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♦ Arena do acampamento

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♦ Arena do acampamento

Mensagem por ♦ Eos em Sex 11 Set 2015, 22:26

Relembrando a primeira mensagem :



Arena do Acampamento


Treinos e Horários




• Matutino:

    — 08:00 às 09:00 — Treino de Armas brancas de longa distância;— 09:00 às 10:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 10:00 às 11:00 — Treino de Combate aos monstros.

• Diurno:

    — 14:00 às 15:00 — Treino de Combate aos monstros;— 15:00 às 16:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 16:00 às 17:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.

• Noturno:

    — 19:00 às 20:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 20:00 às 21:00 — Treino de Combate aos Monstros;— 21:00 às 22:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.



Instruções Gerais
e
Regras





• Post Inicial;
• Condições climáticas: Definida pelo player;
• Horário: Definido pelo player;
• Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue;
• Sem mortes ou perdas de itens;
• O não cumprimento das regras aqui descritas poderá acarretar em punições diversas;
• Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar a qualquer deus estagiário por Mensagem Privada (MP);
• Não há mínimo nem máximo de linhas ou palavras exceto pelas já especificados nas regras gerais, mas espera-se um post bem descrito;
• Quaisquer poderes ou equipamentos utilizados por vocês devem vir em quote ou spoiler, de preferência separando poderes ativos de passivos;
• Sem máximo nem mínimo de equipamentos, desde que seja possível levá-los;
• Esse tópico é monitorado e avaliado pelos deuses em geral e pelos monitores.

    — Tal medida foi tomada com o intuito de não sobrecarregar os avaliadores.— Tendo isto em vista, todos os tópicos desse gênero podem conter até dez (10) treinos.


    — Quando chegar nesse limite, ninguém mais pode postar. Caso contrário, o treino será ignorado.— Quando o deus responsável pelo tópico avaliar, até mais dez treinos poderão ser postados até que haja uma nova avaliação.


    — Cada player pode postar um  único treino por atualização, independente do tipo de treino;— O descumprimento da regra acarretará a anulação dos treinos posteriores ao primeiro.


• A quaisquer sinais eminentes de plágio, punições severas serão aplicadas.

    — A primeira punição será o ban por IP durante uma semana;— Numa segunda infração, a punição será ban eterno.

• Treinos noturnos são atribuídos àqueles cujas descendências divinas diretas se dão por deuses ligados à noite ou à obscuridade;

    — Encaixam-se entre tais deuses: Hades, Melinoe, Phobos, Deimos, Hécate, Morfeu, Nyx, Thanatos, Selene, Ártemis, Nêmesis e Circe;— Para qualquer treino noturno cujo semideus em questão não tenha um progenitor devido para o horário, haverá a anulação do treino.

• A premiação máxima segue as regras do fórum;

    — A premiação máxima é composta de: cem de experiência.

• O critério de avaliação segue as regras do fórum;

    — O critério de avaliação é composto de: coerência; ortografia; estrutura e fluência; uso de armas e poderes;

      — Coerência definirá: cinquenta de experiência;— Ortografia e Organização definirá: dez de experiência;— Coesão, Estrutura e Fluência definirá: vinte e cinco de experiência;— Objetividade e Adequação à Proposta definirá: quinze de experiência.


• Instruções aos players:

    Dicas de Postagem Geral:
    Prestem atenção em todas as informações que lhes foram dadas;Usem um corretor ortográfico, para evitar grandes perdas neste ponto;Tentem não usar templates ou tables que prejudiquem a leitura ou modifiquem de forma drástica a largura ou a altura do texto;Evitem o uso desmedido de muitas cores que possam, de alguma forma, tornarem a leitura menos envolvente;Sejam objetivos no sentido de não enrolarem, ou seja, não adicionem detalhes desnecessários;Caso não saibam algo, procurem no fórum e em fontes externas confiáveis ou perguntem para qualquer deus estagiário via Mensagem Privada (MP);Não copiem a introdução dada pelo narrador: interpretem-na segundo a vista dos seus personagens;Tenham bom senso.

• Tópico criado após sugestão de Asclépio;
• Tópico criado com a aprovação de Deméter e Athena;
• Boa sorte a todos os campistas.

Créditos da organização/ formatação geral a Logan Montecarlo

♦ Eos
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Psiquê em Ter 12 Jan 2016, 13:38

Atualizados



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Nathally Truce em Qua 13 Jan 2016, 10:38

Nathally não estava acostumada a dormir muito. Os sonhos frequentes que a incomodavam cuidaram que seu corpo a acordasse cedo, mesmo quando não tinha sonhado com nada. Ela levou um bom tempo até se tocar de que não estava em casa, na cama de má qualidade do pequeno apartamento do Brooklyn aonde vivia. Sentando-se na cama, sonolenta, ela olhou em volta. A maioria de suas irmãs ainda dormiam nas próprias camas. Virando as pernas de lado, ela percebeu que sua área do quarto estava cheia, de repente. Suas roupas, alguns pertences, até mesmo uma grande foto sua (que a propósito ela não se lembrava de ter tirado) tinham surgido ali durante a noite. Arrastando os pés, ela pegou qualquer roupa e foi tomar um muito necessário banho.
Revigorada pela água morna, mas sem querer ir andar pelo lugar sozinha e acabar se perdendo, ela voltou pro quarto. Assim que se aproximou da cama notou o arco que ganhara no dia anterior sobre a mesa, exatamente aonde deixara.
"Eu posso ter salvo minha vida e a de Verniz com aquele tiro", pensou, "Mas não acertei a flecha. Se eu tivesse precisado matar pra sobreviver, agora já estaria morta."
Decidida a mudar aquela situação, ela apanhou o belo arco da mesa e passou a aljava de couro pelas costas, raciocinando que se todos ganhavam armas de presente, certamente haveria um lugar aonde usá-las. Não demorou a achar: assim que saiu do chalé, viu um grupo de garotos armados discutindo sobre que tipo de treino deveriam fazer hoje, e simplesmente os seguiu até a arena.
Naquele momento, o lugar não estava muito cheio nem muito barulhento. Ainda era muito cedo, o sol nem sequer esquentara, e os alvos pendurados por toda parte sugeriam que era hora de treino à distância. "Perfeito. Cheguei na hora certa." Haviam campistas atirando facas pequenas, bestas, zarabatanas, todo tipo de arma esquisita que ela nunca vira na vida. Mas a maioria ali presente treinava com o arco. Enquanto se encaminhava até um grupo de alvos afastados dos outros, ela reparou na quantidade de arcos diferentes que existiam: longos, compostos, curtos, recurvados. Tinha mais a aprender do que imaginava. E os outros pareciam tão bons com eles... Aquilo quase a fez mudar de ideia, por vergonha, e dar meia volta.
Ela parou no lugar, encarando os alvos, de repente perdida. Devia simplesmente atirar? Devia tentar atirar andando ou correndo? Abaixada? Atirar mais de uma flecha? Sentiu-se tonta. Deveria ter chamado alguém que a explicasse as coisas, mas agora era tarde. Se voltasse atrás não tinha certeza de que teria coragem de retornar.
Tentou se concentrar primeiro em repetir o que tinha feito no dia anterior. Se ela tivesse a certeza de que sabia pelo menos acertar uma flecha, o resto deveria ser mais fácil. Talvez. Puxou a flecha da aljava e a encaixou no arco, mas estava tão atrapalhada que simplesmente a deixou escorregar pelos dedos e cair.
— Ah, qual é. Eu tenho certeza que sou melhor do que isso. - ela brigou consigo mesma, apanhando a flecha do chão e a encaixando direito.
Ela puxou a corda e na mesma hora sentiu que havia algo errado. Não havia mais aquela sensação familiar, aquela coisa automática que a fazia corrigir por instinto a posição da flecha. Ela sabia que não estava fazendo certo, mas não sabia mais aonde corrigir. Por que aquilo tinha acontecido antes? Seria simplesmente porque estava em perigo? Tentou disparar como estava. No entanto, como segurava o arco de forma errada, a corda bateu com força em seu antebraço ao ser solta, fazendo-a gritar de dor. A flecha nem sequer acertou o alvo, passou raspando pela lateral dele. Ela olhou pro braço e viu que havia um vergão avermelhado novinho em folha ali.
— ...Vai ser um dia bem longo. - ela encarou o alvo nervosamente, decidida a treinar até que enfiasse uma flecha atravessada no meio.
Em silêncio, concentrada, ela disparou flecha após flecha, em pé no mesmo ponto, virando o arco pra todos os alvos em seu alcance. Aos poucos, muito lentamente, ela começou a reparar que as flechas tendiam mais pro centro. Cada vez mais. Então ela lançou uma flecha, e mais outra, o mundo sumindo à sua volta, o barulho dos outros campistas que treinavam desaparecendo. Enxergava apenas os alvos. Acertara mais um. Outro. Acertara a borda externa. Acertara uma cabeça em um alvo em forma de humano. Sentiu os dedos doerem e incharem, mas não parou pra olhar. A aljava sempre se enchia infinitamente de flechas, então ela não precisava parar nem mesmo pra recolher as que já atirara.
O sol já estava alto quando ela finalmente acertara o centro. Ela parou, baixando o arco, abobalhada, e sorriu abertamente, mesmo sabendo que provavelmente tivera um pouco de sorte. A sensação de missão cumprida era ótima. Contente, ela ergueu o arco mais uma vez, mas quando ia puxar a corda, notou que os dedos escorregavam. Finalmente olhando a própria mão, viu que as pontas dos dois primeiros dedos e do polegar sangravam.
— Oh. - ela disse apenas, mais surpresa do que com dor. Ela sentiu os dedos doerem cada vez mais, assim como o braço e os ombros que latejavam com o esforço repentino, mas não tinha reparado que esfolara os dedos na corda até que sangrassem.
— Ei. Vão recolher os alvos. O treino de curta distância vai começar daqui a pouco, você precisa ir guardar seu arco - um rapaz mais velho se aproximou, colocando a mão em seu ombro. O local em que ele encostara doía, mas ela não reclamou.
— Ah! Eu não sabia que tinha um horário. Quando posso treinar de novo?
— Treino de longa distância é todo dia de manhã, das oito às nove. Pode voltar amanhã, se der um jeito nisso aí - ele acenou com a cabeça pros dedos dela.
— Certo - ela assentiu determinada — Eu volto amanhã. Obrigada pelo aviso.
Ela sorriu a ele, simpática, mas o garoto simplesmente a encarou com o olhar vazio e voltou pro próprio treino. Dando de ombros, ela recolheu suas coisas e começou a sair da arena, se perguntando como ia fazer pra arrumar band-aids.


Spoiler:
{Bright} / Arco longo [Arco feito de bronze sagrado, de cor dourada, com detalhes em seu decorrer pintados em branco. Elegante, aparenta a mesma graça que seus portadores, feitos na medida para os filhos de Apolo. No nível 20 transforma-se na metade de um pingente em forma de sol, que encaixa-se com Perfection] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Apolo]

{Perfection} / Aljava [Aljava de couro trabalhado, com engastes de bronze sagrado. Contém flechas infinitas - são comuns, de olmo e bronze sagrado, mas de acabamento fino. No nível 20 transforma-se na metade do pingente em forma de sol que encaixa-se com Bright] {Couro e bronze sagrado; olmo e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Apolo]
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Oscar Bezarius em Qua 13 Jan 2016, 13:45

— Avaliação de Arena

♣ Nathally Truce

Arcana, você é sacana! Ferrou com meus olhos usando essa cor, mas eu terminei de ler. |:

Você ter uma boa escrita, mas tem alguns pecados prejudiciais para uma escrita. O principal, e o mais notável, é repetir e repetir e repetir as mesmas palavras (ela, ele, eles). Outro erro seu foi ter usado uma cor dessas em negrito e com uma extensão tão grande. Eu te aconselho a usar um template (se quiser te mando por mp algum site). E lembre-se de separar as falas das ações, coloca outra cor, um itálico ou qualquer coisa que possa diferenciar.
...
Outro ponto que gostaria de ressaltar é a forma que narrou. Você chegou e jogou as flechas até acertar. Foi tão rápido, que quando pensei que iria começar, acabou.

Lembre-se de narrar os sentimentos dela, não só na introdução, mas também no treino. Ela com certeza não é uma máquina, então pense mais no assunto.

Bem, por hoje era isso. (:

▬ Coerência: 40/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 18/25
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 13/15
▬ Ortografia e Organização: 5/10
▬ Total: 76/100xp


#RoubeidaIannaBelikov
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Eu acho que não é da sua conta. Só acho.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Qua 20 Jan 2016, 18:26

Atualizado.
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Em uma tenda perto de você

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Geoffrey O. Champoudry em Sex 22 Jan 2016, 13:47


King of Paranauê♛
I'm dating everyone, 99% Angel, perfect, but that 1% is bum.




20:00 às 21:00 — Treino de Combate aos Monstros

Acordei algumas horas depois com a sensação estranha que estava sendo incomodado por demônios-pivetes, abri os olhos e então observei alguns dos meus irmãos me agarrando pelos braços e um outro que se preparava para atirar uma almofada em mim. – Não ouse seu demônio mirim. – Ameacei entre os dentes. Me sentei na cama enquanto um deles depositava um anúncio no meu colo. Era o anunciado de um treino noturno, incluindo alguns campistas e claro que a minha volta ao acampamento já havia sido espalhada, pelo menos no meu chalé. Eles esperavam que eu me juntasse a uma guerra na floresta com criaturas mitológicas noturnas? Eu acho que sim, exceto que a aventura ficaria um pouco mais interessante, os filhos de Hefesto haviam criado alguns autômatos especiais simplesmente para testar a eficacias dos semideuses em defender. Não consegui entender a história por completo, mas o acampamento havia sido invadido por monstros e houve algumas mortes e desde então os treinadores estavam viciados em aulas de defesa e ataque, tudo para evitar uma nova invasão.

Me levantei da cama e colocando a minha camisa laranja e uma calça jeans, deixei o refúgio dos filhos de minha mãe. Caminhei apressadamente para a sala de armas e retomei o meu cetro e lança. Estava com um pouco de poeira e parecia não ter sido usado por mais ninguém, o que agradeci. Me juntei aos outros campistas todos excitados pela aventura. Eu havia me esquecido como todo aquele pré treinamento causava uma sensação de eufória nos participantes. Havia tantos rostos novos e campistas antigos que eu não gostava. Procurei ignorar todos, principalmente uma garota filha de Atena. Os filhos de Hefesto também estavam presentes, mas em vez de carregarem armas, alguns deles traziam consigo controles. Uma filha do deus das forjas passou por mim carregando um controle de video game e parecia muito chateada quando uma luz verde surgiu no lugar da vermelha.

Todos pareciam se preparar e alguns minutos depois um campista veterano tomou controle da situação.
- É o seguinte... – Falou ele usando o máximo da sua voz. Ela ecoou por toda arena e fez até mesmo os filhos de Nyx calarem a boca. – Meus irmãos e eu preparamos umas brincadeirinhas para vocês. Eu queria trazer monstros, mas alguns ainda estão com medo. – A voz amedrontada de alguns campistas confirmaram. – A floresta foi modificada com coisinhas que colocamos, são autômatos e alguns não são mortais, mas podem arrancar um braço ou uma perna se deixarem. Eles estão sendo controlado por nós, mas nem todos foram bem construídos o que significa que muitos podem sair do controle. – Ele falou aquilo rindo como se o perigo fosse apenas uma casquinha de sorvete inofensiva. – Não me responsabilizo por nada que acontecer, embora eu esteja apostando contra o filhos de Hermes. Boa sorte!

Ele sorriu e então cada semideus presente caminhou em direção a entrada da floresta. Os animais pareciam nervosos e algumas ninfas estavam enchendo baldes de água caso precisasse apagar algum fogo. Tomei posição procurando ficar o mais perto possível da saída, afinal se algo desse errado eu simplesmente correria com toda a minha força. O quê? Correr também faz parte do manual de sobrevivência!

Algumas cornetas tocaram no acampamento destruíndo o silêncio e sinalizando o início da atividade. O local de chegada seria no riacho e cada semideus deveria passar pela floresta, vencer os obstáculos e chegar inteiro ou pelo menos com vida no rio, quando o último participante chegasse, o jogo terminaria. Os gritos logo tomaram conta da noite, enquanto barulhos de metais se chocavam. Eu andei para o interior da floresta e me assustei quando uma filha de Afrodite passou correndo por mim gritando algo sobre “minha unha foi feita hoje, não estraga”. Me recuperando do susto, peguei a minha lança e vagarosamente fui caminhando em direção ao rio. Não parecia haver ameaçar perto de mim, errado. Quando passei por uma árvore uma luz vermelha piscou duas vezes, sabia que na terceira piscada tudo estaria perdido. Discos de metais deixaram a escuridão em algum lugar e começaram a disparar na minha direção, um deles passou zunindo pela minha orelha. Eles eram tão rápidos que fui obrigado a parar de correr e rebater alguns com a lança. A minha visão estava normal dentro da escuridão, afinal sendo filho de Hécate conseguia enxergar na penumbra normalmente. O ponto que lançava os discos de metais estava a alguns metros a frente, eu precisava destruí-lo. Novamente consegui rebater dois discos e apontei o meu dedo sobre a armadilha. Senti algo sendo entrelaçado na minha barriga e a minha magia sendo consumida no momento que uma bola roxa surgiu da ponta dos meus dedos e foi lançada na máquina. O próximo disco que estava prestes a sair explodiu e danificado começou a impedir os outros de serem lançados, a máquina lançou algumas faíscas e então explodiu em um curto circuíto.

Não parei para comemorar, corri em direção ao lago. Ao longe o barulho das águas já podia ser ouvido e do meu lado direito um grupo de campistas gritavam algo como “Corre, fogo!” A floresta inteira se iluminou e um grupo de semideuses passaram correndo por mim em grande velocidade. Fiquei parado apenas o tempo de perceber que eles fugiam de alguma coisa e então corri na direção do grupo. Um pouco atrás três cães feitos de metais nos perseguiam. Não eram cães comuns já que lançavam fogo pela boca. Eles deveria ter quase 1 metro de altura e tive um pequeno relance que os desgraçados dos filhos de Hefesto conseguiram até mesmo criar os dentes.

- Vamos nos separar e atacar! – Gritei, embora sem ter certeza se alguém conseguiu me ouvir. Graças a Zeus o grupo se dispersou. Comigo estavam dois garotos de Ares e consegui ver de relance três garotas de Apolo subindo na árvore. – Legal! – Falei sem emoção ao perceber que estavam em terra apenas aqueles lutavam luta corpo-a-corpo. Me preparei psicológicamente e quando o primeiro cão surgiu tentei atacá-lo com a lança. Eu realmente havia ignorado que cães de metais eram mais fortes que semideus comuns. Como um lençol sendo levado do varal pelo vento, lá se foi um filho de Hécate. O focinho do monstro bateu na minha barriga e quando cai sobre ele, ele começou a correr comigo como se eu fosse um pedaço de teia de aranha que grudou na sua cabeça. Tentando me abocanhar fiquei apenas balançando as pernas evitando os dentes de metal. Tentei soca-lo, mas ele parecia ser feito de concreto. Quando achei que o meu futuro estava decidido, o maldito filho de Ares que perseguia a minha carona de lata lançou a sua arma na direção da criatura. Percebi que a lança era eletrica no momento que tocou o autômato. Metal é um ótimo condutor de eletricidade, o meu corpo inteiro se arrepiou e fiquei um pouco zonzo. – Qual foi, idiota! – Gritei sendo lançado pelo ar feito saco de farinha. Me estatelei no chão e levantei apressado a ponto de ser novamente pego pelo cão de lata. – De novo não. Qual é? – Toquei o chão nas sombras que faziam das árvores e concentrando minha magia, invoquei o cão de três cabeças. Eu não havia feito aquilo antes, mas desde que um dos meus irmãos haviam me ensinado eu estava tentado a fazer. O cão surgiu das sombras e foi o tempo certo para eu jogar as pernas para o alto e tentar deslizar pelas costas do cão de metal e cair pelo rabo dele. No chão esperei o meu cão paralizá-lo e nesse momento o autômato abriu a boca e soprou fogo. O cão de três cabeças invocado por mim sumiu em uma nuvem de fumaça no momento que flechas passaram pela minha cabeça acertando o cachorro de metal. As flechas furaram a sua armadura e então em um curto circuíto feito igual ao da máquina que eu causei, explodiu. Os campistas gritaram em vivas.

Fomos o último grupo a chegar no rio e de longe eramos os piores  também. Alguns rasgados, outros como o meu caso havia arranhões por todo o corpo, além dos meus cabelos todos levantados graças a estática da lança elétrica que me acertou. Não havia motivos para comemorar, apenas lancei um olhar de ódio para o filho de Ares e em seguida para a sua lança assassina e deixei a floresta.


Arsenal:

• [Ϫ] LanCetro (Lança Longa unida com um Cetro Mágico, tem 2 metros de comprimento e executa as funções de ambos.)
Habilidades:

Passivas:

Lvl 1 – Pericia com a Lança: Todos os filhos de Hécate conseguem manejar bem a Lança.
Lvl 1 – Pericia com Feitiços: Eles conseguem realizar feitiços e magias com mais facilidade.
Lvl 4 - Olhos noturnos: Hécate é uma deusa associada à noite. Seus filhos ganham visão na penumbra e escuridão, podendo ver normalmente nessas condições, exceto na escuridão mágica, que sofre os efeitos do poder acima.
Lvl 5 – Força Sombria: No escuro e na noite, você fica mais forte e ágil.
Ativas:

Lvl 10 – Invocação das Sombras: Com isso, você invoca um cão branco de três cabeças, que te ajuda na batalha. Ele te ajudará somente por 3 rodadas.
Lvl 7 – Mágica de Iniciante
"Arcanum": Os feiticeiros podem criar uma pequena bolinha roxa de energia, que explode em contato com o inimigo. Não é muito poderosa.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Aron Tinuviel em Sab 23 Jan 2016, 09:48



Alvo Travado
Treino de armas brancas de longa distância.
O sonho ainda estava bem vivo em minha mente quando cheguei na área de treinamento.

Eu estava em um galho alto, há pelo menos sete metros de altura da neve fofa que cobria o solo. Era uma floresta de pinheiros no meio de um vale cercado por montanhas nevadas, ao longe erguia-se um palácio de cristal de gelo com torres que deviam alcançar pelo menos quarenta metros de altura, lançando luzes multicoloridas conforme os raios de sol tocavam sua superfície.

Abaixo do pinheiro, eu podia ver que um grupo de garotas havia montado um acampamento entre os troncos, todas usando roupas camufladas que as faziam misturar-se com a paisagem gelada. Ao redor da fogueira, um grupo de pelo menos meia duzia delas conversava animadamente enquanto as demais se espalhavam pelo acampamento fazendo os preparativos para o que eu só podia identificar como um ataque. No centro do grupo da fogueira eu pude ver minha irmã com seus cabelos loiros destacando-a das demais, seu sorriso aberto parecia contagiar as amigas. Eu não podia ouvir o que diziam, mas tinha certeza que Cristie havia feio uma de suas muitas revelações bombásticas e elas caíram na gargalhada. Minha irmã estava feliz! Era o que me importava.

Já estava no acampamento há um mês e não deixara de ter sonhos com minha irmã. As vezes era algo longínquo, como se eu estivesse a cinco quilômetros de onde ela se encontrava, mas pudesse sentir suas emoções; as vezes era assustador, correndo ao lado dela por locais escuros demais para se quer ver um palmo a minha frente; mas havias as vezes relaxantes, como no último. Não sei se Apolo estava mais uma vez nos favorecendo, mas do fundo do peito eu esperava que sim.

Eu estava ainda com meus sentimentos confusos quanto a meu pai, não ajudou nada encontrar tantos meio-irmãos quando cheguei no chalé 7, alguns deles tinham a idade perigosamente próxima da minha. Mas apesar de eu ter vontade de acertar uma flecha bem no meio do escroto de meu divino progenitor, eu ainda tinha que agradecê-lo por todo o esforço que fez por mim e pela minha irmã, aparentemente os meus irmãos não tinham a mesma sorte.

Os bonecos se pareciam bastante com os que eu alvejava na academia, mas eu sentia falta da plataforma para tiros longos, os bonecos que ficavam acima de setenta metros eram mais fáceis de acertar se eu estivesse em terreno elevado.

Eu me pus na linha de tiro como já fazia toda manhã, aparentemente os filhos de Apolo tinham uma rotina matinal de arquearia. Toda manhã, às oito horas para ser mais preciso, todos os campistas do chalé 7 se encontravam para atirar em bonecos de palha indefesos sob a supervisão do nosso Robin Wood russo Sigmünd Ruddörf, meu meio-irmão não bronzeado.

Sigmünd era o mais velho dos filhos de Apolo, possuía 19 anos e sete contas em seu pescoço, que marcavam o tempo que era campista. Ele era de longe o semideus mais velho do acampamento, uma cabeça maior que eu e meu novo Heliot Underwood. O cara ficava o tempo todo olhando repreensivamente para meus disparos, como se eu estivesse segurando o arco ao contrário, e eu não estava, já havia checado duas vezes.

Por um bom tempo tentei me concentrar apenas nos bonecos, mas ainda não conseguia acertar os acima de setenta metros com perfeição, sempre errava por pouco o núcleo do alvo. Estava começando a me sentir um inútil e meus irmãos estavam se dispersando, satisfeitos com seus êxitos, quando Sigmünd me cobriu. Ele pousou suas mãos sobre as minhas, sua respiração quente estava no meu ouvido direito, numa aproximação indesejável.

— Inspirre... — Seu sotaque russo puxava os erres em excesso, e o peito dele próprio encheu-se de ar, aproximando sua caixa torácica nas minhas costas. Eu realizei a ação imediatamente. — ...Expirre. — E soltou o ar lentamente, o hálito quente em meu ouvido. Obedeci, tentando não rir de como a palavra soava.

Aquilo era uma situação ridícula. Afinal de contas qual era o problema com a minha respiração? Porque todo mundo falava que ela estava errada? Mesmo a contragosto eu percebi que a irritação e a raiva não me ajudariam em nada. Eu podia ter me desvencilhado, mas isso significaria falhar no treinamento. De novo.
Agradecia mentalmente por só ter nós dois no campo, meus irmão já haviam ido embora para seus afazeres, dessa forma ninguém veria aquela cena humilhante. Estava ficando difícil continuar com aquele exercício de inspirrar e expirrar com Sigmünd baforando em meu ouvido continuamente, mas depois de um tempo longo demais para o meu gosto, eu finalmente consegui um ritmo que me acalmou. Demorei a perceber para onde ele me conduzia a apontar o arco.

O último alvo ficava há pelo menos cento e setenta metros, o único a ter fincado uma flecha lá fora o próprio Sigmünd. Estava além até mesmo dos meus limites em terreno elevado, mas por algum motivo dessa vez eu sabia que conseguiria. Ele guiou minha mão e eu tensionei o arco com leveza, por pouco soltei precipitadamente o cordel, mas as mãos firmes do meu irmão não me deixaram. Inspirei e expirrei mais uma vez e, quando já estava calmo o suficiente, soltei o cordel. A flecha zuniu pela manhã ensolarada cravando-se ao lado da flecha de Sigmünd. Eu comecei a dar pulos de alegria e a comemorar meu primeiro êxito como semideus.

— Obrigado, Sigmünd. — Disse abrindo o melhor sorriso que eu poderia dar, estava realmente contente.

— Sig… — Ele disse, com expressão orgulhosa, meu irmão mais velho estava orgulhoso de mim. — ...Sou Sig! — Disse com um sorriso tão bonito quanto o meu, batendo em meus ombros.

Havia concluído o treinamento daquela manhã e havia orgulhado meu irmão. O dia começara  perfeito e ainda só eram nove da manhã.

Usados:
{Bright} / Arco longo [Arco feito de bronze sagrado, de cor dourada,  com detalhes em seu decorrer pintados em branco. Elegante, aparenta a mesma graça que seus portadores, feitos na medida para os filhos de Apolo. No nível 20 transforma-se na metade de um pingente em forma de sol, que encaixa-se com Perfection] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Apolo]

{Perfection} / Aljava [Aljava de couro trabalhado, com engastes de bronze sagrado. Contém flechas infinitas - são comuns, de olmo e bronze sagrado, mas de acabamento fino. No nível 20 transforma-se na metade do pingente em forma de sol que encaixa-se com Bright] {Couro e bronze sagrado; olmo e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Apolo]

Espero ter feito tudo certo ;D

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Ryan L. Gagerdoor em Ter 26 Jan 2016, 16:29

Geoffrey O. Champoudry

Seu treino foi desconsiderado por dois motivos: O primeiro, foi que seu arsenal não está adaptado para os novos padrões e me foi orientado a ignorá-lo por conta disso. Segundo e mais importante é que você não fez o treino na arena. E, como consta no primeiro post deste tópico, o local dos treinos sempre é na arena.
@♦ Eos escreveu:
• Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue;
Por isso, após consultar outros monitores e um adm até o momento, decidi desconsiderar seu treino.

Aron Tinuviel:

Seguinte, jovem gafanhoto, você narra muito bem. Tem um bom senso de coerência e coesão, não peca muito em ortografia - o ponto que eu tirei foi por problemas de revisão do tipo esquecer uma vírgula ou uma palavra faltar em uma sentença - e tem um jeito de narrar que prende o leitor. A única ressalva além da entre traços é sobre o treino em si: Ficou pequeno demais. Menor do que sua introdução, até. E ele era para ser a estrela do show, não o coadjuvante.

▬ Coerência: 50/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 25/25
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 13/15
▬ Ortografia e Organização: 9/10
▬ Total: 97/100xp
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Qua 27 Jan 2016, 22:20

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Hudson D. Ivankor em Qui 28 Jan 2016, 00:53

@Hudson D. Ivankor escreveu:
TREINO


Treino de Armas Brancas de curta distância. No intervalo de 9:00 às 10:00

Era meu primeiro dia no Acampamento, não havia muito movimento no horário em que acordei. O sol mal tinha forças para iluminar significavelmente aquele lugar. Eu estava assustado, admito, mas logo quando levantei, fui interrogado por um ser aleatório sobre o que eu iria fazer. Não sabia ao certo, mas falei que era novato e, antes de acabar a minha fala longa e tremula, o homem forte e com uma cara fechada foi concluindo que deveria ir para algum lugar. Eu havia acabado de acordar e estava um pouco atordoado, por isto não prestei atenção no que ele disse, consegui apenas armazenar a direção em que ele apontara.

No caminho vi que algumas pessoas começavam a acordar, elas estavam saindo de seus respectivos chalés - ainda não consigo entender o porquê das pessoas acordarem tão cedo, pois mal havia clareado o dia-. Estava em pé, pois eu era agitado e estava estranhando aquele lugar, e por esse motivo, eu não poderia dormir mais. Na verdade, estava estranhando tudo. Cheguei a um homem e perguntei se era ali que novatos deveriam ir, ele não respondeu, só me entregou uma faca, e só então disse lentamente: "Treine com isso", ou seja, entrou em meus ouvidos e por um longo tempo fiquei ali parado - pode acreditar, foi muito tempo... -. Até que então perguntei: "Você tem um motor elétrico?" –Rindo logo em seguida, acabo minha fala. – "Eu devolvo mais tarde, prometo." Ele me olha, fala algumas palavras. Não consegui o encarar e fiquei olhando desconexamente para algum lugar, até que o vejo pegando o motor. Estendi o braço, peguei o equipamento com cuidado para não me contar com a faca.

Fui para a arena, no caminho lembrei que deveria pegar uma bateria também, até que então percebi que não era um simples motor. Parecia funcionar "sozinho". Comecei a acreditar que naquele momento não haveria novamente um novato com um aparelho daquele. Não havia o que reclamar, só a agradecer pela sorte que tive ao poder pegar aquele aparato.

Já havia passado das oito horas. Havia pessoas já treinando, mas eu não conhecia ninguém, entretanto uma pessoa me chamou atenção: uma garota pequena e loira, acompanhada de uma amiga também pequena mas morena. Elas estavam treinando com armas que eu nunca havia visto em toda minha vida. Eram grandes guerreiras, pressuponho. Pelo o que eu observara, todos ficaram surpresos com a performance das lutadoras, mas além disso, também ficavam impressionados com a beleza delas.

Percebi que deveria parar de observar ou qualquer tipo de outra coisa que me desconcentrasse. Levei por volta de quinze minutos para então entender o motor. Comecei a procurar por uma vara no chão e encontrei-o enquanto pegava feno que encontrava nas periferias daquele lugar. Juntei tudo com uma sacola que também achei no chão, e então amarrei no ferro no qual girava o motor, fazendo um movimento giratório. Apos ter colocado outra sacola amarrada no alvo, estava pronto!

Exatamente às nove horas exatamente, comecei a pensar no que me motivaria a fazer aquilo que planejava, soltando um breve sorriso. Alguns minutos se passaram, então liguei o motor que não fazia muito barulho, mas fazia algum ruído, algo que poderia atrapalhar os outros. Olhei a minha volta e praticamente todos olharam para mim. Não foi algo legal, mas quem se importa? Ao menos eu não... Dei um passo para trás, olhei aquele alvo girando e girando, e a sacola sempre um pouco atrás. Sabia que deveria acertar naquela sacola e fazer o maior furo do mundo, pensava exageradamente com uma intenção de motivar-me. Peguei no couro daquela faca, levantei até meu braço se esticar completamente e comecei a fazer algo como um treinamento dos músculos do peito. Para frente e voltava, quase encostando na engenhoca. O mundo passava mais lento, quando vi que o alvo passou por mim, começando outro ciclo. A velocidade não era alta - pelo menos não alta o suficiente - para não conseguir acompanhar. Meu braço começou a se mexer Eu estava preparado. A faca começou a se curvar por causa da inercia. Estava próximo o suficiente para acertar um excelente golpe. Acertei, mas acertei as madeiras que voaram para todos os lados - uma madeira até chegou a me acertar -. Desliguei o motor e comecei a catar tudo...

Depois de deixar tudo pronto novamente, resolvi diminuir um pouco a velocidade. Fiz tudo novamente e acertei. Fiz um grande buraco, mas sabia que aquilo estava fácil não sendo esse o meu objetivo. Queria desafios. Aumentei o que havia abaixado e mais um pouco. Pensava que deveria ser forte, como todos os que estavam ali, até que então vejo aquela moça loira que havia visto mais cedo. Meu sangue se agitava em meu corpo, senti um ar frio na barriga e fiquei um pouco nervoso. Eu precisava ser melhor por tudo aquilo que sofri e por tudo aquilo que queria ser: forte o suficiente para aguentar os desafios da vida. Aquela sacola nunca pareceu tão fácil de acertar, até o momento em que tentei. Errei por meio ciclo. Foquei neste meio ciclo, ou seja, a velocidade do braço deveria estar meio ciclo antes ou depois do momento que eu pensasse: "Vai!". Foi o que fiz antes mesmo de acabar o "va" eu tentava, acetava e concluí no "i'. Seria aquilo o certo? Não sei. Mas foi o que fiz por mais vinte minutos, até trocar de braço e fazer por mais vinte e duas vezes.

O ultimo golpe foi tão maravilhoso que acertei a madeira novamente! Todos aqueles galhos voaram e acertei nada menos que a guerreira dos cabelos pretos, amiga da loira. Pedi desculpas e reparei que ela não ligou, somente sorriu. Peguei tudo que havia utilizado e fui devolver o aparelho. Um outro rapaz do Acampamento me olhou com uma cara digamos que "O que você está fazendo com isso?". Não disse nada, apenas fui em direção a brisa salgada. Então, me deparei com um lindo penhasco. Retirei a sacola do meu treino e olhei para ela, e logo me veio a cabeça: "Só esses buraquinhos... mas ainda um dia poderei ter força o suficiente para golpear uma coisa como aquele mar golpeia o penhasco, e ter a resistência que o penhasco tinha...". Extremamente convencido de como aquele lugar era lindo, prometi a mim mesmo que voltaria ali todos os dias. Preguei a sacola que estava no chão com o dedo, me levantei e fui para os chalés repousar...

*poderia pegar o motor??.. mas acho que não faz diferença.. não sei. sei la.. buguei.. quero pizza*
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Vitor S. Magnus em Qui 28 Jan 2016, 22:24


Avaliação
Arena
Hudson D. Ivankor


E
u não entendi bem qual era teu objetivo nesse treino, carinha.

Vamos por partes...

Teu post teve 50% de introdução e 50% de "treino. Isso é muito ruim já que o foco é o treino em si. Tu tem que decidir em qual tempo tu vai narrar, não pode misturar presente com pretérito, a menos que saiba fazer isso direito. A ortografia tem alguns erros que se lidos uma ou duas vezes em voz alta podem ser corrigidos.

Eu não entendi qual foi a desse motor, não entendi se ele jogava coisas em você, se tinha um alvo girando, se era pra você acertar uma sacola... Sinceramente não entendi. Eu li quatro vezes esse treino e até agora tô perdido nesse objetivo.

Tenta dar detalhes melhores na narração, explicar o que tu quer exatamente e ser mais objetivo. E bem... Eu não sou do tipo que gosta de brincadeirinhas, então não sei qual foi desse final. Então, é isso.

Coerência: 15/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 5/25;
Objetividade e adequação à proposta: 3/15;
Ortografia e organização: 5/10;
Total: 28/100






Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Seg 01 Fev 2016, 21:32

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Sunner Memphis em Qua 03 Fev 2016, 16:42


Treinamento - Sunner Memphis
It's time to play, it's time for joy
O dia amanheceu ensolarado, com poucas nuvens cobrindo o céu e com uma brisa suave cavalgando entre o vento. Com certeza seria uma manhã agradável, ao menos com relação ao clima. Sunner havia chegado ao Camping sem grandes expectativas ou maiores desejos, senão o de ficar protegido e manter sua mãe segura, na Filadélfia. Os recentes eventos acabaram ferindo o corpo do rapaz, que após uma passagem pela enfermaria, recebeu alguns dias de descanso, antes de iniciar seus treinamentos. Quíron também havia enviado alguns curandeiros para tratar de Edgar, o sátiro protetor do garoto, que acabou seriamente ferido, após uma batalha contra um ciclope.

O grande problema naquela ocasião, passado alguns de sua estadia, era que Memphis não era muito bom com qualquer obrigação. O jovem passou boa parte da sua vida festejando e sem qualquer compromisso com um futuro decente. Isso significava que acordar cedo para ir realizar os treinos pela manhã não seria algo muito corriqueiro para o filho de Apolo. Entretanto, após algumas faltas naquele tipo de atividade, Quíron o aconselhou a ser mais ativo no Acampamento, do contrário acabaria tendo que limpar os banheiros do chalé sozinho, como punição. Afinal de contas, mesmo que aquele lugar fosse um refúgio contra monstros, não poderia ser considerado uma colônia de férias.

— Que bela manhã para se treinar, não? Esse sol tão belo, é como se nosso pai estivesse a contemplar nosso treino. — Comentou um dos meio-irmãos de Sunner. Os dois, mais um pequeno grupo de arqueiros, estavam no centro da arena há alguns minutos antes das aulas começarem. Aquela turma em especial era considerada de iniciantes, então havia sempre alguns supervisores ou monitores para acompanhar os exercícios.

— Como alguém pode estar feliz, acordando antes de meio-dia? Deveriam ao menos servir uma vodca. — Retrucou baixo Memphis, enquanto nitidamente demonstrava sua feição de enfado.

Bem pontuais, os instrutores de arco da turma iniciante, chegavam na hora marcada. Lance Baltimore, filho de Ares e Eliza Boryan, filha de Atena, seriam os encarregados de supervisionar aquelas atividades. Ambos não eram os melhores arqueiros do Camping, mas já possuíam alguma experiência, visto que frequentavam a turma de avançados.

— Muito bem, acabou a conversa, a aula irá começar. Hoje iremos praticar com alvos fixos há dez metros de distância. É uma tarefa muito fácil, então foquem em seus alvos e quero que tentem acertar o peito e cabeça dos bonecos. — Bradou Lance, apontando para os inimigos feitos de palha e feno.

Todos os alunos estavam utilizando armas comuns, os arcos eram feitos de madeira, tal como o cabo das flechas, que possuíam pontas de metal. Assim que o sinal foi dado, não houve tanta instrução. Os arqueiros foram para a marca que denotava os dez metros e começaram a fazer disparos nos alvos. Sunner jamais havia pego naquele tipo de equipamento, ao contrário de todos presentes. No entanto, assim que ele ergueu o arco, foi como se sua mente soubesse exatamente como fazer, como uma intuição. Desde a puxar a seta da aljava, até a armá-la sobre o cordão, era como se o filho de Apolo estivesse familiarizado com aquele hábito. Memphis sentia-se bem com o arco à mão esquerda, como poucas vezes havia se sentido na vida. Por fim, disparou. A flecha percorreu o vento e raspou no lado esquerdo da cintura do alvo.

— Eu sou... bom? — Indagou baixo o jovem a si mesmo, surpreso de ter acertado o boneco.

— Não, você não é bom. — Respondeu Eliza, aproximando-se de Sunner e demonstrando uma audição acima do normal.

— Você escutou isso? — Questionou o garoto, virando-se para ela.

— Estou num nível de controle de minhas habilidades naturais que me permitem ouvir cinquenta por cento a mais que um humano comum, mas isso não vem ao caso. Considerando o manuseio e sua intuição com o arco, suponho que seja filho de Apolo. — Comentava, enquanto seu aluno acenava positivamente com a cabeça. — Você possui uma perícia natural com este tipo de arma, por isto conseguiu, ao que parece para um iniciante, fazer um bom disparo. No entanto, você cometeu vários erros, que só podem consertados com treinamento. Seu corpo deve estar totalmente lateral ao alvo, seus ombros devem estar alinhados no momento do disparo, além de controlar a respiração. Se respirar muito forte, acabará influenciando nos movimentos dos braços, se respirar muito fraco, acabará perdendo força na mão. Tente fazer isto inicialmente, irei auxiliar os demais campistas e volto depois para ver como se sai. — Pôs Boryan, indo ajudar outros alunos.

Sunner não era alguém que se empolgava para muitas coisas, mas assim como ir nas festas e beber com os amigos de Kensignton, tiro com arco pareceu muito divertido para ele. Sua empolgação veio nos tiros seguintes, era nítido que ele estava se esforçando para melhorar. Os disparos não eram realmente bons, acertavam quase sempre o tronco do boneco ou os ombros, mas Memphis parecia disposto a melhorar.

— Acalme-se iniciante, está atirando em intervalos de tempo muito curto. Perceba a direção do vento e sua força, não simplesmente ignore-o. Está mirando na cabeça e suas flechas atingem o tronco por quê elas perdem força, mesmo em uma distância tão baixa. Se mira no peito e está atingindo a cintura e os ombros, mostra que o vento também está alterando o trajeto de suas setas lateralmente. Não é algo comum eu dizer isto, mas tenha paciência. — Instruiu a prole de Ares, passando rapidamente por Sunner.

O filho de Apolo tentou observar e sentir a brisa, visto que realmente, suas flechas estavam saindo um pouco de rota. Feito isto, ele continuou a disparar incansavelmente. Seus disparos começaram a ficar mais perto de suas metas, mas ainda não eram perfeitos. Passados muitos minutos, a atividade era encerrada.

— Bem, alunos, por hoje é só. Amanhã continuaremos deste mesmo ponto. À tarde haverá uma atividade para a turma intermediária, se alguém se arrisca, será bem-vindo. — Encerrou Eliza, enquanto todos iam em direção a saída arena. Já se era possível ver alguns grupos sendo formados do lado de fora para a atividade seguinte, que seria de combate à monstros.

— Bem, pouco importa senão acertei a cabeça ou o peito em cheio. Já consigo fazer monstros de alfineteiras. — Sorriu Sunner, conversando com um dos meio-irmãos.

— Na verdade não é bem assim. É claro que se lutar contra uma criatura sem muito poder e habilidades, se sairá razoavelmente bem. Mas treinamos com alvos fixos e em uma distância bem curta. Existem monstros que seriam capazes de lançar rajadas de fogo a tão poucos metros, além de possuírem carapaças quase impenetráveis. Esses seres só vão sentir algo se acertar em cheio algum ponto fraco e isso as vezes pode incluir coisas minúsculas a vinte, trinta metros de distância. A turma iniciante faz apenas exercícios básicos. — Respondeu a outra prole solar.

— Bem, ao menos é o suficiente para furar os pneus das viaturas, sem se aproximar. — Finalizou Sunner, com um tirada de pouca graça, enquanto se dirigia a seu chalé.

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Perícia com Arco: Apolo é o deus dos arqueiros, possuindo o arco e flecha como sua arma básica. Seus filhos conseguem manusear o arco com uma pericia intuitiva, de modo que consigam fazer ataques mais preciosos e mais agilmente com essa arma do que os demais semideuses de mesmo nível que não possuam tais habilidades. Note que apenas implica uma familiaridade e facilidade no uso, mas a perícia é algo evolutivo, e não quer dizer que os ataques sejam sempre certeiros.
Obs:
• Tentei focar esse treino inicial mais na parte teórica. No decorrer da evolução, os treinos focarão mais na parte prática,além de exercícios mais complexos.
• Eu sou nível 4, só não atualizaram ainda, caso isto influa em algo.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Ryan L. Gagerdoor em Qui 11 Fev 2016, 05:07

Sunner Memphis:

Então, jovem gafanhoto, vejo que você não parece ser um novato nas regras aqui do fórum. Sua coerência foi tão boa, que eu tive que ir até as listas de poderes de Atena para confirmar as informações que você escrevera. Só notei um mínimo erro de ortografia quanto ao uso do porquê em uma das frases, então seria bom se você revisitasse as regras de cada porquê. Fora isso, seu treino ficou muito bom, embora tivesse um pouco daquele sentimento de "facilidade" comum a treinos com arco.

▬ Coerência: 50/50
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Sab 13 Fev 2016, 01:04

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Sunner Memphis em Dom 14 Fev 2016, 13:29


Treinamento - Sunner Memphis
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A arena naquela manhã estava eufórica, a correria desenfreada, junto a acrobacias circenses, tornavam aquele treino de tiro com arco arco bastante atípico. O exercício do dia seria uma mistura de arco e flecha com paintball, popularmente conhecido como Archery Tag. Os arcos eram comuns, feitos de madeira, presos à uma liga de aço. Mas as flechas davam o detalhe especial para aquela atividade. Ao invés de pontas de metal afiadas, elas possuíam em sua extremidade um pequeno "marhsmallow" feito de espuma e algodão, permitindo assim, que os campistas pudessem testar sua pontaria e esquiva, sem machucar um aos outros.

Sunner estava há poucas semanas no Acampamento, mas nem por isso seria excluído daquele treino. Embora o garoto não fosse um dos melhores arqueiros, já se era possível notar uma evolução do rapaz, com relação aquele tipo de arma. Memphis estava no time vermelho, formado quase todos por iniciantes, já o time azul, possuía arqueiros mais intermediários naquela arte. O campo de batalha era toda a arena, coberta de obstáculos de madeira, que também serviriam de cobertura. A missão principal era que o grupo protegesse sua bandeira e capturasse à adversária, porém se um participante fosse atingido por uma flecha, estaria automaticamente fora do exercício. Mas até aquele momento, os campistas vermelhos estavam em desvantagem.

— Perdemos mais um. Agora nos restam quatro. — Bradou Robert, filho de Despina e capitão do time de Sunner. Escondido detrás de uma das proteção de madeira, ele tentava organizar  grupo, na tentativa de um bom contra-ataque.

— É impossível vencê-los. Assim que tentamos sair daqui, eles nos acertam em cheio. Tenho quase certeza que eles estão usando algum código, só pode. — Colocou o filho de Apolo ao lado de Robert, fazendo referência aos populares cheats de video-games.

— Se ficarmos parados aqui, seremos surpreendidos rapidamente. — Falou a prole invernal, antes de fechar os olhos e fazer com que o ar ao seu redor fosse condensado e assim criando uma pequena névoa que dificultava a visibilidade dos oponentes. — Vamos, separem-se, cada qual tente ir para um obstáculo diferente. Sem saber onde estamos, eles perderão um pouco de tempo para mirar e esse é o momento para surpreendê-los. — Ordenou.

— É permitido usar poderes? — Indagou o jovem de Kensington.

— Até agora o juiz não me desclassificou, então eu acho que sim. — Respondeu Robert, saindo em disparada para detrás de outra proteção.

— Poderiam ter me dito isso mais cedo. — Resmungou Sunner.

Os membros do time azul, contando ainda com dez campistas, iniciaram uma aproximação, enquanto tentavam prever onde os adversários estavam. Devido ao maior número e mais experiência, saíram de trás de suas coberturas, indo em direção ao lado vermelho, acreditando que conseguiriam fazer a investida, sem ter grandes percas. Robert e os demais companheiros, com exceção de Sunner, saíram para o ataque quase ao mesmo tempo, de lugares inesperados para a equipe rival. Os três vermelhos, atiraram com toda a precisão que tinham, mas os oponentes não tiveram dificuldades em esquivar, enquanto os que não foram atacados, aproveitaram o momento para lançar a ofensiva e eliminar os três daquele grupo.

— Parece que sobrou apenas eu neste grupo... e ainda faltam dez adversários, justíssimo. — Sorriu o filho de Apolo.

Embora Memphis não fosse um primor de esforço, arquear estava em seu sangue. Ele memorizava o que os instrutores haviam falado, basicamente por instinto. "Um bom arqueiro deve primeiro focar em não ser atingido, por isso, eles quase sempre atiram de grandes distâncias ou de lugares altos, para não serem pegos por ataques corporais principalmente. Em certas ocasiões, eles podem atrair a atenção do inimigo, causando uma confusão nele e assim, pega-lho de surpresa.", eram as palavras que vinham a mente do jovem, remetendo suas aulas anteriores. Com uma ideia um tanto quanto arriscada, Sunner puxou uma flecha especial de sua aljava e por trás de sua cobertura, atirou por cima da madeira, permitindo que não se expusesse.

— Está atirando às cegas, ele acha que eles serão atingidos por uma flecha atirada pra cima? — Retoricou Robert, já do lado dos eliminados e do juiz e instrutor.

— Ele não está tentando acertar ninguém. — Disse o instrutor responsável, tendo ideia do que viria a acontecer.

O time azul não teria problemas para desviar daquele tiro, isto se ele fosse atingir alguém. No entanto, assim que eles olharam para a flecha, ela se iluminou fortemente, fazendo aqueles arqueiros fecharem os olhos e virarem o rosto, devido a forte luz. Isso foi o suficiente para Sunner sair de sua cobertura e tão ágil quanto um arqueador experiente, puxar suas setas da aljava e atirá-las contra os oponentes. Sem proteção dos obstáculos, com o campo de visão do filho de Apolo totalmente limpo e sem enxergarem direito, viraram presas fáceis para o garoto. Sunner acertou dois deles rapidamente, mas ele sabia que eles iriam recuperar suas visões totais logo. Por isto, começou a correr desenfreadamente, em direção a onde estava a bandeira azul. Quando ele estava perto de conseguir pega-la, foi alvejado por cinco flechas nas costas, que mesmo feitas de espumas, fizeram-no cair no chão.

Já com a atividade finalizada, o instrutor colocou as equipes a frente e começou a comentar sobre seus erros de tiro,posicionamento e mesmo de estratégia. Feito isso, liberou todos eles para que pudessem ir descansar.

Passivos:
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Perícia com Arco: Apolo é o deus dos arqueiros, possuindo o arco e flecha como sua arma básica. Seus filhos conseguem manusear o arco com uma pericia intuitiva, de modo que consigam fazer ataques mais preciosos e mais agilmente com essa arma do que os demais semideuses de mesmo nível que não possuam tais habilidades. Note que apenas implica uma familiaridade e facilidade no uso, mas a perícia é algo evolutivo, e não quer dizer que os ataques sejam sempre certeiros.
Ativos:
Nível 1
Flecha sinalizadora: Sua flecha age como um sinalizador quando atirada para os céus. Não causa dano em inimigos, mas se usadas contra seus olhos, caso acertem provocam uma penalidade de 50% no próximo turno, resultande de cegueira luminosa. 1 vez a cada 3 rodadas.
Obs:
• Imagens do Equipamento usado.
• A aula focou mais na praticidade e estratégia. Não foi algo longo, mas que servirá de evolução mental para o personagem.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Charlie E. Turner em Dom 14 Fev 2016, 17:16


Treinamento
Armas de longa distância
Fazia somente alguns dias que eu havia sido reclamada e Quíron insistia que eu deveria treinar com alguma arma desde o dia da minha chegada ao acampamento. Na verdade eu não queria treinar, só queria passar o dia inteiro no meu chalé tocando e desenhando, mas no fundo sabia que era necessário. Olhei as horas e o treino de armas de longa distância iria se iniciar, corri para a arena e encontrei uma de minhas irmãs e uma filha de Ares como tutoras.

– Bem, bom dia. Pra quem não me conhece, eu sou Anna, filha de Ares e ela é a Minerva, ou Miva, filha de Apolo. – Disse a garota que se chamava Anna. 

– Estou vendo que só tem novatos agora de manhã, então vocês vão trabalhar com alvos fixos na distância de dez metros. Comecem! – Assim que terminou de falar, minha irmã bateu palmas e todos começaram a se posicionar.

Já estava com meu arco e minha aljava em mãos, só precisei pegar algumas flechas. Eu sentia que seria um verdadeiro fracasso naquele treino, mesmo sendo filha de Apolo. Até me surpreendi com a facilidade que tive quando me coloquei na posição correta, posicionei a seta no arco e puxei-a até minha boca. No momento que soltei a corda que prendia a flecha foi indescritível, um sentimento que eu nunca tinha sentido antes, havia gostado de atirar e faria infinitas vezes se pudesse.

– Que droga, hein, novata. – Falou Anna assim que viu a minha flecha passando do lado do alvo, revirei os olhos e a prole de Ares gargalhou. Sempre tem que ter um estraga-prazeres. 

Fiz tudo novamente. Dessa vez tive uma pressa enorme com tudo, menos na hora de soltar a maldita flecha, o que a fez voar longe novamente. Bufei com indignação, sentia o olhar divertido de Anna na minha direção, mas decidi ignorar e posicionei a flecha novamente.


– Novata, não demore mais que três segundos com a flecha. Faça o seguinte, puxe-a, prenda a respiração, e lance a flecha no mesmo momento que soltar a respiração. Lembrando, não demore mais que três segundos. – Ouvi as instruções da garota e assenti com a cabeça.

Tudo o que ela me mandou eu fiz, puxei a flecha até a altura de minha boca, prendi minha respiração, contei dois segundos e no terceiro soltei a seta. Aquela foi a primeira vez que consegui acertar o alvo, e pra ser bem sincera, se eu tivesse mirado um pouco mais para o lado provavelmente eu teria errado.

– Parabéns, novata. Acertou o alvo, depois de muita luta. Agora em nome de Zeus, presta atenção no vento, hoje tá ventando demais. – Anna falou com um sorriso debochado, mas eu senti um pouco de orgulho na voz dela, pode ter certeza.
– Eu tenho nome, pode ser? Charlie, muito prazer em te conhecer também. – Respondi com um tom sarcástico.

– Ah, então ela fala? Achei que era muda, bonitinha. – Retrucou, ela estava começando a me irritar, mas ainda assim gostava do jeito dela

Ignorei o que ela dizia e voltei a atirar. Estava mirando no peito do alvo, onde ficaria o coração se fosse um minotauro, ou sei lá, e acertei no peito direito. Não havia prestado atenção no vento como a grande débil mental que sou. Fui tentar novamente, esperei um bom tempo até parar de ventar e achar a hora perfeita de atirar. Acertei perto de onde queria o que pra mim foi a maior conquista do século.
Atirei mais algumas vezes e consegui acertar no alvo pelo menos. Na minha última flecha, decidi me concentrar mais que o normal. Não ouvia os gritos ao meu redor, nem as risadas. Posicionei a flecha, puxei a corda e soltei. Não sei ao certo se eu conseguiria acertar se não tivesse acontecido aquela maldita rajada de vento que a levou para o alvo do lado. Ouvi as gargalhadas de Anna atrás de mim e fuzilei-a com o olhar, o que fez a menina parar de rir na hora.

– Flecha! – Gritou Miva assim que atiraram a última flecha, eu não fazia a mínima ideia do que aquilo significava, mas vi os outros indo em direção a seus respectivos alvos e recolhendo as setas e resolvi fazer o mesmo.

– Você foi péssima nesse treino, bonitinha. Pode ter conseguido manusear o arco, mas se aquilo fosse um monstro eu já poderia começar a cavar sua cova. – Disse Anna assim que voltei com a aljava cheia de novo.

– Foi meu primeiro treino, esperava o quê? Que eu fosse o Robin Hood? – Retruquei franzindo a testa.

Antes que a filha de Ares pudesse responder, vi todos voltando a atirar e posicionei a primeira flecha novamente. Fiquei treinando até Miva me expulsar de lá, eu realmente não fui muito bem, admito, mas definitivamente tinha sido uma sensação incrível.


Poderes passivos:
Nível 1
Perícia com Arco: Apolo é o deus dos arqueiros, possuindo o arco e flecha como sua arma básica. Seus filhos conseguem manusear o arco com uma pericia intuitiva, de modo que consigam fazer ataques mais precisos e mais agilmente com essa arma do que os demais semideuses de mesmo nível que não possuam tais habilidades. Note que apenas implica uma familiaridade e facilidade no uso, mas a perícia é algo evolutivo, e não quer dizer que os ataques sejam sempre certeiros.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Annie I. Murray em Dom 14 Fev 2016, 17:42

Arena
15:00 - Treino de curta distância com Lyssandre Rothlow



O Sol das 15 horas era o mais forte, apesar do clima sempre agradável do acampamento, e nessas horas eu queria poder treinar à noite, mas sem a identidade do meu pai, não havia nem possibilidade. Fazia um bom tempo que meu melhor amigo Lyssandre e eu planejávamos unir forças e treinar juntos, e agora finalmente colocaríamos essa ideia em prática.

Ele caminhava ao meu lado munido de sua espada assustadora de filho de Hades e eu levava meu gládio embainhado. Aumentando meu peso, o peitoral de bronze e cota de malha que eu havia ganhado por vencer a caça ao tesouro do chalé XI. Já fazia um tempo que eu queria treinar com a peça e aquele era o momento perfeito.

— Tá legal, não usarei meus fortíssimos poderes contra você, ok? — Brinquei assim que pisamos na arena.

— Ainda bem, já estava com medo! — Lyss brincou de volta.

Nos encontrávamos numa área ligeiramente mais isolada da arena, de modo que tínhamos bastante espaço para o treinamento. Uma sensação gostosa se assomava em meu peito por finalmente concretizarmos aquele plano. Aquilo era um passo importante para nós, que tínhamos planos de sair em missões juntos e fazer a nossa história como semideuses da melhor maneira possível.

Me coloquei em guarda, erguendo o gládio. Estava começando a me acostumar ao peso do peitoral, mas tinha a impressão de que, quando a luta começasse, eu iria sentir a diferença. Lyss também já estava pronto. Era hora do combate.

Ele atacou de surpresa, fazendo-me saltar para trás e erguer o gládio acima de minha cabeça enquanto meus joelhos fraquejavam. Droga, que péssima maneira de receber um primeiro ataque, repreendi a mim mesma e me forcei a me reerguer.

Assumindo uma postura decidida e o bater de espadas realmente começou. Lyss desferia arcos longos e movia seus pés com rapidez, mas eu não ficava muito atrás. Nossos níveis de experiência como semideuses eram muito próximos e a maior vantagem que ele levava sobre mim era a diferença de altura e força, por ser mais velho.

Devo dizer que era uma vantagem e tanto, mas eu também tinha meus truques. Sendo menor, eu conseguia me mover com um pouco mais de rapidez, ainda que o peitoral reduzisse minha velocidade. Eu também ameaçava os membros inferiores do corpo dele, o que o deixava numa postura defensiva difícil de sustentar e que abria a guarda para investidas minhas.

Faíscas saíam facilmente do contato forte entre as lâminas. O chão sob nossos pés estava revolvido com os rastros de nossos passos e giros. Quase acertei a parte chata do gládio no braço dele, mas não consegui; ele, porém, não perdeu a chance de me acertar desta maneira quando pôde, fazendo-me recuar alguns passos.

— Está tudo bem, relaxa — lhe assegurei, sorrindo, e parti novamente para o ataque.

Depois de levar aquele golpe, eu estava com sede de vitória. Corri para cima de Lyss movendo o gládio rapidamente, atacando sem querer deixar espaço para defesas e trocando com ele vários golpes rápidos, mas sua habilidade com as espadas era naturalmente maior que a minha, por ser filho de Hades.

Sendo assim, eu precisava bancar a esperta. Em um dado momento, fintei de um lado para outro, fingindo atacar, e o obriguei a abrir a guarda de modo que consegui acertar um chute em seu peito e derrubá-lo. Tive cuidado para não machucar, é claro, mas não escondi um sorriso desafiador ao vê-lo no chão.

— Empatado! Vamos, filho de Hades! — Provoquei, rindo, e essa foi a minha falha.

A mania de me sentir mais confiante do que o necessário provavelmente era o meu defeito fatal. Lyss nem precisou se levantar para me levar ao chão. Movendo-se habilmente, acertou-me com uma rasteira e o mundo virou de cabeça para baixo diante de meus olhos.

De repente, a adrenalina fugiu do meu corpo e o peso do peitoral me impediu de me levantar rapidamente, meu gládio havia rolado para quase dois metros de distância de mim e algo pressionava meu abdome. Ah, céus, era o joelho de Lyssandre Rothlow me prendendo ao chão enquanto ele pairava acima de mim com seu sorriso encantador... quer dizer, maléfico.

— Tá legal, você venceu, dessa vez. Vai ter revanche, eu juro! — Prometi, rindo, e ele me ajudou a me levantar.

Retirei o peitoral de bronze — o que fez parecer que o mundo tinha sido tirado das minhas costas — e embainhei o gládio. Estava ofegante e morrendo de sede, mas feliz com o primeiro treino em dupla que tinha feito com Lyss! Saímos da arena e partimos cada um para o seu chalé a fim de tomarmos um bom banho.

A água fria correu por meu corpo devolvendo minhas energias, dando-me aquela gostosa sensação revigorante. Vesti uma roupa leve e cerca de meia hora depois nos encontramos novamente, mas apenas para relaxar em nosso lugar secreto na praia e conversar, sobre o que precisávamos melhorar em batalha ou quaisquer outras coisas que viessem à tona.

Mal podia esperar para treinar com ele de novo e para enfim seguirmos em alguma aventura juntos.

Epílogo

Era noite quando saímos da praia. A hora do jantar anunciada pela concha de Quíron fez-nos levantar rapidamente com os estômagos roncando. O súbito movimento fez cair de meu bolso um bilhete, feito do mesmo papel e escrito com a mesma tinta e caligrafia do primeiro que recebi, na ocasião em que domei meu cavalo Tártaro, na praia.

Lyss me olhava intrigado, mas eu mesma não podia explicar a origem daquilo. Alguém tentava me contactar, eu só não sabia quem.

Sabe onde me encontrar

Continua...

~*~

OBSERVAÇÕES MEGA IMPORTANTÍSSIMAS:
— ESTE TREINO OCORRE EM DUPLA COM O PLAYER LYSSANDRE ROTHLOW. MODALIDADE AUTORIZADA POR ASCLÉPIO;
— O EPÍLOGO FAZ PARTE DA TRAMA PESSOAL THE GREEK NORSE GIRL. O BILHETE É O SEGUNDO QUE ELA RECEBEU, O PRIMEIRO VEIO EM DIY.



.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Henry Lewis em Dom 14 Fev 2016, 17:44


Arena
15:00 - Treino de curta distância com Annie Murray.
OBSERVAÇÃO MEGA IMPORTANTÍSSIMAS:
— ESTE TREINO OCORRE EM DUPLA COM A PLAYER ANNIE MURRAY. MODALIDADE AUTORIZADA POR ASCLÉPIO;


O sol estava de matar. Pelo menos para mim que estava acostumado a treinar a noite, mas como eu e Annie estávamos pensando nesse treino em dupla a tempos, e ela não pode treinar a noite por não saber que era seu progenitor, resolvemos que o treino seria naquela calorosa tarde.

Estávamos caminhando juntos em direção a arena. Eu como a minha espada fodasticamente foda, e ela com seu gládio e um peitoral.

Eu estava um pouco tenso pelo fato de nunca ter treinado com um indefinido, não sabia o quão fraco ou forte era um, e não poderia machucar Annie de maneira alguma.

— Tá legal, não usarei meus fortíssimos poderes contra você, ok? — Ela brincou quando entramos na arena.

— Ainda bem, já estava com medo! — Retruquei em tom de brincadeira com ela.

Estávamos em uma área mais distante na arena, o que nos permitia ter um espaço maior para treinar e finalmente concretizar o plano que fazia tempo que planejávamos. Um sorriso largo surgiu em meu rosto quando pensei naquilo se realizando, mas logo fechei a cara assumindo um expressão meio assustadora e séria.

Ela assumiu a postura de guarda e ergueu seu gládio, era o momento certo para apena assusta-la no começo do treino, com um pouco de rapidez desferi um golpe em sua direção.

A maneira como ela se defendeu parecendo assustada me fez rir por dentro, Acho que o tecer dessa vitória já foi decidido.

Enquanto ela ainda estava longe de mim, tomei uma postura ereta, e abaixei a espada a apoiando no chão, ela se levantou e também assumiu uma postura, porém ela parecia bastante confiante.

Sorri de forma sínica, e ergui minha espada desferindo um golpe nela, que defendeu com maestria. Agora sim estava ficando empolgante. As espadas se chocavam com muita frequência, ela defendia e me atacava, e eu fazia o mesmo, porém eu era mais habilidoso, talvez por ser mais alto e mais velho do que ela.

Faíscas saiam das nossas espadas pela força de como o duelo se estendia, ela era realmente uma adversária forte, porém de alguma forma parecia que espadas não era muito o forte dela, o que fazia vários deuses saírem da minha lista de supostos progenitores da garota.

Ela quase me acertou com a parte chata de seu gládio, por sorte com um giro me desviei e acertei ela da mesma forma na barriga.

— Está tudo bem, relaxa — Afirmou Annie enquanto se levantava e vinha em minha direção fazer mais ataques.

O bater de espadas voltou e a garota mal me dava chances de defesa, e por um descuido meu fui acertado com um chute no peito, o que me fez desequilibrar e cair no chão. Porém meu rosto sério permaneceu.

— Empatado! Vamos, filho de Hades! — Ela me provocou. Aquele tinha sido o erro que me levaria a vitória.

Por ter ficado confiante em ter me derrubado, ela acabou deixando sua guarda baixo, como ela estava perto de mim, só precisei passar uma rasteira nela para leva-la ao chão.

Seu gládio caiu longe dela, e eu me levantei pisando em seu peitoral protegido, e sorri com um ar vitorioso e maléfico.

— Nunca baixe sua guarda por se sentir confiante mocinha. —

— Tá legal, você venceu, dessa vez. Vai ter revanche, eu juro! — Ela riu e eu a ajudei a levantar.

Estava feliz pelo treino, iriamos nos dar muito bem em missões juntos. Partimos então cada um para o seu chalé para tomarmos banho.

Depois do banho marcamos de nos encontrar no nosso lugar secreto e conversar sobre o que faríamos dali pra frente.
♥ Thanks, Andy 'O' ♥
Henry Lewis
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Ryan L. Gagerdoor em Seg 15 Fev 2016, 11:19

Sunner Memphis:

Poxa Sunner, dessa vez não deu para você tirar o máximo da sua atividade por conta de erros de digitação — Por exemplo: "pega-lho", no trecho em itálico de seu texto — e por um grande erro de coerência relacionado à má interpretação do seu poder. O poder diz, explicitamente, "Não causa dano em inimigos, mas se usadas contra seus olhos, caso acertem...", ou seja, a flecha sinalizadora teria que ser mirada diretamente contra os olhos dos inimigos, o que você não fez no treinamento. Lembrando que não seria necessário atirá-la contra os céus para produzir a iluminação de sinalizador, que é justamente o que causaria a cegueira temporária se estivesse muito próximo dos inimigos.

▬ Coerência: 35/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 25/25
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 15/15
▬ Ortografia e Organização: 9/10
▬ Total: 84xp/100xp

Charllote Bran:

Um treino bom, embora não seja tão inovador. Os descontos foram justamente do fato de não ter descrito satisfatoriamente toda a atividade, parecendo que ela foi fácil para uma novata como você. Perícia não quer dizer proficiência, muito menos um rápido aprendizado. Só quer dizer que você sabe instintivamente um pouco do que quer que você tenha perícia.

▬ Coerência: 50/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 25/25
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 10/15
▬ Ortografia e Organização: 10/10
▬ Total: 95xp/100xp

PS: Seu template bugou na minha tela de citação, deixando as letras minúsculas.

As outras duas avaliações ficam para monitores que precisam cumprir a cota.
Ryan L. Gagerdoor
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Alaric L. Carter em Ter 16 Fev 2016, 18:57


Avaliação




Annie I. Murray

Então, jovem, vamos lá. Achei inovador o fato de treinar com um personagem em on mesmo, fugindo do padrão. Entreranto, notei alguns erros ao longo do treino.

Em alguns trechos, percebi equívocos na acentuação, principalmente no excesso de vírgulas. Tente substituí-las vez ou outra por pontos, parênteses ou travessões. Leia o texto em voz alta para revisar isso; onde achar que estiver mais corrido, ponto. E inicie um novo período.
Um exemplo disso ocorre logo no começo:
O Sol das 15 horas era o mais forte, apesar do clima sempre agradável do acampamento, e nessas horas eu queria poder treinar à noite, mas sem a identidade do meu pai, não havia nem possibilidade. Fazia um bom tempo que meu melhor amigo Lyssandre e eu planejávamos unir forças e treinar juntos
Onde o mais apropriado seria:
O Sol das 15 horas era o mais forte, apesar do clima sempre agradável do acampamento — e nessas horas eu queria poder treinar à noite. Mas, sem a identidade do meu pai, não havia nenhuma possibilidade. Fazia um bom tempo que meu melhor amigo (Lyssandre) e eu planejávamos unir forças e treinar juntos

Outro deslize que encontrei no seu post foi no período abaixo:
Assumindo uma postura decidida e o bater de espadas realmente começou
Faria mais sentido se o verbo no início fosse "assumi".

Mas, por outro lado, foi tudo bem descrito. Consegui imaginar a cena da luta, e também achei interessante o fato de você narrar uma derrota (já que geralmente as pessoas postam como vencedores). Só cuidado com o excesso de informações (como outras narrações além do treinamento). Sem mais delongas, vamos à recompensa.

Coerência: 50/50
Estrutura, Coesão e Fluidez: 10/25
Adequação à Proposta e Objetividade: 13/15
Ortografia e Organização: 7/10
Total: 80 XP



Lyssandre Rothlow

Bem, vamos começar pelos erros.

1-
Pelo menos para mim que estava acostumado a treinar a noite, mas como eu e Annie estávamos pensando nesse treino em dupla a tempos
2-
Eu como a minha espada fodasticamente foda
era o momento certo para apena assusta-la

1- Quando antecede um momento do dia (manhã, tarde, noite), "a" acompanha crase, por necessitar de uma preposição. Sendo assim, o certo seria "treinar à noite". Em outra oração também há um equívoco semelhante: quando se refere a tempo, o certo é "há", do verbo "haver"; então o correto seria "estávamos pensando nesse treino em dupla há tempos".
2- Também há erros de digitação no texto, que poderiam ser corrigidos com uma revisão antes de postar. "Com" e "apenas assustá-la" seriam os correspondentes corretos.

De qualquer forma, apesar de simples, o treino foi bom. Repito o que disse à Annie nisso, apenas cuidado a ambos pra não apresentarem algo repetitivo; apesar de ser em dupla, ambos os treinamentos devem ser abordados de formas diferentes (ou acaba parecendo uma cópia). Não que o caso de vocês tenha sido assim, mas enfim, é isso.

Coerência: 50/50
Estrutura, Coesão e Fluidez: 20/25
Adequação à Proposta e Objetividade: 15/15
Ortografia e Organização: 5/10
Total: 90 XP


Aos dois, um adendo: mesmo que seja um tópico atemporal, devem colocar os itens e poderes utilizados (se usados). Dessa vez não descontei por ser a primeira, mas estejam avisados.

Aguardando atualização.
Alaric L. Carter
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Treino matutino de armas brancas de curta distância

Mensagem por Sadie Bronwen em Qui 18 Fev 2016, 21:35




Blind


Blade



A espada recusava-se a se dobrar ao seu controle: ela era fria, rígida e teimosa, fazendo caminhos retos e pouco versáteis para quem estava acostumada à fluidez da corrente. Por mais que tentasse, seus golpes com ela eram desajeitados — não tanto pelo peso, uma vez que a corrente com cravos que usava superava a lâmina nesse quesito, pesando mais que o dobro, mas pelo simples fato de não se adaptar. E enquanto sua arma habitual já era parte de si, acompanhando seu corpo e respondendo aos seus gestos, a espada era uma tirana, exercendo dominância, exigindo que sua postura mudasse, não aceitando suas ordens.

O metal tilintou mais uma vez quando a lâmina acertou o esqueleto de madeira do espantalho, lascando-o sem grandes danos, fazendo Sadie recuar ao sentir o impacto reverberando pela arma. Suor escorria de sua testa, caindo pelo seu rosto e fazendo seus olhos arderem, os cabelos úmidos grudando na nuca e bochechas enquanto os braços cansados abaixavam, fazendo a ponta da espada riscar o chão. Ela arfava, a respiração pesada, as mãos escorregadias prejudicando sua firmeza. Tentava lutar sozinha contra o boneco de treino há cerca de trinta minutos e, arriscava-se a dizer, ele estava vencendo. Maldizia a hora em que havia se lembrado da espada, pegando na arma pela primeira vez desde que a havia ganho em um torneio no Acampamento; maldizia sua ideia estúpida de que fazer algo diferente poderia ser interessante; maldizia ter levantado da cama naquele dia. Não era mau humor: o dia havia começado bem, mas sua frustração sempre se manifestava quando tomava consciência do quanto ainda era deficiente em alguma coisa, fosse em suas habilidades terríveis de socialização ou com a perícia ainda pior com espadas. Era quase uma piada pensar que a ideia inicial era usar o escudo em conjunto.

Deu um passo para trás, alternando as mãos na empunhadura a fim de secá-las na camiseta, bufando mais uma vez. Tentou recuperar seu controle emocional e foco por alguns instantes, respirando fundo e chacoalhando de leve a cabeça, mirando o boneco como um touro em frenesi miraria sua vítima. Ergueu os braços lentamente, sentindo todos os músculos de seu braço responderem - alguns de forma dolorida - ao movimento, tamborilando os dedos na empunhadura antes de apertá-la firme com ambas as mãos.

Sadie havia tido pouca instrução com este tipo de arma: lembrava-se apenas vagamente da vez que um dos monitores a ajudara a empunhar uma faca, em um treino que não acabara muito bem. Imaginava que o princípio fosse o mesmo, mas nem por isso era mais fácil.

— Não devia empunhar uma espada como uma corrente... Você sabe, cada arma tem suas características!

A voz a interrompeu no meio de outra investida, tirando sua concentração e a fazendo errar o golpe, mas ainda assim ela sorriu, surpresa, virando o rosto na direção do som.

— Achei que tinha desistido dos treinos... Já voltou a mover os braços?

O garoto deu de ombros, andando na direção da filha de Melinoe.

— Nada que uns três dias imóvel não resolvesse... Mas se continuar dessa forma, dessa vez é você quem vai se machucar. Espadas não são o seu forte, não é? — Ele não esperou resposta. — Mas ok, fazem parte da minha área. Ares, lembra?

— Só espero que seja melhor com elas do que com as correntes...

A lembrança da falta de perícia dele e sua timidez no primeiro treino com a outra arma deixou o rapaz sem graça, mas ele logo adotava a postura relaxada que demonstrava na maior parte do tempo.

— Pode apostar! — Ele tirava a espada que portava da bainha, posicionando-se perto de Sadie, tendo como alvo um boneco de treino cerca de três metros afastado do que ela utilizava. — Você poderia manejar a espada com uma única mão, por ser uma espada longa, mas ao menos de início é indicado que continue como estava, vai ajudar até pegar o básico. Além disso, ao empunhar com as duas mãos, ainda que os movimentos sejam um pouco mais limitados os golpes tendem a ser mais fortes. Isso vale para a maioria das armas que tem essa opção, como alguns machados e boa parte das espadas.

Ela anuiu com a cabeça, torcendo levemente as mãos na empunhadura, a esquerda mais perto da base e a direita acima, encostando na guarda. Ele acenou, mas depois enrugou o nariz, observando melhor a postura da garota.

— Não se curve tanto, ou vai perder o equilíbrio a cada golpe, além de dar brechas ao oponente. O segredo com a espada está nos pés. Não deixe o joelho muito para frente, ou ficará exposta, podendo inclusive ferir a si mesma. Note que pelo formato, os golpes da espada exigem movimentos circulares, independente da direção. Ela tem gume dos dois lados, e a base é o corte como movimento primário e a perfuração de forma secundária, caso ataque com estocadas, mas isso exige um jogo de corpo maior, para controlar a lâmina, manter a arma estável e investir sem se desequilibrar. Vamos começar com movimentos simples. Lembra-se da questão de alcance que citou no outro treino? No caso da espada, o alcance seria a soma do tamanho da lâmina com o comprimento dos seus braços. Fique a uma distância do boneco que consiga acertá-lo e ainda assim manejar a arma, para se posicionar para o próximo ataque... Sugiro que fique a dois metros de distância.

Sadie deu alguns passos para trás, tentando calcular a distância, até que recebeu um aceno de aprovação. O garoto continuou:

— Como falei dos golpes... Segure a espada firma, mantenha os ombros eretos e as pernas levemente afastadas, uma na frente da outra, mas sem se flexionar muito. Nas correntes, você golpeia principalmente com os pulsos, mas a espada exige mais movimento. Você precisa pegar certo impulso, e descrever um arco com o braço. Não o estique muito, contudo.... Até uns cento e vinte graus no máximo... Caso contrário o impulso do golpe fará você abrir sua guarda. Quando em repouso deixe os braços parados, de forma que a espada fique na sua frente. Você precisa dessa postura para ficar apta a defender um golpe, desviando a arma do alvo com a lâmina. Agora, tente acertar o ombro do boneco; de um leve impulso para trás com a arma e, quando se aproximar, desça os braços de forma que a espada faça um semi-círculo de cima para baixo. É esse movimento que vai definir a força e impacto do golpe.

Ela seguiu a orientação, dessa vez sentindo a arma não apenas lascar a madeira, mas sim afundar no que seria o ombro do boneco, apresentando resistência quando a puxou para cima mais uma vez, afastando-se para novo golpe. Não que não tivesse conseguido acertar o alvo antes, mas era diferente executar o movimento estando plenamente consciente do esforço que ele exigia.

— Bom... Tente repetir mais vezes, alternando a direção do golpe... Diagonais, mas por hora de cima para baixo apenas. Recue e avance de modo a fazer sequencias mais rápidas. Vai ter que mudar a direção dos seus pés ao mudar de direção, fique atenta.

Sadie lançou-lhe um olhar levemente contrariado.

— Sou novata apenas no que se refere a empunhar a arma. Não sou tão estúpida a ponto de não me tocar desses detalhes.

Ele ergueu uma das sobrancelhas com a resposta, mas não retrucou, executando também os movimentos. A filha de Melinoe não queria ter que morder a língua, então hesitou um minuto, observando-o antes de partir para a imitação.

Estava começando a compreender melhor o funcionamento da espada. Enquanto com a corrente seu corpo poderia ficar parado, com a lâmina cada golpe necessitava de um ajuste. Também seria mais complicado em um combate real: justamente pelo posicionamento, o oponente sempre teria alguma pista sobre seu próximo movimento.

O barulho constante indicava cada golpe: diagonal direita, recuo, diagonal esquerda, recuo. Toc, toc, toc. Era quase hipnótico, mas ainda era capaz de ouvir a orientação ecoando abaixo disso.

— Alterne agora. Retome o segundo golpe de baixo para cima.

Dessa vez, ela se atrapalhou um pouco mais e, enquanto o primeiro golpe havia sido concluído com sucesso, no segundo seguinte ela avançava com mais ardor do que o necessário, seu corpo pendendo para a frente enquanto a lâmina traçava o percurso de baixo para cima, fazendo com que ao final do movimento necessitasse dar um passo à frente.

— E agora, o inimigo te golpeia!

Ela só viu que seu instrutor havia entrado em seu caminho quando ele já estava próximo demais, a espada apontando seu pescoço.

— Isso não é muito justo, não? Meu inimigo era ele.

Seu tom de voz indicava a irritação, mesmo que falasse baixo, quase um muxoxo.

— Pode ser... Mas em um combate real a maioria dos inimigos vais e aproveitar de qualquer brecha. Sei que aqui vou soar como qualquer filho de Ares dizendo isso, mas a verdade é que honra, lutas um contra um, em geral é algo para torneios e amadores. Um combate de verdade não é bonito nem honrado: você apenas mata o oponente ou morre, e a maioria dos monstros e boa parte dos outros semideuses não vai se importar nem um pouco em interferir em um combate, aproveitando seu lapso de atenção ou sua desvantagem numérica. No nosso mundo, ser honrado é continuar vivo.

Sadie ainda resmungava. Ela não queria um sermão sobre coisas tão impalpáveis assim - ainda que no fundo possuísse sim certo código de conduta.

— Claro, se você for considerar apenas o uso da espada, isso faz sentido. Mas você esquece que todos temos outras habilidades e, garanto, as minhas às vezes não são nem um pouco justas!

Ele sorriu.

— Talvez em um próximo treino você possa me mostrar. Acredite, esses bonecos estão longe de serem os melhores instrutores. Mas agora está na hora do combate a monstros... Sabe, coisa para novatos.

Sadie estreitou os olhos. Ele estava tirando uma com a sua cara?

— Vai lá então, novato... Tente não morrer! Na verdade, quando você não apareceu naquele dia à noite achei que isso já tivesse acontecido!

Ele já andava em direção ao centro da arena, mas ainda respondeu.

— Não, não... Podemos remarcar o lance das correntes? Amanhã?

— Se você não morrer antes...

Ele estava de costas, mas Sadie viu seus ombros chacoalhando com o riso, que ainda estava no seu rosto quando ele virou de lado para se despedir.

— Não vou. Tente não se esforçar demais até lá. Quero minha professora em perfeita forma... Veterana!

Sadie observou o garoto se misturar aos outros semideuses, fuzilando suas costas com o olhar. Sim... Ele definitivamente estava tirando uma com a sua cara.



Observações:
O garoto seria um filho de Ares que Sadie auxiliou com as correntes em um treino passado. Não, ela não sabe o nome dele, não se apresentaram formalmente. Outro ponto: Sadie possui duas espadas, mas  nunca treinou de forma constante ou efetiva com elas, e a perícia com este tipo de arma não faz parte de suas habilidades naturais. Por este motivo, tentei fazer algo como uma lição inicial - ela não é totalmente obtusa, é uma combatente experiente e já enfrentou quem usasse esse tipo de arma, mas entre observar e manejar existe uma grande diferença e tentei exprimir isso (ainda que em tese a corrente seja uma arma exótica e a espada algo comum, sua perícia passiva e seus níveis de personagem utilizando a arma de reclamação são bem superiores do que com lâminas).
Como arma, considere:
• Espada Nobre Envenenada [Com um cabo de ouro entalhado com máscaras típicas da arte africana. Sua lâmina possui uma mistura de dois venenos: Veneno de mamba-preta, a serpente mais venenosa existente, modificado para afetar qualquer atingido, tirando 20 de HP a cada turno, por 5 turnos (se não curado anteriormente), e veneno paralisante, que deixa o alvo totalmente paralisado por um turno]
E nenhum poder relevante foi utilizado, nem mesmo passivos interfeririam aqui (ainda mais sendo um treino diurno).


        Legenda

Narração † FalaPensamento †   NPC



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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Sex 19 Fev 2016, 21:57

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Nathally Truce em Sex 19 Fev 2016, 23:19


Arena
Nathally veio por todo o caminho desde o chalé encarando o arco em sua mão. Havia algo de errado nele. Ele era lindo, poderoso, mas errado, embora ela não atinasse com a razão. O sol já avançava pelo céu, ela calculou que a tarde estava quase no fim. Será que ainda teria permissão de treinar? À medida que se aproximou da arena teve sua dúvida respondida ao ver os alvos do treino de arco e flecha todos em posição. O garoto de expressão vazia da última vez estava terminando de arrumar alguns bonecos. Ela se aproximou dele e cutucou seu ombro.

— Hey. Aqui fica aberto pra sempre?

— Não, menininha. Tem horário. Tem uma placa ali atrás. — ele a olhou ainda com o olhar vazio, mas o jeito com que a respondeu a fez querer enfiar os dedos em seus olhos e afundar.

— Meu nome é Nathally. — a garota resmungou enquanto ia ver a tal da placa.

De fato, ali estava: '16 às 17 horas, treino de armas brancas de longa distância'. Ela nem sabia que eram quatro da tarde, mas supôs que deu sorte, já que nas duas vezes que viera treinar estava no horário certo sem saber. Guardou o horário do treino de armas de curta distância na memória; queria testar sua adaga de soco o quanto antes, teria vindo com ela se não tivesse topado com Reggie. E teria perdido a viagem, segundo aquela placa.

— Beleza! Vamos ver se meus dedos ainda lembram de alguma coisa da última vez.

Ela correu até o mesmo grupo de alvos da última vez, sozinha nos fundos, apesar de que não havia praticamente ninguém ali em lugar algum ainda. Colocou-se em posição de tiro e ergueu o arco, ansiosa. A sensação do objeto em sua mão era estranha; como se não tivesse sido feito pra ela, e não quisesse estar ali. A garota estalou a língua, dizendo a si mesma para parar de pensar bobagens, era só um arco. Voltando a ficar ansiosa, ergueu a mão à aljava vazia, ainda com receio de ser queimada pela flecha de fogo que se materializaria ali, mas não foi o que aconteceu. Ela nem sequer sentiu calor quando a puxou da aljava e a encaixou no arco, puxando a corda.

— Vou acertar o centro de primeira dessa vez. Não foi tudo em vão. — disse a si mesma, mirando cuidadosamente, levando mais tempo do que o necessário, e soltando.

Infelizmente para ela, a loira não tinha escutado o aviso de seu irmão sobre o fato das flechas serem explosivas porque saíra correndo, e acabou escolhendo o alvo mais próximo de si para o primeiro teste.

A coisa explodiu ao toque, e o impacto, apesar de ser distante o bastante pra não queimá-la, ainda a fez cair pra trás, mais pelo susto do que de fato por ser atirada. A menina assustada se ergueu de um pulo, limpando a poeira do rosto, avaliando o estrago. A boa notícia é que tinha acertado o alvo bem no centro... Ela achava, deduzindo pelos restos. A má notícia é que o boneco já era.

— ...Ok, isso é perigoso demais pra ficar na minha mão. — ela decidiu, encarando o arco como se fosse um espírito ruim. Então mordeu o canto do lábio, tentada. — ...Talvez só mais um ou dois tiros. De bem longe.

E assim ela fez. Dando vários (vários!) passos para trás, a dificuldade de mirar aumentou, mas ela imaginou que ali estaria longe o bastante da explosão. Decidiu que seria melhor ainda pra treinar, no fim das contas. Puxando a corda um pouco mais para trás pra aumentar a distância, ela fechou um olho, mirando, e atirou. A flecha de fogo passou por fora do alvo e caiu na grama, explodindo o chão.

— Você vai tocar fogo na arena. — a voz de garoto viera de algum lugar atrás dela. Ao se virar para olhar, viu o garoto de antes, que aparentemente estivera a observando todo esse tempo.

— Eu não tenho culpa se a arena é inflamável e me deram um brinquedo desses.

— Então tenta acertar nos bonecos, pelo menos. — ela REALMENTE queria furar os olhos dele com agulhas.

Fervendo de raiva, a filha de Apolo encarou os bonecos, determinada a acertar pra no mínimo não sair dali com uma tentativa de assassinato na ficha criminal. Ela fechou um dos olhos e mirou.

— ...Uh...

Assim que ouviu a voz do garoto, ela se virou estressada, a ponta da flecha de fogo virada na direção dele inconscientemente. Ele a olhava com cara de nada, o que só a deixou com mais raiva.

— O QUE É?

— Deixa os dois olhos abertos. Sua mira fica errada se fechar um olho.

— ...Oh.

A garota abriu ambos os olhos verdes e tornou a mirar. Pra ela tinha dado na mesma, mas soltou a flecha mesmo assim. Para sua grande surpresa, ela acertou o alvo. Não no centro, num dos círculos externos, mas acertou, e ele explodiu prontamente. Ela olhou o garoto por cima do ombro, desconfiada.

— Qual seu nome?

— Huh?

— Nome. N-O-M-E.

— Edu.

— Eu sou a Nathally.

Ela perdeu o interesse no rapaz e voltou a mirar e atirar. Mirar e atirar. E então ela tinha explodido todos os bonecos daquele canto. Seu braço estava vermelho pelo impacto constante das cordas, como da outra vez, mas ao menos, as pontas de seus dedos não sangraram. A arqueira examinou o antebraço, irritada com aquilo. Nem viu quando Edu se aproximou e olhou pro mesmo ponto por cima de seu ombro.

— Você devia usar um protetor.

— Jesus Cristo Jeová, você não devia chegar de mansinho! — ela deu um pulo pra trás, se afastando instintivamente dele.

— Protetor. De braço.

— É, mas eu não tenho um.

— Usa o meu emprestado até comprar. Eu não luto muito. — ele a entregou um protetor velho de borracha, e a garota o colocou.

— ...Eu estava errada. Você é legal. — ela sorriu a ele, um sorriso radiante de Apolo, e andou contente até a próxima bateria de alvos, deixando Edu para trás.

Nathally detonou com outra série de alvos e bonecos, sentindo a confiança cada vez maior à medida que a mira se tornava mais estável e o braço não estava mais ardendo como o fogo do inferno pela série de baques da corda. Mesmo de uma distância maior do que da outra vez, ela via que atirar com um arco era algo natural, e ela sabia que dominaria aquilo completamente com treino o bastante. Apesar de tudo, ainda preferia ter o próprio arco em mãos. Aquela coisa de fogo era poderosa demais, e a assustava. Isso foi parte do motivo que a fizera parar o treino antes que a hora se acabasse. Outra parte importante era que ela tinha a sensação de que os mais velhos não iam gostar nada de ela ter explodido vários dos alvos de treino.

A filha do sol passou o arco pelas costas e desatou o protetor, examinando o braço e os dedos. Doíam pelo esforço, mas nada sangrava dessa vez. Aquilo a deixou de ótimo humor. Queria muito mesmo ser boa naquilo.

Se encaminhando pra saída, ela acenou com a mão a Edu, sorrindo radiante, e praticamente saltitou de volta ao chalé, na intenção de devolver o arco a seu dono.

Spoiler:
Arma usada: Arco com flechas de fogo emprestado por Regulus Blackburn
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Lavínia Cavendish em Dom 21 Fev 2016, 13:38



Avaliação

Sadie Bronwen


Seu talento para escrever é simplesmente incrível. Introduções muito bem elaboradas, o que eu aprecio muito, e um desenvolvimento sem nada do que não é esperado para um bom treino. O fato de colocar-se em dificuldades mostra como você é uma player experiente (apesar dos anos de fórum), não deixando sua personagem como se fosse uma super heroína imbatível e perfeita. Não encontrei nada que lhe prejudicasse muito, apenas reticências erradas (com pontos sobrando, provavelmente devido ao fator digitação) e a palavra "semi-círculo", empregada com um hífen que já perdeu no novo acordo. Parabéns!

▬ Coerência: 50/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 25/25
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 15/15
▬ Ortografia e Organização: 8/10
▬ Total: 98 XP

Nathally Truce


Oi! Que template bonitinho. Você está escrevendo muito bem, de verdade (e fico muito feliz de ver esse uso correto do travessão ♥). Não encontrei nenhum erro de gramática ou organização, também achei todo o treino coerente — entretanto, um excesso de falas, entende? Algumas partes ficaram rápidas, secas.

Sobre a pontuação do seu texto: Percebi que usou letras minúsculas depois de todos os travessões. Em maioria dos casos estava correto, porém em outros deveria ter usado a maiúscula — sim, essas regras são um tanto complexas, mas creio que você está pronta para aprendê-las e chegar cada vez mais perto da perfeição da escrita. Eu poderia tentar explicar tudo por aqui, mas provavelmente ficaria enorme e você poderia se confundir, então vou deixar este link (clique) para que possa aprender com os exemplos também. Espero avaliar mais coisas suas, fico feliz que esteja evoluindo no fórum, parabéns!

▬ Coerência: 50/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 24/25
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 15/15
▬ Ortografia e Organização: 9/10
▬ Total: 98 XP

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Alyona Ignatkovich em Qua 24 Fev 2016, 15:13


just go home
DRINK UP, BABY, STAY UP ALL NIGHT, THE THINGS YOU COULD DO, YOU WON'T BUT YOU MIGHT, THE POTENTIAL YOU'LL BE THAT YOU'LL NEVER SEE, THE PROMISES YOU'LL ONLY MAKE, DRINK UP WITH ME NOW AND FORGET ALL ABOUT THE PRESSURE OF DAYS
Existem momentos na vida que você prefere não fazer nada, para assim tentar poupar trabalho e futuras frustrações. Para Alyona, esses momentos eram perpétuos.

Estar na arena naquela tarde causava um desconforto enorme na filha de Hefesto. Ela preferia estar em qualquer outro ambiente onde não precisasse se mover ou muito menos acertar nos movimentos que fizesse. A fila indiana encurtava rapidamente, e logo estava em sua vez de pegar uma arma do arsenal do Acampamento.

— O que vai ser? — O instrutor perguntou, com alguns objetos metálicos ao seu lado. Não parecia ter muita paciência, mas a garota não ligava. Analisando meticulosamente cada lâmina, formato e peso, optou por uma espada bastarda.

Assim que os semideuses finalizaram suas escolhas, foram colocados de frente para uma série de bonecos, todos marcados com um grande X no peito. “Ok...”, pensou ela. “Tomar impulso, mirar e acertar, não vai ser difícil”.

— Em posições, empunhem suas armas com força... — começava a gritar o responsável pelo treino, observando cada um de seus pupilos daquele dia. Alyona respirava rápido, estava nervosa, mas também concentrada na atividade. — Golpeiem duas vezes!

Ela apertou os dedos ao redor do cabo de madeira e jogou a lâmina contra o risco no boneco, projetando toda a força de seu corpo nos braços. Seria um golpe bem-sucedido, não fosse pelo fato de que o saco de pancadas desviara. A meio-sangue percebera isto tarde demais, pois já estava começando a execução do segundo golpe quando atingiu novamente o ar e acabou caindo com o impulso.

— Colin, você acertou os braços, eu disse o peito. Joanna, bom trabalho. E você, o que aconteceu? — questionou assim que chegou na jovem russa.

— Não consegui alcançar o alvo, não sabia que eles iriam se mover. — respondeu, levantando e batendo na areia que havia ficado em sua roupa laranja.

— Não confie nos alvos, na vida real ninguém vai ficar parado pra você atingir.

Apesar de achar rude, ela se colocou novamente em posição de ataque. Irritava-se facilmente com situações em que não estava habituada a participar, o que era o caso. A angústia em sair logo dali era visível em sua face e também em suas atitudes, que a denunciavam cada vez em que olhava para o céu em busca de alguma movimentação do sol em direção ao fim do dia.

Mais um sinal do instrutor, novamente todos investiram nos bonecos, em sincronia. Como desta vez ela estava preparada para o desvio do boneco, que tinha fortes engrenagens em sua base, colocou-se um passo a frente do que estivera antes. Atingira de raspão na primeira vez, porém um contragolpe horizontal fez as costas de pano se dobrar ao meio. Se fosse uma pessoa, provavelmente estaria se esvaindo em sangue. A alegria momentânea de Alyona se desfez quando ouviu o comentário de seu mentor.

— Havia alguma linha no meio do boneco pra você atingir? — perguntou, sem dar tempo de a garota abrir a boca. — Acho que não.  Troque de boneco e tente novamente.

Revirando os olhos e soltando um longo suspiro, voltou para a linha de treino. Alguns campistas olhavam torto, outros riam baixinho (isso a fazia querer jogar a espada em suas caras). Estava decidida a acertar este boneco e voltar para o chalé, onde ninguém a incomodaria, já que a maioria de seus irmãos estavam trabalhando em forjas.

“Fase dois”. Contagem regressiva, olhar preso ao alvo e mais um apito para a investida. Desta vez, o que aquele boneco mecânico fez foi simplesmente colocar um braço na frente de seu corpo, deixando que uma placa metálica parasse a lâmina da espada.

Sua expressão era de pura raiva. Não sabia se estavam a sacaneando de propósito ou se tudo aquilo era sua falta de habilidades em combate. Chamou o instrutor, com certa grosseria na voz, e então reclamou do movimento.

— Você deve prestar atenção no seu oponente. Se você viu que ele ia defender, por que não desviou a lâmina? Tente novamente, vai ser liberada assim que conseguir.

“Ao menos isto”, pensou. Soltou um suspiro e tentou não ser tão impulsiva na próxima investida que daria. Olhava fixamente para a face do boneco, assim conseguia ter uma visão panorâmica de todos os outros movimentos que ocorriam ao redor daquele ponto. Era uma boa estratégia de percepção.

Contou mentalmente até três. Assim que começou a tomar impulso com a espada, notou um sutil movimento no braço direito do alvo, e então trocou a rota de ataque: iria pelo lado contrário. Soltou um grito e riscou o peitoral do boneco, dando um giro no corpo e cortando na outra diagonal, o que levou tempo suficiente para que a placa de metal não estivesse mais lá. Deixou a arma cair mais uma vez, porém desta, havia conseguido.

Ninguém pareceu se importar. É, cada um cuidava de seus próprios problemas de combate solo. Entretanto, o instrutor veio parabeniza-la e liberá-la para que voltasse à rotina diária.

Alyona permaneceu por mais meia hora na arena, tempo em que seu grupo todo finalizou a atividade. Percebeu que odiava falhar, não tentar. Talvez mais do que aprender a golpear bonecos, esta fosse a maior lição do dia, que com certeza ficaria gravada em sua memória.


observações:

O treino foi o das — 15:00 às 16:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;, e as pessoas mencionadas são apenas NPCs.

Armas:
Espada do arsenal da arena
Poderes:
Poder de sedução Nenhum




Alyona Ignatkovich
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Re: ♦ Arena do acampamento

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