♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

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♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Nina A. Mutt em Sex 10 Jul 2015 - 18:20

Capítulo 1



Quando jurou que se livraria daquela merda de atividade, apareceram três curiosas. Rolou os olhos, visivelmente desapontada por ter de continuar aquele joguinho maldito, mas nada que a fizesse perder a pose ou coisa parecida, muito pelo contrário, vinho mênade corria no lugar de sangue, uma aura teatral envolvia sua presença, mesclando-se com as trevas e tornando tudo tão ironicamente convidativo, mas ao mesmo tempo, tão assustador.

- Comecemos então, vocês tem cinco segundos para falar seus nomes em voz alta. – fingiu ter no pulso um relógio, segurou um riso de escárnio fazendo a contagem. – 5, 4, 3, 2... Ah, gravem bem seus próprios nomes, eu mesma não faço questão de lembrar nenhum.

E como que acionadas pela última palavra, as trevas envolveram o grupo que escolhera a bastarda mais odiada do diabo, subiram-lhe pelas pernas como aranhas de longas patas, o toque gélido sugava a temperatura do corpo, os pelos dos corpos arrepiavam um por um, automaticamente os dentes rangiam, os calafrios causariam embrulhos no estômago e no ar o cheiro de enxofre puro tomou a respiração de cada uma, sufocando-as o suficiente para que o cérebro, desesperado e envenenado de adrenalina, ativasse as funções de defesa. Infelizmente isso tendia a causar alucinações, e quando se entra num turbilhão de sombras, vultos, fantasmas e monstros podem estar longe ou perto demais.

Era sempre divertido viagem das sombras.

x

- Acordem pestes. – Nina estava recostada numa cadeira, de pernas cruzadas, já não trajava mais a simplória fantasia de fada azul, mas um vestido longo de veludo, dum vermelho escuro que mais parecia sangue manchado sobre o corpo delgado da cadela. – Prestem atenção, Gepeto é o próximo.

Estavam numa espécie de convecção chique, uma enorme faixa sobre o palco falava sobre “grandes invenções para o futuro da humanidade”. O local era um teatro, adornado de forma detalhista, onde até mesmo o lustre de cristal parecia ter sido polido até a última peça. Os assentos eram confortáveis, alguns convidados até cochilavam e isso demonstrava o nível da apresentação, um porre só. Aliás, quanto aos outros “humanos” ao redor, era possível ver seu contorno, mas se tentassem encarar o rosto por muito tempo, veriam apenas uma espécie de sopa com olhos, nariz, boca e todo o resto boiando.

- Com licença, peço a atenção de todos.

Gepeto surgiu, um homem que arriscava entre os 50 ou 60 anos, nem por isso menos atraente. Os cabelos grisalhos estavam impecavelmente penteados para trás, o terno religiosamente passado com uma gravata borboleta simétrica, dava a entender que o espécime ali não era qualquer um.

- O que você tem a nos mostrar hoje, senhor Gepeto? – disse um gordo enfiado num terno não tão bonito quanto o do homem de pé, ele estava suado e tinha um aspecto que era impossível não se comparar com um porco pronto para o abate. Entretanto seus olhos traíam essa imagem de presa, brilhantes e maliciosos.
- Senhor Stromboli, aqui trago um protótipo. – ele se aproximou de uma mesa, repleta de botões coloridos e luzes, apertou um deles.

Do lado esquerdo do palco surgiu um troço, assim poderia se dizer daquele robozinho que rangia um pouco e parecia mais pesado do que aparentava, pois o lustre tremia um pouco a cada passo que ele dava.

- Um robô? – Stromboli abafou uma risada, tentando manter a falsa pose de juiz. – Ora bolas Gepeto, é o quinto desta noite, o que pretende com este aí? Fazer malabarismos?
- Isso e um pouco mais, minha proposta não é apenas um serviçal, uma arma ou coisa parecida, mas algo que se transforme no que o dono quiser. – bateu palmas duas vezes e seguiu com a apresentação, fazendo muitos acordarem e realmente darem importância aquela lenga-lenga científica, afinal não era todo dia que um robô amarrava o próprio avental e varria o cenário.

Entretanto algo aconteceu, um menininho invadiu o lugar gritando o nome de Gepeto, dizendo palavras desconexas que apenas uma pareceu fazer sentido para o homem: esposa. Apavorado, como se já soubesse de algo, parou tudo o que fazia, saltou do palco em cima da orquestra, ignorou machucados ou coisa parecida e sumiu junto com o moleque porta afora.

- E agora, comecemos. – Nina estalou os dedos e, de repente, as três viam-se separadas em distintas partes do cenário anteriormente citado. – Vão atrás dele, por agora é cada uma por si.

Nina A. Mutt:

Armas:

♦ {Amartía} / Espada [Espada de 90cm, feita de bronze sagrado. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, o mesmo tipo usado em sua bainha. No nível 20 transforma-se em um anel de caveira] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades] (Polegar esquerdo)

♦ {Bundy}/ Anel [Anel de caveira que absorve a energia vital das almas dos oponentes mortos, armazenando-as. As almas guardadas podem ser usadas como um combustível na forma de um "buff", ampliando o poder de ataque do semideus em 10% por 3 turnos a cada alma utilizada. A alma utilizada segue ao submundo após isso. Esse efeito pode ser usado apenas 2x por missão. Adicionalmente, 1 vez por missão o filho de Hades pode gastar uma alma coletada para recuperar 10% de sua HP e MP.] [Almas coletadas: 18] {Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades] (Anelar direito)

♦ {Jack} / Capa [Capa feita de escuridão, lã negra e fios de obsidiana. Com uma magia muito parecida com a do elmo de Hades, a capa faz com que o semideus fique invisível em meio as sombras, mas não modifica o odor do semideus, não diminui o barulho de suas ações ou modifica a estrutura corporal do semideus. A capa pode ser usada em partes do copo ou no corpo inteiro, mas ao passar por um foco de luz a camuflagem passa a ser inútil. Ao usar essa capa apenas como um acessório de vestimenta, mesmo estando sobre a luz ela concede um aumento de 10% na potência dos poderes referente ao medo que o semideus usar.] {Lã}(Nível mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades](Presa junto à saia do vestido, dando um contraste mais sombrio)

♦ {Rei} / Isqueiro [Este isqueiro foi dado pelo próprio Tânatos para a filha de Hades e em nada se diferencia de um comum, exceto pelo fato de possuir fluído infinito. Ele é feito de metal e sua cor é prateada, com o desenho da cabeça de um cervo de longos chifres entalhado na carapaça.] [Aço] [Nível mínimo: 1] [Sem elementos] [Recebimento: recompensa pela DIY "O fogo, a terra e os ossos", avaliado por Atena e atualizado por Poseidon] (Dentro do decote)

♦ Braçadeira felina [Braçadeira na forma de uma tira de couro, adornada com a juba leonina de cor castanho avermelhada. Quando ativada fornece uma leve proteção, que lembra um pouco a habilidade fornecida pelo Leão de Neméia, aumentando a resistência do portador a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: Couro e pelo de leão) [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"] (Braço esquerdo)

♦ Cantil Mágico [Cantil atribuído com a benção de Dionísio; contém vinho inacabável e recupera 10HP/EN por missão] [Presente de Dionísio]
(Na cintura, amarrado)

Informações


  • Aviso de antemão, a cidade e o tempo não importam de fato, está perdido entre o futuro, o passado, o presente ou o nada.
  • Clima: 17º Celsius; Céu noturno e nublado;
  • Horário: Passa das 22h00min.
  • Armas, pets, poderes em spoiler. Não coloquem “considerar até tal nível”, eu sou preguiçosa demais para abrir a conta de vocês e ver a porra do nível, quebrem meu galho, obrigada.
  • Templantes legíveis, texto revisado (tenho pavor de erros grotescos) e tudo bem organizado, brocha demais ler uma sopa de letrinhas vomitada.
  • O prazo é de cinco dias e este treino está aberto apenas à Mariana, Sophie e Violet, que escolheram o conto do Pinóquio.
  • Staff também poderá postar, mas não sem antes me dar um aviso prévio.


Obrigatórios


  • Então queridas, prestem atenção aos detalhes, a tudo que eu citar mesmo que por cima, uma pedrinha de nada da rua pode virar um puta terremoto.
  • Narrem algo coerente com o que lhes foi dado, enfatizando sentimentos, percepções, teorias, ideias ou qualquer coisa abstrata, eu não sou adivinha e vocês não são robozinhas.
  • A partir do ponto de fuga do Gepeto, vocês devem segui-lo, não se preocupem em serem vistas ou não, por enquanto isso não é relevante.
  • No final de uma rua há uma confusão, um acidente entre um carro e uma charrete, há sangue por todos os lados e o fedor de morte toma conta. Descrevam isso.
  • A esposa de Gepeto está no acidente, suas feridas são severas e está com hemorragia, além de tudo está grávida. Seu primeiro objetivo é fazer todo o possível para ajudá-la enquanto a ambulância não chega.
  • Quando a ambulância chegar, encaminhem-se ao hospital. Encerrem o post com a notícia: a mulher não aguentou e morreu junto com o bebê.

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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Violet Young em Ter 14 Jul 2015 - 17:36

Capítulo Um- Pinóquio
And they lived happily ever after ... or not
Sempre fora muito atraída pelas trevas. Não sabia dizer ao certo se por minha afiliação divina, ou não.  Portanto, a aura emitida pela filha do Mundo Inferior era, para mim, extremamente fascinante. Sendo que esse era também um dos motivos pelo qual escolhi a garota que me intrigava, ao mesmo que me divertia. Definitivamente, filhos de Hades eram bem exóticos, como eu gostava.

Poderia ser inegável o perigo que a aura emanava, mas era irresistível. Tanto que só prestei atenção nas garotas ao meu lado algum tempo depois, suspirando pesadamente ao analisa-las, sem deixar o sorriso malicioso de lado.

Nem tive como prestar atenção no “teatro” de Nina, visto que logo as sombras engrossaram mais ao meu redor e me envolveram por inteiro. Estaria mentindo se dissesse que não gostava, por isso nem resisti. Sentia em meus ossos seu aperto gélido, ao enlaçar-me, os calafrios que percorriam minha espinha, me arrepiando por inteira, e os embrulhos causados em meu estômago.

Antes que notasse, já não era envolvida pelas sombras. Eu era parte das sombras.

**


Ainda podia escutar os murmúrios das almas atormentadas, quando meus olhos se abriram lentamente, ao som da voz da monitora de Hades. Minha visão estava meio turva e uma náusea intensa me tomava. Para “melhorar”, minha mente ainda girava, por estava confusa e nublada, devido à recente mudança de cenário. Talvez viajar nas sombras não fosse tão bom assim, afinal. Mesmo que me parecesse muito convidativo.

A monitora estava sentada em um dos confortáveis assentos e usava um diferente vestido longo de cor vermelha, bem escuro. No entanto, isso não era o mais fascinante da composição. O cenário era um teatro muito bem adornado, bastante detalhista, e chique, onde havia até mesmo um imponente lustre. Ao avaliar melhor, notei que estava em algum tipo de convenção chique, como o próprio palco parecia anunciar.

-Que droga é essa? – perguntei, para ninguém em especial. Era apenas a verbalização da indignação que me tomava.

Como se respondesse à minha pergunta, um homem mais velho surgiu, com os cabelos grisalhos ajeitados em um elegante penteado. Ele se encontrava muito bem arrumado em seu terno tradicional, mas bonito, que indicava sua alta classe social. Reconheci-o imediatamente como Gepeto, o suposto inventor.

Observei em silêncio um homem, bem gordo, se levantar e questionar o inventor. O senhor estava tão suado que parecia uma presa encurralada pelo predador, mesmo que seus olhos ironicamente demonstrassem o contrário. Se não fosse por minha curiosidade no conflito, estaria completamente entediada, como a maioria dos outros presentes.

Devo confessar, fiquei um pouco surpresa ao ver um robozinho surgir do outro lado do palco; assim que Gepeto apertou alguns botões. Surpresa que se transformou em tédio, através da demonstração do protótipo. Apesar de ser bastante incomum para época, não era nada que me interessasse. De fato, se o objetivo era matar de tédio, estavam indo muito bem.

Felizmente, tudo foi interrompido por um garotinho, que entrou correndo pela sala. Ele gritava palavras sem sentido nenhum. Das quais, só consegui distinguir a palavra esposa. Aparentemente, Gepeto também, pois ele saiu assustado, preocupado e desnorteado. Provavelmente, porque já soubesse o que aquilo significava.

A voz de Nina, alta e clara, soou. Junto dela, um estalo de dedos e novamente fui envolvida pelas sombras.  Elas me guiaram a um canto da sala, distante das demais semideusas, próximo à saída. Sem ter que pensar muito, movida pela curiosidade e interesse por diversão, encaminhe-me na mesma direção seguida por Gepeto. A multidão que ocupava o salão ainda estava chocada demais para se mover. Portanto, não tive dificuldade em sair correndo pelas ruas, atrás do homem grisalho.

Assim que entrei no final de uma rua, a mesma onde o homem parou, encoste-me junto as construções do lugar e mesclei-me às sombras dessas, para esgueirar-me contra a multidão. Precisava chegar depressa ao ponto central daquela confusão.

Após muitos empurrões, cotoveladas e olhares assustados dirigidos a mim, pude ver um acidente terrível entre um carro e uma charrete. A charrete encontrava-se alguns metros adiante, totalmente devastada. Estava praticamente irreconhecível, com suas partes espalhadas por todos os lados. Até mesmo os pobres cavalos estavam estirados no chão. Por outro lado, o carro estava virado de lado e um “rio” de sangue, ainda fresco, corria pelo chão. Tudo o que conseguia ver era sangue. E a morte marcava presença em todo o lugar. Era até mesmo tangível o cheiro da morte. Isso podia enojar a muitos, mas só me instigava mais.

Jogada perto dali, estava uma mulher. Os cabelos longos tapavam a maior parte do rosto, mas seu corpo estava coberto de feridas por todos os lados. Assim como sua cabeça, que apresentava um ferimento grave. Sangue jorrava de todas as feridas, como água de um rio. Aproximei–me mais, a fim de analisar o ocorrido. Não havia temor em mim, apenas estupefação. De perto, o estado dela era ainda pior, pois as feridas pareciam mais profundas.

Seus olhos estavam fechados e sua pulsação se encontrava lenta. A respiração era difícil e fraca. Com um susto, noto a saliência que há na barriga da mulher. Imediatamente, uma onda de pena se abateu sobre mim. Afinal, talvez ainda existisse alguma pequena parte boa e altruísta em mim. Essa que não demorou a agir. Ajoelhei-me ao lado da mulher e tirei os cabelos que lhe cobriam o rosto com o todo o cuidado. O inventor ao meu lado, estava estático, tomado pelo choque e também pela total impotência.

Ela estava deitada de lado, então, com delicados movimentos, a deitei devidamente no chão. Cortei um pedaço de minha blusa e fiz um torniquete no foco principal da hemorragia, a lateral de seu abdômen. Mesmo assim, não parecia muito efetivo.

Graças aos deuses, não demorou muito para que a ambulância chegasse e levasse o corpo. Segui apressadamente para o hospital, com o coração meio assolado pela preocupação. Tentava não me importar, mas era impossível.

O hospital tinha uma aparência igual a qualquer outro que eu conhecia, mas estava especialmente turbulento.Desta forma, caminhei até a recepcionista, a fim de perguntar sobre a mulher. Gepeto andava de um lado para o outro, nervoso e cheio de pesar, como indicavam seus olhos vermelhos. Sem demora, um homem alto de jaleco, saiu de uma porta dupla.

-Sinto muito, – O médico fitou o chão e suspirou pesadamente- mas a mulher que procuras, morreu. E junto dela o seu bebê.

Adendos {♠}:
Armas Levadas:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

♦ {Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate]

♦ {Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]

♦ Nature / Pergaminho [Pedaço de pergaminho verde com propriedades mágicas de leve controle sobre a terra. Durante uma única ocasião, o usuário poderá fazer uma videira crescer a partir de terreno fértil - pavimento e concreto barrarão o desabrochar -, que irá liberar um pólen que paira no ar e recupera 30 de MP de até três pessoas em um raio de 2 metros. Para usá-lo, deve-se lê-lo, gastando uma ação de movimento. Não difere inimigo de amigo, sendo retirado do arsenal após o uso. O pólen continua no ar após a ativação por 1 turno, mas perde o efeito ao atingir os 3 alvos mais próximos (sem curar continuamente)] {Papel} (Nível Mínimo: 3) {Leve controle sobre a terra} [Missão OP: "Searching for Magic", avaliada e elaborada por Hipnos, att por Poseidon]

☩ Secterium [Um pigente de bronze forjado por Kimmie e abençoado por Afrodite, como forma de agradecimento. O pingente tem forma de pentagrama, para homenagear a descendência de Hécate da dona original. Com cinco centímetros de diâmetro, o símbolo da magia, uma vez por missão, é capaz de ser ativado pela portadora e brilhar intensamente em uma cor madrepérola. Com isso, o pingente amplificar o poderio das magias de Violet em 10%, durante dois turnos seguidos. Todavia, a amplificação só é válida se forem utilizados poderes ativos relacionados à deusa da magia, caso contrário a dona gastará o efeito do pingente em vão. A palavra final é do narrador - isto é, se a magia foi efetiva ou não.] {Bronze e Magia} (Nível mínimo: 10) {Leve controle sobre a Magia} [Recebimento: missão "Drama Queen", avaliada por Tânatos e atualizada por Ares]

Gládio de bronze sagrado [Semelhante a espada curta, porém esta tem a lâmina mais larga na base e maior no comprimento, medindo cerca de 80cm. Devido ao pouco peso, é empunhada com uma única mão, deixando a outra livre para utilizar escudos ou outros itens. O cabo é de madeira simples.][Bronze sagrado e madeira][Sem nível mínimo, sem elementos]

Braçadeira equina [Braçadeira feita de crina e couro de equiceph trançados. Ao ser ativada fornece ao semideus sentido sísmico em um raio de 15m. Isso permite que note a movimentação ao seu redor e no subsolo, desde que conectado ao solo - e os alvos idem. Não permite identificar o tipo específico de criatura, apenas tamanho aproximado (pequeno, médio, grande, etc) e localização aproximada dentro da área. O efeito funciona por 3 turnos, 1 vez por evento. (nível mínimo: 07) {Material: couro e pelo de equiceph} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]~no antebraço direito

Elixir da Vida (titânico): Recupera 100HP.
Elixir da Energia (titânico): Recupera 100EP.

☩ Bombet [Violet foi agraciada por um conjunto de peças de xadrez que aparentemente são apenas objetos para se jogar um jogo de tabuleiro. Todavia, o conjunto de peças foram encantados na Antiguidade pela própria deusa Hécate, a fim de que nunca terminem. Além disso, em sua principal propriedade mágica, cada uma das pecinhas atua como um explosivo que, ao serem atirados e consequentemente serem impactados com uma superfície, liberam uma pequena quantidade de luz suficiente para atrapalhar temporariamente um semideus mais fraco] [Material: Desconhecido] [Nenhum Elemento] [Nível Mínimo: 15] {Recebimento: missão "Chess", por Tânatos e atualizada por Asclépio]

— {Anakin} / Besta de repetição [Semelhante a uma besta pesada, mas dispara até 5 dardos antes de precisar ser recarregada novamente, tornando-a mais veloz que um arco. Exige o uso das duas mãos e, devido à posição necessaria para seu uso, nenhum tipo de escudo pode ser utilizado em conjunto. Após o término da munição, requer uma rodada para ser carregada.Seu alcance chega a 40m,com a eficácia caindo acima disso, podendo chegar no máximo a 60m, mas com chances de acerto, força e estabilidade de tiro bem menores, reduzindo muito seus efeitos. Seu impacto é superior ao de um arco longo composto, causando mais dano. Não requer tanta habilidade, sem tanta dificuldade de uso além da força requerida devido ao seu tamanho e de certa agilidade na recarga. Pode disparar até 2 virotes por vez][Madeira reforçada, bronze e ferro. Nível mínimo: 3. Sem elementos]

— {Amidala} / Virotes de besta pesada ou de repetição [Estes virotes são mais curtos que flechas, e mais maciços, com um formato cilíndrico mais denso e ponta mais avantajada em peso. Mais resistentes do que flechas, e mais pesados, mas por isso mesmo de alcance menor. Mais pesados que virotes de besta leve, e maiores, não podem ser usados com armas de tipo diferente do descrito na nomenclatura. Não acompanha estojo.][Madeira e bronze sagrado][Sem elemento, sem nível mínimo] [25 virotes]

Estojo de virotes [Bolsa de couro em formato quadrado, tipo carteiro, diferente da aljava é preferencialmente utilizado na cintura. Leve, suas dimensões são de 25cm x 25 cm x 10 cm, podendo ser utilizada para carregar um conjunto de virotes leves ou pesados, e um de bestas de mão, ou um outro item pequeno, dentro das dimensões (mas não tudo junto), mas dificilmente suportaria armas ou itens mal acomodados, por sua resistência.][Couro comum][Sem elemento, sem nível mínimo]
Poderes Utilizados:
Passivos:
♠Lvl 4 - Olhos noturnos: Hécate é uma deusa associada à noite. Seus filhos ganham visão na penumbra e escuridão, podendo ver normalmente nessas condições, exceto na escuridão mágica.

♠Lvl 5 – Força Sombria: No escuro e na noite, você fica mais forte e ágil.

♠Lvl 6 - Livros de bolso: Qualquer livro que você queira carregar diminuem de tamanho e passam a caber perfeitamente no seu bolso.

♠Lvl 21 - Sedução das sombras: Hécate é uma deusa ligada à noite, por isso seus filhos ganham bençãos adicionais nesse período, ficando mais belos que o normal.
Ativos:
Nenhum
Thanks Panda
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Mariana A. Lima em Ter 14 Jul 2015 - 19:06


Mentiras.


❝A MENTIRA
É UMA VERDADE
QUE NUNCA ACONTECEU❞



Tecnicamente, me aproximar de pessoas que mal conheço pra ver o que diabos estava acontecendo não era do meu feitio. Afinal, a pessoa que vos fala é, com estranhos, mais tímida que sei lá mais o que. Porém, aquela situação toda estava tão esquisita que, apesar de ter escutado a explicação, pouco entendi. Por isso me aproximei de quem deu pra me aproximar, no caso, uma moça que parecia mais velha que eu e que tinha um ar de gótica, embora vestisse uma fantasia de fada azul bem chamativa.

"Bafo de cigarro, mereço!", pensei, após chegar perto da jovem de cabelos negros.

Antes, porém, que eu pudesse fazer alguma pergunta, a garota começou a fazer uma contagem regressiva. Enquanto eu ficava com uma cara de tacho que poderia ser uma expressão de um comediante mudo — por mais que ninguém daquele grupinho parecesse notar —, as sombras ao redor da semideusa começaram a se expandir e chegar por trás de cada um dos membros inferiores das outras semideusas que ali estavam — e eu não notei isso. Ao final da fala da gótica, a escuridão começou a subir pelas minhas pernas e, por mais que eu quisesse fugir, parecia que estava presa no lugar.

— Ei! — tentei dizer, já com as sombras na região do abdôme — O que está...

Meu estômago embrulhou assim que as trevas finalmente me engolfaram por inteiro. A falta de ar e o desespero me fizeram debater, mesmo parecendo que eu não estava fazendo isso. A situação parecia cada vez mais aterrorizante e, por um instante, me lembrei do porquê tinha tanto medo do escuro. Algo começou a me dizer que aquele era o fim, que não havia nada mais e que nunca iria ver o final de One Piece, muito menos assistir os filmes das super heroínas no cinema.

Muito menos iria lançar meu livro.

Foi então que ouvi uma voz lá no fundo do meu ser. Algo que parecia muito com a voz estridente da gótica que tinha feito aquilo. Então, uma luz e, aos poucos, ouvia com mais intensidade aquela fala. Seria minha saída daquele mundo de escuridão? Ou seria o paraíso?

"Acordem, pestes!"

Bela frase pra ser o paraíso, viu?

Quando eu acordei, ainda desnorteada por tudo o que houve, encarei a gótica que agora estava dando uma de femme fatale. Fiz uma leve careta e imitei a garota, gesticulando com os dedos para as outras duas semideusas, antes que meu corpo mostrasse os sinais de enjoo que tinha quando fazia toda e qualquer viagem que não fosse a pé. Após isso, joguei minha cabeça para o lado e vomitei tudo o que tinha comido naquele dia.

Como eu amo viagens! Nossa, ô coisa linda, viu?

Ao levantar a cabeça, olhei para uma faixa no palco e li o que significava, embora demorasse um pouco mais nas letras por minha língua natal não ser o inglês, mas sim o português. Pelo visto, era algum tipo de apresentação de inventos para revolucionar a vida dos humanos. Meu estômago ainda estava meio mal por causa da viagem, então foi um pouco complicado prestar atenção no que o coroa bonitão — que fazia o tipo de minha mãe, por sinal — estava falando. Revirei os olhos, enquanto relaxava no encosto da cadeira e fechava os olhos, ouvindo o cara e, ao mesmo tempo, tentando dormir.

Então passou-se algum tempo até que a voz do coroão parou de soar. Enquanto internamente agradecia por parecer ser o intervalo entre apresentações, algo dentro de mim — vulgo, dona experiência de semideusa adquirida — me dizia que tinha alguma coisa errada. Ignorei por alguns momentos, até ouviu um barulho de instrumentos caindo ao chão e de pessoas reclamando. Acordei assustada, quase com a bunda pra fora da cadeira, e olhei para as outras garotas.

— O que eu perdi? — perguntei, embora ninguém tenha me respondido.

A gótica nos dispensou, me deixando sem muita explicação do que tinha acontecido. Pretendendo dormir, só fui perceber que não estava mais na plateia quando não encontrei o encosto da cadeira que deveria estar sentada. As duas garotas já tinham saído do lugar, então não me restava muita alternativa senão seguir uma delas. Por sorte, consegui detectar uma aura mágica e, com aquela informação em mãos, a segui, correndo pelas ruas e sem exatamente saber o que fazer.

Então, avistei uma das garotas de meu grupo à frente e uma pequena multidão mais à frente ainda. Corri, indo em direção à multidão, e me esgueirei por entre as pessoas — mentalizando agradecimentos a quem me deu meus genes, já que sempre fui bastante magra e isso estava me ajudando naquela hora. Foi então que eu vi, em meio a cabeças de gente gigante, um corpo no chão. Isso me fez passar pela multidão mais rápido, já que ela estava em uma situação muito crítica e eu queria ajudá-la, e encontrar as duas semideusas já perto da moça.

Vendo o torniquete improvisado na lateral da moça, corri para perto da jovem e comecei a ajustar o torniquete e limpar os outros ferimentos dela. Verifiquei a pressão e a temperatura da jovem que parecia prestes a ter uma parada. Com a adaga que tinha recebido de reclamação de minha mãe, cortei vários pedaços de pano da roupa da mulher e ajustei-os de tal forma que aquele ferimento maior tivesse mais chance de ser estancado. Porém, quando continuaria a tentar prestar os primeiros socorros, a ambulância chegou no local. Afastada pelos socorristas, vi a mulher sendo atendida e levada para o hospital.

— Eu posso ajudar! — gritava, mas não era ouvida e ainda era segurada por alguns homens.

Com raiva, me desvencilhei daqueles que me seguravam e segui a ambulância até o hospital mais próximo. Quando cheguei no lugar, vi a maca com a jovem grávida entrar em uma área proibida e, depois de ser impedida de entrar pelos enfermeiros, mesmo dizendo que eu podia ajudar e tinha conhecimentos para isso, vi o coroão chegar no saguão.

Foram alguns minutos de espera. Frustrada e angustiada, já que estava tendo uma certa empatia com aquele homem, andava de um lado a outro, esperando que acontecesse algo. Que tivessem conseguido salvar a moça. Porém, como eu já disse que minha sorte era uma bosta em outros textos, ela mais uma vez não me decepcionou.

Dessa forma, vi aquele senhor desabar no chão. Uma lágrima desceu de seu rosto.

E uma lágrima desceu do meu.

Coisas:

Armas

{Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate] (Na cintura)

{Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]  (Na mão.)

♠ Directions/ Bússola [A bússola possui uma coloração prateada, que brilha levemente. Essa parece com uma outra qualquer, e funciona como uma em horas normais, mas, quando Mariana estiver perto da presença de algum monstro, o objeto começará a vibrar e ficará quente.] {Prata} (Nível mínimo: 5) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão "A Nova Amiga", avaliada por Selene e att por ~Eos] (No bolso)

— Bolsa de Componentes Mágicos / Bolsa (Nela são guardados desde objetos para preparo de poções até bisturis e utensílios médicos [ela possui espaço infinito para tais coisas e somente para tais coisas; também aparece e desaparece, dependendo exclusivamente da necessidade do semideus]) {Couro} (Nívem mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento)[Presente de Curandeiro] (Pendurada no ombro)

— Colar do Serpentário / Colar (o formato e o estilo da confecção lembram uma serpente dourada; nunca pode ser perdido, vendido ou retirado a força, pois identifica os curandeiros e, portanto, não é considerado um item nas contagens para missões, eventos e tramas, embora ainda seja preciso citá-lo) (seu efeito principal é o de, quando retirado do pescoço, se transformar em um dos itens a seguir: uma réplica quase totalmente semelhante do Bordão de Asclépio (ou seja, uma espécime de bastão rústico e fino envolvido por uma serpente de escamas feitas de prata envenenada que podem ser tão afiadas quanto uma espada, possuindo o mesmo potencial de corte de uma arma laminada; ele se adapta completamente ao tamanho e porte físico do usuário). {Prata, madeira e veneno} (Nível mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento) [Presente de Curandeiro] (No pescoço)

❖ {Antidote} / Colar [O colar feito na enfermaria é composto de um pequeno frasco como pingente, preso a uma corrente fina de bronze. Ele tem forma de prisma e contém no interior um líquido cor-de-rosa, capaz de aumentar as habilidades físicas de Mariana (velocidade, esquiva, força, etc) em 10% quando ingerido. Só pode ser utilizado uma vez por evento/missão, com duração de um turno. Após esvaziado, o pequeno frasco leva 24 horas para encher-se magicamente de novo.] {Bronze, Vidro e Poção} (Nível mínimo: 10) {Elemento: Habilidades Físicas} [Recompensa pela missão "Poison", avaliada por Lady Psiquê e atualizada por Odisseu.] (No pescoço)

Poderes Passivos:

Conhecimento médico (Nível 1)
Os aprendizes de Asclépio são especialistas em artes da medicina (inclusive suas ramificações e especialidades), possuindo um conhecimento equivalente ao de um estudante de medicina em faculdade de ensino relevante. Assim, eles são os únicos que podem abrir enfermarias no Acampamento Meio-Sangue, passar prescrições médicas, interpretar receitas de efeito curativo e diagnosticar algum problema de saúde, além de ministrar primeiros socorros básicos, em ferimentos leves e superficiais. É necessário ressaltar que, como um estudante, ele apenas possui o conhecimento básico, então ainda necessita de prática e poderá errar inicialmente. Adicionalmente, podem lidar com equipamentos médicos, desde um estetoscópio até um bisturi: qualquer que seja o instrumento médico, o aprendiz de Asclépio saberá utilizá-lo com perfeição, intuindo sua serventia. Não identifica substâncias, apenas itens. A utilização dos instrumentos deve ser interpretada e, se for usada de forma errônea, ignorada. No caso de bisturis e itens que podem ser utilizados em combate, a perícia engloba apenas o uso cirúrgico-medicinal.[Modificado, englobando Perícia com Equipamentos médicos]

Lvl 2 -Sentir magia: Consegue detectar auras mágicas por perto. Dependendo do lvl, a habilidade aumenta, podendo então definir a natureza da aura e o poder do objeto ou criatura encantados. NEW

Conhecimento anatômico (Humanóides)(Nível 9)
Qualquer curandeiro tem grande conhecimento sobre a anatomia do corpo humano e por isso, eles sabem com perfeição qual é o melhor local para inserir uma injeção ou medicamento para que haja mais efeito no mesmo, como também sabe os locais exatos para acertar durante um golpe para causar mais dano. Isso faz com que seus golpes tenham um dano adicional de 10% em um ataque planejado - um contra-golpe instintivo não se beneficiaria pois não teria a intenção de atingir um ponto específico. Válido para humanos e seres com anatomia semelhante. [Modificado]
Mariana está frustrada e triste. Palavras não definem a complexidade de sentimentos que passam em sua cabeça agora.
Mariana A. Lima
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Nina A. Mutt em Qui 16 Jul 2015 - 4:29

Capítulo 2



O céu, como se tivesse sido afetado pela tristeza do primeiro ato, rasgou-se numa chuva grossa, densa e gélida, onde ventos violentos açoitavam os velhos carvalhos da antiga avenida, o ar tinha o cheiro característico de madeira morta e úmida. Um lapso temporal envolveu as três garotas, que deveriam estar cansadas desta merda de fluxo de sombras, mas infelizmente é um truque necessário para entendermos em real extensão os acontecimentos aqui narrados. Entretanto antes que elas se dessem conta da raiva, notaram-se num cemitério, onde sobre uma das lápides estava Gepeto, chorando em plenos pulmões, soluçando e ignorando completamente a tempestade sobre sua cabeça. Se um dia algum artista resolvesse capturar toda a tristeza do mundo numa única imagem, seria aquele senhor de meia idade, de vestes caras e amassadas, sussurrando dores que o vento não ouviria e nem mais ninguém ali presente. Tudo era um vazio sem tamanho, sem precedentes, Gepeto tornou-se oco.

Como um boneco de madeira sem coração.

Se as três prestassem atenção, estariam sozinhas com Nina, que segurava um grande guarda-chuva negro que as mantinham bem protegidas e secas, as outras não estavam no campo de visão, mostrando o total controle dimensional que a canídea tinha naquele conto. Entretanto, falando na vadia, esta encontrava-se num silêncio sepulcral, em respeito aos mortos e aos fantasmas que os rondavam, mas especialmente a Gepeto, se havia algo que ela entendia muito bem era o sentimento de perda, de vazio, de solidão... De morte.

- E todo primeiro ato se encerra com três mortes. – comentou, ignorando qualquer coisa da parte da garota que estava ao lado. – Onde apenas duas encontram a paz.

Como que acionado pela palavra, o homem se ergueu, limpou o rosto em vão com o próprio fraque encharcado e o deixou antes de partir até sua casa, ironicamente era possível vê-la no topo da colina, era a única com luz acesa naquela cidade estranhamente deserta. Ao longe o rádio do coveiro tocava uma música tão triste, que arrepiou até mesmo a cachorra que se colocou a andar vagarosamente atrás do homem que disparava, escorregando na sujeira das ruas.

- A partir deste instante, o relógio está correndo. – com uma das mãos livres pegou o cigarro dentro do decote, juntamente com o isqueiro. Usando uma maestria de poucos, acendeu o cilindro tóxico e soprou contra o vento, que trouxe a fumaça toda para sua face. – A loucura vem faminta em forma de uma enorme baleia negra e Gepeto está descendo goela abaixo.

Segurou o Marlboro com os lábios e tocou no ombro da garota ao lado, uma energia estranha subiu pelo corpo das moças, que sentiram no peito um calor confortável em forma de estrelinha.

- Como a fada azul, faço de vocês três o irritante grilo falante da história. – a chuva parava aos poucos e Nina recolhia o guarda-chuva antes de tragar. – Só tomem cuidado para não serem vistas, senão a baleia não vai ter nenhuma piedade em engoli-las.

Piscou maliciosa e seguiu andando entre as lápides até desaparecer por completo devido a capa que usou de capuz para se proteger do frio causticante que desceu na cidade.

Agora as filhotinhas deveriam se mostrar capazes, não apenas de lidar com um louco, mas também com suas próprias insanidades.


Nina A. Mutt:

Armas:

♦ {Amartía} / Espada [Espada de 90cm, feita de bronze sagrado. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, o mesmo tipo usado em sua bainha. No nível 20 transforma-se em um anel de caveira] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades] (Polegar esquerdo)

♦ {Bundy}/ Anel [Anel de caveira que absorve a energia vital das almas dos oponentes mortos, armazenando-as. As almas guardadas podem ser usadas como um combustível na forma de um "buff", ampliando o poder de ataque do semideus em 10% por 3 turnos a cada alma utilizada. A alma utilizada segue ao submundo após isso. Esse efeito pode ser usado apenas 2x por missão. Adicionalmente, 1 vez por missão o filho de Hades pode gastar uma alma coletada para recuperar 10% de sua HP e MP.] [Almas coletadas: 18] {Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades] (Anelar direito)

♦ {Jack} / Capa [Capa feita de escuridão, lã negra e fios de obsidiana. Com uma magia muito parecida com a do elmo de Hades, a capa faz com que o semideus fique invisível em meio as sombras, mas não modifica o odor do semideus, não diminui o barulho de suas ações ou modifica a estrutura corporal do semideus. A capa pode ser usada em partes do copo ou no corpo inteiro, mas ao passar por um foco de luz a camuflagem passa a ser inútil. Ao usar essa capa apenas como um acessório de vestimenta, mesmo estando sobre a luz ela concede um aumento de 10% na potência dos poderes referente ao medo que o semideus usar.] {Lã}(Nível mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades](Presa junto à saia do vestido, dando um contraste mais sombrio)

♦ {Rei} / Isqueiro [Este isqueiro foi dado pelo próprio Tânatos para a filha de Hades e em nada se diferencia de um comum, exceto pelo fato de possuir fluído infinito. Ele é feito de metal e sua cor é prateada, com o desenho da cabeça de um cervo de longos chifres entalhado na carapaça.] [Aço] [Nível mínimo: 1] [Sem elementos] [Recebimento: recompensa pela DIY "O fogo, a terra e os ossos", avaliado por Atena e atualizado por Poseidon] (Dentro do decote)

♦ Braçadeira felina [Braçadeira na forma de uma tira de couro, adornada com a juba leonina de cor castanho avermelhada. Quando ativada fornece uma leve proteção, que lembra um pouco a habilidade fornecida pelo Leão de Neméia, aumentando a resistência do portador a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: Couro e pelo de leão) [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"] (Braço esquerdo)

♦ Cantil Mágico [Cantil atribuído com a benção de Dionísio; contém vinho inacabável e recupera 10HP/EN por missão] [Presente de Dionísio]
(Na cintura, amarrado)

Informações


  • Aviso de antemão, a cidade e o tempo não importam de fato, está perdido entre o futuro, o passado, o presente ou o nada.
  • Clima: 10º Celsius; Céu noturno e névoa ainda fina.
  • Horário: Passa das 22h00min.
  • Armas, pets, poderes em spoiler. Não coloquem “considerar até tal nível”, eu sou preguiçosa demais para abrir a conta de vocês e ver a porra do nível, quebrem meu galho, obrigada.
  • Templantes legíveis, texto revisado (tenho pavor de erros grotescos) e tudo bem organizado, brocha demais ler uma sopa de letrinhas vomitada.
  • O prazo é de cinco dias e este treino está aberto apenas à Mariana, Sophie e Violet, que escolheram o conto do Pinóquio.
  • Staff também poderá postar, mas não sem antes me dar um aviso prévio.


Obrigatórios


  • Lembro a todas que apesar dos grupos o treino é individual, suas emoções, ações, pensamentos e falas de modo isolado estão sendo categoricamente analisadas.
  • Siga até a casa e ouça os ruídos de uma oficina a todo vapor, espiem pela janela um inventor doente em ação, nesse momento vocês não devem interromper, apenas narrar o que conseguem enxergar.
  • O sol nasce, as luzes aos poucos se acendem, de repente um apagão seguido de um clarão cegante vindo de dentro da casa. Gepeto saltita e comemora, abraçado a um robô parecido com que apresentara na convenção.
  • Este é Pinóquio, sim ele é feito de aço e parece mais real do que um androide realmente deveria. Gepeto está feliz, achando ter feito um milagre da vida, deixa o pequeno na sala e vai dormir. Neste momento vocês entram na casa e dão suas impressões de Pinóquio.


Nina A. Mutt
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Violet Young em Ter 21 Jul 2015 - 22:19

Capítulo Dois- Pinóquio
And they lived happily ever after ... or not
A sensação era de que o chão havia ruído sobre meus pés e não restava mais nada. Estava atônita demais com a notícia, para sequer reagir de alguma forma.

Quando, mais uma vez, fui enlaçada pelas sombras, agradeci. Mesmo que essas mudanças constantes dessem certa raiva. Detestava mais do que tudo hospitais e, principalmente, as notícias de mortes.

Agradeci meio cedo demais, pois o que vi a seguir foi bem pior. Me encontrava em um cemitério, onde havia várias lápides bem decrépitas. Em uma delas, se encontrava o inventor, que chorava, como se sua vida não tivesse mais sentido. O céu estava ainda mais escuro e uma chuva violenta caía, acompanhada do assopro dos ventos uivantes, fortes e gélidos. O mundo em si era uma tormenta, mas não havia tormenta maior do que o interior do homem ajoelhado ali. Tudo carregava o pesar do mesmo.

De repente, uma dor intensa preencheu meu ser. Aquela cena me parecia dolorosamente familiar. Conseguia entender o homem e compartilhava de sua enorme dor, pois eu entendia como a morte poderia ser dura. Era como se você estivesse sendo constantemente apunhalado, ou caindo em um abismo sem fim. Uma dor que não tinha limites. Já sentira as pontadas árduas da perda, o vazio, o peso esmagador da solidão e a sensação de que tudo havia sido sugado de você e nada mais fazia sentido. Para dizer o mínimo, era terrível.Desse modo, uma compaixão enorme me tomava; junto de um pesar enorme por aquele inventor e pelas tristes lembranças que trazia comigo.  

As palavras de Nina, que mais pareciam ecos distantes, chamaram minha atenção de volta. Voltando do meu estado nostálgico, vi Gepeto, todo encharcado, se levantar, limpar o rosto em vão e partir.

- A partir deste instante, o relógio está correndo. – a filha de Hades disse, acendeu um cigarro e soprou a fumaça tóxica no ar úmido, mas a fumaça não me incomodava. Muito pelo contrário, ironicamente, me dava certo alívio – A loucura vem faminta em forma de uma enorme baleia negra e Gepeto está descendo goela abaixo.

Nunca me dera muito bem com prazos e as palavras de Nina, ao mesmo tempo que me instigaram, incitaram em mim um certo nervosismo. Em seguida, o toque da garota fez uma energia, quase surreal, passar por todo o meu corpo e se focar no meu peito. Era uma sensação estranha, mas não de todo ruim.

“Só tomem cuidado para não serem vistas, senão a baleia não vai ter nenhuma piedade em engoli-las.” Essas últimas palavras, reverberaram em minha mente e fizeram um arrepio súbito percorrer minha espinha. Meu pressentimento era que, a partir dali, as coisas só iriam piorar ainda mais. E geralmente, meus pressentimentos sempre se confirmavam. O qual, foi comprovado pela piscadela maliciosa de Nina.

A medida que a monitora ia embora, tudo se tornava muito mais real e a tarefa muito mais enfadonha. Precisava lidar com um louco, completamente destruído pela perda. Que tarefa “maravilhosa”. Ser conselheira nunca foi meu forte. Aliás, meus conselhos, só serviam para foder mais a vida das pessoas, assim como a minha. Portanto, se dependesse de mim, não duvida que Gepeto ficasse perdido de vez.

Suspirei pesadamente, com exasperação, e parti por entre as lápides, na mesma direção de Gepeto.  A casa era visível dali, principalmente por ser a única luz da cidade, e não parecia muito distante. Desta vez, caminhei devagar até meu destino. Pode-se dizer que não estava especialmente ansiosa para bancar a psicóloga.

As ruas estavam desertas e o vento gélido jogava meus cabelos pelo rosto. Nessas horas, agradecia muito ter trago uma jaqueta. Mas, pelo menos, a chuva tinha parado. Meus únicos guias, eram os barulhos de uma oficina a todo vapor, que ecoavam pela cidade. Fora isso, não havia nada demais na caminhada.   

Ao chegar na casa, o ruído da oficina era mais audível.O barulho de metal batendo contra metal, era constante e quase ensurdecedor. A casa em si era simples, feita de madeira, apesar de ser sofisticada.

Dirigi-me para uma janela, na lateral da casa, e fitei o lado de dentro do cômodo. A oficina era pouco iluminada e saíam faíscas por todos os lados, sendo que estas eram a principal fonte de luz. Havia também balcões cheios de ferramentas diversas e vários papéis cheios de projetos, em cima de uma mesa. No centro, conseguia ver Gepeto. Ele usava um jaleco todo amassado, seus cabelos estavam desordenados e seus olhos estavam tão focados e esbugalhados que lhe davam um ar totalmente insano. Ele se inclinava contra uma mesa simples, de madeira, onde se encontravam vários tipos de pedaços de metais, porcas, parafusos, entre outros. Tinha em suas mãos um maçarico e um ferro de solda.

-Sério? Não bastava ser louco, ainda tinha que ficar pior? –Sussurrei, cruzei os braços na frente do corpo e revirei os olhos.
**
O sol já começava a nascer, quando um apagão geral aconteceu dentro da casa.Logo a seguir, veio um clarão, que iluminou toda a sala. Ah, e quase me deixou cega. Mesmo assim, foi o suficiente para me tirar do meu estado anterior de irritação e tédio.

Dentro da casa, o inventor comemorava como um verdadeiro louco, abraçado com um robô. Ele saltitava e gritava expressões de felicidade, a plenos pulmões. Sorria tanto que até me deixava um pouco enojada, com tanta felicidade. Em nada lembrava aquele homem quebrado e cheio de dor que chorava no túmulo da esposa. Na verdade, parecia nem ao menos se lembrar do ocorrido.

-Finalmente, minha obra prima! Ah, meu pequenino, você será meu fiel companheiro! Sim, sim, consegui fazer um verdadeiro milagre da vida! Para aqueles que duvidavam de mim, eu consegui!– Ele andava de um lado para o outro, gargalhava sozinho e avaliava o robô com uma expressão de fascínio no rosto.

Depois de um tempo, ele largou o robô e foi para um dos cômodos da casa. Devagar, com o máximo de discrição possível, caminhei até a porta. Primeiramente, olhei para os lados e conferi se não havia ninguém. Uma preocupação desnecessária, mas nunca é demais. Empurrei a porta devagar, que rangeu levemente, e entrei na casa. Exatamente onde o velho deixou, encontrei o tal robô. Pinóquio.

Parecia-se muito com o protótipo anterior. Estruturalmente ele era do tamanho de um garoto normal, mas seu corpo era todo metálico. A face era pouco detalhada, bem rústica, assim como o restante do tronco. As únicas partes que salvavam eram os seus pés e mãos, feitos com mais esmero e, por isso, mais detalhistas. As articulações pareciam velhas e enferrujadas, do tipo que rangia muito. No geral, mais parecia um monte de sucatas juntas do que um robô.

Adendos {♠}:
Armas Levadas:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

♦ {Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate]

♦ {Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]

♦ Nature / Pergaminho [Pedaço de pergaminho verde com propriedades mágicas de leve controle sobre a terra. Durante uma única ocasião, o usuário poderá fazer uma videira crescer a partir de terreno fértil - pavimento e concreto barrarão o desabrochar -, que irá liberar um pólen que paira no ar e recupera 30 de MP de até três pessoas em um raio de 2 metros. Para usá-lo, deve-se lê-lo, gastando uma ação de movimento. Não difere inimigo de amigo, sendo retirado do arsenal após o uso. O pólen continua no ar após a ativação por 1 turno, mas perde o efeito ao atingir os 3 alvos mais próximos (sem curar continuamente)] {Papel} (Nível Mínimo: 3) {Leve controle sobre a terra} [Missão OP: "Searching for Magic", avaliada e elaborada por Hipnos, att por Poseidon]

☩ Secterium [Um pigente de bronze forjado por Kimmie e abençoado por Afrodite, como forma de agradecimento. O pingente tem forma de pentagrama, para homenagear a descendência de Hécate da dona original. Com cinco centímetros de diâmetro, o símbolo da magia, uma vez por missão, é capaz de ser ativado pela portadora e brilhar intensamente em uma cor madrepérola. Com isso, o pingente amplificar o poderio das magias de Violet em 10%, durante dois turnos seguidos. Todavia, a amplificação só é válida se forem utilizados poderes ativos relacionados à deusa da magia, caso contrário a dona gastará o efeito do pingente em vão. A palavra final é do narrador - isto é, se a magia foi efetiva ou não.] {Bronze e Magia} (Nível mínimo: 10) {Leve controle sobre a Magia} [Recebimento: missão "Drama Queen", avaliada por Tânatos e atualizada por Ares]

Gládio de bronze sagrado [Semelhante a espada curta, porém esta tem a lâmina mais larga na base e maior no comprimento, medindo cerca de 80cm. Devido ao pouco peso, é empunhada com uma única mão, deixando a outra livre para utilizar escudos ou outros itens. O cabo é de madeira simples.][Bronze sagrado e madeira][Sem nível mínimo, sem elementos]

Braçadeira equina [Braçadeira feita de crina e couro de equiceph trançados. Ao ser ativada fornece ao semideus sentido sísmico em um raio de 15m. Isso permite que note a movimentação ao seu redor e no subsolo, desde que conectado ao solo - e os alvos idem. Não permite identificar o tipo específico de criatura, apenas tamanho aproximado (pequeno, médio, grande, etc) e localização aproximada dentro da área. O efeito funciona por 3 turnos, 1 vez por evento. (nível mínimo: 07) {Material: couro e pelo de equiceph} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]~no antebraço direito

Elixir da Vida (titânico): Recupera 100HP.
Elixir da Energia (titânico): Recupera 100EP.

☩ Bombet [Violet foi agraciada por um conjunto de peças de xadrez que aparentemente são apenas objetos para se jogar um jogo de tabuleiro. Todavia, o conjunto de peças foram encantados na Antiguidade pela própria deusa Hécate, a fim de que nunca terminem. Além disso, em sua principal propriedade mágica, cada uma das pecinhas atua como um explosivo que, ao serem atirados e consequentemente serem impactados com uma superfície, liberam uma pequena quantidade de luz suficiente para atrapalhar temporariamente um semideus mais fraco] [Material: Desconhecido] [Nenhum Elemento] [Nível Mínimo: 15] {Recebimento: missão "Chess", por Tânatos e atualizada por Asclépio]

— {Anakin} / Besta de repetição [Semelhante a uma besta pesada, mas dispara até 5 dardos antes de precisar ser recarregada novamente, tornando-a mais veloz que um arco. Exige o uso das duas mãos e, devido à posição necessaria para seu uso, nenhum tipo de escudo pode ser utilizado em conjunto. Após o término da munição, requer uma rodada para ser carregada.Seu alcance chega a 40m,com a eficácia caindo acima disso, podendo chegar no máximo a 60m, mas com chances de acerto, força e estabilidade de tiro bem menores, reduzindo muito seus efeitos. Seu impacto é superior ao de um arco longo composto, causando mais dano. Não requer tanta habilidade, sem tanta dificuldade de uso além da força requerida devido ao seu tamanho e de certa agilidade na recarga. Pode disparar até 2 virotes por vez][Madeira reforçada, bronze e ferro. Nível mínimo: 3. Sem elementos]

— {Amidala} / Virotes de besta pesada ou de repetição [Estes virotes são mais curtos que flechas, e mais maciços, com um formato cilíndrico mais denso e ponta mais avantajada em peso. Mais resistentes do que flechas, e mais pesados, mas por isso mesmo de alcance menor. Mais pesados que virotes de besta leve, e maiores, não podem ser usados com armas de tipo diferente do descrito na nomenclatura. Não acompanha estojo.][Madeira e bronze sagrado][Sem elemento, sem nível mínimo] [25 virotes]

Estojo de virotes [Bolsa de couro em formato quadrado, tipo carteiro, diferente da aljava é preferencialmente utilizado na cintura. Leve, suas dimensões são de 25cm x 25 cm x 10 cm, podendo ser utilizada para carregar um conjunto de virotes leves ou pesados, e um de bestas de mão, ou um outro item pequeno, dentro das dimensões (mas não tudo junto), mas dificilmente suportaria armas ou itens mal acomodados, por sua resistência.][Couro comum][Sem elemento, sem nível mínimo]
Poderes Utilizados:
Passivos:
♠Lvl 4 - Olhos noturnos: Hécate é uma deusa associada à noite. Seus filhos ganham visão na penumbra e escuridão, podendo ver normalmente nessas condições, exceto na escuridão mágica.

♠Lvl 5 – Força Sombria: No escuro e na noite, você fica mais forte e ágil.

♠Lvl 6 - Livros de bolso: Qualquer livro que você queira carregar diminuem de tamanho e passam a caber perfeitamente no seu bolso.

♠Lvl 21 - Sedução das sombras: Hécate é uma deusa ligada à noite, por isso seus filhos ganham bençãos adicionais nesse período, ficando mais belos que o normal.

♠Lvl 25 - Sentidos aguçados: Como os cães companheiros da deusa, seus filhos adquirem habilidades sensoriais aprimoradas. Seus 5 sentidos serão mais fortes que o de um humano-comum.
Ativos:
Nenhum
Thanks Panda
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Mariana A. Lima em Dom 26 Jul 2015 - 7:50


Mentiras.


❝A MENTIRA
É UMA VERDADE
QUE NUNCA ACONTECEU❞



A tristeza que sentia pelo que aconteceu não me fez perceber quando as sombras me envolveram novamente. Só percebi aquilo quando já estava em outro lugar e outro tempo da história. Embora um pouco enjoada por causa da viagem, não tirei os olhos do pobre homem que chorava desesperadamente sobre uma lápide. Aquela cena era de partir o coração ainda mais.

Não evitei que algumas lágrimas escapassem de meus olhos também. Afinal, poderia imaginar a dor que ele estava sentindo: Não sabia o que faria se minha família morresse toda de uma vez, só restando eu no mundo. Meu desespero seria tão igual quanto o daquele homem, talvez até de mais intensidade. Cerrei meu punho esquerdo e desviei o olhar finalmente da figura, começando a observar onde estava.

Sozinhas, nós estávamos. Não havia mais ninguém no cemitério além das quatro garotas e do coroão. A tal gótica começou a falar alguma coisa que eu não captei no momento e, obviamente, pensei em fazê-la repetir. Mas isso seria muita idiotice, acho. Sei lá. O fato é que, no final, deixei a curiosidade de lado e levantei a cabeça, sentindo os pingos de chuva caírem sobre minha face.

Alguma coisa que a gótica falou sobre loucura me retirou dos meus pensamentos. Virei-me e vi uma das garotas sair correndo e se esconder em uma das lápides, logo passando para a outra e, aos poucos, seguindo o coroão. Olhei para a tal coordenadora daquela coisa assustada e, antes de seguir a menina para ver onde ela ia, pensei em perguntar sobre a frase da loucura, mas desisti.

Correndo logo atrás da garota, que ainda tinha me esquecido de perguntar o nome — vou chamá-la de bruxinha só para exemplificar —, notei que estávamos chegando  a um conjunto de casas simples em uma rua deserta. Parei, deixando que ela pegasse distância, para observar o lugar. Tá, não sou nenhuma filha de Atena, mas era interessante o fato de que as casas pareciam um tanto espremidas uma com as outras naquele local.

Já estava completamente ensopada, então meu modo stealth — que já era ruim, diga-se de passagem — ficou pior. Foi difícil levantar as calças para acompanhar a bruxinha, que já estava recostada a uma janela. Com sussurros de "ai, ai, ai", consegui me achegar no mesmo lugar que a outra e meter minha cabeça no meio, tentando ver o que ela tanto via. O olhar maníaco do homem começou a me assustar, mas ele encarava uma bancada de madeira, onde construia um boneco que parecia estranhamente humano.

Mexeu em circuitos, ligou cabos, moldou peças e, mesmo que eu não tivesse ideia do que ele estava fazendo, sabia que não seria nada bom. Afinal, o olhar esquisito dele dizia tudo para a minha pessoa. Ou pelo menos isso eu achava. Enquanto a bruxinha ao meu lado estava tão entediada que jurava que ela iria dormir a qualquer momento, eu já morria de medo do que aquilo poderia ser.

Foi somente horas depois que ele terminou, sem antes talvez ter queimado todos os eletrodomésticos e eletrônicos da casa com o apagão que aconteceu. O clarão que veio logo a seguir quase me deixou cega — e olha que eu já usava óculos, então não era tão difícil —, mas consegui identificar o androide do mal que iria matar criancinhas no próximo ato — ou isso eu pensava na hora. Assustada, escondi parte da minha cabeça atrás do parapeito da janela quando pareceu que o coroão iria olhar para cá. Em vez disso, ele abraçou o robô com a maior felicidade do mundo, falando alguma coisa para aquilo que eu não consegui ouvir pela distância.

Ele aninhou aquela coisa como se fosse seu filho e o deu tanto carinho que, já pertubada, pensei em ir embora dali, falar com a gótica e pedir para que ela me retirasse da história antes que fosse eu a ficar maluca. Porém, o inventor entrou para dentro da casa, o que me dava a chance de analisar aquela máquina do mal e, se possível, retirar as peças de moto-serra ou armas de fogo escondidas sob sua carapaça.

— Ae. — comecei. — Vou entrar.

E entrei, passando a porta entreaberta com delicadeza, embora não tivesse nenhuma normalmente.

Assim que cheguei na bancada do inventor, vi de mais perto o robô que ele tinha criado. Era assustadoramente parecido com uma criança real. Suas feições eram tão humanas que eu tive que me refrear para não tocar pára ver se era pele — mesmo sabendo que pele não tinha a cor cinza. A bruxinha me assustou quando parou ao meu lado também. Era estranho, observar uma coisa dessas de tão perto. Principalmente um tipo de criatura que só tinha visto na internet.

— Fim da humanidade? — me perguntei baixinho. — Você parece tão humano, fim da humanidade.

Tá, lembrava que estávamos em Pinóquio e que o coroão era Gepeto e aquele robô que olhava era Pinóquio, mas o modo como a história era contada — aquele modo de muitos séculos antes de eu nascer —, me fazia realmente pensar que talvez não estivesse exatamente naquela história, mas em um universo paralelo em que esses personagens tem os mesmos nomes. E que eles fazem parte de um apocalipse robótico.

Socorro, meu Deus!

Coisas:

Armas

{Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate] (Na cintura)

{Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]  (Na mão.)

♠ Directions/ Bússola [A bússola possui uma coloração prateada, que brilha levemente. Essa parece com uma outra qualquer, e funciona como uma em horas normais, mas, quando Mariana estiver perto da presença de algum monstro, o objeto começará a vibrar e ficará quente.] {Prata} (Nível mínimo: 5) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão "A Nova Amiga", avaliada por Selene e att por ~Eos] (No bolso)

— Bolsa de Componentes Mágicos / Bolsa (Nela são guardados desde objetos para preparo de poções até bisturis e utensílios médicos [ela possui espaço infinito para tais coisas e somente para tais coisas; também aparece e desaparece, dependendo exclusivamente da necessidade do semideus]) {Couro} (Nívem mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento)[Presente de Curandeiro] (Pendurada no ombro)

— Colar do Serpentário / Colar (o formato e o estilo da confecção lembram uma serpente dourada; nunca pode ser perdido, vendido ou retirado a força, pois identifica os curandeiros e, portanto, não é considerado um item nas contagens para missões, eventos e tramas, embora ainda seja preciso citá-lo) (seu efeito principal é o de, quando retirado do pescoço, se transformar em um dos itens a seguir: uma réplica quase totalmente semelhante do Bordão de Asclépio (ou seja, uma espécime de bastão rústico e fino envolvido por uma serpente de escamas feitas de prata envenenada que podem ser tão afiadas quanto uma espada, possuindo o mesmo potencial de corte de uma arma laminada; ele se adapta completamente ao tamanho e porte físico do usuário). {Prata, madeira e veneno} (Nível mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento) [Presente de Curandeiro] (No pescoço)

❖ {Antidote} / Colar [O colar feito na enfermaria é composto de um pequeno frasco como pingente, preso a uma corrente fina de bronze. Ele tem forma de prisma e contém no interior um líquido cor-de-rosa, capaz de aumentar as habilidades físicas de Mariana (velocidade, esquiva, força, etc) em 10% quando ingerido. Só pode ser utilizado uma vez por evento/missão, com duração de um turno. Após esvaziado, o pequeno frasco leva 24 horas para encher-se magicamente de novo.] {Bronze, Vidro e Poção} (Nível mínimo: 10) {Elemento: Habilidades Físicas} [Recompensa pela missão "Poison", avaliada por Lady Psiquê e atualizada por Odisseu.] (No pescoço)

Poderes Passivos:

Lvl 2 -Sentir magia: Consegue detectar auras mágicas por perto. Dependendo do lvl, a habilidade aumenta, podendo então definir a natureza da aura e o poder do objeto ou criatura encantados. NEW
Observações:
Eu tava esperando o próximo round, já que eu tinha perdido o prazo deste por motivos não justificáveis — acho —, mas você demorou tanto para postar que eu resolvi tentar ver se eu ganho uns pontinhos de consideração. Os motivos não justificáveis são missões pegas e bloqueio de criatividade.
Mariana está com medo pra caramba. Androides vão matar criancinhas e dominar o mundo em sua cabeça.
Mariana A. Lima
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Nina A. Mutt em Ter 4 Ago 2015 - 18:31

Capítulo 3



As garotas observavam o robozinho, atentas e maravilhadas com a engenhosidade que a insana mente de Gepeto conseguiu produzir. Era um aparato interessante, com brilhantes chapas prateadas, articulações reforçadas e detalhes que assombrosamente lembraria uma criança humana, entretanto haviam dois pequenos detalhes obscuros que as fizeram dar um passo para trás. Primeiro os olhos, opacos e negros que deixavam muito claro que não havia alma naquele ser, o segundo e talvez o mais agonizante.

O oco no peito, onde deveria estar o coração.

Era uma cavidade curiosamente bem-feita demais, do tamanho exato de um coração humano de tamanho adulto, um calafrio percorreu a espinha de todas. Contudo, como havia sido dito, elas precisavam se cuidar, afinal os perigos habitavam cada fresta daquela realidade paralela e podia se mostrar em formas diversas, como um cutelo rasgando a garganta de alguma delas.

Sophie não havia ouvido a cachorra e sofreu sua penitência.

- Ora pois, disseram que estaria vazio assim que o velho fosse dormir. – disse o homem com a arma ensanguentada em mãos, passando-a pelo casaco na tentativa de limpar, mas apenas sujando ainda mais o aparato. – Ora pois, tudo bem, darei um jeito nisso.

A garota caiu no chão, tentando impedir uma hemorragia com as mãos pequenas e frágeis, mas de nada adiantava, cada vez mais seu rosto perdia a cor e seus olhos o brilho de vida. As outras tentaram ir em seu socorro, mas o homem adiantou-se e revelou-se tão horrível quanto qualquer outro que elas teriam encontrado no inferno.

Era alto, tão magro que o terno mais parecia ter sido roubado de um manequim infinitamente menor, por exceção da cartola que parecia ter sido recentemente afanada. Não se podia dizer se aquele tom manchado era de sujeira ou realmente da pele que, claramente, não via um sabão há anos, tamanho o fedor que impregnava no local. Estava descalço, suas unhas apodrecidas combinavam com os dentes furados e carcomidos pelas cáries. Os olhos amarelos, com as bordas em vermelho vivo delatavam o vício, uma droga encontrada somente naquela dimensão criada pela cadela vadia, até mesmo os deuses sucumbiriam naquele instante.

- Ora pois, duas pra eu matar, opa pois idiota vá logo pegar aquela porra de robô! – o homem lambeu o cutelo enferrujado, sorrindo e expondo a gengiva de cor verde.
– Eu cuido dessas duas.


E enquanto ele avançava sobre as semideusas, entrava aos tropeços um gordo e baixo homem com traços de camundongo, usando roupas um pouco melhores, mas tão puídas quanto as do demônio magro. Agarrou Pinóquio e com certa dificuldade colocou-o nas costas, olhou para as duas, seus olhinhos assustados e brilhantes sentiram certa pena do destino que elas tomariam, assim como a garota morta logo ali. Mexeu o nariz e sumiu porta afora.

Barão:

Armas:

♦ Cutelo [ A lâmina semicircular prateada está presa a um cabo de madeira mordido e gasto.]
Características:

Na história o Barão é um dos mendigos que tira o Pinóquio do caminho da escola para vende-lo a Stromboli.

Espécie: Mortal.
Status: 200/200

Informações


  • Aviso de antemão, a cidade e o tempo não importam de fato, está perdido entre o futuro, o passado, o presente ou o nada.
  • Clima: 10º Celsius; Céu noturno e névoa ainda fina.
  • Horário: Passa das 22h47min.
  • Armas, pets, poderes em spoiler. Não coloquem “considerar até tal nível”, eu sou preguiçosa demais para abrir a conta de vocês e ver a porra do nível, quebrem meu galho, obrigada.
  • Templantes legíveis, texto revisado (tenho pavor de erros grotescos) e tudo bem organizado, brocha demais ler uma sopa de letrinhas vomitada.
  • O prazo é de cinco dias e este treino está aberto apenas à Mariana, Sophie e Violet, que escolheram o conto do Pinóquio.
  • Staff também poderá postar, mas não sem antes me dar um aviso prévio.


Obrigatórios


  • Lembro a todas que apesar dos grupos o treino é individual, suas emoções, ações, pensamentos e falas de modo isolado estão sendo categoricamente analisadas.
  • Sophie está morrendo e vocês podem tentar ajuda-la, mas será em vão.
  • Barão é um adversário razoável, mas quem tem mais interesses financeiros do que realmente sujar as mãos de fato. Vocês devem escolher entre ataca-lo ou tentar barganhar.
  • Caso escolham ataca-lo, o matem rapidamente e sigam o ladrão até uma gigantesca Fábrica, vocês avistam o rato entrando numa porta lateral com Pinóquio nos braços e o seguem tentando despistar os cães de guarda.
  • Caso escolham barganhar, sejam concisas, Barão é ganancioso, mas não é idiota. Ele as levarão até Fábrica e ajudarão a entrar sem grandes problemas, dizendo que são novas “aquisições” para a mão de obra do senhor Stromboli.
  • Em qualquer uma das alternativas vocês podem dar a certeza até o ponto que chegam na Fábrica, lembrem-se de detalhar bem seu olhar sobre o Barão, isso influenciará bastante na avaliação.


Nina A. Mutt
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Mariana A. Lima em Dom 9 Ago 2015 - 17:26


Mentiras.


❝A MENTIRA
É UMA VERDADE
QUE NUNCA ACONTECEU❞



Tá, eu admito: Estava quase fazendo necessidades nas calças de tanto medo que tinha do androide Pinóquio. Não era fã de coisas com olhos sombrios e buracos onde estariam órgãos. Era perturbador olhar a cavidade, principalmente porque ela tinha o tamanho certo para colocar um pequeno coração de menino ali. Devo dizer que estremeci com o pensamento, mesmo já tendo visto coisas piores que aquilo.

Então, assim que ouvi uma voz grossa e um tanto maliciosa vindo de detrás de mim, virei-me e vi algo que ficaria se repetindo na minha mente como um daqueles filmes de terror: Era um homem um tanto intimidador por estar sujo e exibir um sorriso de orelha a orelha. Ele era magro como palito, mas o cutelo que segurava, sujo de sangue, me dava motivos para não subestimá-lo. Antes que pudesse expressar alguma reação, vi uma das meninas que estava comigo agonizando no chão. Ao tentar me aproximar, pude ver um corte crítico na região do pescoço. Mas antes que pudesse socorrê-la, me afastei pelo fato do estranho ter se colocado entre eu e a moça.

— Oi, Jason da sexta-feira 13... — dei um sorriso amarelo.

Aos poucos, vi os espasmos da outra garota pararem. Sangue estava por todo o lugar e aquele cara não parecia afetado por aquilo. Devo dizer que a primeira coisa que senti foi um medo intrínseco daquela pessoa, assim sendo, não teve espaço para o choque. Afastei-me até onde pude, assustada ao extremo e, assim que aquele homem avançou, a primeira coisa que fiz foi invocar o totó.

Totó, para quem não sabe, é o cão albino de três cabeças que eu consigo chamar. Aprendi isso na marra em uma missão com um vampiro falsificado e um cara esquisito que era um tanto maluco.

O corpo da criatura apareceu logo abaixo de mim, furioso e pronto para a batalha. O homem pareceu fazer uma careta, como se soubesse que iria ser complicado sair daquela situação, e avançou. Na mesma hora, apontei para o cara fedido e falei:

— Pela mor de todos os deuses, mata isso, Totó!

O cão avançou, tão raivoso quanto aquele cara. Usei o tempo que a criatura atacava o homem para me concentrar em uma magia de distração. Porém, nada parecia fazer efeito pelo fato de que estava aterrorizada com tudo aquilo. Fechei os olhos, sentindo meu ritmo de respiração melhorar, e, quando os abri, encarei aquele homem magro assustador que ainda trocava golpes com meu cachorro de três cabeças. Então, com um piscar de olhos, consegui invadir a mente daquele cara e, no mesmo momento, a criatura que invoquei arrancou a cabeça deste com brutalidade e desapareceu.

Assim que voltei a tomar consciência de onde estava, arregalei os olhos de tal maneira que pensei que iriam sair das órbitas. Ao redor de mim, quase um cenário de massacre: A cabeça do cara com o cutelo rolou até meus pés, me fazendo estremecer por inteiro; o corpo dele estava caído, assustadoramente espasmando por alguns segundos antes de ficar inerte; e a moça estava caída do outro lado da sala, morta.

Quando ouvi um barulho, minha mente saiu do transe em que estava. Ainda tremendo por completo, corri porta afora, seguindo o gordinho baixo que levava Pinóquio para algum tipo de prédio grande. As pernas queriam ceder, em parte por causa do que tinha acontecido e em parte porque estava realmente cansada da magia que tinha feito. O fato é que, assim que vi aquele anão entrar por uma porta lateral daquele lugar, um rosnado me fez ter consciência do que estava acontecendo:

Três cães, talvez até mais que estavam em outros cantos daquela fábrica — parecia uma fábrica, ao menos —, tentavam me cercar, impedindo minha passagem. Eu até poderia invocar Totó novamente, mas não achava que aquilo seria uma boa.

— Ok... Minha sorte tá indo de mal a pior! Que merda! — falei para mim mesma antes dos cães tentarem avançar.

Assim que um dos cachorros estava perto demais, puxei um dos colares que estava em meu pescoço, torcendo para que fosse aquele que se transformava em bastão. Logo, um bastão de quase um metro e meio estava nas minhas mãos e, como se eu fosse uma rebatedora de beisebol, bati no cão de maneira tal que ele meio que voou uns cinco centímetros antes de cair no chão a um metro de mim. Após isso, vi os outros cães mais agressivos e, apontando o dedo, invoquei uma faísca que atingiu os olhos do segundo ser mais perto.

Aproveitando aquilo, corri como uma gazela acuada, sendo seguida de perto por aqueles cachorros do mal para dentro da fábrica.



Coisas:

Armas

{Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate] (Na cintura)

{Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]  (Na mão.)

♠ Directions/ Bússola [A bússola possui uma coloração prateada, que brilha levemente. Essa parece com uma outra qualquer, e funciona como uma em horas normais, mas, quando Mariana estiver perto da presença de algum monstro, o objeto começará a vibrar e ficará quente.] {Prata} (Nível mínimo: 5) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão "A Nova Amiga", avaliada por Selene e att por ~Eos] (No bolso)

— Bolsa de Componentes Mágicos / Bolsa (Nela são guardados desde objetos para preparo de poções até bisturis e utensílios médicos [ela possui espaço infinito para tais coisas e somente para tais coisas; também aparece e desaparece, dependendo exclusivamente da necessidade do semideus]) {Couro} (Nívem mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento)[Presente de Curandeiro] (Pendurada no ombro)

— Colar do Serpentário / Colar (o formato e o estilo da confecção lembram uma serpente dourada; nunca pode ser perdido, vendido ou retirado a força, pois identifica os curandeiros e, portanto, não é considerado um item nas contagens para missões, eventos e tramas, embora ainda seja preciso citá-lo) (seu efeito principal é o de, quando retirado do pescoço, se transformar em um dos itens a seguir: uma réplica quase totalmente semelhante do Bordão de Asclépio (ou seja, uma espécime de bastão rústico e fino envolvido por uma serpente de escamas feitas de prata envenenada que podem ser tão afiadas quanto uma espada, possuindo o mesmo potencial de corte de uma arma laminada; ele se adapta completamente ao tamanho e porte físico do usuário). {Prata, madeira e veneno} (Nível mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento) [Presente de Curandeiro] (No pescoço)

❖ {Antidote} / Colar [O colar feito na enfermaria é composto de um pequeno frasco como pingente, preso a uma corrente fina de bronze. Ele tem forma de prisma e contém no interior um líquido cor-de-rosa, capaz de aumentar as habilidades físicas de Mariana (velocidade, esquiva, força, etc) em 10% quando ingerido. Só pode ser utilizado uma vez por evento/missão, com duração de um turno. Após esvaziado, o pequeno frasco leva 24 horas para encher-se magicamente de novo.] {Bronze, Vidro e Poção} (Nível mínimo: 10) {Elemento: Habilidades Físicas} [Recompensa pela missão "Poison", avaliada por Lady Psiquê e atualizada por Odisseu.] (No pescoço)

Poderes Passivos:

Lvl 1 – Pericia com Feitiços: Eles conseguem realizar feitiços e magias com mais facilidade.

Lvl 3 – Resistência contra magia: Mágica não é tão eficaz contra você, por seu domínio sobre ela. Todas as mágicas hostis tem seu efeito reduzido em 50%.

Lvl 4 - Olhos noturnos: Hécate é uma deusa associada à noite. Seus filhos ganham visão na penumbra e escuridão, podendo ver normalmente nessas condições, exceto na escuridão mágica, que sofre os efeitos do poder acima. NEW

Lvl 7 - Ritualista lvl 1: Magia envolve poder, e quanto mais usuários juntos, maior a potência mágica. A partir deste nível, o filho de Hécate trabalha melhor em conjunto, sabendo potencializar suas aptidões. Sempre que houver outro usuário de magia em seu grupo (um irmão, feiticeiro ou filho de Nyx) independente do seu nível, os poderes de todos os "magos" passam a custar 10% menos mp e a causar 10% a mais de dano. NEW

Poderes Ativos:

Lvl 4 - Faíscas: como deusa que rege os caminhos, seus filhos tem o poder de sinalizar a direção. Apontando o dedo na direção desejada, eles conseguem lançar um feixe de luz sinalizador, como um fogo de artifício. Não causa dano, mas em combate pode deixar o inimigo cego por duas rodadas se direcionado á sua visão. Ação imediata. NEW

Lvl 5 – Confusão: Seu personagem pode invadir a mente do inimigo e causar confusão, o impedindo de se defender. Dura uma rodada e somente uma vez por combate.

Lvl 10 – Invocação das Sombras: Com isso, você invoca um cão branco de três cabeças, que te ajuda na batalha. Ele te ajudará somente por 3 rodadas.
Mariana está com medo pra caramba. Androides vão matar criancinhas e dominar o mundo em sua cabeça.
Mariana A. Lima
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Violet Young em Dom 9 Ago 2015 - 22:51

Capítulo Três- Pinóquio
And they lived happily ever after ... or not
Como era possível algo parecer tão surreal e real ao mesmo tempo? Sinceramente, não tinha nem ideia. Mas ali estava a prova, bem diante dos meus olhos.

Olhando mais de perto, Pinóquio parecia muito uma criança humana. A única exceção eram seus olhos negros, como obsidiana, que não apresentavam nenhum resquício de humanidade. Eram completamente ocos e desprovidos de sentimentos. Assim como demonstrava o vazio, onde deveria estar seu coração. O interessante era que a cavidade estava muito bem feita, própria para abrigar um coração de verdade.

Com toda a certeza, assustador e doentio seriam os únicos adjetivos cabíveis para àquele robô.

Assim, permaneci tão distraída e intrigada com a análise daquele curioso robô, que nem liguei para as meninas, ao meu lado. Só prestei atenção, quando notei o sangue ensopar o chão aos meus pés. Ao virar-me, pude ver a outra garota deitada no chão, com as mãos na garganta, que sangrava impiedosamente.

A cena me deixou tão surpresa e atônita, que permaneci estática. Somente depois de um tempo, mesmo ainda surpresa, consegui me mexer e andar vagorosamente para Sophie. No entanto, nesse momento, notei o autor do espetáculo. O mesmo que se colocou entre mim e a garota. Imediatamente, recuei diante da visão que tinha.

Poderia até ficar com pena da garota, estirada no chão, se não tivesse outras coisas melhores para fazer. Como, por exemplo, analisar o homem com o cutelo ensaguentado. Ele era muito alto e muito magro, quase raquítico. O seu visual não era muito melhor, pois ele usava um terno muito pequeno e horrendo. Nem a sua cartola conseguia salvar sua vestimenta, mesmo sendo um pouco melhor. Além do mais, tinha tanta sujeira acumulada pelo corpo que, além de ser muito nojento, daria para fazer um depósito de lixo enorme. O fedor pútrido era terrível e seus olhos não eram uma visão muito mais agradável, pois eram amarelados e vermelhos nas bordas. Uma verdadeira visão dos infernos.

Ou seja, era o que eu chamava de uma visão grotesca. Ele até parecia-se muito com aqueles “monstros” dos filmes de terror, na verdade. E, supostamente, nós deveríamos ser as inocentes mocinhas assustadas, encurraladas e tremendo de medo. Certo? Errado, porque isso não fazia muito meu estilo. Ok, talvez esse não fosse o melhor pensamento para o momento... Mas, para falar a verdade, não tinha medo. Apenas sentia uma certa aflição constante, quanto ao que o homem queria, como denotava o tremor em minhas mãos.

Via-se que não era alguém muito amigável, mas ainda assim.... não o via propriamente como um monstro. Poderia ser estranho, porém, só o via como alguém bem ambicioso e meio sádico, o que eu podia entender. Principalmente, pois havia um pouco disso em mim também. Era impossível negar.

Nem mesmo as palavras do homem me deixaram com medo. Muito menos, os seus gestos e o “lindo” sorriso. O que eu sentia estava mais para nojo, aflição e apreensão, do que medo. Eram raras as coisas que me faziam temer e a morte não era uma delas. Além do mais, já recebera tantas ameaças de morte que se as levasse em consideração, deveria estar morta a éons.  

Pela minha visão periférica, também percebi um homem gordo, em trajes bem puídos, avançar para o robô e pegá-lo. Não demorou para que ele saísse porta afora, carregando o robô. Senti uma vontade imensa de ir atrás dele e recuperar o robô, mas tinha problemas maiores no momento.

Enquanto o homem doentio avançava para mim, avaliava minhas opções. Poderia matá-lo, o que seria bem fácil para mim. Contudo, para isso precisava ter uma certa vantagem. Além do mais, não podia negar a mim mesma um pouco de diversão. Em outras palavras, se queria ganhar, precisava ser mais esperta.

Diante daquilo, sem poder controlar, soltei uma risada irônica. Ela não continha nenhum humor, apenas uma diversão meio louca. Ele parou de imediato e olhou confuso para mim, durante certo tempo.

-Tenho que admitir, foi um belo espetáculo. Mas não vamos começar os "Jogos Vorazes" aqui, ok? -Sorri maliciosamente para ele, sem esconder meu divertimento, apoiei-me em uma das paredes e cruzei os braços na frente do corpo.- Você poderia me matar facilmente. Isso é verdade. O único problema é que isso não será proveitoso para você. Posso dar tudo o que você quer: dinheiro e poder. Basta ficar ao meu lado e me ajudar.

O homem me encarou, com a arma ensanguentada em mãos, afagou o queixo e considerou por um instante. Ele foi se aproximando de mim, avaliando-me com cautela.  Ao mesmo tempo, a minha pulsação se acelerou, devido ao nervosismo que corroía minhas veias. Precisava que ele caísse, pois seria minha melhor oportunidade e minha única esperança.

Saquei devagar a minha adaga e, assim que ele chegou perto o suficiente de mim, cravei na sua coxa. Ele urrou de dor, agarrando a sua coxa, enquanto eu pegava de volta a adaga e já trocava de lado. Nesse meio tempo, empunhei meu gládio, no mesmo instante em que seus olhos se voltaram para mim. Vi seus olhos arderem de fúria, brilhando levemente, à medida que ele avançava mancando.

Antes que pudesse atacar, o famigerado arremessou o cutelo diretamente para cima de mim, mirando em minha cabeça. Mas, felizmente, me abaixei e desviei dois passos para o lado contrário. Consegui fazê-lo bem a tempo. Todavia, passou bem perto. Caso não ficasse esperta, esse conto acabaria virando o da mula sem cabeça, comigo como protagonista.

Avancei para cima dele pelo seu flanco direito, mas desviei para o esquerdo na última hora. Atingi suas costelas com meu cotovelo, a fim de desestabiliza-lo. E, aproveitando-me disso, projetei a empunhadura da adaga para sua cabeça. O único porém foi que ele conseguiu pegar minha arma e mandou-a longe. Em contrapartida, tirando a chance de ataque dele, mandei o meu punho para a sua mandíbula, com toda a minha força.

Sem demora, ele limpou o sangue, que escorria da boca, recuperou o cutelo e partiu de novo para cima de mim. Nem tive tempo para pensar, pois ele começou o ataque com um movimento rápido pela direita, com o cutelo ensanguentado, tentando acertar minhas costelas. Do qual, tive de recuar um pouco para trás, desviando pela esquerda.

Ataquei-o com um golpe duplo do meu gládio, mirando em seu peito. Ele desviou, como eu já havia previsto, porém usei isso como uma vantagem. Quando nossas armas se separam, aproveitei a brecha que havia e contra-ataquei, golpeando duplamente pela esquerda e pela direita de novo. A seguir, ergui e desci a lâmina, verticalmente, na altura de seu peito. Contudo, ele ainda conseguiu desviar. Praguejei em voz baixa e amaldiçoei a minha "sorte".

Nem assim pude parar, já partindo para cima dele novamente. Nesse ponto, dei um pequeno vacilo, ao atacar pela esquerda no mesmo sentido anterior. Enquanto ele, me atacou pelo meu ponto fraco, que era a direita, causando um corte em minhas costelas. Vi um pouco do fluído quente e escarlate manchar minha blusa, mas nada que fosse muito alarmante. Trinquei os dentes pela efêmera dor e olhei para seu sorriso presunçoso. Se não estava irritada antes, fiquei realmente irritada nesse momento.

Revidei com um movimento em formato de” X”, aproveitando da presunção dele. O lado vulnerável, que era seu abdômen, se abriu com um corte generoso. A raiva dele apenas aumentou mais, assim como seu vigor.

Ao mesmo tempo em que eu tinha de desviar agilmente de sua lâmina, que quase acabou por fazer um belo corte em mim, tentei acertar a lateral de seu corpo quando essa ficou descoberta, utilizando minha adaga. Infelizmente, ele conseguiu bloquear, ao utilizar o cutelo ensanguentado. Nossas lâminas ficaram presas uma a outra, retinindo com o contato, enquanto nos encarávamos. Desvencilhei a minha lâmina, fazendo um rápido giro com o corpo, seguido de um movimento horizontal. Do qual, ele escapou por muito pouco.

No entanto, o mesmo segurou o meu pulso, no meio de um ataque. Com um aperto firme, lançou-me contra a parede. A pancada foi certeira, mas não foi muito forte. Isso só ocorreu, porque eu a amorteci com os braços. Então, a dor não era lancinante, nem me incomodava. Meu problema maior era meu gládio, que estava caído no chão, muito longe de mim. Não tive chance de reação, pois o homem logo estava em cima de mim.

-Pronta para morrer, garotinha? –Ele perguntou, com o mesmo sorriso cruel e uma expressão sádica no rosto.- Tem palavras finais?  

Barão colocou a lâmina do cutelo no meu pescoço, lançou-a para cima e começou a descê-la, na direção da minha garganta. Consegui desviar no último instante, com um movimento simples de rolagem pela esquerda e um chute em suas costelas. Como ganhei um certo tempo, fiquei de pé e me recompus um pouco.  

Com a força da adrenalina em meu sistema, corri e alcancei minha arma. Bem a tempo, consegui aparar um de seus golpes. Libertei a minha lâmina da dele, girando o pulso um pouco. Felizmente, não foi em vão, pois consegui desestabilizar a arma das mãos dele e desarma-lo. Sem hesitar, no mesmo instante, atravessei seu coração com a minha arma.

Ele tentava falar em vão e olhava o sangue, que empapava sua camisa, à medida que os seus olhos perdiam o brilho. Seu corpo tombou no chão e a vida abandonou seu corpo, caindo ao lado da outra garota, já morta. O lado das minhas costelas ainda ardia e sangrava um pouco pelo corte mediano, mas não havia satisfação maior que aquela.

-Uma dica? Nunca fique no meu caminho. - Meus lábios projetaram um sorriso frio, malicioso e cortante, como uma lâmina afiada com a única finalidade de matar.  

Apenas dei de ombros, peguei minha arma, limpei o sangue de minhas mãos tranquilamente e deixei aquela cena de massacre para trás. Não tinha mais tempo a perder ali. Isso era certo.

O homem gordo já estava bem a frente, mas era visível. Então, antes que visse, o acompanhei pelas lúgubres ruas da cidade. Segui o homem gordo com o robô de perto, até chegar a uma fábrica enorme.

Ela era nada mais do que um bloco de concreto bem grande e cinza, com enormes chaminés de onde brotava uma densa fumaça, refletindo opacidade e tristeza. Escondi-me atrás de algumas caixas, que estavam por ali, para avaliar a situação. Só aí vi o mesmo homem seguir com Pinóquio, para uma portinha lateral. Nesse mesmo momento, ouvi um rosnado e vi três enormes cães, guardando a entrada da fábrica. Isto é, fora os que eu não via.

O único jeito de liberar a entrada era distraí-los. Se eles achassem que alguém queria entrar, além de mim... Iriam verificar e deixar a passagem livre. Me foquei, então, em uma outra porta lateral. Concentrei-me nela, para fazer com que se abrisse. E, logo, se fechasse com um baque. O baque foi bastante alto e atraiu muita atenção. Portanto, os cães de guarda foram até lá, latindo sem parar.

Usufruindo-me disso, corri para dentro da fábrica o quanto antes, seguindo na mesma direção do ladrão.
 

Adendos {♠}:
Armas Levadas:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

♦ {Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate]

♦ {Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]

♦ Nature / Pergaminho [Pedaço de pergaminho verde com propriedades mágicas de leve controle sobre a terra. Durante uma única ocasião, o usuário poderá fazer uma videira crescer a partir de terreno fértil - pavimento e concreto barrarão o desabrochar -, que irá liberar um pólen que paira no ar e recupera 30 de MP de até três pessoas em um raio de 2 metros. Para usá-lo, deve-se lê-lo, gastando uma ação de movimento. Não difere inimigo de amigo, sendo retirado do arsenal após o uso. O pólen continua no ar após a ativação por 1 turno, mas perde o efeito ao atingir os 3 alvos mais próximos (sem curar continuamente)] {Papel} (Nível Mínimo: 3) {Leve controle sobre a terra} [Missão OP: "Searching for Magic", avaliada e elaborada por Hipnos, att por Poseidon]

☩ Secterium [Um pigente de bronze forjado por Kimmie e abençoado por Afrodite, como forma de agradecimento. O pingente tem forma de pentagrama, para homenagear a descendência de Hécate da dona original. Com cinco centímetros de diâmetro, o símbolo da magia, uma vez por missão, é capaz de ser ativado pela portadora e brilhar intensamente em uma cor madrepérola. Com isso, o pingente amplificar o poderio das magias de Violet em 10%, durante dois turnos seguidos. Todavia, a amplificação só é válida se forem utilizados poderes ativos relacionados à deusa da magia, caso contrário a dona gastará o efeito do pingente em vão. A palavra final é do narrador - isto é, se a magia foi efetiva ou não.] {Bronze e Magia} (Nível mínimo: 10) {Leve controle sobre a Magia} [Recebimento: missão "Drama Queen", avaliada por Tânatos e atualizada por Ares]

Gládio de bronze sagrado [Semelhante a espada curta, porém esta tem a lâmina mais larga na base e maior no comprimento, medindo cerca de 80cm. Devido ao pouco peso, é empunhada com uma única mão, deixando a outra livre para utilizar escudos ou outros itens. O cabo é de madeira simples.][Bronze sagrado e madeira][Sem nível mínimo, sem elementos]

Braçadeira equina [Braçadeira feita de crina e couro de equiceph trançados. Ao ser ativada fornece ao semideus sentido sísmico em um raio de 15m. Isso permite que note a movimentação ao seu redor e no subsolo, desde que conectado ao solo - e os alvos idem. Não permite identificar o tipo específico de criatura, apenas tamanho aproximado (pequeno, médio, grande, etc) e localização aproximada dentro da área. O efeito funciona por 3 turnos, 1 vez por evento. (nível mínimo: 07) {Material: couro e pelo de equiceph} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]~no antebraço direito

Elixir da Vida (titânico): Recupera 100HP.
Elixir da Energia (titânico): Recupera 100EP.

☩ Bombet [Violet foi agraciada por um conjunto de peças de xadrez que aparentemente são apenas objetos para se jogar um jogo de tabuleiro. Todavia, o conjunto de peças foram encantados na Antiguidade pela própria deusa Hécate, a fim de que nunca terminem. Além disso, em sua principal propriedade mágica, cada uma das pecinhas atua como um explosivo que, ao serem atirados e consequentemente serem impactados com uma superfície, liberam uma pequena quantidade de luz suficiente para atrapalhar temporariamente um semideus mais fraco] [Material: Desconhecido] [Nenhum Elemento] [Nível Mínimo: 15] {Recebimento: missão "Chess", por Tânatos e atualizada por Asclépio]

— {Anakin} / Besta de repetição [Semelhante a uma besta pesada, mas dispara até 5 dardos antes de precisar ser recarregada novamente, tornando-a mais veloz que um arco. Exige o uso das duas mãos e, devido à posição necessaria para seu uso, nenhum tipo de escudo pode ser utilizado em conjunto. Após o término da munição, requer uma rodada para ser carregada.Seu alcance chega a 40m,com a eficácia caindo acima disso, podendo chegar no máximo a 60m, mas com chances de acerto, força e estabilidade de tiro bem menores, reduzindo muito seus efeitos. Seu impacto é superior ao de um arco longo composto, causando mais dano. Não requer tanta habilidade, sem tanta dificuldade de uso além da força requerida devido ao seu tamanho e de certa agilidade na recarga. Pode disparar até 2 virotes por vez][Madeira reforçada, bronze e ferro. Nível mínimo: 3. Sem elementos]

— {Amidala} / Virotes de besta pesada ou de repetição [Estes virotes são mais curtos que flechas, e mais maciços, com um formato cilíndrico mais denso e ponta mais avantajada em peso. Mais resistentes do que flechas, e mais pesados, mas por isso mesmo de alcance menor. Mais pesados que virotes de besta leve, e maiores, não podem ser usados com armas de tipo diferente do descrito na nomenclatura. Não acompanha estojo.][Madeira e bronze sagrado][Sem elemento, sem nível mínimo] [25 virotes]

Estojo de virotes [Bolsa de couro em formato quadrado, tipo carteiro, diferente da aljava é preferencialmente utilizado na cintura. Leve, suas dimensões são de 25cm x 25 cm x 10 cm, podendo ser utilizada para carregar um conjunto de virotes leves ou pesados, e um de bestas de mão, ou um outro item pequeno, dentro das dimensões (mas não tudo junto), mas dificilmente suportaria armas ou itens mal acomodados, por sua resistência.][Couro comum][Sem elemento, sem nível mínimo]
Poderes Utilizados:
Passivos:
♠Lvl 1 – Pericia com Feitiços: Eles conseguem realizar feitiços e magias com mais facilidade.

♠Lvl 4 - Olhos noturnos: Hécate é uma deusa associada à noite. Seus filhos ganham visão na penumbra e escuridão, podendo ver normalmente nessas condições, exceto na escuridão mágica.

♠Lvl 5 – Força Sombria: No escuro e na noite, você fica mais forte e ágil.

♠Lvl 6 - Livros de bolso: Qualquer livro que você queira carregar diminuem de tamanho e passam a caber perfeitamente no seu bolso.

♠Lvl12 – Recuperação de MP: Durante a noite, sua MP é carregada lentamente.

♠Lvl 15 - Magia das Sombras: No escuro e na noite, sua pericia com magia aumenta.

♠Lvl 21 - Sedução das sombras: Hécate é uma deusa ligada à noite, por isso seus filhos ganham bençãos adicionais nesse período, ficando mais belos que o normal.

♠Lvl 25 - Sentidos aguçados: Como os cães companheiros da deusa, seus filhos adquirem habilidades sensoriais aprimoradas. Seus 5 sentidos serão mais fortes que o de um humano-comum.
Ativos:
♠Lvl 1 - Prestidigitação: Pequenas mágicas, que não causam dano direto mas podem ser úteis em feitos interpretativos, ou como distração:

* Faz com que um objeto (até 0,5kg) fique limpo, sujo ou mude de cor

* Faz com que um objeto (até 0,5 Kg) levite lentamente - não pode ser usado para atacar

* Aquece, esfria ou tempera até 0,5 Kg de material inanimado por lvl - não pode ser usado em ataques

* Abre/ fecha portas e móveis que não estejam trancados, respeitando o limite de peso acima

* Cria som de fundo musical, etéreo

* Altera o cheiro e/ou gosto dos alimentos comuns

* Cria pequenos efeitos: velas acendem ou apagam, cortinas se movem, luzes piscam, baralhos que se embaralham sozinhos, etc - apenas um efeito por vez

* Cria pequenas luzes que dançam ao redor do semi-deus ao seu comando. Não ilumina verdadeiramente, sendo o equivalente a pequenos vaga-lumes.

Dura 3 rodadas e o semi-deus pode alternar o efeito entre elas. Limpar, sujar, mudar a cor ou trocar um objeto de lugar tornam-se permanentes após a duração, sendo necessário outra magia (para mudar a cor, por exemplo) ou ação física (limpar, mover) para restaurar os objetos. A quantidade de material que pode ser afetada/alterada aumenta em meio quilo a cada 5 níveis, para as 4 primeiras habilidades
Thanks Panda
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Nina A. Mutt em Qui 13 Ago 2015 - 23:07

Capítulo 4



Curioso não? Pensar que aquela realidade paralela poderia se dividir em tantas e tantas seções que, facilmente, uma mesma imagem poderia ser diferente para duas pessoas que dividiam o mesmo cômodo. Esse era um poder raro sobre as sombras, coisa que Nina não fizera sozinha, afinal sempre haveria um pouco da mandinga de Hipnos por trás das cortinas. Porém, ora pois, continuemos o ato que já está tão perto do fim.

As garotas alcançaram a porta lateral da fábrica, mas não notaram que os cães eram apenas espectros deformados que desapareceram com o vento em instantes. Aflitas, Mariana e Violet seguiram pelo corredor estreito, escutando um estalar constante de um maquinário aparentemente pesado bater ao final do corredor. Lentamente, como gatas assustadas, pisavam um pé seguido do outro, vozes vieram na direção contrária assustando-as, mas uma escada estrategicamente colocada no canto veio a calhar, escalaram e se esconderam no andaime do andar superior – e as vozes não mostraram seus rostos. Seguiram por este caminho bambo, equilibrando-se com cuidado para que a plataforma suspensa não se mexesse demais, lá embaixo o corredor estreito deu lugar às entranhas da Fábrica, que pulsavam por causa das crianças mirradas, pálidas e com movimentos robóticos, acorrentadas às esteiras.

Oh porra, que cena desagradável.

Ambas retesaram para assistirem, inúteis, a um garotinho que não deveria ter mais que 9 anos, que caiu no sono em cima da tinta fresca de um dos aparatos. Um apito soou e ensurdeceu a todos, o menininho dito assustou-se e começou a chorar quando dois guardas vieram e o tiraram de sua corrente, o pobre desesperou-se e debateu com todas as forças tentando se soltar, mas em vão, as faces metalizadas delatavam os robôs que apenas seguiam ordens. Em menos de meio minuto a fornalha foi aberta e do desafortunado guri sobraram-se apenas gritos e cinzas.

- Trágico não?

Nina surpreendeu-as pelas costas, mas estas estavam aterrorizadas demais com a cena para poderem gritar ou coisa parecida, enquanto a canídea parecia não mais impressionada quanto uma pessoa que passeia num parque num domingo à tarde.

- Não estava em meus planos que Stromboli se metesse nessa merda, nem que vocês vissem isso. Vou ajuda-las nesta pequena parte, peguem Pinóquio o mais depressa possível e vazem fugidas dessa boceta. – estralou os dedos, olhando para as outras crianças que soluçavam e choravam, aterrorizadas com a cena que, apesar de corriqueira, causava as mais nefastas sensações em suas tripas. – Ele está no escritório, peguem-no e devolvam a Gepeto.

Antes de dispensá-las de vez, a garota se aproximou e mexeu nos bolsos da calça negra que agora utilizava, estendeu a Mariana e Violet uma espécie de tampões de ouvido. As duas meninas se entreolharam e depois para a filha de Hades, que parecia ter perdido o juízo.

- Usem quando chegarem na casa do Gepeto, a baleia tem um canto sedutor demais. – logo em seguida, retirou-se nas sombras.

O relógio corria, elas não tinham tempo de perguntar. Correram aflitas até a direção indicada e, depois de alguns empecilhos*, acharam Pinóquio sentado numa cadeira, com as pernas paralelas e as mãos no colo, como um rapazinho educado que vai conhecer os pais da namorada pela primeira vez. Aquela visão era estranha, mas as garotas tinham uma missão, agarraram o boneco e não notaram, ali no canto, uma poça carmesim e um pobre gordo de peito, literalmente aberto.

Mariana e Violet já estavam a uma distância considerável do local quando ouviram o baque da explosão e o enorme cogumelo de fumaça tornar a escuridão ainda mais implacável, o engasgo no peito de ambas aliviou-se quando ouviram o grito de comemoração de algumas crianças ao longe. Continuaram seu caminho e abriram a porta, encontrando um Gepeto confuso, tentando assimilar os corpos no chão com as duas garotas que haviam acabado de chegar com o seu Pinóquio.

Já não era mais o senhor distinto que elas viram no palco, sequer uma sombra do que ele poderia ser um dia, não passava de um decrépito, confuso em suas próprias insanidades e memórias. Era de dar pena, e este nem é um sentimento digno.

- Pi-pinóquio? – ele gaguejou, estendendo os braços para o robozinho.

Um estalo aconteceu, seguido de um palpitar alto. Um, dois, três, Pinóquio se mexeu. Quem fosse que estivesse o segurando, soltou na hora e viu o prototipozinho começar a se movimentar, arriscando um passo ali e outro aqui, o órgão no centro da cavidade estava protegido por uma chapa de vidro grosso, por isso as garotas não tinham notado. Ele foi até Gepeto, de braços abertos, como um bebê que quer receber o abraço caloroso do pai. Era uma cena até mesmo tocante, diante de toda aquela merda que Violet e Mariana haviam presenciado, poderia ser até mesmo uma espécie de alívio final.

Então aconteceu.

O barulho de tiro emudeceu a todos ali, especialmente Gepeto, que agora tinha um buraco no meio da testa e nenhum controle sobre o corpo, que cedeu à gravidade. Pinóquio virou-se, seu nariz antes perfeito, agora era um cano de revólver.

F o d e u.

Pinóquio:

Sim, este é o Boss.
Características: Feito liga de aço, fibra de carbono e vidro, o robozinho do tamanho de uma criança tem um arsenal de guerra que não se pode duvidar, já que Gepeto queria fazer um filho à prova da “morte”. O coração palpita, mas a alma não veio, tornando apenas um aparato com uma configuração inicial: sobreviver a qualquer ameaça. Adivinhem? Vocês são as ameaças agora.

Armas: Nariz de revólver, dedos extensores, força suficiente para quebrar algum osso, agilidade mediada e uma arma secreta que, aconselho, ficarem longe.
Status: 480/480

Informações


  • Aviso de antemão, a cidade e o tempo não importam de fato, está perdido entre o futuro, o passado, o presente ou o nada.
  • Clima: 10º Celsius; Céu noturno e névoa ainda fina.
  • Horário: Passa das 22h47min.
  • Armas, pets, poderes em spoiler. Não coloquem “considerar até tal nível”, eu sou preguiçosa demais para abrir a conta de vocês e ver a porra do nível, quebrem meu galho, obrigada.
  • Templantes legíveis, texto revisado (tenho pavor de erros grotescos) e tudo bem organizado, brocha demais ler uma sopa de letrinhas vomitada.
  • O prazo é de cinco dias e este treino está aberto apenas à Mariana, Sophie e Violet, que escolheram o conto do Pinóquio.
  • Staff também poderá postar, mas não sem antes me dar um aviso prévio.


Obrigatórios


  • Lembro a todas que apesar dos grupos o treino é individual, suas emoções, ações, pensamentos e falas de modo isolado estão sendo categoricamente analisadas.
  • Vocês tem a liberdade de descrever todos os momentos narrados do ponto de vista das suas personagens.
  • A respeito do “resgate” do Pinóquio, deixo por conta em risco, enfatizando que não foi fácil, vocês devem criar a complicações, podendo ser um embate, ou fuga dos robôs guardas. Quanto a Stromboli, não se preocupem, eu dei um jeito.
  • O round começa, Pinóquio usará seu nariz revólver novamente, saiam da linha de tiro e narrem um combate sem certezas.
  • Este é o penúltimo round.


Nina A. Mutt
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Violet Young em Ter 18 Ago 2015 - 22:09

Capítulo Quatro- Pinóquio
And they lived happily ever after ... or not

Minhas pernas ardiam tanto que, depois de algum tempo, fui forçada a parar. Olhei para a entrada do corredor, já bastante distante de onde me encontrava, mas não vi nada. Me permiti suspirar aliviada nesse momento e recompor-me um pouco, pois respirava com dificuldade. No entanto, ouvi os ruídos constantes de uma máquina, bem pesada, que batia no fim do corredor.

Sem conter minha curiosidade, avancei lentamente pelo corredor, tomando muito cuidado para não chamar atenção. Constituindo o meu único problema, vozes chegaram aos meus ouvidos, vindas das minhas costas. Um nervosismo enorme se apossou de mim, unido à aflição. Até que, por muita sorte, achei uma pequena escada ali. Nem parei para pensar, apenas subi e me escondi nas sombras do andaime, no andar superior.

Utilizando o máximo de cautela possível, caminhei sobre a plataforma bamba. Um suor frio descia por minha espinha, à medida que a plataforma sacudia, mesmo com os meus esforços para que ela não se mexesse. Até mesmo, senti-me aliviada, assim que consegui chegar ao coração da fábrica. Um terrível erro.

Pois, vi milhares de crianças muito alvas e raquíticas, com os olhos vidrados no trabalho que faziam. Elas ainda estavam acorrentadas às esteiras, como se não tivessem vida. Como se não fossem nada mais do que robôs. A cena era, no mínimo, horripilante e cruel. Tanto que senti um calafrio em minha espinha e uma enorme compaixão, por aquelas pobres crianças desafortunadas.

Ainda em agonia, observei um dos garotos cair no sono e, logo, um apito ensurdecedor soar. Sabia que aquilo terminaria mal, porém, não conseguia desviar os olhos de tamanha injustiça. O pior era ficar impotente, sem nada poder fazer, enquanto os guardas robôs o levavam, em prantos, para a fornalha. Cada choro dele, era como uma facada em meu coração. E tive que cerrar forte os punhos, para controlar-me. Sim, eu tinha um coração, mesmo que às vezes não parecesse.  

Por fim, o fogo acabou por consumi-lo e um horror incrédulo preencheu-me. Assim como, um ódio sem medidas. Minha vontade era fazer quem quer que estivesse por trás disso, sofrer muito e pagar cada prejuízo. Contudo, minha impulsividade não levaria a nada, apenas à morte. Então, permaneci quieta, em aflição.

A presença de Nina fez-se notar, como um fantasma, atrás de mim. Nenhum grito saiu de minha boca, mas meu coração se acelerou de imediato, pelo susto. Enquanto eu estava à beira de ataque de cólera, ela mostrava-se impassível. Uma dádiva, sem dúvidas.

Escutei suas ordens, com o máximo de atenção, e assenti no fim. Achei bem curioso aqueles tampões, que ela me ofereceu, mas não questionei e nem recusei.

Com as mãos ainda tremendo e as pernas bambas, por causa das fortes cenas, segui na direção indicada. No entanto, antes de conseguir ir muito longe, dei de cara com um dos robôs. E, em poucos segundos, surgiram outros atrás de mim. Estava cercada. Completamente presa em uma encruzilhada sem saída.

-Porra! Por que Tique tem que me “amar” tanto? – praguejei, entredentes.

Minhas mãos estavam pegajosas, devido ao nervosismo, e minha mente tentava achar alguma saída, conforme eles chegavam mais perto de mim. Seus rostos metálicos, acompanhando cada movimento que eu fazia. Tinha que pensar rápido, se quisesse sobreviver.  Entretanto, não tinha tempo para lutar agora e cada vez mais, ficava impossível achar uma saída. Engoli em seco, tentando achar uma saída menos arriscada, pois a única saída era uma completa loucura. Mesmo que, ainda fosse a única opção. Então, empurrei o robô contra a parede, para liberar a passagem, e corri o máximo que pude pelos corredores.

Os robôs não demoraram a me seguir também, chegando bem perto de mim. Segui até o fim do corredor, virando a direita. Depois, virei para a esquerda. Sabia que aquele não era o caminho correto, mas tinha que despista-los. Portanto, virei de novo para a direita, com eles já bem perto de mim. Fiz o caminho em círculos por um bom tempo, a fim de tira-los da minha “cola”. Todavia, eles continuavam a me seguir, cada vez mais perto.

No meio do caminho, em um retorno que fiz por um corredor, tropecei e caí. A frieza do chão metálico da fábrica era sentida até em meus ossos. Mas não era isso que me preocupava, somente os robôs, que estavam cada vez mais próximos. Levantei-me o mais rápido que pude e continuei a fazer um caminho em círculos, para dispersa-los. Percorri muitos corredores, paralelos ao corredor principal, sempre retornando para o mesmo.

Só depois de um tempo, ousei mais e fui mais longe. Passando por corredores mais remotos e me afastando cada vez mais do corredor principal, continuei a andar rápido. Cheguei a uma entrada dupla, onde tinha de escolher para onde ir. Parei só um instante, seguindo pela esquerda, o caminho correto.

Ainda corria dos robôs perseguidores, como uma louca, quando cheguei até uma simples porta. Ali, havia estava escrito, em letras grandes: “ESCRITÓRIO”. Abri, entrei e logo tranquei. Minha respiração era difícil e as minhas costelas latejavam como nunca, constituindo um constante lembrete do que me esperava lá fora. Mas nada superava a estranheza da cena diante de mim. Pinóquio estava sentado em uma cadeira, de um modo comportado até demais. Parecia mesmo, assustadoramente, um garoto normal.

Como não tinha tempo para mais observações, porque o tempo corria cada vez mais rápido, apenas peguei o robô e saí pela mesma porta.  Para a minha felicidade, os robôs haviam sumido e não tive dificuldade em refazer o caminho. Isto é, antes de ouvir um barulho ensurdecedor.

Assim que a exploração chegou aos meus ouvidos e a fumaça foi vista, mesmo com os gritos de comemoração, aumentei minha cautela. Seguia devagar, observando cada canto. Permaneci assim, até que cheguei a uma porta e a abri. Fiquei bem surpresa ao ver Gepeto, ou o que sobrara dele, por ali, cercado de corpos. Sua expressão era de confusão e indignação. Ele parecia mais perdido do que tudo. Não só daquela cena, mas de si mesmo.  Somente o olhar esperançoso, fascinado e cheio de lágrimas, quando ele viu Pinóquio, pareceu devolver-lhe alguma vida.

Ao som do chamado dele, Pinóquio criou vida e foi até o inventor, de braços abertos. A cena seria até bonita, se não houvesse acabado de modo trágico. Tudo o que se ouviu, por um bom tempo, foi o barulho alto de um tiro. Seguido, por um buraco na testa de Gepeto.

Durante um segundo inteiro, a indignação superava tudo em mim. Pinóquio voltou seu olhar para mim, com a nariz ainda como o cano de uma arma, e avançou. Instantaneamente, abaixei-me e rolei para o lado. Sem perder tempo, seus dedos se alongaram até mim, tentando agarrar minha perna. E, assim, puxar-me para si. Antes que ele apertasse, saquei minha adaga de imediato e, com seu cabo, golpeei os dedos dele.

Assim que pude, me levantei e avancei contra ele. Se queria ficar longe daquele revólver, precisava diminuir a distância entre nós. Ataquei-o pela direita, mirando em sua lataria, com o máximo de força que podia. Aproveitando-me disso, com foco nas suas ligações do joelho, para desestabiliza-lo, abaixei-me e ataquei a área com minha adaga. Rolei de lado novamente, para ficar atrás dele e tirar certa vantagem.

Antes que ele se virasse, peguei a minha faca e arremessei- a, planejando acertar em sua cabeça. Quando ele se virou, usou de novo o nariz. E, enquanto tentava desviar para o lado contrário, seus dedos se alongaram de novo, na minha direção. Eles tentaram se fechar em minha perna, para derrubar-me no chão. Assim como, logo a seguir, pegar o meu pescoço.

Concentrando-me no que eu precisava, apontei para um lugar acima de Pinóquio e, aos poucos, as sombras foram se aglomerando. Até formar um bando de corvos, que se juntaram ao redor do alvo, a fim de distrai-lo o suficiente. E, assim, o seu ataque não funcionaria. Pelo menos, essa era teoria.

Novamente avancei para cima dele, utilizando também o gládio. Meu foco era sua mão, por isso, projetei a lâmina para seu pulso. Essa era a única maneira de sanar um pouco dos seus ataques.

Sem demora, saquei meu grimório e abri na página correta. Ele não parecia muito feliz, quando se virou para mim, com o revólver preparado de novo.

- Motus. -Ordenei, concentrando-me em um pesado painel que havia por ali, para jogá-lo em cima do robô.

Pinóquio, por sua vez, voltou-se para mim e quase pude ver faíscas saindo de suas engrenagens, movidas pela fúria. Ele avançava contra mim, mais irritado do que nunca. Concentrei-me em achar o feitiço correto, do grimório em minhas mãos. E, ao simples som da palavra “Carcerem”, correntes negras surgiram, com a finalidade de prender Pinóquio.

Assim, saquei minha besta, já carregada, e mirei no centro de seu peito, na placa onde estava o seu coração.

Meu objetivo era apenas um: acabar com ele, utilizando sua única franqueza e o maior dos males. O coração.  

 

Adendos {♠}:
Armas Levadas:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

♦ {Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate]

♦ {Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]

♦ Nature / Pergaminho [Pedaço de pergaminho verde com propriedades mágicas de leve controle sobre a terra. Durante uma única ocasião, o usuário poderá fazer uma videira crescer a partir de terreno fértil - pavimento e concreto barrarão o desabrochar -, que irá liberar um pólen que paira no ar e recupera 30 de MP de até três pessoas em um raio de 2 metros. Para usá-lo, deve-se lê-lo, gastando uma ação de movimento. Não difere inimigo de amigo, sendo retirado do arsenal após o uso. O pólen continua no ar após a ativação por 1 turno, mas perde o efeito ao atingir os 3 alvos mais próximos (sem curar continuamente)] {Papel} (Nível Mínimo: 3) {Leve controle sobre a terra} [Missão OP: "Searching for Magic", avaliada e elaborada por Hipnos, att por Poseidon]

☩ Secterium [Um pigente de bronze forjado por Kimmie e abençoado por Afrodite, como forma de agradecimento. O pingente tem forma de pentagrama, para homenagear a descendência de Hécate da dona original. Com cinco centímetros de diâmetro, o símbolo da magia, uma vez por missão, é capaz de ser ativado pela portadora e brilhar intensamente em uma cor madrepérola. Com isso, o pingente amplificar o poderio das magias de Violet em 10%, durante dois turnos seguidos. Todavia, a amplificação só é válida se forem utilizados poderes ativos relacionados à deusa da magia, caso contrário a dona gastará o efeito do pingente em vão. A palavra final é do narrador - isto é, se a magia foi efetiva ou não.] {Bronze e Magia} (Nível mínimo: 10) {Leve controle sobre a Magia} [Recebimento: missão "Drama Queen", avaliada por Tânatos e atualizada por Ares]

Gládio de bronze sagrado [Semelhante a espada curta, porém esta tem a lâmina mais larga na base e maior no comprimento, medindo cerca de 80cm. Devido ao pouco peso, é empunhada com uma única mão, deixando a outra livre para utilizar escudos ou outros itens. O cabo é de madeira simples.][Bronze sagrado e madeira][Sem nível mínimo, sem elementos]

Braçadeira equina [Braçadeira feita de crina e couro de equiceph trançados. Ao ser ativada fornece ao semideus sentido sísmico em um raio de 15m. Isso permite que note a movimentação ao seu redor e no subsolo, desde que conectado ao solo - e os alvos idem. Não permite identificar o tipo específico de criatura, apenas tamanho aproximado (pequeno, médio, grande, etc) e localização aproximada dentro da área. O efeito funciona por 3 turnos, 1 vez por evento. (nível mínimo: 07) {Material: couro e pelo de equiceph} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]~no antebraço direito

Elixir da Vida (titânico): Recupera 100HP.
Elixir da Energia (titânico): Recupera 100EP.

☩ Bombet [Violet foi agraciada por um conjunto de peças de xadrez que aparentemente são apenas objetos para se jogar um jogo de tabuleiro. Todavia, o conjunto de peças foram encantados na Antiguidade pela própria deusa Hécate, a fim de que nunca terminem. Além disso, em sua principal propriedade mágica, cada uma das pecinhas atua como um explosivo que, ao serem atirados e consequentemente serem impactados com uma superfície, liberam uma pequena quantidade de luz suficiente para atrapalhar temporariamente um semideus mais fraco] [Material: Desconhecido] [Nenhum Elemento] [Nível Mínimo: 15] {Recebimento: missão "Chess", por Tânatos e atualizada por Asclépio]

— {Anakin} / Besta de repetição [Semelhante a uma besta pesada, mas dispara até 5 dardos antes de precisar ser recarregada novamente, tornando-a mais veloz que um arco. Exige o uso das duas mãos e, devido à posição necessaria para seu uso, nenhum tipo de escudo pode ser utilizado em conjunto. Após o término da munição, requer uma rodada para ser carregada.Seu alcance chega a 40m,com a eficácia caindo acima disso, podendo chegar no máximo a 60m, mas com chances de acerto, força e estabilidade de tiro bem menores, reduzindo muito seus efeitos. Seu impacto é superior ao de um arco longo composto, causando mais dano. Não requer tanta habilidade, sem tanta dificuldade de uso além da força requerida devido ao seu tamanho e de certa agilidade na recarga. Pode disparar até 2 virotes por vez][Madeira reforçada, bronze e ferro. Nível mínimo: 3. Sem elementos]

— {Amidala} / Virotes de besta pesada ou de repetição [Estes virotes são mais curtos que flechas, e mais maciços, com um formato cilíndrico mais denso e ponta mais avantajada em peso. Mais resistentes do que flechas, e mais pesados, mas por isso mesmo de alcance menor. Mais pesados que virotes de besta leve, e maiores, não podem ser usados com armas de tipo diferente do descrito na nomenclatura. Não acompanha estojo.][Madeira e bronze sagrado][Sem elemento, sem nível mínimo] [25 virotes]

Estojo de virotes [Bolsa de couro em formato quadrado, tipo carteiro, diferente da aljava é preferencialmente utilizado na cintura. Leve, suas dimensões são de 25cm x 25 cm x 10 cm, podendo ser utilizada para carregar um conjunto de virotes leves ou pesados, e um de bestas de mão, ou um outro item pequeno, dentro das dimensões (mas não tudo junto), mas dificilmente suportaria armas ou itens mal acomodados, por sua resistência.][Couro comum][Sem elemento, sem nível mínimo]
Poderes Utilizados:
Passivos:
♠Lvl 1 – Pericia com Feitiços: Eles conseguem realizar feitiços e magias com mais facilidade.

♠Lvl 4 - Olhos noturnos: Hécate é uma deusa associada à noite. Seus filhos ganham visão na penumbra e escuridão, podendo ver normalmente nessas condições, exceto na escuridão mágica.

♠Lvl 5 – Força Sombria: No escuro e na noite, você fica mais forte e ágil.

♠Lvl 6 - Livros de bolso: Qualquer livro que você queira carregar diminuem de tamanho e passam a caber perfeitamente no seu bolso.

♠Lvl12 – Recuperação de MP: Durante a noite, sua MP é carregada lentamente.

♠Lvl 15 - Magia das Sombras: No escuro e na noite, sua pericia com magia aumenta.

♠Lvl 17 - Decisão: Hécate rege as encruzilhadas, portanto, sempre que se confrontarem com dois ou mais caminhos seus filhos saberão qual deles leva à direção correta - só é valido para caminhos "normais" como estradas, ruas e trilhas, e se o filho de Hécate saber exatamente aonde quer chegar.

♠Lvl 21 - Sedução das sombras: Hécate é uma deusa ligada à noite, por isso seus filhos ganham bençãos adicionais nesse período, ficando mais belos que o normal.

♠Lvl 25 - Sentidos aguçados: Como os cães companheiros da deusa, seus filhos adquirem habilidades sensoriais aprimoradas. Seus 5 sentidos serão mais fortes que o de um humano-comum.
Ativos:
♠Lvl 7 – Mágica de Iniciante-"Motus": Permite mover objetos ou criaturas, 5 kg iniciais + 10 kg a cada 5 níveis após adquirir esta magia. Pode empurrar, levitar, usar objetos para atacar ou movimentar como se estivesse em uso pelo próprio mago. Ex - Um semideus de lvl 14 pode mover até 15 kg (5 no nível 7 + 10 no nível 12).

♠Lvl 13 - Revoada de corvos: O mago invoca os animais que são um dos símbolos de hécate. Os corvos surgem no ponto indicado pelo mago e durante 3 rodadas rodeiam o inimigo, bicando-o e atrapalhando sua visão. Os corvos não são magicos, podendo ser mortos ou bloqueados normalmente, mas causam dano e servem como distração.

♠Lvl15 – Mágica Intermediaria-"Carcerem": Magia da Prisão que faz com que correntes negras apareçam do nada e prendam seu inimigos.
Thanks Panda
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Mariana A. Lima em Qua 19 Ago 2015 - 0:21


Mentiras.


❝A MENTIRA
É UMA VERDADE
QUE NUNCA ACONTECEU❞



Correr sem olhar para trás era o que eu fazia naquele momento. Ainda sentindo-me seguida, corri até a porta lateral e passei tão rápido, que se não fosse pelo barulho de maquinário e de gente, eu não teria parado. Assustada, sentei-me, tentando recuperar o fôlego enquanto observava a fábrica e, ao ouvir passos em minha direção, não pensei duas vezes antes de começar a me movimentar, querendo sair dali.

Eu já disse, em algum lugar desse gigante texto, que não tinha nenhuma habilidade em stealth — "istelfi", para os íntimos — e que poderia muito bem ser descoberta se as pessoas prestassem mais atenção nessas coisas. Aparentemente, esse não foi o caso. Talvez também o barulho quase ensurdecedor das máquinas tenha ajudado nisso, mas o fato é que, mesmo andando de maneira ridícula e fazendo tanto barulho quanto um elefante pisando, não fui notada pelos guardas.

"Ufa", pude pensar por um momento.

Porém, vocês sabem que meu azar é uma coisa bem gigante e que a deusa da sorte, seja lá quem ela fosse, não gostava da minha pessoa. Portanto, passei um tremendo sufoco ao me esconder em um dos andaimes da fábrica e sentir pessoas passarem por cima de mim conversando sobre alguma coisa que eu estava nervosa demais para entender. E ô periodo grande. Espero que não tenham perdido o fôlego com ele.

Pior que isso foi ver a cena que eu vi. Quando eu brinco sobre espetinho e churrasquinho de Mariana, eu nunca quero dizer isso literalmente. Sabe, a única coisa que me impede de ser melancólica com relação a tudo que passei é poder rir sobre isso um dia. E, ao ver aquela criança ser jogada em uma fornalha como se fosse uma tora de madeira, me fez reconsiderar um pouco as piadinhas que eu faço.

Isto é, além de quase me fazer vomitar.

Agora que penso sobre isso, talvez, naquela hora, meu cérebro não quisesse processar exatamente o que acontecia. Falando dessa maneira, parecia que eu tinha um egoísmo maior do que nunca, mas entendam: Sou facilmente impressionável. Se não conseguirem entender agora, talvez o façam quando eu narrar o final de tudo.

Levando um tremendo susto com a voz da gótica, eu tive de me retesar para não dar uma cotovelada em alguém que não merecia. Ainda meio mal por causa do garoto, peguei os tampões e logo os coloquei dentro de meus ouvidos, provavelmente não tendo escutado mais uma daquelas crianças ser jogada na fornalha ou algo assim. Obviamente, não liguei para o fato de que eles só deveriam ser usados quando nós fôssemos chegando próximas à casa do tal coroão.

Saí correndo, sabendo que não teria habilidade para passar despercebida pelos guardas. Assim que encontrei a primeira leva de pessoas e, pasmem, robôs, fiz a primeira coisa que me passou na cabeça: me protegi atrás de uma das paredes de uma sala próxima. As balas dos robôs passavam raspando, me fazendo tremer mais do que bambu quando vento passa.

E isso me lembra uma coisa: a bruxinha também não estava comigo. Provavelmente ela deveria ter seguido por outro caminho.

Sem exatamente uma saída e sabendo que aqueles caras estavam provavelmente se aproximando enquanto atiravam, a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi aquele velho palavrão que indicava minha total má sorte. Depois, apalpei meus bolsos até achar o grimório. Assim que o encontrei, revirei as páginas, procurando por algum feitiço útil para minha situação desesperadora. Achei-o e, embora não soubesse se iria funcionar bem com balas, eu teria que tentar. Lendo o feitiço e sua conjuração com a maior pressa que uma garota poderia ter, gritei:

— Armorum!

Uma armadura de magia recobriu meu corpo assim que o primeiro dos guardas me alcançou. Ele atirou na região do meu tórax e, mesmo que o impacto me fizesse recuar, não havia ferimentos. Então, ao ver isso, eu corri, sabendo que aquela armadura iria se dissipar logo e passei pelos robôs e pessoas com as mãos na cabeça, tentando protegê-la. Claro, acabei recebendo um tiro de raspão na têmpora direita, mas, quando a magia se desfez, já estava longe o suficiente para que os projéteis me atingissem.

Molhada de sangue, não pensei muito nisso. Em vez disso, continuei correndo como podia e, mesmo vendo inimigos, desviava meu caminho rapidamente. Houve uma hora que, apesar do desespero, tive de me trancar em uma das salas de materiais para conseguir despistar os vários tipos de guardas dali — e também para recuperar o fôlego, embora ele não seja importante nesse momento. Passando a mão pela minha cabeça, notei o sangue que escorria daquela região e, mesmo sendo pouco, ainda era suficiente para me deixar um tanto desorientada. Por isso, não é muito difícil adivinhar que a prece que fiz para Asclépio, fez com que aquela ferida estancasse quando eu a toquei pela segunda vez.

Sentindo-me muito cansada ao chegar no lugar onde estava o tal robô, vi a tal bruxinha levá-lo. Ao perceber aquilo, não demorei tanto tempo ali e, ao ver uma escada externa logo abaixo da janela do escritório, desci por ela, encontrando a tal garota que fazia o treino comigo lá embaixo. Corremos até a casa do coroão, de onde tínhamos partido para recuperar o robô, e assim que chegamos lá, a bruxinha entregou o robô ao velho, enquanto eu escorregava pela porta até sentar no chão, extremamente cansada.

Tiros tem barulhos ensurdecedores, devo dizer. Além de assustarem mais do que a voz de uma gótica que aparece do nada perto das pessoas. Então, acho que é meio óbvio que, ao olhar para o coroão caído ao chão, minha mente já não reagia mais racionalmente. Não me lembro do que aconteceu, embora ainda passem borrões na minha cabeça de um boneco avançando na minha direção e eu gritando mais uma vez aquele mesmo feitiço de antes enquanto rolava para o lado, na direção de algum móvel que pudesse me proteger.

Não me lembro se ataquei logo após. Devo o ter feito, pois via alguns corvos avançarem para cima do inimigo.

Coisas:

Armas

{Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate] (Na cintura)

{Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]  (Na mão.)

♠ Directions/ Bússola [A bússola possui uma coloração prateada, que brilha levemente. Essa parece com uma outra qualquer, e funciona como uma em horas normais, mas, quando Mariana estiver perto da presença de algum monstro, o objeto começará a vibrar e ficará quente.] {Prata} (Nível mínimo: 5) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão "A Nova Amiga", avaliada por Selene e att por ~Eos] (No bolso)

— Bolsa de Componentes Mágicos / Bolsa (Nela são guardados desde objetos para preparo de poções até bisturis e utensílios médicos [ela possui espaço infinito para tais coisas e somente para tais coisas; também aparece e desaparece, dependendo exclusivamente da necessidade do semideus]) {Couro} (Nívem mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento)[Presente de Curandeiro] (Pendurada no ombro)

— Colar do Serpentário / Colar (o formato e o estilo da confecção lembram uma serpente dourada; nunca pode ser perdido, vendido ou retirado a força, pois identifica os curandeiros e, portanto, não é considerado um item nas contagens para missões, eventos e tramas, embora ainda seja preciso citá-lo) (seu efeito principal é o de, quando retirado do pescoço, se transformar em um dos itens a seguir: uma réplica quase totalmente semelhante do Bordão de Asclépio (ou seja, uma espécime de bastão rústico e fino envolvido por uma serpente de escamas feitas de prata envenenada que podem ser tão afiadas quanto uma espada, possuindo o mesmo potencial de corte de uma arma laminada; ele se adapta completamente ao tamanho e porte físico do usuário). {Prata, madeira e veneno} (Nível mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento) [Presente de Curandeiro] (No pescoço)

❖ {Antidote} / Colar [O colar feito na enfermaria é composto de um pequeno frasco como pingente, preso a uma corrente fina de bronze. Ele tem forma de prisma e contém no interior um líquido cor-de-rosa, capaz de aumentar as habilidades físicas de Mariana (velocidade, esquiva, força, etc) em 10% quando ingerido. Só pode ser utilizado uma vez por evento/missão, com duração de um turno. Após esvaziado, o pequeno frasco leva 24 horas para encher-se magicamente de novo.] {Bronze, Vidro e Poção} (Nível mínimo: 10) {Elemento: Habilidades Físicas} [Recompensa pela missão "Poison", avaliada por Lady Psiquê e atualizada por Odisseu.] (No pescoço)

Poderes Passivos:

Lvl 1 – Pericia com Feitiços: Eles conseguem realizar feitiços e magias com mais facilidade.

Lvl 3 – Resistência contra magia: Mágica não é tão eficaz contra você, por seu domínio sobre ela. Todas as mágicas hostis tem seu efeito reduzido em 50%.

Lvl 4 - Olhos noturnos: Hécate é uma deusa associada à noite. Seus filhos ganham visão na penumbra e escuridão, podendo ver normalmente nessas condições, exceto na escuridão mágica, que sofre os efeitos do poder acima. NEW

Lvl 7 - Ritualista lvl 1: Magia envolve poder, e quanto mais usuários juntos, maior a potência mágica. A partir deste nível, o filho de Hécate trabalha melhor em conjunto, sabendo potencializar suas aptidões. Sempre que houver outro usuário de magia em seu grupo (um irmão, feiticeiro ou filho de Nyx) independente do seu nível, os poderes de todos os "magos" passam a custar 10% menos mp e a causar 10% a mais de dano. NEW

Poderes Ativos:

Lvl 7 – Mágica de Iniciante

"Armorum": Aura mágica protege o mago como uma armadura leve. NEW

Lvl 13 - Revoada de corvos: O mago invoca os animais que são um dos símbolos de hécate. Os corvos surgem no ponto indicado pelo mago e durante 3 rodadas rodeiam o inimigo, bicando-o e atrapalhando sua visão. Os corvos não são magicos, podendo ser mortos ou bloqueados normalmente, mas causam dano e servem como distração. NEW
Mariana está agindo por instinto. É isso.
Mariana A. Lima
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Nina A. Mutt em Sex 28 Ago 2015 - 17:02

Capítulo final



O embate estava complicado, tanto para as duas que já estavam exaustas de tantos traumas numa única noite, quanto para Pinóquio com seus circuitos sobrecarregados pelos danos causados por Violet, poderia o destino ironizar e dizer que ele estava puto, mas robôs não contém esse tipo de programação, o pobrezinho ali não era exceção. Avaliando o local ao redor, a probabilidade de erro e o poder de destruição, Pinóquio acionou sua cartada final. O sistema de defesa ativado fez uma junta de ferro ainda mais forte englobar a parte danificada do coração, seus olhos se fecharam, o nariz voltou ao normal, o bizarro mesmo foi o queixo abrir-se até o peito.

As garotas entenderam quando já aconteceu, o grito supersônico do robô era potente o suficiente para abrir um rombo no cérebro de qualquer um. Mariana já utilizando os tampões não sentiu o impacto da mesma forma que Violet, que desesperadamente procurava os seus enquanto suportava a dor lancinante nas costelas empapadas de sangue.

A cada segundo o som ficava mais e mais alto, agudo até, vidros se rompiam, metal se retorcia, aquela realidade esquisita parecia até mesmo estar entortando com a força irracional da voz dele, e não era uma mentira. Enquanto fugiam para longe, as garotas notavam que toda aquela realidade falsa projetada pela cadela, sucumbia perante o estrondo. Casas ruíam, pessoas se debatiam na rua, o céu despedaçava,  asfalto ruía, tudo ia de mal a pior, aliás minto, o fato dos dedos alongados de Pinóquio estarem indo atrás delas como cobras era loucura descabida.

No cemitério elas viram um clarão, onde uma forma ovalada apareceu e, dentro dela, a conhecida biblioteca e os corpos físicos das garotas se encontravam, mas conforme o tempo o portal ia diminuindo, era uma corrida contra o tempo e contra os tentáculos que vinham em seu encalço famintos, além do arrepiar gélido da loucura que fungava feroz em seus cangotes.

Precisavam ignorar a dor, as memórias ruins, o fedor de sangue nas vestes e, acima de tudo, o medo. Corriam velozes, afoitas, era isso ou suas vidas.

Corra Forrest! Corra.

Pinóquio:

Sim, este é o Boss.
Características: Feito liga de aço, fibra de carbono e vidro, o robozinho do tamanho de uma criança tem um arsenal de guerra que não se pode duvidar, já que Gepeto queria fazer um filho à prova da “morte”. O coração palpita, mas a alma não veio, tornando apenas um aparato com uma configuração inicial: sobreviver a qualquer ameaça. Adivinhem? Vocês são as ameaças agora.

Arma Secreta: Urro Diabólico / Poder (Pinóquio consegue emitir um grito supersônico numa frequência tão alta que é capaz de explodir a cabeça de qualquer um, literalmente

Status: 380 - (errei ao por mp, desculpa :v)

Meninas:

Violet Young:

375/266
* Caso tenha alguma dúvida a respeito da soma, me contate, sou péssima com números.
Obs. Dano na costela, causado pelo golpe de cutelo de Barão.
Obs. 2. Hematomas no pescoço causado pelo sufocamento dos dedos de Pinóquio.
Mariana A. Lima:

245/94
*Caso tenha alguma dúvida a respeito da soma, me contate, sou péssima com números.
Obs. Machucados causado pelos tiros, mesmo que a armadura segure, ela não inibe a dor.

Informações


  • Aviso de antemão, a cidade e o tempo não importam de fato, está perdido entre o futuro, o passado, o presente ou o nada.
  • Clima: 10º Celsius; Céu noturno e névoa ainda fina.
  • Horário: 00h00min.
  • Armas, pets, poderes em spoiler. Não coloquem “considerar até tal nível”, eu sou preguiçosa demais para abrir a conta de vocês e ver a porra do nível, quebrem meu galho, obrigada.
  • Templantes legíveis, texto revisado (tenho pavor de erros grotescos) e tudo bem organizado, brocha demais ler uma sopa de letrinhas vomitada.
  • Staff também poderá postar, mas não sem antes me dar um aviso prévio.


Obrigatórios


  • Lembro a todas que apesar dos grupos o treino é individual, suas emoções, ações, pensamentos e falas de modo isolado estão sendo categoricamente analisadas.
  • Descrevam o que puderem e utilizem os tampões dados por Nina, eles são cruciais para a sobrevivência.
  • Vocês devem fugir para o portal que está no cemitério, a ação aqui tem que ser de fuga mesmo, caso fujam da regra sofrerão penalidades.
  • Descrevam o cenário em ruínas, Violet deve enfatizar a dor dos golpes enquanto Mariana tem que descrever o pavor e, em certos instantes, ajudar a colega.
  • Os tentáculos de Pinóquio estão no encalço, assim como outros obstáculos causados pela destruição, só porque é uma fuga não tem que ser fácil.
  • Não deem certeza de nada.
  • Ao chegarem no portal, se joguem e descrevam a sensação de acordarem de um pesadelo, mantenham-se no local.
  • Este é o último capítulo, desculpem minha demora, por isso vocês tem um prazo de 10 dias a contar de hoje (28 de Agosto de 2015). Ou seja, 7 de Setembro de 2015 é o dia final.



Nina A. Mutt
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Violet Young em Seg 7 Set 2015 - 10:14

Capítulo Final
And they lived happily ever after ... or not
Nunca estive mais errada, ao pensar que a situação não podia piorar.

Devo dizer, já me encontrava sobrecarregada, por tantas cenas nem um pouco agradáveis. O conto de fadas que virou pesadelo. De tanta ironia, seria até cômico, se não fosse trágico. No entanto, pelo menos, tinha a satisfação de ver o robô danificado por meus golpes. A única coisa com a qual eu não contava, era que ele ainda conseguiria achar uma escapatória. Bem quando achei que estava com tudo nas mãos. Mais um terrível engano.

Vi, bem na minha frente, uma forte junta de ferro proteger o coração dele, seus olhos se fecharem e, para a minha maior surpresa, seu queixo ir até o peito. De imediato, guardei a arma que segurava nas costas e, ao começar a ouvir um ruído, apalpei meus bolsos, até achar os tampões. Coloquei-os o mais rápido que pude, apesar do latejar constante em minhas costelas.

Pouco depois, observei os vidros trincarem e se espatifarem, o metal começar a se deformar e a sala tremular levemente, por causa do urro de Pinóquio. A força do grito era tão grande, que tudo parecia estar se partindo e quebrando. Só podia agradecer aos deuses, por minha cabeça não estar no mesmo estado.  

Sem perder mais tempo, corri para fora daquela sala. Até porque, já vira o suficiente para querer distância daquele demoníaco robô. Contudo, não estava nas minhas melhores condições e as minhas costelas não me ajudavam muito. O líquido escarlate chegava até a empapar minha blusa, depois de tanto esforço. A dor era praticamente insuportável de tão grande, mas, mesmo assim, sabia que precisava ir em frente na fuga. A menos, que quisesse morrer. E, para ser sincera, esse não era o maior dos meus desejos.  

Percorria freneticamente os diversos corredores da fábrica, à procura de uma saída. O problema era que ainda conseguia ver, ao olhar para trás, os dedos de Pinóquio me perseguirem. Praguejando baixo, ouvi eles derrubarem tudo pelo caminho, focando-se exclusivamente em mim. Eles, por sua vez, tentaram rastejar ao meu lado, para se pôr à minha frente e me fazer cair.

Ainda sobre o efeito da adrenalina, tentei esquivar pelo lado contrário. Até que, então, vi uma barra de metal enorme atrapalhando a passagem. Apoiando-me no lado que estava bom, usei meu braço para impulsionar minhas pernas para cima, a fim de que saltasse o obstáculo. Mas isso deu a Pinóquio a melhor chance de chegar perto, até que eu pudesse sentir seus tentáculos tentando me derrubar de novo, com diversas tentativas de agarrar minha perna. Desta forma, impulsionei meu corpo para cima, ao mesmo tempo, com a finalidade de ganhar certa dianteira e evitar tropeçar.

Assim, cheguei até a porta da fábrica, a abri e fechei quase na mesma hora. Minha aflição era tanta, que nem me dignava a olhar para trás. Entretanto, o cenário não era mais animador. Com a respiração difícil, as pernas ardendo e as costelas doendo de forma irreal, de tão forte, forcei-me a continuar. Sabia que aquilo ainda não seria o suficiente para escapar dos tentáculos de Pinóquio. Tão pouco o impediria de vir atrás de mim.

Via-se claramente que aquele mundo estava se destruindo, transformando-se em nada mais que ruínas. Sob o efeito daquele som terrível, as casas começaram a ir ao chão, as ruas a se partirem, as pessoas a entrar em colapso e o céu negro a se abrir, despedaçando-se em mil pedaços. O que mais se via eram cacos de vidro, pedaços de tijolos, metais diversos e pedras despedaçadas. Aquilo era o que eu chamava de um apocalipse.

Tentava ignorar a dor na minha costela, mas ela era tão lancinante que quase não conseguia pensar. Ainda mais, porque tive de saltar sobre montes de tijolos das construções em ruínas, passar sobre cacos de vidro e desviar de outros detritos, que se encontravam por toda parte. Já passava por uma esquina, quando tive que me abaixar, assim que notei uma barra de ferro de uma janela se soltar. Ao menos, eu esperava escapar. Recuei e desviei para o lado, a seguir, pois uma chuva de cacos de vidro voou pelos ares e estilhaçou-se no chão, bem ali do lado.

Os dedos de Pinóquio, desta vez, tentaram uma abordagem diferente, ao agarrem um pedaço de metal e mandá-lo na minha direção. Sorte a minha que ainda havia paredes inteiras, por enquanto. Tentei desviar para o lado, a fim de adentrar no que fora um beco, onde havia apenas uma parede. Para, só depois, começar de novo a correr.

Nem percebi de fato para onde ia, até me deparar com um clarão, vindo do cemitério. Ali, conseguia ver uma forma ovalada, que tremulava levemente, onde o cenário da biblioteca aparecia. Mas, nesse ponto, consegui ver os dedos de Pinóquio cada vez mais perto.  E o portal desaparecer cada vez mais. Tanto que, a fim de evitar ser pega, pulei a mureta do cemitério e continuei a correr com eles no meu encalço, como se minha vida dependesse disso. De fato, dependia.

Os dedos metálicos de Pinóquio estavam tão perto que eu podia sentir a aspereza do metal, prestes a roçar na minha pele. Conseguia também sentir os calafrios que desciam por minha espinha, devido à loucura de tudo aquilo. Parecia até surreal.

Somente continuei correndo, mesmo ao sentir o frio do aço tão perto. Fechei os olhos, enquanto ouvia as articulações de Pinóquio se preparem para se fechar na minha perna, e me joguei naquele portal. A partir daí, tudo ficou escuro.

**

Até que, abri de novo os olhos.

Consegui ver um cenário totalmente familiar para mim: a biblioteca. Ao acordar do pesadelo, apenas pude sentir um grande alivio e uma certa felicidade. Além de, é claro, uma adrenalina tresloucada e sem limites. Precisava admitir, tinha sido divertido, apesar do robô psicótico.  

Então, mesmo muito cansada, com dor e com o coração quase saltando pela garganta, graças à adrenalina, da minha boca saiu apenas um riso irônico e um sorriso malicioso.

Afinal, o que melhor do que estar em casa?
 

Adendos {♠}:
Armas Levadas:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

♦ {Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate]

♦ {Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]

♦ Nature / Pergaminho [Pedaço de pergaminho verde com propriedades mágicas de leve controle sobre a terra. Durante uma única ocasião, o usuário poderá fazer uma videira crescer a partir de terreno fértil - pavimento e concreto barrarão o desabrochar -, que irá liberar um pólen que paira no ar e recupera 30 de MP de até três pessoas em um raio de 2 metros. Para usá-lo, deve-se lê-lo, gastando uma ação de movimento. Não difere inimigo de amigo, sendo retirado do arsenal após o uso. O pólen continua no ar após a ativação por 1 turno, mas perde o efeito ao atingir os 3 alvos mais próximos (sem curar continuamente)] {Papel} (Nível Mínimo: 3) {Leve controle sobre a terra} [Missão OP: "Searching for Magic", avaliada e elaborada por Hipnos, att por Poseidon]

☩ Secterium [Um pigente de bronze forjado por Kimmie e abençoado por Afrodite, como forma de agradecimento. O pingente tem forma de pentagrama, para homenagear a descendência de Hécate da dona original. Com cinco centímetros de diâmetro, o símbolo da magia, uma vez por missão, é capaz de ser ativado pela portadora e brilhar intensamente em uma cor madrepérola. Com isso, o pingente amplificar o poderio das magias de Violet em 10%, durante dois turnos seguidos. Todavia, a amplificação só é válida se forem utilizados poderes ativos relacionados à deusa da magia, caso contrário a dona gastará o efeito do pingente em vão. A palavra final é do narrador - isto é, se a magia foi efetiva ou não.] {Bronze e Magia} (Nível mínimo: 10) {Leve controle sobre a Magia} [Recebimento: missão "Drama Queen", avaliada por Tânatos e atualizada por Ares]

Gládio de bronze sagrado [Semelhante a espada curta, porém esta tem a lâmina mais larga na base e maior no comprimento, medindo cerca de 80cm. Devido ao pouco peso, é empunhada com uma única mão, deixando a outra livre para utilizar escudos ou outros itens. O cabo é de madeira simples.][Bronze sagrado e madeira][Sem nível mínimo, sem elementos]

Braçadeira equina [Braçadeira feita de crina e couro de equiceph trançados. Ao ser ativada fornece ao semideus sentido sísmico em um raio de 15m. Isso permite que note a movimentação ao seu redor e no subsolo, desde que conectado ao solo - e os alvos idem. Não permite identificar o tipo específico de criatura, apenas tamanho aproximado (pequeno, médio, grande, etc) e localização aproximada dentro da área. O efeito funciona por 3 turnos, 1 vez por evento. (nível mínimo: 07) {Material: couro e pelo de equiceph} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]~no antebraço direito

Elixir da Vida (titânico): Recupera 100HP.
Elixir da Energia (titânico): Recupera 100EP.

☩ Bombet [Violet foi agraciada por um conjunto de peças de xadrez que aparentemente são apenas objetos para se jogar um jogo de tabuleiro. Todavia, o conjunto de peças foram encantados na Antiguidade pela própria deusa Hécate, a fim de que nunca terminem. Além disso, em sua principal propriedade mágica, cada uma das pecinhas atua como um explosivo que, ao serem atirados e consequentemente serem impactados com uma superfície, liberam uma pequena quantidade de luz suficiente para atrapalhar temporariamente um semideus mais fraco] [Material: Desconhecido] [Nenhum Elemento] [Nível Mínimo: 15] {Recebimento: missão "Chess", por Tânatos e atualizada por Asclépio]

— {Anakin} / Besta de repetição [Semelhante a uma besta pesada, mas dispara até 5 dardos antes de precisar ser recarregada novamente, tornando-a mais veloz que um arco. Exige o uso das duas mãos e, devido à posição necessaria para seu uso, nenhum tipo de escudo pode ser utilizado em conjunto. Após o término da munição, requer uma rodada para ser carregada.Seu alcance chega a 40m,com a eficácia caindo acima disso, podendo chegar no máximo a 60m, mas com chances de acerto, força e estabilidade de tiro bem menores, reduzindo muito seus efeitos. Seu impacto é superior ao de um arco longo composto, causando mais dano. Não requer tanta habilidade, sem tanta dificuldade de uso além da força requerida devido ao seu tamanho e de certa agilidade na recarga. Pode disparar até 2 virotes por vez][Madeira reforçada, bronze e ferro. Nível mínimo: 3. Sem elementos]

— {Amidala} / Virotes de besta pesada ou de repetição [Estes virotes são mais curtos que flechas, e mais maciços, com um formato cilíndrico mais denso e ponta mais avantajada em peso. Mais resistentes do que flechas, e mais pesados, mas por isso mesmo de alcance menor. Mais pesados que virotes de besta leve, e maiores, não podem ser usados com armas de tipo diferente do descrito na nomenclatura. Não acompanha estojo.][Madeira e bronze sagrado][Sem elemento, sem nível mínimo] [25 virotes]

Estojo de virotes [Bolsa de couro em formato quadrado, tipo carteiro, diferente da aljava é preferencialmente utilizado na cintura. Leve, suas dimensões são de 25cm x 25 cm x 10 cm, podendo ser utilizada para carregar um conjunto de virotes leves ou pesados, e um de bestas de mão, ou um outro item pequeno, dentro das dimensões (mas não tudo junto), mas dificilmente suportaria armas ou itens mal acomodados, por sua resistência.][Couro comum][Sem elemento, sem nível mínimo]
Poderes Utilizados:
Passivos:
♠Lvl 1 – Pericia com Feitiços: Eles conseguem realizar feitiços e magias com mais facilidade.

♠Lvl 4 - Olhos noturnos: Hécate é uma deusa associada à noite. Seus filhos ganham visão na penumbra e escuridão, podendo ver normalmente nessas condições, exceto na escuridão mágica.

♠Lvl 5 – Força Sombria: No escuro e na noite, você fica mais forte e ágil.

♠Lvl 6 - Livros de bolso: Qualquer livro que você queira carregar diminuem de tamanho e passam a caber perfeitamente no seu bolso.

♠Lvl12 – Recuperação de MP: Durante a noite, sua MP é carregada lentamente.

♠Lvl 21 - Sedução das sombras: Hécate é uma deusa ligada à noite, por isso seus filhos ganham bençãos adicionais nesse período, ficando mais belos que o normal.

♠Lvl 25 - Sentidos aguçados: Como os cães companheiros da deusa, seus filhos adquirem habilidades sensoriais aprimoradas. Seus 5 sentidos serão mais fortes que o de um humano-comum.
Ativos:
Nenhum
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Mariana A. Lima em Seg 7 Set 2015 - 16:25


Mentiras.


❝A MENTIRA
É UMA VERDADE
QUE NUNCA ACONTECEU❞



Entre magias e clarões que não me lembro direito o que eram, vi a figura da bruxinha avançar diversas vezes, como se soubesse o que fazer com as armas que tinha. Alguns hematomas apareceram pela minha pele, talvez proeminentes de tentativas de fuga de golpes. Sangue escorria pelo meu ombro direito, molhando toda a camisa que usava e me fazendo desnortear.

Então tudo parou. Olhei para os lados, ainda fora de mim e vi a figura da garota no outro lado. Depois, olhei para o robô. Ele estava quase que normal, porém, de súbito, o queixo dele desceu até a altura do tórax. Virei a cabeça de lado, não entendendo muito o que acontecia e tentando lembrar se existia alguma parte da história do Pinóquio que falava sobre isso — mesmo que nada do que acontecia parecia com a história do menino que mentia.

Bem... Após aquele momento de suposta paz, ouvi um grito. Mesmo com os tampões nos ouvidos, o som ainda era bastante irritante, quase como se fosse um som que uma baleia faria.

"Baleia! A gótica não falou algo sobre uma baleia?"

Enquanto isso, via a outra garota tremer enquanto tentava colocar os tampões nos ouvidos. Ao querer ajudá-la, percebi que minhas pernas não se moviam adequadamente e que os danos em meu corpo eram mais graves do que pensava, principalmente aqueles que tinha levado do impacto das balas dos seguranças da fábrica. A situação era exatamente a personificação daquele palavrão em seu sentido mais inocente possível, mesmo que literalmente ele não fosse inocente assim:

Fudeu!

Após finalmente conseguir voltar a ter consciência plena de meus atos, senti o chão vibrar conforme as ondas de som aumentavam de intensidade e sabia que, se ficasse ali por muito tempo, tampão nenhum iria impedir minha perda de audição. Sendo assim, fiz uma prece mental à Asclépio e toquei na região do meu abdômen, sentindo o latejar diminuir de intensidade. Após isso, toquei nas minhas coxas, vendo os hematomas e ferimentos desaparecerem aos poucos. Diminuindo meus danos, mas aumentando um pouco meu cansaço, fui em direção da garota e a puxei levemente antes de correr para sair dali.

Após sair da casa do coroão, corri por ruas, passando por tudo sem prestar muita atenção. Vi prédios ruírem, pessoas desesperadas morrerem e as ondas sonoras se tornarem corpóreas. À frente, finalmente se abriu um portal de saída. Era ovalado, do tamanho de uma pessoa e dava para a biblioteca, onde tudo aquilo começara. Aos poucos eu sentia minhas pernas quererem parar e me deixar colapsar naquele mundo.

— Minha filha! Ela está no prédio! — ouvi ao fundo uma mulher gritar, enquanto tantas outras repetiam, a mesma situação acontecendo com elas.

Apressei o passo como pude e, quando minhas pernas queriam finalmente parar de se mover, joguei meu corpo inteiro na direção do portal.

[...]

Ao abrir os olhos, encarando o teto da biblioteca, a primeira coisa que eu senti foi uma imensa vontade de vomitar. Depois, isso se misturou com o estresse emocional que vivi e lágrimas começaram a inundar meus olhos sem ao menos eu perceber. Imagens passavam rapidamente pela minha cabeça, guardando memórias que, mesmo que nunca tivesse vivido, iriam atormentar minhas noites.

Por isso que eu disse que era facilmente impressionável.

Tremia dos pés a cabeça, mesmo estando deitada. Enquanto a outra garota parecia um tanto normal para o que acontecera, eu estava um caco. Talvez bem pior que isso. Ao tentar levantar, me senti tonta e não consegui ver nada.

Depois disso, só a inconsciência me abateu.

Coisas:

Armas

{Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate] (Na cintura)

{Athar} / Grimório [Este livro pesado encadernado em couro e escritos rúnicos contém as instruções e ensinamentos necessários para que o semideus acesse seus poderes. As páginas estão em sua maioria em branco, mas, ao adquirir poder e sabedoria suficiente, a página é preenchida com a invocação disponível. Para qualquer outra pessoa, parece um livro gasto.As páginas são feitas de uma lâmina fina de bronze sagrado, e por baixo do couro da capa ela é de metal, o que o torna resistente à água, mas não indestrutível. Caso danificado, destruído ou perdido ele irá se recompor nos pertences do semideus, em seu baú. Todo grimório começa com os elementos éter e trevas (ainda que este segundo só fique disponível efetivamente após o ganho da habilidade de nível 50), mas não oferecem bonificações adicionais quanto aos elementos base.]  (Na mão.)

♠ Directions/ Bússola [A bússola possui uma coloração prateada, que brilha levemente. Essa parece com uma outra qualquer, e funciona como uma em horas normais, mas, quando Mariana estiver perto da presença de algum monstro, o objeto começará a vibrar e ficará quente.] {Prata} (Nível mínimo: 5) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão "A Nova Amiga", avaliada por Selene e att por ~Eos] (No bolso)

— Bolsa de Componentes Mágicos / Bolsa (Nela são guardados desde objetos para preparo de poções até bisturis e utensílios médicos [ela possui espaço infinito para tais coisas e somente para tais coisas; também aparece e desaparece, dependendo exclusivamente da necessidade do semideus]) {Couro} (Nívem mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento)[Presente de Curandeiro] (Pendurada no ombro)

— Colar do Serpentário / Colar (o formato e o estilo da confecção lembram uma serpente dourada; nunca pode ser perdido, vendido ou retirado a força, pois identifica os curandeiros e, portanto, não é considerado um item nas contagens para missões, eventos e tramas, embora ainda seja preciso citá-lo) (seu efeito principal é o de, quando retirado do pescoço, se transformar em um dos itens a seguir: uma réplica quase totalmente semelhante do Bordão de Asclépio (ou seja, uma espécime de bastão rústico e fino envolvido por uma serpente de escamas feitas de prata envenenada que podem ser tão afiadas quanto uma espada, possuindo o mesmo potencial de corte de uma arma laminada; ele se adapta completamente ao tamanho e porte físico do usuário). {Prata, madeira e veneno} (Nível mínimo: 1) (Controle sobre nenhum elemento) [Presente de Curandeiro] (No pescoço)

❖ {Antidote} / Colar [O colar feito na enfermaria é composto de um pequeno frasco como pingente, preso a uma corrente fina de bronze. Ele tem forma de prisma e contém no interior um líquido cor-de-rosa, capaz de aumentar as habilidades físicas de Mariana (velocidade, esquiva, força, etc) em 10% quando ingerido. Só pode ser utilizado uma vez por evento/missão, com duração de um turno. Após esvaziado, o pequeno frasco leva 24 horas para encher-se magicamente de novo.] {Bronze, Vidro e Poção} (Nível mínimo: 10) {Elemento: Habilidades Físicas} [Recompensa pela missão "Poison", avaliada por Lady Psiquê e atualizada por Odisseu.] (No pescoço)

Poderes Passivos:

Lvl 1 – Pericia com Feitiços: Eles conseguem realizar feitiços e magias com mais facilidade.

Lvl 3 – Resistência contra magia: Mágica não é tão eficaz contra você, por seu domínio sobre ela. Todas as mágicas hostis tem seu efeito reduzido em 50%.

Lvl 4 - Olhos noturnos: Hécate é uma deusa associada à noite. Seus filhos ganham visão na penumbra e escuridão, podendo ver normalmente nessas condições, exceto na escuridão mágica, que sofre os efeitos do poder acima. NEW

Lvl 7 - Ritualista lvl 1: Magia envolve poder, e quanto mais usuários juntos, maior a potência mágica. A partir deste nível, o filho de Hécate trabalha melhor em conjunto, sabendo potencializar suas aptidões. Sempre que houver outro usuário de magia em seu grupo (um irmão, feiticeiro ou filho de Nyx) independente do seu nível, os poderes de todos os "magos" passam a custar 10% menos mp e a causar 10% a mais de dano. NEW

Poderes Ativos:

Curar ferimentos (Nível 1)
Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração dourada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do HP do alvo com o toque direto. A cura será equivalente ao custo de Mp deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo de cura = 4). Pode ser utilizado sobre si mesmo. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado] (Foi o único que Mariana percebeu ter usado.)

Mariana está... Em choque. Não é como se existisse uma palavra pra explicar seu estado.
Mariana A. Lima
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por Nina A. Mutt em Ter 8 Set 2015 - 1:49

O fim?



- Ora, ora. – o barulho do isqueiro sendo girado foi ouvido e chamou a atenção das duas, a cadela estava sentada em uma cadeira, ainda fada azul e fumando. – Quase todas sobreviveram, quem diria.

O cheiro forte envolveu a biblioteca vazia, elas então perceberam que eram as últimas e que as frestas do local iam sendo iluminadas por um sol preguiçoso que ainda se levantava ao leste. Nina se levantou, e expeliu a fumaça devagar pelos lábios, a falta de movimentação de ar fez a fumaça sair tão densa que nublou o rosto canídeo dela.

- Uma lembrancinha. – jogou uma caixinha na direção de cada uma. – Espero que tenham se divertido, podem mandar eu me foder se quiserem, vocês sabem que eu não me importo com porra nenhuma.

Seguiu pela saída, em direção ao chalé, deixando as duas para trás, mergulhadas em seus próprios pensamentos. Era uma linda manhã, o céu estava sem nuvens, o cheiro de orvalho fresco preenchia o interior de todos com a sensação de mais um dia radiante, as duas seguiram para a enfermaria logo que conseguiram, apesar da dor física ter diminuído drasticamente, o que ficou foi apenas uma réstia de loucura, incrustada em cada uma, e que não seria esquecida.

Nunca mais.

Avaliação:

Violet Young:

Boa escrita e desenvoltura em combate, alguns deslizes gramaticais ocasionados mais por pressa que por qualquer coisa –revise uma, duas, três e quando achar que já revisou muito, revise uma vez mais. Entretanto fique atenta aos detalhes, por exemplo no seu último post: como você correu para a fábrica SE ela foi explodida? Cuidado com isso senhorita Violet, muito cuidado. Apesar disso você enfatizou bem a dificuldade dos machucados, apesar de ser óbvio, muita gente se acha rei/rainha da porra louca e que arrasa com um rombo na costela, você se ateve ao fato que sua personagem poderia realmente morrer – ou que eu realmente poderia te matar.

No mais, parabéns.

Coerência: 190/250
Coesão, estrutura e fluidez: 125 /125
Objetividade e adequação à proposta:60/75
Ortografia e organização: 50/50

Total: 425xp + item
HP: 210
MP:266
Mariana A. Lima:

Mari você sabe como eu particularmente amo sua escrita, e no treino você não foi nada mal, atente-se apenas aos detalhes, eu esperava uma maior descrição sua em algumas partes, mas você não o fez. Deu a entender que você queria poupar a personagem, sendo que você sabia que ela não seria em momento algum, afinal a narradora é uma filha da puta. No mais, nada a declarar, boa desenvoltura em combate, bom uso de poderes e boa interpretação.

Coerência: 250/250
Coesão, estrutura e fluidez: 115/125
Objetividade e adequação à proposta: 75/75
Ortografia e organização: 50/50

Total: 490 xp + item
HP:200
MP:94

Item:


{Baleia} / Miniatura [Uma miniatura da baleira negra do conto original. Feita de ferro estígio e com olhos vermelhos de rubi, pode ser usada como chaveiro ou como pingente de colar. Ela emite uma aura que apenas semideuses com ascendência mágica podem manusear, ainda assim com precaução. Uma vez por missão a usuária pode usá-lo para tornar suas ilusões ainda mais reais, enganando inimigos de até 5 níveis acima. Lembrem-se, ela não cria as imagens, apenas as intensifica e diminui o gasto do MP em 5%. Seu uso é restrito a semideuses com poderes para criar ilusões.]{Ferro Estígo/Pedras Preciosas/Magia}(Nível mínimo:17){Magia}[Recebimento: Once Upon a Time – Pinóquio, narrado e avaliado por Nina A. Mutt e atualizado por ______________}.

Nina A. Mutt
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

Mensagem por 117-ExStaff em Qui 29 Out 2015 - 21:29

Atualizado.

Morte não atualizada. Vide tópico da avaliação dos monitores.
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Re: ♦ {Once Upon a time} - Pinóquio ♦

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