— {The Akatosh Chronicles}

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— {The Akatosh Chronicles}

Mensagem por Blake Aquilla em Qui Jul 30, 2015 1:54 am



Do-It-Yourself

Neste tópico serão postadas as minhas DIY's. Boa leitura!


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Blake Aquilla
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Re: — {The Akatosh Chronicles}

Mensagem por Blake Aquilla em Qui Jul 30, 2015 11:31 pm


DO IT YOURSELF
~ Após o Oblivion. Acampamento meio-sangue.



Quantos dias se passaram?

Sete, oito, nove?

Não importava; fazia muito tempo. Embora fosse tão pouco para aqueles que viviam naquela Terra desde que nasceram, para mim cada segundo era dolorosamente mais longo do que o habitual. Havia uma semana desde que eu tinha chegado, a semana que datou os momentos mais desesperadores da minha vida. Ainda era indiscutivelmente impossível afirmar que eu, um tão normal e simples "semideus", passara 20 anos de minha vida sendo treinado e criado em uma academia onde os deuses eram diferentes. Onde a história era diferente, onde ser um ungido era a coisa mais anormal que poderia ter acontecido.

Mas não: ali estava eu. Conversando com um homem meio-cavalo, revelando minha história. Uma semana, sete dias; o tempo que gastei para tentar me situar em um mundo completamente novo, sem amigos e familiares. Amigos e familiares estes que, se eu não me concentrasse muito para tentar me recordar, sumiriam da minha memória em um piscar de olhos. Ainda era difícil me lembrar dos detalhes, e principalmente dos nomes. Tudo o que tinha na minha mente era o evento que eu carinhosamente apelidei de "Oblivion", pois foi por causa desse evento que eu estava ali, desmemoriado e procurando explicações, tentando revelar tudo o possível e tendo esperanças de que o centauro iria me dar um retorno.

— O Oblivion foi um feitiço que o conselho branco usou. — Disse, sentado em um sofá e de frente para o centauro, cuja parte corcel estava magicamente escondida em uma cadeira de rodas motorizada. — Um grupo de cinco anciões ungidos, os mais fortes da nossa ordem. Eles trabalharam dia e noite naquele pergaminho, concentrando-se por anos... Não, décadas, em uma maneira de conseguir deter os Grimms. Os anciãos não revelaram o segredo escondido no feitiço e nem os métodos que eles usaram para capturar as criaturas, mas ficou claro para mim, nesses dias, que eles planejavam sacrificar os membros da academia com mais insignificante influência desde o começo.

"Acontece que os Grimms são criaturas que podem ser facilmente atraídas, se houver uma grande concentração de humanos em certo local. Mais do que isso: ungidos são especialmente mais saborosos, segundo o que é ensinado na academia, e por isso é muito mais fácil atrair uma grande quantidade desses monstros se vários ungidos ficarem juntos em um só lugar. O reino de Imladris, minha casa, não permite que Grimms entrem no território humano: pois há uma muralha circular cercando toda a capital, além de muralhas interiores e proteções mágicas, para o caso de algo der errado. O engraçado é que, segundo o que ouvi, a proteção mágica de Imladris era coincidentemente semelhante à do acampamento, porque segundo nossa crença, Akatosh havia colocado sua benção em todos os reinos humanos para que eles fossem habitados, enquanto as feras ficavam do lado de fora sem nunca nos machucar.

Dito isso, mesmo que a barreira mágica e a muralha servissem para que as feras não atravessassem as fronteiras do reino, ainda era possível para essas criaturas nos farejarem a metros de distância. Como os Grimms são criaturas do mal, acima de toda e qualquer outra influência que os podem atrair, energia negativa é a arma que eles usam para rastrear. Onde há medo, certamente haverá mais Grimms. E, bem... Que melhor maneira de se atrair um formigueiro do que com açúcar?

Os anciãos escolheram colocar o povo em pânico. Dessa parte, eu não me lembro bem, mas sei que os métodos foram sujos. Boatos de criaturas invadindo a muralha rapidamente se alastraram pela população, atraindo mais e mais Grimms para Imladris. Eu ouvi, antes de ser enviado, que tudo isso tinha sido tramado pelos anciões e a classe hierárquica nobre, mas não dei ouvidos. Quando fui jogado para fora da muralha achando que faríamos uma simples patrulha (até porque a barreira mágica ainda se estende por metros ao redor da cidade e impede que muitos monstros se aproximem ao mesmo tempo) ainda estava crente de que seria uma noite normal e sem mortes. Mas os exércitos das criaturas nos atacaram, e eu fui o último a sobreviver antes de finalmente perceber de onde vinham os terremotos e vibrações que só os anciões diziam ouvir.

Nossa crença se apoiava na existência dos Divinos, nossos deuses, e nos Infernais, nossos inimigos. Os inimigos eram retratados como enormes criaturas com asas, chifres e tamanho colossal, não muito diferente dos Grimm's, exceto por sua estatura e poder extremamente superior. E lá estava ele: um Infernal. Ele fez com que a horda das criaturas menores se afastassem com pavor, após mostrar seu rosto sob o brilho lunar de Akatosh e resistir às convocações mais poderosas do conselho branco. E foi vendo que não eram capazes de sobrepujar o monstro, que utilizaram Oblivion. O feitiço sugou todos os seres vivos que estavam fora da muralha, eu e eles. Até hoje não entendo, mas uma parte da minha memória foi afetada, assim como minha força; pois mesmo que eu fosse um aprendiz, não teria sobrevivido nem um segundo fora da muralha se eu não tivesse ao menos o quádruplo do meu poder atual antes de ser afetado."


— Por fim, caí aqui. O que me deixa apreensivo é que, com isso, o acampamento tenha sido afetado ou ficado perigoso, pois os Grimms podem ter vindo comigo. Não duvido da força de seus semideuses, Quíron, mas essas criaturas são cruéis e variam de tamanho, forma e poder. Eles se adaptam em qualquer ambiente e, com o tempo, aprendem a resistir a tudo que possam os matar. Além do mais, uma vez que nunca descobrimos como eles se reproduzem, sabemos que onde há um, sempre haverá mais, e por isso podem ocasionalmente "surgir" em qualquer lugar do mundo. — Expliquei ao centauro, olhando-o nos olhos. — E esse é apenas o menor dos meus problemas, porque pode se tornar algo mundial se um dia o Infernal resolver dar as caras. Nunca tinha visto um antes, mas uma horda de Grimm's recuou apenas por ele estar ali. Isso é algo extremamente grave... Algo que me aterroriza toda noite.

Após um silêncio que pareceu durar minutos, alisando a barbicha com uma das mãos, Quíron finalmente resolveu falar alguma coisa. Ele não parecia muito perturbado com o que havia acabado de ouvir, ainda que demonstrasse certo interesse no semblante e exibisse uma expressão preocupada. — Bem... Agradeço sua consideração em me revelar isso, Cain. Mas não recebemos nenhum relato de nenhuma nova criatura vagando pelo acampamento ou seus exteriores desde sua chegada, o que pode ser bom. Talvez eles tenham caído em um outro universo? — Disse, me fazendo levar uma mão à nuca, tentando descobrir se aquilo havia sido um deboche.

— E se você ficou mais fraco na transição dessa dimensão para cá, por que não seria diferente com esse Infernal e suas criaturas? — Propôs uma teoria, seguindo sua própria linha de pensamento. — Por hora, Cain, essa não é uma questão alarmante. Os monstros não apareceram, e já temos nossas preocupações com invasões externas. Eu realmente agradeço, e tomarei medidas e precauções para que não sejamos pegos de surpresa por mais inimigos. Isso é tudo o que posso oferecer.

O centauro estava certo. Realmente, não havia nada a ser feito enquanto não fosse provada ou autenticada a veracidade da minha história. Ao mesmo tempo, ficava aliviado em saber que não tinha acontecido nada fora do normal desde que eu chegara. Por fim, dei outro sorriso e balancei os ombros, suspirando. — Você poderia me avisar no caso de algo acontecer, senhor? — Inquiri, alargando o sorriso. — Você sabe... Se de fato um Grimm aparecer, eu quero ser aquele a matá-lo. Até porque eles vieram comigo, eu que os trouxe. — Disse. O centauro também me deu um sorriso, e se aproximou de mim em sua cadeira motorizada.

— Claro, claro. — Disse, me dando tapinhas nas costas. — Por que você não vai dormir, meu rapaz? Já está tarde... Nos veremos em outra ocasião. — Falou, olhando em meus olhos e segurando meus ombros. Seu modo de agir me lembrava vagamente os anciões de minha ordem, o que plantou uma dúvida na minha cabeça. "Será que devo confiar nele?"

— Te avisarei se houver qualquer sinal de vida desses Grimm's. Prometo para você, sim?

— Tudo bem. Muito obrigado, Quíron. —
Me despedi, levantando-me.

— Ah! Já ia esquecendo. — O centauro girou sua cadeira motorizada, e foi em direção a uma estante da sala. Nisso, acabei por interromper meus passos, voltando a encará-lo. — Ainda que eu possa ser inútil nessa questão, conheço alguém que pode te ajudar a recuperar sua memória. O nome dela é Psiquê, a deusa da alma. Consegue ver o que, para a maioria, é obscuro, e creio que ela será capaz de te ajudar, se você lhe fizer uma visita. O modo mais fácil de se chegar à ela é através de seus seguidores, os mentalistas, e alguns deles são residentes do acampamento, basta procurá-los. — Sugeriu, e eu agradeci.

A informação que me dera seria valiosa, se a deusa fosse capaz de recuperar minha memória. Só me restava acreditar que sim, por isso valorizei a tentativa do centauro em me ajudar. Por fim, acenando para o ancião, me retirei, voltando para o chalé. Por hora, bem como Quíron, minha posição atual me impedia de procurar mentalistas. Eu precisava treinar e ficar mais forte, para só depois me encontrar com a deusa - quando fosse capaz de superar os desafios para encontrá-la. Por isso, esqueci essa pequena recomendação até que fosse a hora. E, após passar pela casa grande, apenas dei um longo e cansativo suspiro. Iria encontrar Zaria para mais um treino.

♦♦♦♦♦


Com um olhar fixo no teto, ainda abalado pelos acontecimentos do dia anterior, suspirei. Havia um mês inteiro que tinha chegado no acampamento, e minha memória continuava tão apagada quanto quando cheguei. A euforia em saber que estava certo, que tudo o que aconteceu não era um sonho maluco, me deixava tão feliz quanto desesperado. Pois, por fim, eu havia sido atacado por um Grimm.

Os monstros eram reais e eu poderia ser o responsável por uma catástrofe global, com criaturas comuns ficando mais perigosas a qualquer momento. A culpa era minha, de fato. Mas eu não podia ficar lamentando por tudo o que acontecia, eu precisava agir. E não dava para agir estando deitado em uma cama do chalé.

Com um pesado e longo suspiro, ergui meu tronco. Meu corpo ainda doía devido a luta dos dias anteriores, além do excesso de treinamento, fazendo com que cada tentativa de me movimentar fosse um pouco forçada. Já não tinha mais as cicatrizes do combate contra o Grimm - que provara ser real e mortal bem do jeito que eu me lembrava -, pois os ferimentos foram substituídos por faixas e talas.

Ao caçar as sandálias de dedo, resolvi me levantar. Meu olhar vagou de Zaria até os outros meios-irmãos, ocupados demais para me notar. Então, andando a passos lentos, saí do chalé com a certeza de que, momentos depois, eu iria levar uma bronca da garota - responsável por “cuidar” de mim. Indisposto demais para ir para a arena, vi-me caminhando em direção à biblioteca do camp. Eu costumava frequentá-la quase todo dia depois dos treinos, estudando sozinho para tentar me situar naquele mundo tão vasto. Por mais que fosse difícil me adaptar, eu tentava, e tentava muito. Pegava os livros de geografia, enciclopédias, arquivos e mais livros para aprender sobre a história, mitologia e Terra. Mesmo depois de tanto tempo, tudo ainda era novo demais. Eu não sabia, até semana passada, o que era um prédio; uma vez que jamais vira um. Também não sabia o que eram aquelas máquinas, computadores e celulares, além daqueles meios estranhos de transporte que usavam nas metrópoles. E toda essa informação só me era disponível porque eu caíra em um universo onde a linguagem nacional era semelhante à de Imladris.

Eu tinha sido sortudo, de fato. Sortudo por ter acabado, coincidentemente, em um universo onde a língua falada era idêntica à minha. Mas não sortudo o suficiente para cair em um universo onde tudo era igual. Agora, cada ensinamento e informação era de fundamental importância para minha sobrevivência, até porque eu vivia naquele acampamento, naquele mundo. Como eu poderia viver nele se eu nutrisse receio de tudo que visse? Por isso, reservava meu tempo para essas visitas.

Ao adentrar no âmbito, visualizei alguns poucos semideuses distribuídos pelo espaço reservado para leitura. Além da sala dos monitores, claro, a biblioteca possuía poltronas, cadeiras e mesas com luminárias para quem quisesse ficar ali e usar os livros. As várias estantes estavam distribuídas por todos os cantos em cada parede, e nelas busquei algo para ler. Após um tempo deslizando pelos corredores, pousei meu olhar sobre um livro grande, pouco empoleirado, em uma estante bem visível ali. Havia várias cópias daquele livro naquela fileira, então supus que possuía certo grau de importância.

Peguei um exemplar e encarei a capa. Completamente feita de um tecido marrom duro, com as escritas “Bestiário Mitológico” grafadas em tinta dourada intitulando o tomo. Ao abrir para verificar as páginas, encontrei logo de cara a ilustração de uma harpia, como era chamada, seguida de sua descrição e características. — Isso com certeza vai me ajudar. — Sussurrei para mim mesmo, navegando pelo livro. E, no segundo seguinte, procurei por um lugar vago.

Dei preferência à um ambiente afastado, excluído do resto da biblioteca, onde havia uma mesa de canto e uma luminária acesa. O lugar ficava na lateral do cômodo, onde duas paredes se encontravam. Havia também uma poltrona, onde eu podia me sentar, alguns livros empoleirados debaixo da mesa e um espelho portátil de tamanho real apoiado na estante, quebrado e embaçado.

Sentei na poltrona após concluir que era um bom lugar para ler, o mais silencioso possível. Por fim, abri o livro no sumário, iniciando a leitura.

♦♦♦♦♦


Tec, toc, tec.

O baque quase surdo de algo tocando o assoalho de madeira me fez acordar. Engasguei em minha própria tentativa de tentar respirar ao perceber que minha cara estava afundada nas páginas de Bestiário Mitológico. Quando identifiquei olhos vermelhos me encarando por trás daquelas folhas, pulei para trás, assustado, até perceber que não passava de uma ilustração. Minhas costas se chocaram contra a poltrona, que por pouco não virou. E passado o susto, apenas suspirei fundo, alto, ofegante. — Droga...

Me lembrei quase instantaneamente de ter caído no sono após gastar meu tempo lendo durante o dia. Daquele ângulo, dava para ver que boa parte da biblioteca estava apagada, quase sem vida. Mas não muito longe, ouvi o som de uma porta se fechando, por isso fiquei tranquilo, tendo certeza de que não era tarde o suficiente para que Quíron liberasse as harpias para a “caçada” noturna.

Levei uma mão à cabeça, ainda processando as informações recém absorvidas. Havia parado de ler o bestiário na parte dos dragões, e o livro estava aberto bem em uma ilustração que mostrava um deles. Encarei os olhos rubros com um quê de indiferença, irritado com o desenho por ele ter me assustado. Com um suspiro, então, fechei o livro e me movi, arqueando as costas.

Tec, toc, tec.

Identifiquei o barulho que me acordou, fazendo-me lançar um olhar por cima do ombro. Estranhamente, o corredor atrás de mim estava vazio. Nada além de estantes, fora alguns livros depositados no chão, e que sumiam com a falta de luminosidade conforme se afastavam da fonte de luz pacata que era o abajur em cima da mesa de canto.

Indaguei-me mentalmente por alguns segundos, aguçando minha audição. Mas passados alguns minutos de silêncio, resolvi ignorar. Eram ratos, nada demais. Deveria voltar para meu chalé antes que ficasse muito tarde, por isso me levantei e apoiei o livro debaixo do braço. Ao lançar o olhar em direção ao corredor mais cuidadosamente, uma vez mais, não vi nem ouvi nada. Deveria estar ficando paranoico.

Então andei. Bocejei, espreguiçando-me, e fui guardar o livro na estante.

Tec.

Ouvi. E, dessa vez, os pelos de minha nuca se eriçaram. Os sons que havia ouvido antes pareciam muito com passos, mas quando pensei bem, não vinham do chão. Dessa vez, ele veio. E eu senti o impacto, cortando o vento às minhas costas, quando algo pareceu cair perto de mim.

Com uma velocidade estranha, senti uma mão cobrindo minha boca, e um corpo me arrastando para trás. Feito de refém, nada pude fazer de forma instantânea. Quando achei que minha única esperança de me livrar daquilo era ofensivamente, agi no desespero e criei três esferas luminescentes tendo como fonte o abajur [A1], e fiz com que as três fontes juntas se tornassem um clarão, que com sorte iria cegar meu adversário enquanto eu fechava meus olhos para não ser afetado [A2].

De forma estranha, de nada aquilo adiantou. Meu corpo continuou sendo arrastando, e impotentemente não consegui gritar por socorro. Me perguntei, por fim, para onde estava sendo levado, se atrás de mim não havia nada além de uma parede. Não queria esperar para descobrir, entretanto: uma vez que se eu não lutasse contra, poderia acabar acorrentado, amordaçado, sequestrado ou em qualquer uma dessas situações em que no final eu seria enterrado a sete palmos do chão.

Mesmo sem saber por que estava sendo atacado, e mesmo sem saber quem é que faria isso, dei-me o luxo de ignorar todas as preocupações do momento e me concentrar em me livrar do meu sequestrador. Tomei impulso nos pés e, como havia aprendido no dia anterior, concentrei-me em fazer o que muitos consideravam ser um golpe baixo: flexionando minha perna e dando um chute no joelho do raptor, seguido de um cotovelada em sua barriga.

Ouvi um gemido de dor, e essa foi a deixa para escapar. Tentei me livrar dos braços daquele homem - sabendo que era um homem por causa da voz - com um chacoalhar brusco, e quando senti o aperto ao redor da minha boca afrouxar, mordi com força, pronto para arrancar-lhe o dedo. Nesse momento, fui empurrado contra a estante, e me apoiei nela para me virar e encarar meu agressor antes que ele avançasse mais uma vez.

Ao vê-lo, arregalei os olhos. Não podia ser.

— O que diabos... — Soltei, encarando-o.

Na minha frente, via meu próprio reflexo. Ele vestia as mesmas roupas que eu, tinha as mesmas expressões, a mesma aparência. Tinha os mesmos cabelos dourados, a mesma estatura física, os mesmos olhos azuis. Era indistinguível de mim, com exceção da maneira como agia, atacando tão repentinamente e sem aviso prévio. De repente, ele sorriu, malicioso, avaliando meu corpo de cima para baixo. Tirou uma faca da cintura e, mostrando a lâmina, rezou algumas palavras e me olhou: — Molag Myr me mandou seus cumprimentos.

Sem que eu pudesse descobrir quem diabos era esse cara, ele veio em minha direção, manejando a faca.

Não parecia ser muito bom com aquela arma, bem como eu. Mas, na minha posição, era uma extrema desvantagem. Tentei me esquivar de seus ataques, várias e várias vezes, mas o corredor era estreito. Eu poderia apenas recuar, e eu recuava em direção ao abajur, onde eu achei que poderia ter alguma vantagem. Quando ele conseguiu acertar o primeiro corte, fazendo um ferimento superficial em meu braço, eu já estava perto o suficiente do abajur para conseguir criar mais esferas de luz. [A1]

Criei três de uma só vez, bem como antes, mas me cerquei com elas. Dessa vez, as usaria em combate corpo-a-corpo, fazendo-as flutuar em alta velocidade ao meu redor, e projetando-as contra o rapaz quando ele me desse essa brecha. Então, quando ele avançava, eu projetava uma esfera de luz contra ele, e o mesmo se esquivava. Ele parecia saber muito bem que esses golpes poderiam causar queimaduras, o que me deixou apreensivo. Ele não só copiara minha aparência, mas meus conhecimentos também?

Quando em uma outra tentativa ele conseguiu se esquivar, joguei contra seu ombro uma das esferas livres. Como eu havia previsto, a mesma carbonizou sua roupa, causando queimaduras de primeiro grau. Ele gemeu, com dor, o que me deu oportunidade para lançar a segunda esfera, que também o acertou. Mas na terceira, algo estranho aconteceu. A luminosidade do meu golpe fora quase extinta, parecendo não mais do que a de um vaga-lume. Com uma expressão de surpresa, encarei-o. O poder que ele tinha usado, era o que eu usava para regular a intensidade luminosa de um objeto? Como diabos...?

Não pensei por muito tempo. Sem que eu percebesse, o falso Cain já avançava mais uma vez. Foi quando um vislumbre de algo crescendo às suas costas me deu a certeza: ele também tinha minhas habilidades.

Um par de asas fora projetado das costas do meu adversário [P1], bem quando eu concentrei a luminosidade do ambiente em seus olhos e pulei para o lado, em uma tentativa de esquiva [A3]. Como não havia muito espaço, acabei me encolhendo em uma prateleira, quando o golpe do meu oponente seguiu uma trajetória retilínea e passou direto por mim. Mas não entendi direito como, ao passar por mim, ele agarrou meu braço com a mão livre e me arrastou, jogando-me contra a mesa de canto e derrubando o abajur, quebrando-o.

Agora, a única fonte de luz vinha do centro da biblioteca, que parecia estar surpreendentemente mais longe do que o normal.

Reclamei internamente, não entendendo direito por que o outro não havia sido afetado. Foi quando me lembrei que ele era uma cópia de mim, e eu não sofria efeitos de iluminação tão facilmente [P2]. — Droga... — Arfei, quase admitindo a derrota. Senti o olhar de minha cópia sobre mim, me avaliando, quando ouvi seu riso.

— Qual seu problema com palavrões, porra? — A criatura riu, me fazendo olhá-lo. Era difícil de enxergar no escuro, mas ainda possível. Ele sorria, brincava com a faca em suas mãos. Por que ele estava fazendo aquilo? — Te conhecendo bem, deve estar se perguntando quem sou. E te conhecendo mais ainda, deve ter esquecido que há pouco menos de duas horas você leu sobre mim naquele livrinho de bestas. — Riu, debochando. Após isso, se ajoelhou na minha frente. — Ridículo. Bem como Molag Myr me disse.

Por fim, então, ele agarrou meu braço. Minhas costas doíam, mas eu ainda resisti; tentei lhe dar um chute na barriga, mas ele encostou a lâmina gélida de sua faca em meu pescoço, me obrigando a ceder. — Agora vou clarear sua mente.

Então, por fim, me levou até onde havia um espelho quebrado. Na verdade, não estava tão quebrado, mas sim arranhado e com algumas rachaduras. Era o espelho que tinha visto quando havia chegado na biblioteca. O que diabos aquilo era pra significar? De repente, senti as mãos do falso Cain agarrando meus ombros e pressionando minha cabeça contra o vidro. Eu achei que iria quebrar, que os cacos afundariam em minha pele e que iria morrer ali mesmo. Mas quando fechei os olhos e esperei pela dor do impacto, senti um vento forte agitar meus cabelos e torso, que sem eu perceber, haviam literalmente afundado no espelho.

Quando abri os olhos, deparei-me com uma visão do nada. Aquele lugar era um incrível vazio, escuro como o espaço em si, mas sem estrelas. Os ventos pareciam vir de todos os lugares, e de lugar nenhum. Mas o assobio que ele trazia eram de gritos, que atormentavam meus ouvidos. Quando vi tudo aquilo, me lembrei do que o falso Cain estava falando. Eu havia lido, naquele bestiário, as informações de quase todos os monstros de A à D, e nesse meio-tempo eu havia encontrado o duplo, que aprisionava suas versões originais em uma dimensão paralela - a dos espelhos.

Era difícil de imaginar aquela dimensão como sendo a dos espelhos, até porque não parecia ser um reflexo do mundo real, o que só me deixou com mais medo. Ao ver que o duplo tentava me empurrar, então, para aquele lugar, resisti: levei minhas mãos para trás e busquei encontrar, no outro lado do portal, a margem do espelho. Quando os alcancei, segurei neles como se minha vida dependesse disso. Às minhas costas, ouvi a voz do duplo:

— Desista, filho de Akatosh! — Ouvi o antigo nome, me fazendo engolir em seco. Como ele sabia quem eu era?

Foi quando senti uma lâmina perfurando as costas da minha mão. Grunhi de dor, sem ver de onde havia vindo o golpe, mas sabendo que tinha sido da faca do duplo. Tentei puxar minha parte ainda imersa naquela dimensão de volta para de onde vim, mas a dor me impediu. E senti outra faca na outra mão, fazendo-me gritar mais uma vez. — CAIA LOGO! — Gritou, e por fim cedi.

Afundei um pouco mais, exatamente até a cintura, onde eu senti o efeito da gravidade agindo na parte superior do meu corpo. Eu não conseguia respirar direito, o ar parecia rarefeito. Procurei com os olhos alguma coisa para me segurar caso realmente caísse, mas não havia nada. Apenas o vento invisível, a escuridão eterna, e aquilo.

Não havia notado antes, mas olhos vermelhos simplesmente emergiram da escuridão. Eram olhos enormes, tão grandes que eu poderia facilmente comparar com a silhueta de tubarões. Não via o seu rosto inteiro, até porque estava longe demais, mas ainda assim ameaçadores. Um calafrio na espinha me fez tremer de medo, com pavor, ao encarar aquela criatura. Tudo o que quis fazer ao vê-lo foi fugir, enfiar minha cabeça na terra para nunca mais vê-lo. Mas eu não podia fazer isso, porque eu estava escorregando lentamente em sua direção.

— ARGH! — Ouvi às minhas costas. E os olhos da criatura se estreitaram.

Ela avançou rápido demais. E eu vi sua boca. Os ventos se dobraram quando ele se aproximou, mas a cada metro que ele ficava mais próximo, mais surreal aquela visão parecia ser. Possuía dentes do tamanho de elefantes e uma boca larga, por mais que eu não conseguisse distinguir muita coisa na penumbra. Eu tinha a impressão de que ele era capaz de arrancar a Casa Grande na mordida que guardava para mim. E mesmo com a vista limitada, era fácil dizer que eu era simplesmente minúsculo comparado à ele. Uma formiga, ou ainda menor do que isso.

Senti toda a esperança esvaindo de meu corpo quando pude identificá-lo. Era um Infernal, eu tinha certeza. Não sabia qual, nem queria saber - talvez o que tivesse sido absorvido pelo Oblivion. Mas ele havia enviado o duplo para me matar, e talvez lhe dado uma benção para que, no momento oportuno, eu acabasse bem ali, ao alcance de suas presas.

Mas algo estranho aconteceu. Eu estava quase caindo na boca da criatura, perigosamente próxima. Com medo demais para tentar qualquer coisa, foi quando senti duas mãos puxando minhas pernas. Meu corpo voltou para o mundo real com o dobro de velocidade que havia caído. E livre daquele monstro, quando passei pelo espelho, liberei o grito engasgado em minha garganta. Minha respiração ficou ofegante sem mais, nem menos; simplesmente não acreditava no que tinha visto, nem que havia sobrevivido.

Estava em pânico. Meus olhos com certeza arregalados. Nunca havia provado uma sensação assim antes, em toda minha vida.

— Calma! — Ouvi, fazendo-me pular de susto. Eu estava de volta para a biblioteca, mas tudo ainda estava escuro demais, com as costas escoradas na estante. Sem perceber, havia recuado o máximo que pude daquele espelho, que sei-lá-quem se prontificou rapidamente em destruir com a empunhadura de sua espada, fazendo os estilhaços caírem no chão. Quando busquei pelo duplo com os olhos, encontrei somente uma montanha de pó dourada. Minhas mãos, que antes eu não conseguiam ver, agora doíam; esfaqueadas, pois sangravam.

— Ei, calma. — Ouvi de novo, mas eu não sabia como ficar calmo. Não depois daquilo. Simplesmente não acreditava em como eu ainda não havia tido um infarto.

— Quem é você? — Inquiri, desconfiado e com a respiração entrecortada. Mas respirando fundo e olhando-o, fiquei aliviado. Era um garoto loiro, o reconheci quase imediatamente: o veterano com quem eu tinha lutado em um treinamento, cujo nome e parentesco eu desconhecia, mas que não só havia lutado contra mim, quanto ao meu lado. Ele já tinha me salvado uma vez antes de um ataque de Ave de Estinfália, e eu retribuí matando-a logo após. Confiava nele, agora, mais do que nunca.

— Meu nome é Thales, sou filho de Despina e mentalista de Psiquê. — Disse, estendendo-me a mão. — Venha, eu vou te levar para a enfermaria.



Adendos:
Equipamentos:
Nenhum equipamento levado.
Poderes:
Passivos:
Ouvidos sensíveis (Nível 03) - Íris era a mensageira específica de Hera, e também responsável por auxiliá-la a descobrir os casos de Zeus. A deusa tem uma audição desenvolvida, ouvindo facilmente os boatos para que possa repassá-los à sua Senhora. Seus filhos herdam tal capacidade. Sua audição tem o dobro do alcance e potência que a de um humano comum. Por outro lado, não são resistentes a poderes sonoros, mas não sofrem o dobro do efeito de um poder. [Novo]

Passivo 1: Asas Douradas (Nível 13) – Uma das principais características da deusa, eram suas asas que tomavam as sete cores do arco-íris durante o seu voo. Os semideuses descendentes da deusa possuíram tais asas que aparecem e ‘desaparecem’ de acordo com a sua vontade. Seus filhos passam a ter asas que surgem sobre seus ombros. Elas podem oferecer um bônus de 10% para ações de sedução ou intimidação, dependendo da ocasião e de acordo com a narrativa, mas para voar efetivamente falando o semideus deve gastar energia com o poder ativo correspondente. [Modificado]

Passivo 2: Resistência a luz (Nível 08) - O arco-íris é um fenômeno luminoso, e como filhos da deusa responsável por ele, estes semideuses são mais resistentes à efeitos de cegueira luminosa. Se algum clarão surgir, a visão não será atrapalhada a menos que o emissor da luz seja algum ser sobre-humano mais forte que o filho de Íris. Sendo um emissor mais fraco ou de mesmo nível, o semideus não sofrerá efeito algum como cegueira, e ao ser um emissor de nível maior; o semideus apenas sofrerá 50% do efeito que a luz causaria em sua visão, exceto se a diferença de níveis for muito grande - 15 ou mais, e nesse caso o efeito é aplicado integralmente. Outros tipos de cegueira os afetam normalmente. [Modificado]
Ativos:
Ativo 1: Esferas de Luz (Nível 04) – Enquanto não forem capazes de criarem sua própria luz, para que realize esta magia é necessária algum tipo de luminosidade pré-existente no local. O meio-sangue controlará as partículas da luz existente, unindo-as até que formem bolas de luz visíveis que estão sobre comando do filho da deusa. As esferas serão pequenas, semelhante a uma bola de tênis em questão de tamanho, e podem ser criadas até 3 por ativação. Contudo, apenas 2 podem ser usadas por turno. As esferas duram 3 turnos após criadas, ou até serem utilizadas no ataque. Elas podem ser usadas corpo-a-corpo ou atiradas a até 5m de distância, provocando os mesmos efeitos do raio gerado por "concentração luminosa". Não possui calor nem provoca chamas. Novas esferas só podem ser criadas após a utilização das 3 anteriormente feitas. [Modificado]

Ativo 2: Foto-ajuste (Nível 01) – O branco é a união das cores, o mesmo acontece com a luz. Caso uma luz incida sobre um prisma de material transparente, acontecerá o fenômeno de dispersão da luz, onde as cores se ‘separam’, tornando-se visíveis. Ainda com essa habilidade sendo desenvolvida, o semideus só poderá realiza-la caso haja algum tipo de luz no local, seja ela natural ou artificial, já que ainda não é capaz de produzir sua própria luz. Será possível regular a intensidade da luz de um local pequeno - 5m² - mas não extinguí-la totalmente nem criar luminosidade onde não possua nenhuma, e as variações serão pequenas - não será possível criar um clarão ofuscante na sala se tudo que houver for uma fresta de luz, por exemplo, exigindo bom senso no uso. O semideus deve estar na área afetada, que é séssil. A modificação dura dois turnos. [Modificado, mudança de nome - antigo "Controle da luz"]

Ativo 3: Bloqueio Visual (Nível 03) – Por possuir o controle inicial da luz, o semideus filho de Íris pode canalizar a luz do ambiente para os olhos do adversário, deixando-a mais intensa naquela região. Isso atrapalhará a sua visão e o deixará sem foco por alguns instantes, fazendo a precisão do alvo diminuir em 25% pelas próximas 3 rodadas. Pode ser usado uma vez por combate, mas o alvo deve estar na sua linha de visão. [Modificado]
Glossário:
Descendo a parte da Trama: (clique)
Observações:
Olá, pessoas! Antes de começar a explicar a DiY, peço que leiam o glossário e o prólogo (o depoimento e o diálogo com Quíron) para entenderem os motivos que levaram Cain à estudar o bestiário. Como vocês leram ali, o Cain veio de um outro mundo e, por isso, frequenta a biblioteca: para conhecer os costumes/geografia/mitologias/dialetos/conhecimentos/etc. da Terra (principalmente porque ele sofre bullying da Zaria, e ela manda ele ir estudar porque no começo não sabia de nada).

Antes que achem o aparecimento do duplo sem sentido, se liguem neste pequeno parágrafo:

Dei preferência à um ambiente afastado, excluído do resto da biblioteca, onde havia uma mesa de canto e uma luminária acesa. O lugar ficava na lateral do cômodo, onde duas paredes se encontravam. Havia também uma poltrona, onde eu podia me sentar, alguns livros empoleirados debaixo da mesa e um espelho portátil de tamanho real apoiado na estante, quebrado e embaçado.

Quem achava que o espelho era um espelho comum, que atire a primeira pedra. *plot twist*

Bem, como tu pode ver, não é um espelho normal. Esse espelho era um portal que levava ~supostamente~ à dimensão dos duplos, mas que não levou por causa da intervenção do Infernal. Não é o espelho ligado ao duplo, entretanto, mas ele foi colocado aí estrategicamente. Por quem? pelo Infernal, cujo nome foi revelado: Molag Myr. Ele veio junto com o Cain, através do Oblivion, para o acampamento meio-sangue. Mas ele explorou os monstros desse mundo, e arranjou uma maneira de ficar seguro sem que ninguém tomasse ciência - indo para outra dimensão (no caso, criando a própria).

Infernais são como entidades, no universo de Cain. Por isso Molag Myr tem tanto poder, e por isso ele tem a habilidade de dar bênçãos aos monstros vassalos, como o duplo, que conseguiu levar o Cain até a sua dimensão (antes de ser interrompido).

E quem acha que o Thales apareceu por acaso, toma essa:

Daquele ângulo, dava para ver que boa parte da biblioteca estava apagada, quase sem vida. Mas não muito longe, ouvi o som de uma porta se fechando, por isso fiquei tranquilo, tendo certeza de que não era tarde o suficiente para que Quíron liberasse as harpias para a “caçada” noturna.

*Second plot twist*

Thales sempre esteve na biblioteca, e o barulho da luta entre o Cain e o duplo acabaram chamando a atenção dele. Após um tempo, entretanto, que ele foi aparecer. E foi quando ele viu os dois, que Thales atacou.

— ARGH! — Ouvi às minhas costas. E os olhos da criatura se estreitaram.

Como Thales pegou o duplo de surpresa e como ele é um personagem de nível alto que irei explorar futuramente, o combate não demorou muito.

Ai, e por que você não disse isso durante a narrativa?

Eu vou, na próxima. É que eu deixei muitos pontos soltos que serão narrados na próxima DiY, e é bom explicar esses pontos quando se há o risco de perder xp em coerência.

É importante salientar, também, que no período entre o primeiro capítulo e o segundo, aconteceu essa missão: (clique), onde Cain conheceu Thales e onde houve a primeira aparição dos Grimms, que até então são um mistério.
Sugestões de Atualizações:
Segundo meus cálculos com os ativos, perdi 48 MP levando em conta o gasto fixo. Podem conferir se quiserem.

Sobre os danos, considerarei o seguinte: -8 (ferimento superficial de faca), -12 (jogado contra a mesa de canto), -25 (corte de faca na mão direita), -25 (corte de faca na mão esquerda). Somando tudo: -70 HP.

Já sobre a recompensa almejada, aqui está: Legado de Molag Myr [Devido os múltiplos encontros que teve com a entidade Infernal Molag Myr, principalmente no dia em que quase fora morto por ele, Cain desenvolveu uma resistência natural ao pânico que se instalou em seu coração ao encontrá-lo. Na prática, passivamente, esse poder lhe dá 50% de resistência a poderes de medo/pânico/intimidação contra inimigos de nível igual ou mais fracos. Para níveis acima do dele, essa resistência funciona em apenas 25%, a não ser que haja uma diferença muito grande - até 10 níveis.]

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Re: — {The Akatosh Chronicles}

Mensagem por 109-ExStaff em Sab Ago 01, 2015 2:37 pm

AVALIAÇÃO
Não vou me delongar o elogiando Cain, você deve ter ciência do seu nível de escrita. O enredo foi impecável, a ortografia foi perfeita, mesmo lendo o texto duas vezes não consegui achar erros, ao menos nada que pudesse chamar minha atenção. A colocação de colchetes para identificar os poderes também foi algo, não só a se admirar em termos de organização, como até a exemplificar para futuros usuários que consigam acompanhar sua ortografia.

Não vejo motivo não lhe dar o prêmio máximo, só lembre-se que o pedido de itens, pets ou bençãos, podem acarretar na perca de experiência, como será o caso. Embora tenha certeza que saiba disso, é sempre bom ater-se e explicar todos os descontos.

♦ Pontuação ♦


♦ Coerência: 200/200
♦ Coesão, Estrutura e Fluidez: 100/100
♦ Ortografia e Organização: 40/40
♦ Objetividade e Adequação: 60/60

Recompensa -> +400de Exp [+200 de Exp]

Descontos:

- 61 de HP (Danos de batalha como cortes e esfoliações)

- 53 de MP (Uso de Poderes Ativos + Cansaço)

Poder Ganho:
Legado de Molag Myr [Devido os múltiplos encontros que teve com a entidade Infernal Molag Myr, principalmente no dia em que quase fora morto por ele, Cain desenvolveu uma resistência natural ao pânico que se instalou em seu coração ao encontrá-lo. Na prática, passivamente, esse poder lhe dá 50% de resistência a poderes de medo/pânico/intimidação contra inimigos de nível igual ou mais fracos. Para níveis acima do dele, essa resistência funciona em apenas 25%, a não ser que haja uma diferença muito grande. Em adversários acima de 10 níveis do usuário, essa habilidade não é efetiva.]



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Re: — {The Akatosh Chronicles}

Mensagem por 117-ExStaff em Sab Ago 01, 2015 6:27 pm

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Re: — {The Akatosh Chronicles}

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