Grupo 4 - Externo

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Grupo 4 - Externo

Mensagem por Organização PJBR em Sex 01 Abr 2016, 15:18


Les Revenants



Regras e Orientações Iniciais


Formato

A postagem será realizada como uma OP contínua de forma paralela. O que isso significa? Que os players iniciarão em locais e com objetivos diferentes, se encontrando posteriormente. Fiquem atentos às orientações para verificarem se estão cumprindo os objetivos corretos e desenvolvam o formato de modo adequado (é uma OP, não uma narrada, então exigem turnos mais descritivos). O descumprimento ou inadequação ao formato também acarretarão penalidades previstas na avaliação.

Ainda assim, não haverá ordem pré-definida de postagem, visando não atrasar/ atrapalhar nenhum jogador.


Prazo

7 dias de prazo a partir do narrador. O narrador terá 3 diás para a continuidade, considerando para isso a postagem de todos os jogadores OU o término do prazo deles, o que ocorrer ANTES.


Penalidades por não postagem

A não postagem acarretará penalidade de 50% do status total nos turnos 1, 2 e 5 - podendo acarretar a morte do player;

Nos turnos 3 e 4 a não-postagem acarretará morte imediata;

Adicionalmente, a não postagem no turno 5 (encerramento) constará como abandono de missão e não gerará recompensas ao player, mesmo se alcançar rendimento nos outros turnos;

A não postagem reduzirá as recompensas de forma proporcional ao valor do turno, afetando o rendimento (cada turno não postado = 20% do rendimento abaixo do máximo);

A não postagem acarretará a impossibilidade de reclamação por Macária, no caso dos indefinidos, independente do turno, e, em caso de possíveis recompensas adicionais, podem impedir seu recebimento pela questão de rendimento;

Ao pular um turno, o player deve, no turno posterior, de alguma forma cobrir a lacuna sem contradizer o narrador - isso interferirá na coerência do turno;

Postagem atrasada é considera não-postagem;

Não é permitido aumento de prazo ou abandono sob nenhuma justificativa.


Recompensas

Para facilitar ao narrador, cada turno valerá no máximo 150 xp (totalizando 750 no evento completo).

Personagens mortos ou que abandonem a missão não recebem recompensas.


Dúvidas devem ser retiradas com o narrador do grupo. Casos que não constem aqui serão avaliados pela staff.



Grupo 4

Grupo de busca

Heron Montecchio (Filho de Zeus) - Nível 76;  780/850 HP e 785/850 MP
Noah G. Kalömoseuz (Filho de Poseidon) - Nível 44;  530/530 HP e 530/530 MP

Indefinida: Augustus A. Auttenberg
Nível 1
100 HP/ 100 MP



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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por 127-ExStaff em Sex 01 Abr 2016, 19:33


Les Revenants



Dreams or nightmares? - Primeiro Turno

Mesmo que em lugares diferentes, com experiências distintas e posicionamentos divergentes sobre muita coisa, Heron e Noah tinham, naquela tarde, um ponto em comum: ambos estavam tendo o mesmo sonho, com os mesmos rostos e as mesmas vozes. Elas clamavam coisas que eles não entendiam bem, a não ser por uma informação clara, dita por uma voz feminina desconhecida: "Vá para Albany, em NY, encontrar os revenantes".

Por mais que acordassem e tentassem dormir novamente, acabavam tendo o sonho mais uma vez; e pior: aquilo começava literalmente a doer. Não demoraram muito a entender que não pararia até chegarem ao destino indicado.

Por sua vez, Augustus acordou no banco de uma praça desconhecida, sem saber como havia ido parar lá; tudo o que sabia era que não deveria estar ali, já que não era o mesmo local da sua noite anterior. Mas se ele não foi de boa vontade até lá, então como foi?


Pontos obrigatórios

Heron e Noah

Δ Narre o seu dia até o momento em que dorme à tarde, não precisando ter tido alguma atividade cansativa antes disso, mas colocando um motivo para dormir — que pode ser simplesmente porque quis, não vou exigir muito aqui (xô evento passado);

Δ Como dito na introdução, você tem sonhos que parecem impulsioná-lo em uma direção, os quais são confusos e lhe dão dor de cabeça (literalmente), mas se tornam mais intensos quanto mais você os ignora. Narre esses sonhos e decida decifrá-los/segui-los, narrando também o trajeto até Albany, NY, de alguma forma;

Δ Vocês chegarão ao mesmo local: uma praça, que não dá para ser vista ao todo do ponto onde estão. Se quiserem, façam algum contato, mas ainda não reajam como um grupo ou explorem o local. Podem adicionar mais algum ponto que acharem necessário, indo da criatividade de vocês a partir das brechas que eu deixei, contanto que não narrem nada além do início da abordagem inicial do local e do encontro um com o outro.


Augustus

Δ Narre introdutoriamente seu dia anterior, chegando ao momento em que foi dormir. Se você é um revenante, narre como acordou, colocando também alguns flashs confusos de memórias passadas, dizendo como está lidando com isso. Se você for um indefinido que sabe sobre o Acampamento, narre como descobriu isso e o porquê de estar na cidade em que dormiu, acordando na praça, sozinho. Se não é um indefinido que sabe sobre o Acampamento, narre como era é o seu dia-a-dia, focando isso em sua introdução, e da mesma forma acordará estranhamente no banco da praça;

Δ Ao acordar, narre uma sensação estranha brotando em você, coisa que ainda não entenderá. Acabe o turno nesta parte.


Orientações de postagem & informações

Δ Não utilize cores cegantes e/ou templates que dificultem a leitura;
Δ Poderes (com nível, separados por ativo e passivo) e armas em spoiler;
Δ Condições dos personagens valendo pelas do post de abertura;
Δ Agradeço se o último a postar me enviar uma mensagem privada para agilizar a continuação;
Δ Prazo de postagem de 7 dias. Ele não poderá ser ampliado, e quanto mais rápido você postar, mais rápido acaba. Boa sorte!

Créditos à ♦ Eos pela base do turno, editada por mim


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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por Olívia Sattërlee em Ter 05 Abr 2016, 15:26



Sanctus

Omnia cinis aequat


Após o tempo em que passara no Canadá, Heron estava de volta aos Estados Unidos da América. Sua viagem já durava dias, e não fizera pausas consideráveis durante todo o caminho. Àquela altura, seus perseguidores já deviam ter perdido seu rastro. Quando queria, ele sabia sumir do mapa. Mas a perseguição não era o real motivo de estar de volta — na verdade, tinha assuntos pendentes com o Acampamento Meio-Sangue. Éris o queria agindo na terra dos deuses.

Apesar de ser bastante resistente ao cansaço, seu corpo pedia por uma interrupção. Chegara à Nova Iorque, afinal, então podia se dar ao luxo de uma cama quente e bom um banho. Algumas horas seriam suficientes para recuperar a energia e planejar seus próximos passos.

Um hotel não muito caro foi seu destino, e ainda aproveitou para passar em uma loja de roupas e atualizar as poucas peças que levava consigo. Tomou um banho — esquecera-se de como chuveiro quente era bom —, trocou as roupas pelas que comprara e se sentou na cama para pensar no que faria a seguir. Precisava desestabilizar Quíron e, consequentemente, o Olimpo. Contudo, subestimou seu cansaço e acabou sendo arrastado para um sono pesado.

Estava preso em uma visão, em um sonho.

Havia árvores ao redor. Árvores espaçadas e com copas largas, projetando suas sombras sobre o lugar. Trilhas se estendiam para diversos lados, cercadas de um gramado bem aparado e cuidado. Aos poucos, a imagem da praça se tornava mais nítida. Os bancos de madeira estavam vazios. Exceto por Heron, não havia mais ninguém.

Ele olhava para as coisas ao seu redor, e as coisas olhavam de volta para ele. Era como se as árvores e tudo naquela praça o encarassem. Um calafrio subiu por sua espinha quando tentou se mover e não conseguiu. Estava plantado ao chão, incapaz de reagir à visão. Uma força maior o prendia ali. Sabia que se tratava de um sonho, e era isso que o assustava mais: sonhos de semideus sempre tinham um significado por trás. Ali, seu poder era inútil. Não podia fazer nada senão assistir àquilo.

Em um momento, estava a mercê do silêncio e da solidão; no outro, um mar de vozes e pessoas invadiu o sonho. Elas caminhavam pelo lugar e esbarravam em Heron como se ele não existisse. Suas vozes eram confusas e mais altas do que o comum, ecoando na cabeça do arauto. Ainda assim, ele não conseguia entender uma palavra do que era dito. Só servia para lhe dar uma dor de cabeça intensa. E as vozes aumentavam, e aumentavam, e aumentavam. Repentinamente, todos pararam de andar e se voltaram para ele.

“Encontre os revenantes em Albany”, todas as pessoas falaram em uníssono.


E ele acordou. Estava de volta ao quarto de hotel, cujas paredes brancas o irritavam profundamente. O tic-tac do relógio de parede era o único som que acompanhava sua respiração acelerada. Checou as horas: dormira apenas por cinco minutos. Massageou as têmporas e franziu a testa, ainda acometido pela dor de cabeça que o sonho lhe dera. Levantou-se, caminhou até o frigobar e pegou um copo d’água.

A visão ainda era fresca em sua mente, mas pouco a pouco desaparecia. A única informação que permanecia clara era a ordem — “encontre os revenantes em Albany”. Pensativo, olhou para a janela coberta por uma persiana como se pudesse ver o mundo além do quarto. Desde que saíra do acampamento e desaparecera, não havia tido mais contato com os deuses. Conseguira meios de esconder sua presença meio-sangue. Por isso, não achava que aquilo fosse obra de algum deles. Era diferente… Parecia que o próprio “universo” o chamava, como um evento mitológico prestes a acontecer.

Albany era a capital de Nova Iorque e não estava muito distante dali. Um táxi poderia levá-lo em 20 minutos. A ideia de seguir as ordens de alguém — ou algo — o desagradava profundamente, mas havia poder envolvido. Com a guerra que se aproximava e toda a confusão presente no mundo mitológico, aquela talvez fosse uma boa oportunidade para reaparecer. Precisava ao menos checar o que estava acontecendo.

Sem muita pressa, organizou poucos pertences que tinha, vestiu sua jaqueta surrada e velha e deixou o hotel para trás. Ainda lhe restavam alguns dólares e os usou para pagar a passagem de táxi que o levaria até a praça de Albany — o motorista soube imediatamente de que praça ele falava. Durante a viagem, observou Nova Iorque em toda sua extensão. Estava com certa saudade de casa.

Quando desceu do carro, inspirou profundamente o ar nova-iorquino. As árvores da praça da visão que tivera estavam logo à frente, e uma sensação estranha o tomou. Começou a caminhar para onde quer que seu subconsciente o levasse, mantendo-se nas sombras. Queria permanecer longe dos olhos de todos.

Adendos:
Itens:
{Backstab} Adaga [Adaga de bronze sagrado. Diferente do comum, a adaga possui uma empunhadura com meia guarda, que protege a mão do portador parcialmente, sem contudo interferir em seus movimentos.]

Braçadeira de madeira [Bracelete de madeira rústica e irregular. Ao ser ativado o item recobre o corpo do semideus e amplia sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 uso por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: madeira} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

♦ {Ólethros} / Broche [O item aparenta ser um simples broche dourado no formato de uma coroa de louros e é um pouco menor do que a falange proximal de um polegar. Ao ser ativado, uma vez por missão, ele emite um discreto brilho que evidencia seu real poder. Ao ser usado, permite que o usuário tenha uma "sobrecarga" em seus poderes, aumentando em 40% seus efeitos - sejam ofensivos, de cura ou até mesmo mágicos -, entretanto, isto dura apenas 3 rodadas (ou em uma missão OP, aproximadamente 4 minutos) e os gastos de MP são igualmente elevados (mesma proporção dos efeitos) — a menos que seja um ataque que aumenta o acerto, os poderes continuam com a chance de acerto igual. Em contrapartida, fazendo jus ao próprio nome - Perdição -, ao ser utilizado, o portador entra em um estado de leve confusão e soberba, tendo dificuldade para discernir amigos e inimigos, podendo atacar qualquer um. Após o uso, durante uma única rodada, ele se torna 20% mais vulnerável a ataques até que se recupere. Por ter sido o indivíduo que derrotou o antigo portador da coroa, Heron é o único que pode utilizar o item.] {Ouro, magia} (Nível mínimo: 65) (Não controla nenhum elemento) [Recebimento: Missão - Templo da Perdição. Avaliada por Éris e Atualizada (e editada) por Odisseu]
Olívia Sattërlee
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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por Noah G. Kalömoseuz em Ter 05 Abr 2016, 23:19



Revenantes





Como de costume, suas roupas permaneciam secas mesmo depois de sair da água. Noah mal percebia o truque acontecer, principalmente em dias como aquele. Já perdera as contas de quantas vezes havia entrado e saído do mar. E não, não havia nada de grandioso nisso; eram apenas negócios. Usar dos seus  poderes divinos para o benefício e segurança da sociedade. Era esse o objetivo, não era? O grande propósito da existência dos semideuses. Os heróis do mundo real. Infelizmente, esse tipo de pensamento romântico e maravilhoso havia escapado há muito do semideus, principalmente quando se viu sem dinheiro ou lugar para ficar, quando voltar Acampamento não era uma opção. O trabalho no mercado clandestino do "mundo mágico" fora a oportunidade perfeita; caída do céu, na verdade. E não era nada ilegal ou maligno, então... Sem problemas. História para outro dia.

Sacudia a cabeça cantarolando uma música qualquer que havia escutado mais cedo, entrando em um beco atrás do outro, costurando a cidade como costumava fazer antes de voltar para o covil do pai das Fúrias. Era como o líder e responsável pela circulação dos itens mágicos no mundo mortal fora do Acampamento se auto proclamava. Ele não era tudo isso, mas Noah não via problema em chamá-lo desse jeito. Deixava o clima divertido. Os "capangas" que vigiavam o prédio "abandonado" ajudavam nisso também. Nenhum deles dava muita importância para o filho de Poseidon, apesar do parentesco. O ar sempre distraído e bobo incentivava esse comportamento por parte deles. Claro que Noah sabia com quem estava lidando, mas se parecer ignorante o protegesse de algum modo, o semideus fingiria o quanto fosse necessário. E nem era tão difícil assim.

E aí, chefe! — ele queria estar tão empolgado e confiante quanto sua voz soava.

Noah era um dos poucos que falavam diretamente com o líder. Ninguém entendia muito bem o porquê, mas também não pareciam se importar. Afinal, o filho de Poseidon era só o mascote. A parte interna do prédio não era nada como a externa. De abandonada só havia a fachada. Vender para semideuses e afins dava lucro o suficiente para ele viver como um deus, e se achar como um.

Noah — seu tom de voz era cálido e reconfortante; era um homem de palavras muito bem medidas. — Espero que não tenha se confundido com as coordenadas novamente...

Felizmente, não — falou o semideus, retirando o tão valioso item do bolso: um colar de oricalco, provavelmente mágico. — Aqui. Foi mais fácil do que eu poderia imaginar. Apesar dos seres marinhos serem tão volúveis quanto o próprio mar...

Acredito que sim, agora... — o pai das Fúrias caminhava pelo seu escritório, guardando o colar em algum lugar que Noah não conseguia enxergar de onde estava, perdendo-se em sua fala. — Agora pode voltar ao seu dormitório ou o que quer que seja, provavelmente vamos precisar de você logo mais.

Algo importante? — perguntou, tentando controlar a perna que balançava impacientemente.

Não sei, ainda — falou, calmamente, sentando o corpo magro na cadeira. — Algo em Nova York... De qualquer forma, não~há com o que se preocupar. Apenas descanse.

Tudo bem.






Estava sentado em um banco de praça comum, encarando outro banco logo a sua frente. As pernas balançavam impacientes, como sempre faziam quando esperava por algo. Apesar do dia brilhante, não havia sol, nuvens ou pessoas. Uma tela cinza se estendia no lugar onde seria o céu até onde o semideus conseguia ver. Ao redor, árvores sacudiam conforme os ventos sopravam. Mais distante, as janelas dos prédios pareciam encará-lo. Tudo, de certa forma, o encarava. As árvores, os bancos, os postes... Tudo parecia levemente inclinado em sua direção.

Piscara os olhos e, no mesmo instante, centenas de pessoas surgiram ao redor. Em um instante, todas pareciam muito apressadas, no outro, todas estavam ao seu redor, encarando-o. Piscou mais uma vez. Elas voltaram a andar para todas as direções. Vozes se acumulavam em um murmurio incompreensível. Por entre todas aquelas pessoas, fitou o banco outra vez. Alguém o encarava. Por cima do som das conversas, ouviu um sussurro. Estremeceu quando percebeu que a voz surgia dentro de sua mente, aumentando dentro de sua cabeça a cada instante. Murmúrio. Sussurro. Murmúrio. Sussurro. Nada fazia sentido, apenas um barulho confuso. Mais barulho e... uma voz. Doce e definida, soprava a única frase que parecia fazer sentido ali:

Vá para Albany, em NY, encontrar os revenantes

Silêncio.

Vá para Albany, em NY, encontrar os revenantes

Todas as pessoas que antes caminhavam, haviam parado mais uma vez. O tempo estava congelado. As palavras ecoavam na sua mente. Piscou os olhos. Elas estavam mais perto. Piscara outra vez. Mais próximo. O ambiente inteiro estreitava-se. Noah era o centro e tudo parecia caminhar na sua direção a cada piscadela. Encolheu o corpo quando estavam a poucos centímetros dele. Mais um passo. Todos os rostos viraram-se para o semideus e, em uníssono, pela última vez, gritaram: "REVENANTES"







Ergueu o corpo molhado, tapando os ouvidos instintivamente. Não havia mais barulho. Respirava pesadamente enquanto reconhecia lentamente o lugar onde estava. Cama. Quarto. Chicago. Illinóis. Fora do Acampamento. Nada de praça. Soltou o ar preso no peito, enxugando as gotículas que haviam se acumulado na testa durante o sonho. Mal percebera que havia dormido. Era um sonho, afinal.  Fazia parte de ser semideus ter pesadelos desse tipo. Na última vez, inclusive, quase mijara nas calças. Sorriu, exausto. Bebeu um pouco de água, recapitulando o sonho. Albany. Revenantes? Noah sabia que não era um sonho comum. E como sabia. Mas queria ignorar dessa vez. Não estava no Acampamento, não devia nada aos deuses. Repetiu isso algumas vezes antes de voltar a bocejar. "Não é da sua conta", pensou, revirando o corpo na cama. Infelizmente, o pesadelo não parecia querer se livrar dele tão facilmente assim.

A cena se repetiu dezenas de vezes. A voz aumentava. As pessoas pareciam mais irritadas. Os murmurio mais intensos. Até a gravidade parecia puxá-lo com mais força toda vez que fechava os olhos. Noah começou a ceder quando as dores iniciaram. Primeiro uma pontada leve no topo da cabeça. Ok, nada que uma pílula para dormir não resolvesse. Depois na parte frontal da cabeça. Outra pilula. Dentro dos ossos. Okay! Desistiu de vez quando a voz parecia ecoar de dentro da sua medula. Não conhecia mais nenhuma pílula que fizesse aquilo parar, então preferiu desistir. A overdose parecia mais próxima que o fim dos sonhos.

Vamos para Albany, então, porra — reclamou, levantando da cama e pegando tudo o que precisava para partir imediatamente.



Você tem noção do que está pedindo? — perguntou o pai das Fúrias, tenso.

É só um pégaso — falou o semideus. — E, perceba, eu já estarei em Nova York quando precisar de mim. Centenas de seus capangas estão por aí, espalhados por todo os Estados Unidos, eu seria apenas mais um deles.

Não, isso não importa — abanou as mãos na frente do rosto. — Eu me refiro ao preço de um pégaso. Você tem noção do quanto eles são valiosos? Principalmente mais para o Oeste. Um pégaso vale ouro em Los Angeles!

Eu posso pagar — não, não podia. — Eu... Não sei. Eu trabalho em dobro, ou...

Se bem que seria ótimo ter alguém com suas qualidades tão perto do Olimpo... — seus olhos brilhavam no sentido em que sua mente maquinava milhões de planos e, claramente, roubos olimpianos. — Tudo bem. Mas lembre-se: você está me devendo uma, e das grandes.

Noah estremeceu com a frieza do pai das Fúrias. Evitou comemorar enquanto ele fazia uma ligação do escritório. O pégaso estaria no terraço em alguns instantes. Isso fez o semideus imaginar a possível quantidade e a facilidade em que eles capturavam e roubavam pégasos. Não só pégasos, mas qualquer coisa que fosse. Que tipo de pessoa ele havia se tornado? Para que tipo de pessoa ele trabalhava, agora? Tivera seus pensamentos interrompidos pelo ranger da porta de madeira sendo aberta, convidando-o a sair dali o mais rápido possível e focar no seu mais novo objetivo.

O pégaso sacudia-se no terraço, preso por uma corda qualquer enquanto um dos empregados puxava a outra extremidade. O equino relinchou quando percebeu a presença do semideus. Xingamentos e pedidos de socorro se entrelaçavam na mente da criatura, fazendo Noah recuar por um momento. A troca de mensagens telepáticas nunca fora sua especialidade. "Calma, cara, a gente já vai sair daqui" projetou o pensamento para o pégaso, tentando acalmá-lo e acalmar a si próprio, de certa forma. Era mais fácil quando não envolvia somente ele.

Tá tudo bem — falou para o empregado, retirando a corda de sua mão. — Pode deixar comigo.




Voar em pégasos era sempre horrível. Apesar da velocidade, o filho de Poseidon mal conseguia imaginar estar tão alto no céu. Noah sentia o vômito ir e vir em sua garganta a cada arrancada. O equino, por sua vez, voava tão feliz quanto uma criança no seu parque de diversões favorito. Ele rodopiava no ar, cortando nuvens e acelerando o vôo vez ou outra, como se deixasse Chicago cada vez mais rápido a cada impulso. O filho de Poseidon sentia a culpa preencher seu peito, imaginando quantas criaturas não estariam presas, sofrendo como o pégaso estava pouco antes. Sofrimento causado pelas pessoas para quem trabalhava.

Uma quantidade assustadora projetou o pégaso, finalmente. Pégasos são a maioria, mas não somos os únicos. Não mesmo.

Desculpa, pensou o semideus, acariciando o pelo da criatura.

Não peça desculpas, apenas faça algo. retrucou, com uma frieza e mágoa que Noah nunca esperava ouvir de uma criatura mágica. Além do mais, já estamos chegando. Guarde suas lamentações para mais tarde.

O restante do caminho fora regado com muito silêncio e tontura. O pégaso voara um pouco mais alto quando chegaram em Nova York, evitando chamar atenção desnecessária dos prédios mais altos. Noah não fazia ideia de onde ficava aquela praça que surgira no sonho, e não conseguiria enxergar tão bem assim lá do alto, então apenas pediu para o pégaso pousar na praça mais arborizada que ele conseguisse ver e o mais próximo ao centro da cidade possível. Era um bom ponto de referência para profecias malditas de pesadelos, não é?

O pégaso, então, pousara em meio às árvores da praça, o mais rápido que pôde, mais por medo de ser capturado outra vez, do que, necessariamente, para ajudar o semideus. Noah tentou avisá-lo de que tentaria libertar o restante das criaturas presas, mas o pégaso já havia voltado ao céu no segundo seguinte. Mas preocuparia-se com isso depois, pensou. Estava finalmente lá, em Albany, e o que quer que fossem os revenantes, já estavam livres para aparecerem e explicar quê que merda que estava acontecendo. Caminhou para longe das árvores, procurando os bancos que havia visto no sonho e torcendo para que as pessoas não gritassem na sua cara dessa vez.


Poderes Utilizados:
Passivos:
Nenhum
Ativos:
Nada
Itens Utilizados:
-{Atlântis} / Corrente/Tridente [Primordialmente, uma corrente de 2,7 metros feita de rochas oceânicas. Quando desejar, o filho de Poseidon poderá transmutá-la, também, em um tridente de, aproximadamente, 2 metros; o cabo é feito de bronze e cada uma de suas três pontas, feitas de oricalco. Na extremidade oposta aos três dentes, há outra ponta, igualmente de oricalco. Quando em repouso transforma-se em uma braçadeira feita de courina de Hidra. Restabelece 5% da energia, uma vez em qualquer ocasião. Quando manipulada pelo seu dono  - tanto em forma de tridente, quanto de corrente -, esta vos dá dons aprimorados sobre a água] {Oricalco, Bronze, Couro de Hidra} (Nível Mínimo:10) {Controle sobre a Água/Ofensivo e Defensivo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Poseidon, modificado na forja The Dragon’s Flame]

♦ Memory / Colar [Um colar em ouro, com um pingente em formato abstrato, semelhante ao formato da Noruega. Trata-se apenas de uma memória do conhecimento da mãe de Noah.] [Ouro] (--) {Nenhum} [Recebimento: Éris, pela missão "Mom... Where Are You?"][ATT POR ZEUS]

— {Nightmare} / Anel [Um anel simples de bronze sagrado. Por causa da benção do deus do sono, Morfeu, ele oferece resistência contra poderes que afetem sonhos ou o estado de sonolência do usuário. Além disso, os que receberam o anel poderão dá-lo para Morfeu em troca de um pedido relacionado a sua área de atuação que não seja fora dos padrões (Vulgo OP).} [Recebimento: Evento de dia das crianças 2013]

{Fish} / Escudo [Escudo circular de Bronze Sagrado, medindo trinta centímetros de raio. Possui talhado em sua frente a imagem de um tridente, representando Poseidon. Em seu interior possui tiras de couro para fixar ao antebraço] {Bronze sagrado e Couro} (Nível Mínimo: 5) {Não Controla Nenhum Elemento} {Recebimento: Missão "Treinamento" avaliada por Macária e atualizada por Asclépio.}

O oneiromante: Esta pulseira é feita de um material dourado trançado, cujas partículas parecem sempre em movimento (para mortais comuns, será visto como ouro). Em situações comuns, não possui qualquer efeito, sendo que seus poderes se manifestam apenas enquanto o usuário dorme ou toca alguém dormindo (nesse caso, o usuário se mantém acordado e no mundo "normal" e o contato não deve ser rompido). O primeiro efeito é que seu usuário ou a pessoa tocada por ele sempre saberá em que direção está o "coração do sonho" - região do reino onírico aonde ficaria o palácio de Hipnos e dos oneiros e a origem da areia do sono. Não sabe a localização exata, ou a distância, tampouco os obstáculos. O segundo ponto é uma capacidade de dano/ enfrentamento maior contra criaturas puramente oníricas (ou seja, sonhos e pesadelos que "nasceram" neste mundo, mas não poderes de adormecimento ou relativos, nem poderes de outros sonhadores - pessoas que se encontram no mundo onírico mas que não nasceram/ não pertencem a ele -, ainda que criaturas criadas pelas areias do sono e pesadelos invocados de forma material são afetados mesmo no mundo normal); o dano do persnagem sempre será 20% maior contra estes seres. O terceiro efeito pode ser utilizado apenas uma vez por ocasião, pelo usuário ou pela pessoa tocada: ativando a pulseira ela será capaz de se transformar em uma ferramenta onírica; tal ferramenta é feita de areia dourada e não terá habilidades ou poderes especiais, mas será efetiva contra criaturas/ coisas do mundo onírico; o tipo de ferramente deve ser possível de ser carregado com as duas mãos e pode variar da ocasião ou necessidade - uma chave para abrir uma porta onírica, uma marreta para derrubar uma parede ou uma arma, para um combate - mas após a transformação, o item não se modifica, e nunca terá propriedades especiais; o item também faz efeito sobre outros sonhadores e sua criação dura 3 turnos. [Nível mínimo: 5] [Areia do sono]{Controle sobre material onírico}.
Informações:
Parece que eu me empolguei demais e acabei fazendo tudo isso aí, então... Primeiramente, obrigado por ter lido tudo, porque eu sei, e não se preocupe, os próximos vão ter menos enrolações.


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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por Padma Isolde Beaufort em Qua 06 Abr 2016, 15:07



Les Revenants
Used to be a shadow, now the shadows screen my name, and in the daylight I could swear that we’re the same

O pálido sol murchava logo acima da linha do horizonte ainda que mal passasse das quatro, um fato que Gus logo se acostumara no pouco tempo passado no Canadá. O indefinido ainda não encontrara resposta do porquê nem do como acordara num hotel no subúrbio de Oshawa, uma semana antes, sem memória nenhuma além de sua condição semidivina e com uma brônzea faca presa à cintura, entretanto essas preocupações mal tinham tempo de filtrar-se na sua mente, visto que na metade do tempo qual não planejava roubos ou tentava tirar vantagem das situações, o jovem estava a brincar de pega-pega com monstros. O atual dia, em especial, prosseguira com uma ausência não usual de perseguições e encontros com a morte, fato que matava o canídeo de tédio.

Um suspiro escapou da preguiçosa figura do garoto. Costas apoiadas pesadamente sobre o encosto da cadeira, postando-a apenas sobre as pernas traseiras, enquanto uma mão deslizava inconscientemente pela pequena cicatriz retilínea que lhe marcava a nuca. — Que saco. — O sussurro mal fora ouvido pelo próprio receptor por entre os sons de talheres e de pessoas conversando animadamente, que encarava com olhos vidrados a taça de manjar repousada na mesa a frente. Os lábios ainda pintalgados de chocolate apresentavam-se frisados em aborrecimento enquanto a mente debatiasse no intuito de decidir o que fazer a seguir.

Alguns segundos foram o necessário para fazer o cão descartar qualquer atividade qual fosse básico a movimentação, de forma que restara apenas uma opção: dormir. Com um breve relance ao céu o menino se levantou, deixando duas notas sobre a mesa e iniciou sua lenta comoção pelo centro de Ontário.

Após virar algumas esquinas os passos do semidivino levaram a cruzar um pequeno parque. Varias crianças brincavam por ali, todas acompanhadas de seus respectivos guardiões. Todavia, o que chamou a atenção de Al foi um sujo e sorridente garotinho, correndo atrás de um enorme lobo castanho, sem dois dentes da frente e com brilhantes olhos azuis, o menino não parecia temer nem um pouco o animal selvagem, ao contrário, parecia apreciar muito o mesmo.

A cena em si não ocasionou muito efeito sobre o britânico, afinal num mundo de deuses gregos e monstros que viram pó, a imagem era tão comum quanto a água ser inodora. A circunstancia que provocou um estranhamento ao castanho decorreu de uma sensação de pertencimento, algo extremamente impossível, afinal ele tinha certeza que nunca... afinal era improvável que ele... "Amnesia, seu chump." O pensamento não era muito animador, principalmente pois apenas o colocaria mais perguntas irrespondíveis na cabeça.

Tentando se convencer do contrário o filhote espiou as outras pessoas na praça, tentando ler suas expressões, contudo confusão foi a única coisa que encontrou, visto que ninguém mais gastava um pingo de atenção com o loiro e sua estranha companhia. A percepção disso o fez rapidamente retornar seu rosto na direção que o vira, mas nada havia para ver, a caixa de areia agora encontrava-se vazia. Pestanas loiras se bateram repetidas vezes enquanto Gus tentava entender o que acontecera ali, afinal ele não fora avisado que ser meio-deus levava-o a alucinar também.

Confuso na mesma proporção que o primeiro dia, o garoto mal percebeu as ruas quais passava, só tomando ciência de onde se encontrava quando uma construção de tijolos vermelhos elevou-se  à frente. O prédio abandonado estava atulhado de objetos velhos até o segundo andar, entretanto o terceiro mantinha-se praticamente vazio; era lá que o indefinido estabelecera seu acampamento dois dias atrás quando chegara na cidade.

Tão hábil quanto o primata que era, Alphard logo terminava de se erguer para a plataforma da escada de incêndio do terceiro andar, uma dor de cabeça iniciando um ataque acompanhado do cansaço físico, incentivando o rapaz a entregar-se aos braços de Hipnos.

-auau-


Sístole. O garoto piscou, seus olhos levemente frisados no intuito de enxergar na penumbra que o envolvia. Uma resplandecente lua cheia pendurava-se acima da copa da floresta, penetrando com finos dedos prateados o véu da noite. Diástole. Aos seus pés esticava-se um rasteiro tapete de grama, ocasionais falhas no relvado expunham a escura terra abaixo, acarretando num estranho contraste com o tom fosco das folhas quase artificiais do fetusca.

Sístole. Suas narinas se inundavam com o tão íntimo cheiro das flores alvas dos urzais que dançavam ao suave vento noturno. Seu corpo contraia-se e vibrava, um sentimento de certeza de que algo estava muito errado explodindo em seu cerne como uma bomba.

Diástole. Assim como a mente, os sentidos do indefinido aparentavam não pertencer a aquele plano, estranhamente reduzidos a um mero espaço próximo a si. Sístole. Alguns minutos de completa inércia haviam decorrido quando do meio de um inexplicavelmente silencioso bosque, uma dolorosa memoria fez-se ser ouvida. Um uivo. O uivo.

Diástole, sístole, diástole. Pálpebras fecharam e abriam em menos de meio segundo, tornando um mundo antes levemente embaçado numa nítida e conhecida imagem. O antes moroso coração de Gus entregou-se a um ritmo frenético de bombeamento, fazendo circular um pastoso e gélido sangue.

Sístole, diástole, sístole. A sua volta o bosque emergia novamente a vida, ao mesmo tempo em que o corpo do jovem decidira lançar à vanguarda, suas pernas firme e rapidamente transpondo pedras, raízes e qualquer outro obstáculo em sua frente. Sua mente ainda vaga se agarrando ao som a pouco ouvido, a única coisa importante, a única que fazia sentido.

Diástole, sístole, diástole. O ofegar de sua própria respiração era vagamente ouvido através do vento que moldava-lhe o corpo em movimento. Culpa e preocupação esgueirando por sob a epiderme na mesma proporção que o suor que empapava as roupas. "É tudo minha culpa, não deveria ter virado as costas, deveria ter ficado para protege-lo como prometera a tanto tempo atrás. Culpa minha, culpa minha; minha culpa."

Sístole, diástole, sístole. Pernas levantaram-se e voltaram a tocar o chão, pulando um tronco caído numa ação mais sentida do que feita; a mente corria, turbulenta, metros a frente da casca que se deslocava automaticamente, com a habilidade de alguém que conhece o caminho; nada mais do que o esperado de alguém que retorna ao lar. O Auttenberg constatou uma mudança de direção nas suas passadas. Havia feito uma curva, a última curva.

Diástole, sístole, diástole. As dilatadas esferas de lápis-lazúli perscrutaram a clareira onde ele sabia estar a cabana esperando que ela não estivesse sob o feitiço de camuflagem. Entretanto quando seus olhos se postaram sobre uma figura lupina na ponta da clareira todos os outros poucos pensamentos em sua mente desapareceram. O gigante lobo castanho repousava sobre uma pequena poça de sangue, de suas costas um brilho prateado podia ser visto. Bloody Merlin!

Sístole. Augustus sentiu como se atingido por um balde de água fria, toda sua adrenalina escorrendo por um ralo imaginário, deixando apenas o pesar e o frio. Poucos passos vagarosos, ainda que longos, foram o suficiente para conduzi-lo até o animal, seu coração imóvel em seu peito enquanto uma tateante mão dirigia-se até os pelos atrás da orelha do outro.

Diástole. A presença do garoto demorou quase um minuto a ser notada, porém quando o foi, olhos daquele mesmo tom raro de lápis-lazúli embrenharam-se nos do jovem num reconhecimento mudo. Assim eles permaneceram, gargantas secas e línguas imóveis, olhares cravados numa ruidosa conversa, absentes do recinto a volta.

Sístole. Por alguns instantes todo o passado foi esquecido, todos os sentimentos e ressentimento transformando-se em indiferença; o cão estava finalmente em casa. — Pai. — A palavra saiu fria e altiva, carregando cento e um significados.

Diástole. As esferas azuis do velho alargaram-se em um mudo aviso, mas fora tarde demais, a camisa verde do semidivino lentamente se banhava em carmim abaixo da jaqueta de couro. Uma adaga negra projetando-se do meio das costas como um bizarro projeto de asa.

Sístole. Sangue escorria em longas golfadas pelo estomago de Al, entretanto ele não sentia dor, ele não sentia o desespero e raiva do lobo a frente, nem mesmo o prazer que reverberava na gargalhada do assassino, a única coisa que o garoto sentia era paz.

-auau-


O indefinido piscou, erguendo o queixo alguns graus enquanto expelia pesadamente o ar de seus pulmões, uma sensação morna cobria-o no lugar da cortina esfarrapada que usava como manta, e embaixo de si uma estrutura mais dura do que ele se lembrava pressionava-se contra suas costas. A luminosidade também aparentava estar errada, acarretando num avermelhamento de suas pálpebras.

Um gemido frustrado arranhou a glote do loiro que girava de um lado para o outro tentando ocultar sua face do sol que se erguia alto sobre si. "Sol?!" a ilógica presença diretamente acima do astro provocou o despertar do garoto, que encarou novamente confuso aos arredores.

Augustus se encontrava numa vasta praça, algumas árvores e arbustos espalhavam-se pelo local da mesma forma que outros bancos como o qual ele ocupava. Um sol amarelado se destacava no céu, uma clara indicação que ele deixara o Canadá. O local aparentava estar vazio, ainda que ele não soubesse dizer se era por causa do horário, fosse ele qual fosse, ou se as pessoas evitavam ir ali.

O cão mal tivera tempo para assimilar sua situação quando uma sensação estranha se espalhou por seu peito, como se algum tipo de sexto-sentido alertasse-o sobre algo. A pergunta que Gus se fazia era "avisar sobre o que?". Um suspiro exasperado abriu caminho entre os lábios do jovem, ele estava cansado de tantas perguntas sem resposta.


just a ma’am dog

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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por 127-ExStaff em Qua 06 Abr 2016, 16:03


Les Revenants



Informations - Segundo Turno

Heron e Noah estavam muito próximos, mas sequer percebiam isso. Dois semideuses, ambos filhos de um dos Três Grandes — e ali, levados a uma mesma praça por causa de sonhos, uniriam seus ideais para o bem ou para o mal.

Desconectado a tudo isso, Auttenberg era o único no local em que se encontrava, já querendo sair dali quando sentiu uma estranha sensação. Talvez ele encontrasse alguém para dar alguma resposta, afinal. Não lhe custava tentar.


Pontos obrigatórios

Heron e Noah

Δ De alguma forma, encontrem-se, chegando a um mesmo NPC e cruzando informações. O NPC dirá que alguns mortos estão voltando à vida e que suspeita de uma interferência divina, citando Macária, ainda que ele não tenha certeza disso;

Δ O NPC dirá que soube disso porque passou por Springfield, Massachusetts, então vão diretamente para lá, achando que encontrarão algo. Narrem a ida e como conseguiram isso;

Δ Procurem algo pela cidade que dê frutos, mas não encontrem nada realmente significativo. Vasculhem, pelo menos, dois locais cada um — fazendo buscas separados e se encontrando posteriormente num local demarcado para verem se conseguiram algo —, devendo descrever isso detalhadamente;

Δ Encerrem o turno encontrando-se e afirmando um para o outro que as buscas foram fracassadas.


Augustus

Δ Você está em algum ponto de Boston (e diga detalhadamente em seu post que ponto é esse), devendo sair do local em que se encontrava para buscar respostas. Encontre alguém que lhe informa em que cidade você está — devendo narrar detalhadamente esse ponto. Depois disso, narre um segundo, mas dessa vez com alguém que lhe dá uma pista mitológica de que algo está acontecendo, algo grande (ainda que quem lhe dá essa informação não saiba ao certo o que é). Por isso, crie um motivo para sair de Boston e passar ao menos por mais duas cidades;

Δ Você decidirá investigar isso, tentar saber o que está acontecendo, e mais: saber se tem alguma relação com você. Deixe clara essa motivação em seu post;

Δ Não encontre respostas ainda; a última coisa a se narrar serão as suas impressões sobre o que descobriu e sobre o que está prestes a fazer, investigando isso.



Orientações de postagem & informações

Δ Não utilize cores cegantes e/ou templates que dificultem a leitura, assim como letras muito pequenas;
Δ Poderes (com nível, separados por ativo e passivo) e armas em spoiler;
Δ Condições dos personagens valendo pelas do post de abertura;
Δ Agradeço se o último a postar me enviar uma mensagem privada para agilizar a continuação;
Δ Prazo de postagem de 7 dias. Ele não poderá ser ampliado, e quanto mais rápido você postar, mais rápido acaba. Boa sorte!

Créditos à ♦ Eos pela base do turno, editada por mim


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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por Noah G. Kalömoseuz em Qua 13 Abr 2016, 21:36



Buscas 1x0 Noah





Noah estava ali, a praça e as pessoas também — felizmente, nenhuma gritava em seu rosto —, mas nada acontecia. Um pouco decepcionante. Há tempos não saia em uma "missão" ou algo do tipo, e quando finalmente fizera, esperava algo grande. Mas nada acontecia. Deixou a cautela um pouco de lado quando decidiu sair perguntando para uma pessoa ou outra sobre os revenantes, mas, as poucas que pararam para responder, não faziam a mínima ideia do que ele estava falando. Mas uma sensação estranha o mantinha naquele lugar. Apesar de tudo, ele sabia que deveria permanecer ali e continuar procurando o que quer que fosse.

Passeava os olhos mais uma vez por todo o parque quando notou estar sendo observado. Repetira o movimento, dando mais atenção aos pequenos detalhes. Uma troca de olhares o deixou tenso. O outro jovem, longe demais para ele identificar, parecia sentir a mesma tensão, continuava fitando-o. Seria ele um revenante? Semideus? Ambos? Ignorando a sensação no peito, Noah caminhou na sua direção, ficando ainda mais impressionado quando o rapaz fizera o mesmo.

Quem é você?, ensaiava na mente para questioná-lo, mas apenas movimentou o queixo. Antes que sua voz saísse da boca, um outro garoto interrompera-os, ficando entre os dois. Noah continuava fitando o rapaz, as sobrancelhas arqueadas.

Semideuses — dissera o garoto, ofegante. — Pela cara dos dois, eu considerarei isso como um sim.

Quem é você? — disse Noah, deixando escapar a frase ensaiada, direcionando-a mais para o outro semideus que ao próprio garoto.

Só um sátiro com um olfato muito bom — revelou, fitando o rosto dos dois semideuses. — Mas minhas qualidades não importam, agora. Vocês são do Acampamento, certo?

Noah recuou. Não, não mais. O Acampamento já oferecera o suficiente. Seria sempre grato pela proteção, mas não pretendia voltar para seus escudos nada seguros por um bom tempo. Precisava se distanciar. Mas fora o outro rapaz quem respondeu. Ríspido e direto. Heron Montecchio, chalé nº1. A voz projetava-se com poder; superioridade. O filho de Poseidon arqueou as sobrancelhas, em parte surpreso, em outra, apenas desconfiado. Apesar da afirmação, continuava sem reconhecer o garoto.

E você? — indagou o sátiro, fitando-o de cima a baixo, provavelmente tentando reconhecer seu progenitor.

Sim, campista — mentiu, supondo que o sátiro, ou Heron, não confiaria nele caso negasse. — Noah Kalömoseuz, chalé nº3.

Oh — o sátiro deixou escapar, endireitando sua postura em relação aos semideuses. — Isso explica o cheiro mais que poderoso. Vou tentar ser breve, porque eu não devo ter sido o único a rastreá-los até aqui. Os mortos estão voltando a vida.

Noah e Heron se entreolharam. Teria alguma ligação com os revenantes? Heron estaria ali por causa daquilo? Mas enquanto o semideus indagava, o filho de Zeus fora mais direto, novamente, desacreditando o sátiro, argumentando que poderia ser algum dos planos ridículos de Hades ou coisa assim.

Não, não Hades — retrucou a criatura mágica. — Macária. Sim, eu sei que não faz sentido, mas só pode ser! Boatos de que... Não importa, se não acreditam em mim, vejam por si só, em Springfield. E se apressem. Não só pelos mortos-vivos, mas porque, segundo meu olfato, vocês não estarão sozinhos por muito tempo.

Espere — reclamou o filho de Poseidon, olhando rapidamente ao redor, por precaução. — Como você espera que a gente chegue em Springfield? Fica em Massachusetts, não é? Você não vê nenhum pégaso por aqui, vê?

Desculpe-me — falou o sátiro, repreendendo a si próprio com sussurros. — Logo ali — apontou para uma rua mais a frente. — Uma rodoviária. Acabei de vir de lá. Se não me engano, logo haverá um ônibus para Springfield. Nada seguro, mas é o transporte mais rápido que irão encontrar agora.

Não se preocupa, eu pago — falou para Heron, sorrindo sutilmente. O filho de Zeus apenas o olhou com desprezo. — É nessa parte que você responde com alguma ofensa. Nada humorados.

Vocês dois resolvem isso depois — apressou. — Agora vão!




Duas passagens para Springfield — falou Noah, entregando o restante de dinheiro que conseguira em Chicago.

Felizmente, não pegaram fila nem nada que pudessem atrapalhá-los. Não, não felizmente, mas graças a Heron. As pessoas reagiam de duas formas na sua presença: enquanto algumas pareciam prestes a se curvar perante a ele, outras queriam manter o máximo de distância possível. Noah revirou os olhos. Mortais sendo mortais...

Entraram no ônibus mais adiantado na rodoviária. Não tinham tempo a perder. Sentaram um ao lado do outro, mas continuavam evitando-se. Noah não lembrava de ter alguma relação amigável com um filho de Zeus, e a situação em que estavam não parecia propícia para encerrar com essa "tradição". Heron nem mesmo parecia interessado. Distante demais, fitando além da janela de vidro, aguardando sabe-se lá o quê. Ou somente evitando o filho de Poseidon.

Já passara uma hora de puro silêncio e estrada. A hiperatividade fazia com que os dois tivessem que levantar a cada dez ou vinte minutos. Noah já perdera as contas de quantas vezes havia andado para o fundo do ônibus só por andar. Fizera até amizade com um menininho tão impaciente quanto ele que, apesar de seu pai reclamar, ficava levantando do assento o tempo todo e corria pelo corredor, fazendo barulho. Melhor pessoa.

Noah levantava pela milionésima vez. O garotinho também, em um dos últimos assentos. Caminhavam um na direção do outro (a única direção que tinha, na verdade), preparando para o toque de mãos secreto que haviam combinado da última vez, quando o ônibus buzinou e freiou bruscamente. O garoto fora lançando para frente e Noah lançou-se em sua direção, para apará-lo. Abraçou o corpo diminuto do menino. Enquanto o restante das pessoas se endireitava e o pai corria para os braços do filho, uma espécie de rugido chamou a atenção do filho de Poseidon. Heron á corria para a entrada do ônibus. Noah o seguiu.

Mantenha todo mundo dentro do ônibus — disse para o motorista, que estreitava os olhos para enxergar o que estava na estrada.

Descera as escadas para encontrar com Heron, que já segurava sua adaga em uma das mãos. Noah, por sua vez, ativou sua braçadeira, formando o tridente. Percebeu que esquecera o escudo dentro do ônibus, quando sentiu o braço leve. Três feras se posicionavam em semicírculo. Cinocéfalos. Noah conhecia bem as bestas. Rápidas, mortíferas e famintas por carne, principalmente de semideuses. Metade lobos, metade humanos. Antes que alguém fizesse algo, Heron apontara para o lado, indicando algo para Noah. O filho de Poseidon sorriu quando percebeu. Louvada seja a geografia dos EUA. Logo ao lado deles, um trecho de água corria ladeira a baixo, acompanhando a estrada por alguns metros.

Fechou os olhos para se conectar com a água. Respirava fundo, concentrando-se no vapor. Podia ouvi-lo se condensando, criando uma neblina grossa. Heron parecia ajudá-lo, controlando-a até cobrir, principalmente, as criaturas. No instante seguinte, o filho de Zeus disparou, voando na direção de um dos cinocéfalos, sumindo no meio da névoa. Noah tentou não se impressionar com o voo ou a velocidade e disparou em direção do cinocéfalo menor.

Esperando que Heron ainda estivesse no ar, fincou o tridente no chão, criando um tremor forte o suficiente para que ninguém, além dele, conseguisse se mover. Deslizou no meio do terremoto, golpeando um dos cinocéfalos para desarmá-lo e, com sua própria espada, desferir um golpe no peito da criatura, transformando-a em pó.

A terra ainda tremia, fazendo o último cinocéfalo cambalear para trás, enquanto tentava se distanciar do filho de Poseidon. Com um zumbido, Heron saiu do meio da névoa e desferiu um golpe com a adaga, fazendo-o arquear e cair. Noah finalizou, fincando a espada na criatura.

Vamos considerar isso como um alerta pra irmos mais rápido — falou, retirando o tridente do meio da estrada e desativando-o para sua forma mortal.

Tentaram acalmar os passageiros inventando uma história qualquer sobre lobos na estrada, usando principalmente a persuasão do Heron para fazê-los acreditar. O menino passava bem e o motorista já havia superado o que quer que a névoa tenha mostrado para ele. Estavam na estrada mais uma vez e Noah nunca quis que uma viagem acabasse antes.




Tchau, tchau, Noah — gritou o menino na última janela do ônibus.

Até mais, Thomas — gritou de volta, sorrindo. — Não esquece o toque!

Caminhavam para fora da rodoviária, rapidamente, retomando o objetivo principal. A batalha não havia sido grande coisa, mas indicava que mais monstros poderiam aparecer a qualquer momento, e Noah só queria evitar machucar indiretamente mais mortais. Mas o mundo tem dessas coisas: tudo tá ruim até piorar. O monstro que encontraram na saída era muito pior do que qualquer um que ele havia imaginado. Ou melhor, monstras. Monstrinhas, até.

Vocês podem nos acompanhar, por favor — falara a líder das Caçadoras de Ártemis, mais ordenando que perguntando.

0]]Infelizmente, não[/b] — retrucou o filho de Poseidon. — Estamos em missão, caso você...

Sim, sabemos — cortou uma das mais novas. — Atraindo monstros, se intrometendo em assuntos sigilosos, pondo a vida de mortais em perigo... No melhor estilo semideus super-heroi.

As coisas então conseguiram piorar quando Heron abriu a boca. O rapaz sabia ser bastante arrogante quando queria, e ele não parecia gostar nem um pouco das Caçadoras. Seu tom de voz o denunciava. O restante do grupo murmurava contra o filho de Zeus. Elas estavam agitadas, e pelo modo com que se mexiam, Noah podia sentir que daquela situação para um ataque físico só faltavam alguns insultos.

Eu indico que vocês deem meia volta antes que as coisas piorem...

Calma aí, hum... Caçadora nº1 — disse o filho de Poseidon tentando amenizar a situação. — A gente não quer atrapalhar o trabalho de ninguém, acredite. A gente também não tem culpa dos monstros estarem agitados. Mas, não se preocupem, a gente dá conta.

O problema, definitivamente, não são vocês — retrucou outra Caçadora, aparentemente mais velha, apesar de caçadoras setem imortais e tudo o mais. — Os monstros rastreiam vocês, mas acabam destruindo tudo que estão no caminho.

Desculpa, mas a gente não fazer nada quanto a isso — cruzou os braços. — O Acampamento está muito longe, e já estamos aqui, então...

Mas vocês não...

Hey, os monstros estão por aí, vocês estão aqui — Noah sentia que iria estragar tudo, mas tinha que dizer. — Vocês são as Caçadoras! Façam o que devem fazer: cacem. E, opa, não precisa puxar esse arco aí, não, porque o monstro aqui não sou eu.

Heron engasgou um riso. A maioria das Caçadoras estavam ainda mais agitadas, mas a líder delas parecia ponderar. Ponto para Poseidon!

Nós vamos fazer nosso trabalho — começou a líder. — Mas então façam o de vocês. Protejam. Um mortal ferido que for... Estaremos de volta.

Seria uma pena se eu nem estivesse mais no... — interrompeu o pensamento, quando percebeu o que estava prestes a revelar.

Noah riu quando elas não estavam mais próximo o suficiente. Realmente não esperava por isso. Por um lado, era divertido interagir com as Caçadoras e deixá-las irritadas, mas por outro, só deixava todo o objetivo da missão ainda mais estranho. O que era somente um sonho, já estava envolvendo outros grupos de semideuses... Definitivamente, não era mais só um sonho,

Heron interrompeu a caminhada quando chegaram a uma praça — eles amavam praças. O filho de Zeus parecia mais focado na missão, o que fez com que Noah repreendesse a si mesmo. Segundo o outro semideus, eles já haviam perdido tempo demais, o que era pura verdade. A viagem, a batalha, as Caçadoras... Tempo perdido. Então, indicou que se dividissem e, por mais contra a divisões que Noah fosse, tinha que admitir que era a melhor ideia no momento. Esquerda e direita, decidiram.

Nos encontramos aqui depois, certo? — perguntou. — Até logo, então.




Caminhava receoso pelas ruas de Springfield. Temia as Caçadoras, temia os monstros que poderiam aparecer, temia a própria missão. Mal sabia o que buscava. Desceu a primeira rua, olhando para cada fachada que conseguia ver, esperando que alguém parecesse o mais "revenante" possível. Entrou em dois ou três becos, revirando até latões de lixo apenas para incomodar gatos ou mendigos aleatórios.

Subiu outra rua, dessa vez, sendo um pouco mais assertivo, perguntando para algumas pessoas e visitando mais mendigos em becos. As pessoas continuavam sendo muito úteis não sabendo de nada, ignorando-o completamente, ou agindo como se ele estivesse falando em grego antigo com elas. A única coisa que mantinha o filho de Poseidon andando naquelas ruas era pela rixa com o filho de Zeus, a alguns quarteirões de distância. Não podia voltar sem informações, já bastava todo o atraso e imprevistos. Então continuou, subindo e descendo, dando voltas e mais voltas nos quarteirões que deveria investigar.

Concluiu que ninguém sabia de nada quando já haviam se passado mais de uma hora. Não achava que fosse possível andar tanto e continuar sem informações. Ou o sátiro mentira, ou o que quer que estivesse acontecendo era confidencial e secreto demais; secreto a ponto de ninguém saber. Pisava fundo no chão enquanto retornava para o parque. As pernas doíam, a voz estava rouca e a boca, seca. Era impossível. Heron, ao menos, deveria ter conseguido algo, ou simplesmente estavam na Springfield errada.

Nada — falou a Heron, que chegara no mesmo instante. Era humilhante, vergonhoso, mas necessário. — Perguntei pra todo mundo, e com todo mundo eu incluo os mendigos e até a alguns cavalos, mas nada. E você?

Noah ainda tentava decidir se achava bom ou ruim Heron também não ter conseguido nada. Escolheu ficar apenas com frustrante. O semideus apenas suSpirou, sentando no banco mais próximo, tentando não parecer tão perdido quanto realmente estava. Não fazia ideia de onde ir, o que fazer... O único pensamento que passava em sua cabeça era desistir e voltar a evitar o Acampamento lá em Chicago.


Poderes Utilizados:
Passivos:
Nenhum
Ativos:
Hidrocinese II [Nível 11]: O controle da água agora está mais fácil e o filho de Poseidon já pode controlar a água em seu estado gasoso e em seu estado de vapor, é preciso concentração e para a água pode ser dado formas como tentáculos, paredes e espinhos.

*Tridente

Poder do Item (Nível 25) Terremoto - Ao fincar seu tridente em solo firme, um tremor começa a surgir, fazendo com que em um raio de 15 metros ninguém consiga ficar de pé ou se locomover. Apenas o usuário do tridente poderá se movimentar livremente e caso essa habilidade do tridente seja combinada com algum rio, lagoa, córrego ou mar, uma onda de dois metros e meio irá ser formada em linha reta, se movendo em uma distancia de até 10 metros. Os tremores duram duas rodadas, desde que o tridente seja mantido fincado no solo. Pode ser usado uma vez por missão.
Itens Utilizados:
-{Atlântis} / Corrente/Tridente [Primordialmente, uma corrente de 2,7 metros feita de rochas oceânicas. Quando desejar, o filho de Poseidon poderá transmutá-la, também, em um tridente de, aproximadamente, 2 metros; o cabo é feito de bronze e cada uma de suas três pontas, feitas de oricalco. Na extremidade oposta aos três dentes, há outra ponta, igualmente de oricalco. Quando em repouso transforma-se em uma braçadeira feita de courina de Hidra. Restabelece 5% da energia, uma vez em qualquer ocasião. Quando manipulada pelo seu dono  - tanto em forma de tridente, quanto de corrente -, esta vos dá dons aprimorados sobre a água] {Oricalco, Bronze, Couro de Hidra} (Nível Mínimo:10) {Controle sobre a Água/Ofensivo e Defensivo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Poseidon, modificado na forja The Dragon’s Flame]

♦ Memory / Colar [Um colar em ouro, com um pingente em formato abstrato, semelhante ao formato da Noruega. Trata-se apenas de uma memória do conhecimento da mãe de Noah.] [Ouro] (--) {Nenhum} [Recebimento: Éris, pela missão "Mom... Where Are You?"][ATT POR ZEUS]

— {Nightmare} / Anel [Um anel simples de bronze sagrado. Por causa da benção do deus do sono, Morfeu, ele oferece resistência contra poderes que afetem sonhos ou o estado de sonolência do usuário. Além disso, os que receberam o anel poderão dá-lo para Morfeu em troca de um pedido relacionado a sua área de atuação que não seja fora dos padrões (Vulgo OP).} [Recebimento: Evento de dia das crianças 2013]

{Fish} / Escudo [Escudo circular de Bronze Sagrado, medindo trinta centímetros de raio. Possui talhado em sua frente a imagem de um tridente, representando Poseidon. Em seu interior possui tiras de couro para fixar ao antebraço] {Bronze sagrado e Couro} (Nível Mínimo: 5) {Não Controla Nenhum Elemento} {Recebimento: Missão "Treinamento" avaliada por Macária e atualizada por Asclépio.}

O oneiromante: Esta pulseira é feita de um material dourado trançado, cujas partículas parecem sempre em movimento (para mortais comuns, será visto como ouro). Em situações comuns, não possui qualquer efeito, sendo que seus poderes se manifestam apenas enquanto o usuário dorme ou toca alguém dormindo (nesse caso, o usuário se mantém acordado e no mundo "normal" e o contato não deve ser rompido). O primeiro efeito é que seu usuário ou a pessoa tocada por ele sempre saberá em que direção está o "coração do sonho" - região do reino onírico aonde ficaria o palácio de Hipnos e dos oneiros e a origem da areia do sono. Não sabe a localização exata, ou a distância, tampouco os obstáculos. O segundo ponto é uma capacidade de dano/ enfrentamento maior contra criaturas puramente oníricas (ou seja, sonhos e pesadelos que "nasceram" neste mundo, mas não poderes de adormecimento ou relativos, nem poderes de outros sonhadores - pessoas que se encontram no mundo onírico mas que não nasceram/ não pertencem a ele -, ainda que criaturas criadas pelas areias do sono e pesadelos invocados de forma material são afetados mesmo no mundo normal); o dano do personagem sempre será 20% maior contra estes seres. O terceiro efeito pode ser utilizado apenas uma vez por ocasião, pelo usuário ou pela pessoa tocada: ativando a pulseira ela será capaz de se transformar em uma ferramenta onírica; tal ferramenta é feita de areia dourada e não terá habilidades ou poderes especiais, mas será efetiva contra criaturas/ coisas do mundo onírico; o tipo de ferramente deve ser possível de ser carregado com as duas mãos e pode variar da ocasião ou necessidade - uma chave para abrir uma porta onírica, uma marreta para derrubar uma parede ou uma arma, para um combate - mas após a transformação, o item não se modifica, e nunca terá propriedades especiais; o item também faz efeito sobre outros sonhadores e sua criação dura 3 turnos. [Nível mínimo: 5] [Areia do sono]{Controle sobre material onírico}.
Informações:
Meodeols! Desculpas  eternas pelo atraso gigantesco! Essa semana foi louca, mas, apesar disso, a culpa foi totalmente minha. Esqueci completamente desse evento! Enfim, mil perdões pelo texto corrido, extenso, e a qualidade vergonhosa, mas é o que eu consegui escrever hoje de manhã. É isso. Obrigado por ler, de qualquer forma.


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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por Padma Isolde Beaufort em Sex 15 Abr 2016, 18:49



Les Revenants
Are u lost or incomplete? Do u feel like a puzzle, u can’t find ur missin’ piece?

Augustus ainda se encontrava sentado no mesmo banco de madeira, de costas apoiadas no encosto e com a face virada para cima o jovem tentava organizar o caos reinante na sua mente. Até então pouco progresso havia sido feito. Seu nome e sua situação de meio-deus eram as únicas coisas que lembrava-se, ainda que houvesse um interesse maior em saber mais sobre essa incrível habilidade de surgir confuso e desmemoriado em locais aleatórios.

Frustação preenchia o loiro, um potente catalizador para seu mal humor onde os piores momentos carregavam um mix de irritação e tédio. "Take it easy, shit, por Mordred." Censurando-se pela falta de controle que o preenchia, o moçoilo forçou calma e indiferença corrente sanguínea abaixo. O clareamento de sua mente desembaçou os sentidos do garoto, e uma sensação de estar sendo observado trespassou lhe a nuca.

Olhando novamente ao redor o cão analisou o bosque onde se encontrava, numa tentativa de mapear o posicionamento do seu inimigo. O banco posicionava-se na borda de um círculo descampado, a única coisa que ousava erguer-se sobre a clareira era o pequeno palco coberto em estilo colonial, um monumento branco recortado no plano de fundo verde do parque. Além disso, e das muitas árvores que o rodeava, destacava-se na paisagem apenas as trilhas de blocos vermelhos espalhadas por todos os lugares; na cabeça do loiro aquele era um ótimo local para emboscadas, e ele nunca gostara de encenar o papel de presa.

Prédios erguiam-se altivos ao redor do local onde se encontrava, um claro sinal de civilização, e civilização significava pessoas, pessoas com respostas, pelo menos algumas delas; ou é o que o garoto esperava. Alphard levantou e se espreguiçou lenta e longamente, os ossos estalando enquanto ele encarava novamente o bandstand de mármore, esforçando-se ao máximo para ignorar a sensação de estar sendo observado; para, ao término do alongamento, começar então a andar pela trilha à esquerda esperando chegar a algum lugar.

Após algum tempo andando entre verde e verde, o indefinido quase sorriu ao finalmente deparar-se com uma cinzenta e úmida rua, e melhor ainda foi ver o símbolo de Melusine acenando para ele do outro lado. Poucos largos passos o adentraram ao estabelecimento branco, e o caucasiano logo tratou de sentar no balcão e pedir um chá. Enquanto esperava, o semidivino rolou as esferas azuis pelo ambiente num reflexo automático para seu espirito predatório.

O Starbucks encontrava-se com apenas outras duas pessoas acomodadas em bancos de couro, estando uma delas ao lado do cão e outra sentada na segunda mesa perto da porta. Ao lado um rapaz negro com aparentemente vinte e poucos anos deslizava seus olhos cinzas por um papel amarrotado a sua mão. Um nome destacava-se numa enorme fonte no topo da página, fazendo o castanho espichar o pescoço para lê-lo. Boon ou algo do tipo foi tudo que seus faróis celestes captaram antes do papel ser dobrado e posto sobre a mesa.

— Hey chap, nós estamos.. em Bolton? — A cidade fora a única que o meio-sangue conseguira se lembrar, entretanto ele prontamente percebeu estar errado pelo aprofundamento das rugas no sobrolho do outro. — Não, aqui é Boston. A bem da verdade, eu nunca ouvi falar de Bolton. — A resposta saíra num tom de voz suave, carregando uma clara permissividade a uma aproximação, chance que não foi desperdiçada pelo menino, que inicializou uma conversa frívola em busca de respostas.

O sol erguia-se alto no céu, passando pouco do meio-dia, e a fome corroía o filhote quando ele saiu da loja em busca de alguma vítima para assaltar visto que seus últimos trocados foram desperdiçados no coffee shop. Muitos metros haviam sido rodados quando algo fora do comum atraiu a atenção do jovem, que já se sentia entediado.

À direita, um robusto garoto de muletas arrastava um outro menor e desacordado para fora de uma viela próxima. Inclinação a ajudar não fora a primeira coisa a se passar pela mente do loiro, na verdade ele levantou as sobrancelhas em estranhamento ao divisar um enorme mastim negro pulando alegremente ao redor. Augustus estava quase fora do campo de visão quando uma voz aguda ergueu-se ao lado. — Ei, dude, que tal uma ajudinha aqui?

Auttenberg cogitou seriamente ignorar o pedido, entretanto a presença da montanha de pelos cutucava fortemente sua vontade por diversão, um dos seus pontos fracos. Um dar de ombros marcou a alteração na trajetória quando o britânico se aproximou dos estranhos.

O desacordado apresentava-se manchado de fuligem e sangue, seu rosto arranhado e parcialmente coagulado combinando com o constante carmim que fluía de um largo corte em seu braço esquerdo, e com os rasgos de suas roupas – ainda que esses não aparentassem ter sido criados com o intento de seguir a moda. O outro, com seus encaracolados cabelos ruivos e músculos definidos por baixo duma camiseta laranja, não aparentava estar muito melhor, ainda que não estivesse tão vermelho quanto o outro. Pouco atrás o cachorro-monstro observava o recém-chegado com um silencioso rosnar torcendo-lhe os lábios, ao mesmo tempo que vivos tons de azul o inspecionavam, uma momentânea agitação e senso de perigo se multiplicando dentro do meio-sangue.

— Seu cheiro... você é um... o que você vê quando olha aquele cachorro? —A mão que portava as muletas levantou-se para apontar o cachorro antes mesmo do ferrugem concluir a frase. A pergunta poderia soar estranha, mas Gus sabia muito bem ao que ele se referia. — Apenas uma das mais letais maquinas de matar do mundo, e ao lado um cão infernal adestrado e um morto. Porque a pergunta? —

Pálpebras se estreitando foram a única resposta ao sarcástico comentário do castanho, que portava seu famoso sorriso canídeo. — Me ajude a colocá-lo no animal. — As palavras foram resmungadas num tom aborrecido, uma denotação que o sátiro estava acostumado apenas a bonitinhos e perfeitos heróis "purpurinados".

Juntos eles deram um jeito de prender o machucado ao seu pet, e observaram o momento que eles mergulharam numa das raras sombras esticadas entre os altos prédios. — Ufa, pelo menos esse não renasceu. — O vagabundo, que já havia decaído ao seu estado natural de tédio eterno, revirou rapidamente sua face para encarar a do ser mitológico; um sino ressoando entre o tico e o teco. — O que você quer dizer com isso? Renascer é impossível!

Pela primeira vez durante a meia hora desde que haviam se encontrado, o indefinido sentiu algum tipo de empatia provir do meio-bode. — E você acho que eu não sei?! Agora tente dizer isso para aqueles estúpidos. Hmpff, onde já se viu um bando de bodes velhos alegando que meios-sangues sem pulso levantaram-se na sua frente. Tolos! — O desdém e desgosto em sua voz escorriam espessos, mesmo assim Alphard bebia com avidez cada palavra ao mesmo que sua mente tentava encaixar aquelas novas peças ao seu quebra-cabeça mental.

Um murmurado consentimento foi toda a resposta que o canídeo forneceu, propositalmente permanecendo em silêncio dado que, seguindo a sábia lógica do seu pai, "respostas são mais efetivas se oferecidas sobre a estranheza do silêncio" – ou algo tão próximo a isso que a adequação não modifica o significado. Alguns minutos constrangedores passaram na forma de uma disputa de orgulhos, onde o vencedor fora o semidivino.

— Bem, não posso afirmar qual deus tramaria uma brincadeira dessas, mas ele ou ela devem possuir muito poder, devido ao fato de conseguir fazer pessoas alucinar por metade do país. Eu não gosto de especular, porém eu aposto como tem um dedo de Morfeu ou Momo nessa história, eles são tão pestinhas quanto os filhos de Hermes. — Um nariz sardento empinou-se no decorrer da estória ao mesmo tempo que uma careta deformava o fino rosto do Wesley.

Auttenberg umedeceu os lábios antes de prosseguir, chegara a pontos importantes e não poderia estragar tudo. — Alucinação em massa pelo país é? E isso afeta os humanos? Melhor perguntando, como Zeus está reagindo a isso tudo, afinal temos que respeitar a névoa, não? — Brilhantes círculos lápis-lazúli refletiram o vigoroso aceno de cabeça do sátiro, captando também o estufar do tórax do outro enquanto ele se dobrava como se para compartilhar um segredo. — Ouvi dizer que o Olimpo está fechado até segunda ordem, nenhum deus foi visto – nem mesmo Hermes – e que nem mesmo a névoa trabalha em seu estado normal, um montante de notícias relacionadas a esses “renascimentos” pipocou rapidamente pelos jornais dos mortais. — Um baixo estalo pode ser ouvido no mento que a coluna do bode voltou retornou a assentar-se retilineamente, um ar blasé perpassando sua face clara. — Em relação ás alucinações, soube de alguns cochichos sobre um casal rico ser encontrado consolando o filho após receber seis tiros numa viela em Lynn e sobre uma sobrevivente à queda de um ônibus escolar na cidade de Salem, ambos aqui do lado.— As palavras foram pontuadas com indiferença e um ocasional dar de ombros.

Ao término do pseudodiscurso do ser, Al flagrou a pressão dura dos dentes sobre seu lábio inferior – uma antiga mania de quando pensava em fazer alguma coisa errada ou quando buscava situações perigosas para se envolver. Liberando rapidamente o lábio da arapuca óssea o canídeo lutou brevemente para manter a máscara de indiferença no lugar, o desejo por diversão e perigo e a necessidade de respostas eram agravantes exponenciais sobre sua ansiedade. Acalmando o possível sua mente o indefinido buscou manter a encenação por mais alguns minutos, pois estava na hora de pegar a estrada.

Um suspiro exasperado e um resmungado "tolice" escapou do garoto, que encarou o céu fingindo medir a posição do sol. — Creio que está na minha hora de partir, sabe como é... missões, matar monstros e todos esses blablablás. — O outro, que passara o minuto de silêncio qual Auttenberg absorvia as novidades arrumando seu disfarce, levantou os olhos escuros do sapato com enchimento que tentava encaixar no pé esquerdo. — Oh sim, também já me vou, com essa loucura estamos sobrecarregados para encontrar semideuses.

Com um falso e largo sorriso e um aperto de mão o cachorro seguiu seu caminho na direção da estação de trem mais próxima, seus olhos caçando sua próxima vitima enquanto seu cérebro revisava o estado do seu quebra-cabeça.


-auau-


Em pouco menos de uma hora o meio-sangue chegara a Lynn, uma cidade com ar de interior ainda que não fosse tão pequena, construções de tijolos espalhavam-se por todos os lados com uma paleta de cores parecida com a de Boston, sendo assim carregada de vermelho e cinza. O moçoilo praticou dois furtos na cidade além do que ele praticara na estação em Boston no intuito de conseguir o dinheiro da passagem e do almoço – almoço esse que consistira em doces e um hambúrguer com batata frita e refrigerante.

Entretanto, em todo o tempo que o cão farejara pelas pavimentadas ruas da cidade nada referente a sua situação de morto-vivo fora apresentada, o loiro até visitara o casal rico para tentar descobrir alguma pista porém ele encontrara apenas um trio de esnobes que queriam apenas aparecer.

O garoto, aborrecido, não esperou o sol deslocar nem trinta graus antes de partir, entediado, para Salem que situava-se a pouco mais de quinze minutos de distância. Novamente tudo que o indefinido encontrou foi stress e aborrecimento. A garota que ressuscitara era aclamada como um milagre e os mortais nem cogitaram uma suposta morte. Em todo o tempo na cidade – que era minimamente diferente de Lynn – o único ganho do rapaz fora o assalto à uma senhora rica.

Depois de gastar metade do dia buscando mais informações sobre sua situação, o jovem se sentia extremamente aborrecido por não obter as respostas que tanto queria ou nem mesmo um divertimentozinho. O Auttenberg sentava-se mal humorado numa mesa no canto de um pub qualquer, um copo de cerveja preta à frente enquanto ele voltava a brincar com seu quebra-cabeça particular.

De todas as perguntas que tinha a única resposta era que ele não era o único a renascer, ainda que o porquê e pra que não tivesse sido descoberto ainda. Naquele momento o garoto quera apenas uma agitação ou então ficar bêbado, o que viesse primeiro.


just a ma’am dog

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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por Olívia Sattërlee em Dom 17 Abr 2016, 21:09



Sanctus

Omnia cinis aequat


À medida que caminhava por entre as árvores, Heron sentia a frustração crescer. Mesmo que sua intuição lhe dissesse que devia estar ali — e dificilmente se enganava —, não detectava nenhuma hostilidade presente no lugar. Sim, podia pressentir quando tinha tensão armazenada em um ambiente, e ali não havia nada. Teria sido o sonho um falso presságio? Era o que começava a se perguntar. Ter ido àquela praça podia ter sido uma imensa perda de tempo.

Alcançou o centro da praça, interrompeu-se, olhou ao redor e ouviu. Para muitos, “ouvir” tinha um significado diferente do que tinha para Heron. Ele realmente ouvia, não somente barulhos e vozes, mas toda presença que o cercava. Se prestasse bastante atenção, podia inclusive ouvir a presença das árvores e dos seres da natureza. Durante uma jornada do passado, aprendera que os sentidos se estendiam para muito além do que as pessoas achavam.

E o que ouviu, contudo, não extrapolava o limite da normalidade. Exceto por um rapaz que o encarava à distância e de alguém que se aproximava, não havia muita coisa a que dar atenção. Encarou o rapaz de volta e o mediu de cima a baixo, não demorando muito para saber que se tratava de um semideus. Era fácil distinguir mortais de meios-sangues. Primeiro, os itens que carregavam eram fáceis de notar. O olhar e a postura também eram outros pontos que os diferenciavam.

Heron não sabia quem era o semideus ou o que fazia no lugar, mas decidiu assim mesmo andar na sua direção. O outrem fez o mesmo, vindo até o filho de Zeus. Não esboçou nenhuma reação ou pensou em dizer alguma coisa, apenas esperou que o desconhecido se apresentasse. Contudo, alguém — cuja aproximação havia sentido — os interrompeu com um monólogo.

Era um sátiro vindo do Acampamento. Ele se apresentou e questionou a identidade dos semideuses, supondo que fossem campistas.

— Heron Montecchio — anunciou com prepotência. — Chalé número um.

Ser filho de Zeus lhe dava um poder que nenhum outro semideus tinha. Sua aura era por si só intensa e se reafirmava sobre os outros, impondo superioridade e respeito. O sátiro sentiu isso e não contestou, dirigindo-se ao semideus ao lado.

“Chalé número três”. O arauto olhou de soslaio para o garoto. Dois filhos dos três grandes no mesmo lugar. Isso perturbou o sátiro, que se apressou em dizer o que estava acontecendo. Segundo ele, semideuses estavam voltando à vida de alguma forma.

Heron franziu o cenho e trocou olhares com Noah.

— O que te faz pensar que não é coisa de Hades? Sabemos muito bem de sua rixa com o Olimpo.

Uma das habilidades características dos seguidores de Éris era se moldar de acordo com a situação. E ele não era diferente. Apresentara-se como um campista, então devia cumprir o papel.Se não fosse convincente, poderia levantar suspeitas.

A explicação conseguinte o pegou de surpresa. Macária?, questionou-se, tentando ligar os pontos. No Acampamento, tempos atrás, haviam surgido filhos de Nêmesis e Despina. Esse novo evento talvez fizesse parte da mobilidade dos deuses menores. Isso certamente era do interesse da deusa da discórdia. Como seu líder, precisava averiguar e, se necessário, estragar tudo. Não podia permitir a chegada de novos semideuses ao lado olimpiano.

O filho de Poseidon se ofereceu a pagar a passagem de ambos. O arauto o encarou com repúdio mas não contestou. Devia manter o disfarce.

[...]


Dirigiu-se diretamente ao ônibus em que embarcariam, sendo seguido de perto por Noah. A rodoviária estava razoavelmente cheia, mas ninguém contestou quando passou à frente de todos. Os mortais eram as criaturas mais suscetíveis à sua presença. Não ousavam sequer se aproximar para tocá-lo.

Embarcou, escolheu um assento e se sentou próximo à janela. A viagem começou, e Heron fez questão de manter-se com o olhar fixo à paisagem que passava do lado de fora. Dentro dos seus interesses, interagir com o outro semideus não tinha muito valor. Assim que chegassem a Springfield, desapareceria e seguiria o próprio caminho. Com sorte, encontraria algum meio-sangue que voltara à vida para interrogar. E em seguida o mandaria de volta para o lugar de onde veio. Se os juízes do inferno não estavam fazendo seu trabalho, cabia a ele fazê-lo.

A hiperatividade o deixava inquieto. Levantou-se por vezes, remexeu-se no banco do ônibus e suspirou. Apesar disso, não dirigiu a palavra ao outro. A viagem seguiu.

Após um tempo de um silêncio acompanhado apenas pelo barulho do motor, o veículo freou bruscamente e perturbou os passageiros. Heron já estava à espera da interrupção, que demorara muito. Dois semideuses tão poderosos no mesmo lugar atraía monstros como um ímã. Mas, como estavam em movimento, era mais difícil de serem detectados.

O arauto se levantou e se dirigiu para fora do ônibus. Ao se aproximar das criaturas, elas rosnaram e ficaram tensas. Ele riu.

— Vocês têm gosto pelo Tártaro?... — deixou a pergunta no ar.

Pelo canto do olho, notou um córrego que corria ao lado da estrada. Indicou com um aceno para o filho de Poseidon, que entendeu e criou uma névoa densa. Por sua vez, o príncipe do Olimpo se concentrou e controlou o nevoeiro para cobrir a estrada, atordoando os lobos. Então, tudo aconteceu muito rápido.

Heron empunhou a adaga e voou para perto dos monstros cuja visibilidade estava afetada, atacando-os com velocidade suficiente para não lhes dar reação. Um tremor os abalou. O primeiro caiu sem lutar, tendo a garganta rasgada pela lâmina do arauto. Além de cinocéfalos serem monstros fracos, estavam desorientados e haviam sido pegos de surpresa. O monstro seguinte não caiu no primeiro ataque, mas foi finalizado por um golpe do filho de Poseidon.

— … Espero que tenham. — Pousou no asfalto, guardou a adaga e assentiu para Noah. Deviam continuar.

O arauto acalmou os passageiros do ônibus e os enganou com facilidade. A viagem foi retomada, e dessa vez não houve interrupções.

[...]


Ao descer do ônibus, Heron estava pronto para desaparecer na primeira oportunidade. Acompanhara o outro semideus por tempo suficiente. Dali em diante, tudo que encontrasse diria respeito aos interesses de Éris. E não tinha conhecimento das motivações de Noah — soubera imediatamente que ele estava mentindo sobre ser do Acampamento Meio-Sangue. Mas seus planos foram estragados quando se deparou com um grupo particularmente irritante: Caçadoras de Ártemis.

Já tivera um histórico pouco agradável com elas e não tinha a intenção de perder tempo. Lidaria com as puritanas em outro momento. Agora, precisava prosseguir seu caminho.

Deu um passo à frente e, enquanto Noah discutia com as outras Caçadoras, ele encarou uma antiga conhecida.

— Heron — Arya cuspiu, sentindo nojo ao pronunciar o nome do filho de Zeus. Era muito mais baixa que ele, tinha cabelo curto ruivo e segurava o arco prateado na mão direita.

— Prazer em revê-la também, Arya — debochou, aproximando-se para sussurrar no seu ouvido: — Estava com saudade?

A Caçadora o afastou com um empurrão e por pouco um combate não se iniciou ali. Noah interveio na situação e acalmou o ânimo de ambos os lados. Heron sustentava um sorriso desgraçado.

A discussão — que mais parecia um cabo de guerra — durou por alguns minutos. As Caçadoras não queriam ceder e insistiam em tirá-los dali, mas o filho de Poseidon as amaciou da forma que pôde. Em certo momento até zombou delas, tirando do arauto uma risada. Elas eram sobretudo orgulhosas, e isso as fez permitirem a contragosto a passagem dos dois.

Até outra hora — murmurou para a Caçadora que o fulminava com os olhos.

[...]


— Perdemos tempo demais.

Heron e Noah se reuniram em uma praça de Springfield e se apressaram. Ficou decidido que se encontrariam naquele lugar em uma hora. O arauto, contudo, não pretendia cumprir sua palavra. Seu disfarce já durara tempo demais. Então, partiram.

O primeiro local que o príncipe — era irônico chamá-lo assim em vista de que era um dos principais inimigos do Olimpo — visitou foi um bar. Sabia que semideuses renegados ou andarilhos tinham um gosto particular por lugares sujos como aquele e poderia obter informações. Aliás, ele compartilhava do mesmo gosto. Os lugares e homens imundos eram os que mais tinham a oferecer.

Entrou, dirigiu-se ao bar e observou quem estava presente. Para seu azar, todos não passavam de bêbados que mal se sustentavam em pé. Merda, são todos um bando de idiotas, bufou com insatisfação. Antes de sair, pediu por uma dose de tequila, que desceu queimando em sua garganta. Seu humor melhorou um pouco.

Parando para pensar, havia sido uma atitude impulsiva seguir a pista do sátiro. Aquilo o levara a simplesmente nada: estava em uma cidade sem saber o que e onde procurar. Se as Caçadoras também estão aqui, há algo para procurar. Mas onde? Onde?..., forçou-se a pensar. O trânsito estava intenso, e o barulho de buzinas o atrapalhava.

Para ter maior visibilidade, voou até o alto do maior prédio da cidade. Em pé na beira do parapeito, observou tudo abaixo de si: as pessoas, o tráfego intenso de veículos, os animais se esgueirando nos becos. Todos seguiam com as suas vidas e objetivos medíocres. Se quisesse, poderia dizimar tudo aquilo com facilidade. Ter todo aquele poder nas mãos lhe dava uma sensação estranha. Era como um anjo — ou demônio — acima de todos. Era o ser mais perto do céu.

Nada fora do comum, constatou com desgosto, tendo de tomar uma decisão. Poderia voltar até o local marcado com o filho de Poseidon e descobrir o que ele havia achado. Era a única coisa que podia fazer. Estou seguindo migalhas e andando em círculos… Respirou fundo e se jogou de cima do prédio.

Conseguiu chegar à praça de outrora dentro do tempo combinado. Noah também estava chegando, e a decepção em seu semblante fez o arauto morder o interior da boca até tirar sangue. Respondeu que também não encontrara nada significativo, e ambos afundaram no banco de madeira.

E agora?

Adendos:
Itens:
{Backstab} Adaga [Adaga de bronze sagrado. Diferente do comum, a adaga possui uma empunhadura com meia guarda, que protege a mão do portador parcialmente, sem contudo interferir em seus movimentos.]

Braçadeira de madeira [Bracelete de madeira rústica e irregular. Ao ser ativado o item recobre o corpo do semideus e amplia sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 uso por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: madeira} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

♦ {Ólethros} / Broche [O item aparenta ser um simples broche dourado no formato de uma coroa de louros e é um pouco menor do que a falange proximal de um polegar. Ao ser ativado, uma vez por missão, ele emite um discreto brilho que evidencia seu real poder. Ao ser usado, permite que o usuário tenha uma "sobrecarga" em seus poderes, aumentando em 40% seus efeitos - sejam ofensivos, de cura ou até mesmo mágicos -, entretanto, isto dura apenas 3 rodadas (ou em uma missão OP, aproximadamente 4 minutos) e os gastos de MP são igualmente elevados (mesma proporção dos efeitos) — a menos que seja um ataque que aumenta o acerto, os poderes continuam com a chance de acerto igual. Em contrapartida, fazendo jus ao próprio nome - Perdição -, ao ser utilizado, o portador entra em um estado de leve confusão e soberba, tendo dificuldade para discernir amigos e inimigos, podendo atacar qualquer um. Após o uso, durante uma única rodada, ele se torna 20% mais vulnerável a ataques até que se recupere. Por ter sido o indivíduo que derrotou o antigo portador da coroa, Heron é o único que pode utilizar o item.] {Ouro, magia} (Nível mínimo: 65) (Não controla nenhum elemento) [Recebimento: Missão - Templo da Perdição. Avaliada por Éris e Atualizada (e editada) por Odisseu]

Poderes passivos:
As you wish - Arautos adquirem uma compreensão melhor das motivações das criaturas - o que procuram, suas paixões, o que os desestabiliza. Esse é um poder passivo, que permite ao semideus saber os anseios dos seus adversários e - consequentemente - qual a melhor forma de tentá-los, desviando-os do seu caminho. No caso, o desejo do personagem - não um desejo sexual, mas suas ambições e motivações mais fortes, sejam materiais ou sentimentais. Não permite a manipulação, apenas o conhecimento, e personagens mental/ sentimentalmente resistentes tem essa visão bloqueada, mas apenas se forem de nível igual ou superior.

Controle dos Males I: Pseudologos - Arautos recebem poderes relativos aos filhos de Éris e seus companheiros inseparáveis. Neste nível, Pseudologos os influencia: eles se tornam peritos em analisar pessoas através da linguagem corporal. Isso faz com que esconder seus reais sentimentos ou mentir para um deles seja muito mais difícil. Nível não interfere tanto aqui, uma vez que os sinais corporais independem deles, exceto para casos de semideuses específicos, que possuam poderes relativo à ocultação sentimental - nesse caso, se forem de nível igual ou maior suas reações podem ficar ocultas. Adicionalmente, a leitura corporal de um Arauto sempre vai ser dificultada, uma vez que eles sabem quais reações são esperadas e como controlá-las. Mentiras comuns são mais difíceis de serem descobertas, e poderes de manipulação igualmente - personagens de nível igual ou menor terão sempre 50% de chance a menos de notar tais coisas, não sabendo se o poder fez efeito sobre eles ou não caso sejam de nível igual ou menor, e igualmente tendo uma percepção menor quando o filho de Éris for sutil ao utilizar estes recursos. Claro que, se exagerar ou deixar brechas propositais, eles serão descobertos. Não significa que sejam imunes/ resistentes aos poderes, apenas não demonstram suas reações a tal.

Voar [Nível 5] - Será seu poder característico. É muito útil e aperfeiçoado quando quiser.

Intimidação [Nível 7] - O filho de Zeus intimida mais facilmente os outros devido a sua posição. Na prática, exercem influência sobre qualquer criatura mundana através da palavra, assustando-as - não as afasta do combate, isso depende do tipo de criatura, mas pode ter um bom efeito em mortais. Contra semideuses e monstros, só os afeta se forem de nível menor ao semideus (ao menos 5 níveis), desestabilizando-os em combate, reduzindo suas defesas em 10%. Precisa de uma demonstração, seja uma ação intimidativa ou palavras de provocação.

Névoa [Nível 12] - A névoa (Do tipo normal) será facilmente manipulada por você. No começo precisará usar as mãos, mas em níveis mais altos (Superiores ao 25) poderá manipular pelo pensamento.
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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por 127-ExStaff em Sab 23 Abr 2016, 23:44


Les Revenants



Resgate - Terceiro Turno

Ainda que desestimulados pelos contratempos e das buscas infrutíferas, Noah e Heron continuavam ali, agindo como os aliados que sequer eram. Somente uma luz no fim do túnel poderia salvá-los — e ela veio duplamente; uma era uma informação, mas a segunda... não era em forma de luz; era em forma de gritos.

Augustus só precisou de uns poucos para despertar a atenção dos semideuses, que apareceram para salvar a sua pele, possivelmente por puro interesse. No entanto, ele não podia negar, não é? Não fosse por eles, sua segunda morte já teria sido consumada.


Pontos obrigatórios

Heron e Noah

Δ Façam uma introdução nesse turno coerente com o final do turno passado, e encaixando nela uma pista que parece iluminar a cabeça de vocês; sejam criativos;

Δ De alguma forma, causarão uma perturbação enquanto desenrolam as informações da pista, causando um foco para vocês puxando a atenção dos mortais. Desenvolvam detalhadamente isso: motivos da perturbação, desenrolar e resolução, livrando-se da atenção indesejada — adicionalmente, Heron deverá colocar uma batalha com ferimento para justificar a perda de HP/MP que sofreu como penalidade por atraso;

Δ Vocês, enfim, chegarão bem perto de onde está Augustus, o indefinido do grupo. Ele estará emboscado por inimigos que devem estar na média de níveis de vocês, pois os enfrentarão quando ouvirem pedidos de socorro do indefinido; batalhem e ganhem, eliminando/afugentando os inimigos;

Δ Por fim, deixem suas impressões sobre o garoto, levantando as suspeitas de que ele seja um revenante — mas ainda não perguntem diretamente nada a respeito disso a ele.


Augustus Auttenberg

Δ De alguma forma, você chegará a um local desconhecido — que é muito perto de onde Heron e Noah foram —, parando um pouco para descansar. Um NPC que a princípio não te desperta confiança acaba te ajudando, dizendo que te pagará comida e bebida;

Δ Irá, ainda que hesitante. No entanto, após a refeição — em que o tal NPC te faz perguntas particulares —, ele te ataca quando tem a primeira oportunidade. Acabe ferido, mas livre-se dele, escapando; entretanto, não estará livre: você acabará encontrando um número de monstros a ser definido juntamente do seu grupo de busca, respeitando a média de níveis já citada, que te deixarão sem saída;

Δ Ao ver que será morto pelos monstros que te perseguem, você passa a pedir socorro, que é quando o grupo de busca aparece e te salva; participar ou não da batalha é opção sua, mas em qualquer escolha seja coerente: não dê uma de heroi e salve todo mundo, mas também, se não participar ativamente, narre detalhes;

Δ Encerre o turno com suas impressões sobre o grupo, não cruzando informações, por enquanto.


Orientações de postagem & informações

Δ Não utilize cores cegantes e/ou templates que dificultem a leitura, tendo estes uma largura mínima de 400px;
Δ Poderes (com nível, separados por ativo e passivo) e armas em spoiler;
Δ Condições dos personagens valendo pelas do post de abertura;
Δ Agradeço se o último a postar me enviar uma mensagem privada para agilizar a continuação;
Δ Heron e Augustus punidos com perda de 50% da exp do turno e 25% do status (totalizando 557 HP e 563 MP para Heron e 75 HP e MP para Augustus, devendo narrar condições coerentes à quantidade de status atual), como dito na MP sobre o prazo extra;
Δ Prazo de postagem de 7 dias, encerrando-se dia 30/04 às 23h35m. Ele não poderá mais ser ampliado, e quanto mais rápido você postar, mais rápido acaba. Boa sorte!

Créditos à ♦ Eos pela base plot geral, editada por mim


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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por Olívia Sattërlee em Sab 30 Abr 2016, 18:18



Sanctus

Omnia cinis aequat


A maior fraqueza de um filho de Zeus era o orgulho. Apesar de Heron negar sua descendência e agir contra o Olimpo, ainda carregava consigo o orgulho latente e sensível. Ter de se unir a um filho de Poseidon e seguir naquela “missão” infrutífera o feria internamente e o fazia se lembrar da época em que era um campista. Parecia um peão se movendo de um lado para o outro e não conseguia resposta alguma. Isso era o mais frustrante.

Permaneceu quieto e pensativo. O vento bateu em seu rosto, desalinhou-lhe o cabelo e levou para longe o suspiro insatisfeito que deixou escapar. De braços cruzados, observou a linha acinzentada de nuvens que se formavam no horizonte. O tempo se fechava, talvez acompanhando o seu mau humor.

Quanto ao filho de Poseidon, Heron fingia não lhe dar atenção. Apenas fingia. Ele está inquieto, observou de soslaio. Que tipo de interesse tem ele nisso tudo? Está claro que não é um campista. Devaneava, dividindo seus esforços entre encontrar uma solução e descobrir o propósito do semideus que o acompanhava. Se não é um enviado de Quíron ou de Éris, quem é?

Seus pensamentos foram interrompidos quando Noah se manifestou. O arauto acenou e permitiu que ele continuasse.

“As Caçadoras de Ártemis”, falou o garoto, explicando o plano que desenvolvera. Heron não achou ruim. Se havia alguém que podia lhes dar informação, de fato eram elas. E a parte do plano que envolvia chamar atenção o agradou. Sabia exatamente como fazê-lo.

[...]


Para um semideus, arrumar problema era um ato involuntário. Quando se fazia isso propositalmente, as consequências eram catastróficas. Em pouco menos de uma hora, Heron visitara alguns bares e arrumara briga com mortais. Não tinha a intenção de ferir pessoas, apenas queria gerar hostilidade e atrair monstros. Logo apareceram, inicialmente em pouco número, mas aumentaram gradativamente. No terceiro bar ao qual foram, duas dracaenae se resumiram a pó.

Àquela altura, já haviam causado alvoroço suficiente, principalmente entre os mortais. Não demoraria para que a polícia também os caçasse.

— Isso está se tornando cansativo — falou com descaso, recolhendo a adaga que matara um lestrigão segundos atrás. Estava em um beco sujo cercado por prédios antigos. Noah estava ao seu lado, parecendo mais impaciente à medida que as Caçadoras não apareciam. Mas, como resposta aos seus esforços, mais monstros surgiram. E aqueles dariam mais trabalho. — Merda.

Eram basiliscos, répteis gigantes capazes de expelir fogo. O simples contato com sua pele poderia envenená-lo e causar necrose. Lembrava-se de enfrentar um daqueles — era irritante e trabalhoso. Eles se esgueiraram pelas paredes dos prédios que rodeavam os semideuses, preparando-se para o bote. Heron esperou.

A baforada de fogo veio em sua direção, mas conseguiu se mover para o lado sem se ferir. Empunhou a adaga com a lâmina voltada para baixo e levantou voo. Era mais rápido no ar e desviaria os ataques com mais facilidade. Noah, contudo, não podia voar e permaneceu no chão, alguns metros à esquerda. Não se importava com ele — era apenas um aliado conveniente no momento. Precisava manter o foco e lidar com as criaturas o mais rápido possível, antes que outras aparecessem.

O basilisco se moveu rapidamente e saltou para abocanhá-lo no ar. Heron voou e se desviou, mas a cauda era o elemento que não previu. O golpe o atingiu e o mandou contra a parede do beco com violência, fazendo-o arquejar. Sua visão ficou turva por um momento. Ao sentir o veneno se espalhar por suas roupas e degradá-las como ácido, livrou-se delas e as jogou para longe antes que atingisse sua pele. O lagarto gigante serpenteou pelo chão e se aproximou com velocidade.

— Minha jaqueta — reclamou, ainda tonto e sentado no chão. Estava com as costas apoiadas na parede. O ataque seguinte seria mortal e não tinha tempo de evitá-lo, então contra-atacou: uma rajada de eletricidade foi liberada de seu corpo quando o basilisco já estava quase sobre si, atingindo-o e mandando-o para longe.

Levantou-se devagar e viu uma saraivada de flechas brilhantes virem de lugar nenhum. Já não era sem tempo. Os monstros não tiveram tempo de reagir, sendo pegos totalmente desprevenidos pelos projéteis. Aproveitou o tempo de distração para se concentrar na eletricidade dos prédios ao redor e sugá-la. Imediatamente se sentiu revigorado e mais bem-disposto.

A Caçadora apareceu e se preparava para repreendê-los, mas o barulho de sirene próximo a interrompeu. Ela praguejou e os guiou para um lugar mais calmo.

[...]


— Qual o seu problema?! — Arya se destacou das demais Caçadoras e colocou Heron contra a parede. Os dois estavam à vista das outras mas não podiam ser ouvidos.

— Estava com saudade da sua agressividade — Heron debochou, não se esforçando para afastar o braço da garota que prendia o seu pescoço. Sabia como irritá-la e guardava segredos que podiam fazer Ártemis expulsá-la da caçada. Por isso eles estavam tendo aquela conversa particular.

A raiva surgiu nos olhos de Arya e a fez apertar o pescoço do filho de Zeus com mais força. Apesar de franzina, detinha uma intensidade que deixava muitos homens com medo.

— Cala a boca! As outras já estão desconfiando. Se elas souberem… — A raiva deu lugar ao medo, e ela fraquejou.

— Não vou prejudicá-la, Arya. Só preciso de respostas. Fale-me o que está acontecendo, e eu desapareço.

A Caçadora o encarou com desconfiança, mas estava claro que não tinha saída. No fundo, ela ainda nutria certo carinho pelo filho de Zeus. O passado guardava segredos enterrados tão profundamente que, ao virem à tona, geravam uma grande perturbação. Algumas coisas não deveriam permanecer apenas como lembranças esquecidas.

— Semideuses estão voltando à vida, como deve saber — Arya abaixou o tom de voz para que ninguém além de Heron a escutasse. — Estão espalhados por todos os Estados Unidos. As Caçadoras os estão perseguindo, mas são muitos. E com toda essa aparição de monstros…

— Onde, Arya? Quem é o renascido mais próximo daqui?

— Worcester.

Heron abriu um sorriso discreto. No fundo, também nutria certo carinho por Arya. Mas o destino não fora bom para nenhum dos dois.

— Vejo-te por aí.

E ele partiu. Levantou voo e disparou para o céu, deixando para trás um punhado de memórias.

[...]


Worcester não era uma cidade exatamente próxima, mas o filho de Zeus alcançava velocidade surpreendente voando. As nuvens e o vento o embalavam como um bebê no berço, dando-lhe uma sensação prazerosa. Sentia-se livre e poderoso. Podia fazer qualquer coisa. Nada importava abaixo de si. E, ali, estava mais perto do Olimpo. Sua aversão pelo reinado dos deuses beirava o ódio, mas tinhas outras preocupações com que lidar.

Não demorou para que chegasse à cidade que a Caçadora falara. Pousou em uma rua pouco movimentada e logo se misturou às pessoas. Seu instinto o guiou automaticamente, levando-o para uma rua com um tráfego razoável de mortais. Podia sentir a presença de emoções hostis ali. E se não estivesse errado…

Um garoto esbarrou em Heron e tentou empurrá-lo para continuar correndo, mas ele o segurou. Do que estava correndo? A resposta não demorou a vir. Em poucos segundos, viu-se cercado por três… semideuses. Constatou isso através das armas que usavam e do porte físico. Franziu a testa e os observou, demorando a entender o que estava acontecendo.

— O que o garoto fez a vocês? — perguntou, trazendo à vista a adaga e se preparando para um combate.

— Não é da sua conta. Ou sai da frente ou mataremos você também.

O arauto abriu um sorriso diabólico. Adorava quando não sabiam quem ele era. As coisas ficavam mais interessantes dessa forma.

— Se soubessem quantas vezes já ouvi isso, mudariam a ameaça. Sempre tentam, sabe? — Heron levantou a mão e apontou para o semideus à frente, disparando um raio que o impactou para trás. Os outros dois atacaram, ambos empunhando espada, movendo-se com coordenação. Sabiam combinar atacar.

Apesar de não parecerem tão experientes, o arauto tinha apenas uma adaga contra duas espadas. Defendeu-se do primeiro golpe, desviou-se por pouco do segundo e se afastou. O garoto que estava fugindo deles desaparecera. Eles voltaram a atacar, não dando espaço para pensar. Heron apontou para um deles e murmurou uma palavra em grego. Ele tombou de joelhos e agonizou de dor no chão. O segundo parou por um segundo, atordoado.

— Vocês são patéticos. — O arauto avançou para o oponente entorpecido com a cena, mas quando ia apunhalá-lo, recebeu uma pancada na nuca e cambaleou. O semideus atingido pelo raio já estava de pé e o atacava.

Lutar contra três oponentes simultaneamente era difícil. A julgar pela resistência deles — não era qualquer um que se levantava tão rapidamente ao receber um raio —, deveriam ser filhos de Ares. Merda, sentiu o sangue escorrer de seu peito no lugar onde a espada lhe cortou. Posicionou a adaga à frente do rosto e segurou a lâmina do oponente com certo esforço.

Uma comoção de mortais havia se formado. Ao longe, as sirenes das viaturas de polícia soaram. Heron não tinha problema em matar os três semideuses aos olhos de todos, mas não seria tão fácil fazê-lo. Estava no meio de um ataque quando o chão estremeceu e a água irrompeu do asfalto. Dois dos semideuses foram jogados para longe, e um se recompôs rapidamente.

Noah. O filho de Poseidon desceu do céu em um pégaso e atacou o filho de Ares que estava de pé. Já estava na hora de aquilo acabar.

A respiração de Heron se tornou lenta, e seus olhos mudaram de cor — de castanhos, tornaram-se completamente negros. Acima deles, as nuvens se fecharam, e um trovão rugiu ferozmente. Ele se concentrou e fechou os olhos. Poucos segundos depois, um raio cortou as nuvens pesadas e explodiu os dois oponentes que ainda tentavam se levantar. Não tiveram chance: apesar de resistentes, estavam molhados, de modo que eletricidade pulverizasse seus corpos. O cheiro de carne queimada pairou no ar.

Ao se virar para o combate que se estendia, viu Noah imobilizar o filho de Ares restante. Mas o arauto não tinha interesse nenhum em deixar sobreviventes. Com precisão mortal, arremessou a adaga e atravessou o crânio do semideus. O corpo tombou inerte no asfalto destruído e molhado. Heron sentiu a energia dos mortos revigorá-lo.

— Bem melhor — soltou uma risada psicótica, estalando o pescoço. Alguns metros distante estava o garoto que fugia dos três filhos de Ares. A atenção do arauto se voltou para ele. — Agora, dê-me um bom motivo para não matá-lo também.


Adendos:
Itens:
{Backstab} Adaga [Adaga de bronze sagrado. Diferente do comum, a adaga possui uma empunhadura com meia guarda, que protege a mão do portador parcialmente, sem contudo interferir em seus movimentos.]

Braçadeira de madeira [Bracelete de madeira rústica e irregular. Ao ser ativado o item recobre o corpo do semideus e amplia sua resistência a golpes físicos em 50% por 3 turnos. 1 uso por evento. (Nível mínimo: 07) {Material: madeira} [Ganho como recompensa pelo evento "O levante"]

♦ {Ólethros} / Broche [O item aparenta ser um simples broche dourado no formato de uma coroa de louros e é um pouco menor do que a falange proximal de um polegar. Ao ser ativado, uma vez por missão, ele emite um discreto brilho que evidencia seu real poder. Ao ser usado, permite que o usuário tenha uma "sobrecarga" em seus poderes, aumentando em 40% seus efeitos - sejam ofensivos, de cura ou até mesmo mágicos -, entretanto, isto dura apenas 3 rodadas (ou em uma missão OP, aproximadamente 4 minutos) e os gastos de MP são igualmente elevados (mesma proporção dos efeitos) — a menos que seja um ataque que aumenta o acerto, os poderes continuam com a chance de acerto igual. Em contrapartida, fazendo jus ao próprio nome - Perdição -, ao ser utilizado, o portador entra em um estado de leve confusão e soberba, tendo dificuldade para discernir amigos e inimigos, podendo atacar qualquer um. Após o uso, durante uma única rodada, ele se torna 20% mais vulnerável a ataques até que se recupere. Por ter sido o indivíduo que derrotou o antigo portador da coroa, Heron é o único que pode utilizar o item.] {Ouro, magia} (Nível mínimo: 65) (Não controla nenhum elemento) [Recebimento: Missão - Templo da Perdição. Avaliada por Éris e Atualizada (e editada) por Odisseu]

Poderes passivos:
Voar [Nível 5] - Será seu poder característico. É muito útil e aperfeiçoado quando quiser.

Intimidação [Nível 7] - O filho de Zeus intimida mais facilmente os outros devido a sua posição. Na prática, exercem influência sobre qualquer criatura mundana através da palavra, assustando-as - não as afasta do combate, isso depende do tipo de criatura, mas pode ter um bom efeito em mortais. Contra semideuses e monstros, só os afeta se forem de nível menor ao semideus (ao menos 5 níveis), desestabilizando-os em combate, reduzindo suas defesas em 10%. Precisa de uma demonstração, seja uma ação intimidativa ou palavras de provocação.

Controle de Males V: Disnomia - Às vezes traduzida como desrespeito, outras como desordem - aspecto adotado com certa frequência e aqui representada. A partir desse nível Arautos detectam a concentração de emoções hostis e caos - seja um palanque político de debates, um ringue de luta livre ou uma guerra. O raio de sentido abrange 100m, aumentando mais 100m a cada 15 níveis após adquirir o poder.

Agilidade corporal - Éris é veloz, e seus seguidores também precisam ser. Sua velocidade e capacidade de movimentação tende a ser um pouco maior do que a de pessoas comuns - cerca de 10%. Não permite que faça mais de um ataque por turno, mas aumenta suas chances de acerto em caso de ataque corporal, e suas reações de reflexo/ defesa no caso de ataques físicos.

Cura elétrica experiente [Nível 27] - Após aprender essa técnica poderosa, poderá curar a si mesmo e outros usuários com sua eletricidade ou a eletricidade encontrada no ambiente. A devida quantidade de HP regenerada é escolhida pelo narrador e pelo tempo que o filho de Zeus levou utilizando-a, mas dura no máximo 5 turnos. Assim como cura elétrica, precisa de eletricidade como catalisador, e o semideus não pode fazer mais nada exceto se curar.

Controle dos Males XI: Macas - Representante das batalhas, também acompanhava Ares com frequência. Neste nível, o Arauto ganha um aumento em sua força física (e consequentemente em ataques corporais que dependam dessa característica) de 10%, comparado a semideuses comuns.

Controle dos Males XIII: Fonos - A matança. Neste nível o Arauto se envolve mais em combates, resistindo às batalhas e tirando energia delas. Cada inimigo morto pelo Arauto permite que recupere 5% do seu total de HP e MP, desde que ele tenha sido responsável pela morte.

Poderes ativos:
Palavra de Poder: Dor - A lábia e as habilidades de manipulação do seguidor de Éris afeta diretamente o alvo, de forma sobrenatural. Ao apontar para o oponente (que deve ser capaz de ouví-lo e estar dentro do campo de visão do semideus, dentro de até 15m e sem barreiras que impeçam a visualização do alvo) e pronunciar a palavra adequada em grego antigo, o alvo é tomado por dores intensas, como se tivesse sofrido um ferimento. Existe a perda de MP, mas não há nenhum dano físico real. Não é considerado um poder sonoro para fins de resistência, uma vez que é uma habilidade sobrenatural, mas o efeito não é causado pelo volume da voz. 1 vez por missão.

Controle sobre a eletricidade de experiente (Nível 10) - Com esse nível, você poderá usar a energia de diversas fontes, inclusive das nuvens.

Raio celeste [Nível 30] - Faz um raio cair do céu na direção apontada pelo filho de Zeus.

Observações:
¹Os oponentes enfrentados no final foram três filhos de Ares nível 20.
²Considerar os meus poderes de recuperação e aplicá-los no meu status. "Controle dos Males" recupera 15% (matei três oponentes) do total e "Cura Elétrica" não especifica, então fica a critério do avaliador.
Olívia Sattërlee
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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por Noah G. Kalömoseuz em Sab 30 Abr 2016, 19:34



REVENANTE





E agora?

Sacudia as pernas inquietamente, ansioso. Já estavam longe demais para voltarem para onde quer que tivessem que voltar. Desistir não podia ser uma opção, por mais frustrado que estivesse. E olhando por um lado, não estar em Chicago já era uma grande vantagem. Mas isso não importava agora. Foco. Repassou, então, tudo o que já tinham feito até ali. Desde a saída de Chicago, a viagem com o pégaso, o encontro com o sátiro, Heron, ônibus, monstros e... Caçadoras.

Elas não poderiam estar ali só por eles dois. Claro que não. Dois semideuses não eram motivo o suficiente. Pensa. Com todos os contatos e missões secretas, uma coisa que elas deveriam ter era a resposta. Eles só precisariam... espremer.

Acho que a gente vai ter que fazer muito barulho, agora — sorriu. Heron sacudiu a cabeça para que continuasse. — As Caçadoras. Elas estavam aqui por algo mais. Elas têm que... sei lá, saber de algo. É a nossa única pista.

Heron deu de ombros. Noah interpretou como um sim. O filho de Zeus nunca parecia interessado o suficiente. Sempre distante e sério. Não que Gustin estivesse super animado ou algo assim, mas Heron observava demais, pensava demais e falava de menos. E isso poderia ser preocupante. Ou não. De qualquer forma, o objetivo agora era chamar atenção das Caçadoras.

Vamos só... — levantou do banco, aquecendo os músculos. — Andar por aí, se mexer e procurar problema.




Fazer merda não era um trabalho muito complicado quando se tratava de dois filhos dos Três Grandes. Heron simplesmente sabia em quais lugares e como eles podiam tretar e chamar bastante atenção. Bares escuros, becos secretos, depósitos clandestinos... Onde quer que tivesse gente suspeita, eles estavam entrando e buscando problema. Noah não sabia se Heron entendia que aquilo era só para chamar a atenção de monstros e, consequentemente, d'As Caçadoras de Ártemis, mas que o filho de Zeus parecia muito empenhado em tretar, sim, ele parecia.

Não demorou muito para que monstros menos importantes começassem a aparecer. Os semideuses continuavam se movendo pela cidade, tentando exalar o máximo do cheiro de semideus que podiam, esperando atrair as garotas logo. Mas foi só depois de muito andarem pela cidade que finalmente tiveram uma resposta significativa. Um lagarto gigantesco de seis patas parecia ser significativo o suficiente.

Heron xingou. Era a primeira vez que Noah via um basilisco de perto, mas aquelas criaturas eram famosas por suas habilidades mortíferas em batalha, principalmente em relação a tal paralisia. O filho de Poseidon sentiu um arrepio na espinha quando viu outro lagarto caminhar ao lado do primeiro, em cima de um dos prédios, deslizando nas paredes como qualquer outro réptil faria, com exceção da velocidade assustadora. Já estava prestes a ativar sua braçadeira quando percebeu que eles dois não eram os únicos que haviam notado as criaturas. Um bando de mortais começava a sair de onde quer que estivessem para apontar e murmurar. Noah xingou.

Plano número dois — apressou-se, antes que o filho de Zeus se movesse. — Sair daqui.

Heron hesitou. Deixar de lutar por conta de mortais não era o tipo de coisa que semideuses que não viviam no Acampamento costumavam fazer, ou sequer perdiam tempo pensando. Noah sempre achou que fazia isso porque era o que campistas faziam, mas não. Mortais não tinham nada a ver com toda essa merda mitológica, não precisavam se envolver de nenhuma maneira. Infelizmente, a crise existencial do Noah não era tão rápida quanto os basiliscos, e antes que ele tivesse decidido se ficaria ou não, as criaturas já se plantavam a uns metros deles.

Girou para a direita quando um jato de fogo brotou da boca dos dois lagartos, separando os semideuses. Não fazia ideia de como isso pareceria para os mortais, mas para ele, pareceu bem perigoso, sim, senhor. Ativou o tridente em uma mão, e segurou o escudo na outra, no instante seguinte. Heron estava à direita, alguns metros de distância. Os basiliscos não parecia em nada com os últimos monstros. Experientes, separaram e cercaram cada um dos semideuses, andando em círculos, como uma fera cercando sua presa. O que, de fato, era.

Noah desviou os passos, recuando, tentando não parecer tão desesperado para alcançar um dos hidrantes que tinha encontrado um pouco mais acima na rua. A criatura se agitou, dançando pela rua em forma z. Apressadamente, concentrando-se na tubulação sob a rua, Noah estourou o hidrante, aumentando a pressão da água e controlando um jato direcionado ao basilisco que, rapidamente, desviara para o lado para saltar em um bote mortal na direção do semideus. Um clarão e um zumbido irrompe da direção oposta do semideus, interrompendo o movimento da besta e lançando-a para trás. Ainda de pé, o basilisco sacode-se como um cão tentando secar seu pelo, liberando serpentes de dentro de suas escamas, como piolhos superperigosos.

Mais flechas surgem de um ponto onde o semideus não conseguia ver, matando as serpentes e perfurando o escudo de escamas da besta. Noah usava o jato d'água para afastá-lo o máximo que podia, enquanto a chuva de flechas não parava. O basilisco parecia atordoado, lançando fogo para todas as direções, enquanto as flechas o acertavam. Noah concentrou-se em controlar o fogo que escapava do campo de batalha e quase acertara uns mortais, que agora murmuravam assustados, distantes, enquanto as flechas terminavam o trabalho com a besta.

Não havia mais basilisco para acertar, mas uma flecha surgida das trevas, atravessou o ar e cortou um terço do topete elevado do filho de Poseidon.

HEY — gritou, mas não era um chilique nem nada, só... — Meu cabelo!

Qual o problema com vocês dois? — rosnou entre os dentes a Caçadora líder. — Vocês acham que...

A sirene do caminhão de bombeiros e da viatura da polícia interromperam-na. Multidão eufórica sendo bem útil como qualquer outra multidão eufórica.

Droga — cuspiu. — Venham. Por aqui.



Noah não tinha pensado nessa parte do plano. Chamar a atenção com basiliscos, arriscar a vida de mortais e atrair as Caçadoras parecia brilhante o suficiente. O restante poderia, simplesmente, cair do céu.

Qual o problema com vocês dois? — repetiu a Caçadora. — E o que ainda estão fazendo aqui?

Vamos nos organizar aqui, ok? — falou, tentando ganhar tempo. Sabia que teria que improvisar, mas isso nunca acabava de um jeito bom. — Nós estávamos procurando por vocês, claramente.

Ah, deuses... — a Caçadora revirou os olhos, colocando as mãos na cintura. — Você tem noção da confusão que vocês acabaram de desencadear na cidade?

Noah havia reparado antes, e sabia que isso daria certo. Heron conhecia uma das Caçadoras. Era o motivo principal do plano: fazer ela falar. O filho de Poseidon contava com o companheiro de equipe. Enquanto isso, faria o que sabe fazer de melhor: enrolar.

Tenho certeza que vocês dão conta da...

Você não pode ser mais irresponsável? — cacarejou uma garota mais atrás no grupo.

Típico de Poseidon — falou outra, sendo seguida pelos murmúrios de muitas outras.

Parece que temos um fã-clube do meu papai aqui — sorriu. — Enviarei a mensagem para ele, assim que ele parar de me ignorar.

Não era difícil para seu déficit de atenção enrolar as Caçadoras e ouvir a conversa entre o Heron e a amiga ou o-que-quer-que-seja-dele logo atrás. As Caçadoras só pareciam focadas em reclamar de como os homens estragara a sociedade desde os primórdios, desde da injustiça que havia acontecido a Medusa até os dias atuais.

Tá, e o quê que vocês querem que eu faça em relação a isso? — perguntou o semideus, sobrepondo a voz sobre a discussão. — Desculpas? Eu posso fazer isso agora.

Worcester.

Heron saiu voando como Superman pós banho de sol.

O silêncio pairou. Noah não sabia se Heron esperava que ele saísse voando logo atrás, ou se o filho de Zeus só havia deixado ele para trás. A segunda opção parecia tão coerente. As Caçadoras fitaram a amiga do garoto, julgando-a silenciosamente. Noah podia sentir o clima ficar pesado, e decidiu se afastar. Teria que ir para Worcester encontrar o Heron, de qualquer forma. Ele querendo ser encontrado, ou não; era o único lugar que tinha para ir.

Okay, garotas, eu pre...

Só sai daqui, agora — falou a líder, esbarrando nele e, pelo pouco que ouviu, começando uma discussão com a garota do Heron. Amiga. Qualquer coisa. — E leva esse seu pégaso contigo.

Que pégaso...

O pégaso” disse o cavalo alado dentro da mente do semideus. “E não ache que eu estou te seguindo, eu só... quero garantir que você vai libertar todos os outros.

Sim, irei, mas antes vou precisar de sua ajuda mais uma vez.




Sentia o vento gélido cortar sua pele enquanto voavam pelo céu nublado. Pedira para o pégaso ir ainda mais rápido que antes. A criatura apenas obedeceu. Ele contara que havia seguido o semideus até ali, enfatizando a parte de que ele não o estava seguindo, apenas se certificando que ele salvaria os outros pégasos, mas, lá no fundo, Noah sabia que o pégaso só estava perdido. Deveria ter passado tanto tempo preso que não sabia mais para onde ir, além de segui-lo.

Worcester”, falou. “Para onde vamos agora?”.

Antes que respondesse, Noah viu um pequeno tumulto se formando ao longe. Sem nem precisar indicar, o pégaso disparou para aquela direção, sentindo a inquietação do semideus. Heron estava lá. A polícia estava lá. E mais uma dezena de pessoas desocupadas. Droga, Heron, xingou. Mas antes que pudesse pensar em reclamar sobre aquilo, viu dois dos três garotos — semideus, claramente — indo em direção ao filho de Zeus, para ataca-lo por trás. “Desce aqui. Rápido! ”.

Antes que o pégaso alcançasse o chão, o filho de Poseidon fez estourar uma tubulação abaixo da terra, como um gêiser, lançando os semideuses para longe. Disparou na direção de um deles. As pessoas ao redor gritavam, assustadas, mas permaneciam ali. Direcionou a água para a multidão, tentando afastá-la, antes de atacar o semideus. Tentava se preocupar menos com os mortais, mas não funcionava. O semideus aproveitou a distração para golpeá-lo com a lança. Noah desviou, saltando do pégaso já com o tridente na mão direita.

Um trovão rimbombou no céu no mesmo momento em que tocou o chão.

Lança contra tridente. Aquilo já havia acontecido várias vezes antes. Imobilizou a lança do garoto com os dentes do tridente e, girando o punho, a fez cair da mão do semideus. Bateu com a extensão do tridente na barriga do outro semideus, fazendo-o arcar e chutou seu rosto, paralisando-o. Era o suficiente. Ele estava praticamente caído; completamente derrotado. Mas Heron não pensava o mesmo. Antes que Noah pudesse reagir, a adaga do filho de Zeus brotou do seu lado e acertou o garoto, que caiu definitivamente, morto.

Viu Heron se voltar para outro garoto, mais magro, menos fisicamente agressivo quanto os outros, e correu na sua direção, tentando impedi-lo que o matasse. Já havia derramado sangue o suficiente para aquele dia. Pelo menos, até então.


Poderes Utilizados:
Passivos:
Perícia com Tridentes [Nível 01]: O filho de Poseidon consegue manusear perfeitamente um tridente, mesmo nunca tendo tocado em um.

Intangibilidade Aquática [Nível 01]: Os filhos de Poseidon não são molhados quando em contato com água, à não ser é claro, que queiram.

Cura Aquática [Nível 04]: Ao ter contanto com água o filho de Poseidon é regenerado 20% de seu HP atual, mas a habilidade só é válida quando a água não é criada pelo mesmo

Comunicação com Equinos [Nível 06]: Você agora é capaz de se comunicar com Equinos, pode ser tanto verbal quanto mental, os mesmo sempre te entenderão e na maioria das vezes te obedecerão.
Ativos:
Hidrocinese II [Nível 11]: O controle da água agora está mais fácil e o filho de Poseidon já pode controlar a água em seu estado gasoso e em seu estado de vapor, é preciso concentração e para a água pode ser dado formas como tentáculos, paredes e espinhos.

Jato de Água [Nível 04]: Os filhos de Poseidon poderão criar um jato de água quando em contato com a água, mesmo que seja uma simples poça de lama, o jato poderá ser criado. É um tanto que ofensivo e quanto mais água no ambiente tiver mais forte o jato fica. Gasta 5 de energia.
Itens Utilizados:
-{Atlântis} / Corrente/Tridente [Primordialmente, uma corrente de 2,7 metros feita de rochas oceânicas. Quando desejar, o filho de Poseidon poderá transmutá-la, também, em um tridente de, aproximadamente, 2 metros; o cabo é feito de bronze e cada uma de suas três pontas, feitas de oricalco. Na extremidade oposta aos três dentes, há outra ponta, igualmente de oricalco. Quando em repouso transforma-se em uma braçadeira feita de courina de Hidra. Restabelece 5% da energia, uma vez em qualquer ocasião. Quando manipulada pelo seu dono  - tanto em forma de tridente, quanto de corrente -, esta vos dá dons aprimorados sobre a água] {Oricalco, Bronze, Couro de Hidra} (Nível Mínimo:10) {Controle sobre a Água/Ofensivo e Defensivo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Poseidon, modificado na forja The Dragon’s Flame]

♦ Memory / Colar [Um colar em ouro, com um pingente em formato abstrato, semelhante ao formato da Noruega. Trata-se apenas de uma memória do conhecimento da mãe de Noah.] [Ouro] (--) {Nenhum} [Recebimento: Éris, pela missão "Mom... Where Are You?"][ATT POR ZEUS]

— {Nightmare} / Anel [Um anel simples de bronze sagrado. Por causa da benção do deus do sono, Morfeu, ele oferece resistência contra poderes que afetem sonhos ou o estado de sonolência do usuário. Além disso, os que receberam o anel poderão dá-lo para Morfeu em troca de um pedido relacionado a sua área de atuação que não seja fora dos padrões (Vulgo OP).} [Recebimento: Evento de dia das crianças 2013]

{Fish} / Escudo [Escudo circular de Bronze Sagrado, medindo trinta centímetros de raio. Possui talhado em sua frente a imagem de um tridente, representando Poseidon. Em seu interior possui tiras de couro para fixar ao antebraço] {Bronze sagrado e Couro} (Nível Mínimo: 5) {Não Controla Nenhum Elemento} {Recebimento: Missão "Treinamento" avaliada por Macária e atualizada por Asclépio.}

O oneiromante: Esta pulseira é feita de um material dourado trançado, cujas partículas parecem sempre em movimento (para mortais comuns, será visto como ouro). Em situações comuns, não possui qualquer efeito, sendo que seus poderes se manifestam apenas enquanto o usuário dorme ou toca alguém dormindo (nesse caso, o usuário se mantém acordado e no mundo "normal" e o contato não deve ser rompido). O primeiro efeito é que seu usuário ou a pessoa tocada por ele sempre saberá em que direção está o "coração do sonho" - região do reino onírico aonde ficaria o palácio de Hipnos e dos oneiros e a origem da areia do sono. Não sabe a localização exata, ou a distância, tampouco os obstáculos. O segundo ponto é uma capacidade de dano/ enfrentamento maior contra criaturas puramente oníricas (ou seja, sonhos e pesadelos que "nasceram" neste mundo, mas não poderes de adormecimento ou relativos, nem poderes de outros sonhadores - pessoas que se encontram no mundo onírico mas que não nasceram/ não pertencem a ele -, ainda que criaturas criadas pelas areias do sono e pesadelos invocados de forma material são afetados mesmo no mundo normal); o dano do personagem sempre será 20% maior contra estes seres. O terceiro efeito pode ser utilizado apenas uma vez por ocasião, pelo usuário ou pela pessoa tocada: ativando a pulseira ela será capaz de se transformar em uma ferramenta onírica; tal ferramenta é feita de areia dourada e não terá habilidades ou poderes especiais, mas será efetiva contra criaturas/ coisas do mundo onírico; o tipo de ferramente deve ser possível de ser carregado com as duas mãos e pode variar da ocasião ou necessidade - uma chave para abrir uma porta onírica, uma marreta para derrubar uma parede ou uma arma, para um combate - mas após a transformação, o item não se modifica, e nunca terá propriedades especiais; o item também faz efeito sobre outros sonhadores e sua criação dura 3 turnos. [Nível mínimo: 5] [Areia do sono]{Controle sobre material onírico}.
Informações:
Tem nada de importante pra comentar dessa vez, só queria agradecer aos meus fãs


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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por Padma Isolde Beaufort em Dom 01 Maio 2016, 00:43



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Run isn't good for pride

"Only pain makes the pain go away." A frase era repetida infinitamente na cabeça do jovem, a voz do pai naquele tom reprovador tão comum fazendo seus sentidos entrarem em estado de alerta. "Merda!" O garoto se socou mentalmente, para alguém que sempre se orgulhou de seus extintos caninos ele encenava um ridículo papel ao temer sonhos.

"Mas será que são apenas sonhos?" O pensamento fez-se presente pela quarta vez desde que saíra, desconcertado  por causa do mais novo pesadelo e da bebedeira da noite anterior, da estação. Ao acordar na poltrona preta do trem que pulara da poltrona de couro porta afora na primeira parada que o trem fizera. Seu intento de retornar a Boston para investigar mais um pouco fora totalmente esquecido.

A aureola de cabelos castanhos bagunçados pudera ser vista por várias horas vagando aleatoriamente pelas ruas da cidade desconhecida. Os olhos desfocados e o andar descompassado deixavam claro para qualquer transeunte que a mente do Auttenberg não encontrava-se no mesmo plano que seu corpo.

Ora com pensamentos em todos os acontecimentos recentes, ora perguntando-se se enlouquecera ou se estava morto, o loiro não sabia e isso o deixava irritado. Ele tinha que retomar o controle pelo bem de sua própria pele.

Um suspiro cansado escapou pelas narinas no mesmo momento em que o banco de cimento recebia duramente seu hóspede. Um braço dobrou-se permitindo os inquietos dedos deslizarem avidamente sobre a pequena linha que cortava a nuca do jovem, uma mania que adquirira na infância. Um celeste par de olhos navegou pelo espaço à frente em busca de uma vítima para encher-lhe os bolsos; o dinheiro antes conquistado não durara muito considerando tudo feito pelo o cão em sua divina busca por diversão.

Alguns segundos de observação passara quando o menino perfurou com suas lápis-lazúli um homem alto que acabara de sentar numa cadeira estilo rococó do outro lado da rua. O terno escuro, num tom puxado para o roxo, e o bastão preto e dourado gritavam dinheiro, um chamado irresistível para o pobre nômade.

Passos decididos e sussurrantes levaram o semidivino à loja ao lado do restaurante qual sentara a vítima. De canto de olho o indefinido observava o excêntrico, captando seus movimentos e calculando qual o melhor jeito de agir. Então, após ter todas as informações que considerava necessárias seus pés entraram em movimento, num passo fluido entre o correr e o andar.

O plano repassou pela cabeça do moçoilo, simples e prático, típico de um predador esfomeado. Um comichão crescia em sua mão no intuito de força-lo a alcançar a faca de caça escondida, uma sensação estranha crescendo em seu cerne conforme ele se aproximava. Ignorando seus instintos o garoto avançou sem a arma. Um péssimo erro.

Assim que uma mão estendeu-se para a corrente do relógio de ouro que brilhava em contraste com a roupa uma mão enluvada cerrou sobre seu antebraço com mais força qual ele jugara ter. — Um péssimo hábito, meu jovem. Muito feio. — O rico falou, sua voz áspera e cavernosa.

-auau-


Alphard lutara por vários minutos para se libertar do homem, entretanto o senhor tinha força além do comum e conseguiu mantê-lo preso o tempo todo. Apenas ao se cansar o jovem conseguira enfim ouvir a proposta do outro.

No início o garoto veementemente negou a aceitar – algo lhe dizia que ele deveria apenas enfiar a faca no meio da testa do outro e ir embora –, entretanto seu estomago falou mais alto à visão da comida. Após poucas garfadas Gus se perguntava por que havia negado em um primeiro momento.

Durante toda a refeição era possível encontrar o Auttenberg com a boca em movimento, seja comendo ou respondendo às perguntas do seu anfitrião. Os questionamentos eram levemente invasivos, referindo-se a assuntos como família, vida e ele próprio, entretanto o cão não ligava, afinal ele mentira em todas as respostas.

A refeição já estava no fim quando algo estranho ocorre. Pressentindo estar sendo observado o semidivino olha para trás, investigando quem seria seu stalker, enquanto isso o senhor se levanta e – como se tivesse acabado de entrar numa peça – posiciona seu bastão como se fosse uma espada e ataca o castanho com uma potente estocada, derrubando-o ao virar a cadeira.

Atordoado, o indefinido começa a se afastar, questionando tanto a sua quanto a sanidade do outro. O homem entretanto não parecia estar brincando, visto que ele salta novamente pra cima do jovem, bastão em punho fazendo o moçoilo escapar daquela situação para um bem maior: sua pele.

Após correr um pouco até uma ruela paralela qual estava o garoto se esconde durante um tempo entre as sombras, evitando a todo custo ser encontrado pelo louco. Entretanto – como boa vítima de Murphy – assim que Alphard sai de seu esconderijo encontrou um trio de grandes e musculosos adolescentes que o confrontaram sobre sua provável ascendência divina, citando sua arma e aura, fazendo insinuações sobre o garoto ser aquele que eles procuram.

Inicialmente Augustus se prepara para a iminente luta, entretanto ao ver eles sacarem armas maiores e aparentemente mais potentes o cão engole seu orgulho e apenas como distração ataca. No ataque o indefinido faz uma finta no primeiro, utilizando a lança que ele carregava para desequilibra-lo, no intuito de derruba-lo sobre os outros.

Desviando do golpe lançado sobre si o semideus se colocou ao lado da lança segurando uma parte do seu cabo. O temporário controle sobre a arma do inimigo o permite utilizar a parte debaixo do cabo para estocar o estomago do outro, desestabilizando-o a ponto de derruba-lo sobre os outros que postavam-se mais atrás. Assim que concluiu seu feito covarde o garoto girou e caminhou para longe deles, humilhação preenchendo-o como o ar que respirava.

-auau-


Passadas pesadas ecoavam por todos os lugares sem identificação do dono, a respiração pesada lhe queimava a garganta e faringe, o coração incrivelmente inaudível em comparação à mente. Todas suas forças o incitavam a continuar marchando enquanto sua consciência agitava-se com planos arriscados e meios mais divertidos de se livrar dos garotos que o perseguiam.

Uma viela surgiu à frente atingindo Gus em cheio com uma sensação de reconhecimento, a sapiência da existência de um estacionamento subterrâneo logo após a rua do outro lado do beco incitava muitas ideias na cabeça do indefinido. A viela à frente seria um péssimo lugar considerando que ele portava uma mera faca contra armas de médios e longos alcances, porém a escuridão e a presença de obstáculos da garagem seriam ótimos.

Com o orgulho renovado o jovem acelerou o passo, a língua dançando repetidas vezes sobre os já úmidos lábios – a, finalmente, proximidade de uma animação fazendo-o salivar como um lobo que acaba de encurralar sua presa. Já mais ou menos no meio da rua Auttenberg chocou-se rudemente em alguém, forçando passagem com seus braços sem perder muito. Uma carranca de irritação foi lançada ao loiro qual esbarrara, apenas para ser devolvida pelo mesmo.

Um cheiro de ozônio e de algo 'ruim' se desprendia do outro garoto. Uma sensação de perigo percorreu o corpo de Alphard, lhe arrepiando os pelos da nuca, ao ver a mão do loiro perder-se entre algumas camadas de roupas. Seu instinto canídeo apitava a mesma mensagem: "É hora do show!"

Como sempre – ou pelo menos era assim que parecia – o cão dentro do Auttenberg farejara certo; um espetáculo digno do palco do House of Fun de um certo palhaço de cabelo verde desenrolou-se entre o loiro e seus perseguidores. Com o intuito de não perder a apresentação Al se afastou, encostando-se na parede de um prédio qualquer das redondezas.

As palavras trocadas eram extremamente clichês, mas tudo mudou quando o perfumado atingiu o primeiro valentão com um raio que escapara de sua palma aberta. Os outros dois avançaram, espadas em riste e uma careta tornando-os ainda menos atraentes.

Static Shock não tinha o intento de servir de alvo, de forma que, com movimentos rápidos bloqueou a espada mais próxima. A segunda não teve a sorte de beijar a lâmina pontuda da adaga, ao invés disso tudo que ela encontrou foi ar. Dando alguns passos para trás o loirinho acompanhou o momento da segunda tentativa de ataque, entretanto ele não avançou também.

Gus observou atentamente quando o outro garoto, com a mão voltando a se erguer no ar, conjurou algum tipo de magia, que diferentemente da primeira não soltou fogos de artificio, apenas fez que um dos espadachins caísse agonizando no chão. "Que merda foi essa?" O pensamento possivelmente fora compartilhado com o outro atacante, visto que ele havia parado no meio do golpe.

Automaticamente os olhos do castanho advertiram para a sombra que deslizava na direção do mago, interrompendo o fatality desse. O garoto da sombra simplesmente dera uma pancadinha na nuca do loirinho, fazendo-o cambalear alguns passos. Augustus rolou os olhos diante da educação do musculoso.

Os três perseguidores rapidamente tentaram controlar a situação posicionando-se em três pontos cardeais ao redor do eletricista, e antes mesmo que Al pudesse piscar um deles atacou. Um golpe bem sucedido talhou a fronte do outro, criando uma pequena cachoeira carmim.

O cão já estava em movimento no momento que o reflexo brônzeo da lâmina do garoto cortou o ar parando na frente de seu contorcido rosto. A própria lâmina do Auttenberg deslizava para fora de seu esconderijo ansiosa para fincar-se nas costas do musculoso que atacara Virgil na nuca, entretanto ele não tivera a chance.

Inesperadamente, gêiseres de água irromperam atingindo os minis hulks e mandando dois deles para longe. O indefinido levantou o olhar a tempo de ver um garoto alto de cabelos pretos controlando a água de cima de um pégaso.

A situação logo mudou novamente. O de cabelos pretos foi alvo da lança de um dos assassinos, fato que o forçou a descer do cavalo alado para enfrentar o outro. Um tridente surgiu nas mãos do aviador a tempo de capturar a arma inimiga entre seus poderosos dentes e com um mero rodopio a segunda arma foi jogada ao chão. Nesse meio tempo o garoto que chegara antes deu algum tipo de chilique e invocara uma pequena tempestade acima da área, dois raios fizeram seu caminho até os outros dois inimigos ainda caídos, transformando-os em torrões de carne negra e cinzas. "Filho de Zeus."

A informação ainda penetrava seu atordoado cérebro quando o semideus viu a prole do céu encarar o musculoso restante que encontrava-se imobilizado pelo cavaleiro. Esse não teve nenhuma chance e com um torcer de pulso do loirinho deslizava para o chão com uma adaga no meio da testa. O castanho suspirou. "Um desperdício de tempo na academia pra nada."

Uma risada que beirava a loucura pode ser ouvida diretamente à frente do cão, que chegara mais perto durante a última morte. — Agora, dê-me um bom motivo para não matá-lo também. — As palavras saíram com resquícios da insanidade mostrada a pouco, dirigindo-se para o indefinido.

Antes mesmo de poder abrir a boca, o moreno postou-se entre os dois loiros, o que possivelmente fez ambos compartilharem o mesmo sorriso canídeo. A voz de barítono de Gus era calma e levemente divertida. — Bela entrada, chap. — Al deu alguns passos para o lado, tornando-se visível atrás da figura do cavaleiro; sua mão pousando no ombro do mesmo ao fazer o elogio.

— Ao senhor, nada tenho a dizer além de parabeniza-lo pelo belo espetáculo. — Auttenberg se virou na direção do loiro. Quanto ao motivo... bem, sei lavar, passar e fazer miojo, há a necessidade de mais? —

Ao perceber que não teria nenhuma resposta daqueles dois robôs além da atual carranca o loiro deu um passo atrás, se curvando assim que conseguiu espaço para tal. Um joelho dobrou-se formando um ângulo obtuso, sendo logo seguido pelo outro. A cabeça foi abaixada acompanhando os exagerados desenhos feitos pela mão direita. — Oberyn Martell, ao seu dispor. — As palavras saiam carregadas de sarcasmo, reforçando a zombeteira mesura.

Ao empertigar-se novamente os faróis do garoto recaíram sobre as duas faces a sua frente, esperando qual deles entenderia a referência. O sorriso autoconfiante era mantido em posição na fria máscara do indefinido, seu intuito de revelar-se atingia graus negativos na escala Ritcher, afinal ele não era tão estúpido quanto aparentava.

disclaimer:
— Oi, bem hoje não vai ter disclaimer visto que ele apenas repetiria o que disse nos dois últimos sobre o "lixismo" do texto e sobre o quão curto e corrido e ruim ele está e talz, foi mal, mas ele esta talvez até pior que os outros, e o template vai bugado mesmo (todos os dois estão dando problema - pelo menos esse dá pra ver o post :| ), mas infelizmente é o que temos pra hoje :/
weapons:
♦ Faca [Sua lâmina bronzeada mede cerca de 24 cm, e seu cabo tem o mesmo comprimento padrão. É bastante afiada e é perfeita para ataque ágeis e rápidos. O bom desta arma é sua eficiência tanto para mãos hábeis quanto para manuseios mais inexperientes, pois é uma arma curta, fácil de esconder e ao mesmo tempo fácil de manusear. Seu punho é feito de aço, mas uma camada de couro escuro cobre o aço para que o usuário possa segurá-la firmemente. Na parte inferior da lâmina, próxima ao cabo, há entalhado as siglas do Acampamento "CHB"; uma propriedade que só os meio-sangues e criaturas místicas podem ter e usar (ajuda um pouco na destreza)] {Bronze, aço e couro} (Nível mínimo: 1) {Nenhum elemento} [Recebimento: Administração; item inscrição padrão do fórum] — Usando.

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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por 127-ExStaff em Qui 05 Maio 2016, 22:24


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Tempo de Fúria - Quarto Turno

Tudo se resumia a expectadores, policiais, cheiro de carne queimada e três semideuses restantes. Heron, Noah e o garoto desconhecido para eles — chamado Augustus — fizeram as cordiais apresentações, respiraram por um segundo e pronto, voltaram à rotina de qualquer semideus: um prato cheio da mais deliciosa confusão. A parte boa era que aquela era do tipo fácil; a parte ruim era que, depois dela, havia a parte difícil.


Pontos obrigatórios

Heron e Noah

Δ Façam uma introdução nesse turno coerente com o final do turno passado, resolvendo a situação em que estão e saindo do meio do resto de confusão que causaram, ainda sem conversarem a fundo sobre Augustus;

Δ Após livrarem-se disso tudo, cheguem a uma área mais afastada e calma. No entanto, antes que possam conversar outra perturbação os atinge: um garoto corre de dois seres voadores que o perseguem, estalando seus chicotes e praguejando em grego antigo. São as Fúrias, que apareceram após sentir a perturbação no Mundo Inferior causada pelo retorno daqueles mortos, certas de que precisam levá-los de volta;

Δ Ao enxergarem vocês, furiosas, cercam-nos para um ataque. O garoto novo parece assustado, juntando-se a vocês a tempo. As Fúrias atacarão vocês quatro, e uma dela acabará matando Augustus antes que possam fazer qualquer coisa para impedi-la. Devem eliminar as duas, decidindo a melhor maneira de fazê-lo;

Δ Ao fim deste turno de combate, deixem suas impressões sobre o ocorrido.


Orientações de postagem & informações

Δ Não utilize cores cegantes e/ou templates que dificultem a leitura, tendo estes uma largura mínima de 400px;
Δ Poderes (com nível, separados por ativo e passivo) e armas em spoiler;
Δ Informações sobre os monstros aqui [link];
Δ Agradeço se o último a postar me enviar uma mensagem privada para agilizar a continuação;
Δ Prazo de postagem de 7 dias, encerrando-se dia 12/04 às 22h30m. Boa sorte!
Δ Adendo: esqueci de avisar/contabilizar que Noah também postou o turno com atraso e, portanto, perdeu 50% da exp do turno e 25% de HP/MP. Status já contabilizado neste turno, podendo ser visto abaixo.


Status

Δ Heron Montecchio: 779/850 HP e 490/850 MP — acréscimos e decréscimos já contabilizados.
Δ Noah G. Kalömoseuz: 397/530 HP e 289/530 MP — acréscimos e decréscimos já contabilizados.
Δ Augustus A. Auttenberg: Morto por postagem atrasada.


Créditos à ♦ Eos pela base plot geral, editada por mim


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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por Noah G. Kalömoseuz em Sex 13 Maio 2016, 22:15



DEATH





De um lado, um total desconhecido recém resgatado; do outro, o filho de um dos Três Grandes no modo rage on ensanguentado com sangue que não lhe pertencia; e, ao fundo, uma multidão agitada, enlouquecida para conseguir a melhor foto ou vídeo da tragédia sem sentido que acabara de acontecer.

O filho de Poseidon estava no meio de tudo isso. Não bastasse todas os seus problemas para resolver consigo mesmo, ainda tinha que sair por aí cuidando de um monte de gente que nem conhecia e muito menos merecia tamanha preocupação. Mas era sua responsabilidade... Ou não? Ainda não havia decidido de qual lado realmente estava. O som ensurdecedor das sirenes das viaturas expulsou os questionamentos de sua mente, obrigando-o a substituir qualquer pensamento que tinha pela estratégia de fuga. Basicamente, se livrar daquela situação.

Dois alto, tá bom?

Ainda usando o próprio corpo para separar Heron do garoto menor, fechou os olhos, concentrou-se em toda água ao redor, em seu menor tamanho, sentindo cada gotícula flutuar no ar enquanto concentrava maior quantidade ao redor de toda aquela movimentação. Abriu os olhos para se deparar com o ambiente quase inteiramente cinza, enxergando apenas dezenas de silhuetas confusas caminharem sem rumo no meio do nevoeiro que criara. “Por nada”, sussurrou para si mesmo antes de se voltar para os garotos e perceber, no último instante, Heron avançando contra o garoto, em voo baixo, retirando-o do chão e partindo no meio da névoa como uma águia faria, carregando a presa frágil e vulnerável sob suas garras.

Seguiu o zumbido do voo do filho de Zeus, enxergando apenas o contorno do seu corpo cortar a névoa como uma faca, longe demais para poder interferir. O garoto se debatia preso nos braços do semideus, apenas desperdiçando energia ao tentar se livrar ou gritar por socorro. Heron não parecia querer proteger alguém, muito menos depois das últimas mortes. Noah ainda conseguia sentir o cheiro do sangue do semideus morto enquanto seu corpo caia no chão, imóvel. Aumentou a velocidade quando percebeu que Heron acelerava, perdendo as esperanças de interromper qualquer movimento do filho de Zeus contra o garoto.

O filho de Zeus estava longe; longe o suficiente para Noah apenas enxergar uma grande sombra resultante da composição dos dois corpos. Predador e presa, voando alto e rápido. Trovão e chuva. O filho de Poseidon não podia fazer nada além de assistir e rezar para que ninguém acabasse morto. Mas suas preces não foram escutadas. Viu as sombras se movimentarem violentamente. Um golpe rápido e, no segundo seguinte, um corpo em queda livre em direção ao chão. Sentiu seu corpo congelar quando mais precisava dele.

Roupas balançando contra o vento. Corpo sendo sugado pela gravidade assim como as gotas de chuva, sem piedade. Velocidade.

Viu o corpo mole e frágil de Augustus cair no chão com um baque surdo. Uma poça escarlate cobriu a silhueta do seu corpo quebrado e sem vida, misturando água e sangue. Antes que pudesse mover um músculo na direção do garoto assassinado, passos acelerados e vozes metálicas chamaram sua atenção para a outra direção. O garoto brotou de trás das árvores; olhos arregalados, boca seca e rosto molhado enquanto corria para trás dos semideuses. O filho de Poseidon girou o punho, ativando seu tridente pela milionésima vez naquele dia, enquanto Heron descia lentamente, pressentindo mais problemas. Mas aquilo superou qualquer expectativa que estivesse semeando.

Não fora problema identificar de quem se tratava. Dois seres femininos, alados, armaduras negras e metálicas cobrindo todo o seu corpo com exceção das asas e cabeças. Rostos enrugados e caídos por conta de toda a eternidade em que já estiveram vivas esticavam e retraiam-se conforme ambas abriam as bocas velhas para praguejar em grego. Noah sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo. As penas arrepiadas das Fúrias sacudiam com os ventos conforme ambas se posicionavam ao redor dos semidivinos.

É um prazer vê-los, filho de Zeus e filho de Poseidon — cuspiu uma delas, a voz metálica rasgando os tímpanos do semideus de dentro para fora.

E obrigado ao filho de Zeus por agilizar nosso trabalho — disse a outra, agitando as asas, a voz tão metálica quanto da primeira —, mas saiam do nosso caminho, agora. Nosso objetivo é ele. Não nos obrigue a matá-los também. São apenas ordens.

Noah fitou o garoto atrás dele. Assim como Augustus, ele parecia pequeno e frágil, provavelmente mais novo e também semideus. Apenas um novato assustado na merda de vida olimpiana. O filho de Poseidon suspirou. Era o certo a se fazer. Já havia arriscado a vida tantas vezes naquele único dia que, se não fosse desejo das Moiras deixa-lo vivo, ele já estaria caído há muito, de qualquer forma. Estava tranquilho quanto a isso. Não tinha problema arriscar mais um pouco, não é? Torcendo para que a Moíra responsável pelo seu fio de vida não tivesse desistido de vez — ou escutado seu pensamento quase suicida —, fez o que fazia de melhor: burrice heroica.

Desculpa em falar, mas... Ninguém vai levar o meu bebê!

Não esperou por Heron dessa vez. O filho de Zeus sabia exatamente o que estava fazendo e o que buscava com tudo aquilo; Noah, não. Os objetivos dele, sejam lá quais fossem, não lhe interessava mais. O filho de Poseidon faria o que tinha de fazer e tentaria sobreviver, sobretudo, independente da ajuda ou não do companheiro. Então a Fúria que estava mais perto atacou, interrompendo seu pensamento. Rápida como uma flecha, cortando a chuva, tentou chicotear o corpo do semideus. Noah girou na direção oposta, desviando do golpe o mais rápido que pôde, sentindo a água revigorar seu corpo, mesmo que em quantidade quase insignificante. Viu pelo canto do olho a segunda besta seguir o filho de Zeus em direção às nuvens. O céu chuvoso bradou em um trovão.

A Fúria permaneceu no ar, girando ao redor do semideus e sacudindo seu chicote, como se tentasse adestrá-lo como faria a alguma fera selvagem. Noah desviava da melhor maneira que podia: girava, pulava, corria... Lama e gotas de chuvas se misturavam ao suor. Sentia seus movimentos retraídos pelo medo involuntário, mas sua mente trabalhava rapidamente. Com um rasante ameaçador, a Fúria se adiantou, disparando em sua direção com as garras apontadas para seu peito. Noah desviou devagar demais, deixando a besta perfurar seu braço no último instante.

Apertou o maxilar quando sentiu o braço arder, assistindo o liquido vermelho brotar da ferida. Não tinha chances. Não enquanto ela permanecesse no ar. Se quisesse feri-la, pelo menos, deveria trazê-la para o chão de alguma forma. Mas a Fúria também sabia disso e não havia meios inteligentes o bastante que Noah pudesse imaginar para atraí-la. Um brilho cegante e o ribombar de um trovão no céu iluminou sua mente.

Apontou o tridente para a Fúria, lançando um jato d'água fino e longo na direção da besta. A Fúria balançou o corpo no ar, lentamente, quase entediada com a ineficácia do poder do filho de Poseidon, voando para mais alto e depois para o lado. Mas o jato d'água continuou subindo na direção das nuvens, rápido e silencioso, absorvendo gotas da chuva para ficar ainda mais forte e, por fim, explodindo como um fogo de artifício no céu. No mesmo segundo, o filho de Zeus brotou das nuvens, perseguido pela segunda Fúria. Noah torceu para que ele compreendesse o pedido. O trovão indicava que sim.

Noah encaixou o tridente na poça de água quando a Fúria avançou mais uma vez, girando seu chicote sobre a sua cabeça. Do outro lado, Heron mergulhava em direção a terra com a segunda Fúria em seu encalço. No segundo seguinte, ainda mais rápido que o filho de Zeus, dois raios cortaram o ar, acertando ambas as criaturas, distraídas demais com suas presas fáceis para desviar. Combinando os poderes, Noah rapidamente disparou mais duas rajadas d'água, uma em cada, paralisando-as no ar enquanto eram eletrocutadas.

As criaturas caíram no chão, ao memo tempo molhadas e fumegantes. Heron disparou na direção da sua perseguidora, cortando seu pescoço antes que ela despertasse. Noah fez o mesmo, deslizando sobre a lama para enfiar o tridente no peito da Fúria paralisada, explodindo-a em pó negro. Não era uma morte, de fato, ela apenas voltaria para o Submundo para retornar ainda mais furiosa que antes. A chuva carregou a poeira para longe, enquanto o filho de Poseidon desativava o tridente mais uma vez.

O garoto que fugia estava imóvel, no canto do que parecia ser um parque. Mal percebera onde realmente estava depois de tudo o que havia acontecido. O corpo de Augustus permanecia no chão, alheio a toda a situação que se seguira. Heron pousara, distante. O filho de Zeus respirava ofegante, fitando os garotos, como se decidisse se eram merecedores ou não de sua misericórdia. A chuva molhava o rosto do filho de Poseidon que não se movia. As gotas se acumulavam debaixo do seu queixo enquanto observava a cena de longe, sua mente divagando aceleradamente, revivendo todas as mortes, lutas e discussões. Uma por uma. Seu corpo tremendo de exaustão. Queria entender o que estava acontecendo e para onde tudo aquilo iria levá-lo. Fitou mais uma vez a face encharcada do garoto assustado que não olhava mais para ele ou para Heron, mas para o corpo caído de Augustus.





Poderes Utilizados:
Passivos:
Perícia com Tridentes [Nível 01]: O filho de Poseidon consegue manusear perfeitamente um tridente, mesmo nunca tendo tocado em um.

Intangibilidade Aquática [Nível 01]: Os filhos de Poseidon não são molhados quando em contato com água, à não ser é claro, que queiram.

Cura Aquática [Nível 04]: Ao ter contanto com água o filho de Poseidon é regenerado 20% de seu HP atual, mas a habilidade só é válida quando a água não é criada pelo mesmo

Tridente Manipulador I [Nível 10]: O filho de Poseidon usa o tridente como um controlador de água, mas não em grande quantidade.
Ativos:
Jato de Água [Nível 04]: Os filhos de Poseidon poderão criar um jato de água quando em contato com a água, mesmo que seja uma simples poça de lama, o jato poderá ser criado. É um tanto que ofensivo e quanto mais água no ambiente tiver mais forte o jato fica. Gasta 5 de energia.

Hidrocinese II [Nível 11]: O controle da água agora está mais fácil e o filho de Poseidon já pode controlar a água em seu estado gasoso e em seu estado de vapor, é preciso concentração e para a água pode ser dado formas como tentáculos, paredes e espinhos.
Itens Utilizados:
-{Atlântis} / Corrente/Tridente [Primordialmente, uma corrente de 2,7 metros feita de rochas oceânicas. Quando desejar, o filho de Poseidon poderá transmutá-la, também, em um tridente de, aproximadamente, 2 metros; o cabo é feito de bronze e cada uma de suas três pontas, feitas de oricalco. Na extremidade oposta aos três dentes, há outra ponta, igualmente de oricalco. Quando em repouso transforma-se em uma braçadeira feita de courina de Hidra. Restabelece 5% da energia, uma vez em qualquer ocasião. Quando manipulada pelo seu dono  - tanto em forma de tridente, quanto de corrente -, esta vos dá dons aprimorados sobre a água] {Oricalco, Bronze, Couro de Hidra} (Nível Mínimo:10) {Controle sobre a Água/Ofensivo e Defensivo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Poseidon, modificado na forja The Dragon’s Flame]

♦ Memory / Colar [Um colar em ouro, com um pingente em formato abstrato, semelhante ao formato da Noruega. Trata-se apenas de uma memória do conhecimento da mãe de Noah.] [Ouro] (--) {Nenhum} [Recebimento: Éris, pela missão "Mom... Where Are You?"][ATT POR ZEUS]

— {Nightmare} / Anel [Um anel simples de bronze sagrado. Por causa da benção do deus do sono, Morfeu, ele oferece resistência contra poderes que afetem sonhos ou o estado de sonolência do usuário. Além disso, os que receberam o anel poderão dá-lo para Morfeu em troca de um pedido relacionado a sua área de atuação que não seja fora dos padrões (Vulgo OP).} [Recebimento: Evento de dia das crianças 2013]

{Fish} / Escudo [Escudo circular de Bronze Sagrado, medindo trinta centímetros de raio. Possui talhado em sua frente a imagem de um tridente, representando Poseidon. Em seu interior possui tiras de couro para fixar ao antebraço] {Bronze sagrado e Couro} (Nível Mínimo: 5) {Não Controla Nenhum Elemento} {Recebimento: Missão "Treinamento" avaliada por Macária e atualizada por Asclépio.}

O oneiromante: Esta pulseira é feita de um material dourado trançado, cujas partículas parecem sempre em movimento (para mortais comuns, será visto como ouro). Em situações comuns, não possui qualquer efeito, sendo que seus poderes se manifestam apenas enquanto o usuário dorme ou toca alguém dormindo (nesse caso, o usuário se mantém acordado e no mundo "normal" e o contato não deve ser rompido). O primeiro efeito é que seu usuário ou a pessoa tocada por ele sempre saberá em que direção está o "coração do sonho" - região do reino onírico aonde ficaria o palácio de Hipnos e dos oneiros e a origem da areia do sono. Não sabe a localização exata, ou a distância, tampouco os obstáculos. O segundo ponto é uma capacidade de dano/ enfrentamento maior contra criaturas puramente oníricas (ou seja, sonhos e pesadelos que "nasceram" neste mundo, mas não poderes de adormecimento ou relativos, nem poderes de outros sonhadores - pessoas que se encontram no mundo onírico mas que não nasceram/ não pertencem a ele -, ainda que criaturas criadas pelas areias do sono e pesadelos invocados de forma material são afetados mesmo no mundo normal); o dano do personagem sempre será 20% maior contra estes seres. O terceiro efeito pode ser utilizado apenas uma vez por ocasião, pelo usuário ou pela pessoa tocada: ativando a pulseira ela será capaz de se transformar em uma ferramenta onírica; tal ferramenta é feita de areia dourada e não terá habilidades ou poderes especiais, mas será efetiva contra criaturas/ coisas do mundo onírico; o tipo de ferramente deve ser possível de ser carregado com as duas mãos e pode variar da ocasião ou necessidade - uma chave para abrir uma porta onírica, uma marreta para derrubar uma parede ou uma arma, para um combate - mas após a transformação, o item não se modifica, e nunca terá propriedades especiais; o item também faz efeito sobre outros sonhadores e sua criação dura 3 turnos. [Nível mínimo: 5] [Areia do sono]{Controle sobre material onírico}.
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Demorei meixmo. Bjs.


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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por 127-ExStaff em Ter 17 Maio 2016, 17:37


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Calmaria - Quinto Turno

Enfim, tudo se acalmava. Sem a população, os monstros ou mesmo os desafios da empreitada reservada a Heron e Noah, restavam-lhes apenas concluir o ciclo final com o indefinido à sua frente. E depois dali, as Moiras diriam o que lhes reservava.


Pontos obrigatórios

Noah

Δ Elabore o início do seu post concluindo o que houve nos turnos anteriores, focando em suas impressões sobre tudo. Em seguida, comece um diálogo com o semideus, buscando saber o que havia acontecido com ele e como fora parar ali, seguido pelas Fúrias;

Δ Inesperadamente, um ankh aparecerá sobre o semideus, deixando clara a reclamação por Macária; narre isso, deixando também as suas impressões;

Δ Ao fim da conversa, resolva em on com Heron o que fazer com o semideus — e, aliás, é aqui que deve tirar o filho de Zeus da cena, uma vez que morreu por não-postagem no turno quatro (somente a saída, não narre a morte);

Δ Deverá narrar também a sua saída com coerência: se resolver escoltar o semideus encontrado, leve-o diretamente para o local, narrando a viagem; e se não, também deverá narrar a sua volta, de toda forma. Ambos brevemente, mas não de maneira superficial.


Orientações de postagem & informações

Δ Não utilize cores cegantes e/ou templates que dificulte a leitura, tendo este uma largura mínima de 400px;
Δ Poderes (com nível, separados por ativo e passivo) e armas em spoiler;
Δ Agradeço se o último a postar me enviar uma mensagem privada para agilizar a avaliação;
Δ Prazo de postagem de 7 dias, encerrando-se dia 24/05 às 17h40m. Boa sorte!

Créditos à ♦ Eos pela base plot geral, editada por mim


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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por Noah G. Kalömoseuz em Seg 23 Maio 2016, 21:27



OWN GRAVE





Era muito tarde para dizer “para com isso, pelamor”?

Noah estava exausto. Mais psicologicamente que fisicamente, tinha que admitir, mas continuava com vontade de estar morto. O corpo pedia dois alto e um banho quente, mas manteve-se firme, pelo menos por fora, quando lembrou que havia alguém ainda mais cansado e completamente confuso com tudo o que acabara de acontecer. Caminhou pela lama na direção do garoto que não tirara os olhos de Augustus já fazia longos minutos.

Acredite, ele está bem melhor que nós dois juntos, agora — era uma maneira horrível de quebrar o gelo.

Você só pode tá me zoando — retrucou o adolescente com todos os seus hormônios ainda explodindo no rosto em forma de acnes.

Não, não tô — respondeu, pousando a mão no ombro do garoto. Podia vê-lo tremer por cima da roupa encharcada. — Você pode começar falando sobre como foi parar fugindo de duas Fúrias (acredite, elas não aparecem por qualquer semideus).

Não queria ignorar o corpo de Augustus no chão, muito menos Heron, principalmente depois de tudo aquilo, mas permitiu que o filho de Zeus se aproximasse, sem alarde; não queria deixar o garoto ainda mais assustado do que já estava. Primeiro passo: fazê-lo falar.

Hum... Nada demais... — esquivou-se, fitando os pés do ex-monitor (que, aparentemente, ainda não havia perdido o tato com os novatos).

Acredite, roubar coisas, invadir e/ou destruir casas é bem mais comum do que você possa imaginar pra pessoas como a gente — falou o filho de Poseidon, tentando fazer com que o garoto se sentisse confortável.

Eu... Eu só estava visitando meu pai no cemitério — falou, ainda com o olhar baixo. — Talvez tenha fugido da casa dos meus pais adotivos e roubado um carro (e batido ele), mas essa não foi a primeira vez e nunca tinha acontecido uma... coisa como essa! Eu estava lá, sobre a lápide, e elas brotaram do chão, como se fossem cuspidas e...

Um brilho nada natural cobriu todo o ambiente, fazendo a boca do garoto se fechar e o queixo do filho de Poseidon cair. Era uma clássica cena de reclamação se não por um pequeno detalhe. O item sagrado que deveria estar sendo representado no holograma era...

O símbolo do Senhor Destino¹?

Macária — falou o filho de Zeus, entediado.

O quê? Espere! — apressou-se Noah, impedindo a passagem do outro semideus. — Para onde você está indo?

É só mais um brinquedinho novo para seu acampamento de verão — falou com descaso. — Minhas ordens nunca incluíram virar babá de novato. Medíocre. Pode ficar com o prêmio por quase ter perdido a vida para duas Fúrias e por toda a agitação com as Caçadoras.

E o que você espera que eu faça com ele?

Faça o que semideuses como você costumam fazer.

E, mais uma vez, como o Super-homem, Heron ergueu voou e disparou para longe. Assim, repentinamente. Mesmo após ter tirado a vida de mais semideuses do que Noah poderia pensar em matar em toda a sua vida. Desprezo era o que Heron exalava por todos eles. O filho de Poseidon podia sentir o nojo que o outro semideus tinha pela existência mortal. Um sentimento irreparável. Noah compreendia mais profundamente do que esperava poder compreender.

O quê que tá acontecendo? — o garoto parecia assustado demais pra mexer a cabeça ou sair do lugar.

Agora é a hora em que eu te conto detalhe por detalhe do que você é, e você fica surpreso por saber que tem uma mãe.




Okay, você pode explicar pela última vez pra onde pretende me levar?

Um lugar mágico, com unicórnios, meninas, arco íris com sinal melhor do que o de muita operadora e um cara grande e maneiro que vive sentado numa cadeira buraco-negro.

Parecia hipocrisia, mas Noah não via outra alternativa senão levá-lo para o Acampamento. Mesmo depois de tudo o que passara, e depois de prometer a si mesmo que nunca mais pisaria naquele lugar novamente, o filho de Poseidon não podia nem mesmo imaginar deixar o semideus fora das proteções mágicas do vale. E o que quer que estivesse acontecendo por trás daquela reclamação, dos mortos-vivos e tudo o mais, ele encontraria as repostas no Acampamento. Ou simplesmente iria se livrar do peso na consciência para depois fugir mais uma vez. Era decadente. Nem para ser um fugitivo ele servia.

Mas como a gente vai chegar nesse lugar? — perguntou pela milionésima vez. — Pelo o que você disse esse acampamento fica em Nova York! Você não tem nenhum portal mágico aí no bolso, não é?

Essa é outra parte maravilhosa.

Apertou os lábios, assobiando o mais alto que pôde. Era bem baixo para um assobio mais alto possível, mas era o que Noah conseguia fazer. Aguardou que o Pégaso fizesse uma entrada triunfal, bem surpreendente, mas o cavalo alado apareceu trotando preguiçosamente do meio das árvores, mastigando os restos de alguma fruta vermelha.

Vamos voando! — sorriu, apoiando as mãos na cintura. — E sim, em um cavalo só porque estamos em crise. Corte de gastos e tudo o mais.

Eu não sei se me sinto confortável...

Sente, sim. Vamos logo.

O pégaso ergueu voo, reclamando do sobrepeso que carregava nas costas dentro da cabeça do semideus, mas Noah estava ocupado demais se xingando por estar deixando Augustus lá, no chão, enterrado em uma cova muito superficial e improvisada para voltar para o Acampamento depois de tudo o que havia passado para evita-lo ao máximo. “É por uma causa maior”, pensou, tentando massagear seu ego ferido.

Marcus — era como o garoto se chamava, bem comum — parecia cada vez mais ansioso. Confuso, também, mas principalmente curioso. Continuava perguntando sobre sua mãe, Macária, durante toda a viagem, mesmo sem Noah ter resposta alguma. Mal ouvira falar sobre tal deusa e, na verdade, só estava curioso para entender o que de tão especial ela, ou os filhos tinham, para todo aquele alvoroço.

Sentiu um arrepio percorrer toda a sua espinha quando o Acampamento surgiu no horizonte. Tentou não parecer tão nervoso quanto realmente estava, mas o coração estava realmente muito acelerado. Não havia fugido apenas por revolta. Não sentia confortável em admitir isso para ele mesmo. Não ainda. Mas sabia que voltar para o Acampamento era o pior que que podia fazer. Ninguém estaria mais em segurança. Veria o Acampamento ruir de dentro para fora, e assistiria isso de um lugar privilegiado: da linha de frente.

Engoliu o nervosismo, substituindo-o pelo habitual sorriso caloroso e amigável.

Bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue, Marcus, filho de Macária (eu sempre quis dizer uma frase como essa).




Poderes Utilizados:
Passivos:
Intangibilidade Aquática [Nível 01]: Os filhos de Poseidon não são molhados quando em contato com água, à não ser é claro, que queiram.

Cura Aquática [Nível 04]: Ao ter contanto com água o filho de Poseidon é regenerado 20% de seu HP atual, mas a habilidade só é válida quando a água não é criada pelo mesmo
Ativos:
Nada. Zero. Nadinha.
Itens Utilizados:
-{Atlântis} / Corrente/Tridente [Primordialmente, uma corrente de 2,7 metros feita de rochas oceânicas. Quando desejar, o filho de Poseidon poderá transmutá-la, também, em um tridente de, aproximadamente, 2 metros; o cabo é feito de bronze e cada uma de suas três pontas, feitas de oricalco. Na extremidade oposta aos três dentes, há outra ponta, igualmente de oricalco. Quando em repouso transforma-se em uma braçadeira feita de courina de Hidra. Restabelece 5% da energia, uma vez em qualquer ocasião. Quando manipulada pelo seu dono  - tanto em forma de tridente, quanto de corrente -, esta vos dá dons aprimorados sobre a água] {Oricalco, Bronze, Couro de Hidra} (Nível Mínimo:10) {Controle sobre a Água/Ofensivo e Defensivo} [Recebimento: Presente de Reclamação de Poseidon, modificado na forja The Dragon’s Flame]

♦ Memory / Colar [Um colar em ouro, com um pingente em formato abstrato, semelhante ao formato da Noruega. Trata-se apenas de uma memória do conhecimento da mãe de Noah.] [Ouro] (--) {Nenhum} [Recebimento: Éris, pela missão "Mom... Where Are You?"][ATT POR ZEUS]

— {Nightmare} / Anel [Um anel simples de bronze sagrado. Por causa da benção do deus do sono, Morfeu, ele oferece resistência contra poderes que afetem sonhos ou o estado de sonolência do usuário. Além disso, os que receberam o anel poderão dá-lo para Morfeu em troca de um pedido relacionado a sua área de atuação que não seja fora dos padrões (Vulgo OP).} [Recebimento: Evento de dia das crianças 2013]

{Fish} / Escudo [Escudo circular de Bronze Sagrado, medindo trinta centímetros de raio. Possui talhado em sua frente a imagem de um tridente, representando Poseidon. Em seu interior possui tiras de couro para fixar ao antebraço] {Bronze sagrado e Couro} (Nível Mínimo: 5) {Não Controla Nenhum Elemento} {Recebimento: Missão "Treinamento" avaliada por Macária e atualizada por Asclépio.}

O oneiromante: Esta pulseira é feita de um material dourado trançado, cujas partículas parecem sempre em movimento (para mortais comuns, será visto como ouro). Em situações comuns, não possui qualquer efeito, sendo que seus poderes se manifestam apenas enquanto o usuário dorme ou toca alguém dormindo (nesse caso, o usuário se mantém acordado e no mundo "normal" e o contato não deve ser rompido). O primeiro efeito é que seu usuário ou a pessoa tocada por ele sempre saberá em que direção está o "coração do sonho" - região do reino onírico aonde ficaria o palácio de Hipnos e dos oneiros e a origem da areia do sono. Não sabe a localização exata, ou a distância, tampouco os obstáculos. O segundo ponto é uma capacidade de dano/ enfrentamento maior contra criaturas puramente oníricas (ou seja, sonhos e pesadelos que "nasceram" neste mundo, mas não poderes de adormecimento ou relativos, nem poderes de outros sonhadores - pessoas que se encontram no mundo onírico mas que não nasceram/ não pertencem a ele -, ainda que criaturas criadas pelas areias do sono e pesadelos invocados de forma material são afetados mesmo no mundo normal); o dano do personagem sempre será 20% maior contra estes seres. O terceiro efeito pode ser utilizado apenas uma vez por ocasião, pelo usuário ou pela pessoa tocada: ativando a pulseira ela será capaz de se transformar em uma ferramenta onírica; tal ferramenta é feita de areia dourada e não terá habilidades ou poderes especiais, mas será efetiva contra criaturas/ coisas do mundo onírico; o tipo de ferramente deve ser possível de ser carregado com as duas mãos e pode variar da ocasião ou necessidade - uma chave para abrir uma porta onírica, uma marreta para derrubar uma parede ou uma arma, para um combate - mas após a transformação, o item não se modifica, e nunca terá propriedades especiais; o item também faz efeito sobre outros sonhadores e sua criação dura 3 turnos. [Nível mínimo: 5] [Areia do sono]{Controle sobre material onírico}.
Informações:
Não sei se ficou claro (provavelmente não), mas Marcus é um ‘renascido’. Talvez nem ele mesmo saiba disso, e Noah definitivamente não percebeu, mas ele havia morrido no acidente de carro que cita.
Ah, e o caso do Noah com o Acampamento vai ficar pra uma próxima DIY que vai vir em um futuro muito distante.

¹Para quem não manja dos personagens underground da DC (eu sou um de vocês, só pra constar), Senhor Destino é um mago amarelão, que também tem um ankh como símbolo e, pelo menos no desenho da Liga da Justiça, toda vez que ele usava algum poder ou abria portais, aparecia um ankhzão amarelo. Lembrei e coloquei. Não gostou, me processa, fofa.


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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por 127-ExStaff em Seg 30 Maio 2016, 15:03


Les Revenants



Validação de mortes

— Heron Montecchio: Por não postar no quarto turno, o que geraria morte imediata de acordo com as regras iniciais, o personagem está dado como morto. Por ser a primeira morte da conta, poderá solicitar a missão de retorno em até uma semana, segundo as regras de morte encontradas aqui [link].

— Augustus A. Auttenberg: Por atrasar o segundo e o terceiro turno, perdendo primeiramente 25% do status e depois recebendo morte imediata, tudo de acordo com as regras iniciais (e adendos feitos depois), o personagem está dado como morto. Já sabendo disso, solicitou a mudança de nome — logo, não se faz mais necessária ou possível a missão de retorno.


Avaliação — Noah

Δ Primeiro turno

Você não teve grandes problemas aqui. Cumpriu todos os pontos como requisitado, não sendo raso, resumindo tudo, e fundamentalmente narrou um sonho que me deixou mais do que satisfeita. Seu post, que em primeiro momento me pareceu incômodo à vista, foi de uma suavidade espantosa que me deixou ainda mais encantada.

O único problema que encontrei foi, muito provavelmente, causado por uma falta de revisão atenta: você em diversos momentos teve erros muito bobos de digitação, acentuação e outros, o que minou a sua recompensa final. Usou, por exemplo "murmurio" e "murmúrio" no mesmo post, escreveu "auto proclamava" e "não~há", além de ter podido fazer uma divisão/organização melhor do parágrafo logo após a sua primeira fala. Foram coisas simples que, juntas, descontaram mais do que se espera de um post que fluiu tão bem.

Ah, um adendo sobre esse post, também, foi que você e Heron, mesmo estando em turnos isolados, pareceram distantes. Não creio que tenha havido realmente uma comunicação entre os dois posts — coisa que seria precisa por conta de um dos pontos obrigatórios. Mas de resto, está tudo perfeito. Meus parabéns!

Δ Coerência: 75/75
Δ Coesão, estrutura e fluidez: 32/38
Δ Objetividade e adequação à proposta: 15/22
Δ Ortografia e organização: 8/15

Δ Somatória do turno: 130 exp.



Δ Segundo turno

Apesar de esse ter sido um turno tecnicamente mais precário, pecando em mais pontos do que o anterior, eu surpreendentemente gostei mais dele do que do anterior. Você conseguiu ter uma melhor desenvoltura e profundidade na narração — coisas que já estavam boas, mas que conseguiram melhorar —, o que além de me impressionar também me maravilhou. A criatividade de colocar as caçadoras, além da coerência neste ponto, também o fizeram. Que genial, cara. Completamente relevante para a somatória final!

Assim como o seu anterior, você cometeu mais erros de digitação rápida, o que desta vez inclui erro em cores de falas, utilização de vírgula ao invés de ponto final, "suSpirou" ao invés de "suspirou" (duh) e supressão de palavra em "Desculpa, mas a gente não fazer nada quanto a isso". Mais uma vez, cuidado com isso porque pode ser a diferença entre a vida e a morte num evento como esse, com tantos posts a se descontar pequenas besteiras.

Você também teve erros na construção de períodos, seja com vírgula ou repetição de termos. Em "Percebeu que esquecera o escudo dentro do ônibus, quando sentiu o braço leve", a vírgula é desnecessária, dando uma pausa que não deveria estar aí. Já experimentou ler em voz alta, respeitando a pontuação? É uma ótima forma de resolver isso. Já em "Noah ainda tentava decidir se achava bom ou ruim Heron também não ter conseguido nada. Escolheu ficar apenas com frustrante. O semideus apenas suSpirou [...]", você poderia ter escolhido outro termo para que não ficasse tão... repetitivo. Você já sabe disso, na verdade — considerando a melhor das hipóteses. Apenas tente atentar-se mais ao seu post da próxima vez para não mais cometer isso. No mais, meus parabéns!

Δ Coerência: 75/75
Δ Coesão, estrutura e fluidez: 30/38
Δ Objetividade e adequação à proposta: 22/22
Δ Ortografia e organização: 5/15

Δ Somatória do turno: 132 exp.



Δ Terceiro turno

Sem muitos adendos a fazer aqui, de verdade. Você cumpriu basicamente todos os quesitos avaliativos com maestria, deixando para trás erros de digitação (apesar de ter dado mais cores às falas de NPCs aqui) e qualquer outro que eu já tenha citado, exceto quando fala-se sobre adequação à proposta. Não que você tenha de fato deixado de cumprir um ponto, mas acontece que à minha vista a sua batalha fui muito resumida, sem muitos detalhes, ainda que tenha sido bem construída no cenário que vocês criaram. Achei passável, não boa ou suficiente. Sei que pode ter sido pelo post corrido, mas, ó, tenta não repetir. No mais, meus sinceros parabéns!

Δ Coerência: 75/75
Δ Coesão, estrutura e fluidez: 38/38
Δ Objetividade e adequação à proposta: 14/22
Δ Ortografia e organização: 15/15

Δ Somatória do turno: 142 exp.



Δ Quarto turno

Como um dos turnos fundamentais, deixando a busca para trás e partindo para a ação, este parece ter sido, em conjunto com o segundo, o que você mais conseguiu aprofundar-se. E isso é muito bom. No entanto, você parece ter perdido uma revisão, ou deixado de fazê-la, o que é denunciado pelo retorno dos erros ortográficos e de digitação, incomuns no restante dos seus posts.

Você escreveu "deixa-la" ao invés de "deixá-la", "memo" ao invés de "mesmo" e tornou a realizar a repetição de termos em "'Por nada', sussurrou para si mesmo antes de se voltar para os garotos e perceber, no último instante, Heron avançando contra o garoto". Também errou no código da fala de uma das fúrias, deixando-o como o restante da narração; e apesar de não ser algo fundamentalmente necessário, ainda que ajude na leitura, é o tipo de coisa que se você vai colocar, tem que colocar certo, entende?

No mais, repito: perfeito. Além do já citado, nenhum erro foi encontrado; e, por isso, meus parabéns!

Δ Coerência: 75/75
Δ Coesão, estrutura e fluidez: 35/38
Δ Objetividade e adequação à proposta: 22/22
Δ Ortografia e organização: 7/15

Δ Somatória do turno: 139 exp.



Δ Quinto turno

Ok, ok. Talvez por ser o turno final você tenha, enfim, conseguido fechar tudo excedendo as expectativas, o que quer dizer que este, sim, foi um post impecável. Você conseguiu conduzir tudo sem muita demora, mas ainda assim sendo profundo como bem se pedia. Naturalmente, aqui e nos demais posts você narrou tudo muito bem — por mais que alguns erros que citei tenha deturpado essa tua imagem, né — e, sim, isso te levou para um alto nível de rendimento. Meus parabéns. Mesmo. Continue assim! E REVISE ESSES POSTS, PELAMOR. Q

Δ Coerência: 75/75
Δ Coesão, estrutura e fluidez: 38/38
Δ Objetividade e adequação à proposta: 22/22
Δ Ortografia e organização: 15/15

Δ Somatória do turno: 150 exp.



Δ Avaliação total

A primeira coisa a se fazer é te parabenizar. Você, mesmo com um atraso e postando tudo quase no limite, não deixou de cumprir a proposta do evento ou de se envolver na narrativa muito possivelmente porque não queria morrer q. Você também não teve erros gritantes; como já bem leu, foi, no máximo, uma aparência resumida a um dos pontos obrigatórios. Tenho que dizer: eu gostei muito, muito mesmo de narrar e avaliar esse evento por ter pessoas como você, que mesmo com todas as dificuldades se empenham e conseguem fazer algo bom. Então, sobrevivente, meus parabéns! Continue assim. E nah, agora vamos ao que interessa.

Δ Recompensa final, descontos e punições: Total de 693 exp ganho. Desconto de 46 HP e 386 MP. Punições já somadas ao desconto aqui citado por atraso do segundo turno — a do HP reduzida por causa da cura realizada no quarto e quinto turno.

Δ Aguardando atualização Δ



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Re: Grupo 4 - Externo

Mensagem por 150 Ex-Staff em Ter 07 Jun 2016, 21:30

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Re: Grupo 4 - Externo

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