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Testes para Filhos de Poseidon — Agosto

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Testes para Filhos de Poseidon — Agosto

Mensagem por Odisseu em Qui 09 Jul 2015, 16:31

Teste para filhos de Poseidon


Aqui devem ser postados todos os testes para os concorrentes a filhos de Poseidon deste mês. As postagens podem ser realizadas até as 23h59min do dia 21 do mês corrente. Postagens após o prazo serão desconsideradas. Resultado no primeiro dia do mês seguinte.

Vejam as regras completas aqui [clique]

Boa sorte, campistas!


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Re: Testes para Filhos de Poseidon — Agosto

Mensagem por Demetria Lancaster Dorv em Qui 20 Ago 2015, 20:41

Idade: 17 anos.

Características Físicas: Demetria é uma garota de altura mediana, 1,70 m. Possui cabelos em forma de cascatas caindo perfeitamente pelo ombro. Seu busto é pequeno, devido a sua gordura corporal que é baixa, fazendo-a ser magra.
Seus olhos são azuis com leves toques esverdados e sua pele é bronzeada, devido a paixão pela praia.


Características Psicológicas: Demetria adora o ar livre, principalmente a praia. É muitas vezes isolada, quieta. Não gosta muito de se comunicar com estranhos e sua timidez a faz ficar ainda mais distante do convívio social. É uma garota paciente, tranquila. Não gosta de coisas que a desafiam, pelo motivo de não conseguir superar.
Sente-se nervosa por qualquer coisa, seja uma prova, ou uma apresentação escolar.
É leal, determinada, preguiçosa, mas indiscutivelmente amável.  


História


A praia conseguia encantar meus olhos com uma beleza estonteante e marcante. As ondas indo e vindo; meu coração palpitando forte, com um desejo ardente de ser possuída completamente pela água, pelo mar. Sentia-me viva ao cheio da brisa, o toque leve do ar penetrar em meus cabelos e escorrer levando-os para trás.
O mar era o melhor remédio para me acalmar. Era ele que fazia minha mãos trêmulas, parar. Era ele que conseguia relaxar meus pensamentos. Eram aquelas ondas que me faziam sentir cada vez mais viva.
Califórnia possuía praias lindíssimas. Era lá que eu morava com minha mãe e meu padastro.
Gostava de observar as ondas marítimas todas as vezes que brigava com minha mãe. E naquela tarde de quarta feira, não havia sido diferente dos últimos dias da semana. Brigávamos constantemente, era tão desgastante, tão depressivo...
Dava graças a Deus por ter uma casa defronte ao mar, onde eu podia livremente ficar sentada na areia, apenas contemplando a maresia, o píer perdido, as ondas quebrando.
Porque mamãe havia ficado tão diferente nas últimas semanas? Que me recorde, não fiz nada que pudesse fazê-la a levar tais atitudes: querendo me tirar daqui, da Califórnia, e me mandar para o Brasil, onde meus tios moravam. Não, eu não queria... agora não era mais o pressuposto de viajar para o Brasil, mas sim de não ficar tantas horas observando o mar, como uma lunática.
Ora mais que droga!
Enterrei minhas mãos na areia quando vislumbrei uma sombra pairando perto de mim.
Coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha, tentando sem sucesso, amenizar meus fios esvoaçando de leste a norte.  
- O mar é realmente muito lindo - disse mamãe. Parecia consternada e debilitada.
- Sim, é - respondi abraçando meus joelhos.
- Posso me sentar? - ela perguntou. Seus cabelos louros esvoaçavam como os meus, de forma descontrolada e avulsa.
Há quase uma hora e meia, havíamos brigado feio: gritos, choradeira, uma culpando a outra. Eu a culpava pelas minhas doenças mentais, como o meu transtorno de déficit de atenção, a minha depressão. Ela, me culpava por ser um fardo, por não fazer nada, ela queria mesmo era me mandar para o Brasil, se possível, longe de praias, em uma fazenda rodeada de mato, onde meu tio morava.
Engoli em seco, não queria mais brigar.
- Se for brigar, é melhor me deixar sozinha - retruquei encarando a praia.
Os raios tênues de um por do sol se precipitavam de um horizonte que se misturava ao azul esverdeado da praia, com o laranja do sol. Era magnífico.
Mamãe respondeu:
- Não, não irei brigar! - ela sentou-se ao meu lado. Em seguida, passou as mãos envolta de mim e ficamos abraçadas, totalmente em silêncio.
Sua voz quebrou o assobiar do vento.
- Eu não queria que fosse assim querida, eu juro!
- Entendo - respondi secamente.
- Muitas coisas estão acontecendo nestes dias... Jack está quase perdendo o emprego, ele está estressado. Eu estou estressada... meu Deus, me desculpe!
Encarei mamãe. Seus olhos azuis se misturavam com as lágrimas que escorriam de seus olhos.
Fiquei sem reação.
- Tá mãe, tudo bem, eu estou legal! - falei.
- Demetria, o que você sente ao olhar para o mar? ela inquiriu.
- Me sinto viva - respondi.
Parecia estranho tudo aquilo, mas continuei sem desviar os olhos do mar. - Eu amo a praia, mamãe!
Houve uma longa pausa antes de mamãe prosseguir.
- Sabe, quando eu ainda estava na Europa, antes de engravidar, eu também amava o mar. Nossa, era a coisa mais linda que eu podia observar. Até mesmo no frio, as ondas ganhavam um ar mais misterioso, contudo, não perdia sua beleza. Eu amava tudo aquilo...
Achei estranho. Mamãe nunca havia me falado sobre sua vida antes de me parir. Apurei os ouvidos, mas não tirei os olhos das ondas que se quebravam a medida que tocavam a areia.
- Eu devia ter meus vinte anos, talvez. Era uma jovem iludida. Sai com algumas amigas para uma festa na praia... Era madrugada, estava sozinha... ele chegou, sabe? Eu me encantei... ele simplesmente sumiu, e então ... - sua voz perdeu força para continuar. Desta vez tirei meus olhos da praia, encarando minha mãe.
Que história era aquela?
- Mamãe, do que está falando? - indaguei confusa.
- E agora, um deles veio me dizer que precisam  te levar, não.. não... - ela levou as mãos trêmulas aos cabelos e desabou em um choro agonizante.
Eu não sabia o que fazer.
- Mamãe, calma. Por favor, não precisa ficar assim, ok? - disse abraçando-a levemente. - Está tudo bem... não chore!
- Demetria - ela olhou em meus olhos. Olhos azuis contra olhos azuis esverdado. - Você não é filha de Paul, o grandioso advogado que estudou em Oxford e morreu em um acidente de carro!
Engoli em seco. Mamãe estava delirando, não estava? Meu coração acelerou e meu mundo desabou, junto com as ondas que se partiam ao chegar na areia. O assobio do vento parecia assustador.
- Como não mamãe? Paul é meu pai sim... o que a senhora está falando?
Ela se levantou rapidamente, limpando as mãos e indo em direção à nossa casa.
Me levantei também, olhando o céu alaranjado ganhar respingos arroxeado.
Segui nos calcanhares de mamãe. Jack, meu padastro, não estava em casa. Graças a Deus.
Mamãe entrou rapidamente na varada e em seguida, atravessou a sala.
Quando empurrei a porta, ela estava parada, de braços cruzados.
- Demetria, eu engravidei de outro homem. Você não é filha de Paul, mas filha de Poseidon!
Pestanejei querendo dar uma boa gargalhada.
- Eles me deram um prazo que acaba hoje, para te contar a verdade. Preciso te levar para uma cidade... acampamento... não sei, por favor, acredite em mim.
Mamãe parecia estar falando sério.
Um Deus mitológico? isso existe? Não, não podia ser. Claro que não. Aquilo deveria ser alguma forma de brincar comigo, era óbvio.
- Mãe, já chega! Eu não quero brigar novamente, então tchau! Vou lá pra cima!
Mas ela agarrou tão forte em meu braço, que uma marca vermelha se formou em torno do meu ante-braço.
- NÃO! Preciso te levar para lá, ainda hoje! AGORA!
Pestanejei novamente, meu Deus! O que estava acontecendo? Cadê minha mãe? minha verdadeira mãe? Aonde eu estava ? em um sonho, claro. Aquilo não poderia ser verdade... Poseidon? Não!
Lágrimas começaram a escorrer de meus olhos.
- Mamãe, se isso for uma piada é melhor a senhora parar agora!
Não, não era uma piada.

Às dez horas da noite, quando o céu ainda estava estrelado e taciturno, mamãe e eu seguíamos em seu carona, para a cidade de Long Island. Não ficava tão distante assim da Califórnia, mas aquilo era loucura. Mamãe havia enlouquecido, sim, ela havia. Tentei discar o número de Jack, mas ela jogou os celulares fora, meu Deus... ela estava louca!
Mamãe disse que Poseidon era um homem lindo, charmoso. Qualquer mulher cairia em seus pés. Com ela também não foi diferente. Aconteceu. E ela só descobriu que ele era ele, quando Poseidon seguiu para dentro do mar, sendo engolido pelas ondas de um luar prateado.
Ela disse que ficou sem saber o que fazer e então na época, começou rapidamente a namorar Paul, quando sua menstruação não veio.
Paul seria um plano perfeito.
Agora estávamos a alguns quilômetros de Long Island, mamãe dirigindo rapidamente, e eu, ao seu lado, só conseguia fechar os olhos e imaginar que tudo aquilo era um sonho.

Estava no meio de uma praia, lá no fundo, onde ser humano nenhum poderia respirar. Mas eu estava respirando e um homem ao meu lado, dizia ser Poseidon.
Ele iria falar alguma coisa, quando senti um estrondo na parte de frente do carro e um grito agudo.
Abri os olhos assustada. O coração palpitando forte, desenfreado.
- O que aconteceu? - gritei assustada.
Mamãe continuava dirigindo.
- Alguma coisa pousou na parte traseira do carro.
Olhei para trás.
MERDA!
Aquilo era verdade? Olhei ao redor e notei que a Interestadual estava vazia, apenas uma densa floresta ladeava o caminho.
Na parte de trás, uma criatura extremamente horrorosa abria a boca  revelando não dentes comuns, mas facas afiadas. Parecia ter uma pele viscosa e meu Deus, possuía dois pares de asas.
- QUE PORRA É ESSA? - gritei sentindo o xixi se formando inesperadamente na minha bexiga.  
- Não sei, meu Deus - mamãe chorava nervosa. As janelas estavam fechadas. - Onde, meu Deus, onde eu fui me meter!
- Todos veem? - perguntei assustada. - Estamos perto de chegar?
- Não, os mortais não veem. Eu não vejo nada, mas senti o barulho... Sim, estamos a uns 50 metros.
A coisa começou a andar por cima do carro. Fechei os olhos morrendo de medo. Mamãe também ouvia.
- O que iremos fazer? MÃE A COISA TEM ASAS!
- DEMETRIA, EU NÃO SEI - ela gritou em resposta.
Olhei um lápis pontiagudo pairando perto do volante. Agarrei-o. Minhas mãos tremiam, meus pés estavam gelados. Minhas entranhas pareciam revirar a todo instante.
A coisa... tudo aquilo era real...
- vou abrir a janela! - disse sem pensar.
Mamãe me olhou apavorada,
- VOCÊ TÁ LOUCA? - ela esbravejou.
- Mãe, vou abrir, E além do mais a senhora não está vendo nada! - disse com certa coragem. A coisa era esperta, eu sentia,
- DEMETRIA NÃO!
- DROGA - gritei. No segundo seguinte, apertei o botão que abria a janela. Fomos atingidas por uma rajada de vento.
- DEMETRIA! - ela gritou e choramingou ao mesmo tempo.
A ponta do lápis estava afiada, ótimo. Erguei as mãos trêmulas para frente, afastando-me ligeiramente da janela. A coisa iria aparecer, claro que iria. Ela não era tão bo...
Um grito agudo ecoou dentro de meus tímpanos - mamãe não ouviu, claro - um arrepio perpassou sobre mim. Senti um bater de asas e em seguida, a face da coisa se projetou perante mim. Meu Deus, eu estava em um filme de terror.
No seguinte seguinte, enfiei com toda a força que tinha, o lápis pontiagudo no olhos direito da criatura. Ela esbravejou loucamente, e então me rasgou o braço.
- DEMETRIA, MEU DEUS ! - mamãe gritou apavorada.
Dei um soco na cara da criatura que ao perder o controle, estatelou-se no asfalto.
Um ferimento em forma de três garras pairavam em meu ombro.
Mamãe começou a gritar coisas sem sentido, e então eu desmaiei.


Abri os olhos lentamente. Estava deitada sob uma árvore, ainda era noite. Talvez madrugada. Mamãe conversava com alguém. Levantei-me.
- Mamãe - chamei.
Ela me encarou. O homem que estava com ela também.
- Demetria... está bem?
A dor no braço me fez olhar para a região ensanguentada, agora, enfaixada.
- Sim, estou... quer dizer, não foi um sonho?
Mamãe balançou em negativa.
- Sinto muito! - ela cruzou os braços.
O rapaz de pele escura e olhos claros, se aproximou.
- Ola Demetria, pronta?
Encarei ambos sem entender.
- O que?
- Precisamos ir ao acampamento! Soube também, que seu pai está querendo te conhecer. Ficou preocupado com o ferimento.
Fiquei estupefata, nervosa. Fui até ali para realmente isso, mas por que ainda custava a acreditar?
Levantei-me um pouco tonta.
- Mãe... - lágrimas desabotoaram de meus olhos.
- Tudo bem querida!
Nos abraçamos fortemente. Senti meu coração acelerar e se partir ao mesmo tempo. Que mundo desconhecido era aquele que eu estava entrando? Quem era eu de fato?
Acompanhei o rapaz de pele escura.
- Bem vinda ao acampamento meio sangue, e mais tarde, irei levá-la a Atlântis!
Olhei para trás. Mamãe já não estava mais lá.
Demetria Lancaster Dorv
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Re: Testes para Filhos de Poseidon — Agosto

Mensagem por Seeder Hanstewall em Sex 21 Ago 2015, 23:23



POSEIDON



por qual deus você deseja ser reclamada e por quê?

Em função da identidade que apresento fora das dependências desse fórum, seleciono, dentre tantos outros, Poseidon para que seja meu parente divino. Assim como o oceano, ora calmo, ora tempestuoso, tenho momentos de calmaria e de tempestade. Por mais que eu evite brigas na grande maioria das vezes, busco, em outras, por momentos de destaque.
características físicas:

Seeder possui longos cabelos castanhos e ondulados que despencam em suas costas em um perfeito efeito cascata. Seeder possui uma pele bronzeada pelo grande costume de ir a praia sempre que pode, além do par de olhos azuis como o mar herdados de seu pai, Poseidon. Apesar de sempre ter sido alta, força nunca foi uma das grandes habilidades de Hanstewall, devido seu peso sempre baixo.
características psicológicas:

Devido a ausência de uma figura paterna durante sua infância, Seeder foi criada sozinha por sua mãe no Caribe — onde passavam por dificuldades financeiras, fato que contribuiu para a semideusa entender o valor das coisas e do trabalho duro; muitas vezes, seu humor, assim como as ondas do mar provocadas por seu pai, podem mudar a qualquer momento. Desde pequena, a garota evita mostrar seu lado inseguro para não ser alvo de ataques.
______________________________________________
                                                       
Georgina Hanstewall

Caribe

Alguns dias após ser demitida de meu antigo emprego, eu sabia que precisava de um novo o mais rápido possível. Com uma criança pequena para cuidar — Seeder —, eu precisava manter nossas contas em dia e ter dinheiro para nossa comida. Um resort novo, próximo a orla, havia acabado de ser inaugurado e estava contratando funcionários com funções as quais nem imaginava que existiam. Finalmente vou poder fazer o que sempre gostei: velejar. Seeder, com seu sorriso bobo, olhos extremamentes azuis e cabelos castanhos, sempre pede que eu a leve comigo para poder brincar na piscina com outras crianças hospedadas no hotel. Ao completar de seus sete anos, tive que mudá-la de escola, afinal, ela já não tinha mais idade para ficar em uma creche. Recorri até uma das escolas próximas ao meu emprego e a matriculei lá — e que mensalidade cara —, chamada Instituto Brewstler. Durante sua infância, Seeder sempre era muito brincalhona e adorava visitar a orla, ficar na beira do mar e construir pequenos castelos de areia com seu balde de brinquedo.
Seis anos depois.

Seeder Hanstewall

Caribe

Como todos os dias, eu havia acordado mais cedo que minha mãe e tomado meu café-da-manhã. Assim que acabei de me vestir para o passeio, encarei meu próprio reflexo no espelho durante alguns segundos, até que decido partir em uma corrida até a orla, onde um trio de funcionários próximos ao navio aguardavam por mim e minha mãe. Vestimos nossos coletes e permanecemos ali durante alguns minutos até que minha mãe chegasse e desse partida no hobie cat, catamarã com dois cascos semelhantes a bananas e uma única vela principal.

O vento parecia estar a nosso favor e minha mãe não queria abusar da velocidade. Provavelmente estava preocupada com a minha proximidade da popa, mas eu não estava fazendo nada demais ali. Minha mãe não conseguia ver, mas eu percebia que a água estava se movimentando de uma forma estranha; donzelas dançantes iam se formando lentamente ao lado do hobie cat. Foi quando, de surpresa, o catamarã atingiu uma pedra, e somando a influência que o vento havia tomado, nosso navio tomou para o lado, tendo uma das pás submersas. Tombei para o lado e cai na água, sentindo meu corpo ser puxado pelos dois braços. Quem estava me puxando? Já dentro d’água, eu não conseguia ver ninguém próximo de mim, me segurando ou muito menos me puxando. Assim que olhei para cima novamente, percebi que minha mãe também havia caído do hobie cat, e provavelmente estava à minha procura.


Anfitrite

Palácio de Atlântida

Senti a barra do vestido roçando contra os pés do trono e recuei lentamente. Me levantei e comecei a andar ao redor do terreno delimitado do âmbito; absorta em meus próprios pensamentos e dúvidas, mal notei quando uma garota materializou-se a minha frente, junto de Poseidon. Se ela fosse mais uma bastarda, eu iria destrui-la. Entreabri os lábios para reclamar quando Poseidon ergueu o indicador, fazendo com que eu interrompesse minha fala. Por mais rude que seja, ainda é o meu marido e portanto, minha autoridade. Eu analisei o corpo da menina enquanto ela lutava para se levantar, com olhos azuis e a pele totalmente bronzeada. Voltei a me sentar no trono, tentando parecer autoritária para a jovem. Conjurei um tridente na minha mão esquerda, levantando uma sobrancelha ameaçadoramente para a menina.

Quem é essa? — perguntei, sem nem ao menos olhar para a moça, focando unicamente em Poseidon.
É uma náiade. Eu a tirei do rio para te servir. Você vive reclamando de como precisa de uma serva, não? — o deus dos mares continuou a falar, mas eu parei de prestar a atenção. Encarei cada centímetro do corpo da menina, tendo arrepios enquanto ela olhava para os lados, sem saber o que fazer. Coitadinha. Quando Poseidon finalmente terminou de falar, eu pigarreei e concordei com a cabeça, mandando a garota para fora.
Se ela for mais de uma de suas bastardas... — mais uma vez, fui interrompida pelo indicador do deus dos mares. Engoli seco, odiando ser submissa. Ele tentou me domar com um sorriso calmo, e eu sempre voltava a sorrir, em meio a soluços.
Seeder Hanstewall

Palácio de Atlântida

Completamente sozinha. Sem minha mãe. Isso nunca tinha acontecido antes, e eu estava com um grande problema; havia sido transformada em uma serva. O homem com barba e um fedor incrível de alga tentou me explicar tudo o mais rápido o possível. Aparentemente, eu era uma semideusa. Como meu status de semideusa, eu estava sempre em perigo. Entretanto, dessa vez, era diferente. Um caçador de semideuses estava a solta e Poseidon havia descoberto o quão próximo de mim ele estava; tremi ao pensar em ser sequestrada, jogada em uma sarjeta. Contudo, olhei ao redor, notando que havia sido sequestrada e atirada em um lugar escuro e cheio de conchas do mar, contra a minha vontade. Estava assustada, tremendo, falando baixo e eu não sabia o que fazer. Era tanta coisa pra processar… Eu mal tive tempo para notar o rapaz que se encontrava parado na minha frente e parecia que ele estava ali há vários minutos. Com medo de ganhar mais um inimigo, forjei um sorriso meigo com os lábios e esperei ele começar a falar. Um guia. Bart. Iria me mostrar ao redor, algo assim. Eu estava desesperada, tentando imaginar uma forma de escapar daquele palácio, escapar das garras daquela mulher com o tridente.

Os dias passavam de maneira diferente no palácio. O tempo era lento, como se nunca fosse acabar. O meu tempo estava acabando, eu podia sentir. Enganar Anfitrite era suicídio e pelo que Bart havia me contado, ela era implacável. Aos poucos, fui me adaptando ao âmbito e ao estilo de vida dos nativos, sempre, é claro, servindo a Anfitrite. Eu nunca havia atuado na minha vida, e aqui estava eu, forçada a atuar. Ela pedia coisas impossíveis. Jóias no fundo do mar, comidas importadas. Com o auxílio de Bart, fui capaz de realizar todas as tarefas sem muitos empecilhos.
Semanas haviam se passado, e Anfitrite parecia cada vez mais desconfiada. Ela não era uma pessoa má, mas tinha um ódio inconfundível pelos bastardos do deus do mar. Quando pensei na deusa, imagens começaram se formar na minha cabeça. Pude ouvir o cálice que eu estava segurando se espatifar contra o chão, totalizando em um estampido alto. Minha mãe. Sendo açoitada pela lâmina do tridente de Anfitrite. Senti o gosto da bile e quando estava prestes a vomitar, a imagem se modificou. A rainha de Atlântida, virando tapas em jovens com a mesma aparência que eu; loiros, bronzeados, altos, charmosos. Fui acordada das visões com o chacoalhar incessante de Bart, desejando saber mais.
Anfitrite

Palácio de Atlântida

Brincar com a mente da garota estava se tornando chato. Eu tinha que ter certeza sobre quem ela era. Tinha que levar a garota para dentro da sala onde somente filhos de Poseidon podem adentrar. Mas eu sabia, no fundo. Mais uma bastarda. Mais uma ameaça ao meu trono, ao meu reinado eterno. Ela tinha que ser exterminada. Mesmo que não pudesse me matar ou se livrar de mim permanentemente, a sua presença fazia com que eu me sentisse temerosa. Aquela semideusa poderia representar a diminuição do meu papel como rainha. Caminhando pelos corredores do palácio, flagrei a semideusa travando um combate com um dos capangas de Poseidon, Bart, que, alguns anos atrás, também desconfiei dele ser mais um dos bastardos de meu marido. Durante alguns minutos, permanece ali, observando a luta. Seeder utilizava de um castiçal dourado para tentar afastar Bart o máximo possível, colidindo-o contra seu ombro várias vezes. Em minha cabeça, tive a ideia de  que sua força era inferior a do tritão, fato que foi averiguado assim que a garota finalmente foi rendida pelo tritão com sua força superior a da semideusa. A simples figura da garota fazia com que eu ficasse desconfortável. Ao analisar atentamente o rosto da garota, percebi o quão parecida ela era com a sua mãe. Terrível.  Empinei o nariz e adentrei no salão, suspirando.

Tem alguma coisa te incomodando, jovem náiade? — falei de maneira irônica, deixando minha cabeça inclinar alguns centímetros para o lado. A semideusa fez que não com a cabeça e se levantou.

Gesticulei para a filha de Poseidon se aproximar, a guiando pelo palácio. Bart, estranhamente, havia desaparecido. Todavia, ele estava observando. Ele sempre estava observando. Abri a porta e esperei a garota entrar, com meus olhos vidrados na maçaneta. Precisava saber quem ela era de verdade.

Seeder Hanstewall

Palácio de Atlântida

Me levantei assim que Bart se afastou de mim. Eu estava furiosa com ele, apesar de compreender que sua obrigação era não me deixar fugir daqui. Assim que me aproximei de Anfitrite, enrolei a mão ao redor da maçaneta e abri a porta, adentrando no salão. De súbito, notei o tapete esparramado pela sala, fornecendo imagens de mim mesma com a minha mãe. Anfitrite permaneceu do lado de fora, tentando penetrar a barreira invisível que protegia a porta. Eu franzi o cenho, observando Bart aparecer atrás da rainha de Atlântida. A divindade levantou a sobrancelha e conjurou o mesmo tridente que havia criado algumas semanas atrás. Eu sabia o que estava prestes a acontecer, e para ser sincera, não me importei. Tudo tinha sido tirado de mim. Eu não tinha mais uma razão para permanecer aqui. Empinei o queixo da mesma maneira que a deusa fazia e encarei enquanto ela erguia o tridente translúcido, o atirando contra mim. Coloquei as mãos ao redor do meu rosto instintivamente e pude escutar um turbilhão me engolfar. Quando removi as mãos, não estava mais dentro da água. Todas as conchas haviam sumido. O mar se tornou uma visão do horizonte, do meu atual ponto de vista. Um tridente feito d’água havia se formado acima de minha cabeça, embora eu já soubesse de quem era filha. Fui tirada do estado de choque pelo chacoalhar de uma menina morena, com os cabelos igualmente negros, ela me olhou fundo e maneou a cabeça negativamente.
Bem vinda ao Acampamento Meio-Sangue, filha de Poseidon.








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Re: Testes para Filhos de Poseidon — Agosto

Mensagem por Zeus em Ter 01 Set 2015, 15:20


Avaliação
Vamos ver como você foi...


Demetria Lancaster Dorv: Não Reclamada.

Demetria, você tem potencial e escreve bem, porém deve revisar seu texto antes de postá-lo. Aconselho que use um corretor ortográfico também, ajuda e muito! Veja bem, a sua ficha ficou um pouco superficial. Lembre-se de usar as falas como complemento do texto, não foque apenas nelas, tente narrar mais sobre as reações da personagem e os fatos que estão ocorrendo. Em momento algum você agiu como se já fosse reclamada por Poseidon, e isso é um pré-requisito para a aprovação.

A visita que fez ao reino do seu pai, pelo o que entendi ocorreu no momento do "sonho" que tivera no carro, mas ficou muito vago a experiência. Crie motivos para a visita, algo mais consistente. E os progenitores divinos não podem interferir de maneira direta na vida de seus filhos, então não faz muito sentido Poseidon te esperar no acampamento para saber se você está bem. Os deuses agem de forma indireta na vida dos semideuses, tome cuidado com isso.

Alguns erros de ortografia e espaçamento poderiam ter sido evitados com a revisão, não se esqueça de reler seu texto sempre. No mais, peço para que corrija o que foi apontado e tente novamente no mês que vem.

Dúvidas, reclamações ou pedidos: Envie-me uma MP!


Seeder Hanstewall: Reclamada.

Fiquei em dúvida se te reclamaria ou não, mas resolvi reclamar. Sua história ficou bacana, porém achei a luta bem fraquinha para uma semideusa novata, mesmo sendo filha de Poseidon. Bart já era um veterano naquele local e não ficou muito claro a forma como vocês lutaram.

A narração final de Anfitrite também ficou um pouco confusa, pois nos últimos parágrafos ela se refere a Seeder como náiade, em seguida como semideusa e por fim como filha de Poseidon. Ela em momento algum havia afirmado certeza sobre Seeder ser realmente uma bastarda, pelo contrário, Anfitrite estava tentando tirar a prova de que suas suposições eram corretas.

Tirando esses detalhes, a personalidade da semideusa pareceu bastante forte e sua narração levou-me a concluir que Seeder é realmente autêntica. Meus parabéns, filha de Poseidon!

Dúvidas, reclamações ou pedidos: Envie-me uma MP!



Atualizado.
Por x-X-X-X-X-x


Corrija um sábio e o fará mais sábio.
Corrija um ignorante e o fará teu inimigo.
Zeus
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Re: Testes para Filhos de Poseidon — Agosto

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