diy simmon brandeur

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Re: diy simmon brandeur

Mensagem por Simmon Wilem Brandeur em Seg 30 Maio 2016, 03:27


Heroísmo indesejado
um conto americano moderno

Louis já presenciara muita coisa. Tinha pouco mais de 20 anos, mas já vivera uma vida para quase um século. Seus cabelos ainda eram negros; sua pele ainda ela lisa; seus músculos ainda eram firmes, mas suas experiências eram quase centenárias. Ele já vira muita morte e destruição; guerra e confusão. Não espero que você entenda o que ele viveu. Não espero que você entenda o que ele é. Só espero que, quando o momento chegar, você saiba por que ele fez o que fez.

Todo mundo sonha em ser importante. O maior medo, para aqueles que são humanos, é o medo de ser esquecido. De ser mais um, em meio a tantos, que teve seu nome apagado pela história. Ser menos que um número, menos que uma estatística. Aqueles que a história apaga não são mencionados. Jamais foram. Jamais serão. Dessa maneira, todos querem ser autores de feitos grandiosos. Uns fazem caridade, outros conquistam terras e países, e há ainda aqueles que cometem as mais bárbaras atrocidades. Tudo em nome da fama eterna. Nesse mundo de deuses e monstros, poucos serão aqueles que terão seus nomes marcados nos livros de ouro da eternidade, como heróis de verdade: Perseu, Héracles, Teseu e Percy. Talvez alguns mais sejam acrescentados nessa lista; talvez não. O mundo todo grita: “viva para virar história ou morra contando histórias que poderiam ter sido suas!”. Entretanto, a maioria aqui não será nada além de pó.

Contudo, Louis não queria ser herói. Não mais. Já prestara muitos serviços aos deuses. Já havia feito tanto, salvado tantas vidas. Estava cansado. Vivia muito para os outros e pouco para si mesmo. Sua adolescência havia sido destinada inteiramente ao serviço dos deuses que, mesmo onipotentes, precisavam dele para dar seguimento às suas vontades. Mas ele não era herói. Não era inspiração para ninguém. Sempre fora semideus e conhecia muito do mundo dos deuses, sendo que agora só queria ser humano e descansar de tudo. Ele só queria ser normal. Assim, desprovido de alegria, rumou para um pequeno pub em Hell’s Kitchen, voando1 ligeiro por entre as nuvens enquanto sua shaed se agitava inebriante em meio aos ventos frios. Ele era uma forma graciosa e esguia em meio ao céu nublado daquele fim de tarde. Em breve anoiteceria, mas, até lá, esperava já estar sob um teto, bebendo tanto quanto o filho de um camponês.

Chegou ao lugar quando as últimas luzes do dia já se esvaiam pelo céu e as trevas da noite começavam a aparecer de maneira sigilosa. Entrou no pub e sentou-se em uma das mesas ao fundo, de frente para a porta. Estratégia de defesa. Ali, via todos, até mesmo aqueles que entravam e, por estar no fundo, era um dos últimos a ser visto. Uma garçonete (ou algo do tipo) veio ao seu encontro, perguntando o que ele gostaria de beber. Uma dose tripla de bourbon, respondeu. Graciosa, foi buscar a bebida. Louis percebeu que ela não devia ter mais de 18 anos. Trouxe seu copo, cheio até a metade daquele líquido caramelo. Bebeu tudo num gole, contudo, mesmo após outras várias doses, o seu humor continuava soturno. Lá fora, o céu já escurecera totalmente e uma fina garoa pontilhava os telhados, parecendo aumentar gradativamente de intensidade. Uma tempestade se formava no horizonte, em mais de um sentido.

Passaram-se horas. Louis não sabia quanto tempo havia ficado lá, tomando seu uísque e fazendo nada mais além de observar e sofrer quieto. Sua dor não era gigantesca; não era extraordinária. Era uma dor pequena, fina, mas persistente, parecida com a chuva delgada e fria que martelava as telhas logo acima. Era o tipo de dor que não ia embora com o álcool.

Dessa maneira, já no fim da noite, logo antes do fechamento do pub, resolveu sair e voltar para casa. Todos os funcionários do lugar já haviam ido embora, sendo que só o dono permanecia, um homem gordo, careca e com bigode louro. Louis não lembrava de muita coisa e provavelmente também não lembraria dele. Saiu, então, porta afora, percebendo que a chuva estava mais intensa do que antes, com pingos grossos e frequentes. Ele estava visivelmente bêbado, caminhando com passos trôpegos pelas calçadas daquela cidade grande e cheia de desencontros. Entretanto, ao cruzar um beco qualquer, ouviu um grito que chegou a ele mesmo com o barulho da tempestade. Quer dizer, não era bem um grito, estava mais para um choro demasiadamente alto. Parou. Seus sentidos estavam inebriados pelo álcool e a chuva também não ajudava. Era difícil manter concentração. Mas ouviu de novo o choro, dessa vez mais alto. Pensou em gritar, contudo, mesmo ébrio, soube que essa não seria uma boa ideia. Mexeu em sua shaed, moldando-a em uma longa capa com capuz. Vestiu-a, ficando praticamente invisível nas trevas. Assim, como um corvo, entrou no beco, caminhando da maneira mais silenciosa possível. A tensão do momento, adjunta a sua curiosidade, havia afastado parcialmente a névoa mental causada pelo álcool. Sentia-se praticamente desperto. Havia também o frio das gotas de chuva, que enregelava até os ossos. Ouviu outra vez o choro alto, misturado com gemidos e gritos abafados. Estava muito escuro e não conseguia ver mais de um palmo a sua frente, porém, quando chegou perto o suficiente, viu uma mulher pequena sendo agarrada violentamente por um homem, que tapava sua boca com a mão, impedindo-a de gritar. Ele tentava, a todo custo, fazê-la parar de se movimentar. Sua outra mão estava posicionada em meio as pernas dela, tentando, à força, abri-las. Ela estava sendo estuprada.

Sem pensar duas vezes, Louis abandonou o sigilo e jogou seu corpo, com toda a força que tinha, contra o homem, afastando-o da garota, que sentou no chão, as lágrimas quentes percorrendo seu rosto, misturando-se à chuva fria que descia. O sujeito havia caído, mas já se levantava, portando um olhar frio, de ódio, bem visível em meio a penumbra. Não parecia bêbado, drogado ou alterado de qualquer maneira. Estava sóbrio. Isso tornava suas ações ainda mais repugnantes. Não que qualquer um dos estados anteriores justificassem aquelas ações. Não. Elas eram injustificáveis.

Com raiva, ele partiu para cima do semideus, desferindo socos e mais socos de maneira desordenada. Louis podia até estar atento, mas seus sentidos estavam lentos e o enganavam. Desviou dos três primeiros golpes, mas levou os outros dois, que acertaram, um de cada vez, ambos os lados de sua cabeça. Tonteou, caminhando para trás, em busca de recuperação, enquanto as trevas, ao seu redor, pareciam piscar em explosões de negrume. Ouviu os passos pesados do sujeito vindo em sua direção e, meio que por instinto, protegeu o rosto com os braços. Deu certo, conseguindo aparar vários golpes que acertariam sua cabeça. Contudo, o homem não era burro, e logo começou a atacar o abdômen do filho de Zeus, deixando-o sem ar. Louis precisava de tempo para se recuperar. Precisava escapar, se distanciar. Estava nervoso. Assim, inconscientemente, começou a sentir que ventos fortes e específicos entravam no beco, cruzando ligeiros a chuva pesada que caía. De súbito, com ajuda de tais ventos, seus pés começaram a se afastar do chão, subindo ao céu. Voava.

Teve, então, uma ideia; um plano. Agarrou firmemente a camisa que o estuprador usava, erguendo-o para cima junto com ele. O homem, a princípio, ficou extremamente assustado. Não estava acostumado a ver pessoas voando. Entretanto, em seguida, debateu-se, xingou e acertou alguns socos nas costelas de Louis. O semideus sentiu dor, mesmo inebriado pelo álcool, mas manteve-se subindo cada vez mais. 10 metros. 15 metros. 20 metros. Um pouquinho mais, 30 metros e... soltou o sujeito da altura correspondente a um prédio de 10 andares. O homem ainda conseguiu segurar em uma das botas de Louis, que o fez soltar com um chute certeiro em sua cara. Um corpo que cai. Gritos masculinos desesperados. Um súbito barulho de algo quebrando e rachando. Silêncio. Um grito feminino.

Lentamente, o filho de Zeus desceu, pousando de leve os pés no chão. O ventou amainou, quieto e obediente. Até a chuva parecia prender a respiração. Louis dirigiu-se à pequena mulher que ainda chorava, encolhida perto da parede lateral do beco. Ao chegar perto, pensou em tocá-la, em um gesto amistoso, para acalmá-la, mas reconheceu que aquilo poderia assustá-la ainda mais. Com sua voz grossa, de trovão, o semideus abordou-a:

— Ei, está tudo certo. Ele não vai mais te machucar. E nem eu.

A garota ergueu os olhos, que brilhavam, chorosos. Era a garçonete do bar, aquela menina de 18 anos. Uma raiva quente queimou no peito de Louis, ainda mais alimentada pelo uísque que ingerira. Respirou. Acalmou-se. Perguntou:

— Você quer que eu te leve pra casa?

Ela sacudiu violentamente a cabeça. Não. É claro que não.

— Quer que eu chame alguém? Um familiar?

Ela olhou esperançosa para o semideus, seus lábios pequenos e pálidos sussurrando:

— Meu pai. Ele mora nesse segundo prédio. Terceiro andar, de frente pra 57ª. Eu tava indo pra casa, eu...

E abaixou a cabeça, voltando a chorar aos soluços. Não poderia chamar seu pai e deixá-la ali, sozinha, ao lado daquele corpo. Não. Precisava pensar em algo. Talvez houvesse um outro jeito de fazer isso... Assim, o filho de Zeus fechou os olhos e, sutilmente, começou a sentir todas coisas ao seu redor, também seus contornos e formas, com sua habilidade de bússola2. Sentiu cada campo eletromagnético gerado por instrumentos humanos. Conseguiu facilmente diferenciar cada prédio, assim como seus andares e seus apartamentos. Encontrou aquele do pai da menina e, com outro poder, o ventriloquismo eletrônico3, comunicou-se com ele através de cada celular, rádio e televisão que se encontravam no apartamento. Após uma breve conversação, convenceu-o a descer até aquele beco. Louis esperou, nervoso. O pai dela pareceu demorar horas. Quando enfim chegou, chamando pela filha, o coração do semideus pareceu derreter de alivio. A menina ergueu a cabeça, surpresa e feliz, e correu, entre lágrimas, aninhando-se no abraço do pai.

Após um breve momento de choro e desculpas, Louis esclareceu, contando tudo o que acontecera. Aproveitou para dar um sermão no sujeito, assustando-o e ameaçando-o, a fim de que ele nunca mais deixasse a jovem voltar para casa sozinha.

— Eu juro por tudo o que há demais sagrado que irei te vigiar. Tudo de ruim que acontecer com ela, acontecerá com você também.

O homem pareceu extremamente arrependido e com medo. Ótimo. Aquilo não aconteceria novamente. Então, filha e pai voltaram para casa, seguros. A moça não o agradeceu, mas o filho de Zeus entendia que ela estava abalada demais para pensar nessas coisas.

Louis estava quase indo embora quando lembrou do corpo do homem, ainda caído no chão frio, sujo e molhado. O que fazer? Não podia deixá-lo naquele lugar. Agarrou-o, então, e voou para longe dali, em direção a Upper Bay, na junção do rio East com o rio Hudson. A chuva forte havia deixado as águas tormentosas. Sem pestanejar, jogou o corpo do sujeito na turbulência confluente dos rios. Demoraria muito tempo até alguém o encontrar.

Valar morghulis.

Antes de rumar para casa, dirigiu-se a um cais que havia ali por perto. Observou o local: vazio. Viu que alguns postes de luz elétrica iluminavam o ambiente em meio à tempestade. Flutuou até os geradores de energia e, sem medo, jogou as mãos contra os fios de energia, sentindo os choques elétricos percorrerem todo seu corpo, até o tutano dos ossos. A chuva que caía também ajudava para que o efeito da eletricidade fosse mais efetivo e intenso. Ficou muito tempo ali, recebendo energia até sentir-se forte novamente4. Após isso, seguiu para casa, sem ter no peito remorso algum. Tomou um banho e se deitou na cama. Já não sentia nenhum sinal de álcool em seu corpo.

Sim, Louis só queria ser alguém normal, sem grandes preocupações. Ele não queria ser herói e realmente não achava que era um. Por mais que insistissem em chamá-lo assim, sempre seria só mais um cara. Contudo, do outro lado da cidade, uma adolescente de 18 anos estava deitada em sua cama. Demorara muito para adormecer, já que ainda estava assustada, mas o cansaço finalmente a havia levado para a calma terra dos sonhos. Ela dormia, segura em seu lar, agora sob a vigilância de seu pai. Estava salva graças a Louis. Independentemente do que o filho de Zeus pensasse ou desejasse, ele seria para sempre o herói dela, vitorioso com sua capa escura e sua voz de trovão.

Explicação:
Essa é uma DIY simples, que conta uma história qualquer que poderia ter acontecido com qualquer um e em qualquer momento. E essa é a graça: mostrar que qualquer um pode ser herói. Sei que não houve uma grande batalha, e que também não houveram monstros ou semideuses, apenas Louis. Mas a vida é assim, não é? Nem sempre ela é tão complicada.
Poderes:
— Por ordem de aparência:

1 Voar (Nível 5) - Será seu poder característico. É muito útil e aperfeiçoado quando quiser. [PASSIVO]
2 Bússola humana (Nível 3) - filhos de Zeus sentem os campos magnéticos da Terra. Isso influencia de duas formas: eles sempre saberão o norte, e também conseguirão sentir lugares com concentração de energia, sejam correntes elétricas naturais, geradas por uma tempestade, por exemplo, ou artificiais, geradas por instrumentos humanos. O raio de alcance inicial é de 100m, aumentando 10m a cada nível. [PASSIVO]
3 Ventriloquismo eletrônico (Nível 23) - Ao controlar e focar a aura de interferência, o filho de Zeus pode se comunicar por meios eletrônicos que estejam por perto, a até 200m de raio. [PASSIVO]
4 Cura elétrica experiente (Nível 27) - Após aprender essa técnica poderosa, poderá curar a si mesmo e outros usuários com sua eletricidade ou a eletricidade encontrada no ambiente. A devida quantidade de HP regenerada é escolhida pelo narrador e pelo tempo que o filho de Zeus levou utilizando-a, mas dura no máximo 5 turnos. Assim como cura elétrica, precisa de eletricidade como catalisador, e o semideus não pode fazer mais nada exceto se curar. [PASSIVO — Favor olhar os outros níveis desse poder]
Itens:
ϟ {Shaed} / Capa [Feita inteiramente das mais diversas sombras, foi costurada delicadamente com a luz da lua e das estrelas, balançando conforme a própria vontade, mesmo sem vento. É bastante maleável, podendo se transformar naquilo que seu portador desejar, seja uma capa curta, uma pelerine, um cachecol, uma capa longa com capuz ou qualquer coisa entre isso. Como a escuridão das sombras é o principal material de sua composição, ela fornece uma grande camuflagem à noite ou em ambientes escuros, tornando seu portador "invisível", mas na verdade ele está camuflado, furtivo. Porém, o ambiente deve ter sombras que possam proporcionar tal camuflagem, ou seja, um quarto com pouca luminosidade funcionaria, mas não a sombra de uma árvore às quatro horas da tarde. Apesar disso tudo, praticamente todas as pessoas e semideuses pensam que, embora bem feita e sofisticada, ela seja uma capa comum. Tem diversos bolsinhos em seu interior, que podem guardar diversos objetos] {Sombra, luz lunar e luz estelar} (Nível Mínimo: 20) {Camuflagem} [Recompensa pela DIY: "Mão-Leve"]
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Re: diy simmon brandeur

Mensagem por 127-ExStaff em Qua 08 Jun 2016, 17:07


avaliação
diy de simmon louis brandeur

Vendo que tanto player se mata para criar tramas fantasticamente criativas, por vezes construindo mundos inteiros para um só personagem, eu me surpreendo ao ver uma DIY como a sua: básica, realista e muito bem elaborada, diga-se de passagem. Sequer precisava que você colocasse uma observação na fim, dizendo saber que não foi algo de grandes feitos; contudo, foi: narrar o que você narrou, pensar o que você pensou, isso sim é um grande feito, porque, até agora — por mais que tenha acabado de começar — sua trama pé no chão já é ímpar entre tantas aqui, explorando pontos que tanto nos atingem, como a questão do estupro ou como qualquer uma que sei que aparecerá futuramente em suas narrações. Terei o prazer de avaliar.

Poderia alegar que foi uma narração curta (e não estaria mentindo), mas o fato de ter visto uma completude no que fez seria argumento suficiente para não me fazer descontar absolutamente nada. No entanto, cuidado para não passar essa imagem; por ser algo mais comum a todos, por serem coisas pequenas, talvez algum futuro avaliador tome como uma abordagem... inadequada? Sem cuidado? Feita às pressas para cumprir tabela? Qualquer coisa do gênero, whatever. Tenha o cuidado de explorar tudo muito bem para que não fique algo com furos.

Um último adendo é sobre a sua DIY: nunca esqueça de mencionar o quanto de HP e MP deve ser descontado, de explicar a sua trama para o avaliador, de falar da recompensa que quer e todos esses pormenores que ficam nos spoilers, ok? Faz parte da proposta. Acabei não sabendo o que você exatamente quis com sua DIY e te dei a recompensa padrão, apesar da cura; os descontos foram apenas zerados.

No mais, Simmon, meus sinceros parabéns! E, ah, muito cereal também.



Δ Recompensas finais, descontos e penalidades Δ

Coerência: 200/200
Coesão, estrutura e fluidez: 100/100
Objetividade e adequação à proposta: 50/60
Ortografia e organização: 40/40

Resultante: 390 exp. Desconto de 0 HP e 0 MP. Sem penalidades.

Δ Aguardando atualização Δ

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diy simmon brandeur

Mensagem por 150 Ex-Staff em Sex 10 Jun 2016, 11:05

Atualizado
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Re: diy simmon brandeur

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