♦ Trama

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♦ Trama

Mensagem por 139-ExStaff em Qui 08 Out 2015, 18:21

Relembrando a primeira mensagem :


Trama



1º turno - Threshold

O dia estava sendo mais exaustivo do que o esperado: não bastasse o frio incessante, havia ainda as obrigações e dificuldades de sempre na vida de um semideus. Seria bom um pouco de descanso. Mas dormir, para aqueles de sangue mitológico, podem  levar a pessoa bem mais além do que o esperado.


Orientações narrativas


Data: Outubro atual;
Temperatura/ clima: Sempre frio para o padrão local, independente de onde seja;
Cenário: Mundo onírico
O mundo onírico é um local volúvel, fluido e com características modificáveis que em geral refletem ou respondem de acordo com a pessoa em seu interior. Todos no mundo onírico estão inconscientes de alguma forma no plano real, sendo "criaturas astrais" - dessa forma, nada do mundo real funciona dentro do mundo onírico, exceto aos que possuem habilidade adequada para transportar tais itens de dimensão, assim como formas astrias que transpassam a barreira entre os mundos são limitadas no mundo real.


Pontos obrigatórios


♦ A introdução deve abranger a narração de alguma atividade extenuante durante o dia (sem combate a monstros); deve-se atentar que um único exercício não causa exaustão - como dito na introdução, podem ser várias coisas/ fatores - tente uma explanação geral, focando-se por fim em algo mais específico - o que requereu mais esforço;

♦ Em algum momento após isso, você consegue finalmente um instante de descanso, acabando por adormecer e entrando em uma realidade onírica. Foque nas sensações, impressões e diferenças - o personagem não precisa, necessariamente, ter consciência dentro do sonho (sonho lúcido);

♦ Nesse ponto, o semideus deve descrever visões e interações dentro dessa realidade - podem ser lembranças reais, sonhos comuns, etc, sem utilização de poderes ou ligação mitológica real, nem combates - não há uma quantia determinada, mas detalhe seus sentimentos e reações;  

♦ Em algum ponto alguma coisa muda, o afetado. Termine ao ter sua atenção chamada por algo, sem, contudo, descrever o que provocou o efeito.


Prazo e status dos players


Prazo até amanhã, dia 09/ 10 às 20h. As estatísticas e nomes dos incritos previamente serão detalhadas a seguir. Postagens liberadas.



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Re: ♦ Trama

Mensagem por Azriel Blackthorn em Sab 10 Out 2015, 20:31



sonhos de outono.


Encontre o que ama e deixe isso matá-lo

Ethan deu um passo para trás, tentando manter o equilíbrio. O chão começou a tremer e sacudir com uma intensidade cada vez maior. O que estava acontecendo? Então, o asfalto se partiu ao meio, e a rachadura avançou até onde estava o semideus. Seus instintos, afiados como obsidiana, forçaram-no a reagir antes que fosse tragado pela cratera: Com um salto, pousou na calçada com violência, adquirindo hematomas e arranhões.

Mas não parou por aí. Todo o chão começou a se desfazer e afundar, parecia que o solo estava sendo sugadao. Ethan se levantou e começou a correr enquanto tudo atrás de si ruía. Pouco a pouco, as rachaduras se aproximavam dos calcanhares do filho de Nix, ansiosas por tragá-lo junto. Ele continuou a correr, e correr, e correr.

À sua frente, uma cratera se formou, forçando-o a parar no último momento. O bafo frio da queda chegou a tocar-lhe o rosto, ele pendendo perigosamente na borda do buraco. Ao olhar para trás, viu o chão desmoronar e as rachaduras se aproximarem. Merda!, quis gritar, mas não tinha tempo. Recuou alguns passos, inspirou fundo e correu. Seu corpo se lançou por cima da cratera que havia se formado, e por alguns segundos achou que não iria conseguir. Sua mão esquerda, por sorte, agarrou uma viga de ferro protuberante do outro lado do buraco. Seus dedos quase escorregaram, mas ele se agarrou ao apoio com toda a força que tinha. Com uma careta, levantou a outra mão, agarrou o pedaço de asfalto que terminava ali e se içou para cima.

— Quase me mata, porra — sentou-se ofegante no chão, olhando para a escuridão infinita que era a cratera. Toda a outra metade da cidade havia sido sugada, desaparecendo nas trevas. Não fazia ideia do que tinha acontecido ali.

Ao se virar para a metade da cidade que estava “inteira”, deu de cara com uma mulher pálida. O susto lhe tirou o ar dos pulmões, e antes que pudesse fazer qualquer coisa, foi arremessado para o outro lado magicamente — telecinese? Suas costas atingiram dolorosamente um monte de pedras e entulho, gerando uma dor aguda e intensa.

— Caralho! — xingou, esforçando-se para respirar e ficar de joelhos. Ergueu os olhos para a mulher.

Ela estava maltrapilha — bem como Ethan —, tinha cabelos desgrenhados e era muito, muito pálida. Parecia um fantasma que retornara ao mundo mortal e ganhara novamente vida. O filho de Nix tentou levantar-se, mas a criatura o impediu: Com um grito estridente, fê-lo cair e se retorcer de dor. Os ouvidos do garoto sangravam, e sua cabeça estava a ponto de explodir.

O “fantasma” flutuou até onde Ethan estava e o agarrou pelo pescoço, tirando-o do chão. Ele sacudiu os pés e gemeu, sua cabeça ainda zunindo com o grito de instantes antes. A princípio, tentou resistir à pegada da criatura, mas uma forte e repentina exaustão tomou seu corpo. Era como se sua energia estivesse sendo sugada. Ele não podia fazer nada senão se entregar...

Não. Concentrando-se com um esforço enorme, criou energia negra na palma da mão direita e a solidificou, criando uma adaga negra. Usou o pouco fôlego que lhe restava e cravou fundo a adaga na barriga da mulher-fantasma. Ela o largou, recuou, e todo o seu corpo escureceu, a energia negra espalhando-se como um veneno. Por fim, com um semblante sofrido, desapareceu.

Ethan massageou o pescoço marcado e permaneceu de joelhos. Eu estou sonhando?, perguntou-se, olhando para o céu que escurecia.

Poderes:
[Nível 6] Solidificação Negra I: O filho de Nyx poderá, agora, converter a energia negra em uma força sólida. Esta, porém é um nível iniciante. Suas ‘conversões’ ficarão entre adagas, punhais e facas de no máximo 30cm. Flechas com menos estabilidade também são produzidas, mais muita das vezes podem não funcionar (2 flechas). No máximo uma criação por combate, que durará no máximo 2 turnos. {ATIVO!}
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Ianna D. Belikov em Sab 10 Out 2015, 20:45

Funebribus
Post único. mimimi. vestindo (?).

─  Mundo Onírico;
─ Localização e horário não definidos;

Pisquei algumas vezes para tentar me adequar à escuridão do ambiente, tendo as tentativas de enxergar completamente frustradas. Senti minha testa se franzir com a percepção de que, se houvesse algo realmente perigoso por ali, eu não teria meios para enfrentar a criatura. Passei a mão pela coxa, atrás da bainha onde minhas fiéis adagas gêmeas sempre se escondiam, buscando por algo que pudesse ao menos me oferecer uma chance de lutar. Não a senti, no entanto, praguejando em seguida. Pensando bem, era uma obra do acaso, não? Quer dizer, filhos de Afrodite não prezavam realmente por combates, podendo apenas se esquivar desses desperdícios de tempo utilizando-se de suas habilidades pacifistas, certo? No fundo, minha falta de itens era justamente o trunfo em minha manga.

De repente, uma sirene tocou, alta e clara, fazendo-me levar as mãos aos ouvidos na tentativa de tampá-los. Olhei em volta, desesperada, atrás do local de onde o som ecoava, apenas para ver o enorme véu escuro à minha frente se rasgar, uma claridade branca aparecendo pela brecha e me cegando. Então, o som parou, deixando-me com a falta temporária de visão e com a sensação de que algo muito ruim aconteceria ali.

Pisquei pela milésima vez naquele maldito dia confuso, permitindo-me notar formas embaçadas e um céu cinzento. Logo, o borrão se fez nítido, mostrando-me prédios residenciais da mesma cor do céu, as paredes ocupadas por colônias de fungos e plantas grudadas ao cimento, além de um parque de diversões ao longe, com a solitária roda gigante desligada, formando uma paisagem deprimente. Ignorando qualquer precaução, arrisquei alguns passos pelo local, pisando em folhas amareladas que se esmiuçavam junto a brinquedos, fotos e outras coisas jogadas pelo chão. O vento soprava, levantando meus cabelos, mas eu não o sentia em minha pele, aquele peculiar beijo gelado, a julgar pelas nuvens pesadas que encobriam o tom cerúleo acima de minha cabeça. Por simples reflexo, encolhi-me em minha jaqueta, permanecendo na curta caminhada que me levou à entrada de um dos prédios abandonados.

Ao observar o saguão, senti o ar ficar subitamente pesado, dando uma certa urgência por respeito ao local. Um arrepio me percorreu pela trocentésima vez, me forçando a adentrar ainda mais o prédio. As plantas já haviam o invadido há muito, os cipós e galhos transformando o ambiente em algo aterrorizador de filmes que eu não ousava assistir. Subi a escada, motivada pela curiosidade e me resguardando pela autopreservação, não que eu realmente soubesse o que procurava. Em um dos degraus, uma cabeça de boneca jazia, escurecida pelo tempo. Apanhei-a, abraçando-a junto ao peito. De alguma forma, aquilo trazia as lembranças quase inexistentes de minha infância à tona, fazendo-me lacrimejar um pouco. Walter não era lá a pessoa mais experiente em cuidar de crianças, mas ele bem sabia me fazer feliz. A primeira boneca que ele me dera havia sido tragada pelo tempo, mas me garantira bons momentos, com toda certeza. Larguei o achado e voltei a subir os degraus, aproximando-me do primeiro andar à medida que todas as células do meu corpo tentavam me obrigar a retornar.

Não havia nada de especial ali. O andar inteiro estava vazio, a não ser por jornais velhos e itens variados, todos quebrados ou sujos de alguma forma. Perto da parede à minha frente, havia um bule de chá, o bico rachado. Cacos de vidro não eram incomuns e até havia um ou dois bichos de pelúcia, com o algodão saindo de seus corpos e se esparramando pelo chão. Não demorei a notar que aqueles eram itens utilizados por famílias, mas o que as teriam feito sair dali? Meus olhos se atentaram a um dos objetos quase revestidos pelos cipós e eu me abaixei para apanhá-lo. Senti a expressão mudar em meu rosto ao ver a pequena bailarina de porcelana presa à haste da caixinha de música. Minhas unhas percorreram o contorno da bonequinha, uma sensação de fragilidade tomando conta de mim. Foi então que o ouvi.

- Ora, ora... Se não é a pequena Belikov. Há quanto tempo, querida. - Meus dedos automaticamente se abriram, largando o item. A bailarina se espatifou em vários pedacinhos no chão, mas aquilo não importava. Não mais. Aquela voz tinha o mesmo efeito para mim que o som de unhas arranhando um quadro negro para alguém com ouvidos sensíveis. Percebi que minhas mãos tremiam e não conseguia me conter. Virei-me para a escada, totalmente enrijecida, e o vi. Uma enorme nuvem fluida de escuridão, decorada por máscaras de palhaço quebradas, aranhas, bonecas e qualquer coisa que pudesse causar medo, além de apenas dois pontos vermelhos que pareciam emanar fogo como olhos. Cada vez que aparentava respirar, a escuridão se reorganizava e, com ela, as suas decorações, num ciclo demoníaco. - Já está tão crescida, será que ainda se sente desconfortável com as mesmas coisas? - A escuridão pareceu ficar mais forte por um momento, movimentando-se de forma a insinuar um humanóide, mas logo voltou a seu estado fluido novamente. - Não, você não tem mais os mesmos medos, não é? - A gargalhada do ser ecoou pelo andar, fazendo com que meus ossos gelassem e uma lembrança em específico me incomodasse.

Quando eu era criança, o bicho-papão sempre aparecia para mim, uma vez que eu desobedecia constantemente às regras de Walter. Um dia, no entanto, sua forma deixou de ser o habitual palhaço que tanto me fizera chorar, passando a ser algo mais pessoal. A sua nova metamorfose findava ao me mostrar um Walter carrasco, bêbado e que sempre ameaçava me bater, mas não da forma que um pai corrigiria sua filha, e sim como um espancamento. Depois, ele ainda dirigia algumas brincadeiras lascivas a mim, visto o desenvolver de meu corpo com a puberdade que se iniciava. Claro que eu acabava apanhando uma vez ou outra, principalmente quando meu treino teve seu início, mas aquela visão era a pior coisa que eu poderia querer, uma vez que ela incentivava a quebra da confiança que eu tinha em meu criador.

- Não sou mais afetada por você. Eu cresci. - Podia querer bancar a durona, mas minha voz tremulava nas palavras, deixando-as sem convicção nenhuma. A criatura se aproximou, os adereços quase tocando minha pele. Seus olhos flamejantes pareceram me inspecionar com calma, como eu geralmente fazia com meus campistas quando sabia que eles tinham culpa em algo. Pela primeira vez, o frio do local me atingiu, como se fosse propiciado pelo meu pesadelo.

- Já sei. - A nuvem tremulou, começando a se metamorfosear. Em questão de segundos, uma bela moça loira pairava à minha frente, com meu rosto, observando-me, medindo-me. Sem saber o porquê, senti o ódio borbulhar em mim ao ver aquela Ianna falsificada, ao mesmo tempo que me resignava a ficar afastada dela, como se fosse tóxica de alguma forma. - Podemos começar de novo, Ianna. - A mulher respirou fundo, como se sentisse o ar preenchê-la. Quando novamente abriu os lábios, sua voz era idêntica à minha. - Olá, como vai? - Afastei-me sem perceber, com a loira a me acompanhar.

- O que está fazendo aqui? - Um sorriso enrugou-lhe a face.

- Vim tomar de volta o que é meu. - Dito isso, a mulher avançou contra mim, jogando-me ao chão, por cima das plantas rasteiras. Por instinto, tentei liberar um dos braços, pronta para lhe dar uma cotovelada no rosto, mas ela foi mais rápida, dando-me uma cabeçada dolorida que me deixou zonza. Virei-me, empurrando-a de cima de mim enquanto recuperava a concentração, preparando-me para tentar levantar, mas sua mão pousou sobre minha cabeça, empurrando-a contra o piso enquanto ela se levantava. Então, senti a dor do chute contra meu testículo esquerdo, meu rosto inteiro se contraindo em uma careta, um grito deixando meus lábios. Encolhi-me em posição fetal na tentativa de proteger meus órgãos vitais de seus golpes, tentando raciocinar, mas não recebi outro pontapé. - Qual é a graça de brigar com você dessa forma? É óbvio que eu irei ganhar. - Ela me encarou, a expressão séria. - Levante-se. – Foi o suficiente para que minha consciência se refugiasse novamente, deixando-me como simples espectadora.

Obedecendo, respirei fundo antes de tentar ficar de pé, o ambiente girando ao meu redor. Com dificuldade, assumi uma postura ereta, tentando ignorar a pontada de dor que me afligia. Sorri, sentindo um gosto ruim na boca, apenas para cuspir em seguida, em forma de provocação. Eu poderia enfrentá-la, com certeza. Concentrei-me em minha mão direita, sentindo minhas energias se direcionarem até ela. Estava no ponto. Aproximei-me devagar, permitindo-me respirar o mínimo possível para que meu testículo esquerdo não me fizesse desistir daquela luta. Ao notar a distância mínima, lancei-me em uma espécie de corrida na direção da loira, o ódio correndo por minhas veias. Vi quando sua tentativa de jogar-se para o lado aconteceu e já esperava por isso, uma vez que aquela também seria minha estratégia. Dessa forma, desviei um pouco minha rota, apanhando-a pelo rosto, espremendo sua cabeça contra a parede, enquanto minha mão queimava seu rosto, um gemido deixando seus lábios. A vadia era dura na queda.

- Você não irá tomar nada. Tudo aqui é meu. Agora, me diga o motivo para ter meu rosto, vagabunda. - Seu corpo se esvaiu em fumaça negra, escapando de meu alcance, aproveitando para se materializar em outro canto do andar.

- Você ainda não entendeu, não é? – A minha vontade de matá-la rapidamente cedeu espaço para a confusão. - Esse não é o seu pior medo. É o meu. Seu subconsciente entendeu, mas o consciente é mais resistente a esse tipo de coisa. - Crispei os lábios, ainda sentindo a mão fervilhar. - Você me transformou nisso. – A Ianna falsa novamente se dissolveu, a escuridão ocupando o andar inteiro. De repente, senti como se todo o ar deixasse meu corpo e dei por mim sufocando atrás de oxigênio. - Você irá me deixar em paz, nem que seja por mal. – Caí de joelhos, a garganta fechando, o desespero batendo, os olhos se enchendo de lágrimas. Levei as mãos ao pescoço, sentindo-me morrer aos poucos, engasgando. Foi o suficiente para que eu retornasse aos controles de meu corpo.

- D-desculpe! – A nuvem se reduziu à forma de minha doppelgänger novamente, o oxigênio voltando a fluir e fazendo-me tossir de forma grave. Apoiei as mãos no chão, atrás de deixar meu rosto bem longe do cimento. - Não sei... O que eu fiz... Mas peço perdão. - A garota se aproximou, abaixando-se perto de mim, seu braço envolvendo meus ombros.

- Você não faz mesmo ideia. - Sua voz era doce, mas cheia de uma lamentação sincera. - Vou explicar o que aconteceu. – Assenti, sentindo meus músculos exaustos.

adendos:
Primeiro: o monstro enfrentado é um bicho-papão. “Ai, Andy, isso é coisa de criança, etc.” Bom, pelo meu post, tentei evidenciar que todas as pessoas têm medos, por mais que tentem escondê-los. Eles apenas são alterados à medida que vamos envelhecendo. Além do mais, aproveitei que o evento se passa em um sonho, ou seja, no subconsciente, onde todos os medos da personagem estariam armazenados e etc, para trazer esse monstro beeeem diferente (?). O bicho-papão é geralmente reconhecido como um monstro ao estilo d’O Abominável Homem das Neves, mas com estatura menor (por volta de 1,80) e cor escura. Ele é invocado quando crianças desobedecem às ordens dos pais, causando medo nelas até que os pestinhas peçam desculpas por seus atos. Possui o dom da metamorfose, uma vez que os medos variam de pessoa para pessoa. Tentei adequá-lo e mostrá-lo em todo seu esplendor, uma vez que não está se manifestando no mundo real, por isso possui um aspecto diferenciado, sendo uma nuvem de escuridão decorada com itens que invocam as mais variadas fobias. Pois bem, é importante notar que, a partir do momento que o papão se metamorfoseia, torna-se sólido, podendo ser afetado por poderes que causem dano físico, mas podendo retornar à sua forma gasosa (?). Uma outra habilidade relevante é a capacidade de fazer a pessoa perder a iniciativa em batalha por conta dos sentimentos conturbados. Por último, o poder de suprimir o ar deriva do medo de Ianna de morrer asfixiada, motivo que a levou rapidamente a declarar as devidas desculpas e inutilizar as obrigações do ser. O nível do monstro é impossível de ser definido, uma vez que aumenta conforme a experiência do assustado. Importante mencionar também que, apesar de Belikov oferecer N resistências ao medo, ela estava em sua própria mente, onde não poderia esconder seus sentimentos ou tentar contorná-los.

Segundo: TUDO É TRAMAAAA! qq Então, sobre a Ianna loira, ela NÃO é uma doppelgänger, como foi apelidada pela verdadeira. Vai ser tudo explicado no próximo turno, espero. Ela não foi morta e tudo o mais (até porque vai explicar tudo que falou, até a parte da semideusa ser o pior medo dela), mas a batalha foi finalizada quando a Belikov pediu desculpas, mostrando-se atenta ao fato de que poderia realmente morrer, tornando-se humilde, uma vez que a filha de Afrodite não costuma pedir desculpas. O cenário foi inspirado em Pripyat, na Ucrânia, aquela cidade fantasma que tá intoxicada por radiação e tal. Utilizei-a para dar a entender que, onde o papão se refugiava, era o local escolhido para as coisas "esquecidas", que não a influenciavam mais. Não pensem que eu estou doida, por favor. Amo vocês qq

poderes:
passivos:
- Eterna Boa Forma (Nível 2) [Modificado, unido com bons reflexos]: A boa forma que você possui agora não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. É algo leve, contudo, e outros fatores podem interferir. Em combates, você transfere sua graça aos seus movimentos, o que faz com que seja capaz de se esquivar com mais facilidade, com movimentos belos e fluidos. Na prática, chances de esquiva aumentadas em 25% contra golpes normais. [AFRODITE]

- Inteligência (Nível 16) [Modificado]: Você conseguiu chegar a um nível mais alto, provando que você domina estratégias de lutas e batalhas. Isso mostra que filhos de Afrodite não tem somente superficialidade. Assim você consegue rapidamente observar o inimigo, sabendo os seus pontos fracos e pontos fortes, você pode estudá-lo brevemente e saber como atacar. Isso é válido apenas para fraquezas visíveis, como técnica de luta e brechas na armadura, mas não fraquezas emotivas ou sobrenaturais. É um olhar mais aguçado, mas ainda é natural. Assim, toda vez que atacar suas chances de acerto serão maiores nesse caso. [AFRODITE]
ativos:
- Fire touch (Nível 27) [NOVO - idealizado por Sadie Bronwen]: Quantas vezes os apaixonados não descrevem o toque da pessoa amada, dizendo que se sentem como se queimasse? E esse poder faz literalmente isso. Não provoca chamas, mas as mãos ou a arma do filho de Afrodite são envoltas em uma aura que provoca queimaduras no oponente - especificar se está usando em si mesmo (nos punhos) ou no item, não se pode alterar após a ativação. Resistência a calor ou fogo não interfere, visto que não existe uma chama real. Cada ativação dura 3 rodadas. 1 ativação por combate. [AFRODITE]
you can be a sweet dream or a beautiful nightmare.
Ianna D. Belikov
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Heron Devereaux em Sab 10 Out 2015, 20:54


Somebody make me feel alive
and shatter me




Retesei os músculos repentinamente. Havia algo de errado em tudo aquilo. Eu não sabia o que era, mas meus instintos de sobrevivência anunciavam o perigo. Era como se uma força pressionasse meu coração. Uma agonia sem fim. Ao mesmo tempo, sentia um bolo se formar em minha garganta, daqueles que a gente sente quando chora desesperadamente. Apoiei minhas mãos sobre a mesa de jantar, aspirando o ar profundamente. Meus olhos começaram a passear por toda a casa. Tudo parecia hiper-real. Quase como se o plano onírico se misturasse ao plano real.

De repente, as paredes da residência começaram a ruir. Enormes rachaduras surgiam dos vértices da sala, espalhando-se com considerável rapidez. Todas elas convergiam para a janela, onde a sombra permanecia imóvel. As fendas penetraram a vidraça e, no instante seguinte, o vidro partia-se em centenas de pedacinhos, que caíam sobre o chão ruidosamente.

— Drill. Mas o que diabos você está fazendo? — perguntou Johanna. A mulher havia permanecido em silêncio por todo aquele tempo. Afinal, era fruto da minha imaginação e só existia quando precisava interagir comigo dentro do sonho.

— Protegendo você. Afaste-se! — berrei, enquanto pegava uma das cadeiras de madeira da pequena mesa de jantar. Joguei o objeto contra o chão, fazendo com que ele se despedaçasse por completo. Finalmente, agarrei um dos pedaços da cadeira. Um grande pedaço de madeira, pontudo em sua extremidade.

Ainda assim, já era tarde demais. O feitiço foi proferido pela sombra que espreitava na janela.

[Kimocha.]


Num passe de mágica, o fogo alastrava-se por toda a casa. As chamas corriam velozes e se alastravam em direção a Johanna. Do céu, do lado de fora da casa, raios azulados colidiam com o chão e provocavam clarões luminosos que apenas reforçavam a silhueta da criatura.

— Proteja-se! — avisei, ao mesmo tempo em que evitava as chamas, avançando em direção à janela.

Rapidamente, puxei-a pelas vestes, e o rosto enrugado da senhorinha foi iluminado pelas chamas. Seu nariz era bastante alongado e pontudo. Na certa, não conhecia a utilidade de um pente, pois seus cabelos brancos eram bastante desgrenhados. As rugas e as marcas de expressão estavam por todo o rosto. Finalmente, seus lábios se abriram e um sorriso de poucos dentes surgiu. A mulher soltou um grito esganiçado, que evoluiu para uma risada histérica que me assustou para caralho.

A mulher escapou das minhas mãos e se afastou, caminhando pelo quintal de nossa casa.

— Ei! Ei! Volte aqui, sua escrota. Eu vou arrancar essas coisinhas que você chama de dentes com as minhas próprias mãos!

Antes que a senhora pudesse fugir, corri até a porta que dava para o quintal. Apertava o pedaço de madeira com força, pronto para fazê-lo colidir com a velha.

— Aparece! Covarde! — tentava atiçar, enquanto meus olhos iam se acostumando à escuridão.

Foi então, que ela reapareceu. Voava em alta velocidade, em minha direção. Só tive tempo o bastante para saltar sobre o gramado, para escapar do ataque. A mulher passou direto por mim, enquanto tentava alterar a rota de seu veículo... Essa velha tá voando em cima de um pilão?

Levantei imediatamente, esperando que ela se aproximasse mais uma vez. Enquanto isso, eu pensava em uma forma de tirar a idosa daquele maldito objeto voador. À medida que ela se aproximava de mim, uma ideia ia surgindo em minha mente. Esperei sua aproximação, aguardando e calculando o momento perfeito para executar minhas ações. Quando a mulher já estava a poucos metros de distância, esquivei-me rapidamente para o lado. Subitamente, me posicionei, segurando o bastão de madeira. Foi um golpe rápido e certeiro. Assim como num jogo de basebol, eu era o rebatedor e a cabeça da mulher era a bola. Ela despencou de seu pilão, que continuou a voar por alguns metros sem a velha, antes de finalmente cair sobre o chão.

A criatura soltou alguns grunhidos de dor e frustração, enquanto eu sorria, satisfeito com o sucesso do golpe.

— Arrgh! Você não... Você não é digno de viver, Drillbit de Athena — disse a mulher, levando uma mão à cabeça. — Seu coração é tão sujo quanto o Tártaro. Vou devorá-lo, assim como eu fiz com tantos outros corações impuros.

A criatura se levantou subitamente, abrindo sua boca e avançando em minha direção. Meus olhos já haviam se acostumado o bastante para conseguir ver suas feições. Ela parecia furiosa e, ao mesmo tempo, faminta. Mas eu não pretendia virar alimento no meu próprio sonho.

— Lamento, senhora. Não servimos Drillbit Jackson nesse restaurante. Acredite, seria muito nojento — respondi.

Antes que a mulher conseguisse pôr suas mãos em mim, tratei de levantar minha perna esquerda e chutá-la com força contra a barriga. Ela arqueou o corpo, tossindo, enquanto despencava sobre o chão mais uma vez.

Levei dois dedos até a minha têmpora esquerda. Concentrei-me na velha, quando uma rajada psíquica surgiu da minha cabeça. A energia ondulava pelo ar, até atingir minha oponente, que voltou a tocar sua cabeça, atordoada pelo ataque.

— Estou curioso — comentei, enquanto caminhava em direção a ela. — Como você pretende me mastigar com tão poucos dentes na boca?

Esse pequeno momento de distração foi o bastante para que ela avançasse em minha direção outra vez.

Sintetio! — disse a criatura.

Do chão, poderosas agulhas negras começaram a surgir. Eram um pouco menos letais do que deveriam ser, graças ao meu ataque anterior. Mesmo assim, elas chegaram à minha perna direita, rasgando tanto o tecido da calça jeans, quanto os tecidos do meu corpo. Afastei-me, tropeçando em meus próprios pés e caindo sobre a grama do quintal. Larguei o pedaço de madeira no mesmo instante. Sentia pontadas de dor que se originavam das feridas em minha perna, enquanto o sangue tingia minha calça.

— Vaca! — berrei para ela

Mas a idosa continuou a avançar em minha direção, enquanto eu me arrastava pelo chão, tentando me afastar.

— Correr é inútil, querido. Aceite a morte iminente.

Interrompi os movimentos, fitando a velha que engatinhava em minha direção. Naquele exato momento, meus olhos começaram a cintilar em tons escuros de amarelo.

— Aceitarei meu destino, se você olhar nos meus olhos — sussurrei, atiçando-a. — Eu sei que é difícil resistir. É impossível não querer olhar. Não resista. Olhe bem para os meus olhos.

E realmente era difícil resistir. A mulher acabou cedendo, mesmo que sem querer. Seu corpo todo enrijeceu. Seus músculos se tornaram rígidos e qualquer movimento foi interrompido. Ela já estava completamente paralisada, quando me levantei. Calma e lentamente, caminhei com certa dificuldade até o pedaço de madeira, apanhando-o.

Finalmente, voltei até a senhora. Com a parte pontiaguda, cravei o bastão no tórax da velha, como um prego que invadia uma parede. Seu corpo se desfez em pó dourado, que se espalhou pelo quintal.

No fim, só restava eu, o fogo que consumia minha casa e o corpo de minha mãe em chamas.


Observações:

Armas e Pets:
Nenhum
Poderes:
Passivos

Considerar todos os passivos de Athena e dos Feiticeiros, até o nível 64. Destacam-se os seguintes:

Sentidos noturnos - Visão (Nível 19 - Circe) ▬ A noite seus sentidos serão extremamente aumentados. Nada fugirá a sua visão, você poderá ver perfeitamente como se ainda fosse dia, e ver através de objetos sólidos. (Exceto por meios mágicos de proteção)

Improvisar uso (Nível 20 - Athena) ▬ Através da observação e raciocínio o filho de Atena consegue utilizar um item de forma não convencional ou achar substitutos adequados para realizar uma atividade:  usar um escudo como arma de ataque, um chicote como corda, uma pedra e cipó como um estilingue improvisado, etc. A coerência deve ser observada, cabendo como palavra final a avaliação do narrador. Caso tenha dúvidas, o semideus pode expor ao narrador antes de executar a ação. Os itens são provisórios, desfazendo-se rapidamente por não serem do material e nem terem passado por um processo adequado. Não mais do que 3 turnos de uso até que se quebrem/ sejam inutilizados. A habilidade apenas implica em notar o uso, por isso não possui gasto de energia. Em contrapartida, a montagem de materiais não é automática e, novamente, deve ser condizente aos materiais disponíveis. Tal habilidade não altera qualquer propriedade dos materiais. [Modificado, antigo "Habilidade oculta]

Reflexos de Batalha (Nível 23 - Athena) ▬ Seus reflexos estão agora mais apurados do que nunca, e sua experiência em combate torna-o naturalmente mais esquivo, como uma segunda natureza. Sua esquiva e reflexos são ampliadas em 10%. [Modificado]

Cálculo preciso (Nível 40 - Athena) ▬ O filho de Atena possui uma habilidade de cálculo natural. dessa forma, se submetido a uma situação que exija precisão ele saberá determinar o momento mais propício para que sua ação tenha êxito (como Annabeth em O ladrão de Raios, no parque aquático, ao determinar o momento do pulo mais adequado para escapar da armadilha de Hefesto). Note que mais propício significa apenas o momento em que tem mais chances de funcionar, mas não um resultado instantâneo ou necessariamente favorável - assim, pode calcular qual o melhor momento para tentar atirar uma flecha em um alvo em movimento, mas não significa que seu golpe o acertará.  Adicionalmente, é capaz de analisar as distâncias aproximadas das coisas ao seu redor, podendo utilizar isso a seu favor, mesmo em um combate (determinando o raio de explosão de um poder que já tenha presenciado, pode conseguir se posicionar melhor, por exemplo). Tudo dependerá das condições explicitadas na narração e da própria capacidade do semideus em analisar sua situação. [Novo]

Ativos


Rajada Psíquica (Nível 06 - Athena) ▬ Poder mental que faz com que o filho de Atena, ao focar em um alvo, emita uma onda de energia psíquica, provocando dores e tontura que reduzem os ataques e defesas do alvo em 20% por 3 turnos (não cumulativos). Apenas um oponente atingido por vez. Não provoca perda de HP. 1 vez por combate.[Modificado, antigo "Atormentação"]

Olhar da Medusa (Nível 22 - Athena) ▬ Foi Atena que transformou a bela Medusa na terrível Górgona. Seus filhos herdarão a habilidade do monstro, de forma mais leve:  a capacidade de paralisar seu inimigo. O poder afeta apenas um alvo por utilização, que ficará paralisado por um turno, e sofrerá de lentidão por mais 2, perdendo 50% do seu movimento - totalizando 3 turnos de efeito. Se ameaçado durante a paralisia, o efeito se quebra, mas a lentidão perdura pelas duas rodadas de praxe. Uma vez por evento/missão. Ataque visual a uma distância máxima de 25m.
Monstro Utilizado:
Nome do monstro: Baba-Yaga
Link do bestiário: Clique aqui
Nível Monstruoso: 50
Status: 1475 HP/MP

Poderes Utilizados:

Magia (-): Baba-Yaga pode realizar qualquer magia que outro Feiticeiro (Feiticeiro, Filho de Hécate ou de Nyx) possa fazer, de acordo com seu nível atual. Diferente de semideuses, Baba-Yaga não necessita de grimório.
Kimocha (Nível 17 - Circe) ▬ Permite que o feiticeiro crie fogo e raios, podendo converter o fogo em bolas de fogo ou outras formas de ataques, tal como os raios. [ Nada comparado aos filhos de Héstia ou de Zeus]
Sintetio (Magia Avançada - Nix) ▬ Agulhas de energia negra surgem de todas as direções, perfurando o inimigo pelos ângulos disponíveis, causando uma intensa dor em todos os membros atingidos. Afeta apenas um inimigo por utilização. [Uma vez por batalha].[Criado por June][new]
Sobre:
Legenda

Drillbit
Pensamentos
Outros



Informações Adicionais


Justifico o uso do pedaço de madeira como arma com o poder "Improvisar uso".
A ideia da casa começara ruir foi tirada da música que eu tava ouvindo quando eu tava escrevendo o post (que, por acaso, é a que está no player).
Se você prestar atenção, vai notar que eu fiz referências ao mene Senhora (Clique aqui).
Heron Devereaux
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Benjamin Traveller em Sab 10 Out 2015, 20:59



Sonhos da Primavera Perdida



1 . À LUZ DA CABANA


O
GRITO DE HARRY CONTINUAVA A ECOAR EM MINHA MENTE. SUA VOZ rouca, ainda gritava por socorro. Impotente e incapaz de fazer qualquer coisa, apenas fitei o farol donde viera o abafado grito, e então, algo no céu chamou-me a atenção. A lua sangrenta parecia envenenar as nuvens com um vermelho-escuro, que desmanchavam-se lentamente deixando rastros no céu. A forte brisa continental fazia-me tremer de frio os ossos. Meu Deus! Não pode ser!, meu subconsciente exclamou. Senti-me um arrepio por todo o corpo quando olhei minhas mãos. Ensanguentadas, dos meus dedos escorriam-se rios de sangue. Meus olhos piscaram rapidamente e todo o sangue desaparecera. O que está acontecendo? Esse não sou eu! Será isso um sonho?, pensava o ser dentro de mim. Nada disso poderia ser possível.

Foi de repente quando o farol ligou sua luz, embora estivesse abandonado, a torre se
acendera como mágica. Mas que diabos está acontecendo? exclamei comigo. O holofote se direcionou para outro lugar — iluminava um rochedo e mais ao fim uma floresta. Subitamente correu-me a mente uma lembrança: era o lugar onde eu e Harry uma vez nos abraçamos. E lá estava ele, em pé em cima da rocha. Conseguia ver seu corpo — de costas olhando para o nada. Corri o mais rápido que pude até chegar a ele, e quando me aproximei, sem sombra de dúvidas, ele estava diferente.

Toquei seu ombro e mecanicamente ele se virou para mim. Seus olhos pareciam vazios, inexpressivos e sem qualquer humor. Sua pele estava gelada, fosse por causa do frio ou
seu interior estivesse morto. Abracei-o, mas ele não respondeu ao afeto. Era como se eu estivesse abraçando algo maciço, frio e mórbido. Afastei-o com os braços, e logo mais seu rosto fora tomado por um sorriso maquiavélico. Senti medo, pois descobri que não conhecia quem estava a minha frente. O que você fez com o ele?, sussurrei para mim mesmo.

Seu rosto angular brilhava tenuemente à luz carmesim, e seu sorriso diabólico fazia-me hesitar os músculos. Subitamente, senti uma pressão na barriga e automaticamente meu corpo se encheu de uma dor quase insuportável. Não demorei para perceber que ele havia me dado um soco, bem em cheio no testículo esquerdo. Cambaleei para trás. No momento perdi parte do meu equilíbrio, não somente pelo soco, mas pela angústia de ver Harry daquela forma: totalmente diferente e sombrio.
Isso não pode ser verdade! Só pode ser um sonho!, ou melhor, um pesadelo. Tudo que eu queria era acordar. E então, tive a primeira faísca para tomar consciência que realmente estava sonhando.

Fiquei atônito e não sabia o que fazer. Não via mais o brilho em seus olhos, e embora eles me olhassem com vigor, pareciam querer me devorar. Novamente ele se aproximou, tão veloz quanto o Harry que eu conhecia, ele me deu um murro, dessa vez me acertou no tronco. O ar me escapou do peito, a dor agora ficava insuportável. Arfei incrédulo ao que estava acontecendo enquanto meu peito subia e descia rapidamente. Tentava de algum modo recorrer a realidade, mas nada era possível, porém eu me sentia vulnerável, como se tudo estivesse interligado: o mundo real e o mundo dos sonhos. Tentava me recompor quando fui surpreendido por sua voz:

— O que há de errado com você docinho? — pronunciou presunçoso. Sua voz era idêntica a voz de Harry.

Correu-me pela espinha um arrepio.
Seria mesmo o Harry? Não poderia. Então de quem seria o grito no farol? Tem algo errado acontecendo, pensei. Olhei para frente e ele estava parado, ereto exatamente como Harry costumava ficar, porém a diferença eram seus frios e insanos olhos. Seja lá quem ele for, irá me matar? Não posso ficar aqui, presumi aflito. Olhei ao redor e o mar cobria metade de toda a terra visível. As únicas possibilidades eram: a torre e o bosque. Então me sobrou a floresta, não muito densa e não muito longe dali. Corri.

— Isso! Corra pela sua vida! — gargalhou.

Não conseguia correr mais depressa, meu testículo esquerdo — ainda dolorido — fisgava a cada passo. O bosque ficava cada vez mais perto, ao contrário dele que não saíra do lugar e apenas sorria enquanto me olhava. O farol iluminava parte da floresta, e nela a sombra de Harry formava-se distorcidamente como um borrão largo pelas árvores.

— O que deu em mim? Para onde estou indo? — briguei comigo.

À medida que entrava pelo bosque, mais escuro ficava e quase não havia luz que iluminasse meu caminho. A luz da lua invadia com seu brilho carmesim, era fraco, porém era suficiente para que eu enxergasse as árvores. Ali dentro era quase tudo muito silencioso, escutava apenas o urrar do vento (passando entre os troncos e as folhas das árvores) e meus passos sobre a folhagem seca. Parei ofegante para respirar mais fundo e recuperar o fôlego, e o frio me tomava novamente. Enquanto isso a dor diminuía aos poucos, e eu estimava que ela logo passaria. Olhei para a entrada da floresta, e via a silhueta de Harry dentro do clarão, ele se aproximava e então tive medo. Não podia ficar parado, mesmo que não aguentasse mais correr, eu teria de andar, portanto apressei-me em andar a passos largos. Apenas árvores passavam ao meu lado e nada mais, até que então notei algo diferente. Atrás de uma árvore, um urso estava estirado ao chão. Aproximei-me e pude ver o sangue (já seco) escorrido por seus pelos avermelhados. Tapei a boca em resposta e suspirei. Tinha apenas dez anos quando a mesma cena acontecera, eu costumava passar o verão com meu tio em sua cabana na floresta. Então, tive vários flashback. Afastei-me do urso e estranhamente tomei um caminho conhecido, no fim, cheguei a cabana do meu tio. Ela estava vazia e sombriamente vermelha por causa da lua. Ouvi passos se aproximando, e então olhei para trás e lá estava o Harry com seu sorriso diabólico.

Congelou-me a espinha e meus pelos se ouriçaram. Esse
com certeza não era o Harry que eu conhecia, pois ele era totalmente o oposto. Andei para trás e tropecei em um galho, caindo sentado no chão. Juntei todas minhas forças para rapidamente me levantar e entrar na cabana. Sempre quando passava o verão com meu tio, ele me ensinava muitas artimanhas, dais quais até hoje não me esqueço, e uma delas se toronara importante para mim justamente nesse momento crucial: como usar sua espingarda de caça, a que ele usava para caçar ursos.

— Onde pensa que está indo? Não precisa se esconder de mim.

A cabana estava mais escura do que eu imaginara. Sem enxergar nada, tateei a estante que ficava ao lado da porta a procura da lamparina, e lá estava ela como sempre ficava. Sem medo, acendi-a assim que a peguei, pois se tudo estivesse como eu esperava que estivesse, eu precisaria de luz. Vindo do lado de fora, eu podia escutar o seu andar indo para a entrada, embora andasse devagar, eu ficava sem tempo a cada passo que ele dava. Corri para o armário que ficava no fundo do mesmo cômodo e de lá tirei uma escopeta. A arma era exatamente igual a do meu tio (e por que não seria?), até mesmo na soleira tinha o arranhão de um urso. Com as mãos firmes, procurei pela munição onde ele costumava deixar (ao lado da escopeta) e então, felizmente as achei. Peguei a caixa de cápsulas e sentando de cócoras a coloquei ao meu lado. Apoiei a soleira da arma em minha perna e comecei a carregá-la, não demorou muito até que ela estivesse munida. Segurei o botão para que a arma fosse liberada e com força puxei a telha para trás, em seguida para frente, então ela ficara pronta.
Agora sim!, pensei. Levantei-me e para minha surpresa ele ainda não estava na porta. Destemido, apontei a arma para a porta esperando o momento chegar. E enfim ele veio dizendo antes mesmo de chegar a soleira da porta:

— Não vai conseguir se esconder aí dentro por muito tempo. Era melhor que tivesse corrido pela floresta. — gargalhou novamente.

Felizmente, ele não fazia ideia de onde estávamos. Assim que apareceu na porta, também aparecia na minha mira, e sem hesitar puxei o gatilho, mantendo-me firme para não ser pego de surpresa pelo coice da arma, embora já estivesse acostumado. O som do disparo preencheu todo o recinto, fazendo-me aliviar a tensão quando vi que acertara sua perna esquerda em cheio. Cambaleou para frente, e sua perna agora flexionada parecia indisposta. Seu rosto passou-se de diabólico a espanto, seu sorriso sombrio a indignado. Rapidamente puxei para trás e depois para frente a telha, liberando um próximo disparo. Ele fez menção de se mover, mas antes que o pudesse fazer, eu já tinha disparado. Novamente outro som de disparo, dessa vez acertando-o no peito. Apesar de seu espanto, eu não escutava nenhum gemido dele. Embora presumisse que ele estivesse inválido, comecei a preparar um novo disparo quando de repente algo muito estranho começara a acontecer. Seu rosto tomara outra forma, assim como todo seu corpo. Não era mais o Harry a minha frente, e sim uma criatura estranha. De pele cinzenta e frágil, parecia fraco ao
meu ver. Seus olhos chamavam-me a atenção por serem estranhamente grandes e amarelos. Seu rosto não mostrava qualquer expressão, e agora o meu também não. Disparei mais uma vez, vendo seu corpo cair na entrada da cabana. A luz da lamparina dançava por todo o comodo, deixando-me aliviado por a tê-la ali.

Ficha: EM BREVE
Trama: EM BREVE

Música: Roslyn - Bon Iver
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Connor Blaschke em Sab 10 Out 2015, 21:03


Lost in Dreams
— living in a parallel reality —

A casa estava em chamas. O andar em que eu estava ainda não tinha o elemento corroendo a sua estrutura, mas de alguma forma eu sabia o que estava acontecendo ali, por mais que isso soasse louco. Talvez fosse o cheiro de fumaça que vinha do andar inferior, ou talvez fosse o barulho do fogo crepitando nos móveis de madeira, mas, de alguma forma, eu sabia. E mesmo estando consciente de que aquilo era um sonho, eu me sentia sufocado — não pela fumaça que começava a chegar onde eu estava, mas pela situação do incêndio em si; vencer o meu medo do fogo ainda não havia sido uma etapa que eu tinha conseguido superar, e mesmo em uma realidade paralela ele continuava a me perturbar.

Ao recuar no corredor mais para longe das escadas, visando fugir do fogo, notei que as vozes não mais ressoavam naquele último quarto que, no mundo real, pertencera ao meu pai. E apesar de estar num mundo diferente, aquilo me causou certo estranhamento — o normal seria que alarmassem-se com as chamas, no mínimo.

Mas quem disse que os meus padrões de normalidade se aplicavam ali?

A fumaça agora invadia metade do corredor em que eu estava, avançando rapidamente. Ainda não podia ver o fogo, deveria estar em pequenas proporções já corroendo as escadas, para fazer tanta fumaça — ou, quem sabe, já havia consumido o carpete da sala de estar e isso estivesse propagando-a tanto. De qualquer forma, eu não podia ficar ali, e por isso adentrei no quarto de onde as vozes ecoaram momentos antes, fechando a porta atrás de mim para, então, vê-lo vazio.

— Mas que merda — praguejei. A mesma sensação de sufocamento que antes preenchia a minha garganta agora intensificara-se, fazendo-me arquejar, e acompanhando esse ritmo o meu coração começava a dar batidas descompassadas, enquanto a minha mente trabalhava em um modo de sair dali. Era um sonho, verdade, no entanto eu sabia que os sonhos poderiam ser muito mais reais do que qualquer um gostaria, e eu não tinha a menor intenção de morrer naquele incêndio. — Eu preciso sair daqui.

— Antes — iniciou uma voz conhecida do outro lado da porta, embora estivesse alterada para algo mais grave e sombrio —, vai ter que passar por mim.

Para a minha felicidade, eu fora sábio o suficiente para afastar-me da porta assim que o dono da voz proferiu as suas derradeiras palavras. Se não tivesse feito isso... bem, teria sido quebrado junto dela.

Um chute foi o suficiente para quebrá-la em várias partes, deixando restos dela ainda suspensos nas dobradiças. Pelo espaço que foi criado passou um ser humanóide pouco maior que eu, não muito mais musculoso, usando um elmo de guerra o qual continha enormes chifres de sátiro. Analisando seu peito desnudo, pude perceber que a sua pele era levemente escamosa e avermelhada, lembrando-me um lagarto; e a sua língua, bifurcada, que vez ou outra era exposta tal qual a de uma serpente, só vinha para confirmar isso. Ele não poderia ser humano — não com aqueles olhos que exibiam chamas rubras bruxuleantes —, mas também não sabia dizer o que ele era. Apenas... me soava familiar.

O que diabos é você? indaguei para o humanóide que limitou-se a rir em alto e bom som sem me dar qualquer explicação de sua natureza. Ao invés disso, correu com toda a velocidade para cima de mim, numa investida monstruosa; felizmente, eu estava preparado.

Enquanto ele corria para mim de braços estendidos, esquivei-me abaixando um pouco o corpo e girando em meu próprio eixo, abaixando-me mais e dando-lhe uma rasteira com toda a força que tinha, aproveitando-me da velocidade dele para ajudar no desequilíbrio. Com um golpe surdo, ele caiu no chão. E aquela era a minha nítida chance.

Levei a mão como de costume ao meu dedo anelar, visando tirar Balance de sua forma camuflada e usá-la contra o meu inimigo, mas me dei conta de que não estava comigo — nem Balance, nem Punishment, nem qualquer outra arma de meu arsenal particular. No Mundo Onírico, éramos só eu e as minhas habilidades corporais.

Mudando rapidamente de estratégia, avancei para a varanda do quarto visando sair do cômodo por ali, pretendendo insanamente pular do alto daquele andar; ao menos, pareceu-me melhor do que sair pelo corredor e enfrentar a fumaça e as chamas, correndo o risco de ficar preso entre as duas ameaças que me enfrentavam naquele sonho. O humanóide, contudo, não era burro, e antes que eu pudesse chegar à passagem para o corredor ele arremessou contra mim um pedaço mediano de madeira, remanescente da porta a qual ele mesmo destruíra anteriormente. Foi um golpe em cheio no meu ombro esquerdo, fazendo-me perder parcialmente o equilíbrio e ainda berrar de dor, mas não fora o suficiente para me derrubar — e mesmo com um ombro em más condições, aos praguejos eu cheguei até o parapeito da varanda, focalizando a minha energia para criar minhas asas em matizes de cinza e negro.

— NÃO ADIANTA FUGIR — urrou o ser. — VOCÊ NÃO TEM ESCAPATÓRIA, DEANWOODY!

O guerreiro/lagarto/demônio novamente levantou-se e partiu com outra investida contra mim, mas desta vez as minhas habilidades me fizeram manter-me firme; eu tinha uma estratégia melhor do que esquivar-me de novo. Quando o meu oponente atingiu-me em cheio, senti o nosso peso forçar a já precária situação da varanda, que não resistiu: conosco empurrando-a de tal forma, ela cedeu, e em instantes éramos dois corpos caindo rapidamente até o chão. Mas aquilo ainda não havia acabado. As mãos dele apertavam-me no braço esquerdo e em minhas costelas, logo abaixo da minha axila direita, queimando-os com muita gravidade; talvez ele fosse um lagarto de fogo ou qualquer criatura do tipo, mas só o que importava era que ele queimava e que isso ardia pra caralho.

Mesmo assim eu mantinha-me focado. Aproveitando-me da surpresa do meu inimigo ao ver-se caindo dali, acertei-o em cheio no queixo com o cotovelo direito enquanto bradava por sua morte, usando toda a força que tinha — mesmo diminuída por vários fatores —, fazendo-o afrouxar suas mãos que ainda seguravam-me, justamente quando minhas asas abriram-se e deram-me a minha escapatória.

Eu ainda pude ver o seu rosto rapidamente quando o elmo escapou-lhe antes que, com outro golpe surdo, o meu oponente estatelasse-se no chão. E quase que junto dele, a minha casa no Mundo Onírico também ruiu. Foram duas quedas só de ida.

Adendos:
Explicações:
Como será explicado no próximo post, o inimigo enfrentado é, na verdade, uma variação do garoto que botou fogo na casa de Enzo (chamado Vítor) e que, com isso, matou a família dele (só que mais demoníaco, para ficar mais hard q). Ele não lutava com armas porque a raça prefere as suas habilidades, e apesar de ser uma batalha curta ela foi árdua (as queimaduras e fraturas estão aí para mostrar isso, assim como a dificuldade para livrar-se dele).

*Poderes do Demônio de Fogo (?):

~Passivos:

(1) Resistência ao calor: O demônio possui resistência natural ao fogo devido a sua composição química natural; ele tem contato com o elemento e, pela familiaridade, não queima-se ou sofre as demais consequências normais.

(2) Sensor térmico: O demônio possui a capacidade de detectar o calor de seres vivos num raio de cem metros, podendo saber onde encontrar boas presas facilmente. Não é como uma visão, é como uma intuição fortíssima de onde ir para poder achar a sua presa.


~Ativos:

(5) Queimaduras: Ao fazer a sua pele entrar em contato com a pele de outro ser vivo, o demônio pode aumentar rapidamente a temperatura da área de contato e, assim, fazer com que queimaduras surjam em seu alvo. O custo de HP do alvo é constante na medida em que o toque durar, nunca sendo nulo e chegando a causar queimaduras de terceiro grau se o contato for muito longo.


Quanto aos poderes... não sabia se isso poderia ser feito, mas fiz. Espero ter feito certo. q
Armas:
Nenhuma. Ué
Poderes e habilidades:
PASSIVOS

{Nêmesis} Nível 3: Estratégia rápida
Um filho de Nêmesis é capaz de bolar estratégias rapidamente, mesmo com poucos recursos. Isso faz com que, mesmo pegos de surpresa, consigam reagir com rapidez. Os planos podem não ser tão complexos, mas em geral tendem a ser efetivos, dentro dos limites a que estiverem submetidos - 10% de efetividade para o resultado da ação subsequente (não implica aumento de dano ou defesa, mas chances de acerto/ resolução, apenas enquanto surpreso - ou seja, um único turno). Não implica nenhuma alteração nos poderes dos oponentes, apenas implica que, em situações normais, eles tendem a assumir a liderança e não se sentirem tão perdidos quanto outros semideuses. Ainda assim, a situação e o plano em questão deve ser bem escrito, e a última palavra é do avaliador. [Modificado, antigo "Precisão"]

{Nêmesis} Nível 16: Sexto Sentido
Filhos de Nêmesis possuem um sexto sentido que dizem onde há perigo ou ameaça. Não prevê exatamente de onde ou quem fará o ataque, apenas sinaliza que algo potencialmente perigoso se encontra próximo. Não é uma premonição, mas é útil para deixá-lo alerta. Não funciona se ele estiver inconsciente ou dormindo mas, quando desperto, inibe ataques surpresa, fazendo com que não receba dano adicional por ataques do tipo, a menos que o adversário possua algo para burlar isso ou seja ao menos 10 níveis superior. [Modificado]

{Orfeu} Nível 18 - Audição Perfeita: - O menestrel, como músico, tem uma ótima audição, só que por ser mais que um musico normal, essa audição chega a ser perfeita podendo "sentir" todo o local, se transformando em uma segunda visão. E o menestrel poderá também estar um passo a frente do rival, pois ouve até os ventos.

{Nêmesis} Nível 21: Sentidos aguçados
Para conseguir retribuir o que lhe devem é necessário perceber e estar atento ao que ocorre ao seu redor. Assim, todos os seus sentidos englobam 50m adicionais ao comum.[Novo]

{Nêmesis} Nível 22: Retribuição veloz
Nesse nível os reflexos e esquiva do filho de Nêmesis são permanentemente ampliados em 15%. [Novo]

{Nêmesis} Nível 50: Retribuição celeste
Nêmesis era representada com asas. Seus filhos adquirem a capacidade de criar tais apêndices livremente. Para voar, contudo, há o gasto energético como ativo. Ainda assim, suas asas fornecem uma bonificação de 15% para poderes de medo, intimidação ou charme, quando abertas. As cores variam entre matizes de branco, cinza e negro, e demoram um turno para distender-se ou retrair-se. [Modificado, antigo  Vingança do Céu - o nome foi mantido no ativo]


ATIVOS

{Nêmesis} Nível 50: Vingança do céu
A partir desse nível filhos de Nêmesis podem voar com as asas criadas, com capacidade de manobra mediana, que não permite curvas e mudanças rápidas de direção nem ataques complexos enquanto no ar. O gasto de energia é constante, por turno de vôo, mas baixo. [Modificado para ativo]

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Re: ♦ Trama

Mensagem por Lana D'yer Hempstead em Sab 10 Out 2015, 21:06



— LANA D'YER : TITANIUM — TRAMA: SONHOS DA PRIMAVERA PERDIDA
<
I'm bulletproof, nothing to lose, fire away, fire away. Ricochets, you take your aim, fire away, fire away. You shoot me down but I won't fall. I AM TITANIUM!
A mudança brusca dos ventos apareceu no intuito de me alertar sobre o perigo que me sondava, ou fora apenas o meu instinto trabalhando em meu favor. Mas o fato era que algo me espreitava de maneira ardilosa, extremamente perigosa.

Olhei mais uma vez ao meu redor, do lado esquerdo e direito e tudo parecia absolutamente a mesma coisa. O vento recomeçou a rebater contra meu rosto, zunindo ao pé de meu ouvido sua canção de morte. O ar permaneceu frio e eu tinha em meu interior a sensação nostálgica do vazio, era como se parte de mim houvesse se perdido. Encarando o caos e o abismo era como se eu me deparasse com meus próprios sentimentos conturbados, bagunçados por um inimigo oculto.

A furtividade daquele que me espreitava não se perdurou por mais tempo. A criatura sombria da floresta pronunciou-se em um tom ameaçador e petulante, caminhando em meio às cinzas, vindo de alguma parte que não consegui definir com exatidão, ele simplesmente apareceu.

- Olha quem vejo, uma ovelhinha desgarrada em meio ao caos.

Ouvi sua voz aguda e feminina, vinha na direção de minhas costas e para esse lado me virei, deparando-me com uma criatura singular, não por sua espécie, mas pelo seu estado. Eu fiquei frente a frente com uma dríade, sendo muito fácil reconhecê-la, mesmo com seu estado deplorável. Era fácil de imaginar que a criatura estaria em péssimas condições se levássemos em conta todo o cenário de destruição que nos rodeava, mas eu nunca me peguei pensando no quanto um evento catastrófico em uma floresta poderia afetar seus habitantes.

A ninfa tinha seus cabelos esverdeados cobertos pela poeira cinzenta que dava a ela uma aparência suja e assombrosa. Os olhos de cor indefinida mostravam um globo ocular vermelho e irritado, o que podia indicar que não estava sob nenhum tipo de manipulação mental, mas sim que sofria com o ar poluído pela fumaça. Suas roupas verde musgo, algo que parecia um top simples e florido, além de uma calça grudada na pele, estavam chamuscadas, faltando pedaços. Mas não havia nada pior do que as queimaduras expostas no lado esquerdo de seu corpo. Boa parte ali estava em carne viva. O rosto da dríade, uma parte que deveria ser bela e harmoniosa, estava irreconhecível e apavorante. Aquela criatura certamente havia sofrido muito com as chamas e por isso encontrava-se tão furiosa.

- Humanos... – ela murmurou com um ar pesado, cheio de fúria. - ... Odeio essa raça. Nunca permitirei que usurpem nosso Reino.

Suas palavras me confundiram de princípio, também, confusão era o mínimo que eu poderia mostrar diante a todo o ambiente em que fora largada. Como se nada bastasse, tinha um espírito da floresta completamente deformado diante de mim. Ele não parecia demonstrar dor, mas sua raiva era quase palpável.

- Eu não quero usurpar nada. – ousei responder, mas de uma maneira tão fraca que minha voz pareceu se perder em meio ao cantar dos ventos. A ninfa ouviu e pareceu refletir. Depois de poucos segundos olhou-me dos pés à cabeça, sua expressão era um misto de dúvida e sua sempre presente raiva. Ela optou por não acreditar no que eu dissera. Sua resposta veio em forma de ataque.

O espírito estendeu suas mãos em minha direção e poucos segundos depois uma rajada de espessos espinhos seguiu desvairadamente me tendo como alvo. Minha sorte foi que não esperei para descobrir o que ela faria, pois logo após a dríade levantar suas mãos já sai rolando sobre a terra coberta por cinzas. Não me incomodei em sujar meu corpo, seria até positivo conseguir algum tipo de camuflagem natural. Eu precisava me defender, a situação tornara-se hostil demais.

Parei apenas quando encontrei a barreira de uma árvore, mas isso não foi o suficiente para me livrar de alguns espinhos que perfuraram partes variadas de meu corpo. Um cravou-se em minha perna esquerda, o outro no lado esquerdo de minha cintura e o último na parte externa de meu braço direito. A dor e o incômodo foram instantâneos, mas não ao ponto de conseguir me tirar o foco. Mantive-me tendo a proteção da árvore e com rapidez retirei aqueles corpos estranhos que se instalaram em minha carne. Por um segundo achei que teria tempo o suficiente para pensar e decidir o que fazer, mas não foi isso o que aconteceu.

Com cautela tentei averiguar a localização da mulher da floresta. Coloquei parte de meu rosto para fora da proteção da árvore, mas não esperava que a ninfa estivesse logo às minhas costas. De alguma forma tinha ido parar lá e agarrou-me pelo pescoço, tentando um estrangulamento meio desajeitado. Se fosse apenas a tática de enforcamento eu estaria tranquila para lidar com a situação, mas algo além de sua força foi usado. Senti como se mais espinhos me perfurassem, só que dessa vez no pescoço. Precisei agir rapidamente para não sofrer danos maiores. Os braços ao redor de mim não mostraram muita pressão, contudo a dríade, por mais que parecesse fraca, era esperta.

Para me livrar do golpe e graças à maneira que estava, levemente abaixada, usei meu quadril para levantar o corpo da adversária. Enquanto isso tentava impedir que os espinhos de seu braço se cravassem profundamente em minha pele. A ninfa estava frágil, leve como uma pluma, e não tive muitas dificuldades em derrubá-la contra o solo. Quando me virei para vê-la caída, percebi que estava coberta por tais espinhos. Gostaria de saltar sobre ela, talvez até chutá-la, mas tive duas razões para não fazê-lo. Primeiro, eu acabaria me ferindo, segundo, a minha oponente não parecia uma inimiga, parecia apenas estar enganada e completamente assustada, defendendo seu território. Minha personalidade não permitia usar todos meus recursos contra alguém que mostrasse tamanha inocência.

Optei por fugir antes que a dríade se recuperasse. Eu a tinha derrubado com certa agressividade e ela deveria ter sentido cada osso de seu corpo doer. Melhor para mim. Em minha corrida passei a mão sobre os ferimentos, especialmente os do pescoço, eles ardiam. O coração parecia prestes a saltar do peito, talvez até explodir pelo nervosismo de estar em um local desconhecido, sofrendo um ataque que eu não tinha nenhuma ideia do motivo que estava acontecendo. Mas uma coisa era certa: as dores ali eram reais, o sangue quente que fluía timidamente pelas minhas feridas era convincente demais. Apesar de tudo parecer um sonho, ou melhor, pesadelo, as consequências pareciam perigosas e reais demais para serem ignoradas.

Dessa vez eu busquei abrigo atrás de uma pedra capaz de proteger meu corpo, mas não tinha muita confiança de que aquilo daria muito certo. Temi que mais uma vez a adversária me surpreendesse pelas costas, contudo, meus pensamentos estavam muito conturbados e eu precisava parar para pensar, tentar entender o que acontecia.

- O Reino de Lir pertence aos elementais e todos os espíritos da natureza. Criaturas corrompidas e ambiciosas não nos expulsarão daqui, mesmo que tenhamos que lutar com todos nossos ossos e carnes expostos, com toda nossa força quase extinguida.

Suas palavras eram admiráveis e só deixavam mais claras minhas suspeitas. Para a dríade eu era sua inimiga. Pude pensar por alguns segundos enquanto servia como caça de alguém que eu passei a ter a vontade mínima de atacar. A palavra Lir me provocava certa familiaridade, mas pelo nervosismo eu ainda não conseguia me lembrar o que significava, eu apenas desejei convencer minha adversária de que não representava nenhuma ameaça.

- Sou Lana D'yer e estou do seu lado, apesar de não entender nada o que está acontecendo. Não ataquei sua floresta, por favor, acredite.

Apenas ouvi o silêncio e poucos segundos depois a dríade apareceu ao meu lado, dessa vez caminhando, mas empunhava um longo pedaço de madeira, algo que parecia um bastão improvisado. Ela desferiu um golpe, obrigando-me a me defender me jogando no chão novamente. O bastão chocou-se contra a pedra e nesse momento rolei mais uma vez, distanciando-me daquele espírito.

- Defenderemos a Floresta de Lir até a morte.

Foi nesse momento em que finalmente pude me lembrar do motivo daquele nome me parecer tão familiar. O Reino de Lir era um lugar místico, o antigo lar de Cassidy. Por muitas vezes a fada comentara sobre ele, sobre toda sua beleza e sobre os corajosos guerreiros capazes de defendê-lo. Naquele mesmo dia ela havia falado sobre uma guerra, ainda que não tivesse entrado em detalhes. Bem, a partir dali eu sabia onde estava, mas uma nova dúvida, esta muito mais preocupante, passou a me assolar: Onde Cassidy estaria? A questão fez meus pensamentos mudarem. Um novo objetivo surgiu e para ele ser concluído eu teria que derrotar aquela que me provocava tantos problemas e que me atrasava. Ela continuava a se aproximar, parecendo incapaz de muita coisa, estava fraca, ferida, sua árvore deveria ter sofrido com o fogo, por isso os ferimentos e as queimaduras. Era triste, mas vi ali a minha vantagem.

Corri em meio às poucas árvores destruídas. Mantive meu corpo arqueado para frente, o que me deu a oportunidade de abocanhar um pedaço de madeira semelhante a um bastão. Eu estava me armando com algo semelhante ao que a dríade usava, mas a minha arma improvisada parecia estar em um estado muito pior, só que foi o que encontrei, tinha que me virar com aquilo mesmo.

Em meio a minha corrida tive que me esquivar de pedras lançadas pelo espírito. Esse não era um de seus melhores poderes, o que me fez confiar ainda mais que ela se tornava mais fraca a cada segundo que passava. A criatura nem mesmo teve a capacidade de me acompanhar na corrida, isso mesmo sendo ágil em sua condição normal. Minha ideia em princípio era rodeá-la, cansá-la ainda mais e finalmente derrubá-la. Mas o improviso surgiu. Avistei uma árvore parcialmente queimada em seu lado esquerdo, exatamente no lado esquerdo. Para ela eu segui, parando ao seu lado, usando um pequeno foco de incêndio para fazer uma das bases de meu bastão queimar. Com os pés arrastei um pouco de folhas secas que ainda restavam no chão, rodeei a árvore com aquelas folhas e esperei, vendo a dríade chegar pouco tempo depois. A ninfa parou imediatamente.

Eu montei uma postura ameaçadora, dando a entender que iria colocar fogo na árvore se ela se aproximasse.

- Você não vai usar esse golpe baixo para me derrotar. Não era você que insistia que não era minha inimiga?

- E não sou, mas descobri que tenho algo muito mais importante para fazer nesse lugar e você só está me atrapalhando. – após essas palavras não perdi mais tempo, coloquei fogo nas folhas. Imediatamente a dríade correu desesperada, pondo-se a tentar apagar as pequenas chamas, chamas que não provocavam grande perigo, mas que serviu bem para fazer com que a adversária baixasse a guarda.

Ela estava ajoelhada e eu mirei em sua nuca, desferindo em seguida um golpe com potência suficiente para desacordá-la. Imediatamente ela caiu, derrotada. Terminei seu trabalho e apaguei as chamas que eu mesma havia provocado, não queria ver a criatura queimar. Depois disso segui um rumo completamente desconhecido, eu não gostaria de estar no mesmo lugar quando ela acordasse, além disso, tinha um objetivo a cumprir.



◉ informações

Arsenal:

Irrelevante
Poderes da Dríade:

— PASSIVOS —

Nível 1

Perícia com cajados e chicotes - Dríades usam naturalmente ambas as armas, geralmente feitas de fibras vegetais e madeira, mas qualquer arma do tipo será bem utilizada por elas. A perícia implica apenas uma familiaridade e conhecimentos mínimos, mas é algo evolutivo, não significa ações sempre certeiras nem movimentos complexos sem treino, apenas uma facilidade de manejo e aprendizado. [Idealizado por Sadie Bronwen]

Nível 3

Passos sem Pegadas - Em florestas e ambientes naturais não modificados magicamente ou através de algum poder, uma dríade não deixa rastros de sua passagem, a menos que deseja. Isso se aplica somente a suas pegadas, mas caso movam coisas dos lugares, quebrem galhos secos ou façam ações deliberadas, ainda poderão ser seguidas, bem como não altera nem elimina o cheiro delas. [Idealizado por Sadie Bronwen]


Nível 4

Camuflagem - Uma dríade pode se esconder facilmente em ambientes naturais, especialmente florestas, bosques e meio arborizados em geral. tornando difícil sua localização para criaturas sem treino ou poderes para tal, desde que ela tenha o mínimo cuidado. Ações de camuflagem nessas condições ganham um bônus de 50% em suas chances de sucesso. [Idealizado por Sadie Bronwen]


Nível 5

Bússola Mágica - Dríades nunca se perdem em ambientes selvagens, sabendo instintivamente para onde é o norte. Isso não se aplica a ambientes alterados por poderes ou magias. ainda assim, conseguem se orientar e sobreviver com mais facilidade, encontrando locais secretos ou coisas escondidas nestes ambientes mais facilmente, bem como fontes de sustento - não quer dizer que não terão dificuldade ou que é automático, mas que é mais fácil a elas do que a outros tipos de criaturas/semideuses. [Idealizado pela antiga Lady Deméter]

Nível 8

Sentidos aguçados – Por viver em locais abertos e estar acostumada com os estímulos e peculiaridades desse ambiente, além de estar ligada a isso de forma vital, sempre que entrar em contato com a natureza a dríade terá os sentidos aguçados (Paladar, olfato, visão, tato, audição), recebendo uma ampliação de 50% na acuidade/alcance dos mesmos. Só é válido para ambientes naturais relevantes- um bosque, por exemplo, mas não um jardim.

Nível 30

Sentido sísmico - Enquanto estiver tocando o solo, a dríade é capaz de sentir todos os seres que estão em contato com o mesmo em um raio de 30 metros. Ela não sabe quem ou o que, apenas distingue a proximidade e o peso aproximado, além do tipo de locomoção: bípede, quadrúpede ou mesmo o uso de veículos, e sabe a velocidade e o tempo aproximado para que a alcancem. O sentido pode ser enganado, contudo - teleportes podem pegá-la desprevenida, seres etéreos não são detectados e autômatos podem ser confundidos com veículos, então não é 100% certo. [Idealizado por Sadie Bronwen]


Nível 35

Regular temperatura - Plantas geralmente deixam o ambiente em que se encontram mais frescos, sendo usadas na regulagem de temperatura. Dríades surtem o mesmo efeito - elas e seus aliados ganham 10% de resistência contra alterações climáticas, sejam naturais ou não, desde que os aliados se encontrem a até 20m de raio da dríade. [Idealizado por Sadie Bronwen]

Nível 45

Resistência ambiental - Plantas em geral se adaptam para resistir a condições climáticas e algumas espécies conseguem sobreviver com condições mínimas. Dríades se tornam com isso mais resistentes a mudanças climáticas naturais, se adaptando desde que o ambiente em questão seja passível de ter alguma vegetação, sejam cactos e palmeiras de um deserto às plantas de pequeno porte das tundras, lidando com esses ambientes sem penalidades relativas à temperatura, desde que sejam naturais e a dríade não se encontre debilitada. Ambientes manipulados por poderes ou magias ainda irão afetá-las, bem como temperaturas extremas. [Novo]

— ATAQUES —

Nível 3

Cascalhos Mágicos - A ligação da natureza da dríade mostra-se mais aprofundada, permitindo que ela interaja com o ambiente ao redor. Com este poder, ela consegue encantar as pedras ao seu redor, utilizando-as para atacar algos, semelhante a poderes de telecinese. Contudo, as pedras afetadas devem possuir no máximo meio quilo e estar a no máximo 5m de distância da dríade, ganhando 1m de distância adicional para cada 2 níveis acima deste. Se jogadas contra o oponente, as pedras alcançam no máximo 5m, fixos. Pode encantar duas pedras por vez, devendo fazer uso imediato de ambas, sendo considerado como um único ataque, mas não afeta alvos distintos. [Modificado] [Usados na corrida, quando a dríade já estava fraca demais para um ataque mais forte. PS: Por ser uma floresta, pedras seriam facilmente encontradas]

Nível 7

Teletransporte natural - Dríades podem se locomover pelas árvores, funcionando como um mini teletransporte, desde que as mesmas estejam a no máximo 10m de distância. Cada teleporte custa uma ativação. É um poder de movimento.[Idealizado por Sadie Bronwen] [Usadas pela dríade para surpreender Lana e atacá-la pelas costas]

Nível 13

Pele verde – Diferente do passivo "Camuflagem", que apenas oferece uma chance melhor de ocultação nos ambientes naturais, ao usar este poder a dríade realmente se transforma em um verdadeiro camaleão: sua pele e roupas assumem os tons do ambiente ao seu redor, tornando-a praticamente indistinguível da paisagem, caso permaneça imóvel, e dificultando sua localização em 50% caso em movimento - exceto se o oponente estiver corpo a corpo. A camuflagem dura 2 turnos por ativação, mas não deixa invisível nem apaga rastros ou disfarça o odor - é apenas a aparência. [Modificado, antigo "camuflagem" - nome alterado para não confundir com o passivo] [ Usado para camuflar a dríade nos primeiros momentos]

Nível 21

Espinhos de Rosas - Esse poder produz uma nova modificação corporal na dríade, fazendo com que toda a sua pele exposta fique recoberta por espinhos de até 5cm. Sozinhos, apenas causam dano no oponente agarrado ou acertado, mas pode ser ativado para uso em conjunto com o poder "Seiva venenosa", injetando assim a seiva direto no organismo do oponente. Cada ativação dura 3 turnos. [Idealizado pela antiga Lady Deméter] [Usado quando a dríade tento enforcar Lana]

Nível 35

Chuva de Espinhos – Direcionando ambas as mãos para um oponente, você consegue lançar uma rajada de espinhos sobre ele. Os espinhos são expelidos na forma de um cone, com 1m de largura inicial e até 9 m de alcance. O cone de espinhos tem a largura de dispersão aumentada em 1m a cada metro de alcance, chegando a 8m de largura no seu limite. Infelizmente, isso faz com que também possa acertar aliados. Os espinhos dispersos não podem ser controlados, mas agem como pequenos dardos de 10cm de comprimento. A rajada é um ataque instantâneo, durando apenas o turno da invocação. [Primeiro ataque]
Observações Importantes:

~ Uma vez, não faz muito tempo atrás, assisti um vídeo que falava sobre o poder que entidades maléficas usavam para nos prejudicar em sonhos. Bem, algo que me chamou muito a atenção e que nunca mais esqueci foi que também revelaram sobre a nossa possibilidade de usar esse mesmo poder. Sonhos são livres para imaginarmos e nos defendermos como quisermos, desde que haja treinamento para isso. Exatamente, treinamento. Por esse motivo evitei usar coisas muito loucas e sem sentido, apesar de na trama da personagem ela ter ligação com Astéria, aquela reconhecida por vagar pelo mundo dos sonhos, dos mortos e sob o véu da noite. Tentei evitar falar que Lana tinha certeza de que aquilo era um sonho, pois ela ainda não tem e assim as coisas ficarão o mais reais possíveis.
~ No caso da dríade... Pelo ambiente e por todos seus ferimentos eu imaginei que estaria muito mais fraca para executar muitos ataques e isso foi bem chatinho, porque também gosto de explorar muita coisa dos inimigos, tentando transformar a batalha em algo realmente bem equilibrado. Mas a danadinha conseguiu ser esperta em alguns momentos.
~ Ainda sobre a dríade... Não sei se perceberam, mas ela usou muitos poderes no início e isso teria detonado boa parte de sua energia, tanto que ela se viu obrigada a apenas recorrer a certas pedrinhas para tentar atingir Lana. Ah, e por estar fraca, ela também não seria tão rápida.
~ Para elucidar os pensamentos de alguns sobre o pesadelo de Lana, fazendo-os compreender a ligação deste com toda sua trama, abaixo segue um trecho importante. No próximo post ele será melhor explorado:
O primeiro ponto fraco de Lana está nessa culpa que sente pela morte de seu pai, além da fobia descontrolada que tem por hospitais e ambientes e assuntos relacionados. O segundo ponto fraco da jovem tem um nome: Cassidy. Uma fada de sentimentos puros e ar inocente como o de uma criança. A criatura mística seguiu ao lado de D'yer após a fuga da mansão dos Verlaine. A pequenina submeteu-se à campista, sofrendo a maldição de perder todos seus poderes, tornando-se assim alguém extremamente vulnerável, frágil, e que necessita de constante proteção. Cassidy é uma pequena criatura que vive exposta aos mais diversos perigos, obrigando a Lana a manter-se sempre em alerta para protegê-la, muitas vezes colocando-se em risco sem pensar duas vezes, ainda mostrando uma personalidade completamente perversa contra aqueles que ameaçam ou ferem sua amada fada. Cassidy atualmente é a maior responsabilidade de Lana.

A relação da fada e da campista é marcada por um elo quase inexplicável, de tão diferente que é. Lana, com toda sua solidão e sentindo-se perdida em um mundo desconhecido, enxerga sua pequena mascote de igual para igual, isso porquê Cass também se encontra sozinha, em um local totalmente novo. As duas possuem suas espécies distintas, mas os semelhantes infortúnios aos quais se depararam transformaram-nas no complemento uma da outra e esse é apenas o começo. O sentimento que Hempstead desenvolve pela fada é algo que beira ao fraternal, algo totalmente protetor, verdadeiro e impulsivo. Essa relação incomum ainda renderá muitas aventuras. Como se não bastasse, as duas ainda possuem mais um ponto em comum: ambas são perseguidas pelos Verlaine.
~ Só depois de já ter feito o primeiro post que me lembrei que poderia usar Astéria, mas já era tarde. ~chora
~ O ambiente, uma floresta arruinada, daria a possibilidade da dríade usar alguns de seus poderes, eu acho. De qualquer forma foram evitadas invocações de animais e etc.
~ Cassidy, como sempre, mostrará grande importância no sonho, apesar das duas não compartilharem o evento.
~ la la la
~ Qualquer dúvida, MP!
~ Beijos!

DATA INDEFINIDA || PERÍODO INDEFINIDO || CLIMA FRIO
(c)




Lana D'yer Hempstead
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Ethan Slowan em Sab 10 Out 2015, 21:22

Trama


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E então ouço os passos na escada novamente. Minha primeira impressão é que minha mãe esqueceu alguma coisa, mas, assim que presto mais atenção no som, percebo que os passos são mais pesados do que os de uma mulher magra e baixinha.

Instantaneamente o mundo parece desacelerar, o vento passa a soprar mais lentamente fazendo com que as cortinas da janela da casa balancem menos. O barulho causado pela televisão vai sendo substituído pelo som dos passos que estão cada vez mais próximos de mim. O cheiro da comida recém-feita de minha mãe vem da cozinha desaparece. Até a luz da cozinha desaparece... Até a luz que invade a casa parece se tornar mais fraca.

E é só quando os passos já estão quase me alcançando que eu decido agir: vou para dentro do banheiro e ligo o chuveiro. Logo depois vou para a cozinha. Pego a maior faca que vejo e uma tábua de madeira. Não, eu não vou preparar uma carne para morrer de barriga cheia, vou usar a faca como espada e a tábua como escudo.

É claro que eu prefiro não precisar de armas improvisadas, mas sou inteligente o suficiente para saber que ninguém invadiria uma casa porque quer brincar ou fazer um amigo. E, apesar do meu plano de usar o chuveiro para atrair a visita não esperada e do meu armamento, não consigo evitar que a adrenalina comece a correr livre pelo meu corpo, acelerando meus batimentos cardíacos e a minha respiração e possibilitando uma atitude em uma batalha: lutar ou fugir.

Mas talvez não dê mais tempo de fugir, e penso isso quando ouço a porta da sala abrir.

Obs:
Nenhum poder usado.
Equipamentos:
Fca de cozinha e tábua de carne feita de madeira. Ambos sem propriedades mágicas.



Legenda


Ações Christian "Pensamentos"



Thanks Thay Vengeance @
Ethan Slowan
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Catherine Blake em Sab 10 Out 2015, 21:44


The Broken Dreamcatcher


We all have demons in us



Apreensão.

Uma simples palavra que definia exatamente o que sentia no momento.

Enquanto via a névoa se tornar mais densa e preencher todo o quarto, ignorei os calafrios que percorriam a minha espinha e saí do estado estático em que me encontrava. Meu pai até tentou me deter, mas de nada adiantou. Segui em frente sem hesitar.

Nesse ponto, a névoa ficou tão densa que minha visibilidade era quase nula. Além de, é claro, sentir bastante frio. Quando pude ver, estava em um corredor. Ele continha setas no chão, indicando a direção mais isolada da casa, onde havia o laboratório de meu pai. Analisei-as por um instante e me arrependi disso amargamente. Meu corpo estremeceu por inteiro, assim que vi elas reluzindo com sangue. Sangue humano.

Controlei as náuseas que sentia e me forcei a continuar até o fim do corredor. Seguindo as setas, que só ficavam mais frequentes, cheguei até uma porta. Uma porta bem diferente que nunca vira antes, apesar de todos os meus anos ali. Ela era quase da cor da parede e ficava ao lado do laboratório, tornando quase impossível percebê-la. Ainda mais com a névoa ainda por ali.

Abri a porta e, mesmo no escuro, notei uma escada interminável que levava ao subterrâneo. Isso atiçou minha curiosidade e me fez ir além, dando de ombros para o meu bom senso e para a péssima impressão que tinha dali.

Senti a névoa muito mais densa e gélida, no mesmo momento em que começava o caminho.

Desci, desci e desci, até achar que não havia mais fim. Ou, até mesmo, que esse seria o meu fim. Mudei de percepção quando ouvi um grito terrível, carregado de pavor genuíno. Fiquei estática por um segundo e engoli em seco, voltando a caminhar.

Não muito tempo depois, cheguei a uma sala. Conseguia ver claramente que ela era ampla, como sugeria o teto arqueado, e ao mesmo tempo bem simples. De móveis havia apenas algumas cadeiras amarronzadas com detalhes dourados, que pareciam bem decrépitas. O chão apresentava um elegante tapete vermelho e dourado que cobria toda a sua extensão. Mais em cima, via-se ainda algumas alcovas vazias. As paredes eram negras e no fim havia uma espécie de palco, com as típicas cortinas vermelhas cobrindo tudo. Exatamente como um teatro.

As cortinas rapidamente se abriram e, sob a luz dos holofotes, revelaram um horrível espetáculo. Nesse instante, meu sangue congelou nas veias. Tive até que tapar minha boca para que um grito não escapasse dela, pois o meu choque era imenso. No palco havia um belíssimo garoto de cabelos negros, pele bem alva e olhos vermelhos, com os dentes cravados no pescoço de uma garota loira. Ela gritava, chorava e se debatia, porém ele a segurava firme e a mantinha quieta.

Antes que a criatura me visse, abaixei-me e observei.

- Ai meus deuses, o que é isso? – Murmurei baixo, sem conter minha indignação, enquanto analisava minhas opções. Nenhuma me parecia especialmente boa.

- Cathy, Cathy, eu sei que está aqui. Saia e venha trazer mais brilho ao espetáculo. – Sua voz gutural preencheu a sala, seguida de uma terrível risada. Tinha muita compaixão pela garota, e seu choro apertava meu coração. Queria muito ajudá-la e livrá-la do desespero e do medo que verificava em seus pensamentos. Contudo, ainda não sabia como e isso me frustrava. – Vamos lá, venha ver o seu velho amigo dos bons tempos. No fim, não somos tão diferentes assim. Ambos amamos ver o sangue escorrer, mesmo com ascendências divinas diferentes.

Não tinha nem ideia do que ele falava, ou de quem era. Só entendia que estava ferrada, já que ele parecia me conhecer muito bem. Se ele era um semideus como eu.... O que eu faria contra ele? Ainda tinha o elemento surpresa ao meu favor. Então, pelo menos, tinha uma certa vantagem. Logo, tentei não pensar muito e me foquei em uma das cadeiras. Como o material delas era bem fraco, não tive dificuldade em levantá-la devagar. Tomei bastante cuidado para não o alertar e acabar com a minha chance.

- Querida, não se esconda. Eu mesmo renovei esse cenário esquecido para você. – Ele sorriu, mostrando as presas afiadas e o sangue que escorria de sua boca. - É incrível como as pessoas não tem curiosidade. Nem sabes quanto tempo essa câmara ficou esquecida aqui, só empoeirando.

Por fim, lancei a cadeira direto para a cabeça dele. Ela o atingiu em cheio e o inimigo caiu com um baque no chão. O dano foi pouco, mas fez a fúria dele aumentar consideravelmente. Por isso, enquanto a garota choramingava e tentava ficar de pé, ele a alcançou e quebrou seu pescoço. Largou a sua presa no chão, como se não fosse nada, e voltou seus olhos sanguinários para a sala. Trinquei os dentes e cerrei os punhos, sem impedir minha frustração de crescer. Eu falhara de novo e mais um corpo sem vida estava estirado no chão.

Havia, porém, uma outra desvantagem nisso: chamei a atenção e ele conseguiu me ver. “Parabéns, Catherine. Você acaba de ganhar o troféu de mais “esperta” do ano.”

Ao contrário do que esperava, ele cravou seus olhos frios em mim, cerrou os punhos e se concentrou. Vi duas agulhas de gelo surgirem nas mãos dele e serem arremessadas na minha direção. Me abaixei bem a tempo; porém, ainda não consegui impedir que uma atingisse de raspão o meu braço.

Ignorei a ardência do local, mantendo os olhos nele enquanto se aproximava de mim. Caminhei até o palco, pelo lado contrário, peguei o estilhaço da perna da cadeira anterior e rasguei parte da minha camisa, envolvendo seu cabo com o tecido. Não era a arma ideal, mas teria que servir.

Com o máximo de discrição possível, voltei o meu olhar para a sala e tentei achar sua localização. Infelizmente, não demorei a achá-lo a uns 5m de mim. Ao focar em seus odiosos olhos vermelhos, suas garras se alongaram e as presas cresceram ainda mais. Mesmo assim, o perdi de vista em seguida. Olhei para os lados, perdida. E nada encontrei.  Como ele ainda estava escondido na névoa esbranquiçada, minha visibilidade era bastante limitada.

Desta forma, antes que pudesse me defender, ele surgiu atrás de mim e cravou as unhas em meu braço. Um grito de dor e surpresa irrompeu de meus lábios, à medida que sentia ele me empurrar contra o chão com força. O baque foi certeiro e provocou uma onda de dor pelo meu corpo, que eu disfarcei como pude. Essa foi a gota d’água para mim.

Projetei meu punho contra a sua mandíbula uma vez, e uma outra contra a lateral de seu rosto. Sem ligar para a ardência gerada nas juntas de meus dedos, ouvi ele arfar e vi o sangue escorrer de sua boca. Me aproveitei disso para dar um chute nas costelas dele. Mesmo assim, meu oponente ainda conseguiu desviar para o lado contrário. Comigo ainda no chão, tentou acertar um soco em mim. Por isso, rolei de lado bem a tempo e pude manter minha cabeça no lugar.

Concentrei-me nas minhas mãos, enquanto ele tentava tirar o punho do chão afundado. Assim, minhas unhas se estenderam em garras e cravei-as em seu ombro, a fim de ganhar algum tempo. O monstro amaldiçoou alto ao mesmo tempo em que finquei o pedaço de madeira na perna dele, já o pegando de volta em seguida.

Foi só o que precisei para explorar seu ponto fraco, o abdômen. Chutei-o com toda a força e me levantei, mesmo com as pontadas agudas de dor nas costelas. Ouvi um gemido alto de dor dele, mas não parei. Só que, então, escutei um som de algo se partindo.  E, ao olhar para trás, vi uma estalagmite de gelo irrompendo. Ignorando a reclamação de minhas costelas novamente, desviei para o lado. A névoa já acabara e eu conseguia ver claramente, todavia não contava que ele seria mais astuto.

Apenas senti uma respiração gélida bem perto do meu pescoço e uma mão prendendo meu pulso bem forte. Até gemi de dor, praguejando alto pelos ferimentos ardentes. Tentei me livrar do aperto, debatendo-me, mas ele era forte demais.

- Agora não há mais como escapar. Você fez isso comigo e pagará por isso, Catherine Blake. – A criatura sussurrou em meu ouvido, antes que eu sentisse seus dentes roçarem em minha pele. – Você pode até tentar, entretanto, nunca vai conseguir fugir da pessoa sanguinária que sempre foi. Ninguém pode negar para sempre a sua verdadeira natureza. E muito menos sua índole, por mais que queira.

Cerrei mais os punhos, sentindo os dentes dele tocarem em minha pele de leve. Fechei os olhos, respirei fundo e me concentrei na minha única alternativa. Era uma completa loucura pensar naquele lugar e achar que daria certo. No mínimo, acabaria em um vazio total. E, para ser sincera, ficar presa em um vácuo não era o meu passatempo preferido. Mas era tudo, ou nada.

Em questão de segundos, como se Tique estranhamente ouvisse minhas preces, senti uma sensação estranha em meu peito e abri os olhos. Por um milagre já não me encontrava nas mãos dele, e sim atrás da criatura.

Ao mesmo tempo em que ele olhava confuso para os dois lados, me aproximei devagar e cravei a estaca de madeira em suas costas, onde deveria estar seu coração. Ele emitiu um urro de dor e incredulidade, no momento em que se virava para me encarar. Tudo isso em vão, visto que seus olhos logo perderam a cor e seu corpo desfaleceu.

E, mesmo tremendo dos pés à cabeça, me aproximei dos corpos.

- Está errado. O passado pode não mudar, mas as pessoas mudam. - Encarei a criatura, deixando toda a minha raiva transbordar naquelas simples palavras.

Desta forma, escutei seu último suspiro e um som de passos apressados.

Adendos:
Oponente:
Escolhi um Damphyr por questões de trama mesmo. Esse é um rapaz dos velhos tempos de Catherine que ela não se lembra com exatidão, porque sempre tenta esquecer o passado obscuro. Como antes ela e o grupo dark eram bem sanguinários, fiz uma certa relação. Então, o Damphyr também é um semideus filho de Despina com 5 níveis a menos do que Catherine ( tendo, portanto, o nível 23) e, segundo as regras, aproximadamente 320/320 HP/MP.

Poderes de Despina:

Passivos:

Nível 2
{Visão Sombria} Como deusa das sombras invernais, seus filhos lidam bem com a escuridão e baixa luminosidade. Nesse nível, conseguem apenas ver na penumbra - ou seja, precisam de uma iluminação mínima - uma vela, lanterna ou mesmo a luz da lua cheia, se visível, mas não verão através de escuridão completa ou mágica, e seu campo visual é padrão, não se alterando. O avanço de seus poderes permite que no nível 12 veja tão bem de noite quanto de dia - mas não através de escuridão mágica. Não amplia a capacidade visual em questão de alcance, contudo.

Nível 18
{Caçador das neves II} No frio o vento produz sons mais altos que o normal, sua audição porém é melhor do que isso, podendo escutar coisas a distância mais facilmente. Sua audição tem o triplo do alcance que a de um humano normal. Isso facilita - mas não garante - a percepção da aproximação de inimigos. Em caso de oponentes com passos silenciosos, pode não fazer efeito, dependendo de quem tem o nível mais alto.

Ativos:

Nível 2
{Espinhos de gelo} agulhas de gelo são formadas na mão do semideus, que pode lançá-las na direção de um inimigo. 2 agulhas iniciais mais 1 a cada 5 níveis posteriores à aquisição do poder. 1 vez a cada 2 rodadas. Não podem ser direcionadas a inimigos diferentes. Alcance de até 5m.

Nível 4 {novo}
{Condensar} Condensa o ar à volta do sem-deus, criando uma névoa que aumenta sua camuflagem e defesa contra ataques à distância ou que dependam de mira em 20% enquanto encoberto. A névoa ocupa de 2m³, aumentando 1m³ a cada 5 níveis. Ela permanece no ar apenas 2 rodadas em locais abertos, mas pode durar até 4 em uma sala sem correntes de ar. É considerada névoa comum para fins de visibilidade.

Nível 20
{Estacas} O filho de Despina bate o pé no chão, fazendo com que uma estalagmite de gelo irrompa do solo. Ele define a posição dela em um raio de 15m. Mesmo se não acertar, ela permanece no terreno por 3 rodadas. Nesse nível apenas 1, ganhando uma estaca e 5 m adicionais de alcance a cada 10 níveis posteriores à aquisição do poder.

Poderes da criatura:

Passivos:
(-) Visão no escuro: Damphyres não são afetados pela escuridão, mantendo a mesma acuidade visual mesmo em ambientes totalmente sem luz - exceto no caso de escuridão mágica.

Ativos:
(5) Armas naturais aprimoradas: Damphyres podem ativar este poder para criar garras (nas unhas das mãos e pés com poder cortante mediano, semelhante a uma adaga) e presas mais afiadas, permitindo ataques de mordida que provoquem dano mais efetivo e ampliando as chances de se alimentar do sangue do alvo em 50%). Dura 3 turnos por ativação.

Armas Utilizadas:
Uma estaca improvisada de madeira
Poderes Utilizados :
Passivos:
Atena:

Nível 3

Combatente ágil - Filhos de Atena tendem a ser mais esguios e velozes do que fortes, em termos físicos. Isso faz com que tenham mais chances de acerto em combates corporais com armas de curta distância. Sua agilidade usando armas corpo a corpo é ampliada em 10% durante as batalhas.

Nível 5

Visão de Batalha - Assim como a coruja parece ter uma visão mais ampla do que ocorre ao seu redor, os filhos da deusa, em batalha, poderão desfrutar de uma visão mais ampla, de até 270º, permitindo assim melhores ataques ou defesas. Ainda existem pontos cegos, contudo, e só afeta os semideuses em combate.

Nível 7

Visão Noturna - A coruja é o animal sagrado de Atena e como seu filho este semideus tem mais facilidade em ver no escuro. Mas não se engane! Isso não quer dizer que sairá vendo igual uma coruja - a acuidade e alcance visual não são alterados. Poderá, contudo, encontrar todos os detalhes do local, seja da batalha, do relevo ou do ambiente. Filhos de Atena tem a capacidade de distinguir objetos mesmo em meio à escuridão, não necessitando de uma grande luminosidade para ver (mas ainda é necessária uma luz mínima/ penumbra).

Nível 19

Sentidos ampliados: Visão e Audição - Assim como as corujas, o filho de Atena terá sua visão e audição otimizadas, tendo sua acuidade e alcance ampliados em 50%, de forma que se tornam mais perceptivos ao que ocorre à sua volta.

Nível 20

Improvisar uso - Através da observação e raciocínio o filho de Atena consegue utilizar um item de forma não convencional ou achar substitutos adequados para realizar uma atividade:  usar um escudo como arma de ataque, um chicote como corda, uma pedra e cipó como um estilingue improvisado, etc. A coerência deve ser observada, cabendo como palavra final a avaliação do narrador. Caso tenha dúvidas, o semideus pode expor ao narrador antes de executar a ação. Os itens são provisórios, desfazendo-se rapidamente por não serem do material e nem terem passado por um processo adequado. Não mais do que 3 turnos de uso até que se quebrem/ sejam inutilizados. A habilidade apenas implica em notar o uso, por isso não possui gasto de energia. Em contrapartida, a montagem de materiais não é automática e, novamente, deve ser condizente aos materiais disponíveis. Tal habilidade não altera qualquer propriedade dos materiais.

Nível 23

Reflexos de Batalha - Seus reflexos estão agora mais apurados do que nunca, e sua experiência em combate torna-o naturalmente mais esquivo, como uma segunda natureza. Sua esquiva e reflexos são ampliadas em 10%

Mentalistas:

◉ Nível 20. Telepatia Avançada: Controle total, podendo escolher a hora que vai escutar os pensamentos ou não e também se comunicando livremente através dos pensamentos.
Ativos:
Atena:

Nível 2

Rapinar - O filho de Atena ganha as garras da coruja, ficando com as unhas mais longas, curvas e afiadas a ponto de cortar armaduras leves (couro comum e tecido). Essa modificação dura 3 rodadas, e pode ser ativada 1 vez por combate.

Mentalistas:

◉ Nível 1. Telecinese iniciante: Consegue mover objetos não muito pesado, quanto mais leve for, mais rápido é a levitação.

◉ Nível 4. Teletransporte iniciante: Capacidade de transportar o corpo para uma distância de 5 metros. Tem de ter em mente o local para onde vai, pois se for teletransportar-se sem saber para onde vai pode ficar preso em uma parede ou objeto e morrer automaticamente. Teletransportar para locais perto não gasta tanta energia quanto se teletransportar para o limite dado. O tempo do teletransporte pode durar de 5 a 10 segundos, ou seja, o tempo em que você desaparece e reaparece.



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Re: ♦ Trama

Mensagem por Rumi Hayes em Sab 10 Out 2015, 21:45


dream on
The past is gone, everybody's got their dues in life to pay




♦ Trama - Página 3 USGY3rD

Local: Chalé de Zeus, Acampamento Meio-Sangue — Mundo Onírico
Período: Noturno
Trama: Turno II — Rupture

Minhas pernas fraquejam, minha boca fica seca e meu coração acelera. O gélido vento uivante corre por meu corpo, eriçando os pelos da minha nuca e dos meus braços.

Não pode ser, penso, recuando alguns passos.

Esfrego os olhos e analiso o ambiente em minha volta, torcendo para que seja apenas uma ilusão. No entanto, o cenário não se desfaz.

Ergo a minha mão para pegar o arco, mas não o encontro preso às minhas costas como sempre fica. Um temor ainda maior invade o meu ser e fico ansioso e inseguro, não tendo ideia de como sairei de tal situação.

Repentinamente, gritos começam a ecoar pela clareira, amplificados pela acústica do ambiente. Gritos agudos, graves, desesperados, maléficos, insanos... não consigo ver as pessoas que estão emitindo os horrendos e assustadores sons, mas não preciso. A cada berro, sinto meu coração ficar mais apertado.

Olho para cima, grato pelo brilho lunar e, então, o grande astro noturno se torna vermelho como sangue. Parece que estou preso em um filme de terror e o desespero toma conta de mim ao ponto de me paralisar. Não consigo correr, gritar ou exercer qualquer ação.

Estou paralisado.

Abro a boca para falar algo, mas minha voz fica presa na garganta. Sinto-me agoniado por não poder reagir e, para piorar, perco a visão.

O breu em que me encontro é tão denso que tenho a sensação de que posso tocar a escuridão se eu apenas estender as mãos. No entanto, não posso me mexer, não posso ver e não posso falar.

Meus batimentos cardíacos aceleram ainda mais e penso que este é o meu fim. Morrerei sem poder lutar por minha vida. Que grande merda.

Sinto algumas gotas de água pingar em minha cabeça e escorrer por meu corpo, então a chuva começar a cair. Quando o líquido toca os meus lábios, sinto o gosto de ferro e meu testículo esquerdo revira.

Sangue. Está chovendo sangue.

A ânsia de vômito é tão forte que não consigo evitar a saída do golfo. Como não consigo me curvar para regurgitar, o líquido com os resíduos alimentares molham os meus pés. O suco gástrico faz a minha garganta arder e sinto-me ainda pior. O mal cheiro da gosma associado ao de sangue deixa-me nauseado.

Você não pode ser ele, penso com raiva.

Uma mão toca o meu ombro e é como se eu estivesse segurando o céu. No entanto, mesmo com o enorme peso sobre mim, institivamente respondo à ação. Concentro a energia do meu corpo no ponto em que estou sento tocado e libero a descarga elétrica, tendo como objetivo dar um choque em quem está me segurando.

O defesa funciona, fazendo o ofensor urrar de ira e dor. A mão recua e, talvez por ter quebrado a conexão, volto a ver e recupero a capacidade de movimentar-me. Viro-me na direção em que ele está e o encontro sorrindo para mim.

Ele está diferente. Suas feições, outrora belas e bem traçadas, estão deformadas por queimaduras; seus olhos que antes eram intensamente azuis agora estão sem brilho, desfocados; as roupas sempre elegantes estão rasgadas e desgastadas. Não é ele, mas é ele.

— Não vai me abraçar, filhinho? — perguntou o homem com uma voz grave e imponente.

Engulo em seco e depois sorrio para tentar disfarçar o medo.

— Você não é o Jamie — declaro com convicção, mesmo estando em dúvida. — Não pode ser.

— Ah, é? Por quê? — questiona ele com um sorriso irônico nos lábios.

Não sei o motivo que me leva a conversar com o homem que tem uma aparência estragada do meu padrasto, mas, por alguma razão desconhecida, dou continuidade ao diálogo.

— Porque você está queimado e o Jamie morreu em uma caça após derrotar um dragão — afirmo, repetindo a história que eu havia ouvido tantas vezes.

— Foi isso o que te contaram? — o tom irônico mais uma vez. — Seria uma pena se a versão verdadeira envolvesse um raio, não é?

Ele ergue a cabeça, jogando-a para traz, e emite uma gargalhada sinistra. Não entendo o motivo da graça, mas parece que ele está rindo de uma piada. Não entendo o que ele quer dizer, de qualquer forma, então resolvo parar de falar e atacá-lo.

Tenho plena consciência de que estou desarmado, mas ainda tenho eletricidade e meu corpo. Deve bastar. Tem que bastar.

Ergo os punhos para desferir alguns socos na face deformada do homem, mas ele segura as minhas mãos, impedindo os meus golpes. Sinto minha pele rasgar onde ele toca, uma dor infernal, mas vejo que não há feridas. Mais uma vez, disparo uma carga elétrica e ele recua com uma expressão de dor.

Olho para as minhas mãos, certificando-me de que não há cortes. Lutar contra esse cara com as mãos vazias vai ser difícil. Mas então, talvez por bondade do universo, minhas mãos se tornam garras. Vejo as unhas crescerem, afiadas e resistentes.

O falso Jamie parece surpreso com a minha habilidade — talvez não mais do que eu, admito — e abre um sorrisinho irônico.

Aquela expressão presunçosa que ele exibe me irrita e ponho-me a atacá-lo mais uma vez. Desfiro golpes com as duas mãos, diagonalmente, de cima para baixo, como se eu fosse uma fera querendo machucar alguém.

Ele ergue os braços para se defender e consigo causar alguns cortes onde minhas garras acertam. Um odor pútrido sai das feridas, acompanhado de alguns insetos que pulam para o meu corpo. Sinto várias patinhas percorrer meus braços, pernas, cabeça... e a ideia de que um bicho nojento pode querer entrar na minha boca faz com que eu emita um pulso de eletricidade para fritar os insetos.

Enquanto estou ocupado derrubando das minhas vestes os insetos mortos, Jamie desfere um soco na direção do meu rosto. No entanto, sinto uma mudança causada por uma movimentação — como o sensor do Homem-Aranha — e, por causa de tal habilidade, sei que algo se aproxima do meu rosto antes que o ataque seja concluído. Assim, quando o punho de Jamie se aproxima, abaixo-me e desfiro uma rasteira em suas pernas, derrubando-o.

Eu poderia subir em cima dele e esmurrá-lo, mas temo receber ataque por fazer contato físico.

Fito os olhos de Jamie e começo a ficar paralisado mais uma vez. Ah, então ele usa habilidades mentais por meio do contato visual. Antes que eu perca totalmente os movimentos mais uma vez, ergo as mãos e imagino eletricidade em forma de luz fluindo das minhas palmas. Funciona como um flash e afeta, temporariamente, a visão de quem está olhando.

Como não sei quanto tempo o efeito da habilidade irá durar, aproximo-me rapidamente do homem e desfiro alguns golpes no peito dele, tentando rasgá-lo. Mesmo sem enxergar, ele rola para os lados e desvia de dois dos três ataques. Maldito.

Ele se coloca de pé com um salto e então vejo que há uma lâmina em suas mãos. Antes que eu processe o que ele pretende fazer, sinto a adaga ser cravada em meu ombro esquerdo. Sinto uma imensa dor no local em que sou atingido e solto um urro de raiva; faço minhas garras desaparecerem, e coloco minha mão direita sobre a adaga para tirá-la — jogo-a no chão, porém próxima aos meus pés.

Jamie desfere um golpe em meu nariz com a própria cabeça, fazendo-me ficar tonto. Em seguida, com uma rasteira, ele me derruba no chão. Caio na lama, mas não me importo, uma vez que já estou encharcado da chuva de sangue que ainda cai.

Tento me colocar de pé, mas o mundo em minha volta está girando e a dor em meu ombro é lancinante.

Com a visão turva, vejo-o se aproximar de mim. Ele senta em cima da minha barriga e me encara. Fecho os olhos para não sofrer mais uma paralisação mental. Estou com tanta dor que não consigo focar em minhas habilidades de eletricidade e o peso sobre minha barriga dificulta a respiração, tornando difícil manter a concentração.

— Você vai morrer, semideus — disse o falso Jamie com a voz grossa. — Eu sugarei a sua vida.

Ele coloca as mãos em meu rosto e sinto dor em cada centímetro do meu corpo. Os gritos ficam presos em minha garganta e os meus membros vão ficando mais fracos aos poucos. Mesmo temendo ser afetado pela paralisação, abro os olhos e fito o falso Jamie que parece estar usando minha vida para curar os próprios ferimentos.

Paralisação, paralisação, paralisação...

— Ei — sussurro tão baixo que não tenho certeza se ele me ouviu, mas então seus olhos encontram os meus.

Algo diferente toma conta dos meus olhas e sei que há eletricidade neles. Jamie tira as mãos do meu rosto e parece ficar mais lento. A chuva diminui, a lua assume o brilho prateado novamente e a dor que antes estava me matando também para.

Estendo o braço para o lado e pego a adaga que eu havia colocado próxima aos meus pés antes de ser derrubado. Fito os olhos do falso Jamie e então enfio a Adaga em seu pescoço, abrindo um enorme corte em sua garganta. Ele abre a boca, surpreso, mas nada diz.

Sangue preto e fedido escorre do ferimento e, antes que a criatura morra, eu pergunto:

— O que é você?

E ele responde, sussurrando:

— Um obssessor.



------------------------



Observações essenciais:


  • Bem, no post anterior eu coloquei que Albus foi afetado por uma voz familiar. Então, como nos pontos obrigatórios desse turno exige um oponente desconhecido ao personagem, precisei contornar a situação e, por isso, escolhi um Obssessor (segue bestiário) que se transformou no padrasto de Albus; então, bem, é algo familiar (para não contradizer meu post anterior) e desconhecido (Albus nem sabe o que é um obssessor).
  • Como é uma missão mediana, 17 é o nível do Obssessor.
  • A lua de sangue, a chuva, os odores, os insetos e tudo mais são ilusões do Obssessor.
  • Minha internet caiu (maldição) e estou na sala da vizinha, utilizando a internet dela para postar. Sou cara de pau mesmo. q
  • É isso. Obrigado por ler e espero que você tenha se divertido. <3

    Arsenal:

    Nada.
    Poderes&Habilidades:

    Ativos:
    ϟ Olhos em choque (Nível 7) - Faz com que seus olhos fiquem elétricos, fazendo com que ao encarar o adversário pode deixá-lo mais lento, quase que paralisado por uma rodada. (Uma vez por missão) NOVO!

    ϟ Garra de águia (Nível 8) – Suas mãos assumem o aspecto de garras, com unhas afiadas e extremamente resistentes por 3 rodadas. Para todos os efeitos, elas passam a contar como se fossem de bronze sagrado, assim como as da águia que Zeus usou para punir Prometeu. NOVO! [criado por Sadie Bronwen]

    ϟ Flash cegador II (Nível 9) - Cega o adversário, como tempo do flash mais longo. Afeta todos os que estão ao redor, em um raio de 25m. Duração de 1 rodada.

    ϟ Controle sobre a eletricidade de experiente (Nível 10) - Com esse nível, você poderá usar a energia de diversas fontes, inclusive das nuvens.
    Passivos:
    ϟ Eletro-percepção (Nível 11) - Assim como alguns animais, como os tubarões, que detectam estímulos elétricos, sua percepção é melhorada dentro de um raio. 10m iniciais, mais 1m adicionail por nível. Dentre desse raio, você é capaz de notar mudanças sutis geradas pela movimentação dos seres ao redor e, portanto, não recebe ataques críticos provenientes de ataques surpresa, mas não quer dizer que consiga prever os ataques completamente, já que não é como se soubesse os movimentos que estão planejando, e sim que estão perto. NOVO! [criado por Sadie Bronwen]

    Bestiário:

    • O padrasto de Albus na verdade é: "Obssessores: Dedicados a atacar pessoas ou tipos de criaturas específicas, geralmente algo relacionado à sua morte, ou a alguma maldição. De todos, é o que detém maior poder de materialização e ilusão, mas são mais destrutivos - mesmo suas ilusões são mais diretas, praticamente reais. Afetam mais o emocional dos seus alvos - medo, paranoia, ansiedade e insegurança são gerados pela simples aura destes fantasmas. Seus poderes causam o temor mesmo daqueles geralmente imunes, além de conseguirem driblar a mente mesmo dos guardiões da memória e semideuses comumente imunes a esse tipo de poder, e de afetarem o ambiente ao seu redor. Além das ilusões básicas - usadas pelas aparições - vai além: insetos no corpo do alvo, pele sendo rasgada, objetos que tomam vida e atacam - são todas ilusões provocadas por este tipo de criatura, e que de tão reais não apenas abalam, mas também provocam dano. Além disso, toques físicos, socos, sentimento de peso, como se algo estivesse segurando ou atacando o semideus são todos efeitos de obssessores. Sugam vida pelo toque, recuperando-se de ataques dessa maneira, e são propensos a efeitos cinematográficos: sons, luzes que piscam, gritos, sangue nas paredes, vidros quebrados. Deleitam-se com o medo alheio. Aparentam-se geralmente da pior maneira possível: corpo humano, de como era em vida, sempre com ferimentos abertos, sangue e deterioração, e manipulam a energia local com efeitos menores, como cheiro de carne podre e vento gelado." Criatura retirada da sugestão de Eos para bestiário.



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Re: ♦ Trama

Mensagem por Kaine Rembrandt em Sab 10 Out 2015, 21:58


SANDMAN
Evento

Véroz não percebeu o anjo vindo pelas suas costas. O toque dele foi rápido. A viagem, indolor.

Agora estava debaixo de uma ponte. Uma poça de água suja e a terra totalmente rachada ao redor eram os únicos indícios de que um dia houvera água ali. Se a mudança no tempo-espaço assustou o curandeiro ele não demonstrou. Seu olhar analisou o ambiente ao redor com extrema perícia, procurando qualquer coisa que identificasse o lugar onde ele estava. Mas, é claro, não havia. E realmente não importava. Aquilo era um sonho, afinal, e se algo lhe ferisse o máximo que aconteceria seria ele acordar sobressaltado em sua cama.

Caminhou um pouco sobre o solo rachado, saiu da sombra que a ponte projetava e encontrou uma pequena trilha, cercada de vegetação seca, que levava para cima. Seguiu pelo caminho durante alguns minutos, o Sol incidindo diretamente sobre ele. O calor não era exatamente um problema para o filho de Éolo, graças às suas habilidades naturais, mas sentia sua boca estranhamente seca. Aquilo era um sonho, certo?

Na parte de cima havia uma estrada. O asfalto estava gasto e não havia nenhum sinal da tinta que servira de sinalização. Olhou para as duas direções, mas tudo o que conseguiu ver foi: asfalto, terra, poeira, matos secos e o horizonte. De repente, as nuvens do céu se agruparam, um relâmpago caiu a alguns quilômetros de distância - seguido por um trovão - e a chuva começou a cair. Grossas gotas de água desciam enfileiradas do céu, em uma harmonia estranha, quase como se estivessem sendo controladas. A sensação do líquido condensado caindo no rosto de Véroz foi divina, um pedaço do paraíso. Talvez aquilo não fosse só um sonho.

Começou a caminhar na direção contrária a ponte. A chuva que caía lenta e ritmadamente parecia dar energia a William. Andou durante tantos minutos que perdeu a contagem. A paisagem não mudou muito durante todo o trajeto, exceto por um cacto aqui e acolá, o que não era grande coisa. Tão abruptamente quanto surgiu, a chuva desapareceu. E então a garganta do curandeiro ficou seca de novo. E a poeira voltou a encher seus pulmões. E ele tossiu pra se livrar dela, mas toda vez mais entrava nas suas vias respiratória. Ok, aquilo não era só um sonho.

Véroz sabia que, às vezes, sonhos de semideuses eram perigosos, mas nunca ouvira falar de algo como aquilo. Sua mente tentava descobrir uma forma de acordar do pesadelo, mas a poeira e a secura da boca não permitiam que ele pensasse em nada além de proteger seu nariz e hidratar sua boca. Suas habilidades naturais pareciam começar a não fazer mais diferença, já que até mesmo o calor começou a ser um obstáculo. Dor acordaria ele daquele sonho?

Do nada, uma silhueta surgiu.

Um homem, mais especificamente. Vestia uma roupa preta que cobria-lhe o corpo do pescoço para baixo. Tinha uma cabelo negro como a noite mais escura, esvoaçante, e trazia um riso no canto da boca. Por um momento William achou que estava salvo, que poderia voltar para sua realidade. Mas a visão da espada feita unicamente de areia mudou isso. O pó que compunha a arma era dourado, brilhante, como a própria luz no fim do túnel que algumas pessoas dizem existir no fim da vida. O ser encarou o curadeiro por alguns instantes, e, com sua voz arrastada, disse apenas: Pode usar seus poderes. Ele controlava aquele sonho?

Avançou. Era estranhamente rápido para alguém que usava uma roupa tão longa.

Por uns poucos segundos Véroz ficou sem reação. Por bem poucos segundos mesmo. Quando entendeu o que ocorria, atacou. Concentrou-se em Bóreas, no deus do vento frio e violento, e logo seu poder fez efeito. Diversas adagas pontiagudas, feitas unicamente de gelo, avançaram contra o monstro. Agilmente ele esquivou-se de algumas, mas outras acertaram-no de raspão. Contudo, dos ferimentos escorreu apenas areia no lugar do sangue. O que era ele?

Com um golpe lateral ele tentou partir William ao meio, e teria conseguido, não fosse o filho de Éolo tão ágil em saltar para trás. Todavia o homem de negro não desistiu. Manteve-se na ofensiva, dando estocadas, atacando pela lateral, por cima, e por baixo. O máximo que o curandeiro podia fazer era pular de um lado para outro, poucos segundos antes de o próximo ataque ser lançado. Como ele poderia matá-lo?

A espada se transformou em uma adaga. Mesmo antes de Véroz perceber a mudança a arma já voara da mão do homem, atingindo o filho de Éolo no ombro. A dor foi enorme. Gritou, e gritou mais quando a arma saiu de dentro de sua carne e voltou para a mão do adversário, transformando-se em espada novamente. Se aquilo era um sonho, por que doía tanto?

A paciência de William acabou. Concentrou-se no céu, imaginou um raio, e aconteceu. O homem de negro foi atingido, seu corpo paralisado. Só mais um poder, é tudo que preciso. E as adagas apareceram em seguida. Voaram contra o adversário e elas o perfuraram em diversos lugares diferentes. O olhar dele ficou vidrado, a espada virou areia e ele sumiu. O que havia acabado de acontecer.

etc:
Explicação:
- As perguntas no final de cada parágrafo são pensamentos do personagem.
- Vou o resto no próximo post, prometo sz..
Armas:
- Nenhuma
Poderes:
- Agilidade – Agora você é muito ágil e consegue se esquivar de vários ataques.

Velocidade – Agora você se move tão rápido e silencioso quanto o vento.

Resistência Climática - Os servos de Éolo são responsáveis, mesmo que pouco, pelas estações do ano e pelas temperaturas. Então, os filhos dele conseguirão aguentar desde altas a pequenas temperaturas. Claro que há exceções e o bom senso e a vontade do narrador devem ser respeitados. New

Ativos

Nível 16

Relâmpago/Raio – Agora você é capaz de fazer o céu ficar nublado e assim poderá resolver se quer criar um relâmpago que faz seu inimigo ficar cego durante um turno ou criar um raio que paralisa seu oponente por um turno. Depois de resolvido é só se concentrar e criar.

Nível 24

Poder de Bóreas – Agora como o deus Bóreas, você pode controlar o vento de norte. Ele é frio e violento. Você pode fazer uma ventania forte e atirar adagas criadas através desse vento no seu inimigo, as adagas não são sólidas, são somente imagem das tais para representar. Ao atingir o inimigo o dano poderá ser alto, pois o ataque é violento e a adagas são frias como o próprio gelo.


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Re: ♦ Trama

Mensagem por Oliver H. Greyback em Sab 10 Out 2015, 21:58


All night long
no face
Abri os olhos, um pouco aliviado com o desaparecimento do zumbido, porém minha cabeça latejava como nunca. Uma moeda prateada bamboleava em meu campo de visão.

Era apenas a lua, observei após alguns segundos naquele estado de tontura. Sentia a frieza da neve em minhas costas, confirmando que eu estava caído. Conseguia sentir uma brisa muito fraca, que fazia meus pelos se eriçarem por todo o corpo. O ar que antes já parecia estar preenchido de algum tipo de mistério intrigante agora não passava de pura confusão. A respiração se acelerou um pouco ao pensar no que estava acontecendo até o momento, e então lembrei: ele chegou. Lentamente rolei para o lado, para em seguida me levantar. E o que vi fez o clima de mistério voltar a atuar. Algo em minhas veias me informava que algo de ruim estaria para acontecer.

Um carro, daqueles antigos. Parado exatamente no meio do cruzamento com os faróis altos apontando para mim. O pára-brisas estilhaçado, e com marcas de sangue. Passei quase que instintivamente a mão na testa, sentindo sangue morno escorrendo. A neve ganhou mais algumas manchas escarlate quando ouvi a porta do carro sendo fechada com certa violência. Um homem vestindo um sobretudo e carregando um taco de baseball moveu um pé após o outro, calmamente se aproximando de mim. Estava mais do que na hora.

- Não precisa ser tímido. Vamos logo com isso, amigo.

Não sei exatamente o que eu esperava que ele fizesse, mas o cara realmente veio pra cima. Só consegui pensar em me jogar para trás, evitando o primeiro swing. Em seguida, meu corpo agiu quase que de forma reflexiva, já que eu mesmo mal pensara em algo a fazer. Uma espécie de névoa começara a surgir, fazendo com que o ambiente fosse preenchido com o gás esbranquiçado em poucos segundos, enquanto ele ainda tentava outra investida. Dessa vez, agora com o pensamento mais clareado apenas me esquivei.

Em minha cabeça, qualquer possibilidade de movimento que eu poderia fazer passava como se um filme super acelerado. Aquela névoa me fez acreditar que havia tempo extra para finalizar meu adversário de uma vez só. Mas eu estava redondamente enganado.

Quando menos esperava, o bastão me atingiu com extrema força no lado direito da caixa torácica. Caí, sem forças para respirar corretamente, mas dessa vez tinha algo em mente: fugir.

Me arrastei para o lado, e virei o pescoço para olhar como estava a situação. A névoa se desfizera, às minhas ordens silenciosas, e o homem do taco olhava para os lados, se perguntando onde eu estaria. Dei uma leve sorriso, ainda me afastando. A proximidade era vantagem apenas para ele, e quando já estava a uma boa quantidade de passos de distância, me levantei, sentindo que algumas costelas haviam se quebrado, como eu pensara. Mas ele precisava ser derrotado.

Talvez estejam se perguntando o que eu fiz para sumir desse jeito. Usei a habilidade herdada de minha mãe, uma espécie de véu. E uma das fraquezas dele era que eu não podia atacar enquanto o usava, ou seria descoberto. Mas um homem morto poderia olhar para mim o quanto quisesse.

Porém, aconteceu que eu estava errado. O ser deu um pulo anormal para o lado, frações de segundo antes da estaca aparecer, e logo em seguida se virou em minha direção. Só então percebi: Ele não tinha face. Sem olhos, sem nariz, sem boca. Sem orelhas, até. Aquilo me deixou um pouco apreensivo. Como eu não tinha percebido antes? Eu havia olhado diretamente para ele, como essa informação passou despercebida até agora? Quase prendi a respiração devido a surpresa, e me encontrava imóvel agora. Era possível perceber que não era humano, mas eu agora estava disposto a acabar com aquilo.

Ele começou a correr em minha direção, já armando o próximo ataque. Foi então que comecei a fazer minha magia: gelo. A primeira tentativa foi prendê-lo ao chão, após uma rajada de vento especialmente forte a partir de mim. O timing foi perfeito, o que fez com que um de seus pés ficasse preso ao chão recoberto de neve. Devido ao torque acumulado, ele caiu de cara no chão - não exatamente, já que ele não tinha cara. Mas vocês entenderam.

Soltei uma risada boba pela segunda vez naquele local, e o som pareceu fazer um eco enorme. Era engraçado pensar que um cara pelado matou um outro que estava vestido. Meu adversário ainda tentava se levantar, usando as mãos e o pé livre, mas me certifiquei de que ele não o faria mais: invoquei uma nova estaca, e dessa vez o objeto surgiu já inteiramente em encarnado, após transpassar as costas do homem que viera até mim. Me aproximei, pegando o taco. Em minha mente se passava tanta coisa que, de tão cheia, parecia vazia. Fiquei pasmo com o que estava acontecendo naquele lugar, e agora que ele havia vindo e ido, ainda haveria mais a acontecer?

Não sei. Mas meus instintos me levavam a acreditar que aquele lugar sombrio guardava muito mais segredos. era hora de tomar uma direção.

coisas:
poderes usados:
passivos:
Nível 2
{Visão Sombria} Como deusa das sombras invernais, seus filhos lidam bem com a escuridão e baixa luminosidade. Nesse nível, conseguem apenas ver na penumbra - ou seja, precisam de uma iluminação mínima - uma vela, lanterna ou mesmo a luz da lua cheia, se visível, mas não verão através de escuridão completa ou mágica, e seu campo visual é padrão, não se alterando. O avanço de seus poderes permite que no nível 12 veja tão bem de noite quanto de dia - mas não através de escuridão mágica. Não amplia a capacidade visual em questão de alcance, contudo. [Novo]

Level 10
{Fortalecimento térmico} Em locais frios (abaixo de 0ºC) esses semideuses se fortalecem, tendo mais facilidade em usar suas habilidades. Quanto mais frio e gélido for o local em que se encontra, menor será o custo de MP. De 5% de redução na temperatura mínima, aumentando a bonificação em 5% a cada 20ºC abaixo da 0, até um máximo de 25%. [Modificado]

Nível 7
{Cura invernal} Locais frios (abaixo de 0ºC) deixam esses semideuses mais saudáveis e mais à vontade, podendo curar pequenos danos. Até 2hp por rodada, no máximo 25 HP por uma noite de sono neste local. Não se aplica a condições criadas pelo próprio semideus ou outros irmãos. [Modificado]


Nível 16
{Predador ártico} A velocidade de movimento do semideus não é reduzida pela neve ou gelo - na verdade, ele se movimenta melhor nesses ambientes, dobrando seu deslocamento normal. Não permite ataques extras, é apenas para fins de locomoção. Não afeta outros meios, como uso de montarias ou veículos. [Modificado]

Nível 20
{Ritmo lento} Sua temperatura é mais gelada e sua circulação mais lenta que o comum. Por causa disso, filhos de Despina não sofrem de hemorragias, exceto em casos muito graves - como poderes de uma fonte de ao menos 10 níveis superior. Danos que provocariam hemorragias - como golpes críticos - são reduzidos em 10%. [Novo]

Nível 33
{Proteção natural} A pele do semideus é adaptada para resistir às condições inóspitas do inverno, mas acaba favorecendo também em outras situações. Nesse nível, considera-se que sua defesa natural foi permanentemente incrementada em 10% pela resistência de seu organismo. [Novo]


Nível 35
{Fortalecimento sombrio} Durante o período noturno (em locais abertos) ou em locais com nenhuma ou muito pouca iluminação, o filho de Despina se sente mais forte, com um aumento de 10% nas suas habilidades. Acumula-se  com o fortalecimento pelo frio. [Novo]

Nível 37
{Hipoalgia} O frio é entorpecente. Ainda que isso possa ser prejudicial, no caso desses semideuses seu controle corporal é adaptado para fazer desta uma situação vantajosa. Assim, ainda que não percam a capacidade motora, recebem os benefícios desse entorpecimento na forma da hipoalgia - diminuição da sensibilidade à dor. Não há redução no dano provocado (portanto, eles ainda perdem HP normalmente) mas efeitos e penalidades referentes à dor constante são reduzidos em 50%. [Novo]

Nível 40
{Ver o invisível} Despina é a deusa dos segredos e sombras invernais - as coisas não escapam de seus olhos facilmente. Oponentes mais fracos que estejam sobre efeitos de ocultação, camuflagem ou invisibilidade são detectados por este semideus como se não tivessem feito uso do poder. [Novo]

Nível 43
{Fortitude aprimorada} Estes semideuses estão preparados para climas frios e suas intempéries. Seus corpos são mais resistentes, fazendo com que sofram menos efeito de cansaço. Atividades extenuantes não os afetam tanto quanto a outras pessoas, e a MP delas sempre será reduzida em 50% para atividades físicas e custo comum. Contudo, isso não se aplica a uso de poderes ou habilidades, sejam provenientes do próprio semideus ou efeito de um poder sobre eles. [Novo]
poderes ativos:
Nível 4 {novo}
{Condensar} Condensa o ar à volta do sem-deus, criando uma névoa que aumenta sua camuflagem e defesa contra ataques à distância ou que dependam de mira em 20% enquanto encoberto. A névoa ocupa de 2m³, aumentando 1m³ a cada 5 níveis. Ela permanece no ar apenas 2 rodadas em locais abertos, mas pode durar até 4 em uma sala sem correntes de ar. É considerada névoa comum para fins de visibilidade.

Nível 23
{Véu Invernal} A deusa é silenciosa, seu rastro só sendo percebido após sua passagem, sempre oculta. Com esta habilidade em uso, o semideus torna-se invisível como os ventos gélidos, e flexível como estes, podendo se esgueirar com facilidade para evitar ataques - basicamente, tornando-se capaz de passar por qualquer brecha existente (mas não se torna intangível). Ele não pode ser detectado por nenhum meio (exceto poderes específicos, e apenas caso o oponente seja de nível superior), contudo também não poderá atacar de forma alguma, sendo uma habilidade puramente para espionagem ou evasão. Dura 2 turnos por ativação. 2 usos por evento.[Antigo poder especial, modificado]

Nível 20
{Estacas} O filho de Despina bate o pé no chão, fazendo com que uma estalagmite de gelo irrompa do solo. Ele define a posição dela em um raio de 15m. Mesmo se não acertar, ela permanece no terreno por 3 rodadas. Nesse nível apenas 1, ganhando uma estaca e 5 m adicionais de alcance a cada 10 níveis posteriores à aquisição do poder.[Modificado]

Nível 19 {novo}
{Iced foot } Poder de constrição - o filho de Despina direciona um vento gelado ao inimigo, que tem seus pés congelados por 2 rodadas - ele ainda pode usar armas e poderes, mas não poderá sair do lugar até o gelo derreter - o gelo nesse nível ainda é fraco, e pode ser derretido ou quebrado com uso de fogo ou outros meios (golpes físicos demoram 3 turnos para oponentes muito mais fracos, 2 para oponentes com margem de até 5 níveis ou 1 para oponentes acima disso). 1 vez a cada 5 rodadas.
Mais nada a declarar.
♦ Thanks, Andy 'O' ♦
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Christian Marshell em Sab 10 Out 2015, 21:59



Sweet Dreams
Join the darkness

O céu tornava-se mais e mais escuro e tempestuoso a cada segundo. Os ventos começaram a se agitar, ganhando mais velocidade e intensidade do que antes. Mesmo que ainda não chegasse a ser uma tempestade declarada, estava muito perto disso. Os sentidos se perigo de Marshell apitavam mais e mais a cada segundo como se clamassem por alguma reação do garoto. Mesmo assim, ele permaneceu parado, fechou os olhos e começou a ler o ambiente através dos sons, isolando tudo que não lhe importava no momento até chegar exatamente onde queria: O som dos passos.

Os barulhos eram claros. Após cerca de oito segundos, Frederick estimou que correndo na velocidade em que estava, seu oponente o encontraria em no máximo um minuto e meio. Seu coração começou a bater um pouco mais rápido e então ele finalmente abriu os olhos procurando em volta por alguma arma que não estivesse quebrada ou posicionada em um lugar interditado por fogo ou destroços. Começou a correr, sabendo que o tempo não estava ao seu favor. Tinha que encontrar algo com aparência boa o suficiente para não se partir em vários pedaços com o primeiro golpe.

Após cerca de trinta segundos, encontrou uma espada bastarda com um metal reluzente e aparência boa o bastante para se arriscar em uma situação de vida ou morte. Sem hesitar agarrou-a e fez um corte horizontal no ar com força para ver se a espada aguentava ao menos os movimentos como ele esperava. Por sorte, a lâmina permaneceu intacta. Seu cabo era de metal negro recoberto em couro preto para ajudar no manejar da arma. Fechando os olhos mais uma vez, percebeu que seu inimigo estava próximo e deveria entrar em sua área de visão em cerca de dez segundos. Virou-se então para a direção dos passos e respirou fundo colocando-se em uma posição defensiva.

Assim que a criatura surgiu, parou e observou o filho de Nyx sem mover um único músculo. Nenhum dos dois parecia saber como começar o combate. Seu oponente tinha a forma de um corpo humano, possuindo cerca de um metro e noventa de altura alternados em um corpo de energia obscura que mudava constantemente de forma. Em um segundo, a silhueta era masculina com músculos evidentes, em outra, feminina com traços delicados, porém ameaçadores. Sua cabeça exibia diferentes penteados a cada transformação, mas sua face permanecia a mesma. Era como um buraco negro girando lentamente sugando pequenos pontos brilhantes semelhantes à estrelas em um céu noturno. Conforme os pontos seguiam para o centro, novas surgiam no local enquanto a criatura tentava de alguma forma se comunicar. Mesmo assim, sem boca, tudo que saíam eram ruídos sem nexo.

— Seja lá o que você está falando, não vou me render sem lutar. — advertiu o filho de Nyx mantendo seu posicionamento.

Como se visse graça no comentário de Marshell, a criatura emitiu alguns ruídos semelhantes a risadas que completavam seu sentido com os gestos que o ser fazia. Parecia não se preocupar com as ameaças do filho de Nyx e zombava dele demonstrando sua indiferença. Após isso, parou e observou o semideus a sua frente como se tentasse imaginar qual seria o jeito mais divertido de tirar aquela vida.

Cerrando os dentes, Frederick lançou um olhar de raiva para a criatura e então usou sua mão livre para tentar invocar sua ocarina. Mesmo assim, nada aconteceu. A criatura então começou a caminhar lentamente em direção ao semideus que tentava desesperadamente invocar seu instrumento para que pudesse usar suas músicas contra o monstro. Não tinha ideia do que estava acontecendo, mas estava claro que aquilo por algum motivo não funcionaria. Dando alguns passos para trás, fitou incrédulo sua tatuagem antes de olhar mais uma vez para seu oponente que continuava a se aproximar lenta e calmamente em sua direção.

— Ignem!  — gritou apontando a mão para o monstro, mas sua bola de fogo também não funcionava. Ao que tudo indicava, todo o tipo de poder que dependesse da criação de elementos ou invocação não funcionaria. Tinha consigo apenas os poderes característicos como a audição e perícias. Agarrou então sua espada bastarda com as duas mãos e voltou a se posicionar para um combate. — Então não posso usar meus poderes, hein? Faz tempo que não tenho que fazer todo o serviço com as próprias mãos. — comentou. O ser continuou a se aproximar ignorando as palavras que ouvia. — Ao menos me dê a chance de lutar em uma luta justa. Espada contra espada. — arriscou. Mais uma vez não funcionou.

Frederick recuou mais alguns passos. Tinha que pensar em alguma coisa, e rápido. Não sabia se a criatura estava debilitando seus poderes, não sabia se aquilo continuava sendo um de seus pesadelos e mais importante: Se fosse real, poderia ferir seu oponente com aquela espada? Se ele era forte o bastante para inibir poderes, poderia receber danos físicos de uma arma aleatória? Tudo que sabia é que tinha que tentar. Aquela era sua melhor chance.

— Vamos lá, espada contra espada, não? — tentou mais uma vez. — Se realmente fosse superior não teria medo de aceitar meu desafio. — lançou parando de recuar ao ver que estava se aproximando demais de um dos focos de incêndio.

Desta vez o monstro parou junto. Ao que tudo indicava, Frederick tinha acertado seu ponto fraco. Para muitos, não fazia sentido ganhar uma luta sem honra, e por sorte aquilo também se aplicava a seja lá o que fosse seu oponente. Estendendo uma de suas mãos, o ser sombrio invocou a partir de seu punho uma espada idêntica a de Marshell, exceto por seu material que, no caso, era pura escuridão. Agora tinha que ganhar uma luta contra um oponente desconhecido frente a frente, mas aquela era sua melhor opção.

— Então vamos acabar com isso. — disse por fim, partindo pra cima de seu oponente. Usando as duas mãos, investiu em um golpe horizontal que fora facilmente aparado por seu oponente. Sem perder tempo, o ser contra-atacou pelo lado oposto em um golpe muito semelhante, também aparado com facilidade.

Os golpes a seguir seguiram uma espécie de padrão em que se via sempre um ataque, um defesa, um contra-ataque, outro ataque, outra defesa, outro contra-ataque. As coisas permaneceriam daquele jeito por um bom tempo... Se não fosse tudo parte do plano do filho de Nyx. Após algum tempo, os dois lutadores estavam em posições contrárias, tendo um tomado o lado inicial do outro na batalha.

Agora a estratégia do filho de Nyx era outra. Tornando seus movimentos mais ofensivos, forçou aos poucos seu oponente a recuar com golpes muito mais complexos do que os aplicados primeiramente. Em alguns casos, passou perto de cometer grandes erros que poderiam lhe custar a vida, mas naquele momento era tudo que poderia fazer. Com o tempo, o ser ficava cada vez mais perto do fogo que continuava a arder no incêndio, mas parecia não notar que isso acontecia. Então, assim que veio a chance, Marshell deu um último golpe por cima, forçando-o a aparar e medir forças. Neste momento, Frederick chutou o ser na altura da barriga, fazendo-o cair em meio às chamas que aos poucos consumiram seu corpo negro.

Quando os ruídos de dor acabaram, a prole da noite finalmente pode soltar sua espada e respirar corretamente. Mesmo assim, a tempestade no céu ainda não tinha acabado. Seus poderes não voltaram. E aquilo só podia significar uma coisa: Ainda não tinha acabado. Aquele era apenas o começo de seu pesadelo.

adendos:
Único poder que importa neste post:
Nível 18 - Audição Perfeita: - O menestrel, como músico, tem uma ótima audição, só que por ser mais que um musico normal, essa audição chega a ser perfeita podendo "sentir" todo o local, se transformando em uma segunda visão. E o menestrel poderá também estar um passo a frente do rival, pois ouve até os ventos.

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Re: ♦ Trama

Mensagem por Logan Montecarlo em Sab 10 Out 2015, 21:59


lucy in the sky with diamonds
flores, cores, sabores ❀ post número não sei sou de humanas ❀ não ouvindo isso
Em seu zênite, a perfeição foi interrompida. Havia um aroma acre no ar seco.

E esse aroma era facilmente perceptível. Ele azedava o latíbulo, o clima pastoril, a Arcádia buscada como refúgio campestre; ele putrefazia a felicidade, adoecendo-a, e isso ficou evidente quando as flores começaram a murchar, uma a uma. Foi rápido, o efeito, mas as pétalas que antes lambiam-no, com suas diversas cores, frutas e sabores - os odores diferentes para cada paladar, mesclando notas de uma mesma fragrância -, agora pareciam pesar sobre a pele de Logan, com um aspecto ligeiramente opaco, menos vívido. Cinquenta tons de cinza pareciam abrir, forçadamente, espaço entre todo o espectro de rosas, violetas e margaridas do campo.

O malogro estendia-se, então, por toda a extensão infindável de outrora. Ele murchava as pequenas plantas, envolvendo-as em alguma praga negra, que as deixava sem vida; a necrose era induzida por flocos de pólen negro, como grãos da mais fina areia, só que escura, como se as sombras tivessem escolhido as mais nobres das praias do Nilo, incumbindo em sua composição toda uma parcela de trevas, então guardando-a numa bolsa. Tal bolsa estaria, portanto, aberta, despejando suas sementes de cinzas; a escuridão era quase emanada em forma de energia negativa, drenando fracamente a poesia da paisagem e também de Logan, que enfraquecia timidamente, afinal sua resistência era muito maior do que a das plantas, ainda que fosse somente um integrante do sonho, sem ter controle total das próprias ações.

Em pouco tempo, esse dito saco de areia explodiu ao redor de Logan, liberando a energia de um furacão preto que girava e girava, constantemente, e o semideus estava bem no olho desse fenômeno. O ciclone começou a tomar forma, tirando um pouco do oxigênio do filho de Perséfone, que passou a respirar de forma mais pesada, ofegante - e isso porque nem havia transado; o cansaço abatia-se dez vezes pior do que antes, mesmo no mundo real, faltando-lhe ar aos pulmões para inspirar e espirar. A troca de gases entre o mortal e o meio estava comprometida, como se o entorno estivesse meio calejado, rarefeito, tal qual o cume de uma montanha no Himalaia.

Quando a própria consciência já aparentava "piscar", o cérebro ligando e desligando, o tufão passou, e toda aquela massa de areia caiu no solo, colocando-o sobre um deserto de areia negra. A uma questão de dez metros de distância, um vulto humanoide de óculos e sobretudo preto portava-se bem majestosamente, ainda que o mal parecesse ser criado por si, numa aura de trevas incomparável; talvez o próprio Hades admiraria o poder do senhor em questão. As sombras remexiam-se ao redor da figura, como uma capa feita das próprias trevas, sendo beijadas pelo vento oeste, mesmo com o ar ainda estando abafadamente seco e parado.

Um sorriso branco apareceu no meio do rosto, como o gato de Winchester, abrindo um pouco de claridade naquele breu. A boca contorcia-se, estranhamente, no que poderia ser encarado como uma risada, que no entanto parecia muito pior do que isso; o tom do riso era meio raspado, como se vidro estivesse sendo esfregado na garganta da criatura. O aroma azedo não saía, precisamente, dele, mas sim do efeito de seus poderes sobre as flores, que murcharam e pareciam liberar uma espécie de gás no ar, como enxofre; não letal, mas fétido.

Logan estava prestes a abrir a boca para inquirir sobre a monstruosidade, quando ela mesma se fez ouvir.

Eles me chamam de Breu, anunciou, sem propriamente dizer nada; era quase uma voz mental, meio como uma telepatia. Aquilo, atingindo um mentalista do calibre de Logan, com todas as suas resistências sendo pifiamente ignoradas, demonstrava as habilidades dele.

Breu era ridiculamente forte. Podia sentir pela aura alheia. Porém, só por aquela apresentação, Logan também concluía que o elo mais fraco dele era justamente sua personalidade: saber da magnitude de seu poder costumava levar as pessoas a subestimarem os outros.

O que é você?, Logan perguntou, da mesma forma que Breu fizera, tentando ganhar mais tempo e arrancar mais informações sobre ele.

Eu sou o Bicho-papão, e - sem rodeios - invocou um cavalo negro de terra, que relinchava fogo; sua crina tinha o mesmo efeito da capa de Breu, meio tremulante. E eu sou o responsável por destruir os sonhos. Como que para demonstrar o seu poder, ele abriu os braços, e toda a areia negra elevou-se. Abaixo dela, as flores renasceram, pipocando aqui e acolá, e Logan quase conseguiu se sentir melhor, se não fosse pelo poder do oponente, que soltou as cinzas, necrosando novamente algumas pétalas; outras, contudo, resistiram. Então, Breu chamou toda a sua areia de volta, guardando-a num tipo de bolsa que trazia a tira-colo.

Logan não fazia ideia de como derrotá-lo, e por isso a notícia a seguir foi tão acalmadora.

Eu não vou lutar com você, como se fosse algo baixo demais para ele, o todo-poderoso Breu, fazer. Mesmo porque eu não tenho motivos para te matar. Seu sorriso alargou-se. Pela primeira vez, Logan se sentia frente a frente com a crueldade. Eu vou matar todos os seus sonhos.

Essa foi a frase de efeito para o gatilho da batalha começar. Como um chicote, a areia negra de Breu tomou a forma de um tentáculo e estalou no peito de Logan, que foi arremessado vários metros para trás, esmagando algumas flores no meio do caminho, mas flores saudáveis, com pétalas que lambiam-lhe a pele, toques macios de carinho. Breu, então, começou a espalhar seus grãos de areia negra, como se fossem sementes, fecundando o mal.

Logan ficou meio irritado e tenso, logo direcionando a ele uma forte onda telepática de confusão, que provavelmente o desnortearia; o poder, entretanto, não teve sucesso, talvez pela realidade onde se localizava, talvez pelo tamanho poderio do adversário, que alastrava a desesperança pelo campo. O tentáculo que atacara Logan dirigiu-se à miniatura do Casino e Hotel Monte Carlo, tornando-a podre, velha, fraca. Ao ver aquilo, Logan ficou terrivelmente abalado, e foi como se uma parte de seu cérebro tivesse sido afetada, causando-lhe uma tremenda dor de cabeça. O próximo alvo era o carrinho de kart.

NÃO!, ele gritou, e - como em resposta - o carrinho deu marcha e começou a correr pelo campo. O detalhe mais importante e formidável era que, por onde andava, as rodas dele transformavam a areia negra em dourada, como se estivesse livrando-a da maldição de Breu.

Não por coincidência, o sorriso do Bicho-papão vacilou.

Não há como você escapar. Minha magia é muito mais forte. O medo é muito pior. Aquelas frases pareciam energizar o cavalo preto que Breu montava, mas já não afetavam tanto o filho de Perséfone, que correu em direção ao carrinho de kart, pulando dentro dele. Não fazia sentido, mas um capacete havia se materializado em sua mão; e, em seu corpo, um macacão de piloto de corrida.

Logan colocou as mãos no volante e começou a fugir de Breu, que vinha atrás de si montado no pesadelo. O cenário, então, ficou cômico; enquanto as rodas do kart reviviam as flores mortas, as pegadas do animal do Bicho-papão faziam-nas novamente adoecerem. A corrida pelo gramado lembrava um desenho animado: o semideus fazia curvas fechadas e manobras arriscadas para despistar seu perseguidor, que usava de tentáculos de areia negra para atingi-lo, buscando acertar os pneus, que contudo não se necrosavam como as flores.

Talvez, porque Logan ainda não tivesse pegado o espírito da coisa toda.

O semideus, então, acelerou sua máquina, e essa potência, aparentemente, era o necessário para a miniatura de brinquedo do Casino refazer-se na frente da linha de Logan e Breu, há cerca de uns cinquenta metros de distância. A felicidade cresceu no meio-sangue, e a miniatura virou uma casa, então tomou o tamanho real, e só parou de crescer quando ficou quase do tamanho de um castelo.

Os portões se abriram, e a corrida teve vez no interior. A questão central era que, por mais que Breu fosse poderoso, lá dentro, Logan era o comandante. Ele criava soldadinhos de brinquedo que atiravam no cavalo; bolas de gude rolavam pelo chão, tornando a movimentação de seu oponente mais lenta; um ursinho de pelúcia voador grudou-se à cara de Breu, que ficou cego por tempo suficiente para que o Montecarlo pudesse despistá-lo.

O Bicho-papão olhou ao redor, procurando-o. Como um piano em queda livre, o kart de Logan caiu em cima do cavalo de Breu, saindo de um alçapão localizado logo acima dos dois; afinal, quem definia as passagens daquele castelo era o próprio garoto, que carregava um sorriso leve no rosto, bem diferente daquele cruel e malicioso que o disseminador do mal ostentava anteriormente.

Esse era o segredo: acreditar, nunca desistir. Os sonhos eram a chave para a derrota do pesadelo. O último espírito na Caixa de Pandora era a esperança, certo?


OBSERVAÇÕES:
Poderes:

Então, nada de especial. O poder que o Logan tentou usar, na verdade, fracassou, porque na hora ele não tinha concentração suficiente para isso.



Referências:

Breu é um monstro novo, que eu adaptei do filme "A Origem dos Guardiões", aquele que também tem o Norte, o Coelhão, a Fada dos Dentes, o Sandman e o Jack Frost. A areia que ele controla seria a arma oposta à areia do Sandman - ou seja, algo como a areia dos pesadelos em oposição à areia dos sonhos, e inclusive por isso sua tonalidade era negra, como no filme.
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thanks maay
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Re: ♦ Trama

Mensagem por 117-ExStaff em Sab 10 Out 2015, 22:05


Trama



3º turno - Alive?

E agora... o que fazer?


Orientações narrativas



Data: Outubro atual;
Temperatura/ clima: Sempre frio para o padrão local, independente de onde seja;
Cenário: Mundo onírico
O mundo onírico é um local volúvel, fluido e com características modificáveis que em geral refletem ou respondem de acordo com a pessoa em seu interior. Todos no mundo onírico estão inconscientes de alguma forma no plano real, sendo "criaturas astrais" - dessa forma, nada do mundo real funciona dentro do mundo onírico, exceto aos que possuem habilidade adequada para transportar tais itens de dimensão, assim como formas astrias que transpassam a barreira entre os mundos são limitadas no mundo real.



Pontos obrigatórios


♦ O personagem deve usar o turno para descansar/ investigar se houve mais alterações à sua volta, analisando o ambiente;

♦ O personagem pode ou não perceber que está sonhando;

♦ Ao investigar/ pensar, deve ligar o aparecimento do oponente anterior de forma específica a si e sua trama - algo específico no personagem atraiu a criatura: o que foi?

♦ Quando começa a achar que tudo está bem, algo muda: insira aqui um sonho mitológico, que pode ou não conter monstros, mas não é exigido combate.

♦ O turno acaba ao fim de uma interação no sonho - a escolha do player.


Prazo e status dos players


Raleigh H. Geiszler justificou. Terá o desconto de 50% dos status mas está vivo e pode postar o 3º turno.

O levantamento de postagens e não-postagens e as atualizações de Status atrasarão mais um vez (me desculpem) mas serão realizados sem falta no domingo, considerando os dois turnos.

Prazo até amanhã, dia 11/ 10 à meia-noite (virada para segunda).



Tks Maay from TPO
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Gaspard Delevigne em Dom 11 Out 2015, 11:22



Troubled Waters




O cansaço da luta fez o corpo do semideus se curvar e o rapaz encostou em uma árvore e escorregou até o chão. Vozes invadiam a floresta e faziam sua mente girar em ângulos absurdos. Não pode ser... Não é real... Ele soltou um grito de desespero e viu que o cenário mudou levemente.

De onde estava era possível visualizar uma grande rocha cheia de protuberâncias e buracos, como uma parede de escalada. Tyler já passou algumas vezes pela parede do acampamento, mas nunca teve coragem de subir. As vozes invadiram o cenário novamente e uma menina de cabelos negros e um vestido extremamente branco e limpo surgiu na sua frente.

— Tyler? — ela se assustou e apontou para algum ponto atrás dele. — Cuidado. Ele está perto.

A garota gritou e correu. Antes de colidir com o paredão, ela sumiu. O garoto se levantou e foi até a formação rochosa. Ele precisava vencer seus medos. Com uma mão de cada vez, apoiando seu corpo na rocha e movendo seus pés no mesmo ritmo, o semideus subiu lentamente a pedra. Um pássaro amarelo e preto que estava perto acompanhou a subida enquanto piava e dava um ar de confiança ao rapaz.

O céu estava tempestuoso e cruel, com nuvens cinzentas e pesadas por toda a parte. O vento frio parecia açoitar mil escravos enquanto as árvores rangiam e se curvavam ao seu desejo. A menina surgiu perto de Tyler, mas não estava em um lugar... acessível.

A garota estava na beira de um penhasco. Em segundos, a forma mudou e uma mulher extremamente bela, de pele alva e olhos muito azuis encarou o rapaz. O semideus reconheceu eu aquele olhar, pois fazia parte de suas lembranças despedaçadas.

— O que faz aqui? — ele manteve a calma enquanto se movia lentamente para perto da moça.

— É assim que me agradece? — ela desdenhou. — Graças aos meus dons sua memória foi poupada de um tormento eterno.

— Acha bonito deixar mortais confusos? — ele revidou. — Por mais horrível que seja meu passado, você não pode tirar de mim o que jamais deveria ter sumido do meu alcance.

— Deve fazer por merecer, Tyler Spring — os olhos brilharam e uma borboleta surgiu em cada pupila antes dela dar mais um passo para o penhasco. Seus cabelos voavam ao sabor da ventania -, pois a pisque dos humanos não pertence somente a eles.

— Pisquê, espera... — Tyler correu mas não conseguiu alcançar a moça que se jogou do penhasco.

Ao se ajoelhar na beira do pedregulho, o mesmo cedeu aos poucos. O garoto não se importava em morrer naquele momento, nem mesmo em se machucar gravemente. Ele só queria... respostas. Felizmente, a longa queda resultou em um pouso suave em um chão arenoso, que o fez levantar rapidamente e analisar o local. Estava cercado pelas paredes do penhasco, não sabia mais o que fazer.

— Então aquela cópia era o meu... passado? — ele sussurrou para si lembrando da luta na floresta tropical. — Ou meu futuro? — ele encarou o céu nublado e cantou aos quatro ventos. — Digam, ó deuses, o que querem de mim...? Sou somente um ser... mortal.


Onde: Nightmare Com quem? Pessoas Post: 003 Vestindo: isso


Thanks @ Lilah CG
Gaspard Delevigne
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Connor Blaschke em Dom 11 Out 2015, 13:42


Lost in Dreams
— living in a parallel reality —

"Choque" definia-me bem naquele momento. Eu estava estava pelos arredores da minha casa, sentado num banco próximo, ainda com minhas asas expostas e analisando meus danos: ombro com um intenso hematoma, queimadura em meu braço esquerdo e em meu peitoral, chegando até abaixo da axila, além do meu cotovelo estar seriamente latejando pela pancada que dei em meu inimigo. A fumaça também parecia ter causado algum dano em minhas vias aéreas, pois junto do meu cansaço da batalha recém travada, minha respiração saía com mais dificuldade do que o normal.

Contudo, nada isso impedia-me de pensar no acontecido, e em como tudo aquilo soava insano. O meu inimigo não era um simples monstro. Ele era Vítor, o filho de Ares que ateou fogo à minha casa; e embora parecesse muito mais com uma besta, soube que era ele ao retirar o seu elmo com a cotovelada, deixando aparente o seu rosto. Naquele momento, eu buscava entender a ligação daquilo tudo — da casa intacta e, logo depois, em chamas, de Vítor e da sua variação demoníaca que tinha o fogo como arma —, e o porquê de estar acontecendo justo naquele momento, quando eu, na outra realidade, havia acabado de abandonar o Acampamento.

De soslaio, olhei para os escombros flamejantes da minha casa, ardendo na neve que cobria o local e fazendo-a chiar. Aquilo também era incomum: não havia neve na noite do incêndio real, e agora parecia que ela estava em todo lugar, até nos meus sonhos. Isso fazia-me lembrar dos então filhos de Despina no Acampamento... também julgados como suspeitos de tudo aquilo que vinha acontecendo. Tudo isso era tão injusto de tantas formas diferentes...

Isso tem que ser coisa de Dionísio, pensei. Novamente, eu inflamara-me com certo ódio como da vez anterior, logo antes... antes da versão demoníaca de Vítor aparecer. Céus, pensara novamente. Não era possível, era? O meu ódio pela divindade tinha atraído aquele monstro até ali? Talvez ele tomasse aspectos de alguém de relativa importância na vida de quem o enfrenta... Não era impossível para monstros na outra realidade, e duvidava muito que fosse naquele mundo, onde tudo se moldava tão facilmente. E nada mais natural do que ele tomar a forma de Vítor, não? Afinal, fora ele quem matara a minha família a mando de Dionísio, mas também fora ele quem cuidara de mim sem que eu soubesse naqueles dez anos de Acampamento e fora ele que revelara-me toda a verdade...  

Aquilo, assustadoramente, fazia sentido. Mesmo sem saber se era mesmo verdade ou não, passei a acreditar, ficando alarmado com tudo à minha volta; se um sentimento causara aquilo tudo, o que mais poderia desencadear outros acontecimentos ao meu redor?

Calma, disse mentalmente. Está tudo bem agora.

— Está tudo bem mesmo, Deadwolfy? — indagou uma voz à minha frente, sendo precedida apenas de um rápido estalido. — Eu não teria tanta certeza disso se fosse você. Não aqui.

Fulminei o ser com o olhar antes de proferir qualquer palavra, deixando mais do que claro o meu asco por ele, naqueles trajes praianos ridículos, com cheiro de coca diet. Sabia que estava metido naquilo até o pescoço.

— Você. — disse-lhe, enojado. Levantei-me do banco em que estava para ficar no mesmo nível que ele, segurando-me para não atacar-lhe fisicamente ali mesmo; mesmo sabendo que seria loucura tentar esbofetear um deus. Ao menos, seria uma loucura satisfatória.

Eu. Dionísio, o todo poderoso senhor do vinho etc. e tal — concordara ele. — Então, tem se divertido muito por aqui? Garanto que tudo o que viu foi apenas um aperitivo.

Rindo, ele encarara-me com evidente prazer; aquilo tinha que ser coisa dele.

— Isso tudo aqui é coisa sua, não é? Me prendendo aqui e fazendo disso um pesadelo! — bradei, adiantando-me até ele. O deus permaneceu imóvel, com o mesmo sorriso irritante no rosto, impassível.

— Não, criança. Isso não é coisa minha. Apesar que eu adoraria te matar aqui... ia ser tão interessante. Eu só vim te prestar uma visita. Senti o seu ódio por mim. E, claro, vim te dizer que espero que saia daqui, seja isso o que for... porque o que eu tenho para você, meio-sangue, é centenas de vezes pior do que isso. Você ficará louco, verá o que mais te aterroriza por toda a eternidade. Vou destruir a sua alma. E você vai se arrepender de pensar em fazer o que tem pensado ultimamente, que você chama de "retribuição".

— Você não me amedronta. Não vai me fazer desistir de nada — retorqui.

— Oh, não quero te amedrontar. Eu quero te avisar. — O deus aproximou-se subitamente de mim, segurando pela gola de minha camisa, fazendo-me inalar seu hálito não tão fresco. — Ouse tocar num fio de cabelo de meus filhos que eu faço você se arrepender de ter nascido, seu monte de bosta.

E soltou-me, furioso. Sua forma tremeluziu rapidamente e ele passou a brilhar num tom de púrpura — por instinto, cobri meus olhos com as mãos quando ele teleportou-se dali, deixando-me a sós com os escombros da minha casa e com a neve, que ainda chiava.

Aquele sonho estava ficando cada vez mais empolgante.

Adendos:
Explicações:
Havia dito que o monstro seria Vítor, e aí o expliquei. Na verdade, o demônio poderia assumir a forma de alguém importante no mundo real para o semideus; e no caso foi o Vítor por motivos já explicados. Enzo deduziu isso por sorte, que ele é desses. Ah, Dionísio, como dito, tem um papel fundamental na vida de Enzo, e por isso foi a relação mitológica escolhida para ser a interação.
Armas:
Nenhuma. Ué
Poderes e habilidades:
Todos dos filhos de Nêmesis e dos Menestréis de Orfeu, como foco em:

{Nêmesis} Nível 50: Retribuição celeste
Nêmesis era representada com asas. Seus filhos adquirem a capacidade de criar tais apêndices livremente. Para voar, contudo, há o gasto energético como ativo. Ainda assim, suas asas fornecem uma bonificação de 15% para poderes de medo, intimidação ou charme, quando abertas. As cores variam entre matizes de branco, cinza e negro, e demoram um turno para distender-se ou retrair-se. [Modificado, antigo  Vingança do Céu - o nome foi mantido no ativo]


ATIVOS

{Nêmesis} Nível 50: Vingança do céu
A partir desse nível filhos de Nêmesis podem voar com as asas criadas, com capacidade de manobra mediana, que não permite curvas e mudanças rápidas de direção nem ataques complexos enquanto no ar. O gasto de energia é constante, por turno de vôo, mas baixo. [Modificado para ativo] ~ainda ativo, pelas asas não terem sido recolhidas.

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Re: ♦ Trama

Mensagem por Lindsey Johnson em Dom 11 Out 2015, 14:33

Nightmares - Parte 3

A criatura desapareceu bem diante dos meus olhos. Primeiro se desfez em cinzas até que não houvesse mais nada, então sumiu. Nenhum sinal de que ela houvesse existido restara. A não ser os danos que ela causara, tanto em mim quanto no garoto morto. Deixei a bandeja escorregar de minhas mãos e cair no chão. Me sentia enjoada. Sentei-me no banco mais próximo e me permiti descansar um pouco. Agora que a adrenalina diminuía, minhas feridas começavam a doer. Havia um arranhão no meu pescoço, nada grave, mas ardia como se eu tivesse queimado; um corte mais profundo ia do meu ombro esquerdo até o cotovelo; outros cortes se espalhavam pelos meus braços, entretanto, eram apenas superficiais e não trariam nenhum problema. O que era aquilo? O que ele queria comigo? Olhei em volta, como se esperasse que outro bicho estranho aparecesse, mas havia apenas pessoas. A não ser pelo corpo, tudo parecia em ordem de novo. Não havia mais o pânico sufocante e a ameaça do medo. Percebi que todos olhavam para mim, embora ninguém se manifestasse para me ajudar. É claro que não, pensei. Como o animal solitário, eu caminho sozinha.

Então, como naqueles filmes em que uma luz acende e ouve-se um “click” quando o personagem tem uma ideia, minha mente iluminou-se. Quem havia dito aquilo para mim, mesmo? Sim, eu me lembrava perfeitamente. Fora naquele dia, neste em que me encontrava no momento. Eu havia esbarrado no garoto que jazia morto, ainda vivo na época, derrubando toda minha comida nele. Todos no refeitório começaram a rir da sua cara. Ele não gostou. Me derrubou no chão e me chutou duas vezes. Disse que sua camisa que eu estragara custava mais caro do que tudo que eu tinha.  Então as pessoas estavam rindo de mim, e gritando “briga!” incentivando o garoto. Foi aí que ele disse: “Parece que ninguém se importa com você. Como o animal solitário, você caminha sozinha”.

Dessa vez, a raposa acabara com ele antes que pudesse me bater. Raposas são animais solitários, lembrei-me. E se ela veio para me salvar? Não, não faz sentido. Ela me atacou... E não atacou mais ninguém além de mim e do menino. Qual é o sentido de tudo isso? Ela veio para mata-lo, é evidente, mas por que me atacou também? Pensando bem, por que ela não atacaria? Era um monstro, como qualquer outro, por mais que estivesse ligado a mim de alguma maneira.

Estava tão absorta nos meus pensamentos que nem percebi o cenário mudar novamente. Quando olhei ao redor, as pessoas haviam desaparecido, assim como todas as mesas. Ainda estava no refeitório da escola, mas tudo que havia ali era a mesa na qual estava sentada e eu. Ou pelo menos foi o que eu pensei em um primeiro momento. Não havia visto o homem que estava de pé a menos de dez metros de distância.

- Olá, filha do Inverno! – Saudou ele, assustando-me. Só então percebi sua presença. Ele vestia uma roupa toda preta e segurava uma chave na mão. Atrás dele havia aparecido duas portas, uma de cada lado. Mas o mais intrigante era que ele tinha dois rostos. Ambos sorriam maliciosamente. – Mil perdões, senhorita. Nossa feiura assustou você? Bem, não importa, na verdade. Vamos logo com isso! Você deve fazer uma escolha, minha jovem. Agora. Duas portas, uma saída. Escolha a porta errada e você morre. É bem simples.

- Quem é você? – Foi tudo que consegui dizer. Justo quando pensei que estava tudo bem finalmente, tenho outra chance de morrer.

- Quem sou eu? Ora, sou Jano, Deus das Duas Faces, Senhor dos Portais! Vejo que está indecisa, confusa, precisa fazer uma escolha: ir ou ficar? Decida-se agora, escolha uma das portas!

Mas do que ele está falando? Ir ou ficar? Oh, certo... Então eu percebi que Jano se referia à minha indecisão de ficar no Acampamento ou ir embora. De ficar para sempre ali ou de ir em busca do meu pai. Mas como escolher uma das portas poderia ajudar, eu não fazia ideia. O deus começou a ficar visivelmente impaciente diante minha demora.

- Eu... eu não sei.

- Não sabe! É claro que não sabe. Escolhe uma logo, ande! Seu tempo está acabando, então irá morrer. São cinquenta por cento de chance de acertar, mas se ficar irá morrer de qualquer forma. Então decida-se logo. Ande, ande! Uma porta apenas. A da esquerda ou a da direita? ESCOLHA AGORA.

A última frase foi gritada pelas duas faces ao mesmo tempo. Não esperei para ver mais da raiva do deus, apenas saí correndo para uma das portas. A porta da esquerda. Não sabia se era a porta correta ou não, mas, pela minha vida, esperava que sim.

Merely the sound of your voice made me believe that, that you were her just like the river disturbs my inner peace. Once I believed I could find just a trace of her beloved soul, once I believed she was all then she smothered my beliefs.





Observações:
Primeiro: o dia que a personagem estava revivendo foi traumatizante para ela. Desde aquele dia, Lindsey passou a evitar o quanto pôde o refeitórios de escolas e lugares com muita gente. Certo que ela já era introvertida, mas é como se esse acontecimento tivesse agravado isso. A alusão a animais solitários ficou gravada em sua memória, portanto me pareceu coerente que, naquele mesmo dia, a criatura que ela deveria enfrentar fosse um animal solitário, ou pelo menos algo que a lembrasse disso.
Segundo: a escolha da interação mitológica foi Jano por causa da indecisão de Lindsey quanto a ficar ou não no Acampamento. Como está sonhando e essa indecisão está em seu subconsciente, achei que faria sentido.
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Jhonn Stark em Dom 11 Out 2015, 17:02


The Greatest Nightmare

The world will fall down.



Por mais que quisesse, ele não conseguia despertar.

Aquilo fazia com que se sentisse no mundo real, mesmo em sua versão mais sombria e desastrosa: Ele sentia medo, sentia dor. Cada centímetro de seu corpo implorava por um descanso que talvez só pudesse ter no instante de sua morte, e ele tinha certeza de que não demoraria tanto assim.

Fez uma prece a Asclépio, e torceu para que aquilo funcionasse em um maldito sonho como aquele. Para sua satisfação e alívio, suas mãos foram tomadas pelo brilho dourado que tanto conhecia, e logo impostas no local onde fora atingido anteriormente. Em alguns instantes, os ferimentos do impacto já começavam a ser aliviados, e a luz dourada desaparecia.

Mas aquilo não era suficiente para o monitor. Desesperado, procurava ao redor por qualquer sinal de sua irmã. De outros perigos. Qualquer sinal de que aquele universo fragmentado pudesse voltar ao normal, pudesse parar de atormentá-lo.

Aquela criatura horrenda, aquele sonho... Havia uma clara ligação daquilo tudo com o seu destino final. O destino que fora estabelecido a ele, e ainda não havia se cumprido. O caçador de gelo, a voz que sussurrava a ele... E os semideuses que foram levados. Um confronto iria acontecer. Uma profecia de morte seria anunciada.

Mas aquele pedaço de tormento? Aquilo era só o começo.

E aquilo ficou claro quando o universo foi tomado pela escuridão... E trocado por um cenário muito pior.

*    *    *    *    *

Ele estava no topo de uma alta construção de mármore branco, um templo antigo. Logo pôde perceber que aquele lugar era a única coisa de pé, pois... O resto daquele mundo estava despedaçado.

Construções estavam em ruínas por todos os lados. Algumas outras começavam a desabar, transformando o lugar em um palco de contínua demolição. Chamas vorazes e trevas profundas os envolviam, e relâmpagos rasgavam os céus a cada novo instante.

Em meio às ruínas, figuras humanas indistintas avançavam, dividindo-se em dois grupos facilmente identificáveis: Algumas delas possuíam um brilho alaranjado partindo de suas camisas, ou por baixo de suas armaduras. As outras se aproximavam de maneira selvagem, com um brilho dourado nos olhos. Um brilho que o garoto havia visto anteriormente, em sua última missão. No sonho que teve naquele outro dia.

Os dois grupos começaram a travar uma luta violenta, manchando a terra com o sangue de ambos os lados. Isso, infelizmente, não era tudo: Onde o sangue caía, o gelo se erguia, como uma planta alimentada por toda aquela desordem. Como as garras de uma fera maligna, se estendendo para agarrar suas presas.

O garoto mal conseguia respirar diante daquela visão devastadora. Seu coração parecia ter sido esmagado outra vez, em meio à guerra e o caos.

- Horrível, não é mesmo? - Disse uma voz feminina, carregada de aflição.

O garoto foi arrancado de seus devaneios, e pôde ver a dona da voz logo ao seu lado. Utilizava o mesmo vestido vermelho que na noite em que se conheceram no cassino Lótus, e seus cabelos dourados ainda apresentavam a mesma forma, sustentados em um coque para revelar a vastidão de jóias em seu pescoço e em suas orelhas. Como em todas as vezes em que o destino parecia sofrer uma virada desastrosa, lá estava ela em seu pleno glamour. Lucy Kaid. Lucky Day.

Tique.

A deusa da sorte não parecia muito satisfeita com o que via. Sua expressão séria foi então dirigida ao rosto do curandeiro, que respondeu-lhe com um olhar de dúvida.

- Minha senhora - Foi o que saiu de seus lábios, com muito esforço. - O que faz aqui? Por que isso está acontecendo comigo?

- O tempo está acabando, meu garoto. - Ela respondeu, mantendo a expressão misteriosa. - Seus destinos estão se aproximando, o futuro está em sua frente. - Ela estendeu as mãos para o mundo em ruínas, como se mostrasse um quadro valioso, tentando explicá-lo. - Um futuro gravado em fogo e gelo. Sangue e morte.

- Mas... O que é tudo isso? - Ele disse, quase gritando. - Por quê os deuses não nos dizem nada?

- Deuses são falhos, garoto. - Ela falou, balançando a cabeça em um gesto de negação. - E também possuem suas limitações. E fraquezas. Algumas coisas não devem ser reveladas antes de seu tempo.

- Então... - Ele falou, aflito. - O que vocês esperam que nós façamos? Que morramos?

- Que lutem. - Ela falou. - Nesse tabuleiro de caos, por enquanto, vocês são tudo o que nos resta. Seja em seus destinos individuais, ou no destino geral... Vocês devem permanecer fortes. Afinal, aqueles que virão contra vocês serão tão fortes quanto.

- Minha hora chegou, minha senhora? - Ele disse, com aquele terror, aquela dúvida massacrando sua mente. - E agora que devo seguir minha jornada?

A deusa sorriu, balançando outra vez a cabeça. Seus olhos dourados, bem mais suaves que os dos guerreiros abaixo deles, encaravam-no com compreensão e compaixão.

- Eu lamento em lhe dizer que não, meu jovem. Mas a hora de algo tão terrível quanto se aproxima.

Infinitas perguntas se formavam na mente do garoto quando um novo clarão tomou os céus. Quando sua visão voltou plenamente, pôde ver que a deusa que estava ao seu lado havia sumido, levando as respostas consigo.

E naquele instante, ele foi deixado para contemplar o caos sozinho, mais uma vez.

Adendos:
Novamente, lá vamos nós com questões de trama, o que inclui o fato de Tique ser a personagem dessa interação. Este seria o segundo encontro deles, após Vegas. A deusa apareceu daquela vez para alertá-lo sobre o destino que estava por vir, e agora, meio que exerceu o mesmo papel.

Sobre os olhos dourados, os sonhos que o personagem teve... Tudo isso aconteceu na última missão One-Post, com o título "O guerreiro da cura", onde é assim que os "inimigos" são identificados pelo garoto. Qualquer coisa... Bem, eu posso explicar com menos confusão nos chats da vida.
Poderes:
Curar ferimentos (Nível 1)
Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração dourada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do HP do alvo com o toque direto. A cura será equivalente ao custo de Mp deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo de cura = 4). Pode ser utilizado sobre si mesmo. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

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Re: ♦ Trama

Mensagem por Kyle Loran em Dom 11 Out 2015, 19:12


Revenge
Quando Kyle terminou o combate, percebeu que não sabia o que fazer em seguida. Estava em algum tipo de dimensão alternativa? O que estava acontecendo, afinal? Não conhecia nenhum jeito de sair daquele lugar... E, agora que pensava no assunto, também percebeu que não tinha idéia do que estava fazendo antes de aquilo começar. Simplesmente aparecera na estrada de tijolos, e nada antes disso? Não podia ser.

O filho de Dionísio levou devagar uma mão até o nariz, tampando-o. Tentou puxar o ar, e sentiu os pulmões encherem. Estou sonhando, percebeu.

Aquilo o deixou triste. Qual era a graça de um sonho lúcido naquele limbo estranho? Se estivesse pelo menos em um lugar com mais pessoas, poderia fazer algumas coisas divertidas. Que tipo de coisas faria? Hmm... Não sabia. Já tivera um sonho lúcido antes? Achava que não. Não era muito bom em perceber os detalhes que diferenciavam os sonhos da vida real; afinal, era um semideus, e coisas sobrenaturais não serviam exatamente como diferenciação. Falando em perceber detalhes, vocês já pararam pra pensar que se a nossa bunda fosse dividida horizontalmente, ela iria fazer "Clap clap" quando descemos escadas? Isso seria divertido. Divertido e estranho, certamente. Porra, eu tô desviando do assunto, pensou Kyle. Tinha uma tendência a fazer esse tipo de coisa.

- OI? TEM ALGUÉM AÍ?
- Gritou, só para confirmar que estava sozinho. Não esperava receber uma resposta.

- Saiba que não deveria se sentir orgulhoso por ter matado aquela coisa. Foi um teste pequeno.

Era uma voz éterea e feminina, que vibrava pelo local todo.

- Eita -  Disse Kyle.

Sem fazer nenhum som, uma silhueta humanóide se materializou na frente do semideus. Não tinha rosto: o espaço em que os olhos, a boca e o nariz deviam ficar era branco e plano. A coisa ficou parada, encarando o filho de Dionísio.

- Tá olhando o que? Perdeu o cu na minha cara?

Mesmo que não fosse enxergar feições de raiva em algo que não tinha feições, Loran podia quase sentir o ódio emanando da silhueta depois que disse aquilo. Naquela hora, uma dor imensa acometeu sua barriga, e ele se ajoelhou no chão, gritando.

- Cuidado com o que fala na minha presença. Eu não sou de perdoar. Na próxima vez, morrerá.

- Ok, moça - Começou Kyle, se levantando devagar - o problema é que primeiramente eu não sei quem é você.


Por um segundo, o "rosto" fez com que uma risada sinistra atravessasse o ar.

- Suponho que meu rosto deveria ser o de quem matou Alaska. Mas você nunca o viu, não? É tão nobre... o jeito como deseja tanto se vingar de alguém que ainda não sabe quem é. Eu sempre gostei de imparcialidade, sabe?

- Como você sabe sobre Alas...

- Eu sei tudo sobre os desejos de vingança. Tenho te observado desde que ela morreu, filho de Dionísio. Desde que quis se vingar daquele que a matou. Se ainda quiser, me procure.


E então, a mulher desapareceu. Kyle não entendeu nada, mas antes que pudesse protestar, o cenário mudou. O vento começou a bater com força em seu rosto, e sentiu-se sentado de maneira desajeitada em alguma coisa. Olhou a sua volta. Estava a vários metros de altitude e em movimento. O céu era de um azul límpido. Quando olhou para baixo, percebeu que estava montado em um dragão amarelo, com asas enormes cor de creme.

Aquilo quase o assustou por um segundo, mas, afinal, era Kyle. Ele gritou, entusiasmado, mesmo sabendo que era apenas um sonho. Percebeu que ao seu lado, dois outros dragões voavam, mas eram apenas borrões indistintos. Estava disposto a curtir o momento, até que a voz da mesma mulher de antes ecoou pelo ar.

- Se quer a sua vingança, Kyle Loran, procure por Wermöhlen e por Danniels. Seja uma das três cabeças do dragão.

- Eita - Disse Kyle, novamente. Demoraria muito para descobrir o significado daquele sonho.

Adendos:


Nenhum poder/arma foi usado.

A mulher que falou com Kyle foi Nêmesis. Não tinha rosto pois, como diz nos livros, Nêmesis sempre assume a forma de alguém que o semideus com quem está falando queira se vingar. Como Kyle quer muito se vingar de quem matou Alaska (a ex-namoradinha  dele) mas não sabe como é o rosto da pessoa que fez isso, Nêmesis apareceu sem rosto.

Isso do sonho dos dragões é da trama de Kyle, e não é só pra encher linguiça. Fiz como o enunciado pediu, incluindo minha trama nisso, e talz.

Isso do Kyle tampar o nariz e puxar o ar é uma técnica comum pra induzir sonho lúcido. Por algum motivo, quando você tampa o nariz num sonho, você consegue respirar pelo nariz normalmente. Muitas pessoas usam isso como "checagem de realidade" pra ver se estão sonhando ou não.

É isso.

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Re: ♦ Trama

Mensagem por Heron Devereaux em Dom 11 Out 2015, 19:18


If I break the glass
then i'll have to fly




O som crepitante do fogo se misturava ao som ofegante da minha respiração. Caí de joelhos sobre a grama, cansado demais para continuar em pé. Tentei tocar a ferida em minha perna, mas aquilo apenas intensificou a dor. Meus olhos se voltaram para a casa, onde as chamas já se tornavam cada vez mais perigosas. Um sentimento de culpa tomou conta de mim. Pela segunda vez, eu havia perdido minha mãe para as chamas.

Fechei meus olhos imediatamente, forçando-me a focar meus pensamentos em minha mãe. Isso é um sonho. Você pode moldá-lo a seu bel-prazer. A imagem da mulher sorridente era forte em minha mente. Os cabelos castanhos e ondulados que caíam sobre os seus ombros, os lábios coloridos de rosa claro pelo batom e as roupas características de uma dona de casa. Ainda assim, quando abri os olhos, não havia sinal nenhum da presença de minha mãe. É claro. Controlar sonhos não é assim tão fácil, seu otário.

Afastei meu olhar das chamas, frustrado de mais por não ter salvado Johanna, por não ter impedido o incêndio e por não ser forte o bastante para controlar meu próprio sonho. Se a maldita velha não tivesse aparecido, tudo estaria bem. Comentava mentalmente, pensando em como e por que tudo aquilo havia acontecido. Era óbvio para mim que a mulher não era a verdadeira culpada pela morte de Johanna. Sua silhueta, na janela, era completamente diferente da original. Ainda assim, aquela criatura em forma de idosa conseguiu invadir meu sonho e reproduzir a cena nos mínimos detalhes.

— Escrota — sussurrei, antes de cuspir sobre os restos da velha.

[Você não é digno de viver, Drillbit de Athena. Seu coração é tão sujo quanto o Tártaro. Vou devorá-lo, assim como eu fiz com tantos outros corações impuros.]


As palavras da mulher não podiam ter sido mais claras. Ela não estava ali para matar minha mãe. A morte de Johanna havia sido apenas uma consequência de seu real objetivo. Ela estava ali para me matar. Meu coração impuro atraiu a criatura.

Todas as informações conseguiam multiplicar a minha frustração. Por mais que eu tentasse ser alguém um pouco melhor, o destino me puxava para o caminho tortuoso. Sangue de demônio corria em minhas veias, intoxicando-me por completo. Tudo aquilo culminava na morte da minha mãe.

Senti uma única lágrima escorrer pela minha bochecha. Com as costas da mão, esfreguei o rosto, limpando-o. Respirei fundo, me recusando a sucumbir.

Foi então que a sensação de mal-estar voltou a tomar conta de mim. O sonho estava sendo afetado mais uma vez. Das paredes de minha casa em chamas, rachaduras começaram a surgir. Alastravam-se não só pela construção de tijolo e cimento, mas, também, pelo chão coberto de terra e grama. As fendas se abriam por todo o lugar. Dessa vez, todas elas convergiam em minha direção. Eu sabia que aquilo não podia significar nada de bom.

— Porra. Foi porque eu cuspi na velha? Eu peço desculpas. Juro — berrei, enquanto me arrastava pela grama, tentando escapar.

As fendas, no entanto, foram mais rápidas do que eu. Quando finalmente chegaram até mim, o sonho inteiro trincou de uma só vez. Todo o cenário se partiu em milhares de pedaços. Eu fui jogado na escuridão, enquanto o sonho desaparecia. Caía em direção ao vazio. Debatia-me, tentando encontrar algo no que me segurar. Meus lábios abriram-se, mas os gritos de desespero não podiam ser ouvidos. Era como se o som não se propagasse na escuridão. Finalmente, fechei os olhos, esperando pelo que aconteceria a seguir. Não havia como lutar contra meu próprio sonho.

Voltei a abrir meus olhos, quando senti uma superfície plana que tocava minhas costas. Estava deitado sobre o que parecia ser um templo ou uma espécie de construção grega. O espaço era iluminado por várias tochas que se espalhavam por ali. Com minhas mãos, toquei o chão, sentindo a poeira que cobria todo aquele lugar. Com certeza, o lugar já estava abandonado havia muito tempo.

Minha teoria foi derrubada, quando minha audição aguçada me permitiu ouvir o som que se propagava pelo lugar. Havia metal, rangendo a cada vez que colidia contra os enormes blocos de pedra do templo. Ao mesmo tempo, conseguia escutar o som de inúmeras serpentes, que sibilavam incessantemente. Não demorou, até que eu identificasse de onde vinha o som. Havia sombras nas paredes que revelavam a presença de dois seres. Lutavam entre si, escondidos atrás de uma coluna que me impedia de vê-los diretamente. Num golpe rápido e preciso, um deles atravessou a garganta do outro com sua espada. Pude ouvir o som da cabeça colidindo com o chão, antes de finalmente me aproximar dos dois oponentes.

Ali, à minha frente, um rapaz um pouco mais velho do que eu, vestido numa armadura completa, ofegava enquanto saboreava sua vitória. No chão do templo, a cabeça da Medusa repousava, enquanto o restante de seu corpo se transformava em pó dourado.

— Isso foi muito pretensioso — comentei, aproximando-me um pouco mais. — Você podia ter apenas matado a criatura com dignidade. Em vez disso, decidiu que seria divertido levar a cabeça.

O homem fitava-me, confuso. Sabia que eu não deveria estar ali.

— Quem diabos é você?

— Drillbit Jackson. Filho de... — pensei bem, antes de completar a frase. — Enfim. Não importa de quem sou filho. E você é Perseu. Eu soube que se tratava de você assim que pus os olhos em você. Queria poder dizer que é um prazer, mas eu não sou muito fã dos “metidos a heróis”, então...

— Tá — disse o homem, interrompendo-me. — Mas, por Zeus! O que você está fazendo aqui?

— Resolvi dar uma passada. Ouvi dizer que ia ter churrasco na laje da Medusa.

— Ó, Dionísio, protegei essa criatura que não diz coisa com coisa.

Esbocei um sorriso, observando o herói. Por que diabos eu estou sonhando com esse egocêntrico do caralho? Meus olhos percorreram-no, até que chegaram ao escudo que ele segurava. Sabia que se tratava do escudo que Athena havia entregado ao semideus.

— Belo escudo. Posso ver? — disse, precipitando-me em sua direção.

— Não — anunciou Perseu, apontando a lâmina de sua espada em minha direção.

— Ok. Não precisa de violência — estendi as mãos, afastando-me um pouco. — Foi Athena que te deu, não é? Soube que ela é uma escrota, abandonadora de bebês.

Disse, destacando os xingamentos com a entonação da voz. O homem não pareceu satisfeito com as palavras.

— Modere suas palavras, criança. Eu não sei como você sabe sobre tudo isso. Na certa, não foi a própria deusa que contou — respondeu rispidamente, enquanto apanhava a cabeça da górgona do chão. — Agora, se não se importa, tenho compromissos importantes.

Ele estava pronto para me abandonar, quando decidi abrir a boca mais uma vez.

— Fale-me sobre ela. S-só um pouco. C-como ela é? — sentia a voz começar a embargar.

Havia muito rancor guardado. Athena havia me abandonado quando eu era apenas um bebê, mas mãos de um bêbado que achava que era meu pai. Por isso, eu nunca conseguiria perdoá-la. Mas havia, também, uma necessidade de conhecê-la. Uma vontade de entender o seu lado da história. Era algo impossível, no entanto. Os deuses não podem ter contato com seus filhos, e, dessa forma, Atena jamais poderia me contar a verdade. Ainda assim, Perseu, um dos poucos semideuses que a conheciam, estava ali, diante de mim. Não havia como resistir àquelas perguntas.

— Olha, criança... Eu não tenho esse tipo de relacionamento com a deusa. Ela me ajudou. Sou grato por isso. Ainda assim, a conheço tão pouco quanto você.

Suas palavras foram como agulhas. Cravaram-se no meu coração. Machucaram mais do que eu poderia imaginar. Nem mesmo Perseu era capaz de revelar o que se escondia por trás da deusa da sabedoria. Eu observei o semideus caminhar em direção à saída do templo, enquanto pensava em suas palavras.

Athena é o que é. Uma deusa fria, que me abandonou nos braços do pior mortal que já existiu. É hora de parar de se importar com essa vaca.


Observações:

Armas e Pets:
Nenhum
Poderes:
Passivos

Considerar todos os passivos de Athena e dos Feiticeiros, até o nível 64. Destacam-se os seguintes:

Sentidos ampliados: Visão e Audição (Nível 19 - Athena) ▬ Assim como as corujas, o filho de Atena terá sua visão e audição otimizadas, tendo sua acuidade e alcance ampliados em 50%, de forma que se tornam mais perceptivos ao que ocorre à sua volta.


Ativos


Nenhum (-)
Sobre:
Legenda

Drillbit
Pensamentos
Outros



Informações Adicionais


Um monte de encheção de linguiça. Desculpa. qqq
A ideia da casa começar a ruir foi tirada da música que eu tava ouvindo quando eu tava escrevendo o post (que, por acaso, não é a que está no player, mas é Shatter Me da Lindsey Stirling q).
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