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♦ Arena do acampamento

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♦ Arena do acampamento

Mensagem por ♦ Eos em Sex 11 Set 2015, 22:26



Arena do Acampamento


Treinos e Horários




• Matutino:

    — 08:00 às 09:00 — Treino de Armas brancas de longa distância;— 09:00 às 10:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 10:00 às 11:00 — Treino de Combate aos monstros.

• Diurno:

    — 14:00 às 15:00 — Treino de Combate aos monstros;— 15:00 às 16:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 16:00 às 17:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.

• Noturno:

    — 19:00 às 20:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 20:00 às 21:00 — Treino de Combate aos Monstros;— 21:00 às 22:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.



Instruções Gerais
e
Regras





• Post Inicial;
• Condições climáticas: Definida pelo player;
• Horário: Definido pelo player;
• Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue;
• Sem mortes ou perdas de itens;
• O não cumprimento das regras aqui descritas poderá acarretar em punições diversas;
• Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar a qualquer deus estagiário por Mensagem Privada (MP);
• Não há mínimo nem máximo de linhas ou palavras exceto pelas já especificados nas regras gerais, mas espera-se um post bem descrito;
• Quaisquer poderes ou equipamentos utilizados por vocês devem vir em quote ou spoiler, de preferência separando poderes ativos de passivos;
• Sem máximo nem mínimo de equipamentos, desde que seja possível levá-los;
• Esse tópico é monitorado e avaliado pelos deuses em geral e pelos monitores.

    — Tal medida foi tomada com o intuito de não sobrecarregar os avaliadores.— Tendo isto em vista, todos os tópicos desse gênero podem conter até dez (10) treinos.


    — Quando chegar nesse limite, ninguém mais pode postar. Caso contrário, o treino será ignorado.— Quando o deus responsável pelo tópico avaliar, até mais dez treinos poderão ser postados até que haja uma nova avaliação.


    — Cada player pode postar um  único treino por atualização, independente do tipo de treino;— O descumprimento da regra acarretará a anulação dos treinos posteriores ao primeiro.


• A quaisquer sinais eminentes de plágio, punições severas serão aplicadas.

    — A primeira punição será o ban por IP durante uma semana;— Numa segunda infração, a punição será ban eterno.

• Treinos noturnos são atribuídos àqueles cujas descendências divinas diretas se dão por deuses ligados à noite ou à obscuridade;

    — Encaixam-se entre tais deuses: Hades, Melinoe, Phobos, Deimos, Hécate, Morfeu, Nyx, Thanatos, Selene, Ártemis, Nêmesis e Circe;— Para qualquer treino noturno cujo semideus em questão não tenha um progenitor devido para o horário, haverá a anulação do treino.

• A premiação máxima segue as regras do fórum;

    — A premiação máxima é composta de: cem de experiência.

• O critério de avaliação segue as regras do fórum;

    — O critério de avaliação é composto de: coerência; ortografia; estrutura e fluência; uso de armas e poderes;

      — Coerência definirá: cinquenta de experiência;— Ortografia e Organização definirá: dez de experiência;— Coesão, Estrutura e Fluência definirá: vinte e cinco de experiência;— Objetividade e Adequação à Proposta definirá: quinze de experiência.


• Instruções aos players:

    Dicas de Postagem Geral:
    Prestem atenção em todas as informações que lhes foram dadas;Usem um corretor ortográfico, para evitar grandes perdas neste ponto;Tentem não usar templates ou tables que prejudiquem a leitura ou modifiquem de forma drástica a largura ou a altura do texto;Evitem o uso desmedido de muitas cores que possam, de alguma forma, tornarem a leitura menos envolvente;Sejam objetivos no sentido de não enrolarem, ou seja, não adicionem detalhes desnecessários;Caso não saibam algo, procurem no fórum e em fontes externas confiáveis ou perguntem para qualquer deus estagiário via Mensagem Privada (MP);Não copiem a introdução dada pelo narrador: interpretem-na segundo a vista dos seus personagens;Tenham bom senso.

• Tópico criado após sugestão de Asclépio;
• Tópico criado com a aprovação de Deméter e Athena;
• Boa sorte a todos os campistas.

Créditos da organização/ formatação geral a Logan Montecarlo

♦ Eos
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Lana D'yer Hempstead em Dom 13 Set 2015, 01:38



— LANA D'YER : TITANIUM — 16:00 às 17:00 — Treino de Armas brancas de longa distância
<
I'm bulletproof, nothing to lose, fire away, fire away. Ricochets, you take your aim, fire away, fire away. You shoot me down but I won't fall.
I AM TITANIUM!
Eu estava alguns poucos passos afastada, apenas a observar aquelas duas figuras imponentes que poucos em sã consciência teria coragem de enfrentar em combate.

Era um dia onde mais um treino com armas à longa distância se iniciaria. Distantes da área mais aberta e movimentada da arena, estávamos eu, Sabbah e uma filha de Éolo chamada Cassandra. Calada, eu observava o ambiente ao meu redor. Ouvia por alto o planejamento das duas para o treinamento do dia, no entanto, meu foco maior não era esse. Eu analisava cada centímetro do local que nos circundava. Era uma área da floresta onde árvores de galhos e troncos medianos formavam um círculo quase perfeito à nossa volta. E isso, para o que desejávamos, era bem indicado. Eu estava prestes a começar meu treino com o chackran.

Por algumas vezes já havia usado aquela arma singular. Meus lançamentos com o passar do tempo tornaram-se aceitáveis, mas ainda havia grandes dificuldades para serem vencidas e uma delas era a minha incapacidade de aparar o chackran enquanto ele retornava como um bumerangue. Ainda não tinha a técnica e nem a coragem necessária. Sem falar que os meus conhecimentos e habilidades com aquela arma eram muito básicos e limitados. Era necessário mudar isso, imediatamente.

Quando as duas semideusas experientes pararam de confabular, Cassandra, que era uma loira de pele pálida, corpo esguio, olhos enormes e negros, virou-se para frente à mim e indagou:

- Preparada?

Obviamente que estava e não apenas preparada, mas também ansiosa, como em todos os treinos que fazia ultimamente. Saquei rapidamente o chakran de minha cintura, mirando a loira com um olhar seguro, oferecendo minha resposta dessa maneira.

- Irei apenas observá-la. Ouça com atenção os ensinamentos de Cassandra, pois ela é uma das maiores especialistas que temos quando o assunto é o manuseio do chakran. Você está em boas mãos. – foram estas as palavras da minha ruiva favorita, Sabbah. Mal terminou de falar e a semideusa afastou-se, tomando certa distância.

- Já pôde experimentar o poder desta arma? – a voz doce da cria dos ventos invadiu meus tímpanos, obrigando-me que direcionasse minha atenção novamente para ela.

Balancei de maneira positiva e enérgica minha cabeça, respondendo sem palavras ao seu questionamento, mas deixando escancarado todo meu entusiasmo.

- Eu falo exatamente sobre isso. – e assim que terminou suas palavras a loira já lançou com maestria seu chackran. O círculo laminado cortou o ar em uma velocidade surpreendente, sendo quase impossível de acompanhar o caminho que fizera. Ele ricocheteou, rebatendo contra os troncos das árvores, fazendo soar um zumbido e um som característico. Acompanhar sua trajetória foi algo difícil, mas pude assistir com perfeição o galho de uma árvore sendo partido, desabando ao chão logo depois. No entanto, isso não foi o mais impressionante. A facilidade com a qual Cassandra aparou a arma no ar beirou ao inacreditável, retirando de mim um sorriso extasiado. Depois ela virou-se novamente em minha direção e completou, tinha um semblante orgulhoso, sentia-se claramente satisfeita com todo seu talento:

- Já experimentou algo assim?

Dessa vez minha resposta também foi sem palavras, porém, negativa, com um breve aceno de cabeça.

- Está na hora de começar. – a filha de Éolo disse em um tom frio e seco. Depois se afastou alguns passos, executando um movimento com uma das mãos que me incentivava a dar início ao real treinamento.

- Mas como, sem nenhum tipo de orientação? – questionei confusa. Meus olhos pairavam sobre a campista confiante. Eu esperava muito mais do que apenas um gesto, esperava por dicas e mais dicas. E ela rapidamente deixou claro que elas não viriam tão facilmente.

- De que adianta um monte de palavras se no fim apenas você conseguirá encontrar ao seu modo a maneira mais correta para um lançamento? Tente até conseguir.

Pois bem, Cassandra não era tão didática e teórica quanto Sabbah, deixou isso bem claro. E essa sua personalidade era sinônimo de mais trabalho e estresse. Contudo, decidi confiar, apesar da dúvida persistir.

- É apenas lançar? – perguntei, analisando mais uma vez a disposição das árvores ao meu redor. Eu já havia conseguido alguns ricochetes perfeitos, mas em superfícies de concreto, rochas... Aqueles troncos pareciam propícios demais a fazerem o chachran se fixar neles.

- Não! É lançar tentando acertar. – foi a voz de Cassandra. Imediatamente tornei minha expressão mais rígida, virando-me para ela. Foi algo instantâneo, sem nenhum tipo de controle. Encontrei a loira cruzando os braços sobre o peito. Esse era sei jeito, eu teria que me acostumar.

Meu primeiro lançamento foi executado e como era de se esperar, a arma cravou-se em um tronco. Pacientemente caminhei até ela, arranquei-a fazendo certa força e voltei ao meu ponto, tornando a lançar o chackran e obter o mesmo efeito.

Tentei por ao menos mais cinco vezes, sempre assistindo a mesma coisa acontecer. Esperava uma crítica da cria dos ventos a qualquer momento, mas ela nada falava, o que me obrigou a mostrar meu descontentamento com meu próprio desempenho.

- Não adianta, não consigo fazer como você. Seria melhor a gente tentar com uma superfície mais firme. – sugeri, já sentindo os braços cansarem. Olhava para a loira esperando qualquer reação mais agressiva, mas ela permaneceu imparcial, com a mesma postura e só se resignou a responder:

- Usar a arma que você tem em mãos não depende da superfície, depende de seu movimento, do próprio lançamento que faz. Vá tentando até conseguir. Ache a força e o ângulo correto.

Bufei, já nervosa e impaciente. Não entendia o que ela queria dizer sobre achar o ângulo correto, mas estava sem muitas opções, por isso continuei. O que consegui foram mais tentativas falhas. E continuei a tentar até conseguir meu primeiro sucesso. O chackran rebateu contra duas árvores, arrancando lascas, parando aos meus pés.

- Bom trabalho! – recebi o elogio, algo que me surpreendeu. Não esperava. Ao meu ver eu tinha ido pessimamente mal.

- Bom? – questionei. – Eu fui horrível. – dei meu próprio parecer, recuperando minha arma.

- Não seja tão dura consigo. Não podemos esperar muita facilidade quando não se tem um talento instintivo para a coisa. Você está se saindo bem, é persistente e determinada. – aquela semideusa aparentemente seca e arrogante elogiava-me mais uma vez, o que me fez bem, proporcionou à mim mais confiança, até a próxima tarefa.

- Agora, de nada adianta você saber usar melhor seu chackran, mas não conseguir agarrá-lo de volta. Perdê-lo assim será muito fácil. Este será seu próximo desafio e você só sairá daqui quando superá-lo. – Cassandra mostrou um sorriso entre os dentes, com sua postura permanecendo intacta, fazendo despertar em mim a insegurança. Só os deuses sabem o quanto temia perder uma mão para aquela arma tão afiada.

Meu sorriso saiu torto, não convincente.

- Não acha melhor deixar para outro dia? – questionei, tentando retardar o inevitável.

- De forma alguma. Vamos aproveitar esse seu sangue quente. E para melhorar as coisas, use mais uma vez as árvores para ricochetear e apare seu chackran.

- Você está brincando... – retruquei. Ela não podia falar sério, mas falava.

- Tenho cara de quem está brincando?

Não, ela não tinha. Agora me olhava com firmeza, praticamente ordenando. Mirei Sabbah, tentando que ela me ofereceesse algum apoio, mas nada consegui. A ruiva acenou a cabeça, também concordando que eu cumprisse com aquelas ordens. Sem escapatória, fui tentar não perder os dedos.

- Já que gosta tanto de dicas, o segredo está em desestabilizar a lâmina e pressioná-la com velocidade.

Tudo bem, o segredo estava alí, mas como eu conseguiria fazer isso? Tive que descobrir sozinha, e após muitas tentativas.

Dei início aos meus lançamentos mais uma vez, tendo a sorte de ver o chackran se pregando ao tronco para me livrar do perigo. Mas nem sempre foi assim. Pegando o jeito, as coisas foram se tornando mais fáceis, mas aparar a arma cortante e imprevisível ainda me deixava apavorada. Houve uma vez que ela veio perfeitamente na direção de minha mão, eu até estava com o braço erguido e preparado, mas desisti no último instante, completamente sem coragem. Cassandra disse que eu nunca mais poderia fazer isso, ou ela mesma me atacaria com seu chackran. E sob aquela ameaça eu continuei o treinamento...

Quando por fim consegui aparar o círculo laminado, o que consegui foi um corte superficial na palma de minha mão direita. Eu consegui permanecer inteira, apesar de tremer dos pés à cabeça. Finalmente consegui entender as palavras de Cassandra e percebi muito mais do que isso, eu percebi que com o tempo se pode sentir e imaginar o caminho perfeito que o chackran seguirá, ou melhor, você mesma pode guiar seus movimentos. Obviamente que ainda não era algo tão preciso e certo, mas quando não se exigia muitos ricochetes, era fácil até mesmo manejá-lo para que viesse com mais segurança para ser aparado.

- Parabéns. E antes que terminemos este treino, quero te deixar uma lição de casa... Tente imaginar duas coisas: o dano que esta arma provoca chocando-se contra um elmo de metal e como poderá usá-lo para derrubar um grupo extenso de inimigos.

Com tudo o que havia aprendido naquele dia não seria difícil concluir essa tarefa... Mas, para aquele horário o treino havia terminado.



◉ informações

Arsenal:


— ATAQUE —

✪ {Xenan} / Chackran de bronze sagrado [Disco metálico extremamente afiado, pode ser usado em combate corpo a corpo ou arremessado contra os oponentes, funcionando como um bumerangue, mas exige grande perícia para que o usuário não machuque a si mesmo][Bronze sagrado][Sem elemento][Nível mínimo: 5]

— DEFESA —


✪ {Bosom} / Armadura de couro [A mais leve, feita de couro reforçado, não interfere em poderes que dependem de agilidade, equilíbrio ou furtividade, porém tem eficácia reduzida se comparada às outras. Melhor contra ataques de impacto do que de corte. Acomapnha luvas de couro do mesmo tipo, mas não elmo.][Couro e tecido][Sem elemento, sem nível mínimo]

— VARIADOS —

✪ {Acrobat} / Bracelete [Poinsettia presenteou a sua "salvadora do espetáculo", Lana, com um bracelete feito de prata com detalhes em esmeralda. Criado ainda na antiguidade pelas ninfas mais poderosas do Acampamento Meio-Sangue, o bracelete incrivelmente facilita os movimentos acrobáticos de quem a utiliza, como se oferecesse uma maestria e proficiência à seu usuário. Sendo assim, ao ser utilizado, o adorno mágico aumenta passivamente em 20% a chance de êxito de acrobacias e movimentos diferenciados que forem utilizados, em até três vezes por missão. O bracelete, contudo, pode ser roubado e é frágil, podendo ser destruído.] [Material: Prata e Esmeralda] [Elemento: Nenhum] [Nível Mínimo: 25] {Recebimento: missão "Peça de Teatro", por Tânatos e atualizada por Odisseu]

✪ {Starline} Colar com Essência Estelar/Pó de Estrela: Um colar com minúsculas partículas prateadas e brilhantes, ainda menores que um grão de areia. Originárias de uma lágrima de uma fada ou ainda expelida pelo seu corpo quando desejado e pelas suas asas quando voam. Foi guardado por Cassidy durante todo seu tempo em que esteve aprisionada e antes de sua submissão foi entregue à Lana. A semideusa deverá mantê-lo consigo para que seu poder seja liberado passivamente. Enquanto estiver sendo usado, o pingente emanará uma aura que irá conceder bônus de 20% de sucesso em qualquer ação executada por ambas personagens juntas, seja esta de ataque ou defesa, aumentando a chance dela ocorrer, não a eficácia; a ação, porém, deverá ser feita em conjunto, ou seja, a estratégia deve envolver ambas, portanto, um golpe combinado seria bonificado, mas um ataque sozinho não, mesmo que encontrem-se na distância pré-estabelecida. Elas precisarão apenas estar a pelo menos dez metros de distância uma da outra. Esta aura quando ativa irá provocar certo brilho no pingente, esse brilho não implicará em nenhum efeito contra oponentes, sendo algo meramente visual. {Recebimento: DIY "I AM TITANIUM!", avaliado por Selene, atualizado por Asclépio}

Observações Importantes:

~ Como já disse em outro treino, sempre imagino a arena sendo uma area que pode se estender até à floresta e além, isso para proporcionar um ambiente mais livre para qualquer tipo de treino.
~ Aposto que sempre que se lembram do chackran o associam a Xena. Pois é, eu também... <333
~ la la la
~ Qualquer dúvida, MP!
~ Beijos!

POST ÚNICO || PERÍODO DIURNO|| CLIMA AMENO
(c)

Lana D'yer Hempstead
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Dom 13 Set 2015, 12:55


Avaliação





Lana D'yer Hempstead (link)
Hey, Lana! Não tenho muito a dizer do seu treino, a não ser parabenizá-la. Não consegui encontrar erros significativos, apenas um errinho de digitação que facilmente passaria em branco ("sei jeito"), insuficiente para haver algum desconto. Sua atividade cumpriu bem com o objetivo, de maneira agradável de se ler e sem se arrastar mais do que seria necessário, além de com uma arma inusual, contando com a sua criatividade. Parabéns, semideusa.

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100/100

Darya Archer-Gilligan
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Dom 13 Set 2015, 19:10

Atualizado.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Rhysand Havilliard em Seg 14 Set 2015, 22:22


archery
I keep trying to find me





Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue
Período: Matutino,  08:00 às 09:00
Treino: Armas brancas de longa distância

Se você pensa que Albus ficou feliz por descobrir que não era apenas um mero humano... Você está completamente certo, é claro. Desde pequeno, quando ainda estava aprendendo a compreender e participar do mundo em sua volta, ele já desejava fortemente vivenciar grandes aventuras e ser extraordinário.

Então, bem, imagine a reação o choque do garoto quando lhe falaram que o levariam para um Acampamento onde ficavam jovens raros-diferentes semelhantes a ele, conhecidos também como “semideuses”. Ele ficara calado por alguns segundos, fitando o sátiro que explicava a situação. Então, diferente da maioria das pessoas que recebiam aquela mesma notícia, jogou a cabeça para trás e deixou uma gargalhada irromper por sua garganta.

O sátiro fitou o recém-descoberto semideus, aparentemente estranhando tal reação. Mas, como estavam em uma situação complicada — tal história será contada em outro momento —, partiram em direção ao tal refúgio dos semideuses.

Albus, preocupado com o que os avós achariam de seu suposto sumiço, deixara um bilhete contando a situação o mais resumidamente possível.

Ele estava muito animado para descobrir o mundo grego, então, assim que acordou no dia seguinte após sua chegada, direcionou-se à arena para realizar sua primeira atividade do Acampamento Meio-Sangue.

Ah, sim, preciso contar que ele dormiu feito pedra na noite anterior. Sim, mesmo com o aviso de que poderia ser trolado pelos veteranos. Veja bem, isso não era uma preocupação. Afinal, o que eles iriam fazer demais? Deixá-lo pelado?

ϟ

Era 08:00 quando Albus chegou à área interna da arena. Eu não estaria sendo totalmente honesto se negasse o fato de que ele estava nervoso, então, querendo manter a veracidade dos fatos narrados, já adianto que sua maior preocupação era falhar no treino.

Agora vamos ouvir, pela primeira vez, a grave e sedutora voz do jovem filho de Zeus. Note o sotaque britânico:

— Bom dia, parceiro! — disse Albus, lembrando-se dos bons modos. Ele quase fez uma mesura, uma vez que não sabia como se direcionar às pessoas daquele novo mundo, mas se conteve. — Sou Albus, filho de Zeus. É o meu primeiro treinamento, mas não precisa pegar leve porque um dia serei um caçador fodão. Ah, sim, venho de uma família de caçadores, embora, provavelmente, eu seja o primeiro que tenha sangue grego.

O instrutor estreitou os olhos, perguntando-se por qual motivo o semideus havia falado tanta informação em apenas alguns minutos. Ele não tinha interesse de saber sobre a vida do garoto, então revirou os olhos.

— Você tem alguma habilidade com armas... Dumbledore? — questionou o instrutor com sarcasmo.

Previsível, pensou Albus ao ouvir o trocadilho.

— Ah, sim, claro. Descobri recentemente que sou um semideus, mas adivinhe: já sei manusear espada com as duas mãos, utilizar o arco perfeitamente como se fosse o próprio deus Apolo e ainda domino armas de fogo por ter aprendido a caçar javali com o meu avô — rebateu Albus, com um sarcasmo tão denso que quase poderia ser tocado. — Mas não totalmente. No entanto, tenho vontade de manusear um arco. Sempre me imaginei sendo um arqueiro fodão no estilo Oliver Queen.

O instrutor abriu um largo sorriso e estendeu a mão para cumprimentar Albus.

— Gostei de você, cara. Eu sou filho de Apolo, Park, e serei seu instrutor de arquearia — Albus apertou a mão de Park, fitando os olhos puxados do filho de Apolo, e sorriu.

— Certo. Podemos começar?

ϟ

Com dois arcos e uma aljava nas costas, Park guiou seu novo pupilo ao local da arena destinado aos treinos de arquearia. Era um espaço amplo e aberto e, deduziu Albus, os treinos poderiam ser à longa ou curta distância.  

Havia alguns alvos já posicionados, alinhados horizontalmente.

— Bem, essa primeira aula será bem simples, já que você ainda nem sabe segurar o arco — disse Park, com um tom de voz que professores geralmente utilizam para expressar o quão experiente e superiores são. — Então, bem, primeiro observe e depois tente me imitar. Ok?

Albus deu de ombros, com indiferença, mas deixou seus olhos e ouvidos atentos ao que o instrutor faria em seguida. Afinal, ele não poderia ser um caçador se não soubesse manusear um arco e uma besta, não é? Sua única experiência era com armas de chumbo, uma vez que ele só havia caçado coelhos e galinhas-da-angola até aquele momento.

O filho de Apolo pegou um arco longo e composto, colocou uma flecha na corda, tencionou e soltou. Foi tudo muito rápido e a seta foi fincada no centro do alvo.

— Sua vez — disse Park exibindo um sorriso presunçoso.

Albus não se deixou intimidar, mas também não tinha certeza de que conseguiria obter resultados satisfatórios em sua tentativa. Pegou o arco simples com a mão esquerda e o ergueu, de modo que desse para visualizar o que ele imaginou ser o ponto da mira. Segurou uma flecha e, com a mão direita, colocou-a na corda; tencionou, puxando o braço para trás e disparou.

Os resultados foram realmente embaraçosos. A flecha caiu aos pés do habilidoso arqueiro, mas o instrutor não riu. Albus sentiu uma grande consideração por Park.

— Você demorou muito, pensou demais e segurou o arco de forma errada. É assim — disse Park, refazendo a ação de quando atirou no alvo.

O filho de Zeus percebera que Park deixou o braço direito estendido, reto, aproximadamente na altura do ombro.

— Cara, você faz parecer que é muito fácil — disse Albus, tentando não ficar irritado.

— Mas é. Você só precisa de prática.

— Certo.

Tentou, então, mais uma vez, posicionando-se como o instrutor ensinara. Braços, pernas e coluna estavam na posição correta. Puxou a corda, sem seta, e soltou. Sentiu o arco vibrar e ouviu um zumbido. Repetiu tal ação por mais algumas vezes, até que decidiu arriscar mais um disparo.

Você consegue, Albus. Vamos lá!

E conseguiu. Ou quase. A flecha foi disparada, mas caiu antes de chegar ao alvo.

— Quase! — falou Albus, sendo óbvio.

— Você poderia ter inclinado o arco, direcionando-o um pouco para cima, assim a flecha subiria e depois cairia em direção ao alvo. É física, basicamente, não entendo muito disso, mas o trajeto da seta teria o formato de um arco — explicou Park, sem ter certeza de que o outro garoto estava acompanhando o raciocínio.

— Ah, sim, entendi — disse o aprendiz que realmente captou o que lhe fora dito.

Mais uma vez Albus ergueu o arco, colocou a flecha, tencionou a corda e disparou. Ouviu o som do atrito quando a flecha cortou o ar, e o som de algo sendo perfurado. A flecha havia acertado o círculo mais externo do alvo.

Devo alertá-los, porém, que foi apenas um golpe de sorte. Não se tratou de perícia, habilidade ou algo assim.

— Como eu sou demais! — vangloriou-se o praticante de arquearia, descartando a falsa modéstia. — Sou ótimo.

Park balançou a cabeça, sorrindo.

— É, Al, você é ótimo!

O garoto estreitou os olhos, achando estranho o instrutor chamar-lhe pelo apelido, uma vez que ele havia se apresentado como “Albus” e nada mais. Será que ele é um telepata? Ai meu... Deus? Deuses?, pensou com paranoia. Se você estiver lendo meus pensamentos, cara, pode parar agora!

Percebendo que Park não demonstrava nenhuma reação, Albus descartou a ideia de que estava sendo mentalmente violado.


Pouparei vocês da hora que se passou após o primeiro acerto de Albus. Ele atirou, atirou e atirou. Estava sentido mais afinidade com o arco, como se estivesse estabelecendo uma amizade com a arma. Park teceu alguns comentários relacionados à postura do aluno e também atirou algumas vezes para exibir os seus dons.

Albus atirou um total de vinte e duas flechas. Ah, eu quase me esqueci: os alvos são compostos por cinco círculos: preto, vermelho, amarelo, laranja e branco — de dentro para fora. O treinando acertou três flechas das vinte e duas que foram disparadas: uma seta atingiu o círculo branco e a outra atingiu o círculo amarelo. A primeira foi sorte, como já mencionei, mas a segunda... Bem, foi sorte e um pouco de habilidade. Vamos dar os devidos créditos ao jovem arqueiro.

— Bom... — começou Park assumindo o tom de professor e Albus logo atentou seus ouvidos ao que seria falado. — Você já consegue segurar o arco e acertou o alvo algumas vezes, mesmo que não tenha acertado o centro do alvo. Por hoje é só. Volte amanhã e daremos prosseguimento ao treino.

— Hã... Mas agora que eu estava pegando o jeito... — respondeu o filho de Zeus, não querendo interromper o treino.

— Você pode continuar amanhã. Não vai esquecer o que aprendeu hoje, a não ser que sofra de amnésia ou Alzheimer.

Albus sorriu, entregou o arco para Park e ergueu a mão para se despedir. Não sabendo o que deveria fazer em seguida, optou por voltar ao Chalé de Zeus para se informar das outras atividades.

Ele ainda não sabia, mas se tornaria um bom arqueiro. Não o melhor do Acampamento Meio-Sangue, é claro, mas um com habilidades notáveis.



------------------------



Observações essenciais:


  • Primeiramente, gostaria de explicar o estilo de narração utilizado por mim para interpretar a personagem. Esse narrador que conversa com o leitor, não sou eu; é, na verdade, um narrador-personagem, criado por mim para ajudar a contar a história. Trata-se de um narrador onisciente e onipresente que faz comentários da história e dialoga com o leitor, que conta a história como se estivesse dentro dela, mas sem de fato ser um dos personagens - alguns especialistas chamam de intradiegético-heterodiegético. Então, bem, a mudança verbal utilizada em alguns momento pelo narrador é proposital (como quando ele estava narrando no passado sobre as ações do Albus e fala "Agora vamos ouvir, pela primeira vez, a grave e sedutora voz do jovem Albus").
  • Em seguida, quero dizer que as frases totalmente em itálico são pensamentos da personagem e os strikes são comentários extras sobre a situação e tal.
  • Os arcos utilizados pertencem à Arena, não está no arsenal de Albus.
  • É isso. Obrigado por ler e espero que você tenha se divertido. <3


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Rhysand Havilliard
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Oliver H. Greyback em Ter 15 Set 2015, 00:51


Avaliação
Arena
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Não tenho muito a comentar, Mark. Sua boa escrita é recorrente, você já deve saber disso, e esse treino não se mostrou abaixo das expectativas. Tenho apenas uma coisa a te acrescentar. Um erro trivial e que muitos cometem: o verbo correto a ser utilizado é tensionar quando você usou tencionar, que tem significado totalmente diferente, e por ter sido recorrente vou descontar um ponto. No mais, parabéns.

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 9/10;
Total: 99/100
♦ Thanks, Andy 'O' ♦
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Odisseu em Ter 15 Set 2015, 17:27

atualizado,




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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Krishna C. McCoy em Ter 15 Set 2015, 20:30

Treino :: — 15:00 às 16:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância

Krishna Clinch McCoy

Para ser o melhor é necessário treino constante. Por muitas vezes ouvi isso em minha vida, principalmente vindo daquele que me criara, aquele que sempre tentava arrancar de mim o meu melhor rendimento. Esse homem teve uma imensurável responsabilidade sobre a personalidade que carrego hoje. Por sua culpa me tornei essa pessoa ambiciosa e impiedosa, forte e fria o suficiente para ignorar qualquer sentimento. Por culpa dele, eu, Krishna Clinch, desejava o mundo, o poder e o sangue ainda quente de meus inimigos banhando minha espada.

Eu estava em meio a um duelo que era o treino naquele dia. Segurava firmemente com a mão direita o punho de minha cimitarra, mantendo-me em posição para combate. A lâmina estava estendida de frente ao meu corpo, de uma forma ofensiva, com a ponta de dawn direcionada ao inimigo. O escudo eu carregava no braço esquerdo, rente ao corpo, pronto para qualquer medida defensiva.

Meu olhar feroz fitava o oponente que, assim como eu, trajava uma armadura leve de couro. Seu nome era Axel, um filho de Hermes, tínhamos sido apresentados de maneira breve para logo entrarmos em batalha. O rapaz tinha um porte médio, cabelos negros e sebosos abaixo das orelhas em um penteado partido ao meio, olhos escuros e uma pele bronzeada. O jovem feioso e espinhento me encarava com uma expressão concentrada e pareceu ignorar o sorriso de canto que eu desenhara em meus lábios. Aquele garoto também empunhava uma espada de lâmina afiada. A batalha ali seria de espadas, o que me deixou ainda mais entusiasmada.

Covardemente aquele semideus permitiu que eu executasse o primeiro ataque. No momento pensei que seria para formar um contra-ataque, tendo ainda a bela oportunidade de analisar meu método de luta. Quem sabe o que ele pensou... Eu apenas ataquei. Desferi um corte diagonal, visando atingir o peitoral de Axel. Ele não poderia esperar muita piedade de mim, eu já havia por muitas vezes manchado minha mão de sangue e gostava da sensação. Encarava-o apenas como um brinquedo, um boneco de treinamento para aprimorar meus movimentos com a espada. Contudo, aquele feioso conseguia ser mais hábil do que eu desejava. Com facilidade aparou meu ataque, fazendo nossas lâminas soarem pelo choque de aço contra aço. O semideus ainda conseguiu executar um hábil movimento de pulso, abrindo uma oportunidade para atacar por dentro. No mesmo instante usei meu escudo para evitar um corte certeiro, tendo o desprazer de precisar recuar em meio a tropeços.

O moreno não perdeu tempo em avançar. Ergueu sua espada e aproveitou-se, ousando ser veloz e tático, mas eu ainda tinha minha selvageria. Quando aquele garoto tentou um ataque alto, repeli seu ataque usando mais uma vez meu equipamento de defesa, mas decidi usá-lo também ofensivamente. O impacto da lâmina contra meu escudo deve ter provocado certo incômodo naquele semideus, fazendo com que precisasse descansar um pouco o braço prejudicado. Nesse meio tempo ataquei, usando a borda do escudo para acertar com força o maxilar do adversário.

Vi o garoto cambalear para trás, o sangue escorria pelo seu rosto pálido. Era minha chance perfeita. Avancei, tentando ser rápida para conseguir meu tão almejado corte profundo no tórax do filho de Hermes, mas ele mais uma vez conseguiu se esquivar. Em sua defesa ele se jogou no chão e como se não bastasse, tentou um contra-ataque. Sua espada cortou o ar, na direção de meus tornozelos, pronta para um golpe literalmente baixo. Sem a capacidade de usar meu escudo, precisei executar um salto, uma defesa que funcionou bem. Permaneci de pé sem ter meu sangue derramado. E estava furiosa.

Não dei tempo para o moreno se levantar. Investi uma, duas, três, quatro vezes contra ele. O rapaz defendeu-se rolando pela areia, usando sua espada para bloquear. Ele era bom, precisei reconhecer. O círculo de semideuses que nos rodeava estava em vibração máxima. Aquele duelo estava sendo o mais emocionante do dia. Até o instrutor declarar seu fim. Meu sangue quente ainda me fez desferir mais um ataque, esse também falho. E o instrutor insistiu:

- Eu disse que acabou. – o homem de músculos avantajados e expressão carrancuda segurou meu braço. Nem posso dizer que o vi chegar, estava tão concentrada em ferir que tudo ao meu redor pareceu não ter mais importância, pelo menos não até o filho da guerra me olhar nos olhos e ditar aquelas quatro palavras.

Abaixei dawn e vi o rapaz se levantar, enquanto isso Max, a cria de Ares, disse:

- Vimos aqui como nosso corpo e um escudo podem se tornar equipamentos de defesa e ataque. Não se esqueçam disso nunca. – ele falava olhando cada um dos jovens semideuses que mantinham o círculo. Era o fim do meu treino.

Itens & Armas


{Dawn} / Cimitarra [Cimitarra de bronze com um cabo de aço. O formato do punho, junto do pomo, lembra levemente o formato de penas, em um arranjo que protege as mãos do portador; tem, obviamente, a lâmina curva. Vem junto de uma bainha metálica, com cores que mudam de tons púrpuras à alaranjados] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Eos][Presente de Eos]

{Dusk} / Escudo [Escudo de bronze circular com a imagem de um sol nascente em alto relevo, em tons iridescentes. No nível 20 transforma-se em um bracelete de metal, com grafismos que lembram a imagem que decora o escudo.] {Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Eos]


Poderes & Habilidades


☀ Poderes Passivos ☀
~[1]Habilidade Natural com Lâminas

Os filhos de Eos, mesmo sem ter experiência em campo de batalha, podem naturalmente executar bem os movimentos com uma arma laminar, sendo ela espada, adaga, falcata, armas antigas, etc. Inicialmente saberão realizar com precisão os movimentos com sua arma. A precisão aumenta ainda mais no nível 7 e já são espadachins notáveis no nível 15.

☀Poderes Ativos ☀
~Nenhum


Observações


☀ Nadica


Krishna C. McCoy
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Lavínia Cavendish em Ter 15 Set 2015, 21:17



Avaliação

Krishna C. McCoy


Gostei muito de como você escreve, e na questão de ortografia não encontrei nenhum erro. Entretanto, achei seu desenvolvimento muito curto, deixando espaço para uma introdução um tantinho cansativa de se ler. Se você olhar para o horário fixado na primeira postagem deste tópico verá que cada modalidade de treinamento dura uma hora, e o que você acabou narrando aqui pareceu apenas uma pequena parte disto. Seu instrutor, por mais que percebesse que você estava "raivosa", não terminaria uma atividade que visa seu aprendizado de modo tão rápido. Poderia ter criado mais, descrito mais, narrado mais.

Lembre-se, também, que sua personagem é relativamente novata. Por mais que em sua trama ela tenha um histórico de lutas e ainda um poder passivo de pericia iniciante, no Acampamento ela encontra outros semideuses, que talvez estejam lá treinando já faz muito mais tempo que ela. Preste atenção nestes pequenos detalhes e creio que você se sairá melhor da próxima vez. Parabéns!

▬ Coerência: 39/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 25/25
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 7/15
▬ Ortografia e Organização: 10/10
▬ Total: 81 XP

Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
© lavínia cavendish




LAVINIA CAVENDISH


white winter hymnal


I was following the pack all swallowed in their coats, with scarves of red tied round their throats, to keep their little heads from fallin in the snow and I turned round and there you go...


TRAMA - MP - DO IT YOURSELF - WE ♥ IT



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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Rhysand Havilliard em Qua 16 Set 2015, 10:18


twilight
my universe will never be the same





Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue
Período: Vespertino,  16:00 às 17:00 h.
Treino: Armas brancas de longa distância


Albus aprendeu, em seus dezenove anos vividos, que não devia acreditar na imutabilidade das coisas.  Sim, foi difícil quando ele precisou deixar todo o mundo que conhecia para buscar um futuro incerto, mas poderia ter sido pior — se, claro, ele não soubesse que as mudanças acontecem independente de nossas vontades.

Então, mesmo estando há poucos dias no Acampamento Meio-Sangue, o semideus estava se adaptando muito bem à sua nova rotina, principalmente às atividades que envolviam a Arena.

Logo, assim que terminou seus afazeres vespertinos, Albus dirigiu-se ao local onde treinaria arco-e-flecha mais uma vez. Afinal, ele precisaria de uma longa jornada de treinos já que seu objetivo era se tornar um grande caçador e domador de criaturas mágicas.

ϟ

— Parece que alguém está bem animado, hein? — provocou Park, mostrando um sorriso. — Pronto para mais um treino?

— Você notou, é? Uau, seu nível de esperteza me surpreende cada vez mais — rebateu Albus, rindo ironicamente. — Então, parceiro, fiquei pensando no último treino. Pensei, pensei e pensei. Refiz tudo mentalmente e acho que agora sou capaz de acertar o alvo sem a ajuda do acaso.

— Então vamos começar.

ϟ

Albus recebeu o mesmo arco com o qual havia treinado anteriormente. Sabemos que ele já havia criado certa afinidade com a arma, então a segurou com intimidade e respeito — como se cumprimentasse um novo amigo, sem ultrapassar os limites.

Os alvos — compostos por cinco círculos: preto, vermelho, laranja, amarelo e branco, de dentro para fora — estavam alinhados horizontalmente a aproximadamente dez metros de onde o garoto estava posicionado.

— Primeiro, tente acertar o alvo no círculo preto ou no vermelho — disse Park, assumindo o seu tão conhecido tom de professor. — Depois, tente atirar flechas duplas.

— Certo.

Albus segurou o arco com a mão esquerda e o ergueu, deixando-o mais ou menos na altura do ombro; com a mão direita, colocou uma flecha na corda, puxou-a para trás, focou o local no qual queria acertar e soltou. A flecha emitiu um zunido quando cortou o ar e fincou no alvo laranja.

Quase, pensou ele.

— Hum... parece que você estava dizendo a verdade. No último treino você acertou duas vezes, nos círculos mais externos, e pareceu ser sorte, não habilidade — falou Park, coçando o queixo.

Humpf, eu disse que sou ótimo — disse Albus em tom de brincadeira, mas falando sério.

Segurou o arco mais uma vez e o armou com outra flecha. Realizou as mesmas ações anteriores, mudando apenas o modo de mirar. Ao invés de fechar um olho, manteve os dois abertos e fitou o alvo. Atirou.

A flecha voou rapidamente em direção ao alvo e — fiquem surpresos — cravou-se no círculo laranja.

Albus ergueu o punho direito, em sinal de triunfo, e sorriu com presunção para Park.

— Aposto que você nunca teve um aprendiz filho de Zeus tão fodão quanto eu, parceiro — provocou o garoto.

Park estreitou os olhos e deu de ombro, não confirmando a autenticidade da afirmação.

Albus não tinha excepcionalidade além de ser semideus, então seu rápido aprendizado era atribuído unicamente aos seus esforços e dedicação. Enquanto alguns campistas buscavam outros afazeres após o treinamento, ele ficava mais duas horas simulando mentalmente o mesmo treino várias vezes. Revia suas ações, estudava os seus erros e procurava um meio de consertá-los. Então, quando retornava à arena, estava preparado para não cometer as mesmas falhas.

— Certo, Park, agora eu posso tentar flechas-duplas ou preciso acertar o círculo vermelho?

— Círculo vermelho. Você ainda não conhece a sensação proporcionada pelo acerto “completo”, que será quando você conseguir acertar o vermelho, então é bom que acerte pelo menos o vermelho — comentou o instrutor.

O filho de Zeus assentiu e se pôs a tentar acertar o alvo central.

ϟ

Depois de meia hora, Albus havia atirado dezesseis flechas. Quatro destas não acertaram o alvo, mas as outras ficaram divididas entre os círculos: seis no laranja, duas no amarelo e duas no branco. O garoto estava quase frustrado por ainda não ter acertado o círculo vermelho, mas não desistiu. Nunca desistia.

Fechou os olhos e respirou fundo. Inspirou, expirou, inspirou, expirou... até que sentiu a tensão se esvair de seu corpo. Abriu os olhos, ergueu o arco, armou-o com uma flecha e mirou. Ouviu as batidas do próprio coração. Tum-tum, tum-tum, tum-tum.

Resolveu ouvir o coração pulsando mais algumas vezes e atirou entre uma batida e outra. Tum-tum, tum-tum, tum-atirou-tum.

Albus viu a flecha se direcionar ao alvo e, por fim, acertar o círculo vermelho. Palmas para o arqueiro! Clap, clap, clap. Não se contendo de alegria, deu um salto para trás e olhou para Park que o fitava com um sorriso. O instrutor estava certo: a sensação era extremamente prazerosa.

— Eu pensei que fosse ótimo — começou Albus com um tom humilde que não combinava com ele. — Mas eu sou excepcional! Você viu o quanto eu sou incrível?!

Ele não havia se esquecido dos erros, é claro, mas decidia focar apenas nos acertos. E quem poderia julgá-lo? As pessoas só querem se recordar dos resultando — quando são bons, obviamente — e que se danem os meios! e preferem deixar para lá a trajetória que levou ao êxito.

Park sacudiu a cabeça, não conseguindo parar de rir. Albus percebeu que o instrutor — que já tinha os olhos puxados — quase fechava totalmente os olhos quando sorria.

— Parabéns, parceiro — disse Park, imitando o sotaque do outro semideus. — O treino de flecha-dupla ficará para outro dia porque já faltam apenas cinco minutos para as dezessete horas.

Se você não entendeu a informação dada por Park: o treino de armas brancas de longa distância acontece das dezesseis às dezessete horas no período vespertino.

— Mas já? Uau, agora quase entendo a expressão “o tempo voa” — falou Albus. — Então... Até mais, Park. Obrigado por me ensinar.

Park assentiu e estendeu a mão para cumprimentar o aluno — o qual respondeu com um aperto firme e seguro.

Albus estava se sentindo faminto vazio, então decidiu ir ao refeitório antes de retornar ao chalé de Zeus.

“The sun goes down, the stars come out and all that counts is here and now. My universe will never be the same, I'm glad you came, I'm glad you came.”


------------------------



Observações essenciais:


  • Primeiramente, gostaria de explicar o estilo de narração utilizado por mim para interpretar a personagem. Esse narrador que conversa com o leitor, não sou eu; é, na verdade, um narrador-personagem, criado por mim para ajudar a contar a história. Trata-se de um narrador onisciente e onipresente que faz comentários da história e dialoga com o leitor, que conta a história como se estivesse dentro dela, mas sem de fato ser um dos personagens - alguns especialistas chamam de intradiegético-heterodiegético. Então, bem, a mudança verbal utilizada em alguns momento pelo narrador é proposital (como quando ele estava narrando no passado sobre as ações do Albus e fala "Agora vamos ouvir, pela primeira vez, a grave e sedutora voz do jovem Albus").
  • Em seguida, quero dizer que as frases totalmente em itálico são pensamentos da personagem e os strikes são comentários extras sobre a situação e tal.
  • Os arcos utilizados pertencem à Arena, não está no arsenal de Albus.
  • É isso. Obrigado por ler e espero que você tenha se divertido. <3


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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Drillbit Jackson em Qua 16 Set 2015, 11:40


Avaliação



Albus Wright - Muito pouco a ser dito. Seu treino foi muito bom. Até agora não entendi por que o círculo vermelho é o "acerto completo" se o preto é o central, mas vamo que vamo. Dois pequenos erros no final, em "As pessoas só querem se recordar dos resultando" e "Albus estava se sentindo faminto vazio", mas que não foram descontados, porque, obviamente, foram apenas pequenos descuido na hora de escrever/revisar. Parabéns, semideus. :D

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Qua 16 Set 2015, 21:38

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Rhysand Havilliard em Qua 16 Set 2015, 22:16


badass princess
Look over your hills and be still





Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue
Período: Matutino,  08:00 às 09:00 h.
Treino: Armas brancas de longa distância

Leitura Opcional:
“Maldição! Devo estar atrasado!”, pensou Albus, atirando os lençóis para o lado e se levantando da cama. Lembrando-se de que não estava em seu próprio quarto, mas em um chalé coletivo, usou as mãos para tentar cobrir sua genitália — sim, ele havia dormido sem roupa.

O garoto sentiu o rosto arder e olhou freneticamente para os lados, tentando ver se havia alguma garota no recinto, mas, para sua sorte, apenas alguns rapazes estavam presentes no local e os mesmos estavam entretidos com alguns jogos de tabuleiro. Foda-se, eles têm o mesmo equipamento que eu.

Albus respirou fundo, só então percebendo que havia segurado o fôlego, e deixou que seus braços caíssem ao lado do corpo. Vestiu um roupão e foi ao banheiro fazer sua higienização matinal.

Todos vocês sabem o que as pessoas costumavam fazer quando acordam, então não perderei tempo contando como o filho de Zeus escovou os dentes ou como ele tomou banho.

Assim que retornou, vestiu o traje que julgou apropriado para o treino matutino: calça jeans desbotada, camiseta com estampa do Flash e allstar preto de cano longo.

Albus se certificou de que havia trancado os seus poucos pertences e deixou o chalé de Zeus para trás, indo em direção à arena.

Depois de alguns minutos caminhando e divagando sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais, Albus chegou à arena do acampamento e se encaminhou ao local onde sempre encontrava seu instrutor — o qual não estava presente.

— Você não é o Park — observou Albus, fitando uma garota que estava segurando dois arcos e uma aljava.

Ela tinha olhos puxados, pele amarelada e cabelos negros — porém mais compridos — como os de Park. Tinha grande semelhança física com o outro instrutor. No entanto, ao contrário de Park, ela tinha uma expressão rígida e séria.

— Oh, sua perspicácia é deveras elevada — respondeu ela com ironia.

— É o que dizem — rebateu ele, também sendo irônico. Ela revirou os olhos. — Enfim... Qual é o seu nome, princesa?

— Kara. Sou irmã gêmea do Park e hoje serei a instrutora. Antes que pergunte: ele saiu em missão.

Albus deu de ombros e ergueu a mão para pegar o arco com a instrutora.

— Bem, Park disse que hoje eu treinaria tiro de flecha-dupla — informou Albus.

— Bem, ele não está aqui, então o treino será como eu quiser.

Sem esperar por uma resposta do semideus, Kara girou nos calcanhares e se direcionou ao local do treino. O garoto sorriu, pensando no quanto havia gostado da instrutora substituta.

Oh, princesa, você é urban, gótica, conceitual, reflexiva, rara diferente.

ϟ

— O treino será o seguinte: você vai atirar no alvo com os olhos fechados. Devo ressaltar que você será punido se acertar outros campistas e só sairá daqui quando acertar o círculo preto — informou Kara, com um tom firme e imponente. — Mas primeiro... let me take a selfie quero que você faça uma demonstração para que eu saiba como estão suas habilidades de arqueiro.

Albus, sem hesitar, posicionou-se da maneira como se sentia mais confortável, ergueu o arco, colocou uma flecha na corda, tensionou e em seguida soltou. A flecha voou em direção ao alvo e acertou o círculo vermelho. Yay!

O resultado satisfatório não pode ser atribuído ao acaso, mas ao árduo treinamento que o garoto havia se submetido nos últimos dias.

— Certo, Albus — disse Kara com um olhar aprovador. — Agora, olhe para o alvo, memorize o ambiente o máximo que puder, feche os olhos e tente acertar algum dos círculos.

Albus não havia falado seu nome para a instrutora, mas resolveu não mencionar tal fato. Obedecendo as instruções, pôs-se a observar o ambiente em sua volta.

Calculou a distância entre o local em que estava e a fileira de alvos alinhados horizontalmente, chegando à conclusão de que deveria ser aproximadamente sete metros; ele observou os cinco círculos do alvo — preto, vermelho, laranja, amarelo e branco, de dentro para fora — e criou uma imagem mental bastante precisa do que deveria acertar.

Após memorizar o ambiente e sentir o vento, fechou os olhos e posicionou-se. Ele podia ver o alvo, mesmo enxergando apenas a escuridão, mas Kara resolveu dificultar um pouco mais.

— Permaneça com os olhos fechados porque irei tentar desorientá-lo — informou a instrutora.

Ela se aproximou de Albus e, com certa hesitação, colocou a mão sobre os ombros do garoto. Girou-o três vezes para o lado direito, um para o esquerdo, dois para o direito e três para o esquerdo.

— Agora tente acertar o alvo. E lembre-se de que você não pode acertar uma pessoa.

Albus assentiu, ainda com os olhos fechados, e tentou voltar para a posição original. Ele girou sozinho, três vezes para o lado esquerdo, dois para o direito, um para o esquerdo e quatro para o direito. Errado. Mas ele julgava que estava certo.

Ergueu o arco, realizou todo o procedimento, e — antes de soltar a corda, girou para o lado esquerdo.

Soltou.

Albus abriu os olhos a tempo de ver a flecha se cravando no chão entre dois alvos.

— Por um minuto pensei que você fosse atirar na direção errada — informou Kara.

— Por um segundo eu também pensei — admitiu o garoto.

— Então, bem, tente de novo. E de novo. E de novo.

Albus preparou-se mais uma vez, seguindo todos os passos anteriores. Armou o arco, fechou os olhos, girou para vários lados, refez os passos, sentiu o vento e atirou. E atirou. E atirou. Uma flecha acertou o círculo branco e as outras duas acertaram o círculo vermelho.

— Vai, você consegue fazer melhor — incentivou Kara.

— Eu tenho medo de acertar alguém, mesmo que não tenha um campista próximo. Fico pensando que podem se aproximar repentinamente — confessou o garoto, em tom sério.

— Você tem que aprender a utilizar a audição. Se alguém se aproximar, você tem que ouvir.

ϟ

De todos os treinos que havia realizado até então, aquele poderia ser rotulado como o mais cansativo. Albus estava ficando sem paciência. Já havia memorizado todo o campo, o alvo, as posições e tinha ciência de que nem cem giradas poderiam desorientá-lo. Mas, ainda assim, não conseguia acertar o maldito círculo preto.

Albus colocou o arco no chão, descansou os punhos na cintura, deu um passo para o lado apenas com um dos pés e ergueu o queixo. O garoto ficou parecendo um super-herói, fitando o horizonte.

— O que você está fazendo, Flash? — questionou Kara, não conseguindo esconder o sorriso.

O garoto estava em uma posição cômica, mas não envergonhado.

— Estudos psicológicos afirmam que sua autoestima e confiança aumentam se você ficar alguns minutos em posição de super-herói antes de realizar tarefas importantes. É uma espécie de meditação para mim — respondeu Albus, ainda olhando para frente.

ϟ

Cinco minutos depois, Albus fez um breve alongamento e pegou o arco, sentindo-se bastante confiante.

Colocou uma flecha na arma, fechou os olhos, fez alguns passos estranhos para mudar a posição e não retornou ao ponto original. Enquanto fazia a esquisitice que mais parecia um ataque epiléptico, manteve-se ciente do espaço que estava percorrendo, então não precisou refazer os passos.

Albus atirou a flecha e manteve os olhos fechados até mesmo depois de ouvir o barulho da ponta metálica cravando na madeira. Armou outra flecha no arco, deu um giro e atirou. Mais uma flecha, um salto e outro tiro. Sua intenção era acertar o círculo preto de três alvos diferentes.

E, para a surpresa de Kara — e a dele própria, devo ressaltar —, ele conseguiu.

— Eu sou fantástico! — gabou-se o garoto, optando dispensar a modéstia, como sempre.

Kara sorriu, assim como o Park sorria quando Albus se exibia.

— Parabéns, Albus, seus métodos psicológicos realmente funcionam — caçoou ela.

— Pois é! — sorriu ele.

— Bem, você está liberado agora. Eu guardo os arcos. E, só para você não se achar muito, vou fazer o mesmo treino que você. Observe-me.

Kara armou três flechas no arco, deu alguns saltos, fez algumas coreografias somente com as pernas e atirou. As três setas acertaram o círculo preto do mesmo alvo. Antes de abrir os olhos, ela realizou algumas acrobacias e atirou repetidas vezes em diversos alvos. Todas as setas atingiram o círculo central.

Quando a instrutora abriu os olhos, Albus estava com a boca aberta e os olhos arregalados.

— Uau! Você é, claramente, fodona— elogiou Albus.

— Eu sei. Agora vá, tenho outros alunos para treinar.

Albus girou nos calcanhares, deixando Kara e a arena para trás, e foi em direção ao chalé de Zeus.

Eu preciso aprender aquilo.


------------------------



Observações essenciais:


  • Primeiramente, gostaria de explicar o estilo de narração utilizado por mim para interpretar a personagem. Esse narrador que conversa com o leitor, não sou eu; é, na verdade, um narrador-personagem, criado por mim para ajudar a contar a história. Trata-se de um narrador onisciente e onipresente que faz comentários da história e dialoga com o leitor, que conta a história como se estivesse dentro dela, mas sem de fato ser um dos personagens - alguns especialistas chamam de intradiegético-heterodiegético. Então, bem, a mudança verbal utilizada em alguns momento pelo narrador é proposital (como quando ele estava narrando no passado sobre as ações do Albus e fala "Agora vamos ouvir, pela primeira vez, a grave e sedutora voz do jovem Albus").
  • Em seguida, quero dizer que as frases totalmente em itálico são pensamentos da personagem e os strikes são comentários extras sobre a situação e tal.
  • Os arcos utilizados pertencem à Arena, não está no arsenal de Albus.
  • É isso. Obrigado por ler e espero que você tenha se divertido. <3


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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Ianna D. Belikov em Qua 16 Set 2015, 22:50


Avaliação


Albus Wright - Treino maravilhoso, como as outras avaliações anteriores explicitam bem. Não percebi nenhum grande deslize, o texto é engraçado, acho que você acertou no personagem. Parabéns.

Coerência: 50/50
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Odisseu em Qui 17 Set 2015, 13:56

atualizado,




GAME OUVIR
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Rhysand Havilliard em Qui 17 Set 2015, 23:14


faking it
Pretending to not feel alone





Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue
Período: Matutino,  08:00 às 09:00 h.
Treino: Armas brancas de longa distância

Leitura Opcional:
Os dias estavam passando rapidamente e Albus — por increça que parível — havia conseguido se adaptar muito bem à sua condição de semideus. No entanto, mesmo adorando toda a rotina do acampamento, sentia falta de sua antiga vida.

Ele sempre fora próximo de seus familiares e ficara muito chateado quando precisou partir porque não teve a chance de despedir-se. Mesmo já estando no acampamento há alguns dias, ainda não havia entrado em contato com sua família. Pensava ele que poderia colocar seus entes queridos em perigo caso os contatasse.

Posso dizer que o garoto não aparentava possuir tais sentimentos, uma vez que sempre escondia suas emoções através de piadas, ironias e sarcasmos. No entanto, se ele tivesse um amigo com quem compartilhar seu fardo, ficaria bem melhor. E o maior problema que enfrentava era que a única pessoa que mais conhecia — sendo que só sabia poucos fatos a respeito desta — era Park, seu instrutor. E, bem, quem desejaria ter o instrutor como único amigo e confidente? Ele queria, mas julgava ser inapropriado.

Tendo exposto essas informações sobre o semideus que almeja ser arqueiro, voltemos ao que interessa.

Albus acordara com uma agitação no Chalé de Zeus. O garoto havia sonhado com sua família na noite anterior, então estava se sentindo um pouco melancólico e nostálgico. Havia pensado em passar no refeitório para se empanturrar de gordices, mas lembrou-se de que Park havia marcado o treino para as oito horas da manhã.

Então, após ter realizado a sua higienização matinal, trocado de roupa e repassado mentalmente o treino anterior, dirigiu-se à arena para realizar mais uma atividade de arquearia.


— Você está atrasado dois segundos, Albus — disse Park, já abrindo um largo sorriso.

O filho de Zeus balançou a cabeça, para afastar os pensamentos do sonho que tivera, e depois sorriu para o instrutor.

— Não, não. Sou pontual. Cheguei às oito horas, zero minuto e zero segundo. Quantos aos milésimos, bem... — deu de ombros.

— Eu fui irônico, só para registro — falou o instrutor, ainda com o sorriso nos lábios.

— Sério? Nem percebi — ironizou Albus.

— Enfim... Kara me contou sobre seu último treino, então hoje você praticará arquearia com o alvo em movimento. — Park entregou um dos arcos para o outro semideus e se aproximou de um cesto cheio de bolas. — Lançarei essas bolas com areia para o alto e você terá que acertá-las. Certo?

— Certo.

ϟ

Albus respirou fundo, sem a habitual animação, e posicionou-se.

— Deixe o arco pronto e fique atento. No três. Um, dois... TRÊS! — Park lançou uma das bolas para cima.

Albus observou o objeto subir e atirou a flecha que já havia armado no arco. A seta passou a alguns centímetros do alvo.

A bola caiu, mas, antes que colidisse com o chão, foi aparada pelo instrutor.

— Quase, hein? — falou Park.

— Pois é.

Park percebeu que seu aluno não estava totalmente concentrado e que, definitivamente, estava diferente dos outros dias. As piadas, ironias e sorrisos fáceis não estavam aparecendo com tanta frequência como era de costume.

— Você está bem, parceiro? — questionou Park com preocupação verdadeira.

O outro semideus, por um segundo, cogitou a ideia de se abrir e revelar seus temores e sentimentos, mas o pensamento desaparecera tão logo quanto surgiu.

— Estou ótimo, parceiro, só estou levemente sonolento e, por isso, lerdo — disse Albus, sorrindo para esconder seus reais sentimentos. — Vamos continuar, sim?

Park assentiu, ainda não acreditando totalmente nas palavras do aprendiz, e pegou outra bola com areia. Lançou-a para cima quando gritou “três” e Albus atirou mais uma vez. A flecha passou mais próxima da bola que na tentativa anterior.

Sem fazer pausas, Park lançou mais uma vez. Albus atirou e errou novamente.

Será que precisarei fazer a pose de herói?, pensou o garoto.

— Você está fazendo errado, parceiro, e teria percebido se não estivesse tão distraído — repreendeu Park, com o seu habitual tom de professor. — A bola sobe, para e desce. Atire quando ela parar. É muito rápido, mas você é um arqueiro e precisa ser rápido também.

— Eu sei disso, mas também sei que nem tudo para. Um pássaro, por exemplo, não ficaria parado — rebateu o garoto.

— Um passo de cada vez, jovem Padawan. Primeiro faça o que estou dizendo.

Albus ergueu o arco, colocou a flecha na corda, tensionou e aguardou. Park jogou a bola para cima. O filho de Zeus observou enquanto a bola subia, parava e descia. O instrutor percebeu que ele estava calculando o tempo aproximado que a bola ficaria parada.

Park lançou a bola mais uma vez e o outro semideus a observou. Quando viu que a velocidade do objeto estava diminuindo e que logo ficaria parada, atirou a flecha.

A seta voou em direção à bola e passou de raspão, abrindo um rasgo na borracha.

Quase.

ϟ

Os trinta minutos seguintes se passaram rapidamente. Park lançou dez bolas e Albus atirou em todas, acertando quatro bolas apenas de raspão. Sempre que a borracha era rasgada, uma chuva de areia caía sobre a área em que estavam treinando.

— Foco, parceiro, foco — pediu Park.

— Preciso de uma pausa de cinco minutos, ok?

— Ok.

Albus colocou o arco no chão e se sentou em posição de lótus ao lado da arma. Inspirou, expirou, inspirou, expirou... até se sentir mais calmo. Criou uma imagem mental dele próprio sentado sob uma árvore dourada, em seguida imaginou que a árvore estava sugando toda a energia negativa dele para depois colocá-la no solo. Visualizou mentalmente uma luz branca o envolvendo e se sentiu melhor.

Aos poucos, o garoto foi ficando mais calmo, tranquilo e em paz. Afastou os pensamentos deprimentes e se pôs a pensar no treino que estava realizando. Relembrou todas as suas ações, todas as instruções de Park e todos os erros que havia cometido até então.

Chegou à mesma conclusão que havia pensado antes: não precisava esperar a bola parar no ar, poderia acertá-la em movimento se fosse rápido o suficiente.

Suas falhas, até aquele momento, ocorreram devido à sua mente distraída, mas estava pronto para continuar e acreditava que conseguiria acertar.

ϟ

Após cinco minutos, Albus pegou o arco, levantou-se e fitou Park.

— Aí, parceiro, pode lançar essas bolinhas que agora eu vou acertá-las.

Park sorriu e lançou a primeira bola.

O filho de Zeus, já tendo muita facilidade em armar o arco, atirou a flecha — que passou de raspão na primeira bola. Hum.

Mais uma bola, mais uma flecha e mais chuva de areia.

Albus fez sinal para que Park lançasse outra bola e atirou quando o objeto atingiu o ponto máximo de altura. A seta voou, emitindo som ao rasgar o vento, e se cravou na bola.

— Eu sabia que ia conseguir, porque sou ótimo, mas, só para não dizer que é sorte, pode lançar mais bolas.

Park lançou mais uma bola e outra e outra. O aprendiz acertou dois dos objetos lançados e sorriu.

— Viu, parceiro? Sou fantástico — gabou-se, para variar.

— É, sim, mas e se eu lançar mais de uma bola ao mesmo tempo, você consegue?

Devo dizer que Albus tinha certeza que não conseguiria acertar, mas, mesmo assim, arriscou:

— Claro!

Park lançou duas bolas para cima, em direções contrárias, e Abus atirou nas duas. Acertou a primeira, mas errou a segunda.

— Parece que você não é tão bom assim.

— De novo — disse o aprendiz com determinação.

O instrutor sorriu e repetiu a ação anterior. Albus atirou primeiro na que, pela velocidade, subiria menos e depois atirou na outra. A primeira flecha se cravou na bola e a segunda passou de raspão, abrindo um rasgo e derramando mais areia.

— Okay. Depois treinarei acertar mais de um alvo, mas estou cansado por hoje.

— Certo, até mais, então — disse Park, estendendo a mão para um aperto de despedida.

— Te vejo por aí, parceiro — despediu-se Albus, respondendo ao aperto.

O garoto deixou o arco com o instrutor e saiu da arena, deixando que seus pensamentos voltassem às aflições anteriores.

"You've been flying so high, avoiding the road, pretending to not feel alone."



------------------------



Observações essenciais:


  • Primeiramente, gostaria de explicar o estilo de narração utilizado por mim para interpretar a personagem. Esse narrador que conversa com o leitor, não sou eu; é, na verdade, um narrador-personagem, criado por mim para ajudar a contar a história. Trata-se de um narrador onisciente e onipresente que faz comentários da história e dialoga com o leitor, que conta a história como se estivesse dentro dela, mas sem de fato ser um dos personagens - alguns especialistas chamam de intradiegético-heterodiegético. Então, bem, a mudança verbal utilizada em alguns momento pelo narrador é proposital (como quando ele estava narrando no passado sobre as ações do Albus e fala "Agora vamos ouvir, pela primeira vez, a grave e sedutora voz do jovem Albus").
  • Em seguida, quero dizer que as frases totalmente em itálico são pensamentos da personagem e os strikes são comentários extras sobre a situação e tal.
  • Os arcos utilizados pertencem à Arena, não está no arsenal de Albus.
  • É isso. Obrigado por ler e espero que você tenha se divertido. <3


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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Simmon Wilem Brandeur em Qui 17 Set 2015, 23:24

Avaliação — Arena

Albus WrightFilho de Zeus

Daí cara, como é que tá? Acho que você já está acostumado, quando vai ler uma avaliação sobre sua escrita, a encontrar, no começo dela, a frase "você deve saber que escreve bem", não é mesmo? Existe, é claro, um motivo para os avaliadores dedicarem um tempo de seus dias para escrever isso: você, porra, escreve bem pra caralho.

É até engraçado ler seu treino, pois não é como se eu estivesse avaliando, e sim como se estivesse apenas conhecendo sobre sua personagem, porque simplesmente não encontrei erro nenhum.

Já é o segundo treino seu que eu leio, e acabei por simplesmente me fascinar nas duas vezes, adorando como sua personagem ultrapassa as dificuldade através de métodos pouco convencionais (pose de herói, meditação).

Enfim, não tenho nada para lhe recomendar, apenas que continue trazendo essa bela estória para o mundo. Parabéns!

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Sex 18 Set 2015, 14:11

Atualizado.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Rowan Brückner em Ter 22 Set 2015, 10:37

you blow me out of my mind like I was a dandelion, you drive me crazy, you make me smile

TREINAMENTO COM LANÇA

"A
pós 8 horas de sono e comer como um urso, eu havia por fim voltado a um estado mais razoável. Não diria normal porque provavelmente eu jamais me acostumaria com aquele ambiente, mas com certeza mais decente do que a situação precária na qual eu havia vivido por semanas. Com certeza, algo mais humano.

Após permanecer muito tempo ocioso no chalé, eu havia aprendido algumas coisas sobre a dinâmica do acampamento. Uma vez que não havia rotina ou obrigações mundanas naquele local, todos os jovens buscavam ocupar-se com os recursos ali disponíveis. Em maior parte, com os treinamentos que eram ministrados por um conjunto de campistas mais experientes. Não me agradava nem um pouco a ideia de militarização de adolescentes, mesmo que para fins de autodefesa, mas eu compreendia que algo maior marcava aquele ambiente. Afinal, os deuses dali, grandes geradores de prole e seres superpotentes, não demonstravam nenhum interesse em defender os próprios filhos. Seria bom relembrar as boas aulas de esgrima mais uma vez estando ali.

O fato era que eu não tinha muita opção. Precisava aprender a me defender e, felizmente, eu já tinha uma idade mais avançada do que alguns campistas novatos. Dirige-me então para a arena local, guiado por algumas placas espalhadas pelo acampamento. Trajava apenas uma calça jeans com o brasão do acampamento, uma camiseta branca básica e chinelos. No pulso, levava uma lança de nome estranho, que me fora presenteada por Zeus. Pensei que deveria aprender primeiramente a usá-la, então não tardei a procurar uma área adequada para meu treino.

Verdade seja dita, não encontrei uma área específica, então tive de me contentar com a área de "lanças e tridentes". Senti-me um pouco deslocada, posto que ali só eram vistos filhos de Ares, Poseidon e alguns poucos de Atena. Todos eram brutamontes assustadores que provavelmente me decapitariam na primeira oportunidade. Tentei não chamar muito a atenção, e logo segurei com mais firmeza o cabo de minha lança.

- Acho que uma ovelha se perdeu do rebanho. - Brincou um filho de Ares com seus meios-irmãos. Sorri de canto, mas preferi ignorar.

Localizei uma área vazia, e me dirigi até lá. Com a lança em mãos, tentei segurar o cabo e desferir um golpe, mas meu manejo pífio impediu que eu a mantivesse ereta durante o golpe. Suspirei e então comecei a girar a arma em mãos, buscando encontrar seu equilíbrio. A lâmina era leve, mas ainda assim fazia pesar uma ponta. Coloquei a mão em um ponto mais alto então, e voltei a desferir golpes, ainda no ar. Após alguns minutos, o instrumento me pareceu mais natural, de manejo mais fácil.

Tirei os sapatos para sentir com os pés a areiaque atapetava o local. Ginguei de um lado para o outro, buscando soltar o corpo, relaxar, e então girei a lâmina na altura do peito, desferindo um corte em dois bonecos que estavam próximos. Por descuido, mantive a mão firme demais, e a lança cravou-se no segundo boneco, travando meu movimento e fazendo doer-me o braço direito. Sorri de canto e retirei a lâmina do estofado.

Passei a desferir golpes rápidos, leves, cortando apenas superficialmente os tecidos que cobriam os tecidos dos bonecos. Por vezes, a arma acabava por fincar-se nos alvos, mas o treino era bem útil. Infelizmente, meu preparo físico não era dos melhores, e após meia hora eu já sentia dores nos braços.

Fiz um breve intervalo e me sentei em cima de alguns sacos de areia que estavam no chão. Tirei do bolso da calça um cigarro e um isqueiro. Acendi o papel, e então o coloquei entre os lábios. O gosto da nicotina invadiu minha boca e o ar rarefeito penetrou em meus pulmões enquanto tragava o cigarro. Descansei por alguns minutos, relaxada e atenta aos outros campistas curiosos.

Levantei-me com certa dificuldade e então voltei ao treino. Larguei o cigarro e voltei a girar a lança. Dessa vez, eu comecei a investir golpes mais profundos, mais fortes. Era possível sentir meu dorso vibrar internamente com os golpes, e essa sensação era de alguma forma, agradável. Meus pés descalços na grama pareciam dar-me alguma força extra, e eu persistia nos golpes, contornando a fadiga e a falta de fôlego.

Parei para respirar por alguns segundos. Daí iniciei uma sequência de golpes com o cabo da arma. O bronze era incrivelmente resistente, e parecia causar grande impacto nos bonecos de treino. Alternando entre cortes e golpes, consegui inutilizar meia dúzia dos bonecos.

Mais meia hora se passou até que a fadiga me vencesse. Resolvi cessar os treino. Carreguei o cigarro até perto da saída, onde os filhos de Ares treinavam e então o joguei dentro da bolsa de um deles. Sorri de canto e saí do local, já prendendo a lança as costas.

“Idiotas”.

OBS:

— Habilidades Passivas —


Perícia com Armas Laminadas (Nível 1): Filhos de Zeus são bons com espadas, as manejando com certa familiaridade.

Vigor de Touro (Nível 6):-Como um dos símbolos de seu pai é o touro, seu vigor é maior que os outros semideuses, podendo correr e afins por mais tempo.


— Adendos —


ϟ {Thunder} / Lança [Lança metálica, feita inteiramente de bronze sagrado. A ponta é maior do que a de lanças comuns, formando uma lâmina em forma de raio, que apesar de mais difícil de manejar para quem não é acostumado, pode causar danos potencialmente maiores, ainda mais considerando-se o peso, já que até seu cabo é metálico. Esse dano adicional contudo não é inerente à arma, dependendo do manuseio e habilidades do semideus.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]


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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Vitor S. Magnus em Ter 22 Set 2015, 15:06


Avaliação
Arena
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W
ell... Well... Eu achei seu treino um tanto rápido. Poderiam ter mais detalhes com o manejo da lança mesmo sendo com bonecos de treino e pela dificuldade de manuseio. Achei poucos erros de ortografia, como "Dirige-me." e "os treino." mas que não vão ser prejudiciais.

Nos trechos: "Afinal, os deuses dali não demonstravam nenhum interesse em defender os próprios filhos."
Não é que eles não tem interesse nenhum. Eles apenas não podem interferir em "nada".

"Verdade seja dita, não encontrei uma área específica, então tive de me contentar com a área de "lanças e tridentes"."
Neste caso, eu creio que esta seria a tal "área especifica" para seu tipo de treino.

A sua habilidade passiva Vigor de Touro (Nível 6) foi desconsiderada já que você ainda está no nível 5. Acredito que não houve necessidade da outra nível 1, mas okay.

Sendo assim, aconselho que atente para alguns detalhes mesmo sendo mínimos e revise seu post ao menos uma vez e sem pressa. Sei que tu tem potencial pra fazer muito mais do que isso! Não somos idiotas!

Coerência: 45/50;
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Odisseu em Ter 22 Set 2015, 20:16

Atualizado




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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Azazel Halfman em Ter 22 Set 2015, 20:43

    Estava junto a Joseph, na que devia ser minha quarta... talvez quinta tentativa de um treino a curto alcance que seja decente, ou seja treinar usando espadas, adagas, facas, machados, enfim tudo o que crianças e adolescentes precisam aprender. Se me lembro bem a primeira vez que treinei havia sido com facas, não foi legal, quase esfaqueei meu amigo Gary, a segundo com espadas, uma péssima ideia envolvendo uma prole de ares enfurecida, sorvete sabor baunilha e uma ameça de decapitação, terceira vez, treino ao longo alcance, ironicamente o único treino que não terminou em um quase homicido. Suspirei ao entrar na arena que tem se provado inútil para mim, mas seria legal ter algum tato para armas, semelhante a Joseph - um pestinha homicida, que infelizmente veio junto comigo ao acampamento - que parecia ter um dom natural para as espadas e lanças ou qualquer objeto que pode ser usado para causar uma bela morte. Joseph começou a escolher as armas do balcão e perguntou se eu queria alguma especial, acenei dizendo para ele para escolher para mim.
                      Ele veio a mim correndo carregando duas espadas, e chegando a mim me ofereceu a maior e ficando com a outra. Começamos a andar até os espantalhos feitos toscamente. Coloquei meus fones e comecei a ouvir minha playliste não percebo quando um instrutor se juntou a mim, eu tentava recriar estocadas e cortes ou qualquer movimento que me agradasse, o instrutor falou algumas ordens mas ignorei, ele gritou algumas algumas ordens e eu nem ouvi, até ele ficar irritado por não ser ouvido e começou a gritar alguns xingamentos em grego e pouco tempo depois me tentar me dar um murro. Minha primeira reação foi de surpresa, minha segunda reação foi começar a tentar cortá-lo ao mesmo tempo em que ele desviava com dificuldade, tentava cortes, estocadas e todo tipo de movimento que poderia ser recriado por um novato.  Ele desviava com maestria mas começou a ficar cansado e depois de algum tempo brechas começaram a aparecer, algumas duravam segundos e eram corrigidas outras percebi após com algumas tentativas eram armadilhas armadas. Nós dois tentávamos não tropeçar e   começamos a ficar arfantes com o esforço [ e admito eu bem mais que ele ] parecia que ele tinha o dobro de experiencia que a minha, mas havia uma pequena vantagem que ondulava para mim, uma faca entregue para todo os novos campistas que estava escondida nas minhas botas, tentei uma estocada mal-sucedida pela direita, ele bateu com sua espada na minha fazendo um som nauseante mas necessário para a distração, o chutei no peito para causar desiquilíbrio, mas o que consegui foi fazer ele dar alguns passos para trás e quase caísse no chão, suspiro o mais rápido possível com certo desconforto, mas pego a faca do acampamento rapidamente tento equilibra-la entre as pontas dos dedos, e quando consigo a lanço em direção ao meu agressor, ele desvia se jogando para o lado e parecia aturdido com minha ação. Avanço em direção a ele usando minha ultima carga de energia, chego a ele o empurrando com o meu ombro o desequilibrando ainda mais, e com choco o "punho" da minha espada contra sua cabeça. Com a força do golpe a cabeça ele desmaiou e sua cabeça estava sangrando, e quando comecei a pensar claramente veio a culpa. Penso em carrega-lo até  a casa grande, mas como poderia explicar como aconteceu Joseph parecia um fantasma a meu lado, e quando ele começou a falar de modo impressionado, enquanto tudo o que pude pensar no momento seria o quanto estava ferrado.     
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Josh Siege Kriskahn Kimoy em Ter 22 Set 2015, 21:55

Avaliação

Azazel, você tem uma boa "ideia geral" dos treinos da arena, mas acredito que acabou enrolando um pouquinho na introdução - o que acabou tomando um bom espaço do seu texto.

Sugiro prestar mais atenção nas vírgulas, tente ler seus parágrafos em voz alta e assim perceberá onde errou. Falando em parágrafos, aliás, tente dividi-los mais; Você acabou deixando dois grandes quadros, o que foi cansativo visualmente. O uso de colchetes também acabou substituindo o de parênteses, coisa que não entendi muito bem o motivo.

Na questão de organização e estrutura, procure também usar o texto justificado e com quebra de linha. Deixe-o atraente para o leitor, apreciador ou avaliador, assim acaba dando um ar mais agradável para se ler. No mais, não desista, tenho certeza que você consegue melhorar e atingir um nível mais alto dos seus treinos. Parabéns!

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Psiquê em Qua 23 Set 2015, 13:30



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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Rowan Brückner em Qui 24 Set 2015, 13:40

you blow me out of my mind like I was a dandelion, you drive me crazy, you make me smile

TREINAMENTO COM LANÇA

"A
cordei com um sobressalto, limitando-se apenas a pensar no pesadelo que tive. Era minha mãe, transformando-se numa fúria - aquela monstruosidade de olhos avermelhados, pele enrugada e asas de couro, além de suas garras cortantes - e o que eu menos acreditava, acontecia: ela me matava, despedaçava-me sem pudor algum, e de seus olhos lágrimas de sangue escorriam com um sussurro estranho: Filha.... Eu não podia me culpar, a minha mãe mesma tinha transformado-se em uma fúria exatamente no meu melhor ano de vida e estragara-o por completo.

Mal acordei e deparei-me com a bagunça comunal do chalé de Zeus. Recentemente, diversos filhos de Zeus haviam retornado ao acampamento e aquilo estava uma loucura. Beliches desarrumados, equipamentos gregos espalhados por aí e conversas paralelas de meus meio-irmãos faziam-me palpitar. Sentei-me na cama, espreguiçando-me e pensando o que iria fazer hoje. Fazia alguns dias que eu estava no acampamento, e em quatro dia passei na enfermaria e o resto dormindo no chalé de Hermes até ser reclamada. Eu queria sair, mas pensava repentinamente o que eles iriam achar de uma garota de dezessete anos andando por aí desleixadamente; me cobri com o lençol novamente e tentei voltar a dormir.

Já estava pegando no sono, olhos pregados e respiração contínua em um só ritmo. Senti um peso tomar o colchão e um corpo quente me aquecer, consequentemente, abri os olhos por instinto e deparei-me com o monitor do chalé de Zeus, que me aconselhou a ir treinar na Arena do acampamento e até então, decidi aceitar.
Em um intervalo de tempo curto, eu já estava arrumada e tinha me banhado. Meus cabelos negros estavam penteados para trás e traçados. Meus olhos azulados estavam bem abertos, finalmente estava totalmente acordada e vestida de camisa laranja, calça jeans e tênis sórdidos e surrados, voltei para o chalé. O líder do chalé parecia me esperar, apenas acenou para o resto do chalé e comandou-os ir para a arena logo após arrumarem a bagunça matinal.

Assim que chegamos a arena do acampamento, perguntei.
— O que faremos hoje? — perguntei-lhe, agora observando os céus. Estavam nublados de repentemente, pois antes estavam tão azulados.
— Vamos treinar um pouco, todos nós meios-sangues precisamos treinar combate, pois é necessário para sobrevivência. — ele disse e eu confirmei, afinal, fui atacada por um monstro antes de vir para o acampamento, sabia muito bem que falta de preparação poderia lhe matar facilmente.
Comecei meu treino, tentando manter o foco em apenas minha espada e meu boneco como alvo.
— Terei de dar uma olhada nos outros irmãos do chalé e nos indefinidos... Consegue se virar?
— Claro... Pode ir.
O instrutor se foi, me deixando sozinha na arena.

Decidi pegar pesado no treino; estava determinada a acabar com aquilo de uma vez e talvez quem sabe vingar minha mãe? Desferi um golpe em horizontal no ombro do boneco, me agachando e atingindo o boneco em sua coxa. Afastei-me alguns metros do boneco, correndo de volta para ele e desferindo um golpe em horizontal no seu pescoço de palha, fazendo a mesma voar do buraco que minha espada havia feito ao arrancar a cabeça do boneco. Mesmo tendo arrancado seu pescoço, não parei de atacar o boneco. Desferi golpes em diagonal em ambas as laterais de seu corpo de palha, agachando-me enquanto rodava e o atingia na perna direita. Sem parar e nem ao menos pensar no que fazia, continuei atacando o boneco em sua barriga e seus braços, e parei apenas quando vi palha cercando-me por todos os lados.

Caminhei até o boneco mais próximo e, sem esperar, o atingi em um local que deveria equivaler a seu nariz. Atingi os ombros e os antebraços do boneco com golpes mais fundos. Girei para o lado direito e atingi o boneco em sua cintura, logo desferindo outro golpe em uma diagonal inclinada para a esquerda em seu peito e logo o atingi no mesmo lugar, mas com um corte de diagonal inclinada para a direita. Antes que me desse conta, desferi golpes em seus braços, pescoço e pernas que arrancaram os mesmos.

Caminhei para o próximo boneco, um pouco cansada mas determinada. Comecei a pensar em outras técnicas que seriam úteis em um combate, em uma medida desesperada, quando estivesse entre a vida e a morte. Sendo assim, finquei minha espada no olho do boneco, retirando-a em seguida e enfiando no local onde ficava localizado o pulmão esquerdo de uma pessoa. A retirei e a cravei na barriga do mesmo. Estava entediada com aquele treino já, então cortei a cabeça do boneco ao meio com um golpe violento que me fez tombar no chão. Estava levando tudo a sério demais e provavelmente surtaria como na viagem ao acampamento. Precisava tratar o controle temperamental antes de fazer algo errado e o mais rápido possível. Deixei o boneco de lado e a espada de treinos de lado, seguindo de volta ao chalé de Zeus e ignorando o contato com o monitor. Não queria dar explicações. Não agora.

OBS:

— Habilidades Passivas —


Perícia com Armas Laminadas (Nível 1): Filhos de Zeus são bons com espadas, as manejando com certa familiaridade.

Vigor de Touro (Nível 6):-Como um dos símbolos de seu pai é o touro, seu vigor é maior que os outros semideuses, podendo correr e afins por mais tempo.


— Adendos —


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Re: ♦ Arena do acampamento

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