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Teste para filhos de Poseidon - Setembro

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Teste para filhos de Poseidon - Setembro

Mensagem por Thea Françoise d'Orleans em Dom 20 Set - 0:15


all or nothing
she was too quiet, or she was too loud. She took things too seriously, or not seriously at all. She was too sensitive, or too cold-hearted. She hated with every fiber of her being, or loved with every piece of her heart.



    ● Características Físicas

Thea é uma garota com olhos verdes. Essa é a primeira coisa que qualquer um repara quando olha para ela. Seus olhos são marcantes, disso ninguém duvida. Geralmente, possuem uma cor forte, profunda. Dependendo do clima e da iluminação, porém, estes podem variar, ficando ou mais acizentados ou mais azulados.

O segundo traço seria sua beleza. Apesar de não ser nenhuma modelo, d'Orleans consegue deixar uma impressão marcante em alguém. É bonita e, além disso, tem todas as curvas nos locais certos, e sabe disso, usando isso à seu favor muitas vezes.
Sua face inteira é delicada, como uma boneca de porcelana, mas é possível perceber que, por baixo de toda a superfície, há um certo grau de geniosidade e malícia, pronta para ser usada a qualquer instante.

Sua altura é baixa, aproximadamente 1,67m. Nos lábios vermelhos, um sorriso que pode ser confundido como sendo amigável - quando, na verdade, é cínico - está sempre presente.


    ● Características Psicológicas

Apesar do que parece ao primeiro olhar, porém, Thea é qualquer coisa, menos perfeita.

Além de suas características incluírem sarcasmo e ironia (ambos em níveis bem maiores do que os socialmente aceitos), a principal seria manipulativa.
Ela é uma expert em enganar as pessoas. Uma manipuladora nata, desmancha-se em palavras e indiretas perceptíveis para conseguir o que quer e quando deseja algo, faz de tudo para conseguir, podendo até mesmo ser usada no processo, quando, na verdade, ela é quem está usando a pessoa.
Pode não ter a inteligência típica, aquela que faz com que pessoas vão bem na escola, mas o que tem, ajuda-a mais do que qualquer nível de QI que poderia ter.

Geralmente, finge ser essa garota superficial, mimada, lerda (quem vier me zoar vai tomar q), e burrinha. Desse jeito, raramente demonstra suas reais características, deixando que tal personalidade esteja presente praticamente o tempo inteiro.

Uma fraqueza, porém, é seu contato com sentimentos genuínos. Apesar de não demonstrá-los, ela os possui sim, embora reprima-os com sua maior força de vontade possível. Ao expô-los, fica vulnerável demais, e não gosta disso, chegando a ponto de desprezar qualquer um que tenha-os, considerando uma fraqueza.
Por ficar mais tempo não-sentindo do que sentindo, quando sente ficou confuso q, isso acaba com a jovem, podendo ficar exposta à qualquer coisa, vulnerável à qualquer ataque. Fazê-la sentir, porém, é esse o desafio.

A francesa é uma vadia, basicamente. E, ao contrário de muitos, a morena não possui um "lado bom", um que possa dar-lhe algum tipo de redenção.

Não, com ela, é tudo ou nada.  


    ● História

A história de Thea não é exatamente a mais feliz do mundo.

Nasceu em meio à uma família problemática. Uma família de país mais do que ricos e que, apesar de possuírem uma imagem perfeita, os pais eram quebrados. E pais quebrados geram filhas quebradas.
A família era da casa d'Orleans, família nobre francesa, e tradicionalmente próxima do próprio rei (a linhagem existe mesmo ~link~). Ou seja, além do dinheiro próprio de Viktor e de Amanda, ainda restava a fortuna que o sobrenome carregava.
Não era nenhum segredo que seu pai era um projeto de Don Juan, e seus chifres em sua mulher eram mais que comuns. Amanda, porém, agia como se nada soubesse - já que ela tinha seu segredo também. Por isso que foi uma verdadeira surpresa quando foi anunciada a gravidez da mulher.

Viktor - o pai - parou de sair tanto de casa, começou a passar mais tempo com a esposa e, mais importante, com o que viria a ser sua herdeira. Nasceu uma bebê saudável alguns meses depois, e o casal comemorou até não poder mais. A felicidade que sentiram! A pequena, mesmo tão cedo, demonstrava uma beleza inestimável.
Desde pequena, Thea foi inscrita em todos os cursos possíveis. Começou com balé e, quando a professora viu um verdadeiro talento na menina, Amanda colocou-a em aulas de ginásticas e, à pedido do pai, envolveu-a em esportes diversos. O preferido da garota, porém, sempre foi natação.

A família foi feliz por um tempo, mas, então, os problemas, que haviam sido jogados debaixo do tapete, voltaram à tona. Viktor quase nunca dormia em casa e, quando o fazia, fedia à álcool e perfumes alheios. A mãe procurava ignorar tudo, concentrar-se somente em sua pequena Thea, mas até mesmo isso estava ficando cada vez mais difícil.

Quando d'Orleans fez onze anos, sua mãe suicidou-se.
O pai não aguentou a perda, e começou a descontar na filha, sem querer reconhecer a própria culpa. A todo instante arrumava alguma desculpa para brigar com a criança, bater nela, e sabe-se lá o que mais fizera. E, todas as vezes, a mesma frase repetia-se na cabeça de Thea: "amor é inútil". Com apenas doze anos, ela já não acreditava em tal sentimento. Aos treze, passou a desprezar qualquer outro tipo de demonstração afetuosa. Talvez foi por causa dessa falta de atenção que ela desenvolveu um certo grau de "ninfomaníaca": carência.

E foi aos treze anos que seu poder manifestou-se pela primeira vez.
Aconteceu tudo muito rápido, nenhum dos colegas conseguiram descrever o que acontecera muito bem. d'Orleans discutia com a amiga e, aparentemente no meio do nada, duas bolas de água surgiram em suas mãos, explodindo logo em seguida. Todos em um raio de cinco metros saíram molhados. Como havia uma fonte de água por perto, as pessoas convenceram-se de que fora apenas um problema com a própria fonte, que jorrara água muito forte, acabando por molhar todos.
Mas Thea sabia que alguma coisa havia acontecido.
Mais ou menos nessa idade que o corpo de Thea começou a mudar. Ganhou as curvas que tanto admirava nas modelos que via nos comerciais. Seus dentes foram consertados pelo aparelho dental. E, finalmente, começou a prestar mais atenção aos garotos de sua escola. Aprendeu desde cedo que, no mundo atual, tudo que teria de ser é bonita e saber falar, que conseguiria tudo o que quisesse. Aprendeu desde cedo a como manipular qualquer um, baseando-se em chantagem, charme e luxúria.
Perdeu sua virgindade aos quinze, para seu melhor amigo, após uma noite fora, comemorando o aniversário de sua amiga.
No mesmo ano, foi mandada para os Estados Unidos, em Nova Iorque, onde seus tios moravam, já que Viktor cansara de ter de lidar com sua filha problemática.

As coisas só pioraram.

Coisas inexplicáveis atacam-na a qualquer momento do dia, e Thea passou a andar com alguma espécie de arma dentro da mochila. Uma vez, foi a maior faca que achara na cozinha. Outra, um bastão de beisebol. Já chegou até, a pegar um cano velho e enferrujado do porão. A francesa achava que estava ficando louca.
Aprendeu, por conta própria, que o bronze era mais eficaz contra as criaturas que via. Aprendeu que era melhor ficar quieta quanto as coisas que via ou achariam que precisava ir a um manicômio.  

Quando completou dezesseis anos, recebeu uma carta de seu pai. Nem importou-se em abri-la, deixando-a para o dia seguinte. Saiu, e festejou como ninguém antes.
Quando finamente acabou, chegou a notícia. Seu pai havia falecido. Aparentemente, uma das mulheres com quem seu pai vinha tendo um affair envenenou-o, e ele caiu morto na cama. Quando abriu a carta, veio outra notícia.
Ela era uma bastarda.
Pelo o que parece, Amanda tivera um caso com um homem qualquer que, depois de engravidá-la, desapareceu, e Thea era fruto dessa união. Viktor soubera pouco depois de seu nascimento e por isso afastou-se da família.
Isso abalou todas as barreiras que d'Orleans construíra ao longo de sua vida inteira.

Descobriu então que era, estranhamente, a herdeira. Viktor mantivera-a como única herdeira de toda a sua fortuna, mas havia um porém: o dinheiro deveria ser guardado, e entregue à ela por meio de "mesadas", até que completasse dezoito anos, quando receberia sua fortuna.
Dois anos. Pareciam que estavam à uma eternidade do presente.
A órfã tentou viver sua vida, como se tudo estivesse bem.

Até que um dia, tudo mudou. De novo.
Um garoto apareceu. Max, era seu nome. Disse que via as coisas também, e que viera para ajudá-la. Quando Thea mandou que provasse, ele conjurou uma bola de fogo. Literalmente.
O seu quarto foi iluminado pelas chamas.
É, ela fora convencida.

Partiram, então. Ela deixou um bilhete aos tios, falando que havia saído, e que iria dormir por um tempo na casa da amiga. Sabia que eles acreditariam.
O caminho foi longo, mas pareceu durar menos de meia hora. O carro era usado, isso era óbvio. No caminho, Max explicou tudo a ela.
Falou sobre sua verdadeira descendência. Que não sabia de quem ela era filha, mas que deveria ser de alguém poderoso, por terem enviado um semideus, e não um sátiro para buscá-la. Falou sobre os deuses gregos, e suas esferas de poder. Por fim, falou sobre o Acampamento. Um lugar seguro para ela e todos de sua "espécie".

A ideia era boa e tudo mais, mas algo ficou preso na cabeça dela.
Por que seu pai não havia ido atrás dela antes?


    ● Narração

— Como? - a francesa perguntou, mais do que - aparentemente - confusa. Como assim ele quer que eu jogue o tridente de onde estou para o outro lado da arena? Quê?, era o que sua expressão facial demonstrava. Seu ato de mina burra e lerda estava em ação. O instrutor ~cujo nome ela genuinamente não se lembrava~ rolou os olhos, talvez pela vigésima vez só naquela primeira hora. A verdade era que ela já havia dominado a técnica logo nas primeiras vezes que ele demonstrava. Agora, só estava fazendo-se de boba por diversão.
O outro respirou fundo, como se estivesse reunindo força de vontade para explicar-lhe, talvez pela centésima vez, o procedimento. Pegou um dos tridentes da própria arena, e posicionou-se. O braço foi para trás, joelhos levemente flexionados. Mirou. Pegou impulso. E, no segundo seguinte, atirou.
A arma atingiu o alvo com um baque surdo.

Internamente, Thea estava impressionada. Já externamente...
Assobiou com o arremesso.
— Muito legal e tudo mais, mas que tal a gente fazer uma pausa 'pra eu ir almoçar? - o sorriso que ele deu foi quase malévolo.
— Ah, mas você não vai comer até acertar, novata.
— Desculpa, acho que eu ouvi você falar que eu não vou comer até fazer isso que você acabou de fazer - ele deu de ombros. O babaca já havia almoçado antes, viera preparado.

Bufou de raiva. Internamente, porém, ela dava pontos para ele. Havia sido inteligente o bastante para pegá-la de surpresa.
Sacou seu próprio tridente, admirando-o - não pela primeira vez - toda a sua extensão. Thea tinha que admitir; aquilo era lindo.
Repetiu os movimentos dele com uma fluidez admirável, como se tivesse nascido para isso - o que ela havia, de fato, feito -, e lançou a arma, mirando o outro alvo, disposto ao lado do atingido pelo instrutor.
O resultado foi praticamente o mesmo.

Com um sorrisinho satisfeito, virou-se para ele, assumindo sua expressão vazia.
— Assim 'tá bom? - ele estava sem palavras. Sem resposta, Thea começou a andar em direção ao alvo, quando ouviu-o falando novamente.
— Ei, Thea! - virou-se, enquanto tirava o tridente do alvo — Você deveria largar todo esse ato de garota burra - ela riu.
— Ato? Do que você está falando?

Almoçou rapidamente, querendo ter o máximo de tempo livre possível. Queria pensar sobre umas coisas em paz, sem ter semideuses/centauro/sátiros/o que quer que tivesse mais naquele Acampamento atazanando-a.
Andou pelos limites da fronteira do Acampamento, observando-o de onde estava. Era enorme, chegava a ser assustador, na verdade. Ela sabia que era ali que pertencia. Mas então, por que tinha essa sensação vazia dentro de si?
Seus pensamentos foram interrompidos com um barulho que só pode ser escrito como estranho. Parecia que pequenas pedrinhas rolavam, todas no mesmo ritmo. Um gemido foi ouvido. Era longo, e penetrou pelos ouvidos de Thea, fazendo com que a menina tivesse uma dor de cabeça infernal. O que era aquilo?

Finalmente, a coisa ficou dentro de seu campo de visão.
E é possível afirmar que aquilo fez a filha de Poseidon tremer.

Era enorme. Parecia ser feito de algo parecido com areia molhada e conchas decoravam toda a sua extensão. No lugar dos olhos e boca, haviam três buracos negros tenebrosos, vazios, que pareciam não ter fundo. O pior?
Estava aproximando-se cada vez mais.

A boca de Thea ficou seca.
Finalmente, lembrou-se de como falar, e gritou. Isso só fez o monstro ir em sua direção com uma velocidade um pouco maior, como se estivesse ainda mais determinado.
Ninguém viera a seu socorro. Estava sozinha contra aquela criatura.

Sacou o tridente de onde mantinha-o, preso às costas. Havia aprendido que no Acampamento, era bom andar sempre armada.
Porém, antes que pudesse usá-lo, foi tarde demais.

O monstro alcançou-a em questão de segundos. Levantou algo que deveria ser seu braço e golpeou-a, dando-lhe um golpe nas laterais do corpo, jogando-a para longe. O tridente caiu de suas mãos, e parou a alguns metros longe. Ela estava entre a sua única arma e um monstro enorme que vinha avançando novamente.
Levantou-se, mancando. Havia torcido o tornozelo na queda, que ótimo. Seu cabelo estava cheio de terra e grama, e suas vestes, sujas. O braço estava arranhado, no cotovelo até os ombros. Tudo doía.
A mente, porém, funcionava a mil. E, finalmente, tinha um plano.
O "braço" da criatura atingiu-a mais uma vez, como ela sabia que iria acontecer.

Fechou os olhos antes de sentir o impacto contra o chão. Quando os abriu novamente, viu-se a um metro de seu tridente. Ignorou as dores que sentia. Ignorou a pressão que estava sob. Ignorou o monstro que vinha para cima de novo.
Pegou sua arma, sentindo que era uma extensão de seu próprio ser.
Fez que nem observou seu instrutor fazer mais cedo.

Joelhos flexionados. Braço pronto para dar o impulso. Mira decente.
E atirou.
O tridente entrou na boca do monstro, e desapareceu. Em poucos segundos, tudo aquilo virara pó.
A última coisa que Thea viu antes de desmaiar foi um uma forma humanóide, que apareceu no lugar onde estava o monstro.

Acordou, sentindo o peito pressionado, e ouvidos doendo. Parecia que carregava toneladas.
Olhou em volta. E quase teve um ataque do coração.

Ao seu lado, estava um ciclope. Sim, daqueles de um só olho, aparência nada amigável, uns dois metros de altura.
Engoliu em seco. Teria que lutar de novo? Sentiu o tridente ao seu lado e agarrou seu cabo, segurando forte.
O ciclope, porém, fez algo que ela nunca imaginou que veria.

Sorriu. E, da sua boca, saíram bolhas de ar.
Bolhas de ar? Thea estava embaixo da água, pela primeira vez.
Respirava normalmente, por alguma razão desconhecida. E, quando o ciclope falou, ela conseguiu escutá-lo com clareza.
— Que bom que acordou! Venha, Lorde Poseidon está esperando-a - como assim?, do que ele está falando?, era tudo o que a garota pensava. Respirou fundo - ou, pelo menos, realizou o ato de respirar fundo, embora não soubesse como seus pulmões estavam recebendo ar.

Seguiu o ciclope, nadando atrás dele.
Tentou observar e guardar na memória o máximo possível. O lugar era lindo.
Cada área era decorada pelos mais diversos objetos e artefatos. Eram conchas pequenas ou gigantes, estátuas, pilares brancos, algas. Tudo naquele lugar impressionava. O ciclope percebeu sua expressão, e sorriu novamente.
— Bem-vinda à Atlântis!
Então era em Atlântis que se encontrava. A casa de seu verdadeiro pai, pelo o que lhe contaram anteriormente. Ainda assim, não sentia-se em casa.

O tour acabou quando chegaram em uma construção grandiosa, impressionante.
As dimensões não eram, claramente, feitas para humanos.

As imensas portas abriram-se sem que ninguém tocou nelas. O ciclope parou.
— Ele deseja falar a sós com você. Boa sorte - ela precisaria mesmo.

Dentro, era apenas um cômodo, espaçoso.
E, no centro, recebendo o foco máximo das luzes, estava um trono enorme.
Era digno de um rei.
Na frente dele, Poseidon.

Ela soube assim que o viu.
Por algum motivo, reconheceu-o, sabia quem era. Emoções tomaram conta de seu corpo. Ela tentou controlá-las. Assumiu uma expressão de deboche, e fez uma reverência zombeteira.
— Antes tarde do que nunca, não é mesmo, papai? - o homem - que aparentava estar no auge de seus trinta e poucos anos - suspirou, com um brilho que misturava-se com perigoso e... Aquilo era arrependimento?
— Thea. É bom finalmente conhecê-la, filha - ela não aguentou. O que sentia foi liberado sem freio. Ela quebrou.
— É bom? Então por que não o fez anos atrás? Você me chama de filha, mas onde estava quando Viktor me espancava? Onde você estava quando Viktor humilhou-me, culpou-me pela morte de minha mãe? Onde estava quando minha mãe precisou de você? Quando eu precisei de um pai? - lágrimas saíam de seus olhos, mas nunca chegavam ao resto de sua face. Elas simplesmente desapareciam.

Poseidon respirou fundo, esperando que sua filha acabasse.
— Eu não podia ficar com você, nem com sua mãe. Pelas vezes em que sofreu, saiba que senti por você. Observei cada momento em que aquele homem abusou de ti, estive junto a você em cada momento de sua vida, Thea. Procurei cuidar de você, mas nem mesmo um deus consegue evitar que qualquer coisa ruim aconteça à sua filha, entenda isso, por favor - ela ignorou-o.
— Por que estou aqui?
— O monstro que acabou de enfrentar foi um teste. Um teste que posso afirmar que você passou. Estou orgulhoso - ele estava orgulhoso? Quase matou-a, e estava orgulhoso que havia conseguido sobreviver?
— Como cheguei aqui?
— Meu ciclope, Kurt, trouxe-a aqui. Instruí que fizesse isso assim que derrotasse o monstro. Em seguida, ele apenas lhe conferiu a habilidade de respirar debaixo da água, por um período limitado. Não temos muito tempo, falando nisso - ela não conseguia compreender nada. Depois de dezessete anos, esse era o jeito dele de falar que sentia muito?
— E agora? - foi tudo o que conseguiu falar.
— Você deve voltar ao Acampamento. Já tomei muito de seu tempo. Vou pedir a Quíron que te mande em uma missão pertinente, para que ganhe experiência e algum destaque - ele fez uma pausa, como se estivesse incerto do que falar — Você se saiu bem, Thea. Estou orgulhoso.

Tudo ficou preto.
E, de repente, ela estava de volta ao Acampamento, em sua cama. Já era noite, e podia-se ouvir as harpias rondando o perímetro, sobrevoando a área.
Thea estava confusa. Suas emoções - pela primeira vez em anos - haviam sido trazidas à tona.

Que porra acabou de acontecer?

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Re: Teste para filhos de Poseidon - Setembro

Mensagem por Zeus em Qui 1 Out - 15:19


Avaliação
Vamos ver como você foi...


Thea Françoise d'Orleans: Reclamada.

Bom, para começar a falar do seu teste, tenho uma crítica a fazer: que letra pequena! Tive uma leve dificuldade em ler seu post por conta disso, mas não será prejudicada por algo assim.

As características físicas e psicológicas foram extremamente bem descritas e intrigantes, criando uma certa curiosidade em relação ao teste. A história da semideusa ficou interessante, mas não entendi como ela seria a herdeira se era bastarda, isso ficou meio confuso.

O ato da reclamação em si não foi narrado, mas Thea comportou-se como uma verdadeira semideusa e cumpriu todos os pontos obrigatórios da narração. Meus parabéns, filha de Poseidon.

Qualquer dúvida ou reclamação me contate por MP!

Atualizado.
Por Asclépio


Corrija um sábio e o fará mais sábio.
Corrija um ignorante e o fará teu inimigo.
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