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♦ Arena do acampamento

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♦ Arena do acampamento

Mensagem por ♦ Eos em Sex 11 Set 2015, 22:26

Relembrando a primeira mensagem :



Arena do Acampamento


Treinos e Horários




• Matutino:

    — 08:00 às 09:00 — Treino de Armas brancas de longa distância;— 09:00 às 10:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 10:00 às 11:00 — Treino de Combate aos monstros.

• Diurno:

    — 14:00 às 15:00 — Treino de Combate aos monstros;— 15:00 às 16:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 16:00 às 17:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.

• Noturno:

    — 19:00 às 20:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;— 20:00 às 21:00 — Treino de Combate aos Monstros;— 21:00 às 22:00 — Treino de Armas brancas de longa distância.



Instruções Gerais
e
Regras





• Post Inicial;
• Condições climáticas: Definida pelo player;
• Horário: Definido pelo player;
• Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue;
• Sem mortes ou perdas de itens;
• O não cumprimento das regras aqui descritas poderá acarretar em punições diversas;
• Se tiverem alguma dúvida, podem perguntar a qualquer deus estagiário por Mensagem Privada (MP);
• Não há mínimo nem máximo de linhas ou palavras exceto pelas já especificados nas regras gerais, mas espera-se um post bem descrito;
• Quaisquer poderes ou equipamentos utilizados por vocês devem vir em quote ou spoiler, de preferência separando poderes ativos de passivos;
• Sem máximo nem mínimo de equipamentos, desde que seja possível levá-los;
• Esse tópico é monitorado e avaliado pelos deuses em geral e pelos monitores.

    — Tal medida foi tomada com o intuito de não sobrecarregar os avaliadores.— Tendo isto em vista, todos os tópicos desse gênero podem conter até dez (10) treinos.


    — Quando chegar nesse limite, ninguém mais pode postar. Caso contrário, o treino será ignorado.— Quando o deus responsável pelo tópico avaliar, até mais dez treinos poderão ser postados até que haja uma nova avaliação.


    — Cada player pode postar um  único treino por atualização, independente do tipo de treino;— O descumprimento da regra acarretará a anulação dos treinos posteriores ao primeiro.


• A quaisquer sinais eminentes de plágio, punições severas serão aplicadas.

    — A primeira punição será o ban por IP durante uma semana;— Numa segunda infração, a punição será ban eterno.

• Treinos noturnos são atribuídos àqueles cujas descendências divinas diretas se dão por deuses ligados à noite ou à obscuridade;

    — Encaixam-se entre tais deuses: Hades, Melinoe, Phobos, Deimos, Hécate, Morfeu, Nyx, Thanatos, Selene, Ártemis, Nêmesis e Circe;— Para qualquer treino noturno cujo semideus em questão não tenha um progenitor devido para o horário, haverá a anulação do treino.

• A premiação máxima segue as regras do fórum;

    — A premiação máxima é composta de: cem de experiência.

• O critério de avaliação segue as regras do fórum;

    — O critério de avaliação é composto de: coerência; ortografia; estrutura e fluência; uso de armas e poderes;

      — Coerência definirá: cinquenta de experiência;— Ortografia e Organização definirá: dez de experiência;— Coesão, Estrutura e Fluência definirá: vinte e cinco de experiência;— Objetividade e Adequação à Proposta definirá: quinze de experiência.


• Instruções aos players:

    Dicas de Postagem Geral:
    Prestem atenção em todas as informações que lhes foram dadas;Usem um corretor ortográfico, para evitar grandes perdas neste ponto;Tentem não usar templates ou tables que prejudiquem a leitura ou modifiquem de forma drástica a largura ou a altura do texto;Evitem o uso desmedido de muitas cores que possam, de alguma forma, tornarem a leitura menos envolvente;Sejam objetivos no sentido de não enrolarem, ou seja, não adicionem detalhes desnecessários;Caso não saibam algo, procurem no fórum e em fontes externas confiáveis ou perguntem para qualquer deus estagiário via Mensagem Privada (MP);Não copiem a introdução dada pelo narrador: interpretem-na segundo a vista dos seus personagens;Tenham bom senso.

• Tópico criado após sugestão de Asclépio;
• Tópico criado com a aprovação de Deméter e Athena;
• Boa sorte a todos os campistas.

Créditos da organização/ formatação geral a Logan Montecarlo

♦ Eos
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Psiquê em Sex 11 Dez 2015, 16:44


Atualizados



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
Psiquê
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Charlotte Foster Davis em Sex 11 Dez 2015, 20:06

In the Dark
I wanna see your animal side let it all out

I TREINO


Quando você descobre que mitologia é real, sendo cética, acredite, você não reage muito bem. Aquilo tudo era tão estranho para mim que eu precisava digerir aos poucos, bem aos poucos. Cada um lida de alguma maneira, eu acredito. Eu lidava treinando. Ora, se monstros são reais e querem me matar, não posso facilitar, certo?
Eu usava blusa do acampamento pela primeira vez, shorts jeans e tênis all star. Típica roupa de uma garota normal. Peguei a corrente que eu ganhei de Nyx e a adaga, e saí do chalé.
Era muito melhor treinar à noite, diga-se de passagem. Essa hora do dia eu não tinha vontade alguma de ficar dentro de casa. Ou melhor, do chalé. Se eu estivesse com meu pai, seria uma noite normal em que sairíamos para comer pizza ou ouvir música ao vivo. Aqui, no camp, eu iria treinar.
Combate a monstro.  
Extremamente normal.
Era melhor não pensar, só agir. Essa era a tática que eu usava para continuar no acampamento ao invés de fugir.
Mas algumas vezes se tornava divertido, por isso eu estava, de certa forma, animada para lutar. Apanhar, claro. Faz parte da minha nova rotina esquisita.

Desde que cheguei ao acampamento, mesmo antes de ser reclamada como Filha de Nyx, descobri que possuía certa facilidade com a corrente. Não é sem razão que Nyx deu-me uma de presente. Aliás, eu gostava dela. Mas devo admitir que não é a coisa mais fácil do mundo matar monstros com algo assim. Ora, de todas as vezes que eu tentara, até a atual situação, não havia matado nenhum. Então eu estava prestes a testar uma nova “gambiarra”.
Amarrei a corrente no punho da adaga e esperei que a Empousa, que iria duelar comigo, aparecesse. Ergui a sobrancelha surpresa.
Eu definitivamente não iria matá-la.
Era linda.
Mas bastou que ela se transformasse e viesse correndo em minha direção, para que eu mudasse de ideia. Na verdade, eu nem precisei pensar. Graças aos deuses, o reflexo era uma reação dos sentidos, porque eu não raciocinei quando pulei para o lado e corri da Empousa. O grito de fúria dela fez-me parar. Segurei firmemente o punho da adaga na minha mão direita e uma parte da corrente com a mão esquerda.
E bom.
Corri para a Empousa.
Péssima ideia.
Joguei a outra ponta da corrente no chão e dei uma volta ao redor dela. Acho que ela estava tentando entender o que eu estava fazendo, por isso não me jogou longe. No começo. Quando peguei a ponta que inicialmente tinha jogado e puxei, ela viu-se presa ao redor da corrente, o que definitivamente não a deixou feliz.
Sim, pior ideia de todas.
Ela simplesmente deu meia volta dentro do círculo que a prendia e segurou a corrente com as duas mãos. Puxou para frente com tanta agilidade e força, que eu acompanhei o movimento voando pela arena. A adrenalina e a visão da Empousa livre da corrente, mas com ela em mãos, fez-me levantar o mais rápido que as costas doloridas com o impacto deixaram. Ao menos eu tinha as duas pontas e a adaga em minhas mãos.
Foi então que ocorreu algo bizarro: eu e a Empousa “brincamos” de cabo de guerra. Não fazia sentido, até porque ela era muito mais forte do que eu. Entretanto, coloquei toda a minha força e peso na corrente. Quando me inclinei para trás e vi surgir um ligeiro sorriso naquele belo e monstruoso rosto, eu entendi o que ela pretendia.
-Oh ou. - deixei escapar quando ela soltou a corrente e eu caí para trás.
Ah qual é!
Já estava cansada de ficar caindo no chão e, além do mais, divertindo aquela aberração. A Empousa ria. Isso significa que ela estava subestimando-me. Enquanto aproximava-se lentamente, lembrei do feitiço que eu conseguia fazer, apesar de deixar-me extremamente cansada e não ser cem por cento eficaz.
Formei a bola de energia negra nas mãos e tentei ao menos atingi-la. Consegui controlar melhor do que das outras vezes que tentei, de maneira que acertou a empousa em cheio. Entretando, nada aconteceu com ela. Nem um pio ou arrepio.
Ou qualquer coisa.
Nada.
Antes que eu pudesse concluir que ela era imune, a Empousa já tinha as mãos envoltas do meu pescoço e boca aberta em uma expressão nada atrativa.
Ela ignorou que eu continuava com a adaga em mãos.
Afinal, subestimou-me.
Péssima ideia a dela.
Não foi o melhor golpe. Eu apenas movimentei a adaga e atingi a Empousa na altura da barriga. Quando pressionei a adaga com mais força contra o seu corpo, ela se desfez em cima de mim. Tossi e levantei-me, tirando o pó da roupa. Então eu vi.
Sim, péssima ideia mesmo.
Na confusão entre corrente, Empousa, adaga, eu e perdigotos, acidentalmente, também feri a mim mesma na altura da barriga. O corte não era fundo, mas estava sangrando bastante. Coloquei a mão em cima e dirigi-me para fora da arena. Tudo conforme o esperado.
Apanhar.
[spoiler=Observações]
Armas usadas:


Nota da adm: A postagem foi editada por conter erros no código de template.
Charlotte Foster Davis
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Vitor S. Magnus em Sab 12 Dez 2015, 03:03


Avaliação
Arena
Charlotte Foster Davis


E
ssa novata, sem dúvidas, será responsável por muitas mortes.

Gostei do seu treino. Aconselho a revisar teu post pra não ter os pequenos erros de português e colocar um pouco de coerência em alguns pontos.

Além disso, aponto esse pequeno trecho:

Você escreveu:Joguei a outra ponta da corrente no chão e dei uma volta ao redor dela. Acho que ela estava tentando entender o que eu estava fazendo, por isso não me jogou longe. No começo. Quando peguei a ponta que inicialmente tinha jogado e puxei, ela viu-se presa ao redor da corrente, o que definitivamente não a deixou feliz.

Demorei um pouco pra entender que tu queria cercar ela com a corrente. Como eu falo nas minhas avaliações: Tenta dar o máximo de detalhes de tuas ações pra tu conseguir transmitir tudo o que tá rolando na tua cabeça.

Na próxima coloca uma letra maior pra facilitar a leitura e um template que não dê bug pra staff não ter trabalho

Fora isso... Você foi ótima.

Coerência: 45/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 23/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 93/100





Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP

Vitor S. Magnus
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Localização :
Chalé de Ares

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Alynna Matthews em Ter 15 Dez 2015, 14:25


Treino das 9:00 às 10:00



I'm not spending any time, wasting tonight on you. You know, I've heard it all, so don't you try and change your mind cause I won't be changing too, you know. You can't believe, still can't believe it, you left in peace, left me in pieces, too hard to breathe, I'm on my knees right now.


Era hora de mais um treino com seus meios-irmãos e Alynna não poderia estar mais... mais o quê? Ansiosa? Talvez essa seja realmente a palavra, mas não no sentido que está pensando. A filha de Hécate gostava dos treinos, de sentir a energia fluindo pelo seu corpo, da sensação ela transmitia; mas ela não mostrava isso para ninguém, nem para si mesma. Porque, acima de tudo, esses momentos significavam a chance de se tornar cada vez melhor e de finalmente conseguir fazer o que não conseguira no dia em que descobrira ser uma semideusa. Era por isso que treinava. Por isso que se sentia ansiosa.

Adentrou a arena do acampamento junto com outros semideuses, dessa vez ostentando orgulhosa Nuit, sua nova lança. O treino naquele dia, pelo que parecia, seria diferente de seu anterior. Um único instrutor se encontrava à frente de todos os recém-chegados, dando instruções. Não demorou muito para Alynna perceber que se tratava do mesmo garoto do dia anterior. Resmungou alguma coisa, mal-humorada, e passou a ouvir o que ele dizia. Pelo que entendera, deveriam formar pares e lutar um contra o outro, mas sem causar ferimentos graves – como havia deixado bem claro. A garota olhou em volta à procura de um par. Logo ela havia constatado que o número de meios-sangues era ímpar e que alguém ficaria sobrando, e que esse alguém era ela.

- Olhem quem ficou sem par! – disse o instrutor se aproximando, depois que os outros começaram a lutar. Ele claramente se lembrava dela, embora não parecesse verdadeiramente sentido com o que ocorrera. – Não tem problema, eu luto com você. – o garoto sorriu, e não pela primeira vez Alynna quis tirar aquele sorriso do rosto dele. Ambos se posicionaram para a luta, afastando um pouco as pernas e empunhando as armas. O moreno mal tinha terminado de perguntar se ela estava pronta quando a filha de Hécate atacou. Empurrou a lança para frente, tentando furar o adversário, mas, mesmo momentaneamente surpreso, ele foi mais rápido e desviou a arma para o lado. A garota atacou novamente, girando o cabo de madeira para acertar o flanco do garoto. Contudo, mais uma vez, ele fora mais rápido, bloqueando o golpe. Alynna, começando a se irritar, desferiu vários ataques rápidos no oponente, girando os braços e a lança, assim como fizera no boneco de palha. O instrutor começou a recuar diante da fúria dos ataques de sua adversária, sempre se desviando dos golpes, até que, ao encontrar uma brecha, usou sua própria lança para passar uma rasteira na semideusa e derrubá-la no chão.

- Não sei de onde vem tanta raiva, mas isso não te ajudará em nada, minha cara – disse ele, apontando sua arma para o pescoço da garota caída. – Está atacando cegamente, um golpe após o outro, sem realmente pensar em suas ações. Enquanto isso, esquece-se da defesa e mantém a guarda baixa. Resultado: você morre. Vamos tentar de novo.

O semideus ajudou Alynna a se levantar e se posicionaram novamente. Outra vez, ela atacou primeiro, tentando acertar a costela de seu oponente. Este desviou do golpe, girando para a esquerda. A garota investiu de novo, mirando as pernas dele, que parou o golpe com sua própria arma, empurrou a lança da outra para o lado e deixou sua lâmina descansar logo em cima do coração da ruiva.

- Morta – disse ele, com um olhar de advertência. – Cuidado com a guarda. Você está tão focada em me machucar que esquece de se defender. Vamos, de novo. – Começaram a lutar pela terceira vez, na qual Alynna esperou que seu instrutor atacasse primeiro. Parou o golpe sem muita dificuldade e aproveitou-se da brecha na defesa do adversário para atacar. Agora estava começando a entender o que ele queria dizer. Infelizmente, ele era rápido e também conseguiu desviar do golpe. Tentou uma estocada no lado direito, depois um golpe de cima para baixo que deveria rasgar seu tronco inteiro, então tentou acertar sua cabeça com o cabo da lança – mas ele parou todos os golpes. Felizmente, Alynna não deixou a irritação dominá-la para cometer o mesmo erro novamente. Toda vez que sentia sua guarda baixa, ela recuava e se concentrava na defesa. O resultado disso foi apenas mais uma morte depois de uma luta muito mais longa que as anteriores e um instrutor visivelmente cansado. Alynna também estava cansada, então decidiram encerrar a luta. Os outros pares também já estavam acabando.

A prole de Hécate sabia que tinha perdido a luta, mas não se sentiu brava por isso. Certo, talvez um pouco. Mas tinha entendido onde estava errando e como sua ansiedade por vencer a estava atrapalhando – teria que trabalhar nisso se quisesse sair vitoriosa, que ironia. Contudo, era hora de descansar. Precisava desesperadamente disso.

Informações:
Armas usadas:
{Nuit} / Lança Longa de bronze sagrado [O cabo dessa arma é mais grosso, sendo mais pesado e resistente e medindo 2 metros. Sua ponta é feita de bronze sagrado. Deve ser usada com as duas mãos, pelo alcance e pelo peso um pouco maior, impossibilitando o uso de escudos e outros itens de forma adequada. Também permite manobras defensivas, como o bordão, mas exige maior perícia para o sucesso dos golpes][Madeira e bronze sagrado.][Nível mínimo: 3 - exceto para filhos de Ares, Hécate e centauros]
Poderes usados:
Lvl 1 – Pericia com a Lança: Todos os filhos de Hécate conseguem manejar bem a Lança.



modèle créé par weird pour Lotus Graphics!


Alynna Matthews
Filhos de Hécate
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Acampamento Meio-Sangue

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Ryan L. Gagerdoor em Ter 15 Dez 2015, 15:37


Avaliação
Arena
Alynna Matthews


D
essa vez, Ryan estava na arena. E tinha visto a garota da lança sair. Ela estava derrotada, mas ainda tinha a audácia de sair com a cabeça erguida do combate. O menino, mascando um chiclete, realmente se impressionou com a teimosia da garota. Talvez ela tivesse sorte e sobrevivesse mais tempo. Talvez não fosse como as outras primas e morresse no primeiro ataque.

Mas era esperar para saber.




Gostei do seu treino. Foi sucinto, bem acabado e sem nenhum erro que eu pude detectar. Então, não posso fazer nada a não ser te dar a nota máxima. Porém, um adendo: Eu não tive problemas ao ler a letra do seu template, nem como o próprio tamanho deste. Mas, talvez - não vou dizer que vai ocorrer, mas que pode - algum avaliador reclame disso.

Por isso, tome cuidado.

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100/100





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Ryan L. Gagerdoor
Filhos de Melinoe
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Mirko Vlastvić em Qua 16 Dez 2015, 01:40



I'm suppose to be the Soldier
who never blows has composure

Bem, meu jovem, os primeiros dias naquele acampamento não foram nada fáceis, sabe. Não me lembro de quando exatamente, mas depois de dias de letargia profunda sofrendo os deboches dos filhos de Hermes naquele chalé fedorento eu decidi fazer alguma coisa. Pois é, meu pai “de verdade” não deu as caras logo quando eu cheguei naquele pasto e esses poderes que você acha tão legal ainda não tinham se manifestado. Assim, o que me restou foi ir treinar na arena.

08h59min - Arena, Acampamento Meio-Sangue. Verão de 2015.

Na época eu pensei que toda essa estória de cortar, golpear, esquivar e bater me ajudasse a descobrir quem era meu pai, ou talvez até a me defender daqueles pentelhos. Enfim, o que importa é que naquele dia, lá estava eu, logo após a alvorada, entrando na tão falada arena.

Faltou-me o ar ao perceber o tamanho daquele lugar, sua estrutura imponente e toda a aura que eu sequer conseguia explicar. É, mas você não quer saber disso, não é? Quer saber se eu apanhei no meu primeiro dia de treino.

Sinto lhe decepcionar, então. Não, eu também não bati em ninguém, sequer tive coragem de entrar em um combate. Quando adentrei a arena fui logo de encontro ao que mais me chamou atenção. O arsenal. Armas de bronze, espadas, lanças, escudos com desenhos assombrosos, adagas, arcos majestosos e até mesmo os clássicos capacetes gregos com crinas de cavalo no topo. Tudo ali parecia encantador, feito para mim.

À medida que os outros semideuses foram chegando tive que pensar rápido em que armas eu escolheria. Tanto bronze me deixava perplexo. Acabei saindo dali com o clássico: espada de bronze, escudo redondo e um belo capacete que quase ocultava minha visão inteira. O escudo, por sinal, ostentava um javali, o símbolo de Ares. Lembro-me de ter pensado que se fosse filho dele não teria a menor chance com aqueles brutamontes que poderiam ser meus irmãos.

Sai dali com a cabeça pendendo pelo capacete, um escudo mal encaixado no braço e uma espada que parecia ser mais pesada do que parecia. Uma cena lamentável de se observar. Contornei um metido que ensinava alguns golpes para outros frangotes como eu rezando para que eu não precisasse parar para ouvir uma aula chata de como bater em um boneco de palha.

Não, é claro que eu sequer sabia como bater em um boneco de palha, naquela época eu não sabia sequer me defender de um. Mas lá estava eu, com aquele uniforme laranja e uma espada pendendo na mão, encarando um maldito boneco.

O boneco parecia mais um espantalho vestido de Rei Leônidas, armadura, escudo e lança apontada em minha direção. Olhei para os lados, procurando uma referência e vi dois rapazes lutando, um deles com duas adagas, rindo e cambalhotando pela areia da arena e outro com uma espada e escudo, concentrado e fazendo uma postura que comecei a copiar.

Flexionei os meus joelhos, colocando a perna esquerda à frente e erguendo o pesado escudo a frente do meu corpo, rente ao queixo. Por cima do escudo apontei minha espada, segurando-a com a mão direita, cotovelo para trás e a lâmina na horizontal. Golpeei.

Foi um golpe reto, seco e sem nenhuma técnica. Nem sequer mirei no boneco, apenas o ataquei. A lâmina afundou no peito do meu adversário, atravessando o corselete de couro que ele usava no peitoral. A espada entrou uns quinze centímetros e parou. Não vou mentir, a sensação foi muito bacana, senti que poderia fazer aquilo pelo resto da minha vida, mas teria que ser melhor do que cravar espadas em palha.

Falando em palha, quando puxei a espada percebi que o boneco não era feito de palha. A espada ficou enterrada e precisei fazer mais força para arranca-la dali. Coloquei meu pé esquerdo sobre a cintura do boneco e com as duas eu mãos retirei a espada com um solavanco. Claro, é claro que caí de bunda no chão. Meu escudo engatou, pela parte de dentro, na lança do boneco e eu cai sentado, pendurado pelo braço esquerdo, na areia da arena. E a espada a alguns metros para trás.

Consegui me levantar um pouco cambaleante e soltei o escudo, deixando-o pendurado na lança do boneco espartano. Naquela época eu achava que não precisaria de um escudo, e só algum tempo depois fui descobrir como estava errado. Dei meia volta, peguei a espada no chão e segurando-a com as duas mãos corri de volta para meu adversário estático. Desferi um golpe raivoso e totalmente desbalanceado de cima para baixo, no braço dele. Ao menos o corte foi certeiro. Instantes depois caíram braço, lança e o meu ex-escudo ao chão.

Pude reconhecer o material dele. Ele era feito daqueles tatames vegetais enrolados que os japoneses usam para simular a densidade humana quando vão testar as katanas. Bem, não importou. Continuei atacando. Fiquei compelido em dar um golpe no escudo de bronze que o boneco segurava para sentir o impacto. Desferi um golpe horizontal e só não soltei a espada porque a estava segurando com as duas mãos. O impacto reverberou pelos meus braços me fazendo tremer, o que só me fez ficar com ainda mais raiva do maldito Leônidas de palha.

O que se sucedeu foi apenas uma série de golpes desferidos por mim, um adolescente franzino, que atacava usando uma espada curta com as duas mãos, em uma criatura feita de tatame enrolado, que se pudesse revidar já teria me matado, visto que eu não tinha noção nenhuma de como me defender.

Uma série de golpes selvagens. Não, menos que golpes. Uma série de espadadas brutais e desordenadas sendo desferidas de forma aleatória, com ambas as mãos agarradas ao punho da arma. Gritos intercalados com o som da espada cortando o vento e o objeto estático que se desfazia a minha frente. Giros desbalanceados e tropeções seguidos de solavancos. Meu corpo se movimentando de uma forma animalesca enquanto eu tentava encontrar alguma ordem em meio a todo aquele caos que era o meu combate. Suor, dor e respiração intensa se misturando a vontade de continuar atacando. Toda a frustração sendo despejada, toda incerteza, ódio e desapontamento acumulados dos últimos dias explodindo com os gritos que ecoavam pela arena. Todos aqueles movimentos eram um reflexo da minha mente espelhado pelo meu corpo.

Quando o boneco foi fatiado, e meu fôlego esgotado, aquele rapaz que estava dando uma aula me fez varrer toda a sujeira que eu fizera. E assim percebi que minha habilidade com a vassoura era tão digna de dó quanto minha maestria com a espada. Por enquanto.
Thanks Panda
Mirko Vlastvić
Indefinido
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Kora Layla em Qua 16 Dez 2015, 22:02



TREINO
Nothing here to see
Just a kid like me
Trying to cuss and see
Trying to figure it out
try to figure it out
M
inha chegada ao acampamento foi como um beijo de mãe, depois de se machucar. Patricio Scoba, filho de Éolo, me trouxe em seu veleiro para este país distante. Estou agora na América, onde os sonhos se realizam e os olhares para um árabe são temerosos. Felizmente, nos enfiamos nessa floresta, onde não podiam me temer.

A primeira impressão do acampamento era que ele parecia cheio demais para um refúgio. Era estranho pensar quantos filhos de deuses existiam por ai, sem que ninguém desconfiasse disso. Fui levada a casa central, onde me explicaram minha condição. Sou filha de Hécate, a deusa da magia. Nunca senti magia alguma em minha vida, até que me lembrei do incidente que eu causei na casa de Salim Malik. Aceitei os presentes de minha mãe a os conselhos, silenciosamente.

Ao entrar na cabana de Hécate era como entrar numa loja de espelhos. Vi diversos rostos, que mesmo tão diferentes um dos outros, dividiam semelhanças com o meu. Felizmente, eles também não eram invasivos, apenas me receberam com cordialidades e conselhos. Não ganhei beijos ou abraços, e foi melhor assim. Depois de conhecer meu novo lar eu precisava de um momento a sós. Mesmo que naquele chalé meus irmãos respeitassem minha particularidade, eu não me sentia sozinha.

Caminhando pelas campinas eu me sentei num morro que dava em frente ao campo da Arena. Jovens semi-deuses treinavam suas habilidades de luta. Nossas vidas, mesmo tão jovens, atraiam tanto perigo. Peguei meus pertences, que me ajudariam a sobreviver. Uma adaga de prata que emanava uma áurea poderosa, tão afiada que cortei meu dedo ao manusea-la. O outro parecia mais antigo, mais misterioso. Um livro de capa dura com páginas brilhantes, porém todas em branco. Eu sentia que ele mantinha muitos segredos, mas como um amigo recém conhecido não se revelaria tão fácil.

Joguei meus presentes de lado e levei minhas mãos ao rosto. Tentei segurar as lágrimas, mas as lembranças iam e vinham em meio aos descobrimentos daquele acampamento. Se eu quisesse esquecer minhas dores eu precisava encher minha cabeça com outra coisa.

Levantei a cabeça e avistei os treinos. Pessoas correndo e lutando, suando seus corpos viris e jovens. Eu nunca fui muito atlética, nem nunca lutei usando armas, mas eu sentia em minhas veias naquele momento que eu precisava daquilo. Andei até a arena como uma mariposa voa para a luz.

- Boa noite, novata . – disse uma mulher vestida de cota de malha. – Te vi olhando os treinos. Ninguém resiste ao calor da batalha.

Aquela mulher parecia forte. Não era muitos mais velha do eu, mas seus olhos refletiam a experiência que ela possuía. Além de que seu corpo apresentava algumas cicatrizes de batalha.

- Sou Martha. – a mulher apertou a mão de Kórah com força. – Sou a instrutora da noite. Como você é nova aqui eu posso te ajudar. Você tem preferência por algum tipo de treino?

Eu olhei para ela receosa. Não sabia por onde começar ou o que fazer. Me virei para a casa de armas e um brilho chamou minha atenção. Uma lança de batalha, feita de bronze e madeira negra de ébano. Minhas mãos instintivamente agarram o cabo da arma.

- Filha de Hécate, se não estiver enganada. – disse Martha. Ela pegou uma espada e um broquel entre as armas e apontou um espaço vazio na arena.

- Eu nunca fiz isso antes.  – disse Kórah entrando num circulo.

- Nota-se. Filhas de Hécate tem um dom natural para usar a lança, mas você tem muito que aprender.

Martha se aproximou e me mostrou a posição certa de combate. Segundo ela eu não duraria nem 10 minutos em batalha com aquela postura. Meu manejo com a lança poderia estar correta, mas uma luta é mais do que segurar uma arma. Depois de me ensinar o básico ela se posicionou a minha frente, em sua própria pose de batalha. Quase me arrependi ao vê-la tão destemida e preparada. Com seu comando estoquei um golpe com minha lança, que foi aparada por seu broquel. Logo depois outro golpe e desta vez ela empurrou o cabo da lança com a lamina de sua espada. Sem que eu pudesse ver ela encostou a ponta da arma em meu peito.

- A lança é sua arma, assim como seu escudo. – explicou a instrutora. – Use a ponta para atacar e o cabo para se defender. Não o afaste demais de seu corpo, ou correrá o risco de perder a cabeça.

Voltei a minha posição e desta vez eu deveria me defender. Martha se aproximou dando uma estocada com a espada. Ergui o cabo da lança me protegendo, mas não previ que ela fosse me atacar também com o escudo. O Broquel bateu em meu ventre me derrubando no chão.

- Você precisa de mais rapidez e fluidez. A lança precisa dançar em suas mãos. – explicou Martha.

- Você tem duas armas. Como eu posso lutar contra isso? – perguntei ofegante. Meu despreparo era visível.

Martha me deu sua mão e me ajudou a levantar. Ela largou suas armas e retornou a casa de armas. Quando retornou carregava em mãos uma lança. Em suas mãos ela parecia muito mais leve e perigosa do que nas minhas.

- No campo de batalha você enfrentará inimigos que as vezes terão mais do uma arma. Posição de combate. – Martha entrou na mesma posição que me ensinara. Eu a imitei. – Uma hidra, por exemplo, tem dezenas de cabeças que podem duplicar. Você precisa ter domínio de sua arma para impedir todos os ataques.

Martha mandou que eu a atacasse. Com maestria ela repeliu todos os golpes, usando quase toda a extensão da arma. Por fim, ela o arremessou num boneco de treino, atravessando seu corpo de feno.

- Conheça o corpo de sua arma, assim você saberá como usá-lo para atacar e se defender. Nós duas somos filhas de deusas inteligentes. Use isso a seu favor.  – Martha sorriu para mim e recuperou sua espada e broquel.

Durante algumas horas naquela noite estrelada nós duas treinamos arduamente. Depois que consegui um ritmo pude me defender a tacar com mais precisão, mas eu nunca conseguiria derrotar a experiência de minha treinadora. Quando Martha viu que eu já havia aprendido o que podia ela parou o treino. Meu corpo todo doía. Bolhas surgiram nos meus dedos devido ao uso da lança. Minhas roupas estavam encharcadas de suor, mas apesar disso eu tinha um sorriso no rosto. A adrenalina em meu corpo me distraia, assim como me deixava feliz.

Martha me parabenizou pelo esforço e me pediu que continuasse treinando. Só assim poderia manter o ritmo que havia aprendido. Apesar de sua postura de respeito, aquela mulher emanava uma sabedoria acolhedora.

- Me desculpe perguntar. Eu não sei se isso é um tabu aqui. – perguntei a ela enquanto guardávamos as armas do treino.

- Quer saber quem é minha mãe divina né? – disse ela sorrindo. – Sou filha de Athena, deusa da sabedoria. Te vejo por aí Kórah, filha da deusa da magia.



Observações:
Fui reclamada como filha de Hécate, mas ainda não atualizaram minha ficha.

Poderes utlizados: Passivo - Level 1: Filhos de Hécate tem domínio de Lança.


Kora Layla
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Ryan L. Gagerdoor em Qua 16 Dez 2015, 22:27


Avaliação
Arena
Mirko Vlastvic e Kórah Lhayl


R
yan chegou na arena assim que os novatos saíram desta. Ao ver um boneco de treino destroçado - ou quase isso - e duas moças ainda treinando ao fundo, ele se lembrou de como tinha chegado no acampamento. A corrente saiu de sua cintura tão facilmente quanto estava enrolada e o jovem deu uma "chicotada" - ou "correntada", como preferir - em uma das partes do boneco destroçado.

Era hora de treinar. De preferência com um boneco ainda intacto.





Mirko, você parece já saber as manhas daqui do fórum. Não tenho o que reclamar, afinal seu treino foi um dos mais realistas que eu já li aqui na arena até agora. Gostei do fato de não fazer seu personagem ser proficiente com armas brancas, coisa que poucas pessoas nesse fórum tem vontade de descrever. Além disso, seu modo de escrita flui bem e não é carregado de expressões longas ou palavras difíceis de entender.

Só um adendo: Embora já houve uma época onde 'estória' era a escrita correta, atualmente o correto é se escrever 'história'.

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100/100


Kórah, também não tenho muito a te dizer a não ser parabenizá-la. Treino fluido, mesmo com a introdução um pouco longa - e devo admitir que isso me preocupou, pois pensei que você não focaria no treino em si, mas sim em sua adaptação e chegada ao acampamento, o que não é o propósito desta atividade -, e também interessante. Devo também elogiá-la pelo fato de escolher mostrar seu personagem sem nenhuma proficiência, já que muitos novatos se esquecem de que não são 'overpowers' desde o início.

Mas a minha preocupação fica de alerta para você. Cuidado com suas introduções.

Coerência: 50/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 25/25;
Objetividade e adequação à proposta: 15/15;
Ortografia e organização: 10/10;
Total: 100/100







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Ryan L. Gagerdoor
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Michael F. Chase em Dom 20 Dez 2015, 14:01



Armas Brancas - Esgrima
Treino i


Noite, enfim. Se pudesse ficar trancafiado no chalé de Deimos o dia todo, Michael ficaria, já que não gostava de socializar. Sempre tinha sido bastante isolado quando morava em casa e, depois da perda de seus três amigos, o garoto sabia que não deveria formar laços outra vez.

A maioria dos campistas já estava recolhida àquela hora, mas Michael caminhava decidido com sua espada negra presa à cintura. Seus olhos claros e gélidos perscrutavam a área destinada a esgrima, onde duplas de semideuses se enfrentavam de maneira amistosa mas bastante perigosa. Excelente.

Assim que chegou, Michael deixou seu casaco de lado e desembainhou a espada com as lembranças de seu passado em casa atormentando sua mente. Um dos garotos mais experientes que sempre estavam por ali auxiliando os campistas veio até o jovem filho de Deimos e o chamou para batalhar, com um gentil sorriso no rosto.

A resposta de Michael veio em forma de um primeiro golpe, já firme. O garoto, Bryan Woodley*, de Selene, mal conseguiu conter a investida, ao ser pego tão de surpresa pelo oponente. Ora, Michael tinha certa experiência adquirida lá fora, afinal tinha passado quatro anos convivendo com semideuses revoltados e passando por dificuldades. Ele sabia se virar.

— Hey, cara! Você não brinca em serviço hein! — o instrutor gracejou, na tentativa de quebrar o gelo.

Mas Michael manteve-se impassível. Esperava sinceramente que o garoto não se assustasse com a aura arroxeada que saía de seu corpo vez ou outra, pois isso sempre afastava as pessoas e ele realmente queria terminar aquele treino.

Notando que Bryan ficou mais sério, os dois começaram a lutar de verdade. A esgrima do filho de Deimos estava boa, mas ele ainda deixava a guarda muito aberta em alguns momentos, facilitando a entrada de investidas adversárias e sofrendo pequenos arranhões da ponta da espada do outro. Apesar disso, seu braço era forte ao manejar a lâmina bem balanceada e, muito concentrado, conseguia entrever um certo padrão nos golpes do oponente.

Ele então resolveu defender-se com força para transformar o movimento em ataque. O filho de Selene mantinha seus golpes cadenciados e Michael pôde surpreendê-lo ao infligir uma força um pouco maior no contragolpe de defesa, empurrando-lhe o braço para longe e chutando-lhe o peito.

Bryan cambaleou para trás e Michael percebeu um olhar curioso vindo do garoto, como se ele se perguntasse quem era aquele novato que já demonstrava ter lutado outras batalhas. Ele ergueu uma sobrancelha, em sinal claro de desafio, e foi prontamente atendido com um contra-ataque firme e de habilidade bem maior que a sua.

Uma batalha forte se viu no centro da arena de esgrima. Michael parecia lutar por sua vida, não mais por um treino, e Bryan não dava o menor descanso ao rapaz, na intenção de levá-lo realmente ao limite e extrair o melhor daquele novo campista. O braço do jovem filho de Deimos se movia rapidamente enquanto seus pés caminhavam a passos firmes para frente e para trás, seu peito subia e descia rápido, arfando com o treino pesado. Acertou alguns golpes no braço do filho de Selene, que o fitava cada vez mais curioso, e desviou-se de investidas perigosas, mas recebeu também alguns cortes pelo braço e nas coxas.

O desgaste começou a se fazer presente. Ainda sem a experiência e o preparo físico de outros semideuses, Michael sentiu o peso da mão de Bryan e percebeu que suas pernas começavam a fraquejar. Não venceria o oponente sem o total domínio de seus primeiros poderes e não queria arriscar algo que pudesse enfraquecê-lo. Ele golpeou, desferiu arcos, girou. Percebeu que Bryan não parecia se cansar e combatia a cada investida com uma mais forte, mais pesada, até que, por fim, Michael aplicou um golpe errado e Bryan não deixou passar a oportunidade de retribuir o chute recebido anteriormente.

O filho de Deimos caiu de costas e a espada caiu de sua mão, enquanto Bryan apoiava o pé em seu peito cansado e colocava a ponta da espada em seu queixo, subjugando-o e deixando clara sua vitória com um sorriso altivo no rosto que rapidamente deu lugar a um olhar suave e cheio de espírito esportivo.

Michael aceitou a mão oferecida por seu adversário para ajudá-lo a se levantar, mas não sorria-lhe de volta. Sentia-se frustrado. Precisava ficar mais forte e exercitar os pontos em que ainda falhava se queria mesmo se colocar diante do pai um dia.

— Boa luta, você é bom. Qual seu nome?

— Chase. Michael Chase, filho de Deimos. E eu não quero ser bom. Preciso ser perfeito. — E sem mais qualquer outra palavra, ele embainhou sua espada e tomou em mãos sua jaqueta, batendo os pés em direção ao chalé e jurando a si mesmo que não perderia mais para ninguém e que ainda seria um oponente à altura de um deus.

*Bryan Woodley = npc

Arma utilizada:

{Panic} / Espada [Uma espada longa, com a lâmina medindo 70cm, mais 20 cm de empunhadura. Sua lâmina é feita em bronze sagrado, mas é trabalhada e tingida de preto. O cabo da arma é feito em ébano, reforçado com metal e revestido em couro e a empunhadura simula um dragão negro. Vem junto de uma bainha de couro escuro. No nível 20, Panic se transforma em uma braçadeira da cor da espada.] {Ébano, couro e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Deimos]
don't be afraid... be in panic!

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Oscar Bezarius em Seg 21 Dez 2015, 13:48


Avaliação
Arena
Michael F. Chase


S
ua escrita sem dúvida é de tirar o fôlego, literalmente.

Ortografia:
Gosto da forma que escreves, só senti falta dos sentimentos da sua personagem. Você fala que perdeu amigos de uma forma ruim, mas escreveu como se fosse algo tão supérfluo. Eu sei que isso envolve muito a trama do Michael, mas quem lê apenas um treino sente muita falta disso.

Outra coisa que queria ressaltar, é a falta de vírgulas. Como disse antes, perdi o folego algumas vezes enquanto lia sem nenhuma pausa para respirar.

Entretanto, como disse antes, gosto da forma que escreves, e eu tenho uma adoração com quem escreve com palavras difíceis. Isto é, continue assim.

Coerência:
Bem, na minha opinião, faltou um pouco de coerência na batalha. Um novato contra um instrutor e mesmo assim teve grandes proezas. Um instrutor é, praticamente, o melhor naquela especialidade, e você fez o garoto de Selene ser um cara novato com uma espada nas mãos.

Mas eu confesso que foi um treino bem interessante.

Coerência: 43/50;
Coesão, estrutura e fluidez: 20/25;
Objetividade e adequação à proposta: 13/15;
Ortografia e organização: 09/10;
Total: 85/100





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Eu acho que não é da sua conta. Só acho.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Seg 21 Dez 2015, 14:19

Atualizado.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Faye C. Perón em Ter 22 Dez 2015, 00:38



Treino  de Artes Marciais
Welcome to the new age



O meu despertar foi suave. Já era o meu quarto dia no Acampamento Meio-Sangue e tudo começava a se encaixar em minha mente. Era cada vez mais fácil acreditar nos fatos que circulavam a minha vida. Eu era uma semideusa, eu poderia morrer a qualquer momento. Eu podia por fogo em uma casa. É, e de pensar que tem gente preocupada apenas em passar em matemática! Virei o meu corpo para deitar de costas para a cama, esfreguei meus olhos preguiçosamente, os abri e fui virando para poder levantar...

-MAS QUE...?!

Gritei quase caindo da cama quando abri os olhos e vi ali paradinho abaixado ao lado de minha cama um ser horrendo! Era com chifres, dentes enormes saltando para fora da boca e pele vermelha! Se era possível ser mais branca do que era normalmente, aquilo aconteceu tamanho foi o susto que eu levei. Eu teria saído correndo por puro instinto de sobrevivência... Se não tivesse escutado o som de várias gargalhadas.

Então o “monstro” tirou a máscara mostrando ser apenas Jake, o meu meio-irmão que vinha me ajudado nos últimos dias. Demorei para processar que aquilo era apenas mais uma pegadinha dos veteranos com os novatos. Muita gente estava ali, rindo de minha reação, quase chorando com a força da gargalhada. O próprio Jake tinha sentado no chão, segurando a barriga e rindo do meu susto. Arfei e senti ficar extremamente vermelha, correndo sem olhar para trás em direção ao banheiro. Passei na frente de uma garota de pele escura, que tentou gritar comigo em um protesto, mas eu não liguei. Assim que fechei a porta percebi o quanto estava arfando, o quanto meu coração estava apertado e como minha mente me odiava por lembrar de todo o bullying que eu sofria nas escolas pelas quais eu já passei.

Por ser tímida, por ser apaixonada por super heróis, por ser filha de um policial e fazer as coisas sempre certinhas. Por estar acima do peso, por sempre estar em confusão quando na verdade não era culpa minha. Mas o quão idiota seria pensar que ali seria diferente? Tomei um momento para mim apenas para reorganizar a minha mente, lembrando que até mesmo os melhores heróis já tiveram seus piores momentos e sobreviveram. Digo, até mesmo o Peter Parker sofria nas mãos do Flash Tompson por um tempo, certo?

Quando sai do banheiro já estava de banho tomado e higiene feita. Tentei ignorar todos os olhares preocupados ou os risinhos debochados, indo tomar o café da manhã sozinha. Pensei que seria apenas mais um momento entre mim e mim mesma quando Jake sentou a minha frente fazendo mais barulho do que o necessário.

-Vamos treinar hoje, tenho uns golpes legais para te mostrar! – ele dizia animado.

Franzi o cenho confusa, ele tinha acabado de pregar uma peça em mim e agora estava sendo legal? Qual o nível de anormal isso se encaixava? Mas, Jake era um bom professor e eu queria realmente aprender a me defender. Pois se o que eles diziam eram verdades, todos os meus problemas do passado se chamavam monstros e queriam me matar. Soltei um suspiro e com pequenos movimentos de cabeça acenei concordando, tímida demais para falar alguma coisa depois do vexame que tinha passado.

(•••)


-Esse golpe se chama Spinning Back Kick, o famoso chute rodado – Jake falava em sua pose de mestre de artes marciais – Ele é mais fácil do que parece e mais difícil do que quando é explicado, então preste atenção, jovem fantasma aprendiz.

Estávamos na arena pela segunda vez. Jake fingia que nada aconteceu logo nas primeiras horas do dia ou simplesmente já não significava mais nada para ele. Balancei de leve a cabeça de um lado para o outro para afastar qualquer pensamento que me desconcentrasse e prestei atenção no movimento do garoto mais velho. Ele se posicionou, ficou pulando de um lado para o outro para se preparar para o golpe e finalmente o fez. O corpo dele girou no próprio eixo finalizando com um chute, o pé pousando perfeitamente na mesma base antes de erguer-se. Meus olhos se abriram, prontamente duvidava se seria capaz de fazer algo desse tipo.

-Vamos, esse é só o primeiro de hoje! Eu te ensino como fazer e você vai aperfeiçoando sozinha depois – Jake fez um gesto de descaso com a mão – Vou fazer mais lento e depois ir explicando aos poucos para você.

Jake se posicionou, um pé um pouco mais a frente do que o outro e montou a base de punhos próximo ao rosto. A primeira parte era feita pelos giros do corpo. O primeiro giro era na parte inferior, mover o pé da frente para o lado junto com o quadril. O segundo passo, girar o tronco praticamente para trás, algo possível apenas por causa do primeiro giro. Por alguns segundos ficaríamos de costas para o inimigo. Feitos os giros, era só aplicar o giro movimentando o corpo completando o eixo para frente novamente.

-Sua vez, primeiro giro!

Fiz a minha base como ele tinha ensinado na primeira vez, pés afastados, joelhos flexionados, punhos erguidos na altura do rosto, a mão direita um pouco mais a frente. Fiz o giro da parte inferior, a perna da frente esticando um pouco mais do que a de trás.

-Segundo giro!

Girei o tronco, sendo basicamente um movimento de quadril, os joelhos seguiam o movimento me deixando quase de costas para o inimigo. Por puro impulso fiz um movimento de cabelo que jogava o meu cabelo escuro para trás, mesmo estando preso em um rabo de cavalo o seu grande cumprimento acabava me atrapalhando um pouco.

-Isso! Quando estiver nessa posição, você irá olhar para o inimigo por cima do ombro para ter certeza de onde vai estar chutando – Jake instruiu – Agora o chute!

Era verdade, por poucos segundos, mesmo que não da melhor forma possível, eu podia enxergar por cima do ombro. A perna que estava mais atrás que realizava o golpe. Respirei fundo, tentei concentrar e girei de uma vez só abrindo a perna no ângulo do chute. Quando pousei novamente, cambaleei para o lado e senti uma pequena fisgada no quadril. Jake sorriu maldoso como se soubesse que eu fiz algo errado e estava sentindo isso no meu corpo.

-Precisa erguer mais a perna e não ter medo de jogar o quadril quando for girar, confie na base de sua perna no chão – ele falou – Vou pegar a luva de proteção para você chutar.

Antes mesmo que eu acenasse concordando, ele já estava correndo para algum lugar. Respirei fundo e aproveitei para beber um pouco de água. Não muita, já que em excesso poderia produzir uma dor abdominal. Jake voltou usando uma luva própria para receber golpes durante os treinos. Ele se posicionou a minha frente, deu aquele sorriso debochado e desafiador e pediu para que eu repetisse o golpe.

Fiz uma vez, melhor do que a primeira, mas ainda muito fraco. Jake aumentou o sorriso e prontamente lembrei o momento de quando acordei. A raiva veio sem aviso, me fazendo girar e acertar com mais força do que planejava, impulsionada pelo sentimento de que aquele garoto me fez passar mico na frente de seu chalé. Jake fez um “oooh” de provocação e eu acabei me deixando levar. Toda a raiva que eu sentia acumulada e não podia descontar nas outras crianças ou adolescentes, todos os momentos em que eu me trancava para não dar problemas para meu pai parecia emergir naquele momento. Eu tentava controlar, pois não queria errar e dar motivos para que Jake gozasse das minhas falhas, mas também não tentava por limites em cada chute que eu dava.

-Calma tigresa! – Jake riu quando um de meus chutes quase fez seu corpo girar – Ta com raivinha é?

-Isso não interessa – falei ofegante.

-Uhh, olha só quem tem pavio curto! Se é pela brincadeira de mais cedo, não vou me desculpar – ele deu de ombros – Eu faço isso com todo mundo, você não é diferente. Agora vamos treinar outro golpe.

“Você não é diferente”. Minhas sobrancelhas se ergueram com isso. Eu sempre me sentia deslocada, fora do quadro social de todo lugar que eu ia. Mas naquele lugar receber pegadinhas me fazia tão vitima quantos os outros? Era por isso que Jake permanecia ali como se fosse meu amigo e não um debochador e bullier?

-Vamos para os High Kicks – Jake movimentou os ombros para relaxar – O objetivo agora é você acertar a minha cabeça. O propósito dos chutes altos sempre é a cabeça do adversário. Vamos, tente!

Tentei lembrar todas as dicas que ele tinha dado para o chute comum que tínhamos feito no primeiro treino. Fiz minha base, saltei um pouco e fiz minha primeira tentativa. O chute saiu na altura do ombro e quase me derrubou quando ele defendeu. Xinguei baixinho e limpei o suor que escorria por minha testa com as costas da mão.

-Lembre que você tem de ficar na ponta do pé e depois retornar a base, senão perde o equilíbrio durante o golpe como aconteceu agora – Jake instruiu mais uma vez – E não chute com a ponta do pé, é sempre com a canela e não com o pé, senão é capaz de você sair mais machucada e mancando do que o cabeça dura que você acertar.

Cuspi no chão admitindo para mim mesma que aquilo não tinha sido nada feminino. Mas que importava? Eu estava suando, com o corpo dolorido por tantos movimentos repetitivos e, mais do que tudo, adorando estar assim. Posicionei-me mais uma vez, olhei para meu adversário e chutei com a perna de trás aumentando um pouco o ângulo. Santo fosse os deuses da guerra por instruírem Jake a sempre me obrigar a fazer um aquecimento e alongamento antes dos treinos, ou senão eu não seria capaz de fazer aquele golpe sem sentir nada. Dessa vez, meu chute alcançou o alvo: a cabeça do semideus. Ele se defendeu, erguendo os antebraços para interceptar o chute e não se machucar.

-Isso ai! Vamos treinar mais um pouco e depois faremos uma sequência – Jake se animou e abriu, pela primeira vez, um sorriso sincero e orgulhoso.

Aquilo me fez corar, mas sabia que se perguntassem eu diria que era por causa do exercício e não por ter ficado sem jeito. Acabei sorrindo timidamente, aquecendo um pouco antes de voltar a treinar os chutes altos. A repetição me deixava cada vez mais a vontade com o ângulo de abertura e a força aplicada. Logo começamos a intercalar os golpes, um chute rodado, dois chutes altos e um baixo. No fim, minha perna estava acabada e os braços do filho do outro meio-sangue.

-Não é por nada não, mas... Eu sou um ótimo professor! Olha como você já estar indo bem! – Jake se gabou quando resolvemos encerrar.

-Eu não queria aumentar o seu ego, porém... Obrigada de novo. Não estou boa assim, mas você me deu material suficiente para que eu possa trabalhar – falei sem olhar para ele, isso seria demais para a minha timidez.

-Que nada fantasminha – Jake riu e bateu em meu ombro – Mas veja, você está em um acampamento cheio de possibilidades. Quer uma dica? Procure por Liza de Atena, ela é mestra em espadas e sempre ajuda os novatos.

Concordei com a cabeça com um sorriso cada vez mais crescente. Espadas? Isso soava tão bem aos meus ouvidos e recém-descoberto coração guerreiro.

Importante ler, querido avaliador! <3:
Eu resetei a trama do personagem, mudei o nome e tudo o mais. Por isso ela age como "novata" mesmo tendo nível.

Um aviso importante, esse treino eu postei em outro RPG e o adaptei para o pjbr, fazendo os ajustes necessários para ficar coerente com toda a situação aqui. Então não é plágio, pois fui eu mesma que fiz o treino, qualquer coisa mando o link com o treino original por MP.

Treino de ligação com esse AQUI

Faye C. Perón
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 116-ExStaff em Qua 23 Dez 2015, 07:43


Avaliação


Faye, gostei bastante do seu treino. O fato de ser uma conta resetada e sua opção por agir como uma novata foi algo muito bom da sua parte. A narração em si não possui erro ortográfico algum, mais pontos para você nesse quesito. No entanto, percebi que você não usou o travessão da melhor forma. O símbolo é esse: —

Lembre-se sempre de espaçar as falas desse recurso textual para que fique algo de fácil compreensão para todos, ok? Meus parabéns pelo treino.

→ Pontos


▬ Coerência: 50/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 20/25
▬ Adequação à Proposta e Objetividade: 15/15
▬ Ortografia e Organização: 5/10

Total: 90 XP

roubado de Harmonia, que roubou da Psiquê e ela não gosta disto.
116-ExStaff
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Psiquê em Sab 26 Dez 2015, 20:45

Atualizado



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
Psiquê
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Eddard W. Dayne em Ter 29 Dez 2015, 17:09





Treino



Second


• Condições climáticas: Fresco, 21°C.
• Horário: — 15:00 às 16:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;
• Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue;

Allan acordou naquele dia disposto a treinar, apesar de já ter acordado as 13h da tarde. Assim, simplesmente pegou a Blood e amarrando sua bainha nas costas antes de sair para correr pelo Acampamento Meio-Sangue. O semideus correu por uma hora antes de perceber que já era hora de comer alguma coisa, voltando para o chalé de Afrodite para lanchar alguma coisa.
O banho em seguida veio naturalmente e antes que ele pudesse perceber já estava dentro do banheiro com a água do chuveiro caindo pelo seu corpo tirando toda a sujeira do dia. Os pensamentos do semideus ia para seus primos, sumidos no mundo e sem dar qualquer notícia para o Allan. Ao acabar o banho, se arrumou para finalmente ir para a Arena.


Allan Blackfyre adentrou na arena já tirando a Blood da bainha que estava nas costas, olhando para os lados para ver se encontrava alguém para treinar. Já era seu segundo treino no Acampamento, sendo que o primeiro fora contra um Harpia que o havia machucado. Graças aos deuses, a curandeira Ana o havia ajudado a se recuperar, assim ele já estava pronto para treinar novamente. Só que era o dia de treinar apenas com a Blood, mais uma vez, presente de seu pai Baelon Blackfyre. A arma já era natural para o semideus, considerando que ele já treinava com a mesma desde que se entendia por gente, assim foi natural ele andar na direção dos bonecos de pano que estava no canto da Arena.
A arena estava vazia naquele momento, assim ele tinha apenas os bonecos para treinar. O semideus segurando a arma com maestria, o menino fez com que ela ficasse de lado com o braço esticado, como um lutador samurai, só que a arma era um sabre ali. Allan estava calma, respirando tranquilamente de olhos fechados, assim no momento certo deixou apenas seu corpo se mover junto com a mão da espada em uma sincronia, abrindo os olhos em seguida, o sabre cortou o peito do boneco rapidamente enquanto o menino girava sobre os calcanhares para cortar o pescoço do objeto de pano e com o movimento do pulso apenas fez com que cortasse o ombro, então com um chute o filho de Afrodite derrubou o boneco já indo com ímpeto para o segundo boneco de treino.
Os golpes foram rápidos e precisos, em uma velocidade impressionante, cortando a perna esquerda e com o movimento do pulso cortar a barriga e o rosto do mesmo. Antes que pudesse perceber o garoto já estava indo na direção de um instrutor que estava ali com uma espada nas mãos, completamente cego pela raiva de não encontrar seus parentes que estava em seu subconsciente enquanto ele treinava.

Os golpes foram rápidos, mas o instrutor também era. Mesmo surpreso conseguiu defender do golpe do garoto desviando a direção do sabre para o lado esquerdo e desferindo o corte diagonal na direção do peito do Allan, que deu um passo para trás se esquivando desferindo outro golpe só que esse era completamente fatal por se tratar de uma estocada na direção do pescoço do instrutor, que naquele momento já estava gritando.
Sem que se desse contar, Allan Blackfyre estava sendo agarrado por outros dois semideuses que haviam chegado na Arena e tinham visto que o filho de Afrodite estava completamente fora de si, atacando sem dor e sem piedade um instrutor que a todo momento gritava para o filho de Afrodite se acalmar. Agora o jovem estava preso pelos outros campistas que o afastavam enquanto ele se debatia, até que um balde de água foi jogado pelo instrutor que correu para pegar sem que ninguém visse.
A água teve o efeito esperado, pois o Allan logo parou de gritar e de debater, voltando ao normal aos poucos.
- O que foi que houve? - Disse, enquanto olhava para seu corpo e para o sabre que tinha marcas da luta que aconteceu contra o instrutor.
- Cara, você perdeu toda a noção, estava atacando o instrutor como um louco. - Respondeu o primeiro campista, que estava do lado esquerdo.
- Antes você já tinha perdido o controle com os bonecos. - Falou o instrutor.
- Você tá bem? - Perguntou o segundo campista.
Mas Allan não estava, nem escutando direito as pessoas falando estava. Sem perceber começou a andar na direção do chalé de Afrodite, pensar nos seus parantes não o estava deixando bem, ele quase havia matado um instrutor, na verdade, matado não, mas sim atacado um. O que estava acontecendo com ele? Ele precisava de respostas e havia apenas um local que ele poderia encontra-las.
Com os deuses.


Poderes Usados:
Passivos:
Beleza Estonteante (Nível 1)

Como filhos da deusa da beleza, você é naturalmente belo, sendo tal beleza notável e admirada por todos. Seus olhos têm uma coloração que não se define completamente, sendo intrigantes e como se fossem hipnotizantes; sua voz atrai, seus lábios são provocantes, seu rosto possui uma beleza harmoniosa e o corpo não fica para trás. Tudo em você chama a atenção pela beleza especial que possui, e é praticamente impossível deixar de notá-lo. Não é nenhum efeito hipnótico, contudo - apenas estético.
Ativos:
Nenhum foi usado.

Armas Levadas:
{Blood} / Sabre de bronze sagrado [A arma mede cerca de 110cm e é extremamente leve e ágil, tendo como principal golpe a estocada, porém sua lâmina não é descartada. Moderadamente maleável e mais resistente que o florete ou a Rapier. Devido ao pouco peso, é empunhada com uma única mão, deixando a outra livre para utilizar escudos - pouco comum, para quem prioriza a velocidade - ou outros itens. O cabo é fino, inteiramente de metal, geralmente adornado.][Bronze sagrado][Sem nível mínimo, sem elemento][Presente de Baelon Blackfyre / Comprado na Sala de Armas]




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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Josh Siege Kriskahn Kimoy em Ter 29 Dez 2015, 23:09


Avaliação




Allan, vou direto para os seus primeiros erros. Falta de crase em "apesar de já ter acordado as 13h da tarde", erro de concordância nominal em "Os pensamentos do semideus ia para seus primos" e "na direção dos bonecos de pano que estava no canto da Arena", mais deslizes em "Allan estava calma, respirando tranquilamente" e por último "pensar nos seus parantes não o estava deixando bem". Todos eles podem ser por falta de atenção, então leia duas vezes ou use um corretor. O mesmo quando você repetiu as palavras:

O semideus correu por uma hora antes de perceber que já era hora de comer alguma coisa, voltando para o chalé de Afrodite para lanchar alguma coisa.

Seu treino ficou curto e muito rápido. Você treinou um pouco, atacou o monitor e depois foi pra casa. Não é o objetivo da arena fazer cena, mas sim treinar, introduzindo diálogos e sentimentos do personagem no texto. Aliás, falas não se marcam com hífen, e sim com travessão (são bem diferentes). Desenvolva melhor seu próximo treino e corrija seus erros antes de postar, assim consegue uma pontuação maior na próxima vez.

▬ Coerência: 20/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 18/25
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Psiquê em Qua 30 Dez 2015, 17:05

Atualizado



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Olaf Hallaw em Qui 31 Dez 2015, 02:12


Treino
Fight

• Post Inicial;
• Condições climáticas: 18°C.
• Horário: — 19:00 às 20:00 — Treino de Armas Brancas de curta distância;
• Local: Arena do Acampamento Meio-Sangue;

Olaf Hallaw estava realmente precisando de um duelo contra alguém. A dias estava apenas deitado no Chalé de Nyx sem olhar para ninguém, levantando apenas para comer e tomar banho para em seguida voltar para o mesmo local onde estava. Descobrir que o seu primo, Finn Wayland Hallaw estava morto foi um choque para o semideus, descobrir logo em seguida que seu querido pai fora morto por uns irmãos gêmeos que eram filhos de Hécate foi pior ainda para o menino, que em tamanho estado de choque não conseguia fazer nada a não ser sobreviver.

Só que tudo mudou no inicio da noite, quando seu meio-irmão Jones Blackwerry o chamara para treinar às 19h na Arena do Acampamento Meio-Sangue. Ao ouvir o pedido, o sangue de Hallaw começou a correr rapidamente em suas veias tamanha era a excitação do garoto, obviamente, ele aceitou o pedido do Jones.
Dessa forma, às 19h ele estava no centro da Arena com a Abism em mãos encarando o Jones que iria lutar com uma lança longa com 2m de comprimento e a ponta um tanto dourada, como se fosse feita de ouro.
- Lutar até o outro desistir? - Perguntou o Jones, encarando o Olaf que naquele momento tinha apenas um sorriso de desdem nos lábios.
- Até o outro desistir. - Respondeu o semideus que sem esperar mais perguntas, atacou.
O movimento foi simples, porém eficaz, a corrente se desenrolou da mão do jovem e ao atingir seu comprimento total fora dado um ataque lateral tentando atingir o peito do Jones com a ponta da mesma, que vendo o movimento simples logo se esquivou desferindo um golpe na direção do peito do seu irmão, que se obrigou a se agachar para desviar da lança, ainda agachado o menino puxou a corrente de volta para que essa se enrolasse na perna do seu meio-irmão. A corrente voltou rapidamente se enrolando logo em seguida na perna do Jones, que surpreso arquejou quando a corrente foi puxada o jogando no chão enquanto o Olaf soltava a mesma ficando invisível².
Jones estava surpreso com o golpe que levou e com a invisibilidade do irmão, apesar de saber qual poder ele estava usando. Olaf então criou duas pequenas esferas de energia negra jogando na direção do irmão que só vendo no último momento de onde estava vindo as bolas de energia, lançou a sua arma na direção enquanto era atingido pelo poder. Dessa vez, foi Olaf que ficou surpreso pois não esperava um contra-ataque, por isso a lança raspou em sua coxa cortando a mesma fazendo com que Hallaw caísse com a coxa sangrando enquanto voltava ao normal.



Olaf encarava Jones enquanto este devolvia o olhar, até que ambos começaram a rir com o empate que havia acabado de acontecer. Olaf era mais jovem que o Blackwerry, por isso saiu na vantagem no começo do duelo, só que a experiência também contava e assim a lança pegou de raspão na coxa do Hallaw, fazendo com que os dois ficassem ali no meio da Arena rindo.
- Deveríamos ir na enfermaria. - Disse Hallaw. - Você consegue me ajudar a ficar de pé? Por favor, traga a Abism.
- Claro. - Jones se levantou andando na direção do irmão, ajudando o mesmo para que este se levantasse.
Apesar da luta não ter sido ganha por nenhum dos dois, a prole de Nyx sorriam e caminhavam lentamente na direção da Enfermaria Central. Um com a corrente nas mãos enquanto o outro levava sua lança.

Poderes Usados:
Passivos:
Nível 1

Perícia com correntes. Você é perito em manusear correntes sem mesmo tê-las usado antes. Elas são sua melhor arma, por sua afinidade. Ainda assim, a perícia indica apenas familiaridade com a arma e facilidade em aprender a combater com ela, mas não quer dizer que seus golpes sejam indefensáveis, e a perícia será correspondente ao seu nível, logo, um iniciante ainda não seria tão bom. [Adaptado por June]

Beleza Noturna. À noite os filhos de Nyx ficam especialmente mais encantadores, podendo rivalizar com filhos de Perséfone e Thanatos, ou talvez confundidos com filhos de Afrodite, mesmo sem ter a mesma graça corporal.

Nível 2

Olhos noturnos I. Consegue enxergar perfeitamente no escuro como se fosse dia.

Necromante: Você consegue ver e falar com os mortos, mas não invocá-los ou dar ordens.

Nível 3

Cura Noturna I: À noite ou em locais onde a sombra predomina (Locais completamente escuros - uma sala vedada, por exemplo, mas não a sombra de uma árvore ao meio-dia) o filho de Nyx consegue se curar involuntariamente. Contudo, apesar de não ter controle tem certo limite. Sua regeneração é contínua, mas pequena – não é como se ele fosse imortal ou invulnerável, regenerando apenas 2 de HP por turno – e no máximo 50 por noite. [Adaptado por June]
Ativos:
Nível 1

Manipulação da energia negra iniciante. Você consegue criar pouca quantidade de energia negra, podendo lançar até duas bolas escuras contra o inimigo, causando o mesmo impacto de uma flecha. Contudo, não é capaz de controlar a trajetória ou mantê-las ativas - após criadas elas explodem imediatamente e se não forem lançadas contra o inimigo podem causar dano ao próprio semideus.

Nível 3

Invisibilidade iniciante. Seu personagem consegue ficar invisível por pouco tempo (1 turno durante o dia, 2 durante a noite), não tem muito controle ainda e quanto mais usar mais energia gasta. Pode acontecer de alguma parte de seu corpo não ficar invisível. Você se sairá melhor quando estiver no escuro, apesar de conseguir também (com menos facilidade) de dia. Qualquer outra ação além de mover-se quebra a invisibilidade. [Pode se usar uma vez a cada 3 turnos - parafins de contagem, todos os níveis do poder contam como se fosse a mesma habilidade.] [Adaptado por June]
Armas levadas:
{Abism} / Corrente [Corrente feita de bronze sagrado, mas com uma tintura que deixa o metal escuro, quase como ferro estígio; mede cerca de 2,5 m. No nível vinte, torna-se uma corrente menor e mais fina, dessas usadas como adorno, ou um cinto com fivela de opala negra, dependendo da vontade do semideus.] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Nix]
♦ Thanks, Andy 'O' ♦ Obrigado, Oliver. -q Peguei emprestado.
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Ianna D. Belikov em Sex 01 Jan 2016, 15:55

— Avaliação de Arena

♦ Olaf Hallaw:

Oi, Olaf. Tudo bom? Vamos direto à sua avaliação, começando pelos errinhos, ok? Logo no começo, você diz "A dias, estava apenas..." Nesse caso, o certo seria "Há dias", uma vez que é expressa a ideia de tempo. Após isso, é falado acerca do seu primo, que deveria ter o nome entre vírgulas, uma vez que nomeia o primo já citado. Exitem momentos onde você acaba substituindo os pontos seguidos por vírgulas, comprometendo a fluência do texto, como feito na hora de falar dos choques do personagem, que deveriam vir separados por pontos. Algumas palavras, como "Início", não foram acentuadas. Existe confusão de concordância entre plural e singular. No mais, vejo potencial em você. A luta foi, apesar de um pouco confusa em termos de entendimento, explanada com uma boa ideia, apesar de esperar que ela fosse maior. Tente esmiuçar o que pretende dizer, para que não existam erros por parte do avaliador na decisão de relevar o que aconteceu e tenho certeza que conseguirá uma avaliação muito melhor. Acredito em você.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Ter 05 Jan 2016, 14:05

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Logan Hunt em Qua 06 Jan 2016, 22:19

TRAINING GROUNDS

Acompanhado apenas de seus pensamentos, caminhava sozinho, um caminho que começaria a trilhar. Seu corpo, sua mente, tudo o que conhecera havia mudado, nada jamais seria como antes. Inspirou fundo a medida que todos estavam no refeitório, na fogueira, no chalé, e apenas ele adentrava a Arena. Fora instruído a ir ali sempre que precisasse treinar - concluiu que seria a todo momento. Porém não desejava chamar a atenção - negativa ou positiva -, tão pouco causar algum problema com os outros campistas. Por isso, escolheu aquele horário. A noite caia, trazendo a lua e suas estrelas, naquele quente verão. Eram cerca de 19hrs, e como planejava, não havia ninguém ali. A maioria dos semideuses faziam as atividades durante a manhã, e depois resolviam os problemas dos chalés e coisas do tipo. Logan preferiu o contrário. Talvez isso o tornasse mais solitário do que já era, porém, ele apenas buscava a paz.
A Arena era ampla, terrosa, repleta de obstáculos, armas e todo tipo de incremento que um local de treino precisasse. Levava consigo apenas sua espada de bronze celestial, presente de Hades. Pensou que teria de treinar sozinho, no entanto, ali estava também um homem vestindo as cores do Acampamento. Era claramente mais velho que a maioria, tinha uma estrutura corporal forte, cabelos brancos e olhos castanhos. Sua pele era bronzeada, seria um rapaz bonito se não possuísse diversas cicatrizes em seu corpo. Assim que avistou Logan, gritou. -- Finalmente alguém para o treino da noite, esses vagabundos não prestam para nada! -- Sua voz era seca, talvez lhe faltasse um copo d'água. -- Olá, eu sou Logan Hunt, filho de Hades. -- Palavras vazias, um pouco tristes talvez, mas que não transportavam alegria. Estava ali porque precisava estar, o treino era necessário. -- O novato hein... sei, sua cara vir ao treino da noite. Muito bem, vamos começar! Eu sou Jack, serei seu instrutor. -- O homem não deu sobrenome, tão pouco parentesco, mas Logan não se interessava também. Jack desembainhou sua espada; 60cm de bronze celestial reluzente e um cabo simples, nada especial. O garoto fez o mesmo, revelando sua espada de cabo adornado em uma caveira. Ergueu a lâmina e a manteve em sua mão direita. -- Tem boa postura, apenas mantenha as pernas mais afastadas, dá mais equilíbrio. Seu parentesco deve lhe conceder habilidade o suficiente para vencer monstros, mas não pense que será assim aqui! -- Em um movimento rápido, bateu na arma do garoto e o desarmou, aplicando uma rasteira, derrubando-o. -- Fique atento, golpes físicos são fundamentais em combate de espadas. E segure ela um pouco mais forte, mas não exagere. -- Disse, saltando e realizando um golpe vertical que cortaria Logan ao meio. Este, porém, foi rápido e rolou para a direita, pegando novamente sua arma. Avançou, atacando Jack com um golpe de baixo para cima. O homem aparou e apenas usou o peso de Logan contra ele, deixando-o passar no vácuo e cair novamente no chão. Porém, ele levantou-se com a mesma rapidez e desferiu dois golpes diferenciados, em cima e em baixo. O segundo chocou as lâminas e os dois ficaram na base da força. -- Muito bom! Nesses casos, é mais fácil deixar sua espada cair para um dos lados e acertar o oponente. -- Disse Jack, liberando sua força e deixando que os braços caíssem para a esquerda, chutando Logan em seguida. O semideus apenas deu alguns passos para trás, mantendo-se ereto. Correu para cima do instrutor, numa sequência de ataques e giros. Todos iam sendo defendidos com maestria; Jack era rápido para esquivar, e também forte o suficiente para mover a espada com extrema velocidade. Em um dos golpes, segurou o pulso de Logan, dando-lhe uma joelhada. O semideus arfou, reclinando seu corpo. O homem o soltou, deixando que agonizasse. -- Já disse que os golpes físicos são importantes, preste atenção! -- Disse severamente. Logan levantou-se e tomou uma nova postura, colocando as duas mãos no campo. Jack atacou com dois golpes em sequência, devidamente aparados, e uma rasteira, esta foi esquivada com um salto. Logan ainda consegui mover sua espada na direção da barriga do homem, rasgando-lhe a camiseta. -- Uma evolução, muito bem, aprendes rápido! -- O instrutor tomou então alguma distância, permitindo que se estudassem. Começou a correr, arrastando sua lâmina no solo terroso. Quando se aproximou do semideus, levantou a espada e jogou uma porção de terra no rosto do rapaz. Conseguiu fechar os olhos a tempo, mas não antes de sofrer uma leve ardência na região. Quando este abriu-os novamente, a ponta gélida da arma estava em seu pescoço. -- Isso é trapaça. -- Proferiu secamente. Não parecia intimidado, tão pouco amedrontado. Sua voz estava calma, seus olhos estudavam os de Jack, planejando como sairia dali com vida. -- Sim, com certeza é. Quem está morto? Isso não importa em um combate, o que interessa é vencer. -- Aquelas palavras adentraram a mente de Logan, como um verdadeiro ensinamento. Assim que Jack o soltou, ele o atacou. Começaram a trocar dezenas de golpes, as lâminas ricocheteavam e liberavam os sons dos metais se chocavam, em uma sinfonia aguda. Quando o momento da disputa chegou, Logan fora mais rápido desta vez. Usou o cabo de sua espada para bater contra o pulso de Jack, desarmando-o por consequência. Chutou-lhe o peito, e ele desabou no chão. -- Então, tudo é permitido né. -- Disse, apontando a espada para o homem. As habilidades do garoto seriam reveladas aos poucos, mas seu potencial demonstrava-se assombroso. -- Acho que terminamos por hoje. -- Levantou-se então Jack, retomando sua arma e parabenizando o garoto.

◦◦◦
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Oscar Bezarius em Qui 07 Jan 2016, 10:23

— Avaliação de Arena

♣ Logan Hunt

Logan, Logan, Logan...

Você me deixou confuso, principalmente nessa parte:
Eram cerca de 19hrs, e como planejava, não havia ninguém ali.
Pensou que teria de treinar sozinho, no entanto, ali estava também um homem vestindo as cores do Acampamento.
Bem, me confundi bastante nesses dois trechos. A confusão que causou dizendo que estava sozinho e depois, magicamente, aparece um cara com uma espada poderia ter sido reparada com uma leitura.

Já que estamos neste trecho, gostaria de lembrar que o certo é 19h, ou 19 horas.
...
Você escreve bem e usa palavras bastantes bonitas, mas isso não é tudo. Confesso que eu adoro ler textos de filhos dos três grandes esperando me surpreender e você fez isso, mas não do jeito certo. Cara, por obsequio, separe as falas das ações, isso confunde e deixa a fluidez do treino lá embaixo. Sem falar que prejudica muito o leitor.

Poderia separar os parágrafos, também. Não que isso conte na avaliação, mas esteticamente fica muito melhor. :)

Tirando esses dois empecilhos, seu texto foi bom, mas com certeza seria melhor se usasse um corretor, ou se lesse mais de uma vez.

▬ Coerência: 40/50
▬ Estrutura, Coesão e Fluidez: 15/25
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#RoubeidaIannaBelikov
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Eu acho que não é da sua conta. Só acho.

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por 117-ExStaff em Sab 09 Jan 2016, 14:25

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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Katherine Portia em Dom 10 Jan 2016, 23:46

Treino

The first Battle



— 14:00 às 15:00 — Treino de Combate aos monstros —

Eu ainda não entendo muito bem o que se passou no ultimo mês, por isso passei essas ultimas semanas tentando não remoer esses fatos estranhos que aconteceram comigo. Primeiro aquela loucura de ser uma semideusa, como diabos isso poderia ser real? Depois aquele papo de indefinida, lindo discurso para dizer “você tem mais um pai ou mãe que não te quer. Boa sorte”. perfeito.

Depois de todo aquele passeio e os dias que passaram tentando me explicar o que era esse mundo e tudo o que havia nele, decidiram que era hora de eu começar a treinar, porque se houvesse algum ataque eu deveria ao menos me proteger. Então alguns filhos de Hermes me levaram para arrumar umas armas, um flagelo lindo e uma espada pequena, tinha um nome bonitinho com “G”, mas não lembro agora.

 Deram-me um treino leve de como usa-los e me disseram para ir para a arena treinar, o que eu decidi fazer agora que estava com tempo vago. A espada estava embainhada horizontalmente na parte de trás da minha cintura, a faca padrão em minha bota e o flagelo enrolado do lado esquerdo de minha cintura. Nada disso pareceu chamar a atenção de ninguém quando entrei na arena.

 Acho que cheguei num horário ruim, porque estava rolando uma bela carnificina de criaturas estranhas lá dentro, acabei tomando um banho dourado depois de uma espada cortar uma mulher cobra. Agora, entrar no vestiário masculino em querer e ver garotos pelados não parecia mais a visão mais estranha da minha vida.

 Um disco de metal cruzou minha linha de visão e se fincou na porta ao meu lado. Eu acabei de chegar e já querem me matar? De repente uma garota loira pulou sobre mim e me arrastou mais para dentro da arena, antes que eu conseguisse protestar ela começou a me arranhar com unhas gigantes no rosto que mais pareciam garras.

 Abri os olhos que fechei instintivamente e vi um rosto coberto de pelos e olhos felino, aquela menina não era nada normal e precisava se depilar urgentemente. Levantei os braços e parei um ataque de cada braço dela, o que fez meus braços arderem, com o pouco tempo que tive dei uma cabeçada na mutante. Isso pareceu desnorteá-la tempo suficiente para eu sacar o flagelo.


 Eu já brincado com chicotes, cordas e correntes na escola, aquilo não poderia ser lá tão diferente. Passei a mão no rosto e ajeitei o cabelo, senti arder meu rosto e um pouco de sangue veio junto de minha mão, sorri e encarei a mulher-gato.

— Ei mulher-gato, me chama de Batgirl que eu pego leve com você — Brinquei dando uma piscadela.

 Não demonstrar medo e brincar com a situação, como os filhos de Hermes disseram. Sem esperar mais dei uma chibatada na garota, ela tentou parar o ataque, mas sua mão subiu demais e o flagelo acabou de enrolando no pulso dela, de onde vi escorrer sangue quando puxei. Quando ela se aproximou, após o puxão, se livrou do flagelo no pulso e me deu uma rasteira tão rápida que só percebi quando senti o golpe, ela briga bem admito, mas ainda assim dá pequenos deslizes.

 Usei os cotovelos para amortecer a queda e levantei num salto e, quando a felina pulou sobre mim novamente, se estatelou no chão tão forte que ouvi um “CRACK”.  Agora, com as duas mãos machucadas, achei que ela ficaria mais de ser derrotada, me enganei. Dei outra chibatada e acertei a nuca da garota fazendo abrirem-se dois filetes de sangue, ela deve ter se irritado, pois mesmo estando de quatro no chão ela deu um mortal de costas passando sobre minha cabeça, não sei exatamente o que rolou, mas senti um pé em minha cabeça com força e fui arremessada para a esquerda, caindo no chão de bruços.

 Acho que não era meu dia de sorte porque meu flagelo acabou escapando da minha mão e eu não tinha tempo de recuperá-lo. Levantei-me com as mãos os mais rápido que pude em tempo de esquivar de um chute com unhas nada aparadas no pescoço, que sorte. Tateei a espada em minhas costas e saquei, espero que eu não acabe me cortando.

— Ei Felina, vamos fazer as unhas? Esqueci o cortador, mas acho que essa espada serve né? — Tentei caçoar me pondo de pé.

 Avançamos ao mesmo tempo, desferi um arco horizontal com minha espada, mas a monstrinha desviou com um salto muito alto e me deu um chute no rosto e me arremessou para trás com força. Dessa vez não deixei minha arma escapar e quando minha adversária pulou em mim novamente rolei para o lado, infelizmente ela caiu de pé. Antes que eu pudesse levantar ela girou e me chutou no tronco, juro que escutei outro ”CRACK”, mas de alguma forma não senti a dor ainda, a adrenalina deveria estar me impedindo disso.

 Aproveitei enquanto ela apreciava minha dor pensando que a luta acabara e saquei a faca de dentro de minha bota, lançando-a em minha oponente. Ela percebeu bem rápido a lâmina mirada em seu peito, mas ainda assim acertei seu ombro fazendo recuar alguns passos. Quando me levantei a garota já havia retirado a lâmina, mas muito sangue escorria da ferida. Com a faca em mãos ela avançou furiosamente, ela estava cega de raiva e aproveitei a deixa para agachar com um giro e desferir um arco com a espada no joelhos da garota que começou a cair como uma estátua em cima de mim.

 De repente tudo ficou escuro com a garota caindo sobre mim, senti uma onde de dor partiu do meu braço e percorreu o resto do meu corpo, acabou a adrenalina. Abri os olhos, a Mulher-Gato havia simplesmente sumido e minha faca estava enterrada em meu braço, a dor era tanta que não consegui mexe-lo. Com o braço bom embainhei a espada e olhei ao redor em busca do flagelo e fui pegá-lo a uns quinze passos para a esquerda.

— Vadia...

 Depois de guardar a espada e o flagelo, já não suportava mais a dor. Eu não vou chorar, isso é coisa de menininha, pensei suprimindo as lágrimas de ódio e dor em meus olhos. Então, com minha últimas forças corri cegamente à procura das enfermarias.



Armas:
Flagelo
[Semelhante ao chicote comum, possui uma longa tira de couro reforçado presa ao cabo, e fibras de bronze sagrado. O chicote mede 3m, mas possui cravos entrelaçados no couro, provocando dano por corte quando acerta o oponente][Bronze sagrado e couro][Sem elemento, sem nível mínimo]

Gládio de bronze sagrado
[Semelhante a espada curta, porém esta tem a lâmina mais larga na base e maior no comprimento, medindo cerca de 80cm. Devido ao pouco peso, é empunhada com uma única mão, deixando a outra livre para utilizar escudos ou outros itens. O cabo é de madeira simples.][Bronze sagrado e madeira][Sem nível mínimo, sem elementos]
COM: Alone ONDE: Acampamento Meio-Sangue POST: 001



Como uma barreira
Que me impede de sonhar,
Sempre tem um obstáculo
Que eu não calculo.
Mas o jogo vou virar.




OBS: Estou esperando atualização da sala de armas (aqui)
OBS²: Esse template ainda está em fase de testes, qualquer incômodo com ele me avise por favor
Katherine Portia
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Re: ♦ Arena do acampamento

Mensagem por Zoey Montgomery em Seg 11 Jan 2016, 12:56

Olá Katherine Petrova, tudo bem? 

Bom, vamos lá: seu texto não é ruim, de verdade. Sua fluência é muito boa, nada que comprometesse essa parte. O que me chamou atenção é o fato de você "comer" algumas palavras, por exemplo " Eu já brincado com chicotes, cordas e correntes na escola [...]". Faltou o "havia" entre as palavras '"já" e "brincado". Lembre-se, também, de começar frases com letras maiúsculas. No primeiro parágrafo você escreveu "perfeito" com "p" minúsculo, sendo que o mesmo era começo de frase.

Em questão de coerência do seu texto, tenho que dizer: a dificuldade com a qual sua personagem lidou com a situação foi muito boa. Nada daquele "minha primeira vez, mas mesmo assim vou dar show".

No demais, parabéns!

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Aguardando ATT <3
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Re: ♦ Arena do acampamento

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