Grupo 5 - Externo

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Grupo 5 - Externo

Mensagem por Organização PJBR em Sex 01 Abr 2016, 15:06


Les Revenants



Regras e Orientações Iniciais


Formato

A postagem será realizada como uma OP contínua de forma paralela. O que isso significa? Que os players iniciarão em locais e com objetivos diferentes, se encontrando posteriormente. Fiquem atentos às orientações para verificarem se estão cumprindo os objetivos corretos e desenvolvam o formato de modo adequado (é uma OP, não uma narrada, então exigem turnos mais descritivos). O descumprimento ou inadequação ao formato também acarretarão penalidades previstas na avaliação.

Ainda assim, não haverá ordem pré-definida de postagem, visando não atrasar/ atrapalhar nenhum jogador.


Prazo

7 dias de prazo a partir do narrador. O narrador terá 3 diás para a continuidade, considerando para isso a postagem de todos os jogadores OU o término do prazo deles, o que ocorrer ANTES.


Penalidades por não postagem

A não postagem acarretará penalidade de 50% do status total nos turnos 1, 2 e 5 - podendo acarretar a morte do player;

Nos turnos 3 e 4 a não-postagem acarretará morte imediata;

Adicionalmente, a não postagem no turno 5 (encerramento) constará como abandono de missão e não gerará recompensas ao player, mesmo se alcançar rendimento nos outros turnos;

A não postagem reduzirá as recompensas de forma proporcional ao valor do turno, afetando o rendimento (cada turno não postado = 20% do rendimento abaixo do máximo);

A não postagem acarretará a impossibilidade de reclamação por Macária, no caso dos indefinidos, independente do turno, e, em caso de possíveis recompensas adicionais, podem impedir seu recebimento pela questão de rendimento;

Ao pular um turno, o player deve, no turno posterior, de alguma forma cobrir a lacuna sem contradizer o narrador - isso interferirá na coerência do turno;

Postagem atrasada é considera não-postagem;

Não é permitido aumento de prazo ou abandono sob nenhuma justificativa.


Recompensas

Para facilitar ao narrador, cada turno valerá no máximo 150 xp (totalizando 750 no evento completo).

Personagens mortos ou que abandonem a missão não recebem recompensas.


Dúvidas devem ser retiradas com o narrador do grupo. Casos que não constem aqui serão avaliados pela staff.



Grupo 5

Grupo de busca

Zafrina Morindew(Filha de Perséfone) - Nível 61; 650/ 700 HP e 650/ 700 MP
Enzo Deanwood (Filho de Nêmesis) - Nível 65; 740/ 740 HP e 740/ 740 MP


Indefinido: Stephen Baudelaire
Nível 1
100 HP/ 100 MP



Tks Maay from TPO
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Do além

Mensagem por 139-ExStaff em Sex 01 Abr 2016, 19:46


Les Revenants



Do além


Zafrina e Enzo

Cara... Iriam mesmo morrer assim? Poderia apostar que dessa vez sairia vivo, que escaparia daquilo: era melhor, mas rápido, mais forte e mais inteligente... Mas foi pego de surpresa. Mais surpreendente ainda foi acordar curado: Quem diria que a história de existir almas caridosas no mundo era verdadeira? Contudo, mais perturbador do que a ajuda de um bom samaritano (ou nem tão bom assim) foi o que viu do outro lado: o que diabos era aquilo?

Stephen

Você não tem ciência de nada mais estranho do que o normal - era para ser um dia comum. Mas então porque essa sensação de que algo iria acontecer?

Orientações grupo de Busca


♦ Sejam coerentes à introdução;
♦ Vocês não iniciarão o turno como um grupo.

Informações adicionais:

♦  O evento não precisa ser um combate: pode ser um acidente ou outra coisa, vocês estao livres para isso. Sequelas em on podem ocorrer dependendo da narrativa;
♦  Fim de tarde/ noite - o local é à escolha de vocês, mas foquem-se nos pontos pedidos para elaborar isso.
♦  Temperatura de amena a fria.

Pontos obrigatórios:

♦ Aquela introdução básica sobre o dia-a-dia; justifiquem onde estão e o que fazem, tenham motivações;
♦ Em algum momento, sofrem um evento de "quase morte": vocês não morreram de verdade, mas ficaram próximos o suficiente para receber uma "mensagem do outro lado" - o evento e a situação devem ser explorados, bem como essa quase "passagem" ao outro lado;
♦ Descrevam o breve retorno, como onde e quem os "trouxe de volta";
♦ Independente dessa relação, a mensagem consiste de vozes, sons estranhos e símbolos sem sentido, mas é persistente e perturbadora, fazendo com que saiam em busca de respostas;
♦ Parte da mensagem remete ao retorno dos mortos, algumas de forma enigmática, outras, na forma de um pesadelo, tudo é confuso;
♦ Foquem na reação dos personagens às informações e deem uma motivação para que investiguem o caso;
♦ Ao investigarem, irão, de alguma forma, chegar a um mesmo NPC que diz saber o que se passa; ele não é um revenante, mas fará referência a eles, mas ainda não sabe sobre Macária;
♦ Comparando informações (de forma voluntária ou não) descobrem que ambos tem as mesmas pistas, acabando por relacionar as coisas com a deusa através de mensagens que continuam a perturbá-los em sonhos;
♦ Terminem, mas ainda sem formalizarem a união como uma "parceria". Encerrem com as impressões de vocês sobre a revelação da existência de Macária.


Orientações Stephen

Pontos obrigatórios:

Este turno determinará as origens do personagem;
♦ Se é um revenante: Descreva como acordou e onde, que tipo de memória possui e alguns flashs que o acometem de tempos em tempos; foque em como está lidando com isso e o que planeja fazer - caso seja um recém-acordado, você não se lembrará do Acampamento, mesmo que tenha estado lá em uma vida passada;
♦ Se é um indefinido que já sabe sobre o Acampamento: Você tem algum motivo para ainda não ter ido para lá ou para er saído do local (mas pode ser que esteja a caminho); desenvolva como soube que era um semideus e se acredita ou não nisso, e o que está fazendo na cidade atual, com alguma atividade plausível;
♦ Se é um indefinido que ainda não sabe sobre o Acampamento: Desenvolva como leva a vida e como encara seu dia-a-dia; caso tenha família ou algum tipo de relacionamento (amizades, guagues o que seja) desenvolva isso nesta postagem;

Em todos os casos: em algum momento algum evento estranho quebra a tranquilidade atual: dê um gancho claro para a situação, mas ainda não a resolva, terminando o turno.

Postagem liberada após as 20h



Tks Maay from TPO
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Re: Grupo 5 - Externo

Mensagem por Stephen Baudelaire em Ter 05 Abr 2016, 00:31


"Unfinished Business"




Peace Before Tempest




- Steph, Steph - dizia a voz animada da garotinha. Os cabelos ondulados sob a boina vermelha, picando como molas sobre seus ombros conforme pulava - Papai disse que vai nos levar no parque de diversões hoje, e ele me deixou te levar junto também! Vamos, vamos! - continuava a menina inquieta e animada, puxando-o pelas mãos em uma tentativa de arrastá-lo consigo. Suas risadas constantes ecoavam, inundavam os ouvidos do garoto e ela era a única coisa que conseguia ver, além do vazio branco que os cercava por completo. Conseguia ver através dos olhos do garoto, mas aquele corpo era estranho, era como se tivesse regredido até sua infância novamente, e ainda assim aquelas memórias não pareciam dele. Não conseguia se mexer de forma alguma, não conseguia responder e, principalmente, não sabia o nome daquela menina!

A garota virou as costas, segurando apenas uma de suas mãos enquanto mantinha a corrida até atravessarem a porta. Porta? Não sabia de onde havia surgido, sabia que não estava ali a segundos atrás, ou será que apenas não havia prestado atenção o suficiente? Através da abertura no completo nada, conseguia ver um banco solitário e uma praça gélida, com algumas árvores cobertas com o branco da neve e alguns balanços desocupados ao longe. No momento que voltou a olhar para a menina, ela já não estava mais ali. Segurando suas mãos, podia ver uma bela garota, crescida, mas com os mesmos cabelos escuros sob a mesma boina vermelha, o olhar animado, sorrindo de forma carinhosa para ele. De fato, seu próprio corpo parecia ter mudado subitamente. Se sentia mais alto, podia ver seus braços e mãos maiores enquanto ainda segurava a mão da moça. Ela o guiou até que sentassem no banco gelado, sem se importar. Recostou sua cabeça no ombro do garoto e suspirou calmamente.

- Steph? Promete que nunca vai me abandonar? - Ouvia sua voz doce, amadurecida agora. Lembrava daquelas palavras, sabia a resposta daquela pergunta, já a tinha respondido. Mesmo assim, não conseguia repetir. Queria abraça-la naquele momento e não a soltar mais, mas seus braços não o obedeciam. Era como se soubesse que essa seria a última lembrança boa que teria por um longo tempo.




Endless Nightmares




Não lembrava mais como era o sentimento de descanso. Não aguentava mais correr e não conseguia parar sequer por um momento. Havia tantos dias que não dormia, passado por tantos lugares que se transmutavam de uma forma tão rápida, que não conseguia se lembrar onde tudo aquilo havia começado. A única coisa que sabia com certeza é que a mesma criatura continuava a persegui-lo incansavelmente. Não conseguia explica-la com facilidade, simplesmente não fazia sentido. Não importava quanto demorasse, ela continuava a surgir. Sempre da mesma forma. Surgia como uma linda mulher, que no principio o atraia ou o enganava até se transformar em sua verdadeira forma. Sua pele branca como mármore contrastavam com os olhos vermelhos e cabelos flamejante. Podia ver suas presas como um vampiro, e o mais estranho de tudo, suas pernas, eram desiguais. Uma parecia um animal e a outra era simplesmente de metal. Mesmo assim, nunca tivera muito interesse de saber de que animal se tratava ou se aquilo eram realmente pernas, tudo que importava era correr, o mais longe que podia, e não parar mais.

Ela não precisava mais engana-lo, na verdade ele não seria tão estúpido de continuar caindo no mesmo truque. Ao invés disso esperava apenas o momento oportuno para então atacar novamente. Sempre que conseguia fugir conseguia ver um clarão de luz forte que o cegava por um longo momento e quando conseguia ver novamente, não estava mais no mesmo lugar. Um orfanato, escolas, hospitais, cinema... Todos aqueles lugares pareciam tão estranhamente familiares, mas não conseguia lembrar ou explicar nenhum deles por mais que se esforçasse, se não fosse rápido o suficiente, seria pego.

Ainda assim, os lugares continuavam a se repetir, alguns mais vezes do que outros. Em determinado momento já havia passado por cada lugar um bocado de vezes, conseguia até mesmo se lembrar de alguns detalhes, alguns flashs de pessoas conhecidas. Alguns deles lhe chamavam mais atenção. Havia um garoto que aparecia com certa frequência, e conseguia lembrar com detalhes. Mikhail era como o ouvia ser chamado toda vez. Um homem mais velho também aparecia por vezes, parecido com o garoto o suficiente para associá-los como parentes, e ambos me faziam sentir como uma família quando quer que aparecessem. E é claro, havia a garota.

Por um longo momento seus olhos se encontraram com os dela. Espere, a garota estava lá novamente? Podia vê-la, mas desde que aquele pesadelo havia começado, não a tinha visto novamente uma única vez. Estava novamente na praça coberta de neve, o único lugar que não visitara mais do que uma única vez. Estava impressionado com o fato de que ainda lembrava exatamente seus traços, mas seu sorriso, sua animação não estavam lá. Em seu lugar, conseguia ver lágrimas escorrerem por suas bochechas, cintilantes, quase como se quisessem congelar e refletir naquele frio. Seus olhos o olhavam fixamente, pareciam poder ver sua alma.

- Você prometeu Steph! - disse ela, baixo, sua voz chorosa o cortando como se aquele frio se concentrasse numa faca contra seu peito - Prometeu que não ia me deixar... - Ela continuou - VOCÊ PROMETEU!

Podia ouvir o grito desesperado da garota, e mais do que isso, a dor que sentia em seu peito já não era apenas emocional. Olhou para baixo e pôde ver um braço atravessá-lo, na altura do coração. Ela o havia alcançado. Depois de tanto que havia corrido, depois de tudo que havia passado, apenas havia voltado para o começo, onde seria também seu fim, definitivo.

- Sua luta apenas começou.




A New Chance



Ploc. Ploc. Ploc.
Era o único som que conseguia ouvir por um longo momento, bem ao seu lado, como um gotejar constante. Talvez o único em que não ouvia mais nada. Não conseguia se lembrar de outro momento em que a completa escuridão tomara conta de seus olhos. Então será que era isso que é morrer de fato? Continuava imóvel por mais que tentasse. Sua voz não emitia som algum, apenas continuava a ouvir. Mas se estava de fato morto, como poderia continuar a pensar ou ouvir? Novamente a luz invadiu seu olhos antes que pudesse raciocinar, e nesse momento podia sentir seu corpo por inteiro novamente. O barulho na sala agora era diferente, agora podia ouvir o bip do aparelho que avisava que seu coração continuava batendo. Seus olhos estavam abertos, ou na verdade, a enfermeira os forçara a tal com os dedos, com a pequena lanterna focada em sua pupila. O susto a tomou, mas não tão subitamente quanto a reação de Stephan. A enfermeira era jovem e muito atraente, suas feições pareciam horripilantemente conhecidas do rapaz. Em um movimento rápido e brusco, o garoto a segurou pelos braços, a atirando no chão com força, se levantando prontamente. Haviam pequenos tubos com seringas injetadas nas veias de seus braços, o ligando ao soro, aos quais nem hesitou em retirar, ainda olhando para a mulher que o encarava com um misto de medo e confusão.

- ME DEIXE EM PAZ! - gritou Stephan, enfurecido, sua voz finalmente o apoiando.

Subitamente outra enfermeira, morena de cabelos curtos e expressão não muito menos bonita, mas mais experiente e séria, invadiu o cômodo, alarmada pelos berros, mas ainda parecendo surpresa ao ver o garoto de pé.

- Volte para a cama menino, o que está fazendo? - disse ela exasperada, se recuperando do susto, se aproximando na tentativa de colocá-lo de volta na cama.

- Não, chega de truques! - disse, o garoto, agarrando o suporte de metal leve que segurava o soro no alto, para usá-lo como um bastão, acertando a mulher na altura dos peitos e a jogando contra a parede, onde bateu a cabeça e desmaiou.

A enfermeira loira ainda o olhava atônita, sem saber o que fazer, amedrontada demais para dizer uma palavra, apenas se encolheu em um canto do cômodo para se esconder. O quarto do hospital não era grande, na verdade era feito para um único ocupante, mas, apesar de alguns aparelhos de monitoramento próximos a cama, e as cruzes penduradas na parede, o lugar era bastante espaçoso. Stephen atirou o suporte contra o chão e saiu pela única janela do lugar que conseguia ver, alguns metros a direita de sua cama, para finalmente correr novamente. Dessa vez conseguia sentir seu corpo, aquilo não era mais um sonho, estava acordado finalmente, mas então porque ainda parecia que o pesadelo iria continuar? Não sabia onde estava e muito menos como havia ido parar ali. Usava apenas a camisola de paciente que mal lhe cobria o corpo e não conhecia ninguém. A única coisa que o fazia se manter era um rosto. Não sabia o que estava acontecendo, mas iria descobrir, precisava encontrá-la. O orfanato, a escola, o parque... Não deviam estar longe, mas precisaria procurar.

- Eu nunca vou te abandonar, Rayna.

 

Adendos:
Nota: Apenas para deixar mais claro sobre o post em caso de ter ficado uma leitura confusa, embora eu tenha tentado alinhar de forma coerente os fatos e deixar explícito, vale salientar que as primeiras duas sessões do post se referem a sonhos de Stephen durante um coma em que estava. Portanto mesmo que tenha havido presença de um ser mitológico na segunda parte, foi apenas como um sonho vívido, pois o personagem morreu sendo atropelado, perseguido pela Empousai(Daí a relação com as luzes fortes, que o fazem mudar algumas coisas, fazendo alusão aos faróis).

Nota²: Para deixar claro o objetivo do Stephen para o próximo post, ele pretende encontrar a Rayna e pra isso vai usar os lugares que se lembra para procurar.
Poderes&Armas:
None;
Stephen Baudelaire
Stephen Baudelaire
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Re: Grupo 5 - Externo

Mensagem por Behati Sookram em Sex 08 Abr 2016, 00:30


Les Revenants


O segurança rapidamente desfivelou a correia que delimitava a passagem à entrada da casa noturna. Seu olhar era pouco ousado e bastante respeitoso, e o sutil sorriso em seu rosto demonstrava cordialidade às garotas mais abusadas da cidade: Zafrina, Crystal e Dominique.

— Obrigada, Frank. — Zafrina empregou um tom suave em sua voz, olhando, sobre um dos ombros, a imensa fila que dobrava a esquina mais próximas.

Foi quase inaudível a resposta do funcionário ao agradecimento de Crystal, que sucedeu o de Zafrina. Independente, elas seguiram, ingressando numa das melhores noites gays locais.

Ao ultrapassar o compacto hall de entrada, no qual os visitantes eram revistados e obrigados a se cadastrarem, a dupla de morenas parou. Zafrina, inovando o visual com uma peruca cacheada em tons similares de verde e um cropped rendado preto combinado com mini short jeans destroyed, estreitou seus largos olhos para observar.

Crystal, ao lado de Zafrina, fazia o mesmo. A artificialmente ruiva tinha alguns centímetros a menos que a amiga, em virtude a bota cujo salto a tornava apta para ser uma modelo. Sua roupa não era diferente: usava high heels negros e um curto e justo vestido alvo que acentuava sua cintura invejável.

Somente alguns segundos correram antes da semideusa retomar o passo. Pendurando sua bolsa preta com franjas do ombro destro, ela encaminhou-se em meio a multidão que gradativamente crescia, conduzindo Crystal ao dá-la a mão.

Vez ou outra os olhos de Zafrina desviavam, de maneira involuntária, aos famosos queijos espalhados pela pista de dança, nos quais gogo boys interessantíssimos performavam. Mas no instante seguinte ela retomava o foco e brutalmente trombava com aqueles que não abriam caminho até os camarotes, concedendo-lhes ombradas vorazes.

— Você viu aquele cara, amiga? Hahahaha! Ele caiu no chão! — comentou Crystal assim que ambas alcançaram seu destino. Juntas, as amigas riram, direcionando olhares eventuais às vítimas da semideusa.

Pouco tardou até que Dominique aparecesse. Sua maquiagem, semelhante às de drag queens, era maravilhosa, assim como sua cabeleira falsa de cor rosa. No entanto, sua saia lápis azul com a regatinha preta tornavam seu look banal se comparado a cabeça.

Após ligeiras e fúteis fofocas, o trio ascendeu ao melhor camarote oferecido pela casa. Ao pisarem lá, armaram-se de drinks variados, desde tequilas sunrises a pinas coladas. Unido a isso, o som estourava. O que poderia ser melhor? Lutar contra monstros? Zafrina ria ao se lembrar disso.



Não passava muito das seis horas da manhã quando os primeiros clientes começaram a ir embora. Era domingo, mas poucos - ou nenhum - se preocupavam com o dia seguinte, principalmente ao se tratar de uma festa na Cielo.

Embora superficialmente mais vazia, a pista de dança ainda surpreendia com shows excepcionais de dançarinos amadores que, inspirados pelo DJ residente, soltavam a franga. Alguns até se metiam a gogo boys, ocupando seu espaço nos queijos uma vez que eles já haviam se retirado, mas não chegava ao exagero. Era divertido.

O comportamento de Zafrina era um tanto quanto inconstante. Sob efeito de LSD, rebolava e fazia gracinhas com rapazes aleatórios, instigando-os. Ela não era de todo mal. O álcool já ingerido contribuía para que sua libido crescesse.

Sua atenção sobre dois rapazes se beijando foi abruptamente roubada quando três brutamontes invadiram a pista de dança. Com os olhos semicerrados, eles procuravam por algo. Por alguém.

— Amigas, fudeu. — Zafrina deixou seu copo sobre o braço do sofá antes de se aproximar de Dominique e Crystal, apreensiva. — Desceu pra mim. — explicou, dando uma rápida olhada no trio. — Volto já!

A confissão da semideusa roubou algumas risadinhas das amigas, apenas. Elas permaneceram estáticas, assistindo Zafrina pular a baixa grade do camarote e se dirigir às pressas ao banheiro. Em seguida, como se nada tivesse acontecido, voltaram ao que estavam fazendo.

Em contrapartida, Zafrina viu-se numa enrascada ao ouvir a porta do banheiro feminino ranger. A julgar pelo som que permanecia alto, ninguém mais se incomodou com a presença inusitada dos três caras de terno. E isso serviu para que o óbvio aparecesse.

Uma voz grossa pediu para que alguém saísse do banheiro, e pelos gritinhos agudos que vieram depois ficou claro que os boçais eram pouco gentis. Isso, somado ao fato de que, àquela altura da vida de Zafrina, ela podia ser considerada a pior semideusa viva, resultariam numa Zafrina-cadáver.

— Não hoje. — murmurou, empoleirando-se no vaso sanitário.

Ao passar transversalmente a bolsa pelo tronco, ela se impulsionou contra a janela. Um gemido escapou pela boca da enferrujada ex campista assim que ela apoiou as botas na porta da apertada cabine do banheiro, a fim de lançar-se com êxito para fora da balada.

Felizmente, algumas condições físicas adquiridas ao longo do tempo facilitaram a escapatória de Zafrina. Sua flexibilidade, a pele escorregadia e agilidade conduziram sua fuga de um jeito quase indolor.

Outro gemido acompanhou o reerguer da jovem. Exibindo-se inutilmente classuda perante os poucos transeuntes, ela estapeou as vestes para ajeitá-las e endireitou a peruca. Um sorriso vitorioso brotou em seus lábios coloridos pelo Rebel, em resposta a cena cômica vista através da janelinha da balada.

— Tchauzinho. — acenou, simpática, para os brutamontes que terminavam de arrombar a porta da cabine privativa do banheiro.

Reerguendo-se extremamente satisfeita, Zafrina congelou. Estava crente de que havia deixado para trás seus perseguidores, mas deparar-se com outros dois homens a fez ver o quão errada estava.

O jab que atingiu o queixo da garota, num movimento ascendente, a desconcertou gravemente. Atônita, buscou amparo na parede externa na balada, e por sorte escapou de um segundo murro.

Iniciar um gesticular parcialmente improvisado também foi uma falha. As sombras não podiam simplesmente se mexer e proteger a filha de Perséfone por si só? Ela se preocupava com o fôlego que era preciso recuperar quando a boca do seu estômago era alvejada, e não com qual poder podia contar para tentar reagir.

Nisso, seu olhar enviesado captou a aproximação de três figuras conhecidas e igualmente raivosas. Quando um dos brutamontes investiu, o corpo magro de Zafrina desabou sobre a calçada.

Os lamentos sofridos emitidos pela semideusa não eram suficientes para alguém ajudá-la. Não com cinco caras ao seu redor. E por isso, encolhida, protegendo imperfeitamente a cabeça e o pescoço, seguiu-se a série de sopapos e pontapés.

— Esperamos que você tenha entendido o recado. — disse um deles. — Pague o que você deve, vagabunda, ou teremos um segundo encontro. — as últimas palavras foram sucedidas por uma cusparada profunda no cocuruto da peruca esverdeada. Na sequência, a visão enturvecida de Zafrina escureceu por completo.



Um coro irregular de ruídos fez-se presente de forma gradual. Em determinado momento, a repetição incessante de algumas sentenças, ora compreensíveis, ora não, resultou no despertar de Zafrina.

— O que você disse? — indagou, piscando freneticamente, dirigindo-se a uma figura cinzenta encolhida ao lado de grandes rochas.

Curiosa, Zafrina se deslocou, mansa, encurtando a distância tida com aquele ser. Mas poderia chamá-lo de ser? Mesmo com a barra do manto vestido e os pés unidos num flagelo desfigurado e esvoaçante?

— Está tudo bem? — ela preferiu arriscar uma segunda pergunta, ignorando a ausência de resposta à primeira. Todavia, como previsto, nada além da mesma frase saía da boca do que se revelou uma mulher na casa dos cinquenta anos: está quase na hora!

Zafrina caiu para trás, num susto, ao compreender a mensagem, e próxima o suficiente para reconhecer a ausência de vitalidade na mulher. Como filha de Perséfone, o contato, mesmo que ínfimo, com seres do submundo, existia. E, aquela hora, ela o experimentou.

— Caralho. Caralho. O que é isso?

O cenário, de maneira geral, não era complexo. Zafrina tomou nota a respeito dele somente após algum tempo ali. As rochas escurecidas compunham a única coisa sólida presente - o chão -, embora ninguém conseguisse tocá-lo.

O breu do céu era tão escuro quanto o asfalto da rua em que Zafrina fora espancada. Era intimidante. O pior, na verdade, eram os espíritos que a rodeavam. Suas vozes a atingiam como tiros de pistola, forçando uma estranha contração corporal como saída.

Nesse movimento, contudo, o maior choque despontou. Ela viu. Viu que seu corpo não era como antes. Não havia massa, não havia cor. Não havia textura, tampouco essência.

Seus conhecimentos acerca da morte não eram consideráveis. Interessava-se tanto por isso quanto pelo Acampamento Meio-Sangue, e então sentiu medo.

— Está quase na hora! — a primeira figura propeliu-se contra Zafrina, oprimindo-a num gesto horrorizado.

O assombro estava cravado em seu semblante, o que parecia agradar aquelas almas. Elas se abeiravam da semideusa - ou seria ex semideusa? -, falando em sussurros horripilantes enquanto suas silhuetas tremulavam da mesma forma.

— A mãe os trouxe… — alguém próximo gritou, atentando Zafrina. As coisas em sua cabeça abreviavam-se num grande e confuso nó.

— Aqueles que foram estão voltando! — um comentou, sendo respondido em seguida por outro mais distante: — Nós somos os próximos!

Agora, risadas se juntaram ao tormento mental de Morindew. Antes que ela tentasse processar o que se passava, uma dor lancinante incidiu em sua cabeça, roubando-lhe a consciência uma segunda vez.



— Ahm… Zafrina? — perguntaram, numa entonação tênue. Zafrina conseguiu responder com um movimento discreto no maxilar.
Alguns passos ecoaram, crescentes à medida com que eram dados, significando aproximação. Zafrina não conseguiu abrir os olhos para ver quem chegara, e por isso gemeu. Alguém lhe pediu calma.

O beep característico de aparelho hospitalar soava a sua esquerda. Sentia seu peito subir e descer perante a respiração, e com alguns segundos de insistência seus dedos do pés de moveram. Ufa!, pensou, aliviada por não ter mais os pés emendados numa cauda flutuante.

Antes que pudesse escutar o que seria dito sobre si, Zafrina sentiu uma picada no braço canhoto. Em conseguinte, seu maxilar amoleceu e seus batimentos cardíacos diminuíram notavelmente. E ela adormeceu.



Dentre semideuses, por vezes seus sonhos eram mesclados com a realidade. Com Zafrina, obviamente, não era diferente. Nem mesmo afastada da cena meio-sangue. Afastada por completo seria impossível, mas a questão é que ela abriu um penhasco entre essa vida e o estilo de vida baladeiro que escolheu.

De praxe, submergiu em outra aventura onírica. Desta vez, entretanto, a mesmice monótona e banal que costumava compor os sonhos da semideusa foi substituída por algo inovador e ao mesmo tempo tão bizarro quanto seu passeio pela sala de espera das almas.

Estava em Briarcliff. O átrio permanecia o mesmo: grande e pouco mobiliado, contando basicamente com uma dupla de sofás velhos num canto e uma bancada na direção da porta de entrada. Sequer um mosquito transitava por ali.

Paralisada, Zafrina rolou os olhos pelo local. Não sabia como reagir. Briarcliff fora palco da época mais perturbadora da sua vida. Lembrar já era sofrimento. Voltar… caramba! Não era fácil.

— O quê… — um repentino chiado, vindo dos andares superiores, alcançou os ouvidos da garota. Apesar de hesitante, governou-se à escadaria amadeirada.

O rangir dos degraus era bastante familiar. Um arrepio interminável corria por sua espinha, eriçando seus pelinhos. E a cada passo dado, além desse arrepio intensificar, as lembranças retornavam à cabeça da jovem com força em demasia.

Parou. Um estrondo veio da porta de entrada do sanatório, ofuscando completamente os ruídos vindos da sala de recreação. Dela, indivíduos desfigurados prorromperam, gesticulando (aqueles que possuíam braços) com raiva.

Mediante a invasão, Zafrina reconheceu a grande parte. Foram finalizados por ela em múltiplas ocorrências, de todas as formas possíveis. Daqueles que a expressão era evidente, ela absorvia ódio e represália.

Assim que a troca de olhares entre os supostos mortos e sua assassina foi consolidada, uma gritaria foi instaurada no hall de entrada. Zafrina, ofegante sem mal se mover, começou a subir uma dupla de degraus por vez, fugindo.

Os gritos foram acompanhados por arremessos de objetos aleatórios que os mortos-vivos encontravam no caminho. Aqueles dotados da lábia abusavam dela para ofender uma desesperada Zafrina que em poucos segundos já se encontrava no quarto andar.

— QUE PORRA É ESSA? — finalmente se manifestou, ignorando a posição desfavorável que fora tomada.

No terraço do grande e velho edifício, Zafrina estava encurralada pelas figuras esquisitas. A junção do resmungar de todas impossibilitava o entendimento de pelo menos uma. A dor excruciante regressou à cabeça dela, sombreando sua vista.



Como se recuperasse o fôlego, reavivou, exasperada. Sua respiração arfante era idêntica a do pesadelo tido, mas seus pensamentos pareciam clareados.

No encontro com as almas, Zafrina escutou algumas coisas que apenas agora fizeram sentido. Hades?, pensou, mas em seguida descartou essa ideia. Perséfone não seria complacente.

A presença do Calleb não foi suficiente para resgatar Zafrina de seu “transe”. Matutando a respeito do que passara, recorreu às memórias armazenadas da época de meio-sangue assídua para obter algum auxílio, mesmo que pequeno.

— Seria possível? — disse, após alguns minutos, encarando o enfermeiro.

— Oi? — o semblante exibido por Calleb demonstrou falta de entendimento. Mas, dando de ombros, contornou o assunto: — Essa é a última dose. Você ficará melhor.

Zafrina adormeceu mais uma vez depois de ingerir a poção. Desta vez, talvez a exaustão tivesse cooperado para que nenhum pesadelo atrapalhasse seu sono. .



A passagem mais próxima para o submundo era a que Orfeu, em sua famosa aventura, usou. Dadas as circunstâncias, faltava força e tempo para Zafrina ir a Hollywood, como já fizera antes. Deveria haver um jeito de usar a entrada do Central Park.

Por isso ela foi para lá assim que acordou. O tratamento recebido no hospital mais uma vez se provou eficaz, dissipando as possibilidades de algum ferimento existir. Não havia problemas, portanto, em dar-se sua alta. Afinal, tinha mais o que fazer.

— Onde é isso, exatamente? — pensou alto, buscando recordações que pudessem auxiliar.

Zafrina caminhou por tempo indeterminado. O sol se pondo foi oportuno e o fluxo decrescente de pessoas pelo parque também, facilitando a busca pela porta para o mundo inferior.

Como filha de Perséfone, encontrar coisas não exigia muito esforço. Ainda bem, ou a garota teria de beber uma caixa d’água de uma só vez para conseguir repor o que perdeu suando.

Do contrário do esperado, surpreendeu-se com uma dupla de rapazes conversando diante de um conjunto de pedras.. A névoa não a traía: a passagem para o mundo dos mortos tinha dois quase visitantes em potencial.

Zafrina observou-os atentamente. Mantinha-se relativamente distante, aproximando-se de fininho pela lateral para espiar. Viu, então, que um dos caras não era ninguém menos que Enzo Deanwoody, seu tio fake que fora revelado como filho de Nêmesis.

Seu laço com o antigo filho de Deméter estava enfraquecido desde sua saída do acampamento meses atrás. Devido a isso ela não esperava ser reconhecida pelo semideus. Iria, no entanto, contatá-lo. O que ele fazia bem ali?

Aguardando o fim do papo, Zafrina relembrou-se das mensagens recebidas nos últimos dias. Não era normal. Não podia ser. Algo esquisito mexia com o mundo semidivino. Não era possível.

Essa ideia de que algo incomum estava acontecendo a instigava. Seu interesse e curiosidade sobre sua verdadeira e insegura vida pareciam reaflorar. Seu peito borbulhava num sentimento estimulante, implorando por ação.

Ao finalizar o diálogo, Enzo recebeu uma investida de Zafrina, metralhado por perguntas e afirmações. A princípio, ela quis saber o motivo de ele estar ali. De acordo com a resposta, assumiria seus pesadelos constantes nos quais a frase “a mãe os trouxe” foi ouvida repetidas vezes e a curiosidade incontrolável que a conduzia ao submundo, a fim de sanar suas dúvidas.

— Minha meia-irmã, então?! — perguntou mais uma vez, incrédula, quando a conversa teve fim.



Coisas:
Habilidades:
Passivas:
— Epítetos I (04): Além de Koré, Perséfone era conhecida por outros nomes, sendo uma das deusas com mais alcunhas da mitologia grega. Muitos desses passarão a formar características dos filhos dela, porém serão liberados com o passar dos níveis. O primeiro epíteto é Daeira (sábia), cujo efeito é o de dar as suas proles uma sabedoria digna de um filho inexperiente de Athena (eles aprendem as coisas com mais facilidade, embora não saibam de tudo).

Olhar Infernal (05): Por Perséfone viver metade do ano no Submundo, seus filhos conseguirão enxergar perfeitamente em ambientes escuros ou com pouca luz. Afora isto, conseguirá ver seres do Submundo, por exemplo, o Cérbero e espíritos, que aparecem meio desfocados em condições normais (não inclui deuses ou semideuses).

Encontrar (11): Perséfone, para os gregos, tinha várias habilidades, dentre elas a de encontrar objetos perdidos. Seus filhos herdam essas características, um pouco estendidas: para eles, é um tipo de intuição que informa sobre o que está oculto, seja um objeto, um cofre, runas, uma porta, etc., sendo válido apenas para objetos e coisas inanimadas.

Aura da Sorte (18): Narciso, flor designada como seu símbolo, além da renovação, também significa boa sorte, e seus filhos são cercados por esta aura. A partir desse nível, qualquer atividade do filho de Perséfone tem uma chance aumentada em 10% de ser bem sucedida (em jogos de azar, essa chance sobe para 50%).

Fortalecimento IV (37): Quando expostos a quaisquer condições favoráveis (flores, sombras, terra, Submundo), os filhos de Perséfone recebe umboost, que o faz ficar como se fosse cinco níveis mais forte em questão de status (+ 50 HP; + 50 MP; + 5 níveis, apesar de não poderem usar os poderes destes níveis).
Ativas:
--
Arsenal:
• Colar de ent [Colar feito de couro entrelaçado com um pingente de madeira com o formato retorcido de uma árvore. Ao ser ativado duas vezes por missão, o item emite uma nuvem de esporos em um raio de 2m ao redor do usuário. Os esporos não fazem mal ao semideus, mas qualquer outra criatura que na área será acometida por uma coceira lancinante, que forçará o alvo a reduzir seus movimentos em 50% durante três rodadas. Como se não bastasse, os esporos também envenenam, fazendo o indivíduo perder 10 HP por turno durante o mesmo período. Para fins de resistência, os poderes desse item equivalem ao nível 48. (Nível mínimo: 48) {Material: couro e madeira} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]   {na bolsa}

• {Flor Guardiã}/ Armadura [Por proteger os quatro filhos perdidos de Perséfone, Zafrina ganhou esta armadura diretamente da Rainha do Mundo Inferior. É uma armadura completa, negra, feita de titânio, o que caracteriza leveza e resistência, com entalhes de flores por toda a sua extensão. Ela exala um aroma que, mesclado ao odor de semideus, inibe tal substância, proporcionando um disfarce ótimo. Se transforma num colar de prata com pingente de rosa negra.] {Titânio} (Nível Mínimo: 10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Trama - Children of Persephone]   {em uso, mas na forma de colar}

• {Asphodelus} / Bracelete [Uma única flor prateada vinda do submundo, dada como presente a Zafrina por seu trabalho bem feito. Quando a flor é segurada pela garota, seu caule se expande e envolve seu pulso, funcionando como um bracelete qualquer. Até duas vezes por missão (com um intervalo de no mínimo cinco rodadas entre as ativações), a habilidade da flor poderá ser usada, deixando a semideusa intangível por uma rodada, algo útil em diversas situações. Ao término desta rodada, haverá um desconto de 35MP da semideusa, além de ocasionar uma curta sensação de desgaste físico no turno seguinte.] {Flor abençoada} (Nível Mínimo: 30) {Controle sobre a intangibilidade} [Recebimento: Recompensa da missão "O ladrão de almas", avaliada por Jhonn Stark e atualizada por Ares.]   {na bolsa}

• Pétambrosia [Um pequeno frasco pendurado numa fina corrente de ouro, com néctar dentro. Uma vez por evento a semideusa poderá usá-lo para recuperar 30 de HP e MP.] {Ouro} (Nível mínimo: 10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Zeus, pela missão "Néctar e ambrosia"]   {na bolsa}

• {Perfidious} Anel [Anel dourado em forma de garra, se encaixa no dedo indicador do arauto. É afiado, mas seu dano seria semelhante a de uma ponta de flecha se usado em ataque corporal, devido ao tamanho diminuto. Ainda assim, possui a capacidade de inocular veneno ao toque, seja diretamente, seja transmitindo o poder para a arma segurada. O veneno é debilitante, sendo considerado um veneno sobrenatural do nível do personagem, para fins de resistências - mas RM não se aplica - e causa a perda de 5% do HP do alvo por 3 turnos seguidos. 1 vez por missão. Adicionalmente, o anel detecta a presença de venenos em um raio de 5m do semideus, esquentando levemente como sinal, ainda que o semideus deve procurar para achar o local exato da presença da substância - a temperatura do anel indica a proximidade. Ambos os poderes só funcionam se o anel estiver sendo utilizado - apenas carregá-lo não permite nenhuma das duas coisas]   {em uso}

• {Temptation} Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP]   {na bolsa}
Obs:
Peço desculpas pela qualidade do post. Além de enferrujado, eu tive pouco tempo durante essa semana para poder escrever. Tipo, pouco tempo mesmo. Mas é isso. Valeu. ;)
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Re: Grupo 5 - Externo

Mensagem por Connor Blaschke em Sex 08 Abr 2016, 19:55

From Beyond the Grave
Evento OPC externo — primeiro turno
sobre o garoto que quase vai para os campos elísios por causa de amoras

O sussurro em meus ouvidos me despertou dos aparentes devaneios parcos, fazendo-me voltar ao plano em que eu deveria estar. Entreabri meus olhos e pestanejei, olhando para a pouca luz que entrava no cômodo, vinda do resquício de iluminação solar que ainda era possível captar-se naquele fim de tarde; e só então percebi que havia feito mais do que me largar em meus pensamentos: eu havia dormido por algum tempo, logo depois de uma tarde agitada a dois.

Em instantes, as minhas memórias mais recentes voltaram em cadeia: eu e Caleb havíamos chegado ali no início da tarde e mal esperado entrar no quarto para deixar o clima esquentar, tropeçando nos móveis até chegar à cama, conseguindo que a bagunça, puritana, gritasse pelos atos que concretizamos. Foi a mais carnal, verdadeira e pura relação que tive com alguém, e isso me satisfazia.

Silenciosamente, eu e ele concordamos desde o início que seria assim: nunca seríamos um do outro, mas sempre estaríamos ali quando qualquer parte precisasse. Isso era um pouco paradoxal quando eu lembrava que era, em resumo, possessivo, e era a primeira vez que eu negligenciava esse meu defeito. A parte boa era que, mesmo não nos prendendo um ao outro, isso não nos impedia de agir como um casal às vezes.

Atrás de mim, Caleb falava baixo em meus ouvidos. Seus lábios estavam tão perto da minha orelha que os pelos delas se eriçavam a cada palavra, e seu hálito, doce e gélido, cumpria a mesma função. Virei-me para ele, feliz por poder encarar seus olhos. Àquela altura eles estavam rubros, ainda que oscilassem para o rosa e o laranja, às vezes mixando as três cores. Eu não sabia o que significava, mas também pouco me importava. Esconder meus sentimentos de Caleb não era exatamente uma preocupação.

Beijei-o rapidamente e tomei impulso para levantar da cama, passando pela mesa farta e pegando uma tarte qualquer. Caleb continuou deitado — o que foi irônico, uma vez que era ele quem me perturbava tanto para levantar. Mas logo percebi o porquê: olhando para o espelho que cobria toda a parede esquerda do quarto, tive uma visão agradável de mim mesmo, com o cabelo espetado em todas as direções e o rosto levemente amassado por causa da soneca, mas com um corpo impecável, atlético, e apenas uma cueca branca muito justa ao corpo para tapar o que não deveria ser visto por qualquer um.

Não querendo ser narcisista, mas, sinceramente, eu mesmo passaria bons momentos admirando aquela visão.

— Sim, também te acho lindo — comentou ele entre risadas. Eu retribuí o gesto, levando, enfim, a tarte à boca e mordendo-a o mais sensualmente que conseguia, o que já era algo bem considerável. No entanto, parei no ato quando uma estranha sensação brotou do meu âmago, gritando um alerta de perigo inaudível aos outros. Eu terminei de mastigar e engoli o pedaço da tarte, olhando ao redor para saber o que de estranho estava para acontecer.

Quando me dei conta, eu mal pude acreditar.

Eu olhei para o doce em minha mão com espanto, maquinando algo que eu jurava para não ser possível. O recheio era de um amontoado de frutas, eu sabia... Seria possível que tivesse amoras no meio daquilo?

— Enzo! — Caleb falou, saindo rapidamente da cama e andando até mim. Seus olhos não estavam rubros, róseos ou alaranjados, mas sim negros como as sombras abissais, gélidos, amedrontados. Ele sequer parecia o Caleb de segundos antes. — Por favor, me diga que você está bem.

Um formigamento correu por minha garganta, seguido de uma dor em meu estômago; ambos fortes. Eu arfei e me curvei, começando a respirar com dificuldade. Indiretamente, isso respondia à pergunta feita.

— Amoras — consegui dizer antes de sentir uma dilatação na minha garganta que, pouco a pouco, tampava a passagem do ar. Já tentava em vão forçar a minha respiração. Meus olhos estavam esbugalhados e rolavam sem controle algum de um lado para outro. Minhas mãos seguravam a minha garganta como se pudessem ter algum controle sobre o ar que não passava por ali ou sobre efeitos mortais da alergia.

Quando tudo começou a se enevoar e escurecer, percebi que aquele seria o meu fim: Enzo Deanwoody, o semideus que escapou de monstros e armadilhas, mas foi morto por uma pequena porção de frutinhas insignificantes, morto por algo que sequer se esforçou para fazê-lo.

Mas, de uma hora para outra, eu me tornei Enzo Deanwoody, o semideus que por duas vezes num mesmo dia fora acordado por sussurros após um sono não planejado.

Esses não eram nada agradáveis, porém, e não me causavam bons arrepios; esses eram gélidos e fantasmais, parecendo ser ditos num local com muito eco, e só me causavam medo. O local também não era o mesmo. Com lápides e estátuas envoltas em névoa abaixo de um céu completamente negro, exceto pelo brilho da lua, aquele era o cemitério mais assustador que eu já havia visto.

Símbolos e vultos também passaram a fazer presença no local, sussurrando mais informações ou simplesmente chamando a minha atenção para lápides diferentes. As próprias estátuas pareciam mais chamativas, mais vivas e palpáveis, e eu poderia jurar que elas passaram a me encarar, com seus olhos fixos claramente em mim.

Só então a primeira voz nítida preencheu meus ouvidos, sendo tão arrastada e lamuriosa quanto as outras.

— Os que partiram estão voltando... A morte foi retardada... A mãe os trouxe... — ela fez uma pausa, voltando a dizer em seguida. — Os caídos levantam... Cuidado... A morte foi retardada... A mãe os trouxe...

Antes que eu pudesse sequer enlouquecer mais um pouco com qualquer coisa dali, aquela realidade se desfez, tragada pela luz que meus olhos captaram assim que eu novamente os abri. E foi como se minha alma tivesse voltado bruscamente ao meu corpo, fazendo-me sobressaltar-me para longe das mãos que me seguravam.

Caleb estava com uma seringa em mãos, trêmulo. Ao seu lado, Bahul segurava um frasco com um líquido incolor que me parecia intocado. Eu entendia: a seringa devia conter adrenalina, que aliviava o inchaço na minha garganta; o frasco era do estoque de poções que eu renovava sempre que podia, sendo o antídoto para o meu pior inimigo inanimado: o demônio chamado "amora".

Desde o dia em que Bahul me salvou das garras do bastet num bosque de NY, ele só vinha reafirmando a sua função de protetor. E ali havia mais uma prova disso.

— Beba — ordenou o gurahl, estendendo o frasco para mim. Eu peguei-o e virei tudo em grandes goles, sentindo cada gota da poção extraindo o alérgeno do meu organismo e me revigorando, não sendo exatamente algo agradável.

Quando repousei o frasco sobre uma superfície qualquer, fui obrigado a encarar os dois à minha frente, como se esperassem por alguma confirmação do meu estado — ou como se esperassem que eu tivesse um segundo ataque.

— Estou bem — soltei, ao que eles exibiram expressões aliviadas. Eles não pareciam saber mais do que aparentavam, provavelmente nem suspeitando que eu havia tido uma experiência maior do que um mero desmaio por causa da asfixia.

"A morte foi retardada...", ecoou na minha cabeça, me fazendo-o sacudi-la para tirar aquilo do meu pensamento. Bahul percebeu o ato, hesitando. Caleb só notou algo de diferente segundos depois. Não sei se era a minha face ou o que mais, mas eles esperavam por algo que eu estava prestes a dizer.

— Acho que fiquei no limite entre a vida e a morte — confessei-lhes. Minha cabeça estava confusa e a lembrança se enevoou um pouco, o que me deixou ainda mais sem direção. — Digo... Eu vi e ouvi coisas. Era um cemitério. Havia vozes, névoa, estátuas... Me disseram algo sobre os mortos, eu acho. Não disseram isso exatamente, mas foi quase. Disseram que "a mãe os trouxe". Isso... faz algum sentido para vocês?

Bahul e Caleb entreolharam-se. O meio-urso fez o que achei ser um franzir de cenho, seguido do filho de Nyx que colocou a mão sobre o queixo, pensativo. Ver alguém apenas com as roupas de baixo fazendo aquilo era um pouco atípico para mim. Pior ainda foi ver, por um enorme espelho, dois caras somente de cueca e um gurahl vestido como um adulto qualquer num mesmo ambiente, o que me soou mais do que "atípico" — beirava o inquietante.

Tentei não focar muito nisso. Tentei pensar.

— Não faço ideia do que seja — disse Caleb parecendo um pouco frustrado. Ele puxou uma cadeira próxima e sentou, provando uma das tartes que havia pedido minutos antes. Bahul olhou repreensivo para ele, como se dissesse "Ei, essa coisa quase matou o seu amigo, pare de comê-la". — O quê? Eu estou com fome.

Lembrar da minha alergia me fez levantar uma questão básica: como havia adrenalina e a minha poção ali, afinal?

— Você precisa descansar, kovi — falou o gurahl. Eu achava que ele tinha razão, porque estava mesmo com sono e cansado; contudo, pensar era algo inevitável naquele momento, algo que me impediria de dormir. Talvez Bahul soubesse disso, também, porque emendou: — Ao menos tente. Deite-se. Vai poupar energia.

O gurahl saiu dali, fechando a porta atrás de si. Não muito contra a minha vontade, deitei-me sob as cobertas e encarei o teto por alguns instantes, maquinando cada lembrança enquanto fixava algo na minha mente: saber como Bahul teve acesso àquilo. Era uma questão para depois.

Para a minha surpresa, meus devaneios me arrastaram cada vez mais fundo no reino de Morfeu, diferentemente de qualquer outra ocasião como essa. Em instantes, eu me vi pestanejando para deixar-me largar, e é a última coisa que me lembro.

•••

Eu estava de pé no centro de uma sala circular completamente fechada. Pequenas tochas equidistantes dividiam a função de iluminar a sala, fazendo-a brilhar num tom de amarelo sinistro. E mais sinistro do que isso foram os vultos que pouco a pouco tomavam forma à minha volta, formando um círculo aberto; em um instante não havia nada lá, e no outro eles se materializaram.

Para meu espanto, eu conhecia cada vulto daquele.

O primeiro que eu notei foi o meu pai, com a mesma barba por fazer e o mesmo cabelo rebelde, encarando-me seriamente. Ao seu lado estava minha irmã, com seu cabelo frisado e olhos tristes, conservando a idade da sua morte. Havia também Ammelina, Jacob e Andrew, os semideuses que atearam fogo à minha casa, assim como semideuses mais recentes em minha vida, como Mirella, Frederick e Raleigh. Todos mortos.

— É o levante, Deanwoody. A mãe está trazendo seus filhos de volta. A morte foi retardada. — disseram em uníssono. Eu tentei andar, mas não consegui. Falar, tampouco. Eu apenas conseguia ver e ouvir todos, que respiravam pesadamente, que seguravam lágrimas nos olhares fixos em mim, enquanto eu só queria pressionar meus ouvidos para não ouvir nada daquilo, ainda que meus braços permanecessem imóveis; tudo o que eu podia fazer era girar no meu eixo. — ELES VOLTARAM, ENZO, E CONTINUARÃO VOLTANDO! ENCONTRE-OS!

Ao término da última palavra, eles irromperam em chamas, queimando vivos. A luz que emanava daquelas chamas ofuscava as próprias tochas, iluminando a sala por completo — mas eu só queria que apagassem. Eu só queria que não estivessem queimando. Eu só queria não estar naquele pesadelo, ter que ver cada pessoa que eu amei de alguma forma ser queimada até não restar mais nada.

E foi quando as aparições se tornaram cinzas e apagaram junto das tochas que eu me vi livre das correntes que me prendiam ali.

•••

Eu levantei-me bruscamente, puxando o lençol comigo, deixando a cama um pouco mais desnuda. Minha respiração estava ofegante. Meus olhos rolavam pelo quarto à procura de quem quer que fosse, mas não havia sequer sinal de algum ser vivo além de mim naquele cômodo: Caleb e Bahul pareciam estar longe dali.

Eu respirei fundo. Estava sendo um dia intenso. Tomei alguns goles da água que estava sobre a mesa e sentei-me na cama, vendo novamente as cenas do pesadelo passar por minha mente: os vultos tomando forma, falando em uníssono e queimando; os vultos virando cinzas e sumindo; tudo apagando, se desfazendo. As falas deles em muito me lembraram às da minha visão de mais cedo, ambas falando dos mortos e da mãe.

Eu não entendia. Eu... achava aquilo demais para um dia só. Minha cabeça doía. Que mortos levantavam? Será que eles estavam falando de Perséfone quando falavam em "mãe"? Ou Melinoe? Nyx, talvez... Mas por que elas fariam isso? E como Hades não impedia isso, se era tão rigoroso com o controle dos viventes do seu reino?, eu me perguntava sem parar. As informações se embaralhavam com facilidade, virando um bolo confuso na minha cabeça, me impedindo de pensar direito — e isso porque eu sabia pensar.

Mas que diabos.

Eu precisava de respostas urgentemente. Precisava de um meio de sanar aquelas dúvidas ou me aprofundar em algo que, ao menos, me fizesse ter soluções, não problemas. Só tinha que pensar num lugar que me fornecesse o que eu precisava e... E se eu fosse checar a fonte de tudo isso?, pensei. Seria útil, no mínimo. E também tinha um meio rápido para tal.

Não pensando muito, vesti minhas roupas e me equipei adequadamente, pegando tudo o que achava necessário, e saí do quarto, batendo a porta atrás de mim. Desci de elevador até o saguão de entrada e passei reto pelas portas do hotel, assobiando alto no momento em que cheguei à calçada. Instantes depois, surpresa: Weevil, meu hipogrifo, pousou levemente na vazia calçada.

Montei nele sem muita cerimônia, dando um rápido carinho no bico e afagando as suas penas à medida que subíamos, dando comandos para ele a cada segundo. O destino daquele voo? Central Park.

•••

O trajeto se consumiu mais rápido do que eu esperava. O hipogrifo pousou bem onde eu havia dito: um conjunto de pedras irregulares que destacava-se no parque. Para a minha surpresa, eu não era o único ali: um garoto loiro olhava atentamente para cada pedra e as tateava, como que buscando uma alavanca para abri-las. Era óbvio que, como eu, ele nunca estivera ali antes — mas a diferença era que eu sabia das coisas; ele, não.

— Você não vai consegui nada assim — disse para ele, fazendo-o sobressaltar. Puxou, de algum lugar nas suas costas, duas adagas, olhando-me com hesitação enquanto segurava-as. E mesmo que confuso, agitado e com dor de cabeça, eu sorri. — Guarde isso. Você não vai precisar. Acho que estamos aqui pelo mesmo motivo.

O garoto oscilou seu olhar entre Weevil e eu, claramente notando-o, e enfim abaixou suas adagas. Contudo, não as guardou — foi um sinal claro de que ele não havia, de fato, baixado a guarda.

— Semideuses estão voltando à vida! Eles estão voltando, eu vi! — disse, um pouco descontrolado. Eu estreitei meus olhos para ele, franzindo o cenho. Sua aparência dizia "eu não tenho credibilidade, não acredite em mim", mas minha intuição não dizia que ele estava mentindo, e eu saberia se estivesse. Isso era mesmo provável? Era disso que se tratava? — Você não acredita em mim, não é? Eu não sou louco, garoto, eu sei o que vi! E estou aqui para que Hades traga meu irmão de volta, já que está mandando as almas para fora do Mundo Inferior!

— O Todo-Poderoso do mundo lá de baixo? Então é isso? — indaguei, incerto. Era uma das minhas hipóteses, mas parecia tão improvável...

— Quem mais seria? Thanatos? Duvido muito que ele se desse o trabalho de pegar a mesma alma duas vezes. Só pode ser coisa de Hades!

— Como os mortos estão voltando? Em carne e osso? Eles simplesmente levantam como se nada tivesse acontecido? — tornei a indagar, pensando mais do que externava. Aquilo era inquietante. Mais do que isso, aterrorizante. E se os monstros estivessem assim também? E se depois de mortos eles voltassem com facilidade, tornando-se quase imortais?

— Sim, mas... Mas bem, eles não lembram de nada. Eu não sei de muita coisa, só que eles estão voltando, cara. Agora abre essa porta aqui. — Eu ponderei, mudando o equilíbrio do meu corpo de uma perna para outra, tentando enxergar se aquela era uma boa ideia. Talvez fosse, se o cara não estivesse tão ávido por falar com Hades; muito provavelmente ele acabaria morto. E isso não era algo que me agradava, por mais que o eu "herói" tivesse ficado bem para trás.

— Não. Vá para casa, esfrie a cabeça e pense nisso direito. É uma péssima ideia — e, com isso, encerrei o papo. O garoto bufou, levantando novamente as suas adagas e quase começou uma investida, mas parou quando um terceiro alguém surgiu na pequena interação. Apesar da penumbra e dos meses que se passaram desde a nossa última conversa de verdade, eu ainda podia reconhecê-la. Na verdade, achava que poderia reconhecer Zafrina Morindew em qualquer lugar, em qualquer época. Ela não era exatamente do tipo que você esquecia com facilidade.

— Ei, você — disse ela sem a menor hesitação. — Que porra tá acontecendo? Tô tento umas visões loucas. Estou ficando louca. Nem sonhando em tenho paz, mesmo que não tivesse muita antes... Com quem isso tem a ver? Com a minha mãe? Com o outro cara lá? E por tudo o que você considera sagrado, quem raios é "a mãe"?

— Também estava com saudades, Zafrina — respondi a filha de Perséfone, que bufou. — E, ahn... Você também teve visões? Tipo... você quase morreu? Porque estou certo de que isso não foi em vão. O cara aqui — disse, apontando para o garoto com as adagas — me disse que há semideuses voltando à vida. E não sei quem está fazendo isso. Ele acha que não foi Thanatos, porque o deus não se daria ao trabalho, mas como ele é homem e ainda por cima a única morte, eu não... — hesitei, suspendendo as palavras no recinto. Os dois pares de olhos se focaram em mim, confusos, curiosos. Zafrina parecia entender alguma coisa também. — Ele não é a única morte. E a outra morte... é uma mulher. Macária.

Os olhos de Morindew se iluminaram como se uma luz tivesse sido acendida em seu cérebro. Eu também havia demorado a lembrar... Digo, Macária nunca foi uma deusa muito lembrada, principalmente por sua atuação silenciosa. Mas era a deusa da boa morte, filha de Perséfone e Hades. Outra ex-sobrinha, como Zafrina, o que era estranho — ficar pensando na genealogia divina às vezes me dava nós no cérebro.

Se era mesmo aquilo, então Macária estaria trazendo semideuses de volta à vida. Mas por quê? E quem, especificamente? Eu nunca tinha tido notícias de um filho dela, mesmo entre os mais antigos semideuses. Por que então se revelar agora? Talvez fosse algo maior do que simplesmente aparecer como a minha mãe; talvez fosse algo realmente maior.

Eu estava ansioso. Ansioso e temeroso. Macária poderia ser um bem muito grande, ou um mal em mesmas proporções. E eu precisava saber sobre isso.

Coisas:
Observações:
1. Então, tentei cumprir tudo, mas umas partes ainda ficaram confusas para mim. c_c'

2. Temporalmente, Enzo já estará fora dos menestréis — visto que isso já será depois da segunda saída do Acampamento, quando ele quebra o vínculo com Orfeu. Pode considerar isso daqui por diante (e creio que a maldição também).

3. Me arrisquei em alguns pontos, como na quase morte: ele é alérgico a amoras (tem isso no tópico de trama pessoal), por isso inseri elas. Ele sentiu que algo de ruim iria acontecer, mas como não sabia o que era, não suspeitou da tarte; também fazia certo tempo que tinha tido alergia. Ele a descobriu enquanto ainda era filho de Deméter, o que foi estranho para muita gente — afinal, um filho de Deméter com alergia a frutas? Isso se deu por ele ser um filho de Deméter falso, uma vez que Nêmesis era sua verdadeira mãe. A poção que sempre carrega para onde quer que vá, e que estava em sua casa (Bahul, o gurahl, a pegou), serve tanto para parar a alergia quanto para revigorar os danos causados por ela. Tentei não sair com danos, mas né, cê que vê isso daí.

4. Bahul é o protetor do Enzo e tal. Ele meio que é fissurado nisso, então carrega consigo, sempre, tudo o que pode servir de ajuda para o filho de Nêmesis, incluindo antídotos e a adrenalina narrada (que serviu para acordá-lo na medida que desobstruiu a passagem do ar). Aliás, já fazendo um resumo de trama: na última DIY que eu fiz ele voltou ao camp, depois de ter sido atacado e resgatado pelo gurahl, recuperou-se e ouviu a sua profecia. Depois daí as lacunas ainda não foram preenchidas, mas ele basicamente vai para a sua casa em LA e encontra Caleb residindo lá. Acabam morando juntos porque Enzo tá numa fase de fazer alianças, e também porque... hm, você pode ver o interesse de um no outro no começo do post. -q E falando no começo, foi o aniversário de Caleb, que ele quis passar em Manhattan; daí estavam nesse hotel e tal. Outro adendo dessa coisa de trama é que o Enzo já conhecia a Zafrina porque era "tio" dela, então tinham tido contato — como eu narrei, conversado e tudo mais.

5. Acho que foi tudo. Mals se passou alguma coisa. c_c'
Armas:
{Balance}/ Espada longa de uma mão. [Seu formato é simples, com a guarda reta e empunhadura anatômica, de couro avermelhado. Sua cor é prateada, com entalhes discretos. Possui 1,30 de tamanho total, sendo que a lâmina corresponde a 1,10m. Transforma-se em um anel no nível 20.]{ Bronze sagrado e couro. } (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Nêmesis] < em forma de anel no dedo anelar esquerdo

{Punishment} / Flagelo [Chicote de 3 pontas, de couro resistente. Os braços são em couro negro, com pesos de bronze sagrado com espinhos nas pontas, enquanto que o cabo é vermelho e preto, mesclando-se. Os braços possuem alcance de 90cm. Transforma-se em uma braçadeira nas cores negra e dourado, com spikes, no nível 20.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Nêmesis] < braçadeira, guardada no bolso traseiro

♦ {Butcher} / Faca de caça [A faca de caça é feita de metal, tendo um de seus gumes com serra, enquanto o outro gume é apenas cortante, mas recurvado, causando mais dano na entrada e saída do ferimento. Sua lâmina tem cerca de 30 centímetros, e a empunhadura é de metal recoberta com couro, simples, com guarda para mão. Acompanha bainha simples de couro][Bronze sagrado e couro, sem elemento e sem nível mínimo] < embainhada na cintura

♦ {Floatings} / Tênis [Um par de tênis encantados que se encaixam perfeitamente no pé do utilizador, assim como pode ter sua aparência e cores mudadas sempre que quiser. A cada uma hora, o utilizador dos tênis poderá flutuar ou voar em uma velocidade mediana por 15 minutos, tendo que esperar mais uma hora para poder voar novamente. Em equivalente a posts, o tênis alado funciona apenas por dois turnos, sendo que após seu uso o semideus deve aguardar oito turnos para poder novamente usar seus tênis. Sempre que o tempo estiver acabando o tênis emite um som e vibra levemente para avisar o utilizador que sua "carga" acaba em 1 minuto. O tempo de vôo não acumula, ou seja, não passa de 15 minutos contínuos após a ativação.] (Nível Mínimo: 15) {Sem Elementos} [Recebimento: Prêmio recebido de Éolo pela missão "I'm Sick Demigod".] < nos pés

♦ {Ezios} / Braçadeiras [Um par de braçadeiras de couro negro que vão do punho até pouco antes do cotovelo, servindo também para proteção comum nessa área. A parte superior de cada braçadeira é lisa e sem detalhes, enquanto a parte posterior esconde uma lâmina de trinta centímetros, feita de bronze sagrado. Suas engrenagens são feitas de aço comum e ativam as lâminas ao utilizador realizar um movimento para trás com sua mão, revelando-as agilmente; da mesma forma, ao realizar um movimento para a frente com sua mão, a lâmina torna a esconder-se. Não possui qualquer efeito além do normal.] {Bronze sagrado, aço e couro} (Nível Mínimo: 15) {Sem elemento} [Recebimento: Charizard's forge] < nos braços
Poderes passivos:
Nível 3: Estratégia rápida
Um filho de Nêmesis é capaz de bolar estratégias rapidamente, mesmo com poucos recursos. Isso faz com que, mesmo pegos de surpresa, consigam reagir com rapidez. Os planos podem não ser tão complexos, mas em geral tendem a ser efetivos, dentro dos limites a que estiverem submetidos - 10% de efetividade para o resultado da ação subsequente (não implica aumento de dano ou defesa, mas chances de acerto/ resolução, apenas enquanto surpreso - ou seja, um único turno). Não implica nenhuma alteração nos poderes dos oponentes, apenas implica que, em situações normais, eles tendem a assumir a liderança e não se sentirem tão perdidos quanto outros semideuses. Ainda assim, a situação e o plano em questão deve ser bem escrito, e a última palavra é do avaliador. [Modificado, antigo "Precisão"]

Nível 11: Visão no escuro
Nêmesis é filha de Nix, e passa muito tempo no tártaro. Além disso, também é necessário ter bons olhos para perseguir seus alvos. Seus filhos adquirem a capacidade de ver no escuro com a acuidade e alcance normal de sua visão comum. [Novo]

Nível 16: Sexto Sentido
Filhos de Nêmesis possuem um sexto sentido que dizem onde há perigo ou ameaça. Não prevê exatamente de onde ou quem fará o ataque, apenas sinaliza que algo potencialmente perigoso se encontra próximo. Não é uma premonição, mas é útil para deixá-lo alerta. Não funciona se ele estiver inconsciente ou dormindo mas, quando desperto, inibe ataques surpresa, fazendo com que não receba dano adicional por ataques do tipo, a menos que o adversário possua algo para burlar isso ou seja ao menos 10 níveis superior. [Modificado]

Nível 21: Sentidos aguçados
Para conseguir retribuir o que lhe devem é necessário perceber e estar atento ao que ocorre ao seu redor. Assim, todos os seus sentidos englobam 50m adicionais ao comum.[Novo]

Nível 22: Retribuição veloz
Nesse nível os reflexos e esquiva do filho de Nêmesis são permanentemente ampliados em 15%. [Novo]

Nível 33: Discernir mentiras
Filhos de Nêmesis sempre sabem quando alguém está mentindo a eles - é como uma intuição, a sensação de que algo está errado. Não sabem a verdade sobre o que é falado, mas captam que há algo errado. Oponentes com certos poderes podem bloquear isso se forem de nível igual ou maior ao semideus. [Modificado, antigo "Cautela"]
Poderes ativos:
Não utilizados.
PET:
— {Weevil} / Hipogrifo

Thanks Tess
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Re: Grupo 5 - Externo

Mensagem por 139-ExStaff em Seg 11 Abr 2016, 19:14


Les Revenants



Do além




Orientações grupo de Busca


♦ O semideus encontrado não tem muitas informações, mas sabe de alguns eventos - ele cita o que houve no Acampamento; Considerando as postagens, isso foi cerca de 36h atrás;
♦ Ele diz que tem mais algumas pistas, direcionando-os para algum lugar (à escolha de vocês);
♦ Podem ir juntos ou não, mas tenham algum obstáculo e se reúnam ao fim, ao descobrir o rastro da passagem de alguém/ semideus pelo local - narrando como chegaram a isso;
♦ Ainda não encontrarão Stephen, mas decidam em conjunto o lugar - deve ser próximo o suficiente para permitir o encontro em um momento próximo e prossigam viagem;


Orientações Stephen


♦ Desenvolva o evento de "gancho" do turno anterior - a busca por sua irmã - com certo detalhamento (resgate de pistas, memórias, etc);
♦ Tenha algum contra-tempo/ obstáculo no processo;
♦ Decida para onde seguir, descrevendo a preparação e transporte utilizados;


Para ambos


Devem direcionar seus personagens para pontos próximos mas sem se unirem - uma mesma cidade, por exemplo, mas não o mesmo bairro, e deixar claro qual o local/ cenário em questão.

Prazo até a 19h15 do dia 18/ 04



Tks Maay from TPO
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Re: Grupo 5 - Externo

Mensagem por Connor Blaschke em Seg 18 Abr 2016, 17:38

From Beyond the Grave
Evento OPC externo — segundo turno
basquete, poças de água e sangue: a receita de uma morte

Boston, Massachusetts. O garoto de pé às Portas de Orfeu havia dado as coordenadas que tinham-no levado até ali, citando acontecimentos muito estranhos no Acampamento e na própria cidade, dizendo que semideuses voltavam à vida — coisa que eu havia conduzido como uma intervenção de Macária, "a mãe".

Zafrina e eu voávamos em meu hipogrifo para o local que ele nos deu, cruzando o caminho sem muita demora — já que não era tão longe assim —, motivados pela nossa curiosidade mais do que gritante. O caminho seguia tranquilo conosco perto das nuvens, viajando rapidamente para o nosso destino e rezando para encontrarmos algo satisfatório, confiantes de que o nosso informante não estaria mentindo; e se estivesse... ah, eu teria pena dele.

Não conversamos muito, talvez por eu estar pensando bastante ou por ela estar pouco se fodendo para diálogos, mas havíamos nos entendido quando vimos que Weevil era nossa melhor opção de viagem.

— Por onde você esteve? — perguntei a ela, que demorou um pouco para responder. Não poderia realmente dizer que senti saudades de Morindew, mas, obviamente, era um pouco reconfortante estar na presença de alguém que não me julgava, que sabia quem eu era mesmo antes de tudo no Acampamento desandar para mim.

— Por muitos lugares. Cansei dessa droga de monstros, dessa droga de vida fodida. Estava aproveitando ela como realmente mereço, coisa que todo semideus que preste deveria fazer — e encerrou o papo por ali. Não sabia ao certo se ela estava estressada ou algo assim, a julgar pela sua aparência pouco à vontade, então resolvi não puxar mais conversa. E quando alguém voltou a falar, foi para anunciar algo não muito bom.

O berro de Zafrina ressoou alto em meus ouvidos, avisando que "estávamos fodidos". Meus olhos captaram um grupo de aves cujos bicos produziam um barulho inquietante voando logo atrás de nós, grasnando alto, anunciando a nossa morte; havia cerca de dez delas. Dei um comando para Weevil ir mais rápido, coisa que ele atendeu, e comecei a pensar em como nos livraríamos das Aves da Estinfália.

Eu poderia voar e combatê-las diretamente, mas correria o risco de ser bicado e morto. Poderíamos tentar ir mais rápido, mas isso dificilmente as despistaria, e, de qualquer forma, elas nos alcançariam quando pousássemos. O que poderia ser, então?

Uma ideia pulou em meu cérebro, afirmando ter grandes chances de dar certo. Virei-me para trás e disse para Zafrina continuar conduzindo Weevil até Boston, independente do que acontecesse, e antes que ela pudesse sequer protestar eu pulei de cima do meu hipogrifo, ativando as minhas asas logo em seguida.

Parte das aves me seguiu; as outras aves seguiram a filha de Perséfone. Assim que as minhas asas se abriram, lutei contra a ventania que me envolvia na queda livre e planei, rapidamente voltando a subir na direção das aves, àquela altura já confusas. E, então, quando vi ser a hora certa, concentrei-me e fiz aparecer uma cópia perfeita minha — mas sem as asas —, teletransportando-me para acima das Aves da Estinfália logo em seguida, ficando longe do seu campo de visão. Como esperado, elas seguiram o Enzo fake que caía sem muita reação; quando percebessem que não havia nada para bicar assim que o clone sumisse, já seria tarde demais para elas.

Assim que as aves continuaram descendo na direção do meu clone, voei na direção que Zafrina tinha ido o mais rápido que consegui, mas quando a alcancei já era tarde: a última das aves estava sendo reduzida a pó com a ajuda de uma saraivada de espinhos, impiedosamente.

Ordenei que Weevil desacelerasse e, enfim, desativei as minhas asas, caindo de qualquer jeito sobre o espaço que antes eu ocupava no dorso do hipogrifo. Ele piou alto e logo após eu me endireitar e Zafrina soltar mais um par de palavras, acelerou novamente na direção de Boston.

•••

Pousamos numa rua ampla e vazia para não chamarmos a atenção, por mais que a névoa fizesse seu trabalho. Weevil bateu os cascos no chão e piou baixo, provavelmente cansado da batalha e da viagem pelas quais passamos. Desmontamos dele, andamos lado a lado e, aos poucos, maquinamos o que precisávamos fazer.

— O garoto das adagas disse que cruzou com um caso suspeito por aqui depois que viu o outro voltar à vida — reiterei, pensando. — Acho que deveríamos sondar um pouco, dar uma investigada. Deve ter algum rastro. Alguém mais tem que saber de mais alguma coisa.

Zafrina concordou comigo. Concordamos também que separados trabalharíamos melhor, e que nos encontraríamos no local exato em que pousamos para cruzarmos informações. Assim, destaquei-me para a esquerda naquela rua enquanto ela foi pela direita, separando-se de mim.

Passei a perguntar em estabelecimentos, alegando ser estudante de jornalismo, sobre coisas estranhas que estavam acontecendo por ali, mas não tive muito sucesso; por quase uma hora de andança, todos me relatavam a mesma coisa: nada de anormal acontecia ali, estava tudo como deveria estar. Eu, contudo, não desisti, somente mudei a minha tática. Assim, cheguei a uma quadra de esportes não muito longe dali, na qual diversos garotos jogavam basquete.

Aproximei-me de um espectador que observava tudo com muita atenção, com Weevil logo atrás de mim, e puxei assunto.

— Ei, cara, tudo bem? — comecei, fazendo-o olhar-me com incerteza. — Então, vim passar uns dias por aqui na casa de uma tia e soube do que aconteceu... É mesmo verdade aquilo? Tipo, tudo?

O garoto virou-se definitivamente para mim, também abismado.

— Foi loucura, cara. A quadra tava meio molhada, daí o cara foi dar uma enterrada e escorregou quando voltou pro chão. Bateu a cabeça com muita força, todo mundo jurou que ouviu o crânio partir... e foi muito sangue espalhando pelo chão rápido demais. Doideira. Chamaram ambulância e tudo.

Eu não sabia se era o mesmo relato que meu informante tinha me passado, e por isso tratei de, ainda na teatralidade, continuar a sondar.

— Verdade. Não me imagino vendo isso. Vocês não ficaram enlouquecidos com o acidente do cara? Quer dizer, foi feio.

— Você não sabe é de nada — continuou o garoto, já alheio ao jogo que se passava no centro da quadra. — Ele foi levando pela ambulância, mas disseram que logo depois o cara acordou, inteiro! Não tinha corte, não tinha sangue, não tinha nada. Disseram que ele acordou como se nada tivesse acontecido. Isso sim me enlouqueceu.

— Nossa! — Bingo. Olhei para o entorno, fingindo estar muito mais abismado do que eu realmente estava, porque nem mesmo a névoa havia escondido aquilo dos mortais. Pensei que ele poderia estar mentindo, mas seria muita coincidência; e, além disso, eu saberia se estivesse. Só não era bom que ele pensasse muito a respeito do assunto. — Mas isso deve ser mentira. O cara voltou aqui? Se não, é porque já era.

— Não sei, cara, mas eu acredito. E todo mundo vai acreditar quando ele voltar.

Antes que pudesse continuar enrolando, ouvi uma voz feminina chamando-me ao longe, de forma que virei para encará-la por cima do ombro. Zafrina estava com uma camisa ensanguentada em mãos, rindo, parecendo ter coletado algo bom.

O garoto à minha frente sorriu, sacana. Olhou de Zafrina para mim e de mim para Zafrina, dando um tapinha no meu ombro e dizendo "vai lá". Aproveitando a deixa, saí da quadra e cheguei até a semideusa, que jogou a camisa na minha direção. Era de um time de basquete e estava com sangue seco em suas costas, ainda que parecesse recente.

— Temos a nossa pista — disse ela vangloriando-se. Eu dei um sorriso de canto e a complementei.

— Não é a única. Essa camisa era de um semideus que se acidentou naquela quadra. Ele foi levado por alguma ambulância, então só precisamos achar um hospital perto e... — parei ao ver a expressão de Morindew, que dizia "Quando você vai se calar?". Assim que parei, ela tomou a vez.

— Hospital Saint Clarence, me disseram. É em Boston mesmo, não fica longe daqui. É para lá que vamos — afirmou, aproximando-se de Weevil. Ela podia até odiar tudo aquilo, mas de uma coisa não poderia discordar: quando queria, fazia bem feito.

Coisas:
Observações:
1. Então, tentei cumprir tudo, mas umas partes ainda ficaram confusas para mim. c_c'²

2. Temporalmente, Enzo já estará fora dos menestréis — visto que isso já será depois da segunda saída do Acampamento, quando ele quebra o vínculo com Orfeu. Pode considerar isso daqui por diante (e creio que a maldição também).

3. Não dei foco ao diálogo com o informante, mas citei as pistas dele. A dificuldade/o obstáculo foi o aparecimento das Aves da Estinfália, que em parte foram confundidas e em parte foram destruídas. Também não enrolei muito na busca pela pista — fui mais objetivo com isso, ainda que tenha narrado detalhadamente como descobri parcialmente algo sobre o caso. Zafrina complementou com isso.

4. Escolhemos Boston, sim, porque é onde Stephen está, mas não estamos perto. Iríamos para o hospital para o qual o garoto foi levado (que é o mesmo de Stephen), então acho que, como ele estará nas redondezas, nos encontraremos facilmente. Só para deixar claro mesmo. -q
Armas:
{Balance}/ Espada longa de uma mão. [Seu formato é simples, com a guarda reta e empunhadura anatômica, de couro avermelhado. Sua cor é prateada, com entalhes discretos. Possui 1,30 de tamanho total, sendo que a lâmina corresponde a 1,10m. Transforma-se em um anel no nível 20.]{ Bronze sagrado e couro. } (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Nêmesis] < em forma de anel no dedo anelar esquerdo

{Punishment} / Flagelo [Chicote de 3 pontas, de couro resistente. Os braços são em couro negro, com pesos de bronze sagrado com espinhos nas pontas, enquanto que o cabo é vermelho e preto, mesclando-se. Os braços possuem alcance de 90cm. Transforma-se em uma braçadeira nas cores negra e dourado, com spikes, no nível 20.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Nêmesis] < braçadeira, guardada no bolso traseiro

♦ {Butcher} / Faca de caça [A faca de caça é feita de metal, tendo um de seus gumes com serra, enquanto o outro gume é apenas cortante, mas recurvado, causando mais dano na entrada e saída do ferimento. Sua lâmina tem cerca de 30 centímetros, e a empunhadura é de metal recoberta com couro, simples, com guarda para mão. Acompanha bainha simples de couro][Bronze sagrado e couro, sem elemento e sem nível mínimo] < embainhada na cintura

♦ {Floatings} / Tênis [Um par de tênis encantados que se encaixam perfeitamente no pé do utilizador, assim como pode ter sua aparência e cores mudadas sempre que quiser. A cada uma hora, o utilizador dos tênis poderá flutuar ou voar em uma velocidade mediana por 15 minutos, tendo que esperar mais uma hora para poder voar novamente. Em equivalente a posts, o tênis alado funciona apenas por dois turnos, sendo que após seu uso o semideus deve aguardar oito turnos para poder novamente usar seus tênis. Sempre que o tempo estiver acabando o tênis emite um som e vibra levemente para avisar o utilizador que sua "carga" acaba em 1 minuto. O tempo de vôo não acumula, ou seja, não passa de 15 minutos contínuos após a ativação.] (Nível Mínimo: 15) {Sem Elementos} [Recebimento: Prêmio recebido de Éolo pela missão "I'm Sick Demigod".] < nos pés

♦ {Ezios} / Braçadeiras [Um par de braçadeiras de couro negro que vão do punho até pouco antes do cotovelo, servindo também para proteção comum nessa área. A parte superior de cada braçadeira é lisa e sem detalhes, enquanto a parte posterior esconde uma lâmina de trinta centímetros, feita de bronze sagrado. Suas engrenagens são feitas de aço comum e ativam as lâminas ao utilizador realizar um movimento para trás com sua mão, revelando-as agilmente; da mesma forma, ao realizar um movimento para a frente com sua mão, a lâmina torna a esconder-se. Não possui qualquer efeito além do normal.] {Bronze sagrado, aço e couro} (Nível Mínimo: 15) {Sem elemento} [Recebimento: Charizard's forge] < nos braços
Poderes passivos:
Nível 3: Estratégia rápida
Um filho de Nêmesis é capaz de bolar estratégias rapidamente, mesmo com poucos recursos. Isso faz com que, mesmo pegos de surpresa, consigam reagir com rapidez. Os planos podem não ser tão complexos, mas em geral tendem a ser efetivos, dentro dos limites a que estiverem submetidos - 10% de efetividade para o resultado da ação subsequente (não implica aumento de dano ou defesa, mas chances de acerto/ resolução, apenas enquanto surpreso - ou seja, um único turno). Não implica nenhuma alteração nos poderes dos oponentes, apenas implica que, em situações normais, eles tendem a assumir a liderança e não se sentirem tão perdidos quanto outros semideuses. Ainda assim, a situação e o plano em questão deve ser bem escrito, e a última palavra é do avaliador. [Modificado, antigo "Precisão"]

Nível 11: Visão no escuro
Nêmesis é filha de Nix, e passa muito tempo no tártaro. Além disso, também é necessário ter bons olhos para perseguir seus alvos. Seus filhos adquirem a capacidade de ver no escuro com a acuidade e alcance normal de sua visão comum. [Novo]

Nível 21: Sentidos aguçados
Para conseguir retribuir o que lhe devem é necessário perceber e estar atento ao que ocorre ao seu redor. Assim, todos os seus sentidos englobam 50m adicionais ao comum.[Novo]

Nível 22: Retribuição veloz
Nesse nível os reflexos e esquiva do filho de Nêmesis são permanentemente ampliados em 15%. [Novo]

Nível 50: Retribuição celeste
Nêmesis era representada com asas. Seus filhos adquirem a capacidade de criar tais apêndices livremente. Para voar, contudo, há o gasto energético como ativo. Ainda assim, suas asas fornecem uma bonificação de 15% para poderes de medo, intimidação ou charme, quando abertas. As cores variam entre matizes de branco, cinza e negro, e demoram um turno para distender-se ou retrair-se. [Modificado, antigo  Vingança do Céu - o nome foi mantido no ativo]
Poderes ativos:
Nível 40: Receba em dobro
Dito comum sobre a retribuição - seja para gratidão ou para vingança; Ao ativar este poder o semideus cria um clone de si. Esse clone é sólido e dura três rodadas, podendo utilizar poderes de até metade do nível do semideus (mas nunca se autoduplicar, independente do nível). Os equipamentos e roupas serão similares ao do semideus original, mas não possuirão qualquer poder. O clone age de forma independente, desde que não se afaste mais do que 50m do semideus. 1 vez por evento. [Modificado - Antigo "Maior número"]

Nível 50: Vingança do céu
A partir desse nível filhos de Nêmesis podem voar com as asas criadas, com capacidade de manobra mediana, que não permite curvas e mudanças rápidas de direção nem ataques complexos enquanto no ar. O gasto de energia é constante, por turno de vôo, mas baixo. [Modificado para ativo]
PET:
— {Weevil} / Hipogrifo

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Re: Grupo 5 - Externo

Mensagem por Behati Sookram em Seg 18 Abr 2016, 19:18


Les Revenants


Era estranho voar naquele bicho sem olhar muito para baixo ou achar que iria cair a cada instante, sendo obrigada a me segurar na camisa de Enzo para não correr riscos. Só estava voando para Boston junto do meu tio fake porque tinha certeza que aquela coisa toda só ia parar quando fôssemos a fundo, uma vez que nada no maldito mundo dos semideuses era à toa; recadinho, crianças: se você quase morre e tem um episódio no limite entre a consciência e o sono eterno em que vozes dizem que "a mãe os trouxe", não vai poder ignorar isso. Tem grandes chances de você se foder muito em breve.

Também estava curiosa. A notícia de que minha meia-irmã estaria trazendo semideuses de volta à vida era algo que atiçava até mesmo pessoas como eu, que pouco se importavam com essa coisa toda; não é todo dia que se vê defunto voltando a andar, ou ao menos foi assim que o garoto na Porta de Orfeu afirmou ter acontecido.

Enquanto eu estava perdida em meus pensamentos, Enzo puxou assunto, perguntando-me onde eu estive. Fui bem direta, soando mais grossa do que esperava.

— Por muitos lugares — iniciei. — Cansei dessa droga de monstros, dessa droga de vida fodida. Estava aproveitando ela como realmente mereço, coisa que todo semideus que preste deveria fazer.

E eu tinha razão. Por que raios eu precisaria ficar trabalhando para divindades egoístas ou me livrando de monstros inoportunos se poderia estar me divertindo como bem entendo? Ao menos eu não tinha o semblante fixo de preocupação que Deanwoody conservava.

Não estava muito afim de conversar levando em conta o maravilhoso dia que eu tinha tido, por isso não puxei mais assunto. Segui segurando-me na camisa do garoto e olhando ao redor, certa de que como o dia já estava indo ladeira abaixo, rolaríamos mais um pouco. E eu estava certa: olhando para trás, vi um bando de aves voando silenciosas na nossa direção, mas eu sabia o que eram. E aquilo não era bom.

— QUE MERDA DE DIA É ESSE? — berrei sem pudor nenhum, fazendo Enzo encolher-se rapidamente. Ele olhou para trás e, possivelmente, viu o mesmo que eu, alarmando-se: com um comando, mandou o hipogrifo ir mais rápido, para o horror da minha pouca estabilidade.

O cara parecia estar querendo apenas fugir, certo de que o seu híbrido seria mais rápido do que as Aves da Estinfália, coisa que eu tinha que discordar. Aqueles bichos eram bem chatos quando queriam. Apostava que quando pousássemos, elas ainda estariam lá, infernizando.

Para a minha frustração, não tinha acesso nem a um terço dos poderes da minha progenitora de onde eu estava.

— Zafrina, continue indo com Weevil para Boston. Não pare, independente do que acontecer — inesperadamente disse Enzo, alarmando-me. O que ele queria dizer com aquilo?

Mais inesperadamente do que a sua fala, ele pulou de cima do hipogrifo, coisa que me fez berrar de novo. O que aquele sem noção ia fazer? Brincar de meteoro e atingir o chão com um bando de aves atrás dele?!

Aliás, assim que eu olhei para trás vi que parte do aparente plano dele havia dado certo e metade do bando tinha o seguido, fazendo-me ficar com cerca de seis para enfrentar. Mesmo com ele despencando já longe, vi que ativou um par de asas e recobrou a estabilidade no ar, se voltando contra as aves que o seguiam.

Inteligente, mas poderíamos ter feito melhor juntos no hipogrifo.

Arrisquei-me ao tentar virar-me no hipogrifo, virando as costas para a cabeça dele e ficando de frente para as aves. Como não tinha levado algo muito útil comigo e como minhas habilidades por parte da minha mãe não estavam exatamente disponíveis, recorri à única coisa que me veio à cabeça no momento.

Ergui ambas as mãos e concentrando-me em uma das aves, que já não estavam muito distantes, e fiz múltiplos espinhos brotarem, sendo disparados em sequência na direção dos monstros enquanto eu me divertia. A primeira saraivada atingiu o mais próximo nos olhos, fazendo-o bater no que vinha logo atrás e machucar a asa dele com seu bico. Ambos caíram, restando-me quatro.

Dois desses saíram da formação, ousando voar perto demais do hipogrifo; um deles foi nocauteado com o bater de asas do híbrido, enquanto o outro foi atingido nas áreas que não eram de bronze por meus espinhos, que direcionei para ele rapidamente. Mandei a criatura ir mais devagar, uma vez que as aves haviam desacelerado, e tornei a usar a saraivada de espinhos, que forçaram-nos a fazerem manobras arriscadas. O primeiro não teve muito tempo, já que alguns espinhos voaram direto na sua garganta quando ele grasnou, fazendo-o virar pó; o segundo deu-me mais trabalho, só conseguindo destruí-lo quando Enzo havia voltado ao meu campo de visão.

Endireitei-me quando ele voltou ao hipogrifo, desativando suas asas.

— Você é louco. E idiota. Se seu poder tivesse falhado, não teria te ajudado — disse novamente sem pudor. Ele deu de ombros e riu, mandando o híbrido acelerar novamente.

•••

Não posso dizer que estava descansada, porque realmente não estava. Parte da minha energia foi embora no combate, e outra parte dela estava sendo gasta enquanto eu andava sem muito rumo, perguntando a pessoas aleatórias o que elas sabiam sobre casos estranhos que tinham ocorrido na cidade.

Havíamos pousado em Boston. Enzo quis que nos dividíssemos — o que não era novidade pelo que eu sabia dele —, indo por um lado da rua em que pousamos enquanto eu fui por outro, sem nem sequer saber o que fazer a partir dali. Resolvi que perguntar sutilmente era a melhor das minhas opções, ainda que eu me perguntasse, enquanto fazia, se queria mesmo aquilo. Estava sendo trabalho demais para uma coisa sem muita necessidade, por mais que, como eu disse, algo muito errado acontecesse depois caso eu ignorasse isso tudo.

Por fim, um homem musculoso disse saber de algumas coisas, coisa que me deixou um tanto quanto animada, quando cheguei a um bar de quinta por ali mesmo. Não duvidei muito dele até perceber o seu olhar para os meus seios, e perceber também que ele estava me enrolando. Mandei-me dali sem me dar ao trabalho de me despedir quando tudo fez sentido na minha cabeça.

Minutos depois eu já havia passado por farmácias, supermercados e até postos de polícia, recolhendo um total de zero pistas. Estava enfadada daqui e, ainda, entediada; simplesmente perguntar não daria frutos. Eu precisava era de uma conversinha com Tique para ter um punhado de sorte.

Encontrei uma senhora de aparência senil sentada à frente de um asilo, não me dando o trabalho de perguntar algo a ela até perceber que havia uma camisa ensanguentada em seu colo, de algum time de basquete. Ninguém parecia notar nada, nem mesmo a cuidadora não muito distante dela, mas eu via; e se eu via e elas não, deveria ser algo que a névoa escondia.

Thanks, Tique.

Caminhei apressada até a senhora, chamando a atenção da cuidadora, e lancei a elas um sorriso educado.

— Que camisa bonita, senhora — disse para puxar assunto. A cuidadora me estudava, mas a senhora julgava-me com seus olhos negros como as trevas do palácio da minha mãe.

— Bonita? Está cheia de sangue, garota cega! Não vê? — disse, fazendo-me estreitar os olhos para ela, que já parecia irritada com o assunto.

— Madame Schwartz, não tem sangue nenhum nessa camisa... Já lhe dissemos isso. É fruto da sua imaginação. Depois de ver aquele garoto acidentar-se na quadra e ir ao Hospital Saint Clarence, no centro, passou a achar que era o sangue dele. Mas não é. A camisa é igual a dele, mas como a senhora teria conseguido?

— Eu já disse a vocês! Uma mulher de véu veio me entregar depois que os garotos usaram ela para estancar o sangue, ela sabia que procurariam por isso e não queria que ninguém achasse. Mas eu quero que achem! Vocês acham que eu estou louca, mas não estou!

A cuidadora direcionou-me um olhar que parecia ser um pedido de desculpas, conseguindo retirar a camisa das mãos da senhora. Como eu havia suspeitado, aquilo era muito mais do que uma camisa comum manchada de algo que parecia sangue: era a camisa de um reve... de um dos caras que acordou depois de ter morrido. Não aprendi esse nome ainda.

Antes que a cuidadora pudesse se livrar da peça, pedi para ficar com ela, alegando ser torcedora do time. Ela deu de ombros e me entregou, não vendo nada demais nisso.

Depois que peguei-a, só precisei ir atrás de Enzo, que deveria já estar no local que marcamos. Mas, para a minha felicidade, passei em frente a uma quadra em que um grande hipogrifo e um garoto de cabelos negros falava com outro, provavelmente sondando.

— Ei, Enzo! Enzo! — gritei para que me visse. O garoto olhou por cima do ombro e falou algo a mais para o outro à sua frente, saindo dali e vindo e minha direção. Quando chegou perto o bastante, joguei a camisa em sua direção, surpreendendo-o. Disse, para deixar claro, que aquela era a nossa pista.

Ele começou um falatório desnecessário que eu cortei somente com minha expressão, alegando logo após ele calar a boca que eu sabia para onde deveríamos ir. Hospital Saint Clarence, centro de Boston; não deveria ser muito longe dali.

Coisas:
Habilidades:
Passivas:
— Epítetos I (04): Além de Koré, Perséfone era conhecida por outros nomes, sendo uma das deusas com mais alcunhas da mitologia grega. Muitos desses passarão a formar características dos filhos dela, porém serão liberados com o passar dos níveis. O primeiro epíteto é Daeira (sábia), cujo efeito é o de dar as suas proles uma sabedoria digna de um filho inexperiente de Athena (eles aprendem as coisas com mais facilidade, embora não saibam de tudo).

Olhar Infernal (05): Por Perséfone viver metade do ano no Submundo, seus filhos conseguirão enxergar perfeitamente em ambientes escuros ou com pouca luz. Afora isto, conseguirá ver seres do Submundo, por exemplo, o Cérbero e espíritos, que aparecem meio desfocados em condições normais (não inclui deuses ou semideuses).

Encontrar (11): Perséfone, para os gregos, tinha várias habilidades, dentre elas a de encontrar objetos perdidos. Seus filhos herdam essas características, um pouco estendidas: para eles, é um tipo de intuição que informa sobre o que está oculto, seja um objeto, um cofre, runas, uma porta, etc., sendo válido apenas para objetos e coisas inanimadas.

Aura da Sorte (18): Narciso, flor designada como seu símbolo, além da renovação, também significa boa sorte, e seus filhos são cercados por esta aura. A partir desse nível, qualquer atividade do filho de Perséfone tem uma chance aumentada em 10% de ser bem sucedida (em jogos de azar, essa chance sobe para 50%).
Ativas:
{Nível 11} — Lançamento Espinhoso: Ao conquistar esse poder, poderá fazer espinhos resistentes nascerem na palma de suas mãos e lança-los para o inimigo. Para fins de batalha, contam como um ataque mágico e não de longa distância.
Arsenal:
• Colar de ent [Colar feito de couro entrelaçado com um pingente de madeira com o formato retorcido de uma árvore. Ao ser ativado duas vezes por missão, o item emite uma nuvem de esporos em um raio de 2m ao redor do usuário. Os esporos não fazem mal ao semideus, mas qualquer outra criatura que na área será acometida por uma coceira lancinante, que forçará o alvo a reduzir seus movimentos em 50% durante três rodadas. Como se não bastasse, os esporos também envenenam, fazendo o indivíduo perder 10 HP por turno durante o mesmo período. Para fins de resistência, os poderes desse item equivalem ao nível 48. (Nível mínimo: 48) {Material: couro e madeira} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"] {na bolsa}

• {Flor Guardiã}/ Armadura [Por proteger os quatro filhos perdidos de Perséfone, Zafrina ganhou esta armadura diretamente da Rainha do Mundo Inferior. É uma armadura completa, negra, feita de titânio, o que caracteriza leveza e resistência, com entalhes de flores por toda a sua extensão. Ela exala um aroma que, mesclado ao odor de semideus, inibe tal substância, proporcionando um disfarce ótimo. Se transforma num colar de prata com pingente de rosa negra.] {Titânio} (Nível Mínimo: 10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Trama - Children of Persephone] {em uso, mas na forma de colar}

• {Asphodelus} / Bracelete [Uma única flor prateada vinda do submundo, dada como presente a Zafrina por seu trabalho bem feito. Quando a flor é segurada pela garota, seu caule se expande e envolve seu pulso, funcionando como um bracelete qualquer. Até duas vezes por missão (com um intervalo de no mínimo cinco rodadas entre as ativações), a habilidade da flor poderá ser usada, deixando a semideusa intangível por uma rodada, algo útil em diversas situações. Ao término desta rodada, haverá um desconto de 35MP da semideusa, além de ocasionar uma curta sensação de desgaste físico no turno seguinte.] {Flor abençoada} (Nível Mínimo: 30) {Controle sobre a intangibilidade} [Recebimento: Recompensa da missão "O ladrão de almas", avaliada por Jhonn Stark e atualizada por Ares.] {na bolsa}

• Pétambrosia [Um pequeno frasco pendurado numa fina corrente de ouro, com néctar dentro. Uma vez por evento a semideusa poderá usá-lo para recuperar 30 de HP e MP.] {Ouro} (Nível mínimo: 10) {Não Controla Nenhum Elemento} [Recebimento: Zeus, pela missão "Néctar e ambrosia"] {na bolsa}

• {Perfidious} Anel [Anel dourado em forma de garra, se encaixa no dedo indicador do arauto. É afiado, mas seu dano seria semelhante a de uma ponta de flecha se usado em ataque corporal, devido ao tamanho diminuto. Ainda assim, possui a capacidade de inocular veneno ao toque, seja diretamente, seja transmitindo o poder para a arma segurada. O veneno é debilitante, sendo considerado um veneno sobrenatural do nível do personagem, para fins de resistências - mas RM não se aplica - e causa a perda de 5% do HP do alvo por 3 turnos seguidos. 1 vez por missão. Adicionalmente, o anel detecta a presença de venenos em um raio de 5m do semideus, esquentando levemente como sinal, ainda que o semideus deve procurar para achar o local exato da presença da substância - a temperatura do anel indica a proximidade. Ambos os poderes só funcionam se o anel estiver sendo utilizado - apenas carregá-lo não permite nenhuma das duas coisas] {em uso}

• {Temptation} Colar [Colar com pingente de uma maçã com uma serpente enrodilhada. Emite um cheiro levemente adocicado. Portá-lo aumenta os poderes de charme, persuação e lábia do Arauto em 10% sempre que em uso (efetividade e chance de acerto, mas não efeitos ou duração). Uma vez por missão pode ser ativado de forma a recuperar 20% de seu HP e MP] {na bolsa}
Obs:
Mals as mudanças e tudo mais, é que de última hora o off mudou, daí não tive muito tempo para pensar no que fazer. É só, bjo.
leonard woodcliff @ cupcakegraphics
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Re: Grupo 5 - Externo

Mensagem por 139-ExStaff em Sab 23 Abr 2016, 19:46


Les Revenants



Do além


Metade do evento \o/

Apenas um Ps na questão prazos e afins. Nenhuma Penalidade para Enzo;
Zafrina: Então, lamento por isso, mas como tinha o prazo, mesmo que estourando pouco, sou obrigada a fazer os descontos. 25% da HP e MP (ficando com 475 em ambos) e redução na xp desse turno;
Stephen: como não houve a postagem, nem mesmo com o prazo adicional, desconto de 50% do status e impossibilidade de reclamação pelo evento (mas, caso sobreviva, ainda ganhará o xp e poderá tentar a reclamação pelas fichas normais). 50 HP/ MP.


Orientações e pontos grupo de Busca


♦ Uma pista começa a se mostrar verdadeira;
♦ Enquanto a seguem, despertam atenção indesejada de mortais (desenvolvam a situação e o motivo);
♦ Ao se livrar deles, voltam à busca. Em algum ponto ouvirão/ sentirão/ presenciarão algo estranho - gritos, movimentação, o que for - e encontrarão o local aonde Stephen foi emboscado;
♦ Devem lutar com quem o mantém cativo, libertando-o, mas ainda não sair do local.


Orientações e pontos Stephen

♦ Você continua seu caminho, através das pistas anteriores;
♦ Algum NPC acaba se mostrando prestativo, lhe indicando algo que parece certo sobre o paradeiro de sua irmã;
♦ Seguindo o NPC, você acaba emboscado - ele pode ser um monstro ou algum outro adversário, mas seja coerente aqui (e em como ele teria as informações sobre você);
♦ Você acaba ferido (justificando os danos tomados pelo atraso, em on) e preso;
♦ Tentando escapar ou não, em algum momento enfrentarão seu captor; após liberto, auxilie a batalha, se ainda estiver ocorrendo, e termine reagindo aos semideuses;


Para ambos os grupos


Combinem o local aonde Stephen está preso e o oponente a ser enfrentado; o oponente será mais fraco, com a média de níveis entre Zafrina e Enzo.
Caso Stephen não poste, haverá mudanças no enredo para acoplar um semideus NPC.


Prazo


Até a 19h 46 do dia 30/ 04


Tks Maay from TPO
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Re: Grupo 5 - Externo

Mensagem por 139-ExStaff em Sab 07 Maio 2016, 18:54

Então... pela não postagem, os 3 players foram declarados mortos. Providenciem a mudança de nome no tópico adequado, avisando para que seja regularizado no registro de morte.. Lamento por isso >.<
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Re: Grupo 5 - Externo

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