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Teste para filhos de Hades — Maio

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Teste para filhos de Hades — Maio

Mensagem por Psiquê em Seg 02 Maio 2016, 21:18

Teste para filhos de Hades


Aqui devem ser postados todos os testes para os concorrentes a filhos de Hades deste mês. As postagens podem ser realizadas até as 23h59min do dia 21 do mês corrente. Postagens após o prazo serão desconsideradas. Resultado no primeiro dia do mês seguinte.

Vejam as regras completas aqui [clique]

Boa sorte, campistas!


Thanks, Dricca - Terra de Ninguém



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Teste para filhos de Hades — Maio

Mensagem por Kaline Ariadine em Qui 20 Jul 2017, 19:40


Kaline Ariadine Jeneut

Características Físicas: Os traços dos antigos francos são lhes característicos, possui pele branca e um corpo magro, aparentando um aspecto desvigoroso e frágil, porém é bastante resistente e flexível. Intrigante são seus olhos arredondados e seus cabelos lisos, ambos possuem a cor de sangue, um vermelho intenso e vibrante, fugindo do perfil de seus ancestrais.
Características Psicológicas: Observadora nata, sempre analisa os ambientes e as pessoas ao seu redor para aprender a lidar com as situações futuras. Entretanto, por pensar demais, é ansiosa e inquieta, querendo realizar seus planos no mesmo instante, consequentemente odeia ter que esperar. É paciente apenas em situações que lhe exijam o seu melhor, tem espirito de equipe, porém não gosta que invadam seu espaço. Ambiciosa, nunca desiste de seus objetivos, sua determinação é algum que chega a lhe ferir, pois exige sempre seu máximo e seu melhor. Comporta-se de forma fria e distante a princípio, porém é bastante afetuosa quando conquistada sua confiança. Seu perfeccionismo ora torna-se insuportável para ela e aos demais ao redor, por sempre procurar o melhor em seus treinos e planejamentos.

A HORA DE RENASCER
           Tio Dufayel sempre foi um homem amável e brincalhão. Todas as tardes da minha infância, as 14:40, ele ia me colocar para dormir e cantava a mesma canção, que sempre começava assim: “É um pequeno e estranho caso, para a garota do cabelo ruivo vivo, apesar de sua mãe estar gritando: Não! Seu pai disse pra ela ir...” . Ele sempre gostava de brincadeiras. Mas é como dizem, toda brincadeira tem um fundo de verdade. E essa, com certeza, não era uma exceção.
           A família Jeneut é originaria de Paris, porém morávamos em Èze, uma pequena cidade da comuna francesa. A vida lá sempre foi tranquila, não era a toa, pois todos os habitantes se conheciam e faziam as mesmas coisas todos os dias. O dia a dia me lembrava um disco de vinil velho, que sempre fica enganchando na mesma faixa. Minha família era conhecida na cidade por conta do nosso trabalho, até porque erámos responsáveis pela única agencia funerária da cidade, um negócio familiar que estava há gerações servindo a comunidade.
           Bem próximo ao litoral, estar o velho casarão onde mora eu, minha mãe, meu tio avô, o gato dos meus finados avos e eventualmente um corvo caolho. A casa tinha um ambiente meio mórbido, as paredes e os móveis eram em tons de
marrom e os animais empalhados do meu avô continuaram espalhados por todos os cômodos. Minha mãe se chama Greta, ela não gosta do nosso trabalho, ou qualquer coisa que lembre a morte, por isso ela é bartender, todos os dias no final da tarde ela sai para trabalhar e só retorna pela manhã para dormir. Tio Dufayel é responsável por todo o trabalho na funerária, ele me ensinou todos os procedimentos de tanatopaxia, que são os preparos feitos no cadáver para o enterro.  Apesar das diferenças, éramos felizes na maior parte do tempo.
Durante toda a minha infância tinha certeza que eu era diferente. Ver pessoas mortas nunca me assustou e sempre tive dificuldades para dormir á noite pois era nesse horário que eu tinha mais energia. A crianças não gostavam de brincar comigo, era como se tivessem medo de mim, por isso eu só tive um amigo, Raphael.
Conheci Raphael em um dia de finados, ele estava tentando provar para os outros garotos como ele era corajoso. De repente, começou a jogar pedras em um corvo e acertou o olho do animal, cheguei nele e comecei a brigar, ele me olhava assustado, então, peguei o corvo e o levei pra casa. No outro dia, Raphael aparece no casarão pedindo desculpas pelo corvo, olhou para mim e disse que queria ser meu amigo, pois eu era o maior teste de coragem que ele tinha que passar. Daquele dia em diante nos tornamos inseparáveis.  
E eis que chega o meu aniversário de 19 anos, não estava empolgada, pois tio Dufayel e minha mãe estavam doentes, tinha que cuidar deles e assumir o trabalho de ambos. Acordei naquela manhã desanimada, além dos serviços que eu tinha, Raphael estava sumido há alguns dias, pensei no quão longo e tedioso seria aquele dia, eu mal sabia o que me esperava.  
Na funerária, só havia um serviço, o cadáver de uma senhora cujo o enterro seria a tarde, e imediatamente fui prepara-lo. Com o decorrer do serviço comecei a pensar naquela mulher, se teria aproveitado a vida, se havia realizado seus sonhos, e vi em seu pescoço um colar com a foto de um homem, e me peguei dizendo baixinho: Pelo visto ele foi o amor da sua vida. No mesmo instante, ouvi a voz de uma mulher dizendo:
 E depois dela também.
Fiquei sem reação durante uns 15 minutos, terminei o trabalho rapidamente e fui para casa atordoada.
Ao chegar em casa, minha mãe estava na cozinha e reparou que eu estava assustada e ficou perguntando o que havia acontecido, depois de tanto insisti contei sobre o episódio daquela manhã. Sua reação me preocupou, pois ela ficou nervosa e suas respostas não tinham sentido. Tio Dufayel vendo tudo o que estava acontecendo da sala, olhou serio para minha mãe, e ela se viu encurralada, pediu para eu me sentar pois tínhamos que conversar sobre aquele assunto.
Fiquei confusa no mesmo instante, não conseguia entender qual ligação teria o episódio na funerária e a história sobre meu pai. Minha mãe começou a contar que antes do meu nascimento ela trabalhava para funerária, era responsável pelos arranjos e coroas de flores usadas nos velórios. Em um domingo a tarde, ela foi na loja em que comprava as rosas pois tinha uma encomenda de última hora, porém o dono da loja disse que já haviam acabado, mas que ela poderia ir colher em sua plantação. Como eles se conheciam a anos minha mãe não hesitou. Chegando na plantação ela começou a colher e procurar as rosas mais diferentes, sem perceber ela andou tanto que encontrou rosas vermelhas como sangue. Até que percebeu que estava sendo observada e viu um homem, ele se apresentou, e começaram a conversar, ele lhe ajudou com as rosas, e combinaram de se encontrar novamente. Os encontros tornaram-se frequentes, e quando ela se deu conta estava completamente apaixonada. Porém, veio o dia em que ele revelou que era um dos três grandes deuses, o temido Hades, e que eles não poderiam mais se encontrar pois ela corria risco de Perséfone descobrir sobre eles e tentar algo contra ela, pois naquele momento, meu pai já sabia da minha existência. Minha mãe em estado de choque, debochou do que ouviu, e em prantos deu de costas e seguiu seu destino. Durante a gestação ela percebeu que tudo que ouvirá era real, e se manteve longe de tudo aquilo que lembrava a história deles.
Depois de tudo que que minha mãe havia contado, uma crise de risos tomou conta de mim, não conseguia acreditar no que tinha acabado de ouvir. Já não bastava eu estar enlouquecendo e minha família decidiu surtar junto. Debochando de minha mãe e ignorando Tio Dufayel, fui tomar um banho e me arrumar para cobrir o turno da minha mãe no bar. Antes de sair o telefone toca, era Raphael, ele disse que queria me ver. Pensei que entre um bando de bêbados tudo aquilo faria sentido.
Chegando no bar, aumentei o volume do som para não ouvir meus pensamentos, e como ainda não havia clientes comecei limpando as mesas e preparando os drinks. Depois de muitos drinks servidos, eis que Raphael chega, ele estava um pouco agitado e ansioso, veio me propor uma viagem com ele para na manhã seguinte, era meu presente de aniversário. Fiquei surpresa, e a princípio recusei pois não queria deixar minha família doente em Èze, porém ele insistiu tanto que aceitei.
Ao chegar em casa e contar a minha mãe sobre a viagem, ela reprovou imediatamente. Porém ignorei minha mãe, e toda a sua conversa sobre mitologia, peguei as minhas economias e na manhã seguinte parti com Raphael.
Ao chegarmos em Los Angeles, fiquei encantada com a mesma, era completamente diferente da minha realidade. Saímos como loucos, descobrindo cada detalhe da cidade. A cada canto que passávamos havia algum novo para nós. No fim da tarde, decidimos ficar uma pequena pousada, próxima a uma boate no qual fomos ao anoitecer. Ao chegar lá, achei estranho porem confortável o ambiente, no letreiro da boate estava a sigla R.I.P, bem peculiar, os seguranças falaram que eram as iniciais dos donos do estabelecimento. Dentro, a iluminação era pouquíssima, os moveis eram de camurça e verde escuro, o D.J tocavam músicas psicodélicas, e o que mais me chamou atenção foram os vasos com moedas antigas, eram dracmas, peguei algumas para levar de recordação.
Começamos a beber e a dançar, porém, depois de um tempo, eu já nem estava mais notando o que acontecia ao meu redor, mas Raphael havia sumido. Quando reparei decidi procura-lo, porém, mal havia me mexido, e encontro Raphael na seguinte situação: ele estava caído e três criaturas horrendas o chicoteavam. Pareciam mulheres, entretanto, tinham asas, seus olhos escorriam sangue e no lugar de cabelos haviam serpentes. Não pensei duas vezes e tentei ajuda-lo, porém elas eram mais fortes, levei inúmeras chicotadas no corpo. Nesse instante de distração da parte delas, Raphael foge e me abandona. Ao perceberem, elas me empurraram, e disseram:
 Como eis tola filha de Hades, temos muito o que conversar depois.
E simplesmente sumiram diante dos meus olhos.
Corri para procurar Raphael, ao chegar do lado de fora da boate a polícia havia chegado, e Raphael foi preso. Não conseguia entender, pensei que acontecerá um mal entendido, mas não. A polícia de Èze estava a procura dele pois estava sendo acusado de assassinato.
Desesperada, decido ligar para minha mãe, quando olho em meu celular, haviam várias ligações perdidas dela. Ao atender, ela me contou sobre o ocorrido, que pouco antes de nos encontrarmos no bar, Raphael havia tido mais uma discursão com seu pai a respeito de sua herança. Insatisfeito com as respostas e no auge de sua fúria, matou seu pai com várias facadas no peito. Quando deu conta do que havia feito, saiu correndo de casa e comprou as passagens. O corpo havia sido encontrado naquela tarde.
Fiquei desnorteada, não poderia acreditar que meu único amigo era um assassino. Comecei a arrumar minhas coisas para voltar imediatamente para casa. De repente, um vento frios começa a circular em meu quarto, e as luzes começaram a piscar. Quando virei, elas apareceram e disseram: Seu pai quer te ver, e viemos guia-la até seu reino. E sem pestanejar, fui ao encontro de Hades, estava na hora de entender tudo o que acontecera.
Chegamos no letreiro de Hollywood, caminhei um pouco e entre as letras encontrei uma porta, quando reparei elas haviam sumido. Respirei fundo e entrei. A luz era pouquíssima, mas não me amedrontou, na verdade me senti confortável, então comecei a caminhar até a saída daquele túnel e o cheiro de morte se tornava mais forte a cada passo que eu dava. Quando sai, deparei-me com o rio Estige, então, encontrei Caronte e dei-lhe as dracmas que eu havia pego na boate para poder atravessar.
Depois da travessia, caminho um pouco e encontro um cão infernal dormindo. Com passos cautelosos tentei passar por ele o mais rápido possível sem acorda-lo, todavia, ele sentiu meu cheiro e acordou. Levantou-se rapidamente e começou a correr atrás de mim, eu corri o mais rápido que pude, até tropeçar em um crânio e cair no chão. Foi o tempo suficiente para que ele pudesse pular em cima de mim, começou a me arranhar por todo corpo e a morder meu braço. Chutei bem no meio de sua barriga, e o tirei de cima de mim, o que não adiantou muito, pois ele mordeu a minha perna, chutei novamente só que dessa vez na cabeça e tentei subir em umas pedras para me proteger, e novamente ele me puxou. Cai rente ao chão, ele me arrastava e me arremessava de um lado para o outro, peguei uma pedra e bati com toda força em sua orelha esquerda, foi o suficiente para deixa-lo desequilibrado. Consegui me soltar, e comecei a jogar nele alguns pedregulhos enquanto cambaleava. De repente, começou a correr em minha direção, deu-me uma mordida feroz na perna direita. Felizmente, me arremessou próximo a um corpo, e nas mãos do mesmo havia uma lança. Peguei a lança, levantei, e com um giro certeiro, arremesse a lança, acertando bem no meio do crânio daquele cão infernal que se tornou pó no mesmo instante.
Caio no chão cansada, e mesmo com a dor das feridas, tento tomar folego para continuar a viagem. Escuto passos atrás de mim, e vejo a sombra de um homem crescer na minha frente. Quando viro, era ele, o meu pai, Hades. Depois de tantos anos sem conhece-lo, tantas dúvidas sobre mim, não consegui dizer nada naquele momento, apenas admira-lo diante de mim. Sua voz estridente penetrou em meus ouvidos como um abraço acalentado, dizendo:
 Minha filha, é um prazer tê-la em meu reino, sei que há muitas perguntas que queres que eu lhe responda, mas tenho planos para ti. Já provares para mim que tens força, mas devo dizer que precisas melhorar muito. Precisa aprender sobre técnicas de batalha, pois por ser filha de um deus terás uma vida regrada de lutas e monstros mitológicos, por isso, deve estar sempre preparada. Não tenhas medo de tempestades tenebrosas, nem de ventanias devastadoras, pois eu sou a escuridão da noite e serei a sua força nos momentos de solidão. Como minha filha terá de ser uma guerreira impávida e infalível, por isso quero que vá para o acampamento meio sangue, pedirei a um de seus irmãos pra te levar, assim poderá  aprimorar-se e ter  uma vida regrada de glórias e vitórias.
Depois de ouvir suas palavras só conseguir responder gesticulando com a cabeça que sim. A emoção tinha tomado conta do mim, não consegui me conter, as lagrimas já escorriam no meu rosto, um sentimento bom tomou conta do meu ser. De certa forma tudo passou a fazer sentido, e o sentimento de vazio da minha antiga vida deixou de existir. Não era como se eu tivesse morrido e alcançado o descanso eterno. Apenas tinha chegado minha hora de renascer.
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Re: Teste para filhos de Hades — Maio

Mensagem por Phobos em Ter 17 Out 2017, 22:02

Avaliação


Primeiro de tudo perdão pela demora da sua avaliação, o fórum passou por uns momentos conturbados e por isso acabamos por demorar a avaliar as fichas dos três grandes.

Reprovado.

Bom eu achei o seu texto extremamente confuso. Tanto em questão de escrita e coerência quanto a estrutura visual dele (aka template). O fato de não usar travessão em falas ajudou também na reprovação pois deixou tudo mais confuso do que já era, não dava para diferenciar ação de fala e coisas do tipo.

Não separar a reclamação da narração apenas influenciou ainda mais na reprovação pois fez tudo ficar mais corrido do que o necessário e como uma ficha de avaliação rígida eu não posso deixar esses erros passarem.

Não desista e continue tentando.


Thanks, Dricca - Terra de Ninguém



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Re: Teste para filhos de Hades — Maio

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