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Testes para Filhos de Hades — Dezembro

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Testes para Filhos de Hades — Dezembro

Mensagem por Psiquê em Sab 05 Dez 2015, 13:54

Teste para filhos de Hades


Aqui devem ser postados todos os testes para os concorrentes a filhos de Hades deste mês. As postagens podem ser realizadas até as 23h59min do dia 21 do mês corrente. Postagens após o prazo serão desconsideradas. Resultado no primeiro dia do mês seguinte.

Vejam as regras completas aqui [clique]

Boa sorte, campistas!


Thanks, Dricca - Terra de Ninguém



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Testes para Filhos de Hades — Dezembro

Mensagem por Mizon Massacre em Sab 12 Dez 2015, 17:43

Mizon Massacre - Painfull






Características Fisicas






Mizon é alto, 1,87m, e magro com 64kg. Mizon tem a pele branca como a neve
e seus olhos azuis como dificilmente se encontra, lembrando até branco de tão
claro e profundo; certas vezes é possível que seus olhos fiquem escuros, como
com a falta de luminosidade na área em que ele se encontra, além de que, se
Mizon se encontra em um lugar muito escuro, seus olhos lembram olhos de
gatos, embora que pretos com um leve brilho branco que parece vir mesmo
de dentro dos olhos dele. Mizon possui um cabelo longo, raspado dos lados,
com o mesmo formato de um moicano, caindo em seus ombros e costas e
as vezes escondendo um de seus olhos. Mizon costuma usar maquiagem em
torno dos olhos para mante-los escuros e de certa forma, para dar contraste
a sua cor natural ocasionando algo como uma hipnose momentanea de tão
chamativo que ficara seus olhos sublinhados de preto. Sua boca rosada possui
um piersing de ferro cromado, que, aparentemente é falso, pois não há marcas
abaixo da sua boca quando ele tira o piersing. Tem as costeletas um tanto longas
más que frequentemente são raspadas já que o mesmo não gosta de barba nem
de muitos pelos. Mizon possui diversas tatuagens, seus braços são completamente
tomados por elas que chegam até perto do seu abdomem e pescoço, más, uma
em especial, que se localiza no seu peito, diz: " Os caídos são os únicos que
sabem o valor de se levantar
", é sua favorita.


Características Psicológicas







Mizon é frequentemente atormentado po si mesmo, sendo
por traumas ou por simplesmente gostar de parecer louco,
ele frequentemente tem surtos de risos insanos e seus atos
são praticamente imprevisíveis. Mizon, embora seja um tanto
estranho, é benevolente e não gosta de coisas injustas, sendo
que ele tem seu proprio conceito de justiça ou injustiça. Ele,
Terminantemente, odeia receber ordens; de certa forma ele
pode até segui-las ao usar o bom senso mas, de maneira
alguma ele gostaria disso.

Mizon não tem uma dupla personalidade, más, age
diferente de pessoa para pessoa. Com pessoas quem
ele gosta e se sente bem ele se abre, conversa, diz
o que sente. Com pessoas que ele não conhece ou
não gosta, - sendo que para ele, se ele não conhece
alguém, ela é apenas mais uma a ser severamente
odiada até que prove que não merece isso. - ele se
fecha e não sorri ou para de olhar firmemente, tendo
um espirito individualista, ele não liga para amigos.



Historia





Mizon nasceu em Long Island, más, estudava sempre em escolas na
região de New York. Mizon sempre teve problemas com a escola, em
algumas ele nem apareceu, e isso se deve a sua mãe: "Veneza Kitch".

Sua mãe foi uma anarco-punk na década de 80-90, viveu a vida com
sempre quis e Mizon foi resultado de algumas noitadas de bebedeira
e festas, más, especialmente Mizon veio de um algo não compreendido;
Ele nasceu no banco de trás de uma camionete, de seu tio "Hernando
Kitch", e nasceu em 9 do mês 9 em 1998, data de um massacre em
Long Island que foi muito noticiado pela mídia e que deu a ideia para
sua mãe do sobrenome de Mizon, sendo que,ficou realmente como
'Mizon Massacre Kitch', embora diferente, o nome é adorado por
Mizon simplesmente por ter um teor de violência relacionado a ele.

Mizon era um jovem inteligente, frio, calculista e de poucas palavras,
estava sempre com as mãos juntas ao corpo e o olhar sem expressão
alguma referente a qualquer situação, ele chegou a presenciar muitos
roubos e assasinatos da janela do seu quarto, que na verdade era a
cobertura da casa dos seus falecidos avós, onde eles moravam com seu
tio Hernando.

Apesar de difícil, a infância de Mizon foi feliz. Ele e sua mãe eram
inseparáveis como ninguem, ela era a única que não tinha medo dos
olhos quase brancos do garoto quando eles encaravam de forma penetrante,
talvez por isso Mizon tivesse respeito por ela, já que em 10 anos ninguem
ousou falar diretamente com ele sempre perguntando a sua mãe sobre sua
origem, pai, e aparência que sempre fora estravagante e de teor gótico ou
emo. Mizon aos 6 anos assistiu um filme com 4 amigos de sua mãe, sendo
que um deles era um(dos muitos) namorado de sa mãe; o filme era Chucky
o brinquedo assasino, e a partir daquele momento Mizon tomou paixão pelo
tema de brinquedos que matam, tendo ganho de sua mãe no natal daquele
mesmo ano, uma réplica do Chucky que era do mesmo tamanho que Mizon
naquela época, o seu único amigo em sua vida.

Mizon entrou na adolescência indo para escola com mais frequência, pois,
aos seus 12 anos sua mãe conseguiu finalmente um emprego digno e já era
mais auto-suficiente, já que toda sua vida ele foi sustentado por seu tio
Hernando que não ia muito com a cara do garoto más tinha medo demais
do mesmo para conseguir lhe dizer isso. Mizon era isolado na sala, más
era extremamente inteligente e conseguia prestígio com os professores,
mesmo que alguns ainda não gostassem de falar com ele diretamente. Depois
de alguns anos, Mizon começou a se tornar famoso pela sua escola como
o 'anjo-lúcifer' em sentido irônico, já que ele era um "nerd" que punha medo
em todos ao seu redor com sua presença e olhar. Aos poucos ele se tornou
popular com os góticos da cidade, eles pareciam gostar da sensação que Mizon
passava para todos, incluindo eles, e assim nasceu a banda em que Mizon
se tornou vocalista, sendo uma banda pequena, más, muito comentada pela
presença de palco fria e insana ao mesmo tempo que ele tinha.

Certa noite, Mizon estava observando sua janela como fazia de costume
e viu uma garota passeando por aquela vizinhança, ela era linda e petrificada
como jamais havia visto, parecia que a menina poderia matar alguém com
um olhar e ela continuou andando ali em direção desconhecida, seus olhos a
acompanharam ela até o momento que algo com capuz saltou na direção dele
e pegou seu pescoço com os olhos brilhando vermelho ardente e olhando com
a mesma frieza que Mizon, refletindo naqueles olhos vermelhos a face dele
mesmo e o puxando para fora. Mizon fechou os olhos em queda e quando os
abriu ele estava molhado, num lugar em que caia gotas do teto e parecia uma
caverna, sua mente estava turva e confusa e ele não sabia o que havia ocorrido,
logo, uma voz pousou sobre o silêncio quebrando toda a confusão de Mizon
que olhava desesperadamente para todos os lados, e ela vos disse:
- Os caídos são os únicos que sabem o valor de se levantar. -
Em meio a escuridão, Mizon buscava de onde vinha aquela voz com uma
determinação em sua face e certa agressividade em sua expressão, visivelmente
confuso e/ou assustado com o que estava acontecendo.
Mizon; -Quem é você?!- Disse virando sua cabeça para os lados.
Voz; -Sou aquilo você busca, sem saber que esta dentro de você.-
Mizon; -Sem piadas. Eu tenho algo que você quer? Me tire daqui.- Disse com um tom sério.
Voz; -Ah, como você é cético.- Disse a voz que agora se concetrará a frente de Mizon.

Um homem apareceu em sua frente abrindo seus braços
com um sorriso de dar calafrios até mesmo no mais corajoso
homem que Mizon conhecia, ele mesmo. Então ele deu mais
alguns passos, mexendo a água que chegava aos calcanhares
naquele lugar, uma água de cor preta por sinal.
Homem; -Eu sou... Seu pai, seu criador, seu originador, o gênesis de tudo que há em você!-
Mizon; -Impossível.- Disse com uma expressão assustada.
Homem; -Eu te observei, eu sei que você me sente, todos os dias da sua vida você sente...-
Mizon e o Homem(ao mesmo tempo); -Dor!-

Mizon começara a acreditar naquilo, ele caminhou até
o homem que estendeu-lhe a mão, e ao toca-la Mizon
reparou que conseguia ver através do escuro que estava
naquele momento, e a saída estava próxima, logo ele soltou
a mão do homem olhando de novo para ele e vendo o mesmo
acenar com a cabeça para ele e então ele seguiu para a saída.
Do lado de fora Mizon viu uma fogueira, e dali um monstro
feito de chamas se ergueu em sua frente, más, não o assustou
nem mesmo um pouco.
Monstro; -Frio como esses olhos, como o esperado de você.-
Mizon; -Por que fui trazido até aqui?-
Monstro; -Elementar meu caro Sr.Massacre, você tem que aprender a se defender... Aprender quem você é.-
Mizon; -E por que eu deveria acreditar em você?!-
Monstro; -Se eu existo e ainda não te matei, eu quero algo de você... Certo?! Pois então, seu pai, o Rei do Submundo
O grande Hades! Ele é que me mandou aqui, e é aquele que acabara de encontrar, ele tem planos para você. Você será
num futuro pouco distante, o defensor do submundo neste mundo, assim como seus meio-irmãos, se vocês forem fracos
Hades parecerá fraco e isso não é aceitável.
-
Mizon; -E o que eu ganho com isso...?-
Monstro; -Poder.- Disse ele apontando para uma floresta, e a fundo, Mizon podia ver algumas cabanas ou algo do tipo.

Mizon apertou seus olhos tentando ver, más estava escuro demais e ele
já não conseguia ver através daquilo tudo e então seguiu pela floresta até
encontrar dois pilares grandes de pedra como dois postes grossos feitos de
algum tipo de pedra muito forte, e olhando para cima ele consegiu ler apertando
mais uma vez seus olhos, "Acampamento Meio-sangue", logo ele se voltara para
trás rapidamente e o homem estava ali novamente.
Homem; -Não tão fácil assim...- Disse apontando para frente e logo a sua frente surge um esqueleto.

Mizon não sabia como se portar diante daquilo, então se manteve ali,
o esqueleto então se moveu levemente com passos lentos até ele
e aos poucos amentou sua velocidade até que estivesse correndo. Então
Mizon se preparou para uma luta, já que era isso que parecia, e correu
em direção ao esqueleto que tentara um soco, errando enquanto Mizon
focou suas pernas agarrando-as com as canelas e prendendo-as forçando
uma contra a outra e então girando o proprio corpo Mizon derruba o
esqueleto.
Homem; -Fácil demais para você... Vamos aumentar a dose...- E outros dois aparecem do chão e correm até Mizon.

Mizon busca rapidamente uma ideia e encontra um pedaço de madeira
perto de uma árvore a sua direita, logo que volta a tomar por si que
estava sendo atacado, o esqueleto se levantara e o segura agora por
trás com a mão em sua garganta, Mizon com calma segura seu punho
e o movimenta pra frente movendo o peso do proprio corpo para trás
servindo como ponto de apoio para jogar o esqueleto sobre os outros
que estavam vindo em sua direção e em seguida saltando e pegando
o pedaço de madeira largado ali perto da árvore, logo, ele se volta aos
esqueletos se levantando e indo em sua direção com velocidade, ele
então, busca raciocinar mais uma vez. Os esqueletos já estavam perto
quando ele decidiu o que fazer, batendo com o pedaço de madeira na
cabeça do esqueleto do meio e chutando os outros dois com as pernas e
assim caindo sobre um deles; Mizon enfia o objeto de madeira no olho
vazio do esqueleto e então força os seus braços para trás, dando um
ponto de impacto para remover a cabeça do esqueleto, e assim foi feito.

O homem ainda ali parado sorrindo, viu os outros dois esqueletos
segurarem os braços de Mizon e puxa-lo para trás enquanto o que
eles estava em cima se levantara e seguiu indo em direção ao proprio
mirando seu pescoço mais uma vez. Mizon olhou rapidamente para
os dois esqueletos e reparou suas pernas livres, segurando o esqueleto
a frente sem cabeça com elas, ele lançou-o para o lado atraindo a
atenção dos outros dois e com a distração a força que era feita sobre
seus braços diminuiu, logo ele puxou seu braço direito dominante
soltando-o e o esqueleto que o segurava se assutou tentando pega-lo
de volta, recebendo um soco e caindo, logo Mizon se levantou olhando
para o que segurava seu braço esquerdo e, o ergueu pondo o braço
direito sob o esquerdo para dar apoio, e deitando seu corpo para trás
lançou o esqueleto sobre ele em cima do outro no chão, o impacto
causado fez voar ossos e o ultimo saltou em cima de Mizon com a
oportunidade aberta.
Homem; -Chega.- Disse,fazendo os esqueletos voltarem ao chão.
Mizon; -Você queria me matar?!- Gritou para o homem a sua frente.
Homem; -Se eu quizesse isso, você já teria morrido. Você tem talento, vá, evolua e volte a me procurar.-
Mizon; -Como eu te acho?-
Homem; -Eu sou parte de você, descubra.- Disse, virando cinzas no ar.

Mizon então segiu a caminhar para dentro do tal acampamento.


Habilidades:

Passivas



Aura da Morte I [Nível 1]: O filho de Hades emana uma aura que incomoda as pessoas - não chega a afastá-las, mas elas não ficam à vontade. É algo sobrenatural, sem explicação, mas elas tem medo de morrer ao chegar perto. Não afeta semideuses ou seres mitológicos. Esta aura também afasta as almas muito mais fracas de você.
Mizon Massacre
Indefinido
Mensagens :
2

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Re: Testes para Filhos de Hades — Dezembro

Mensagem por Logan Hunt em Sex 18 Dez 2015, 03:45

Características Físicas | Physical Characteristics

Logan é um jovem com tom de pele bastante claro, fruto de suas poucas horas em frente ao sol. Possui cabelos negros levemente ondulados, que chegam a sua nuca e caem despojadamente sobre sua testa, alcançando as sobrancelhas bem desenhadas. Seus olhos são acinzentados, lembrando a superfície da lua, com contornos bem tracejados e cílios grandes. Seu nariz é fino e adequado ao seu rosto, assim como seus lábios levemente rosados. Uma cicatriz acima do lábio superior faz passagem entre o nariz e sua boca. Seus dentes perfeitos e brancos completam seu rosto.

Seu corpo lembra de um homem mais velho, apesar de seus 16 anos de idade. Não é apenas completamente definido, como também seus músculos são grandes e bem tracejados. Fruto de seus treinos no Internato. Possui algumas leves cicatrizes devido a exploração que sofreu quando mais novo.

Características Psicológicas | Phsicological Characteristics

Para sua idade, é um jovem totalmente maduro e centrado. No geral, é calado e muito observador, raramente visto em rodinhas de amigos rindo e descontraindo. Prefere ater-se a estudos sobre a história do mundo, principalmente a Grécia Antiga, uma de suas paixões, ou treinar intensamente. Extremamente inteligente, possui seus próprios ideais sobre como o mundo deveria ser. Porém, apesar de pouco introvertido, é um jovem de emoções, que no geral se deixa levar por elas. Isto pode ser paixão, raiva, ódio, amor ou até mesmo indiferença. Por isso prefere a reclusão, evitando assim sentimentos mais fortes por quem quer que seja.

Não apresenta sinais de TDAH, mas possui esquizofrenia, doença que lhe afetou por muito tempo. Hoje, depois de muitos tratamentos, raramente possui algum deslize da doença e é mais raro ainda apresentar algum surto. Seu passado frequentemente lhe traz pesadelos, o que proporciona noites mal dormidas e um mau humor insuportável.

Historia | History

A história de Logan começa em Boston, EUA. Nasceu no Hospital Sant Drake, no dia 11 de Janeiro. Filho de Lilian Hunt, desde que se lembra por gente a origem de seu pai era desconhecida. Morava em um bairro de classe média, em uma boa casa, dificilmente mantida pelo salário de professora de sua mãe, que precisava constantemente realizar outros trabalhos para manter a casa e colocar alimento na mesa. Isso ocasionou ao rapaz uma infância solitária aonde começaram a surgir seus primeiros traços de esquizofrenia; começou a se comunicar com qualquer coisa: insetos, animais, até mesmo as paredes e móveis se tornaram seus companheiros. Isso se tornou um problema para o menino, visto que até mesmo na escola que frequentava pegou o costume de falar sozinho. As outras crianças o olhavam com desprezo, até mesmo medo. Existia algo de errado com aquele garoto solitário.

Nas poucas horas em que sua mãe passava em casa, ela se incumbia das tarefas domésticas e pouco se relacionava com o filho. Mesmo assim, Logan a amava imensamente. Sabia ver o esforço que ela fazia para lhe dar uma vida tranquila e com fartura.
- Mãe, eu sou um estranho? - Indagou o menino, deitado em sua cama, enquanto sua mãe lhe cobria o corpo com a coberta.
- Por que está dizendo isso? Você é um menino maravilhoso meu anjo. - Sorriu sua mãe. Apesar de tão esforçada com seus afazeres, a mulher de cabelos e olhos escuros, pele clara e sorriso perfeito era linda.
- É o que as outras pessoas da escola sussurram. Eles acham que eu não percebo, mas eles me contam tudo. - Cochichou Logan, apontando para a mesa.
- Meu filho, você é perfeito. Perfeito. Um dia irá crescer e se tornar um homem forte e bonito. Você está destinado a grandeza. - Sorriu sua mãe, sem nenhuma surpresa pelo aquilo que a criança havia falado. Ela lhe beijou a testa, fechou a porta e o garoto adormeceu.

No ano que se seguiu, Logan completou 10 anos. Aos poucos, seus problemas psicológicos se tornaram parte de sua vida e o garoto conseguia reter seus falatórios quando estava em público. Infelizmente, aquilo não o fez se aproximar de seus colegas de classe, mantendo-se cada vez mais afastado. Aquele ano também foi marcado pelo início de seu interesse pela história. "Devorava" livros a cada semana que passava, gastando grande parte de seu tempo focando-se na história da Grécia Antiga. Algo lhe atraía para aquela época, alguma força fora de seu controle lhe instigava a conhecer cada vez mais sobre aquele tempo, sobre aquele povo, suas crenças, sua mitologia. Isso tornou o menino um verdadeiro expert sobre as histórias daquele tempo.

Quando completou 11 anos, foi quando as coisas se complicaram. Aquela é uma idade importante para qualquer homem ou mulher. É quando as coisas se tornam mais visíveis, seu entendimento cresce, aquela famosa coisa chamada puberdade. Naquele ano, começou a surgir a exploração. Logan permanecia aquele mesmo jovem quieto e isolado, e isso lhe acarretou em uma dezena de garotos que lhe atormentavam. Palavras como "esquisito", "anormal", "problemático" e coisas do genêro eram fortemente direcionadas para Hunt, que sempre mantinha-se sem reação. As agressões também eram frequentes e geralmente pesadas, cerca de 6 a 8 agressores. Aquilo começou a se acumular dentro do rapaz que se tornou cada vez mais recluso, até mesmo de sua mãe.
Aquele se mostrou um ano difícil, e foi em algum momento de todo aquele sofrimento, que Logan começou a criar fantasias inteiras em sua mente. Estava recluído em seus pensamentos, tentando escapar daquela realidade dolorosa. Havia atingido o ápice de sua doença, comunicando-se com qualquer coisa, até mesmo os postes das ruas faziam parte da trama épica que formava em sua mente. Aquilo se mostrou demais até mesmo para Lilian, que teve de internar o menino em uma clínica psiquiátrica.

Seu tempo no internato foi longo, cerca de 4 anos e alguns meses. As lembranças do que passou naquele lugar sempre estariam guardadas em sua memória. Eis aqui um aspecto de como funcionava a clínica: era um local para jovens, portanto não existia maiores de 18 anos ali. Muitos que passavam da idade eram encaminhados para asilos ou lugares do tipo. Os tratamentos variavam, dependendo da gravidade da doença; poderia consistir em diversas consultas, para até mesmo terapia de choque. Foi naquele lugar que Hunt começou a treinar e se exercitar, no início como parte do tratamento mas logo se tornou um hobby. Logan foi diagnosticado com esquizofrenia paranoide, tipo de doença que causa delírios paranoicos, em estágio avançado. Portanto, lhe foi prescrito consultas com o psiquiatra da instituição. Nessas consultas foi que conheceu o Dr. Alfred Muller, um sujeito de meia-idade, alto, bem bronzeado e de cabelos grisalhos. O doutor não era um sujeito amoroso, carinhoso, tão pouco amigo, porém, ele era o único que se dirigia a Logan como um sujeito normal, não um doente bastardo. As consultas geralmente consistiam em um debate entre os dois, em que o menino contava sobre seus problemas e suas idéias sobre o mundo, e o doutor lhe ouvia e opinava sobre o assunto. Uma delas particularmente vive nas memórias do garoto até hoje.
- Então, sobre estes tais deuses que você gosta tanto de estudar... acha que eles tem influência nos seus aspectos mentais, digamos, peculiares? - O homem fitou o menino; seus olhos eram tranquilos, porém firmes, como se já tivesse vivenciado todo tipo de coisa.
- Não, acho que não tem relação. Eu já conversava sozinho desde pequeno, antes de me interessar pela Grécia Antiga. - Debochou Logan, jogando o cabelo para o lado e acomodando-se na poltrona. Pelo menos, as poltronas eram boas. O homem continuou lhe encarando, seus olhos realmente eram pesados, muito pesados.
- Você conhece a história de Ajax? O bravo herói que teve um acesso de loucura, matou um rebanho todo e depois se suicidou? - Disse com um tom rouco, levantando de sua poltrona e caminhando até o menino, colando seu rosto ao dele. Ele conhecia a história, mas qual era a relação?
- Tome cuidado com a loucura Logan Hunt, ela pode te matar. - Seu hálito cheirava a pasta de dente de menta e sua boca estava seca, o menino recuou e o doutor virou-se para sua mesa, pegando a prancheta de paciente do jovem.
- Muito bem, terminamos por hoje. Amanhã sua mãe irá levá-lo para um passeio na cidade, já foi autorizado. Tome cuidado, mantenha-se focado e talvez seja um grande passo pra você dar o fora daqui. - O garoto sorriu, espantado de tanta felicidade, que até esqueceu aquele momento estranho e sombrio de seu médico. Correu para fora da sala, em direção a seu quarto.

O porteiro abriu a porta da clínica e de longe o garoto podia avistar sua mãe, acenando e sorrindo para ele. Ele correu em sua direção e a abraçou forte, deixando algumas lágrimas escorrerem.  - Pensei que nunca mais veria você. - Soluçou o garoto. Sua mãe acariciou seu cabelo, levantou o rosto dele em sua direção e falou. - Nunca vou te abandonar meu filho, nunca se esqueça disso. - Sua voz era doce e tranquila, assim como ele lembrava. - Por que só hoje você veio me visitar? Já faz mais de um ano desde sua última visita. - Lembrou-se com desgosto as poucas vezes que viu sua mãe desde que fora internato. - Foi o dia que eles deixaram meu filho, porque hoje é seu aniversário, está lembrado? - Logan arregalhou os olhos, desembaralhando sua mente. Sim, era 11 de Janeiro, data que havia chegado ao mundo. - 16 anos, meu menininho está crescendo mais rápido do que consigo acompanhar. - Lilian mexeu em sua bolsa e retirou um colar de couro fino, nobre e escuro. Em sua extremidade projetava-se uma cruz adornada, com detalhes vistosos. - Desculpa não estar embalada, mas é que foi cara, o pingente é todo de prata verdadeira, então não perca isso hein! - Ela colocou o cordão no garoto, que deixou mais uma lágrima correr por seu rosto. Quando pensou em abrir a boca, a mulher o interrompeu prontamente. - Não quero um piu, seu presente é esse e acabou. Gasto meu dinheiro como quiser. Agora você não tem motivos pra se esquecer de mim. Vamos, ou vamos nos atrasar para o cinema! - O pegou pela mão como se fosse uma pequena criança e o arrastou rua abaixo.
As lembranças daquela tarde cantam em sua mente, em uma harmonia de doce e puro prazer. Estar ali, vivo, saudável, ao lado da pessoa que mais amava no mundo, não tinha preço. Com toda certeza era o momento mais alegre de sua vida, em que seu sorriso realmente transpunha felicidade. Porém, o destino estava prestes a jogar sua primeira carta.

Logan e Lilian caminharam para fora do cinema, descendo degraus escorregadios de concreto, ensopados pela chuva que caia a medida que a noite chegava.
- Vamos, hoje você vai dormir em casa. Já acertei tudo, e amanhã cedinho você volta pra clínica. - O rapaz sorriu em silêncio, cada momento aquele dia se tornava melhor. Poderia passar uma noite em casa, em sua cama confortável e quente, assaltando a geladeira em seus momentos de fome. Os dois adentraram aquela selva de concreto que era Boston, em direção ao seu bairro.
A chuva caia ferosmente pela cidade, encharcando os Hunt, que ainda estavam a algumas quadras de casa. Dobraram a direita a primeira esquina que viram, caminhando com o rosto abaixado. Sua mãe olhou em volta e logo alertou. - Viramos no lugar errado, é melhor voltarmos. Essa chuva maldita que atrapalha até pra onde estamos indo. - Viraram seu corpo, e foi ali que o mundo desabou. Um homem de cerca de 1,80cm apontava para eles uma arma, uma pistola prateada de cabo marrom, e permanecia-se oculto pela escuridão que aquela travessa proporcionava.
- Me entregue tudo que você tem na bolsa mamãe, sem causar problemas. - Lilian tentou não se desesperar, era um assalto, ok. Ela pediu calma e colocou as mãos dentro de sua bolsa, procurando qualquer coisa de valor. Logan congelou, entrou em pânico. As vozes em sua mente começaram a surgir, ordenando que agisse. Ele balançou a cabeça bruscamente e gritou. - Saiam, agora não! - O homem se assustou e levou a arma em direção ao garoto. Não teve nem ao menos tempo de pensar, antes de figura esbranquiçada saltar para sua frente. Um som estrondoso ecoou por aquela rua. Sangue, tudo que via era sangue. Suas roupas, seu rosto, suas mãos estavam tingidos por sangue. O corpo gélido, duro, sem vida de Lilian caiu aos seus pés, com um buraco em seu peito. O homem fungou seu nariz e apontou a arma para o cranio de Logan, que não mexeu um músculo. Seus olhos estavam fixos, completamente abertos, observando o cadáver a sua frente. - Sinto muito garoto, não era para ser assim. Agora você é uma testemunha, vou ter que matá-lo também. - Não parecia ter pena do jovem, mas tão pouco parecia se agradar com aquilo. Seu dedo se forçou contra o gatilho e o som do tiro ecoou novamente.
O homem olhou, incrédulo, a bala ricochetear na parede logo a frente, enquanto Logan segurava sua pistola pelo cano. Sua cabeça permanecia baixa, mas a força que segurava aquela arma era descomunal. O assassino de Lilian levou sua segunda mão ao cabo da pistola, em uma tentativa desesperadora de puxá-la. Foi quando Hunt, o último deles, inclinou sua cabeça na direção daquele homem. Aqueles olhos, eles não sentiam nada. Eram olhos de um assassino. O menino segurou ambas as mãos do homem com as suas, e as torceu para a esquerda. O estralo do osso fraturado foi alto o suficiente para os dois ouvirem e o homem urrar de dor, caindo no chão em seguida. A pistola foi lançada ao ar, o garoto apenas esticou seu braço, a segurou pelo cabo, rotacionou seu corpo de volta e a apontou para a testa daquele monstro. Ele encontrou com olhar de Logan, por uma última vez, antes de deixar esta vida da mesma maneira que Lilian havia deixado.
O jovem Hunt largou a arma, vendo os dois cádaveres ao chão. Ele caiu de joelhos em frente a sua mãe e gritou, gritou e gritou. Gritou tão alto e tão forte que até as criaturas do Submundo puderam lhe ouvir. Até que uma mão envolveu seu rosto e tudo se tornou escuridão.

Narração | Tale

Logan abriu seus olhos lentamente, com o corpo completamente dolorido. Sua visão estava embaçada, mal podia ver meio palmo a sua frente. Levou as mãos ao rosto e esfregou seus olhos com força, que estava mais pra desespero. Piscou várias vezes até sua visão voltar ao normal.
- Onde eu estou? - Engasgou-se com a garganta seca, tossindo duas vezes.
- Sua casa. Ou melhor, a minha. - Uma voz grave, poderosa, como se tivesse milhares de anos ecoou pela sala. Logan levantou rapidamente, sentindo seu corpo estremecer de dor. Um homem que deveria ter seus 30 anos estava sentado relaxadamente em uma cadeira de madeira adornada, tinha cabelos escuros longos, um rosto pálido e olhos tão escuros que pareciam não ter íris. Aqueles olhos aterrorizaram o garoto, pareciam carregar milhares de almas perdidas dentro deles. Vestia um terno risca também preto. Era elagantemente assustador.
- Quem é você? Que lugar é esse? - Perguntou desesperadamente. Correu os olhos pela sala, que parecia um quarto que Deus não tinha colorido. Era completamente escuro, em tons de preto e cinza escuro. Era pouco decorado, com alguns móveis de madeira escura e algumas tochas que queimavam em fogo negro. Espera, fogo negro?
- Sou conhecido por muitos nomes garoto, Lorde das Trevas, Senhor dos Mortos, Rei do Submundo. Mas meu nome é Hades, prazer meu filho. - Logan queria desmaiar de novo. Filho? Hades? O Deus dos Mortos? O cara das lendas da Grécia Antiga? Tudo lhe pareceu como uma piada de mau gosto.
- Tá, legal, a piada acabou. Quem é você, e cadê a minha mãe? - Sua mãe. De repente suas memórias vieram a tona e ele se lembrou da luta com o bandido, aquilo tinha sido real?
- Eu lamento garoto, sua mãe não sobreviveu. - Hades, ou quem quer que fosse, pareceu abalado com o que acabara de falar. O garoto abaixou a cabeça e começou a chorar. O homem continuou a falar. - Você pode não acreditar, mas é a verdade. És filho de um dos três grandes do Olimpo, és herdeiro de todo o Submundo, apesar de eu nunca morrer. No fundo sempre soube; seus intintos, sua perícia para o combate, sua vontade para descobrir sobre a Grécia Antiga... seus problemas mentais. Desligou-se do que aquele sujeito falava e lembrou-se subitamente. - E quanto ao assassino? Eu...? - Um leve sorriso brotou em Hades. - Sim, você o matou. Devo admitir que não esperava isso de você, mas o combateu como um verdadeiro filho de Hades. - O garoto secou as lágrimas e sua voz saiu carregada de ódio. - Ele teve o que merecia. - Hades sorriu novamente, parecia deliciar-se com aquela situação. - Outro pensamento que se assemelha a mim, parece que temos um garoto promissor aqui. - Logan olhou com raiva pra ele. Aquele era seu pai? Um homem, ou Deus, que havia lhe abandonado a vida inteira. Que deixou sua mãe morrer? - Grande Deus é você! Me abandonando e deixando ela morrer! Não é o Deus dos Mortos, traga ela de volta! Onde está seu poder? Eu não acredito em você! - Gritou em prantos. - Não me desafie moleque! Não pensa que não irei destruí-lo só por ser meu filho! - Os olhos de Hades queimaram e sua voz ecoou pela sala. Talvez aquele fosse seu fim. Mas o Deus apenas se acalmou e ergueu sua mão, girando-a em 180°. Uma força além da compreensão de Logan o virou Logan para o outro lado, de cara com uma janela. Seus olhos não conseguiam crer no que ele via. Campos escuros e acinzentados pareciam infindáveis. Dezenas de criaturas esbranquiçadas vagavam lentamente, almas talvez? Ao norte podia ver um portão gigantesco por onde chegavam cada vez mais almas. Aquilo era o Submundo. - Não posso trazê-la de volta, o Deus dos Mortos deve respeitar a vida e a morte mais do que todos. Mas eu sinto muito. - Suas palavras pareciam sinceras. Deuses amavam então? - Como eu cheguei aqui, porque nunca apareceu antes? Eu sou o único? - Perguntou rapidamente, tentando esquecer sobre sua mãe. O homem estalou os dedos e a porta do outro lado do quarto se abriu, revelando um homem de meia idade, cabelos grisalhos e jaleco: Dr. Alfred.
- O Dr. Alfred lhe trouxe aqui, ele é na verdade uma de minhas Fúrias. - O sujeito foi se transformando aos poucos, até se tornar uma criatura horrenda, cinza escuro, careca e magricela, com garras gigantescas e pés de galinha. Seu rosto tremeluzia, sem forma exata. - O que? Quer dizer que... - Hades lhe interrompeu. - Sim, eu sempre estive lhe vigiando. Uma vizinha, um carteiro, um professor... você sempre esteve envolto na Névoa, que é algo mágico que atrapalha a visão dos mortais e afasta os monstros de você. Sempre estive lhe protegendo, mas sua mãe nunca me deixou reclamá-lo como filho ou levá-lo ao Acampamento. Ela temia por sua vida. - Sua mãe, sempre doce e preocupada com ele. - Que Acampamento? Existem outros como eu? - Suas sombrancelhas arquearam, apesar de tudo aquilo, ainda era fascinante. - Sim, existem. Algumas centenas. Tenho outros filhos também. O Acampamento Meio-Sangue é um local protegido para você, cheio de outros semi-deuses e instrutores. Eu irei levá-lo a superfície, mas deverá ir ao Acampamento sozinho. Você irá jogar este dracma nas ruas de Nova York e as Três Irmas virão buscá-lo, eu espero. Apenas diga o destino e elas o levarão. Não há mais como se esconder, agora que foi reclamado os monstros virão atrás de você.
A mente do jovem Hunt tentava processar tudo, mas era informação demais. Era filho do Deus dos Mortos, o que significava que outros Deuses também existiam? Todas as lendas eram então verdade? Seu doutor era uma fúria a serviço de Hades e existia um Acampamento em Nova York para pessoas como ele? Tinha centenas de perguntas, mas queria sair dali o mais rápido possível e tomar um belo Milk-Shake. E uma aspirina.
- Vamos então, eu não preciso respirar ar puro. - Seu pai sacudiu a mão e algumas coisas caíram na cama de Logan: uma espada grande, com uma lâmina de bronze que deveria chegar aos 70cm. Seu cabo era assustadoramente bonito: uma caveira prateada com dois olhos de rubi, que de sua boca projetava-se o resto da espada. Um anel de caveira, que encaixou perfeitamente no dedo de Logan. E uma espécie de capa, tão escura que parecia ser feita de trevas e não lã. Eram todos muito bonitos.
- A espada é pra lutar, obviamente. Aprimore-se com ela que um dia ela vai se tornar um anel retrátil. O anel serve pra te dar um boost na hora da luta, mas para isso precisa absorver almas. A capa te proporciona uma invibilidade em meio as sombras. São seus presentes de reclamação. - Ok, presentes que pareciam ter finalidades de combate. Ele teria que lutar?
Seu pai lhe trouxe pra perto, não exalava nenhum cheiro. Exatamente nenhum. Logan olhou para a fúria e se despediu. - Adeus, Dr. Alfred. - A criatura asibilou. - Nos veremos de novo, Príncipe das Trevas. - Aquilo era um nome legal. Mas não teve tempo de falar nada, já que seu mundo desapareceu em trevas.
Gritou no vazia, pois não saia nenhum som de sua boca. Seu corpo parecia se distorcer em meio a escuridão, só conseguia distinguir a forma de Hades. Até que em um instante estavam os dois nas ruas de Nova York. A noite estava posta, e os ventos gélidos sopravam em meio ao barulho ensurdecedor do tráfego de carros e pedestres. - Adeus Logan, tome cuidado. - Ecoou a voz de Hades em sua mente. Ele virou o rosto, mas tudo que estava atrás dele era um beco escuro. Algo parecia mover-se naquele lugar, mas deveria ser apenas sua imaginação. Sacou a moeda que seu pai havia lhe dado, era de ouro puro e tinha a cabeça de uma mulher com cabelo de cobra. Medusa? Preferia não descobrir. Estava pronto para lançar a moeda, quando ouviu passos atrás dele. - Comida? - Um mendigo, imaginou. - Desculpe-me senhor, não tenha na... - Mordeu sua língua. Uma criatura imensa surgia das trevas. Era gigantesca, porém humanóide. Musculosa, com um pele levemente rosada. Carregava um enorme taco de madeira, que mais parecia um tronco de árvore. Em seu rosto, dentes afiados e grandes se projetavam abaixo de um único olho. - Só um olho... você é um ciclope? - Perguntou Logan, boquiaberto. - COMIDA! - Berrou a criatura, correndo na direção do garoto. Olhou para trás, uma avenida cheia de carros. Se perguntou o que eles estariam vendo, já que a tal Névoa confundia os meros mortais. Não posso ir pra lá, vou ser atropelado. Pense Logan, pense. O ciclope ergueu seu porrete e o desferiu verticalmente contra Hunt. Os intintos falaram por si e ele rolou por entre as pernas do monstro. Seus olhos se acenderam, como se já tivesse presenciado aquilo antes. Desenbainhou a espada e a girou horizontalmente em arco de morte, rasgando o tornozelo do ciclope, que urrou de dor. Ele girou o corpo em uma velocidade impressionante para alguém tão grande e acertou em cheio o tronco de Logan, arremesando-o contra a parede. Sentiu suas costas arderem de dor antes de se encontrar contra o chão. Levante-se, você consegue, resoou em sua mente. A criatura desferiu outro ataque vertical, mas Logan foi rápido e rolou para o lado. O chão se rachou ao seu lado, uma porrada daquela e estaria morto. Levantou-se rapidamente e inclinou a espada contra o monstro. - Comida! Semi-deus delicioso. - Gritou, com uma voz áspera e corroída. - Lamento, eu sou Logan Hunt, filho de Hades, Lorde das Trevas. Você não irá mais encostar em mim. - De repente sua voz parecia confiante e sombria como a de Hades. Sua presença emanava escuridão e medo. O ciclope recuou por um instante, aparentemente amedrontado. - Vamos! Não ia me comer? Criatura imunda! - Lançou com perspicácia Logan. O monstro eclodiu em ódio e desferiu desta vez um ataque vertical contra o menino. Hunt pulou com agilidade, desviando do golpe. Logo que tocou o chão, ergueu sua espada  e a girou com violência contra o braço do ciclope, decepando-o de imediato. O monstro urrou, e Logan aproveitou a chance para dar um passo para frente, colocando-se por trás do monstro. Girou a arma em pleno ar e fincou para trás, atravessando o abdôme da criatura. Ele se dissolveu em cinzas. O garoto olhou em volta, seu primeiro monstro derrotado. Guardou a espada devolta em sua bainha. Os mortais caminhavam do mesmo jeito, apenas pareciam curiosos com relação ao que havia acontecido ali.
- Bem, agora vai. - Lançou a moeda na rua, e logo a perdeu de vista. - Três Irmas, preciso de sua ajuda! Levem-me ao Acampamento Meio-Sangue! - Tentou parecer confiante, mas na verdade estava mais pra duvidoso. De início, parecia um idiota falando com o vento. Porém, 2 segundos depois a brisa calma de Nova York se transformou em um vendaval diabólico, que trazia uma espécie de táxi maníaco. Três criaturas que pareciam velhas senhoras acizentadas e demoníacas xingavam e praguejavam entre si, antes de virarem ao jovem.
- O QUE ESTÁ ESPERANDO? ENTRE DENTRO DO CARRO IMBECIL! - Gritou com uma voz que soava como uma vovó que saíra do Inferno.
- SEMI-DEUSSS, DELICIOSO SEMPRE! EU POSSO VÊ-LO, PARECE SUCULENTO! - Falou a segunda que segurava uma esfera branca em sua mão. Um olho, era mesmo um olho.
- NÃO PODEMOS COMÊ-LO! ESTE É ESPECIAL, FILHO DE HADES! - Disse a última delas. Aquelas palavras pareceram conter as outras duas, mas não aparentava nem um pouco seguro entrar naquele carro. Mas ou era monstros lá fora, ou dentro do carro. Preferiu dentro do carro.
Não podia acreditar na velocidade que o veículo de movia, era questão de segundos para atravessarem a cidade inteira. As Três Irmas continuavam a gritar entre si e a brigarem pela posse do olho. Dentro do carro podia enxergá-las muito bem: eram criaturas enegrecidas, com um rosto grande e redondo e uma quatidade pequena de cabelos brancos. Seus braços e pernas eram tão magros que pareciam ossos tingidos. Os dentes afiados projetavam-se em meio aquele rosto sem olhos. Preferia não tê-las visto.
Alguns instantes depois, sobiram uma colina ao leste de Nova York. Logo pode avistar campos verdes e cheios de árvores. Um pinheiro gigantesco se projetava com destaque, e nele parecia haver uma espécie de corrente dourada entrelaçada. Não podia distinguir o que era, mas se entrasse ali, iria descobrir o que era. De repente o carro freiou bruscamente, e as Irmas começaram.
- SEU DESTINO SEMI-DEUS! ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE! - Sibilou aquela que carregava o olho.
- VAMOS, DESÇA LOGO, TEMOS MAIS O QUE FAZER! - Disse a segunda. Ele desceu do carro e observou o local, com medo do que o aguardava ali dentro.
- MUITO CUIDADO FILHO DE HADES, AS TREVAS ESTÃO CHEGANDO! - Profetizou a terceira, antes do carro desaparecer em outro vendaval. Pensou por um instante e abriu um leve sorriso. - E daí? Já me chamaram hoje de Príncipe das Trevas. - Caminhou em frente, sem ao menos perceber que sua esquizofrenia não lhe incomodou desde que acordou no Submundo, e sem saber o que lhe aguardava ali.


Poderes Passivos:
Aura da Morte I [Nível 1]: O filho de Hades emana uma aura que incomoda as pessoas - não chega a afastá-las, mas elas não ficam à vontade. É algo sobrenatural, sem explicação, mas elas tem medo de morrer ao chegar perto. Não afeta  semideuses ou seres mitológicos. Esta aura também afasta as almas muito mais fracas de você.[Modificado]

Respiração do Submundo [Nível 1]: O filho de Hades respira normalmente em locais de baixa pressão ou subterrâneos, fechados, desde que haja uma quantidade mínima de ar. Eles ainda são afetados por poderes de sufocamento, e condições precárias, se prolongadas, podem ser letais.

Perícia com armas laminadas [Nível 1]: Por ser filho de Hades, o semideus manipula perfeitamente as armas laminadas, ganhas como presente de reclamação, e possuem uma familiaridade ainda maior se elas forem de ferro estige.

Armamentos:
{Darkness} / Espada [Espada de 90cm, feita de bronze sagrado. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, o mesmo tipo usado em sua bainha. No nível 20 transforma-se em um anel de caveira] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

{Void}/ Anel [Anel de caveira que absorve a energia vital das almas dos oponentes mortos, armazenando-as. As almas guardadas podem ser usadas como um combustível na forma de um "buff", ampliando o poder de ataque do semideus em 10% por 3 turnos a cada alma utilizada. A alma utilizada segue ao submundo após isso. Esse efeito pode ser usado apenas 2x por missão. Adicionalmente, 1 vez por missão o filho de Hades pode gastar uma alma coletada para recuperar 10% de sua HP e MP.] [Almas coletadas: 0]{Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

{Shadow} / Capa [Capa feita de escuridão, lã negra e fios de obsidiana. Com uma magia muito parecida com a do elmo de Hades, a capa faz com que o semideus fique invisível em meio as sombras, mas não modifica o odor do semideus, não diminui o barulho de suas ações ou modifica a estrutura corporal do semideus. A capa pode ser usada em partes do copo ou no corpo inteiro, mas ao passar por um foco de luz a camuflagem passa a ser inútil. Ao usar essa capa apenas como um acessório de vestimenta, mesmo estando sobre a luz ela concede um aumento de 10% na potencia dos poderes referente ao medo que o semideus usar.] {Lã}(Nível mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]

OBS.:
Só pra ficar claro ali, a Aura da Morte não é usada erroneamente contra o Ciclope (vide regra) e sim para representar o medo das outras crianças com relação ao personagem.
Contra o Ciclope foi apenas uma espécie de liberação de poder do personagem, como se ele se libertasse e aceita-se sua posição de filho de Hades. Não influenciou diretamente no combate, apenas na trama.
Gracias.
Logan Hunt
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Re: Testes para Filhos de Hades — Dezembro

Mensagem por Henry Lewis em Seg 21 Dez 2015, 20:47




Teste - Filho de Hades
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Características físicas: Quem não o conhece diz que o garoto é uma pessoa má por causa de seu olhar e sua cara fechada, sua pele é bastante pálida, seu cabelo é raspado nas laterais e compridos em cima totalmente repicados, são brancos como a lua em seu ápice, e seus olhos são da cor do oceano. Sempre foi o mais alto entre seus amigos medindo 1,85, por ter feito vários estilos de dança seu corpo é definido e bastante flexível, tem dois alargadores.  

Características Psicológicas: Apesar de causar mal estar nas pessoas ao seu redor o garoto é sendo uma pessoa adorável e amável com todos. Sempre bastante humorado o garoto não gosta de ver ninguém ao seu redor triste, diferente do que lhe ensinaram, ele acha que a coisa mais poderosa é o amor.        


Historia:  
Uma chuva intensa caía acompanhada de um frio quase insuportável naquela noite. Uma mulher dava a luz a um menino em uma cabana perto da estrada para Los Angeles, o bebê tinhas seus poucos cabelos na cor ruiva e sua pele era bastante pálida, ele seria perfeito se a mãe pudesse ouvir seu chorinho. O garoto estava morto. Seus bracinhos não se moviam, seu frágil tórax não subia e descia, denotando respiração.

Um grito ecoou por aquela área deserta, acima do barulho da chuva e dos raios, era a mãe do garoto sentindo como se um órgão vital tivesse sido abruptamente arrancado de seu corpo. Só havia uma saída. Ela temia que provavelmente não desse certo, mas naquele momento nada mais importava. Só precisava da vida de seu pequeno de volta. Iria até o progenitor de seu filho, Hades.  

Como a mulher já estava perto de Los Angeles não seria tão difícil chegar a entrada do inferno, e já sabia o caminho pelo fato de sua outra cria também ser filha do mesmo deus.

— James...! James, nos leve até aquele lugar! Por favor! Eu preciso falar com ele urgentemente! — Pediu a mulher, totalmente desesperada.

— Você sabe que ele não irá te ouvir, não sabe? Afinal é do próprio Hades que estamos falando! — argumentou com pesar o semideus, que era amigo da família e havia ajudado ela com o parto.

— Sei, James... Mas eu preciso! Faria qualquer coisa pra ver meu filho vivo, você sabe disso... Por favor! — Implorou a mãe.  

O homem apenas assentiu com a cabeça pegando Leslie, irmã mais velha do pequeno Aryeh, no colo e a levou até o carro seguido da mulher, que carregava o recém nascido sem vida com todo o cuidado, como sua joia mais preciosa, ela estava com uma certa dor por conta do parto, mas pelos filhos ela suportaria aquilo.

Dirigiram-se até o Valencia Boulevard, onde ficava os estúdios Mac. Atrás do local, ambos sabiam, havia a passagem para a entrada do submundo. Sem demoras a mulher e os filhos desceram do carro.

—James... Você fica aqui está bem? Eu não demoro... — Ela então passou pela porta com as suas crias, antes que James pudesse transformar sua tentativa de protesto em palavras.

Era um corredor enorme. O chão e os pilares que sustentavam o teto eram feitos de uma espécie de mármore negro, e a falta de iluminação contribuía para o ar tenebroso do local. No final do corredor havia um porteiro que guardava uma enorme passagem.  

— Ora, ora, duas crias de Hades aqui... Uma está sem vida! — Ele riu, sem humor — Com sorte você pode achá-lo em meio as almas perdidas! — Ele parou com o riso cínico e encarou a mulher — O que deseja aqui?

— Eu quero falar com Hades... E-eu preciso da vida do meu filho de volta! — Disse a mulher, tentando manter-se calma.  

— Acha mesmo que Hades terá tempo pra você... e eles? — O porteiro apontou para as crianças com desprezo.

E então ambos foram surpreendidos por uma grave e firme voz, que facilmente preencheu todo o local. Algo que não costumava acontecer.

— Deixe-os entrar. Posso estar interessado no que ela tem a oferecer — e fitando aqueles olhos gélidos, a sofrida mãe reconheceu o altivo homem. O dono da poderosa voz era o próprio Hades.  

Caronte deixou seu posto de guarda da porta e os deixou passar, levando-os em seu lendário barco até o palácio onde o Rei do submundo residia. Hades fora à frente, sozinho em sua carruagem negra de cavalos etéreos.

Pelo caminho, navegando por aquelas águas fantasmagóricas, passaram pelas três áreas do Mundo Inferior — Campos Elísios, Campos de Asfódelos e Campos da Punição —, nas quais eternidades diferentes se mostravam a cada ser que ali se encontrava.

O grande castelo se avultava à frente deles, totalmente feito com pedras negras e iluminado com tochas. Na entrada para o local tinha uma enorme jardim florido que pertencia a Perséfone. O barqueiro deixou-os à entrada e pariu para longe dali.

Eles entraram no local. Passaram pelo estranho átrio de entrada, atravessaram um corredor imenso e finalmente chegaram à sala do trono, onde Hades já se encontrava, mostrando toda sua glória e poder sobre o lugar.

— Muita coragem sua vir até aqui para falar comigo. Eu poderia dizimar os três aqui mesmo, mas estou interessado no que você tem a dizer. Afinal de contas, temos aqui dois filhos meus. — Hades claramente não se importava com a mulher, somente com sua prole.

— Aryeh... Aryeh nasceu sem vida... Eu te imploro, Hades, o faça reviver! — A mulher estava com a sua voz desesperada, embargada e trêmula, mas conseguiu segurar as lágrimas um pouco mais de tempo.

— Você quer o quê? Que eu devolva a vida para esse vermezinho que sequer teve força ou mesmo competência para nascer com vida? É uma piada? — Disse o rei do submundo, claramente furioso e sentindo-se ridicularizado.

— Eu faço qualquer coisa... Qualquer coisa! Apenas devolva a vida dele, eu lhe imploro...! — Algumas lágrimas finalmente caíram, ela não podia mais segurá-las tão facilmente.

A feição de Hades mudou no exato momento em que a mulher disse que faria qualquer coisa e ele ergueu uma sobrancelha de modo bastante incisivo, afinal ele havia se apaixonado por ela, seria uma ótima oportunidade para se vingar.

— Qualquer coisa, hm? Certo, eu faço ele voltar a viver com apenas uma condição: a sua vida e vida de toda a sua família, exceto a pequena Leslie aqui... e eu ainda o reconhecerei como meu filho, porém não me responsabilizo caso monstros os ataquem. — A voz dele era seca e não demonstrava sentimento algum em seu tom.

— Mas, se eles forem caçados e morrerem, tudo isso será em vão... Os proteja, por favor! — Ela permanecia desesperada.

— Quanta petulância sua, não? Quer que eu os proteja? Aproveite seus últimos minutos de vida e reze para que se mostrem fortes e dignos da proteção de Hades! — Disse, mostrando um sorriso sádico de vitória em seu rosto, o que aterrorizou a pequena Leslie, que mal entendia o que estava acontecendo, mas sabia que não era nada bom.

Ela apenas assentiu com a cabeça. Hades se levantou e se aproximou da pequena criança, ele passou a mão sobre o rosto do recém-nascido e uma luz negra surgiu dali. Como se fosse uma milagre, o bebê começou a chorar, seu cabelos de ruivos foram perdendo a cor até ficarem completamente brancos.

— Espero não voltar a vê-la, nem mesmo entre meus mortos, Sra. Rothlow! Adeus! — Ele estalou os dedos, Aryeh foi parar no colo de Leslie e a mulher caiu desfalecendo, ao mesmo tempo em que seus jovens eram transportados de volta para o carro de James.  

O bebê estava dormindo feito um anjo no colo dela, a pequena garota contou o que tinha acontecido lá dentro, contou sobre Hades ter devolvido a vida para seu irmão e a morte de sua mãe.

James sem hesitar os levou para o acampamento meio-sangue. Lá seria o único local que poderia cuidar bem dos semideuses.  

Narração:  

As vezes eu sentia ódio da minha mãe, ela me abandonou quando eu era apenas um bebê, nem se quer nunca vi uma foto dela ou algo do tipo. A ausência de uma mãe para uma criança fazia toda a diferença na vida dela.  

No caso do meu pai eu até entendia nunca ter visto ele, era um deus, não apenas um deus e sim um dos 3 grandes, entendo que eles não podem ver seus filhos por causa de regras entre eles, mas a minha mãe era uma mortal e aquilo era algo que eu não conseguia perdoar.  

Talvez esse seja o único motivo por eu ficar acordando todos os dias de madrugada desde que tinha completado meus 14 anos, a falta de alguém pra cuidar de mim estava começando a me afetar, crescer no acampamento não era algo que eu queria ter tido pra mim.  

Por sorte eu tinha uma irmã que dividia o chalé junto comigo, ela também tinha sido abandonado por sua mãe e nós compartilhávamos da mesma dor de ser criado no acampamento.

Como de costume eu tinha acordado assustado e ofegante, o som de minha respiração ecoava por todo o quarto, o que fez Leslie, minha irmã, acordar e vir conversar comigo por que no fundo, apenas ela me entendia.

— Outra vez não consegue dormir Aryeh? — Disse Leslie com uma voz calma e serena. Apesar dela ser uma filha de Hades, ela era bem gentil comigo.  

—  Sim... Eu queria resolver de uma vez por todas, saber toda a verdade, talvez eu me libertaria disso —  Disse forçando um sorriso.  

Ela me olhou com um certo medo, eu me sentei na cama e fiquei olhando para Leslie que se sentou ao meu lado, e segurou minha mão.  

—  Aryeh, bom preciso te contar a verdade então... Quando você nasceu você não emitia som algum ou se mexia. Você nasceu sem vida... Sua mãe então foi até o submundo implorar pela vida do filho morto, ela levou a sua filha mais velha junto, ela também era filha de Hades, sua mãe não te deixou, e sim foi morta por Hades... —  Aquilo foi como se todo o meu mundo e minha concepção sobre minha mãe fossem destruídas, não falei nada e deixei ela continuar. — Bom, aquela garotinha viu seu irmão recuperar a vida um pouco antes de sua mãe ser morta na sua frente... Ela ficou tão assustada com aquilo que mal conseguia se mexer.

Pude perceber que Leslie estava com seus olhos cheios de lágrimas, não entendi o por que de ter ficado emocionada com aquela historia, então resolvi perguntar.

—  Bom... E como você sabe que a garotinha sentiu isso?  

—  Eu sou essa garotinha! —  A voz dela saiu tão falha que quase ficou impossível de entender o que ela tinha falado. Uma lágrima rolou em seu rosto. —  Me desculpe esconder toda a verdade de você... Quíron achou que seria melhor você não saber a verdade quando era pequeno, isso poderia ter te deixado traumatizado ou alguma coisa do tipo! Por favor me perdoe.

Não pude deixar de ficar triste por ela... Por ela não e sim com ela. Além de ser minha irmã por conta de pai, ela era irmã por causa da mãe também. Naquele momento a única que eu queria era poder confortá-la, então eu a abracei.  

— Está tudo bem, maninha, eu não iria ficar bravo por isso, eu sempre te considerei uma irmãzona desde que eu era pequeno... Entendo que o erro não tenha sido seu, nem de Quíron, mas sim de nosso pai. — Disse beijando a testa dela enquanto ela chorava.

Me levantei e fui em direção ao meu armário e vesti uma blusa com uma caveira na frente, coloquei uma calça preta e minha espada com a bainha na lateral da minha perna, não podia esquecer meu anel de caveira.  

— Você não vai fazer o que estou pensando vai? Você não vai enfrentá-lo... — Leslie se levantou e veio em minha direção.  

Eu sorri para ela e não respondi nada enquanto partia chalé a fora ela me seguia gritando pra não faz besteira. A gritaria acabou acordando alguns semideuses que saíram de seu chalé confusos com a situação.  

Fui em direção aonde ficavam os Pégasos e cortei metade da corda em que um estava amarrado e o montei indo em direção ao Valencia boulevard, eu sabia que uma das entradas para o submundo ficava ali por que já havia estudado e cogitado ir até lá, mas hoje era questão de honra.  

Pousei atrás do estúdio que tinha lá perto de onde estava a entrada para o meu destino. Amarrei o pégaso com o restante da corda dele em um posto ali perto.  

— Ei amigão, eu prometo não demorar! — Disse enquanto acariciei a cabeça dele.  

Ajeitei a minha franja que havia se bagunçado por conta do vento e marchei em direção a entrada. Caminhei corredor a dentro quando de longe eu avistei Hades conversando com o Caronte, empunhei minha espada e continuei caminhando em direção ao meu pai.  

— Hades! Você me deve explicações, e eu não saio daqui enquanto não me contar toda a verdade! — Confesso que estava um pouco alterado e gritava com ele.  

Uma risada assustadora e em um tom grosso saiu da boca do rei do submundo.  

— Ora, vejamos se não temos aqui o meu querido filho, Aryeh.— Ele se aproximou de mim e colocou a mão em meu queixo me fazendo olhar nos olhos dele. — Quanta audácia a sua vir na MINHA casa e falar nesse tom comigo! Até parece que a sua mãe não lhe deu educação! — Ele riu sem mostrar compaixão nenhuma — Ah é, você não tem uma.  

Naquele momento fiquei nervoso e apontei a espada para o rosto dele.  

— Não fale assim de minha mãe! Eu não tenho uma por que você a matou. — Abaixei a espada, e o encarei com total desprezo — Anda, me conte toda a verdade.  

Hades se virou dando as costas pra mim, e voltou a dar aquela típica risada dele, caminhando em direção a porta.  

— Eu lhe conto a verdade... Mas antes, meu filho, você terá que passar em um teste. Caso sobreviva irei falar tudo o que quiser.  

Apenas assenti com a cabeça e vi meu pai estalar os dedos e todo o local onde estávamos mudou. Estávamos agora em uma espécie de montanha, de uma lado dela tinha um abismo e do outro várias rochas tampando uma possível saída de emergência, o local parecia uma arena.  

Hades estalou novamente os dedos e um ciclope apareceu em minha frente, ele tinha praticamente o dobro de minha altura.  

— O mate e poderá saber tudo o que quiser. — Ele me encarou como se já soubesse o final daquela batalha.  

Antes que eu pudesse cogitar em fazer algum movimento o monstro veio me minha direção ferozmente me dando um soco que me fez voar longe. Com dificuldade me levantei e corri em direção as rochas. Eu não tinha ideia de como iria derrotá-lo.  

Eu não tinha mais saída, já estava com as costas encostadas nas rochas pronto para ser esmagado pelo ciclope, foi quando lembrei que eu conseguia controlar pequenas pedras. Aquilo tinha que dar certo.  

Esperei o grandão chegar mais perto e pulei novamente para o lado o fazendo acertar em cheio a "parede". As rochas se quebraram em vários pedaços pequenos, peguei duas do chão e corri em direção ao abismo.  

O plano era uma maluquice? Sim, mas aquilo poderia dar certo e me livrar de uma enrascada enorme. Fiquei bem na pontinho do penhasco.  

— Ei bobalhão! — Disse enquanto girava as duas pedras no ar em cima da palma da minha mão.  

Ele correu em minha direção novamente, esperei com que ele ficasse bem perto de mim e joguei as duas pedras em direção ao olho dele. Isso o fez parar de correr, o que me deu a única chance de vencer aquilo.

Corri pra trás dele e com a espada que ainda estava em minha mão e fiz um corte na junta da parte de trás da perna dele, o fazendo cair de joelho perto do abismo. Sem pensar o chutei fazendo-o cair.

Pude ouvir as palmas de meu pai ao fundo vindo em minha direção.  

— Parabéns, você é bastante inteligente, porém é um fracote.  

— Cala a boca, Pai! Anda me conte tudo! — Gritei.

— Olha, por ser um fracote você é corajoso, gostei disso. — Ele de uma risada, e me encarou. — Eu já sei o que quer saber, então vou direto ao ponto. — Pigarreou. — Eu matei a sua mãe por um motivo básico: Eu me apaixonei por ela. Amar é destruir e ser amado é ser destruído, sua mãe estava me destruindo aos poucos, eu então resolvi a destruir de uma vez por todas.

— Pai, você esta enganado sabia? Amar não é destruir, por mais que você seja rei do submundo, todos nós podemos amar. — Andei em direção a ele e o abracei.  

— Aryeh, nunca mais apareça aqui!  

Quando me dei conta já estava do lado de fora ao lado do pégaso. Toda confusão em minha mente já estava certa e resolvida.

Montei o animal e voltei em direção ao acampamento.
Itens:
{Darkness} / Espada [Espada de 90cm, feita de bronze sagrado. Sua lâmina mede cerca de 70 cm, e sua base é mais grossa que a ponta. A guarda-mão é em forma de um crânio que tem seus dentes pontudos virados na direção do início da lâmina, como se ela saísse de sua boca. Os olhos do crânio são feitos por dois rubis. O cabo e a espiga são revestidos por um couro escuro, o mesmo tipo usado em sua bainha. No nível 20 transforma-se em um anel de caveira] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]


{Void}/ Anel [Anel de caveira que absorve a energia vital das almas dos oponentes mortos, armazenando-as. As almas guardadas podem ser usadas como um combustível na forma de um "buff", ampliando o poder de ataque do semideus em 10% por 3 turnos a cada alma utilizada. A alma utilizada segue ao submundo após isso. Esse efeito pode ser usado apenas 2x por missão. Adicionalmente, 1 vez por missão o filho de Hades pode gastar uma alma coletada para recuperar 10% de sua HP e MP.] [Almas coletadas: 0]{Bronze} (Nível Mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Presente de Reclamação de Hades]
Poderes:

Perícia com armas laminadas [Nível 1] Por ser filho de Hades, o semideus manipula perfeitamente as armas laminadas, ganhas como presente de reclamação, e possuem uma familiaridade ainda maior se elas forem de ferro estige.

Geocinese I [Nível 1]: Pode mover pequenos pedaços de rocha e formações minerais, arrancando-os do chão, levitando-os, o que sua imaginação quiser. uma por vez, as quais não fazem mais do que distrair o inimigo ou atrapalha-lo, porém as pedras não são grandes o bastante para causar machucados sérios. Rochas sagradas ou abençoadas não podem ser manipuladas.

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Henry Lewis
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Re: Testes para Filhos de Hades — Dezembro

Mensagem por Zeus em Sex 01 Jan 2016, 23:24


Avaliação
Vamos ver como você foi...


Mizon Massacre: Reprovado.

Primeiramente, você cometeu inúmeros erros de ortografia em seu post que foram observados desde as características ao fim da narração. Sua narração ficou um pouco confusa em várias partes, e em outras um tanto quanto sem sentido. Você poderia ter trabalho melhor no desenrolar da história, acrescentando mais detalhes a trama e deixando-a mais envolvente.

O encontro com Hades foi um tanto estranho, e o jeito como descreveu a garota, bem, o que seria uma garota petrificada no seu contexto? Não entendi muito bem, você poderia ter descrito-a de forma diferente. Os inúmeros erros, a formatação estranha e mal feita e a história confusa contribuíram para a sua reprovação, porém é visível que você tem potencial e pode ser criativo, então lhe peço para que tente novamente no próximo mês.

Não use de clichês e trabalhe a história da personagem em cima das características que você definir para ela no começo da trama, fazendo com que a narrativa fique envolvente e coerente. Peça ajuda a algum colega para revisar seu texto e/ou use um corretor para evitar erros bobos de digitação e ortografia, pois eles prejudicam muito na hora da avaliação final.

Qualquer dúvida ou reclamação me contate por MP!

Logan Hunt: Aprovado.

Narrou uma história envolvente do início ao fim, de forma que conseguiu me cativar desde o começo. As características da personagem foram bem colocadas de forma simples e objetiva, e logo que começou a história, conseguiu prender totalmente minha atenção.

A visita no reino de seu progenitor fora muito bem construída e projetada, sendo que a luta também fora narrada com maestria. Gostei bastante da história de Logan, a personalidade e o modo como ele lidou com seu tratamento, morte da mãe e a descoberta do parentesco com Hades.

Só tenho que lhe parabenizar, não encontrei nenhum erro em seu post, apenas gostaria de que a letra fosse um pouco maior para que a leitura ficasse mais fácil. No mais, meus parabéns!!!

Qualquer dúvida ou reclamação me contate por MP!

Aryeh Rothlow: Aprovado.

Nenhum erro que deva ser assinalado, post bem feito e bem estruturado, Aryeh, meus parabéns. Gostei de sua história e achei sua ousadia bastante interessante. É a primeira vez, inclusive, que vejo alguém abraçar Hades e sair ileso da situação, o que, creio eu, ser uma situação bastante atípica. Deixando a brincadeira a parte, apenas esse trecho que ficou um pouco destoado do restante da narrativa, porém, com total sinceridade, gostei da ousadia.

A luta fora bem criada e desenvolvida, também, porém eu esperava um pouco mais da parte de Hades diante a situação, mas isso não lhe acarretou nenhum ponto negativo. No mais, meus sinceros parabéns!

Qualquer dúvida ou reclamação me contate por MP!

Atualizado.
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Re: Testes para Filhos de Hades — Dezembro

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