Grupo 8 - Interno

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Grupo 8 - Interno

Mensagem por Organização PJBR em Sex 01 Abr 2016, 14:35


Les Revenants



Regras e Orientações Iniciais


Formato

A postagem será realizada como uma OP contínua de forma paralela. O que isso significa? Que os players iniciarão em locais e com objetivos diferentes, se encontrando posteriormente. Fiquem atentos às orientações para verificarem se estão cumprindo os objetivos corretos e desenvolvam o formato de modo adequado (é uma OP, não uma narrada, então exigem turnos mais descritivos). O descumprimento ou inadequação ao formato também acarretarão penalidades previstas na avaliação.

Ainda assim, não haverá ordem pré-definida de postagem, visando não atrasar/ atrapalhar nenhum jogador.


Prazo

7 dias de prazo a partir do narrador. O narrador terá 3 diás para a continuidade, considerando para isso a postagem de todos os jogadores OU o término do prazo deles, o que ocorrer ANTES.


Penalidades por não postagem

A não postagem acarretará penalidade de 50% do status total nos turnos 1, 2 e 5 - podendo acarretar a morte do player;

Nos turnos 3 e 4 a não-postagem acarretará morte imediata;

Adicionalmente, a não postagem no turno 5 (encerramento) constará como abandono de missão e não gerará recompensas ao player, mesmo se alcançar rendimento nos outros turnos;

A não postagem reduzirá as recompensas de forma proporcional ao valor do turno, afetando o rendimento (cada turno não postado = 20% do rendimento abaixo do máximo);

A não postagem acarretará a impossibilidade de reclamação por Macária, no caso dos indefinidos, independente do turno, e, em caso de possíveis recompensas adicionais, podem impedir seu recebimento pela questão de rendimento;

Ao pular um turno, o player deve, no turno posterior, de alguma forma cobrir a lacuna sem contradizer o narrador - isso interferirá na coerência do turno;

Postagem atrasada é considera não-postagem;

Não é permitido aumento de prazo ou abandono sob nenhuma justificativa.


Recompensas

Para facilitar ao narrador, cada turno valerá no máximo 150 xp (totalizando 750 no evento completo).

Personagens mortos ou que abandonem a missão não recebem recompensas.


Dúvidas devem ser retiradas com o narrador do grupo. Casos que não constem aqui serão avaliados pela staff.



Grupo 8

Grupo de busca

Darya Archer-Gilligan (Filha de Deimos) - Nível 38; Status pendente
Flynn B. Barden (Sátiro) - Nível 20; 276/ 290 HP e 262/ 290 MP
Lyssandre Rothlow (Filho de Hades) - Nível 6; 140/ 150 HP e 140/ 150
William Véroz(Filho de Èolo e Curandeiro) - Nível 52;  265/610 HP e 208/610 MP

Indefinida: Felix Portier
Nível 1
100 HP/ 100 MP



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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por 116-ExStaff em Sex 01 Abr 2016, 14:46



Welcome to the new age...
Les Revenants



Era um caso perdido. O quarteto de curandeiros carregava o corpo da garota em uma maca móvel enquanto afastava a multidão de curiosos da melhor maneira possível. Gritos de desespero, medo e reclamações enchiam o ar como o zumbido de um gigantesco enxame de abelhas.

Assim que chegaram na grande tenda branca, um dupla de servos de Asclépio correu para a bancada de medicamentos e instrumentos de operação. O corpo da vítima estava completamente dilacerado. Ossos torcidos e carne exposta.

— Use algo contínuo! — o rapaz que cuidava da sutura gritou. — Preciso ver se consigo consertar isso aqui! Deuses... Ele passou num moedor de carne ou o quê?

— Estou perdendo o pulso, a cura não está funcionando! — a garota que usava suas habilidades mágicas para reanimar o ser que aos poucos ganhava a forma de uma garota graças à limpeza das feridas e ao tratamento da pele. Dando choques no peito da semideusa, o único resultado era o peito reagindo à corrente elétrica.

— Deixem de ser curiosos! Saiam daqui, estão atrapalhando! — um terceiro curandeiro afastava os campistas que se aglomeravam perto da maca.

— Os sinais vitais! Estou perdendo os sinais vitais! — o jovem que corria para conectar o tubo con néctar na veia da paciente estava entrando em desespero.

Depois de um minuto que pareceu uma eternidade, o silêncio. A garota que suava ao abusar de suas habilidadesde cura encostou o ouvido no peito da menina deitada no conjunto de panos brancos que acomodavam a maioria dos semideuses que ali passavam.

— Merda! — ela jogou as luvas descartáveis no chão e chutou a mesa com instrumentos esterilizados. Não havia pulso.

Fizeram o possível para tratar da meio-sangue que resgataram nos limites da barreira da colina. O corpo estava completamente reconstruído e boa parte dos órgãos estava em ordem. O único que parecia não colaborar com o grupo de curandeiros era o coração. O rapaz que cuidava da injeção de nectar se adiantou e falou com os amigos da semideusa morta, que começaram a chorar assim que viram o semblante transtornado do enfermeiro.

— Avisem Quíron e vejam quem vai fazer a mortalha. Precisamos de uma fogueira — alguns dos curiosos se afastaram e voltaram para suas atividades. Outros, mais solidários, partiram para a Casa Grande.

Quando o lençol foi puxado sobre a cabeça da infeliz, contudo, a supresa: dois olhos abertos, encarando-os fixamente, e o peito que voltou a subir ritmadamente.

— Puta que...!

Informações adicionais:

♦ A semideusa era uma indefinida que sofreu algum acidente no Acampamento;

♦ Se perguntado, ela lembra apenas do evento de sua morte, e então a escuridão, seguida de uma sensação de um puxão, como se tivesse sido paralisada em meio a uma queda livre;

♦ Ela se diz filha de Macária, diz que sua mãe a trouxe de volta, e que haviam mais lá fora: deviam achá-los, antes que seus inimigos fizessem isso;

♦ Ela não sabe quem são esses inimigos — se seguidores de outros deuses, se monstros — nem seus objetivos, mas sabe que estão em perigo;

♦ Havia algo mais que devia dizer, mas ele não se lembra, sendo acometido por crises sempre que tenta se esforçar a isso.

Pontos obrigatórios:

Darya + Flynn + Lyssandre + William

♦ Aquela introdução básica sobre o dia-a-dia de vocês;

♦ Vocês de algum modo presenciaram ou participaram do evento. Descrevam o que viram/ como foram envolvidos em detalhes (ou seja, todo o evento e a comoção causada no Acampamento), com base na introdução, mas sejam coerentes: ainda que possam se colocar como participantes diretos/ atuantes na cena introdutória, apenas 1 pessoa do grupo poderá fazer isso, e de nenhuma maneira deve copiar ou fugir do que foi descrito se esta for a escolha.

♦ Foquem na reação dos personagens às informações, como tiveram acesso a elas (uma vez que foram passadas em particular a Quíron, excluindo mesmo aqueles que estavam envolvidos diretamente) e como reagiram — lembrando que as informações posteriores foram ditas pela "revenante".

♦ Até este ponto, as postagens ainda serão individuais, então ainda não se coloquem como um grupo, encerrando com as impressões de vocês sobre a revelação da existência de Macária.

Felix

Você não tem ciência de nada mais estranho do que o normal — era para ser um dia comum. Mas então porque essa sensação de que algo iria acontecer?

Pontos obrigatórios:

Este turno determinará as origens do personagem;

♦ Se é um revenante: Descreva como acordou e onde, que tipo de memória possui e alguns flashs que o acometem de tempos em tempos; foque em como está lidando com isso e o que planeja fazer - caso seja um recém-acordado, você não se lembrará do Acampamento, mesmo que tenha estado lá em uma vida passada;

♦ Se é um indefinido que já sabe sobre o Acampamento: Você tem algum motivo para ainda não ter ido para lá ou para er saído do local (mas pode ser que esteja a caminho); desenvolva como soube que era um semideus e se acredita ou não nisso, e o que está fazendo na cidade atual, com alguma atividade plausível;

♦ Se é um indefinido que ainda não sabe sobre o Acampamento: Desenvolva como leva a vida e como encara seu dia-a-dia; caso tenha família ou algum tipo de relacionamento (amizades, guagues o que seja) desenvolva isso nesta postagem;

Em todos os casos: em algum momento algum evento estranho quebra a tranquilidade atual: dê um gancho claro para a situação, mas ainda não a resolva, terminando o turno.

Postagem liberada somente após as 20h.

créditos à Eos pelo plot do evento.


Thak's for@Lovatic, on CG

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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Felix Portier em Sab 02 Abr 2016, 10:41







Les Revenants
And the beginning of his second life.

Orientações acerca da missão abaixo, para melhor aproveitamento da leitura:

— Cada post dessa OP contínua também é composto de uma música tema e uma frase que o resume. Recomendo colocar a música ao ler a parte, já que sempre deixarei um player — basta clicar no play até que o símbolo vire um sinal de pause pra começar a música — e o link da música no youtube.

— Há sempre um resumo em tópicos do que ocorreu em cada post em um spoiler no começo, para fins de organização e de acompanhamento.

— A faixa etária de leitura de cada post estará no título desta, entre colchetes. Leituras +16 e +18 terão o colchete destacado com uma cor diferente.




Les Revenants:
Mémoires [L]

— Começa com o acordar de Felix. É descrito onde ele acordou e em que estado está.
— Sem rumo, ele decide ir até uma cidade próxima de onde acordou.
— Há uma pequena visão do seu passado após ele se lembrar de seu nome, mesmo que ele não tenha certeza deste.
— Após isso, notou um pouco de dinheiro consigo e decidiu procurar um lugar para comer.
— Há outra visão, dessa vez somente estática, como uma foto.
— Após pedir uma refeição, ele decide assistir um desenho animado e olhar as pessoas entrando e saindo do lugar.
— Ao chegar seu pedido, ele tem outra visão, dessa vez de uma discussão entre duas pessoas da visão da foto.
— Depois disso, ele come e paga sua comida. Porém, um homem estranho decide se levantar na mesma hora que o garoto.
— Saindo do lugar, é surpreendido pelo fato do desconhecido estar o seguindo.


Mémoires [L]


"É preciso desejar viver e saber morrer"
— Napoleão Bonaparte, ex-imperador da França.



Música do Player:
https://www.youtube.com/watch?v=t99KH0TR-J4

Ele acordou se sentindo extremamente desorientado. O sol batia em suas costas sem piedade, o que o levou a se levantar do chão e observar os arredores para se localizar, embora não sentisse que conseguiria. Logo à frente, encontrou uma estrada e viu que estava deitado em um amontoado de grama no terreno às margens da via, embora não soubesse o porquê. Sem documentos, sem memórias e somente seguindo seu instinto; o jovem decidiu ir em direção às pequenas casas alguns metros à frente, seguindo a rodovia.

Empty spaces

Felix. Essa foi a primeira palavra que veio à sua cabeça depois de minutos de caminhada. Talvez fosse seu nome, mas não tinha certeza disso. Porém, para fins de conversa, ele resolveu que aquele nome iria servir. Um flash de memória invadiu sua cabeça logo após decidir isso, o fazendo parar sua caminhada para fechar os olhos e observar uma cena que acabara de entrar em sua memória:

"Felix, amarra pra mim?"

"Agora não. Estou ocupado."


Ao chegar na cidade, o jovem notou alguns trocados nos bolsos de sua bermuda surrada, além de algo que reconheceu como uma faca. Procurando por um lugar onde pudesse comer alguma coisa — e após achar e entrar neste —, teve que lidar com mais uma dor de cabeça e mais uma visão, dessa vez estática como uma foto:

Um loiro alto com uma expressão estoica no rosto estava ao lado de uma mulher de olhos verdes, também loira, que sorria polidamente e fazia com que a foto fosse mais alegre. Seus braços estavam ao redor de uma criança de uns sete anos com cabelos da mesma cor dos dois, talvez sendo o filho mais velho do casal. A criança segurava pela mão um bebê, que não deveria ter mais do que três anos de idade.


What are we living for

— Senhor, o que deseja?

Abruptamente retirado da visão, o jovem olhou para a garçonete, que mascava distraidamente um chiclete enquanto olhava tediosamente para si. Ele passou a mão pelos cabelos e, após pegar o cardápio, decidiu pedir bacon com ovos e um café. Após a garçonete se afastar, observou o lugar: Era uma lanchonete simples, com um balcão enorme e algumas mesas. Bem parecido com as dos filmes dos anos 60, 70...

Abandoned places

Enquanto esperava, notou um aparelho de tevê ligado no canto do lugar. Então, para passar o tempo, resolveu assistir o programa que passava — no caso, um desenho animado antigo. Com o canto de olho, notou a movimentação ínfima de pessoas saindo e entrando no lugar e não notou quando alguém que estava em outra mesa prendeu o olhar em si.

Não demorou muito para que seu pedido chegasse. Ao bebericar um pouco do café, teve mais uma dor de cabeça, o que o fez encostar a cabeça na mesa e piscar diversas vezes os olhos. Se alguém que estava dentro da lanchonete o viu nessa situação, não fez nenhum tipo de esforço para ajudá-lo. Embora a dor fosse forte, ele sentia que mais algum flash de memória poderia vir e parar com a dor.

I guess we know the score

E não estava errado:

"Felix", ouviu uma voz masculina, "Não se esqueça do ensaio fotográfico hoje. Você é a estrela da nova coleção de outono."

"Gabriel", agora era uma voz feminina, "Podemos conversar?"

Passos e mais passos rumando para uma sala. Por um momento, ele viu a figura feminina da foto sorrir para si antes de fechar a porta da sala, após o loiro alto entrar nesta. Aos poucos, começou uma discussão. Ele ouvia a voz feminina se alterar, mas não aumentar de intensidade, enquanto a voz masculina se impunha mais. Mas, assim que o volume das falas da mulher aumentou, o jovem pôde ouvir claramente uma frase:

"Não use nossos filhos como fonte de renda para sua grife, Gabriel!"


Ao piscar algumas vezes, notou que estava de volta na lanchonete e que a dor tinha passado. Portanto, passou a comer do bacon e ovos e beber do café com um pouco mais de tranquilidade. Ao terminar, entregou os trocados que tinha no bolso para a garçonete, pagando sua refeição, e se levantou para sair do recinto. Ao mesmo tempo, percebeu que a única pessoa que continuava no recinto durante todo aquele tempo em que ele estava ali se ergueu também.

Nesse momento especifico de troca de olhares entre o jovem e aquele estranho, o canal de desenhos foi mudado para um canal de noticiário. Ele viu, de canto de olho, a garçonete se recostar no balcão e lixar suas unhas enquanto o desconhecido lançava um olhar suspeito para si. Incomodado, saiu do estabelecimento e seguiu por uma das ruas da cidade.

Somente para notar, metros depois, que o desconhecido o seguia.

Hm:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]
"A black cat crossing one's path by moonlight means death in an epidemic";

made by ▲ and edited by Heit! for her own purpose.
Felix Portier
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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Flynn B. Barden em Seg 04 Abr 2016, 10:21

Les Revenants
Quando os mortos revivem...

Era ruim fazer serviços de casa, devo dizer. Mas como a sujeira se acumulava na cabana onde eu e meu pai vivíamos, dentro da floresta do acampamento, era necessário que alguém a limpasse. Por isso, o avental branco estava em meu corpo, a vassoura longa em minhas mãos e o monte de folhas e terra perto de meus cascos. Qualquer outro sátiro ou mesmo semideus que passasse ali, teria uma boa visão de Flynn Barden — com uma roupa meio paga-mico, vale ressaltar — lutando contra o vento e a poeira para limpar seu lar.

— Belo traseiro, Barden. — ouvi de outro sátiro no meio da limpeza.

Enquanto limpava, notei uma movimentação muito grande no começo da floresta, afinal minha cabana é localizada a poucos metros dos campos de morango. Alguns semideuses se embrenharam no meio das árvores e, assim que encontravam algum ser da natureza, abordavam para falar alguma coisa que não conseguia identificar daqui. Mesmo que meu pai gritasse ao fundo para ajudá-lo em alguma coisa, não pude evitar a curiosidade e continuei prestando atenção em tudo aquilo.

Depois de algum tempo, um semideus veio falar comigo. Deveria ser um dos novatos, porque não o reconhecia de nenhum lugar. Cabelo moreno, olhos castanhos e não devendo ter mais do que doze anos.

— Pessoas estão ressuscitando, seu sátiro! — desembuchou, depois de uns minutos de bate papo — Uma menina na enfermaria ressuscitou! Pelo menos é o que dizem os boatos. Eles nos expulsaram das alas, então a gente veio espalhar a informação. — e deu língua, sorrindo travesso após isso.

Estranhei bastante os tais boatos. Meu pai, ao ouvir as últimas palavras do menino, logo tratou de dizer que pessoas não poderiam ressuscitar assim do nada. Assim, acabou afugentando o garoto antes mesmo que eu pudesse perguntar as informações que ele sabia. De fato, era de conhecimento geral que não existia essa de voltar à vida para semideuses. A não ser que seja em outra encarnação. Porém, eu já tinha certa experiência no caso para saber que quando algo estranho acontece no acampamento — vide o incidente do levante —, há uma grande possibilidade de isso acontecer de novo.

Como um buscador, era meu dever ir atrás de novas informações. Então, retirando o avental após me livrar do monte de sujeira, peguei meu equipamento e corri pela floresta e acampamento, até chegar perto da casa grande. Por sorte, esbarrei com quem eu queria encontrar: Quíron, o coordenador do acampamento e único centauro que vi em vida.

— Quíron, boa tarde. — cumprimentei-o — Você sabe me dizer o que foi essa algazarra dos semideuses? Quero dizer, eles estão dizendo que alguém ressuscitou...

— Olha, Flynn. Primeiramente, boa tarde e bem... — ele passou a mão na testa, extremamente preocupado — Não posso dar muitos detalhes. Até porque é mais uma informação nova para o cenário atual dos deuses.

— Senhor, mas isso afeta diretamente os espíritos da natureza. — falei, retrucando-o — Somos seguidores de Pã. Todos acham que ele está morto. Eu quero saber se isso tem a ver com ele ou não. Além do mais, eu já busquei semideuses em vários lugares. Você sabe disso! e mostrei a tatuagem para o centauro: a prova viva de que eu já era um protetor e um buscador [1] — E ainda... Se isso tiver a ver com "o levante", eu tenho que saber, afinal participei da defesa do acampamento! Tenho direito de ter pelo menos um pouco de informação sobre isso para saber para o quê devo me preparar!

Quíron ponderou por algum tempo. De fato, deveria ser algo muito grave, porque seu semblante era muito estoico enquanto ele considerava meus argumentos. Desde o levante, a preocupação do centauro era perceptível até mesmo para os espíritos da natureza. Depois vieram as reclamações estranhas: Nêmesis e Despina. Essa última sendo uma preocupação grave para o Olimpo desde sempre.

— Ok. Venha comigo.

Subimos até a casa grande e logo percebi que Dionísio não estava no lugar. Talvez, por causa dos boatos do que estava acontecendo, ele tenha sido convocado para o Olimpo. Reunião emergencial, no caso. Quíron se colocou perto da mesa de Pinocle e indicou um local para que eu sentasse. Quando o fiz, ele me contou sobre o que aconteceu. Macária, sendo a deusa que era, começava a reclamar seus filhos e o fazia de maneira estranha. Mas o modo como aconteceu poderia ser um grande indício de que alguma coisa ruim estará por vir. Afinal, ela realmente ressuscitou uma de suas filhas, recusando levá-la para o mundo dos mortos e não deixando que Tânatos o fizesse.

Pelo menos, era essa a maior hipótese do centauro.

Claro que fiquei assustado com as novas informações. Inquieto, movia as mãos freneticamente, absorvendo cada gota de informação que o centauro apresentava. Tremia um pouco por estar bem abismado com o que Quíron dizia ter acontecido: Desde a garota sendo levada para a enfermaria até seu ressuscitar, minutos depois. Chamaram-no e ele revelou o que a jovem disse, deixando que algumas rugas de preocupação em sua testa se intensificassem.

— Ela disse que era filha de Macária e disse que tinham mais como ela espalhados pelo país. — assumi uma posição mais ereta assim que ele começou a falar o que ela disse — Pediu para que tentássemos encontrá-los antes que inimigos o fizessem, mesmo que ela não soubesse dizer quais inimigos eram esses. Após isso, a garota tentou lembrar de mais alguma coisa para nos contar, mas não conseguiu. Eu saí da enfermaria, mas não sem antes pedir para os curandeiros que ficassem de olho no estado médico dela. Estava chegando na casa grande quando você me abordou.

— Entendo. — disse com dificuldade, ainda tentando engolir o que acontecia. — Então... Macária está fazendo seus movimentos. Mas o que ela pretende, Quíron?

— Não faço ideia. Mas agora você sabe que não tem a ver com Pã. Então...

— Mas tem a ver com meu trabalho de protetor! — interrompi-o, antes que pudesse continuar e me dispensar daquilo. — Se a deusa quer que alguém salve seus filhos, quer criatura melhor para fazê-lo do que um sátiro?

Encarei-o mais do que determinado a chegar ao fundo dessa história, após dizer aquilo. Não deixaria que o centauro, nem mais outra pessoa, me tirasse daquela situação sem motivos justos. "O levante" foi suficiente para que minha determinação aumentasse, principalmente porque eu iria me envolver, de um jeito ou de outro, em cada ato desse algo maior por vir.

Informações adicionais:
[1] A tatuagem a qual Flynn se refere é essa aqui: — {Elsa} / Tatuagem [Uma tatuagem de floco de neve localizada no braço direito do sátiro, simbolizando o encontro com a filha de Quione. Fora dada pela própria deusa pelo trabalho bem sucedido.] [Magia] [Nível mínimo: 1] [Nenhum elemento] [Recebimento: entregue por Quíron como recompensa pela DIY "The Cold" e atualizado por Deimos.]
Poderes:
Passivos:
Nível 4: Orientação natural ~ Sátiros não se perdem na natureza, a menos que o local tenha sido alterado com magia. [Criado por Sadie Bronwen] [Usado para o sátiro sair da floresta próximo ao local onde queria ir.]

Nível 15: Determinação ~Sátiros são determinados em seus trabalhos, como achar Pã ou meio-sangues. Por conta disso, sempre que tiverem um objetivo em mente, torna-se mais difícil de desviá-los disso. Eles ganham 50% de resistência a poderes de mentais de confusão e sedução que visem tirá-los de seu caminho. [Só se aplica interpretativamente, afinal seu efeito não foi usado.]
Ativos:
Nenhum usado.
Armas:
{Whistle} / Flauta [Flauta de bambu com cinco canais de som, popularmente conhecida como "flauta de pã". Necessária para a utilização dos poderes do sátiro. 2x por missão pode ter seu alcance sonoro dobrado, aumentando a área de atividade dos poderes. Além disso, poderes sonoros voltados a plantas e animais - desde que não sejam criaturas racionais - tem um aumento de 10% sempre que a flauta for usada como condutor]{Bambu}{Nível mínimo: 1} [Recebimento: Presente de Reclamação]

{Homerun} / Clava [Semelhante a um taco de baseball, esta clava tem a aparência simples, mas ainda é potencialmente danosa. Sua construção é em camadas - a base de madeira maciça, recoberta com bronze sagrado e uma nova camada de madeira, fazendo com que seja de fácil ocultação, mas com um peso bem superior a um bastão comum. A partir do nível 20, transforma-se num bracelete rústico][Carvalho e Bronze sagrado](Nível: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação]

{Disguise} / Chapéu [Com este item o sátiro pode assumir a aparência humana como bem desejar - apesar de não alterar a aparência de seus itens ou suas características físicas, tampouco a aparência do sátiro exceto no relativo aos detalhes mitológicos. O chapéu adequa-se à roupa escolhida, mudando com a aparência da mesma, mas é tudo uma ilusão – quem pode enxergar através da névoa ainda pode ver sua real natureza – e aparência. Uma única vez por missão pode efetivamente mudar a aparência do sátiro para fazer parecer com outra pessoa, mas o efeito é ilusório e dura apenas 2 turnos, não simulando poderes ou memórias. {Ilusão - pessoal; Nível mínimo: 1}

- Berryes [Três frutas semelhantes a amoras criadas pela magia "Bom fruto" de uma dríade. Cada uma recupera 20 de HP e MP. Consumível e não reutilizável, uso único.Sem elemento e sem nível mínimo. Por Eos pela missão Pay with a kiss]

Braçadeira argilosa [Bracelete de terracota de textura rústica e irregular, de tonalidade avermelhada. Ao ser ativado o item recobre o corpo do semideus com uma camada de argila e amplia sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 uso por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: couro} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

...E os vivos têm medo.
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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Sex 08 Abr 2016, 23:57


Turno I




Adolescentes são odiáveis. Foi essa a conclusão que a garota chegara, enquanto caminhava a passos largos rumo às enfermarias - por sorte, estava suficientemente próxima. Se fosse criada uma função que calculasse a velocidade com que os boatos se espalhavam, a mesma seria proporcional à gravidade da situação. Não suficientemente, quanto mais se espalhavam, mais absurdos se tornavam.
"Ouvi dizer que a aparência dela tá digna de um zumbi de Waking Dead.", "Dizem que ela acordou declamando as mais tenebrosas profecias. Rachel que se cuide, e o camp também.", "Cara, a coisa tá feia lá. A garota 'tá amaldiçoada, tudo o que toca nela acaba apodrecendo. Parece até que está sugando a vida dos outros, deve ter sido assim que voltou a vida. Deuses que me livrem.". Esses foram alguns dos boatos escutados pela monitora enquanto trilhava até o seu destino, desviando-se da multidão de curiosos.

Puta. Que. Pariu. repetia para se mesma com os dentes cerrados. Uma dor de cabeça já começava a se formar, juntamente com uma irritação crescente. Ela precisava saber o que estava ocorrendo, se manter informada. Mais do que parte da sua função no acampamento, era uma necessidade pessoal. Informação era poder, e de longe esse era um dos maiores prazeres da Archer-Gilligan. E era de prazeres, ambições e sentimentos mais primitivos que a vida de Darya era construída. Assim, nada mais natural que ela estivesse em busca de informações para, diferentemente do bando de inúteis que se amontoavam como gado e fofocavam como se suas vidas dependessem disso, ter a possibilidade de fazer algo de concreto.

Ainda distante alguns metros, um borrão loiro prendeu a sua atenção. Andando a passos rápidos, como se fugisse de algo, uma moça de semblante cansado, com os ombros curvados. Passaria facilmente sem chamar atenção, não fosse alguém bem... conhecida da filha de Deimos, por assim dizer. Agradecendo aos céus - ou infernos - pela sua sorte, desviou o percurso, passando a praticamente correr em direção da mais baixa.

— Ei! Kate, espera! — Darya quase gritou, tentando chamar a atenção da outra que, assustada, voltou-se em sua direção com os olhos esbugalhados em susto.- Pelos deuses, garota! O que houve contigo?

Mal teve tempo de terminar a pergunta, pois dois braços envolveram firmemente o seu pescoço. O rosto enterrado com força no ombro da monitora abafava soluços desesperados, e quase que automaticamente Darya envolveu o corpo da menor, puxando-a ainda mais para si, acariciando os seus cabelos de forma tranquilizante. Todos os alarmes dentro de si soavam com força, indicando que ali havia algo. Ela estava lá. De alguma coisa essa guria sabe.

— Me tira daqui, Darya. Por favor. Me tira daqui. — Kate dizia, ou melhor, chorava, repetida e insistentemente. O seu tom de voz era tremido, falho, sendo evidente que a loira estava desabando ali mesmo.

Com palavras que tencionava serem acalmadoras em um tom calmo, controlado, com apenas um tom certo de interesse devidamente calculado - que lhe davam uma aparência de preocupação inocente - a Archer-Gilligan passou os braços ao redor da cintura da outra. Apoiava-a fisicamente e emocionalmente, guiando-a por alguns metros até alcançarem uma área mais reservada. Ali, sentou-se, puxando então a outra para sentar-se ao seu lado, mas sem tirá-la de seus braços. Ainda que a sua ansiedade por respostas fosse grande, a campista sabia ser paciente. Enquanto seus lábios soltavam automaticamente palavras de calma e consolo a intervalos perto do ouvido da outra, seus braços a davam o calor necessário. Mas era na sua mente que toda a atividade estava concentrada, dando origem a perguntas e mais perguntas que apenas a loira seria capaz de responder. Assim, deu-lhe o tempo necessário, esperando até percebê-la melhor controlada antes de tentar alguma investida.

— Eu, hm... - pigarreou Kate, na tentativa de limpar a voz do tom rouco e frágil. Afinal, a aparente força e poder eram suas principais características - Que situação de bosta. — deu um longo suspiro.

— O que houve, afinal?  — perguntou finalmente a Archer-Gilligan, colocando uma leve dose de preocupação na sua voz, apenas na medida correta.

— Bem. É complicado. —  começou com um sorriso sem humor — Eu deveria saber que depois de me unir aos curandeiros em algum momento teria que encarar a morte. Só que, porra, ninguém tá preparado pra dar tudo de si, fazer tudo o que tá ao seu alcance e ver dar tudo certo a não ser, ops, o "pequeno" fato do seu coração não fazer muita questão de continuar batendo. Tudo isso a centímetros de você, mas tudo numa boa! — disse em um único fôlego, o seu tom de voz subindo a cada palavra pronunciada.

— Impotência, de longe um dos sentimentos mais incômodos — respondeu num tom mais compreensível, puxando a outra para mais perto. Beijou-lhe os cabelos em um gesto carinhoso, como quem tenta transmitir conforto. Por dentro, porém, o interesse fazia o seu sangue ferver mais rápido, impaciente, e logo fez uma nova pergunta, quebrando o reconfortante silêncio que se instalara — Você se refere à novata? Porque não são bem esses os boatos que estão correndo por aí.

— Boatos? — franziu o cenho em confusão, a raiva tornado a domina-la novamente. — Que droga! Esses campistas não sabem manter a boca quieta não? Tudo parece se transformar em motivo de alarde, merda.

Após a nova explosão, Kate afastou-se apenas o suficiente para passar o braço pelos cabelos em um claro sinal de cansaço, retirando os fios grudados pelo suor da sua face. Abraçando os joelhos, deu um longo suspiro e descansou a cabeça sobre o ombro da mais alta.

— E aí — retornou a narrativa, fixando o olhar em algum ponto qualquer no céu — tá tudo desse jeito maravilhoso. Você tentando calar aquela parte de si que diz para continuar lutando, que você não pode ter falhado, quando você claramente não foi capaz.. Não, não fala nada, espera. — adicionou quando a outra fez menção de dizer algum comentário, calando-a com um breve toque to indicados nos lábios vermelhos da morena. — Em um momento, você está tentando assimilar que perdeu o paciente, e alguém perto de você já quer providenciar uma pira e tudo o que você quer é que tudo não tenha passado de um pesadelo ruim.

O silêncio novamente se instalou, apenas a respiração de ambas quebrando-o. O braço esquerdo da filha de Deimos agora circulava o corpo da loira, acariciando-lhe calmamente. Sabia que aquilo não era tudo, o que instigava ainda mais a sua curiosidade, mas sabia também que não poderia se precipitar ou correria o risco de acabar com a sua chance.

— E no outro... você não consegue acreditar naquilo que os seus sentidos dizem, porque é simplesmente muito surreal. Você olha pra ela e de repente seus olhos tão abertos. Não o famoso olhar de peixe morto, mas um olhar de vida, sabe? Um olhar assustado, perdido, mas vivo. E você se pergunta que caralho que tá acontecendo, se o excesso de energia gasta alterou de alguma forma a sua mente. Você olha em volta, e todos parecem ter a mesma reação e você precisa agir rápido para que não a perca uma segunda vez. Você se perde, não sabe o que é realidade e o que não é, mas apenas faz o que pode. E isso é muito estranho.

Finalmente, Kate. Talvez te manter por perto tenha ainda mais valor do que eu pensava, afinal. Mas pra que esconder tanto o jogo, querida?

— Parece algo assustador. — comentou, ao que a outra apenas anuiu distraiadamente — Mas Kate... isso não foi tudo o que ouvi por aí,

— Como assim? — respondeu de cenho franzido, olhando para qualquer direção que não os olhos castanhos da Archer-Gilligan.

— Houveram comentários... Sobre coisas ditas por ela e tudo o mais. — praguejando interiormente, pegou o rosto da curandeira entre suas mãos, fazendo com que os seus olhares se encontrassem. Precisava convencê-la a repassar as informações por completo — Olha, você sabe que eu não vou contar nada a ninguém. Você sabe que pode confiar em mim — "Você estará muito enganada se fizer isso, mas preciso que você faça" —, afinal ninguém nunca soube de nada, certo? — dessa vez o seu sorriso era malicioso, o seu olhar fixando-se rapidamente nos lábios cheios da loira, antes de voltarem a se fixarem no mesmo local de antes.

— Não, Darya, não é isso. É só que... — mordeu o lábio inferior distraidamente, tentando resolver o conflito interno que se passava dentro de si. — Esquece. Hora ou outra todo mundo acaberá sabendo de qualquer forma, é o que sempre acontece. — respirou pesadamente, já decidida — Havia algo muito estranho nisso tudo. Tipo, realmente estranho, e eu não digo só no sentido de ressurreição e tudo o mais. Não é como se ela estivesse muito sã, sempre que tentava se lembrar de alguma coisa acabava tendo crises horríveis. Mas, cara, havia algo que ela lembrava muito bem, quase como e fosse seu papel passar o recado adiante.

— Que seria...? — A Archer-Gilligan incentivou, não conseguindo mais conter a ansiedade em seu âmago.

— Macária. — disse em um sussurro, tornando a repetir a palavra em um tom mais alto quando a outra demonstrou não compreender o que fora dito — Ela se dizia ser filha dessa deusa, e algo como ter sido trazida de volta por sua mãe e eles estarem sendo perseguidos. E sobre nós os encontrarmos, é claro. Pode parecer loucura, mas...

Ela não precisou dizer mais nada, afinal Darya compreendia muito bem o que ela queria dizer. A algum tempo atrás, pareceria loucura pensar no acampamento sendo atacado. A algum tempo atrás, poderia parecer loucura que os semideuses não estivessem seguros nem mesmo ali. A algum tempo atrás, poderia parecer loucura que uma deusa reclamasse seus filhos em meio a uma invasão. Tudo isso poderia parecer parte de um sonho louco, um delírio, mas eram acontecimentos reais. E a Acher-Gilligan não duvidava de mais nada.

Adendos:
equipamentos:

— {Panic} / Espada [Uma espada longa, com a lâmina medindo 70cm, mais 20 cm de empunhadura. Sua lâmina é feita em bronze sagrado, mas é trabalhada e tingida de preto. O cabo da arma é feito em ébano, reforçado com metal e revestido em couro e a empunhadura simula um dragão negro. Vem junto de uma bainha de couro escuro. No nível 20, Panic se transforma em uma braçadeira da cor da espada.] {Ébano, couro e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Deimos]

— {Crash} /Espada [Uma espada longa, com a lâmina medindo 70cm, mais 20 cm de empunhadura. Sua lâmina é feita em bronze sagrado, mas é trabalhada e tingida de vermelho. O cabo da arma é feito em mogno, reforçado com metal e revestido em couro, e a empunhadura simula um dragão vermelho. Vem junto de uma bainha de couro de tom vermelho escuro.]{Mogno, couro e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1)  [Recebimento: Presente de Reclamação de Deimos]

Neckabog [Colar feito de prata e um pingente de crista roxo. Quando alguém estiver sobre a aura de pavor da semideusa, o pingente do colar irá brilhar em uma leve luz cavernosa, fazendo com que 5 de MP da pessoa que estiver sobre o efeito da aura passe para a garota. Quando a usuária atingir o nível 30, o colar irá sofrer um avanço, sendo capaz de fazer com que um inimigo da semideusa tenha a ilusão de ver seu pior medo na frente de seus olhos, ficando paralisado por uma rodada. Só pode ser usado uma vez por missão ou luta. {material: prata e cristal roxo} (nível mínimo: 3) [By Ares, pela missão “O pavor de se amedrontar”]

►Tripas de Ciclope [Ao jogar o item no chão o mesmo "explode" deixando o campo de batalha com um cheiro realmente ruim, podendo fazer alguns semideuses até vomitar. Vem dividido em três gomos para que possa ser usado três vezes. O cheiro afeta um raio de 5x5 metros e dependendo da vontade do narrador pode fazer até que se tenha náuseas. (Uso = 3) [Nível Mínimo:1] (Nenhum Elemento) [Presente pelo Treino de Chalé]


♦ {Luto} / Bandana Preta [Carregando a aura pesada do atentado terrorista ao Acampamento no réveillon, essa faixa preta do tamanho de 50cm de comprimento por 5cm de largura possui uma propriedade interessante: tais como em cerimônias lúgubres, onde se dedica um minuto de silêncio em respeito à fatalidade ocorrida, os movimentos do usuário ficam silenciados por um turno inteiro; tal "bênção", no entanto, não afeta fala ou poderes (não se poderia silenciar uma explosão, por exemplo), podendo ser utilizada unicamente em ações relacionadas à movimentação (um pulo, uma caminhada, uma corrida, o ruído de passos - desde que provindos do portador, seriam silenciados e não poderiam ser escutados, independente de poderes como "audição perfeita"). Pode ser utilizada duas vezes por ocasião (missão, evento, treino, dentre outros).] {Tecido preto} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Evento de Encerramento, "Burn, Baby, Burn! - Postagem Aberta". Jan/2015.]

† {Infernal Justice} / Arma de pressão[Feita em aço claro e ébano, é facilmente confundida com uma arma de fogo, por seu formato e aparência, como de uma pistola com cano pouco mais longo. Ela, porém, funciona por meio de um sistema de engrenagens e molas similar aos usados em armas de Airsoft, que impulsionam um projétil por vez a uma distância de até 80 metros sem perder a precisão, podendo alcançar até 120 m sacrificando-se parte de sua potência, isso graças à técnicas empregadas visando aumentar a distância atingida pela arma. Com a capacidade de armazenamento de 10 dardos em seu tambor - necessitando ser recarregada após isso -, possui o nome "Angel" talhado em sua parte inferior, juntamente com uma rosa]{Aço e ébano} (14) {Não controla nenhum elemento} [Forjado por Harry S. Sieghart]

† {Hell's Flame} / Projétil[Medindo cerca de 12 cm, é feito em madeira mais dura que as usadas normalmente em flechas e com ponta longa, porém estreita em magnésio. Foi feito para possuir um alto poder de perfuração, causando dano 10% maior em relação à projéteis comuns, além de danificar armaduras com um bônus de 10%. Quantidade restante: 20.]{Ébano e Magnésio} (9) {Não controla nenhum elemento} [Forjado por Harry S. Sieghart]

{Sanity} / Contas [Três pequenas contas em um metal de cor negra, trabalhados de forma com que se pareçam chips. Estes possuem um brilho avermelhado, que lembra sangue, e possuem a habilidade de, duas vezes por missão ou evento, ativarem o que há de mais racional no semideus. Assim, este será afetado 35% a menos por efeitos advindos de auras negativas e poderes que afetem o racional, como medo, persuasão ou charme. Esta tem a duração de três turnos, e só funcionará se todas as contas forem ativadas em conjunto; do contrário, nada ocorrerá. Vem com com uma corda simples de couro negro trançado, que pode ser amarrada em volta do braço como uma pulseira ou em volta do pescoço.] {Metal e couro} (Nível Mínimo: 10) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: 4º Treino Trimestral 2014, "Insanity"]

Colar de Neméia [Colar de couro com uma única presa afiada de um grande felino. Ao ser ativado permite ao portador emitir um "Rugido nemeano" em menor escala. O rugido provoca um efeito de medo que reduz a movimentação dos alvos em 50% por 3 turnos, além de provocar dano sonoro no momento da emissão. Afeta alvos a até um raio de 25m de distância. 2 vezes por evento. Para fins de resistência, é considerado um poder de nível 32. (Nível mínimo: 32) {Material: couro e dente de leão} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

Braçadeira felina [Braçadeira na forma de uma tira de couro, adornada com a juba leonina de cor castanho avermelhada. Quando ativada fornece uma leve proteção, que lembra um pouco a habilidade fornecida pelo Leão de Neméia, aumentando a resistência do portador a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: Couro e pelo de leão) [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

{Songify} / Microfone [Um microfone de lapela sem fio. É preto, leve e pequeno, cabendo na palma da mão. Pode ser preso à roupa do dono, como um broche. O objeto foi encantado magicamente. Três vezes por missão, durante uma rodada, o usuário será capaz de manifestar seus poderes de forma sonora, seja através de um poema, uma música ou uma palavra. Assim, o poder, além do dano normal, terá dano sonoro (equivalente a 25% do dano normal). Caso o poder utilizado seja sonoro, terá sua efetividade aumentada em 25%, causando um dano maior. O item é vulnerável a poderes e itens que afetam ataques sonoros.] {Metal e Magia} (Nível Mínimo: 35) {Som} [Recebimento: Treino - Once Upon a Time, avaliada por Drillbit Jackson e atualizada por Asclépio]
Obs:
Maior parte da narração por forma de falas - com informalidades, é claro-, porque foi a forma pela qual a personagem teve acesso às informações.
passivos:
Beleza [nível 5] – Como netos de Afrodite, apesar de sombrios, são belos e atraentes. Assim, poderes que usam charme como meio de persuasão são 30% menos eficazes para semideuses de nível igual ou menor ao do filho de Deimos. [Modificado]
Frieza [nível 11] – Filhos de Deimos são frios, calculistas e destemidos. Dessa forma, são afetados por poderes de intimidação 50% menos com semideuses de nível igual ou menor, e 30% menos com semideuses de até dez níveis acima.
Darya Archer-Gilligan
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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por 116-ExStaff em Sab 09 Abr 2016, 07:58



Welcome to the new age...
Les Revenants



Depois da comoção na enfermaria onde a prole de Macária havia voltado a respirar, o diretor de atividades do acampamento reuniu o sátiro buscador e William,  o curandeiro ainda presente na tenda branca.

— Se o que a garota diz for verdadeiro, não temos muito tempo — Quíron trotava em sua forma híbrida, trocando o peso do corpo entre as patas. — Um grupo de investigação e resgate deverá ser formado imediatamente. Procurem por interessados, especificamente aqueles que presenciaram o renascer da semideusa. — ele fez um sinal para que alguns colegas de Flynn buscassem os campistas.

— Posso sentir a essência de meus irmãos — a menina foi introduzida na conversa. — Todos urgem por saírem de onde estão, por respostas às perguntas mais complexas que se formam em suas mentes. Tempo é algo que não podemos desperdiçar nessa jornada.

Em pouco tempo, dois sátiros chegaram ao local com os semideuses que completariam o grupo. Restava saber se tal convocação renderia bons frutos.

Informações adicionais:

♦  A forma como foram abordados ou até mesmo como os sátiros acharam/convocaram vocês até a reunião com Quíron é de livre interpretação. Lembrando sempre de manter a coerência: se o personagem foi até a floresta tomar banho na cachoeira, demorará mais tempo até que o sátiro o ache e convide para o grupo de busca.

♦  Para fins de interpretação, a semideusa filha de Macária possui nível 20, de acordo com a média aproximada e arredondada dos níveis de todos os participantes desse grupo, e não possui armas de reclamação, somente a faca de recebimento padrão do acampamento.


Pontos obrigatórios:

Darya + Flynn + Lyssandre + William

♦  Devem escolher, novamente com coerência, a forma de saírem do acampamento. Assim que o fizerem, a sensitiva filha de Macária indicará os arredores de Nova York, como a pista mais próxima que possui.

♦  Além de levarem algumas horas no trajeto, pois o local indicado é um bairro bem afastado do centro da cidade, vocês passarão por três locais onde a meio-sangue sentirá a presença de um irmão, mas serão pisas falsas. Tenham ciência de que quanto mais se atrasam mais perigo correm tanto por se distanciarem do revenante quanto por se distanciarem da Colina Meio-Sangue.

♦  Não poupem detalhes. Esse turno é essencial para o desenvolvimento dos demais.


Felix

Ainda perdido e com a constante sensação de ser viagiado, não apenas pelo sujeito que o segue, você se depara com uma placa de trânsito com os dizeres “Bem-vindo à Philadelphia, Pensilvânia. As rodovias de acesso à Scranton, Harrisburg e Lancaster funcionam de segunda à sexta das 8h às 16h somente para veículos pesados e das 6h às 22h para demais veículos. Aos sábados, domingos e feriados as vias de acesso funcionam das 5h às 22h livremente.”

Pontos obrigatórios:

♦  Deverá narrar a reação aos acontecimentos do turno anterior e sua busca por respostas. O homem te perseguirá até a placa de trânsito e de lá ele desaparecerá na esquina de um prédio.

♦  Oficialmente um nômade, você deverá narrar a ida a minimamente duas das três cidades propostas, buscando suas respostas. Tal procura não renderá frutos suficientemente satisfatórios e você precisará lidar ainda com suas lembranças estilhaçadas.

♦ Em um determinado momento algo chama sua atenção: o símbolo de uma fênix na tenda de uma cafeteria. Narre em qual localidade está e as reações do personagem ao símbolo encontrado.


créditos à Eos pelo plot do evento.

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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Flynn B. Barden em Sex 15 Abr 2016, 19:50

Les Revenants
Quando os mortos revivem...

Acompanhei Quíron até a tenda do curandeiro para, finalmente, encontrar a tal garota que ressuscitara. No caminho, vários outros seres da natureza e campistas começaram a nos acompanhar, fazendo um pequeno grupo de pessoas. Ouvia diversos comentários e perguntas direcionadas ao coordenador do acampamento, muitos dos quais o centauro ignorou completamente. As poucas informações que ele dizia foram suficientes para manter uma boa parte daqueles jovens por perto, alguns preocupados, outros animados.

Ao me aproximar da tenda, pude ver alguns curandeiros fora, ainda tentando absorver o que ocorrera há pouco. Fazendo certa reverência, entrei no local logo após Quíron e me posicionei próximo a ele, tentando ficar altivo no meio de tantos semideuses mais experientes que o sátiro aqui. Assim que as palavras foram proferidas pelo centauro, uma figura me chamou a atenção: pequena, não tão proeminente quanto os homens ali. Porém, ela que era a causa para aquelas medidas e a consequência de uma ação divina muito maior.

— Então é você... — murmurei para que somente eu ouvisse.

Quando ela disse que poderia sentir a essência de seus irmãos e irmãs, pensei que a busca seria um pouco mais fácil do que eu esperava. Porém, sabia por experiência que não deveria subestimar missões, principalmente aquelas que tinham diretamente a ver com alguma coisa maior. Mesmo assim, não pude evitar o pensamento de que seria bem rápido achar o revenante perdido.

Logo os outros membros do grupo chegaram, formando assim um time um tanto bizarro: Um sátiro, um curandeiro filho de Éolo, um filho de Hades e uma filha de Deimos. Duas pessoas puxavam para o submundo/escuridão/trevas e afins, enquanto duas pessoas eram mais voltadas para o lado da luz, da paz e derivados. Só esperava que concluísse a missão que me fora passada de emergência sem perder ninguém na jornada.

— Ok... — finalmente pude falar, um pouco receoso. — Devemos levá-la, mas suponho que teremos que ter cuidado redobrado. Mesmo assim, nosso único meio de transporte é o ônibus, que não é exatamente lá aqueles veículos confiáveis...

Deixei a afirmação no ar, enquanto rumava para o topo da colina meio-sangue. A vista do lugar era esplêndida, pena que poucas pessoas conseguem apreciar, afinal sempre há uma situação de desespero envolvendo o local e semideuses novatos todo dia. Assim que virei a cabeça, olhei para o time dos salvadores dos ressuscitados de maneira total. Eu sentia que não tinham semideuses tão novatos nesse time, porém ainda me faltava mais confiança nele, principalmente no lado negro deste.

— E lá vamos nós...




Eram quase duas horas de viagem de ônibus em direção a Nova Iorque quando a filha de Macária pareceu sentir algo. Eu cheirava o ar, procurando o cheiro característico de semideus, mas não conseguia distinguir o revenante dos demais semideuses. Isso me fez pensar sobre qual era o alcance da jovem e sua sensitividade com os irmãos. Embora também me fizera indagar se a habilidade era uma farsa, acreditava profundamente na garota naquele começo de missão.

Ao chegarmos em um dos bairros periféricos, o sinal parecia ter ficado mais forte. Ela avançou logo à frente, saindo do ônibus ditando o caminho no meio do labirinto de ruas e edifícios antigos que se erguia logo quando entramos no cerne da periferia. Conseguia ver algumas pessoas andando pelas ruas, outras se enfiando em becos para fazer sabe-se lá o quê e terceiras que olhavam desconfiadas para qualquer ser que passasse perto.

Então, depois de algum tempo de caminhada, uma fala:

— Perdi.

Embora tenha demorado um pouco a entender, minha reação foi de decepção. Mexi nos meus cabelos enquanto fiquei um pouco para trás. Antes que eu pudesse descontar minha frustração em alguma coisa, senti um cheiro bem fedorento e olhei para trás. Nada. Estremeci, logo me juntando ao grupo e andando um pouco mais apressado do que os outros.




Segunda perda de 'sinal' do dia, depois de tanto que já viajamos. A jovem revenante olhou para cima, procurando entender o que se passava com aquilo, enquanto o cheiro forte de algo podre estava aumentando cada vez mais, o que me preocupava muito. Empurrei todos, falando coisas como: "Se ficarmos tempo demais parados, coisas ruins vão acontecer" e me apressei também.

Ao fim da rua, atrás de mim, notei uns quatro lestrigões que olhavam pra nós como se fôssemos o próximo almoço deles. Mesmo que nós pudéssemos lidar com aqueles monstros, eu preferia me preservar até o inevitável acontecer. Ergui minha clava, em um gesto intimidador, enquanto empurrava a revenante com o outro braço, apressando também as outras pessoas do grupo.

— Anda, pessoal. Não é bom causar problemas agora, principalmente porque alguém está correndo perigo nesse exato momento.

Os lestrigões não se aproximaram, mas o cheiro pútrido estava terrível de suportar, mesmo quando entramos em mais um ônibus para sairmos daquele lugar. Tive que bater levemente no meu nariz e colocar a camisa o protegendo, pois já não conseguia aguentar.




Aquela era a terceira perda e eu não sabia exatamente onde estava, exceto pela quilometragem até Long Island: 70km. Permiti-me dar um murro na parede mais próxima, enquanto me agachava e, depois, colocava as mãos atrás da cabeça. Dei um suspiro longo, quase sofrível, e exalei todo tipo de frustração. A possibilidade daquele senso ser uma completa fraude era bem palpável agora, o que me irritava profundamente. A coisa que eu menos gostava era ser enganado.

E parecia que não era só eu quem não gostava disso.

Porém, não me parecia certo pedir explicações à semideusa. Até porque ela deveria estar mais confusa do que todo mundo com o que estava acontecendo. Quero dizer, se fosse eu na situação que ela estava, provavelmente não teria condições de entender o que tinha acontecido comigo plenamente. Por isso, fiquei naquela posição por um longo tempo, também não ligando muito para o que acontecia ao meu redor.

Isto até o cheiro podre invadir minhas narinas e me deixar em alerta.

Ergui o corpo, olhando ao redor e procurando por inimigos.

— Vamos embora, pessoal. — falei, logo após sentir o cheiro se intensificar. — Não tem nada aqui e estamos em perigo.

Informações adicionais:
Nada a ser mencionado.
Poderes:
Passivos:
Nível 1: Olfato Sensível ~ Sátiros tem um olfato potente e sensível, podendo detectar monstros e outros tipos de coisas à um raio de 200 metros. o raio aumenta 200m a cada 10 níveis até o 40, chegando a 1000m.

Nível 9: Memória olfativa ~ A partir desse nível, sátiros não esquecem mais os cheiros que sentem, tornando suas detecções mais precisas.[Criado por Sadie Bronwen]
Ativos:
Nenhum usado.
Armas:
{Whistle} / Flauta [Flauta de bambu com cinco canais de som, popularmente conhecida como "flauta de pã". Necessária para a utilização dos poderes do sátiro. 2x por missão pode ter seu alcance sonoro dobrado, aumentando a área de atividade dos poderes. Além disso, poderes sonoros voltados a plantas e animais - desde que não sejam criaturas racionais - tem um aumento de 10% sempre que a flauta for usada como condutor]{Bambu}{Nível mínimo: 1} [Recebimento: Presente de Reclamação]

{Homerun} / Clava [Semelhante a um taco de baseball, esta clava tem a aparência simples, mas ainda é potencialmente danosa. Sua construção é em camadas - a base de madeira maciça, recoberta com bronze sagrado e uma nova camada de madeira, fazendo com que seja de fácil ocultação, mas com um peso bem superior a um bastão comum. A partir do nível 20, transforma-se num bracelete rústico][Carvalho e Bronze sagrado](Nível: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação]

{Disguise} / Chapéu [Com este item o sátiro pode assumir a aparência humana como bem desejar - apesar de não alterar a aparência de seus itens ou suas características físicas, tampouco a aparência do sátiro exceto no relativo aos detalhes mitológicos. O chapéu adequa-se à roupa escolhida, mudando com a aparência da mesma, mas é tudo uma ilusão – quem pode enxergar através da névoa ainda pode ver sua real natureza – e aparência. Uma única vez por missão pode efetivamente mudar a aparência do sátiro para fazer parecer com outra pessoa, mas o efeito é ilusório e dura apenas 2 turnos, não simulando poderes ou memórias. {Ilusão - pessoal; Nível mínimo: 1}

- Berryes [Três frutas semelhantes a amoras criadas pela magia "Bom fruto" de uma dríade. Cada uma recupera 20 de HP e MP. Consumível e não reutilizável, uso único.Sem elemento e sem nível mínimo. Por Eos pela missão Pay with a kiss]

Braçadeira argilosa [Bracelete de terracota de textura rústica e irregular, de tonalidade avermelhada. Ao ser ativado o item recobre o corpo do semideus com uma camada de argila e amplia sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 uso por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: couro} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

...E os vivos têm medo.
Flynn B. Barden
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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Felix Portier em Sex 15 Abr 2016, 23:24







Les Revenants
And the beginning of his second life.

Orientações acerca da missão abaixo, para melhor aproveitamento da leitura:

— Cada post dessa OP contínua também é composto de uma música tema e uma frase que o resume. Recomendo colocar a música ao ler a parte, já que sempre deixarei um player — basta clicar no play até que o símbolo vire um sinal de pause pra começar a música — e o link da música no youtube.

— Há sempre um resumo em tópicos do que ocorreu em cada post em um spoiler no começo, para fins de organização e de acompanhamento.

— A faixa etária de leitura de cada post estará no título desta, entre colchetes. Leituras +16 e +18 terão o colchete destacado com uma cor diferente.




Les Revenants:
Mémoires [L]

— Começa com o acordar de Felix. É descrito onde ele acordou e em que estado está.
— Sem rumo, ele decide ir até uma cidade próxima de onde acordou.
— Há uma pequena visão do seu passado após ele se lembrar de seu nome, mesmo que ele não tenha certeza deste.
— Após isso, notou um pouco de dinheiro consigo e decidiu procurar um lugar para comer.
— Há outra visão, dessa vez somente estática, como uma foto.
— Após pedir uma refeição, ele decide assistir um desenho animado e olhar as pessoas entrando e saindo do lugar.
— Ao chegar seu pedido, ele tem outra visão, dessa vez de uma discussão entre duas pessoas da visão da foto.
— Depois disso, ele come e paga sua comida. Porém, um homem estranho decide se levantar na mesma hora que o garoto.
— Saindo do lugar, é surpreendido pelo fato do desconhecido estar o seguindo.

Voyage [L]

— Começa com Felix tetando fugir do seu perseguidor, enquanto sente que outros estão o observando e o perseguindo.
— Assim que chega em uma placa de trânsito, não vê mais seu perseguidor e a sensação de estar sendo observado diminui um pouco.
— Ele vê o nome de três cidades próximas na placa, assim como o nome da cidade onde está. Por algum motivo, o último é instintivamente reconhecido pelo jovem.
— Ele decide então ir para uma das cidades da placa. Consegue após pegar uma "carona" com um caminhão que pararia em Lancaster, a primeira cidade a ser visitada.
— Após suas memórias não serem despertadas, o jovem decide sair da cidade após dormir um dia nesta, em um banco de parque.
— Pelo mesmo método usado anteriormente, ele chega a Scranton, que é a segunda cidade daquela placa. agora ele já tinha o conhecimento de seu sobrenome.
— Ao perguntar por seu nome para as pessoas, percebe que elas não o conhecem. Porém, algumas pessoas se aproximam de si para tirar foto e dizem que ele tem pinta de modelo internacional.
— Após comprar algo para comer, ele nota um símbolo em uma cafeteria. Por algum motivo, ele estimulava levemente suas memórias, como se Felix o conhecesse de antes.


Voyage [L]


"Só os grandes espíritos resistem e, ainda assim..."
— Victor Hugo, escritor francês.


Música do player:
https://www.youtube.com/watch?v=c4BLVznuWnU


Suor escorria por sua testa à medida que apressava suas passadas. O homem continuava seguindo-o, fazendo com que, aos poucos, pânico entrasse na cabeça do loiro. Ele também sentia que não era só aquele cara que o seguia, além de pensar que estava sendo observado por mais gente. A respiração ficava cada vez mais rápida e curta, o medo mais palpável e os calafrios mais frequentes.

— Olha por onde anda, moleque! — ouviu de um transeunte, após esbarrar neste enquanto quase corria das ameaças.

Ao chegar em uma avenida, ele tomou o caminho da direita, ainda sendo seguido pelo estranho. Chegou um ponto que começou a correr, querendo se afastar das sensações e do perigo que poderia ser sua imaginação ou real. Indo para perto de uma placa de rodovia, percebeu que o estranho tinha deixado de segui-lo e, embora confuso, estava bastante aliviado com aquilo.

Então, ao observar melhor a placa, ele viu onde estava e três outras cidades que pareciam ser próximas dali. O nome Filadélfia ecoava na sua mente como um mantra, quase como se, no fundo de seu ser, reconhecesse o local onde estava. Sem dores de cabeça esclarecedoras, Felix percebeu que aquele nome, embora parecesse algo que deveria conhecer, não despertava nenhuma memória dentro de si.

Por sorte, pelo menos um rumo ele tinha para seguir. Três cidades estavam na placa e, talvez, o jovem conseguisse maiores informações que o fizessem descobrir mais de quem é.




Dormir na traseira de um caminhão não era uma das melhores coisas na vida. Mas, pelo menos, Felix tinha chegado ao seu primeiro destino: Lancaster. A cidade era bem menor do que a que antes estava, mas ainda era um município de grande porte. Ao sair da traseira do veículo que estava, Felix vagueou pelo lugar, mais tentando reaver suas memórias do que perguntando para as pessoas se o conheciam.

Entrou em uma livraria e observou os livros e revistas, enquanto estava sob olhares de algumas pessoas. Não as culpava, principalmente porque até ele mesmo instintivamente se estranhava, estando vestido em trapos como um morador de rua. Após pegar um guia turístico e pagar com mais alguns trocados no bolso, ele folheou a revista, procurando por traços de sua memória.

I'm gonna pick up the pieces

Acabou resolvendo ficar em um parque durante o resto daquela tarde, enquanto não encontrava estímulo suficiente para que seu corpo e mente relembrasse das coisas, mesmo que ele tentasse forçá-lo a fazer isso. Felix então dormiu no banco daquele parque, somente acordado uma vez por um guarda que fez algumas perguntas simples que o jovem respondeu vagamente.

And build a lego house

Vendo que não iria encontrar respostas ali, ele procurou uma forma de sair da cidade. Não foi tão difícil, afinal a parada obrigatória de qualquer caminhão é em postos de gasolina enormes.

if things go wrong we can knock it out

E era bem fácil se esconder no meio da carga que carregavam.




Scranton. Esse era o nome da segunda cidade que visitava, um pouco maior do que Lancaster. Após sair do caminhão enquanto ele estava parado em um semáforo, Felix resolveu perguntar para algumas pessoas na rua se o nome "Felix Portier" — ele tinha relembrado o sobrenome no meio da viagem — era conhecido por ali. Com várias negativas, o jovem desanimou um pouco.

Indo para o centro da cidade, foi abordado por algumas pessoas para experimentar coisas e para tirar fotos. Estranhou e, ao perguntar, elas diziam que ele tinha muita cara de modelo internacional, embora o cheiro não fosse parecido. O loiro puxou o guia turístico, folheando-o mais uma vez enquanto pensava nas palavras que tinha ouvido. Talvez por isso às vezes se sentisse tão observado: era porque lembrava muito algum modelo internacional.

Pelo menos ele quis acreditar nisso.

I'm out of touch

Com memórias que o lembravam de situações que não tinham nexo, mesmo que parecesse memórias soltas de sua família, o jovem parou em um mercado ao ar livre e, com os poucos trocados que sobraram em seu bolso, comprou um cachorro quente. Ao dar uma mordida neste, mastigando o pedaço que arrancou e começando a saciar sua fome, Felix casualmente olhou para os estabelecimentos ao seu redor.

I'm out of love

Uma loja de roupas que tinha modelitos muito bonitos, uma loja de departamentos lotada, uma joalheria e uma cafeteria foram os estabelecimentos que ele achou mais bonitos. Enquanto deslizava os olhos pelos layouts das lojas, notou um símbolo um tanto conhecido na fachada do local que vendia bebidas a base de café: Uma fênix com as asas abertas em cima de um monte de cinzas. Esse símbolo não se repetia nos uniformes das pessoas da loja, muito menos nos vidros do lugar. Parecia ser uma mensagem feita só para o loiro.

Ao finalizar seu cachorro quente, ele olhou novamente para o símbolo. Não sabia explicar, mas parecia que toda vez que o olhava, sentia uma coceira dentro de seus pensamentos, como se algo reprimido quisesse sair.

— Muito estranho. — constatou. — Por que isso tá acontecendo?

Hm:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]
"A black cat crossing one's path by moonlight means death in an epidemic";

made by ▲ and edited by Heit! for her own purpose.
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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Sab 16 Abr 2016, 23:59

[quoolor: #49497D;text-align: center;">Turno I



— Impotência, de longe um dos sentimentos mais incômodos — respondeu num tom mais compreensível, puxando a outra para mais perto. Beijou-lhe os cabelos em um gesto carinhoso, como quem tenta transmitir conforto. Por dentro, porém, o interesse fazia o seu sangue ferver mais rápido, impaciente, e logo fez uma nova pergunta, quebrando o reconfortante silêncio que se instalara — Você se refere à novata? Porque não são bem esses os boatos que estão correndo por aí.

— Boatos? — franziu o cenho em confusão, a raiva tornado a domina-la novamente. — Que droga! Esses campistas não sabem manter a boca quieta não? Tudo parece se transformar em motivo de alarde, merda.

Após a nova explosão, Kate afastou-se apenas o suficiente para passar o braço pelos cabelos em um claro sinal de cansaço, retirando os fios grudados pelo suor da sua face. Abraçando os joelhos, deu um longo suspiro e descansou a cabeça sobre o ombro da mais alta.

— E aí — retornou a narrativa, fixando o olhar em algum ponto qualquer no céu — tá tudo desse jeito maravilhoso. Você tentando calar aquela parte de si que diz para continuar lutando, que você não pode ter falhado, quando você claramente não foi capaz.. Não, não fala nada, espera. — adicionou quando a outra fez menção de dizer algum comentário, calando-a com um breve toque to indicados nos lábios vermelhos da morena. — Em um momento, você está tentando assimilar que perdeu o paciente, e alguém perto de você já quer providenciar uma pira e tudo o que você quer é que tudo não tenha passado de um pesadelo ruim.

O silêncio novamente se instalou, apenas a respiração de ambas quebrando-o. O braço esquerdo da filha de Deimos agora circulava o corpo da loira, acariciando-lhe calmamente. Sabia que aquilo não era tudo, o que instigava ainda mais a sua curiosidade, mas sabia também que não poderia se precipitar ou correria o risco de acabar com a sua chance.

— E no outro... você não consegue acreditar naquilo que os seus sentidos dizem, porque é simplesmente muito surreal. Você olha pra ela e de repente seus olhos tão abertos. Não o famoso olhar de peixe morto, mas um olhar de vida, sabe? Um olhar assustado, perdido, mas vivo. E você se pergunta que caralho que tá acontecendo, se o excesso de energia gasta alterou de alguma forma a sua mente. Você olha em volta, e todos parecem ter a mesma reação e você precisa agir rápido para que não a perca uma segunda vez. Você se perde, não sabe o que é realidade e o que não é, mas apenas faz o que pode. E isso é muito estranho.

Finalmente, Kate. Talvez te manter por perto tenha ainda mais valor do que eu pensava, afinal. Mas pra que esconder tanto o jogo, querida?

— Parece algo assustador. — comentou, ao que a outra apenas anuiu distraiadamente — Mas Kate... isso não foi tudo o que ouvi por aí,

— Como assim? — respondeu de cenho franzido, olhando para qualquer direção que não os olhos castanhos da Archer-Gilligan.

— Houveram comentários... Sobre coisas ditas por ela e tudo o mais. — praguejando interiormente, pegou o rosto da curandeira entre suas mãos, fazendo com que os seus olhares se encontrassem. Precisava convencê-la a repassar as informações por completo — Olha, você sabe que eu não vou contar nada a ninguém. Você sabe que pode confiar em mim — "Você estará muito enganada se fizer isso, mas preciso que você faça" —, afinal ninguém nunca soube de nada, certo? — dessa vez o seu sorriso era malicioso, o seu olhar fixando-se rapidamente nos lábios cheios da loira, antes de voltarem a se fixarem no mesmo local de antes.

— Não, Darya, não é isso. É só que... — mordeu o lábio inferior distraidamente, tentando resolver o conflito interno que se passava dentro de si. — Esquece. Hora ou outra todo mundo acaberá sabendo de qualquer forma, é o que sempre acontece. — respirou pesadamente, já decidida — Havia algo muito estranho nisso tudo. Tipo, realmente estranho, e eu não digo só no sen

Turno II




Um longo momento de silêncio seguiu a séria conversa. Um momento em que ambas estavam perdidas em seus próprios pensamentos e devaneios, medindo prioridades e planejando rotas recentes. Para a loira, tudo o que mais queria no momento era um bom banho que a livrasse da forma suja com que se sentia após a experiência. Para a morena, nada mais bastaria que não alguma forma de estar por dentro de todo aquele caso - ou jogo, como alguns classificariam. Afinal, se a própria vida era um jogo de regras complexas e sujas, por que aquilo tudo seria diferente?

Bah. Ainda como exemplar ombro amigo - ou amante, que fosse - Darya fez menção de acompanhar a curandeira até o chalé a que pertencia. O silêncio, mais do que qualquer outra coisa, as acompanhou na breve caminhada, enquanto os corpos mantinham-se juntos em consolo (ao menos para um dos lados). Era mais do que visível o abatimento da sempre altiva filha de Hermes, mas nada além do que já era feito poderia surtir efeito. Não no momento, é claro. Para a de Deimos, o silêncio era não fraqueza ou ruptura com o normal, mas reflexão e estratégia. A mais baixa estivera presente em tudo aquilo, não só visualizara a cena como tivera participação importante. A probabilidade da assassina de conseguir informações e o que quer que fosse era maior permanecendo perto do que longe. Assim sendo, optou por deixá-la na porta do seu chalé, combinando que a esperaria do lado de fora para que pudessem fazer alguma coisa qualquer que fosse útil à recuperação do trauma por Kate. E, sem se importar com os olhares curiosos ou maldosos dos meio-irmãos da garota, puxou-a para um abraço apertado e deu-lhe um beijo casto em sua testa antes de deixar que a mesma fosse para a sua privacidade.

Não que ambas tivessem qualquer envolvimento além do físico. Mas isso não impedia que, por trás do sexo, houvesse sentimento de amizade. Ao menos do lado da mais inocente, dado que seria muito difícil para a Archer-Gilligan nutrir algo muito próximo disso. Não, não. Nutria, porém, algo como um sentimento de proteção: a semideusa lhe era útil e ajudava-a, além de sua companhia ser no mínimo agradável, não enchendo-a com cobranças ou perguntas irritantes e desnecessárias. Assim, nada mais justo que retribuir na medida do possível e ao seu modo particular e diferenciado. Por mais suja que fosse, ainda mantinha uma mínima honra. A mesma honra deturbada, talvez, que a fazia querer defender o acampamento; novamente, à sua maneira própria.

[...]


Alguns minutos já haviam se passado desde que Kate entrara e Darya sentara apoiada em um poste qualquer. Da sua posição, tinha visão privilegiada da entrada do chalé, porém sem chamar muita atenção. Dessa forma, estava alerta ao fluxo no local, atenta a qualquer movimentação diferenciada ou fora do comum. Logo, não lhe passou despercebido quando um sátiro irrompeu quase que desesperadamente pela área dos chalés, batendo apressadamente na porta de um em especial. Na verdade, a visão muito lhe agradou. A maior probabilidade é que estivesse atrás da curandeira e, qualquer que ele fosse ali fazer e as informações que desse, a filha de Deimos teria acesso.

Então, com o familiar meio sorriso, recostou a cabeça entre as mãos, tornando a por os óculos escuros e relaxando a postura dentro da jaqueta de couro. Sabia que a partir dali era só uma questão de tempo; o que não contava, pois, era que poucos minutos depois a loira em questão aparecesse com um sorriso cansado, acompanhada de perto pelo mesmo sátiro de entrara. Surpresa, a Archer-Gilligan não sabia o que esperar, a não ser, talvez, que o estava por vir era bem maior do que aquilo que primeiro julgara.

Erguendo-se rapidamente, encarou a dupla de cima a baixo, analisando-na o mais profundamente nos poucos segundo que levou para que fosse alcançada. Kate, com o cabelo molhado jogado de lado, parecia portar um misto de cansaço e provocação, como se soubesse de algo que a filha de Deimos não tinha acesso. Por sua vez, o híbrido parecia igualmente analisar a semideusa com o corpo lotado de tatuagens, como se julgando ser ela digna de alguma coisa. A fração desafiadora no olhar de ambos bastou para a postura de Darya se tornasse ainda mais orgulhosa, passando a portar um olhar superior e o famoso esticar de lábios arrogante. Deixando os óculos de lado, os olhos castanhos eram duas esferas ardentes, prontas para provar o que fosse necessário.

Distância cruzada, algumas poucas palavras foram trocadas. Nada mais do que algumas apresentações fúteis entre a monitora e o sátiro. A informação da sua posição no acampamento pareceu de alguma forma surtir um efeito positivo na criatura, pois uma expressão pensativa tomou a sua face antes que o mesmo soltasse um suspiro aliviado. Após isso, poucas mais sentenças foram proferidas, poucas orações articuladas. A ideia por trás de tudo aquilo era simples, mas a excitação por parte da assassina não podia ser contida; não se fez de rogada ou de difícil, atrasando o processo. Apenas aceitou segui-lo até o dado local e fazer o que fosse necessário. Não sem antes, é claro, agradecer àquela que agora sorria abertamente, sabendo exatamente o efeito que provocara na mais velha.

— Agradecerei devidamente mais tarde. - Sussurrou ao ouvido da outra, correndo a mão rapidamente pela cintura de Kate antes de desfazer o abraço e voltar-se para o caminho contrário

[...]


Poucos minutos a levaram até o topo da Colina, onde outros já se encontravam. Olhando ao redor, analisou o grupo: um sátiro, um semideus de áurea sombria, outra que já houvera visto em uma das enfermarias do acampamento e aquela que suponha ser a filha de Macária. À última, doou parcela importante da sua atenção, seu olhar coberto de desconfiança. O ser franzino mantinha-se quieto em seu canto, enquanto um clima desconfortável era notável por todo o restante. Ela poderia muito bem estar guiando-nos para uma armadilha, mas a única alternativa que tinham era de acreditar nela e no que quer mais que a semideusa dissesse. Porém, isso não significava que Darya fecharia os olhos e confiaria nela cegamente. Pelo contrário.

Seus pensamentos foram interrompidos pela voz receosa do híbrido. Deu de ombros, seguindo-o rumo à fronteira. Pegar um ônibus não seria lá a opção mais segura, mas não é como se existissem outras muito melhotes. Assim, apenas deu-se por ora satisfeita e seguiu de ombros erguidos.

[...]

Okay, aquilo estava estranho. Tediosamente estranho e suspeito. Mais de duas horas já se houvera passado com eles ali, alertas em seus lugares, atentos a qualquer sinal da outra. De forma alguma agradava à filha de Deimos confiar assim o seu destino a uma total conhecida, mas, novamente, era para isso que ali estava e, quando entrava em um jogo, não desistia por nada. Uma coisa, porém, era clara: quando mais se aproximavam da periferia, mas a sua "guia" se agitava em seu banco até que, bruscamente, se levantasse, imediatamente seguida por todos os demais.

Desconfiada, a Archer-Gilligan tentava ao máximo manter a expressão impassível e livre de qualquer coisa que deixasse claro o seu desconforto. Algo em sua mente gritava por perigo e sua atenção era dividida entre a garota a sua frente, o grupo que a cercava e as pessoas que andavam apressadamente pelas ruas lhes dorecionando olhares suspeitos ou passavam sem sequer notar a sua presença.

Um suspiro frustrado saiu por entre seus lábios quando ficou claro que estavam ali por uma pista falsa.

De qualquer forma, não se podiam dar ao luxo de sentar e se lamentar. Então, a prole de Deimos continuou a seguir os passos tortuosos da moça, entrando por becos e esquinas cada vez mais aleatórios, a mão sobre o punho da espada em um lembrete claro de que estava ali para encarar qualquer problema.

Os minutos passavam, e com eles a sua paciência. Já haviam se dado conta de que seguiram por um caminho errado pela segunda vez quando um olhar do sátiro fez com que desviasse o seu próprio. Ao notar o grupo de monstros, apertou ainda mais a mão sobre Panic, enquanto o seu sangue parecia ferver por suas veias. O mais adequado no momento era simplesmente seguir caminho, por mais que os instintos mais violentos da moça a dissessem para enfrentar a todos.

Estava ainda mais desconfiada e sua paciência atingira um nível alto, continuando a andar com a atenção focada naquilo que a cercava. Minutos e mais minutos se passaram, até novamente chegarem ao que parecia um grande nada. Um suspiro audível saiu por seus lados, enquanto tentava controlar a língua. Pareciam estar andando à toa, em uma espiral rumo ao perigo.
Adendos:
equipamentos:

— {Panic} / Espada [Uma espada longa, com a lâmina medindo 70cm, mais 20 cm de empunhadura. Sua lâmina é feita em bronze sagrado, mas é trabalhada e tingida de preto. O cabo da arma é feito em ébano, reforçado com metal e revestido em couro e a empunhadura simula um dragão negro. Vem junto de uma bainha de couro escuro. No nível 20, Panic se transforma em uma braçadeira da cor da espada.] {Ébano, couro e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Deimos]

— {Crash} /Espada [Uma espada longa, com a lâmina medindo 70cm, mais 20 cm de empunhadura. Sua lâmina é feita em bronze sagrado, mas é trabalhada e tingida de vermelho. O cabo da arma é feito em mogno, reforçado com metal e revestido em couro, e a empunhadura simula um dragão vermelho. Vem junto de uma bainha de couro de tom vermelho escuro.]{Mogno, couro e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1)  [Recebimento: Presente de Reclamação de Deimos]

Neckabog [Colar feito de prata e um pingente de crista roxo. Quando alguém estiver sobre a aura de pavor da semideusa, o pingente do colar irá brilhar em uma leve luz cavernosa, fazendo com que 5 de MP da pessoa que estiver sobre o efeito da aura passe para a garota. Quando a usuária atingir o nível 30, o colar irá sofrer um avanço, sendo capaz de fazer com que um inimigo da semideusa tenha a ilusão de ver seu pior medo na frente de seus olhos, ficando paralisado por uma rodada. Só pode ser usado uma vez por missão ou luta. {material: prata e cristal roxo} (nível mínimo: 3) [By Ares, pela missão “O pavor de se amedrontar”]

►Tripas de Ciclope [Ao jogar o item no chão o mesmo "explode" deixando o campo de batalha com um cheiro realmente ruim, podendo fazer alguns semideuses até vomitar. Vem dividido em três gomos para que possa ser usado três vezes. O cheiro afeta um raio de 5x5 metros e dependendo da vontade do narrador pode fazer até que se tenha náuseas. (Uso = 3) [Nível Mínimo] (Nenhum Elemento) [Presente pelo Treino de Chalé]


♦ {Luto} / Bandana Preta [Carregando a aura pesada do atentado terrorista ao Acampamento no réveillon, essa faixa preta do tamanho de 50cm de comprimento por 5cm de largura possui uma propriedade interessante: tais como em cerimônias lúgubres, onde se dedica um minuto de silêncio em respeito à fatalidade ocorrida, os movimentos do usuário ficam silenciados por um turno inteiro; tal "bênção", no entanto, não afeta fala ou poderes (não se poderia silenciar uma explosão, por exemplo), podendo ser utilizada unicamente em ações relacionadas à movimentação (um pulo, uma caminhada, uma corrida, o ruído de passos - desde que provindos do portador, seriam silenciados e não poderiam ser escutados, independente de poderes como "audição perfeita"). Pode ser utilizada duas vezes por ocasião (missão, evento, treino, dentre outros).] {Tecido preto} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Evento de Encerramento, "Burn, Baby, Burn! - Postagem Aberta". Jan/2015.]

† {Infernal Justice} / Arma de pressão[Feita em aço claro e ébano, é facilmente confundida com uma arma de fogo, por seu formato e aparência, como de uma pistola com cano pouco mais longo. Ela, porém, funciona por meio de um sistema de engrenagens e molas similar aos usados em armas de Airsoft, que impulsionam um projétil por vez a uma distância de até 80 metros sem perder a precisão, podendo alcançar até 120 m sacrificando-se parte de sua potência, isso graças à técnicas empregadas visando aumentar a distância atingida pela arma. Com a capacidade de armazenamento de 10 dardos em seu tambor - necessitando ser recarregada após isso -, possui o nome "Angel" talhado em sua parte inferior, juntamente com uma rosa]{Aço e ébano} (14) {Não controla nenhum elemento} [Forjado por Harry S. Sieghart]

† {Hell's Flame} / Projétil[Medindo cerca de 12 cm, é feito em madeira mais dura que as usadas normalmente em flechas e com ponta longa, porém estreita em magnésio. Foi feito para possuir um alto poder de perfuração, causando dano 10% maior em relação à projéteis comuns, além de danificar armaduras com um bônus de 10%. Quantidade restante: 20.]{Ébano e Magnésio} (9) {Não controla nenhum elemento} [Forjado por Harry S. Sieghart]

{Sanity} / Contas [Três pequenas contas em um metal de cor negra, trabalhados de forma com que se pareçam chips. Estes possuem um brilho avermelhado, que lembra sangue, e possuem a habilidade de, duas vezes por missão ou evento, ativarem o que há de mais racional no semideus. Assim, este será afetado 35% a menos por efeitos advindos de auras negativas e poderes que afetem o racional, como medo, persuasão ou charme. Esta tem a duração de três turnos, e só funcionará se todas as contas forem ativadas em conjunto; do contrário, nada ocorrerá. Vem com com uma corda simples de couro negro trançado, que pode ser amarrada em volta do braço como uma pulseira ou em volta do pescoço.] {Metal e couro} (Nível Mínimo: 10) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: 4º Treino Trimestral 2014, "Insanity"]

Colar de Neméia [Colar de couro com uma única presa afiada de um grande felino. Ao ser ativado permite ao portador emitir um "Rugido nemeano" em menor escala. O rugido provoca um efeito de medo que reduz a movimentação dos alvos em 50% por 3 turnos, além de provocar dano sonoro no momento da emissão. Afeta alvos a até um raio de 25m de distância. 2 vezes por evento. Para fins de resistência, é considerado um poder de nível 32. (Nível mínimo: 32) {Material: couro e dente de leão} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

Braçadeira felina [Braçadeira na forma de uma tira de couro, adornada com a juba leonina de cor castanho avermelhada. Quando ativada fornece uma leve proteção, que lembra um pouco a habilidade fornecida pelo Leão de Neméia, aumentando a resistência do portador a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: Couro e pelo de leão) [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

{Songify} / Microfone [Um microfone de lapela sem fio. É preto, leve e pequeno, cabendo na palma da mão. Pode ser preso à roupa do dono, como um broche. O objeto foi encantado magicamente. Três vezes por missão, durante uma rodada, o usuário será capaz de manifestar seus poderes de forma sonora, seja através de um poema, uma música ou uma palavra. Assim, o poder, além do dano normal, terá dano sonoro (equivalente a 25% do dano normal). Caso o poder utilizado seja sonoro, terá sua efetividade aumentada em 25%, causando um dano maior. O item é vulnerável a poderes e itens que afetam ataques sonoros.] {Metal e Magia} (Nível Mínimo: 35) {Som} [Recebimento: Treino - Once Upon a Time, avaliada por Drillbit Jackson e atualizada por Asclépio]
Obs:
Maior parte da narração por forma de falas - com informalidades, é claro-, porque foi a forma pela qual a personagem teve acesso às informações.
passivos:
Beleza [nível 5] – Como netos de Afrodite, apesar de sombrios, são belos e atraentes. Assim, poderes que usam charme como meio de persuasão são 30% menos eficazes para semideuses de nível igual ou menor ao do filho de Deimos. [Modificado]
Frieza [nível 11] – Filhos de Deimos são frios, calculistas e destemidos. Dessa forma, são afetados por poderes de intimidação 50% menos com semideuses de nível igual ou menor, e 30% menos com semideuses de até dez níveis acima.
[/quote]
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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por 116-ExStaff em Dom 17 Abr 2016, 09:54



Welcome to the new age...
Les Revenants



— Impossível — a revenante socou uma parede cinzenta. — Eu senti a presença dele. É um menino loiro, sua imagem é bem clara. No entanto, tanta fumaça. Tantos sons. Isso é tão...

Todos do grupo param na frente de um café com uma tenda escura e uma fênix desenhada no meio. A garota fica estática por alguns segundos, a face inexpressiva. Assim que volta, ela possui uma certeza de localização: Scranton, Pensilvânia.

Informações adicionais:

♦  Novamente, descrevam o que sentiram/como reagiram ao senso “certeiro” de localização da garota. A tenda faz parte do café “USA Phoenix Sandwiches”, que possui filiais em quase todo o país segundo o folheto na porta de madeira com vidros que revelam o movimentado estabelecimento.


Pontos obrigatórios:

Darya + Flynn + Lyssandre

♦  A partir desse ponto, outro veículo ou modo de chegar até a cidade indicada pela cria de Macária deve ser providenciada. Por ser uma viagem de aproximadamente 3h, narrem uma dificuldade, combativa ou não, durante o percurso.

♦  Chegarão até a cidade e em pouco tempo estarão de frente para o mesmo café de Nova York. Nesse momento, ouvirão um alvoroço do outro lado da rua e um sujeito loiro e magro passará perto de vocês. A revenante identifica imediatamente seu meio-irmão e o aborda.

♦  A reunião familiar se encerra rapidamente. O rapaz estava escapando de um grupo de monstros que armam uma emboscada e cercam vocês.


Felix

Na rua atrás do café, você se depara com uma boate extremamente chamativa e com um volume de música suficientemente alto para que o quarteirão inteiro ouvisse. De lá, duas mulheres com roupas curtas e coladas ao corpo saem acompanhadas de um trio de motoqueiros.

— Ei, qual o seu problema? — um dos motoqueiros te aborda. — Está encarando minha gata o tempo todo. Quer apanhar?

Pontos obrigatórios:

♦ Narre como chegou até a boate. Resolva essa situação da maneira que achar necessária, desde que no final um gatilho de perseguição seja ativado. Pode ser uma indireta, uma briga ou mesmo um bate-boca. Você decide.

♦  Tente escapar da situação, mas sempre lembrando que, uma vez mantendo contato visual com qualquer um dos motoqueiros ou mesmo com uma das prostitutas, você estará marcado e o grupo começará a te seguir e te ameaçar.

♦ Em um ponto da perseguição,  você esbarra no grupo de busca do acampamento. Um dos integrantes é estranhamente familiar e te aborda. Nesse momento todos são emboscados.

OBS: Pela não postagem nos dois primeiros turnos sem justificativas dentro do prazo estabelecido, o jogador William morreu.


créditos à Eos pelo plot do evento.

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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Flynn B. Barden em Dom 24 Abr 2016, 07:01

Les Revenants
Quando os mortos revivem...

Parei, assim que a garota parou de falar, e olhei para trás. A garota olhava fixamente para um slogan de um estabelecimento, como se reconhecesse alguma coisa. Confuso, rumei para próximo dela e passei a mão logo na frente de seus olhos, não percebendo reação. Era algum tipo de brincadeira ou aquilo era sério? Antes que eu pudesse sacudir a jovem, ela piscou os olhos diversas vezes, passando as palmas de suas mãos nas pálpebras, como se quisesse se acostumar com a luz repentina.

— Scranton. — ela falou. — Temos que ir à Scranton! Ele está lá, tenho certeza!

Queria eu poder dizer que ela já tinha dito a mesma coisa duas vezes antes, mas um dos semideuses foi mais rápido. Logo começou uma pequena discussão e, admito, devo ter lançado umas três ou quatro ofensas ao modo como a garota dizia conseguir detectar os meio-irmãos. Porém, ela era a única que sabia mais ou menos o que estava acontecendo e onde estavam seus irmãos. Precisávamos dela para achar o tal revenante perdido e quanto mais tempo perdíamos naquela discussão, mais perigosas as coisas poderiam ficar.

Por isso, eu acabei seguindo a jovem, mesmo que não confiasse muito nela.

Não foi muito difícil pegarmos um ônibus para Scranton. Desembolsamos uma quantia considerável de dinheiro, coisa que é um tanto preocupante para nós... Er, pelo menos para mim, já que não disponho de tantos dólares assim. Logo que embarcamos no ônibus, procurei me sentar em uma das cadeiras do meio do veículo, de preferência de uma maneira que eu pudesse proteger meus companheiros de missão de algum monstro que, por acaso, quisesse entrar pela porta da frente.

A viagem foi até tranquila demais para meu gosto pessoal, até porque os monstros costumavam mirar semideuses experientes (e esse grupo tinha desses). A mortal que sentou ao meu lado ficou bem entretida com o fato de que eu sabia tocar músicas bem atuais em uma flauta, o que me deixou bastante animado até mais ou menos um terço do trajeto. Consegui cochilar um pouco, o que era praticamente um milagre, visto que estava em missão. Até deu para jogar um pouco de cartas com um senhor que trocou de lugar com a menina.

Porém, foi na parada para comer que eu tive um pequeno problema técnico.




— Meu chapéu! — exclamei, ao não vê-lo mais na minha cabeça.

Correndo para fora do lugar onde as pessoas do ônibus lanchavam, pude ver um "garoto" com o mesmo modelo de chapéu que eu possuía. Ele corria, tentando sair da cena do crime, então eu o segui com o máximo de velocidade que pude colocar em meus cascos. Ágil, logo consegui alcançar o meliante, que, por sinal, era um lestrigão. Ele sacudiu o chapéu, me desafiando. Por isso, acabei puxando minha clava e estreitando os olhos.

— Devolve. — falei, embora soubesse que ele não iria me ouvir.

Clavas se encontraram, mas era bem óbvio que eu estava com a vantagem naquele embate. Desviando de um ataque de cima a baixo, usei meu ombro pra se chocar com o do lestrigão, distraindo-o, e, apoiando-me num casco só, dei-lhe um coice de uma perna que o desestabilizou por completo. O monstro, sendo um pouco inteligente, criou chamas em sua mão livre e me atacou, conseguindo colocar uma certa distância entre nós dois.

Então veio as bombas.

Embora correndo em ziguezague, quase fui atingido por algumas bombas. Devo ter sido pego por uma, já que acabei sentindo meu ombro doer depois de uma explosão, mas nada muito sério. Reduzindo a distância, coloquei a parte superior do meu corpo para trás e escoiceei-o quatro vezes com minha força física total. Meus braços me apoiaram naquele golpe, porque eu usava as duas pernas para chutar o adversário.

Assim que ele caiu, inconsciente, retirei o chapéu que estava enfiado em suas calças pelas costas e voltei para o grupo, massageando o ombro.




— É aqui. — ela falou.

Olhávamos para o mesmo slogan da cafeteria que existia em Nova Iorque: uma fênix. A maior parte do grupo, inclusive eu, estava bem cética quanto a achar o tal revenante. Três chances em três lugares que não deram certo, o que dava uma probabilidade maior da jovem estar errada do que ela estar certa. Sacudi a cabeça, não querendo pensar muito sobre aquilo, e acompanhei meus colegas.

Ao entrarmos no lugar, fui logo pedindo um café para aguentar a decepção que provavelmente viria a seguir. Porém, vi uma movimentação fora da cafeteria logo após pegar meu copo de cappuccino e os semideuses já fora do lugar, correndo em direção à confusão. Tomando tudo em um só gole, joguei o copinho em um lixo e os segui, praticamente trotando em direção aos companheiros de missão.

— Irmão! — ouvi a voz da filha de Macária.

Ela estava agarrada a um jovem loiro, que parecia um tanto confuso com tudo aquilo. Então, ele puxou a jovem um pouco para trás, se colocando mais afastado dos motoqueiros que acabaram de chegar ali. Logo me coloquei à frente do grupo, brandindo minha clava contra os monstros que cercavam-nos, vestindo casacos de couro falso e dando pequenos sorrisinhos ao olhar para todos ali.

— Olha... Eu matei tantos de vocês, então... Não acho que vocês estão com sorte. — ergui a clava, colocando logo à frente do meu rosto. — Então espero que vocês tenham um ótimo plano, porque, senão, serão só mais alguns números na estatística de mortes.

Informações adicionais:
Nada a ser mencionado.
Poderes:
Passivos:
Nível 1: Olfato Sensível ~ Sátiros tem um olfato potente e sensível, podendo detectar monstros e outros tipos de coisas à um raio de 200 metros. o raio aumenta 200m a cada 10 níveis até o 40, chegando a 1000m.

Nível 5: Saltos e escaladas ~ Sátiros são peritos nessas atividades, dificilmente caindo e tendo sempre seu dano reduzido caso isso aconteça. Além disso, conseguem saltar mais alto que humanos e semideuses, transpondo obstáculos sem dificuldade. São resistentes a ataques que alterem seu equilíbrio em solo, como terremotos, por exemplo.[Criado por Sadie Bronwen]

Nível 6: Corrida ~ Sátiros são velozes, mesmo não sendo graciosos como as dríades nem as alcançando, ainda tem vantagens contra quase qualquer outra criatura.[Criado por Sadie Bronwen]

Nível 8 : Perícia com cajados e bastões ~ Sátiros lutam bem com este tipo de arma, seja um cajado mágico ou um bastão de beisebol.[criado por Sadie Bronwen]

Nível 9: Memória olfativa ~ A partir desse nível, sátiros não esquecem mais os cheiros que sentem, tornando suas detecções mais precisas.[Criado por Sadie Bronwen]
Ativos:
Nível 7: Escoicear ~ O sátiro concentra sua força nos cacos, fazendo uma seqüência de 2 a 5 golpes com eles, alternadamente, causando um dano razoável ao aumentar a potência dos chutes. O gasto de mp varia de acordo com a quantidade de golpes.[criado por Sadie Bronwen]
Armas:
{Whistle} / Flauta [Flauta de bambu com cinco canais de som, popularmente conhecida como "flauta de pã". Necessária para a utilização dos poderes do sátiro. 2x por missão pode ter seu alcance sonoro dobrado, aumentando a área de atividade dos poderes. Além disso, poderes sonoros voltados a plantas e animais - desde que não sejam criaturas racionais - tem um aumento de 10% sempre que a flauta for usada como condutor]{Bambu}{Nível mínimo: 1} [Recebimento: Presente de Reclamação]

{Homerun} / Clava [Semelhante a um taco de baseball, esta clava tem a aparência simples, mas ainda é potencialmente danosa. Sua construção é em camadas - a base de madeira maciça, recoberta com bronze sagrado e uma nova camada de madeira, fazendo com que seja de fácil ocultação, mas com um peso bem superior a um bastão comum. A partir do nível 20, transforma-se num bracelete rústico][Carvalho e Bronze sagrado](Nível: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação]

{Disguise} / Chapéu [Com este item o sátiro pode assumir a aparência humana como bem desejar - apesar de não alterar a aparência de seus itens ou suas características físicas, tampouco a aparência do sátiro exceto no relativo aos detalhes mitológicos. O chapéu adequa-se à roupa escolhida, mudando com a aparência da mesma, mas é tudo uma ilusão – quem pode enxergar através da névoa ainda pode ver sua real natureza – e aparência. Uma única vez por missão pode efetivamente mudar a aparência do sátiro para fazer parecer com outra pessoa, mas o efeito é ilusório e dura apenas 2 turnos, não simulando poderes ou memórias. {Ilusão - pessoal; Nível mínimo: 1}

- Berryes [Três frutas semelhantes a amoras criadas pela magia "Bom fruto" de uma dríade. Cada uma recupera 20 de HP e MP. Consumível e não reutilizável, uso único.Sem elemento e sem nível mínimo. Por Eos pela missão Pay with a kiss]

Braçadeira argilosa [Bracelete de terracota de textura rústica e irregular, de tonalidade avermelhada. Ao ser ativado o item recobre o corpo do semideus com uma camada de argila e amplia sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 uso por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: couro} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

...E os vivos têm medo.
Flynn B. Barden
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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Felix Portier em Dom 24 Abr 2016, 08:20







Les Revenants
And the beginning of his second life.

Orientações acerca da missão abaixo, para melhor aproveitamento da leitura:

— Cada post dessa OP contínua também é composto de uma música tema e uma frase que o resume. Recomendo colocar a música ao ler a parte, já que sempre deixarei um player — basta clicar no play até que o símbolo vire um sinal de pause pra começar a música — e o link da música no youtube.

— Há sempre um resumo em tópicos do que ocorreu em cada post em um spoiler no começo, para fins de organização e de acompanhamento.

— A faixa etária de leitura de cada post estará no título desta, entre colchetes. Leituras +16 e +18 terão o colchete destacado com uma cor diferente.




Les Revenants:
Mémoires [L]

— Começa com o acordar de Felix. É descrito onde ele acordou e em que estado está.
— Sem rumo, ele decide ir até uma cidade próxima de onde acordou.
— Há uma pequena visão do seu passado após ele se lembrar de seu nome, mesmo que ele não tenha certeza deste.
— Após isso, notou um pouco de dinheiro consigo e decidiu procurar um lugar para comer.
— Há outra visão, dessa vez somente estática, como uma foto.
— Após pedir uma refeição, ele decide assistir um desenho animado e olhar as pessoas entrando e saindo do lugar.
— Ao chegar seu pedido, ele tem outra visão, dessa vez de uma discussão entre duas pessoas da visão da foto.
— Depois disso, ele come e paga sua comida. Porém, um homem estranho decide se levantar na mesma hora que o garoto.
— Saindo do lugar, é surpreendido pelo fato do desconhecido estar o seguindo.

Voyage [L]

— Começa com Felix tetando fugir do seu perseguidor, enquanto sente que outros estão o observando e o perseguindo.
— Assim que chega em uma placa de trânsito, não vê mais seu perseguidor e a sensação de estar sendo observado diminui um pouco.
— Ele vê o nome de três cidades próximas na placa, assim como o nome da cidade onde está. Por algum motivo, o último é instintivamente reconhecido pelo jovem.
— Ele decide então ir para uma das cidades da placa. Consegue após pegar uma "carona" com um caminhão que pararia em Lancaster, a primeira cidade a ser visitada.
— Após suas memórias não serem despertadas, o jovem decide sair da cidade após dormir um dia nesta, em um banco de parque.
— Pelo mesmo método usado anteriormente, ele chega a Scranton, que é a segunda cidade daquela placa. agora ele já tinha o conhecimento de seu sobrenome.
— Ao perguntar por seu nome para as pessoas, percebe que elas não o conhecem. Porém, algumas pessoas se aproximam de si para tirar foto e dizem que ele tem pinta de modelo internacional.
— Após comprar algo para comer, ele nota um símbolo em uma cafeteria. Por algum motivo, ele estimulava levemente suas memórias, como se Felix o conhecesse de antes.

Confusion [L]

— Felix decide ir para o parque da cidade, porém, em vez de voltar por onde veio, ele resolveu ir pela rua de trás da cafeteria.
— Ele atrai a atenção de um grupo de motoqueiros e tenta passar sem arranjar confusão, mas esbarra em um dos motoqueiros.
— Desculpando-se, ele olha ao redor e percebe que os motoqueiros e as mulheres são de aparência esquisita.
— Um dos motoqueiros se confunde e pensa que ele está cobiçando sua gata. Então, ele corre para cima do garoto.
— Começa uma perseguição, onde o jovem utiliza-se do ambiente para conseguir atrasar seus perseguidores.
— Assim que volta pela rua da cafeteria, ele vê uma jovem que reconhece. Ela se apresenta como sua irmã após abraçá-lo.
— Alguns jovens se juntam à garota, se colocando entre Felix e os motoqueiros.
— Emboscado, ele tem um pouco de esperança. Afinal, não está sozinho.


Confusion [L]


"Numa batalha, não encurrale o inimigo. Deixe sempre uma saída. Senão, não restará outra alternativa a não ser lutar pela própria vida. Então, cada soldado inimigo valerá por dez dos seus." — Sun Tzu, general e pensador chinês.


Música do Player:
https://www.youtube.com/watch?v=x-64CaD8GXw


— Tá olhando o quê?

Felix só estava indo para o parque da cidade, quando deu azar ao resolver contornar a cafeteria pela rua de trás. Mesmo que ele não tivesse encarado, logo ele ouviu uma voz masculina grave o perguntar aquilo. Erguendo os ombros, apressou as passadas, mas logo esbarrou em um cara mais alto que si. Ao levantar a cabeça para olhá-lo, deu leves passos para trás e pôs seu melhor sorriso falso.

— Desculpe-me. Não foi minha intenção encará-lo, senhor.

Olhando ao redor, Felix notou que estava na porta de uma boate. Algumas pessoas se aglomeravam ali, conversando ou mesmo se pegando. Dois homens, além do próprio cara que tinha esbarrado contra, estavam vestidos como motoqueiros, enquanto duas mulheres tinham roupas muito esquisitas. Um jovem um tanto feia com roupas coladas demais e outra com roupas muito fantasiosas que chegava a ser bem estranho.

Quero dizer, quem é que usa uma roupa com asas sem ser no Halloween? E mais: Como lidar com asas de roupa que se mexem?

Ficando um pouco assustado com o modelito feminino a ponto de encarar um pouco mais, ele recebeu um empurrão do cara que tinha se desculpado antes. Caindo no chão, ele olhou assustado para o homem, que parecia bastante furioso. Apalpando os bolsos, notou que a faca ainda estava ali e torceu para que não precisasse usá-la para fugir do grupo de jovens que se aproximava.

— Quer apanhar? Está pedindo para ser morto?

— Não!

— Então por que cê tava encarando a minha gata?

Felix mordeu a língua para não falar o que pensava — "qual das barangas é a sua gata, meu caro?" — e se afastou vagarosamente enquanto tentava desconversar com algumas frases sobre como o clima tava maluco. Suando frio, ele percebeu que o grupo estava perto demais e que precisava fugir se não quisesse ter uma morte horrível — embora o jovem aparentasse ter tido uma morte dessas.

Erguendo-se rápido, ele apalpou novamente o bolso e, antes que pudesse pegar a faca, um urro de um dos motoqueiros o assustou. Ao ver a corrida dos homens para mais perto de si, Felix virou para o lado oposto e correu. Embora não fosse muito rápido, sua urgência em sobreviver era maior do que nunca, o que acabou dando um empurrão para que colocasse o máximo de velocidade nas pernas que poderia.

Passando por um pequeno beco, ele puxou duas latas de lixo pro chão enquanto corria, criando obstáculos para o grupo que o seguia de perto. Girou, entrando por outra parte do beco que possuía algumas roupas em um varal e gastou o tempo que tinha conseguido a mais para conseguir pular uma pequena mureta, quase sendo agarrado pela gola da camisa ao pular desta. Tocando o pescoço, ele olhou para trás, vendo que os perseguidores já estavam o alcançando, e continuou imprimindo força às pernas para que conseguisse escapar.

Ao chegar na rua que estava a cafeteria, ficou mais aliviado ao ver que tinha algum movimento nesta. Correndo por entre as pessoas, ele conseguiu mais distância dos motoqueiros, tanto que já conseguia olhar para trás sem ter tanto medo. Porém, sabia que suas pernas estavam cansadas demais e que logo teria que parar, o que o fez desesperar logo após o alívio.

Ao parar e virar-se, viu à sua direita, próximo à cafeteria, uma jovem que parecia reconhecer. Ela correu em sua direção, o abraçando fortemente, o que o desestabilizou um pouco. Os motoqueiros chegaram, mas outros jovens se colocaram à frente, o protegendo — inclusive um que tinha as pernas muito peludas, diga-se de passagem. Ele ouviu o peludão dizer algo, enquanto tentava processar o fato de que a menina que o abraçava era sua irmã e apalpou a faca no bolso assim que viu a quantidade de pessoas que cercavam o grupo que tinha se formado.

— Vai ficar tudo bem. — ele ouviu da jovem.

Segurando o cabo da faca no bolso, ele percebeu que poderia ficar tudo bem agora, mesmo que tivessem que enfrentar aqueles seres.

Hm:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]
"A black cat crossing one's path by moonlight means death in an epidemic";

made by ▲ and edited by Heit! for her own purpose.
Felix Portier
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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Dom 24 Abr 2016, 21:41


Turno III




Era possível dizer que a cria de Deimos era extremamente versátil diante de diversas situações, mas o drama adolescente não se incluía nesse aspecto, então acabou por revirar os olhos diante da atitude da garota contra a parede.

Por sorte, o sátiro parecia lidar com aquilo de forma melhor e mais próxima da revenante, o que compensava a distância mantida pela jovem Gilligan enquanto esta observava a fachada do café com desinteresse.

A filha de Macária pareceu sair de um transe e logo estava extremamente certa do local para onde precisavam ir e encontrar um suposto irmão. Darya a fitava com certa desconfiança, mas não era da natureza da semideusa recuar em momento algum.

— Scranton. — Afirmava a outra. — Temos que ir à Scranton! Ele está lá, tenho certeza.

Pagaria para ver até onde tudo aquilo iria.

Apesar de não fazer o tipo de pessoa ideal em no quesito trabalho em equipe - não que fosse anti-social, mas preferia não estar rumando para o desconhecido junto a pessoas que também lhe eram praticamente desconhecidas -, aceitou bem a presença dos dois outros rapazes enquanto iam até a rodoviária mais próxima.

• • •

Com os braços cruzados, a prole de Deimos observava pela janela a paisagem mudar de forma rápida e constante conforme o veículo percorria o caminho até a Pensilvânia. A garota estava sentada no banco na sua frente enquanto quase que em um raio de dois assentos em todas as direções as pessoas parecessem evitá-la.

Estava se esforçando, mas não era fácil conter sua aura diante de mortais tão vulneráveis e fracos.

Depois de pouco mais de uma hora, o motorista resolveu fazer uma parada. Todos desceram, inclusive os que acompanhavam Gilligan, que com uma mesura discreta anunciou que ficaria onde estava.

Alguns minutos se arrastaram até que ouviu alguns passos pesados e murmúrios dentro do ônibus. Estavam todos voltando, mas um rosto específico chamou sua atenção.

Um homem magro e com olheiras, beirando a casa dos quarenta, analisava cada um de forma superficial, focando em seus pertences. Parou ao lado do motorista e tocou algo em sua cintura.

Cacete. A última coisa que precisamos é esse tipo de atraso. Xingou mentalmente enquanto se levantava e seguia pelo corredor até onde os dois estavam.

— Temos algum problema, senhores? — Seu tom era cínico, quase como se não soubesse o que estava se passando ali.

— Não, madame. O rapaz aqui está apenas pedindo uma informação. — Disse o condutor tentando conter o medo em sua voz.

O ladrão sequer denotou esforço para conter suas reais intenções, pelo contrário, apontou a arma na direção de Darya de forma que ninguém mais pudesse ver o que se passava. Não podia matá-lo ali ou mesmo sacar alguma de suas espadas por causa dos mortais. Precisava ser criativa e sutil.

Ela precisou se conter para não soltar um riso diante de tal gesto. Naquele momento, permitiu que apenas uma coisa fosse liberta: Sua aura. Ela sentiu-a chegar e atingir o bandido como uma onda, lavando seu rosto e arrastando para longe sua expressão de temores e trazendo em seu lugar tremores, hesitação.

— Ah, não se preocupe. — Retrucou a semideusa dando um passo na direção do indivíduo aterrorizado. — Eu acredito que o senhor aqui já conseguiu as informações que precisava. — Sorriu enquanto via ele recuar. — Ele vai descer nessa parada mesmo e esquecer que esteve aqui, afinal de contas o destino dele é outro.

Com um movimento súbito, tomou a arma de fogo das mãos deste, usando a mão livre para pressionar seu pescoço.

— Não é mesmo? — Indagou.

Ele se limitou a assentir desesperadamente e correr arfando assim que os dedos de Darya deixaram de exercer pressão sobre seu corpo.

Voltou para o seu lugar respondendo ao olhar confuso do motorista com um dar de ombros além da instrução de jogar pela janela a pistola em algum ponto do percurso - que não foi contestada. Logo viu o sátiro retomar a seu lugar com os cabelos bagunçados e a respiração ofegante, o que mostrava claramente que havia tido uma experiência não muito agradável do lado de fora.

As duas outras crias divinas pareciam em condições melhores. A viagem se desenrolou de forma tranquila e em poucas tempo estavam finalmente no destino que almejavam.

Diante do mesmo café com alambrado negro e o desenho de uma fênix, pararam e por alguns instantes nada aconteceu.

A cria do pânico sabia que era uma questão de tempo, então bufou e desembainhou uma de suas espadas. Estava certa.

Um tumulto se formava do outro lado da rua e com uma agilidade surpreendente, um garoto que batia exatamente com a descrição do irmão da jovem que os acompanhava corria pela calçada.

A indivídua não hesitou e correu até ele, puxando-o pela gola da roupa que vestia e finalmente parando a sua frente, sacudindo seus ombros e dizendo algumas palavras exasperadas. Ele tentava prosseguir seu caminho e logo um dos garotos que a acompanhava apontou o motivo.

Ele estava sendo perseguido por monstros que agora cercavam o grupo.

Agora as coisas estão ficando interessante. — Sussurrou Darya enquanto finalmente assumia posição de combate.
Passivos relevantes:
Aura Maléfica I [nível 1] – O filho de Deimos emana uma aura roxa que causa desconforto em quem estiver ao redor. Caso sejam de nível inferior ou até cinco níveis acima, terão vontade de se afastar do semideus. Com esforço o filho de Deimos pode reprimir a aura. [Modificado]

Aura Maléfica II [nível 22] – A aura já desperta o pânico nas pessoas próximas; humanos dificilmente ficarão perto do filho de Deimos e semideuses mais fracos ficarão assustados, hesitando um turno para atacá-lo. Agora já pode reprimir a aura com dificuldade. [Modificado]
Adendos:
equipamentos:

— {Panic} / Espada [Uma espada longa, com a lâmina medindo 70cm, mais 20 cm de empunhadura. Sua lâmina é feita em bronze sagrado, mas é trabalhada e tingida de preto. O cabo da arma é feito em ébano, reforçado com metal e revestido em couro e a empunhadura simula um dragão negro. Vem junto de uma bainha de couro escuro. No nível 20, Panic se transforma em uma braçadeira da cor da espada.] {Ébano, couro e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Deimos]

— {Crash} /Espada [Uma espada longa, com a lâmina medindo 70cm, mais 20 cm de empunhadura. Sua lâmina é feita em bronze sagrado, mas é trabalhada e tingida de vermelho. O cabo da arma é feito em mogno, reforçado com metal e revestido em couro, e a empunhadura simula um dragão vermelho. Vem junto de uma bainha de couro de tom vermelho escuro.]{Mogno, couro e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Deimos]

Neckabog [Colar feito de prata e um pingente de crista roxo. Quando alguém estiver sobre a aura de pavor da semideusa, o pingente do colar irá brilhar em uma leve luz cavernosa, fazendo com que 5 de MP da pessoa que estiver sobre o efeito da aura passe para a garota. Quando a usuária atingir o nível 30, o colar irá sofrer um avanço, sendo capaz de fazer com que um inimigo da semideusa tenha a ilusão de ver seu pior medo na frente de seus olhos, ficando paralisado por uma rodada. Só pode ser usado uma vez por missão ou luta. {material: prata e cristal roxo} (nível mínimo: 3) [By Ares, pela missão “O pavor de se amedrontar”]

►Tripas de Ciclope [Ao jogar o item no chão o mesmo "explode" deixando o campo de batalha com um cheiro realmente ruim, podendo fazer alguns semideuses até vomitar. Vem dividido em três gomos para que possa ser usado três vezes. O cheiro afeta um raio de 5x5 metros e dependendo da vontade do narrador pode fazer até que se tenha náuseas. (Uso = 3) [Nível Mínimo] (Nenhum Elemento) [Presente pelo Treino de Chalé]


♦ {Luto} / Bandana Preta [Carregando a aura pesada do atentado terrorista ao Acampamento no réveillon, essa faixa preta do tamanho de 50cm de comprimento por 5cm de largura possui uma propriedade interessante: tais como em cerimônias lúgubres, onde se dedica um minuto de silêncio em respeito à fatalidade ocorrida, os movimentos do usuário ficam silenciados por um turno inteiro; tal "bênção", no entanto, não afeta fala ou poderes (não se poderia silenciar uma explosão, por exemplo), podendo ser utilizada unicamente em ações relacionadas à movimentação (um pulo, uma caminhada, uma corrida, o ruído de passos - desde que provindos do portador, seriam silenciados e não poderiam ser escutados, independente de poderes como "audição perfeita"). Pode ser utilizada duas vezes por ocasião (missão, evento, treino, dentre outros).] {Tecido preto} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Evento de Encerramento, "Burn, Baby, Burn! - Postagem Aberta". Jan/2015.]

† {Infernal Justice} / Arma de pressão[Feita em aço claro e ébano, é facilmente confundida com uma arma de fogo, por seu formato e aparência, como de uma pistola com cano pouco mais longo. Ela, porém, funciona por meio de um sistema de engrenagens e molas similar aos usados em armas de Airsoft, que impulsionam um projétil por vez a uma distância de até 80 metros sem perder a precisão, podendo alcançar até 120 m sacrificando-se parte de sua potência, isso graças à técnicas empregadas visando aumentar a distância atingida pela arma. Com a capacidade de armazenamento de 10 dardos em seu tambor - necessitando ser recarregada após isso -, possui o nome "Angel" talhado em sua parte inferior, juntamente com uma rosa]{Aço e ébano} (14) {Não controla nenhum elemento} [Forjado por Harry S. Sieghart]

† {Hell's Flame} / Projétil[Medindo cerca de 12 cm, é feito em madeira mais dura que as usadas normalmente em flechas e com ponta longa, porém estreita em magnésio. Foi feito para possuir um alto poder de perfuração, causando dano 10% maior em relação à projéteis comuns, além de danificar armaduras com um bônus de 10%. Quantidade restante: 20.]{Ébano e Magnésio} (9) {Não controla nenhum elemento} [Forjado por Harry S. Sieghart]

{Sanity} / Contas [Três pequenas contas em um metal de cor negra, trabalhados de forma com que se pareçam chips. Estes possuem um brilho avermelhado, que lembra sangue, e possuem a habilidade de, duas vezes por missão ou evento, ativarem o que há de mais racional no semideus. Assim, este será afetado 35% a menos por efeitos advindos de auras negativas e poderes que afetem o racional, como medo, persuasão ou charme. Esta tem a duração de três turnos, e só funcionará se todas as contas forem ativadas em conjunto; do contrário, nada ocorrerá. Vem com com uma corda simples de couro negro trançado, que pode ser amarrada em volta do braço como uma pulseira ou em volta do pescoço.] {Metal e couro} (Nível Mínimo: 10) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: 4º Treino Trimestral 2014, "Insanity"]

Colar de Neméia [Colar de couro com uma única presa afiada de um grande felino. Ao ser ativado permite ao portador emitir um "Rugido nemeano" em menor escala. O rugido provoca um efeito de medo que reduz a movimentação dos alvos em 50% por 3 turnos, além de provocar dano sonoro no momento da emissão. Afeta alvos a até um raio de 25m de distância. 2 vezes por evento. Para fins de resistência, é considerado um poder de nível 32. (Nível mínimo: 32) {Material: couro e dente de leão} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

Braçadeira felina [Braçadeira na forma de uma tira de couro, adornada com a juba leonina de cor castanho avermelhada. Quando ativada fornece uma leve proteção, que lembra um pouco a habilidade fornecida pelo Leão de Neméia, aumentando a resistência do portador a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: Couro e pelo de leão) [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

{Songify} / Microfone [Um microfone de lapela sem fio. É preto, leve e pequeno, cabendo na palma da mão. Pode ser preso à roupa do dono, como um broche. O objeto foi encantado magicamente. Três vezes por missão, durante uma rodada, o usuário será capaz de manifestar seus poderes de forma sonora, seja através de um poema, uma música ou uma palavra. Assim, o poder, além do dano normal, terá dano sonoro (equivalente a 25% do dano normal). Caso o poder utilizado seja sonoro, terá sua efetividade aumentada em 25%, causando um dano maior. O item é vulnerável a poderes e itens que afetam ataques sonoros.] {Metal e Magia} (Nível Mínimo: 35) {Som} [Recebimento: Treino - Once Upon a Time, avaliada por Drillbit Jackson e atualizada por Asclépio]
Obs:
Maior parte da narração por forma de falas - com informalidades, é claro-, porque foi a forma pela qual a personagem teve acesso às informações.
passivos:
Beleza [nível 5] – Como netos de Afrodite, apesar de sombrios, são belos e atraentes. Assim, poderes que usam charme como meio de persuasão são 30% menos eficazes para semideuses de nível igual ou menor ao do filho de Deimos. [Modificado]
Frieza [nível 11] – Filhos de Deimos são frios, calculistas e destemidos. Dessa forma, são afetados por poderes de intimidação 50% menos com semideuses de nível igual ou menor, e 30% menos com semideuses de até dez níveis acima.
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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por 116-ExStaff em Seg 25 Abr 2016, 06:23



Welcome to the new age...
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— Acha mesmo que seu grupinho será suficiente para que escape de uma boa surra? — o motoqueiro que abordou Felix na boate riu.

As três motos explodiram em chamas e revelaram a identidade monstruosa dos perseguidores: três elementais de fogo humanóides e duas empousas que rosnaram para os quatro campistas e o revenante.

Informações adicionais:

♦ Possibilidade de destruir o cenário? Talvez. No entanto, o café possui vidros blindados e resistentes, o que significa que os ataques de fogo não causarão muitos danos. Além dele, existe um complexo de lojas de tecidos encaixadas uma em cima da outra nos três andares de uma antiga construção e um banco 24h. Todos a uma distância de 4m de onde vocês estão.


Pontos obrigatórios:

Darya + Flynn + Felix

♦ Hora da luta. Poderes passivos, ativos, armas e mascotes, além de habilidades especiais, em spoiler. Estão em grupo, mas isso não significa que ações individuais sejam proibidas ou descontadas da avaliação final. Atente-se para a coerência de níveis e dificuldades. Todos os inimigos possuem nível 30 e, lembrando, a revenante sensitiva possui nível 20.

♦ Ao final da batalha, somente as engrenagens e correntes das motos incineradas restarão na rua de paralelepípedos. O barulho do combate atrairá curiosos e o fogo chamará a atenção de uma equipe de bombeiros que se aproximará rapidamente do local.

♦ Informações sobre os elementais podem ser encontradas aqui e sobre as empousas aqui.

OBS: pela não postagem no segundo e terceiro turnos do evento, o jogador Lyssandre Cloud Rothlow morreu.

créditos à Eos pelo plot do evento.



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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Flynn B. Barden em Seg 02 Maio 2016, 05:40

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Quando os mortos revivem...

Ok. Eu não esperava que aqueles monstros fossem elementais e empousas. Tá, talvez não tanto da parte das criaturas com "em" no nome, mas ainda assim era uma surpresa e tanto para um sátiro como eu. Ainda movimentando a clava contra o cerco de monstros que se formava ao redor do nosso grupo, eu olhei de relance para as outras pessoas do meu grupo e, fazendo um sinal com o olho, indiquei para todos uma das "vampiras" gregas.

Assim que os elementais avançaram, eu corri em direção a uma das empousas, esperando que os outros viessem comigo. Bati na cabeça dela com a clava, enquanto a semideusa que era filha de Deimos cortava outra parte do corpo da criatura. Talvez, com sorte, aquilo deixasse a coisa ferida o suficiente para que morresse ou mesmo para que ficasse ferida gravemente e não viesse nos perseguir.

Mas é claro que isso não iria acontecer com aquele monstro.

Com os dois golpes e a pressão de todos vindo em sua direção, o ser se afastou, deixando espaço para que conseguíssemos sair do cerco de monstros. Correndo à frente, parei um pouco para deixar os semideuses passarem por mim e voltei a correr logo após, escapando do fogo dos elementais por muito pouco. Ao deslizar para o lado em um dos ataques, vi, em dois cantos da rua, hidrantes vermelhos que pareciam um tanto enferrujados, mas que possuíam água em uma pressão considerável. Ou, pelo menos, eu esperava que possuíssem.

Então eu gritei:

— Preciso que distraiam os monstros! Tive uma ideia! Não sei se vai dar certo, mas é uma ideia!

Confiando no grupo, me afastei logo que consegui, rumando para um dos hidrantes. Assim que cheguei perto do objeto vermelho enferrujado, constatei que, pelo menos, ele possuía água, afinal gotejavam pingos de água dali. Mas, antes que eu escoiceasse o metal, tomei um senhor susto ao encarar o jovem garoto que era o objetivo daquela missão.

— Menino, não me assuste assim! — falei, respirando fundo. — O que você está fazendo?

— Pensei eu que você precisava de ajuda, moço.

Massageando as têmporas, entreguei a clava para o jovem, que segurou-a como um taco de beisebol. Melhor do que segurar como um bastão, pelo menos. Indicando o hidrante, acenei para que ele começasse a bater no metal com toda a força que tinha, várias vezes, que aquilo iria quebrar. Mas que não ficasse na direção do jato de água. Para garantir, escoiceei duas vezes, sentindo a área ceder levemente.

Olhei para as garotas, que tentavam distrair os monstros de todas as maneiras possíveis para que tivéssemos mais tempo.

— Seja rápido, pela mor de Zeus. — disse antes de correr para o outro hidrante.

Chegando no local, comecei a quebrar o hidrante de tal maneira que os jatos de água dos dois se quebrassem. Usava os cascos para aplicar uma força gigante e os chifres para, com cabeçadas, ajeitar a forma do metal enferrujado na marra. Nessas horas, seria muito mais interessante se tivéssemos um filho ou filha de Hefesto na equipe, mas como isso não aconteceu, a gente tinha de se virar como podia.

Entre cabeçadas e coices, senti que, aos poucos, chegava no limite do material e logo o hidrante quebraria. Por isso, antes de tentar dar coices em série, olhei para o garoto que estava no outro hidrante e que parecia estar tendo dificuldades para quebrar o metal e as garotas quase estando no provável lugar onde ocorreria a armadilha. Corri para ajudá-lo, dando logo um golpe poderoso com meus chifres assim que consegui velocidade suficiente.

"Anda metal! Quebra!", pensei.

Após dar mais dois coices, voltei aflito para o outro hidrante e esperei, quase entrando em pânico com toda aquela tensão. Assim que eu ouvi um som de metal trincando, dei um combo de coices no hidrante que estava, vendo jatos de água saírem com força. Armadilha lançada e bem sucedida — talvez também com uma pitada da bênção de Tique para que isso acontecesse —, observei, no meio do encontro de águas, as duas semideusas e os monstros, que diminuíram de número.

— Darya! Moça revenante! — gritei, tentando me comunicar com elas.

Por alguns momentos, nada aconteceu. O jato de água cessou, restando um elemental e duas empousas, sendo que uma estava um tanto ferida demais. A revenante correu na nossa direção, puxando a mim e a Felix e nos guiando com pressa em direção à loja de tecidos. Eu quis perguntar o porquê de tudo aquilo, mas, ao virar-me, notei que a filha de Deimos poderia muito bem cuidar do elemental.

Mas ainda restavam duas empousas para que cuidássemos.




Correndo para a loja de tecidos, tivemos que atravessar uma quantidade razoável de mortais que fugiam da confusão que acontecia. Meu consolo era que as empousas também enfrentavam alguma dificuldade com as pessoas, afinal elas tinha a mesma limitação de movimento que nós. Por isso, não estava sendo um problema tão grande mantê-las distantes naquele trajeto.

Mesmo assim, tanto nós, quanto elas, sabíamos que não daria para ficar naquela perseguição para sempre. Por isso, ao entrarmos no hall da loja que terminava de se esvaziar por causa da confusão, nós tentamos desviar do fluxo de pessoas e fazer as empousas enfrentarem aquele primeiro obstáculo. Subindo as escadas da loja, percebi que a única maneira de derrotá-las seria separá-las uma da outra. Porém, isso significava que poderíamos cair mais facilmente nos encantos dos monstros, o que era uma preocupação e tanto.

— Então... Alguém vai ter de encarar uma das empousas sozinho. — a revenante constatou o óbvio.

Olhei seriamente para os dois semideuses enquanto ouvia os barulhos vindos do andar de baixo se aproximarem. Minha respiração estava ofegante por causa da corrida e meu corpo doía, mas, como um protetor, não poderia deixar aqueles dois jovens lidarem com um daqueles bichos sozinhos. Então, ao ouvir passos perto da escada, os empurrei para um dos cantos do andar que estávamos.

— Tentem ir para o terceiro andar e armar alguma coisa para a que for. — falei, embora estivesse quase entrando em pânico. — Vão!

Vendo-os rumarem em direção ao outro lance de escadas, esperei que uma das empousas tomasse contato visual comigo e corri por entre as fileiras de tecidos e acessórios para serem costurados em roupas. Devo ter rasgado dois pacotes de bolinhas minúsculas e jogado no chão, com esperança de que a empousa tropeçasse em um deles, o que não aconteceu.

A única solução que via para enfrentá-la era não tomar contato visual, mas como poderia fazer isso se a visão era o sentido que eu mais contava para conseguir lutar? Sem muitas opções em mãos, afinal a minha clava ainda estava com o garoto, puxei minha flauta do bolso de minha bermuda e, enquanto estava correndo, comecei a tocar algumas notas de School's Out, do Alice Cooper. De relance, via que minhas magias não faziam tanto efeito naquele monstro quanto faziam nos outros inimigos que já enfrentara. Mesmo assim, a cada três passos que ela dava, um passinho de dança a atrasava.

Isso me deu algum tempo para pensar no que fazer.

A música acabou — culpa de ainda não ter a aprendido toda —, o que também fez com que acabasse meu tempo de pensamento e descanso, visto que tinha diminuído minha velocidade, me aproveitando do fato de que ela estava um pouco atrapalhada. Voltando a correr, esbarrei propositalmente em alguns suportes para rolos de tecido, fazendo com que a empousa tivesse mais um obstáculo para lidar. Porém, mesmo assim, ela conseguiu cobrir a distância que nos separava, o que foi parcialmente minha culpa, já que estava mais ocupado em pensar em maneira de imobilizá-la do que nos metros que a mantinham distante.

Assustado, desviei das garras da mão esquerda, mas não as da direita, que me perfuraram no abdômen. Enquanto focalizava o ferimento, ela tentava me seduzir com suas palavras doces, tentando me fazer olhá-la, o que não era uma coisa que eu iria fazer. Com as garras presas dentro de meu corpo, segurei o pulso da mão que me ferira para não afastá-la e, em um movimento só, direcionei uma cabeçada poderosa contra a testa da criatura. Após ficar atordoada, aproveitei o momento para prender sua outra mão e dar mais uma chifrada, aguentando a dor do ferimento.

Ao soltá-la, ela se afastou de maneira desajeitada, colocando as duas mãos na cabeça. Olhei para o ferimento no abdômen e pareceu doer mais ao focalizá-lo, mas tinha que fazê-lo para ver a gravidade da situação que me encontrava. Aquele momento só cessou quando a empousa partiu para cima de mim, querendo enfiar garras e dentes no meu corpo. Mesmo debilitado, consegui reverter a situação ao bater meus braços com tudo em outro apoio de rolos de tecido, fazendo aquilo cair com tudo em cima da criatura. Antes de cair no chão por conta do impacto, suas garras feriram meu braço esquerdo.

— Argh! — exclamei ao sentir a dor do novo ferimento se somar com a do mais antigo.

Ainda vi o monte de rolos se movimentar, mas não parecia que o monstro estava muito bem. A empousa até tentou se levantar, mas parecia muito ferida para fazer aquilo. Deslizei-me para o chão e procurei as três frutinhas que uma dríade bondosa me dera há muito tempo. Comi-as de uma vez só, conseguindo um pouco de energia para sair do lugar ainda debilitado.

Informações adicionais:
Nada a ser mencionado.
Poderes:
Passivos:

Nível 5: Saltos e escaladas ~ Sátiros são peritos nessas atividades, dificilmente caindo e tendo sempre seu dano reduzido caso isso aconteça. Além disso, conseguem saltar mais alto que humanos e semideuses, transpondo obstáculos sem dificuldade. São resistentes a ataques que alterem seu equilíbrio em solo, como terremotos, por exemplo.[Criado por Sadie Bronwen]

Nível 6: Corrida ~ Sátiros são velozes, mesmo não sendo graciosos como as dríades nem as alcançando, ainda tem vantagens contra quase qualquer outra criatura.[Criado por Sadie Bronwen]

Nível 7: Chifres de Bode ~ Os sátiros têm pequenos chifres crescendo acima de suas cabeças. Com eles, podem-se desferir cabeçadas no inimigo, embora neste nível o ataque seja pouco efetivo. O tamanho do chifre e o poder de ataque aumentam no lvl 14, e se tornam realmente poderosos no nível 26, quando alcançam o desenvolvimento total.

Nível 8 : Perícia com cajados e bastões ~ Sátiros lutam bem com este tipo de arma, seja um cajado mágico ou um bastão de beisebol.[criado por Sadie Bronwen]

Nível 15: Determinação ~Sátiros são determinados em seus trabalhos, como achar Pã ou meio-sangues. Por conta disso, sempre que tiverem um objetivo em mente, torna-se mais difícil de desviá-los disso. Eles ganham 50% de resistência a poderes de mentais de confusão e sedução que visem tirá-los de seu caminho.
Ativos:
Nível 4: Dança irresistível ~ O sátiro toca uma música que força o inimigo a dançar, prejudicando outras ações, ainda que não as impossibilite completamente. É um efeito mental, dura 3 rodadas.[Criado por Sadie Bronwen]

Nível 7: Escoicear ~ O sátiro concentra sua força nos cacos, fazendo uma seqüência de 2 a 5 golpes com eles, alternadamente, causando um dano razoável ao aumentar a potência dos chutes. O gasto de mp varia de acordo com a quantidade de golpes.[criado por Sadie Bronwen]

Nível 12: Investida ~ O sátiro realiza um ataque em carga com os chifres que, quando acerta, além de causar dano leva o oponente ao chão, a 2m de distância.[criado por Sadie Bronwen]
Armas:
{Whistle} / Flauta [Flauta de bambu com cinco canais de som, popularmente conhecida como "flauta de pã". Necessária para a utilização dos poderes do sátiro. 2x por missão pode ter seu alcance sonoro dobrado, aumentando a área de atividade dos poderes. Além disso, poderes sonoros voltados a plantas e animais - desde que não sejam criaturas racionais - tem um aumento de 10% sempre que a flauta for usada como condutor]{Bambu}{Nível mínimo: 1} [Recebimento: Presente de Reclamação]

{Homerun} / Clava [Semelhante a um taco de baseball, esta clava tem a aparência simples, mas ainda é potencialmente danosa. Sua construção é em camadas - a base de madeira maciça, recoberta com bronze sagrado e uma nova camada de madeira, fazendo com que seja de fácil ocultação, mas com um peso bem superior a um bastão comum. A partir do nível 20, transforma-se num bracelete rústico][Carvalho e Bronze sagrado](Nível: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação]

{Disguise} / Chapéu [Com este item o sátiro pode assumir a aparência humana como bem desejar - apesar de não alterar a aparência de seus itens ou suas características físicas, tampouco a aparência do sátiro exceto no relativo aos detalhes mitológicos. O chapéu adequa-se à roupa escolhida, mudando com a aparência da mesma, mas é tudo uma ilusão – quem pode enxergar através da névoa ainda pode ver sua real natureza – e aparência. Uma única vez por missão pode efetivamente mudar a aparência do sátiro para fazer parecer com outra pessoa, mas o efeito é ilusório e dura apenas 2 turnos, não simulando poderes ou memórias. {Ilusão - pessoal; Nível mínimo: 1}

- Berryes [Três frutas semelhantes a amoras criadas pela magia "Bom fruto" de uma dríade. Cada uma recupera 20 de HP e MP. Consumível e não reutilizável, uso único.Sem elemento e sem nível mínimo. Por Eos pela missão Pay with a kiss]

Braçadeira argilosa [Bracelete de terracota de textura rústica e irregular, de tonalidade avermelhada. Ao ser ativado o item recobre o corpo do semideus com uma camada de argila e amplia sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 uso por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: couro} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

...E os vivos têm medo.
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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Felix Portier em Seg 02 Maio 2016, 07:06







Les Revenants
And the beginning of his second life.

Orientações acerca da missão abaixo, para melhor aproveitamento da leitura:

— Cada post dessa OP contínua também é composto de uma música tema e uma frase que o resume. Recomendo colocar a música ao ler a parte, já que sempre deixarei um player — basta clicar no play até que o símbolo vire um sinal de pause pra começar a música — e o link da música no youtube.

— Há sempre um resumo em tópicos do que ocorreu em cada post em um spoiler no começo, para fins de organização e de acompanhamento.

— A faixa etária de leitura de cada post estará no título desta, entre colchetes. Leituras +16 e +18 terão o colchete destacado com uma cor diferente.




Les Revenants:
Mémoires [L]

— Começa com o acordar de Felix. É descrito onde ele acordou e em que estado está.
— Sem rumo, ele decide ir até uma cidade próxima de onde acordou.
— Há uma pequena visão do seu passado após ele se lembrar de seu nome, mesmo que ele não tenha certeza deste.
— Após isso, notou um pouco de dinheiro consigo e decidiu procurar um lugar para comer.
— Há outra visão, dessa vez somente estática, como uma foto.
— Após pedir uma refeição, ele decide assistir um desenho animado e olhar as pessoas entrando e saindo do lugar.
— Ao chegar seu pedido, ele tem outra visão, dessa vez de uma discussão entre duas pessoas da visão da foto.
— Depois disso, ele come e paga sua comida. Porém, um homem estranho decide se levantar na mesma hora que o garoto.
— Saindo do lugar, é surpreendido pelo fato do desconhecido estar o seguindo.

Voyage [L]

— Começa com Felix tetando fugir do seu perseguidor, enquanto sente que outros estão o observando e o perseguindo.
— Assim que chega em uma placa de trânsito, não vê mais seu perseguidor e a sensação de estar sendo observado diminui um pouco.
— Ele vê o nome de três cidades próximas na placa, assim como o nome da cidade onde está. Por algum motivo, o último é instintivamente reconhecido pelo jovem.
— Ele decide então ir para uma das cidades da placa. Consegue após pegar uma "carona" com um caminhão que pararia em Lancaster, a primeira cidade a ser visitada.
— Após suas memórias não serem despertadas, o jovem decide sair da cidade após dormir um dia nesta, em um banco de parque.
— Pelo mesmo método usado anteriormente, ele chega a Scranton, que é a segunda cidade daquela placa. agora ele já tinha o conhecimento de seu sobrenome.
— Ao perguntar por seu nome para as pessoas, percebe que elas não o conhecem. Porém, algumas pessoas se aproximam de si para tirar foto e dizem que ele tem pinta de modelo internacional.
— Após comprar algo para comer, ele nota um símbolo em uma cafeteria. Por algum motivo, ele estimulava levemente suas memórias, como se Felix o conhecesse de antes.

Confusion [L]

— Felix decide ir para o parque da cidade, porém, em vez de voltar por onde veio, ele resolveu ir pela rua de trás da cafeteria.
— Ele atrai a atenção de um grupo de motoqueiros e tenta passar sem arranjar confusão, mas esbarra em um dos motoqueiros.
— Desculpando-se, ele olha ao redor e percebe que os motoqueiros e as mulheres são de aparência esquisita.
— Um dos motoqueiros se confunde e pensa que ele está cobiçando sua gata. Então, ele corre para cima do garoto.
— Começa uma perseguição, onde o jovem utiliza-se do ambiente para conseguir atrasar seus perseguidores.
— Assim que volta pela rua da cafeteria, ele vê uma jovem que reconhece. Ela se apresenta como sua irmã após abraçá-lo.
— Alguns jovens se juntam à garota, se colocando entre Felix e os motoqueiros.
— Emboscado, ele tem um pouco de esperança. Afinal, não está sozinho.

Guerre [L]

— Felix observa a situação ao seu redor, agora com um grupo de pessoas que está o ajudando.
— Ele segue os outros, praticamente, ao ser puxado em direção a uma das empousas, que seria o caminho para sair da emboscada.
— Após o cara com a clava dizer que tinha um plano, Felix decide segui-lo, supondo que talvez ele precisasse de ajuda.
— Ao sem querer dar um susto no jovem, ele oferece sua ajuda e fica responsável por quebrar um hidrante.
— Por não ter muita força, ele não faz progresso, mas quando o cara da clava ajuda, ele consegue.
— A armadilha de água funciona, mas, por algum tempo, não há resposta das garotas que ficaram de distrair os monstros.
— Após os jatos cessarem, sua irmã puxa ele e o cara da clava para uma loja de tecidos, afinal estavam sendo seguidos por empousas.
— Depois de se separarem do cara da clava, ele e a irmã chegam no terceiro andar da loja, que era o andar de encomendas.
— Sua irmã diz ter um plano e basicamente o faz de isca. Mas dá certo.
— Ele não vê a luta que ela está tendo com a empousa que os seguira.
— Quando ele abre os olhos, vê sua irmã quase sendo subjugada pela empousa. Assim, ele acaba avançando na direção dela e a jogando pelo janelão do terceiro andar, o quebrando no processo.
— Ele vê a empousa se desfazendo em areia e, à frente, um grupo de bombeiros e a garota do grupo que ficara para trás.


Guerre [L]


"Numa batalha, não encurrale o inimigo. Deixe sempre uma saída. Senão, não restará outra alternativa a não ser lutar pela própria vida. Então, cada soldado inimigo valerá por dez dos seus." — Sun Tzu, general e pensador chinês.


Música do Player:
https://www.youtube.com/watch?v=x-64CaD8GXw


Felix estava assustado não com os monstros que revelaram-se logo após se reunir com aquelas pessoas, mas com a quantidade de informação estranha que estava presenciando naquele dia. Quero dizer, não era para qualquer um encarar o que ele tinha encarado, principalmente sem saber quem era. Por isso, se ele tiver agarrado com sua mão direita um pouco demais o braço da jovem garota que dizia ser sua irmã, seria basicamente por isso.

Alternando olhares entre todos os que estavam ali, o jovem viu o cara com a clava olhar para todos os humanos do pequeno grupo cercado e depois para uma das mulheres-monstro muito brancas. Embora não entendesse o que ele estava querendo dizer, entendeu que provavelmente tinha algo a ver com aquele ser esquisito. Após isso, percebeu também que as coisas feitas de fogo trocaram olhares antes de avançar para cima de todos ali.

Sua irmã o puxou com força em a direção da mulher-monstro e o jovem só pôde ver o cara com a clava e uma moça que empunhava uma espada baterem na criatura para abrir espaço, coisa que deu muito certo. Empurrado pela garota, ele correu, fugindo dos monstros ali, mesmo que suas forças estivessem quase esgotadas da corrida anterior. Focando-se em somente sua respiração, ele movia as pernas com um esforço sobrenatural de sobrevivência, quase cedendo durante algumas passadas.

Foi então que ouviu o cara com a clava falar algo sobre um plano e, sem pensar duas vezes, resolveu segui-lo para ajudá-lo, torcendo para que os monstros não viessem junto. Por não ser lá aquele velocista, demorou um pouco até que ele alcançasse o jovem, com o fôlego perdido fazia tempos. Ao soltar a respiração rapidamente e encontrar os olhos do outro, acabou assustando o desconhecido, que reclamou consigo sobre isso.

— Pensei eu que você precisava de ajuda, moço. — Felix disse de uma vez só, enquanto recuperava o fôlego.

Foi a vez do Portier ficar assustado com a ação abrupta do estranho, que confiou sua clava ao garoto. Ouvindo a explicação do simples plano que aquele cara tinha pensado em poucos segundos, Felix entendeu o que era para ele fazer antes mesmo do desconhecido acabar de falar. Não tendo muita confiança em sua força, entretanto, o jovem quase disse que talvez não conseguisse, mas lembrou de que tinha se oferecido para ajudar e então acabou ficando quieto.

— Seja rápido, pela mor de Zeus. — foi o que ouviu, antes do cara rumar para o outro hidrante.

Talvez tenha sido nessa hora que Felix notou as patas e cascos do estranho, assim como os chifres proeminentes. Porém, não sentia que aquele cara fosse um monstro. Pelo contrário, ele parecia mais confiável do que qualquer um que tivesse o abordado naqueles poucos dias que estava acordado. Por isso, assim que o outro alcançou o hidrante, o Portier começou a golpear o metal do "seu" hidrante para quebrá-lo com a maior força possível, confiando que aquela ideia simples iria dar certo.

Porém, como pressuposto próprio, não fazia tanto progresso quanto era necessário, mal conseguindo forçar a estrutura do hidrante, por mais que estivesse enferrujado. Seus golpes não surtiam efeito tão poderoso, o que acabou fazendo com que aquele homem-bicho voltasse para onde o jovem estava e o ajudasse nessa tarefa com seus chifres e cascos. Mesmo assim, ele não ficou muito tempo, logo voltando para o outro hidrante que estava para quebrar e deixando o garoto com a responsabilidade de terminar o trabalho.

Pelo menos, com a ajuda do cara, as coisas começaram a dar certo e, depois de mais alguns golpes, o metal cedeu, liberando um jato fortíssimo de água. Esse acabou se encontrando com o outro jato e acertando os monstros com uma força impressionante e, de maneira mais fraca, as duas garotas que estavam fora do eixo da armadilha. Mesmo assim, nem sua irmã, nem a outra jovem responderam aos chamados daquele homem-bicho, que, pela expressão que fazia, estava muito preocupado com elas, o que também deixou Felix da mesma forma.

Foram longos de tensão até que os jatos cessassem. Assim que o fizeram, a garota que se dizia sua irmã correu na direção dos dois, puxando-os para um dos estabelecimentos. Felix tentou olhar para trás, mas não conseguiu ver com tanta clareza outras coisas além das empousas que os perseguiam, então seguiu aquele pequeno grupo para a loja de tecidos sem pestanejar.

Conseguiram atrasar as empousas pelo fato das pessoas que estavam ali começarem a se afugentar devido a confusão que ocorria. Por seguirem o fluxo contrário a elas, tinham grande dificuldade para se movimentar, mas as criaturas também sofriam da mesma coisa, o que praticamente os dava uma vantagem quase irrelevante. Porém, por serem os primeiros a conseguirem entrar na loja e subir as escadas, tiveram algum tempo para respirar um pouco, o que era um alívio para o jovem Portier, que mal se mantinha em pé direito.

— Então... Alguém vai ter de encarar uma das empousas sozinho.

Felix olhou para o homem-bicho, considerando que talvez ele assumisse essa responsabilidade, e não errou. Depois de dizer o que deveriam fazer, ele os forçou a deixá-lo no segundo andar, enquanto subiam para o terceiro. Sem forças, o jovem praticamente foi arrastado pela irmã no resto dos degraus, encontrando um ala que era para encomendas de roupas, pelo visto. Afinal, existiam aqueles lugares para se ajustar roupas, alguns pequenos pedestais e vários instrumentos de medição, além de provadores nos cantos do lugar.

— É uma péssima ideia, mas você colaboraria comigo, irmão? — ouviu a garota dizer.

Sem muita escolha, afinal os passos na escada ficavam cada vez mais fortes, ele assentiu. Então a garota o arrastou até um dos pequenos pedestais, o sentando ali. Indicando a clava que estava na mão do jovem, ela pediu para que Felix fizesse uma pose com aquilo, o que prontamente foi obedecido. Após isso, ela disse para que ele se mantivesse imóvel, mesmo quando o monstro se aproximasse dele.

Isso o fez estremecer, mas, mesmo assim, ele assentiu.

Ela entrou dentro de um dos provadores e ficou bem escondida por lá, o que o fez estranhar a ideia de plano que ela tinha. A mulher-monstro logo chegou no andar onde eles estavam, logo focalizando-o no pedestal. Como ela não era tão burra assim, resolveu checar os arredores à procura de alguma armadilha ou da garota que faltava, o que não achou. Então, ela se aproximou do jovem, ainda suspeita, e o rodeou antes de chegar perto.

Como tinha prometido para a garota, não moveu um único músculo naquela situação toda.

Assim que ela chegou perto o suficiente para acariciar o corpo dos jovem com suas unhas, já relaxada o suficiente para isso, soltou um pequeno barulho que Felix interpretou como prazer. Isso o fez se segurar para não sair correndo, que era o que se passava pela sua cabeça naquele momento de vulnerabilidade. Por isso, acabou fechando os olhos, com muito medo do que poderia acontecer depois.

Embora tivesse sofrido um arranhão, ele foi salvo pela irmã, que foi rápida e silenciosa o suficiente para ludibriar um pouco a mulher-monstro. Ainda de olhos fechados, ele não ousava ver o que acontecia: uma luta violenta entre duas fêmeas que tentavam decidir quem iria sobreviver. Por algum tempo, ele só ouviu barulhos, ameaças e gemidos de dor de ambas as partes. Quando abriu os olhos, a primeira cena que viu foi a garota usar a faca para defender a si mesma das garras da criatura, coisa que ela fazia com dificuldade, visto que ferimentos cobriam seu corpo e a debilitavam.

Ao ver aquela situação e o incrível janelão que estava do lado delas, Felix não pensou duas vezes: Correu na direção da mulher-monstro e a empurrou em direção ao janelão, quebrando-o na hora e fazendo ela cair de três andares em direção ao chão. Olhando para baixo, ele viu o corpo da criatura se desfazer em areia no asfalto, enquanto no lugar onde antes tinha sido embocado, um grupo de bombeiros se encontrava, assim como a outra garota do grupo.

Vendo tudo aquilo, ele respirou fundo, antes de se virar para socorrer a irmã.

Hm:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum]
"A black cat crossing one's path by moonlight means death in an epidemic";

made by ▲ and edited by Heit! for her own purpose.
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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Seg 02 Maio 2016, 22:40


Turno IV





Música do capítulo:
https://www.youtube.com/watch?v=dW6RXTjm4iA&index=1&list=RDEMj9n5uXtV7Tshx4c-2SBNag

Fogo. Caos. Gritos. Sangue. Seria esse o inferno? Mais apropriado dizer, para a Archer-Gilligan, paraíso.

O barulho alto seguiu as explosões, o cenário subitamente iluminado pelas chamas. Um sorriso brotou nos lábios vermelho-sangue da semideusa. Um sorriso doentio, ansioso, como quem enxerga o prazer na presente situação e batalha iminente.

Seria esse o sorriso de um demônio? Não sou eu digna de dizer. Me arriscaria, porém, por algo não tão diferente: Angel.

A outros, a cena talvez viesse como um borrão. Para a filha de Deimos, numa lerdeza alucinante. Dolorosamente lenta para o sangue correndo em erupção por suas artérias, o monstro agitando-se em sua jaula. Ansioso. Faminto.

Estavam cercados.

Não que importasse de fato.

Importava?

Labaredas. Couro. Cascos. Seria o vermelho que queimava a sua visão o fogo ou a cabeleira chamejante?

Não, não importava.

Que fosse.

A voz do sátiro soou pelo cenário tardio. Sombrio. Iluminado pelo caos. A garota não hesitou. Em uma fração de segundo Panic estava em suas mãos, e os coturnos de couro a guiavam a passos largos, corridos, quase que automaticamente em direção à sua presa. Seus pensamentos já estavam confusos, mas ainda não completamente nublados. O monstro dentro de si gritava, urrava.

Júbilo. Ansiedade. Prazer.

Sabia o que aconteceria no momento em que sua espada tocasse a criatura monstruosa. Seu sorriso era largo. Ah, se ao menos soubesse o quanto esperara por isso...

O sátiro ia à sua frente. A velocidade como que diminuída. A adrenalina bombeada por seu sangue. Sangue. A clava acertou a empousa em cheio na cabeça. Atordoou-a. Talvez fosse ilusão da sua mente sedenta. Talvez fossem apenas seus sentidos repentinamente apurados. De fato, realmente não importava. O som da arma pesada afundando sobre os ossos da criatura era reconfortante. Satisfatório. Prazeroso.

A portão da jaula estava aberto.

Estava tão perto.

Apenas mais um passo.

Uma única fração de segundo. Foi mais do que suficiente. Suficiente para que a lâmina negra atingisse o flanco monstruoso, liberando algo similar a sangue.

Monstros sangravam?

Monstros eram atraídos por sangue.

Nada mais separava o seu monstro interior do exterior. Elas sempre trabalhavam muito bem juntas, não é mesmo? Íris negras. Tal como a sua alma. Naquele ponto, acreditava em algo remotamente como uma alma dentro de si?

Não exatamente.

Ela poderia gritar. Urrar. A sensação era libertadora, o líquido que espirrara cobrindo as suas roupas de forma tentadora. Sedutora.

Corram, ela queria dizer. Apenas vão, gritaria. Seria o melhor. Por quanto tempo poderia se controlar?

Poderia se dizer que a resposta a assustava.

Mas não realmente.

Não de fato.

É.

Mas não precisou dizer nada. Nenhuma palavra. Novamente, a voz do sátiro, ordenando. Equipe de retenção? Aquilo significava combate direto. Racionalmente, Darya seria a melhor para integrar esse grupo, por sua origem divina e experiência. Mas nem tudo é questão de racional. Por dentro, apenas sabia - sentia - que era ali que pertencia. Onde o sangue seria derramado. Onde a carnificina se faria.

Em sua mão direita, Panic. A esquerda sacou Crash. Seu casal preferido. Talvez não tanto. Mas certamente OTP. Com a visão periférica, certificou-se de que os aliados haviam recuado - ao menos em sua maioria. Ao seu lado, apenas a revenante, a quem não confiava de todo; sagaz também seria à outra se não confiasse na assassina.

Os vilões eram cinco. Os mocinhos apenas dois. Bem e mal às vezes se distorcem.

Estavam cercados. Talvez fosse suicídio. Talvez apenas mais emoção. Certamente loucura. Insanidade.

Não que precisasse matá-los todos agora.

Infelizmente.

Apenas freia-los o suficiente.

Uma gota de suor escorreu por sua nuca, debaixo dos cabelos negros. Ela tinha uma ideia. E não hesitou para pô-la em prática. Os dedos esguios tremiam levemente pelo êxtase. Mas não eram por isso menos precisos. Alcançaram a presa pendurada em seu pescoço, e um sorriso brutal esticou os lábios da filha de Deimos. Medo. Temor. Pânico. Era o que os seus inimigos deveriam sentir. Concentrando todos esses sentimentos - se é que é possível chamá-los assim - e todo o turbilhão da sua mente na sua voz, deixou que um grito escapasse.

Não um simples grito.

Um rugido.

Não metaforicamente.

Literal.

Um rugido animalesco, selvagem, cruel. Voraz, faminto. Tal como o seu espírito. E o seu desejo, senhorita, foi realizado. Seus inimigos tremeram em suas bases. Recearam. Tiveram medo. Não recuaram, mas hesitaram. Mas nada de surpreendente nisso, certo?

Um novo rugido sucedeu um primeiro. Dessa vez não advindo da mulher, mas da espada enegrecida. De Panic, o pânico.

- Se mantenha por perto, mas não em demasia. Apenas freie-os o máximo que puder. E se eu disser que vá - voltou-se para encarar a renevante por apenas poucos segundos -, apenas corra.

Por menor que tenha sido o tempo em que seus olhos se encontraram, a filha de Macária sentiu medo. Medo não só pela áurea sombria que a acompanhara por todo dia, mas também pelo que viu dentro das orbes negras. E soube que obedeceria.

Sem dizer mais nada, avançou contra os monstros atordoados antes que eles estivessem suficientemente recuperados. Apesar de parecerem minutos em sua mente agitada, não mais do que um minuto havia se passado desde que a sua lâmina negra atravessara a empousa. Avançou em direção ao monstro mais perto, à sua esquerda, sem por um segundo sequer o sorriso abandonar os lábios. Esticado, agora mais parecia um esgar selvagem.

A lâmina avermelhada de Crash atingiu o ombro de um elemental.

E novamente o inferno se fez.

A movimentação inimiga, bem como o seu poder de ataque, estavam diminuídos de forma significativa. Mas ainda continuavam em vantagem numérica. Sentiu, mais do que viu, uma bola flamejante vindo em sua direção, como em uma explosão. Quase que em reflexo, Darya cruzou ambas as espadas à sua frente, parando o fogo apenas a centímetros do seu corpo - um chiado tomando o ar pelo contato do metal frio com a chama, a pequena quantidade de fumaça irritando os olhos da semideusa.

Aproveitando o movimento da semideusa, o primeiro oponente avançou, o punho fechado pronto para desferir um soco flamejante contra a mesma. Porém, além de lento, o mesmo estava fragilizado pelo golpe anterior, tornando assim bem mais fácil para a morena desviar do golpe do que normalmente seria. Girando para o lado, tornou a erguer uma das espadas, rapidamente bradando-a contra o flanco agora exposto do elemental já ferido. Antes, contudo, que pudesse alcançá-lo, uma barreira de fogo explodiu à sua frente, de forma com que o seu corpo fosse projetado para trás, perdendo o equilíbrio e por pouco não caindo pesadamente sobre os paralelepípedos enegrecidos.

O calor era infernal, e o suor escorria agora livremente por seu corpo. Seu rosto estava vermelhado, ponto escuros tingiam a sua visão e o cheiro de queimado dessa vez era advindo do tecido das suas roupas atingidas pela chama. Isso, porém só serviu para atiçar ainda mais a fúria da semideusa, que, recuando dois passos, olhou rapidamente em volta. Apenas para encontrar a outra semideusa acuada não muito longe. A mesma defendia-se o melhor que podia com a faca de bronze, porém não sendo capaz de se defender de todo, recuava, apenas se distanciando ainda mais da filha de Deimos. Uma das empousai, demasiadamente ferida, chegava sequer a ser algum problema, porém os monstros restantes eram incansáveis em suas investidas, a renevante já exibindo cortes e suas roupas estavam fumegantes em alguns pontos.

Com um revirar de olhos irritado, Darya voltou-se para os seus próprios oponentes. Era por isso que odiava atuar em grupos, tendo que se preocupar com as costas de semideuses estúpidos e inábeis. Precisaria ajudá-la, antes que fosse tarde demais, ao mesmo tempo que livrando as suas próprias costas. Recuando mais alguns passos, retirou o mais rapidamente possível um dos gomos nojentos de dentro do bolso da jaqueta de couro, lançando na direção dos seus próprios oponentes. O movimento, por mais ágil que executado, lhe custou: no breve instante que precisara para pegar o pequeno item, um dos elementais houvera novamente invocado uma quantia considerável de fogo, lançando-a em sua direção como uma bola flamejante. A semideusa teve tempo apenas de gingar para a direita e fazer um movimento débil com Crash, o que foi o suficiente para que não fosse atingida diretamente, porém o impacto desviado foi suficiente para que seu quadril esquerdo fosse atingido por uma dor aguda e lascinante, o corpo pesadamente projetado para trás.

A dor, porém, não incomodava Angel, apenas atiçava-a ainda mais. Após recobrar o equilíbrio apoiando uma das mãos ao chão, se pôs a correr o mais rapidamente que o ferimento permitia em direção à outra. Sua visão tornava-se cada vez mais nublada, e lutava para manter o mínimo controle. Os seus inimigos e aliados estavam se tornando cada vez mais parecidos dentro da sua névoa avermelhada de ira e fome, porém precisava aguentar mais um pouco que fosse.

Em alguns segundos, chegou suficientemente perto para que pudesse fazer o que pretendia. Embainhando rapidamente uma das espadas, concentrou os seus pensamentos mais negativos em torno da sua mão livre, vendo a esfera negra se solidificar sobre a sua palma. Então, praticamente a queima-roupa, lançou-a contra o elemental mais próximo, permitindo que a garota tivesse algum alívio dos ataques incessantes. Atordoado e pego de surpresa, o mesmo recuou por um instante, o que foi mais do que suficiente para que fosse atingido em cheio por Panic, atravessando-o.

Sangue jorrou. Ou talvez fosse fogo. Ou mesmo lava incandescente. Darya não soube ao certo.

Tudo o que sabia é que o líquido queimava sobre si.

Tanto como queimava sobre as suas veias.

Então, aconteceu muito rapidamente. Em sua visão, tudo tornou-se um borrão indistinto em tons de negro e vermelho. Não literalmente. Mas de uma deveras familiar e conhecida.

- VÁ! - gritou. Ou talvez tenha urrado. A única certeza é que o som que saiu da sua garganta era animalesco, selvagem. Não tinha mais noção de nada à sua volta, aliados e monstros se misturavam em apenas uma coisa: inimigos a serem mortos.

Fugor. Ódio. Raiva. Loucura. Prazer.

Não precisava checar para saber que a filha de Macária havia corrido.

Não percebeu no momento, mas a sua voz havia se misturado ao tom balido do sátiro. Se antes o mundo explodia em fogo, agora explodia em água.

Água. Caos. Gritos. Sangue. Seria esse o inferno? Mais apropriado dizer, para Angel, paraíso.

Os jatos frios não só atingiram a ela, quanto também aos monstros que antes combatia. Um urro de ira saiu de sua garganta, um som gutural e sombrio, seguido de uma gargalhada tão possessa quanto. Suas roupas agora escorriam água, mas não importava. Dois de seus inimigos estavam mortos, e os restantes fugiam, juntamente com os semideuses. Não que eles também estivessem a salvo - nesse momento, todos eram igualmente vítimas em potencial da assassina.

Ela poderia ter corrido, perseguido o grupo principal. Atacado-os. Semideuses pareciam mais divertidos do que monstros. Afinal, eram eles detentores de sangue, do líquido vermelho pelo qual Angel era viciada em fazer jorrar, e então se esbaldar nele. Porém, para a segurança de todos, havia um inimigo mais imediato: um dos elementais restantes.

Tão encharcado quanto a semideusa, parecia incapaz de usar de seus poderes de fogo no momento. Fragilizado. Enfraquecido. Mancava, provavelmente atingido, e um de seus ombros estava em um ângulo estranho. Ao olhar em sua direção, a garota novamente gargalhou descontroladamente. Nele descontaria toda a sua fúria e ânsia, não importava o preço. Teria seu prazer embasado na dor do outro, faria-o sofrer, teria-o subjulgado aos seus pés. Humilhado. Miserável.

Sem mais temer, tornou a sacar Crash da bainha de couro. Em passos sadicamente lentos, andou em direção do monstro, que não tentou fugir. Pelo contrário. Ainda que claramente em dor, manteve-se de pé, pronto para confrontar a semideusa em um embate direto. Afinal, correr não adiantaria no momento, apenas o daria desvantagem. Tentou invocar fogo, mas tudo o que conseguiu foram pequenas faíscas, não muito mais imponentes que a de um isqueiro sem gás, e um tanto de fumaça. Fumaça que saía do seu corpo inteiro, como se o mesmo tentasse se aquecer.

Angel riu da sua mediocridade. Até teria pena, mas a sua natureza era impossível de sentir qualquer coisa perto disso.

Na metade do caminho para alcançá-lo, e com a cabeça inclinada, deixou que uma nova gargalhada saísse por entre os lábios entreabertos. Então, deixou com que a voz - outrora sedutora - fosse projetada, animalesca, selvagem, sem formar qualquer palavra.

Então, passou a correr.

Tal como uma fera persegue a sua presa.

Sem medo. Sem hesitação. Sem cautela.

Golpeou com a mão esquerda contra o seu flanco, ao que o monstro girou, numa tentativa bem sucedida de desviar.Virou-se então, com o punho  fechado e cinzento pela fumaça. Angel não se importou em se desviar decentemente, contanto que um novo golpe com Panic atingisse o peito do seu alvo. A dor do soco contra o seu rosto foi brutal, porém apenas liberou uma nova onda de adrenalina por seu corpo. A ira e o júbilo contrastavam e se equilibravam num desiquilíbrio selvagem e sádico. O lâmina penetrou no peito do outrora motoqueiro, abrindo um corte fundo enquanto o peso do mesmo era jogado contra o da semideusa. Ambos se separaram, cambaleando.

O nariz da garota estava certamente quebrado, e o sangue dali jorrava, escorrendo por seu rosto. Com uma gargalhada, lambeu os lábios, saboreando o sabor amargo do líquido. À sua frente, o monstro levava uma mão ao peito, os olhos abertos em surpresa e dor. À Angel, era extremamente cômica a forma com que a fumaça subia por seu corpo incapacitado, e como ele se tornava cada vez mais miserável.

Tornou então a avançar contra o ser ainda trôpego, dessa vez com um chute em seu estômago. O corpo do mesmo se curvou, com um esgar de dor, e Darya não hesitou antes de dar-lhe uma cotovelada no rosto, jogando-no contra os pedras da rua. Mais do líquido quente escorria por seu corpo, e a criatura parecia enfurecida. Sabia que a semideusa, apesar de poder muito bem acabar com aquilo de uma vez, continuava o acertando com golpes com o único intuito de humilhá-lo. Jogou uma das espadas ao chão a fim de ter uma das mãos livres e brincar com maior liberdade.

A fumaça saía em porções cada vez maiores pelo seu corpo quando a garota se agachou sobre o elemental, acertando-lhe um novo soco brutal contra o rosto do mesmo antes de pegá-lo pelos cabelos. Projetou-o uma vez contra os paralelepípedos antes de força-lo, em meio a golpes injustos, sádicos, a ficar de joelhos. Então, tendo-o em tal posição, colocou-se atrás do mesmo, numa posição quase de afeto.

- Você não fugiu quando podia. Foi corajoso o suficiente. Por isso chega de brincar. - sussurrou falsamente controladamente, e ainda segurando-o pelos fios ruivos, fez uma leve carícia com a lâmina de Pânic no pescoço alvo antes de, por fim, puxá-la em um golpe mortal.

Uma última explosão se fez no momento em que o elemental se desfez em cinzas, jogando a semideusa de costas contra o chão. O baque foi duro, doloroso, porém tudo o que ela conseguia era rir, gargalhando em êxtase. De olhos fechados, permitiu-se respirar o maravilhoso cheiro de sangue, aproveitando as ondas de júbilo que se espalhavam por seu corpo, até finalmente recuperar lentamente noção do que acontecia ao seu redor. Então, colocou-se de joelhos, inspirando pesadamente sem tirar o sorriso do rosto.

Conforme sua "consciência" tornava-se mais clara, tomou noção do cenário ao seu redor. Então, recolhendo Crash, se pôs a correr o mais rapidamente possível na direção em que o seu grupo fora e que seus instintos indicavam estar. Havia sangue por todo o seu rosto, tingindo as roupas já encharcadas. Encharcadas, rasgadas e queimadas. Mancava, o quadril com queimaduras.

Mas não importava.

Adendos:
equipamentos:

— {Panic} / Espada [Uma espada longa, com a lâmina medindo 70cm, mais 20 cm de empunhadura. Sua lâmina é feita em bronze sagrado, mas é trabalhada e tingida de preto. O cabo da arma é feito em ébano, reforçado com metal e revestido em couro e a empunhadura simula um dragão negro. Vem junto de uma bainha de couro escuro. No nível 20, Panic se transforma em uma braçadeira da cor da espada.] {Ébano, couro e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Deimos]

— {Crash} /Espada [Uma espada longa, com a lâmina medindo 70cm, mais 20 cm de empunhadura. Sua lâmina é feita em bronze sagrado, mas é trabalhada e tingida de vermelho. O cabo da arma é feito em mogno, reforçado com metal e revestido em couro, e a empunhadura simula um dragão vermelho. Vem junto de uma bainha de couro de tom vermelho escuro.]{Mogno, couro e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1)  [Recebimento: Presente de Reclamação de Deimos]

Neckabog [Colar feito de prata e um pingente de crista roxo. Quando alguém estiver sobre a aura de pavor da semideusa, o pingente do colar irá brilhar em uma leve luz cavernosa, fazendo com que 5 de MP da pessoa que estiver sobre o efeito da aura passe para a garota. Quando a usuária atingir o nível 30, o colar irá sofrer um avanço, sendo capaz de fazer com que um inimigo da semideusa tenha a ilusão de ver seu pior medo na frente de seus olhos, ficando paralisado por uma rodada. Só pode ser usado uma vez por missão ou luta. {material: prata e cristal roxo} (nível mínimo: 3) [By Ares, pela missão “O pavor de se amedrontar”]

►Tripas de Ciclope [Ao jogar o item no chão o mesmo "explode" deixando o campo de batalha com um cheiro realmente ruim, podendo fazer alguns semideuses até vomitar. Vem dividido em três gomos para que possa ser usado três vezes. O cheiro afeta um raio de 5x5 metros e dependendo da vontade do narrador pode fazer até que se tenha náuseas. (Uso = 3) [Nível Mínimo] (Nenhum Elemento) [Presente pelo Treino de Chalé]


♦ {Luto} / Bandana Preta [Carregando a aura pesada do atentado terrorista ao Acampamento no réveillon, essa faixa preta do tamanho de 50cm de comprimento por 5cm de largura possui uma propriedade interessante: tais como em cerimônias lúgubres, onde se dedica um minuto de silêncio em respeito à fatalidade ocorrida, os movimentos do usuário ficam silenciados por um turno inteiro; tal "bênção", no entanto, não afeta fala ou poderes (não se poderia silenciar uma explosão, por exemplo), podendo ser utilizada unicamente em ações relacionadas à movimentação (um pulo, uma caminhada, uma corrida, o ruído de passos - desde que provindos do portador, seriam silenciados e não poderiam ser escutados, independente de poderes como "audição perfeita"). Pode ser utilizada duas vezes por ocasião (missão, evento, treino, dentre outros).] {Tecido preto} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Evento de Encerramento, "Burn, Baby, Burn! - Postagem Aberta". Jan/2015.]

† {Infernal Justice} / Arma de pressão[Feita em aço claro e ébano, é facilmente confundida com uma arma de fogo, por seu formato e aparência, como de uma pistola com cano pouco mais longo. Ela, porém, funciona por meio de um sistema de engrenagens e molas similar aos usados em armas de Airsoft, que impulsionam um projétil por vez a uma distância de até 80 metros sem perder a precisão, podendo alcançar até 120 m sacrificando-se parte de sua potência, isso graças à técnicas empregadas visando aumentar a distância atingida pela arma. Com a capacidade de armazenamento de 10 dardos em seu tambor - necessitando ser recarregada após isso -, possui o nome "Angel" talhado em sua parte inferior, juntamente com uma rosa]{Aço e ébano} (14) {Não controla nenhum elemento} [Forjado por Harry S. Sieghart]

† {Hell's Flame} / Projétil[Medindo cerca de 12 cm, é feito em madeira mais dura que as usadas normalmente em flechas e com ponta longa, porém estreita em magnésio. Foi feito para possuir um alto poder de perfuração, causando dano 10% maior em relação à projéteis comuns, além de danificar armaduras com um bônus de 10%. Quantidade restante: 20.]{Ébano e Magnésio} (9) {Não controla nenhum elemento} [Forjado por Harry S. Sieghart]

{Sanity} / Contas [Três pequenas contas em um metal de cor negra, trabalhados de forma com que se pareçam chips. Estes possuem um brilho avermelhado, que lembra sangue, e possuem a habilidade de, duas vezes por missão ou evento, ativarem o que há de mais racional no semideus. Assim, este será afetado 35% a menos por efeitos advindos de auras negativas e poderes que afetem o racional, como medo, persuasão ou charme. Esta tem a duração de três turnos, e só funcionará se todas as contas forem ativadas em conjunto; do contrário, nada ocorrerá. Vem com com uma corda simples de couro negro trançado, que pode ser amarrada em volta do braço como uma pulseira ou em volta do pescoço.] {Metal e couro} (Nível Mínimo: 10) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: 4º Treino Trimestral 2014, "Insanity"]

Colar de Neméia [Colar de couro com uma única presa afiada de um grande felino. Ao ser ativado permite ao portador emitir um "Rugido nemeano" em menor escala. O rugido provoca um efeito de medo que reduz a movimentação dos alvos em 50% por 3 turnos, além de provocar dano sonoro no momento da emissão. Afeta alvos a até um raio de 25m de distância. 2 vezes por evento. Para fins de resistência, é considerado um poder de nível 32. (Nível mínimo: 32) {Material: couro e dente de leão} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

Braçadeira felina [Braçadeira na forma de uma tira de couro, adornada com a juba leonina de cor castanho avermelhada. Quando ativada fornece uma leve proteção, que lembra um pouco a habilidade fornecida pelo Leão de Neméia, aumentando a resistência do portador a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: Couro e pelo de leão) [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

{Songify} / Microfone [Um microfone de lapela sem fio. É preto, leve e pequeno, cabendo na palma da mão. Pode ser preso à roupa do dono, como um broche. O objeto foi encantado magicamente. Três vezes por missão, durante uma rodada, o usuário será capaz de manifestar seus poderes de forma sonora, seja através de um poema, uma música ou uma palavra. Assim, o poder, além do dano normal, terá dano sonoro (equivalente a 25% do dano normal). Caso o poder utilizado seja sonoro, terá sua efetividade aumentada em 25%, causando um dano maior. O item é vulnerável a poderes e itens que afetam ataques sonoros.] {Metal e Magia} (Nível Mínimo: 35) {Som} [Recebimento: Treino - Once Upon a Time, avaliada por Drillbit Jackson e atualizada por Asclépio]
Itens ativos, hab especial e Obs:
Itens ativos:
Colar de Neméia [Colar de couro com uma única presa afiada de um grande felino. Ao ser ativado permite ao portador emitir um "Rugido nemeano" em menor escala. O rugido provoca um efeito de medo que reduz a movimentação dos alvos em 50% por 3 turnos, além de provocar dano sonoro no momento da emissão. Afeta alvos a até um raio de 25m de distância. 2 vezes por evento. Para fins de resistência, é considerado um poder de nível 32. (Nível mínimo: 32) {Material: couro e dente de leão} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

{Panic} / Espada [Uma espada longa, com a lâmina medindo 70cm, mais 20 cm de empunhadura. Sua lâmina é feita em bronze sagrado, mas é trabalhada e tingida de preto. O cabo da arma é feito em ébano, reforçado com metal e revestido em couro e a empunhadura simula um dragão negro. Vem junto de uma bainha de couro escuro. No nível 20, Panic se transforma em uma braçadeira da cor da espada.] {Ébano, couro e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Deimos]

Poder do Item (Nível 25) Fear - O dragão da empunhadura ruge, provocando medo nos inimigos. Oponentes mais fracos ou de nível igual perdem metade do seu poder de ataque por 3 rodadas - período que o efeito dura. Além disso, poderes de medo do portador são aumentados em 10% - não altera a duração, mas sim os efeitos. A espada ganha uma aura nublada, como se envolta pela penumbra. 1x por missão.

Item consumido:
►Tripas de Ciclope [Ao jogar o item no chão o mesmo "explode" deixando o campo de batalha com um cheiro realmente ruim, podendo fazer alguns semideuses até vomitar. Vem dividido em três gomos para que possa ser usado três vezes. O cheiro afeta um raio de 5x5 metros e dependendo da vontade do narrador pode fazer até que se tenha náuseas. (Uso = 3) [Nível Mínimo] (Nenhum Elemento) [Presente pelo Treino de Chalé]

Habilidade especial:

♦ {Angel} / Efeito Psicológico [No decorrer de sua vida e pelas experiências passadas, Darya acabou por desenvolver uma espécie de personalidade sanguinária e animalesca dentro de si. Esta, acolhida e carinhosamente apelidada de "Angel", sai à tona em situações de violência e derramamento de sangue, muitas vezes de forma descontrolada e movida pela ânsia por ferir e matar. Basicamente, ela tem dois estágios: o primeiro, ativado pela própria filha de Deimos, é quase que um controle parcial, quando esta já é mais dominante que a personalidade normal da garota mas ainda sofre interferência desta; o segundo, ativado no terceiro turno após a ativação do primeiro estado, é o controle completo dessa personalidade, quando ela domina totalmente a mente de Darya e a interferência por parte da garota é pequena. No primeiro estágio, os olhos normalmente castanhos da filha de Deimos assumem um tom negro e parte de sua racionalidade e frieza são subjugados pela ânsia assassina, aumentando seus atributos físicos — como força, velocidade e agilidade — e o uso de poderes que não necessitem de concentração em 10%. Já no segundo estágio, a influência da parte racional cai de forma ainda mais considerável, e há uma bonificação de 20% nos atributos anteriores, sendo que as íris da garota assumem um azul intenso. O primeiro estágio dura apenas dois turnos após a ativação; no quarto turno o segundo estágio é ativado, durando mais dois turnos e encerrando instantaneamente no final do sexto. Além disso, os efeitos da personalidade podem encerrar precocemente, caso o derramamento de sangue seja encerrado ou o culpado pelo ato seja devidamente punido (seja desmaiando, morrendo ou qualquer outra punição adequada). A habilidade é ativa, com um gasto normal de energia equivalente a um poder de nível 5. Por simular um estado de fúria, a habilidade causou à filha de Deimos o efeito colateral de não poder distinguir aliados de adversários enquanto ela estiver ativa, atacando qualquer um com igual intensidade.] (Nível mínimo: 5) [Recebimento: recompensa pela DIY "It's Where My Angel Hides", avaliada por Ártemis e atualizada por Quíron]

Observação: Muitas vezes, até mesmo no início do texto, a narração é meio confusa, fragmentada, mas pense na turbilhão em que está o personagem. Tentei passar isso o melhor possível.
passivos:
Beleza [nível 5] – Como netos de Afrodite, apesar de sombrios, são belos e atraentes. Assim, poderes que usam charme como meio de persuasão são 30% menos eficazes para semideuses de nível igual ou menor ao do filho de Deimos. [Modificado]
Frieza [nível 11] – Filhos de Deimos são frios, calculistas e destemidos. Dessa forma, são afetados por poderes de intimidação 50% menos com semideuses de nível igual ou menor, e 30% menos com semideuses de até dez níveis acima.

Ambidestria [nível 13] – Agora o semideus já pode manusear armas com as duas mãos e ao mesmo tempo sem que haja perda na agilidade dos movimentos. É importante ressaltar que a habilidade só é válida para armas de uma mão; não poderá carregar armas pesadas em cada mão, por exemplo. [Modificado]

Radar [nível 15] – O semideus consegue encontrar a localização de uma pessoa ou criatura caso estejam amedrontadas num raio de 1 km, por menor que este sentimento seja. [Novo]

Empunhadura primal [nível 19]: A partir desse nível o semideus consegue portar armas pesadas utilizando-se da ambidestria. Contudo, por seu tamanho, isso não engloba armas duplas. [Novo]

Lâmina defensiva [nível 20]: Filhos de Deimos, por estarem acostumados a lutar com duas armas, aprenderam a utilizá-las em manobras de defesa, usando-as para defender ataques, como se fossem um escudo. [Novo]
Perícia com Espadas II [nível 24] – A espada já é uma conhecida íntima. O filho de Deimos pode executar movimentos rápidos e consecutivos, atacando e contra-atacando com enorme facilidade. [Modificado]

Perícia de Guerra II [nível 29] – Nesse nível já tem as capacidades físicas aumentadas – força, agilidade etc., mas nada sobrehumano – e torna-se um guerreiro nato, podendo batalhar por bastante tempo sem se cansar. [Modificado]

Balança de Sentimentos [nível 31] – O filho de Deimos tem um controle maior sobre seus emoções, podendo ocultá-los. Poderes que mexam com os sentimentos do filho de Deimos têm 25% menos eficácia. [Modificado]

Aura Maléfica III [nível 35] – Nesse nível o filho de Deimos já é praticamente tão temido quanto um monstro forte; multidões entrarão em desespero perante sua aproximação e semideuses, a não ser que superem-no em dez níveis,  terão o efeito dos seus poderes reduzido em 20%. [Modificado]
ativo:
Dor [nível 5] – O filho de Deimos cria uma esfera de energia negra na mão. Ao acertar alguém com a esfera, liberará uma onda de dor lancinante e, consequentemente, atordoará. O poder, porém, não tira HP do oponente, somente atordoa. A intensidade do atordoamento varia de acordo com o nível do oponente; caso supere o filho de Deimos em 10 níveis, não sentirá os efeitos. Pode ser arremessada e tem alcance de 20 metros. [Modificado]
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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por 116-ExStaff em Seg 02 Maio 2016, 23:25



Welcome to the new age...
Les Revenants



Com uma aglomeração de mortais confusos circundando a cena de combate completamente incinerada, os semideuses tinham pouco tempo para saírem dali antes que mais problemas surgissem.

— Não se preocupe, oficial. Sabemos nos cuidar — a revenante convencia o homem fardado a liberar o grupo. — Precisamos ir para casa, se importa?

Despistando bombeiros e jornalistas, a garota conduziu o grupo para a estação rodoviária mais próxima. Lá, todos pararam para descansar. Estava na hora da importante decisão ser tomada: quem vai e quem fica?

Informações adicionais:

♦  A estação fica a mais ou menos trinta minutos de onde estão, tempo suficiente para uma interação entre NPC e personagens.

♦  A parada é obrigatória pois nesse ponto o revenante resgatado decidirá se pretende ir até a Colina Meio-Sangue ou se permanencerá nômade.


Pontos obrigatórios:

Darya + Flynn + Felix

♦  A decisão deverá ser tomada para que então as passagens até o acampamento sejam compradas e o embarque realizado.

♦  Ao final da conversa, o símbolo de Macária surgirá na cabeça dos dois revenantes e a garota decidirá sair da influência do acampamento e vagar pelo mundo procurando mais irmãos.

créditos à Eos pelo plot do evento.



Thak's for@Lovatic, on CG

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Re: Grupo 8 - Interno

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Seg 09 Maio 2016, 23:52


Turno V




- Não, sério, eu tô bem. Não, não quero ajuda, isso aqui não é nada. Eu me viro sozinha. Sim, sim, a moto explodiu a alguns metros de mim, talvez alguma peça tenha me acertado. Não, relaxa. Agora, se me der licença... - A Archer-Gilligan repetiu para o que parecia, talvez, o terceiro bombeiro a se pôr em seu caminho e oferecer algum socorro. Socorro esse que, obviamente, a garota veementemente recusara. Foi fácil livrar-se dele, talvez por agora não fazer mais nenhuma menção de deixar a aura retida - por mais que visse nos olhos da equipe treinada a vontade de ajudar, e a força com que faziam para ao menos se aproximar. Pelo contrário, resolveu utilizar a seu favor, vendo o amontoado de humanos - entre curiosos, jornalistas e oficiais - instintivamente se afastar alguns centímetros enquanto a prole do Pânico passava, facilitando com que caminhasse até onde já havia localizado o restante do seu grupo.

Aproximou-se discretamente, cumprimentando-os com nada mais que um simples acenar de cabeça. Pareciam argumentar com um policial, que observava-os desconfiados. Bastou, porém, que chegasse suficientemente perto para que um tremor perpassasse o corpo do oficial, passando o mesmo a gaguejar nervosamente, evitando a todo custo encontrar o olhar de Darya - por mais que o estado da mesma fosse o mais suspeito. A moça, por sua vez, deixou com que os seus olhos corressem pelos outros semideuses, constatando - com algo similar a alívio - que, dali, ela era a que se encontrava em pior estado.

Então, com a boca ainda aberta, o homem de meia-idade uniformizado conseguiu apenas anuir, permitindo com que o grupo de jovens se afastasse rapidamente, a renevante guiando-os pelo aglomerado que tornava-se cada vez mais cheio, a Archer-Gilligan seguindo a seu lado de forma a facilitar o trabalho. A tatuada preocupou-se apenas em seguir a outra, com apenas um pequeno desvio: apontou para um dos hidrantes que ainda tinha um fraco fluxo de água, mergulhando ali as mãos em concha. O mais rapidamente que pode, lavou o sangue do seu rosto, cabelo e pescoço, fechando então a jaqueta de couro - ou o que restava dela - a fim de cobrir a camiseta manchada, rasgada e queimada que vestia por baixo. Quanto ao resto, nada mais poderia fazer, logo apenas tratou de sair dali o mais depressa possível.

A cada passo o fluxo de pessoas diminuía, até que se encontrassem em uma rua calma, onde finalmente puderam respirar aliviados. Quanto à mente da Archer-Gilligan, seria notável o dualismo: ao mesmo tempo que sentia uma forte agitação a lhe revolver os pensamentos, sentia também uma paz extremamente satisfatória, como quem acaba de comer o seu lanche favorito. Havia também, é claro, a fome de quem não pensaria duas vezes em repetir um banquete - e era isso a luta mais semelhante que qualquer outro acontecimento nas últimas semanas. Calada por natureza, sua expressão era leve, com uma sugestão de sorriso nos lábios escalartes. Os seus passos mancos ecoavam pelas ruas até que, seguindo o mesmo caminho da ida, se visse juntamente com o resto do grupo na rodoviária agitada.

Ali, pela primeira vez permitiram-se descansar. Enquanto os outros se encaravam em um silêncio desconfortável, sem saber exatamente o que dizer a seguir, a atenção da monitora estava voltada a uma lanchonete a apenas alguns passos dali.

- Acho que necessitamos de uma reposição de energia. - disse, sinalizando com a cabeça o pequeno estabelecimento. A sua voz era calma e até mesmo gentil, embora mantivesse um tom de autoridade suficiente para que ninguém ali discordasse. Porém, quando outros fizeram menção de segui-la, adicionou: - Relaxem, é por minha conta. Apenas se resolvam.

Com mais um aceno, cruzou a passos rápidos a curta distância que a separava do seu objetivo. Por mais que o seu aspecto surrado chamasse atenção, mantinha a cabeça erguida, o porte altivo e orgulhoso. Caminhou até o balcão, fazendo algum esforço para suprimir ao máximo a aura negra que a seguia aonde quer que fosse. Entrando na pequena fila, sentiu vários olhares serem voltados a ela. Ignorando-os veementemente, deixou os olhos fixos e uma televisão a um canto, que agora exibia uma chamada sobre um misterioso acidente envolvendo explosões no mesmo local em que a semideusa estivera minutos atrás.

Com um sorriso irônico no rosto, ordenou alguns sanduíches, bem como alguns copos de café em embalagens de isopor. Enquanto esperava o pedido ficar pronto, manteve os olhos na televisão, tentando ao máximo conter a gargalhada com as teorias mirabolantes que eram divulgadas, variando desde ataques terroristas a um acidente envolvendo vazamento de gás. Balançando a cabeça com humor e sarcasmo, pagou pelos produtos e voltou de humor renovado para onde o grupo se encontrava novamente em silêncio, mas dessa vez com um ar decidido.

Pegando ela mesma um copo e um dos sanduíches, entregou as sacolas para os outros, deixando com que se servissem.

- Você volta conosco? - perguntou o sátiro, ao que a garota imediatamente confirmou. - Ok. Precisamos apenas comprar as passagens então.

Olhando ao redor, a Archer-Gilligan percebeu que a jovem renevante não se incluía naquele "nós". Erguendo uma sobrancelha em questionamento, recebeu um sorriso cortês em resposta.

- Assim sendo, creio que nossos caminhos agora seguirão separados. Não tenho palavras para agradecer pela ajuda em relação ao meu irmão, por colocarem as suas vidas em jogo. Muito obrigada. Mas creio que isso é tudo. Que os deuses vos acompanhem. - adicionou com uma leve menção, apertando amigavelmente então as mãos de cada um dos integrantes do grupo (à filha de Deimos, não sem certa hesitação).

Apenas quando o último aceno se deu, algo novo chamou a atenção do grupo: um símbolo desconhecido - mas que seria fácil supor a origem - sobre a cabeça dos semideuses menos experientes.

Adendos:
equipamentos:

— {Panic} / Espada [Uma espada longa, com a lâmina medindo 70cm, mais 20 cm de empunhadura. Sua lâmina é feita em bronze sagrado, mas é trabalhada e tingida de preto. O cabo da arma é feito em ébano, reforçado com metal e revestido em couro e a empunhadura simula um dragão negro. Vem junto de uma bainha de couro escuro. No nível 20, Panic se transforma em uma braçadeira da cor da espada.] {Ébano, couro e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Deimos]

— {Crash} /Espada [Uma espada longa, com a lâmina medindo 70cm, mais 20 cm de empunhadura. Sua lâmina é feita em bronze sagrado, mas é trabalhada e tingida de vermelho. O cabo da arma é feito em mogno, reforçado com metal e revestido em couro, e a empunhadura simula um dragão vermelho. Vem junto de uma bainha de couro de tom vermelho escuro.]{Mogno, couro e Bronze Sagrado} (Nível Mínimo: 1)  [Recebimento: Presente de Reclamação de Deimos]

Neckabog [Colar feito de prata e um pingente de crista roxo. Quando alguém estiver sobre a aura de pavor da semideusa, o pingente do colar irá brilhar em uma leve luz cavernosa, fazendo com que 5 de MP da pessoa que estiver sobre o efeito da aura passe para a garota. Quando a usuária atingir o nível 30, o colar irá sofrer um avanço, sendo capaz de fazer com que um inimigo da semideusa tenha a ilusão de ver seu pior medo na frente de seus olhos, ficando paralisado por uma rodada. Só pode ser usado uma vez por missão ou luta. {material: prata e cristal roxo} (nível mínimo: 3) [By Ares, pela missão “O pavor de se amedrontar”]

►Tripas de Ciclope [Ao jogar o item no chão o mesmo "explode" deixando o campo de batalha com um cheiro realmente ruim, podendo fazer alguns semideuses até vomitar. Vem dividido em três gomos para que possa ser usado três vezes. O cheiro afeta um raio de 5x5 metros e dependendo da vontade do narrador pode fazer até que se tenha náuseas. (Uso = 3) [Nível Mínimo] (Nenhum Elemento) [Presente pelo Treino de Chalé]


♦ {Luto} / Bandana Preta [Carregando a aura pesada do atentado terrorista ao Acampamento no réveillon, essa faixa preta do tamanho de 50cm de comprimento por 5cm de largura possui uma propriedade interessante: tais como em cerimônias lúgubres, onde se dedica um minuto de silêncio em respeito à fatalidade ocorrida, os movimentos do usuário ficam silenciados por um turno inteiro; tal "bênção", no entanto, não afeta fala ou poderes (não se poderia silenciar uma explosão, por exemplo), podendo ser utilizada unicamente em ações relacionadas à movimentação (um pulo, uma caminhada, uma corrida, o ruído de passos - desde que provindos do portador, seriam silenciados e não poderiam ser escutados, independente de poderes como "audição perfeita"). Pode ser utilizada duas vezes por ocasião (missão, evento, treino, dentre outros).] {Tecido preto} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Evento de Encerramento, "Burn, Baby, Burn! - Postagem Aberta". Jan/2015.]

† {Infernal Justice} / Arma de pressão[Feita em aço claro e ébano, é facilmente confundida com uma arma de fogo, por seu formato e aparência, como de uma pistola com cano pouco mais longo. Ela, porém, funciona por meio de um sistema de engrenagens e molas similar aos usados em armas de Airsoft, que impulsionam um projétil por vez a uma distância de até 80 metros sem perder a precisão, podendo alcançar até 120 m sacrificando-se parte de sua potência, isso graças à técnicas empregadas visando aumentar a distância atingida pela arma. Com a capacidade de armazenamento de 10 dardos em seu tambor - necessitando ser recarregada após isso -, possui o nome "Angel" talhado em sua parte inferior, juntamente com uma rosa]{Aço e ébano} (14) {Não controla nenhum elemento} [Forjado por Harry S. Sieghart]

† {Hell's Flame} / Projétil[Medindo cerca de 12 cm, é feito em madeira mais dura que as usadas normalmente em flechas e com ponta longa, porém estreita em magnésio. Foi feito para possuir um alto poder de perfuração, causando dano 10% maior em relação à projéteis comuns, além de danificar armaduras com um bônus de 10%. Quantidade restante: 20.]{Ébano e Magnésio} (9) {Não controla nenhum elemento} [Forjado por Harry S. Sieghart]

{Sanity} / Contas [Três pequenas contas em um metal de cor negra, trabalhados de forma com que se pareçam chips. Estes possuem um brilho avermelhado, que lembra sangue, e possuem a habilidade de, duas vezes por missão ou evento, ativarem o que há de mais racional no semideus. Assim, este será afetado 35% a menos por efeitos advindos de auras negativas e poderes que afetem o racional, como medo, persuasão ou charme. Esta tem a duração de três turnos, e só funcionará se todas as contas forem ativadas em conjunto; do contrário, nada ocorrerá. Vem com com uma corda simples de couro negro trançado, que pode ser amarrada em volta do braço como uma pulseira ou em volta do pescoço.] {Metal e couro} (Nível Mínimo: 10) {Não controla nenhum elemento} [Recebimento: 4º Treino Trimestral 2014, "Insanity"]

Colar de Neméia [Colar de couro com uma única presa afiada de um grande felino. Ao ser ativado permite ao portador emitir um "Rugido nemeano" em menor escala. O rugido provoca um efeito de medo que reduz a movimentação dos alvos em 50% por 3 turnos, além de provocar dano sonoro no momento da emissão. Afeta alvos a até um raio de 25m de distância. 2 vezes por evento. Para fins de resistência, é considerado um poder de nível 32. (Nível mínimo: 32) {Material: couro e dente de leão} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

Braçadeira felina [Braçadeira na forma de uma tira de couro, adornada com a juba leonina de cor castanho avermelhada. Quando ativada fornece uma leve proteção, que lembra um pouco a habilidade fornecida pelo Leão de Neméia, aumentando a resistência do portador a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 vez por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: Couro e pelo de leão) [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

{Songify} / Microfone [Um microfone de lapela sem fio. É preto, leve e pequeno, cabendo na palma da mão. Pode ser preso à roupa do dono, como um broche. O objeto foi encantado magicamente. Três vezes por missão, durante uma rodada, o usuário será capaz de manifestar seus poderes de forma sonora, seja através de um poema, uma música ou uma palavra. Assim, o poder, além do dano normal, terá dano sonoro (equivalente a 25% do dano normal). Caso o poder utilizado seja sonoro, terá sua efetividade aumentada em 25%, causando um dano maior. O item é vulnerável a poderes e itens que afetam ataques sonoros.] {Metal e Magia} (Nível Mínimo: 35) {Som} [Recebimento: Treino - Once Upon a Time, avaliada por Drillbit Jackson e atualizada por Asclépio]
Obs:
Maior parte da narração por forma de falas - com informalidades, é claro-, porque foi a forma pela qual a personagem teve acesso às informações.
passivos:
Beleza [nível 5] – Como netos de Afrodite, apesar de sombrios, são belos e atraentes. Assim, poderes que usam charme como meio de persuasão são 30% menos eficazes para semideuses de nível igual ou menor ao do filho de Deimos. [Modificado]
Frieza [nível 11] – Filhos de Deimos são frios, calculistas e destemidos. Dessa forma, são afetados por poderes de intimidação 50% menos com semideuses de nível igual ou menor, e 30% menos com semideuses de até dez níveis acima.
Aura Maléfica III [nível 35] – Nesse nível o filho de Deimos já é praticamente tão temido quanto um monstro forte; multidões entrarão em desespero perante sua aproximação e semideuses, a não ser que superem-no em dez níveis, terão o efeito dos seus poderes reduzido em 20%. [Modificado]
[/quote]
Darya Archer-Gilligan
Darya Archer-Gilligan
Filhos de DeimosAcampamento Meio-Sangue

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