Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
Bem vindo ao maior fórum de RPG de Percy Jackson do Brasil.

Já possui conta? Faça o LOGIN.
Não possui ainda? Registre-se e experimente a vida de meio-sangue.

Ficha de Reclamação

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Ficha de Reclamação

Mensagem por Diovana Rodrigues em Sex 05 Fev 2016, 11:07

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

Gostaria de ser reclamada por Atena.

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

 Sou baixa e magra, com apenas 1,51 m e 42 quilos. Meus cabelos são castanhos e ondulados, com mechas cor-de-mel. Pele branca como papel, pois detesto ficar ao sol.
 Muito perfeccionista, realista e franca. Gosto de ajudar e participar de tudo, mas nunca fui do tipo que tenta se enturmar em um grupo. Quando me conhecem, vêem que sou um pouco explosiva, mas determinada, alegre e uma amiga leal.

▬ Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?

 Pois tenho semelhanças com a deusa. E, mais que isso, Atena é a deusa que considero mais importante, pois acredito que a sabedoria e a inteligência são a chave para o desenvolvimento da espécie humana

▬ Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

    Minha vida nunca foi muito normal, mas eu a adorava. Meu lar era um trailer, e minha cidade era aquela em que estava naquele dia. Tinha aulas particulares com o homem mais brilhante que já conheci, e que também era a causa dessa vida conturbada – Nicola Rodrigues, o grande astrônomo, ou como eu o chamava: pai.

    Ele escolhera viver assim pois o trabalho exigia muitas viagens, além de ser bem mais divertido que um apartamento. Íamos juntos para qualquer lugar que fosse, independente se para uma pesquisa financiada pela própria NASA, ou se para uma pescaria no lago. Minha mãe... não cheguei a conhecê-la, mas meu pai vivia falando dela, sempre com aquela cara de adolescente apaixonado. Dizia que os dois haviam se conhecido em Cambridge, no estudo de um novo corpo celeste (tem como ser mais romântico?). Foi paixão ao primeiro cálculo, e eu fui concebida. Mas infelizmente meu nascimento teve um preço alto, pois ela morreu durante o parto – ou pelo menos era isso que ele me contava.

    Quatorze anos haviam se passado e tudo parecia bem, mas aí as coisas ficaram esquisitas. No dia do meu aniversário, escolhemos comemorar voltando a Nova Iorque, a minha cidade natal. Como deixei o lugar ainda muito nova, nunca tinha ido ao Central Park, e decidi que queria conhecê-lo. Chegamos ao parque. Coloquei meu velho casaco de moletom azul por cima de qualquer blusa que estava vestindo e prendi meus cabelos do jeito rápido habitual. O único "acessório" que me veio à cabeça foi meu livro, o qual não saía do trailer sem.  O dia estava ameno e convidativo, o sol pálido sendo ofuscado por nuvens esparsas. A primeira coisa que notei ao entrar no parque, foi a criatura muito estranha empoleirada em uma das árvores. Ela era como uma típica ave de rapina, tirando o fato de que tinha o busto e o rosto de uma mulher. Estava grasnando e batendo as asas vermelhas, incomodada com algo. Olhei para o chão perto das raízes da árvore e logo entendi o porquê da agitação. Havia uma garota de pele e cabelos verdes, tentando enxotar a ave. O mais estranho de tudo era que nenhuma das muitas pessoas que estavam ali parecia notá-las, o que me deixou terrivelmente incomodada. Afinal de contas, será que em Nova Iorque isso era comum? Fiquei estática, encarando a estranha cena.

— E aí, filha – papai disse ao meu lado, olhando o chão — Está com fome? Acho que por aqui está bom para estendermos a toalha.

   Mal escutei o que ele havia dito — É, ótimo. — Respondi atônita.

— Olá, Terra para Diovana! — ele acenou na frente do meu rosto, e depois se virou para a direção em que eu estava olhando. — Nossa, que estranho.

— Isso! — disse com entusiasmo — Então você também está vendo?

— Claro que estou. Porque a garotinha está discutindo com o pardal?

    Garotinha, pardal... Então era isso que ele estava vendo? Não entendi nada, e continuaria inquieta até descobrir o que estava acontecendo. Odeio mentir, mas inventei que havia visto um local muito melhor para o piquenique. Apontei para o lugar mais distante possível e ele foi, me deixando livre para falar com as criaturas. Fiquei um pouco insegura, mas já estava observando o comportamento das duas a algum tempo, e  achei que não apresentavam ameaça – a partir deste dia, comecei a repensar minha suposições. Fui até elas tentando parecer calma, e no mesmo instante as duas pararam me fitaram em total silêncio. Novamente: terrivelmente incômodo. Olhando de perto, podia ver que que os cabelos da garota eram feitos das mesmas folhas da árvore, e que a ave era muito mais feia.

— Oi — serrei meus pulsos dentro dos bolsos do casaco, como sempre faço em momentos de nervosismo — O que está acontecendo? Posso ajudar.

    Sei que não foi a abordagem mais sutil, mas sou de ir direto ao ponto. Elas continuaram imóveis, exatamente do jeito que pararam ao me ver, até que a ave inclinou a cabeça curiosa, e com um guincho horrível gritou — Meio-sangue!

    A garota de pele verde arregalou os olhos — Vá embora, rápido —  e desapareceu, parecendo se diluir e penetrar a árvore. Aquilo me impressionou tanto que demorei a lembrar de seu aviso. Saí apressadamente a procura do meu pai, pois ficar ali não me parecia mais muito atrativo. Fui até onde ele já havia esticado a toalha, mas nem consegui falar, pois várias aves como aquela já estavam nos rodeando.

    Em menos de um minuto várias outras aves como aquela chegaram. Duas, quatro, oito... estávamos cercados. Quando a quantidade delas já era proporcional a quantidade de pessoas no parque, elas atacaram. A balbúrdia foi geral. Dezenas voaram para cima de todos, mas um grupo especialmente grande mantinha o foco em mim. Garras afiadas como navalhas rasgavam meu casaco e bicos pontudos furavam-me a pele. Eu sempre levava comigo um pequeno canivete suíço que ganhara do meu pai, e foi o que peguei para tentar me livrar daquela situação. Abri sua lâmina com dificuldade e acertei algumas das aves que me atacavam, mas em nada serviu.
— Não adianta! — ouvi meu pai gritando — Temos que fugir!

    Não discuti e saímos correndo em direção ao trailer, que por sorte não estava muito longe. Mas acredite, quando se está com várias aves loucas e assassinas tentando abrir sua cabeça à bicadas, um metro parece um quilômetro. Por pouco chegamos a tempo de não sermos devorados vivos. Fechamos a porta, mas os bicos ainda faziam buracos na lataria. Sentamos nos acentos e meu pai acelerou como nunca antes, provavelmente deixando uma série de passarinhos bem tristes. Queria muito entender tudo aquilo, mas tínhamos coisas mais urgentes no momento. Depois de algum tempo nos recuperando do ocorrido, meu pai finalmente falou: — Deuses, como fui idiota.

    Estava tão atordoada que nem indaguei a expressão que ele havia usado. Reparei nos seus braços; várias bicadas e rasgos estavam com uma aparência terrível. Tentei nem olhar para mim mesma.

— O senhor está muito machucado. Pare em algum lugar para que possa cuidar disso.

— Sua mãe me avisou que isso poderia acontecer... — disse ele ainda focado — Como fui tão displicente?

    Quando ele mencionou minha mãe, esqueci de todo o resto — Minha mãe? Pai, por favor pare. Me explique isso direito. — pedi com a voz trêmula.

— Não posso. Você não está mais segura. — ele disse como se em transe.

    Ficou repetindo aquelas mesmas palavras, o que me deixou cada vez mais e mais nervosa. Cheguei ao ponto de ebulição — Pare! — gritei a plenos pulmões, batendo com as duas mãos no tabelier do trailer.

    Papai finalmente pareceu me notar ali, e virou-se rapidamente para mim com os olhos já quase transbordando. Ele parou em um acostamento e respirou fundo.
— Tentei adiar isso por tempo demais. Achei que poderia manter você a salvo para sempre, porque não quero te perder... — ele falava olhando para a frente, fitando os carros que passavam — Já chega, estou sendo egoísta. Sua mãe não morreu, Diovana, e na verdade nunca vai morrer.  Você é filha da deusa Atena.
Diovana Rodrigues
Indefinido
Mensagens :
3

Localização :
Petrópolis, RJ

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ayla Lennox em Sex 05 Fev 2016, 12:31

Diovana, olá.
Então, guria, antes de mais nada... Seja bem-vinda.
A sua ficha de reclamação deve ser postada nesse tópico aqui pra que seja devidamente avaliada e etc: http://percyjacksonrpgbr.forumeiros.com/t9846p885-ficha-de-reclamacao#258220
No mais, qualquer dúvida a respeito do fórum e afins, pode me procurar por MP ou pedir orientação a outros players mais antigos da mesma forma ou mesmo no chatbox. :D
Ayla Lennox
Mentalistas de Psiquê
Mensagens :
974

Localização :
EUA

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Diovana Rodrigues em Sab 06 Fev 2016, 13:12

Muito obrigada!
Diovana Rodrigues
Indefinido
Mensagens :
3

Localização :
Petrópolis, RJ

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Conteúdo patrocinado Hoje à(s) 02:57

Conteúdo patrocinado

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum