♦ Arena do acampamento

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♦ Arena do acampamento

Mensagem por 139-ExStaff em Sex Set 11, 2015 9:26 pm

Relembrando a primeira mensagem :



Arena do Acampamento


Treinos e Horários




• Matutino:

    — 08:00 às 09:00 — Treino de Armas brancas de longa distância;— 09:00 às 10:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 10:00 às 11:00 — Treino de Combate aos monstros.

• Diurno:

    — 14:00 às 15:00 — Treino de Combate aos monstros;— 15:00 às 16:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 16:00 às 17:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.

• Noturno:

    — 19:00 às 20:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 20:00 às 21:00 — Treino de Combate aos Monstros;— 21:00 às 22:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.



Instruções Gerais
e
Regras





• Post Inicial;
• Condições climáticas: Definida pelo player;
• Horário: Definido pelo player;
• Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue;
• Sem mortes ou perdas de itens;
• O não cumprimento das regras aqui descritas poderá acarretar em punições diversas;
• Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar a qualquer deus estagiário por Mensagem Privada (MP);
• Não há mínimo nem máximo de linhas ou palavras exceto pelas já especificados nas regras gerais, mas espera-se um post bem descrito;
• Quaisquer poderes ou equipamentos utilizados por vocês devem vir em quote ou spoiler, de preferência separando poderes ativos de passivos;
• Sem máximo nem mínimo de equipamentos, desde que seja possível levá-los;
• Esse tópico é monitorado e avaliado pelos deuses em geral e pelos monitores.

    — Tal medida foi tomada com o intuito de não sobrecarregar os avaliadores.— Tendo isto em vista, todos os tópicos desse gênero podem conter até dez (10) treinos.


    — Quando chegar nesse limite, ninguém mais pode postar. Caso contrário, o treino será ignorado.— Quando o deus responsável pelo tópico avaliar, até mais dez treinos poderão ser postados até que haja uma nova avaliação.


    — Cada player pode postar um  único treino por atualização, independente do tipo de treino;— O descumprimento da regra acarretará a anulação dos treinos posteriores ao primeiro.


• A quaisquer sinais eminentes de plágio, punições severas serão aplicadas.

    — A primeira punição será o ban por IP durante uma semana;— Numa segunda infração, a punição será ban eterno.

• Treinos noturnos são atribuídos àqueles cujas descendências divinas diretas se dão por deuses ligados à noite ou à obscuridade;

    — Encaixam-se entre tais deuses: Hades, Melinoe, Phobos, Deimos, Hécate, Morfeu, Nyx, Thanatos, Selene, Ártemis, Nêmesis e Circe;— Para qualquer treino noturno cujo semideus em questão não tenha um progenitor devido para o horário, haverá a anulação do treino.

• A premiação máxima segue as regras do fórum;

    — A premiação máxima é composta de: cem de experiência.

• O critério de avaliação segue as regras do fórum;

    — O critério de avaliação é composto de: coerência; ortografia; estrutura e fluência; uso de armas e poderes;

      — Coerência definirá: cinquenta de experiência;— Ortografia e Organização definirá: dez de experiência;— Coesão, Estrutura e Fluência definirá: vinte e cinco de experiência;— Objetividade e Adequação à Proposta definirá: quinze de experiência.


• Instruções aos players:

    Dicas de Postagem Geral:
    Prestem atenção em todas as informações que lhes foram dadas;Usem um corretor ortográfico, para evitar grandes perdas neste ponto;Tentem não usar templates ou tables que prejudiquem a leitura ou modifiquem de forma drástica a largura ou a altura do texto;Evitem o uso desmedido de muitas cores que possam, de alguma forma, tornarem a leitura menos envolvente;Sejam objetivos no sentido de não enrolarem, ou seja, não adicionem detalhes desnecessários;Caso não saibam algo, procurem no fórum e em fontes externas confiáveis ou perguntem para qualquer deus estagiário via Mensagem Privada (MP);Não copiem a introdução dada pelo narrador: interpretem-na segundo a vista dos seus personagens;Tenham bom senso.

• Tópico criado após sugestão de Asclépio;
• Tópico criado com a aprovação de Deméter e Athena;
• Boa sorte a todos os campistas.

Créditos da organização/ formatação geral a Logan Montecarlo

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Seg Out 02, 2017 3:16 am

AVALIAÇÃO
Ficha de Reclamação

Edward M. Crowford

Não tenho muito a dizer. Achei interessante a personalidade peculiar do personagem, explorando bem a agressividade de um típico filho de Ares. Gostaria apenas de ressaltar um trecho ainda no início: "Vocês lutaram um contra o outro" — nesse caso, "lutaram" indica passado; o correto seria "lutarão". Ainda assim, foi um bom treino.

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 9/10

Total: 99 XP


Kurt LeBeau

Então, assim como no caso do Edward, também não há muitos comentários. Foi um treino bem simples (talvez tenha faltado uma descrição melhor aqui e ali), mas acabou sendo bom. Gostei de ter feito algo um tanto humorado, que entretém o leitor. Atenção apenas para o trecho no começo do post: "Precisei de muito auto controle para não vômitar" — aqui, o correto seria vomitar.

Coerência: 50/50
Coesão, estrutura e fluidez: 24/25
Objetividade e adequação à proposta: 15/15
Ortografia e organização: 9/10

Total: 98 XP

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 137-ExStaff em Seg Out 02, 2017 10:47 am

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Noelle van Houten em Qui Out 05, 2017 3:36 pm



Avaliação

Edward M. Crawford


Olá Edward, como vai? Gosto muito de avaliar treinos de filhos de Ares na arena (sem pressão, claro, rs).

Vamos lá. Logo no primeiro parágrafo eu consegui pegar a ideia do que você tentou fazer: Uma narração mais badass, com um personagem que não se importa em ser odiado. Mas algumas coisas ficaram incertas aos leitores: O que esse cara faz para ser odiado? Nem todos conhecem sua trama, então é bom dar uma contextualizada antes de qualquer coisa. Ser um filho de Ares não é pré-requisito para que ninguém lhe odeie, aliás, se você não tiver feito algo MUITO ruim ou ser realmente uma pessoa péssima, os demais semideuses nem se importarão com seu personagem, de fato.

Alguns erros de ortografia também foram bem explícitos, como "[...] o que era a vida sem uma pouco de ação?" e "o resto era apenas . . . bem, resto.". Também não entendi direito o que seria "reino divino correndo nas veias" — talvez sangue divino correndo nas veias faria mais sentido.

Vamos ao seu treino, de fato: Eu achei a narração em geral, mas houveram alguns erros, alguns exageros e algumas incoerências. Sobre os erros: A maioria é ortografia mesmo, você peca muito em falta de vírgulas, e isso pode ser resolvido com um simples exercício, basta você ler seu próprio texto em voz alta. Uma revisão também não faz mal e evita que use palavras erradas. As incoerências foram as mais comuns possíveis aqui na arena, seu personagem chega sem saber absolutamente NADA, e em meia hora se torna um excelente arqueiro. Não é assim que funciona, nem mesmo em um dia inteiro de treino um semideus sem perícia ou predisposição para a arma consegue se tornar bom. O certo ali seria você acertar uma ou quiçá duas flechas, e nem de maneira perfeita.

O exagero foi o fato de seu personagem considerar qualquer um que olhe torto para ele como um inimigo. Claro, isso pode ser da personalidade dele e não descontarei pontos por isso, mas não é com essa marra que ele permanece no Acampamento — ainda mais quando recém chegou (pelo que me lembro você mencionou que era o segundo dia). Filhos de Ares são mais "punks" que os demais? As vezes sim, mas trate um treinador daquela maneira e seu castigo seria no mínimo uma semana de limpeza dos estábulos. Se quiser fazer outra atividade extra, aliás, esta seria uma boa desculpa.



▬ Coerência: 38/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 24/25
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 9/15
▬ Ortografia e Organização: 7/10
▬ Total: 78 XP

Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
©️ lavínia cavendish
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 129-ExStaff em Sab Out 07, 2017 11:45 am

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Kurt LeBeau em Qui Out 12, 2017 9:03 pm




Kurt LeBeau-Dia de Treino: Chave Final

Kurta distância 9:00 — 10:00


"Não há motivos para ficar nervoso, vocês já fizeram isso algumas vezes ”. “ É mas dessa vez tem algo de diferente nele, algo mais... sombrio ”. “ Okay, eu vou parar de discutir com você, estou tentando não perder uma luta aqui”. Disse à minha consciência enquanto me abaixava, esquivando de um chute alto do filho de Zeus.

Nosso confronto não demorou muito pra começar, já tínhamos uma ideia de como o outro luta, mas eu fiquei um tanto receoso depois da última luta do Rapha. Até agora nada tinha sido diferente das últimas vezes que lutamos, chutes, socos, esquivas... uma luta comum.

Eu tentava com afinco achar uma brecha na guarda do rapaz, mas no tempo em que eu estive alheio ao mundo ele havia progredido enquanto eu estagnei. A maioria dos golpes diferenciados que eu havia presenciado nesse treino não o acertavam, parecia que ele esperava que eu fizesse isso.

Agora estávamos no momento em que você começa a achar que é só uma questão de tempo até que seja derrotado e pensa em simplesmente deixar tudo mais fácil. Mas eu não estava confortável em DEIXAR o Raphael me vencer.

Entre os golpes que eu bloqueava com os braços conseguia acertar um ou outro golpe na cintura dele, porém isso não o abalava.

Antes de iniciarmos o combate o Jonas nos disse que teríamos direito a usar um poder uma única vez, nenhum dos dois ainda tinha usado, estávamos aguardando que o outro usasse e usaríamos o nosso em resposta. Mas era sempre bom ter em mente que em último caso eu poderia recorrer a isso, mas esperava que não chegasse a esse ponto.

Num momento em que o filho de Zeus parou pra recuperar um pouco de fôlego após alguns golpes, empurrei-o pra trás com a perna na esperança que a distância extra me desse alguma forma de vantagem. Infelizmente nenhum feixe de luz veio do céu e caio sobre a minha mente.

Sem muitas opções, só corri na direção dele deixei meu corpo atingi-lo com tudo. Como nós simplesmente caímos no chão, eu imaginei que ele não havia previsto isso. Eu já estava cansado, já tinha lutado duas vezes e numa delas eu havia sido arremessado no chão. Mas estava disposto a tentar de tudo pra vencer.

Aproveitei que ele ainda não havia se recuperado do baque, montei nele e consegui dar-lhe alguns socos antes que me tirasse de cima dele. Cada um rolou um pouco no chão em direções opostas e nos levantamos. Ele tinha um sorriso de canto no rosto, esperava que isso significasse que ele estava feliz por eu estar me superando.

Provavelmente não. Vi pontas furando suas luvas, e reconheci quase que imediatamente: Garras. Mas nesse jogo jogam dois. Me concentrei e imaginei minhas unhas se alongando e quando me dei conta, minhas luvas também estavam furadas.

Avançamos um na direção do outro, mirando nos rostos, mas ambos conseguimos evitas os golpes. Empurramos, chutamos e em nenhum momento apareceu uma oportunidade de atingirmos o outro com as garras.

Estávamos segurando um ao outro quando ele ficou com um olhar assustado, suas garras haviam ido embora. Sabia que também não me restava muito tempo. Aproveitei sua distração e o soltei, empurrando-o pra trás e, em meus últimos segundos de vantagem, consegui fazer um corte em sua bochecha com a garra.

Me senti bastante superior após isso, até eu ver o sangue começar a escorrer lentamente pelo rosto dele. Raphael levou a mão até a bochecha, depois olhou para os dedos ensanguentados e fechou o cenho.

Correu na minha direção do mesmo modo que eu havia feito, mas consegui manter-nos de pé até ele me abraçar pela cintura e nos jogar no chão.

Ao cairmos ele subiu em mim e prendeu meus braços e pernas, tentei relutar e me soltar de todas as formas que consegui e isso fez com que o Raphael desse uma cabeçada em mim. Um pouco zonzo, ao fundo ouvi o apito soar. As mãos do Raphael afrouxaram um pouco e seu rosto se aproximou do meu e ele me beijou.

Quando consegui recobrar os sentidos derrubei-o de cima de mim e me levantei, furioso.

- Qual é a sua, Rapha? – Saí batendo o pé em meio às palmas que o filho de Zeus recebia e alguns “onw’s” de “fofura”.


Kurt:
Poderes:
Garras [Nível 2]: O filho de Éolo consegue manipular suas unhas fazendo-as crescerem no máximo cinco centímetros, em forma recurvada como garras de pássaros, podendo assim usá-las ofensivamente para perfurar e cortar couro, madeira e carne. Qualquer tipo de metal pode cortar facilmente as garras. Cada ativação mantém as unhas transformadas por 3 rodadas, mas se cortadas de alguma forma elas não regeneram, sendo necessária uma nova ativação.[Modificado, nível e descrição.]
Raphael:
Garra de águia (Nível 8) – Suas mãos assumem o aspecto de garras, com unhas afiadas e extremamente resistentes por 3 rodadas. Para todos os efeitos, elas passam a contar como se fossem de bronze sagrado, assim como as da águia que Zeus usou para punir Prometeu. NOVO! [criado por Sadie Bronwen]
OBS:
Este foi o último treino da série. Para sanar algumas possíveis dúvidas consulte http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t11117p275-arena-do-acampamento#271804 e http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t11117p275-arena-do-acampamento#271131 . Se quiser acompanhar o desenrolar dessa novela mexicana, fica de olho nos próximos posts pelo fórum.

Dia:Dia de Treino Lugar:Arena! Com:Minha consciência Humor: Aqui é Body Builder porra! Vestindo: credits @

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 129-ExStaff em Qui Out 12, 2017 9:18 pm

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Judah Cohen em Sex Nov 10, 2017 11:26 am

A VINGANÇA FLUI COMO UM RIO


Abri os olhos, já era de manhã. Era meu segundo dia no Acampamento e eu ainda tinha esperança de que tudo não tinha passado de um sonho. Infelizmente, eu estava errado. Pra variar.

Chalé 16, destinado para os filhos de Nêmesis, deusa grega da vingança e equilíbrio. O alojamento não estava cheio, então não tive dificuldade em achar uma cama. Meus recém descobertos irmãos não pareciam gostar muito da minha presença ali, o que tornava tudo ainda mais desconfortável. As colunas marrons do quarto pareciam que iam desmoronar na minha cabeça a qualquer momento. Adorável.

Sentei na beirada da cama e soltei um longo suspiro. Olhei pela janela e o dia era cinza. Muitas pessoas costumam odiar esse tempo, mas eu gostava. O clima estava fresco e agradável, embora os ventos indicassem que iria chover em algum momento do dia.

Depois de tomar um banho e vestir minhas calças jeans, tênis e meu casaco de moletom, saí pelo Acampamento. A entrada do chalé de Nêmesis era curiosa. Acho que minha mãe é uma grande fã de Pacman, pois havia um símbolo muito parecido com o personagem do videogame na frente do alojamento.

Estranhamente, eu comecei a ficar mais relaxado ao ar livre. Mesmo assim, minha cabeça girava com a enxurrada de pensamentos sobre o que havia acontecido nos últimos dias. Deuses gregos existiam, tinham filhos com mortais e eu era um desses, um semideus. O diretor de atividades do acampamento, Quíron, era metade humano, metade cavalo. E ainda tinha a parte de lutar com monstros e outras coisas, no mínimo, absurdas.

Eram muitas informações em um curto período de tempo, e isso fazia meu estômago embrulhar. Por isso, resolvi não comer nada antes de ir para a Arena treinar.

Chegando lá, haviam apenas uma dúzia de campistas, a maioria novatos, como eu. Pareciam estar esperando alguém. Como eu não conhecia absolutamente ninguém ali e ainda estava atordoado com os acontecimentos recentes, resolvi ficar na minha. Não havia feito contato com muitos campistas desde que havia chegado ali.

Consegui reconhecer alguns filhos de Ares. Como? Bom, eles se assemelhavam bastante aos babacas da minha antiga escola. Era como se eles tivessem parado no meio da escala evolutiva. Eu não me surpreenderia se eles começassem a se comunicar por meio de grunhidos.

Enquanto eu traçava o perfil dos brutamontes, um deles percebeu que eu os olhava. Ele me encarou como um lobo que acabara de avistar sua presa, com um sorriso afiado no rosto.

Aquilo iria me dar dor de cabeça.

Quando a luz do sol começou a sair, tímida, entre as nuvens do céu acinzentado, o instrutor de combate apareceu na Arena. Era um rapaz alto, forte, moreno, com corte militar e cabelos loiro-escuro. Ele era filho de Hermes. Cara, eu me pergunto quantas pensões o mensageiro dos deuses deveria pagar. Ele deveria ser o patrono dos coelhos também.

Depois de algumas apresentações, sem delongas, o treino foi iniciado. Basicamente, como haviam 12 pessoas, foram formadas 6 duplas para o exercício. Ao que parecia, aquilo era uma espécie de nivelamento para o instrutor ter alguma noção sobre as nossas habilidades com espada.

Eu estava empunhando minha espada, cortesia da minha querida mãe, Nêmesis. Eu ainda não sabia o que pensar dela. Nunca tinha me preocupado em saber sobre ela e de repente ela é parte integral da minha vida, sem nem mesmo estar presente. Pelo menos a espada era maneira.

Sortudo como sou, tive a honra de ser parceiro da cria de Ares que havia me encarado mais cedo. Ele era um pouco mais baixo que eu e levemente mais encorpado. Sua cabeça raspada mostrava muitas marcas. Pedradas, possivelmente. O olhar de lobo faminto ainda não havia saído de seu semblante, mas eu não estava exatamente assustado.

Se eu não me conhecesse, diria até que eu estava entusiasmado.

—Podem começar, e tentem não matar seus companheiros— disse o instrutor, em um tom quase que sarcástico.

—Parece que você vai ser meu café da manhã, frangote— rosnou o o filho do deus da guerra.

—Então acho melhor você ter um remédio pra azia, bonitão— respondi, com um sorriso no rosto —Porque eu vou ser bem indigesto.

Eu não fazia ideia de como eu estava tão tranquilo e confiante daquela forma. Estava prestes a lutar com um descendente do deus grego da guerra e lá estava eu, fazendo piadas sobre o sistema digestivo dele. Eu deveria estar louco.

Segurei a espada com a mão direita e posicionei a esquerda de uma forma quase perpendicular, afim de dar equilíbrio. O peso da espada era confortável e eu conseguia segurar seu cabo firmemente. Dobrei levemente as minhas pernas e coloquei meu peso para trás.

O brutamontes ria, com desdém. Ele parecia um maldito demônio segurando uma espada, aguardando pra me devorar. Eu estava tentando achar alguma abertura em sua postura para atacar, mas antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa, ele veio para cima de mim, com um ataque direto.

De forma quase que intuitiva, me movi para o lado direito, sentindo toda a fúria do meu oponente passar do meu lado como um raio. Ele demorou para processar que eu havia me esquivado, e nesse meio tempo, com uma agilidade que eu nunca pensaria ter, eu o atingi com o cabo da espada na nuca.

"Já era", eu pensei.

O rapaz cambaleou, pareceu um pouco transtornado, mas logo se recuperou.

—Maldito!— ele rosnou, e eu tive a impressão de ver sua boca espumar de raiva —Eu vou te matar!

Em outra investida rápida, ele foi para cima. Novamente sem muito problemas, desviei do golpe vertical que ele havia feito com a espada, de cima para baixo. Mas dessa vez, ele contava com a minha esquiva, então de maneira absurdamente feroz, desferiu um ataque circular com a espada, em minha direção. Se aquela golpe fosse certeiro, eu provavelmente teria morrido. Por pouco consegui bloquear o ataque com a minha espada.

—Calma, garoto.— eu falei, como se tentasse acalmar um pitbull.

Não adiantou muito. Ele continuou com os ataques, cada vez mais furiosos e seguidos de xingamentos e ameaças. Eu consegui me desviar da maioria, mas um havia rasgado meu casaco.

—Cara— eu disse, ofegante —Esse era meu casaco favorito.

Nós nos movimentávamos como dois animais. Enquanto ele emanava fúria e sede de sangue, eu simplesmente fluía como água. Não sei se aquilo tinha a ver com os meus poderes de semideus, filiação divina ou se eu tinha assistido filmes demais do Bruce Lee com o meu pai, mas tudo corria de forma natural para mim. Cada giro, cada movimento e golpe meu, ainda que desajeitado pela falta de prática, era como um rio seguindo seu percurso e se adaptando conforme necessita. Eu sentia o sangue correr em minha veias e ser bombeado para os lugares corretos.

Nesse momento eu me lembrei de algo que li, uma vez, sobre abrir mão de todo conhecimento e se tornar o próprio conhecimento, sendo assim parte do universo e se juntando a algo que o autor chamava de "O Vazio". Na época, achei aquilo louco demais, mas naquele momento, fazia sentido. Eu nunca havia empunhado uma espada antes, não possuía nenhum conhecimento em esgrima. Eu deveria estar apavorado. Mas eu simplesmente não pensei no que fazer com a espada. Eu simplesmente lutei, girei, rolei, ataquei. Naquele momento, não havia Joel ou espada existindo de forma separada ou independente. Eu e minha espada éramos um coisa só, como se ela fosse uma parte de meu corpo.


Naquele momento, eu vi que o garoto estava cansado. A velocidade e a força de seus ataques começaram a diminuir, e apesar de ainda serem letais, ele começou a dar cada vez mais brechas para eu atacar.

Em uma última tentativa desenfreada de arrancar minha cabeça, o filho de Ares abaixou sua guarda. Era minha chance.

Antes que ele pudesse decidir onde direcionaria o golpe, eu me movi para o seu lado esquerdo. Como previsto, ele reagiu me atacando com um movimento semi-circular na altura da cabeça. Mas eu me abaixei, e com um movimento rápido, lhe dei uma rasteira, e ele caiu com as costas no chão. Antes que ele pudesse levantar, coloquei meu pé direito em seu peito e a ponta da minha espada em seu rosto.

—Então garotão, quer o seu remédio pra azia agora?

Logo percebi que o instrutor e todo os outros praticantes estavam nos observando. Os do chalé de Ares me olhavam com ódio mortal. Bom, parece que fiz alguns amigos no chalé 5.

O instrutor me encarava com uma expressão curiosa e um sorriso quase sombrio.

—Bom, você foi muito bem para o seu primeiro treino— falou o rapaz, como se estivesse arquitetando algum "plano B" —Nunca vi alguém ter tanta familiaridade com a espada no primeiro contato. Como se sente?

—Com fome— eu respondi, lembrando que não havia tomado café da manhã.

O instrutor riu.

—Você é o novato de Nêmesis, certo?— ele perguntou —Qual seu nome?

—Joel Hunter.

De repente, o vento começou a ficar muito forte e o céu escureceu ainda mais

—Senhor Hunter— ele continuou, com um sorriso ainda mais largo e tenebroso —Bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue. Parece que você tem um futuro brilhante por aqui.


OBS:
EQUIPAMENTOS:

Espada longa de uma mão. Seu formato é simples, com a guarda reta e empunhadura anatômica, de couro avermelhado. Sua cor é prateada, com entalhes discretos. Possui 1,30 de tamanho total, sendo que a lâmina corresponde a 1,10m. Transforma-se em um anel no nível 20. Bronze sagrado e couro. (Nível Mínimo: 1) Recebimento: Presente de Reclamação de Nêmesis
PODERES:
Passivo:
Nível 1: Perícia com espadas
Em suas representações, Nêmesis sempre foi vista utilizando uma espada. Assim, seus filhos também recebem o dom de portar tal arma de forma intuitiva. A perícia não indica acertos automáticos nem movimentos complexos, mas sim a capacidade de manejar com um pouco mais de facilidade, sabendo de forma intuitiva o básico, e tendo facilidade em aprender novos usos e golpes. A perícia é proporcional ao nível.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Silvia Royce em Sex Nov 10, 2017 1:22 pm


Avaliação


Joel Hunter:

Olá Joel, tudo bem? Ó nós aqui te avaliando de novo, né?

Pra começar, fiquei muito feliz de ver que você já aplicou meu conselho da avaliação da ficha a respeito do travessão. Excelente! Sua escrita, como na primeira vez, foi muito boa, prendendo do início ao fim. Vamos falar dos pontos a serem melhorados:

1) Por questões de ambientação do fórum, dizer que o chalé de Nêmesis é o 16 foi um erro. "Ah, Silvia, mas nos livros é o 16". De fato, é mesmo, e por isso eu disse que foi ambientação aqui do PJBR. O que acontece? No início do fórum nós não tínhamos o grupo dos filhos de Nêmesis, Macária, Nyx, entre outros. Portando, de 1 a 13 é a numeração clássica dada pelo Rick Riordan nos livros (sendo 13 o de Hades por convenção), mas do chalé 14 ao 30, temos numerações próprias, derivadas da ordem de criação dos grupos por eventos, principalmente. Recomendo que dê uma passadinha na Trilha de Chalés (clique) para ver como está a organização. Importante: este erro não tirará pontos seus desta vez, afinal você é novato e foi um erro bastante plausível para alguém que vem dos livros.

2) Ainda sobre o travessão, dê um espaço entre ele e as falas. Você escreveu com ele colado à palavra seguinte e à última, quando era o caso. Um problema também muito comum, mas que um pouco de atenção pode resolver é a questão de pontuação com o uso do travessão. A maioria dos livros traz esta forma:

a) — Com fome — eu respondi, lembrando que não havia tomado café da manhã. || Veja que há espaço entre o travessão e as palavras e que, como não houve ponto final depois de "fome", a retomada da narração com o "eu" vem em minúsculo. Totalmente correto no seu texto, inclusive.

Mas também existe esta possibilidade:

b) — Com fome. — Eu respondi, lembrando que não havia tomado café da manhã. || Veja que agora, com a presença do ponto final na fala, a retomada da narração vem com letra maiúscula. Também é correto, porém não tão comum e alguns avaliadores aqui no PJBR não têm tanto costume de ver tal forma, portanto o uso é evitado.

Casos especiais:

c) — Com fome? — Eu perguntei, lembrando que não havia tomado café da manhã. || Em casos de perguntas, a retomada da narração deve obrigatoriamente ocorrer com letra maiúscula.

d) — Com fome! — Eu exclamei, lembrando que não havia tomado café da manhã. || O mesmo ocorre com a exclamação.

e) — Com fome... — eu respondi, lembrando que não havia tomado café da manhã. || Já no caso das reticências, a retomada ocorre igual ao caso da ausência de pontuação.

No mais, creio ter visto apenas um ou dois erros de digitação onde deveria ser plural e me parece que o "s" deu uma fugidinha dos seus dedos, portanto não irei fazer grandes descontos no seu texto. Espero ver mais narrativas suas em breve. Vamos às notas:

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 09/10;
Total: 99 xp!!

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Aguardando att.

Silvia Royce
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Normani Hawk em Sab Nov 18, 2017 2:03 am


focus
I'm over here doing what I like
Normani acenou àqueles que cruzaram seu caminho ao chegar na arena. Já tinha a aljava mágica atada às costas e o arco numa das mãos. Com certa ansiedade, caminhou até o estande de tiro.

Boa! — parabenizou um garoto desconhecido que por poucos centímetros não atingiu o centro do alvo. Ele sorriu como resposta e preparou outro tiro.

Nos últimos tempos, a filha de Afrodite vinha se empenhando bem mais no arco-e-flecha. Sua rotina diária no acampamento começava com a prática logo cedo. Queria ser um ícone no combate à distância.

Assim que se posicionou, Normani retraiu uma flecha da aljava e a encaixou no cordel. Simultaneamente, soergueu o arco perpendicular ao chão e estirou a corda, aproximando o braço de sua orelha direita. No instante seguinte, no qual ela pôde cerrar um dos olhos para facilitar a mira, parou de respirar.

O ar voltou aos seus pulmões quando o projétil rasgou o ar em direção ao disco de madeira colorido, cravando-se no limite do segundo círculo - o branco. Um risinho frouxo foi sua reação. Ainda estava esquentando.

Uma segunda flecha foi preparada. Repetiu os movimentos, retardando o tiro para que a mira fosse mais decente. Respirou fundo quando viu o limite do círculo central ser atingido. Um pouco melhor.

Os três tiros seguintes não foram muito melhores, rodeando o centro avermelhado do alvo. Ao menos, seu desempenho era claramente relevante desde o início da prática de tiro ao alvo. O sorriso em seu rosto, mesmo que sutil, era inevitável.

Sentiu uma puxada leve na camiseta, o que a fez desistir de sacar outra flecha. Virando-se, exibiu um semblante surpreso: um de seus meio-irmãos mais novos estava ali. Seu rosto exprimia certa inquietação.

Ahm... Normani... nós precisamos de você. — as pausas na frase de Johann foram preocupantes. Sem pensar duas vezes, ela seguiu o garoto às pressas até o chalé. Torcia para suas coisas estivessem intactas.

adendos:
habilidade passiva:
Perícia de Arqueiros (Nível 2) Você pode não ser melhor que os filhos de Apolo ou as caçadoras, mas a habilidade que tem é notória e admirável. Pode realizar tiros diversos e não muito complexos, assim como pode se adequar a todo o tipo de arco. A habilidade aumenta com o nível.
itens:
{Arche de l'Amour} / Arco longo [De cores dourada e prata, este arco de bronze sagrado possui um desenho elegante e chamativo, mas não vulgar. Para todos os efeitos, age como um arco longo comum. No nível 20 transforma-se em um anel que faz par com Enchantè.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1 ) [Destreza/ Ataque/ Poder de precisão][Recebimento: Presente de Reclamação de Afrodite]

{Enchantè} / Aljava de Flechas Infinitas [As flechas reluzem claramente, dado o acabamento mais elegante se comparado à armas de outra origem. Porém, são apenas flechas de bronze sagrado. O compartimento é feito de couro, decorado com filigramas metálicas. No nível 20 transforma-se em um anel que faz par com o Arche de l'Amour.] {Couro e bronze sagrado; Madeira de freixo e bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Afrodite]

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Noelle van Houten em Dom Nov 19, 2017 10:25 pm



Avaliação


Normani Hawk

Hello Normani! Creio eu que este seja o primeiro texto seu que avalio. Sendo assim, vamos ao que importa...

Não encontrei erros significantes de ortografia e nem de organização, você consegue dividir o texto em parágrafos de maneira coerente e que torna a leitura fácil, o que é ótimo. O problema foi que seu texto acabou sendo bem rápido e até genérico, não sendo de fato um treino para a personagem. Você não deu entendimento para o leitor de o quanto sua semideusa sabe de arquearia, portanto apenas o que li foi que ela chegou na arena, atirou meia dúzia de vezes e saiu do local — o que também ficou sem explicação nenhuma.

Acredito que o conceito de um treino é fazer com que o meio-sangue supere obstáculos, e em sua narração não houve nenhum tipo de problema ou dificuldades para a Normani. Aconselho que da próxima vez tente fazer algo diferente, que fuja do clichê de chegar na arena, fazer três movimentos como se fosse um acenar de mãos e sair. Invente NPCs, situações, empecilhos e etc. Espero ler novos textos seus no futuro!


Coerência: 30/50
Estrutura, Coesão e Fluidez: 25/25
Adequação à Proposta e Objetividade: 3/15
Ortografia e Organização: 10/10
Total: 68 xp


Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
©️ lavínia cavendish


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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 129-ExStaff em Ter Dez 26, 2017 6:35 pm


atualizado
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Matt Royce em Sab Jan 06, 2018 4:50 pm


First glimpse of my old home

treininho


Devidamente instalado no chalé 14 após uma conversa... curiosa... com Quíron e um tal de Will Fortune, que, aparentemente, era meu meio-irmão, encaminhei-me em direção à arena. Fazia tanto tempo que eu não pisava naquele lugar e mesmo assim nada tinha mudado. Talvez os bonecos de treino fossem novos, mas eu não tinha tanta certeza. Como quer que fosse, encontrei um local sossegado e puxei a espada do cinto.

A luz refletiu na lâmina prateada e um arco-íris rapidamente foi visto sobre ela. Quem diria que uma semana antes eu estava em Londres, vivendo a minha vida e fugindo de tudo o que tivesse a ver com toda essa confusão... Suspirei fundo e senti alguns olhares voltados na minha direção. Não precisei olhar de volta para saber que suas expressões eram de curiosidade a respeito do suposto novato e adulto que se preparava para treinar.

Estava a ponto de dar o primeiro golpe quando algo chamou-me a atenção. Céus, era uma verdadeira desgraça o que um garoto estava fazendo com a espada. A verdade é que ele mais apanhava do boneco de madeira com que treinava do que batia e, quando conseguia, era o trabalho mais mal feito que poderia executar. Não era bem o que eu mais gostava de fazer, mas decidi ajudar o pobre coitado. Seria bom para reativar minha memória corporal, de qualquer forma.

— Ei — Chamei, ele não ouviu. — EI!

— Hã? Oi!

— Abaixa essa guarda, garoto, ou vai acabar morrendo antes de dar o primeiro golpe numa batalha real.


Ele fechou os braços. Fechou demais.

— Eu não tenho ideia do que estou fazendo...

— Nota-se
— bati minha espada na dele e a arma quase caiu. — Treinar sozinho não é proveitoso para um novato. É filho de quem?

— Nem ideia. Nem sei se o divino é o pai ou a mãe... Só sei que essa espada é balanceada porque a comprei no mercado do acampamento e me ajudaram com o peso.

— Deuses... Certo, erga a espada e me observe, tente imitar a minha linguagem corporal e segure firme isso aí. Jamais seja desarmado, entendeu?

— Certo. A propósito, meu nome é Lucas Maverick. Nunca vi você aqui...

— Matt Royce, vai me ver todo dia. Em guarda!


Tornamos a bater as espadas. Devo dizer que o garoto tinha fibra e gostava de esgrima. No princípio, olhava demais para a minha lâmina e esquecia de se defender, mas facilmente conseguiu corrigir seus erros de iniciante enquanto eu o aconselhava da forma como tinham feito comigo havia tantos anos. Quantas vezes meu instrutor poderia ter me matado, se quisesse!

Mesmo tendo aprendido sozinho uma boa parte desse jogo absurdo de sobrevivência, foi somente com as primeiras aulas que realmente consegui atingir um rendimento que prestasse. Ali, ajudando o jovem Lucas, lembrei-me de girar o punho, fechar a guarda com o outro braço, mover-me como se estivesse dançando a valsa mais perigosa de toda a minha vida. Eu gostava desta comparação quando era mais jovem...

Dentro de pouco tempo, consegui atingir com o rapaz um ritmo aceitável de treinamento e ele já conseguia ler meus próximos movimentos com maior facilidade. Vou confessar que tivemos um começo complicado para mim, visto que sua falta de coordenação me deixava maluco, mas a harmonia chega para aqueles que têm dedicação, já diria o meu patrão de Londres. Lucas começou a arriscar golpes mais ousados e consegui a alegria de começar a suar.

Girei, golpeei, defendi e desviei diversas vezes. Meu sangue corria veloz e quente, meus batimentos estavam acelerados, mas eu me sentia bem como havia muito tempo não acontecia. Fugir da vida de semideus e de suas implicações, pontuando a vida por poucos combates, fez-me esquecer como era realmente estar em um campo de batalha. Cometi o erro de me acomodar com a vida de um mortal comum e agora, quando precisava estar em toda a minha forma para proteger minha irmã, a sensação era-me estranha.

Mas foi um bom treino, no fim das contas. Não tinha esquecido de tudo e os poucos enfrentamentos que ainda apareciam ocasionalmente para me tirar a paz em casa não me permitiram ficar tão aquém do que deveria. Lucas, por outro lado, suava em bicas. Quando ele declarou-se completamente exausto, interrompemos o treino e nos despedimos. Ele foi direto para seu chalé, eu deixei a arena e caminhei na direção do rio. Esgrima era apenas o começo do meu retorno.

~*~

Item utilizado:

{Rainbow} / Espada longa [Feita de bronze sagrado, possui cerca de 80cm de lâmina. De aspecto elegante, sua cor é de um prata cromado, o que indica algum tipo de tintura. Possui uma guarda de mão recurvada, lembrando mais a guarda de um sabre do que de uma espada, com o cabo recoberto com couro branco, mas com fitas coloridas entrelaçadas no centro. No nível 20, torna-se uma "mecha", que na verdade é um aplique de cabelo, numa das cores do arco-íris; não faz parte do cabelo do semideus, é como uma presilha colocada logo no couro cabeludo.] {Bronze sagrado e tecido} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Íris]

Não houve uso de poderes.

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Joseph K. Napier em Sab Jan 06, 2018 7:03 pm


AVALIAÇÃO


Sílvia Matt Royce:

Sinto-me humilhada ao avaliar você. Narrativa impecável, ambientação incrível, personagem envolvente, pontos necessários à um treino como esse cobertos sem engessar o personagem. Só gostaria de que, em uma próxima narrativa, houvesse um desenvolvimento melhor do psicológico do personagem. No mais, parabéns!

Coerência: 50/50
Estrutura, coesão e fluidez: 25/25
Adequação à proposta e objetividade: 15/15
Ortografia e organização: 10/10
Total: 100 xp

Aguardando atualização
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 141-ExStaff em Sab Jan 06, 2018 8:31 pm

Teje coisado!
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Valérie Abigail Snow em Seg Jan 15, 2018 11:58 am

Acordei um pouco zonza após ser reclamada na noite anterior como filha de Perséfone, em minha mente tudo estava confuso, como posso ser especial, eu, sério, depois de tudo que já passei na vida algo desse tipo não estava na minha lista de possíveis acontecimentos, mas alguma coisa estava diferente em meu coração, tive a impressão de me adaptaria melhor aqui do que lá fora no mundo real.
  Passei alguns minutos pensando na vida antes de me levantas, pensei em como deveria ser a aparência de Perséfone, quer dizer da minha mãe, será que eu me parecia com ela? Não sei porque isso me pareceu importante, mas fiquei pensando nisso. Olhei pela janela, vi um dia muito bonito, o cheiro de morangos invadiu minha narinas e me deixou anestesiada.
  Quando finalmente tomei coragem para me levantar, tomei um bom banho banho, ao me vestir me lembrei de que tinha que escovar o cabelo que por sinal quando eu acordava parecia um ninho de ratos, após alguns minutos desembolando meu cachos vesti minhas calças legging, meu par de sapatinhas e minha blusa laranja do acampamento e meu casaco de moletom, e sai do chalé.
  Mesmo com a cabeça a mil pela perseguição da noite anterior fui comer alguma coisa, comi umas panquecas de mirtilo e tomei alguns coles de coca diet. Segui para a arena aonde um treinamento me esperava, com certeza ai perder os quilos que engordei comendo as panquecas.
  Chegando lá, encontrei mais quatro campistas, duas meninas e um menino, que por acaso tinha sido reclamados na mesmo noite que eu. Nossa instrutora era uma garota forte com cara de má, nos disse que era do chalé de Ares e pediu para nos apresentarmos. A menina ao meu lado, que por acaso não parava de me encarar, disse que pertencia ao chalé de Afrodite e os outros dois eram irmãos gemidos do chalé de Hefésto. Enquanto nossa instrutora foi verificar a caixa enorme que se encontrava no meio da arena, conversei um pouco com os gêmeos.
 
 - Estão ansiosos?
  - Um pouco – respondeu o menino girando uma chave de fenda entre os dedos
  - Mais ou menos, quer dizer acho que poderia ser pior, não é mesmo, poderíamos ser jogados na floresta com monstros horrendos, mas se estamos aqui deve haver algo que nos ajudo caso algo de errado? – disparou a menina do chalé de Hefésto ajeitando nervosamente seu óculos de aviador.
  - Vocês são patéticos – resmungou a menina filha de Afrodite
  - Quem é a miss simpatia? - respondi
  - Meu nome é Helen se você não reparou quando me apresentei
 - Cheia de educação pelo visto - rebati
 - Meninas por favor prestem atenção! – disse a instrutora

  Não gostei nem um pouco dessa menina do chalé de Afrodite, já vi que ela é do tipo que eu deixaria ser engolida por um monstro facilmente. A instrutora pediu que pegássemos nossas armas, enfrentaríamos um par de Dracaenaes, ela disse que queria avaliar nossas habilidades tanto individuais quando em grupo para resolver aquela situação.  
  Empunhei minha espada, os gêmeos criar pequenas chamas em suas mãos, enquanto nós nos preparávamos a queridinha do chalé de Afrodite ficou parada num canto em posição de ataque com os punhos levantados, não tinha certeza de como ela derrotaria monstros com as próprias mãos mas não me importei. Um frio tomou conta das minha entranhas, nunca tinha enfrentado monstros, assim por querer eles sempre me pegavam de surpresa, agora eu mergulhava de encontro ao perigo.
  A instrutora abriu a caixa e se afastou. De seu interior saltaram duas mulheres com caldas de serpente no lugar das pernas. A primeira me encarou e sibilou, correu desajeitadamente em minha direção tentando agarrar-me com as garras reptilianas, girei para a direita fazendo-a errar o ataque. De relance pude ver os gêmeos lançando chamas no rosto da segunda Dracaenaes que mesmo assim avançava.
  Minha oponente me encurralou contra a parede. Pensei que seria meu fim, e principalmente aonde estava aquela “simpatia” chamada Helen. Não tive tempo para pensar, minha voz se projetou como que por instinto.

  - Ei projeto de jiboia! – a criatura cessou o ataque e me encarou confusa
  - Você deveria querer um combate justo, quer dizer, me de espaço se eu ficar sem espaço não vai ser justo – blefei

   A criatura ainda confusa recuou com uma certa confusão no olhar. Outra onda de frio tomou minhas entranhas, levantei as mãos e raízes brotaram do solo envolvendo a criatura até a cintura. O truque funcionou mas a criatura se debateu tentando soltar-se. Aproveitei a deixa e usei minha espada para cortá-la em diagonal, uma nuvem de poeira dourada surgiu a minha frente.
  Olhei para o lado e Helen avia pegado as correntes que envolviam a caixa, assim como ela conseguiu hipnotizar seu oponente o fazendo ficar parado enquanto ela o amarrava com as correntes. Os gêmeos usaram suas chamas para esquentar o metal que começou a perfurar a pele da Dracaenaes. Corri e a decapitei com minha espada, outra nuvem de poeira surgiu.

  - Parabéns a todos - disse a instrutora – por hoje é só!

  Pensei comigo mesmo será sobreviria nesse acampamento por muito tempo? Se isso foi apenas uma aula imagine as outras!

Poderes:

Ativos:

Sedução I: O filho de Perséfone conseguirá seduzir o inimigo, sendo necessária desenvoltura de postagem para tal. Com isto, por duas rodadas (uma vez por missão), o adversário ficará predisposto a obedecer ao semideus, embora não realize vontades estúpidas (como se matar, dar a volta no mundo, etc.), ou seja, o bom senso deve ser usado. Usando este poder, ele pode – por exemplo – evitar um combate, mas não mandar seu combatente pulverizar-se. O encanto se quebra se sua atitude e/ou de aliados não forem condizentes ao falado.

Constrição I: O filho de Perséfone invoca raízes que brotam do chão. A princípio, elas enlaçam um inimigo até a cintura, impedindo-o de se movimentar por três rodadas.


Passivos:
Perícia Bélica I: Por ganharem de poder de reclamação uma espada (Flowerblade), as proles de Perséfone serão peritas no manejo de tal arma, podendo fazer movimentos considerados difíceis com pouco treinamento.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Silvia Royce em Seg Jan 15, 2018 1:51 pm


Arena - Avaliação

treino de Valérie Snow


Oi, Valérie! Tudo bom? Vamos à avaliação!
Seguinte, você tem um grande potencial para escrever, dá pra ver na forma como você conduz a personagem. Porém, há bastante a ser lapidado na sua narração. Vamos começar com a pontuação, usando o primeiro parágrafo como exemplo:

@Valérie Abigail Snow escreveu:Acordei um pouco zonza após ser reclamada na noite anterior como filha de Perséfone, em minha mente tudo estava confuso, como posso ser especial, eu, sério, depois de tudo que já passei na vida algo desse tipo não estava na minha lista de possíveis acontecimentos, mas alguma coisa estava diferente em meu coração, tive a impressão de me adaptaria melhor aqui do que lá fora no mundo real.

Agora veja a correção:

Silvia Kawasaki, corrigindo, escreveu:Acordei um pouco zonza após ser reclamada na noite anterior como filha de Perséfone. Em minha mente, tudo estava confuso. Como posso ser especial? Eu? Sério? Depois de tudo que já passei na vida, algo desse tipo não estava na minha lista de possíveis acontecimentos, mas alguma coisa estava diferente em meu coração. Tive a impressão de que me adaptaria melhor aqui do que lá fora, no mundo real.

Percebe a diferença? A dica para isso é ler o seu texto em voz alta. Leia-o como se o estivesse relatando a alguém e perceberá onde deve vir a pontuação e qual será ela.

Passando agora para o segundo ponto: estrutura. Sei que em documentos de edição de texto, não damos enter entre um parágrafo e outro, mas aqui, sendo uma plataforma na internet, fica visualmente mais bonito com este espaçamento. Desde modo, não se torna necessário utilizar margem para começar os parágrafos.

Ponto três: ortografia. Uma revisão do seu texto pode impedir erros do tipo "sapatinha" no lugar de "sapatilha" ou "antes de me levantas" no lugar do correto "antes de me levantar". Observação importante: Hefesto não tem acento, é uma paroxítona terminada em "o".

Ponto quatro: falas. Use o travessão no lugar do traço e da meia-risca para demarcar as falas, separando um personagem de outro também por enter. Além disso, caso você termine uma fala com "!", "?" ou ".", retome a narrativa depois do travessão letra maiúscula.

Precisando de ajuda, é só pedir. Sempre tem alguém à disposição no chat para auxiliar em vários casos de dúvida, ok? Não desanime. Todos começamos com falhas e só vamos aprimorando ao longo do tempo. Vamos às notas:

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 15/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 5/10;
Total: 85 xp!!

Aguardando atualização.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 141-ExStaff em Seg Jan 15, 2018 2:04 pm

Teje coisado!
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Yuko Tanaka em Dom Fev 11, 2018 9:40 pm

Cá estava eu, Yuko Tanaka, sendo obrigada a treinar na Arena. Uma instrutora insuportável de Atena me obrigou a treinar com a droga de um campista de Ares. Estava com uma espécie de armadura pesadíssima e o elmo pinicava na minha cabeça e ele estava tão suado que eu teria com toda certeza que lavar meu cabelo novamente. Aquele acampamento era tão… sujo!

- E aí, princesa, qual é seu nome? - perguntou o filho de Ares. Ele tinha um corpo totalmente musculoso. Seu rosto também não era feio, mas isso não bastava pra mim. Afinal, eu era noiva. Quer dizer… eu sou noiva. Além do mais, convenhamos que é horrível ser cantada, ser tratada como um objeto de desejo – O meu é Hank e o seu?

- Yuko – respondi, segurando uma espada imensa que nem sei como consegui aguentar. Deve algo relacionado a genética divina. Embora Afrodite não tenha nada haver com guerra ou luta. Acho que nós, filhos de Afrodite, temos vantagem pela nossa beleza e boa forma física.

- Cuidado para não se machucar. - continuou Hank, o chato de Ares - Suas mãozinhas precisam de cuidado!

Ah, o jeito que ele falou mãozinhas... Foi tão horrível! Com biquinho, uma expressão horrível para alguém corpulento como ele! Nesse momento que olhei bem pra cara dele para avaliar se aquilo era uma espécie de deboche e aí eu perdi a cabeça e fui pra cima dele, erguendo a espada em vertical, acima da minha cabeça e partindo pra cima – que ele desviava, claro, porque ele é filho do Deus da Guerra! Aquilo só me encheu de mais raiva eu tentei com toda, mais todas as minhas forças machucá-lo, mas foi inútil. Ele só riu de minha cara e disse que melhoria meu humor com "uns beijinho". Dessa forma mesmo, utilizando o plural no artigo e esquecendo de pôr o S no substantivo. Aquilo me deu nos nervos! Ofegante, eu girei minha espada em um ângulo de noventa graus quase acertando uma dupla de Ares que treinava.

- Ei, sua louca, você não me viu? - gritou a filha de Ares quase ferida por minha espada

- Cala a boca, mocreia! - esbravejei, sem pensar, tapando a boca com as duas mãos – a espada caindo aos meus pés.

A  campista de Ares não gostou

- Me fod... - nem terminei a frase

- Como é que é? - Ela chegou mais perto, gritando bem perto do meu nariz. Então, eu morri. Ou pelo menos, pensei que estivesse na Ilha dos Abençoados – que é pra onde eu vou na minha pós-morte. Acordei na enfermaria ao lado de um curandeiro que era filho de Apolo.
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Re: ♦ Arena do acampamento

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