á estava quase anoitecendo quando eu saí daquela floresta imensa e que agora se tornara ainda mais escura. Olhei para minhas roupas, estava completamente imunda e com alguns resquícios de sangue pelo corpo, especialmente no corte que aquele maldito esqueleto havia feito em mim. Não era um ferimento grave, mas estava derramando mais sangue do que eu gostaria.

Eu estava cansada, com fome, precisava de algo que pudesse me ajudar. Olhei ao redor com um suspiro frustrado enquanto me perguntava onde encontrar uma enfermaria. Caminhei por alguns minutos até encontrar uma das muitas por ali, então rapidamente fui adentrando o lugar.
Era um lugar organizado, bem acolhedor e quieto, o que me fez estranhar de certa forma. Avistei uma garota atrás de algumas prateleiras de instrumentos e chamei por ela.

- Hey! – Ela parece ter se assustado com o meu tom de voz repentino, e eu fiquei ligeiramente sem graça. Olhei-a por alguns segundos e então voltei a falar. – Acho que preciso da sua ajuda... – Sorri fraco ao olhar meu corpo mais uma vez.
A garota se aproximou rapidamente, logo começando a examinar meus ferimentos. Ao parar os olhos em minha levemente ensanguentada, olhou para a espada ‘b’ que ainda estava embainhada em minha cintura.
- Sua espada é diferente... Mas, bonita. Onde conseguiu? – Ela perguntou, parecia curiosa e encantada pelo brilho que ‘b’ emitia.

- Encontrei-a na floresta. Mas passei umas boas até conseguir tirá-la de lá... – Apertei o cabo de ‘b’ e suspirei um tanto melancólica. – Esqueletos, areia movediça para todos os lados, uma náiade em apuros e um homem estranho que queria tortura-la até a morte. – Voltei meu olhar para a garota em minha frente. – Ah é... e o rio. - Meu sorriso foi diminuindo ao pensar no homem que estava a beira do rio machucando aquela náiade. Enquanto eu pensava, continuei a olhar a garota curandeira trabalhar.