— Oh, you're so naïve [TRAMA ANTIGA]

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— Oh, you're so naïve [TRAMA ANTIGA]

Mensagem por Lavinia S. Larousse em Qua 29 Abr 2015, 19:22


Lavinia Cavendish
filha de despina / mentalista de psiquê


Tópico destinado ao desenvolvimento da trama da Lavínia. Aqui acontecerão narrações individuais, visando a evolução em experiência da personagem e também a aquisição de itens importantes para a sua vida em on game e para o enredo. Qualquer parágrafo expondo conteúdo adulto (sexo explícito e/ou violência excessiva) será devidamente colocado em spoiler, assim como apresentará um aviso no início do texto sobre o controle parental. Desejo uma boa leitura aos avaliadores e apreciadores das narrações. ♥️
oh, you're so naïve, yet so

Lavinia S. Larousse
Lavinia S. Larousse
Mentalistas de Psiquê

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Long Island

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Re: — Oh, you're so naïve [TRAMA ANTIGA]

Mensagem por Lavinia S. Larousse em Ter 07 Jul 2015, 20:03



You've been tearing me apart in the dead of night


As nuvens coloridas pelo amanhecer de Eos eram talvez a paisagem mais linda que eu já vira. Em baixo delas, apenas o branco imaculado da neve. Eram poucas as vezes em que eu saía do Acampamento e, geralmente quando estava fora, custava a voltar. Viajar pelos céus não era o modo mais seguro de um meio-sangue se locomover pelo mundo, mas definitivamente o mais rápido. Quíron me mandara para o Canadá em uma missão, mas o problema se resolvera antes mesmo de eu chegar até o local, para meu alívio. Sobravam-me alguns dias livres agora e eu decidi por visitar meus pais, que a tempo não via.

Desembarquei no aeroporto de Fairbanks pouco antes das 7 da manhã, o melhor horário possível que encontrei em uma companhia de voo barata. Se eu tivesse a opção de escolher onde meus pais morariam, com certeza o Alasca seria uma das últimas opções; mais clichê que isso só se eu me mudasse para a Antártida e vivesse em um iglu. Minha mochila nas costas começava a pesar, talvez mais pela aljava do que pelas roupas em si. Levava meu arco nos ombros e não conseguia imaginar que tipo de coisa as pessoas enxergavam ali, mas também não me atrevi a perguntar e chamar a atenção de qualquer coisa.

Caminhava pelo tranquilo bairro em direção à minha antiga casa. Baixava a cabeça sempre que alguém vinha em minha direção, temendo que me reconhecessem. Para os mortais dali, eu estava morta junta com Mitchel. Os jornais já não falavam mais da avalanche ocorrida a pouco menos de um ano atrás. Sabia que estava arriscando em ir até lá, mas não podia perder a oportunidade.

Algumas vezes eu imaginava como seria minha vida sem a descoberta do mundo mitológico. Talvez agora estivesse na faculdade, ou teria um namorado, ou ambos. Poderia estar planejando uma festa, minhas férias, um almoço de família. Poderia ter meu coração quebrado em mil pedaços ou ser a pessoa mais feliz da América. Mas ainda assim, seria fraca. Não poderia ser uma heroína, uma vilã, uma semideusa. Não seria nada além de uma pessoa ordinária.  

Lembranças de Liverpool apareciam como flashes na minha mente. Todo o clima que eu estava vivendo – de voltar para casa, para a família – me fazia sentir como uma criança novamente. A Inglaterra era um lugar excelente de se viver, mas mesmo assim meus pais haviam decidido mudar para este pedaço afastado do mapa. Nunca havia perguntado se eles sabiam de algo antes do acidente, como o nosso parentesco divino. Talvez hoje fosse um bom dia para isto.



A porta da frente estava fechada, assim como a garagem. Bati uma, duas e três vezes, nada. Não acreditava que eles estivessem dormindo ou muito menos que saíssem tão cedo assim. Rodeei o quintal até chegar à janela do meu quarto, que estava trancada e com uma lona preta por dentro. Teriam se mudado sem me avisar? Muito provável que não, mesmo eu estando em torno de três meses sem manter contato. Todas as outras janelas estavam do mesmo jeito. Pensei em quebrar uma delas e entrar, mas faria muito barulho e acordaria os vizinhos. Foi aí que me veio a incrível ideia de utilizar o porão, cuja entrada se encontrava nos fundos.

Tive que usar minha espada para congelar e quebrar a corrente que estava mantendo as portas fechadas. Desci as escadas silenciosamente, fechando a entrada de madeira assim que joguei minha mochila para baixo. Não havia janela ou fonte de iluminação, mas eu conseguia enxergar como se estivesse claro. Todas as ferramentas e tralhas que meu pai usava para concertar coisas e passar o tempo estavam lá, intactas como da última vez que eu vira. Seus projetos velhos espalhados pelas mesas ou enrolados em uma prateleira; maquetes quebradas ou defeituosas; quadros da Jane inacabados...

Subi mais escadas para chegar até a casa, de fato. Tentei não fazer muito barulho enquanto andava pelo corredor vazio até chegar ao meu quarto, no segundo andar. Concluí que tínhamos muitos degraus em casa. Tive que arrancar o pano preto que estava sob minha janela para abri-la e deixar o ar circular pelo cômodo. Não entendia o motivo de terem o selado daquela maneira, mas, além disso, nada mais tinha sido tocado. Meus patins e roupas de apresentação estavam pendurados em um cabide no armário, junto com algumas outras roupas antigas. Joguei minha mochila na cama, tirando o arco dos ombros e juntando-o com as flechas em um canto. Não saberia por quanto tempo aproveitaria minhas “férias”, mas já havia aprendido do modo mais duro que nunca mais deveria sair desarmada.

O quarto de Mitchel estava do mesmo jeito que o meu: escuro e fechado. O de meus pais, igualmente. Desci até a cozinha e encontrei a geladeira vazia, assim como os armários, cujos objetos estavam empacotados em caixas de papelão em cima da bancada. Uma placa de “vende-se” havia sido jogada sem jeito na sala, onde tudo estava encaixotado também. Um vaso de flores, porém, parecia ter sido recém posto em cima da mesinha de centro. A faixa que caía das rosas brancas dizia “Para Jane e John Cavendish, RIP”. Franzi as sobrancelhas, perguntando-me o que diabos aquilo era? As pétalas ainda estavam bonitas, com pingos de água nas superfícies. Um bilhete lá dentro me chamara à atenção; estava escrito em grego, assim que consegui pousar os olhos sob o conteúdo. “Aos herdeiros de Devonshire”, intitulava o papel ao lado de fora.


Vocês podem se esconder, podem fingir-se de mortos, mas nós os encontraremos assim como encontramos John, e os mataremos assim como matamos Jane.

Hayden Cavendish.




O vaso quebrara em um impacto contra a parede. As flores brancas, antes belas e impotentes, agora estavam aos pedaços espalhadas no chão. Corri tão depressa até o quarto que não vi sequer um degrau na minha frente. Esvaziei minha mochila pela cama até encontrar o resto das minhas armas e o macacão branco, que vesti por cima das roupas comuns. O bilhete estava dobrado em meu bolso, guardando o nome do assassino que adentrara em minha vida como se fosse incrivelmente ameaçador e surpreendente. O que ele não imaginava é que estava também imensamente enganado.

Pensei em ligar para Mitchel durante o caminho até o cemitério, mas decidi que seria melhor omitir tudo até encontrar Hayden. Conhecendo meu irmão, ele estaria aqui de um jeito ou de outro em menos de uma hora, e eu o queria fora de perigo. A neve havia parado de cair alguns minutos atrás, mas meu cabelo preso guardava alguns flocos pequeninos por entre os fios. Meu olhar permanecia estático encarando um ponto fixo à minha frente durante todo o percurso. Percebia pelo canto alguns nativos me olhando feio, outras até com certo medo. Elas deveriam ficar.

Os portões já abertos recepcionavam os visitantes ao vazio que era aquele lugar. Vazio de pessoas e de almas. Caminhei pela trilha conhecida até o lugar onde um túmulo de mármore branco jazia silencioso com uma flor de mesma cor perto da inscrição do nome: “Lavínia Cavendish”. Imaginava que tipo de enterro eu havia tido. Se é que isso ocorrera, já que o caixão provavelmente estaria preenchido com pedras. Dois novos retângulos foram plantados bem ao lado – o dos meus pais, tão reais quando a árvore que os sombreava. Minha expressão permanecia a mesma que cinco minutos atrás, uma hora e até o dia anterior, mas dentro de mim a fúria se espalhava como uma droga recém-injetada. Capturei outro bilhete de dentro de um novo vaso florido, desta vez endereçado aos meus pais. Sentimentos, lamentações e falsos votos de vida eterna além da terra.

Hayden Cavendish.

O endereço do remetente.





Não fora muito fácil chegar ao local, considerando que ficava em outro continente e do lado oposto do mundo. Aviões, escalas terríveis, desconforto e por fim um taxi: 23 horas de jet lag que me trouxeram até Bakewell, distrito de Derbyshire. Poderia ter conseguido um jeito mágico de teletransporte, mas no calor do momento não pude pensar em ninguém disponível para me ajudar. O dinheiro mortal que me restara não seria suficiente para retornar à Long Island, mas eu não estava muito a fim de pensar nisto agora. Precisava encontrar o assassino que tirara a vida de meus pais. Precisava saber o motivo. Precisava descobrir o que ele iria ganhar com tudo isso. E claro, pôr em prática aquilo que havia aprendido com meu irmão: vingança.

O bilhete em meu bolso guardava o endereço da residência, “Chatsworth House”. Não entendia por que diabos a casa de Hayden teria um nome, mas sem muito tempo para reflexão fui pedir a uma senhorinha que estava sentada na porta de uma pequena confeitaria.

― Perdão, a senhora sabe me informar como eu chego à residência de Hayden Cavendish? ― Questionei e repeti assim que ela fez um gesto, como se não tivesse ouvido direito.

― Ah, turistas... O ônibus sai da rua de cima, já deve estar cheio há esta hora. Você não se programou não, filha?

Murmurei um “obrigada” e subi em direção ao local que a – mau-educada, por sinal – senhora havia explicado.  Não imaginava em que tipo de local aquele ordinário deveria morar, já que pessoas se deslocavam até lá por turismo. Um grande ônibus azul e vermelho estava encostado na calçada enquanto as pessoas entravam, uma a uma, com câmeras fotográficas e crachás. Eu não tinha ambos.

― Desculpe moça, aqui é o pessoal da agência. ― Alertou um homem assim que entrei na fila para embarcar. Eu sabia que não seria fácil, mas na via das dúvidas, tinha decidido ir quietinha para onde um bando de mulheres conversava espalhafatosamente.

― Eu sei disso, eu também faço parte. ― Tentei mentir, fazendo a cara mais séria que eu conseguia naquela hora. ― Estou esperando minha identificação há mais de uma hora e até agora ninguém providenciou, isto é uma vergonha.

Um homem que estava próximo também fez cara feia para o funcionário, o que agradeci internamente. Tentava usar minha aura de medo para causar desconforto nele, assim talvez pudesse embarcar.

― Me desculpe, agora não podemos mais arrumar... ― E mais três pessoas viraram para encará-lo. Meu olhar permanecia firme, como se penetrasse em sua cabeça e atravessasse pelo outro lado. ― Mas aqui está um crachá de cortesia, pedimos perdão pelo transtorno, aproveite o passeio.

Entregou-me um passe-livre sem nome, apenas com o logo da empresa e saiu em direção a van da equipe de turismo. Suspirei aliviada enquanto subia os degraus do ônibus, sentei em uma janela e aguardei o que viria a seguir.



Não sabia o que faria assim que conseguisse me livrar desse grupo de pessoas e chegasse até a Chatsworth. Dei-me conta que talvez este fosse o nome de um condomínio ou até um conjunto de pequenas fazendas, a julgar pelo caminho rural que tomávamos. As árvores verdes combinavam perfeitamente com o azul do céu, que tornava a tarde um pouco menos fria que sempre. Eu gostava do calor, ainda mais quando podia desfrutar de uma paisagem tão original quanto essa. Nova York era importante para mim, já que ficava ao lado do Acampamento, praticamente. Mas não me agradava em nada. Muitos prédios, carros, ruas, pessoas rudes. Se eu pudesse escolher um lugar para morar, talvez este fosse um da lista – caso não houvessem supostos parentes que queiram me assassinar.

As pequenas propriedades e árvores nativas foram ficando para trás, dando espaço para uma imensidão de grama verde que parecia recém-cortada. Um pequeno lago se fazia presente para completar a paisagem que mais parecia uma pintura, exibindo em sua superfície o reflexo de uma ponte de madeira entalhada. As pessoas pareciam ficar mais animadas à medida que nos aproximávamos de uma grande construção antiga, parecida com um enorme hotel. Não prestei atenção aos murmúrios, já que minha mente estava focada em apenas uma coisa: matar. Desembarcamos, finalmente. Estávamos de frente para a House, com um portão que nos separava do caminho até sua entrada – algo em torno de 100 metros. Todos tiravam fotos e selfies com o palacete ao fundo, falavam e explicavam coisas que estavam fora do meu alcance de interesse. Tinha que chegar até lá, mas com tantos seguranças na entrada seria impossível. Afastei-me do grupo e passei por trás de uma árvore, saindo do “esconderijo” sem ser notada, já que estava invisível. Às vezes eu agradecia à minha mãe por me livrar de tantas enrascadas assim.

Não fora difícil chegar até a entrada do hotel e não havia sido notada por ninguém. Joguei fora o cartão da agência e bati com a argola nas grandes portas de ferro que guardavam o hall. Estranhei desde o momento em que aquele hotel estivera fechado, afinal, pra que serviria? Comecei a pensar que se tratava de uma espécie de museu, patrimônio nacional ou algo assim, mas fui interrompida de meus devaneios quando a porta se abriu. Por trás dela, um homem engravatado me recebia.

― Senhorita Cavendish, uma honra tê-la em casa.





Não, ainda não era Hayden. Aquele se apresentou como sendo apenas um criado, dando-me passagem para entrar na residência. Uma casa, apenas uma casa, daquele tamanho. Nada de condomínio, hotel, museu, patrimônio ou que diabos eu tenha pensado que aquilo tudo seria. Achei que meu queixo cairia da minha cabeça no momento em que meus olhos se encheram com as inúmeras obras de arte que circundavam a sala de entrada, combinando com todos os detalhes dourados que se faziam presentes desde o corrimão da escadaria até os vasos de flores frescas por cima das mesas. Flores brancas. O mordomo rapidamente saiu da minha companhia, dando lugar a uma senhora vestida de branco que me abraçou como se eu fosse uma velha conhecida.

― Olhe para você, a cara de Georgiana. Oh, se o resto da sua família pudesse vê-la! ― Dizia enquanto esboçava um sorriso exagerado de orelha a orelha.

― Me perdoe, mas eu apenas estou aqui para ver uma pessoa. ― Desvencilhei-me do melhor modo que pude de suas garras, sorrindo fracamente em resposta. ― Hayden, creio que ele mora aqui.

Sua expressão jogava na minha cara que era obvio que ela sabia do que eu estava falando. Como, eu não fazia ideia. Enganchou seu braço no meu e me conduziu até a escadaria, andando lentamente pelo carpete vermelho sob ela. ― É claro que sim, seu irmão não veio junto? Uma pena. Hayden aguarda ambos. ― Ele sabia que eu viria. Se eu fosse morrer ali, ao menos posso descansar em paz por ter salvado meu irmão dessa. Permaneci em silêncio, acompanhando-a até o andar de cima. Cada vez mais as pinturas iam aparecendo, agora estampando nobres e famílias do século retrasado. Quando a velha abriu a boca, eu sabia que ganharia uma aula grátis.

― Esta foi Sir John Cavendish, o primeiro a morar na propriedade. ― O nome me fez arregalar os olhos. O exato nome de meu pai, diferenciado por mais de 600 anos, como estava inscrito logo abaixo de sua imagem. ― Aqui ao lado seus herdeiros, William e George. Foram bons rapazes, estes. William inclusive foi o primeiro duque.

Suas poses impotentes mostravam o quão poderosos eram, ou ao menos se achavam. Pintores famosos das respectivas épocas assinavam suas obras, agregando ainda mais valor aquele imenso castelo.

― Henry Cavendish, talvez o maior orgulho. Físico e famoso, você deve conhecer suas teorias. Outro William, outro William, outro William... ― Continuava tagarelando enquanto me arrastava por mais uma escadaria, agora rumo ao terceiro andar. Em algum momento ela parou de falar e apenas encarou uma mulher sentada no quadro, trajando o vestido antigo mais lindo que eu já vira na vida. ― Georgiana.

Sua feição lembrava levemente meu pai, mas ainda mais semelhante ela era comigo. Desde o sorriso tímido até a expressão do olhar, decidido e superior. Seus cabelos castanhos se assemelhavam aos meus também, mas aqueles estavam presos e caíam em cachos no contorno do seu rosto. Outro William Cavendish mantinha-se de pé atrás dela, com uma face não muito amigável para o artista.

― Ela era linda. E a sua cara, querida. Mas vamos continuar...  ― E me arrastou novamente para cima.

Aprendi o nome de cada duque, duquesa, lorde e conde que havia no caminho até o último andar. Lá ela finalmente me soltou, dizendo que era só bater e Hayden me atenderia. Um “fique com Deus” me fez arquear uma sobrancelha, captando o tom de despedida em suas palavras, mas não dei atenção. Ali estava, de frente para mim, a porta. Coloquei a mão no cós da calça, sentindo a faca oculta por baixo da roupa. Minha espada também estava comigo, mas em forma de anel. Bati três vezes na porta e foi o suficiente para outro homem alto e engravatado abri-la, fazendo-me uma reverência ao entrar.

Hayden não era como eu esperava, tipo um velho barbudo e mafioso ou algo assim. Ele era bonito, até. Seus cabelos castanhos formavam um bom conjunto com os olhos verdes extremamente claros, algo raro em nossa família. Seus lábios tinham um tom escuro e esboçavam um sorriso amistoso enquanto provavelmente fazia o mesmo tipo de análise em mim.

― Admito que eu esteja surpreso por você ter vindo tão rápido, Lavínia. Você realmente se parece muito com ela, e também com seu pai.

Engoli o seco no momento em que ele se atreveu em mencionar meu pai, pessoa que ele mesmo havia matado. Seu olhar era cínico e dissimulado, quase como se confessasse todos os crimes que haviam passado bem diante de si.

― De fato. Você sabe muito sobre mim, e eu, nada sobre você. ― Respondi enquanto sentava em uma cadeira a frente de sua mesa. Ela era estofada com material vermelho vivo, assim como outros detalhes de seu escritório. Senti-me em uma sala de museu onde estaria sendo exposta uma réplica da sala da rainha.

Ele sorriu, olhando para baixo e fazendo um leve movimento de negação com a cabeça. ― Eu sou o 14° duque de Devonshire, filho de William Cavendish VIII e atual Conde de Burlington. Herdeiro aparente da Chatsworth House e supostamente seu tio, em partes.

Arregalei os olhos após ignorar tantos títulos e por fim ouvir “seu tio”. Meu pai nunca mencionara ter irmãos e, pensando bem, nunca havia falado muito de sua família. Meu pai era um duque, o herdeiro, e havia morrido por isso. Teve sua vida tirada por uma coisa da qual nunca dera importância, um título que renunciara. Tudo para Hayden herdar o que era nosso.

E você ― Continuou, levantando da cadeira em que estava. ― É um empecilho.

E tudo ficou escuro.





O cheiro forte de sonífero ainda permanecia em meu nariz. Meus pulsos doíam, fazendo-me perceber instantes depois que estava amarrada em uma espécie de trono. A sala agora era menor e mais rústica, pouco iluminada. Em minha frente estavam os dois mordomos, a velha e meu recém-descoberto tio.

― Nós podemos fazer isto rápido, ok? Só nos diga onde está seu irmão. ― Dizia Hayden bem próximo do meu rosto. Sua expressão agora tentava ser ameaçadora, mas infelizmente não conseguia. Não para mim.

― Morto. ― Menti enquanto tentava congelar minhas mãos e consequentemente as cordas que a prendiam. Se conseguisse quebrá-las, estaria livre.

A palma de sua mão colou contra minha bochecha, deixando uma marca vermelha devido ao tapa. Eu podia sentir o calor crescendo dentro de mim, pela raiva, e o frio se espalhando pelo meu corpo no lado de fora. Este era meu estado de fúria, a colisão de temperaturas que me fazia querer destruir qualquer inimigo que ainda estivesse na minha frente, principalmente após ter levantado uma mão para mim.

― Você vai ficar aqui até me dizer em que parte do mundo eu terei que ir para encontrá-lo. ― E saiu do cômodo fechando a porta com força, deixando-me a sós novamente com a mulher que me levara até ele. Ela olhava com pena para mim, e eu, com ódio.

― Ele vai matar os dois, querida, seu irmão é o primeiro da linha de sucessão... ― Tagarelava antes de arregalar os olhos no momento em que me soltei da cadeira e andei em sua direção.

― Por que me levou até ele? ― Questionei, com winter transmutada em minhas mãos e a lâmina a 1 centímetro de sua garganta. A velha tremia e implorada para que eu a soltasse, perguntando onde eu havia conseguido uma arma daquelas. Instantes depois começou a apontar para um armário no canto da sala, me dizendo que lá estava tudo o que eu precisava saber a respeito de Devonshire e minha família. Conduzi a senhora até a cadeira, prendendo-a onde antes eu estava. Ela não parecia ameaçadora e até senti um pouco de pena, mas no final das contas, ela havia me levado para as garras de Hayden.

O móvel antigo tinha as portas de vidro, com puxadores clássicos de prata e vários entalhes por sua extensão. Estava trancado, mas com um pouco de força consegui arrombar sua fechadura. Vários itens estavam empoeirados lado a lado: uma tiara de pedra, uma espécie de tecido branco dobrado cuidadosamente, um colar, um bracelete. Todos de ouro e com o nome do antigo dono em baixo. Peguei o que mais me chamou a atenção: um antigo diadema de Georgiana.

― Você deve tomar posse deles, do castelo... Ele vai me matar quando descobrir que falei disso, mas já estou velha, não é mesmo? ― Dizia a idosa, com lágrimas escorrendo pelos olhos. Senti uma pontada bem grande de pena, mas mantive a pose e continuei com o interrogatório, querendo saber agora sobre o homem.

― Hayden é um bastardo. Seu sobrenome sequer é Cavendish, mas ele conseguiu um documento falso que prova a herança. O problema é que ele descobriu você e seu irmão nos Estados Unidos e, pela nossa lei, são os herdeiros da Casa. Seu pai também era um duque por direito, antes de vocês dois, mas Hayden conseguiu matá-lo a tempo. ― Explicava sem sequer olhar em meus olhos. Talvez, agora, o arrependimento tivesse batido em sua consciência. Eu sabia que o medo fazia as pessoas agirem sem pensar, ainda mais quando sofrem ameaça. Mas ajudar um assassino... ― Perdão, duquesa.

Franzi as sobrancelhas para o rótulo. Não me considerava nenhuma duquesa, ainda. Não levava a sério nada daquilo. Não antes de matar o bastardo que tirara a vida de meus pais. Olhei para o diadema em minhas mãos, colocando-o na cabeça logo em seguida. Podia imaginar as mulheres da família em seus séculos passados, utilizando o adorno junto de vestidos entupidos com armações e todas aquelas coisas. Assim que a joia tocou minha cabeça, uma sequência de sentimentos começou a estourar em diversas partes do meu corpo, todos eles enviando uma só mensagem para a minha mente: nenhuma delas foi fraca. Eu tinha o sangue nobre, mesmo que sem nunca perceber. Eu não era fraca, tampouco.

Guardei a arma novamente em formato de anel e forcei a porta para abri-la; Estava trancada, como já previa. Apoiei as palmas na maçaneta e esperei o gelo se espalhar por toda a sua extensão, mas antes de realizar outro movimento, percebi a senhora me encarando de olhos arregalados novamente. Ela via através da névoa, era uma sensitiva, mas eu não tinha tempo de dar atenção ao fato agora. Engoli o seco e voltei minha atenção para o obstáculo a minha frente, desferindo um chute que eu nunca imaginara ser capaz de produzir. O som de gelo quebrando misturou com o baque que a maçaneta provocou ao abrir, deixando a passagem livre para mim.





Você já passeou por um labirinto de pedra? Era exatamente o que eu fazia naquele momento. Já havia andado por alguns minutos sem encontrar ninguém, e precisava achar meu inimigo logo. Só tinha um jeito de fazer isto com precisão, mas também, eu estaria denunciando minha própria localização. Nunca havia utilizado o poder e não sabia se ele abrangia humanos, porém eu precisava testar. Coloquei a ponta de dois dedos entre meus lábios e assoviei alto o suficiente para o castelo inteiro me ouvir, se duvidar. No momento em que soltei a respiração, consegui detectar uma presença mágica a alguns metros de distância: um semideus. Apressei o passo e corri em direção do local onde ele estaria. A porta estava fechada, mas sem tranca. Assim que entrei, Hayden arregalou os olhos, já de pé em um movimento que parecia pronto para deixar a sala. Ele era um semideus.

Nunca havia visto uma expressão de medo tão clara, ainda mais após ele cravar os olhos no diadema em minha cabeça. Ao mesmo tempo em que tirei minha espada de sua forma reduzida, ele fez aparecer um machado de dois gumes em ambas as suas mãos. O ferro negro reluzia ao sol que se punha e atravessava seus raios pela janela, tornando a arma não mais poderosa, mas sim intimidadora.

― Surpresa? ― Questionou, com um sorriso doente no rosto. Seus punhos estavam levantados, prontos para me atacar com o gume afiado do objeto.

― De saber que é um bastardo? Nem um pouco.

Logo após ouvir o xingamento, Hayden avançou com o machado para cima de mim. Tentei desviá-lo com a espada, mas acabei recebendo um corte na lateral do ombro. Aproveitei que ele estava ainda retomando a força para acertá-lo em cheio na barriga, mesmo que para isso eu tivesse que usar a força do meu braço machucado. Doeu, sim, mas deve ter doído mais nele, já que a lâmina da Winter estava coberta por espinhos de gelo.

Afastei-me um pouco enquanto ele cambaleava em cima de uma prateleira de vidro, quebrando-a. Sem perceber, eu tinha lágrimas escorrendo pelos olhos, o ódio esvaindo do meu corpo em forma líquida. O que eu queria era enterrá-lo vivo bem ao lado dos meus pais, mas sabia que eles não gostariam daquilo, e eu nem teria como.

Questionei por alguns segundos qual era o parentesco divino do meu falso-tio. Talvez e, muito provável, ele nem soubesse. Apenas um semideus frustrado com seu progenitor que não o reclamara em o quê, 40 anos? Quase que podia entender Hayden, mas não o faria. Não conseguia simplesmente ignorar que ele tirara a vida de duas pessoas somente por um título e uma mansão infestada de criados. Como que se pudesse ouvir meus pensamentos, ele se pronunciou, sangrando por toda a face.

― A honesta, humilde e perfeita Lavínia brigando por dinheiro. John odiaria isto, criança. ― Assim que provocou, cuspiu bem próximo de meus pés uma mistura de sangue com saliva. ― Assim que eu torturar você para encontrar seu irmão bastardinho vocês vão poder descansar junto com eles, enquanto eu descanso em Devonshire.

Mais lágrimas rolavam enquanto ele tentava me intimidar. Quanto mais raiva eu tinha, mais sentia a aura do diadema espalhando-se por meu corpo, quase como algo sólido.

― Talvez eu o visite no inferno, quando eu morrer. ― Falei, limpando as lágrimas. Meus olhos agora o encaravam fixamente e eu podia sentir o frio que exalava deles, estampando novamente o medo na cara de Hayden, que não conseguia mais tomar a iniciativa para me atacar. Eu sabia que conseguia ser amedrontadora, graças aos meus poderes, mas o diadema com certeza intensificava isso. ― Mas você vai primeiro.

Levantei uma mão no mesmo momento em que uma estaca de gelo surgiu do chão, atingindo o estômago dele e deixando uma ponta de quase 30 cm atravessar sua espinha. Ele cuspia mais sangue do que antes e também largara o machado, que caiu no chão e desapareceu em uma pequena quantidade de fumaça negra. Agonizando, continuava vivo, murmurando algo como “por favor”.

― Não é mais por vingança, ou por meus pais, ou por Mitchel, ou por estes empregados que você aterroriza para que se submetam às suas vontades. Isto é por mim. ― E deixei que a lâmina de minha espada cortasse sua garganta, de um lado ao outro.



Uma grande parte dos problemas haviam se resolvido. Dinheiro, por exemplo: agora eu poderia voltar para os Estados Unidos em um dos melhores aviões disponíveis; Aliás, ele estava sobrando. Hayden: por incrível que pareça, todos os funcionários da Chatsworth House sofriam de trabalho abusivo. Quatro jardineiros o enterraram em um pequeno cemitério familiar em uma clareira que existia atrás da casa, ainda no terreno da mansão. Não houve grandes alardes, já que ele nunca fora reconhecido como herdeiro legítimo do ducado. Nada estava resolvido até que eu e Mitchel retornássemos à Inglaterra para assumir o castelo ou passássemos legalmente o direito do título para o parente mais próximo que encontrássemos. Obviamente, não seriam Cavendish, o que quebraria uma tradição de quase 500 anos. Eu havia sonhado com a cena da morte de meu falso-tio-bastardo por toda a noite, mas não me sentia inteiramente culpada. Era eu ou ele.

O motivo de sua morte, no final, foi taxado como indefinido. Aleguei que apenas me defendi no momento em que ele partiu para cima de mim, empurrando-o na estante. Todos também sabiam como Hayden era desequilibrado, o que me ajudou a inventar uma desculpa plausível antes de sair da Europa. Retornar ao Acampamento não era minha primeira escolha, mas agora eu estava decidida a me tornar cada vez mais forte para fazer aquilo que o destino havia me reservado.

The lion won't lay down


Observações:
Eu explico:
Esta é a principal trama da Lavínia, onde eu consegui inserir os elementos necessários para a DIY. A maior parte dos ancestrais citados existem, e inclusive a House, que fica na Inglaterra. A família Cavendish sempre foi composta pelos duques de Devonshire, e Georgiana foi a maior inspiração que eu tive na hora de criar a Lavínia. Caso surja qualquer dúvida importante para a avaliação, peço que me envie uma MP ou me contate por qualquer meio.
Arsenal:
♦ {Winter} Espada longa [Espada de 90 cm, com a lâmina medindo cerca de 75 cm. A lâmina é prateada e seu cabo é esbranquiçado, feito de álamo e revestido de seda, com entalhes prata. Sobre a lâmina há um escrito "O Inverno está chegando" — significa o poderio da espada. Transforma-se em um anel com a mesma inscrição no nível 20.] {Álamo, seda e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Quione]

♦ Snow overalls [Macacão feito com fibras sintéticas, couro e algodão. Encobre tanto as pernas, quanto completamente os braços e pescoço da filha de Quíone. Em coloração tão branca quanto a neve, em seus fechos possui pingentes de cristal no formato de flocos de neve. A roupa protege a garota de efeitos climáticos, reduzindo em 15% efeitos de calor e frio provenientes da natureza através de meios naturais. A roupa de paint ball, ainda possui grande resistência, reduzindo em 25% golpes de impacto sobre seus golpes, porém não protege contra golpes cortantes e perfurantes. Pelos materiais de que é feito, não prejudica a movimentação da semideusa, sendo seu peso como o de uma roupa comum. Quando a semideusa estiver o usando em meio a um ambiente repleto de neve, terá 25% de chances de se camuflar, sendo que esse valor aumenta para 50% caso a semideusa fique parada sem executar nenhuma ação. Possui apenas o efeito climático se utilizado com armaduras e outros itens especiais que sejam peças de roupa, e pode ser rasgado, queimado e sofrer outros danos os quais podem o destruir como uma peça de roupa comum. {material: Couro e algodão} (nível mínimo: 11) [Ganho como recompensa pela missão "Pintando o gelo", passada e avaliada por Ares]
Poderes Passivos:
Nível 2
{Visão Sombria} Como deusa das sombras invernais, seus filhos lidam bem com a escuridão e baixa luminosidade. Nesse nível, conseguem apenas ver na penumbra - ou seja, precisam de uma iluminação mínima - uma vela, lanterna ou mesmo a luz da lua cheia, se visível, mas não verão através de escuridão completa ou mágica, e seu campo visual é padrão, não se alterando. O avanço de seus poderes permite que no nível 12 veja tão bem de noite quanto de dia - mas não através de escuridão mágica. Não amplia a capacidade visual em questão de alcance, contudo. [Novo]

Nível 8
{Arrepios} A presença invernal dos filhos de Despina afeta as criaturas mais fracas ao redor. Semideuses, monstros e humanos comuns que são mais fracos que o semideus perdem a iniciativa no combate, em caso de ataques diretos. Válido apenas para o primeiro movimento na batalha. Não impede o semideus de ser atacado de surpresa nem afeta estatísticas do alvo. É um efeito de medo, e resistências se aplicam. [Novo]

Nível 12
{Vontade Glacial} Sua presença de espírito é mais inabalável do que as geleiras do Ártico. Poderes de controle emocional, como manipulação e charme sempre terão dano e efeito reduzido. Poderes que venham de personagens com até 10 lvl mais baixo que você não lhe afetam. De 10 lvl abaixo até 5 lvl acima causam apenas 50% do dano ou efeito, e poderes de personagens com mais de 5 lvl superiores te afetam normalmente - considera o nível do personagem, não do poder utilizado. O lado negativo é que a resistência também se aplica a poderes aliados.
Poderes Ativos:
Nível 1
{Criação de gelo} Você não precisa de uma fonte para criar seu gelo, eles surgem de você para o ambiente, mas é muito mais fácil quando você utiliza as mãos para isso. Varia de acordo com a manipulação. Até um quilo de gelo ou neve por turno nesse nível. Aumenta um quilo a cada nível até o nível 10, 2 do nível 11 a 50, e 5 do nível 51 em diante.

Nível 11
{Assovio gélido} Por meio de um assovio alto e agudo, o filho de Despina poderá distinguir exatamente a distância e a localização de outros monstros e semideuses dentro de um raio de 1km. Porém, ao fazê-lo também denuncia a sua própria posição, podendo tornar-se um alvo fácil. [Modificado]

Nível 16 {novo}
{Olhar enregelante} Como filho do inverno, seus olhos e expressão podem ser mais frios do que as geleiras. Ao ativar esse poder, eles provocam o medo nos inimigos que os encaram, fazendo com que um único oponente seja afetado pela sua aura, e reduzindo seus ataques em 50% por 3 turnos. Só faz efeito em cada inimigo uma vez durante o combate. Ataque visual, alcance de 25m

Nível 20
{Estacas} O filho de Despina bate o pé no chão, fazendo com que uma estalagmite de gelo irrompa do solo. Ele define a posição dela em um raio de 15m. Mesmo se não acertar, ela permanece no terreno por 3 rodadas. Nesse nível apenas 1, ganhando uma estaca e 5 m adicionais de alcance a cada 10 níveis posteriores à aquisição do poder.[Modificado]

Nível 23
{Véu Invernal} A deusa é silenciosa, seu rastro só sendo percebido após sua passagem, sempre oculta. Com esta habilidade em uso, o semideus torna-se invisível como os ventos gélidos, e flexível como estes, podendo se esgueirar com facilidade para evitar ataques - basicamente, tornando-se capaz de passar por qualquer brecha existente (mas não se torna intangível). Ele não pode ser detectado por nenhum meio (exceto poderes específicos, e apenas caso o oponente seja de nível superior), contudo também não poderá atacar de forma alguma, sendo uma habilidade puramente para espionagem ou evasão. Dura 2 turnos por ativação. 2 usos por evento.[Antigo poder especial, modificado]
Sugestão de Desconto:
HP: 60 / MP: 284 (pqp)
Item Almejado:
{Devon Pride} / Diadema [O antigo diadema que pertencia a Georgiana Cavendish é um adorno de ouro branco com uma pedra de Opala no centro. Fora de uso é apenas uma joia comum, mas assim que entra em contato com um semideus da família herdeira (exclusivamente), torna-se um item poderoso: uma vez por evento ou missão o possuidor pode acionar a aura do objeto, que intensifica os poderes de manipulação mental do meio-sangue em 50% quando contra um adversário mais fraco e 25% se este for de mesmo nível ou até 10 níveis acima. Fora da margem, não funciona. Encaixa perfeitamente em Lavínia e por conter suas propriedades mágicas não cai ou é retirado com muita facilidade, além de fazer a pedra central emitir um leve brilho quando acionado.] (Nível mínimo: 25) {Ouro Branco e Opala} (Elemento: Manipulação Mental) [Recompensa ganha em DIY, avaliada por ____.]

PS: O item já foi previamente discutido com um staffer e modificado. Peço que qualquer futura alteração feita, por menor que for, seja enviada a mim antes da atualização.
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Re: — Oh, you're so naïve [TRAMA ANTIGA]

Mensagem por 111-ExStaff em Sex 17 Jul 2015, 17:41

Avaliação

Ok, meu Deus. Isso ficou enorme, mas enfim: também ficou lindo, portanto eu desconsiderei o tamanho. Eu li isso duas vezes, sério, mas não consegui encontrar nenhum erro para comentar. Gosto de como você narra e descreve as coisas, e agora ainda mais de sua trama. Espero que poste mais para eu acompanhar, assim como já fiz com outras DIYs. Só recomendo que, mesmo que fique grande, você aumente a letra pra melhorar na leitura. sim, sou cega. Mas parabéns, ficou perfeito.

— Coerência: 200/200;
— Coesão, estrutura e fluidez: 100/100;
— Objetividade e adequação à proposta: 60/60;
— Ortografia e organização: 40/40;
— Total: 400 xp + recompensa almejada;

— Descontos: 60 de HP/ 284 de MP.

recompensa:
{Devon Pride} / Diadema [O antigo diadema que pertencia a Georgiana Cavendish é um adorno de ouro branco com uma pedra de Opala no centro. Fora de uso é apenas uma joia comum, mas assim que entra em contato com um semideus da família herdeira (exclusivamente), torna-se um item poderoso: uma vez por evento ou missão o possuidor pode acionar a aura do objeto, que intensifica os poderes de manipulação mental do meio-sangue em 50% quando contra um adversário mais fraco e 25% se este for de mesmo nível ou até 10 níveis acima. Fora da margem, não funciona. Encaixa perfeitamente em Lavínia e por conter suas propriedades mágicas não cai ou é retirado com muita facilidade, além de fazer a pedra central emitir um leve brilho quando acionado.] (Nível mínimo: 25) {Ouro Branco e Opala} (Elemento: Manipulação Mental) [Recompensa ganha em DIY, avaliada por Selene e att por ________.]

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Re: — Oh, you're so naïve [TRAMA ANTIGA]

Mensagem por 117-ExStaff em Dom 19 Jul 2015, 13:26

Atualizado.

Recompensa em xp reduzida para 300 devido ao item ganho.
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Re: — Oh, you're so naïve [TRAMA ANTIGA]

Mensagem por Lavinia S. Larousse em Sex 08 Abr 2016, 16:42





I want to satisfy the undisclosed desires

O tempo que tivera para sair do Acampamento não fora suficiente para se despedir de quase ninguém, exceto seu namorado. A lua já se colocava no alto do céu quando a meio-sangue chegou a Manhattan, na cidade de Nova Iorque, a pedido de sua patrona. Psiquê dera ordens claras e diretas, sérias o suficiente para que Lavínia não fizesse a mínima objeção em segui-las.

"Onde eles estão?" questionou a garota, andando pelas ruas da movimentada Upper East Side. Mexia em seus braços com frequência, como se estivesse com frio, para assim não levantar suspeitas dos mortais. O grande casaco azul que usava por cima de um vestido de festa lhe dava desconforto, mas não arriscou tirá-lo no meio daquela nevasca. Apesar dos cuidados, alguns curiosos a encaravam caminhar com os saltos altos na calçada coberta de gelo com a mais pura perfeição.

"Estão em um clube chamado Sapphire New York. Tente não chamar a atenção e procure por ela, um dos seguranças deve saber onde poderá conversar em particular", respondeu a deusa, conectando-se mentalmente com sua seguidora. "Confio em você, Lavínia".

A filha de Despina engoliu um seco, continuou caminhando por mais alguns blocos e então pediu informação para um homem escorado na entrada de seu estabelecimento. Ao que tudo indicava, estava perto do clube onde acontecia uma festinha particular prestes a explodir em caos.



Ao adentrar na casa noturna, percebera logo que se tratava de um lugar com o máximo de luxo possível. Seu casaco foi guardado e então ela subiu pela escadaria negra, dando de cara com uma multidão de pessoas bebendo, dançando e, principalmente, beijando. A aura que emanava era de pura luxúria, contagiando até a garota, que imaginava ser fria como o gelo. Mantendo o foco, procurou rapidamente alguém que se assemelhasse com um dos responsáveis e perguntou pela dona do local. Foi levada através do salão até uma área mais afastada, onde apenas poucas pessoas bebiam em um bar secundário e mais reservado. Mãos passavam pelos corpos com a facilidade que as bocas se uniam ali, terminando sabe-se lá em que situação.

— Ela está a sua espera, ficarei aqui fora no caso de qualquer problema. — anunciou o rapaz alto e forte, parando ao lado da porta.

— Obrigada. — agradeceu Lavínia, passando pela porta e seguindo um breve corredor escuro antes de chegar à sala principal.

Uma mulher loira estava no centro de um grande sofá vermelho, rodeada por outras pessoas de muito boa aparência. Espelhos refletiam o brilho dos detalhes dourados que se encontravam em toda parte, desde uma simples mesa de centro até os contornos de uma cortina que escondia toda uma parede. Quem se fazia presente não escondia a aparência de embriaguez visível, e nem mesmo a sede por sexualidade. Não era de se culpá-los, já que a atmosfera daquele lugar remetia a isso. Ninguém estava livre.

Antes mesmo de se anunciar, a mulher abriu um sorriso que podia se comparar com sua não tão velha avó, Afrodite. Muito de sua aparência poderia se justificar aos bons genes, inclusive.

— Aqui está nossa salvadora! Venha, sente-se conosco. Os escolhidos por minha mãe são como irmãos para mim. — exclamou a deusa, dando a mão para a garota.

— Hedonê, é um prazer conhece-la. — respondeu, dando um sorriso um tanto forçado para a situação. — Precisamos conversar em particular sobre o que está acontecendo...

— Não é preciso, todos aqui são de minha maior confiança. Stella foi a responsável por ter a visão do que iria acontecer aqui caso você não chegasse a tempo, não é querida? — levantou a taça para a figura ao seu lado, que devolveu o gesto com um sorriso.

Ao que tudo indicava, seres divinos estavam ali em peso. A mulher mencionada era uma feiticeira de Circe, e possuía o dom de ter pequenas visões de um futuro próximo. Ela previra que um grupo de semideuses havia se infiltrado na festa, prontos para usar suas habilidades para causar uma destruição em massa. A situação ficaria fora de controle caso uma providência não fosse tomada logo.

— O que eu devo fazer com eles, senhora? Matá-los no meio da festa atrairia a atenção de todos...

— John cuidará dos ratinhos que você encontrar. Psiquê disse que é boa em detectar este tipo de gente. — respondeu, bebendo um gole de sua taça. — Isto lhe ajudará a manter o foco lá fora, tome.

Entregando um colar para a garota, assentiu para que saísse em sua caçada. Assim que colocou o pingente ao redor do pescoço, sentiu que a aura de antes havia sumido — nenhuma sensação pairava no ar ou lhe tomava a atenção. Levantou-se e voltou para a pista de dança, recebendo um olhar do homem que seria seu cúmplice.

Lavínia sentou no bar principal e pediu uma bebida qualquer, ressaltando para o garçom o desejo que não fosse alcóolica. Seu olhar fitava o local em busca de alguma atitude suspeita, mas nada lhe chamava a atenção. Os pensamentos das pessoas se confundiam em sua mente, portanto achou melhor desligar sua telepatia.

Alguns rapazes conversavam alegremente em uma mesa. O estado de espírito de praticamente todos eles era pacífico, e em alguns minutos de observação não haviam feito nada de mal. Os mais diversos casais aproveitavam a juventude à flor da pele, dançando e bebendo livremente. Vestiam-se dos melhores tecidos e pareciam todos saídos das mais belas pinturas antigas, possuindo traços perfeitos e movimentos graciosos. Enquanto analisava minuciosamente cada ser vivo em seu alcance visual, a garota foi iluminada por uma ideia em sua mente — que muito provavelmente não daria certo, mas era de todo válido tentar.

Fechou os olhos por alguns instantes, concentrando seu poder no que se passava ao redor. Apesar da dificuldade, conseguia captar algumas ligações, misturadas umas as outras.

“... sim, eu disse que deveria ter vindo! A culpa não é minha se...”
“... você sabe, eles não aparecem em público, mas acho que ela...”
“... que se dane o Bryan, ele nunca vai saber como é estar aqui...”
“... o combinado é em quinze minutos, preste atenção se ela não...”
“... p/ todos os mênades que eu conheço: vcs tão perdendo!! haha...”

Englobando desde ligações até mensagens de texto, foi possível ignorar qualquer diálogo fútil. Lembrava-se da voz que avisava os demais, dizendo que algo aconteceria em pouco tempo. Já começava a ficar com enxaqueca, mas valia o esforço tentar novamente e obter mais informações.

“... ah, dane-se.” *som de final da ligação*
“... muito, muito ansiosa! Nunca conheci uma deusa...”
“... rádio de Harlem você ouve os hits mais quentes da...”
“... esperem o comando. Quando soar, não poupem...”

Abrindo os olhos bruscamente, estava com a respiração acelerada. Tinha agora pouco menos que dez minutos para resolver a situação antes que ela fosse irreversível. Tinha que descobrir quem estava por trás daquilo, mas aparentemente todos pareciam muito bem camuflados no meio daquela multidão.

Fitou a sala mais uma vez, analisando o rosto de cada pessoa. Todos pareciam despreocupados. Reconheceu uma das garotas que falava no telefone, animada sobre como gostaria de conhecer sua anfitriã. Distinguiu também a suposta namorada de Bryan (ou ex, agora). Novamente um grupo de rapazes, mas ainda não pareciam suspeitos. Entretanto, um meio-sangue solitário escorado em uma das paredes tirou alguns segundos de sua atenção. Segurava um smartphone e olhava fixamente para a tela, com expressão um tanto preocupada. Apesar de sempre evitar contato com qualquer desconhecido, teve que deixar de lado suas preferências e dirigir-se de encontro a ele. Antes de chegar, agarrou uma taça de Martini de um barman que passava.

— Parece um tanto entediado se comparar com o resto daqui. Posso lhe fazer companhia? — questionou enquanto oferecia a bebida a ele.

Seus cabelos eram loiros, quase castanhos, e os olhos cinzas beiravam o translúcido. Vestia-se com um terno fosco completamente negro, e a atitude fazia parecer ter classe. Deu um sorriso de lado enquanto pegava o drink, acenando com a cabeça. — De fato, agradeço por ambos. Tive o desprazer de chegar sozinho nesta festa... diferente.

— Entendo-o. Gostaria de sentar... ?

— Antony. — respondeu, abrindo outro meio sorriso. — Sim, claro; Depois da senhorita. — e assim encaminharam-se até um sofá em semicírculo, afastado do barulho maior. Ele olhava para a tela do celular a cada minuto, ansioso por algum tipo de resposta ou aviso. Se fosse, a mentalista saberia.

— Amiga de Hedonê, ou apenas mais uma convidada assim como eu? — perguntou o rapaz entre um gole e outro da bebida. Somente agora Cavendish havia percebido que o forte perfume que sentia vinha dele. Parecia natural, mas ao mesmo tempo excessivo.

— Somente uma convidada, nunca tive contato com ela. Soube que nem mesmo uma deusa de fato ela é, estou certa? — mentiu.

— Nada tão importante, creio eu. Mas dá boas festas e reúne algumas criaturas interessantes nela, isso não posso negar. — ergueu uma sobrancelha para sua companhia, deixando subentendido o que realmente estava querendo dizer.

— De fato. Fale mais sobre você, Antony. — disse a filha de Despina, afastando-se discretamente dele. Demorou alguns segundos para que obtivesse sua resposta, já que ele novamente checava o aparelho.

— Ahm... Sou de Washington, para ser honesto. Estou em Nova Iorque apenas a trabalhos. Amado filho de Perséfone e apreciador de algumas comemorações particulares como esta. E você, Lavínia?

A semideusa não deixou de sorrir com o canto do lábio. Havia silenciosamente desmascarado seu alvo, e apenas a alguns minutos do prazo acabar. Não precisava mais desconfiar de sua identidade — agora ela estava estampada em sua face. Tudo isso porque nunca havia mencionado seu próprio nome.

— Eu sou da Inglaterra, herdeira de todo o condado de Devonshire. O tamanho de minha família é o tamanho de mim mesma, Antony. — colocando a taça de volta na mesa, levantava-se para olhá-lo de cima. A expressão do rapaz ficou confusa, mas ele não parecia entender o que estava prestes a acontecer. — E você está prestes a perder para mim.

Tirando a espada de uma bainha improvisada que mantinha na cintura, por baixo da saia do vestido de fendas, girou-a para que acertasse a cabeça do rapaz com a parte mais larga. As pessoas ao redor pareciam não notar o combate que acontecia de baixo de seus narizes, tamanho poder tinha a aura de Hedonê sob eles. Antony deveria estar usando algum tipo de poder que a bloqueasse, já que sua atenção estava no plano que executaria.

Enquanto o rapaz esvaia seu nariz em sangue no chão, seu smartphone piscou. Sem olhar, Lavínia conseguiu interceptar a mensagem que ele havia recebido: “Estamos na entrada, você tem um minuto para tirar os seguranças da porta. Cumpra com o plano.”
Encontrou com o olhar o homem que havia lhe recepcionado, e alertou mentalmente para que ele se dirigisse ao acesso principal. Não iria deixar ninguém passar por ali, mas tinha que acabar com seu amigo primeiro.

No único minuto de distração, percebera que o rapaz não estava mais em sua frente. Seus não muitos combates já lhe davam experiência suficiente para saber que muito provavelmente ele a atacaria por trás, surpreendendo-a e desarmando-a. Porém, poucas vezes um mentalista sofria com golpes traiçoeiros, e com um pouco de concentração Lavínia fez com que a lâmina da adaga adversária passasse a poucos milímetros de sua nuca, impedindo que o ataque se concretizasse. Virou-se rapidamente, dividindo a própria espada em duas e aplicando um golpe horizonta, como se formasse um “X” para fora, riscando de sangue o peito do semideus.

Não havia o matado, mas deixara-o com as mínimas forças de levantar. A hemorragia lenta o faria ficar cada vez mais fraco, e sabia que havia pessoas para cuidar do caso. Saiu correndo para a entrada, dando de cara com uma menina de cabelos e olhos negros. Sua expressão era de raiva, e não esperou o minuto seguinte para investir contra a filha de Despina.

Lavínia teve que usar seus poderes para deixa-la confusa, já que não teria tempo de defender-se. Antes de a flecha ser erguida no arco da morena, a mesma acabou largando tudo que tinha no chão, o que foi suficiente para abrir espaço para outro golpe forte na cabeça. Ela caíra desmaiada no chão, e assim ficou para trás. A descida da escada parecia uma arena retangular, e agora estava toda manchada com sangue. Diversos “seguranças” prendiam e desacordavam o grupo de meio-sangues que tentava entrar na festa. Àquela altura não conseguiriam mais atingir seus objetivos, mas caso o plano tivesse dado certo, poderia ser uma grande chacina.



A semideusa correu até chegar à calçada, mas não restava mais ninguém com quem lutar. Uma pequena parte do grupo havia se acuado com o fracasso dos outros, e então acabaram fugindo. Os outros foram devidamente capturados e levados para sabe-se lá onde. Pouco antes de começar a voltar para o local, uma voz irrompeu em sua mente.

“Não é preciso retornar, seus serviços foram cumpridos com louvor. Hedonê será grata pelo favor, e ofereceu-lhe seu colar como presente. Vá novamente para o Acampamento, este local não é seguro para você.”

“Sim, patrona.”

Deixando para trás aquele prédio, voltou a caminhar pelas ruas brancas de Manhattan. Jogou um de seus dracmas no asfalto e aguardou pelo veículo esfumaçado, que a levaria rapidamente de volta ao seu lar. Fechou os olhos no instante em que se sentou no banco, mas não teve muito tempo de silêncio para aproveitar.

Lavínia Cavendish...

Disse uma voz grave em sua mente, fazendo-a despertar do breve descanso.

Eu sou o deus da guerra.


The lion won't lay down


Observações:
I. Tenha dó, perdi esse texto 4 (quatro) 2+2 8/2 IV vezes.
II. Qualquer dúvida, MP.
III. O final é apenas a introdução para a próxima DIY.
Arsenal:
❖ Yin Yang. [Uma espada de punho prateado e com um desenho bem talhado de uma borboleta em azul. Sua lâmina é de uma beleza diferenciada, pela divisão do cume central, metade dela possui um material negro e a outra metade é feito de prata sagrada. Seu corte é duplo e sua ponta afinada, uma espada bastante resistente. Ela possui uma habilidade de ativar um segundo modo em que a espada original se divide em duas, uma de lâmina totalmente preta e outra de prata sagrada. Nesse segundo formato a sua resistência diminui um pouco, porém seu corte fica extremo, podendo cortar metais pesados e causar efeitos sobre armas sagradas. Essa espada vem em uma bainha preta com entalhes azuis em borboletas, ela se adapta ao corpo do mentalista podendo ser usada do modo que este desejar carregar a espada.] [Materiais: Prata Sagrada e Material Negro] (Nível Mínimo: 1) {Elemento: Psíquico} [Recebimento: Presente por ser mentalista]

❖ {Hunter} / Arco Longo [Um arco composto, feito de madeira escura e entalhes em prata, com oitenta centímetros de comprimento e pesando um quilo e meio. A curvatura acentuada da vara é o seu segredo. O esforço para puxar a corda é menor, sendo também mais fácil manter a arma em posição de tiro. A flecha é atirada com grande potência devido ao reforço de ferro na vara. Possui também roldanas que aumentam a tração da corda, tornando o impacto e o alcance bem maiores. Transforma-se em uma pulseira prateada com um pingente da letra cursiva "L". Assim que é puxada do braço, toma proporções maiores e volta a ser novamente o arco longo, dependendo da vontade da dona para transmutar-se na forma de adorno. Acompanha aljava com 50 flechas.] {Madeira e Prata} (Nível Mínimo: 20) {Não controla nenhum elemento} [Forjado por Harry S. Sieghart]
Poderes Passivos:
Nível 1
{Resistência ao frio} Poderes baseados em gelo sempre causam 50% do dano a menos, se forem do mesmo nível ou em níveis inferiores. Poderes de água ainda os afetam normalmente. Além disso, gelo e frio naturais não afetam o semideus normalmente - ele é 5 vezes mais resistente do que um humano comum, demorando a sentir efeitos como hipotermia, mas ainda pode sofrer privações por temperaturas extremas caso a exposição seja prolongada.

Nível 2
{Visão Sombria} Como deusa das sombras invernais, seus filhos lidam bem com a escuridão e baixa luminosidade. Nesse nível, conseguem apenas ver na penumbra - ou seja, precisam de uma iluminação mínima - uma vela, lanterna ou mesmo a luz da lua cheia, se visível, mas não verão através de escuridão completa ou mágica, e seu campo visual é padrão, não se alterando. O avanço de seus poderes permite que no nível 12 veja tão bem de noite quanto de dia - mas não através de escuridão mágica. Não amplia a capacidade visual em questão de alcance, contudo.

Nível 8
{Arrepios} A presença invernal dos filhos de Despina afeta as criaturas mais fracas ao redor. Semideuses, monstros e humanos comuns que são mais fracos que o semideus perdem a iniciativa no combate, em caso de ataques diretos. Válido apenas para o primeiro movimento na batalha. Não impede o semideus de ser atacado de surpresa nem afeta estatísticas do alvo. É um efeito de medo, e resistências se aplicam.

Nível 11
{Cura sombria} Como uma deusa sombria, seus filhos também se beneficiam da escuridão, podendo curar pequenos danos em ambientes de luminosidade inexistente, seja natural ou não, desde que não provenientes de seus próprios poderes. Até 2hp por rodada, no máximo 25 HP por uma noite de sono neste local.Soma-se com cura invernal.

Nível 27
{Desvendar} Filhos de Despina dominam segredos. Por isso, possuem uma visão empática semelhante a de outros semideuses, podendo saber o estado de espírito de seus oponentes. Válido apenas para sentimentos gerais, como medo, raiva, etc, mas não pensamentos ou a motivação do sentimento. Para todos os efeitos, é uma condição mental, e pode ser bloqueada ou sofrer resistências pertinentes.

Nível 33
{Proteção natural} A pele do semideus é adaptada para resistir às condições inóspitas do inverno, mas acaba favorecendo também em outras situações. Nesse nível, considera-se que sua defesa natural foi permanentemente incrementada em 10% pela resistência de seu organismo.

Nível 35
{Fortalecimento sombrio} Durante o período noturno (em locais abertos) ou em locais com nenhuma ou muito pouca iluminação, o filho de Despina se sente mais forte, com um aumento de 10% nas suas habilidades. Acumula-se  com o fortalecimento pelo frio.


•••


◉ Nível 4. Resistência Mental: Sua mente é resistente a manipulações ou invasões. Isso não se aplica a outro mentalista, porém se o inimigo for mais fraco encontrará muita dificuldade, assim como o que for mais forte terá de se concentrar mais para conseguir o efeito mental sobre um mentalista.

◉ Nível 7. Detector de Mentiras: Sabe exatamente quando uma pessoa está mentindo ou não, é como se sua mente se agitasse na presença da mentira.

◉ Nível 14. Ciberpatia: A capacidade de interceptar, gerar mensagens e eletrônicos, digitais e transmissões de rádio

◉ Nível 20. Telepatia Avançada: Controle total, podendo escolher a hora que vai escutar os pensamentos ou não e também se comunicando livremente através dos pensamentos.

◉ Nível 30. Controle da probabilidade: capacidade de alterar a probabilidade, causando acontecimentos estranhos ou impedindo acontecimentos normais. Isto inclui aumentar a sorte ou azar de alguém.
Poderes Ativos:
◉ Nível 3. Confusão: Faço o inimigo ficar confuso em tempo e espaço, fazendo-o perguntar-se por um tempo onde está e quando. Dura apenas dois turnos.
Sugestão de Desconto:
HP: 0 / MP: 12
Item Almejado:
❖ {Devon Desire} / Colar [A fina corrente é feita de ouro branco, sustentando um pequeno pingente de opala em forma de gota. O presente foi dado por Hedonê (filha de Psiquê e daemon do prazer), e abençoado por ela. O objeto trás consigo um poder de resistência a manipulações sentimentais (que provoquem desejo, medo, raiva, etc); A eficácia do item é de 50% de resistência quando contra um oponente de mesmo nível, caindo 10% a cada nível de diferença para mais e aumentando em 10% a cada nível de diferença para menos. Só pode ser usado contra um tipo de sentimento por missão ou evento, não valendo para outros que venham a ser usados posteriormente. O item pode ser ativado ao desejo do usuário, funcionando de acordo com sua vontade.] (Nível mínimo: 40) {Ouro Branco e Opala} (Não controla nenhum elemento) [Recompensa adquirida em DIY, avaliada por ____ e atualizada por ______.]

Obs: Item já discutido previamente com a ADM. Se for mudar algo da descrição, me comunique antes.

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Re: — Oh, you're so naïve [TRAMA ANTIGA]

Mensagem por 116-ExStaff em Sex 15 Abr 2016, 15:23


Avaliação


Lavínia. DIY muito boa. Em termos gerais, seu desenvolvimento e relacionamento com os personagens apresentados durante as situações propostas foi satisfatório e acredito que essencial para o desenrolar da trama. Seu domínio ortográfico é bom e a estruturação tanto dos parágrafos como de cada situação não deixou pontas soltas, pelo contrário, você costurou cada pausa perfeitamente.

Pontos. Como mencionado anteriormente, você possui um excelente domínio de ortografia, coerência e coesão muito boas e um impressionante fluidez. Creio que pelo uso de somente um poder, a narração ficou mais leve e fácil de ser compreendida, com diálogos limpos e bem construídos.

→ Pontos


▬ Coerência: 200/200
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 100/100
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 60/60
▬ Ortografia e Organização: 40/40

Total: 400 XP

Descontos: 12 MP pelo uso do poder

→ Recompensa


❖ {Devon Desire} / Colar [A fina corrente é feita de ouro branco, sustentando um pequeno pingente de opala em forma de gota. O presente foi dado por Hedonê (filha de Psiquê e daemon do prazer), e abençoado por ela. O objeto trás consigo um poder de resistência a manipulações sentimentais (que provoquem desejo, medo, raiva, etc); A eficácia do item é de 50% de resistência quando contra um oponente de mesmo nível, caindo 10% a cada nível de diferença para mais e aumentando em 10% a cada nível de diferença para menos. Só pode ser usado contra um tipo de sentimento por missão ou evento, não valendo para outros que venham a ser usados posteriormente. O item pode ser ativado ao desejo do usuário, funcionando de acordo com sua vontade.] (Nível mínimo: 40) {Ouro Branco e Opala} (Não controla nenhum elemento) [Recompensa adquirida em DIY, avaliada por Apolo e atualizada por ______.]

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Re: — Oh, you're so naïve [TRAMA ANTIGA]

Mensagem por 139-ExStaff em Dom 17 Abr 2016, 20:17

Item em avaliação, sendo discutido com a player.

ATUALIZADO POR HADES
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Re: — Oh, you're so naïve [TRAMA ANTIGA]

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