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— Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

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— Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Alec Lochees em Sab 09 Maio 2015, 16:42


lightning


Dois filhos de Zeus unidos pelo destino. O motivo? Ainda não se sabe, mas certamente há um — as Parcas gostavam de brincar com os semideuses. Agora, eles terão de caminhar lado a lado para enfrentar a profecia. E sabem, mais do que nunca, que o inverno está chegando.

INFORMAÇÕES

— Turno um:

  • Heron terá de narrar duas visões distintas: Na primeira, estará no acampamento, onde encontrará o Oráculo e receberá a profecia; na segunda, verá o combate que acontece no Central Park. Ao acordar, precisará tomar uma decisão.
  • Josh estará voando em seu dragão quando o mesmo o contatará, avisando sobre uma horda de monstros próxima. Ele, então, terá de descer no Central Park e fazer um breve combate, até que Heron intervirá.


Local: Nova Iorque;
Período: Manhã;
Clima: Razoavelmente frio, cerca de 17°;
Participantes: Heron Montecchio (filho de Zeus, nível 58) e Josh Siege Kriskahn Kimoy (filho de Zeus, nível 135).
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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Alec Lochees em Sab 09 Maio 2015, 16:47



As Portas do Medo




(Um)

Pesadelos


Estava de volta ao Acampamento Meio-Sangue. Era como um sonho: via tudo em terceira pessoa, sem realmente estar ali. Mas era real demais para ser um sonho. Na verdade, era uma visão.

Havia destruição e semideuses feridos, e o clima de luto pairava no ar. A tensão presente no silêncio era tão densa que quase podia ser tocada. No refeitório, todos cutucavam as suas refeições, inquietos. Quíron não se encontrava em lugar nenhum, tais como o Sr. D. e muitos líderes de chalé.

A visão mudou.

Agora, eu estava num lugar pouco conhecido. Era uma espécie de caverna, mas havia mobília e cheiro de incenso. Passei por cortinas e entrei no que parecia ser o quarto de quem vivia ali. Uma jovem ruiva estava sentada na cama escovando o cabelo. Senti um arrepio — se é que era possível — e reconheci o lugar onde estava.

Era a gruta do Oráculo de Delfos.

Repentinamente, ela parou e me encarou. Parte de mim desejou que a visão se desfizesse, mas não foi o que aconteceu. Névoa verde saiu da boca da garota e espiralou pelo cômodo, assumindo a forma de uma serpente. A criatura se aproximou e me circundou. Ela sorria para mim, seus olhos brilhantes querendo me dizer alguma coisa. Uma sensação estranha se instalou em meu âmago.

A voz do Oráculo retumbou:

Por caminhos diferentes, os filhos do relâmpago serão unidos
E hão de descer às portas do medo
Em seu exílio, o renegado
Para obter a bênção, enfrentará o passado
E o poder oculto despertará
Através das mãos do herói caído


A visão mudou novamente.

Era o Central Park: reconhecia-o pela batalha que travara ali algumas semanas antes. E, pelo que parecia, outro embate estava sendo travado no local.

Um garoto lutava ferozmente ao lado de um dragão. O fogo queimava tudo que tocava, e o martelo desfazia os inimigos com facilidade. No entanto, ainda que o semideus e a criatura fossem poderosos, o número de monstros estava longe de acabar.

O sonho se desfez e eu acordei na cama do motel. Fiquei olhando para o teto, meu peito subindo e descendo aceleradamente. O que aquilo significa?, perguntei-me. Estiquei a mão para o criado-mudo e peguei o anel em forma de águia que descansava na madeira. Só havia uma forma de obter respostas…

Eu precisava ir ao Central Park.

pormenores:
Armas:
{Lynx}/Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de bronze sagrado e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro. No nível 20 transforma-se em um anel, com a cabeça e as asas de uma águia entalhadas.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]
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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Josh Siege Kriskahn Kimoy em Sab 09 Maio 2015, 17:02



The Thunder
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||  ||  ||


Após a confusão em Chinatown, Josh ficara pensativo. Dessa vez, não tinha fodido com tudo: o lugar estava intacto e tinha feito também algumas amizades. Ultimamente, isso era coisa rara na vida do semideus.

“Josh, estou sentindo um cheiro estranho”, Saphira contatou o garoto mentalmente, tirando-o daquele “transe”.

“Vamos lá garota, me leve até o lugar”, respondeu o semideus, e o dragão acelerou.

Passou alguns minutos até que Saphira fechasse as asas e mergulhasse para fora das nuvens. Josh apertou o cabo da espada e olhou para o Central Park, uma horda imensa de monstros tinha se formado. Talvez as batalhas que aconteceram na última semana deixaram odor de semideus no local.

“Não podemos lutar contra todos, Josh”, alertou o dragão para o semideus.

A prole de Zeus sorriu e se deixou despencar pelos céus. “Não podemos mas vamos”, Josh jogou o martelo eletrificado no meio da horda. A eletricidade atingiu uma grande porção, espalhando-se e permitindo que o garoto aterrissasse.

Saphira chegou logo depois: pousou sobre alguns monstros e desferiu um jato de chamas contra outros. Josh bateu o pé no cabo do martelo, e o mesmo girou e foi para mão esquerda do garoto, que rapidamente desembainhou a espada.

— Pediram um filho de Zeus para a viagem? — questionou, jogando o martelo mais uma vez e partindo contra um grupo de empousai. Por onde passava, Storm deixava um rastro de pó dourado. Por estar sem sua armadura (enviara-a a Kalled para que fizesse modificações), Josh tomou alguns arranhões.

Por mais forte que fosse, os monstros não acabavam. Josh foi mais uma vez cercado; Saphira, que já estava em voo, queimou tudo à sua frente. O garoto olhou para uma dracaena e abriu a mão esquerda.

— Cuidado! — gritou e riu ao vê-la se virando e sendo atingida em cheio pelo martelo. Ao chegar em sua mão, Josh o colocou acima de sua cabeça e um raio atingiu a arma, eletrizando-a. Então, o garoto golpeou o chão e limpou tudo a sua volta.

“Josh, algo está se aproximando”, Saphira avisou, e um raio explodiu à frente do garoto. Só havia um problema: o raio não era dele.





Geral:


Itens:


— {Razer} / Martelo de guerra [Tendo tanto sua parte chata quanto o cabo feitos de bronze celestial, esse martelo de guerra possui a capacidade de auxiliar a controlar medianamente a eletricidade do cenário ao redor, não podendo simplesmente invocar energia elétrica sem alguma base, mas reduzindo os custos de MP com poderes que invoquem ou controle o elemento em 20%. Ele obedece apenas aos comandos de Josh, retornando para as mãos do usuário um turno após o lançamento. Sua forma é modificada para permitir arremessos mais potentes, ou seja, o dano causado pela arma caso ela seja lançada em algum alvo será 50% maior, tornando-o especialmente eficiente contra materiais comuns, mas a distância ainda é delimitada pela força do utilizador e, a depender das condições, a velocidade em que arma percorre o ar pode ou não ser penalizada por seu próprio peso, sendo a palavra final do narrador. Por ser de bronze celestial, os danos físicos contra monstros e seres mitológicos são ampliados em 50%, mas não provoca mortes instantâneas] [Bronze sagrado] [Nível mínimo: 90] [Controle sobre a eletricidade]

- Storm [Espada de 1/2 Bronze Celestial 1/2 Ferro estige ( Caso atingir o oponente uma parte de sua alma será roubada e ficará aprisionada, o bronze celestial fará o monstro começar a se dissolver [Almas])

Poderes utilizados:


Passivos até o lvl 30.

Ativos:

----

Mascote:


Dragão{Safira}[245/300 HP; 270/300 MP]




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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Alec Lochees em Sab 09 Maio 2015, 17:19


lightning


Dois filhos de Zeus unidos pelo destino. O motivo? Ainda não se sabe, mas certamente há um — as Parcas gostavam de brincar com os semideuses. Agora, eles terão de caminhar lado a lado para enfrentar a profecia. E sabem, mais do que nunca, que o inverno está chegando.

INFORMAÇÕES

— Turno dois:

  • Heron terá de narrar o desenrolar e o término do combate. Em seguida, contará a Josh a respeito das visões que teve, e ambos chegarão à conclusão de que precisarão encontrar Deimos e Fobos.
  • Josh assumirá a partir do momento em que eles começam a jornada. Será de sua responsabilidade narrar o caminho para o Brooklyn, tendo que passar por uma breve interferência. A seguir, precisarão passar pelo metrô para chegar ao Templo do Medo.


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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Alec Lochees em Sab 09 Maio 2015, 17:27



As Portas do Medo




(Dois)

Pesadelos


Desci como um raio, explodindo e liberando eletricidade a partir do ponto de colisão. O dragão recuou e eu achei que me queimaria vivo, mas não o fez. Retirei o anel do dedo e o transformei em Lynx, o sabre de bronze sagrado, avançando contra os monstros. Eles ficaram momentaneamente confusos com a minha chegada, e eu me aproveitei disso para transformar uma dezena em pó.

Logo, o dragão e o outro semideus estavam batalhando ao meu lado. Mesmo que não nos conhecêssemos, formávamos uma equipe extremamente mortal — o que era uma notícia ruim para os filhos do Tártaro. Movi-me e ataquei como um demônio, reduzindo a pó tudo que se aproximava demais. “Se abaixe!”, ouvi. Meus reflexos corresponderam à ordem e o martelo passou voando sobre mim, fazendo strike nas criaturas que atingiu.

Pouco a pouco, dracaenae e lestrigões se desfaziam. Embora estivéssemos ganhando, não saí intacto: fui atingido no ombro esquerdo por garras, obtendo cortes profundos. Não foi o suficiente para me parar, mas certamente ficaria com cicatrizes.

— Ei! — chamei o semideus, que estava a alguns metros, apontando o sabre na direção do pequeno grupo de monstros que restava. — Agora.

Ele assentiu e fez o mesmo que eu, erguendo a espada. Após um segundo, ambos liberamos uma forte descarga elétrica. Os raios bateram no primeiro monstro que encontraram e foram fazendo “pinball” até não restar nenhum.

Lynx voltou à forma de anel, encaixando-se em meu dedo anelar. Agora que havia parado e o sangue esfriara, senti a dor latejar em meu ombro. Rasguei a manga que já não estava em bom estado e pressionei a ferida. Concentrei eletricidade no local, e a pele se reconstituiu em um processo doloroso. O cheiro de queimado ficou no ar.

— Bem melhor — resmunguei, alongando o braço curado.

Vi pelo canto dos olhos o outro se aproximar. Seu dragão ficou atrás de si, enrolado no próprio corpo e com a cabeça sobre as patas dianteiras. Sua respiração chegava a mim como fortes lufadas de ar quente.

— Você luta bem, garoto — o semideus falou e levantou o martelo, cumprimentando-me. — Aliás, sou Josh. Mas você já deve saber disso. E essa é Saphira — apontou para o dragão.

Josh? Aquele nome não me era estranho. Observei-o em silêncio, sabendo que estava deixando alguma coisa passar. Sem dúvidas, ele era um meio-irmão. Mas eu nunca o havia visto no acampamento. Estreitei os olhos para o dragão, até que o reconhecimento me atingiu.

Praça La Paz. Os boatos haviam corrido todo o mundo, inclusive para além da névoa mágica. Mas se ele era o responsável por aquele ataque em público…

— Há quanto tempo você não pisa no acampamento? — perguntei.

Se as minhas suspeitas se concretizassem…

— Desde o incidente na capital… — Josh me encarou e segurou firme o martelo. O dragão rosnou em resposta. — Não sou inimigo. Lutei contra a Campe pelo acampamento, mesmo que vocês me abominassem.

Em seu exílio, o renegado, as palavras se confirmaram. Fechei os olhos para pensar.

— Em primeiro lugar, eu não sou um campista de Quíron — meu tom de voz foi duro. — E eu acho que precisamos conversar.

Após Josh concordar, contei-lhe sobre a profecia e a visão do Central Park. Omiti algumas partes, como a imagem do acampamento desolado e o encontro com o Oráculo. Mesmo que de alguma forma estivéssemos conectados, eu não o conhecia e aquilo era pessoal demais. Em seguida, contei-lhe sobre a batalha que tivera semanas antes naquele mesmo lugar.

Ele pareceu pensar, como estivesse digerindo todas as informações. Notei que ele constantemente trocava olhares com o dragão, mas decidi não perguntar.

— Bom — quebrou o silêncio, lançando-me um olhar astuto. — Acho que teremos de encontrar Fobos e Deimos.

A princípio, não compreendi o que ele queria dizer.

— Fobos e Deimos?... — questionei, demorando a entender. Então, respondi a minha própria pergunta: — E hão de descer às portas do medo. Faz sentido — refleti. — Só há um pequeno porém: Como encontraremos dois deuses?

— Isso eu sei — Josh sorriu. — Já voou num dragão antes?

pormenores:
Armas:
{Lynx}/Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de bronze sagrado e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro. No nível 20 transforma-se em um anel, com a cabeça e as asas de uma águia entalhadas.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]

Poderes passivos:
Perícia com armas laminadas (Nível 1)- Filhos de Zeus são bons com espadas, as manejando com certa familiaridade.

Respiração aérea (Nível 2) - Você poderá respirar em ar rarefeito. Muito útil após aprender a voar.

Voar (Nível 5) - Será seu poder característico. É muito útil e aperfeiçoado quando quiser.

Vigor de Touro (Nível 6) - Como um dos símbolos de seu pai é o touro, seu vigor é maior que os outros semideuses, podendo correr e afins por mais tempo.

Cura elétrica experiente (Nível 27) - Após aprender essa técnica poderosa, poderá curar a si mesmo e outros usuários com sua eletricidade ou a eletricidade encontrada no ambiente. A devida quantidade de HP regenerada é escolhida pelo narrador e pelo tempo que o filho de Zeus levou utilizando-a, mas dura no máximo 5 turnos. Assim como cura elétrica, precisa de eletricidade como catalisador, e o semideus não pode fazer mais nada exceto se curar.

Defesa Elétrica (Nível 29) - Consiste em uma defesa absoluta composta de energia ambiente ou corporal, mas é pequena, aumentando apenas 10% das defesas do semideus.

Teleguiado (Nível 30)- Seu relâmpago agora pode ser controlado, desviando de barreiras. O controle exige concentração, o que impede qualquer outra ação. Controlar o golpe não gasta energia, mas invocá-lo é um poder ativo normal.

Poderes ativos:
Controle sobre a eletricidade de experiente (Nível 10) - Com esse nível, você poderá usar a energia de diversas fontes, inclusive das nuvens.

Corrente de relâmpagos (Nível 53) - O filho de Zeus lança um raio na direção de um alvo principal, e ele ricocheteia causando metade do dano inicial nos outros inimigos próximos, desde que dentro de uma distância máxima de 5m entre um alvo e outro. Pode atingir alvos terciários, mas o dano sempre reduz à metade ao atingir um novo alvo. 1 vez a cada 3 rodadas.
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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Josh Siege Kriskahn Kimoy em Sab 09 Maio 2015, 17:34



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Josh montou na cela de Saphira e prendeu suas armas.

— Suba, mas se me encochar… Vai virar almoço — Saphira soltou um rosnado divertido e baforou fumaça na cara do garoto. — Afinal, qual seu nome, garoto? — sorriu, esperando a resposta.

— Heron — foi a resposta simples. — E eu agradeceria se o dragão parasse de me olhar como um prato de comida.

Saphira soprou um pouco de fogo na frente do garoto.

— O dragão tem nome e sentimentos. Suba — Josh esperou Heron se sentar e contatou Saphira, incitando-a a voar. — Quero que faça uma coisa comigo, chame todas as águias de Nova Iorque.

Heron lançou-lhe um olhar de soslaio, como se fizesse uma pergunta silenciosa. Josh assentiu com a cabeça e se pôs de pé sobre a cela de Saphira. Ambos os filhos de Zeus projetaram suas vozes, que foram carregadas pelo vento. Em pouco tempo, um bando de águias surgiu.

— Ei, Heron, algumas águias estão te zoando, falando que te bicaram semana passada — Josh gargalhou e mandou uma ordem: — Águias, vocês têm como único e principal objetivo nos escoltar até o Brooklyn. A viagem vai ser bem… turbulenta.

Josh não precisava ser um Oráculo para saber que seriam diversas vezes atacados, e não tardou para que sua previsão se concluísse. Grifos tentaram se aproximar, as águias atacaram, bicando os olhos e arrancando as penas das criaturas.

“Saphira, limpe o caminho”, pediu Josh.

O dragão rugiu imponentemente e lançou fogo no céu, fazendo com que os grifos remanescentes fugissem apavorados.

— Então, garoto, você esteve aqui na confusão. Quando absorvi a eletricidade, senti que uma parte dela era diferente, produzida por um semideus...

Heron fez que sim:

— É, era minha — respondeu, virando-se para encarar Josh. — Você apagou uma cidade inteira… Fiquei meio surpreso.

— Vai aprender a controlar a energia quando for mais experiente — fez uma pausa, olhando para baixo. — Chegamos, salte. Saphira não pode aparecer assim.

Assim, os dois semideuses se soltaram da sela e entraram em queda livre. O destino foi um beco escuro, onde pousaram e chamaram a atenção dos homens presentes. Eles eram grandes, discutiam algum assunto pouco importante e um deles segurava um revólver. Viraram-se, então, para encarar os garotos.

— Estão olhando o quê? — Josh olhou para o revólver e abriu a mão, o metal foi atraído pelo semideus, que rapidamente descarregou a arma e a jogou no chão. Não precisou fazer mais nada: os homens saíram correndo, as calças escorregando nas coxas. Alguns caíam e levantavam apressadamente.

— Isso foi estranho — comentou o meio-irmão, observando os homens fugirem.

— É porque nunca viu os deuses que estamos procurando. A propósito, por aqui. — Josh caminhou para fora do beco e entrou no metrô, sendo seguido por Heron. Andaram por meio da multidão até um guichê. — Tem uns dracmas aí?

O caçula mexeu no bolso e jogou dois dracmas para Josh. O primogênito então se dirigiu ao caixa.

— Oi, amor, precisamos visitar você sabe o quê — o garoto jogou os dois dracmas e recebeu dois bilhetes dourados em troca.

Ambos entraram na estação. Com a magia da névoa, pareciam dois garotos normais esperando o metrô para ir para a casa. Josh só se perguntava o que os mortais no lugar de suas armas. Tacos de beisebol, talvez?

— Vamos? — Heron perguntou ao ver o metrô parar.

Josh balançou a cabeça negando, e o metrô partiu, fazendo o cabelo e as roupas dos dois balançarem.

— O nosso é outro… E está chegando.

Uma maria-fumaça antiga, cujo comissário era um esqueleto, parou na estação. Ambos entregaram o bilhete e embarcaram.

A escuridão os envolveu. Por algum tempo, nada se ouviu além da respiração dos dois e do tilintar do trem sobre os trilhos. À medida em que a viagem corria, o ar ficava mais denso. Quando o caminho chegou ao seu fim, ouviu-se o chiado característico da maria-fumaça e as portas se abriram. Ambos saíram e se viram em um templo grego, mas totalmente negro. Tochas estavam presas nas paredes, queimando em um verde vivo e chamativo.

— Já estive uma vez aqui… — Josh relembrou, cruzando os braços e encarando a entrada. — Bem-vindo ao Templo do Medo.


Geral:


Itens:


— {Razer} / Martelo de guerra [Tendo tanto sua parte chata quanto o cabo feitos de bronze celestial, esse martelo de guerra possui a capacidade de auxiliar a controlar medianamente a eletricidade do cenário ao redor, não podendo simplesmente invocar energia elétrica sem alguma base, mas reduzindo os custos de MP com poderes que invoquem ou controle o elemento em 20%. Ele obedece apenas aos comandos de Josh, retornando para as mãos do usuário um turno após o lançamento. Sua forma é modificada para permitir arremessos mais potentes, ou seja, o dano causado pela arma caso ela seja lançada em algum alvo será 50% maior, tornando-o especialmente eficiente contra materiais comuns, mas a distância ainda é delimitada pela força do utilizador e, a depender das condições, a velocidade em que arma percorre o ar pode ou não ser penalizada por seu próprio peso, sendo a palavra final do narrador. Por ser de bronze celestial, os danos físicos contra monstros e seres mitológicos são ampliados em 50%, mas não provoca mortes instantâneas] [Bronze sagrado] [Nível mínimo: 90] [Controle sobre a eletricidade]

- Storm [Espada de 1/2 Bronze Celestial 1/2 Ferro estige ( Caso atingir o oponente uma parte de sua alma será roubada e ficará aprisionada, o bronze celestial fará o monstro começar a se dissolver [Almas])

♦ {Aren} / Anel [ Arem é um anel simples, exceto pela pedra preciosa em sua superfície, que chama a atenção de todos que colocam seu olho na mesma. Como foi dada pela própria deusa da vingança, o anel permite Josh comunicar-se com seu dragão, e o mesmo irá responder a ele, e somente a ele. O "círculo" do objeto é feito de prata, e somente prata, e caso o filho de Zeus o perca, o mesmo sempre voltará ao seu dedo ] {Safira e prata} (Nível Mínimo: 100) {Nenhum Elemento} [Recebimento: Lady Nêmesis; recebido na missão narrada "Dangerous Seduction"]

Poderes utilizados:


Passivos até o lvl 30.

Ativos:

Eletromagnetismo inicial (Nível 23)- Ao ativar este poder, o filho de Zeus pode atrair objetos feitos de metal, de tamanho pequeno a médio. A força de atração varia de acordo com o nível. Afeta uma área de 50m + 10m a cada 5 níveis, mas o semideus deve focar o objeto. Dura 3 rodadas, e a cada rodada o filho de Zeus pode focar em um objeto diferente. Objetos soltos partem imediatamente para o semideus. Se for usado contra uma arma de um inimigo, o efeito varia. Inimigos 5 lvl abaixo tem suas armas atraídas. inimigos de 5 lvl abaixo a 5 lvl acima perdem 50% do seu ataque, se não quiserem soltar a arma. Acima de 5 lvl, os inimigos estão aptos a resistir. Inimigos com super força ganham bônus para resistir. 1 vez a cada 5 rodadas. Não afeta autômatos. NOVO! [criado por Sadie Bronwen]

Mascote:


Dragão{Safira}[245/300 HP; 270/300 MP]




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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Alec Lochees em Sab 09 Maio 2015, 17:46


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Dois filhos de Zeus unidos pelo destino. O motivo? Ainda não se sabe, mas certamente há um — as Parcas gostavam de brincar com os semideuses. Agora, eles terão de caminhar lado a lado para enfrentar a profecia. E sabem, mais do que nunca, que o inverno está chegando.

INFORMAÇÕES

— Turno três:

  • Heron detalhará o ambiente do Templo do Medo e entrará na porta que leva até Deimos. Antes de chegar ao deus, passará por um teste: Roselie, uma pessoa do passado que está morta, aparecerá para ele. O semideus precisará manter-se forte e escapar da ilusão.
  • Josh terá de narrar seu caminho até Fobos — não haverá grandes problemas — e, ao encontrá-lo, desenvolver um diálogo. Seu post termina quando o deus o faz sucumbir.


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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Alec Lochees em Sab 09 Maio 2015, 17:49



As Portas do Medo




(Três)

Roselie


Meus passos ecoaram no salão de mármore. Observei as pilastras negras, intactas e em perfeito estado. Senti-me de certa forma revigorado: a escuridão me deixava à vontade, como se fosse uma conhecida próxima. Olhei para as chamas bruxuleantes que iluminavam Josh sombriamente. E, ao final do salão, havia as duas entradas, cada qual com sua inscrição em grego.

— As portas do medo… — murmurei. — Para onde elas nos levam? — virei o rosto para o meio-irmão.

— Para os deuses. Fobos e Deimos — respondeu, apontando para as inscrições respectivamente.

Caminhei devagar até a frente das entradas. Havia uma aura aterradora presente em cada pedra à minha volta, fazendo todos os meus sentimentos borbulharem como água quente. Mas, principalmente, o medo. Os meus instintos — que dificilmente se enganavam — praticamente gritavam para eu dar me afastar.

O problema era que eu adorava desafiar os meus anseios.

— Fico com a de Deimos — anunciei, pondo-me sobre a porta cuja inscrição dizia “δείμος”. — Aí, Josh — olhei por cima do ombro, piscando com um olho. — Boa sorte.

Antes de receber uma resposta, mergulhei na escuridão.

[...]


O corredor era estreito e tinha o teto baixo, e ia diminuindo pouco a pouco. Em certo momento, tive que abaixar a cabeça para continuar avançando. O ar era difícil de respirar, e eu tinha a impressão de estar descendo mais e mais. O mais impressionante era que não fazia calor, mas frio.

Ouvi vozes e passos. Parei, olhei para trás e chequei para ter a certeza de que não estava sendo seguido. Os barulhos eram distantes, chegando até mim como ecos. E quanto eu mais andava, mais eles se aproximavam. Tentei ir mais rápido, mas estava ficando cansado e sem fôlego. E o corredor ficava mais apertado, dificultando meu avanço.

Ralei o cotovelo na pedra, e uma gota de sangue se formou, escorregando do meu antebraço para o chão. Já não dava para continuar em pé, então tive que ficar de joelhos e me arrastar. A partir daí, o caminho se tornou lento e penoso.

Quando eu comecei a cogitar a possibilidade de retornar, tudo mudou. O chão desapareceu e eu caí no buraco.

A queda durou segundos ou minutos, não sabia dizer. A noção de tempo não se enquadrava naquele tipo de situação. Ao abrir os olhos, vi-me em um jardim peculiar: as plantas eram mortas, o céu, completamente escuro, e o cheiro de enxofre invadiu os meus pulmões e os fez queimar.

Estava no Submundo. Como? Não sabia.

— Heron?

Meu coração gelou quando ouvi aquela voz. Aquela voz. Eu a reconheceria em qualquer lugar, mesmo que anos houvessem se passado. Virei-me e a fitei:

— Rose — minha voz saiu fraca.

Sua forma oscilava, presa ao mundo mortal e ao plano etéreo ao mesmo tempo. Era uma imagem vaga do que um dia fora a filha de Afrodite, mas ainda assim era linda. Os cabelos estavam trançados sobre o ombro direito, e ela usava um vestido vinho.

Recuperei-me do entorpecimento e dei um passo em sua direção. Tinha tanto a falar para ela…

— Eu sinto a sua falta.

Rose balançou a cabeça negativamente, embora seu semblante permanecesse inalterado. Sua silhueta desapareceu por um momento e reapareceu.

— Não, Heron, você não sente — não havia emoção em sua voz. — Afinal, foi você quem me matou.

As palavras me rasgaram por dentro. Pela segunda vez, eu estava perdendo-a. Um medo irracional me dominou.

— Por favor, Rose — supliquei, minha voz embargada. — Eu… eu… não… — queria dizer “te matei”, mas não consegui. Por mais que eu negasse, o sentimento de culpa se enraizava em meu íntimo. Eu não fora forte o suficiente para protegê-la. — Rose…

O espírito da garota permaneceu impassível.

— Estou fadada a passar a eternidade nos Campos da Punição por sua causa, Heron. Você foi fraco. Você me deixou morrer.

O pedido — “desculpe-me” — já estava prestes a sair de minha boca quando percebi o que estava acontecendo. Aquilo era um teste. Eu não estava no Submundo, e tampouco Rose me culpava. A raiva, pura e destrutiva, começou a latejar em mim.

— Não — falei, impondo todo o poder em minha voz. Era o filho do rei dos deuses, e nenhum deus menor me controlaria daquela forma.

A escuridão se dissolveu como tinta lavada e deu lugar às luzes das tochas. Vi-me novamente em um salão de mármore negro, mas dessa vez estava diante de um trono feito de ossos. Senti um arrepio na espinha quando meus olhos se fixaram nos dele. Eram tão escuros que não se diferenciava íris de pupila.

— Deimos — pronunciei.

pormenores:
Armas:
{Lynx}/Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de bronze sagrado e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro. No nível 20 transforma-se em um anel, com a cabeça e as asas de uma águia entalhadas.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]

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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Josh Siege Kriskahn Kimoy em Sab 09 Maio 2015, 17:59



The Thunder
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Josh respirou fundo, esperou seu irmão atravessar sua porta e adentrou a que estava destinado. O breu predominava, e por mais que forçasse a vista, não obtinha resultado. Escutava água pingando… Ou não. O garoto conhecia bem os gostos do deus e não duvidava de nada que pudesse ser o líquido.

— Onde estou? — perguntou em meio à imensidão. Sua voz soou rouca e fria, ecoando pelo local como se estivesse em uma grande caverna. Desembainhou a espada e o martelo, ambas as armas tinham como material o bronze celestial, e assim emitiam um brilho dourado útil em tais ambientes.

Ele olhou em volta, dessa vez conseguindo enxergar. Estava em uma grande caverna que seguia até onde os olhos podiam alcançar. Estalactites cobriam o teto, e delas sangue fresco pingava. Nas paredes de rochas ásperas, gaiolas com cadáveres e esqueletos estavam expostas.

Josh então seguiu, o som de água corrente aumentando... E aumentou até que ficou insuportável. Um calafrio percorreu a base de sua espinha até sua nuca. À sua frente, uma enorme cachoeira retumbava, mas não despejava água, e sim sangue.

— Eu não quero… — Josh ficou encarando a cachoeira, até que algo chamou sua atenção: uma luz saía de trás da queda de sangue, a mesma luz verde do templo. O que tem lá?, perguntou-se. Só havia um jeito de descobrir.

O filho de Zeus respirou fundo e começou a andar. Sentiu o sangue tocando todo seu corpo, o gosto de ferro presente em seus lábios. Porém tudo se foi quando atingiu a luz. Estava limpo, em uma sala nobre com um grande trono negro. Esse parecia ser composto de diversos rostos desesperados… Não, não parecia. Eram rostos.

E sentado sobre o imponente trono, estava o deus que procurava, Fobos.

— Lorde Fobos — o garoto saudou, levando a mão fechada até o peito.

O deus estava do jeito que lembrava: era um homem pálido, com algumas cicatrizes e com um olhar negro profundo. Trajava um sobretudo preto e era totalmente adornado de jóias da mesma cor. Em sua bainha, estava a espada, uma espada que já fizera Josh sentir dor.

— Como vai, semideus? O que o traz aqui? — perguntou o deus, encarando-o.

— Depois de tudo, o senhor disse que quando precisasse de auxílio, podia recorrer ao senhor. E meu irmão recebeu uma profecia, agora, estou aqui — o garoto sorriu para manter a calma. Somente a aura que o deus emitia fazia sua alma querer sair do corpo e fugir como uma criança de 3 anos.

— Uhm... Você me foi muito útil, semideus, não foi por menos que lhe concedi a bênção. Me lembro de ter prometido auxílio, e conforme meus servos falaram, você ajudou meu garoto em uma luta — o deus se colocou em pé. — Irei conceder um desejo. O que procura?

— Senhor, eu não quero mais sentir medo. Mais do que nunca, eu preciso lutar, e isso me atrapalha.

— Interessante. Não posso conceder-lhe imunidade, garoto, já que é o meu domínio de poder. Além disso, o medo é mais do que só um sentimento, é também um aviso — o deus sorriu e olhou nos olhos do filho de Zeus. — Mas nem tudo é tão fácil, você já deve imaginar. Então, boa sorte.

E assim Josh caiu de joelhos, deixando escapar um grave grito e elevando a mão aos olhos.


Geral:


Itens:


— {Razer} / Martelo de guerra [Tendo tanto sua parte chata quanto o cabo feitos de bronze celestial, esse martelo de guerra possui a capacidade de auxiliar a controlar medianamente a eletricidade do cenário ao redor, não podendo simplesmente invocar energia elétrica sem alguma base, mas reduzindo os custos de MP com poderes que invoquem ou controle o elemento em 20%. Ele obedece apenas aos comandos de Josh, retornando para as mãos do usuário um turno após o lançamento. Sua forma é modificada para permitir arremessos mais potentes, ou seja, o dano causado pela arma caso ela seja lançada em algum alvo será 50% maior, tornando-o especialmente eficiente contra materiais comuns, mas a distância ainda é delimitada pela força do utilizador e, a depender das condições, a velocidade em que arma percorre o ar pode ou não ser penalizada por seu próprio peso, sendo a palavra final do narrador. Por ser de bronze celestial, os danos físicos contra monstros e seres mitológicos são ampliados em 50%, mas não provoca mortes instantâneas] [Bronze sagrado] [Nível mínimo: 90] [Controle sobre a eletricidade]

- Storm [Espada de 1/2 Bronze Celestial 1/2 Ferro estige ( Caso atingir o oponente uma parte de sua alma será roubada e ficará aprisionada, o bronze celestial fará o monstro começar a se dissolver [Almas])

♦ {Aren} / Anel [ Arem é um anel simples, exceto pela pedra preciosa em sua superfície, que chama a atenção de todos que colocam seu olho na mesma. Como foi dada pela própria deusa da vingança, o anel permite Josh comunicar-se com seu dragão, e o mesmo irá responder a ele, e somente a ele. O "círculo" do objeto é feito de prata, e somente prata, e caso o filho de Zeus o perca, o mesmo sempre voltará ao seu dedo ] {Safira e prata} (Nível Mínimo: 100) {Nenhum Elemento} [Recebimento: Lady Nêmesis; recebido na missão narrada "Dangerous Seduction"]

Poderes utilizados:


Passivos até o lvl 30.

Ativos:



Mascote:


Dragão{Safira}[245/300 HP; 270/300 MP]




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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Alec Lochees em Sab 09 Maio 2015, 18:06


lightning


Dois filhos de Zeus unidos pelo destino. O motivo? Ainda não se sabe, mas certamente há um — as Parcas gostavam de brincar com os semideuses. Agora, eles terão de caminhar lado a lado para enfrentar a profecia. E sabem, mais do que nunca, que o inverno está chegando.

INFORMAÇÕES

— Turno quatro:

  • Heron terá de narrar seu encontro com Deimos e um diálogo. A seguir, vem o teste do deus: combater uma criatura feita de sombras. O garoto precisará enfrentá-la e destrui-la.
  • Josh será transportado para uma série de lembranças de seu passado, tendo que superá-las para seguir em frente. Então, voltará à realidade e ganhará a bênção de Fobos.


Local: Nova Iorque;
Período: Manhã;
Clima: Razoavelmente frio, cerca de 17°;
Participantes: Heron Montecchio (filho de Zeus, nível 58) e Josh Siege Kriskahn Kimoy (filho de Zeus, nível 135).
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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Alec Lochees em Sab 09 Maio 2015, 18:12



As Portas do Medo




(Quatro)

O poder oculto

Tive que me esforçar para me manter em meu lugar. A presença de Deimos por pouco não me dava espasmos involuntários. Apertei os punhos com força, tornando pálidos os nós dos dedos. Sentia a aura penetrar em meus ossos, instalar-se em minha alma e apertá-la com mãos frias. Era um poder esmagador, que me acuava como um cachorro molhado e surrado.

Apesar disso, não recuei. Era filho de Zeus, deus dos deuses, e não temeria uma divindade menor. Encarei-o na mesma altura, sem desviar o olhar por um segundo. Eu não era a presa ali.

— Para um traidor, você é muito insolente — fez-se ouvir o deus, sua voz cortando o silêncio como uma lâmina afiada.

Antes que eu pudesse parar para pensar nas palavras, elas já estavam sendo jorradas para fora:

— E o que você sabe sobre traição? O que sabe sobre tudo o que está acontecendo? Não passa de um deus menor. Acha que eles te dão alguma importância? — questionei, olhando para cima.

Uma ruga surgiu na testa de Deimos e seus olhos se acenderam como uma fornalha. O ar ficou mais quente, e imaginei que seria pulverizado ali mesmo. Encaramo-nos por segundos que pareceram durar uma eternidade.

Repentinamente, ele soltou uma gargalhada tão alta que fez o templo estremecer. Franzi a testa, confuso.

— Agora, eu entendo por que ela o escolheu. Você é interessante — encarou-me com aqueles poços negros que eram seus olhos. — Não me entenda mal, eu só quero ver o circo pegar fogo. E você fará o show acontecer. Mas, você sabe, preciso testá-lo e blá, blá, blá.

Estava começando a não gostar daquela história.

— O que quer dizer?

O sorriso de Deimos foi sombrio. Ele gesticulou e desapareceu no ar, deixando-me sozinho. Uma a uma, as tochas se apagaram, e a escuridão dominou o lugar. As sombras começaram a se agrupar e ficaram densas, formando uma grande silhueta. Dei o comando mental para que o anel se transformasse Lynx, e logo estava armado. Mas eu precisaria mais do que aquilo para enfrentar o monstro recém-formado.

O dragão rugiu, sacudindo-se como se houvesse despertado de um longo sono. Não chegava a ser tão grande, mas era maior que Saphira e seus dentes e garras pareciam perigosos. As asas eram pequenas se comparadas ao corpo extenso, mas eu duvidava que a criatura precisasse voar. O seu único intuito estava claro: me matar.

A bocarra investiu em minha direção e abocanhou o ar no lugar onde eu estava três segundos antes. Rolei pelo chão, sentindo dor na bacia por ter batido-a no mármore duro. Levantei-me rapidamente e desviei de uma rabada que chicoteou uma pilastra e a derrubou. Merda, xinguei em silêncio, tendo que desviar de um terceiro ataque.

Estava em desvantagem no subterrâneo. Ali, não poderia convocar uma tempestade ou raios do céu. Restava um possível combate corpo a corpo, mas como enfrentar uma criatura de cinco metros de altura? Dividi a mente em duas partes: uma para pensar na estratégia e a outra para me manter vivo.

A segunda não estava se saindo muito bem.

Fui obrigado a me jogar no chão de novo para evitar os pedaços de pedra que voaram contra mim. Meu cotovelo amorteceu dolorosamente a queda, tirando-me um grunhido baixo. Quando abri os olhos, vi a pata gigante vindo de cima para me esmagar. Não tinha tempo. Fechei os olhos e me concentrei, liberando um forte flash de luz. Se estivesse certo, a luz feriria a criatura, que fora feita a partir das sombras.

Um forte rugido foi emitido e o dragão caiu para trás, destruindo parte do templo. Fiquei em pé e tentei não me preocupar com a dor dos hematomas; era a chance que tinha, precisava aproveitá-la. Apontei o sabre na direção do monstro e convoquei correntes que surgiram do chão, envolvendo todo o corpanzil de escamas. Ele se debateu e tentou se soltar, mas os elos de ferro se manteram firmes.

Comecei a correr contra o monstro, estendendo a mão esquerda ao lado do corpo. Uma lança feita completamente de eletricidade se materializou, e a segurei com a ponta virada para baixo. O dragão continuava se debatendo inutilmente. Saltei e escalei as correntes, impulsionando-me para cima. Meu corpo planou no ar como se tudo estivesse em câmera lenta.

O monstro abriu a boca.

Puxei a lança para trás e, em seguida, arremessei-a.

A princípio, nada aconteceu. Então, a eletricidade se alastrou no interior do dragão e o fritou. Carne e órgãos queimaram, deixando cair apenas uma carcaça vazia. Pousei no chão, deixando Lynx voltar à forma de anel. Observei em silêncio as correntes sumirem, bem como o couro de dragão, que voltou a ser sombras.

A escuridão me abraçou.

Algo, no entanto, acendeu-se no lugar onde estava o trono. Era um pequeno foco de luz, como uma fogueira fraca, que logo se apagou. Franzi as sobrancelhas. A luz voltou a se acender; em seguida, apagou-se novamente. Estava piscando, pulsando. Caminhei lentamente até o trono.

Uma forma arredondada estava aninhada sobre os ossos que formavam o assento. Toquei-a com a ponta dos dedos e todo o meu braço esquentou. Era bom. A coisa pulsou e se acendeu, mas logo perdeu o brilho. Era como um forte coração batendo. Peguei aquilo — o que quer que fosse — nas mãos e notei que era mais pesado do que esperava. A casca por fora era áspera e tinha o tamanho de uma bola de basquete, mas oval. Pulsou novamente, agora em minhas mãos. Observei com fascinação o que estava segurando.

Era um ovo de dragão.

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{Lynx}/Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de bronze sagrado e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro. No nível 20 transforma-se em um anel, com a cabeça e as asas de uma águia entalhadas.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]

Poderes passivos:
Voar (Nível 5) - Será seu poder característico. É muito útil e aperfeiçoado quando quiser.

Vigor de Touro (Nível 6) - Como um dos símbolos de seu pai é o touro, seu vigor é maior que os outros semideuses, podendo correr e afins por mais tempo.

Defesa Elétrica (Nível 29) - Consiste em uma defesa absoluta composta de energia ambiente ou corporal, mas é pequena, aumentando apenas 10% das defesas do semideus.

Poderes ativos:
Correntes prometeicas (Nível 12) – Zeus acorrentou Prometeu como castigo por ter roubado o fogo, e você pode acorrentar seus inimigos. Ao ativar esse poder, correntes surgem do solo e envolvem seu inimigo, prendendo-o. Inimigos acima de 5 lvl não ficam totalmente presos, mas perdem 50% dos seus movimentos. Não funciona se o inimigo estiver voando. Dura 2 rodadas, pode ser usada 1 vez a cada 3 rodadas.

Controle total sobre a eletricidade (Nível 20) - A eletricidade é sua amiga. Você poderá fazer com que ela se materialize, criando objetos elétricos e muito poderosos, que no entanto não duram muito: 3 rodadas.
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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Josh Siege Kriskahn Kimoy em Sab 09 Maio 2015, 18:16



The Thunder
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Estava tudo queimando a sua volta.

Josh estava no sótão de sua casa, se via à frente novamente com oito anos. Sua casa estava em chamas, “ele” chorava. Josh nunca havia parado para pensar no que havia causado aquele incêndio, mas não era momento para isso.

Se aproximou do garoto e tentou acudi-lo.

— Vai ficar tudo… Mãe! — escutou um grito no andar de baixo e isso fez com que ele pulasse em meio ao fogo, pousando ao lado de uma mulher totalmente em chamas. — NÃO. NÃO. MÃE — o semideus tentou ajudar, mas nada que fazia tinha efeito, só podia sentar e observar sua mãe morrendo.

Aquilo tocou o garoto de tal modo que não soube explicar, ele ficou lá sentado imóvel. Viu as águias resgatando seu “eu” mais jovem até a hora que o fogo cessou. Olhou para o corpo agora irreconhecível de sua mãe. Desejou que tivesse duas dracmas, e assim se fez.

— Descanse em paz, mãe. Tenho certeza de que está em um lugar melhor agora — disse, colocando uma moeda em cada olho.

E assim a imagem mudou.

Estava na Guerra, a famosa guerra de Titãs. Josh se via lutando contra o poderoso Dakon — havia sido escolhido para liderar a defesa da avenida principal de Nova Iorque. As coisas iam bem ao seu ver, porém à distância viu dois semideuses pousando no chão. Aqueles dois semideuses atrapalhavam seu sono até os dias atuais... Josh pensava no que teria acontecido se ele não tivesse agido como herói.

— Eu podia ter salvo vocês… podia — ele conversava consigo, pensava nas possibilidades. Podiam ter batido em retirada, ter elaborado uma estratégia melhor. Mas não, não conseguira. Então ficou tudo escuro. Estava no Mundo Inferior, mais precisamente nos Campos Elísios. Os dois semideuses estavam à sua frente.

— Olá, Josh. Você não teve culpa, salvou o Olimpo. Podia ter havido mais baixas, mas você não deixou — falaram as almas em uníssono. — Nós o perdoamos, Josh. Mas e você, se perdoa?

A imagem mudou novamente.

Estava em Whasington, seu “eu” dessa vez segurava a arma mais potente do mundo, o raio-mestre. O foco, entretanto, não era a batalha. Até hoje, Josh sabia do seu propósito, mas o poder do garoto ameaçou destruir uma cidade inteira, e isso era errado.

Josh foi alvejado pelo medo de todos os cidadãos da cidade, sentiu uma dor enorme tomar conta do seu corpo. E, assim, começou a entrar em queda livre até o chão. Era inútil lutar contra a dor, então a deixou penetrar, permitiu-se todo aquele sofrimento. Abriu os olhos, e o chão estava a centímetros.

Então estava em uma sala.

Dessa vez era ele mesmo, encarando uma cópia de si. Tudo que fazia, o outro acompanhava, era extremamente perturbador. Até que os olhos do clone ficaram brancos, sangue escorreu de sua boca e uma espada transpassou seu peito. Josh sentiu aquilo como se fosse real, mas não se curvou, resistindo à dor. Tudo que passara até agora havia-o treinado.

Todo o medo de sua vida passou diante dos seus olhos em questão de minutos. Deixou um sorriso escapar, andou até o clone e o tocou. O mesmo se transmutou, passando a ser todas as pessoas que foram queridas para Josh em algum momento. Todas morrendo do mesmo jeito doloroso. Até mesmo seu pai, Zeus.

— Não deve-se temer o medo, tem que saber aceitá-lo, mutá-lo. O medo é um sentimento que te deixa mais forte, que te avisa. Eu te sinto na minha mente, Fobos, mas… Não o temo mais como antes. Eu te respeito.

E assim Josh despertou, sentindo sua garganta seca e uma dor aguda na cabeça. Apoiou-se no joelho e se levantou.

— Parabéns, filho de Zeus, você conseguiu entender. Tome minha bênção e vá, seu irmão já deve estar te esperando.

Josh elevou a mão ao peito mais uma vez. Olhou nos olhos do deus, e agora eles não estavam mais totalmente negros: eram olhos normais, a não ser pela cor vermelho sangue de sua íris. Com essa imagem, deixou o salão.


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— {Razer} / Martelo de guerra [Tendo tanto sua parte chata quanto o cabo feitos de bronze celestial, esse martelo de guerra possui a capacidade de auxiliar a controlar medianamente a eletricidade do cenário ao redor, não podendo simplesmente invocar energia elétrica sem alguma base, mas reduzindo os custos de MP com poderes que invoquem ou controle o elemento em 20%. Ele obedece apenas aos comandos de Josh, retornando para as mãos do usuário um turno após o lançamento. Sua forma é modificada para permitir arremessos mais potentes, ou seja, o dano causado pela arma caso ela seja lançada em algum alvo será 50% maior, tornando-o especialmente eficiente contra materiais comuns, mas a distância ainda é delimitada pela força do utilizador e, a depender das condições, a velocidade em que arma percorre o ar pode ou não ser penalizada por seu próprio peso, sendo a palavra final do narrador. Por ser de bronze celestial, os danos físicos contra monstros e seres mitológicos são ampliados em 50%, mas não provoca mortes instantâneas] [Bronze sagrado] [Nível mínimo: 90] [Controle sobre a eletricidade]

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♦ {Aren} / Anel [ Arem é um anel simples, exceto pela pedra preciosa em sua superfície, que chama a atenção de todos que colocam seu olho na mesma. Como foi dada pela própria deusa da vingança, o anel permite Josh comunicar-se com seu dragão, e o mesmo irá responder a ele, e somente a ele. O "círculo" do objeto é feito de prata, e somente prata, e caso o filho de Zeus o perca, o mesmo sempre voltará ao seu dedo ] {Safira e prata} (Nível Mínimo: 100) {Nenhum Elemento} [Recebimento: Lady Nêmesis; recebido na missão narrada "Dangerous Seduction"]

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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Alec Lochees em Sab 09 Maio 2015, 18:23


lightning


Dois filhos de Zeus unidos pelo destino. O motivo? Ainda não se sabe, mas certamente há um — as Parcas gostavam de brincar com os semideuses. Agora, eles terão de caminhar lado a lado para enfrentar a profecia. E sabem, mais do que nunca, que o inverno está chegando.

INFORMAÇÕES

— Turno cinco:

  • Heron deixará o Templo do Medo, levando consigo o ovo de dragão. No metrô, quando estiver prestes a se despedir do meio-irmão, reencontrará um amigo de outras datas. Após uma breve conversa, o garoto fará uma proposta a Heron, e caberá a ele aceitar ou não.
  • Josh, após aceitar a proposta — assim como Heron —, terá de narrar o caminho até o Clube da Luta. Chegando lá, há o desfecho da missão.


Local: Nova Iorque;
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Clima: Razoavelmente frio, cerca de 17°;
Participantes: Heron Montecchio (filho de Zeus, nível 58) e Josh Siege Kriskahn Kimoy (filho de Zeus, nível 135).
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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Alec Lochees em Sab 09 Maio 2015, 18:57



As Portas do Medo




(Cinco)

Clube da Luta


Atravessei um corredor longo para retornar ao hall principal. Segurava o ovo nas mãos e o havia coberto com a minha jaqueta. Ele pulsava em seu ritmo lento porém forte, enviando-me ondas de calor. Não sabia dizer o que estava acontecendo, mas as sombras pareciam ser atraídas pelo ovo.

O corredor terminou após alguns minutos de caminhada e eu me vi novamente no salão de mármore. Josh estava à minha espera, e parecia impaciente.

— Demorei? — perguntei, parando para observá-lo. Ele parecia cansado, mas estava em boa forma. — Tive alguns problemas — ao dizer isso, indiquei o ovo nas mãos, erguendo a jaqueta para que filho de Zeus o visse.

Josh sorriu.

— É bom saber que não sou o último cavaleiro.

Devolvi-lhe o sorriso.

Saphira fora o único dragão que eu já vira algum dia, e ainda assim ela parecia nova. Se não fosse por ela e o ovo que eu carregava, diria que os dragões eram uma raça extinta. E não era para menos: como podiam criaturas tão antigas sobreviver até hoje?

Caminhando para a saída, Josh olhou por cima do ombro.

— Vamos logo — disse ele. — Estou cansado desse lugar.

Não respondi, apenas o segui. Embora não gostasse de receber ordens, já estava me acostumando ao jeito do garoto. E eu também havia cansado daquele lugar.

Viajamos de volta para a estação de metrô em silêncio. Josh parecia ocupado com os próprios pensamentos, e eu não estava muito a fim de falar sobre o que havia acontecido. Passei os dedos sobre a casca áspera e negra do ovo, repetindo a profecia em minha mente.

A maria-fumaça parou e nós descemos. Ver todo aquele movimento de pessoas novamente foi bom; mesmo à vontade no subterrâneo, não era meu lugar preferido.

— Acho que… — “é hora de eu ir embora”, queria dizer a Josh, mas parei com as palavras a meio caminho. Mais à frente, notei dois garotos conversando. O problema não eram eles, mas as espadas de bronze que carregavam na bainha. Josh também pareceu notar, pois ele colocou a mão em meu ombro. Mas eu estava cansado demais para fugir, então desvencilhei-me e tomei a dianteira. — Se o acampamento não estivesse em crise, eu poderia jurar que vocês foram enviados por Quíron — falei.

Ambos se viraram na nossa direção, dois metros mais à frente. Estávamos na plataforma de embarque, muitas pessoas passavam por nós. Segurei o ovo sob o braço esquerdo, deixando o direito livre para qualquer contratempo que pudesse vir a ocorrer.

Josh falou alguma coisa atrás de mim, mas não ouvi. Estava atento aos garotos.

— Semideuses — falou o da esquerda, o maior, repousando a mão sobre o cabo da espada.

— É melhor não fazer isso — adverti.

O da direita, um garoto magricela e pálido que emitia uma aura sombria, colocou a mão no peito de seu comparsa. Ele cravou os olhos em mim, e eu, nele. Ambos nos fitamos por meio segundo.

— Heron?

— John — franzi a testa.

John era um conhecido de outros datas, e fazia tempo que eu não o via. Num primeiro instante, não o havia reconhecido, mas sabia que era ele agora. Eu só me perguntava o que ele estaria fazendo ali, já que sempre andava sozinho e era difícil encontrá-lo.

— E aí, cara? — ele me cumprimentou, e toda a tensão desapareceu. — Esse aqui é o Marcus — apontou o garoto ao seu lado. — Marcus, esse aí é o Heron, um amigo antigo.

— Josh — indiquei o filho de Zeus com a cabeça, apresentando-o brevemente.

— É, sabemos — John respondeu, lançando um olhar desconfiado a Josh.

Sabia que quatro semideuses em um único lugar atraía atenção demais. Não querendo estender muito aquilo, desconversei:

— É bom te ver, John, mas estou de partida — disse, virando-me para ir embora. — Nos esbarramos por aí.

O garoto me interrompeu:

— Espera! Nós estávamos justamente buscando semideuses…

Eu o cortei:

— Não estou interessado.

— Tem certeza? — perguntou, abrindo um sorriso preçunsoso como se soubesse que havia ganhado a minha atenção. — O Clube da Luta é um lugar interessante… E está aceitando novos membros. Veja bem: não temos nada a ver com a corja de Quíron.

Clube da Luta.


Não era a primeira vez que eu estava ouvindo aquele nome. O garoto que aparecera após a batalha do Central Park, até onde eu tinha dado atenção, estava reunindo semideuses para levá-los a esse clube. Aquilo estava me perseguindo, e eu seria tolo se ignorasse.

Virei-me.

— Josh? — perguntei; ele confirmou com um aceno. — Muito bem. Vamos ver esse clube com os próprios olhos.


pormenores:
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{Lynx}/Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de bronze sagrado e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro. No nível 20 transforma-se em um anel, com a cabeça e as asas de uma águia entalhadas.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]

Sugestão de descontos:
-30 de hp: Os ferimentos do embate no Central Park foram curados, restando apenas os adquiridos na batalha contra o dragão.
-200 de mp: Poderes utilizados em ambos os embates.

Recompensa almejada:
— Ovo de dragão [Ovo pertencente à raça dos dragões negros, tendo, em seu interior, um feto em desenvolvimento. A criatura, ao nascer, poderá desenvolver os poderes de sua espécie, além de ter inteligência própria e capacidade de se comunicar em diversas línguas.] {Macho}


ATENÇÃO!
Entrei em contato com o Orfeu, e ele me instruiu a pedir que o avaliador desta SM entre em contato comigo via mensagem privada. Assim, estarei passando todas as informações necessárias para a avaliação.
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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Josh Siege Kriskahn Kimoy em Sab 09 Maio 2015, 19:07



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Josh e Heron tinham encontrado dois semideus. Algumas ameaças foram ditas de ambos os lados, porém Heron conhecia um deles, e agora estavam indo juntos para uma espécie de clube.

— Ei, filho de Hades. O que nos espera lá? — perguntou Josh ao garoto pálido.

— Arenas, enfermarias, forjas, alojamentos e nenhuma regra — ele abriu um sorriso malicioso de lado.

— Se tiver banho quente, eu estou dentro. Não estou querendo voltar pro acampamento no momento.

Os quatro andaram pelas ruas tortuosas do Brooklyn, com os dois semideuses à frente e Josh atrás com Heron. Viraram em um beco sem saída e pararam, obrigando o filho de Zeus a fazer o mesmo. Aparentemente, não havia caminho nenhum a seguir dali.

O garoto pálido se abaixou e abriu a tampa do bueiro, pulando para dentro. Em seguida, o outro desceu. Josh começou a mudar de ideia sobre o quesito banho; aquele lugar precisava de uma entrada melhor. Quem sabe Kalled não gostasse de morar lá? Uniria o útil ao agradável.

O caminho pelo esgoto era cheio de curvas e caminhos diferentes, como uma grande cidade subterrânea. O único problema era o cheiro de lixo e coisa morta.

— Não tinha um perfume pra passar nesse lugar, não? — Josh levou a mão ao nariz.

Continuaram avançando, e à medida em que o faziam, um barulho distante ia se tornando mais alto. Algo como… uma multidão. O filho de Zeus olhou para seu meio-irmão mais novo, que estivera calado desde o metrô, fazendo-lhe uma pergunta silenciosa: “Está ouvindo isso?”.

Heron fez que sim.

Quando pararam em frente a uma porta redonda de bronze, John lhes sorriu:

— Chegamos.

Ele girou uma espécie de manivela e a porta se destrancou, dando-lhes passagem. O som da multidão, antes distante, tomou os ouvidos de Josh. Quando entraram, viram-se na borda de um “fosso”. Lá embaixo, uma centena de pessoas urrava e aplaudia.

— Bem-vindos ao Clube da Luta — John falou.

Josh se virou para Heron com um sorriso e esticou o punho fechado, batendo no do caçula.

— Sinto que vou te ver ainda por aí.

Heron assentiu.

— Tente não explodir o lugar — riu.

Josh, então, correu para a borda do fosso e pulou lá para baixo.

Geral:


Itens:


— {Razer} / Martelo de guerra [Tendo tanto sua parte chata quanto o cabo feitos de bronze celestial, esse martelo de guerra possui a capacidade de auxiliar a controlar medianamente a eletricidade do cenário ao redor, não podendo simplesmente invocar energia elétrica sem alguma base, mas reduzindo os custos de MP com poderes que invoquem ou controle o elemento em 20%. Ele obedece apenas aos comandos de Josh, retornando para as mãos do usuário um turno após o lançamento. Sua forma é modificada para permitir arremessos mais potentes, ou seja, o dano causado pela arma caso ela seja lançada em algum alvo será 50% maior, tornando-o especialmente eficiente contra materiais comuns, mas a distância ainda é delimitada pela força do utilizador e, a depender das condições, a velocidade em que arma percorre o ar pode ou não ser penalizada por seu próprio peso, sendo a palavra final do narrador. Por ser de bronze celestial, os danos físicos contra monstros e seres mitológicos são ampliados em 50%, mas não provoca mortes instantâneas] [Bronze sagrado] [Nível mínimo: 90] [Controle sobre a eletricidade]

- Storm [Espada de 1/2 Bronze Celestial 1/2 Ferro estige ( Caso atingir o oponente uma parte de sua alma será roubada e ficará aprisionada, o bronze celestial fará o monstro começar a se dissolver [Almas])

♦ {Aren} / Anel [ Arem é um anel simples, exceto pela pedra preciosa em sua superfície, que chama a atenção de todos que colocam seu olho na mesma. Como foi dada pela própria deusa da vingança, o anel permite Josh comunicar-se com seu dragão, e o mesmo irá responder a ele, e somente a ele. O "círculo" do objeto é feito de prata, e somente prata, e caso o filho de Zeus o perca, o mesmo sempre voltará ao seu dedo ] {Safira e prata} (Nível Mínimo: 100) {Nenhum Elemento} [Recebimento: Lady Nêmesis; recebido na missão narrada "Dangerous Seduction"]

Recompensa almejada:


— Bênção de Fobos: Ao passar no teste de Fobos, o semideus recebeu sua bênção. Poderes relacionados ao medo, se provindos de semideuses 10 níveis a menos, não surtem efeito; entre 10 e 5 níveis, a resistência é de 75%; entre 5 níveis a menos e 5 níveis a mais, cai para 50%; até 15 níveis mais forte, a resistência é de 25%. Acima disso, funciona normalmente.



Mascote:


Dragão{Safira}[245/300 HP; 270/300 MP]




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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por 111-ExStaff em Seg 01 Jun 2015, 21:04



Avaliação
story mode



A SM, no geral, foi boa: vocês conseguiram criar um enredo chamativo, que qualquer leitor se interessaria em ler; ambos escrevem bem, e os posts foram igualmente bons. Porém em um post do Josh, pude encontrar: "Josh só se perguntava o que os mortais no lugar de suas armas.", em que eu acho que faltou a palavra viam. Já nos posts do Heron, achei isso: "Os meus instintos — que dificilmente se enganavam — praticamente gritavam para eu dar me afastar.", onde a palavra dar ficou sem contexto. Fora isso, toda a narração foi perfeita.

Heron:
Coerência: 250/250
Coesão, estrutura e fluidez: 149/150
Objetividade e adequação à proposta: 60/60
Ortografia e organização: 40/40
Total: 499 XP + item

Descontos: 30 HP/ 200 MP (Batalha + ativos)

Josh:
Coerência: 250/250
Coesão, estrutura e fluidez: 149/150
Objetividade e adequação à proposta: 60/60
Ortografia e organização: 40/40
Total: 499 XP + bênção

Descontos: 30 HP/ 95 MP (Batalha + ativo)

Heron:
— Ovo de dragão [Ovo pertencente à raça dos dragões negros, tendo, em seu interior, um feto em desenvolvimento. A criatura, ao nascer, poderá desenvolver os poderes de sua espécie, além de ter inteligência própria e capacidade de se comunicar em diversas línguas.] {Macho}
Josh:
— {Bênção de Fobos} [Ao passar no teste de Fobos, o semideus recebeu sua bênção. Poderes relacionados ao medo, se provindos de semideuses 10 níveis a menos, não surtem efeito; entre 10 e 5 níveis, a resistência é de 75%; entre 5 níveis a menos e 5 níveis a mais, cai para 50%; até 15 níveis mais forte, a resistência é de 25%. Acima disso, funciona normalmente.] (Nível Mínimo: 100) {Nenhum Elemento} [Recebimento: SM "Lightning", avaliada por Selene e att por _________]


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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por Edward W. Kimoy em Qui 04 Jun 2015, 18:24


Edit por ~Eos: Leve modificação nos níveis da benção e descrição específica.



"Que tal colocar uma roupa decente nesse seu avatar, mocinho(a)?"

Bailinhos do coreto:

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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

Mensagem por 117-ExStaff em Sab 19 Dez 2015, 00:37

Tópico movido para o Tártaro.
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Re: — Lightning {Story Mode: Heron e Josh}

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