♦ Trama

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♦ Trama

Mensagem por 139-ExStaff em Qui 08 Out 2015, 18:21

Relembrando a primeira mensagem :


Trama



1º turno - Threshold

O dia estava sendo mais exaustivo do que o esperado: não bastasse o frio incessante, havia ainda as obrigações e dificuldades de sempre na vida de um semideus. Seria bom um pouco de descanso. Mas dormir, para aqueles de sangue mitológico, podem  levar a pessoa bem mais além do que o esperado.


Orientações narrativas


Data: Outubro atual;
Temperatura/ clima: Sempre frio para o padrão local, independente de onde seja;
Cenário: Mundo onírico
O mundo onírico é um local volúvel, fluido e com características modificáveis que em geral refletem ou respondem de acordo com a pessoa em seu interior. Todos no mundo onírico estão inconscientes de alguma forma no plano real, sendo "criaturas astrais" - dessa forma, nada do mundo real funciona dentro do mundo onírico, exceto aos que possuem habilidade adequada para transportar tais itens de dimensão, assim como formas astrias que transpassam a barreira entre os mundos são limitadas no mundo real.


Pontos obrigatórios


♦ A introdução deve abranger a narração de alguma atividade extenuante durante o dia (sem combate a monstros); deve-se atentar que um único exercício não causa exaustão - como dito na introdução, podem ser várias coisas/ fatores - tente uma explanação geral, focando-se por fim em algo mais específico - o que requereu mais esforço;

♦ Em algum momento após isso, você consegue finalmente um instante de descanso, acabando por adormecer e entrando em uma realidade onírica. Foque nas sensações, impressões e diferenças - o personagem não precisa, necessariamente, ter consciência dentro do sonho (sonho lúcido);

♦ Nesse ponto, o semideus deve descrever visões e interações dentro dessa realidade - podem ser lembranças reais, sonhos comuns, etc, sem utilização de poderes ou ligação mitológica real, nem combates - não há uma quantia determinada, mas detalhe seus sentimentos e reações;  

♦ Em algum ponto alguma coisa muda, o afetado. Termine ao ter sua atenção chamada por algo, sem, contudo, descrever o que provocou o efeito.


Prazo e status dos players


Prazo até amanhã, dia 09/ 10 às 20h. As estatísticas e nomes dos incritos previamente serão detalhadas a seguir. Postagens liberadas.



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Re: ♦ Trama

Mensagem por Kyle Loran em Sex 09 Out 2015, 17:05


Drift away
 
Naquela hora, o chalé estava cheio, e todos torciam muito. As cortinas estavam fechadas, então o local estava escuro; aquilo servia para dar uma atmosfera mais dramática ao "evento". Os filhos de Dionísio estavam todos empoleirados em volta de Kyle, gritando como adolescentes em um jogo de futebol. Mesmo com o frio, ele suava muito. No entanto, estava determinado a não desistir. Perder a aposta para Jake nunca fora uma opção.

Aquela era a última garrafa, e com certeza estava sendo a mais difícil. O líquido escorria pelo queixo de Loran, e sua roupa estava ensopada, mas continuava bebendo. No chão, uma garrafa de um litro e meio de coca-cola e outra de um litro de vinho estavam vazias; aquelas ele já tinha bebido. No momento, se concentrava na mais difícil: um litro infeliz de cachaça, que descia como gasolina. Não sabia como ou onde Jake havia arranjado aquilo, mas duvidava que a garrafa inteira custasse mais que 1 dracma. Podia-se dizer que Kyle era um amante de bebidas baratas, mas aquela ali era uma abominação. Beber água sanitária provavelmente seria mais fácil, e com certeza mais agradável.

Quando finalmente terminou, tinha lágrimas nos olhos. Todos que estavam assistindo gritaram mais alto do que nunca. O garoto respirou fundo por vários segundos antes de jogar a garrafa no chão. Suava frio.

- LUKE, QUANTO TEMPO? - Perguntou Kyle ao garoto no meio de sua "torcida" que contava o tempo. Como sempre, falou muito alto.

- Um minuto e cinquenta e oito segundos.

- ISSO! - Comemorou, e os seus irmãos também. Jake, um loiro muito alto, estava sorrindo de maneira debochada, mesmo sabendo que tinha perdido a aposta - CHUPA, JAKE. VOCÊ ME DEVE VINTE DRACMAS.

No entanto, Kyle começava a se sentir estranho, e antes que pudesse cobrar qualquer pessoa, deitou-se numa cama qualquer, ainda respirando com muito esforço. Seu estômago parecia estar em uma montanha russa. Esse detalhe, no entanto, não afetava em nada a capacidade de dormir em qualquer situaçao que era inata do filho de Dionísio, e em alguns segundos ele adormeceu como uma pedra.

***

Os sonhos de um semideus eram sempre incomuns. Já era de se esperar que os dos filhos de Dionísio, dotados de uma das mentes mais excêntricas do acampamento, certamente fossem mais ainda. Os do próprio Loran costumavam ser bastante fora do normal, assim como qualquer coisa vinda de dentro da sua cabeça.

Tudo começou com Kyle andando por uma estrada de tijolos amarelos. O cenário em sua volta era verde e plano, e vários metros a sua frente, numa árvore, estavam um leão, um homem de lata e um espantalho. Aquilo foi o suficiente para que soubesse do que o sonho se tratava. Aproximou-se dos três, mas antes que pudesse falar qualquer coisa, os três personagens começaram a falar em um uníssuo sinistro.

- Vamos lamber uns sapos!

E então o cenário ficou mais colorido, e sentiu como se estivesse afundando no chão. Sua visão se tornou turva, e cenas confusas se formaram na sua mente.

- Pão de alho
- Disse Kayne West, antes que desaparecesse, dando espaço a um rosto muito vago que o filho de Dionísio acreditava ser sua mãe.

- KYLE, EU VOU AÍ AGORA, E SE EU ACHAR O LEITE EU ESFREGO NA SUA CARA! - Gritou ela, e o garoto se viu em frente a uma geladeira quase vazia, sabendo que procurava pelo leite.

No entanto, os passos de sua mãe pararam de súbito, e um calafrio percorreu a espinha do semideus. Virou-se, e atrás de si algo estava errado. Não sabia dizer o que. Andou, devagar, apenas para perceber que o local em que se encontrava mudava aos poucos.

- O QUE QUER QUE SEJA, APAREÇA, QUE HOJE NÃO ESTOU PARA GRACINHAS - Gritou, irritado.

Adendos:


Poderes passivos usados:


[13]Bebedeira Seletiva: Filhos de Dionísio só ficam bêbados se desejarem, tendo o organismo adaptado ao álcool e, por isso, sempre que alguma bebida alcoólica for usada como intermediária para alguma tentativa de ataque (um envenenamento, por exemplo) os efeitos serão reduzidos em 50%. [Novo]

( Nota- o poder foi usado antes do sonho, para impedir com que Kyle ficasse bêbado )

--------------------------------------

As falas de Kyle são em letra maiúscula para enfatizar o quanto é impulsivo, exagerado, chamativo, e o quanto fala alto. Os sonhos não tem sentido mesmo.




-




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Re: ♦ Trama

Mensagem por Azriel Blackthorn em Sex 09 Out 2015, 18:24



sonhos de outono.


Encontre o que ama e deixe isso matá-lo

Após tanto tempo longe, Ethan finalmente estava retornando. Pretendia, ainda naquele final de tarde, chegar ao Acampamento Meio-Sangue. No entanto, a viagem fora extremamente cansativa e longa, e já não estava em condições de continuar. Uma pausa seria muito bem-vinda àquela altura.

O filho de Nix cambaleou ao chegar no beco escuro, tendo de se escorar na parede para não cair. A viagem nas sombras exigira muito de si, consumindo toda a energia que lhe restava. Zonzo e enjoado, saiu do beco e entrou no primeiro estabelecimento que viu, um motel meia-boca de bairro do subúrbio. O cansaço era tanto que nem se deu o trabalho de perguntar onde estava.

Pagou por um quarto, pegou as chaves e subiu as escadas. A mulher não perguntou sua idade ou pediu documentos, já devia estar acostumada a todo tipo de gente naquele lugar. Com um suspiro de alívio, Ethan bateu a porta atrás de si com o pé. Era um cômodo de paredes descascadas e lençol velho, mas não esperava por luxo. Com o dinheiro que pagara, estava de bom tamanho. Tirou os tênis, a camisa que usava e jogou o corpo na cama. Só então percebeu que seu cansaço era maior do que imaginava.

[...]

Caminhava lentamente, seus pés sendo maltratados pelos destroços, o calor fazendo sua pele suar. Suas mãos buscaram apoio para subir, para içar-se sobre o monte de pedras e ferro retorcido. Estava sujo e maltrapilho, com ferimentos nos braços e pernas. Quando finalmente chegou ao topo do monte de destroços, a visão que o acometeu foi desoladora.

Toda a cidade estava em ruínas, mergulhada em caos e destruição. Carros enferrujavam ao relento, deteriorando-se com o tempo; prédios tombavam uns sobre os outros, acumulando entulho; árvores e vegetação estavam mortas; e o silêncio reinava sobre tudo. Além dele, não havia ninguém. Estava sozinho naquele cenário caótico.

Desceu das pedras com cuidado e voltou a andar, observando tudo com fascinação e espanto. Fazia as coisas de forma automática, como se estivesse programado para isso, não se perguntando o que acontecera ali. Seu braço roçou num pedaço afiado de placa de carro, e um filete de sangue percorreu sua pele. Não sentiu dor. Vidrado, ficou vendo a gota escorrer até a ponta do seu polegar e pingar no chão.

Nesse momento, algo chamou sua atenção, fazendo-o erguer os olhos. O que era aquilo?
Azriel Blackthorn
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Oliver H. Greyback em Sex 09 Out 2015, 19:01


All night long
dreams aren’t always good
Era meio que engraçado o modo como meus músculos conseguiam doer mais agora que eu havia deitado do que antes, quando eles estavam em uso. Provavelmente porque o corpo sabe que só deve parar quando houver descanso: caso contrário, estamos em perigo. E nós, semideuses, sabemos disso melhor do que ninguém. Afinal, tudo é uma ameaça em potencial e não se deve baixar a guarda em momento algum se quiser sobreviver.

É por esse motivo que eu passara boa parte do dia treinando - assim como fazia em praticamente todos os outros dias, já que a vida no acampamento é bem pacata. Fora a vez do arco e flecha. A manhã e boa parte da tarde foram  gastos repetindo-se o movimento que eu já conhecia há muito, mas em que também havia muito a melhorar. Sacar uma flecha, colocar na corda, mirar, soltar. Horas inteiras gastas para repetir esses quatro passos eram uma ótima forma de deixar as costas e os braços extremamente cansados. E as pernas também, já que tinha que ficar em pé o tempo todo.

Como se não bastasse, no final da tarde chamaram para uma partida de vôlei, algo na minha visão quase tão irrecusável quanto sorvete no verão. Ao fim da partida, fui direto para o chalé, exausto, ainda que muito satisfeito. A fome naquele momento não chegava nem perto do cansaço que me abatia, por isso ignorei o jantar e me dirigi ao chalé, tomar um banho gelado e ir para a cama logo em seguida.

Mesmo com as dores, consegui dormir sem muita dificuldade. E foi então que as coisas começaram a ficar estranhas.

Um assobio ao longe. O único som audível além de meus passos, calmos, pela rua, preenchendo o vazio da madrugada. As construções pareciam ser algo do início do século XX, o que aguçou minha curiosidade: porque não havia iluminação pública?Todos os edifícios em vista estavam fechados e a única luz prevalecente era a da lua, as vezes tampada por alguma nuvem, tornando o ambiente um pouco mais sombrio do que já estava. O chão estava gelado e macio, como se houvesse sobre ele uma camada de neve, o que com certeza deixava meu caminhar um pouco mais firme.

Até que eu cheguei a um cruzamento. Parei. Olhei para os dois lados. Me movi até o meio da rua. Aquele era o fim da caminhada. Não sabia como ou porque, mas sabia. Agora que parara de andar, pude perceber que o assovio estava mais baixo. Provavelmente o vento passando pelas portas e janelas mal-vedadas.

Passei alguns instantes olhando para o cruzamento, parado. Soltei o ar pelo nariz, fazendo aparecer vapor que subiu lentamente, como se saísse de uma xícara de café. O assobio era até que melódico, pensei. Era um ambiente interessante, apesar da solidão pairar no ar como uma densa neblina e a sensação de que tudo aquilo era constituído inteiramente por mistérios.

Algo começa a surgir.

Em minha mente.

O volume do assobio começa a aumentar. E de repente, percebo que não havia vento. Até ali não havia sentido nenhuma rajada de ar ir de encontro a meu corpo. Nem o frio que deveria fazer naquelas condições eu havia sentido. Movo o pescoço para baixo, e olho para meu torso nu. Completamente despido, num local que não tinha a menor ideia de onde era. E sozinho. Olho agora um pouco mais nervoso para os lados, não poderia demorar mais a chegar.

O quê? Eu não sei. Mas não deveria demorar. O som da flauta urbana começa a aumentar drasticamente. Uma canção melancólica era o que parecia agora. Aumentei o ritmo da respiração, consciente cada vez mais de que havia algum engano. Algo estava errado. Mas meus pensamentos ainda não eram claros o suficiente, uma vez que o som do vento invadia minha mente com mais força, me deixando apreensivo. Num tom cada vez mais agudo. Passei meus olhos rapidamente de um lado para o outro da rua outra vez, porém totalmente imóvel. Prendi a respiração, movendo os globos oculares mais uma vez. A escuridão em que todo aquele lugar estava imersa era enorme, apenas com o holofote da lua a iluminar o cruzamento, deixando as ruas sem fim visível.

O som era agora insuportável: apenas uma nota, extremamente aguda e irritante. Cada vez mais alto, cada vez entrando mais fundo em meu cérebro. Tive a vontade de furar meus tímpanos, mas permaneci imóvel.

O som não estava mais lá.

E tudo apagou. Havia chegado.
♦ Thanks, Andy 'O' ♦
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Logan Montecarlo em Sex 09 Out 2015, 19:14


lucy in the sky with diamonds
flores, cores, sabores ❀ post número não sei sou de humanas ❀ não ouvindo isso
Os músculos estavam próximos a um estado de exaustão. Um nervo na panturrilha puxava desde a extensa caminhada pelos Campos de Morangos para supervisionar a atividade do chalé de Perséfone onde eles mais eram necessários, ou seja, na plantação, junto com filhos de Deméter e Dionísio, além de sátiros e ninfas, todos reunidos com a missão de manter as frutas vivas. Afinal, não fossem por eles, sabe-se lá o que o clima atipicamente frio já não teria feito com as delicadas folhas produtoras de morango, cada uma tendo que ser limpa ocasionalmente por causa de geadas pontuais, provocadas pelo congelamento do orvalho matutino.

Mesmo assim, ele continuava varrendo o chão de madeira, bem automaticamente, quase um robô, sem pensar mais no que varria e por quanto tempo varria, já que a mente também estava debilitada. Reuniões incontáveis com o conselho do Acampamento pontilhavam a agenda do monitor; as discussões inflamavam-se conforme a situação geral piorava, os ânimos enfraqueciam e o próprio clima psicológico dos semideuses parecia ser "esfriado". Os poucos neurônios que ele ainda se orgulhava de ter já deveriam estar há muito queimados, pois o desgaste desses encontros com Quíron e o sr. D. era equiparável à patrulha da fronteira, onde já trocara algumas horas de sono com seu travesseiro e seu colchão por outras de atenção com espadas e novatos despreparados. Após o último problema com Mirelle, ele - às vezes - tentava reerguer (talvez "engordar" fosse uma palavra melhor, já que não haviam, de facto, buracos, numa situação parecida com a camada de ozônio) as barreiras mágicas, apenas para elas serem alvejadas novamente no dia seguinte por monstros desorganizados, que atacavam só para abalar a moral dos campistas, já que não tinham força para causarem maiores transtornos.

Nesse momento, Logan bateu o cabo da vassoura na própria testa, de tão disperso que estava. Bufou de leve e jogou o cabo para longe, contra uma parede, provocando dois baques, um oco e outro sonoro, o último ao batê-la numa cama. Colocou-se, então, a arrumar o próprio baú, onde guardava algumas recordações de momentos - íntimos ou "profissionais" - e mesmo espólios, como o bracelete de hidra; era verde, brilhava num azul-água, e ainda arranhava caso passasse os dedos no sentido oposto às escamas; conseguira-o na resistência a Chinatown, quando coordenara um grupo forte contra dois monstros que não esperava confrontar em tão pouco tempo: primeiro, a Campê caiu por um combo elétrico de Josh - algo como o Aquiles dos tempos modernos, só que mais arrogante - e depois as sete cabeças da Hidra pereceram sob o fogo e a estratégia grupal. Devolveu o bracelete para seu lugar, fechando a tampa, que levantou pó; e, assim, ele recordou-se de que ainda tinha muita coisa pra limpar.

Apesar de não ser um primor naquilo, sabia o básico do básico. Passando um pano úmido por cima de todos os baús, deixava a madeira mais clara, bonita, de forma que a luz refletisse, pintando um pouco de vida naquele ambiente que, por agora, parecia muito mais macabro que outrora. O atraso da Primavera, justamente a estação de sua mãe, desestabilizou, alguns mais do que outros, e - como representante da Senhora do Submundo no mundo mortal - era seu papel manter-se firme, ter fé, buscar despertar relapsos de esperança nos irmãos recém-reclamados e mesmo em um ou outro (especialmente, em uma ou outra) meio-sangue que chegasse. Não adiantava, em sua opinião, cortar as asinhas deles logo no começo. Foi com esse pensamento que terminou de lustrar os móveis, jogando a flanela num balde com um pouco de água, detergente e outros objetos de limpeza.

Pôs um fim à arrumação somente quando, com a ajuda de uma irmã que entrara, conseguira ajeitar rapidamente o banheiro e as roupas sujas ali dispostas, jogando-as todas em um cesto para ser levado às harpias, como instruiu-a. A garota saiu, e Logan nem ligou que seus lençóis estivessem totalmente dobrados.

Deitou-se e dormiu.

Pinte um quadro de você mesmo num barco, em um rio.

As margens eram repletas de árvores de tangerina, e o firmamento tinha o gosto doce de marmelada, com aquele sutil aroma amargo no final, como uma pera. Flores de celofane, amarelas e verdes, giravam pela sua cabeça, seguindo uma trilha por uma ponte que passava por dentro de uma fonte ao estilo greco-romana, com anjinhos de fraldas e arcos em mãos, mirando em pessoas que cavalgavam balanços de madeira e comiam tortas de marshmallow. Alguns táxis de jornal buzinavam conforme o relinchar das montarias e as respectivas cabeças iam às nuvens; os taxistas desciam dos carros feitos de notícias sobre terrorismos e andavam até uma estação de trem feita de teia de aranha, onde os veículos eram feitos de massinha e os maquinistas usavam gravatas borboleta prateadas, tão reluzentes que serviriam de espelho.

De repente, a garota com olhos de caleidoscópio - um turbilhão de cores, flores, sabores, todos refratados e refletidos pela galáxia que ela possuía em seu olhar - ergueu as mãos e aplaudiu o Sol, sorrindo para árvores onde floresciam girassóis.


Pinte esse mesmo quadro como se fosse Dalí derretendo seu relógio.

Logan estava nesse quadro de Salvador Dalí, ou em algum plano tão surreal quanto.

O sonho era um gramado, grande, infindável em todas as direções, com formações aleatórias de rosas, violetas e margaridas - e tantas outras espécies de flores, indo desde plantas carnívoras e raras, até os girassóis do Submundo, que eram feitos de topázios. O semideus reconhecia-os, apesar de nunca os ter contemplado de fato, ao vivo, mas a beleza daquela ilusão já valia o risco da viagem até o Mundo Inferior, mesmo que Hades não fosse exatamente gostar de tê-lo em seus domínios. Sentado em meio às pétalas, que lambiam sua pele leve, descobriam-na conforme a brisa passava, ainda que o ar fosse totalmente estagnado, as pétalas que quase pareciam abraçá-lo e acariciá-lo com toques macios, como um abraço da natureza, uma remota lembrança de sua mãe - enfim, sentado em meio às pétalas, ele assistia a imagens que não respeitavam nenhuma ordem de tempo, totalmente anacrônicas.

A distorção espaciotemporal ficava clara pelo aparecimento de objetos sem nexo, como uma miniatura do hotel do pai em Las Vegas, o Casino Monte Carlo, como se fosse uma mansão de brinquedo, tipo uma casa da Barbie; e isso pra não falar daquele carrinho de kart, que provavelmente simbolizava os fins de semana com os irmãos no pequeno autódromo no shopping local, nem pra mencionar o pequeno lago no meio das rosas, numa alusão óbvia às férias em que passaram num sítio, pescando. Aquelas memórias pareciam ser materializadas em meio à realidade alternativa em que Logan encontrava-se, o que era muito estranho. Particularmente, ele não se lembrava de ter um sonho lúcido; e nem achava que aquele fosse o caso, já que não tinha controle do próprio corpo, que ainda continuava imerso nas flores, as pétalas brincando com cada articulação sua, que - agora - pareciam repentinamente mais novas, muito menos dolorosas do que no "mundo real", como se o organismo tivesse se recuperado um pouco; como se um mecânico tivesse passado graxa por seus ossos, melhorando seus movimentos.

Esdruxulamente, aquilo era bom. Era tenso - e custava a aceitar -, mas as lembranças da infância, mesmo que não pudesse interagir com elas, já que as pétalas ainda o tocavam, eram como um refresco no meio de tanto clima pesado. Pareciam a fuga que o árcade buscava na natureza, só que de forma mais surreal, misturando-a às vanguardas europeias. De uma hora pra outra, ele se sentia uma tela em branco sendo açoitada, paulatinamente, por pingos de tinta; doía, um pouco, mas tornava-o mais belo, além de valorizado. Era um paradoxo difícil de explicar, mas que qualquer humano - se é realmente um "humano", e não apenas uma fabricação do sistema - conseguiria entender, por provavelmente já ter passado por experiência semelhante.

Em seu zênite, a perfeição foi interrompida. Havia um aroma acre no ar seco.

OBSERVAÇÕES:
Armas: (então, eu sei, nenhuma, mas eu citei o item abaixo)

Braçadeira escamosa [Feita de escamas reptilianas resistentes e em padrão multicolorido, ao ser ativada esta braçadeira fornece uma espécie de regeneração - não chegando a recuperar vida, mas impedindo danos constantes, como efeitos de sangramento ou corrosão (apenas no semideus, não em itens). Não afeta dano de envenenamento, e nem recupera dano já tomado, apenas impede a persistência de um efeito. Dura 3 turnos, 1 vez por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: Escamas multicoloridas} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"] (BAÚ)



Poderes:

Então, nada de especial.



Referências:

Bom, o primeiro ponto é explorado na arrumação do chalé, mas foram citadas várias outras atividades também desgastantes, como a preservação dos Campos de Morangos, as reuniões com o conselho e a patrulha da fronteira.

Toda a parte em itálico é, claramente, uma referência à música "Lucy in the Sky with Diamonds", dos Beatles, que é considerada uma alusão ao LSD, uma droga alucinógena. Como eu acho que os sonhos fazem tanto sentido quanto essa música (note a ironia! -q), inspirei-me nela e peguei-a como plano de fundo, parafraseando a canção com minhas próprias ideias. Já que o personagem não precisava ter consciência nessa parte, achei válido fugir um pouco do comum.

As lembranças ficam por conta dos objetos, e eu achei melhor explicar essa parte em separado, porque há toda uma linguagem mais poética, cheia de figuras de linguagem (como metáforas e anacolutos), que pode dificultar a interpretação. Basicamente, Logan está num gramado cheio de flores, que balançam sem vento, e alguns objetos da memória dele são materializados do nada, como o Casino em forma de casinha de brinquedos e o carrinho de kart, que tem relação com a infância junto aos irmãos dele.

O fato que "corta o clima", por assim dizer, como foi pedido, não foi citado, mas fica clara tal interrupção pelo aroma - afinal, tinham várias flores, mas nenhum cheiro no gramado - que, ao contrário do que o esperado, é meio seco, azedo.

PS: Salvador Dalí é o cara que pintou aquele relógio derretendo. É um quadro bem famoso e, provavelmente, fácil de se achar no Google. Ele é o pai do Surrealismo, que pra mim também possui bastante relação com o Mundo Onírico, já que esse "universo", em tese, obedece a regras diferentes, ditadas por Hipnos; o próprio Dalí dizia que seus quadros eram inspirados em seus sonhos, então achei legal comentar isso.

the beatles
(ft. logan montecarlo)
thanks maay
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Jhonn Stark em Sex 09 Out 2015, 19:28


The Greatest Nightmare

It's time.



Jhonn estava exausto.

Uma maratona de atendimentos na enfermaria, estendida da noite anterior até o fim daquela manhã. Uma adorável tarde na parede de escalada, na aula de hipismo com pégasos e na prática de canoagem. Levar o chalé de Héstia e alguns novatos para esse tipo de coisa era excelente... Ao menos para eles se acostumarem com a dor e o sofrimento daquela vida.

Mesmo sendo o monitor responsável por aquilo, Stark não queria precisar fazer aquilo tudo novamente. Já havia passado por dor e sofrimento suficientes, não precisava sentir que seu corpo havia sido pisoteado por uma centena de centauros.

Seu hálito cheirava a café, das infinitas horas de serviço sem sono. Seus ossos eram pó, e seus olhos, bigornas. Como um bêbado em seus limites alcoólicos, cambaleou - E em parte rastejou - Até a própria cama. Sem hesitação, atirou-se e soltou um gemido angustiado ao aterrissar.

- Deuses, Estou ficando velho para essas coisas. - Resmungou, arrancando risadas dos mais novos. - Vocês vão rir disso do lado de Hades se continuarem me perturbando, entenderam?

O esforço físico do dia iria tomar conta dos irmãos. Provavelmente, iriam se cansar de rir e dizer o quanto fulano era ruim no hipismo, ou iria morrer na parede de escalada. Num chalé com auras tão calmantes, tanto de seus membros quanto do próprio ambiente, o sossego não demorava a chegar. O monitor agarrou-se a um dos travesseiros e deixou que o universo cuidasse de seus irmãos por alguns instantes.

E naquele momento, embalado pela paz de sua família e pela mágica sensação de um lar, o garoto caiu em um sono profundo, sentindo-se preparado para o que quer que os deuses do sono pudessem ter reservado para sua mente mortal.

Menos, claro... Para aquilo.

*    *    *    *    *

Ele estava em uma versão distorcida de sua infância. Era como uma imensa colcha de retalhos, dividida em flashes e pedaços indefinidos: Tudo, absolutamente tudo o que era importante estava ali.

Incluindo o que lhe havia sido roubado. Inclusive... ela.

O coração do garoto foi estilhaçado a cada vez que seu rosto aparecia nas imagens. Na cronologia da vida perfeita que lhe foi roubada.

Em um instante, estava naquela memória. A memória do dia em que os dois haviam quase destruído a cozinha em uma tentativa de preparar algo para o pai. A visão daquele rosto coberto de massa para biscoitos... O garoto pareceu ver um fantasma.

Era ela.

Tentou tocá-la. Aproximar-se. Mas o sonho parecia ter outros planos... E ele avançou outra vez.

No próximo pedaço de mundo que seguia em sua direção, havia retornado ao quarto de sua casa, na época em que haviam duas camas ali. A decoração infantil e o garoto sentado na cama indicavam a época daquilo com precisão. Naquela visão, Sarah Stark bagunçava seus cabelos e lhe contava histórias, até que o garoto começasse a se sentir em paz. O sorriso dela... Era tudo para ele.

As mãos do monitor tremiam. Ele tentava se manter firme, mas não conseguia. Não conseguiria. Tentou abraçá-la e chamar por seu nome, mas assim que o fez... A imagem se dissolveu outra vez.

Havia sido trocada por uma tarde em uma das praças locais, uma das poucas em que o pai estava livre. Ali, o pequeno Stark corria atrás da garota pelo imenso tapete de grama, passando por sua versão mais velha sem ao menos piscar os olhos.

E naquele instante, o Jhonn mais novo e seu pai sumiram. Ali, apenas o mais velho e a garota permaneciam, juntos por um mero segundo, que valia mais que tudo para o garoto. De repente, ela mudou. Passou em um instante da infância para a idade atual de Jhonn. Suas roupas também foram substituídas: As vestes infantis foram substituídas por uma calça jeans, um par de botas de couro e um casaco prateado. Em suas mãos, ela segurava um arco, e olhava para o horizonte.

Encarou seu irmão, sorrindo. Aquele gesto partiu-lhe o coração, e fez com que as lágrimas começassem a cair. Os soluços foram muitos, e nada naquele mundo poderia se equiparar à dor que o garoto sentia.

Mal sabia ele... Que aquilo era só o começo.

As memórias ao redor daquela começaram a se apagar, todas. Ficaram em plena escuridão, enquanto o garoto pedia que lhe fossem devolvidas. O lugar em que estava começou a perder a vida, a apodrecer de dentro. Sua memória... Estava sendo corroída.

Em seguida, uma cortina de névoa branca tomou o local, reduzindo a visibilidade e trazendo consigo um frio de proporções terríveis.

E quando ele virou-se outra vez, ela não estava mais lá.

- Sarah! - Gritou, em vão. Uma sensação horrível começava a se apossar de seu corpo, um misto de todas as emoções ruins que podia sentir. - Sarah!

A sensação ruim se tornava cada vez mais intensa. O monitor sentia... Sentia que estava sendo observado.

O garoto começou a observar o ambiente, em busca de qualquer coisa. Manteve os punhos cerrados, e trincou os dentes.

- Por que você está fazendo isso?! - Gritou.

De sua experiência, extraiu uma única conclusão: Alguém tinha que estar ali, e tinha que ter feito aquilo. Sempre era assim. E ele descobriria quem foi.

Adendos:
bem... Em cima da hora. Algumas coisas podem ter soado estranhas, mas a garota é a irmã do Jhonn, e ele perdeu todas as memórias dela e... Bem. Trama.

Jhonn Stark
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Isobel em Sex 09 Out 2015, 19:56



Dream



Era uma manhã fria na floresta, o sol estava ameno e ventava uma brisa suave. Isobel estava pensativa demais... O centauro tinha a convocado para um treino logo pela manhã, mas ela não sabia se queria ir. Poderia deixar sua árvore sozinha a mercê de semideuses irresponsáveis e dríades que vivem em um mundo de ilusão, como se tudo estivesse bem? Sua árvore corria perigo, era frágil e requeria sua completa atenção. Mas com os últimos acontecimentos do acampamento a jovem se sentia cada vez mais insegura se ela estaria preparada ou não para defender aquilo que ela mais zela. Os semideuses dos últimos anos se mostraram cada vez menos preparados, pois por diversas vezes passavam monstros destruidores queimando tudo. A vegetação e o rio não estavam com o mesmo aspecto das últimas décadas. Decidiu, ela mesma teria que dar conta de todos os monstros incendiários e semideuses irresponsáveis que usavam seu poder sem sabedoria.

Antes de ir, procurou uma roupa adequada para o treino. Calçou um tênis que Quiron a oferecera e pegou um casaco tecida por ela mesma ali na floresta, seu vestido branco habitual era confortável e não a impedia de fazer movimentos. O chicote de fibras estava preso em sua panturrilha, como de costume. De forma primaria e infantil, a jovem juntou vários tufos de cabelo e prendeu desordenadamente pelo cabelo afim de que seus cabelos lisos não grudassem nela com o suor do esforço ou não fosse alvo de mãos maldosas. Satisfeita, a dríade caminhou com passos cautelosos até o acampamento rogando aos deuses ligados a natureza que protegessem a sua árvore no período de sua breve ausência.

Ao chegar a arena, viu cerca de três crianças, todas carregavam armas e uma até trajava uma armadura brilhante. Meio deslocada ela permaneceu mais afastada, mas perto o suficiente para mostrar que ela tinha chegado para aprender. Aos poucos foi desenrolando o chicote da panturrilha de forma bem tímida para não chamar muita atenção, enquanto ela o fazia chegou ali uma presença divina, ela sentiu uma brisa suave e um cheiro gostoso de uvas... Uvas não, vinho. Ao levantar seu semblante para a figura maravilhosa que lhe aparecera, Isobel viu o deus amaçando uma lata de coca e fazendo-a dissolver-se em uma nuvem rocha.

- Hoje, vocês recém chegados terão que fazer uma tarefa, bem mais árdua do que apenas um treino simples! - Disse a divindade como se fosse oferecer uma tarefa muito nobre e muito heroica - No treinamento de hoje, que eu mesmo pedi para que Quíron convocassem vocês lhes dou a nobre missão de limpar o estábulo!

E com uma terrível gargalhada, o deus do vinho se desfez em nuvem e dentro da cabeça de cada um daqueles que foram convocados soou a voz do deus com uma ameaça terrível aquele que não fizesse o solicitado.

Todos se entreolharam. Isobel estava um pouco confusa. Por qual motivo aquele deus convocara três semideuses e um espírito da natureza para limpar um estábulo? Onde está a nobre missão nisso? Lúcida do perigo que corria em não cumprir a tarefa, Isobel foi a primeira a se dirigir ao estábulo.

O local estava fétido. Parecia que fazia pelo ao menos três semanas que ninguém entrara ali. Isobel sentiu uma vibração terrível naquele lugar! Todos os cavalos estavam com fome, parecia que ninguém se lembrava deles. Antes de começar a limpar o local ela verificou os recipientes onde os animais se alimentavam, os humanos chamam de ‘cochos’. Todos os cochos estavam vazios, então mais que depressa ela recolheu um por um e limpou todos a fim de buscar a devida alimentação e água para seus companheiros, que por algum motivo não podiam viver na floresta como ela e os animais. Um dos semideuses, o mais velho tentou liderar o grupo, mas Isobel ignorou completamente o que ele dizia e continuou com a limpeza dos cochos.

Quando terminou, a moça procurou um recipiente que ela poderia carregar a água e colocar nos cochos. Quando ela achou o vasilhame ela se dirigia a uma fonte esquisita de água onde os humanos regulam quando a fonte vai brotar água ou não, eles chamam de ‘torneira’. O estábulo era bem grande, e eram muitos animais e muitos cochos. Os semideuses nem reclamaram dela se ocupar com essa atividade ao invés de limpar o local com eles. Ela enchia e reenchia os baldes e carregava eles muitas e muitas vezes, sem parar. Isobel estava desolada! Como podiam fazer isso com animais tão dóceis e tão úteis a eles? A dríade só terminou quando todos os cavalos e todos os pégasus estivessem satisfeitos e todos os cochos estivessem cheios até a boca, para que eles se abastecessem quando desejassem.

Enquanto ela fazia esse trabalho, o tempo passou, os semideuses tinham terminado a tarefa de limpar os estábulos e ela nem havia notado. Analisando o estado de baixa nutrição daqueles animais, Isobel teve ímpetos de soltar todos aqueles animais, mas ela sabia que se ela fizesse isso teria consequências, e não seriam interessantes para ela. Ela respirou fundo e mesmo que seus músculos gritassem para ela parar, sua consciência gritava para continuar. Com forças tiradas sem saber de onde, ela voltou a pegar o balde e a encher cocho por cocho com o que os humanos chamam de ‘ração’, que ela deduziu ser o alimento “habitual” deles. O trabalho foi grande, seus braços já tremiam sem forças para continuar, mas já estava quase no fim. Quando ela terminou se sentiu com o dever quase cumprido, pensou em mimá-los com pelo ao menos uma fruta e em seguida procurar o concelho do casco fendido e denunciar a realidade que ela encontrou, mas antes disso ela tinha que se sentar um pouco... Suas pernas tinham se esforçado muito e...


Isobel ouvia a doce voz de Florence. Ela acariciava sua cabeça e fazia uma coroa de flores enquanto contava a história de amor vivida por Psique e Eros... As canções da natureza inundavam o ouvido da dríade: grilos, cigarras, o som do riacho e do vento nas copas das árvores. Tudo perfeito! Tudo como devia ser e como sempre deveria ser. Um sentimento de angústia bateu e enquanto sonhava a dríade engoliu um seco.

thanks juuub's @ cp!  


Considerções:
- Para auxílio do Narrador e compreensão dos leitores esclareço de Florence é um personagem da trama pessoal de Isobel, é figura de mãe, educadora e amiga que foi mortalmente destruída pela força opressora do progresso.

- Vestimentas aqui e aqui.
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Kaine Rembrandt em Sex 09 Out 2015, 19:56


BLINK
Evento

Não use muitos poderes. Era geralmente assim que Véroz terminava os atendimentos em sua enfermaria. Agora, deitado em uma maca de seu próprio estabelecimento, arfando de cansaço e encarando o teto branco e sem nenhum adereço, ele se sentia o mais hipócrita dos homens. Ignorando sua própria orientação o curandeiro gastou muito mais de sua energia do que é considerado saudável. Claro, ele pretendia apenas cuidar dos outros, fazer o bem e tudo mais, contudo seu corpo cobrava o preço da negligência.

Por algum motivo o filho de Éolo não queria dormir. E até conseguiu ficar acordado por um tempo considerável. Mas, em algum momento da noite, suas pálpebras pesaram mais do que ele conseguiu suportar, e ele caiu nos braços de Morfeu.

Ou não.

[...]

A primeira coisa que viu quando abriu os olhos foi a luz. O brilho ofuscante do Sol fez com que o curandeiro fechasse seus olhos imediatamente. Apenas alguns segundos depois ele voltou a abri-los, já com as pupilas devidamente contraídas. A segunda coisa que notou foi a casa. De dois andares, pintada com um vermelho que já começava a desbotar, portas podres e caindo aos pedaços e janelas quebradas. Com certeza era a perfeita representação do que é conhecido como casa abandonada.

Olhou um pouco melhor o ambiente ao redor e percebeu o mato que crescia sem controle por todo o terreno. Contudo, por mais alta que a relva estivesse, era quase impossível deixar de notar os anjos. Não, não eram anjos de verdade. Eram estátuas de seres angelicais, com as mãos no rosto e com o olhar virado para baixo, quase como se tentassem esconder sua verdadeira face dos humanos. William admirou elas por algum tempo. Sabia que já vira aquelas figuras em algum lugar, mas não conseguia se lembrar bem, por isso resolveu seguir em frente.

Ele não conseguiu deixar de notar a ausência de vento, nem a troca de roupas que sofreu, nem que em um dos bolsos de seu casaco estava um aparelhinho eletrônico que emitia uma luzinha quando ligado. E principalmente o silêncio. Nenhum pássaro cantando, nenhuma árvore balançando, nenhum carro ou pessoa na rua que estava logo ali na frente da casa. Nada.

E nesse momento ele percebeu que estava em um sonho. E nesse momento ele percebeu de onde conhecia aquela casa. E nesse momento percebeu que tinha que olhar para trás.

Foi quase tarde demais. O anjo já estava em cima dele, com os braços esticados, com a boca aberta e os dentes a mostra. O coração do curandeiro quase fugiu pela boca e demorou um certo tempo para ele se acalmar. Sem piscar, começou a recuar alguns passos, na direção do portão que levava a rua. E estava quase chegando nele quando sentiu uma sensação estranha. Quase como se alguém o estivesse observando.

etc:
Explicação:
Pra entender melhor o post basta assistir o episódio Blink de DW. Qualquer dúvida, MP!
Armas:
- Nenhuma
Poderes:
- Nenhum


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Re: ♦ Trama

Mensagem por Logan H. Smitters em Sex 09 Out 2015, 20:03



O Pesadelo
deu uma pequena criança
 Treinar na arena por grande parte do dia e ainda correr algumas horas na praia talvez não tenham sido umas das minhas melhores ideias, ainda mais com o frio que estava fazendo na hora. O cansaço em mim era facilmente perceptível; minhas roupas estavam encharcadas de suor, meus braços doíam de tanto treinar com meu arco e flecha e minhas pernas não estavam muito melhores não, graças a pequena corrida de 7 km na areia da praia. Resumindo: eu estava uma bosta.

Andar de volta para meu chalé já havia sido uma tarefa árdua. Após guardar meus equipamentos e tomar um demorado banho deitei-me em minha cama para descansar, torcendo para ter sorte e não ter nenhum sonho louco durante a noite, coisa que era rara, mas sempre estamos na torcida para ter uma noite calma.

******

- Que lindo, dessa vez é um novo sonho. – Disse ironicamente enquanto uma nevoa ia limpando o local. Era bom estar acostumado com esses sonhos estranhos de semideuses, principalmente quando eles começam a acontecer quase toda as vezes em que você fecha seus olhos. Eu já estava esperando por algo diferente, alguma visão, algum deus vir falar comigo, um buraco se abrir no chão e uma risada monstruosa surgir e essas coisas normais de meio-sangues. Mas dessa vez é diferente, conforme a nevoa ia sumindo eu começava a descobrir onde eu estava dessa vez, no único lugar que eu não queria estar, no lugar aonde as piores memorias e momentos da minha vida voltavam à tona. Eu estava na mansão deu meu avô, o cara que havia me criado após a morte de minha mãe e havia me abandonado com apenas cinco anos em um orfanato.

Um estranho medo e pavor tomava conta de mim, mesmo sabendo que o lugar estava abandonado, o medo de meu avô aparecer novamente com seus castigos. Essa sensação me fazia achar que ela voltará a ter cindo anos. A vontade de correr e me esconder daquele homem também tomava conta de mim e sem poder me controlar já estava correndo, até parar na dentro do antigo quarto de minha mãe, o único lugar que meu avô não tinha coragem de entrar, o único lugar onde meu medo e pavor sumiam. O quarto parecia ainda me ajudar, o terror de estar naquela mansão sumia.

Tudo estava ficando calmo, até os passos e o ranger da escada começarem, eu não sabia o que era ou o que era que fazia aquilo, mas o medo parecia voltar cada vez mais forte, conforme os passos pareciam estar mais pertos e, encostado contra a parede esperava assustado pelo que estava por vir.
Spoiler:
só pre deixar claro que o Ray ficou tão assustado por voltar aquela casa que ele esqueceu que tudo aquilo era um sonho

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Re: ♦ Trama

Mensagem por 117-ExStaff em Sex 09 Out 2015, 20:05


Trama



2º turno - Rupture

Algo estava errado. O que seria e porque afetaria tanto ali? Não tinha sentido, nada tinha sentido... Não era pra doer assim, era? E aquilo... Por todos os deuses, o que era aquilo?


Orientações narrativas


Data: Outubro atual;
Temperatura/ clima: Sempre frio para o padrão local, independente de onde seja;
Cenário: Mundo onírico
O mundo onírico é um local volúvel, fluido e com características modificáveis que em geral refletem ou respondem de acordo com a pessoa em seu interior. Todos no mundo onírico estão inconscientes de alguma forma no plano real, sendo "criaturas astrais" - dessa forma, nada do mundo real funciona dentro do mundo onírico, exceto aos que possuem habilidade adequada para transportar tais itens de dimensão, assim como formas astrais que transpassam a barreira entre os mundos são limitadas no mundo real.


Pontos obrigatórios


♦ Descreva o que o afetou, mas não coloque o oponente ainda: trabalhe cenário, ações e reações, de forma coerente ao encerramento do 1º turno;

♦ Enquanto lida com isso o oponente surge. Enfrente algo desconhecido ao personagem (é permitido modificar um monstro conhecido, desde que especifique todas as modificações);

♦ Enfrente o oponente, encerrando o turno com o término da batalha;

Sobre poderes:

Tudo depende do cenário;
Invocações e similares não vão funcionar, como já especificado;
Telecinese: depende do ponto adotado. Se todo o cenário e as coisas forem reais/ sensorais, por exemplo, e coerente com a descrição passada no turno anterior nesse ponto
Mentais: Depende do monstro adotado. Se for um pesadelo, uma criatura onírica ou alguma outra entidade. Em qualquer dos casos a natureza da criatura deve ficar clara.
Outros poderes e seus usos dependerão da coerência e do cenário.

Regra:

Não utilize fonte menor do que 12, template mais estreito que 400 px ou template com barras.


Prazo e status dos players


Prazo até amanhã, dia 10/ 10 às 22h. As estatísticas e nomes dos inscritos previamente serão detalhadas a seguir. Postagens liberadas.



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Re: ♦ Trama

Mensagem por Tobias Pratt em Sex 09 Out 2015, 21:23






Sonhos da Primavera Perdida


E então eu descubro o que causou aquela sensação em mim; na verdade, descobro quem causou.

Só nessa hora as coisas começam a fazer sentido: meu pai acabou de sair, meu irmão está no quarto e eu estou limpando a casa. Apesar de estarmos no verão - tenho quase certeza de que estávamos no verão quando tudo ocorreu, e que isso é apenas uma lembrança - o dia está bem frio. "Bem, eu não estou vestindo um casaco atoa, né?"

E, apesar dessa quase certeza já dita de que estou revivendo uma lembrança, não consigo lembrar do que vai acontecer após a batalha. Não consigo lembrar nem da própria batalha. Então apenas fico parado, encarando meu oponente e, durante alguns momentos, dando mais atenção a detalhes simples, como a lâmpada acesa acima de mim ou o barulho causado pelo encontro do vento com a parede da casa.

Ei, você!:
Poderes:
Ativos:

Nenhum ativo.

Passivos:

Nenhum passivo.
Itens:
Uma vassoura, um pano e um balde com água. Nenhum deles possui propriedades mágicas.

Post: 2° | Em: Mundo Onírico | Com: Alguém Misterioso

Thank's for @Lovatic, Cupcake Graphics

Tobias Pratt
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Lindsey Johnson em Sab 10 Out 2015, 12:59

Nightmares - Parte 2

Eu me virei, mas não encontrei o dono da voz. Talvez eu tivesse me enganado quanto à lembrança; mas então por que eu sentia tanto medo? Por que eu sentia que algo muito ruim estava prestes a acontecer? Não, aquele era o dia. Comecei a me sentir sufocada novamente. A multidão de pessoas me pressionava e empurrava. De onde veio tanta gente? O pânico começou a tomar conta de mim. Via minha visão escurecer, minhas pernas fraquejarem. Não é real, precisei me lembrar. É só um sonho ruim, não é real. Mas parecia real. O medo, a dor. Eu sentia tudo isso. Não era mais apenas o medo da lembrança de um dia ruim, algo estava realmente errado. Terrivelmente errado.

Olhei em volta à procura de alguma coisa, todavia, só via mais e mais pessoas. Quase não era possível enxergar as mesas do refeitório. Algumas das lâmpadas começaram a piscar e seu brilho enfraqueceu. O ar, que já estava frio, parecia ter diminuído mais uns cinco graus. Enquanto era arrastada pelo aglomerado de gente, meus pés se enroscaram em algo e eu caí no chão, derrubando minha comida. Institivamente, me encolhi toda, com medo de ser pisoteada. Entretanto, as pessoas começaram a se afastar de onde eu estava. Sem entender o que estava acontecendo, tentei me levantar. E foi então que eu vi: um garoto estirado no chão, coberto de cortes e sangue. Queria desviar o olhar e sair correndo, mas não conseguia. Está morto, pensei. O garoto que deveria bater em mim nesse dia está morto. Mas o que fizera aquilo com ele?

Um rosnado fez-se ouvir atrás de mim. Alerta e com o coração na mão, virei-me devagar. A no máximo cinco metros de distância, um vulto se encontrava preparado para me atacar. Era totalmente preto, mais ou menos do tamanho de um labrador. Olhando com mais atenção, pude perceber que o vulto era mais real e ameaçador do que parecera. Ele era muito parecido com uma raposa, porém maior e com duas caudas. Da sua boca pingava sangue, provavelmente do menino morto. Meu primeiro pensamento foi: eu vou morrer. Eu tinha começado a duvidar seriamente de aquele era apenas um sonho comum. Tinha certeza de que se a criatura me matasse ali eu nunca mais acordaria. Mas eu era uma semideusa, e agora eu sabia disso.

O monstro avançou. Ele pulou para cima de mim, e, de alguma maneira, consegui me esquivar a tempo. O vulpino aterrissou a dois metros de distância, já se preparando para uma nova investida. Uma bola de neve surgira em minhas mãos – um pequeno truque dos filhos da deusa Despina. Quando meu adversário se voltou para mim novamente, joguei-a em seus olhos, cegando-o por breves e preciosos instantes. Eu nunca havia lutado com um monstro antes. O medo e a ansiedade quase me impediam de me mover. Não me sentia preparada, mas precisava estar. Corri até uma das mesas e peguei uma das bandejas de comida. Quando a raposa de duas caudas pulou em cima de mim, usei o objeto de plástico como um escudo, me protegendo de suas garras. Ambas caímos no chão. A raposa tentava me morder e estraçalhar e eu tentava empurrá-la com a bandeja. Suas unhas me arranharam em vários lugares, mas ela não conseguiu me ferir seriamente. Faça algo logo, disse para mim. Faça algo logo ou ela irá te matar.

Tentar se lembrar dos treinos enquanto um monstro tenta arrancar sua cabeça não é nada fácil. Estava quase aceitando minha morte quando pensei em algo que poderia ajudar. Sopro invernal! Me concentrei o máximo que pude em tais circunstâncias e soprei na cara do monstro. Um hálito frio saiu de minha boca e atingiu seu focinho e seus olhos, ferindo-o. Ele saiu de cima de mim e recuou. Levantei-me do chão com a bandeja ainda na mão. Avancei na direção da raposa e acertei sua cabeça com toda a força do meu corpo. Ouviu-se um estralar de ossos se partindo, e o monstro vulpino caiu morto aos meus pés. Não podia acreditar na minha sorte.

Merely the sound of your voice made me believe that, that you were her just like the river disturbs my inner peace. Once I believed I could find just a trace of her beloved soul, once I believed she was all then she smothered my beliefs.





Poderes usados:
Nível 1
{Criação de gelo} Você não precisa de uma fonte para criar seu gelo, eles surgem de você para o ambiente, mas é muito mais fácil quando você utiliza as mãos para isso. Varia de acordo com a manipulação. Até um quilo de gelo ou neve por turno nesse nível. Aumenta um quilo a cada nível até o nível 10, 2 do nível 11 a 50, e 5 do nível 51 em diante.

{Sopro invernal} O sopro desse semideus carrega o frio do qual eles provêm. Com esse poder eles podem ferir um inimigo apenas com seu hálito, soprando o gelo direto em seus oponentes. 1 vez a cada 3 turnos. Alcance em linha reta de até 3m.
Lindsey Johnson
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Gaspard Delevigne em Sab 10 Out 2015, 15:02



Troubled Waters




A sensação que Tyler sentia invadia seu corpo e o fazia travar a cada passo. Era terrível, inexplicável, assustador. O cenário não ajudava muito. A névoa gélida que arrepiava o rapaz, os juncos que não cessavam sua atormentadora canção e a luz distante, de um astro impossível de ser alcançado dava um ar sombrio ao pesadelo do indefinido.

Passos rápidos na direção do rapaz fizeram seu coração acelerar. Tyler deixou de apreciar a paisagem bizarra e começou a correr no mesmo ritmo da criatura que o perseguia. Os juncos ficaram para trás e uma vegetação tropical e densa tomou o lugar do que antes seria um pântano. o chão ainda parecia coberto de poças, o que assustava ainda mais o indefinido pela possibilidade do perseguidor se revelar em um dos reflexos.

Uma risada maléfica congelou os movimentos do rapaz. Seu único desejo era ter uma arma em mãos. Os passos diminuíram o ritmo e um ser coberto por um manto e um capuz surgiu na frente dele. Tyler mostrou os dentes em um chiado de serpente instintivo. Uma linha branca mostrou o sorriso de dentes triangulares do ser.

— Interessante, não acha? — a voz da criatura o assustou. Era idêntica à sua, com um leve arrastar nas palavras. — Justo quando você desejava desvendar seu passado... ele resolve te assombrar.

Quando o perseguidor tirou o capuz, Tyler prendeu a respiração. Era uma cópia do semideus. O mesmo rosto, a mesma altura até o mesmo... sorriso. A diferença se estabelecia nos olhos vermelhos da cópia, nas roupas negras (a camisa escura do acampamento tinha seu símbolo partido em dois por um raio prateado) e no cabelo descolorido no topete, além do rosto pálido.

O indefinido não sabia que tipo de assombração era aquela, mas seu corpo mandava impulsos para lutar. A cópia riu e avançou com uma velocidade absurda para cima do rapaz, que deu um passo para trás e caiu ao tropeçar em uma raiz.

— Sempre o mais lerdo de todos — o monstro rosnou. — Não se cansa, Tyler? Não se sente... frustrado?

O garoto chiou mais uma vez quando seu oponente chegou perto dele e pisou em seu rosto com as botas negras. Em uma atitude animal, Tyler agarrou a bota da cópia e mordeu sua perna. O inimigo berrou e recuou. Com um pulo ágil, o semideus se levantou e chutou. Sua mente trabalhava incansavelmente, como se ele assumisse o aspecto de uma besta sedenta por sangue.

Em um xingamento grego, o monstro se recuperou e correu para cima do indefinido, que ficou surpreso e acabou sendo pressionado contra uma árvore. Socos no testículo esquerdo fizeram os olhos de Tyler ficarem arregalados e o a escapava aos solavancos.

Quando os dois ficaram com os rostos próximos, os olhos do rapaz brilharam e ele deu uma cabeçada no oponente, que urrou e caiu. Sua cabeça latejava, mas ele não se importava com aquilo. Antes de chegar perto do monstro, ele reparou nas poças de água. A maioria estava agitada com a luta, mas uma delas, a maior, estava imóvel. Uma formiga que passava por ali cruzou o espelho d'água e foi sugado por ele. A mente de Tyler se iluminou.

— Vai ver o desgraçado, seu pedaço de carne podre — O ódio tomou conta do garoto se deu um chute no testículo esquerdo da cópia quando a mesma se levantava.

O monstro riu quando as mãos de Tyler envolveram seu pescoço e ele arrastou a cópia até a árvore próxima à poça. Quando ele viu o espelho, começou a se debater e tentou se livrar do aperto.

— Você não... não pode... — ele berrava enquanto o rosto ficava vermelho de raiva. - Está se transformando no monstro que nunca desejou ser.

Aquilo fez todo o cenário ficar paralisado. Tyler tirou as mãos do pescoço do monstro e ficou estático diante dele. Com um sorriso, a cópia colocou as mãos na cintura e tirou uma faca de um dos bolsos. O semideus percebeu o brilho do metal frio e olhou para seu oponente, com o rosto vazio.

Em um movimento lento, o soco recebido pelo monstro o fez cair antes mesmo de sacar a arma. O espelho estava embaixo dos dois e absorveu a queda e o duplo do rapaz. A última coisa que Tyler viu foram seus dedos, antes dele estilhaçar a poça com um galho torto próximo a ele. Era tudo tão... bizarro.


Onde: Nightmare Com quem? Pessoas Post: 002 Vestindo: isso


Thanks @ Lilah CG
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Zoey Montgomery em Sab 10 Out 2015, 16:10

Observações:
Bom, vamos lá: a falta de template se deve ao fato de eu estar postando pelo celular, e é a terceira vez que tento postar essa joça ;--; Peço encarecidamente que não me encham o saco ;--; Obrigada


A arcana sabia que havia algo de errado. Alguma coisa, ou alguém, a estava observando e aquilo era incômodo. Com um suspiro a menina encarou o salão novamente, procurando algo que pudesse ser usado como arma caso acontecesse um combate. 

Na parede atrás do trono havia algo que chamou a atenção da pequena: cruzadas como ossos em uma bandeira pirata haviam duas espadas, presas a um escudo com um brasão desenhado. 

E então a arcana ouviu: um rosnado ecoou no lugar, fazendo a menina virar-se para a porta e ser surpreendida por um par de patas em seu peito, derrubando-a no chão. 

Um cão infernal a encarava, os dentes à mostra, o pelo eriçado, e um rosnado feroz cortando a garganta. 

- Cãozinho... Lindo... - A menina sussurrou, os olhos arregalados. A mandíbula do cão se abriu, e ele avançou no rosto da pequena, que ergueu o braço esquerdo para proteger-se. E um grito de dor ecoou no salão. 

O monstro soltou o braço da loira, que usou suas pernas para desferir um chute na lateral do corpo do cão. O ser saiu de cima da arcana, que rapidamente colocou-se de pé e correu até onde se encontravam as espadas.

A mão direita fechou-se em um uma das empunhaduras, puxando a espada com certa dificuldade, até conseguir retirá-la. Colocou a lâmina horizontalmente, e preparou-se.

O cão pulou na direção da semideusa, que levantou a espada e se preparou para o impacto. E então ela se deixou ser atingida pelo animal, penetrando a espada no peito do monstro, que caiu como um peso morto em cima da menina.

Arfando com dificuldade, Zoey jogou o corpo do monstro para o lado. O braço ainda sangrava, mas pelo menos estava viva. Mas por Zeus, o que estava acontecendo? 
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Kyle Loran em Sab 10 Out 2015, 17:40


Hora do Pesadelo
Kyle não sabia o que estava para acontecer. Quando olhou a sua volta, nada da cena passada prevalecia; estava em um tipo de limbo. O fundo e o céu eram pretos, e pareciam se estender infinitamente. A única coisa aparentemente sólida era o chão em que pisava, da mesma cor que todo o resto. Uma enxurrada de palavrões passou pela mente do filho de Dionísio. O que quer que estivesse para acontecer naquele lugar, não podia ser coisa boa.

Depois de alguns segundos, uma mão brotou do chão, a uns 10 metros de Kyle. Era enrugada, e com garras de metal enormes. Puta merda, pensou Kyle. A mão apoiou-se no solo e puxou o resto do corpo da criatura para cima, e um homem surgiu. Se é que aquilo pudesse ser chamado de homem. Tinha o rosto inteiro deformado, como se tivesse sido queimado. Era alto e muito magro. As duas mãos terminavam em garras, como o semideus já tinha percebido antes. As feições da coisa estavam retorcidas numa expressão horrível de ódio.

- VOCÊ É ALGUM TIPO DE FREDDY KRUEGER? - Perguntou Kyle, sem obter resposta.

O homem avançou sem hesitar. Mesmo que Loran fosse um péssimo estrategista, tinha bons instintos de combate, então imediatamente pulou para a esquerda, enquanto usava suas habilidades para transformar suas unhas em garras. Como não tinha nenhuma arma, era a única maneira de enfrentar seu oponente de igual para igual... Mesmo que a "arma" criada pelo filho de Dionísio não fosse tão impressionante quanto a do inimigo.

Essa foi a sua vez de avançar, e Kyle se jogou para frente, na tentativa de rasgar o pescoço da coisa. Seu golpe, no entanto, foi aparado pelas garras de metal do homem, e algumas faíscas fracas surgiram no ar. A força da colisão fez com que Loran perdesse o equilíbrio, e por muito pouco não foi fatiado. Quando percebeu um ataque vindo, apelou ao Estilo Bêbado, tentando desviar do golpe. Esquivou-se pela metade, ficando apenas com cortes superficiais na barriga. A dor foi facilmente ignorada, e aproveitou a oportunidade para contra-atacar. Rasgou as costas de seu inimigo com as garras, e quando o sangue negro espirrou, o fez de novo e de novo. Amava aquela sensação.

Quando finalmente parou, um som estridente encheu o ar, e o corpo do homem sumiu, explodindo em chamas fracas. Era só isso? Tinha sido uma batalha bem breve, no final das contas.

Poderes:


Ativos-

[5]“Rawr”: Esse poder faz com que suas unhas cresçam, transformando-as em garras. Elas são efetivas contra monstros da mesma forma que bronze sagrado. A transformação dura 3 rodadas, e o gasto não é alto.[Modificado]

Passivos-

[20]Estilo bêbado - O filho de Dioníso é mestre em uma postura de combate corpo a corpo que confunde o inimigo, com movimentos cambaleantes, como um bêbado em um bar. Essa postura de combate aumenta sua esquiva em 10%, e possibilita que desvie mais facilmente de obstáculos, de forma que parece cômico ou apenas uma obra do acaso, na mesma proporção.[Novo]

[12]Agilidade: Filhos de Dionísio, ligados aos aspectos dos felinos, são mais ágeis que pessoas comuns. Sua velocidade de caminhada é duplicada, bem como a de corrida. Não permite ataques extras, contudo, sendo voltado para a locomoção. [Modificado]



Kyle Loran
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te observando enquanto vc dorme

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Re: ♦ Trama

Mensagem por Ayla Lennox em Sab 10 Out 2015, 17:48

Dreams of a lost Spring
Subitamente, tudo ficou mais. Mais frio, mais escuro, mais real, mais perigoso. O brilho glorioso do sol agora era tímido, hesitante, como se até o próprio Apolo desejasse de abster do que ocorreria ali.

O final de tarde naquele domínio onírico logo seu lugar à noite. Não uma que encheria as crias noturnas de orgulho e disposição a permanecer por horas encobertos pelo véu azul-marinho criado por Nyx e decorado por Astéria, mas uma que era digna de arrancar sorrisos insanos e deturpados das proles - e por que não - dos próprios deuses ctônicos.

Era uma noite desoladora, caótica e intimidadora, que sussurra a através dos ventos cortantes "Vá embora." "Se esconda."

A porta da casa se abriu lentamente com um rangido soando quase como um pedido de desculpas pelo que a superfície de madeira ocultava atrás de si.

Com um instinto protetor percorrendo sua espinha dorsal, Ayla colocou a mão na frente do corpo do pai, impedindo que este se locomovesse.

Deu um passo à frente que logo se transformou em dois, três, vários até estar diante dos umbrais de madeira. Parou de súbito ao ouvir uma música ser entoada melodicamente.

I was following the pack / All swallowed in their coats / With scarves of red tied around their throats / To keep their little heads from falling in the snow  

As chamas bruxuleantes vindas da lareira revelavam os contornos de um rosto masculino partindo da linha do maxilar. Ele estava de costas para a semideusa, sentado em uma cadeira de balanço e envolvido em sua cantoria.

And I turned around and there you go /And Ayla you would fall / And turn the white snow red as strawberries in the summertime.

Lennox cerrava os punhos com tanta força que os nós de seus dedos chegavam a ficar brancos, um contraste perfeito com suas palmas, totalmente avermelhadas. Sua maior angústia era não saber quem - ou o que - estava ali.

Pelo fato de você estar se escondendo eu tenho dois palpites. — Falou a garota com desdém. — Ou você é muito feio ou apenas muito covarde.

A risada grave que fora ouvida antes ressurgiu, preenchendo cada centímetro da sala. O homem se levantou, permanecendo ainda de costas; trajava um terno escuro e tinha os cabelos escuros curtos e devidamente penteados. Ao se virar, Ayla percebeu o quanto estava errada.

Ele era lindo.

Com medo de... Você? — De súbito, o rapaz avançou contra Lennox, empurrando-a contra a parede e mantendo o antebraço contra seu pescoço. — Não sei o quão vasto é seu conhecimento a respeito de seres como eu, mas permita-me dizer algo: Nós não tememos as trevas, nem mesmo essas que estão dentro de você.

Vendo-se encurralada, a garota deu uma cabeçada no ser e sorriu ao ouvir o som do nariz se quebrar. Enquanto este praguejava, apoiou-se na parede e chutou o peito do oponente, que logo caiu em cima da mesa de centro, quebrando-a.

Tentando aproveitar-se do inimigo desnorteado, a filha de Selene avançou contra este, só não contava que ele agora possuía presas e garras que não eram apenas itens decorativos. Um golpe descendente acertou o tórax da monitora, fazendo com que três cortes começassem a verter pequenos filetes de sangue.

Recuou e parou por alguns instantes, levando uma das mãos até o local ferido.

Filho da... — Foi interrompida pelo impacto de outro corpo contra o seu.

Era sua vez de estar no chão. O inimigo tinha os joelhos apoiados no chão ao lado da cintura de Ayla, prendendo-a no chão. Ele sorriu, suas presas e seus olhos pareciam brilhar igualmente diante da possibilidade de possuir o carmesim da semideusa.

Arfou enquanto tateava o chão ao seu lado em busca de qualquer coisa que pudesse ajudá-la.

Eu me pergunto qual será o sabor de um sangue corrompido como o seu. — Disse ele com um olhar maníaco.

E logo a boca do rapaz se aproximava do pescoço de Ayla, mas então... Parou. Seus olhos ficaram fixos no rosto da garota e então ele caiu para o lado. Um pedaço pontiagudo de madeira proveniente da antiga mesa atravessava a nuca do oponente. O sopro de vida aos poucos se esvaía dele.

Lennox se pôs de pé devagar enquanto o encarava.

Ao menos... Ele viu... Que você não é tão boazinha quanto ele imaginava. — Falou o rapaz com dificuldade enquanto fitava a porta.

A mentalista desviou o olhar até a porta, onde o pai permanecia observando a cena com incredulidade. A batalha havia acabado, era o que importava naquela hora.
Adendos:
Well, well, well... o oponente escolhido foi um Damphyr. Quando a mesa foi quebrada, vários pedaços de madeira ficaram espalhados pelo chão, espero que seja uma explicação plausível para ter "item" que foi usado como arma no fim.
Me aproveitei do fato de ser um sonho e, apesar de não estar nos domínios da personagem, ele é criado pela mente de Ayla. Dessa forma, o Damphyr saberia da história dela e também de toda a história das trevas (mais uma vez, questão de trama. Tópico de DIY está aberto aos curiosos -q).
Poderes:
Passivos:

◉ Nível 20. Telepatia Avançada: Controle total, podendo escolher a hora que vai escutar os pensamentos ou não e também se comunicando livremente através dos pensamentos.

◉ Nível 30. Controle da probabilidade: capacidade de alterar a probabilidade, causando acontecimentos estranhos ou impedindo acontecimentos normais. Isto inclui aumentar a sorte ou azar de alguém.

Nível 1: Aura Lunar
Os filhos de Selene tem o poder levemente aumentado durante a noite, fazendo com que suas ações em geral tenham uma chance adicional de acerto. Contudo, isso não altera a força/ dano do poder nem as habilidades físicas do semideus, apenas a chance de acerto, que são potencializadas em 10% neste nível, subindo para 20% no nível 50. [Modificado]

Nível 18: Aura Lunar II
Agora, adicionalmente aos efeitos do nível I, o filho de Selene passa a gastar 10% menos energia ao utilizar seus poderes no período noturno ou escuridão completa. [Novo]

Nível 24: Reflexos
No período noturno, a agilidade e os reflexos do semideus são levemente ampliados, fazendo com que sejam um pouco mais velozes se comparados a uma pessoa normal sem treino.[Modificado]

Nível 3: Sentidos Aguçados
Quando está a noite, os sentidos (Visão, audição, tato, olfato e paladar) dos filhos de Selene serão mais aguçados, melhor do que qualquer meio-sangue, sendo o dobro do que um humano comum em questão de acuidade e/ou alcance. [Modificado]

Nível 9: Olhos lunares
O filho de Selene, a partir desse nível, passa a enxergar no escuro com a mesma percepção e alcance da sua visão normal. [Novo]

Nível 40: Presságio
A lua sempre foi utilizada por várias culturas em seus rituais divinatórios. Você personaliza isso, ganhando uma espécie de sexto sentido que faz com que seja difícil ser surpreendido. Não indica o perigo exato ou o momento em que será atacado, nem de onde ou de quem virá, apenas a sensação de que há perigo, uma espécie de intuição, que pode servir para indicar emboscadas e armadilhas, ou até ataques. Alguns inimigos podem ter como burlar isso, já que podem conseguir ocultar sentimentos ou pensamentos - em casos do tipo, o poder só captaria se o oponente for de nível menor. [Novo]

With: -

Wearing: Jeans, blusa branca.

Where: Mundo onírico.

Listening: Dream - Imagine Dragons
I sense there's something in the wind
That feels like tragedy's at hand.
Tks, Jay
Ayla Lennox
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Mariana A. Lima em Sab 10 Out 2015, 18:06


Sonhos.


❝COMO QUE SKYPE,
STOP E ZIZPHUS JOAZEIRO
PODERIAM SER O PRELÚDIO PARA A DESTRUIÇÃO?❞


Tá, assim como não era um cajado que eu estava segurando — era um graveto inútil —, também não era uma coisa normal que estava acontecendo no meu sonho. Quero dizer, não é comum ver uma distorção tão grave no espaço do sonho que era representada por um círculo negro atrás de um arbusto. Além disso, a própria distorção me passava uma sensação de medo, como se algo muito ruim estivesse prestes à acontecer.

Dois NPCs passaram correndo atrás de mim e gritavam por ajuda. Eu também estava morrendo de vontade de fazer isso, considerando que a probabilidade de acontecer alguma merda era muito grande e que eu não tinha controle algum sobre o que acontecia. Para mim, a mudança de cenário e de armas, exceto aquela distorção esquisita, eram tão verdadeiras e plausíveis como coisas provadas fora daquele mundo. Só conseguia perceber que era mentira ao acordar.

— Ei! Me ajudem! — gritei para os NPCs ao longe, que mal deveriam ter me escutado.

Estremeci ao ver uma coisa começando a sair da distorção e desfazê-la aos poucos. Era algo à princípio negro, mas que parecia tomar uma coloração avermelhada conforme saia da distorção. O medo que aquela criatura me infligia era maior do que quando ela ainda estava na distorção maluca. Após sair completamente do círculo negro, o desfazendo no processo, percebi que aquilo era um besouro enorme. Quase do tamanho de um cachorro labrador, o ser provavelmente me considerava hostil, pois uma substância começou a ser liberada pela criatura.

Assim que senti minha pele arder, provavelmente pelo contato com o gás desconhecido, eu comecei a correr para o lado oposto da criatura. Atravessando as árvores, tive uma certa facilidade pois, após algum tempo de corrida, vi o ambiente se escurecendo e, embora a visão não fosse tão difícil para mim, provavelmente causaria alguns problemas para o besouro. A não ser que ele tivesse visão de calor.

Nem um pouco preocupada se o ser tinha ou não essa visão, desci uma pequena colina, desviando com alguma dificuldade de obstáculos em alta velocidade enquanto ouvia o zumbido das asas do besouro. Ao fundo, notei uma claridade — provavelmente de tochas — e decidi seguir na direção daquilo. Chegando em uma pequena vila, no maior desespero que uma pessoa podia ter, só gritei uma coisa:

— CORRE NEGADA!

O besouro chegou sendo flechado por alguns corajosos arqueiros, que acabaram se perdendo na névoa vermelha de veneno. Ouvi gritos horríveis de homens reclamando da ardência do corpo, como se estivessem pegando fogo. A criatura continuava seguindo na minha direção, como se estivesse programada para me matar. Quase tropeçando em uma pedra, entrei em uma casa de um NPC que estava vazia e fechei janelas e portas antes que o besouro e seu gás venenoso chegassem. Depois, me encolhi e, suprimindo minha aura, esperei.

— Ziziphus Joazeiro! — ouvi gritarem. — Corram do Ziziphus! Ou então vocês morrerão por causa do gás!

Após alguns minutos de silêncio, eu levantei a cabeça e estava mais suada do que uma cabra velha por causa de um calor repentino que estava sentindo. Minha pele ainda estava ardendo por conta de um pouco do gás que tinha entrado na casa, mas não era algo tão grave. Curiosa, resolvi abrir uma das janelas do local para saber o que tinha acontecido.

Minha surpresa ao encontrar-me em um penhasco cercado por lava era mais do que fenomenal. E ainda aumentou quanto, de súbito, o besouro apareceu na porta. Foram dois movimentos que, de alguma forma, me salvaram. O primeiro foi ter pulado a janela e me segurado na parede para não cair do penhasco. O segundo, foi ter me jogado para o lado como podia, desviando do salto do besouro. Assustada e muito suada, vi o bicho cair na lava abaixo de mim sem conseguir voar.

— Ziziphus Joazeiro? — consegui perguntar para mim mesma. — Sério que esse era o nome daquilo?

E então, aos poucos, o cenário mudou novamente, me colocando de volta no meu quarto.

Coisas:
Besouro:

Passivos:

(-) Toque de calor: Qualquer ataque físico contra o besouro provocará dano por calor/ queimadura no oponente, ainda que não haja produção de chamas. Danos internos, que perfurem sua carapaça ou abdome provoca dano nos itens como se fossem mergulhados em lava. Tal efeito misteriosamente cessa com a morte da criatura.

(10) Luminescência: os besouros de fogo emitem uma luminescência natural mesmo quando calmos. A luminescência deixa uma área de 1,5m de raio ao redor do animal em penumbra. Além disso, fornecem a ele uma resistência de 20% contra ataques de escuridão.

Ativo:

(-) Intimidar: O corpo do besouro é tomado por veios brilhantes que crepitam e iluminam como fogo sempre que se sente ameaçado. Tal efeito gera uma sensação de medo que reduz o ataque os alvos em 50% por 3 turnos. 1 vez a cada 5 turnos. Ainda que o besouro não precise focar ninguém, o efeito age sobre todos aqueles que estiverem olhando o animal.

(5) Jato combustível: quando atacado, o besouro vira as costas ao alvo, liberando uma nuvem avermelhada, composta de uma substância inflamável. Todos aqueles que entram em contato passam a sofrer queimaduras como se estivessem em contato com fogo É considerado uma toxina tópica, e resistência à calor e fogo não afeta, nem a envenenamento, a menos que específico a venenos tópicos. O efeito provoca perda de HP contínuo por 3 rodadas, mas só pode ser usado uma vez a cada 5 rodadas. Só afeta inimigos que estejam em linha reta a até 3m de distância, ocupando uma área de diâmetro de 3m.

(15) Saltar: Apesar de suas asas não sustentarem o vôo, são eficientes para auxiliar em saltas. Besouros gigantes conseguem saltar a uma distância de até 10m, ainda que não chegue a alcançar 2m de altura, usando o movimento das asas como impulso. O salto pode ser considerado uma ação de movimento, e cada ativação corresponde a apenas 1 deslocamento.


Poderes:

Lvl 4 - Olhos noturnos: Hécate é uma deusa associada à noite. Seus filhos ganham visão na penumbra e escuridão, podendo ver normalmente nessas condições, exceto na escuridão mágica, que sofre os efeitos do poder acima. NEW [Passivo]

Lvl 5 – Força Sombria: No escuro e na noite, você fica mais forte e ágil. [Passivo]

Lvl 9 - Suprimir: O filho de Hécate pode esconder sua aura mágica e a de seus companheiros, dificultando sua detecção. A partir da realização a magia só é desfeita se o filho de Hécate desejar ou se ficar inconsciente. Gasto de acordo com lvl e quantidade de pessoas afetadas. NEW [Ativo]

Armas:

Me disseram que nenhuma arma do meu arsenal viria pro meu sonho, então tô sem nada.

Observações:

Como explicitado no primeiro post, os sonhos de Mariana não são em locais fixos. Embora ela não controle para onde vai, o cenário sempre muda e ela não consegue perceber, mesmo assim, que o que vive é um sonho. Porém, ao acordar, ela consegue ter essa noção. Porém, por algum motivo, a distorção pareceu algo estranho para o sonho que ela tinha, provavelmente por ser um elemento inserido de fora do seu cérebro e não inconscientemente colocado por ele. É isso.

Ps: Eu sei que esse post ficou um cu, mas o que descobri no segundo round foi um chute no saco para montar estratégias e tals, já que a maior parte dos poderes da dona Mariana ali são do grimório e ela não tem como trazer esse utensílio para o mundo dos sonhos, como me foi explicado antes de começar esse post.
Mariana está sonhando doideiras. Mas não eram suas doideiras normais.
Mariana A. Lima
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Ignactius Bajer em Sab 10 Out 2015, 18:46



Caso ?: Bônus O menino que percebia demais.



2 - birds

Vagarosamente, o jovem se aproximou da fonte do som. Após perceber que sua adaga se transformara em uma pedra simples, ele a jogou no chão e colocou as mãos à frente de si enquanto avançava. Dois, três passos a mais e ele ouviu novamente a voz sinistra, mas parecia que ela se tornava cada vez mais caricata, como a de um animal tentando imitar a fala humana.

Então ele viu, dois metros à frente, a janela de um dos quartos aberta. No parapeito, um periquito falava aquela frase do toque de recolher para o nada, repetindo incessantemente. Soltando um suspiro de alívio, Ig permitiu-se relaxar um pouco e baixou as mãos. Embora algo parecia estar errado, sendo que aquela sensação não passara após ver o animal, o jovem tentava se convencer de que não seria nada. Era só uma lembrança, afinal. Não seria tão ruim sonhar com lembranças, não é?

Novamente, o periquito repetiu a frase, o que gerou uma certa irritação no jovem. Pegando uma pedra, estava preparado para acertar o animal, quando este o encarou e falou novamente:

— Vamos Ig. Toque de recolher.

E, surgindo mais rápido do que o jovem pôde reagir, uma ave bem maior o atacou pelas costas. O bico furou a camisa do jovem e retirou sangue, além do impacto ter feito-o cair no chão como uma fruta madura. Com o novo ferimento ardendo e vendo que aquela criatura o notava e, pior, conseguia tocá-lo na lembrança, ele  percebeu que aquilo não deveria acontecer.

Antes que pudesse refletir sobre aquilo, a ave estranha avançou novamente e o jovem pulou para o lado para desviar do novo ataque. Com sucesso, ele pegou uma pedra, sendo essa a única arma que o local parecia ter para que ele pudesse se defender, e observou o movimento do animal. Ao vê-lo descer íngreme, jogou a pequena rocha, que ricocheteou nas penas do bicho e voltou para o chão sem, aparentemente, ter causado dano.

Novamente saindo da frente, não conseguiu prever que o bicho iria utilizar-se de suas garras afiadas para feri-lo. Assim sendo, acabou levando uma perfuração na região do braço direito, comprometendo o movimento do local. Pegou novamente outra pedra e, concluindo que lançá-la não parecia ter efeito, decidiu que teria que capturar o bicho. O periquito, quase como se anunciasse o começo do ataque daquela coisa, falou:

— Vamos Ig. Toque de recolher.

Ele correu para o lado oposto, direto para a árvore onde estava o pequeno balanço de pneu que todos do orfanato ajudaram a fazer e, pulando no balanço com aquela velocidade, conseguiu impulso suficiente para subir na planta e fazer com que a ave ficasse com o bico e garras presas em um dos galhos desta. Vendo aquilo, Ig aproximou-se do galho e com alguma força, golpeou a cabeça do ser com a pedra. Vendo que não tinha dado muito certo e que provavelmente aquilo iria se soltar de novo, ele iniciou uma série de pedradas contra o corpo e cabeça da criatura até que ela não reagisse mais.

No final, após a série de golpes, ele se desequilibrou e caiu da árvore. Não caiu de mau jeito, mas aquela pancada com certeza daria um belo hematoma em suas costas. Enquanto se mantinha deitado no chão, ele ainda ouvia o periquito falar:

— Vamos Ig. Toque de recolher.

Coisas:
Poderes:

Nivel 1 - Agilidade
Você como filho de Hermes terá uma agilidade maior que outros campistas inclusive voando com seus tênis alados. [Passivo]

Nivel 2 - Esquiva
Você agora é capaz de se esquivar de golpes com mais facilidade.[Passivo]

Ave de Estinfália: Poderes:

Passivos:

Armas naturais afiadas (-) Os apêndices dessas aves são afiados. Seus bicos, garras e penas cortam como bronze sagrado com a modificação "afiado" a 25%, extremamente perigosos.




Ignactius Bajer
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Jhonn Stark em Sab 10 Out 2015, 20:08


The Greatest Nightmare

The truth is cold.



O universo, como sempre, se recusava a colaborar. Graças àquilo, a resposta para a pergunta do semideus nunca chegou.

Enquanto isso, sua mente transformava-se em uma catástrofe. Era reduzida a frangalhos. Um misto de emoções e sensações bombardeava-o a cada segundo, cada vez pior: Medo. Desespero. Angústia. Ira. Naquele instante, a melodia harmônica de sua consciência havia sido substituída pelo som de centenas de facas sendo arrastadas no chão, causando-lhe uma sensação familiar à que havia experimentado nos últimos meses... A de impotência.

E tudo aquilo enquanto aquele frio insuportável se apossava de seu corpo. Caso não encontrasse o causador daquilo tudo, ele sabia que seria o seu fim. Jhonn Stark: O garoto que morreu de frio, loucura e fraqueza.

O único som que rasgou aquele silêncio mortal foi o de algo rastejando no solo, fazendo o chão tremer e os galhos das árvores farfalharem freneticamente. Fosse o que fosse, o inimigo não seria algo fácil de se enfrentar, aquilo era uma certeza.

Mas o monitor estava disposto a reduzí-lo a pó.

A sombra rastejante pôde ser vista de relance, enquanto a névoa se dispersava. Circundava o oponente como um tubarão, expondo parte de suas escamas e seus olhos vermelhos, brilhando perigosamente. Em um instante, decidiu parar onde estava, e aquela luz desapareceu.

E no instante seguinte, irrompeu da cortina branca em um bote perigoso.

O monitor atirou-se para a direita, sentindo o ar se agitar ao seu redor, como se um trem tivesse passado logo atrás de si. Virou-se instintivamente, procurando o inimigo que queria seu sangue daquela vez.

O campo estava livre do nevoeiro, e lá estava aquela criatura maldita. Tinha um aspecto reptiliano, quase como um Drakon. Seu corpo, assim como suas presas imensas, possuía um caráter praticamente cristalino, como se fosse feito de puro gelo. Seus olhos vermelhos fitavam a presa com interesse letal.

A serpente sibilou, esforçando-se para emitir um som próximo ao que se esperava da fala humana. Era complicado dizer o que era mais assustador naquela cena: O fato da criatura poder falar, ou aquilo que ela disse.

- Você sssserá o próximo a cair. - Falou, arrastando a voz aguda e irritante. - Não importa o que você esssscolha, ou quem lhe ajude, garoto. Ssssangue irá ser derramado.

É. Aquilo parecia um futuro bem otimista. Ignorar os avisos de serpentes de gelo falantes não parecia algo prudente em sonhos, mas mesmo assim, o curandeiro não se deixaria levar por aquilo.

- Olha... - Disse o monitor, dando um passo adiante. - Sem querer quebrar o clima de mistério, mas você não é a primeira criatura que diz na minha cara que vou morrer, então... Vamos acabar com isso logo.

Um rosnado alto partiu de sua boca, enquanto vários projéteis de fogo formavam-se adiante de si. A primeira ação pegou o adversário monstruoso desprevenido, e abriu a brecha de que o garoto precisava. Sem hesitar, este disparou os dardos na direção da criatura, vendo-os danificar a perfeição anterior das escamas gélidas. Não foi um dano muito considerável, claro, mas a reação do elemental ao ser atingido pelas chamas foi excessivamente raivosa. Com um urro bestial, a criatura virou o rosto na direção do garoto, e um sopro gélido partiu da mesma, com um poder absurdo.

O garoto fechou os olhos e se concentrou. Ou conseguiria se salvar com aquilo, ou seria tragado em uma nuvem de energia gélida, transformado em um picolé eterno e perdido em suas próprias memórias.

Quando o sopro findou-se, o garoto viu-se no centro de uma área inteiramente congelada, e diante de uma serpente muito confusa. Ao redor de seu corpo, uma camada de energia podia ser vista, como uma armadura. Mais uma dádiva de Asclépio, e mais um motivo para continuar servindo-o: ficar inteiro.

Ou nem tanto. Logo a seguir, a criatura de gelo girou a cauda na direção do garoto, atirando-o para longe.

O impacto arrastou-o pelo solo por alguns metros, beirando uma árvore. Ainda com a mente confusa e o corpo dolorido por causa daquilo, o monitor não teve muito tempo para reagir quando a criatura rastejou novamente em sua direção, seu instinto foi apenas suficiente para fazer com que se levantasse e esquivasse no último instante, vendo a enorme mandíbula acima de sua cabeça se cravar na árvore.

O monstro se debatia inutilmente, tentando se libertar. Jhonn se afastava daquele enorme corpo gélido, temeroso. Mas no fim das contas, um pensamento veio à sua cabeça: aquela era sua chance de acabar com o oponente, mesmo sendo perigoso. Sua expressão ficou firme, e suas mãos foram tomadas por garras de luz. Com um salto, agarrou-se às costas do oponente.

Estava na hora do rodeio.

A criatura se soltou, e estava ciente da presença indesejada em suas costas. Conforme Stark avançava na direção da cabeça, o monstro ficava mais agitado, disparando baforadas gélidas em todas as direções. O corpo do monitor ardia como fogo - O que chegava a ser bem irônico -, mas ele não ligava para aquilo. Precisava acabar com aquilo, dramas posteriores seriam totalmente aceitáveis.

Assim que atingiu o ponto mais alto do pescoço da criatura, encarou os olhos brilhantes logo abaixo de si com determinação, preparado para o que faria a seguir.

- Desculpe, amigão. - Falou, erguendo as garras. - Mas acho que você não vai viver o bastante para ver o que anunciou.

E então cravou-as nos olhos do monstro, concentrando suas energias naquele corpo feito inteiramente do material sólido e gélido. Ignorando os urros da criatura e o cansaço que se apoderava de seu corpo, fez a contagem em sua mente. Cinco. Quatro. Três. Dois...

Um.

No último instante, jogou-se do monstro, ouvindo-o se estilhaçar em pedaços atrás de si. Já no chão, a dor atingiu-o de vez, mas ele não se importava com aquilo por enquanto. Uma prece ao seu patrono, um instante desperto... E tudo aquilo iria acabar.

Será?

Poderes:
Sim, uso de poderes me confundiu bem muito nesse post. Talvez eu me lasque por isso? Bem, talvez. Mas desculpas por qualquer inconveniente gerado pela minha lerdeza, sério.

Projéteis flamejantes [7] - Inicialmente, condensa e solidifica o fogo na forma de pequenos dardos que imediatamente são atirados contra um único alvo, causando apenas queimaduras. Mediante a grande evolução do personagem (nível 32) pode controlar os projéteis como quiser e lançá-los para qualquer canto. Os projéteis alcançam dez metros, no máximo, e quanto mais se cria, mais se cansa. {Novo}

Rosnado (Nível 23)
Como um cão de guarda, ao rosnar com vontade e ímpeto, o Aprendiz poderá intimidar o adversário durante uma rodada ou até o primeiro ataque, reduzindo suas defesas em 25% até que isso ocorra. Assim que algum outro ataque seja realizado, o oponente perde o efeito de medo.

Mãos de tesoura (Nível 19)
As mãos do curandeiro emanam uma energia cortante, na forma de um raio luminoso de tons dourados. O alcance é pequeno, cerca de 30cm, como uma adaga e dura 3 rodadas. Para fins médicos, a arma de energia é considerada livre de qualquer impureza ou contaminação, mas também pode ser usada em combate.[Novo] {Idealizado por Sadie Bronwen}

Carga cinética II [15] - Agora consegue retardar a carga energética de um objeto e também ocorre um aumento na intensidade da explosão impactante, que atinge 5x5m². Objetos de médio porte, como pufes, cadeiras e pias, por exemplo, já podem ser energizados, mas quanto maior eles forem, mais energia é gasta. (Carga utilizada apenas na cabeça da criatura)

Armadura de energia (Nível 33)
O curandeiro, mais do que apenas restauração, também deve prezar pela redução de danos. Por isso, nesse nível ele consegue canalizar sua energia de forma a criar um armadura, ampliando suas próprias defesas para se manter ativo no combate. Esta armadura se materializa na forma de energia luminosa ao redor do curandeiro, e não tem nenhum peso. Ela não protege de ataques físicos, mas afeta ataques energéticos ou mágicos que não necessitem de componentes sólidos para causar dano - uma flecha feita de fogo seria barrada, uma flecha comum com chamas, não. O efeito dura 3 turnos e só protege o próprio usuário (uso pessoal). 1 vez por combate. [Novo]

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Re: ♦ Trama

Mensagem por Noah G. Kalömoseuz em Sab 10 Out 2015, 20:17



Red and viking


Post - #2



Os ventos sopraram, repentinos. Fortes o suficiente para fazer todas as folhas que estavam no chão voarem acima da cabeça do semideus. A temperatura caíra ainda mais, e, junto a ela, algo a mais surgira. Um cheiro, uma sensação, uma vibe... Algo que Noah sentia que conhecia, mas não fazia ideia do que era. Tentou se esforçar para reconhecer, mas não lembrava de nada. Era levemente nostálgico e assustador.

O vento assobiou, agudo e frio.

Naquele instante, enquanto as folhas eram levantadas, uma névoa densa começava a subir, como se tivesse sido ligada, como fazem nos teatros. A névoa possuía um odor específico. Fedia a morte, sangue e metal velho. Ascendendo de dentro dela, uma forma quase humana surgira. Noah queria se sentir seguro, agora que sabia que não era o único ali, mas preferiu manter-se alerta. Tudo isso deve ser culpa dele, pensou. Não estava em um bom momento para confiar em seres brotando de névoas fedorentas. Recuou com uma perna, tocando o braço por instinto, onde costumava ficar sua arma mágica. Ela não estava lá.

O semideus olhou, desesperado, para seu braço. Não tinha palavrões o suficiente para expressar o que sentia naquele momento. Tentou até criar um pouco de água, ou lâminas de gelo, mas também não funcionava. Estava perdido! De todas as maneiras possíveis. Se era realmente aquele outro que fazia isso, como ele conseguiria derrotá-lo, sem nem mesmo ter uma arma? E Noah se conhecia o suficiente para saber que não era dos melhores num combate não armado. O ser humanoide dera alguns passos para frente. O semideus pensou em correr, mas isso antes de ficar paralisado ao encarar a face do monstro.

Os olhos do semideus foram atraídos, primeiramente, pelos fios ruivos. Parte do cabelo, que saía por debaixo do elmo com chifres, e a barba, uniam-se como um; longos e lisos. Vermelhos como ferrugem. Por falar em ferrugem, a armadura daquele que um dia, talvez, tenha sido um homem, estava totalmente vermelha. Possuía amarras e um formato estranho; não-grego. Estava altamente munido - mais um problema. Sua espada tinha a lâmina torta, como se fosse cortada por uma criança de coordenação motora questionável, e o escudo de madeira pousava na outra mão. Pareciam ser suas principais armas, mas ele ainda tinha adagas enfiadas em sua cintura, literalmente, como se deixadas por uma batalha anterior.

Uma folha, que voava aleatoriamente, interrompeu a visão do semideus por alguns milésimos. Quando ela sumira, o monstro se encontrava há uns centímetros dele.

"Dentro de você..."

A voz falara dentro de sua mente, distraindo-o enquanto o ser desconhecido dava um chute em sua barriga, fazendo-o tombar, sem ar. Ali, de perto, Noah pôde perceber a pele cinzenta e estragada dele, como a de um zumbi, e seu cheiro podre. O semideus estava no chão, mas rolara para a direita, arranhando-se nas raízes, para escapar do segundo golpe de espada do monstro. Quase instantâneo. Ergueu-se em um movimento, ignorando o vento forte e as folhas que voavam em seu rosto. Pensou em atacar com os punhos, mas desistira ao notar a presença de uma áurea verde fantasmagórica cobrindo todo o corpo do monstro.

Zumbi? Fantasma? Zumbi-fantasma? O que era aquilo?!

"... a Mancha Vermelha..."

O cérebro do semideus doía ao receber as mensagens do monstro, que já havia retirado a espada da terra, e agora girava o corpo para atingir Noah com a lâmina. O semideus recuou da melhor maneira que pôde, dando um salto para trás. Um buraco fora aberto na camisa onde a lâmina raspara. Usando movimentos nada convencionais, mas bem rápidos, o zumbi-fantasma continuava a atacar. Noah tivera que desligar sua mente e se esquivar por puro instinto. Sempre que tentava calcular ou analisar os movimentos do outro, sentia-se mais lento.

Noah abaixou-se para desviar do movimento horizontal da espada, mas quando fizera isso, abrira espaço para o monstro o acertar com o escudo bem no queixo, fazendo-o cambalear e cair. Mais uma vez no chão, que, de repente, voltara a se tornar frio e duro. Mas aparecera em um novo local, estava em um túnel, com o monstro parado logo a sua frente. Noah encarava onde deveria estar os olhos do zumbi, mas chamas negras queimavam dentro das cavidades. O monstro ergueu a espada, se preparando para o golpe final.

"QUEIMA!"

O corpo do monstro fora tomado por chamas negras. O cérebro do semideus parecia explodir - não só pelo grito. Tudo começava a se encaixar. Tomado por um vigor extra, Noah desviou do golpe flamejante da espada, indo para o lado. Ouviu o som de metal se chocando com concreto, e o crepitar do fogo. Seu corpo estava quente, sentia-se mais forte. Ainda no chão, dera um chute nas pernas do zumbi-fantasma. Por sorte, ele não era intangível, e caiu de lado. Noah sentiu seu pé queimar. Rolando para além do corpo do morto-vivo, Noah levantou-se. Quando se virou para se preparar para o ataque, o campo tremulou e mudou. Estava nas colinas do Acampamento. Mais um cenário, com uma troca ainda mais rápida que as anteriores.

Ao olhar ao redor, teve certeza do que estivera criando em sua cabeça. A floresta não fazia sentido, mas as ruínas, o túnel, a colina... Aqueles locais. Noah sentiu o corpo esfriar, enquanto o cérebro queimava. Um arrepio subiu pelas costas ao lembrar do que aconteceu neles. Era claro! Estava óbvio. Somente ele estivera naqueles lugares. Em cada um fora revelado um parcela de sua maldição: As chamas negras. Assim como a do zumbi-fantasma, mas... Não fazia sentido. Quem era aquele e por que estava com aquelas chamas? Por que ele ficava mudando de lugar? Ele lembrava de ter deitado e... Adormecido. Claro! Estava dormindo. Sonhando. Aquilo era um sonho? Um brutalmente real, aparentemente.

Com aquela nova informação em mãos, e um meio zumbi mancando em sua direção, Noah decidiu fazer um teste. Imaginou o monstro usando uma roupa ridícula, como a do Sr. D. Não, a roupa não funcionou. A criatura continuava com a armadura rústica e enferrujada. Ok, talvez não tivesse feito aquilo da maneira certa. Não era fácil assim controlar um sonho. Na verdade, nem sabia se era possível.  Eles estavam no Acampamento, talvez conseguisse pegar alguma arma. Antes que ele pudesse se mexer, o cenário fora mudado mais uma vez. Sempre que tentava atacar, isso acontecia. Seria a influência do monstro no campo? Estava no acampamento. Não aquele acampamento, outro.

"Retorne a casa."

O zumbi-fantasma estava parado, agora. As chamas diminuíram, mas ainda deixava o semideus receoso em atacar. Noah olhou ao redor. Casa? Aquela era a casa do monstro? Por que suas perguntas continuavam sem respostas? O Acampamento que ele estava era estranhamente familiar. Estavam em uma área aberta, provavelmente de treinamento, arriscou, vendo algumas espadas, escudos e flechas presas em bonecos de palha com elmos com chifres, como os vikings. Como o zumbi-fantasma. Como ele estava agora! Noah apalpou os chifres que pesavam sobre seu elmo. Estava vestido com uma armadura bem parecida com a do monstro. O quê que aquilo queria dizer? Noah queria saber. O desespero rasgava no peito do semideus. Semideus grego! Ou, não... Tinha que por um fim naquilo.

Correu para as espadas, que estavam jogadas no chão, e pegou uma. Aquela sensação subiu-lhe o braço. Olhou para a espada e franziu o cenho. O monstro pareceu contrariado. As chamas voltaram a queimar, e algo novo acontecia dessa vez. Os membros do zumbi aumentaram cinco vezes de tamanho, ultrapassando o tamanho normal de um ciclope - ou o de um zumbi, ou de um fantasma. Entre três e cinco metros, provavelmente. Estava ocupado demais morrendo de medo para calcular o tamanho dele. Sua espada não parecia servir para algo, agora, mas ainda a mantinha em mãos. Não seria a primeira vez que lutaria contra alguém maior que ele.

Com a altura, vinha a lentidão. Sábias palavras (nem tanto, ok) que se mostravam reais. O zumbi-fantasma-viking, agora, gigante - nome grande para um cara grande - estava mais forte, claro, mas também lento o suficiente para Noah encontrar alguns furos em seus ataques. Empunhou a espada com mais força, usando o pouco de sua agilidade para desviar dos golpes, torcendo para não fraquejar com a espada; sem seu "segredinho" não sabia  quanto poderia fazer com ela.

Desviou para o lado, e desferiu um golpe na lateral do corpo do monstro, cortando sua armadura nos locais onde havia somente couro. Rugindo, o zumbi-fantasma tentou golpear o semideus, que se abaixou, ignorando a armadura que usava e fugindo do golpe. Noah ouviu a lâmina cortar o vento. Erguendo-se rapidamente, o semideus usou toda a força restante para enfiar a espada no peito do monstro. Mas antes que pudesse sequer sentir a perfuração, o monstro evaporou, se tornando a mesma névoa com a qual aparecera.

"Está no seu sangue."

Aquele cara realmente curtia umas mensagens telepáticas. Noah deixou os ombros caírem, aliviado. Aliviado e despreocupado o suficiente para "explorar visualmente" o acampamento em que estava - pensaria num nome com o tempo.
 



Armas Utilizadas:
Espada do chão. -q
Poderes Utilizados:
Passivos:
Nenhumzinho -q
Ativos:
Nenhum.
Coisas:
Primeiramente, perdão. Não sou o mestre dos combates, então... Dá nisso aí.  Tudo que tiver ficado confuso demais está relacionado a trama (tirando a batalha, ela só é ruim, mesmo): A Mancha Vermelha, o monstro ruivo, o monstro em si, o Acampamento Não-Meio-Sangue, a floresta... (Talvez tenha sido uma maneira de obrigá-los a ler minhas futuras DIY's -qq). A presença do monstro e toda a influência dele e tals, não é nada divino, tá? É uma coisa do subconsciente do Noah... Trama, trama. Então, optei por não matá-lo por motivos de, adivinha... Trama. Quanto o zumbi-fantasma viking: Eu sei, você sabe, todos sabem, que os elmos dos vikings não possuíam chifres, na verdade. Mas o Noah não sabe, e pensar em vikings e não pensar em chifrinhos no elmo é chato. -q
Monstro:
Draugr: É um espírito demoníaco e vingativo, originado no folclore nórdico. Eles vivem presos em seus antigos corpos, devido a terem morrido em desonra e a entrada a Valhalla (equivalente aos Campos Elísios) serem exclusivos para guerreiros que morreram em batalhas. Por esse motivo, mantém-se tangíveis a maior parte do tempo. São mortos-vivos que mantém sua inteligência. Eles existem seja para proteger seus tesouros, causar estragos em seres vivos, ou atormentar aqueles que lhe prejudicaram em vida. O draugr pode ser ferido com prata, assim como muitos seres sobrenaturais, ou, nesse caso, bronze celestial, ouro imperial e ferro estígio. O método mais eficaz de matá-lo, é cortando sua cabeça.
Poderes:
*Forma etérea: Quando bem desejar, o draugr pode se transformar numa névoa, segundo a sua origem, é dessa forma que eles fogem dos seus túmulos.
*Aumentar o tamanho:  O draugr consegue expandir seu corpo, duplicando sua altura e, na mesma proporção, seu ataque e dano físicos.  A força de um draugr é proporcional ao seu tamanho, quando aumentado, ele aplica golpes proporcionalmente mais fortes. Seus golpes físicos são 50% mais potentes se comparados à seu tamanho original.  Em contrapartida, seus movimentos perdem considerável velocidade.

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Re: ♦ Trama

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Sab 10 Out 2015, 20:26



❝I'll be your nightmare
Chapter Two




As escadas de madeira rangiam a cada passo meu. Haviam marcas de sangue nela, assim como nas paredes. Os gritos que ecoavam por toda a casa anteriormente haviam se cessado, embora a tensão não. Ao chegar na sala de estar, o cenário era exatamente o mesmo desde minha última visita: tudo aos pedaços, no chão, era como se um furacão tivesse passado ali junto de um terremoto.

O sofá estava rasgado, as estantes tombadas. Cacos de vidro eram presentes em algumas partes, assim como algo que parecia ser diversas bebidas alcoólicas - que antes estavam nas garrafas então estilhaçadas. Meu interior era divido em dois. Uma parte queria chorar, me matar e acabar com a maldição. A outra só desejava sangue e vingança. Passei a mão no rosto, tentando deixar aquilo tudo de lado e acreditando numa mínima hipótese de que o sonho poderia mudar. Mas aquilo não aconteceu.

O corpo de William Mikaelson jazia no chão, imóvel. A diferença era que naquele momento havia outra coisa no lugar de Kiotris, que estava sobre o morto, devorando sua carne. A criatura tinha forma humanoide, porém a pele era pálida. Tinha dentes e unhas afiadas, além de aparentar ser um homem. As orelhas eram pontudas, não tinha cabelo e seu rosto era um tanto perturbador - típico de um vilão de filme de terror.

Olha, "acordar" na sua antiga casa toda destruída e ver seu pai sendo comido - literalmente - não era algo muito agradável. Meu sangue começou a ferver, a raiva pulsava junto dele. Não demorou para o monstro notar minha presença, interrompendo sua refeição e abrindo um sorriso ensanguentado ao me fitar.

- Quem é você? - Perguntei, sério.
- Ah, claro. Devo me apresentar ao anfitrião, oras. - Respondeu de forma sarcástica, levantando-se. - Meu nome é Jason. E, caso nunca tenha visto um... Sou um ghoul.

"Ah, um primo mais feio e rebelde dos vampiros", concluí ironicamente. Sua voz parecia duplicada, algo meio demoníaco. Ele correu na minha direção, como se estivesse prestes a dilacerar minha carne com aquelas presas e garras. Próximo de mim, descrevia arranhões no ar em horizontal e diagonal, buscando me acertar, embora eu me jogasse para trás, fugindo dos golpes. Sua velocidade era incrível, e tudo o que fazia era esquivar, enquanto observava seus movimentos e tentava bolar um plano para virar o jogo. Abri a palma de uma das mãos, tentando concentrar meu poder ali a fim de criar uma bola de fogo que o afastaria de mim; entretanto, nada acontecera. Tentei novamente, mas o poder não fluía. "O que tá acontecendo comigo?", indaguei mentalmente.

Até que, depois de tanto recuar, senti a parede em minhas costas. "Ah, merda", murmurei. O monstro sorriu novamente, segurando meus braços - e cravando suas unhas podres nele -, para não fugir. "Já que não tenho poderes e nem armas... A porrada vai estancar", daquela vez eu que sorri ao pensar naquilo.

Assim que se aproximou para me morder, dei uma joelhada no seu abdômen, o que o fez me soltar e colocar suas mãos no local atingido. Em seguida respondi com um jab cruzado , deixando dois socos no seu rosto - um de cada lado. Ele praguejou, já raivoso.

Tentei invocar alguma outra criatura para me ajudar em combate, mas aquilo fora em vão. Meus olhos voltaram ao ambiente completamente destruído, junto do corpo do meu pai morto. E, com esse tempo, o ghoul contra-atacou com um uppercut e um gancho de direita, o que me fez voltar à luta. Engoli em seco, respirando fundo. Ele continuou a avançar, sem piedade, pronto para uma nova sequência de golpes - soltando alguns xingamentos também. Em meio a esquivas e defesas com meus próprios punhos, além de contra-ataques, a luta era acirrada, embora o homem-demônio tinha uma vantagem. Eu atacava menos, buscava estudá-lo - e também analisar o ambiente, usando em meu favor. Ela tinha condições físicas mais aprimoradas. Deveria achar uma forma de detê-lo.

Acertei um chute no seu peito em meio a troca de golpes, o que o empurrou para trás, recuando um pouco. Com aquele tempo, corri até a cozinha, em busca de algo que pudesse me ajudar. O monstro apareceu logo depois, e por sorte havia encontrado uma faca comum, daquelas de cortar carne. Corri em sua direção, me jogando em cima dele. Levei um soco no rosto, mas retribuí enfiando a arma no seu ombro; o homem também me chutou, tirando-me de cima dele. Já estávamos de volta à sala, o sangue escorria do meu inferior. Ele parou, na porta que dividia os dois cômodos, me fitando. As lembranças de Kiotris voltaram à mente, e não só daquele dia, mas de toda a minha infância. De como fora renegado por todos e espancado todos os dias. Lembrei-me do juramento que fizera a mim mesmo. "Nunca mais abaixar a cabeça. Ninguém vai passar por cima de mim". Aquilo foi o suficiente para me dar forças. Voltei a olhar a imagem do morto perto de onde estava, o sangue banhado o chão ao redor. O oponente parecia gargalhar, se aproximando lentamente com uma das mãos no ombro ferido. Cerrei os punhos e rangi os dentes. Meu corpo era puro ódio. Se havia um demônio ali, aquela era eu.

- Do que está rindo? - O adversário indagou, voltando a a assumir uma expressão facial séria. Aquele era o momento. Junto a William Mikaelson, o que restara do Alaric bonzinho ficara para trás. Sentia toda aquela maldade me possuindo, um desejo extremamente sádico, psicopata, louco por sangue. Era como se eu fosse o ghoul ali. Eu que passaria a caçá-lo.

Procurei concentrar mais uma vez meu poder, esperando que aquilo funcionasse. Até que a cara do monstro era de quem estava confuso, seus olhos corriam por todo o ambiente. Gritava, perguntando por onde estava. E eu não dizia nada.

Sendo o mais furtivo possível (enquanto a invisibilidade estava ativa), peguei entre os destroços um pedaço de uma garrafa de vodka - tinha apenas o gargalo, o resto estava estilhaçado no chão, deixando uma parte afiada do vidro na outra ponta. Corri, e embora o inimigo parecesse se dar conta de onde estava (pelo barulho), não teve tempo de reagir. Um dos meus braços envolvia seu pescoço, enquanto levava a outra mão - que segurava o pedaço de vidro na sua nuca, enfiando as pontas dos cacos ali. Ele virou, gritando de dor, e acabou por me acertar um arranhão no peito, mas a dor que quase não sentia não era nada comparada ao prazer de vê-lo agonizar sentido aqueles resquícios de garrafa na sua pele podre. O homem tirou aquilo que o incomodava, e enquanto isso me dividi em outras três cópias minhas.

- Segurem ele. Vamos brincar um pouquinho. - Ordenei.

O trio correu até o ghoul, travando uma breve luta particular entre os quatro. Mas, graças à desvantagem numérica, os clones acabaram por imobilizá-lo: no chão, cada um dava uma chave de braço - imbolizando tais membros - e o terceiro aplicava o mesmo golpe em uma de suas pernas, enquanto a outra se movia freneticamente, debatendo-se a fim de se soltar. Peguei de novo a faca que havia o atingido anteriormente do chão e a cravei na coxa livre, interrompendo seus movimentos.

- Se não cooperar vai doer mais. - Enfiei a lâmina mais profundamente. Sabia que aquele metal comum não era tão efetivo assim contra monstros, mas era só o que tinha (além do mais, poderia aproveitar disso para machucá-lo bastante). - Você gosta de carne, certo? - Retirei a arma dali e também apliquei uma chave de perna, imbolizando-o e aproveitando para cortar um de seus dedos. Então levei o pedaço cortado até a boca da criatura. Não importando se queria ou não, apenas enfiei goela abaixo, dando um jab direto em seu rosto horrenda. - Isso é pra nunca mais mexer comigo. E nem com aqueles que eu amava. - Repeti os socos sem intervalos, vendo as feridas que se abriam e o rosto do inimigo coberto de sangue.

Levantei dali, junto dos clones, levando o ghoul até a parte da estante onde haviam as garrafas quebradas. Derrubei-o e esfreguei sua face no chão cheio de estilhaços, terminando de abrir aquela região. Em seguida, segurando-o pela nuca, levantei sua cabeça e a bati no solo repetidas vezes, até aquela criatura se transformar em pó. Minhas cópias também haviam desaparecido, e então percebi que aquilo tinha acabado. Completamente sujo de um líquido dourado, com o corpo todo dolorido - demonstrando as marcas da luta -, segui até o outro canto da sala e sentei ali, no chão, apoiado na parede. Tudo aquilo estava acontecendo de uma forma estranha demais para ser apenas um sonho. Seria mais uma obra dos deuses?



poderes ativos:

Nível 13
Invisibilidade Intermediária: Semelhante ao nível 1, mas com duração maior. Seu personagem consegue ficar invisível por pouco tempo (2 turnos durante o dia, 3 durante a noite), não tem muito controle ainda e quanto mais usar mais energia gasta. Você se sairá melhor quando estiver no escuro, apesar de conseguir também (com menos facilidade e gasto adicional de energia) de dia. Qualquer outra ação além de mover-se quebra a invisibilidade.[Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos - para efeito de contagem, considera-se que todos os níveis são um mesmo poder]

Nível 5
• Clone tríplice. Com essa habilidade poderá criar três clones a sua própria imagem e com metade de seus poderes, os clones irão surgir em três à suas costas. Duram 3 rodadas.
monstro enfrentado:

Nome: Ghoul
Tipo: Morto-vivo
Nível de Periculosidade: 40
Nível Monstruoso: 20
Taxa de Progressão: 2
Status Base: 290 HP/MP
Domesticável: Não
Limite de Evolução: 40
Localização: Variável, geralmente em cemitérios/subsolo
Agrupamento: Geralmente vivem solitários
Tamanho: Em média, 1,70 m
Névoa: Humano comum

"O ghoul é um monstro folclórico associado com cemitérios e que consome carne humana, comumente classificado como morto-vivo. Na mitologia árabe, sua origem, é um monstro canibal que habita debaixo da terra e outros lugares desabitados."

PS: Eu não sabia muito bem quais poderes um ghoul teria (até porque nunca vi um genérico de vampiro com muitos poderes e tal). Basicamente, se fosse colocar numa listinha, eu adicionaria um buff de velocidade/força (um vigor físico melhor) e a regeneração bebendo sangue/comendo carne. Desculpa se acabei escapando da coerência, tô meio confuso quanto isso tudo. Enfim.
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Re: ♦ Trama

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