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Teste para filhos de Zeus — Março

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Teste para filhos de Zeus — Março

Mensagem por Esme Huntzberger em Seg 21 Mar 2016, 16:18


LIONHEART
ALASCA BORISLAV: THE THUNDER, THE HUNTER
— Personagem; físico:

A garota era linda como o ápice de uma tempestade.

Seu corpo era um tanto quanto pequeno (mas não ouse chamá-la de baixinha, caso tenha amor à sua própria vida), ainda que forte: ela praticou montaria por muito tempo, o que conferiu a ela essa segurança física e até uma postura impecável. Desde muito pequena, sua beleza já impressionava; fosse com seus olhos azuis intensos, elétricos e tão vivos quanto ninguém jamais vira, os quais herdara dos seus pais, fosse seu cabelo longo e sedoso, um tanto quanto cacheado, mas no grau certo, que quando solto nem era rebelde como a juba de um leão, nem era fino como os fios de uma japonesa — e ruivos, ressaltavam seus olhos e sua pele alva, pintada com sardas densas que insistiam em lhe cobrir o rosto, por mais que tentasse a todo custo se livrar delas.

Sua boca era uma tentação. Lábios grossos, carnudos, daqueles que parecem implorar para serem beijados pelo simples fato de poderem fazê-lo com maestria. Uma pena que ela não planejasse beijar alguém tão cedo. E não, não era um voto de castidade; era falta de vontade mesmo.


— Personagem; psicológico:

Alasca é alguém difícil de se lidar. É impositiva, mandona mesmo, do tipo que gosta de assumir a liderança e ai de quem ficar no seu caminho. É impaciente e imediatista, além de ter um temperamento... tempestuoso. Seu humor, quando bom, é por vezes irônico, mas a garota consegue ser doce com quem gosta sempre que quer, o que incrivelmente acontece mais vezes do que qualquer um poderia acreditar.

Entrementes, é corajosa, determinada e incansável, daquelas que nunca desistem dos seus objetivos. Sempre encontra forças onde não tem para poder continuar, independente do objetivo, e por isso é admirada. É alguém de garra. Mesmo iniciante, sabe como lidar com alguns tipinhos e botar esses nos seus devidos lugares, também sabendo lutar admiravelmente bem. Além disso, é leal e protetora, sempre honrosa e nunca desrespeitando suas próprias regras.



— História:

Não me pergunte o motivo, mas eu nunca tive medo de voar. Não voar literalmente, criando asas — até aquele momento, isso era impossível para mim —, mas em aviões. Eu amava aquilo, para ser sincera. Quando era menor... digo, quando era mais nova, eu dizia constantemente à minha mãe que queria ser como ela, comissária de bordo, só pelo prazer de voar. Ela, é claro, ria com a minha ideia. Agora mais velha, esse sonho ficara para trás, embora eu não soubesse ainda que profissão seguir. Ser uma comissária acabou se tornando um sonho infantil demais, defasado. E eu detesto coisas defasadas.

Ainda assim, não havia perdido o gosto pelas aeronaves — nem mesmo na pior turbulência pela qual eu já havia passado, que foi o belo início daquele nada-belo dia.

Era um temporal do lado de fora. Raios cortavam as nuvens e liberavam um clarão de cegar, sendo seguidos pelo estrondo que todos conheciam como "trovão". A ventania também não ajudava. A aeronave estava instável, assim como todos os passageiros; todos, exceto eu e minha mãe.

Eu nunca havia entendido bem o gosto dela pela sua profissão, muito menos a segurança inabalável que ela tinha de que nada, absolutamente nada, fosse ocorrer. Eu já havia conversado com alguns pilotos de longa data, amigos dela, e eles próprios diziam ainda ter medo antes de qualquer voo. Mas a minha mãe? Jamais. Ela era o tipo de comissária que mantinha um sorriso no rosto do início ao fim de cada voo, mesmo durante as piores turbulências. Acima de tudo, isso era uma coragem sem fim.

— As pessoas deviam ter menos medo de voar. Não é como se estivéssemos sozinhos nesse mundo, sem a menor ajuda — dizia ela naquele seu tom de incredulidade tão bem demarcado.

— Fala isso porque não pensa que se essa coisa cair, todos morreremos — resmungou um homem ao lado dela, tão tenso que nem sequer virou o rosto na direção dela enquanto fala, mais do que fixo em seu assento, com as unhas cravadas nos apoios para o braços e os olhos saltando do crânio.

— Falo isso porque sei que "essa coisa" não vai cair — rebateu ela.

Também tem isso: minha mãe é uma dessas pessoas que acreditam em divindades maiores que regem tudo à nossa volta. Não que ela seja cristã ou tenha sequer uma religião definida, mas sempre deixou claro que acredita em forças maiores e que um dia eu entenderia. Creio que parte da sua coragem vem daí; como ela mesmo disse, "Não é como se estivéssemos sozinhos nesse mundo, sem a menor ajuda".

Diferentemente dela, eu era totalmente descrente.

Bem, era.

Entretanto, descrente ou não, minha coragem não vinha de Deus ou de deuses, ela vinha de mim mesma e, ainda, da minha mãe. Eu acreditava ter herdado essa virtude dela. Mas quando eu confessava-lhe isso, ela dizia que eu havia herdado essa mesma virtude do meu pai. Era curioso que ela o retratasse de uma maneira tão idólatra mesmo depois de ele a ter deixado grávida e sem amparo algum... Era quase como se ela soubesse dos motivos que levaram ele àquilo, como se o fato de ele abandoná-la fosse completamente justificável.

Então... bem, talvez a minha coragem venha também do meu pai. Talvez, porque eu não via como um homem corajoso deixaria a pessoa que ama por um motivo qualquer e nunca mais voltar.

De qualquer forma, o que importava era que o gene da bravura corria por mim e por isso eu segui tranquila por todo o percurso do avião até o momento em que ele pousou, tendo que aturar os gemidos de medo dos outros passageiros à minha volta até que a turbulência passasse.

Instantes depois, já estávamos dentro de um táxi, voltando para o nosso apartamento.

Mal esperei chegarmos em casa, fui logo retirando minhas botas, jogando minha mala no meu quarto e indo tomar um belo banho quente. Na ocasião, estávamos voltando para Manhattan depois de alguns dias na casa da vovó, em Oklahoma. Como minha mãe e eu estávamos com tempo livre — ela sem trabalho; eu sem escola —, resolvemos tirar férias de duas semanas e simplesmente relaxar com os mimos da minha avó, que quase implorou para não voltarmos quando chegou a hora.

Confesso que pelo sorvete que eu tinha todos os dias, fiquei bastante tentada.

Durante o banho, eu planejava os afazeres do restante do dia: talvez fosse falar com Mellory, a minha vizinha, para sairmos à noite para ir ao cinema ou algo do tipo; depois, imploraria pelas panquecas da minha mãe e, então, se a Mellory não pudesse sair comigo, eu iria assistir a algum filme antigo com a minha mãe, possivelmente de Charles Chaplin — porque nós duas amávamos esse tipo de filme. Talvez até fizéssemos brigadeiro. Na verdade, acho que brigadeiro seria ótimo.

Eram planos perfeitos, realmente. Uma pena que foram estragados a partir do momento que eu ouvi uma voz masculina debatendo com outra por algo que eu ainda não tinha entendido.

Às pressas, enxuguei meu corpo com a toalha e me enrolei nela. Esperei um pouco com o chuveiro desligado para tentar ouvir algo, mas não conseguia captar nada. As vozes longínquas de ambos pareciam alteradas, mas era não como se o dono da voz masculina fosse um completo estranho para a minha mãe.

Resolvi me aproximar mais para ouvir o que estava se passando.

— ... quer falar mais baixo? Ela está no banho! — ordenou minha mãe. Franzi o cenho ao escutar aquilo. Por que eu não poderia ouvir o que eles estavam conversando, se ela nunca escondeu nada de mim?

O homem pareceu calar-se por um instante e eu praguejei por não ter deixado o chuveiro ligado, para fingir que ainda estava lá. Mas de toda forma, ele continuou:

— Que ouça. Você não tem o direito de esconder isso dela, Elizabeth! Pior ainda, você tem o dever de contar a ela sobre tudo! Mentir para a garota por quase quatorze anos já foi tolice, e continuar mentindo vai ser uma tolice maior ainda! — argumentou ele num tom de voz mais baixo.

Esconder? Mentir? Do que raios ele estava falando? Minha mãe não me escondia nada e muito menos mentia. Ela nunca fez o tipo que enrola ou que deixa as respostas para depois.

— Você é que não tem o direito de me colocar na parede! — rebateu a minha mãe, um pouco mais alterada. — Você não é nada dela, Frankie, nada! E eu sou mãe, eu sei o que é melhor para a minha filha!

O tal Frankie pareceu ultrajado e um som estranho retiniu no ambiente em que estavam, como se alguém estivesse usando sapatos de sapateado e batido com eles no chão.

Nada, Liz? Ora, vamos! Eu sou o protetor dela! Eu também sei o que é o melhor para um meio-sangue, e viver uma mentira como você quer que ela viva não é o "melhor"!

— E o que você quer que eu faça? — falou a minha mãe um pouco mais baixo, fazendo com que eu chegasse mais perto para poder ouvi-la. — Que eu a ela que a verdade é que o pai dela não é humano, mas sim um deus grego? Que ele nos abandonou porque é casado com uma deusa estúpida, que mataria Alasca e eu se nos descobrisse juntos mais uma vez? Que ele nunca veio nos ver porque tem assuntos mais importantes para tratar no topo do Empire State Building?

Nesse momento, eu não me contive. Instintivamente irrompi pela sala em que a minha mãe e o homem estavam, incrédula, e permaneci olhando para os dois, que pareciam em choque com a minha presença. Não estava me importando de estar somente de toalha, não estava me importando de parecer frágil e indefesa — tudo o que importava era que eu parecia uma farsa montada por minha mãe e que aquilo era inadmissível.

— Deuses — falou o homem. Ao olhá-lo bem, eu não poderia dizer exatamente que era um "homem". Na verdade, além de ser mais como alguém que saiu há pouco da adolescência, ele não se parecia com qualquer homem que eu já havia visto: tinha um par de chifres em caracol no topo da cabeça, não muito grandes, e uma barbicha volumosa a ser exibida; suas pernas não eram comuns como as de qualquer homem, mas sim peludas como as de um bode e ainda com os cascos no lugar dos pés. Se eu bem estava lúcida, aquele homem só poderia estar usando uma fantasia fora de época.

— O que diabos está acontecendo aqui? — chocada, perguntei à minha mãe.

Ela ainda estava surpresa demais para qualquer resposta. O homem-bode adiantou-se e respondeu por ela, enquanto trotava para mais perto de mim; e na mesma medida, eu me afastei dele.

— Nós precisamos ter uma conversa séria, Alasca. Eu, sua mãe e você, sobre tudo.

— Nós não precisamos, não! Precisamos é que você saia daqui! — Como que despertando do seu transe ao ouvir aquelas palavras, minha mãe colocou-se entre eu e o homem-bode, fechando sua expressão e bradando tais palavras para ele. — Saia! Agora!

Antes que eu pudesse protestar, o homem-bode fechou a sua expressão e passou pela porta do nosso apartamento, batendo-a com força. Instantes antes ele não parecia decidido a ir, mas, de repente, tornou-se urgente para ele. Talvez achasse que minha mãe fosse me explicar tudo... ou que eu não tivesse ouvido nada.

— Agora escute, querida — tentou acalmar-me a minha mãe, virando-se para mim. — Eu não sei o que ouviu, mas...

— Mas eu sei o que ouvi, mãe. E nós precisamos conversar — eu intervim, rumando depois para o meu quarto e colocando uma roupa para poder me livrar da toalha. Minha mãe me seguia, mas parecia ainda mais em choque; mesmo vendo que eu me preparava para sair, não disse nada que pudesse explicar ou desmentir o que eu ouvi.

Sozinha, saí do meu apartamento e desci de elevador, chegando à rua do meu prédio, àquela altura já quase deserta. O rapaz de antes estava a poucos metros da entrada; como era esperado, ele não havia ido muito longe.

— Ei, espere! — chamei a atenção dele. Instantaneamente, Frankie virou-se para mim e seu rosto, confuso, pareceu se iluminar. — Acho que você e minha mãe me devem algumas respostas.

Ele aproximou-se devagar e pareceu enfim aliviado. Agora de perto, pude perceber o quanto os seus chifres e as suas pernas de bode eram reais, quase como se realmente fossem dele. E o mais estranho é que ninguém no entorno parecia notar o quanto ridículo ele estava usando aquilo fora de época, já que o Halloween demoraria alguns meses para chegar.

— Você ouviu tudo, não é? — questionou-me ele. — Eu sabia. Sabia que estava ali, pude sentir, e sabia que a sua mãe acabaria falando a verdade por si só mais cedo ou mais tarde.

Franzi levemente o cenho. Não entendi bem o que ele quis dizer por "sentir", mas não me pareceu um sentido comum a qualquer pessoa, como a visão ou a audição. E também dissera que minha mãe falou a verdade... Mas que raios! Por que o fato daquela coisa improvável ser considerava verdade martelava à minha volta? Minha cabeça já estava zonza com tudo isso; minha mãe nunca mencionou nada daquilo antes, daquela coisa de meu pai ser um... deus. Deveria ser mentira — só pelo fato de não poder ser verdade. Deuses não existiam, e eles muito menos tinham filhos com humanos.

A coisa foi que ouvir dela toda aquela história sem sentido com um tom de verdade foi muito mais significante do que teria sido se eu tivesse ouvido dele. Ela — ou mesmo eu — poderia chamá-lo de louco, dizer que não falava nada com nexo, dizer que somente o fato de estar com uma fantasia ridícula sem mais nem menos já fazia dele alguém sem o menor crédito. Mas não foi ele quem disse, foi a minha mãe. E eu não achava que ela tivesse um pingo de insanidade.

Mas se ela não era louca, então o que era? Mentirosa? Ela pareceu bem verdadeira com o homem-bode quando tentava fazê-lo desistir da ideia de me contar "algo" e acabou por contar ela mesma. Supostamente, ele "sabia da verdade", ela "também", então não precisaria mentir. Mas aquilo também não tinha chances ser verdade. Não podia ser verdade.

Meu pai não era um deus que morava no topo do Empire State Building. Meu pai era um homem sem escrúpulos que abandonou a mulher e a filha sem mais nem menos para nunca mais voltar, e fim.

Frankie pareceu decifrar a minha expressão, porque bateu um dos cascos — sim — e disparou para mim:

— Você não está acreditando, não é? Então acha mesmo que é uma mentira? Que tudo o que ouviu é mentira? No seu íntimo, é isso o que sente? Sei que você sente algo, garota, e sei que sente que é verdade. Só tem que aceitar isso.

O tormento era que ele tinha razão. De alguma forma, tudo dentro de mim parecia em sintonia com toda aquela baboseira, tudo dentro de mim parecia concordar e achar verdadeiro. Mas... simplesmente não podia ser verdade. De forma alguma!

— Se é de uma prova que você precisa, olhe para mim! Eu sou um sátiro, um protetor. Não tem como ver nada mais real do que isso, Alasca! — insistia Frankie. Era claro que eu o via, era claro que cada vez mais eu achava que aquela era uma fantasia muito realista, ainda que minha intuição dissesse que era real.

— Eu só vejo uma fantasia, Frankie. — retorqui. Novamente ultrajado, ele bateu o casco.

— Ela te transformou numa criatura cética! — exclamou o endiabrado.

Inflei-me de certa raiva com a calúnia e foi a minha vez de bater o pé; ergui um dedo na altura do rosto dele — o que deixou minha mão acima da minha cabeça — e bradei, com força e certeza:

— Não fale do que não sabe! Eu sou cética porque quero, ela nunca me forçou a nada. E... e... sempre acreditou em forças maiores. — Falar aquilo foi estranho. Era quase que uma confirmação implícita da história do meu pai, o que tornava tudo mais real do que parecia naquele momento. Até Frankie notou a minha hesitação. — Eu vim até aqui porque o que eu escutei... não faz o menor sentido. E eu preciso de explicações.

Foi então que Frankie me guiou novamente para dentro do prédio e começou um monólogo sobre a história dos deuses gregos enquanto íamos para o meu apartamento, falando sobre como eles mudaram de civilização para civilização e adotaram diversos nomes e aspectos, até chegarem aos EUA, a potência econômica da atualidade. Frankie também disse que além dos deuses, monstros e locais famosos — como a entrada para o Mundo Inferior criada por Orfeu, o Jardim das Hespérides e outros — também se deslocaram para os Estados Unidos e que com isso aquele virou o lar dos deuses. Assim como nos tempos antigos, os deuses tinham relações também com humanos, e delas nasciam semideuses, criaturas metade divinas e metade humanas. Aparentemente, eu era uma delas.

Mas os deuses não podiam ficar com os humanos com quem tinham relações. Por isso, assim que concebiam um filho, iam embora. Entretanto, o mundo dos semideuses não era seguro o suficiente para deixá-los entregues à própria sorte; pensando nisso, um acampamento foi criado para que os semideuses recebessem treinamento em batalha e coisas do tipo — ou assim eu entendi que fosse. Nesse acampamento também havia outros seres, como sátiros (homens-bodes iguais a Frankie, anotado), dríades e... como era mesmo o nome dos outros seres, os da água?

Isso não tem tanta importância. À frente.

— E é por isso que você precisa ir comigo — falou ele assim que as portas do elevador abriram no meu andar. — Temo que se você não for, algo pior aconteça. Com você e com sua mãe, Alasca.

É claro que eu fiquei boquiaberta com a tão completa resposta. Frankie pareceu seguro do começo ao fim da sua explicação, sem hesitar por um segundo sequer, então era óbvio que ele não estava mentindo. E se não estava mesmo, eu não tinha motivos para não ir com ele, receber treinamento e ter uma chance de me defender à altura quando fosse atacada, porque já acreditava que seria — concordando que aquilo tudo era verdade. Na verdade, eu já tinha sido sem nem saber: todos os incidentes nas escolas pelas quais eu passei agora faziam um assustador sentido para mim, porque eu sabia que não eram comuns. A valentona que ninguém julgou existir, a presas-de-gato que se mandou depois de uma briga... e tantos outros.

Por mais louco que soasse, eu não estava segura ali, nem a minha mãe. E se eu ficasse longe dela, ela estaria segura.

— Eu não acredito que tudo isso faça sentido — desisti, por fim.

Frankie pareceu contente com a minha afirmação. Acho que porque isso significava que eu iria com ele, ou que minha mãe não tinha conseguido esconder nada de mim por muito tempo. No entanto, esse mesmo contentamento pareceu desaparecer de repente quando ele hesitou no nosso andar e, logo depois, quando ouvimos um grito feminino ali mesmo.

Não, droga!

Ele correu até a entrada do meu apartamento me carregando junto, puxando-me pela mão. Encontramos a porta da frente aberta e a sala de estar revirada, como se um furacão particular tivesse passado por ali; a mesa de centro estava em pedaços, os sofás estavam em frangalhos e a TV havia se espatifado ao cair no chão. A cozinha também não estava num estado muito melhor, com tudo jogado ao chão e, na grande maioria, quebrado.

Não havia sequer sinal da minha mãe.

O meu maior desespero foi ver que ela não estava mais ali. Todas as suas roupas ainda estavam no lugar e nem mesmo algum dos seus calçados havia sumido, o que indicava que ela não saiu dali por livre e espontânea vontade — até porque teríamos visto. Perguntar isso ao porteiro do meu prédio foi a confirmação: minha mãe não passou por ali e ele não havia saído do seu posto. Ela não desceu. Ela foi levada do próprio apartamento, de alguma forma. O grito havia sido mesmo dela.

Ouvir aquelas palavras do porteiro e de Frankie foi como me entorpecer aos poucos e perder a sensibilidade do mundo exterior. Por mais que eu odiasse chorar na frente de alguém, não pude evitar que as lágrimas deslizassem por meu rosto, ferozes, amarguradas e incompletas. Tudo meu estava incompleto. Sem a minha mãe, minha maior heroína, nada mais estaria completo na minha vida. Nada, jamais...

Eu gritei. Gritei o mais alto que pude. Gritei, como se a vida dela dependesse daquilo, como se a minha vida dependesse daquilo. E comigo, o céu ribombou: trovões estouravam à toda, parecendo compassados à minha voz, parecendo ligados a mim. A chuva também veio logo depois, tão forte quanto as minhas lágrimas. Até que, determinada, eu saí correndo na chuva com toda a velocidade que eu podia, com Frankie em meu encalço. E sem que eu notasse de prontidão, uma luz forte, azulada, passou a ser emanada de um ponto logo acima da minha cabeça. Pelo reflexo de uma poça de água não muito tempo depois eu pude ver o que era: uma água que brilhava azulada, cercada por nuvens de tempestade, que relampejavam vez ou outra.

Eu não sabia o que aquilo queria dizer, mas me pareceu ser algo importante. Se o deus dos deuses era mesmo o meu pai, se ele era o tal Zeus, senhor dos céus, como eu havia ouvido falar, então era ele me chamando. Se ele era o todo-poderoso, ele me ajudaria. Ele traria ela de volta, ele traria ela de volta para mim.



— Narração de trama livre:

— VOCÊ ESTÁ FICANDO LOUCA, GAROTA? — berrava Frankie enquanto corria atrás de mim. Estávamos na entrada do Empire State Building, encharcados como nunca e prestes a encarar o senhor dos deuses. — VOCÊ NÃO PODE SIMPLESMENTE ENTRAR LÁ!

A questão não me parecia ser "poder", mas sim "precisar". E eu precisava muito. A minha mãe havia sido sequestrada, minha vida havia sido virada pelo avesso e ele respondera me mandando sinais — raios, relâmpagos, trovões e chuva. Era claro que eu poderia ir ao Empire State Building ter uma conversa pessoal com meu pai, o Todo-Poderoso.

Eu tinha o direito.

— Ele vai me ouvir e vai trazer ela de volta. Se ele é mesmo o deus dos deuses como você disse, ele vai.

— Você não entende, não é? Os deuses não vêem seus filhos sem mais nem menos e um deles não pode simplesmente invadir o Olimpo! Você vai ser fulminada! — Ao ouvir a sua última palavra, eu marchei até ele. Olhei fundo em seus olhos e carreguei a minha voz com o máximo de certeza que eu poderia reunir. Frankie pareceu surpreso com aquilo.

— Que seja. — retorqui. — Eu prefiro morrer "fulminada" tentando a chance de trazer a minha mãe de volta do que viver como uma covarde, Frankie.

Não esperei uma confirmação dele, apenas entrei no prédio deixando uma marca molhada por onde passava. Ignorei o porteiro e fui diretamente para o elevador, sendo alvejada pelos gritos do responsável pela entrada. De alguma forma, Frankie conseguiu falar com ele e autorizar a nossa entrada; mas a coisa é que, quando ele conseguiu, eu já estava prestes a subir pelo elevador.

O sátiro nos levou ao andar 600.

A vista era magnífica. Havia dezenas de construções parecendo novas e perfeitamente projetadas. Jardins, bonsais e árvores únicas também não eram raros, muito bem cuidados e organizados na paisagem; eles pareciam ter crescido ali, ainda que eu não soubesse como, já que tecnicamente não estávamos no solo.

Ao fundo havia uma grande construção que eu julguei ser o tal palácio em que o meu pai estava. Engoli em seco antes de começar a caminhar. O local tinha uma presença forte, parecendo eterna, como uma força imutável que tudo podia.

Mas eu não tinha ido até ali para fraquejar. Eu tinha que ir em frente.

— Vamos morrer — choramingava Frankie a cada passo que dávamos. Ele não parecia dizer como se fossemos nos dar mal, mas no sentido literal da coisa; ele realmente achava que seríamos fulminados ou qualquer coisa assim no momento em que encarássemos o deus dos deuses. Quando eu falei em ser fulminada pela minha mãe, não estava brincando. Àquela altura já não tinha muito mais a perder, e ser covarde a ponto de recuar enquanto ainda poderia salvá-la não fazia nem um pouco o meu estilo.

Em questão de passos, chegamos às portas do salão. Frankie abriu as portas com certo esforço, e para a nossa surpresa ele estava incrivelmente vazio.

Havia uma série de tronos enormes feitos dos mais variados materiais dispostos em "u", todos vazios. Na parede direita, uma lareira queimava arduamente, com a madeira estalando vigorosamente enquanto uma garotinha ruiva sentada no chão de mármore a atiçava. Ela parecia dispersa em sua atividade, mas não o suficiente para não nos notar.

— Não deveriam ter vindo aqui. — Ela ainda encarava as chamas, mas parecia completamente consciente de nós dois e de nossos (ou meus) motivos. — Ela te mataria num piscar de olhos se estivesse aqui. O ódio que ela sente pelas crias do marido é mortal. Em todos os sentidos.

Frankie parecia maravilhado com a garotinha. Eu, assustada — ela parecia saber demais para uma simples servente.

— Quem é essa? — sussurrei para Frankie, que ainda conservava um sorriso bobo no rosto. Surpreendentemente ou não, não foi ele quem me respondeu.

— Eu sou a garotinha que cuida da lareira, não vê?

Havia certo sarcasmo em sua voz como se fizessem aquela pergunta sempre que a viam, mas não foi algo que eu questionei. Entramos efetivamente no palácio e magicamente as portas se fecharam, estrondando em nossos ouvidos e me fazendo sobressaltar. Ver que aquilo tudo existia era tão louco que eu levaria muito, muito tempo para digerir, e talvez nem o fizesse por completo.

— Estou procurando por... — comecei a justificar a minha ida até ali, mas lembrei casualmente que a garotinha já sabia de tudo. Pela primeira vez desde que começamos a conversar, ela olhou-me nos olhos e sorriu, tão aconchegante que mesmo encharcada, elétrica e confusa, eu sentaria ao lado dela e conversaria frente à lareira por horas. Talvez fosse isso que Frankie estava sentindo antes de fazer uma reverência à garota e juntar-se a ela naquela reconfortante atividade. Eu limpei a garganta antes de continuar: — Como posso encontrá-lo? Ele tem que trazê-la de volta.

— Você não pode. Ele está tratando de assuntos mais importantes. — Ela não pareceu rude com a resposta como qualquer um pareceria, mas sim piedosa, como se soubesse que aquela era uma resposta dura demais para os ouvidos de alguém que nunca teve o pai presente em sua vida por causa de "assuntos mais importantes". — Além disso, ele não vai. Deuses não interferem na vida de seus filhos, a menos que seja extremamente necessário. É uma regra clara.

— É extremamente necessário — rebati.

A garotinha sorriu mais uma vez, algo que desarmou completamente as minhas defesas. Sua expressão dizia que ela se compadecia de mim, que entendia o que eu sentia. Perguntava-me quantas vezes ela tinha que lidar com aquilo, tendo que dar um choque de realidade nos filhos dos deuses.

— Você não precisa ser morta, então não é. Agora ouça — fez-se ouvir —, ele não atenderá o seu pedido porque não pode. Irá correr riscos em vão. Vá embora enquanto os problemas não te...

Enquanto ela falava, uma segunda presença materializou-se no salão, rápida demais para que eu sequer pudesse vê-la chegar. Tudo o que eu pude perceber foi um intenso clarão atrás de mim e uma aura de calor se expandindo, seguida da voz de outra garotinha.

— Titia, você... — começou ela, mas interrompeu-se quando percebeu que havia mais seres ali do que ela esperava. — Aw. — A garotinha usava calça justa camuflada e botas de caça, com uma camisa de alças curtas e aparentemente confortável. Em sua cabeça havia uma tiara que reluzia mais do que o brilho da lua, e em suas mãos um arco invejável marcava presença. Era a criança mais ameaçadora que eu já havia visto. — Não sabia que tínhamos visitas.

— Não foi algo planejado — afirmou a garotinha da lareira.

Temerosa, eu olhei para Frankie, que agora parecia bem menos sereno; na verdade, ele estava conflitante. Esforçava-se para não olhar para a garota que havia chegado, mas não tinha a sua atenção na da lareira ou em mim; ele parecia bem mais temeroso do que eu.

— O que fazem aqui? — indagou a menina. — Especialmente você, sátiro.

— Eu vim atrás do meu pai. A minha mãe foi raptada, e eu preciso que ele a traga de volta — respondi ao ver que Frankie não seria capaz de falar nada, para satisfação da garotinha.

— Ah, é claro. Como eu pude esquecer que agora trabalhamos com a polícia mortal, resgatando humanos? — ironizou ela. — Quem é seu pai, garota?

A garotinha da lareira levantou-se e andou até mim, ficando mais perto da caçadora — ou qualquer coisa parecida que aquela garota com arco fosse. Ela afagou as minhas costas e, frente aos meus olhos, cresceu um pouco, tornando-se uma garota de dezesseis, talvez dezessete anos, com o mesmo cabelo ruivo e as mesmas sardas, além do mesmo calor no olhar. Se estranhos nos vissem na rua, diriam que éramos irmãs.

Meu cérebro tostou um pouco ao vê-la envelhecer como bem queria.

— O mesmo que o seu, Ártemis.

Ártemis franziu o cenho, olhando-me dos pés à cabeça e, logo em seguida, rindo um pouco. Parecia consciente de alguma coisa.

— Obviamente. Isso explica a coragem de vir até aqui. Ou a loucura. Meus meios-irmãos são sempre... excêntricos. — Ela mudou o peso de seu corpo para a outra perna, guardou seu arco nas costas e também envelheceu um pouco, ficando maior que eu. Para variar, novamente eu era a menor de um ambiente. — Sinto muito, semideusa. Você não vai encontrar nada de seu interesse aqui, a menos que goste de ser morta pelos seguidores da Rainha. E eu particularmente não acho que seja algo que você queira. Então, ahn... Qual o seu nome mesmo?

— Alasca.

— Então, Alasca, é melhor que você vá embora. O sátiro fará algo que preste e te levará até o Acampamento, onde estará bem segura. E se quer mesmo encontrar a sua mãe, lute por isso. Nenhum deus te dará o que quer de um modo tão fácil, mas muitos poderão te ajudar. E se gostar de viver em conjunto, de caçar e se aventurar por aí, além da... hm, castidade eterna, me procure. Posso ser de enorme ajuda. — Eu não havia entendido bem o que ela havia dito, mas digeri boa parte, sabendo que teria que sair dali sem ter sequer uma resposta concreta. Ao que parecia, eu não poderia mesmo ser ajudada.

A garota da lareira, cujo nome ainda era desconhecido, chamou Frankie e guiou-nos até a entrada do palácio, dizendo-nos para ir.

Assim que chegamos ao elevador, sentimos presenças no Olimpo. Alguns gritos foram ouvidos, um raio cortou os céus e, só então, o elevador começou a descer. Frankie me disse que muito provavelmente teria sido Hera e Zeus numa de suas brigas por causa de... Bem, por minha causa.

•••


O táxi louco parou com extrema violência na base de uma Colina afastada do centro de Nova Iorque. As três mulheres — ou melhor, as três criaturas — olharam para nós com as cavidades oculares vazias e um olho nas mãos da criatura do meio, sorrindo. Disseram que havíamos chegado. De algum lugar Frankie retirou uma moeda irregular e a entregou a uma das três como gorjeta, empurrando-me para fora logo em seguida.

Segundos depois, estávamos sozinhos na base daquela Colina, à mercê do que havia tornado-se um céu nublado, porém firme.

Eu não sabia por que estávamos ali. Frankie não havia me dito muito, exceto que chegaríamos ao Acampamento Meio-Sangue muito em breve. A coisa é que eu não via o tal acampamento em lugar algum.

— Vamos subir a colina. Após ela já é o Acampamento. — Eu olhei para a altura daquela coisa, sentindo uma rápida vertigem. Não era um dia muito bom para qualquer outro esforço; físico, mental ou emocional. Naquele momento, eu só precisava parar por algumas horas e alinhar meus pensamentos, porque eles estavam realmente me enlouquecendo.

Infelizmente, não foi o que tive tão cedo.

Quando estávamos na metade da subida, Frankie parou. Ele farejou o ar e franziu seriamente o cenho, olhando-me com uma feição pior do que quando viu Ártemis chegar ao Olimpo. Era um genuíno medo. Ele segurou minha mão e me puxou a toda velocidade, cobrindo parte do trajeto até o topo da Colina mais rápido do que antes, quando começamos a subi-la. Eu estava alarmada, ainda que não tivesse medo.

Logo, descobri o que havia causado aquilo nele.

Um ser do meu tamanho pulou sobre mim e me fez soltar a mão de Frankie, logo antes de eu sentir um arrepio estranho por todo o meu corpo. Nós dois rolamos pela colina e nos chocamos em uma árvore, a qual impediu que chegássemos à base; só então eu percebi o quanto monstruoso aquilo era.

Ele tinha um corpo humanóide, mas sua cabeça não era de homem — era, na verdade, de uma hiena, com sangue seco por toda a pelagem do focinho. Ele usava uma armadura de metal que era um pouco maior do que o seu corpo, e tinha uma espada embainhada nas costas. Além disso, tudo o que eu sentia eram as suas unhas — afiadas, cortando-me os braços enquanto eu tentava segurá-lo longe de mim.

— FRANKIE! — berrei. — SOCORRO!

Eu não sabia onde ele estava ou por que não me respondia, e isso me deixava em pânico. Eu precisava dele. Eu não sabia o que fazer ali, nunca havia sido preparada para aquilo, ainda que ele tivesse dito que os perigos estavam rondando por aí, esperando para me matarem a qualquer custo, pelo simples fato de eu ser uma semideusa. Isso era preocupante. Eu sequer estava armada... Eu sequer era mais forte do que ele...

Outro raio cortou o céu, fazendo o homem-hiena vacilar por um instante. Minhas costas ainda estavam apoiadas na árvore, o que me dava certa sustentação, e foi esse momento que eu aproveitei para usar a vantagem que eu estava tendo: rolei mais uma vez com o ser sobre mim, ficando de lado, e rapidamente empurrei-o para trás, usando também meus pés para fazê-lo tomar distância.

O homem-hiena pareceu sorrir.

Levante-me e olhei-o nos olhos. Uma chuva fina passou a cair, engrossando com o tempo, e mais raios e trovões davam a sua presença. Aquilo me fez pensar em tudo pelo que eu havia passado naquele dia, principalmente pelo rapto da minha mãe. Era um milagre eu estar em pé. E talvez apenas estivesse porque Ártemis me dissera algo que foi como um gás: lute por ela.

Naquela batalha, também foi isso que me demoveu a concentrar-me.

Quando o homem-hiena novamente fez a sua investida, sacando a sua espada, uma lança foi cravada no chão, vinda dos céus. Isso nos pegou de surpresa. Depois dela, uma espada estranha apareceu ao meu lado, com uma água próxima do seu cabo. E novamente, o homem-hiena riu.

— Vejo que seu pai quer te dar alguma ajuda. Mas isso não vai funcionar, garotinha. Você sequer sabe usar isso.

Eu segurei a espada pelo punho e respirei fundo, correndo na direção do monstro com toda a minha fúria. Instantes depois, eu realizei um corte qualquer com a espada, aparada pela espada do meu adversário. Ele continuava rindo. Realizou um golpe, que eu também aparei; então mais um, que me atingiu de raspão no antebraço por mero descuido.

Ele tentou mais um golpe, mas eu defendi com a lâmina da minha e o chutei por impulso, fazendo-o recuar um pouco antes de parar com suas garras segurando o chão, impedindo-o de ir mais abaixo. Quando outro raio cortou o céu, eu ouvi novamente a voz de Frankie.

— ABAIXE-SE! — O homem-hiena fez mais uma de suas investidas e eu, entendendo o recado de Frankie, abaixei-me. Apesar de ouvir a voz do sátiro também, o monstro não pareceu notar o que viria a seguir; foi assim que o sátiro pulou por cima de mim e atingiu o peitoral do humanóide com extrema violência, fazendo-o recuar até a base da Colina, desgovernado, ferido e mais do que atordoado.

Depois de pegar a lança cravada no chão, ele novamente me puxou para cima, fazendo-nos passar por uma barreira invisível e rolar pelo outro lado da Colina, caindo nos terrenos do que parecia ser um enorme acampamento.

Mas que porra de dia era aquele?

Adendos:
Observações:
1. Pois bem. A ficha levou meses para ficar pronta porque eu tinha gás, aí não tinha mais, aí tinha de novo, aí perdia o texto por causa do bug dos links (ou por burrice), aí recomeçava, aí parava, aí desistia e voltava. Agora terminei, mas boa parte dela foi feita a looooooooong time ago, então... Foi mal se ficou ruim. Em parte, é culpa minha; mas juro que revisei.

2. A mãe de Alasca escondia ela da verdade e até de Frankie, protetor dela — e sim, há um elo empático. Ela foi raptada por alguém da trama de Alasca, que desenvolverei mais à frente. O que importa é que isso será sempre um motivo para o esforço da semideusa, aconteça o que acontecer. Ah, o fato de terem perguntado se a ela não havia saído do prédio foi puramente para se certificarem (por mais que estivessem bem em frente), visto que ela poderia ter saído para procurar Alasca e Frankie.

3. A visita ao Olimpo foi para pedir a Zeus que trouxesse Elizabeth de volta, como narrei. E Ártemis — que em breve será a patrona de Alasca — já tem uma ligação com ela desde agora, por isso a inseri na ficha, por mais que não precisasse. Só para deixar claro mesmo. q

4. O monstro enfrentado foi um cinocéfalo. Havia dois, mas Frankie derrotou um e nocauteou o que atacava Alasca, dando tempo suficiente para que entrassem no Acampamento e ficassem a salvo. Espero que tenha ficado entendível (porque essa foi a pior parte, ao meu ver, e também a mais recente, sendo uma batalha bem miserável).

5. Ninguém nunca me disse como os itens de reclamação eram dados, mas como são chamados de presentes... eu achei que fosse assim. Zeus enviou ambos para Alasca, que usou o que tinha mais familiaridade. Mals se ficou incoerente.

6. Espero que tenha gostado, de verdade, e que eu tenha conseguido passar o que eu realmente queria com a personagem. That's all, folks. ♥



Itens citados:

{Thunder} / Lança [Lança metálica, feita inteiramente de bronze sagrado. A ponta é maior do que a de lanças comuns, formando uma lâmina em forma de raio, que apesar de mais difícil de manejar para quem não é acostumado, pode causar danos potencialmente maiores, ainda mais considerando-se o peso, já que até seu cabo é metálico. Esse dano adicional contudo não é inerente à arma, dependendo do manuseio e habilidades do semideus.] {Bronze sagrado} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]

{Karabela} / Sabre [A karabela tem um punho aberto com o pomo no formato de uma cabeça de águia. Seu cabo anatômico permitia o manejo mais fácil de cortes circulares quando se luta a pé e e de cortes oscilantes quando montado no cavalo/pégaso. É feita de bronze sagrado e seu punho é revestido com couro. Vem junto de uma bainha de couro. No nível 20 transforma-se em um anel, com a cabeça e as asas de uma águia entalhadas.] {Bronze sagrado e couro} (Nível Mínimo: 1) [Recebimento: Presente de Reclamação de Zeus]



Poderes:

Passivos:

{Alasca - Zeus} Perícia com armas laminadas (Nível 1)- Filhos de Zeus são bons com espadas, as manejando com certa familiaridade. NOVO![criado por Sadie Bronwen]


Ativos:

{Frankie - Sátiros} Nível 5:Impacto ~ Ao usar essa habilidade com qualquer arma que possua, inclusive suas armas naturais, o sátiro triplica o dano do golpe. Pode ser combinado com outros poderes que exijam ataque físico direto.[Criado por Sadie Bronwen]

{Frankie - Sátiros} Nível 7: Escoicear ~ O sátiro concentra sua força nos cacos, fazendo uma seqüência de 2 a 5 golpes com eles, alternadamente, causando um dano razoável ao aumentar a potência dos chutes. O gasto de mp varia de acordo com a quantidade de golpes.[criado por Sadie Bronwen]


NÃO É O PODER QUE TE FAZ FORTE, MAS SIM A BRAVURA DE CORAÇÃO.

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Re: Teste para filhos de Zeus — Março

Mensagem por Zeus em Sex 01 Abr 2016, 14:33


Avaliação
Vamos ver como você foi...


Alasca Borislav: Reclamada.

Psicológico forte e bem descrito, ressalto que gostei muito do trecho "nunca desrespeitando suas próprias regras." -> isso é essencial no caráter das personagens e em determinados momentos as pessoas se esquecem de cumprir com as crenças do semideus que criaram, fazendo com que a personalidade em questão fique fragmentada.

A introdução de sua narrativa fora muito bem construída. O modo como demonstrou a confiança de Alasca no ar e a forma como a mãe se portava durante os vôos e situações de risco ficou muito bem feito e abriu caminho para uma excelente história que logo puder ler. :)

A descoberta do mundo mitológico e a reclamação foram momentos fortes e bem descritos. O jeito como descreveu o reflexo da reclamação durante um turbilhão de emoções foi sensacional, e o elo forte que Alasca tinha com a mãe deixou tudo ainda mais bonito.

A trama criada para ir ao reino de poder do progenitor foi muito boa, sem contar que os motivos foram fortes e que o sátiro ainda alertou Alasca que os deuses não recebem visitas dos filhos sem mais nem menos, isso é algo importante a ser relembrado. Sem clichês e de forma criativa sua visita foi construída e você encaixou a trama futura na reclamação, muito bom.

Eu esperava um pouco mais da luta, mas ao ler as observações finais pude entender que você teve problemas com a ficha. A luta poderia ter sido mais elaborada, mas o entrosamento da semideusa com o sátiro enriqueceu o enredo e compensou a expectativa.

No mais, gostei muito de sua história e só posso lhe aprovar!

Os meus parabéns e caso tenha alguma dúvida ou reclamação envie-me uma MP.


Atualizado
Por: X_X_X_X_X_X


Corrija um sábio e o fará mais sábio.
Corrija um ignorante e o fará teu inimigo.
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Re: Teste para filhos de Zeus — Março

Mensagem por ♦ Eos em Sab 02 Abr 2016, 15:12

Atualizado
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Re: Teste para filhos de Zeus — Março

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