♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

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♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

Mensagem por Jhonn Stark em Qui 09 Jul 2015, 22:03


Peter Pan

Capítulo Um: O garoto perdido.



A biblioteca cheia logo era tomada por sentimentos mais positivos: desde curiosidade até a empolgação em si. Aquilo era o motivo pelo qual Jhonn adorava treinos: as reações. As oportunidades de mostrar aos semideuses algo incrível e inusitado.

Em instantes, os outros monitores - e Clarisse, a garota a quem confiaram um conto extra - Haviam feito seus discursos. Tudo, cada palavra, colaborava para que a situação prendesse mais a atenção dos participantes. Jhonn tinha feito a escolha certa confiando naquelas pessoas.

Foi então que os grupos começaram a se dividir, reunidos ao redor dos aspirantes a cosplayers. Jhonn ficou muito feliz ao ver que seu conto havia chamado a atenção de parte dos que foram convocados, inclusive Marshell.

- Jura? - Respondeu, quanto ao comentário do garoto. - A roupa de princesa está guardada para quando você vier ministrar o seu próprio conto, menestrel.

Dois filhos de Poseidon, um garoto de Éolo... E o filho de Nyx. Seria com certeza um treino interessante. Aguardou pela chegada de mais participantes, mas aparentemente, não haviam tantos semideuses corajosos assim.

Foi então que o filho de Héstia suspirou, sorrindo e abrindo as páginas do livro. Estas começaram a emitir um brilho ofuscante, colocando sua mágica em prática: aos poucos, sugavam os participantes para dentro da história.

- E lá vamos nós. - Disse Jhonn, enquanto o mundo ao seu redor desaparecia.

*     *     *     *     *     *     *     *     *

Os semideuses agora estavam separados. A consciência de Jhonn era a única que continuava com todos, narrando a mesma cena. Os seus aprendizes apareceram em um beco específico. Doze badaladas foram escutadas. O som claro de um relógio. Mesmo separados, os aprendizes não estavam sozinhos.

- Vamos lá... - Disse uma figura infantil, com seus cabelos negros molhados caindo na frente dos olhos. No máximo, o garoto tinha catorze anos. Suas vestes também eram claramente daquele tempo. - Pronto. Os guardas se foram. Podemos seguir agora, Peter.

Era uma noite chuvosa. O chão aos seus pés era formado por pedras, e as construções pareciam muito... Velhas. Para confirmar aquilo, um cocheiro passou de forma rápida no campo de vista, com o cavalo em movimento.

- Londres, muitos, muitos anos atrás. - Disse uma voz acima de suas cabeças. Quando viraram-se para encarar o ponto de onde veio, enxergaram Jhonn em suas roupas de Peter Pan, apoiado em um pedestal onde uma gárgula deveria estar. - Nada como uma noite chuvosa e trágica para começar a nossa história. Uma história de dois órfãos, um grande erro e uma ilha.

Adendos:
Pontos obrigatórios:
♦ Antes de mais nada, que fique claro que, apesar de serem divididos em grupos, o treino é individual. Ao menos essa primeira parte. Dependendo da vontade... Quem sabe o que acontecerá nos outros.
♦ Ao abrir os olhos, você (em uma versão mais jovem, na faixa de 13/14 anos) aparecerá na cena relatada acima, com o misterioso garoto que lhe acompanha. O ambiente poderá ser descrito livremente, desde que dentro dos conceitos - Uma londres bem velha.
♦ Jhonn aparecerá no ambiente, e conforme a cena for se passando, poderá desaparecer e aparecer em outro local diferente. Só você poderá vê-lo/ouví-lo.
♦ Ele então começará a esclarecer o início da história onde você está: Peter Pan atualmente é um órfão, deixado aos cuidados de um orfanato local. Devido à escassez de recursos, sem conhecimento da dona do lugar - uma senhora muito generosa -, Peter e seu amigo (também órfão) começam a se tornar ladrões na cidade... Até que naquela noite, algo deu muito errado. E algo ainda estaria prestes a dar.
♦ A partir daí, você estará livre para percorrer o lugar. Jhonn dirá que Peter e o outro órfão foram vistos tentando furtar uma pessoa importante pelos oficiais locais, e que este é o momento da perseguição deles. Você, atualmente, representa o personagem de Peter Pan.
♦ Você e seu aliado irão começar a tentar um retorno ao orfanato, para escapar daquilo tudo. Em algum momento da fuga, mesmo sendo relativamente cuidadosos, serão vistos pelos oficiais, e a perseguição irá realmente começar.
♦ Continue a fuga com o outro garoto, devendo ter duas dificuldades para chegar ao local. Isso pode ser relativo aos oficiais ou não.
♦ Ao chegar nos portões do orfanato, porém, verão que eles estão fechados. Vocês então serão cercados pelos guardas, e uma briga irá começar, tendo você como o foco. Comece a luta contra um dos oficiais, não podendo usar seus poderes ou armas ainda.
♦ Em algum ponto da briga, a dona do orfanato irá chegar, mas será barrada pelos oficiais. Em meio à cena de angústia - tanto para ela, que está vendo suas crianças serem pegas pelos guardas - quanto para você e o outro garoto, Jhonn irá surgir outra vez, dizendo que naquela situação, o pior ainda estava para acontecer. Sem acampamento. Sem treino. Sem o mínimo conhecimento de sua ascendência... Os poderes do garoto irromperam descontroladamente.
♦ Narre alguma forma com a qual seus poderes possam ter se manifestado, em uma onda repentina. Isso irá acabar fazendo com que você mate os guardas, assim como a cuidadora do lugar. Seu companheiro lhe encara sem compreender a situação. Sem compreender que você não fez aquilo de propósito. Se ajoelha aos pés da dona do lugar e lhe chama de assassino.
♦ Um clarão descerá dos céus em forma de relâmpago. Jhonn dirá que naqueles tempos, existia apenas uma solução para semideuses que cometiam tais atos, na inocência de seus poderes. Uma punição limitada. Um retiro eterno. E com essas palavras, tudo ficará escuro.
Orientações:
♦ Coloquem armas, mascotes e poderes em spoiler no fim do texto.
♦ Não coloquem "considerar poderes até tal nível". Não sei nem o nível dos meus, e caso queiram continuar vivos, digam o dos seus. O que não estiver em spoiler de maneira adequada, não será considerado.
♦ Evitem usar templates muito estreitos ou com barrinha e cores muito claras.
♦ Local: Londres antiga.
♦ Horário: Começo da noite.
♦ Clima: Chuva contínua, ventos fortes / Temperatura amena (20ºC)
♦ Vocês possuem um prazo de 5 dias.
♦ Caso haja alguma dúvida entrem em contato.

Jhonn Stark
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Re: ♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

Mensagem por Korra W. Müller em Ter 14 Jul 2015, 17:29

once upon a time
Peter Pan - Post 01


Um momento estava na biblioteca do acampamento, e no outro, após o repentino clarão, Korra estava em um lugar totalmente desconhecido com vontade de colocar seu café da manhã pra fora do estômago. Percebeu que se encontrava sozinha, imaginou onde os outros campistas, seu irmão, poderiam estar, por mais que soubesse que não precisasse de ajuda. A filha de Poseidon passou então a notar algumas coisas, a situação em que se encontrava no momento. Estranhou sua altura, parecia um pouco mais baixa e seu equilibrio fora do normal, não demorou muito a perceber que estava no próprio corpo, apenas alguns anos mais nova do que o normal. Quase pulou para trás ao ouvir a voz da criança, um garoto aparentemente da sua idade, que possuía roupas um tanto quanto velhas... e que havia acabado de lhe chamar de Peter. "Peter?", analisou a garota, quer dizer que Korra havia se tornado o personagem? A cada segundo que se passava a ocasião parecia ficar cada vez mais confusa, as badaladas do relógio a trouxeram de volta a "realidade", se assim podemos dizer. Estavam em um beco, a chuva era amena o que deixava as paredes apenas úmidas, junto com algumas poças no chão. Os tijolos a faziam lembrar de uma época antiga, chaminés ao fundo ainda funcionavam apesar do horário, e carroças passeavam tranquilamente na de pedras.

Como se já não estivesse perdida o suficiente, em um pulo Korra percebeu a voz de uma terceira pessoa, mas não a sua presença. A voz do monitor ecoava em seus ouvidos, mas a menina via apenas relances de sua imagem, até que a mesma parasse em um pedestal logo acima de suas cabeças. O garoto passou então a situá-la em sua própria história, Peter e o garoto eram então órfãos que ganhavam a vida na rua, roubando, sem o conhecimento da senhora que os criava. Korra sentia que algo naquela noite daria extremamente errado.


Aparentemente a tentativa de roubo fora vista pelos policiais de um turno próximo, o que não traria nenhum bom resultado para os dois órfãos. Este era o momento de fuga, Korra e o menino andavam rapidamente pelas ruas de Londres rumo ao abrigo em que moravam, antes que fossem pegos. Paravam a cada esquina para ver se a "barra estava limpa", espreitando-se a procura de qualquer oficial que pudesse os reconhecer. Camuflaram-se bem entre as pessoas, afastando-se de qualquer potencial de perigo. Não bem o suficiente, no final das contas. Deveriam estar na metade do caminho quando ouviram gritos do tipo "Ali estão eles!" "Por aqui". Seus músculos travaram, mal tiveram tempo de raciocinar, oa guardas já muito próximos.

Vem, rápido! — Resmungando pequenos pelavrões, Korra agarrou o pulso do menino que, como uma boneca de pano, era sendo puxado loucamente pelas ruas de paralelepípedo. Faziam curvas, desviando de grupos pequenos de pessoas e se infiltrando nos maiores.

O grupo que corria atrás deles parecia mais distante, mas os garotos agora também estavam mais cansados. Percebeu que o garoto que a acompanhava, não sabia seu nome ainda, mancava enquanto tentava andar, um olhar que transmitia sua dor. Devia ter torcido enquanto concentrava-se na fuga.

Consegue andar? — Ele negou com a cabeça, Korra olhava preocupada para os guardas que os alcançariam a qualquer instante. Não havia outra solução, a garota agradeceu pelo seu porte atlético e o corpo leve de seu companheiro, erguendo-o e o colocando em suas costas. Isto sem dúvida alguma iria lhe atrasar a vida, mas ficar parado pensando em outra solução iria fazer com que fossem pegos. E assim continuou, correndo, cada vez mais exausta, enfim estavam chegando. O garoto sabia se situar melhor do que ela, por isso ia lhe dando os comandos e direções que precisavam, e logo estariam a salvo em sua casa, Korra quase podia sentir o alívio invadir seu corpo.

Relaxou cedo demais, e assim que contaram vantagem, viraram a esquina para se deparar com mais guardas armados e cheios de energia para começar uma perseguição. A garota tinha vontade de jogar o moleque de suas costas e salvar a própria vida, mas sabia que não poderia fazer isso, já havia criado certo apego pelo seu companheiro de furtos. Com o último pingo de energia que lhe restava, agora cercados tanto pela frente quanto pelas costas, Korra saiu correndo como louca para sua direita, entrando em um beco repleto de bifurcações estreitas. Foi algo instintivo, mas ela sabia que os guardas teriam extrema dificuldade de passar pelo local, visto que o número de perseguidores tinha quase dobrado. Saíram enfim após longos minutos perdidos naquele pequeno labirinto, por sua sorte, não muito afastados do seu curso principal. Já podiam quase ver a rota que os levaria de volta ao orfanato. Com um suspiro, continuaram andando.


Chegaram enfim ao portão, que para o seu terror estava trancado. Com o impulso das mãos, Korra tentou lançar o menino para dentro, antes que fosse tarde demais. Infelizmente já estavam cercados novamente pelos guardas, antes dispersos pela cidade, mas que agora voltaram a se unir. Entrou na frente do menino para que não se machucasse e, obviamente, se tornou o alvo da briga. Apanhou o tanto que conseguiu bater de volta, antes que ouvisse uma voz ao longe, descendo as escadas. Olhou para trás somente para avistar uma pequena senhora, dona do orfanato em que moravam, sendo barrada por dois policiais gigantescos. Korra tentou gritar, urrar, para que a deixassem em paz, a coitada só queria proteger suas criancas. Foi pega pelos braços, sendo arrastada para longe, o desespero no olhar dos três envolvidos: o seu próprio, o da criança que lhe acompanhou até a gora, e aquela que no instante representava sua figura de proteção.

A cena, que durou cerca de segundos, pareceu durar anos. Korra sentia angústia em seu peito que apertava a cada instante, um frio na barriga e os olhos arregalados que só pioraram no instante que viu o rosto de seu monitor sentado tranquilamente no muro. "O pior ainda está por acontecer", disse ele, como se o temperamento de Korra já não pudesse ficar pior. A garota esperneava, mas os guardas seguravam firmemente seus ombros braços. Em uma última tentativa desesperada de se soltar, um estalo, e Korra sentiu seus interiores travarem, como em uma contração muscular. Em um único instante, mal percebendo o que teria realmente feito e quais seriam as consequências do seu ato, o pior tinha realmente acontecido.

Abrindo os olhos, o que pôde perceber foi que estava, enfim, livre. Mas o custo fora realmente alto. O garoto continuava no chão, assustado, agora mais do que nunca. A sua volta, todos os guardas e, com um aperto no coração, a dona do orfanato também, caídos com estacas de gelo enfiadas pela garganta. Alguns mantinham os olhos abertos, mas agora Korra cambaleava em meio a uma piscina de sangue misturada com a chuva. Tentou encostar no ombro do moleque, este que se afastou enquanto tremia, a encarando aterrorizado.

Assassina!! — Ele gritava, e Korra ainda trêmula negava com a cabeça, tentava se explicar, mesmo que nenhuma palavra saísse de sua boca. — Sai daqui, sai de perto de mim!!

Korra ouvia apenas a voz de Jhonn ecoando em sua mente, seguida de um trovão. Ela mal entendia o que o monitor dizia, e não muito tempo depois, enxergava apenas a escuridão.

Anexos:
Arsenal:

{Atlântis} / Tridente [Tridente grande. Inteiramente metálico, porém pintado de formas decorativas, fazendo com que pareça de coral, apesar de ser de bronze sagrado. Possui o alcance de uma lança longa, com 2m de comprimento, sendo que os últimos 40cm compõe seus braços. Diferente da lança, também pode ser usado em manobras de desarme, como ocorreria com uma alabarda, caso o semideus consiga enganchar a arma no oponente entre os dentes - tudo depende de sua habilidade e força, não sendo um poder inerente à arma.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Bronze sagrado][Recebimento: Presente de Reclamação de Poseidon]

Manoplas de Combate [Manopla metálica, cobrindo mãos e punhos até a metade do antebraço. Usada para complementar o poder protetor de armaduras que não a possuem, ou para potencializar ataques desarmados, causando dano impactante adicional aos socos. Atrapalha levemente o movimento manual - empunhar arma ou movimentar as mãos não são afetados normalmente, mas movimentos mais delicados, como utilizar ferramentas de reparo ou cura, como bisturis, são prejudicados. Possui cravos posicionados nas costas das mãos que provocam dano adicional, perfurante. Impossibilita o uso de soco inglês e armas com encaixes similares][Bronze sagrado][Sem nível mínimo][Sem elemento] [com cravos] [Comprado na Loja]

{Energy} / Anel [Anel de prata com um diamante azul incrustado, que sempre que a semideusa segurá-lo bem firme entre as mãos irá recuperar 10 HP/MP.] {Prata e diamante} (Nível Mínimo: 5)[Recebimento: Missão "Surprise", avaliada por Selene e atualizada por Ares]
Poderes e Habilidades:

Passivos
Perícia com Tridentes [Nível 01]: O filho de Poseidon consegue manusear perfeitamente um tridente, mesmo nunca tendo tocado em um.

Intangibilidade Aquática [Nível 01]: Os filhos de Poseidon não são molhados quando em contato com água, à não ser é claro, que queiram.

Cura Aquática [Nível 04]: Ao ter contanto com água o filho de Poseidon é regenerado 20% de seu HP atual, mas a habilidade só é válida quando a água não é criada pelo mesmo.


Ativos
Criocinese I [Nível 08]: Você já poderá mudar a água do estado líquido para o sólido, em pequena quantidade. Há gasto de energia para a criação do gelo. [O narrador que decide o quanto de MP será gasto]
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Re: ♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

Mensagem por Daeron B. Thergewyn em Qua 15 Jul 2015, 00:00


And I know it's the right time


To start to act like an adult and be the alpha


O semideus estava ligeiramente tonto por causa da pequena viagem. Ser sugado por um livro? Sério? Talvez aquilo fosse inexplicável até para o mais insano dos semideuses — embora não conhecesse muitos outros de sua espécie. Ainda de olhos fechados, sentiu algo sob seus pés, e talvez fosse um chão. Arriscando uma olhadela, viu que estava pisando na lama e que ao seu redor prédios de uma arquitetura quase arcaica se erguiam. Mas, o pior, era a sensação que estava tendo, como se fosse mais baixo.

Eu me meti em confusão. Como sempre, estava arrependido de suas escolhas, masse obrigou a respirar fundo, olhando ao redor. Aparentemente, estava sozinho, o que por si só era estranho. Quantas pessoas haviam no seu grupo? Quatro, cinco? Não havia contado, mas nenhuma delas parecia estar por perto. Isso fez um calafrio subir por sua coluna. Estava por conta própria. Sim, estava, como esteve durante quase toda a vida. Mais uma vez, respirou fundo, se concentrando nas memórias de sua infância conturbada. Mas, também, haviam as palavras do monitor, ainda frescas em seus ouvidos...

Vamos lá.... — A voz assustou Daeron. Então, não estava tão sozinho quanto pensou que estaria, mas ao ver o dono da frase, sua esperança não aumentou. Deveria ter uns 13 anos. Talvez 14. — Os guardas já foram embora, Peter. — Isso chamou mais a atenção do bastardo de Éolo do que qualquer coisa ali. Seu nome não era Peter. Era Daeron.

Mas antes que pudesse contestar, olhou para baixo. Suas roupas não eram muito diferentes das do garoto, e estavam molhadas. A chuva que caía era fina, mas parecia que estava debaixo dela há mais tempo do que os peixes vivem sob a água. Mas o que mais chamou sua atenção foi a visão que teve na poça d'água: obviamente, viu a si mesmo, mas estava mais jovem do que realmente era. Sua idade era a mesma do rapaz que o chamara. Os cabelos negros escorriam molhados pela testa, e estavam mais curtos. Ah, não.

Mas foi distraído de suas lamentações ao ouvir uma outra voz, desta vez vinda de cima. Identificou o rapaz que iniciara o treino em um pedestal, ainda com um livro em mãos, e rapidamente seu humor fechou-se, como o céu quando uma nuvem negra aparece. Não podiam ter inventado alguma coisa menos complicada? E imediatamente lembrou-se do grande covarde que era, e que não poderia mais fugir. Afinal, não adianta chorar pelo leite derramado. Principalmente quando ele está derramado há mais tempo que se pode lembrar.

"Peter Pan é um órfão sem ter para onde ir. Sem se lembrar da morte de seus pais, o rapaz vive num orfanato que está quase falido. Para que a dona do lugar não tivesse seu coração quebrado, Peter e seu amigo tornaram-se ladrões para a própria sobrevivência. Mas algo deu errado naquela noite. E muitas catástrofes ainda estariam por vir..."

Covarde como era, Daeron se assustou facilmente principalmente com o final do trecho narrado. Mas respirou fundo e, ignorando os farrapos que vestia e a sua aparente regressão de idade, pensou racionalmente. Ao que parecia, o narrador apareceria e narraria uma parte seguinte da história ou, ao menos, esclareceria alguma coisa a seu respeito. Se fosse esperto o bastante, Thergewyn conseguiria prever o que aconteceria em seguida. Ou, pelo menos, se preparar para algum problema. E de acordo com seu narrador, mais tragédias estavam para ocorrer.

Daeron respirou fundo, olhando para o menino sorridente não muito longe de si. Se aquilo tudo era parte do script, não seria ele o ator a mudar as coisas.

Começou a correr na direção do rapaz, de repente tomado pela curiosidade de saber seu nome. Mas... Não havia por que perguntá-lo sobre isso. No máximo, seria visto como um estranho — embora já se sentisse assim. Naquela história, ele deveria — supostamente, ao menos — saber o nome de seu acompanhante. Por poucos momentos, sentiu-se culpado, talvez sem motivo. A chuva ainda caía e ensopava seus cabelos, os cachos caindo em mechas sobre a testa. Estava vendo uma realidade triste que, talvez sim, talvez não, fosse inspirada na realidade.

Era bem triste, na verdade. Mas o semideus ignorou o sentimento, se concentrando na sensação na lama nas suas roupas molhadas. Deveria ser forte. Deveria ser forte, mas só se quisesse crescer.

Ele queria?

— x —

— Peter, você não estava querendo um daqueles chapéus que os homens ricos usam? — Seu amigo sem nome perguntou, enquanto a mente de Daeron estava longe. Olhou rapidamente para o lado, tentando forçar-se a acostumar-se ao chamado "Peter". Era um nome interessante. — Talvez...

Antes de responder, o bastardo — sem dúvida alguma, era um bastardo naquela realidade também, pensava amargamente — olhou para onde o rapaz olhava. O meio-sangue não sabia exatamente o que seu personagem desejava nos últimos tempos, mas conseguiu ver o objeto mencionado. No seu mundo, aquela seria uma cartola. Não entendia porque um menino iria querer uma cartola, já que ele mesmo as achava extremamente sem graça. Mas está no script. Siga-o.

— Não acho que seja uma boa ideia. — Segurou a língua antes de dar um tom de continuidade a frase. Você não sabe seu nome. Ele é só outro ninguém. Que nem você. — Alguém pode nos ver... E sempre tem um dedo-duro em qualquer lugar.

O menino nem estava mais ao seu lado, mas também não estava perto do senhor que carregava a cartola. Neste momento, Daeron franziu as sobrancelhas e tirou os cabelos da testa, que já se moldavam em cachos — a chuva parou de ensopá-los, afinal.

"E como foi dito, a vida de Peter não seria calma. Os oficiais viram ele e seu amigo furtarem alguém importante, e que os rapazes sequer deveriam se lembrar. E então, a perseguição começou.

O filho de Éolo ouviu gritos indistintos ao fundo, mas não se deu o trabalho de pensar muito ou entrar em pânico: simplesmente pôs aquelas pernas magras de garoto para correrem, enquanto seu amigo gritava seu nome repetidamente no início da rua que haviam entrado anteriormente. Enquanto corria, tentou por os pensamentos em ordem, acalmar a respiração, mas não funcionou. Agora sim, o pânico tomara conta de sue coração.

Assustado, continuou a correr, cada vez mais rápido. Precisava correr, fugir, se esconder. Qualquer coisa.

Até que sentiu sua blusa ser puxada e durante um milésimo de segundo, foi como se seu coração tivesse parado. Teria sido pego? O que aconteceria consigo? Havia esquecido completamente todas as suas ideias iniciais: manter a calma, pensar racionalmente. Era irônico, mas queria usar aquele treinamento para, de alguma forma, crescer. Deixar de ser o menino chorão que era. E lá estava ele, tremendo e com medo.

— Fica quieto, Peter. Assim eles não acham a gente. — Soltou o ar que não sabia ter prendido ao perceber que era só aquele menino sem nome. Estavam num beco sem saída, e alguns oficiais passaram direto por ele, sem perceberem a presença dos dois meninos. — Vamos. Se conseguirmos voltar para o orfanato, ninguém poderá dizer nada contra a gente.

Respirando fundo, Daeron concordou com a cabeça, controlando o soluço que subia pela garganta. Cresça, garota. Cresça. O garoto sem nome agarrou seu pulso com força e começou a andar para fora do beco, em um silêncio que surpreendeu até mesmo o semideus. Tentando imitar o rapaz, limpou as lágrimas que começaram a cair sem permissão e deu passadas firmas e controladas — bem, para um menino de 14 anos — e se concentrou na cabeleira dourada de seu amigo enquanto andava. Logo, estavam fora do beco escuro e a fraca luz do luar iluminava as ruas e ruelas parcamente.

O rapaz soltou seu pulso e se pôs a correr, seguido de Daeron. Se as coisas seguissem o rumo que imaginava, chegariam ao orfanato e então algo se surpreendente aconteceria. Ou acontecesse na manhã seguinte. Por diversas vezes, enquanto corria, mantendo um ritmo constante e controlando a respiração o máximo que conseguia, seu amigo olhava para trás e verificava se o filho de Eólo estava realmente no seu encalço, como se estivesse determinado a não abandoná-lo. Aquilo fez o coração do bastardo partir-se. Não sabia que uma história poderia deixá-lo tão entristecido.

— Peter. — O rapaz sussurrou alto o suficiente para que Thergewyn o ouvisse, e acelerou o passo para ficar ao lado do garoto. — Depois de mais duas esquinas, é o orfanato. — E não disse mais nada.

Até que uma sensação ruim na boca do estômago foi a premonição de algo pior: ao fundo, desta vez mais perto, uma voz de homem gritou "Ladrões!". Forçando-se a manter a calma, apenas aumentou a velocidade e, desta vez, Daeron foi quem agarrou o pulso do outro menino, puxando-o consigo. Inspirando pelo nariz e soltando o ar pela boca, apenas pensava fixamente na fala de seu amigo. Daqui duas esquinas, duas esquinas. Mas eram esquinas que pareciam não terminar nunca, e um dos policiais os alcançou. Ele tinha um bigode grosso e foi a última coisa que Daeron viu antes de sentir seu braço ser agarrado.

Daeron debateu-se com força, gritando e chutando qualquer ponto livre do corpo do homem. Mas foi agarrado com força, e antes de se libertar levou dois socos perto das costelas. Ignorando a dor, mordeu a mão do oficial que tentava calar sua boca. Assim, conseguiu cair no chão ainda molhado. Olhou para seu amigo, que havia se libertado, também.

Continuaram a correr, desesperadamente.

Os guardas começaram a se distanciar, e a respiração antes controlada, agora parecia uma bagunça maior do que sua cabeça. Mas a mão fortemente agarrada ao pulso de seu amigo, e isso quase o fez cair. O rapaz tropeçara numa pedra e gritara de dor, mas não havia tempo para examinar o machucado. Então, o bastardo apenas apoiou um braço do ferido nos seus ombros e o fez pular o mais rápido que podia. Será que já havia passado das esquinas?

Até que viu a resposta ao mesmo tempo que ouviu-a: o rapaz gritou "é aquele prédio" e Daeron soube que era a construção grande a poucos metros de distância. Então, aumentou ainda mais o passo, sentindo os pulmões muito próximos de seu limite. Falta pouco. Repetiu mentalmente uma, duas, três vezes. E de novo, e de novo. Até que pisou no chão de madeira sob os pés e deixou o rapaz machucado no chão, começando a esmurrar as portas trancadas. uis chorar, mas prendeu as lágrimas. Não podia chorar. Precisava ficar acordado, com a visão limpa.

Os guardas cercaram os rapazes, e então o menino soube que não haveria jeito. Arrumou-se em posição de luta — ou que lembrava ser uma — e esperou que atacassem. Primeiro, ouviu os gritos do amigo e se distraiu, olhando para o lado e vendo-o ser agarrado. E esse momento de distração rendeu-lhe um soco bem no estômago. Ouviu o barulho da chuva e revidou o soco, mirando no nariz do homem. Como esperava, não funcionou, mas logo desviou de outro golpe, chutando a canela no oficial e levando outro murro em seguida.

Até que... Um barulho o fez parar.

— O que está acontecendo? — Uma voz de idosa perguntou, e Daeron sentiu as costas baterem em uma pessoa.

Os portões do orfanato foram abertos, mas os oficiais foram mais rápidos que o bastardo. Logo passaram para trás dele e começaram a empurrar a senhora — ele deduziu ser dona do orfanato — para dentro, dizendo coisas como "eles são ladrões" e "foram vistos roubando". Virando para trás, o semideus conseguia ver a mulher chorando, exigindo explicações e olhando com extrema tristeza tanto para Daeron quanto para o menino sem nome, ainda se debatendo e, agora, chorando.

Mas, então, o narrador reapareceu, como que das sombras. Sentado no telhado de uma casa próxima, ele tinha o livro aberto e lia calmamente. "E ainda sim, o pior está para acontecer. Sem acampamento, sem abrigo. Sem treinamento, o rapaz está sozinho. Sem saber da própria linhagem... Ainda sim, seus poderes explodiram. Mas trouxeram não glória consigo, e sim terror.

Uma dor de cabeça terrível tomou conta de si, e tudo o que aconteceu nos próximos segundos não ficou claro em sua mente. Num momento, estava caído no chão gritando. No outro, uma onda de pura catástrofe pareceu sair de seu corpo, como se aquele poder todo estivesse preso há mais tempo que o possível.

E, então, ele abriu os olhos. Todos caídos. Os oficiais, seu amigo que apenas o encarava sem entender nada. A senhora do orfanato. Rastejou até ela, e seus olhos marejaram. Tantos os dele, quanto os da mulher. Mas a única palavra que saiu de seus lábios foi "assassino."

Antes que Daeron pudesse pensar direito, um clarão desceu dos céus.

E depois, escuridão. Como se toda sua alma fosse consumida por ela.




Armas:
{Dragyon} / Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum] ~nuvem particular

{Vholk} / Espada Bastarda de bronze sagrado [Usada apenas por guerreiros peritos em espadas, também chamada de espada de uma mão e meia, sua lâmina mede 125 cm e pode ser utilizada com uma mão, no caso de quem possui a perícia e força, ou com com duas, para guerreiros menos experientes. Seu cabo é feito de madeira resistente e sem muitos adornos.] {Bronze sagrado e madeira} [Nível mínimo: 5] (Sem elemento) [Recebimento: Comprada na Sala de Armas] ~nuvem particular
Poderes:

— Passivos —

Nível 1:
Nuvem Particular – Você tem uma nuvem que carrega seus pertences, o máximo de itens acima dela é quatro. A mesma nuvem aparece e desaparece quando você quiser bata invocá-la quando precisar.
Oh, gods. Which hell did I put myself on?
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Re: ♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

Mensagem por Jhonn Stark em Sex 17 Jul 2015, 18:03


Peter Pan

Capítulo Dois: O julgamento vem do mar.



Inicialmente, não teve tantos problemas. Enxergou logo o potencial de Korra e de Daeron naquele treino ao notar suas atitudes, mas Frederick e Keanu... Frederick e Keanu estavam sendo pesos mortos. Ainda bem para eles que Jhonn estava lá, ajudando a manter os guardas distantes. Se não, nunca haveriam chegado ao orfanato. No fim das contas, não estavam inteiros quando isso aconteceu. Mas pelo menos, estavam vivos.

O clarão tomou a cena e os treinados, quando passaram para a próxima parte daquele pesadelo.

*     *     *     *     *     *     *     *     *

Apareceram todos sozinhos de novo, sentados no interior de uma cabana. Sentiam dores pelo corpo, e viam que estavam sendo tratados por uma estranha moça.

Seus cabelos eram dourados, e seus olhos azuis. Sua pele alva contrastava com o vestido verde que usava, mas nada, nada era mais contrastante que as asas em suas costas. Asas quase transparentes, diferentes de asas normais. Asas... De fada.

- Você não pode seguir fazendo isso, Peter. - Disse, com uma expressão preocupada. - Tem que entender que esse lugar é para a sua proteção, não para tentar se enfiar em situações que vão lhe matar.

- Muito tempo se passou desde o acidente. - A voz do monitor de Héstia foi ouvida, e lá estava ele: dentro da cabana. - Anos, provavelmente. O tempo não é algo que se contava direito na ilha. - Suspirou pesadamente, antes de prosseguir. - Peter descobriu que os deuses tinham um plano para os seus filhos, em uma era de caos tão profundo. Aqueles que tivessem atitudes difíceis, seja querendo ou não, seriam enviados a este lugar. A esta ilha isolada do mundo. Um lugar onde nunca envelheceriam ou encontrariam um julgamento eterno para si.

Foi então que apontou para o lado externo, onde os semideuses viram crianças brincando.

- Vocês são os meninos perdidos, de certa forma. Mas Peter não gosta disso. Não sente que quer ser um garoto perdido. Acredita que não fugiu de seus erros de forma alguma.

Com um último suspiro, Jhonn encarou os participantes em seus olhos.

- Ele mal sabia que estava certo. Não importa o quanto os deuses protegessem-no, escondessem-no. Os seus erros estavam prestes a encontrá-lo outra vez.

Adendos:
Pontos obrigatórios:
♦ Antes de mais nada, que fique claro que, apesar de serem divididos em grupos, o treino é individual. Ao menos essa primeira parte. Dependendo da vontade... Quem sabe o que acontecerá nos outros.
♦ Nesta cena, você irá aparecer dentro da cabana, sendo tratado pela intrigante loira. Logo descobrirá (através de Jhonn ou das "memórias" de Peter) que ela é uma ninfa dos ventos enviada para cuidar das crianças, sendo a sininho da história. Muitas das crianças gostam de considerar que ela é uma fada.
♦ Você irá sair da cabana ao fim do sermão da ninfa, e Jhonn surgirá novamente ao seu lado. Então, com o passar da cena, começará a explicar algumas coisas, como a presença de certas crianças e o que elas fizeram para estar ali. Algumas cometeram erros bem graves.
♦ A partir deste ponto, Jhonn irá dizer que muitas coisas mudaram nos últimos anos, e que muitas coisas estavam prestes a mudar ali. Infelizmente para os garotos e garotas da terra do nunca, seria para pior.
♦ Tiros de canhões poderão ser ouvidos. A praia será atingida por estes, espalhando o caos entre as crianças. Um navio pirata poderá ser visto se aproximando da costa, com sua bandeira negra hasteada.
♦ O navio irá conseguir ancorar, não importa quais sejam os esforços para impedir isso. Os invasores então irão começar a descer, atacando as pessoas da praia. O líder delas estará acima do navio, mas ainda não pode ser visto seu rosto claramente. Ele apenas se mantém dando ordens.
♦ Narre uma luta contra pelo menos um dos piratas, que será um filho de Ares de mesmo nível que você (Você é livre para usar poderes e suas armas). Poderá também dar alguns detalhes sobre a batalha ao seu redor, com as reações dos outros jovens.
♦ Em algum ponto, a luta irá se tornar insustentável para os garotos perdidos. Sininho irá dar a ordem para que recuem, enquanto usa seus poderes para atrasar os invasores - Para fins teóricos, ela conta como uma filha de Éolo -. Tenha uma dificuldade mediana para escapar do caos da praia.
♦ Antes de você se afastar da praia, vire-se e veja o capitão do navio - Agora visível - Lhe encarando diretamente. Mesmo após tanto tempo, é difícil que Peter esqueça o rosto de seu único amigo. Do garoto de quem ele tirou a única coisa que importava. Um nome virá à sua mente: Hook.
♦ Narre a fuga dos sobreviventes, se afastando da praia. Apresente ao menos uma dificuldade mediana nesse meio tempo, e encerre a postagem assim.
Orientações:
♦ Coloquem armas, mascotes e poderes em spoiler no fim do texto.
♦ Não coloquem "considerar poderes até tal nível". Não sei nem o nível dos meus, e caso queiram continuar vivos, digam o dos seus. O que não estiver em spoiler de maneira adequada, não será considerado.
♦ Evitem usar templates muito estreitos ou com barrinha e cores muito claras.
♦ Local: Londres antiga.
♦ Horário: Começo da noite.
♦ Clima: Tarde ensolarada / Clima tropical.
♦ Vocês possuem um prazo de 5 dias.
♦ Caso haja alguma dúvida entrem em contato.
Descontos:
Keanu e Frederick perderão 20% de HP e MP pela não postagem do turno anterior. Ainda estão atados à postagem no treino, e caso queiram realmente sair, terão que se justificar para não acabarem mortos. Só isso sz

Jhonn Stark
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Re: ♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

Mensagem por Korra W. Müller em Qua 22 Jul 2015, 20:16

once upon a time
Peter Pan - Post 02


Korra se encontrava novamente sozinha, bom, não exatamente...sozinha. Pôde reconhecer que estava em uma cabana, poucos objetos em seu interior, além da bela moça que a encarava. Seu corpo estava extremamente dolorido, como as dores musculares que tinha após seus treinos matutinos. Observou que boa parte do seu corpo se encontrava enfaixado, e muito provavelmente suas feridas haviam sido tratadas, Korra deduziu que pela menina ao seu lado. Não sabia realmente o que dizer, a garota tinha um ar inocênte, talvez pelo conjunto de feições delicadas, olhos e cabelo tão claros que chegavam a brilhar. Nada chamava mais atenção do que as gigantescas asas em suas costas, a garota teve que se controlar para não esticar a mão e acaricia-las. Por alguma razão anormal, Korra reconhecia a criatura, a ninfa lhe trazia a estranha sensação de "mãe".

Korra... ou Peter, no caso, não sabia exatamente onde estava. Na cabana, sim, mas... o local em si, ela mal podia ver pela fresta da entrada. Sabia, no entanto, que a garota estava chamando sua atenção por algo que tinha feito, e nem sabia o que era. "Esse lugar é para sua proteção", ela disse, e no mesmo instante perguntou a si mesma se esse era o castigo que os deuses tinham lhe dado, talvez não para se proteger mas sim para proteger aos outros. Afastou o pensamento ao ouvir novamente a voz do filho de Hécate, quase tinha esquecido de sua presença, apesar de tê-lo encontrado nem cinco minutos atrás.

A garota foi então atualizada de sua situação, aparentemente muitos anos se passaram desde o acidente e, para sua surpresa, se encontrava em uma ilha. Deuses... Naquele mundo tão surreal Korra preferia não se lembrar deles. O que não estava no roteiro, já que estes planejavam algo não muito agradável. Todos que apresentassem atitudes que não fossem de acordo com o gosto divino, seriam automaticamente enviados para a tal ilha no meio do nada. A garota franziu o rosto ao ouvir a notícia, isso era bastante... infantil. Não que pudesse falar isso em voz alta, prezava muito por sua vida.

Korra levantou-se normalmente, mesmo esperando uma pontada de dor que acabou por não vir, e enfim saiu da cabana. Cobriu os olhos com a mão, já que a claridade atacava sua pupila, e aos poucos foi se acostumando com a nova visão que lhe acolheu. Pôde ver com clareza então os semideuses que ali se encontravam, Korra instantaneamente se lembrou do Acampamento Meio-Sangue, afinal eram cenas semelhantes. A diferença, como Jhonn estava lhe explicando, era que todas essas crianças estavam ali por algum motivo. Ele foi então descrevendo, apontando para uns e outros que cometeram assassinatos, furtos, tortura, participação em gangues... E estavam agora nesta ilha, garotos perdidos, condenados a viver eternamente na juventude com o propósito de pagar por seus erros. Korra não entendia a lógica da situação, não sentia que isolando as criancas na ilha, seus pecados seriam recompensados, ela ainda sentia a culpa em seus ombros, e podia sentir o olhar de todos presentes na cena em suas costas.


Ela caminhava entre os grupos de meninos que brincavam pela ilha, em suas mãos vestia as manoplas e carregava tanto seu tridente quanto o anel no próprio dedo. Se sentia em paz, de certa forma, os pés enterrando na areia enquanto podia ver o brilho da água no horizonte. Era, afinal, a filha do deus dos mares. Tudo estava muito em paz, estranhou. O silêncio chegava a incomodar, os meninos perdidos pararam ao ouvir barulhos ao longe que não eram comuns no dia a dia. Não demorou muito para que fossem se aproximando gradativamente, e então, balas de canhões estilhaçaram as árvores pouco atrás de onde se encontravam. Fazendo a curva chegava o navio pirata mais lindo que Korra tinha visto, sua bandeira negra voava e marcava presença, e apesar de tudo e garota não conseguiu desviar o olhar. Sabia, no entanto, que precisava proteger a ilha, sua ilha, seus garotos.

Não era possível enxergar o capitão, mas podia perceber que suas ordens eram claras. Os tripulantes desciam do navio agora ancorado na praia e se aproximava como em um exército. Korra gritava para que não os deixassem avançar, "AVANTE!!", ela dizia, e os garotos a sua volta pareciam obedecer aos seus comandos, pegando as próprias armas e correndo em direção à batalha.

Korra deparou-se com um garoto gigantesco a sua frente, parecia ter quase o dobro de sua altura. Não tardou em avançar, e sua investida era intensa, disparava ataque após ataque com seus gládios, um em cada mão, e ambos ficaram nessa brincadeira de "desvios" por muito tempo. Era uma desvantagem gigantesca, a garota parecia apenas apanhar, mal conseguindo se defender. Em uma única oportunidade, Korra prendeu a lâmina inimiga entre uma das ponta de seu tridente, ficando-a na areia e impedindo o garoto de realizar mais ataques. Apoiando o corpo na arma fixa no chão, fez menção de chutar a cara do adversário, atacando-o com um jato de água que saiu de seu próprio pé. O garoto ficou atordoado, mas recompôs-se pouco tempo depois. Ninguém avisou que precisavam lutar baseados nas regras, mas Korra não esperava um golpe tão baixo quando o garoto, ao se levantar, jogou areia em seus olhos. Sentiu apenas o soco que a fez cair no chão, abrindo os olhos devagar, a cena a sua volta pareceu estar em câmera lenta.

Balas de canhões ainda voavam em direção ao campo de batalha, garotos perdidos caíam a sua volta e os poucos que estavam de pé pareciam não aguentar por muito tempo. Talvez... talvez Korra não houvesse nascido para proteger ninguém, mal conseguia proteger a si mesma, quanto mais todas essas crianças. Ao longe, ouvia os gritos de Sininho, a ninfa, ou "fada" que os protegia desde que chegaram. Um dos meninos pareceu distrair o adversário de Korra para que esta pudesse fugir, e a garota não sabia direito como reagir.

Saiam daí! Recuem, rápido! — Com o resto de força que lhe sobrou, e com apenas um dos olhos entreabertos, Korra levantou-se o mais rápido que pôde. Cambaleou por entre lutas antes que percebessem sua fragilidade, e como era um alvo extremamente fácil naquele momento.

Todos pareceram entender o recado de fuga, e faziam isso sem pensar duas vezes, sua derrota estava bem óbvia. Maldita areia nos olhos! Korra queria arrancá-los dali naquele momento, maldito golpe baixo, maldito ataque surpresa, malditos... Nem sabia quem mais amaldiçoar, apenas praguejava baixo, tendo consciência que não sabia para onde estava indo e que os inimigos logo mais iriam a capturar. Jogou um leve jato de água nos próprios olhos, suaves o suficiente para não machucá-los ainda mais, lavando-os de qualquer sobra de areia que estivesse ali dentro. Seus olhos ardiam como nunca, a dor chegava na parte de trás de sua cabeça, mas a tal água esverdeada que saía de suas mãos curaria a irritação com mais eficiência. Ainda estava sensível, mas já estava bom o suficiente para abri-los completamente. Acelerou assim que sabia onde estava pisando, acompanhando finalmente seus companheiros de luta e, no momento, de retirada.

Korra virou-se uma última vez, quase chegando nos inícios da floresta, e foi então que o viu, o capitão. Seu coração parou, ele marchava em sua direção sem dó, ainda que longe, e não parecia temer qualquer tipo de obstáculo. Pisava na areia como se pisasse nos crânios de seus inimigos derrotados. Era impossível esquecer esse olhar, essa postura tão diferente da pequena criança que um dia já dependeu de sua ajuda e proteção. Hook. Ele sequer desviou o olhar.

Um dos garotos teve de puxar a gola de sua blusa para que não ficasse parada que nem trouxa encarando o batalhão à sua frente a espera da morte. Não foi fácil fugir enquanto lidava com o choque de ter todos os seus erros jogados na sua cara novamente, por mais que Korra sabia que ficar presa na ilha não era a resposta para esquece-los. Era difícil correr sem tropeçar nos galhos, e para sua felicidade Korra parecia já estar acostumada com a floresta, e se acostumou rapidamente com as irregularidades do solo. Não foi o caso, por exemplo de uma criança que corria ao seu lado.

Os garotos perdidos já conseguiam enxergar a entrada da passagem secreta, coberta por uma pedra consideravelmente grande e que precisava ser empurrada. Korra olhava para todos os cantos, de um lado a criança caída que precisava de ajuda, do outro a porta que precisava de auxílio para ser empurrada. Poderia salvar um e correr o risco de botar todos em perigo, ou salvar a todos e sacrificar a pobre alma que não conseguia nem levantar. As tropas se aproximavam ao longe, já era possível ver suas silhuetas, e "Peter!" era gritado sem parar para que ele os ajudasse. Quem sabe... Havia uma possibilidade, essa que salvaria todos, e valia a pena ser arriscada.

Correu na direção do garoto caído, ajudando-o a se levantar e carregando-o nos ombros. Os inimigos mais próximos. Sentiu então o mal-estar no estômago, o esforço fazia com que suor caísse de suas têmporas, os adversários já levantavam as armas. Agora ou nunca. Mais um passo e o nó se dissipou, iniciando os tremores no chão logo abaixo seus pés. Nesse instante Korra corria na direção da rota de fuga, mas olhando para trás por alguns instantes, pôde ver cada um dos tripulantes perdendo o equilíbrio devido ao simples terremoto que criou. Galhos soltos, frutas e algumas pedras caíam no caminho que acabaram de percorrer e, no instante seguinte que passaram agachados pela "porta" improvisada, esta foi logo soterrada novamente. Korra esperava somente que aquilo fosse o suficiente para manter todos salvos... pelo menos por enquanto.



Anexos:
Arsenal:

{Atlântis} / Tridente [Tridente grande. Inteiramente metálico, porém pintado de formas decorativas, fazendo com que pareça de coral, apesar de ser de bronze sagrado. Possui o alcance de uma lança longa, com 2m de comprimento, sendo que os últimos 40cm compõe seus braços. Diferente da lança, também pode ser usado em manobras de desarme, como ocorreria com uma alabarda, caso o semideus consiga enganchar a arma no oponente entre os dentes - tudo depende de sua habilidade e força, não sendo um poder inerente à arma.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Bronze sagrado][Recebimento: Presente de Reclamação de Poseidon]

Manoplas de Combate [Manopla metálica, cobrindo mãos e punhos até a metade do antebraço. Usada para complementar o poder protetor de armaduras que não a possuem, ou para potencializar ataques desarmados, causando dano impactante adicional aos socos. Atrapalha levemente o movimento manual - empunhar arma ou movimentar as mãos não são afetados normalmente, mas movimentos mais delicados, como utilizar ferramentas de reparo ou cura, como bisturis, são prejudicados. Possui cravos posicionados nas costas das mãos que provocam dano adicional, perfurante. Impossibilita o uso de soco inglês e armas com encaixes similares][Bronze sagrado][Sem nível mínimo][Sem elemento] [com cravos] [Comprado na Loja]

{Energy} / Anel [Anel de prata com um diamante azul incrustado, que sempre que a semideusa segurá-lo bem firme entre as mãos irá recuperar 10 HP/MP.] {Prata e diamante} (Nível Mínimo: 5)[Recebimento: Missão "Surprise", avaliada por Selene e atualizada por Ares]
Poderes e Habilidades:

Passivos
Perícia com Tridentes [Nível 01]: O filho de Poseidon consegue manusear perfeitamente um tridente, mesmo nunca tendo tocado em um.


Ativos
Água Curadora [Nível 02]: Os filhos de Poseidon serão capazes de curar 15 % do HP atual de outro ser. Uma água esverdeada se coloca em volta das mãos dos filhos do deus dos mares, a mesma fica um pouco fria e causa uma grande dor quando vai curar, mas vale a pena o resultado final.

Criação de Água I [Nível 05]: Agora você poderá criar água, não em grande quantidade e sua energia será gasta, sem falar no cansaço físico. O gasto de energia é decidido pelo Narrador.

Terremotos I [Nível 10]: O Filho de Poseidon é capaz de criar um terremoto fraco, que poderá derrubar ou então distrair seus oponentes.
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Re: ♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

Mensagem por Daeron B. Thergewyn em Qui 23 Jul 2015, 21:55


When I said I wanted to be the alpha


I wasn't thinking about what could happen


Novamente, estava sozinho. Mas não era sempre assim que se encontrava? Sozinho, abandonado. Fechou os olhos, tentando não se concentrar de toda a dor que sentia em seu corpo. Não sabia dizer por que sentia dores, mas sabia que deve ter sido algo sério. Provavelmente caiu de algum lugar, embora se lembrasse de que em seu mundo, as pessoas sentiam dores musculares quando faziam exercício físico em excesso.

Abriu os olhos quando ouviu uma voz feminina e em tom de "eu te avisei". De repente, se deu conta de que havia alguém limpando um ferimento em seu braço de forma quase impaciente, ainda que cuidadosa. Daeron arriscou uma olhada para o lado, e uma mulher muito bonita estava ao seu lado. Ela não aparentava ser uma criança como ele era da última vez que viu o próprio reflexo, tanto quanto não era uma adulta. O semideus se permitiu uma olhada mais atenta na moça. Seus cabelos eram loiros, mas pareciam cor de ouro, quase como se brilhassem. Os olhos eram azuis como o céu de verão e ela usava um vestido verde.

E então, viu as asas. Transparentes, cintilantes. Asas de fada? Rapidamente se deu conta de que ainda estava no treino e que não havia jeito de se distrair. Aliás, onde diabos estava? Como não estava exatamente prestando atenção no que a aparente fada falava, não se incomodou em ignorá-la mais um pouco. Era uma cabana de madeira — parecia com uma — simples e sem muitos móveis, talvez, somente, a estrutura de madeira na qual sentava. Sentiu o nariz coçar e deu um espirro, ainda que não fosse o senhor espirro que via outras pessoas darem. Não conseguiu reprimir o sorriso que surgiu em seus lábios.

"A moça que cuida de Peter é uma ninfa dos ventos. Ela foi enviada para tomar conta não só dele, mas de todas as crianças da ilha. Sininho? Essa é boa.

— Peter, você está me ouvindo? — Desta vez, Thergewyn olhou para a fada, precisando reprimir o olhar de tédio. — Você não pode ficar mais fazendo isso. — Fazendo o quê? Ainda era difícil atender por aquele nome diferente. A moça estalou dois dedos a frente de seu rosto, e novamente o meio-sangue deu atenção a ela. — Eu sei que você acha perigo e aventura até em um monte de pedras velhas, mas precisa entender que esse lugar foi feito para sua proteção.

Daeron iria replicar. Ele ia mesmo, mas então se deu conta de que não sabia o que falar. Na verdade, ele concordava muito bem com aquela fada. Se aquele lugar foi feito para sua proteção, por que diabos fazer o contrário? Então, se lembrou que estava no lugar de um personagem aparentemente despreocupado com a própria segurança e sem medo algum. Como replicar a loira sem sair do roteiro? Tinha muito medo que pudessem surgir punições ou consequências se não seguisse a história — outro motivo pelo qual ficava muito atento às palavras de seu narrador.

O qual, convenientemente ou não, apareceu.

"Muito tempo se passou." Desta vez, o bastardo olhou o monitor o tempo todo nos olhos, como havia sido ensinado a fazer. "Não se sabe ao certo, naquela ilha o tempo não era algo a se contar." Daeron não gostou daquilo, mas continuou ouvindo: "E durante esse tempo todo que se passou, Peter descobriu que os deuses, naqueles tempos conturbados e caóticos, tinham um plano para seus filhos." E eles não sempre têm? "Aqueles com comportamento difícil, querendo ou não, seriam enviados a esta ilha. Nunca envelheceriam, nunca seriam julgados.

Se Daeron realmente fosse aquele personagem, diria que estava amaldiçoado. Mas, se fosse ele realmente o protagonista daquela história, ela nunca teria saído de Londres. Aliás, ela nunca teria saído do orfanato. Eu sou mesmo um grande covarde. Sentiu vontade de chorar, mas não derramaria uma lágrima ali.

"Vocês são os meninos perdidos, de certa forma. Mas Peter... Ele não concorda com isso. Não sente como um menino perdido ou como se tivesse fugido de algum erro." Agora, havia pena no olhar do narrador, como se algum muito ruim estivesse prestes a acontecer. "Mas seus erros estavam prestes a encontrá-lo novo."

Por alguns momentos, Daeron ficou esperando que alguma coisa acontecesse. Tipo uma bola gigante flamejante cair do céu e matar a todos, mas havia somente Sininho ao seu lado, terminando de cuidar do ferimento em seu braço e fechando a boca. Ela tinha falado mais alguma coisa? Talvez seu TDAH estivesse pior do que o normal. Mas resolveu levantar-se e se espreguiçar, ganhando um rolar de olhos da ninfa. Mais uma vez, sorriu, andando até a porta e saindo da cabana.

Mais uma vez, o narrador aparecera ao seu lado, sempre com o livro. E mais uma vez, Thergewyn começou a se irritar profundamente com ele. Queria saber o que aconteceria em seguida, queria acabar logo com aquilo. Mas não podia por vários motivos, dentre eles seu medo de algo possa dar errado e o outro é o semideus saber como sair daquela furada que se metera. Então suspirou mentalmente, se contentando e lançar sorrisos aqui e acolá para as crianças que falavam consigo. Haviam semideuses de todas as idades, talvez até 18 anos pelo conhecimento limitado que o rapaz sabia sobre idades.

Até agora, o monitor estava quieto, mas então abriu a boca. "Muitos semideuses estão aqui por delitos piores do que roubar. Há alguns que acabaram matando alguém, a maioria não te de propósito." Daeron impediu seu impulso de engolir em seco. "Outras insultaram autoridades importantes de seu país. O importante é: todos ali cometeram erros o suficiente para serem levados à ilha. Mas... As coisas mudaram nos últimos anos. E, como sempre, as consequências seriam piores para os meninos e meninas daquela ilha chamada terra do nunca."

Até que tiros de canhão foram ouvidos, e em seguida gritos desesperados. Ao olhar para trás, em reflexo, Daeron viu a coisa que menos queria ver — tudo bem que ele não havia percebido isso até, de fato, se ver encarando o tal problema. Um navio se aproximava de forma muito rápida, e as bandeiras — negras, com uma caveira no centro — não agradavam o semideus em nada. E... Aquela coisa era imparável? Conseguia ver os meninos na praia jogando pedras e coisas que não conseguiu identificar. Bem, ele conseguiu ver outra coisa: fechas de fogo. E ainda sim, o navio ancorou.

Vários homens desceram e começaram a atacar a praia. Daeron não sabia como reagir, então voou para perto de um menino que estava sendo atacado. Ao contrário de antes, quando começara seu passeio na praia, não parou para ver a idade da vítima. Apenas gritou um "corre" e o menino realmente correu. Somente depois disso parou para estudar um pouco seu oponente. Era alto, musculoso e provavelmente mil vezes mais habilidoso que o bastardo, mas agora não tinha jeito de sair daquela confusão.

Tirou de sua nuvem particular Vholk e empunhou-a, sentindo-se, pela primeira vez desde que topou entrar naquele treino, confiante. Ainda que reprimisse o sorriso em seu rosto, não podia negar a adrenalina que rapidamente começou a correr em suas veias. O pirata, por outro lado, estava apenas... Inexpressivo.

Até que ele fez o primeiro movimento, investindo com tudo contra Daeron. O menino desviou, ainda que tivesse quase caído. Era difícil lutar com aquele corpo leve. Era estranho não sentir seu cabelo na nuca, mas resolveu não perder tempo se preocupando com sensações estranhas. Ao mesmo tempo... Não queria lutar. Só queria sair dali.

E então, outra investida. Desta vez, o bastardo bloqueou o golpe com a própria espada, fazendo força contra o outro rapaz. Inútil, mas conseguiu desviar, de novo, por pouco. Desta vez, houve um corte em sua bochecha. Levou o dedão até a área ferida, limpando por auto o sangue que escorria. Não era profundo, mas doía um pouco. Como sempre ignorou a dor. Segurando a espada agora com as duas mãos, a investida foi sua desta vez, ainda que tivesse batido nas pernas do rapaz — resolveu assumir que ele também era um semideus, para estar ali na ilha — com a parte chata da Lâmina. Ora, vamos lá? Você não pode machucar alguém? Balançou a cabeça, se livrando de tais pensamentos.

De novo, foi acertado, agora nas costelas. Mas foi de raspão, o que só rasgou sua blusa. Não parou para pensar se havia sido cortado, não queria mais distrações. Mas ele teve, ainda que uma rápida.

Um grito — uma ordem — chamou sua atenção. Olhou na direção do navio e, ainda que não pudesse ver claramente o rosto da pessoa, ela gritava comandos para seus piratas. Era o capitão, com certeza. E outro golpe que desviou por reflexo, inclinando a cabeça para o lado. Ah, vamos acabar logo com isso. Dando um passo para trás e girando, se viu atrás do semideus. Então, fez um corte leve em sua coxa e, quando ele virou para trás, bateu em sua cabeça com a parte não cortante de Vholk.

— RECUEM! — Ouviu a voz de Sininho dar a ordem de recuo, e quem seria ele a descordar?

Mas quando acabou com sua própria batalha, os outros semideuses estavam quase mortos. Haviam alguns caídos no chão e precisou se controlar para não correr na direção deles, lembrando a si mesmo que era apenas um treino. Tentou começar seu voo, mas alguém bateu em seu tronco e o derrubou no chão. Enquanto tentava se levantar, houve outro pisão, desta vez em sue braço, e de novo e mais uma vez.

Conseguiu se levantar, mas uma menina correndo, em desespero, bateu de cara com seu tórax, o que a derrubou e fez uma dor de nível considerável tomar conta do seu corpo. Mas... A maioria das pessoas já estava longe. Então, arriscou outro voo, desta vez sendo bem sucedido. Voando a aproximadamente cinquenta centímetros do chão, se afastou o máximo que pôde do litoral, mas não sem antes virar a cabeça para trás e ver o estrago. A cabana aos pedaços, várias crianças no chão e... O rosto do pirata. Ele estava bem ali, com um sorriso cínico no rosto.

E Daeron reconheceu aquele rosto, aquele sorriso. Era aquele menino... Balançou a cabeça, agora encarando-o nos olhos, enquanto o pirata fazia o mesmo. Hook. Thergewyn não sabia dizer de onde aquele nome veio, mas lá estava ele, na sua mente. Hook.

Guardou sua espada na nuvem particular, continuando a voar na direção norte, junto com as outras crianças. Não sabia para onde estavam indo, mas manteve seus olhos bem fixos no fluxo de gente correndo em desespero. E como esperava, houveram acidentes. Uma garotinha estava na lateral da estrada, chorando. Ela era loira e não deveria ter mais de sete anos — ou era o que aparentava. O bastardo bufou, pensando em como estava preso num paralelo ridículo como o que aconteceu antes de ser enviado àquele lugar. Desceu até a garota, sorrindo. Ela estava com uma mão sobre o pé e o rosto vermelho.

— Hey... — Falou, tentando soar gentil. — O que aconteceu aqui, você torceu o tornozelo? — Ela assentiu, e Daeron pensou por um momento do que fazer. — Você gostaria de... Voar? — Os olhos dela brilharam, e o rapaz escondeu o arrependimento que sentiu.

Pegando-a no colo, levantou voo. Ela não era pesada, mas ainda sim dificultava sua locomoção. Ao menos ela parou de chorar. E então, continuou a seguir na direção que os outros meninos iam, murmurando alguma música que vinha em sua mente e sendo acompanhado por uma criança.



Armas:
{Dragyon} / Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum] ~nuvem particular

{Vholk} / Espada Bastarda de bronze sagrado [Usada apenas por guerreiros peritos em espadas, também chamada de espada de uma mão e meia, sua lâmina mede 125 cm e pode ser utilizada com uma mão, no caso de quem possui a perícia e força, ou com com duas, para guerreiros menos experientes. Seu cabo é feito de madeira resistente e sem muitos adornos.] {Bronze sagrado e madeira} [Nível mínimo: 5] (Sem elemento) [Recebimento: Comprada na Sala de Armas] ~nuvem particular
Poderes:

— Passivos —

Nível 1:
Nuvem Particular – Você tem uma nuvem que carrega seus pertences, o máximo de itens acima dela é quatro. A mesma nuvem aparece e desaparece quando você quiser bata invocá-la quando precisar.

Nível 2:
Cansaço Nulo - Os filhos de Éolo não se cansam como os outros meio-sangues, pois chegam a captar uma maior quantidade de gás oxigênio.

Nível 5:
Voar – Agora você pode voar perfeitamente no ar, como se você tivesse nascido voando. Pode fazer acrobacias, voar rápido e sua agilidade ficam maiores quando está voando.
Oh, gods. Which hell did I put myself on?
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Re: ♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

Mensagem por Jhonn Stark em Dom 26 Jul 2015, 15:50


Peter Pan

Capítulo Três: O traidor e o rapto - As peças se movem no tabuleiro de Éris.



Os tiros ainda ecoavam na praia. As crianças começavam a se retirar, mas nem todos haviam atingido sucesso em seus objetivos. Keanu e Marshell tinham dificuldades com os piratas, que avançavam vorazmente em suas direções.

Com um grito alto, Stark arremessou suas facas na direção dos vilões, derrubando-os. O gesto foi seguido de uma rajada de fogo na direção da praia, atrasando os demais. Então, aproximou-se nas duas versões dos seus aprendizes, encarando-os com uma expressão severa.

- Na minha época, monitores de Poseidon eram menos ignorantes quando o universo os atacava. - Disse para Keanu. - Se está disposto a continuar, porém, não posso impedir. Vá, siga pela floresta.

Então, encarou Marshell. O garoto estava mais ferido que Keanu, e Jhonn não sabia se poderia mantê-lo vivo ali. Então, tomou sua decisão.

- Volte. - Disse, rispidamente. Então, o outro garoto começou a desaparecer. - É o melhor para você.

Com um suspiro, encarou a floresta ao fundo. Ah, se seus aprendizes pensavam que estavam salvos... Não sabiam que a invasão era apenas o começo.

* * * * * * * * *

Estavam de volta à rua do orfanato. Ouviam a chuva. Os gritos. As acusações. Viam o sangue no chão, o sangue que derramaram por suas próprias ações, mesmo que não de propósito. Hook, ainda criança, os encarava de forma acusadora, e sua voz se repetia como em um coro.

Assassino. Monstro. Maldito.

Aquilo se repetia de forma rítmica. A dor daquela cena toda era enorme. Mas, como se não bastasse, o chão de pedras se transformava em areia. Os prédios viravam árvores em chamas. Os guardas, piratas.

E os corpos... Os corpos agora eram os das crianças da Terra do Nunca.

Então uma figura adulta se aproximava, imponente acima deles. Hook.

- Ora, ora, Peter. - Falava. - Quem está chorando agora?

E em um movimento preciso, descia a espada em suas gargantas.

* * * * * * * * *

A chuva predominava na escuridão da Terra do Nunca. O barulho das gotas ecoava no interior oco da estranha árvore que os garotos perdidos haviam encontrado dias atrás, e que agora usavam de abrigo. De esconderijo. No olhar de todos, o medo e o desespero ainda ecoavam, como tiros de canhão.

Os aprendizes de Jhonn acordaram, ainda sentindo a lâmina decapitá-los. Um trovão rasgou os céus, e Jhonn surgiu no meio da sala.

Sininho passava por cada jovem, prestando sua assistência da melhor forma possível. Às vezes cuidando dos machucados. Às vezes dando uma palavra de conforto para os menores, de otimismo. Mas nem mesmo ela era boa o bastante para aquilo. Nem ela, a grande guardiã, estava preparada para o ataque.

- Dois dias. - Disse o filho de Héstia. - Dois dias de agonia, medo. Dois dias de uma fuga incessante, e de incessantes pesadelos. Os garotos perdidos haviam encontrado um lugar para ficar, mas seria aquilo o suficiente? Seria o bastante, pensando que os piratas podiam estar vasculhando cada pedra atrás deles?

- Perdemos Lee, Adrian, Brianna e Colton na praia. - Disse a ninfa, entristecida. - Devemos seguir para o oeste o mais rápido possível. Lá nós teremos abrigo. Comida. E provavelmente, não seremos achados.

Mais palavras de encorajamento eram ditas para o grupo reduzido de crianças, quando uma delas ergueu uma das mãos. Parecia ser uma garota de 8 anos ou um pouco mais, com um dos braços enfaixados e um olhar temeroso.

- Nós... - Ela falou, receosa. - Nós vamos sobreviver?

- Eu... - Sininho disse, cerrando os punhos. Parecia prestes a desabar. - Eu não sei, Ellie.

- Aquilo tudo era uma terrível desventura para aquelas crianças. - Disse Jhonn. - como pássaros em suas gaiolas, viram os gatos abrirem a porta. Era uma armadilha de morte que só ia para um lado, e eles sabiam disso.

Foi então que ouviram as vozes acima deles. Vozes que com certeza não eram de garotos perdidos.

- E lá estavam outra vez. - Falou o monitor. - Engaiolados, com os gatos logo acima de suas cabeças.

Adendos:
Pontos obrigatórios:
♦ Nesta cena, você irá narrar desde o sonho, despertando dentro da árvore oca, o esconderijo temporário dos que estão com você.
♦ O barulho será ouvido, e Sininho dirá para que vocês fiquem enquanto ela tenta distrair ou afugentar os sentinelas de Hook. Você irá negar, e terá uma breve discussão com ela. Por fim, ela dirá que você deve seguir o plano que ela havia traçado, liderando as crianças para longe. Então, seguirá para o lado externo.
♦ Claramente, você não vai obedecer, seguindo-a sorrateiramente. Em algum ponto, ela irá se deparar com os invasores, mas vai notar que eles não estão sozinhos: Entre eles, ferido, está um dos semideuses que havia sido perdido na praia: Colton.
♦ Os piratas dirão à ninfa que tem um acordo a oferecer. A liberdade do garoto, e de todos da Terra do Nunca, en troca de Peter. Sem mais mortes ou sofrimento a ninguém. Por mais que a oferta soasse tentadora, porém, Sininho a rejeitou, e começou a lutar com os vilões.
♦ Essa é a hora em que você entra em ação, decidindo ajudá-la na luta. Seus inimigos são três piratas de nível igual ao seu, e claro que a ninfa também irá lutar. Quando o combate acabar, ela irá se aproximar do garoto refém, o libertando.
♦ Jhonn surgirá mais uma vez ao seu lado, apontando para os dois. Dirá então que Sininho tinha um coração muito bom, para qualquer uma das crianças da ilha. Infelizmente, aquele também era um de seus defeitos. Qual foi o crime que enviou Colton para a ilha? Traição. Largar os outros para a morte apenas para salvar a própria pele.
♦ O garoto irá então prender uma corrente mágica no pulso da ninfa. Esta irá deixá-la mais fraca, com os poderes mais fracos também. Da floresta, outros capangas vão se aproximar, prendendo-a e lhe imobilizando. O garoto irá contar que Hook lhe disse tudo. Lhe falou que aquilo era culpa de um único garoto perdido: Você. O preço da sua liberdade seria outra vez pago sem hesitar: Trair seus companheiros e o entregar Peter.
♦ Encontre algum meio de se desvencilhar dos piratas e escapar. Após isso, retome seu caminho para o esconderijo, ouvindo a voz de sua cuidadora gritando para que fuja.
Orientações:
♦ Coloquem armas, mascotes e poderes em spoiler no fim do texto.
♦ Não coloquem "considerar poderes até tal nível". Não sei nem o nível dos meus, e caso queiram continuar vivos, digam o dos seus. O que não estiver em spoiler de maneira adequada, não será considerado.
♦ Evitem usar templates muito estreitos ou com barrinha e cores muito claras.
♦ Local: Terra do Nunca, floresta.
♦ Horário: Noite.
♦ Clima: Chuva contínua, ventos fortes, frio constante.
♦ Vocês possuem um prazo de 5 dias.
♦ Caso haja alguma dúvida entrem em contato.
Descontos:
Keanu e Frederick perderão 20% de HP e MP pela não postagem do turno anterior. Frederick justificou-se, então irá sair do treino sem morrer. Keanu ainda deve dar sua resposta ou vai continuar perdendo HP e MP, além de ficar queimado pro resto da vida em eventos que eu passar. A postagem de Daeron foi considerada por que foi explicado e tal, então... É isso.

Jhonn Stark
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Re: ♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

Mensagem por Daeron B. Thergewyn em Sab 01 Ago 2015, 21:50


I'm no hero. I pretend I am, but I'm not.


Please, forgive me. You're all I have left.


Entra no clima, figurão: clica

Parecia um pesadelo. Lá estava ele, de novo, indefeso e com roupas toscas e molhadas na frente do orfanato. A situação que o levara até a Terra do Nunca estava se repetindo, e Daeron não sabia o que aconteceria daquela vez. Aliás, o menino não sabia sequer o que estava acontecendo. Pelos deuses, Thergewyn era uma criança. Ainda que... Que uma criança responsável pela morte de vários outros.

Uma criança. Uma criança perdida, sozinha e assustada.

Os olhos estavam inchados e as lágrimas se confundiam com as gotas de chuva, mas não importava. O que importava era o que estava na frente do bastardo: corpos. Corpos e mais corpos, cadáveres. Não eram da senhora dona do orfanato ou sequer dos oficiais que foram atrás do meio-sangue e seu amigo na noite em que tornou-se um assassino, mas das próprias crianças da Ilha. Então, Daeron gritou mais uma vez. Era um assassino. Havia matado crianças inocentes, tudo porque não pôde controlar uma explosão de raiva.

Assassino. Aberração.

O rapaz sempre teve em mente que não deveria ter sequer nascido. Que era uma desordem natural. Mas ouvir alguém — mesmo que, aparentemente, invisível — chamá-lo assim, doía. Doía mais do que qualquer vez que sua mãe o chamara de bastardo. Doeu mais do que ser tirado dela, do que ver a sanidade de cada membro de sua família se desintegrar como se fosse nada mais do que pó. E desintegrar-se era o que o cenário parecia estar fazendo.

E a sua frente, não vinham guardas. Vinham piratas. Os mesmos que mataram crianças na Terra do Nunca.

— Então, garoto. — Daeron olhou para cima, e lá estava ele. Hook. Aquele que já foi seu amigo. — Quem é o bebê chorão agora?

Enquanto a lâmina descia sobre seu pescoço, os olhos do bastardo se abriram. Ele não era uma criança.

E muito menos um herói.

— x —

Assim como em seu sonho, na misteriosa ilha chovia. Era uma chuva chata e constante, do tipo que irritava Daeron. O rapaz se perguntava quando ela passaria e, cada vez mais, sentia uma irritação crescente ao se dar conta de que não sabia a resposta. Por um momento, desejou que fosse filho de Zeus. Ou de Poseidon. Qualquer deus que pudesse controlar aquela droga de temporal. Mas não podia. Quanto mais poderoso seu progenitor divino, em mais problema você se mete.

O menino abriu os olhos, ainda sendo capaz de sentir a lâmina no pescoço. Estavam ali, escondidos, haviam dias. Talvez todo aquele senso de responsabilidade que evitou por anos estivesse aparecendo, mas não gostava nem um pouquinho de se manter escondido. Não falava com ninguém. Restringiu seu contato a Sininho e comente ela, e pela ninfa sabia como estavam as outras crianças.

E claro, ele não era cego.

Podia ver o desespero em seus olhos, implacável. Nem mesmo as palavras doces e suaves da guardiã podia abater o sofrimento daqueles semideuses, daquelas crianças que simplesmente esperavam viver o resto de suas vidas infelizes em paz. E havia tanta... Tensão entre eles, o tempo todo. Aquele tipo de situação fez com que Daeron se sentisse com o mundo nas costas. E de qualquer forma, ele deveria se sentir daquele jeito. Deveria ser responsável, não é?

"Há dois dias os meninos perdidos fugiam e corriam dos piratas." O monitor estava ao seu lado, de novo. Daeron começava a sentir uma profunda vontade de socá-lo. "Eles haviam encontrado um lugar para ficar, ainda que por pouco tempo. Mas aquela... Paz?, duraria? Estavam escondidos o suficiente?" Daeron sabia a resposta. Não.

— Perdemos Lee, Adrian, Brianna e Colton. — Sininho disse, arrancando o bastardo dos próprios pensamentos. — Devemos ir para o oeste. Lá acharemos comida, água e abrigo. E, com sorte, despistaremos os piratas.

Sininho continuava com seu discurso de encorajamento. Daeron queria acreditar que daria certo, queria mesmo. Mas... Depois de tantas perdas, deveria ele ousar pensar sobre estar seguro novamente?

— Nós sobreviveremos? — O rapaz lembrava daquela menina. Sabia seu nome. Era... Ella? Não, não. Ellie, isso. Desviou seu olhar para ela, oferecendo uma expressão de pena.

— Eu não sei. — Foi tudo o que Sininho pôde responder.

"Tudo aquilo era uma terrível tragédia. Presos, encurralados como pássaros. Era como se eles fossem os canários amarelos e o mundo, o mundo cruel e injusto, o grande e gordo gato branco e preto." O narrador fez uma pausa, e ouviram-se vozes. "E como se cai numa armadilha, as crianças estavam prestes a a seguir o caminho de alpiste bem para a gaiola."

— x —

— Fiquem aqui. — Sininho disse, com uma expressão tranquila no rosto. Mas Daeron sabia que não havia nenhuma tranquilidade dentro da ninfa. Parou de olhar para a lâmina de sua faca, agora encarando a guardiã inexpressivo. — Vou tentar... Atrasá-los, okay?

A ninfa saiu andando, mas Daeron foi mais rápido. Levantou-se, deixou a faca em sua nuvem particular e correu até a dita fada, puxando-a pelo braço e encarando-a dentro dos olhos. Mesmo com 14 anos, conseguia ser mais alto que ela. Precisou fazer força para não deixar que um sorriso escapasse de seus lábios e manter a expressão severa.

— Você ficou louca? — Disse, soltando o braço da ninfa que o encarou, incrédula pelo comentário. — Assim que você sair lá fora, eles vão fazer picadinho de você. E assim que terminarem o serviço, vão jogar para os peixes e terminar de queimar a orla da praia. — Deu um passo para frente, tendo estreitado os olhos a todo o momento durante a frase e e usado um tom ríspido, ainda que baixo. — Você. Não. Vai. Lá. Em. Cima.

— É claro que eu vou. — Sininho deu um passo para trás, mas olhava-o nos olhos do mesmo jeito que Daeron encarava-a. Com certo ressentimento, receio e dúvida. — Você acha que eu vou deixá-los morrer bem aqui? Não, senhor. — Ela cutucou a clavícula do bastardo com o indicar direito, fazendo-o recuar um pouco. — O meu trabalho é garantir que vocês fiquem seguros. Foi por isso e somente isso que me enviaram para este... Buraco!

— Ah, então agora o seu trabalho vale mais que a sua vida? — De novo, Daeron deu um passo a frente, e desta vez a ninfa não recuou. O coque perfeito dela havia sido desfeito, e agora os cabelos dourados caíam pelo pescoço. O rapaz teve que se lembrar que a ninfa era somente uma personagem literária. — Não mesmo. Você vai ficar bem aqui, em silêncio como os outros, e os piratas vão embora. Simples assim. — Mas uma vez, agarrou o pulso da guardiã, mas desta vez ela o puxou com força e o segurou com a outra mão. Sininho olhou, de novo, nos olhos de Daeron. Haviam lágrimas sendo retidas pela ninfa, o semideus era capaz de vê-las. Ela queria derramá-las.

Mas ao invés disso, deu um tapa bem audível no rosto dele.

— O meu trabalho é mantê-los em segurança. — Ela disse, mais perto de Daeron, que apenas tinha a mão no local atingido e olhava-a de forma surpresa. — É manter vocês em segurança. E nem que eu tenha que forçá-los a sair daqui... — Sininho fechou os olhos por um momento, virou a cabeça para o lado e respirou fundo. — Você siga com o plano. Tire-os daqui, você sabe o que fazer.

— x —

Depois que Sininho saiu, Daeron ponderou por um momento sobre o que fazer. Era burrice segui-la, e o bastardo sabia muito bem disso. E não entanto, lá estava ele, se esgueirando pelas árvores, tentando fazer o máximo de silêncio enquanto ia atrás da ninfa. Claro que, quando se pode voar, isso é muito fácil, então mantinha-se a poucos centímetros do solo. Poucos. Se voasse um centímetro mais alto, seria notado. E os tapas daquela garota doíam muito.

Mas parou de pensar quando a mesma parou o seu caminho. Haviam muitas plantas rasteiras que alcançavam os olhos de Daeron, então era difícil para o rapaz ver. Voando um pouquinho mais alto, ampliou seu campo de visão: eram os piratas. Subitamente, um impulso de raiva o invadiu, e ele só aumentou ao ver que os capangas de Hook levavam consigo Colton, ferido e, aparentemente, chorando.

Os piratas sorriam, e tanto o bastardo quando a ninfa se perguntavam o que fazer. Se agissem, provavelmente estariam mortos em poucos minutos. Daeron era fraco e a ninfa não teria condições de parar aqueles homens sozinhas. Nem mesmo juntos, talvez, conseguissem derrotar aqueles piratas.

— Temos um acordo a oferecer. — Daeron apurou os ouvidos, deixando que a raiva se dissipasse. — A gente deixa todos na ilha livre. Todos. Os fedelhos perdidos, você... Mas você deve nos entregar o pirralho chamado Peter a nós, com vida.

Naquele momento, todos os poros do seu corpo exalavam covardia. Não queria ter a vida entregue para piratas loucos de um conto de fadas e, se sobreviver significava sair do roteiro, então ele sairia dele com prazer. Mas... Observou Sininho recusar a proposta com um aceno de cabeça, e naquele momento, que a ninfa começou a voar, Daeron sabia que ela havia cometido o maior erro de sua existência.

E ele? Só pôde sair dos arbustos e fazer qualquer coisa.

Haviam três piratas a serem enfrentados, e Daeron sabia que havia assinado sua sentença de morte naquele exato momento. Mas, novamente, tirando Vholk da nuvem particular e voando a meio metro acima da cabeça dos piratas. Precisava de um estratégia de batalha. De um plano que não resultasse na sua morte nem na de Sininho. Que agora voava ao seu lado, segurando uma adaga e sorrindo.

— Eu disse que não ia deixar você se arriscar. — Se aproveitou da situação, mas logo voltou o raciocínio para a luta.

Voando para baixo, teve seu golpe de espada bloqueado pela lâmina de seu adversário. Havia sido atacado pelas costas, mas Sininho o defendeu, e isso a custou um arranhou. Manteve sua inexpressão, se concentrando no pirata que tentava atacar. Desviando de uma investida, tentou acertar a cabeça dele com a parte chata da lâmina. Novamente, havia sido bloqueado. Até que teve uma ideia.

Voou, novamente, acima da cabeça de todos, assobiando para Sininho. A mesma voou na direção de Daeron, enquanto os piratas tentavam pensar num jeito de alcançá-los.

— Eu tive uma ideia. Tente distraí-los e, quando eu assobiar, você sai dali. — A ninfa concordou.

Daeron voou até a árvore que se erguia exatamente acima da cabeça dos piratas, procurando por um galho grosso o suficiente para distraí-los ou mesmo imobilizá-los e fino o suficiente para ser cortado. Não olhou para baixo. Iria querer ajudar Sininho se olhasse.

Levantou a espada acima da cabeça e usou toda a força que tinha, e repetiu o processo até que o galho quebrasse. E então, assobiou o mais alto que podia, olhando para baixo somente para ver se Sininho havia ouvido.

E pelos deuses, ela estava bem.

Rapidamente voou até o chão, vendo a ninfa ir até Colton, o refém. Aquela pequena vitória havia inflado ligeiramente o ego de Daeron, mas ele mantinha-se cauteloso. Não queria ser pego de surpresa, de novo. Não queria ser pego numa armadilha. Quem está chorado agora? As palavras vieram em sua mente, o bastardo balançou a cabeça. Não poderia pensar no pesadelo naquele momento. Colton provavelmente estava assustado o suficiente para saber de sonhos bizarros de muito tempo atrás, de acordo com a cronologia da ilha.

"A ninfa tem um coração muito bom." Mais uma vez, o monitor estava ao seu lado, e Daeron não pôde deixar de sorrir ao ouvir aquela afirmação. Sim, ela tinha um coração muito bom. "E infelizmente, isso é tanto uma qualidade quanto um defeito." Então, o bastardo congelou. O que ele quis dizer com... Defeito? Sua mão começou a suar, e então segurou Vholk com mais força. "E o crime que levou Colton até a ilha, fora traição."

Antes que Daeron pudesse fazer qualquer coisa, havia um corrente no pulso de Sininho, e ele estava preso por mais piratas. E antes que ele percebesse que era tarde demais, ela começou a suar a energia da ninfa. A sugar sua vida, e qualquer poder que ela tentasse usar estava fraco. Nenhuma brisa, nenhuma habilidade de recuperação a ajudaria.

E o semideus sentiu os olhos embaçarem.

— Hook me contou. — Colton começou a dizer, olhando para a ninfa de forma fria e indiferente. — Ele me contou que tudo isso foi sua culpa. E eu... Eu não ligo em trocar você pela bandeira branca deles. — E então, o menino levantou a cabeça, olhando para o semideus. Haviam lágrimas em seus olhos. Lágrimas que também estavam nos olhos de Daeron, mas ele não era corajoso o suficiente para derrubá-las. — Eles são minha família.

Daeron gritou, com raiva. Pisando no pé de um dos piratas, deixou que Vholk se encravasse no pé do outro pirata. Nݱao queria saber se estava ferindo-os ou não. Apenas se aproveitou da brecha para girar e acertar em cheio a panturrilha de um deles, sem parar para avaliar estragos. Apenas voou alto, acima da copa das árvores da ilha, indo até seu esconderijo o mais rápido o possível.

— FUJA, PETER! — Sininho gritava, mas da próxima vez ele não fugiria.



Armas:
{Dragyon} / Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum] ~nuvem particular

{Vholk} / Espada Bastarda de bronze sagrado [Usada apenas por guerreiros peritos em espadas, também chamada de espada de uma mão e meia, sua lâmina mede 125 cm e pode ser utilizada com uma mão, no caso de quem possui a perícia e força, ou com com duas, para guerreiros menos experientes. Seu cabo é feito de madeira resistente e sem muitos adornos.] {Bronze sagrado e madeira} [Nível mínimo: 5] (Sem elemento) [Recebimento: Comprada na Sala de Armas] ~nuvem particular
Poderes:

— Passivos —

Nível 1:
Nuvem Particular – Você tem uma nuvem que carrega seus pertences, o máximo de itens acima dela é quatro. A mesma nuvem aparece e desaparece quando você quiser bata invocá-la quando precisar.

Nível 2:
Cansaço Nulo - Os filhos de Éolo não se cansam como os outros meio-sangues, pois chegam a captar uma maior quantidade de gás oxigênio.

Nível 5:
Voar – Agora você pode voar perfeitamente no ar, como se você tivesse nascido voando. Pode fazer acrobacias, voar rápido e sua agilidade ficam maiores quando está voando.
Oh, gods. Which hell did I put myself on?
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Re: ♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

Mensagem por Jhonn Stark em Dom 09 Ago 2015, 15:54


Peter Pan

O Fim: A batalha definitiva.



Jhonn não demorou muito para enviar Keanu para o mundo real. Aquilo tudo não estava se revelando muito promissor para o garoto de Poseidon, e o filho de Héstia não queria que ele se machucasse mais. Os últimos remanescentes eram Korra e Daeron, os jovens prodígios. E agora haviam acabado de passar - com suas próprias dificuldades - pelo terceiro ato daquela história.

O monitor suspirou, vendo-os se afastar.

Aquela seria uma longa, longa noite.

* * * * * * * * *

Estavam de volta à árvore. A chuva não havia cessado, porém. Daeron e Korra agora encontravam-se diante dos meninos perdidos e suas expressões sombrias. Os acontecimentos com Sininho haviam acabado de ser ditos a eles, e se havia algo que poderia abalar a confiança... Era aquilo.

Jhonn apareceu ao lado deles, suspirando.

- Os jovens da terra do nunca estão assustados. Peter está assustado. - Ele disse, encarando-os. - Ele sabe que de alguma forma, tudo isso é culpa dele. E infelizmente, as pessoas estão morrendo por sua causa. A única pessoa que realmente se importava com ele agora era mantida cativa.

Os jovens emitiam murmúrios tristes, preocupados. O que fariam? Deveriam honrar o sacrifício de sua cuidadora, ou arriscar um resgate? Tudo, absolutamente tudo parecia uma sentença de morte.

- Um grupo seguirá para longe. Os feridos e os jovens. - Os semideuses notaram-se dizendo, involuntariamente. - O outro grupo virá comigo e ajudará no resgate. Temos contas a acertar com os piratas. Eu, de certa forma, acima dos outros.

- Essas foram as palavras de Peter. - Disse Jhonn. - As palavras que despertaram os garotos perdidos para a ação.

Um jovem moveu-se à frente dos outros, encarando-os nos olhos.

- E como faremos tudo isso? Acima de tudo... Por que deveremos confiar em você depois do que nos disse?

Murmúrios se espalharam rápido entre o grupo. Jhonn apenas apontou para eles e revirou os olhos.

- Agora... - Disse o monitor. - Tudo está em suas mãos. Lidere-os para esta guerra, Peter Pan. Salve sua casa.

Adendos:
Pontos obrigatórios:
♦ Nesta cena, você irá narrar de acordo com o que está escrito na postagem acima.
♦ Demonstre seus argumentos aos outros jovens da terra do nunca, e conte-lhes seus planos para a invasão. Em seguida, comece a marcha em direção ao navio dos piratas.
♦ Narre a chegada na praia com o seu grupo de semideuses, sendo livra para escolher progenitores deles. O barco e a praia estarão com alguns sentinelas adversários.
♦ Decida-se por qual estratégia você irá adotar, tendo em mente que um ataque direto seria uma desvantagem para vocês. Comece a colocar seu plano em prática.
♦ Narre a luta com pelo menos dois dos sentinelas, que serão oponentes de nível igual ao seu. Você pode usar a ajuda dos seus aliados para isso. Um dos oponentes será colton, o traidor filho de Hermes.
♦ Enfrente ao menos uma dificuldade mediana para conseguir chegar ao navio. Ao chegar lá, irá se deparar com Hook no meio de toda aquela confusão, com sininho acorrentada aos seus pés. Ele irá lhe encarar com um sorriso no rosto. Dirá que está lá para conseguir o que sua patrona lhe prometeu após o dia em que você destruiu sua vida: A vingança que Nêmesis disse que ele poderia ter. A única coisa que lhe restou.
♦ Não importarão suas desculpas. Suas justificativas. Ele irá jurar destruir tudo o que lhe é importante, e irá lutar contra você. Para fins interpretativos, ele conta como um filho de Nêmesis alguns níveis acima do seu.
♦ No meio da batalha, quando você aparentar estar perdendo, Sininho irá intervir e salvar sua vida. Hook irá ficar com raiva disso, e dirá que as crianças consideravam-na uma fada, uma salvadora. E o grande problema daquilo é que fadas não existem. Após isso, ele irá atingi-la, e ela cairá inerte no chão.
♦ Encerre a luta contra seu adversário da maneira que desejar, mas não tire-lhe a vida. Encerre a postagem aproximando-se da fada caída, e vendo um novo clarão nos céus. Jhonn irá surgir ao seu lado, e dizer que aquele pesadelo todo iria acabar. Que os jovens da terra do nunca iriam finalmente ver-se livres.
Orientações:
♦ Coloquem armas, mascotes e poderes em spoiler no fim do texto.
♦ Não coloquem "considerar poderes até tal nível". Não sei nem o nível dos meus, e caso queiram continuar vivos, digam o dos seus. O que não estiver em spoiler de maneira adequada, não será considerado.
♦ Evitem usar templates muito estreitos ou com barrinha e cores muito claras.
♦ Local: Terra do Nunca.
♦ Horário: Noite.
♦ Clima: Chuva contínua, ventos fortes, frio constante.
♦ Vocês possuem um prazo de 5 dias.
♦ Caso haja alguma dúvida entrem em contato.
Descontos:
Keanu e Korra perderão 20% pelo turno anterior. Keanu pediu para ser retirado do treino, então... Foi o que fiz.

Jhonn Stark
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Re: ♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

Mensagem por Korra W. Müller em Sab 15 Ago 2015, 00:11

once upon a time
Peter Pan - Post 04


Sentia o suor frio escorrer pelas têmporas, enquanto balançava para se esquentar um pouco, Korra não podia deixar de esquecer os acontecimentos dos dias passados. O silêncio que tomava conta da sala era incômodo, e apenas intensificava as expressões de medo das crianças perdidas. Eles haviam, naquela noite, abandonado uma amiga, uma irmã, uma mãe. E tudo isso era, no fundo, sua culpa. Se nunca tivesse apertado o gatilho que causou todas as ações decorrentes, jamais precisariam estar ali naquele momento de angústia. Ficar remoendo-se de culpa, no entando, não lhe traria benefício algum. Era um lema de sua vida, se não se mechesse para arrumar os estragos que fez, jamais iria ver algo sendo transformado, mudanças demandavam ações.

Korra levantou-se decidida, com uma expressão totalmente séria, e precisava que os meninos a sua volta sentissem a mesma motivação que ela. Não podia confiar em nada além de suas palavras para convence-los, ja que estas eram as mais sinceras de todas, no fundo de sua voz Korra não deixava transparecer nada além de verdade, e olhando no fundo dos olhos de todos eles, passou a discursar.

Sim eu... sei. Sei que não deveriam confiar em mim após tudo isso que os fiz passar. Tenho o peso da culpa nos meus ombros e mais do que ninguém quero tirá-lo das costas — com um suspiro, descansou antes de continuar — Não vou obrigar ninguém a me seguir, mas lembrem-se que Sininho conta com a ajuda de todos nós. O plano é o seguinte, arqueiros irão atacar os piratas que estiverem na praia. Assim que eles caírem, esperem, porque logo mais outros irão vir. Repitam o que fizeram, matem os inimigos silenciosamente usando suas flechas e qualquer poder a distância que tiverem, até que o número de adversários diminua consideravelmente. Nós certamente temos mais agilidade, e a esse ponto eles provavelmente já terão notado que há algo de errado. Usem tudo que tiverem ao seu favor, pois estamos mergulhando em outra batalha. Assim que possível chegaremos no navio, será diferente da luta na praia confiem em mim, desta vez sabemos o que estamos fazendo — mal precisou que alguém perguntasse em voz alta, pois a dúvida era clara no rosto de todos eles, "e você?" — Tentarei invadir o navio da melhor maneira possível, de preferência pela água, por isso preciso que vocês distraiam toda a tripulação e chame-os para terra firme, poderão invadir o navio quando a luta de vocês houver acabado. A minha batalha provavelmente demorará mais tempo, preciso que apenas Hook fique no barco.


Todos mantinham seus postos por entre as árvores, suas peles manchadas de lama e folhas, um disfarce perfeito, Hook e seus piratas jamais imaginariam uma revolta de um grupo tão "fragilizado". Mal sabia ele que a fraqueza era uma das fontes mais poderosas de energia. Um estalo de dedos e as flechas já tensas na corda voaram em direção à areia. Excelente, três foram ao chão e suas faltas nem haviam sido notadas. O clima dentro do navio era, provavelmente, de despreocupação. A segurança e comodidade dos piratas eram seus maiores pontos fracos, estes que causariam sua derrota esta noite. Limparam o resto dos guardas na praia, uma vantagem para colocar na lista, e partiram a atacar aqueles que estavam no barco.

Arqueiros se mantinham nos galhos, e os lutadores e escudos mantinham-se no chão, prontos para receber os adversários que desciam lentamente do convés com as lâminas de suas armas, morreriam antes mesmo de saber o que estava acontecendo. E assim fizeram, quando perceberam a falta de seus parceiros, boa parte deles já estava pintando a madeira de sangue. Com gritos e urros, levantaram suas espadas, saindo de seus postos em direção à areia, muito dispostos a arrancar a cabeça de todos os meninos perdidos que ousaram se revoltar. A luta da praia recomeçou.

Korra e mais dois companheiros foram deparados com dois inimigos inusitados... ou nem tanto. Colton, o traidor de Hermes os encarava com um sorriso amarelo, um tanto surpreso de vê-los ali. Não demorou muito para atacar o grupo com suas adagas que pareciam sumir de suas mãos tamanha a velocidade dos ataques. Foi difícil bloquea-las, forçou o pulso mais do que o normal para defender-se. Colton logo se afastou visto que deixou uma grande abertura para ser pego por um dos meninos perdidos. Korra não poderia baixar a guarda também, apesar de ter seus companheiros, estava lidando contra dois dos piratas. Não muito tempo depois Colton percebeu o quanto estavam em desvantagem, não poderiam atacar sem facilmente abrir uma brecha de ataque. Em um de seus movimentos, Korra e seus parceiros focaram o ataque em Colton que, com um pequeno sorriso de vitória, defendeu o ataque dos três. Korra tinha que reconhecer a habilidade, lembrando tarde demais da presença do outro adversário. Este estava já posicionado em suas costas, levantando a própria espada. A filha de Poseidon estava sem opções, receber um ataque pelas costas ou deixar que Colton batalhasse com um de seus amigos (ou ela mesma) assim que virasse para se defender. Com um baque, a lâmina inimiga se deparou com o machado de seu companheiro de batalha, este que deixou de atacar o filho de Hermes para que a garota não se machucasse. Mal sabia como reagir.

Rapidamente com um jato de água lançou Colton para trás, deixando que o grupo se separasse, neste momento Korra lutava com apenas um aliado, enquanto o outro travava uma luta logo atrás da dupla. O filho de Hermes parecia não ficar confortável sem seu parceiro para nos distrair, e percebeu que seria o único foco no momento. No entanto a garota sabia que o inimigo possuía suas grandes habilidades. Seu ataque parecia ter dobrado de velocidade, em uma investida Korra não conseguia prever muito menos bloquear seus ataques, e desta forma nunca teve mais cortes em seu corpo em qualquer momento anterior de sua vida, perdendo o equilibrio sentiu seu corpo entrar em choque com a areia que a sustentava. Colton foi jogado no chão antes que pudesse pensar em fazer outra coisa, não pode ouvir muito coisa graças ao barulho da batalha a sua volta, além de algumas palavras de seu parceiro como "Corra!" e "Eu cuido dele". Korra não pensou duas vezes antes de fazê-lo sem olhar para trás, sabia quando era o momento certo de confiar em seus amigos durante uma luta, e este era um deles. Manteve seu olhar para frente, o objetivo não muitos passos de distância, qualquer tipo de distração e a missão poderia ser arrancada de seu alcance.

Corria como louca na direção do mar, quem sabe conseguiria pegar Hook de surpresa pelas costas, dificilmente o garoto estaria fazendo algo além de observar a guerra diante de seus olhos. Não por muito tempo, no entanto, quando sentiu a pontada em seu ombro que a fez cair de cara no chão. Levantou-se para ver uma flecha atravessada em seu ombro, inteira, e o menor dos movimentos fazia a ferida abrir e manchar não somente sua roupa mas também escorrer até a ponta dos dedos. Um dos arqueiros escondidos nas árvores deve ter errado o alvo e a acertado sem querer. Respirou fundo, situações drásticas necessitavam de medidas drásticas para serem solucionadas. Quebrou a ponta da flecha, rangendo os dentes de agonia, e com um esforço tremendo, esticou o braço de forma a agarrar a parte de trás desta, puxando-a após algumas tentativas. Sua visão escurecia aos poucos, já ficando turva, Korra sentia o corpo afundar enquanto se arrastava em direção ao mar. Esticando os dedos o máximo que podia, teve sorte de encostar suas pontas na maré que subia aos poucos, esperando trazer algum resultado. De certo os inimigos achavam que estava morta, ou talvez estivessem muito absorvidos em suas próprias lutas, ou talvez com sorte a luta já tivesse acabado. Não. Korra sabia que a luta só acabaria quando ela derrotasse Hook com suas próprias mãos. Não demorou muito para que o contato com a água lhe desse forças para levantar novamente.

Se lançou ao mar como um peixe que não via água a muito tempo, como se sua vida dependesse disso, e sentindo-se renovada e mais forte como nunca, além das pequenas pontadas que ainda sentia latejar em seu ombro, Korra nadou rapidamente para o navio onde seu maior inimigo lhe esperava. Hook que estivesse pronto para ter a bunda surrada.


Formou um redemoinho em volta de si que a impulsionou para cima. Não adiantaria ser silenciosa, e ela sabia disso, pousando no barco com um baque suave. Hook a esperava, no centro do convés ele mantinha Sininho aos seus pés e Korra, impulsiva como sempre, teve que se controlar para não botar seu plano (já mal estruturado) a perder. Não iria desperdiçar e desonrar a vida de todos aqueles que não sobreviveram para que ela estivesse ali naquele momento.

Finalmente chegou o dia em que me vingarei por tudo o que você me fez passar a partir daquela noite. — Korra tentou argumentar e foi parada com um ríspido "Chega!" antes que pudesse ao menos formar uma frase coerente — Não quero ouvir qualquer desculpa sua!! Te matar foi tudo o que me motivou todos esses anos, não vou perder qualquer segundo ouvindo desculpas que não irão resolver nada.

E com isso avançou. Korra defendendo seu ataque com o cabo do tridente não foi o suficiente para impedir que a garota desse um passo cambaleante para trás. O garoto tinha realmente evoluido desde a última vez que o tinha visto. Não afastou-se muito, mas até se recompor, Hook já havia sacado sua segunda arma e agarrado o tornozelo de Korra com o chicote. O local ardia e antes que pudesse reagir de qualquer maneira, viu-se caída no chão sem com o tridente jogado longe. Rolou para o lado e por poucos centímetros escapou da lâmina da espada inimiga, esta que lhe arrancou apenas alguns fios de cabelo, para sua sorte. Se lançou para frente no intervalo certo entre um ataque e outro, agarrando as pernas de Hook e o levando também ao chão, não perdeu tempo e montou em seu tronco, prendendo suas pernas entre as suas próprias. Não economizou nos socos, que eram ainda mais efetivos graças às manoplas que deixavam um estrago em seu rosto.

O grito de Sininho ao fundo foi tarde demais, e quando percebeu a lâmina da espada já se encontrava atravessada por seu abdôme. Não sabia como, mas agora se encontrava abraçando a morte, olhando o seu reflexo nos olhos astutos de Hook, este que sorria como um verdadeiro ganhador. O corpo de filha de Poseidon foi jogado para o lado como uma boneca de pano, esta que tentava inutilmente estancar o sangramento com as duas mãos. A silhueta de Hook tampava o sol de sua visão, e a última coisa que viu foi a espada contra o céu azul. Ou assim pensou.

Olhou para o lado e se deparou com Sininho, salvando sua vida mais uma vez. Não acreditou no que via, a boca ainda entreaberta, e a adrenalina agora correndo como louca em seu corpo. Aquele unico momento foi o suficiente e Korra parou para analisar todos os seus erros, toda a sua curta vida, e todos os seus acertos... decidiu que não morreria tão facilmente. Se até a fada na situação onde se encontravam tinha achado a sua própria chama para continuar seguindo, Korra também conseguiria. Não teve muito tempo para curar a si mesma, mas a dor da água que saía de sua mão era quase tão grande quanto a do próprio esfaqueamento. Não fez um ótimo trabalho no processo, mas foi o suficiente para que pudesse erguer-se e lutar mais uma vez. Mancou até seu tridente, e assim que levantou novamente, percebeu que teria sido tarde demais. Seu esforço foi em vão.

Aos pés de Hook encontrava-se sininho, ainda acorrentada, em seu olhar era possível ver que aceitou a própria morte. Não havia escapatórias dessa vez. Com uma última afirmação de que "fadas não existem", Hook realizou seu golpe, o último que a ninfa veria na vida. A raiva tomou o corpo da filha de Poseidon, sem pensar duas vezes, passou a iniciar um ataque que jurou a si mesma jamais fazer novamente. Um suspiro, talvez pudesse cometer um último erro. Manipulou a água que cercava o navio, não uma quantidade muito grande, apenas o suficiente para envolver a cabeça de Hook. E foi o que fez, surpreso com o ataque, o inimigo mal pôde contestar, e viu-se perdendo ar a cada minuto que passava. Não muito tempo depois e seus pulmões provavelmente estariam pegando fogo, em busca de ar. E Kora não pretendia parar, iria acabar o assunto ali mesma, de uma forma ou de outra. O sangue que saía do corpo da fada escorreu até seus pés, e olhando o próprio reflexo Korra assustou-se com o quão sanguinária parecia, o quanto ódio seu olhar transbordava. Korra mais do que tudo, se recusava a se tornar o próprio inimigo.

Antes que fizesse qualquer outra merda, soltou o controle sob a água, deixando que Hook caísse no chão do convés, mole, pálido, mas ainda vivo, quase inconsciente talvez. Chegou perto para sentir sua respiração ofegante na ponta do nariz e da boca, e antes que se arrependesse, amarrou-o junto ao mastro central com algumas cordas que encontrou por perto. Não iria mata-lo, isso iria contra todos os princípios que havia carregado na vida, e por mais que se arrependesse depois, não permitiria a si mesma que um momento de raiva além do normal a transformasse em alguém que ela simplesmente não era, e nem gostaria de ser.

Ajoelhou-se na frente de Sininho, seu coração apertava e doía mais do que suas feridas. Os cortes em seu corpo iriam sarar, disso ela tinha certeza. Mas tinha sabia também que nem a duração da vida de todos que morreram por sua causa, seria o suficiente para amenizar o peso que a culpa fazia em seus ombros. A mão de Jhonn em seu ombro, de alguma forma, a lembrava disso.



Anexos:
Arsenal:

{Atlântis} / Tridente [Tridente grande. Inteiramente metálico, porém pintado de formas decorativas, fazendo com que pareça de coral, apesar de ser de bronze sagrado. Possui o alcance de uma lança longa, com 2m de comprimento, sendo que os últimos 40cm compõe seus braços. Diferente da lança, também pode ser usado em manobras de desarme, como ocorreria com uma alabarda, caso o semideus consiga enganchar a arma no oponente entre os dentes - tudo depende de sua habilidade e força, não sendo um poder inerente à arma.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Bronze sagrado][Recebimento: Presente de Reclamação de Poseidon]

Manoplas de Combate [Manopla metálica, cobrindo mãos e punhos até a metade do antebraço. Usada para complementar o poder protetor de armaduras que não a possuem, ou para potencializar ataques desarmados, causando dano impactante adicional aos socos. Atrapalha levemente o movimento manual - empunhar arma ou movimentar as mãos não são afetados normalmente, mas movimentos mais delicados, como utilizar ferramentas de reparo ou cura, como bisturis, são prejudicados. Possui cravos posicionados nas costas das mãos que provocam dano adicional, perfurante. Impossibilita o uso de soco inglês e armas com encaixes similares][Bronze sagrado][Sem nível mínimo][Sem elemento] [com cravos] [Comprado na Loja]

{Energy} / Anel [Anel de prata com um diamante azul incrustado, que sempre que a semideusa segurá-lo bem firme entre as mãos irá recuperar 10 HP/MP.] {Prata e diamante} (Nível Mínimo: 5)[Recebimento: Missão "Surprise", avaliada por Selene e atualizada por Ares]
Poderes e Habilidades:

Passivos

Perícia com Tridentes [Nível 01]: O filho de Poseidon consegue manusear perfeitamente um tridente, mesmo nunca tendo tocado em um.

Respiração Sub-Aquática [Nível 02]: O filho de Poseidon poderá respirar debaixo da água normalmente e por tempo indeterminado.

Agilidade [Nível 03]: Todas as vezes que estiver submerso em um local com grande quantidade de água – como lagos, rios e oceanos – o filho de Poseidon ficará mais ágil, ou seja, enquanto dentro da água outros seres são lentos, os filhos de Poseidon agem normalmente, seja qual for a ação.

Cura Aquática [Nível 04]: Ao ter contanto com água o filho de Poseidon é regenerado 20% de seu HP atual, mas a habilidade só é válida quando a água não é criada pelo mesmo.

Força Marinha [Nível 07]: Quando em contato com a água, a força do filho de Poseidon é aumenta duas vezes e quando o mesmo alcança um nível mais alto (16) a força é ampliada quatro vezes.

Tridente Manipulador I [Nível 10]: O filho de Poseidon usa o tridente como um controlador de água, mas não em grande quantidade.


Ativos

Água Curadora [Nível 02]: Os filhos de Poseidon serão capazes de curar 15 % do HP atual de outro ser. Uma água esverdeada se coloca em volta das mãos dos filhos do deus dos mares, a mesma fica um pouco fria e causa uma grande dor quando vai curar, mas vale a pena o resultado final.

Hidrocinese I [Nível 03]: Os filhos de Poseidon agora além de controlar a água, podem manipulá-la. Não em grande quantidade.

Criação de Água I [Nível 05]: Agora você poderá criar água, não em grande quantidade e sua energia será gasta, sem falar no cansaço físico. O gasto de energia é decidido pelo Narrador.
Korra W. Müller
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Re: ♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

Mensagem por Jhonn Stark em Sab 31 Out 2015, 17:47


Peter Pan

O desfecho final.



Os quatro se encontravam novamente na biblioteca, com o monitor no centro do círculo que formavam. A expressão em seu rosto era de plena seriedade, e ele parecia prestes a contar o desfecho final da história. Sorrindo para os aprendizes de maneira a confortá-los, ergueu o livro e preparou-se para ler as últimas páginas.

- A guerra marcou a vida dos garotos perdidos, de verdade. - Disse. - Mas não atingiu ninguém de maneira tão profunda quanto a Peter. Mesmo após a nova intervenção dos deuses, que notaram que a sanguinolência podia até mesmo adentrar aquele recanto que criaram para a paz e os retiraram da ilha, o garoto seguia com um vazio intenso em sua mente e em sua alma. Aquilo não traria sininho de volta. Nem as crianças mortas no massacre.

E prosseguiu com a história, contando que o jovem garoto havia sim conseguido seguir em frente. Peter cresceu, e encontrou para si uma família de verdade. O amor verdadeiro. Com a ajuda de alguns dos deuses mais bondosos, após alguns anos, havia tomado para si o orfanato que o acolhera anos antes, e havia resgatado muitas crianças tão perdidas quanto ele mesmo havia sido.

Decidiu então eternizar a história do que havia vivido, mas de uma maneira em que o mundo pudesse enxergá-la através de uma ótica diferente. Os garotos problemáticos foram transformados em alegres garotos perdidos, sem preocupações. Hook - que não mais havia sido visto após a sua derrota - virou o capitão de um navio cheio de piratas trapalhões, sempre querendo conquistar a terra do nunca e derrotar Peter Pan, um garoto que nunca quis crescer.

E aquela última parte... Era a absoluta verdade.

- A história nos ensina que nossos erros não podem ser apagados, e que sempre podem nos assombrar. - Falou o monitor. - Que a vingança é um veneno poderoso, a que se não deve dar uma oportunidade de se instalar. E aprendemos que, mesmo através de tragédias tão grandes, no fim, existe a possibilidade de se ir além do que se espera. De virar o jogo ao seu favor, e transformar as coisas ruins em coisas boas. Espero que vocês tenham aprendido algo com isso tudo, jovens... Pois nesse enorme mundo caindo aos pedaços, todos nós somos garotos perdidos.


Avaliação


Daeron B. Thergewyn:
Daeron, vamos lá. Seus textos foram realmente interessantes e seguiram a proposta, o que me deixou realmente animado. Alguns pontos da narração, como a discussão com Sininho e o acidente no orfanato realmente foram o tipo de momento: é isso que eu esperava. Nesse contexto, você está de parabéns. O que realmente não permitiu que eu lhe deixasse sair com um rendimento completo aqui foi: você acabou por deixar a revisão do texto de lado.

Em eventos desse tipo, com prazo relativamente curto e tumultos, eu até entendo. Ninguém realmente escapa do olhar do supremo destruidor de textos não revisados, e eu sou uma prova disso também. Algumas palavras ficaram com erros de digitação, alguns pontos fora do lugar... Mas apenas isso. Continue se esforçando e deixando seus narradores felizes, garoto de Éolo. Você vai bem longe se se atentar a esses detalhes.

Parciais

Primeiro turno: 50/50 (coerência); 24/25 (Coesão, estrutura e fluidez); 15/15 (Objetividade e adequação à proposta); 9/10 (Ortografia e organização).
Segundo turno: 50/50 (coerência); 24/25 (Coesão, estrutura e fluidez); 15/15 (Objetividade e adequação à proposta); 9/10 (Ortografia e organização).
Terceiro turno: 50/50 (coerência); 25/25 (Coesão, estrutura e fluidez); 15/15 (Objetividade e adequação à proposta); 10/10 (Ortografia e organização).
Quarto turno: 50/50 (coerência); 24/25 (Coesão, estrutura e fluidez); 15/15 (Objetividade e adequação à proposta); 8/10 (Ortografia e organização).

Total: 393Xp.
Descontos: - 88 HP; 28 MP.
Keanu Kunahaii:
Keanu... Olha, seu post não deixou a desejar, de verdade. Foi simples, atendeu o que foi pedido, e não me deu nenhum erro aparente para reclamar diretamente. A única coisa com a qual eu fiquei triste foi o fato de você não poder prosseguir com tudo, e tudo mais. Mas enfim.

No geral, não vou enrolar muito: sua narração é boa, filho de Poseidon. Dedique-se a ela, atente sempre para os pequenos detalhes... E espero sua presença nos próximos eventos. Parabéns.

Parciais

Primeiro turno: 50/50 (coerência); 25/25 (Coesão, estrutura e fluidez); 15/15 (Objetividade e adequação à proposta); 10/10 (Ortografia e organização).

Total: 100Xp.
Descontos: - 198 HP/MP.
Korra W. Müller:
Korra, o seu foi outro treino do tipo que me deixa feliz com as propostas que dou, por ver que elas são atendidas de uma forma surpreendente. Seus únicos problemas foram bem parecidos com os apresentados no treino do Daeron, sendo apenas erros ocasionais que provavelmente vieram devido ao prazo e a pressa.

Para vocês, a única palavra que eu tenho é revisão. Releiam o texto, e caso não se importem, falando o que escreveram - Sim, eu faço isso ocasionalmente -. Isso ajuda a detectar os intervalos, os erros de ortografia, e a melhorar a estrutura em geral. Para não prolongar muito isso, quero deixar meus parabéns por chegar longe, e por atender àquilo que eu esperava. Parabéns, filha de Poseidon.

Parciais

Primeiro turno: 50/50 (coerência); 25/25 (Coesão, estrutura e fluidez); 15/15 (Objetividade e adequação à proposta); 10/10 (Ortografia e organização).
Segundo turno: 50/50 (coerência); 25/25 (Coesão, estrutura e fluidez); 15/15 (Objetividade e adequação à proposta); 10/10 (Ortografia e organização).
Terceiro turno: 50/50 (coerência); 23/25 (Coesão, estrutura e fluidez); 15/15 (Objetividade e adequação à proposta); 9/10 (Ortografia e organização).
Quarto turno: -
Quinto turno: 50/50 (coerência); 24/25 (Coesão, estrutura e fluidez); 15/15 (Objetividade e adequação à proposta); 8/10 (Ortografia e organização).

Total: 394Xp.
Descontos: - 72 HP; 192 MP.
Frederick Marshell:
Bem, Frederick. Você foi outro da lista do "e se", mas não vou me estender nesse assunto: hora de falar do que você postou, não do que deixou de postar.

Seu turno foi simples e satisfatório, uma introdução boa e sem muitos empecilhos. Não pude notar a presença de nenhum erro que viesse a gerar um desconto de verdade, e por isso, seu rendimento também saiu inteiro. Assim como eu disse para o Keanu, estarei esperando sua presença nos próximos tempos e eventos por aqui, para poder ver mais do que vocês podem fazer. Mas no geral... Parabéns, garoto de Nyx.

Parciais

Primeiro turno: 50/50 (coerência); 25/25 (Coesão, estrutura e fluidez); 15/15 (Objetividade e adequação à proposta); 10/10 (Ortografia e organização).

Total: 100Xp.
Descontos: 268 HP/MP.

Adendo final:
A todos os participantes do treino, perdão pela certa negligência, orgulho pessoal, e tudo o que veio junto disso na vida como uma imensa bola de neve que fez essa avaliação demorar a sair. Eu poderia me estender o dia todo falando, me martirizando, mas não iria mudar o que acabou acontecendo. Tudo o que posso fazer, verdadeiramente, é dizer: minhas sinceras desculpas.

~Aguardando a atualização~

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Re: ♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

Mensagem por 117-ExStaff em Ter 10 Nov 2015, 22:47

Atualizado.
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Re: ♦ {Once Upon a Time} - Peter Pan

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