Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
Bem vindo ao maior fórum de RPG de Percy Jackson do Brasil.

Já possui conta? Faça o LOGIN.
Não possui ainda? Registre-se e experimente a vida de meio-sangue.

{Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

{Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Franz H. Baudelaire em Qua 20 Jan 2016, 20:56



Shatter Me




As palavras da filha de Melinoe eram arrastadas, um tanto cautelosas, como se soubessem seu peso sobre o destino do aprendiz de Ayla Lennox. O rapaz estava junto de sua mestra, respirando o forte incenso sem reclamar. Desde que chegara ali, sabia que tudo o que acontecesse dentro da casa de Madame La'Lorie deveria ser aceito, pois tratava-se de sua própria vida nas mãos de um grupo de deuses vingativos e poderosos.

Ela suspirou pesadamente. As chamas das velas ao redor, sutis representações de todas as vidas que dependiam de seu julgamento final, tremularam com a respiração cadenciada da vidente anciã. Para Ayla, era uma surpresa ajudar um semideus tão cedo. Mesmo depois de todo o inferno que passou em seus últimos dias, não foi capaz de negar um pedido de ajuda de Tyler, que precisava da garota com todas as suas forças. Lá estavam os dois diante da mulher negra e paramentada com relíquias de ouro nas orelhas, no pescoço e nos dedos.

Pontos Principais

Cada jogador deve narrar o que aconteceu antes do enunciado acima, tratando tudo com coerência e coesão suficientes para encaixarem os acontecimentos expostos com o que foi descrito no começo da Story Mode.

— Para Tyler: um dia não tão comum no acampamento, depois das revelações sobre seu passado e as recentes conclusões fornecidas pelas palavras da mulher etérea de longos cabelos negros e rosto estranhamente familiar. A decisão de ir até New Orleans deve estar coerente com o enunciado, da mesma forma que a escolha do transporte e o encontro com Ayla.

— Para Ayla: a mensagem de Íris de seu aprendiz deverá interromper uma atividade sua, qualquer que seja. Os meios de transporte precisam ser providenciados de maneiro coerente e o encontro com Tyler na cidade de New Orleans deve ser descrito, da mesma forma como a caminhada até a tenda da vidente, da forma mais fiel e realista possível.

Pontos Adicionais

— Local: New Orleans
— Clima: chuvoso
— Tempo: 20:30

Jogadores: Tyler Spring e Ayla Lennox


Onde: New Orleans Com quem? Ayla LennoxPost: 001 Vestindo: Isso


Thanks @ Lilah CG
Franz H. Baudelaire
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
112

Localização :
Acampamento Meio-Sangue

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: {Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Franz H. Baudelaire em Qua 20 Jan 2016, 20:57



Shatter Me




Nem mesmo o melhor curandeiro do acampamento ou psicólogo no mundo mortal poderia diagnosticar a angústia e dor de cabeça sentidas pelo indefinido. Era algo fora do comum, como a maior parte do que acontecia com ele. Todas as informações sobre seu passado, os deuses que tramavam contra ele, os dois que desistiram e a única que prosseguia com a vingança. Tudo era tão surrealista.

No entanto, o fluxo de pensamentos se dividiu e cessou ao recodar da bela mulher etérea que fazia parte do grupo de fantasmas que o atacou naquela noite. Ela era doce, delicada e gentil. Diferente das outras três que pareciam se importar somente com a infelicidade do rapaz. Se ela era tão oposta em relação às companheiras, qual o motivo de estar junto delas. Bem, agora as banshees não poderiam responder, pois estavam muito longe dali: No submundo.

As palavras do fantasma ecoaram mais uma vez em sua mente. Ele precisava ir até New Orleans. A tal filha de Melinoe parecia sua única esperança. Não podia mais arriscar sua vida em inseguranças e dúvidas. Era a primeira vez que tomava uma decisão tão séria e crucial para seu próprio destino.

Antes do grande astro se esconder, ele partiu. Era desnecessário alertar Quíron ou mesmo organizar um grupo de busca. Ele precisava ir sozinho. Talvez nem tanto. Segurando firme o dracma em sua mão direita, ele rumava para a praia, onde teria o ambiente perfeito para mandar a mensagem que chegaria até sua mestra. Seus passos apressados e leves se assemelhavam aos elfos das histórias que ele pesquisava na biblioteca do acampamento. Belos, sedutores e traiçoeiros. No momento, sua corrida só tinha um propósito: chegar antes do último raio solar se dissipar no horizonte.

A areia fofa e acolhedora recebeu os pés calçados do meio-sangue. Suas botas espalhavam grãos dourados por toda a parte. Ele se aproximou da arrebentação das ondas e sentiu o vento sacudir sua camisa antes de se cocentrar e olhar pela última vez para a moeda que carregava.

Mais rápido do que ele esperava, talvez pela presença dos últimos e mais fortes raios solares, a mensagem se formou. Ele encarou sua mestra e sorriu largamente. Seu pedido era simples: encontrar o garoto em New Orleans. Tyler precisava de ajuda. Não explicou muito sobre a vidente, falou apenas que o restante de suas memórias estariam lá e que Ayla seria essencial para recuperar o bem mais precioso de sua vida.

Terminada a primeira etapa de sua viagem, o rapaz saiu da areia e seguiu até o acampamento. Sua espada balançava na cintura enquanto ele se abaixava para não ser notado pelas harpias da patrulha. A ametista estava segura nas mãos de um forjador que aceitara o trabalho de encaixar a peça durante a viagem de seu cliente, prometendo que na volta o item estaria novo e bem cuidado.

Somente naquela ocasião o garoto resolveu ter um cuidado extra em relação às armas. Levava seu conjunto de arco e aljava, além de um frasco mágico que pretendia usar mais tarde. Ao chegar perto da Casa Grande, ele tinha duas opções: acordar Argos e pedir que o levasse até seu destino ou contar com o filho de Poseidon que o ajudara em sua última saída do acampamento.

Seus pés seguiam com o máximo de cautela até o estábulo. Lá estava o jovem filho de Poseidon, que acenou com a cabeça em um cumprimento respeitoso. O semideus separou um cavalo diferente: seu corpo era completamente marrom e somente um losango branco marcava o espaço entre seus olhos.

O animal alado bufou e relinchou baixo ao receber os toques carinhosos de seu domador. Quando a guia passou para as mãos do indefinido, o animal ficou estranhamente silencioso. Abaixando seu corpo para que o rapaz subisse, o cavalo alado se despediu do tratador do estábulo com uma cabeçada no ombro. Seguindo pelo mesmo caminho oculto pelas árvores tomado na viagem até Nova York, meio-sangue e montaria voaram em poucos segundos.

— Essa viagem será longa, amigo — ele bateu levemente no pescoço do animal — vamos para New Orleans, no Cemitério La’Lorie.

***

De fato, um longo percurso foi traçado. Poucos foram os detalhes que chamaram a atenção do semideus. Um prédio iluminado aqui, uma praça lotada ali. Em algumas horas, as fronteiras da cidade almejada foram transpostas e o cemitério foi identificado rapidamente. Tyler desceu de sua montaria e agradeceu pela viagem abraçando seu pescoço. O ser alado relinchou e voltou ao acampamento com um salto.

Poucos passos foram dados até que a figura marcante de sua mestra foi revelada pela luz do luar. O indefinido apenas sorriu e andou na frente de sua mestra, pois sabia muito bem onde a tal filha de Melione estava.

A agência funerária, colada ao fúnebre campo aberto, exibia seu letreiro com cores fortes e chamativas. “Funerária La’Lorie. Seu local de descanso”. A porta negra e pesada foi empurrada pelo rapaz e uma sala de espera se desdobrou diante de seus olhos. Completamente vazia. A única sala do local estava com a porta aberta e uma placa com o nome da dona do local.

***

— Tem certeza? — Teresa, a vidente, questionou o meio-sangue. — Sabe que não posso revelar tudo sobre você, é impossível fazer isso com qualquer mortal ou semideus — ela fez uma pausa dramática e respirou um pouco mais do incenso doce e suave que envolvia a sala apertada. Revirando os olhos, a mulher negra apoiou as mãos na mesa e proferiu seus encantos. — Hipnos, senhor dos sonhos. Conceda seu conhecimento etéreo para a serva que o solicita.

A sala foi totalmente tomada por fumaça e o cenário mudou. Tyler apertou a mão de Ayla enquanto os dois observavam a influência divina auxiliar a velha semideusa.

— Psiquê, senhora da mente — os olhos de La’Lorie ficaram completamente brancos. — Deixe que essa pobre alma conheça seu destino.

O cenário se encheu de borrões negros. Quatro ao todo. Eram os deuses que amaldiçoaram o indefinido. O homem loiro e gentil arrancava uma flor das mãos de uma mulher morena coberta por gavinhas flores em seus braços e pernas. A expressão do deus não mudou em nenhum momento enquanto ele jogava a rosa para a mulher loira e sorridente ao seu lado.

“Não pode mais fazer isso, minha cara”. O homem levantou o queixo da deusa vingativa. “O Spring resiste, logo será capaz de quebrar nosso encanto. Quando isso acontecer, nenhum de nós estará por perto para te ajudar”

“Hipnos está certo, querida”. A loira riu e pulverizou a rosa com um aceno de mão, fazendo Perséfone arfar de dor. “Não entraremos mais em seus jogos estúpidos. Nos ameaçar não adiantou de nada. Somos mais fortes do que você e essa sua vingança sem sentido”

“Ingratos”. Vociferou a divindade. Lágrimas caíam dos olhos dela e de Tyler, que observava a cena envolta em fumaça cinzenta. “Ele não merece viver. Não depois de seu pai me jogar fora como um pedaço de maçã podre. Ainda bem que aquela mortal nojenta foi enterrada em New Orleans. Ah, mas ele vai pagar. Pos...”

Uma forte dor de cabeça fez o garoto urrar de dor e Teresa também gritou. A visão se desfez e os dois apoiaram as mãos na mesa, exaustos. Tyler chorava muito. Não podia conter sua tristeza. Estava tão perto.

Teresa segurou as mãos de seu cliente. Conhecia aquele sentimento. Antes de qualquer palavra de afeto, a sessão foi interrompida por um som ensurcedor de pássaros. O teto do local desabou e inúmeros corvos humanóides saíram da nuvem de poeira e atacaram a filha de Melione, a levando para fora dali.

— Mas que diabos...? — berrou o rapaz. Tarde demais. Os monstros recuavam e rumavam na direção do cemitério. — Ayla, precisamos ir até lá. Se a “mortal nojenta” for minha mãe, as respostas estão no cemitério.


Onde: New Orleans Com quem? Ayla LennoxPost: 001 Vestindo: Isso


Thanks @ Lilah CG
Franz H. Baudelaire
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
112

Localização :
Acampamento Meio-Sangue

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: {Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Ayla Lennox em Qua 20 Jan 2016, 21:27

Tides of War
Frio.

As gotas de chuva caíam pesadas, inconsequentes e impetuosas. Lavavam as ruas e as pessoas, seus prantos e também seus risos. A tempestade trazia consigo o cheiro de terra molhada e a sensação de que algo novo estava começando.

A cidadezinha europeia havia acolhido bem a filha de Selene. Os dias se passavam em uma paz quase imutável e ela começava a gostar de estar ali.

Alugara um apartamento no centro da cidade por alguns fias. Era um lugar calmo, silencioso e aconchegante. Naquele fim de tarde estava na parte favorita do lar provisório: O largo parapeito interno ao lado da janela. Sentada naquele espaço com as costas na parede e a lateral do corpo quase tocando o vidro, fitava de forma distraída o movimento dos carros nas ruas e avenidas.

Suas mãos, cujas mangas do moletom que vestia cobriam praticamente a metade, seguravam uma xícara de chocolate quente de forma cautelosa. Assoprou levemente a superfície do líquido e deu um longo gole.

Ergueu os olhos para voltar a sua atividade de observação, mas já não via o coração de Split, mas um borrão que aos poucos ganhava nitidez e contornos distinguíveis. Um rapaz moreno em uma praia apareceu. Logo reconheceu tanto o lugar - a praia do acampamento - quanto o indivíduo.

Era uma mensagem de Íris.

— Tyler. — Sorriu. — Quanto tempo, não é mesmo? Ah, perdoe a bagunça. — Riu ao voltar o rosto para a sala do apartamento.

— Não se preocupe com isso. — Falou de maneira compassiva. — Eu... Eu preciso de sua ajuda, Ayla.

A ex-monitora franziu o cenho.

— Está tudo bem? — Indagou

— Sim, não se preocupe. É algo relacionado a meu passado. — Respondeu Spring. — Eu não tenho como explicar muita coisa, mas sinto que posso descobrir algo importante... O resto das minhas memórias.

— Suas memórias? - Sacudiu a cabeça. — Wow, wow, wow... Onde eu entro nisso tudo?

— Você é minha mestra. Se existe alguém em quem confio para ir até lá comigo, é você. — Disse, finalmente. — Não sei se é seguro ou o que posso encontrar.

— Tudo bem, filhote, eu irei. — Cedeu a lupina. — Onde?

— Uma funerária em Nova Orleans próximo a um cemitério, fica no subúrbio. Nos vemos lá, então. — Despediu-se com um aceno de cabeça.

Conhecia bem a sensação de estar incompleta. Sabia como era ter tantas perguntas, tantas lacunas em branco sobre sua própria história, como era duvidar de quem era. Uma onda de compaixão percorria o rosto da garota, quebrando-se como um suspiro.

Trocou de roupa, reuniu seus equipamentos e depois de uma ligação para Ryan, um contato também semideus, cobrando um favor e dando detalhes da localização onde estava e para onde iria, tinham um acordo. Ele a deixaria lá.


Logo caminhava em meio aos mortais na calçada. Segurava sua jaqueta com o indicador e o dedo médio de forma que esta pendia em suas costas.

Seus passos eram leves, graciosos, provavam que ela estava se divertindo com aquilo. Aos poucos vestia o fruto da forja de Harry sem pressa alguma. Quando o fez, colocou as mãos nos bolsos e, sorrindo, continuou andando até que a mão fria do rapaz tocasse sua nuca.

"Pronta?"

Um breve aceno com a cabeça foi o bastante para confirmar. O mentalista de cabelos loiros colocou seu braço em volta dos ombros de Ayla e ambos se desfizeram em uma sutil nuvem esbranquiçada.

Naquele momento, se faziam tudo e nada ao mesmo tempo.

* * *

Estava no meio de outra rua. A iluminação era fraca e vinha de apenas três ou quatro postes que irradiavam uma tímida luz amarelada, de forma que um letreiro no fim do quarteirão tinha o centro das atenções com facilidade. Um agradecimento e um abraço foram trocados entre Ayla e quem havia levado-a até a cidade. Dentro de poucos segundos havia perdido o colega de vista.

Spring não demorou para aparecer. Com um sorriso e um breve sinal com a mão, pediu para que Ayla o seguisse. Ambos caminharam em silêncio até o estabelecimento em questão. Nunca havia imaginado que estaria num lugar daqueles, mas sentia-se claramente desconfortável. A aura dentro do ambiente era ruim, o cheiro era ruim... Até mesmo a decoração era ruim.

Tyler tomava a iniciativa quase sempre, o que a deixava grata - especialmente por não ter a menor ideia do que fazer ou procurar ali - conforme caminhavam pelo interior da funerária.

Uma porta com uma placa que ostentava o nome Teresa La'Lorie estava entreaberta, claramente convidando os dois a entrar.

Deuses, como estamos ferrados. Resmungou mentalmente a semideusa enquanto seguia seu aprendiz.

* * *

A mulher que se chamava Teresa mal dirigia o olhar e menos ainda sua palavra a Ayla. Ela limitava-se a ficar do lado do indefinido e ouvir cautelosamente tudo que a semideusa dizia.

— Psiquê, senhora da mente, deixe que essa pobre alma conheça seu destino.

Por algum motivo, sua atenção despertou ao ouvir o nome de sua patrona envolvido na história. Claro, a fumaça macabra que preencheu a sala e os olhos da senhora ficando totalmente brancos também foram adendos para cooperar em favor do estado de alerta.

A mão do rapaz segurou fortemente a de Lennox, que simplesmente retribuiu o gesto.

Pobre alma? Algo dizia que o que quer que estivesse por vir não era bom.

Nesse momento, Tyler pareceu sair do ar. Ele e a vidente estavam em uma espécie de transe, de forma que estavam partilhando algum tipo de cena ou presságio. Durou alguns segundos, quase minutos. O silêncio era estático e a tensão quase palpável na sala.

Então ele gritou. A plenos pulmões, expressava sua agonia. Ela a sentia, a via escorrer pelos olhos do garoto em forma de água salgada.

— TYLER! — Gritou também, querendo ser ouvida. — TYLER, ME ESCUTE. — Encostou a testa na do rapaz, segurava a nuca dele e o olhava nos olhos. — Tyler, eu estou aqui, volte. — Diminuiu o tom de voz conforme ele se recuperava.

Finalmente Spring pareceu retomar o controle da situação. Como se estivesse exausto após uma maratona, apoiou as mãos na mesa da velha vidente, que as segurou. Ayla se conteve para não rosnar para a mulher. Não nutria nenhum tipo de confiança por ela, especialmente após ter visto o aprendiz tão transtornado.

Um som agudo, alto e intenso rasgou o céu noturno. Não era humano, mas clamava pela atenção dos dois. De repente, o teto desabou, de forma que Ayla apenas teve tempo de utilizar Silver Moon para cobrir sua cabeça e a do aprendiz na intenção de protegê-los dos escombros.

Uma mistura horrenda de corvos e homens invadiu o lugar e levou Teresa para longe antes que Ayla pudesse praguejar.

— Mas que merda é essa?!

— Ayla, precisamos ir até lá. Se a “mortal nojenta” for minha mãe, as respostas estão no cemitério.

Não sabia do que ele estava falando, mas desembainhou sua adaga e acenou positivamente com a cabeça. Iria até o inferno se fosse preciso.

Ah, sim... A noite estava apenas começando.

Adendos:
Arsenal:
{Moonlight} / Adaga [Trata-se de uma adaga com a lâmina ligeiramente mais larga e curva. O seu formato é levemente arredondado – o que lembra uma lua na sua fase crescente. O cabo tem uma espécie de cobertura (como em sabres) feita de bronze sagrado, o que dá certa defesa as mãos daquele que a está empunhando. Tem uma coloração esbranquiçada e toma um tom azulado quando exposto à luz lunar. No nível 20, se torna um botton escrito "CLUBE DE ASTRONOMIA".] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene]

— {Silver Moon} - [Um escudo redondo de prata lunar que proporciona uma defesa eficiente para sua dona. Possui em seu centro o desenho em relevo de um lobo (o desenho do rank dos filhos de Selene), pintado em dourado. Quando não estiver sendo utilizado, transforma-se em um relógio de prata] {Prata Lunar} (nível mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Forjado na The Dragon's Flame, presente de Jhonn Stark.]

- {Red Hood} / Capa vermelha [Uma capa vermelha encantada, que desce até os pés da semideusa, e inclui um capuz; é adornada com diversos desenhos prateados bordados em seu contorno, sendo a maior parte deles de lobos ou da lua. Enquanto estiver sendo usada, possui o efeito de ampliar a agilidade da semideusa em 20%, além de conceder uma leve resistência a efeitos climáticos (calor, frio, nunca poderes, apenas os efeitos climáticos naturais). Quando não estiver sendo usada, pode se transformar em um colar com um pingente de lua nova. Em sua forma de capuz, tem a capacidade de se regenerar com o tempo, por exemplo, de cortes, partes queimadas... Mas o processo é lento, dependendo da situação e da gravidade do dano ao tecido, sendo que o tecido não é indestrutível, podendo ser destruído se submetido a um dano que consuma todo ou 90% do tecido..] {tecido mágico} (Nível mínimo: 08) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Recompensa pela missão "Night of the Hunter", avaliada por Jhonn Stark e Att por Ares.]

♦ {Resistance} / Jaqueta [Feita externamente de couro negro batido(o que já dá à vestimenta a resistência de uma armadura de couro), aparentando ser uma jaqueta comum, Resistance oculta suas verdadeiras propriedades de proteção em batalha. Internamente revestida por mitral, fornece grande resistência à semideusa, além da leveza característica do material, de modo que o peso não a prejudica quase nada. Além disso, o item recebeu o encantamento defensivo contra fogo, tornando-se completamente imune ao elemento – não dá imunidade à usuária, apenas à jaqueta.] {Couro e mitral} (nível mínimo: 27) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

Elixir da Vida (forte): Recupera 60 HP. [60 Dracmas]

Elixir da Energia (titânico): Recupera 100 MP. [100 Dracmas]

♠ {Toxic}/ Moeda [É uma antiga moeda americana feita de ouro, que quando a semideusa desejar soltará um aroma doce e enjoativo, que fará todos que estiverem a até 3 metros ao redor se sentirem cansados e doentes. Pode ser usada uma vez por missão, dura dois turnos.] {Ouro} (Nível mínimo: 30) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão "Ringue de Luta", avaliada por Selene e att por Asclépio.]

• {Despair} / Besta de repetição [Tendo sido adaptada para possuir a aparência de uma beretta M9 prateada, a besta é leve graças ao seu tamanho, além de ser discreta - podendo ser escondida com facilidade no cós de uma calça ou até mesmo de um coldre. No cabo é possível ver entalhes cuidadosos no formato de lobos e luas. O pente possui espaço para até 15 setas. Os cartuchos se recarregam de acordo com a vontade da dona, mas caso não hajam mas projéteis, são gastos 20 MP para isso. Seu alcance inicial é de 300 metros, sendo aumentado durante a noite - característica do metal usado na forja -, assim como o dano. O acréscimo é maior caso a lua se faça presente (10% e 20% para cada situação). A arma permite disparos rápidos e precisos, além de possuir modificações que diminuem o seu recuo e mantém sua precisão. O ferreiro adicionou detalhes quase imperceptíveis à arma, de modo a melhorar o seu desempenho. A pistola foi desenhada visando aumentar o dano, de modo que as setas atiradas por ela causam 15% a mais de dano, tanto em inimigos quanto em armaduras(o bônus se soma com outros que a munição possa ter). A arma é semi-indestrutível, de modo que apenas ataques mitológicos e métodos específicos podem danificá-la. A essência do Fogo foi utilizada nessa forja, dando ao item a capacidade de, até três vezes por ocasião, disparar uma esfera feita do elemento - sem o uso de qualquer munição. O disparo atinge no máximo trinta metros e então se expande em um raio de três metros, causando dano por queimaduras nos atingidos.] {Prata lunar} (Nível mínimo: 70) {Controle Sobre o Som} [Recebimennto: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

• {Beater} / Virotes [Virotes feitos com haste fina de alumínio e pontas especialmente adaptadas, formadas por quatro lâminas serrilhadas juntas - feitas de alumínio, parte sagrado e parte comum, para ferir tanto a seres mágicos quanto a mortais. são poderosas o bastante para causar dano até em ossos humanos, além de possuir adaptações especiais feitas pelo ferreiro. Os virotes causam 15% a mais de dano em inimigos e armaduras, além de ganharem bonificação de 10% de dano durante a noite, e 20% se a luz da lua se faz presente. São feitas especialmente para Desolation e Blaze, de modo que não terão seu desempenho máximo em outras armas. São praticamente indestrutíveis, de modo que a nunca serão quebrados devido ao impacto, podendo ser recuperados sempre que a dona quiser. Quantidade Restante: 100] {Alumínio e Prata Lunar} (Nível Mínimo: 33) {Não controla nenhum elemento} [Recebimennto: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart].
Poderes:
Neste turno, nenhum (ativo ou passivo) merece destaque.
• Caso não tenha ficado claro, o Mentalista utilizou do poder de teletransporte de nível mais avançado, o que permite ir a qualquer lugar. Não existe especificação de quantas pessoas ou quantidade de peso que podem ser levadas pelo semideus. Quanto a isso, espero que não existam problemas.
• A SM se passa depois da DIY Mind Issues, por isso Ayla está em Split e, mesmo sem estar oficialmente de volta aos mentalistas, trata Psiquê como sua patrona.

With: Tyler

Wearing: Jeans, blusa branca, jaqueta.

Where: New Orleans

Listening: Seafret - Atlantis
I can't save us
My Atlantis, we fall.
Tks, Jay
Ayla Lennox
avatar
Líder dos Mentalistas
Mensagens :
1030

Localização :
EUA

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: {Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Franz H. Baudelaire em Qui 21 Jan 2016, 10:28



Shatter Me




De fato, as respostas lá estavam. Entre os diversos túmulos, cada qual com sua lembrança e carga de tristeza, estava um feito do mámore mais branco. Gravado em letras bem talhadas: “Sabrina Spring, mãe dedicada e bibliotecária consagrada pelos colegas. Os velhos calhamassos não serão mais os mesmos sem o brilho de seu sorriso”.

O que nenhum dos semideuses esperava, era o vestido negro de Teresa atrás do túmulo. A vidente estava desacordada e com vários cortes em sua testa com os dizeres “HELP ME” horrendamente desenhados. Em seus pés, roseiras negras e grossas se enroscavam lentamente. Como se não fosse o bastante, o bater de quatro pares de asas chegou aos ouvidos dos campistas que ali estavam: quatro Tengus se juntaram para a festa.

Pontos Principais

Cada jogador deve narrar o que aconteceu antes do enunciado acima, tratando tudo com coerência e coesão suficientes para encaixarem os acontecimentos expostos com o que foi descrito no começo da Story Mode.

— Para os dois: Uma estratégia deve ser montada no intuito de vencer os inimigos alados, levando em conta a dificuldade do desafio e as consequências de cada ação. No final da batalha, devem encontrar uma maneira de lidar com a prole de Melinoe desacordada. Assim que o fizerem, ouvirão um miado alto e desdenhoso próximo dos muros do fúnebre local.

Pontos Adicionais

— Local: New Orleans
— Clima: chuvoso
— Tempo: 22:30

Jogadores: Tyler Spring e Ayla Lennox


Onde: New Orleans Com quem? Ayla LennoxPost: 001 Vestindo: Isso


Thanks @ Lilah CG
Franz H. Baudelaire
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
112

Localização :
Acampamento Meio-Sangue

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: {Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Franz H. Baudelaire em Qui 21 Jan 2016, 20:33



Shatter Me




Ao saírem da funerária, Ayla já estava se preparando para a viagem de volta. Uma coisa era certa, ele não conheciam o inimigo. Por serem criaturas aladas, o ideal era manter distância. Foi exatamente isso que o indefinido fez. Tentando acompanhar sua mestra, ele preparava um par de flechas no arco enquanto corria na direção das retorcidas grades que anunciavam o macabro local.

A caminhada até o cemitério foi, para o indefinido, mais dolorosa do que qualquer golpe recebido durante os treinos ou batalhas com monstros. Observar todos aqueles túmulos na busca pelo único que parecia importante naquele momento era um desrespeito sem tamanho para com os demais mortos que descansavam naquele funesto campo. Ainda distante de sua mestra, ele colocou uma das pernas no chão e sentiu o gramado. Apesar da chuva, não estava tão molhado quanto deveria. "Isso só significa uma coisa: magia."

O vento frio afastou a chuva e esticou os braços de um nevoeiro pegajoso, que chegou aos pés dos jovens e provocou um arrepio sobrenatural na espinha do meio-sangue. Junto com o vento, algo atrás das lápides foi ouvido. O arrastar de um tecido. Assim que se levantou, o rapaz constatou que a seda negra que adornava o corpo de semideusa vidente estava atrás do túmulo que visitavam.

O corpo da mulher estava estirado no chão. Os olhos fechados, como se ela fosse a morta. Em sua testa, uma horrenda mensagem gravada com cortes. O aprendiz de Lennox tirou a espada da bainha e arregalou os olhos. O metal místico brilhava. Monstros estavam por perto. O grasnar de corvos tomou conta do ambiente.

— Ayla, cuidado! — ele jogou a garota no chão quando a espada brilhou ainda mais e um vulto passou nas costas de sua mestra. Outros três seres surgiram do céu e se juntaram ao primeiro. Eram os homens alados que atacaram a funerária. Segundo os estudos na biblioteca, poderiam ser identificados como Tengus, os homens-corvos.

Uma flecha já estava preparada e a corda do arco se esticou ao máximo quando o primeiro oponente avançou na direção dos semideuses. O disparo não foi tão certeiro, atingiu um dos ombros de raspão.  O movimento da mestra do meio-sangue o fez recuar de surpresa.

Usando um engenhoso dispositivo, precariamente comparado com um lança-chamas, ela afugentou dois dos oponentes e fez os outros dois caírem no chão. A dupla que conseguiu escapar grasnava e estava os bicos na direção do indefinido. Mirando com a maior precisão que conseguiu, ele acerto duas flechas nos pés do primeiro oponente.

O Tengu berrou e seu bater de asas ficou frenético, buscando equilíbrio e altitude. Seu companheiro avançou e derrubou os equipamentos do semideus. O mesmo rolou para o lado, levando alguns arranhões no processo. A besta alada parecia não desistir. Esticava suas garras e batia as asas com força e dedicação.

A luz misteriosa da espada de Tyler foi tudo o que ele precisou para se concentrar no ataque. Chutando o peito de seu inimigo, ele ganhou forças para sair do chão e tirar a arma da bainha. O metal se assemelhava a um farol no litoral, tamanho era o brilho que emitia. Agora a luta estava de igual para igual. Garras e lâmina se cruzando em um ritmo descompassado e doentio.

Quando uma brecha no ataque surgiu, no momento que o Tengu se afastou para ganhar altura e sincronizar o bater das asas com o movimento das unhas de ferro, o indefinido não perdeu a oportunidade. Um berro esganiçaso e desesperado encheu o céu tempestuoso quando uma das asas caiu por terra e se desfez em pó.

A ação seguinte foi previsível. Com o inimigo no chão, Tyler retirou todo o rancor e ódio de seu coração. Limpou a consciência. Somente quando o semblante estava livre de rugas, ele decaptou sua vítima. A poeira dourada se misturou com a chuva e se juntou aos pequenos rios que se formavam na colina.

Para a surpresa do rapaz, não estava acabado. Ele ouviu a exclamação de Ayla e lembrou que um dos homens alados havia escapado. Correndo silenciosamente na direção da cena, ele recuperou o arco e as flechas na aljava e pendurou tudo em suas costas. A lâmina prateada atravessou o peito da besta, dando fim àquele tormento.

Uma tontura forte e repentina fez o herdeiro Spring se ajoelhar. Não era a proximidade com suas memórias. Era algo mais forte. Mais vingativo. Um deus estava por perto. Ele andou lentamente até o túmulo de Sabrina, sua falecida mãe, e encontrou o corpo da vidente.

Os olhos da filha de Melinoe se abriram e ficaram opacos. A respiração acelerada e as palavras em uma língua antiga e desconhecida que jorravam de sua boca só confirmavam as suspeitas do indefinido: Alguém estava ali. Ele tirou a blusa avermelhada pelo contato com seu sangue e cobriu La’Lorie para que os tremores passassem. Seu tronco estava coberto com novos cortes que cruzavam as cicatrizes antigas. Mais histórias para sua coleção.

Junto com a chuva, uma fina névoa começou a se acumular no chão, grudando nos túmulos como gosma de pântano e dando um ar etéreo para a caminhada dos dois semideuses que estavam concentrados em sua busca. No alto da colina, banhada pela luz do luar, estava a tão almejada placa de mármore.

Um vaso com flores murchas e empapadas bloqueava um pouco dos dizeres do túmulo, mas não impediram que grossas lágrimas caíssem dos olhos de Tyler. Ajoelhando-se até ficar no nível do chão, ele pousou as duas mãos na base de pedra fria e fez uma prece silenciosa.

— A crença mortal nos instrui a seguir em frente quando algum ente querido morre — ele recitou com desdém o que sempre ouviu durante sua vida. — Mas me diga, mãe, como posso correr pelos campos sabendo que nessa terra, tão sofrida quanto o suor daqueles que trabalharam para que fosse mantida intacta, descansa em desalento alguém que eu nunca vi? Como posso brindar e celebrar sabendo que a sete palmos do chão repousa em angústia eterna um ente querido que nunca tive a chance de ver? — ele berrava entre soluços. — É o mais hediondo dos crimes. Não vejo motivos para perdoar um único ser que já tenha pensado em fazer tal coisa.


Onde: New Orleans Com quem? Ayla LennoxPost: 001 Vestindo: Isso


Thanks @ Lilah CG
Franz H. Baudelaire
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
112

Localização :
Acampamento Meio-Sangue

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: {Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Ayla Lennox em Qui 21 Jan 2016, 21:09

Tides of War
Tempo era algo que nenhum deles dispunha em excesso e, consequentemente, não podia ser desperdiçado pela dupla. Logo a filha de Selene sentiu a capa avermelhada cobrir todo seu corpo até tocar levemente no chão.

Já fora do estabelecimento, deu de ombros para o aprendiz como se dissesse "Olha, talvez não seja uma boa ideia eu te levar nas costas.".

— Me dê cobertura. — Disse enquanto colocava o capuz e observava o arco de Tyler. — Não sabemos o que diabos é isso, então acho que você deveria manter certa distância.

Inspirou profundamente e tocou suavemente o colar em seu pescoço, logo sentindo a capa vermelha cobrir desde sua cabeça até a planta dos pés. A tatuagem em suas costas formigou, pareceu esquentar por alguns segundos, o que foi o bastante para saber que a bênção de sua mãe estava sobre si.

O indefinido tentava, mas não conseguia acompanhar os passos da lupina. Os pés da garota eram ágeis, mas leves, encostavam no concreto úmido em intervalos regulares e curtos até que alcançaram a grama do cemitério.

Quando parou, apenas um túmulo pareceu chamar a atenção da semideusa. "Sabrina Spring" , acompanhado de alguns dizeres elogiosos em seu epitáfio.

Merda. Pensou. Estavam no lugar certo e, pela primeira vez, não sabia se gostava daquilo.

O silêncio tomava conta da noite e o ar desolador de um cemitério preenchia cada centímetro do ambiente, às vezes ousando até acariciar gentilmente a pele da semideusa - que preferia se desvencilhar o quanto antes daquilo. Nada anormal era encontrado até ver um vestido atrás da lápide.

Com a adaga já em mãos, Ayla aproximou-se o bastante para reconhecer as feições da vidente, Teresa. Seu corpo parecia desfalecido, como se o fôlego de vida estivesse indeciso entre partir ou ficar mais um pouco.

Seus membros inferiores eram adornados por flores em tons escarlates, enroscados por seus espinhos e caules em uma espécie de correntes, mas isso não era o mais bizarro.

Em sua testa, em cortes mal feitos, estavam as palavras "HELP ME".

— Deuses... O que está acontecendo? — Resmungou a garota.

Seus pensamentos foram interrompidos pelo bater incessante de asas que parecia se aproximar cada vez mais. Abaixou o capuz e ergueu os olhos para o céu, identificando as formas humanoides que se achegavam.

— TYLER, OS CORVOS! — Gritou para o aprendiz enquanto apontava. - Fique longe.

Ele a protegeu, empurrando-a para evitar um golpe. As flechas do garoto começavam a ser atiradas em questão de segundos. De súbito, teve uma ideia. Era hora de testar o quão útil Despair poderia ser em ocasiões como aquela.

Já em pé e com a destra livre, alcançou a beretta que estava em sua cintura. Erguendo-a, apontou para o grupo de quatro homens-corvo voando e disparou. Não um projétil, não uma flecha, mas um amontoado de fogo que, ao alcançar o grupo, expandiu-se.

A explosão era comparável a um belo show pirotécnico. Foi o bastante para dispersar o grupo e fazer com que dois deles caíssem e os outros seguissem na direção de Spring.

Os olhos brilhantes da cria da Lua logo encontraram seus alvos no chão que, mesmo feridos, ainda pareciam dispostos a lutar. Grasnavam de forma agonizante e mostravam as garras sem hesitar.

Lennox sorriu de forma maldosa. Praticamente tinha escrito em sua testa o quanto estava se divertindo com aquilo. Há muito tempo não encontrava alguém disposto a enfrentá-la com tanta estupidez - ou coragem - assim.

O primeiro atacou diretamente, desferindo um golpe lateral. Lennox se abaixou, desviando com certa facilidade. Aproveitando a posição, avançou segurando-o pelo abdome, de forma que o derrubou de costas no chão, caindo sobre seu corpo enegrecido.

Estava atordoado, o que foi a deixa que ela precisava. Suas unhas, agora quase tão afiadas quanto navalhas, desceram de forma violenta contra o pescoço do ser. Ele se debateu, arranhou a jaqueta da garota mas logo caiu inerte e se desfez em pó dourado.

Antes que pudesse comemorar, sentiu um puxão em sua roupa de súbito. O golpe surpresa foi forte e preciso o bastante para fazer com que Ayla fosse arremessada contra uma das lápides de mármore, parando com o baque surdo de suas costas contra a superfície fria.

— Filho da...

Não pôde completar o xingamento. O híbrido estava segurando seu pescoço, os olhos avermelhados cheios de ódio fitando as íris prateadas da garota. Ela arranhava os braços dele em agonia, o que não parecia abalar o monstro.

Durante a luta, não conseguia ver o jovem indefinido, mas torcia para que estivesse se saindo bem.

Foi então que Lennox o chutou com força o bastante para que este se afastasse. Ao se desvencilhar do aperto, inspirou profundamente em busca de ar e levou alguns segundos para se orientar. Olhando para o lado, encontrou a beretta ao seu lado.

Jogou-se no chão e a segurou com as duas mãos.

— Vai sufocar o demônio, desgraçado. — Disse ao mirar no oponente que se colocava de pé.

Apertou o gatilho diversas vezes seguidas, parando apenas quando a última de uma série de sete setas acertou o mais puro nada. Ele havia sido derrotado.

Levantou e começou a limpar a mistura de grama e areia de suas roupas. Passava o dorso da mão na boca que sangrava levemente quando viu mais um homem corvo vindo em sua direção. Não teria tempo de se defender.

Uma ponta prateada apareceu atravessando a traqueia do inimigo que era reduzido a cinzas douradas no chão. A figura de Tyler apareceu poucos metros a sua frente.

Sorriu para o garoto enquanto o abraçava.

— Parece que eu te treinei bem, não é? — Indagou de forma descontraída. — Derrubou os dois e ainda está inteiro... Muito bom, te pago uma bebida depois. — Riu.

Depois da resposta do garoto, apontou com o polegar para a filha de Melinoe, indicando que algo não estava certo ali. Ela passou a se debater e falar em uma língua ininteligível. Diante daquilo, o rapaz pareceu resolver a situação com calma e, após cobrir o rosto da mulher, tudo voltou a um relativo estado de estabilidade.

Foi quando ele viu o túmulo da mãe. Ajoelhou-se diante da lápide e deixou que algumas palavras escapassem de seus lábios. A maioria delas era de lamento, mas nada que fosse diferente do esperado. Estavam num cemitério, afinal de contas.

Não sabia como lidar com aquilo. Com ele. Com toda aquela dor. Era o desconhecido, um ser de feições indistintas, mas certamente assombrosas. Era alguém que ela não pretendia conhecer tão cedo.

Suspirou e passou a mão pelos ombros de Tyler, encarando-o nos olhos com uma mistura de tristeza e compaixão.

— Sinto muito. Eu estou aqui por você, ok? Não esqueça isso.

Mais uma vez, o silêncio tenso da noite - junto ao momento solene - foi rasgado por outro som. Dessa vez, algo mais felino, algo como um miado.

— Ora merda, primeiro os passarinhos do satanás e agora um gato endiabrado?! — Resmungou em alta voz. — Estamos em um pet shop dos ctônicos, por acaso?

Mal sabia ela que a situação era um pouco pior que isso.
Adendos:
Arsenal:
{Moonlight} / Adaga [Trata-se de uma adaga com a lâmina ligeiramente mais larga e curva. O seu formato é levemente arredondado – o que lembra uma lua na sua fase crescente. O cabo tem uma espécie de cobertura (como em sabres) feita de bronze sagrado, o que dá certa defesa as mãos daquele que a está empunhando. Tem uma coloração esbranquiçada e toma um tom azulado quando exposto à luz lunar. No nível 20, se torna um botton escrito "CLUBE DE ASTRONOMIA".] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene]

— {Silver Moon} - [Um escudo redondo de prata lunar que proporciona uma defesa eficiente para sua dona. Possui em seu centro o desenho em relevo de um lobo (o desenho do rank dos filhos de Selene), pintado em dourado. Quando não estiver sendo utilizado, transforma-se em um relógio de prata] {Prata Lunar} (nível mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Forjado na The Dragon's Flame, presente de Jhonn Stark.]

- {Red Hood} / Capa vermelha [Uma capa vermelha encantada, que desce até os pés da semideusa, e inclui um capuz; é adornada com diversos desenhos prateados bordados em seu contorno, sendo a maior parte deles de lobos ou da lua. Enquanto estiver sendo usada, possui o efeito de ampliar a agilidade da semideusa em 20%, além de conceder uma leve resistência a efeitos climáticos (calor, frio, nunca poderes, apenas os efeitos climáticos naturais). Quando não estiver sendo usada, pode se transformar em um colar com um pingente de lua nova. Em sua forma de capuz, tem a capacidade de se regenerar com o tempo, por exemplo, de cortes, partes queimadas... Mas o processo é lento, dependendo da situação e da gravidade do dano ao tecido, sendo que o tecido não é indestrutível, podendo ser destruído se submetido a um dano que consuma todo ou 90% do tecido..] {tecido mágico} (Nível mínimo: 08) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Recompensa pela missão "Night of the Hunter", avaliada por Jhonn Stark e Att por Ares.]

♦ {Resistance} / Jaqueta [Feita externamente de couro negro batido(o que já dá à vestimenta a resistência de uma armadura de couro), aparentando ser uma jaqueta comum, Resistance oculta suas verdadeiras propriedades de proteção em batalha. Internamente revestida por mitral, fornece grande resistência à semideusa, além da leveza característica do material, de modo que o peso não a prejudica quase nada. Além disso, o item recebeu o encantamento defensivo contra fogo, tornando-se completamente imune ao elemento – não dá imunidade à usuária, apenas à jaqueta.] {Couro e mitral} (nível mínimo: 27) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

Elixir da Vida (forte): Recupera 60 HP. [60 Dracmas]

Elixir da Energia (titânico): Recupera 100 MP. [100 Dracmas]

♠ {Toxic}/ Moeda [É uma antiga moeda americana feita de ouro, que quando a semideusa desejar soltará um aroma doce e enjoativo, que fará todos que estiverem a até 3 metros ao redor se sentirem cansados e doentes. Pode ser usada uma vez por missão, dura dois turnos.] {Ouro} (Nível mínimo: 30) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão "Ringue de Luta", avaliada por Selene e att por Asclépio.]

• {Despair} / Besta de repetição [Tendo sido adaptada para possuir a aparência de uma beretta M9 prateada, a besta é leve graças ao seu tamanho, além de ser discreta - podendo ser escondida com facilidade no cós de uma calça ou até mesmo de um coldre. No cabo é possível ver entalhes cuidadosos no formato de lobos e luas. O pente possui espaço para até 15 setas. Os cartuchos se recarregam de acordo com a vontade da dona, mas caso não hajam mas projéteis, são gastos 20 MP para isso. Seu alcance inicial é de 300 metros, sendo aumentado durante a noite - característica do metal usado na forja -, assim como o dano. O acréscimo é maior caso a lua se faça presente (10% e 20% para cada situação). A arma permite disparos rápidos e precisos, além de possuir modificações que diminuem o seu recuo e mantém sua precisão. O ferreiro adicionou detalhes quase imperceptíveis à arma, de modo a melhorar o seu desempenho. A pistola foi desenhada visando aumentar o dano, de modo que as setas atiradas por ela causam 15% a mais de dano, tanto em inimigos quanto em armaduras(o bônus se soma com outros que a munição possa ter). A arma é semi-indestrutível, de modo que apenas ataques mitológicos e métodos específicos podem danificá-la. A essência do Fogo foi utilizada nessa forja, dando ao item a capacidade de, até três vezes por ocasião, disparar uma esfera feita do elemento - sem o uso de qualquer munição. O disparo atinge no máximo trinta metros e então se expande em um raio de três metros, causando dano por queimaduras nos atingidos.] {Prata lunar} (Nível mínimo: 70) {Controle Sobre o Som} [Recebimennto: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

• {Beater} / Virotes [Virotes feitos com haste fina de alumínio e pontas especialmente adaptadas, formadas por quatro lâminas serrilhadas juntas - feitas de alumínio, parte sagrado e parte comum, para ferir tanto a seres mágicos quanto a mortais. são poderosas o bastante para causar dano até em ossos humanos, além de possuir adaptações especiais feitas pelo ferreiro. Os virotes causam 15% a mais de dano em inimigos e armaduras, além de ganharem bonificação de 10% de dano durante a noite, e 20% se a luz da lua se faz presente. São feitas especialmente para Desolation e Blaze, de modo que não terão seu desempenho máximo em outras armas. São praticamente indestrutíveis, de modo que a nunca serão quebrados devido ao impacto, podendo ser recuperados sempre que a dona quiser. Quantidade Restante: 100] {Alumínio e Prata Lunar} (Nível Mínimo: 33) {Não controla nenhum elemento} [Recebimennto: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart].
Poderes:
Passivos

Nível 1: Aura Lunar
Os filhos de Selene tem o poder levemente aumentado durante a noite, fazendo com que suas ações em geral tenham uma chance adicional de acerto. Contudo, isso não altera a força/ dano do poder nem as habilidades físicas do semideus, apenas a chance de acerto, que são potencializadas em 10% neste nível, subindo para 20% no nível 50. [Modificado]

Nível 3: Sentidos Aguçados
Quando está a noite, os sentidos (Visão, audição, tato, olfato e paladar) dos filhos de Selene serão mais aguçados, melhor do que qualquer meio-sangue, sendo o dobro do que um humano comum em questão de acuidade e/ou alcance. [Modificado]

Nível 9: Olhos lunares
O filho de Selene, a partir desse nível, passa a enxergar no escuro com a mesma percepção e alcance da sua visão normal. [Novo]

Nível 10: Fases da lua I - Lua Nova I
Esta fase Lunar representa um ótimo momento para dar inicio as coisas diferentes ou tomar atitudes. Isso faz com que não se atrapalhem tanto ao lidar com situações e coisas inesperadas: mesmo pegos de surpresa, eles conseguirão raciocinar e planejar, fazendo com que suas estratégias tenham chances melhores de acerto, mesmo que em menor nível se comparados com filhos de Atena, por exemplo. Contudo, a estratégia tem que ter sentido e ser plausível, e o semideus precisa ter meios de realizá-la - a última palavra é do narrador. [Modificado de ativo para passivo]

Nível 18: Aura Lunar II
Agora, adicionalmente aos efeitos do nível I, o filho de Selene passa a gastar 10% menos energia ao utilizar seus poderes no período noturno ou escuridão completa. [Novo]

Nível 23: Gravidade alterada
Todos sabem que na lua a gravidade é mínima. Os filhos de Selene terão seu impacto reduzido, diminuindo seus danos por quedas em 50% - mas uma queda muito alta ainda pode ser potencialmente perigosa ou até fatal. [Modificado, antigo ativo "Gravidade"]

Nível 24: Reflexos
No período noturno, a agilidade e os reflexos do semideus são levemente ampliados, fazendo com que sejam um pouco mais velozes se comparados a uma pessoa normal sem treino.[Modificado]

Nível 27: Regeneração Lunar III
A última fase da regeneração. Agora a cada três rodadas o filho de Selene poderá recuperar 15 HP/MP. Só funciona exposto a lua, e a permanência sob o luar deve ser ininterrupta, mas ele pode fazer outras ações enquanto isso. A regeneração ocorrerá ao final da 3ª rodada. Substitui os efeitos do nível anterior, não soma. Nesse nível, recupera no máximo 120 HP/MP por noite.{Idealizado por Dominique C. Everyd - Modificado}

Nível 40: Presságio
A lua sempre foi utilizada por várias culturas em seus rituais divinatórios. Você personaliza isso, ganhando uma espécie de sexto sentido que faz com que seja difícil ser surpreendido. Não indica o perigo exato ou o momento em que será atacado, nem de onde ou de quem virá, apenas a sensação de que há perigo, uma espécie de intuição, que pode servir para indicar emboscadas e armadilhas, ou até ataques. Alguns inimigos podem ter como burlar isso, já que podem conseguir ocultar sentimentos ou pensamentos - em casos do tipo, o poder só captaria se o oponente for de nível menor. [Novo]

Ativos

Nível 1: Garras
Os gatos também são considerados animais noturnos, as garras desse animal são extremamente perigosas. Os filhos de Selene criam garras em sua mão, podendo provocar danos como se estivessem armados. É considerada uma arma cortante, como um bisturi ou adaga de bronze sagrado. Cada ativação dura 3 rodadas.

Especiais

— {Fearless} / Bênção [Em noites de lua cheia, uma segunda personalidade parece tomar conta de Ayla. Enquanto nesse estado, a semideusa - Inicialmente - não irá ter de fato “controle” sobre suas ações, às vezes nem lembrando do que fez enquanto estava em tal condição. Em compensação, nesse estado, tanto as habilidades físicas (velocidade, força, etc.) quanto os poderes da semideusa são bonificados em 15%, além do que ela ganharia em uma noite normal, claro.] (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: DIY “Let’s Begin The Story”, avaliada por Lord Hades e atualizado por Ares]

— {Aldaron} / Marca [Situada nas costas de Ayla, é uma tatuagem de uma grande árvore. Sua função é permitir que a semideusa possa "assumir" sua segunda personalidade quando quiser, independentemente da fase lunar e ainda sim ter controle sobre esta. Quando utilizada, suas folhas começam a cair lentamente e também dependendo das ações feitas neste estado - vale ressaltar que as folhas voltam a crescer quando a filha de Selene estiver em seu estado "normal" -. Desta forma, a ausência de folhas seria a insanidade - já que a índole da outra personalidade não é exatamente boa. (Também pode ser usada para controlar outros poderes que poderão surgir durante a trama, desde que haja lógica.)] {Magia, Tinta} {Nível mínimo: 30} {Não controla nenhum elemento.} [Recebimento: DIY "Madness in Me" - Avaliada por Lady Psiquê e atualizada por Odisseu.] *Que "ativa" o poder acima*

• A SM se passa depois da DIY Mind Issues, por isso Ayla - mesmo sem estar oficialmente de volta aos mentalistas - trata Psiquê como sua patrona.

With: Tyler

Wearing: Jeans, blusa branca, jaqueta.

Where: New Orleans

Listening: Seafret - Atlantis
I can't save us
My Atlantis, we fall.
Tks, Jay
Ayla Lennox
avatar
Líder dos Mentalistas
Mensagens :
1030

Localização :
EUA

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: {Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Franz H. Baudelaire em Sex 22 Jan 2016, 15:18



Shatter Me




A morte dos Tengus não aliviou a tensão instalada no cemitério. O alvoroço e o pavor espalhados pelas criaturas era palpável. O miado se transformou eu uma risada longa e infantil que preencheu o ar, assustando os dois guerreiros ali presentes.

Uma garota de olhos azuis, cabelos negros, longos e alisados cobrindo as laterais do rosto surgiu vestindo uma manta manchada de sangue. Antes de qualquer movimento de um dos dois semideuses, o fantasma desapareceu e deu lugar a um aterrorizante uivo.

Pontos Principais

Cada jogador deve narrar o que aconteceu antes do enunciado acima, tratando tudo com coerência e coesão suficientes para encaixarem os acontecimentos expostos com o que foi descrito no começo da Story Mode.

— Para os dois: um Garou surgirá atrás dos dois. Para Tyler, é o mesmo licantropo que o atacou na clareira da floresta, com a diferença de estar com os olhos completamente vermelhos e remendos no peito indicando um provável renascer. Terminem o turno derrotando o monstro e dando de cara com Psiquê, que estará confortando Teresa em um abraço.

Pontos Adicionais

— Local: New Orleans
— Clima: chuvoso
— Tempo: 23:00

Jogadores: Tyler Spring e Ayla Lennox


Onde: New Orleans Com quem? Ayla LennoxPost: 001 Vestindo: Isso


Thanks @ Lilah CG
Franz H. Baudelaire
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
112

Localização :
Acampamento Meio-Sangue

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: {Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Ayla Lennox em Sex 22 Jan 2016, 16:48

Tides of War
Geralmente é seguro dizer que existem poucas coisas capazes de aquecer o coração de um indivíduo tanto quanto uma risada infantil. Eram sempre puras, cheias de vida e uma alegria capaz de contagiar até o mais carrancudo e pseudogótico filho de Hades.

Infelizmente, o som que estava tomando conta do cemitério naquela noite era uma das exceções à regra.

Como se seguisse uma trilha invisível e sutil deixada pelo miado, um riso tomou o lugar do ruído bestial. Os olhos da semideusa percorreram o local e logo encontraram a responsável por aquilo.

"Ah, excelente. Agora a Samara mirim resolveu se juntar à festa." Desdenhou mentalmente enquanto bufava.

Os olhos azuis da garotinha pareciam estar se divertindo genuinamente com a cena. Ela não dava atenção alguma a suas roupas esfarrapadas e manchadas com o mais puro carmesim. A beretta já estava de volta ao seu lugar na cintura da garota, mas quase involuntariamente seus dedos repousavam no cabo da adaga.

Deu um passo à frente, mantendo uma das mãos à frente de Tyler, sinalizando para que ele não avançasse. Antes que pudesse completar o movimento ou abrir a boca para perguntar qualquer coisa, a jovem se desfez em uma espécie de névoa esbranquiçada.

Apesar da fraca iluminação, uma sombra foi capaz de se projetar por cima da dupla e ainda se estendendo alguns centímetros à frente.

Os dois se viraram ao mesmo tempo.

— Você só pode estar de brincadeira. — Disse Ayla.

Um rugido alto e gutural foi a resposta negativa que estava precisando. Um garou de íris escarlates e dono de uma cicatriz em seu peito fitava-os e tinha as presas à mostra.

Ao olhar para o aprendiz, ele estava literalmente paralisado diante da fera, o olhar fixo. Aquela era uma péssima hora para admirar as feições do inimigo.

Infelizmente, o garou sabia usar essa distração em seu favor. A destra vinha de forma descendente, as garras afiadas expostas, na direção do indefinido.

Graças a seus reflexos, a garota foi capaz de empurrar o rapaz e erguer o escudo para bloquear o golpe. Os pés afundaram um pouco na areia fofa, os braços ameaçaram ceder com a força do impacto. Agradecia aos deuses por estar em uma forma consideravelmente boa.

Olhou para o rapaz no chão e deu a instrução. Já tinha um plano em mente.

— Eu vou correr e distrair. Acerte. O. Tendão. — Apontou para a panturrilha do bicho. — O resto, pode deixar comigo. — Deu uma piscadela e com a ajuda de Silver Moon, empurrou o braço da figura humanoide para cima.

Começou a correr em círculos em volta do garou que tentava acertá-la de forma falha. Com o canto dos olhos, via o rapaz se levantar e seguir até o lugar certo. Por favor, acerte o lugar certo, por favor... Rezava mentalmente.

Então ouviu. Um grito agonizante e bestial que veio acompanhado do cessar dos golpes. Ele estava caindo.

Com a arma em mãos, parou de correr e saltou. Os pés deixaram o solo e em uma questão de segundos, estava se segurando nos ombros do híbrido humano e lobo que se debatia. Precisou se segurar com força e encontrar o ponto ideal para fincar sua lâmina.

De forma rápida e bruta, cravou a adaga na traqueia do oponente que, aos poucos, começava a se desfazer. Sorriu diante de mais uma vitória e simplesmente se permitiu chegar ao chão sem muita suavidade, mas ainda sim de pé.

— Deuses, eu não esperava que as coisas fossem ficar tão emocionantes assim. — Brincou enquanto dava um breve soco no braço de Tyler que se aproximava.

— Ayla... — O garoto deixou a frase morrer neste ponto, limitando-se a apontar para a frente, onde Teresa estava.

A cria de Melinoe ainda estava envolta pelas roseiras, porém, alguém a abraçava. De alguma forma, a ex-monitora sabia que não era mais um inimigo se apresentando. Era uma aura familiar que trazia consigo uma paz, uma sensação quase materna.

O vestido branco da mulher que tinha a semideusa em seus braços moveu-se graças ao vento, revelando uma discreta tatuagem de uma borboleta na altura do ombro.

Os cabelos loiros também se inquietaram, revelando as feições delicadas e sublimes da indivídua, os olhos azuis.

— Psiquê. — Ayla permitiu que o nome de sua patrona escapasse de seus lábios quase como um sussurro.

Deu um passo à frente e curvou levemente o corpo, abaixando a cabeça em um gesto respeitoso - algo que não tinha o hábito de fazer. Não sabia o que ela estava fazendo ali, mas havia aprendido que para tudo existia um propósito.
Adendos:
Arsenal:
{Moonlight} / Adaga [Trata-se de uma adaga com a lâmina ligeiramente mais larga e curva. O seu formato é levemente arredondado – o que lembra uma lua na sua fase crescente. O cabo tem uma espécie de cobertura (como em sabres) feita de bronze sagrado, o que dá certa defesa as mãos daquele que a está empunhando. Tem uma coloração esbranquiçada e toma um tom azulado quando exposto à luz lunar. No nível 20, se torna um botton escrito "CLUBE DE ASTRONOMIA".] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene]

— {Silver Moon} - [Um escudo redondo de prata lunar que proporciona uma defesa eficiente para sua dona. Possui em seu centro o desenho em relevo de um lobo (o desenho do rank dos filhos de Selene), pintado em dourado. Quando não estiver sendo utilizado, transforma-se em um relógio de prata] {Prata Lunar} (nível mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Forjado na The Dragon's Flame, presente de Jhonn Stark.]

- {Red Hood} / Capa vermelha [Uma capa vermelha encantada, que desce até os pés da semideusa, e inclui um capuz; é adornada com diversos desenhos prateados bordados em seu contorno, sendo a maior parte deles de lobos ou da lua. Enquanto estiver sendo usada, possui o efeito de ampliar a agilidade da semideusa em 20%, além de conceder uma leve resistência a efeitos climáticos (calor, frio, nunca poderes, apenas os efeitos climáticos naturais). Quando não estiver sendo usada, pode se transformar em um colar com um pingente de lua nova. Em sua forma de capuz, tem a capacidade de se regenerar com o tempo, por exemplo, de cortes, partes queimadas... Mas o processo é lento, dependendo da situação e da gravidade do dano ao tecido, sendo que o tecido não é indestrutível, podendo ser destruído se submetido a um dano que consuma todo ou 90% do tecido..] {tecido mágico} (Nível mínimo: 08) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Recompensa pela missão "Night of the Hunter", avaliada por Jhonn Stark e Att por Ares.]

♦ {Resistance} / Jaqueta [Feita externamente de couro negro batido(o que já dá à vestimenta a resistência de uma armadura de couro), aparentando ser uma jaqueta comum, Resistance oculta suas verdadeiras propriedades de proteção em batalha. Internamente revestida por mitral, fornece grande resistência à semideusa, além da leveza característica do material, de modo que o peso não a prejudica quase nada. Além disso, o item recebeu o encantamento defensivo contra fogo, tornando-se completamente imune ao elemento – não dá imunidade à usuária, apenas à jaqueta.] {Couro e mitral} (nível mínimo: 27) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

Elixir da Vida (forte): Recupera 60 HP. [60 Dracmas]

Elixir da Energia (titânico): Recupera 100 MP. [100 Dracmas]

♠ {Toxic}/ Moeda [É uma antiga moeda americana feita de ouro, que quando a semideusa desejar soltará um aroma doce e enjoativo, que fará todos que estiverem a até 3 metros ao redor se sentirem cansados e doentes. Pode ser usada uma vez por missão, dura dois turnos.] {Ouro} (Nível mínimo: 30) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão "Ringue de Luta", avaliada por Selene e att por Asclépio.]

• {Despair} / Besta de repetição [Tendo sido adaptada para possuir a aparência de uma beretta M9 prateada, a besta é leve graças ao seu tamanho, além de ser discreta - podendo ser escondida com facilidade no cós de uma calça ou até mesmo de um coldre. No cabo é possível ver entalhes cuidadosos no formato de lobos e luas. O pente possui espaço para até 15 setas. Os cartuchos se recarregam de acordo com a vontade da dona, mas caso não hajam mas projéteis, são gastos 20 MP para isso. Seu alcance inicial é de 300 metros, sendo aumentado durante a noite - característica do metal usado na forja -, assim como o dano. O acréscimo é maior caso a lua se faça presente (10% e 20% para cada situação). A arma permite disparos rápidos e precisos, além de possuir modificações que diminuem o seu recuo e mantém sua precisão. O ferreiro adicionou detalhes quase imperceptíveis à arma, de modo a melhorar o seu desempenho. A pistola foi desenhada visando aumentar o dano, de modo que as setas atiradas por ela causam 15% a mais de dano, tanto em inimigos quanto em armaduras(o bônus se soma com outros que a munição possa ter). A arma é semi-indestrutível, de modo que apenas ataques mitológicos e métodos específicos podem danificá-la. A essência do Fogo foi utilizada nessa forja, dando ao item a capacidade de, até três vezes por ocasião, disparar uma esfera feita do elemento - sem o uso de qualquer munição. O disparo atinge no máximo trinta metros e então se expande em um raio de três metros, causando dano por queimaduras nos atingidos.] {Prata lunar} (Nível mínimo: 70) {Controle Sobre o Som} [Recebimennto: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

• {Beater} / Virotes [Virotes feitos com haste fina de alumínio e pontas especialmente adaptadas, formadas por quatro lâminas serrilhadas juntas - feitas de alumínio, parte sagrado e parte comum, para ferir tanto a seres mágicos quanto a mortais. são poderosas o bastante para causar dano até em ossos humanos, além de possuir adaptações especiais feitas pelo ferreiro. Os virotes causam 15% a mais de dano em inimigos e armaduras, além de ganharem bonificação de 10% de dano durante a noite, e 20% se a luz da lua se faz presente. São feitas especialmente para Desolation e Blaze, de modo que não terão seu desempenho máximo em outras armas. São praticamente indestrutíveis, de modo que a nunca serão quebrados devido ao impacto, podendo ser recuperados sempre que a dona quiser. Quantidade Restante: 100] {Alumínio e Prata Lunar} (Nível Mínimo: 33) {Não controla nenhum elemento} [Recebimennto: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart].
Poderes:
Passivos

Nível 1: Aura Lunar
Os filhos de Selene tem o poder levemente aumentado durante a noite, fazendo com que suas ações em geral tenham uma chance adicional de acerto. Contudo, isso não altera a força/ dano do poder nem as habilidades físicas do semideus, apenas a chance de acerto, que são potencializadas em 10% neste nível, subindo para 20% no nível 50. [Modificado]

Nível 3: Sentidos Aguçados
Quando está a noite, os sentidos (Visão, audição, tato, olfato e paladar) dos filhos de Selene serão mais aguçados, melhor do que qualquer meio-sangue, sendo o dobro do que um humano comum em questão de acuidade e/ou alcance. [Modificado]

Nível 9: Olhos lunares
O filho de Selene, a partir desse nível, passa a enxergar no escuro com a mesma percepção e alcance da sua visão normal. [Novo]

Nível 10: Fases da lua I - Lua Nova I
Esta fase Lunar representa um ótimo momento para dar inicio as coisas diferentes ou tomar atitudes. Isso faz com que não se atrapalhem tanto ao lidar com situações e coisas inesperadas: mesmo pegos de surpresa, eles conseguirão raciocinar e planejar, fazendo com que suas estratégias tenham chances melhores de acerto, mesmo que em menor nível se comparados com filhos de Atena, por exemplo. Contudo, a estratégia tem que ter sentido e ser plausível, e o semideus precisa ter meios de realizá-la - a última palavra é do narrador. [Modificado de ativo para passivo]

Nível 18: Aura Lunar II
Agora, adicionalmente aos efeitos do nível I, o filho de Selene passa a gastar 10% menos energia ao utilizar seus poderes no período noturno ou escuridão completa. [Novo]

Nível 23: Gravidade alterada
Todos sabem que na lua a gravidade é mínima. Os filhos de Selene terão seu impacto reduzido, diminuindo seus danos por quedas em 50% - mas uma queda muito alta ainda pode ser potencialmente perigosa ou até fatal. [Modificado, antigo ativo "Gravidade"]

Nível 24: Reflexos
No período noturno, a agilidade e os reflexos do semideus são levemente ampliados, fazendo com que sejam um pouco mais velozes se comparados a uma pessoa normal sem treino.[Modificado]

Nível 27: Regeneração Lunar III
A última fase da regeneração. Agora a cada três rodadas o filho de Selene poderá recuperar 15 HP/MP. Só funciona exposto a lua, e a permanência sob o luar deve ser ininterrupta, mas ele pode fazer outras ações enquanto isso. A regeneração ocorrerá ao final da 3ª rodada. Substitui os efeitos do nível anterior, não soma. Nesse nível, recupera no máximo 120 HP/MP por noite.{Idealizado por Dominique C. Everyd - Modificado}

Nível 40: Presságio
A lua sempre foi utilizada por várias culturas em seus rituais divinatórios. Você personaliza isso, ganhando uma espécie de sexto sentido que faz com que seja difícil ser surpreendido. Não indica o perigo exato ou o momento em que será atacado, nem de onde ou de quem virá, apenas a sensação de que há perigo, uma espécie de intuição, que pode servir para indicar emboscadas e armadilhas, ou até ataques. Alguns inimigos podem ter como burlar isso, já que podem conseguir ocultar sentimentos ou pensamentos - em casos do tipo, o poder só captaria se o oponente for de nível menor. [Novo]

Ativos

Nível 7: Salto gravitacional
Ao ativar este poder, o filho de Selene pode saltar grandes distâncias, sem tomar impulso - 5m nesse nível, mais 5 a cada 10 níveis adicionais. Cada ativação possibilita um salto. [Nome e descrição modificados - antigo Gravidade]

Especiais

— {Fearless} / Bênção [Em noites de lua cheia, uma segunda personalidade parece tomar conta de Ayla. Enquanto nesse estado, a semideusa - Inicialmente - não irá ter de fato “controle” sobre suas ações, às vezes nem lembrando do que fez enquanto estava em tal condição. Em compensação, nesse estado, tanto as habilidades físicas (velocidade, força, etc.) quanto os poderes da semideusa são bonificados em 15%, além do que ela ganharia em uma noite normal, claro.] (Nível mínimo: 1) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: DIY “Let’s Begin The Story”, avaliada por Lord Hades e atualizado por Ares]

— {Aldaron} / Marca [Situada nas costas de Ayla, é uma tatuagem de uma grande árvore. Sua função é permitir que a semideusa possa "assumir" sua segunda personalidade quando quiser, independentemente da fase lunar e ainda sim ter controle sobre esta. Quando utilizada, suas folhas começam a cair lentamente e também dependendo das ações feitas neste estado - vale ressaltar que as folhas voltam a crescer quando a filha de Selene estiver em seu estado "normal" -. Desta forma, a ausência de folhas seria a insanidade - já que a índole da outra personalidade não é exatamente boa. (Também pode ser usada para controlar outros poderes que poderão surgir durante a trama, desde que haja lógica.)] {Magia, Tinta} {Nível mínimo: 30} {Não controla nenhum elemento.} [Recebimento: DIY "Madness in Me" - Avaliada por Lady Psiquê e atualizada por Odisseu.]  *Que "ativa" o poder acima*

• A SM se passa depois da DIY Mind Issues, por isso Ayla - mesmo sem estar oficialmente de volta aos mentalistas - trata Psiquê como sua patrona.

With: Tyler

Wearing: Jeans, blusa branca, jaqueta.

Where: New Orleans

Listening: Seafret - Atlantis
I can't save us
My Atlantis, we fall.
Tks, Jay
Ayla Lennox
avatar
Líder dos Mentalistas
Mensagens :
1030

Localização :
EUA

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: {Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Franz H. Baudelaire em Sex 22 Jan 2016, 17:23



Shatter Me




O insistente miado fez o meio-sangue virar o rosto para identificar o som. Gatos naquele lugar não poderia significar boa coisa. O pior estava logo depois. Uma risada histérica e infantil tomou conta do cemitério, como se alguma criatura psicótica estivesse observando a cena.

De fato, uma menina de cabelos lisos, traje maltrapilho e olhos azuis surgiu na frente dos semideuses. A mão de Ayla indicava a proibição de qualquer avanço. No entanto, não era preciso. O olhar sádico e hostil daquela aparição acendeu mais um doloroso pedaço das memórias do indefinido.

Era ela que espionava o rapaz durante os anos no mundo mortal. A mesma menina que ele perseguiu uma vez nas ruas de Nova York e acabou dando de cara com um beco onde a frase "The Next Is You, Demigod" estava gravada com grafite. Não era uma mortal qualquer. Jamais seria. Aquela garota era ninguém menos do que Perséfone, que fez questão de atormentar e seguir o garoto durante todos os anos de sua vida. Como Malévola fazia com a Bela Adormecida.

Antes de qualquer reação, a garota sumiu. Tyler podia jurar que um sorriso zombeteiro se formou no rosto daquele fantasma antes do uivo aterrador sacudir a colina chuvosa. Quando os dois viraram os corpos na direção da possível ameaça, o pior aconteceu.

Não era um simples licantropo que rugia e se aproximava da filha de Selene e seu aprendiz. Era o lobisomem que surgiu na clareira da floresta na terrível noite que o garoto decidiu enfrentar seus medos. A paralisia durou tempo demais. Um escudo entrou na visão do meio-sangue, que foi empurrado e percebeu que a besta estava desferindo um golpe em sua direção.

— Klaus... não pode ser — ele murmurava enquanto ouvia as instruções de sua mestra. — Só se Perséfone... ah, não.

A adrenalina ocupou o lugar do receio e o jovem se levantou rapidamente. O grande híbrido estava distraído tentando acertar Ayla que corria perigosamente em círculos. Deixando o arco de lado, ele empunhou a espada e esperou uma brecha para atacar. A primeira tentativa falhou. Quando a cria de Selene se afastou o suficiente, a lâmina apenas raspou no tendão a besta, que revidou com um tapa.

Por sorte, os reflexos do rapaz minimizaram o ataque, mas as garras deixaram três marcas em diagonal no lado esquerdo de seu rosto que começaram a arder. Com raiva, Spring avançou mas não atacou em um impulso corporal. Ele arremessou a espada diretamente no tendão. O som da carne sendo perfurada e o berro ensurdecedor do lobisomem foram suficientes para o menino arregalar os olhos se afastar.

O salto da campista veterana foi sensacional, da mesma forma que sua agilidade na hora do golpe final. Com o lobisomem no chão, Tyler retirou sua espada da perna dele antes de virar um acumulado de pó dourado. Ao se levantar e olhar para o túmulo onde supostamente Teresa estava, ele congelou mais uma vez. A mulher que segurava a vidente não era comum.

"Psiquê", ele pensou. Ela sorriu e imediatamente o corpo do indefinido cedeu e a adrenalina sumiu. Se a Dama da Mente estava ali, só havia uma explicação: as memórias. Estava na hora da revelação final.

sorry, aparentemente esqueci do arsenal q:
❃{Foniás} / Espada [Espada longa de fio duplo forjada pelos filhos de Hefesto do acampamento e dada para o semideus pelo próprio Quíron em agradecimento por suas ações recentes e ajuda ao acampamento. Tem um leve relevo em formas distorcidas por toda sua lâmina prata, que não influência em ataques, é apenas estético. Tem o cabo negro e longo feito de couro negro, facilitando seu manuseio, que se se estende mais que o normal pelos lados da lâmina com as pontas curvadas formando um 'C' com a lâmina saindo de seu meio. Com detalhes em ouro por todo cabo que se adapta perfeitamente a mão do usuário. Foniás, no momento em que um monstro chega a um metro de distância do semideus, adquiri um brilho de tonalidade prateado. O brilho é automático não podendo ser camuflado, assim, se o semideus desejar não chamar atenção pode embainhar sua espada, mas para que ela brilhe, a espada deve ficar completamente fora da bainha. Acompanha bainha longa de couro marrom.] {Bronze/Couro Negro/Ouro} (Nível mínimo: 4) {Luz} [Recebido da missão Detetive avaliada por Athena e atualizada por Asclépio]

♦ {Sagittis} / Arco [Arco moderno, e de longo alcance, podendo lançar flechas até 50mt, com a eficácia caindo acima disso, podendo chegar no máximo a 75mtrs, mas com chances de acerto, força e estabilidade de tiro bem menores, reduzindo muito seus efeitos. Requer certa força física, e a pessoa que quiser utilizar essa arma terá que ter um pouco mais de perícia. Seu material é o mesmo do arco curto, sendo feito de madeira de qualidade e banhado a bronze, mas sua estrutura requer mais cuidado ao forjar, já que sua envergadura é grande, precisando ser resistente para suportar a tensão da corda.][Madeira e Bronze. Nível mínimo: 2. Sem elementos]

♦ {Pharetra} / Aljava [Bolsa de couro simples com capacidade para até 50 flechas. possui correias para serem presas nas costas ou cintura. O formato e resistência não facilita o uso para outros fins][Couro][Sem elemento, sem nível mínimo]

♦ Flechas de bronze sagrado [Flechas comuns, com hastes finas de madeira, pena de ganso para dar estabilidade e ponta de bronze sagrado. Pouco resistentes, mas de efeito considerável se bem utilizadas. Não acompanha aljava.][madeira, pena e bronze sagrado][Sem nível mínimo, sem elemento][50 flechas]


Onde: New Orleans Com quem? Ayla LennoxPost: 001 Vestindo: Isso


Thanks @ Lilah CG
Franz H. Baudelaire
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
112

Localização :
Acampamento Meio-Sangue

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: {Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Franz H. Baudelaire em Sex 22 Jan 2016, 17:30



Shatter Me




A deusa sorriu para os dois campistas. Lentamente, as amarras feitas por Perséfone recuaram e as roseiras deixaram o maculado corpo de Teresa em paz. Com um suspiro pesado e sonolento, ela acordou do feitiço e olhou para sua salvadora. As duas pareciam trocar mensagens mentalmente.

Depois de um tempo, a vidente caminhou até Tyler e acariciou seu queixo, saindo sem notar a presença de Ayla. Naquele momento, a verdade seria finalmente revelada.

Pontos Principais

Cada jogador deve narrar o que aconteceu antes do enunciado acima, tratando tudo com coerência e coesão suficientes para encaixarem os acontecimentos expostos com o que foi descrito no começo da Story Mode.

— Para os dois: Psiquê dará as congratulações por terem derrotado as marionetes de Perséfone, que tanto tramou contra a vida de Spring. Como recompensa, pela longa jornada do indefinido, ela dará o que ele mais deseja: as última lembranças. Com a esposa de Hades fraca e fora de jogo, a maldição finalmente foi quebrada.

Pontos Adicionais

— Local: New Orleans
— Clima: chuvoso
— Tempo: 23:30

Jogadores: Tyler Spring e Ayla Lennox


Onde: New Orleans Com quem? Ayla LennoxPost: 001 Vestindo: Isso


Thanks @ Lilah CG
Franz H. Baudelaire
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
112

Localização :
Acampamento Meio-Sangue

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: {Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Ayla Lennox em Sex 22 Jan 2016, 21:48

Tides of War
As pessoas costumam dizer que depois da tempestade, a calmaria vem. Não haviam enfrentado um fenômeno climático desse tipo, mas algo um pouco mais complexo, de forma que se permitiam almejar um desfecho um pouco mais glorioso.

Para a sorte deles, os deuses pareciam estar de boa sorte e, aos poucos, concediam esse desejo - mesmo que de forma sutil aos olhos dos semideuses.

Primeiro veio a liberdade.

Ao toque da deusa, a vidente inspirou profundamente, como se trouxesse para si novamente o fôlego de vida, e então despertou de forma preguiçosa. As raízes e roseiras que a prendiam ao chão já não mais existiam e, erguendo-se lentamente, os olhos das duas se encontraram - pareciam, literalmente, conversar.

Teresa caminhou até Tyler e tocou o rosto do rapaz. Ayla confiava ainda menos na mulher, de forma que não sabia se gostaria de enchê-la de perguntas ou de tapas. Apenas se conteve e aguardou que esta fosse embora.

O sorriso de sua patrona saudava os dois. De pé e com uma expressão aliviada, dirigiu a palavra à dupla.

— Parece que finalmente chegou ao fim, não é mesmo? — Disse. — As marionetes de Perséfone, a presença dela nos rumos dessa história. — A deusa suspirou pesadamente. — Tenho muito a falar, a mostrar para você, Spring... Mas antes eu creio que sua tutora merece minha atenção.

A filha de Selene enrubesceu. Psiquê aproximou-se dela e acariciou gentilmente sua face sem se importar muito com os arranhões ou a sujeira.

— Existe uma história contada entre os mortais — começou a loira — em que um homem pergunta a um de seus amigos se ele o ama. A resposta é um sim quase imediato e sabe o que o primeiro diz em seguida? — Fez uma pausa. — Então cuida dos que são meus.

Ayla sorriu com o canto dos lábios e aguardou que a fala prosseguisse.

— Sei o quanto tem cuidado de Tyler e que não pensou duas vezes antes de vir até aqui ajudá-lo. — Afirmou a divindade. — Espero que cuide dos outros que me buscam também, talvez em um futuro não muito distante.

— Eu o farei. — Respondeu enquanto acenava com a cabeça mesmo sem saber exatamente o que aquilo significava.

— Você é uma garota forte e sabe disso, mas tem uma mania de tentar carregar o peso do mundo sozinha, e convenhamos que isso não acaba bem. — A deusa afirmou. — Por isso contarei com você em breve para algo importante. Enquanto isso não acontece, você precisará aprender que não está sozinha. Nunca.

Os olhos de Spring encontraram os de Lennox por alguns instantes. Nenhum dos dois disse nada, mas não era necessário.

— União, criança. União. É uma bênção. — Psiquê pacientemente pronunciou as palavras enquanto tocava o pulso da garota. — Um presente maior do que imagina. Mantenha sempre seu coração aberto e a mente... Bom, esse é um assunto um pouco mais delicado, não? — Brincou dando uma piscadela.

Ayla fitou o local tocado e notou a inscrição ali. Sorriu e fez uma mesura respeitosa conforme a deusa se aproximava de Tyler. Algumas palavras também foram trocadas entre os dois e, de súbito, o rapaz segurou a mão da mestra.

Um clarão a cegou por alguns instantes. Estava prestes a partilhar de algo quase tão precioso quanto o presente do garoto.

Seu passado.

* * *

O cenário era levemente familiar. Uma floresta.

Tyler corria como se - e provavelmente esta era a verdade - sua vida dependesse daquilo. Três dracaenas o seguiam com uma agilidade que até a própria semideusa julgava não ser possível.

A perseguição se estendeu por muitos metros, até que o indefinido tropeçasse e caísse com a cara no chão. Estava cercado. Ele poderia não saber, mas aquele ainda não era seu fim.

A cena pareceu rachar, se desfazer lentamente diante dos olhos de Ayla até que estivessem em um lugar diferente: um depósito.

De início, nada além da figura do próprio aprendiz estava ali, mas a versão infantil da Samara - agora conhecida como Perséfone - logo apareceu e a desgraça do rapaz também. Pancadas, palavras ásperas e acusadoras... Estava sendo torturado.

Dois centauros invadiram o local e conseguiram prender de alguma forma a figura da deusa, levando logo o rapaz embora. Flashes de uma confusão indistinta tomaram conta de um local, de forma a se acabarem com a imagem de Spring flutuando de forma serena pelas águas correntes até chegar no Acampamento.

Mais uma vez, desde o céu até o gramado verde, tudo rachou e se desfez.

* * *

Estavam de volta às proximidades do cemitério. Os dedos das mãos de Ayla estavam entrelaçados e apoiados contra sua nuca. Dava passos hesitantes para longe do aprendiz e da deusa enquanto conversavam. As explicações, os porquês, as entrelinhas da história... Tudo pertencia a Tyler. Cabia a ele decidir se e quando os partilharia com a cria da Lua.

Com o canto dos olhos, notou uma despedida também entre Psiquê e o indefinido. Com um brilho discreto e uma brisa gélida, a divindade simplesmente sumiu, fazendo com que uma solitária borboleta azulada voasse no céu noturno.

Ainda estava se acostumando com aquilo.

— Então, acho que isso é um fim definitivo pra essa noite agitada, filhote. — Ayla suspirou pesadamente e colocou as mãos nos bolsos da jaqueta, a capa já em sua forma de colar. — Vamos.

Começou a caminhar lentamente para fora do lugar quando ouviu a voz do rapaz.

— Para onde?

— Pra casa. — Afirmou. — Mas antes, bem que eu poderia te pagar aquela bebida, não é mesmo? Você escolhe. — Como se lembrasse de algo importante, parou e perguntou em tom quase sério. — Espera, vou ter que tomar milk-shake hoje? — Indagou arqueando uma das sobrancelhas e sorrindo.

E sem se importar com a resposta, saiu dali como se fosse capaz de acreditar que os dias seguintes poderiam ser tão doces e agradáveis quanto a escolha aparentemente infantil do aprendiz ou cheios de uma alegria boêmia a ser encontrado no bar mais próximo.
Adendos:
Arsenal:
{Moonlight} / Adaga [Trata-se de uma adaga com a lâmina ligeiramente mais larga e curva. O seu formato é levemente arredondado – o que lembra uma lua na sua fase crescente. O cabo tem uma espécie de cobertura (como em sabres) feita de bronze sagrado, o que dá certa defesa as mãos daquele que a está empunhando. Tem uma coloração esbranquiçada e toma um tom azulado quando exposto à luz lunar. No nível 20, se torna um botton escrito "CLUBE DE ASTRONOMIA".] {Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Selene]

— {Silver Moon} - [Um escudo redondo de prata lunar que proporciona uma defesa eficiente para sua dona. Possui em seu centro o desenho em relevo de um lobo (o desenho do rank dos filhos de Selene), pintado em dourado. Quando não estiver sendo utilizado, transforma-se em um relógio de prata] {Prata Lunar} (nível mínimo: 1) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Forjado na The Dragon's Flame, presente de Jhonn Stark.]

- {Red Hood} / Capa vermelha [Uma capa vermelha encantada, que desce até os pés da semideusa, e inclui um capuz; é adornada com diversos desenhos prateados bordados em seu contorno, sendo a maior parte deles de lobos ou da lua. Enquanto estiver sendo usada, possui o efeito de ampliar a agilidade da semideusa em 20%, além de conceder uma leve resistência a efeitos climáticos (calor, frio, nunca poderes, apenas os efeitos climáticos naturais). Quando não estiver sendo usada, pode se transformar em um colar com um pingente de lua nova. Em sua forma de capuz, tem a capacidade de se regenerar com o tempo, por exemplo, de cortes, partes queimadas... Mas o processo é lento, dependendo da situação e da gravidade do dano ao tecido, sendo que o tecido não é indestrutível, podendo ser destruído se submetido a um dano que consuma todo ou 90% do tecido..] {tecido mágico} (Nível mínimo: 08) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: Recompensa pela missão "Night of the Hunter", avaliada por Jhonn Stark e Att por Ares.]

♦ {Resistance} / Jaqueta [Feita externamente de couro negro batido(o que já dá à vestimenta a resistência de uma armadura de couro), aparentando ser uma jaqueta comum, Resistance oculta suas verdadeiras propriedades de proteção em batalha. Internamente revestida por mitral, fornece grande resistência à semideusa, além da leveza característica do material, de modo que o peso não a prejudica quase nada. Além disso, o item recebeu o encantamento defensivo contra fogo, tornando-se completamente imune ao elemento – não dá imunidade à usuária, apenas à jaqueta.] {Couro e mitral} (nível mínimo: 27) {Controle sobre o Fogo} [Recebimento: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

Elixir da Vida (forte): Recupera 60 HP. [60 Dracmas]

Elixir da Energia (titânico): Recupera 100 MP. [100 Dracmas]

♠ {Toxic}/ Moeda [É uma antiga moeda americana feita de ouro, que quando a semideusa desejar soltará um aroma doce e enjoativo, que fará todos que estiverem a até 3 metros ao redor se sentirem cansados e doentes. Pode ser usada uma vez por missão, dura dois turnos.] {Ouro} (Nível mínimo: 30) {Nenhum elemento} [Recebimento: Missão "Ringue de Luta", avaliada por Selene e att por Asclépio.]

• {Despair} / Besta de repetição [Tendo sido adaptada para possuir a aparência de uma beretta M9 prateada, a besta é leve graças ao seu tamanho, além de ser discreta - podendo ser escondida com facilidade no cós de uma calça ou até mesmo de um coldre. No cabo é possível ver entalhes cuidadosos no formato de lobos e luas. O pente possui espaço para até 15 setas. Os cartuchos se recarregam de acordo com a vontade da dona, mas caso não hajam mas projéteis, são gastos 20 MP para isso. Seu alcance inicial é de 300 metros, sendo aumentado durante a noite - característica do metal usado na forja -, assim como o dano. O acréscimo é maior caso a lua se faça presente (10% e 20% para cada situação). A arma permite disparos rápidos e precisos, além de possuir modificações que diminuem o seu recuo e mantém sua precisão. O ferreiro adicionou detalhes quase imperceptíveis à arma, de modo a melhorar o seu desempenho. A pistola foi desenhada visando aumentar o dano, de modo que as setas atiradas por ela causam 15% a mais de dano, tanto em inimigos quanto em armaduras(o bônus se soma com outros que a munição possa ter). A arma é semi-indestrutível, de modo que apenas ataques mitológicos e métodos específicos podem danificá-la. A essência do Fogo foi utilizada nessa forja, dando ao item a capacidade de, até três vezes por ocasião, disparar uma esfera feita do elemento - sem o uso de qualquer munição. O disparo atinge no máximo trinta metros e então se expande em um raio de três metros, causando dano por queimaduras nos atingidos.] {Prata lunar} (Nível mínimo: 70) {Controle Sobre o Som} [Recebimennto: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart]

• {Beater} / Virotes [Virotes feitos com haste fina de alumínio e pontas especialmente adaptadas, formadas por quatro lâminas serrilhadas juntas - feitas de alumínio, parte sagrado e parte comum, para ferir tanto a seres mágicos quanto a mortais. são poderosas o bastante para causar dano até em ossos humanos, além de possuir adaptações especiais feitas pelo ferreiro. Os virotes causam 15% a mais de dano em inimigos e armaduras, além de ganharem bonificação de 10% de dano durante a noite, e 20% se a luz da lua se faz presente. São feitas especialmente para Desolation e Blaze, de modo que não terão seu desempenho máximo em outras armas. São praticamente indestrutíveis, de modo que a nunca serão quebrados devido ao impacto, podendo ser recuperados sempre que a dona quiser. Quantidade Restante: 100] {Alumínio e Prata Lunar} (Nível Mínimo: 33) {Não controla nenhum elemento} [Recebimennto: The Dragon's Flame - Forja de Harry S. Sieghart].
Poderes:
Passivos

Nível 27: Regeneração Lunar III
A última fase da regeneração. Agora a cada três rodadas o filho de Selene poderá recuperar 15 HP/MP. Só funciona exposto a lua, e a permanência sob o luar deve ser ininterrupta, mas ele pode fazer outras ações enquanto isso. A regeneração ocorrerá ao final da 3ª rodada. Substitui os efeitos do nível anterior, não soma. Nesse nível, recupera no máximo 120 HP/MP por noite.{Idealizado por Dominique C. Everyd - Modificado}
Recompensa Almejada:
♦ {Énosi} / Habilidade Especial [Sendo evidenciada fisicamente através do que parece ser uma simples tatuagem no pulso direito da garota, é a palavra "união" em grego antigo - ένωση. A habilidade é um presente de Psiquê e pode ser utilizada até duas vezes por missão/evento com a seguinte função: Estando acompanhada de um ou mais semideus/criatura mágica ou mitológica aliado, suas resistências (mentais, a charme, confusão, pânico e afins) são dobradas; caso esteja sozinha, a bonificação é de apenas 25%. O efeito dura até três rodadas, mas pode ser interrompido antes.] (Nível mínimo: 30) [Recebimento: SM - Shatter Me]

• A recompensa foi enviada a um staffer e está passiva de alterações.
Observação importante a quem for atualizar:
Ao ADM que for atualizar, por gentileza contabilizar três almas na coroa Nightmare que está em meu arsenal (sendo esta a quantidade de inimigos mortos por Ayla neste evento específico) já que na descrição do item não há a necessidade de carregar a coroa para tal.
• A SM se passa depois da DIY Mind Issues, por isso Ayla - mesmo sem estar oficialmente de volta aos mentalistas - trata Psiquê como sua patrona.

With: Tyler

Wearing: Jeans, blusa branca, jaqueta.

Where: New Orleans

Listening: Seafret - Atlantis
I can't save us
My Atlantis, we fall.
Tks, Jay
Ayla Lennox
avatar
Líder dos Mentalistas
Mensagens :
1030

Localização :
EUA

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: {Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Franz H. Baudelaire em Sab 23 Jan 2016, 10:32



Shatter Me




A presença da divindade era, de fato, como um calmante. Por alguns instantes, a macabra cena que os envolvia parecia não ter importância. Somente Psiquê, que libertava Teresa das amarras perversas da esposa de Hades, era o foco naquele momento.

A vidente acordou de maneira similar a um filho de Hipnos e trocou olhares longos com a guardiã da mente. Conversavam, claramente, coisas que somente as duas poderiam decifrar. Transcorridos alguns minutos, a semideusa anciã se despediu da salvadora e andou até o indefinido.

La'Lorie acariciou o queixo de Tyler, que sorriu e observou a silhueta da mulher que tanto o ajudara naquela noite desaparecer entre os portões retorcidos do cemitério. Novamente, a presença da deusa roubou a atenção dos dois campistas. Ela sorria largamente, como se estivesse conversando com os próprios filhos.

— Parece que finalmente chegou ao fim, não é mesmo? — Disse. — As marionetes de Perséfone, a presença dela nos rumos dessa história. — A deusa suspirou pesadamente. — Tenho muito a falar, a mostrar para você, Spring... Mas antes eu creio que sua tutora merece minha atenção.

o jovem compreendeu que aquele diálogo era somente entre as duas. As palavras da  patrona de Ayla eram simplesmente inspiradoras. União, acima de tudo. A cria de Selene cumprira de maneira exemplar o papel de uma mestra, mostrando para seu pupilo que, além do domínio de espadas e habilidades místicas, estar junto de alguém que confia é fundamental.

— Tyler, meu amado meio-sangue — a deusa vibrava de felicidade. — Durante toda a sua jornada, você presenciou coisas terríveis. A morte de seu tio, o único que poderia entender sua angústia, enche minha essência de pesar. Afrodite fez bem ao colocar os dois juntos. Era... necessário. Agora, depois de tanto tempo sofrendo por algo que nunca deveria ter caído sobre seus ombros, chegou a hora tão esperada. Sem o controle de Perséfone, posso enfim dar a você o bem mais precioso. Sua memória.

O rapaz agarrou a mão da semideusa ao seu lado e Psiquê abriu os braços. Uma intensa claridade tomou conta do lugar e a mente de Tyler, pela primeira vez desde que chegara ao acampamento, se sentia livre.

***

Uma versão mais jovem do indefinido corria alucinadamente por uma floresta. Os dois expectadores, Ayla e seu filhote, assistiam a tudo na forma de espectros. Não muito longe do jovem apressado, um trio de mulheres-cobra avançava a uma velocidade absurdamente rápida. Mesmo para os padrões monstruosos.

Um passo em falso foi o suficiente para o garoto Spring tropeçar e cair de cara no chão. As damas bestiais chiaram e prazer e rodearam sua presa. Em uma tentativa de escapar, as pernas do indefinido chutaram o ar e quase acertaram uma das oponentes.

— Por favor, parem — ele suplicava. — Eu não fiz nada, juro. Não precisam me perseguir. Não... NÃO.

A cena começou a se desfazer em rachaduras, como um globo de neve caindo no chão. Outro pedaço das memórias. Desta vez, parecia ser logo depois da emboscada. O menino estava encostado na parede de um depósito completamente amarrado e amordaçado.

Os olhos se abriram e ele deu de cara com o tenebroso avatar de Perséfone: a criança psicótica. Gavinhas roxas se enrolavam nas pernas e braços da divindade, que ria largamente. Os olhos azuis faiscavam de prazer.

— Agora seu pai não pode mais te salvar, pirralho — ela desferiu um tapa no rosto do refém. A mordaça saiu e junto dela um berro de agonia. — o rei dos mares vai se arrepender de ter me rejeitado. Você será o primeiro exemplo disso. Assim que Poseidon procurar por você, seus servos vão recuperar apenas o cadáver do que antes foi um semideus sujo e hediondo.

Outro tapa deixou a face de Tyler rubra como um tomate. O espectro de Spring estava entre a reação e a inércia. Sabia que mesmo se interferisse, tudo o que conseguiria se resumia em atravessar o corpo do avatar maléfico e de sua versão mais jovem.

Videiras e serpentes se aproximavam lentamente da cria do deus dos mares. Estavam prontas para devorar sua presa. Perséfone ria histéricamente e se deleitava com o desespero da cria de seu ex-amante. No entanto, o destino parecia favorável ao garoto.

Dois centauros invadiram o local e cortaram as serpentes e plantas famintas da perversa divindade. Um deles jogou uma rede de prata que fez a pele da garota arder e seus poderes enfraqueceram. Infelizmente, o efeito não duraria muito.

A correria dos salvadores de Tyler não era suficiente para escapar da fúria da rainha do submundo. Com um urro animalesco e aterrador, um dragão surgiu dentro do depósito e estraçalhou o teto. A figura de escamas negras rugiu e lançou duas bolas de fogo. As esferas não atingiram a equipe de resgate propositalmente.

Das crateras formadas pelo impacto, dois elementais gigantescos explodiram em chamas e correram atrás dos híbridos que rumavam para as fronteiras de Long Island. A corrida estava em desvantagem pois os servos do fogo avançavam a uma velocidade alucinante.

O rio que desembocava em uma das praias perto da Colina Meio-Sangue estava cada vez mais perto. O centauro que não carregava a cria de Poseidon relinchou em agonia. Um ataque flamejante atingiu suas patas traseiras.

— Vai logo, Kratos — ele urrou para o companheiro. — A vida desse garoto depende de você. Quíron precisa saber que nosso esforço salvou o filho de um dos Três Grandes.

— Mas eu não posso te deixar, Zaxos — o centauro deu um coice forte o suficiente para levantar uma boca camada de terra em cima dos elementais furiosos. — Não agora que estamos tão perto.

— SAI LOGO DAQUI — Kratos urrou e empurrou seu amigo.

O braço de água estava bem visível quando o salvador de Tyler parou para recuperar o fôlego. Com delicadeza, ele depositou o corpo desacordado do meio-sangue dentro da água. Poucos segundos se passaram até que um grupo de náiades notasse a apocalíptica situação e carregasse o corpo do humano pelo rio até atravessarem a barreira.

A imagem se desfez mais uma vez. Cada pedaço de suas lembranças, no entanto, permanecia vivo. A explosão de cacos do espelho de sua mente se transformou em uma chuva de pétalas prateadas. Estavam novamente no cemitério. Psiquê observava seu protegido.

— O destino não foi justo com você — ela abraçou o rapaz e o encarou. — Perséfone se encheu do mais profundo ódio quando foi rejeitada por seu pai. Todos sabemos da disposição de uma mulher para destruir a vida de quem a magoa. No fim das contas, você era o único que não tinha relação alguma com o perverso jogo da esposa de Hades.

— Isso tudo foi... por ciúmes? — a positiva resposta da mulher loira já era esperada. — Meu tio foi torturado pelo Senhor dos Pesadelos. Minha mãe...

— Ainda vive — ela interrompeu o lamento. — Você sabe, no fundo de seu coração, onde ela está.

— Meu pai — continuou o rapaz aos prantos. — Enfrentou a fúria de Perséfone com tanta bravura. Não acho que... não acho que posso me igualar a ele. Não mereço ser filho dele.

— Pare já com isso, Tyler Spring — ralhou a deusa. — Você é tão capaz de feitos heróicos quanto qualquer campista que estiver sob a proteção do velho centauro. O que aconteceu durante sua infância jamais deverá ser esquecido, pois é uma prova de que sua luta pela sobrevivência foi bem sucedida. Lembre-se disso, querido: Os humanos são capazes de realizar grandiosos feitos, se acreditarem no potencial que possuem.

A imagem da mulher tremulou e se dissipou em um brilho fraco acompanhado de uma gelada corrente de ar. Apenas uma borboleta azul pairava no ar e se afastava do funesto campo. O semideus andou lentamente até um dos portões, onde sua mestra estava.

— Então, acho que isso é um fim definitivo pra essa noite agitada, filhote — Ayla suspirou pesadamente e colocou as mãos nos bolsos da jaqueta, a capa já em sua forma de colar. — Vamos

— Para onde? — ele perguntou quando começaram a sair dos limites do cemitério.

— Para casa — Afirmou. — Mas antes, bem que eu poderia te pagar aquela bebida, não é mesmo? Você escolhe — Como se lembrasse de algo importante, parou e perguntou em tom quase sério. — Espera, vou ter que tomar milk-shake hoje? — Indagou arqueando uma das sobrancelhas e sorrindo.

— Nessas circunstâncias? — ele riu. — Uma boa dose de tequila me faria feliz.

Andaram até o bar mais próximo sem se importar com o dia seguinte. Para o rapaz, aquele era o melhor momento de sua vida. Estava junto da pessoa que mais confiava na vida e sentia-se seguro. Não pela atitude protetora da cria de Selene, mas por finalmente estar livre do ódio de uma deusa que um dia cobiçou o corpo de seu pai.

sorry, aparentemente esqueci do arsenal q:
❃{Foniás} / Espada [Espada longa de fio duplo forjada pelos filhos de Hefesto do acampamento e dada para o semideus pelo próprio Quíron em agradecimento por suas ações recentes e ajuda ao acampamento. Tem um leve relevo em formas distorcidas por toda sua lâmina prata, que não influência em ataques, é apenas estético. Tem o cabo negro e longo feito de couro negro, facilitando seu manuseio, que se se estende mais que o normal pelos lados da lâmina com as pontas curvadas formando um 'C' com a lâmina saindo de seu meio. Com detalhes em ouro por todo cabo que se adapta perfeitamente a mão do usuário. Foniás, no momento em que um monstro chega a um metro de distância do semideus, adquiri um brilho de tonalidade prateado. O brilho é automático não podendo ser camuflado, assim, se o semideus desejar não chamar atenção pode embainhar sua espada, mas para que ela brilhe, a espada deve ficar completamente fora da bainha. Acompanha bainha longa de couro marrom.] {Bronze/Couro Negro/Ouro} (Nível mínimo: 4) {Luz} [Recebido da missão Detetive avaliada por Athena e atualizada por Asclépio]

♦ {Sagittis} / Arco [Arco moderno, e de longo alcance, podendo lançar flechas até 50mt, com a eficácia caindo acima disso, podendo chegar no máximo a 75mtrs, mas com chances de acerto, força e estabilidade de tiro bem menores, reduzindo muito seus efeitos. Requer certa força física, e a pessoa que quiser utilizar essa arma terá que ter um pouco mais de perícia. Seu material é o mesmo do arco curto, sendo feito de madeira de qualidade e banhado a bronze, mas sua estrutura requer mais cuidado ao forjar, já que sua envergadura é grande, precisando ser resistente para suportar a tensão da corda.][Madeira e Bronze. Nível mínimo: 2. Sem elementos]

♦ {Pharetra} / Aljava [Bolsa de couro simples com capacidade para até 50 flechas. possui correias para serem presas nas costas ou cintura. O formato e resistência não facilita o uso para outros fins][Couro][Sem elemento, sem nível mínimo]

♦ Flechas de bronze sagrado [Flechas comuns, com hastes finas de madeira, pena de ganso para dar estabilidade e ponta de bronze sagrado. Pouco resistentes, mas de efeito considerável se bem utilizadas. Não acompanha aljava.][madeira, pena e bronze sagrado][Sem nível mínimo, sem elemento][50 flechas]

recompensa almejada:
{Pnévma} / Coroa [Coroa de louros feita de prata, se encaixa perfeitamente na cabeça do usuário. Seu nomo significa "espírito" em grego - πνεύμα. Fornecida por Psiquê, pode ser usada uma vez por missão e durante dois turnos cria um escudo mental que reduz em 15% o efeito de habilidades como pânico, charme e similares. A porcentagem não é cumulativa e o item pode ser destruído por meios naturais como flechas, espadas e outras armas.] [Sem elementos] {Prata} (Nível Mínimo: 20) [Recebimento: SM "Shatter Me" avaliada por ____ e atualizada por _____]

adendo:
como esa SM foi realizada por uma mestra e um aprendiz, acredito que uma bonificação de XP deverá ser aplicada na avaliação.


Onde: New Orleans Com quem? Ayla LennoxPost: 001 Vestindo: Isso


Thanks @ Lilah CG
Franz H. Baudelaire
avatar
Curandeiros de Asclépio
Mensagens :
112

Localização :
Acampamento Meio-Sangue

Voltar ao Topo Ir em baixo

Avaliação

Mensagem por ♦ Eos em Seg 15 Fev 2016, 18:44

Sobre a avaliação: Considerei cada turno como valendo 100 xp, de forma a uma avaliação mais coerente, de acordo com a evolução. Para alcançar o valor final considerei o rendimento dos 4 turnos, ampliando assim o valor para o patamar da missão (evitando assim valores decimais ou divisões inexatas entre os quesitos). A avaliação foi separada em "Observações gerais" - frisando mais sobre algo que implique ambos, como a descrição de objetivos e afins, de forma a permitir o entendimento completo do que os personagens buscavam/ deveriam fazer e uma parte individual sobre o texto dos envolvidos.

Turno 1

Observações gerais: Cuidado ao descrever os objetivos; tentem deixar mais separados, de forma que fique claro todos os passos. Em alguns pontos, o texto corrido passou a impressão de ser uma única coisa. Deem preferência a marcadores na separação. Também é compreensível o desejo de deixar a revelação para o fim, mas isso só tornou a apresentação da missão confusa (em especial na parte destinada a Tyler). Ppor exemplo, diz que a narração do turno deveria ser coerente com o enunciado, mas não explica exatamente o enunciado/ objetivos dele/ sobre o que se refere a cena, deixando o leitor perdido - e, nesse ponto, Tyler se prejudica mais, já que basicamente Ayla recebeu um chamado para ajudá-lo, mas é ele o afetado principal por seja lá o que for a cena.

Tyler

O problema maior foi a confusão causada pela falta de informações ao avaliador. O texto fica incompleto, o leitor fica com a impressão de que perdeu uma peça do quebra-cabeça. Todos temos tramas e desenvolvimentos, mas a partir do momento em que estas afetam no entendimento, devem ser mencionadas (preferencialmente em uma nota em off que resuma os fatos, e não com um "podem ver minhas DIY  e histórico" que alguns players fazem) - o fluxo de avaliadores é constante, bem como as tarefas do fórum; resumir, deixar claro, facilita para os dois lados. Por exemplo: "Em uma ocasião passada ele foi atacado por banshees e descobriu x, y e z, por isso foi dito tal coisa no texto - detalhes na missão aqui (link)".  Por exemplo, que vidente? A informação é apenas jogada, mas falta uma conexão que permita o entendimento. A apresentação da missão foi extremamente vaga e confusa, e se estas informações estão em outro local deveriam ter sido "trazidas" para o leitor neste texto de alguma forma (e isso é feito quando a informação aparece) - seja em on (a narração breve de um sonho/ pesadelo, a divagação do personagem) seja em off (notas são essenciais!) - isso fez diferença em vários momentos, mesmo em pontos básicos, como a saída do Acampamento.

Esse ponto apresenta algumas incoerências também. Por exemplo: passagem de tempo. Você narra estar tomando cuidado para não ser pego pelas harpias da patrulha, mas, sendo esse o caso, como justifica ter o filho de Poseidon ainda no estábulo? Se já está na hora de evitar a patrulha significa que os trabalhos se encerraram e não teria mais ninguém andando por aí.

A viagem é outro ponto - de Long Island até New Orleans são 19h de carro sem trânsito (a média é de 20h normalmente) ou cerca de 3h30 de avião (cuja velocidade varia do modelo, mas chutando baixo fica acima de 500 Km/h) enquanto que você estava em um pégaso. Pégasos não possuem dados reais, mas se tomarmos como base a velocidade de corrida de um cavalo, seria algo variando em 60 a 90 km/h (porque varia da raça); são detalhes, mas tornam a história verossímel - algo que existe mesmo em uma narrativa fantástica. Narrar que levou apenas algumas horas, como uma visita a uma cidade vizinha, tira parte disso - a viagem apresentaria mais obstáculos, teria algumas paradas (o pégaso precisa de descanso, água e comida, e ninguém consegue ficar montado 20h seguidas, além da velocidade variar pelo cansaço). Outros pontos menores implicam em como sabia o caminho (sem ter ido lá antes e, lembrando, não há indicações de placas no céu nem foi citado mapa) e como identificou tudo tão rápido (mesmo que um cemitério tenha características particulares que facilitem em uma vista aérea, cidades grandes costumam ter mais de uma localização desse tipo). Na parte dos deuses, cito ali embaixo algo sobre, mas mais um adendo: você cita quatro borrões mas revela apenas 3 imagens - e não tem problema não revelar a quarta, mas seria interessante, do ponto de vista narrativo, manter alguma alusão a ela, ou parece um erro (até porque você cita que 3 deuses o amaldiçoaram - mesmo que 2 tenham desistido -, mas diz que as 4 sombras eram os deuses que fizeram isso com o semideus - logo, fica realmente parecendo um erro de "continuidade", por assim dizer, uma vez que tem uma sombra a mais do que o citado - e se a sombra não é um desses deuses, não fica claro o suficiente).

De ortografia: alguns erros (a falta do ponto de interrogação em uma frase, por exemplo, ou a falta de letras por digitação, como "recodar" em vez de "recordar"; cocetrar/ concentrar; ensurcedor/ ensurdecedor). Cuidado ao intercalar frases entre os diálogos; foram momentos em que você não usou pontuação nem letras maiúsculas como deveria. Algumas frases sem a pontuação adequada (como na parte em que finalmente fala sobre os deuses que o amaldiçoaram - novamente, algo que devia ter sido explicado ao leitor no momento em que foram citados, no  começo da missão); a frase em questão é esta: "O homem loiro e gentil arrancava uma flor das mãos de uma mulher morena coberta por gavinhas flores em seus braços e pernas. " (Podeia arrumar com  "gavinhas, com flores").

De organização: a falta de spoiler, notada por você mesmo no decorrer da missão, provocará descontos nas postagens em que não foi adicionado.

De coesão, algumas frases ficaram estranhas pela forma narrada. Por exemplo:

"Seu pedido era simples: encontrar o garoto em New Orleans. Tyler precisava de ajuda."

Lendo, a impressão que dá é que ele estava pedindo para que ela encontrasse outra pessoa. Veja, você narra em terceira pessoa e usa o pronome "seu" - possessivo, indica o pedido dele. Se apenas mudasse o uso do pronome, veria como fica estranho (O pedido dele era simples: encontrar o garoto em New Orleans - percebe?). Dessa forma, o ideal seria "Seu pedido era simples: que ela o encontrasse em New Orleans" ("encontrá-lo em New Orleans" também seria tecnicamente correto, ainda que sonoramente permanecesse estranho.

E uma repetição:

"A única sala do local estava com a porta aberta e uma placa com o nome da dona do local."

Substituir qualquer "local" por "recinto" ou "estabelecimento" ou simplesmente colocar o último como "dona da funerária" resolveria isso.

Coerência = 30 de 50
Coesão = 20 de 25
Ortografia e Organização = 5 de 10
Adequação e Objetividade = 7 de 15

Total = 62 de 100

Status: HP sem modificação - 10 MP (cansaço por viagem longa)



Ayla

Pela própria trama ser focada no Tyler, a personagem teria menos espaço para divagações, já que a principio deveria focar na mensagem recebida e na viagem - e, nesse ponto, acabou sendo mais linear e tendo menos erros. Encontrei algumas falhas de digitação (fias/ dias).

De coerência, o mesmo que disse a Tyler: um endereçamento vago - não foi dito nem o nome da funerária.

De organização, o ideal era que o poder usado estivesse listado de forma completa. E, lendo os poderes, perceba que o nível um diz "o corpo" enquanto os outros níveis dizem "teleportar-se" - o uso do reflexivo indicaria um poder de uso pessoal, ou seja o semideus + roupas/ itens no corpo, o que provoca uma falha de coerência.

No mais, ficou vago se ela presenciou as visões ou não - é descrito a parte da névoa mas não o restante, então suponho que a visão tenha sido seletiva.

Coerência = 40 de 50
Coesão = 25 de 25
Ortografia e Organização = 9 de 10
Adequação e Objetividade = 15 de 15

Total = 89 de 100

Status: Nenhuma alteração



Turno 2

Observações gerais: Menos confuso, mas ainda assim tomem cuidado - o enunciado já narrou toda a cena, quase não deixando brechas para uma narração que envolva algo diferente - e repetir o enunciado não deve nunca ser um ponto obrigatório; socorrer a semideusa, lutar com os tengus, investigar as plantas que prendiam a mulher ok, mas há uma diferença entre as duas coisas. O enunciado localiza o leitor e serve de guia para a introdução dos pontos, mas o enunciado não deve ser o ponto.

Do ponto da estratégia: estratégia em conjunto requer algum combinado. Ayla ainda conseguiu inserir um pouco disso no texto, como mestra, ao gritar as ordens, mas Tyler segue a maior parte como se não houvesse nada - pode até citar Ayla, mas esquece de citar indiretamente a estratégia - ainda assim, boa parte da luta dos dois parece instinto ou sorte, e não necessariamente trabalho em equipe, que é o que a estratégia entre mestre e aprendiz seria de se supor.


Tyler

Cuidado com a forma como escreve - Por exemplo "Ayla já estava preparada para a viagem de volta" - lembrando que ela veio de uma cidade da Europa, a ideia que dá é que ela abandonaria o aprendiz e se retiraria - ela não esteve no cemitério antes para voltar para lá. Se fosse o caso, "Ayla já se preparava para ação" seria uma opção, entre tantas outras que indicariam uma situação nova; você não está retomando algo aqui (ainda).

De grafia e etc: um erro de concordância provocado por uma falha de digitação (ele não conheciam), a falha no pronome (de semideus/ da semideusa), a falta de espaçamento entre duas palavras (elafosse). Também tem a mesma questão de minúsculas/ maiúsculas nas frases intercaladas (por exemplo: "— Ayla, cuidado! — ele jogou a garota..." - deveria ser "Ele"); sílabas suprimidas (estava/ estalava), outros pequenos erros (esganiçaso/ esganiçado); "tengu" em maiúscula, mas não é um nome, seria um substantivo designando o tipo de criatura, logo, um substantivo comum, não próprio; decaptado/ decapitado (surpreendentemente, não é mudo).

Em um trecho, cita tirar a espada da bainha, mas no começo do texto havia dito que estava com o arco e duas flechas preparadas - não houve nenhum momento dizendo trocar as armas ou indicando o que fez com a arma inicial. Ainda da espada, a falta da informação sobre sua propriedade deixa o texto confuso (mesmo se estivesse em spoiler no arsenal, é sempre legal um adendo incorporado ao on no primeiro uso/ aparição no texto). E, depois, de novo volta ao arco - como ele poderia deixar a flecha preparada no arco (algo que exigiria ambas as mãos) e ainda estar com a espada sacada? E se ela não estava sacada, não teria como ele ver o brilho, o que fere toda a descrição. Esse tipo de coisa deixou todo o combate confuso. Falha grave de coerência aqui (ainda lembrando a descrição que só foi colocada lá no 4º turno: "O brilho é automático não podendo ser camuflado, assim, se o semideus desejar não chamar atenção pode embainhar sua espada, mas para que ela brilhe, a espada deve ficar completamente fora da bainha."). Fora a questão de perícia, já que várias vezes cita "duas flechas por vez". Lembrando um combate mediano, diria inclusive que tudo foi balanceado rápido demais - lembrando que enquanto o semideus em dado momento só tinha a espada (e não deixa claro se a utiliza empunhando com uma ou duas mãos, nem tamanho da espada, nenhuma descrição sobre a sensação provocada pela ação de manejo para oferecer base) o tengu poderia realizar ataques com as duas garras, o que dificultaria o bloqueio (ainda que o alcance do tengu seja menor - ou não, já que não tem os dados da arma). Também em alguns momentos não ficaram claro o posicionamento dos tengus - quem fugiu, quem atacou, porque não atacaram juntos se era o caso?

Ainda na coerência, note que na apresentação você fala que a vidente estava atrás do túmulo, logo depois de citar a placa funerária de Sabrina - o que deixa o entendimento que era atrás do túmulo dela, algo que foi narrado de forma diferente depois.

A estratégia também não ficou clara: você age como se tudo fosse instintivo e, nas raras vezes que cita Ayla, só fala que ela deu um grito ou um aviso, mas não deixa claro de que forma essa combinação foi feita. Por exemplo, no início do texto:: " Por serem criaturas aladas, o ideal era manter distância. " - pode ser senso comum, mas poderia inserir mais coisas - "Ayla, mais experiente, já havia lutado contra criaturas aladas, orientando Tyler enquanto mantinha-se de olho nos céus. Combinaram de manter as costas um do outro protegidas, enquanto tentariam fazer x, y e z": estratégia clara, sem citar falas (evitando repetições futuras). Nisso, contraria o próprio ponto colocado.

Coerência = 30 de 50
Coesão = 20 de 25
Ortografia e Organização = 6 de 10
Adequação e Objetividade = 10 de 15

Total = 66 de 100

Status: - 15 HP escoriações, - 10 MP luta



Ayla

Não tenho muito a falar: Ayla literalmente assume o manto de mestra, e suas ações são mais diretas, deixando clara as orientações.

De coerência não fica claro o uso do capa - você cita sentir ela cobrir todo o corpo, e depois cita novamente tocar o colar e sentir ela lhe cobrir novamente (mas, já estando coberta, ela não estava ativada? A descrição do item fala isso, que tocando o colar ele se transforma na capa, mas você efetivamente já estava com ela).

No combate, poderia ter citado a ativação das unhas antes, realmente descrito isso (talvez, no momento em que se abaixa antes de desferir o golpe), deixando menos "automático".

De coesão: foi compreensível, mas seria melhor ter modificado a ordem das frases, neste momento:

"O híbrido estava segurando seu pescoço, os olhos avermelhados cheios de ódio fitando as íris prateadas da garota. Ela arranhava os braços dele em agonia, o que não parecia abalar o monstro.

Durante a luta, não conseguia ver o jovem indefinido, mas torcia para que estivesse se saindo bem.

Foi então que Lennox o chutou com força o bastante para que este se afastasse. Ao se desvencilhar do aperto, inspirou profundamente em busca de ar e levou alguns segundos para se orientar."

Veja, você cita a luta, tentando se desvencilhar, muda subitamente, citando Tyler e, quando retoma, fala "o chutou com força" - isso seria uma forma de retomar um termo anterior, fazendo referência, mas com a frase sobre Tyler no meio não retoma o termo adequado. Aí, seria bom algo que fizesse alusão clara à criatura, ou apenas inserir a observação sobre Tyler enquanto tenta se orientar.

No mais, bom turno.

Coerência = 45 de 50
Coesão = 23 de 25
Ortografia e Organização = 10 de 10
Adequação e objetividade = 12 de 15

Total = 90 de 100

Status = - 20 HP (batalha) - 80 MP (considerando a aticação do especial listado - com descontos - e a regeneração) -7 virotes



Turno 3

Observações gerais: Turno confuso again! Note que o que é narrado no começo da apresentação já engata no final da cena anterior - pedir para narrar o que aconteceu antes disso é redundante, basicamente porque já foi o turno descrito. (Seria diferente dar os pontos e pedir que fosse coerente com a apresentação, por exemplo).

Tyler

Algumas falhas de ligação ("noite em que" seria o ideal - você está falando de tempo). Aqui, bato também na questão de dificuldade da missão - o que implicaria um combate mais complicado, lembrando também que seria bem complicado acertar uma parte específica de um alvo em movimento, utilizando um ataque cuja arma não é propícia para isso - uma espada longa não é uma arma de arremesso, ela não seria balanceada para isso, nem seria fácil de manejar dessa forma, considerando tamanho e peso.

O turno, contudo, apresentou menos erros e brechas do que os anteriores.

Coerência = 40 de 50
Coesão = 24 de 25
Ortografia e Organização = 10 de 10
Adequação e objetividade = 12 de 15

Total = 86 de 100

Status = - 10 HP (batalha) - 10 MP (estresse/ adrenalina)



Ayla

Na construção do texto, um parágrafo teve a ideia "quebrada" ao misturar frases sobre a NPC e sobre Ayla. Aqui:

"Os olhos azuis da garotinha pareciam estar se divertindo genuinamente com a cena. Ela não dava atenção alguma a suas roupas esfarrapadas e manchadas com o mais puro carmesim. A beretta já estava de volta ao seu lugar na cintura da garota, mas quase involuntariamente seus dedos repousavam no cabo da adaga."

Sabe-se pelo turno anterior que a beretta é de Ayla, mas se analisar de forma separada, não há indicação sobre de quem seria, alternando entre garota e garotinha.

A expressão correta seria "ainda assim".

Nesse turno, achei o combate bem mais simplificado - lembrando que é uma missão mediana e Ayla possui nível alto. A estratégia entre a personagem e o aprendiz faz sentido, mas também ignora que, tendo sido falado, o oponente também ficaria ciente do plano (e licantropos possuem inteligência, então, ele tentaria reagir de forma adequada, o que foi ignorado).

Também não fica claro o uso de certas habilidades (como o poder especial) que poderiam ter a ativação descrita de forma mais objetiva.

Coerência = 47 de 50
Coesão = 23 de 25
Ortografia e Organização = 10 de 10
Adequação e objetividade = 12 de 15

Total = 92 de 100

Status = - 10 HP (batalha) - 90MP (considerando especiais + salto gravitacional - regeneração)



Turno 4

Observações gerais: Ok, devem estar cansados da mesma questão, mas se lerem verão que ocorre o mesmo que no turno anterior: as coisas são engatadas; vocês pedem para narrar o antes, não para desenvolver a partir do proposto, com pontos claros. Sejam objetivos quando estipularem essas coisas, separem em tópicos e deixem claro as ações a serem tomadas pelos personagens (por exemplo, a reação às congratulações de Psiquê) não o cenário - isso é dado na apresentação.

Tyler

Pequenos erros de digitação (e/de). De coerência, em tramas se tem mais liberdade, mas lembre-se da questão de interferência divina - uma coisa é um deus mandar um monstro atormentar um semideus, outra é ele fazer isso diretamente: sem uma ótima explicação/ justificativa, isso foge ao cenário conhecido; conversas, ameaças, sonhos, contatos breves estão dentro do disposto, mas é necessário manter certas ressalvas. Algumas falas não foram pontuadas. Também notei a cópia dos trechos da postagem de Ayla - evite; mesmo as falas o ideal é fazer referência, não copiar tudo, mas não foi apenas a fala, foi o trecho.


Coerência = 45 de 50
Coesão = 25 de 25
Ortografia e Organização = 9 de 10
Adequação e objetividade = 13 de 15

Total = 92 de 100

Status =  Sem alterações



Ayla

Um trecho ao descrever o passado de Tyler ficou estranho - a parte da invasão dos centauros, pela repetição de local e a preposição utilizada (Flashes de uma confusão indistinta tomaram conta de um local - se era o mesmo local, o ideal era usar a preposição + artigo definido "do" local, não "de um").

Coerência = 50 de 50
Coesão = 24 de 25
Ortografia e Organização = 10 de 10
Adequação e objetividade = 15 de 15

Total = 99 de 100

Status = + 30 MP pela regeneração



Finalizando

Tyler

Total = 306 de 400 = 76, 5%. Considerando o total de 500 xp = 382,5. Considerando que vale até 50 pontos adicionais (mestre x aprendiz) e o fato de que, nas postagens de Tyler isso por vezes ficou deficiente, receberá de bonificação 39 pontos (que não entram na questão de rendimento da missão, pois é uma bonificação de sistema), arredondando para 422.

Status = - 25 HP (ficando em 225), - 30 MP (ficando em 195)

O rendimento foi abaixo do requerido para aquisição de itens (que é de 85% em missões medianas - a dificuldade base de uma SM), não recebendo a recompensa (além do item sequer ser citado de qualquer maneira dentro da missão).

Dracmas = 76 dracmas



Ayla

Total = 370 de 400 = 92, 5% = 462,5. Considerando a bonificação e o papel exercito de forma direta e participativa como mestra (como citado na avaliação), a bonificação recebida é integral (50 xp), arredondando para 513 xp.

Status = - 30 HP (ficando em 823) e - 140 MP (ficando em 424).

O item almejado foi conseguido com edições:

♦ {Énosi} / Habilidade Especial [Sendo evidenciada fisicamente através do que parece ser uma simples tatuagem no pulso direito da garota, é a palavra "união" em grego antigo - ένωση. A habilidade é um presente de Psiquê e pode ser utilizada até duas vezes por missão/evento com a seguinte função: Estando acompanhada de um ou mais semideus/criatura mágica ou mitológica, desde que aliados e ciente da presença deles, as resistências sentimentais de Ayla são ampliadas em 50%, contanto que se mantenha a até 25m deles. O efeito dura até três rodadas, mas pode ser interrompido antes.] (Nível mínimo: 30) [Recebimento: SM - Shatter Me, avaliada e atualizada por ~Eos]

Para fins de balanceamento, o XP final será reduzido, ficando em 363. (-150 xp)

Dracmas: 92 dracmas.
♦ Eos
avatar
Administradores
Mensagens :
1393

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: {Shatter Me} Story Mode de Ayla Lennox e Tyler Spring

Mensagem por Conteúdo patrocinado

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum