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♦ Arena do acampamento

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♦ Arena do acampamento

Mensagem por ♦ Eos em Sex 11 Set 2015, 22:26

Relembrando a primeira mensagem :



Arena do Acampamento


Treinos e Horários




• Matutino:

    — 08:00 às 09:00 — Treino de Armas brancas de longa distância;— 09:00 às 10:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 10:00 às 11:00 — Treino de Combate aos monstros.

• Diurno:

    — 14:00 às 15:00 — Treino de Combate aos monstros;— 15:00 às 16:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 16:00 às 17:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.

• Noturno:

    — 19:00 às 20:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 20:00 às 21:00 — Treino de Combate aos Monstros;— 21:00 às 22:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.



Instruções Gerais
e
Regras





• Post Inicial;
• Condições climáticas: Definida pelo player;
• Horário: Definido pelo player;
• Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue;
• Sem mortes ou perdas de itens;
• O não cumprimento das regras aqui descritas poderá acarretar em punições diversas;
• Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar a qualquer deus estagiário por Mensagem Privada (MP);
• Não há mínimo nem máximo de linhas ou palavras exceto pelas já especificados nas regras gerais, mas espera-se um post bem descrito;
• Quaisquer poderes ou equipamentos utilizados por vocês devem vir em quote ou spoiler, de preferência separando poderes ativos de passivos;
• Sem máximo nem mínimo de equipamentos, desde que seja possível levá-los;
• Esse tópico é monitorado e avaliado pelos deuses em geral e pelos monitores.

    — Tal medida foi tomada com o intuito de não sobrecarregar os avaliadores.— Tendo isto em vista, todos os tópicos desse gênero podem conter até dez (10) treinos.


    — Quando chegar nesse limite, ninguém mais pode postar. Caso contrário, o treino será ignorado.— Quando o deus responsável pelo tópico avaliar, até mais dez treinos poderão ser postados até que haja uma nova avaliação.


    — Cada player pode postar um  único treino por atualização, independente do tipo de treino;— O descumprimento da regra acarretará a anulação dos treinos posteriores ao primeiro.


• A quaisquer sinais eminentes de plágio, punições severas serão aplicadas.

    — A primeira punição será o ban por IP durante uma semana;— Numa segunda infração, a punição será ban eterno.

• Treinos noturnos são atribuídos àqueles cujas descendências divinas diretas se dão por deuses ligados à noite ou à obscuridade;

    — Encaixam-se entre tais deuses: Hades, Melinoe, Phobos, Deimos, Hécate, Morfeu, Nyx, Thanatos, Selene, Ártemis, Nêmesis e Circe;— Para qualquer treino noturno cujo semideus em questão não tenha um progenitor devido para o horário, haverá a anulação do treino.

• A premiação máxima segue as regras do fórum;

    — A premiação máxima é composta de: cem de experiência.

• O critério de avaliação segue as regras do fórum;

    — O critério de avaliação é composto de: coerência; ortografia; estrutura e fluência; uso de armas e poderes;

      — Coerência definirá: cinquenta de experiência;— Ortografia e Organização definirá: dez de experiência;— Coesão, Estrutura e Fluência definirá: vinte e cinco de experiência;— Objetividade e Adequação à Proposta definirá: quinze de experiência.


• Instruções aos players:

    Dicas de Postagem Geral:
    Prestem atenção em todas as informações que lhes foram dadas;Usem um corretor ortográfico, para evitar grandes perdas neste ponto;Tentem não usar templates ou tables que prejudiquem a leitura ou modifiquem de forma drástica a largura ou a altura do texto;Evitem o uso desmedido de muitas cores que possam, de alguma forma, tornarem a leitura menos envolvente;Sejam objetivos no sentido de não enrolarem, ou seja, não adicionem detalhes desnecessários;Caso não saibam algo, procurem no fórum e em fontes externas confiáveis ou perguntem para qualquer deus estagiário via Mensagem Privada (MP);Não copiem a introdução dada pelo narrador: interpretem-na segundo a vista dos seus personagens;Tenham bom senso.

• Tópico criado após sugestão de Asclépio;
• Tópico criado com a aprovação de Deméter e Athena;
• Boa sorte a todos os campistas.

Créditos da organização/ formatação geral a Logan Montecarlo

♦ Eos
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Donald Thurwulf em Dom 28 Fev 2016, 16:16

TREINO NA ARENA

Era uma bela manhã, o sol começou a pairar sobre a janela e era aproximadamente 6 da manhã. Levantei-me rapidamente, cedo como de costume, após realizar minha higienização pessoal, visto minha blusa do Red Fang , calça de algodão e meus boots de escalada. Pego minha faca de bronze em minha mochila, dou uma volta pelos campos de morango, apreciando a linda paisagem do estreito de  Long Island por algumas horas,tendo algumas boas memórias. Logo me lembro que ao chegar ao acampamento vira alunos praticando esgrima e outras atividades, e como era meu primeiro dia no acampamento não gostaria mesmo de ficar de fora de aprender a brandir armas e lutar.

Paro de apreciar a paisagem e vou de encontro a arena, ao chegar me deparo com meia dúzia de campistas em um semi-círculo e o instrutor de pé com um aluno veterano juntamente em seu lado, todos manuseando armas brancas de curta distância.

— Na hora certa! — penso comigo mesmo, corro um pouco para não perder explicações.

— Ei! Você! Venha, não fique de fora do treino. — disse-me o instrutor. — Onde está a sua arma? — puxo a minha faca de bronze da cintura.

— Perfeito! — exclama ele com um sorriso em seus olhos. — após alguns minutos de explicação de como seria o treino, o instrutor se afasta um pouco e deixa o campista veterano que se chamava Billow, tomar a frente do treino. Ele era um campista de Ares , não gostava muito deles, porém eram exímios lutadores e com certeza iria aprender muito com o mesmo.

Seria realizado da seguinte maneira: Haveria primeiro o treino dos golpes básicos( cortes frontais,laterais,transversais,estocadas) ,e logo em seguida os campistas lutariam entre si, um contra um a partir de uma seleção de duplas. Começamos com os cortes, bonecos de treino já estavam posicionados.

— Vamos lá seus cara de lama! — exclamou ele. — Primeiro de tudo, vocês têm de aprender a segurar suas respectivas armas, elas são partes de vocês e tem de ser o seu braço na luta. — Ele nos ensinou pelo menos 6 tipos de posições diferentes de base para segurar as armas:

3 tipos de de pegadas avançadas , 3 reversas e depois de alguns minutos ja estávamos prontos para golpear os bonecos.

— Primeiramente , é bom lembrar que, bonecos não são pessoas ou criaturas, vocês podem golpear bem os bonecos porém eles não se mechem, não reagem. É numa luta corpo a corpo que temos certeza se foi aprendido ou não a usar a sua arma. — diz Billow , calmamente como se já estivera em diversos duelos.

Ele pega um dos bonecos o posiciona em nossa frente, de forma que todos pudéssemos vê-lo golpear.

— Corte frontal! — exclamou ele. — É tudo questão de estarem na base correta. Primeiramente, a base se inicia na perna de apoio , na qual sustentará o seu corpo durante o movimento. Em seguida a perna de ataque, que como o nome diz, é ela que juntamente com o movimento dará a firmeza do golpe. A  perna de apoio é oposta a da mão que segura a arma, a outra perna de ataque vai para frente junto com o golpe como se fossem uma só, Dando  firmeza necessária para a direção que deseja golpear. Fiquem atentos com o giro do quadril , é dele que sai toda a força do golpe!

Rrrrraasgh! E o braço do boneco é removido por seu golpe frontal desferido por uma faca de bronze similar a minha , com a lâmina poucos centímetros maior.

— A vez de vocês! Não quero ver nenhum zé molenga por aqui! — exclamou Billow olhando para todos enquanto realizávamos os golpes.

Ataquei exatamente como ele havia feito, o braço de ataque foi o direito, e logo meu pé de apoio o esquerdo. Ataquei com firmeza,destreza e claro, força, consegui fazer um corte bem fundo no peitoral do boneco.

— Até que não foi tão mal para um novato indefinido! — exclamou ele bem alto ao se aproximar de mim. — Continuem praticando!

Após mais alguns golpes , mudamos para os golpes laterais, que não possuíam diferença alguma dos frontais em sua base , a única variável eram as direções para se atacar.

— Agora passaremos para os golpes na transversal. Não são tão diferentes também dos laterais e frontais. A diferença é que , nos transversais ,os ataques são mais efetivos se realizados em sequência, logo as pernas de apoio e ataque se invertem conforme cada golpe avança. — explicou Billow. — E digo mais! Encorajo vocês a darem golpes trocando a arma de mãos, não é muito bom focar em uma única parte  , por mais que não se seja ambidestro, é essêncial fortalecer ambas partes do corpo. — exclamou ele, brandindo alguns golpes transversais no ar com ambas as mãos.

Em sua demonstração ele visava cortar do peito ao pescoço do boneco de uma só vez com um golpe transversal para direita e em seguida, arrancar-lhe a cabeça. E certamente ele fez isso, montou a base para o ataque tão rápido quanto uma ave pode bater suas asas, desferiu o primeiro golpe com o apoio de sua perna direita e: FLOP! Fez um talho um pouco acima da região onde se encontra o umbigo , até o pescoço e separou um pedaço do mesmo da cabeça. E com um outro movimento, dessa vez com sua base na perna esquerda , ele desferiu outro golpe com sua faca e arrancou a cabeça do boneco de uma so vez que saiu voando.

— Viram , seus caras de peixe?— Agora quero todos praticando! — exclamou ele.

Confesso que essa foi  um pouco mais difícil que as outras, trocar o apoio, girar cintura juntamente com o movimento da faca, tudo isso exigia bastante coordenação motora. Acertei alguns cortes porém deixei a arma cair algumas vezes, o que rendeu alguns comentários maldosos de Billow, mas nada que me abalasse. Estava muito determinado para perder o foco por errar algumas coisas. Após algumas árduas repetições, foi a vez de aprender as estocadas.

— Certo pessoal , chegamos as estocadas! É a mesma base simples que conhecem , e facilmente dizendo para dar uma boa estocada e certeira é preciso avançar junto com a arma. — disse Billow. — É preciso ao atacar, ir junto retilineamente com o seu golpe visando girar bem os quadris e os ombros juntamente dessa forma a sua arma realiza uma boa fincada no alvo e com uma boa profundidade de penetração.

Ele demonstra com um boneco, e foi impressionante. Ele desferiu o golpe aproximadamente na região da barriga do boneco, girou perfeitamente os quadris e  ombros, que estavam alinhadíssimos, ele usava uma das mãos como um apoio nas costas do alvo, e sua faca foi cravada bem fundo dando para ver que alcançava ao outro lado. Ele puxou a faca para cima , rasgando todo o boneco até a mesma sair pela região onde se situa a clavícula, na qual ficou dilacerada. Fiquei imaginando se aquilo fosse um ser humano, como seria doloroso e mortal.

Apoio no pé esquerdo ,e golpe no direito, girei o quadril e o ombro na direção que ataquei e ,desferi algumas estocadas , porém não foram muito profundas, necessitava de mais prática e mais leveza para o golpe. Subitamente tive a ideia de fazer como Billow, e segurar por trás das costas do boneco, e ao fazer isso , desferindo o golpe na região do tórax do boneco, a faca alguns centímetros mais adentro do que das outras vezes.
Após mais algumas tentativas o instrutor se aproxima de nos e diz:

Está na hora da segunda parte do treinamento! — olhando para nós. — Formem seus pares um de frente um para o outro.

Éramos 6 , contando comigo, mais 2 garotos do chalé de apollo, 1 do chalé de Hermes e dois do chalé de Ares.

Acabei ficando de frente com o garoto do chalé de Hermes e fomos escolhidos para duelar entre si. E para o nossa sorte fomos os primeiros a ter que lutar.
Ja era bom demais , não ter que enfrentar os filhos de Ares, isso seria bastante dureza a contar que sou um novato e era meu primeiro dia, não gostaria de levar uma surra. Porém não desmereci o meu oponente, o pessoal de Hermes era dotado de bastante agilidade e furtividade.

Logo eu e ele nos aproximamos , após colocarmos as armaduras que eram um pouco pesadas por sinal brandei minha faca de bronze e ele uma adaga que possuía um formato de cobra com sua lâmina um pouco esverdeada.

— Tentem não se matar. — disse o instrutor — Comecem!

Ele foi esguio jogando-se para esquerda e direita bem rapidamente, golpeando no peitoral da minha armadura, tentando se aproximar mais. Eu , rapidamente retomei o equilíbrio , girei para desferir um golpe transversal, porém ele se desviou velozmente. Dessa vez ele passa uma rasteira rápida, pulo para trás e nesse meio tempo desfiro um golpe frontal que o acerta no ombro da armadura.

— Nada mal ! — disse o garoto de Hermes, suando tanto quanto eu . — não falo nada e dou-lhe um sorriso seco.

Avançamos novamente , fomos de encontro ao outro , ao chegarmos a 2 braços de distância, no exato momento que ele arma para dar um corte lateral eu abaixo rapidamente, o que o deixou surpreso, armo uma estocada de baixo para cima em seu peitoral e o acerto, nesse momento também levo um corte leve no braço e ambos recuamos. Estavamos igualmente cansados e feridos porém felizes e determinados.

— Sim, sim! Foi um bom show! — disse o instrutor sorrindo e nos apalpando pelas costas nos conduzindo para fora da área da luta dando lugar a outros 2 campistas que se enfrentariam.

Após retirar o pesado peitoral , apertei a mão do meu adversário de treino, vi o resto dos campistas se enfrentarem afim de conseguir mais experiência de batalha e ao terminar me dirigi para fora da arena de volta ao chalé. Foi um bom treino , após uma boa ducha me senti revigorado e determinado a mais treinos. Como eu gosto deste lugar!
spoiler:
Armas utilizadas: Faca de bronze inicial
Poderes utilizados: Nenhum
Personagens citados: Unicamente NPC'S
Donald Thurwulf
Indefinido
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Fley D'lacqua em Ter 01 Mar 2016, 07:44


A não prole de Apolo
1ª Arena | Treino a distancia | Fley D'lacqua
No último dia coisas estranhas com o rapaz de cabelos brancos, havia participado de uma corrida de canoa, na qual foi ligeiramente envergonhado, tomando a sua própria canoa. Fley havia se aventurado na parede de escalada do acampamento, parecia estar tomando gosto por estar ali e se adaptando aos poucos ao acampamento, nunca imaginou que podia fazer tais coisas, afinal, nunca foi bom em suas aulas de educação física.

Felizmente isto não afetou nada em sua vida, como todos os outros campistas, tinha que acordar cedo, assim foi feito, por volta das sete horas da manhã Fley já estava em pé, camisa do acampamento alaranjada e uma calça jeans preta, o de sempre, sua faca estava na bainha, na parte traseira de suas costas, horizontalmente, o garoto havia se alimentado, então já era realmente a hora de começar o seu treino, pelo horário, seria um treino a distância, sendo assim, partiu para a arena, Fley nunca se imaginou com um arco e flecha, se considera tão lerdo, que pra ele seria mais fácil acertar a si mesmo do que o monstro que ele deseja com tal arma.

Ao chegar na arena pegou um arco e uma aljava cheia de flechas que estava sendo disponibilizado para o treinamento, o sol quente batia na cabeça de Fley, fazendo com que sua testa suasse, observou ao redor alguns rapazes a atirar e tentou imita-los, primeiro tentou se posicionar, mas era péssimo, quando foi atirar, a flecha imediatamente caiu no chão e o seu arco soltou das suas mãos, aquilo com toda certeza era um motivo para se ficar envergonhado em meio à arena de treino.

Fley não desistiu, posicionou-se observando um dos arqueiros mais experientes, provavelmente filhos de Apolo, suas posturas, como seguravam firmemente o arco e como focavam em seus alvos. Suspirou segurou o arco não tão forte, estava mais maleável, a flecha ficou posicionada certamente ao meio então disparou, não acertou, mas pelo menos dessa vez a sua flecha não foi direto ao chão junto com a sua arma e dignidade. - Vamos lá, pelo menos a flecha voou uns metros agora. -

Posicionou outra flecha deixou uma leve brisa passar primeiro então atirou desta vez esticando mais a corda, disparou, acertou um pouco acima da marca vermelha, para quem havia começado a treinar com a arma hoje, já era de bom tamanho, já era uma melhoria, mas o garoto não ia se contentar até acertar o meio, ou pelo menos ficar próximo, assim continuou, outro disparo dessa vez mais certeiro, logo mais outro, e outro, e outro, vários tiros, um atrás do outro, ativara incessantemente, forçando o seu braço e tentando cada vez mais ser assertivo no alvo central, várias flechas foram lançadas, sua aljava já estava ficando vazia, até que enfim o garoto acertou.

- Acho que peguei o jeito, depois de umas dezessete flechadas.

Ele riu para si mesmo e focou em um alvo um pouco mais alto, mesmo assim não temeu posicionou o arco, pegou a flecha e disparou, errava o vento estava atrapalhando, então posicionou-se esperou o momento certo e enfim disparou. -Não vou mentir, achei que seria muito pior - Resmungava o garoto para si mesmo.
O tempo ali passa rápido, Fley havia ficado na arena pelo menos umas uma hora e meia, já estava na hora de tomar outras atividades no acampamento, pegou o arco, a aljava e as flechas do alvo, guardou tudo em seu devido lugar, onde havia achado, e em seguida se dirigiu à saída da Arena, estava esfomeado, e um pouco cansado, um banho pré almoço não iria cair nada mal naquela situação, sendo assim, Fley caminha em direção ao chalé de Hermes com um único pensamento. – Se eu tenho certeza de algo, é que não sou filho de Apolo – Disse enquanto ria para si mesmo e caminhava.
Fley D'lacqua
Filhos de Melinoe
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Sunner Memphis em Sex 04 Mar 2016, 13:27


training - Sunner Memphis
Archery is an art. Being good part
O vento praticamente não soprava naquela manhã ensolarada. O Sol, em contrapartida, escaldava todos os campistas presentes naquela arena de treinamento. No meio daqueles semideuses, se encontrava Sunner, um filho de Apolo que provavelmente sentia-se mais forte com aquela situação climática. Com sua aljava às costas e seu arco na mão esquerda, o rapaz se arrumava para a atividade de combate a monstros. Embora tivesse tido experiência em enfrentar certas criaturas mitológicas, a prole solar ainda não era perita no combate.

— Olá a todos, sou Simon James, filho de Atena e o instrutor de vocês no treino de hoje. — Apresentou-se um rapaz de cabelos loiros, vestido com uma armadura cintilante e com várias armas resguardadas em sua cintura. — O exercício de combate a monstros tem como objetivo fazer com que utilizem tudo que vêm aprendendo nos treinamentos com armas. Mais do que isso, vocês devem colocar à prova seus próprios instintos de batalha. Com minha telepatia, poderei dar algumas dicas a vocês, mas acima disso só interferirei, caso vocês estejam prestes à morrer. Bem, na verdade torçam para que dê tempo para que os salve, caso isso aconteça. — Explicou Simon.

Os presentes ali, resguardaram nas arquibancadas, a espera de sua vez. A cada campista que passava pela arena, um monstro se revelava. Cada qual possuía sua dificuldade e nem sempre o semideus acabava conseguindo vencer seu desafio, fazendo com que Simon interferisse no combate. Finalmente era chegado a vez de Memphis. Embora estivesse pouco empolgado com o exercício, Sunner não queria acabar sendo devorado por algum urso colossal. Por isto, tratou de tentar se concentrar ao máximo, esperando utilizar tudo que sabia naquela atividade. O adversário do filho de Apolo era trazido até a arena: Um cão infernal. Assim que fora acordado, a fera demonstrou uma visível irritação, presente em seus olhos vermelhos diabólicos.

— Um cão do tamanho de um leão, bem legal. Espero que tenha seguro contra flechas, porque vai virar uma alfineteira. — Bradou o garoto, puxando uma flecha de sua aljava e mirando-a na fera.

Mas antes de poder atirar, um uivo infernal pode ser escutado bruscamente na sensível audição de Sunner. Aquilo fez a visão do rapaz embaçar por um instante, em uma espécie de atordoamento, não permitindo-o ter uma boa mira. Com isso, a besta dos infernos correu em alta velocidade na direção do rapaz, aproximando-se e dando-lhe uma forte patada no peito, jogando o jovem no chão e abrindo um grande corte no local atingido. No solo, Sunner rolou para fugir da mordida do inimigo, ainda que atordoado. Voltando a ficar de pé, o semideus chutou o focinho do cão, que bufou antes de pular sobre o corpo de Memphis e derrubá-lo mais uma vez. O arco de Apolo era pressionado com as duas mãos, contra a garganta da fera, que tentava com sua força descomunal arrancar a cabeça do garoto com seus dentes. A prole solar apoiou seus pés sobre o abdômen da fera e com impulso, o jogou para o lado. Tentando tomar distância mais uma vez, Memphis tentou se levantar, aproveitando a queda do inimigo. Mas o cão em sua extrema agilidade se ergueu mais rápido que o garoto e fincou suas presas na perna do rapaz, que gritou gemendo de dor, antes de ir pro solo novamente. Nesse instante, um escudo voador atingia a cabeça do infernal, o fazendo soltar a perna de Sunner antes de ter conseguido apoiar sua arcada dentária totalmente. O golpe fez a fera ficar zonza, enquanto Simon surgia a frente da mesma e com um grito estridente, fazia o cão infernal fugir. Longe dos campistas, o cão era detido com tranquilizantes místicos por alguns sátiros. A perna do filho de Apolo demonstrava um enorme ferimento, fazendo formar uma poça de sangue no chão.

— Teve sorte, se ele acerta a mordida em cheio, talvez tivesse força para arrancar sua perna. — Comentou James.

— Argh! Se ter a perna dilacerada é ter sorte, preciso apostar na loteria. — Pôs Sunner.

— Os curandeiros irão cuidar dessa perna facilmente, não se preocupe. Com relação ao treino, é fato que o cão era mais forte que você, mas pensei que tinha aprendido algo nas aulas de tiro com arco. A vantagem de ser um arqueiro é poder atacar de longa distância e assim, evitar o combate direto, mantendo sua integridade física. O uivo atordoante dele o impediu de mirar, mas não quer dizer que ficou impossibilitado de fazer algo, você tinha a flecha sinalizadora para tentar distraí-lo, além das invocações de corvos ou serpentes. Ao invés disso, permitiu que ele se aproxima-se, tendo em vista que você não é especialista no mano-a-mano e o inimigo tinha a força de um tigre. — Deu lição Simon.

— Talvez da próxima vez pudesse me dar as dicas, como um instrutor faz. — Resmungou a cria solar, enquanto botava sua mão na perna.

— Bem, você aprendeu duas coisas hoje. A primeira é que um arqueiro de longa distância não deve permitir que o inimigo se aproxime e a segunda é que você precisa melhorar seu aspecto de combate mano-a-mano. Para um filho de Apolo, com certeza essa lição vale uma pequena cicatriz na perna. — Finalizou.

Com o auxílio de alguns colegas, Sunner foi levado até as enfermarias, onde receberia assistência pelos seus ferimentos.

OBS:
• Talvez o treino em si tenha ficado um pouco curto, mas eu gostaria de colocar uma situação em que Sunner visse seus defeitos principalmente.
• O cão infernal é de nível 20 e o filho de Atena de nível 35, para efeitos de narração.
• Simon usou o Escudo Bumerangue para lançar o escudo e o Grito de Guerra para espantar o inimigo.
Itens:
{Bright} / Arco longo [Arco feito de bronze sagrado, de cor dourada, com detalhes em seu decorrer pintados em branco. Elegante, aparenta a mesma graça que seus portadores, feitos na medida para os filhos de Apolo. No nível 20 transforma-se na metade de um pingente em forma de sol, que encaixa-se com Perfection] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Apolo]

{Perfection} / Aljava [Aljava de couro trabalhado, com engastes de bronze sagrado. Contém flechas infinitas - são comuns, de olmo e bronze sagrado, mas de acabamento fino. No nível 20 transforma-se na metade do pingente em forma de sol que encaixa-se com Bright] {Couro e bronze sagrado; olmo e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Apolo]
Passivos:
-
Ativos:
-
Sunner Memphis
Menestréis
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Vitor S. Magnus em Sab 05 Mar 2016, 19:56


Avaliação
Arena
Alyona Ignatkovich


T
eu treino foi bem legal. Simples e completo. Tu conseguiu transmitir tudo o que queria em questão aos movimentos e não precisou estender uma introdução enorme pra começar o post. Não achei erros no post e achei tudo excelente pelo fato de que foi focado realmente no objetivo do post.

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100/100


Donald Thurwulf

Então, carinha. Como dito anteriormente, eu gosto quando o post da arena é focado APENAS na arena, e tu conseguiu fazer isso muito bem. Teve a leve introdução, mas nada que poluísse. Teu treino foi um pouco oposto ao da garota que avaliei acima, teve muito mais o lance de observar e copiar os movimentos, e isso foi legal ao ponto de que, tu descreveu bem os movimentos e não precisou repetir tudo o que o instrutor falou quando teu personagem foi repetir. Só atenta um pouco a isso fora da área de treinamento, diálogos demais  deixam o post poluído. E também a questão de ortografia, cuidado com o espaçamento das vírgulas e acentuação... É bem importante. Fora isso, recomendo fortemente um template pra o post ficar mais organizado.

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 8/10;
Total: 98/100


Os outros treinos estão sendo avaliados por outro monitor




Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP




Atualizado!

Vitor S. Magnus
Filhos de Ares
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Chalé de Ares

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Oliver H. Greyback em Dom 06 Mar 2016, 21:56


Avaliação
arena
Fley D'lacqua

Seu texto está razoavelmente bom, mas logo no primeiro período nota-se um erro: parece que você esqueceu de algumas palavras na frase, deixando-a sem sentido. Outra coisa que pude perceber é que por vezes você exagera nas vírgulas, quando deveria usar o ponto final (ou simplesmente omitir a vírgula) para tornar a leitura menos cansativa. Na verdade, esse foi o seu principal erro e motivo de descontos. Recomendo que releia seus textos, fazendo as pausas referentes aos pontos e vírgulas, e lendo sem pausa quando não há essa pontuação. Desse modo, deve ficar mais fácil perceber onde devem ser colocadas para que a fluência do texto não seja afetada.

O texto acabou ficando um pouco simplista, devido a falta de profundidade com que apresentou. Afora isso, atento apenas para uso do pleonasmo vicioso nesse trecho "parte traseira de suas costas".

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 5/25;
Objetividade e adequação à proposta: 10/15;
Ortografia e organização: 8/10;
Total: 73/100


Sunner Memphis

Rapaz, o texto em si ficou muito bom. O grande problema foi que a luta em si fica em apenas um parágrafo (que poderia ser dividido, mas não havia necessidade) enquanto que a introdução e a conclusão tomam bem mais espaço na história do que seria recomendado. De resto, continue assim.

Coerência: 47/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 23/25;
Objetividade e adequação à proposta: 8/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 88/100
♦ Thanks, Andy 'O' ♦
Oliver H. Greyback
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Purgatório

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Hudson D. Ivankor em Seg 07 Mar 2016, 15:54

TREINO


09:00 às 10:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância
"Estranho", era o meu pensamento quando acordei, sozinho naquele quarto cheio de camas desarrumadas. Me arrumei, já estava pronto para aquele dia que iniciei cantando na frente do espelho: "hoje, é um longo dia". Rindo daquele momento constrangedor, me deparei com o reflexo do meu martelo, que nunca até então tinha usado, peguei-o e comecei a andar em direção a porta do chalé, virando em direção a arena.

Havia muitas pessoas já treinando, talvez estava atrasado, mas como de costume não liguei para isso. Havia um homem forte, que me chamou e disse para pegar a arma e fazer alguns movimentos, no qual ele percebeu que eu era um novato e extremante ruim até mesmo para um iniciante. Ele apontou para uma direção, havia como duas cercas, uma do lado da outra, cheia de latinhas no seu topo e com um espaço entre elas.

—O objetivo é acertar todas as latinhas com o martelo. Fácil não é mesmo?! Mas cuidado, elas tem pesos diferentes. As regras são: Não pode acertar duas latinhas ao mesmo tempo, fazer com o tempo mais rápido possível e só pode acertar um golpe por latinha, caso ocorre fuga das regras, deve começar de novo. Boa sorte —disse o homem.

"Que atividade mais boba", pensei. O martelo estava na minha mão, deixei-o em baixo para que realizasse um ataque de cima para baixo e horizontal quando já houvesse acertado um e não tivesse mudado a posição dos meus pés.

Comecei bem, o primeiro era leve como uma pena, um sopro deixava o cair, iniciei então a curvatura para acertar o segundo, fui com a mesma força de antes, acertando a segunda lata, que vibrou juntamente com o martelo e fez com que todas as latinhas desta cerca caísse. Meu braço latejava, enquanto pegava as latinhas do chão e pensando como poderia conseguir realizar a atividade. Desconstruindo algumas ideias, iniciaria a próxima tentativa com a lata mais pesada, pois acreditava que o acerto vertical seria melhor nesta situação.

Já estava tudo pronto, meu martelo, minha adrenalina e as latinhas. Com toda a força que havia armazenado acertei em cheio a lata que foi arremessada ao ar, iniciei a rotação aceranto a outra que acertou outra atrás dela, ou seja, quebrei as regras novamente. Iniciei o processo novamente. "Como assim? Algo tão bobo...", pensei por alguns segundos. Deveria acertar todas verticalmente então, relembrando os vikings, algo que o martelo já fazia por si só. "Era isso, eureka", pensava, e eufórico querendo realizar.

Fazendo como "x" no ar, para treinar o movimento, sempre usando toda a força que podia, pois independente do peso da latinha, seria um golpe para distancia-la daquela cerca e das outras latinhas. Voltei a ficar na posição inicial, preparado, segurei firme o martelo dei o primeiro passo e acertei a lata que estava na minha direita fiz meia volta com o martelo deixando ele em baixo novamente, acertando a segunda, dando um passo enquanto rodo novamente o martelo e da mesma forma acertei as próximas seis latas, até que um desafio foi proposto pela ordem das latas, duas uma atrás da outra sem que haja uma a esquerda. Meu raciocínio estava rápido o suficiente para pensar logo em uma maneira de resolver este problema. "posso fingir acertar uma na esquerda e depois acertar a direita, não mudando o movimento", pensava em quanto começava o movimento para a primeira lata, "Não! melhor fazer um movimento mais rápido", a lata começou a sair da superfície devido ao ataque, sem mais delongas iniciei o processo de rotação, mas desta vez em torno do meu eixo, ou seja, estava dando um giro, em alguns milissegundos o martelo já estava em baixo e em direção a lata, que quando acertada, foi perfurada ficando presa em meu martelo.

Havia o mesmo desafio nas ultimas duas latinhas, que foram acertadas da mesma forma só que com um complemento na arma uma lata ficada a ela. Escutando palmas percebo o homem atrás de mim, "Você é bom, garoto. Volte aqui mais vezes e poderá ficar melhor a cada dia. Não desista!", disse o homem, enquanto eu sorria e acenava para ele, enquanto os pés chutavam as latinhas para um canto, no intuído de catá-las todas ao mesmo instante.

Depois de sair da arena, já feliz comigo mesmo, fui para o despenhadeiro próximo ao mar como de frequência, para descansar e atarde poder treinar mais.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Justin Law em Qui 10 Mar 2016, 00:31

Avaliação
Hudson D. Ivankor:
Coerência (40 de 50): De início, eu fiquei me perguntando qual o sentido deste treinamento, e confesso que até agora ainda não o compreendi direito. Tipo, era pra treinar o controle sobre a arma? Melhorar a velocidade ou a força do ataque? Tudo isso junto? Então por que me pareceu que ele só ficou girando e acertando as latinhas por acaso (ao menos foi o que me pareceu)? Não me leve a mal, mas talvez uma descrição melhor ajude. Tente escrever a forma como executou o ataque, a direção dele. Tente exemplificar, tipo "Desferi um arco horizontal à minha frente com o martelo, indo da esquerda para a direita, como se rebatesse uma bola num jogo de baseball". Enfim, tente o máximo possível criar um cenário detalhado para não deixar tudo a mercê da imaginação de quem lê, pois pode acabar acarretando em interpretações confusas e/ou erradas. E pra finalizar, seu personagem é filho de Hefesto. Ele nunca seria tão ruim como você descreveu, pois a perícia com armas pesadas como o martelo é algo que está em seu sangue, e que você não pode simplesmente desativar ou decidir não ter.
Coesão, estrutura e fluidez (10 de 25): Tanto por causa dos erros ortográficos quanto por causa da falta de detalhes, seu texto se torna realmente difícil de ler. Como eu disse, tive que relê-lo inúmeras vezes até pegar uma noção do treino. O uso incorreto da vírgula fazia com que algumas sentenças ficassem confusas, tornando-as longas demais (Comecei bem, o primeiro era leve como uma pena, um sopro deixava o cair, iniciei então a curvatura para acertar o segundo, fui com a mesma força de antes, acertando a segunda lata, que vibrou juntamente com o martelo e fez com que todas as latinhas desta cerca caísse.) ou pausadas demais (era o meu pensamento quando acordei, sozinho naquele quarto cheio de camas desarrumadas.). Ler um pouco sobre pontuações, suas funções e quando usá-las pode ajudar nesse quesito, assim como criar texto com um pouco mais de detalhes sobre o cenário ao seu redor. Eu sei que a narração é em primeira pessoa, mas focar-se demais no personagem não é o certo a se fazer.
Objetividade e adequação à proposta (12 de 15): Nesse ponto não tenho muito do que reclamar, exceto na parte que você fala que faz alguns movimentos a pedido do instrutor. Seria bom descrever exatamente o que fez, e não apenas dizer que foi horrível. Isso é ser objetivo em excesso, o que não é muito bom para a compreensão do leitor. Da mesma forma, o treino acabar assim que você consegue completar o desafio apenas uma vez não é algo que eu considero correto. É como se dissesse "Ah, agora que consegui uma vez já completei o necessário pro treino. Vamos encerrar aqui.". Novamente, objetividade em excesso.
Ortografia e organização (2 de 10): Pelos meus comentários acima, nem preciso dizer que os erros aqui foram grandes, né?! Desde erros de pontuação até acentuação, além de palavras escritas de forma errada e erros de concordância verbal. A maioria destes erros requer apenas uma verificação cuidadosa após terminar de escrever. E quanto aos erros de concordância verbal, apenas lembre-se que se você começa a escrever no passado, todo o texto tem que estar nesse mesmo tempo verbal.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Psiquê em Sex 11 Mar 2016, 16:05




Atualizado!

O monitor Justin Law receberá recompensa assim que postar no mural.



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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Nate F. Benatti em Dom 13 Mar 2016, 16:15


fallen angel

P1 † Natanaello Francesco Benatti + instrutor de esgrima;

ARMAS BRANCAS DE CURTA DISTÂNCIA, 1.

Não fazia tanto tempo desde a última vez em que colocara as mãos numa faca de batalha. No entanto, seria a primeira vez que brandiria a de bronze, ganha do Arsenal do Acampamento Meio-Sangue; a primeira vez que treinaria na tão falada Arena. Lógico, era por volta de seu segundo dia no local, mas era bem de seu feitio não ficar parado: com treze anos, aprendera nas ruas como a estagnação poderia ser o primeiro passo para fracassar na eterna tarefa de sobreviver.

Por conta disso, inscrevera-se em algum tipo de "curso" sobre o manuseio de armas brancas de curta distância. Pelo que havia entendido, era uma aula meio padrão, como uma matéria extra no colégio. O problema era que, para frequentá-la - considerando sua pouca idade -, precisava ter uma espécie de "introdução a lâminas" primeiro.

E, portanto, Wally seria seu tutor até que o curso começasse, dali a três dias.

— Vamos começar, tudo bem? — perguntou o "instrutor". Nate assentiu com a cabeça.

Wally era um filho de Ares afro-americano, magro para os padrões de seu chalé, mas com músculos bem definidos. Tinha três anos a mais na idade, mas só uns dois anos separavam as primeiras experiências de ambos no Acampamento. O cabelo de Wally era preto e curto, cortado rente à cabeça nas laterais, como um militar; sua pele cor de café combinava com os olhos, castanho-escuros. Ele usava uma calça de tactel com estampa do exército e uma regata esportiva cinza, além de dois colares (um era o de contas do Acampamento, e outro mais parecia um terço). Na cintura, trazia duas bainhas: uma espada do lado esquerdo, uma faca do direito. Porém, a parte legal de Wally, que Nate descobrira ao almoçar com ele mais cedo, era seu jeito bem menos esquentado do que a maioria dos outros filhos de Ares. Provavelmente, o fato de ser budista pesava a favor.

— Certo. Pra começo de tudo, você precisa saber como funciona a sua arma — e, enquanto falava, Wally retirou a faca da bainha, indicando com a cabeça para que Nate fizesse o mesmo. — É uma faca, né? Cê tem alguma noção do que isso significa?

O indefinido fitou sua arma com cuidado e refletiu sobre a pergunta.

Não, não estava decepcionado por ter um treino mais "teórico" primeiro, pois já combinara aquilo com o filho de Ares. Francesco sabia que não tinha chance contra a maioria dos males que acomete um meio-sangue, então não lhe interessava quantidade, mas qualidade. Em sua cabeça, talvez, ele tivesse apenas uma oportunidade para dar um ataque em algum monstro - e, justo nessa única oportunidade, deveria dar o golpe fatal.

Precisão era a palavra de ouro.

— Bom, ela é pra ser usada a uma distância curta, né? — chutou de forma brilhante.

— É, de fato. Só isso? — questionou, sem demonstrar decepção nem nada do tipo. O bom de ter Wally como instrutor era que ele estava realmente interessado em ensinar. Assim, Nate negou silenciosamente. — Ela tem uma ponta, vê?, e um gume, que é a parte que corta. Ou seja, é uma arma perfuro-cortante, mas tem um lado, esse aqui — disse ele, passando o dedo pela lado oposto ao gume —, que não faz nada de especial.

— Entendi — respondeu, rápido e animado. Os olhos chegavam a brilhar. — E o que mais?

— Bom, em tese, isso já é o suficiente. Agora, algumas dicas além do normal. — Nesse momento, Wally abaixou-se um pouco e diminuiu o volume da voz, como se quisesse contar-lhe alguns segredos. — Eu descobri isso com um filho de Hefesto. O bronze é um material condutor elétrico, porque é feito de cobre. Não é nada de especial na maioria dos casos, mas pode te ajudar ou atrapalhar em alguns casos, por exemplo, se você arrumar briga com um filho de Zeus. — O afro-americano piscou um dos olhos e sorriu. — Conhecimento de causa, te garanto.

Nate riu. Ainda era muito cedo para dizer, mas Wally parecia uma boa aliança, pra evitar a banalização do termo "amizade".

Então, o indefinido recebeu permissão para atacar um boneco de palha. E o fez: empunhando a arma com o fio voltado para o "oponente", cortou-o três vezes; do ombro direito até a cintura, de um flanco ao outro, e na altura do abdômen. O tecido que o revestia, contudo, não fora muito danificado, e poucos pedaços de palha eram vistos das costuras.

— Mais forte. Cortes superficiais não são tão úteis — gritou Wally, de braços cruzados, a uns dez passos de si.

E, fora isso, a faca não estava tão afiada quanto poderia, Nate pensou. Decidiu, então, entender como a ponteira da faca funcionava.

Com o pé de apoio atrás do eixo do corpo, ele investiu com o braço para frente algumas vezes, buscando pontos onde o pano parecia menos resistente. Dessa forma, usando a ponta para abrir "ferimentos", ajustou a força em duas tentativas até pegar o ritmo na terceira; com mais cinco ataques, conseguiu perfurar o tecido em quatro pontos distintos: ombro esquerdo, joelho direito, um na barriga e o último no queixo.

— Muito bom... para um boneco. — O filho de Ares deu um passo pro lado para visualizar melhor a "luta". — A maioria dos meio-sangues utiliza um peitoral que protege a barriga. Idem no ombro. O joelho é um ponto interessante, porque não é fatal, mas impede uma movimentação maior, então seria bom para capturas. E o queixo... — Wally refletiu um pouco. — Bom, se ele usasse um elmo, seria muito difícil de acertar ali. Mas, em geral, é morte certa.

O novato assentiu com a cabeça e prosseguiu, tentando repetir os ataques em locais mais fatais e acessíveis. Cintura, flanco esquerdo logo abaixo das costelas, mãos - já era o quarto furo que ele pensava em fazer quando uma questão veio à sua cabeça.

— E se ele fosse um monstro? — perguntou, virando-se para Wally. — Onde eu deveria acertar?

— Se ele fosse um monstro, ele teria te matado — repreendeu o mais velho, com uma sobrancelha erguida. — Nunca vire as costas para seu adversário. — Assim, Nate voltou a encarar o boneco de palha. — Enfim, isso depende muito. Cada monstro tem seu tipo de fraqueza, locais onde a pele é mais fraca e tal. Com o tempo, nas aulas de bestiário e no combate a eles, você vai aprendendo.

Embora o italiano tivesse concordado e se preparado para continuar, Wally fez o menor se retesar quando colocou a mão no ombro dele.

— Já chega, vai — comentou, checando o relógio. — A galera dos arcos tá começando a entrar, e você não vai querer ser o alvo das apostas deles. — Francesco pensou em retrucar, argumentando que tivera pouco tempo, mas poderia praticar em alguma árvore ou coisa assim. — Além do mais, você precisa entender melhor como funciona a faca. A gente conversa mais sobre isso no caminho.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Justin Law em Dom 13 Mar 2016, 17:07

Avaliação
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Coerência (50 de 50): Nesse quesito, nada tenho a questionar ou criticar, exceto por uma coisa. Apesar de não ser improvável, não é exatamente comum atacar o joelho num combate próximo com uma faca, a menos que, como Wally disse, queira-se restringir o movimento do oponente (algo que seu personagem não levaria em consideração). Mas poderia ser apenas uma eventualidade, então não descontarei pontos por isso.
Coesão, estrutura e fluidez (25 de 25): Nada a reclamar neste quesito também. O texto, apesar de conter algumas palavras um pouco mais eruditas, é perfeitamente compreensível, além de muito bem detalhado.
Objetividade e adequação à proposta (15 de 15): Novamente, impecável. Achei um pouco rápido demais, mas como você explicou que era apenas uma introdução para ter uma base do treinamento real, não tem problemas.
Ortografia e organização (9 de 10): Apenas um erro de pontuação não lhe permitiu chegar a pontuação perfeita. Em "...sua pele cor de café combinava com os olhos, castanho-escuros." a vírgula foi colocada erroneamente.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Psiquê em Seg 14 Mar 2016, 21:24



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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Grant Watson em Qua 23 Mar 2016, 20:41

Treino de arco e flecha
Treino
 


Grant andou até a arena no horário da aula de Arco e flecha, o tempo estava ensolarado, mas não estava muito calor. O garoto levava pendurado em suas costas seu próprio arco, recebido de presente pelo pai. Ele estava um pouco nervoso com a perspectiva de um treino, mas não muito, a quantidade certa de nervosismo para quem aprenderia a atirar com um arco.

Após adentrar a arena, o rapaz avistou uma grande figura encapuzada, e com um arco bem amarrado as costas, obviamente um instrutor. Grant caminhou até o homem e o abordou.

-Olá, você poderia me ensinar a atirar com este arco? - Perguntou o garoto, apontando com o polegar em direção ao ombro, onde o arco pendia sobre a alijava.

-Claro que eu poderia – Respondeu o homem, como se já tivesse escutado essa pergunta centenas de vezes.

[...]

O encapuzado andou, e Grant o seguiu, passando por uma ou três salas. Por fim entraram em um salão amplo, com alguns alvos de madeira, com diferentes tamanhos e distâncias.

O instrutor sinalizou para que o garoto se posicionasse na marca, em frente aos alvos.

O filho de Héracles pegou seu arco e equipou-o com uma flecha.

-Atire – Mandou o instrutor.

O rapaz puxou a flecha e mirou no alvo, mas antes que pudesse atirar, o professor o interrompeu.

-Não, não, não - Exclamou o instrutor, pegando o seu próprio arco. - Mantenha o braço que segura o arco em direção ao alvo. O interior do seu cotovelo deve ficar paralelo ao chão e o arco deve sempre ficar na posição vertical. Você deve ser capaz de olhar diretamente para a coluna da flecha. Entendeu? -

-Sim – Respondeu Grant.

O garoto fez como o instrutor falou, mirando no alvo a dez metros de distância, o mais próximo. Soltou a corda, assistindo a flecha voar, e passar a pouco mais de trinta centímetros á esquerda do alvo, caindo no chão logo em seguida.

O professor fez um movimento com a mão para que o garoto atirasse novamente. Grant atirou, e como já tinha acontecido, a flecha errou o alvo por alguns centímetros, passando desta vez por cima do alvo.

-A você aperta a flecha muito, o que faz sua mão tremer quando você solta a flecha – O instrutor fez o mesmo com a própria flecha.

Grant tentou novamente, desta vez segurando a flecha suavemente, acertando no canto do alvo. Um sorriso irradiou do rosto do rapaz. O semideus continuou atirando no alvo de dez metros, até não errar mais nele, e então passou para o alvo de vinte e cinco metros, e como esperado, este era muito mais difícil.  

[...]

Depois de atirar no alvo de 25 metros dezenas de vezes, o semideus já conseguia acertar duas a cada três tentativas neste alvo, algumas flechas acertando nos menores círculos do mesmo. O instrutor o corrigia quando cometia algum erro.  

Depois de quase uma hora treinando, Grant decidiu que já era o suficiente para o primeiro dia de treino, e voltou ao chalé de Héracles.

NOTES : ...
Thank's Lyra' @CUPCAKEGRAPHICS
 
Grant Watson
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Sunner Memphis em Qui 24 Mar 2016, 10:10


treinamento - Sunner Memphis
We train, train, until one day learn
A manhã estava ensolarada, como de costume no Acampamento Meio-Sangue. O vento pairava de forma peculiar, enquanto as nuvens no céu abriam espaço para o resplendor do Sol. Na arena arena do Camping, um grupo de campistas estava pronto para ter mais uma aula. A especialidade da hora - e da maioria ali - era o tiro com arco. Entre eles, se encontrava Sunner Memphis, um filho de Apolo com sérios problemas de irresponsabilidade. Embora quase sempre chegasse atrasado, ou faltasse, na maior parte das atividades, arco e flecha naturalmente atraía a atenção do jovem.

Todos estavam alinhados lateralmente naquela manhã, cada qual com um alvo circular a quinze metros de distância. Seria um tiro fácil para a classe intermediária de tiro com arco, se fosse um disparo livre, o que não era o caso. Três argolas, suspensas por bastões presos ao chão, ficavam no caminho entre os campistas e seus alvos. As argolas possuíam diferentes comprimentos de circunferência, a primeira com vinte centímetros, a segunda com quinze e a última com dez centímetros. Fora isso, elas não estavam alinhadas com o alvo, a primeira estava quinze centímetros para a esquerda, a segunda dez e a terceira cinco centímetros, sempre do lado esquerdo do alvo. O desafio parecia óbvio, mas o instrutor daquela tarefa, tratou de retificar o que todos estavam pensando.

— Acho que todos já devem ter ideia do exercício de hoje, mas ainda assim, irei explicar. — comentou Patrick Mallone, filho de Herácles e instrutor daquela atividade, após dar um passo à frente. — Vocês terão que acertar o centro do alvo, passando a flecha por todas as argolas. Alguns devem estar se perguntando como fazer isso, certo? Pois bem, o vento está a soprar para direita hoje, o que quer dizer que suas setas terão o percusso modificado para este lado. O objetivo é que consigam sentir o vento e possam projetar o trajeto do disparo mentalmente. No entanto devem focar em alguns pontos, o vento nem sempre está a soprar tão forte, se disparar no momento em que ele estiver fraco, a seta não será influenciada por ele. Fora a força e a pontaria, se disparar forte ou fraco demais, também poderá influenciar no caminho da seta. Além da pontaria, que deve se atentar ao centro do alvo circular. — detalhou.

— Só eu estou achando isso impossível? — indagou Sunner, em seu tom peculiar de brincadeira. Ouvindo aquilo, Patrick sacou uma flecha de sua aljava e atirou, passando a mesma por todas as argolas, até acertar o alvo. — Tava brincando gente, claro que é possível. — pôs, sorrindo.

Assim que o sinal de início fora dado, o filho de Apolo tratou de lembrar de tudo o que tinha aprendido até aquele momento. Sendo assim, armou seu arco e fez seu primeiro disparo. A flecha passou pela primeira argola, mas acabou ricocheteando no aro da segunda. Sem pensar por muito tempo, ele executou um segundo disparo, falhando da mesma maneira. Memphis começou a observar seus colegas ao redor, boa parte eram meio-irmãos, mas assim como ele, não estavam tendo sucesso. Os tiros seguintes alternaram, entre ricochetear na segunda argola ou sequer acertá-la.

— O seu alvo é o círculo a quinze metros, não o primeiro orifício. Enquanto focar apenas em passar por ele, irá errar seu objetivo. Tenha paciência, por hora não estamos dando tempo para o disparo, então sinta o ambiente, o vento. — instruiu Mallone a Sunner.

O filho de Apolo tentou seguir aquela dica, mas era impossível ignorar a primeira argola. Afinal de contas, de qualquer maneira era ela seu primeiro alvo. Fora o fato de que era impossível, para o campista, prevê a força do vento. Ainda assim, a prática levava a prole solar a melhorar seus disparos, chegando até a conseguir passar pelas duas primeiras argolas e em raras ocasiões, ricochetear na terceira. Os minutos se passaram rápido e embora a mira de Memphis fosse gradualmente se adequando a aquele tipo de situação, o exercício terminava sem que o semideus acertasse seu alvo. Entretanto, a evolução do garoto continuava gradativamente.

OBS:
• O exercício foi baseado no desafio de flecha de Odisseu (Ulysses)
• Não costumo colocar Sunner tendo sucesso tão fácil em suas atividades. Acredito que o fracasso num treinamento, quando por tentativo de acerto, é a ponte para o aprendizado.
• Como já falado por outros monitores, treinos com arco são meio que monótonos, mas espero ter conseguido deixar este mais interessante.
• Sou nível 17 [Ainda não atualizaram minha missão], caso isso valha na hora da avaliação.
Itens:
-
Passivos:
-
Ativos:
-
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Andrea M. Cooper em Sex 25 Mar 2016, 18:10



Arena
Armas de curta distância 9:00 às 10:00 da manhã
Aquele era mais um péssimo dia para ser eu. Levantei indisposto com um dos malditos filhos de Hermes me enchendo o saco para ir treinar. Fui tomar café da manhã e tive que jogar a melhor parte para algum deus qualquer que deixou um filho no mundo sem nem querer saber se ele ficaria bem. Assim que terminei de comer, fui para a arena ouvir algum instrutor qualquer falando merda.

Soltei um suspiro ouvindo as explicações de um garoto que falava sobre espadas como se fosse a coisa mais fantástica do mundo. Queria dar um tiro na minha cara naquele momento, aquele lugar era uma morte lenta e dolorosa.

– Novato? Está prestando atenção, não é? – Indagou o semideus que eu acho que era filho de Eos, se não me engano. Revirei os olhos e neguei com a cabeça.

– Por que eu estaria? Cara, isso é a coisa mais sem graça pela qual já tive que passar, sabia? – Respondi com um sorriso sarcástico e acho que o garoto queria me dar uma bicuda bem no meu nariz.

– Tudo bem. Meu nome é Rajan, e eu sou seu instrutor, agora, poderia pegar uma espada? Você ficou sem par já que não estava prestando atenção. – O filho de Eos explicou calmamente, mas conseguia ver a fúria em seu olhar.

Bufei e me levantei para pegar a espada. Com a arma já em mãos, fui em direção do garoto e o olhei de forma interrogativa. Não tive muito tempo pra pensar, Rajan me atacou com ferocidade, o que me fez ter que desviar desastradamente e levar um corte raso em meu braço esquerdo. Tentei acerta-lo com a lâmina, mas ele desviou e me deu um chute no peito o que me fez recuar alguns passos para trás.

– Você está com sua guarda baixa, sabe disso? Além de seus ataques serem lentos, o que provavelmente faria você morrer em um estalar de dedos. – Disse o garoto com um sorriso tão arrogante quanto o que eu geralmente tinha.

Não retruquei, rapidamente tentei um ataque vertical, mas fui bloqueado sem dificuldade. Com um movimento que eu quase não pude ver, o meio-sangue lançou um ataque horizontal em minha coxa, o que deixou um lindo corte. Desferi vários ataques verticais, horizontais, todos os tipos de ataque que você puder imaginar e ele bloqueou todos. Tipo, todos mesmo. Gemi em frustração e escutei as risadas de Rajan, que depositou um belo de um soco de direita na minha cara e me fez cair no chão. Nunca fui do tipo honesto, então o golpeei com minha espada em suas pernas, porém ele pulou e em seguida chutou minhas costelas.

Levantei com um pulo e o ataquei verticalmente em seu braço, Rajan segurou minha lâmina com uma enorme facilidade. Bufei e tentei chuta-lo, mas o garoto segurou meu pé e me jogou para trás.

– Mantenha sua mente fria, pense antes de agir e saiba a hora de desistir. Essas são regras básicas de uma boa luta. Na hora de atacar, você precisa ter consciência de que seus atos terão consequências e que isso é essencial para a luta. – Rajan explicava tudo calmamente para mim, que só pude abrir um sorriso. Eram boas lições, não?

Já houve uma época em que eu era lutador de rua e todos diziam para eu não pensasse demais e agora tinha um indiano me mandando pensar antes de agir. Ótimo. Respirei fundo algumas vezes, já estava ofegante e aquilo definitivamente não era bom, pois meu oponente nem parecia que havia lutado. Desferi golpes rápidos em sua direção, o som da colisão entre as espadas me agradava profundamente, eu não ligava mais se ele bloqueava meus ataques ou não. Chutei seu joelho esquerdo com meu pé direito, porém assim que o fiz, Rajan bateu o punho de sua espada em meu ombro. Ataquei-o horizontalmente em seu abdômen e o garoto fez o mesmo, só que em meu braço esquerdo, o que aprofundou meu primeiro corte. Urrei de dor, mesmo tendo aquela alegria de ter acertado um único golpe.

Mesmo com a lição de moral do imbecil em minha frente, se eu não fosse teimoso eu não seria eu. Chutei o peito de Rajan com o pé esquerdo e em seguida desferi um ataque horizontal em seu braço, o que foi muito menos eficiente já que o machucado no meu doía que não era brincadeira. Deu pro gasto, já que eu consegui fazer um cortezinho. O garoto chutou minha perna esquerda e me jogou no chão, gemi de dor e me recusei a levantar.

– Você poderia ter morrido. Qual parte do saiba a hora de desistir você não entendeu? Ganhou uma linda cicatriz em seu braço graças a sua teimosia. – Reclamou enquanto massageava suas têmporas.

Assim que saí dali, fui para a enfermaria. O treino havia sido horrível e eu havia perdido aquilo tão facilmente que até doía em minha alma, mas havia recebido boas lições o que até que valeu a pena.


I just wanna walk right out of this world and die.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Max King em Sab 26 Mar 2016, 10:03


Treinamento
Trabalhando duro.


Era uma manhã ensolarada, o chalé de Apolo brilhava como nunca. Estava feliz e um pouco nervoso, aprender coisas novas era excitante e assustador ao mesmo tempo. Pulei da cama e fui diretamente para o chuveiro, os outros ainda estavam tentando acordar, enquanto eu já estava me ensaboando, nada poderia me colocar para baixo naquele dia.

Depois do banho e de trocar de roupa, peguei meus equipamentos e esperei Miles se arrumar. Percebi alguma coisa errada, ele parecia estar doente ou alguma coisa assim, por isso o mandei ficar no chalé. Mas ele não obedeceu, disse que também precisava treinar com espadas, pois éramos uma negação em ataques a curta distância, e que aquilo era somente uma reação alérgica.

Durante o tempo que nos sobrava, tentamos treinar algumas coisas, fomos no campo de tiro, e praticamos um pouco de arco e flecha. Quando chegou as oito e trinta fomos até a arena, onde aconteceria o treino, as nove. Nós chegamos quinze minutos antes, assim como vários novatos nervosos, não que nós pudéssemos dizer que éramos veteranos, mas tínhamos mais experiência que os que estavam lá. Depois de algum tempo esperando, chegou um dos filhos de Ares, os quais eu nunca tive uma relação muito boa, mas pela festa que eu tinha dado a um tempo atrás, eles não estavam me odiando menos, se isso fazia algum sentido. Parecia que ele seria o instrutor naquela manhã.

(...)


No começo do treino Guilermo, que era como se chamava o instrutor, nos falou das técnicas básicas da luta com espadas. Como nos posicionarmos, a forma de atacar, e como ele precisava de uma cobaia, claro que ele me escolheu como “voluntário”. Mas a parte teórica acabou rapidamente para que pudéssemos ir para a parte prática, que não foi tão ruim porquê fui colocado junto com Miles.

O instrutor nos mandou desembainhar nossas espadas, e eu saquei minha Glass, a minha espada que de tão reflexiva, poderia ser usada como um espelho. Enquanto Miles estava com uma espada de treino normal, o que ele achou injusto.

— Onde você conseguiu essa espada? Roubou de alguém foi? — Perguntou Miles curioso, era a primeira vez que ele tinha visto a minha espada, e ela era realmente muito bonita.

— Então, sabe a minha primeira missão, aquela que eu fiquei com o ombro machucado por quase um mês? — Falava apontando para a cicatriz no meu ombro esquerdo — Então, foi uma espécie de recompensa por aquele trabalho. Legal né?

— Recompensa? Você é algum tipo de mercenário agora?

— Sou sim, e também assassino profissional, se tiver que matar alguém, pode falar comigo. — Eu já estava acostumado com esse tipo de brincadeira vinda do Miles, e ele começou a rir alto, coisa que chamou a atenção do instrutor. — Vamos começar o treino logo.

Miles estava ainda sofrendo com a reação alérgica, ou seja, perdia o fôlego muito rapidamente, além de ficar distraído, ele realmente não deveria ter vindo. Ele pediu uma pausa, e foi até um local onde a luz do sol poderia tocá-lo, e quando voltou, parecia que a reação alérgica nunca havia existido naquela manhã.

Começamos a treinar as técnicas básicas, tanto de ataque com a espada, quanto de defesa com o escudo. O primeiro ataque era o corte horizontal, que não tinha muito segredo, mas era um pouco difícil de fazer porque a espada era um pouco pesada, se isso fazia algum sentido. Mas seguimos normalmente para os outros ataques, Corte vertical, diagonal, investida com escudo, estocada e vários outros ataques. Até que chegamos ao último, o ataque com o cabo, no qual não podíamos usar escudos. Depois de algumas simulações durante o treino, percebi que com certeza aquele ataque desnortearia ou até deixaria inconsciente qualquer pessoa

Após o treino em duplas acabar, Guilermo chamou todos até o centro da arena, e pegou duas espadas de madeira. Entregando uma para mim e outra para um dos filhos de Hefesto recém reclamados, ele nos mandou entrar no meio do círculo e lutar um contra o outro, pois na opinião dele. “Um guerreiro é feito pela batalha”.

Nós fomos nos aproximando, ele era quase do meu tamanho, mas era muito mais forte, isso poderia me deixar em desvantagem. Eu dei o primeiro ataque, uma estocada no abdome, mas ele desviou e respondeu com um corte vertical descendente, que eu defendi com a espada segurando ela pela parte plana.  Depois de uma luta razoável para os dois lados decido que era hora de terminar com a brincadeira, quando ele deu mais um corte vertical eu rolei para o lado e bati com a espada na parte de trás do joelho dele. Isso o deixou desequilibrado e me deu a chance de dar um corte horizontal na cabeça. O qual desferi lentamente e sem força, só ara demonstração.

Depois de todos lutarem uns contra os outros o treino havia acabado, então eu e Miles fomos para a arquibancada para descansar. Depois de um tempo fazendo nada além de ficar conversando. Miles decidiu que iria treinar um pouco de arco e flecha, mas eu continuei no local, seria ótimo treinar minhas habilidades com a faca também, afinal se alguma coisa acontecesse com a espada eu estaria preparado com minha faca. Voltei para o local de treinamento, fui em direção a um dos bonecos e tentei me lembrar dos ensinamentos que o instrutor me deu, alguns deles funcionavam também com facas. A Clave era definitivamente mais leve que Glass, e parecia melhor no manuseio, e isso poderia me dar uma certa vantagem.

Comecei o treinamento usando a faca, e alguns ataques pareciam mais efetivos que outros, como a estocada contrária, que usava a faca num sentido contrário ao uso da espada, para atacar o oponente. E depois de mais uma hora de treino, o suor estava escorrendo pela minha face, até que caiam na minha camisa, que estava encharcada, então decidi voltar para o meu chalé para descansar, tomar um banho e talvez dormir um pouco.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Étoiles de Médici em Sab 26 Mar 2016, 10:47

~Avaliações
Grant Watson: Vamos direto ao ponto, senhor: gostei do seu treino e de como tentou deixar claro a dificuldade pra um novato e também do progresso da personagem com o avançar da atividade, além da detalhação de como deve ser o tiro da flecha em si e etc. Porém, peço para que tome cuidado com o uso desnecessário e excessivo de vírgulas. Tente reler suas frases para ver se toda essa pontuação tem que estar lá mesmo, ok? Pode ajudar bastante, além de que deixa a leitura mais fluida. E evite outra coisinha: repetição de palavras "perto" demais! Em especial, "flecha" foi usada tantas vezes que cheguei a cansar de lê-la, experimente usar sinônimos. Ah, você escreveu em alguns momentos as distâncias, colocando sempre assim, por exemplo: "a dez metros". Quando for se referir a distância, usa-se "há" e não "a". Recomendo também que revise seus textos antes de postá-los e use um corretor ortográfico, para que errinhos bestas de digitação como, por exemplo, "alijava" não apareçam, além de garantir que todas as palavras que devem ser acentuadas recebam seus acentos, que foi outra coisa que percebi no teu post. No mais, parabéns semideus! :)

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 10/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 2/10;
Total: 77/100 XP

Sunner Memphis: Cara, como eu queria resumir sua avaliação desse jeito aqui: 'tá demais, 'tá divo, 'tá lindo, adorei, perfeito, recompensa total!!!111 Infelizmente não pode, então vamos lá. XP Juro que reli até meus olhos arderem, procurando por errinhos, e simplesmente não encontrei. Queria um motivo pra te dar um 99/100, mas ele não existe. :c Muitíssimo bem escrito, com a gramática impecável (até onde meus olhos puderem ver, afinal, não sou nenhuma expecialista, longe disso), e simplesmente adorei a personagem ter acabado a atividade sem conseguir acertar o alvo, o que mostrou que apesar de ter perícia com a arma não é o fodão em tudo em apenas um treino, o nível de dificuldade do treino, a forma como colocou a personalidade de Sunner em um texto em terceira pessoa, equilibrando a seriedade com o jeito brincalhão dele... E principalmente de ter fugido do clichê: "mirei no alvo, acertei, repeti o processo até morrer." Enfim, sou toda elogios. Parabéns! =D

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100/100 XP
~Aguardando att
AOS OUTROS AVALIADORES: faltam duas avaliações
Étoiles de Médici
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Morrigan Deatheater em Qua 30 Mar 2016, 22:07

~Avaliações
Andrea M. Cooper: O que dizer sobre seu texto?

É uma pergunta meio difícil para eu responder. Ele não foi perfeito, como se é esperado. Mas chegou perto, avaliando a parte técnica. Você escreve bem e consegue trazer toda a personalidade do personagem numa narração em primeira pessoa. E essa é a parte em que fiquei mais confuso. Por que narras com o pronome "ele" se sua personagem é feminina? Caso seja trans, por que não houve um adendo me alertando?

A hipótese mais provável é a que você tenha mudado o nome do personagem. Nesse caso, não sou responsável - no texto todo, fiquei completamente perdido em relação à quem estava narrando. Cheguei até mesmo a checar se era plágio, tal era o tamanho da minha dúvida. Sem chegar a uma conclusão, resolvi puni-la em coerência por narrar um personagem que não é seu, independente de você ter postado nesse tópico antes da mudança (novamente, a responsabilidade se recai sobre você). Infelizmente, e confesso, o fórum tem tido atrasos na avaliação, mas ainda assim é uma via de mão dupla, e às vezes você pode precisar esperar avaliações antes de fazer mudanças tão bruscas. Por sorte, aconteceu em um treino, e por isso você não será tão punida. Mas ainda assim, cuidado quando mexer no OFF quando há pendências em ON.

Voltando ao assunto: se não fosse isso, o único erro no texto seria esse: "Tentei acerta-lo com a lâmina" onde acredito ter faltado um acento agudo em "acerta", visto que é uma oxítona terminada em A. Então, no geral, parabéns mesmo. Só é uma pena que tenha recebido essa pontuação reduzida por esse desatento.

Coerência: 10/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 9/10;
Total: 59/100 XP

Max King: Muito bem, senhor Max! No geral, seu texto ficou ótimo. Você narra razoavelmente bem, apesar de alguns errinhos aqui e acolá, mas acredito que eles devam sumir com mais prática na escrita. Alguns dos erros me chamaram maior atenção e irei citá-los aqui, enquanto os demais - que são extremamente triviais - eu deixarei passar batido, portanto não descontarei pontos em função destes. Eis as sentenças que poderiam ter sido conjugadas mais corretamente:

- {mas pela festa que eu tinha dado a um tempo atrás}. Lembre-se que usamos "a" quando indicamos futuro e distância, e "há", do verbo "haver", para passado. Nesse caso, seria há um tempo atrás, visto que a oração se refere ao tempo passado. Retirei um ponto em gramática por isso.

- {No começo do treino Guilermo, que era como se chamava o instrutor}. Faltou uma vírgula entre "treino" e "Guilermo". A falta dela fez parecer que Guilermo era um adjetivo, não substantivo. Dessa vez, tirei um ponto em estrutura e fluidez.

- {Eu dei o primeiro ataque, uma estocada no abdome, mas ele desviou e respondeu com um corte vertical descendente}. Aqui, destaquei dois pequenos erros. O primeiro foi a falta da letra N e acento na palavra abdômen. A segunda foi o mal uso da palavra "descendente", que segundo o dicionário, é sinônimo de origem - aquele que veio antes. Creio que você quis dizer "decrescente", nessa sentença, ainda que pra mim pareça uma palavra inapropriada. Em todo caso, achei ambos erros significantes para retirar, para cada um, menos um ponto na soma total.

Além disso, houve a parte em que você diz que o filho de Ares seria uma dificuldade, por ele ser maior e obviamente mais bem treinado do que você. Entretanto, não pareceu haver nenhuma dificuldade. Em tempo real, a luta não teria durado nem 10 segundos com Max derrotando seu agressor mais forte e experiente, o que é meio incoerente. Esse é um problema geral nesse fórum: a famosa invencibilidade. Em um confronto real, Max teria no mínimo recebido golpes, ficado tonto, e seria aceitável se ele tivesse usado a cabeça para vencer a luta (levando em consideração o estereótipo de "força sobre inteligência" dos filhos de Ares). Mas não foi o que aconteceu. Não houve dificuldade, e QUASE não houve aprendizado - que é o objetivo principal da arena (você foi salvo nessa questão devido a narração do instrutor ensinando e, posteriormente, devido o epílogo). Portanto, por falta de dificuldade, e principalmente por dizer que o oponente era tudo aquilo e mesmo assim você ter derrotado ele tão facilmente, retirei pontos em coerência.

No demais... Ótimo. Vejo em ti muito potencial, e acredito que com prática será capaz de tirar notas máximas em avaliações desse tipo em pouco tempo. Parabéns! ;3;

Coerência: 46/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 23/25;
Objetividade e adequação à proposta: 14/15;
Ortografia e organização: 8/10;
Total: 91/100 XP
~Aguardando att
Morrigan Deatheater
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por ♦ Eos em Qui 31 Mar 2016, 08:26

Atualizados.

Apenas um adendo: se foi o caso da mudança de nome, pode-se postar o texto mesmo sem a mudança atualizada, mas deveria conter um adendo em off sobre o pedido, justificando neste caso a mudança na escrita.
♦ Eos
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Sunner Memphis em Dom 03 Abr 2016, 11:37


Training - Sunner Memphis
You want to be Minstrel? Go study, go study
Era uma manhã de pouco Sol no Acampamento Meio-Sangue, em Long Island. As nuvens davam um contraste cinzento na paisagem, enquanto o vento soprava forte no centro de treinamento do Camping. Em um local mais reservado, Sunner Memphis, filho de Apolo, estava junto a Henry Smith. A prole solar havia se associado a ordem dos menestréis de Orfeu fazia pouco tempo, por isso, Henry havia ficado responsável de ajudar o novato com seus novos poderes.

— Bem, Sunner. Acho que nossos objetivos e a forma para a qual usamos nossos poderes ficou bem clara em nossa última reunião. Mas ter essas habilidades dentro de si, não significa que você as controla perfeitamente. O que eu quero dizer? Você deve conhecer os pontos fracos e fortes de nossos poderes, para assim utilizá-los da melhor forma possível. — iniciou o instrutor, após a dupla fazer um rápido alongamento.

— E eu pensando que era só meter um som. — brincou, como de costume, o jovem arqueiro.

— Para começar, precisamos focar em um sentido crucial para os menestréis, a audição. Este fator em particular difere muito da normalidade para nós. Com ele conseguimos ter uma espécie de radar de todo o ambiente, conseguindo ouvir até o vento se chocar com as superfícies sólidas, por exemplo. — comentou Henry.

— Isso é um fato, desde que me tornei um menestrel tenho conseguido ouvir até os menores barulhos. Devo dizer que é um pouco incômodo para dormir, principalmente quando se está perto de um banheiro. — sorriu Memphis.

— E isso porquê você ainda não está o utilizando da melhor maneira possível. — falou Smith, antes de seu aluno ser acertado na nuca por uma pequena bola de metal.

— Ai, o que foi isso? — indagou a prole solar, pondo a mão detrás do pescoço e procurando o que o havia atingido.

— Cortesia dos filhos de Hefesto, é um mini arremessador de bolas que entra na terra e ergue-se em outra posição. Você utiliza a visão como sentido prioritário, se algo foge a sua visão, também foge de você. Preciso que escute todo o ambiente e quero que ignore o que vê, só assim a audição será seu guia. — explicou o instrutor. — E para isso, nada melhor que um treino às cegas. — colocou, dando-lhe uma venda.

— Deixe eu adivinhar? Você ficará atirando essas pequenas bolas de metal, enquanto eu devo esquivar das mesmas sem ver? — raciocinou o filho de Apolo, analisando a venda e a amarrando sobre seus olhos.

— Sim, mas digamos que as coisas não serão tão fáceis. Lembre-se que isso é para seu desenvolvimento meu irmão. — concluiu Smith, se distanciando de seu aluno.

O menestrel mais experiente fez surgir em sua mão uma flauta de Pã, seu instrumento de Orfeu. Em seguida começou a entoá-la, da forma mais alta possível. Sunner mantinha-se concentrado, mas era quase impossível para o jovem não prestar atenção na bela melodia tocada por seu companheiro. De maneira que ele só conseguia notar a bola quando estava próximo demais para ele esquivar. Esse processo repetia-se por muitas vezes, com Memphis sendo acertado por pouco, quase sempre.

— Essas bolinhas são do capeta, hein?! São rápidas demais para que eu possa esquivar. — comentou a prole solar, com alguns pequenos hematomas nos braços e dorso.

— Isso porquê minha música está te atrapalhando. Instintivamente seus ouvidos não treinados, focam naquilo de maior volume a seu alcance. Preciso que mantenha sua atenção na minha fonte de som, mas não ignore os pequenos sons que o campo de batalha faz. É verdade é que os projéteis são rápidos e que devido ao tamanho, eles quase não fazem barulho ao cortar o vento. Porém foque nas informações que eu lhe dei, aquilo que você conhece do inimigo e o que descobriu. — instruiu Henry, voltando a tocar em seguida.

O treinamento recomeçava e Sunner parecia não ter evolução, tendo em vista que continuava sendo atingido. Até que, em determinado momento, ele pôde ouvir um barulho estranho vindo de trás dele. O som era como o de areia se espalhando, adicionado de um "click" que era possível de ouvir. Da fonte daquele som, o garoto foi atingido por uma das bolinhas, o que demonstrava que aquele era o barulho que a lançadora de bolinhas fazia ao se erguer do solo. Aquilo era suficiente para que Memphis começasse a procurar aquele som no ambiente e quando o ouvia, saía de sua linha de trajeto, esquivando-se dos projéteis e tendo certeza que a arma disparava apenas em linha reta. Com o decorrer da atividade e recorrentes evasivas, o filho de Apolo começou a ouvir tão bem a arma emergindo do chão, quanto as bolinhas que ela disparava. Após um tempo Henry dava o sinal e dizia que o exercício terminava, fazendo com que Sunner retirasse a venda.

— Não entendo Henry. Eu não conseguia ouvir a arma e os projéteis inicialmente, mas depois foi como se minha audição tivesse aumentado o alcance. — colocou o aprendiz.

— A verdade é que você sempre as ouviu, apenas estava ignorando. Um cego consegue ouvir melhor que alguém são, mas isso não quer dizer que sua audição seja necessariamente melhor, apenas que ele presta mais atenção nela e isso a deixa mais apurada. Precisará de um pouco de tempo e treinamento, mas quando se acostumar, dificilmente será pego de surpresa. — concluiu o professor, enquanto ambos tomavam o caminho de seus respectivos chalés.

OBS:
• Como eu comentei no chat, meu objetivo era fazer Sunner "desenvolver" as habilidades de menestréis, não só chegar e já ser um perito. Para isso teve de envolver um pouco mais de teoria que prática. Então não sei bem em que categoria de treino se encaixaria e espero que não haja problemas com esse tipo de treinamento.
Itens:
-
Passivos:
(Nível 18) Audição Perfeita: O menestrel, como músico, tem uma ótima audição, só que por ser mais que um musico normal, essa audição chega a ser perfeita podendo "sentir" todo o local, se transformando em uma segunda visão. E o menestrel poderá também estar um passo a frente do rival, pois ouve até os ventos.
Ativos:
-
Sunner Memphis
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Lavínia Cavendish em Qua 06 Abr 2016, 15:02



Avaliação

Sunner Memphis


Olá Sunner! Fico muito feliz que esteja evoluindo seu personagem de acordo com o tempo dele, respeitando o processo de "aprendizagem" das suas habilidades. Isso é muito coerente da sua parte, poucas pessoas tem a mesma atitude.

Logo no início um simples errinho com relação ao uso de crase:

A prole solar havia se associado à ordem dos menestréis de Orfeu fazia pouco tempo [...]

Como a frase juntou o "associado a" com "a ordem", ambos os "a's" são comprimidos em apenas um: à. Não seria necessário caso a frase tivesse uma palavra masculina, como por exemplo "o clube", então seria "se associado ao clube". Sou péssima com explicações, espero que tenha conseguido entender o que eu tentei passar (caso não tenha, posso tentar novamente via MP).

No decorrer do texto percebi que você usa os "porquês" de forma bem errada, então vale dar uma pesquisada em algum site (eu recomendo este aqui) para não perder mais pontos na próxima narração.

Fora isto, acredito que você esteja melhorando de forma rápida aqui no fórum, lembro de ter avaliado alguma coisa passada sua e percebi uma melhora significativa. Continue trabalhando no seu personagem e nos seus textos, parabéns!


▬ Coerência: 50/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 25/25
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 15/15
▬ Ortografia e Organização: 6/10
▬ Total: 96 XP


Atualizado

Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Lorenzo A. Pallas em Sex 15 Abr 2016, 15:12



Treino arma brancas – Curta distância
15:00 ás 16:00 - Diurno



Acabara de sair de seu dormitório. Ainda sonolento, havia sido acordado com o barulho dentro do chalé. Estava perdido no acampamento, sem saber qual passo tomar no local. Alguns semideuses olhavam para ele, estranhando o garoto, tentavam fazer um reconhecimento do mesmo, mas identificaram Lorenzo como novato. Sua barriga roncava intensamente de fome, precisava se alimentar.

- Ei novato! Como vai? Vejo que está perdido. Parece com fome. Venha vou lhe ajudar. Ah sim... Prazer, Katharine, filha de Deméter.   Se apresentou a garota para o jovem, puxando o mesmo pelo braço levando ao refeitório e olhando para Lorenzo. - Olá. T-Tudo bem. Prazer, Lorenzo, filho de Héracles. Sim, estou perdido por completo. Parece que leu minha mente... Muita fome. Se olhou os dois dando pequenos sorrisos.

Depois de uma breve conversa e um alimento, Katherine explicou algumas coisas que são importantes para o dia-a-dia de Lorenzo, uma delas os treinamentos na arena, sendo que um dos treinos começaria brevemente e disse que o jovem precisaria de seus equipamentos que provavelmente estariam no chalé. Logo Lorenzo sentiu uma alegria, pois nada melhor que um bom treino para desenferrujar. Terminando o lanche o mesmo foi direto ao chalé procurar os equipamentos, pois ainda era cedo.

---------------

Lorenzo conseguiu encontrar os equipamentos na parte subterrânea do chalé de Héracles em um armário que estava com seu nome escrito. Obteve uma clava, arco e sua aljava que havia recebido de presente do seu pai. O mesmo lembraste que o treino seria de armas de curta distância, sendo assim, pegou apenas a sua Clava e se vestiu com a armadura que o acampamento havia lhe dado.

Chegara um pouco acanhado  no local, andando lentamente adentrando a arena, um lugar onde havia alguns semideuses espalhados treinando solo e no centro alguns combatendo monstros onde deixou Lorenzo surpreso, entre outros treinos que continha por ali. O mesmo ficou parado olhando em sua volta, buscando algo a se fazer, tudo é novo pra ele.   – Vamos lá ! Parado aqui não vai adiantar em nada. Falou sozinho o garoto dando alguns passos a frente.

Segurando a clava, Lorenzo sentia que aquilo parecia familiar, mas nunca tinha sido utilizado pelo mesmo, mas era como se já fosse perito naquele  equipamento. O semideus ficava apreciando a arma, admirando ela, mas ele pensava “Beleza, uma clava, oque eu faço?”.

- Lorenzo ! Sabia que ia te encontrar aqui. Bem vindo ao seu primeiro treino. Quíron me disse que fora reclamado por Héracles. Parabéns.   Josh, o homem que havia salvado Lorenzo da garras dos monstros na madrugada passada se encontrara com o garoto novamente e começou a conversar. – Fala ai cara. Obrigado. Por onde posso começar? Nunca usei isso aqui... Clava.   Indagou a prole de Héracles olhando e rindo para clava. Josh acompanhou  Lorenzo em direção a um boneco de madeira que havia ali próximo. O boneco continha alguns outros pedaços de madeira, representando os braços e os mesmos ficavam espalhados pelo tronco do boneco, sendo justamente para simular ataques por todos os lados.  - Então Lorenzo, vou te ajudar com seu primeiro treino. Primeiramente, como dito, isso em suas mãos é uma clava. Logicamente uma arma de combate que será utilizada por você constantemente. Você precisara saber que para se lutar não é só sair batendo... Precisa-se de técnicas, treinos e postura. Josh fizera algumas explicações enquanto Lorenzo apenas olhava para o mesmo. O filho de Zeus dissera ao novato que quando atacar o boneco em um de seus “braços” o mesmo iria girar desferindo outros ataques.

Depois de algumas explicações falou para Lorenzo começar, enquanto observava. O semideus segurou forte a clava com a mão direita e efetuou o primeiro golpe contra o boneco, sendo o golpe forte na parte de cima em no braço da direita. Logo em seguida rapidamente girou e o braço de madeira da esquerda acertou a cabeça o semideus. Josh soltou uma pequena risada. – Cara, isso foi rápido .Murmurou o jovem. - Você está focado em apenas uma parte, preste atenção no seu redor, esquerda, direita, em cima e em baixo. Os golpes virão dos lados opostos dos que você efetuou os ataques. O homem deu uma dica rápida. Lorenzo então acatou a dica. Flexionou um pouco os joelhos, mantendo uma postura para que não caísse após algum golpe. Sendo assim o semideus atacou novamente  desferindo um golpe com a clava no braço da direta, que fez rodar os braços e quando Lorenzo iria tomar o golpe novamente, pôs sua clava na posição horizontal na esquerda, para que se protegesse do ataque e logo efetuou um ataque na cabeça do boneco. Lorenzo deu um pequeno passo pra trás, respirou e efetuou outro golpe ofensivo, na parte do meio na madeira da esquerda, sem demora, se esquivou do ataque que vinha da direita dando um pulo para trás, que iria pegar em cheio em sua costela. O filho de Héracles acabou se empolgando dando golpe  claramente forte na parte superior do boneco, fazendo uma pequena rachadura na madeira. Josh se surpreendeu com a demonstração de força de Lorenzo em seu primeiro treino. Logo o novato soltou a clava assoprando as mãos. – Queima, queima, queima! Falava Lorenzo sacudindo as mãos e com sua clava no chão. - Logo se acostumará com isso Lorenzo. Vamos, continue garoto! Logo aprendera técnicas. Exclamou o instrutor.

Lorenzo pegou novamente sua clava com as duas mãos e parecia que começara a ficar estressado, pois estava ficando vermelho. Sem demora, Lorenzo atacou novamente na parte de cima do boneco, com um golpe vertical da esquerda pra direita, sendo que a parte superior do boneco girou, mas rapidamente o garoto, colocou sua clava na vertical novamente se defendendo do golpe. Sem perceber a movimentação de Josh, o mesmo ficou atrás do boneco, dando um chute na parte inferior do boneco, fazendo chocar-se com a canela de Lorenzo que logo caiu no chão. - Realmente aprendeu em olhar ao seu redor, com os golpes que virão ao lado oposto. Porém, veja que não prestou atenção nos outros golpes que seu oponente poderá ter... Perna, joelho. Como eu tinha dito; esquerda, direita, em cima e em baixo. Conclusão: Já estaria morto! Percebi também que se estressa rápido, controle isso. Mas realmente te parabenizo, por sua postura, força e também com alguns momentos de agilidade que você apresentou pra se defender. Um bom treino pra um novato. Lorenzo, não teve nada a declarar, apenas concordar. Efetuou mais alguns golpes sobre o boneco, treinando os defeitos que Josh disse, com ajuda do mesmo, sendo que alguns momentos deram certo, outros não, devido a sua impaciência.

Depois do treino finalizado, Lorenzo pegou sua clava que estava no chão, pois o garoto havia sentado um pouco pra descansar. Despediu-se de Josh. Logo indo de volta ao chalé.





valeu @ carol!




Lorenzo A. Pallas
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Andrea M. Cooper em Sex 15 Abr 2016, 17:17



Arena
Armas de curta distância 9:00 às 10:00 da manhã
Acredito que morto era a palavra que melhor me definia no dia. Talvez eu realmente devesse me matar, era uma boa. Me levantei da cama com uma animação tão contagiante que uma planta iria cometer suicídio se a minha adorável pessoa passasse de seu lado. Tomei café da manhã quase chorando em cima do prato e fui arrastado para a arena por um dos indefinidos, no local encontrei o bom e velho Rajan.


– Ei! Você de novo. – Disse o indiano com um sorriso prepotente no rosto, revirei os olhos e gemi de desgosto.

– É... Oi. – Respondi com um sorriso forçado.

Sem falar mais nada, o garoto caminhou até o equipamento e pegou duas espadas, entregando uma para mim. Balancei a lâmina em minhas mãos, porém logo a apoiei no chão, fitando o semideus que me observava com atenção. Arqueei minha sobrancelha direita como se dissesse: “O que merda você tá olhando?” e Rajan desviou o olhar.

– Eu me esqueci de perguntar seu nome. – Falou rindo, mas não a risada arrogante de sempre, uma risadinha mais agradável pelo menos. Aquele babaca mudava de atitude bem rápido.

– Oh, claro, Andrea Cooper. – Me apresentei, o rapaz me fitou de uma maneira interrogativa e eu só ignorei.

Não esperei ele dizer mais nada, desferi um ataque vertical em sua direção e o garoto defendeu facilmente. Bufei em frustração e tentei dar uma joelhada em seu queixo, no entanto ele correspondeu com um bloqueio e um soco de direita em minha mandíbula. Movi-me alguns passos para o lado e cuspi o sangue que se acumulava em minha boca, enquanto o indiano sorria empolgado.

Depositei um ataque em seu peito com a espada e depois o empurrei com toda a força possível pelos ombros. Um segredo que haviam me contado era que Rajan era extremamente explosivo e odiava quando alguém conseguia atacá-lo. O indiano desferiu vários golpes em minha direção e tudo que eu poderia fazer era bloquear e tentar desviar. Várias vezes a lâmina do garoto me acertou, mas o pior foi quando ele abriu uma fissura rasa em minha perna, gemi de dor quando notei o sangue escorrendo. Respirei fundo e tentei acertar uma cabeçada no nariz do rapaz, que me deu um belo gancho de esquerda em minha têmpora.

– Eu já te falei para deixar de ser impulsivo! Você quer morrer? Porque se sim, fale logo que eu te mato aqui mesmo! – Rosnou o indiano com os olhos brilhando em fúria.

Aproveitei de sua distração e fiz o favor de acertá-lo com a espada, a prole de Eos tentou desviar, mas ainda assim consegui acertar a lateral de seu corpo. Soltei uma risada sarcástica e pude notar a veia saltando em sua testa. Rajan veio para cima de mim com voracidade e tentei bloquear seus ataques, todavia não tive sucesso em maior parte. Chutei o ferimento que havia acabado de fazer e ouvi o urro de dor do filho da alvorada.

Ainda assim ele não desistiu, atacou-me com fúria causando cortes em minhas pernas, meus braços e meu abdômen. Para finalizar, Rajan chutou minha costela, o que me fez cair e ter que segurar o grito. O garoto parou um instante e respirou fundo, acalmando-se.

– Quem te irrita, te domina. – Murmurei para o jovem e ele me mirou com um olhar superior.

– O que disse? – Perguntou desferindo um chute em minha mandíbula, quase a quebrando. Gargalhei com a fúria desnecessária do indiano e senti sua raiva caindo em cima de mim. – Nenhum novato de merda consegue me dominar tão facilmente.

O filho de Eos ergueu-me pela gola de minha camiseta e deixou-me de pé. Sorri com arrogância quando estava parado a alguns centímetros de seu rosto e tentei socar seu queixo com minha mão esquerda, porém ele segurou meu punho e foi apertando cada vez mais. Reprimi o semblante de dor e Rajan disse seriamente:

– Repito: Seja mais rápido. Sua velocidade é a mesma de uma lesma morta. E você bem que poderia ser mais honesto, não acha?


– Por quê? Tem alguém que realmente vence sendo honesto? – Perguntei enquanto acertava seu ombro com meu cotovelo esquerdo. O rapaz balançou a cabeça negativamente e acertou-me um chute que me fez dar dois passos para trás.

Avancei contra ele novamente, desferindo um golpe diagonal em seu abdômen, Rajan me bloqueou com sua lâmina e me fez apreciar o som das armas colidindo. Ofegante, abri um sorriso de canto e larguei a espada no chão. O rapaz me olhou interrogativamente e eu levantei os braços em forma de rendição.

– Desisto. – Anunciei rapidamente, o indiano me observou com raiva, o que expandiu meu sorriso.

Retirei-me da arena antes que ele pudesse fazer qualquer coisa e fui para a enfermaria. Meu instrutor provavelmente me mataria em meu próximo treinamento, mas aquilo me fez confirmar que eu só deveria desistir quando estivesse morto.

No momento que o curandeiro terminou todo seu trabalho, voltei para o chalé de Hermes e passei um bom tempo planejando o que faria no dia seguinte. 
Obs:
Para evitar o mesmo transtorno da última avaliação, o Andrea é homem trans sim. Andrea é até um nome unissex, ele é um bom garoto, juro.
I just wanna walk right out of this world and die.

Andrea M. Cooper
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Alaric L. Carter em Qui 21 Abr 2016, 16:43

Avaliações


Lorenzo A. Pallas

Foi um bom treino, rapaz. Você deu uma melhorada, descreveu bem o treinamento e inclusive colocou uma introdução com o motivo para estar ali sem ficar enrolando. Curti o modo como não cumpriu o desafio como algo fácil demais, aproveitando uma lição disso — e esse é o propósito disso aqui, não chegar como o cara que sabe tudo e resolver de cara. Em relação aos deslizes ao longo do texto, não tenho muito a destacar, apenas os que seguirão abaixo:

— "andando lentamente adentrando a arena" — você deveria colocar algo entre "lentamente" e "adentrando" você deveria colocar algo. Um "e", por exemplo
— "tudo é novo pra ele" — se todo o post estava sendo narrado no passado, por que usar o presente? Não se pode fazer essas transições de tempo verbal no meio de um post. No caso, seria melhor "era novo"
— "Logo aprendera técnicas" — Falta de acentuação. O certo seria "aprenderá"

Tirando isso, nada a mais a comentar. Agora vamos à parte mais legal.

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 15/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 5/10
Total: 85 XP




Andrea M. Cooper

Apesar de simples, foi um bom post. Tudo muito bem detalhado, pontuação correta, nenhum deslize ortográfico, não notei nenhum erro que pudesse lhe atrapalhar aqui. A única falha a ser destacada seria a própria simplicidade que fora dita. Não houve um motivo para estar lá nem nada, a luta foi um tanto rápida, o texto em si ficou algo meio vago. Mas, apesar disso, sei que isso aqui não exige nada tão mirabolante assim. Também não tenho muito que falar; você escreve bem, repito isso, e espero que continue melhorando.

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 10/15
Ortografia e organização: 10/10
Total: 95 XP

Aguardando atualização.
Alaric L. Carter
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Odisseu em Qui 21 Abr 2016, 21:35





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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Lorenzo A. Pallas em Sex 22 Abr 2016, 15:01



Treino arma brancas – Curta distância
15:00 ás 16:00 - Diurno
– Não tem nada do que um bom exercício físico.  Lorenzo comentava sozinho com um sorriso no rosto. É uma manhã agradável, com sol e ventando, não deixando tão calor o dia. Já havia feito de lanche matinal e aproveitado a academia do chalé de Héracles que por sinal deixou Lorenzo surpreso, pois os equipamentos são de ultima geração. O jovem está vestido com o uniforme do acampamento, com sua clava em mãos que havia pegado no dormitório e decido a ir treinar novamente. O dia poderia estar bem agradável, mas em sua mente sabe que não seria nada fácil. A ficha da prole de Héracles havia caído por completo, ele sabia que teria que buscar mais conhecimento e treinar incansavelmente para aprender a se defender e proteger seus aliados, por que pra ele tudo agora é uma caixa de surpresas, tudo pode acontecer.

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Lorenzo chegara a arena e parou a uma certa distância para se alongar. Deu um pequeno giro na clava e pôs a mesma no chão. Após alongar seus braços, suas pernas e respirou fundo pondo sua arma em mãos novamente. Nesta manhã havia muitos semideuses treinando no local, mas apesar de ter grande quantidade, estava bem divido, para não obter nenhuma confusão.

Mais uma vez estava lá Josh, seu mais novo instrutor de treino de armas de curta distância. Será que hoje o treino vai ser novamente com o “espantalho” ou alguma novidade. – Ficar parado ai não vai adiantar nada novato. Falara uma moça dando lhe um leve tapa na cabeça. Lorenzo não a conhecia, mas pelo visto a noticia de alguém novo pelo acampamento percorria rápido. –Ei, Lorenzo! Aproxime-se. Gritava Josh acenando ao garoto. Lorenzo então, conforme havia escutado, se aproximou.

Levando outro tapa nas costas do filho de Zeus, o mesmo prosseguiu com sua fala. – Conforme seu treino na semana, está apto a treinar com outro oponente, largando os bonecos e agora realmente “lutar”. Disse Josh com as mãos nas costas de Lorenzo. A prole de Héracles imaginava que ambos iriam treinar juntos. – Uma luta... Eu e você? Perguntou o jovem. Porém, a resposta de Josh surpreendeu o garoto. – Há há há. Mais pra frente talvez. Tenho muitos semideuses para instruir. Hoje vai ser pior Lorenzo! Vai treinar com uma filha de Héracles, uma irmã sua. Nathaly! Aqui, por favor. Josh dissera rindo, enquanto Lorenzo passava a mão esquerda em seu próprio rosto. – Nathaly, este é Lorenzo, uma prole de Héracles também. Ambos irão treinar juntos hoje... Tudo bem? Peguem leve um com outro, quer dizer... Pegue leve com ele Nathaly. Evitem causar alguma destruição em volta filhos de Héracles. A garota assentiu e deu um pequeno sorriso. Josh confirmou que ambos poderiam ir para um ponto de treino, sendo assim, foram.



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Chegado ao espaço reservado, ambos se preparam, ajeitando suas armaduras e firmando a pegada na clava. – É, prazer... Lorenzo. O jovem tentou puxar assunto com Nathaly, mas sem sucesso, mas levando uma resposta seca. – Recuso apresentações, Josh já fez isso. Vamos treinar primeiro. Talvez podemos nos esbarrar no chalé. Lorenzo ouvindo a garota falar, pigarrou, pondo a mão na boca e riu, logo concordando com a cabeça.

Sem muito esperar, Nathaly deu um breve grito de Guerra e veio de encontro com Lorenzo, levantando sua clava para desferir um golpe na vertical (de cima para baixo).  Lorenzo franziu sua sobrancelha e pôs a clava na horizontal para se defender, segurando-a fortemente com as duas mãos, logo fazendo um grande impacto e ecoando o som do mesmo. Lorenzo empurrou a sua clava junto com a da Nathaly para fazer a mesma se afastar, rapidamente, por reflexo o jovem tentara efetuar um chute no calcanhar da mesma para fazê-la cair. – Um golpe previsível e fácil de se esquivar. Seja criativo!   Indagou a moça desviando do golpe. Em um golpe rápido, ela ameaçou a bater com a clava, fazendo Lorenzo por sua cabeça ao lado oposta do ataque para esquivar e sendo assim surpreendendo Lorenzo com um soco na face, fazendo-o cambalear para trás e ficando a uma certa distância dela. – Uma garota de mão cheia.   Disse o jovem passando a língua na boca e sentindo o gosto de sangue. – Questão de treino. Falou a Nathaly. Lorenzo então começara a ficar vermelho, mas lembrou de que a raiva não levaria a golpes concentrados e faria literalmente perder o controle. Então respirou fundo e correu em direção à garota.

Os movimentos de Lorenzo estavam deixando Nathaly confusa, pois o mesmo vinha dando repiques da esquerda pra direita, isso fazia com que Nathaly não pudesse prever algum movimento de Lorenzo, a prole de Héracles aprendera isso com o famoso futebol americano, de certo modo tem de agradecer muito o esporte. A conclusão do movimento de Lorenzo foi que; ao se aproximar de Nathaly fazendo “zig-zag”, o garoto segurou fortemente sua clava com as duas mãos e ameaçou a dar um uma rasteira com sua perna direita, fazendo-a pular achando que havia se prevenido do golpe, logo surpreendendo a mesma com um golpe em cheio na barriga com a clava que Lorenzo segurara com as duas mãos e fazendo a garota cair no chão. O semideus havia achado que o golpe foi fatal, pois a mesma caiu e ficou no chão murmurando, agonizando baixo. – Está tudo bem?  Disse Lorenzo se aproximando da mesma e sendo surpreendido por ela. – Agora sim, belo golpe! Mas me derrotar não será fácil assim. Rapidamente a garota efetuou uma rasteira em Lorenzo, fazendo-o cair e nesse tempo ela se levantar. Consequentemente Nathaly tentou atacar com sua clava como garoto no chão. A garota soltou um grito, no entanto alto, posicionou a clava na vertical e desferiu um golpe de cima para baixo. O filho de Héracles então girou o corpo no reflexo dando tempo de se levantar e se distanciar da sua meia-irmã. Então, ambos respiravam fundo, buscando energia. Lorenzo já estava encharcado de suar e estressado, querendo realmente terminar com isso. Suas veias pareciam que ia pular para fora. Lorenzo e Nathaly começaram a correr de encontro um ao outro, ambos com suas clavas em mãos, logo os dois chegando próximo o suficiente, efetuaram um golpe relativamente forte na horizontal, exatamente na costela, fazendo os dois serem jogados; um para o lado esquerdo e outro para o lado direito.

Mas pareciam que não iriam desistir até que um realmente estivesse no chão desistindo da luta. Então se levantaram para ir novamente de encontro e efetuar outro impacto. De repente, as duas proles de Héracles foram surpreendidos por dois instrutores de treino, que entraram um na frente de Lorenzo e outro na frente de Nathaly, segurando a mão de ambos que realmente apresentou um desafio de segurar a mão das proles do deus da força. Mas conseguiram. Sendo então os instrutores Josh filho de Zeus e Frederick filho de Hermes. – Muito bem filhos de Héracles, vão acabar se matando. Por hoje é suficiente. Acalmem-se. Um treino típico de proles de Héracles Disse Josh e logo Frederick complementou. – Bela demonstração de força e movimentos criativos. Por hoje está bom. Estávamos observando vocês. Lorenzo então começara a se tranquilizar mais, da mesma forma Nathaly. O novato semideus aprendeu também que não se deve subestimar uma garota.

Acabou que depois de Lorenzo tomar água, indo se retirar, Nathaly acabou cedendo e ambos voltaram ao chalé conversando.



valeu @ carol!




Lorenzo A. Pallas
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Re: ♦ Arena do acampamento

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