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♦ Arena do acampamento

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♦ Arena do acampamento

Mensagem por ♦ Eos em Sex 11 Set 2015, 22:26

Relembrando a primeira mensagem :



Arena do Acampamento


Treinos e Horários




• Matutino:

    — 08:00 às 09:00 — Treino de Armas brancas de longa distância;— 09:00 às 10:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 10:00 às 11:00 — Treino de Combate aos monstros.

• Diurno:

    — 14:00 às 15:00 — Treino de Combate aos monstros;— 15:00 às 16:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 16:00 às 17:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.

• Noturno:

    — 19:00 às 20:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 20:00 às 21:00 — Treino de Combate aos Monstros;— 21:00 às 22:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.



Instruções Gerais
e
Regras





• Post Inicial;
• Condições climáticas: Definida pelo player;
• Horário: Definido pelo player;
• Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue;
• Sem mortes ou perdas de itens;
• O não cumprimento das regras aqui descritas poderá acarretar em punições diversas;
• Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar a qualquer deus estagiário por Mensagem Privada (MP);
• Não há mínimo nem máximo de linhas ou palavras exceto pelas já especificados nas regras gerais, mas espera-se um post bem descrito;
• Quaisquer poderes ou equipamentos utilizados por vocês devem vir em quote ou spoiler, de preferência separando poderes ativos de passivos;
• Sem máximo nem mínimo de equipamentos, desde que seja possível levá-los;
• Esse tópico é monitorado e avaliado pelos deuses em geral e pelos monitores.

    — Tal medida foi tomada com o intuito de não sobrecarregar os avaliadores.— Tendo isto em vista, todos os tópicos desse gênero podem conter até dez (10) treinos.


    — Quando chegar nesse limite, ninguém mais pode postar. Caso contrário, o treino será ignorado.— Quando o deus responsável pelo tópico avaliar, até mais dez treinos poderão ser postados até que haja uma nova avaliação.


    — Cada player pode postar um  único treino por atualização, independente do tipo de treino;— O descumprimento da regra acarretará a anulação dos treinos posteriores ao primeiro.


• A quaisquer sinais eminentes de plágio, punições severas serão aplicadas.

    — A primeira punição será o ban por IP durante uma semana;— Numa segunda infração, a punição será ban eterno.

• Treinos noturnos são atribuídos àqueles cujas descendências divinas diretas se dão por deuses ligados à noite ou à obscuridade;

    — Encaixam-se entre tais deuses: Hades, Melinoe, Phobos, Deimos, Hécate, Morfeu, Nyx, Thanatos, Selene, Ártemis, Nêmesis e Circe;— Para qualquer treino noturno cujo semideus em questão não tenha um progenitor devido para o horário, haverá a anulação do treino.

• A premiação máxima segue as regras do fórum;

    — A premiação máxima é composta de: cem de experiência.

• O critério de avaliação segue as regras do fórum;

    — O critério de avaliação é composto de: coerência; ortografia; estrutura e fluência; uso de armas e poderes;

      — Coerência definirá: cinquenta de experiência;— Ortografia e Organização definirá: dez de experiência;— Coesão, Estrutura e Fluência definirá: vinte e cinco de experiência;— Objetividade e Adequação à Proposta definirá: quinze de experiência.


• Instruções aos players:

    Dicas de Postagem Geral:
    Prestem atenção em todas as informações que lhes foram dadas;Usem um corretor ortográfico, para evitar grandes perdas neste ponto;Tentem não usar templates ou tables que prejudiquem a leitura ou modifiquem de forma drástica a largura ou a altura do texto;Evitem o uso desmedido de muitas cores que possam, de alguma forma, tornarem a leitura menos envolvente;Sejam objetivos no sentido de não enrolarem, ou seja, não adicionem detalhes desnecessários;Caso não saibam algo, procurem no fórum e em fontes externas confiáveis ou perguntem para qualquer deus estagiário via Mensagem Privada (MP);Não copiem a introdução dada pelo narrador: interpretem-na segundo a vista dos seus personagens;Tenham bom senso.

• Tópico criado após sugestão de Asclépio;
• Tópico criado com a aprovação de Deméter e Athena;
• Boa sorte a todos os campistas.

Créditos da organização/ formatação geral a Logan Montecarlo

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 127-ExStaff em Sex 23 Jun 2017, 16:51


atualizado!

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Joah Dongho em Seg 24 Jul 2017, 00:05


Ω Batalha Ω 

 
  O dia me parecia muito quente e úmido que até mesmo vagar pelo acampamento se assemelhava a uma sauna. O suor já umedecia as minhas vestes, pingava da ponta dos meus dedos e nariz, escorria pelo corpo e era absorvido pela minha roupa. O calor estava fazendo a minha cabeça girar, então busquei me hidratar, me alimentar, molhar a minha cabeça e parar uns instantes para respirar... poderia ser apenas a minha força psicológica me enganando. Até que ouvi uma voz dentro da minha cabeça me impulsionando a fazer algo, a treinar, a buscar honrar o seu nome. Eu sabia que não era o meu pai tentando se comunicar comigo, ele dificilmente me "diria" para honrá-lo, parecia até mesmo que eu havia o desonrado. Percebi que apenas outro Deus chamaria por mim, a minha Deusa, e o seu nome deveria ser glorificado. 

  Algo me fez ir em busca da Arena, um local comum para treinar o combate em si, tinham até mesmo monstros para que pudéssemos treinar de forma mais realista. Me aproximei do local e fui em direção dos responsáveis para conseguir minha "vaga" de treino. Dois semideuses de aparência forte, possivelmente filhos de Ares, estavam sentados perto do arsenal da Arena. Levantei a mão direita para conseguir a atenção deles. 

Olá, gostaria de saber se os treinos estão livres. - disse para um deles que estava me olhando diretamente assim que eu me aproximei. Ele me respondeu: - Hey, estão sim. Inclusive, um treino especial está vai rolar agora. Gostaria de participar? - o rapaz cessou a conversa com o companheiro, se levantou e se aproximou de mim, continuando: - Quem é o seu progenitor divino? Neste horário o treinamento é para armas de curto alcance e estamos realizando uma simulação de batalha. - ele parecia animado, já foi colocando uma de suas mãos em meu ombro e me guiando para me preparar. 

  O informei acerca do meu progenitor divino, o que o fez pensar que eu seria ótimo para esta simulação. Seria uma simulação de batalha pequena, dois times iriam entrar em combate de eliminação, apenas um time deveria restar "vivo". Os responsáveis pela Arena escolheriam os líderes dos grupos, e por sua vez, os líderes iriam estabelecer estratégias para a vitória. Para evitar semideuses feridos ou até mesmo mortos, decidiram utilizar apenas equipamentos básicos da Arena (protetores de tronco de couro, braçadeiras de couro, caneleiras de couro, elmos de ferro, espadas de madeira e escudos de madeira). Para determinar quem estaria "morto", utilizaram regras simples e também interessantes: as áreas atingidas valeriam pontos e a soma desses pontos determinaria a baixa. 

  O guerreiro teria baixa quando a soma atingisse cinco pontos. O esquema das regiões ficou assim: um ponto para os braços (incluindo as mãos) e pernas (incluindo os pés), dois pontos para as laterais do abdômen e ombros, três pontos para o peitoral e a parte frontal do abdômen, um ponto se atingir o elmo, cinco pontos para a cabeça (sem proteção) e pescoço. Vale lembrar que este sistema de pontos vale apenas para áreas atingidas com a espada de madeira, socos e chutes não contariam pontuação. 

  Levando em consideração o meu progenitor divino, Poseidon, os responsáveis acharam apropriado que eu liderasse o time verde contra o time vermelho. Cada time possuía dez membros, incluindo o líder, então seria um combate interessante. A arena estava espaçosa e bem preparada, alguns obstáculos de pedra serviriam de cobertura e dariam mais emoção à batalha... Dentro de alguns minutos o combate se iniciaria então achei prudente conhecer a minha equipe e bolar uma boa estratégia. Reuni os outros campistas e os observei bem, dois deles se mostraram sem progenitor divino, o que poderia ser uma desvantagem para o meu time já que suas habilidades divinas ainda não eram evidentes. Três deles eram filhos de Hermes, eram ágeis e habilidosos, então seriam de grande importância para esta batalha. Um deles era prole de Hércules, alto, musculoso e de aparência forte e imponente. Outro era filho de Hefesto, seu conhecimento técnico e também força seriam bastante úteis. Um filho de Apolo, era curioso o fato de ele estar exercitando um tipo de combate que não era domínio de seu pai... e por fim, um filho de Dionísio bastante animado e ansioso pela batalha. 

  Particularmente, achei o meu grupo bastante interessante, seria de grande experiência aquele momento, principalmente porque ouvi que o líder dos meus adversários era filho de Ares, ele até mesmo tinha uma "vice-líder" filha de Atena. Seria mesmo possível vencer contra esses dois? Descobriríamos em breve... Organizei uma formação interessante, em uma linha horizontal estavam respectivamente os filhos de: Apolo, Hércules, Hefesto e Dionísio. Formavam a primeira linha de impacto com os adversários, firmes. Eu me posicionei no centro da formação, nas minhas laterais estavam os indefinidos. Por fim, atrás de mim estavam os filhos de Hermes, cobrindo o meu ponto cego. A ideia era entrar em contato com a equipe adversária, manter a formação e ir eliminando-a lentamente enquanto eu ficava protegido no centro e descarregava ordens rápidas. 

  Começamos a nos mover pelo terreno, passos coordenados um pé a frente e o outro atrás sem ultrapassar, dessa forma teríamos equilíbrio para defender um ataque surpresa. Pude avistar a equipe adversária por alguns instantes antes de perdê-los de vista entre a arquitetura da Arena. Dei instruções para ficarem atentos contra surpresa, a linha de frente atenta à frente, as laterais focadas nas próprias laterais e a linha traseira focadas na parte de trás e também laterais. Tudo parecia bem, dei ordem para que eles parassem e observassem as redondezas. Alguns pilares tampavam a visão das diagonais e poderiam proteger alguns "inimigos". 

  Para a surpresa de todos nós, dois semideuses vieram correndo pelas laterais e gritando ferozmente, tirando o foco dos meus companheiros e me assustando por um instante. Para campistas iniciantes, os indefinidos estavam lutando relativamente bem. O da minha direita ainda estava em combate direto com o adversário, mas o da minha esquerda já havia recebido três pontos e estava caído ao chão. Não percebi o "inimigo" prestes a me atingir até que uma voz ecoou dentro da minha mente me forçando a despertar. Um forte impacto chamou a atenção de todos no grupo quando o filho de Hércules golpeou fortemente o semideus que estava prestes a me atingir. O impacto em sua cabeça foi tão forte que ele caiu desmaiado. O garoto que acabara de me salvar mostrou os seus dentes com um sorriso empolgante e me mandou ficar alerta... 

  Enquanto a minha equipe ainda se recuperava do susto (e o filho de Dionísio ajudou o indefinido a dar baixa no adversário), mais três campistas do grupo vermelho nos atacaram pela frente. As proles de Apolo, Hefesto e Hércules tomaram conta deles enquanto eu me preparava para o embate seguinte. O Restante do grupo vermelho se mostrou, acabaram com todo o meu planejamento de formação e estava praticamente cada um por si. Dois campistas adversários iniciavam o combate com o indefinido que havia recebido três pontos, um dos filhos de Hermes se juntou à luta para ajudar o pobre companheiro. Os outros filhos de Hermes que restaram se juntaram à mim enquanto o líder do grupo adversário, com os olhos cheios de fúria, se preparava para nos atacar. O filho de Atena e o outro campista adversário engajaram num combate com os meus companheiros... Ergui o meu escudo para bloquear dois golpes consecutivos de espada, o filho de Ares lutava com duas. 

  A marca em meu peito ardia, eu parecia não conseguir reagir apropriadamente, bloqueava os ataques mais fortes com o escudo e desviava outros com a espada. O meu adversário era forte e feroz, pronto para batalha, devia estar muito acostumado com aquilo. Infelizmente a minha capacidade não era cem porcento devido à uma maldição que sofri, mas eu não seria tão fácil de derrotar. Tentei atacar a sua mão para derrubar uma espada mas ele bloqueou o meu ataque, contra-atacando com um chute diretamente no meu escudo me desequilibrando e me derrubando. Neste breve instante meus olhos se guiaram para a arquibancada e a minha visão me deixou surpreso. A Yukii estava lá, com seus olhos doces preocupados comigo, mas estava lá, me apoiando, seus cabelos claros dançando com a leve brisa. Eu não poderia perder naquela luta, pela minha amada e pela minha Deusa, me levantei. 

  Uma das vantagens do meu adversário era utilizar armas capazes de atacar sempre, diferentemente do escudo que a sua função é bloquear e seu ataque não é muito preciso. Seus movimentos eram firmes e bem treinados, eu não possuía descanso mas também não dava descanso para ele. Busquei manter minha postura à altura mas fui interrompido pela prole de Hércules que havia derrotado o seu adversário e queria uma glória a mais derrotando o líder inimigo. Não achei ruim, até gostei, tive tempo para respirar e analisar o nosso quadro: nossos adversários já possuíam três caídos, meu time por enquanto estava com os dois indefinidos como baixa. Não tive muito tempo para pensar, logo em seguida um dos filhos de Hermes perdeu e o filho de Atena já estava me atacando... tudo acontecia muito rápido... 

  Continua...
Equipamento:


Equipamentos puramente narrativos, não utilizei nenhum equipamento especial.

* Equipamento de proteção básico do acampamento;
* Espada de Madeira;
* Escudo de Madeira.


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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Zoey Montgomery em Ter 25 Jul 2017, 14:44


Avaliação

Joah Dongho

Olá Joah, tudo bem? Espero que sim. :>

Vamos lá, você é a primeira pessoa que pego para avaliar depois de um tempo longe, então não ligue caso eu esteja meio enferrujada para isso. Não vi nada que me fizesse dar descontos em sua narrativa, assim como notei suas descrições para seus movimentos. Narrar combate não é um dos pontos preferidos de muitos, mas o seu fluiu muito bem para mim.

Meus parabéns ♥

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100 xp!!

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Aguardando atualização.
Template roubado, desculpa >.<.


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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Hécate em Qua 02 Ago 2017, 17:06



Atualizado!







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.:: deusa da magia e das encruzilhadas :: mestra da névoa :: adm do pejotinha ::.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Yukii Amane em Seg 14 Ago 2017, 17:24




戦士
I'm a warrior
Warrior, warrior of love



Nome do Personagem: Yukii Amane.
Nível do Personagem: Três.
Modalidade(s): Armas de Longa Distância- Arco e Flecha.
Horário: 8:00AM



Definitivamente eu sou a pessoa mais desapropriada para usar armas. Tentei e relutei, porém, estava ficando cada vez mais entediada. Além do sarau que havíamos feito dias atrás, minha atividade consistia em andar, conversar e patinar.

Para minha surpresa, eu fora a primeira a acordar naquela manhã. Fiquei ali parada sobre a cama, rodando o lindo pingente de colar que havia ganhado. Eu, certamente, poderia passar o tempo todo tocando meu fiddle. Contudo, o magnifico arco reluzia ao meu lado, junto com a bolsinha delicada cheia de flechas.

Eu poderia, mas não iria.

Decidida a mudar isto, peguei estes belos itens e me dirigi até o local de treinos. O sol estava preguiçoso, não era tão cedo, mas haviam  pouquíssimas pessoas transitando por ali. Alegrei-me — menos público para apreciar minha vergonha.

Caminhei pela arena vendo o azul celeste  e os riscos amarelados ao longe que denunciavam um alvorecer tardio. Fitando aquelas armas, sentia-me receosa. Por que tudo aquilo? Éramos todos crianças, crianças não deveriam lutar, ainda que corresse sangue dourado em suas veias.

Aqui tão cedo?  — Uma voz feminina e animada falou por trás de mim. Virei-me assustada, deparando-me com uma garota de cabelos negros com suaves mechas coloridas e as laterais da cabeça raspadas, como as minhas. Olhos brilhantes. Muito brilhantes. Ela sorria para mim, seu sorriso poderia ser tão brilhante quanto seus olhos. Notava-se animação e empolgação nela a essa hora da manhã. Curioso.

Ah desculpe, nem me apresentei. Sou Aleya Kanes, filha de Apolo. Vi que você ia usar o arco e vim ver se precisava de ajuda.  — Continuou a garota tão empolgada quanto antes.

Bom dia! – Respondi feliz em encontrar alguém animado tão cedo, era contagiante — Yukii... Amane, Despina. — Prossegui, como sempre hesitando em dizer o sobrenome. Será que eu estava sendo procurada?

Ah sim, eu preciso de ajuda, sou novata e nunca treinei com arcos desse tipo. Nem sequer peguei em um desses, realmente, nem sei ao menos o porquê de querer aprender a usá-lo... Talvez por ser tão bonito. — Confessei-a em meu deplorável inglês.

Primeiro coloque a aljava nas costas, como uma mochila, entende?  — Aleya já me puxava para um canto da arena com alvos enfileirados em ordem de tamanho. O sol aparecia vagarosamente. Riscando o céu de laranja, como um desenhista sombreia o seu desenho.

 Lindo não é? Eu venho aqui cedo pra ver o sol dissipar o frio.  — Olhou para mim meio arrependida.  — É bom ter alguém para ajudar, é tudo sempre tão solitário a essa hora, Yukii.  — Ela falava tão rápido que mal conseguia processar suas palavras em minha mente. Sorri para a menina enquanto executava o que a mesma havia dito.

Coloquei a bolsa, que descobri chamar-se aljava, em minhas costas e segurei o arco como se ele fosse algum tipo erva venenosa cheia de espinhos pronta a pular no meu rosto e me sufocar.

Segure-o assim. — A criança de Apolo falou, transformado uma delicada tatuagem que estava no colo de sua mão em um arco, brilhante como o meu, mas ainda assim muito diferente. Era lindo. Tentei desajeitadamente imitar a posição de seus braços.

Desta forma? — Perguntei confusa.

Sim! Sim, agora pegue uma flecha e a posicione... Hm.. Na corda.  — Explicou-me, agora seu tom de voz era mais calmo, todavia ainda animador.

Estiquei meu braço para trás, pegando uma das flechas, elas eram um pouco mais pesadas do que eu pensava, em contrapartida com o arco que era mais leve do que imaginei. Coloquei-a na suposta “corda” ainda imitando os movimentos da garota.

Abaixe os cotovelos e relaxe os ombros, assim vai acabar toda torta. Não feche um dos olhos, mantenha-os abertos. Ambos.  — Assenti. Ficando exatamente igual a ela. Pelo menos parecia que sim.

 —  Agora a solte, com precisão, no centro do alvo. O pontinho vermelho. Mire nele. — Obedeci a jovem, cerrei os dentes e segurei a respiração. Ouvindo apenas o canto dos pássaros ao longe, a voar no céu alaranjado formando orquestra com meus batimentos cardíacos. Um, dois, três... Contei mentalmente soltando a flecha que saiu rasgando em direção ao alvo, caindo, entretanto, derrotada a um metro de mim. Suspirei.

Ora, ora. Isso mesmo! Está certo, agora atire de novo com mais força, se não der certo, tente de novo e de novo... — Encorajou-me Aleya.

Repeti o movimento, agora mais calma, posicionei a flecha. Parei ouvindo o ruído ainda suave de campistas a transitarem, eram poucos. O céu já tinha suas nuvens ofuscadas pelo sol reluzente que iniciara sua jornada pelo céu. Aleya cintilava como ele.

Respirei fundo e lancei a outra flecha. Rápida. Forte. Rasgou o vento em sua frente, um zunido fino era ouvido assim que ela partia ao lado de meu ouvido. Melhor que sua antecessora, chegou até o alvo. Minha flecha vencedora, heroína, preciosa... Bem, não exatamente no alvo, chegou ao menos no circulo à minha frente, não muito distante do pontinho vermelho, a três linhas dele.

Oh! Parabéns. Esse foi um belo tiro para alguém que tem medo de armas. — Disse a garota pulando de alegria, já com o seu arco em sua forma comum.

Estou faminta, acho que vou tomar café da manhã. Muito prazer em conhecê-la, Yukii.

O prazer é meu, eu estou grata pela sua ajuda... — Hesitei em deixa-la ir. — Er... Eu posso continuar aqui? Até conseguir melhorar um pouco?

Claro que pode! Eu estarei aqui mais tarde para te ajudar de novo, okay? — Seu sorriso reluzia ao sol matutino. Era reconfortante e acolhedor. Ela abraçou-me e eu quase pude pensar que vi fumaça sair do encontro dos seus braços calorosos e as minhas mãos gélidas.

Coloquei uma nova flecha em posição. Sangue da deusa das nevascas era bombeado pelo meu coração. Um pouco dela está dentro de mim,pensei esperançosa. Uma exímia arqueira surgia ali. Não importava que eu nunca atiraria em ninguém.

Minha orelha latejou depois que relaxei os ombros, abaixei o cotovelo, abri ambos os olhos e lancei a flecha. Outra heroína para meu coração. Cortou decidida o vento a sua frente e parou centímetros abaixo do ponto central. Sorte ou precisão, eu não sabia. Só consegui sorrir sozinha, de orelha a orelha.

Eu era capaz de fazer aquilo.


LEIA-ME:
Treino rápido e simples para ambientar e familiarizar a personagem.
Espero que a leitura tenha sido agradável. ♥
PODERES USADOS:
Aleya:
Nível 1: Perícia com Arco: Apolo é o deus dos arqueiros, possuindo o arco e flecha como sua arma básica. Seus filhos conseguem manusear o arco com uma pericia intuitiva, de modo que consigam fazer ataques mais preciosos e mais agilmente com essa arma do que os demais semideuses de mesmo nível que não possuam tais habilidades. Note que apenas implica uma familiaridade e facilidade no uso, mas a perícia é algo evolutivo, e não quer dizer que os ataques sejam sempre certeiros.

Beleza: Não só Afrodite e Perséfone são dotadas de beleza, Apolo é considerado o deus masculino que representa este mesmo ideal. Seus filhos são bonitos por natureza, possuindo um corpo naturalmente bronzeado e chamando a atenção se comparado com outros semideuses - não se compara à Afrodite, e é mais proeminente nos garotos, mas são acima do padrão se comparados a outros mortais e à maioria dos semideuses. Isso faz com que poderes de charme e sedução desses semideuses sejam ampliados em 10%.
YUKII:
{ Level1 :Perícia com armas à distância - Arcos }Esses semideuses usam bem armas à distância, em especial arcos. É uma habilidade natural, mas não indica domínio completo, apenas uma facilidade de aprendizado - tampouco interfere nos ataques de forma relevante - ainda será passível de erro, não acerta ataques de forma automática, além de estar limitado às habilidades da própria arma. É um poder evolutivo - quanto maior o treino e o nível, maior a perícia, se comparado a um irmão ou outro usuários desse tipo de arma que possua menos experiência ou mesmo a alguém de mesmo nível sem a perícia.

And ever just as sure
As the sun will rise

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Joah Dongho em Seg 14 Ago 2017, 22:29


Ω Batalha Final Ω 
 
Continuando o treinamento anterior.

A Batalha seguia ferozmente, há tempos eu não sentia o verdadeiro calor de uma batalha. O único ponto negativo (ou positivo) era o fato de usarmos arsenal de madeira, por mais que o impacto fosse real, a madeira não rasgava a pele, o desespero do combate não era real. Contudo, seja pela vida ou por um treinamento, uma batalha é uma batalha. 

A prole de Atena era ágil, firme, forte e analisava seus ataques ordenadamente. A guerra ou a sabedoria poderia não ser criação nem especialidade do meu pai, mas ele sentava em um trono e era grandioso. Não somente isso estava ao meu favor como também a benção da minha deusa Hera. Meu adversário desferiu vários golpes de espada, alternei minha defesa entre bloqueios de escudo e de espada, me mantendo à altura do meu adversário. 

Ao meu redor mais companheiros caíam, o time vermelho parecia ter vantagem, o restante dos filhos de Hermes já estavam fora do combate, levaram apenas mais um do time adversário. O filho de Apolo lutava ferozmente e continuava vivo em batalha,o que não podia ser dito sobre o filho de Dionísio. A batalha era feroz entre o filho de Hefesto contra dois semideuses inimigos, conseguiu derrotar um deles mas o confronto com outro adversário permaneceu. 

A prole de Héracles estava confiante em seu poder, até mesmo quebrou uma espada golpeando o chão, mas logo tomou posse de uma espada caída. O líder do grupo vermelho, filho de Ares, não era tão poderoso quanto o filho de Héracles em termos de força bruta, mas era forte e superior em agilidade. Por vezes, o líder adversário precisava bloquear com ambas as suas espadas e conseguia com segurança, mas com muito desgaste. Por mais incrível que parecesse, o poderoso filho de Héracles perdeu, conseguindo arrancar apenas um ponto do filho de Ares. Notando isso, o filho de Hefesto que saiu vitorioso do último combate engajou em um novo confronto com o líder adversário... 

Meu combate com a prole de Atena continuou, influenciado pela desvantagem aparente do meu grupo, tomei ofensiva. - Não fraquejem camaradas, já somos vitoriosos por essa luta. Acabem com eles! - gritei enquanto erguia a minha espada e atacava ferozmente o meu adversário. Mesmo que fosse em palavras bobas, a figura do líder encorajando os seus companheiros era valiosa. Infelizmente o filho de Apolo também caiu mas levou seus adversários com ele, restando em campo além de mim, os filhos de Hefesto, Ares e Atena. 

Tive apenas alguns instantes para visualizar o confronto entre o meu companheiro e o líder adversário. Ele não era tão forte quanto o filho de Héracles, mas sua força era superior à prole de Ares, era incrível ver aqueles sujeitos batalhando (pareciam monstros). Fui interrompido pelo ataque do meu adversário, bloqueado por meu movimento de espada. Ele era ágil, cada golpe que eu desferia em sua direção ele bloqueava e contra-atacava. Em um momento, devido a limitação dos meus movimentos não consegui bloquear um ataque dele contra a minha cabeça. Para a minha sorte, o elmo bloqueou o ataque diretamente e se desligou da minha cabeça. Girei um pouco tonto no território, minha perna direita deslizou e escorreguei para o lado. 

Apesar do meu descuido, não dei oportunidade para que ele conseguisse acertar outro golpe, aproveitei a fúria do seu ataque posterior para desequilibrá-lo com minha perna e fazê-lo cair no chão. Desferi um golpe rápido e controlado contra seu pescoço, conseguindo derrotá-lo e não causar grandes ferimentos. Infelizmente fui descuidado e ele me acertou no abdômen, mas ele estava derrotado e eu sofri apenas três pontos. Parti para ajudar o meu companheiro, estávamos ambos muito cansados mas não podíamos perder. Era incrível a capacidade física e de combate do filho de Ares, seu pai deveria ter um enorme orgulho dele e o exército do Acampamento era uma séria ameaça à qualquer outro acampamento só em ter este guerreiro. Infelizmente os esforços não foram o suficiente, conseguimos fazê-lo perder uma das espadas mas a prole de Hefesto também caiu, restando apenas eu como resistência. 

Os meus músculos já estavam começando a desistir de colaborar, minhas defesas estavam limitadas e já desesperadas, meu adversário sabia disso. Todavia, ele havia enfrentado um desgaste muito grande, ele poderia até ser mais habilidoso que eu com espadas mas estava tão cansado quanto (eu esperava). Além disso, seus ataques estavam limitados pois ele estava lutando com apenas uma espada agora, eu teria mais possibilidades de defesa. Foi aí que eu perdi o meu escudo e estava começando a ficar encurralado. 

Em uma tentativa arrisca porém corajosa, dediquei todos os meus esforços para um último movimento, assim que o meu adversário atacou ferozmente com a sua espada parei o seu ataque com a mão esquerda (sentindo muita dor mas não fraquejando), prendendo a sua espada o que causou grande surpresa para ele e contabilizava quatro pontos restando apenas um para que eu perdesse... Rapidamente golpeei a outra mão dele para prevenir que ele bloqueasse meu próximo ataque com o braço, contando dois pontos nele, no mesmo movimento golpeei o seu pescoço e o derrotei. A expressão em sua face era impagável e confusa, mistura de fúria e surpresa. Me senti muito aliviado e deixei a minha espada cair, meu corpo já estava exausto. 

Andei um pouco retornando ao ponto onde o confronto principal se iniciou, todos aqueles que haviam sido derrotados já começavam a se mexer, todos acreditavam que o combate havia acabado mas todos estavam errados (avaliadores inclusive). Para a minha frustração e enorme surpresa, senti algo tocar levemente a minha perna, paralisei, olhei para a fonte do toque: um dos adversários sorridente, deitado com os braços erguidos e semblante de vitória. A realidade caiu com um grande choque, ele era o campista que havia sido nocauteado pela prole de Héracles, o que tecnicamente não contabilizava ponto algum para ele e permitiu que ele ficasse fora de todo o confronto e agora somar cinco pontos em meu corpo, causando a minha derrota. Não havia mais o que fazer, estava exausto e me permiti cair ao chão e respirar, sorrindo também. 

Todos ficaram surpresos de início mas gargalhadas começaram a se formar e todo aquele clima tenso foi saindo, junto com os campistas. Todos se parabenizaram e foram se retirando da Arena. Para minha surpresa, a Yukii foi até mim preocupada, agitada, me tocando e analisando todos os ferimentos que adquiri com aquele treinamento. Me senti muito feliz por tê-la se preocupando comigo, segurei em seu rosto, sorri alegremente e beijei sua testa... Ela passou o resto do dia tentando me convencer a parar de lutar, mas ela no fundo sabia que aquilo não era possível e um futuro incerto nos aguardava... mas essa era uma história para outro dia.
 
Equipamento:


Equipamentos puramente narrativos, não utilizei nenhum equipamento especial.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Will Fortune em Ter 15 Ago 2017, 16:01


Avaliação

Yukii Amane

Olá Yukii, tudo bem? Espero que sim. :>

Bom, eu já te avaliei na sua missão passada, você sabe disso. Vou ressaltar que eu gosto da sua escrita, pois acho ela gostosa de ser ler. Outra coisa que devo dar os parabéns é por ter seguido as dicas sobre travessão que eu dei e talz.

Mas o seu erro dessa vez foi a estrutura.

Yukii Amane escreveu:— Bom dia! – Respondi feliz em encontrar alguém animado tão cedo, era contagiante — Yukii... Amane, Despina. — Prossegui, como sempre hesitando em dizer o sobrenome. Será que eu estava sendo procurada?

— Ah sim, eu preciso de ajuda, sou novata e nunca treinei com arcos desse tipo. Nem sequer peguei em um desses, realmente, nem sei ao menos o porquê de querer aprender a usá-lo... Talvez por ser tão bonito. — Confessei-a em meu deplorável inglês.

Nesse caso você não precisava dar esse espaço entre as falas da sua personagem, por que no caso ela faria parte de um conjunto por inteiro. Deveria ficar assim.

Will Fortune escreveu:— Bom dia! – Respondi feliz em encontrar alguém animado tão cedo, era contagiante — Yukii... Amane, Despina. — Prossegui, como sempre hesitando em dizer o sobrenome. Será que eu estava sendo procurada? — Ah sim, eu preciso de ajuda, sou novata e nunca treinei com arcos desse tipo. Nem sequer peguei em um desses, realmente, nem sei ao menos o porquê de querer aprender a usá-lo... Talvez por ser tão bonito. — Confessei-a em meu deplorável inglês.

Porém mais pra baixo do seu texto você tentou executar uma ação na separação das falas só que ela ficou um pouco errada.

Yukii Amane escreveu:— Primeiro coloque a aljava nas costas, como uma mochila, entende?  — Aleya já me puxava para um canto da arena com alvos enfileirados em ordem de tamanho. O sol aparecia vagarosamente. Riscando o céu de laranja, como um desenhista sombreia o seu desenho.

—  Lindo não é? Eu venho aqui cedo pra ver o sol dissipar o frio.  — Olhou para mim meio arrependida.  — É bom ter alguém para ajudar, é tudo sempre tão solitário a essa hora, Yukii.  — Ela falava tão rápido que mal conseguia processar suas palavras em minha mente. Sorri para a menina enquanto executava o que a mesma havia dito.

No primeiro 'parágrafo' a fala dela é curta e tem uma 'descrição' logo após. Você poderia fazer como a primeira opção ali em cima que eu dei, ou assim.

Will Fortune escreveu:— Primeiro coloque a aljava nas costas, como uma mochila, entende?  

Aleya já me puxava para um canto da arena com alvos enfileirados em ordem de tamanho. O sol aparecia vagarosamente. Riscando o céu de laranja, como um desenhista sombreia o seu desenho.

—  Lindo não é? Eu venho aqui cedo pra ver o sol dissipar o frio.  — Olhou para mim meio arrependida.  — É bom ter alguém para ajudar, é tudo sempre tão solitário a essa hora, Yukii.  — Ela falava tão rápido que mal conseguia processar suas palavras em minha mente. Sorri para a menina enquanto executava o que a mesma havia dito.

No mais, meus parabéns ♥

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 24/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 99 xp!!

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.


Joah Dongho

Olá Joah, tudo bem? Espero que sim. :>

Bom, não tenho muito o que falar. Assim como a Zoey disse não encontrei erros que fizessem descontos em sua pontuação. Eu, assim como ela, sou péssimo com narração de batalhas e movimentos, e você fez isso de uma maneira muito bem feita.

No mais, parabéns.


Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100 xp!!

Aguardando atualização.
Template roubado, desculpa >.<.²


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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Hécate em Ter 15 Ago 2017, 16:37



Teje coisado!







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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Orion Delagarth em Ter 15 Ago 2017, 17:17



Circuito de Adagas

A arena sempre parecia abrigar todos os campistas ao mesmo tempo durante o dia e justamente por isso eu vinha evitando ela nesses horários. Eu me preocupava demais com a reputação que tinham construído para mim — e que eu vinha ajudando a fortalecer — para me expor diante de todos os campistas como o amnésico que não sabia o básico de defesa pessoal.

Mas isso tinha sido antes... Antes de ninguém menos que a deusa Circe me armar uma cilada na minha última "missão", me rendendo uma noite em repouso na enfermaria, duas dose de poções e uma cirurgia as pressas.

Eu tinha chego à conclusão óbvia que eu devia deixar esse cuidado com minha reputação de lado se quisesse aprender a me defender o mais rápido possível para poder ir atrás de respostas. Por isso eu estava ali naquela manhã de verão, vestindo jeans e a camisa do acampamento, que era uma das poucas opções de roupas que eu tinha, numa das extremidades da arena de frente para um alvo.

Eu tinha feito treino de arremesso de adagas na minha última vez ali, mas sabia que se não treinasse não demoraria para perder a pouca habilidade com adagas que eu tinha conquistando.

Alonguei os membros superiores para evitar dores pós treinos e me coloquei parado na mesma distância do alvo onde eu julgava ter treinado da última vez. Após me alongar, flexionei a perna direita para trás e pondo impulso no braço direito, que eu segurava a adaga, fiz o primeiro arremesso em direção ao centro do alvo.

Logo se seguiu o som de zumbido característico da arma, cortando o vento antes de se chocar num baque surdo contra o segundo anel que envolvia o centro do alvo.

Tive que repetir o arremesso algumas vezes, corrigindo minha postura e a força aplicada a cada tentativa, antes de conseguir acertar o centro do alvo no quarto arremesso.

— Argh!! — Murmurei frustrado.

Circe estava em algum lugar do outro lado das barreiras do acampamento com um grupo de seguidores e monstros a seus serviços — não que ela precisasse disse — querendo acabar comigo, por algum motivo que eu se quer me lembrava e, mesmo com minhas habilidades naturais em manipular adagas, estava claro que eu ainda teria que passar muitas horas treinando se quisesse ter alguma chance de sobreviver a minha próxima saída do acampamento.

Olhei a minha volta e me deparei com a maior parte dos campistas usando o treino de longa distância para se aprimorar no arco e flecha. Não havia treinadores ali além de alguns líderes de chalés ocupados demais treinando seus próprios irmãos.

Continuei percorrendo a arena com o olhar até localizar os poucos campistas que treinavam com adaga naquela manhã de sol. Um casal de garotos parecia estar numa competição particular de arremesso de adagas numa disposição digna de adolescentes com TDAH, mas se encontravam longe demais para eu tentar pegar dicas observando seus movimentos. Um outro rapaz também treinava arremesso com as adagas de lâmina cega que a arena emprestava, mas pela quantidade de vezes que ele errava o alvo também não me parecia a melhor opção. Por fim uma menina loira, com metade do meu tamanho, treinava a uns dez metros de mim com uma adaga chamativa de empunhadura rosa, sempre acertando repetidamente o alvo no seu centro.

Fiquei observando seus movimentos, mais impressionado a cada novo arremesso que ela fazia. Ela seguia uma espécie de circuito, primeiro atirando em direção ao alvo de uma distância próxima de menos de um metro, depois de uma distância média em torno de dois metros, e em seguida do que parecia ser para ela o alcance máximo que seus braços pareciam conseguir lançar a uns três metros de distância, e então ela finalizava o circuito correndo em volta do alvo e atirando a adaga enquanto se movia, mas dessa vez sem seguir um padrão de distância.

Após cinco minutos apenas observando a semideusa voltei minha atenção para o meu alvo. Até então eu só havia treinado arremessos parados de uma distância do meu alvo que, pelo meu tamanho, eu classificava como média.

Analisando naquele momento entendi que mesmo se eu passasse a acertar sempre o alvo o máximo que conseguiria fazer com uma habilidade nesse nível era impressionar uma pessoa comum, eu não podia contar com monstros sempre na mesma distância ou parados.

Fiz movimentos circulares com os ombros para voltar a alongar a musculatura daquela região e comecei a seguir os passos da garotinha. Primeiro me aproximei do alvo e lancei a adaga à um metro e meio de distância. A proximidade ajudou que eu acertasse no centro sem grande dificuldade. Retirei a adaga dali dando passos rápidos para trás até me pôr a três metros do alvo e voltar a arremessar a adaga antes mesmo de parar de andar.

Acertei no segundo aro em torno do centro mesmo aquela sendo a mesma distância que eu já havia praticado. A mudança no meu equilíbrio em arremessar enquanto eu terminava de correr era nítida, mas prossegui sem querer interromper meu novo circuito de treinamento.

Retirei a adaga e voltei a me distanciar às pressas do alvo, dessa vez em torno de seis metros e arremessei a adaga acertando o terceiro aro mais distante do centro. Corri em direção a adaga e após retirá-la finalizei o circuito voltando a correr e atirando Graveolentiam de uma distância aleatória.

Dessa vez a adaga fincou na extremidade do alvo, quase não acertando. Respirei fundo tomando consciência que aquilo seria muito mais cansativo que meu último treino e sem querer perder mais tempo voltei para o meu circuito do começo.

Quando finalizei o circuito pela sexta vez, meu equilíbrio tinha se ajustado um pouco e eu conseguia acertar os dois primeiros arremessos no centro. O arremesso de distância maior já estava quase se aproximando do meio, mas meu desempenho no último continuava variando muito a cada tentativa.

Fiz uma pequena pausa para recuperar o fôlego e acabei pegando algumas adagas emprestadas no arsenal da arena para poupar o tempo que eu retirava Graveolentiam do alvo.

Tive que repetir o circuito mais duas vezes antes de acertar os três primeiros ataques no centro e admitir para mim mesmo que eu já estava cansado.

”Como se alguém fosse esperar eu me recuperar do cansaço... ”

Tomei folego e voltei a correr em direção ao alvo, apenas me permitindo parar de novo quando anunciaram o fim do treinos de armas brancas a longa distância.

Adendos:
Inthown.. perdoe se ficou massante, mas estou evitando interações diretas com outros personagens por motivos de trama e não soube deixar menos pior de ruim de massante lala
Poderes & Habilidades:

~ Poderes dos filhos de Hécate ~

Passivos

Perícia com Adagas - [Nível 1] : Filhos de Hécate não são conhecidos por sua perícia em combate ou força física. Contudo, suas habilidades favorecem o uso de armas menores, como a adaga, facilmente ocultável e também utilizada em rituais, exigindo mais destreza e habilidade do que músculos. Essa perícia não implica, contudo, que seus ataques sempre serão certeiros - apenas indica uma familiaridade e facilidade maior com este tipo de armas, em detrimento das outras. É algo evolutivo. [Modificado]
Armas & Equipamentos:
—{Graveolentiam} / Adaga [Adaga prateada, apesar de feita com bronze sagrado. Seu punho é envolto em couro, para melhor manuseio, e a lâmina possui símbolos rúnicos gravados. Acompanha bainha de couro. No nível 20, torna-se um colar de pentagrama.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hécate]

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Kieran Fairchild em Qua 16 Ago 2017, 16:36


The night is dark and full of terrors


O ocaso já se encontrava presente no horizonte, irradiando em cores de dourado e magenta. Entre os limites geográficos do Acampamento Meio-Sangue – lar e morada de muitos dos semideuses gregos – alguns dos campistas se mantinham ocupados em atividades inatas como a canoagem, o hipismo e principalmente o aprimoramento de habilidades em batalha e ou, sobrevivência. Parte destes eram louvados com tamanha perícia e êxito de seus atos, sendo vencedores consecutivas vezes. A outra metade, bem, não era muito perita no assunto.

Continuei meu trajeto calmamente, recolhendo ambas as mãos para dentro dos bolsos traseiros da calça. Àquele dia completava algumas semanas de estadia no camping. O clima estava ensolarado, não passando das quatro da tarde e os termômetros deveriam apontar mais ou menos 25°C. A atmosfera presente fazia-me sentir certa nostalgia de minha cidade materna, Los Angeles, situada nos EUA.

Aparentemente meu organismo não demonstrava nenhuma necessidade por alimento naquele momento. Um alívio para mim, já que a esta hora do dia o refeitório estava sempre lotado, principalmente pelos bastardos de Ares, a quem eu tanto odiava. Aspirei o ar fresco ao redor, relaxando os músculos. A decisão por fim, era ir aos estábulos para um breve treino de quitação junto ao chalé de Deméter. Para seguir meu caminho desejado, antes, tive que passar pela arena e claro, sem deixar de chamar a atenção de outros semideuses pelo caminho, acenando cordialmente aos conhecidos.

✶✶✶


Ao longe conseguira distinguir uma silhueta pequena e feminina de pouca idade, talvez um ou dois anos mais jovem que eu. Combatia uma enorme fera de pelugem bicolor, metálica, nas quais alternavam entre o vermelho-sangue e o escuro, como se fosse composto pelas mais sombrias formas. Do lugar onde julguei ser as narinas, puro vapor escapulia, o que me parecia ser bastante estranho, até. A garota levava a pior, e parecia que seus ataques nem surtiam tanto efeito quanto os da fera que usava toda a sua selvageria e brutalidade para com a semideusa.

Tomado pela insuportável necessidade de ajudar aquela pobre alma, decidi aproximar-se um pouco mais para poder ter uma visualização melhor do alvoroço. Os demasiados campistas que se apresentavam presentes estavam ocupados demais para prestar serviços, e assim que foquei meus orbes castanhos sobre a figura que lutava contra a criatura, pude notar que era uma de minhas irmãs – os traços físicos desleixados apontavam a perspectiva, além de que já a vira antes rondando o chalé.

Aquela era uma novata, porém seu corpo emanava tal aura propícia a seriedade como qualquer veterana. Pressionei a corrente com a mão coberta por uma luva negra, ornamentada por um couro fumê que circundava meu punho e calmamente, ao engatar o polegar sobre a arma, o objeto alongou-se e se expandiu verticalmente, reluzindo à iluminação baça do ambiente.

A fera derrubara a minha irmã no chão e já se preparava para o seu suposto golpe final. Nesse momento, acelerei meus passos e quando dei conta, me encontrava entre o Cão Infernal e a semideusa – que estava visivelmente desgastada -, caída ao chão enquanto me olhava com seus olhos claros e confusos. Elevei a mão até uma altura significativa sobre a cabeça e girei o punho, transgredindo a corrente contra a cabeça da besta que urrou e cambaleou. Certamente, conseguia manejar o armamento com total facilidade, onde o mesmo parecia uma extensão de meu corpo, dando-me destaque em grandes manobras e movimentos com a arma em questão. Era como se tal arma fosse minha marca, minha companheira, o que ocasionava sempre num foco maior em meio objetivo em batalha.

O que você pensa que esta fazendo, garoto? ▬ Indagou a garotinha, perplexa pelos meus atos.

Ajudando a você. Oras. ▬ Revirei os olhos, focado na criatura mitológica, que parecia estudar meus movimentos. A besta recuou alguns passos e então liberou um latido que retiniu pelo âmbito. Uma máquina? Talvez, meus pelos eriçaram diante o seu tamanho e senti um leve arrepio pelas minhas costas. Nunca havia enfrentado tal criatura de igual destreza e altura antes, mas não poderia deixar uma de minhas irmãs, indefesa, ser massacrada e destroçada com tamanha facilidade.

O Autômato Infernal investiu, erguendo a grande pata e movimentando-a de cima a baixo contra o meu rosto. Consegui passar o peso do meu corpo de um pé para o outro, desviando-me do ataque devido a minha boa forma excepcional, mas sabia que não tardaria para a criatura tentar investir novamente. Minha agilidade ainda era amadora e não poderia me livrar sempre.

Estiquei o pulso, movimento a lufa retrátil, fazendo-a cortar o ar e alvejar a corcunda do animal. Ao entrar em contato com a pele do cachorro a corrente açoitava com tal força que possivelmente enfraqueceria um pouco o cão. Deslizei meus pés para o lado, realizando movimentos circulares do pulso novamente. A criatura balançou a cabeça e movimentou-se mais uma vez em minha direção, só que dessa vez, dissipou-se em uma espécie de sombra, desaparecendo de meu ponto de vista. Pisquei um pouco atordoado e tentei localizá-lo rapidamente, sem êxito.

CUIDADO! ▬ Alertou-me a garota, mas antes que eu pudesse compreender, fora tarde demais. O cão havia surgido às minhas costas e me pegara de surpresa, passando sua pata enorme contra as minhas costas, obrigando-me cambalear para frente, sentindo uma queimação constante no local atingido.

Trinquei os dentes e pisquei um pouco mais forte, tentando conter a dor do local. Era uma de minhas melhores camisas. Bufei e mesmo com a pouca mobilidade causada pelo ataque, me virei e impulsionei meu braço para frente, estalando a corrente contra o calcanhar do bicho, deliberando outro açoite potente no golpe que o exauria de mais energia. Segurei a base da luva com a outra mão e puxei a arma com um solavanco, desprendendo-a e deixando um visível estrago nos pelos da pata do monstruoso cachorro de metal. Era cômica a forma de como minha mente formulava tais insultos em horas tão inapropriadas e foi por tal linha de raciocínio que abanei o rosto, afastando tais pensamentos sutis.

Se você quiser ajudar maninha, eu não me importo, sabe! ▬ Ironizei, franzindo o cenho e lançando um olhar severo para a semideusa. Voltei minha atenção ao monstro, pensando em alguma coisa em que poderia fazer.

O monstro latiu novamente, aparentemente enfurecido, porém, já mancava da pata alvejada. Correu novamente em minha direção, sem tanta velocidade quanto ao ataque anterior, abrindo a mandíbula e tentando abocanhar a região de meu pescoço. Prendi a respiração e impulsionei meu corpo para trás, desviando do ataque funesto. Apertei a base da luva entre os dedos e deferi outro açoite contra o crânio do animal com toda a minha força latente no momento, acertando um dos seus olhos entreabertos. O cão infernal urrou de dor, girando o corpo, batendo com o dorso contra o meu peitoral, impactando-me para trás. Cai sentado, quase sem fôlego.

A garotinha aproximou-se com uma corrente empunhado em mãos – na mesma cor de meu armamento. Aparentemente recuperada. Poderia ser pequena, mas era bastante veloz para alguém de sua idade. Deferia vários açoites contra as costas do cachorro, fazendo-o recuar, liberando ruídos e lamentações dolorosas. Enfim, a filha de Nix parecia bastante focada no que fazia e acabou por não perceber que o cão desaparecia novamente em sua espécie de teleporte das sombras e reaparecia ao seu lado após alguns minutos, pegando-a de surpresa e cabeceando a lateral do corpo pequeno da semideusa, jogando-a longe, caída ao chão, desnorteada.

Filetes de sangue deslizavam pelo local tomado como alvo em meu peito, onde pareciam que três garras afiadas havia regressado por ali. Senti uma grande dor no ferimento e acabei por pausar a mão livre sobre o local que ardia ferozmente. A criatura infernal ainda se contorcia pelo chão, tentando recompor-se devido ao ataque deferido em seu olho leitoso completamente carmesim. Suspirei pesadamente, sentindo os músculos contraírem e ficarem tensos devido ao tamanho esforço.

Tentei colocar-me de pé, sentindo as pernas bambearem um pouco. Segurei firme a empunhadura de minha arma, passando o olhar pela figura monstruosa a minha frente. Teria que fazer alguma coisa e rápido, antes que o Autômato Cão Infernal reivindicasse e investisse novamente contra mim ou minha irmã, talvez ambos, causando estragos piores. Rodopiei o braço e a corrente enlaçou diretamente no pescoço do cão que uivava e latia, tentando se livrar. De hora em hora, movimentava o braço com força, enfraquecendo a vítima, até provocando alguns curtos circuitos no sistema tecnológico. Contudo, minhas forças eram quase nulas comparadas ao do monstro que chacoalhava a cabeça para todos os lados.

Segurei firme com mão livre contra a lombar do animal, exercendo minha concentração no toque. Uma de minhas habilidades inatas era a capacidade de manipular energia negra, bastava apenas minha vontade, e assim o fiz. Lancei uma esfera mediana de pura escuridão. O bicho contorceu-se novamente, visivelmente agoniado e, acoplado à sua nuca, um botão avermelhado se mostrava desprotegido. Arfei, içando a mão destra até ele e ameaçando ativá-lo, esticando todo o corpo para que pudesse fisgá-lo.

Uma corrente rimbombou o ar e prendeu-se às duas patas traseiras do animal mitológico, fazendo-o tombar de barriga. Desviei meu olhar um momento, em direção ao portador da arma e acabei por me deparar com minha irmã novamente, que me ajudava usufruindo das poucas forças que lhe restara. Como uma dupla, medimos forças; um sorriso de júbilo brotando em meus lábios devido a cena caótica. A fera tentava lutar, remexendo-se no solo arenoso da arena, porém transparecia ser inútil. Estalos eram advindos da base superior do robô, seguidos de tilintos metálicos que ostentavam a base das patas animalescas – estas se desprenderam-se, desmontando parte do corpo.

Enfim, soquei o botão e a fera caiu em óbito, nocauteada. Os olhos néons piscavam freneticamente e em questão de segundos, explodiu. Movimentei o pulso e a corrente se retraiu, recolhendo-se para meu braço. Vestígios da lataria partiam para todos os lados da arena e tive de proteger o rosto e o corpo com auxílio de meus braços para que não fosse atingido. Flexionei os joelhos e sentei-me no solo da arena, arfando e liberando gemidos que se mesclavam entre dores e cansaço.

Enfim, conseguimos! ▬ Deixei um pequeno sorriso esboçado em meus lábios, virando o rosto lentamente em direção a semideusa.

Sim. Embora eu não precisasse de ajuda. Estava indo muito bem sozinha, para sua informação. ▬ Revirei os olhos, colocando-me de pé calmamente.

Venha. Vou leva-la para a enfermaria, ou você dá conta de ir sozinha? ▬ Franzi o cenho enquanto passeava meus olhos pelo corpo da garota. A filha de Nix tinha um corte na testa, esfoliações leves nos braços e uma roupa totalmente suja e desagradável.

Eu estou bem, sei me virar sozinha. ▬ Ergueu-se, demonstrando boa vitalidade.

Se você diz. ▬ Tremi um pouco. Elevando o palmo até o local ferido em meu peito que ainda jorrava filetes de sangue. Fiz uma careta, expressando dor, ainda que o local queimasse.

Você está bem? Vamos, deixe que eu irei ajudá-lo. ▬ A garota colocou-se ao meu lado, enlaçando um de seus braços em minha cintura e colocando o meu braço direito ao redor do seu pescoço.

Caminhamos para fora da arena, passando pelos demasiados campistas que nos olhavam com expressões indecifráveis. Indignação; assombro; enfim.

✶✶✶:
Armas:
{Abism} / Corrente [Corrente feita de bronze sagrado, mas com uma tintura que deixa o metal escuro, quase como ferro estígio; mede cerca de 2,5 m. No nível vinte, torna-se uma corrente menor e mais fina, dessas usadas como adorno, ou um cinto com fivela de opala negra, dependendo da vontade do semideus.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Nix]
Poderes:
Passivos:

Perícia com correntes - Filhos de Nix ganham esta arma de reclamação, possuindo uma familiaridade natural com ela. Contudo, isso apenas significa que possuem uma facilidade maior de manuseio, mas não que seus golpes serão perfeitos ou infalíveis, ainda que as chances para isso sejam maiores ao utilizar este tipo de armamento. É uma perícia evolutiva, que depende do nível e esforço do personagem.
Ativos:

Manipulação da energia negra - Você consegue criar pouca quantidade de energia negra, podendo lançar até duas bolas escuras contra o inimigo, causando o mesmo impacto de uma flecha. Contudo, não é capaz de controlar a trajetória ou mantê-las ativas - após criadas elas explodem imediatamente e se não forem lançadas contra o inimigo podem causar dano ao próprio semideus. Podem ser atiradas a até 5m de distância, mas O dano é reduzido proporcionalmente, caso sejam direcionadas a inimigos diferentes.
Observações:

Esse treino já foi postado por mim a um tempo atrás, quando o nome da conta ainda era Baek Sooyoung. Na época, ele não foi avaliado pois a personagem se encontrava com uma missão em aberto. Hoje resolvi repostar o treino e com as devidas edições, alteração no uso de pronomes pessoais para indicar o sexo dos personagens, descrição de itens atualizados e entre outras coisas.


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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Silvia Kawasaki em Dom 27 Ago 2017, 17:48


Avaliação



Orion Delagarth
Olá Óleo DeLagarto! Turubõ?
Então, eu gostei muito do seu treino. Eu achei super interessante. Eu realmente achei muito boas as descrições e a narração em geral. Eu gostei.

Percebeu o uso extremamente repetitivo do "eu"? Então, vi esse defeito no seu texto. A Língua Portuguesa tem tantos vocábulos, tantas formas de conjugação, que dá pra substituir tranquilamente essas repetições, ok? Outra coisa: cuidado ao conjugar verbos no particípio. O correto é "Eu havia chegado" e não "Eu havia chego".

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 24/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 9/10;
Total: 98 xp!!

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.


Kieran Fairchild:

Olá CriançaJusta, tudo bem?
Gostei muito do seu texto, muito mesmo. Você sabe usar pontuações, conjugações, tudo certinho. É uma pena que o alinhamento do texto não tenha sido perfeito. É, eu sei que é chato, mas tudo conta ponto e o alinhamento faz parte da estrutura. Lembre-se de justificar o texto nas postagens. No mais, tudo certinho.

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 24/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 99 xp!!

Aguardando atualização por mim mesma
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Hécate em Dom 27 Ago 2017, 23:57

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Gary Danvers em Qua 30 Ago 2017, 18:47


Welcome, newbie

gingers' practice


— Me diz que isso é uma brincadeira — Dan reclamou, mas Gary estava irredutível.

— O treino é agora, sim. Eu disse pra não comer demais.

— Eu achei que você estava brincando! Não vou me sair bem em um treino à noite, ok? Odeio escuridão!

— Danny, se você se privar de treinar à noite, vai acabar pego de surpresa em uma situação real de perigo. A ideia aqui é treinarmos nossas habilidades e diminuirmos nossas fraquezas.

Era verdade. Contudo, Gary só levou o filho de Íris para a arena aquela hora da noite porque ele próprio não queria treinar pela manhã. Já que o novato estava tão sedento por se mostrar forte e valente para Annie Murray — pobre coitado, guerra perdida —, era melhor que se rendesse aos termos de seu novo amigo.

— Se é assim, por que você não treina comigo amanhã de manhã? — O garoto questionou, muito espertamente.

— Meu querido, porque eu já faço isso quase todo dia. Você, em compensação, não quis graça com a dureza ainda. Agora pare de reclamar.

Dan bufou e ergueu sua espada, tentando não se distrair pela beleza da mesma. Estivera encantado com seus presentes de reclamação desde que os recebera. Gary sabia que o novato facilmente se distraía e pensou seriamente em se aproveitar disso, mas desistiu da ideia. Se, em algum momento posterior, Dan se metesse em encrenca e não soubesse se defender, Gary sabia que se sentiria culpado por não tê-lo ensinado direito.

Sabendo que realmente não era o melhor momento para o treino de um semideus da luz, Gary demonstrou a Dan os movimentos mais básicos da esgrima, como uma coreografia, embora deixasse claro que imitações não adiantariam e que Dan precisava encontrar a forma mais confortável e eficiente de investir e se defender em uma batalha.

— Não é porque eu, Thor ou qualquer outro campista gostamos de posicionar os pés de uma forma X que você não pode posicioná-los de forma Y, entende? Encontre o seu equilíbrio e mantenha o ritmo.

— Como uma dança?

— É... eu acho. Só que com mais liberdade. Você não precisa fazer exatamente igual aos demais. Eu soube da sua valentia no caso do Marvin, lá na praia, isso é importante. Mas deve haver controle de cada ação. Pronto para uma primeira luta?

— Não muito, mas tenho que começar em algum momento, certo?

— Certo. Em guarda!

Os dois começaram a se mover. Inicialmente, Gary deu a Dan uma colher de chá e fez movimentos mais lentos, permitindo que o garoto pensasse em como se defenderia. Porém, o filho de Hades percebeu que seu amigo parecia amedrontado demais para tomar uma atitude por conta própria e, portanto, precisava de um incentivo. Sem dar qualquer aviso prévio, Gary intensificou seus movimentos e deixou bem claro que agora era mais sério.

A lâmina de Darkness batia fortemente contra a arma do filho de Íris, que adquirira uma expressão aterrorizada que seria cômica, se não fosse trágica. Porém, surpreendentemente, a situação acabou se tornando um treino para o próprio Gary, uma vez que os movimentos descoordenados de Dan eram uma constante sucessão de surpresas. Por vezes o sangue do herdeiro do Mundo Inferior se livrou de descer-lhe a face, principalmente quando Dan tentava contra-atacar.

— Coordene-se! Está quase me arrancando um olho, mas sua guarda está aberta!

Os amigos percorreram a arena quase toda. Dan se afastava, tentava recuperar o ar e a força do braço direito, mas Gary não dava muito descanso. Não queria esgotar demais o novato, mas não podia esconder dele as dificuldades pelas quais poderia passar. O som das lâminas ecoava pelo pavilhão quase vazio e alguns filhos da noite que ali ainda treinavam dirigiam os olhos aos dois vez ou outra.

— Eu sou uma negação nisso, Gary... — Dan reclamou, em um dos momentos em que tentava dar um tempo. Gary lhe atirou um cantil com água. — E se eu descobrir uma forma mais estratégica de derrotar meus adversários, hein?

— Se você conseguir isso, me ensine. Poupará muito trabalho e energia. Vamos!

Bateram as lâminas de novo. Com o tempo e apesar do cansaço, Dan foi pegando um pouco do ritmo que Gary imprimia e o filho de Hades conseguiu ver o potencial natural que o amigo tinha. À certa altura, Dan já demostrava uma luta razoável para um iniciante e Gary suava em bicas, pois aproveitava a situação para intensificar movimentos, esquivas e giros, como se o outro ruivo fosse uma ameaça muito maior do que realmente era.

Cerca de meia hora depois, o próprio Gary via-se com o braço cansado e decidiu por encerrar o treino. Prometeu repetir a sessão com Dan na manhã seguinte, na qual o garoto tinha certeza de que se sentiria mais apto. Estavam secando o bebedouro a um canto da arena quando a voz de Will Fortune chegou aos ouvidos dos dois, com certa impaciência:

— Baizen, o que faz fora do chalé a essa hora? O toque de recolher será dado em dez minutos e, a menos que você seja um filho de deus noturno, não vai gostar de estar fora da cama.

— Desculpe, Will, foi culpa minha. Eu quis treiná-lo agora à noite justamente por conta da maior dificuldade que pode haver para ele. Quis treiná-lo nesse aspecto.

Will semicerrou os olhos e ironizou, sabendo que o próprio Gary ainda tinha muito o que evoluir como guerreiro:

— E como ele se saiu, ó grande mestre do chalé de Hades?

— Foi muito bem, na verdade, mas precisa parar de ser preguiçoso.

— Me parece que ele te deu uma boa canseira...

— Experimenta desviar da falta de coordenação motora dele!

Will sorriu de canto e agarrou as mechas ruivas dos dois por trás, tirando-os da arena. De fato, até os filhos de deuses noturnos começavam e recolher seus pertences para irem dormir e o monitor do chalé 14 fez questão de acompanhar Gary até a décima terceira morada antes de se afastar com seu meio-irmão. O garoto tomou um banho e foi se deitar, mas, ao olhar pela janela, viu a prima Annie correndo com o namorado Mike e um cara mais velho e desconhecido na direção da floresta. Sabia que estavam em alguma aventura perigosa, mas se permitiu relaxar um pouco. Apesar dos perigos, ele tinha certeza de que seus amigos saberiam se cuidar sozinhos.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Ethan Miyazaki em Qua 30 Ago 2017, 19:44


Avaliação



Gary Danvers, eu não tenho nada a questionar ou a comentar de ruim. Meus parabéns, você me prendeu do começo ao fim com uma escrita envolvente e impecável. Parabéns e continue assim.

Coerência: 50/50
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Max Sedgwick em Sex 01 Set 2017, 10:36



get ready to fantasy!

THAWP! O movimento do pulso de Max era duro e resoluto. Ele deslizou um pé para a frente e balançou a lança com força. Bateu em um manequim de treinamento que chacoalhou com o impacto, a madeira quase parecia macia e ondulada. Embora ele não tivesse feito mais do que pressionar a região marcada como alvo no boneco. Puncionou madeira e palha, perfurando um buraco no manequim e, esperou que parecesse intimidante.

Satisfeito, Max se desviou um pouco, arrancou a lança do alvo marcado no manequim pulverizado e deixou-a balançar suavemente na mão. Então caminhou para um banco fora da arena onde sua bolsa de armamento variado e, mais importante ainda, sua garrafa de água, estava. "Talvez eu devesse montar um outro manequim." Era noite e a arena estava escura, sem tochas, iluminada apenas pela luz da lua. Cenário preferido de Max para se treinar.

Sedgwick ergueu a bainha de sua camisa sem manga para limpar o suor do rosto. Ele já estava treinando há algumas horas e começou a sentir o cansaço vindo. Tirou uma garrafa longa de água da bolsa, derramando um pouco sobre o rosto e bebendo o restante. ''Isso é bom.'' Disse em voz alta, ansiando para que ninguém aparecesse.

O treinamento noturno não era muito lotado, apenas alguns semideuses apareciam naquele horário, a maioria filhos de deuses relacionados a noite.

"Bom trabalho com os manequins. Embora eu pudesse ter feito melhor. Sou Aurora Pennywise, chalé dezoito.'' Disse uma voz por trás de Max. Aurora sorriu e olhou ansiosa para ele antes de voltar a falar. ''E então, amigo, gostaria de fazer algumas rodadas comigo? Acho que posso conseguir melhorar um pouco derrubando você.''

Max não estava inteiramente interessado em ser interrompido por alguém. Então, quando a moça vestida com uma mistura de roupas de combate e peças usadas por modelos se aproximou dele, os pelos de Max se eriçaram instantaneamente. Ele pousou a garrafa de água, a mão se desviando para o saco que tinha a lança. ''Eu não sou seu amigo, Aurora Pennywise do chalé dezoito." Ele disse rapidamente, usando um tom estranho, apenas porque achava tudo aquilo ridículo. Quem se apresentava assim?

Não percebendo nenhuma ameaça imediata, Max alcançou a bolsa de ginástica e puxou a lança, voltando para os manequins como se a conversa tivesse terminado. Ele deixou o material de bronze sagrado deslizar em sua mão, e então começou a girar com ele em grandes círculos preguiçosos. Manequins eram realmente uma merda para praticar com a lança, eles se enredavam com facilidade, mas ele podia praticar estocadas, pelo menos.

Então, ele girou o corpo em um círculo preguiçoso e atacou o manequim na altura do pescoço, realizando um corte limpo. A Cabeça do boneco pendeu para trás, prestes a cair. Max se afastou dele antes de girar a lança intencionalmente em torno de um dos seus próprios bíceps. Quando avançou uma segunda vez, ele relaxou o músculo, girando o corpo de lado. O impulso do braço enviou a lança subindo em frente ao rosto do boneco, conduzindo o ponto afiado no manequim com um ressonante som de THOOM!

Max sorriu para si mesmo, mas não olhou para a filha de Selene. "Você parece pensar que estou aqui para o treino mais intenso. O que significa que você conhece muito pouco sobre mim e menos sobre treinamento estruturado. Estou fazendo exatamente o que pretendia, dominando precisão, não disputando. Se eu quisesse disputar, eu iria acordar Dean, ou qualquer outro em meu chalé. Eles seriam um desafio." Disse o filho de Phobos, ignorando totalmente o olhar de Aurora.

O semideus avançou e puxou a ponta de sua lança para fora do manequim. Ele finalmente olhou por cima do ombro para ver a garota o encarando, seu sorriso agora vacilando. "Não perco tempo com pessoas que só sabem falar. Talvez amanhã você encontre um campista mais jovem que caia nesse seu papo furado." Disse o filho de Phobos antes de se retirar da arena com a lança e a sacola de armas.

⦽:
Armas:
{Phobia} / Lança [Arma feita de bronze sagrado e tem um rubi cravejado no meio de seu cabo, é leve e tem fácil manuseio. Sua inspiração vem da lança utilizada por Phobos. Torna-se uma pulseira de spikes no nível 20.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Controle sobre o Medo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Phobos]
Poderes:
Passivos:
Perícia com lanças [Nível 01] – Phobos usa uma lança, e por isso seus filhos tem mais perícia com esse tipo de arma. Seu manuseio é mais fácil se comparado com a dificuldade de aprender a utilizar outras armas, e seus movimentos sempre serão mais precisos. Lembrando que indica apenas uma aptidão maior, mas não um aprendizado automático. [Modificado]
Ativos:
Nenhum utilizado.

Oooh
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Hécate em Sex 01 Set 2017, 11:12

Teje coisado!
Obs.: treino de Max Sedgwick ainda pendente.





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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Will Fortune em Sab 02 Set 2017, 21:13


Avaliação



Max Sedwick, em relação aos seus outros posts em arena devo dizer que você melhorou bastante e seguiu as dicas que os avaliadores te deram. É por esse motivo ao qual estou dando pontuação total, já que não encontrei erros e muito menos coisas incoerentes.

Coerência: 50/50
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Marcos Faerschütt em Dom 03 Set 2017, 14:59

THE TRAINING
PART 3

Era apenas uma linda de doce manhã. O Sol claro e forte como sempre, acompanhados de boas e velhas nuvens branquinhas...hora de treinar! De fato, já fazia muito tempo desde que eu havia pisado naquela arena. Não tinha certeza de quanto tempo ou como eu havia parado de ir para lá, apenas não fui mais. Bizarro. Enfim, depois da minha batalha contra aquela Harpia eu decidi treinar mais o combate físico, sem utilização de armas ou nada do tipo, coisas como Karatê e etc.

Após fazer os aquecimentos básicos tais como correr, se alongar, e até o bom e velho polichinelo pra aquecer as pernas, era hora de começar o treinamento de verdade. Devo dizer que não seria nada fácil aprender a usar estilos de luta diferentes sem quaisquer orientações de um professor, logo, resolvi começar com alguns golpes que eu via em filmes ou Animes. Obviamente, eu comecei fazendo aquelas coisas bizarras que os japoneses fazem, tais como: Por uma mão aberta para frente enquanto a outra eu colocava perto do rosto. Não tinha certeza para onde aquilo iria levar, mas tentei mesmo assim. Me posicionei a frente de um dos vários bonecos de treinamento e então ataquei: Meu primeiro movimento foi avançar rapidamente com o impulso da minha perna e então, ao me aproximar, comecei a atingir o boneco com vários socos seguidos e alguns chutes na região da coluna. Resolvi tentar alguns "ataques de barragem" tais como uma sequência inacabavel de socos,
mas este só me fez ficar cansado e com os punhos doendo. Minha segunda tentativa foi tentar usar mais as pernas do que os braços, mas foi terrivelmente complicado e eu ainda perdia o equilíbrio a cada chute. Foi aí que eu tive uma pequena noção de uma das coisas que me faltava: Equilíbrio. Eu precisava de uma postura firme e forte para conseguir lutar perfeitamente, sem escorregar em nada ou quase cair depois de um chute em uma região mais alta. "Como eu não pensei nisso antes?", eu me perguntava.

Por alguns segundos eu me perguntei o quão ridículo eu estava, tipo, tentando aprender a fazer aquelas poses que eu via em lutas de boxe. Primeiro, como já era de se esperar, tentei uma postura um pouco mais básica e conhecida, colocando dois punhos perto do meu rosto para uma defesa mais concreta. Adoraria que eu tivesse alguma coisa para me acertar, mas como só tinha eu mesmo, comecei a imaginar algum inimigo avançando na minha direção. Imaginei a Harpia voando com suas garras para vir me pegar e deduzi logo que aquela posição não serviria de nada contra um monstro desses, então resolvi colocar o braço esquerdo um pouco a frente para quando a Harpia viesse eu tentasse segurar ela com um dos braços e com o outro dar um soco ou agarrá-la para fazer com que esta perdesse um pouco do equilíbrio ou então para fazê-lá se afastar de mim. Durante esse tempo, eu precisaria prestar atenção nas minhas pernas, e como eu iria posiciona-las para que não perdesse a postura quando a Harpia viesse pra cima de mim com sua força, por isso, resolvi usar a perna direita como um apoio e a esquerda como suporte. Como assim? Bem simples:
Com a perna direita eu iria fazer questão de me apoiar no chão e me manter de pé, sem chances de cair, algo como um pilar, e com a esquerda, seria exatamente o oposto,
já que faria de tudo para tirá-la do chão e usar como impulso, golpe, ou até defesa para as partes mais baixas. Quem nunca levantou a perna para não deixar o amiguinho te bater? Com isso, eu já tinha em mente uma postura perfeita para o combate...só faltava treinar.

Voltando ao início, eu ainda tinha dificuldades para dar os chutes, e claro que isso iria atrapalhar na minha postura. Foi então que pensei: "Por que não esquecer dos meus braços um pouco e me focar apenas nas pernas?". De fato, eu estava esquecendo desse pequeno detalhe, já que eu dava muito mais atenção aos meus braços do que as pernas, que não eram tão fortes ou recebiam tanto treinamento assim.
Ok, era hora de tentar aumentar a força das pernas, mas como? Agachamento!
Eu já havia lido em uma revista, mas nunca parei pra pensar em como o agachamento é um dos exercícios mais complexos e simples de todos. Ele é apenas...bem, agachar, mas com apenas esse movimento,
ele gera uma grande força para os membros inferiores e com isso, acaba fortalecendo ainda mais as nossas pernas e coxas. Deixando elas mais bonitas também, vale dizer. Mas ok, era hora de treinar as pernas: Agachamentos, correr ao redor da arena...agachamentos...correr ao redor da arena...não existem muitos exercícios para as pernas, sabia? Pelo menos, que se pode fazer sozinho...

Enfim, decidi terminar o treinamento por ali. Eu pensei em voltar depois de ler algumas coisinhas sobre luta e pernas. Nunca pensei que faria algo assim...
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Kurt LeBeau em Sex 15 Set 2017, 15:52




Kurt LeBeau-Dia de Treino: Chave 1

Kurta distância  9:00 — 10:00

 
Todos já tiveram aqueles dias em que se dorme muito mas não se descansa, no meu caso foi uma semana inteira, talvez mais. Não fiz nada de interessante no acampamento durante muito tempo. Nada de treinos, nada de esportes nem atividades, muito menos conhecer pessoas novas. Pra falar a verdade eu parecia mais um antissocial sempre com a cara enfiada num livro deitado no sofá do chalé, saindo apenas para as refeições. Mas isso tinha data de validade.

Nada melhor que um banho gelado e um treino logo pela manhã pra começar a semana com o pé direito. Desci as escadas do chalé 17 num pulo, literalmente, imediatamente me arrependi pois meu joelho começou a latejar consideravelmente, mas nada iria me impedir. Twister na mão direita, Breeze na esquerda e... só isso mesmo, agora é só ir porta afora.

Meus primeiros passos fora do 17 foram às cegas. Já tinha “desacostumado” com a intensidade do sol pela manhã, conseguia facilmente imaginar Apolo me mostrando o dedo do meio lá da Carruagem do Sol. Por fim o ofuscamento passa e consigo enxergar com clareza. A Lareira de Héstia e seu fogo calmo no centro da área de chalés, alguns campistas, como eu, saindo para começarem suas rotinas. Durante todo o caminho até a arena de treinos fiquei imaginando o que o instrutor faria hoje e principalmente, quem seria.

Até onde eu me lembre, eu não o conhecia, um filho de Ares alado, com certeza seria inesquecível. Mesmo não sendo o primeiro treino da manhã, não tinha menos que uma dezena de campistas. Acho que o instrutor se apresentou como Jonas, se não foi agora será.

– Vocês nunca estarão desarmados enquanto tiverem mãos e pés, então é melhor que saibam usá-los. O trabalharemos com chaves, o primeiro a ser imobilizado, perde. E mais importante: Sem poderes. – Por fim, jogou um par de luvas em dois campistas aleatórios e disse que eles seriam os primeiros. –  Como temos um número ímpar, alguém vai ficar de standby a não ser que chegue mais alguém até o final da primeira chave.


Após algumas demonstrações de movimentos e breve uma explicação de outras regras, todas baseadas no muay thai, sentamos em círculo ao redor da primeira dupla, um garoto de olhos cinzentos e outro bastante pálido contudo, bastante atraente. Junto com as armas que estavam no chão chutei que fossem de Atena e Thânatos.

Eles passaram um bom tempo rodando, observando, até que o filho de Atena foi pra ofensiva. Pegou um pouco de impulso e tentou um soco direto no belo rosto do filho de Thânatos, que esquivou lindamente com direito a uma rasteira. O filho da sabedoria se levantou rápido, sabe que passar muito tempo no chão é arriscado. Seus olhos escaneavam o filho da Morte de um jeito impressionante, quase como se tentasse prever todos as possibilidades de golpes. O garoto do chalé 19, avançou para a direita, o filho de Atena recuou para a esquerda enquanto o filho de Thânatos... Sorria?

Ele parou de avançar, se apoiou num pé e girou o corpo pro outro lado, atingindo o rosto do garoto do chalé 6 com a parte de trás da mão o que fez ele cambalear pra trás. Olhei para o instrutor e ele parecia estar se divertindo com isso, uma rixa com o chalé de Atena talvez? Faria sentido pra mim. O rosto do filho de Atena agora estava vermelho, mas não conseguia dizer se por raiva ou pelo golpe. Parei de prestar atenção na luta quando senti um perfume conhecido. “Isso é... Invictus? Será que...?”


– Kurtinho? – E lá estava o meu filho de Zeus preferido.

– Rapha! Que bom que você apareceu, vai treinar comigo.

– Vou? – Ele perguntou sorrindo.

– Vai, a gente aproveita e põe o papo em dia, parece que tem meses que eu não te vejo. – Abri um sorriso que por trás estava implorando pra que ele concordasse.

– Tem mais que isso Kurt, bem mais. – Ele riu, sentando do meu lado. Passei alguns segundos tentando reparar alguma mudança nele, fora estar um pouco mais forte. Parece até que ele parou no tempo quando eu “desapareci”.
Só me lembrei de que havia uma luta acontecendo na nossa frente quando ouvi o silvo de um apito. Quando me voltei para o centro, o filho de Thânatos estava sentado nas costas do garoto do chalé 6 enquanto todos aplaudiam.

***

Algumas duplas se passaram até que fosse minha vez de colocar as luvas. Até mesmo o Rapha, que chegou depois de mim foi na minha frente. O fato de ele ter ganhado a luta dele me deixou um pouco mais empolgado.

Porém tudo isso foi pro chão quando vi meu adversário. Um garoto com o braço da largura da minha coxa e uns 20 centímetros maior que eu, com certeza um filho de Herácles. “Como assim você não o viu antes cabeça de vento?”.


– Isso é justo? Quer dizer, nós não estamos nem na mesma categoria de peso. – Argumentei tentando me livrar.

– Nem sempre estaremos na mesma categoria do nosso oponente, vão se acostumando com isso. – Rebateu Jonas. Depois disso minha única opção foi baixar a cabeça e seguir para o centro.

Até mesmo para o cumprimento eu estava nervoso e era só um toque de luvas. Todos os combates começaram do mesmo jeito: os dois andando em círculos se analisando até que um tomasse iniciativa. O brutamontes sabia que eu estava intimidado, seria idiota de não tirar vantagem disso. Fingiu que ia avançar pra poder analisar minha reação. “Esperto, até pra ele” . Enquanto isso o meu plano era manter distância.

Funcionou por certo tempo. Ele tentou o mesmo golpe que o filho de Atena tentou no primeiro combate, um soco direto, mas ao contrário do filho de Thânatos eu não tinha como dar uma rasteira nele, então somente desviei do golpe, mas não fui rápido o suficiente. O outro punho dele já me esperava quando me abaixei pra desviar, felizmente consegui proteger o rosto antes.

Recuei um pouco mais, se só em defender meus braços já ficaram doendo não quis nem imaginar um desses no rosto. Decidi tentar surpreender. A última coisa que ele esperava era que eu avançasse, então foi o que eu fiz.
Avancei com o punho direito pronto para um soco, assim que ele estendeu o braço para desviar o golpe com a mão, dei um chute rápido em seu braço. Graças a já estar em movimento, desequilibrei e caí, contudo me levantei antes que ele tivesse tempo pra analisar o fato de que eu o havia acertado.Particularmente eu senti falta de chutes e coisas do gênero nas outras lutas, elas foram mais focadas nas mãos.

Voltamos a girar na arena de luta, o filho de Herácles parece ter percebido que eu tenho mais mobilidade que ele e estava sendo mais cauteloso, mesmo assim avançou. Correu contra mim com o punho cerrado no alto e eu rolei para o lado quando se aproximou.

Quando ia me virar na direção dele, senti minhas roupas sendo agarradas e meus pés deixando o chão. Me debati tentando me soltar enquanto ouvia o apito e a voz do Jonas.

– Oleg, esse não é um movimento válido, coloque ele no chão. – Ele disse enquanto caminhava carregando alguma coisa nas mãos.

Mas Oleg, “Que nome estúpido.” , obedeceu de modo... deturpado. Eu voltei pro chão, só que alguns metros à frente, o impacto me fez perder o fôlego por alguns instantes. Quem eu vi chegar até onde eu estava primeiro foi o Rapha, que depois de se certificar de que eu estava bem se voltou irado para o Oleg mas não pôde fazer muito, Jonas já estava com uma espada flamejante na mão expulsando-o do treino.

Logo depois ele estava dissipando o círculo de pessoas ao meu redor, com exceção do filho de Zeus.

– Eu sinto por isso, você está bem? – O rapaz com asas tinha um tom bastante preocupado.

– Claro que ele não está bem. Ele foi arremessado em pleno treino, SEU trei...

– Cala a boca Jauregui, eu tô bem. Ele não tinha como saber que isso ia acontecer. Foram só alguns arranhões. – Embora meu braço estivesse doendo um pouco, não deixava de ser verdade.

– Tudo bem, você está liberado para ir à enfermaria se quiser.

– Só por isso? Não. Eu vim pra treinar e vou até o final.

– Tem certeza? – Perguntou Raphael.

– Absoluta.

– Nesse caso... Que comece a segunda chave de lutas. – Gritou nosso instrutor enquanto jogava as luvas para a próxima dupla.


Kurt:
Arsenal:
— {Twister} Chackran [Chackran de bronze sagrado, de formato circular e vazado no centro. A empunhadura é apenas levemente abaulada, não afetando a aerodinâmica, e exigindo atenção na hora do uso para quem não está acostumado. Decorado com arabescos, faz o leve som do vento ao ser lançado no ar. Transforma-se em um pequeno chaveiro com guizos no nível 20.]{Bronze sagrado} (Nível mínimo: 1)[Recebimento: Presente de Reclamação de Éolo]
— {Breeze} / Broquel [Broquel pequeno e circular, de bronze sagrado mas em tons prateados. Leve, não interfere no uso das armas] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Éolo]
Poderes:
Nenhum poder
Oleg:
Nível 1
Força ampliada I - Desde seu nascimento, filhos de Héracles apresentam uma força superior se comparados a outros humanos ou mesmo semideuses. Neste nível, sua força é ampliada 10%, permanentemente, o que afeta tanto em combate quanto fora (com relação à sua capacidade de carga, por exemplo). Apenas filhos de Hefesto, Ares e Centauros se aproximam de seu potencial. [Antigo "Força sobre-humana"]

Nível 2

Intimidador - Sua força e aparência o tornam mais intimidador se comparado a outros semideuses. Ações e poderes de intimidação do filho de Héracles recebem uma bonificação de 10%. [Novo]
OBS:
Estou voltando e pretendo usar o “plot” para uma sequência de treinos pra desenferrujar, então não para por aqui. Sobre o Jonas... quando eu o conheci ele tinha asas e era monitor. Se algo mudou, me perdoem.

Dia:Dia de Treino   Lugar:Arena! Com:Minha consciência Humor: Aqui é Body Builder porra!  Vestindo: credits @
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Will Fortune em Sex 15 Set 2017, 17:12


Avaliação



Marcos Faerschütt, olhando para os seus antigos treinos você teve uma pequena evolução. Porém, você perdeu muitos pontos em coerência por que a arena especifica quais treinos devem ser feitos no primeiro post, e todos são com armas. Mas fora isso, foi bem. Parabéns.

Coerência: 25/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 10/10

Total:75 XP

Kurt LeBeau bem-vindo ao fórum novamente. Bom eu, em partes, estou envolvido no seu treino e por isso digo que eu gostei dele. Espero ansiosamente para ver como você vai se sair nos outros até o gran finale. Mas parabéns!

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 10/10

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Hécate em Dom 17 Set 2017, 12:28

Tejem coisados!





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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Isobel em Dom 01 Out 2017, 21:02

Natturà
Existe um sátiro saltitão
Depois de um longo tempo em profunda meditação, Isobel desperta. Ela sente a necessidade de esticar as fibras de seu corpo humano e fazer algo que a ajude pelos tempos difíceis que estão por vir.

Apanhou o seu chicote, se envolveu em seu manto e caminhou descalça para a arena deixando seu vestido esvoaçante de seda dançando com o vento a medida que caminhava graciosamente.

Ao entrar na arena todos os presentes a olharam de cima a baixo. Ela era uma figura respeitada, mas ela nem sequer sabia o motivo. Humilde como é, apenas fez uma reverência respeitosa em direção a todos e sorriu timidamente iluminando o dia de todos. Os campistas voltaram a atenção ao treinador, o próprio Dionísio, que mesmo sempre carrancudo e de humor negro esboçou um leve sorriso ao ver Isobel.

O Senhor do Vinho explicava que as plantas são ótimas aliadas em qualquer ocasião. Elas sempre vão estar dispostas, seja quando um intruso ameaçar seu território ou quando um conhecido pede socorro.

Fazendo uma análise rápida do ambiente, a dríade pode perceber que a grama estava mais verde, o vento soprava uma brisa suave e o clima estava um pouco mais fresco, mas não só pela presença ilustre do deus do vinho, mas os campistas que estavam ali tinham uma centelha divina mais voltada a natureza.

Dionísio pediu para que todos começassem a correr de forma aleatória pela arena. Isobel não hesitou em saltitar, rir e girar entre os campistas, que faziam o mesmo. Quando ela se perguntou o propósito daquela ação apareceram dois símbolos em cima da cabeça dos campistas ali. Alguns com símbolo de máscara teatral e outros com símbolos de uva. Ela olhou em cima de sua própria cabeça e viu uma máscara teatral.

“São dois times, é obrigatório continuar em movimento caso não queiram se transformar em golfinhos! O objetivo aqui é derrubar o time inimigo inteiro e uma vez derrubado só poderá se levantar ao fim da tarefa!”

Isobel parou de rir e ficou mais focada na atividade. Centrada em não cair, ela continuou correndo em uma marcha mais lenta, desenrolando seu chicote agilmente e logo enrolando-o ao tornozelo de uma distraída criança que pulava e gritava.

Muitos campistas caíram de ambos os times e a jovem dríade apenas tentava sobreviver a tarefa, mas estava fácil demais... Os campistas pareciam menosprezar a sua presença, uma vez que ela era sempre vista como uma figura de doçura, bondade e ajuda. Ninguém a via como alvo prioritário.

Afim de mostrar o seu lado mais ativo e até mesmo... perigoso, ela começou a atacar os time inimigo impiedosamente. Movimentos graciosos com os braços e o pulso eram suficientes para que seu chicote deixasse dois campistas no chão, um caído por cima do outro. Bastou Isobel estender a mão e imaginar gavinhas surgindo do solo para que o chão se movimentasse e as gavinhas surgissem rapidamente no ponto alvejado derrubando mais um do time uva.

Fazendo isso ela chamou a atenção pra si e não pense que isso foi um problema. Com sua velocidade acima da média ela conseguiu saltar de desviar muito bem de duas ou três investidas.

A jovem observou que os campistas tinham um padrão ao correr. Eles sempre corriam em círculos, se arriscando no meio da arena apenas quando tinham certeza de conseguir derrubar alguém. Indo em contramão dos demais (e dela mesma que antes estava fazendo o mesmo) correu em velocidade crescente até três campistas inimigos. Ela sacodia o chicote já se preparando para puxar um deles para o chão.

Dois deles tentaram miseravelmente prende-la com sua constrições mas eles não contavam com tamanha velocidade e determinação. Ela derrubou o menor deles e com o chicote, deu uma rasteira alta contra um e o outro ficou por conta de companheiro de time.

Ela ouviu uma melodia rápida tocada por uma flauta e então saltou para um lado qualquer mas seu chicote ficou preso em vinhas e ela teve que abandoná-lo. Ela investiu com uma constrição contra um sátiro mas ele saltou inacreditavelmente alto demais para ser verdade. Quando ela foi procurar outro alvo se deu conta de que só tinha sobrado três no jogo: Ela, um sátiro inimigo e um campista amigo.

Com os olhos fixados no sátiro, Isobel continuava a correr, perseguindo ele e tentando constrições cada vez mais rápidas, mas os saltos dele eram perfeitos e as plantas não podiam ir tão alto... Nesse ponto do jogo o sátiro não conseguiria mais soprar a qualquer canção, devido a respiração ofegante que já estava começando a incomodar não só a ele, mas a todos.

Pulando entre os campistas fora do jogo ele se safava de todas as investidas. As energias dos dois em vantagem estavam se esgotando e não conseguiam mais pegar o sátiro saltitante. Todos estavam cansados daquela novela e então um campista malicioso do time uva agarrou o pé de Isobel, derrubando-a no chão e desclassificando-a. Quando os caídos perceberam que não existiam regras que os excluíram do jogo, apenas os deixavam no chão, mais que depressa tentaram derrubar os dois de pé, o sátiro que era o mais esperto foi o último a cair.

Como prêmio, os vitoriosos todos ganharam uma bebida esquisita e escura que Isobel nunca vira. E como punição aos derrotados estava o dever de limpar os estábulos naquela mesma tarde.


Adendos:
Passivos:
Agilidade: As ninfas por serem desejadas por sátiros e precisarem correr muito, adquiriram a agilidade como uma característica natural, sendo mesmo descritas como instrutoras de corrida do Acampamento no livro de PJ. Todas são rápidas e ágeis naturalmente, possuindo uma velocidade de movimentação 50% maior se comparadas a semideuses sem poderes similares. Influi apenas na movimentação, não permitindo ações adicionais.
Perícia com cajados e chicotes - Dríades usam naturalmente ambas as armas, geralmente feitas de fibras vegetais e madeira, mas qualquer arma do tipo será bem utilizada por elas. A perícia implica apenas uma familiaridade e conhecimentos mínimos, mas é algo evolutivo, não significa ações sempre certeiras nem movimentos complexos sem treino, apenas uma facilidade de manejo e aprendizado. [Idealizado por Sadie Bronwen]
Botão de Rosa – Dríades possuem um perfume natural, variável com seu tipo de árvore/ flor. Isso faz com que poderes de sedução usados por ela tenham efeitos adicionais caso o alvo esteja próximo - 5% adicional para alvos a no máximo 3m de distância.
Beleza natural – Você é linda naturalmente, mas quando está em contato com a natureza parece ser uma rainha. Sua pele fica mais bronzeada, seus cabelos mais brilhosos, todas as características relacionadas ao padrão de beleza duplicam, tornando você muito mais bonita. É um efeito estético, mas pode impressionar em primeiros encontros, especialmente mortais.
Ativos:
Criação de Plantas – Poder de constrição. A dríade faz com que gavinhas surjam do solo, enredando um único alvo a até 15m de distância. As gavinhas não passam de 30cm de altura, e duram 2 rodadas. O alvo não pode andar, mas ainda é livre para outros tipos de movimento.
Equipamentos:
{Wooden} / Chicote [Chicote feito de uma espécie de cipó resistente, entremeado a fios de bronze sagrado. Mede 2,5m, com o cabo de madeira, mas recoberto da mesma textura, sendo confortável ao uso e manuseio. A partir do nível 20 transforma-se em um cinto, de aspecto rústico porém condizente às dríades.][Cânhamo, bronze sagrado e madeira](Item de Dríade)[Nível: 1][Recebimento: Presente de Reclamação]
{Grass} /Manto [Manto de tons esverdeados a terrosos, que dão um aspecto sobrenatural à dríade. Parece ser feito inteiramente de folhas. Leve, aumenta seus poderes de sedução, aumentando as chances de funcionamento em 15%. 1 vez por missão envolve a dríade com uma aura protetora que a torna resistente a fogo e poderes de calor e chamas em geral, reduzindo os efeitos dos mesmos em 50%, independente do nível do poder, por 2 turnos.] (Nível: 1) [Item de dríade] [Recebimento: Presente de Reclamação]
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Ethan Miyazaki em Dom 01 Out 2017, 21:50


Avaliação



Isobel, você é tremendamente maravilhosa. Enquanto eu lia, eu me perdia no treino e realmente não tenho nada a declarar além de te informar o quanto seu treino foi lindamente e perfeitamente bom. Simples, suave, direto, envolvente, capaz de nos prender. Um bom exemplo de como um treino deve ser feito e com certeza irei pegar como base para futuros treinos meus. Parabéns e continue assim. Quero mais

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 10/10

Total: 100 XP
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Edward M. Crawford em Seg 02 Out 2017, 01:47




South Of Heaven

Treino na Arena


15h. Já era meio da tarde e o Edward já se encontrava pronto para o que o treino tinha a oferecer. Obviamente que não era nada que ele tinha enfrentado em todo o seu treinamento com os espadachins que sua família tinha contratado no sudeste asiático — Porém era engraçado ver como os semideuses daquele local agiam como se aquilo fosse tão importante como uma missão.

Ninguém se aproximava do filho de Ares recém chegado, ele chegara no dia anterior juntamente com uma escolta de asiáticos mafiosos: Afinal sua mãe vendia drogas para os EUA também, inclusive para NY. Um príncipe tinha que chegar em bom estilo e assim o ruivo chegara — E esperou o dia todo para aquele treino. Seus irmãos que comandariam e ele levava apenas sua lança, a estupradora de corações, fazedoras de viúvas, uma bela arma por assim dizer.

— Venham. — Afirmou um instrutor. Ele era muito musculoso, um corpo adquirido depois de anos de treino, trajava roupas normais que o Edward já havia visto naquele local: Blusa laranja, calça jeans e all-star de cano alto. Edward era mais modesto, usava uma camisa branca de gola v de puro algodão, calças de moletom e tênis all-star, nada muito caro.

Ao redor do instrutor ficaram 6 semideuses, todos portavam ao menos uma espécie de arma branca, segundo constatou o filho de Ares. Espadas, adagas, lanças, escudos, foices. Parece que diversidade não faltava, ele teria que aprender a se defender quanto a isso — Era para isso que estava ali mesmo, não é verdade? Além de tentar encontrar o Ethan, já tinha informações acerca do mesmo, mas parece que ele era poderoso e não se lembrava se deu passado.

— Então. O treino hoje é bem simples: Vocês lutaram um contra o outro, em uma luta um contra um. Será uma dupla de cada vez, vence aquele que desarmar primeiro o oponente, mas existe uma regra especial - Não pode usar nenhum item de defesa, então deixem seus escudos de lado. — Protestos foram escutados, mas Crawford apenas riu. Ele tinha levado apenas sua lança, escudos são para fracos e ele não era fraco, logo, aqueles que tinham levado escudos eram todos fracos para a prole do deus da guerra sangrenta. — Formem as duplas.

Edward esperou as duplas irem se formando até que um garoto o olhou: Olhos negros como o breu, cabelos brancos como a nuvem assim como a sua pele, em suas mãos estava uma adaga, o que faria com o que o filho de Ares tivesse uma ligeira vantagem.

— Quer ser minha dupla? — Questionou Ed. E o garoto apenas acenou. E assim ele tinha uma dupla.




II





— Sentem-se, uma dupla lutará por vez e vocês apenas analisaram, para aprenderem como deve se portar enquanto eu ficarei de fora dando dicas e mostrando como se deve lutar. — O instrutor deu a última instrução. E assim a primeira dupla foi para o centro da Arena, enquanto o orientador ficou de lado, como se ele realmente fosse orientar alguma coisa.

Edward estava pouco se f*dendo, tratou de pegar seus fones de ouvido que havia levado e que se encontravam no bolso do moletom assim como seu Iphone, colocou no Spotify e logo colocou para tocar Slayer. South of Heaven era a música e o menino apenas pensava em tudo que tivera que enfrentar para chegar aquele dia, chegar ao Acampamento: O dia que fora reclamado por seu pai e que o Ethan sumira, O dia que em o poder foi passado para suas mãos no Sudeste Asiático e agora toda a máfia também respondia aos seus comandos, sua mãe continuava lá: Yampi era feroz, não morreria tão cedo, mas Edward Miyazaki era considerado um segundo no comando e assim seria até sua morte. Todos os problemas com os malditos coreanos, toda a vida do menino ia passando em sua mente, monstros enfrentados, mortais esquartejados. Tudo em busca do Ethan e agora ele estava ali, pagando de bonzinho esperando um maldito treino como se fosse um semideus normal: Claro, ele tinha que se tornar forte suficiente para chamar a atenção do irmão.



The Training




O álbum acabou assim como o quinto e penúltimo duelo daquele treino: O último duelo era entre o Edward e o menino estranho de cabelos brancos.

— Venham. —  Disse o instrutor. E assim Crawford entregou seu Iphone juntamente com o fone para um semideus que estava cansado, porém parecia vitorioso.

— Guarde-o. — Ordenou, olhando diretamente nos olhos do garoto, que nada questionou e apenas deu os ombros.

— Sou Jason Prochnost, filho de Ares. Quero um treino justo, nada de armas de defesa, como orientado anteriormente. —  Ele olhou para ambos os semideuses. Edward já estava balançando sua lança para os lados e parou com a ponta no chão. O garoto estranho colocou a adaga de lado, olhando diretamente nos olhos do filho de Ares. —  Prontos? Vão!

Ed esperou e em questão de segundos partiu para o ataque. Sua lança se movimentou rápido, assim como seu corpo e antes que o inimigo esperasse a lâmina já estava perto de seu rosto, mas ele era ágil e assim movimentou-se para o lado esquerdo, desferindo um golpe com sua adaga na direção da barriga do jovem. Sorrindo, o filho de Ares fez com que o cabo da lança subisse, batendo na lâmina da adaga e assim desviando sua direção.

— Pra desarmar. —  Falou o tal Jason.

Aproveitando a proximidade que o cabo da lança estava do corpo do inimigo, Crawford fez com que ela fosse para frente, batendo com a mesma no peito do jovem. O impacto o empurrou para trás, mas a sua reação fora mais rápida e um contra golpe veio, pegando Ed desprevenido. Uma rasteira foi dada pelo garoto, fazendo o filho de Ares cair de braços abertos, perdendo completamente o ar que tinha nos pulmões naquele momento.

Quem aquele inseto achava que era?

Ed se levantou em uma velocidade impressionante, seu corpo movia-se com fúria. A lança foi apenas para uma mão e ele olhou na direção do jovem de cabelos brancos e este viu a fúria que havia causado: O filho de Ares arremessou a lança no menino, que foi obrigado a se abaixar e enquanto a lança fazia sua trajetória, Miyazaki correu e lhe desferiu uma joelhado no rosto, fazendo com que o menino se levantasse já com a boca estourada cuspindo sangue, um soco veio logo em seguida na direção de seu diafragma, todo o ar do menino agora se esvaia enquanto ele caia pelo chão.
Ainda em fúria, Edward correu para pegar sua lança e bateu com a parte chata da lâmina na mão do jovem que agora estava no chão, tirando a adaga de suas mãos e a jogando longe.

—  Era somente para desarmar! —  Gritou Jason, se aproximando com raiva do seu meio-irmão. Por incrível que pareça, o novato não se intimidou e apenas encarou o instrutor, com um sorriso nos lábios.

—  Foi o que eu fiz. — Cuspiu no chão em seguida, se retirando com sua lança. Mas antes passou para pegar seu Iphone, afinal aquilo valia mais do que aquele maldito treino.

O que faria diante de tamanha humilhação?

Adendos:
Passivos:
◊ Perícia com Lanças [Nível 01]
A arma preferida de Ares é a lança, e ele sempre foi retratado como indo à batalha portando uma. Por suas preferências, seus filhos herdam como característica a facilidade no aprendizado e manuseio no mesmo tipo de arma. A habilidade reflete apenas a familiaridade, e um aprendizado mais facilitado se comparado ao uso de outras armas, mas não um conhecimento automático ou uma capacidade insuperável, sendo que a habilidade reflete o nível do personagem e está em constante evolução, mas não significa que não seja passível de erros.[Modificado]

◊ Força Aprimorada [Nível 01]
Ares é conhecido pela sua beligerância, estando sempre em treinos e exercícios constantes para exercer seus domínios. Seus filhos também herdam a mesma aptidão física, possuindo um corpo geralmente atlético e delineado, mesmo que não sejam musculosos, e uma força aprimorada se em comparação com semideuses de outra origem. Ainda perdem para filhos de Héracles, e não são páreos para semideuses treinados de nível mais alto, mas quando comparados com humanos comuns ou semideuses de outra origem não relativa à força física, suas capacidades de força são cerca de 15% maiores.[Modificado]
Ativos:
◊ Fúria [Nível 01]
Ares nunca foi famoso pela calma ou paciência e, quando em batalha, deixa-se levar pelo espírito de combate. O mesmo ocorre com seus filhos. Ao ativar este poder, o semideus entra em um estado parcial de fúria - ele ainda pode diferenciar amigos de inimigos, e sua mente fica focada em combate, de modo que poderes mentais contra eles são reduzidos em 10%. Contudo, isso faz com que poderes que exijam calma e concentração ou mesmo foco detalhado não possam ser ativados/ utilizados. Por outro lado, lhes fornece uma bonificação de dano de 25%, desde que em ataques corporais (seja com ou sem armas) por três rodadas (considerando apenas dano base, não proveniente de poderes, elementos e afins que a arma possua). Não modifica a chance de acerto, contudo. 1 vez por combate. [Modificado, antigo "Agressividade e selvageria]
Arma Utilizada:
{Wrath} / Lança de artilharia [Lança longa, de 2m de comprimento. O cabo é feito de mogno, recoberto em bronze sagrado, sendo resistente porém mais leve que uma lança comum. A ponta é de bronze sagrado. Em toda sua extensão pontos avermelhados podem ser vistos: são engastes em rubi, decorando o cabo.] {Bronze sagrado, mogno e rubi} (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Ares]

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Kurt LeBeau em Seg 02 Out 2017, 03:05




Kurt LeBeau-Dia de Treino: Chave 1

Kurta distância  9:00 — 10:00

 
A dupla deveria ter sido Rapha e a filha de Perséfone da segunda luta, mas ele meio que surtou. Aparentemente ela era ex namorada do atual namorado dele ou algo assim e conseguiu convencer Jonas a mudar as duplas, mas essa história tava muito mal contada. Assim a filha da Rainha do Hades passou a ser minha dupla enquato ele iria lutar com o filho de Thânatos.

Ela havia ganhado sua luta de modo até que rápido. Seu oponente foi um filho de Apolo sem muita experiência em combates corporais, o que tornou tudo mais fácil. Eu precisaria de mais tempo pra entender como ela lutava.
* * *
A luta do Rapha acabou de um jeito indesejável e um tanto quanto desconfortável. Após ter fingido que viraria um super saiyajin, o “príncipe” dos céus avançou com velocidade na direção do outro garoto, deixando-o sem reação e deu-lhe um chute à la Rei Leônidas. O garoto foi empurrado pelo menos dois metros pra trás. O Rapha avançou andando lentamente enquanto o garoto do 19 se arrastava pra longe. Quando o filho de Zeus finalmente conseguiu alcança-lo, uma onda de fedor tomou conta da arena.

O cheiro era indescritível. Precisei de muito auto controle para não vômitar enquanto canalizava os ventos para dissipar aquilo da arena. De todos presentes, o Rapha foi o único que chegou a, de fato, vômitar já que estava mais próximo da origem.

Jonas concedeu a vitória à ele, já que as regras diziam explicitamente que poderem eram proibídos. O filho de Thânatos tentou rebater dizendo que o Raphael iria o mesmo com as faíscas. Mas o argumento foi derrubado com uma simples frase: “Mas ele não fez.”

Inconformado o garoto jogou as luvas na cara do Jonas e deixou o lugar batendo o pé amaldiçoando cada geração da família do instrutor.

Ele apontou pra mim.

— Kurt, não é isso?

— Sim.

— Tem certeza que está em condições de lutar? — Ele perguntou colocando a mão levemente no meu ombro.

— Tá tudo ótimo Jonas, não se preocupe.

Ele deu de ombros e se dirigiu até a filha de Perséfone para entregar-lhe as luvas enquanto o Rapha vinha tirando as dele. Entregou-me e me desejou boa sorte.

Vesti as luvas enquanto encarava-o desconfiado. Algumas coisa havia acontecido durante o tempo em que fiquei mais recluso e eu precisava descobrir o que havia sido.

Cumprimentei a filha de Perséfone no centro da arena e me afastei. Se fosse um combate com poderes, seria bem arriscado me manter próximo. Ela era bem menor que eu, não sei dizer se era vantagem minha ou dela.

Os dois deram falsas investidas pra ver a reação do outro, ela tinha uma percepção rápida, eu demorava um pouco mais. Decidi me arriscar um pouco e avancei tentando reproduzir o soco giratório do filho de Thânatos na primeira luta.

Talvez eu devesse ter pensado melhor antes de usar o braço machucado pra isso. Assim que a onda do impacto da minha mão na bochecha dela começou a passar por ele, uma pequena onda de dor chegou junto.

Ela recuou um pouco após o golpe e eu esperava ter me saído bem em esconder a dor que estava sentindo. Ela agora estava me encarando, como se esperasse um próximo golpe.Continuamos andando em círculos pela arena até ela avançar contra mim.

Ela acertou um chute no meu braço dolorido. A dor foi considerável e me fez perder a base por um momento. Cerrei um pouco os olhos, agora aquela luta seria realmente pessoal. Pensei muito em colocar as garras pra fora e rasgar a bochecha dela, mas eu precisava ganhar do jeito certo.

Corri na direção da garota, que recuou surpresa. Me aproveitei disso e tomei impulso do chão e estendi o braço bom pra frente. Consegui atingir, por pouco, o meio do peito da garota fazendo com que ela ficasse sem ar por alguns instantes. Mas não dei tempo de ela se recuperar como ela havia feito comigo.

Dei-lhe uma rasteira, derrubando-a e a deixei virada de costas me ajoelhando em suas costas. Ela até tentou se levantar enquanto o Jonas fazia uma contagem curta e finalmente soprou aquele maldito apito.

Suspirei com um certo alívio quando acabou e tentei ajudar a garota a se levantar, mas ela recusou e ainda cuspiu na minha direção. Acho que fiz bem em desviar, já que a grama onde o cuspe caiu começou a morrer.


— Okay pessoal, hora da última chave. Kurt e Raphael, no centro por favor.

Kurt:
Arsenal:
— {Twister} Chackran [Chackran de bronze sagrado, de formato circular e vazado no centro. A empunhadura é apenas levemente abaulada, não afetando a aerodinâmica, e exigindo atenção na hora do uso para quem não está acostumado. Decorado com arabescos, faz o leve som do vento ao ser lançado no ar. Transforma-se em um pequeno chaveiro com guizos no nível 20.]{Bronze sagrado} (Nível mínimo: 1)[Recebimento: Presente de Reclamação de Éolo]
— {Breeze} / Broquel [Broquel pequeno e circular, de bronze sagrado mas em tons prateados. Leve, não interfere no uso das armas] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Éolo]
Poderes:
Nenhum poder
Filho de Thânatos:
Nível 5
Odor cadavérico - Os filhos de Thanatos se acostumam com o cheiro de cadáveres, por estarem muito tempo em cemitérios. Nesse nível, os filhos de Thanatos poderão exalar esse cheiro, que pode causar náuseas no oponente. Para tanto os oponentes devem ser capazes de sentir o cheiro e possuirem um organismo receptivel (construtos, mortos vivos, elementais e plantas em geral não são afetados, e insetos podem agir de forma diferenciada, sendo afastados ou atraídos pelo odor). Aqueles afetados ficam enjoados, perdendo 25% da efetividade das ações (exceto movimento). O odor ocupa uma área de 25m de diâmetro, tendo o semideus como centro (e, portanto, movendo-se com ele), afetando a todos presentes, exceto filhos de Thanatos acima do nível 5, e se dissipa em 3 turnos. Uma vez por combate. [Modificado]
Raphael:
Impulsos elétricos (Nível 15 - Ativo) - O filho de Zeus concentra eletricidade na mão, e ao tocar o inimigo um choque irá percorrer no corpo do mesmo, podendo arremessá-lo até três metros longe.

Intimidação (Nível 7 - Passivo) - O filho de Zeus intimida mais facilmente os outros devido a sua posição. Na prática, exercem influência sobre qualquer criatura mundana através da palavra, assustando-as - não as afasta do combate, isso depende do tipo de criatura, mas pode ter um bom efeito em mortais. Contra semideuses e monstros, só os afeta se forem de nível menor ao semideus (ao menos 5 níveis), desestabilizando-os em combate, reduzindo suas defesas em 10%. Precisa de uma demonstração, seja uma ação intimidativa ou palavras de provocação. NOVO! [criado por Sadie Bronwen]
OBS:
Esse treino é um continuação do treino a seguir  http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t11117p275-arena-do-acampamento#271131 . Ainda haverá um terceiro e último treino, só espero que não demore tanto pra sair quanto esse.

Dia:Dia de Treino   Lugar:Arena! Com:Minha consciência Humor: Aqui é Body Builder porra!  Vestindo: credits @
Kurt LeBeau
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Re: ♦ Arena do acampamento

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