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Teste para filhos de Hades - Agosto

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Teste para filhos de Hades - Agosto

Mensagem por 112-Ex-Staff em Sex 01 Maio 2015, 00:15

Teste para filhos de Hades


Aqui devem ser postados todos os testes para os concorrentes a filhos de Hades deste mês. As postagens podem ser realizadas até as 23h59min do dia 21 do mês corrente. Postagens após o prazo serão desconsideradas. Resultado no primeiro dia do mês seguinte.

Vejam as regras completas aqui [clique]

Boa sorte, campistas!


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Re: Teste para filhos de Hades - Agosto

Mensagem por Lucy Scarlett em Dom 02 Ago 2015, 15:25

Lucy Scarllet
Teste para filha de Hades



Características Físicas: Lucy é uma garota baixa. Seus longos e ondulados cabelos são castanhos; seus olhos são dourados como âmbar e sua pele é pele branca como papel. Gosta de usar jeans surrados e camisetas largas, e não se importa muito com a aparência. É uma garota bonita, apesar de não perceber isso.

Características Psicológicas: Lucy é uma garota que não leva desaforo para casa. Sempre foi durona e briguenta, e jurou a si mesma nunca mais chorar por nada. Não aceita muito bem o fato de ser uma semideusa, ou que seu pai seja o senhor do submundo, ou que esteja sempre em perigo por culpa de sua aura. É um tanto quanto antissocial, mesquinha, e sempre pensa nela em primeiro lugar. A única pessoa que lhe importa é sua meia-irmã mais nova, Luna. Não é muito amigável e, dependendo da situação, é cínica, antipática e cruel. Lucy criou essa máscara, a fim de esconder seu medo.

[center]História:[center]
    Dia 31/10/2013

    Quem eu sou? Sinceramente, eu não sei. Ou pelo menos não sabia, até a noite de Halloween. 

   Sempre fui uma pessoa antipática. Motivo? Bom, não sou do tipo de gente que tolera muitas pessoas por perto. Mas não só isso. Era como se eu afastasse as pessoas. Como se elas tivessem medo de mim. Isso era estranho, apesar de eu ser meio ranzinza à vezes.

   Eram cinco e meia da tarde, e eu estava indo para casa. E por onde eu passava, almas me olhavam e recuavam.

  Desde que eu me entendo por gente, consigo falar com os mortos. Não sempre, claro. Eu nunca fui até eles: eles sempre vêm até mim. Sempre estão de passagem, e nunca incomodam a mim ou a outros vivos.

   Suspirei. Como hoje é o dia do Halloween, significava que o véu dos mundos estaria mais fino e fácil de atravessar. Ótimo. Como se não bastasse, eu teria de passar a noite na rua com minha meio-irmã mais nova, Lucy, indo de casa em casa pedindo doces ou travessuras.

   Cheguei em casa e fui recebida por minha mãe, que estava no hall de entrada.

   - Tadaima, okassan... – falei para ela. Minha mãe sorriu.

   - Okaeri, Lucy. – minha mãe se chama Yuuki. Sabe, ela e eu somos japonesas. Tá, ela é japonesa. Sou só descendente. Ela é uma mulher bem bonita, considerando que tem 40 anos: seus cabelos são negros, sedosos e curtos. Sua postura, impecável. Sua pele é branca como papel.

   Minha mãe é uma ótima advogada, e uma mãe excelente. Ou seria, se não fosse pelo fato de que ela quer que eu fale, às vezes, em japonês. Não que eu não goste, na verdade não ligo. Mas às vezes, enche o saco!

  - Você vai levar sua irmã, não é? – ela perguntou, sorrindo. – Para pedir doces na rua... – Suspirei, frustrada.

  - Mãe, ela não é minha irmã! – respondi, fechando a cara. Não me entenda mal, não é que eu não goste da Luna. Na verdade, eu a amo. Mas é que, para mim, ser “irmã” é ser filha do mesmo pai e da mesma mãe. Ou seja, de ambos os pais. E não só apenas de um.

  Depois que meu pai abandonou a mim e à minha mãe quando eu era apenas um bebê, ela casou-se novamente com Bill, um empresário. Ele é um homem sério, mas ao mesmo tempo bondoso. Sempre notei que ele ama muito a minha mãe.

  Quando fiz 5 anos, Luna nasceu. E eu comecei a notar o quão diferente eu era de minha meio-irmã. Ela é loira, dos olhos verdes. E eu sou morena, dos olhos âmbar. Estranho? Com certeza! Deveríamos ser parecidas, não? Comecei a fazer perguntas para minha mãe do motivo de eu ser diferente de Luna, e ela disse que quando eu fosse mais velha, eu saberia.

  E, no meu aniversário de 15 anos, ela me conta que Bill não é meu pai. Oh! Que inusitado! Isso era mais que óbvio para mim. Quando perguntei quem era meu pai, ela se limitou a responder:

  - E-Eu não me lembro, Lucy. Só sei que ele não pôde ficar conosco. Mas ele era um homem lindo e amável. – só. Se ela estava mentindo? Provavelmente. Só por ter gaguejado logo no começo. Acham que eu não conheço minha mãe?

   Após as minhas palavras, a vi franzir o cenho, em desaprovação.

   - Não ouse repetir isso, Lucy Scarllet! – ela falou, apontando o dedo para mim. – Luna é sim sua irmã!

  - Meia-irmã! – rebati, encarando-a. Sempre fui uma garota difícil, com o temperamento um tanto quanto... Explosivo. Mamãe diz que herdei isso de meu pai. – Eu não tenho obrigação nenhuma de levar a pentelha para pedir doces ou travessuras na rua! – falei, tirando meus sapatos no hall e correndo para as escadas logo depois. Subi até chegar ao segundo andar, entrando em meu quarto e trancando a porta logo em seguida.

   Exausta, fui direto para minha cama. Sempre que eu discutia com minha mãe, ficava cansada.  Ela tinha o dom para me cansar em uma briga. Tá certo que nem foi uma briga tão... Bom, nem foi uma briga. Exagero meu? Com certeza!

   Suspirando, peguei meus fones de ouvido mas, antes que eu tivesse a chance de colocá-los no ouvido para escutar Metallica, fui surpreendida por algumas batidas na porta. Revirei os olhos e, de má vontade, pus-me de pé, destrancando e abrindo a porta de meu quarto. E, para a minha surpresa, Luna estava ali.

   Seu resto delicado estava com um semblante triste. E isso, estranhamente, fez com que eu me sentisse mal. Mas logo me recompus.

   - O que quer aqui, Luna? – perguntei para minha meio-irmã. Ela apenas me encarou.

   - Lucy... – sua voz era calma. Mas eu sentia a tristeza que vinha dela. – Por que você não gosta de mim? – perguntou. Engoli em seco. Ela nunca me fizera essa pergunta antes.

   - Não é que eu te odeie, Luna... – forcei um sorriso. Fiz-lhe um cafuné e, depois, ajoelhei-me em sua frente. – O que acha de sairmos para pedir doces, hein? – mudança de assunto: essa era minha especialidade.

   Ela me encarou, com os olhos brilhando. O assunto sobre eu supostamente “não gostar dela” fora esquecido. Apesar de ser minha meio-irmã... Não nego que a amo demais. “Então por que o drama com sua mãe?” você deve ter pensado. É que sou uma pessoa difícil. Não tenho jeito para lidar com as pessoas. Pode-se dizer... Antissocial. E sempre digo algo que magoa a outra pessoa. E eu tenho muito medo de magoar Lucy. Claro que não é só por isso: sou esquisita, estranha, falo com gente morta! Acha que eu quero Lucy perto de tudo isso?

     - Podemos mesmo? – ela perguntou, abrindo um sorriso. Confirmei com a cabeça e, após me dar um abraço, Luna correu porta afora, indo vestir sua fantasia.

 

   Eram sete e meia da noite, e nós estávamos caminhando pela calçada. Crianças e adolescentes andavam de um lado para outro, com as mais variadas fantasias: bruxas, fadas, gnomos, fantasmas... E, falando em fantasmas, havia ali os falsos... E os verdadeiros.

   Almas penadas, que andavam de um lado para o outro, passando pelos vivos, sem que os mesmos percebessem. Mas os mortos não se aproximam de mim. Não mesmo. Assim, mantenho Lucy por perto. Mais por precaução.   

   E então, o avistei. Meu pesadelo vivo. Um garoto alto, com cabelos loiros, curtos e arrepiados e olhos azuis escuros. Ele usava a fantasia de Legolas, do Senhor dos Anéis. Um arco e uma aljava, ambos dourados, estavam em suas costas. O garoto é uma pessoa animada e alegre. E bem bonito, na verdade. Mas vivia dando em cima de mim, e nunca me deixava em paz.

   Assim que me avistou, ele sorriu e correu até minha irmã e eu.

   - Lucy! – ele disse, abrindo um luminoso sorriso. – É um prazer ver você! – o garoto me abraçou e eu comecei a lutar para me soltar.

   - Chase, me solta! – falei para ele. Então, o projeto de Legolas me soltou e olhou para mim.

   -Ah, Lucy, você é tão má! – ele fingiu uma cara triste, levando a mão à testa e fazendo drama. Revirei meus olhos para o garoto.

   - Para de drama, projeto de Legolas. – falei, franzindo o cenho.

   - É... Lucy... – Luna me chamou, e eu olhei para ela com uma cara de “diga, pirralha”. Então ela continuou: - Vocês são namorados?

   E, nesse momento, eu quase me engasguei com minha própria saliva. Mas que diabos... Chase apenas se limitou a rir e a afagar a cabeça de minha meio-irmã.

   - Oh! Mas que menina mais observadora! – ele falou, sorrindo. Sério, será que ele nunca cansava de sorrir? – Quem é você, pequena fada? – perguntou, observando a fantasia de minha meio-irmã.

   - Ela é Luna, minha meio-irmã. – falei, antes que a pirralha pudesse responder. Meu... É... “Amigo” levantou as sobrancelhas.

   - Você tem uma irmã e nunca me contou? – seu tom de voz estava sério. Estranhei isso, mas logo me senti frustrada por ele me cobrar esse tipo de coisa. Quem ele pensa que é?

   - Nunca lhe contei porque não te interessa! – rebati, pegando no pulso de Luna e arrastando-a pela calçada. – Vamos, Luna. Vamos continuar a pegar doces para você.

   - Ai! Lucy, me solta, isso machuca! – ela reclamou, mas não dei atenção a ela. Só queria distância daquele garoto. O que não adiantou muita coisa, pois ele nos seguiu.

   Resolvi ignorá-lo. Enquanto caminhávamos, Luna me perguntava sobre Chase: se ele era meu namorado, se eu gostava dele, se ele era carinhoso comigo, porque eu o tratava mal... E, a esse ponto, nós havíamos chegado à esquina e minha paciência já estava zerada. Encarei-a com raiva.

   - Luna! Nós não somos namorados! – falei para ela. – Chega garota, cansei! Se quiser pedir doces, vai sozinha! – soltei a mão de minha meio-irmã e atravessei a rua.

   - Lucy! Espera! Eu... – e, de repente, uma batida alta e gritos me fizeram virar para trás. E, assim que eu vi a cena, senti meu corpo inteiro amolecer.

   Um carro. Uma batida. E uma vida perdida. A vida de Luna. Um carro havia atropelado minha meia-irmã. Ela estava no chão, caída, com seu pescoço virado em um ângulo estranho. À sua volta, havia uma poça de sangue. Em seu corpo, havia escoriações e sua perna estava com uma fratura exposta. Seu vestido, antes rosado, agora estava vermelho e rasgado.

   Caí de joelhos no chão, meu estômago revirando. E então, coloquei meu lanche da tarde para fora. Comecei a tremer como louca e lágrimas acumularam-se em meus olhos. Senti um par de mãos ao meu redor. Eu sabia que era Chase, pois ele havia me seguido até ali.

   - Lucy... Vem, vamos sair daqui... – sua voz era gentil e doce. Mas demonstrava certo... Medo? Seria isso?

   Meu coração batia freneticamente. Minha respiração estava acelerada. E só uma coisa martelava em minha cabeça: que eu era a culpada pela morte de Luna.

   - LUNA! – gritei, em meio a meu desespero e lágrimas, o nome de minha meia-irmã ecoando pela noite.

   Dia 2/11/2013

   Estávamos no velório de minha meia-irmã. Eu estava com meu vestido preto. Meus cabelos estavam desgrenhados, pois não sentira vontade de arrumá-los. As pessoas que por mim passavam, davam os pêsames. Mas eu não ligava. Não queria ouvir das pessoas que elas sentiam muito. Soava... Falso. Superficial.

   Não fui ver o corpo de Luna no caixão. Entraria em colapso se eu visse. Mais do que eu já estava. Eu não conseguia pensar em nada. Não conseguia falar nada. Eu não havia comido ou dormido já faziam dois dias.

   Estava sentada num banco perto da parede oposta à aquela caixa de madeira, olhando para o vazio. Não conseguia parar de pensar o quanto eu era culpada. Se eu não tivesse soltado a mão dela! Lágrimas silenciosas rolaram meu rosto, enquanto meu coração começava a disparar novamente.

   Pus-me de pé e saí daquele lugar. Não iria aguentar ficar ali. Assim que passei pelas portas da frente da funerária, deparei-me com Chase. Ele estava com uma camiseta preta, jeans, casaco preto e tênis. Seu olhar, que sempre transbordava alegria, agora demonstrava tristeza.

   - Lucy... – ele disse, me puxando para um abraço. Estranhamente, eu não rejeitei. Acho que estava tão em choque pela morte de Luna, que não me importava com o resto. – Sinto muito.

   “Sinto muito.”. Como eu odiava essas palavras.

   - É minha culpa, Chase. – sussurrei, as lágrimas ainda caindo.

   O garoto alisou minha cabeça, tentando me consolar. Não deu certo.

   - Lucy, sei que é um mau momento, mas precisamos conversar. – Chase me olhou nos olhos e, por um momento, seu olhar ficou sério. Então, ele sentou-se no chão e eu repeti seu gesto, sentando-me ao lado dele.

   Não estava a fim de papo, mas... Parecia que era algo sério. Então, parei para ouvi-lo.

   - Aquele carro... Queria atropelar você. – Chase falou, por fim.

   Surpresa, virei meu rosto em sua direção.

   - Como assim, do que você está falando?

   - Você não é uma pessoa normal, Lucy. Levei um tempo para perceber de quem você é filha, mas após coletar alguns dados e, depois de ontem, finalmente descobri.

   - O que? Do que você está falando? – perguntei-lhe, completamente confusa. Chase me encarou, seu olhar preocupado. – Como assim o carro queria me atropelar?

   Chase suspirou.

   - Lucy, você sabe quem é seu pai? – neguei com a cabeça. Por que ele estava perguntando do meu pai agora? – Eu desconfiei. – ele suspirou. – Você é como eu. Uma semideusa.

   Uma o quê? Meu cérebro não conseguia processar essa informação. Uma o quê? Semideusa? Como assim? Isso é ilógico, e impossível. Deuses não são reais. Empurrei-o, ou pelo menos tentei. Chase apenas segurou-me pelos pulsos.

   - Você está louco, Chase. Vá embora! – falei para ele. Meu coração batia freneticamente e minha respiração estava acelerada.

   - Estou? Tem certeza? – ele me empurrou, até que eu ficasse contra a parede. – Você vê pessoas mortas, não é? As pessoas geralmente ficam longe de você, certo? Não só elas, mas as almas também.

   Meu queixo caiu. Como ele...

   E, de repente, minha mãe saiu de dentro da funerária, acompanhada de Bill. Seus olhos estavam inchados e vermelhos. Nas suas trêmulas mãos, um lenço encharcado por suas lágrimas.

   - Mãe... – falei. Meu “amigo” me soltou, e eu fui em sua direção, mas parei assim que vi seu lhar. Uma mescla de raiva e ódio me atingiu, fazendo meu corpo paralisar e começar a tremer de leve.

   - A culpa é sua. – ela disse. – Por ser filha daquele homem!A CULPA É TODA SUA! – ela falou, indo em minha direção e sendo parada por Bill. Meu padrasto me olhou com solidariedade.

   - Yuuki. Não diga isso. – ele falou, abraçando minha mãe. Meu coração falhou algumas batidas, e eu senti que me despedaçava por dentro. A raiva que eu vira em seu olhar... Caí de joelhos, completamente sem chão.

   - E você, Chase. Leve-a aquele lugar. O Acampamento Meio-Sangue. Não quero mais essa garota em minha casa! – e, após essas palavras, ela virou as costas e saiu.

   Eu estava tão concentrada em minha própria culpa, que nem me lembrei de resistir quando Chase me puxou para cima e me colocou em uma van. Tudo era muito confuso: filha daquelehomem, minha mãe dissera. Acampamento Meio-Sangue. Que raios de lugar era esse, afinal? E quem era meu pai?

   Comecei a chorar de desespero e amargor. Chase colocou um braço em meus ombros e não disse nada. Pela primeira vez, permiti-me ficar feliz por isso: uma das melhores formas de confortar alguém era ficar em silêncio.

   Não vi para onde a van ia, ou quem estava dirigindo. Para mim, isso agora não importava. Na verdade, nem ligava para isso.

   - O que eu disse antes era verdade, Lucy. – ouvi Chase falar. Olhei para ele.

   - Quem sou eu? Ou melhor, o que sou eu? – perguntei, entre soluços.

   - Você é uma semideusa. – o garoto falou, após soltar um suspiro. – Assim como eu. Sua mãe é mortal. E, seu pai, um deus. – ele deu um sorriso, passando o polegar em minhas bochechas, limpando a trilha de lágrimas.

   - Quem é seu pai?

   - Apolo, o deus do sol, da música, etc, etc, etc... – ele falou, movimentando as mãos em um gesto contínuo. – Já você...

   - O que tem eu? – perguntei. Antes, ele dissera que havia descoberto quem era meu pai. Depois do que houve hoje, não ficaria surpresa com qualquer notícia que ele me desse. Quem diria que eu estava tão errada? – Você disse que sabia quem é meu pai. Conte-me! Por favor!

   Vi Chase hesitar por um momento, como se ponderasse sobre me contar quem era meu pai. Novamente, meu coração falhou algumas batidas. Medo. Era isso que eu sentia agora. Medo de descobrir a verdade.

   - Sim, eu descobri. – ele respondeu, cauteloso. O garoto abriu a boca para falar algo, quando o motorista da van parou. Chase suspirou, um tanto aliviado. – Venha. Vou levar você para alguém que possa te contar isso de uma forma... Melhor que eu.

   Então, ele me puxou para fora da van, e eu me deparei com uma colina, de grama verde-clara e, no topo, um pinheiro. Havia algo enroscado nele. Um lagarto gigante. Não, não era um lagarto. Era um...

   Recuei.

   - Aquilo é um...

   - Dragão. – Chase sorriu. – Não se preocupe, Peleu não vai lhe fazer mal nenhum. – e então, tomando minha mão, o garoto me conduziu colina acima. Passamos por Peleu, o dragão, e eu senti meu queixo cair quando vi o que havia colina abaixo.

   Um acampamento. Mas não um acampamento qualquer: o tal acampamento meio-sangue. No lado oposto à colina, havia o mar. E, perto dele, haviam vários chalés, de diferentes cores. De um lado, havia a floresta. Havia também um campo de plantio, que não consegui identificar bem o que era. Vi uma arena, um pavilhão, uma espécie de anfiteatro...

   Chase me conduziu pelo acampamento, e todos os outros... Hum... Campistas, me olhavam estranhamente. Enquanto me conduzia para o local que ele chamou de Casa Grande, onde morava o diretor do acampamento, o garoto me dizia o que aquele lugar realmente era: um acampamento para treinamento de semideuses, pois o mundo lá fora era perigoso para crianças como nós. Contou-me, também, que todos os seres mitológicos eram reais.

   Era difícil assimilar tudo. Era muita coisa para minha cabeça. Deuses, monstros, semideuses... Eu nem havia superado um trauma, e já vinha mais coisa para eu superar? Seria impossível.

   Quando nos aproximamos da Casa Grande, vi que, na varanda, havia um híbrido de homem e cavalo. Um centauro. Assim que nos aproximamos, ele me encarou.

   - Senhorita Scarllet... – ele disse, fazendo uma pequena reverência. – Meu nome é Quíron, o monitor de atividades do Acampamento Meio-Sangue. – o centauro sorriu, depois virou-se para Chase. – Obrigada por trazê-la em segurança, Chase.

   - Por nada, senhor Quíron. – e, após se despedir de mim, o garoto saiu de lá, deixando-me a sós com o centauro.

   - Então, senhorita Scarllet, sei que está passando por um momento bem difícil... – Quíron falou, alisando a barba. Olhei para baixo, escondendo-me em meus cabelos, que caíram ao redor de meu rosto. – Mas quero que me acompanhe. Vou levá-la até sua nova casa.

   Levantei os olhos.

   - Nova casa? – perguntei, meu coração acelerando. Ele assentiu.

   - Sim, sua nova casa. Venha comigo. – o centauro trotou para fora da varanda, e eu o segui. Caminhamos pela área dos chalés, e ele foi me dizendo a qual deus grego os chalés pertenciam. Chalé 1, Zeus; Chalé 2, Hera; Chalé 3, Poseidon; Chalé 4, Deméter; Chalé 5, Ares; Chalé 6, Atena; Chalé 7, Apolo; Chalé 8, Ártemis; Chalé 9, Hefesto; Chalé 10, Afrodite; Chalé 11, Hermes; Chalé 12, Dionísio.

   E, então, Quíron parou na frente do chalé 13. Ele era feito de pedras negras, que eu reconheci: obsidiana, vidro vulcânico. Na entrada, haviam tochas, que portavam um fogo verde. Era, de certa forma, assustador.

   - E este chalé, Quíron? Pertence a qual deus grego? – perguntei. Em algum lugar dentro de mim, eu temia saber. Mas eu já estava tão chocada que nenhuma outra notícia me chocaria por hoje.

   - Este chalé pertence ao seu pai, Lucy. Hades, o deus do submundo.

   Como eu estava enganada. Essa notícia fora o ponto alto de meu dia. E, mais uma vez, eu sentia o mundo desaparecer debaixo dos meus pés.
 

[center]TRAMA:[center]

   Faziam alguns dias que eu estava no Acampamento Meio-Sangue. O lugar era legal e tudo mais, mas eu sentia saudades de casa, da minha mãe e o que eu mais queria era poder voltar. Queria mesmo. Mas eu não podia. Ela me mataria.

   Mas eu não conseguia dormir. Em meu chalé, o máximo que eu conseguia fazer era olhar para o teto. Os roncos de meus irmãos enchiam meus ouvidos, e isso deveria fazer com que eu me sentisse bem e segura, afinal eles era, tecnicamente, minha família, certo? Errado. A cada dia que eu ficava ali, eu me sentia mais e mais sozinha e impotente. Tantos semideuses poderosos e tudo que eu conseguia fazer era, no máximo, levitar pedras a 30 centímetros do chão. Nível de inutilidade? Cem por cento.

   Eu queria tanto voltar naquele dia, e impedir a mim mesma de soltar a mão de Lucy! Queria poder... E uma ideia me veio à mente. Claro! Sou filha do deus dos mortos, certo? Então eu, tecnicamente, poderia fazer o que eu pensava.

   Com meu coração aos pulos, levantei-me da cama e, sem acordar meus irmãos, troquei de roupa, colocando minha calça legging, camiseta do Nirvana, casaco de frio e botas. Peguei minha espada e saí do chalé, indo até a área dos estábulos. Eu havia arrumado algo para fazer, mas Quíron nunca deixaria que eu fosse. Não sozinha, pelo menos. Mas não queria ninguém me atrasando.

   Abri a porta dos estábulos, que rangeu audivelmente. Olhei para os lados e, depois, adentrei rapidamente, com medo de que alguém me visse a me dedasse para Quíron ou o Sr. D. Então, caminhei até a última baia, onde havia o único pégaso no acampamento que gostava de mim.

   - Buttercupp! – falei, abrindo um sorriso mínimo. O pégaso me encarou e relinchou em desaprovação. – Sei que é tarde, mas poderia me dar uma carona até o cemitério?

   Buttercupp relinchou como quem diz “Você é louca?”. Então, eu tirei do bolso do casaco algo que eu havia pegado no chalé antes de sair: torrões de açúcar. Estendi a mão para o pégaso, que pareceu se acalmar. Mas, mesmo assim, olhou-me desconfiada.

   - Por favor, Buttercupp! – implorei. – Te dou mais torrões de açúcar quando voltarmos, o que acha? – propus. Mesmo não gostando muito da ideia, ela se aproximou de mim e, após comer os torrões, deixou que eu montasse em seu lombo. Saímos do estábulo, Buttercupp abriu as asas e levantou voo.

   O ar noturno era frio, e cortava meu rosto. A lua estava alta no céu, e iluminava o caminho que eu e o pégaso trilhávamos. Não haviam nuvens, tornando nossa visibilidade total.

   Eu sei que isso é algo irresponsável. Mas o que eu posso fazer? Eu queria visitar minha irmã, nem que eu tivesse que procurar por ela, lápide por lápide.

   Assim que avistei o cemitério, pedi para Buttercupp pousar. A contra gosto, ela o fez. Paramos entre algumas lápides mais novas. O vento continuava frio e sinistro, mas eu não me importava. Depois que descobri meu parentesco divino, eu havia perdido meu medo de muitas coisas. Meu medo do escuro, meu medo de fantasmas... Meu medo de morrer.

   Eu agia com mais indiferença que antes, claro. Tudo uma fachada. Não permitia que os outros se aproximasse com facilidade, e nem queria que eles se aproximassem.

   Ajeitei uma mecha do meu cabelo azul atrás da orelha, e comecei a procurar pela lápide de minha irmã.

   - Sidney Grohrs, Melinda Houst... – murmurei os nomes gravados nas pedras frias. Procurei por mais de uma hora, mas não havia encontrado ainda. Minhas pernas doíam, e eu queria sentar.

   Continuei caminhando por entre as lápides, até que escutei um barulho, fazendo os pelos de meu braço se arrepiarem. Olhei para os lados, procurando por quem, ou melhor, o que fez o barulho.

   E, de repente, senti o mundo virar. Caí de costas no chão.  Haviam me passado uma rasteira. O céu acima de mim ainda era negro, mas alguns pontos de luz dançavam à minha frente. O barulho de cobras ficou mais alto.

   Rapidamente, pus-me de pé e puxei minha espada da bainha. Em minha frente, havia uma mulher. Ou melhor, uma criatura com tronco de mulher e, da cintura para baixo, ela era um réptil. No lugar das pernas, haviam duas serpentes. Demorei um pouco, mas reconheci de um dos livros que eu lera no acampamento: ela era uma dracaena

   - Filha de Hades! – ela disse, com os olhos brilhando. – Sabia que a encontraria aqui! – a mulher-cobra disse, brandindo uma lança em minha direção. Automaticamente, apontei minha espada para ela.

   - Sabe quem eu sou e mesmo assim quer me matar? – perguntei. – Você é mesmo muito tola. Sou uma das mais poderosas filhas de Hades, monstro. Por que acha que vim sozinha até aqui? – blefei, esperando que ela caísse. E, claro, ela não caiu.

   - Acha que eu acreditaria nisso, filha de Hades? – ela perguntou, rindo. “Bom, eu esperava que sim” pensei, mas guardei para mim mesma.

   Rodei o cabo da espada, fazendo-a dar um giro de 360º, passando pelas costas e palma da minha mão, agarrando o cabo quando ela voltou para a palma. Sim, eu tinha certa habilidade com espadas feitas de ferro estígio. Perícia com ferro estígio, por assim dizer. Era uma espécie de habilidade dos filhos de Hades.

   - Você vai morrer, semideusa. Faz muito tempo que eu não mato um da sua espécie. – ela disse, e então partiu para cima de mim com sua lança.

   Lancei-me para o lado, desviando por pouco de seu ataque. Se tinha uma coisa que um de meus... Meio-irmãos haviam me ensinado era a capacidade de invocar almas com a espada. Não gostava de perturbar a paz de quem já havia partido, mas... Então, em meio a meu desespero escondido e minha falta de opção, me concentrei.

   E, de repente, duas mãos esqueléticas surgiram da terra, erguendo os corpos logo em seguida. Só dois? Bom, era melhor que nada! Os esqueletos olharam para mim, como se esperassem ordens. Ordens que viriam de mim.

   Um arrepio percorreu minha espinha. Mas eu precisava dizer algo a eles.

   - É... Distraiam a dracaena, sim? – e, como se sua vida (ou seria morte?) dependesse disso, os esqueletos partiram para cima do monstro. Eu iria atacá-la por trás. Vi ali algumas pedras, do tamanho de uma bola de boliche.

   Concentrei-me em levitá-las, e atirei-as no monstro, enquanto ela lutava com os esqueletos. Depois, corri para me esconder entre as lápides, ainda levitando pedras e atirando-as. A dracanea levantou o escudo que portava, para se defender.

   Minha chance.

   Corri até avistar as costas dela e, quando consegui, parti para cima. Meu maior erro. Quando estava para penetrar sua pele com minha espada, ela se virou e bateu com o escudo em meu corpo, lançando-me no chão. A dracaena riu.

   - Achou que me enganaria com esse truque ridículo, semideusa? – ela perguntou.

   Dei-lhe um sorriso provocador.

   - Achou que esse era meu plano? – perguntei, encarando-a. Outro blefe, mas que funcionou melhor que o primeiro. Seu olhar ficou confuso, e eu vi minha chance. Chutei seu escudo e pus-me de pé rapidamente, perfurando-a com a espada de ferro estígio.

   Quer saber meu outro erro? Estar tão perto dela. Antes de se desfazer em pó, o monstro mordeu meu ombro. Gritei de dor e caí de costas no chão, sentindo meu corpo inteiro começar a parar de se mover.

   Comecei a respirar rapidamente e minha consciência começar a se desvair.  Não por causa do veneno da dracaena, mas pelo fato de eu ter gastado muita energia levitando aquelas pedras. Pensei, então, em tirar um cochilo ali mesmo ou chamar por Buttercupp para que ela me levasse de volta para o acampamento, quando ouvi passos. Meu coração acelerou e minha mente entrou em um conflito de querer descansar e querer que meu corpo se defendesse, o que me causou uma grande dor de cabeça. Mas eu não conseguia me mexer, o que me fazia descartar a segunda opção.

   E eu me sentia muito cansada, como se eu não tivesse dormido por, sei lá, umas três semanas. Então, apenas fiquei ali, torcendo para que, seja lá quem fosse, se ia me matar, que fizesse isso rapidamente. E, antes de perder a consciência, só pude ouvir sua voz.

   - Você me dá muito trabalho, Lucy. – e então, eu apaguei.

 

   Acordei em um quarto. Olhei para o teto. Era negro como o céu noturno. Sentei-me, mas senti-me tonta e comecei a cair lentamente, como se tudo estivesse em câmera lenta. Então, duas mãos seguraram meus ombros.

   - Não faça isso! Descanse! O veneno da dracaena fora retirado de ser organismo, mas você não pode ficar se mexendo assim! – escutei uma voz feminina ao meu lado. Olhei e me deparei com uma mulher. Seus cabelos eram negros como a noite, e seus olhos demonstravam uma frieza que me cortava por dentro. E tenho certeza que ela faria isso comigo se pudesse. – Meu senhor pediu para que mandasse você descansar, Lucy. – ela continuou. Depois, pôs-se de pé e caminhou porta afora.

   Meus olhos estavam arregalados. Eu sentia isso. Quem era aquela mulher? E onde eu estava? Olhei para o quarto. As paredes eram negras como obsidiana. O chão, era de ladrilhos pretos e brancos e, no centro, havia uma caveira desenhada (legal o que se pode fazer com alguns ladrilhos). Não haviam janelas. A luz do lugar era responsabilidade de algumas tochas com fogo grego.

   A única saída do lugar era a porta por onde a mulher passara, e eu estava pensando nas possibilidades de sair dali, quando um homem adentrou a porta, seguido pela mulher. E meu queixo caiu.

   O homem era bonito até. Tinha cabelos negros, e olhos âmbar, assim como os meus. Ele trajava uma vestimenta grega tão negra quanto as paredes do aposento onde eu me encontrava. Dele, eu sentia uma aura poderosa. A aura da morte. Então eu soube de quem se tratava.

   - Hades. – falei, por fim. O deus ergueu uma sobrancelha.

   - É assim que recebe seu pai, Lucy? – ele perguntou, me encarando. Depois, vi que lançou um olhar de desculpas à mulher ao seu lado. E eu finalmente soube quem ela era: Perséfone, sua esposa. Minha... Madrasta.

   - O que espera que eu faça? Te abrace e chore de felicidade em seu colo? – perguntei secamente. As narinas de Hades inflaram e seus olhos tomaram um brilho perigoso.

    - Olhe como fala comigo, mocinha! Sou seu pai!

   - Um bem negligente, não acha? – rebati e eu achei que ele fosse me fulminar ali mesmo.

   - Você é bem ousada, Lucy. Gosto do seu gênio. – ele falou, e eu notei que meu pai fazia força para se controlar. – Enfim, eu sei o motivo de você estar aqui.

   - Aqui... Onde? – perguntei, meio confusa, levando a mão ao ombro onde a dracaena me mordera. Hades riu, como se eu tivesse feito uma piada.

   - Nos meus domínios, é claro. Você está no mundo inferior. – ele me encarou. Em seus lábios, havia um sorriso. Mas em seus olhos, um sentimento que não consegui reconhecer. Desgosto? Raiva? Descrença? Não consigo dizer qual era. Mas, seja como for, era claro que ele não queria que eu estivesse ali.

   - Uma filha de meu senhor que nem sabe onde está. – Perséfone falou, com ironia na voz.

   - Querida, por favor. Poderia nos deixar a sós? – Hades lhe pediu. A deusa olhou para ele e depois para mim. Bufou, e então saiu do quarto.

   Hades suspirou, como se já tivesse passado por aquela situação algumas vezes. E, sinceramente, eu não me importava.

   Eu tinha um motivo para estar ali. E ia seguir em frente com meu plano. Não iria voltar atrás! Não mesmo!

   - Me desculpe por Perséfone. Ela não é muito... Paciente com meus filhos.

   - Puxa, nem imagino o porque... – sussurrei, enquanto olhava para minhas mãos, as quais eu havia cruzado em meu colo. Hades pareceu ignorar meu comentário.

   - O que eu quero dizer... – ele continuou. – É que sei o motivo de sua visita, Lucy. – ergui os olhos e encarei seu rosto imortal, surpresa. Ele... Sabia?

   - Não sei do que está falando, pai. – menti, e ele se limitou a me lançar um olhar frustrado.

   - Francamente garota, você é uma péssima mentirosa! – falou, irritado. – Você está aqui para levar sua irmã de volta, não é?

   Meu coração quase parou. Sim, esse era meu plano. Entrar no mundo inferior, procurar por Luna e, assim que encontrá-la, levá-la de volta para o mundo dos vivos, dando-lhe outra chance de vida. Poxa vida, minha meia-irmã só tinha dez anos quando morreu. Isso é justo? Claro que não!

   Eu é quem deveria estar morta, não ela.

   - Era para eu estar morta, pai. – falei, desviando meus olhos, vendo algo de interessante em minhas mãos. – Não Luna. Foi um erro ela morrer. E estou aqui para consertar esse erro. Vou achá-la e levá-la de volta.

   Hades não disse nada. Ficou imóvel em seu lugar. O que foi pior de que se tivesse dito algo. Então ele suspirou e caminhou até minha cama, sentando-se ao meu lado. Era estranho ver que o deus dos mortos era uma pessoa... Amável, até. Sempre tive uma imagem negativa de Hades. E, ver que eu estava errada, me surpreendia.

   - Lucy. – ele disse, e eu me obriguei a olhá-lo. – Você não pode fazer isso.

   - Mas pai... – comecei, mas ele levantou a mão em um gesto para que eu me calasse. E, pela primeira vez, obedeci.

   - Os mortos não podem voltar à vida. Você com certeza deve ter vindo para cá com o intuito de ressuscitar sua irmã, mas não posso permitir que faça isso. Não é seguro. Entenda, você é só uma mortal. Não pode mexer com coisas da vida e da morte. Luna está morta. E, se você tentar procurar por ela, terei que te castigar de um jeito que você não vai gostar. – Hades disse. Depois, ele se levantou. – Se recupere. Assim que estiver melhor, vou enviá-la para o mundo dos vivos em segurança. -  e saiu do quarto, me deixando sozinha.

   Lágrimas de raiva e frustração surgiram em meus olhos. Não podia fazer com que minha irmã voltasse à vida. Injusto? Totalmente. Em minha raiva, soquei a parede. Eu voltaria para o mundo dos vivos de mãos vazias.

PODERES UTILIZADOS::
Aura da Morte I [Nível 1]: O filho de Hades emana uma aura que incomoda as pessoas - não chega a afastá-las, mas elas não ficam à vontade. É algo sobrenatural, sem explicação, mas elas tem medo de morrer ao chegar perto. Não afeta  semideuses ou seres mitológicos. Esta aura também afasta as almas muito mais fracas de você.[Modificado]

Respiração do Submundo [Nível 1]: O filho de Hades respira normalmente em locais de baixa pressão ou subterrâneos, fechados, desde que haja uma quantidade mínima de ar. Eles ainda são afetados por poderes de sufocamento, e condições precárias, se prolongadas, podem ser letais. 

Perícia com armas laminadas [Nível 1] Por ser filho de Hades, o semideus manipula perfeitamente as armas laminadas, ganhas como presente de reclamação, e possuem uma familiaridade ainda maior se elas forem de ferro estige.[Modificado]

Ativos

Necromancia I [Nível 1]: Pode invocar os mortos fazendo o ritual de cavar um buraco no chão, lançar oferendas à eles como cerveja, refrigerante e comidas de drive-thru. Depois, basta cantar em grego antigo quatro versos sobre invocação de mortos, dizendo o nome do fantasma que quer invocar ao final de cada verso. Quando o fantasma escolhido aparecer, deixe-o bebericar e comer a oferenda. Então, virará um espectro e poderá se comunicar com você por até duas rodadas. Nem sempre o fantasma aparecerá e se a lua estiver cheia, o processo tem mais chances de dar certo. O espectro poderá mentir, dependendo de quem ele é e sua relação com o filho de Hades. Apenas um fantasma por invocação, e no máximo uma invocação diária.

Geocinese I [Nível 1]: Pode mover pequenos pedaços de rocha e formações minerais, arrancando-os do chão, levitando-os, o que sua imaginação quiser. uma por vez, as quais não fazem mais do que distrair o inimigo ou atrapalha-lo, porém as pedras não são grandes o bastante para causar machucados sérios. Rochas sagradas ou abençoadas não podem ser manipuladas.

OBSERVAÇÃO::
Esse texto não é um plágio, só reutilizei-o. Qualquer coisa, tenho como provar
Lucy Scarlett
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Re: Teste para filhos de Hades - Agosto

Mensagem por Zeus em Ter 01 Set 2015, 15:19


Avaliação
Vamos ver como você foi...


Lucy Scarlett: Não reclamada.

Teste não avaliado pelo seguinte motivo: Esse teste já foi postado e reclamado. Você pode conferir isso no link: http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t8736-teste-hades-janeiro-2014
Como não deixou nenhuma prova de que o post é seu, a situação está sendo identificada como plágio. Entre em contato comigo ou Asclépio para resolver sua situação. Decisão tomada em conjunto com o Administrador Asclépio.

TESTES JÁ RECLAMADOS NÃO PODEM SER REUTILIZADOS. A FICHA DEVE SER ORIGINAL!


Atualizado.
Por x-X-X-X-X-X-x


Corrija um sábio e o fará mais sábio.
Corrija um ignorante e o fará teu inimigo.
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Re: Teste para filhos de Hades - Agosto

Mensagem por Conteúdo patrocinado Hoje à(s) 14:35

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