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TESTE PARA FILHOS DE ZEUS — JANEIRO

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TESTE PARA FILHOS DE ZEUS — JANEIRO

Mensagem por Annabeth Heaven em Qua 06 Jan 2016, 15:00

CARACTERÍSTICAS DE PERSONAGEM:

Características Psicológicas:

Calada, raramente Annabeth manifesta sua opinião sobre qualquer coisa, preferindo manter suas opiniões para si, além de não ser grande fã de contato físico, definindo a garota como uma adolescente reservada. Raramente é possível perceber sorrisos dados pela garota, assim como o que está realmente sentindo, já que sua expressão facial é tão reveladora quanto um bloco de mármore. A semideusa também possui um senso inegável de justiça e compromisso com suas promessas, cumprindo-as mesmo que para isso saia prejudicada. Ela também possui um temperamento muito protetor com aqueles que sente dependentes de dela, sempre se exigindo mais do que o necessário quando o assunto é responsabilidade e excelência. Uma ótima observadora, aparenta estar sempre assimilando tudo o que acontece ao seu redor, mesmo que não demonstre em incontáveis situações.

Características Físicas:

Annabeth tem 1,63m de altura e 50kg fazendo com que a garota tenha a estrutura física mais miúda, mesmo que seus músculos sejam bem definidos. Tem pele caucasiana, cabelos negros como o breu e olhos de um azul elétrico que, quando a garota se irrita, é possível perceber faíscas lhe saindo pelas iris. Os dentes alvos mostram um sorriso perfeitamente alinhado, com exceção dos dois dentes dianteiros sutilmente maiores e as bochechas são salpicadas por sardas.



HISTÓRIA DO PERSONAGEM:

Uma tempestade se formava no céu de Londres na madrugada, enquanto Annabeth dormia profundamente em sua cama com a janela aberta. O céu começou subitamente a se fechar, trovoadas cruzaram as nuvens carregadas, quando de repente os olhos azuis da menina que, na época, tinha apenas 12 anos se abriram, conforme ela sentava-se de supetão na cama. A respiração estava ofegante e uma expressão assustada estava presente em seu rosto. Apoiando as mãos no colchão, fitou de soslaio a janela aberta e afastou o edredom, saindo da cama e indo até a janela onde, sem saber o exato motivo, se sentou encarando a chuva furiosa que castigava a terra. Estendendo o braço (um costume comum que tinha desde criança, a paixão por sentir as gotas de chuva em sua pele), se deixava molhar, mas, dessa vez, o inimaginável estava por acontecer. Assim que a primeira gota tocou a pele da londrina, uma voz ecoou em sua cabeça.

— Seja tão forte quanto eu sei que consegue ser e tudo vai acabar bem, Annabeth.

Interrompendo a lembrança desse sonho de alguns dias atrás, uma mulher de uniforme de empregada e cabelos claros presos em um coque falava com um característico sotaque alemão, chamando atenção de Annabeth que estava sentada na cadeira da mesa de jantar.

— Desculpa. O que disse, Gretel?

Perguntou a menina ainda mantendo o olhar de soslaio na direção da janela aberta, encarando o céu completamente limpo como se quisesse lhe fazer um pedido. E, no fundo, o queria. Desejava arduamente a tempestade de volta. No entanto, um vulto passando correndo (e mancando) na frente da janela fez com que a garota arqueasse uma das sobrancelhas, surgindo um ponto de interrogação na sua mente. Porém, a expressão tão indecifrável quanto o mármore mantinha tudo o que acontecia e o que sentia em segredo para si mesma.— Se não terminar logo de comer seu café da manhã, sua mãe me mata. Vamos!

Como Annabeth podia ter se esquecido do dia “excitante” com Elizabeth, sua progenitora mortal, que fazia questão de renovar seu guarda-roupas em toda nova estação do ano lhe comprando vestimentas que a menina jamais usaria?! A verdade era que seu pai havia ido embora assim que a modelo havia descoberto a gravidez e, a mulher decidida a não largar sua carreira de sucesso e prestígio por nada (nem mesmo pela própria filha), optou por contratar uma babá em tempo integral, Gretel. Uma adolescente na época que havia apenas imigrado da Alemanha em busca de uma experiência cultural nova, mas, por algum motivo que nem a mesma entendia, continuava até os dias atuais trabalhando na casa. O segredo era que Zeus havia interferido naquela questão, usando da névoa para fazer com que a mortal esquecesse do tempo que deveria ficar trabalhando para a família. Mas, para Annabeth, Gretel não era uma mera empregada. Na realidade, estava bem longe disso, já que havia praticamente criado a menina no lugar da mãe.

A reação da garota ao lembrar do motivo da pressa fez com que a loira se sentasse do outro lado da mesa, arqueando uma das sobrancelhas a encarando.

— Muito bem, quer me dizer o motivo desse ar de quem está indo para a forca?

Perguntou. Largando a torrada no prato após engolir a mordida do pão tostado, a morena pegou a taça com suco de laranja, conforme respondia antes de dar um gole no mesmo.

— Isso é hipocrisia. Ela nem me conhece. — Fez uma pausa antes de fitar o olhar reprovador que vinha da direção de Gretel. — Não o suficiente pra saber que odeio as roupas que me compra.

Contudo, o café da manhã foi interrompido por um estrondo vindo da cozinha, repetindo-se mais duas vezes. Ambas trocaram um olhar preocupado e ela mandou a menor ficar ali, enquanto chamava ajuda ao se levantar e sair correndo para o andar de cima. Se Annabeth obedeceria? A menina chegava a ficar surpresa ao pensar que alguém que a conhecia a tanto tempo ainda acreditava nessa possibilidade.

Franzindo as sobrancelhas, a filha de Zeus levantou-se, caminhando na direção da cozinha antes que o barulho de móveis sendo brutalmente revirados lhe chegasse aos ouvidos. Engolindo a seco, a morena respirou profundamente e espiou pela fresta da porta que dava acesso à cozinha do que se tratava, dando dois passos para trás imediatamente, com os olhos azuis arregalados. Piscou algumas vezes na tentativa de assimilar a imagem de um bucéfalo arrancando a máquina de lavar louças da parede e a arremessando longe, causando um terceiro estrondo.

Olhando em volta, procurava por algo para conseguir enfrentar a criatura, ou ao menos se defender. Como por magia, ou se algo houvesse puxado seu olhar na direção, um cabo prateado brilhou pela fresta, atrás da ilha da cozinha. Maneando a cabeça, Annabeth tinha certeza do quanto aquilo era loucura, mas, ainda assim, a única chance dela e de Gretel. Respirou fundo e se colocou de quatro no chão, engatinhando para dentro da cozinha na falha tentativa de passar desapercebida. Como se conseguisse enxergar pelas costas, o bucéfalo se virou no mesmo instante, com um armário suspenso entre as mãos e grunhiu, lançando-lhe um olhar assassino.

— Você!

Gritou ele, arremessando o móvel em seguida contra a garota que, escapou por um triz da mira do monstro, recolhendo as pernas junto ao corpo e conseguindo pegar a adaga. Continuando em uma “brincadeira de pega-pega”, a menina deu a volta na ilha, escapando do Bucéfalo que a perseguia e, quando o barulho dos cascos contra o chão finalmente pararam, experimentou espiar pelo canto dos olhos para localizar a criatura. Mas o quadro que avistou fez com que aquele dia ficasse ainda mais confuso. O monstro segurava um menino que tentava golpeá-lo com as muletas e, o mais inacreditável, o garoto tinha pernas peludas além de cascos. A morena saiu de trás da ilha, empunhando a faca em minha mão e gritou com uma expressão irritada, sem sequer saber o que havia lhe acontecido para uma atitude tão suicida.

— Ei! Você! Deixa ele em paz e pega alguém do seu tamanho.

Agia na impulsividade do momento, sem ter a mínima ideia do que faria a seguir. O monstro abriu um sorriso cruel, virando o rosto na direção da menina e, largando a camiseta do menino que caiu no chão, perdendo a consciência, começou a galopar na direção de Annabeth, em meio aos escombros do armário. Ela tentava não demonstrar medo, enquanto cortava o ar com a lâmina em semicírculos horizontais para afastá-lo. Usava o outro braço pra se equilibrar, dando passos para trás e, em um curto espaço de tempo, ele lhe segurou pela gola da camiseta, erguendo-a no ar. Ao soltar um grunhido alto, fez com que os olhos da filha dos céus se comprimissem, virando o rosto para o lado pelo cheiro forte de enxofre que o mesmo exalava, além do volume de sua voz. Sem hesitar, assim que o “berro” diminuiu, a semideusa não hesitou. Comprimiu os maxilares e deferiu um corte na mão que lhe segurava, fazendo com que ele grunhisse mais uma vez e a arremessasse contra a parede.

Um baque surdo simbolizou o som das costas contra os tijolos e, em seguida, contra o chão, mas não podia ser derrotada assim tão fácil. Não se entregaria simplesmente ao monstro daquela forma. Trincando os dentes, apoiou os cotovelos no chão, reerguendo-se e sendo “ajudada” por uma mão forte e cabeluda que levantava sua cabeça pelos cabelos, obrigando seu rosto a se retorcer em uma careta de dor. Sentindo a respiração da besta próxima de sua face, investiu com a lâmina mais uma vez, porém agora mirava seu rosto, fazendo um pequeno corte em sua carcaça.

Irritado, o monstro arremessou novamente o corpo pequeno da menina, dessa vez, sobre os escombros do armário derrubado outrora e ele decidiu diferenciar sua investida. Em invés de lhe erguer pelos cabelos, começou a tentar lhe esmagar com os cascos como se eu fosse uma barata ou algum outro tipo de inseto. Ela, no entanto, rolava de um lado para o outro se esquivando e tentava se arrastar para trás, mas, a cada nova rastejada que dava, mais ele se aproximava.

Seus dedos já estavam com os nós esbranquiçados em torno do cabo da faca, recusando-se a parar de golpear o ar, enquanto finos cortes eram feitos nas patas do monstro. Essas investidas da meio sangue, aparentemente, machucavam o suficiente para que ele ficasse tomado por uma ira cada vez maior. Não tinha muitas alternativas, senão continuar. Tão logo se coloquei em pé de novo, a surpresa lhe pegou como um soco. Ou seria um coice? Sim, os cascos duros como aço da criatura lhe atingiram em cheio no peito, ecoando como um som de rachadura pelo local assim que se chocou contra a parede novamente. Aquilo não devia ser uma coisa boa, mas precisava deixar esse tipo de coisas para se pensar depois. Então, uma voz masculina desconhecida, porém aflita, ecoou em minha mente. “Concentre-se no coração e use sua energia.” dizia ela. Com a respiração dificultada, apoiou o tronco nos tijolos usando eles de apoio para que conseguisse se reerguer e os olhos se estreitaram, procurando entender o que ela havia tentado me dizer.

— Concentre sua energia…. Concentre sua energia... Que diabos quer dizer isso?!

Murmurava consigo mesma, observando a criatura vindo na minha direção novamente, conforme se esgueirava entre os armários e pedaços de madeira, arremessando algumas cadeiras na direção de seu perseguidor. Sabia que aquilo não o machucaria, mas ao menos retardaria seu avanço. Contudo, como se o dia não estivesse estranho o suficiente, algo lhe chamou atenção. Conseguia sentir eletricidade percorrendo seu corpo, não de forma normal, mas como se fosse capaz de dar um choque de baixa voltagem. Não o suficiente para matar, mas atordoar. Essa sensação parecia se concentrar especificamente em sua mão que parecia encoberta por uma camada de eletricidade chegando até o antebraço. Arregalando os olhos, finalmente entendeu o que a voz dizia. Só precisava conseguir se aproximar o suficiente do peito do monstro sem se matar nas tentativas. Conforme caminhava, se jogava para o chão e desviava dos escombros arremessados na sua direção, fugindo das investidas do monstro, acabou tendo sua rota de fuga fechada pela porta que dava para a dispensa. Virou-se subitamente de frente para ele apoiando as costas no tampo de madeira, sem ter mais nada para jogar na sua direção.

— No coração! Você sabe o que fazer, Annabeth! Não é loucura!

Gritou o garoto próximo da porta que, aparentemente, havia despertado de seu desmaio. Então, uma risada gutural ecoou pelo ambiente, conforme ele se aproximava como se saboreasse cada nova passada, pensando calmamente em como mataria a semideusa. Só tinha uma única tentativa, mesmo que aquilo fosse loucura. Contudo, se acertasse, ela sabia que teria o controle de uma parte do combate e isso poderia lhe dar a vitória, até mais, mantê-la viva. Comprimindo os olhos por um único instante e, no mesmo segundo que os abriu, correu na direção do Bucéfalo, empunhando a lâmina. Se movia com segurança, desviando dos coices do animal e das tentativas dele voltar a lhe segurar até que se vi debaixo de seu tronco. Os olhos exalavam determinação, encarando a região próxima do seu peito.

— Por favor…

Murmurou fazendo uma prece mental, conseguindo aumentar a descarga de energia em seus dedos e os apoiando com força contra o tórax da fera, descarregando tudo o que conseguia diretamente sobre onde se localizava o coração. O momento durou pouco, mas achou que provavelmente estava delirando ao perceber uma “aura azulada” em torno de seus dedos, atingindo o monstro em cheio. Ele agonizou e, sem pensar, Annabeth passou a golpear seu peito com a lâmina o máximo de vezes que conseguia até que ele desapareceu, virando um amontoado de poeira fina no chão do que agora nem ao menos parecia uma cozinha.

Tão logo o ambiente voltou a ficar seguro, a morena curvou-se em uma expressão dolorida, abraçando as costelas ao soltar um gemido baixo. Porém, ao ouvir um balido, seguido de um grito vitorioso, Annabeth voltou os olhos para frente, vendo o garoto bode com um sorriso de orelha a orelha. Erguendo rapidamente a mão que empunhava a faca, apontando-a para ele, franziu as sobrancelhas com a respiração ofegante, em uma clara postura defensiva.

Dando uma risada, o sátiro parecia nem ao menos se importar com a lâmina na mão da morena, voltando a comemorar, até que formulei meu melhor olhar irritado, estreitando as pestanas negras que contornavam os olhos azuis.

— Sabia! Sabia que não demoraria!

Falava ele, apontando para o topo da cabeça da semideusa que, seguindo o olhar, pareceu esquecer momentaneamente da dor das costelas ao visualizar a imagem de um raio em um holograma acima de si. Abaixando o tronco imediatamente, tentava desviar algumas vezes do holograma, mas era inútil já que ele insistia em segui-la. Então, resolvendo deixá-lo ali, sua atenção se voltou mais uma vez para o que interessava a meio sangue.

— O que é isso? — Perguntou, referindo-se ao holograma, mas logo passando para as outras dúvidas que bombardeavam sua mente. — Quem é você? Ou melhor… O que é você? E o que era aquila criatura?

As perguntas pareciam serem vomitadas da boca da filha dos céus, porém em seu olhar podia-se perceber uma camada de eletricidade fazendo com que faíscas ameaçassem saltar das íris a qualquer instante. Os cabelos escuros lhe caíam sobre os ombros encobertos por uma jaqueta de couro, enquanto sustentava o olhar no do sátiro que deu um sorriso lateral como se já estivesse acostumado àquelas perguntas.

— Isso significa que seu pai acabou de lhe reconhecer como filha. Pode me chamar de Billy, sou seu sátiro. E aquilo, foi o primeiro monstro que você derrotou, Annabeth. High five?

Perguntou, erguendo a palma da mão virada para a menina que decidiu não retribuir o cumprimento até que suas perguntas estivessem devidamente respondidas. Elevando o queixo de maneira imponente, fazendo uma nova pergunta após desviar momentaneamente sua atenção para a mochila aos pés de Billy, reconhecendo imediatamente o objeto como seu.

— Meu pai? Como conhece ele? Um sátiro? Isso é impossível, eles não existem! E o que faz com minha mochila?

O garoto desviou o olhar para a bolsa, dando uma risada e abriu a mesma, pegando dela um cantil e estendeu na direção da semideusa conforme começava com as explicações, incentivando-a com um sorriso a pegar em mãos. Annabeth, assim que se viu com o cantil, abriu a tampa e cheirou como se quisesse ter certeza do que tinha ali dentro antes de dar o primeiro gole, mas o fato de que não reconhecia aquele perfume, por mais atrativo que fosse, fez com que lançasse um olhar desconfiado na direção do sátiro.

— Pode tomar, mas apenas um gole. Vai fazer bem para seus ferimentos.

Garantiu Billy, antes de voltar a falar, enquanto Beth entornava a bebida, sem passar do limite imposto pelo novo conhecido.

— Digamos que trabalho para seu pai, ele me contratou para te levar a um lugar seguro, sem esse tipo de criaturas que vão ser cada vez mais presentes na sua vida. Especialmente, a partir de agora. Existo tanto que estou parado na sua frente, não é mesmo?

Sobre aquilo, a semideusa não podia negar, afinal ele havia realmente pernas de bode e corpo de garoto, mesmo que um garoto com uma aparência um tanto quanto boba com aquela toca sobre as madeixas escuras como o breu. Entregando-lhe novamente o cantil, ele colocou de volta na mochila, a jogando no ombro.

— O que me leva ao assunto da mochila. Com as ordens que tenho… E acredite, não vai querer desagradar ao seu pai… Tive que preparar a mochila, mas tinha esperanças de conseguirmos sair antes do ataque. Agora é melhor irmos, antes que mais monstros cheguem.

Falava, já puxando a garota pelo braço que, surpreendentemente não sentia mais uma dor tão aguda assim onde outrora estava fraturado. Contudo, desvencilhando-se da mão dele, ela franziu o cenho.

— Mas e Gretel? Não vou deixá-la!

Retrucou Annabeth em uma voz autoritária, fazendo com que o sátiro gesticulasse ao falar, tentando apressar a semideusa para que o seguisse.

— Eu tirei o telefone da parede, o que fez com que ela tivesse que correr até o posto de polícia para conseguir qualquer forma de ajuda. Agora vamos! Prometo que ela vai ficar mais segura se você não estiver aqui.

Dito isso, a filha de Zeus não havia mais o que dizer, restando apenas aceitar seguir com o sátiro, para onde quer que fosse esse dito lugar mais seguro, conforme seguiam para o aeroporto e Billy contava a Annabeth a respeito do acampamento, assim como havia conseguido o dinheiro para as passagens. Quem diria que um centauro conseguiria passagens aéreas, assim como passaportes falsos com tanta facilidade. Mesmo que parte dela ainda não quisesse acreditar em todas aquelas histórias, especialmente a respeito dos deuses, havia tomado uma decisão após ser atacada por aquela criatura horrenda: quanto menos perguntas fizesse, mais fácil seria sua vida a partir dali.

Após o voo, mais uma coisa para a lista de eventos estranhos veio a acontecer. Tão logo nos afastamos do aeroporto, já em território americano, o sátiro assoviou e duas luzes parecendo zonzas apareceram do horizonte, chegando em alta velocidade na direção de ambos. A primeira reação da filha de Zeus foi de cambalear dois passos para trás, mas tão logo se deu conta, já se encontrava no banco traseiro do táxi envelhecido que era dirigido por três mulheres que compartilhavam entre si um único olho.

Em uma velocidade absurda que fazia com que até mesmo respirar fosse uma atitude que exigia esforço, o veículo cruzou o território americano até que se esgueirasse por entre troncos e mais troncos de árvores que pareciam apenas vultos passando rapidamente pelas janelas. Finalmente, em um solavanco, o táxi parou fazendo com que os dois se chocassem contra o banco dianteiro único. Se recompondo, a filha de Zeus retirou o cinto de segurança e saiu apressada da carruagem da danação, tentando colocar seu estômago de volta para o lugar onde deveria se encontrar. Após ter pago as mulheres, Billy saiu do veículo também, carregando a mochila da garota conforme se aproximava dela.

— Pronta para conhecer Quíron?

Perguntou, mostrando o caminho ao ser seguido pela morena que respirava profundamente, buscando nas golfadas de ar o remédio para o enjoo que havia lhe atingido durante a viagem. O local lhe parecia com um acampamento de verão como em qualquer filme americano que assistia na televisão. Chalés, praia, um lago, alguns monumentos e uma mansão azul postada no meio disso tudo, para onde percebeu que eles estavam se encaminhando. Tão logo se aproximou o suficiente, Annabeth percebeu o famoso centauro de quem Billy tanto falava, sem conseguir negar a surpresa em seu espírito, mesmo que já estivesse preparada para aquele tipo de imagem. E, ao pararem diante do mesmo, os olhos castanhos com um brilho curioso pareciam analisar a semideusa antes de se voltarem para o sátiro.

— Já reclamada?

Perguntou.

— Sim. Um raio.

Respondeu Billy prontamente ao ajeitar a mochila em seu ombro. Mais uma vez um ar de curiosidade tomou conta do centauro que tornava a olhar a menina parada a sua frente com uma expressão já desconfortável pela conversa dos dois. Troteando no mesmo lugar, ele agitava o rabo ao coçar a barba com as mãos.

— Sabe já o que isso significa?

Questionou Quíron a fitando e, ao receber uma resposta silenciosa, porém negativa, fitou Billy.

— Vá avisar o conselheiro do 1 que tem mais uma para o chalé.

Em seguida, apoiou a mão no ombro da semideusa que mantinha a mesma expressão indecifrável de sempre em seu rosto, sustentando o olhar no dela.

— Imagino que Billy já tenha lhe falado a respeito dos deuses gregos e do acampamento. Não consegue se lembrar de nenhum deles que tenha como símbolo um raio?

Perguntou, como se já imaginasse o que a menina responderia e esperasse uma determinada reação que tão logo se fez presente. Um ar de surpresa foi presenciado por detrás do olhar da menina que o encarou, perplexa, incrédula a respeito da primeira palavra que passava na sua cabeça: Zeus. Mas não achava ser possível aquilo, não seria filha do rei dos deuses, não é mesmo?! Como se lesse sua mente, o centauro lhe lançou um sorriso.

— Vocês são raros, mas se o que apareceu sobre sua cabeça foi mesmo um raio, é inquestionável. Você, Annabeth, é uma filha dos céus, raios e trovões, dentre outros títulos que seu pai costuma ter.

NARRAÇÃO:

Estava para completar seis meses que Annabeth se encontrava naquele acampamento, o suficiente para que as habilidades da menina estivessem melhorando gradativamente e para que ela houvesse assimilado as regras a respeito da vida de semideusa. Já estava nos últimos dias de sua estadia em Long Island, visto que retornava para Londres sempre que as aulas recomeçavam. Deitada em seu nicho no chalé 1, a prole dos raios aguardava ser vencida pelo sono quando as pálpebras começaram a pesar, fechando-se gradativamente e uma imagem foi se formando em meio à escuridão. Colunas douradas subiam como arranha-céus e um chão de mármore, encoberto por estátuas de Zeus e Hera estavam espalhadas pelo ambiente. Uma mulher, sentada em um trono, mantinha o olhar inquisitivo na direção da garota com tanta raiva no olhar que causava uma sensação de ameaça física em Annabeth, até mesmo no sono. Seus cabelos encaracolados estavam arrumados meticulosamente, usava uma toga branca e uma coroa na cabeça, o que fez com que a menina já tivesse alguma ideia a respeito das possibilidades de sua identidade. Sem rodeios, a mulher começou a falar.

— Não finja que não me viu, Annabeth. Estou mais presente do que consegue imaginar e não invadi seu sonho a toa.

Annabeth tentava falar, porém era como se as palavras não saíssem de sua boca, o que fez com que uma sensação de impotência irradiasse nas veias da filha de Zeus. Detestava a sensação de mãos atadas. Todavia, continuou a escutar palavra por palavra dita por ela.

— Perdi algo que seu pai me deu, um anel. Exijo que recupere imediatamente ou o preço será sua vida. Enviarei quantos monstros forem necessários para lhe matar, então não me teste, já que posso inclusive fazer com que aqueles que ama se esqueçam de você. Um.por.um.

Naquele momento, não sabia o que lhe deixava com mais raiva, se era ser subjugada por Hera ou a chantagem que a deusa do matrimônio havia lhe imposto. Como ousara usar aqueles poucos que a morena amava para conseguir o que queria?! Inadmissível. Havia decidido, encontraria o objeto, nem que fosse para não dar o gosto de satisfação à Hera de confirmar suas suspeitas.

Um sorriso superior brotou nos lábios finos pintados de vermelho da imortal, como se predestinasse o que aconteceria e a imagem se desfez, acordando Annabeth de forma súbita com o barulho das buzinas dos carros, sentindo o asfalto quente em seu rosto. Os veículos se moviam em alta velocidade, desviando da mesma quando uma buzina mais consistente chegou aos seus ouvidos. Levantando-se rapidamente, Annabeth se viu de frente para um caminhão e, antes que pudesse pensar em alguma coisa, correu para o outro lado da rua, sentindo o coração bater contra sua caixa torácica com o susto do despertar.

Cambaleou até que suas costas se apoiassem contra a parede de um edifício, retirando as madeixas escuras diante do rosto ainda tendo os olhos azuis arregalados. Ainda lembrava-se claramente do sonho, o que era uma certeza do motivo de não estar no chalé de Zeus, em Long Island. Mas a próxima pergunta importante era: Onde ela estava então? Tateando as vestes, verificou que endossava suas roupas normais, a jaqueta de couro, uma regata cinza, a calça jeans surrada e os coturnos pretos. Porém, sua faca de bronze não estava ali, o que não era surpresa alguma para Annabeth. Afinal, quando foi que Hera não usou de todas as suas artimanhas para dificultar ao máximo a vida das proles de seus maridos com outras mulheres? Antes que pudesse pensar em qualquer outra coisa, uma mão pousou em seu ombro.

— Aquele foi um susto e tanto, está bem?

Perguntou e, de supetão, a morena deu um passo para longe, o encarando antes de tomar qualquer decisão, afinal, as histórias sobre os monstros que os campistas enfrentavam no mundo mortal eram sempre contadas no acampamento e uma porcentagem incrível dizia que a criatura havia se disfarçado de pessoa para poder se aproximar sem problemas. Um sorriso lateral se formou na face do rapaz, estendendo a mão em uma atitude amistosa.

— Provavelmente está em choque. Prazer, sou Timothy. E você é…?

Perguntou. Relutante, a semideusa decidiu não apertar sua mão, cruzando os braços em frente ao peito, mas não o negando uma resposta.

— Sou Beth. Onde estou, por acaso?

Ele não hesitou em ajeitar os cabelos loiros com uma passada de mãos para disfarçar a dispensa e elevou os ombros, colocando os dedos nos bolsos da calça jeans antes de responder.

— Está em San Francisco, Beth. Está perdida? Se quiser, acompanho você até sua casa.

A semideusa não podia negar do quanto ele era bonito, mesmo parecendo aproximadamente três anos mais velhos. Contudo, uma sensação forte dentro da mente da menina fazia com que ela hesitasse em confiar nele de cara, mas precisaria de toda ajuda possível. Varrendo sua mente em busca de todas as opções onde os mortais poderiam haver guardado o anel de uma deusa egocêntrica e chantagista. Decidindo começar pelo museu principal da cidade, deu alguns tapas no couro do agasalho para tirar a sujeira do chão e fitou ele.

— Preciso ir para um museu, o maior da cidade. Aceita me levar até lá?

O garoto não hesitou em concordar. O trajeto até o museu não demorou mais de alguns instantes, mas logo estavam diante das portas de carvalho imponentes após uma escadaria de mármore. Subindo pelos degraus, a morena mantinha as mãos nos bolsos até que o loiro quebrou o silêncio.

— Parece que está procurando por alguma coisa. Por que não me conta? Posso ajudar.

Analisando o menino, a filha de Zeus optou por lhe dar um voto de confiança, mesmo que não pudesse contar toda a verdade. Afinal, a primeira lição aprendida no acampamento, após a de evitar eletrônicos a todo custo, era a de manter nosso mundo oculto aos olhos dos mortais. Voltando o olhar adiante, deu de ombros.

— Um anel antigo, provavelmente cravejado em joias e bem chamativo.

Falou a frase com desdém. Nunca havia visto a joia antes, contudo, conhecendo a fama de Hera sabia o quanto ela só aceitaria o melhor e mais caro, especialmente sendo esse um presente de Zeus. Percebendo o olhar do garoto em si, percebeu o quanto aquela busca poderia soar estranha para um mortal, logo decidiu dar a primeira desculpa que lhe passou pela cabeça.

— Trabalho de história para a volta às aulas.

Complementou a explicação, dando o seu sorriso mais convincente e o garoto acreditou. Ou então, decidiu apenas não fazer mais perguntas a respeito. Os dois entraram no museu e a busca começou. Salões e fósseis, vitrais, estátuas e nem mesmo um rastro da joia perdida. Olhando no relógio da parede, Annabeth percebeu que já estávamos no local a duas horas e seu deficit de atenção já estava dificultando a concentração em qualquer coisa. Sentia como se só mais alguns minutos ali e não se lembraria sequer do motivo daquela busca.

— Não tem nenhuma ala da história grega?

Perguntou a morena para o menino que deu uma risada incrivelmente agradável aos ouvidos. Cada vez, Annabeth tinha mais certeza de que aquele garoto não se tratava de um mortal, mas optou por continuar fingindo não reparar nada, preferindo manter seu pressentimento apenas para si mesma. Assentindo em resposta à pergunta, ele envolveu a garota em seus ombros, guiando-a para o seu destino correto.

A ala relacionada à Grécia antiga era ampla, silenciosa e as estátuas trazidas de diversas cidades históricas estavam espalhadas por todo local, assim como artefatos importantes para a cultura do país. Uma parte de Annabeth sentiu uma ponta de ira por aqueles objetos não estarem nos lugares aos quais verdadeiramente pertenciam, mas precisava se focar em encontrar o maldito anel antes que aqueles que mais amava fossem prejudicados.

Finalmente, seus olhos recaíram sobre uma coluna menor, imposta no canto da sala e, colocada sobre a sua extremidade superior, uma caixa de vidro protegia um anel volumoso, cravejado em rubis e esmeraldas, com um imenso diamante em seu centro. Não precisava pensar duas vezes para saber do que se tratava. Fitando em volta, a filha de Zeus procurou por Timothy, mas não o avistou. O local estava limpo para que o furto fosse realizado.

Pousando as mãos com cuidado nas laterais do vidro, se preparou para erguer ele quando um soco lhe atingiu o rosto, fazendo com que a semideusa fosse ao chão, caída de lado. Sacudindo a cabeça como se não entendesse, olhou para de onde o golpe veio e encarou Timothy confusa, já que ele sorria com um brilho malicioso no olhar.

— Eu soube que era você de quem ela me falou desde que lhe vi no asfalto.

Ele falou, como se filosofasse a respeito do assunto, com os lábios retorcidos em um sorriso rasgado na face, exibindo os dentes brancos. Annabeth se sentou, afastando-se, enquanto massageava a região atingida com a mão, colocando-se em pé em seguida.

— Você é um monstro, não é mesmo?!

Retrucou de maneira inquisitiva a filha de Zeus para o garoto que deu uma risada, recostando-se na coluna próxima à si.

— Monstro? Eu? Ah não, Annabeth… Assim me magoa, não sou um monstro. Mas sei que se não ajudar Juno, nunca vou conseguir libertar minha mãe. E isso não vai acontecer se eu deixar você levar para ela esse anel.

“Juno…” Um pensamento se formou na mente de Annabeth. Se as aulas de mitologia que o acampamento ofereciam estavam corretas, era a versão romana de Hera. Parte da semideusa conseguia entender o que ele estava sentindo, possuía empatia o suficiente para saber que ele se encontrava na mesma situação que ela, apenas tentando proteger aqueles que amava. E ambos dois estavam sendo manipulados por Hera, para que ela conseguisse o que queria e não saísse perdendo em ambas as situações. Ou ficaria com o anel, ou me mataria. Sentindo o sangue borbulhar em suas veias, ela se levantou. Levaria aquele artefato a qualquer custo para a deusa, mas também não deixaria que aquele garoto perdesse a mãe por causa disso, não seria justo com ele que Hera tivesse essa vitória.

Flexionando as pernas levemente, as afastou, assumindo uma posição defensiva enquanto se preparava para o combate corpo a corpo que estava para acontecer em uma clara resposta para Timothy de que não ia desistir de pegar a joia. Ele deu risada e deferiu mais um soco na direção dela, acertando o queixo da garota, fazendo com que a cabeça dela tombasse para trás, comprimindo os olhos em uma careta de dor e derrubando Annabeth sentada no chão. Sem hesitar, a garota não esperou para girar a perna direita estendida em uma rasteira, fazendo com que o menino caísse também. Apressadamente, foi para cima dele, segurando-o pela gola da camiseta antes de acertar um soco no seu rosto.

Ele não pensou duas vezes e, com uma cotovelada, golpeou a maçã do rosto de Annabeth, abrindo um corte em sua pele com o pequeno gancho metálico que saía da sua cotoveleira, escondida pela blusa de inverno. A menina rolou para o lado ao soltar um grunhido de dor, mas logo seu pescoço foi comprimido contra o chão e apertado. O ar se tornava cada vez mais escasso, enquanto a filha de Zeus tentava se desvencilhar da mão dele, contudo a força do semideus romano era muito superior à sua. Logo, ela optou por uma estratégia arriscada. Usando a última reserva de ar que tinha, simulou um desmaio, relaxando cada músculo do corpo e fechando os olhos devagar, tentando amenizar a respiração o máximo possível.

As mãos do garoto continuavam em volta do pescoço de Annabeth e a expressão dura no seu olhar, refletia o quanto de força que ele estava aplicando na tentativa de sufocar a menina. Tão logo percebeu seu estado, não mais tentando escapar e completamente inerte no chão do museu, soltou a garota, a analisando por mais alguns instantes como se quisesse se certificar de que ela não estava realmente reagindo.

Com o queixo trêmulo, se levantou e correu para fora da ala o mais rápido possível, dando sua missão por cumprida já que, na sua mente, Annabeth não lhe causaria mais problemas ao dá-la como morta. Agradecendo mentalmente por ele não ter verificado os batimentos, a semideusa espiou por uma fresta nos cantos dos olhos verificando que mais ninguém estava no local antes de realmente se despertar.

Elevando a cabeça, finalmente a filha dos trovões se sentou massageando o próprio pescoço com ambas as mãos e fitou em volta, ficando em pé novamente diante do anel que estava causando todo aquele problema na vida de tanta gente. Sem hesitar, elevou a caixa de vidro, pegando o anel e, imediatamente, o som do alarme ecoou pelo local. Praguejando em pensamento, a filha de Zeus olhou ao redor em busca da saída mais próxima e, pulando a janela, saiu correndo do museu tão rápido quanto conseguia.

A parte mais difícil da tarefa havia sido cumprida, mas ela ainda precisava chegar da Califórnia até Nova York, o que não era uma questão muito fácil de ser resolvida, mas a prole dos céus tinha uma ideia para isso. Caminhando pelas ruas, não demorou tanto para que ela conseguisse encontrar a estação de trem da cidade, onde adentrou, caminhando pelas plataformas até que se deparasse com um dos vagões do que tinha a cidade que nunca dorme como destino. A sorte estava mesmo ao seu favor, então aproveitaria enquanto os acontecimentos estavam saindo de acordo com o planejado, pois, apesar de não ter vivido muito ainda, Beth sabia que isso era raro para semideuses.

Subindo no vagão, a morena caminhava como se não tivesse um propósito definido até chegar em uma cabine vazia, adentrando nessa e deitando no chão, rolando para debaixo do banco se escondendo da melhor forma possível. Não demorou muito para que o trem começasse a se mexer em direção à cidade, a semideusa saiu de seu esconderijo, sentando-se no banco acolchoado.

Durante o trajeto, a filha de Zeus retirou o anel do bolso de sua jaqueta, encarando o mesmo, enquanto pensava em uma forma de usar aquilo não apenas para proteger Gretel e sua mãe, mas também para libertar a mãe do garoto que havia conhecido em Nova York. Porém, nada lhe vinha em mente. Voltando a guardar a joia em sua jaqueta, a filha dos trovões olhava pela janela da cabine em silêncio, conforme aguardava que as horas de viagem passassem lentamente, preocupando-se apenas em retornar para seu esconderijo quando os funcionários do trem se aproximavam da cabine.

Quando a placa de Cleveland ficou visível do lado de fora do trem e maior parte da viagem já havia passado, Annabeth apoiou os pés no banco da frente, sentindo já os olhos pesando devido à quantidade de horas que estava sem se
alimentar. Era como se sua energia se esvaísse aos poucos, tornando-a mais fraca. As pálpebras insistiam cada vez mais até que, ao dar-se por vencida, os olhos se fecharam, deixando que a menina repousasse um pouco.

Ao acordar novamente, após horas de cochilo, observava a escuridão do lado de fora da cabine, enquanto o trem atravessava o breu sem fim, percebeu algo que lhe chamava atenção. Um pano bege enrolava alguma coisa grande no banco da frente. Sentindo-se com a energia um pouco mais restaurada, a morena abaixou os coturnos, franzindo a testa em uma expressão receosa, antes de desembrulhar e deparar-se com um espelho que refletia sua própria imagem. Abaixando-se diante dele, não conseguia ver nada de especial no mesmo, mas foi ao se levantar e virar de costas que o item surpreendeu a filha de Zeus.

A imagem refletida da semideusa sorriu de forma maquiavélica antes de voltar a reproduzir o que a garota fazia, deixando à mostra uma imagem de uma menina sentada de frente para a filha dos céus. Assim que o trem passou por um túnel, a cabine se escureceu e algo começou a puxar a jaqueta de Annabeth. Segurando o bolso da vestimenta como se sua vida dependesse disso, um cabo de guerra se iniciou sendo acompanhado de um grito de surpresa trancafiado na garganta da filha de Zeus quando um poste iluminou o interior do trem. Não conseguia acreditar no que via, quem tentava lhe roubar o anel era ela mesma, uma duplicata sua tão minuciosa que parecia ter saído de um reflexo.

Segurando o pulso de sua cópia, a morena se virou de costas para a mesma, usando o que havia aprendido na luta contra Timothy ao golpear o nariz de sua réplica com o cotovelo. Mas, a recuperação do monstro fora mais rápido do que imaginou e um braço envolveu o pescoço da garota no mesmo instante que o anel caiu no chão. Então, arrastando a menina para o espelho. Annabeth arranhava a parede e a janela, procurando uma maneira de se segurar para não se deixar ser levada, em uma atitude de apego desesperado com a vida, mas nada parecia ajudar.

A figura já estava prestes a arremessar a filha de Zeus para o espelho e Annabeth sabia que, dessa vez, fingir-se de morta não ajudaria. Precisava encontrar uma maneira de sair daquela situação. Com mais uma cotovelada, contudo agora mirando as costelas da réplica, ela conseguiu se soltar de sua cópia assassina, afastando-se do espelho que, por motivos óbvios, sabia que não era uma coisa da qual devia se aproximar muito.

Um brilho assassino podia ser percebido no fundo dos olhos do reflexo vivo antes de se lançar na direção da garota, fazendo com que ambas caíssem contra o banco e a filha de Zeus batesse com a cabeça na parede. Retorcendo uma expressão dolorida, trincou o maxilar enquanto tentava manter as mãos do monstro longe de qualquer parte de seu corpo para repelir a possibilidade de ser arrastada novamente na direção do espelho.

Virando os corpos no assento, a filha de Zeus ficou por cima de seu clone antes de lhe acertar um soco no olho, fazendo com que a face de sua outra “eu” se virasse abruptamente e, em um movimento rápido, recolheu as pernas e pousou os pés na barriga da garota, empurrando-a para longe. O corpo da prole dos céus cambaleou para trás, escapando de cair dentro do espelho por um triz. Todavia, ao tombar de costas sobre o assento da frente, o espelho oscilou, quase caindo no chão e causando uma visível expressão assombrada na face do reflexo vivo.

Um olhar seguro pode ser notado em Annabeth que não hesitou. Esticando o braço para o lado, passou a mão por trás do item o derrubando no chão e quebrando o vidro em milhares de pedaços. A cópia assumiu um olhar de pânico e, ao estender o braço na direção dos cacos, começou a se dissolver em uma poeira dourada e fina que se empilhou no pavimento da cabine. A batalha contra o Duplo havia tido um final satisfatório para a semideusa.

Com a respiração exausta, Beth se levantou novamente, analisando o estrago antes de se abaixar diante do anel e o recolocar de volta no bolso da jaqueta. Ao se levantar, podia visualizar a cidade de Nova York começando a aparecer no seu campo de visão, causando uma sensação de alívio na semideusa que já estava pensando em quantas batalhas mais deveria travar para entregar aquela maldita joia em segurança para a rainha do Olimpo. Saindo da cabine, Annabeth caminhou para o banheiro no final do corredor onde aproveitou para lavar seu rosto e ajeitar um pouco seus cabelos, antes de sair em meio a uma multidão do trem de forma a conseguir passar desapercebida pelos cobradores.

Finalmente havia chegado com vida ao meu destino. Caminhando até o Empire States, mantinha o anel firmemente entre meus dedos com as mãos no bolso da jaqueta, evitava qualquer tipo de contato visual com as pessoas que não fosse estritamente necessário. Tentando ignorar o fato de que o silêncio do saguão de entrada lhe causava arrepios, Annabeth adentrou com passos calmos pelo prédio ao perceber o olhar do segurança na sua direção.

— Desejo subir para o 600º andar, por favor.

Falou de forma breve, mesmo que o sotaque britânico dedurasse sua origem. O homem parecia analisá-la dos pés à cabeça, mas acabou liberando sua passagem com um breve aceno da cabeça que a fez soltar uma golfada de ar, aliviada por não ser mais um monstro. Adentrando no elevador, assim que o mesmo começou a subir em uma velocidade irritantemente lenta, uma música começava a ecoar no ambiente, fazendo com que a morena desse um meio sorriso ao reconhecê-la como pertencente a um dos álbuns de Madonna.

Tão logo as portas se abriram, o cérebro da morena teve que se esforçar para impedir que seu queixo caísse com o quadro que via. Templos adornavam o caminho que seguia até o Olimpo, guardados por ninfas que cantarolavam, deixando o ambiente com clima tão leve que poderia fazer as pessoas voarem. Com passos firmes, a garota começou a traçar seu caminho até a construção principal, centralizada pelas menores, envolvendo o anel com força entre os dedos.

Em contrapartida ao ambiente leve e hipnotizante do local, gritos podiam ser ouvidos por entre as colunas do templo maior, fazendo com que o estômago de Annabeth se revirasse dentro de seu corpo devido ao nervosismo. Mas sabia que precisava reunir coragem para o que vinha a seguir, não falharia com Timothy, mesmo com a tentativa de assassinato dele. Ao adentrar, o primeiro cômodo visto fora de um semicírculo feito por tronos gigantes e imponentes. Porém, a imagem maravilhosa era rompida pela de Zeus que, sentado em seu trono com uma expressão de quem assistia a uma péssima partida de futebol, massageava as têmporas com a destra. Já, ao seu lado, Hera gritava de forma exagerada a respeito do maldito anel e, ao perceber o olhar de confusão do marido ao perceber sua própria prole no Olimpo, voltou o rosto na direção de Annabeth. E, com um sorriso de desdém, a deusa do matrimônio arqueou uma das sobrancelhas para a prole de Zeus, exalando falsidade.

— Oras se não é a nova bastarda. Fico feliz que tenha sobrevivido, mas vamos ao que interessa. Onde está meu anel?

O olhar da morena ainda se mantinha fixo na figura paterna sendo incapaz de assimilar o que Hera falava. Um olhar estrangulado que procurava, mesmo que por poucos instantes, gravar na memória a face do progenitor divino já que era a primeira vez que o via em toda a sua vida. Desviando os olhos azuis para a deusa, piscou algumas vezes para recuperar o foco e pegou a joia do bolso da jaqueta.

— Ah, sim! O anel. Está comigo, mas antes de lhe entregar, quero algo como pagamento pela missão forçada sem direito a levar nem ao menos uma arma.

Annabeth falou, sem demonstrar hesitação na voz, mas mantendo a formalidade da situação. A reação da deusa não foi menos do esperado. Arregaçando os dentes para fora, a ira tomou conta da divindade que parecia a ponto de explodir, mas foi apenas o momento dela começar a esbravejar para que Zeus batesse com sua mão no braço do trono onde se encontrava, sobrepondo sua voz à dela.

— Basta, Hera!

Só isso foi o necessário para que tanto a deusa quanto a prole olhassem na direção do rei do Olimpo assim que um raio atravessou o teto do local, demonstrando a irritação do deus. Sem esperar que a esposa recomeçasse, o olhar da divindade se voltou na direção da filha que ainda o encarava, sem se atrever a mover um único músculo.

— Diga o que quer, Annabeth.

Ordenou e, com um breve aceno da cabeça, a morena assentiu e continuou a falar, ao voltar a face na direção da madrasta.

— Timothy. Quero que liberte a mãe dele.

A semideusa falou sem rodeios, retirando o anel de seu bolso, mas, ainda assim, o mantendo firmemente entre seus dedos. Hera parecia querer assassiná-la em pensamento ou imaginar mil maneiras de torturar a garota até a morte em sua mente com o olhar furioso fixo na direção da garota. Então, Zeus se pronunciou novamente.

— Considere a mãe dele livre.

Ao ouvir a garantia, Beth arremessou o anel na direção da deusa que o pegou com uma expressão insatisfeita. Percebendo a carranca da divindade, Annabeth tinha certeza de que não era o seu último encontro com a versão grega de Juno, mas tinha conseguido libertar a mãe do garoto, isso bastava. Tão logo a joia estava novamente com sua dona, Zeus se levantou, ordenando novamente.

— Hera já conseguiu o anel de volta. Você já conseguiu a liberdade da mãe do garoto. Agora volte para o acampamento, sim?

Assentindo, a filha do deus fez uma breve reverência em respeito a ambos e deu meia volta, saindo do saguão e fazendo o que seu pai lhe havia pedido.

PODERES USADOS:



Controle sobre a eletricidade de iniciante (Nível 1)

Você controla um pouco da eletricidade ambiente. Não é letal, mas pode ser útil. Em um ataque, você pode concentrar a eletricidade na palma de sua mão, na forma de uma pequena esfera. Pode ser usada em ataques corpo a corpo ou atiradas no inimigo, a uma distância curta, de até 5 m, mas não causa impacto no oponente. 1 esfera a cada 10 níveis.

OBSERVAÇÕES:



Pretendia fazer com que Annabeth enfrentasse mais criaturas no decorrer da narração, mas, como estava ficando muito grande, acabei deixando apenas um semideus e um monstro que ela pudesse enfrentar sem utilizar a arma. Espero que tenha explicado bem, já que a parte que ela acorda do sonho no meio do trânsito, Hera a transportou para o local. Já a parte do pedido que ela fez como pagamento por ter conseguido o anel, foi para seguir o fato de que Annabeth possui um compromisso com o que é justo. Por mais que o semideus romano tenha feito uma tentativa de assassinato contra ela, a filha de Zeus reconhecia que ele estava tão desesperado quanto ela para salvar quem amava. No mais, espero ter expresso bem a personalidade das divindades.
XXXX words for GD&TOP
Annabeth Heaven
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Re: TESTE PARA FILHOS DE ZEUS — JANEIRO

Mensagem por Valkyria Wolve Schramm em Sex 08 Jan 2016, 09:40



Teste para Filhos de Zeus


♦ Características Físicas: Assim como seus antepassados nórdicos, Valkyria possui um rosto de traços marcantes, com lábios grossos e um belo sorriso. Os olhos amendoados tinham a cor azul - como o céu em um dia ensolarado e sem nuvens -, que mudava de acordo com o clima ou o seu humor, chegando a tons acinzentados ou verdes claros. O que a difere de seus antepassados, são seus cabelos e sua estatura. Os cabelos caem bem abaixo dos ombros, até o final das costas, na cor castanha escura e dependendo da iluminação, chega a tons de castanho acobreado, louro médio ou até mesmo preto... Sua estatura é mediana e seu corpo é magro, bem diferente dos “vikings” que eram citados nas histórias antigas...

Mesmo magra, Valk possui curvas admiráveis e os músculos fortes, porém não aparentes. Sua pele branca é bem sensível e macia, contendo algumas sardas nas bochechas e várias pintinhas espalhadas pelo corpo.

Kyria é bem despojada com seu estilo, e gosta de usar roupas customizadas por ela mesma, jeans surrados, peças de couro, coturnos e coisas do tipo, não dispensando o bom e velho moletom, e às vezes, peças mais afeminadas, o que a torna um pouco bipolar em questão de aparência. Sua face de garota delicada e serena é apenas uma fachada, pois como dizem, as aparências enganam.

“Nunca julgue o livro pela capa, ou uma pessoa pelo que ela aparenta ser.”

♦ Características Psicológicas: Desde a infância, Valkyria era muito criativa e inteligente, mas tinha dificuldade em algumas coisas... A menina desenvolveu TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), possuía cleptomania (distúrbio psicopatológico que faz a pessoa roubar coisas diversas, com ou sem valor) e ciclotimia (transtorno do humor similar ao transtorno bipolar, porém mais leve e com mudanças de humor em poucos dias).

Por mais antissocial que fosse, a garota estava sempre rodeada por pessoas que a admiravam. Ela sempre teve a personalidade muito forte, opinião própria, e não gostava de demonstrar as suas fraquezas.

Como vivia trocando de escola e de país, tinha uma comunicação muito boa com as pessoas. Sempre foi muito firme e decidida em suas ações, e por mais que tudo estivesse dando errado em sua vida, ela colocava um sorriso no rosto e tudo aparentava estar muito bem.

Por conta de seus problemas psicológicos, Valkyria criou uma grande barreira para proteger seus sentimentos e emoções apenas dentro de si, porque ela sabia que tinha uma grande possibilidade de machucar as pessoas que gostavam dela ou a si própria, mesmo que fosse sem querer.

♦ História: Nascida em Oslo, capital da Noruega, a pequena Valkyria Frëyja, recebera tal nome em homenagem as figuras nórdicas que conduziam as almas dos mortos em combate, e em homenagem a própria líder delas, a deusa nórdica da sexualidade e do amor, Freia. Descendia dos antigos Vikings que habitaram naquelas terras nos tempos antigos e o sangue nórdico corria em suas veias.

Ágda, mãe de Valk, era filha de um empresário multibilionário que conduzia uma empresa multinacional de veículos, e também era uma jovem muito bela e cobiçada. Ela havia se apaixonado por um estrangeiro, e algumas semanas depois de sua primeira - e única - noite de amor com o rapaz, lhe vieram os enjôos e sintomas de gravidez, o único e o pior problema é que ele havia ido embora e Ágda teria uma criança para criar como mãe solteira.

O pai de Ágda ficara decepcionado com a negligência de sua filha, mas não a abandonara em hipótese alguma, porém quando Valkyria nasceu, Ágda desenvolveu uma hemorragia interna e infecção, as quais fizeram com que ela fosse a óbito. Andrëi, o avô de Valk, ficou arrasado com a perda de sua amada filha, mas como tinha uma neta linda e saudável para cuidar, decidiu seguir a sua vida, e jamais abandonou a sua pequena Valkyria.

Valk não sentia falta de uma figura materna, pois era muito mimada pelo avô, o qual fazia de tudo para que a menina fosse muito feliz na vida. Nada lhe faltava, desde amor à coisas materiais. Valkyria jamais teria motivos para reclamar da vida que tinha.

Infelizmente, Valk vinha desenvolvendo transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, que fora descoberto quando a menina tinha apenas seis anos de idade, e desde então começara a fazer diversos tratamentos para poder amenizar sua situação e ajudá-la a ter uma vida psicológica mais saudável.

O apoio moral do avô, era de extrema importância para que o tratamento tivesse os efeitos expectados, mas infelizmente ele tinha pouco tempo para dar toda a atenção que a garota precisava... Não que isso incomodasse Kyria, pois ela tinha muitos amiguinhos com quem se relacionar, professores e tutores para lhe dar atenção. Valk jamais ouvira falar sobre seu pai, o qual não sentia nenhum desejo de conhecer.

Conforme o tempo ia passando e a garota crescia, já havia viajado por quase todo o mundo para estudar nos melhores colégios que o dinheiro poderia pagar... Infelizmente fora expulsa de grande parte desses colégios por conta de notas baixas, que até eram toleradas por conta de seu transtorno, mas ela também tinha maus comportamentos, cometia pequenos roubos, se envolvia em brigas escolares, matava as aulas e etc.

Os psiquiatras chegaram à conclusão de que Valkyria não fazia essas coisas porque queria chamar a atenção de seu avô - que trabalhava muito para que ela tivesse tudo o que precisava -, mas sim porque ela possuía cleptomania e ciclotimia, que eram os transtornos responsáveis pelos seus pequenos roubos e suas alterações de humor. Ela era uma pessoa de “pavio curto” e “explodia” com muita facilidade, com quais fossem as situações que viesse a viver.

Quando completou nove anos, Valkyria estava morando e estudando na Inglaterra, e um incidente fizera com que a garota descobrisse coisas sobre si, e que ela corria perigo. Por sorte, um sátiro do acampamento acompanhava a menina por todos os lugares, e a protegia dos males que a cercavam. Justamente no dia do seu aniversário, uma fúria a encontrou no seu colégio atual, que situava-se em Brighton, uma cidade pequena da Inglaterra.

E esse, foi o dia mais desesperador de sua vida. Uma criança, correndo junto a um homem com pernas de cabrito, fugindo de um monstro alado mitológico, que alegava que a garota deveria morrer. Esse tipo de coisa não acontece todos os dias com pessoas normais, e foi então que Valk descobriu que talvez ela estivesse acreditando na mitologia errada…

♦ Narração: O rosnado fez com que os pelos de seu corpo se arrepiassem. Não era para menos, aliás, a enorme besta negra estava entre as árvores, babando, mostrando aqueles enormes dentes afiados que ficavam bem vistosos por falta da luz no ambiente. Outra coisa que chamava a atenção eram aqueles olhos vermelhos. Chegou a trocar o peso da espada de mãos, ora direita, ora esquerda, mas até quando conseguiria manter aquela – falsa – postura fria? Seria uma questão de tempo até que o verdadeiro medo batesse em seu peito e as pernas falassem mais rápidas do que a mente? Correr não era uma opção muito aceitável, mas em momentos acabava sendo a melhor.

Tinha sido chamada para a Casa Grande horas atrás, aparentemente haviam alguns relatórios preocupantes de semideuses que deveriam ser entregues ao Olimpo ou algo assim. E acabaou dando de cara com o Cão Infernal em um floresta a caminho do destino.

Ninguém se mexeu. Nem mesmo ela, nem mesmo o Cão Infernal. Inundou sua mente de pensamentos e o que mais pensou transbordava era a vontade de fazer o primeiro movimento e acabar com aquilo, mas Marcia, filha de Ares que tinha sido como uma mentora para ela, alertara-a de que todo cuidado era pouco. Não importava quem, o quê ou por que, a questão era sempre manter o cuidado e a mente sempre alerta. O medo te matará primeiro, e o que a besta fará será comer apenas uma casca vazia, mas inundada de sangue. Que escolha fará, princesa?

---

Tão ou mais rápido Valkyria se esquivou para o lado oposto ao do ataque e sentiu o dorso bater contra o tronco de alguma árvore. Sentiu um galho pontiagudo rasgar a fina blusa e marcar sua pele por baixo, mas seus olhos estavam fixos na fera negra à frente, novamente. O suor banhava sua testa e colava seu cabelo ao corpo. A besta atacou de novo fazendo Kyria escapar com outro movimento contrário. Isso continuou por mais três vezes, até que um descuido acabou salvando-a de um ataque direto.

Valkyria tinha mais um movimento contrário ao do Cão feito em sua cabeça, mas o susto foi maior quando o animal não caiu em sua ginga e a atacou de frente ao mudar o curso de seu movimento. Por mísero que fosse ela pisou no próprio cadarço de seu tênis que se soltaram momentos atrás. O descuido, então, foi responsável pela falta de equilíbrio de Valkyria e, respectivamente, sua queda ao chão, mas neste exato momento o Cão infernal passou rasante com um pulo e, por pouco, não tirou a testa de Kyria do lugar. Apenas uma pequena tufa de cabelo. Val se recompôs rapidamente e girou a espada, às cegas, em busca de um possível novo ataque do Cão. Porém, não houve outros ataques. Ela sabia que o Cão estava ali, escondido, entre os troncos das árvores, mas só conseguia distinguir seus movimentos por causa de seus rosnados. Se o Cão pudesse pensar, certamente ela não seria mais do que um brinquedo para o animal. A demora em ataque, então, fez com que Val recordasse de um antigo aprendizado com Marcia.

---

Se o seu inimigo tem os braços como sua arma, qual seria o seu ponto fraco? Era outra sessão com os tais questionamentos de Marcia e tudo aquilo irritava Val.

Ela estava sentada sobre os joelhos em frente ao local onde a filha de Ares descansava na arena do acampamento. Mesmo após tanto tempo de amizade, ainda era intimidador estar na presença dela quanto estavam treinando ou quando Marcia estava de mal humor. Responda.

Engoliu em seco antes de responder:

— Se o inimigo tem os braços como sua arma, então as pernas se tornam o ponto fraco? O braço é o oposto da perna e, vá saber, o oposto é quase sempre um ponto fraco, não é?

Marcia fez uma expressão muito irritada . Aquilo muito provavelmente significava que sua resposta estava estava errada e que ela poderia virar um belo saco de pancadas em poucos minutos.

Se o inimigo tem os braços como sua arma, boneca, então é justo que os braços sejam seu ponto fraco. Ele protegerá seu ponto forte para que sempre possa usar. Você, se quiser vencer a batalha, tem de tirar o que é dele. Arranque seu braço e ele se tornará qualquer. Se a sua garganta for o seu ponto forte e você for minha inimiga, então eu vou rasga-la e entregar o corpo para os meus leopardos de estimação brincarem.

---

A resposta estava ali, agora, em sua face. O gosto voltou a salivar em sua boca e Kyria pôde engolir uma boa quantidade de saliva, aquilo que não tinha engolido em todas as vezes que havia tentado. O rosnado continuava, mas agora bem mais claro e alto do que jamais esteve. A confiança começava e lhe subir e tomar seu espírito, mas ainda faltava a ação e o planejamento. O Cão esperaria um movimento? Qualquer? Até mesmo um passo em falso? Ela esperava que sim, aliás, o Cão poderia pensar mais do que conseguir se esconder nas sombras. Se a besta conseguisse prever um movimento falso, então besta ela não seria.

A espada deixara de ser fria e agora sentia o calor entre o chape e o cabo. Sabia que a confiança agora era sua maior aliada e tinha total ciência do que estava para fazer. Ela só precisaria de um pulo e que este pulo fosse feito por de trás... Era isso e uma morte certa.

Durma em paz, maldito. Deixou o pensamento escapar quando iniciou o movimento para abater o Cão. Val jogou todo o peso do corpo para a esquerda, mas manteve os pés bem seguros ao chão escorregadio. O Cão não sabia distinguir um movimento falso de um movimento verdadeiro e atacou Kyria por onde seria o seu ponto cego, mas a questão é que o ponto cego seria, naquele momento, o seu próprio lado esquerdo. O animal atacou pela direita. O movimento de Valkyria foi igual ao de jogadores de beisebol quando rebatem a bola lançada pelo arremessador, em alta velocidade. Segurando a espada com força, mantendo a mão direita próxima ao chape e a esquerda na base, Val deslocou um movimento de cima para baixo tão rápido que conseguiu vislumbrar o brilho do aço reluzir no escuro e desenhar o movimento, acertando o Cão no cento de seu enorme focinho e rasgando-o até a garganta. A besta tornou-se poeira com um brilho dourado ou amarelo, não conseguia distinguir, mas conseguia sentir o calor e o suor, novamente, tomando conta de seu corpo. Esgueirou-se na árvore mais próxima e deixou o corpo cair até sentar no chão. Ofegou em busca de ar e acabou rindo. Pelo visto, conseguiria entregar os relatórios ao Olimpo e não falharia na primeira missão que recebera, não falharia na primeira vez em que via o mundo morta em oito anos.


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Re: TESTE PARA FILHOS DE ZEUS — JANEIRO

Mensagem por Lucia Salimbeni em Qui 21 Jan 2016, 22:21

Características Físicas: Lucia é possuidora de longos cabelos castanhos meio-loiros que nas pontas dão algumas voltas, como se quisessem formar cachos, alguns fios muitas vezes são bem mais loiros que os outros muitas vezes dando um reflexo quando se está no no sol, emoldurando seu rosto anguloso e bonito, apenas com um marca - muito clara para se perceber de longe e muito vezes de perto - causado por uma empousa. De pele de uma cor "leitosa", macia, com algumas pequenas cicatrizes causadas pelos treinos e batalhas. Seus olhos são possuidores de uma cor forte, que muitas vezes se parecem mais de uma, que se revezam entre um castanho-claro e um azul que parece eletrizante. Uma massa corporal bem distribuída pelo corpo formando curvas quase que elegantes, mas não chamativas demais, ainda mais sendo alta - a mesma queria ser mais alta, mas se contenta com o seu tamanho, ainda mais quando isso impede, muitas vezes, de chamarem ela de naninca ou anã.

Características Psicológicas: Uma garota forte que tem suas próprias opiniões e um jeito diferente de ver à vida, que muitas vezes poderá não ficar calada quando seria a melhor hora, como também não cabe à ela ser tímida, algo que ela diz muito é: "timidez? para quê? por acaso você irá viver isolados de todos e tudo? se conseguir, me avise, talvez eu goste de ouvir sua experiência". Mas é expert em provocar situações hilárias como falar também, quando nervosa ou quando quer que alguém não saiba o que ela está falando - principalmente se ela estiver xingando tal pessoa - ela irá falar em italiano, sua língua natal, como também se orgulha de ser alta. Normalmente consegue separar as coisas facilmente como também sabe criticar facilmente, quando se é preciso fazer. Mesmo tendo seus problemas com o mar, ou a água em geral, Lucia fica bastante deslumbrada ao olhar para o mar ou até mesmo um riacho, tendo um grande apreço pelas as estrelas-do-mar, chegando a ter um sonho - apenas dela - de ganhar uma. Não desiste de algo facilmente como também não é fã de fugir, preferindo ficar e enfrentar.

História
era exatamente meia-noite quando a criança - a pequena Lucia - havia nascido. O quarto, antes remoto em gritos de agonia da mulher que lhe dera á luz, agora se encontrava em silêncio como se soubesse do que estava por vim. A mulher de longos cabelos castanhos claros e de uma pele de porcelana - que agora se encontravam em um tom doentio - percebia sua respiração diminuindo cada vez, o pequeno bebê apenas observa o rosto de sua mãe estranhamente sem chorar - que era normal, chorar, para um recém nascido -. Seus últimos esforços fora para salvar a pequena Lucia, sua doença a consumia cada vez e sem pensar duas vezes trocou sua vida por outra que nem direito havia começado. O quarto que agora eram ocupado também por Raffaello - marido de Cecilia -, agora estava cheio com os choros de Lucia que assim que sua mãe havia puxado pela a última vez o ar para os pulmões começara a chorar, mal sabia que aquele que a segurava nos braços não era verdadeiramente sua e que mas para frente teria que sofrer as consequências de ser uma semideusa tal como ter nascido em uma família envolvida na máfia italiana que praticamente se estendia pelo o mundo.

Ela crescera envolta tanto de Raffaello quanto de outros mafiosos, mas envés de virar uma pessoa totalmente egoísta ou até mesmo sem escrúpulos, acabou virando uma garota que muitas vezes tem umas atitudes infantil como igualmente a facilidade de sorrir e ajudar quem precisa. Sua infância foi bastante marcada com aulas de instrumentos musicais que muitas vezes fugia da aula e ia para cozinha, alguns empregados costumavam dizer que a pequena tinha mais laços com eles próprios do que com o próprio pai. Tinha um quê de verdade nessas insinuações, talvez fosse por causa dos gênios totalmente contrários de Lucia e Raffaello.

Mas tinha sido com Raffaello que Lucia aprendera que não importava o perigo, mostrando ser fiel/merecedor, teríamos que lutar por esse ideal.

Estava em torno de seus treze anos de idade quando os Salimbeni saíram em viajem para Main Beach no East Hampton, New York. O congresso - ou algo que se pudesse chamar de vários mafiosos se juntando em apenas um local fortemente protegidos por tecnologia à sua volta - que acontecia de 3 em 3 anos, um tipo de comemoração mafiosa que envolvia de corrida de carros a negócios que custavam bilhões de dólares. Seria a primeira vez que Raffaello levava Lucia a esse evento, mas mal sabia que também seria a última. Realmente havia deixado a garota feliz, não só por causa do evento mas pelo o simples fato do mar que lá possuía, tinha uma queda por belas paisagens e sempre achara muito bonito o mar, mesmo que por razões desconhecidas, tivesse alguns "pequenos" problemas com ele, como se algo dentro de si lhe dissesse que não um loca lexatamente seguro.

Marcavam exatamente 7:00 da manhã quando Lucia rumava em direção ao evento. Dentro do carro ela se encontrava observando a janela que dava para o mar, mesmo sendo uma visão que via muito nunca iria se acostumar. Iriam fazer 2 anos, mais ou menos, que se encontrava mais em main beach do que em sua amada Itália, a castanha pelo menos adorava voar, e os Salimbeni tinham uma casa na cidade o que acabou contribuindo para a atual situação - e o que a deixava um pouco triste, não fazia nem 3 dias que havia pisado na Itália e logo depois foi rebocada de volta por causa do evento.

As horas haviam passado rápido para a garota, ainda mais quando se queria fugir de gente bajuladora que só falavam com a mesma por causa do seu sobrenome, além do conselho de Raffaello sobre sempre se manter perto deles porque só não havia outros mafiosos que o respeitavam, haviam aqueles que tinham uma rixa com o mesmo e não pouparia esforços para prejudicá-lo.

A decisão de Lucia de se afastar, quando o relógio marcava 19:36 fora uma decisão que acarretaria muitas mudanças, seus olhos piscavam como se não acreditasse no que via à sua frente. Costumava ver coisas que pareciam não está lá, sombras e até mesmo ruídos, mas aquilo era completamente diferente. A mulher disse algo, algo que devo dizer à deixou totalmente confusa, algo como: prole de...Zeus? Achava que acabaria em um manicômio antes de pensar na frase: sorria, você está vendo sua vida passar pela à sua frente enquanto um monstro veem diretamente em você!

Mas, não, antes de qualquer coisa, aquilo fora atacado e a castanha puxada para o lado como se fosse para acordar e era. Sua reação fora quase espernear, bater em quem a tinha puxado e por último se beliscar para ver o que estava vendo era mentira. Mas era tudo verdade. aquele monstro que havia atacado e agora se recuperava estava lá com suas asas horrível e quem tinha à puxado, bem....ele tinha pernas de bode!

— Você...aquela coisa...ei, porque estamos correndo? Espere, aquela coisa horrorosa, você tem pernas de bode....me belisca! — a voz da garota saiu alta enquanto corria para longe dali. O sátiro, que rapidamente se apresentou como Armin, falou algo de ter chegado atrasado, esperado demais, de um acampamento e por fim, tocou no nome de Zeus. O sátiro colocou um mapa na mão de Lucia e parou, se virando para o monstro, a última coisa que falara foi algo como 'use o mapa, encontre o acampamento, não venha, apenas vá'.

Ela foi, mas olhou para atrás bem na hora que o sátiro morria e o monstro se tornava pó. Estava só, em perigo e sabia muito bem disso. Não, não poderia ficar ali, acabaria morrendo ou virando churrasco.

Naquela mesma noite na qual sumiu, todos os melhores mafiosos foram mandados em busca da garota, as acusações começaram, talvez daí começasse outro conflito estrondoso entre mafiosos.

Narração: Meus olhos doíam e ardiam ao mesmo tempo, não sendo nada confortante devo completar, minhas roupas ou quase roupas - já que eu parecia mas uma mendiga - estavam rasgadas e totalmente sujas, eu precisava de novas roupas como também precisava de um lugar para dormir. Quem acharia uma boa ideia mandar alguém que foi tirada de um meio conhecido, sem querer, e levada á outro totalmente desconhecido a pouco menos de algumas horas em uma missão? Tudo bem que era ''só'' entregar o objeto aparentemente muito antigo e muito importante que dois semideuses haviam recuperado em uma missão para o Olimpo (não coragem  tive de abrir o pacote para ver o que era), mas tinha descoberto aquele mundo mitológico a menos de vinte e quatro horas, e como era de se esperar, agora me encontrava só, em um lugar desconhecido e com fome.

Mas...as coisas pareciam está se conectando em minha mente, as coisas malucas que viviam me acontecendo, as criaturas estranhas e muito mais que me eu costumara a tentar ignorar, era tudo de uma verdade que até agora não me pertencia. E da minha "antiga" vida o que sobrara fora as lembranças e o colar em forma de uma nuvem que carrego comigo desde meu nascimento, algo que agora acho apropriado agora que sei que sou filha de Zeus. (Aparemente, como filha de um dos Três Grandes, tive sorte de ter sido reclamada praticamente assim que coloequei o pé no Acampamento)

Pisquei algumas vezes tentando me acostumar com a claridade que saía do letreiro de uma casa/loja, a placa era enorme (mas eu quase não conseguia ler por causa da dislexia) e o local parecia está abandonado "vamos Lu, ande logo, quanto mais rápidos chegarmos ao Empire State e ao Olimpo menos teremos chances de virar espetinho! Você não tem permissão para desistir" ralhou minha mente enquanto eu caminhava até uma das janelas tentando ver alguém dentro dela. nada...realmente está abandonado. Puxei meus lábios em um bico enquanto seguia para a porta, estava destrancada facilitando meu trabalho.

Quando abrir a porta fui recebida com um cheiro de mofo misturado com poeira, abanei minha mão em frente ao rosto observando o local que nem sequer dava direito para contar quantos ratos saíram de trás de uma peça na hora que abrir a porta. Pisquei algumas vezes, algo me dizia que aquele local poderia ser um caminho mais fácil para chegar ao Olimpo, mas como?

Minha pergunta foi interrompida quando ouvi uma porta, nos fundos, se abrindo. Não estava vazia? Andei um pouco vacilante até a porta, não havia dado tempo nem de sequer tocar na maçaneta quando a mesma foi aberta com ferocidade. Meu coração disparou na mesma hora que eu senti um vento gélido passar tanto pelo meu corpo quanto pela minha espinha. Demorei alguns segundos para tomar coragem e olhar para cima, o que me surpreendeu mais ainda. Era uma mulher, com um olhar meu estranho tal como o sorriso, mas...era uma mulher, não um monstro.

— Oras, uma visita nesse deserto, que felicidade! — exclamou a mulher me olhando de baixo para cima com seus olhos questionadores — Mas...que roupas rasgadas e que corpo magricela, garota! É uma surpresa que estava conseguindo carregar esse pacote. Pode-me chamar de Tia Mary e como pode ver, essa é minha loja, adorável, não? Pena que pouquíssimas pessoas vem aqui — completou a mulher observando todo o local com um sorriso orgulhos e eu já tinha a resposta certa do porquê daquele marasmo: o local e sua sujeira já dizia por si só  — Venha comigo, a tia aqui irá fazer uma comida para você! bem, vamos por aqui e não se esqueça de dizer teu nome! — exclamou novamente dessa vez colocando as mãos em minhas costas e me levando para onde ela saído.

— Lucia! E obrigada, eu realmente estava com fome mesmo! — falei com um largo sorriso, meu lado feliz dizia simplesmente: é comida, ataque, agarre e seja feliz! e o mais desconfiado pensava seriamente que havia algo estranho ali e que eu havia me metido em uma roubada.

Meus olhos se arregalaram em espanto e minha boca recaiu um pouquinho, naquela porta na qual entramos dava para fundo e esse fundo era tipo um jardim enorme que curiosamente dava para floresta mais ao fundo além de ajudar drasticamente ter uma enorme mesa com muita comida. Digamos que acabei esquecendo do meu lado desconfiado bem rapidamente.

—  Venha criança, sente-se e coma, como eu já disse, você está muito magricela!

Eu não deixava de concordar, eu realmente estava mas não é como se eu já não fosse magricela. Parei com meus devaneios e sentei-me em frente à mesa de bom grado.

—  Acho que você está sendo muito gentil — disse, mas minha voz foi abafada por que logo eu levava a comida até minha boca. Uma parte em minha mente se encontrava totalmente desconfortável com tal situação, ignorei-a.

— Imagina, apenas estou fazendo aquilo que eu deveria fazer — Tia Mary proferiu, confesso que isso havia saído estranho, parei de comer sentindo um frio passar pela minhas entranhas, levantei o olhar até a tal da Tia Mary. Pisquei várias vezes, os olhos da mulher estavam vermelhos, larguei de vez a comida sentindo como se realmente fosse vomitar. Eu devia ter desconfiado mais. Pulei para fora da cadeira me distanciando da mesa, meu coração batia mais rápido que outrora, talvez mais alguns minutos e eu tivesse um infarto.

— Não quer mais comer? Confesso que adoraria você mais gordinha, mas deixe jeito também dá para o gasto — a voz dela já não era mesma, nem sua pele. A voz gentil dera lugar a uma voz horrível e maldosa, sua pela meio amorenada agora era tão pálida que se demorasse mais um pouco chegaria à brilhar — Filha de Zeus, aonde está indo? Não adianta fugir, irá ter o mesmo destino que os outros que pisaram aqui — tinha se levantado como se nada demais estivesse acontecendo, mostrava um sorriso maldoso dando para perceber a nova aquisição da arcada dentária.

Aonde eu tinha me metido?! Deveria ter seguido direto para o Olimpo! Já fazia alguns dias que não me metia em alguma confusão ai tenho a genial ideia de entrar nesse lugar! E...outros tiveram aqui? Pobres coitados!

Meus devaneios me tiraram a concentração, o que ajudou a Tia Mary - ou qualquer criatura que fosse aquela que queria me comer - a avançar sobre mim. Senti meu corpo sendo jogado para atrás, atravessando algo de vidro e por fim, caindo no chão. A dor em minhas costas invadiu, além de uma dor absurda em meu ombro esquerdo, aquele monstro havia me mordido e claramente estava sangrando, seu corpo era pesado sobre o meu e suas unhas arranhavam tanto meu rosto quanto meus braços, chegando até à machucar seriamente. Engoli meu grito, mas não pude deixar as lágrimas de rolaram livremente pelo o meu rosto - causando um ardido por causa dos machucados -.  Meu próprio sangue pingou em meu rosto. Eu tinha, precisava na verdade, me livrar daquele monstro. Mas não imaginaria que haveria tipo uma repulsão quando eu tocasse no monstro o suficiente para jogá-la para atrás, fora formado, atingido o monstro o jogando para logo de mim. ela foi para atrás me dando a chance de rolar e sair de perto da mesma - o que foi certo e errado ao mesmo tempo, já estava bem machucada e aquilo fez piorar ainda mais a situação -. levantei-me cambaleante observando minhas mãos em pura surpresa. já havia acontecido aquilo antes mas em tamanhos bem menores.

— Maldita semideusa — praguejou o monstro longe, com um grito agudo e cortante, seus cabelos faiscaram em chamas bruxuleantes de um laranja muito intenso — Irei te estraçalhar viva! —  praguejou novamente dessa vez se aproximando.

É, aquilo havia me dado a certeza que não estava lutando contrea uma humana, uma certeza absoluta que fazia com que meu ferimento que sangrava doesse cada vez mais. Até que as pernas da tal Tia Mary começaram a mudar, ficar desniveladas e ter sua composição alterada radicalmente. Aquilo realmente me assustou fazendo com que eu arfasse e afastasse um pouco mais. Como eu não havia percebido antes? Era uma empousa. Se apoiava sobre uma perna de chumbo e outra de burro.

Eu estava sozinha nessa situação, uma situação horripilante devo dizer. A monstra me olhava como um sorriso sádico como se estivesse prestes a dar o último bote "a floresta...vá para a floresta..." Meu olhar rapidamente se passou para o caminho da floresta logo atrás e sem pensar duas vezes já estava correndo, tentando não ligar para as dores e os ferimentos.

Um flash de energia elétrica atingira a empousa bem na hora que passei correndo e que agarrei o pacote, que a deixara momentaneamente sem enxergar nada, tinha que ter mais tempo para escapar, já posso sentir minhas forças se esvaindo. O grito agudo e estrondoso do monstro chegou aos meus ouvidos fazendo com que eu aumentasse a velocidade de quanto eu corria. As feridas de todo o meu corpo ardiam e muitas outras estavam ficando insuportáveis demais.

Quando eu cair, pela a centésima vez, percebi que estava a dois passos de um taxista, era incrível, eu tinha tido muita sorte. Voltei a razão quando ouvir a voz da empousa, chamava-me, ria e soltava gritos agudos fazendo que cada vez meu estômago se revirasse, me arrastei mais pelo o chão, quase chegando perto do táxi. Mas, algo se remexia dentro de mim, não era de fugir, era de enfrentar, mas não era hora de pensar nisso, minha mente agia rapidamente que parecia dar a sensação de não conseguir respirar muito bem. Não, eu não iria conseguir, podia sentir o pânico começar a correr pela as minhas mãos e meu corpo, eu estava a dois passos da carro, era apenas entrar na mesmo!

O que eu iria fazer? Não tive tempo de me responder, a criatura avançou para cima de mim mas foi perfurada pela a espada que eu segurava - tinha pego da Arena do Acampamento antes de sair em missão, já que supostamente era para ser algo rápido, tinha decido levar algo mais leve ao invés das armas de reclamação-. meu corpo passava correntes elétricas que pareceu piorar o estado da criatura, finquei mais a espada e ela explodiu em pó, me deixando sozinha perto do carro. Na hora que ela tinha me atacado, novamente suas garrafas ficaram em meus ombros piorando o estado, fazendo que fosse insuportável tentar me levantar, mas era preciso...não queria outra criatura me atacando.

Conseguir apenas dar os dois passos que faltavam para entrar no táxi, me jogar no banco, entregar a maior parte do dinheiro que eu tinha recebi para me auxiliar a missão para o taxista e pedir para ele me levar para o Empire State. Assim que ele fez isso, fechei os olhos e comecei a cochilar, aliviada por o pacote ainda parecer intacto.
Lucia Salimbeni
Indefinido
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Re: TESTE PARA FILHOS DE ZEUS — JANEIRO

Mensagem por Zeus em Seg 01 Fev 2016, 14:23


Avaliação
Vamos ver como você foi...


Annabeth Heaven: Reclamada.

Personalidade e físico bem descritos e compostos. Uma luta narrada com maestria e muitos detalhes, me deixando apreensivo ao ler e torcendo para o sucesso de Annabeth.

Um dos erros que você cometeu em sua história foi alternar a narração entre primeira e terceira pessoa em alguns trechos.
Dando uma risada, o sátiro parecia nem ao menos se importar com a lâmina na mão da morena, voltando a comemorar, até que formulei meu melhor olhar irritado, estreitando as pestanas negras que contornavam os olhos azuis.
Não deixe isso passar na próxima vez, quebra o ritmo do texto e é algo negativo na hora da avaliação.

Todas as exigências do teste foram cumpridas e sua trama fora muito bem feita. Gostei como narrou sua visita ao Olimpo e os motivos para que ela ocorresse, nada muito clichê nem forçado, uma história muito boa.  Só se atente ao erro que apontei acima e vai progredir muito!

Bem vinda, filha!

Os meus parabéns e caso tenha alguma dúvida ou reclamação envie-me uma MP.

Valkyria Wolve Schramm: Teste anulado.
Infelizmente o seu teste foi reprovado. Você não seguiu as exigências postadas no seguinte link: http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t7893-teste-para-filhos-dos-3-grandes-fixo
● Uma narração de trama livre que deve conter ao menos 1 combate e uma visita ao local de poder de seu pai [Olimpo para Zeus, Mundo Inferior para Hades e Atlântis para Poseidon]
- Obs.: Vocês estão livres para fazer a trama, mas deve haver uma - motivos, objetivos, etc. Não é uma simples visita.
● O concorrente deverá postar como se já fosse reclamado pelo deus em questão, e, portanto, deverá comportar-se como tal;
-> Você não fez a visita, apenas narrou um combate no acampamento e não postou a reclamação, portanto, sua reprovação se deve a isso.

Caso tenha alguma dúvida ou reclamação envie-me uma MP.

Lucia Salimbeni: Não reclamada.
Gostei das características físicas da personagem, onde você descreveu algumas cicatrizes, o que já dá uma ideia de que a semideusa tem noção de treinamento e não está começando agora. Porém, sua narração ficou vaga em alguns pontos e incompleta.

Uma semideusa que acabara de chegar ao acampamento não seria mandada para uma missão no dia seguinte sem nenhum motivo forte, e você não colocou o motivo na sua narração. É fato que para ser reclamado tem que narrar a visita ao local de poder do pai divino, e você não narrou essa parte.

Após sua luta, disse que entrou num táxi e pediu para que ele guiasse até o Empire State e a narração terminou por ali, ou seja, a visita de fato não fora feita.

Você cometeu alguns erros que poderiam ter sido evitados com uma revisão. Sempre comece uma frase com letra maiúscula e cuidado com erros ortográficos.
Caso tenha alguma dúvida ou reclamação envie-me uma MP.



Atualizado
Por: x_X_X_X_X_x


Corrija um sábio e o fará mais sábio.
Corrija um ignorante e o fará teu inimigo.
Zeus
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Re: TESTE PARA FILHOS DE ZEUS — JANEIRO

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