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♦ Arena do acampamento

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♦ Arena do acampamento

Mensagem por ♦ Eos em Sex 11 Set 2015, 22:26

Relembrando a primeira mensagem :



Arena do Acampamento


Treinos e Horários




• Matutino:

    — 08:00 às 09:00 — Treino de Armas brancas de longa distância;— 09:00 às 10:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 10:00 às 11:00 — Treino de Combate aos monstros.

• Diurno:

    — 14:00 às 15:00 — Treino de Combate aos monstros;— 15:00 às 16:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 16:00 às 17:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.

• Noturno:

    — 19:00 às 20:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 20:00 às 21:00 — Treino de Combate aos Monstros;— 21:00 às 22:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.



Instruções Gerais
e
Regras





• Post Inicial;
• Condições climáticas: Definida pelo player;
• Horário: Definido pelo player;
• Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue;
• Sem mortes ou perdas de itens;
• O não cumprimento das regras aqui descritas poderá acarretar em punições diversas;
• Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar a qualquer deus estagiário por Mensagem Privada (MP);
• Não há mínimo nem máximo de linhas ou palavras exceto pelas já especificados nas regras gerais, mas espera-se um post bem descrito;
• Quaisquer poderes ou equipamentos utilizados por vocês devem vir em quote ou spoiler, de preferência separando poderes ativos de passivos;
• Sem máximo nem mínimo de equipamentos, desde que seja possível levá-los;
• Esse tópico é monitorado e avaliado pelos deuses em geral e pelos monitores.

    — Tal medida foi tomada com o intuito de não sobrecarregar os avaliadores.— Tendo isto em vista, todos os tópicos desse gênero podem conter até dez (10) treinos.


    — Quando chegar nesse limite, ninguém mais pode postar. Caso contrário, o treino será ignorado.— Quando o deus responsável pelo tópico avaliar, até mais dez treinos poderão ser postados até que haja uma nova avaliação.


    — Cada player pode postar um  único treino por atualização, independente do tipo de treino;— O descumprimento da regra acarretará a anulação dos treinos posteriores ao primeiro.


• A quaisquer sinais eminentes de plágio, punições severas serão aplicadas.

    — A primeira punição será o ban por IP durante uma semana;— Numa segunda infração, a punição será ban eterno.

• Treinos noturnos são atribuídos àqueles cujas descendências divinas diretas se dão por deuses ligados à noite ou à obscuridade;

    — Encaixam-se entre tais deuses: Hades, Melinoe, Phobos, Deimos, Hécate, Morfeu, Nyx, Thanatos, Selene, Ártemis, Nêmesis e Circe;— Para qualquer treino noturno cujo semideus em questão não tenha um progenitor devido para o horário, haverá a anulação do treino.

• A premiação máxima segue as regras do fórum;

    — A premiação máxima é composta de: cem de experiência.

• O critério de avaliação segue as regras do fórum;

    — O critério de avaliação é composto de: coerência; ortografia; estrutura e fluência; uso de armas e poderes;

      — Coerência definirá: cinquenta de experiência;— Ortografia e Organização definirá: dez de experiência;— Coesão, Estrutura e Fluência definirá: vinte e cinco de experiência;— Objetividade e Adequação à Proposta definirá: quinze de experiência.


• Instruções aos players:

    Dicas de Postagem Geral:
    Prestem atenção em todas as informações que lhes foram dadas;Usem um corretor ortográfico, para evitar grandes perdas neste ponto;Tentem não usar templates ou tables que prejudiquem a leitura ou modifiquem de forma drástica a largura ou a altura do texto;Evitem o uso desmedido de muitas cores que possam, de alguma forma, tornarem a leitura menos envolvente;Sejam objetivos no sentido de não enrolarem, ou seja, não adicionem detalhes desnecessários;Caso não saibam algo, procurem no fórum e em fontes externas confiáveis ou perguntem para qualquer deus estagiário via Mensagem Privada (MP);Não copiem a introdução dada pelo narrador: interpretem-na segundo a vista dos seus personagens;Tenham bom senso.

• Tópico criado após sugestão de Asclépio;
• Tópico criado com a aprovação de Deméter e Athena;
• Boa sorte a todos os campistas.

Créditos da organização/ formatação geral a Logan Montecarlo

♦ Eos
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Aaron T. Czarevich em Sex 22 Abr 2016, 22:36


AVALIANDO

P1 † Aaron Theodore Czarevich + terror dos novato;

Você sobreviveu ao destruidor de erros
Lorenzo A. Pallas

Bom dia jovem Lorenzo, como anda o chalé de Héracles, a família vai bem? Bem, vamos deixar as apresentações de lado e vamos para o que mais interessa, não é mesmo? Vamos começar...

"Não tem nada do que um bom exercício físico" - Eu fiquei meio travada com essa frase. Não tem nada do que um bom exercício físico... O quê? Essa frase realmente ficou imcompleta. Se sua intenção fosse completar a frase com "não resolva", você teria que tirar esse -do- daí do meio. Cuidado com a pressa, meu jovem, ela realmente é inimiga da perfeição.  O correto seria: Não tem nada que um bom exercício físico não resolva.

"É uma manhã agradável" - A frase desconexa não tem nada de mais se utilizada no presente, mas você a encaixa (ela está no presente) em um texto onde você narra no passado. Cuidado com o tempo verbal, meu jovem padawan. O certo seria: Era uma manhã agradável, e blá blá blá.

"O jovem está vestido" - Novamente, outra confusão do tempo verbal.

"mas em sua mente sabe que não seria nada fácil." - Eu vi duas possibilidades em que essa frase seria completa, vou mostrar as duas aqui. Opção 1: Mas sua mente sabia que não seria nada fácil. Opção 2: Mas em sua mente, ele sabia que não seria nada fácil.

"Após alongar seus braços, suas pernas e respirou fundo pondo sua arma em mãos novamente." - Após alongar seus braços e suas pernas, respirou fundo, pondo sua arma em mãos novamente.

"Falara uma moça dando lhe um leve tapa na cabeça" - Falava uma moça, dando-lhe um leve tapa na cabeça

"Levando outro tapa nas costas do filho de Zeus, o mesmo prosseguiu com sua fala." - Eu não entendi essa frase, não sei qual foi sua intenção por aqui. Você quis dizer que deu outro tapa ou que levou outro tapa?

"Lorenzo ouvindo a garota falar, pigarrou, pondo a mão na boca e riu, logo concordando com a cabeça. " - Lorenzo, ouvindo a garota falar, pigarreou, pongo a mão na boca e rindo. Logo, concordou com a cabeça.

Nesse ponto do texto, noto um monte de "Lorenzo" seguidos. Varie mais um pouco, principalmente durante o combate, use ele, filho de Héracles, herói, semideus, etc, pois se você repetir a mesma palavra várias vezes, vai ficar muito cansativo para o leitor.

Os erros que eu notei e que foram gritantes acabam por aqui. Também notei uma série de errinhos bobos de ortografia, que resolvi deixar de lado por serem muito bobos e facilmente corrigidos com o corretor ortográfico.

Uma coisa que eu gostaria de ressaltar e fazer um pedido: separe os parágrafos das falas, fica muito melhor e menos sufocante de se ler o texto.  

Enfim, meu jovem, eu notei que você evoluiu, então não deixo de lhe dar os parabéns. Enfim, eis a sua pontuação:


Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 17/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 4/10

Total: 86 xp


Aaron T. Czarevich
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Psiquê em Seg 02 Maio 2016, 21:56




Atualizado!




How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
Psiquê
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Alessio B. Constantino em Sex 06 Maio 2016, 19:13

Já tinham passado seis meses de acampamento e Alessio estava ali, sem saber o que estava fazendo. Alguns dias se passaram até que pudesse estar ali, na Arena, em busca de treinamento. Ele não era um dos rapazes atléticos, tampouco gostava de lutar, era uma coisa inexistente em sua vida antiga. O remorso de perder pessoas queridas e a segurança que nunca proporcionou a si mesmo é que fizeram o garoto sair do chalé mais uma vez. Realmente estava esperando que tivesse um bom motivo.


Darkness estava embainhada, repousando como sempre estivera. Seus companheiros de chalé sempre disseram que era a arma ideal para um filho de Hades, isso somente poderia ser compreendido após usá-la. Espero que eles estejam certos, pensou rapidamente, recuperando a postura ereta enquanto levantava e saía da arquibancada. Um garoto mais velho conversava com um grupo de outros cinco rapazes, uma conversa atraente aos ouvidos do filho de Hades que se aproximava.

- Hoje temos um treino mais leve, em função da quantidade de novatos. Terão de usar essas espadas. – falou o rapaz que ditava as regras, o instrutor de treinos de armas brancas de curta distância. Logo após falar, levou um barril com várias espadas de madeira. – Não formem duplas até que eu o faça.

Enquanto ele organizava o primeiro duelo, Alessio pegava para si uma espada no barril, olhando atentamente para os detalhes. Uma espada leve, com cabo bem desenhado e sem pontas. Uma mistura de tédio e medo possuía a mente do novato filho de Hades. Não tinha dado certo todas as vezes que tentou lutar. A movimentação em um combate pode ser a chave para qualquer vitória, mas ele era um semideus sem essas habilidades – era o que se esperava, para um sedentário que vive escondido no chalé. Estava chegando sua vez de lutar e nenhuma ideia produtiva para a luta chegava.

- Vocês dois, joguem limpo. É permitido todo golpe, mas tenham bom senso. Ninguém quer sair daqui precisando urgentemente ir para a enfermaria. – avisou.

As duplas iam se aproximando e ao mandado do instrutor, começavam as lutas. O oponente do garoto Constantino era um jovem corpulento, porém desengonçado – era fácil ver que não era do seu feitio usar espadas numa luta, ou talvez nunca tivesse lutado. Os olhares eram intensos, parecia haver medo, mas era somente ansiedade de uma batalha prestes a começar.

- Eu me chamo Joseph. Sou filho de Melinoe. – ele não queria sorrir, mas a apresentação estava sendo amistosa.

Alessio não prosseguiu com aquilo. Nunca tivera relações amistosas, sempre fora um rapaz de sorrisos falsos, comunicação por manipulação, mentiras e mais mentiras. Ao invés de logo dizer seu nome, empunhou a espada já demonstrando seu interesse em começar a luta, sobretudo sentindo o peso da arma que tinha em mãos. Uma espada de madeira leve, de fácil manejo, era o que se esperava. Apesar de nunca ter tocado em uma espada, seu primeiro golpe pareceu surtir efeito no inimigo. Desferiu um golpe em horizontal, no objetivo de acertar acima da cintura do rapaz, que mesmo desajeitado, conseguiu se defender pondo a espada de encontro ao golpe.

Um barulho seco resultou da primeira movimentação. Podia ser visto no rosto um sorriso, algo não amistoso, mas malicioso e sarcástico.

- A propósito, meu nome é Alessio. Alessio Constantino. Sou filho de Hades. – falou pausadamente, em alto tom, para que sua dicção não pudesse atrapalhar o momento.

Não ficou esperando a resposta, pois também não estava querendo respostas. O filho de Melinoe exibiu uma postura ofensiva, desferindo golpes e avançando, vendo seu companheiro de treino recuando sem oferecer nenhum ataque, porém nenhuma brecha. O espaço que tinha era imenso, sempre que estava recuando para trás demais, saltava para os lados fugindo dos golpes com esquiva ou defesa. Isso não estava indo bem, mas era uma estratégia interessante.

Na mente do filho de Hades, corria o pensamento de que era o mais fraco, já que em relação ao inimigo era menos corpulento e com altura pouco menor. Entretanto, a proposta defensiva estava sendo arriscada, pois a cada novo golpe defendido ou desviado, as gotas de suor eram mais evidentes e a respiração cada vez mais pesada. Começou a observar o modo de atacar e se movimentar que tinha seu oponente. Ele gosta muito de sequências, quase sempre retilíneas, tanto por causa do meu recuo, quanto por seu jeito de lutar. É clara essa dedução, pois sempre que saio da rota ele para os golpes, recupera o ritmo e recomeça a sequenciar investidas., sua mente estava a milhão, desviando dos golpes de modo observador, tentando achar o que estava errado ali.

Apesar de estar deduzindo e criando hipóteses sobre o que fazer, Alessio continuava defendendo e desviando de forma monótona e cansativa. Sempre que recuava tentava recuperar o peso e atacar, mas o medo de ser atingido se transformava maior que sua vontade e recuava. Nada parecia estar mudando, até perceber que os golpes estavam mais lentos a cada nova sequência de investidas. É a hora.

Esperou que seu oponente viesse numa nova sequência, tentando compassar sua respiração com os movimentos. Estava perdendo o medo, quando guinou para esquerda e Joseph parou de avançar. Recuperou o peso de apoio e avançou com um golpe de cima para baixo, buscando a testa do inimigo que reuniu todos os esforços restantes para defender o golpe. Nessa hora, o filho de Hades o chutou forte no peito e caído, o derrotado bufou de cansaço.

- Temos um vencedor.

O som da voz do instrutor trouxe ambos à realidade. O vencedor jogava a espada no chão e respirava pesadamente, e o derrotado se levantava com uma expressão nada amigável. Eles não continuaram o combate que estavam tendo e nem os sorrisos que foram trocados. Havia um misto de cansaço, suor e confusão que repudiava sentimentos e revanches ali. Ambos se dirigiram aos seus respectivos chalés, acompanhados do grupo de treino.

ITENS:
Estava portando, mas não usei.

{Darkness} / Espada [Espada de 90cm, feita de bronze sagrado. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, o mesmo tipo usado em sua bainha. No nível 20 transforma-se em um anel de caveira] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]
Alessio B. Constantino
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Chloe Norgaard em Seg 09 Maio 2016, 09:44

Nice to meet you, where you been?
A arena era bem diferente do que imaginei quando a vi do lado de fora. Um campo arenoso se estendia a minha frente com diversos bonecos e áreas com alvos pintados. Bonecos de madeira e palha estavam espalhados e ao fundo um pequeno armazém de armas podia ser utilizado. Era a minha primeira vez num lugar tão peculiar como aquele, então tentei não chamar muito a atenção, o que não deu muito certo. Como não chamar a atenção tendo o cabelo brilhante e verde? Alguns jovens semideuses chegaram pela porta de entrada e se reuniram ao redor de um semideus mais velho aparentemente. A aula de esgrima que Quíron havia citado iria começar provavelmente, então me juntei a eles.

Alguns garotos se empurravam e outras garotas se encaravam fixamente como se estivessem prestes a se matar. Pensei em cumprimentar alguém ou tentar uma apresentação amigável, mas desisti quando um dos garotos atingiu o seu companheiro com a ponta de uma lança, iniciando uma discussão que se cessou quando o instrutor chamou a atenção de todos.
Senhores, por gentileza. Bem vindos ao acampamento e a primeira aula de esgrima. Meu nome é Dellano, mas podem me chamar de Dell e eu serei o instrutor de vocês hoje. Alguma pergunta?
Após um breve silêncio desconfortável iniciamos a nossa aula. Dell organizou os semideuses veteranos para auxiliar os calouros em três filas separadas que logo se transformaram em pequenos grupos de estudo. O veterano da minha equipe portava uma espada cromada e ensinou algumas coisas, como portar a arma e erros mais comuns. Era interessante e eu estava animada mesmo não gostando muito de lutar ou coisas do gênero.

Agora vocês irão treinar entre si. Calouros versus calourous. Escolham um parceiro e desafiem-se. Irei auxiliar de acordo com o decorrer da prática. Vamos começar.

Droga. — Deixei escapar ao final da frase do instrutor. O mesmo acabou escutando minha reclamação e me fuzilou com um olhar.
Algum problema, caloura?
Nenhum, Senhor. — Menti, nervosa e assustada.
Certo. Você irá treinar comigo. Um passo a frente.
— Ok.

Aproximei-me do instrutor. Ele era alto e tinha o cabelo raspado formando um corte militar. Seu olhar era intenso e seus olhos de tonalidade escura me deixavam um pouco alerta. Ele parecia como aquele cara que poderia te matar a qualquer segundo e provavelmente iria. Ele sacou de sua bainha uma lâmina avermelhada e a empunhou com firmeza. A espada era bonita e parecia ser feita de um material sintético tingido. Eu deveria me preocupar com isso? Encarei a minha espada e entrei em posição de combate; joelhos flexionados, ombros largos e olhar atento. Patético.
Num piscar de olhos Dellano avançou e desferiu um golpe contra meu corpo. Instintivamente, minha lâmina encontrou com a sua cravando-se e emitindo um chiado. Ele riu, afastando-me com seu corpo enquanto eu caia.
Você consegue fazer mais que isso. Sua guarda é muito baixa. Mantenha os pés firmes e use o peso do seu corpo como base. Vamos!

Levantei-me e o ataquei irritada. A espada cortou o ar na diagonal tentando atingir seu ombro, mas ele foi mais rápido e esquivou-se, contra-atacando com uma estocada. Atenta, saltei para trás a fim de me esquivar do seu golpe. Reposicionada, ataquei novamente o garoto com um giro. Minha espada atingiu a sua, desequlibrando-o por um instante. Respirei ofegante, avançando mais uma vez contra o instrutor que parecia surpreso. Revezei meus golpes agora que havia começado a pegar o jeito; golpes  na horizontal, sem muita força e mais técnica. A lâmina em si já iria ferir meu inimigo, não necessitando de tanto força. Tentei utilizar mais a precisão e em cada golpe bloqueado pelo instrutor eu tentava analisar uma brecha ou um deslize para revidar com força total. Um último bloqueio e fui surpreendida. Dellano bloqueou o golpe de minha espada, empurrando minha lâmina  para trás e direcionando minha arma contra o chão. Desarmada e surpresa, ergui as mãos em forma de rendição.
Desiste novata?
Talvez. — Sorri, girando o corpo e tentando acertar um chute contra o peito do garoto.

Novamente ele estava um passo a frente. Ele segurou com as duas mãos meu pé e com um golpe me derrubou no chão novamente. A areia densa tocou meu rosto sujo e meu cabelo que até então estava belo parecia um ninho de ratos. O instrutor havia me imobilizado: punhos e pés presos enquanto ele encara os outros semideuses a nossa frente.
E agora? Desiste?
Sim, eu desisto. Você venceu.
Ótimo. Eu sempre venço.

Percebe-se. — Ele me soltou, permitindo-me me recompor sem dignidade alguma — Acabamos.
Você se saiu bem novata. Você conseguiu se sair bem para seu primeiro dia. Sugiro agora que passe na enfermaria ou descanse. Amanhã teremos aula novamente.
Ok. Pode ter certeza que amanhã eu estarei pronta para te vencer.
Isso é o que vamos ver. — Disse ele, enquanto recolhia sua espada e voltava a atenção aos outros grupos.
Exausta e com dor no corpo, decidi retornar ao chalé para descansar após o primeiro treino no acampamento. Só faltavam uns duzentos mil para estar pronta para lutar de verdade.

Habilidades Utilizadas::

Passivas:
Nível 01
Pericia com Espadas
- O filho de Íris é familiarizado com espadas, sejam curtas ou longas desde que sejam de uma única mão. Eles possuem facilidade no aprendizado de manobras marciais utilizando tal arma, e se comparados a outros personagens sem tal perícia seus movimentos são mais graciosos e precisos. É algo evolutivo, e com o tempo sua habilidade é ampliada, desde que continuem praticando. Não significa um conhecimento imediato nem golpes perfeitos, apenas um melhor manejo de tal arma em detrimento a outras.

Adendos
{Rainbow} /Espada longa [Feita de bronze sagrado, possui cerca de 80cm de lâmina. De aspecto elegante, sua cor é de um prata cromado, o que indica algum tipo de tintura. Possui uma guarda de mão recurvada, lembrando mais a guarda de um sabre do que de uma espada, com o cabo recoberto com couro branco, mas com fitas coloridas entrelaçadas no centro. No nível 20, torna-se uma "mecha", que na verdade é um aplique de cabelo, numa das cores do arco-íris; não faz parte do cabelo do semideus, é como uma presilha colocada logo no couro cabeludo.] {Bronze sagrado e tecido} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Íris]
Notes: Training  Tagged: Dellano, Me for now Wearing: Uniform Newtt Mckinley
THANK YOU WEIRD BY LOTUS GRAPHICS EDITION!
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Zoey Montgomery em Qua 18 Maio 2016, 13:01


AVALIAÇÃO


Alessio B. Constantino
Bom, vamos lá: sua estratégia foi deveras interessante, principalmente para o tipo de personagem como o seu — que, ao que consegui notar, não é chegado num combate. Estratégia e inteligência, combinados com análise de combate podem ajudar muito para quando o personagem for para um "combate real", e quanto a isso tenho que parabenizá-lo. Claro que eu gostaria de ter visto mais ação partindo de seu personagem. Não se esqueça disso: nem todo oponente vai baixar a guarda para ataques como o que você fez. 

No demais eu não tenho do que reclamar. Sua estrutura textual é boa, assim como seu português. Manteve-se coerente durante o texto, e seu texto é fluido, sem quebras. Parabéns!

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100 pontos de experiência

Chloe Norgaard
Cara Chloe, sabe por que eu gostei do seu texto? Por que você conseguiu deixá-lo real, por assim dizer. Narrou a dificuldade que sua personagem teve em enfrentar um veterano de acampamento. Demonstrou muito bem as emoções, a frustração... Enfim, tudo que se pode esperar de alguém que pisa na arena pela primeira vez — ao que entendi, até o final, foi isso.

Sobre sua estrutura textual, nada a reclamar. Manteve a coerência, a fluidez até o final. Meus parabéns!

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100 pontos de experiência


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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Vincent V. Valentine em Sab 21 Maio 2016, 09:31



Eram três e meia da tarde de terça feira. Um dos horários de treino na arena. Eu estava nela, como muitos outros também.  Todos rodeavam o professor Notórius, uma boa pessoa e ótimo para ensinar combates com espadas, adagas e afins. Eu como todos ali esperávamos o início da aula de luta corporal. -Boa tarde meus jovens. Fico feliz em vê-los dispostos a treinar hoje. Bem, como todos sabem iremos treinar combate corporal, então vão até o arsenal e peguem as armas que desejarem usar na luta de vocês e depois escolham seus parceiros. Eu estava um pouco afastado dos demais, pois não gostava muito de tumulto. Ouvi as palavras ditas pelo professor e logo fui pegar minhas armas. Enquanto andava até o arsenal pude ver um certo tumulto um pouco afastado, a minha frente. Dois garotos. Um de cabelos curtos, negros, porte grande e um tanto estúpido e um outro, este franzino, meio amedrontado sendo intimidado. Fiquei somente observando até passar entre os dois. Esbarrei propositadamente no mais robusto, olhando seriamente para ele observando o seu olhar sanguinário para mim. Reconheci aquele ser, era um dos filhos de Ares, uma das crias as quais eu não suportava devido as suas personalidades. -Ei garoto, como ousa esbarrar em mim com esse olhar e fingir que nada aconteceu? Deixei ele falando sozinho e segui até as armas, ato que o irritou profundamente. Olhei toda aquela variedade a minha frente e logo me interessei por uma katana totalmente prateada e duas outras médias da mesma cor. Lógico que as peguei. Segurei as médias com as mãos as colocando em minha cintura e a maior logo em seguida a segurando com ambas as mãos. Sua leveza me impressionou bastante.

Fui pego pela gola da camisa logo ao me virar, era ele bufando de raiva. Mantive minha calma a todo o momento. Ele usou força o suficiente para me erguer do chão o que não me agradou. Fiquei olhando para ele enquanto urrava como um animal, soltando palavras hostis contra mim como se eu tivesse medo desse tipo de pessoa. -Você deve respeito aos filhos de Ares se não quiser ser morto por um. Terei que te ensinar como se portar diante de um. Achei graça no que ele disse e deixei escapar um pequeno sorriso um tanto quanto sombrio. Meu tom de voz sombrio por tanto o fez recuar, mesmo que por alguns segundos. Estes que foram o suficiente para ser solto. -Você acha que uma ameaça de morte ira me amedrontar? Eu sou o filho dele, sou filho de Thanatos. E se você quer mesmo me ensinar algo tudo bem, mas não fique com medo grandalhão

Lá estávamos nós,  em meio a arena com todos observando, até mesmo o professor. Haviam torcidas ao meu favor e a favor do garoto a minha frente, embora eu não entendesse como era possível. Minha espada era posicionada a minha frente de forma a me por na defensiva a espera do movimento da cria de Ares. Desde aquele instante eu o observei, até atacá-lo.

Seu primeiro movimento foi bruto e extremamente previsível,  assim como o resto dos filhos de Ares. Veio em meio a uma correria com um ataque frontal com sua espada, onde um simples giro para esquerda foi capaz de me livrar o deixando passar direto. Dei alguns passos para trás observando sua insatisfação dando um breve sorriso enquanto o irritava ao ponto de fazê-lo errar em algum momento do seu ataque. -Você é muito previsível. Em uma nova investida veio o seu segundo ataque, sendo esse mais rápido e preciso do que o anterior mas que foi interceptado pela minha lâmina, a qual deixou-se ser tocada pela do oponente a fazendo deslizar para o lado abrindo um espaço na sua defesa. Isso me ajudou a soca-lo no rosto.

Afastei-me em seguida com um sorriso no rosto vendo sua boca sangrar graças a um pequeno corte feito. -Não ia me ensinar algo? Irritado ele veio, com seu escudo em mãos se chocando contra minha katana e defendendo-o do meu ataque. Dessa vez ele conseguiu me atingir também me empurrando para trás. Apesar disso não me irritei. Esperei seu próximo movimento o que me daria mais informações sobre como ele lutava. Veio uma sequência de ataques rápidos e precisos e ao fim deles acabei perdendo minha katana e ele seu escudo igualando o combate. Notórius estava bastante impressionado tanto que não parava de anotar em seu caderno.

Aquele era o clímax do combate, onde eu terminaria vitorioso em questão de segundos. Puxei ambas as katanas médias e saltei contra o garoto. Com um golpe atrás do outro fiz ele recuar ficando encurralado em um ponto da arena até que para se livrar teve que novamente vir com um ataque frontal. Estava mesmo amedrontado, reação estranha para um filho de Ares. Mas também, ele estava lutando contra um filho da morte. Ele perdeu sua arma nesse ataque ficando sem defesa e perdeu também a luta quando saltei contra ele com uma voadora o jogando no chão apontando a katana média contra seu rosto. -Não se meta mais comigo ou com ninguém,  porque se eu ficar sabendo irei atrás de você.

Fim do combate. Entreguei as armas ao professor que me elogiou e saí da arena sentindo-me cansado.



Arsenal:

Katana
Katanas Médias

Vincent V. Valentine
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Dom 22 Maio 2016, 14:50


Avaliação




Vincent V. Valentine
Olá, Vincent. Gostei da forma com que conseguiu deixar claro a personalidade do seu personagem, sendo essa expressão algo que eu admiro em um texto. Sinto que é possível conhecê-lo um pouco apenas lendo esse treino, sabe? Não é algo simplesmente monótono, apenas ações seguidas de ações, e devo elogiá-lo por isso. Também achei interessante o enredo que foi desenvolvido, e como o personagem se portou.

Porém, pude notar alguns erros - simples em sua maioria, mas dignos de atenção. Atente-se a eles e verá como a sua narração evoluirá ainda mais. Em primeiro lugar, vamos ao quesito organização. Você separou as falas com cores, o que é algo bom, porém deixou os diálogos unidos ao texto. Tente separar todo o início de fala com um parágrafo. Além disso, pude notar vários erros relativos à pontuação de frases e acentuação.

Um de cabelos curtos, negros, porte grande e um tanto estúpido e um outro, este franzino, meio amedrontado sendo intimidado."
.

No trecho acima a repetição de "e" gerou certa confusão. Note como variar o uso de conjunções (sério, é algo que ajuda muito) pode fazer a diferença:

Um de cabelos curtos negros, porte grande - além de um tanto estúpido - e um outro, por sua vez franzino e aparentemente meio intimidado."

Outras situações serão exemplificadas abaixo, seguidas de dicas.

Reconheci aquele ser, era um dos filhos de Ares, uma das crias as quais eu não suportava devido as suas personalidades"

Acima o uso seguido de várias vírgulas gera uma quebra de fluência. Note como às vezes a mesma pode ser dispensável com um rearranjo simples de palavras:

Reconheci aquele ser como um dos filhos de Ares, uma das crias as quais eu não suportava devido as suas personalidades"

Ele usou força o suficiente para me erguer do chão o que não me agradou."


Nesse trecho, já senti falta da vírgula. É algo com que você deve prestar atenção; tente ler a frase pausadamente, como faria em voz alta, e perceberá.


Fiquei olhando para ele enquanto urrava como um animal, soltando palavras hostis contra mim como se eu tivesse medo desse tipo de pessoa"


Aqui, houve certa ambiguidade, não ficando muito claro a princípio quem estava urrando: você ou o oponente? Pode ser remediado da seguinte forma:

[/color]
Fiquei olhando para ele enquanto o mesmo urrava como um animal, soltando palavras hostis contra mim como se eu tivesse medo desse tipo de pessoa"
[color=red]

Além disso, tente se atentar às regras do uso da vírgula e lembre-se que vocativos devem vir sempre isolados do restante da frase (o que não foi feito em "E se você quer mesmo me ensinar algo tudo bem, mas não fique com medo grandalhão."). Notei também erros relacionados a concordância verbal e a repetição de termos, que devem receber atenção, e muitas vezes você deixou de acentuar palavras (procure ler sobre o uso da crase, btw). Como disse anteriormente, você fez um bom trabalho, mas tem potencial pra ainda mais. Na próxima, tente descrever um pouco melhor a batalha (um ponto essencial nesse tipo de treinamento), que ficou também um tanto quanto vaga.

Coerência: 44/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 20/25;
Objetividade e adequação à proposta: 13/15;
Ortografia e organização: 7/10;
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Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por ♦ Organização PJBR em Seg 23 Maio 2016, 22:37

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Chloe Norgaard em Qua 25 Maio 2016, 11:46


Dreaming Arch


Eu soube que meu dia seria muito ruim quando despertei no chalé de Íris. A noite anterior havia sido um tanto quanto cansativa e havia tido mais um pesadelo. Desde que cheguei ao maldito acampamento vinha sonhando com a mesma cena sempre; um bosque de flores vermelhas sombrio e uma mulher pálida no centro deste.

Ela me encarava, estendendo o braço enquanto dizia para ajudá-la. Eu sempre tentava caminhar em direção a ela e quando o fazia, afundava em uma cratera no solo em meio a escuridão. Neste momento, eu acordava em desespero tentando respirar e com uma imensa vontade de chorar. Senti uma lágrima escorrer por meu rosto, expondo o quão fraca eu era por me abalar com algo tão fútil.

Eu não fazia ideia de quem era aquela mulher ou que lugar era aquele, mas de uma coisa eu tinha certeza: precisava sair daquele chalé e refrescar a mente. Levantei, vestindo as roupas surradas do acampamento e um agasalho qualquer e então deixei o local.

O frio da manhã não me incomodava nem um pouco, pelo contrário: fazia-me sentir livre e aliviada pela primeira vez em muito tempo. O acampamento estava parcialmente vazio, com alguns garotos e sátiros caminhando em busca de afazeres pelo local. Após alguns minutos de caminhada cheguei à arena de treinamentos para refrescar a memória um pouco.

O local era bem definido: bonecos espalhados entre dois tipos de terrenos em uma espécie de construção oval – me lembrando o coliseu –, armas num pequeno depósito e alvos enfileirados mais ao fundo. Dois campistas trocavam ataques em fúria no centro da arena com suas espadas de bronze, como se brigassem por um prêmio. Suspirei, caminhando lentamente em direção aos alvos no lado mais afastado possível do rinque de batalhas profissionais do local.

Observei o alvo em questão – um grande círculo de madeira com círculos vermelhos no centro -. O ajeitei, me afastando a alguns metros de distância do alvo para iniciar meu treino. Toquei o cabo frio e leve do arco de madeira que havia pegado no arsenal em minhas costas, sentindo a textura fina e delicada da arma. Ergui o arco, posicionando em uma circunferência a altura de meu tronco.

Ergui a mão direita as costas, tocando uma flecha de bronze celestial da aljava e a trazendo para o encontro do arco. Posicionei o projétil, repuxando-o contra a corda e só parando ao sentir a corda extremamente ereta. Respirei fundo, encarando fixamente o centro do alvo antes de soltar a flecha que se cravou na lateral do alvo em disparada.

Suspirei, observando a direção do ar que provavelmente desviara meu disparo. Repeti o ato, retirando outra flecha da aljava e a posicionando. Flexionei os joelhos, disparando um pouco mais a cima do centro do alvo que recebeu com um zunido a flecha próximo ao centro.

Não me conti e sorri, repetindo então os disparos mais algumas vezes por cerca de dez minutos. Não demorou muito e o alvo estava coberto de flechas, nenhuma no centro do objeto – o que me frustrou um pouco – mas num bom resultado.

Quando me dei conta, estava cansada de tanto treinar na arena que começava a receber mais semideuses. Arfei, guardando o arco ao arsenal novamente antes de deixar o local às pressas em direção a meu chalé, onde ficaria por mais alguns dias até aceitar meu destino.


Habilidades Utilizadas:

Passivas:
Nenhuma

Ativa:
Nenhuma

Adendos
{Arco de Madeira Padrão}




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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Henry Lewis em Qua 01 Jun 2016, 17:27



 
(( I'M OBSESSED WITH SWORDS ))


Especialmente nesse dia ensolarado em demasia, encontrava-me ligeiramente otimista em meu desenvolvimento com os treinos, que agora, faz grande parte de minha vida. Mesmo que seja obrigada a conviver com a solidão do chalé de Hades e uma série de almas, uma pitada de esperança tomava meu peito que quanto mais treinasse, mais perto de descobrir o paradeiro de meu irmão divino. Rumava em direção à arena com ansiedade que não me pertencia, e por hora, uma sede inexplicável de aprendizado. Sempre fui uma pessoa de poucas palavras, daquelas que batia primeiro e perguntava depois. Joguei meus cabelos para trás e cutuquei as costas de um dos instrutores com certa impaciência. Odiava ter que me relacionar com pessoas, ainda mais quando se tratava de parentes dos quais desconhecia. Mas que orgia são os deuses, não é mesmo?

Pelos tons vermelhos de suas vestes e a expressão carrancuda, não devia passar de uma prole do deus da guerra. O menino me olhou dos pés até a cabeça, e não tinha dúvidas que não estava me admirando, e sim calculando minha fragilidade aparente. O deboche não demorou para escapar de seus lábios e cerrei os punhos para não calá-lo à base da violência. Dessa vez meu temperamento não estragaria as coisas e daria a volta por cima antes quer que ele piscasse ou pedisse perdão por ter me provocado. — Não me diga que teme uma garota duas vezes menor que você, Bambi. — demorei-me na pronuncia da última frase como uma provocação. Se não fosse cautelosa, ele poderia me matar, mas duvidava que o fizesse, já que agora seu objetivo deveria ser me humilhar. Ele empunhou sua espada antes que eu pudesse me afastar, e em um gesto calculado, sua lâmina poderia tocar minha pele se eu mesmo respirasse. Encarei-o, sem resquícios de medo ou fraquejar perante sua ameaça evidente. Meu oponente apenas cerrou os dentes, e sabia que ele poderia me fazer em picadinhos ali mesmo, mas ao invés disso, fez um movimento para que eu o acompanhasse. Antes que o fizesse, empunhei minha espada e girei o punho, acostumando-me com seu peso e formato. Já conseguia me acostumar com a arma, contudo, não tinha certeza se poderia lutar contra um filho do deus da guerra com um pingo de dignidade.

O garoto me esperava em uma área afastada da arena com um sorriso cínico em seus lábios. Maldito. Respirei fundo mais uma vez antes de me posicionar contra ele em uma posição de defesa, enquanto seus olhos castanhos analisavam minhas ações minunciosamente. Inclinei minha cabeça e senti um estalo pra lá de reconfortante. O oponente se quer se moveu, e não pude evitar de dar o primeiro passo. Um erro, a porcaria do meu primeiro erro. Minha espada agia em direção ao seu tórax quando o garoto esquivou-se rapidamente e bateu o cabo de sua espada em minhas costas. O impulso quase me derrubou no chão, mas girei os calcanhares e ajoelhei-me. É claro que ele não me daria tempo para me recuperar, ele queria uma briga da qual eu fosse pagar por debochar de seu ego. Houve um breve ruído metálico quando nossas lâminas se encontraram. Sua espada reluzia, feita de ouro enquanto mantive todas as minhas forças entradas em minhas mãos para impedi-lo de cortar minha garganta. É um belo incentivo para te livrar da morte, afinal.

Em uma cansativa batalha por ''território'', afastei-me para que sua espada atingisse o ar e aproveitei ''pular'' para trás e ganhar uma distância confiável do inimigo. Dessa vez, o avanço veio da parte dele. Sua lâmina apontava diretamente para meu tórax, contudo, usei minha espada para proteger-me. O filho do deus da guerra investiu em uma série de golpes consecutivos contra meu busto, do qual tentava me proteger pateticamente minha face e órgãos vitais que acarretaram em ferimentos extremamente graves. Assim que ergui minha perna para chutar sua barriga, o mesmo aproveitou a oportunidade e me deu uma rasteira. Um gritinho escapou de meus lábios, e arrependi-me dele no instante seguinte. O garoto riu-se, e aproveitei para dar uma cambalhota para trás empunhar minha espada novamente. — É só isso que você consegue fazer? — provoquei, desgostosa e arfante. Não tive tempo de recuperar meu fôlego por completo, o inimigo avançou e eu só tinha uma chance de ganhar... Ou não.

Desta vez ele não pegou leve. Por diversas vezes senti sua lâmina acertar minha pele e causar cortes artificiais, assim que ele investia em mais uma série de golpes contra minha pessoa. Por mais que conseguisse evitar alguns, ele sempre achava uma brecha, como se tivesse alguma bola de cristal e visse qual seria meu próximo movimento. A nova tática é deixá-lo se cansar por tempo suficiente para que eu ganhasse, finalmente, uma dianteira. Às vezes me esquecia que ele é o filho de Ares, o deus da guerra, e devidamente nasceu para batalhas, independente de onde ou com quem. Em mais um de seus movimentos rápidos, o garoto girou o punho e bateu o cabo de sua espada contra minha cabeça, em seguida, desferiu um chute em minha barriga. Meu corpo tombou de costas, batendo contra o chão arenoso e desconfortável. — Pense outra vez antes de... — ele mal terminou a frase quando — com as últimas forças que eu tinha —, lhe devolvi a rasteira que ele me deu antes. Furioso, começou a soltar uma série de desaforos contra minha pessoa, enquanto eu tentava me levantar com certa dificuldade. Ofereci-lhe ajuda, mesmo que portasse um sorriso debochado em meus lábios, mas o mesmo recusou. Mancando e com ferimentos sutis, rumei em direção à enfermaria, na esperança de limpar os ferimentos e descansar.

Armas Utilizadas::

{Darkness} / Espada [Espada de 90cm, feita de bronze sagrado. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, o mesmo tipo usado em sua bainha. No nível 20 transforma-se em um anel de caveira] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Zoey Montgomery em Qui 02 Jun 2016, 12:42


AVALIAÇÃO


Chloe Norgaard
Olá Chloe, nos encontramos novamente! Cara, eu amo seus textos, de verdade. Amo o jeito que mostra as emoções de sua personagem, em como deixa o texto real — o que é incrível, já que somos mortais, com limitações.

Sobre sua estrutura textual, nada a reclamar. Manteve a coerência, a fluidez até o final. Meus parabéns!

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Illyana Rasputin
Bom dia, moça! Tudo bem? :>
Sua escrita é boa, assim como a organização de seu texto. Só peço que sempre o revise para que não "coma" palavras — como no trecho a seguir -> " [...] uma pitada de esperança tomava meu peito que quanto mais treinasse, mais perto de descobrir o paradeiro de meu irmão divino". 


Algumas vírgulas também foram colocadas onde não deveriam existir, como no trecho a seguir -> " [...] Se não fosse cautelosa, ele poderia me matar, mas duvidava [...]" <- a vírgula antes do "ele" não deveria existir, então atente-se a isso também. 


No demais, manteve a coerência e a fluência durante todo o texto, sem sair do foco. Meus parabéns!


Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 125-ExStaff em Sex 10 Jun 2016, 00:55

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Tyrell Baxter em Sab 02 Jul 2016, 18:12



Armas Brancas - Manhã


Naquela manhã, a estação mais quente do ano declarava seu ápice! Por isso, foi das sombras de um pinheiro que o misterioso menino encapuzado observou o praxe do acampamento, saboreando os últimos morangos que furtara do campo. Confuso, constatou o número reduzido de novatos constituindo o grupo que retornava da arena. Na verdade, a Colina inteira parecia vazia e monótona naqueles tempos. E embora fosse apreciador declarado da solitude, o fato de não ter algo ou alguém de quem fugir e se esconder usurpava o sentido - excêntrico - de sua natureza reservada.

Então, pondo-se de pé, esticou os braços e expulsou a preguiça. Seu corpo rígido, ligeiramente arqueado para trás, trouxe à luz uma horrenda cicatriz que dividia-lhe a garganta horizontalmente. A boca aberta apenas soprava, mas som nenhum podia produzir. Era mudo. Porém, de alguma forma, bem mais expressivo que um milhão de palavras.

Ao seu lado jazia uma casca de árvore em forma de prancha, coberta de musgo n'um dos lados. Sobre ela, uma trouxa simples amarrada a uma vara. Ele pegou essa trouxa, pôs sobre o ombro, pisou a parte áspera da casca com os pés descalços, de forma que o musgo tocasse o chão forrado pela grama, reverenciou o pinheiro que lhe abrigara e, por fim, chutou o mesmo, tomando impulso para descer a colina em aceleração, conforme o costume.

Deslizou das sombras para a luz, deixando um rastro de folhas levantadas para trás. O vento ia com ele e contra ele, soprando seu rosto e sacudindo o capuz, que precisou segurar para não ter o rosto revelado. Era um vulto pouco discreto. Mas com o tempo aprendera a evitar atenção indo para os locais certos nos momentos exatos. Logo, entre contornos e ziguezagues, chegou às costas da arena, onde parou.

- Fala sério! - resmungou alguém, aproximando-se com passos pesados - Cinco segundos. Esses bundões não vão durar cinco segundos lá fora!

O menino reconheceu a voz e o humor. Atravessou uma fresta na parede, escondida atrás de arbustos, para reencontrar sua protetora e amiga, Suzan Sattler. Tão logo viu os cabelos alaranjados e a postura irritadiça da cria de Ares, olhou em volta para ter certeza de que não havia mais ninguém por perto e assobiou o canto de um canário.

- Ei! - ela respondeu com a prontidão militar de sempre - E aí, guri. Você veio mesmo, ein! Como está a perna?

Ele mostrou o joelho enfaixado e chutou o ar sem dificuldades.

- É, parece que aquele imprestável do Allan serve pra alguma coisa afinal - debochou, como de costume. Era demasiadamente apaixonada pela batalha, e não compreendia qualquer devoção a algo diferente da espada, a lança, o sangue quente... Uma pena, pois era tão feroz quanto atraente, apesar de "beleza" ser um atributo geralmente paralelo às proles de Ares. O menino encapuzado sacudiu a cabeça em desaprovação. Allan, além de um ótimo curandeiro, era também seu amigo. Suzan deu de ombros - Bem, já que está se sentindo melhor, vamos ao que interessa.

Ela caminhou para perto de um galpão e desapareceu atrás das portas por alguns instantes, nos quais pôde-se ouvir baques metálicos. Retornou com dois bastões de tamanhos diferentes e extremidades de bronze.

- Este é o seu - falou, jogando o menor para o encapuzado. Ele pegou a arma prontamente, constatando a altura desta, similar a sua própria. Olhou para Suzan, confuso. Quando ela prometeu ensinar-lhe a se defender, no episódio em que se conheceram, fê-lo imaginar-se com uma espada e escudo empunhados. Mas o que tinha em suas mãos era completamente inofensivo, sem ponta ou fio, e de resistência questionável. Como poderia proteger-se portando aquilo? - Eu sei exatamente o que está pensando. Foi minha primeira arma também, e minha reação foi mais, digamos, violenta que a sua. Mas vai por mim... Mostre sua postura.

Ainda confuso, ele assentiu. Separou os pés, curvou-se para frente e encarou sua tutora com insegurança. Não tinha sequer os referenciais mínimos dos filmes de ação e, ou, histórias em quadrinhos, típicos de todos os outros meios-sangues. Era uma peça rara, fruto de uma cultura própria, isolada; um menino lobo. Portanto, a forma como segurava o bastão mudava constantemente, nunca de forma favorável. Suzan, contradizendo a natureza impaciente de sua espécie, apreciou a inocência do aprendiz como um desafio pessoal. Conhecera o espírito inflamado do menino n'outra ocasião, e sabia que sua tarefa ali era nada menos que canalizar aquela explosão furiosa escondida sob o carater manso de criança que ele tinha.

- Está horrível! - falou, aproximando-se. Passou a cutucar o corpo do menino enquanto cuspia correções - Alinhe os ombros. Junte mais os pés. Não tanto! Assim está bom. Levante o queixo. Quadris para dentro. Peito estufado. Afaste os cotovelos. O que é isso? Quer ser derrubado tão facilmente? Então distribua melhor o peso nas pernas, ora! Esconda os polegares. Eu não mandei alinhar os ombros? Obrigada! Okay, e... Bem melhor agora. Como se sente?

O menino suava e tremia. Se pudesse falar, não teria palavras para descrever tamanho desconforto.

- Ótimo! Agora, eu vou tentar desestabilizar o seu porte. Mantenha-se firme o máximo que puder.

Ele engoliu em seco. Suzan girou seu bastão ao redor do corpo com impressionante destreza. Ela contornou seu aprendiz lentamente, andando de lado feito um caranguejo. Teria sido cômico, não fosse a tensão de receber um golpe a qualquer momento. A primeira investida atingiu o calcanhar do menino com tanta precisão que o levou a baixo imediatamente.

- De novo! - ordenou Suzan. E o garoto obedeceu, pondo-se de pé e retomando a postura. Precisou ser corrigido novamente em alguns detalhes, mas logo estava pronto para outra tentativa.

A segunda investida atingiu seu peito, e ele não cedeu. Logo veio a terceira, a quarta, a quinta e a sexta. Caiu. Levantou-se. Sacudiu a poeira e recobrou a postura. "Os ombros, alinhe os ombros, droga!". Correção. Sétima, oitava, nona, décima investidas. Ele foi derrubado pela décima quinta. Depois pela trigésima. Depois pela quinquagésima quarta. E depois... Estava bem mais resistente, apesar de inacreditavelmente exausto.

- Três minutos de descanso, guri. Aproveite bem. Não costumo ser tão generosa.

De fato, generosidade não combinava com o gênio da tutora. Após o brevíssimo intervalo, os golpes tornaram-se mais fortes e maliciosos. Vez ou outra costuravam um combo amargo. E a tortura continuou por mais algum tempo, até que finalmente Suzan se deu por satisfeita.

- Terminamos por hoje, guri - Ele suspirou, aliviado - Nada de corpo mole! Amanhã vou ensinar alguns movimentos básicos. Não falte! E não se esqueça de praticar.

O menino balançou a cabeça afirmativamente, e sorriu. Deu um passo à frente para cumprimentar a mestra, mas a dor do esforço cobrou seu preço, fazendo-o tropeçar. Suzan o segurou a tempo. Ele sorriu mais uma vez, acenou e foi mancando para a fresta por onde entrara, desaparecendo pouco antes de um novo grupo de meios-sangues chegar.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Kalled C. Almeida em Sab 09 Jul 2016, 17:27


AVALIAÇÃO


Yan Montblanc.

Cara, para que enrolar tanto lhe dando uma avaliação toda detlhada, quando eu posso ser direto? Então curto e não grosso haha, lá vamos nós. Cara, adorei seu texto, a estrutura, a descrição do momento, do ambiente e até mesmo das limitações do seu personagem indefinido quanto à paternidade/maternidade divina. Não vou tirar pontos, pois não identifiquei falhas  que cuminassem na perda de pontos. Portantp, aí está sua avaliação.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por ♦ Eos em Sab 09 Jul 2016, 17:42

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Tyrell Baxter em Ter 12 Jul 2016, 10:19


Obs (off):
•O personagem é mudo.
•Seu nome ainda é desconhecido
•O treino descrito ocorre ao longo de alguns dias (não vejo graça em narrar apenas uma série de exercícios ou cena de luta agora, enquanto principiante)

-Caso o avaliador queira desconsiderar alguma observação e descontar pontos, não haverá mimimi da minha parte. Escrevi assim só por diversão e pra testar mesmo. :')


Armas Brancas - Manhã(s)


Eram tempos estranhos, aqueles. Tempos de sonhos e visões como nunca o foram na vida do icônico menino. Cada noite cantava um novo mistério. Cada brisa, pela manhã, uma nova pergunta. Ele de fato sentia-se diferente. Alguma coisa em si tombara na estrada da rotina sob aqueles dias, e, olhando para trás, não mais podia vê-la, o que quer que fosse. Despedaçado, porém alheio, ele seguia seu rumo. Mas, ah, eram tempos estranhos, aqueles. Não podia negar. Tropeçava no fato, e mesmo caído não o enxergava. Talvez o escutasse. Sim, talvez fosse a voz do mistério aquela que ouvia vez'outra por sobre os ombros; o sussurro longínquo vindo de lugar nenhum. Esta voz lhe pedia uma coisa, com um timbre de clemência e urgência.

"Desperta, criança..."

Era engraçado, até. Por que o destino tinha de ser sempre tão enigmático? Por que tão reticente? Por que seu discurso tinha um milhão de significados ou significado nenhum, sempre? Raios! O que queria dizer?

O fenômeno começou após os primeiros dias de treinamento. O garoto dirigia-se todas as manhãs para a arena, e sob a tutela de Suzan Sattler aprendia os princípios do combate. Recebera um bastão simples para praticar, peça rara do arsenal - na verdade, há quem diga que sequer consta no estranho inventário do acampamento. Sentia-se nu, inapto para a peleja, para a sobrevivência. Vira do que seus oponentes eram capazes, do que eram feitos. Não havia escrúpulos ou senso de justiça no campo de batalha. E lá estava ele, com um pedaço de madeira incapaz de perfurar ou cortar. Suzan lhe disse que era apenas uma ferramenta de introdução.

- Ganhar uma espada assim, de cara, logo no começo? - debochava - quer perder os braços tão facilmente?

Durante algum tempo, o pobre menino, inocente, nutriu esperanças de que um dia teria posse de uma arma menos infantil e de fato perigosa. Coitado! Suas expectativas foram baixando conforme o tempo passava e o treinamento tornava-se mais intenso. Receberam o implacável caráter de frustração quando o orgulho latente da mestra exaltou em seus lábios o "dom" que tinha para determinar a arma certa para a pessoa certa. Ela o fez sem perceber, claro. Por isso não compreendeu a expressão arrastada do aprendiz mediante a clara insinuação. E apesar de decepcionado, o menino acatou a realidade humildemente. Não tinha condições físicas e espirituais para argumentar em seu favor.

Disse que o treinamento era intenso? Pois reafirmo e sublinho. A criança, naquelas primeiras horas do dia, era posta diante dos seus limites sem pudor. A parte prática era mesclada com a teórica, e ambas cobradas severamente. Se falhava em algum detalhe, recebia mais instruções como punição. Os períodos de descanso eram parcos, insuficientes. Tamanha tortura só foi possível porque o treino ocorria num local isolado da arena. E também, Suzan tinha já sua fama, de forma que algo "socialmente aceitável" para um menino daquela idade soava suspeito.

Ele era posto em postura de combate, e tinha de suportar golpes cruéis em locais específicos sem se deixar abalar. Girava o bastão ao redor do corpo tão rápido quanto a habilidade ainda escassa lhe permitia, o que certamente resultava em pancadas na testa e outras partes não menos sensíveis. Fazia flexões, abdominais e agachamentos em quantidades nada gentis. Girava o corpo ao redor do bastão - o que, para seu alívio, era apenas ridículo. E por fim, tinha de encarar alguns rounds humilhantes contra sua tutora, incapaz de facilitar o combate para um mero aprendiz ou comover-se com a pouca idade do mesmo.

Suas noites seriam de agonia e dor, não fosse a exaustão para lhe nocautear. Mas então, quando finalmente pegava no sono...

"Desperta, criança..."

E assim foi desde o primeiro dia de treinamento. Esforço sob o sol, inquietação sob a lua. Seu corpo tornava-se mais forte. Seus reflexos, mais apurados. Mal sabia ele que o despertar estava próximo, e todo preparo era pouco para o caminho que lhe aguardava poucos passos a frente.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Kalled C. Almeida em Qua 13 Jul 2016, 00:23


AVALIAÇÃO


Yan Montblanc.

Confesso que fiquei surpreso com tamanha mudança em seu modo de escrever, no entanto parece que funcionou e você continua se beneficiando de excelentes textos com isso. Então, meus parabéns.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Psiquê em Sex 15 Jul 2016, 14:55



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How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Galatea M. Onalenn em Dom 17 Jul 2016, 20:35

Treino Noturno: Armas Brancas de Curta Distância

Pé direito, pé esquerdo, pé direito, pé esquerdo... A repetição mantinha-se na cabeça da garota enquanto traçava o caminho em direção da arena. Era um velho costume dela mentalizar o movimentos de seus passos enquanto caminhava, oque neutralizava a estranha sensação de que todos a observavam. Carregava em seu braço direito uma espada um tanto especial, uma que era concedida apenas para aqueles que eram reclamados como filhos de Nêmesis, que era o seu caso.

Lembrava-se nitidamente do dia em que fora reclamada, da chuva inquietante, da despedida seca de sua família, e de como havia sido curiosamente reclamada em sua primeira fogueira e em seu primeiro dia no Acampamento Meio-Sangue. Claro que se lembrava nitidamente, era difícil conseguir desviar seus pensamentos do momento em que sua vida deu uma volta de 180º.

O sol já havia desaparecido no horizonte, e o céu foi coberto por um imenso bréu, que trouxe como companheira uma lua cheia, que aos poucos ia iluminando o acampamento. A noite havia chegado, assim como os treinos noturnos, destinados aos filhos de divindades ligadas à noite. Nêmesis era uma das deusas que se encontrava nessa lista específica de deuses, e também mãe de Galatea, que escolheu o horário noturno de treinos para praticar, por achar mais reservado.

De repente uma voz alta, que sobrevoava todas as outras vozes juvenis que ecoavam chamou a atenção da filha de Nêmesis: — O treino vai começar, vão me atrasar como a última vez, vamos! — a semideusa procurou de onde vinha à voz, vinha de um homem de estatura mediana, longos cabelos negros presos em um rabo de cavalo e as mãos a cintura, demonstrando impaciência.

Galatea apressou os passos deixando de pensar na sequência de seus passos, viu que alguns adolescentes ao seu redor fizeram o mesmo. A arena era cercada por arcos de mármore, pelo qual a semideusa atravessou logo que retomou a sua velocidade normal de andar, era iluminado por tochas, assim como a maioria do acampamento, a esquerda podia-se ver alguns bonecos lado a lado, provavelmente por que iriam ser usados no treino, e do outro alguns alvos sortidos e um pequeno espaço guardando armas brancas. A garota lembrou-se da cômica história de uma irmã de chalé que cortou seu próprio cabelo sem querer com a espada, e para remediar pendurou seus longos fios escuros em um coque.

— Acharam que eu ia esquecer do atraso de sexta-feira, certo? — o mesmo homem de antes cortou o silêncio, ele gritava do centro da arena — Se não prestarem atenção no que vou lhes dizer agora, creio que não vão terminar esse treino com bonecos de palha com exito...

Ele avançou três passos na arena e todos abriram caminho, inclusive Galatea, que já sentia uma pitada de medo em relação do seu então professor. O homem ainda não nomeado mexeu seus dedos com aspereza e uma espada apareceu feito mágica em sua mão, o que era bem provável. Ele ergueu sua arma exibindo a lâmina e cortou em diagonal, de cima para baixo, o ar.

— Esse golpe é de extrema utilidade contra humanoides... — ele disse, parecendo ainda mais amedrontador depois daquele golpe — Já que ele, se feito de maneira correta, cortar um membro superior de seu inimigo e com a espada correta, pode até mesmo cortar o adversário pela metade...

O professor apontou com o dedo polegar para os bonecos de palha e foi se sentar nas arquibancadas com desdém. Irresponsável, murmurou a filha de Nêmesis e mirou o olhar em um dos bonecos alvos e apertando o cabo da espada na palma da mão aproximou-se para dar seu primeiro golpe. Ergueu a espada com as duas mãos e desceu ela em diagonal, com a intuição de cortar o objeto em seu "ombro". Porém algo inesperado ocorreu, o boneco de palha em vez de sofrer um corte em sua superfície apenas deslizou sobre a grama, esquivando do golpe da semideusa que muito menos raspou um pouco de sua palha.

— Mas que por... — as palavras fluíram quando a garota tornou o olhar aos lados e viu que isso havia acontecido não só com ela, mas com todos que tentaram acertar seu designado boneco de palha.

Novamente, ela ergueu sua lâmina e desceu-a, utilizando de toda sua força para ter sucesso desta vez, e o resultado foi próximo. Um corte foi feito, um tanto profundo no ombro esquerdo do alvo de palha, porém este só teve sucesso por sorte, já que o boneco deslizou para o encontro da espada. Entusiasmada com o último sucesso, Galatea fingiu ir golpear o boneco, toda via, apenas seguiu seu movimento de deslize e levantou sua espada e cortou dessa vez seu ombro esquerdo, de modo que os dois cortes já feitos com sucesso se encontraram, e o tronco de tecido e palha do objeto fora dissipado, e voou para o lado esquerdo da arena. Sucesso, pensou.

A filha de Nêmesis, depois de uma comemoração bem singular, treinou um pouco o movimento aprendido com a espada desta vez no ar, e quando chegou a hora, voltou a seu chalé com a mão que empunhava a espada ardendo e com uma respiração ofegante.

EXTRAS:
Itens Utilizados:
{Balance}/ Espada longa de uma mão. [Seu formato é simples, com a guarda reta e empunhadura anatômica, de couro avermelhado. Sua cor é prateada, com entalhes discretos. Possui 1,30 de tamanho total, sendo que a lâmina corresponde a 1,10m. Transforma-se em um anel no nível 20.]{ Bronze sagrado e couro. } (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Nêmesis]
Poderes Utilizados:
Nível 1: Perícia com espadas
Em suas representações, Nêmesis sempre foi vista utilizando uma espada. Assim, seus filhos também recebem o dom de portar tal arma de forma intuitiva. A perícia não indica acertos automáticos nem movimentos complexos, mas sim a capacidade de manejar com um pouco mais de facilidade, sabendo de forma intuitiva o básico, e tendo facilidade em aprender novos usos e golpes. A perícia é proporcional ao nível.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Zoey Montgomery em Dom 17 Jul 2016, 22:22


AVALIAÇÃO


Galatea M. Onallen

Boa noite, Galatea :>
Okay, seguindo para sua avaliação. Você cometeu alguns deslizes bobos, como não separar algumas palavras - escrever "oque" - ou acentuar palavras que não são acentuadas - como "bréu" -, e sugiro que sempre revise seu texto antes de postar.

Você também esqueceu algumas palavras - como na frase "se feito de maneira correta, cortar um membro superior de seu inimigo", esquecendo de colocar algumas palavras.

Quanto a organização, nada a declarar. Seu texto foi bem estruturado, e sua fluência é boa - não há quebras ou coisas do tipo. No geral foi um bom treino, mas sugiro que preste atenção e sempre revise seu texto antes de postá-lo.

Meus parabéns sz

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 7/10;
Total: 97 pontos de experiência


Aguardando Atualização
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por ♦ Organização PJBR em Dom 17 Jul 2016, 23:39

Atualizado
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Hetton Feak em Sex 22 Jul 2016, 16:24


Hetton Feak despertou.

Após anos vivendo com os pais do outro lado do estreito de Long Island, este era o primeiro dia em que acordara sem tê-los por perto. Era uma sensação nova, um sentimento vazio e ao mesmo tempo libertador. Já estava na hora, afinal.

O tritão encontrava-se num forte submarino* semelhante ao que morava anteriormente. Este, porém, estendia-se por toda orla da praia do acampamento e servia como proteção propriamente dita sendo uma espécie de muralha aquática. Neste lugar, homens-peixe como ele revezavam turnos em vigias ou resolviam as diversas tarefas dos domínios de Poseidon.

Mas, era o acampamento que ajudava-os em seu treino. Era uma via de mão dupla: os semideuses tinham a orla defendida contra algum tipo de ameaça e eram ajudados no treino pelos tritões, ao passo que os tritões também se beneficiavam com o treino e podiam acompanhar semideuses em missões, além de receberem por tarefas feitas no próprio acampamento.

Com o treino em mente, Hetton deslizou até a superfície. A manhã estava suave e o Mar, calmo. Seu nervosismo se ascendia cada vez mais. Tinha sido recepcionado pelos de sua espécie quando chegara na região do acampamento, mas nunca tivera contato algum com semideuses. Em sua imaginação e pelas histórias contadas pelos pais, imaginavam seres imensos e sábios, poderosos como os deuses e tão importantes quando. Fortes, ágeis e inteligentes. Sabiam usar toda sorte de armas com maestria. A ansiedade irritava suas escamas.

O jovem tritão nadou até a praia e aos poucos foi desfazendo-se de sua cauda. Já tinha feito isso antes, claro, mas era algo que lhe distorcia literalmente. Era como abrir os olhos depois de muito tempo ou mexer um braço que estava parado, porém, em ambos os casos a irritação inicial parava. Com pernas, não. Na água era tudo mais rápido, mais prático. Deslizar por entre as ondas era confortável. Andar era tedioso e sustentar todo o corpo dessa forma chegava a ser extremamente cansativo.

E, o pior de tudo, era usar roupas. Lá embaixo, no oceano, isso era algo risível. Roupas em si eram apenas armaduras e ornamentos. Tecido era algo completamente inútil e assim como a maioria dos costumes terrenos, irritante.

Porém, com todo o desconforto inicial: roupas, pernas e a soberania dos semideuses, Hetton buscava compreensão e conhecimento. Ele queria estar ali e passava por tudo com bom grado. E com o mesmo bom grado se dirigiu, vestido, andando e armado, à arena do acampamento.


* * *


Então Hetton chegou até a arena. Sua primeira impressão, de qualquer forma, tinha sido os semideuses. Logo que pisou na praia achou estranho “um bando de humanos quase adultos” andando para lá e para cá com camisetas laranja e com o símbolo do acampamento. Achou que alguma coisa estava errada ou que tinha se distraído na ida e perdeu o caminho, porém, as camisetas com o símbolo eram verdadeiras – nenhum humano sabia de sua existência ou as usaria dessa forma.

Os semideuses não eram gigantes ou mega poderosos como diziam as histórias – alguns até podiam ser. Mas grande maioria eram adolescentes normais. Isso chegou a acalmar Hetton, mas de certa forma frustrou-o também. Eles eram, nada mais nada menos, iguais. “Semi-algo” com poderes de “algo”.

A arena era ampla. Vários semideuses treinavam uns contra os outros ou deferiam golpes contra alvos e bonecos. Alguns eram instruídos e outros apenas duelavam. Vez ou outra algo de extraordinário acontecia. Semideuses tinham sim algum poder, afinal.

Hetton vestia bermudas que iam até os joelhos, eram convenientemente de um tom azul marinho e tal qual os semideuses, ganhara uma camiseta laranja do acampamento (antes de sair andando pela praia, é claro).
O garoto olhou ao redor e não sabia bem o que fazer. Seus treinos antigos eram simplesmente com seu pai ou qualquer um que conversasse. Ali estava fora de casa. Seguindo sua lógica básica, chamou um individuo que parecia tão iniciante quanto ele.


* * *


Com as delongas de apresentações, Jack se revelou um filho de Eos recém-recebido pelo acampamento. Ele portava duas bainhas afiveladas ao cinto, sendo à esquerda uma adaga e à direita uma espada curta. Possuía altura semelhante à altura de Hetton e cabelos castanhos claros.

Portando o tridente e dada distância suficiente, ambos se acertaram para o início do duelo.

Jack puxou sua espada e avançou. Desferiu um golpe que cortava do lado superior esquerdo até o inferior direito, em diagonal, que fora facilmente previsto por Hetton. O garoto ergueu seu tridente com ambas as mãos, sendo uma segurando abaixo do início dos dentes e outra lá para o meio do cabo. O impacto não foi tão grande, o filho de Eos se recolheu e o jovem tritão levou seu tridente para próximo ao tronco.

Em sequência de seu recolhimento, Jack aproveitou o movimento para desferir seu segundo ataque pela horizontal. Com um salto curto para trás Hetton desviou sem muito esforço. Até então ambos os jovens não estavam se esforçando tanto, afinal suas armas eram reais. Tinham em si a noção de que tudo era um treino.
O semideus passeou pela esquerda, direita, desferindo golpes horizontais e verticais a esmo enquanto Hetton desviava e se afastava.

Observando a sequência, Hetton aproveitou sua chance: ao invés de se esquivar para trás ergueu seu cabo mais uma vez forçando um impacto maior. Jack avançou como previsto e a espada, mais do que anteriormente, rechaçou o cabo revestido por coral do tridente. Hetton impactou com o cabo no peito do semideus que recebeu um baque forte e se afastou tossindo e abaixando por completo a guarda; Foi quando o jovem tritão ergueu os dentes em posição de estocar e avançou, parando somente quando estava suficientemente próximo para atingir o semideus.

- Você avançou demais, se tornou previsível – disse – Vamos novamente. Desculpe pela porrada.

Afastaram-se e começaram mais uma vez.

Hetton decidiu avançar. Com ambas as mãos no tridente atacou como para estocar mais uma vez e foi impelido por uma defesa na vertical pela lâmina de Jack. Hetton deu um passo para trás recuperando a postura, girou o tridente e tentou novamente em direção as pernas do adversário.

O semideus saltou e ao pousar esticou tronco e braço tentando acertar Hetton por cima, onde estava indefeso. Porém, num reflexo de última hora, o tritão ergueu sua arma como se empunha-se uma pá e trespassou a lâmina da espada por entre os dentes de Undertow – o tridente. Seguindo o instinto, saltou para trás levando consigo a espada das mãos de Jack, a qual tinha ficada presa.

Hetton movimentou o tridente para a direita soltando a espada de sua arma. Jack por sua vez puxou da bainha sua adaga.

Entreolharam-se... E um correu na direção do outro. Jack, porém, avançava com o ombro para frente e a mão esquerda sobre a lâmina de sua adaga, e Hetton com o tridente na altura do rosto.
Quando se aproximaram suficientemente bem para realizar um ataque, o tritão esticou sua arma dentada confiante de mais uma vitória – até que uma luz surgiu da mão de Jack, que a deslizou para além da lâmina de sua adaga ao mesmo tempo em que este a erguia em direção do tridente de Hetton.

Assim que o tridente foi rechaçado Hetton sequer soube ao certo o que lhe atingira – uma lâmina de luz?! O tritão saltou para trás e logo sentiu o peso de suas pernas desacostumadas. Observou o filho de Eos e viu: a lâmina da adaga tinha crescido e, além disso, brilhava num amarelo solar. O adversário parecia satisfeito com o resultado e sem hesitar avançou.

Sem muito tempo de resposta, Hetton ergueu de forma leiga o cabo. Conseguiu bloquear o primeiro assalto e andou um passo para trás. O segundo, na horizontal, bloqueado. Outro passo. Era a mesma sequência de antes. Hetton sorriu e ergueu o cabo para defender o próximo golpe que viria verticalmente e com o avanço do semideus.

Porém, Jack surpreendeu-o mais uma vez: ao invés de atacar pela vertical desferiu mais um golpe na horizontal. Parou quando se aproximou de ferir o tritão, ao mesmo tempo que sua lâmina deixou de brilhar e voltou a ser uma simples adaga.

- Você se afastou demais, se tornou previsível. – Riu o semideus. – E já parece exausto. – Completou.

E Hetton estava. Suas pernas doíam, elas ainda eram relativamente fracas. Ele precisava acostumá-las ainda. O jovem agradeceu a Jack pelo treino e pela oportunidade, despediu-se e caminhou cambaleante para o banco mais próximo. Sentou-se, observou os colegas treinando até recuperar fôlego o suficiente para voltar à praia.

Estava cansado, porém estava feliz.

Sobre as explicações:
*forte submarino: tal como a maioria das explicações sobre a relação seres aquáticos e semideuses, eu tive que inventar algo que tornasse a ida de Hetton para o acampamento coerente, já que os seres da natureza não possuem chalés e seria estranho eles simplesmente “existirem por perto”. Então, assim como os sátiros, decidi criar uma ligação entre acampamento e seres. Eu não tenho ideia se isso será aceito ou não. heh

Eu sei que 2/3 do treino foi um monte de explicação, isso não ocorrerá no futuro. Eu apenas precisava ambientar o personagem e montar algumas estruturas antes de simplesmente jogá-lo na arena aleatoriamente. Espero que o avaliador entenda isso (e não há problemas se isso atrapalhar na avaliação em si, é completamente compreensível).

Itens e Habilidades Utilizadas por Hetton Feak:

Habilidades
♂ Perícia com tridentes - Tritões são descendentes diretos de Tritão, filho de Poseidon e, como o Tritão original, herdam a habilidade com tridentes, uma vez que possuem uma cultura guerreira e valorizam o combate corpo a corpo, diferente das naiádes. Isso implica que possuem facilidade ao lidar com qualquer tipo de tridente, conseguindo aprender mais rapidamente quando treinam com essas armas. Não implica em sucessos automáticos, tampouco em movimentos extravagantes - é algo evolutivo, representando um conhecimento adquirido.

Transformação – Além de respirarem normalmente na água, também conseguem se manter fora dela sem problemas respiratórios, ainda que nesse nível só possam se manter 3 dias longe da água, após esse período devem mergulhar novamente em uma fonte de água natural, ou começarão a perder HP. O período de afastamento aumenta em 3 dias a cada nível. Além disso, aqueles que possuem caudas, como os tritões, adquirem pernas e características humanóides que os permitem agir na terra normalmente, controlando essa transformação quando em água.

Itens
♂ {Undertow} / Tridente [Tridente feito de bronze sagrado e ornamentado com conchas marinhas. A arma possui 1,80 metros, sendo 40 centímetros de seus dentes, ainda possuindo uma empunhadura revestida por coral, o que provoca maior aderência da arma sobre a mão de quem a manuseia. Os dentes do tridente são tão afiados quanto dentes de tubarões, sendo que na parte inferior a arma ainda possui uma ponta afiada, podendo ser usada para atacar o oponente. Diferente da lança, também pode ser usado em manobras de desarme, como ocorreria com uma alabarda, caso o semideus consiga enganchar a arma no oponente entre os dentes - tudo depende de sua habilidade e força. Se transforma em uma braçadeira com conchas no nível 20] {Bronze sagrado e coral} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação dos Tritões]

Itens e Habilidades Utilizadas por Jack (filho de Eos):

Habilidades
~[1]Habilidade Natural com Lâminas

Os filhos de Eos, mesmo sem ter experiência em campo de batalha, podem naturalmente executar bem os movimentos com uma arma laminar, sendo ela espada, adaga, falcata, armas antigas, etc. Inicialmente saberão realizar com precisão os movimentos com sua arma. A precisão aumenta ainda mais no nível 7 e já são espadachins notáveis no nível 15.

~[1]Corte de luz

O filho de Eos cria uma lâmina de luz solar, que corta e queima o inimigo ao ataque. Pode ser usada para recobrir uma arma, aumentando seu dano ou como uma lâmina em si. Dura 3 rodadas. [NOVO]

Itens
- Espada curta
- Adaga
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Seg 25 Jul 2016, 19:26


Avaliação




Hetton Feak
Olá, Hetton. Conforme você comentou, achei interessante essa "introdução". Não como uma introdução ao treino, mas como uma introdução do próprio personagem ao acampamento - não ficando algo "solto". Você também soube criar uma situação, mesmo que simples, que se encaixasse bem na proposta que você mesmo estipulou, bem como narrar bem o combate e os movimentos no mesmo. Porém não foi um post com o qual consegui conhecer muito da personalidade do personagem, entende? Tente nos próximos textos expressar as sensações, reações e pensamentos do personagem frente as situações a que ele se expõe. Tirando isso, não tenho muito a apontar - apenas pequenas questões gramaticais, como uso de letra maiúscula em locais inadequados (depois de ponto e vírgula, bem como após três pontos e quando diz respeito ao mar), ambiguidade ("Em sua imaginação e pelas histórias contadas pelos pais, imaginavam seres imensos e sábios, poderosos como os deuses e tão importantes quando. Fortes, ágeis e inteligentes. Sabiam usar toda sorte de armas com maestria. A ansiedade irritava suas escamas.", onde dá a entender que a ansiedade irritava as escamas dos semideuses) e uso da vírgula. No geral, foi um bom treino. Parabéns, tritão.

Coerência: 44/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 23/25;
Objetividade e adequação à proposta: 14/15;
Ortografia e organização: 8/10;
Total: 89 pontos de experiência.

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.
Darya Archer-Gilligan
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por ♦ Organização PJBR em Seg 25 Jul 2016, 22:54

Atualizado
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Alex Vanguard em Qua 27 Jul 2016, 17:02

Estava contente por poder treinar era apenas o meu segundo dia como iria correr?Me podiam matar os monstros que estavam na floresta prontos para me devorar.
Não estava confiante. Quiron apresentou as equipes:
-Esta noite estaremos na presença de muitos mestiços novos!Por isso as equipes como novos mestiços teram algum avanço...Alguém se contrapõe?-Ouvi alguém a dizer que era um saco mas ele não era novo por isso...-Não?...Pronto as equipes vão ser de dois!E cada monstro tem um bilhete quem descobrir o bilhete dourado vence!Entendido?...
Equanto Quiron falava eu já sabia o que se passava eu seria um mau colega e o meu companheiro me iria deixar para trás e eu me iria...
-Alex Vanguard e Leo Valdez!
Então esse era o nome que me deixaria morrer?Bem eu procurei esse cara ate que percebi que ele era filho de Hefesto e já não era novo la!
-Oi...-disse um pouco envergonhado.
-Oi sou o Leo você deve ser o Alex muito prazer companheiro!-disse com um sorriso amigável-Bem esta preparado para ganhar?
-Não sei,porque sempre que eu faço algo sai mal por isso sou tao exibicionista nunca sai nada bem!
-Treta eu o ajudo e você retribui Ok?
-Hum...Pode.
-Boa agora se equipe pois vai começar a festa!!!
A maneira como o disse me encorajou sare que iria ganhar?Bem coloquei minha faca preparada coloquei um pequeno elmo e uma armadura leve ( eu era novo não podia pedir muito).
Me alinhei como Leo e esperei pelo búzio. Ouvi um som abafado e comecei a correr empunhando a faca e Leo mesmo atrás de mim seguimos pela direita ate ao Punho de Zeus.Tal como Leo disse de cima via-se bem melhor avistei alguns satiros a tentar fugir de um escorpião,e alguns filhos de Ares a afastar o tal.Vi também uma sombra,não duas que eram rápidas e vinham contra mim. Já as via melhor eram javalis gigantes e um deles tinha um bilhete reluzente ao peito.Seria bem dificel la chegar só se o derrubasse saquei da fac e preparei-me...
-Se acalme...-Disse muito calmamente Leo.
BUM um dos javalis estava preso num buraco mas não o do cartão.
-Droga!
-Vamos ele ja chegou.- disse eu sem tirar os olhos do monstro.
Ele mal tocou na rocha e eu já tinha pulado para o seu dorso ele se ajeitou tipo um touro de rodeo e quase que cai mas espetei a faca e puixei-a para baixo o matando e pegando no bilhete. Leo não tirou os olhos de cima de mim Com a boca aberta.
-Que foi?-perguntei mas só depois me apercebi que tinha ganho.
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Re: ♦ Arena do acampamento

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