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Teste para filhos de Hades - Setembro

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Teste para filhos de Hades - Setembro

Mensagem por Jacob Frye em Dom 06 Set 2015, 22:20

You gave me life now show me how to life ♪

 



Nome:
Jacob Frye

Idade:
29

Local de Nascimento:
Inglaterra

Progenitor Primordial:
Hades

Características Psicológicas:
-A personalidade de Jacob, é confusa. Muitas vezes ele parece um garoto quieto, centrado, e sério. Pensativo, ele mantêm uma expressão fechada, como se estivesse nervoso ou triste (sim, eu disse que era confuso). Todas as vezes que alguém o observa, quando ele está com esta expressão, são sempre as mesmas perguntas: Tudo bem? Irritado com algo? Ou... O que aconteceu? Precisa de alguma coisa?
Desde criança, sempre foi assim, até com a mãe.

O rapaz é bastante egocêntrico, cuidadoso e vaidoso com a sua aparência. Mantêm seu próprio estilo, seguindo o rock. Muito orgulhoso, não gosta de ganhar nada material, odeia pedidos de desculpas e sempre quer ter a razão. Além de tudo isso, Jacob, é irônico na maioria do tempo. Ama fazer brincadeiras tirando sarro dos outros, sem ofender de um jeito ruim,  por mais que tenha a personalidade forte, odeia qualquer tipo de descriminação. Só de pensar sobre isso, faz com ele fique irritado.

Ele viaja longe nos próprios pensamentos, tem um coração de aventureiro, ama fazer planos encima dos próprios sonhos. Tem algumas dificuldades com improvisações, principalmente em situações que podem deixar ele nervoso. Odeia ser pressionado, pois tem medo de não conseguir deixar o for perfeito do jeito dele.

Mesmo com as várias alegrias e inúmeras tristezas, ele tenta ser o melhor possível para si mesmo e para aqueles que ama.

Características Físicas:
Jacob tem uma altura mediana, com 1,81 metros de altura. Corpo sem muitos músculos, nada perfeitamente definido, e muito menos gordo. Magro sem exageros. O garoto é pálido, com olhos verdes, sempre destacados com lápis para olhos na cor preta. Os lábios de Jacob, são finos e levemente rosados, com bochecha largas e queixo redondo. O nariz posicionado perfeitamente no rosto, minimamente com ponta curvada para a boca.

Atualmente sempre, seus cabelos são pretos com leves ondulações, e , na maioria das vezes, estar sempre espetado e bagunçado.

Conte-nos sua História:


Jacob


Marie Frye Rosevelt, era uma jovem  botânica. Os pais dela, eram donos de vários roseirais no Reino Unido, construindo a grande fortuna Rosevelt desde 1951.

Com 34 anos, Marie, começou a estudar as espécies de rosas, criando um Rosarium, para tentar chegar em um tom escuro, uma rosa na cor preta. Com essas várias pesquisas, conheceu Hades, um rapaz lindo e sedutor, um deus com um lado na guerra, que mudaria a vida da garota para sempre. Apaixonou-se pelo mesmo, e foi dele que criou-se Jacob.

Desde os sete anos de Jacob, diversos monstros apareciam parar tentar devorar a prole de Hades. Mas ele tinha um protetor, um sátiro, com chifres médios, musculoso, alto e inteligente. Mal parecia um de sua espécie, não que sátiros sejam burros. É que Charles, possuía uma benção de Hades, algo que facilitava a batalha com os monstros.

Nas escola, o garoto não era muito popular entre os outros rapazes, e muito menos era seu foco. As garotas se derretiam por Jacob, e, é claro, que ele amava aquilo. Trocou três vezes de colégio, primeiro dos motivos: O ensino, que quase sempre o garoto não conseguia acompanhar. Depois,  havia também, os monstros. E por último as brigas. Sim, ele arrumava brigas como se troca de roupa.

Marie morreu bem velha, por volta dos setenta anos. Mas deixou suas pesquisas junto com a herança. Não é atoa que o brasão da família tenha uma rosa. O corvo Rosevelt significa morte ou sorte. Gustav, o avô de Jacob, contava histórias que o pai dele contava para ele sobre o corvo no brasão da família. A ave significa a morte de algum membro ou algo muito bom que esteja para acontecer. Ele dizia que essas aves viviam nas redondezas da mansão, sempre carinhosas com a família, mas quando alguma aparecia morta na porta, alguém estava prestes à morrer, ou com sorte de acontecer algo muito bom.

Jacob nunca teve problemas com a morte. Nem um pingo de medo. Desde de pequeno ele se orgulhava dela, e sonhava em se tornar um ajudante, um ceifador. Seu pai disse que isso não seria possível para ele, que o garoto tinha muito amor no coração e outros tantos sentimentos que a morte não deveria carregar. Jacob insistia. Hades fez uma promessa:  A rosa, que a mãe de Jacob tanto pesquisava, tentando chegar ao tom certo, seria o sinal de que o jovem semideus estava pronto para seguir a morte. Ligada aos sentimentos do garoto, se alimentando de cada um deles, com a única fraqueza: O escasso de sentimentos, o coração de bronze. Quando Jacob estivesse assim, seria o momento certo. Mas, o desejo de se tornar um ceifador mudou quando ele conheceu a música.

Canto, violão, baixo e bateria foram instrumentos musicais que interessaram e foram ensinados ao garoto. Com dezenove anos de idade, sim ele era precoce, montou sua banda que se chamava Godkiller... Sempre lhe perguntam de onde tirou essa nome, porém o garoto apenas ri, afinal, nem ele sabe de onde veio. Claro que a ironia faz parte do DNA de Vlad, sempre com sorrisos falsos e palavras ironizadas, porém consegue ser bem humorado e as vezes, RARAMENTE, consegue ser engraçado. Vinte e nove anos...Sim, 29 foi quando ele e Charles finalmente foram para o acampamento.


“Narração de trama”


Espada na bainha, cigarro nos lábios, camiseta laranja do acampamento, calças jeans e tênis. O dia já havia ido embora e se inciava o começo de noite. Não restava mais ninguém por ali, apenas Jacob, escorado em uma das árvores. Charles avisou sobre os perigos noturnos do acampamento, e os monstros da floresta, mas nada disso fez diferença para Jacob.

Terminou de tragar o cigarro e jogou a bituca no chão, pisando sobre a mesma enquanto soltava a fumaça do tabaco. Respirou fundo e colocou ambas as mãos nos bolsos da calça, pensando em tudo que havia acontecido nos últimos anos. A ausência do pai nos últimos meses, a falta de amigos no acampamento, tudo bem que Charles era um ótimo amigo, mas só era Charles, e o sátiro tinha outros compromissos com o conselho de sua espécie. A mãe que perdera com o tempo, o avô que se fora antes dela.

-Marie... Deveria ter ficado no lugar de Hades... Deveria ter sido eterna.- Disse quase em um sussurro para si mesmo, já voltando a caminhar entre as árvores, enxergando muito pouco o caminho escuro. Respirou fundo mais uma vez e ergueu uma das mãos até a cabeça, bagunçando os cabelos, mas logo desviou o olhar, assim que ouviu um ruído dentre as árvores ao lado direito dele.

O cão infernal saiu de dentre as árvores em uma velocidade incrível, avançando direto em Jacob. A primeira reação do garoto foi empunhar a espada, deixando a lâmina na horizontal acima do peito. Logo em seguida, deslizou a lâmina no peito do monstro, fazendo um leve corte no local, e assim, a fera soltou um grunhido e se afastou de Jacob.

O pequeno movimento com a lâmina da espada, fez pequenos cortes em ambas as mãos do semideus, que rosnou baixinho voltando a se levantar. O cão infernal balançou a cabeça e ficou em duas patas, rosnando e balançando a cabeça, parecia um cavalo relinchando. Bate com as patas no chão e voltou a avançar contra Jacob, que girou a espada, mesmo com as mãos ardendo, e golpeou a para esquerda do monstro, que soltou outro grunhido e caiu. O filho de Hades aproveitou o momento e cravou a espada no estômago do cão, e em segundos o mesmo já não respirava mais.

Para o azar de Jacob, o cão que ele havia matado, não estava sozinho. O pior, era que aquele parecia o filhote, porque mais dois cães surgiram, bem maiores e musculosos, cercando o semideus. O da esquerda avançou contra Jacob, já abocanhando o braço do garoto, enquanto o outro avançava pela direita, e, com sorte, a prole de Hades, havia conseguido fazer um corte no focinho do cão infernal, mesmo com o outro braços sangrando.

Caiu no chão, com os olhos sendo forçados a fechar, só pode ver um flash de luz, como se alguém passasse por cima dele correndo, e logo depois ele pode ouvir "Charles! Ele está aqui!" e ficou inconsciente.

Acordou no outro dia em uma das macas da enfermaria, alguns sátiros e semideuses nas macas ao lado e a frente. Ainda meio zonzo por conta da ambrósia e do néctar, não se lembrava muito bem da noite anterior, mas pode sentir o braço pesando, com todas as ataduras e faixas. Suspirou e voltou a fechar os olhos, adormecendo em seguida.

Nisso ele teve um sonho tão real, que podia tocar em seu querido pai e quando perguntava aonde ele estava, dizia que estava no Mundo Inferior, algo que o deixava mexido, assustado até então. Como ele queria tirar suas provas que aquilo era sonhou ou era pura realidade, ele deu uma volta no domínio de seu pai. Quando passou em local, ele acabou sendo empurrado por alguém e mergulhou nas chamas. Um grito e um suspiro, Jacob acordava de seu sonho.  


Jacob Frye
Indefinido
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Chalé de Hermes.

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Re: Teste para filhos de Hades - Setembro

Mensagem por Henry Chinaski em Ter 08 Set 2015, 23:56

Camping...
Características Físicas: Não se tem como negar que Amèlie parece ainda mais nova e frágil do que realmente é: o rosto de feições tão delicadas quanto as florzinhas de marzipã feitas pelas mãos de um habilidoso mestre confeiteiro, os longuíssimos cílios, que até são bem feitos, porém são tão pálidos que são praticamente invisíveis, a baixa estatura, os cabelos - de um tom de castanho que beira o ruivo - que caem em belíssimos cachos na altura dos ombros até a pele quase doentiamente pálida, praticamente tudo nela passa um ar de "sou-tão-frágil-que-posso-quebrar". As únicas coisas que quebram esse ar de fragilidade são as enormes olheiras embaixo dos olhos da garota, resultado de várias noites de insônia, e os olhos: intensos e observadores, são de um tom de castanho bem escuro, quase beirando o preto.

Características Psicológicas:  Amèlie é uma daquelas poucas pessoas que vivem pela filosofia de que só se deve falar quando realmente se tem algo a dizer. Embora já tenha sido muito amigável e brincalhona, após anos de provocações e humilhações, desenvolveu uma personalidade mais fechada, tendendo a evitar falar com alguém além de em casos de necessidade. Apesar de não parecer, lá no fundo (tão fundo que daria para achar petróleo, como Marcus, guardião legal dela, gosta de brincar)ainda existem resquícios da garotinha alegre, que acreditava que todo mundo era um amigo em potencial e sorria o tempo todo que a vida em um orfanato onde as crianças eram cruéis e os adultos simplesmente não se importavam apagou, e de vez em quando, ela faz uma breve aparição. 


(08, 05, 2002
- Algum hospital qualquer, Paris, França)

Definitivamente aquele lugar era deprimente. Talvez fosse devido ao irritante barulhinho dos aparelhos ligados aos bebês, talvez fosse devido a patética tentativa da administração do lugar de criar uma decoração alegre e animadora, talvez fosse devido a visão de tantos seres que mal haviam começado a conhecer a vida e já tinham que lutar por ela. Ou talvez ...

Bom, fosse pelo motivo que fosse, não havia como negar que a UTI neonatal de um hospital era um dos lugares mais deprimentes do planeta. 

Porém naquela madrugada, o lugar possuía uma aura de paz e tranquilidade, o que era algo raríssimo. Os únicos seres vivos que aparentavam estar acordados ali eram uma jovem mulher loira, de olhos cansados, que usava uma camisola hospitalar e andava com o auxílio de uma cadeira de rodas, algo que não podia servir como identificação maior de que era mãe de alguma daquelas frágeis crianças e um homem de cabelos castanhos, olhos verde musgo e maneiras solenes.

Com passos suaves da parte dele e o mínimo de barulho possível com a cadeira de rodas da parte dela, foram andando em direção a uma incubadora, onde um bebê, identificado pele pulseirinha que usava no pulso como Amèlie Aucoin, descasava, tendo que receber extensos cuidados médicos por ter vindo ao mundo dois meses antes do esperado. 

Parando em frente da incubadora, a mulher deu um sorriso tristonho, e enquanto alisava a máquina, provavelmente com a vã esperança de que fazer carinho no objeto fosse transferir um pouco de calor e ternura para a criança lá dentro, perguntou baixinho para o homem parado ao lado dela:

— Ela não é adorável?

— Sim, certamente ela é encantadora. — foi a resposta diplomática recebida. — Mas ainda não entendo o por que de eu ter sido chamado aqui. Afinal, depois que você foi embora, ninguém no Acampamento Meio-Sangue recebeu notícias suas e agora você me pede para vir visita-lá em um hospital parisiense, eu venho e te encontro com um bebê recém nascido, Lise? 

— Marcus , você sempre foi bem esquentadinho para um filho de Eos — a anteriormente mencionada Lise disse, com um leve tom de sorriso na voz. — E também é o meio irmão de quem eu sou, ou pelo menos fui, mais próxima. Você sabe com é difícil a vida de semideus, por isso, preciso que me prometa que se algo acontecer comigo, você irá garantir que Amèlie descubra sobre a origem dela e vá para o Acampamento.

— Eu prometo, está bem? Mas não seja tão pessimista, tenho certeza de que você vai explicar tudo isso pessoalmente e que ela ainda vai te deixar de cabelo em pé com todas as histórias loucas que terá para contar sobre o Acampamento, assim como você mesma deve ter feito com a sua mãe. 

Quando Marcus disse isso, Lise sorriu pela primeira vez em semanas, sentindo o peso da preocupação que sentia pela filha afrouxar o aperto no peito dela por alguns segundos.

(05, 02, 2009
- Colégio Santa Agnes, Paris, França)

Será que a mamãe está bem? a menininha não pode deixar de pensar, ela nunca demorou tanto para vir me buscar.

A pequena, também conhecida como Amèlie Sophie Aucoin, ou simplesmente Mel para as pessoas mais queridas, tinha certeza de que devia estar preocupada. O por que? Três simples motivos. 

Primeiro: Porque a mãe dela, uma das pessoas mais calmas que ela conhecia, tinha estado uma pilha de nervos durante dias, o que era raríssimo. 

Segundo: Porque pela hora indicada pelo enorme e antigo relógio que ficava mofando em uma das paredes do gigantesco saguão de entrada onde as crianças esperavam que os pais viessem busca-lás, mais de três horas tinham se passado desde que o sinal tocara e Mel nunca esperara tanto na saída da escola antes.

Terceiro: Porque ela estava com uma péssima sensação no estômago de que ou algo muito horrível tinha acontecido ou estava prestes a acontecer. 

Decidindo que não valia a pena continuar esperando de pé, ela sentou no chão, agarrando a lancheira com o máximo de força que conseguiu, e ficou repetindo mentalmente: 

"Calma, não tem nenhum motivo para se preocupar, esse pressentimento ruim não é nada e vai ficar tudo bem."

(23, 09, 2014
- Orfanato Anjo da Guarda, Paris, França)

- Será que esse otário ainda vai demorar muito? — Amèlie se ouviu dizer. Antes de continuar com a história, porém, devo dizer que nada ficou bem. Cinco de fevereiro de dois mil e nove foi a última vez que Lise Aucoin, famosa astrônoma francesa e mãe de Amèlie Aucoin foi vista com vida. 

O único vestígio que encontraram fora um jaleco, encontrado no carro dela, todo rasgado e com manchas de sangue, que testes de DNA mais tarde provaram ser da própria Lise. 

A teoria que a polícia criou a partir dessa descoberta e do fato de o carro dela estar totalmente revirado era a de Lise tinha sido a infeliz vítima de um latrocínio. Embora essa teoria fizesse bastante sentido, Amèlie sempre achou que seja lá o que tivesse acontecido com a mãe tinha muito mais a ver com as estranhas criaturas que ambas viam (Lise tentava fingir que não via, mas Mel era perceptiva e percebia muito bem quando ela estava mentindo) do que com um ladrão qualquer. 

Quase seis anos haviam se passado desde aquela tarde fatídica e naquela outra tarde fatídica de vinte e três de setembro de dois mil e catorze (outra tarde que, embora tenha começado como usual, seria vista como marcante no futuro) e Amèlie estava fervendo de raiva, algo que não combinava com a personalidade geralmente calma dela, porém ela já tinha ficado durante horas na sala onde ocorrem as entrevistas entre os interessados em adotar e as crianças disponíveis para a adoção, esperando que o futuro adotante que manifestara interesse nela aparecesse. 

"Como se eu fosse mesmo querer ser adotada. Eu nunca vou poder fazer parte de uma família de novo."

Quase como uma grande pegadinha cósmica, foi só Mel dizer isso que o possível adotante chegou.

Ele estava usando um terno bastante elegante, porém os cabelos bagunçados dele meio que estragavam o visual. 

- Então, você é o maluco que vai tentar me adotar? - Mel fora a primeira a falar. E para testar-ló ainda lançou para o homem um dos seus melhores olhares assustadores, algo que fora totalmente necessário desenvolver naquele orfanato para evitar surras, zoações e apelidos maldosos das outras crianças e adolescentes de lá. 

Amèlie esperava que ele dissesse algo tipo "Que garota atrevida!" ou que desistisse da adoção, porém o que ele fez a surpreendeu bastante. 

- Você tem atitude, garotinha. Gostei. - ele disse, rindo. 

Amèlie decidiu naquele momento que gostava dele. Afinal, não era qualquer um que recebia um dos seus olhares assustadores e ria. Além disso, algo nele a fizera lembrar-se de Lise.

(01, 09, 2015
- Terreno baldio - algum lugar de Paris, França)


▬ Espera aí, deixa eu ver se eu entendi direito. Você é filho do Eos, deusa do amanhecer, o que, como minha mãe também era uma, te faz meu tio, e por causa de uma promessa que você fez quando eu era bebê, precisa me levar para uma espécie de acampamento secreto ou algo do tipo nos Estados Unidos, que é só para filhos de deuses gregos. O que aliás, eu também sou, embora minha mãe nunca tenha te dito quem é meu pai? - Mel indagou, chocada com as revelação feitas por Marcus, que durante os meses que levaram para o processe de adoção ser finalizado, se tornara amigo da Aucoin.

▬ Você deixou de fora o que te expliquei sobre os diferentes chalés, mas é por aí. - ele respondeu, rindo, o que a fez se lembrar de quando se conheceram. Amèlie logo se lembrou também das estranhas criaturas que via desde pequena. 

De repente, as revelações feitas por Marcus não pareciam tão malucas assim, embora a ideia de viajar até os Estados Unidos por meio de viajem das sombras nas costas de Arthos, o cão infernal de estimação de Marcus, tivesse sido uma experiência bem interessante.

Assim como se reclamada por Hades, alguns dias depois

Narração: Sabe, existem muitas maneiras de o Universo te dizer que você vai um dia terrível, mas o favorito de Amelia definitivamente era ser atacada às três horas da manhã por um cão infernal. Claro, ser chamada para a Casa Grande logo depois da fogueira deveria ter dado o aviso, mas foi quando Quíron perguntou se estaria disposta a fazer entregar um pacote no Mundo Inferior, aparentemente pedido do próprio Hades. Bem, agora é tarde para voltar para casa, pensou enquanto puxada uma flecha da aliava. (Por sorte, tinha trazido o arco e sua aliava que ganhara de presente de uma amiga)

Virando - se para a a frente e mantendo o pacote seguro dentro da sacola que estava segurando, não querendo dar as costas para a fera, Amèlie mantinha a mão firme no arco.

Decidindo que era melhor tentar deixar a criatura cansada, Mel começou a correr. Devo dizer que essa não uma das melhores idéias que ela já teve, pois o cão infernal mordeu a isca e começou a correr atrás dela. Embora desagilizada por um corte feio na pata, a feraainda era bem rápido, e se Amèlie não tivesse desviado rapidamente e feito a criatura bater contra a parede, teria dado uma mordida que a teria partido ao meio.

Bom, claramente ele não gostou de comer cimento e se virou com ainda mais raiva para Mel. Rezando aos deuses para acertar, enquanto a fera corria, Amèlie pegou uma das flechas que estava na aljava e mirou no cão infernal. Milagrosamente, acertou em cheio.

Porém a criatura não gostou muito, logicamente e Mel poderia jurar que viu ódio no olhos do monstro, que mesmo com uma flecha enfiada no olho direito, estava agachado para saltar em cima dela.

Dessa vez, porém, Amèlie não foi tão ágil e acabou ganhando terríveis cortes na perna, fundos e com uma aparência tenebrosa. O cão agora latia, como se para tentar intimidar a garota ainda mais.

Ainda encolhida no canto em que estava, Mel mirou mais uma vez na fera, só que dessa vez no nariz dele. Dessa vez, acabou errando. Ao sentir a flecha passar por si, a criatura começou a correr em direção a Amèlie, que desesperada, agarrou mais uma flecha e posicionou o arco mais uma vez, pronta para uma última defesa.

Por milagre, acertou no outro olho do cão infernal, que começou a se debater e lentamente virou pó. Fazendo um enorme esforço para se levantar, Amèlie continuou no caminho que estava seguindo, agora perto do destino.

A sensação de missão cumprida foi incrível, embora quisesse ter podido saber o que estava no pacote.

OBS:
Embora tudo tenha ficado meio vago, será expandido em DIYs e missões e já solicitei a mudança de nome
Henry Chinaski
Filhos de Hades
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Re: Teste para filhos de Hades - Setembro

Mensagem por Lilith Owen em Seg 14 Set 2015, 00:31

The River
As I walk through the valley, of the shadow of LA, the footsteps that were next to me, have gone their seperate ways, I've seen enough now to know


Características Físicas: Lilith possui estatura mediana, tendo aproximadamente um metro e sessenta. Seus cabelos negros como a noite escorrem até perto de sua cintura. Lisos e finos, quase não se é possível prender algo nele. Seus olhos são como o céu, azuis. Seu rosto é fino e pontudo, possui bochechas proeminentes que estão sempre coradas de saúde. Sua pele é branca como papel, dando-lhes aparência frágil. Seus olhos enormes sempre estão estalados para qualquer coisa que chame sua atenção. O sorriso difícil de aparecer vez ou outra mostra seus dentes. Possui um corpo avantajado para sua idade que a faz parecer menos magra do que realmente é. Algumas sardas espalham-se por seu nariz, mas são tampadas pela maquiagem com facilidade, já que são apenas algumas pintinhas. Possui tatuagens pelo corpo, costuma fazê-las por algum motivo especial que nunca é dito para outras pessoas. Possui algumas olheiras fundas já que não costuma ter boas noites de sono.


Características Psicológicas: Mimada por sua mãe, Lilith sempre achou que tinha o mundo em suas mãos. Por ser bonita os garotos da escola costumavam lhes fazer favores sempre que pedia. Teimosa como sua mãe, ela sempre insiste que está certa sobre o que pensa, dificilmente aceitando a opinião dos que a cercam. Costuma se manter calada quando está em meio a desconhecidos. Apesar de suas características que certamente a trariam uma vida popular, Lilith prefere ficar só, junto com sua única amiga, Sophia. Trata quase todas as questões em sua vida como algo sério e raramente acha graça de brincadeiras, sempre as considerando de mal gosto ou inapropriadas para o momento. Muito julgada pelo nome que possuía, Lilith por vezes arranjava confusão com os garotos mais velhos, sempre conseguindo ao menos acertar um deles. Frequentava o psicólogo regularmente antes de ir para o acampamento, já que acreditavam que a garota possuía um desvio de personalidade que poderia fazer mal a ela e aos outros futuramente, caso não fosse tratado. Como semi-deusa, ela conseguia ver através da névoa, isso sempre lhes trouxe pesadelos e medo do que poderia ter lá fora. As coisas melhoraram apenas depois de descobrir quem era.


História do Personagem: Lilith estava cruzando a esquina que levaria para seu apartamento quando um caminhão de bombeiros passou apressado por ela. Seus olhos o seguiram virar a mesma esquina que ela precisava virar e isso fez com que seu coração saltasse. Largou todo o seu material escolar no chão a fim de não precisar carregar peso. Desatou a correr na mesma direção que o caminhão de bombeiros havia passado enquanto mentalmente implorava para que não fosse onde ela morava. "Por favor, por favor, minha irmãzinha está lá sozinha" era o que os pensamentos da garota registravam no momento. Seu peito doía devido ao esforço que ela fazia para se manter calma enquanto corria, mas para Lilith, tudo foi em vão. Ao dobrar a ultima rua deu de cara com o inevitável, seu apartamento coberto por chamas enquanto sua mãe gritava para alguns homens fardados. -Oh meu Deus, Ehva! - Gritou enquanto corria até sua mãe. -Cade a Ehva? Por favor, não diga que ela está lá em cima! - Mantinha-se superficialmente calma enquanto os olhos marejados a entregavam. Sua mãe nada disse, apenas a abraçou. As duas ficaram ali por alguns instantes, tentando dar força uma para outra, tentando consolarem a si mesmas enquanto esperavam alguma notícia sobre o resgate da menor. O alívio entretanto não veio. Os bombeiros informaram que haviam encontrado o corpo da irmã mais nova de Lilith dentro do banheiro, ela tinha morrido asfixiada. -Não pode ser! Minha irmã, não! - Gritava ela com toda a força que ainda possuía dentro de seu ser.

Uma maca estava saindo de dentro do prédio e ela reconheceu de imediato o corpo de sua irmã mais nova, ele já estava coberto com um pano preto e dois paramédicos o levavam para fora da construção que ameaçava desabar a qualquer momento. Lilith sequer pensou nas consequências, ela não podia acreditar que a irmã realmente havia morrido, ela tinha esperanças de que eles estivessem errados. -Saiam dai! Larguem a minha irmã. - Corria entre lágrimas e gritos até perto da maca. -Soltem-na, ela está viva! - Tentou com todas as forças retirar o pano preto de cima, mas foi segurada por um dos homens fardados. -Solte-me! - Tentou dar-lhes uma cotovelada, mas este desviou. -É a minha irmã! - A raiva dominou o corpo da garota. Uma pedra não muito grande acertou o homem que a segurava o fazendo solta-la. Lilith o olhou assustada. Ela tinha se concentrado na pedra, tinha pensado em uma maneira de acerta-lo com ela, mas não imaginou que aquilo poderia ter realmente sido possível. -Mas... - Calou-se. Aproveitou a distração e retirou o pano de cima do corpo de Ehva. A garota parecia tão serena, tão bonita e tão... pálida. Naquele momento a garota soube que sua irmã realmente tinha partido. -Desculpe não ter protegido você. - Chorava Lilith segurando a mão fria de sua irmã. -Eu juro... Eu queria ter salvo você. - Tornou a repetir pouco antes de ser afastada da maca. Sua mãe havia começado lhes dizer alguma coisa quando os olhos da garota fixaram-se em um ponto específico. Uma mulher trajada de branco a observava de longe. Seu rosto tinha uma expressão esquisita e ela não parecia fazer parte daquele lugar, parecia deslocada. -Quem é ela? - Apontou na direção da mulher e esperou que sua mãe respondesse. -Eu não vejo ninguém. - Sua mãe parecia verdadeiramente confusa. -Preciso ir até lá descobrir. - Soltou-se da mãe que não ofereceu resistência. Ninguém parecia mais prestar atenção nela, os bombeiros estavam ocupados tirando os sobreviventes, os curiosos pareciam só se importar com as macas que saiam cobertas. Ninguém havia visto Lilith se afastar, apenas sua mãe. A mulher dos cabelos castanhos seguiu para uma das vielas que ficavam ali próximas obrigando Lilith a segui-la. -Espere! Por favor. - Pedia enquanto via o vulto se afastando.

...

Lilith finalmente havia alcançado a garota do vestido branco, seus olhares se cruzaram e seu coração se encher de qualquer coisa que lembrava pânico. -Quem é você? - Perguntou assustada para a criatura que a olhava tão perto. -Eu estava atrás de você filha de Hades... Mas você não estava no apartamento. - A dracaenae respondeu uma Lilith atônita. -O que está dizendo...? Foi você...? Minha irmãzinha, foi você? - Gritou com raiva enquanto a criatura assentia com a cabeça. Agora que Lilith tinha tempo para observar notou o corpo estranho da mulher a sua frente, sua pele parecia ser feita de escamas e seu corpo fechava em duas caudas. -O que diabos é você? - Percebeu que o que quer que fosse aquilo, ela não poderia escapar. Andou para o beco, se enfiando mais naquela escuridão, tentando não ser vista pela dracaenae, tentando se camuflar, mas já era tarde, a criatura já havia a visto. Um barulho agudo de metal e então a garotinha sentiu algo duro em suas costas. Ela não sabia como, mas havia sido atingida pela mulher a sua frente. A dor impedia a garota de pensar. -Socorro! Socorro! - Gritou desesperada, mas ninguém foi a seu socorro. A criatura preparou-se para atacar novamente, dessa vez Lilith fechou os olhos já imaginando a dor, mas esta não veio. Ao invés disso a criatura guinchou. Um vulto parecia travar um duelo com ela. Parecia estar protegendo Lilith de todo o mau que existia naquele beco. -Fuja! Vá até a sua mãe. - A voz oculta pela escuridão lhes gritou. A garotinha sequer cogitou a ideia. Levantou-se cambaleando e disparou até sua casa, onde sua mãe provavelmente estava ainda conversando com os bombeiros. -Mãe! Mamãe! - Chamava-a com esperança. Não demorou muito para que a mulher aparecesse a olhando preocupada. -Tem algo atrás de mim no beco! Uma mulher... ela me atacou, mas ela não parecia uma mulher. Precisamos sair daqui. - Segurava a mão de sua mãe tentando a convencer de ir embora.

Uma explosão se fez ouvir da mesma direção em que ela tinha fugido. Seu coração novamente ficou na mão. A morte de sua irmã havia sido causada por culpa daquela criatura? Sua morte também seria causada por isso? Ela não quis descobrir. Continuou insistindo para que sua mãe fosse embora com ela, corressem. Era tarde demais, tarde demais para correr. Um vulto saiu do beco indo em direção a elas e apesar da preocupação da garota, sua mãe parecia mais do que aliviada. Quando conseguiram ver quem era, o rosto de um homem conhecido surgiu, ela Thomas, um amigo de seu pai que tinha cuidado dela desde que ela e sua mãe haviam sido abandonadas por seu pai. Seu rosto e vestes possuíam alguns respingos de sangue e ele parecia mancar, mas ao observa-lo por inteiro, era perceptível que estava bem. -Eu assustei você lá no beco? - Ele se dirigiu a garota que apenas negou com a cabeça meio envergonhada. -Rosa, precisamos contar a ela, já está na hora. - O tom autoritário não deixou brecha para contestação. -Lilith meu anjo, você precisa ir embora com o Thomas, aqui não é mais seguro pra você. - A garota negou com a cabeça, ficando confusa. -Sei pai, seu pai está vivo. Ele... ele é Hades. - Rosa parecia sem jeito enquanto contava. -Você é uma semideusa, aquela criatura que te seguiu, outras irão aparecer, elas vão te caçar até que você seja morta. - Thomas completou para ela. -Precisa ir comigo para o acampamento, lá existem pessoas como você. - Completou. A morena parecia confusa, não conseguia entender como podia ser filha de um deus pagão, nem mesmo como monstros poderiam realmente existir naquele mundo, mas a forma como sua mãe lhes disse, a forma como tudo aquilo tinha acontecido fez com que ela percebesse que deveria escuta-los.

Despediu-se de sua mãe um pouco mais tarde naquele dia, ainda não conseguia acreditar que Ehva tinha morrido, que ela estava abandonando sua mãe e que viveria com crianças como ela, que aparentemente também eram filhas de deuses. Isso a assustava, a deixava realmente aflita, mas mesmo assim a garota não recusou. Juntou-se ao senhor Thomas e ambos seguiram para o acampamento meio sangue. No caminho, o sátiro explicou a ela tudo sobre semideuses, sobre os próprios deuses e as criaturas que habitavam o acampamento. Contou-lhes sobre os monstros e a esperança de terem uma vida aproximadamente normal. Quando por fim chegaram, Lilith foi muito bem recebida e acolhida, mas ela já não era mais a Lilith do começo da história, essa Lilith tinha amargado, amargado pela morte de sua irmã, pela quase morte e o abandono de seu pai que agora ela sabia estar vivo.

Trama para filha de Hades: Alguns anos haviam se passado desde que havia chego no acampamento meio sangue. Muita coisa tinha mudado na minha vida. Eu tinha alguns meio-irmãos que em sua maioria eram chatos. Tinha alguns amigos que também eram filhos de outros deuses, mas principalmente, tinha me adaptado extremamente bem a rotina do acampamento. O prazer de treinar toda manhã para me tornar mais forte me deixava contente, já que assim eu ficava cada vez mais próxima do meu objetivo. Algumas noites depois de ter chego ao acampamento ouvi algumas histórias de meus irmãos sobre para onde as pessoas iam depois de mortas. Alguns diziam ser possível entrar lá e resgatar alguém fazendo com que a pessoa retornasse a vida. Outros entretanto, acreditavam que as almas não podiam ser movidas de lá. Eu me agarrava desesperadamente a primeira opção. A primeira lua cheia do ano seria daqui a dois dias, na quarta feira. Eu estava prestes a sair escondida do acampamento para o que eu imaginava ser uma missão de resgate. Não conseguia aceitar o fato de que minha irmã havia morrido num incêndio horas antes de eu descobrir sobre quem eu era. Queria que ela pudesse se juntar a mim, queria que ela pudesse ver como o mundo era bonito e cheio de aventura, como era possível existir monstros e heróis que salvavam o mundo silenciosamente. Uma guerra que ninguém assistia, mas que todos participavam. Queria que Ehva se lembrasse de como era ter o sol no rosto, o cheiro da grama. Ela merecia estar viva, não eu. A dracaenae havia ido me procurar, não minha irmã. Minha irmã apenas estava no lugar errado, na hora errada e isso causou sua morte.

Em minha mochila tinha colocado apenas alguns suprimentos e minha espada que eu esperava piamente não precisar usar. O anel para receber almas estava em meu dedo e a capa envolvia meu corpo. A faca de bronze estava enfiada em minha roupa para o caso de alguma emergência. Não me despediria de ninguém pois pretendia retornar. Quando a noite caiu esperei que todos adormecessem e sai do acampamento sem fazer barulho. Não foi muito difícil despistar as harpias da limpeza, nem mesmo pegar carona com as três irmãs. -Me levem ao central park. - Pedi com urgência enquanto me ajeitava no banco de trás. Confesso que morria de medo de pegar aquele táxi, mas sabia que se fosse andando provavelmente não conseguiria chegar. As greias tentaram conversar comigo durante o percurso, a mais falante era Dino, a motorista, que por vezes olhava para trás e sequer prestava atenção no transito. Elas brigavam entre si também, sempre tentando ver quem ficaria com o olho o que me deixava aflita. -Por favor! Deixem a motorista ficar com o olho, eu não posso morrer ainda! - Gritei perdendo o controle.

...

O restante da viagem foi regado a muitos gritos e panico vindos apenas de mim. Quase fomos mortas oito vezes graças a Ênio que insistia em agarrar o volante e tentar roupar o olho de Dino. Quando desci no central park meu coração estava pronto para saltar de minha boca e dançar tango comigo. -Graças a Hades consegui chegar. - Proferi enquanto terminava de pagar as greias. Não estava muito preocupada com o central park em especial, aquela área era protegida por sátiros e outras criaturas tão boas quanto eles. O que de fato me preocupava era como voltaria com Ehva, e principalmente, como passaria pelo cão infernal que guardava as portas do inferno. Muitas crianças estavam brincando pelo parque, algumas famílias faziam piqueniques e apesar deles não terem reparado, alguns sátiros brincavam alegremente. Me aproximei deles com descrição para não parecer tão suspeita. Digamos que não estava vestida adequadamente para um parque e sim para uma luta ou algo parecido. -Oi, eu sou Lilith, vocês sabem me dizer onde fica a entrada para o submundo? - Perguntei sem enrolar. Os sátiros pararam o que faziam e me olharam como se eu fosse doida. Talvez eu tivesse julgado mal e eles não fossem ãn... sátiros? O mais baixinho e gorducho foi quem falou primeiro. -Porque quer ir ao submundo? - Seus olhos me perfuravam como navalhas. Engoli em seco. -Estou indo buscar a minha irmã. - Cocei a cabeça. -Ela ficou presa lá? - Questionou outro sátiro. -Na verdade... Ela morreu, estou indo busca-la. - Eles começaram a rir. -Eu sou filha de Hades! Eu vou buscar minha irmã. - Falei um pouco alto demais chamando a atenção de alguns olhares. -Não iremos lhes ajudar, não é natural trazer alguém de volta. - O gorducho disse por mim. -Ótimo, eu posso achar a entrada sozinha. - Me afastei deles bufando de raiva. Como tinha saído do acampamento de madrugada, ao chegar no central park o dia já tinha amanhecido e a luz do sol estava tão forte que se houvesse algum sinal indicando para onde ficava o submundo qualquer mortal conseguiria enxergar. Caminhei por boa parte do parque a procura da tal entrada, olhei árvores, grama, buracos e algumas pedras, mas nada parecia com a entrada para aquele lugar. Devo ter perdido horas procurando a entrada pois quando finalmente encontrei a passagem o parque parecia estar bem mais vazio. -Ótimo, agora eu preciso entrar. - Falei olhando ao meu redor a procura de alguém suspeito. -Acho que nem mesmo os monstros querem me seguir pra uma missão um tanto quanto suicida como essa. - Suspirei enquanto atravessava a passagem.

...

O mundo inferior não era exatamente um parque de diversões, mas eu não podia reclamar do local. Respirar ali era engraçado porque segundo a ciência, não deveria existir oxigênio, e mesmo assim cá estava eu, respirando tão bem quanto respiraria no mundo de cima. Não sabia em que parte estava exatamente já que tudo parecia ser estranhamente igual. Podia ver um dos rios que cruzava o mundo inferior, mas era incapaz de dizer qual rio era aquele. Tratei de tomar cuidado para não esbarrar na água, não queria correr o risco de esquecer. Andei sempre em frente a procura de qualquer indício de que me aproximava de um dos campos, mas tudo parecia ser exatamente igual. Por onde será que eu estava vagando realmente? Será que demoraria muito para encontrar minha irmã? O que Hades iria pensar quando soubesse que sua própria filha veio desobedecer uma de suas regras mais importantes? Não queria sequer cogitar na oportunidade de ser pegar por ele enquanto tentava encontrar Ehva. "Continue seguindo em frente", algo em minha mente falava. "Mais um pouco, venha, você está chegando". Os sussurros que se faziam ouvir dentro de minha cabeça já não eram meus. -Mas o que diab..? - Perguntei em voz alta tentando tirar a voz de meus pensamentos. "Continue filha de Hades, você está quase chegando". -Chegando a onde? - Perguntei em voz alta ainda avançando pelo caminho pedido. Ao virar para a esquerda pude ver uma pequena casa que me lembrava bastante uma caverna. A voz ficava mais forte a medida que eu rumava para ela.Talvez isso indicasse que Ehva estava próxima. Uma mulher de cabelos pretos e branca como marfim apareceu de dentro da caverna. Me preparei para ataca-la com minha faca, mas fui impedida assim que ela começou a falar. -Eu sou Melinoe a deusa dos fantasmas, me explique cria de Hades o que faz aqui embaixo? - Ela pediu de forma gentil. -Estou procurando a minha irmã, preciso leva-la para casa. - Decidi não mentir para uma deusa. -Receio que isso seja impossível, a única criatura viva em todo o reino inferior é você, e caso não se lembre das regras de seu pai, os mortos não podem sair daqui. - Sua voz era suave, como uma nuvem. -Por favor, ela só tinha quatro anos! - Gritei. -Eu preciso leva-la embora! Eu não me importo de ficar em seu lugar, mas por favor, me ajude a leva-la para minha mãe. - Segurei as lágrimas que começavam a ameaçar escorrer. -Por favor, por favor, eu troco a minha vida pela dela. - Continuei a implorar para a deusa. Melinoe pareceu confusa e até um pouco constrangida com toda a situação, ela baixou a cabeça parecendo pensar e quando novamente me olhou sua voz já não era mais gentil. -Se você tentar leva-la para fora você será morta pelos cães infernais. Não se pode trocar a vida de alguém por outra. - Cai de joelhos sentindo-me derrotada. -Ela morreu por minha causa... Ela morreu porque eu não a protegi. A dracaenae, ela veio atrás de mim, Ehva não tinha nada a ver com isso, ela é só uma criança, por favor. - Comecei a chorar. -Posso lhes conceder uma única visita para se despedir de Ehva, mas apenas isso e no momento em que você tentar fugir com ela, os cães a atacarão. - Pude perceber que ela não costumava fazer aquilo com frequência. Assenti com a cabeça para o acordo que ela havia proposto.

Melinoe me guiou por uma boa parte do submundo até chegar no campo onde as almas nem boas e nem ruins ficavam. Dois cérberos nos seguiram até lá e pareciam realmente preparados para me atacar. Eu precisava ser rápida de alguma forma, precisava agarrar Ehva e correr com ela o mais rápido que conseguisse, talvez pudesse derrotar os cães infernais e fugir com ela, mas ainda sim teria que encarar uma deusa caso quisesse salvar minha irmã daquele lugar. Uma garotinha de cabelos escuros apareceu, ela possuía os mesmos olhos que eu, mas seu rosto era muito mais jovem. Não existia expressão em seu rosto, era como se Ehva fosse um retrato pintado de minha irmã, ao invés de ser realmente ela. -Ehva? É você? - Chorei enquanto tentar abraçar minha irmã, mas ela recuou. -Ehva, não me reconhece? Sou eu, Lilith! - Falei novamente para ela. -Sou sua irmã. - Engoli em seco. -Sobre o incêndio, me perdoe, a culpa é minha! Aquela mulher... ela... ela queria matar a mim! Você não tinha nada a ver com isso, me desculpe. - Um turbilhão de palavras saiu da minha boca sem que eu pudesse me segurar. Ehva pareceu me reconhecer por alguns segundos, ela até mesmo sorriu, mas depois, depois ela parecia ser apenas um quadro sem expressão. Toquei-a com cuidado para não assusta-la, a sensação foi extremamente esquisita como se tivesse tentando pegar o ar. Abracei-a sem esperar que ela reagisse e aproximei minha boca de seu ouvido. -Vou tira-la daqui, vou leva-la para a mamãe e poderemos ser novamente felizes. - Esperei que Melinoe não tivesse escutado. -Fique atrás de mim ouviu? Eu preciso acabar com os cérberos antes. Sem pensar direito levei a mão até minha faca e no instante seguinte eu já tinha me virado, a segurado e pulado em cima do menor dos cérberos. -AHHHH! - Gritei enquanto tentava inutilmente feri-lo com uma faquinha. Ele pareceu ficar incomodado comigo montada em cima dele porque no instante seguinte ele me lançou para o chão e tentou me morder. Cai em cima da minha mochila e estiquei a mão para alcançar minha espada. Desviei antes que pudesse perder a cabeça. Acertei a espada em seu lombo e ouvi o cérbero uivar parecendo extremamente ofendido com o que eu havia feito. -Eu vou leva-la comigo! - Ataquei uma das patas do cachorro enquanto o outro que até então estava parado me arranhou as costas. Segurei a vontade de gritar e tentei chuta-lo para mais longe de mim. Melinoe observava a luta imóvel, como se já tivesse esperado que aquilo fosse acontecer. Corri um pouco para conseguir olhar para as duas criaturas ao mesmo tempo e ser capaz de me esquivar caso fosse necessário. Agora que estava tentando matar dois cérberos a ficha tinha caído, eu não conseguiria mata-los ali e provavelmente não conseguiria voltar para o acampamento. Segurando a espada com ambas as mãos avancei até o cérbero menor e o acertei no pescoço causando um pequeno ferimento. Aquilo não seria o suficiente nem mesmo para atrasa-lo. O jeito seria fugir. Tornei a correr, dessa vez em direção a Ehva e a agarrei de uma forma esquisita tentando puxa-la comigo, mas a garota não saiu do lugar. -Por favor Ehva, você precisa vir! - Pedi pouco antes de ser derrubada pelos dois cérberos. Minha espada tinha caído longe demais para que eu pudesse pega-la e eu não tinha mais nenhuma arma comigo. Aquele seria meu fim. Prendendo a respiração fitei as duas cabeças que me observavam em meio a rosnados e me preparei para ser comida viva. -Vou lhes dar uma última chance, semideusa. - A voz de Melinoe soou ao fundo. -Não volte mais aqui. - Ela falou se aproximando de mim. Seu toque era frio e gentil. Fui forçada a fechar os olhos e quando os abri novamente tinha retornado ao central park. Minhas coisas estavam ao meu lado e a passagem parecia estar selada, ao menos para mim.



Legenda:
eu
outros



Notas: Indo até o submundo.

Lilith Owen
Filhos de Hades
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Localização :
Acampamento meio-sangue

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Re: Teste para filhos de Hades - Setembro

Mensagem por Zeus em Qui 01 Out 2015, 15:18


Avaliação
Vamos ver como você foi...


Jacob Frye: Não reclamado.

Gostei da sua história, Jacob, porém ela poderia ter sido melhor explorada. A luta em si foi até bacana, porém a visita ao mundo inferior foi sucinta demais. Um detalhe que deve ser ressaltado é que os deuses não podem interferir de maneira direta na vida de seus filhos, e de acordo com sua narração, pelo o que entendi Hades estava presente em grande parte da vida do semideus.

Você cometeu alguns erros de digitação em seu texto que quebraram completamente o ritmo da leitura, como por exemplo no seguinte trecho:

O cão infernal balançou a cabeça e ficou em duas patas, rosnando e balançando a cabeça, parecia um cavalo relinchando. Bate com as patas no chão e voltou a avançar contra Jacob
-> Caso tivesse feito uma revisão mais apurada, teria evitado esse tipo de erro.

Para ser reclamado por um dos três grandes, eu te aconselho a incrementar mais sua ficha. E já que seu personagem tem 29 anos, seja mais criativo e descreva melhor a trajetória de vida dele, pois um semideus nessa idade é um alvo e tanto para os monstros. Peço que tente novamente e refaça sua ficha, e, peço também que melhore sua visita ao mundo inferior, faça-a mais concreta e de forma criativa.

Qualquer dúvida ou reclamação me envie uma MP!

Amèlie Aucoin: Reclamada.

Mesmo que sua visita ao mundo inferior tenha sido realmente muito vaga, aceitei sua explicação de que irá explorar a visita futuramente em DIY's. Não encontrei nenhum erro grave em sua ficha, apenas um que poderia ter sido evitado com uma revisão bem detalhada.

Gostei do modo como narrou a espera de Mel pela mãe, você conseguiu me transmitir uma ideia de criança inocente que não sabia o que fazer e torcia para que tudo estivesse bem. A luta com o cão infernal fora bem descrita, mas poderia ter sido melhor explorada, também.

Em relação as características da personagem: Gostei da maneira como a personalidade atual de Mel contrasta com sua personalidade mais jovem.

Meus parabéns! Qualquer dúvida ou reclamação envie-me uma MP!

Lilith Owen: Reclamada.

Notei que Lilith tem uma personalidade bastante forte ao ler as características psicológicas dela, e isso para uma filha de Hades é muito importante.

Notei alguns erros em seu post, como por exemplo:

Trata quase todas as questões em sua vida como algo sério e raramente acha graça de brincadeiras, sempre as considerando de mal gosto ou inapropriadas para o momento.
-> Nesse caso o correto seria mau gosto, uma revisão poderia ter evitado esse erro bobo.

Uma maca estava saindo de dentro do prédio e ela reconheceu de imediato o corpo de sua irmã mais nova, ele já estava coberto com um pano preto
-> Se o corpo estava coberto, como a semideusa o reconheceu? Apenas sua família morava no edifício? Essa parte fico um pouco confusa, também.

Em determinado momento tratou a mulher que aparecera durante o incêndio como mulher e noutro como garota.

"o rosto de um homem conhecido surgiu, ela Thomas," -> erros de digitação também poderiam ter sido evitados com uma simples revisão. Esses erros dão uma quebra na leitura que acaba prejudicando sua avaliação final.

Apesar de todos esses erros, a trama ficou muito bacana, meus parabéns! Peço que atente-se a uma revisão mais completa e detalhada para evitar que o leitor se perca em sua narração. No mais, gostei bastante!

Qualquer dúvida ou reclamação me envie uma MP!

Atualizado.
Por Asclépio


Corrija um sábio e o fará mais sábio.
Corrija um ignorante e o fará teu inimigo.
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Re: Teste para filhos de Hades - Setembro

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