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.:: Enfermaria da Silvia ::.

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Mensagem por Silvia Kawasaki em Qua 16 Dez 2015, 17:12

Relembrando a primeira mensagem :



Enfermaria da Silvia
Come get your healing


Localizada atrás da Enfermaria Principal, a nova enfermaria, da curandeira Silvia Kawasaki, era mais um lugar onde semideuses machucados poderiam buscar por socorro e recuperação. O lugar contava com uma decoração interna em um verde característico dos filhos de Íris, um tom suave que se confundia com o azul visando um relaxamento dos pacientes que ali entrassem. Uma música suave de harpa tocava ao fundo em looping, graças a uma engenhoca mágica projetada por um filho de Hefesto e um de Apolo.

Além da decoração e da música, o local contava com equipamentos recém-adquiridos, macas/leitos confortáveis, poltronas para acompanhante e espaço para até cinco pacientes, por ser ainda um local pequeno. A mesa da curandeira, com sua bolsa, livros e armário, ficam ao fundo da enfermaria e num tablado firme mais elevado, de onde a jovem moça tem visão de todo o local e da entrada, podendo facilmente ver quem estaria precisando de ajuda e como, para rapidamente atender.

Regrinhas e Etc.

1) Sejam bem-vindos! Sou a nova curandeira do Acampamento Meio-Sangue, Silvia Kawasaki. Pra começar, peço que ao fazerem seus posts expliquem a chegada, contextualizem, me digam o que aconteceu, para que eu possa tratá-los devidamente. Posts com menos de 5 linhas serão considerados floods;

2) Enfermaria gratuita. Não precisarão me pagar nada, mas se quiserem me trazer um chocotone da Cacau Show, é super aceito -q

3) Estou sempre no chatbox, com essa ou outra conta, então se quiserem me avisar lá que postaram aqui, sintam-se à vontade. Também podem mandar mps.

don't be shy, bring colors to your life!

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Elliot Cumming em Sex 14 Abr 2017, 13:29


When the Darkness Comes


Tempo, durante o coma de Elliot, era algo abstrato e confuso. Ele não estava exatamente inconsciente; podia ouvir e sentir tudo, por mais que não conseguisse abrir os olhos ou articular palavras. A dor era excruciante, algo nos golpes das sombras parecia ferir mais do que apenas seu corpo. Sentia que sua alma estava danificada, mas isso ele sabia que era passageiro. Em determinado período, conseguiu ouvir ordens emergenciais e sentir seu corpo ser carregado. Um lapso de inconsciência o fez perder a noção do que aconteceu depois, mas alguém ou alguma coisa começava a acelerar o processo de cicatrização de seu corpo.

Momentos após esse, ele sentia suas dores diminuírem. Ainda era incapaz de se mexer ou falar, mas ouvia mais nitidamente. Borrões de momentos que antecederam sua chegada às portas do acampamento, que para ele mais parecia uma colina qualquer, o deixavam em desespero. Em sua mente, uma figura enorme, com um par de asas negras, o perseguia e o pressionava contra algo parecido com um portal. Ao mesmo tempo, não sentia medo da figura; algo denunciava que ela não era hostil. As sombras atrás dos dois, sim.

Mais uma vez, aconteceu algo como uma completa inconsciência. Elliot sonhou que estava morto em uma casa abandonada. Seu corpo sangrando, a vida esvaindo-se de seus olhos vidrados. Ele não precisou estar exatamente consciente do que estava acontecendo para saber que, na vida real, estava convulsionando; ele sentia, quase, como se sua alma estivesse tentando se livrar de seu corpo e partir para um outro lugar, separando-se cada vez mais daquela realidade.

Alguma coisa o impediu de continuar se debatendo na maca. Talvez fosse sua vontade de entender ou conciliar; algo estava terrivelmente errado e ele tinha uma imensa necessidade de compreender o que estava acontecendo. Seus olhos abriram. O peito de Elliot fora projetado para frente, mas algo o segurou. Ele finalmente pôde ver luz, mas ainda era incapaz de identificar formas.

Conforme sentia, mais uma vez, um repentino sono lhe acometer, seu coração voltou a bater em um ritmo normal. A respiração estabilizar, os olhos pararem de se revirar. Focou-se em um rosto, o único que era capaz de ver. E parou. O coma o convidava para mais um longo pesadelo que Elliot não queria sonhar. Resistiu. Respirou com dificuldade e, só então, percebeu que tinha rasgado o estofado da maca que deitava enquanto segurava-a com toda sua força. Começou a entender as figuras que o rodeavam - outras pessoas deitadas, doentes, outras macas, algumas envoltas em cortinas. Sabia que era um hospital, mas não sabia como sabia disso.

Alguém o segurava. Isso o desesperou. Mas quase ao mesmo tempo em que quis se debater de novo, algum tipo de sensação reconfortadora o acolheu, tranquilizando-o. Focou-se no rosto do homem que não reconhecia e que o segurava. Então deixou a boca entreaberta em uma tentativa falha de emitir algum som - ele queria dizer algo. Na segunda tentativa, balbulciou. Sentiu a tensão de seu corpo afrouxar e a sua respiração se acalmar. Repetiu as palavras que ecoavam em sua mente. Perguntas.

— O... O-oque está... A-acontecendo...? — Finalmente conseguiu dizer, após a última tentativa frustrada. Sua voz era rouca e anasalada, e estava em um nítido tom de sofrimento - como se cada sílaba desencadeasse algum tipo de reação em seus ferimentos. — Quem... é... você?

Dificilmente alguém poderia entender a profundidade daquelas perguntas. Elliot não estava apenas confuso porque tinha desmaiado e acordado em um lugar estranho - estava confuso porque, além de tudo isso, ele não conseguia se lembrar de nada além de desespero de estar em uma caverna fugindo de demônios. Seus olhos vagaram ao redor e pelo próprio corpo - ele sequer se reconhecia. Um grito parecia sufocar e entalar sua garganta antes de sair. Elliot fazia um pedido de socorro mudo com suas expressões

Algo de terrivelmente errado estava acontecendo e ele não entendia nada, absolutamente nada, de por que ter sido ele. De porque ele ser ele.



Poderes Utilizados:
Passivos:
Nenhum utilizado.
Ativos:
Nenhum utilizado.
Equipamento:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

♦ Pingente da Natureza / Amuleto [Sua corrente é feita de ferro comum, mas banhada em prata. Uma corrente fina e leve. O pingente propriamente dito é uma folha, também prateada, porém, com um leve brilho esverdeado. Uma vez por missão pode roubar alguns poucos pontos de MP dos adversários. Válido também para uma vez por combate.] {Ferro e Prata} (Nível Mínimo: 1) {Neutro} [Recebimento: Prêmio da Missão "Náiade Assediada";  por Hades e atualizado por Hécate. Atualizado: 13/2/13]

{Death} / Foice [Foice da Morte; mede cerca de 2 m. O cabo é feito de bronze sagrado, assim como sua lâmina. Ao desejo de seu dono, a partir do nível 20, ela se transforma em um pingente de foice] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Thanatos]

{Sullem} / Anel [Anel feito de Ferro Estígio com uma grande Safira Negra incrustada em seu centro, representando uma caveira. Quando o usuário estiver com seu status de vida pela metade, uma aura negra o envolve. Faz com que a áurea recupere 20% do HP uma vez por missão] {Ferro Estígio e Safira} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Thanatos]

{Spanown} Capa [Uma capa negra feita de veludo e com capuz. A capa emite uma leve aura amedrontadora, por se lembrar da capa creditada a morte. A aura possui efeito até mesmo em seus aliados e animais, não possuindo efeito apenas sobre criaturas de nível igual ou maior. O efeito faz com que a defesa do inimigo reduza em 10%, por causa de seu temor em ser morto enquanto estiver próximo do portador a até 3m de distância, mas resistências ainda devem ser aplicadas. Adicionalmente, duas vezes por missão, por um período de dois turnos, há um efeito de camuflagem que deixa o usuário furtivo, escondido, diminuindo as chances de serem encontrados.] {Veludo negro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Thanatos]

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Franz H. Baudelaire em Sex 14 Abr 2017, 16:19

enfermaria
ELLIOT CUMMING
da silvia!
COME GET YOUR HEALING
Por mais que ninguém comentasse, os olhares pesavam sobre mim. Ted e Gina pareciam especialmente inteirados daquela situação, comunicando-se numa troca de olhares silenciosa toda vez que eu citava o ocorrido. E pela já costumeira vigia de minhas ações, Silvia também aparentava estar um tanto preocupada. A minha presença na sua enfermaria tornou-se fixa, afinal; eu tinha pedido para estagiar única e exclusivamente com ela, somente para poder ficar na sua tenda o dia inteiro. Não era de se espantar que uma mudança comportamental repentina causasse estranhamento das pessoas próximas.

Mas não era bem pela filha de Íris que eu fazia isso. Bem no âmago, a preocupação e a curiosidade que eu sentia pelo rapaz misterioso de noites antes não era algo que eu necessariamente tratava com indiferença. Estava perfeitamente ciente das minhas ações. Estava ciente de cada olhadela, de cada checagem feita hora após hora — por mais que eu tivesse feito isso nos últimos dias e nenhuma melhora significativa tivesse sido notada. Estava ciente de que minha mudança para lá e até mesmo a vigia que eu fiz na noite em que ele apareceu eram sinais claros de algo que ninguém negava: eu me importava com ele mais do que com qualquer outro paciente.

Talvez tivesse sido sua misteriosa aparição. Ou a responsabilidade de ter cuidado dele sozinho na enfermaria, também. E se ainda fosse levado em conta que era o primeiro paciente que eu via entrar em coma... bem, era de se esperar um cuidado mais atento, não?

Pela milionésima vez no dia, flagrei-me olhando-o analiticamente. Sinais vitais estáveis, corpo se regenerando aos poucos. Havia feito um processo de cura mais cedo naquele dia, mas estranhamente, como nas vezes anteriores, seus índices de energia estavam mais baixos do que deveriam. Talvez estivesse tendo pesadelos, ou algum ferimento interno lhe custasse pequenas parcelas vitais. Não dava para saber ao certo.

— Ele não vai acordar agora — comentou casualmente Silvia, dispondo-se ao meu lado após ministrar uma poção a uma garotinha enferma. — Digo, ele pode acordar. Mas você não precisa ficar o tempo todo vigiando. Ele vai ficar bem. E você precisa ficar bem também, Franz.

Eu desviei meus olhos para ela e, então, para o corpo inerte do rapaz. Dei um sorriso fraco em afirmação, mas ainda assim desloquei-me até ele depositei minha destra em seu peito, prestes a fazer outra oração a meu patrono. Mesmo podendo sentir o olhar de Silvia queimando em minhas costas, não me importava; fazia o que achava ser o certo para mim, não aos olhos dos outros — mesmo que fosse alguém sábio como a filha de Íris.

E foi aí que os meus esforços se provaram eficazes e a minha fé em meu patrono inflou-se rapidamente, confrontando as palavras da curandeira atrás de mim. O rapaz, afinal, começou a debater-se violentamente contra a maca, fincando suas unhas no colchão e arrancando parte do estofado. Retirei minha mão rapidamente de seu peito e tentei segurar seus ombros, mas lembrei-me de que não era o certo a se fazer; por isso, botei-o de lado, ajustei o travesseiro em sua cabeça e fiz uma prece a Asclépio para que a convulsão passasse logo, embora não estivesse usando nenhuma habilidade específica.

Então, ele parou e eu o devolvi à posição original; meu coração batendo forte, meus nervos à flor da pele. Ele abriu seus olhos e repentinamente tentou se sentar, mas eu empurrei seu peito para baixo e o forcei a ficar deitado, já que levantar seria perigoso demais em sua situação. A julgar por seus olhos ávidos, ele parecia muito confuso. Dificilmente seria capaz de relatar o que aconteceu a si próprio antes de chegar à enfermaria.

— Acalme-se — disse a ele no exato momento em que suas íris fincaram-se em meu rosto, olhando suplicante para Silvia, que àquela altura já preparava poções na bancada ao fundo. Orei rapidamente ao meu patrono e, ainda com minhas mãos em seu peito, deixei que a energia dourada fluísse de mim para ele; e não que o rapaz tivesse tido a chance de perceber o que eu fazia. Parecia ocupado demais com o que o cercava. Repeti o processo, mas daquela vez usando do brilho prateado, tentando recuperar sua energia.

Peguei as poções que Silvia havia preparado e botei à cabeceira da maca do rapaz, preferindo aferir seu quadro antes. Estava consideravelmente melhor — havia acordado, afinal —, mas ainda não parecia inteiramente são. Sequer formava palavras, já que sua bota entreaberta não fazia mais do que se movimentar minimamente, incapaz de montar algo com nexo.

Quando ele finalmente disse algo, não foi muito diferente do esperado.

— Você esteve em coma. Chegou aqui muito ferido — respondi, usando o tom mais claro que conseguia. — Eu sou Franz. François Baudelaire. Curandeiro do Acampamento Meio-Sangue. Você tem noção de onde está? — E antes mesmo que ele fosse capaz de elaborar uma resposta, ministrei-lhe as poções, uma a uma, ajudando-o a bebê-las sem engasgar. Quando as quatro (vitalícia e energética, ambas simples e média) foram devidamente engolidas, orei pela enésima vez a Asclépio e dirigi a cura ao rapaz, enfim conseguindo elevar seu status vital. O mesmo foi feito com sua energia.

Adendos:
Estágio devidamente permitido por Silvia Kawasaki, dona da enfermaria.


Poderes:
{Asclépio - Passivo} Nível 2 — Conforto Restaurador: Ao realizar um exame prévio e acomodar um paciente em sua enfermaria, recepcionando-o e tratando com cuidado, no ambiente adequado e modificado com as condições especiais para isso, o paciente fica mais predisposto ao tratamento e assim as habilidades do curandeiro tornam-se mais efetivas, ampliando o valor restaurado em 20% (arredondado para baixo, mínimo de 1 ponto). Por ser necessário certo preparo anterior, somente funciona na enfermaria ou em situações de conforto. Não afeta a si próprio, obviamente. Não serve para cicatrizar ou quaisquer outros efeitos, apenas a recuperação de vida; para obter tais efeitos, deve-se, ao menos por enquanto, utilizar de métodos convencionais. [Modificado de ativo para passivo, antigo "Boas vindas curadoras"]

{Asclépio - Passivo} Nível 13 — Olhar Clínico: Há uma espécie de lenda urbana que diz “grandes médicos sabem o que o paciente sente apenas de olho”. Pois bem, isso se aplica aos aprendizes, mas de uma forma diferente: ao avistar alguém, consegue “ver” as informações de saúde deste indivíduo (por exemplo, possíveis fraturas, doenças, batimentos cardíacos, oxigenação, vida, energia e situações psicológicas e sociais naturais). Estas informações aparecem em forma de dados e gráficos para o aprendiz, como na tela de um monitor de hospital. Algumas informações, como situações psicológicas e sociais só se aplicam a pessoas que deixarem o curandeiro ter esse conhecimento, o que resume a, normalmente, aliados. Isso faz com que seus diagnósticos agora sejam mais precisos, mas podem ser enganados por meios mágicos e poderes que alterem sua percepção.


{Asclépio - Ativo} Nível 1 — Curar ferimentos: Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração dourada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do HP do alvo com o toque direto. A cura será equivalente ao custo de Mp deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo de cura = 4). Pode ser utilizado sobre si mesmo. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

{Asclépio - Ativo} Nível 3 — Toque Energético: Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração prateada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do MP do alvo com o toque direto. A restauração será equivalente ao custo de MP deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo 1). Não pode ser utilizado sobre si mesmo. Para fins de gasto de MP e cálculo de recuperação, é considerado um poder nível 1. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

{Asclépio - Ativo} Nível 15 — Cicatrização II: Agora o dom de cicatrizar cortes e ferimentos já está mais forte nos seguidores de Asclépio. Ao tocar as feridas abertas, estas se fecharão em uma rodada, impedindo hemorragias e sangramentos, anulando tais penalidades em casos de efeitos de nível igual ou menor que o curandeiro, ou reduzindo-as a apenas 25% se maior. Adicionalmente, recupera 5% da HP e MP do alvo, quando em outra pessoa, ou 5% da HP quando em si mesmo (sempre arredondando para baixo). A cicatriz ficará no local, mas será discreta, independente do tipo de ferimento. Este poder só pode ser usado em si mesmo se conseguir tocar o ferimento. 1 utilização por batalha. [Novo]
Poções:
{Asclépio} Nível 6 — Poção Vitalícia Simples: Uma poção de coloração esverdeada-pálida, caso tenha sido formulada do jeito correto, e de gosto ligeiramente azedo; é particularmente básica e, portanto, não necessita da especialização ‘Alquimista’. Seu principal efeito é o de, após ingerida pela boca como um líquido, recuperar a vida do paciente. Por questões de segurança, só pode ser consumida uma dose a cada turno.

{Asclépio} Nível 9 — Poção Energética Simples: Ao ser produzida da forma apropriada, a poção adquirirá uma tonalidade arroxeada e um gosto frutífero refrescante e adocicado; comum e imprescindível para os curandeiros, ela não precisa da especialização ‘Alquimista’ para ser feita. O efeito dela é, quando sorvida para dentro dos lábios, restaurar a energia do cliente. É óbvio e claro que ela não pode ser ingerida em excesso e, portanto, seu uso só é liberado uma vez a cada turno.

{Asclépio} Nível 12 — Poção Vitalícia Média: Se criada corretamente, a poção irá adquirir uma coloração semelhante à Poção Vitalícia Simples, porém desta vez será um pouco mais brilhante do que a anterior e será um pouco mais escura. O gosto da poção, a princípio, é azedo, contudo vai se tornando refrescante conforme é ingerida. Este tipo de poção só poderá ser criados por Alquimistas, uma vez que ela é mais avançada que a sua antecedente. Por questões de segurança, só uma dose pode ser ingerida uma vez por turno.

{Asclépio} Nível 15 — Poção Energética Média: Ao ser produzida da forma apropriada, a poção adquirirá uma tonalidade arroxeada, levemente brilhante e um gosto frutífero de refrescante e adocicado; também como a poção vitalícia média, esta só pode ser criada por aqueles curandeiros que decidiram tornar-se Alquimistas. Por questões de segurança, ela só pode ser ingerida uma vez por turno.
Atualizações:
— Elliot Cumming: Full HP/MP.
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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Elliot Cumming em Sex 14 Abr 2017, 17:38


When the Darkness Comes


Elliot não respondeu. Era ele quem deveria estar fazendo perguntas - não entendia aquilo e estava com verdadeiro medo. Tentou erguer o tronco, mas seu corpo roeu, e ele não tentou mais resistir - deitando-se na maca. Distraiu-se mais uma vez com os arredores, respirando fundo. Era difícil de compreender o que se passava na cabeça dele naquele momento. Possivelmente, uma situação de stress, medo, receio e estranhamento.

Quando lhe ofereceram um líquido estranho, a primeira coisa que fez foi se afastar. Ele queria recusar, mas pensou duas vezes - se era mesmo um hospital, e se estava vivo, era por causa do tratamento deles. Resolveu beber as soluções devagar, e estranhamente sentiu-se melhor. Relaxou ao saber que não estavam tentando o matar - embora não sabia por que ele deveria pensar que estava em perigo.

Elliot respirou fundo algumas vezes e engoliu em seco, tendo a impressão de que agora conseguiria falar. E de que, agora, conseguiria se sentar. Ele se moveu depois de já ter bebido as poções, e não entendeu porque de uma hora para outra tinha recuperado-se daquele jeito. Isso não era normal.

— Acampamento meio-sangue? — Inquiriu. Ele estava mais calmo, mas ainda era possível notar um certo tom de medo em sua voz. Olhou para o rapaz chamado François e o observou com estranha familiaridade. A voz dele... Estava reconhecendo-a de quando ainda estava em coma. — Foi você quem me salvou? Digo... Quando cheguei "aqui", alguém me carregou. Ouvi sua voz, depois.

Elliot parou. Começou a se perguntar de onde tinha vindo, como tinha parado ali. Colocou uma mão sobre a testa, apoiando-a na maca, como se pensasse que pressionar as têmporas fossem lhe ajudar a lembrar.

— Eu não me lembro de nada.

Foi uma constatação. Mas pareceu cair como uma faca em suas costas. Ele não tinha passado, e não tinha nome. Pensou sobre si mesmo. Elliot se sentou direito e então esticou os próprios braços - estavam limpos, eram seus, e os reconhecia, mas não sabia se identificar. Os girou. Analisou sua própria mão.

Curiosamente, encontrou uma cicatriz no antebraço esquerdo. Estreitou os olhos. Essas não eram marcas de corte ou de combate. — Foi você que me marcou? — Inquiriu. Elliot levantou o antebraço e o mostrou: em vertical, escrito com uma letra-de-forma e aparentemente marcada à faca, o nome: Elliot Cumming.



Poderes Utilizados:
Passivos:
Nenhum utilizado.
Ativos:
Nenhum utilizado.
Equipamento:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]

♦ Pingente da Natureza / Amuleto [Sua corrente é feita de ferro comum, mas banhada em prata. Uma corrente fina e leve. O pingente propriamente dito é uma folha, também prateada, porém, com um leve brilho esverdeado. Uma vez por missão pode roubar alguns poucos pontos de MP dos adversários. Válido também para uma vez por combate.] {Ferro e Prata} (Nível Mínimo: 1) {Neutro} [Recebimento: Prêmio da Missão "Náiade Assediada";  por Hades e atualizado por Hécate. Atualizado: 13/2/13]

{Death} / Foice [Foice da Morte; mede cerca de 2 m. O cabo é feito de bronze sagrado, assim como sua lâmina. Ao desejo de seu dono, a partir do nível 20, ela se transforma em um pingente de foice] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Thanatos]

{Sullem} / Anel [Anel feito de Ferro Estígio com uma grande Safira Negra incrustada em seu centro, representando uma caveira. Quando o usuário estiver com seu status de vida pela metade, uma aura negra o envolve. Faz com que a áurea recupere 20% do HP uma vez por missão] {Ferro Estígio e Safira} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Thanatos]

{Spanown} Capa [Uma capa negra feita de veludo e com capuz. A capa emite uma leve aura amedrontadora, por se lembrar da capa creditada a morte. A aura possui efeito até mesmo em seus aliados e animais, não possuindo efeito apenas sobre criaturas de nível igual ou maior. O efeito faz com que a defesa do inimigo reduza em 10%, por causa de seu temor em ser morto enquanto estiver próximo do portador a até 3m de distância, mas resistências ainda devem ser aplicadas. Adicionalmente, duas vezes por missão, por um período de dois turnos, há um efeito de camuflagem que deixa o usuário furtivo, escondido, diminuindo as chances de serem encontrados.] {Veludo negro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Thanatos]

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Chwe Hwan Soo em Dom 16 Abr 2017, 16:27

enfermaria
CANADIAN BOY
da silvia!
YOU HAVE TO HEAL ME
Era difícil atinar meus sentidos naquele estado de torpor, mas meu resquício de consciência permitiu-me sorver parte do que acontecia à minha volta: vozes alarmadas, luzes fortes e um cheiro característico de hospital. Vultos cercavam-me — estando um deles a me carregar, eu podia sentir —, mas eu não podia distingui-los; minha atenção voltava-se para a excruciante dor em minha cabeça e, ainda, para o empapar contínuo de minha camisa. Estava senciente de tudo e, ao mesmo tempo, de nada.

Após isso, não posso dizer com exatidão o que ocorreu. Senti meu corpo ser depositado numa superfície macia, porém não tinha certeza de que ele estava realmente pesando. Senti uma voz calma falando muito próxima de mim, provavelmente tentando chamar a minha atenção, mas tinha a impressão de que ela vinha de todos os locais e de lugar nenhum. Algo encostou em meu rosto, e ainda assim eu não entendia; julgo que poderia ter levado uma bofetada e nem sequer sentir a dor do estapeamento.

E foi provavelmente pela exaustão que a escuridão gradativamente me atingiu. É o último acontecimento que posso afirmar com certeza.
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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Franz H. Baudelaire em Dom 16 Abr 2017, 18:33

enfermaria
ELLIOT CUMMING E CHWE HWAN SOO
da silvia!
COME GET YOUR HEALING
Um sorriso automático tomou meus lábios no exato momento em que a coloração pareceu voltar ao rosto do rapaz, ainda que ele se mantivesse um tanto pálido. Para alguém que tinha acabado de sair de um coma, ele estava incrivelmente bem; sendo capaz até mesmo de sentar e balbuciar algumas palavras, a confusão mental em que deveria se encontrar praticamente não existia. Ou ao menos era o que meu achismo médico demasiado otimista dizia.

Quando ele enfim formou uma frase sem grande pausas, assenti. Pareceu fazer uma pergunta retórica, o que interpretei de duas formas: ao mesmo tempo que achei ter ali um novato, alguém que nunca tinha colocado os pés no local, também pensei que ele tinha parado ali por acidente, por mais que já houvesse passado pelo local. Entretanto, pareci passar longe: pelo que veio a seguir, nenhuma das minhas alternativas estava correta.

— Bom, eu... Eu é que te atendi quando você chegou. Uma equipe de patrulha te trouxe e... — interrompi a frase, lembrando que não deveria bombardeá-lo com informações naquele momento. Não era a hora certa. E Quíron certamente iria encontrar-se com ele, explicá-lo tudo, ao mesmo tempo que pediria explicações. — Está tudo bem agora. Relaxe. Não precisa se preocupar.

Apesar da recomendação, o garoto não pareceu relaxar. Pelo contrário: fechou-se em seu mundo numa clara tentativa de botar os pensamentos em ordem, mas aparentemente falhou. Quando tornou a olhar para mim, a afirmação vazia que escapou de seus lábios foi incrivelmente penosa.

O rapaz à minha frente não se lembrava de nada. Havia perdido a memória durante o aparente ataque que sofreu? Ou elas foram roubadas de si, como tantos deuses já fizeram com suas proles?

Não tive muito tempo para pensar a respeito, no entanto. Quando estava prestes a submergir em questões próprias e a dizer que o ajudaríamos com o que fosse preciso, ele levantou seu antebraço na altura dos meus olhos e mostrou-me uma estranha cicatriz, indagando-me confusamente se eu a havia feito. Ali havia um estranho nome, grosseiramente marcado: Elliot Cumming. Aquele era seu nome?

A resposta, infelizmente, ficou para depois. Logo certa algazarra formou-se dentro do local, demarcando a entrada de mais alguém à beira da morte: um rapaz loiro e muito alto carregava outro esguio em seus braços, seguido por um pequeno semideus lotado de tralhas. Exceto pelo loiro, a trupe que entrou era toda oriental, com traços muito similares aos meus.

Olhei por cima do ombro e vi Silvia indo em direção a garotinha de antes, que parecia ter tornado a passar mal. Nossos olhares se cruzaram por um instante e silenciosamente soube que ela me pedia para tomar a frente, fazendo-me largar do garoto — Elliot? — e correr ao mais novo enfermo ensanguentado.

— Basilisco escamavil. O atingiu com a cauda, fazendo ele voar por alguns metros. Bateu com a cabeça antes de cair — relatou o loiro, afastando-se da maca para que eu pudesse atuar. Logo assenti, pegando o um kit próximo e tratando de limpar o ferimento em seu supercílio.

Um erro, já que o sangue saía sem parar, não importando o quanto eu limpasse. Rapidamente resolvi cicatrizar o ferimento primeiro, tocando nele e deixando a energia fluir de mim, fechando-o de ponta a ponta. Só aí fiz a devida limpeza, empapando gazes e mais gazes com o líquido rubro do rapaz.

Retirei sua camisa — àquela altura já manchada com todo aquele sangue — e tratei de cicatrizar outros ferimentos e dispersar hematomas, logo antes de também limpar a área. Em seguida, fiz uma rápida prece ao meu patrono e vi minhas mãos se envolverem naquele costumeiro brilho dourado, traçando o também costumeiro caminho até o peitoral do paciente, onde a energia foi depositada. Repeti o processo para que seu status de vitalidade — visível no gráfico à minha frente — ficasse enfim estável.

A seguir, outra oração foi necessária para que o brilho em minhas mãos mudassem para um tom prateado, que foi rapidamente colocado na testa do rapaz. Seu status de energia subiu rapidamente, chegando ao máximo mesmo antes de eu julgar que poderia.

Ele respirou profundamente, como se nunca o tivesse feito. Seu peito magro desceu vagarosamente, calmo, e a situação na enfermaria pareceu novamente reduzir o ritmo, voltando aos conformes. Chequei se não havia nada quebrado ou outros ferimentos a tratar, mas realmente não havia; o rapaz tinha dado sorte ao chegar rápido ali, mesmo que com aquele ferimento grave.

Então, olhei de soslaio para Elliot — se é que esse era mesmo seu nome. Lembrei-me do alarme que tive quando ele chegou, lotado de ferimentos estranhos e já induzido num coma. E lembrei-me que, havia pouco, soube que ele não tinha memória alguma. De certa forma, ambos lembravam-me do meu eu confuso: recém-chegado a um local que eu não conhecia, cercado por uma realidade que não era minha e cheio, cheio de dúvidas.

Era um fato: ser semideus era uma completa droga.

Adendos:
Estágio devidamente permitido por Silvia Kawasaki, dona da enfermaria. Post com Chwe Hwan Soo previamente definido, explicando as informações aqui contidas.


Poderes:
{Asclépio - Passivo} Nível 2 — Conforto Restaurador: Ao realizar um exame prévio e acomodar um paciente em sua enfermaria, recepcionando-o e tratando com cuidado, no ambiente adequado e modificado com as condições especiais para isso, o paciente fica mais predisposto ao tratamento e assim as habilidades do curandeiro tornam-se mais efetivas, ampliando o valor restaurado em 20% (arredondado para baixo, mínimo de 1 ponto). Por ser necessário certo preparo anterior, somente funciona na enfermaria ou em situações de conforto. Não afeta a si próprio, obviamente. Não serve para cicatrizar ou quaisquer outros efeitos, apenas a recuperação de vida; para obter tais efeitos, deve-se, ao menos por enquanto, utilizar de métodos convencionais. [Modificado de ativo para passivo, antigo "Boas vindas curadoras"]

{Asclépio - Passivo} Nível 13 — Olhar Clínico: Há uma espécie de lenda urbana que diz “grandes médicos sabem o que o paciente sente apenas de olho”. Pois bem, isso se aplica aos aprendizes, mas de uma forma diferente: ao avistar alguém, consegue “ver” as informações de saúde deste indivíduo (por exemplo, possíveis fraturas, doenças, batimentos cardíacos, oxigenação, vida, energia e situações psicológicas e sociais naturais). Estas informações aparecem em forma de dados e gráficos para o aprendiz, como na tela de um monitor de hospital. Algumas informações, como situações psicológicas e sociais só se aplicam a pessoas que deixarem o curandeiro ter esse conhecimento, o que resume a, normalmente, aliados. Isso faz com que seus diagnósticos agora sejam mais precisos, mas podem ser enganados por meios mágicos e poderes que alterem sua percepção.


{Asclépio - Ativo} Nível 1 — Curar ferimentos: Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração dourada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do HP do alvo com o toque direto. A cura será equivalente ao custo de Mp deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo de cura = 4). Pode ser utilizado sobre si mesmo. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

{Asclépio - Ativo} Nível 3 — Toque Energético: Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração prateada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do MP do alvo com o toque direto. A restauração será equivalente ao custo de MP deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo 1). Não pode ser utilizado sobre si mesmo. Para fins de gasto de MP e cálculo de recuperação, é considerado um poder nível 1. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

{Asclépio - Ativo} Nível 15 — Cicatrização II: Agora o dom de cicatrizar cortes e ferimentos já está mais forte nos seguidores de Asclépio. Ao tocar as feridas abertas, estas se fecharão em uma rodada, impedindo hemorragias e sangramentos, anulando tais penalidades em casos de efeitos de nível igual ou menor que o curandeiro, ou reduzindo-as a apenas 25% se maior. Adicionalmente, recupera 5% da HP e MP do alvo, quando em outra pessoa, ou 5% da HP quando em si mesmo (sempre arredondando para baixo). A cicatriz ficará no local, mas será discreta, independente do tipo de ferimento. Este poder só pode ser usado em si mesmo se conseguir tocar o ferimento. 1 utilização por batalha. [Novo]
Atualizações:
— Chwe Hwan Soo: Full HP/MP.
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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por 127-ExStaff em Seg 17 Abr 2017, 22:13


atualizado!
Os dracmas dos turnos de cura de Elliot Cumming já foram creditados anteriormente. Atualização apenas do status do player. Ademais, dracmas adicionados à ficha de Franz H. Baudelaire pela cura de Chwe Hwan Soo — também atualizado.

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Zoey Montgomery em Dom 30 Abr 2017, 21:45



Oi <3 q
Zoey precisava ser rápida naquele dia, pois os exorcistas estavam lhe esperando apenas para poderem partir para a China. Passou em seu chalé e pegou algumas coisinhas e, quando pensou em voltar para Montepulciano, ela olhou para si mesma.

O uniforme estava bem alinhado, e o símbolo da Ordem Negra chamava algumas atenções que a menina não queria. Só esperava não bater de frente com ele ali: não estava pronta para se explicar.

A passos largos se aproximou da enfermaria de uma semideusa chamada Silvia. Nunca estivera ali, mas ouvira falar sobre a eficiência da seguidora de Asclépio.

— Olá? — perguntou em alto e bom tom, adentrando o lugar assim que chegou. — Eu procuro os curandeiros daqui, será que poderiam me ajudar?

Observações:
O uniforme que a Zoey está usando é esse aqui

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Mike Chase em Ter 02 Maio 2017, 12:32


Bring the cure, please

na enfermaria


Eu estava cansado e cheio de dores. Vinha treinando sem parar havia um longo tempo e o trabalho na biga com Will Traynor estava cada dia mais pesado. Sabíamos que Quíron queria fazer uma corrida e precisávamos estar preparados. Por conta disso, andei sofrendo alguns acidentes.

— Oi? — Chamei, mas, com base no jogo de sombras que se via através da porta entreaberta da sala da curandeira, presumi que ela estava em atendimento.

Saiu de lá, alguns momentos depois, uma garota jovem trajada em uma roupa diferente do usual. Quase a parei para perguntar se era de alguma escola especial, como a que Tom e Annie frequentavam, mas acabei por ficar em silêncio, afinal ela nem me conhecia.

— Olá, Mike — cumprimentou Silvia, a monitora de Íris e dona daquela enfermaria, com sua habitual capacidade de fazer qualquer um se sentir bem em sua presença.

Contei a ela como vinha me sentindo. O cansaço, as dores, mostrei-lhe também alguns ferimentos dos quais tentei cuidar sozinho, mas que precisavam de intervenção profissional, e deixei que ela me conduzisse para o tratamento correto.

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Silvia Kawasaki em Ter 02 Maio 2017, 19:02


Enfermaria da Silvia

come and get your healing


Zoey Montgomery:

Após uma visita à nova enfermaria do amigo Franz, Silvia voltou ao Acampamento Meio-Sangue e ouviu de Will Fortune sobre o sucesso em seu primeiro treino como monitor do chalé. Pelo visto, ele conseguiu conduzir perfeitamente os filhos de Íris e Héstia na arena. Retornando logo em seguida à sua tenda, a jovem percebeu o quando o lugar parecia vazio agora.

— Preciso de outro estagiário... Aquele safado do Franz me abandonou e agora eu me sinto só. Mereço... Vou encher a caixa de entrada dele de Mensagens de Íris!

Mas ela não teve muito tempo para se debulhar em lágrimas de solidão. Cerca de dez minutos após sua entrada no local, uma garota — cuja aura reconheceu ser de Apolo mista à de Circe — passou pela porta, soando os sininhos, e veio ao seu encontro a fim de ter sua saúde restaurada. A filha de Íris pôde ler seus dados só de olhá-la, enquanto se levantava para recebê-la.

— Olá. Seja bem-vinda. Eu sou Silvia, a curandeira. Venha comigo.

A garota, que se apresentou como Zoey, foi conduzida até o consultório e Silvia deixou a porta entreaberta para ouvir a possível chegada de mais um paciente, tal como realmente aconteceu. Sendo uma cura simples, Silvia começou fazendo uma prece ao seu deus patrono e então partiu para a fabricação da poção Vitalícia Média, que faz uso do leite de cabra, gomos de laranja e raspas de limão siciliano. Toda a força vital da garota retornou.

A curandeira orou novamente e partiu, então, para a produção da poção feita com suco de maçã e amoras em pó, a Energética Média. Tendo-a ministrado corretamente, recolheu os ingredientes na bolsa de componentes e realizou uma nova prece, fazendo com que suas mãos adquirissem uma coloração prateada característica do poder de recuperação energética.

Tocando pontos específicos do corpo da menina, os quais sabia identificar perfeitamente graças à bênção de seu patrono, Silvia conseguiu recuperar completamente as forças de Zoey, deixando a garota cem por cento novamente. Assim, despedindo-se da filha de Apolo, era hora de atender o outro paciente.

Mike Chase:

O filho de Deimos aguardava sentado e com caretas de dor, mas parecia distraído demais com certa medalhinha em seu pescoço. Silvia não conhecia a origem da peça, mas percebeu que era algo realmente precioso para o garoto, que a mirava com olhar sonhador e nostálgico.

— Mike, vamos lá? Já posso atendê-lo.

A cura do herdeiro do pânico foi ligeiramente mais trabalhosa. Silvia novamente iniciou com preces e a produção das poções médias, ministrando-as corretamente. Silvia percebeu que, apesar da melhora na saúde do garoto, suas feições pareciam mais fechadas do que de costume, como se estivesse preocupado com algo, ou alguém.

— Algum problema, Mike? Aconteceu algo?

Ele negou com um movimento da cabeça e um leve mover de lábios, embora sua voz tenha soado inaudível, mas Silvia o acompanhara desde sua chegada ao acampamento e sabia que o semideus vinha passando por algumas mudanças drásticas em sua personalidade, graças a uma certa filha de Poseidon a quem ela conhecia muito bem também.

Enquanto tentava manter uma conversa com o rapaz, talvez extrair dele o que o entristecia, Silvia trouxe o brilho dourado às suas mãos e tocou os ferimentos do jovem, cicatrizando-os e curando-os completamente. Em seguida, fez com ele o mesmo que fizera à Zoey Montgomery, tocando os pontos energéticos do corpo do rapaz com as mãos agora prateadas.

Mike ficou completamente curado, mas mantinha-se calado e sério. Céus, pensou Silvia, só mesmo a Annie para arrancar um sorriso desse garoto... Despedindo-se, a garota o observou seguir na direção de Thor Myers e Gary Danvers, que estavam à porta do chalé de Hefesto conversando com Will Traynor. Este, curado de sua tetraplegia pela própria Silvia, acenou em cumprimento ao filho de Deimos e à curandeira, que voltou para sua sala logo em seguida.

~*~

Adendos:

Poderes utilizados:

PASSIVOS:
Conforto Restaurador (Nível 2) - Ao realizar um exame prévio e acomodar um paciente em sua enfermaria, recepcionando-o e tratando com cuidado, no ambiente adequado e modificado com as condições especiais para isso, o paciente fica mais predisposto ao tratamento e assim as habilidades do curandeiro tornam-se mais efetivas, ampliando o valor restaurado em 20% (arredondado para baixo, mínimo de 1 ponto). Por ser necessário certo preparo anterior, somente funciona na enfermaria ou em situações de conforto. Não afeta a si próprio, obviamente. Não serve para cicatrizar ou quaisquer outros efeitos, apenas a recuperação de vida; para obter tais efeitos, deve-se, ao menos por enquanto, utilizar de métodos convencionais. [Modificado de ativo para passivo, antigo "Boas vindas curadoras"]

Olhar Clínico (Nível 13) - Há uma espécie de lenda urbana que diz “grandes médicos sabem o que o paciente sente apenas de olho”. Pois bem, isso se aplica aos aprendizes, mas de uma forma diferente: ao avistar alguém, consegue “ver” as informações de saúde deste indivíduo (por exemplo, possíveis fraturas, doenças, batimentos cardíacos, oxigenação, vida, energia e situações psicológicas e sociais naturais). Estas informações aparecem em forma de dados e gráficos para o aprendiz, como na tela de um monitor de hospital. Algumas informações, como situações psicológicas e sociais só se aplicam a pessoas que deixarem o curandeiro ter esse conhecimento, o que resume a, normalmente, aliados. Isso faz com que seus diagnósticos agora sejam mais precisos, mas podem ser enganados por meios mágicos e poderes que alterem sua percepção.

ATIVOS:
Curar ferimentos (Nível 1) - Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração dourada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do HP do alvo com o toque direto. A cura será equivalente ao custo de Mp deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo de cura = 4). Pode ser utilizado sobre si mesmo. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

Toque Energético (Nível 3) - Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração prateada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do MP do alvo com o toque direto. A restauração será equivalente ao custo de MP deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo 1). Não pode ser utilizado sobre si mesmo. Para fins de gasto de MP e cálculo de recuperação, é considerado um poder nível 1. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

Cicatrização II (Nível 15) - Agora o dom de cicatrizar cortes e ferimentos já está mais forte nos seguidores de Asclépio. Ao tocar as feridas abertas, estas se fecharão em uma rodada, impedindo hemorragias e sangramentos, anulando tais penalidades em casos de efeitos de nível igual ou menor que o curandeiro, ou reduzindo-as a apenas 25% se maior. Adicionalmente, recupera 5% da HP e MP do alvo, quando em outra pessoa, ou 5% da HP quando em si mesmo (sempre arredondando para baixo). A cicatriz ficará no local, mas será discreta, independente do tipo de ferimento. Este poder só pode ser usado em si mesmo se conseguir tocar o ferimento. 1 utilização por batalha. [Novo]

Poções fabricadas:

Poção Vitalícia Média (Nível 12) - Se criada corretamente, a poção irá adquirir uma coloração semelhante à Poção Vitalícia Simples, porém desta vez será um pouco mais brilhante do que a anterior e será um pouco mais escura. O gosto da poção, a princípio, é azedo, contudo vai se tornando refrescante conforme é ingerida. Este tipo de poção só poderá ser criados por Alquimistas, uma vez que ela é mais avançada que a sua antecedente. Por questões de segurança, só uma dose pode ser ingerida uma vez por turno.

Poção Energética Média (Nível 15) - Ao ser produzida da forma apropriada, a poção adquirirá uma tonalidade arroxeada, levemente brilhante e um gosto frutífero de refrescante e adocicado; também como a poção vitalícia média, esta só pode ser criada por aqueles curandeiros que decidiram tornar-se Alquimistas. Por questões de segurança, ela só pode ser ingerida uma vez por turno.

Atualizações:

Zoey Montgomery: HP e MP full
Mike Chase: HP e MP full

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Hécate em Ter 02 Maio 2017, 19:04

O bichinho da atualização passou por aqui.





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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Alexander G. Jackson em Qui 04 Maio 2017, 20:11



Alexander G. Jackson

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I'm not Dead

A sensação de estar sendo carregado por braços fortes em alta velocidade enquanto beirava a inconsciência não era nada heroica, muito menos proporcionava qualquer tipo de alívio. Se eu já me sentia melhor? Já, mas continuava sem força de vontade suficiente para abrir os olhos, piorou me mexer.

A claridade por sobre minhas pálpebras diminuiu significativamente e repentinamente, enquanto o barulho dos passos passou de uma onomatopeia fofa para algo mais seco e duro. Provavelmente tínhamos entrado em um ambiente fechado.

- Silvia... Parece que esse garoto desmaiou no chalé de Hermes. O irmão dele disse que sua pulsação estava fraca.

A voz do garoto era desconhecida para mim, mas eu tinha certeza de ter sido levado para fora por um de meus irmãos. Ou melhor, eu não tinha certeza de nada.

Meu corpo foi colocado sobre um leito macio enquanto eu tomava coragem pra falar que não estava desmaiado, mas a inércia era tão acalentadora e relaxante que demorei muito tempo até chegar a uma decisão. Confesso que o medo de ser entubado falou mais alto...

- Humm... – Inicialmente foi só um muxoxo para testar a garganta. – Não estou... Desacordado. – Palavras pausadas mexiam os músculos tesos de minha face. – Só... Não... Tenho forças... Para... Mexer...

Meus olhos fechados pareciam tremer enquanto eu esperava realmente estar falando com alguém, e não para as paredes. O ar parecia mais frio agora que a sensação de meu corpo começou a voltar, exceto em um ponto exato perto da clavícula esquerda, acima do coração, o lugar da queimadura.

- E acho... Que me queimei... No ombro esquerdo...

Então me lembrei do filho de Íris indicando a enfermaria de uma certa garota chamada Silvia, devia ser a mesma pessoa. Casos e acasos? Brincadeira do destino? Não vai por bem, então vai por mal.

- Will falou bem de você.

Foi nesse momento que a ficha caiu... A voz no sonho... O nome do homem... Will!!! Ele disse que estava perto de mim, disse para me lembrar do nome, eu só conhecia uma pessoa que se encaixava naquele perfil. O filho de Íris.

Então senti mãos tocarem em mim e resolvi deixar a garota fazer o trabalho dela em paz. Agradeceria no final, quando tivesse energia suficiente pra isso. Só faltava ela dizer que eu desmaiei de fome, o que faria muito sentido considerando que eu não tenho me alimentado muito bem.

Extras:
Só queria destacar aqui que se você for tirar a camisa do Alex ou abaixar ou fazer qualquer coisa sobre o que ele falou de ter se queimado, vai ter uma letra B queimada na pele como se fosse feito por aqueles ferros de marcar gado, aí você decide o que fazer com a informação.

Brigadinho!

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Music: Body Say – Demi Lovato •

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Clothes: Camiseta básica cinza e shorts pretos •
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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Silvia Kawasaki em Qui 04 Maio 2017, 23:31


Enfermaria da Silvia

come and get your healing


Alexander G. Jackson:

O sininho retiniu ao ser tocado pela porta recém-aberta. De lá, um filho do amanhecer entrou, carregando um garoto menor em seus braços. Bem, não necessariamente em seus braços já que o pequeno parecia cambalear e se apoiar no mais alto. Silvia se levantou imediatamente, sabendo que tinha trabalho a fazer, e não parecia pouca coisa.

— Silvia... Parece que esse garoto desmaiou no chalé de Hermes. O irmão dele disse que sua pulsação estava fraca — informou o mais alto, a quem a curandeira reconheceu como Max Solis, o jovem filho de Eos que jogava vôlei e parecia ser bem mais velho do que realmente era. Na verdade, era um ano mais jovem que o filho de Hermes a quem carregava.

— Deite-o na maca.

Max assim o fez, enquanto informava que tinha passado pela frente do chalé 11 quando viu Igor Berserk um tanto afoito e procurando por ajuda. O herdeiro do amanhecer se dispôs a levar o menino e contou que viu Igor sair em disparada na direção de outra pessoa, como se um milhão de problemas o estivesse acometendo no momento.

— Humm... — gemeu o menor, na maca, chamando a atenção da curandeira. — Não estou... desacordado. Só... não... tenho forças... para... me mexer...

— Estou vendo. Descanse, eu vou cuidar de você. Obrigada por trazê-lo, Max.

—... E acho... que me queimei... no ombro esquerdo — Silvia conduziu o garoto na maca até a sala onde fazia os procedimentos mais demorados e, algum tempo depois, ele tornou a falar: — Will falou bem de você.

O comentário causou mais um dos fáceis sorrisos da filha de Íris. Will era o segundo monitor do chalé 14 e vinha mostrando um excelente trabalho, além de ser um dos irmãos mais próximos da jovem curandeira. Ela realmente adorava aquele garoto. Não tinha ideia de como ele e o paciente em sua maca naquele momento estavam conectados.

A cura do filho de Hermes, cujo nome Silvia lembrou ser Alexander, começou como todas as outras: com uma prece. O problema mais grave do filho de Hermes era claramente seu baixo nível de energia, portanto a serva de Asclépio invocou seu poder de Toque Energético, de modo que suas mãos adquiriram uma tonalidade prateada para a restauração do garoto.

Silvia tocou-lhe pontos específicos do corpo, de onde a energia fluía para todo o organismo. Era-lhe impossível não lembrar dos ensinamentos que recebeu quando foi curada do outro lado do mundo. Restaure os pontos de chakra e restaurará todo o organismo, dizia Tanaka-obaa-san, que inspirou a filha de Íris a seguir a carreira em que se encontrava agora.

Boa parte do trabalho já estava feita ao fim deste processo e, para finalizar, Silvia preparou a poção energética média com as medidas de amora em pó, suco de maçã, hortelã e açúcar, conforme diziam as instruções já decoradas em seu livro. Tendo recuperado a parte mais danificada do organismo do filho de Hécate, era hora de devolver-lhe a integridade de sua força vital.

Mais uma prece foi feita e as mãos de Silvia agora tomaram o brilho dourado do poder. Ela tocou algumas áreas arroxeadas no corpo do garoto, mas realmente deteve-se na estranha queimadura em forma de B no ombro de Alex. Que estranho... Facilmente reconheceu a marca como decorrente de alguma espécie de maldição ou algo sobrenatural. Não sairia dali, mas Silvia podia ao menos tratar a área afetada pela tatuagem.

Feito isso, produziu a poção vitalícia simples com as raspas de limão siciliano, o leite de cabra e os gominhos de laranja. O garoto, agora bem mais desperto do que antes, ingeriu a bebida e Silvia viu sua força vital ser completamente restaurada.

— Muito bem, Alex, você está liberado. Qualquer coisa nova, principalmente sobre essa queimadura no seu ombro, por favor, venha falar comigo, ok? E coma bem, você estava quase entrando em desnutrição!

Certo, esta última parte era um exagero, mas Silvia nunca resistia ao impulso de mandar seus pacientes se alimentarem direito. Assim, despedindo-se do garoto, voltou para sua sala e ficou novamente à espera de um novo paciente.

~*~

Adendos:

Poderes utilizados:

PASSIVOS:
Conforto Restaurador (Nível 2) - Ao realizar um exame prévio e acomodar um paciente em sua enfermaria, recepcionando-o e tratando com cuidado, no ambiente adequado e modificado com as condições especiais para isso, o paciente fica mais predisposto ao tratamento e assim as habilidades do curandeiro tornam-se mais efetivas, ampliando o valor restaurado em 20% (arredondado para baixo, mínimo de 1 ponto). Por ser necessário certo preparo anterior, somente funciona na enfermaria ou em situações de conforto. Não afeta a si próprio, obviamente. Não serve para cicatrizar ou quaisquer outros efeitos, apenas a recuperação de vida; para obter tais efeitos, deve-se, ao menos por enquanto, utilizar de métodos convencionais. [Modificado de ativo para passivo, antigo "Boas vindas curadoras"]

Olhar Clínico (Nível 13) - Há uma espécie de lenda urbana que diz “grandes médicos sabem o que o paciente sente apenas de olho”. Pois bem, isso se aplica aos aprendizes, mas de uma forma diferente: ao avistar alguém, consegue “ver” as informações de saúde deste indivíduo (por exemplo, possíveis fraturas, doenças, batimentos cardíacos, oxigenação, vida, energia e situações psicológicas e sociais naturais). Estas informações aparecem em forma de dados e gráficos para o aprendiz, como na tela de um monitor de hospital. Algumas informações, como situações psicológicas e sociais só se aplicam a pessoas que deixarem o curandeiro ter esse conhecimento, o que resume a, normalmente, aliados. Isso faz com que seus diagnósticos agora sejam mais precisos, mas podem ser enganados por meios mágicos e poderes que alterem sua percepção.

ATIVOS:
Curar ferimentos (Nível 1) - Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração dourada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do HP do alvo com o toque direto. A cura será equivalente ao custo de Mp deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo de cura = 4). Pode ser utilizado sobre si mesmo. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

Toque Energético (Nível 3) - Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração prateada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do MP do alvo com o toque direto. A restauração será equivalente ao custo de MP deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo 1). Não pode ser utilizado sobre si mesmo. Para fins de gasto de MP e cálculo de recuperação, é considerado um poder nível 1. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

Poções fabricadas:

Poção Vitalícia Simples (Nível 6) - Uma poção de coloração esverdeada-pálida, caso tenha sido formulada do jeito correto, e de gosto ligeiramente azedo; é particularmente básica e, portanto, não necessita da especialização ‘Alquimista’. Seu principal efeito é o de, após ingerida pela boca como um líquido, recuperar a vida do paciente. Por questões de segurança, só pode ser consumida uma dose a cada turno.

Poção Energética Média (Nível 15) - Ao ser produzida da forma apropriada, a poção adquirirá uma tonalidade arroxeada, levemente brilhante e um gosto frutífero de refrescante e adocicado; também como a poção vitalícia média, esta só pode ser criada por aqueles curandeiros que decidiram tornar-se Alquimistas. Por questões de segurança, ela só pode ser ingerida uma vez por turno.

Atualizações:

Alexander G. Jackson: HP e MP full

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por 127-ExStaff em Sex 05 Maio 2017, 00:07


atualizado!

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Raphael Jauregui em Dom 07 Maio 2017, 04:59

W H I S P E R
i've become the destroyer of worlds



Ala das Enfermarias

John apoiava Brandon em seu ombro enquanto suportava a dor em seu próprio braço direito. Não imaginava que uma simples missão como aquela - buscar e auxiliar novos campistas - fosse se tornar tão complicada. Sabia, no entanto, que uma viagem de ida e volta de Nova York à Long Island seria o suficiente para atrair os mais variados tipos de monstros. Em Bay Shore, ambos os semideuses enfrentaram um grupo de anemois que foram o suficiente para deixá-los feridos. Em outras situações, o filho de Zeus conseguiria derrotá-los facilmente, mas naquele dia precisou se preocupar com não só ele próprio mas, também, com Brandon.

Após serem buscados por Argos e sua van, John pôs-se a procura das poucas enfermarias ativas do acampamento. Ele havia, no máximo, fraturado um braço e algumas feridas passíveis pelo corpo, contudo, a situação do novo campista que havia buscado era preocupante. Quando finalmente se aproximou da última enfermaria da área, percebeu a presença de alguns semideuses e não perdeu tempo, pedindo por auxílio.

Ei, aqui! Ajudem! — aproximou-se da entrada enquanto outros dois campistas se responsabilizavam pelo inconsciente Brandon. Czarevich observou o próprio braço, tentando descobrir de antemão o tipo de fratura. Para a frustração do filho de Zeus, a dor estava mais do que insuportável.

No entanto, sentou-se em uma maca enquanto observava Brandon ser atendido por uma curandeira loira, provavelmente a filha de Íris responsável pelo lugar. Examinou a si mesmo: roupas parcialmente rasgadas, manchadas pelo próprio sangue. Após pouco tempo, a semideusa se aproximou de John, aliviando-o.

Graças aos deuses... Silvia, certo? — sorriu, tentando esconder a expressão de dor que sentia até mesmo nos movimentos mais ínfimos de seu corpo. Seu olhar imediatamente foi direcionado na ferida que mais o incomodava, o braço, que parecia mais inchado do que o normal. — Não tenho muito o que dizer, sou distraído.

Adendos:
Foi solicitado a mudança de nome da personagem para John O. Czarevich, apenas para esclarecer de antemão.

O jovem Brandon é apenas um NPC que achei viável utilizar na narração.

O John fraturou o braço, mas prefiro que a curandeira decida o estado (se é alguma fratura leve ou grave). Também possui algumas feridas semelhantes a arranhões pelo torso e perna.


Thanks Tess
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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Ana M. Thernadier em Sex 02 Jun 2017, 17:23


Enfermaria

Débito. Uma palavra, seis letras, proparoxítona e agonia infinita. Era algo que Ana simplesmente não podia dar-se ao luxo de acumular.

Há quatro dias atrás, o frígido abraço da morte quase se fechava sobre si quando, em uma de suas próprias macas, o veneno desconhecido se espalhava por seu corpo - ainda que multivacinado e protegido pelas bênçãos de Asclépio - e paralisava, lenta e tortuosamente, seu coração. A dor era tanta que pedia, gritava para desmaiar, mas nunca se sentira tão acordada na vida.

Não chegou a ver o que chamam de ''luz no fim do túnel'', graças a ação de uma colega, que havia conseguido neutralizar a ação da peçonha antes que fosse tarde demais.

Silvia lhe dissera que deveria descansar e lhe proibira, terminantemente, de abrir a própria enfermaria pelo menos até a semana seguinte. Mas a filha de Íris esquecera de mencionar que não muito depois estaria saindo em uma missão, deixando sua tenda à própria sorte.

Ana cumpriu a recomendação médica ao pé da letra.

-//

Silvia... Errado. — Respondeu, malandramente, a um dos pacientes que haviam confundido-na com a dona da tenda. Esperava enfrentar situações assim naquele dia, já que não estava em seu próprio local de trabalho, então tentou não levar a mal a assertiva do semideus. — Mas como estou aqui, posso te ajudar com seu braço.

Sua habilidade clínica chegara a um ponto no qual quase nada lhe parecia insólito. Era sempre a mesma história, semideus sai em missão, semideus quebra ossos, semideus volta, semideus cura ossos, repita o ciclo. A julgar pelas vestes do rapaz, retalhadas e marcadas de sangue (de procedência duvidosa), inferiu que o caso em questão se encaixava na regra geral.

Indicava, como principal preocupação, o braço, que estava inchado e possivelmente fraturado. Examinando cuidadosamente a região, não demorou muito para que um fino contorno, quase como uma projeção fantasmagórica dos ossos do braço do rapaz, aparecesse sob a superfície de sua pele. Sem dúvida, tratava-se de uma habilidade ímpar provinda de Asclépio. Uma pequena interrupção no desenho da ulna denotava a região onde a fratura havia ocorrido.

Bem, como está inchado, não vou me arriscar a fazer o osso se reparar agora. — Anunciou, escolhendo a via de tratamento mais lenta, porém menos dolorosa. Canalizou sua energia para a mão esquerda, e quando sentiu uma pressão invisível na palma da mão, fez uma prece a Asclépio e esta se iluminou em um tom etéreo dourado. Emanou a energia no antebraço do rapaz, em especial na região inflamada.

Após cerca de três minutos, interrompeu o fluxo energético e verificou os resultados apertando levemente a região com os polegares. Dada a ausência de protestos, soube que fez um bom trabalho.

Você vai precisar usar uma tipoia por alguns dias. — Recomendou ao rapaz, com um olhar levemente duvidoso. Não o conhecia suficientemente para julgar se era um daqueles que simplesmente rejeitavam a humanidade do corpo e forçavam a si mesmo constantemente a limites inimagináveis, mas não custava nada tentar injetar um pouco de senso de preservação naquela mente: — E não poderá usar esse braço em uma batalha por dois meses. Agora vamos dar uma olhada nesses arranhões e, por precaução, uma poção energética.


-//

Só quando foi até a bancada de preparos é que lembrou-se de que não estava em sua própria tenda.

Os ingredientes ficavam em uma disposição diferente, e os instrumentos, em uma ordem totalmente não-convencional. Levou um bom tempo para encontrar tudo o que precisava, e mais do que dez minutos para preparar a poção energética. Tentou não julgar a colega por adotar uma metodologia organizacional diferente, mas não pôde evitar de sentir-se deslocada.

Voltou até a maca com o paciente, suspirando por não ter encontrado um frasco melhor para servir a poção do que um outrora copo de Nutella. Instruiu ao semideus a melhor forma de tomar, observou se ele havia colocado corretamente as sementes de pimenta abaixo da língua e colocou um balde metálico por perto, no caso de náusea.

Quando o jovem terminou de sorver o líquido, Ana voltou sua atenção para os cortes superficiais. Limpou os machucados, colocou gazes embebidas de unguento curativo e finalizou com um band-aid de Hello Kitty (coisa de filho de Íris, imaginava) no joelho do rapaz. Por fim, procurou no armário uma camisa sobressalente do Acampamento Meio-Sangue e deu ao semideus.

Só tome cuidado daqui pra frente, certo?


Observações Importantes:

Post autorizado pela dona da Enfermaria.

John O. Czarevich - Full HP/MP


Curar ferimentos (Nível 1)
Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração dourada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do HP do alvo com o toque direto. A cura será equivalente ao custo de Mp deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo de cura = 4). Pode ser utilizado sobre si mesmo. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.
Custo aproximado de MP = 3 pontos (Post em Enfermaria não conta)

Aprendiz Formado (Nível 16)
O primeiro passo para tornar-se um médico relevante é concluir o ensino superior desta área. Interpreta-se que, ao não desistir, o indivíduo em questão está realmente interessado em sua função desenvolvida. Estima-se, também, que o conhecimento deste já será bem mais completo do que aquele que entrou há tempos atrás e contarão inclusive com uma maior prática. Sendo assim, os equívocos iniciais já se tornarão mais raros. Este dom inclui o conhecimento sobre a aplicação de remédios no momento oportuno e de talas quando necessário, sabendo tratar agora ferimentos mais profundos e fraturas. Operações complexas exigem mais vivência e ainda não podem ser alcançadas.

Olhar Clínico (Nível 13)
Há uma espécie de lenda urbana que diz “grandes médicos sabem o que o paciente sente apenas de olho”. Pois bem, isso se aplica aos aprendizes, mas de uma forma diferente: ao avistar alguém, consegue “ver” as informações de saúde deste indivíduo (por exemplo, possíveis fraturas, doenças, batimentos cardíacos, oxigenação, vida, energia e situações psicológicas e sociais naturais). Estas informações aparecem em forma de dados e gráficos para o aprendiz, como na tela de um monitor de hospital. Algumas informações, como situações psicológicas e sociais só se aplicam a pessoas que deixarem o curandeiro ter esse conhecimento, o que resume a, normalmente, aliados. Isso faz com que seus diagnósticos agora sejam mais precisos, mas podem ser enganados por meios mágicos e poderes que alterem sua percepção.

Alquimista (Nível 6)
Quando um seguidor do deus da medicina estuda a alquimia, ficará pronto para preparar poções, venenos, pomadas e outros tipos desses objetos. As “bebidas” criadas pelos alquimistas só poderão ser usadas na situação atual; ou seja, não poderão ficar com as doses extras após a missão, evento, treino ou trama (isto é, caso prepare uma poção e não utilize todas as suas doses, ele as perderá – a exceção é a enfermaria, pois se um curandeiro formular uma poção, esta poderá ser utilizada por ele em outro paciente num outro post; não ocorrerá de ser adicionada ao seu arsenal).

Conhecimento Herbológico (Nível 4)
Muitas plantas são utilizadas na fabricação de remédios, pomadas e outros tipos de meios que buscam a proteção; além disto, não são poucas as vezes que o curandeiro necessitará de um conhecimento prévio sobre algum tipo específico de erva para fabricar determinada poção. Portanto, todos os seguidores de Asclépio serão peritos em identificar plantas e ervas medicinais naturais. {Inspirado em “Conhecimento Avançado sobre Ervas”}


Poção preparada

Poção Energética Média: Ao ser produzida da forma apropriada, a poção adquirirá uma tonalidade arroxeada, levemente brilhante e um gosto frutífero de refrescante e adocicado; Recupera cerca de 60 pontos de MP.



Invasão autorizada
Thanks Maddoll @ TPO
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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Hécate em Sex 02 Jun 2017, 19:48

Atualizado!





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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Dante M. Cry em Dom 04 Jun 2017, 18:00

— The Cure —
Click, clack, bada bin bada boom
O jovem asiático caminhava lentamente pelas alas das enfermarias enquanto se dirigia a uma delas que havia sido indicada pelo monitor de Íris que o tinha recepcionado. Só se lembrou do nome dela quando viu na espécie de uma placa: Enfermaria da Sílvia.

Respirou fundo e entrou no hall de lá. Era um lugar bastante legal, diga-se de passagem, calmo e aconchegante do jeitinho que um lugar onde se cuida de pessoas deveria ser. Pelo menos era isso que HyunHo pensava que deveria ser uma enfermaria já que sempre que ficava doente era o seu pai quem cuidava dele já que era médico.

Ficou perdido em meio a devaneios aleatórios até que chegou a sua vez.

— Olá! — Disse enquanto se sentava em uma das macas. — Seu irmão Will me indicou aqui então eu vim. — Sorriu de canto. — Eu cheguei aqui tem poucos dias... No meio do caminho eu e meu irmão fomos atacados, ele morreu no meio da briga. — Suspirou sorrindo meio triste. — Morreu me protegendo... Nunca me esquecerei disso. — Seus olhos se encheram de lágrimas, mas segurou firme. — Eu estou com alguns cortes e hematomas, e me sinto extremamente fraco, poderia me ajudar?

HP/MP ATUAL:
25/100 HP 25/100 MP

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Thor Myers em Qui 08 Jun 2017, 11:20


Won't You Saaaaave Me?

saving is what I need...


Depois de voltar de Londres, local onde o resgate de Dan Baizen foi feito, Thor voltou ao acampamento sentindo-se, como ele mesmo gostava de definir, um bagaço! Estava fraco, sentindo dificuldade até para permanecer de pé, e não poderia continuar assim. Até porque precisava dar as boas-vindas ao novato da maneira correta, certo?

Desta forma, após deixar Dan aos cuidados de Quíron, na Casa Grande, o filho de Zeus se dirigiu imediatamente para a enfermaria de Silvia Kawasaki, pedindo aos deuses que ela lhe desse uma daquelas poções mágicas deliciosas e roxinhas. Para alguém que figurava como o líder nato de seu grupo de amigos, Thor era bem crianção de vez em quando. E, cá entre nós, ele adorava isso.

— Oi, Silvia! Tá ocupada? — Perguntou assim que adentrou o local, vendo a curandeira pela porta entreaberta do consultório mais ao fundo.

A semideusa respondeu que estava terminando o atendimento a um paciente e que logo o veria, pedindo-lhe que esperasse apenas mais um pouco. Assim ele o fez, sentando-se numa das confortáveis cadeiras da sala de espera e observando as diferentes plantas medicinais que a monitora de Íris cultivava em uma pequena estufa logo à frente.

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Silvia Kawasaki em Qui 08 Jun 2017, 12:53


Enfermaria da Silvia

come and get your healing


Kang Hyun Ho:

Depois de alguns dias longe da enfermaria, a qual ficou sob os cuidados de Ana Thernadier, Silvia estava de volta ao local. Estava mais recuperada, é verdade, considerando que passara por alguns problemas relacionados ao seu passado. Algo inexplicável resolvera acontecer e ela esperava não ter mais complicações do que a própria vida de meio-sangue a causava.

Alguém adentrou a tenda no momento em que a jovem colocava seu jaleco. Suspirando fundo e apagando imediatamente as preocupações de sua mente, voltou-se na direção do recém-chegado e foi recebê-lo conforme merecia, deixando-o confortável no ambiente hospitalar e pronto para receber o tratamento.

— Olá — cumprimentou o paciente, adentrando o consultório e se sentando sobre a maca indicada pela curandeira.

— Olá, seja bem-vindo.

— Seu irmão Will me indicou aqui então eu vim. Eu cheguei aqui tem poucos dias... No meio do caminho, eu e meu irmão fomos atacados, ele morreu no meio da briga.

— Sinto muito — um irmão morto... Silvia precisou lutar com todas as forças para não transparecer a tensão que aquela afirmação lhe trouxera.

— Morreu me protegendo... Nunca me esquecerei disso — os olhos do oriental marejaram e Silvia puxou um lenço de uma caixinha próxima, dando-o a ele. — Eu estou com alguns cortes e hematomas, e me sinto extremamente fraco, poderia me ajudar?

— Com toda a certeza. Você sairá daqui novo em folha.

Silvia fez uma silenciosa prece para seu deus patrono, pedindo a ele que abençoasse suas mãos para curar os ferimentos do semideus. Em resposta, um brilho dourado as envolveu imediatamente, dando o sinal que a garota precisava para ter certeza de que o trabalho seria feito com louvor. Assim, ela tocou cada pequena e grande injúria no corpo daquele filho de Melinoe, vendo, com sua habilidade mágica, os níveis de força vital dele voltarem completamente ao normal.

Uma nova oração precisou ser feita depois de curar-lhe os ferimentos. A queixa do garoto sobre se sentir fraco dava-se por conta do baixíssimo nível de energia que ele trazia. Assim, com a segunda prece atendida, Silvia viu suas mãos adquirirem um brilho agora prateado e tocou pontos específicos do corpo do garoto, os chamados pontos de chakra, a fim de trazê-los de volta ao rendimento correto. Estava quase atingindo o objetivo quando ouviu alguém chamar lá do corredor:

— O, Silvia! Tá ocupada?

Era Thor Myers, um filho de Zeus a quem a curandeira conhecia bem e atendia de forma quase recorrente demais.

— Olá, Thor! Aguarde só um pouquinho, estou finalizando a cura de um paciente e já já te atendo! — Respondeu a filha de Íris, com seu sorriso habitual. A atividade a fazia esquecer dos problemas.

Logo, o tratamento de Hyun Ho terminou e Silvia viu os níveis de força vital e energia dele totalmente cheios, exatamente como deveriam estar. Sorrindo, aconselhou-o a se manter mais quieto pelo resto daquele dia e apenas observar as atividades do acampamento, aprendendo sobre tudo o que pudesse antes de realmente se envolver em algo mais pesado. Despedindo-se, voltou-se para o segundo paciente do dia.

* * *

Thor Myers:

Silvia fechou novamente a porta da enfermaria após a saída de Hyun Ho e voltou-se para Thor com a boca torcida. Provavelmente o garoto já sabia o que vinha a seguir, mas nem tentou se esquivar quando a curandeira agarrou sua orelha direita com a mão como se fosse uma mãe ralhando com o filho mal criado.

— Por que, cargas d'água, você me aparece aqui tão enfraquecido desse jeito, Thor Kenneth Myers?!

— Desculpa!!! Você sabe que tenho preguiça de consulta médica!

— Só não te sento o tapa porque meu trabalho é curar, não machucar mais, seu bobalhão! — Ela brincou, rindo e fazendo o garoto rir junto, e o levou para dentro do consultório.

Enquanto Silvia se conectava a Asclépio novamente, invocando o brilho dourado em suas mãos, e também à sua mãe, Íris, para curar-lhe e cicatrizar-lhe os ferimentos, Thor contou à amiga sobre suas últimas peripécias, inclusive participando da queda da roda gigante mais visada do mundo.

— Foi culpa sua? Todo mundo lá fora tá falando da queda da London Eye!

O filho de Zeus se defendeu, afinal não foi realmente culpa dele. Quando chegou lá, a coisa toda já estava um desastre. Tudo o que ele fez foi salvar Dan Baizen no último segundo possível.

— Dan Baizen é o nome dele. Interessante, tem algo que gosto naquele garoto. Não sei o que é ainda, mas é natural. Não consigo lê-lo completamente e é provável que seja por ele não ser reclamado ainda. Creio que as coisas ficarão mais claras quando ele for reconhecido.

Com uma segunda prece, as mãos de Silvia tomaram um brilho prateado e, com elas, a jovem semideusa pôde recuperar parte da energia do herdeiro dos raios, mas claramente não seria o suficiente para completar seus níveis aceitáveis. Novas preces e procedimentos seriam necessários para trazer Thor à integridade de sua saúde novamente.

O primeiro processo foi a fabricação da poção energética média, com suco de maçã, amoras em pó, açúcar e duas folhas de hortelã, enquanto uma terceira ia diretamente na boca do paciente. Tendo-a ministrado exatamente como as instruções de seu patrono indicavam, Silvia começou a fabricação da poção vitalícia média, que fazia uso de leite de cabra, gomos de laranja, casca de limão siciliano e sementes de pimenta do reino. Novamente após dar a poção a Thor, Silvia iniciou um terceiro processo, voltando à poção energética, mas agora utilizando apenas uma simples, que diferenciava-se da outra por não fazer uso do açúcar.

Pronto. Thor estava devidamente recuperado e poderia voltar às suas atividades normais. A curandeira até evitou recomendar que ele se mantivesse longe de problemas pelo resto do dia, pois sabia que Thor era impossível de se controlar. Principalmente se precisasse tomar partido de um de seus amigos, a quem ele tanto amava.

Assim, despedindo-se do garoto, Silvia observou-o caminhar em direção à trilha de chalés, onde o novato Dan Baizen já o aguardava, provavelmente para um tour pelo acampamento. A filha de Íris perdeu algum tempo observando o ruivinho, intrigada com o que poderia chamar-lhe tanto a atenção. Tinha algo naquele garoto que parecia ligá-lo a Silvia, mas ela não conseguia enxergar o que era. Decidiu que descobriria tão logo quanto possível.

~*~

Adendos:

Poderes utilizados:

DOS CURANDEIROS DE ASCLÉPIO:
PASSIVOS:

Conforto Restaurador (Nível 2) - Ao realizar um exame prévio e acomodar um paciente em sua enfermaria, recepcionando-o e tratando com cuidado, no ambiente adequado e modificado com as condições especiais para isso, o paciente fica mais predisposto ao tratamento e assim as habilidades do curandeiro tornam-se mais efetivas, ampliando o valor restaurado em 20% (arredondado para baixo, mínimo de 1 ponto). Por ser necessário certo preparo anterior, somente funciona na enfermaria ou em situações de conforto. Não afeta a si próprio, obviamente. Não serve para cicatrizar ou quaisquer outros efeitos, apenas a recuperação de vida; para obter tais efeitos, deve-se, ao menos por enquanto, utilizar de métodos convencionais. [Modificado de ativo para passivo, antigo "Boas vindas curadoras"]

Olhar Clínico (Nível 13) - Há uma espécie de lenda urbana que diz “grandes médicos sabem o que o paciente sente apenas de olho”. Pois bem, isso se aplica aos aprendizes, mas de uma forma diferente: ao avistar alguém, consegue “ver” as informações de saúde deste indivíduo (por exemplo, possíveis fraturas, doenças, batimentos cardíacos, oxigenação, vida, energia e situações psicológicas e sociais naturais). Estas informações aparecem em forma de dados e gráficos para o aprendiz, como na tela de um monitor de hospital. Algumas informações, como situações psicológicas e sociais só se aplicam a pessoas que deixarem o curandeiro ter esse conhecimento, o que resume a, normalmente, aliados. Isso faz com que seus diagnósticos agora sejam mais precisos, mas podem ser enganados por meios mágicos e poderes que alterem sua percepção.

ATIVOS:
Curar ferimentos (Nível 1) - Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração dourada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do HP do alvo com o toque direto. A cura será equivalente ao custo de Mp deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo de cura = 4). Pode ser utilizado sobre si mesmo. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

Toque Energético (Nível 3) - Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração prateada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do MP do alvo com o toque direto. A restauração será equivalente ao custo de MP deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo 1). Não pode ser utilizado sobre si mesmo. Para fins de gasto de MP e cálculo de recuperação, é considerado um poder nível 1. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

Cicatrização II (Nível 15) - Agora o dom de cicatrizar cortes e ferimentos já está mais forte nos seguidores de Asclépio. Ao tocar as feridas abertas, estas se fecharão em uma rodada, impedindo hemorragias e sangramentos, anulando tais penalidades em casos de efeitos de nível igual ou menor que o curandeiro, ou reduzindo-as a apenas 25% se maior. Adicionalmente, recupera 5% da HP e MP do alvo, quando em outra pessoa, ou 5% da HP quando em si mesmo (sempre arredondando para baixo). A cicatriz ficará no local, mas será discreta, independente do tipo de ferimento. Este poder só pode ser usado em si mesmo se conseguir tocar o ferimento. 1 utilização por batalha. [Novo]

DOS FILHOS DE ÍRIS:
PASSIVOS:

Anfitrião (Nível 21) - Íris sempre que possível recepciona os demais deuses com um pouco de ambrosia e néctar, sendo ela uma deusa receptiva e carismática. Sempre que um filho de Íris servir algum medicamento ou bebida de efeito positivo para um aliado, o efeito do liquido e/ou da comida farão um efeito 15% maior, arredondando para baixo. A habilidade não funciona em si mesmo, e só afeta a primeira porção fornecida a cada aliado em uma missão. [Novo]

Terapia holística (Nível 22) - Íris enveredou pelos caminhos da vida saudável recentemente, mas há muito especula-se o poder e efetividade dos cristais e das cores na cura. Assim, seus filhos podem se tornar ótimos curandeiros, com poderes de cura do grupo secundário ampliados ampliados em 10%. [Novo]

Poções fabricadas:

Poção Vitalícia Média (Nível 12) - Se criada corretamente, a poção irá adquirir uma coloração semelhante à Poção Vitalícia Simples, porém desta vez será um pouco mais brilhante do que a anterior e será um pouco mais escura. O gosto da poção, a princípio, é azedo, contudo vai se tornando refrescante conforme é ingerida. Este tipo de poção só poderá ser criados por Alquimistas, uma vez que ela é mais avançada que a sua antecedente. Por questões de segurança, só uma dose pode ser ingerida uma vez por turno.

Poção Energética Simples (Nível 9) - Ao ser produzida da forma apropriada, a poção adquirirá uma tonalidade arroxeada e um gosto frutífero refrescante e adocicado; comum e imprescindível para os curandeiros, ela não precisa da especialização ‘Alquimista’ para ser feita. O efeito dela é, quando sorvida para dentro dos lábios, restaurar a energia do cliente. É óbvio e claro que ela não pode ser ingerida em excesso e, portanto, seu uso só é liberado uma vez a cada turno.

Poção Energética Média (Nível 15) - Ao ser produzida da forma apropriada, a poção adquirirá uma tonalidade arroxeada, levemente brilhante e um gosto frutífero de refrescante e adocicado; também como a poção vitalícia média, esta só pode ser criada por aqueles curandeiros que decidiram tornar-se Alquimistas. Por questões de segurança, ela só pode ser ingerida uma vez por turno.

Atualizações:

Kang Hyun Ho: HP e MP full
Thor Myers: HP e MP full

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por 128-ExStaff em Qui 08 Jun 2017, 12:54

Atualizado
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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Joah Dongho em Seg 12 Jun 2017, 21:26


Enfermaria


  Devido à minha atual condição de amaldiçoado pelo meu próprio pai tenho me sentido (e de fato estado) debilitado. Meu desempenho em combate está muito inferior, minha energia, minha motivação, minha capacidade de forma geral está debilitada. Apesar de tudo eu ainda não havia compreendido o verdadeiro motivo de ter sido amaldiçoado pelo meu próprio pai amado, eu estava basicamente cumprindo as minhas tarefas e não queria ferir qualquer ser marinho que surgisse... na realidade eu estava protegendo outros. Não adianta permanecer neste mesmo questionamento, os deuses são assim e sempre serão assim, superiores de fato e agirão como acharem apropriado dependendo da situação. Neste dia eu me senti esperançoso de que recuperaria toda as minhas forças necessárias para realizar uma última tarefa em nome do meu pai e conseguir que ele retire esta maldição do meu corpo.
  Após árduos treinamentos, mais cansativos que o normal, meu corpo possuía alguns ferimentos razoáveis de treino, arranhões, dores musculares, dores nos ossos também e uma enorme falta de energia. Descobri uma semideusa que possuía poderes curativos ótimos e já havia tratado de vários outros semideuses. Me guiei até o seu "estabelecimento" e procurei a sua presença para poder discutir acerca da possibilidade de ela me ajudar. Com uma feição ainda um tanto quanto desmotivada, entrei no recinto.

- Olá, por acaso você é a Sílvia? - disse tentando juntar um pouco de animação e vontade para conseguir a atenção da garota. Após a minha introdução, ela me guiou para uma sala específica e eu pude esclarecer melhor a minha situação.

  Com cuidado fui retirando a minha camisa e ficando mais confortável no local, embora repleto de dores e cansaço. - Então, como você já pode ver eu possuo uma marca de um camarão em meu peito, esta é uma maldição que recebi do meu pai. Não acho que você esteja interessada na história completa, mas para fins médicos, esta maldição me deixa com a minha capacidade extremamente reduzida, mais fraco etc. Sei que você não é capaz de curar a maldição, mas como pode ver o meu corpo é danificado com uma facilidade superior e gostaria de algum alívio, preciso recuperar as minhas energias para buscar o perdão do meu pai... - após tentar explicar da melhor forma que pude, respirei fundo e dei um tempo para que ela processasse todas as informações e decidisse qual procedimento utilizaria. Estava grato em ter a presença de alguém que buscaria me ajudar, estava precisando disso nestes dias... Enfim, quando eu saísse da porta desta enfermaria eu logo buscaria resolver os meus problemas, então era crucial que eu conseguisse me recuperar o máximo possível.

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Kalled C. Almeida em Dom 18 Jun 2017, 22:57

As dores continuavam dominando o menestrel por inteiro, Kalled ainda estava pelo Acampamento resolvendo alguns "problemas" com Quíron e alguns monitores que haviam oferecido auxílio. Mas sua concentração não era a mesma.

Almeida sabia que, para melhorar seu desempenho e concentração, tinha que tratar do mal que lhe afligia; isto significava ir até uma enfermaria.

Caminhou pela área onde as enfermarias costumavam ficar e se direcionou ate a enfermaria de Silvia, uma enfermaria da qual ouvira falar bem onde uma filha de Íris estava disposta a ajudar. Assim que passou pela porta gritou o nome de Kawasaki pedindo por apoio e socorro, sentia que estava prestes a desmaiar então não tardou em dizer.

- Preciso de apoio médico, estou em frangalhos. Não me sinto nada bem, estou tonto, com dores de cabeça e meu corpo está amolecendo. Ajude-me filha de Íris.-foi a última coisa que disse ante de desmaiar por completo.
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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Silvia Kawasaki em Ter 20 Jun 2017, 12:52


Enfermaria da Silvia

come and get your healing


Joah Dongho:

A primeira visita à enfermaria naquele dia deixou Silvia um tanto surpresa. Não era muito comum ver aquele deus causando aquele tipo de maldição, então, embora sua ética não permitisse que fosse mais adiante, a curandeira pegou-se perguntando o que raios o garoto teria feito para merecer aquilo. Será que merecia? Teria sido um terrível engano? Ou será que ele nem se lembrava do que teria acontecido? Não seria o primeiro caso de amnésia...

Joah Dongho entrou no recinto na manhã de um dia que seria longo, muito longo. Muitas coisas estranhas começavam a acontecer no acampamento porque o período mais romântico do ano tinha chegado e alguns se aproveitavam para aprontar com os coleguinhas. Que feio... O garoto, filho de Poseidon, veio até Silvia quase com um pedido de socorro e, embora seus níveis vitais não estivessem tão baixos, a jovem via exatamente qual era o problema.

Conduzido ao consultório e devidamente acomodado, Joah tirou a camisa e exibiu o que poderia ser apenas uma tatuagem, mas que facilmente (antes mesmo que ele dissesse) foi identificado como uma maldição. O semideus explicou que, por conta daquilo, não tinha tanta resistência e se enfraquecia muito mais facilmente do que qualquer outro semideus. Além disso, Silvia pôde notar que o garoto só podia fazer uso de metade de suas capacidades. Céus...

— Certo, seu problema atual é fácil de tratar, mas vou pedir que mantenha-se atento e venha me dizer caso algo diferente aconteça, ok?

Silvia fez uma prece rápida a Asclépio e começou a fabricação da poção Vitalícia Média, a fim de recuperar a força vital do filho de Poseidon. Ralou tiras de limão siciliano até obter a quantidade de dez gramas e misturou-as em um copo de leite de cabra com trinta gomos de laranja até a poção obter sua coloração esverdeada. Para ministrá-la, deu duas sementes de pimenta do reino para que o oriental colocasse na boca e entregou-lhe a bebida.

Em seguida, começou a fabricação da Energética Média, após uma nova oração a Asclépio. Em um copo com medidas, a curandeira colocou a quantidade de duas xícaras de suco de maçã e misturou a ele vinte gramas de amora em pó, mexendo até adquirir a tonalidade roxa característica. Finalizou então com dez gramas de açúcar e pôs duas folhinhas de hortelã na bebida, dando uma terceira para Joah colocar na boca. Ministrou-a em seguida, vendo o resultado imediato no organismo do garoto.

Assim, despedindo-se dele, orientou-o novamente a retornar a enfermaria, principalmente se qualquer coisa diferente ou, provavelmente, grave acontecesse. Silvia fez observações na ficha do paciente depois de sua saída, deixando o documento em uma gaveta especial para casos fora do comum.

* * *

Kalled C. Almeira:

O segundo paciente daquele dia foi alguém que Silvia já conhecia, embora nunca tivesse tido tão grande contato com ele. Era o líder dos Menestréis de Orfeu, um grupo seleto de semideuses músicos, guiados pelo amor. Lindo né? Pois é, bem diferente da situação em que o filho de Hefesto se encontrava naquele momento. Kalled entrou pela porta da enfermaria pedindo por socorro e mal conseguiu terminar sua frase, desmaiando diante da curandeira.

Silvia rapidamente correu para trás do menestrel, segurando-o em seus braços para impedir que ele caísse, apesar dos protestos de sua coluna. Pelos deuses, curandeiros às vezes precisavam de um Bolsa Ortopedista, porque passavam por algumas situações bem complicadas. De qualquer forma, ela conseguiu içá-lo até uma maca e levou-o à sala onde faria os procedimentos necessários para a cura do rapaz.

Foram necessárias diversas orações a Asclépio e também a Íris e mesmo assim a situação não se resolveria em apenas uma consulta. Primeiro, com as mãos abençoadas pelo brilho dourado, a filha de Íris fechou todos os ferimentos espalhados pelo corpo do semideus, cicatrizando-os completamente para recobrar a integridade física do rapaz. Em seguida, recuperou-lhe a energia pelo toque mágico em pontos específicos de seu corpo, vendo o nível do rapaz se elevar, embora ainda não estivesse completo.

Silvia finalizou aquela primeira parte do tratamento preparando as mesmas poções que fizera anteriormente para Dongho, ambas médias. Precisou erguer Kalled em seu braço e ajudá-lo a engolir as bebidas, visto que ainda continuava desacordado devido ao extremo cansaço que apenas vinha se acumulando em seu organismo. Tendo ministrado as poções e anotado o que precisava na ficha enquanto o observava, a serva do deus da cura levou o filho de Hefesto para o leito, a fim de mantê-lo em observação. Deixaria que descansasse antes de retomar o tratamento.

~*~

Adendos:

Poderes utilizados:

DOS CURANDEIROS DE ASCLÉPIO:
PASSIVOS:

Conforto Restaurador (Nível 2) - Ao realizar um exame prévio e acomodar um paciente em sua enfermaria, recepcionando-o e tratando com cuidado, no ambiente adequado e modificado com as condições especiais para isso, o paciente fica mais predisposto ao tratamento e assim as habilidades do curandeiro tornam-se mais efetivas, ampliando o valor restaurado em 20% (arredondado para baixo, mínimo de 1 ponto). Por ser necessário certo preparo anterior, somente funciona na enfermaria ou em situações de conforto. Não afeta a si próprio, obviamente. Não serve para cicatrizar ou quaisquer outros efeitos, apenas a recuperação de vida; para obter tais efeitos, deve-se, ao menos por enquanto, utilizar de métodos convencionais. [Modificado de ativo para passivo, antigo "Boas vindas curadoras"]

Olhar Clínico (Nível 13) - Há uma espécie de lenda urbana que diz “grandes médicos sabem o que o paciente sente apenas de olho”. Pois bem, isso se aplica aos aprendizes, mas de uma forma diferente: ao avistar alguém, consegue “ver” as informações de saúde deste indivíduo (por exemplo, possíveis fraturas, doenças, batimentos cardíacos, oxigenação, vida, energia e situações psicológicas e sociais naturais). Estas informações aparecem em forma de dados e gráficos para o aprendiz, como na tela de um monitor de hospital. Algumas informações, como situações psicológicas e sociais só se aplicam a pessoas que deixarem o curandeiro ter esse conhecimento, o que resume a, normalmente, aliados. Isso faz com que seus diagnósticos agora sejam mais precisos, mas podem ser enganados por meios mágicos e poderes que alterem sua percepção.

ATIVOS:
Curar ferimentos (Nível 1) - Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração dourada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do HP do alvo com o toque direto. A cura será equivalente ao custo de Mp deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo de cura = 4). Pode ser utilizado sobre si mesmo. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

Toque Energético (Nível 3) - Após fazer uma pequena e rápida oração ao seu mestre Asclépio, as mãos do Curandeiro serão tomadas por uma luminosidade de fraca coloração prateada, permitindo com que o usuário recupere uma parte do MP do alvo com o toque direto. A restauração será equivalente ao custo de MP deste poder x 1/2 do nível do curandeiro, arredondado para baixo (mínimo 1). Não pode ser utilizado sobre si mesmo. Para fins de gasto de MP e cálculo de recuperação, é considerado um poder nível 1. Uso livre na enfermaria, mas limitado a 1 uso por aliado a cada combate enfrentado. Custo base a ser multiplicado pelo nível = 4 de MP.[Modificado]

Cicatrização II (Nível 15) - Agora o dom de cicatrizar cortes e ferimentos já está mais forte nos seguidores de Asclépio. Ao tocar as feridas abertas, estas se fecharão em uma rodada, impedindo hemorragias e sangramentos, anulando tais penalidades em casos de efeitos de nível igual ou menor que o curandeiro, ou reduzindo-as a apenas 25% se maior. Adicionalmente, recupera 5% da HP e MP do alvo, quando em outra pessoa, ou 5% da HP quando em si mesmo (sempre arredondando para baixo). A cicatriz ficará no local, mas será discreta, independente do tipo de ferimento. Este poder só pode ser usado em si mesmo se conseguir tocar o ferimento. 1 utilização por batalha. [Novo]

DOS FILHOS DE ÍRIS:
PASSIVOS:

Anfitrião (Nível 21) - Íris sempre que possível recepciona os demais deuses com um pouco de ambrosia e néctar, sendo ela uma deusa receptiva e carismática. Sempre que um filho de Íris servir algum medicamento ou bebida de efeito positivo para um aliado, o efeito do liquido e/ou da comida farão um efeito 15% maior, arredondando para baixo. A habilidade não funciona em si mesmo, e só afeta a primeira porção fornecida a cada aliado em uma missão. [Novo]

Terapia holística (Nível 22) - Íris enveredou pelos caminhos da vida saudável recentemente, mas há muito especula-se o poder e efetividade dos cristais e das cores na cura. Assim, seus filhos podem se tornar ótimos curandeiros, com poderes de cura do grupo secundário ampliados ampliados em 10%. [Novo]

Poções fabricadas:

Poção Vitalícia Média (Nível 12) - Se criada corretamente, a poção irá adquirir uma coloração semelhante à Poção Vitalícia Simples, porém desta vez será um pouco mais brilhante do que a anterior e será um pouco mais escura. O gosto da poção, a princípio, é azedo, contudo vai se tornando refrescante conforme é ingerida. Este tipo de poção só poderá ser criados por Alquimistas, uma vez que ela é mais avançada que a sua antecedente. Por questões de segurança, só uma dose pode ser ingerida uma vez por turno.

Poção Energética Média (Nível 15) - Ao ser produzida da forma apropriada, a poção adquirirá uma tonalidade arroxeada, levemente brilhante e um gosto frutífero de refrescante e adocicado; também como a poção vitalícia média, esta só pode ser criada por aqueles curandeiros que decidiram tornar-se Alquimistas. Por questões de segurança, ela só pode ser ingerida uma vez por turno.

Atualizações:

Joah Donho: HP e MP full
Kalled C. Almeida: HP 562/890 e MP 521/890

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por 127-ExStaff em Sex 23 Jun 2017, 16:53


atualizado!

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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

Mensagem por Ezreal Fortune em Ter 25 Jul 2017, 18:13



ENFERMARIA
CURAR-SE SEMPRE É UMA BOA OPÇÃO!
A passos lentos Matthew caminhava em direção a enfermaria da Silvia. Fazia muito tempo que tinha ido embora de lá, quase dois anos, com toda a certeza ela não lembraria de quem o rapaz era.

Estava muito machucado mas isso não impediu dele chegar lá sem ser visto como era treinado desde pequeno. Mas assim que chegou ao local desmaiou logo na porta. Estava com vários cortes pelo seu corpo, alguns fundos e outros não, mas eram no total cem cortes, tradição de sua família.

Havia sido torturado pelo seu pai por ter fugido de casa e ido para o acampamento. Ficou por longos dois anos desaparecido e quando retornou seu progenitor não foi nem um pouco complacente.

— Me ajuda!!— Disse assim que recuperou a consciência.

Deu um leve tapa no chão fazendo com que algumas raízes saíssem do chão e o levantassem até uma altura que a pessoa que o fosse atender pudesse cuidar dele ali mesmo.


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Re: .:: Enfermaria da Silvia ::.

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