniciou - campistas feridos e sãos trocando acusações, Dionísio perdendo a paciência com Quíron e afins - eu tomei uma única decisão sensata: não conseguiria persistir ali sentada, após tanta energia gasta com a batalha desprendida na zona limítrofe do CHB. Dei o solavanco mais forte que consegui e levantei, despedindo-me de Natasha com um singelo e sôfrego adeus, e segui na diretriz de uma trilha menos destruída, na menção de alcançar o mais breve possível a enfermaria de Kristy.

— N-não pode ser.

Contudo, se aquela era a derradeira verdade que o Olimpo tinha a nos oferecer, eu teria de lidar com aquilo.  Eu tinha apenas onze anos e não teria escolha. Deixar o Acampamento por bobagens não estava dentro do leque de opções que me era aceitável. Por ora, não obstante, bastava um longo e proveitoso tratamento médico, além do descanço. Merecido?




 tenebrae ❀ ~ editado por amber niemseck
Amber Niemseck
Amber Niemseck
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
31

Localização :
Chalé de Perséfone

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Nina A. Mutt em Sab Maio 02, 2015 4:42 pm

Legado



Quando a barreira se rompeu, Nina estava do lado do pinheiro de Thalia, sangrando e lutando lado a lado com um moleque que lhe salvou a vida. O som da cúpula protetora rachando e, em seguida, destruída, ainda era alto e claro na sua mente perturbada.

Aquele o som da esperança morrendo.

- Calem a boca, mortais imbecis!

O timbre dilacerador do ex patrono a tirou de suas memórias, mas não conseguiu abafar a melodia triste da lembrança, como um espelho que é jogado no chão. Estava recostada junto a outros irmãos, um pouco isolados da grande multidão que cercava a imagem de um deus do vinho louco da vida. Suspirou, a última vez que vira Dionísio daquela forma, fora transformada em parreira por 2 dias e demorou outros 5 para tirar o cheiro de uva impregnado na pele. Arrepiou-se com a lembrança e teve uma leve ânsia de vômito.

- Nina, está bem? – uma mãozinha puxava a grossa jaqueta de couro, fazendo-a direcionar o olhar para Madeleine, sua irmã mais nova, reclamada com 12 anos.
- Sim, não se preocupe. – disse ríspida para que a mesma não tornasse a perguntar e se afastasse, mas ela não o fez, continuou segurando a sua roupa, prestando atenção no perfil canídeo da garota. – O que foi?
- Estou com medo... – sua voz saiu num asco, e seus olhos estavam opacos.

Aquilo reverberou dentro de seu espírito, mais do que deveria. Madeleine tinha curativos nos ombros e na cabeça, seu lábio superior estava cortado e era tão magra que jamais conseguiria empunhar a espada de reclamação direito. Uma imagem que lhe rasgou o coração, visto que a garotinha ainda tinha um pouco da aura de pureza humana da sua idade. Nina sentiu-se fraca, extremamente fraca. Engoliu seco e segurou a mão da meio-irmã, envolveu os longos dedos pálidos na pele negra dela, segurando firme e tentando passar um pouco de segurança da velha cadela.

- Somos mortais, idiota. Todos aqui estão se cagando de medo. – sorriu para ela.

Os olhos da garotinha marejaram rapidamente, mas logo em seguida abriu um grande sorriso e voltou a prestar atenção no que diziam os “adultos”, ela usava uma fita azul celeste nos grossos cabelos encaracolados. Aquela cor fez a cadela crispar o olhar, lembrando-se do que Dionísio falara instantes atrás sobre Despina e Nêmesis. Não estava completamente absorta como imaginava e aquela revelação bombástica só a fez lamentar, que se fodam os bastardos da neve, sua real preocupação era Nêmesis. Não tivera uma boa relação com ela no passado, e em compensação a essa briga a deusa apagou parte de sua memória, para que a semideusa não viesse mais em seu encalço.

Mas mesmo que você não se lembre de algo, você jamais esquece. Cães não esquecem.

Com um sentimento de vingança fresco na boca, caçou e matou alguns de seus seguidores, de maneira sádica pelo puro prazer de imaginar a vadia retorcer os lábios de ódio ao pronunciar seu nome. Nesta busca incessante encontrou Alex, seu irmão de sangue, que ironicamente também a seguia e considerava a patrona uma deusa digna. Com tantas reviravoltas a herdeira do diabo retornou ao Acampamento e decidiu ficar por ali, tinha cama e comida, nada do que reclamar.

Então surgiu a outra merda da vida: John, filho de Ares e o “líder” do tal clubezinho que Dionísio estava desejando botar abaixo. O destino só poderia estar querendo foder consigo, ou os deuses achavam muito engraçado revirar seu passado e colocarem tantas... Coincidências.

Não existem coincidências, você nasceu para ser minha senhora Mutt.

A lembrança de uma das frases favoritas de seu Jon a fez arrepiar por completo, quase como se o espírito dele a abraçasse pelas costas daquela forma possessiva, e o perfume característico mesclado com cigarro lhe arrebatasse para a cama, entregando-se ao homem de todas as formas. Engoliu seco e mordeu o lábio inferior no processo, sentia falta daquelas mãos ágeis e brutas, que demonstravam carinho ao mesmo tempo que marcavam a carne, eram puro fogo e aquele maldito homem... Todo seu.

Respirou pela boca, o peito doía e indicava que finalmente os males do tabaco começaram a atacar, pigarreou um pouco e observou o ato final, onde os semideuses decidiam se ficaria nas terras do Acampamento ou partiria ao encontro do filho de Ares. Alguma minoria desprendeu-se do resto e seguiu caminho colina acima, um tambor soou na mente da cadela, que se desvencilhou de Madeleine finalmente e recordou, mentalmente, que ainda estava com todas as armas.

- Nina, você vai!? – o susto viera de outro meio irmão, que estava próximo de Madeleine. O ato fez uma pequena multidão prestar atenção na cadela, na famosa problemática e na filha da puta mais impulsiva que se poderia ter notícia.
- Não sabia que tinha que dar satisfação da porra da minha vida assim. – ajeitou o couro sobre os ombros, os anéis nos dedos cintilaram, Amartía estava fria. – Mas sim, irei.
- Por quê? – desta vez o tom de Madeleine era mais acusatório que choroso. – Por quê você vai nos abandonar!?

A cadela deu um último sorriso.

- Por que eu quero, filhote. – virou-se para seguir com o grupo até o clube da luta, mas deteve-se um passo e olhou por cima do ombro, diretamente para ela. – Cada um tem que achar o próprio meio de lidar com o medo.

Madeleine sentiu toda a raiva em seus ossos se esvair e ficou muda, observando a irmã mais velha partir em rumo o desconhecido. Apertou o punho, e enxugou com as costas das mãos uma lágrima que escorreu quente por sua bochecha, ela sabia que Nina estava apavorada, mas que como um animal que era, encontraria qualquer meio de sobreviver.

Enquanto se retirava, levou apenas uma certeza consigo: era a filha do diabo. Fechou os olhos por instantes, sentindo a brisa do Acampamento uma última vez, não virou-se para observar o local, sua última lembrança dali seria dos olhos de Madeleine, tão iguais e tão diferentes dos seus próprios. Vira neles uma faísca, o início de um incêndio.

Por curiosidade Nina significa fogo, mas a vadia nem sonha com isso, apenas segue em frente, como a vira-lata que é. Seguindo a maldição que escolheu para si: o legado de um cão.

Auau:

♦ {Amartía} / Espada [Espada de 90cm, feita de bronze sagrado. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, o mesmo tipo usado em sua bainha. No nível 20 transforma-se em um anel de caveira] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

♦ {Bundy}/ Anel [Anel de caveira que absorve a energia vital das almas dos oponentes mortos, armazenando-as. As almas guardadas podem ser usadas como um combustível na forma de um "buff", ampliando o poder de ataque do semideus em 10% por 3 turnos a cada alma utilizada. A alma utilizada segue ao submundo após isso. Esse efeito pode ser usado apenas 2x por missão. Adicionalmente, 1 vez por missão o filho de Hades pode gastar uma alma coletada para recuperar 10% de sua HP e MP.] [Almas coletadas: 18] {Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

♦ {Jack} / Capa [Capa feita de escuridão, lã negra e fios de obsidiana. Com uma magia muito parecida com a do elmo de Hades, a capa faz com que o semideus fique invisível em meio as sombras, mas não modifica o odor do semideus, não diminui o barulho de suas ações ou modifica a estrutura corporal do semideus. A capa pode ser usada em partes do copo ou no corpo inteiro, mas ao passar por um foco de luz a camuflagem passa a ser inútil. Ao usar essa capa apenas como um acessório de vestimenta, mesmo estando sobre a luz ela concede um aumento de 10% na potência dos poderes referente ao medo que o semideus usar.] {Lã}(Nível mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

— {Rei} / Isqueiro [Este isqueiro foi dado pelo próprio Tânatos para a filha de Hades e em nada se diferencia de um comum, exceto pelo fato de possuir fluído infinito. Ele é feito de metal e sua cor é prateada, com o desenho da cabeça de um cervo de longos chifres entalhado na carapaça.] [Aço] [Nível mínimo: 1] [Sem elementos] [Recebimento: recompensa pela DIY "O fogo, a terra e os ossos", avaliado por Atena e atualizado por Poseidon]

Braçadeira felina [Braçadeira na forma de uma tira de couro, adornada com a juba leonina de cor castanho avermelhada. Quando ativada fornece uma leve proteção, que lembra um pouco a habilidade fornecida pelo Leão de Neméia, aumentando a resistência do portador a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: Couro e pelo de leão) [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]


Adeus?


♦ the white swan ♦ @cg

Nina A. Mutt
Nina A. Mutt
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
382

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Catherine Blake em Dom Maio 03, 2015 11:50 am



A dangerous new beginning
Surprises and new dangers

Tem ideia do que é ser acordada no meio da noite para descobrir que seu lar quase desmoronou? Não era uma experiência muito animadora se quer saber.

Estava dormindo tranquilamente em um canto com a cara em um livro da biblioteca na calmaria do chalé VI , nem sei quando, mas acabei por adormecer ali mesmo. Estudava algo sobre astrologia, até que o cansaço me venceu.

Essa é a parte em que você se pergunta : Por que alguma pessoa em sua sã consciência faria isso? Bem, era fácil, nunca gostei muito daqueles jantares especiais do acampamento e muito menos de ajudar a organiza-los; pois era toda uma chatice sem sentido, ao meu ver, então essa foi a única forma que achei para me livrar de tudo isso.

O chalé estava estranhamente silencioso, portanto resolvi aproveitar. Claro que estranhei a situação, mas não me negaria alguns minutos de paz.

Tais fatos simplesmente deixaram de importar quando um de meus irmãos invadiu onde eu estava, despertando-me imediatamente. Antes que eu pudesse xingá-lo, meus olhos percorreram seu corpo e notaram seu estado.  

Ele estava todo estropiado e não falo em um sentido efêmero, mas no sentido real. Seu corpo se encontrava cheio de machucados por todo lado que sangravam bastante; além de que parecia exausto, prestes a desabar ali mesmo quando eu o amparei.

-O que diabos aconteceu, Charlie?- Acomodei-o em uma cadeira próxima e me dirigi para uma ficar na sua frente.

-Cathy, o Acampamento foi invadido por monstros horríveis e símbolos estranhos surgiram nos semideuses já reclamados. Ainda tem em meio a tudo a Chelsea... bem... ela está muito ferida e boa parte de alguns outros campistas também. Tentamos avisa-la, mas não a achamos em parte alguma...-Ele fitou o chão, tentando conter um pouco do desespero que o tomava.

Minhas pernas quase fraquejaram nesse momento, tive que me segurar em uma das mesas da biblioteca para não desabar. Juntava lentamente todas as peças do quebra cabeça mentalmente, tentando entender tudo para conhecesse-me  de que tudo não passasse de um engano, mas a expressão perturbada de Charlie me dizia que não era isso.

O Acampamento quase havia sido destruído e eu não havia feito nada para impedir; uma onda de culpa me percorreu na hora, tão grande que não acreditava ser capaz de tanto. Tudo bem que eu não estava ali há tanto tempo, mas já me sentia responsável pelo local, como se fosse minha casa desde sempre.

Amparei Charlie até a enfermaria, mas não havia ninguém ali. Todos estavam reunidos em uma fogueira por ali, portanto fui até lá.

Conseguia ouvir os murmúrios inquietos dos semideuses; a maioria ali estava machucada de algum jeito e se encontravam totalmente assustados, nervosos e confusos sem entender o que acontecia ali. Não era de se estranhar dado que se tratava de um ataque daquela magnitude; isso abalava as estruturas de todos e principalmente quando se descobre que o único lugar que você acreditava ser seguro, não é mais.

Ouvi muitos relatos pessoais sobre ataques de monstros terríveis e símbolos estranhos surgindo logo depois, mas nada mudava a história de fato, somente o ponto de vista. O que poderia ter causado tudo aquilo? Pelo que eu sabia o Acampamento era muito bem protegido, não seria atacado à toa, devia haver muito planejamento por trás daquilo. Mas quem? Quem poderia ter feito tal coisa?

Me torturar com essas perguntas sem resposta de nada adiantariam, mas era a única coisa que podia fazer, pois ao contrario enlouqueceria.

Tentei achar Bryan, o filho de Éolo, no meio de toda aquela multidão mas não encontrei nada, infelizmente. Era impossível no meio de toda a confusão que se encontrava ali, portanto só podia esperar que ele estivesse bem, decidi, enquanto suspirava pesadamente para afastar a preocupação crescente.

Mesmo tendo chegado tarde demais para o ataque, a curiosidade me invadia com os estranhos fatos ocorridos. Quíron estava ali perto e não parecia menos nervoso que os outros campistas, ainda mais com tanta confusão de questionamentos.

- Calem a boca, mortais imbecis!- gritou o Sr. D, aparecendo a metros dali e assustando mais todos com sua repentina aparição. Ele estava tão irritado que poderia ter pulverizado o acampamento inteiro, o que ele até parecia querer, mas deteve-se a somente ficar muito irritado como eu nunca havia visto-o.

Sua aura irradiava perigo, sendo como aquelas placas “Cuidado, cão bravo”. Isso me faria rir em outras ocasiões, mas não nesta, com a expressão severa e cheia de cólera no rosto do deus .Sua expressão até enviou um calafrio por todo o meu corpo, não poderia ser boa coisa para o Sr. D se exaltar desse jeito. Todos pareceram entender o recado de que não deveriam contraria-lo numa hora como essa.

Sr. D continuou seu discurso sem nada alarmante até o momento, não prestei muita atenção as suas palavras, pelo menos não até que o mesmo chegasse ao clímax da situação.

-O Acampamento já havia sido atacado antes, como a maioria de vocês deve saber.- Não tinha muito conhecimento sobre isso, uma vez que havia ocorrido antes da minha chegada. Mas ouvira muitos boatos a respeito e eles se conformaram quando vários campistas baixaram a cabeça, outros tentavam se recompor do recente choque das palavras com expressões tristes, provavelmente lembrando dos horrores presenciados naquela fatídica noite. – Meu querido pai já mantém Quione como uma "convidada especial", e ainda não encontramos Nêmesis. Não sabemos se estão por trás desses ataques, mas sabemos que estão envolvidas de alguma forma, como os símbolos deixaram claro.

Confesso que não fiquei muito surpresa quanto ao envolvimento de deuses naquilo tudo, especialmente se era Nêmesis, mas o nome Quione me provocou um choque instantâneos. Sumiu de minha mente esses pensamentos com as próximas palavras ditas pelo deus do vinho que ficaram reverberando por um bom tempo em minha mente “Vocês, supostos filhos de Quione, são na realidade filhos dela: Despina.”

Estava tão surpresa e em choque por tudo aquilo que até entrei em um estupor. Quem poderia imaginar que Quione, alguém que sempre parecera inofensiva, poderia tramar tamanha farsa? Demorei um momento para assimilar aquilo, tamanho era meu choque e incredulidade. Nem nos deuses, poderíamos mais confiar, pois até eles se tornaram nossos inimigos. Mais uma prova do famoso ditado” As aparências enganam” Nunca fui muito de clichês, mas esse me parecia mais que adequado a situação. Choque era o que me tomava por inteira e não era a única, por todos os lados se escutavam exclamações indignadas de pura surpresa.

Como se já não fossem surpresas demais por um dia ainda descobri que havia um clube de luta fora das fronteiras do acampamento. Eram tantas surpresas para um só dia que minha cabeça girava. Muitos semideuses pareceram incomodados e indecisos quanto a última parte do discurso do Sr. D , mas isso não acontecia comigo.

O Acampamento era meu lar, não o deixaria por nada, o protegeria com o que fosse necessário. Disso eu estava certa e decidida, nada me faria voltar atrás, já que tudo o que tinha estava ali.

A única coisa que fiz enquanto muitos se encontravam com demonstrações de carinho e amor, todos aliviados pelo pesadelo ter acabado, foi virar as costas de volta para meu chalé. Sorri levemente por todos estarem razoavelmente bem na medida do possível, mas ainda havia uma preocupação em minha mente.

Logo ela se desfez quando vi a pessoa que tanto procurava aparentemente bem sem nenhuma ferida sequer. Não disse nada, só abracei o filho de Éolo e deixei que ele me envolvesse enquanto caminhávamos de volta para os caminhos incertos que nos aguardavam.

Talvez o acampamento fosse atacado a qualquer minuto, talvez algo pior ainda viesse. Cem por cento seguros realmente nunca estaríamos; outras batalhas se travariam em futuro não muito distante e tínhamos que estar preparados para isso. Paz era um conceito inexistente, mas quando se era semideus, isso eram coisas que não se podia evitar, afinal, nunca havia simplesmente um fim. Batalhas eram constantes, mas era que a vida era composta delas.  




People change, but the past does not

Catherine Blake
Catherine Blake
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
78

Localização :
Nova York

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Nerisse O. Mignard em Dom Maio 03, 2015 6:20 pm

SERIOUS?
Para Nerisse, estar novamente em solo "campista" era uma nostalgia muito grande. Havia se passado meses desde que ela deixara aquele local para seguir os preceitos de sua madame Ártemis. Por infortúnio do destino, entretanto, voltara ali por conta de uma notícia não tão agradável.

Houveram sim invasões monstruosas e fugas do asqueroso Tártaro, e não fora somente aonde Nessie teve de combater ao lado de Hill, uma vingadora de Nêmesis. Nêmesis? Era o real motivo de toda aquela aglomeração em plena fogueira da Colina, assim como a pauta girava em torno da deusa Quione. Ou seria Despina? Bom, não sabia nada além de boatos e aproveitaria sua rápida estadia por ali para descobrir mais. Com sorte estaria na companhia das demais Caçadoras em poucos dias, com inúmeras histórias e informações para partilhar.

— Você ainda existe? — Nerisse perguntou para Tony Scipriano, assim que fitou o rapaz encolhido em um dos bancos improvisados ao redor do ambiente caótico. Aquele rapaz lembrava e muito a única figura masculina por quem Mignard já manteve uma amizade, há muito tempo: Aahron Orwell. Mais precisamente, os olhos e a forma de se expressar eram idênticas. Não obstante, para não fraquejar em sua postura completamente carrancuda e arcaica, a moçoila tratou de pigarrear e terminar o comentário sendo irônica. — Não é por nada que o Acampamento está destruído. — Sorriu de escárnio, afastando-se antes mesmo de deixar o filho de Ares responder na mesma "moeda".

Quando enfim encontrou um assento aonde subjulgara estar tranquila e em segurança - isto é, sem a proximidade de garotos sádicos ou mesmo garotas invejosas - Nerisse sentou-se e começou a prestar atenção no que Quíron e Dionísio esbravejavam em uníssono, em uma espécie de discussão acalorada.

— Quione sempre foi uma traidora! Seus filhos deverão pagar!

— Balela, Dioníso. Você e suas lições imorais... Acalmem-se, todos!

Um sorriso se formou no canto dos lábios de Othwen, completando um devaneio que teve, por ora. "Tudo igual por aqui. Dionísio e Quíron. Pfft", pensou, desfazendo o sorriso assim que notou o olhar da garota Alcidamo voltado para si. "Desde a enfermaria... Parece que cadelas não gostam de ser encaradas, não é mesmo?", proclamou mentalmente, reacendendo uma pequena rixa que nutria em seus tempos de réles filha de Selene e residente do chalé respectivo.

[...]

De qualquer forma, como não ficar desconfortável e surpresa com as últimas informações jogadas ao vento por uma divindade alcoólatra? Quando a precária e exaltada reunião se findou, Nerisse rumou completamente calada para um lugar que, por sua sorte, ainda resistia bravamente sobre a luz do luar, sem quaisquer avarias perante a batalha que ambientara: o chalé de Ártemis.

A construção brilhava em um intenso e cegante prateado, banhado à luz de uma lua tão cheia quanto um balão. Com pressa a garota desviou de todos os obstáculos presentes na trilha devastada e praticamente se lançou dentro da residência, que estava tão silenciosa que não fazia nenhum charme em demonstrar que não recebia moradores há um tempinho. Já dentro, não obstante, foi quando Nerisse enfim parou para refletir sobre os últimos acontecimentos.

— Isso muda tudo. Milady, por favor, dê-me sabedoria. Ou melhor: conte comigo. — Flashes e uma série de referências sambavam figuradamente na mente da caçadora, que se jogou em uma das camas de solteiro perto da parede que possuía mais janelas. — Nêmesis. Quione. Despina. Ártemis. — Ela recitava, um tanto intrigada.

— Deuses traindo deuses. É o fim.

Assim que completou um pensamento mais radical, Othwen se rendeu ao sono. Há dias não possuía uma boa noite de descanso, ainda mais sobre uma cama e lençóis tão confortáveis e limpos. Se tudo aquilo era uma loucura, no pesar dos pesares a garota fazia parte daquilo. E bom... Depois de um descanso, enfrentaria o que fosse.
tags; ahrie. place; acampamento meio-sangue. vestindo; algo. com; um ser. em; estábulos.
credits ‹›

Nerisse O. Mignard
Nerisse O. Mignard
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
93

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Violet Young em Seg Maio 04, 2015 7:27 pm

Another battle in a war;
The Restart
Quem poderia imaginar que um dia aparentemente normal no acampamento tomaria tais proporções? Certamente esse não era o meu caso; já previra coisas ruins antes, mas não como estas.

O dia começou e se desenvolvia como qualquer outro, isto é, exceto pelos preparativos para um jantar. Tentava ajudar como podia a preparar o anfiteatro para a festa, apesar de não ser muito boa com essas coisas. O motivo por eu estar fazendo aquilo? Meus “queridos” irmãos obrigaram-me.

Mas a festa acabou muito antes que pudesse realmente aprecia-la. Ouvi um alarme soar por todo o acampamento e não demorou para que entendesse que algo ruim acontecia.

Nunca estive mais certa em toda a minha vida. Entenda que não tenho nada contra lutar, gosto até bastante na verdade, mas lutar com mulheres fantasmagóricas, que mais se pareciam com hologramas mal feitos, não era minha ideia de diversão.

Felizmente tudo chegou ao fim com a interferência de Quíron, mas quase desejei que isso não tivesse acontecido quando a situação ficou ainda mais estranha do que o fato do ataque em si; devido aos símbolos estranhos que surgiram nos semideuses já reclamados.

Caminhei em silencio até a fogueira, onde ocorreriam as devidas explicações para toda aquela confusão. Meus pensamentos voltavam sempre ao tormento que passara no Punho de Zeus, nunca mais veria aquele lugar com os mesmos olhos novamente. Queria esquecer aquela cena horrível na floresta, mas minhas lembranças me impediam. Elas eram meus constantes lembretes daquela noite obscura.

Se fechasse bem os olhos ainda conseguia me imaginar dentro daquele caos e sentir a terrível dor queimar minhas veias enquanto a Banshee sugava minha vida com seu toque gélido, quase etéreo. Só de pensar já estremecia.

Somente esqueci disso já no ambiente da fogueira com muitos semideuses feridos à espera das explicações devidas. Havia muitos semideuses espalhados por todos os lados, portanto encostei-me ali por perto enquanto escutava muitos murmúrios nervosos, ansiosos e principalmente assustados. Não poderia culpa-los pelas reações a esse longo dia, apesar de não sentir mais medo depois de tudo o que vivenciei. Duvidava que aquilo fosse tão ruim quanto o que ocorrera na floresta.

Tudo o que eu mais sentia era uma curiosidade imensa com aqueles diferentes símbolos que surgiram na cabeça dos semideuses. De quem seriam aqueles símbolos? Ou melhor, porque eles pareceriam justo depois de um ataque? Com toda certeza esses últimos dois estavam interligados de algum modo. O Acampamento tinha boas proteções, teria que ser algo bem poderoso para deixa-lo vulnerável assim.

Apesar dessas especulações, nada mudaria o fato de que o lugar que acreditava ser seguro, onde eu poderia ficar em “paz”, não era mais assim.

O deus do vinho apareceu quase rugindo, como um leão, de tanta cólera, o que só fez aumentar a tensão. O pronunciamento sobre o ocorrido foi direto e ouvi com atenção cada ponto que foi colocado em pauta.

Não sabia pelo que ficava mais chocada, eram tantas surpresas para um dia que parecia quase impossível. Se não tivesse presenciado em carne e osso, provavelmente não acreditaria. Estranhamente não me impressionava o fato de deuses como Nêmesis estarem envolvidos naquele ataque. Mas Quione fingir ser mãe de vários semideuses?

Isso chocou-me mais que tudo; nunca pensei que Quione pudesse fazer mal a alguém. Ela sempre pareceu a menos suspeita nesse ponto. Como Quione poderia tramar tamanha farsa? Era inacreditável segundo os meus conhecimentos, mas muitos de meus conceitos e certezas nesse dia desabavam, logo, não era possível determinar isso com clareza.

Imaginei como seria acordar em um dia “normal”, lutar com monstros e ainda descobrir que minha mãe não era mesmo minha mãe. Tais acontecimentos desnorteariam qualquer um. Confesso que nunca fui muito sentimentalista, mas sentia uma certa pena dos filhos de Quione que passaram a ser de Despina.

Por outro lado a ascensão repentina de Nêmesis, que aparentemente estava quieta desde então, demonstrava uma bela lição para aquele dia de como nunca subestimar alguém.

Se ouviam exclamações indignadas de todos por causa do enorme choque. Não poderíamos confiar mais em ninguém, essa era a verdade. Todos podiam ser inimigos. Ninguém estava seguro ou isento de culpa.

No meio dessa confusão de deusas havia mais: um clube de luta fora do acampamento. Claro que parecia tentadora a proposta, ainda mais depois do ultimato do Sr. D, mas não me agradava. Preferia o caminho mais difícil e consequentemente mais divertido para mim.

Só queria um pouco de descanso depois daquele “show de horrores” dessa noite. Felizmente todos estavam bem, então me virei para voltar ao meu chalé, cumprimentando alguns conhecidos pelo caminho. Estava dolorida e exausta, mas cada pedaço daquela dor valia a pena já que o Acampamento estava seguro temporariamente.

Aquela era só uma das batalhas da guerra que se aproximava. Não deixaria o acampamento, disso estava certa. Ali era o mais perto de uma casa que tive em toda a minha vida e a protegeria sem nenhum receio enquanto pudesse, como fiz essa noite. Era o começo de muitas batalhas que tínhamos de travar contra nossos numerosos inimigos. Porém, o que seria de nós se assim não fosse? A vida não é fácil quando se é semideus. Já havia aceitado esse fato, até porque tudo seria sem graça se não fosse assim.  

Não vou dizer toda aquela falsidade de “E viveram felizes para sempre”, pois isso é impossível e não o enganarei com mentiras. Primeiro, porque isso não era o fim definitivo e segundo, que lamento dizer, mas não existe isso de felizes para sempre; chega uma hora em que isso desmorona.

Era exatamente o que acontecia agora. O Acampamento Meio- Sangue não era mais seguro, batalhas ainda piores se aproximavam, inimigos se assomavam. Não vivíamos em um mundo de sonhos felizes, essa era a realidade e nada a mudaria.


WE ALL HAVE TWO SIDES, WHAT SETS US APART IS THE SIDE WE CHOOSE
Thank's Lyra' @CUPCAKEGRAPHICS

Violet Young
Violet Young
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
99

Localização :
Nova York

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Niklaus C. Schaefer em Ter Maio 05, 2015 5:11 pm



autumn
A impressão de que aquela seria uma longa e relaxante noite de outono passou, junto com a vinda dos piores pesadelos reais já vividos pelos semideuses daquela época. Nicholas não comemorava em nenhuma das festas dadas naquela ocasião, e talvez por isso tenha sido um dos primeiros a notar que algo estava para dar errado naquela noite. Sem escolhas e completamente desesperado, o filho de Eos lutou pelo seu lar com tudo o que tinha, perdendo bastante energia de uma vez só, mas saindo - junto ao seu improvisado time - vitorioso. Assim seria, prometeu ele para si mesmo, enquanto ele tivesse forças para lutar.

A volta do campo de batalha até onde os semideuses supostamente deviam se agrupar foi longa e cheia de reflexões. O clima pesado era refletido pelo silêncio da maioria de seus companheiros, e em seus olhos aflitos ao encarar a o caos na paisagem ao redor deles. Uma única imagem não saia da cabeça de Greylaw: a fissura na barreira do acampamento.

A algazarra perto de Quíron era imensa, semideuses - talvez mais sortudos de Nicholas - se preocupavam em debater e discutir uma imensa variedade de coisas, coisas que Greylaw não tinha cabeça mais para pensar, preocupações ínfimas diante dos fatos que ele encarara momentos atrás. O vingador pairou no ar, mantendo-se em silêncio enquanto uma imensa aura pesava sobre ele.

- Calem a boca!... - Dionísio começou.

Sua voz soava alta, porém distante. Não que ele estivesse realmente distante, mas Greylaw estava. O semideus escutou, mas não deu ouvidos ao que o deus dizia, imagens passavam pelos seus olhos, enquanto ele tentava imaginar qualquer coisa que pudesse fazer em relação a tudo aquilo.

Foi quando sua linha de pensamento foi interrompida por uma frase em especial no discurso de Diónisio. "E ainda não encontramos Nêmesis" falou ele com um ar um tanto maldoso, o que fez o seguidor da deusa fitá-lo com seriedade, num instinto protetor. Mas o deus continuou sem nem notar Greylaw, apontando alguns semideuses em meio a multidão. Foi aí que Nicholas percebeu a anormalidade que acontecia por ali em todo lugar: Nêmesis estava reclamando filhos. Filhos reclamados.

Greylaw encarou os conhecidos símbolos, tentando entender do que se tratava tudo aquilo, e até supos que estavam sobre uma ilusão inimiga por um momento. Mas não era esse o caso, ele podia sentir um pouco da aura de sua deusa guia em cada um daqueles símbolos. Algo estava muito errado ali.

Nich abriu suas asas negras, não ficaria parado ali, agora tinha finalmente uma pista sobre o que acontecia com o acampamento. E iria atrás, atrás de vingança, atrás da Vingança. Subindo em direção ao céu sem luar, ocultando-se por entre a escuridão das nuvens, o vingador se preparava para o que um vingador foi feito para fazer.

Adendos:
Poderes:
Passivos:

~[38]Habilidade de Voo II
Os voos do filho de Eos já têm mais velocidade e agilidade, além de alcançar uma altitude um pouco maior, mas nada que se compare a um filho de Éolo, claro.

Niklaus C. Schaefer
Niklaus C. Schaefer
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
1206

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Alicia K. Liechtenstein em Qua Maio 06, 2015 10:01 pm









It's not an option





Alicia já não sabia a quanto tempo aquilo durava. Os gritos ao longe, o choro dos pequenos de seu chalé, o cheiro de morte no ar... Mesmo para a filha da neve, que nunca se deixava abater, aquilo era apavorante. Ela não tinha como ter certeza, por causa do breu dentro de sua acomodação, mas as juntas dos seus dedos deveriam estar brancas devido à força com que segurava o punho de sua espada. Se tivesse previsto o tamanho da tensão que se instalaria nos aposentos dos semideuses mais frios do acampamento, talvez tivesse seguido para o combate. Pensando melhor, provavelmente não.

No momento em que as trombetas soaram anunciando o ataque, Norma imediatamente puxara-lhe pelo braço em meio à confusão e a levou diretamente para o chalé de sua mãe, deixando a ordem de manter-se alerta e oculta, logo indo para uma linha de frente. Burlar a vontade da filha de Héracles nunca foi um problema para Liechtenstein, mas naquela noite ela não teve nenhum impulso de desobedecê-la. Soava covarde – era covarde! – de sua parte, porém, que motivos ela tinha para arriscar sua vida por um lugar desclassificado onde mal passara duas semanas?

Foi tirada de seus devaneios pessimistas quando, de súbito, uma versão sombria do símbolo de sua mãe começou a pairar sobre as cabeças de todos ali, inclusive a própria. Poucos minutos depois, a porta fora aberta. Alguns meio-irmãos entraram apressados para acalmar os pequenos – algo que em momento algum passou pela cabeça da garota – e, é claro, sua Nanny que seguiu diretamente até si. Os cabelos castanhos com poucos fios grisalhos caíam-lhe pelos ombros, estranhamente fora do coque habitual, havia alguns arranhões em meio às rugas rasas de seu rosto e os olhos de chocolate deixavam transbordar sua preocupação, algo que não combinava com o porte físico de armário. Sim, ela parecia bem para alguém que acabara de sair de uma batalha.

Alicia tranquilizou a mulher com um sussurrado: “es geht mir gut*”, e foi intimada a segui-la quando novamente o barulho de trombeta ecoou. Trocou a espada de mão pela dor de ter aplicado tanta força em seu agarre e tirou de um bolso do casaco uma pequena folha, levando-a a boca em seguida e fazendo uma careta involuntária mediante o gosto amargo. Em meio aos olhares reprovadores dos campistas acabados, provavelmente causados pela boa aparência da jovem, a nobre finalmente sentiu seu costumeiro estado de espírito voltar a si. Consertou sua postura e certificou-se de que sua sombra estava logo ao seu lado, como a boa guarda-costas que era, e ignorou os outros semideuses, do jeito que sempre fazia.

Kinsky quase agradeceu mentalmente ao deus do vinho por impor a ordem no local. Quase. Pois assim como todos ali, imaginou, se agarrava a quaisquer palavras pronunciadas, concentrada demais até para isso. Mas foi só até escutar o nome de sua mãe, que algumas frases depois não era mais.

Despina.  Não era a irmã esquecida da rainha do submundo? Achava que sim, por via das dúvidas perguntaria à Norma mais tarde. Em todo caso, aquilo não afetou tanto a semideusa. Nunca teve contato com Quione, ela nunca tentara qualquer contato consigo e Alicia sempre esteve muito ligada ao lado mortal da família para dar atenção à sua progenitora divina, embora fosse agradecida pelas habilidades herdadas. Pelo que se lembrava, Despina era mais sombria e cruel que Quione, e vingativa, é claro. Parecia-se mais com Alicia.

Após escutar sobre Perséfone, a filha do inverno pôde jurar que seu coração falhou uma batida. Lembrou-se imediatamente das primeiras e perturbadoras palavras da filha de Éolo para si: “Hades e Perséfone devem estar furiosos”. O item que ela e os anemoi procuravam em seu antigo internato teria algo a ver com o atraso da primavera? As ameaças feitas ali pareciam fazer o sangue da semideusa congelar em suas veias, porque, querendo ou não, parecia que ela estava metida naquilo até o pescoço.

“... você conseguiu um tempo pra mim, tenho certeza de que Éris te recompensará.” Ah! Como ela estava fodida! Abandonara Foxcroft juntamente após uma invasão de monstros e da seguidora de Éris e o que acontece? Eles decidem invadir o acampamento também! Apesar do tanto que a semideusa sempre se preocupara em ser discreta quanto às suas emoções, naquele instante ela deveria estar bem transparente, pois logo sentiu um aperto em seu punho vindo da mulher ao seu lado. Percebeu o olhar severo sobre si e recobrou a postura.

Depois de seu breve devaneio, Alicia não escutou muito mais do que fora dito, a não ser a parte que dizia que a partir de agora estaria sob vigilância – o que era tudo que ela precisava no momento, claro. Os campistas se dispersaram ligeiramente ao fim do comunicado, e assim também fez Liechtenstein, sendo acompanhada pela filha de Héracles até o refeitório, já que não tiveram tempo nem provar da comida. Quando estavam quase chegando, Norma finalmente resolveu se pronunciar:

- Melhore essa cara, pelos deuses! Você sabe que relatei a Quíron os motivos de nossa vinda no dia em que chegamos, então honre o sangue que corre em suas veias e aja como uma Liechtenstein.

Não houve resposta, ela estava certa, afinal. Embora as duas tivessem noção – ou ao menos achavam que tinham – dos tempos difíceis que viriam, se deixar abater não era uma opção para quem queria sobreviver.
Itens:
Espada de reclamação e♦ {Seed} / Folha [É uma pequena folha mágica de roupas de karpoi, que uma vez consumida recupera 25 de HP e MP. Possui coloração esverdeada, e deixa um gosto ruim na boca. O diferencial desse item é que ele, depois de consumido, aparece no bolso do usuário após o término de sua interação/missão/evento, possibilitando assim apenas um uso por ocasião.] {Folha mágica} (Nível mínimo: 3) {Nenhum elemento} [Recebimento: Seed Winter por Ártemis, atualizado por Poseidon]
tradução:
*Estou bem.

Alicia K. Liechtenstein
Alicia K. Liechtenstein
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
39

Localização :
NY

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Sadie Bronwen em Sex Maio 08, 2015 3:15 pm


Thin Ice
Gods's trick


Sadie não esperava toda aquela agitação em um dia de tarefas comuns. Deveria apenas comprar ervas e observar mais sobre medicina e magia oriental em Chinatown, mas acabou sendo surpreendida por todo aquele ataque, com hordas de monstros invadindo a cidade - Campê e a Hidra de Lerna no comando, o que era bizarro, mesmo considerando as peculiaridades que poderiam ser encontradas em New York. Respirou aliviada quando a última cabeça desapareceu, seu pedido de sacrifício sendo atendido e finalmente podendo olhar ao redor. A destruição era grande, mas certamente reversível - humanos em geral tinham uma capacidade extraordinária de se reerguerem. Aparentemente, não havia mais mortais ao redor, e os vários semideuses estavam cansados, mas compartilhavam a aura de felicitações após a vitória. Até aquilo surgir: diversos semideuses, com os símbolos brilhando sobre suas cabeças. Em alguns, o símbolo se rompia, desvanecendo rapidamente, sendo substituídos por um leme quebrado; outros - os filhos de Quione, Sadie percebia pelas lentes - tinham seu floco de neve de reclamação brilhando por um momento, até tornar-se escuro, totalmente enegrecido. Em ambos os casos, notava a mudança da energia desses semideuses, apesar de não saber exatamente quem comandava isso. Era difícil compreender aquilo. Sobre si mesma nada ocorreu, e não sabia se devia sentir-se grata ou não por isso. E então eles se aproximaram - os caras estranhos, que haviam entrado no meio do combate. O filho de - Quione? - que havia falado com ela antes agora dava um tapa em seu ombro.

- Nosso chefe tá no Central Park... Quer dar um pulo lá? Podemos dividir informações.

Ele parecia mal-humorado, olhando com desdém o símbolo, sem compreender bem, jogando o arco nos ombros e seguindo adiante com o resto do grupo. Sadie instintivamente trocou olhares com os semideuses que a auxiliaram diretamente, mas não esperou respostas antes de dar de ombros e seguir adiante. De toda a forma, Circe deveria esperar mais um pouco por seus suprimentos. Ripper a encontrou alguns metros à frente - com o fim da batalha, retornava para perto de si.

Sadie olhava o caminho enquanto os acompanhava. Aparentemente, Chinatown não foi o único lugar afetado. O que diabos seria aquilo? E Circe, saberia de algo? Uma mera "reposição de estoque" parecia muito providencial agora, quando começava a pensar. O suspiro seguinte foi exasperado: odiava as tramóias dos deuses. Não duvidava que a tivessem posicionado ali com algo em mente, mas perturbava-a não saber exatamente "o quê". Mas não tinha tanto tempo para pensar antes que chegassem ao destino proposto.

Ali, a destruição continuava, mas o aglomerado de semideuses estava maior, todos em vários estados - alguns animados, outros irritadiços e alguns alheios à movimentação. O local denotava ter sido o campo de outra das batalhas. Um dos semideuses mais velhos - porte alto e musculoso, filho de Ares pelo que as lentes indicavam - organizava as pessoas com berros. O semideus com cara de raposa se aproximou dele, segredando algo em voz baixa, assim como outros faziam de tempos em tempos, e a discussão continuou por alguns instantes até providenciarem um meio de enviar uma mensagem de Íris - Sadie não viu como fizeram exatamente, mas estava atenta ao que conversavam. Tampouco se aproximou. De um lado Quíron e, do outro John, como se apresentara. E então Dionísio surgiu - em forma de avatar, rugindo pelo local. Nunca vira o deus tão descontrolado.

As explicações que se seguiram a fizeram compreender: De alguma forma, duas deusas ocultaram suas proles, com estratégias similares. O motivo para tal e o por quê de se revelarem agora ainda era um mistério - e era o que preocupava o Sr. D. Quando a revelação foi feita, Sadie ouviu os murmúrios e alguns arquejos de surpresa - um deles de "Fox"- mas ela própria não esboçou nenhuma reação, apenas acariciando Ripper, quase sem consciência do que fazia enquanto escutava tudo. Ainda não sabia como isso a afetava, mas sabia que de uma forma ou de outra todos os semideuses teriam algo a mais para se preocupar agora. Via as peças no quebra cabeças - o ataque em janeiro, o ataque atual - mas ainda eram poucas, insuficientes para formar qualquer imagem, e pareciam não se encaixar bem. Se perguntava quem era Ethan a quem se referiam - deixara passar alguma coisa? As revelações foram curtas e brucas - Dionísio não queria conversas, como deixou claro ao sair da mesma forma que chegara - em um rompante - não sem antes ameaçar John. O semideus apenas crispou os punhos, mas manteve-se firme, até virar para os outros, convidando-os a lhe acompanharem. "Fox" lhe lançou um olhar indicativo, ao que Sadie respondeu com um aceno, dando um tapina nos flancos do cão infernal ao seu lado, incitando-o a lhe acompanhar. Não perderia nada em ir - na verdade, suspeitava que só tinha a ganhar, desvendando as peças que faltavam: sobre o clube, sobre o ataque, talvez sobre seu próprio papel naquilo. Ainda perscrutou o local mais uma vez em busca de seus improvisados aliados na batalha, mas não ficou muito para trás. Esperava encontrá-los novamente, talvez para ver o que pensavam de tudo aquilo. E ainda havia Circe. Bem... a deusa teria que lhe responder a uma ou duas coisas em breve. Se tinha que comandar os feiticeiros, não queria ficar no escuro. Fez uma anotação mental de entrar em contato assim que possível, mas por hora a ilha iria esperar.

Itens:
• Faca de Bronze [Inicial] - na perna direita, no tornozelo, em uma bainha dentro do coturno

• Elo de Ares [Esse anel foi feito a partir de uma peça da lança do deus da guerra. Seu uso possibilita ao semi-deus transformar qualquer arma que esteja segurando em outra arma qualquer, além de lhe oferecer as perícias mínimas para seu manuseio. Armas de longa distância terão a munição criada magicamente. Não adiciona atributos a nenhuma arma, considerando apenas os atributos já presentes na arma original, e se aplica somente a uma arma por vez. Não pode ser roubado ou perdido, sempre retornando de alguma forma à Sadie] - dedo médio da mão direita

{Void} Anel [Anel prateado. Olhando de perto seus detalhes lembram ossos justapostos, como se o anel fosse feito de pequenas peças até tomar seu formato. O anel suga a alma/ energia dos oponentes derrotados em combate (mortos ou destruídos pelo filho de Melinoe - ele deve ser o último a golpear o oponente para fazer efeito. Essa essência pode ser usada futuramente na ativação de certos poderes, como "Ectofagia" e "Acessar memória", respeitando os limites dos poderes. Adicionalmente, o semideus pode escolher gastar o poder de uma alma capturada - consumindo-a no processo - e ganhando um aumento de suas características de 15%, por 3 turnos. Isso afeta força física, esquiva e potência/ chance de acerto de ataque, mas não a duração dos poderes, ainda que o dano seja alterado. Apenas uma alma pode ser consumida desta forma por missão. Uma vez por missão o anel pode manipular a energia espiritual do próprio semideus, fazendo com que recupere 20 HP sem custos adicionais ou qualquer perda.] {Bronze sagrado}(Nível Mínimo: 1) {Controle de almas. Almas coletadas: 28} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe] - dedo médio da mão esquerda

{Soul} / Colar [Um colar feito de prata com um pingente metálico em uma forma abstrata, algo como um "borrão" ou uma "mancha". Quando ativado, permite que o semideus assuma a forma etérea. Contudo, ele só pode ficar nesta forma 5 turnos por missão, seja de forma contínua ou não - ou seja, ele pode gastar os 5 turnos seguidos ou dividir a utilização, mas a soma do uso não pode exceder o tempo máximo por missão] {Prata} (Nível Mínimo: 1) {Controle etéreo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe] - pescoço [Utilizando uma utilização a partir do colar de reclamação]

{Agony} / Corrente [Corrente com cravos. É feita de bronze sagrado, mas sua coloração é desgastada, como se fosse velha e corroída. Possui 3m de comprimento, e apesar do tamanho pode ser facilmente manuseada pelos filhos da deusa do fantasma. A corrente tem cravos de bronze sagrado, e nas extremidades pontas afiadas,como pequenas adagas.Na lateral de cada extremidade, há ganchos, que podem ser usados para enlaçar o inimigo, ou para auxiliar em uma escalada. Transforma-se em uma braçadeira com spikes no nível 20] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 5) [Recebimento: Presente de Reclamação de Melinoe][Melhorado por Pio]{Θ} - no braço, ainda sem ativar


• Calçados Alados [Calçados mágicos que podem virar o calçado que Sadie quiser. Sempre terá um par de asas, inquebráveis, na parte dos calcanhares. Impossíveis de serem roubados ou perdidos, a filha de Melinoe pode voar com eles mesmo sem experiência, pois eles ajudam-a][Presente de Hermes por Criação de Poderes] - pés

• Amuleto do Espectro (Esse amuleto possui a propriedade única de fazer com que um filho de Melinoe fique em sua forma etérea.)[Presente de Melinoe] - No pescoço, divide o colar com Soul

• Lentes do Auspício [Parecem um par de lente de contato comuns, incolores, mas quando colocadas permitem ao usuário identificar as auras daqueles dentro do seu campo de visão. Com isso, pode-se identificar pessoas comuns de monstros ou semi-deuses, tendo também o sentido do seu nível de poder, de acordo com a intensidade da aura, mesmo sem definir suas habilidades, apenas o conhecimento de nível de força. No caso dos semi-deuses, identifica também o deus que lhes deu a benção, seja seu pai/mãe divino ou patrono do grupo, ou os dois nos casos em que se aplicam. Não exige ativação, funcionando constantemente, mas a cada utilização precisa de 6h de descanso, semelhante a uma lente comum] - olhos

1 Elixir da Vida (forte): Recupera 60HP. [60 Dracmas] - Frasco no bolso

Pet:
+ Ripper: 120/140 HP e 120/140 MP.

Observações coerentes:
Sadie participou do evento no grupo 8, em Chinatown, aonde encontrou Logan, Harry, Josh, Chuck e Mai - ainda não interagiram além da batalha, mas o combate pode ser visto aqui: http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t10462p45-grupo-8-o-levante-externo-madrugada-logan

As informações dispostas fazem, portanto, paralelo com este tópico, assim como a existência de "Fox" - apelidado assim por Sadie não saber seu nome.

Os itens listados eram o que estavam com Sadie no evento e não foram modificados, visto este tópico ser uma continuidade. Frisando aqui duas coisas: saber os progenitores não é falha interpretativa e sim o poder das lentes - note que ela sabe os antigos mas não identifica as energias novas - e os itens estão como foram levados, logo, sem adaptações, apesar de já haver postado no tópico para tal e estar aguardando a atualização dos mesmos.

Nenhum poder relevante a ser citado, exceto talvez pelos passivos de visão no escuro, por ser de noite.
Sadie Bronwen
Sadie Bronwen
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
297

Localização :
Ilha de Circe

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Étoiles de Médici em Sex Maio 08, 2015 8:37 pm

Been trying hard not to get in trouble, but I’ve got a war in my mind

No Central Park havia mais semideuses reunidos do que Kristy pensou ser possível existir fora dos limites do Acampamento Meio-Sangue. A garota se encontrava entre eles, mantendo quanta distância das árvores pudesse em um lugar daqueles, que era cheio delas. Mais cedo, naquela noite, elas haviam ganhado vida e tentado matar qualquer coisa que respirasse, atrapalhando assim as festanças de Páscoa e instalando o caos.
 
A curandeira gostaria de saber o que os mortais viram quando arranhas gigantes apareceram e árvores ganharam vida. Ela estava entre eles antes da luta, aproveitando as várias barracas de comida e os shows, caminhando entre pessoas normais com pais normais que não são deuses e nem são assassinados na sua frente.
 
Mas enquanto ouvia a conversa de um pequeno grupo à sua esquerda, a filha de Hermes conseguiu chegar à conclusão de que árvores assassinas não foram a coisa mais estranha do dia. Símbolos desconhecidos de reclamação surgindo sobre a cabeça de semideuses já reclamados? Possíveis filhos de Nêmesis? É, bizarro. E a mensagem de Íris que se iniciou naquele momento confirmou o que ela temia: os ataques não haviam ocorrido somente fora das barreiras mágicas do Acampamento. Seu lar também havia sido atacado.
 
Era a segunda vez que sua casa era atacada e ela não estava por perto para protegê-la. Na primeira, durante o ano novo, ela estava com sua mãe, em casa e segura. Naquela, a segunda, ela já não tinha mais uma mãe e não considerava mais seu lar tão seguro assim. Nem sequer sabia mais quem realmente era sua mãe.
 
Os acontecimentos daquela noite não estavam ajudando seu estado emocional. No dia anterior ela havia sido sequestrada em sua própria enfermaria, no suposto seguro Acampamento Meio-Sangue. Lutou contra uma velha inimiga na madrugada e assistiu ela matando sua mãe. Ou Kris pensava que Susan fosse sua mãe, já que as últimas palavras da mulher foram bem claras: “Kristy, eu não sou sua mãe."
 
A atenção da menina estava totalmente em Dionísio, que usava das vantagens de se ser um deus para estar em dois lugares ao mesmo tempo: no Acampamento, ao lado de Quíron, e no Central Park, gritando. A garota nunca havia visto o deus tão descontrolado.
 
Kristy cresceu acreditando apenas no terreno, sem nada para crer, nenhum Deus para se rezar antes de dormir ou pedir bênçãos. E nem mesmo após descobrir que é filha de um deus grego ela passou a ter exatamente uma religião, apesar de sempre acabar rezando para deuses em que não confia nos momentos de desespero.
 
Havia se acostumado a não contar com a ajuda divina, e ao ouvir naquela noite — diretamente de um deus — que deuses mantinham deuses prisioneiros, mentiam uns para os outros e viravam-se uns contra os outros, ela chegou à conclusão de que nunca conseguiria confiar em nenhum deles. Para ela apenas Asclépio continuava com alguma moral, afinal era ele que lhe garantia o poder para salvar vidas, e isso pede certa gratidão e respeito de volta.
 
Mas foram as primeiras frases completas que Quíron conseguiu falar sem ser interrompido que realmente surpreenderam a semideusa. Se ela estava entendendo direito — e gostaria muito que não estivesse, ele estava perdoando os renegados. Eles seriam novamente bem-vindos no Acampamento Meio-Sangue.
 
A boca da menina secou, e ela olhou nervosamente para os lados, tentando adivinhar quem ali poderia ser um renegado.
 
Não mais renegado, se corrigiu, já que seus crimes foram perdoados.
 
Ela fechou a cara, apertando mais firmemente o punho da adaga que segurava. Aquela notícia não a agradava nem um pouco. Há menos de vinte quatro horas sua mãe havia sido assassinada por uma renegada. E agora Särah, a assassina de longa data, poderia voltar tranquilamente para o Acampamento? Como se nunca houvesse feito nada? Ela também havia matado Marcos e sabe-se lá quantos mais!
 
Os deuses podiam estar se virando contra eles mesmos, árvores podiam estar se revoltando, tempos de guerra se aproximando... Mas não justificava a medida que Quíron havia tomado para fortalecer as defesas do Acampamento. Não na opinião de Kristy.
 
Renegados são exilados por um motivo. Não são confiáveis. E a criança tinha um rancor pessoal por eles. Se seu lar agora acolhia aquela laia, então ele estava ficando cada vez menos seguro. Principalmente para ela.
 
Após a mensagem de Íris se encerrar, John, com quem o Sr. D. havia falado diretamente, tomou a dianteira de um grande grupo, falando de algum clube. Kris nunca havia ouvido falado de nenhum lugar que reunisse semideuses além do Acampamento Meio-Sangue, e esse em especial lhe chamou a atenção. Eles pareciam aceitar qualquer um que pudesse ser minimamente comportado. E o mais importante: eram organizados, poderosos. Verdadeiros guerreiros.
 
Uma guerra interna se iniciou dentro da garota. Ela tinha pessoas com as quais se preocupava no Acampamento, e sentia a necessidade de ir para lá para poder ajudar os feridos. Aquele lugar ainda era seu lar! Havia a acolhido e a ensinado a lutar! Mas ela havia tomado uma decisão naquela tarde, diante da lápide de sua “mãe”. Ela tinha questões pessoais para resolver, problemas que não seriam solucionados dentro de seu lar. Ela precisava de um lugar fora dos limites da barreira mágica que lhe servisse como abrigo, onde ela pudesse buscar por informações e treinar. Ah sim, essa era uma de suas prioridades no momento: se fortalecer. Não queria mais ter que sentir como havia se sentido durante a madrugada: fraca, inútil e incapaz.
 
Ela queria se sentir poderosa.
 
O tal clube de John poderia lhe conceder isso? Pois ela conhecia o Acampamento o suficiente para saber que não conseguiria isso lá. Seu lar ensinava a sobreviver, mas ela queria aprender a matar.
 
E então ela tomou sua decisão. Iria visitar o Acampamento mais tarde, conferir seus amigos e ajudar nas enfermarias, mas depois disso iria se afastar dele por tempo indeterminado. Não o abandonar definitivamente — uma parte dela sentia que fazer isso seria impossível, ela apenas ficaria fora pelo tempo necessário para colocar as coisas em ordem.
 
Com passos longos e determinados ela correu para alcançar o grupo que já se afastava, torcendo para que o tal clube não tivesse idade e nem altura mínima. 
 
observações:
Seguindo uma linha de tempo, esse post é o seguinte à minha terceira DIY (clique), onde é possível entender melhor o motivo de Kristy estar em NY antes do início das tretas e durante elas também, e depois acabar seguindo para o Clube de Luta ao invés de voltar para o Acampamento.
armas:
► {Maximum} / All-Stars [All-Stars brancos com detalhes pretos. Ao comando de seu dono, estes materializam asas brancas nos calcanhares. As asas possibilitam o semideus sobrevoar até uma altura de vinte metros, após tal altura as asas perdem força e podem parar de funcionar no meio do ar. Caso o semideus esteja segurando uma outra pessoa ou objeto acima de 50 quilos enquanto voa, conseguirá atingir apenas metade da força e velocidade normal. As asas não conseguem voar por tempo ilimitado, ficando ativas por 10 turnos, mais um adicional a cada nível do semideus - 11 turnos no nível 1, 12 no nível 2 e assim sucessivamente. Em situações em que não se tem medidas de turnos (em uma OP onde esteja descrevendo fora do contexto de combate - lembrando que turno é equivalente a ação, então mesmo nesses casos seria possível calcular desde que em uma luta) o semideus consegue utilizar o item por tempo, durante 1 minuto por nível, seguindo o mesmo sistema. O tênis fornece a perícia necessária para sua utilização ao portador.] {Couro e Borracha} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]
 
► {Quick Cut} / Adaga [Uma adaga com lâmina de 20cm feita de bronze sagrado, mas com o metal com uma estranha coloração esverdeada e empunhadura no formato de uma serpente enrodilhada, com a boca do animal aberta dando espaço à lâmina. Vem junto de um pequeno suporte (bainha) adaptável à cintura, pernas ou tornozelos. No nível 20, torna-se um chaveiro em forma do caduceu de seu pai, porém obviamente reduzido.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hermes]
 
► {Bolsa de Componentes Mágicos} / Bolsa (Nela são guardados desde objetos para preparo de poções até bisturis e utensílios médicos [ela possui espaço infinito para tais coisas e somente para tais coisas; também aparece e desaparece, dependendo exclusivamente da necessidade do semideus]) {Couro} (Nível mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento) [Presente de Curandeiro]
 
► {Colar do Serpentário} / Colar (o formato e o estilo da confecção lembram uma serpente dourada; nunca pode ser perdido, vendido ou retirado à força, pois identifica os curandeiros e, portanto, não é considerado um item nas contagens para missões, eventos e tramas, embora ainda seja preciso citá-lo) (seu efeito principal é o de, quando retirado do pescoço, se transformar em um dos itens a seguir: uma réplica quase totalmente semelhante do Bordão de Asclépio (ou seja, uma espécime de bastão rústico e fino envolvido por uma serpente de escamas feitas de prata envenenada que podem ser tão afiadas quanto uma espada, possuindo o mesmo potencial de corte de uma arma laminada; ele se adapta completamente ao tamanho e porte físico do usuário). {Prata, madeira e veneno} (Nível mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento) [Presente de Curandeiro]
 
► {Adroit} / Adaga [Resistente adaga feita de bronze sagrado, sua lâmina mede cerca de 20 cm. Afiadíssima, perfeita para ataques ágeis e rápidos. Seu punho é feito de aço coberto com uma camada de couro, ajudando o manuseio da arma. Quando a dona não desejar, ela se transforma em um anel discreto de bronze. É semi-indestrutível.] {Bronze sagrado, couro, aço. Arma cromada} (Nível Mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: ¥ Dragon Dovahkiin ¥]
att @ sa!
Étoiles de Médici
Étoiles de Médici
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
427

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Mai Kaitsato em Sab Maio 09, 2015 11:45 am

o mistério de derpina

—  Onde eu encontro uma escova por aqui? — saltitei as solas descalças pela passarela do Central Park, alisando a cabeleira loira com as mãos numa tentativa falha de controlá-la. Em resposta, recebi alguns pares de olhos repreensivos e uma risada esganiçada. Mereço. —  Uma legião de semideuses reunida e ninguém tem uma escova? Que morte horrível. — esbocei minha indignação com uma carranca, e prossegui até um canto escuro do local, onde me posicionei com base das costas escoradas na meia-grade que separava a trilha dos canteiros.

De imediato, uma voz assustadoramente estridente se sobressaiu à demais, iniciando um discurso após um pedido nada educado de silêncio. Dionísio, o deus dos vinhos e de não-sei-o-que-lá, deu início ao seu discurso, em palavras carregas de drama e rancor.

—  Quem é Quione? — murmurei ao mencionar do nome durante o falatório. "Shh", soou uma voz mais à diante. Dei de ombros, totalmente impassível. —  Eu hein... Não tá mais aqui quem falou. — resmunguei baixinho, forçando-me a pensar numa associação do nome Quione com alguma entidade grega, sem sucesso.

Decidi deixar o mistério de lado, voltando a me atentar às palavras do diretor do Acampamento Meio-Sangue. Como que para pregar uma peça ao meu intelecto limitado, um novo enigma surgiu no discurso.

—  Quem diabos é Derpina? Aquele meme da internet? — tornei a murmurar, intrigada com a relação entre a personagem cômica e o mundo grego. "É Despina, agora cala a boca", sussurrou a mesma voz, num sibilo cortante. Que bicho mordeu essas pessoas? Que deselegância. Rolei os olhos e resolvi deixar de lado a tarefa de descobrir a quem se referiam os nomes misteriosos. Bem, Nêmesis eu sei quem é. Já é um começo.

Aparentemente ela era mãe de semideuses que já tinham algum parente divino. Como isso é possível foi algo que não fui capaz de entender. Ao final do pronunciamento, a parte mais interessante foi a menção do tal clube.

—  Será que tem piscina? — murmurei comigo mesma, me adiantando na direção dos semideuses que cercavam o suposto dono do clube. Só então percebi o ligeiro coxear que retardava meu passos, o que me lembrou que haviam coisas mais importantes para lidar naquele momento. Com um suspiro, passei a caminhar na direção contrária da multidão.



Adendos:
Arsenal:
✪ {Darkbook} / Grimório [Livro de magias encadernado com couro e detalhes em ouro. É extremamente necessário a sua utilização para a evocação dos feitiços. Quando em repouso, transforma-se em uma pequena agenda, cabendo dentro de qualquer bolso. Sempre retornará ao seu dono] {Couro e Ouro} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre a Magia Negra} [Recebimento: Presente de Reclamação de Nyx]

✪ {Abism} / Corrente [Corrente feita de bronze sagrado e coberta por uma magia que deixa o metal escuro, quase como ferro estígio; mede cerca de 2,5 m e seu punho é feito de aço escuro. Ao envolver o pescoço de seu dono, esta transforma-se em um colar com um pingente em forma de gota de opala negro] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Nyx]

✪ Espada da Névoa [Aparentemente uma espada simples, é forjada em bronze sagrado e aço, tendo sua guia coberta por couro curtido. Nas mãos do possuidor, a espada tem seu peso reduzido pela, facilitando o manejo, enquanto o efeito é inverso nas mãos alheias, tornando bastante complicado o uso da arma por parte de estranhos.][Bronze, aço e magia][Sem elemento][Sem nível mínimo]

✪ {Clash of Shields} / Colar [Possui uma corrente prateada comum, acompanhada de um pequeno pingente de cobalto que apresenta um sutil brilho azulado. Uma vez por missão, após a perda de ao menos 10% de seu HP atual, o efeito do colar pode ser ativado pela semideusa. Durante duas rodadas, ela ficará menos suscetível a habilidades que a façam hesitar em combate - Em uma taxa de 25% menos que o normal -, além de ter sua defesa potencializada pelo mesmo período de rodadas, na taxa de 10%.] {Prata e cobalto} (Nível Mínimo: 16) {Influência de batalha} [Recebimento: Recompensa pela missão "Tickets", avaliada por Jhonn Stark e atualizada por ♦ Lady Íris.]
Poderes:
Passivos:
Beleza Noturna (1): À noite os filhos de Nyx ficam especialmente mais encantadores, podendo rivalizar com filhos de Perséfone e Thanatos, ou talvez confundidos com filhos de Afrodite, mesmo sem ter a mesma graça corporal.

Habilidade noturna (10): O seu poder aumenta quando a noite chega. Sua magia, força e habilidade para combate como destreza, agilidade e esquiva ficam mais evoluídas e aumentam em 10%. Seus sentidos também ficarão mais aguçados, mas apenas levemente. [Modificado]

Silêncio noturno (11): Os filhos de Nyx conseguem se movimentar sem produzir quase nenhum ruído, contudo ações bruscas e ataques podem quebrar o silêncio, mas os sons produzidos ainda seriam menores do que o normal - apenas oponentes de poder superior ou ouvidos treinados terão facilidade em escutá-lo. [Adaptado por June]

Olhos noturnos II (12): Sua visão no escuro está ainda melhor e mais clara do que a de qualquer um, além de poder enxergar mais longe. Seus olhos se adaptaram tão bem a noite que conseguem enxergar longos metros de distância à sua frente. O máximo que consegue enxergar com absurda clareza são cinquenta metros em uma área aberta.
Ativos:
Nenhum.
Magias:
Nenhuma.
Mai Kaitsato
avatar
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
117

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Logan Montecarlo em Sab Maio 09, 2015 6:38 pm


L A T Í B U L O

(glossário) s.m. Esconderijo, retiro; lugar de segurança e de conforto; céu, morada dos deuses.
battle.cry - imagine.dragons
† l o g a n †

ENCERRAMENTO, ÚNICO.

Havia medo no ar. A bagunça geral provocada pela interrupção do show de Páscoa em Nova Iorque tumultuou o mundo mortal, com humanos correndo de um lado para o outro. A polícia e os paramédicos já chegavam, mas a dispersão era geral, com poucos realmente organizados. As luzes dos postes de iluminação públicos queimavam e explodiam sem motivos aparentes.

Até que a hidra finalmente foi morta: de Lerna ou de Chinatown, o que interessava era que a monstruosidade, que ocupava as seis pistas da avenida principal do bairro chinês, encontrava-se morta. Uma explosão de pó dourado recaiu sobre os ombros de todos os combatentes, e Logan notou um brilho diferente em meio ao brilho aurífero. Abaixando-se, pegou dois itens escamosos: uma das escamas servia como pingente em um colar, enquanto um círculo feito delas fazia as vezes de pulseira.

Quando as pétalas do filho de Perséfone caíram ao chão, mesclando o pó monstruoso às cores de violetas e rosas, um lestrigão "amigável" e jovem de sorriso malicioso se aproximaram. Como líder daquele grupo de guerreiros, Logan aproximou-se e trocou palavras com eles, chamando os seus então ao Central Park.

E, como não poderia deixar de ser, seus pensamentos logo flutuaram para longe.

Mais especificamente, para Lexis.

[... Algumas horas antes ...]

— Ah! — exclamou Montecarlo para o arco-íris à sua frente, lembrando de sua tarefa para essa noite. — E hoje eu ainda vou passar lá em Manhattan — contou para Lexis, a filha de Afrodite e a pessoa mais próxima de receber o título de "namorada do Logan", que estava aparentemente nas ilhas Maurício. — Parece que vai ter um evento de Páscoa no Central Park, e Quíron queria que eu ficasse de olho, só pra garantir que não vai ter algum problema.

Do outro lado da Mensagem de Íris, Skönhet riu e assentiu. Ao término da conversa, Logan se arrumou, pegando Flowerblade - sua espada - e prendendo-a ao lado direito da cintura. O garoto olhou para o bilhete que a jovem havia escrito quando partira, há mais de dois meses, e desenrolou o colar, cujo pingente era o símbolo do infinito, pertencente a ela da cabeceira da cama, onde mantinha-o secretamente como uma lembrança da filha de Afrodite.

Suspirando, acabou de organizar suas coisas numa mochila e logo partiu em direção ao Central Park.

Logan, eu tô bem, juro, não se preocupa comigo. Eu só... não posso com isso, todos os ataques, eu não tô preparada. Sei que deveria ter avisado, conversado contigo antes, mas não consegui. Estou indo pra Miami, e de lá devo ir para a casa do meu pai nas Ilhas Maurício. Eu vou voltar, prometo.
Eu te amo.
Lexis.


[... De volta ao Central Park ...]

— CALEM A BOCA, MORTAIS IMBECIS! — esbravejou Dionísio, doce como sempre. Pelo menos, o grito serviu para retirar Logan de suas memórias e colocá-lo de volta ao presente. Em um discurso do sr. D. com Quíron e muitas referências ao homem forte que aparentemente liderava algum tipo de organização secreta em Nova Iorque, pouco foi explicado diretamente, mas muito foi dito - e muitas informações ficaram perdidas no ar, como se não fossem importantes, sendo que eram.

Logan fazia algumas conexões mentais. Quione, Nêmesis, os símbolos, a organização secreta, Despina, convocação geral ao Olimpo, ataques de monstros, a hidra de Lerna, o ataque do Ano-Novo... Havia uma linha, tênue e débil, mas que mesmo assim ligava todos esses acontecimentos. Não era uma coincidência, muito menos um acaso do Destino - as Moiras, as entidades imortais responsáveis pelo Destino, com quem Logan tanto havia feito contato, não eram de brincadeiras, especialmente com efeitos como esses.

A frustração de Logan era não captar essa linha, tênue e débil. Porém, essa tal frustração logo se tornou preocupação, quando a pessoa mais importante ao filho de Perséfone retornou aos seus pensamentos.


Lexis.

Ele não conhecia as ilhas Maurício, e estava debilitado devido à batalha, e seu psicológico não estava no melhor dos eixos, e a distância entre a África e a América era grande. Por isso, teletransportar-se foi uma atitude irresponsável e idiota, mas contou com o vigor da estação de sua mãe, a primavera, e esperou que ela repusesse a energia perdida por atravessar o Atlântico.

Em momento algum, Montecarlo considerou ir com John. Dessa forma, abandonar o Acampamento não estava em seus planos - sabia que tinha um dever para com a única instituição oficialmente segura aos semideuses, mesmo que por mais de uma vez essa segurança tenha sido colocada a prova. Como monitor, precisava mostrar-se forte perante seus irmãos.

Mas ele ainda era um humano, e humanos têm desejos urgentes.

A casa de Lexis era bonita - não que ele estivesse se prendendo a detalhes. No quarto da garota, caiu no chão e ofegou, respirando fundo, cansado, apoiando os joelhos no piso e tentando manter alguma força nos músculos, de forma a tentar não desmaiar.

O gritinho da voz irritantemente nostálgica da garota soou como música para seus ouvidos.

— Sentiu saudades? — questionou, brincalhão. Ele sorriu e apoiou-se na cama dela, usando-a como apoio para erguer-se do piso.

Então, ignorando todas as dúvidas que saiam da boca da jovem e que ele não ouvia por estar inebriado demais, Logan segurou o rosto dela entre suas mãos e tascou-lhe um beijo imediato, inesperado, intenso e tenro.

— Eu te amo, Lexis — sussurrou próximo aos lábios dela, tendo-a acalentada em seus braços, e deitou-se com a menina no latíbulo terreno de ambos.

Extras:
Equipamentos:
— {Flowerblade} / Espada [Uma espada que mede cerca de 70 cm, sendo que sua lâmina é em torno de 60 cm. Sua lâmina é de aço e fica em um tom diferente conforme a estação do ano, e o pomo tem a forma de uma rosa desabrochando. Seu guarda-mão tem um formato de quatro pétalas laterais divididas igualmente, e no centro há um brasão em forma de flor, adaptável ao gosto do meio-sangue. Ao matar alguém, toda a sua estrutura torna-se negra e gélida, relembrando ao filho de Perséfone o sofrimento que uma morte pode causar (e cárcere também). Quando a arma fica deste jeito, todo o monstro que tocá-la será automaticamente coberto por uma energia escura, que o deixará lento (esse efeito só passa após duas rodadas).] {Aço} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Perséfone] [Na mão direita, empunhada.]

— Anima Bracelet. [Um bracelete de prata com o desenho de borboleta em ouro. Esse bracelete pode ser ativado com o desejo mental do usuário e transforma-se em uma corrente que pode medir 10m. Essa corrente é feita de prata e ouro sagrado, bastante resiste a tal ponto de ser semi-indestrutível. Ela obedecerá aos comandos mentais do mentalista com perfeição, independente do nível que ele esteja.] [Materiais: Ouro Sagrado e Prata Sagrada] (Nível mínimo 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: presente por ser mentalista] [Enrolada na cintura por cima da armadura.]

— Yin Yang. [Uma espada de punho prateado e com um desenho bem talhado de uma borboleta em azul. Sua lâmina é de uma beleza diferenciada, pela divisão do cume central, metade dela possui um material negro e a outra metade é feito de prata sagrada. Seu corte é duplo e sua ponta afinada, uma espada bastante resistente. Ela possui uma habilidade de ativar um segundo modo em que a espada original se divide em duas, uma de lâmina totalmente preta e outra de prata sagrada. Nesse segundo formato a sua resistência diminui um pouco, porém seu corte fica extremo, podendo cortar metais pesados e causar efeitos sobre armas sagradas. Essa espada vem em uma bainha preta com entalhes azuis em borboletas, ela se adapta ao corpo do mentalista podendo ser usada do modo que este desejar carregar a espada.] [Materiais: Prata Sagrada e Material Negro] (Nível Mínimo: 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: Presente por ser mentalista] [Embainhada, do lado direito do corpo.]

— {Flower's Wonderwall} / Armadura [Feita de magnésio, é leve e não prejudica tanto a movimentação quanto uma feita de outros materiais. É constituída pela couraça, que protege o tronco, espaldares que protegem o ombro, grevas para a parte inferior das pernas, e os braços e pernas da armadura. Não possui manoplas nem escarpes. Foi projetada com base em armaduras medievais, e é semelhante a estas. Quando o semideus desejar, se transforma em roupas casuais para que a armadura possa passar despercebida.] {Magnésio} (Nível Mínimo: 15) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Presente de Harry S. Sieghart] [No corpo, ativa.]

— {Fênix de Ka-Ha-Si} / Amuleto Místico Inuíte. [É um colar que possui um pingente de gelo que nunca derrete, cujo formato é o de uma fênix de asas abertas. Conquistada pelo semideus no Alasca, após um teste feito pelo Mestre dos Ursos. Bonifica aspectos físicos (força, agilidade, velocidade, etc; +15%) quando exposto à condições frias (temperaturas abaixo de 10ºC). Em casos extremos, quando o proprietário estiver com menos que a metade de seu total de HP, o amuleto pode desenvolver propriedades curadoras, em cerca de 10% do HP total. Os poderes totais da joia ainda não foram descobertos. Sua ativação dura por três rodadas, uma vez por missão.] {Zero Absoluto - Nunca derrete.} (Nível Mínimo: 15) {Elementos que controla: Nenhum} [Recebimento: DIY ~ Alaska II, por Hécate](Att por Hécate). [No pescoço.]

— {Graces and Muses} / Colar [É um colar que possui um pingente de coração, feito de rubi. Dado pelo respeito adquirido dentre as Graças, dá ao usuário uma certa “aura agradável”, que faz com que o torne mais “interessante” para aqueles que o utilizador quiser, assim podendo persuadir mesmo aqueles que possuam resistência e sejam até cinco níveis maiores que o semideus, embora não dê a capacidade de, de fato, persuadi-lo, sendo ainda necessário desenvoltura de postagem e outros elementos, mas ajuda na sedução/persuasão, fazendo com que até seres divinos - que sejam neutros os favoráveis ao semideus - no mínimo escutem o que ele tem a falar, mesmo que normalmente não o obedeçam.] {Rubi} (Nível Mínimo: 20) {Persuasão, Habilidade Corporal (Dança)} [Recebimento: DIY ~ Moulin Rouge] [No pescoço.]

♦ {Luto} / Bandana Preta [Carregando a aura pesada do atentado terrorista ao Acampamento no réveillon, essa faixa preta do tamanho de 50cm de comprimento por 5cm de largura possui uma propriedade interessante: tais como em cerimônias lúgubres, onde se dedica um minuto de silêncio em respeito à fatalidade ocorrida, os movimentos do usuário ficam silenciados por um turno inteiro; tal "bênção", no entanto, não afeta fala ou poderes (não se poderia silenciar uma explosão, por exemplo), podendo ser utilizada unicamente em ações relacionadas à movimentação (um pulo, uma caminhada, uma corrida, o ruído de passos - desde que provindos do portador, seriam silenciados e não poderiam ser escutados, independente de poderes como "audição perfeita"). Pode ser utilizada duas vezes por ocasião (missão, evento, treino, dentre outros).] {Tecido preto} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Evento de Encerramento, "Burn, Baby, Burn! - Postagem Aberta". Jan/2015.] [No braço.]




Poderes passivos:

— Aura Floral II: Flores crescem rapidamente com a presença do filho de Perséfone. O processo de germinação leva apenas alguns minutos quando está por perto, e esse dom pode ser suprimido com o desejo do meio-sangue. Basicamente, poderão criar flores em qualquer lugar, sendo estas sem propriedades. [Utilizada mais para fins interpretativos.]

— Fortalecimento II: Quando próximos de sombras ou em ambientes funestos – que não sejam criações suas –, os filhos de Perséfone sentem-se muito mais animados e fortes. Dessa forma, ganham um bônus de força física, velocidade e resistência mental (contra ataques que mexam com o psicológico dele). [Utilizada, devido ao ambiente preferencialmente escuro onde se encontram.]

— Epítetos III: Além de Koré, Perséfone era conhecida por outros nomes, sendo uma das deusas com mais alcunhas da mitologia grega. Muitos desses passarão a formar características dos filhos dela, porém serão liberados com o passar dos níveis. O terceiro epíteto é Leptynis (destruidora), cujo efeito é o de bonificar o filho de Perséfone. Quando sob a influência de emoções (como raiva extrema), o filho de Perséfone libera um poder destrutivo intenso: seus ataques ganham um bônus de 20% de dano (ou duração, a depender do efeito do poder). [Ativado devido ao instinto de proteção e liderança.]

— Aura da Sorte: Narciso, flor designada como seu símbolo, além da renovação, também significa boa sorte, e seus filhos são cercados por esta aura. A partir desse nível, qualquer atividade do filho de Perséfone tem uma chance aumentada em 10% de ser bem sucedida (em jogos de azar, essa chance sobe para 50%). [Aumentar sorte do grupo.]

— Perfume embriagador: Filhos de Perséfone sempre exalam um perfume floral, cujo aroma será percebido pelas pessoas ao seu redor de acordo com suas preferências. Esse perfume encanta a aliados, aumentando o poder de sedução do filho de Perséfone, mas contra inimigos atrapalha nas batalhas: ele é venenoso, e – com a exposição acima de 2 rodadas – o inimigo fica atordoado, perdendo 10% de suas capacidades de batalha, como força de ataque e reflexos. [Utilizado.]

— Constituição Primaveril: Os filhos de Perséfone, durante a estação regida por sua mãe, conseguirão utilizar poderes ativos por uma rodada (duas vezes por missão). A energia gasta será reposta com a força da estação. [Gasto nulo do teletransporte.]

Nível 20. Telepatia Avançada: Controle total, podendo escolher a hora que vai escutar os pensamentos ou não e também se comunicando livremente através dos pensamentos. [Utilizado mais para fins interpretativos.]

Nível 30. Controle da probabilidade: capacidade de alterar a probabilidade, causando acontecimentos estranhos ou impedindo acontecimentos normais. Isto inclui aumentar a sorte ou azar de alguém. [Aumentar a sorte do grupo.]




Poderes ativos:
Nível 28. Mestre do teletransporte: Pode teletransportar-se para qualquer lugar e distância. [Viajar até as ilhas Maurício, onde Lexis está.]
CONSIDERAÇÕES:
1) O começo é pra contextualizar o ataque e o que ocorreu após a derrota da hidra.

2) O "algumas horas antes" é pra contar um pouco da realidade atual do Logan, servindo como gancho para o que virá a seguir.

3) O "de volta ao Central Park" é a reação inicial ao discurso e a escolha de ir com John ou ficar no Acampamento.

4) O "Lexis" é a parte que conclui, deixando nas entrelinhas que ele retornará ao Acampamento, mas que precisava ver como Lexis estava.

5) Há palavras "clicáveis" - que também estarão acessíveis ao passar o mouse por cima delas na listinha a seguir - no texto, que são: "(glossário)", no subtítulo; "battle.cry - imagine.dragons", no subtítulo; e "IT'S THE BATTLE CRY", no final.

IT'S THE BATTLE CRY!
— thanks, and gabs!
Logan Montecarlo
Logan Montecarlo
IndefinidosPercy Jackson RPG BR

Mensagens :
338

Localização :
viajei por aí

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: ♦ Encerramento de evento: Reclamação Dupla

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Página 1 de 2 1, 2  Seguinte

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum
:: Topsites Zonkos - [Zks] ::