♦ Trama

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♦ Trama

Mensagem por 139-ExStaff em Qui 08 Out 2015, 18:21

Relembrando a primeira mensagem :


Trama



1º turno - Threshold

O dia estava sendo mais exaustivo do que o esperado: não bastasse o frio incessante, havia ainda as obrigações e dificuldades de sempre na vida de um semideus. Seria bom um pouco de descanso. Mas dormir, para aqueles de sangue mitológico, podem  levar a pessoa bem mais além do que o esperado.


Orientações narrativas


Data: Outubro atual;
Temperatura/ clima: Sempre frio para o padrão local, independente de onde seja;
Cenário: Mundo onírico
O mundo onírico é um local volúvel, fluido e com características modificáveis que em geral refletem ou respondem de acordo com a pessoa em seu interior. Todos no mundo onírico estão inconscientes de alguma forma no plano real, sendo "criaturas astrais" - dessa forma, nada do mundo real funciona dentro do mundo onírico, exceto aos que possuem habilidade adequada para transportar tais itens de dimensão, assim como formas astrias que transpassam a barreira entre os mundos são limitadas no mundo real.


Pontos obrigatórios


♦ A introdução deve abranger a narração de alguma atividade extenuante durante o dia (sem combate a monstros); deve-se atentar que um único exercício não causa exaustão - como dito na introdução, podem ser várias coisas/ fatores - tente uma explanação geral, focando-se por fim em algo mais específico - o que requereu mais esforço;

♦ Em algum momento após isso, você consegue finalmente um instante de descanso, acabando por adormecer e entrando em uma realidade onírica. Foque nas sensações, impressões e diferenças - o personagem não precisa, necessariamente, ter consciência dentro do sonho (sonho lúcido);

♦ Nesse ponto, o semideus deve descrever visões e interações dentro dessa realidade - podem ser lembranças reais, sonhos comuns, etc, sem utilização de poderes ou ligação mitológica real, nem combates - não há uma quantia determinada, mas detalhe seus sentimentos e reações;  

♦ Em algum ponto alguma coisa muda, o afetado. Termine ao ter sua atenção chamada por algo, sem, contudo, descrever o que provocou o efeito.


Prazo e status dos players


Prazo até amanhã, dia 09/ 10 às 20h. As estatísticas e nomes dos incritos previamente serão detalhadas a seguir. Postagens liberadas.



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Re: ♦ Trama

Mensagem por Rumi Hayes em Ter 13 Out 2015, 12:16


dream
We all are living in a dream




♦ Trama - Página 5 USGY3rD

Local: Chalé de Zeus, Acampamento Meio-Sangue — Mundo Onírico
Período: Noturno
Trama: Turno IV — Wake Up

Estou em um celeiro.

A noite ainda não acabou, mas, pela coloração do céu, acredito em que poucas horas o sol nascerá. A temperatura aumentou alguns graus, então o vento que corre pelo ambiente não está frio.

Olho em volta para analisar o recinto e encontro algumas ferramentas de agricultura, um trator velho, fenos empilhados em um canto, teias de aranha e alguns acessórios para hipismo. Apesar de nunca ter estado em tal local, parece um ambiente familiar.

Subo as escadas que dão acesso ao primeiro andar onde aparentemente tem um quarto. Há uma enorme janela que proporciona a bela visão dos campos com plantações de milho e do céu aquarelado, pincelado com várias cores.

Repentinamente, alguns sussurros ecoam pelo celeiro, porém não consigo entender o que as vozes dizem. A música “Dauðalogn” da banda “Sigur Rós” começa a tocar e um sentimento nostálgico invade-me.

Algumas imagens surgem em meus pensamentos, como flashes, mas não sei se são lembranças esquecidas ou memórias de terceiros.

O som das vozes aumentam e percebo que estão falando em grego, mas, estranhamente, ainda não consigo compreendê-las; as imagens ficam mais nítidas e vejo um jovem de barba e cabelos loiros em um ringue de luta, um rapaz de cabelos loiros encaracolados invocando um raio, uma moça de cabelos cobreados degolando uma empousa... Não consigo identificar nenhuma das pessoas da imagem, mas, momentaneamente, compartilho dos mesmos sentimentos que elas, como se estivéssemos conectados por algo.

A música continua a tocar, mas não sei qual é a fonte da melodia.

Dentre os vários sussurros e vozes, consigo compreender uma palavra: Sonho.

Subitamente algo é ativado em minha mente e percebo que estou sonhando, que os acontecimentos anteriores foram outros sonhos; o mais estranho, entretanto, é que, por mais que eu tenha consciência de tal fato, não consigo acordar. Belisco o meu braço, pisco os olhos, fito minhas mãos... porém continuo preso ao cenário.

Até que o celeiro começa a desmoronar.

Uma forte ventania sopra sobre o ambiente e chego a pensar que se trata de um furacão. O vento é tão forte que sacode o celeiro, derrubando as ferramentas que estão em suportes presos às paredes.

Os fenos voam por todo lado e um forte estrondo ecoa pelo recinto. Acompanhando o som, eis que surge uma sombra humanoide. Um frio percorre minha espinha quando me recordo que estou desarmado.

A criatura vira o rosto na minha direção e eu vejo que é realmente uma sombra, não possui rosto e não consigo identificar o gênero sexual. Antes que eu possa reagir, ela corre na minha direção e desfere um soco para acertar o meu soco.

Abaixo-me no último segundo e contra-ataco com um jab direito em seu estômago. A sombra se curva, provavelmente perdendo o fôlego, mas logo se recupera.

Seu rosto sem feições se volta para mim mais uma vez e ela ergue as mãos, lançando duas esferas de eletricidade na minha direção. Permito que o ataque me acerte, e, instantaneamente, sinto-me um pouco mais revigorado.

— Muito bem, idiota — falo com um sorriso irônico. — Obrigado pela eletricidade extra.

Eletricidade...

Como a criatura não tem rosto, meus poderes de intimidação ou flash não surtirão efeito, provavelmente os de eletricidade também serão anulados, então minha única opção são os ataques físicos.

Avanço na direção da sombra e desfiro alguns socos em seu rosto. Ela é rápida e consegue defender todos os ataques. Tento derrubá-la com uma rasteira, mas ela salta e chuta minhas costelas quando estou levantando. Perco o ar e a sombra aproveita para desferir um soco em meu rosto.

O punho da criatura encontra o meu nariz e fico tonto por alguns segundos.

Maldito.

Mais um estrondo ecoa pelo ambiente e dessa vez o teto do celeiro é arrancado por uma ventania mais forte que a anterior. A sombra olha para cima e aproveito a distração para atacá-la novamente, dessa vez desferindo um golpe em seu queixo — de baixo para cima, lançando a cabeça dele para trás.

E o mundo continua a desabar.

A sombra se recupera rapidamente e ergue as palmas das mãos. Sei o que ela vai fazer, mas sou atingido pela luz antes de conseguir fechar os olhos. Fico enxergando vários nadas pontos escuros e não consigo distinguir o ambiente em minha volta.

Sinto uma movimentação no ar e sei que algo está vindo na minha direção; no entanto, não consigo desviar e sou atingido no estômago. Depois um soco acerta meu rosto mais uma vez e sou jogado ao chão.

Essa maldita tem os mesmos poderes que eu.

Minha visão começa a ficar nítida aos poucos. Vejo as mãos da sombra se transformar em garras e então ela desfere alguns golpes, tentando cortar o meu busto.

Coloco os braços na frente e sinto uma enorme dor quando sou cortado pelas grandes garras. O líquido vermelho escorre pelo meu braço e fico levemente nauseado.

Giro nos calcanhares para ir ao local onde as ferramentas de agricultura estão, na esperança de achar algo que possa ser útil contra a sombra; no entanto, assim que dou dois passos na direção do meu destino, sinto algo ser cravado em minhas costas e atravessar-me até sair por minha barriga. Olho para baixo e vejo que são as garras da sombra.

E então, antes que o mundo caia ao meu redor, ouço a seguinte frase:

“Vai desejar que seja apenas um pesadelo.”

♦ Trama - Página 5 4ZodYU8

Acordo sobressaltado, olhando para os lados. Faço menção que vou me levantar, mas uma firme mão me prende contra a cama.

— Pega leve, cara — diz um jovem loiro barbudo. Ele me parece familiar, mas não recordo de onde o conheço.

Analiso o ambiente em minha volta e respiro fundo, aliviado por ter retornado ao chalé de Zeus.

As memórias dos sonhos voltam para a minha mente em um turbilhão de pensamentos, bagunçados e sem ordem cronológica. Faço uma careta e balando a cabeça, tentando afastar todas as lembranças.

Sinto dor no meu ombro esquerdo e vejo que há um curativo no ferimento.

Então o ataque do maldito Obsessor causou-me danos reais.

Olho para o semideus ao meu lado e ergo uma sobrancelha, com uma expressão inquisitiva. Ele dá uma tragada em um cigarro e sopra a fumaça em meu rosto, aparentando estar despreocupada.

Babaca.

— Você estava gritando enquanto sonhava e depois começou a sair sangue de seu ombro com a abertura de um ferimento — disse ele com uma voz grave, porém despreocupada, como se estivesse me falando que o céu é azul. — Outro filho de Zeus estava aqui e, ao ver o ferimento, chamou um dos curandeiros.

Ele dá outra tragada no cigarro.

— Certo, e o que você está fazendo aqui? — pergunto diretamente, não entendendo a presença do babaca ao meu lado.

— Ah, eu moro aqui, por enquanto — falou ele dando de ombros. — Vi que você estava sofrendo e parei para assistir.

Ele sorri de maneira cafajeste, como só os idiotas conseguem. Reviro os olhos.

— Valeu por ser minha babá enquanto eu estava no País das Maravilhas — falo com um tom sarcástico.

Ele estreita o olhos e, por um momento, acho que suas palavras serão ácidas. No entanto, ele dá de ombros e se levanta, soltando mais fumaça em minha direção.

— Tanto faz, — falou ele, já se afastando. Já de costas, ergueu uma das mãos e: — te vejo por aí.

Vejo-o se afastar e então, quando percebo que não há outras pessoas em minha volta, permito-me relembrar os acontecimentos dos sonhos.

Coloco-me de pé, com esforço, sentindo dor por meu corpo e então decido ir à enfermaria para fazer um check-up.

Durante o caminho, uma voz ressoa em minha mente:

“Vai desejar que seja apenas um pesadelo.”

Estremeço, sem entender bem o que me quiseram dizer. De qualquer forma, tenho a sensação de que logo descobrirei.



------------------------



Observações essenciais:


  • A sombra tem os mesmos poderes que um filho de Zeus até o level 12.
  • Espero que durante a atualização de HP a habilidade cura elétrica seja considerada e que apenas os danos causados pelo Obsessor sejam validados.
  • Gostei do evento e já estou ansioso pela avaliação.
  • Até logo, e obrigado pelos peixes!

    Arsenal:

    Nada.

    Poderes&Habilidades:

    Passivos:
    ϟ Cura elétrica (Nível 1) - Sob qualquer indício de energia elétrica¹, haverá a cura instantânea de 20HP.

    ϟ Eletro-percepção (Nível 11) - Assim como alguns animais, como os tubarões, que detectam estímulos elétricos, sua percepção é melhorada dentro de um raio. 10m iniciais, mais 1m adicionail por nível. Dentre desse raio, você é capaz de notar mudanças sutis geradas pela movimentação dos seres ao redor e, portanto, não recebe ataques críticos provenientes de ataques surpresa, mas não quer dizer que consiga prever os ataques completamente, já que não é como se soubesse os movimentos que estão planejando, e sim que estão perto. NOVO! [criado por Sadie Bronwen]
    Ativos:
    ϟ

    Habilidades utilizadas pela sombra:

    ϟ Garra de águia (Nível 8) – Suas mãos assumem o aspecto de garras, com unhas afiadas e extremamente resistentes por 3 rodadas. Para todos os efeitos, elas passam a contar como se fossem de bronze sagrado, assim como as da águia que Zeus usou para punir Prometeu. NOVO! [criado por Sadie Bronwen]

    ϟ Flash cegador II (Nível 9) - Cega o adversário, como tempo do flash mais longo. Afeta todos os que estão ao redor, em um raio de 25m. Duração de 1 rodada.

    ϟ Controle sobre a eletricidade de experiente (Nível 10) - Com esse nível, você poderá usar a energia de diversas fontes, inclusive das nuvens.



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Re: ♦ Trama

Mensagem por Azriel Blackthorn em Ter 13 Out 2015, 15:51



sonhos de outono.


Encontre o que ama e deixe isso matá-lo

Tudo começou a desmoronar, e Ethan caiu no limbo. O chão o engoliu, fazendo-o cair, cair, cair. Tudo ao redor se tornou sombras e imagens destorcidas. Os sons e os cheiros misturaram-se numa sinfonia confusa e desordenada. Ele não podia fazer nada a não ser esperar o momento em que acordasse — mas aquilo realmente aconteceria? Era sufocante e desesperador.

Não sabia que era possível, mas sentiu calor e frio ao mesmo tempo. Estendeu as mãos para se agarrar a alguma coisa, mas não havia nada, apenas um vazio infindável. E ele caía. Quando aquilo iria terminar? Já se cansara daquele sonho. Era real demais. Ele só queria levantar-se, lavar o rosto e esquecer todas aquelas visões. Eu quero acordar!, sua voz gritava dentro da sua mente.

Então, tudo se aquietou, e o filho de Nix parou de cair. Agora, ele estava no meio do nada, apenas uma vastidão branca que seguia até onde seus olhos enxergavam. Em contraste com aquele cenário, havia uma silhueta escura e distorcida à sua frente.

Filho de Nix, falou a sombra, com uma voz que não era possível distinguir gênero.

Ethan soube imediatamente o que estava por vir. Por isso, engoliu em seco com um sorriso sombrio e se preparou para o ataque. Suas mãos começaram a adquirir um brilho negro, como se mergulhadas em piche, e a energia ganhou o formato de esferas. Quando a sombra avançou, Ethan disparou a energia negra, acertando sem muita dificuldade. O problema foi que não surtiu muito efeito.

— Merda — xingou, percebendo tardiamente o erro que cometera.

A sombra saltou sobre Ethan e o golpeou com uma lâmina escura, penetrando a carne do seu ombro. O semideus soltou um grunhido de dor e se afastou como pôde, pressionando o ferimento aberto. Sangue manchou sua pele pálida. Ele já não estava em boas condições para um combate, sentia os efeitos da luta anterior. Temia que não pudesse vencer.

— Espere! — pediu, tentando colocar charme no tom de voz. Não surtiu efeito.

Seu inimigo voltou a avançar e por pouco não o atingiu novamente. Ethan desviou da lâmina, segurou o braço do seu inimigo e o afastou com um chute. Tentando ganhar vantagem, montou sobre ele e iniciou uma sequência de socos. Mas, com apenas um braço, era difícil manter-se nas rédeas do combate. A sombra o afastou facilmente, fazendo-o rolar para longe.

O semideus ficou de quatro, ofegante e sentindo as dores de tudo pelo que havia passado até ali. Maldito sonho, trincou os dentes, vendo o oponente se aproximar pelo canto do olho. Não tinha forças para ficar em pé, então apenas permaneceu no chão e esperou o golpe final. A sombra ergueu a lâmina sobre sua cabeça e a desceu rapidamente. Clinch.

Vai desejar que seja apenas um pesadelo, ouviu ao fundo, as palavras quase se desmanchando na sua consciência fraca. Também havia... uma risada?

[...]

Levantou-se da cama de supetão, esbarrando na cômodo de madeira e derrubando um copo que estava sobre ela. O vidro se estilhaçou no chão, e o som agudo o ancorou à realidade. Abriu e fechou os olhos desesperadamente, tentou controlar a respiração e se apoiou na parede. Seus olhos perscrutaram a escuridão do quarto.

Mas que merda foi isso?, pensou, cambaleando na direção do banheiro. Olhando-se no espelho manchado, lavou o rosto e se acalmou. Se pensasse demais naquilo, enlouqueceria. Logo, fez o que estava acostumado a fazer: foda-se.

Poderes:
[Nível 7] Criação de energia negra intermediária: Agora além das bolas criadas ficarem maiores elas passam a causar mais dano, como armas de pequeno porte como adagas, facas e punhais. No máximo 3 esferas de energia. O dano é reduzido proporcionalmente, caso sejam direcionadas a inimigos diferentes. {ATIVO!}
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Kyle Loran em Ter 13 Out 2015, 16:58


Wake up
Depois de alguns segundos (se é que chegavam a segundos) nas costas do dragão, Kyle já tinha esquecido completamente qualquer resquício da conversa com a figura misteriosa. Não porque tinha uma memória ruim (Embora isso também contribuísse bastante), mas sim porque estava em cima de um dragão. Era muito difícil realizar o ato de se importar montado num dragão; especialmente para Kyle.

No entanto, não foi muito fácil ignorar a situação quando um pedaço imenso do céu caiu a apenas alguns metros do filho de Dionísio. Por um instante, entrou em desespero, mas se lembrou de que estava sonhando. Algo o dizia, no entanto, que aquele não era um sonho comum. De onde o vulgo pedaço do céu tinha saído, um buraco imenso apareceu, como se a atmosfera fosse feita de vidro e um caco tivesse se desprendido. Mesmo que não tivesse tido muito tempo para observar o objeto em queda, Loran pôde notar que era azul e branco. Aquilo o assustou um pouco. Era como se o mundo estivesse literalmente desmoronando.

Depois de alguns segundos, a queda do universo continou com toda a força. Fragmentos do céu continuavam a cair, e mesmo o chão começou a desmoronar. O dragão começou a acelerar, até que o cenário ao lado de Kyle se tornou um borrão em movimento, e o vento fez seus olhos lacrimejarem. Quando a velocidade tinha finalmente diminuído, o semideus achou que estava seguro. Isso foi até o dragão dissolver-se em baixo de si, como se fosse poeira ao vento.

Caiu no chão duro, mas a queda foi indolor. Talvez fosse porque estava num sonho, ou talvez tivesse voado para um local mais baixo sem perceber. Dessa vez, não cometeu o erro de achar que estava seguro. Não ficou nem um pouco surpreso quando uma sombra apareceu na sua frente.

Era humanóide... e só. Não tinha rosto, sexo, voz, ou qualquer coisa. Avançou na direção de Kyle sem hesitar.

O filho de Dionísio conseguiu se esquivar do primeiro soco, mas a criatura era bem rápida, e logo chutou-o com força no quadril. Loran soltou um palavrão para amenizar a dor, e recuou. Mas a sombra, tão veloz quanto antes, saltou em sua direção. Quando ela tentou um soco, teve seu punho agarrado. Tentou outro, e obteu o mesmo resultado. Antes que pudesse chutar, Kyle atingiu-a na testa com uma cabeçada forte.

Logo depois do golpe, sentiu-se muito tonto, mas sabia que seu oponente tinha sido bem mais prejudicado. Enquanto a coisa cambaleava, ele avançou para um soco bem dado na cabeça... apenas para que fosse arremessado para a direita por um empurrão da sombra, que aparentemente já tinha se recuperado. Caído no chão, o filho de Dionísio não sabia o que fazer. Diferente da última vez que se encontrou nessa situação, o solo não tinha nada que pudesse jogar no seu inimigo. Então não pôde fazer nada quando a mão negra da figura se fechou em torno de seu pescoço.

- Vai desejar que seja apenas um pesadelo - Disse alguém.

É claro que eu vou desejar, dona Voz. Eu meio que morri aqui, não é nenhuma surpresa. Se eu fosse você tentaria menos isso de soltar umas frases impactantes que não tá dando certo não, miga - Pensou Kyle, mas antes que pudesse concluir mais alguma coisa, viu-se na cama em que tinha deitado depois de ganhar a aposta. Ah é, a aposta. E se alguém tivesse perguntado para ele 20 minutos depois se tinha sonhado com algo, diria, com sinceridade, que não lembrava.

Adendos:


Nenhum poder/arma ultilizado.

Desculpa o combate super simples, mas é que eu fiquei meio confuso sobre isso de que a sombra devia ser um semideus do meu nível. Não sabia se devia fazer ela usar os poderes de qualquer progenitor, ou nenhum, então fiz uma luta só de confrontos físicos para evitar fazer merda. Obg de nada





Kyle Loran
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Lana D'yer Hempstead em Ter 13 Out 2015, 17:28



— LANA D'YER : TITANIUM — TRAMA: SONHOS DA PRIMAVERA PERDIDA
<
I'm bulletproof, nothing to lose, fire away, fire away. Ricochets, you take your aim, fire away, fire away. You shoot me down but I won't fall.
I AM TITANIUM!

Todos meus ossos doíam, assim como minha cabeça. Acordei em um novo local completamente diferente ao anterior, o que não significava que este novo ambiente era mais agradável. Nos primeiros instantes apenas avistei um mundo embaçado, pois minha visão estava confusa, mas o olfato, a audição e o tato conseguiam me alertar sobre a mudança brusca.

Derrubada no chão, senti que ele era feito do mais puro concreto. Um concreto áspero, que arranhava com prazer minha pele sensível. O ar continuava frio, com brisas geladas entrando por algum ponto ainda indefinido, mas carregava ventos pesados e secos, algo que parecia inflar meus pulmões com um ar rarefeito, contudo, ainda podia respirar. Os sons eram de um silêncio dissimulado, pois bem ao longe eu conseguia ouvir o uivar dos ventos.

Fazendo certo esforço consegui me levantar. Aos poucos a visão retornava e eu passei a enxergar uma sala de rochas, com apenas uma janela onde a única paisagem visível era a do emaranhado de nuvens cinza. Corri até ela para tentar conseguir uma melhor ideia de onde me encontrava, mas ao olhar para baixo só vi mais nuvens e escuridão.

- Mas onde será que estou? – murmurei, achando que seria só para mim mesma.

- Na Torre do Pesadelo. – uma voz fraca respondeu, fazendo com que imediatamente me voltasse em sua direção. Até o momento não percebia que tinha companhia, mas lá estava ela. Seu corpo estava aprisionado, envolvido por um tecido vermelho que acorrentava seus braços, tronco e pernas. Era uma mulher, ou melhor, alguma forma humanoide de gênero feminino que poderia ser considerada humana se não tivesse alguns detalhes singulares. Ela tinha uma beleza que parecia impossível de ser encontrada em qualquer humana, até mesmo nas filhas de Afrodite. Estava pálida e sem forças, mas continuava a ser uma imagem formidável aos nossos olhos, tendo o poder de me fazer parar para admirá-la.

- Pegue o Cetro da Vida e fuja, não tenho esperanças de sobreviver aqui. Saia antes que seja tarde demais, salve todo o Reino e sua amiga. Expulse com toda sua coragem e humildade esses seres ambiciosos que destroem a vida.

Aquela criatura falava com dificuldades, parecendo definhar, arrancando o último fôlego de seus pulmões. Como se não bastasse, percebi que os tecidos apertavam cada vez mais suas amarrações, esmagando aquele corpo frágil. Então analisei a bela humanoide. Tinha uma pele alva, mas que por algumas vezes parecia ganhar um brilho tênue das mais diversas cores. O efeito era discreto, quase imperceptível, e não ocorria frequentemente. Ela tinha orelhas pontudas e cabelos que, esses sim, mostravam todas as cores possíveis em uma maneira nada oculta. Os cabelos eram longos, indo além da cintura e caiam em ondas perfeitas. Foi a partir daí que percebi o mais importante para definir quem era ela: um par de asas de brilho discreto e uma coroa de cristal tombada aos seus pés.

- Você é a Rainha. – disse em um misto de tristeza e surpresa. Mal terminei minhas palavras e corri até ela, tentando em seguida desamarrá-la.

- Não adianta. O feitiço é poderoso demais, ainda recebendo o reforço dessa torre amaldiçoada. Você tem que sair daqui. – a Rainha implorou. Seu desespero era angustiante, algo que faria qualquer um obedecê-la sem pensar duas vezes, pois era certo de que algo muito ruim estava pronto para acontecer. Mas eu não podia deixar de tentar salvá-la.

- Não posso te deixar aqui. Lir precisa de você. – respondi enquanto tentava desatar os nós, rasgar aquele tecido que parecia indestrutível.

- Lir só precisa de vida e esperança, de alguém para manter a chama da coragem e sabedoria acesa em seus corações. Eu já cumpri meu papel, mas o Cetro precisa ser levado até o povo, só ele terá a capacidade de recuperar nossas vidas perdidas e reestabelecer o equilíbrio da Floresta. Para isso preciso de uma alma nobre. Lana, leve o Cetro da Vida até seu povo.

Tudo, como sempre, não fazia sentido. No entanto, uma coisa era positiva, a Rainha não me tratava como inimiga, pelo contrário, parecia reconhecer minhas reais intenções e quando disse meu nome percebi que podia ver muito mais do que qualquer um poderia enxergar. Pensava sobre isso, ainda tentando inutilmente libertá-la, quando ouvi seu grito abafado, sofrido, cheio de desespero:

- Vamos, você não pode me salvar.

Parei imediatamente, algo de novo acontecia. Da mão direita da fada começou a brotar uma luz extremamente colorida, algo que tomava a forma de um bastão. Mesmo estando amarrada a Rainha conseguia fazer uso de sua energia e poucos minutos depois o Cetro da Vida tomava forma e solidez, parecendo guardar toda a beleza do universo em seu brilho resplandecente, cósmico. Mas algo triste aconteceu. Quando o cetro caiu aos meus pés, toda a vida da Rainha das Fadas se extinguiu. Ela usou suas últimas forças para materializar aquele cetro.

Estar de frente para o corpo inerte, pálido e sem alma da fada trouxe a mim toda aquela profunda nostalgia, o vazio que senti assim que havia entrado naquela nova realidade. Mas não tinha mais tempo a perder, realmente não tinha. Isso foi mostrado quando a torre tremeu e o chão aos meus pés começou a abrir rachaduras. Pedras e mais pedras começaram a cair. A Torre do Pesadelo parecia ruir, desmoronar por algum motivo ainda desconhecido.

Rapidamente agarrei-me ao Cetro, que de maneira mágica pareceu adaptar-se ao meu corpo e tamanho. Depois ainda peguei a coroa brilhante da Rainha, seu povo deveria ter a lembrança daquela que sacrificara sua vida para dar a eles uma esperança de sobrevivência. Com tudo o que precisava em mãos, estive em ponto de me lançar por aquela janela e experimentar descobrir o que encontraria naquele abismo de nuvens e escuridão. A verdade era que nada ali fazia sentido, que não havia nenhuma porta por onde pudesse sair e que a janela era a minha única esperança. Eu precisava ter coragem e acreditar. Mas algo interrompeu meu momento que poderia ser suicida.

Uma gargalhada gutural ecoou por aquela sala, interrompendo meus movimentos, obrigando que varresse com meus olhos tudo o que me rodeava. Foi então que uma forma negra e sombria começou a se materializar na minha frente e antes que se mostrasse completamente humanoide, falou com sua voz estranha:

- Lana D'yer e seu eterno desejo de salvar o mundo.

Pelo jeito muitos sabiam sobre mim naquele lugar, mas optei por permanecer em silêncio, segurando firme o Cetro que recebera de presente, aguardando que aquela criatura se revelasse. Contudo, quando ela pareceu completamente humana, era na realidade apenas um corpo escuro, algo sem gênero definido, sem feições claras. Realmente, era apenas uma sombra, mas me manteve presa, pois a janela, o único meio de saída, transformou-se em rochas, como toda aquela sala. E o solo sob nossos pés continuava a desmoronar.

- Lamentável esse desejo, já que não conseguiu salvar seu próprio pai. Mas você serviu bem, a maldita Rainha finalmente presentou o Cetro da Vida a alguém, era tudo o que eu precisava. Agora prepare-se para morrer.

Ela não deveria ter tocado nesse assunto. Eu, presa e furiosa, usada como isca, não vi outra alternativa a não ser entrar em combate. O corpo de sombras partiu em minha direção, também usava algo semelhante a um cetro, mas este não emitia nenhum brilho, não tinha cor, era escuro e de sombras como a criatura sinistra.

O primeiro ataque foi feito pelo inimigo, que só parecia ter técnicas corporais. Usando movimentos que se assemelhavam aos meus, ele girou o cetro sobre sua cabeça e deferiu um golpe tentando atingir o lado esquerdo de meu corpo. Bloqueei com minha arma e contra-ataquei em um movimento que visava derrubá-lo como uma rasteira dada pelo cetro. A criatura saltou, defendendo-se dessa maneira e mais uma vez tentou me acertar. Ousou um golpe vertical, pronto para me acertar na área alta do corpo. Dei um passo longo para o lado, sentindo a arma negra quase a raspar a pele de meu braço.

A batalha naquele início pareceu bem equilibrada. E como se não bastasse estar em combate, o desmoronamento da torre não cessava, causando vários buracos no chão, tornando tudo aquilo muito mais perigoso. A sombra não perdia tempo. Era rápida e usou o cetro como se tentasse estocar um golpe, usando sua ponta para acertar a boca de meu estômago, um de meus golpes preferidos. Ele me acertou em cheio, fazendo com que desse passos desconcertados para trás, estando a ponto de cair em uma cratera aberta. A sombra não parou, tentando acertar meu joelho esquerdo. Dessa vez eu bloqueei, contra-atacando com um golpe forte que acertou seu pescoço, experimentando uma sequência que obrigou com que ela se defendesse e recuasse alguns passos.

Meus golpes concentravam-se na parte alta de seu corpo. Eram acompanhados de alguns giros e ataques feitos pelos meus próprios punhos e pernas. Naquele momento achei que poderia vencer, até abrir uma brecha que deu ao inimigo a oportunidade de me chutar na boca do estômago. Sua potência era grande e parecendo contar com a sorte, uma nova cratera se abriu aos meus pés enquanto eu cambaleava para trás. Esteve a ponto de me engolir, até mesmo conseguiu, obrigando que eu agisse de maneira ágil. Usei meu próprio cetro para me segurar. Cada extremidade evitou que eu despencasse rumo ao vazio negro. Segurei-me com força, pensando em como poderia me livrar daquela situação perigosa, mas não houve muito tempo para reação. Recebi um golpe forte na cabeça, algo que me atordoou. Depois veio mais um, mais outro e minhas mãos não pareciam ter capacidade de me segurar por muito tempo.

- Vai desejar que seja apenas um pesadelo. – murmurou a sombra. Eu até mesmo suspeitei que naquele momento sorria, mesmo seu rosto não tendo nenhuma feição visível. Então veio o golpe fatídico. Fui acertada no nariz, sentindo as dores e sendo incapaz de me manter segura. Despenquei no abismo, experimentando a morte. Naquele momento ela parecia certa. Engolia-me com prazer, levando-me para mais um mundo desconhecido. Meu pensamento resumia-se apenas ao desgosto pelo fracasso. Cassidy morreria sem ajuda, O Reino de Lir seria tomado pelo exército ambicioso, o Cetro da Vida seria destruído ou passado para as mãos inimigas, o sacrifício da Rainha havia sido em vão. Eu tinha falhado miseravelmente.



Acordei em um sobressalto. Ainda estava na biblioteca, sentada em uma cadeira. Pelo meu movimento brusco cheguei a cair, olhando assustada para tudo o que havia ao meu redor, temendo ainda estar na realidade paralela para onde havia sido tragada. Para um alívio duplo Cassidy estava lá, intacta, viva, e me olhava com estranheza. Nunca foi tão bom vê-la.

- Laninha, você teve um sonho ruim, foi? – ela perguntou com toda sua inocência característica, retirando discretas lágrimas de meus olhos. Mal podia imaginar o quanto de felicidade e alívio explodia em meu peito.

Levantei-me apressadamente, abraçando minha pequena em seguida.

- Você está me sufocando. – ela reclamou. Eu sequer tinha ideia do quanto a tinha apertado forte, só queria tê-la em meus braços. Mas, apesar de tudo, a sensação ruim ainda permaneceu. O pesadelo não pareceu apenas um pesadelo, pareceu um aviso. A nostalgia, o vazio, a sensação de morte ainda palpitava em meu interior, servindo como se fosse um sexto sentido que me avisava sobre algo que viria no futuro.

- Laninha, foi só um pesadelo. Pode me soltar agora. – Cass pediu, eu continuava a apertá-la. Depois dessas palavras a soltei, encarando seus olhos cinza e curiosos, falando enquanto tentava ocultar minha preocupação.

- Foi sim. É bom estar de volta...

Acariciava os cabelos sedosos da pequena, tentando me convencer de que tudo ficaria bem.



◉ informações

Arsenal:

Irrelevante
Observações Importantes:

~ Com Lana não tem poderes, foi retratada apenas uma batalha de certo contra cetro, pois imaginei que a sombra seria quase uma face negra da personagem.
Eu gostaria de ter desenvolvido todos os posts com mais detalhes. Inclusive acho que pode ter ficado vazio, confuso e corrido em alguns pontos, mas por ser sonhos nada pode ser muito claro.
~ Eu já imaginava um ataque na Floresta de Lir, Lana seria recrutada para ajudar, por isso dei a entender que o sonho teria alguma ligação com o futuro.
~ Os objetivos de cada turno estão embaralhados, mas acho que todos foram cumpridos.
~ Nos posts tentei passar alguns do medos de Lana que é ser esquecida pela sua companheira, além de ser vista como inimiga. A personagem também sempre teme não poder ajudar a quem ama e o fracasso de não conseguir cumprir uma missão e muitos sofrerem por isso também a assombra.
~ Só para esclarecer mais uma vez. Cass não estava realmente no sono, por isso nada tirar hp e mp da minha fada.
~ Não sei se vcs perceberam, mas amo esse mundo de fantasia e misticismo. Ah! E a Rainha das Fadas teria muitos poderes, inclusive poderia enxergar detalhes da vida daqueles que estão na sua frente.
~ la la la
~ Qualquer dúvida, MP! Manda mesmo.
~ Beijos!

DATA INDEFINIDA || PERÍODO INDEFINIDO || CLIMA FRIO
(c)






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Re: ♦ Trama

Mensagem por Mariana A. Lima em Ter 13 Out 2015, 18:20


Sonhos.


❝COMO QUE SKYPE,
STOP E ZIZPHUS JOAZEIRO
PODERIAM SER O PRELÚDIO PARA A DESTRUIÇÃO?❞


Assustada com tudo o que tinha acontecido e sem explicação para muitas coisas, levantei-me do chão de meu quarto. Após desligar o computador em cima da cama, olhei pela janela para fora. O tempo escuro e nublado não era nada bom. Abri a porta do quarto e passei pela minha mãe rapidamente, deixando ela confusa sobre aquela situação. Dona Cláudia ainda tentou chamar minha atenção, mas ignorei, saindo do apartamento e entrando no elevador para descer.

Assim que cheguei no hall do prédio, notei que o sol tinha saído das nuvens. Saí dali apressada, indo para a portaria. Depois de chegar na rua, caminhei pelas calçadas até chegar ao terminal e, enquanto fazia isso, notava que as pessoas estavam mais rápidas. Ou talvez fosse eu que estivesse mais devagar. Sons parecendo pessoas murmurando, assim como sombras que pareciam ter algum tipo de poder apareciam, mas logo desapareciam. Parei logo ao chegar na praça e, após a noite chegar, pareceu que o tempo das coisas voltara ao normal. Eu não estava mais devagar ou mais rápida que ninguém.

Tendo a consciência de que, finalmente, aquilo não era normal, notei uma sombra estranha. Não demorou para que a sombra me atacasse. Sem nenhuma chance de contra-ataque, eu corri o mais rápido que pude. Não tinha como lutar contra aquilo se nem armas, nem magias tinha acesso. Quase tropeçando, fiz a curva na esquina da praça e, ainda sentindo a aura mágica atrás de mim, continuei correndo.

Senti minha perna queimar e caí no chão, ralando meus joelhos. Me arrastando como as mocinhas de filmes de terror, recostei-me em uma parede. Apontando o dedo para a criatura, lancei uma faísca que, se fosse no muindo real, a cegaria por alguns instantes. Porém não foi isso que aconteceu. A sombra avançou, como se nada tivesse acontecido e agarrou meu pescoço.

— Gah! — sentia-me com falta de ar e, estranhamente, meu pescoço parecia arder muito, principalmente na parte da nuca.

Aquela coisa não tinha expressão, de modo que eu não sabia o que estava pensando. Porém, de algum modo estranho, sentia que aquilo estava rindo, como se eu fosse uma presa acuada que ele queria matar dolorosamente.

— Vai desejar que isso seja só um sonho, garota.

E, ao perfurar meu coração com sua mão nua, eu acordei e, por reflexo, rolei da cama, caindo direto no chão. Ainda sentia a nuca arder, mas não estava com vontade de levantar dali. E não sabia se conseguiria, afinal minhas pernas tremiam tanto. Respirei tantas vezes, ofegante, antes de me levantar. A noite ainda estava alta, mas o começo da manhã chegaria logo.

Sentei-me na cama, pensando sobre o que vira. Era uma inútil, isso era sabido. Sem como proferir meus poderes mágicos, eu não tinha chance contra nenhum inimigo que chegasse perto demais. Lembrei-me das aulas de judô que praticara e de várias outras artes marciais que vira, sentindo um pouco de nostalgia, e decidi não ficar parada ali.

Eu precisava treinar. Não para vencer todo mundo na porrada, mas para me defender.

Coisas:
Poderes:

Lvl 1 – Pericia com Feitiços: Eles conseguem realizar feitiços e magias com mais facilidade. [Passivo]

Lvl 2 -Sentir magia: Consegue detectar auras mágicas por perto. Dependendo do lvl, a habilidade aumenta, podendo então definir a natureza da aura e o poder do objeto ou criatura encantados. NEW [Passivo]

Lvl 4 - Olhos noturnos: Hécate é uma deusa associada à noite. Seus filhos ganham visão na penumbra e escuridão, podendo ver normalmente nessas condições, exceto na escuridão mágica, que sofre os efeitos do poder acima. NEW [Passivo]

Lvl 4 - Faíscas: como deusa que rege os caminhos, seus filhos tem o poder de sinalizar a direção. Apontando o dedo na direção desejada, eles conseguem lançar um feixe de luz sinalizador, como um fogo de artifício. Não causa dano, mas em combate pode deixar o inimigo cego por duas rodadas se direcionado á sua visão. Ação imediata. NEW [Ativo]

Lvl 5 – Força Sombria: No escuro e na noite, você fica mais forte e ágil. [Passivo]

Lvl 17 - Decisão: Hécate rege as encruzilhadas, portanto, sempre que se confrontarem com dois ou mais caminhos seus filhos saberão qual deles leva à direção correta - só é valido para caminhos "normais" como estradas, ruas e trilhas, e se o filho de Hécate saber exatamente aonde quer chegar. Caminhos criados magicamente e labirintos não são afetados, bem como locais sem localização fixa, ainda que o filho de Hécate seja capaz de sentir a existência de magia. NEW [Passivo]

Armas:

Me disseram que nenhuma arma do meu arsenal viria pro meu sonho, então tô sem nada.
Mariana está sonhando doideiras. Mas não eram suas doideiras normais.
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Heron Devereaux em Ter 13 Out 2015, 18:52


There's nobody to catch me
if i take a dive




Pude sentir o sonho entrando em colapso mais uma vez. Daquela vez, no entanto, o defeito parecia mais forte. A atmosfera do lugar se formou fria, e eu cruzei os braços, tentando me proteger. Um tremor de terra começou a balançar o templo, me sacudindo de um lado para o outro. Finalmente, as rachaduras surgiram no cenário. Alastravam-se por todo o lugar, mas todas elas se dirigiam a mim. Dessa vez, não resisti. Deixei que as fendas me alcançassem. O sonho se fracionou em várias partes, como uma vidraça que se partia.

A escuridão me envolveu mais uma vez. Fechei os olhos, esperando o pior. Quando finalmente criei coragem para voltar a abrir os olhos, já estava de volta ao acampamento meio-sangue, sentado na varando do chalé de Selene. Franzi o cenho, confuso. É isso? Eu simplesmente acordei? Perguntei a mim mesmo, enquanto me levantava.

Deixei o chalé, caminhando em direção ao centro da área dos chalés. Apesar de estar de volta, uma parte de mim ainda sentia que havia algo de muito errado. Meus olhos se voltaram para o céu. Nuvens acinzentadas se moviam rapidamente, cobrindo o sol e todo o azul. Mas que merda é essa?

Finalmente, meus olhos se voltaram para as minhas mãos. Os dedos, distorcidos e mais longos do que o normal denunciavam a verdade: eu ainda estava sonhando. Antes que pudesse pensar em qualquer outra coisa, meus instintos me alertavam sobre a presença de um segundo ser. Voltei-me para trás, para descobrir que era observado por uma criatura humanoide, feita de pura escuridão.

— Opa. Tudo bem? — perguntei, enquanto dava alguns passos para trás, me afastando daquele ser.

A sombra não respondeu. Ela se limitou a levantar as mãos para cima. Do céu, algumas descargas elétricas começaram a atingir o chão. Nesse mesmo momento, um forte temporal começou a encharcar o cenário.

— Uma jogada muito inteligente. A chuva. Vai dificultar muito meus movimentos.

Mas o monstro continuou a me ignorar. Dessa vez, avançou em minha direção. Tentei me defender, mas a criatura conseguiu ser tão rápida quanto eu. Seu punho negro avançou em direção ao meu rosto e me acertou em cheio. Caí sobre o chão, sofrendo pela dor física e pela psicológica. Há muito tempo não recebia um golpe como aquele. A lembrança de meu pai se acendeu brevemente em minha mente.

— Puto — berrei, enquanto chutava uma das pernas do humanoide. Ele caiu sobre a grama molhada assim como eu.

Podia sentir o corpo inteiro molhado e as roupas grudando em meu corpo. Tudo naquele sonho era bastante fiel à realidade. Meu corpo estava cansado demais e o ferimento em minha perna ainda doía bastante. Com dificuldade, me levantei o mais rápido que pude. A sombra estava de pé novamente e prestes a se lançar em minha direção outra vez.

— Dessa vez não — comentei, deixando um sorriso surgir em meus lábios.

Com dois dedos, toquei minha têmpora esquerda, enquanto, com a mão direita, apontava em direção ao homem. Franzi o cenho e forcei minha mente a se concentrar. Empurrei minha mão direita em direção à criatura. Seu corpo sem luz foi arremessado com força em direção ao chalé de Ares. O monstro conseguiu atravessar a parede da fachada, antes de finalmente cair sobre o chão.

Uma risada escapou de meus lábios. Parece que temos um vencedor. Drillbit Jackson, senhoras e senhores! Meus pensamentos de vitória foram afastados, quando vi a criatura se levantar e saltar para fora do chalé.

Suas mãos apontaram em minha direção. Ele não sussurrou nenhuma palavra mágica. Ainda assim, eu reconheci a magia, assim que os raios de luz começaram a se formar nas palmas de suas mãos. Nercusius Verdicu. Dois raios luminosos eclodiram da criatura em minha direção. Não havia para onde correr. Num movimento desesperado, me lancei ao chão, esperando que os raios passassem por cima de mim.

Ainda estou vivo. Deve ter funcionado. Pensei, ainda deitado sobre a grama. Foi então que a criatura chegou até mim. Empurrou-me, fazendo com eu me deitasse de barriga para cima. Depois, sentou sobre meu corpo, impedindo que eu escapasse. Finalmente, seus punhos avançaram em direção ao meu rosto. Golpes e mais golpes que, aos poucos, iam deformando minha face. Eu tentava, a todo curto, escapar. Mas a massa de escuridão da criatura era muito mais pesada do que parecia ser. A cada novo soco, uma dor lancinante se espalhava por todo o meu corpo. A criatura, cansada de me golpear e querendo dar um fim a tudo aquilo, agarrou a primeira arma que encontrou: uma pedra.

— Não, não, não. Por favor. Não — implorei, reunindo todas as forças que me restavam para conseguir pronunciar as palavras e tentar não me engasgar com meu próprio sangue.

— Vai desejar que seja apenas um pesadelo — pude ouvir, sem realmente distinguir se as palavras vinham da criatura, de uma terceira pessoa ou de minha própria mente.

Um golpe. Dois golpes. Três golpes. De repente, tudo era escuridão.

×××


— Jackson.

Resfoleguei, enquanto me debatia, tentando me livrar de uma ameaça que sequer existia. Eu estava de volta à varanda do chalé de Selene, sentado no chão, no mesmo lugar em que eu havia dormido.

Levantei-me, atordoado. Estava ensopado de suor. Levei as mãos aos cabelos, penteando-os para trás, enquanto respirava profundamente. As mãos! Lembrei. Mas meus dedos pareciam bastante normais. Estou realmente de volta.

— Tudo bem com você? — disse a garota à minha frente. Parecia preocupada. Pude reconhecê-la imediatamente: era Samantha, a filha de Athena. — Você caiu no sono. Decidi acordá-lo. Você deveria dormir no chalé.

— Sim, sim. Claro — respondi, finalmente recuperando o fôlego. — Então foi tudo um sonho?

— Com certeza — disse ela, rindo. — Você ficou se debatendo o tempo inteiro. Foi assustador. Vamos. Eu te acompanho até o chalé.

Não pude recusar tal convite. Apoiei um braço em volta do pescoço da menina e, juntos, caminhamos pela área dos chalés. Eu não sabia o que havia acontecido, nem se foi real ou imaginário. De uma coisa tinha certeza, no entanto: não voltaria a dormir por, no mínimo, uma semana.


Observações:

Armas e Pets:
Nenhum
Poderes:
Passivos

Considerar todos os passivos de Athena e dos Feiticeiros, até o nível 64. Destacam-se os seguintes:

Maestria com a magia (Nível 1 - Circe) ▬ Por serem feiticeiros de Circe, vocês sofreram menos perda de MP do que o normal ao usarem algum poder. [ New]

Sexto sentido (Nível 17 - Circe) ▬ O feiticeiro é um ser extremamente sensorial, e tudo isso é graças ao sexto sentido, que os permite antecipar em pequenas escalas algo que irá acontecer em um futuro próximo, orientar-se em locais de pouca ou nenhuma visão usando os olhos da alma, ou servindo-lhe como um faro aguçado - usado para identificar ambientes e outros seres -, porém com mais exatidão, por tratar-se de uma extensão psíquica da mente do indivíduo.
Obs: Quando em uso, o narrador terá de dar dicas aos feiticeiros a depender das condições da atividade que este estiver executando. [ New]

Reflexos de Batalha (Nível 23 - Athena) ▬ Seus reflexos estão agora mais apurados do que nunca, e sua experiência em combate torna-o naturalmente mais esquivo, como uma segunda natureza. Sua esquiva e reflexos são ampliadas em 10%. [Modificado]


Ativos


Telecinese III (Nível 28 - Circe) ▬ Nesse nível você pode erguer objetos e pessoas de enorme volume e peso sem grandes dificuldades, porém, não podes exagerar erguendo algo muito excedente. A velocidade é muito mais ligeira e certeira.[ New]
Poderes da Sombra:
Só citarei aqui os ativos, pois os passivos são irrelevantes.

Nercusius Verdic (Nível 01 - Circe) ▬ O primeiro ataque ofensivo dos feiticeiros. Este ataque consiste em lançar raios de energia branca mesclado a uma coloração verde água das mãos do bruxo. Pode causar danos medianos caso acerte tendo o efeito elétrico e impactante no alvo.

Magia da Água (Nível 15 - Circe) ▬ Se tiver água por perto, você pode exercer um pequeno controle sobre ela conjurando-a em grego: υδρόβια. Nada comparado com um filho de Poseidon.

Nuvens negra (Nível 22 - Circe) ▬ Erguendo as mãos para o alto, um círculo mágico irá aparecer e uma energia azulada e branca irá sair indo diretamente ao céu, tornando o tempo nublado e gélido. Combinando com a magia da água, poderá causar temporais de chuva.
Sobre:
Legenda

Drillbit
Pensamentos
Outros



Informações Adicionais


Primeiramente, queria agradecer a quem vai avaliar esse monte de besteira que eu escrevi. Muito obrigado. <3
Citei a Samantha Jonhson nesse post (Oi, mana, tinhamu)
A ideia do cenário começar a ruir foi tirada da música que eu tava ouvindo quando eu tava escrevendo o post (que, por acaso, não é a que está no player, mas é Shatter Me da Lindsey Stirling q).
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Ignactius Bajer em Ter 13 Out 2015, 19:00



Caso ?: Bônus O menino que percebia demais.



3 - darkness

Depois daquela queda e de mais alguns minutos, Ig se levantou. A noite aos poucos foi ficando mais clara e ele viu uma silhueta cruzar o orfanato e pular o muro com facilidade. A surpresa foi constatar que era ele mesmo, já mais velho, fugindo do lugar que abrigou sua infância inteira. Ele ficou ali, observando seu outro eu ir embora e as pessoas do lugar acordarem e constatarem sua ausência. Sentindo bastante dor nas costas, ele voltou para o balanço de dromedário psicodélico e se sentou ali.

O tempo foi passando rápido para si e logo ele via o orfanato cair aos pedaços. No fundo de seu ser, Ig sabia que seu sonho estava deveras esquisito. O clima mudou tão rápido que ele sentia um pouco de chuva cair quando ainda era sol. Então, todos os colegas que conhecera no local cresceram e, finalmente, o tempo voltou ao normal. Era um clima nublado e provavelmente iria chover a qualquer momento. Carros estavam ao redor do orfanato, a maioria sendo da polícia. Ele viu a silhueta do que seria o pároco-mor saindo do prédio e entrando forçado em uma das viaturas.

Porém, em vez de sentir-se aliviado com isso, Ig se tensionou. De canto de olho, ele notou uma figura completamente feita de escuridão. Estava parada ali, no mesmo local onde, instantes antes, tinha se passado aquela velha memória do mágico. Havia um silêncio tão intenso a rodeando, que o filho de Hermes achou que incomodava. As viaturas sumiram e, pelo que parecia, só aquela coisa e o semideus estavam ali.

Ele pensou em se aproximar, mas resolveu também sair do orfanato. No mesmo instante, a criatura se mexeu, dando dois passos na direção do jovem e parando logo após aquilo. Ig encarou aquilo por um tempo e levantou-se do balanço. Graças aos reflexos treinados, ele conseguiu bloquear o golpe daquela criatura com uma de suas mãos. Afastando-se, viu que o ritmo do ser era muito maior que o seu e teve dificuldades para conseguir desviar-se das investidas.

Abaixou-se, deixando que o possível braço daquele humanoide preto passasse acima de sua cabeça, e sentiu as costas estalarem. Decerto, a queda o fez ficar com músculos comprometidos e isso era notável quando ele tentou pular para trás e os músculos daquela região não responderam muito bem. Bloqueou o golpe direcionado a sua barriga com o braço e emendou com um cruzado na cabeça do ser, porém não parecia ter efeito.

— O que é você? — perguntou, perplexo.

A criatura não respondeu, avançando em sua direção como se nada tivesse acontecido. Ig deu um chute e dois socos, aproveitando da abertura que a criatura dera, mas nada acontecia. Daquilo, só vinha aquele silêncio mórbido e as ações normais como se nada tivesse acontecido. O filho de Hermes sentiu as costas doerem e foi, com isso, atingido em cheio por um chute e caindo no chão.

Sem forças para se levantar, ele só encarou quando aquela coisa o ergueu pelos braços. Naquela posição de indefeso, já que estava sem forças e com dores nas costas, Ig tentou xingar e se debater.

— Vai desejar que isso só seja um sonho.

Essa foi a única coisa que o ser disse para quebrar seu silêncio arrebatador. Depois, segurou com uma das mãos o pescoço do semideus, enquanto a outra afundada no meio de seu peito, o fazendo gritar de dor.

— Acorda! — ouviu.

Quando piscou os olhos, estava sendo sacudido por James. Completamente desnorteado e se sentindo muito mal, Ig se colocou em posição fetal, enquanto o amigo gritava querendo saber o que aconteceu. Eles estavam no acostamento da estrada, com as luzes dos carros que viajavam os iluminando dentro do carro. Ele pensou na coisa feita de escuridão e no sonho que tivera.

— James. Dirige. Só dirige. — falou.

O filho de Athena tentou arrancar alguma informação do amigo, mas não conseguiu nada. Então, ele resolveu fazer o que o outro tinha mandado e voltou a acelerar o carro, pegando o caminho para Nashville. Lá, eles encontrariam o segundo caso. Só que, por mais que a curiosidade de Ig quisesse saber, ele mesmo não queria entender o porquê daquele sonho.

O porquê daquela criatura ter dito aquilo.

Coisas:
Poderes:

Nivel 1 - Agilidade
Você como filho de Hermes terá uma agilidade maior que outros campistas inclusive voando com seus tênis alados. [Passivo]

Nivel 2 - Esquiva
Você agora é capaz de se esquivar de golpes com mais facilidade.[Passivo]



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Re: ♦ Trama

Mensagem por Alaric L. Morningstar em Ter 13 Out 2015, 19:45



❝I'll be your nightmare
Chapter Four




Logo após o desaparecimento de Nyx, uma névoa densa surgiu no local. Uma corrente de ar gélido circulava ali, algo não muito agradável por não estar com roupa de frio. A neblina engoliu os monstros que perambulavam no solo irregular daquela prisão máxima, fazendo aquelas criaturas sumirem. Entretanto, a construção à frente se mantinha intacta.

Aquela fumaça negra crescia cada vez mais, trazendo diversas imagens de toda a minha vida: desde a infância, o período morando com meus avós em Nova Iorque, a chegada ao acampamento, as missões que fizera defendendo aquele lugar, a volta para Nova Orleans e a casa em chamas. Inúmeros sons também ecoavam na minha mente, embora fossem incompreensíveis - talvez por serem várias vozes distintas ao mesmo tempo. Tudo aquilo era uma completa loucura, não sabia como reagir. Até que a tal névoa se dissipou.

Rachaduras se formaram no chão, uma tempestade surgiu. O Tártaro, que já era caótico, assumiu um cenário apocalíptico: a destruição tomou conta do lugar. O solo começou a se despedaçar, uma espécie de buraco negro surgiu, sugando todo aquele mundo, pouco a pouco. Não sabia o que fazer e nem para onde ir; a única alternativa que me restava para sobreviver seria tentar ir até a Mansão da Noite.

Comecei a correr em direção ao "castelo" de Nyx, procurando fugir daquilo, mas então uma voz atrás de mim me fez parar.

- Para onde pensa que vai? - Uma criatura surgia, totalmente negra (parecia formada pela própria escuridão). E aí percebi que era minha própria sombra, desprendendo-se do meu corpo.
- O que você quer? E que porra que tá rolando aqui? - Gritei, tentando sobressair minha voz em meio ao caos. A tal coisa riu.
- Não fuja do seu destino, Carter... Ou ainda devo chamá-lo de Mikaelson? - Assumiu sua forma por completo, embora não tivesse rosto e nem sexo definido. - Tudo o que passou até aqui foram lembranças para mostrá-lo o quão caro teve que pagar por isso.

Eu não deveria dar ouvidos àquilo. Poderia muito bem continuar correndo e me salvar na mansão. Mas a criatura sabia como me instigar. Uma parte minha queria seguir em frente, a outra lutar.

- Não cometa o mesmo erro, Alaric. Não falhe como falhou com a sua família. - Sorriu ao prosseguir. E aquilo foi o bastante para me dar forças para reagir. Era um suicídio? Provavelmente. Mas defenderia minha honra. Não tinha medo de morrer, e levaria aquela coisa comigo. Então virei-me para a enorme construção negra e corri até a sombra, mergulhando naquela destruição total. Não sabia que mundo era aquele, mas Alaric Mikaelson havia morrido ali.

Quando vi que estava próximo do inimigo, me preparei para acertar-lhe um soco, porém minha mão colidiu com uma barreira negra (então aquilo também tinha poderes, e semelhantes aos meus? É, literalmente era a minha sombra). O oponente contra-atacou com um soco no meu abdômen, o que me fez recuar um pouco. Ele tentou acertar um chute na lateral do meu rosto, mas ainda tive tempo para reagir e me abaixar, retribuindo com uma rasteira. Rapidamente subi nele e dei-lhe dois socos, até ver uma lâmina negra por cima do meu ombro. Levantei, me afastando, e o adversário também pôs-se de pé, revelando a bastarda de ferro estígio em uma das mãos - que era bem semelhante a Skyscraper, minha própria arma (que já não estava comigo ali). Coloquei uma mão sobre o local atingido, sentindo uma leve dor que chegava a me incomodar um pouco.

"Vamos, força, porra", disse mentalmente a mim mesmo. O chão começou a tremer - não sabia se aquilo era culpa do ambiente apocalíptico ou se era mais uma habilidade da criatura -, e tive que lutar para me manter de pé, enquanto a sombra vinha em minha direção com sua espada. Se aproximou brevemente, procurando me golpear novamente com a lâmina de ferro estígio. Tentei esquivar, mas ao me impulsionar para trás, devido ao tremor, acabei caindo. Antes que o adversário atacasse novamente, rolei para o lado, me levantando em seguida.

Em meio a tantos golpes e esquivas, a espada da sombra atingiu meu rosto, deixando um corte no meu olho direito. Sangue começou a escorrer dali, e a dor me fez fechar as pálpebras daquele lado. Me afastei, e o oponente parecia rir, caminhando lentamente na minha direção. Respirei fundo, concentrando a magia no meu corpo e direcionando para a criatura. Mais uma vez meu sangue fervia em puro ódio.

O inimigo soltou a bastarda negra e levou as mãos ao rosto indefinido (apesar de não ter olhos), e então contra-ataquei com um gancho de direita, em seguida segurando sua cabeça e a puxando para baixo, dando uma joelhada. Ele me chutou, o que deixou uma distância entre nós, e aproveitou para recuperar sua arma. Continuei meu ataque levando uma das mãos ao céu, sentindo o poder que fluía dentro de mim.

- Kimocha! - Gritei enquanto atirava o raio nele.

A criatura soltou um ruído - talvez de dor -, e quando percebi a imagem ao redor era apenas uma enorme rocha onde estávamos - tudo à nossa volta havia sido consumido pelo buraco negro -, como se estivéssemos em uma ilha no meio do caos. Até a Mansão da Noite havia sumido.

Senti então a espada do inimigo arrancar o meu braço, um peso saindo do meu corpo. A dor era insuportável, o sangue jorrava. A única coisa que ouvi foi a recitação de um feitiço bem familiar: Badickinis Metalalurca. Cabos metálicos surgiram do solo e prenderam boa parte do meu corpo, e embora me debatesse, tentando soltar-me, não tinha forças - graças à dor que sentia e o cansaço (até porque não havia me recuperado totalmente da luta anterior). Com um soco, caí de joelhos, e uma das mãos do oponente segurou meus cabelos, tentando me levantar. Meu outro olho estava quase fechando, quando senti a lâmina negra penetrar meu peito (mas não por completo), fazendo com que abrisse até o olho ferido.

"Então é isso? Esse é meu fim?", minha mente perguntou a mim mesmo. Meu coração - que não havia sido atingido pelo metal - pulsava freneticamente, após quase falhar por um instante. O adversário retirou sua espada, soltando-a e então enfiou a mão livre no meu peito. Senti um aperto no próprio órgão que batia de forma irregular.

- Despreze seu coração. - A criatura sussurrou no meu ouvido ao puxar aquilo para fora do meu corpo. Caí, imóvel, perdendo a consciência aos poucos. - Vai desejar que seja apenas um pesadelo. - Foram suas últimas palavras.

[...]

Quase que pulando, meus olhos se abriram abruptamente, como se ainda sentisse aquele mesmo aperto no peito. A respiração era pesada, como se acabasse de sair do fundo do mar, há tempos sem oxigênio. Talvez fosse apenas uma dor psicológica, talvez realmente aquilo fosse só um pesadelo. Mas talvez não. Afinal, sonhos e realidade eram separados por um véu tênue, e muitas vezes são misturados.

Sesshoumaru latia, possivelmente preocupado com a minha reação após o tempo adormecido. Ainda fraco, acabei abraçando o cão infernal, voltando a deitar na grama e fitar o céu. Lembrei do que minha mãe dissera sobre os sentimentos, e até mesmo das palavras da sombra sobre desprezar o coração. "Porra, eu realmente preciso treinar mais", concluí ao lembrar também da minha "morte".



poderes ativos:

alaric:

Nível 35
• Magia da Noite. Esse poder lhe permite cegar o inimigo por dois turnos ao dizer Tenebris. (duas vezes por missão)

Level 17
• Kimocha. Permite que o feiticeiro crie fogo e raios, podendo converter o fogo em bolas de fogo ou outras formas de ataques, tal como os raios.
sombra:

Nível 37
Proteção Negra: O filho de Nyx consegue produzir um escudo feito de energia negra, que impede tanto ataques manuais como mágicos. A resistência do escudo vai depender do seu nível. Dura apenas um turno. [Uma vez por missão ou evento]

Tremor I (Nível 3 ). Ao direcionar a mão para a terra, um círculo mágico irá aparecer no solo e em uma luz bronzeada irá penetrar na terra e fará todo o chão tremer o suficiente para desequilibrar

Level 3
• Badickinis Metalalurca. Usado para capturar o inimigo envolvendo ele ou ela em cabos de metais de resistência mediana que se materializam em volta do indivíduo.

PS: A sombra também tinha uma espada de ferro estígio
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Catherine Blake em Ter 13 Out 2015, 19:56


The Broken Dreamcatcher


We all have demons in us



Em seguida, o cenário começou a mudar do nada.

Assim como naquela noite difícil, via sombras, escuridão, sangue e fogo. Tudo isso se misturava em uma confusão de cenas do passado. O incêndio. A escuridão. As mortes. As cinzas. O choro. Absolutamente tudo.

Havia ainda os sussurros e os gritos indecifráveis de vozes escondidas nas trevas, que eu não conseguia assimilar. E o frio mais uma vez marcava presença, devido ao aperto gélido das sombras ao meu redor.

Tentava pensar em uma saída, entretanto o pânico ocupava a minha mente e me impossibilitava de refletir.

Até que, então, a escuridão se foi.

Agora me encontrava em um galpão empoeirado terrivelmente familiar, que já abrigara dezenas de crueldades.

A estrutura em si era simples e consistia em um bloco cinza de dois andares, sustentado por vigas de ferro. Mas, mesmo depois de tanto tempo, o cheiro de morte e a melancolia das paredes cinzentas ainda eram palpáveis.

As dores deram uma pequena trégua e foram substituídas temporariamente por estupefação, à medida que o lugar caía em ruínas. No entanto, a ardência era notável até nos mais simples ferimentos.

As paredes começaram a trincar, os vidros se espatifaram, os metais se distorceram e o telhado ruiu aos poucos. Para completar, o céu partiu-se numa chuva violenta e o chão tremeu, abrindo-se em fendas de onde escapava mais escuridão.

Apesar dos meus machucados, comecei a correr para fora dali. Porém, antes que pudesse sair, um vulto atravessou a minha visão periférica. Olhei para trás, procurando com cautela.

Como nada achei, me virei para frente de novo. Nesse momento, uma sombra com um contorno vagamente humano colocou-se na minha frente. Sua forma era meio embaçada e não apresentava traços definidos, tornando impossível identificar o corpo ou o rosto.

- Quem é você? – Por mais que sentisse a garganta seca de tanto nervosismo, minha voz não saiu trêmula como eu esperava.  – Diga-me.

Ela nem sequer emitiu um ruído. Ao invés disso, partiu para cima de mim. Dei dois passos na direção contrária e me abaixei, vendo-a passar direto. Contudo, a sombra conseguiu aparecer na minha lateral mais rápido do que previa.

Só pude sentir um punho se fechando contra as minhas costas, enquanto imediatamente arfava de dor. Até tentei me apoiar em uma das paredes, mas meus joelhos cederam.

"Desgraçada. Vai se arrepender disso." Vociferei em minha mente, cerrando os punhos.  

Por isso, mesmo em meio as dores, me virei para ela e observei sua aproximação. Ela avançou sem hesitar e colocou as “mãos” com garras no meu pescoço, travando-me contra a parede dos dois lados.

Antes que ela rasgasse minha garganta, soquei o seu peito e empurrei-a de lado para poder sair.

A sombra titubeou e recuou, meio atordoada. Para a minha infelicidade, o atordoamento não durou muito. No instante seguinte, ela já partiu para cima de mim de novo e tentou desferir um chute contra as minhas costelas, erguendo a perna até o meu flanco direito. Minha sorte foi que vi a tempo e aparei o golpe com as mãos, pegando o que deveria ser a sua perna.

Nem pude puxá-la ao chão, uma vez que a mesma fez uma nova tentativa com o punho pela direita. Em contrapartida, me abaixei, desviei o corpo para a esquerda e desferi um soco contra seu estômago.

Ela se abalou muito pouco e experimentou o mesmo movimento pelo lado contrário, onde coloquei os meus antebraços cruzados para defender o golpe. Isso só serviu para enfurecê-la, e a sombra mudou de estratégia. Utilizou uma sequência bem executada, chutando a minha costela e ao mesmo tempo socando minha mandíbula.

A sorte obviamente não poderia estar ao meu lado por duas vezes. Portanto, não consegui prever esses movimentos e os golpes atingiram-me em cheio. Recuei apenas um pouco, analisando-a e me recuperando das dores. Felizmente, pude perceber algo útil nisso.

Minha inimiga deixava as costelas desprotegidas assim que acabava de atacar e nem notava isso. Se pudesse me aproveitar dessa sua fraqueza exposta, conseguiria emboscá-la com certeza.

Por sua vez, ela tentou desferir um golpe cruzado contra mim. Recuei um pouco, esquivei para a direita e para a esquerda, respectivamente, e mandei meu cotovelo para as suas costelas.

Ela se curvou levemente, afetada pelos golpes. Logo, comecei a desferir socos contra seu rosto. Todavia, ela era rápida demais e desviou de todos. E também não deixou que eu concluísse a sequência, pois pegou o meu pulso machucado e o torceu.

Gemi de dor, porém, consegui me livrar ao chutar a sua costela de novo. Aproveitando disso, golpeei sua têmpora com meu outro punho. Como ela estava ocupada demais com a dor, soltou meu pulso e me deu a oportunidade que precisava.

Avancei de novo pela direita, onde ficava o ponto fraco dela, mas a surpreendi pela esquerda. Rolando pelo chão rapidamente, soquei a base de sua coluna e lhe passei uma rasteira.

Minha oponente caiu no chão de imediato. E eu peguei uma barra de ferro, que havia por ali, a fim de golpear o local onde estaria seu coração e acabar com aquilo. A criatura, contudo, rolou de lado e escapou novamente. Ela não parecia nada feliz e muito menos amigável.

Levantou-se e veio até mim rapidamente. Em contrapartida, dei alguns passos para trás e tentei dar mais um soco em seu queixo. Antes que pudesse acertar, ela pegou o meu punho e o apertou.  

No meio da dor gerada, logo depois que ela soltou meu punho, senti algo atrás de mim. Já era tarde demais.

Somente tive tempo de presenciar uma forte pressão contra a minha cabeça e, ao olhar para cima, ver suas garras atravessando meu crânio. Ela tinha surgido atrás de mim e cravado as garras em minha cabeça, até atravessá-la.

Um grito ficou preso em minha garganta, e meu corpo cedeu de imediato. Minha visão ficou turva pela dor, que travessava meu corpo com pontadas agudas demais, e meus olhos se semicerraram. A dor era tão grande que fiquei paralisada no chão, respirando com dificuldade por causa do cansaço.

O meu sangue escorria pelo rosto e fazia uma grande poça no chão. Um líquido quente e escarlate.

Com a dor mais que lancinante, quase insuportável, tentei ver algo. Em vão, devo dizer. Não tinha mais forças. Esse era o meu fim e não havia nada de feliz nele.

Então, no meio de toda a agonizante dor, ouvi uma simples frase:

- Vai desejar que isso seja apenas um pesadelo. – Bem perto do meu ouvido, uma voz suave e meio inteligível murmurou.

E tudo escureceu.

**

Meus olhos se abriram subitamente.

Ainda aterrorizada, arquejei e me sentei na cama. Meu coração parecia prestes a pular pela boca, minha respiração estava ofegante e minha cabeça girava. Além disso, um suor frio percorria meu corpo.

Imagens daquele terrível pesadelo ainda me passavam pela cabeça. Por isso, passei as mãos pelos cabelos freneticamente e respirei fundo, tentando me recuperar. Tateei todo o meu corpo, mas não havia nada mais. A dor sumira e os ferimentos também.

Não havia nem palavras para dizer o quanto estava aliviada por estar de volta ao chalé VI, ainda que estivesse bastante perturbada por tudo.

Só percebi que chorava, quando senti uma lágrima quente e salgada escorrer por meu rosto.

"Seria mesmo possível despertar completamente de um circo de horrores? Seria mesmo aquele o fim? Ou a verdadeira escuridão ainda estava por vir?" Pensei, limpando a lágrima. "Não, não quando a vida é o próprio circo de horrores."

A escuridão viria.

E aquele era apenas o começo do espetáculo.

Adendos:
Oponente:
A sombra possui todos os poderes de Atena até o nível 28. Com destaque para o ativo:

Nível 2

Rapinar - O filho de Atena ganha as garras da coruja, ficando com as unhas mais longas, curvas e afiadas a ponto de cortar armaduras leves (couro comum e tecido). Essa modificação dura 3 rodadas, e pode ser ativada 1 vez por combate.
Armas Utilizadas:
-v-
Poderes Utilizados :
Passivos:
Atena:

Nível 1

Inteligência natural - Filhos de Atena possuem a mente rápida, capaz de elaborar planos com facilidade mesmo em situações em que se encontram em desvantagem. Quando seus ataques envolvem uma estratégia (indo além dos golpes diretos, e com a linha de pensamento explicada, dentro do que é coerente) seus ataques ganham uma chance de acerto 10% maior (mas não afeta dano nem a capacidade do alvo de se defender).

Nível 3

Combatente ágil - Filhos de Atena tendem a ser mais esguios e velozes do que fortes, em termos físicos. Isso faz com que tenham mais chances de acerto em combates corporais com armas de curta distância. Sua agilidade usando armas corpo a corpo é ampliada em 10% durante as batalhas.

Nível 7

Visão Noturna - A coruja é o animal sagrado de Atena e como seu filho este semideus tem mais facilidade em ver no escuro. Mas não se engane! Isso não quer dizer que sairá vendo igual uma coruja - a acuidade e alcance visual não são alterados. Poderá, contudo, encontrar todos os detalhes do local, seja da batalha, do relevo ou do ambiente. Filhos de Atena tem a capacidade de distinguir objetos mesmo em meio à escuridão, não necessitando de uma grande luminosidade para ver (mas ainda é necessária uma luz mínima/ penumbra).

Nível 19

Sentidos ampliados: Visão e Audição - Assim como as corujas, o filho de Atena terá sua visão e audição otimizadas, tendo sua acuidade e alcance ampliados em 50%, de forma que se tornam mais perceptivos ao que ocorre à sua volta.

Nível 23

Reflexos de Batalha - Seus reflexos estão agora mais apurados do que nunca, e sua experiência em combate torna-o naturalmente mais esquivo, como uma segunda natureza. Sua esquiva e reflexos são ampliadas em 10%

Mentalistas:

◉ Nível 2. Memória fotográfica: Tudo o que você ver ou ler ficará gravado em sua memória por anos, serve tanto para imagens para textos.

◉ Nível 20. Telepatia Avançada: Controle total, podendo escolher a hora que vai escutar os pensamentos ou não e também se comunicando livremente através dos pensamentos
Ativos::
Atena:

Nenhum

Mentalistas:

◉ Nível 13. Accel Duplo: Com a mesma base do Accel normal tem como diferença a capacidade do mentalista agora poder atacar dois lugares, movimentando-se rapidamente em um ataque duplo. Ex: Fingir o ataque pela frente, porém usar o Accel duplo para atingir suas costas e seu lado esquerdo em uma diferença de tempo tão mínima que vai parecer que foi ao mesmo tempo. Pode ser usado duas vezes.


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Re: ♦ Trama

Mensagem por Connor Blaschke em Ter 13 Out 2015, 20:32


Lost in Dreams
— living in a parallel reality —

Após voltar à minha casa, enfrentar um demônio que parecia-se muito com o semideus que tocara fogo nela e ainda receber uma visita de Dionísio, o deus que eu mais odiava, eu não duvidava de mais nada que pudesse acontecer naquele sonho, sinceramente.

Depois que o deus se fora, eu continuei ali olhando para o que restara de minha casa ainda queimando e soltando fumaça, retraindo as minhas asas logo em seguida. Talvez até tivesse ficado mais, caso o Mundo Onírico não tivesse resolvido mudar para algo muito mais... sombrio.

Tudo, de repente, começou a perder rapidamente o foco, ficando mais embaçado do que o normal, como se eu estivesse ficando cego; em seguida foi ondulando-se e mudando, numa profusão de cores frias e sons mórbidos que eu nem sequer pude identificar. O cenário começou a girar e girar até que eu me visse obrigado a fechar os olhos para manter-me equilibrado, sentido apenas as mudanças por meus outros sentidos; eram gemidos, bramidos, ondas de calor e de frio. Até que, então, tudo parou. E eu abri os olhos o suficiente para ver o que me cercava.

Era uma espécie de salão feito puramente de pedras, com rachaduras do chão ao teto. Correntes estavam espalhadas por ali e tochas estavam presas às paredes, crepitando e iluminando fracamente o recinto, com se aquele fosse o calabouço de um antigo castelo — e eu não duvidava que realmente fosse. Mas eu não podia perder mais tempo por ali. Eu tinha que sair daquele sonho.

De uma hora para outra, uma pedra desprendeu-se do teto e caiu aos meus pés, ecoando pelo salão. Ao olhar pelo buraco que ficou no teto depois que ela caiu, boquiabri-me: não havia nada. Nada. Era um completo vazio, branco, como se aquele fosse um cenário de desenho animado que fora apagado com uma borracha especial. E como que em solidariedade à primeira pedra que caíra, outras começaram a fazer o mesmo.

Antes que eu pudesse, contudo, tentar algo para sair dali, as sombras naturais tremularam e tomaram forma, criando um ser da minha estatura, trajando uma capa e tendo seu rosto coberto por um capuz. Minha visão aguçada permitiu-me ver o que era possível de seu rosto mesmo naquela escuridão: era repleto de nada. O ser não tinha rosto, até parecia que seu corpo era feito de... sombras.

Recuei dois passos àquela visão. Nunca havia sentido tanta falta das minhas armas como ali, ou sentido um medo tão grande como naquele momento, em que me vi acuado por um ser que, de certa forma, tinha todas as vantagens contra mim. Ele riu, frio, andando vagarosamente em minha direção, retirando de algum lugar nas suas costas uma faca grande de lâmina prateada.

— Essa merda só piora — murmurei.

— Sua vida não é muito melhor do que isso — retorquiu ele, com um timbre de voz sem gênero definido. De certa forma, ele tinha razão; eu não tinha uma vida muito melhor do que aquele pesadelo, porque a minha realidade era repleta de momentos como aquele, que só queriam me foder, e em algum lugar de outro mundo, meu corpo estava inerte, vulnerável, à espera de um monstro faminto.

Ok, pensar nisso não ajudou em absolutamente nada, só me deixou mais temeroso.

O ser sombrio descreveu um arco na minha direção com seu braço esquerdo, e por segundos eu não entendi. Só quando um punho de sombras atingiu-me no estômago, fazendo-me arquejar, curvando-me, foi que entendi a finalidade daquilo.

Ávido por me recuperar e, em especial, não morrer, tentei me recompor. Minha mente vasculhou minhas habilidades que pudessem afetar aquela criatura, mas não estava fácil; a maioria envolvia minhas armas e, para a minha infelicidade, não estava com elas. Eu teria que lutar com meus punhos. E tudo em que consegui pensar para me ajudar foi concentrar-me o suficiente para aumentar a minha velocidade para as ações seguintes, deixando minhas habilidades fluírem para poder ter um bom resultado.

A sombra, estando mais perto de mim, adiantou-se novamente e desferiu um golpe com sua faca, da esquerda para a direita, na altura da minha garganta. Não foi muito difícil abaixar-me e esquivar-me de seu golpe, recompondo-me o suficiente para tentar desferir um soco em sua face. Mas o ser também parecia ser ágil, esquivando-se de meu ataque com facilidade e rindo-se de mim.

Você não vai perder para um monstro que nem sequer é real, Enzo, disse a mim mesmo mentalmente. Ele não podia ter a mesma quantidade de experiência que eu tinha, e mesmo estando em vantagem — tanto nas habilidades quanto nas armas — eu ainda poderia vencê-lo. Era somente uma questão de inteligência.

Talvez fosse bom começar desarmando-o, para ficarmos em pé de relativa igualdade, não?

Olhei para o entorno tentando encontrar algo que pudesse me ajudar, e a primeira coisa que vi foram as tochas. Fogo. Não me parecia muito propício. Também havia as correntes, que poderiam me servir de arma caso eu conseguisse manuseá-las, mas eu nunca tinha tentado e duvidava muito que a minha perícia com flagelo ajudasse naquele caso. E tinha as pedras, claro, que por uns instantes eu até esquecera que continuavam a cair sem piedade, cada vez mais. Se eu conseguisse pegar uma delas...

A mais próxima estava na minha lateral esquerda, pedindo para amassar o rosto daquela coisa. Rolei para ela antes que mais um ataque fosse desferido, e de certa forma eu sabia que o monstro de sombras havia seguido-me. Assim que pus a minha mão na pedra solta, girei meu corpo cegamente, brandindo-a para acertar o que quer que estivesse às minhas costas, dando a sorte de fazê-la chocar-se contra o braço do ser, sem contudo fazê-lo soltar a faca. De pé, novamente preparei-me para o que vinha: o meu oponente correra até mim com velocidade, tentando dar uma estocada em meu abdômen; eu, porém, fui mais rápido, girando lateralmente em meu eixo para evitar o golpe e ainda desferindo uma cotovelada no rosto do meu inimigo, fazendo-o atordoar-se e recuar.

— Você se faz de difícil, garoto — reclamou ele. — Deixa as coisas interessantes. Mas mais dolorosas.

Novamente, ele investiu contra mim com outra estocada, e eu repeti o movimento de esquivar-me. Erro simples, fatal. O ser já deveria esperar que eu fizesse isso, pois mudou rapidamente o curso de sua investida e fincou a sua lâmina por entre as minhas costelas, arrancando de mim um urro de dor e fúria. Com um chute, ele derrubou-me, fazendo-me soltar a pedra, e rindo alto aproximou-me de mim, abaixando-se até ficar bem próximo. Àquela altura, eu não mais resistia; apenas encarava o seu rosto sem forma e parcialmente encoberto.

— E é assim que você encontra o seu fim. — Tudo o que eu pude ver foi a sua faca, descendo na direção do meu peito e cravando-se com um ardor infernal. Eu sentia meu sangue se esvair com rapidez, já sabendo que a morte naquele mundo se aproximava sorrateira como um predador indo até a sua caça. — Vai desejar que seja apenas um pesadelo.

Lentamente, minha visão se desfocou-se, ainda encarando o meu algoz e, de fundo, as pedras que despencavam.

Só então eu acordei sobressaltado, hiperventilando. Meu hipogrifo alarmara-se e também acordou, piando alto e até pondo-se de pé. A noite ainda era um véu sombrio que cobria os céus, silenciosa e calma, sendo perturbada apenas pelo som da fogueira em meu galpão, que eu mesmo acendera antes de cair no Mundo Onírico. Estava vivo, tudo estava bem. Não havia faca cravada em meu peito e, melhor ainda, a minha alma não havia sido destruída na outra realidade, como eu achava que seria.

— Foi só um pesadelo, Weevil — acalmara eu o meu hipogrifo. — Tudo está bem. Eu acho.

Talvez tudo não estivesse bem, mas estava calmo. Talvez, e aí sim talvez, aquela fosse a calmaria que precede a tempestade, mas mesmo se fosse, não havia problemas; como o ser sombrio mesmo disse, a minha vida não era muito melhor do que aquele pesadelo, e tudo o que eu tinha que fazer era continuar aceitando a minha realidade como já fazia por dez anos.

Fosse como fosse, eu tinha que aproveitar ao menos um momento de paz. E sem sono — não arriscaria dormir de novo naquela noite. Não mesmo.


Adendos:
Explicações:
Post feito às pressas no laboratório do meu setor de aulas na universidade, então, por favor, peguem leve. D:
Eu considerei que a sombra era um semideus (filho de Perséfone, mais especificamente), mas não sei se fiz certo; para tal, citei o poder Umbracinese III, listado abaixo. A batalha ficou uma bosta, mas foi o que deu para fazer. Superaremos. É isso, consegui! q
Dois bejo.
Armas:
Nenhuma. Ué
Poderes e habilidades - Enzo:
Todos dos filhos de Nêmesis e dos Menestréis de Orfeu, como foco em:

{Nêmesis} Nível 22: Retribuição veloz
Nesse nível os reflexos e esquiva do filho de Nêmesis são permanentemente ampliados em 15%. [Novo]

{Nêmesis} Nível 50: Retribuição celeste
Nêmesis era representada com asas. Seus filhos adquirem a capacidade de criar tais apêndices livremente. Para voar, contudo, há o gasto energético como ativo. Ainda assim, suas asas fornecem uma bonificação de 15% para poderes de medo, intimidação ou charme, quando abertas. As cores variam entre matizes de branco, cinza e negro, e demoram um turno para distender-se ou retrair-se. [Modificado, antigo  Vingança do Céu - o nome foi mantido no ativo]


ATIVOS

{Nêmesis} Nível 12: Ação rápida
Filhos de Nêmesis, ao ativarem este poder, dobram seu deslocamento e seus reflexos/ esquiva pela ação seguinte (mas não oferece ações adicionais, apenas oferece um deslocamento maior). Poder de ação livre, não consumindo ações no turno de ativação. 1 vez por combate. [Modificado, antigo "Velocidade"]
Poderes e habilidades - Sombra:
{Perséfone} {Nível 38}
— Umbracinese III: Pelos filhos de Perséfone serem adaptados ao Submundo, conseguem controlar as sombras (agora de forma quase perfeita). Podem, por exemplo, criar armaduras ou objetos grandes de sombras, que darão dano físico embora seja considerado um ataque elemental não-mágico. O bom senso deve ser sempre utilizado, embora a criatividade do utilizador também entre em pauta.


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Re: ♦ Trama

Mensagem por Noah G. Kalömoseuz em Ter 13 Out 2015, 20:45



How To Get Away With Shadow


Post - #4



Tentou especular o tempo em que estava ali. Poderiam ser horas, minutos, dias... Ninguém, na verdade, tem muita noção de tempo enquanto está viajando pelo seu subconsciente; Noah não seria diferente. A deusa poderia não estar mais ali, mas o semideus ainda sentia seu cheiro estonteante e sua presença intimidadora no ambiente.

Estava assustado e cansado, e o sonho parecia sentir isso.

O jardim negro se desfez. O mundo era uma espiral escura. Noah era sugado pelo vácuo, sentindo a massa escura passar por ele. Não conseguia distinguir qualquer imagem que pudesse aparecer naquele momento. Quando a força que o sugava diminuiu, ele percebeu que estava intangível. Seu corpo transparente flutuava em uma sala, assistindo um homem invadir.

Ele era ruivo, e estava com uma daquelas armaduras. Carregava a mesma espada com a lâmina irregular. O Vermelho deveria ter, mais ou menos, uns trinta e poucos anos naquela época. Ele derrubava e quebrava tudo que estava ao redor. Noah estava impassível como ele. Enquanto o ruivo se dirigia para algum outro cômodo, a forma astral do semideus o acompanhava, sem fazer esforço algum.

Outro homem, aparentemente comum, sem armadura ou elmo, segurava apenas uma espada simples. Parecia surpreso e nervoso, mas ainda segurava a espada firme. Erik, o Vermelho, adiantou-se em sua direção. O homem não teve muito o que fazer, em poucos movimentos, já estava desarmado, tendo sua garganta cortada pela lâmina do Vermelho.

Mas aquele não era o foco dele, porque o mesmo continuou caminhando para dentro da casa. Parou em frente ao que deveria ser um berço naquela época. Retirou uma pequena adaga da cintura ao mesmo tempo em que afastava o lençol do rosto do bebê que ali dormia. O pequeno despertou com o movimento, mas não chorou. O coração do semideus acelerou, fazendo sua forma astral se desestabilizar. Erik continuava frio. Ergueu a adaga. Em um momento, Noah assistia a adaga descer, cortando o ar em direção à pequenina garganta; no outro, ele mesmo realizava o movimento. Tentara parar, mas já estava feito.

O vácuo o sugara para o além.

O semideus apareceu em um campo plano. Seu corpo caiu  sobre a grama, jogando para fora tudo o que tinha no estômago. Levantou quando sentiu que não tinha mais nada para vomitar. Lágrimas ardiam seus olhos. Estava em uma clareira numa mata, aparentemente. Sua cabeça doía. Queria sair dali; apagar aquilo da memória. Quase conseguia compreender o ódio da deusa.

Ouviu a grama se mover, e virou a cabeça. De uma das sombras feitas pelas árvores, emergia um ser. A sombra fora lentamente tomando forma: um corpo. Da mesma altura que Noah, e só. Nada mais. Não tinha roupa, cabelo, nada que o distinguisse dentre qualquer outra pessoa. Mas aquilo não era uma pessoa.

O semideus se esforçou para parar de tremer. Sua mente estava uma confusão e ainda estava sem arma e não via água alguma ao redor, mas não deixaria atrapalhar. Como qualquer outra coisa que surgiu até então, aquela forma deveria ser hostil. Noah não podia hesitar em atacar. Mas a sombra fizera isso primeiro.

Um de seus braços, do cotovelo até a mão, havia se tornado pontiagudo como a lâmina de uma espada. Noah odiava não ter armas com ele, mas, mesmo assim, tinha que se focar em equilibrar sua falta de arma aumentando sua defesa da maneira que podia. Canalizou seus pensamento no seu movimento. Sentiu seu corpo esfriar, com cada pedaço de sua pele endurecendo, se tornando gelo lentamente. Era mais leve que uma armadura, mas com certeza serviria de uma.

O primeiro golpe da sombra fora um horizontal, em direção ao pescoço do semideus. Noah tentou desviar, abaixando o corpo, mas sentiu a lâmina levar alguns fios do seu cabelo, a única parte que ainda não estava congelada. Empurrou o ombro da sombra, e virou-a de costas, aproveitando do impulso que fizera para seu golpe, encaixando seu braço envolta do pescoço da sombra em um mata-leão. A execução não era das melhores, mas o objetivo fora alcançado.

A sombra não ficara presa por muito tempo. O ser reagira, criando tentáculos de pura energia negra, que se enroscaram ao redor da cintura do semideus e o jogaram para longe. O som do baque de seu corpo com o tronco de uma das árvores ecoou pelo ambiente silencioso. Enquanto se erguia, notou várias flores rosas e pequenas nascendo ao redor; todas idênticas. O processo estava extremamente acelerado se comparado ao normal. A sombra permanecia no meio das flores, parada. O semideus não podia ficar parado, sem fazer nada.

Copiando a habilidade da sombra, Noah fez o gelo de uma parte do seu braço se alongar, tornando-se fino e perigosamente afiado. Correu na direção da sombra, onde as flores começavam a perder suas pétalas. O semideus passava por cima de todas, ignorando o movimento da criatura das trevas. Estava concentrado em acertar, pelo menos, um corte na criatura. Mesmo sem vento algum, as pétalas começaram a subir, criando um redemoinho que crescia a cada instante.

O semideus cortou o ar ao tentar atacar a sombra, que desviou rapidamente. As pétalas se chocavam contra o gelo enquanto semideus e sombra travavam uma batalha de espadas-braços. Noah tinha sua visão impedida, vez ou outra, pelas pétalas flutuantes. Ele defendia mais do que atacava. O gelo não parecia fazer alguma diferença contra o ser da escuridão, que continuava triunfante. A cada instante parecia fazer ainda menos diferença. O semideus achou que a sombra estava ficando mais rápida e forte, mas quando seu braço começou a pesar, percebeu que era ele que estava lento.

As pálpebras estavam pesada, e os movimentos, no automático. Noah ainda conseguiu ver sua própria sombra emergir da terra em forma de tentáculos, mas não pudera fazer nada para impedir. Não entendia, nem tinha tempo para tentar descobrir o porquê de estar perdendo a força, mas culpava a sombra de qualquer forma. Quatro dos tentáculos enrolara-se, com força, nos punhos e tornozelos do semideus, erguendo-o no ar como um sacrifício. A cabeça pendia, mais pesada que de costume. A sombra não hesitara. Não tinha nem mesmo rosto para Noah tentar ler suas expressões, mas sentia que não seria nada boa.

A criatura ergueu sua lâmina das sombras e, controlando os tentáculos, jogou o corpo do semideus contra ela. O tempo ficara lento. Uma pontada na cabeça precedeu a fala da sombra em sua mente:

Vai desejar que seja apenas um pesadelo.

Em seguida, Noah ouviu a lâmina cortar o vento e quebrar o gelo. Sentiu a dor percorrer seu peito, desde a parte mais superficial à mais profunda, ardendo a cada milímetro que perfurava. Seu grito fora abafado pelo nada. A voz ecoou na sua mente.

***
A queda até o chão fora breve, mas seu coração parou por um segundo.

Girou o corpo no chão frio, batendo a cabeça na base da cama. Uma mini plateia estava ao redor, assistindo com os olhos arregalados. Alguns que filmavam estavam sendo levados para a saída. Noah adoraria ver o vídeo depois. Tocou a testa onde havia batido na cama, e percebeu a marca roxa no punho. Imediatamente, olhou o outro, só para ter certeza de que ele também estava roxo e doía. Os tornozelos deveriam estar na mesma situação.

Nos minutos seguinte, apenas ouviu os meio-irmãos contarem sobre todo o barulho que ele fizera durante o sonho e que molhara a cama. Não, não daquele jeito, mas, aparentemente, como um reflexo dos seus combates. Ele estava tão aliviado por acordar que quase esquecera de tudo o que vira: o acampamento, Perséfone, o Vermelho... Deixou os ombros caírem quando lembrou do bebê. Sentia culpa, mesmo não tendo sido ele. Mais ou menos.

No final das contas, depois de tudo o que passara, Noah só conseguia concluir duas coisinhas: Que, nossa, como ele precisava melhorar na luta, tipo, urgentemente, e que estava na hora de retornar às suas raízes.
 



Armas Utilizadas:
Nenhuma
Poderes Utilizados:
Noah:
Passivos:
Nenhumzinho -q
Ativos:
Transformação [Nível 29]: Os filhos de Poseidon poderão transformar o seu corpo em um dos estados físicos da água: sólido, líquido ou gasoso. Gastará no mínimo 20 MP para fazer tal transformação e irá durar duas rodas. Lembrando que a forma que escolher irá ampliar os poderes do mesmo estado físico, irá duplicar o dano que o poder faz.
Sombra:
Ativos:
Jardim Amaldiçoado II {Nível 30}: Uma vez por missão, ao comando do filho de Perséfone, várias flores (de uma mesma espécie) brotarão em um perímetro de quinze metros em volta do conjurador. Segundos após, as pétalas se soltarão e multiplicarão, circulando o filho de Persé como um furacão (durante três turnos). Depois que essas pétalas encostam-se no oponente, ele passa a perder os sentidos lentamente e, quanto mais tempo ficar em contato com elas, mais rápido ficará inconsciente. (CRÉDITOS A OKTAV F. FOUNTAIN!)
Umbracinese III {Nível 38}: Pelos filhos de Perséfone serem adaptados ao Submundo, conseguem controlar as sombras (agora de forma quase perfeita). Podem, por exemplo, criar armaduras ou objetos grandes de sombras, que darão dano físico embora seja considerado um ataque elemental não-mágico. O bom senso deve ser sempre utilizado, embora a criatividade do utilizador também entre em pauta.
Coisas:
Graciais, seja lá quem tenha tido a pobre tarefa de ler meus textos. -q Desculpa pela confusão e tudo o mais, btw. Enfim, a sombra tem os poderes equivalentes a um filho de Perséfone. Só por curiosidade, as flores eram petúnias que, seguindo os poderes dos filhos de Persé, significam ódio. Sobre o poder das pétalas e a "armadura" de gelo. A minha lógica fora: apesar de estar transformado em gelo, a pele continua sendo uma pele, certo? Além disso, eu considerei que o poder de Perséfone fosse além do tato, para o olfato também, que não alterou com a transformação. (De qualquer forma, o golpe final iria acontecer, ele estando lento ou não.)

Template roubado de Katherine B. Angelline



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Re: ♦ Trama

Mensagem por Ayla Lennox em Ter 13 Out 2015, 21:24

Dreams of a lost Spring
Dentro de poucos segundos, os céus - assim como a própria garota - começaram a chorar. Primeiro era uma garoa fina, mas logo a tormenta assumiu o comando, fazendo com que cada gota d'água realmente parecesse uma personificação do lamento dos deuses.

Ayla olhou ao redor e não sabia ao certo o que fazer. Seu lar, seus amigos, até mesmo seus irmãos... Todos mortos. Sentia-se fraca, impotente, talvez até tanto quanto uma mortal.

Com as pernas bambas e um andar trôpego, começou a percorrer o lugar. A cena era digna de deixar até a mente mais sã em frangalhos. Apanhou do chão uma espada qualquer e continuou seu caminho.

As visões do lugar oscilavam entre a destruição do momento e o que o acampamento costumava ser. Os sorrisos e conversas animadas no lugar agora eram sufocados pelo fogo e pelo ar de desolação que tomava conta dali.

Foi então que viu uma figura que parecia ser humana, mas estava distante. Ayla aproximou-se com uma velocidade considerável, mas algo que não esperava aconteceu: O ser fugiu.

Ou ao menos foi o que pareceu.

A prole de Selene seguiu-o até os limites do acampamento, passando por árvores, galhos caídos e imersa na pura escuridão. Foi ali que percebeu que estava no meio de uma brincadeira de esconde-esconde.

APAREÇA! — Brandiu a plenos pulmões.

Em um piscar de olhos, a mentalista quase desejou que tivesse permanecido calada. Ele, ela ou - por via das dúvidas - aquilo, aquele amontoado de sombras se lançou na garota, levando-a a cair de costas no chão. Sentiu um, dois, três socos em seu rosto e logo o gosto metálico do sangue invadia sua boca.

"Ah, mas nem a pau que eu vou apanhar assim." Pensou a garota enquanto movia a mão direita em um empurrão para afastar a coisa de cima de si. Funcionou, mas não foi o bastante para causar um impacto contra uma pedra ou árvore, apenas para ganhar tempo e alguns metros de separação.

A semideusa se colocou de pé e logo passou as costas da mão na boca para limpar o líquido escarlate que dali escorria.

Segurou com força a empunhadura da espada e concentrou-se e só avançou ao sentir o tempo desacelerar. Dois golpes com a lâmina atingiram o ser, que logo cedeu, ficando de joelhos e segurando o flanco esquerdo enquanto emitia um gemido estranho pela dor que sentia em suas costas graças ao último ataque.

O que diabos é você? — Indagou, parando na frente da criatura e se abaixando até encará-la nos olhos. — Responda. — Rosnou.

Ele riu. A mentalista franziu o cenho e, antes que pudesse fazer algo, uma mão totalmente preta tocou seu tórax. Ela literalmente voou em um arremesso até seu corpo encontrar uma árvore e, em seguida, a mistura de areia e folhas que era o chão. Duas costelas estralaram.

A mão do ser ainda mostrava vestígios de energia. Aquilo não era um bom sinal. Merda. Praguejou.

Você acha que isso é uma brincadeira? Apenas um sonho ruim? — Ele se levantou e deu passos tranquilos, como se não denotassem um pingo sequer de pressa, na direção da cria da lua. — Sua ingenuidade é comovente.

Girando a cabeça para ambos os lados, procurou pela espada que antes carregava consigo. Estendeu o braço na direção desta quando, subitamente, ela foi arremessada para longe.

Tsc. Estamos no meio de um diálogo tão importante e você tenta retomar a luta? — Um chute acertou o rosto de Lennox, que caiu para o lado. — Aprenda que não vale apena batalhar por algo que já está perdido.

Ele segurou a garota pelo pescoço e a ergueu no ar, apoiando-a contra a árvore e obrigando a garota a voltar o olhar até seu lar, agora em chamas.

Seu acampamento é o melhor exemplo disso.

Nesse momento, a mentalista cuspiu na face - ou ausência de uma - do ser. Uma mistura asquerosa de sangue, saliva e terra.

Vá se fod... — Os dedos em seu pescoço se apertaram, impedindo que concluísse o xingamento.

Largando o corpo da garota no chão, ele virou as costas e pareceu fitar sua própria mão por alguns segundos. Ela agonizava, relutava para tentar se colocar de pé mais uma vez, lutar, fazer qualquer coisa; mas algo parecia prendê-la.

Acredite em mim, arruinada. Vai desejar que seja apenas um pesadelo.

E então ele fincou suas garras bem onde o coração da menina deveria ficar. Ela ficou imóvel, em seguida um longo grito, repleto de toda dor e pânico, preencheu a noite.

Silêncio.

* * *

As mãos da garota tremiam, suavam e agarravam com toda força os lençóis e parte do colchão. Seu coração palpitava. Aquilo era um bom sinal, queria dizer que ele ainda estava lá, não havia sido perfurado ou arrancado.

"Não vale apena batalhar por algo que já está perdido." As palavras ainda ecoavam em sua mente.

Seus olhos fitavam o resto do chalé e, sentiu um calafrio percorrer todo o seu corpo ao ver que não era a única naquele estado. O que havia acabado de acontecer?

Os pés, de maneira hesitante, tocaram o chão frio do alojamento. Suas entranhas se reviravam em uma mistura de angústia e medo. Olhou ao redor e viu que todos a encaravam com certa preocupação.

Não se preocupem, deve... deve ter sido só um pesadelo. Amanhã vai ficar tudo bem. — Sorriu enquanto tentava acreditar no que dizia. Como o namorado dizia, era uma péssima mentirosa, mas torcia para que nenhum dos mais novos percebesse.

Como a mãe que talvez nenhum dos garotos que ali estavam tivesse encontrado no mundo mortal, ela foi em cada cama, certificou-se que estavam todos bem e garantiu que todos não temessem mais retornar aos braços de Morfeu.

Ayla... Vai mesmo ficar tudo bem? — Perguntou Dianna, uma das que possuía a idade mais próxima da monitora.

Eu... Eu não sei. — Suspirou. — Vamos viver um dia de cada vez, certo? E não importa quando, eu sempre vou proteger vocês.

A irmã abraçou a líder do chalé e logo recostou a cabeça em seu travesseiro. Ayla permaneceu ali durante alguns segundos fitando a cena, se lamentando pelo que tinham sonhado e, acima disso, por não poder fazer nada.

Ela até desejaria bons sonhos, mas depois daquilo... Parecia que não havia sobrado mais nenhum.
Adendos:
Bom, nos pontos obrigatórios apenas foi citado que precisava ser um semideus de nível equivalente ao meu, portanto, me senti livre para utilizar um com a ascendência divina diferente.
Em relação à arma utilizada, deduzindo que se passou uma batalha no ambiente, considerei que seria bem provável encontrar espadas e afins jogados no chão. A palavra final a respeito disso é do avaliador.
Poderes:
Passivos:

◉ Nível 4. Resistência Mental: Sua mente é resistente a manipulações ou invasões. Isso não se aplica a outro mentalista, porém se o inimigo for mais fraco encontrará muita dificuldade, assim como o que for mais forte terá de se concentrar mais para conseguir o efeito mental sobre um mentalista.

◉ Nível 20. Telepatia Avançada: Controle total, podendo escolher a hora que vai escutar os pensamentos ou não e também se comunicando livremente através dos pensamentos.

◉ Nível 30. Controle da probabilidade: capacidade de alterar a probabilidade, causando acontecimentos estranhos ou impedindo acontecimentos normais. Isto inclui aumentar a sorte ou azar de alguém.

Nível 1: Aura Lunar
Os filhos de Selene tem o poder levemente aumentado durante a noite, fazendo com que suas ações em geral tenham uma chance adicional de acerto. Contudo, isso não altera a força/ dano do poder nem as habilidades físicas do semideus, apenas a chance de acerto, que são potencializadas em 10% neste nível, subindo para 20% no nível 50. [Modificado]

Nível 3: Sentidos Aguçados
Quando está a noite, os sentidos (Visão, audição, tato, olfato e paladar) dos filhos de Selene serão mais aguçados, melhor do que qualquer meio-sangue, sendo o dobro do que um humano comum em questão de acuidade e/ou alcance. [Modificado]

Nível 9: Olhos lunares
O filho de Selene, a partir desse nível, passa a enxergar no escuro com a mesma percepção e alcance da sua visão normal. [Novo]

Nível 18: Aura Lunar II
Agora, adicionalmente aos efeitos do nível I, o filho de Selene passa a gastar 10% menos energia ao utilizar seus poderes no período noturno ou escuridão completa. [Novo]

Nível 10: Fases da lua I - Lua Nova I
Esta fase Lunar representa um ótimo momento para dar inicio as coisas diferentes ou tomar atitudes. Isso faz com que não se atrapalhem tanto ao lidar com situações e coisas inesperadas: mesmo pegos de surpresa, eles conseguirão raciocinar e planejar, fazendo com que suas estratégias tenham chances melhores de acerto, mesmo que em menor nível se comparados com filhos de Atena, por exemplo. Contudo, a estratégia tem que ter sentido e ser plausível, e o semideus precisa ter meios de realizá-la - a última palavra é do narrador. [Modificado de ativo para passivo]

Nível 23: Gravidade alterada
Todos sabem que na lua a gravidade é mínima. Os filhos de Selene terão seu impacto reduzido, diminuindo seus danos por quedas em 50% - mas uma queda muito alta ainda pode ser potencialmente perigosa ou até fatal. [Modificado, antigo ativo "Gravidade"]

Nível 24: Reflexos
No período noturno, a agilidade e os reflexos do semideus são levemente ampliados, fazendo com que sejam um pouco mais velozes se comparados a uma pessoa normal sem treino.[Modificado]

Nível 40: Presságio
A lua sempre foi utilizada por várias culturas em seus rituais divinatórios. Você personaliza isso, ganhando uma espécie de sexto sentido que faz com que seja difícil ser surpreendido. Não indica o perigo exato ou o momento em que será atacado, nem de onde ou de quem virá, apenas a sensação de que há perigo, uma espécie de intuição, que pode servir para indicar emboscadas e armadilhas, ou até ataques. Alguns inimigos podem ter como burlar isso, já que podem conseguir ocultar sentimentos ou pensamentos - em casos do tipo, o poder só captaria se o oponente for de nível menor. [Novo]


Ativos

Ayla

◉ Nível 10. Efeito borboleta: Ao ativar essa habilidade, tudo ao seu redor começa a passar em câmera lenta enquanto você fica na velocidade normal. Uma das características dessa habilidade é que quando em uso um desenho traçado de uma borboleta surge nos olhos do mentalista. Pode ser usado apenas duas vezes e tem duração de apenas um turno.

◉ Nível 13. Accel Duplo: Com a mesma base do Accel normal tem como diferença a capacidade do mentalista agora poder atacar dois lugares, movimentando-se rapidamente em um ataque duplo. Ex: Fingir o ataque pela frente, porém usar o Accel duplo para atingir suas costas e seu lado esquerdo em uma diferença de tempo tão mínima que vai parecer que foi ao mesmo tempo. Pode ser usado duas vezes.

◉ Nível 11. Telecinese intermediária: Consegue mover e levitar objetos mais pesados, porém não chegando a ser aqueles bem pesados e complicados, a velocidade também aumenta, sendo proporcional ao peso.

Sombra com poderes de filho de Zeus
Fury of Ligthinig (Nível 65) - Você forma uma massa de eletricidade densa em suas mãos, que ao tocadas no oponente podem jogá-lo longe, devido a energia presente no poder

Eletromagnetismo inicial (Nível 23)- Ao ativar este poder, o filho de Zeus pode atrair objetos feitos de metal, de tamanho pequeno a médio. A força de atração varia de acordo com o nível. Afeta uma área de 50m + 10m a cada 5 níveis, mas o semideus deve focar o objeto. Dura 3 rodadas, e a cada rodada o filho de Zeus pode focar em um objeto diferente. Objetos soltos partem imediatamente para o semideus. Se for usado contra uma arma de um inimigo, o efeito varia. Inimigos 5 lvl abaixo tem suas armas atraídas. inimigos de 5 lvl abaixo a 5 lvl acima perdem 50% do seu ataque, se não quiserem soltar a arma. Acima de 5 lvl, os inimigos estão aptos a resistir. Inimigos com super força ganham bônus para resistir. 1 vez a cada 5 rodadas. Não afeta autômatos. NOVO! [criado por Sadie Bronwen]

Correntes prometeicas (Nível 12) – Zeus acorrentou Prometeu como castigo por ter roubado o fogo, e você pode acorrentar seus inimigos. Ao ativar esse poder, correntes surgem do solo e envolvem seu inimigo, prendendo-o. Inimigos acima de 5 lvl não ficam totalmente presos, mas perdem 50% dos seus movimentos. Não funciona se o inimigo estiver voando. Dura 2 rodadas, pode ser usada 1 vez a cada 3 rodadas. NOVO! [criado por Sadie Bronwen]

Garra de águia (Nível 8) – Suas mãos assumem o aspecto de garras, com unhas afiadas e extremamente resistentes por 3 rodadas. Para todos os efeitos, elas passam a contar como se fossem de bronze sagrado, assim como as da águia que Zeus usou para punir Prometeu. NOVO! [criado por Sadie Bronwen]


With: -

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Re: ♦ Trama

Mensagem por Jhonn Stark em Ter 13 Out 2015, 21:28


The Greatest Nightmare

And we all go down together.



A batalha corria de forma mais lenta abaixo do semideus. Sua respiração, as batidas de seu coração e os movimentos de toda a matéria daquele cenário, tudo isso parecia ser adequado a um ritmo mais lento na estranha orquestra da loucura. O fogo se alastrava cada vez mais forte, destruindo tudo em seu caminho, reduzindo estruturas poderosas ao pó. O estranho daquela cena, porém, era que conforme as ruínas tornavam-se cinzas, o gelo tomava o lugar das mesmas, inabalável. Além disso, no lugar que deveria parecer um inferno, a temperatura não parecia aumentar, mas sim diminuir.

Por trás daquele baile de máscaras, o frio se mostrava soberano.

As cores começaram a se misturar em um turbilhão de confusão: o tom negro das cinzas, o vermelho das chamas e o dourado dos olhos. Em uma dança estranha, envolveram-se com o laranja das camisas, o tom azul do gelo e o branco do templo, tornando aquele mundo uma confusão de borrões, gritos, explosões e barulhos de espadas se cruzando. No fim daquele pequeno espetáculo pessoal, o universo assumiu um sombrio tom de cinza.

Sentiu a temperatura esquentar, e seu corpo enfraquecido cobrar-lhe alguma atitude. Concentrou-se no calor do novo mundo, trazendo-o para si e tentando se recuperar com aquilo. Era o bastante? "Só o bastante para morrer", sua mente respondia. Mas tinha que ser o bastante. Após olhar o espaço ao seu redor, uma nova pergunta surgiu em sua mente.

Onde diabos ele estava?

Não teve tempo para conseguir uma resposta. Enquanto refletia, pôde ouvir o barulho de algo se rachando, e sentiu o tremor abaixo de seus pés. Assim como apareceriam no vidro, várias rachaduras surgiram no solo, se expandindo aos poucos. Em instantes, progrediram para valas, sem um fundo definido.

Jhonn só tinha um pensamento: Correr. Mas correr para onde?

Uma risada emergiu em meio ao caos e aos tremores. Uma sombra emergiu do mundo cinzento, apresentando uma forma humana indistinta. Seus olhos oscilavam entre o mais puro negro e o profundo e insano dourado que o garoto antes havia visto. Em suas mãos, a sombra segurava uma lança imensa, que apontava sem medo para o adversário.

- Morra! - Gritou, dando mais uma risada e seguindo na direção do monitor.

O garoto se atirou ao chão quando a lança mirou seu abdome. No chão, porém, ainda não estava salvo: alertado por mais um grito, teve a prudência de rolar para a direita, e pôde ver a arma cravar-se no local onde antes estava. Infelizmente, não era apenas isso. Por uma fração pequena, havia evitado uma queda nem um pouco agradável na vala que se formou atrás de si.

O garoto manteve a calma, na medida do possível. Sabia que qualquer erro naquele momento lhe resultaria na morte, então, era a hora de mostrar o limite de suas habilidades. As setas flamejantes foram formadas à sua frente, miradas no adversário indefinido à sua frente.

"Minha vez." Ele pensou. E com um grito, fez as chamas serem disparadas.

O impacto no rosto fez a sombra se afastar, com um grito de agonia. O monitor então ergueu-se e empurrou a sombra, como um jogador de futebol americano. Assim que estava em cima desta, já presa no solo, o garoto começou a desferir socos em seu rosto raivosamente.

- Quem é você? - Falou. Os olhos tomados por um brilho maníaco. - Qual é o seu problema, e por que quer me matar?!

Os olhos dourados encararam o garoto da lareira com uma expressão de divertimento. De alguma forma que o garoto não conseguiu compreender, um punho de pedra emergiu do chão já desfigurado, atirando o semideus para longe, para além de onde o chão protegia sua vida do vazio eterno.

Segurou-se com uma das mãos na beirada do abismo, forçando-se a não largar. Sentiu seu corpo ser envolvido por algum tipo de corda, e foi erguido novamente. Reparou nas gavinhas que envolviam seus braços e pernas, imobilizando-o diante de seu oponente. Em sua mente, sabia que aquele era o fim: mal lhe restava energia para acender um palito de fósforo, quem dirá para uma vitória naquelas condições?

O inimigo ergueu a lança com um olhar de absoluta diversão, acompanhado de uma risada macabra. Em suas mãos, segurava a lança e a mostrava de forma imponente, girando-a em um golpe letal. Seu alvo? O coração do monitor.

Estava feito. O cordeiro do acampamento havia sido sacrificado no altar do apocalipse. Seus olhos ficaram vidrados na imensidão negra abaixo de si, e nas manchas vermelhas que apareciam em suas vestes. Pôde sentir os lábios do sombrio humanóide se aproximarem de seu ouvido, e as próximas palavras lhe causaram um arrepio.

- Vai desejar que seja apenas um pesadelo. - Falou, deleitando-se a cada nova palavra.

Sentiu as gavinhas começarem a se afrouxar, largando-o à própria sorte. Acima de si, o universo continuava a desabar, emitindo barulhos brutais de destruição. O inimigo gargalhava, entregue à loucura plena.

E o garoto de Héstia caía no vazio eterno.

*    *    *    *    *

Despertou erguendo os braços, procurando por um lugar para se segurar. Para impedir sua queda. Sentia um forte formigamento no local onde a lança havia atravessado seu peito, e no local onde o punho de pedra o havia golpeado. Acima de tudo, porém, sentia o peso de tudo o que vira cair em suas costas.

"Um futuro gravado em fogo e gelo." Disse a deusa do destino. "sangue e morte."

Levantou-se, inquieto. Sua mente expurgava aqueles pensamentos ruins, mas outros logo tomavam os seus lugares, em um ciclo infinito de desconfiança e desespero.

Com um sobressalto, notou que não era o único desperto ali. Alguns de seus irmãos acordavam com a mesma expressão que ele havia mostrado no último minuto. O mesmo pânico estava estampado nos olhos de alguns deles. Confusos, estes e outros encaravam o mais velho com uma expressão de medo, dúvida.

Uma das mais novas, Riley Andersen, aproximou-se e abraçou o irmão.

- Irmãozão. - Disse. - Eu estou com medo.

O monitor retribuiu o abraço, e tentou manter a expressão firme no rosto. Não podia cair ali. Naquele momento. Se havia uma coisa que aprendeu naqueles últimos meses, é a diferença que máscaras fazem em alguns instantes.

E por isso, erguia a mais confiante de seu arsenal.

- Tudo bem, Riley... - Disse. - Tudo bem, pessoal. Aposto que foi só um sonho ruim.

Ah, mas ele sabia que não estava tudo bem. Cada um deles tinha essa certeza, mas se apoiava firmemente nas palavras do curandeiro, como se aquelas afirmações fossem a beira do penhasco à qual todos se agarravam antes de suas quedas.

E eles não eram os únicos. Muito além do chalé de Héstia, outros despertavam de seus sonhos perturbados, sem noção do que aquilo poderia significar. Do que aquilo tudo traria ao acampamento já abalado em excesso por todo tipo de tragédia.

A sombra estava certa: Eles queriam acima de tudo que aquilo não fosse real.

Mas aquela noite, para o infortúnio de todos os envolvidos, era apenas o início do verdadeiro pesadelo.

Adendos:
A menção aos outros semideuses sendo acometidos de coisas similares, despertando e tudo o mais, foi feita apenas para um sentimento mais próximo da "treta de dimensões épicas" que está acontecendo. Já que eu fiquei meio no escuro quanto a tudo isso, não me aprofundei em detalhes. Só disse que algumas pessoas despertaram ali, outras não ali... E segue-se s vida.

Já que não havia sido especificada a questão de progenitor, coloquei o oponente para ser um(a) filho(a) de Perséfone. Os poderes utilizados foram os de fitocinese e o de geocinese.
Poderes:
Projéteis flamejantes [7] - Inicialmente, condensa e solidifica o fogo na forma de pequenos dardos que imediatamente são atirados contra um único alvo, causando apenas queimaduras. Mediante a grande evolução do personagem (nível 32) pode controlar os projéteis como quiser e lançá-los para qualquer canto. Os projéteis alcançam dez metros, no máximo, e quanto mais se cria, mais se cansa. {Novo}

Sucção [26] - O filho de Héstia pode absorver parte temperatura ao seu redor, podendo convertê-la numa fonte de vitalidade, mana (recuperação de 5% HP/MP) ou até mesmo de poder (o fogo, no caso da habilidade Sopro do dragão). De acordo com o grau da absorção, a temperatura do ambiente pode cair drasticamente, o que afeta os demais presentes nele. Válido uma vez por missão/evento. {Novo} (Utilizado para restaurar as energias)

(Passiva de curandeiro)

Aura de restauração (Nível 43)
A presença do curandeiro emite uma aura que afeta seus aliados próximos, ampliando fatores de cura/ regeneração e ampliação próprios enquanto em uma área a até 25m de raio de distância do servo de Asclépio. Isso faz com que as restaurações sejam 50% maiores (mínimo de 1 ponto) mas não altera as condições das mesmas. Adicionalmente, seus próprios fatores naturais (regenerações passivas, não poderes ativos) são ampliados, desde que, obviamente, ele esteja dentro da situação especificada. [Novo]

Jhonn Stark
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Ianna D. Belikov em Ter 13 Out 2015, 21:53

Funebribus
Post único. mimimi. vestindo (?).

─  Mundo Onírico;
─ Localização e horário não definidos;

Assim que eu pude ao menos pensar em finalmente deixar aquele antro de falta de sentido, um trovão ribombou, o som alto acelerando meu coração. Então, as paredes da construção racharam, desfazendo-se em milhões de pedaços, deixando-me em meio ao nada. Para onde quer que eu olhasse, só havia escuridão, pela segunda vez. Senti uma gota de suor escorrer por minhas têmporas, notando o clima quente do ambiente. Sequei-a com o dorso da mão e tirei a jaqueta, tentando suportar o calor que simplesmente aparecera. Então, uma espécie de tela gigantesca foi ligada, quase me cegando com a luz repentina. Eu ainda iria ficar cega por ali.

Quando pude enxergar, prestei atenção à cena que se passava na tela. Um sátiro chorava agarrado à uma dríade que tinha o corpo parcialmente queimado. A floresta ainda fumaçava, a cortina cinza permitindo que a cena se tornasse ainda mais triste. Ao longe, uma criancinha chorava, mas não aparecia no enquadramento. Então, a recepção de imagens parecia falhar e uma nova cena entrava em ação, mostrando um grupo de pessoas a praticar um assalto. Depois, uma mãe espancava seu bebê. Um semideus matava outro na arena do Acampamento, uma explosão acontecia, feridos se reviravam em macas de hospitais. A cada momento, as imagens se passavam com mais rapidez, chegando a um ponto onde eram apenas borrões sendo registrados em meu cérebro, como as mensagens subliminares, os sons difusos me agitando. Sentia como se alguém tentasse enfiar aquilo em minha mente à força. Percebi, então, a queda brusca de temperatura e voltei a vestir a jaqueta, aconchegando-me nela com força. A tela foi desligada, ao mesmo tempo que a escuridão começou a se movimentar, convergindo em um único ponto e permitindo que a luz aparecesse. À minha frente, uma pessoa pairava.

Não era bem uma pessoa, uma vez que era completamente formada pelas sombras que ocupavam o lugar, mas parecia. Não tinha rosto, cabelos, qualquer coisa que pudesse indicar seu gênero. Cheguei a pensar que pudesse ser Chlöe novamente, mas ela teria assumido a forma completa, não apenas os contornos. Quando falou, no entanto, sua voz era a união de uma masculina e uma feminina, formando algo estranho de ser ouvido. Meus pelos se eriçaram com a conclusão de que, fosse o que fosse, não devia ser coisa boa.

- Olá, Ianna. Ou devo chamá-la pelo seu nome de batismo? - Cerrei os punhos com tanta força que os nós dos dedos ficaram mais pálidos do que já deveriam ser e me resignei a permanecer calada. O ser gargalhou, um som limpo e aterrorizante que parecia queimar cada pequeno pedaço da coragem que me restava. Respirei fundo, vendo a pessoa lentamente decair, até que seus pés se firmaram ao chão. Assim que isso aconteceu, algo me dizia que eu corria perigo.

Não demorou muito para que a sombra corresse até mim, lançando-se com os braços a envolver minha cintura. Derrubou-me de tal forma que foi possível ouvir o baque referente ao contato entre minhas costas e o piso. Por já ter passado por isso com Chlöe, posicionei os joelhos de forma que eles prendessem a pessoa, usando do cotovelo direito para acertar-lhe o que deveria ser a cabeça. Esperava que a confusão fosse o suficiente para conseguir me soltar, mas a sombra não aparentou ficar nem um pouco baqueada. Na verdade, ela parecia ainda mais desperta. Esperneei na tentativa de chutá-la, mas vi garras de escuridão crescerem em seus dedos, sendo usadas para golpear minha coxa esquerda. Grunhi com a dor, mas não podia ficar parada. Virei-me para o lado direito, finalmente conseguindo esgueirar-me, arrastando-me para longe daquela arma de destruição. Ela levantou, o rosto apontado em minha direção. Calmamente andava até mim, enquanto meus pulmões dobravam seu trabalho a fim de me dar a força necessária para a movimentação. Ao vê-la chegar perto, tentei usar da perna esquerda para um chute direto, mais conhecido como coice, mas suas mãos seguraram meu pé, usando desse golpe de sorte para me puxar até ela. Sem conseguir me conter, gritei, mas sabia que aquilo não daria certo ali. Precisava me acalmar e pensar em uma estratégia.

Calei-me, subitamente permitindo que minha atuação entrasse em vigor. Meus olhos se encheram de lágrimas e parei de resistir, deixando-me ser arrastada.

- Por favor, não faça isso. Eu posso ajudar. - Ela parou, encarando-me o máximo que podia sem aparentemente possuir olhos. Soltou meu pé e caminhou até parar ao lado de meu braço esquerdo. Abri um sorriso, esperando que estivesse ganhando.

- Não vai funcionar comigo. - Desferiu um chute em meu braço, fazendo-me gritar e liberar as lágrimas selecionadas para a atuação. - Nesse mundo, eu controlo tudo. - Levei a outra mão ao braço machucado, tentando cobri-lo, virando-me no chão. Fechei os olhos, querendo que aquilo acabasse logo, mas outro chute veio, nas minhas costas. Por pouco, não acertou a coluna, mas me arrancou outro grito e meu corpo arqueou-se para trás, tentando compensar a dor. Então, achei ter visto três seres, não apenas um.

Caminharam, ficando à minha frente. Em suas costas, um tentáculo de sombras levitava e, a um sinal, os três membros se dirigiram até mim. Um me enrolou, sinal de que as outras duas pessoas teoricamente seriam ilusões, mas não tive tempo para pensar nisso naquele momento. O tentáculo me apertava, deixando-me sem ar, levando-me para perto da criatura original. Quando apenas centímetros separavam nossos corpos, sua voz soou novamente.

- Vai desejar que seja apenas um pesadelo. - Então, o tentáculo finalmente cobriu meu rosto, sufocando-me.

[ ... ]

Levantei-me em um ímpeto, com a respiração pesada e o suor a escorrer pela testa. Por sorte, não havia gritado, não atraindo a atenção de Walter para mim. Meu coração acelerado e os pensamentos conturbados me diziam que tudo parecera real demais, mas eu teimava em tentar me convencer de que havia sido apenas um pesadelo. Não havia como tudo aquilo ter acontecido de verdade. Chlöe não existia, nem aquela sombra maligna, certo? Quer dizer, se tudo fosse de verdade, eu estava em apuros, não? Coloquei a mão sobre o coração, tentando acalmá-lo.

- Foi tudo um pesadelo, ok? Uma pegadinha da imaginação. Nada de filmes de terror para mim. - Voltei a me deitar, mas não dormiria novamente tão cedo.

adendos:
Acho que não tem muito pra explicar q A sombra foi considerada filha de Afrodite e Mênade de nível 81. No momento em que ela é vista pairando, não é um poder específico dela, mas um de Afrodite, que será listado aí embaixo. Qualquer coisa, mandar MP, por favor ;-;

poderes:
passivos da Ianna:
- Dissimulação (Nível 7) [Modificado]: Pode não ser filho de Dionísio, mas sabe dissimular bem o suficiente para convencer outras pessoas. Dissimule o quanto quiser, seja inocência, choro ou alegria, pois há grandes chances de acreditarem. Lembre-se de que suas atitudes devem ser coerentes para que acreditem. Além disso, não modifica sua aura, fazendo com que suas intenções possam ser descobertas por quem tem poder para isso. [AFRODITE]

- Level 19 ~ Habilidade Teatral III ~ Todos acreditam nas palavras que proferirem de sua boca, colocando toda a fé e caindo em suas emboscadas. Consegue deixar monstros aturdidos por sua capacidade de mentir, e sua atuação é perfeita. [DIONÍSIO]
ativos da Ianna:
-x-
passivos da sombra:
- Resistência ao Amor (Nível 22) [Modificado]: Você não é facilmente seduzido ou facilmente enganado quando o assunto é amor, ainda que seja qualquer outro semideus de beleza comparável. Poderes envolvendo a beleza do oponente e magias com amor não atingem você se vindos de personagem de nível igual ou menor. Até 10 níveis acima, o efeito é reduzido em 50% e, acima disso, funcionam normalmente.[AFRODITE]
ativos da sombra:
- Garras I (Nível 2) [Modificado]: Suas unhas tornam-se maiores e mais afiadas por 3 turnos, fazendo com que sejam capazes de danificar materiais menos resistentes, como madeira, couro e tecido comuns, além de poderem provocar dano em inimigos. [AFRODITE]

- Level 25 ~ Ilusões I ~ Como em toda a peça de Teatro, sempre existem figurantes. Capacidade de projetar ilusões na mente de seu adversário, alterando sua percepção de realidade ao criar sons e imagens capazes de enganar os cinco sentidos. Nesse primeiro estágio, o Mênade poderá projetar entidades semelhantes à si que atuam como figurantes em volta do adversário e confundindo sua percepção de qual é o verdadeiro. Ataques contra as entidades não surtem efeito algum, assim como os delas não surtem efeito no alvo, por serem apenas ilusões e não poderem ser tocadas. As entidades duram três rodadas. [DIONÍSIO]

- Fora do ar (Nível 80) [NOVO - idealizado por Sadie Bronwen]: O amor faz a pessoa andar nas nuvens - ou nem tão alto assim. Ao ativar essa habilidade o filho de Afrodite consegue levitar por uma curta altura (máximo de 3m) e um curto período de tempo (3 rodadas). Note que é uma levitação, não vôo - sua velocidade não vai ser tão grande, tampouco será capaz de grandes manobras, mas pode ser muito útil. O poder pode ser mantido, sempre gastando-se MP a cada nova rodada de ativação. [AFRODITE]

(-) Tentáculo sombrio: Sombras conseguem manipular a escuridão ao seu redor - apesar de não a criarem. Dessa forma, podem utilizar a sombra para gerar este efeito, criando um único tentáculo de treva pura, que torna-se sólido e envolve um único alvo. O tentáculo possui resistência mediana e se envolve no corpo todo do atingido, impedindo não apenas a movimentação, mas o uso de mãos e braços. Não é afetado de forma sólida, recebendo dano como uma criatura etérea, mas poderes de luz (não fogo) provocam dano normal. Apenas 1 tentáculo por vez, com duração de até 3 turnos e alcance de 5m - podendo ser criado em um raio de 10m da sombra, em uma área visível por esta. [ESPECÍFICO DA SOMBRA]
you can be a sweet dream or a beautiful nightmare.
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Logan Montecarlo em Ter 13 Out 2015, 21:57


lucy in the sky with diamonds
flores, cores, sabores - post número não sei sou de humanas - não vestindo isso
Hipnos saiu pela porta e logo suas asas se abriram, volumosas, imponentes, e ele alçou voo, e ao longe parecia uma ave. A porta aberta era um convite para sair da mansão de brinquedo, e Logan logo pisou no acelerador do carrinho de kart, que para sua surpresa começou a dar ré. Ele ficou meio surpreso, mas não assustado - já tinha entendido que os sonhos não obedecem a leis, porque tudo no mundo onírico era volátil, como um fluxo de imaginações líquidas.

Por algum tempo, Logan aproveitou daquele movimento retrógrado, sentindo que as coisas ao seu retor pareciam afunilar, distorcer-se. Em um dado momento, tirou o pé do acelerador, mas o carro não parou. Era uma sensação como naqueles filmes de ficção científica, onde há uma viagem interestelar e, de repente, parece que todo o espaço ao seu redor dobrou-se. Incrivelmente, em uma hora, ficou de ponta cabeça, sem explicação alguma, e a ré parou de funcionar. Nada aparentava fazer sentido: enquanto imagens confusas giravam pela sua visão, a audição também era afetada, fora o olfato e o tato - mesmo o paladar, e isso porque estava de boca fechada!, experimentava sensações novas.

O dia mente a cor dos olhos, e o diamante, a cor da gente.
Os olhos mentem, dia e noite, a cor da gente.

Azulejos perpassavam com imagens sangrentas, batalhas e lutas futuras ou passadas; guerreiros caídos no céu, espadas voando no chão; o campo de guerra era um iceberg; retratos de semideuses retratavam as dores de cada um, curando-os, como se todos eles tivessem se inspirado no de Dorian Grey. Arpejos de canções élficas ou órficas ou medievais eram batucados em instrumentos de sopro, como castanholas e chocalhos; uma banda de mariachis japoneses tocava a nona sinfonia de Beethoven com um som abafado. O doce cheiro de sangue misturava-se com o acre odor das plantas; flores que exalavam aromas de ametistas e esmeraldas e rubis e safiras e todas as outras pedras preciosas; seu olfato captava as nuances de notas entre os sentimentos abstratos, como se cada conceito tivesse em si um perfume. Pelos eriçados em pleno verão e suor frio em pleno inverno alternavam o controle da sua pele; cada um com um efeito adverso, sentia como se saísse de um estado hipotérmico para outro febril em questão de segundos, como se estivessem dando banho de gelo seco na superfície solar. Já a língua, ah!, a língua - gostaria que ela revelasse qualquer coisa além do sabor do beijo da morte.

A dança de sinestesias parou.
A cortina fechou, a luz apagou, o espetáculo acabou.

E tudo começou a ruir.

Não existia mais carrinho de kart; não existia mais campo de flores, cujas pétalas beijavam o corpo de Logan; não existia mais miniatura em tamanho de castelo do Casino e Hotel Monte Carlo; não existia mais Hipnos, nem Breu, nem céu, nem chão. Existia apenas o contorno de tudo que já existira naquele mar de escuridão.

Escuridão.

A palavra pesou no ambiente. Como se fosse uma invocação, um contorno humanoide branco apareceu debaixo do contorno da porta; o contorno das flores continuava a balançar sob o beijo de um contorno de brisa; o contorno de Hipnos parecia se afastar, aos poucos, em direção ao horizonte, na sua forma de ave. Logan saiu rapidamente do contorno de carrinho, com medo de se tornar um contorno caso também permanecesse ali.

A sombra contornou um sorriso no meio de seu rosto, igual Breu. Aquele sorriso, contudo, era ainda mais malicioso, mais bravo, mais cruel, mais frívolo - se Breu era mal, a figura a quem Logan fitava era a essência pura do Mal, com letra maiúscula, personificado. O drama tornou-se digno de uma peça de Shakespeare quando a sombra riu, uma voz tilintante como o bater contínuo de espadas numa batalha.

E a tragédia deu sua vez quando ela, essa sombra, investiu.

A reação inicial de Logan não foi lá muito boa: ele ficou parado. Assim, a sombra atingiu-o com força no ombro, talvez torcendo-o ou coisa parecida. Ele foi empurrado por alguma distância e bateu com as costas numa escada - ou melhor, no contorno de uma, mas acho que isso você já entendeu. Então, a figura ficou parada no lugar onde ele anteriormente estava, os dentes amarelados e os lábios praticamente brincando com aquela visão, debochando de Logan sem nenhuma palavra.

O filho de Perséfone inspirou fundo e decidiu reagir. Tentou invadir a cabeça da criatura com telepatia, mas o único resultado disso fora uma fortíssima dor de cabeça. Logan segurou as têmporas e semicerrou os olhos, enquanto seu adversário liberava outra gargalhada de escárnio. Com um soco no chão, ele liberou raízes do chão, que enlaçaram-se até a cintura da sombra, que teve toda a sua alegria vacilada, passando a atacar as plantas enquanto o monitor se recuperava. Ficando de pé, pôde esperar até o mundo ao seu redor parar de rodar antes de pensar em como atacar aquela criatura. Se investidas mentais não funcionariam, quase todo o espectro de poder de Psiquê não funcionaria.

Então, ele mordeu o próprio lábio com uma ideia que teve. Se aquele era seu sonho, ele ainda conseguia controlar as coisas, certo? Então, Logan imaginou seu carrinho de kart queimando, como tantas vezes já vira devido ao manuseio equivocado. Fogo, dizia seu interior, seus olhos já brilhando de antemão pela expectativa de usar o elemento mais destruidor. A criatura - então livre - avançou novamente, e Logan desejou que uma parede de fogo interceptasse-a.

Sem sucesso. Só pra variar, o que Logan queria não funcionara. Tendo que pensar rápido, teletransportou-se para um ponto logo acima da monstruosidade, que ficou parada por um instante. O punho do semideus iria feri-la na cara, se ela não tivesse desaparecido, deixando apenas um sorriso de fumaça pra trás. Caindo no chão, o monitor de Perséfone machucou a própria mão - fechando-a e abrindo-a para testar as articulações -, além de piorar a situação no ombro anteriormente afetado, que parecia estar luxado.

Perscrutando o perímetro para buscar a criatura, o rapaz só foi descobrir onde ela estava tarde demais: ela atacou de cima, igual ao que ele fizera com Breu, igual ao que tentara fazer com o vulto negro. Ela passou suas pernas pelo pescoço do garoto e puxou a cabeça dele pra trás. Um estalido denunciou que a coluna vertebral de Logan separara-se do crânio.

Ele sentiu-se morto. A vida parecia esvair de si.

Vai desejar que seja apenas um pesadelo.

Pinte um quadro de você mesmo num barco, em um rio.
Pinte esse mesmo quadro como se fosse Dalí derretendo seu relógio.

Logan acordou meio afetado, afobado, com uma fortíssima dor na nuca, caindo da cama e batendo todos os músculos que poderia bater ao mesmo tempo, de uma só vez. Havia uma pontada no ombro, e por algum motivo ele abria e fechava a mão muitas vezes, como se testasse a articulação dela. Como acabou se embolando nos próprios lençóis, travou uma batalha com eles, mexendo braços e pernas em todas as direções para tentar se desvencilhar, mas só conseguiu acertar o criado-mudo e derrubar tudo o que deixava em sua mesinha de cabeceira sobre si.

Quando, enfim, se pôs de pé, Logan inspirava fundo, puxando muito ar dos pulmões, como se estivesse sentindo a respiração fraquejar. Ele ofegava e suava.

Foi apenas um pesadelo, ele suspirou, tentando se acalmar. Foi apenas um pesadelo.

Mas, se foi apenas um pesadelo, a sombra do sonho estava certa.

OBSERVAÇÕES:

Poderes:

O único passivo mais importante, eu acho, foi a telepatia de Psiquê, mas que nem deu certo, então não vejo motivo pra citar aqui. De resto, apenas ativos.

(ATIVO) ◉ Nível 4. Teletransporte iniciante: Capacidade de transportar o corpo para uma distância de 5 metros. Tem de ter em mente o local para onde vai, pois se for teletransportar-se sem saber para onde vai pode ficar preso em uma parede ou objeto e morrer automaticamente. Teletransportar para locais perto não gasta tanta energia quanto se teletransportar para o limite dado. O tempo do teletransporte pode durar de 5 a 10 segundos, ou seja, o tempo em que você desaparece e reaparece.

(ATIVO) {Nível 1} — Constrição I: O filho de Perséfone invoca raízes que brotam do chão. A princípio, elas enlaçam um inimigo até a cintura, impedindo-o de se movimentar por três rodadas. [PS: "ah, mas a sombra demorou mó pouco tempo, sendo que o poder fala três rodadas, e blablabla", tá, mas a sombra ficou atacando as raízes, e o tempo que o Logan demorou pra se recompôr não foi especificado, eu acho.]



Referências:

Existem referências à música "O Anjo Mais Velho", do Teatro Mágico.

A parte importante sobre a família do Logan, embora já esteja explicado em postagens anteriores, é que o pai dele é o dono do Hotel e Casino Monte Carlo.

Outra coisa interessante: a dita dança de sinestesias, na parte do sonho, tem efeito semelhante à do primeiro post, quando eu comentei sobre a música dos Beatles e tudo mais, ou seja, é pra ser uma coisa sem sentido, por isso que existem coisas como "retratos retratam" e "espadas voando pelo chão, cavaleiros caindo no céu". Como o mundo onírico não obedece às regras do mundo real, ele acaba sendo meio surreal, onde a nossa imaginação se destrava e coisas verdadeiramente sem sentido acontecem. Ao menos, essa é a minha visão dos sonhos.

the beatles
(ft. logan montecarlo)
thanks maay
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Oliver H. Greyback em Ter 13 Out 2015, 21:59


All night long
me nightmare
Por algum motivo, me parecia óbvio que tudo levaria aquele ponto. O vinha parecia delicioso quando o ingeri, porém logo em seguida pareceu ter alguns efeitos colaterais no mínimo estranhos: todo o ambiente em volta parecia se dissolver num vórtex. A temperatura, que era consideravelmente maior dentro do bar havia decaído novamente, e agora o frio era muito mais forte. Inúmeros sons começaram a se proliferar, como vozes desconhecidas e embora não conseguisse identificar o que nenhuma delas queria dizer, sentia uma certa angústia.

Algo parecia ter me colocado carinhosamente para deitar, enquanto o vórtex antes colorido tomava colorações muito mais escuras, cenas aleatórias começaram a passar em minha frente. Era algum tipo de filme desconexo, não tomei muito esforço para tentar decifrá-lo, e nem acho que conseguiria se tentasse.

Outra vez, tudo ficou silencioso. O vórtex sumiu também, me deixando numa realidade vermelho escura, da cor do vinho que tomara alguns segundos atrás. Ou foi algumas horas atrás? Não tinha como saber, deitado e atordoado naquele mundo ainda mais estranho.

De repente, a paisagem pareceu se abrir, porém o que vi não era muito agradável. As tábuas de qualquer canto do bar pareciam começar a se soltar umas das outras, como se fossem atingidas por alguma força misteriosa. O chão começou a tremer, fazendo as garrafas caírem das estantes atrás do balcão. Meu olhar vai instintivamente em direção à porta do local e eu já começara a me mover para lá quando noto que tem alguém ali.

Um ser totalmente de cor preta, sem feições assim como o outro com quem eu lutara. Não pensei duas vezes antes de tomar a iniciativa: crio um pequeno cristal de gelo com a mão e o lanço na direção do humanoide a minha frente: ele se esquiva a tempo, com um pulo para o lado. Enquanto eu observava a manobra, gelo surgiu incrivelmente rápido em meus pés, prendendo-os no chão do local prestes a ser destruído. Aquela criatura aparentemente sabia fazer uso dos mesmos poderes que eu, e parecia não estar querendo brincadeira.

Cerrei os punhos, e o mais rápido que pude os abri. Aquilo fez uma onda de puro frio dominar o local, e embora isso contivesse as paredes por um pouco mais de tempo, facilitando minha possível fuga, fez um pedaço do teto cair sobre minha cabeça. Fechei os olhos num reflexo, aquilo havia doído bastante, mas não me importei muito. Olhei novamente na direção de meu adversário e havia apenas uma barreira de gelo.

O filho da mãe não era um noob qualquer, pelo visto. E eu ainda estava preso ao chão, me tornando uma vítima fácil. A estratégia não foi das melhores, pensei eu. Pelo menos ele não poderia ver muito através da água congelada, o que me daria algum tempo...

Mas eu estava errado. Ele foi esperto, e enquanto eu tenta me livrar do gelo no pé, uma raposa feita totalmente de gelo surgiu de trás da defesa dele e quando pensei em reagir, ela já havia fincado as presas em meu pescoço.

O ambiente, boa parte dele já destruído pareceu balançar ainda mais enquanto eu perdia forças e me jogava no chão. Com os pés presos, não poderia invocar nenhuma estaca, mas usei as mãos para tentar me desvencilhar da besta, sem sucesso.

Aquele ser então se aproximou. Apesar de estar totalmente nu, não havia nenhuma característica que me fizesse achar que fosse homem ou mulher. A raposa agora já havia sumido do meu limitado campo de visão, tingindo as tábuas do piso de vermelho vivo. Ele não precisou de mais do que um passo para fazer uma estaca transpassar meu peito, acabando comigo quase que imediatamente. Apenas consegui captar mais uma coisa antes do último sopro de vida me escapar:

- Você vai desejar que seja apenas um pesadelo. - Uma voz igualmente sem gênero pareceu sair dele, só não sei por onde. Espere, pesadelo?

O ar gelado entrando por minhas narinas parecia ser algo do paraíso, embora aquilo fosse algo incessante. Ao perceber que ainda estava vivo, abri os olhos, e pude ver que estava no chalé de Despina, e não num bar mal iluminado qualquer. Aquilo tudo... fora um sonho?

Tudo parecia tão real. Após alguns segundos, lembrei de quase tudo o que acontecera, e principalmente da última frase ouvida. Por incrível que pareça, não conseguia me recordar da voz que dissera isso, apenas das palavras. Estava claro que foi mais do que um sonho comum: não havia jeito daquele tipo de frase ser dita assim, havia? Aquilo me deixou certamente apreensivo, e também pelo teor do sonho. Parecia que algo aterrador poderia acontecer a qualquer instante.

Mas somos semideuses, nosso mundo - inclusive dos sonhos - é rodeado de perigos. Por isso estávamos no acampamento. Me virei para o outro lado da cama, um pouco sobressaltado com o que estaria por acontecer.

Eu realmente desejava que aquilo fosse apenas um pesadelo.

coisas:
poderes:
Nível 31
{Lágrimas de gelo} Este poder consiste em criar pequenos cristais de gelo que demoram um dia todo para derreter, mesmo com calor presente. Qual sua utilidade? Se o cristal for quebrado, ele explode, causando dano por gelo em tudo a sua volta (1 metro radiano). O semideus pode escolher quando um cristal explode somente se concentrando. Pode ser usado como um tipo de ataque à distância uma vez por turno até que os cristais acabem. O lado negativo é que eles podem se quebrar se o portador sofrer um dano grande (20% ou mais de seu HP atual em um único golpe), acabando por ferir a si próprio com o impacto. 1 cristal nesse nível, e mais um a cada 10 níveis superiores àquele em que adquire o poder - válido tanto para criar quanto para armazenar.[Idealizado por Katherine B. Angelline][Modificado]

Nível 59
{Explosão de gelo} Ao usar esse poder, um circulo concêntrico de energia azul irá ser criado em volta do filho de Despina, que após abrir ambas as mãos ou realizar o mínimo gesto por mais sutil que seja, poderá liberar um fluido azul capaz de se propagar por metros ao seu redor. Sendo este fluido composto pelo elemento gelo, ele poderá afetar aqueles que se encontrarem ao alcance desta habilidade quando em uso, que é nada menos do que 25 m de distância do ponto onde o filho de Despina se situa. [Esta habilidade não visa direções, abrangendo à todas elas como um tudo, e mesmo acima ou abaixo do usuário.] A única questão é que o congelamento não é instantâneo em criaturas vivas - afetará o ambiente sim, mas os seres presentes terão reações diversas. Humanos e animais comuns entram em estado de hipotermia após um turno sem proteção no ambiente, e tomam dano contínuo de gelo enquanto no local afetado. Semideuses e seres mitológicos demoram mais para sofrer esses efeitos, sendo afetados após 3 turnos (ainda que o dano elemental ocorra normalmente). Contudo, ao usar esse poder, a mudança, diferente do que ocorre com a alteração de clima, é imediata, potencializando os outros poderes do filho de Despina em 50% se efetuados na área congelada (afeta a chance de acerto/ dano/ resistência, mas não a área ou duração). Dura 3 rodadas, mas, pelo efeito rápido, gasta bastante energia. 1 vez por evento [Modificado, antigo "fluidos de gelo"]
observações:
pressa
♦ Thanks, Andy 'O' ♦
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Re: ♦ Trama

Mensagem por Kaine Rembrandt em Ter 13 Out 2015, 22:27


sombra
Evento


E mais uma vez o cenário mudou.

Mudou e mudou sem ficar muito tempo em um específico. A primeira mudança foi para uma rua de prédios comerciais iluminados. Pessoas transitavam de um lado para o outro e carros e motos buzinavam sem parar. Poucos segundos depois os prédios deram lugar à árvores de tamanho colossal, dos mais diversos tipos. A luz solar passava por entre as frestas das copas e chegava ao solo como pequeno feixes, refletindo na fina camada de neve do chão e derretendo-a. Não havia nenhum animal à vista, mas um som estranho, que ele não conseguiu identificar, chegou aos seus ouvidos. A terceira mudança o levou ao campo. Em sua frente estava um curral abandonado, caindo as pedaços, os flocos de neve entrando pelos buracos no teto. Ao redor o milharal estava murcho e sem vida, e mesmo naquele lugar o som estranho persistia.

Depois disso as mudanças se tornaram rápidas demais para uma descrição mais profunda. Foi de um rio a praia; de um vulcão em erupção ao pico de uma montanha; foi de um arranha-céu para um aeroporto. Mas o som o acompanhava em todos os lugares, invadindo seu ouvido e torturando seu cérebro, enquanto este tentava identificar, sem sucesso, de onde ele vinha.

E então as mudanças de cenário pararam. Véroz estava agora de volta a casa do começo do sonho. Ela continuava lá, destruída e com a tintura lascada, mas o semideus percebeu que as estátuas de alguma forma haviam sumido, como se nunca tivessem estado ali.

O terremoto começou.

Ao seu redor tudo ruía. Muros despencavam, árvores tombavam por cima de veículos, casas desabavam de uma hora para outra. Voou um pouco alto e manteve uma distância segura do chão. O tremor ficou mais forte. A própria rua começou a se dividir, como se fosse em um filme de fim do mundo. Mas uma coisa tirou os olhos de William daquilo tudo: o barulho. Virou-se na direção de onde vinha o som e viu uma sombra humanoide. Ela não possuía rosto.

Por alguns segundos tentou identificar o que aquilo era. Contudo a visão de quinze adagas de gelo vindo em sua direção fez com que ele se focasse na batalha. Por puro reflexo lançou-se para cima, em voo, e conseguiu se esquivar do ataque adversário. Como ele conseguiu fazer aquilo?, perguntou-se, antes de voar para leste a fim de desviar de outra rajada de adagas.

— O.k., se é assim que você quer. — Concentrou-se por um pequeno intervalo de tempo e sua armadura de energia apareceu. — Vamos lutar. — E avançou, com as mão nuas.

O filho de Éolo voava em alta velocidade, e quando chegou perto o bastante da sombra tentou desferir um cruzado nela. Ela apenas voou um pouco para trás e se esquivou, lançando outra rajada de adagas em seguida. Mas dessa vez Véroz não recuou. Sentiu leves baques das armas de gelo contra sua armadura, e, antes que ela conseguisse fazer outro ataque, o curandeiro acertou-lhe um chute no que deveria ser a barriga.

O golpe fez a Sombra perder alguns metros de altura e William partiu para um novo ataque, tentando aproveitar da distração de seu inimigo. Esse foi seu erro. O punho da criatura encontrou o caminho até o rosto do curandeiro. Ouviu os ossos do nariz e um ou dois dentes sendo quebrados com a força do golpe. É quase como bater em uma parede, diria, se tivesse condições de falar. Antes que pudesse se recuperar sentiu as mãos frias do monstro segurando pelo seu pescoço e o arremessando no chão.

A dor em seu corpo quando ele bateu no solo foi horrível. O ar escapou de seus pulmões ele perdeu o fôlego por alguns segundos, e quando o recuperou conseguiu apenas gritar- sequer percebeu que sua armadura de energia tinha sumido. Sentia lascas de dentes na boca, sentia o gosto do sangue e também via o líquido carmesim escorrendo pelo seu nariz, sentia suas costelas agonizando, embora não pudesse dizer com certeza se alguma estava quebrada. Em resumo sentia apenas dor. Uma dor tamanha que se tornou inenarrável, e que teve fim apenas quando a Sombra enfiou suas garras no peito do filho de Éolo, perfurando seu coração em cinco lugares diferentes.

[...]

Antes mesmo de abrir seus olhos já estava sentado na cama. Véroz sentia o suor frio formando uma película sobre sua pele, sentia sua boca seca e seu corpo exausto, sentia seus músculos com espasmos, sentia seu coração bater violentamente no peito... sentia muitas coisas, todos sinais de uma noite nada bem dormida.

O monitor estava assustado. Respirava fundo, tentando se acalmar, mas bastava olhar para a escuridão do quarto para se lembrar da Sombra. E do Sandman. E de Morfeu. E dos anjos.

— Alguém pode acender a porcaria das luzes! — gritou, alto o bastante para que todo o chalé ouvisse.
Não demorou muito para o quarto ficar iluminado. Seus meio – irmãos não estavam melhor que ele. Alguns poucos ainda sonhavam, gritando por suas mães ou fazendo movimentos que sugeriam batalhas; a maioria acordada apenas encarava Véroz, esperando que ele dissesse alguma coisa.

— Vocês também tiveram um sonho louco? — Todos acenaram a cabeça em um aceno. — Eu não sei o que tá rolando, mas amanhã irei falar com Quíron. Por enquanto seria melhor que todos tentassem descansar. — Nem mesmo o monitor acreditava que descansar seria possível, mas ele tinha que dizer alguma coisa.

A luz apagou novamente. Ele se deitou mas toda vez que fechava os olhos a lembrança dos sonhos vinham a sua cabeça. Dormir seria uma tarefa difícil durante um tempo.


etc:
Explicação:
- Só uma: não foi especificado as habilidades físicas da Sombra, apenas que ela teria os mesmos poderes que o semideus. Por isso eu considerei ela bem mais forte que o normal - tanto é que os ataques físicos dela causaram muito estrago.. Qualquer dúvida basta mandar uma MP.
Armas:
- Nenhuma
Poderes:

Passivos

Voar – Agora você pode voar perfeitamente no ar, como se você tivesse nascido voando. Pode fazer acrobacias, voar rápido e sua agilidade ficam maiores quando está voando. {Usado por ambos}

Agilidade – Agora você é muito ágil e consegue se esquivar de vários ataques. {Usado por ambos}

Velocidade – Agora você se move tão rápido e silencioso quanto o vento. {Usado por ambos, mas principalmente por Véroz}

Ativos

Nível 1: Garras - Os filhos de Éolo poderão fazer suas unhas crescerem até se tornarem exímias garras, como os pássaros. Não cortam metais resistentes, mas apenas couro, pele, cordas e materiais mais fracos. {Usado pela Sombra}

Nível 24: Poder de Bóreas – Agora como o deus Bóreas, você pode controlar o vento de norte. Ele é frio e violento. Você pode fazer uma ventania forte e atirar adagas criadas através desse vento no seu inimigo, as adagas não são sólidas, são somente imagem das tais para representar. Ao atingir o inimigo o dano poderá ser alto, pois o ataque é violento e a adagas são frias como o próprio gelo. {Usado pela Sombra}

Armadura de energia (Nível 33)
O curandeiro, mais do que apenas restauração, também deve prezar pela redução de danos. Por isso, nesse nível ele consegue canalizar sua energia de forma a criar um armadura, ampliando suas próprias defesas para se manter ativo no combate. Esta armadura se materializa na forma de energia luminosa ao redor do curandeiro, e não tem nenhum peso. Ela não protege de ataques físicos, mas afeta ataques energéticos ou mágicos que não necessitem de componentes sólidos para causar dano - uma flecha feita de fogo seria barrada, uma flecha comum com chamas, não. O efeito dura 3 turnos e só protege o próprio usuário (uso pessoal). 1 vez por combate. [Novo]{Usado por Véroz}

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Re: ♦ Trama

Mensagem por 139-ExStaff em Qua 18 Nov 2015, 14:28


Trama



Avaliação

Primeiro, peço desculpas pela demora. Segundo, quero dizer que fiquei bem feliz lendo os textos - algumas pessoas eu já conhecia a narração, outras não, mas todos me surpreenderam de alguma maneira, em algum ponto - e no bom sentido - fosse pela descrição, fosse pelo sentimento transmitido na narração ou pela criatividade e profundidade das tramas pessoais (ainda que não compreenda todas profundamente). Então, parabéns a todos. Alguns players "morreram" neste evento - orientações sobre isso serão postadas em breve, ao término de todas as postagens de avaliação


Alaric

Seu texto é bom, fluido e melhorou muito em termos ortográficos, mas deixou a desejar no detalhamento: sim, há o sentimento do personagem, mas a descrição superficial não permite ao leitor imaginar a cena, sendo muito resumido.

O = 10; Cr = 45 ; Co = 25; Obj. = 10
Total = 90

Pequenos erros (haviam se cessado - quando se refere aos gritos, o ideal seria apenas "haviam cessado", uma vez que o "se" indica uma ação reflexiva que não cabe nem na estrutura nem no sentido da frase - o grito não faz uma ação sobre si mesmo). Em alguns pontos, a estrutura poderia ser melhor trabalhada (no chão, era como se um furacão - o ideal seria não ter o verbo de ligação ali "como se" apenas; caso quisesse manter, o ideal seria utilizar ";").Outro ponto refere-se novamente aos verbos de ligação: ao falar dos cacos, você cita "eram presentes" - o ideal seria utilizar o verbo "estar" - além de soar melhor, indica localização (eram parte do cenário, estavam ali). Você também cita "aquilo não aconteceu" - contudo, ao usar um pronome relativo, depende do que se cita e da posição no texto; como havia acabado de falar sobre o que gostaria que acontecesse, deveria dizer "isso não aconteceu". Algumas falhas ocorrerram por falta de explicação/ informação no texto - o que era Kiotris, que citou? Isso deixa furos na compreensão da narrativa; outras, foram a falta de parte da estrutura (para eu não fugir). Algumas coisas ficaram sem sentido (porrada vai estancar - estancar significa parar, barrar - não condiz com o uso na frase, perdendo o sentido). Uma observação válida: você utiliza nomes de golpes e manobras - não existe um problema real nisso, mas, quando o fizer, deixe a explicação dos termos nas observações finais. Algumas falhas de digitação ("Ela tinha condições" - Ele; sentido/ sentindo) e outras frases estranhas ( "o sangue escorria do meu inferior"). Outro trecho estranho aqui: "Até que a cara do monstro era de quem estava confuso,"; note que "até que" é uma expressão que indica um tempo, uma progressão ou uma ruptura (Tudo estava bem até que ocorreu algo) - isso não acontece no seu texto, e a expressão fica deslocada. Algumas ações no final do combate também ficaram sobrepostas, como se houvesse "pulado" alguns movimentos e prejudicando tanto a coesão quanto a coerência.

O = 12; Cr = 60 ; Co = 26; Obj. = 22
Total = 120

Apenas uma frase estranha (Você ganhar forças através disso, assim como se fragilizar. - faltou algo pra dar um "ligação" ali; "assim como pode se fragilizar/ assim como se fragiliza - seriam mudanças necessárias por conta do verbo). No mais, ligou o ghoul, mas manteve alguns furos ao não explicar certas coisas (em off mesmo).

O = 10; Cr = 45 ; Co = 25; Obj. = 15
Total = 95

Em alguns trechos não houve a separação de linhas entre os parágrafos (em especial nos diálogos) - atente-se para que a organização seja uniforme. De coerência ficou estranho algumas coisas - como a sombra sacou a espada estando caída? Ele a invocou? Lembrando que a invocação não foi pronunciada e que, por si só, isso não é um ataque, como foi dscrito no texto; a cena não ficou tão clara. Novamente, ao usar o poder, não foi feita a invocação (Magia da Noite - diz que é preciso dizer "Tenebris", o que não foi realizado).

O = 14; Cr = 70 ; Co = 37; Obj. = 22
Total = 143


Total = 448 de 500 = 89,6% - Item + pista



Albus

Algumas falhas de digitação que atrapalharam a leitura, ainda que poucas("área que não é tem tantas árvores"; "retribui meus olhos"); e algumas questões de concordância ("estivesse esquecido" - o ideal seria "tivesse esquecido" ou "estivesse esquecendo"). Houve um bom balanço entre ação e descrição, e o aprofundamento dos pontos conforme pedido, sem deixar de lado o foco no personagem, não sendo superficial.

O = 8; Cr = 50; Co = 23; Obj. = 15
Total = 96

Pequena falha no uso de alguns pronomes (em minha volta/ a minha volta) e na preposição da locução (ao ponto de/ a ponto de - ao ponto não é locução e não se enquadraria na frase, pelo sentido - por exemplo, ao falar "chegamos ao ponto de partida" ele é um substantivo que indica um lugar, não tendo outro significa, enquanto que flar "a ponto de algo" indica prestes a, na iminência de algo). Outros pequenos erros (O defesa/ A defesa) mas nada absurdamente grave. Como seria onírico, dá pra considerar a questão do oponente, mas, caso enfrente algo assim em condições normais, lembre-se de que fantasmas são etéreos - ainda que, no caso, poderia supor que ele usou de materialização parar assumir uma forma sólida (tornando-se, portanto, suscetível a ataques físicos) - mas isso poderia ter ficado mais claro.

O = 13; Cr = 70; Co = 37; Obj. = 22
Total = 142

Apenas dois pontinhos: Cuidado com o fantasma do "mesmo" - é muito comum usarem-no para substituir um termo já dito, mas essa é a função dos pronomes; "o mesmo/ a mesma" é um vício narrativo quando utilizado dessa forma; e, novamente, a questão da preposição (em/ a). No mais, ótimo turno.

O = 9; Cr = 50; Co = 25; Obj. = 15
Total = 99

Logo no início houve a troca de posição de duas palavras (acredito em que poucas horas o sol - seria "acredito que em") e um trecho estranho logo no início do combate ("Antes que eu possa reagir, ela corre na minha direção e desfere um soco para acertar o meu soco.") e durante ele ("Fico enxergando vários nadas pontos escuros"). Algumas falha de digitação (balando a cabeça; despreocupada - quando se refere ao semideus do chalé). No mais, boa postagem.

O = 13; Cr = 75; Co = 32; Obj. = 22
Total = 142


Total = 479 de 500 = 95,8% - Item + Pista



Ayla

Pequenos erros de concordância (as sombras desapareceriam seria o correto, por ser plural) e de grafia (ainda assim) e de coerência - primeiro se refere a Frederick como se ele já estivesse dormindo, para depois engatar o diálogo. Também faltou focar mais na atividade que provocara a exaustão em si - apenas pincelou isso levemente, dando a entender que havia treinado durante o dia, mas não deu mais detalhes - ainda que a inserção da trama própria tenha sido bem trabalhada. Dos outros pontos, foram cumpridos com maestria, e a descrição da cena com o pai da personagem foi realmente bem estruturada.

O = 9; Cr = 47; Co = 25; Obj = 15
Total = 96

Pequenos erros de digitação (de abster/ se abster; deu/ seu; sussura a através - o "a" não era necessário, ainda que eu tivesse a impressão que a intenção era "sussurava"). Na parte da música, como a colocou como fala, o ideal seria não utilizar as barras, escrevendo de forma contínua ou com uma separação diferenciada, com vírgulas, por exemplo (outra alternativa, caso não fossem falas e sim parte do cenário, como som de fundo, seria centralizar e utilizar o itálico). Em termos de fluidez, apenas um trecho poderia ser modificado, quando narra o combate e diz estar imobilizada no chão, poderia trocar por "solo" e evitar repetir. No combate, o uso da madeira seria sim aceitável - o problema maior é que houve uma lacuna nesse uso - você cita ser imobilizada, então, como manipularia o item? Se usasse as mãos o oponente veria (e você teria que se mover), e se usasse qualquer tipo de telecinese deveria indicar isso no texto e nos poderes. Apenas esse lapso interferiu na coerência. No mais, bom turno!

O = 13; Cr = 69; Co = 35; Obj = 22
Total = 139

Belo turno! Apenas não ficou claro uma coisa: cita que o damphyr não teve medo da sua personagem por causa da escuridão, mas o que o atraiu a ela? Foi pelo mesmo motivo? Se era uma criatura real dentro do mundo onírico - e não uma manifestação inconsciente - o que o guiou para entrar no sonho de Ayla? No mais, sem observações.

O = 10; Cr = 45; Co = 25; Obj = 15
Total = 95

Nos pontos obrigatórios, a destruição do local não ficou tão clara - basicamente, a impressão passada é que ela já se encontrava em um local destruído, não que presenciou essa destruição. Apenas um ponto do texto poderia ser reestruturado para melhorar a fluência ("Segurou com força a empunhadura da espada e concentrou-se e só avançou ao sentir o tempo desacelerar." - Aqui, além da reestrutura pela questão da cadenciação, poderia deixar mais claro o uso do poder, por exemplo: Segurou com força a empunhadura da espada e concentrou-se, só avançando ao sentir que seu poder surtiu efeito, e o tempo ao seu redor foi desacelerado. - claro, há inúmeras outras opções de descrição aqui, mas poderia ser mais direto nesse ponto, falando sobre a aparência dos olhos ou outra coisa que deixe mais claro a habilidade em si). Apesar de ser dito que a criatura não tem rosto, você cita "até encará-la nos olhos" - sem qualquer reação à falta de identidade ou feições do ser - algo menor, uma vez que coloca isso mais à frente, mas ficaria mais interessante frisar isso nesse primeiro contato. No mais, gostei muito da parte pós-sonho.

O = 15; Cr = 70; Co = 35; Obj = 22
Total = 142


Total = 472 de 500 = 94,4% - Item + pista



Catherine

Cuidado com uso de maiúsculas/ minúsculas - filho dos ventos seria em minúscula, já que não está tratando de um nome. Alguns erros de digitação atrapalharam o resultado de algumas frases (desviei para lado, por exemplo - faltou o artigo). Cuidado na descrição dos movimentos, como direção e intensidade dos golpes. Cuidado com a paragrafação - em alguns pontos não seria só desnecessário como incorreto, já que a idéia continuava. Nos objetivos, poderia ter explorado mais a parte inicial, quando acordada, mas a parte do sonho e as interações foram bem trabalhadas. Só achei confusa a estrutura utilizada no começo do texto - não diria errada, mas quebrou um pouco a cadência logo no início do combate.

O = 9; Cr = 45; Co = 24; Obj = 13
Total = 91

Cuidado nas descrições para não deixar pontas soltas/ incoerentes. Na batalha, por exemplo, você tem tempo de pegar o pedaço da cadeira, rasgar a camisa e improvisar a arma e ele só chegou a 5m° Lembrando que o poder anterior, das agulhas, possui alcance de 5m, ele já estaria a essa distância antes - logo, deveria ter se aproximado mais (e teria tempo para outros ataques à distância enquanto você executava todas as ações). Ainda dentro disso, você inicialmente descreve as coisas como se não houvesse névoa - afinal, você, mesmo escondida, consegue enxergar o palco e tudo o que acontece nele, mas depois cita que o oponente se esconde na névoa - as informações se contradizem e/ou não ficam claras, impossibilitando a visualização adequada da cena pelo leitor. Na parte em que ele te empurra, outro ponto vago: se ele surgiu atrás de você, você foi empurrada de bruços (ficando, dessa forma, com a face no solo) - assim, não teria como socá-lo, como descreve, se ele se manteve sobre você. Não vi nada em ortografia, e a postagem foi muito bem organizada, em especial a colocação do oponente e seus poderes. Em fluência/ coesão, só diria para tomar cuidado na divisão de frases. O uso de sentenças muito curtas pode dar a sensação de "quebra" na leitura.

O = 15; Cr = 65; Co = 35; Obj = 22
Total = 137

Apenas um pleonasmo (há muito tempo atrás - o "há" é utilizado em tempo passado, tornando o complemento desnecessário). No cenário não ficou claro se as espirais já existiam ou se surgiram depois da morte do oponente. No mais, bom turno!

O = 9; Cr = 47; Co = 25; Obj = 15
Total = 96

A repetição de "escuridão" logo no primeiro parágrafo tira um pouco do impacto do uso do termo na segunda citação. Outro ponto aqui é sobre o termo "mesmo/ mesma" - ele não deve ser utilizado no lugar de pronomes. Alguns trechos ficaram repetitivos - "Somente tive tempo de presenciar uma forte pressão contra a minha cabeça e, ao olhar para cima, ver suas garras atravessando meu crânio. Ela tinha surgido atrás de mim e cravado as garras em minha cabeça, até atravessá-la. " - nesse parágrafo, por exemplo, foi basicamente como descrever a mesma ação de duas formas diferentes. Também prolongou demais os efeitos do último golpe - você dá a entender que s garras perfuraram o crânico - o que causaria um dano cerebral imediato - mas continua divagando eobservando coisas na narrativa. Se fosse pontuado, de alguma maneira, a estranheza da situação dentro da narrativa, isso poderia ser relevado, mas não foi o caso. Aqui, algo que não desconta pontos, em termos técnicos, mas uma observação como leitora: cuidado com cenas de combate; é difícil dosar a quantia de ação/ duração da cena - cenas curtas podem ficar superficiais ou OPs, e cenas longas tendem a ser cansativas e repetitivas (chega uma hora que o leitor se perde entre tantos socos e chutes). Uma sugestão é realizar mais treinos, tentando dosar a narração do movimento (necessária para a compreensão do que se faz) com as descrições, tanto do ambiente quanto pensamentos/ diálogos/ sentimentos e etc - é algo bem difícil de balancear, ainda que o treino em si facilite por ser uma atividade focada. No mais, os objetivos foram cumpridos e foi um bom turno.

O = 14; Cr = 70; Co = 35; Obj = 22
Total = 141


Total = 465 de 500 = 93% - Item + pista



Christian Arryn

Em termos ortográficos, não há observações. Em coesão, poderia ter melhorado algumas frases, evitando o uso de termos repetidos tão próximos no primeiro parágrafo, ao se referir ao local de moradia. O problema real, contudo, foi o texto extremamente suscinto, que não se focou nos pontos pedidos, sem qualquer detalhamento, ignorando o formato da postagem - Uma missão contínua, não narrada, que exige certo desenvolvimento. Certo, é "entendível" que o show provocou o cansaço, mas que show foi esse? Qual o papel do personagem dentro dele? Que ações executou? No sonho, não foi explorado nada do pedido com relação à interação e detalhamento - foi tudo resumido e não cumpriu plenamente a proposta.

O = 10, Cr = 25; Co = 25, Obj = 5
Total = 65

O turno foi incompleto, apenas com a introdução mas sem cumprir os pontos, de modo que sequer há como fazer uma avaliação abrangente - você trabalha o primeiro ponto, focando nas reações do personagem, mas não descreve o que o afetou exatamente nem enfrenta o oponente - efetivamente, ele nem entra no turno. Os descontos foram pelo não cumprimento das orientações.

Total: 10 xp

Total = 73 xp = 14,6%

Não postou o 3° turno, justificou o 4°

Resultado: Morte?

Ninguém sabia definir o que deixou o semideus naquele estado, mas Christian simplesmente não acordou. Alguns filhos de Hipnos teorizavam uma experiência traumatizante - falas e citações estranhas sobre algo chamado "coração do sonho", que ninguém mais, exceto Quíron e eles próprios pareciam entender. Assim, tudo que puderam providenciar foi um leito permanente na ala das enfermarias, e rezar aos deuses para que acordasse.

As penalidades por não postagem sem justificativa em um turno e justificadas em outro zeraram o MP. Mesmo se considerar o desconto excedente no HP, há também o fator rendimento, não alcançado nos turnos anteriores. Portanto, não há ganho de XP pelo evento. A personagem é considerado no limiar - o player terá 15 dias para postar a missão (com orientações a serem especificadas). Caso não queira fazer, o player deve postar no registro de morte, modificando seu nome e seguindo as regras. Não há direito à ampliação de prazo. O tópico será liberado após as atualizações.



Drillbit

Sua narrativa é muito boa. Encontrei apenas duas questões que mereçam ser citadas; a primeira é a repetição em um trecho ("Não demorou, até que o esforço do trabalho esquentasse meu corpo. O suor escorria pela minha testa e percorria todo o meu corpo, ensopando a camisa branca, assim como o par de calças jeans surradas." - corpo aparece muito próximo em ambas as frases; poderia substituir o primeiro uso por "organismo ou algo similar, ou alterar a formulação das frases, ou ainda omitir ou substituir o termo por algum pronome adequado; isso ocorreu em outrar partes do texto, com outros termos - chalé, quando fala de onde ficou para descansar, e lugar, no primeiro parágrafo do sonho e depois na descrição da casa do personagem); o segundo ponto foi uma questão de fluência/ pontuação ("Talvez esteja vazio. Imaginei, antes de começar a ouvir sons estranhos que partiam do chalé." - o ideal seria não ter separado as orações com o ponto final, usando apenas a vírgula).

O = 9; Cr = 50; Co = 23; Obj. = 15
Total = 97

A mesma questão de repetição apareceu em um ou dois trechos. O principal aqui foi certa lacuna, já que da janela você já entra na descrição da senhora - acabou prejudicando o entendimento um pouco por haver uma quebra nas informações, de forma que força o leitor a rever o trecho para compreender que a senhorinha em questão é o oponente que iniciou o fogo, e que o personagem mais do que se aproximar da janela, realizou o ataque através dela (se debruçando, no caso). O post tem uma boa escrita e fluência, mas o oponente foi subaproveitado, considerando a gama de habilidades que possui - e, lembrando que é um ser inteligente, por que raios ela iria para o combate físico? Enfim, apenas saliento isso pois não fica claro se está se tratando da entidade em si ou apenas de uma manifestação onírica - o que, no primeiro caso, deixa várias lacunas com relação à motivação da criatura.

O = 14; Cr = 70; Co = 35; Obj. = 20
Total = 139

Errinho (digitação?) em alguns pontos (de mais/ demais) e uma ou duas vírgulas inadequadas ou faltantes. Cuidado com o uso de frases curtas - não que não seja permitido, mas a cadência/ ritmo do texto também interferem em sua interpretação.

O = 9; Cr = 50; Co = 24; Obj. = 15
Total = 98

Alguns errinhos de digitação (varando/ varanda) e a falta de pontuação ao finalizar algumas falas (lembrando que ela também dá a entonação do que é dito). No mais, ótima escrita!

O = 14; Cr = 75; Co = 37; Obj. = 23
Total = 149


Total = 483 de 500 = 96,6% - Item + pista



Frederick


Ninguém sabia definir o que deixou o semideus naquele estado, mas Frederick simplesmente não acordou. Alguns filhos de Hipnos teorizavam uma experiência traumatizante - falas e citações estranhas sobre algo chamado "coração do sonho", que ninguém mais, exceto Quíron e eles próprios pareciam entender. Assim, tudo que puderam providenciar foi um leito permanente na ala das enfermarias, e rezar aos deuses para que acordasse.

Pela não postagem no 4° turno e não justificativa, Frederick sofre as punições. Caso tenha enviado MP a algum ADM ou postado a ausência, favor informar para revisão. Não há ganho de XP pelo evento. A personagem é considerado no limiar - o player terá 15 dias para postar a missão (com orientações a serem especificadas). Caso não queira fazer, o player deve postar no registro de morte, modificando seu nome e seguindo as regras. Não há direito à ampliação de prazo. O tópico será liberado após as atualizações.

Obs para Frederick e Ayla. Ambos devem tomar cuidado com postagens combinadas. Não se deve simplesmente repetir as falas e descrições um do outro - além de ficar repetitivo, não fica claro quem escreveu o quê - por mais que os personagens interajam, as postagens ainda são individuais.



Ignatius

Pequenos erros de digitação (do/ dos) mas nada que comprometesse o entendimento. De coerência, apenas cuidado com certas coisas; por exemplo: quando falamos em cão infernal temos a imagem do monstro que viaja nas sombras - por quê um deles iria escolher correr atrás de um alvo (podendo deixá-lo escapar) em vez de emboscá-los pelas sombras? Soa incoerente sem alguma informação adicional. Cuidado com trechos repetitivos (cena/ cena/ cena). Boa narração.

O = 9; Cr = 45; Co = 25; Obj = 15
Total = 94

Só achei uma frase estranha, mas apesar disso não sei precisar se seria incorreta; apenas me soa melhor dizer "tê-lo feito cair" do que "ter feito-o cair" e, portanto, eu indicaria essa mudança, na parte em que é atacado pelo pássaro. O que ficou estranho foi a manobra final (faltaram descrições, em especial do movimento do pássaro, ficando estranho seu "aprisionamento") e a questão da dificuldade na relação oponente/ semideus.

O = 15; Cr = 70; Co = 35; Obj = 20
Total = 140

Você tem um ótimo texto, de verdade! Apenas algumas coisas atrapalharam um pouquinho. Por exemplo, neste trecho: "a criatura se mexeu, dando dois passos na direção do jovem e parando logo após aquilo. Ig encarou aquilo por um tempo e levantou-se do balanço." - aqui, poderia ter deixado "e parando logo após" ou "e parando em seguida" - evitaria a repetição e ainda manteria o sentido; ou ainda "e foi, com isso, atingido em cheio por um chute e caindo no chão." - poderia substituir o "e" por uma vírgula, ou "caindo" por "caiu". Alguns errinhos de digitação (afundada/ afundava) e o uso do plural ao falar do carro da viagem (os carros em que viajavam" - mas não era um só? No mais, boa postagem.

O = 14; Cr = 75; Co = 33; Obj = 22
Total = 144


Total = 378 de 500 xp = 75,6% - Sem recompensas adicionais, será aplicado desconto pela não postagem do 3° turno



Isobel

Coma: Por ter justificado o abandono antes do prazo de 24 após a abertura do evento, haverá a anulação da participação, apenas zerando o MP da personagem (estado de coma) que deve se recuperar em uma enfermaria. A personagem não pode ter papel ativo nesta postagem, uma vez que está desmaiada. A player possui 15 dias para tal, podendo, com isso, alcançar o patamar máximo que possuía antes do evento (100 HP/ 100 MP).



Kyle

A sua narrativa é boa, e eu faria apenas alguns adendos. O primeiro é sobre o uso de caps: entendo a tentativa de ressaltar as características do personagem, mas isso poderia ser feito de forma indireta - apenas descrevendo no texto que ele é/ age sempre dessa forma. O segundo ponto seria a atividade extenuante - apostas/ brincadeiras de vira podem fazer o personagem passar mal, mas uma aposta assim não causa a sensação de cansaço extenuante que foi requerida nas orientações, por mais que afete as percepções do personagem (e, no caso do personagem em questão, sequer possuem esse feito, por conta do passivo). No mais, por mais non sense que seja o sonho, era a proposta.

O = 10; Cr = 40; Co = 25; Obj = 15
Total = 90

A narrativa mantém a qualidade em termos ortográficos, mas ainda contém pontos incoerentes. O primeiro caso é do uso das garras: como descrito no poder, elas se tornam efetivas como bronze sagrado contra monstros (ou seja, seu dano não é reduzido, como aconteceria com armas de material comum) mas não se fala de sua dureza: elas ainda são as unhas do personagem e, contra metal, seriam destruídas, não fazendo frente à resistência. O segundo ponto foi ao golpear o oponente, aonde passou a ignorar reações do alvo - isso empobreceu a postagem e, como dito, interferiu na coerência. Também faltaram informações sobre o oponente enfrentado na postagem.

O = 13; Cr = 65; Co = 37; Obj = 22
Total = 137

Cuidado na narração - você mistura o narrador de fora com a primeira pessoa - na parte das divagações do personagem - não sendo apenas um pensamento dentro da narrativa. No mais, pontos cumpridos.

O = 10; Cr = 50; Co = 20; Obj = 15
Total = 95

Um errinho ou outro de digitação (como a troca de minúscula por maiúscula dentro do primeiro parentêses, ou algumas palavras erradas, como "continou"). No mais, bom texto, apenas poderia/ deveria ter aprofundado o final, uma vez que as reaões eram um ponto obrigatório (e ainda que coerente ao personagem, no texto foram tratadas com superficialidade, mal recebendo uma citação).

O = 14; Cr = 75; Co = 37; Obj = 17
Total = 143

Total = 465 de 500 = 93% - Item + pista



Lindsey

Você possui uma boa escrita, mas deve se atentar para a fluidez. A repetição do pronome "eu" foi constante, atrapalhando um pouco a leitura - a modificação da estrutura de algumas frases poderia auxiliar nesse ponto. Ainda na parte de organização, uso de observações em spoiler não são apenas bem vindos, são essenciais: mesmo sem a utilização de itens ou poderes, é parte da estrutura da postagem. De gramática, atente-se apenas que que e qual nem sempre são sinônimos, portanto, nem sempre cumprem a mesma função na frase. Da parte dos pontos, só foge de um, ao encontrar sua mãe - foi pedido que não houvesse ligação mitológica neste turno. No mais, o detalhamento foi na medida, explorando os sentimentos e as reações da personagem. Parabéns!

O = 7; Cr = 45; Co = 25; Obj = 10
Total = 87

Você manteve o nível da postagem anterior - sem exageros, sem ações OP e isso é sempre legal de se ver, já que um combate também demanda desenvolvimento, não é só uso de poderes. Apenas duas observações: a primeira, sobre poderes em si. No fórum, apesar de armas e poderes serem nomeados, para fins de organização, não é como se a personagem em si saiba os nomes dos poderes (como se ao upar pensasse "oh, ganhei tal poder!"); por outro lado, isso oferece uma liberdade descritiva - explorando a ação de ativação e a sensação ao usar uma habilidade. Você fez isso parcialmente - apenas não se sinta obrigada a utilizar os nomes (fora que é sempre interessante quando descrevem mais o processo em si, e não como se fosse uma coisa mecânica). O segundo ponto é que não fica claro qual é o monstro - aqui, faltaram orientações em spoiler que indicassem os dados necessários.

O = 12; Cr = 63; Co = 37; Obj = 22
Total = 134

Cuidado com a ligação entre as idéias - nem sempre seria necessário dividir as orações como fez, o que torna a leitura um pouco entruncada. No mais, apenas cuidado ao inserir as figuras mitológicas - apesar de alguns mitos dizerem que Jano nasceu na Grécia, ele é um deus romano, sem uma contraparte grega - ao trabalhar com isso, lembre-se que o cenário do fórum não abrange esse lado, então, precisa de certo esforço para manter a coerência com o nosso cenário - já que, mesmo sendo um sonho, esta parte é mais "real" por apresentar uma interferência direta.

O = 9; Cr = 45; Co = 25; Obj = 15
Total = 94

Em alguns pontos a fluência poderia ser melhorada ("Temia que a qualquer movimento brusco meu aquilo disparasse em minha direção." - aqui, eu tiraria o "meu"; a personagem está sozinha e já narra em primeira pessoa); nesse ponto, não ficou muito claro se era da narrativa ou a transcrição de pensamento direto ("Não é uma pessoa.") - se fosse da narrativa, o ideal seria o verbo no passado (Não era uma pessoa). Em alguns pontos a pontuação poderia ser modificada, para dar ênfase no que é dito, por exemplo: "Essa coisa tem os mesmos poderes que eu." - o ideal aqui seria uma esclamação (!) denotando a surpresa da situação. Sem isso, parte da emoção é perdida. Aqui, o ideal seria "para a" ou utilizar a crase (voltando meu olhar a coisa). Nos dois últimos parágrafos, houve a repetição de certos termos e novamente a quebra de fluência em algumas partes. No geral, contudo, uma boa postagem.

O = 12; Cr = 75; Co = 33; Obj = 22
Total = 142


Total = 457 de 500 = 91,4% - Item + pista



Mariana

No texto, apenas um trechinho repetido (chalé/ chalé) e em um trecho fiquei em dúvida se era gíria ou se estava se referindo ao substantivo, precisando reler algumas vezes. A linguagem mais informal é uma liberdade que se tem ao se escrever em primeira pessoa, mas é necessário certo cuidado exatamente por isso. Outro ponto é dos itens: a orientação era não carregá-los. Tudo ok se tivesse ficado claro ser algum outro item - algo do sonho, por exemplo. E, mesmo sendo um sonho, achei estranho a questão de, sendo um semideus, mencionar coisas como tecnologia humana e a questão da mãe - que, tecnicamente, seria Hécate - e, sendo em primeira pessoa, não fazer qualquer menção a essas estranhezas, uma vez que deixou claro que a personagem sabia que estava sonhando. Isso causa uma desconexão com o cenário.

O = 10; Cr = 40; Co = 25; Obj = 15
Total = 90

A aparente incoerência do turno passada foi corrigida, na questão do item. A única coisa que fugiu um pouco da proposta foi ter passado a postagem fugindo - nas orientações, pede-se que enfrente o inimigo, encerrando com o fim da batalha, mas não houve um enfrentamento real.

O = 15; Cr = 68; Co = 37; Obj = 15
Total = 135

Não postou o 3° turno

Encontrei um ou dois erros de digitação. Não entendi porque não houve a tentativa de um combate corporal, por exemplo, mas cumpriu o ponto, uma vez que houve o encontro/ conflito. Apenas manteve as questões de coerência ao não deixar claro detalhes do cenário (a questão da mãe, da tecnologia, se tudo foi um sonho mesmo - por exemplo, se acordou no Acampamento ou fora dele. Resumindo, o cenário fica confuso - explicações nas notas poderiam auxiliar nisso).

O = 15; Cr = 70; Co = 35; Obj = 22
Total = 142


Total = 367 de 500 = 73,4% - Sem recompensas adicionais; será aplicado penalidade pela não postagem no 3° turno.



Min - Morta?

Ninguém sabia definir o que deixou a semideusa naquele estado, mas Min simplesmente não acordou. Alguns filhos de Hipnos teorizavam uma experiência traumatizante - falas e citações estranhas sobre algo chamado "coração do sonho", que ninguém mais, exceto Quíron e eles próprios pareciam entender. Assim, tudo que puderam providenciar foi um leito permanente na ala das enfermarias, e rezar aos deuses para que acordasse.

Pela não postagem do 2° turno em diante, ainda que com justificativas plausíveis (porém atrasadas), Min sofre as punições. Não há ganho de XP pelo evento. A personagem é considerado no limiar - a player terá 15 dias para postar a missão (com orientações a serem especificadas). Caso não queira fazer, a player deve postar no registro de morte, modificando seu nome e seguindo as regras. Não há direito à ampliação de prazo. O tópico será liberado após as atualizações.



Noah

Apenas uma coisinha durante o texto: "Seu corpo era puxado para a grande poça de líquido negro que se encontrava embaixo dele, dessa vez." - dessa vez? Faltou alguma informação, dentro ou fora do texto, que justificasse isso. Ele já tinha se deparado com isso antes? No mais, sem observações. Boa narrativa.

O = 10; Cr = 45; Co = 25; Obj = 15
Total = 95

Eu diria apenas para tomar cuidado com as repetições - o uso de pronomes pode atenuar isso, evitando que repita vezes seguidas o nome do personagem. De resto, a única coisa que faltou foram algumas informações complementares - que poderiam ser inseridas no próprio texto, como no caso das armas - por exemplo, você cita, em off, a vulnerabilidade do monstro à prata e aos materiais mitológicos, mas não fica claro o material da espada do texto - o personagem poderia não ter o conhecimento, mas se surpreender por ser efetiva, por exemplo. Ainda mais tratando-se de trama pessoal (o que, diga-se de passagem, foi bem legal de ter sido inserido) pairam questões do tipo "mas usam o mesmo material?". Acaba ficando vago se o monstro se foi por ter sido ferido de forma efetiva ou se apenas por já ter passado sua mensagem (uma vez que, sendo um morto vivo, pontos vitais não interferem tanto). Ainda assim, foi uma ótima postagem, e me deixou sim curiosa sobre sua trama!

O = 15; Cr = 74; Co = 36; Obj = 22
Total = 147

Erros mínimos (falta de ponto final em uma frase, início de outra com minúscula e coisas assim, ainda que pouco frequentes). No mais, conseguiu ligar todos os pontos e detalhou bem, com uma ótima narrativa!

O = 9; Cr = 50; Co = 25; Obj = 15
Total = 99

Aqui coloco a mesma observação que fiz a alguns outros players: mesmo não substitui pronome, não possuindo essa função. É um erro bem comum, quase um vício de linguagem para alguns, então tenha cuidado para não assimilar esse mesmo hábito em seus textos, ok? Nesse trecho, faltou a preposição: "Lágrimas ardiam emseus olhos. ". Aqui, a preposição não foi adequada"mas com certeza serviria de uma." - o ideal seria "como uma". Neste trecho "encaixando seu braço envolta do pescoço da sombra em um mata-leão." o ideal seria "em volta", que significaria "ao redor"; envolta, junto, seria do verbo envolver, tendo mais o sentido de "engolfar". Um errinho de concordância pela digitação (pálpebras estavam pesadas; tentáculos enrolaram-se) e a fala sem indicação (da forma descrita, seria algo direto, mas comoe ra mental poderia usar itálico ou aspas, indicando que não existiu o diálogo propriamente dito, mas ainda assim diferenciando do texto comum). No mais, ótimo turno!

O = 13; Cr = 75; Co = 37; Obj = 22
Total = 147


Total = 488 de 500 = 97,6% - Item + pista



Oliver

Você tem uma narração surpreendentemente boa para quem posta tão pouco e insiste em dizer que é péssimo - precisa de mais confiança, moço! (Só por isso, eu devia te matar, mas sou legal e vou avaliar bonitinho). Poucos erros ("me dirigi ao chalé, tomar um banho gelado e ir para a cama" - faltou um "para" ou alguma outra ligação ali; e em uma ou duas frases faltou um espaço entre a pontuação e a continuidade; seria "a vista"). De estrutura, alguns pontos ficaram repetitivos - não sei se intencional ou não, ainda que não fosse necessariamente cansativo e com relação aos pontos abordados, conseguiu cumprir com o objetivo do turno, sem fugir da proposta. Saliento aqui a sensação de agonia ao ler sobre o som, na parte final do texto - a tensão causada foi vívida. Não sei se foi intencional mas, caso sim, parabéns!

O = 8; Cr = 50; Co = 22; Obj = 15
Total = 95

Algumas palavras repetidas próximas, mas nada comprometedor, e uma falha de concordância (manchas escarlates; outro trecho faltou uma vírgula ( Dessa vez, agora com o pensamento mais clareado, apenas me esquivei.). Uma frase pareceu incompleta (Em minha cabeça, qualquer possibilidade de movimento que eu poderia fazer passava como se um filme super acelerado.) - aqui, poderia ser reestruturada, sem necessidade de complemento (bastava tirar o "se") e uma letra minúscula mal posicionada - devia ser maiúscula). Do poder, apenas não ficou claro em que momento exato o ativou - ainda que o efeito de confusão causado fosse minimizado com a explicação. Também não ficou claro se o oponente nunca teve rosto e o personagem só não havia reparado ou se foi uma modificação durante o texto - porque, no primeiro caso, não tem coerência, uma vez que em trechos anteriores você fala "e o homem do taco olhava para os lados, se perguntando onde eu estaria" - nesse caso, você se contradiz (e, se ele tinha instintos/ poderes pra te localizar, porque não usou nesse momento?).

O = 12; Cr = 65; Co = 34; Obj = 22
Total = 133

O fantasminha do mesmo também passou pelo seu texto! É um erro comum e que muitas vezes não nos atentamos, mas "mesmo" não exece função de pronome pessoal (tomei a direção de onde ele/ de onde o veículo). Um erro de digitação (estada/ estava) e um trecho repetido (andar/ andar). Fiquei curiosa com relação à trama, e odeio o fato de que não foi tão explanada ainda. Sobre o tamanho do texto: não há nenhum problema em escrever bastante, quando o texto é necessário e coerente, como foi. Uma observação importante: fiquei feliz por ter explorado a questão da dinâmica dos sonhos. O cenário era livre, e o problema não era ser incoerente em si - era não explicar isso. A partir do momento em que há notas sobre esse fato, deixando claro que há um motivo e intencionalidade, e não um erro na escrita, nesse cenário tais coisas se justificavam. Os textos, na base de coerência, foram avaliados de acordo com o que se propuseram - dessa forma, textos "certinhos" acabaram sendo pegos nessas brechas, avaliados como uma missão comum. As notas no seu o diferenciaram e evitaram isso. Parabéns!

O = 8; Cr = 50; Co = 24; Obj = 15
Total = 97

Um erro de digitação logo no início (vinha/ vinho). Alguns pontos poderiams er reformulados em prol da fluidez (substituir colorações por tonalidades, no segundo parágrafo - ganhando tonalidades muito mais escuras; nesse mesmo ponto, substituiria a última vírgula por um "e"). Em alguns trechos fiquei confusa sobre o tempo do verbo - eu diria pra tomar cuidado na hora de uniformizar isso na hora da narrativa, que parecia ora ser no presente, ora no passado, em parte pela visão em 1ª pessoa. No mais, objetivos cumpridos.

O = 12; Cr = 75; Co = 33; Obj = 22
Total = 142


Total = 467 de 500 = 93,4% - Item + pista



Raleigh - Morto?

Ninguém sabia definir o que deixou o semideus naquele estado, mas Raleigh simplesmente não acordou. Alguns filhos de Hipnos teorizavam uma experiência traumatizante - falas e citações estranhas sobre algo chamado "coração do sonho", que ninguém mais, exceto Quíron e eles próprios pareciam entender. Assim, tudo que puderam providenciar foi um leito permanente na ala das enfermarias, e rezar aos deuses para que acordasse.

Pelos dois atrasos e a não postagem, ainda que com justificativa, Raleigh sofre as punições previstas no evento (como disposto nas regras, não seria aceito mais de 1 justificativa). Não há ganho de XP pelo evento. A personagem é considerado no limiar - o player terá 15 dias para postar a missão (com orientações a serem especificadas). Caso não queira fazer, o player deve postar no registro de morte, modificando seu nome e seguindo as regras. Não há direito à ampliação de prazo. O tópico será liberado após as atualizações.



Tobias Pratt

Em termos ortográficos, pequenas falhas de concordância e/ou repetição de termos. A primeira parte da postagem cumpre bem o objetivo, mas a interação poderia ter sido melhor explorada/ detalhada.

O = 9, Cr = 42; Co = 23, Obj = 7
Total = 81

O turno foi incompleto, apenas com a introdução mas sem cumprir os pontos, de modo que sequer há como fazer uma avaliação abrangente - você trabalha o primeiro ponto, focando nas reações do personagem, mas não descreve o que o afetou exatamente nem enfrenta o oponente - efetivamente, ele nem entra no turno. Os descontos foram pelo não cumprimento das orientações.

Total: 10 xp

Não postou o 3° turno, justificou o 4°

Total = 91 xp = 18,2%

Resultado: Morte?

Ninguém sabia definir o que deixou o semideus naquele estado, mas Tobias simplesmente não acordou. Alguns filhos de Hipnos teorizavam uma experiência traumatizante - falas e citações estranhas sobre algo chamado "coração do sonho", que ninguém mais, exceto Quíron e eles próprios pareciam entender. Assim, tudo que puderam providenciar foi um leito permanente na ala das enfermarias, e rezar aos deuses para que acordasse.

As penalidades por não postagem sem justificativa em um turno e justificadas em outro zeraram o MP. Mesmo se considerar o desconto excedente no HP, há também o fator rendimento, não alcançado nos turnos anteriores. Portanto, não há ganho de XP pelo evento. A personagem é considerado no limiar - o player terá 15 dias para postar a missão (com orientações a serem especificadas). Caso não queira fazer, o player deve postar no registro de morte, modificando seu nome e seguindo as regras. Não há direito à ampliação de prazo. O tópico será liberado após as atualizações.



Tyler Spring

De escrita poucas falhas, como a falta do conectivo em uma frase (local em que esperava encontrar Quíron). Como dica geral, cuidado ao detalhar demais: roupas e etc são interessantes se forem um elemento da narrativa, do contrário, acaba parecendo falta de objetividade (como a descrição do casaco). Cuidado também com a repetição de termos (algo que ocorre quando fala da canoagem) - que poderia ser resolvida com uso de pronomes ou com a modificação da frase. Outro ponto (que afetou o entendimento, inclusive) deu-se no diálogo com a naiáde, repetindo palavras fora de lugar. Em termos de organização, apenas a falta de um spoiler ou code com observações pertinentes. O ponto principal concerne nas orientações do evento. Faltou a atividade extenuante (não é como se fosse narrado algum esforço contínuo como pedido) - o que de certa forma corrompe o ponto seguinte, já que você não dormiu naturalmente, descrevendo mais como se tivesse passado mal e "apagado". A interação também foi pouco aprofundada, outro ponto requisitado e apenas parcialmente cumprido.

O= 8, Cr= 45; Co = 20; Obj = 5
Total = 77

Nesse segundo turno algumas coisas de coerência devem ser apontadas. No caso do combate, por exemplo, o tempo e a força das ações/ reações acabam deixando lacunas. Por exemplo, você cita que o oponente pisou em seu rosto e logo em seguida diz que o morde - mas não narra qualquer outra reação ao ataque - mas, coerentemente, o personagem não teria condições de reagir como fez. Alguns erros de digitação (a/ ar). Voltando à coerência, o parágrafo final ficou ambiguo e confuso. Se a intenção fosse descrever uma cena em slown motion, as palavras utilizadas não foram adequadas; também não ficou clara a cena da queda - nesse ponto, a substituição de algumas palavras/ reestruturação seria mais adequada.

O= 12, Cr= 65; Co = 34; Obj = 22
Total = 133

Algumas falhas de digitação ("O semideus reconheceu eu aquele olhar"; "pisque dos humanos". Você ligou o oponente à trama, cumprindo os objetivos, mas poderia ter interagido mais com o ambiente antes disso.

O= 8, Cr= 45; Co = 23; Obj = 13
Total = 89

Algumas falhas de concordância (creio que na última frase do primeiro parágrafo fosse "cobriam" e não "cobriram") ou de construção (guardou a flecha - não seria "o arco"?). Cuidado com o uso do "mesmo" - ele nunca tem a função de pronome pessoal! Também diria para tomar cuidado na escolha de certas palavras - ao citar "parede", por exemplo, passa a idéia de um ambiente fechado, quando não era o caso, de acordo com as descrições. Ainda poderia ter desenvolvido/ explorado mais alguns pontos, mas cumpriu os objetivos.

O= 12, Cr= 73; Co = 36; Obj = 22
Total = 143


Total = 442 de 500 = 88,4% - Item + pista



William

A atividade foi citada, mas poderia ser mais detalhada, apesar de ser coerente. Já o início do texto pecou um pouco na fluência, já que houve uma quebra de idéias. Alterar a ordem da sentença faria mais sentido. Por exemplo:

"Não use muitos poderes". Agora, deitado em uma maca de seu próprio estabelecimento, arfando de cansaço e encarando o teto branco e sem nenhum adereço, ele se sentia o mais hipócrita dos homens. Era geralmente assim que Véroz terminava os atendimentos em sua enfermaria. Ignorando sua própria orientação o curandeiro gastou muito mais de sua energia do que é considerado saudável. Claro, ele pretendia apenas cuidar dos outros, fazer o bem e tudo mais, contudo seu corpo cobrava o preço da negligência.

No mais, boa narrativa, apesar de curta.

O= 10, Cr= 45; Co = 20; Obj = 15
Total = 90

A qualidade geral foi mantida. Apesar disso, alguns acréscimos poderiam ter deixado a sonoridade/ fluência melhores em alguns pontos. Aqui, por exemplo: "Seu olhar analisou o ambiente ao redor com extrema perícia, procurando qualquer coisa que identificasse o lugar onde ele estava. Mas, é claro, não havia." - sonoramente falando, o básico "não havia nada" soa menos estranho aos ouvidos. Não seria necessário se não houvesse a divisão das sentenças, mas a mudança provoca uma "quebra". Em alguns trechos, poderia reestruturar a frase para evitar uma repetição, e a última frase creio que seria uma pergunta - mas faltou a pontuação adequada. No mais, faltaram os dados do oponente enfrentado, o que interfere tanto em organização quanto em coerência na delimitação do combate, por isso os descontos em ambos (ainda que tenha sido colocado depois, o turno de combate era este).

O= 13, Cr= 65; Co = 32; Obj = 22
Total = 132

A trama ainda está obscura, e a ligação não ficou tão clara quanto poderia (apesar de ter tido o gancho). Da mesma forma, não ficou clara a interferência dos anjos lamentadores - foi aleatório, estavam subordinados a Sandman ou alguma outra coisa?

O= 10, Cr= 40; Co = 25; Obj = 12
Total = 87

De coerência, nenhum problema, apenas alguns pontos de ortografia - como uma pergunta sem a interrogação e uma frase repetindo o termo (acenaram em um aceno).

O= 14, Cr= 75; Co = 37; Obj = 22
Total = 147


Total = 457 de 500 = 91,4% - Item + pista



Zoey

Sua escrita é fluida, mas cuidado com alguns errinhos (que e qual nem sempre são sinônimos para serem substituídos um pelo outro nas frases; fizera uma visita à; um rápido movimento). A interação no sonho foi boa, mas poderia ter sido mais detalhada, ainda que a parte inicial da postagem tenha cumprido plenamente o objetivo. Faltou, na parte estrutural, a questão de observações, spoiler e etc.

O = 7; Cr = 45; Co = 25; Obj. = 10
Total = 90

Olá de novo! Primeiro ponto: o uso de template não é e nunca foi obrigatório, Zoey. O que é avaliado é a organização, que independe ou não de códigos, referindo-se à paragrafação (no caso, uma divisão clara de parágrafos, geralmente pulando linhas), indicação de falas, justificação, uso de spoiler/ code para poderes/ itens e observações gerais, focando-se em uma estrutura clara, limpa e que facilite a leitura. Cobrar isso não é "encher o saco", é seguir as bases avaliativas das quais todos os players estão cientes ao postar. Dito isso e seguindo alguns cuidados básicos, não há por quê ter qualquer problema com este tópico, ainda que templates possam sim descontar pontos, no caso daqueles que, por algum motivo, seja cor, formato ou código inadequado atrapalhe a leitura, uma vez que se optou por utilizá-lo, mas nunca será descontado pelo seu não uso quando a organização cumpre seu papel, até porque a única coisa realmente exigida sõ spoilers/ code em qualquer tipo de postagem on. Agora, quanto ao texto em si, ele cumpre os pontos, mas apresenta algumas falhas de coerência no que se refere ao tamanho/ poder do animal - pelo posicionamento dele, por exemplo, a personagem não teria como chutá-lo, e a mordida provocaria bem mais danos do que o disposto; por que ele soltaria o braço dela se seria mais fácil puxá-lo/ provocar mais danos, uma vez que ela estava imobilizada? O combate acabou simplificado, ignorando algumas características do monstro e a questão da dificuldade do evento, além das orientações (algo desconhecido ao personagem).

O = 12; Cr = 55; Co = 37; Obj. = 18
Total = 122

Turno curto, mas objetivo. Houve a exploração do cenário e a inserção da trama, mas não a explicação sobre o cão infernal e a ligação entre monstro/ trama, ocasionando o desconto dos pontos.

O = 8; Cr = 45; Co = 25; Obj. = 10
Total = 88

Um único ponto seria sobre o cenário - em dado momento cita que tudo desmorona e fica apenas na pedra mas então cita a árvore - houve uma quebra aí, uma vez que a imagem passada anteriormente destoa. No mais, objetivos cumpridos. De organização, a questão principal foi o não uso de spoilers ou observações que pudessem ser pertinentes/ relevantes, nem mesmo sobre os poderes da criatura (uma vez que a definição de quais seriam ficava a cargo do player, de acordo com a lista escolhida).

O = 12; Cr = 70; Co = 37; Obj. = 22
Total = 141


Total = 441 de 500 = 88,2% - Item + pista



Os players Christopher, Enzo, Ethan, Ianna, Jhonn, Lana e Logan ficaram sob a responsabilidade dos ADM Quíron e Asclépio, que postarão ainda hoje.



O item de recompensa será:

O oneiromante: Esta pulseira é feita de um material dourado trançado, cujas partículas parecem sempre em movimento (para mortais comuns, será visto como ouro). Em situações comuns, não possui qualquer efeito, sendo que seus poderes se manifestam apenas enquanto o usuário dorme ou toca alguém dormindo (nesse caso, o usuário se mantém acordado e no mundo "normal" e o contato não deve ser rompido). O primeiro efeito é que seu usuário ou a pessoa tocada por ele sempre saberá em que direção está o "coração do sonho" - região do reino onírico aonde ficaria o palácio de Hipnos e dos oneiros e a origem da areia do sono. Não sabe a localização exata, ou a distância, tampouco os obstáculos. O segundo ponto é uma capacidade de dano/ enfrentamento maior contra criaturas puramente oníricas (ou seja, sonhos e pesadelos que "nasceram" neste mundo, mas não poderes de adormecimento ou relativos, nem poderes de outros sonhadores - pessoas que se encontram no mundo onírico mas que não nasceram/ não pertencem a ele -, ainda que criaturas criadas pelas areias do sono e pesadelos invocados de forma material são afetados mesmo no mundo normal); o dano do persnagem sempre será 20% maior contra estes seres. O terceiro efeito pode ser utilizado apenas uma vez por ocasião, pelo usuário ou pela pessoa tocada: ativando a pulseira ela será capaz de se transformar em uma ferramenta onírica; tal ferramenta é feita de areia dourada e não terá habilidades ou poderes especiais, mas será efetiva contra criaturas/ coisas do mundo onírico; o tipo de ferramente deve ser possível de ser carregado com as duas mãos e pode variar da ocasião ou necessidade - uma chave para abrir uma porta onírica, uma marreta para derrubar uma parede ou uma arma, para um combate - mas após a transformação, o item não se modifica, e nunca terá propriedades especiais; o item também faz efeito sobre outros sonhadores e sua criação dura 3 turnos. [Nível mínimo: 5] [Areia do sono]{Controle sobre material onírico}.


As pistas serão enviadas por MP durante o prazo de uma semana.



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Re: ♦ Trama

Mensagem por 124-ExStaff em Dom 22 Nov 2015, 20:23

Avaliação

Desculpem-me pela demora, pessoal. Justo nessa semana, que eu tirei para resolver as pendências avaliativas do fórum, eu sofri uma maré de azar (com direito a brigas com familiares, quedas de energia em três dias diferentes e compromissos inesperados) que me impediu de resolver tudo com a rapidez desejada. Mas aqui está! Quaisquer dúvidas, não hesite em me contatar, seja por MP, Facebook, Skype, WhatsApp, sinal de fumaça, carta etc.

Christopher V. Louis:

Turno 1:

Chris, já quero começar afirmando que amei seu texto. Sinceramente, adorei o modo como você descreveu as cenas, desde a saída do chalé até sua volta. Gostei do jeito que você narrou a relação de Harry com sua família e, acima de tudo, seus sentimentos, deixando claro o amor incondicional por seu parceiro. Também achei interessante os locais escolhidos para gastar sua energia e proporcionar um bom descanso. Mas, como todo bom avaliador, também encontrei alguns errinhos — dentre os quais posso citar, com uma maior importância, falhas na gramática e na adequação à proposta. Com relação a este último detalhe: comentei apenas por conta de você não ter seguido expressamente o último ponto obrigatório, que dizia "Termine ao ter sua atenção chamada por algo, sem, contudo, descrever o que provocou o efeito", quando você deixou bastante claro que foi a voz de Harry que lhe atraiu. Essa era uma tarefa para o segundo turno. De qualquer forma, quero chamar uma atenção maior para o outro fator: a gramática. Você cometeu diversos erros envolvendo pontuações (tais como vírgulas) e repetições de palavras — erros estes que encontrei em todo o texto, não apenas em um trecho ou outro. Também notei uma pequena falha na fluência do texto, que foi prejudicada com o uso de pontos finais em excesso (como em "Dessa vez eu pude escutar. Aterrorizei-me quando ouvi", no 3º parágrafo da parte do sonho; nesse caso em específico, eu sugeririra o uso de vírgula entre ambas as proposições). Também quero citar um ponto que me incomodou bastante: a distância de si até sua casa, na primeira parte do sonho. Cem quilômetros? Para que fique melhor o entendimento do quão longe essa medida expressa, é praticamente a distância de Sorocaba até São Paulo! Tudo bem, este erro não lhe descontou muitos pontos, mas tome mais cuidado da próxima, ok? xD. De resto, você foi bem.

- Coerência:48/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 19/25
- Objetividade e adequação à proposta: 12/15
- Ortografia e organização: 8/10
- Total: 89/100

Turno 2:

Tal como no turno anterior, você pecou exatamente nos mesmos lugares. Tanto a coerência de seu texto quanto sua objetividade foram impecáveis, dessa vez cumprindo até mesmo todos os pontos obrigatórios com perfeição, mas novamente encontrei diversas falhas gramaticais, estruturais e de fluência. De fato, este último fator não teria sido afetado se os outros dois não tivessem sido comprometidos, portanto evitarei tirar muitos pontos dele. No que diz respeito à ortografia, pude notar erros de digitação que seriam facilmente reconhecidos em uma revisão (coisa que seria perfeitamente possível em sua situação, pois você ainda tinha uma hora para o fim do prazo de postagem). Mas acho que o que mais afetou seu desempenho foi a estrutura de seu texto. Percebe como a terceira vírgula da frase "Vindo do lado de fora, eu podia escutar o seu andar indo para a entrada, embora andasse devagar, eu ficava sem tempo a cada passo que ele dava" poderia ter sido evitada e substituída por um ponto final, sem comprometer o quesito da fluência? Erros como estes podem ser pequenos, mas prejudicam e muito o resultado final. Você foi, outra vez, muito bem, tirando os pontos citados.

- Coerência: 75/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 30/40
- Objetividade e adequação à proposta: 20/20
- Ortografia e organização: 10/15
- Total: 135/150

Turno 3:

Devo dizer que, neste turno, você me deixou bastante interessado. Já afirmei antes que adorei o seu texto, mas aquilo foi apenas no primeiro turno — agora, gostaria de prolongar o comentário até este terceiro. Curti muito o jeito como você descreveu os lugares e as pessoas, assim como seu tio, e o modo como seus sentimentos interagiram com o contexto ao redor. Mas, novamente, pego no pé acerca dos erros gramaticais; dessa vez, os principais erros encontrados foram com relação à crase e a alguns erros de digitação (um comentário especial: a palavra "sequer", junto, deve ser usada quando se deseja utilizar o mesmo significado da expressão "nem mesmo", como em "Não alcancei aquele ponto, sequer/nem mesmo cheguei perto"; já a expressão "se quer", separado, pode ser usada de diversas formas, como em "Se quer saber, cansei", que é a mais comum — tome cuidado com ela). Outra coisa: flashback é singular; o plural é flashbacks, com s mesmo. Atente-se nesses casos particulares. Ah, e gostei do suspense deixado ao final deste turno, com relação à sua mãe. Muito bem colocado no texto, ligando à sua trama de um jeito raramente visto por aí, caso se leve em conta que a maioria dos jogadores já foi reclamada por seu parente divino.

- Coerência: 50/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 22/25
- Objetividade e adequação à proposta: 15/15
- Ortografia e organização: 7/10
- Total: 94/100

Turno 4:

A minha opinião geral acerca de seu desempenho nesse turno foi que você deixou um pouco a desejar. No que diz respeito à coerência, você errou em dizer que "ignorou a dor", como fez nestes últimos parágrafos de luta, apesar de tê-la sentido depois. Isso é fisicamente impossível, mesmo levando em conta todo o contexto e os acontecimentos ao redor. De resto, você pecou exatamente nos mesmos pontos de antes, praticamente na mesma intensidade, portanto não descontarei mais do que o necessário. Mas, novamente, você foi bem — e gostei bastante do final, onde você levou o sonho à realidade, como uma forma de não se esquecer dele ou de se lembrar de que aquilo realmente acontecera, apesar de que não na mesma dimensão.

- Coerência: 73/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 30/40
- Objetividade e adequação à proposta: 20/20
- Ortografia e organização: 10/15
- Total: 133/150

Final:

Chris, acho que você realmente merece uma boa recompensa por seu texto. Você atingiu 89,8% do total, o que reflete o seu bom desempenho no evento, e isso também significa que o rendimento necessário para adquirir ambas as recompensas adicionais foi atingido. Não tenho muito mais o que comentar, exceto que adorei ler cada linha do seu texto, ainda que tenha encontrado vários erros nele — em especial no que diz respeito à gramática no geral e à fluência. Mas, mais uma vez, você foi muito bem. Não se esqueça de treinar os pontos citados para aprimorar sua narração, ok? Parabéns!

Recompensa: 449/500xp — item + pista
Enzo Deanwoody:

Turno 1:

Enzo, que início de evento interessante! O modo como você começou seu texto, introduzindo o leitor à sua trama de um jeito breve e simples, ajudou a situá-lo em todo o restante de sua leitura — que, falando nela, apresentou uma ótima fluência e uma perfeita objetividade, tão raramente encontrada por aí. O que atrapalhou na avaliação foi a presença de alguns poucos erros ortográficos, alguns com relação à morfologia das palavras e outros com relação à sua sintaxe, mas não foram o suficiente para causar um grande desconto em sua recompensa.

- Coerência: 50/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 23/25
- Objetividade e adequação à proposta: 15/15
- Ortografia e organização: 9/10
- Total: 97/100

Turno 2:

Provavelmente este foi o melhor combate que li hoje e que lerei em algum tempo. Mais uma vez o seu texto me prendeu do começo até o fim, me cativando cada vez mais e incentivando a continuação da leitura a cada novo parágrafo. Encontrei menos erros que antes — o que já era pouco agora apareceu em ainda menos quantidade, o que foi ótimo para o resultado final. Bem objetivo, seu texto não apresentou nenhum problema grave de coerência, portanto optei por não descontar nada neste quesito.

- Coerência: 75/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 39/40
- Objetividade e adequação à proposta: 20/20
- Ortografia e organização: 14/15
- Total: 148/150

Turno 3:

Você está me surpreendendo cada vez mais, Enzo. Seus textos parecem ficar melhor a cada post, o que está me obrigando a dispensar comentários acerca deles, pois todos parecem perfeitos — e com este turno não foi diferente. Achei interessantíssimo o modo como você ligou sua trama ao evento, com o lance de Dionísio, Vítor e de sua casa incendiada. Também não tenho comentários acerca da objetividade, de sua ortografia ou de qualquer um dos outros fatores avaliativos, que foram impecáveis em seu texto.

- Coerência: 50/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
- Objetividade e adequação à proposta: 15/15
- Ortografia e organização: 10/10
- Total: 100/100

Turno 4:

Sinceramente, eu não sei porque você pediu desculpas em seu spoiler, visto que foi totalmente desnecessário, considerando o seu desempenho no turno. Se é a pressa que o permite escrever tão bem assim, pois trate de escrever seus posts com mais rapidez. Todos os defeitos que encontrei podem ser resumidos em uma simples expressão: erro de digitação. De resto, sua coerência, fluidez, objetividade e até mesmo ortografia, com exceção do problema citado, estavam excelentes. Seu combate final foi um dos poucos lidos hoje que não me deixaram com aquele tom de "por favor, acabe logo" — pelo contrário, cada palavra nova me deixava ansiando por mais e mais. Meus parabéns, Enzo.

- Coerência: 75/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 40/40
- Objetividade e adequação à proposta: 20/20
- Ortografia e organização: 14/15
- Total: 149/150

Final:

Acho que só uma palavra pode descrever o que eu senti lendo seus posts ao longo do evento: maravilhado. Pois foi assim que eu me senti. Enzo, o seu jeito de narrar é tal que acaba contagiando o leitor, fazendo com que ele queira mais a cada novo post. Por um minuto eu desejei que o evento tivesse cinco turnos ao invés de quatro, apenas para poder ler outro de seus posts e com certeza me encantar com o resultado. Sem mais, tudo o que lhe desejo é meus sinceros parabéns, porque você merece sua recompensa: com um incrível desempenho de 98,8% do total, você também adquiriu ambas as recompensas adicionais: o item extra e a pista de trama. Continue assim!

Recompensa: 494/500xp — item + pista
Ethan Melrose:

Turno 1:

Em primeiro lugar, Ethan, bastou uma rápida olhada em seu texto para perceber que ficou curto demais — após lê-lo com mais calma e atenção, pude confirmar que isto era mais um problema que uma ajuda. De modo geral, você narrou as coisas muito sucintamente, com pouquíssimos detalhes, o que lhe descontou alguns pontinhos no quesito de objetividade (ser direto é bom, mas não tanto). Também me incomodei com o fato de você não ter expressado a "entrada" no sonho, sequer narrando que o personagem dormiu — você simplesmente afirmou que deitou na cama, cansado, depois sinalizou mudança de tempo/cenário e imediatamente narrou estar em outro lugar, sem sequer indicar que o segundo trecho de seu texto se passava em um sonho (ou mesmo se perguntar o que estava acontecendo, visto que nem todos estão cientes de que entraram no mundo onírico). Percebe como isso é um grave erro de coerência? Mas, para balancear um pouco as coisas, encontrei pouquíssimos erros gramaticais, o que foi ótimo.

- Coerência: 40/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 22/25
- Objetividade e adequação à proposta: 10/15
- Ortografia e organização: 10/10
- Total: 82/100

Turno 2:

Você não foi tão mal nesse turno. Notei um pouco mais de erros de português, alguns de digitação, outros de repetição e até mesmo alguns de estrutura, mas ainda foram poucos e aparecendo em seu texto em uma baixíssima frequência. Não tenho comentários acerca de sua adequação à proposta e nem de sua objetividade, pois, apesar deste turno ter sido bem curto, a qualidade da leitura não foi prejudicada. Também descontei alguns pontos em coerência por conta deste trecho: "Ao se virar para a metade da cidade que estava “inteira”, deu de cara com uma mulher pálida. O susto lhe tirou o ar dos pulmões, e antes que pudesse fazer qualquer coisa, foi arremessado para o outro lado magicamente [...]". Que outro lado, se a outra metade da cidade havia desaparecido nas trevas, sido sugada pela enorme cratera? Apesar disso, neste turno você foi um pouco melhor que no outro.

- Coerência: 70/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 36/40
- Objetividade e adequação à proposta: 20/20
- Ortografia e organização: 14/15
- Total: 140/150

Turno 3:

Ok. Dessa vez, ser extremamente breve e direto não foi tão bom assim. Seu texto foi prejudicado por conta disso — você simplesmente jogou algumas perguntas acerca do motivo de estar ali, fez algumas suposições acerca de suas respostas, teve um diálogo de três curtas falas com as Parcas e encerrou seu texto. Deve-se lembrar de que um sonho geralmente dura toda uma noite, não apenas alguns minutos, como está parecendo que durou. E, falando em Parcas, não gostei muito da aparição delas. Quer dizer... elas aparecerem para ti não foi o problema — ele se deu pelo fato delas falarem, coisa que raramente (lê-se quase nunca) elas fazem. Tudo bem, não descontei muitos pontos por conta deste detalhe porque, afinal, você está em um sonho, mas ainda assim não achei tão interessante o modo como você narrou esse encontro — sem descrever ou esboçar qualquer sentimento acerca deste fato, você tratou as Parcas como se elas fossem um trio qualquer, que aparece para qualquer um como se fosse a coisa mais normal do mundo. Geralmente, elas só o fazem para alguém importante (como foi o caso do próprio Percy Jackson, nos livros da série), e ainda assim é algo muito difícil de acontecer. Não vou julgá-lo por isso, até porque não conheço sua trama pessoal, mas mesmo se você fosse o próximo rei do Olimpo, elas não apareceriam e lhe dariam tantas informações como fizeram aqui. Fora isso, estou gostando de sua história até aqui, e mais uma vez não tenho muito o que comentar da sua gramática, que foi quase perfeita desta vez.

- Coerência: 38/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
- Objetividade e adequação à proposta: 11/15
- Ortografia e organização: 10/10
- Total: 84/100

Turno 4:

Devo dizer que gostei deste turno ainda mais do que dos outros. Tal qual no segundo, apesar deste ter sido curto, a leitura não foi prejudicada pelo tamanho do texto. Seu combate foi excelente, apesar de ter acabado bem rápido, o que eu achei um pouco estranho vindo de um personagem nível 15 (que já deveria ter certa experiência, mesmo que lidando com alguém de mesmo level que o seu). O final teria sido cômico e bem interessante se tivesse sido melhor trabalhado, mas, mais uma vez, você encerrou seu texto com muita rapidez, o que acabou prejudicando e não causando o mesmo efeito que o esperado. Descontei um ponto no quarto quesito por conta de dois pequenos erros de ortografia que você cometeu, mas, fora isso, sua gramática foi mais uma vez impecável.

- Coerência: 72/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 40/40
- Objetividade e adequação à proposta: 16/20
- Ortografia e organização: 14/15
- Total: 142/150

Final:

A história foi muito boa e sua escrita é ótima, contendo pouquíssimos erros de português (a maioria é de digitação, coisa que seria facilmente resolvida com uma revisão). Acho que o maior problema em seus textos é o tamanho e a falta de emoções, sentimentos e descrições. Poxa, você bem que poderia descrever um pouco melhor os lugares à sua volta, bem como o que seu personagem está sentindo e expressando a cada situação, né? Mas, enfim, você obteve um desempenho de 89,6% do total, e portanto obteve ambas as recompensas adicionais (item especial e pista de trama). Experimente treinar um pouco mais nos pontos citados que eu garanto que você se sairá muito melhor. Uma dica: o excesso de descrições é mil vezes melhor que sua escassez. No mais, parabéns!

Recompensa: 448/500xp — item + pista
Ianna D. Belikov:

Turno 1:

Eu não sabia ao certo o que esperar de seu texto, Ianna, mas você me surpreendeu e muito. No bom sentido, é claro. Este turno, apesar de ter sido relativamente curto, me prendeu do começo ao fim em uma completa imersão em seu cenário. Como não encontrei nenhum erro ortográfico ou gramatical, o li duas vezes para me certificar desta impressão e mais uma vez me surpreendi por ter notado corretamente. Sem mais, parabéns pelo ótimo texto.

- Coerência: 50/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
- Objetividade e adequação à proposta: 15/15
- Ortografia e organização: 10/10
- Total: 100/100

Turno 2:

Neste turno, você, mais uma vez, conseguiu prender a atenção do leitor. Em momento algum é possível sentir algum distúrbio na fluidez, o texto sempre fluindo de modo agradável, sem cansar a vista ou atrapalhar a leitura. Ao contrário do turno anterior, encontrei alguns errinhos que comprometeram em sua avaliação, todos envolvendo repetições de palavras (como visto em "Dessa forma, desviei um pouco minha rota, apanhando-a pelo rosto, espremendo sua cabeça contra a parede, enquanto minha mão queimava seu rosto, um gemido deixando seus lábios") ou uma má organização das ideias (como visto em "O vento soprava, levantando meus cabelos, mas eu não o sentia em minha pele, aquele peculiar beijo gelado, a julgar pelas nuvens pesadas que encobriam o tom cerúleo acima de minha cabeça"; eu entendi o que você quis passar ao leitor, mas senti que poderia ter explicado um pouco melhor, entende?). Além disso, também descontei alguns pontos no quesito de adequação à proposta. Para ser sincero, fiquei em dúvida se realmente realizava o desconto ou dava a pontuação total, porque o ponto obrigatório dizia para enfrentar algo desconhecido ao personagem, quando ele já sabia ser o bicho papão. Optei por descontar apenas metade do normal para deixar em um meio-termo, em parte porque a Ianna não sabia exatamente no que a criatura se metamorfosearia, apesar de já conhecê-la. Mas, novamente, devo lhe dar meus parabéns por este ótimo turno.

- Coerência: 75/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 38/40
- Objetividade e adequação à proposta: 17/20
- Ortografia e organização: 15/15
- Total: 145/150

Turno 3:

Novamente, não creio ser necessário comentar muito acerca deste turno. Você foi tão bem quanto no primeiro, senão mais, portanto acho justo recompensá-la outra vez com uma recompensa máxima. Gostaria, também, de dizer que estou simplesmente maravilhado com o modo como você esteve ligando o evento à sua trama pessoal até agora. Meus sinceros parabéns!

- Coerência: 50/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
- Objetividade e adequação à proposta: 15/15
- Ortografia e organização: 10/10
- Total: 100/100

Turno 4:

Certo. Desta vez, encontrei mais erros do que o esperado. Eles não foram muito recorrentes, felizmente — devo ter visto cada um aparecer apenas uma vez em seu texto —, o que significa que não lhe serão descontados muitos pontos. Alguns que valem a pena ser citados é um envolvendo crase no início do texto (em "Um sátiro chorava agarrado à uma dríade que tinha o corpo parcialmente queimado"; o acento grave não deve ser usado antes de pronomes indefinidos), a repetição da palavra "cena" no mesmo parágrafo e a predicação incorreta do verbo "usar" (como visto em "[...] posicionei os joelhos de forma que eles prendessem a pessoa, usando do cotovelo direito para acertar-lhe o que deveria ser a cabeça"; como ele é um verbo transitivo direto, não apresenta preposição para ligá-lo ao objeto da oração, ao contrário de "usufruir", que é transitivo indireto). Fora isso, você foi tão bem quanto nos outros turnos.

- Coerência: 75/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 35/40
- Objetividade e adequação à proposta: 20/20
- Ortografia e organização: 13/15
- Total: 143/150

Final:

Uau! Ianna, não hesito em afirmar que sua recompensa é mais que merecida. Por ter atingido 97,6% da experiência total, você adquiriu tanto o item adicional quanto a pista de trama bônus. Seu texto me encantou do início ao fim, apresentando pouquíssimos erros gramaticais e menos ainda de coerência ou fluidez, o que me surpreendeu e muito — não é sempre que se vê um texto tão bem escrito quanto o seu. Meus mais sinceros parabéns e continue assim!

Recompensa: 488/500xp — item + pista

A descrição do item extra encontra-se no post acima. As pistas serão enviadas aos jogadores em breve, por meio de uma MP.
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Re: ♦ Trama

Mensagem por 124-ExStaff em Qua 13 Jan 2016, 03:57

Avaliação

Após um imenso período de espera, aqui está o término das avaliações. Gostaria de me responsabilizar inteiramente pela culpa deste atraso — quem havia se responsabilizado de início pelas avaliações fora o deus Asclépio, mas, visto que ele estava passando por diversos problemas pessoais, eu há cerca de um mês e meio eu decidi assumir publicamente esta tarefa, que não foi realizada por diversos motivos (alguns injustificáveis, como alguns dias em que eu acordava sem saco para escrever e decidia deixar para o dia seguinte, mas nem todos). Peço perdão aos envolvidos, e não deixarei que isso aconteça novamente — não quando este algo estiver sob a minha responsabilidade. Como último comentário, quero agradecer à jogadora Ayla Lennox por sua insistente oferta de ajuda nas avaliações e por ter avaliado o jogador Logan Montecarlo, como vocês podem conferir a seguir.

Jhonn Stark:

Turno 1:

Jhonn, iniciei a leitura em seu texto já reparando em alguns errinhos ortográficos (que provavelmente foram causados por conta da pressa em digitar rapidamente para não perder o turno ou, a julgar pela localização de certas letras maísculas em lugares indevidos, o mal uso de um corretor ortográfico). Também notei uma leve falha na sua fluidez — não que ela esteja ruim, mas poderia estar um pouco melhor. Acho que isso só pode ser reparado com o tempo, mas não desanime: a facilidade de leitura de seu texto ficou ótima, mas não excelente, entende? No mais, gostei do seu início de história. Você poderia ter se empenhado um pouco mais nas descrições, sejam elas do ambiente, das expressões dos personagens, dos sentimentos ou o que for. Não vou pegar muito no seu pé nisso porque ela ficou boa, muito acima do aceitável, então sequer descontarei pontos nisso. No geral, este turno foi bem... interessante.

- Coerência: 50/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 22/25
- Objetividade e adequação à proposta: 15/15
- Ortografia e organização: 7/10
- Total: 94/100

Turno 2:

Houve poucos erros de coerência em seu texto, Jhonn, mas o que mais me chamou a atenção (e também o responsável por me fazer retirar praticamente todos aqueles dez pontos no primeiro quesito) foi o fato de você ter "ignorado a dor" no último parágrafo. Apesar de não ser muito óbvio, isso é, basicamente, impossível — a menos que o seu corpo esteja tomado por uma enorme dose de adrenalina ou algum outro anestésico, o que, aparentemente, não era o caso. Além disso, como já citado anteriormente, o pequeno problema com sua fluência permaneceu visível em seu texto. Um outro caso que eu gostaria de comentar é a acentuação gráfica em verbos seguidos de pronomes oblíquos, como o "reduzi-lo" que eu encontrei no quinto parágrafo: de acordo com a nova grafia, ele não receberia acento no -i final (para mais informações a respeito da acentuações, cheque aqui ou aqui). Fora estes problemas (que não considero de vital importância, com exceção daquele explicado no quesito de coerência) e alguns poucos erros de ortografia (menos que antes, por sinal), você foi muito bem neste turno.

- Coerência: 65/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 38/40
- Objetividade e adequação à proposta: 20/20
- Ortografia e organização: 14/15
- Total: 137/150

Turno 3:

Ótimo turno, Jhonn! Não tenho muitos comentários a respeito de seus textos que já não tenha feito anteriormente (questões de fluidez e ortografia), mas devo confessar que você melhorou bastante neste com relação aos demais. Apesar disso, por conta de um pequeno erro cometido por você nos parágrafos finais de seu texto, gostaria de lembrá-lo da regra do uso dos porquês: o "por que" é utilizado em perguntas, como em "Por que você fez isso?"; o "porque", ao contrário, é utilizado em respostas, como em "Porque eu quis."; o "por quê" é utilizado da mesma forma que o primeiro, mas no final de frases, precedendo pontuações (seja ela final, de exclamação ou de interrogação), como em "Eu fiz isso. Sabe por quê?"; e, finalmente, o "porquê" é utilizado como um substantivo sinônimo de "motivo", como pode ser visto em "Não vou explicar novamente o porquê de eu ter feito aquilo". De resto, tudo pareceu ok.

- Coerência: 50/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 24/25
- Objetividade e adequação à proposta: 15/15
- Ortografia e organização: 9/10
- Total: 98/100

Turno 4:

Vou confessar: me apaixonei pelo seu final. Com certeza passou ao leitor aquela emoção de "Continua..." de fim de filme, deixando em sua mente aquele pequeno e satisfatório gostinho de "quero mais". Provavelmente posso afirmar que este turno foi o seu melhor, visto que você chegou beeem perto de receber a recompensa máxima. Sua batalha foi bem descrita e intensa o suficiente para agradar o leitor, apesar de não poder ser comparada à de um autor profissional, que já possui anos de carreira em suas costas. Enfim, novamente gostaria de relembrá-lo da regra do uso dos porquês, visto que você cometeu um erro bastante parecido neste turno com o do anterior. Assim, encerro os meus comentários.

- Coerência: 75/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 40/40
- Objetividade e adequação à proposta: 20/20
- Ortografia e organização: 13/15
- Total: 148/150

Final:

Tendo atingido um ótimo desempenho e adquirido uma recompensa de 95,4% do total, você adquiriu tanto o item adicional quanto a pista de trama bônus. Gostei muito de avaliá-lo, Jhonn, e espero de coração que minhas dicas sejam úteis para você em suas futuras missões, assim como foram para outros jogadores. Meus sinceros parabéns e continue assim!

Recompensa: 477/500xp — item + pista
Lana D'yer Hempstead:

Turno 1:

Lana, eu gosto muito do seu jeito de narrar. Sinceramente. Sua fluidez é no mínimo invejável, o que ocasionou em uma ótima leitura, que facilmente atrai o leitor. Além disso, a emoção que você dá ao seus personagens é muito forte, o que me cativou do início ao fim em sua história — isso sem comentar das suas descrições (fator que, pessoalmente, eu valorizo muito; ele costuma ter um peso maior nos textos que avalio), que, para ser direto, me encantaram. Você receberia a recompensa máxima se, no entanto, eu não tivesse notado alguns poucos erros de digitação em seu texto, que poderiam ser reparados com uma simples revisão. Não tenho mais comentários acerca deste turno.

- Coerência: 50/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
- Objetividade e adequação à proposta: 15/15
- Ortografia e organização: 8/10
- Total: 98/100

Turno 2:

Adorei a sua batalha com a dríade, e gostei mais ainda de como você interligou a forma e o motivo para finalizá-la sem ferir o ser da natureza. Sua fluidez foi levemente prejudicada este turno, no entanto, por conta dos erros de digitação que comentei no turno anterior — e que infelizmente se repetiram neste, dessa vez com um pouco mais de intensidade. Eles não prejudicaram tanto assim, porém, no seu desempenho final. Só peço que tome mais cuidado nas próximas vezes em que estiver com pressa para escrever algum post.

- Coerência: 75/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 38/40
- Objetividade e adequação à proposta: 20/20
- Ortografia e organização: 12/15
- Total: 145/150

Turno 3:

De longe o seu melhor turno até agora. Não hesito em dizer que você prendeu totalmente a minha atenção em sua história com este post, que, ao meu ver, foi um dos mais importantes e cruciais para sua narrativa. Posso afirmar, também, que seus erros foram quase que imperceptíveis, apenas cedendo para uns pouquíssimos erros que, insisto, poderiam ser facilmente percebidos em uma revisão rápida e mais atenciosa. De resto, apenas gostaria de relembrá-la que adoro o seu modo de narrar, e gostaria de dizer que ele não está me decepcionando neste evento.

- Coerência: 50/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
- Objetividade e adequação à proposta: 15/15
- Ortografia e organização: 9/10
- Total: 99/100

Turno 4:

Lana, o seu encerramento foi simplesmente amável. Como eu já disse anteriormente, prezo absurdamente por uma boa descrição nos textos alheios, e o modo como você descreveu a Rainha — sua aparência, sua expressão, o modo como sua personagem reagiu à sua presença no cenário — foi sensacional. Descontei alguns pontos no quarto quesito novamente por conta de alguns erros de digitação, o que apenas indica que você precisa treinar seriamente nesse aspecto, e também alguns do primeiro por conta de um pequeno detalhe em sua batalha: você disse que ela pareceu bem equilibrada no começo, mas, apesar disso, você já havia demonstrado sinais de estar cansada e ferida nos parágrafos anteriores. Somando isso ao fato de que a sombra é tão habilidosa quanto você (isso considerando seu estado normal, não debilitado como você parecia), como especificado no post de introdução do turno, acho que seria mais fácil para a sombra derrotá-la do que pareceu em seu post. Apesar disso, insisto que seu post foi muito bom, então não se preocupe muito com ele.

- Coerência: 73/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 40/40
- Objetividade e adequação à proposta: 20/20
- Ortografia e organização: 14/15
- Total: 147/150

Final:

Não tenho outra palavra para descrever seu desempenho senão "maravilhoso". Tal como um verdadeiro livro, pude perceber com nitidez a introdução, o desenvolvimento e o encerramento de sua história, que a todo momento atraíam os olhos do leitor e cativavam sua mente. Eu com certeza leria uma continuação, se tivesse — e peço que me avise se decidir escrever uma. Por ter atingido 97,8% da recompensa final, você adquiriu tanto o item especial quanto a pista de trama bônus — eu não poderia imaginar um resultado menos digno para sua narração neste evento. Dou-lhe meus mais verdadeiros e sinceros parabéns, Lana, e continue assim!

Recompensa: 489/500xp — item + pista
Logan Montecarlo (avaliado por Ayla Lennox):

Turno 1:

Logan, Logan, Logan... Mas quanta ousadia sua, jovem. Parece que existe uma pontada de emoção maior em postar sempre nos últimos minutos, não é mesmo?

De toda forma, vamos ao que importa.

Devo dizer que o texto como um todo foi excelente. Sua escrita é muito boa (você sabe disso) e tem uma leveza peculiar apesar de todas as associações "mirabolantes" e vocabulário um pouco mais... rebuscado, por assim dizer. As referências foram bem escolhidas e se encaixaram perfeitamente com aquilo que você estava propondo.

No geral, foi um turno perfeito, com exceção de uma coisa: Logo no começo, você descreve a atividade de colaboração com as plantações de morango e tudo mais relacionando isso às intempéries climáticas. Entretanto, o acampamento possui uma estabilidade contínua nas condições de temperatura e afins.

Um deslize muito superficial, nada que tenha estragado o turno como um todo.

- Coerência: 48/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 25/25
- Objetividade e adequação à proposta: 15/15
- Ortografia e organização: 10/10
- Total: 98/100

Turno 2:

A Origem dos Guardiões? Really? Nossa, eu adorei esse turno - e provavelmente foi o meu favorito - e a forma com que ele se desenrolou com tanta naturalidade e fluidez. Gostei muito da forma que o cenário se moldou conforme as coisas aconteciam, os objetos e tudo mais.

No geral, os mesmos pontos positivos que observei no turno anterior se aplicam a este. Da mesma forma, houve apenas um deslize - o qual não vou descontar nenhum ponto - em virtude da confusão do gato de "Winchester", que creio que seria "Cheshire".

Algo que eu gostaria de chamar a atenção neste turno é que vi e senti muito a repetição do vocativo "Logan". Acredito que a terceira pessoa seja uma das melhores maneiras de narração por te dar tanta liberdade e possibilidades na hora de se referir a qualquer personagem que apareça. Apenas atente para isso nas próximas postagens, ok?

- Coerência: 75/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 37/40
- Objetividade e adequação à proposta: 20/20
- Ortografia e organização: 15/15
- Total: 147/150

Turno 3:

Mais uma vez, peço que atente ao uso demasiado de "Logan", fora isso, turno impecável.

- Coerência: 50/50
- Coesão, estrutura e fluidez: 24/25
- Objetividade e adequação à proposta: 15/15
- Ortografia e organização: 10/10
- Total: 99/100

Turno 4:

O combate foi bem-estruturado e achei muito interessante a forma que ele se encerrou, principalmente porque você explorou - como nos outros turnos - muito bem a inconstância, a forma imprevisível e volátil do mundo onírico, provando que este nem sempre está muito afim de cooperar com o protagonista.

- Coerência: 75/75
- Coesão, estrutura e fluidez: 40/40
- Objetividade e adequação à proposta: 20/20
- Ortografia e organização: 15/15
- Total: 150/150

Final:

No geral, nada mais para comentar. Meus parabéns, semideus.

Recompensa: 494/500xp — item + pista

A descrição do item extra encontra-se no post acima. As pistas serão enviadas aos jogadores em breve, por meio de uma MP.
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Re: ♦ Trama

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