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{Florence} — Mariana e John

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{Florence} — Mariana e John

Mensagem por Mariana A. Lima em Qua 30 Mar 2016, 09:15

Florence
Há 163 anos, uma jovem mudou o mundo por não querer seguir o padrão da sociedade. Acabou salvando mais de 10.000 pessoas.

Estar em coma não é nada fácil, principalmente quando não há atendimento médico por perto.

Nos braços de seu colega de missão, Mariana estava inconsciente, enquanto ele procurava nas coisas da garota algum tipo de cura. Acabou achando dois vidros com líquidos dentro, que descobriu se tratar de poções de cura. Então, sem muitas delongas, ele despejou o conteúdo dentro da boca da filha de Hécate, a forçando engolir aquilo.

Um grupo de aldeões achou o corpo de John quase morto no meio de um descampado. Não se fazia ideia do que tinha acontecido, mas eles acreditavam que talvez o jovem tenha sido vítima de um ataque selvagem. Trazendo o corpo e as coisas do jovem para dentro de uma das cabanas da aldeia, os aldeões resolveram fazer com que o garoto tomasse o conteúdo de dois frascos que estavam dentro de sua mochila, afinal pareciam remédios.

Enquanto tudo isso acontecia, Asclépio percebeu que seus dois seguidores estavam em falta com ele. E decidiu que era necessário que eles relembrassem aquela lição importante que esqueceram em suas jornadas.




Ponto obrigatório:

— Detalhar, em terceira pessoa, o que foi introduzido acima.

Pontos obrigatórios individuais:

Mariana:

— Você se vê em um sonho/lembrança de um acontecimento bem antigo. As ruas estão cheias e muitas pessoas andam de lá para cá, preocupadas.
— Avançando um pouco entre as pessoas, você consegue ouvir alguém gritar: "Extra, extra, muitos soldados estão morrendo na Crimeia." Assim, você descobre o tempo em que se passa esse sonho/lembrança.
— Pegando um dos jornais, você vê um adendo minúsculo sobre uma pessoa oferecendo vagas para ir para a Crimeia cuidar dos enfermos e feridos.
— Embora você não queira ir, afinal não é da sua conta, você ainda guarda o anúncio entre suas coisas.
— Finalize o round saindo do local em direção ao que você descreve como portal negro, que aparecera do outro lado de onde estava.

John:

— Você se vê no meio de um regimento de homens. Alguns afiam as baionetas, outros limpam suas armas e muitos só bebem e conversam.
— Você começa a conversar com um dos soldados que acabara de terminar de afiar sua baioneta. Ele fala um pouco de sua família e amigos, assim como do motivo para ter vindo e de como se arrependia.
— A conversa é interrompida por um dos oficiais de patente maior, que anuncia aos soldados o fato de provavelmente toparem com o exército russo na manhã seguinte. Segue-se vários murmúrios e você consegue ouvir alguns.
— Antes que pudesse reagir, o oficial chega perto de você e ordena com rudeza que afie sua baioneta e limpe sua arma. Descreva o processo.
— Enquanto isso, você continua ouvindo as conversas paralelas, que descrevem um pouco da situação atual do sonho/lembrança.
— Finalize o round quando se recolher para ir dormir.




Sobre os personagens:

Mariana A. Lima, level 28.

John St. Christ, level 52.

A tal Florence Nightingale...
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Re: {Florence} — Mariana e John

Mensagem por John St. Christ em Sab 30 Abr 2016, 00:57



John, hateful John

Morrer.

Ele sabia que seguir os passos de Pablo o levaria até aquilo. Não contava com o fato de não ter morrido, o que era uma surpresa excelente, mas sabia que aquele estado em que estava chegaria logo. Principalmente depois daquela luta contra aquele tal semideus que o caçava por contrato. Pena que seu oponente não contava com o fato de que John iria ser salvo por aldeões.

Eles chegaram tão rápido quanto a saída de Trevor. Percebendo o corpo quase morto, os homens acudiram o jovem. Levando-o para a aldeia próxima, estancaram seus ferimentos e vasculharam suas coisas para encontrar algo que pudesse ajudá-lo. Acharam dois frascos de vidro dentro de sua mochila e, por sorte, conseguiram adivinhar para o que servia. Forçaram-no a tomar dos dois frascos, mesmo inconsciente e fraco, e comemoraram quando a cor e o calor voltaram à sua pele, embora ele fosse um completo estranho ali.

Falando em morrer, o senhor da cura, Asclépio, não estava satisfeito com o que o jovem John fazia de sua vida até aquele momento. Talvez tivesse um pouco de sua mão pesada nos golpes do jovem que tentou matá-lo e também no fato dos aldeões o terem achado. Mas o que era certo era que já passava da hora do deus ter uma conversa com seu seguidor mais transgressor.

Embora os próprios atos de John não surpreendessem o deus da medicina.




A primeira coisa que atraiu John para o que ocorria ao seu redor é o barulho. Supostamente, se ele estivesse morto, não existiria tanto barulho, né? Ao abrir os olhos, ele se viu em um local bem diferente de onde estava. Parecia um regimento de exército — homens, armas e tendas enormes definiam sua visão do exército —, porém também parecia uma pintura de época, afinal as armas que seguravam não eram mais usadas e os uniformes eram bonitinhos demais.

Levantando-se do chão, viu que alguns olhavam para si casualmente, como se dissessem "Olha... Ele acordou", enquanto terminavam de limpar suas armas. Alguns mais a frente pareciam afiar algum tipo de lâmina, passando-a em um bloco de pedra ou metal — não sabia dizer pois estava muito longe para ver. Espanou as roupas, notando que estava com o mesmo uniforme que os outros, e estreitou os olhos enquanto andava e observava o acampamento.

Não era muito grande, notou. Tinha cerca de cinco barracas enormes, mas ele duvidava que qualquer um dos soldados com a roupa que ele estava teria o privilégio de dormir dentro de uma delas — a não ser que fosse chuva. Duas fogueiras iluminavam o lugar, esquentando leitões provavelmente roubados que serviriam para alimentar os soldados e dando luz para aqueles que ainda tinham um gole de bebida alcoólica para tomar. Os soldados se concentravam perto das fogueiras, talvez esperando a comida ficar pronta para comerem, porém alguns estavam mais afastados por estarem com outras prioridades.

John sentou-se perto de um jovem que estava terminando de afiar a lâmina que segurava. Olhou para a fogueira a sua frente e suspirou, enquanto o outro finalizava seu trabalho. Depois de ver o estranho colocar a lâmina na ponta de uma arma ao lado, puxou conversa:

— O nome é John. O seu é?

— Phil. Phil Danson.

— Prazer em conhecê-lo.

Passaram-se alguns minutos em silêncio, coisa que acabava não incomodando tanto porque realmente não existia um assunto a ser falado entre os dois homens. Eles só esperavam o leitão ficar pronto, assim como os outros soldados. Phil puxou uma garrafa pequena do coldre da espingarda e ofereceu para John, que aceitou. Tomando um gole da bebida forte — que era bem parecida com uísque —, ele devolveu-a para o outro.

— Você tem família, John? — perguntou o soldado e nem esperou ele responder para continuar: — Eu tenho. Minha velha mãe e meu desagradável pai. Como aquele homem era horrível. Certo... Ele tinha razão em cobrar atitude de mim perante o que iria ser, mas aquele senhor era insuportável. Foi por isso que vim para o exército, sabe? Me livrar de tudo aquilo.

— Continue. — falou John, deixando que ele desembuchasse a história toda.

Phil descreveu sua vida boêmia com tantos adjetivos que o filho de Apolo acabou se perdendo no meio do discurso. As mulheres, os amigos e os prazeres da vida. A amargura na voz do homem era perceptível e, por muitas vezes, ele falou que se arrependia de ter se alistado. Ele não servia para aquela vida de morte, luta e ordens a torto e direito. Só se encaixava naquela antiga vida de música, poesia e paixões; aquilo que ele vivia antes do exército.

John se pegou pensando "e se minha vida pudesse ser tão tranquila quanto a antiga vida de Phil?" e acabou suspirando pesadamente. Claro que não iria ser, afinal sempre fora um jovem pobre do século XXI que tinha a peculiaridade de ser filho de um deus. Problemas sempre surgiriam em sua vida. Ele sempre estaria correndo risco de morte, por mais banal que fosse o motivo.

Um oficial acabou fazendo Phil se calar rapidamente e verificar sua arma com os olhos. John olhou para a roupa, que em pouco se diferenciava da sua, e esperou o homem se colocar em posição e terminar de chamar a atenção para si.

— Amanhã provavelmente encontraremos algum regimento do exército russo. De acordo com as informações repassadas, o regimento a ser encontrado é o 14º, por estar bem perto de nosso acampamento. Por isso, espero que estejam preparados para lutar.

John não entendeu muito bem o que estava acontecendo, por isso seus ouvidos tentavam ouvir as conversas que começaram logo após o anúncio do combate iminente. As palavras "Crimeia", "guerra" e "russos" foram repetidas quase que por todos que conversavam, o que fez o garoto tentar resgatar da memória o que sabia sobre aquilo que se falava. Sua expressão alheia não passou despercebida pelo oficial, que se aproximou a passos duros e gritou:

— Soldado!

John assustou-se na hora e, sem pensar muito, se levantou, colocando as mãos atrás do corpo. O oficial o olhou de cima a baixo, examinando suas vestes, o coldre da arma e a própria em si. Estreitou os olhos e praticamente fuzilou com seu olhar o filho de Apolo, antes de levantar a voz com rispidez. Criticando-o na frente de todos os soldados e o reduzindo a uma pilha de merda com suas palavras, o cara de patente maior recebeu um olhar tenebroso do jovem moreno, mas não ligou.

— Vá limpar sua arma, soldado. E afiar sua baioneta. — foram as últimas palavras do homem.

Após isso, o oficial saiu e os outros soldados se dispersaram, em parte porque os leitões já estavam assados e em parte porque começaram a se formar grupos para discutir o que tinha ocorrido. John fechou os punhos com força, quase desferindo um soco no ar e se sentou novamente. Puxando a arma do coldre, ele encontrou uma pedra de afiar dentro deste. Sabendo como afiar uma lâmina — devido a ter que afiar flechas e afins, enquanto sobrevivia nas ruas após ter descoberto sua ascendência divina —, o jovem retirou a baioneta da ponta de sua arma e começou a afiá-la.

Era perceptível a raiva do filho de Apolo, tanto que Phil até se afastou um pouco para deixá-lo trabalhar.

Não demorou tanto para que a baioneta estivesse afiada o suficiente para agradar qualquer oficial. Assim que terminou, pôs a lâmina de volta na ponta da arma e colocou a pedra de afiar no coldre. Após isso, ele observou outros oficiais limparem suas armas para imitá-los. Frustrado, puxou uma vareta de ferro embaixo do cano e enfiou dentro deste para limpar a pólvora que lá estava do último tiro dado. Parecia que ele estava torturando a arma do que realmente limpando, porque a agressividade era tanta que pequenas faíscas saíam do encontro e atrito entre a vareta e o metal do cano. Tanto que alguns pelos do antebraço do jovem, principalmente aqueles perto de seu pulso, estavam ligeiramente queimados por conta disso.

Após retirar a pólvora excessiva, ele recolocou a vareta abaixo do cano e colocou a arma em seu coldre. Após isso, respirou fundo, acalmando-se até estar em um estado mental que pudesse captar as mensagens do outros homens, que continuavam conversando sobre a situação atual. Ainda não descobrira onde diabos estava, por isso era necessário que estivesse calmo para que conseguisse pensar direito.

Ouviu os homens reclamarem sobre as rações, que estavam acabando mais rápido do que nunca. Também ouviu informações sobre as incursões anteriores, de onde saíram vários feridos — inclusive um dos homens que conversava sobre isso falou que preferia morrer a ter que ir pro hospital de Scutari, o que intrigou muito o jovem semideus. De fato, ele não estava no século XXI e foi isso que o fez perceber que estava em algum tipo de mundo onírico, seja uma lembrança de alguém ou um sonho bem real.

Mais alguns minutos e ele percebeu, por uma das conversas, que estava no ano de 1854. Se bem se lembrasse, foi ensinado no reformatório — pelo menos para isso aquele lugar servia — que a guerra da Crimeia estava em seu auge naquele ano, afinal foi nesse ano que ela começou de fato. Se não se enganasse, os exércitos ingleses estavam no lugar em busca de proteger Constantinopla.

— Será que vamos sair vivos de amanhã? — ouviu um dos soldados.

Ele acabou se lembrando de como deveria estar seu corpo. Afinal, ele não sentia-se morto, mas deveria estar bem perto disso. Um péssimo roubo, sendo esse o seu primeiro, e a vida de St. Christ estava por um fio. Quem diria que aquele riquinho tinha contato com semideuses, hein? Porém, ele tinha que se preocupar justamente com o que fora apontado por aquele soldado: Sair vivo da luta do próximo dia, mesmo que aquilo fosse um tipo de "sonho".

Levantou-se, sacudindo a poeira. Após isso, andou pelas fogueiras até achar um canto vazio do lugar que tivesse algum tipo de cobertor. Deitou-se, colocando sua arma para frente do corpo e colocou o cobertor por cima do corpo, não demorando para dormir.

info:
Poderes:

— Passivos —

— Error 402 Not found;

— Ativos —

— Error 402 Not found;
Itens:
— Baioneta para espingarda;
— Espingarda usada pelo exército real da Inglaterra.

— Utilizados —

Elixir da Energia (divino): Recupera 200MP.

Elixir da Vida (divino): Recupera 200HP.
OBS.:
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John St. Christ
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Re: {Florence} — Mariana e John

Mensagem por Mariana A. Lima em Sab 30 Abr 2016, 01:01


De fato, confusa.


❝MORRI.
SÓ QUE NÃO.
MAS CHEGUEI PERTO.❞

Cada segundo que se passava, Tim perdia cada vez mais a calma. O jovem curandeiro filho de Herácles só conseguiu, por algum tempo, repetir em sua mente a mesma cena da amiga caindo ao chão, ferida gravemente. Depois de, finalmente, derrotar o monstro que a alvejou, ele correu para perto de Mariana, tentando fazer os primeiros socorros de maneira que ela sobrevivesse. Nervoso, ele vasculhava as coisas da curandeira, procurando pelos frascos de poções que sabia que ela tinha. Curandeiros sempre andavam preparados para situações como essa que enfrentava.

Assim que os achou, levantou a cabeça da jovem com cuidado e alguma dificuldade, despejando o líquido dos frascos em sua boca, que logo escorreu sem dificuldades pela garganta. Após isso, ele buscou, em sua bolsa de curandeiro, algumas ataduras e ervas para que pudesse fazer um curativo simples que pudesse aguentar a viagem de volta para o acampamento. Enquanto tudo isso acontecia, suas mãos tremiam compulsivamente, tamanho era o desespero do jovem ao ver a amiga naquele estado.

— Não ouse morrer, Mari. Você é brasileira, moça! Não desista da vida agora!




Ao acordar, eu me sentia estranha. Quero dizer, acordar estando em pé não era uma coisa rotineira. Muito menos quando os prédios, pessoas e falas ao redor de mim não refletiam em nada a situação que antes estava passando. Na realidade, parecia que eu estava em uma época completamente diferente do século XXI, já que as roupas das pessoas e a tecnologia não me eram familiares.

Quem é que usa aquele tipo de vestido longo e floreado em pleno dia?

Sentindo minhas pernas reclamarem pelo fato de estarem na mesma posição por algum tempo, resolvi andar por aquelas ruas ladrilhadas. Notando a mudança de roupas que usava, cocei a cabeça e levantei um pouco o vestido antigo para conseguir andar com mais agilidade. Estando com uma sapatilha que apertava meus dedões, tive uma grande vontade de retirá-las em plena rua, mas lembrei que a higiene da antiguidade não era lá muito boa. Pelo menos, pareciam que não tinham inventado o salto alto ainda, o que me deixava aliviada.

Se eu acordasse estando em pé de salto alto, com certeza minhas pernas reclamariam mais do que reclamavam agora.

Vendo uma pequena multidão no fim da rua em que estava, me aproximei como podia, ainda incomodada pela minha vestimenta. Esgueirando-me por entre as pessoas, pulei algumas vezes para tentar ver o que diabos acontecia ali, mas não consegui. Então, me guiava pelas conversas paralelas que ouvia, tentando chegar aonde ouvia gritos de algum homem.

— Pobres soldados. — pude ouvir. — Homens tão corajosos morrendo de maneira tão brutal.

— Eles protegem nossa nação e a dos outros. — ouvi de outra conversa. — Quero dizer, o que aconteceria com Constantinopla se aqueles russos brutos a invadissem? O que seriam dos nossos negócios?

— Rezemos por essas pobres almas! Que elas entrem no céu de nosso senhor com glórias!

Assim que consegui chegar no centro da multidão, dei de cara com um jovem garoto que não deveria ter mais que quinze anos de idade. Ele estava em cima de um pequeno banco, com roupas sujas e surradas. Logo ao lado dele, uma pilha de jornais jazia, menor à cada segundo que passava. Os trocados no bolso do garoto aumentavam enquanto ele exclamava a plenos pulmões:

— Extra! Extra! O exército real perde mais uma batalha contra os russos! Condições de saúde dos soldados não são boas! Extra! Império russo prova ser mais forte que nossas forças reais!

Vendo que tinha algumas libras em uma pequena bolsa que carregava, entreguei alguns trocados ao jovem enquanto pegava um dos exemplares do jornal, logo sendo bombardeada com a manchete "Guerra da Crimeia mata mais soldados do que concede vitórias" e, pela data de impressão, percebi que estava em um lugar bem longínquo do passado da Inglaterra, mais precisamente na era Vitoriana.

Mesmo que, há cinco minutos, eu sabia que estava nos Estados Unidos, no século XXI.

Lendo a matéria completa, fiquei um pouco apreensiva porque até tinha uma noção do porquê tantos homens morriam ali: Condições sanitárias. A maior parte não morria por ter sido assassinada, mas por ferimentos que eram cuidados sem nenhum tipo de higiene. Os soldados morriam por infecção. Porém, os cientistas que provariam isso ainda não tinham feito seus experimentos. Principalmente Louis Pasteur, químico pioneiro nas pesquisas para desfazer a teoria de que vida poderia surgir de algo sem vida.

Após virar as páginas e ignorar quase todas as outras notícias, iria jogar o jornal fora, quando notei uma pequena coluna. Curta e objetiva, explicava que a madame Florence Nightingale recrutava jovens de boa índole para irem à guerra para cuidarem dos feridos. Não me recordava de onde tinha ouvido aquele nome, mesmo que ele me fosse familiar. Li e reli aquele pequeno texto, pensando se deveria ir ou não ao encontro daquela mulher.

— Não... Eu nem sou dessa época! Não é da minha conta. — pensei alto.

Mesmo assim, eu acabei rasgando aquela pequena parte do jornal e guardando na bolsinha que estava usando. Sabia que estava sendo meio trouxa, afinal provavelmente iria mudar de ideia se eu visse aquilo de novo, mas algo sobre aquele nome me dizia que era para manter aquilo comigo.

Eu costumo ser mais instintiva do que racional. Por isso eu fui tão trouxa e ainda continuo sendo.

Após aquilo, me espremi de novo no meio da multidão, levando alguns xingamentos de brinde. Assim que consegui sair desta, notei um tipo de portal negro em uma rua perpendicular a que estava e, olhando ao redor, parecia que só eu via aquilo. Dando de ombros, segui em direção a este, esperando que não fosse o meu azar batendo na porta.

Info:
Poderes:

— Passivos —

— Error 402 Not found;

— Ativos —

— Error 402 Not found;
Itens:
— Bolsa simples da era vitoriana.
— Libras para pagar o jornal.

— Utilizados —

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Elixir da Vida (divino): Recupera 200HP.
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Mariana está muito confusa com as coisas que estão acontecendo. Alguém explica algo pra menina, pelamor!
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Re: {Florence} — Mariana e John

Mensagem por Mariana A. Lima em Sab 30 Abr 2016, 01:03

Florence
Há 163 anos, uma jovem mudou o mundo por não querer seguir o padrão da sociedade. Acabou salvando mais de 10.000 pessoas.

A guerra matava pessoas. Ponto.

John estava prestes a entrar em uma batalha perdida. Ao seu lado, mil caiam, no outro, dez mil. E ele seria o próximo atingido.

A guerra também mobilizava pessoas para o bem.

Mari acabou indo encontrar a tal Florence que não se recordava. E, no fim, ela e mais algumas poucas mulheres partiram, sendo que a maioria eram freiras.

O inferno estava para chegar.




Pontos obrigatórios individuais:

Mariana:

— Você, após sair do portal, se vê no meio de uma fila de mulheres. Logo à frente, um pequeno panfleto dizia para o que era a fila: Era a seleção de jovens que iriam a guerra para cuidar dos enfermos, sendo comandadas por Florence Nightingale.
— Você, de início, pensa em sair da fila. Mas depois de ver algumas coisas, você muda de ideia. Quanto mais pessoas capacitadas, melhor.
— Assim que a fila se finda, você ouve um "próximo" e entra em uma pequena saleta. À sua frente está uma moça um pouco mais velha que você. Ela pergunta seu nome e faz perguntas sobre sua capacidade e suas motivações para ir para a guerra.
— Mentindo sobre algumas coisas e falando a verdade sobre outras, você acaba sendo uma das poucas selecionadas. Florence fala para você estar na estação de trem em uma semana a partir dali. Após sair da sala, você logo se vê na estação de trem de Londres com suas roupas normais do século XXI, mesmo ainda estando na era vitoriana. As pessoas não notam isso, falando com você normalmente.
— Entrando no trem, você começa a viagem para a Crimeia. Descreva-a.
— Finalize o round ao chegar em Scutari.

John:

— Você é acordado às pressas por Phil, que te entrega suas armas e te empurra para se juntar ao regimento.
— Marchando durante um longo tempo, logo você avista, assim como os outros soldados, o exército inimigo. Descreva suas reações a isso.
— Os dois exércitos correm e se encontram após algumas saraivadas de balas. Descreva a luta pelo seu ponto de vista.
— Ao ver aquele pandemônio, você acaba sendo ferido em suas costas por um dos soldados inimigos. Mas no fim, você acaba saindo vivo, junto com alguns poucos soldados. Descreva seus sentimentos sobre isso.
— Carregado pelos poucos homens sadios, você desmaia.
— Finalize o round ao acordar e receber a notícia de que está no Hospital Militar de Scutari, descrevendo seus arredores.




Sobre os personagens:

Mariana A. Lima, level 28.

John St. Christ, level 52.

A tal Florence Nightingale...

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Re: {Florence} — Mariana e John

Mensagem por John St. Christ em Sab 30 Abr 2016, 15:37



John, hateful John

Primeiramente, John sentiu um cutucão em suas costas. Embora o incomodasse, logo a sensação foi desaparecendo em meio ao torpor matinal. Após isso, um leve sacudir de ombros o fez se virar, sendo um pouco mais efetivo que a medida anterior, mas ainda não fazendo o efeito desejado, visto que o jovem continuava em seu décimo sono. Então, depois de breves momentos sem nada o incomodar, quase voltando para o estado de sono profundo, o, agora, soldado recebeu um forte chute na lateral de seu corpo, o que o fez acordar assustado e imediatamente se levantar.

Assim que reconheceu Phil, ele colocou a mão na área que doía e iria falar algo, porém foi interrompido pelo fato da espingarda ser jogada em sua direção. Tendo reflexos rápidos, ele a pegou antes que essa caísse ao chão, ainda olhando confuso para o colega de regimento. John olhou para onde apontava o jovem, vendo todo o regimento já preparado para a marcha.

— Anda, temos que ir.

Atordoado, John juntou seus pertences — ou o que supunha ser seus pertences, visto que não era daquela época — e, após receber um olhar duro do oficial da noite anterior, se pôs no final da fila de marcha. Um tenente começou a falar algumas coisas para os soldados, que o jovem fez questão de não ouvir, e os homens ao redor gritaram de volta, animados. As únicas palavras que ele realmente ouviu do discurso foram "batalha" e "encontro", o que, pelo dito antes, poderia significar que eles realmente encontrariam o exército inimigo naquele dia.

A marcha foi lenta, mas firme. O frio era um fator considerável para o desconforto de todos ali, visto que logo já começaria o inverno na região. John esfregou as mãos nos braços, tentando se aquecer. Phil continuava murmurando passagens da bíblia que sabia, rezando por sua vida. Os outros não conversavam, estando tensos e concentrados. Atrás estava o comboio de oficiais de patente alta, juntamente com alguns soldados que guardavam as provisões.

Todos pararam de repente.

John estreitou os olhos na direção que os soldados à frente olhavam e viu, com uma certa clareza, homens com uniformes diferentes vindo na direção do regimento. Em um movimento rápido, ele tirou a espingarda das costas e começou a carregá-la do jeito que já tinha visto fazerem antes, só vendo os outros fazerem o mesmo segundos depois. Quando a bala já estava socada lá dentro, ele saiu da fila para o lado, com a arma já apoiada em seu ombro.

Os primeiros soldados correram na direção do inimigo, ansiosos por derramar sangue. Atrás, John viu, de relance, os generais perderem o controle das tropas por um momento. Se posicionando ao lado de alguns soldados, ele empunhou a espingarda.

— Atirem baixo! — exclamou o tenente mais próximo. — Não percam esses tiros!

Uma saraivada de balas cruzou o campo de batalha, depois outra e mais uma terceira. Homens logo começaram a cair e, mal ouvindo direito as ordens do tenente, John seguiu os outros soldados, correndo em direção aos inimigos. Os gritos e urros começaram a ficar cada vez mais altos à medida que ele se aproximava da confusão, sendo praticamente engolido por ela após mais alguns passos.

Ameaçado por grande parte dos homens ao seu redor, John pôs seus reflexos à prova. Depois de furar um inimigo com a baioneta, ele esmurrou outro com o cabo da arma e conseguiu tempo suficiente para retirar a lâmina do corpo morto e direcioná-la a outro adversário. Usou a arma para empurrar um terceiro em direção a uma arma aliada, enquanto abria espaço para os homens atrás. Em meio a tudo aquilo, ele ainda conseguiu tempo para recarregar a espingarda de alguma forma e atirar à queima roupa em alguns soldados, atordoando uns e matando outros.

Sangue começou a encharcar seu uniforme militar. Avançando mais ainda, logo ele notou as baixas aliadas e a quantidade de inimigos à frente e sentiu medo. Por instinto de sobrevivência, chutou mais um inimigo e viu que estava tremendo, coisa que não tinha acontecido uma única vez na sua vida. Nunca tinha passado por algo tão aterrorizante na sua vida, nem mesmo quando aquele semideus resolveu caçá-lo.

Phil foi esfaqueado na sua frente, o que fez com que John avançasse e matasse o inimigo. Olhando de relance para o corpo morto do colega, não teve muito tempo para ficar de luto, pois mais um inimigo tentava matá-lo. Empurrado e empurrando outros, logo viu um canhão sendo preparado acima dali e tentou carregar sua espingarda, o que deu brecha para que um soldado o esfaqueasse na região lombar das costas. Virando-se com a dor, o filho de Apolo enfiou a baioneta pela parte de baixo do queixo do homem, atravessando sua cabeça por inteiro. Após retirar a arma dali, John conseguiu terminar de carregar a espingarda e, tendo um pouco de tempo para mirar, acertou um dos canhoneiros ao longe.

Então, um barulho ensurdecedor foi ouvido.

O canhão aliado mirou sua bala contra o canhão inimigo, o destruindo. Após verem isso, os soldados do exército inimigo bateram em retirada, estando com mais tropas vivas do que o aliado. Assim que a confusão findou-se, John se ajoelhou, sentindo-se tonto. Tudo girava, assim como os próprios pensamentos desesperadores do jovem. Foi levantado por jovens que estavam em condição melhor do que ele e, antes mesmo de chegar ao "médico" do regimento, desmaiou.




Ao acordar, viu que estava em cima de uma maca, com ataduras cobrindo toda a sua cintura. Sentindo um cheiro pútrido, assim como vendo que estava em um local muito escuro, o jovem tentou observar os arredores da melhor maneira possível. Ele ouvia gemidos e gritos, o que colocava mais um alicerce de medo em seu ser, e, assim que conseguiu ver uma pessoa andando por entre as macas, tentou chamá-la.

— Você está em Scutari. — disse o homem. — É um hospital improvisado para os feridos de guerra.

Improvisado era pouco, notou John. O lugar não tinha estrutura nenhuma e, pelo que conseguia ver naquela penumbra, era sujo demais. Quantos poderiam morrer por infecção naquele lugar? Lembrando-se do que ouvira dos soldados de seu regimento, arrepiou-se. A maioria deles preferia morrer a ter de vir para onde estava. E, pelo que conseguia ouvir e ver, eles tinham total razão de pensar isso.

Por isso, o arrepio em sua alma não cessou.

info:
Poderes:

— Passivos —

— Nível 7 — Visão aguçada: Apolo é o deus que traz a luz matinal para nossos dias, e aquele que consegue acertar um alvo mesmo estando em sua carruagem. Seus filhos possuem uma visão mais aguçada durante o dia, possuindo uma mira melhor e tendo uma capacidade maior de acertar seus alvos durante o dia ou em lugares iluminados - sua visão em condições normais tem o dobro do alcance da visão de outros semideuses, mas não possuem capacidade de enxergar no escuro.

— Ativos —

— Error 402 Not found;
Itens:
— Baioneta para espingarda;
— Espingarda usada pelo exército real da Inglaterra.

— Utilizados —

Elixir da Energia (divino): Recupera 200MP.

Elixir da Vida (divino): Recupera 200HP.
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Re: {Florence} — Mariana e John

Mensagem por Mariana A. Lima em Sab 30 Abr 2016, 21:20


A entrevista.


❝FLORENCE:
RÍGIDA, PODEROSA E FRIA POR FORA,
MAS BONDOSA, COMPREENSIVA E CARISMÁTICA POR DENTRO.❞

Pelo visto, meu azar não iria ser tão grande. Não estava sendo até agora, ao menos, afinal aparecer, depois de passar por um portal, em uma fila de mulheres, que seria para alguma coisa que ainda não sabia o que era, não era lá algo que consideraria como falta de sorte. Porém, como minha vida de semideusa acabou ensinando, nada que aparecia para semideuses era por acaso. Mesmo que fosse somente uma fila.

Por isso, ao notar o panfleto à frente que fazia referência ao anúncio que tinha guardado, não fiquei muito surpresa. Porém, pensei imediatamente em sair da fila. Tudo aquilo que acontecia na Crimeia não era da minha conta, oras. Além de não ser inglesa, eu também não era daquele tempo. Por que diabos eu iria ajudar aquele exército inteiro, afinal?

Antes que eu pudesse sair da fila, eu vi de relance algumas mulheres com uma vestimenta um tanto questionável. Principalmente, considerando o fato de estarmos na era vitoriana. Outras, pareciam ser velhas senhoras que mal sabiam cuidar de alguém, considerando o jeito que se portavam com as pessoas. Ouvi conversas de gente que tava ali só pelo dinheiro ou que nada sabiam de como prestar cuidados médicos.

"Essa mulher não vai conseguir muitas pessoas para ajudá-la, pelo visto", pensei, olhando para as várias pessoas que estavam na fila e notando que algumas poucas pareciam ser aptas. "As religiosas acabam sabendo, mas a maior parte aqui é leiga ou só quer se aproveitar."

Suspirando pesadamente, decidi ficar na fila. Minha personalidade prestativa e cheia de compaixão foi bem mais forte do que meu lado racional e egoísta. Olhando a bolsa que carregava, lembrei-me da bolsa de ervas dos curandeiros e soltei a respiração. Não era por causa do meu jeito de ser que Asclépio me recrutara, afinal? Massageando as têmporas, lembrei-me do velho de havaianas que tinha me abordado no deserto.

— Próximo! — uma voz aguda me tirou dos devaneios.

Vendo que não tinha mais ninguém na minha frente, rumei para a porta de uma pequena saleta e bati três vezes antes de entrar, esboçando um leve sorriso antes de abaixar a cabeça e rumar para uma cadeira perto de onde eu estava. Ergui o pescoço após me sentar, olhando para a figura que me encarava: era uma mulher que talvez tivesse a minha altura, com os cabelos presos em um coque perfeito e uma expressão séria no rosto. Lembrava-me um pouco dos coordenadores escolares rígidos que já ficaram responsáveis por mim, talvez um pouco mais severa que esses.

— Nome?

— Carolyn. — menti. — Carolyn Richmore.

— O que você faz da vida, Carolyn?

— Sou dona de casa. Vim porque soube que vocês precisavam de ajuda e estou disposta a ajudar.

— Qual tipo de ajuda você acha que precisamos?

— Bem... — coloquei a mão no queixo, fingindo pensar um pouco. — Presumo que vocês precisem de pessoas para cuidar dos ferimentos dos soldados, senhorita. Supervisionar os feridos, atendendo suas necessidades médicas. Talvez outras coisas mais das quais não me recordo agora.

— E que tipo de experiência você tem com isso?

— Meu pai, senhorita. Ele participou de algumas campanhas mesmo quando velho. Sei trocar curativos, afinal fiz isso por ele.

— E sua mãe?

— Ela morreu quando eu nasci, senhorita.

Passado alguns minutos de silêncio, ela me fez outras perguntas, das quais tentei responder de forma que ela não percebesse que eu sabia de coisas que ela não sabia ou que ela me estranhasse de alguma maneira. Após isso, passaram-se mais alguns momentos em silêncio, com só o barulho de Florence escrevendo em um tipo de papel antigo. Desconfortável, meus olhos vagueavam entre as paredes da pequena saleta e a figura da mulher, que estava bastante concentrada.

— Apareça na estação às dez horas da manhã daqui a uma semana. Gostaria da sua ajuda para cuidar dos soldados.

Assenti, um pouco aliviada, e me levantei. Após cumprimentá-la com uma reverência, saí da sala, logo me vendo na estação King's Cross. Presumi que aquele sonho — pelo menos parecia muito com um sonho, até mesmo nas transições de tempo — tinha feito com que o tempo de uma semana se passasse e que já fosse a hora de todas as mulheres recrutadas embarcarem em direção à Crimeia. Ao me mover para me aproximar do grupo, notei que estava com minhas roupas do século XXI, o que estranhei completamente.

Porém, não parecia que alguém via aquele tipo de coisa.

— Você chegou! — exclamou Florence. — Já que todas estamos aqui, vamos embarcando. É uma longa viagem até Scutari.

A viagem de trem até uma cidade costeira que não vou me lembrar o nome não foi difícil. Quero dizer, apesar de estarmos na era vitoriana, anos 1800 e cucuias, os trens já estavam modernizados o suficiente para dar algum tipo de conforto aos seus passageiros. Conseguimos dormir bem nas duas noites e comer refeições razoáveis e, no início do terceiro dia de viagem, já estávamos na tal cidade.

O problema maior foi com a viagem de navio.

Eu não me dou muito bem com veículos. Simples assim. E, para piorar, a tecnologia de navegação não mudou tanto. Ou seja, os navios continuavam a não ser lá aquelas coisas, os homens se guiavam por astrolábios e bússolas e as provisões eram muito escassas. O que faz você, leitor, concluir que eu passei a viagem inteira tentando não vomitar porque estava extremamente enjoada o tempo todo e não tinha comida suficiente para eu repor, caso eu fizesse isso.

Não estava a fim de morrer de desnutrição, obrigada.

Alguns marujos ficavam rindo da minha cara, mesmo que fosse descortês da parte deles fazer isso. Outros resmungavam porque mulheres não deveriam estar indo à guerra já que elas não serviriam de nada ali, o que me deixava mais irritada ainda. Terceiros ainda eram cínicos o suficiente para oferecer que eu saísse do navio na próxima parada — e eu recusava de maneira tão sarcástica quanto o cinismo que me apresentavam.

Estava me segurando para não lançar um feitiço em cada um daquela tripulação. Até porque também não estava a fim de assustar todo mundo ali, principalmente as religiosas que eram minhas colegas naquela missão. Mas se eu tiver empurrado um tripulante para fora do navio e negado que tenha feito aquilo, além de acusar o cara de estar bêbado, vocês não me culpem.

A viagem não acabou quando chegamos em Constantinopla, entretanto. Ainda pegamos uma carruagem até Scutari, o que levou ai seus três dias, tão desconfortáveis quanto os dias que passamos no barco. Pelo menos eu tinha me livrado dos homens machistas irritantes daquele navio sem matá-los no processo.

Ao chegarmos em Scutari, nos deparamos com uma situação horrível: O tal hospital não era muito diferente de um chiqueiro. Talvez pior do que isso. Infestado de ratos e pulgas, extremamente sujo, sem nenhum tipo de estrutura e suprimentos. Praticamente era um depósito de pessoas que morreriam em breve. Além disso, parecia ser também uma sala de tortura, já que os gemidos de dor eram constantes.

E eu pude tomar contato com o ser humano mais nojento da face da terra: o diretor daquele hospital.

— Vocês estão sob o meu comando enquanto estão aqui. — falou. — E, como primeira ordem, não se metam nos problemas do meu hospital.

De punhos cerrados, quase perdi o controle. Porém, Florence, que deveria estar mais decepcionada que eu, ordenou que todas nós nos retirássemos e pelo menos limpássemos os quartos nos quais dormiríamos. Praticamente tratadas como mendigos, tivemos que implorar por utensílios de limpeza, já que o hospital não possuía nem uma vassoura sequer.

Foi a limpeza mais frustrante que eu fiz na minha vida.

Info:
Poderes:

— Passivos —

— Error 402 Not found;

— Ativos —

— Error 402 Not found;
Itens:


— Utilizados —

Elixir da Energia (divino): Recupera 200MP.

Elixir da Vida (divino): Recupera 200HP.
OBS.:
none
Mariana está com muita raiva dos homens que mantivera contato. Quem dera ela pudesse jogar alguns feitiços só de sacanagem.
Mariana A. Lima
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Re: {Florence} — Mariana e John

Mensagem por Mariana A. Lima em Sab 30 Abr 2016, 21:37

Florence
Há 163 anos, uma jovem mudou o mundo por não querer seguir o padrão da sociedade. Acabou salvando mais de 10.000 pessoas.

Algumas pessoas sentem tanto orgulho que, quando veem que estão erradas, já é tarde demais.

Mariana estava frustrada enquanto ficava presa em um quarto com as outras enfermeiras, impossibilitada de prestar assistência.

John estava morrendo pela segunda vez, só que de uma forma mais dolorosa. A febre era tamanha, assim como a região que ficava preta de seu corpo.

Era necessário que alguma coisa acontecesse para que a situação dos dois semideuses mudasse. E aconteceu.




Pontos obrigatórios individuais:

Mariana:

— Descreva um pouco dos dias que você passa sem que possa fazer seu trabalho. Suas frustrações e afins.
— Certo dia, você está limpando o chão quando, do nada, vários soldados aparecem. Observando pela janela, você vê a quantidade enorme de feridos e se indaga de como aquele diretor vai conseguir cuidar de todos.
— Não muito surpresa, você vê Florence chamar todas as mulheres e rumar em direção ao diretor. Ele finalmente autoriza que as mulheres o ajudem.
— Descreva pelo menos duas situações que você ajudou os soldados com seus poderes, tomando cuidado para que ninguém notasse a influência mágica no tratamento.
— Finalize o round quando achar um homem deitado em uma maca que não parecia ser como os outros ao seu redor.

John:

— Descreva um pouco do que sente conforme adoece e seja bem detalhista nisso.
— Você é abordado em seus sonhos perturbadores por um velho de sandálias. Ele diz todo o tempo que você já não é mais o mesmo. Que você já deixou de ter a essência que um dia era o que ele mais prezava em si.
— Certo dia, você nota uma movimentação estranha e percebe o que está acontecendo: Muitos feridos estavam chegando em uma leva só. Descreva o que pensa sobre isso.
— Finalize o round ao ser movimentado por uma jovem, que começa a tratar do seu ferimento.



Sobre os personagens:

Mariana A. Lima, level 28.

John St. Christ, level 52.

A tal Florence Nightingale...
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Re: {Florence} — Mariana e John

Mensagem por Mariana A. Lima em Sab 30 Abr 2016, 22:50


Finalmente útil.


❝AGORA O BICHO VAI PEGAR
E NÃO VAI TER MÉDICO NENHUM
QUE VAI CONSEGUIR ME IMPEDIR.❞

Os dias que se passavam eram cada vez mais frustrantes, devo dizer. Observar pela janela de um quarto o que acontece lá fora e não poder fazer nada para ajudar era péssimo. Principalmente, quando o som de terror da noite e do dia eram os gemidos de dor dos soldados, já que não tinha clorofórmio para todo mundo e o diretor pouco ligava para os meninos de patente menor, que eram os que tinham os piores ferimentos. Era extremamente frustrante.

Porém, aconselhada por uma das freiras, resolvi me ajoelhar e rezar por aquelas almas, já que não havia nada que eu poderia fazer. Como curandeira, aquela era a pior situação que eu poderia me encontrar. O sentimento que vinha com ela era terrível: uma impotência que era angustiante, principalmente sabendo que eu poderia amenizar a dor daqueles homens. Tudo isso porque um jovem escrotinho que não queria nem saber o nome era machista o suficiente para rejeitar a ajuda de mulheres. Provavelmente era porque, se ele aceitasse, talvez o seu ego inflado ficasse no fundo do poço.

Repetindo as orações católicas, fiz mentalmente minhas próprias orações, embaladas tristemente pelos sons de sofrimento do lado de fora daquele quarto, que, possivelmente, era o local mais limpo de todo o hospital. Acho que, se não estivéssemos ocupadas tirando a sujeira de um local já limpo, estávamos rezando, porque era isso que podíamos fazer ali.

Nas poucas noites em que tudo ficava muito silencioso, me pegava pensando se não deveria fazer algo para mudar aquilo. Tipo, matar o diretor ou mesmo sair daquele quarto clandestinamente e passar pelas camas, tocando nos corpos dos soldados e passando um pouco de magia para amenizar suas dores. Porém, meu íntimo não deixava que eu fizesse aquilo, tanto por ser errado, quanto por ainda ter esperanças de que um dia aquilo iria mudar.

Antes de dormir, eu xingava mentalmente o diretor daquele lugar.




O esfregão estava mais sujo do que o chão que eu esfregava, pude notar. Outros pequenos detalhes como um grão de poeira na janela ou pequenos pedacinhos de madeira que se despregavam da cabeceira da cama e iam pro chão também era percebidos por mim, de tanto que eu já limpara aquele quarto enquanto esperava pela autorização. Por isso, me recostei no cabo do esfregão por um tempo e tentei me desligar da realidade que vivia atualmente, mesmo que não fosse exatamente realidade.

Porém, passos rápidos e movimentações fora do hospital atraíram minha atenção. Indo até a janela, logo vi um comboio de oficiais chegando com muitos feridos, o que me fez arregalar os olhos. As freiras e outras meninas também chegaram a se espremer para ver o que acontecia. Surpresa com a quantidade de pessoas que necessitariam de ajuda, fiquei muito aflita. Quero dizer, se ele cuidava daqueles feridos que já estavam ali daquela maneira, imagine o quão pior ele trataria aqueles que acabaram de chegar?

Ouvindo por cima da conversa, soube que o exército russo tinha emboscado um regimento gigante de homens e boa parte deles morreram. Os que sobreviveram, que eram muitos, estavam feridos gravemente. A voz aguda me tirou da conversa que bisbilhotava, chamando-me e as outras para nos reunirmos. Florence olhou para cada uma de nós longamente, praticamente colhendo todas as nossas esperanças em poder ajudar. Depois, ela saiu do quarto e todas nós a seguimos.

Parando em uma distância considerável, vimos a enfermeira conversar com o diretor. Não pudemos ouvir a conversa, o que nos deixou extremamente apreensivas, mas parecia que ela estava mais serena que de costume. Assim que terminou, Florence se virou e assentiu, o que causou uma pequena comemoração modesta e a divisão das mulheres pelas macas de soldados feridos.

Apertando os punhos de felicidade, me guiei até a maca de um dos homens que mais ouvia gemer pela noite. Depois de ver seu estado e medir pressão arterial, tirei fora os panos que utilizavam como ataduras do toco de braço que tinha, sendo que fora amputado dias antes. Com uma tesoura que poderia se considerar cirúrgica na época, cortei a parte necrosada do membro do jovem e limpei o ferimento com o equipamento que tinha e com estimulação de poderes, fazendo um curativo com novos panos.

Ainda vendo que ele sentia muita dor, percebi que poderia ser por causa da hiperestimulação dos nervos de seu braço. Por isso, olhei para os lados antes de tocar na região logo acima da parte amputada, usando mágica para relaxar os músculos e nervos. Embora soubesse que o alívio duraria pouco, mas pelo menos ele talvez conseguisse descansar. Olhei para o resto do corpo, tentando recolher o máximo de dados possíveis para ver se não havia mais nada para fazer e, assim que obtive essa confirmação, pude me mover para outra maca.

Passando de maca em maca, a maior parte não tratando com poderes, mas com conhecimento anatômico e médico, cheguei a outro caso grave. Talvez mais grave do que o jovem amputado. Dois ferimentos muito profundos que só foram costurados por cima. Um soldado praticamente tratado como carne de açougue, o que me deixava extremamente irritada. Por que faziam isso com seres humanos? Só por causa da porcaria de uma patente?

Para que não percebessem o que fazia, eu me coloquei em uma posição que meu corpo tapasse minhas mãos. Descosturando os dois ferimentos, tive de limpá-los com magia, o que me deixou um pouco cansada. Depois, anestesiei as áreas específicas para que pudesse ministrar os cuidados sem tortura. Após isso, fiz um lento trabalho de costura, tirando partes mortas do corpo do homem com a tesoura "cirúrgica" e passando a linha decentemente, fechando muito bem as feridas. Ao terminar os curativos, percebi uma fratura que os médicos não perceberam, paralisando aquela parte do corpo do jovem com um murro em um ponto especifico de sua coxa e coloquei a perna no lugar.

Percebendo que não tinha equipamentos para uma tala de imobilização, corri para achar pedaços de madeira ou ferro. Por sorte, encontrei dois pedaços de ferro que provavelmente eram de uma espingarda quebrada. Voltando para o jovem, imobilizei a perna dele com aquilo e amarrei tudo no lugar com os panos, dando um nó forte para segurar tudo. Após isso, verifiquei os sinais vitais do homem e, ao constatar sua respiração ritmada, conclui que ele estivesse finalmente dormindo.

Ao chegar em mais um jovem, depois de ter passado por tantos, senti que ele não parecia ser como os outros. Ele tinha uma aura mágica ao seu redor, basicamente como se fosse um semideus. Enquanto anestesiava a área de seu ferimento, notei que ele abriu os olhos e me viu. Eu sorri, tentando parecer ser simpática sem precisar falar com ele.

Cortando a pele necrosada, juntamente com uma parte dos músculos da região, limpei o ferimento só com o equipamento, por estar cansada. Depois de dar alguns pontos no local, puxando a linha para fechar bem a pele, fiz um curativo como os outros.

— Obrigado. — pude ouvir, o que me deixou um pouco emocionada.

Info:
Poderes:

— Passivos —

Conhecimento médico (Nível 1)
Os aprendizes de Asclépio são especialistas em artes da medicina (inclusive suas ramificações e especialidades), possuindo um conhecimento equivalente ao de um estudante de medicina em faculdade de ensino relevante. Assim, eles são os únicos que podem abrir enfermarias no Acampamento Meio-Sangue, passar prescrições médicas, interpretar receitas de efeito curativo e diagnosticar algum problema de saúde, além de ministrar primeiros socorros básicos, em ferimentos leves e superficiais. É necessário ressaltar que, como um estudante, ele apenas possui o conhecimento básico, então ainda necessita de prática e poderá errar inicialmente. Adicionalmente, podem lidar com equipamentos médicos, desde um estetoscópio até um bisturi: qualquer que seja o instrumento médico, o aprendiz de Asclépio saberá utilizá-lo com perfeição, intuindo sua serventia. Não identifica substâncias, apenas itens. A utilização dos instrumentos deve ser interpretada e, se for usada de forma errônea, ignorada. No caso de bisturis e itens que podem ser utilizados em combate, a perícia engloba apenas o uso cirúrgico-medicinal.[Modificado, englobando Perícia com Equipamentos médicos]


Lvl 2 -Sentir magia: Consegue detectar auras mágicas por perto. Dependendo do lvl, a habilidade aumenta, podendo então definir a natureza da aura e o poder do objeto ou criatura encantados. NEW

Conhecimento anatômico (Humanóides)(Nível 9)
Qualquer curandeiro tem grande conhecimento sobre a anatomia do corpo humano e por isso, eles sabem com perfeição qual é o melhor local para inserir uma injeção ou medicamento para que haja mais efeito no mesmo, como também sabe os locais exatos para acertar durante um golpe para causar mais dano. Isso faz com que seus golpes tenham um dano adicional de 10% em um ataque planejado - um contra-golpe instintivo não se beneficiaria pois não teria a intenção de atingir um ponto específico. Válido para humanos e seres com anatomia semelhante. [Modificado]

Olhar Clínico (Nível 13)
Há uma espécie de lenda urbana que diz “grandes médicos sabem o que o paciente sente apenas de olho”. Pois bem, isso se aplica aos aprendizes, mas de uma forma diferente: ao avistar alguém, consegue “ver” as informações de saúde deste indivíduo (por exemplo, possíveis fraturas, doenças, batimentos cardíacos, oxigenação, vida, energia e situações psicológicas e sociais naturais). Estas informações aparecem em forma de dados e gráficos para o aprendiz, como na tela de um monitor de hospital. Algumas informações, como situações psicológicas e sociais só se aplicam a pessoas que deixarem o curandeiro ter esse conhecimento, o que resume a, normalmente, aliados. Isso faz com que seus diagnósticos agora sejam mais precisos, mas podem ser enganados por meios mágicos e poderes que alterem sua percepção.

Aprendiz Formado (Nível 16)
O primeiro passo para tornar-se um médico relevante é concluir o ensino superior desta área. Interpreta-se que, ao não desistir, o indivíduo em questão está realmente interessado em sua função desenvolvida. Estima-se, também, que o conhecimento deste já será bem mais completo do que aquele que entrou há tempos atrás e contarão inclusive com uma maior prática. Sendo assim, os equívocos iniciais já se tornarão mais raros. Este dom inclui o conhecimento sobre a aplicação de remédios no momento oportuno e de talas quando necessário, sabendo tratar agora ferimentos mais profundos e fraturas. Operações complexas exigem mais vivência e ainda não podem ser alcançadas.


— Ativos —

Cicatrização I (Nível 7)
Agora o dom de cicatrizar cortes e ferimentos inicia o seu desenvolvimento nos seguidores de Asclépio. Ao tocar as feridas abertas, estas começarão a se fechar, impedindo hemorragias e sangramentos, anulando tais penalidades em casos de efeitos de nível igual ou menor que o curandeiro, ou reduzindo-as à metade se maior. Este poder só pode ser usado em si mesmo se conseguir tocar o ferimento. Em si ou nos outros, não restaura nada, servindo apenas para cicatrizar lesões. A cicatriz ficará no local, ainda que as contusões sejam pequenas.

Anestesia (Nível 11)
A dor causada por machucados pode, agora, ser aliviada pelos curandeiros de forma mística. Tocando os músculos feridos, consegue retirar quaisquer dores do paciente, o que pode ajudar até mesmo na concentração e na calma deste. Não afeta o HP, apenas dores que podem ser debilitantes. Pode ser usado em si mesmo. O alivio dura por 3 rodadas.

Higienização (Nível 12)
Asclépio era progenitor de Higeia, a deusa da higiene, e seus aprendizes adquirem alguns dons que o mesmo passou a sua filha. A partir deste nível, o Curandeiro será capaz de purificar locais, alimentos ou águas apenas com um simples toque de sua mão, deixando-as completamente limpas e puras, tornando o alimento ou a água pura para consumo e locais completamente limpos. Nesse nível, apenas quantidades ou espaços pequenos: 1kg de alimento, 1 l de água ou 1m de área por utilização. A quantia dobra a cada 10 níveis. Não se aplica a envenenamento, removendo sujeiras mas não toxinas, nem afeta o ar ou remove doenças - apesar de poder limpar um ferimento, por exemplo.
Itens:


— Utilizados —

Elixir da Energia (divino): Recupera 200MP.

Elixir da Vida (divino): Recupera 200HP.
OBS.:
none
Mariana está trabalhando. Hora de compensar os dias que o médico escroto não deixou ela trabalhar.
Mariana A. Lima
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Re: {Florence} — Mariana e John

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