Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
Bem vindo ao maior fórum de RPG de Percy Jackson do Brasil.

Já possui conta? Faça o LOGIN.
Não possui ainda? Registre-se e experimente a vida de meio-sangue.

TESTES PARA FILHOS DE POSEIDON — JULHO

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

TESTES PARA FILHOS DE POSEIDON — JULHO

Mensagem por Lice Styles em Dom 19 Jul 2015, 00:12

Ola,meu nome é Lauren Smith.

Pode parecer loucura da minha parte,mas sou filha de Poseidon.E sim,eu sou uma  semideusa.Você não leu errado.
Descobri isso no meu aniversário de 13 anos.

"Eu e minha mãe,e meu melhor amigo Dave, estávamos viajando para um dos meu lugares favoritos.A praia de Long Island.Desde que eu era bem pequena,me lembro de ir lá,com minha mãe.
Meu pai nos abandonou quando eu nasci.Dele eu só lembro de seu sorriso caloroso.Mais nada.Minha mãe dizia que ele era um homem especial.
Minha mãe é um amor de pessoa.Ela tem cabelos castanhos claros ondulados e lindos olhos azuis.Eu sou mais sem-graça.Cabelos pretos lisos e olhos verdes,tudo herdado do meu pai.Eu não tenho raiva dele.Só acho que ele poderia me visitar de vez em quando,mas tudo bem.
Minha vida era bem complicada.Já fui expulsa de 6 escolas ao longo desses 13 anos.Tenho dislexia,deficit de atenção e hiperatividade.Também mudava muito de casa.Coisas estranhas como raios caindo perto de mim,e monstros saídos dos livros de mitologia grega entre outras coisas.
Era a noite,e eu,minha mãe e meu melhor amigo,Dave,conversávamos sobre o que iriámos fazer assim que chegássemos á praia.
-Quero sentir o cheiro do mar - Disse eu.Não sei por que,mas me acalma.
-Quero dormir logo - Disse minha mãe se arrumando no banco do motorista.
-Quero comer - Disse Dave esfregando a barriga.Dave tinha um problema nas pernas,e por isso tinha que usar muletas.
-Você só pena em comer - Disse eu dando um soco leve em seu ombro.Vi uma enorme sombra passar ao nosso lado - O que foi isso?
-Devem ser as vacas andando. - Disse Dave,mas senti a preocupação em sua voz.Minha mãe acelerou.
-Começou a chover.Acho que não vai poder sentir o cheiro do mar hoje,filha. - Minha mãe disse acelerando mais.
-Que pena.Eu vou dormir um pouco.Ainda vai demorar pra nós chegarmos. - Virei para o lado e adormeci.
Em meu sonho,vi não nitidamente,meu pai.Ele tinha 3 metros e segurava um tridente.
-Filha,venha até o meu reino,você corre perigo!
Tentei falar mais minha voz não saia.Minha mente embaçou e eu acordei.
Ainda estávamos na estrada.E eu falei com meu pai.
A sombra agora se aproximava.
-Ah,Meg,você pode acelerar? - Deve falou olhando para a sombra que se movia bem rápido.
Minha mãe pisou no acelerador.A sombra estava mais perto.
Nosso carro foi arremessado para fora da estrada.Deu uma,duas,três voltas até parar no acostamento.Minha mãe parecia desacordada.Dave estava acordado.
-Dave está bem? - Disse tirando meu cinto e o da minha mãe para sairmos do carro.
-Sim.Espere um momento. - Ele começou a tirar as calças.
-Cara o que você ta fazendo?
-Você já vai ver.
Assim que ele terminou de tirar as calças,percebi que ele não tinha pernas humanas e sim pernas de bode e cascos.
-Você é um sátiro?!
-Sim e sou seu protetor.Agora vamos tirar sua mãe daqui,antes que ele volte.
-Quem volte?
-O minotauro.
-Tipo Minotauro do labirinto de Dedálo?
-Sim,ele mesmo.Todos os monstros,heróis e deuses das histórias gregas existem.E eles vivem entre nós.
-Eu sou um monstro?
-Não.Uma semideusa.
-Filha de quem?
-Eu não posso dizer ainda.Você vai descobrir sozinha.
-Acho que já sei.Sou filha de... - Antes de terminar a frase,um raio nos atinge,deixando a lateral do carro pegando fogo.
-Vamos antes que ele chegue até nós.
Peguei as pernas da minha mãe,enquanto ele pegou os braços.A colocamos no acostamento,deixando alguns pingos de chuva caírem em seu rosto,para que ela acordasse.
Aos poucos,ela foi se levantando.A sombra estava do outro lado da pista.Mais ainda não conseguia ver sua forma.
Ela se levantou e juntos corremos para uma colina,onde Dave disse que ficaríamos bem.
A sombra nos seguia com passos fortes.Conseguimos chegar até o topo,onde havia um pinheiro,um tipo de pele que brilhava e um imenso dragão que dormia profundamente.
-O pinheiro de Thalia.Se você passar daqui,ficará bem. - Disse Dave.Eu vou descer pra chamar os campistas.
-E o Minotauro?
-Os campistas irão ajudar. - Ele desceu correndo.
-Filha - Acho que já está na hora de eu te dar isso. - Ela me entregou uma pulseira de prata. - Toque duas vezes no fecho e a jogue pra cima.
Fiz o que ela disse.Em questão de segundos,me vi segurando uma faca.
-Uau!Mãe como fez isso?
-Foi um presente de seu pai,assim que nasceu. - Ela abaixou a cabeça.
-Mãe não temos tempo pra momentos em família,olha - Eu apontei apontei pra enorme forma na minha frente.Agora conseguia ver com mais clareza.Do peito pra baixo,tinha um corpo humano muito peludo.Seus braços tinham bíceps,tríceps e mais um monte de outros 'íceps'.Ele usava uma tanga e as pernas eram super musculosas.A cabeça era a de touro,e ele usava uma argola como piercing no focinho melequento.
-Nossa cara limpar esse nariz faz bem sabia? - Fiz cara de nojo.
Ele tinha um tipo de clava,igual os homens das cavernas usavam.
Ele urrou,e partiu pra cima de mim.Graças a minha linda mãe,eu tinha feito aula de esgrima,então lutar com esse minotauro seria um tanto fácil.Ele era lento.Tentou me acertar com a clava,e eu abaixei.Ele acertou a árvore,mas o dragão nem se mexeu.Ouvi alguns gritos.Olhei pra trás,e vi alguns adolescentes correndo com espadas,escudos e armadura completa.
Enquanto ele tentou desferir um golpe em mim,corri atrás dele,e com a faca,que não ia adiantar muita coisa,acertei sua coxa.Ele gritava de dor.Eu já estava suada,sem nem ter feito muito esforço.O lugar onde o Minotauro estava agora,só restava um chifre.
Cai sentada com as costas encostadas no pinheiro.Eu estava exausta.
-Filha,olha pra mim.Não dorme,já estão trazendo ajuda. - Minha mãe dizia passando a mão pelo meu rosto,tirando alguns fios grudados pelo suor.
-Por que eu estou toda suada?Nem fiz nada. - Eu disse ofegante.
-Não?!Você lutou muito com aquele monstro.Sua mente não deve ter processado tudo. - Ela falou passando a mão pelo rosto.
-É,deve ser isso. - Foi a última coisa que eu disse,antes de minha visão embaçar e tudo ficar preto.
                    *            *                *
Acordei em uma cama,em um tipo de enfermaria.Dave estava ao meu lado.
-Oi dorminhoca! - Ele falou animado.
-Oi. - Disse me levantando com dificuldade.Minha cabeça estava doendo.
-Está melhor?  -Ele falou me ajudando a levantar e andar até a varanda do local.
-Mais ou menos. - Ele me sentou em uma espreguiçadeira.
-Toma.Vai ficar melhor. - Ele me estendeu um copo com suco de maça eu acho.
-Pensa em uma bebida que você goste. - Ele me disse segurando o canudinho para eu poder beber melhor.
-Suco de manga. - E bebi.O estranho é que o gosto era mesmo de suco de manga.Tomei tudo deixando só o gelo no copo já vazio.
-Como isso é possível?
-Coisas do acampamento. - Pela primeira vez,eu olhei para frente.O lugar era lindo.Tinha um campo de morangos,que cheirava muito bem,e um estranho conjunto de casas no estilo Grécia Antiga.
-Que acampamento é esse? - Olhei pra Dave e percebi que ele não usava mais seu gorro de sempre.Deixou á mostra,seus cabelos loiros encaracolados,e vi que apareciam as pontinhas de seus chifres.
-É um acampamento para semideuses.Aqui eles treinam para lutar com coisas como o Minotauro.
-E cada um é filho de um deus ou deusa?
-Sim.Quer conhecer melhor?
-Quero sim.vamos? - Eu disse me levantando.Estava mais disposta.
Ele me levou até o agrupamento,e me mostrou cada um deles.
O chalé de Zeus que mais parecia a sede de um banco.Ele disse que só dois campistas ficaram ali.
-Quem?
-Thalia e Jason.
Depois me mostrou o de Hera.Era meio sem-graça.O que eu mais gostei foi o de Poseidon.Uma construção baixa com vários corais encrustados.Parecia que tinham sido tirados do fundo do mar.
-Aquele é o meu chalé.
-Como assim?
-Meu pai,Poseidon,me chamou de filha no meu sonho.E disse que eu preciso ir visitá-lo.
-Vamos contar á Quíron.Mais primeiro,conheça seu meio-irmão.
Entrei dentro do chalé,e vi um menino parecido comigo dormindo.Seus cabelos pretos estavam caídos em seus rosto e sua pele era bronzeada.
-Posso acordá-lo? -Sussurrei para Dave,que estava encostado na porta.
-Vá em frente.
Cutuquei seu braço e ele aos poucos foi levantando.
-Quem é você?  -Ele disse meio sonolento.
-Sua meia-irmã.Lauren.Lauren Smith.
-Peraí,Poseidon tem mais um filho?
-Tecnicamente é filha.E sim.
-Prazer Percy Jackson.
-Tem mais algum irmão?
-Tyson.Ele é digamos diferente.
-Ele é um ciclope.  - Dave falou entrando.
-Quando você chegou? - Ele disse levantando.
-Ontem a noite. - Eu disse dando uma olhada no quarto.Tinha beliches e uma escrivaninha.
-Então você é a garota do Minotauro.Eu também matei ele.
-Uau!Todos os filhos de Poseidon são atacados por Minotauros?
-É.Que estranho.Bom,você vai tomar café? - Ele disse calçando os tênis.
-Sim,vou sim.E Tyson?Eu não vejo nenhum ciclope aqui.
-Ele está com nosso pai,em Atlantis.Nas forjas dos ciclopes.
-Ata.Eu preciso visitar nosso pai,ele disse que eu corro perigo.
-Diga isso á Quíron,acho que ele deixa você ir.Agora vamos que eu estou com fome.
Conversando com Percy,descobri que ele tem uma namorada chamada Annabeth,que filha de Atena.Eu perguntei sobre o parentesco dos deuses,e também descobri que os deuses não tem DNA.Então se o campista não for do seu chalé,tá tudo liberado.
-Nós temos uma nova campista.Filha de Poseidon,Lauren.
Me levantei e sentei de novo.Todos olharam horrorizados para mim.
-Filha de Poseidon? - Disse alguém no fundo.
-Sim.Hoje,ela irá partir para Atlantis,com seu irmão Percy,pois seu pai a chama.
-Nós vamos de tarde.Tyson vêm nos buscar. - Ele disse dando uma garfada em seu café.
-Okay.Você já foi lá? - Falei comendo uma torrada.
-Já.Uma vez.Papai é casado e tem um filho mais velho.Eles podem ser bem chatos ás vezes.
                                   *          *        *
De tarde,fomos para a praia acompanhados por Dave,Quíron e Annabeth a namorada do Percy.Ela era bem legal.Chamava ele de Cabeça de Alga.
-Dave,e minha mãe? - Perguntei á ele,enquanto esperava Tyson submergir.
-Argos levou ela pra casa.
-Argos?Tipo o Argos que Hera criou?Com milhões de olhos?
-Sim.Ele mesmo.
-Deve ser perturbador ficar olhando pra ele.
-É.Mais ele tá sempre de olho em tudo. - Eu ri. - Tyson chegou. - Ele apontou para a água,e vi um ciclope dar um abraço de urso no meu irmão.
-Essa é a Lauren? - Ele disse me olhando.
-É sim Tyson.
Ele me abraçou forte.Acho que ele quebrou minhas costelas.
-Vamos?Os peixes-pôneis vão nos levar. -Disse batendo palmas.
-Peixe-pôneis?
-É.
Começamos a entrar na água.Por incrível que pareça,minhas roupas não molharam.Subimos nos peixe- pôneis e fomos ao encontro do meu pai.
                     *                *               *
Eu estava na porta de um grande palácio feito de corais encrustados.Era muito bonito.
Dois tritões,protegiam as portas.Quando chegamos perto,as abriram para nós.
Dentro era ainda mais lindo.O chão era feito de madrepérola e o teto era de de um material transparente.
Em um trono de corais,meu pai estava sentado.Suas roupas eram simples.Ele parecia um pescador.Um pescador de três metros.Em sua mão,estava um tridente de bronze ainda maior que ele.
-Lauren?Percy? - Ele falou e ficou do tamanho de um pai normal.
-Sim. - Nós dois falamos em uníssono. Depois nos curvamos. - Senhor Poseidon. - Nos levantamos.
-Meus filhos.Ele nos abraçou.
-Tyson.Como vai nas forjas.- Ele perguntou depois de nos soltarmos.
-Tudo ótimo.Agora eu tenho que voltar pra lá.
-Então vá.
-Pai,por que o senhor me chamou?
-Seu tio Zeus - Um raio ribombou no céu,por mais que eu estivesse no fundo do oceano,consegui ver o clarão - Quer você morta.Conhece o Juramento Dos Três Grandes?
-Sim.Então como vou ficar?
-Não pode sair do acampamento.Só para missões,e tem que ser com seu irmão.
-Agora virei babá. - Ele resmungou.
-Gostou do presente?
-Sim. - Eu sorri.
-Que presente? - Percy perguntou curioso.
-Esse. Abri o fecho da pulseira,e a joguei pra cima,a transformando em uma faca de bronze celestial,como me explicou Dave.capaz de matar monstros e semideuses.
-Legal.Mais ainda prefiro Anaklusmos.
-O que é Contracorrente?  -Perguntei e depois percebi que havia entendido grego Antigo.
-Isso. - Ele me mostrou uma caneta esferográfica.Tirou a tampa e ela se transformou em uma espada de uns 90 centímetros.
-Legal.
-Bom meus filhos,tenho algumas coisas pra fazer,acho melhor voltarem para o acampamento. - Disse meu pai.
-Okay.
-Sem brigas.
-Tá pai,já sou grandinho pra isso. - Falou Percy montando em seu  peixe-pônei,ou sei lá o que.
-Tchau pai.
-Tchau Lauren,tchau Percy.Se cuidem!
               *              *             *
Submergimos e andamos até a praia do Acampamento-Meio-Sangue.
Sentamos na areia.Uma trombeta de concha soou.
-Vamos apostar corrida pra ver que chega mais rápido no pavilhão? - Falou Percy com um sorriso brincalhão no rosto.
-Pensei que era velho demais pra essas coisas. - Falei me levantando.
-Que nada.Já! - Ele gritou e saiu correndo.
-Eu vou ganhar! - Falei correndo atrás dele.
Lice Styles
Indefinido
Mensagens :
1

Localização :
São Paulo

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TESTES PARA FILHOS DE POSEIDON — JULHO

Mensagem por Angie Bridewell em Qua 29 Jul 2015, 01:04




there must be something in the water



Características físicas e psicológicas:
Seu destaque é a aparência imaculada contida no seu comportamento, além de seus olhos completamente azuis e radiantes, revelando determinação na profundidade deles. Esconde por trás de toda a sua escultura corporal uma cicatriz em torno de sua sobrancelha, causada pelo seu comportamento impulsivo e rebelde. É dona de um cabelo claro e esbelto, esguio e platinado. — Sua conduta é completamente pacata, sendo às vezes impulsiva e teimosa. A rebeldia é o seu maior defeito, algo que acredita ter herdado do seu parente divino. É inquieta, e pela falta de recursos durante a sua infância, muitas vezes acaba sendo tímida, tendo o hábito de se sentir inferior. Acima de tudo é acolhedora, amorosa e dedicada.


"O tsunami do Oceano Índico foi um terremoto submarino que ocorreu às 00:58:53 de 26 de dezembro de 2004, com epicentro na costa oeste de Sumatra, na Indonésia. Levando centenas de vítimas com o incidente." – Em meio às bagunças dos destroços de sua casa, um pedaço úmido de jornal era tudo o que a jovem Bridewell conseguia enxergar. Confusa, Angie tentou se mover sobre os escombros mas viu-se impedida pelas grandes lacunas de tijolos que outrora eram a base de sua humilde casa. Quase que de imediato, uma dezena de recordações passaram pela cabeça da menina, que atônita, não conseguia se livrar delas.

Após alcançar o ápice de sua sala, Bridewell constatou a presença de seus parentes, mais um típico dia de chuva na Indonésia, o que significava um péssimo momento para pesca, inquietação em todas as famílias do país, e entre outros medos mundanos oriundos da população tão afetada por uma não-recente-catástrofe. As condições de sua residência eram precárias, uma chuva de raios havia danificado seus eletrônicos, além de destelhar a parte frontal de sua moradia. As paredes eram banhadas por uma cor única, o marrom dos tijolos explicito pela falta de reboco, além dos resquícios de cimento que deixavam a situação visual do ambiente ainda mais inferior. 

Até então possuída pelas lembranças, a moçoila via sua própria imagem refletida no mar, que alvejavam drasticamente as rochas que compunham a parte frontal de sua casa. Apreensiva, Bridewell viu-se obrigada a se afastar, embora não se sentisse afetada pela água. Como qualquer pessoa da parte norte da Indonésia, sua família passava por dificuldades, sobrevivendo apenas da pesca. Angie nunca foi a mais inteligente de sua escola, nem a mais atenta, foi obrigada a largar o colégio pela falta de recursos de seus pais. A única figura paterna com quem teve contato foi seu padrasto, cujo considerava seu pai de verdade, independente da ligação de sangue; a meio-sangue nunca teve a necessidade em saber sobre o seu genitor. De alguma forma, a brisa dos ventos que moviam as ondas do mar faziam com que a moça tivesse uma necessidade nunca sentida antes, a primordialidade de conhecer o seu verdadeiro gerador. Um pensamento rápido. Deletado com celeridade de sua cabeça.

Algo que retirou Angie de seus pensamentos, foi uma grande camada de água, que empurrou o corpo da menina pra trás, sem deixar qualquer tipo de consequência. O vestido barato de Bridewell estava exatamente como no minuto passado, enxuto. – Seco. – Pensou, sendo novamente interrompida de seus pensamentos por um choque no chão, algo semelhante à um tremor breve.

Estática, a meio-sangue correu para dentro de sua casa para se certificar do bem estar de seus pais, que encontravam-se abraços atrás da cortina azul marinho que cruzava a sala – como um segundo teto –. Com a entrada da filha, seus pais sentiram-se aliviados, puxando-a para próximo deles. 

Está acontecendo! – O barulho que o chão fazia novamente acabou por tornar a voz de Angie redundante, que gritou de novo. – Está acontecendo! Está acontecendo mais uma vez! – A última catástrofe na Indonésia tinha acontecido há cerca de 5 anos atrás, quando a garota ainda era muito nova, mas foi obrigada a sonhar com aquilo todas as vezes que olhava para o estado da sua casa, a dificuldade em se reerguer da grande perda, o sofrimento de sua mãe em retirá-la da escola. 

Aos poucos, a casa da moçoila ia desabando, cedendo tijolo por tijolo até que só restassem a base das vigas, que faziam o sustento de toda a residência. Seus pais gritavam, desesperados; para que ela saísse dali, mas uma das características de Bridewell era a sua rebeldia. Embora estivesse aturdida, Angie queria se certificar de que seus pais ficariam bem, que nada aconteceria com a pobre família, outra vez. Sem chance de lutar contra a sua vontade, a meio-sangue foi empurrada na direção da porta, que era o único local de fácil acesso. Diferente de tudo o que a menina lembrava, esse tsunami não parecia comum, sequer estava chovendo, além da vizinhança, que permanecia intacta.

Quando a menina finalmente conseguiu passar pela abertura de tijolos, ela se deparou com uma grande criatura que assemelhava-se à uma cobra, embora tivesse traços de um dragão. Bridewell esfregou os olhos algumas vezes para se certificar de que aquilo não era uma ilusão criada pelo medo, ou pela reversão de sua hiperatividade. Antes de fazer um novo contato visual com a criatura, a menina foi violentamente lançada contra a água após ser alvejada pela extensão posterior da coluna vertebral da besta, sentindo tudo ao redor de si girar, assim que finalmente entrou em contato com a água. Sem controle das próprias ações, Bridewell foi puxada para baixo, por algo ou alguém forte, sem ter chances de relutar contra aquilo. O ser que outrora alvejava o busto da semideusa foi ao encontro dela, sem ter êxito na nova investida; Bridewell havia desaparecido.

Em pânico, Angie se viu obrigada a ceder ao tranco que parecia vir de uma mão, embora não houvesse ninguém ali além dela e “aquela coisa”, como lhe ocorria no profundo de seus pensamentos. Horas depois Bridewell finalmente acordou e a sua aparência era como se nada daquilo não houvesse passado de um sonho, sua roupa sequer estava molhada – novamente –, seu cabelo estava completamente enxuto e não havia, sequer, uma gota d’água em sua caixa torácica. Ela não sabia, mas estava em Atlântis, no palácio de seu pai; Poseidon. Quando finalmente se levantou, limitou-se a avaliar cada parte do local, sendo interrompida por uma dupla de Nereidas, as ninfas marinhas. Após uma delas apresentar-se como Mélita, a segunda voltou com algumas guloseimas, oferecendo-as para a garota, que, impaciente, recusou. Elas estavam adiando algo, e a semideusa sabia disso. – Chega! Eu quero saber por quê eu estou aqui! – Apesar de sua bondade habitual, a garota estava abespinhada, e acima de tudo, preocupada com os seus pais. 

Aquilo foi necessário para que as ninfas interrompessem a bajulação e dessem espaço para a entrada de um homem. Aos poucos, a presença de Poseidon tornou-se mais próxima, sua pele bronzeada e os olhos cerúleos como os de Angie fizeram com que a garota tivesse uma rápida sensação de conforto, como se o conhecesse, embora não gostasse da ideia que tinha sobre o próprio pai – o possível pai. O silêncio era ensurdecedor para Bridewell, que criou coragem para ser a primeira a falar.
Você é quem eu estou pensando, não é? – Desembuchou. A sinceridade da semideusa era uma de suas melhores qualidades. – O seu silêncio só confirma tudo o que eu vim pensando esses anos sobre o senhor. Esses anos em que eu estive sozinha com a minha mãe, vendo-a passar por todos os tipos de dificuldades enquanto você nos abandonou. – A rebeldia da garota era incontrolável, ela tinha tanto para falar, mas também queria ouvir.

Após algum tempo avaliando a filha com um sorriso de escanteio, Poseidon rompeu ainda mais a distância entre si e a própria, acariciando a maçã do seu rosto, que se formava em um sorriso involuntário após o primeiro contato inesperado com a figura paterna. Orgulhoso, o deus desnivelou as sobrancelhas e assentiu para a cria, piscando pelo olho direito, aqueles olhos em um tom de azul tão claro quanto as ondas que segundos atrás arrastavam-na para um lugar desconhecido, enquanto a ponta do seu polegar pressionou a testa de Bridewell por alguns segundos.

De repente, Angie estava cercada por uma floresta e um grupo de pessoas trajando um uniforme laranja com as escritas Acampamento Meio-Sangue neles. Atordoada, a semideusa ergueu-se com dificuldade e passou a encarar a figura do centauro – Quíron –, o que tornava tudo aquilo ainda mais confuso para lidar. Quando finalmente conseguiu se levantar para analisar o que estava acontecendo, sentiu-se ainda mais acanhada, agora todos os presentes olhavam espantados para Bridewell. Um tridente constituído de água pairava sobre a cabeça da semideusa, anunciando o seu parentesco; Poseidon, o grandioso rei dos mares.

Tudo parecia não ter passado de um simples sonho, a diferença era que a garota estava, de fato, acordada. E era uma semideusa.

habilidade passiva utilizada: intangibilidade aquática
Angie Bridewell
Filhos de Melinoe
Mensagens :
9

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TESTES PARA FILHOS DE POSEIDON — JULHO

Mensagem por Zeus em Sab 01 Ago 2015, 10:58


Avaliação
Vamos ver como você foi...


Lice Styles: Não reclamada.

Você não cumpriu as regras do teste, pois não postou suas características físicas e psicológicas. Mesmo você sendo reprovada pelo não cumprimento das regras, li o seu post e tenho umas observações a fazer. Primeira observação: Você começa o texto com a seguinte frase
"Ola, meu nome é Lauren Smith"
-> Seu nickname consta como Lice Styles, não como Lauren Smiths, o que já deu a entender que algo estava errado.

Prosseguindo com a leitura, percebi que você valoriza mais o diálogo do que todo o restante do texto. Os diálogos devem ser usados para complementar o texto, não como foco principal. Você narrou que foi abandonada por seu pai quando ainda era uma recém-nascida, e em seguida disse que a única memória que tinha dele era o sorriso, mas recém-nascidos não tem uma memória tãao boa assim.

A personagem narra que sua vida era bastante complicada e relata estranhezas em sua rotina quando cita que monstros mitológicos se aproximavam constantemente. De onde ela havia tido aquele conhecimento prévio relacionado aos monstros? Isso ficou muito no ar, deixando o texto vago.

A ficha deve ser criada como se a personagem já fosse reclamada pelo deus em questão, e até o trecho onde li isso não estava claro.

No mais: Separe e elabore melhor o seu texto e tente focar mais na narração do que somente nos diálogos. Tente refazer o teste e siga as regras a risca. Qualquer coisa me envie uma MP.

Angie Bridewell: Não reclamada.

Características físicas e psicológicas brevemente explicadas, demonstrando que a semideusa tem personalidade forte e ao mesmo tempo é tímida.

Uma história bem desenvolvida e bem feita, porém, de acordo com as regras você deve postar a ficha como se já fosse reclamada pelo deus em questão, e você narrou apenas um pouco de sua história e a reclamação no fim da mesma.

Cumpriu a visita ao local de poder de seu pai, mas também não narrou o combate pedido nas regras.

Infelizmente terei que lhe reprovar, Angie. Peço para que releia as regras obrigatórias do teste, corrija seu post e tente novamente no próximo mês. Qualquer dúvida, envie-me uma MP.


Atualizado.
Por Asclépio


Corrija um sábio e o fará mais sábio.
Corrija um ignorante e o fará teu inimigo.
Zeus
Deuses
Mensagens :
2065

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: TESTES PARA FILHOS DE POSEIDON — JULHO

Mensagem por Conteúdo patrocinado Hoje à(s) 02:57

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum