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♦ Arena do acampamento

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♦ Arena do acampamento

Mensagem por ♦ Eos em Sex 11 Set 2015, 22:26

Relembrando a primeira mensagem :



Arena do Acampamento


Treinos e Horários




• Matutino:

    — 08:00 às 09:00 — Treino de Armas brancas de longa distância;— 09:00 às 10:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 10:00 às 11:00 — Treino de Combate aos monstros.

• Diurno:

    — 14:00 às 15:00 — Treino de Combate aos monstros;— 15:00 às 16:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 16:00 às 17:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.

• Noturno:

    — 19:00 às 20:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 20:00 às 21:00 — Treino de Combate aos Monstros;— 21:00 às 22:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.



Instruções Gerais
e
Regras





• Post Inicial;
• Condições climáticas: Definida pelo player;
• Horário: Definido pelo player;
• Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue;
• Sem mortes ou perdas de itens;
• O não cumprimento das regras aqui descritas poderá acarretar em punições diversas;
• Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar a qualquer deus estagiário por Mensagem Privada (MP);
• Não há mínimo nem máximo de linhas ou palavras exceto pelas já especificados nas regras gerais, mas espera-se um post bem descrito;
• Quaisquer poderes ou equipamentos utilizados por vocês devem vir em quote ou spoiler, de preferência separando poderes ativos de passivos;
• Sem máximo nem mínimo de equipamentos, desde que seja possível levá-los;
• Esse tópico é monitorado e avaliado pelos deuses em geral e pelos monitores.

    — Tal medida foi tomada com o intuito de não sobrecarregar os avaliadores.— Tendo isto em vista, todos os tópicos desse gênero podem conter até dez (10) treinos.


    — Quando chegar nesse limite, ninguém mais pode postar. Caso contrário, o treino será ignorado.— Quando o deus responsável pelo tópico avaliar, até mais dez treinos poderão ser postados até que haja uma nova avaliação.


    — Cada player pode postar um  único treino por atualização, independente do tipo de treino;— O descumprimento da regra acarretará a anulação dos treinos posteriores ao primeiro.


• A quaisquer sinais eminentes de plágio, punições severas serão aplicadas.

    — A primeira punição será o ban por IP durante uma semana;— Numa segunda infração, a punição será ban eterno.

• Treinos noturnos são atribuídos àqueles cujas descendências divinas diretas se dão por deuses ligados à noite ou à obscuridade;

    — Encaixam-se entre tais deuses: Hades, Melinoe, Phobos, Deimos, Hécate, Morfeu, Nyx, Thanatos, Selene, Ártemis, Nêmesis e Circe;— Para qualquer treino noturno cujo semideus em questão não tenha um progenitor devido para o horário, haverá a anulação do treino.

• A premiação máxima segue as regras do fórum;

    — A premiação máxima é composta de: cem de experiência.

• O critério de avaliação segue as regras do fórum;

    — O critério de avaliação é composto de: coerência; ortografia; estrutura e fluência; uso de armas e poderes;

      — Coerência definirá: cinquenta de experiência;— Ortografia e Organização definirá: dez de experiência;— Coesão, Estrutura e Fluência definirá: vinte e cinco de experiência;— Objetividade e Adequação à Proposta definirá: quinze de experiência.


• Instruções aos players:

    Dicas de Postagem Geral:
    Prestem atenção em todas as informações que lhes foram dadas;Usem um corretor ortográfico, para evitar grandes perdas neste ponto;Tentem não usar templates ou tables que prejudiquem a leitura ou modifiquem de forma drástica a largura ou a altura do texto;Evitem o uso desmedido de muitas cores que possam, de alguma forma, tornarem a leitura menos envolvente;Sejam objetivos no sentido de não enrolarem, ou seja, não adicionem detalhes desnecessários;Caso não saibam algo, procurem no fórum e em fontes externas confiáveis ou perguntem para qualquer deus estagiário via Mensagem Privada (MP);Não copiem a introdução dada pelo narrador: interpretem-na segundo a vista dos seus personagens;Tenham bom senso.

• Tópico criado após sugestão de Asclépio;
• Tópico criado com a aprovação de Deméter e Athena;
• Boa sorte a todos os campistas.

Créditos da organização/ formatação geral a Logan Montecarlo

♦ Eos
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Vitor S. Magnus em Sex 25 Set 2015, 03:31


Avaliação
Arena
Jessabelle H. Hower


B
em Jesabelle... Não tenho muito o que falar do seu treino. Apenas duas coisas: Introdução muito grande. É legal encher o post de coisas que podem ser relevantes e detalhar o que estava fazendo antes e tals, mas se deixar muito extenso começa a ficar desinteressante, além disso o objetivo é dar foco ao treino.
Alguns erro de português - principalmente no uso de ênclises - . Nada que não possa ser resolvido com algumas revisões básicas.

Fora isso, foi bem legal o jeito que você descreveu os movimentos e golpes com espada. Continue assim, semideusa.

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 13/15;
Ortografia e organização: 9/10;
Total: 97/100





Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP

Vitor S. Magnus
Filhos de Ares
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Chalé de Ares

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Sex 25 Set 2015, 14:38

Atualizado.
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Em uma tenda perto de você

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Rowan Brückner em Seg 28 Set 2015, 09:25

you blow me out of my mind like I was a dandelion, you drive me crazy, you make me smile

TREINAMENTO COM LANÇA

S
onhei com ele. Lembro que passamos um bom tempo nos olhando. Nenhuma palavra, nenhum som. Tudo ao redor mudava e o tempo parecia voar, mas eu não o sentia. Um flash anuncia o fim. Breu. De repente, ele havia desaparecido e eu estava em pânico, correndo. A floresta ali era densa, quente, e meus passos eram abafados no chão lodoso. Criaturas velozes corriam atrás, sibilando. Lembro que repentinamente eu pulei e girei e, no ar, lancei uma lâmina enferrujada que eu levava como arma, abatendo um dos meus perseguidores. Continuei correndo.

Acordei suada. Estava arfando, mas felizmente parecia não ter acordado ninguém. Meu corpo inteiro estava quente, e minha cabeça latejava fortemente. Levantei-me, cambaleando, e desci até a copa do chalé, onde abri a geladeira e tirei uma forma de gelo. Coloquei os blocos numa toalha e encostei-a na testa. Fechei os olhos e suspirei, tentando resgatar as imagens dos sonhos.

Por muitos anos eu não tinha sonhos recorrentes. A maioria de minhas viagens oníricas eram meramente ocasionais, mas desde que eu havia descoberto meus poderes nem em sonhos eu podia descansar. Pousei o gelo na mesa, ainda sentindo a cabeça pulsando. Abri os olhos e encarei a mesa amadeirada, caindo em pensamentos saudosistas sobre minha vida mundana. Sobre meus pais. Sobre minha irmã. A dúvida me torturava profundamente.

Ergui-me com certa revolta. Não estava muito consciente, admito. Minha realidade me dosava apenas pequenas doses de dopamina, e exigia de mim grandes quantidades de sanidade e paciência. Seria difícil aguentar por muito tempo, mas eu ainda assim persistia em mentir para mim mesma. Eu persistia em acreditar que o futuro seria melhor. Que o pior já havia passado.

Estava com a camisa laranja do acampamento e trajava apenas calças moletom, mas já não me importava mais. Saí do chalé levando Thunder, o instrumento que minha confusão havia escolhido para descarregar. Caminhei apressadamente até a arena, onde forcei a entrada e fui novamente à sessão de treinos com lanças.

A sala era ampla, coberta em um lado por grama e no outro por tatame, e mobiliada por uma série de bonecos de treino, feitos de madeira, ferro ou tecidos. A luz da lua cheia rasgava o breu do lugar, penetrando através de grandes janelas localizadas em um lado do local.

Larguei os chinelos na entrada e caminhei em direção às fileiras de bonecos. Eu estava ansiosa para descontar toda a minha frustração em seres inanimados. Estava, mais que tudo, desejosa em descarregar toda a amargura que minha vida tinha absorvido. Foi então que algo chamou minha atenção e me tirou do transe psicótico. Meus ouvidos tremeram ao reconhecer aquele ruído. Um som familiar, que por muitas vezes preencheu meus ouvidos e meus sonhos. Um sibilar inesquecível.

Ela estava banhada pela lua, a apenas alguns metros de distância. De escamas verdes e negras e rosto alvo como a lua, a dracaenae olhava pra mim com gosto. Como se ela estivesse esperando. Como se ela estivesse com fome.

Algo me soou estranho naquela presença, todavia. Seria impossível uma criatura invadir o acampamento, e era muito improvável que aquela maldita estivesse prisioneira, ainda mais sem cela. Assumi posição de defesa, enquanto ela sibilava e exibia as garras. A lâmina da lança brilhou sob o banho de luz lunar, e um vento frio cortou o ambiente, gelando minha pele dorsal exposta.

A dracaenae saltou e eu atingi seu pescoço com o cabo da lança. Minha força, todavia, não me permitiu deslocar uma criatura tão pesada, e ela acabou por cair perto de meus pés. Saltei para o lado, mas não pude evitar de ser arranhado na altura do calcanhar. Arfei de dor, mas logo retesei a arma e a desci na direção da maldita, que rapidamente se desviou. Ela mais uma vez saltou sobre mim, mas dessa vez eu aparei seu golpe com um corte.

Brilho. Sangue. A lâmina reluziu antes de encontrar o alvo, dilacerando carne reptiliana e decepando um braço da criatura.

Sangue rubro, escuro, espirrou sobre meu peitoral e sobre meu pescoço. A macabra urrou, brandindo o breve pedaço de membro que havia sobrado após seu ombro. Ela abriu a bocarra, exibindo presas quebradas que decoravam suas mandíbulas. Girei a lâmina no ar novamente, mas ela desviou. Atingiu-me com garras, cortando profundamente meu braço esquerdo e me fazendo rugir. Dei um chute em seu corpo e ela recuou.

Brandi novamente a arma, e girei na altura de seu peito. O golpe desceu rasgando sua pele-escama, perfurando a caixa torácica e expondo sua carne. Os olhos amarelados se arregalaram. Ela partiu em fúria em minha direção, e eu me limitei a defender-me com o cabo da arma. Sua poderosa mandíbula se fechou sobre o cabo, e a cauda musculosa aplicou-me uma rasteira.

A lança me foi arrancada, atirada longe. Naquele momento, eu poderia chamar pelo nome da arma. Eu poderia invocar a proteção de meu suposto pai. Eu poderia utilizar os poderes semi-divinos que eu tinha. Mas eu não estava pensando. Não naquele momento. Não enquanto o sangue quente dominava meu corpo e enchia minhas veias de adrenalina.

Levantei-me e me atirei contra a dracaenae, aplicando-lhe um soco na mandíbula. Um estalo se fez, anunciando uma fratura e me arrancando um sorriso. Girei o dorso e apliquei-lhe um chute no pescoço, fazendo-a pender para o lado. Avancei e, com a mão espalmada, alcancei o corte que eu havia provocado em seu peito. Meus dedos entraram em sua carne, sendo cortados por fragmentos de ossos do tórax. Fechei o punho sobre o coração da maldita. Ela ganiu, sem voz.

Apertei. Com força. Tudo ficou calmo. O silêncio se estabeleceu. O corpo da criatura ficou imóvel, tenso. Meu braço tremia devido à força aplicada, mas eu possuía o domínio. Fechei os olhos. Respirei fundo. Sorri.

O coração explodiu em meus dedos, como um doce que derrete na boca. Arranquei-o e o atirei ao chão, enquanto rajadas de sangue me tingiam o rosto, o dorso e até a cintura. O cheiro de sangue encheu meu olfato, e eu senti o alívio dominar meu corpo. A sensação era inigualável.

Pela primeira vez em muito tempo, doses altas de dopamina me eram concedidas.

~~~~

De repente, um som chamou minha atenção. Provavelmente atraídos pelo barulho, um trio de jovens campistas havia se aproximado.

Droga! — Exclamou um, logo se juntando ao corpo morto da criatura. Outro o seguiu, e o terceiro veio até mim.

Parabéns, você acaba de destruir nossa obra-prima. - Resmungou. — Esse andróide demorou semanas pra ficar pronto!

Os três então juntaram a carcaça abatida, que expelia faíscas amareladas, e foram embora dali. O sangue que escorria das bolsas implantadas da carcaça me faziam repensar um pouco. Balancei a cabeça. Realmente, minha sanidade já não estava mais ali.

OBS:

— Habilidades Passivas —


Perícia com Armas Laminadas (Nível 1): Filhos de Zeus são bons com espadas, as manejando com certa familiaridade.

Vigor de Touro (Nível 6):-Como um dos símbolos de seu pai é o touro, seu vigor é maior que os outros semideuses, podendo correr e afins por mais tempo.


— Adendos —


ϟ {Thunder} / Lança [Lança metálica, feita inteiramente de bronze sagrado. A ponta é maior do que a de lanças comuns, formando uma lâmina em forma de raio, que apesar de mais difícil de manejar para quem não é acostumado, pode causar danos potencialmente maiores, ainda mais considerando-se o peso, já que até seu cabo é metálico. Esse dano adicional contudo não é inerente à arma, dependendo do manuseio e habilidades do semideus.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]


Rowan Brückner
Filhos de Zeus
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No colchão mais próximo

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Lorenzo Albini em Seg 28 Set 2015, 18:08


TAKE THE HOBBITS
to isengard
― Posiciona, analisa e ataca ― explicava um dos campistas mais velhos do Acampamento. ― Esses são os princípios básicos para não ser morto em um combate próximo. Agora formem duplas.

Distraído com seus próprios pensamentos, Lorenzo se assustou quando ouviu uma voz infantil e feminina em suas costas. Ao se virar, deparou-se com uma menina baixa, ruiva e de no máximo doze anos completos. Os grandes olhos cor de mel da garota eram tão inocentes que Lorenzo quase mandou que saísse daquele lugar.

― Garoto, garoto! Quer ser minha dupla? ― Sua voz era quase tão doce quanto seus olhos.

Olhando ao redor e percebendo que não havia outra pessoa para fazer dupla com a garota, Lorenzo não teve outra opção a não ser aceitar. Foi então seguido pela garota até uma área livre da arena.

Por um tempo, ficaram ambos se encarando por um tempo. Lorenzo com pena de atacar a garotinha, e ela, por sua vez, esperando que o garoto atacasse. Vendo que o filho de Hécate não tomaria iniciativa, a garota ― que mais tarde o Albini viria descobrir se chamar Helen ― atacou Lorenzo com maestria. Despreparado, o garoto só teve tempo de posicionar o escudo contra o peito. Helen então recuou e girou a espada que tinha nas mãos, provocando Lorenzo. Sem saber o que fazer, o garoto então atacou.

O som das espadas se chocando ecoava por toda a arena. E, mesmo sendo pequena e de aparência frágil, Helen era uma adversária poderosa. Girava, esquivava, recuava, defendia e usava sua velocidade para tentar acertar os pontos onde a guarda de Lorenzo era mais fraca. A garota se movia como um raio.

Mas depois de um tempo, vendo que a menina não era frágil como demonstrava Lorenzo contra atacou com a mesma intensidade. Cada etapa do treinamento recebido anteriormente passava pela sua cabeça.

Posiciona.
Ele recuou alguns passos e posicionou os pés separados. A mão direita estava ocupada por uma espada e a esquerda por um escudo.

Analisa
Parou um instante e começou a analisar os movimentos e a postura da adversária. Helen mantinha muito as pernas afastadas e segurava o escudo de maneira errada. Aquela era sua vantagem. Precisava atingir a base da adversária.

Ataca
Lorenzo partiu com muito vigor para cima da adversária, calculando todos os seus próximos movimentos. Então, antes de levantar a espada contra a garotinha, abaixou-se e tentou encaixar uma rasteira. Contudo seu movimento foi em vão.

Helen já esperava aquele movimento do rapaz. Os pés bem afastados eram apenas uma distração para que o garoto realizasse aquele movimento. Por isso, quando Lorenzo se abaixou, Helen girou para o lado e se jogou em cima do garoto, colando o escudo bem próximo ao seu pescoço e colocando a perna em seu braço.

Sem possibilidades, o garoto desistiu da batalha. Não humilhado, afinal, lutara com uma adversária e tanto. Helen sem dúvida tinha futuro no Acampamento.

E naquela noite, Lorenzo aprendeu uma coisa: Nunca deve se subestimar um adversário por sua aparência.

Obs:
- As armas usadas no treinamento foram cedidas pelo Acampamento
Lorenzo Albini
Filhos de Hécate
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38

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Em algum lugar...

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Ayla Lennox em Ter 29 Set 2015, 10:53


Avaliação


Jessabele H. Hower - Olá, filha de Zeus. Antes de mais nada, espero que saiba que sua técnica de upar nas entocas usando a arena não está funcionando. Eu vejo tudo.

Ok, parando com a enrolação, vamos ao que realmente interessa. Saiba que sua escrita é realmente boa, ok? Não existe nenhum erro ortográfico, de concordância ou até mesmo de digitação. A introdução foi um pouco longa com a história do sonho e tudo mais mas eu não tive aquela sensação de que você estava enrolando.

Os detalhes são bem colocados, os movimentos bem descritos... Só me resta lhe parabenizar, cria do trovão. Continue assim.

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 10/10

Total: 100 XP

Lorenzo Albini - Cria de Hécate, olá para você também. Sem ameaças ou enrolação, vou direto a sua avaliação.

Sua escrita é bem limpa e seu texto foi todo bem direto e objetivo. A única coisa que gostaria de apontar é o seguinte: Narrando em terceira pessoa você possui uma grande quantidade de vocativos pra usar em relação aos participantes da postagem - inclusive você mesmo -, trabalhe melhor isso nos próximos posts.

Fora isso, senti falta de uma narração mais precisa e completa de movimentos. Geralmente você resumia a "Ela esquivou e atacou", coisas assim.

Atente para esses detalhes e tenho certeza que fará um treino perfeito. Continue melhorando, filho da magia!

Coerência: 48/50
Coesão, estrutura e fluidez: 23/25
Objetividade e adequação à proposta: 14/15
Ortografia e organização: 10/10

Total: 95 XP

Dúvidas, reclamações, desabafos, mimimis... MP
Atenciosamente, a líder da família Lunática.
Ayla Lennox
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Psiquê em Qua 30 Set 2015, 18:08



Atualizados




How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Tinsley Carmichael em Qui 01 Out 2015, 13:54





DESTRUCTION
gimme, gimme more







Mil palavrões passavam pela cabeça da meio-sangue. Não gostava de treinar e evitava a qualquer custo interagir com outros semideuses de seu desinteresse, ainda mais quando um bando de crianças estava incluso no grupo. Infelizmente, fora obrigada a participar de um treino coletivo de seu chalé ou sofreria com algum tipo de limpeza de estábulos e/ou similares.

— Fico contente que todos estejam aqui. Peguem seus itens e dividam-se em grupos, preferencialmente de armas similares.

Ela e um novo conhecido do chalé 26 - que estava fazendo uma pequena visita em sua cama não mais do que dez minutos antes - entraram para o time de meia dúzia de arqueiros. A cara de aborrecimento de Carmichael provocava diversas reações, desde o afastamento de alguns semideuses mais novos até a gozação de outros que não tinham medo de nada.

Os campistas de cada modalidade estavam divididos em duplas, e ninguém sabia ao certo o que ia acontecer. Coletes de adamantium foram distribuídos juntamente com uma maçã para cada um. O garoto explicou que o metal da proteção fora encantado com um campo mágico que atraía as flechas para seu centro, de modo que ninguém seria atingido no rosto ou nos outros membros. Todos se entreolhavam curiosos, questionando o que realmente aconteceria naquele treino.

— Os campistas da direita podem preparar suas flechas. Os da esquerda, por gentileza, equilibrem as maçãs em suas cabeças. — Falava o monitor, passando por entre o corredor que havia se formado.

— Nem fodendo. Não mesmo que eu vou deixar ele me acertar uma flechada, vocês ficaram loucos. — Falou a garota, sendo seguida por alguns protestos tímidos de apoio.

— Você não vai. Deverão correr e tentar se proteger. — Explicou seu meio-irmão. Quando outro rapaz questionou sobre a fruta, logo um brilho avermelhado tomou conta do topo da cabeça de todos, e assim ela acabou “colando” em seus corpos.

Com outro tipo de magia, o cenário da arena foi modificado. Paredes de energia negra de um metro de altura surgiram por todo o espaço, criando uma espécie de labirinto onde eles teriam que correr e tentar vencer o jogo. Os filhos de Nyx que não tinham maçã treinariam seus ataques, e os que precisavam correr, a defesa. Para Tinsley, qualquer uma das opções era o inferno.
— A maçã se tornará verde quando for atingida duas vezes, eliminando o semideus correspondente. Para os arqueiros que tentarão acertá-la, contabilizarão um ponto no placar logo acima. — Apontou para a copa de algumas árvores próximas, onde um letreiro com alguns nomes brilhava sob a luz da lua. — Quando acabarem as frutas de cor vermelha, o que obtiver maior ponto vence, assim como o último semideus com sua maçã intacta. Espero que tenham entendido, agora... Vão!

Com um alarme soado de algum lugar, todos se colocaram a correr. Tinsley, se recusando a participar, acabou levando uma flechada em sua armadura de metal e outra em sua maçã, que adquiriu uma tonalidade mais clara. Mais uma e ela estaria fora.

“Ah, pro inferno você...”, pensou antes de lançar duas esferas de energia na direção da garota que a atingira. Sem mais ninguém ao redor, teve que ceder e começar a correr por entre o labirinto, tentando evitar qualquer semideus.

O contador disparava a cada segundo. Via um meio-irmão com um total de cinco acertos, enquanto os outros permaneciam com três ou menos. Antes de desviar o olhar, ele já estava com seis. Seu nome era Eric e ela lembrava vagamente de sua face.

— Psiu, aqui gatinha. — Disse um rapaz antes de lançar uma seta na direção de Tinsley. Atingira novamente na armadura, mas passando de raspão em seu cotovelo.

— Pro inferno você também. — Respondeu irritada, lançando outra esfera através de uma flecha que fez o menino cair de bunda no chão.

A noite geralmente não afetava a visão dos filhos da deusa primordial, mas aquelas paredes pareciam dificultar um pouco no quesito ambiente. Quando encontrou um rapaz de costas, teve que se esconder em uma esquina para não ser vista por ele. Reconhecendo-o como o primeiro nome do ranking de atiradores, não tinha mais para onde correr, já que estava em um dos becos do labirinto e sabia que outros semideuses estavam do outro lado.

Tinsley precisava pensar rápido para se livrar logo daquelas pessoas, daquela atividade e daquela chatice. Queria tirar aquela maçã estúpida da cabeça e ir e dormir ou fazer algo mais útil de sua noite. Foi quando teve uma ideia, que poderia fazê-la vencer mesmo que esta possibilidade não existisse.

Tirou da aljava em torno de três flechas, energizando-as com seu poder negro. Lançou todas de uma vez na direção do céu, sem se importar com ângulos ou qualquer coisa do gênero. Assim que as flechas partiram, denunciaram sua localização, mas foram rápidas demais para deixar que alguém a eliminasse. Voltando com uma grande velocidade na direção do labirinto, elas se chocaram com as paredes, liberando as partículas de poder e explodindo contra as paredes negras de mesmo material, o que acabou anulando a ilusão de ambiente anteriormente criada.

— Mas o que... foi isto...? — Perguntou o monitor, com uma expressão não muito amigável.

— Atingi meus adversários, não perdi o jogo... Acho que obviamente venci. — Respondeu com um sorriso malicioso na face. — Foi um bom treino, vamos repetir outra hora.

Sem mais nem menos, dirigiu-se de volta para seu chalé, sem esperar por ninguém. Tinha um lema em sua cabeça: Vá para destruir ou simplesmente não vá. Algumas vezes ela simplesmente não tinha culpa de ser um tanto problemática no Acampamento.


OBSERVAÇÕES:
Arsenal:

▲ {Altair} / Arco Longo [Arco moderno, de longo alcance, podendo lançar flechas até 50m, com a eficácia caindo acima disso, podendo chegar no máximo a 75m, mas com chances de acerto, força e estabilidade de tiro bem menores, reduzindo muito seus efeitos. Requer certa força física, e a pessoa que quiser utilizar essa arma terá que ter um pouco mais de perícia. Seu material é o mesmo do arco curto, sendo feito de madeira de qualidade e banhado a bronze sagrado, mas sua estrutura requer mais cuidado ao forjar, já que sua envergadura é grande, precisando ser resistente para suportar a tensão da corda.] {Madeira e Bronze Sagrado} (Nívem mínimo: 2) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Mercado]

▲ {Sagitta} / Aljava de Flechas [Aljava de couro com 100 flechas comuns, com hastes finas de madeira, pena de ganso para dar estabilidade e ponta de bronze sagrado. Pouco resistentes, mas de efeito considerável se bem utilizadas.] {Madeira, Pena, Couro e Bronze Sagrado} (Sem nível mínimo) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Mercado]

PS: Alguns poderes iniciais de Nyx foram usados, mas to com preguiça de copiar aqui. Basicamente foi a energia negra inicial canalizada para as flechas.

PS²: Peloamor não me venha descontar por tamanho de letra, né migs. É parte do template, não tá enxergando da ctrl + (zoom). Amo vocês.


Tagged: irmãos who / Time: 7 pm / Wearing: no set / Credits: Lavs

Tinsley Carmichael
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Alex Bertrand em Qui 01 Out 2015, 16:38


Hurricane


É melhor ser temido do que amado.

A arena era como um segundo chalé para os filhos de Ares. Eles a ocupavam e tinham certo sentimento de posse em relação ao lugar. Estava no sangue. Se alguém tentava mudar isso, mexia com o orgulho dos arianos. E fazê-lo definitivamente não era uma boa escolha. Não havia como mudar isto: eles eram os donos do lugar.

Os gritos animados e eufóricos da roda de semideuses eram o som que se ouvia no lugar. Quem estava de fora apenas observava, enquanto os filhos de Ares se desafiavam em combate singular corpo a corpo. Haviam feito uma espécie de Clube da Luta, e cada combate só acabava por nocaute ou desistência — embora a última opção não fosse muito bem-vista. Quando alguém ia ao chão, eles ovacionavam e gargalhavam extasiados.

Alex assistia aos combates de braços cruzados ao lado dos outros meios-irmãos. Como era novato, não participava das lutas, apenas observava, aprendendo algumas lições com os mais experientes. Aliás, adaptara-se bem ao Acampamento: Embora irritadiços e encrenqueiros, os filhos de Ares eram acolhedores para com os recém-chegados. Tirando uma brincadeira pesada ou outra — o que esperar dos ritos de passagem dos valentões do Meio-Sangue, afinal? —, não tinha do que reclamar.

No centro da roda, um dos lutadores pegou o outro num mata-leão e apertou. Todos ficaram em expectativa, esperando que o outro desistisse. Ele levantou a mão, resistiu o máximo que pôde, mas não havia escolha. Com três batidinhas no braço do semideus que o enforcava, desistiu. A gritaria retornou.

Quando outros dois entrariam na roda, uma flecha passou zunindo próxima ao grupo e prendeu-se a um boneco de madeira. Por um segundo, os arianos se calaram, absortos com o que havia acabado de acontecer. Alguns metros distante, um grupo de filhos de Héracles ria e zombava.

— Se acham engraçados, hein? — Chris, o mais experiente dentre os filhos de Ares, adiantou-se e apontou um dedo na direção do outro grupo. — Por que não resolvem isso como homens? Ou são covardes demais?

O insulto pairou no ar, tendo o efeito esperado: ferir o orgulho. Os grandalhões se aproximaram — os arianos podiam ser fortes, mas os filhos de Héracles eram mais altos e robustos em geral —, criando uma rixa na arena. Cada chalé ocupava um lado, e os curiosos agora aglomeravam-se na arquibancada para assistir ao embate.

Um semideus moreno tomou a frete do grupo oposto e foi saudade pelos seus companheiros. Chris riu, dando um passo atrás.

— Ei, Alex — chamou, dando espaço ao novato. — Mostra o que o chalé de Ares faz de melhor.

Alguns reclamaram da decisão, outros apoiaram. Colocar um campista novo para resolver aquele tipo de situação era imprudente — e ser imprudente era o que os arianos faziam de melhor.

Alex abriu um sorriso e colocou-se cara a cara com seu adversário. Era filho do deus da guerra, tinha sangue quente correndo nas veias. Fugir de uma briga não era cogitado. Todos o observavam, e ele adorava ser o centro das atenções.

— Quer mesmo ir parar na enfermaria? — questionou o filho de Héracles, tão próximo que quase beijava Alex.

Abriu um sorriso desgraçado e respondeu, mas não com palavras: recuou um pouco o rosto e acertou uma cabeçada no nariz do campista. Ele cambaleou, já com sangue escorrendo para os lábios, e Alex aproveitou para tentar acertá-lo no queixo. Esse segundo golpe apenas passou de raspão, nada que impusesse algum dano significativo.

Não achava que fosse ganhar com somente aquilo, mas subestimara seu adversário: Mesmo com o nariz quebrado, ele não hesitou e correspondeu com uma sequência de socos. Alex se defendeu de um, dois, três golpes consecutivos, mas o quarto o apanhou de guarda baixa nas costelas. Como uma marreta, o punho bateu forte e impiedosamente. Recuou alguns passos e sentiu o ar lhe escapar.

Agora estava na defensiva. Soco, soco, soco; o filho de Héracles batia freneticamente. Desviou-se e tentou ganhar algum tempo, mas seu adversário não lhe dava espaço. Vinha em sua direção como um touro, o sangue molhado escorrendo de seu nariz e os punhos erguidos para mais uma sequência de golpes. Defendeu-se de um cruzado de esquerda e agarrou o semideus, levando-o ao chão de costas. Dessa vez, com o combate sob controle, ajoelhou-se sobre o oponente tentou acertá-lo seguidamente.

Um de seus socos acertou a bochecha do outro, mas não foi o suficiente para apagá-lo. Em seguida, o filho de Héracles conseguiu livrar-se de Alex e se levantar. Ao redor deles, os dois chalés urravam e gritavam incentivos.

Vendo que estava em vantagem, o ariano abriu um sorriso presunçoso. Sempre fora bom de briga, desde a escola. Era um dom natural dele e de seus irmãos. Filhos do deus da guerra... Quem poderia se opôr a ele? O filho de um deus menor? Estava fora de cogitação. Mas, assim como herdara a habilidade em combate, herdara a confiança em excesso. E por um deslize, Alex acabou perdendo — não só isso, como também ficou com um grande hematoma.

Achando que terminaria com a luta, avançou e tentou acertar o filho de Héracles com um gancho. Infelizmente, seu adversário estava atento, e acabou errando e abrindo a guarda. O soco veio rápido em resposta, acertando-lhe a lateral do rosto. O sol perdeu o brilho, tudo girou, e Alex tombou como um tronco de árvore apodrecido.

Poderes usados:
◊ Força Aprimorada [Nível 01] {PASSIVO!}
Ares é conhecido pela guerra violenta, e por estarem a todo momento praticando essa forma de guerra com tudo o que vêem pela frente, os filhos de Ares adquirem força maior que o comum aos outros semideuses. Seus ataques diretos possuem mais força. Os músculos no corpo deles são evidentes, também.

Alex Bertrand
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Meredith H. Wermöhlen em Qui 01 Out 2015, 18:30

te roubei, lusca

Tinsley Carmichael
Oi, linda. Ficou linda, linda. Tá linda, linda. Todo mundo sabe que você tem uma ótima escrita e eu não preciso ficar elogiando mais ainda porque aí vou estar acariciando seu ego e tal. q Mas, sério, teus textos — e não é o primeiro que leio — são excelentes. Fizeste um treino sucinto e com detalhes satisfatórios, e, sabe, eu prezo muito isso em postagens em campos como arena, escalada, etc. Fluiu bem e não encontrei quase erro em uma leitura em voz alta. Contudo vou citar uma coisa que, na maioria das vezes, os avaliadores deixam passar despercebido, mas que não deixa de ser um erro. Não acarretará em perdas de pontos porque é um assunto bem chatinho mesmo que quase ninguém sabe, então, só tô falando pra te ajudar a melhorar. Os verbos que precedem as falas, que ficam depois do travessão, geralmente remetem às próprias falas, por isso devem ser iniciados com letra minúscula. Pode abrir qualquer livro seu aí que você vai ver que é assim que ocorre. Não é necessáaaaaaaaaario mudar, veja bem, mas é só algo pra enriquecer teus textos. No mais, tá linda, linda. sz

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100xps.


Alex Bertrand
Bom, então, não tenho muito o que comentar. O mesmo que eu disse pra Tinsley, exceto a dica, eu digo pra você. q Eu lembro quando tu era só um feto nesse fórum, parece que foi ontem. ;-; q Mas vi como a tua escrita evoluiu desde lá e ficou melhor que a minha até, né, mas deixemos isso pra outro episódio. Não tenho do que reclamar exceto o fato de que você PARE, TÁ, MANA. Beijo, me liga.

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100xps.

Meredith H. Wermöhlen
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Sab 03 Out 2015, 10:06

Atualizados.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Thea Françoise d'Orleans em Dom 04 Out 2015, 12:57


all or nothing
Drink up, baby, stay up all night, the things you could do, you won't but you might, the potential you'll be that you'll never see, the promises you'll only make, drink up with me now and forget all about the pressure of days
Até aquele momento, o dia estava sendo uma bela bosta. A filha de Poseidon havia acordado - à força, fato que vale a pena ressaltar -, por um - ironicamente - balde de água. Ou seja: já começara o dia bem. Em seguida, forçaram-na a ir com o resto do chalé ao refeitório, a fim de colocar alguma coisa no estômago, para depois irem à Arena treinar.
Bom, pelo menos, era isso o que queriam. Thea, por outro lado, acabou sendo arrastada à força, sem nunca acabar com seu ato de menina mimada.

— Eu só não consigo entender o motivo da gente ter que ir ‘pra esse negócio. Tipo, é só isso o que ‘cês fazem o dia inteiro? Acordam, comem, treinam, treinam, treinam, tempo livre, mais treinos, jantar e dormir? Bando de otários - os seus companheiros já estavam acostumando-se com seu jeitinho insuportável, e apenas ignoravam as palavras que saíam da boca da novata, sem nenhuma espécie de freio.
E ela teria continuado, mas alguém passou por ela, dando-lhe um esbarrão - que, sem a menor dúvida fora de propósito -, tirando-lhe o equilíbrio temporariamente.

— EI! - a pessoa virou-se. Era uma garota. Não era de seu chalé, disso tinha certeza. Deveria ser de Ares ou algo do tipo, pelo seu corpo grandão, e jeito carrancudo. Esta abriu um sorriso, mostrando um dos dentes faltando. Seu nariz parecia ter sido quebrado ao menos umas três vezes.
— O que foi, princesinha? Quebrei alguma coisa desse seu corpinho de boneca de pano? - enquanto alguns do chalé três pararam para observar o conflito, a grande maioria deu as costas, e foi treinar, como se nada estivesse acontecendo. Covardes.
Por dentro, a francesa xingava a otária com todos os palavrões que conhecia, em todas as línguas que aprendera. Por fora, porém - graças aos seus intermináveis anos de prática -, continuava sendo aquela garota vazia e sem conteúdo.

— Na verdade, só queria avisar a você que tome cuidado quando andar, desse jeitão de idiota, que você pode acabar por esbarrar em alguém - aproximou-se, deixando - pela primeira vez desde que viera ao Acampamento - que seu lado verdadeiro aparecesse. Falou baixo, apenas alto o suficiente para que as duas ouvissem — E acredite em mim: eu não sou alguém que você quer entrar no caminho.

A resposta, porém, foi breve, apesar de ter demorado um pouco, dado ao desconcerto que a outra semideusa sentiu, ao presenciar a mudança brusca de personalidade de Thea.
— Ah, mas eu também não sou. Saía da minha frente, sua pirralha, que tenho coisas melhores para fazer do que bater boca com uma novata inexperiente como vocês - e com isso, ela saiu andando, na direção de um dos bonecos de palha, espada desembainhada.
A filha de Poseidon bufou, irritada. Ouviu então, uma nova voz atrás dela.
— Cuidado. Veronika não é alguém que você quer ter como inimiga. Aquela garota pode ser vingativa. É mais ou menos nova, que nem você, mas já tem uma fama de briguenta - o comentário viera de um de seus irmãos. Era pequenino, sem um músculo sequer no corpo. Do tipo brener graveto, mesmo.
O jeitinho voltou. Rolou os olhos. Colocou uma das mãos na cintura.
— Quem? Desculpe, mas não faço ideia de quem você está se referindo.

— D’Orleans! Francis! Estão de papo por quê? Vamos! Temos um treino para cumprir! - alguém gritou, e os dois foram. Apesar de tudo, o confronto cutucava a mente da francesa, incansavelmente.
— O treino é fácil. A rotina, mais ainda. Vocês vão pegar o jeito facilmente, disso não tenho dúvidas - o instrutor falou. Em seguida, ele deu alguns movimentos básicos para praticarem nos bonecos dispostos ao longo da Arena. Eram simples, consistindo em atacar, defender, e desarmar.

Thea treinou em silêncio por um tempo, querendo realmente absorver tudo. A leveza de seus movimentos facilitava, e a garota teve de agradecer à mãe por todos os anos de ginástica.
Avançou, acertando o peito do boneco com força, de forma que o tridente afundara no corpo de palha. Depois, mirou mais para cima, na cabeça.
Trabalhou com os movimentos de desarme, enganchando a espada presa nas mãos do seu “adversário” quantas vezes foram necessárias para dominar a técnica, jogando a outra arma ao chão quando conseguia.
Tudo corria bem.
Bom, isto é, até que a tal Veronika apareceu para treinar no boneco ao seu lado. Em mãos, tinha uma espada, e estraçalhou o boneco em questão de segundos.
E a herdeira poderia ter ignorado, mas a vadiazinha “errou”, fazendo com que um de seus golpes acertasse o braço esquerdo da filha de Poseidon, longe o suficiente para resultar em um arranho superficial, mas que acabou por resultar em um filete de sangue.
Thea sabia que havia sido de propósito.

— Sua puta! - exclamou, segurando o braço contra o corpo. A mão com o tridente tremia de raiva. Ela odiava a menina por fazê-la sentir alguma coisa.
— Ah, desculpe-me. Foi sem querer - o desprezo e a falsidade eram claros na voz da outra.
E é claro que a novata fez o que qualquer garota revoltada faria.

Deu um tapa na cara da outra.
Quando Veronika recuperou-se do choque, empunhou a espada, atacando a menina, achando que seria um alvo fácil. Ela tinha, afinal, o dobro de seu tamanho, e sua adversária estava com um braço incapacitado, além de ser uma novata.
A pequena, porém, recusava-se em ser uma luta fácil.
Recordou-se do que lhe fora ensinado mais cedo, e ergueu o tridente, bloqueando seu ataque. Um sorrisinho satisfeito abriu-se, e empurrou para longe a grandalhona. Quando esta atacou novamente, enganchou sua própria arma na dela, com uma fluidez admirável.
O som da espada atingindo o som foi como música aos ouvidos de Thea.
O que veio em seguida, porém, ela não estava preparada.

Sentiu um pé em sua barriga, o que tirou-lhe todo o ar. Encolheu-se, com dor.
— Acha que é melhor que eu? Sou filha de Ares, sua idiota. Posso acabar com você em questão de segundos! - a filha de Poseidon trincou o maxilar. Lembrou-se de suas aulas de auto-defesa na França, e deu uma rasteira na atacante.
Não esperou que se recuperasse.

Foi para cima dela, montando nela, e enchendo sua cara de socos.
A mão latejava, mas Thea não ligava. Estava de saco cheio, e isso servia perfeitamente como um meio de extravasar. Até que a imbecil resolveu reagir. Com a cara coberta de sangue, Veronika impulsionou-se para frente, ficando em cima da menor.
— Você ‘tá morta - e levantou o braço, pronta para dar-lhe um soco capaz de tirar a consciência de Thea. Esta fechou os olhos. Apesar de todas as surras que seu pai lhe dera, sabia que esta iria doer.

E estava certa.

Acordou pouco tempo depois na enfermaria. Sua mão estava enfaixada. A cabeça doía. O olho estava roxo. Seu lábio inferior estava cortado.

Ela nunca sentira-se mais viva.

woman type looking like kryptonite:

Observações:

O treino foi o das 15:00 às 16:00, Treino de Armas Brancas de curta distância, e as pessoas mencionadas são apenas NPCs. A música é Between the Bars, do lindaum Elliot Smith.

A narração é em terceira pessoa mesmo, mas de um jeito ligeiramente mais informal. Acho que tem uns palavrões aí, mas bom, é a vida (?). Algumas explicações: Thea é uma garota meio zoada. Finge ser burra e sem conteúdo, mas é tudo um ato. Sabe o básico da luta por causa das diversas aulas que seus pais inscreveram-na quando pequena. Tentei narrar um pouco do treino com o tridente, e misturei isso com o conflito. Espero que esteja tudo bem -q.

Se for o Pedro que vai avaliar, te amo seu lindo, seja legal. Se não for, oi, brigada por ter lido sz -q. Brener, saiba que eu te amo, seu magrelo gostoso <3 q


etc:
O item que eu usei para lutar foi: Atlântis, o tridente.
descrição:
— {Atlântis} / Tridente [Tridente grande. Inteiramente metálico, porém pintado de formas decorativas, fazendo com que pareça de coral, apesar de ser de bronze sagrado. Possui o alcance de uma lança longa, com 2m de comprimento, sendo que os últimos 40cm compõe seus braços. Diferente da lança, também pode ser usado em manobras de desarme, como ocorreria com uma alabarda, caso o semideus consiga enganchar a arma no oponente entre os dentes - tudo depende de sua habilidade e força, não sendo um poder inerente à arma.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Bronze sagrado][Recebimento: Presente de Reclamação de Poseidon]
e tal:
Alguns poderes que valem a pena ressaltar são: perícia com tridentes – sendo este passivo –, e nenhum ativo.
descrição:
— Perícia com Tridentes [Nível 01]: O filho de Poseidon consegue manusear perfeitamente um tridente, mesmo nunca tendo tocado em um. [passivo]


Ok, agora sim eu acabei.

    Agradeço a atenção.

Thea Françoise d'Orleans
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Ianna D. Belikov em Dom 04 Out 2015, 13:50

te roubei, pau

Thea:
Parabéns. Ortografia invejável, criatividade, nada mais a dizer. Ficarei de olho em postagens futuras suas.

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100 pontos de experiência, de 100 possíveis.


Ianna D. Belikov
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Meu primeiro treino

Mensagem por Maxuel Rijo em Seg 05 Out 2015, 12:50

O chalé de Deimos não me causou uma boa primeira impressão por fora ele tinha uma pintura azulada malfeita, havia uma única porta de madeira, feita de mogno africano segundo Ricardo, e no batente a cabeça do javali mais medonho que eu já vi na vida. O lugar parecia emanar uma aura escura como se quisesse manter as pessoas afastadas, olhei para o lado e pude ver o desconforto em Ricardo.

– Tá tudo bem cara cê pode ir, eu vou ficar bem – Ricardo era um sátiro ele tinha salvado a mim e minha mãe de um bando de pássaros que nos atacou alguns dias atrás, no momento ele era meu único amigo no acampamento.

– Bem eu tenho que ir mesmo... Mas antes do anoitecer me encontre aqui fora que eu vou te levar para o seu primeiro treino na arena, então não se esqueça de leva-las.

Ele apontou para as duas espadas que eu segurava junto com meus outros pertences – presentes de reclamação para os filhos de Deimos – e foi embora ele estava visivelmente aliviado por poder ir embora, quanto a mim fiquei olhando para a entrada do chalé reunindo coragem para adentra-lo.
Depois de alguns segundos de hesitação entrei no chalé, um jovem que aparentava ser um pouco mais velho que eu veio me cumprimentar, seu nome era Lucio e ele me guiou pelo chalé mostrando todos os lugares e me apresentou a alguns dos meus irmãos que estavam no chalé. A ultima parada foi o dormitório, as camas eram personalizadas, com entalhes de carnificina nas cabeceiras, e um baú ao lado. Lucio apontou para minha cama e depois se foi dizendo que iria me deixar descansar.

Joguei-me na cama e fiquei admirando o quarto e constatei, para a minha surpresa, que aquele lugar era acolhedor. Ainda estava cedo então resolvi dormir um pouco, precisava descansar e agora eu não precisava mais me preocupar afinal eu tinha encontrado uma casa.

***

O sol já estava se pondo quando saí do chalé, seguindo a recomendação de Ricardo eu carregava Crash e Panic ambas estavam empunhadas na bainha de couro preto, mas esta eu carregava nas costas e aquela eu segurava na mão direita. Parecia-me estranho ainda ter aquelas espadas, quer dizer eu nunca tinha segurado uma antes quando mais usado o mais provável é que eu acabasse me cortando com elas.

Quando as recebi fiquei encantado com a beleza delas, ambas eram espadas longas com uma lamina de 70 cm forjados em bronze celestial, que ao que parece é letal a monstros e semideuses – e a empunhadura simulando um dragão a diferença delas é que Panic foi tingida de preto e Crash de vermelho.
Ricardo estava me esperando um pouco afastado do chalé, era até engraçado ver o medo que ele sentia do lugar, mas tentei não rir.

– E então pronto Max?

– Pra falar a verdade não, tenho o pressentimento de que vou me ferrar, mas tudo bem.

O sátiro riu de mim e então ele pôs-se a andar, eu o segui um pouco atrás. A primeira conclusão que tive quando cheguei à arena: é de que eu ia me ferrar muito mais do que imaginava, ao chegarmos lá havia um semideus descansando na sombra quando nos viu ele se aproximou e percebi que era meu irmão Lucio.

– Max! Bom saber que você é pontual, nosso treino vai começar agora as sete e vai durar pelo menos uma hora – Olhei para ele confuso, como ele poderia saber que eu ia treinar esse horário?

– Ah a culpa é minha, eu falei com ele mais cedo para ajudar um amigo meu na arena, mas não imaginei que vocês já teriam se conhecido – Disse Ricardo.

– Enfim chega de conversa vamos começar. Ah e Max eu acho que por enquanto é bom você escolher apenas uma das espadas até ter mais pratica para tentar lutar com as duas.

Eu olhei indeciso para elas, mas decidi usar Crash nesse primeiro treino então pedi para Ricardo segurar Panic. Lucio me fez realizar uma serie de alongamentos complicados, mas nem de longe eu tinha a mesma flexibilidade que ele. Depois disso ele me levou até o centro da arena, a essa altura o céu já estava escuro.

– Já que você aparentemente não tem nenhuma habilidade com a espada, vou começar te ensinando o básico.

Primeiro ele ajeitou minha postura, me fazendo manter a coluna ereta e os ombros retos depois me mandou segurar a espada mantendo o cotovelo um pouco afastado do corpo, Crash se ajustou de maneira perfeita a minha mão sendo bem balanceada e fácil de manusear – Vamos começar com o jogo de pés, tente imitar meus movimentos – Lucio começou a movimentar os pés devagar sem nunca cruzá-los, ele traçou um semicírculo em volta de mim sem nunca tirar os olhos de mim.

Eu comecei movimentando o pé direito, mas quando fui passar o esquerdo esqueci-me da recomendação de Lucio e ao invés de parar o movimento quando um pé estivesse ao lado do outro, eu cruzei os dois. Tudo aconteceu muito rápido lembro-me de ver o braço de Lucio se movendo e então eu estava caído de costas no chão, o ar saindo de meus pulmões.

– Por isso não se deve cruzar as pernas, fica fácil te derrubar e você não vai conseguir reagir se alguém te atacar agora se levante e faça de novo dessa vez direito.

Gostaria de dizer que acertei o exercício na segunda tentativa, mas infelizmente não, Lucio me lançou ao chão outras 4 vezes antes que eu acertasse o movimento, minhas costas estavam doloridas e cheia de arranhões a espada começava a pesar na minha mão.

– Finalmente, agora que você consegue se movimentar com um mínimo de decência vamos melhorar um pouco sua habilidade venha comigo.

Ele me levou até uma área onde havia vários bonecos vestidos com armaduras e uma espada de madeira em punho, ele se postou diante de um deles e fez uma sequencia de movimentos: primeiro ele atacou visando o lado esquerdo do boneco, mas parou fazendo uma finta ele acertou o punho fazendo a espada cair, depois ele girou o corpo e acertou com a parte plana da espada a cabeça do boneco.

– Espero que tenha prestado atenção, você vai se aproximar desse boneco e executar essa mesma sequencia que eu fiz.
Adotei a postura que ele tinha me mostrado e então comecei a me mover fiz um semicírculo em frente ao boneco, respirei fundo e ataquei. Tentei fazer o primeiro movimento mirando na cabeça e desviando o ataque com o intuito de desarmar, no entanto botei muita força no primeiro ataque e acabei decapitando o boneco.

Na segunda tentativa no momento do primeiro ataque fiz com menos velocidade e força conseguindo fazer a finta, mas durante o giro perdi o equilíbrio e cai no chão – Calma você está muito tenso este boneco não vai te machucar apenas se concentre e faça você é meu irmão então sei que pode.

Respirei fundo e então fui para a terceira tentativa, tentei não pensar em nada apenas, tudo acorreu no automático, Crash parecia uma extensão do meu corpo e eu conseguir me mover com uma agilidade até então desconhecida, quando dei por mim o capacete do boneco estava no chão e Lucio batia palmas.

Ele me ensinou outras duas sequencias de golpes, mas agora meus movimentos pareciam mais fluidos e naturais, ainda estava longe da velocidade ou agilidade de Lucio, mas eu não me importava.

– Vamos acabar por hoje, amanhã você não vai precisar das suas espadas então pode deixá-las no chalé, agora vamos indo que eu preciso de um banho.

Sem questionar eu o segui junto com Ricardo que estivera quieto como um fantasma observando nosso treino, eu estava com o corpo dolorido e exausto, mas estava feliz, afinal não era um jeito de viver tão ruim.
Armas:
Duas espadas Panic e Crash
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Zoey Montgomery em Seg 05 Out 2015, 17:07


AVALIAÇÃO


Oii Max :3
Bom, vamos lá: continuei vendo alguns probleminhas com pontuação e organização de seu texto, apesar de ter descrito de uma forma interessante a atividade. Aconselho a você ler seu texto me voz alta antes de postá-lo, e revisá-lo também. Se precisar de ajuda, estamos aí :3

Coerência: 40/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 23/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 07/10;
Total: 85 pontos de experiência


Aguardando Atualização

Thanks Doll at The Pretty Odd
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Psiquê em Ter 06 Out 2015, 00:06



Atualizados




How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Vitor P. Louis em Ter 06 Out 2015, 16:46


Second Day
Dreaming Out Loud


A
cordei com os olhos descansados, o sono já havia ido embora. O relógio ao lado de minha cama marcava não mais que oito horas da manhã. Levantei-me, espreguiçei-me. Mesmo cedo, o chalé de Hermes já tinha um pequeno movimento. O entra e sai parecia incômodo para alguns, em geral para outros calouros, mas a maioria (os veteranos) já estava acostumada com isso. Eu seria o meio termo, apesar de ser calouro, não via porque ficar incomodado. Afinal, poucas coisas me incomodavam de verdade. A curiosidade talvez seria o meu pior defeito. Talvez outra hora eu possa contar onde eu me meti por causa desse meu infinito desejo pelo suspense.

Continuando: Meu sonho havia sido perfeito. Dormi usando meu pijama casual, era tão confortável que eu o costumava vestir não só para dormir, mas também para passar o dia. Me sentia mais relaxado enquanto o usava — inspirado, melhor dizendo. Senti uma imensa saudade de casa enquanto olhava o vazio do meu coração. Aqui sozinho, tudo o que eu tinha era meu novo treinador. Nem sequer sabia a respeito da minha verdadeira mãe. Sentei-me na cama novamente, um pouco triste por estar longe de casa, mas não havia nada que pudesse ser feito. O quanto antes eu aceitasse isso, menos dor sentiria.

Procurei pelo rapaz, mas não tive nenhum sinal dele. Não fiquei desapontado, afinal, talvez ele estivesse treinando algum outro campista. Olhei para minha mala de roupas (que havia sido feita às pressas) e peguei uma muda. Com poucas opções, percebi que precisava de mais variedades. Talvez tivesse algum shopping perto do acampamento? Acho que isso não seria possível. Coloquei as roupas — dobradas — em cima da cama e em seguida peguei minha toalha que ficava em outro compartimento. Sem hesitar direcionei-me ao banheiro, desejando que ele não estivesse ocupado. Para minha felicidade, não estava. Entrei. Fechei a porta e tirei a roupa para começar meu Banho Matutino.

Enquanto tomava o banho, pensava no que faria hoje. Sem muitas opções: ficar sentado escrevendo e desenhando o dia inteiro, ou ir sozinho a arena treinar os movimentos de ontem. Mas na verdade o que eu queria, era que o rapaz aparecesse. Eu nem cheguei a perguntar o nome dele! Nessas horas que eu percebo o quão timidamente distraído eu sou. Já estava antecipadamente conformado que ele não apareceria hoje, mas tudo bem, talvez fosse meu destino. Espero que pelo menos o dia de ontem não tenha sido um sonho. Será mesmo?, pensei.

Fechando a torneira do chuveiro, senti-me novo em folha, pronto para mais um dia — qualquer que fosse ele. Vesti-me e sai do banheiro ainda com o cabelo molhado. Passava a toalha secando-o com paciência. Andando quase automaticamente até minha cama, esbarrei em algo duro feito pedra. De relance percebi apenas alguns músculos evidentes. Nesse momento senti aquele frio na barriga, com receio de saber quem era. E eu não estava errado. Olhei para cima. Não era ninguém senão o rapaz de ontem. Não me senti muito confortável, pois minhas bochechas coraram. Tornaram-se quentes como uma chama — até minhas orelhas ficam vermelhas nessas horas, e não seria diferente agora. Minhas palavras começaram a sair desniveladamente, enquanto as dele saíam normalmente.

— D-Desculp... — além de gaguejar não consegui terminar de falar.

— Hey! Você já está acordado! — ele me interrompeu parecendo não se importar com algum pedido de desculpa. Parecia feliz.

— Sim, e você também! — suspirei e tentei me acalmar, deixar a voz sair naturalmente. Fingi-me surpreso, como se nem ao menos tivesse pensado nele.

— Claro! Preciso me manter em forma. — olhou rapidamente seus músculos.

— Haha, verdade. — disse disfarçando meus olhos curiosos em olhar sua barriga, que estava totalmente à mostra, sem camisa.

Ele já parecia suado, pois seu cheiro era tão peculiar que fez-me lembrar de ontem. Talvez estivesse treinando outro alguém, ou até mesmo apenas fazendo alguma atividade física por conta própria. Gostava mais da segunda hipótese. Poderia ser um pensamento egoísta, mas não gostava de pensar que ele estava treinando outras pessoas além de mim.

— O que você vai fazer hoje? — ele disse entre um sorriso e um olhar esperançoso.

Ficar contigo pelo resto do dia!, pensei. Meus pensamentos são tão autônomos, ainda mais de manhã, penso diversas coisas ao mesmo tempo. Deve ser por isso minha continua dor de cabeça. Mas em seguida respondi, tão ligeiro quanto meu pensamento, tentando não parecer que estava pensando em alguma possibilidade:

— Não estava planejando nada. Talvez sentar em algum lugar por aí e ficar desenhando. — menti.

— Então... Quer ir treinar comigo hoje de novo? — pareceu alegre demais. Desconfiei.

Tudo bem que na superfície dos meus pensamentos — razos e inúteis — eu esperava algo como: Quer sair comigo? (...) Quer ir ao cinema? (...) Te pego às oito horas. Ou algo parecido. Mas o que ele disse foi tão justo quanto a realidade, o que estava totalmente oposto aos meus desejos incondicionais.

— Claro! Seria uma boa. — não hesitei sequer um segundo para respondê-lo.

Jogávamos conversa fora enquanto eu terminava de secar meu cabelo, mas a conversa continuou quando saímos do dormitório. Ficamos sentados sobre o gramado do lado de fora. Ele era um dos únicos que me dava atenção (na verdade acho que o único). Quando realmente lembrei-me que não sabia seu nome, tomei coragem e perguntei. Me respondeu dizendo que seu nome era Harry, lindo nome por sinal. Fiquei sem graça pela pergunta fora de hora, pois eu já devia saber. Eu não havia perguntado pois ele também não o tinha feito, sobretudo, ele já sabia o meu, e isso nem passou pela minha cabeça. Revirei os olhos e ri disfarçadamente quando me dei por conta das infinitas e malucas possibilidades de minha fértil imaginação — e como é fértil.

[...]

O tempo foi passando e quando percebemos já tinha passado quase uma hora desde que sentamos na grama. O gramado ainda estava úmido do orvalho da noite, mas não nos importamos e sentáramos mesmo assim. Quando finalmente resolvemos ir treinar, ele se levantou e com todo carinho me deu sua mão. Pegueia-a depois de poucos segundos de hesitação. Por alguns instantes me lembrei de algo que acontecera comigo. Quando tinha meus quatorze anos de idade. Amável e amante das pessoas, eu era ingênuo, compreensível, aquele amigo que podia contar para qualquer hora. Meus amigos: nós, éramos (um pouco distante agora, mas ainda somos) como irmãos. Aonde quer que fôssemos, íamos juntos.

Um dia nós fomos ao parque, mas eu nem esperava que nesse dia seria diferente de todos os outros. O parque era um dos meus lugares preferidos. Por que? Simplesmente por conseguir me sentir mais conectado com o mundo. Todas aquelas árvores e flores, eram tão vivas que eu me sentia atraído. Mas não era sobre isso o que eu queria contar (não exatamente), e sim o que lembrei: meu primeiro beijo.

Não quero ser meloso, nem nada do tipo, mas é como eu sempre digo: penso, logo existo, e não consigo ficar calado. Como eu ia dizendo, estávamos no parque, juntos, ou pelo menos quase. Luca, Olivia e Clover foram comprar alguma coisa, não consigo me lembrar o que. Fiquei sozinho com Jeremy e Anna, sentados no banco, esperando eles voltarem. Eu não fazia ideia do que estava para acontecer, mas aconteceu. Um garoto, da nossa idade, chegou perto de nós e começou a conversar — tão simpático, sem nenhuma vergonha, parecia até que já nos conhecia. 
Seu nome também era Chris (meu chará). Era branco e tinha quase a mesma altura. Magro, porém não magricela, mas um pouco definido. Seus ombros eram quase largos. Por eles e pelo seu tronco e olhos irritados, dava-se para perceber que ele fazia natação. Seu cabelo louro acastanhado, liso e não muito cheio, caía um pouco na testa, bagunçado não só pelo vento, mas também propositadamente. Seu nariz chamava minha atenção, grande, porém esteticamente bonitinho, pelo menos para mim. Algumas sardas chamavam a atenção em suas bochechas, mas chamavam tanto quanto seus olhos azuis, lindos e estreitos. Eles definitivamente despertavam minha curiosidade.

Notei que ele me olhava diferente, e para minha surpresa, em um momento ele dissera o motivo de estar ali: eu. Eu não poderia simplesmente deixar você passar pelos meus olhos, sem que eu o olhasse de perto, ou tocasse..., dissera ele mais tarde enquanto caminhávamos. Eu ainda estava sentado quando ele estendeu a mão perguntando se eu queria dar uma volta. De início, hesitei. Olhei para Anna e Jerry, que sorriam em troca. E então me senti livre. A essa altura meu coração pulsava por algo estranho que naquela época eu não sabia o que era: amor? Tinha acabado de conhecê-lo, mas nada era impossível, então isso era um talvez. Ele me levou no meu lugar favorito dentro do parque. Um campo, gramado e repleto de flores. Gramas cortadas em diferentes níveis, criavam formas geométricas por todo o chão, enfeitando o "palácio-de-flores", era como eu o chamava. Um chafariz central jorrava água, um belo arco-íris se formava, dando ainda mais vida à charmosa primavera — minha estação predileta.

A todo momento, estávamos de mãos dadas. Ele era um estranho para mim? Talvez. Mas eu sentia que não devia me incomodar, e acertei. No amanhã ele não seria um desconhecido, mas faria parte da minha vida. Ele me conduzia, e apesar de estarmos no palácio-de-flores, era ele quem me chamava mais a atenção. Sentamos num dos bancos na periferia do círculo maior. Sua mão era suave, e gentil. Seus dedos, delgados e caídos acariciavam minha pele, às vezes, meu rosto. Conversamos mais um pouco, e quando menos esperei, nossas bocas estavam tão próximas que sentia sua respiração tocar meus lábios. Num momento estávamos conversando sobre coisas aleatórias, agora, estávamos nos beijando. Excitante, suave, tutti-frutti, essas foram as primeiras palavras que me vieram à mente. Esse fora meu primeiro beijo. E assim foi, com ele durante anos. Até que o destino não permitiu assim, e ele teve de se mudar para New York, do outro lado do país, para mim, em outro mundo. Isso tudo apenas porque Chris havia estendido sua mão, e agora Harry havia feito o mesmo. Não podia ter sido diferente.

Me senti errado e egoísta, com muitas saudades de Chris. Tentei afastá-lo da cabeça, mas subitamente ele aparecia imaginariamente a minha volta, olhando para mim como se também sentisse minha falta, esperando o momento certo para nos reencontrarmos. Senti-me culpado, por estar com Harry pensando em Chris. Senti-me culpado, por ser quem eu sou, uma pessoa apaixanada, uma pessoa que seria capaz de querer ao mesmo tempo mais de uma? Essa questão me dava dor de cabeça. Com Chris eu me sentia seguro do mundo, e agora, com Harry não estava sendo tão diferente.

Andávamos em direção ao coliseu. Continuamos falando sobre coisas aleatórias, mas às vezes éramos interrompidos pelos fortes assobios do vento. Às vezes eu me perdia em pensamentes e Harry me acordava. Alguns dos pássaros estavam agitados com os primeiros raios de sol, outros nem tanto. Pareciam brincar de pega-pega. É interessante notar como há vida em tudo a nossa volta, até mesmo o vento, que parecia não se decidir em qual direção correr, ou se mais rápido ou mais devagar, contudo, não só a minha volta, mas também meu próprio cérebro parecia ter vida própria — parecia uma parte isolada do meu corpo. Dessa vez, Harry pouco explicou sobre armas ou equipamentos, parecia mais interessado em minha vida. Talvez estivéssemos ficando cada vez mais íntimos. Até onde isso poderia chegar? Eu, Christopher, conseguiria lidar com a saudade e a novidade ao mesmo tempo?

[...]

O coliseu apontou entre a copa das árvores. Era tão grande e ao mesmo tempo tão majestoso. O monumento parecia carregar consigo anos de histórias, que nem mesmo os mais antigos guerreiros saberiam contar com suas tantas experiências. Abrimos o grande portão — ele fez a maior força — e fomos ao centro da arena. Tudo estava silenciosamente calmo. Pouco se ouvia da melodia dos passarinhos. A brisa era o que nos confortava. Mesmo com altos muros, ela ainda chegava a nós, e bagunçava os fios rebeldes do meu cabelo.

— Espere um minuto. — ele disse demonstrando ter uma ideia.

Acenei com a cabeça, mas logo eu já via suas costas se afastando de mim. Eu o vi entrando em algum corredor, provavelmente que dava acesso a alguma sala. De lá saiu segurando dois objetos apenas com uma das mãos, a outra empurrava um boneco de pano (ereto e preso a algum cabo de sustentação, era de longe parecido com o famoso espantalho de plantações, apesar de ter me lembrado um. Tinha apenas o tronco e a cabeça, e bem no meio deles haviam círculos variando entre branco, preto, azul, vermelho e amarelo). Os dois itens que segurava eram compridos e cilíndricos, tinham a mesma cor do boneco de pano. Pareciam mas não pareciam espadas. Enquanto chegava perto o bastante de mim, notei o largo sorriso em seu rosto. Era o seu sorriso que chamava minha atenção, mais do que qualquer outra coisa poderia chamar.

— Hey! — exclamou — Trouxe umas coisas legais — sorriu.

Chegou um pouco mais perto para me entregar um de seus paus. Digo, espadas de madeira. Abracei com meus dedos o cabo da espada. Áspera e firme, ela ficou "quase" estável em minha mão. Ao primeiro contato, senti o peso da "espada". Balancei o braço descordenadamente para então perceber que eu demoraria a me acostumar com a difícil mobilidade. Sem sombra de dúvidas, era mais pesada do que minha faca. Pelo que via e ouvia, existiam muitos outros tipos de armas ainda mais pesadas. Isso era apenas o começo.

— Por enquanto vamos treinar apenas nós dois. — Ele empurrou o boneco um pouco e ficou ao meu lado. — O mesmo de ontem. Começaremos com você imitando meus movimentos.

— Tudo bem. — concordei com a cabeça.

Novamente ficamos na mesma posição do treino de ontem. Nossos joelhos flexionados nos davam maior estabilidade: o que era o mais importante. Minhas mãos grudadas no cabo da arma, e os braços levemente arqueados para frente, empunhando-a. O peso da espada era desconfortável, mas eu sabia que um dia eu iria me acostumar. Ainda com os joelhos flexionados, ele movimentava sua espada levemente no ar fazendo arcos aleatórios, e eu o imitiva. Ficamos assim por alguns minutos. Em seguida ele fez movimentos mais rápidos com a espada, parecia algo ofensivo. Mostrando-me como e o que fazer, ele mexia o pé para frente bem devagar e logo fazia um corte no ar com a espada. Tive dificuldade em seguir os mesmo movimentos. Os meus estavam mais lentos.

Demorei um pouco mais do que o esperado para pegar o jeito, mas por fim eu o estava conseguindo numa velocidade razoável. Ele parou de fazer os movimentos. Ordenou que eu continuasse enquanto me observaria. Desde ontem, depois de tudo que escutei, percebi uma coisa: ter tudo memorizado é um dos passos mais importantes para que depois, eu possa fazer meus próprios movimentos.

— Hey, você está melhorando! — disse enquanto me via repetir os movimentos — Está quase na média! — riu tão calorosamente que me arrancou um sorriso.

Sem perceber, me desconcentrei. Quando me dei por conta, fiquei tenso e paralisado quando logo percebi que o chão "vinha" na minha direção. Sinceramente não sabia o que tinha acontecido, provavelmente eu devia ter tropeçado nos meus próprios pés. Eu não pude fazer nada mais que tentar pôr a mão para amenizar o tombo, mas ele — Harry — foi mais rápido. Senti aquele aperto firme me pegar no antebraço (por pouco não tive problemas piores). Ele me puxou com força para voltar e de repente me vi em seus braços. Foi tudo tão rápido que quando percebi, nossos lábios estavam muito próximos. Sentia sua respiração sobre meu rosto. Seu ar quente que tocava minha boca, era porém gostoso e refrescante. Senti também, sua mão em minhas costas, pressionando minha pele, e descia devagar enquanto nossos peitos, unidos, respiravam uníssonos.

Subitamente ouvimos o bater dos portões da arena. Totalmente desconcertados, nós nos afastamos sem jeito. Abracei meu próprio peito com meus braços, como alguém tímido, e ficamos de lado olhando ansiosamente para a entrada. Ele pareceu suspirar. Se foi um suspiro de alívio ou frustração, não consegui perceber. Passou a mão no cabelo aflito, e eu não sabia o que fazer. Sem qualquer palavra, nós nos mantemos em silêncio esperando para ver quem tinha entrado na arena. Não demorou muito e logo despontaram dois garotos — pareciam ter a mesma idade. Na verdade, pareciam ter o mesmo tudo. Enquanto iam se aproximando, de lado eu os observava e percebia que eram idênticos. Irmãos.

— Ora, ora! Vejam quem está aqui! — cutucou o outro com seu cotovelo.

— O leão e a ovelha! — provocou com uma risada debochada.

Soltei meus braços, que estavam me apertando o peito, e me aproximei de Harry. O tom da voz deles não era muito agradável, pude sentir a tensão pairar no ar.

— O que vieram fazer aqui? — indagou meu amigo. Sua voz era passiva, mas forte.

— Brincar um pouco. — eles se entre olharam com um sorriso nos lábios. Era evidente o sarcasmo em sua voz.

Harry me olhou sem dizer nada.

— O garoto é novato, hoje é o seu segundo dia de treinamento. — carinhosamente bagunçou meu cabelo. Minhas bochechas coraram. Disfarçando, olhei para o lado para que não vissem meu rosto, mas foi em vão.

Soltaram um sorriso que levianamente me deixou com raiva. Senti os olhares dos irmãos me penetrarem. Ambos tinham olhos escuros, verdes e densos como uma floresta. Suas peles, claras como a neve, formavam um lindo contraste com os olhos, mas eles não eram nem de longe tão bonitos quanto os filhos de Afrodite. Seus narizes, idênticos, eram excêntricos, pontudos e grandes. Os lábios delgados, sorriam constantemente, ressaltando ainda mais suas sardas, que sobressaiam em suas bochechas. Seus ruivos cabelos não chegavam ao ombro, curtos e ondulados, voavam até mesmo com o pouco vento dentro do salão. Um dos irmãos estava com uma de suas sobrancelhas arqueada, enrugando a testa. Achava-se superior ao outro, mesmo não querendo transparecer isso por fora. Era o que parecia.

— Pegaremos leve. — brincando, empurrou levemente seu irmão.

Cheguei ainda mais perto do meu parceiro, e em seu ouvido sussurrei:
— Quem são eles?

— São os irmãos Reaver, amantes da luta. — deu uma pausa — Meus meios-irmãos. Provavelmente eles nos viram saindo do chalé e ficaram curiosos.

— Eles são sempre implicantes assim, uns com os outros? — olhei-os de soslaio.

— Sim, haha. — soltou uma risada. — Digamos que eles mesmos não se aguentam.

— Humpf! — suspirei. — Mas o que vieram fazer aqui?

— Eles querem uma luta, amistosa. — Durante todo esse tempo ele também sussurrava em meu ouvido. Vindo dele isso me excitava.

— Eu vou lutar sozinho!? — retorqui surpreso.

— Não, né! — riu de novo. — Não por enquanto, você ainda tem muito o que aprender.

— Ufa!

— Vocês vão ficar batendo papo ou vamos começar logo? — um deles nos interrompeu.

— Marcaremos outro dia. Semana que vem, quando o novato estiver mais avançado, eu aviso vocês.

— Hum. Okay então. — se entre olharam — Então semana que vem nos veremos outra vez.

— O garoto também ainda nem foi reclamado. Até lá tenho certeza que já o terei ajudado.

— Então se preparem, pois já que será outro dia, não pegaremos tão leve assim.

— Justo.

Não demorou muito e então já vimos as costas dos irmãos se afastarem. Dobrando o corredor, eles sumiram, e com o baque surdo dos portões, sabíamos que eles tinham ido. Nos entre olhamos, e eu me via em seus olhos. Não sabia o que ele estava pensando, mas não duvidava que fosse a mesma coisa que eu.

— Pronto? — perguntou curioso.

Mesmo sem saber para o quê exatamente ele perguntou, assenti com a cabeça. Ele se aproximou com um passo, e por um segundo pensei que o "Pronto?" se referia ao beijo. Meu coração pulou. Minha pele começou a formigar. Mas não era isso o que ia acontecer, ou seria? Então ele me entregou a espada: a que eu havia deixado cair.

— Vamos treinar mais? — olhava diretamente nos meus olhos.

Novamente, assenti, mas sem perceber, eu parecia vulnerável demais. Com toda essa ingenuidade, eu parecia um tolo. Começamos a fazer mais movimentos. Todos novos, porém de um jeito ou de outro, parecidos com os anteriores. Basicamente, todos eles requeriam apenas esforço e concentração, não precisava de mais do que isso — mas para mim, isso já era muito. Algumas vezes, ficamos um de frente para o outro, nos atacando e nos defendendo — devagar — deixando os movimentos fluírem. Gostava de ver seus olhos semicerrados. Gostava de ver suas veias saltarem da pele. Gostava, ainda mais, de ver seu olhar me observando. Mas, ao mesmo tempo, eu me sentia sujo, desonesto comigo mesmo, por querer alguém mas estar pensando em outra pessoa. Sinto a sua falta, Chris, pensei cabisbaixo.

— Tudo bem? — perguntou preocupado. Meu rosto sempre foi transparente, nunca consegui esconder bem o que sentia.

Respondi que sentia falta de casa, foi mais que o suficiente. Ele sabia que isso passaria com o tempo, e de fato eu também sabia, mas não sabia quanto tempo levaria.

[...]

Estávamos quase no final do treino e nada sobre beijo fora mencionado. Não pensava em muita coisa agora, porque eu estava concentrado no treino. A essa altura nós estávamos lutando, amigavelmente. Não movíamos nossas espadas tão rápido, tornando os movimentos um pouco lentos. Eu já estava me cansando. Meu peito afundava a cada respiração, afinal, já estou treinando a mais de uma hora. Rapidamente percebi que precisava de um descanso, um bom banho, uma caneca de chocolate quente e um bom livro. Hesitei no ataque para pensar se existia alguma livraria por perto, com isso, só vi sua espada quando ela acertara meu peito em cheio. Apesar de lenta, meu cansaço contribuiu para intensificar a dor — não chegou a ser muito dolorido. Ele parou e me olhou preocupado, percebeu que eu havia me distraído novamente. Vi em seus olhos que ele me percebeu distante do mundo. Decidimos parar o treino, até porque já tinha passado da hora.

Cansado, arfei. Juntei-me a ele enquanto ele guardava as coisas que pegara. Quando estávamos saindo, ele virou e subitamente me pressionou contra a parede. Fiquei surpreso, mas sabia o que ia acontecer. Não conseguia decifrar seus olhos dessa vez. Abri a boca para falar, mas seu dedo tocou meus lábios

— Não diga nada.

Enquanto seu rosto se aproximava, sentia ainda mais seu hálito fresco, e ao mesmo tempo o suor do seu corpo. Então, não mais do que de repente, seus lábios tocaram os meus. Minha respiração correspondia à sua. A minha boca, respondia ao movimento da sua. Sentia seu corpo pressionar o meu contra a parade. Suas mãos tocaram minha barriga por debaixo da blusa, deixando-me excitado. Uma delas passou para traz, tocando minhas costas nuas e então invadiu minha calça, tocando meu corpo.

Não demorou muito até que Chirs aparecesse. Tentei afastá-lo da cabeça, mas isso só pioraria as coisas. Deixei ele sumir por si mesmo. Harry tinha uma coisa que Chris não tinha: uma ousadia espontânea. Logo mais, o beijo parecia não ter fim, e eu esperava que não tivesse. Se estivéssemos em outro lugar, não duvidava que as coisas se intensificassem. Quando abrimos os olhos, víamos um ao outro. O sorriso em seus lábios, permitiu que eu avançasse e desse mais um beijo.

[...]

Voltamos de mãos dadas. Cada segundo ao seu lado era maravilhoso. O retorno para o chalé podia ter sido mais longo.



Falling in Love
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Thea Françoise d'Orleans em Ter 06 Out 2015, 23:43


all or nothing
DRINK UP, BABY, STAY UP ALL NIGHT, THE THINGS YOU COULD DO, YOU WON'T BUT YOU MIGHT, THE POTENTIAL YOU'LL BE THAT YOU'LL NEVER SEE, THE PROMISES YOU'LL ONLY MAKE, DRINK UP WITH ME NOW AND FORGET ALL ABOUT THE PRESSURE OF DAYS
Os olhos verdes abriram-se, como se tivessem apertado um botão. Ao lado da cabeça, o celular contrabandeado vibrava, mandando a garota acordar. O relógio marcava as oito horas da manhã, um horário um tanto estranho para Thea - que costumava acordar sempre bem mais tarde, forçadamente.
Fechou os olhos novamente. Quando estava na cama, sozinha, era um dos únicos momentos que podia ser ela mesma. Porém, começara a se perguntar se “ela mesma” ainda existia ou se toda a encenação diária fundira-se à si.

Respirou fundo.
E saiu da cama.

Todos seus irmãos ainda dormiam, com exceção daqueles que não passaram a noite no chalé. Esses, a novata não fazia ideia de onde estavam.
O motivo de ter acordado tão cedo ‘num sábado?
Ela queria treinar. Queria ficar o mais forte possível, e quando mais rápido isso acontecesse, melhor.

A arena estava relativamente vazia. Os únicos loucos de acordar em um horário tão cedo em um dia considerado de “folga”, eram: um instrutor, dois campistas que pareciam mais interessados em flertar do que em treinar, e a própria Thea.
O primeiro avistou-a, e acenou, convidando-a para mais perto.
— Hey! ‘Cê é a novata de Poseidon, né? Meu nome é Drake. Chegou bem a tempo de pegar o treino de armas brancas. Interessada?
Estava prestes a recusar, quando pensou melhor. Abriu um sorriso. Aquele seu sorriso superficial.
— Claro! Mas ‘cê vai me ensinar, né? Sou péssima nessas coisas!
O sorrisinho que o outro deu foi inegável; ele caíra na encenação.

— A primeira coisa que você vai fazer é aprender a segurar a espada. Qual a sua mão dominante? - Drake perguntou. Em cada mão, segurava uma espada de madeira, ambas construídas para treinar, inúteis em batalhas de verdade.
— Ér… Sou ambidestra, acho - o tom de dúvida na voz dela era evidente. Ele - que ela descobrira ser filho de Eos - parecia conter a risada.
— ‘Cê sabe que “ambidestro” significa ter as duas mãos dominantes, certo? Se for aprender a arte da esgrima, vai ter que ter certeza que sabe usar a espada com ao menos uma mão - a irritação cresceu dentro de Thea, mas nada mudou externamente.
— Aham, tenho certeza que sou ambidestra. Tipo, eu consigo comer doritos com a direita, e mudar o canal da T.V. ao mesmo tempo com a esquerda! Isso basta, certo? - ele piscou, impressionado com a aparente burrice da menina à sua frente. Mas, bom, quem ligaria?

Thea era bonita, jovem e, mais importantemente, gostosa.
E, infelizmente - ou felizmente - essas três características eram as que mais importavam para caras como Drake.

— Okay. Vamos tentar a esquerda, então. Você pode usar isso como vantagem; pouca gente é canhota, então sempre treinam defesa contra destros - a francesa assentiu, arquivando tal informação na cabeça.
Ele jogou a espada para ela.
Era pesada. Se alguém levasse uma pancada disso, iria doer. E muito.

Drake ensinou alguns movimentos básicos para ela.
O ataque direto. A filha de Poseidon, de acordo com seu instrutor, só tinha que mirar e impulsionar o corpo para frente. Em uma das tentativas, acabou acertando Drake. Claro que fingiu que foi de propósito.
Também teve a finta, na qual Thea deveria fingir um movimento, e fazer outro. Ah, este ele quase desistiu. Ela havia entendido na segunda vez. As outras dez tentativas foram apenas para irritá-lo.
Ensinou-a a aproveitar a chance quando a guarda do oponente estivesse aberta ou quando tal estivesse distraído. Procurou ensinar-lhe em como usufruir ao máximo de sua ambidestria, e pegar o inimigo de surpresa.
E, por último, a defesa. Este foi o mais difícil de se aprender. Seus reflexos, apesar de serem bons, deveriam ser treinados e aprimorados.

Ela ainda estava longe de ser a melhor, mas uma hora de treino a fizera elevar de nível; de noob passou a decente-boa.
Nos últimos dez minutos, o outro semideus propôs que fizessem um duelo rápido, para testar o que ela aprendera, pensando que seria uma luta fácil.
— O vencedor ganha um prêmio - ela já ouvira essa história tantas vezes. Mas ele não seria um dos que iriam conseguir levá-la para uma rapidinha no banheiro.
Ele, claramente, pensava que seria uma luta fácil.
Como dizem: doce engano.

Usou toda a força restante, e toda a informação que lhe fora passada nos últimos cinquenta minutos.
Conseguiu bloquear os ataques do instrutor, e chegou a - até mesmo - acertá-lo na barriga, fazendo-o perder o ar. Depois deste golpe, Drake parou de pegar leve.
Acabou atingindo o braço direito de Thea, esquecendo-se que ela lutava com o esquerdo. Isto o fez abrir a guarda.
E, como lhe fora ensinado, a francesa aproveitou sua chance.

Com uma finta possibilitada pela leveza de seus movimentos, atacou-o na lateral. O resultado foi brutal, sendo bem na lateral do corpo do semideus. Ele deu um gemido de dor, e levantou os braços, em um sinal de rendição global.
— Okay, okay, eu perdi.
O sorriso satisfeito dominou o rosto da menina. Havia conseguido! Derrotara um instrutor, finalmente.
O ardor que sentia no braço diminuiu.

Ela estava evoluindo.

woman type looking like kryptonite:

Observações:

O treino foi o das 09:00 às 10:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância, e as pessoas mencionadas são apenas NPCs. A música é Between the Bars, do lindaum Elliot Smith.

A narração é em terceira pessoa mesmo, mas de um jeito ligeiramente mais informal. Acho que tem uns palavrões aí, mas bom, é a vida (?).

Se for o Pedro que vai avaliar, te amo seu lindo, seja legal. Se não for, oi, brigada por ter lido sz -q.


etc:
O item que eu usei na narrativa foi a própria espada da arena
descrição:
e tal:
Nenhum poder que vale a pena ressaltar
descrição:


Ok, agora sim eu acabei.

    Agradeço a atenção.

Thea Françoise d'Orleans
Filhos de Poseidon
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Minha primeira luta

Mensagem por Maxuel Rijo em Qua 07 Out 2015, 22:55

Nunca havia dormido tanto antes, a escalada pela manhã tinha me exaurido de tal forma que conseguia sentir cada parte do meu corpo doendo ou latejando, mas Lucio não teve a menor pena de mim depois que saímos dos complexos de escalada ele ficou de olho para que eu fizesse todas as minhas obrigações antes de ir descansar.

Passei a tarde rolando de um lado para o outro da cama, quando levantei minha cabeça estava pesada e eu continuava com sono, mas já deviam ser próximo de 18 horas e eu teria um treino na arena com meu irmão e duvido muito que ele fosse aliviar para mim só porque estava cansado.

Era impressionante o tanto que éramos diferentes, mesmo sendo filhos do mesmo pai, Lucio era um ano mais velho que eu e estava no acampamento há seis anos ele era um pouco menor que eu, com cabelos escuros encaracolados e olhos um pouco mais claros que os meus. Eu não sabia nada sobre sua vida antes do acampamento somente que Ricardo o tinha encontrado e salvo sua vida assim como fez comigo.

Sai do meu chalé agradecendo pelo sol já estar se pondo, me sentia muito mais a vontade andando à noite. Era engraçado ver que todos iam para fogueira ou para os seus chalés enquanto eu me dirigia para a arena.

***

Lucio já estava na arena me esperando, ele usava uma calça jeans e a camisa do acampamento já eu usava o mesmo jeans
que vestira na escalada com uma camisa preta.

– Boa noite irmãozinho.

– Boa noite cara – Disse reprimindo um bocejo – E então o que temos para hoje mais sequencias de golpes? – Desde o meu primeiro treino na semana passada Lucio tinha me feito treinar todas às noites me ensinando um conjunto de técnicas diferentes por dia.

– Não, como eu disse mais cedo eu tenho um programa especial para você hoje. Vamos lutar com espadas de madeira vence quem desarmar o outro primeiro.

– Isso vai ser moleza, espero que não fique magoado quando eu te jogar no chão – Minha animação transbordava finalmente uma chance de testar o que ele vinha me ensinando.

Lucio foi até uma das paredes onde pegou duas espadas de madeira que estavam encostadas nela e jogou uma para mim que a peguei ainda no ar. Nem de longe era a mesma coisa que Panic ou Crash, mas a espada de madeira se ajustava bem na minha mão e tinha o mesmo comprimento das minhas armas o que era bom pensei.

Agora que estávamos armados nos afastamos alguns passos. Eu adotei a postura que ele tinha me ensinado mantendo os pés afastados o braço erguido com o cotovelo inclinado, estava pronto para lutar. O silencio permeava a arena enquanto nos estudávamos esperando que o outro desse o primeiro movimento e isso começou a me agoniar até que não aguentei e fiz o primeiro movimento.

Aproximei – me devagar analisando o terreno e meu adversário atento a cada mudança na sua postura, mas Lucio permanecia parado com uma mascara de calma no rosto, quando a distancia entre nós era de apenas um braço ele enfim se moveu me atacando.

O movimento foi rápido e direto visando a lateral da minha cabeça, por sorte meus instintos estavam no automático e eu me agachei no momento exato em que a espada passou por mim, sem me dar tempo para pensar Lucio chutou meu corpo para longe do dele.

Cai de costas no chão, mas me levantei rápido recompondo a postura, para o meu azar Lucio era muito mais habilidoso do que eu pensava se quisesse ter alguma chance precisaria ser mais astuto que ele. Sem dar espaço para a precaução eu corri na direção dele brandindo a espada na direção da sua cabeça, meu plano era usar o primeiro movimento que ele me ensinou para desarma-lo só que ele antecipou o golpe, fiz tudo como me foi ensinado: ataquei a cabeça fazendo uma finta seguida de um giro que visava confundir o oponente para então acerta-lo no punho, mas o outro acertou meu calcanhar com a espada me derrubando no chão.

Dessa vez a queda retirou o ar dos meus pulmões, mas como eu ainda segurava a espada não tinha perdido o desafio, com um pouco mais de dificuldade me levantei de novo, era obvio que ataques desse tipo não iriam funcionar com meu irmão então teria que partir para o tudo ou nada.

Corri até ele e ataquei a espada desceu num arco em diagonal que foi facilmente bloqueado, mas eu ainda não tinha acabado, girei nos calcanhares e tentei acerta-lo novamente com um corte lateral dessa vez ele não conseguiu bloquear tendo que desviar do golpe, isso me fez sorrir.

Sem dar espaço para ele eu ataquei novamente sempre tentando restringir seus movimentos, se me perguntarem depois como fiz aquilo eu não saberia dizer agia por puro instinto, infelizmente Lucio conseguia se esquivar ou se defender dos meus golpes com muita facilidade e isso me preocupava porque até aquele momento ele estava apenas na defensiva.

E quando meu irmão saiu da postura de defesa para começar a atacar à situação mudou, ele me jogou para trás e então atacou, eu bloqueei o primeiro golpe, mas a força dele me surpreendeu, não esperava isso, não tive muito tempo para pensar ele logo estava emendando uma sequencia de golpes que consumia toda a minha atenção para não ser atingido e mesmo assim não deu certo.

Levei um golpe no ombro, na costela e outro nas costas da mão, foi preciso toda a minha força de vontade para não soltar a espada, mas com um golpe certeiro Lucio acertou de novo meu ombro e em seguida a mão, a dor foi tão profunda que não consegui segurar a espada e a soltei.

– Bem, eu venci maninho – Eu estava todo dolorido e acho que minha estava quebrada porque não conseguia mexe-la – Vem vamos a enfermaria para cuidar desses seus hematomas.
Maxuel Rijo
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Hobbro Crixus em Sex 09 Out 2015, 16:58



Alguns dias já haviam se passado desde o incidente no meu apartamento. Na verdade... Acho que faz mais do que somente “alguns dias”. O tempo por aqui parece passar de uma maneira completamente diferente do que eu estava habituado, não sei explicar exatamente como acontece neste acampamento. Para ser sincero, tudo isso é muito confuso para mim – sou filho de um Deus? Loucura demais. Aqui dentro parece ser um outro mundo; mundo este que precisava explorar e descobrir, continuar me adaptando e evoluindo, além de buscar aprimorar as minhas habilidades de combate para caso encontre oponentes formidáveis, tal como aquele ciclope — Eu poderia estar morto... — refleti comigo mesmo, sentado na ponta da cama da parte inferior do beliche do chalé dos Filhos de Deimos. Alguns irmãos dormiam, afinal de conta era madrugada, horário que estou acostumado a agir devidos as lutas clandestinas no Bronx. Ainda sentado, eu apoiava os cotovelos nos joelhos enquanto enfaixava as mãos com as minhas velhas bandagens. Por incrível que possa parecer eu me sentia mais confortável de calça jeans, coturnos e a típica camiseta branca. Não fiz barulho algum, somente levantei-me e saí do chalé, rumo à arena de treinamento.
Espadas, arcos, alvos, lanças e toda essa parafernália de guerra podiam-se ser notados no local, mas eu ainda sou devoto do bom e velho punho. Areia, suor e sangue. Esse faz mais o meu estilo. Joguei o pescoço para os lados a fim de alonga-los, tal como fiz com os braços e pernas. A madrugada estava fria, ainda que isto fosse ser resolvido logo menos à medida que o sangue iria esquentado e, bem, já estava acostumado à solidão. O silêncio da noite era quebrado pelos grilos e o som fino dos socos que eram desferidos no ar num exercício do boxe chamado shadow boxing, que consiste em simular uma luta um a um, onde você imagina o seu inimigo e, assim, dispara socos imaginado acerta-lo em diferentes pontos. Ótimo para aquecer e, melhor ainda, para a mente. Os socos eram polidos e rápidos, irregulares por vezes: O primeiro direto de direita fazia todo o meu braço esticar-se para frente aumentando o alcance à medida que, levemente, jogaria o meu dorso enquanto o pé direito girava quarenta e cinco graus. Soco que fora conectado com um jab de esquerda, mais curto do que o primeiro golpe, seguido de dois hooks, sendo o primeiro vindo da direita, para após pendular em forma de oito, desferir o mesmo golpe vindo da esquerda. Não sou o melhor lutador do mundo, devo admitir, porém sei me virar numa boa briga e amo a sensação do meu punho contra a carne, do punho do oponente contra a minha carne – amo a sensação de machucar.
Junto com os primeiros minutos gastos no exercício as primeiras gostas de suor começavam a banhar meu corpo, o que era bom, afinal de contas gastar calorias em exercícios aeróbicos significa aumento na resistência física. Sempre atento em trabalhar as pernas como um bom pugilista, eu fazia questão de mantê-las separadas para aumentar o senso de equilíbrio e dificuldade a queda, caso algo me acerta, assim como também é importante deixar o pé de apoio à frente (no meu caso, o esquerdo). Para este tipo de exercício dar maiores resultados, aumentar a intensidade e velocidade deixando o seu corpo falar por si só é uma ótima opção: E foi exatamente o que eu fiz. Jab, direto, cruzado, esquivas, olhar de raposa, mas fui surpreendido quando percebi uma aura roxa emanar do meu braço quando soquei o ar.
O que é isso agora?! — Indaguei comigo mesmo ao perceber que aquela aura transbordava por todo o meu corpo, dos pés à cabeça. Não sabia o que significava, era verdade, mas uma sensação ótima de pânico e sadismo preencheu o meu Eu, como se eu fosse capaz de causar mal a qualquer criatura vida naquele instante.
Isso é uma das suas habilidades, creio que... Deimos, não? — Disse uma voz masculina ao fundo. Virei-me para perceber quem era e um garoto tão jovem quanto eu, porém seguro do que falava — Causar pânico em seres tão e desconforto em seres com força igual, inferior ou levemente superior a você é uma das suas habilidades graças a essa... Coisa roxa que emana de você. Com pouco de esforço ela some — Explicava ele enquanto escolhia uma das espadas ali disponíveis no arsenal — Tente.
Indiferente como sempre sou, acatei ao conselho e tentei me concentrar. Tentei reprimir todo o ódio que sinto, toda a raiva e sadismo que meu coração transborda para, aos poucos, a aura ir se esvaindo até sumir por completo.
É, não é tão fácil quanto parece — disse.
Nunca é — respondia ele, mais próximo do que antes — Sou Diego, filho de Ares. É um prazer — Ele estendeu a mão.
Não fiz cerimônia, tampouco quis parecer durão — Hobbro. Deimos — a força natural que ele exercia num simples aperto de mão já denunciava o quão poderoso ele poderia ser — Já que estamos sozinhos nessa madrugada, vamos lutar um pouco.
Sem armas? Parece interessante.
Não havia passado, se quer, cinco minutos de combate e eu já arfava como se tivesse corrido uma maratona. O meu oponente é forte, é rápido e mais experiente do que eu. Em contrapartida, ele não parecia ter muitas dificuldades em lidar comigo. Os diretos que desferia eram bloqueados com a palma da mão esquerda dele, o que impedia do meu braço esticar-se completamente, deixando a minha guarda aberta como um convite para o punho pesado que ia contra a minha costela, o que fazia meus pés saírem do chão por milésimos de segundo. Assim como os jabs eram frustrados com uma esquiva perfeita ao flexionar os joelhos diminuindo a sua altura para, em seguida, acertar a minha barriga com um outro soco que fazia o ar esvair-se de mim. Cinco minutos. Ele precisou de apenas cinco minutos para me fazer recuar — Você parece cansado, hahah — brincou ele. Então isso é um Semideus? Que nível.
Recuperei o ínfimo folego que me restava para avançar contra o homem. Ainda não havia terminado. Numa explosão de força de vontade e espírito de luta, socos irregulares – sem qualquer tipo de técnica – foram de encontro à Diego, que se defendia com perícia sem igual, deixando no ar apenas o soco dos nossos braços e punhos se encontrando. Eu sou um lutador de rua, não me importo com regras: Repentinamente os socos foram cessados para que eu pudesse flexionar os joelhos para em seguida descer a perna com tudo fazendo a sola do coturno entrar em contato com o joelho do Filho de Ares, que sentiu uma dor aguda do golpe sujo, uma cabeça foi de encontro à boca dele, terminando com o serviço. Minha testa sangrava, descia o mesclado do meu sangue com o seu sangue. Ambos cambaleamos para trás, atordoados, mas nenhum de nós dois caiu. Pelo contrário, aquilo só serviu para inflamar mais o nosso sangue e vontade de continuar o “treinamento”.
Golpe sujo, filho de Deimos — disse ele, exibindo os dentes sujos de sangue num sorriso.
Estilo do Bronx, heh — respondi com ironia igual.
Ele era mais forte, era mais rápido e mais experiente – existe oponente melhor para aumentar suas habilidades? Continuamos naquele ritmo frenético até quase o amanhecer e eu, sinceramente, não aguentava mais. Diego, por outro lado, ainda conseguia receber alguns bons golpes. Ele estava sentado, ofegante, não tanto quanto eu estava estirado no chão, coberto de sangue meu e dele. Sangue, suor e areia. Posso me acostumar com esse novo mundo que me aguarda. Como um bom lutador ele estendeu a sua mão para me ajudar a levantar e como um bom perdedor, eu aceitei a ajuda. É, se eu acho que está doendo agora, deixa só o sangue esfriar, eu tomar um banho e me limpar.  
Satisfeitos, nos retiramos antes que qualquer pessoa pudesse chegar para os treinamentos matinais.

Poderes utilizados:

Aura Maléfica I [nível 1] – O filho de Deimos emana uma aura roxa que causa desconforto em quem estiver ao redor. Caso sejam de nível inferior ou até cinco níveis acima, terão vontade de se afastar do semideus. Com esforço o filho de Deimos pode reprimir a aura. [Modificado]
Off:

Eu já fui reclamado, porém ainda não me atualizaram.
Enfim, espero que gostem... Faz tempo que não posto nada neste modelo.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Allan P. Frey em Sex 09 Out 2015, 22:36

With The
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Allan a muito tempo não pisava na terra socada daquele local. Suas botas negras surradas tinham terra de outros lugares. Depois de voar o mundo, voltar para o ninho tinha sido uma atitude inteligente do nobre. Poderia não ter mais suas aventuras, nas quais arriscava sua vida, mas a proteção oferecida pelo local servia como uma pausa... Uma férias para preparar tudo que estava em sua mente.
Depois de suas botas percorrem locais como a Síria, Monte de Prometeus, Olimpo, Castelo do Medo e entre outros locais, elas voltaram para o acampamento. Em especial no lugar que ele aprendeu a lutar.

Allan não entrou a fundo em seus devaneios... Tudo isso era somente pensamentos que passavam por sua cabeça rapidamente enquanto ele ajeitava o que iria usar.
Ele não tinha mais como ficar golpeando bonecos de palha... Sua experiência tornaria absurdo algo assim.
Frey então se aproveitou de mourões que estavam espalhados pelo local. Grandes troncos firmes no chão com almofadas para aqueles que preferiam treinar socos/chutes e combate corpo a corpo.
 Tinha levado seu machado. Porém, ele ficaria cravado no chão até segunda ordem. Allan não entendia bem o porque, mas tanto a arena quanto o acampamento em si estavam muito silenciosos. Ele aproveitaria aquilo para passar um bom tempo por ali.

Allan pegou algumas faixas brancas, e as enrolou em volta dos punhos. Cuspiu entre as mãos e esfregou, se aproximando do tronco.

-----------------x---------------


Ao sentir a irritação daquela noite não consegui me controlar. Imaginando em minha frente cada um daqueles que eu queria no chão... Desse jeito eu comecei meu treino.
Socos alternados... Direita, esquerda, direita esquerda. Com os dentes trincados e punho fechado na extrema força que conseguia, segui com os socos por volta de cinco minutos. Quando parei, sentia como se precisasse de mais. A raiva ainda era maior que o cansaço, sede ou falta de fôlego.

   Me afastei um pouco para iniciar a sequência de chutes, levantando a perna até onde a almofada chegasse, e então girando o corpo para desferir um chute que com certeza seria o suficiente para quebrar alguns pescoços. Em todos os casos, aquele ainda era um tronco bem espesso, e teria que me esforçar muito mais se quisesse causar danos reais.
  Segui a mesma linha, tentando manter o controle dos golpes enquanto buscava ar para que fossem potentes. O oxigênio fazia toda diferença quando se falava de golpes daquele tipo.
Esquerda, direita, esquerda, direita.
Ainda não era o suficiente...

 Quando os dentes chegaram a rangir, eu percebi que estava no ponto que era necessário. Com brutalidade eu avancei contra o mourão, desferindo três socos frontais, para então girar o corpo enquanto me afastava ao mesmo tempo de chutar o local que antes tinha sido esmurrado.
E de novo. Três socos frontais, sentindo pela primeira vez o corpo esquentar e os poros se abrirem para o suor escorrer. Já tinha meus cabelos pelo rosto, mas a raiva ainda não tinha passado.

A raiva não tinha passado...
Isso me fez perceber o quanto estava sendo perda de tempo. Sendo assim, não restaria outra escolha a não ser algo mais radical. Agarrei o machado, deitando no chão frio e sentindo o suor servir como cola para os grãos de terra que agora estavam em meu corpo. Talvez não tivesse mal algum em matar alguma empousa ou dracaenae de vez em quando.
Treino - 1


Pretendo fazer tipo uma série de treinos, e esse é o primeiro. q
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 120-ExStaff em Sab 10 Out 2015, 13:00


Avaliação

— Christopher V. Louis: Sabe aqueles posts que saem da forma? Então, o seu é um deles. Foi, de fato, inovador — sem exagerar na criatividade, sem ser aquela coisa surreal ou extremamente incomum. Contudo, também não posso dizer que fora perfeito. O que ocorreu na maioria do post foi, por muitas vezes, um desfoque do que realmente importava aqui. Lembre-se quem deve ser o protagonista e o coadjuvante, e, nesse caso, o protagonista não foi o seu treino; foi quase como se o treino estivesse apenas a serviço de sua trama, coisa que, aqui, deveria ser um tanto quanto diferente. Claro que colocar sua trama em qualquer post é fundamental, mas ela deve ser dosada — é quase como se deixasse de cumprir um ponto obrigatório de uma missão para colocar um ponto de sua trama no lugar.

Também posso destacar alguns erros na fluidez do seu post. Logo no início, uma coisa muito evidente foram os períodos curtos. Isso atrapalha um pouco na hora da leitura — ficou algo como "Eu fiz isso. Era assim. Depois isso. E isso aconteceu.", entende? Quando usado em determinadas situações para deixar o post um tanto quanto mais sério é extremamente válido, mas não foi o caso. Tome cuidado com isso.

Vi alguns errinhos também que poderiam ser tirados numa revisão um tanto quanto mais atenta, como uma vírgula ou outra fora do lugar. No mais, foi um bom treino, com uma boa profundidade e com ótimas descrições, embora, novamente, a atividade tenha ficado um pouco coadjuvante. Atente-se aos pontos abordados e, no mais, meus parabéns, querido!

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 18/25;
Objetividade e adequação à proposta: 5/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 83 exp.



— Thea Françoise d'Orleans: Ei, docinho! Que treino mais gostoso. Acho até que mal tenho o que falar — foi boa na coerência, teve um texto bem estruturado (apesar que fugiu dos tradicionais parágrafos maiores, o que deixou o texto mais esmigalhado), etc. —, só que poderia abordar mais o cenário geral, dar mais detalhes; e não, isso não é um erro, só estou dando dicas. Meus parabéns, querida!

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100 exp.



— Hobbro Crixus: Uau. Simplesmente uau. Seu treino fora muito bem organizado, meu jovem, explorando bem o combate e focando especificamente na atividade, embora não deixasse de colocar sua trama e diálogos com o oponente. Gostei muito da forma como organizou as suas ideias, me deixou com mais vontade de ler a cada momento, e me pareceu tão rápido... efeito de sua fluidez! Apenas fiquei um pouco na dúvida quanto a luta ter durado a madrugada inteira... Sério que conseguiram? Não descontarei pontos por isso, não considerei exatamente um erro de coerência, levando em conta o histórico dos dois personagens, mas tome cuidado quando for citar algo assim e esteja consciente das consequências que isso terá, porque, no mínimo, seu personagem está extremamente exausto. No mais, querido, meus parabéns!

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100 exp.



— Allan P. Frey: Pois bem, Allan. Foi um treino curto, rápido e fundamentalmente objetivo; também explorou bem as etapas do treinamento, sem que faltasse nada. A única coisa que eu vi como erro foi a formatação do seu post. Cuidado com espaçamentos e paragrafação, ok? No mais, querido, meus parabéns!

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 20/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 95 exp.



— Maxuel Rijo: Treino não avaliado pelo player estar em missão e ter postado-o depois de pedir a mesma, que se encontra aqui (link). Em caso de dúvidas sobre temporalidade, favor contactar-me por MP ou fazê-lo com algum ADM.

~Atualizado por Asclépio~
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Allan P. Frey em Sab 10 Out 2015, 18:22

With The
Hands

Não contava que algum monitor fosse aparecer para me auxiliar no treino, e era exatamente isso que me deixava feliz. Sem ninguém para dar ordens ou achar que um título o torna mais experiente que qualquer outro... Eu já tinha sido assim.
Mas naquela noite em especial, ninguém apareceria. Tinha certeza disso.
 Permanecia deitado no chão da arena, com os braços abertos e olhos fechados, eu sentia uma leve brisa naquela noite.

Quando animei finalmente a me levantar, observei algumas caixas empilhadas ao fundo da arena. Tinha monitorado o chalé de Phobos por muito tempo, o que justificava o fato de saber o que continha nas caixas.
Meu corpo já estava mais frio, e o suor agora não estava tão evidente assim. Com o machado em minhas mãos, caminhei até a caixa mais próxima, e sem me atentar ao que tinha dentro, simplesmente girou o machado, o segurando pelo cabo.
O barulho de ferro se quebrando era um sinal que a criatura que estava ali dentro agora estava livre.

-----------------x---------------

Fui me afastando em passos lentos, deixando minha aura desligada, assim como qualquer coisa que cheirasse a poder. Qualquer monstro que estivesse na arena com certeza se negaria a duelar comigo, sendo modesto, claro.
Pude identificar o monstro que iria combater quando ouvi um certo sibilo. Era um monstro comum, usado para treinar novatos, mas que de certa forma seria suficiente para terminar o treino. Logo uma dracaenae de tamanhos normais surgiu. Usava suas duas caudas para se mover e carregava um escudo azul que parecia leve e também nada resistente. Sua mão escamosa era usada para sustentar uma lança. Ela parecia cuidadosa.

Minha imagem por si só não tornava o combate convidativo a ela. De forma alguma parecia um campista novato, e o machado de duas lâminas sugeria mais ainda... Campistas fracos não usavam armas fortes.

Sem qualquer escolha, a dracaenae avançou mais, sibilando e avançando para o combate ela tentou bater com o escudo grande em meu rosto, para que assim me desnorteasse. Não precisou de mais que uma desviada, aproveitando disso para girar o corpo e segurando o machado com as duas mãos, tentei bater com a lâmina em suas costas. Um movimento bom, mas que era muito previsível em tais circunstâncias.

A dracaenae que agora estava de costas, teve que girar parar parar o golpe, porém o único braço que conseguia fazer isso a tempo era onde estava a lança.
A lâmina grossa e pesada se chocou contra o cabo mais fino da lança, fazendo assim com que ela agora tivesse apenas meia lança, o que não impediu de atacar.

Segurando o cabo, a dracaenae abaixou a mão com pressão, e o outro lado da lança se enfiou pela metade em minha coxa, me fazendo dar um urro que expressava mais raiva que dor. Também não consegui controlar meus nervos, fazendo com que soltasse o machado, e nesse momento, investi contra a criatura com socos aos montes.

Sentia minha mão arder a medida que avançava socando a cara da dracaenae diversas vezes. Ela já não tinha nenhuma reação a não ser ir se afastando pela pressão dos ataques.
Logo, ela caiu, e mesmo assim não parei.

Agora, com chutes e bicudas em seu rosto que já estava totalmente desfigurado, até que arranquei a lança de minha coxa, e saltei com os dois pés, pulando em cima de seu crânio que amaçou totalmente, me sujando totalmente de gosma verde.
-Ufa.

Nesse momento a raiva tinha saído.

Armas:

☩ Frey Harmmer [Machado com duas lâminas e cabo comprido de titânio. A arma possui sua própria aura do medo equivalente a de seu usuário e a cada golpe deixa o alvo 25% mais fraco a ataques de medo por 2 turnos, sendo acumulativo até 50%. A arma possuí o peso de um martelo pesado. Uma vez por missão, ao ser levantado contra um alvo, a arma desperta o pior medo do alvo, reduzindo sua defesa em 15%.] [Titânio e Medo] {Controle sobre o Medo} [Nível: 75] [Só pode ser empunhado por filhos de Phobos e Deimos, levando qualquer outro que o empunhar à loucura] [Recebimento: DIY avaliada por Tânatos e atualizada por Quíron]
Treino - 2


Pretendo fazer tipo uma série de treinos, e esse é o segundo. q
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 119-ExStaff em Sab 10 Out 2015, 18:26

@♦ Eos escreveu:
— Cada player pode postar um  único treino por atualização, independente do tipo de treino;— O descumprimento da regra acarretará a anulação dos treinos posteriores ao primeiro.

Allan P. Frey, seu último treino ainda não foi atualizado. Dessa forma, este não pode ser avaliado e será anulado.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Peter Lost em Seg 12 Out 2015, 22:11



Treino - Arena




Eu não treinava há muito tempo, meus músculos pareciam atrofiados, meus reflexos não estavam tão bons quanto antes e minha mente mal conseguia se lembrar das ultimas vezes em que precisara me tirar de uma situação de vida ou morte.

Meu dia a dia havia se tornado rotineiro, o que me deixara com pouco tempo para praticar a arte com lâminas, contudo aqui estava eu, na arena, segurando minha espada de bronze sagrado – Perdição – na mão direita e Karabela na esquerda. Minha armadura estava em perfeitas condições, o que me dava uma estranha sensação de segurança.

Analisei meu oponente por um rápido instante, eu pedi para o instrutor me trazer um monstro fraco, assim poderia voltar à ativa de forma gradual. A criatura não parecia muito poderosa, era uma bela mulher, mas possuía duas caudas de serpente no lugar das pernas, não utilizava armadura alguma, mas manejava uma grande espada. Uma Dracaena.

Eu já derrotara diversas delas, conseguia me lembrar de seus padrões de luta e seus pontos fortes e fracos, entretanto meu corpo não se movia como antes e eu sabia que levaria um tempo até que eu pudesse lutar como costumava. Não perdi muito tempo pensando nessas coisas, apenas me concentrei no que teria que fazer.

O monstro não me deu muito tempo para bolar uma estratégia, avançando com rapidez e grande fúria no olhar. Dei leves saltos para trás e consegui me esquivar com certa facilidade de seus ataques horizontais, mas não me dei o luxo de desviar os olhos de meu oponente nem por um segundo.

Esperei que a criatura avançasse novamente. Ela atacou, tentando acertar um golpe vertical em meu crânio, porém levantei as minhas duas armas e, formando uma espécie de X sobre minha cabeça, defendi o ataque. Sinceramente, eu não esperava o que seguiu. A criatura forçou minhas armas para baixo, eu não tinha forças para combatê-la naquele estado, então levei meus músculos ao limite para conseguir empurrar a arma da hibrida para o lado direito enquanto rolava para o lado esquerdo.

Gotas de suor se formavam em minha testa, eu estava ofegante e meus braços já doíam. Era simples, eu teria que acabar com a luta o mais rápido possível, ou a Dracaena acabaria comigo. Tentei colocar minha mente para funcionar, relembrando de todas as vezes que lutara contra aquele tipo de monstro. Era inútil, em todas as minhas batalhas eu havia lutado no auge de meu condicionamento físico.

- Volte aqui, Sssssssemi Deussss! – Ela sibilou, sua voz fria fez com que um calafrio corresse pelo meu corpo.

- Eu volto se você jogar sua espada fora. – As palavras pularam de minha boca antes mesmo que eu pudesse pensar no que estava fazendo.

Fitamo-nos por um breve momento e a criatura então abriu um largo sorriso, antes de jogar sua espada no chão. Por um rápido instante eu imaginei que ela fosse se render, mas então eu percebi o motivo de sua ação. Suas garras afiadas pareciam mais mortíferas do que sua espada.

-Acho que eu preferia a espada. – Engoli seco, o suor já escorria pelo meu rosto e se concentrava em uma grande gota na ponta do meu nariz.

- Vamossssss brincar!!!

Pela terceira vez, a monstrenga avançou contra mim. Todas as células do meu corpo gritavam para que eu fugisse, e foi o que fiz. Dando um forte impulso no chão, levantei voo e me distanciei razoavelmente de minha inimiga antes que ela pudesse me atacar. Eu precisava de um plano de ação, algo que me permitisse derrotá-la sem que eu precisasse exigir muito do meu corpo.

A criatura sibilava xingos com ódio no olhar, eu sabia que não poderia fugir dela para sempre então tomei a única atitude sensata naquele momento. Investi com toda a velocidade que pude e tentei uma estocada no peito da Dracaena, que desviou girando para o lado e então me acertou com uma das caudas, fazendo com que eu fosse arremessado por alguns metros.

Quando dei por mim, estava jogado no chão segurando apenas Perdição. Sentia ânsia de vômito e tudo parecia girar. Pisquei algumas vezes com a esperança de melhorar a visão e consegui perceber a criatura avançando contra mim.

Rolei para o lado em desespero, não pude ser tão rápido. A garra do monstro conseguiu fazer um corte superficial em meu braço esquerdo, o qual me fez soltar um leve gemido de dor. Mas eu não podia desistir, sai do raio de ação da criatura e então tomei uma decisão, eu iria destruí-la à moda antiga, iria destruí-la como um filho de Zeus.

Levantei minha lâmina, que serviria como um para-raio, e invoquei meus poderes. Em algumas frações de segundos, diversos raios caíram sobre mim, fazendo com que eu me sentisse mais forte e mais revigorado(*1), além disso, concentrei parte da eletricidade corporal em meus pés, agora eu estava mais veloz também(*2).

Avancei para um ataque final, a Dracaena tentou um ataque em meu ombro direito, mas meus movimentos fluíam com facilidade. Joguei o corpo para o lado, desviando do ataque, ao mesmo tempo em que esticava a direita – a qual carregava Perdição – e desferia um rápido golpe, fazendo um corte profundo na barriga da criatura que soltou um urro de dor.

Naquele momento de distração do monstro, girei o corpo no próprio eixo perfurei o peito de minha inimiga, que se desfez em pó dourado quase que instantaneamente.
Eu sentia dores em cada centímetro do meu corpo, minha cabeça doía e minha visão estava embaçada. Sentei-me no chão, minha habitual camiseta laranja estava molhada de suor e sangue. Eu realmente estava fora de forma.

Esperei que o instrutor viesse me ajudar, abri um sorriso cansado:

- Ei, você pode me levar para a enfermaria?

Arsenal:
— {Karabela} / Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de aço frio e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro.] {Aço e couro} (Nível Mínimo: 1) {Resistência à eletricidade} [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]

♦ Perdição [Espada com lamina de bronze sagrado. A arma se adequa em peso e tamanho ao usuário, seu cabo é de aço negro com um fino revestimento de couro preto para melhor manuseio e tem um comprimento padrão. A arma não tem nada de especial em relação a uma arma de bronze sagrado comum, exceto pelo fato de que, quando a espada não esta em uso, ela se torna uma luva negra com as letras “PL” bordadas em branco, indicando que ela só funciona com Peter.] {Bronze Sagrado, Aço Negro, Couro e Tintura} (Nível mínimo: 9) {Nenhum elemento}

♦ {Lost Belt} / Armadura [Uma armadura que protege o usuário. A armadura é feita de bronze e é reforçada para aguentar grandes danos, tanto que golpes comuns de espada causam pouco dano nela. Protege a parte do tronco, pescoço - por causa da gola de metal -, peitorais, costas e ombros. Quando o dono quiser, a armadura se transforma em um cinto, revestido em couro e vice-versa. É muito leve, tanto que Peter pode correr como se estivesse vestindo uma camisa comum.] {Bronze e Couro} (Nível: 24) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: ¥ Dragon Dovahkiin ¥ ]
Poderes:
Passivos:
Todos os poderes passivos
Ativos:
*1 - Absorção de Raios (Nível 25) - Com esse poder, você poderá fazer com que raios caiam do céu e atinjam você. Isso irá te deixar mais forte durante um certo período de tempo. Além do mais, os inimigos que entrarem em contato físico com você levarão um choque de alta voltagem.
*2 - Trem bala (Nível 21) - O trem bala funciona com base em um mecanismo elétrico avançado, com base na eletrificação de imãs, que geram a energia para se mover nos trilhos. Esse poder simula isso, mas entre os pés do semideus e o solo, triplicando sua velocidade de movimento por 3 turnos. Afeta a esquiva, mas não o ataque.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Alessio B. Constantino em Seg 12 Out 2015, 23:40

Noite após noite, pesadelo após pesadelo. Leigos diziam que eram pesadelos reais, coisas que estavam acontecendo. Não. Alessio e os filhos de Hipnos sabiam que não. Já se considerava um veterano no acampamento, pois estava ali meses a fio na mesma rotina horrenda. Dia após dia, não havia tarefa interessante, tampouco pessoas que o fizesse sair de seus devaneios.

Não sabia o que dizer daquele local. Serviu como uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo fora salvação, mas também a criação de todos seus pesadelos. Não conseguia mais passar por becos sem medo algum do que poderia acontecer, nem ao menos olhar para semideuses do primeiro chalé sem desconfiar ou sentir a boca secar – o mesmo acontecia quando via os sátiros. O garoto que era arrogante, aproveitador, frio e calculista, agora se sentia indefeso e passando por uma série de transtornos.

Um deles era o TOC. Toda vez ao fechar a porta do chalé, olhava diversas vezes para o alinhamento da porta com o chão, se havia fechado corretamente e sempre, se havia alguma protuberância demonstrando defeito. Depois dessa revisão, girava a maçaneta para cada um dos lados pelo menos seis vezes até saber que estava tudo certo. Não queria deixar seus irmãos correndo perigo, tampouco o chalé aberto para todos. Logo que chegara também não gostara de deixar a porta aberta – principalmente ao dia.

Caminhava após ouvir o toque de recolher do telhado do chalé.  Não comia há dois dias e nem sentia falta disto, era como se toda preocupação e medo tivessem lhe abastecido, sem espaço para alimento algum. A direção era a arena, por um milagre, havia demonstrado interesse em aprender mais de combate, depois de uma série de pensamentos obsessivos. Naquele dia não tivera a mesma sorte de se preparar antes. Era preciso estar preparado.

Pouca luz incidia de dois postes na Arena, apenas para iluminar o local. Envolto de sua capa, esteve visivelmente desprotegido ao alcançar os menores feixes de luz. Poucos semideuses treinavam e poucas pessoas estavam agrupadas. Semideuses noturnos eram tão individuais? Perguntou-se demoradamente enquanto caminhava em direção a bonecos de luta. Eles eram feitos de palha, no entanto, havia outro material revestindo – mais duro e modelado.

Sem dirigir uma única palavra aos semideuses que estavam por perto, também treinando com suas armas curtas, amarrou a capa no pescoço e desembainhou sua espada. Tentou atingir a maior velocidade em seus golpes horizontais, cortando e recortando o tecido com sigilosos assobios no vento frio da noite. Após esfolar o primeiro boneco, Constantino pulou para ao lado, imaginando possíveis golpes inimigos. A parte chata de sua espada bateu numa espada imaginária, um possível golpe baixo, e logo depois girando e atacando de baixo pra cima um oponente invisível que buscava atacar o filho de Hades desprotegido. Então, sua própria mente foi seu oponente.

Um meio-sangue loiro de gélidos olhos azuis proferia maldições em grego, desferindo raios direcionados ao filho do submundo. Alessio tremeu. Não houve qualquer movimento e sequer resposta a não ser rendição. O medo tomou conta de seu corpo. Era ele. Não é real, não é, tentou pensar. Porém, era tarde demais – ou cedo. Em menos de alguns minutos de treinamento, sua visão escureceu e sua última visão foi a terra batida de encontro ao seu rosto.

°°°

Antes de voltar completamente a si, ouviu um peido sonoro de cansaço muito próximo. Quando sua visão retornou ao normal, avistou uma garota descansando sentada na arquibancada. Seu cabelo liso e moreno grudado ao rosto não iria combinar em ninguém, senão naquela beleza obscura de lábios carnudos e olhos felinos. Estava com uma camisa de malha e uma calça de ginástica, segurando uma espada em suas mãos.

- Dizem que não posso usar espadas, não combina com minha progenitora. Eu não ligo. – ela falou sem olhar para o recém acordado, como se soubesse o exato momento que ele acordaria. – E você, disseram que não poderia ficar sem comer? Você está mais pálido do que mármore branco polido.

- Todos já foram?

- Não, alguns semideuses estão treinando com arcos e armas de longa distância. Suponho que não esteja interessado. – ela pegou seus pertences e entregou cada um deles com cuidado, à medida que sua companhia levantava-se e sentava-se com mais ânimo. – Se é que agüenta algum tipo de treino, fracote. – riu.

- Hum. – olhou a semideusa com arrogância, podendo ser interpretado por duplo interesse ou não. – E você aguenta um duelo? Ou é fraca demais para um peso morto?

- Abaixe as armas, as únicas que precisa levantar são os talheres. Eu acabaria com você em dois tempos. Não se preocupe quanto a isso. – sua voz era solene e firme, não parecia debochar da capacidade dela de duelar, tampouco de seu desafiador. – Vamos lá, eu alcanço contigo, mas é só por hoje.

- Você está interessada em mim.

- Não estou. Só vou te levar até o seu chalé. E só isso. – negou não tão solene quanto antes. – A não ser que desmaie de novo, não é? Fracote.

- Não me levaria até a arquibancada e nem me levaria para meu chalé. – sorriu maliciosamente. – Mas se me deixar apoiar no seu ombro ao ponto de sentir seu perfume... Pode ser.

- Veja só, um galante... – ela sorriu, mas com misericórdia. – Não sou qualquer uma, garanhão. – chegou perto de encostar a ponta de sua espada bronzeada no pescoço do garoto.

- Então vamos.

Levantou ainda desequilibrando, mas com a ajuda de sua nova conhecida, manteve passos regulares e logo estava a caminho do chalé. Quem sabe de seus medos e transtornos estaria a salvo, caso tivesse em outras coisas para se preocupar.

Spoiler:
Aos avaliadores, desculpem-me pela falta de conteúdo interessante para um treino na arena. Assumo esse risco. Mas como tenho abandonado a conta e inclusive perdi hp/mp por não ter postado uma missão, com realismo tive a opção de trazer isso para o on e adequar meu personagem a uma nova trama, não se prender ao seu passado obscuro. Desculpa novamente, obrigado.
Armas:
{Darkness} / Espada [Espada de 90cm, feita de bronze sagrado. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, o mesmo tipo usado em sua bainha. No nível 20 transforma-se em um anel de caveira] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]


{Shadow} / Capa [Capa feita de escuridão, lã negra e fios de obsidiana. Com uma magia muito parecida com a do elmo de Hades, a capa faz com que o semideus fique invisível em meio as sombras, mas não modifica o odor do semideus, não diminui o barulho de suas ações ou modifica a estrutura corporal do semideus. A capa pode ser usada em partes do copo ou no corpo inteiro, mas ao passar por um foco de luz a camuflagem passa a ser inútil. Ao usar essa capa apenas como um acessório de vestimenta, mesmo estando sobre a luz ela concede um aumento de 10% na potencia dos poderes referente ao medo que o semideus usar.] {Lã}(Nível mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]
Alessio B. Constantino
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Re: ♦ Arena do acampamento

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