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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Oscar Bezarius em Qua 27 Abr 2016, 10:19


Avaliação



Duncan Summer — Cara, você precisa melhorar. Você peca muito na digitação e mesmo quando quer acaba sendo exagerado demais e isso torna sua escrita complexa. O jeito que escreveu tornou difícil de ler, não tendo a fluência necessária para uma boa ficha.

Infelizmente seus erros foram maiores que seus acertos.

Eu sei que a estética não deveria ser um quesito, mas a organização engloba isso, logo é algo a ser avaliado. Acredito que um template seria resolvido um pouco do problema, cores nas falas (ou algo do tipo) fariam o restante do trabalho. A questão é que você poderia ter enfeitado mais, e levaria pontos positivos por isso.

Enfim. Você terá um futuro promissor se seguir o que disse. Cuide sua escrita e leia quantas vezes forem necessárias antes de postar. Tens potencial para refazer uma ficha e se sair melhor.n Por ora é reprovado.

Reprovado

Há avaliações pendentes

Oscar Bezarius
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Eu acho que não é da sua conta. Só acho.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Duncan Summer em Qui 28 Abr 2016, 23:35

-De que deus(a) eu gostaria de ser filho.

Eu gostaria de ser filho de Ares o deus da Guerra.

-Por que eu gostaria de ser filho de Ares?

Existe uma diferença grande entre a guerra e o massacre, num massacre um exército poderoso e bem armado ataca pessoas em menor número, ou de alguma forma incapazes de se defender. A guerra em si é um antigo meio de justiça, dois povos com poderes semelhantes em um duelo para resolver aquilo que as palavras não lhes permitiram fazer, quero ser um filho de Ares para demonstrar que há honra em vestir uma armadura e lutar contra um outro homem e que as vezes esse caminho, embora sangrento, pode ser o mais viável. 

-Minhas Características Físicas

Cabelos loiros longos, 1,78 de altura, um rapaz alto para a tenra idade de 14 anos, ombros largos e músculos poderosos nas costas, nos braços e no tórax, olhos azuis-esverdeados muito bonitos, uma cicatriz fina e longa que vai da linha da cintura, passando pelo tórax e chega até quase o pescoço, oriunda da uma luta contra uma harpia.

-Minhas Características Psicológicas

A guerra sempre cobra o seu preço e desde a juventude ela cobrou o preço de Duncan, o garoto tem uma grande solidão dentro de si, costuma com freqüência se perder em pensamentos e se afastar das demais pessoas, sendo elas humanas, sátiros, ou semideuses.


As únicas criaturas com as quais consegue se adaptar com certa facilidade são animais e os espíritos da floresta que vivem em árvores e rios, pois os inveja de certa forma.


Sente um vazio enorme em seu peito por conta das pessoas que perdeu, mas nem por isso perde em 100% seu bom humor, sendo um grande amigo depois que conhece melhor a pessoa e até mesmo se tornando uma pessoa bem humorada de tempos em tempos.



-Minha História


O mundo ao meu redor nem sempre foi uma loucura psicodélica envolvendo deuses, semideuses e outras criaturas que no geral queriam me matar.


Meus primeiros sete anos de vida foram quase normais, minha mãe trabalhava como vendedora de armas na loja de meu avô... Sim, minha mãe não era só uma vendedora de armas como também era uma armeira de mão cheia. Depois de sua morte muitos dos clientes me garantiram que não havia nenhum homem que se comparasse a minha mãe quando o assunto era deixar uma arma antiga como se fosse nova, eu me orgulhava demais disso.


Mamãe morreu em um ataque incomum em nossa cidadezinha pacata, ninguém entendeu por muito tempo como foi que aquilo aconteceu, naquele dia eu estava na loja e brincava no chão com dois bonecos de ação (ironicamente eram bonecos do Hércules e de Aquiles), um cliente entrou, era um homem grande com um grande casaco de couro que lhe cobria toda a extensão do corpo, me lembro pouco dele porque comecei a sentir muito sono naquela hora e acabei dormindo... Quando acordei estava em um hospital com meu avô ao meu lado, eu havia ficado dormindo por muitos dias e minha mãe havia sido morta em circunstâncias esquisitas, depois de muitas perguntas e pranto questionei-o.


- Agora vou ter que morar com o senhor?  Os olhos de meu avô eram tristes, ele passou a mão em minha cabeça naquele momento e me respondeu com sua voz embargada.


- Na verdade eu tenho uma missão de gente grande para você Duncan... – Ele quase soluçou naquela hora. – Uma missão que só um menino crescido pode cumprir... Você vai cumprir ela para mim Duncan? – Eu assenti com os olhos arregalados, sem sequer imaginar o que meu avô queria que eu fizesse.


Na noite em que saí do hospital não fui para a casa, vovô me levou até um ferro-velho no meio do nada, ele me advertiu que eu não deveria tocar em nada naquele lugar, independente do que fosse e que devia fazer silêncio, fiquei meio confuso pois minha irmã mais velha Olivia disse que estaria me esperando em casa com um bolo de chocolate e baunilha e eu adorava bolo de chocolate com baunilha.


- O que viemos fazer vovô? Está muito frio aqui– Olhei em volta, o frio aquela noite havia se tornado constante, mas enquanto eu falava um homem saiu do meio dos muitos carros, era um homem grande com uma barba que ia até metade de seu peito e usava uma cartola, eu achei aquilo muito engraçado, ele se aproximou e falou diretamente para vovô.


- Sr. Summer, sou Olyard, fico feliz que tenha tomado essa decisão, sua filha estava prestes a concordar com a ida dele ao acampamento antes de... – O idoso apertou forte meu braço, reclamei que estava doendo, mas ele provavelmente não ouvia... Notei que as lágrimas escorriam por seu rosto.


- A irmã dele estará em segurança quando ele for... Já perdi pessoas demais... – A mão dele afrouxou-se em meu ombro, ele se ajoelhou diante de mim, foi só naquele momento que notei a grande mala vermelha de viagem que ele trazia na mão direita. – Dunk... Você deve ir com esse homem... É perigoso para você ficar aqui. – Eu não conseguia compreender o que ele queria dizer com aquilo afinal de contas minha vida era ali, minha irmã estava me esperando e meu cachorrinho também, tentei argumentar, tentei entender, quando meu avô insistiu em minha ida eu me agarrei a sua perna... Meu avô, sempre tão amoroso agora queria minha partida...


- SERÁ QUE NÃO ENTENDEU? – Sua voz era rancorosa, ele deu uma forte palmada em minhas mãos. – NÃO QUEREMOS MAIS VOCÊ, FOI POR SUA CAUSA QUE MINHA FILHA MORREU, E POR CAUSA DAQUELE SEU PAI, SUA IRMÃ NÃO É FILHA DO SEU PAI E VOCÊ IRÁ PARA MANTÊ-LA EM SEGURANÇA. – Ele jogou a mala vermelha no chão e em seguida tirou uma adaga de bronze da cintura e jogou no chão. – Essa é a última lembrança que terá dessa família, sua mãe fez ela para você... Nunca mais volte. – Ele afastou-se com os olhos vermelhos e eu continuei chorando por muito tempo, ele já havia ido embora a algum tempo quando o homem da cartola se aproximou de mim e convenceu-me gentilmente a acompanhá-lo, sem explicar exatamente para onde estávamos indo... Estávamos começando a nos mover quando barulho chamou nossa atenção, como se alguém viesse derrubando pilhas inteiras de automóveis no ferro-velho.


- Impossível, Hefesto me garantiu que não haveria nenhum autômato funcionando nesta parte do ferro-velho hoje. – A exclamação foi mais para ele do que para mim, no momento seguinte seus olhos se apavoraram e ele agarrou minha mão e puxou-me, só tive tempo de agarrar o cabo da adaga antes de sair tropeçando em seu encalço.


- O-O que está acontecendo Sr. Olyard? – Algo explodiu nas nossas costas e um enorme animal começou a correr em nossa direção, era uma besta de quatro metros de altura e um único olho que fedia a cabra... Em sua mão direita meu avô estava pendurado.


- HEY BEBÊZINHO, VENHA AQUI. – Gritava ele entre risadas batendo o corpo inerte de meu avô pelas pilhas de material velho, Olyard me agarrou naquele momento e se livrou de seus sapatos, começando a correr em uma velocidade que eu nunca imaginaria que um homem manco como ele seria capaz, mas a visão do cadáver de meu avô sendo usado como um brinquedo na mão daquela criatura medonha não apenas me apavorou... Mas também me enfureceu, um calor começou a se espalhar de meu peito para cada parte de meu corpo e principalmente para meus olhos, minhas mãos só pararam de tremer no momento em que apertei o cabo da adaga e quando fiz aquilo soube exatamente o que tinha de fazer... Com um único movimento fiz um corte longo no braço esquerdo de Olyard que gritou surpreso e deixou-me cair. Assim que meus pés tocaram o chão eu avancei com tudo na direção do monstro, ele riu e bateu palmas o que acabou por esmagar meu avô no processo.


- SEU GIGANTE MALVADO, FEIOSO, GORDO. – Minha capacidade de xingar na época não era das mais incríveis, mas surtiu efeito pois o ciclope pareceu se enfurecer e jogou o corpo de meu avô entre as ferragens, se concentrando unicamente em tentar pisotear meu corpo, mas eu era uma criança rápida e desviei de seus pés, a escuridão foi minha amiga naquele momento e ele acabou me perdendo de vista, Olyard começou a chamar sua atenção e eu aproveitei a distração para escalar um dos montes de carros velhos sem rodas até ficar no nível da cabeça do gigante.


 Olyard desviava dos golpes do monstro lá embaixo tocando sua flauta e eu sabia que ele não poderia agüentar muito tempo, principalmente porque o corte que eu fizeram em seu braço era muito maior do que o esperado e ele sangrava em bicas toda a vez que sua mão mudava as notas da flauta, enchi meus pulmões com o ar frio da madrugada e berrei.


- FEDOREEEEENTO. – Com um impulso me joguei sobre os ombros da besta, ele virou o pescoço a tempo de ver minha adaga cravar profundamente em seu olho e fazer um corte tão potente que meu braço acabou por invadir a órbita ocular. O ciclope berrou e se contorceu enquanto eu tirava a faca e tornava a cravá-la no olho, no pescoço, na orelha, em todos os lugares em que meus braços curtos conseguiram chegar, devo ter ficado uns dez minutos agarrado a orelha dele cravando a faca com toda a minha força na sua nuca sem que ele fosse capaz de me atingir porque a música da flauta de Olyard havia feito com que uma planta crescesse no chão e prendesse os dois braços da besta... Uma criança normal não teria sido capaz de fazer um dano significativo em um ciclope adulto com uma adaga... Mas aquele calor que eu sentia dentro do peito fazia com que minha adaga furasse profundamente e o sangue começou a fluir por todo o rosto e pescoço do ciclope enfurecido e uma das estocadas em seu pescoço atingiu uma artéria, a criatura caiu de joelhos e explodiu em poeira, Olyard conseguiu amparar minha queda, ele me abraçou e disse em meu ouvido.


- Pelos deuses garoto, isso foi incrível, nunca vi um meio-sangue tão jovem fazer algo assi... Deuses... – Os braços do sátiro apertaram-se ao redor de mim e seus olhos se prenderam a algo acima de nossas cabeças, olhei para cima para entender o que ele via e me surpreendi, o símbolo de Ares flutuava ali.


- O... O que isso quer dizer Sr. Olyard? – Questionei com os olhos arregalados, ele tinha agora uma expressão séria em seus olhos, com suas mãos obrigou-me a olhar em seus olhos e deu um sorriso triste, seu rosto estava pálido.


- Meu bom garoto... Não se esqueça que não importa quem nossos pais são... Você sempre vai poder escolher o seu caminho, não importa o que digam. – Só viria a entender o que ele havia querido dizer vários anos depois, quando compreendi o que ser filho do Deus da guerra significava.


Continuamos nossa viagem brutal até o acampamento meio sangue e Olyard deu a vida por mim para garantir minha chegada.


Uma vez dentro do acampamento descobri que apenas o carro de meu avô fora encontrado e eu e ele fomos dados como mortos depois de alguns meses de desaparecimento... Decidi que jamais voltaria até minha cidade natal para manter minha irmã e avó em segurança e prometi também que encontraria meu caminho para me tornar um homem diferente de meu pai, assim começou minha jornada.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lavínia Cavendish em Sab 30 Abr 2016, 13:09



Avaliação

Alizza Hünrazgov - Reprovada como filha de Phobos


Alizza, você deve ter em mente que quando vai escrever um texto para um leitor que não sabe nada sobre sua trama (no caso todos nós avaliadores), deve inserir os elementos na narração com clareza. Foi isto que não aconteceu logo no início, onde fiquei me perguntando quem diabos era Sunshine.

Um pequeno furo de coerência foi falar que sua personagem apresenta "beleza descomunal". Qualquer semideus pode ser belo, claro, mas NÃO devem ser comparados aos filhos de Afrodite. Apesar de Phobos ser filho da deusa do amor, não herdou a graça de sua mãe — uma vez que ele provoca medo nas pessoas, não faria o menor sentido. Não leve a linhagem divina como se fosse a humana, com genética precisa e hereditária em todos os casos. Sua personagem pode sim ter aparência agradável e chamativa, mas nada demasiadamente exagerado como são as crias do chalé 10.

Outro erro foi falar que "tem pele clara e suave assim como toda criança." rs.

Achei que você a descreveu de um modo um tanto sensual de mais para ser apenas uma menina de 5 anos. Não é como se estivesse entrosada com o personagem, e sim criando-a de maneira geral como qualquer outro semideus adolescente. Apesar disso, o maior erro que eu percebi que cometeu foi querer escrever muito, criar conteúdo para a ficha. Perceba que, na primeira parte, a pergunta é simples: Pra qual deus deseja ser reclamado e quais os motivos para isso. O que você colocou naquele quadro foi muito dispensável, como um pedaço da introdução da história. Se fosse mais objetiva e clara, teria se saído melhor. No perfil do personagem tenho que dizer o mesmo, já que muito daquilo ficou confuso. O melhor a se fazer é seguir a orientação e separar a parte psicológica da física, assim você escreve apenas o necessário e de forma mais limpa do que fez, sem rodeios.

Nas primeiras partes você usa vírgula de forma excessiva, o que chega até a cansar um pouco a leitura. O fato de o médico se importar com as memórias de um bebê de um ano me deixou um tanto intrigada, já que crianças desta idade nem mesmo produzem memórias significativas. Ainda não são totalmente racionais, então não fez muito sentido.

Vou dar um exemplo de como uma frase sua poderia ficar, com a pontuação correta e tempos adequados:

Ninguém soubera se a criança havia tido sua memória tirada e com o passar do tempo, acabaram deixando com que ela simplesmente fosse crescendo nesta duvida afinal de contas, era somente um bebê, ela não poderia saber de nada, não é.

Ninguém soubera se a criança havia tido sua memória tirada ou não, e com o passar do tempo acabaram deixando com que ela simplesmente fosse crescendo nesta duvida afinal de contas, era somente um bebê, e não poderia saber de nada. não é.

"Seu número de experiência era o suficiente para que alguns dos que viviam lá a chamassem de Sititch." ?????????????

Olhe, vou dar algumas dicas para que sua ficha seja aprovada da próxima vez, já que se eu fizer isto agora estarei assinando sua sentença de morte na primeira missão em que participar. RELEIA o texto como se não soubesse de nada. Se achar confuso, saberá que realmente ele está. Olhe suas narrações com mais senso crítico para detectar todos os erros, furos, incoerências e coisas absurdas. Use apenas os poderes que estiverem ao seu alcance — se sua intenção é entrar para os mentalistas, então o faça, mas não use nenhum tipo de poder mental que não esteja ao seu alcance na lista de Phobos/Psiquê antes disto. Não é válido e pode inclusive lhe trazer diversos problemas em uma missão on game. É como usar uma espada sem que ela esteja no seu arsenal, entende?

Também tente dar uma melhorada na parte ortográfica do texto, e saiba que "Deus" com maiúscula se refere ao cristianismo, todos os gregos são apenas "deus" mesmo. Seu enredo é realmente muito bom e envolvente, mas infelizmente a história de criança que cresceu em um laboratório já é meio batida. Tente criar mais, descrever melhor a relação da menina com aquele lugar, o que ela achava disto, o que ela achou sobre ser uma semideusa, como isso a afetou, etc. Dê vida ao seu texto, não apenas fatos. Se precisar de qualquer outra dica, ajuda, ou apenas conversar sobre sua ficha pode me chamar por MP ou qualquer outro meio de comunicão (meu face está no perfil). Boa sorte da próxima vez, não desista!


O player Duncan está sendo avaliado por outro monitor.


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I was following the pack all swallowed in their coats, with scarves of red tied round their throats, to keep their little heads from fallin in the snow and I turned round and there you go...


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Aaron T. Czarevich em Sab 30 Abr 2016, 14:01


Avaliação




Duncan Summer (calma, esse vermelho não é de reprovado)

Cara, eu realmente gostei dos seus motivos para ser filho de Ares. Eu já comecei a avaliação bastante desmotivada pela estética da ficha, mas quando eu li isso, fiquei realmente intrigada. Mas eu estou aqui por causa dos erros, não é? Então vamos nessa.

Você usa muitas vírgulas e poucos pontos, isso poderia ser resolvido apenas lendo o texto em voz alta. Toda vez que você der uma pausa, é onde deve colocar a vírgula ou o ponto. E essa palavra aqui: "freqüência" não me agradou muito. O trema foi removido da língua portuguesa em uma reforma ortográfica não muito tempo atrás, e se não me engano, até linguiça tinha trema e agora não tem mais. Também pude ver outra palavra com trema no meio do texto.

Outro erro que eu reparei foi na repetição de "vovô". Use outras palaras para descrevê-lo, como: senhor, velho, avô, ele, mortal, etc. A mesma coisa aconteceu com o Olyard.

Um momento em que me confundi foi com a cor das falas, já que você usou a mesma cor para todos, e não colocou nada depois do travessão que indicasse que a fala era daquele personagem. Porém, no final do texto, as cores começaram a mudar. Eu realmente não entendi o que aconteceu.

Outro ponto: como você reconheceu o símbolo de Ares? Os professores não ensinam isso na escola, e se ensinaram a Duncan, você deveria deixar isso claro no texto.

Mais outro, mas dessa vez é só estética: use um template para tornar seu texto mais bonito e visivelmente atraente, isso deixa um avaliador bem feliz em uma missão. Caso tenha alguma dúvida nessa área, pergunte a mim ou a algum outro player experiente, os templates são fáceis de explicar, entender e usar.

Eu fiquei por cima do muro com você, Duncan, mas eu decidi lhe aprovar, já que eu realmente gostei da ficha, eu realmente pude sentir a essência do pobre filho de Ares. Seja bem-vindo ao fórum, filho de Ares, não decepcione seu pai.

Qualquer dúvida, sugestão, reclamação, recalque, falsidade, comida por sedex, MP.
Aaron T. Czarevich
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Seg 02 Maio 2016, 22:19




Atualizado!




How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Levy Maji em Ter 03 Maio 2016, 04:01




Levante seus olhos ao céu para me encontrar












FICHA DE RECLAMAÇÃO



Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Desejo ser reclamada por Nix, pois se encaixa na trama do personagem e em sua personalidade.

Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Levy é uma mestiça Chinesa, aparentando ter olhos levemente puxados, o suficiente para que saibam ao menos metade de sua etnia. Sua íris é naturalmente castanha, por mais que estranhamente a tenha visto varias vezes de outra cor, adquirindo colorações que variavam do vermelho ao azul. Tem pele clara e cabelos negros como a noite, levemente enrolados em suas pontas. É magra e totalmente tatuada, mais como uma forma de rebeldia do que de estética. Mede em torno de 1,55 metros.

Características Psicológicas: Em sua maior parte, Rebelde. Levy sofreu muito na mão de seu pai, se tornando cada vez mais rebelde, misteriosa e independente. Mesmo assim, é extremamente camaleônica, sendo em menos de minutos quente, carinhosa, gentil, raivosa, adorável, falante, quieta, tudo; e isso acontece porque não é de levar qualquer tipo de opinião controversa a sua para casa, então o que poderia ser uma festinha de pijama de amigas, se torna um palco para a terceira guerra mundial. Mas Levy é praticamente um cubo mágico, sabendo jogar, vai conseguir desvendar.
 
História do Personagem:

Prologo.

- Vá se arrumar Levy, coloque as vendas e não apareça na sala de estar sem ser para servir a comida – o chinês engomado então saiu do meu quarto.

A porta bateu atrás de mim deixando somente os rastros do que poderia ser uma vida feliz. Mesmo sem olhar para ele sabia como estava, uma expressão macabra, uma mistura de nojo, indignação e medo. Sim, ele tinha medo de mim. E ele se chamava Zac Liang, ou Zhang Liang, que era seu nome original e eu havia descoberto sem querer, pegando uma de suas carteiras de nascimento, tinha cabelos negros lisos, pele clara um pouco dourada pelo sol e olhos negros como seus cabelos. Era um homem comum, um chinês igual a qualquer outro, e passava despercebido de todas as maldades que fazia. Esse homem, pequeno empresário bem sucedido, era meu pai.

Um passado amaldiçoado

Era de madrugada quando a mulher tocou a campainha da casa, Zac Liang não a via há meses e estava confiante que aquela mulher nunca mais iria aparecer, mesmo assim, ela estava em frente a sua porta, radiante e com seu sorriso misterioso. O que mais intrigava era o bebê em suas mãos que brincava suavemente com a manta de Nicole, ou assim era seu nome que se apresentara ao homem ali prostrado a porta, tremulo.

Zhang Liang era um homem um tanto comum, apesar de seu passado ser negro. Dentro de sua arvore genealógica um nome como seu existia, um nome o qual dono havia sido queimado na fogueira acusado de bruxaria. Um herdeiro que morou no mesmo lugar que Zhang nasceu: Henan, China.

O chinês era um homem extremamente religioso e louco e ao descobrir a origem de seu nome, o mudou para somente Zac Liang tentando apagar os rastros de magia que havia dentro de si. Quando se tornou um adulto bem sucedido entrou para uma seita religiosa cristã onde acreditavam que bruxas existiam e assim como acontecia na idade média aquelas que eram acusadas de bruxaria eram queimadas vivas na fogueira. Mas nem mesmo o cristão mais fervoroso poderia resistir ao sentimento carnal, principalmente quando vinha de uma deusa.

Ele a encontrou enquanto voltava de seu trabalho, uma mulher bela e sombria que a atraiu. Tentou resistir à vontade de ir atrás, mas não conseguiu, a conhecendo como Nicole. Tiveram somente uma noite de prazeres naquele mesmo dia antes de a mulher sorrir e ele ver seus olhos mudando de cor. Ela era uma bruxa, descobriu, se sentindo enojado. Pensou em fugir, denunciar a mulher ou correr, mas para sua sorte ela havia sumido da sua frente, antes mesmo de falar qualquer coisa após a relação sexual.

O fato de ter se deitado com a feiticeira era um crime para Zac e um segredo absoluto, mas vê-la ali em sua porta era como um pesadelo voltando á tona. Inutilmente, não abriu a porta e foi para seu quarto em silêncio, esperando que a mesma fosse embora. Mas ao contrario do que queria, a mulher se materializou a frente dele, usando o mesmo manto cheio de estrelas e olhos emanando uma cor vermelha.

- Saia bruxa! Saia ou irei queima-la na fogueira – gritou com o pouco de coragem que havia em seus peitos.
- Bruxa? Oh, mas que insulto meu querido. – sorriu, brincando com os cabelos negros do bebê – eu sou a patrona das feiticeiras e das bruxas, eu sou a deusa da Noite, Zhang, me chamo Nix – então mexeu no bebê, colocando-o na cama do homem.  – Ela é sua filha, cuide bem dela.
- Minha filha? – ele riu, tirando certa tensão de seus ombros – Eu nunca cuidaria dessa aberração. Vou queima-la na fogueira juntamente com você.

Então Nix se aproximou sutilmente do homem, agora seus olhos estavam azul gelo, cristalizados e brilhantes, colocando a mão sobre o queixo de Zac, no mesmo momento o homem pode sentir uma descarga elétrica em seu coração, apertando-o por alguns segundos e relaxando lentamente.

- Acredita em maldições? – Sorriu – Espero que sim, se desfaça da criança e seus dias estarão contados. Ela ficará com você até que a hora certa chegue, e eu espero que cuide bem dela, se não virei atrás de você novamente, e não vou ser gentil. – acariciou a cabeça da criança novamente antes de sumir misteriosamente nas sombras.

Deixe a noite cair.

Com medo da maldição Zac se sentiu obrigado a registrar a criança em cartório, mas não a registrara como filha, seu sobrenome fora colocado como Maji. Para Zac Liang, a história foi fácil de programar, o Chinês havia contado que um bebe tinha sido largado em sua porta, com uma carta (que ele mesmo havia escrito) dizendo o nome da criança, com dó decidiu adota-la para cuidar até que pudesse viver sua vida. Além de não entrar em uma história que envolvia Magia e Deuses, a mentira havia rendido um ponto positivo e além de um microempresário bem sucedido também tinha a visão de um bom homem.

A menina cresceu a sombras do mundo, seu pai nunca a deixara sair e a tratava como uma mera escrava. Viveu ouvindo que era a maldição e carma de seu pai e que se fosse por ele a mataria como todos os demônios deveriam morrer: queimados.  Quando começou a ter uma maior coordenação motora virou uma escrava moderna, cuidando da casa e servindo as visitas para seu pai, mas sempre com vendas, já que seus olhos mudavam rapidamente.

Foi com quinze anos que passou a fugir de madrugada de sua casa, conhecendo de forma drástica o mundo. Tudo aquilo que nunca havia feito passou a fazer, bebia, usava drogas, começou a se tatuar. Sempre voltava de manhã para seu quarto e não fingia dormir, gostava de mostrar o que havia feito, em partes para chamar a atenção, em partes para ferir o Chinês. Seu pai começou a colocar roupas de manga compridas para que não vissem sua rebeldia ao mesmo tempo em que começava a ter medo da garota.

Reviravolta.

Na semana em que sua vida mudou, Levy Maji havia passado dos limites. Em um surto de raiva por servir homens que a assediavam por cima da roupa simplesmente porque era “cega” a deixou irritada e ouvir seu pai a menosprezando a fez ir até o quarto do homem totalmente sem roupa e deitar sobre ele enquanto dormia. O Chinês acordou em um susto e ao ver a menina sobre si, a jogou de lado e puxando-a pelo cabelo a trancafiou em minúsculo quarto.

Foi uma das semanas mais infeliz que a garota já havia passado em sua vida, o lugar era apertado e escuro, não havia janelas e lugares para se deitar, algumas caixas estavam distribuídas de forma desuniforme e nelas havia algumas escrituras sobre rituais de bruxaria e forma de identificar uma. “Meu pai é louco”, pensou . Sabia que não estava limpo porque até aquele momento, não conhecia tal área da casa e infelizmente, quem fazia os serviços da limpeza não era nada mais do que ela.

Nesta semana em questão Levy tinha mudado muito, já fazia seis dias e meio que seu pai não a tirava do lugar e sabia que não restaria muito tempo para poder sair, a verdade era que Zac tinha uma reunião importante com seus colegas religiosos e sempre que isto acontecia, Levy era levada para ser tratada como uma escrava. Estava morrendo de fome, por uma vez no dia o chinês jogava um pedaço de pão seco e um úmido para que a garota se alimentasse e não morresse.

Eram quase seis horas da noite quando seu pai, abriu a porta, segurando uma cinta de couro.

- Você tem trabalho a fazer hoje Maji – olhou a jogando algumas vestes brancas e sua venda – não me decepcione e desça as sete horas em ponto para servir meus colegas.
- Eu vou denunciar você – olhou, seus olhos brilhando em vermelho sangue – vou me vingar de tudo.
- Você é como a vadia da sua mãe, bruxa – então fez o que ela menos esperava, dando uma cintada em seu rosto, pode sentir a ardência e a área esquentando – Deveria agradecer minha misericórdia por abrigar uma bruxa e deixar que pague seus pecados.

Levy queria questionar sobre sua mãe, não podia acreditar que uma mulher abandonaria um bebê em uma casa de um homem como aquele, mas todas as vezes que perguntava dela seu pai a tratava mal e a machucava deixando cicatrizes enormes em seu corpo.

Levantou-se indo em direção ao banheiro de seu quarto, parando somente para se olhar no espelho. Seu rosto estava inchado, mas a quem ela poderia reclamar? Não tinha ninguém. Os homens com quem saia a noite não eram nada mais do que diversão, as drogas e o álcool só a faziam esquecer os problemas, mas realmente não poderiam ajuda-la em uma situação de risco.

Mal tinha vontade de sair do banheiro assim que terminou, Levy estava novamente irreconhecível. Usava um vestido longo e antigo, daqueles que eram usados pelas moças da antiguidade, em sua época medieval, anterior ao vestido, sua única diferença era um capuz longo que cobria todo seu cabelo. Por ultimo as vendas já sujas de lágrimas antigas fora colocada sobre seu olhar, deixando apenas que sua boca delineada aparecesse.

Estava acostumada a andar pela casa e a venda não dificultava seu caminhar. Desceu pelas escadas dos fundos, indo até a cozinha e pegando as entradas da refeição. Seu pai ao ouvir o barulho dos pratos falou que a comida iria ser servida e só então Levy teve permissão de ir até a sala.

Aproximou-se da mesa onde sabia pelas vozes a localização de seu pai e os homens que ali estavam, colocando os talheres e os pratos com uma entrada básica de camarões. Levy sabia que Zac era um péssimo homem e pai, mas não deixava a desejar na cozinha, ele sempre fazia suas refeições, pois tinha medo que a cria que vivia em sua casa envenenasse seus alimentos.

- Quem é essa, senhor Liang? – indagou uma voz
- É minha empregada- respondeu – Mas cuido dela como uma filha, não é querida?

As entranhas de Levy se forçaram a doer, sua maior vontade era vomitar sobre aquele homem que a maltratava desta forma, como uma pessoa poderia ser chamada de pai assim? Quem ele pensara que era? Mesmo assim, sabia que se demonstrassem seus sentimentos verdadeiros iria sofrer as consequências, então acenou somente um sim com a cabeça, engasgando com as palavras que não podia dizer.

- É realmente estranho – o homem riu, com uma voz sedutora – Ela tem seus lábios.
- o que quer dizer com isso, meu caro? – Levy podia sentir a tensão em cada palavra de seu pai.
- Talvez você – então um silêncio se formou, Levy pode ouvir o homem se levantando da cadeira – possa me dizer – sentiu uma aproximação – o que quer dizer com isso – e então suas vendas foram tiradas.

Os olhos de Levy tremiam, sua respiração estava ofegante e com medo do homem pálido a sua frente correu para um canto da sala de Jantar, olhando mais atentamente o que lhe acontecia. Seu pai estava levantado aonde provavelmente tinha se sentado, segurando uma faca com força, haviam dois homens somente com ele e um ainda parecia não se exaltar com tudo o que estava acontecendo enquanto admirava seu prato de comida como se fosse uma obra de arte e o outro homem ainda estava parado, com um sorriso travesso segurando as vendas que a pouco tempo estavam nos olhos da garota.

No geral os dois homens eram bem parecidos, tinham peles pálidas, cabelos lisos e castanhos e olhos vermelhos, entre todos os detalhes estranhos, inclusive suas roupas, o que mais se destacava eram seus dentes, caninos maiores do que o normal e assustadoramente pontudos.

- Vampiros – sussurrei.

Revelações.

- Vampiros? – o homem riu – Somos Damphyres, meio humano, meio vampiro. Este aqui é Leonard, meu irmão e eu sou Richard. – Ele não parecia ligar para nada – Estávamos passando por aqui quando sentimos um cheiro incrível de semideus e decidimos provar.

Aquilo era quase uma história comum para a garota, sempre tivera alguns problemas em ver “coisas que não existiam”, mas para seus colegas, eram efeito do álcool e das drogas e para seu pai, eram as visões do inferno que a chamavam, mas nada havia a atacado alguma vez ou chegado perto, e muito menos a tinham chamado de Semideus.

- Não entendo o que quer dizer – falou, dando mais alguns passos para trás.
- Não se faça de boba – suas palavras foram tão ríspidas quando a velocidade em que Richard havia se aproximado dela – Não esconda sua identidade.
- Ela parece não saber – pela primeira vez Leonard havia falado, sua voz era muito mais suave e calma do que a de seu irmão – aquele homem tem cheiro ruim, seu sangue é estragado. Ah, e ele está voltando.

Levy não havia percebido seu pai se afastando da sala, mas os Damphyres sim. Para eles aquele pequeno chinês não representava perigo algum e ao vê-lo com uma arma apontada para os dois, os meio-vampiros sorriram em forma de diversão.

- Demonios! Bruxas – Zac começou a rir histericamente - vocês não vão conseguir me pegar, vocês não vão acabar com minha vida.
- E quem disse que nós queremos a você, humano imundo? – Toda a delicadeza na voz de Leonard havia sumido e seus olhos transmitiam uma raiva imensa. – Nós queremos essa delicia aqui.

Tudo aconteceu muito rápido, antes que Levy pudesse ver o homem que era considerado biologicamente seu pai colocou a ponta de sua arma sobre a boca e puxou o gatilho, criando um som forte de estouro, seguido por uma jorrada de sangue enquanto o chinês caia no chão. Por algum momento, talvez pelo susto , ou talvez pelo sangue, o que era mais provável, os dois mestiços de humano e vampiro ficaram paralisados, deixando uma brecha para Levy correr o máximo possível.

Agora ela tinha certeza de que tudo o que vira não era efeito colaterais das drogas, não era uma visão miraculosa do álcool. Eram reais, as mulheres com pernas de cobra, as pessoas aves, o cachorro que parecia cheirar a enxofre, todos eles realmente existiam.

Assim que correu, pulou pela janela de sua casa caindo em uma pequena moita, amortecendo a queda. A noite parecia bela e poderia ser apreciada se a garota não estivesse desesperada. As luzes da rua eram manchadas pelo seu olhar marejado que tentava esconder dias de dores e choros que nunca havia compartilhado, as pessoas na rua voltavam de seu trabalho e adentravam as casas coloridas que estavam por ali, quase nenhuma dava atenção a garota em prantos e aqueles que davam, a olhavam com repulsa.

Não teve muito tempo de vitória, assim que olhou para trás, os dois homens engomados apareceram atrás dela na rua, a perseguindo de forma rápida, era impossível alguém correr daquela forma e ninguém reparar, mas todas as pessoas da rua passavam por aqueles dois homens e nada faziam, sequer olhavam. Estava desistindo, perdendo o ar, deixando que a alcançasse quando achou um beco para se esconder o que, para qualquer pessoa, devia ser uma péssima ideia.
Estava segurando a respiração nas sombras quando a voz calma a chamou.

- Levy, nós podemos te sentir.

A garota começou a apalpar o chão, achando um taco de baseball – oque era um tanto clichê – jogado no lixão, sentia a espuma desgastada, o que devia ter sido um taco bem utilizado. Ficou em silêncio sabendo que era impossível se esconder para sempre. Em alguns segundos de espera, Richard passou em sua frente e assim que viu suas costas, pegou o taco com força em sua cabeça, sentindo suas mãos tremerem juntamente com o metal antes correr.

- aaaaaaaaaaaaaaaaaaah – pode ouvir o grito de dor enquanto saia do beco.

Levy não conseguia imaginar o que as pessoas estariam pensando quando a vissem correr. Roupas brancas e rasgadas, um taco de baseball na mão. Era como se alguma louca tivesse fugido de um manicômio e alguém fosse ligar para a policia para resgata-la.

Levy sabia que não podia parar, um mero taco de metal não poderia deter aquele dois homens sedentos pelo seu sangue, então continuou a correr até ser parada por um grupo de jovens esquisitos de camisa laranja. Parada não era a palavra certa, eles a cercaram a segurando por suas vestes enquanto a encaravam.

- ME SOLTEM! - gritou com lágrima nos olhos – POR FAVOR, ME SOLTEM.
- Ela está com o cheiro deles – disse um garoto esquisito, tinha cabelos castanhos e pele negra, olhos amarelados e por algum momento Leny achara que vira um chifre em sua testa – Eles devem estar por perto.
- Qual seu nome? – Perguntou uma garota loira que aparentava ter seus 11 anos de idade.
- Levy Maji – olhou para ela assustada – Por favor, deixe-me passar.
- Qual sua relação com os Dampyres – Uma outra garota perguntou, era mais alta, tinha cabelos negros e olhos escuros, não parecia ser o tipo de garota que alguém iria querer arranjar briga.

Levy ao ouvir o nome dos monstros começou a chorar, seus joelhos despencaram no chão, sendo segurada por um garoto loiro que a encarou. Era bonito assim como todo aquele grupo de camisa laranja. Eles a olhavam com uma mistura de admiração e preocupação.

- O que você é? – o menino que a segurava falou a encarando de forma carinhosa.
- Eu não sei.

Então Levy sentiu um frio na barriga e uma calma a cercou, a mesma calma que sentia enquanto olhava para o céu noturno, a mesma calma que as bebidas a davam. Seus olhos pararam de lacrimejar e o grupo de jovens a encaravam admirados. A garota olhou a sua volta, percebendo que uma grande sombra preta e bonita a cercava, com pontos brilhantes dentro dele como se fossem estrelas. “Espero que não seja tarde demais”, algo disse em sua mente e Levy teve a certeza de ver uma mulher misteriosa passando com um manto enquanto a encarava e sumia.

- Agora você sabe – a criança loira sorriu, a encarando – Você é uma de nós, sua mãe te salvou, semideusa – aquela palavra intrigava a garota, mas permaneceu em silêncio – Steven, leve-a para o acampamento, nós continuamos aqui, temos uma missão a cumprir.

Por menor que fosse, a menina loira parecia ser a líder daquele grupo e o garoto negro ficou para trás enquanto eles corriam entre as pessoas sem serem percebidos. O menino que agora Levy conhecia seu nome, Steven, a levantou do chão levando a menina para uma viagem até o acampamento. A garota não tinha certeza do que estava acontecendo, mas sabia que deveria confiar neles, afinal de contas, eram os primeiros que acreditavam em sua história e na visão sobre os monstros. E além de tudo, qualquer coisa poderia ser melhor do que o que havia passado com seu pai.

Seja lá o que fosse, a vida de Levy Maji ira mudar para sempre, e ela estava pronta para isso.






☆ ficha ☆ Nix ☆ Semideusa ☆ mestiça ☆
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Irene Hall Ingersoll em Ter 03 Maio 2016, 08:24

Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser reclamada por Athena, a deusa da sabedoria, da civilização, da estratégia, da razão e das artes. O motivo? Bem, não apenas condiz perfeitamente com a personalidade e a trama em que pensei, como também é uma deusa com quem me identifico (ou ao menos gosto de pensar assim).

Perfil do Personagem

Características Físicas: Possui corpo esbelto típico de uma jovem adulta que pratica poucos exercícios físicos. Seus cabelos quase negros caem suavemente ao longo de suas costas até a altura da cintura. São lisos, sem ondulações, mechas coloridas ou qualquer espécie de efeito. Mesmo sendo longos (o que pode atrapalhar bastante em uma luta), insiste em deixá-los soltos. Os olhos de Irene são cinzentos e relativamente pequenos. A pele branca, cujos tons variam da palidez ao rosado, já se encontra marcada por algumas cicatrizes e uma tatuagem. O corpo passa ideia de fragilidade, o que atribui à Irene ares de desajeitada. Enfim, não é linda e também não é feia.

Características Psicológicas: Dentre os inúmeros traços de Irene, um dos mais característicos é a calma. Nos momentos em que outros sentiriam raiva, tristeza ou dor, a semideusa se controla de modo a manter o pensamento lógico e o foco. É uma racional, por isso tem dificuldade em expressar emoções e permanece serena em situações difíceis. É dona de enorme ceticismo e, graças a isso, sempre se questiona sobre tudo. Apesar de fria, é gentil. Irene faz questão de ser educada com todos, portanto é muito respeitosa e não hesita em dizer “desculpa” ou “obrigado”. Inclusive, se esforça para não criar inimizades. Também é uma pacifista. Pode parecer ironia, já que sua mãe é deusa da guerra, porém, não a guerra em seu sentido usual: Athena rege a estratégia, a habilidade, a guerra defensiva e mais sábio do que guerrear é não guerrear. Irene não gosta de conflitos. Sempre que pode, evita confusões e se dispõe a resolver qualquer problema sem uso de violência.

Apesar da tranquilidade, a semideusa adquire força surpreendente quando precisa defender o que pensa. Não que sua personalidade se altere bruscamente, ela apenas adquire uma obstinação raramente vista e direciona suas energias a todos os meios para proteger seus ideais. A meio-sangue é inventiva e cheia de conceitos próprios, dentro os quais se destacam igualdade e liberdade. Também sente forte senso de comunidade com outros semideuses, mas é algo generalizado que não se aplica de maneira individual a um ou outro amigo e sim às crias dos deuses como espécie que precisa se ajudar. Por ser introvertida, tem grande dificuldade em formar laços profundos com os outros. Contudo, tem certa facilidade em compreender pessoas, sem necessariamente se simpatizar. Mesmo naturalmente curiosa, aprendeu a ser reservada e descobrir respostas de formas alternativas. De qualquer maneira, não consegue viver sem liberdade.

Apesar das dificuldades sociais, a filha de Athena é infinitamente grata às pessoas que a ajudaram e, principalmente, ao Canadá e aos canadenses. Pode parecer estranho, mas esses dois últimos elementos representam não apenas a salvação da jovem, como também valores que ela preza e uma parte fundamental de sua identidade. Como consequência da intensa admiração e gratidão, Irene se tornou uma patriota fervorosa cujo orgulho a faz agir de forma diferente do comum. Sua paixão pelo Canadá é tão grande que, em muitas ocasiões, pode parecer obsessão - e em muitas outras é cômica. Acostumada a receber elogios e a estar sempre acerta, desenvolveu uma certa arrogância que, talvez por predisposição natural, tornou-se vaidade. Não hesita em demonstrar seus conhecimentos e, secretamente, tem uma postura diferente com pessoas que, segundo sua opinião, são menos inteligentes. Não que a semideusa seja um tipo excêntrico de darwinista social, só acredita que a inteligência é a característica mais valorosa em alguém e por isso a usa como principal guia ao considerar o “valor” de alguém.

História do Personagem

Partie Un: Vérités
Part One: Truths

- Você não deveria estar aqui. - A voz firme da mulher era como uma navalha.

- Você também não deveria estar aqui…

Logo que Andrei Pazniak fitou aqueles olhos profundos, sentiu um frio tão grande que desviou o olhar. Era um jornalista e, como tal, gostava de enxergar a verdade no rosto das pessoas com quem conversava. Não conseguiu fazer isso com a estranha. Por algum motivo, aquela mulher tinha presença imponente. Era como um brilho próprio que ofuscava tudo ao seu redor e causava uma mistura estranha de sentimentos, mesmo em um lugar tão tenebroso. Estavam em uma prisão belarussa da época em que Belarus ainda fazia parte da URSS.

- Aqui não é lugar para conversas. Temos que…

Antes que ela pudesse terminar a frase, ambos ouviram o som de passos. Tudo estava trancado e Andrei se disfarçou para se infiltrar naquele lugar que, segundo muitas fontes, escondia algo mais. Tratava-se uma das maiores prisões do país e graças à ajuda de um membro do governo “democrático”, o jovem idealista se infiltrou ali. Dois guardas surgiram no corredor e apontaram suas lanternas diretamente nos rostos dos invasores, mas simplesmente voltaram e desapareceram. O jornalista teve a certeza mórbida de que seria capturado e teria o destino de centenas de pessoas nos arquivos confidenciais cujo acesso conseguiu na Ucrânia. Mesmo depois que os sentinelas sumiram, Andrei permaneceu parado. Já a mulher voltou a andar.

- Você não vem?

Calado, Andrei saiu de sua inércia e seguiu a desconhecida. Ficou tão atônito com a perspectiva de ser capturado que não questionou nada. Ele não viu outras pessoas e ao testemunhar todas as portas se abrirem em um passe de mágica, parou. Tentou falar, mas uma mudez anormal o impediu ao mesmo tempo que uma força o fazia continuar. Após passarem por portas e caminhos longos, entraram em uma sala protegida por cinco ou seis guardas - todos dormindo ao mesmo tempo. Olhando ao redor, via-se algumas câmeras e quando Andrei as percebeu, pensou ter ouvido em sua cabeça a voz da estranha dizendo que nada da invasão foi registrado. Devagar, ela abriu uma porta - que na verdade era um cofre - e retirou alguns artefatos e papéis

- Vamos embora.

- Eu não posso, antes preciso…

- Não se preocupe, sei o que quer e eu mesma te entregarei depois.

Mais uma vez, sentiu-se persuadido a não protestar e seguiu aquela misteriosa pessoa. Depois que chegaram no centro da cidade, ela seguiu em direção a uma rua escura. As sombras impediram Andrei de vê-la, contudo, ele ouviu o som de algo caindo. Ao se aproximar, percebeu que a desconhecida desapareceu e que nunca mais a veria. Abaixou-se e pegou o que caiu: uma pasta. Abrindo-a, encontrou fotos de alguns opositores de altos membros do atual governo belarusso e de pessoas que o jornalista desconhecia, mas todos torturados ou mortos. Ali estavam informações sobre pessoas desaparecidas há pouco tempo, ainda em 1994, bem como de alguns anos atrás, como 1993, 1992 ou 1991.

Após olhar os arredores, escondeu a pasta em sua jaqueta e voltou correndo para o pequeno apartamento que alugou. Em vinte dias entregaria tudo para uma comissão internacional que se dedicava a investigar crimes cometidos pela antiga URSS e seus aliados.
__________________________

Muitos no jornal ainda estavam aturdidos com tantos escândalos. Nikolay, um dos mais promissores fotógrafos de Belarus, seria internado em uma clínica psiquiátrica devido a uma suposta doença perigosa: homossexualismo. Se qualquer amigo do “doente” voltasse a dizer que ser homossexual não é nenhum problema psiquiátrico, certamente seria preso. O presidente nunca gostou muito de oposições às suas ideias, por mais idiotas que essas ideias fossem. Nikolay aceitou o destino sem resistência, precisou preservar a identidade de seu companheiro, não queria condenar a pessoa que amava: Andrei.

Pazniak, como todos do jornal, não disse nada. Apenas os olhares trocados com Nikolay iniciaram e terminaram um diálogo. Repentinamente, uma voz feminina surgiu no aglomerado em volta da cena da captura do fotógrafo. “Liberdade de pensamento! Liberdade para amar!” Houve silêncio. Ninguém soube identificar a origem de tais palavras. De repente, o jornalista repetiu as palavras e continuou repetindo-as até obter algum efeito. Todos os outros se acenderam como chamas após ouvirem aquelas palavras três vezes. Andrei fez menção de atacar um dos homens que levava Nikolay, mas o “doente” sinalizou um não com a cabeça.

O idealista Pazniak não chorou durante o protesto, nem quando foi interrogado e nem no caminho para casa, mas depois que colocou os pés em seu quarto, chorou. Teve o impulso de quebrar tudo, mas sabia que seria contraproducente. Pensou em sair de Minsk e talvez ir morar no Canadá, era um lugar bonito com líderes liberais e pessoas que se respeitavam. Sempre ouviu coisas boas sobre os canadenses e seus ideais. “Quanta tolice.” Mesmo que chegasse lá, não conseguiria se manter, já que falava muito pouco de inglês. Era impossível saber o quanto Nikolay mudaria. “Quando ele voltar, ele pode ter me esquecido.” O pensamento soou egoísta, mas o jornalista não conseguiu se conter. Andou em círculos pela casa pequena e quando decidiu ler algo, percebeu uma mulher entrando.

Ele não se lembrava de ter deixado a porta aberta, mas ao ver quem era, não se preocupou. Era aquela dos olhos sem emoção. Nos braços ela tinha algo: uma criança. Quando Andrei abriu a boca para dizer alguma coisa, ouviu a voz da desconhecida em sua mente. Em seguida surgiram imagens e logo formou-se um filme completo que passou todo na cabeça do jornalista. Ele entendeu tudo, descobriu a identidade da estranha e logo compreendeu a razão de uma criança estar ali. Ficou surpreso ao saber que sua filha nasceu dos pensamentos de Athena, mas talvez por influência da própria deusa, ficou perfeitamente calmo.

Mesmo feliz por ter uma filha (algo que jamais imaginou acontecer), sabia que não tinha a menor condição de criá-la. Mal conseguia se manter e era um homem mantido sob observação pelo presidente belarusso e seus aliados. A menina seria um alvo fácil para ataques que Andrei certamente receberia. Apesar dos problemas, ele sabia que podia confiar em Svetlana, uma velha amiga que era editora do jornal e a única pessoa que sabia do caso entre o jornalista e Nikolay. Era uma grande lutadora dos direitos humanos em Belarus e, compreendendo a situação de seu amigo (que segundo ele, encontrou a criança abandonada na porta de sua casa), decidiu criar a menina como se fosse sua filha. Os dois decidiram chamá-la de Irene, cujo significado é paz.

Partie Deux: Mensonges
Part Two: Lies

- Senhora Ingersoll, sua filha é a criança mais brilhante que já vi, mas preciso conversar sobre alguns comportamentos estranhos.

Svetlana dificilmente recebia reclamações de Irene. Na escola, tornou-se fonte de espanto. Não era simplesmente inteligente, era genial. Até mesmo o prefeito de Minsk já foi vê-la.

- Bem, eu queria começar com seu marido, Robert. Sua filha o desenha frequentemente, mas sempre com traços sombrios. Em muitos textos que ela escreve, Robert é o vilão e toda vez que alguém tenta conversar sobre isso, ela se isola completamente. - A diretora, uma mulher com eterna expressão de tédio, mostrava-se um tanto preocupada.

- Quando me casei, Irene tinha apenas nove anos. Acho que nunca se deu bem com ele por ciúmes e mesmo agora, com quase onze anos, ela mal consegue vê-lo. Ela sempre foi acostumada a ser o centro das atenções, então…

- Entendo. Talvez seja isso. O outro problema, talvez ainda pior, é Andrei. Eu sei que vocês são companheiros de trabalho e apesar de eu achar seu jornal um tanto, ahn, inadequado, tem que concordar comigo que Andrei não é uma companhia agradável.

Ingersoll engoliu em seco. Ouviu esse mesmo comentário centenas de vezes e em todas elas, a editora-chefe nunca se sentia segura. Para todos os efeitos, Andrei era o pai de Irene e a própria garota pensava nele assim. Na verdade, Svetlana desconfiava que o pobre jornalista fosse a pessoa que a menina mais amasse no mundo.

- Parece que ele colocou ideias estranhas na cabeça dela e ela acabou desenvolvendo essas ideias. Por exemplo, há algumas semanas, a professora de História pediu que os alunos fizessem redações sobre as nações que a turma considerava como as melhores do mundo… Todos escreveram sobre Belarus ou a Rússia, mas ela escreveu sobre o Canadá e a França. Sabe a gravidade disso?

No meio da conversa, a porta se abriu e permitiu a entrada triunfal de uma criança com onze anos de idade. Irene adquiriu o hábito de ouvir conversas através de portas e paredes e uma conversa sobre ela não poderia ser poupada dessa mania. Como se fosse uma adulta, a filha de Athena iniciou um longo debate sobre as qualidades de Andrei. Toda vez que Svetlana tentava conter sua filha, era bloqueada por um revirar de olhos e a semideusa voltava à discussão sobre vantagens do liberalismo e a importância da Revolução Francesa. Mãe e filha só não foram presas, porque a diretora concluiu que se denunciasse a melhor aluna que já teve, a escola e seu emprego seriam os maiores prejudicados.

- Irene? Está tudo bem, querida? - A senhora Ingersoll continuava assustada.

- Claro que sim.

- Devo confessar que essa sua capacidade de ficar irritada e calma ao mesmo tempo é bem assustadora…
__________________________

Andrei tinha acabado de colocar uma torta no forno. Receberia a visita de Irene e doces eram uma das coisas que ela mais gostava no mundo, então ele fazia questão de sempre preparar algo, mesmo sabendo que custaria o dinheiro que seria usado para comer nos próximos dois dias. Svetlana era boa e aumentou seu salário algumas vezes, mas ainda assim as coisas eram difíceis. Ao ouvir batidas na porta, surpreendeu-se. Sabia quando era sua filha e aquela pessoa certamente não era ela. “Parece alguém nervoso. Isso não é bom...” Hesitante, abriu a porta e teve uma surpresa: era Svetlana.

- Olá, Andrei. Tem um pouco de tempo? Precisamos ter uma conversa muito séria… - Visivelmente ela se esforçava para conter suas emoções.

- Claro. Venha, sente-se. O que houve? Algo com Irene?

- Serei direta: eu me mudarei para o Canadá. Enviei importantes fotos e documentos soviéticos e belarussos à uma comissão internacional e antes que eu seja descoberta, vou me mudar. Eu já vinha negociando um acordo há anos com os Estados Unidos e o Canadá e os canadenses me ofereceram asilo político com vantagens, já que Robert é de lá. Eu e Irene temos chances de nos tornarmos cidadãos canadenses permanentes. Por isso sempre fizemos questão de Irene aprender inglês dentro e fora da escola.

- Você enlouqueceu? Ela é uma menina! Nem é fluente em inglês! Como espera que ela viva lá?

- Você e eu sabemos que ela é capaz de qualquer coisa. Receberemos todo o apoio e…

- EU NÃO PERMITO ISSO!

- CALE A BOCA, EGOÍSTA! Tudo isso é raiva por ela conseguir realizar um sonho que também é seu?

Andrei ficou surpreso ao constatar que era exatamente isso o que estava acontecendo. Egoísmo. Perdeu Nikolay, perderia Irene e ainda a veria ir para um lugar melhor. Envergonhou-se de si mesmo e até teve vontade de se bater por ter sido tão idiota.

- Perdoe-me, Svetlana. Fui um completo idiota. Você tem todo o meu apoio, mas antes de qualquer coisa, preciso contar algo sobre Irene…

- Sim?

Ele pensou por algum tempo. Provavelmente, Svetlana não acreditaria e caso acreditasse, seria impossível prever sua reação. E se ela desestisse de Irene?

- Eu apenas quero te pedir para não deixá-la se esquecer de mim.

Partie Trois: Rêves
Part Three: Dreams

- Mãe? Eu sei que ao longo destes mil trezentos e trinta dias, eu tenho falado que é o melhor dia de minha vida, mas agora, nesse milésimo trecentésimo trigésimo primeiro dia como canadense, eu preciso dizer: é o melhor dia de minha vida.

- Fico feliz que goste tanto daqui. Esse lugar é muito bom para você, como se te deixasse mais humana.

- O que quer dizer?

- Querida, você é uma pessoa muito gentil e inteligente, mas à vezes tenho a impressão de que não é capaz de se envolver com as pessoas.

- Bobagem…

A vida em Ottawa não podia ser melhor. Começou a estudar em uma boa escola, era livre para ter e expressar os ideais que quisesse e quase nunca via Robert. Apesar de imigrante, por ter um padrasto canadense, enfrentava poucas dificuldades legais e sociais e sua mãe conseguiu um emprego que rendia um bom dinheiro. Irene venerava o Canadá, para ela representava um lugar perfeito que jamais imaginou que um dia chamaria de lar. Tinha aulas intensivas de inglês e também iniciou um curso intensivo de francês. Seu padrasto ainda lhe causava uma sensação estranha. Sempre que o via, tinha sentia que ele escondia algo muito grave, mas se tornou uma impressão tão rara, que nem dava tanta importância a isso.

- Sua professora comentou que você quer cursar Medicina… Na McGill University.

- É. Não sei. Bem… Eu sei que consigo, mas não sei se eles me aceitariam. Já sou considerada uma cidadã canadense?

“Eu sei que consigo”. Svetlana também percebeu há muito tempo uma certa vaidade de Irene que, às vezes, podia ser bem irritante.

- Tudo é muito complicado. Conversarei com Robert e faremos o possível. Podemos nos mudar para Montreal e ele até passará mais tempo conosco.

A semideusa calou-se antes que dissesse alguma tolice. Na verdade, nem tinha argumentos para justificar a sua raiva do bondoso Robert e por isso nunca era ouvida. Tinha que admitir que se estivesse no lugar de sua mãe, também não conseguiria dar qualquer crédito às reclamações - aparentemente - infundadas. Apenas foi a escola, satisfeita por saber que não precisaria eliminar seus sonhos.
__________________________

Naquele dia, Svetlana estava no escritório do Ottawa Citizen, trabalhando como jornalista. Recomeçou toda a carreira. Foi frustrante, mas era um mal necessário. Irene completaria dezoito anos em pouco tempo, tinha planos de ser independete e até queria mudar seu nome - algo que perturbou seu padrasto. Ela chegou da escola e para sua total surpresa, encontrou-se sozinha com ele. Desde que chegou ao Canadá, os dois nunca ficaram sozinhos por mais que cinco minutos… Ou era o que a semideusa pensava.

Como se fosse um lord inglês em uma caça nas savanas africanas, o senhor Hall estava sentado com ar de vitória em sua confortável poltrona. Agia como um predador observando o horror de sua presa. Na mesa de centro estavam dois copos cheios até a metade com vinho tinto. Apesar de ter completado quinze anos há pouco tempo, Irene já bebia vinho e gostava do sabor. O segundo copo era uma provocação pessoal - servia para que a própria Irene também comemorasse sua derrota.

- Nem pense em sair daqui. Seria tolice.

Irene permaneceu quieta. Sabia que discutir não teria qualquer utilidade e estava suficientemente perto da porta para sair antes que pudesse impedida. Naquele instante, uma força primitiva tomou conta de sua mente. Seu sentido de autopreservação dizia-lhe que precisava fugir para não sofrer aquilo de novo. Mas o que Robert fez tantas outras vezes? Ela não sabia, apenas tinha certeza de que não era nada bom.

- Parece que o mesmo truque ainda funciona em você… Não há como escapar. Sou o preferido de minha mãe. Fui abençoado por Hécate e por isso nada neste mundo te ajudará.

Como sempre, os vizinhos não ouviram qualquer som no apartamento. Mesmo o show de luzes produzido pelos poderes de Robert era invisível para o mundo de humanos comuns. Ele simplesmente realizava seu ritual, apagava a memória da maldita filha de Athena, organizava tudo e depois tinha uma noite inteira de diversão ao ouvir uma relutante Irene se desculpar por reclamações infundadas. É sempre mais difícil manipular mentes de filhos de Athena, por isso ela mantinha impressões. Algo tão primitivo que não merecia qualquer credibilidade.

Partie Quatre: Réalité
Part Four: Reality

A vida da jovem filha de Athena melhorou muito mais do que poderia sonhar. Irene completou a escola secundária um ano antes do comum, teve uma trajetória brilhante na Vanier College e há mais de três anos era aluna na McGill University no curso que queria. Frequentemente, na sala de aula, algum colega a pegava olhando um ponto vazio no espaço enquanto pensava em quão boa a sua vida era. Às vezes se lembrava de Andrei, mas Irene ou sua família nunca mais poderiam colocar os Belarus - caso aparecessem em Minsk, eles “sumiriam”. A lembrança daquele homem era vaga e desaparecia aos poucos, mas sempre de maneira repentina.

- Com licença… Você é a senhorita Hall?

Irene estava no Première Moisson, tomando café despreocupadamente. Minutos atrás ligou para sua mãe, dizendo que conseguiu um estágio muito bem remunerado e que estava disposta a morar sozinha em Montreal. Ficou feliz em descobrir que tinha a força para tomar uma decisão tão importante, mas foi interrompida por um casal de alunos que nunca viu antes.

- Sim. Posso ajudar em algo?

- Você pode se ajudar, mas apenas se vier conosco.

- Eu lamento, mas você está me confundindo com outra pessoa. - A semideusa nem sequer ficou confusa, parecia óbvio que era um trote.

Ambos pareceram frustrados e começaram uma discussão através de sussurros. Irene levantou-se e logo que fez menção em sair dali, a mulher segurou seu braço. Já estava ficando desesperada.

- Por favor, vamos juntas até o banheiro para que eu…

A filha de Athena decidiu ignorar.

- Também diz respeito ao seu padrasto. Sei coisas sobre Robert!

Instantaneamente, Irene parou. Como uma completa desconhecida poderia saber o nome de seu padrasto e, mais surpreendentemente ainda… Saber que ele não era seu verdadeiro pai? Irene dirigiu-se silenciosamente ao banheiro, acompanhada da estudante estranha. Naquele momento, sentiu algum alívio ao vislumbrar a possibilidade de alguém conhecer algum segredo obscuro de Robert.

- Terei que ser direta, porque não temos tempo. Seu pai é um poderoso filho de Hécate e até eu consigo sentir que ele já entupiu seu corpo com aqueles malditos feitiços. Temos que fugir e ir para um lugar seguro. Agora.

- Hécate? Feitiços? Quanta bobagem. Não acredito que perdi meu tempo com isso.

- Não sabe ainda? Você é uma filha de Athena. Robert é uma espécie de…

A filha de Athena nem quis ouvir o resto. Enquanto a desconhecida falava, Irene decidiu ir embora dali. A estranha com certeza conseguiu as informações através do Facebook ou com ajuda de alguma outra rede social.

- ESPERA! OLHA! ACIMA DA SUA CABEÇA!

Despreocupadamente, a semideusa olhou e teve um susto: sobre sua cabeça flutuava um símbolo brilhante parecido com um holograma. Apavorada, ela voltou para dentro do banheiro sem dizer uma palavra, sentou-se no chão de que sempre teve nojo e ouviu com atenção cada palavra daquela mulher.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Oscar Bezarius em Ter 03 Maio 2016, 08:40


Avaliação



Levy Maji — Garota, você escreve bem. Ou melhor, muito bem. Eu li e reli só porque gostei muito e - confesso - que reli só para poder encontrar alguma coisa errada, sem falar que adorei a personalidade forte que possui.

Só vou aconselhar que mude o template pra um maior.

Aprovada!

Há avaliações pendentes!

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Eu acho que não é da sua conta. Só acho.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Ter 03 Maio 2016, 11:44


Levy Maji - Ficha ignorada.



Não é necessário a utilização de template,mas caso opte por fazê-lo a largura mínima deverá ser de 400px*, preferencialmente sem barra de rolagem. Templates que não sigam o disposto farão a ficha ser ignorada, bem como fichas ilegíveis - utilize colorações adequadas no texto.

*Largura do TEXTO.

Aos monitores, atentem-se às regras. A avaliação não contará para o mural.
Ao player, reposte a ficha com as adequações necessárias.



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lavínia Cavendish em Ter 03 Maio 2016, 11:52



Avaliação

Irene Hall Ingersoll - Aprovada como filha de Athena


Confesso que eu gosto muito mais de avaliar fichas que serão reprovadas, já que eu tenho mais coisas para falar nelas. Simplesmente achei um ótimo teste, você conseguiu passar a personalidade de sua semideusa de forma muito clara e objetiva, o que eu aprecio muito. Você tem o espírito dela, e por isso acho que vai se dar muito bem com a Irene nas suas futuras narrações.

Não encontrei erros significativos de ortografia ou coerência, gostei do modo como dispôs a história ao longo da postagem. A parte psicológica e física encheu meus olhos de lágrimas de orgulho (ok, nem tanto, apenas gostei muito). Desejo um bom desenvolvimento e disponho minha caixinha de MP para qualquer problema que tiver ou dicas que precisar. Parabéns, filha da sabedoria!

Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
© lavínia cavendish




LAVINIA CAVENDISH


white winter hymnal


I was following the pack all swallowed in their coats, with scarves of red tied round their throats, to keep their little heads from fallin in the snow and I turned round and there you go...


TRAMA - MP - DO IT YOURSELF - WE ♥ IT



Lavínia Cavendish
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Levy Maji em Ter 03 Maio 2016, 13:12




Levante seus olhos ao céu para me encontrar












FICHA DE RECLAMAÇÃO



Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Desejo ser reclamada por Nix, pois se encaixa na trama do personagem e em sua personalidade.

Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Levy é uma mestiça Chinesa, aparentando ter olhos levemente puxados, o suficiente para que saibam ao menos metade de sua etnia. Sua íris é naturalmente castanha, por mais que estranhamente a tenha visto varias vezes de outra cor, adquirindo colorações que variavam do vermelho ao azul. Tem pele clara e cabelos negros como a noite, levemente enrolados em suas pontas. É magra e totalmente tatuada, mais como uma forma de rebeldia do que de estética. Mede em torno de 1,55 metros.

Características Psicológicas: Em sua maior parte, Rebelde. Levy sofreu muito na mão de seu pai, se tornando cada vez mais rebelde, misteriosa e independente. Mesmo assim, é extremamente camaleônica, sendo em menos de minutos quente, carinhosa, gentil, raivosa, adorável, falante, quieta, tudo; e isso acontece porque não é de levar qualquer tipo de opinião controversa a sua para casa, então o que poderia ser uma festinha de pijama de amigas, se torna um palco para a terceira guerra mundial. Mas Levy é praticamente um cubo mágico, sabendo jogar, vai conseguir desvendar.
 
História do Personagem:

Prologo.

- Vá se arrumar Levy, coloque as vendas e não apareça na sala de estar sem ser para servir a comida – o chinês engomado então saiu do meu quarto.

A porta bateu atrás de mim deixando somente os rastros do que poderia ser uma vida feliz. Mesmo sem olhar para ele sabia como estava, uma expressão macabra, uma mistura de nojo, indignação e medo. Sim, ele tinha medo de mim. E ele se chamava Zac Liang, ou Zhang Liang, que era seu nome original e eu havia descoberto sem querer, pegando uma de suas carteiras de nascimento, tinha cabelos negros lisos, pele clara um pouco dourada pelo sol e olhos negros como seus cabelos. Era um homem comum, um chinês igual a qualquer outro, e passava despercebido de todas as maldades que fazia. Esse homem, pequeno empresário bem sucedido, era meu pai.

Um passado amaldiçoado

Era de madrugada quando a mulher tocou a campainha da casa, Zac Liang não a via há meses e estava confiante que aquela mulher nunca mais iria aparecer, mesmo assim, ela estava em frente a sua porta, radiante e com seu sorriso misterioso. O que mais intrigava era o bebê em suas mãos que brincava suavemente com a manta de Nicole, ou assim era seu nome que se apresentara ao homem ali prostrado a porta, tremulo.

Zhang Liang era um homem um tanto comum, apesar de seu passado ser negro. Dentro de sua arvore genealógica um nome como seu existia, um nome o qual dono havia sido queimado na fogueira acusado de bruxaria. Um herdeiro que morou no mesmo lugar que Zhang nasceu: Henan, China.

O chinês era um homem extremamente religioso e louco e ao descobrir a origem de seu nome, o mudou para somente Zac Liang tentando apagar os rastros de magia que havia dentro de si. Quando se tornou um adulto bem sucedido entrou para uma seita religiosa cristã onde acreditavam que bruxas existiam e assim como acontecia na idade média aquelas que eram acusadas de bruxaria eram queimadas vivas na fogueira. Mas nem mesmo o cristão mais fervoroso poderia resistir ao sentimento carnal, principalmente quando vinha de uma deusa.

Ele a encontrou enquanto voltava de seu trabalho, uma mulher bela e sombria que a atraiu. Tentou resistir à vontade de ir atrás, mas não conseguiu, a conhecendo como Nicole. Tiveram somente uma noite de prazeres naquele mesmo dia antes de a mulher sorrir e ele ver seus olhos mudando de cor. Ela era uma bruxa, descobriu, se sentindo enojado. Pensou em fugir, denunciar a mulher ou correr, mas para sua sorte ela havia sumido da sua frente, antes mesmo de falar qualquer coisa após a relação sexual.

O fato de ter se deitado com a feiticeira era um crime para Zac e um segredo absoluto, mas vê-la ali em sua porta era como um pesadelo voltando á tona. Inutilmente, não abriu a porta e foi para seu quarto em silêncio, esperando que a mesma fosse embora. Mas ao contrario do que queria, a mulher se materializou a frente dele, usando o mesmo manto cheio de estrelas e olhos emanando uma cor vermelha.

- Saia bruxa! Saia ou irei queima-la na fogueira – gritou com o pouco de coragem que havia em seus peitos.
- Bruxa? Oh, mas que insulto meu querido. – sorriu, brincando com os cabelos negros do bebê – eu sou a patrona das feiticeiras e das bruxas, eu sou a deusa da Noite, Zhang, me chamo Nix – então mexeu no bebê, colocando-o na cama do homem.  – Ela é sua filha, cuide bem dela.
- Minha filha? – ele riu, tirando certa tensão de seus ombros – Eu nunca cuidaria dessa aberração. Vou queima-la na fogueira juntamente com você.

Então Nix se aproximou sutilmente do homem, agora seus olhos estavam azul gelo, cristalizados e brilhantes, colocando a mão sobre o queixo de Zac, no mesmo momento o homem pode sentir uma descarga elétrica em seu coração, apertando-o por alguns segundos e relaxando lentamente.

- Acredita em maldições? – Sorriu – Espero que sim, se desfaça da criança e seus dias estarão contados. Ela ficará com você até que a hora certa chegue, e eu espero que cuide bem dela, se não virei atrás de você novamente, e não vou ser gentil. – acariciou a cabeça da criança novamente antes de sumir misteriosamente nas sombras.

Deixe a noite cair.

Com medo da maldição Zac se sentiu obrigado a registrar a criança em cartório, mas não a registrara como filha, seu sobrenome fora colocado como Maji. Para Zac Liang, a história foi fácil de programar, o Chinês havia contado que um bebe tinha sido largado em sua porta, com uma carta (que ele mesmo havia escrito) dizendo o nome da criança, com dó decidiu adota-la para cuidar até que pudesse viver sua vida. Além de não entrar em uma história que envolvia Magia e Deuses, a mentira havia rendido um ponto positivo e além de um microempresário bem sucedido também tinha a visão de um bom homem.

A menina cresceu a sombras do mundo, seu pai nunca a deixara sair e a tratava como uma mera escrava. Viveu ouvindo que era a maldição e carma de seu pai e que se fosse por ele a mataria como todos os demônios deveriam morrer: queimados.  Quando começou a ter uma maior coordenação motora virou uma escrava moderna, cuidando da casa e servindo as visitas para seu pai, mas sempre com vendas, já que seus olhos mudavam rapidamente.

Foi com quinze anos que passou a fugir de madrugada de sua casa, conhecendo de forma drástica o mundo. Tudo aquilo que nunca havia feito passou a fazer, bebia, usava drogas, começou a se tatuar. Sempre voltava de manhã para seu quarto e não fingia dormir, gostava de mostrar o que havia feito, em partes para chamar a atenção, em partes para ferir o Chinês. Seu pai começou a colocar roupas de manga compridas para que não vissem sua rebeldia ao mesmo tempo em que começava a ter medo da garota.

Reviravolta.

Na semana em que sua vida mudou, Levy Maji havia passado dos limites. Em um surto de raiva por servir homens que a assediavam por cima da roupa simplesmente porque era “cega” a deixou irritada e ouvir seu pai a menosprezando a fez ir até o quarto do homem totalmente sem roupa e deitar sobre ele enquanto dormia. O Chinês acordou em um susto e ao ver a menina sobre si, a jogou de lado e puxando-a pelo cabelo a trancafiou em minúsculo quarto.

Foi uma das semanas mais infeliz que a garota já havia passado em sua vida, o lugar era apertado e escuro, não havia janelas e lugares para se deitar, algumas caixas estavam distribuídas de forma desuniforme e nelas havia algumas escrituras sobre rituais de bruxaria e forma de identificar uma. “Meu pai é louco”, pensou . Sabia que não estava limpo porque até aquele momento, não conhecia tal área da casa e infelizmente, quem fazia os serviços da limpeza não era nada mais do que ela.

Nesta semana em questão Levy tinha mudado muito, já fazia seis dias e meio que seu pai não a tirava do lugar e sabia que não restaria muito tempo para poder sair, a verdade era que Zac tinha uma reunião importante com seus colegas religiosos e sempre que isto acontecia, Levy era levada para ser tratada como uma escrava. Estava morrendo de fome, por uma vez no dia o chinês jogava um pedaço de pão seco e um úmido para que a garota se alimentasse e não morresse.

Eram quase seis horas da noite quando seu pai, abriu a porta, segurando uma cinta de couro.

- Você tem trabalho a fazer hoje Maji – olhou a jogando algumas vestes brancas e sua venda – não me decepcione e desça as sete horas em ponto para servir meus colegas.
- Eu vou denunciar você – olhou, seus olhos brilhando em vermelho sangue – vou me vingar de tudo.
- Você é como a vadia da sua mãe, bruxa – então fez o que ela menos esperava, dando uma cintada em seu rosto, pode sentir a ardência e a área esquentando – Deveria agradecer minha misericórdia por abrigar uma bruxa e deixar que pague seus pecados.

Levy queria questionar sobre sua mãe, não podia acreditar que uma mulher abandonaria um bebê em uma casa de um homem como aquele, mas todas as vezes que perguntava dela seu pai a tratava mal e a machucava deixando cicatrizes enormes em seu corpo.

Levantou-se indo em direção ao banheiro de seu quarto, parando somente para se olhar no espelho. Seu rosto estava inchado, mas a quem ela poderia reclamar? Não tinha ninguém. Os homens com quem saia a noite não eram nada mais do que diversão, as drogas e o álcool só a faziam esquecer os problemas, mas realmente não poderiam ajuda-la em uma situação de risco.

Mal tinha vontade de sair do banheiro assim que terminou, Levy estava novamente irreconhecível. Usava um vestido longo e antigo, daqueles que eram usados pelas moças da antiguidade, em sua época medieval, anterior ao vestido, sua única diferença era um capuz longo que cobria todo seu cabelo. Por ultimo as vendas já sujas de lágrimas antigas fora colocada sobre seu olhar, deixando apenas que sua boca delineada aparecesse.

Estava acostumada a andar pela casa e a venda não dificultava seu caminhar. Desceu pelas escadas dos fundos, indo até a cozinha e pegando as entradas da refeição. Seu pai ao ouvir o barulho dos pratos falou que a comida iria ser servida e só então Levy teve permissão de ir até a sala.

Aproximou-se da mesa onde sabia pelas vozes a localização de seu pai e os homens que ali estavam, colocando os talheres e os pratos com uma entrada básica de camarões. Levy sabia que Zac era um péssimo homem e pai, mas não deixava a desejar na cozinha, ele sempre fazia suas refeições, pois tinha medo que a cria que vivia em sua casa envenenasse seus alimentos.

- Quem é essa, senhor Liang? – indagou uma voz
- É minha empregada- respondeu – Mas cuido dela como uma filha, não é querida?

As entranhas de Levy se forçaram a doer, sua maior vontade era vomitar sobre aquele homem que a maltratava desta forma, como uma pessoa poderia ser chamada de pai assim? Quem ele pensara que era? Mesmo assim, sabia que se demonstrassem seus sentimentos verdadeiros iria sofrer as consequências, então acenou somente um sim com a cabeça, engasgando com as palavras que não podia dizer.

- É realmente estranho – o homem riu, com uma voz sedutora – Ela tem seus lábios.
- o que quer dizer com isso, meu caro? – Levy podia sentir a tensão em cada palavra de seu pai.
- Talvez você – então um silêncio se formou, Levy pode ouvir o homem se levantando da cadeira – possa me dizer – sentiu uma aproximação – o que quer dizer com isso – e então suas vendas foram tiradas.

Os olhos de Levy tremiam, sua respiração estava ofegante e com medo do homem pálido a sua frente correu para um canto da sala de Jantar, olhando mais atentamente o que lhe acontecia. Seu pai estava levantado aonde provavelmente tinha se sentado, segurando uma faca com força, haviam dois homens somente com ele e um ainda parecia não se exaltar com tudo o que estava acontecendo enquanto admirava seu prato de comida como se fosse uma obra de arte e o outro homem ainda estava parado, com um sorriso travesso segurando as vendas que a pouco tempo estavam nos olhos da garota.

No geral os dois homens eram bem parecidos, tinham peles pálidas, cabelos lisos e castanhos e olhos vermelhos, entre todos os detalhes estranhos, inclusive suas roupas, o que mais se destacava eram seus dentes, caninos maiores do que o normal e assustadoramente pontudos.

- Vampiros – sussurrei.

Revelações.

- Vampiros? – o homem riu – Somos Damphyres, meio humano, meio vampiro. Este aqui é Leonard, meu irmão e eu sou Richard. – Ele não parecia ligar para nada – Estávamos passando por aqui quando sentimos um cheiro incrível de semideus e decidimos provar.

Aquilo era quase uma história comum para a garota, sempre tivera alguns problemas em ver “coisas que não existiam”, mas para seus colegas, eram efeito do álcool e das drogas e para seu pai, eram as visões do inferno que a chamavam, mas nada havia a atacado alguma vez ou chegado perto, e muito menos a tinham chamado de Semideus.

- Não entendo o que quer dizer – falou, dando mais alguns passos para trás.
- Não se faça de boba – suas palavras foram tão ríspidas quando a velocidade em que Richard havia se aproximado dela – Não esconda sua identidade.
- Ela parece não saber – pela primeira vez Leonard havia falado, sua voz era muito mais suave e calma do que a de seu irmão – aquele homem tem cheiro ruim, seu sangue é estragado. Ah, e ele está voltando.

Levy não havia percebido seu pai se afastando da sala, mas os Damphyres sim. Para eles aquele pequeno chinês não representava perigo algum e ao vê-lo com uma arma apontada para os dois, os meio-vampiros sorriram em forma de diversão.

- Demonios! Bruxas – Zac começou a rir histericamente - vocês não vão conseguir me pegar, vocês não vão acabar com minha vida.
- E quem disse que nós queremos a você, humano imundo? – Toda a delicadeza na voz de Leonard havia sumido e seus olhos transmitiam uma raiva imensa. – Nós queremos essa delicia aqui.

Tudo aconteceu muito rápido, antes que Levy pudesse ver o homem que era considerado biologicamente seu pai colocou a ponta de sua arma sobre a boca e puxou o gatilho, criando um som forte de estouro, seguido por uma jorrada de sangue enquanto o chinês caia no chão. Por algum momento, talvez pelo susto , ou talvez pelo sangue, o que era mais provável, os dois mestiços de humano e vampiro ficaram paralisados, deixando uma brecha para Levy correr o máximo possível.

Agora ela tinha certeza de que tudo o que vira não era efeito colaterais das drogas, não era uma visão miraculosa do álcool. Eram reais, as mulheres com pernas de cobra, as pessoas aves, o cachorro que parecia cheirar a enxofre, todos eles realmente existiam.

Assim que correu, pulou pela janela de sua casa caindo em uma pequena moita, amortecendo a queda. A noite parecia bela e poderia ser apreciada se a garota não estivesse desesperada. As luzes da rua eram manchadas pelo seu olhar marejado que tentava esconder dias de dores e choros que nunca havia compartilhado, as pessoas na rua voltavam de seu trabalho e adentravam as casas coloridas que estavam por ali, quase nenhuma dava atenção a garota em prantos e aqueles que davam, a olhavam com repulsa.

Não teve muito tempo de vitória, assim que olhou para trás, os dois homens engomados apareceram atrás dela na rua, a perseguindo de forma rápida, era impossível alguém correr daquela forma e ninguém reparar, mas todas as pessoas da rua passavam por aqueles dois homens e nada faziam, sequer olhavam. Estava desistindo, perdendo o ar, deixando que a alcançasse quando achou um beco para se esconder o que, para qualquer pessoa, devia ser uma péssima ideia.
Estava segurando a respiração nas sombras quando a voz calma a chamou.

- Levy, nós podemos te sentir.

A garota começou a apalpar o chão, achando um taco de baseball – oque era um tanto clichê – jogado no lixão, sentia a espuma desgastada, o que devia ter sido um taco bem utilizado. Ficou em silêncio sabendo que era impossível se esconder para sempre. Em alguns segundos de espera, Richard passou em sua frente e assim que viu suas costas, pegou o taco com força em sua cabeça, sentindo suas mãos tremerem juntamente com o metal antes correr.

- aaaaaaaaaaaaaaaaaaah – pode ouvir o grito de dor enquanto saia do beco.

Levy não conseguia imaginar o que as pessoas estariam pensando quando a vissem correr. Roupas brancas e rasgadas, um taco de baseball na mão. Era como se alguma louca tivesse fugido de um manicômio e alguém fosse ligar para a policia para resgata-la.

Levy sabia que não podia parar, um mero taco de metal não poderia deter aquele dois homens sedentos pelo seu sangue, então continuou a correr até ser parada por um grupo de jovens esquisitos de camisa laranja. Parada não era a palavra certa, eles a cercaram a segurando por suas vestes enquanto a encaravam.

- ME SOLTEM! - gritou com lágrima nos olhos – POR FAVOR, ME SOLTEM.
- Ela está com o cheiro deles – disse um garoto esquisito, tinha cabelos castanhos e pele negra, olhos amarelados e por algum momento Leny achara que vira um chifre em sua testa – Eles devem estar por perto.
- Qual seu nome? – Perguntou uma garota loira que aparentava ter seus 11 anos de idade.
- Levy Maji – olhou para ela assustada – Por favor, deixe-me passar.
- Qual sua relação com os Dampyres – Uma outra garota perguntou, era mais alta, tinha cabelos negros e olhos escuros, não parecia ser o tipo de garota que alguém iria querer arranjar briga.

Levy ao ouvir o nome dos monstros começou a chorar, seus joelhos despencaram no chão, sendo segurada por um garoto loiro que a encarou. Era bonito assim como todo aquele grupo de camisa laranja. Eles a olhavam com uma mistura de admiração e preocupação.

- O que você é? – o menino que a segurava falou a encarando de forma carinhosa.
- Eu não sei.

Então Levy sentiu um frio na barriga e uma calma a cercou, a mesma calma que sentia enquanto olhava para o céu noturno, a mesma calma que as bebidas a davam. Seus olhos pararam de lacrimejar e o grupo de jovens a encaravam admirados. A garota olhou a sua volta, percebendo que uma grande sombra preta e bonita a cercava, com pontos brilhantes dentro dele como se fossem estrelas. “Espero que não seja tarde demais”, algo disse em sua mente e Levy teve a certeza de ver uma mulher misteriosa passando com um manto enquanto a encarava e sumia.

- Agora você sabe – a criança loira sorriu, a encarando – Você é uma de nós, sua mãe te salvou, semideusa – aquela palavra intrigava a garota, mas permaneceu em silêncio – Steven, leve-a para o acampamento, nós continuamos aqui, temos uma missão a cumprir.

Por menor que fosse, a menina loira parecia ser a líder daquele grupo e o garoto negro ficou para trás enquanto eles corriam entre as pessoas sem serem percebidos. O menino que agora Levy conhecia seu nome, Steven, a levantou do chão levando a menina para uma viagem até o acampamento. A garota não tinha certeza do que estava acontecendo, mas sabia que deveria confiar neles, afinal de contas, eram os primeiros que acreditavam em sua história e na visão sobre os monstros. E além de tudo, qualquer coisa poderia ser melhor do que o que havia passado com seu pai.

Seja lá o que fosse, a vida de Levy Maji ira mudar para sempre, e ela estava pronta para isso.

Desculpas!:
Mil Desculpas pela falta de atenção no code do template, eu me atentei ao tamanho do template em 400 pixel e não o texto, então minhas mais sinceras desculpas!
Estou reenviando a ficha aqui novamente.
Sorry

☆ ficha ☆ Nix ☆ Semideusa ☆ mestiça ☆
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Oscar Bezarius em Ter 03 Maio 2016, 14:09


Avaliação



Levy Maji — Garota, você escreve bem. Ou melhor, muito bem. Eu li e reli só porque gostei muito e - confesso - que reli só para poder encontrar alguma coisa errada, sem falar que adorei a personalidade forte que possui.

PS: usei a mesma avaliação anterior, só não usei o que ela já ajeitou, mas mesmo assim a avaliação fica a mesma.

Aprovada!





Atualizado!

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Eu acho que não é da sua conta. Só acho.

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Iara Nunes em Qui 05 Maio 2016, 19:54

Qual criatura deseja ser e por quê?
Centauro. Porque eu sempre amei cavalos e porque minha arma preferida é arco e flecha. Além disso, centauros me fascinam, centauros como Quíron, calmos e pacientes.

Perfil do Personagem
Características física: longos cabelos pretos lisos, olhos pretos, pele levemente bronzeada, cintura definida. Na parte de baixo sou um corcel negro. Normalmente uso camisas de banda.
Características psicológicas: sou calma, raramente me deixam com raiva, mas adoro rock. Odeio quando falam mal de alguma coisa que eu gosto. Amo livros, séries e um lugar ao ar livre. Também amo minha família, não só os de sangue como também os Pôneis de Festa.

História do Personagem
Eu sempre vivi no meio dos Pôneis de Festa, meu pai era um deles. Minha mãe vivia falando que eles eram um mau exemplo para mim, mas eu não ligava, eu gostava deles, eram minha família. Apesar de não ter participado de qualquer tipo de luta eu sempre quis ser uma guerreira, as únicas guerras que eu participei foram as guerras de paintball do Pôneis. Vivia pedindo a minha mãe para ir ao Acampamento Meio-Sangue para ser treinada por Quíron, meu ídolo. Eu sempre quis ver ele, mas por algum motivo, sempre que ele visitava os Pôneis, eu estava no campo com a minha mãe.
Enfim, era meu aniversário de 16 anos e minha mãe tinha me perguntado o que eu queria. Eu respondi:
-Quero ir ao Acampamento Meio-Sangue se treinada por Quíron.
-Alguma outra coisa?
-De você, não.
-Ok, você ganhou, pode ir ao Acampamento Meio-Sangue. Vou falar com Quíron.
Eu estava realmente muito feliz, eu não acreditava nisso!! Eu ia ao Acampamento Meio-Sangue ser treinada por Quíron!!! Eu estava tão feliz que não percebi Dylan, meu melhor amigo, chegar.
-Oi Iara.
Sim, eu era uma centaura grega com o nome de uma sereia da cultura brasileira.
Dei um pulo de susto.
-Dylan! Você me assustou!
-Desculpa, só queria te desejar feliz aniversário e te dar um presente.
Eu olhei pras mãos dele e percebi que ele segurava uma faca de bronze.
-Não é nada comparado a um arco e uma flecha mas isso vai te ajudar.
-Muito obrigada Dylan, foi um presente muito bom. E vai ser útil.
-Sim, quando você sair dos cuidados de sua mãe e virar uma centaura guerreira.
-Como assim quando eu sair dos cuidados da minha mãe? Dylan, eu vou pro Acampamento Meio Sangue ser treinada por Quíron!
-Sério?! Que demais! Então quer dizer que você finalmente foi liberada!! Nós dois podemos ir juntos!
-Com toda certeza.
E assim, eu e Dylan fomos ao Acampamento Meio-Sangue e aqui estamos nós!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Qui 05 Maio 2016, 23:15


Avaliação



Iara_Nunes — Boa noite, moça   :gdc:

Espero que sim. Bom, vamos lá. Antes de postar sua ficha, peço que faça a alteração de seu nome, se adequando às regras, ok? (Você pode mudar seu nome neste tópico bem aqui). Sua história não está ruim, mas peço que, se não usar um template, separe os parágrafos e justifique seu texto.
Se precisar de ajuda, pode me contatar via MP :3

Reprovada

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lars Makarovich em Dom 08 Maio 2016, 19:43

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser filho de Thanatos, acredito que seja o que mais se encaixe com a trama do meu personagem.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Características Físicas: Lars é um russo, branco com cabelos lisos e brancas chegando até o seu pescoço, tem um nariz bem afinado. Seus olhos são verdes claros, e dependendo da iluminação parecem até mesmo brilhar. É consideravelmente alto, com 1,88 metros de altura, e é bem definido.
Características Psicológicas: O russo sempre foi um rapaz mais calmo e pensativo, no entanto isto não significa que é alguém incapaz de viver em sociedade apenas por preferir o silêncio a conversa, é justamente ao contrário. Quem realmente busca a amizade de Lars vai encontrar um jovem sábio e pronto para escutar quaisquer problemas que venham lhe contar. Tem um enorme senso de justiça e não consegue ficar quieto diante de qualquer ato que vá contra suas regras de moral e ética.


- História do Personagem
Por que a morte existe? Esta pergunta sempre esteve perseguindo Lars, tendo em vista que aos seus 3 anos de idade teve que se mudar para os Estados Unidos graças a morte de seu tio, que tinha uma pequena empresa, esta a mãe do rapaz assumiu após a morte do irmão, e mais 3 anos depois foi a vez de sua mãe cair em um sono eterno. A natureza do rapaz sempre foi muito analista e logo ele se via questionando a existência da própria morte, o russo sabia que tudo deveria ter seu fim, nada era eterno, mas ao mesmo tempo Lars caminhava com uma dor em seu peito por estar sozinho no mundo. Em um orfanato caindo aos pedaços em Nova York, o jovem cresceu seguindo uma conduta moral que ele mesmo impôs. Não iria realizar nenhum crime, não iria ferir outras pessoas. Iria apenas existir. Sem quebrar a sua conduta, ficava difícil para ele estar no caminho do perigo, logo ele tinha mais chances de viver. E era isto o que ele mais desejava, queria viver, viver por um tempo bem longo apenas para mostrar para a morte que vencera.
- Lars? - Chamou uma voz, e o jovem abriu lentamente abriu seus olhos, deixando que a luz do quarto ofuscasse sua visão por um tempo, assim que virou-se para a fonte da voz viu aquele a quem chamava de melhor amigo, Noah, um rapaz que perdera a mobilidade das pernas graças á um acidente de carro.
- Noah - Falou o russo levantando-se de sua cama, ou melhor de seu colchão que chamava de cama - Algum problema? Aconteceu algo?
- Não, não aconteceu nada - Falou Noah, ele tinha cabelos castanhos encaracolados e olhos igualmente castanhos - É só que você não saiu do seu quarto o dia inteiro, pensei que você não estivesse se sentindo bem.
- Você se preocupa demais comigo - Lars sorriu, caminhando até o amigo.
- É para isso que servem os amigos - Sorriu o jovem, calmamente - Venha, vamos dar uma volta pela cidade.
- Claro - Lars pegou uma jaqueta marrom e vestiu-a, saindo do local acompanhado de seu amigo.
Eles caminharam em silêncio pela cidade, Noah parecia querer dizer algo mas não conseguia, é como se tivesse medo ou receio da resposta que Lars pudesse lhe dar. Já escurecia e as luzes dos postes se acendiam para iluminar as ruas.
- Noah - O russo finalmente quebrou o silêncio - Você quer me dizer algo, eu posso ler isso em seus olhos.
- O que? Não, não quero não - O outro tentou escapar do tópico da conversa.
- Você me olhou várias vezes e abriu a boca, apenas para fechá-la logo em seguida - Lars começou a falar - Todas as vezes que eu te olhei nos olhos, você desviou o olhar. Está escondendo algo?
- Lars, você me conhece bem demais - Murmurou Noah - Bom, tem sim algo que eu quero... não, que eu preciso falar para você.
- E o que é? - Perguntou o outro, ajeitando o cabelo
- Você... - No entanto Noah parou, algo o assustara - Corre.
- Se eu corro? - Lars não entendia o que o amigo estava falando.
- Corre! - Desta vez Noah gritou e Lars assustou-se - Volta pro orfanato, rápido!
Lars não soube o por quê mas correu como nunca fizera antes, deixando seu amigo para trás, ao chegar no orfanato o russo entrou em seu quarto e começou a andar de um lado para o outro, sem entender nada do que acontecera. Noah não aparecera. Por três dias uma culpa enorme tomou conta de Lars e ele começou a sair pelas ruas em busca de seu amigo, mas não havia sinal algum dele, ninguém o vira.
Afundando-se cada vez mais em seu pensamento, o rapaz se viu imaginando os piores cenários possíveis, e nenhum deles terminavam com Noah vivo, e a culpa era inteira de Lars. Ele, como um covarde, correra e deixara seu amigo para trás, alguém que não conseguia andar sem ajuda de muleta. Uma semana sem seu amigo, e Lars novamente voltou a contemplar a morte, ela parecia perseguí-lo. Mas afetava apenas aqueles que estavam ao seu redor, nunca ele.
Enquanto caminhava pelas ruas, afogando-se em memórias de sua mãe ele teve uma sensação estranha, alguém... não, algo o seguia. E seu instinto gritava para que o russo corresse, ele conseguia se defender mas de algum modo sabia, ali estava um inimigo que ele não seria capaz de enfrentar.
Ele começou a apressar o passo, e o que quer que estivesse atrás dele também, então Lars correu pelas ruas sem um destino em mente, quando quase foi atropelado por uma van branca. A porta abriu-se e a cabeça de Noah saiu de dentro da van.
- Entre! - Gritou o rapaz - Sem tempo para perguntas, só venha!
Sem nem pensar duas vezes, o russo entrou na van e viu seu amigo são e salvo,em pé e sem a ajuda de muletas.
- O que? - Murmurou Lars - Como?
- Eu explico depois - Prometeu Noah - Acelera!
Um símbolo apareceu acima da cabeça de Lars, aquele era o sinal de sua reclamação. E que ironia, ele que tanto tentara evitar a morte, era filho de Thanatos. Ele adoraria perguntar para o pai o que se passara na cabeça dele quando levara sua mãe.
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Ficha de Reclamação

Mensagem por Iara Nunes em Ter 10 Maio 2016, 19:46

Qual criatura deseja ser e por quê?
Centauro. Porque eu sempre amei cavalos e porque minha arma preferida é arco e flecha. Além disso, centauros me fascinam, centauros como Quíron, calmos e pacientes.

Perfil do Personagem
Características física: longos cabelos pretos lisos, olhos pretos, pele levemente bronzeada, cintura definida. Na parte de baixo sou um corcel negro. Normalmente uso camisas de banda.
Características psicológicas: sou calma, raramente me deixam com raiva, mas adoro rock. Odeio quando falam mal de alguma coisa que eu gosto. Amo livros, séries e um lugar ao ar livre. Também amo minha família, não só os de sangue como também os Pôneis de Festa.

História do Personagem
Eu sempre vivi no meio dos Pôneis de Festa, meu pai era um deles. Minha mãe vivia falando que eles eram um mau exemplo para mim, mas eu não ligava, eu gostava deles, eram minha família. Apesar de não ter participado de qualquer tipo de luta eu sempre quis ser uma guerreira, as únicas guerras que eu participei foram as guerras de paintball do Pôneis. Vivia pedindo a minha mãe para ir ao Acampamento Meio-Sangue para ser treinada por Quíron, meu ídolo. Eu sempre quis ver ele, mas por algum motivo, sempre que ele visitava os Pôneis, eu estava no campo com a minha mãe.
Enfim, era meu aniversário de 16 anos e minha mãe tinha me perguntado o que eu queria. Eu respondi:
-Quero ir ao Acampamento Meio-Sangue se treinada por Quíron.
-Alguma outra coisa?
-De você, não.
-Ok, você ganhou, pode ir ao Acampamento Meio-Sangue. Vou falar com Quíron.
Eu estava realmente muito feliz, eu não acreditava nisso!! Eu ia ao Acampamento Meio-Sangue ser treinada por Quíron!!! Eu estava tão feliz que não percebi Dylan, meu melhor amigo, chegar.
-Oi Iara.
Sim, eu era uma centaura grega com o nome de uma sereia da cultura brasileira.
Dei um pulo de susto.
-Dylan! Você me assustou!
-Desculpa, só queria te desejar feliz aniversário e te dar um presente.
Eu olhei pras mãos dele e percebi que ele segurava uma faca de bronze.
-Não é nada comparado a um arco e uma flecha mas isso vai te ajudar.
-Muito obrigada Dylan, foi um presente muito bom. E vai ser útil.
-Sim, quando você sair dos cuidados de sua mãe e virar uma centaura guerreira.
-Como assim quando eu sair dos cuidados da minha mãe? Dylan, eu vou pro Acampamento Meio Sangue ser treinada por Quíron!
-Sério?! Que demais! Então quer dizer que você finalmente foi liberada!! Nós dois podemos ir juntos!
-Com toda certeza.
E assim, eu e Dylan fomos ao Acampamento Meio-Sangue e aqui estamos nós!
Iara Nunes
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Ficha de Reclamação

Mensagem por Iara Nunes em Ter 10 Maio 2016, 20:25

  Qual criatura deseja ser e por quê?
  Centauro. Porque eu sempre amei cavalos e porque minha arma preferida é arco e flecha. Além disso, centauros me fascinam, centauros como Quíron, calmos e pacientes.

  Perfil do Personagem
  Características física: longos cabelos pretos lisos, olhos pretos, pele levemente bronzeada, cintura definida. Na parte de baixo sou um corcel negro. Normalmente uso camisas de banda.
Características psicológicas: sou calma, raramente me deixam com raiva, mas adoro rock. Odeio quando falam mal de alguma coisa que eu gosto. Amo livros, séries e um lugar ao ar livre. Também amo minha família, não só os de sangue como também os Pôneis de Festa.

  História do Personagem
  Eu sempre vivi no meio dos Pôneis de Festa, meu pai era um deles. Minha mãe vivia falando que eles eram um mau exemplo para mim, mas eu não ligava, eu gostava deles, eram minha família. Apesar de não ter participado de qualquer tipo de luta eu sempre quis ser uma guerreira, as únicas guerras que eu participei foram as guerras de paintball do Pôneis. Vivia pedindo a minha mãe para ir ao Acampamento Meio-Sangue para ser treinada por Quíron, meu ídolo. Eu sempre quis ver ele, mas por algum motivo, sempre que ele visitava os Pôneis, eu estava no campo com a minha mãe.
  Enfim, era meu aniversário de 16 anos e minha mãe tinha me perguntado o que eu queria. Eu respondi:
  -Quero ir ao Acampamento Meio-Sangue se treinada por Quíron.
  -Alguma outra coisa?
  -De você, não.
  -Ok, você ganhou, pode ir ao Acampamento Meio-Sangue. Vou falar com Quíron.
  Eu estava realmente muito feliz, eu não acreditava nisso!! Eu ia ao Acampamento Meio-Sangue ser treinada por Quíron!!! Eu estava tão feliz que não percebi Dylan, meu melhor amigo, chegar.
  -Oi Iara.
  Sim, eu era uma centaura grega com o nome de uma sereia da cultura brasileira.
  Dei um pulo de susto.
  -Dylan! Você me assustou!
  -Desculpa, só queria te desejar feliz aniversário e te dar um presente.
  Eu olhei pras mãos dele e percebi que ele segurava uma faca de bronze.
  -Não é nada comparado a um arco e uma flecha mas isso vai te ajudar.
  -Muito obrigada Dylan, foi um presente muito bom. E vai ser útil.
  -Sim, quando você sair dos cuidados de sua mãe e virar uma centaura guerreira.
  -Como assim quando eu sair dos cuidados da minha mãe? Dylan, eu vou pro Acampamento Meio Sangue ser treinada por Quíron!
  -Sério?! Que demais! Então quer dizer que você finalmente foi liberada!! Nós dois podemos ir juntos!
  -Com toda certeza.
  E assim, eu e Dylan fomos ao Acampamento Meio-Sangue e aqui estamos nós!



Melhor?
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Johan O. Griffiths em Ter 10 Maio 2016, 23:46


THE BLACK HOUND
Ficha de Reclamação


Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Desejo ser reclamador por Ares. A ideia de criar um filho do deus da guerra que, incialmente, não é atraído por nenhum tipo de violência é um conceito interessante para mim. Talvez a descoberta de suas raízes possa acabar influenciando nesse sentimento.


Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Características Físicas: Johan beira aos 1,80 metros de altura, mediana para a idade. Mesmo não tendo tempo para se exercitar, tem um corpo atlético. Seus músculos são bem delineados, apesar de não protuberantes. Seus cabelos são de um castanho escuro, geralmente desalinhados. Os olhos também são do mesmo tom de castanho, por vezes aparentando brilhar em tom avermelhado quando influenciado por forte emoção. A pele é clara, sendo a tez levemente mais pálida que o restante. Também é frequente a presença de manchas escuras embaixo de seus olhos, que, somado com o desalinho de seus cabelos, lhe da uma aparência cansada.

Características Psicológicas: Vazio. Depois de sua perda, a palavra que melhor define o interior de Johan é “vazio”, também podendo se aplicar o “nada” ou talvez a “ausência”. Não entenda errado, não quer dizer que o garoto não sinta nada. Talvez tenha sido um exagero descrever desse modo, mas essa é a melhor forma de descrever o “cão preto”. Ao contrário do que muitos pensam, o “cão preto” não o faz sentir tristeza a todo o tempo, ele apenas suga a maioria de suas emoções, tornando-o uma espécie de casca vazia. Logicamente, você não fica vazio durante as vinte quatro horas do dia. Pessoas que vivem com a presença do “cão preto” são capazes de sentir alegria, tristeza, raiva e todas as outras emoções. O que acontece é que a frequência com que você goza desses sentimentos é menor, bem menor, para falar a verdade. A não ser que alguma situação do dia-a-dia o induza a sentir algo, durante a maior parte do tempo você está em um estado de “não sentir nada”, tornando-se suscetível a pensamentos negativos.

O “cão preto” é um companheiro fiel de Johan, sempre lhe acompanhando aonde quer que ele vá. Sua presença, entretanto, pode ser pesada: existem dias que Johan simplesmente não consegue levantar de sua cama. Em raros momentos, porém, o “cão preto” resolve adormecer, sendo nesses dias que Johan consegue ser mais produtivo e realmente aproveitar seu dia. São nesses momentos que ele recobra sua esperança de encontrar algo que vá preencher o vazio que o “cão” lhe causa. Um dia, quem sabe, ele descubra como mandar o “cão preto” embora.


História do Personagem

Prólogo.

Detroit, Michigan. Sete anos atrás. Madrugada.

O menino de dez anos acorda com batidas na porta. Quem estaria lhe importunando a essa hora? Será que sua mãe havia se esquecido das chaves? Arrastando os pés, Johan desceu as escadas para atendê-la. Para sua surpresa, não era sua mãe parada do outro lado do portal. Castigados por uma chuva que caia pesadamente sobre suas cabeças, três policiais se encontravam de pé à soleira, suas boinas pressionadas contra o peito. O mais próximo à porta, que Johan reconheceu como o parceiro de sua mãe, lhe estendeu um distintivo dourado. Johan não soube distinguir se eram pingos de chuva ou lágrimas que escorriam pelo rosto do homem quando ele lhe disse:

- Sinto muito...

●●●


Johan acordou com um salto. Sentia o suor lhe escorrer pela face e costas. Pressionou os olhos com os dedos da mão, frustrado por sonhar novamente com o incidente. Não era incomum Johan reviver o momento enquanto dormia.  A mãe de Johan era uma detetive no Departamento de Polícia de Detroit, não havendo dois meses que alcançara o cargo antes de ser pega no meio de um fogo cruzado em um confronto de gangues. Segundo o relato, Karen Griffiths, juntamente com seu parceiro, estava em missão, seguindo um suspeito de ser o principal executor de uma das gangues mais influentes de Detroit. Por meio de escutas telefônicas, o departamento de polícia conseguira a informação de que esse executor iria agir naquela noite. Dessa forma, o tenente do departamento havia incumbido Karen de seguir o suposto assassino enquanto ele se dirigia ao local da execução, prendendo-o em flagrante e impedindo que a morte ocorresse.

Durante a maior parte da operação, tudo correu tranquilamente. O suspeito dirigia um SUV preto com os vidros escurecidos, seguido de uma distância segura pelo sedan, também preto, guiado por Karen e seu parceiro. Ao adentrarem a zona industrial na cidade, o SUV parou próximo a um galpão pertencente a uma grande fabricante de automóveis. O suspeito desceu do veículo furtivamente, se dirigindo à cabine de segurança com um revólver em punhos. Karen também desceu de seu carro, dizendo para seu parceiro ficar em alerta e requisitar reforços casos as coisas saíssem do controle. E saíram. A detetive anunciou sua presença, apontando a arma para o suspeito e dizendo para que se deitasse no chão, como pregava o código policial. Foi nesse momento que mais dois homens saíram do SUV, ostentando armamento pesado. Isso havia pegado Karen de surpresa. Segundo as investigações, o modus operandi do executor era de agir sozinho.

Antes mesmo de os comparsas do executor conseguirem render Karen, a situação desandou de vez. As portas do galpão se abriram, revelando uma dúzia de homens armados, membros de uma gangue rival. Não somente a polícia tinha conhecimento da operação daquela noite. Era uma emboscada. Karen Griffiths não conseguiu nem mesmo efetuar um disparo. A situação terminou com os três membros da gangue investigada mortos, deformados pela quantidade de projéteis que penetrou seus corpos. Um membro da gangue rival também havia morrido no lugar. E Karen.

Sete anos depois, Johan ainda tinha pesadelos. Sonhava com cenas que nunca havia presenciado, era atormentado pela imagem de sua mãe desfigurada, mesmo nunca tendo visto seu corpo após sua morte. O funeral foi feito com o caixão fechado, com intuito de poupar os presentes da visão que era o corpo de Karen Griffiths, irrecuperável mesmo para o enterro.

Johan se levantou, secando o suor da testa com o dorso da mão. Ascendeu um cigarro, apagando-o imediatamente após lembrar-se de sua promessa, apanhando o distintivo dourado que deixara apoiado na mesa de cabeceira. Olhou seu pequeno apartamento, comparando-o com sua antiga casa com qual havia acabado de sonhar. O lugar consistia em um quarto-cozinha e um banheiro, apenas. O garoto não tinha condições de pagar mais que aquilo. Quando sua mãe morreu, Johan foi mandado para um orfanato. Não tinha nenhuma família para lhe apoiar.

Por conta de sua idade relativamente avançada, Johan não fora adotado, não que realmente desejasse. Aos doze anos, largou os estudos e começou a trabalhar com qualquer bico que conseguisse, entregando jornais, pintando cercas ou passeando com cachorros. Aos catorze, fugiu do orfanato, conseguindo alugar um apartamento minúsculo usando o dinheiro que havia acumulado em suas empreitadas. Desde então, Johan fazia o possível para se sustentar, tentando viver de forma independente. Recentemente, aos dezesseis, Johan conseguira um emprego estável como auxiliar de escritório, de modo a conseguir ingressar no supletivo durante a noite, com intenção de tirar os atrasos dos estudos. Diante das dificuldades que enfrentara para seu provimento, o garoto entendera como conseguir ingressar em uma faculdade poderia melhorar sua vida.

- Hora de trabalhar... – suspirou, se dirigindo ao banheiro e entrando embaixo do chuveiro. O cão não pesava tanto hoje, concluiu, enquanto sentia a água gelada cair sobre a cabeça e ombros. O “cão negro” era o fiel companheiro de Johan, estava sempre ao seu lado e nunca o abandonava. Ele surgiu um pouco depois da morte de sua mãe, mas na época era apenas um filhote, uma pulga atrás da orelha. Hoje em dia, o cão havia crescido até se tornar enorme, capaz de puxá-lo para baixo com facilidade. Talvez ele tenha surgido para lhe fazer companhia depois que sua mãe se fora. Mesmo sem apreciar sua presença, Johan já estava acostumado com a sua convivência.

O dia passara rápido, o trabalho no escritório havia sido tranquilo e sem problemas para resolver. O cão ajudava nesse ponto: o constante estado de afastamento fazia com que tudo ao seu redor parecesse insignificante, permitindo-lhe se concentrar no que estava trabalhando. Era um bom contraponto ao seu transtorno de déficit de atenção. Antes do “cão negro” surgir, Johan era um garotinho que não conseguia parar quieto, estava sempre buscando algo para mover seu corpo e tinha dificuldades na escola por não conseguir focar naquilo que estava a fazer. Com a vinda do cão, Johan perdera essa energia. Sentar em uma mesa e realmente trabalhar não era torturante como antes.

●●●


Após o trabalho, caminhou para a escola municipal em que fazia seu supletivo, algumas quadras de distância. Sua classe consistia, basicamente, em delinquentes e vagabundos que resolveram que não mais queriam viver na marginalidade. A maioria havia largado os estudos e se envolvido com o mundo do crime, que, a primeira vista, era mais atrativo e oferecia maior oportunidade de lucro para pessoas que não tinham a mesma oportunidade que as demais. Johan não duvidava que alguns presentes pudessem pertencer às gangues envolvidas no assassinato de sua mãe.

Tal pensamento atiçou o “cão negro”, que até então estava adormecido. Sentado em uma das mesas defronte ao quadro negro, Johan sentiu o corpo pesar. Agora se sentia verdadeiramente cansado. Quando o cão despertava e queria lhe atormentar, Johan era inundado por pensamentos negativos. Na melhor das hipóteses, se tornava irritadiço e arisco, nas piores, pensava em se atirar dos lugares altos em que passava.

- Alguma hora você tinha que aparecer... – murmurou, esfregando os olhos com a ponta dos dedos. Sentiu a necessidade de ascender um cigarro. Pediu licença ao professor e se dirigiu ao pátio, puxando seu velho isqueiro de plástico do bolso. No momento que colocava o crivo em boca, ouviu alguém lhe chamar pelo nome:

- Johan Griffiths, que droga é essa?

Virou-se, esperando ver um professor ou autoridade superior do instituto. Descendo as escadas que davam para o espaço aberto, estava o zelador do colégio. Henry Evergreen havia começado a trabalhar no lugar havia meio ano, não aparentando ser muito mais velho que Johan. Era dito que o zelador tinha uma prótese no lugar de uma das pernas, o que o fazia andar de forma engraçada, como se mancasse a todo tempo. Ninguém nunca havia constatado a veracidade do fato, pois ele estava sempre vestindo calças compridas. Henry estava de uniforme, um macacão azul, boné com os dizeres da escola e botas de borracha. Mancou em direção a Johan, fazendo cara feia e apertando o nariz com os dedos. O zelador sempre repreendia Johan ao vê-lo fumando, dizia que isso faria mal a seu corpo e o deixaria com um cheiro repulsivo por horas.

- Apague isso! Nunca se sabe... – começou Henry, como de costume.

- Quando você vai precisar de seus pulmões – interrompeu Johan, como fazia a toda vez - Não é como se eu fosse correr a maratona, você sabe...

- A maratona que se exploda, apaga isso logo! – rosnou, puxando-o para perto de si e tomando-lhe o cigarro da mão– fizemos uma promessa, você aguentou duas semanas sem ascender essa droga!

- Eu tentei, Henry – lamentou Johan, esfregando os olhos com força – o cão me pegou de surpresa agora a pouco.

Henry Evergreen foi a primeira pessoa com quem Johan compartilhou seu problema. Por algum motivo, sentia que podia se abrir com o zelador, com quem sentiu uma conexão logo na primeira vez que se encontraram, ao repreendê-lo por fumar nos arredores da escola. Henry parecia ter a estranha capacidade de adivinhar o que Johan estava sentindo, o que ajudava muito na hora de contar seus problemas. Aparentava sempre entender o que Johan queria dizer, tendo um bom conselho embaixo da manga todas as vezes que necessário. Naquele dia, entretanto, Henry Evergreen parecia diferente. Olhava nervosamente para os lados, enquanto aproximava o rosto do peito de Johan. Ele o estava cheirando?

- Sim, sim, duas semanas foram suficientes – disse ele em voz baixa, como se falasse consigo mesmo, coçando a barbicha castanha que cultivava – raios, sem a catinga para atrapalhar, tudo fica muito claro. Não acredito que precisei de seis meses para fazê-lo parar de colocar essa coisa na boca...

- Henry, que diabos você está dizendo? – questionou Johan, cansado. O cão rosnava em seus ouvidos. Sabia que a frustração de não ascender um cigarro apenas contribuía para seu estado de desgaste. O zelador o silenciou com as mãos, erguendo a cabeça e fungando audivelmente, como um cão farejando o ambiente.

- Griffiths, vamos por partes. Você confia em mim? – questionou Henry, olhando-o seriamente. Seus olhos estavam meio arregalados, uma veia pulsava sobre sua testa. O zelador sempre ficava irritado ao enquadrar Johan fumando, mas naquele dia o homem parecia mais nervoso que o normal.

- Confio Henry, que droga – respondeu Johan, intrigado com a repentina mudança de comportamento do amigo. Aparentemente, ele levava a promessa muito a sério – Na próxima vez eu levarei o pacto até o final...

- Que os raios partam a nossa promessa, eu já senti o que precisava – interrompeu Henry, balançando as mãos para calar Johan – Me escute com atenção. Há quanto tempo você fuma?

- Desde os catorze.

- Isso explica muita coisa – murmurou, novamente ignorando Johan – a inhaca do cigarro encobriu o cheiro dele. Se ele fumou todos os dias desde os catorze anos, é possível que não tenham conseguido farejá-lo...

Johan estava cansado. O cão estava totalmente desperto agora, deixando-o extremamente irritadiço e cansado. Sentia a cabeça pesada, o corpo mole e uma vontade extrema de se deitar. Observava Henry conversar avidamente consigo mesmo, se sentindo mais indisposto a cada palavra.

- É melhor nos movermos, se eu consegui sentir o cheiro dele, pode ser que outros consigam – o zelador ergueu os olhos para de Johan, havia um tom de preocupação estampado em seu semblante – Griffiths, você não está seguro, venha comigo. E ascenda isso!

Henry devolveu-lhe o fumo e disparou pelos portões, caminhando mais rápido que Johan julgava capaz. Talvez tenha sido pelo fato de ter recuperado seu cigarro que Johan o seguiu. Ou talvez pelo fato de o zelador não estar mais mancando. A estranheza lhe trouxe curiosidade. Caminharam rente a rua principal até o zelador avistar um taxi, chamando-o com um longo assobio. Johan não tinha vontade de contestar. Era mais fácil seguir o zelador do que questioná-lo do porquê de tudo aquilo. Entretanto, ao ouvir Henry dizer “Michigan Central Station”, sentiu a necessidade de perguntar para onde estavam indo.

- Então, vamos aprender um pouco de história? – inicialmente, Johan não estava preocupado, mas ficara no mínimo curioso para saber o que fariam em uma estação de trem abandonada, monumento histórico de Detroit. Confiava em Henry, sabia que o amigo não o levaria a nenhum lugar que lhes trouxesse perigo.

Henry permaneceu calado, espreitando pela janela do taxi. Parecia estar de guarda, como se temesse sofrer um ataque surpresa. O engarrafamento que sofreram a algumas quadras da estação não melhorou em nada seu estado de espírito. O zelador anunciou que desceriam ali mesmo e pagou o taxista, mal esperando Johan sair do carro para disparar em direção à velha estação de trem.

- Pelo menos podemos cortar caminho pelo parque – Disse Johan, ao alcançarem a Michigan Ave. Há alguns metros à frente, estava a grande estação central de Michigan. O prédio enorme era um verdadeiro templo grego moderno que permitiu o desenvolvimento da economia de Detroit no passado. Como seus construtores se sentiriam se soubessem que esse desenvolvimento em nada impediu que a cidade se tornasse uma das mais violentas do mundo? Entre eles e a estação, estava uma plana área gramada, pontilhada com árvores, o Roosevelt Park.

- Sinto um cheiro estranho – murmurou Henry, observando as árvores mais próximas, apesar da escuridão que a noite trazia.

- Bem, eu não tomo banho desde a manhã – brincou Johan, coisa que raramente fazia.

- Bah! O cheiro de cigarro já é o suficiente – disse-lhe o zelador, fungando o ar novamente – acho que você está mascarado o bastante, talvez possamos passar pelo parque sem problemas.

Johan não tinha ideia do que o amigo estava dizendo. Questionou-se se a cabeça de Henry Evergreen estava em ordem, pois seu comportamento e fala indicavam o contrário. Nunca o vira tão nervoso, tão preocupado. O zelador começou a marchar cautelosamente pela calçada que cruzava o parque e pediu para que Johan o seguisse. Henry ia a frente, parando a cada dois passos para olhar em volta e cheirar o ar. Johan não via nada que lhes pudesse fazer mal. Já era quase meia-noite, os arredores do monumento histórico estavam praticamente desertos. Não havia um sinal de movimento próximo que não fosse a ondulação das folhas das árvores pelo vento.

- Di immortales...! – Henry arfou, colocando uma mão sobre o peito de Johan, impedindo-o de continuar em frente. Por um momento, Johan não entendeu o motivo de pararem. Já estavam no meio do parque, a estação desativada estava a poucos metros de distância. Então viu os dois enormes olhos chamejantes que espreitavam por entre as árvores. A criatura se aproximou lentamente, como um predador que cautelosamente diminui a distância de sua presa – Isso é ruim, isso é muito ruim. Pega isso.

Henry tirou um objeto comprido do cinto e atirou para Johan, que o aparou no ar. O garoto ficou surpreso ao constatar que era uma faca. Não uma faca de churrasco ou de sobrevivência, mas uma de combate, feita de bronze. Johan se sentiu enjoado, lembrou-se do dia do enterro de sua mãe. Lembrou-se de estar sozinho olhando para sua pobre lápide, um quadrado de pedra no chão gramado. Lembrou-se de chorar, condenando os criminosos que a haviam matado. Lembrou-se do repúdio que sentia por qualquer tipo de arma. Lembrou-se de prometer para sua mãe morta que nunca recorreria a violência para resolver seus problemas.

- Garoto, acredite em mim, eu sei o que você está sentindo. Contra um cão infernal, você vai morrer se não se defender– Henry o surpreendeu novamente com sua capacidade de adivinhar o que Johan estava pensando. Como poderia?

O descomunal mastim negro os observava cautelosamente, ainda se aproximando. O cão, tão grande quanto um tigre, os forçou a recuar para fora da calçada, fazendo com que pisassem na grama. Henry arrancou as botas e começou a saltitar como um out-boxer. Pelo canto do olho, Johan pode perceber que seus pés não eram normais, não sabendo precisar seu formato por conta da escuridão. O garoto sentiu o suor brotar nas palmas das mãos e apertou com força o cabo da faca, sem saber ao certo como utilizá-la.

- Seu cheiro é mais forte do que pensei – Disse Henry, ainda saltitando ritmicamente – por isso ele preferirá ir atrás de você. Vou tentar distraí-lo e leva-lo para longe da estação. Tente ir pra lá sem chamar atenção, vai devagar. Se você correr, seu cheiro vai ficar mais forte. Se esconda e me espere!

Henry Evergreen puxou uma flauta de madeira do bolso e se afastou de Johan, voltando pelo caminho que haviam seguido. Levou-a a boca, entoando uma melodia animada, que combinava com o ritmo de seus passos. O cão voltou sua atenção para o zelador, acompanhando com os olhos o movimento de seus pés. A música pareceu atrai-lo, fazendo com que a besta se encaminhasse em sua direção. Se sentindo um covarde, Johan continuou a seguir pela calçada com passos vagarosos, sem tirar os olhos do amigo e da criatura. Henry parecia ter controle do que estava fazendo, lembrava os encantadores de cobras indianos, usava a música para atrair a atenção do mastim e o trabalho de pé para distraí-lo e controlar seus movimentos.

Então o cão uivou. Não era um som normal, era potente, intimidador. Johan estacou, não conseguindo mexer as pernas. O aulido também havia afetado Henry, que tropeçou entre as próprias pernas e caiu no chão. O movimento brusco atiçou o cão infernal, que rosnou e avançou em sua direção. Nesse momento, Johan sentiu algo. Sentiu um estranho formigamento na ponta dos dedos. Sentiu uma estranha excitação, algo que nunca havia sentido, como se ansiasse por algo que a muito queria. Correu.

Henry Evergreen exibiu um semblante misto entre medo, raiva, preocupação e perplexidade ao avistar Johan avançando em sua direção, dando as costas para a estação. O cão voltou seu olhar para o garoto, exibindo os dentes, mais afiados que navalhas. Aproveitando a distração, Henry tocou sua flauta em um ritmo frenético, diferente daquele compassado e agradável que tocara para atrair o cão. Raízes grossas como o braço de Johan surgiram da terra, envolvendo as patas do cão infernal como tentáculos, prendendo-o ao chão.  Henry se ergueu rapidamente, correndo a toda velocidade em direção a Johan.

- Corra, idiota, corra! – Gritou o zelador, trombando com Johan e o empurrando para colocá-lo em movimento. Porém, Johan não queria correr. Sentia-se leve, mais leve do que sentira a vida inteira. A ideia de partir para cima do monstro trazia a Johan um sentimento de euforia irresistível. Além disso, era visível que o cão logo se soltaria de suas amarras, eles não teriam chance de escapar. Estava claro para Johan o que ele devia fazer.

O cão rosnou para o garoto ao vê-lo se aproximar com a faca em punhos, agitando-se nervosamente.  Johan sentiu sua boca crispar-se de uma maneira estranha. Quanto tempo fazia desde que realmente sorrira? Estava cada vez mais perto, já podia sentir o odor azedo proveniente do monstro quando ele se libertou. Com uma mordida, livrou-se das amarras das patas dianteiras, usando-as para se livrar das outras. Com um latido que fez as pernas de Johan tremerem, a criatura investiu. Johan sabia que não deveria correr naquele momento.

Como se seu corpo soubesse o que fazer, esperou até estarem a centímetros de distância para saltar para o lado. Rolou rente ao corpo do cão, talhando-lhe o flanco com a faca e afastando-se com dois saltos curtos, imitando os passos de boxeador de Henry. O monstro rosnou, a saliva espumada pingando da boca, os olhos vermelhos faiscando de raiva. Avançou novamente, a boca aberta preparada para abocanhá-lo. Johan saltitou para o lado, atirando seu corpo para trás com três passos curtos quando o cão girou o pescoço para mordê-lo. Dançaram assim por alguns minutos. Johan sentia que não tinha peso. Suas pernas e braços respondiam imediatamente aos seus comandos, como se tivessem sido feitos para isso. Feitos para o combate. Feitos para matar. O pensamento o desconcentrou, por pouco impediu que sua cabeça fosse abocanhada pelo cão. Atirando-se para o lado no último instante, trombou com o sólido corpo do monstro. Desequilibrado, Johan se afastou, esforçando-se para não tropeçar nas próprias pernas.

Foi nesse momento que o cão saltou. Com suas patas musculosas, cobriu a distância com um único pinote. Os olhos que brilhavam em rubro estavam a centímetros dos seus. A boca estava escancarada.  Por um momento, inalou o hálito repulsivo proveniente dela. Sentiu a poderosa mandíbula fechar-se sobre o antebraço esquerdo que conseguira interpor entre seu rosto e as presas do monstro. Quando os dentes penetraram sua carne, o sangue espirrou em seu rosto. Com o peso do cão sobre seu corpo, caiu para trás. Sentiu as costelas estalarem, queimando como se em chamas. O ar fugiu-lhe dos pulmões. Com o monstro sobre o peito, não conseguia respirar. Tentou soltar seu braço, mas o monstro apertou sua mordida, fazendo com que os ossos estalassem de modo nauseante. Sua visão se turvou. Já não sentia dor no braço. Perdeu a sensibilidade no restante do corpo. A escuridão foi tomando-lhe os olhos. Então enfiou a faca no olho do cão infernal.

Uma explosão de luz vermelha inundou a escuridão do lugar. O cão ganiu, aparentemente assustado com ela. Soltou o braço de Johan e correu em direção às árvores. Assim que alcançou uma sombra, desapareceu. Ainda deitado, Johan sorveu a maior quantidade de ar que pôde. Seu peito ardia, mas sua visão clareou. Por um breve momento, pôde observar a fonte da estranha luz vermelho-sangue, uma lança rubra que flutuava um pouco acima de seus olhos, já desaparecendo. Quando as sombras retomaram o lugar, percebeu que Henry havia se aproximado. Johan não conseguiu identificar sua expressão por conta da escuridão. O amigo tirou o macacão com cuidado e se ajoelhou próximo ao garoto. Agora perto, Johan pôde entender o porquê dos pés de Henry pareciam tão anormais. Eram cascos fendidos. Da cintura para baixo, Henry Evergreen era um bode.

- O que você estava pensando? – questionou, enquanto estudava as feridas de Johan. Por entre arquejos, o garoto esboçou um sorriso.

- Eu mandei o cão preto embora...

●●●


- Estamos quase lá – incentivou Henry. Passara o braço bom de Johan sobre seus ombros e o carregava em direção a grande Estação Central de Michigan. Enrolando o macacão em torno do braço do garoto, havia estancado o sangue, ainda que precariamente. O fluido pingava do tecido, formando pequenas poças por onde passavam. A cada passo, Johan bufava em agonia. Havia quebrado, pelo menos, cinco costelas com a queda. Mal conseguia respirar, não entendia o porquê de Henry ainda o arrastar para dentro da estação e não para um hospital.

Entraram pelas grandes portas frontais, após passarem por baixo de uma divisória de correntes que deveria barrar as visitas fora de horário. O saguão era enorme. Seu teto era sustentado por colunas e arcos, que juntamente com o aspecto de abandono do local, passavam uma sensação de antiguidade ao lugar, como se estivesse estado ali por milhares de anos. Cruzaram-no, seguindo em direção oposta à entrada, onde Johan sabia que ficavam os trilhos. Assim como previra, embocaram na parte traseira do edifício, onde várias linhas de trem seguiam paralelamente umas as outras. Pararam defronte a mais próxima a elas, como se esperassem uma locomotiva que nunca chegaria.

Johan estava farto. Passado o furor da batalha, o garoto se sentira exausto. A ideia do que fizera lhe trouxe desconforto, havia quebrado sua promessa de não recorrer a meios violentos. Não só isso, havia gostado disso. Pela primeira vez em anos, Johan se sentira completo. Durante seu embate, não sentia o peso do “cão preto” puxar-lhe para baixo. Nem ao menos sentira a sua presença. Agora, entretanto, lentamente seu velho companheiro voltava para casa, aonde parecia pertencer. Porém, sabia como manda-lo embora, sabia o que fazer para afastá-lo de si. Por isso, sabia que voltaria a quebrar a promessa que fizera sobre o túmulo de sua mãe.

- Stêthi, Ô hárma diabolês – O brado de Henry tirou Johan de seus pensamentos, que viu o amigo atirar três moedas douradas nos trilhos do trem. O garoto estava a ponto de perguntar o que o amigo estava a fazer, interrompendo-se ao perceber que as moedas afundaram nas britas sob os carris.

- Taxi das irmãs cinzentas – disse Henry para Johan, como se respondesse a pergunta que o garoto não chegou a fazer – teoricamente elas só atuam em Nova York e arredores. Mas se você for ao lugar certo, e pagar a quantia certa, elas abrem exceções. A Estação Central de Michigan é um dos poucos locais que comportam esse tipo de serviço. É fácil identifica-los, você viu como a fachada parece um templo grego?

Dito e feito, Johan ouviu ao longe um longo apito de trem. Após alguns segundos, avistou uma grande maria-fumaça se aproximar, carregando um único vagão. Maria-fumaça parecia ser o nome ideal para o trem, pois ele realmente parecia ser feito de fumaça, cinza como nuvens de tempestade. Johan observou perplexo o trem diminuir a velocidade e parar a sua frente. Nenhum trem circulara pela estação abandonada havia décadas. Mas ali estava ele.

- Todos a bordo! – ouviu gritar algumas senhoras de dentro da cabine do condutor, que ostentava os dizeres taxi das irmãs cinzentas em sua lateral. Olhou atônito para Henry, que sorriu para ele como forma de tranquiliza-lo. Aquilo era loucura. Não podia simplesmente subir em um trem e viajar para um lugar desconhecido. Johan tinha um aluguel para pagar, um trabalho para comparecer e estudos para terminar. Não podia abandonar tudo isso. Henry exibiu um olhar de compaixão a Johan, que começava a suspeitar que o amigo realmente conseguia ler seus sentimentos.

- Você não ouviu? – perguntou Henry, conduzindo-o em direção à pequena escada que levava ao vagão de passageiros – todos a bordo, filho de Ares.
Johan O. Griffiths
Filhos de Ares
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Dan Carter em Qui 12 Maio 2016, 13:33


Ficha de Reclamação

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Desejo ser filho de Héracles, porque ele é o meu herói preferido da mitologia grega, gosto da personalidade dele, e também de seus poderes, e o player que estou criando se encaixaria melhor nele.

- Perfil do Personagem
Características Físicas:

Meu player tem um corpo bem definido, é alto de 1,80 de altura, aparenta ser um pouco arrogante, e serio, dando ate algum medo a quem o ver, pelo fato de ser bem alto e ainda ser muito musculoso, tem cabelos pretos, e olhos negros, escuros como a noite.

Características Psicológicas:
Meu Player é um cara bem serio, sendo bem calmo na maioria das vezes, somente ao irritar-se torna se incontrolável, é bem leal aos seus amigos, fazendo o máximo para ajudar seus companheiros, não aguenta vê uma donzela em perigo, e gosta de uma boa aventura. Não aguenta passar muito tempo parado tendo que estar à maioria do tempo em movimento.

- História do Personagem
Olá me chamo Dan Carter, acho que você quer saber a minha historia não é? Então irei conta-la, mas aviso logo não é nenhum conto de fadas ou historia feliz. Minha vida sempre foi difícil.
Nasci em New York, e vivi com minha mãe, uma mulher simpática e sorridente. Eu e ela só nós dois contra o mundo, naquele tempo eu ainda não entendia o porquê o meu pai nós abandonou. Sempre fui um tipo um tanto quanto encrenqueiro, e por muitas vezes fui expulso dos colégios onde estudava, mas não era minha culpa, parecia que os problemas vinham ao meu encontro, talvez eu seja um grande imã ambulante de problemas e confusões, creio eu que isso seja bem provável. Ainda sim eu era feliz.
Mas tudo mudou no dia em que minha mãe adoeceu, foi uma doença terrível que a levou à sepultura. Agora era somente eu contra o resto do mundo. Às vezes eu consigo entender o que sentiu o Huck nos quadrinhos, todos o temiam mais ele não era mau somente mal entendido.
Depois da morte de minha mãe acabei por fugir de casa, não suportava a ideia de ir a um orfanato e preferi viver nas ruas da grande cidade de Nova Iorque. Passei um ano e meio morando nas ruas, dormindo em qualquer lugar e o pior de tudo roubando para conseguir o alimento. Isso não é algo da qual eu me orgulho, mas mesmo não gostando fui obrigado a roubar carteiras e a pegar alimentos enquanto ninguém olhava, mesmo fazendo isso nunca machuquei ninguém. Isso já é coisa da qual eu não faço machucar inocente.
De vez em quando aparecia uma maluquice ou outra, mas a pior que me aconteceu foi a de ser perseguido por dois grandes lobos negros. Os mesmos ansiavam pelo meu sangue, a qual eu não dei de bom grato. Com muita dificuldade consigo matar um deles que explodi em areia. Consegui esse feito com um grande pedaço de pau que achei no meio da rua, uma quase clava.
Mas o ultimo me deu mais trabalho, e as minhas forças já tinham esgotadas. E em um beco penso que minha vida findaria. Não tinha mais forças para um ataque, já cansado e ferido do combate caio quase desmaiando. Mas no ultimo segundo o monstro explodi em pó e percebo que fui salvo, por um homem com uma clava, isso foi a ultima coisa que me lembro antes de desmaiar.
Quando acordo, me deparo dentro de uma academia antiga, ao meu lado estava o cara que me salvou, ele não diz quem é, nem por que fez isso. Mas me ensina e me explica o mundo novo dos deuses e monstros mitológicos que para a minha surpresa ainda existem em nossos dias. O cara me ensina também a lutar e a me defender.
E de novo eu tinha um lar, dentro da velha academia, tinha comida por quer o velho (foi assim que eu comecei a chama-lo já que ele não dizia seu nome) trazia o meu alimento. O mesmo aparecia toda a tarde e sumia a noite. Aos poucos acabei me acostumando com isso. E por um tempo de talvez um ano fiquei nessa rotina. O velho aparecia de tarde com minha comida, nós treinávamos e ele sumia a noite, para aparecer no outro dia. Não consegui arrancar nenhuma informação do velho, e fiquei somente nas hipóteses e teorias que nunca foram comprovadas.
E foi assim por um tempo até o dia em que eu acordei, levantei de minha cama improvisada e logo de cara avisto um pequeno papel, me dando um endereço e uma ordem para ir até lá. E eu fui e cheguei até o acampamento meio sangue. O legal é que assim que chego no acampamento e começo a conversa com Quirom. Uma negocio grande e brilhante aparece em minha cabeça, algo dizendo que eu era filho de Héracles  e blá, blá, blá. Acho maior clichê essa do holofote voador mais... quem pode debater com os deuses.
Bem se você esta lendo isso saiba que Quirom me obrigou a escrever isso, com uma conversa fiada que todos os semideuses têm que fazer um relatório de como chegaram ao acampamento e mais umas besteiras. Então tai a minha historia Quirom. Esta ai filhos de Atena sabichões que fazem os dados do acampamento, essa é a minha historia, mas ela não acaba ai, ainda há muitas aventuras pela frente.
Dan Carter
Filhos de Herácles
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kim Chan Mi em Qui 12 Maio 2016, 13:39

narração
• Por qual deus deseja ser reclamado e por que?
Despina, pois se encaixa no contexto da personagem, de como ela é retratada e como ela age, enquanto vive.

• Características Físicas e Características Psicológicas
Psicológico
Fria, reservada, calma, poucas palavras e sincera. Kim Chan Mi — ou Chanmi, normalmente chamada — trata ao redor como seu, com intimidade ou não. Geralmente não é vista tanto em público, passando uma certa desconfiança da mesma, mas tal demonstra afeto por aqueles que merecem por suas ações, sejam elas amistosas ou de companheirismo e ao mesmo tempo tenta passar uma imagem de uma pessoa que cuida do que é teu, mesmo por fora sendo rara a socialização de Chanmi

Físico
Altura mediana e corpo esbelto. Seu rosto é detalhado com olhos puxados e cabelos negros com algumas mechas em tonalidade castanha, lábios levemente rosados e bochechas minimamente ressaltadas. Normalmente se encontra vestindo um blusa de cor variada, mangas longas, leve e solto — por ser de numeração maior —, shorts improvisados com detalhes de rasgo em parte da coxa, botas caterpillar e meias a mostra, seu cabelo geralmente preso atrás, deixando uma quantidade de cabelo solta e sua franja cobrindo toda a sua testa. Algumas vezes podem encontrar-la ouvindo ou cantando música de origem coreana, já que é de sua descendência.

• História do Personagem
Antes de ser reclamada como filha da deusa do inverno, a mesma viveu momentos cujo não é motivo de sorriso em sua vida.
Morava em Seul, na Coréia do Sul quando ainda era criança. Seu pai costumava a trabalhar pouco e a dedicar a sua vida à Chanmi. Mesmo a garota não entendendo o por que do mesmo tirar o seu tempo para gastar com sua criança, e mesmo assim tal criticava o por que a falta de sua mãe.
Depois de ocorridos que a fez ficar afastada da escola, seu pai a educou em casa com o mais esforço possível para satisfazer a felicidade da criança, e no mesmo tempo, a entreter-la e a não perguntar sobre sua mãe.
Seu pai divulgou à alguns anos atrás uma viagem para a criança, aos Estados Unidos. Era inverno em Seul quando anunciou-a sobre a viagem, e sempre quando era inverno. O pai consolava-a as vezes quando a mesma se sentia solitária, com uma frase praticamente clássica dele: "No inverno, sua mãe sempre estará presente", mas não fazia sentido até certo tempo.
Passou alguns dias e a viagem já se realizou. Se estabilizou em uma casa ao centro de Nova York a poucas semanas logo após a viagem, e seu pai então começou a ficar mais ausente em sua vida, o que fez com que Chanmi não soubesse agir de maneira correta na sociedade, dando início a sua personalidade anti-social que obtêm até hoje.
Percebendo a mudança de habito de sua filha, e com medo de que isso piorasse, seu pai a levou para um passeio em meio a escuridão lunar. Era inverno, estação cujo a menina adorava desde o seu nascimento. A escuridão que praticamente não iluminava nem ao menos as árvores que cobria envolveu-a, e seus olhos se tornaram escuros. Ela dormiu no carro durante o passeio.
Acordou apenas no dia seguinte, rodeada por jovens com mais ou menos a idade dela — praticamente entre 16-20 — vestindo todos uma camiseta laranja simples em baixo de vestimentas apropriadas para o frio, escrita com uma fonte que naquele momento era estranha e difícil de ler para a jovem. Ela se levantou, confusa, enquanto ouvia os campistas a conversarem entre si sobre o paradeiro da garota, até que uma garota apontou para Chanmi, surpresa como se houvesse um rato morto-vivo dançando sobre seus cabelos negros — que não era bem isso, mas ainda mais estranho —.
Percebeu-se que seus pés estavam pisando sobre uma camada de gelo envolta por grama esverdeada, ao seu redor a neve rodeava-a lentamente até formar ao chão um gigante, majestoso e brilhante floco de neve. Diziam alguns em voz alta que a mesma estava sendo reclamada, e logo a informaram: era filha de Despina, deusa do inverno.
Fascinada por encontrar quem seria a sua mãe — pois por algum acontecimento de sua vida, a fez com que ela pesquisasse sobre a mitologia grega, como forma de entretenimento a mesma —, mas, havia um problema.
Suas emoções ficaram misturadas até hoje: Alegria por saber quem seria a sua mãe, ódio e rancor por saber que sua mãe não demonstrou nenhuma presença em sua vida, e ainda mais drástico: ódio pelo seu pai, por ter-la mentido sobre o paradeiro de sua mãe, e por ter-la abandonado ali mesmo, sem ao menos explicar do por que ela estava lá.
XIII
Kim Chan Mi
Filhos de Despina
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Sex 13 Maio 2016, 22:24


Avaliação



Lars Makarovich — Boa noite, moço   :gdc:

Espero que sim. Bom, vamos lá. Meu amigo, primeiro de tudo: cuidado com o plural das palavras. "Seus olhos são verdes claros" -> o correto seria "seus olhos são verde claro". Além disso, você trocou o gênero da palavra "branco" ao se referir à cor de seus cabelos (por se referir à palavra cabelo, deveria ser "branco" e não "branca").
Atente-se à isso também.

Mas, no geral, sua história foi boa (apesar da pequena falha em dizer que seu amigo perdeu a mobilidade das penas e, no parágrafo seguinte, dizer que ele estava andando. Cuidado com esse tipo de incoerência). Peço que, ao postar um texto, separe os parágrafos - fica muito melhor de ler. Cuidado com o uso de vírgulas também.

No demais, parabéns!

Aprovado

Iara Nunes — Boa noite, moça   :gdc:

Espero que sim :>
Moça, apenas avisando você que sua ficha não será reavaliada pelo fato de ter feito um double post. Por favor, se atente às regras pré-definidas no tópico inicial da ficha de reclamação.

Não Avaliada

Johan O. Griffiths — Boa noite, moço   :gdc:

Espero que sim. Bom, vamos lá: cara, que ficha grande. De verdade UAHSUAHSUAH
Mas confesso que fiquei impressionada. Sua coerência é muito boa, assim como sua organização textual. O modo como enfrentou o cão infernal - colocando certa dificuldade - e a descrição detalhada de como se sentiu me prenderam no texto. Meus parabéns!

Aprovado

As demais fichas ficarão para os outros monitores sz

Zoey Montgomery
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Scarlet C. Müller em Dom 15 Maio 2016, 17:33


SCARLET
Reclamação

- Por qual deus deseja ser reclamado?
Deméter; Deusa mãe, da agricultura, da terra cultivada.

- Perfil do Personagem:

Física -
Do precisaria alguém ser aclamado por ser único? Na verdade todos deveriam, mas Scarlet sempre foi essa pessoa que poderia literalmente se chamar de único. Desde menino teve uma beleza marcante e humilde, mas ela se acentuou mais ao longo dos anos. A pele branca e macia que não havia nenhum defeito, marca ou sinais, mas a parte do corpo do garoto mais chamativa era sua íris, mesclada entre verde acinzentado com um toque de mel ao chegar perto da pupila.
O rosto quadrado e bem formado, seus cabelos de um tom castanho dourado e claro não poderíamos deixar de lado seus lábios rosados que pareciam uma flor que acabara de desabrochar, dando um lindo destaque no rosto. Sim, Scarlet tem uma beleza descomunal, mas nunca tirou proveito de sua aparência.
Dentre todos os meninos da sua idade ele sempre foi o que aparentava ser mais ''delicado''. Com apenas 1,67 de altura o destaque que possuía era de ser uma pessoa fofa e frágil. Seu físico não era bombado, ele era magro com um pouco de músculos.


Psicológica -
Se tem palavras que define Scarlet, elas com certeza são: Sinceridade e calma. O garoto é bastante calmo e perspicaz, o silencio as vezes é sua maior resposta que por assim ele sempre busca a verdade nua observando tudo. O mesmo é bem fácil de fazer amizades, pois é bastante simpático e uma agradável companhia, embora seja tímido e não dê o primeiro passo para o início de um relacionamento. Também nunca passou a mão na cabeça de um amigo caso esteja errado, pois está ao lado do que é justo.
Scarlet é uma pessoa que confia bastante em quem conquista sua amizade, mas consequentemente, caso faça algo de ruim para o mesmo, ele se torna frio e sequer se importa com a pessoa depois disso.


- História do Personagem
Primeiramente vou explicar o do meu nome ser Scarlet. Podem pensar que foi um erro, um engano, mas na verdade foi certo. Exatamente, Scarlet para um menino apenas por que fui recebido em uma noite que lua escarlate, onde ela estava mais ressaltada no ar em uma noite fria de primavera. Fui deixado a porta de meu pai, o eu bebe estava apenas enrolado em uma manta grossa com um bilhete de uma mulher. Quem dera eu saber que tinha uma grande má sorte.

Não, eu tive uma grande sorte com minha família, aliás, eu tive um pai e uma mãe adotiva que me amaram com todo o seu ser. Morava em uma colina perto de uma floresta, meu pai era biólogo e ele adorava viver perto de plantas, e de uma certa forma eu sempre gostei de me envolver com a flora, mesmo que meu pai detestava quando eu ficava sozinho na floresta, agora eu compreendo o por que.

A escola mais próxima ficava a meia hora de minha casa, nunca fiz amizades em lugar algum, eu era muito ''estranho'' para o que diziam, mas eu não os culpo, chegar na escola dizendo que viu uma metade mulher e metade pássaro sobrevoar o céu não é algo que os outros recebam de bom grado. Quando chegava em casa a única companhia era Jacqueline, minha mãe adotiva, que sempre me ensinava coisas novas, e era além de tudo minha melhor amiga. Papai ficava a maior parte do dia na floresta, e quando voltava, se enfiava na estufa que ele não gostava que ninguém entrasse.

Papai também odiava minha teimosia, mas eu não podia evitar ficar longe da floresta, as plantas me davam uma paz e conforto, eu era conectado a ela, uma conexão que eu nem compreendia, mas meu pai e minha ''mãe'' sim, mas nunca me contaram e sempre me enrolavam.

Minha infância nunca foi ruim, ao contrário, ela foi feliz. Morar em uma colina pode lhe proporcionar divertimento ao ar livre, mas como sempre meu pai interferia dizendo que era perigoso, qualquer coisa que eu fazia fora da nossa casa era perigoso e eu como sempre, não entendia nada...Até acontecer e mudar meu ponto de vista.


-.X.▲.X.-

Foi em uma droga de fim de tarde infeliz que eles apareceram para perturbar minha paz, para mostrar a onda de má sorte que sempre esteve comigo e foi se mostrar agora. Dois monstros esquisitos e enormes que soltavam fogo pela boca, e eu nem tive tempo de compreender. Uma carta as pressas dada do meu pai, uma bússola e um beijo dos meus parentes que deixei para trás queimar junto ao meu passado. A única instrução foi adentrar a floresta e seguir ao norte onde eu encontraria um acampamento.

O que pensaria quando leria que você é filho de um deus grego, que agora sua vida seria um risco a todo momento e a toda hora...Foi um inferno a cada segundo. A floresta sempre foi um tanto acolhedora a mim, tão normal que nem precisei da bússola para me locomover ou saber sobre coisas fundamentais sobre plantas. Eu comia qualquer fruta e sabia que não tinha veneno, tudo que tinha na flora sentia que de uma maneira desconhecida fazia parte de mim.

Nem tudo foi virtude em minha viagem ao acampamento e a cada segundo que eu passei perdia a esperança. Fiquei uma semana andando, me alimentando da floresta, me guiando sem rumo nenhum além do que me foi dito, mas a pior parte foi as drogas dos monstros. Harpias, Dracaenae e outras espécies de criaturas que foram atrás de mim...Foi um saco fugir de cada um deles ou passar despercebido sem nada para se defender, meu cheiro era - e continua sendo - bastante forte e qualquer um deles conseguem sentir, é como um GPS, como se eu tivesse uma lanterna na minha cabeça.

O clima me esgotou mais que tudo, a noite e o dia na floresta tinha uma diferença considerável de temperatura, e não aguentei por fim. Cai em terra depois se uma semana acordado, e a última coisa que vi foi uma pequena parte do céu até minhas pálpebras fecharem.

Acordei em uma enfermaria no maior estilo filme grego, mas a ironia é que eu não estava sonhando, era real. Pessoas com espadas e escudos, armaduras e lanças, sátiros e dríades e por fim eu que tentei engolir aquilo tudo como se fosse algo normal. Um semi-deus do chalé de Hermes havia me dito que me acharam coberto por plantas, como se eu estivesse em um casulo, não me pergunte como, apenas sobrevivi.

As primeiras semanas foi a mais difícil em tentar me acostumar em um lugar que eu nunca esteve e tinha um clima tão diferente do meu antigo cotidiano. Tentar brigar quando se era pacífico não dava certo, as lutas e as ''brincadeiras'' vorazes que sempre determinava um vencedor, era uma tortura, nada daquilo era meu gosto.

A melhor parte era o curto tempo que eu podia ficar sozinho comigo mesmo dentro de áreas que gosto, como as plantas ou os campos de morangos. Se me achava estranho antes? Sim, mas de uma visão reconfortante, todos os outros eram tão estranhos quanto eu, alguns mais deslocados que minha pessoa em seus afazeres.

Todos os semi-deuses que não sabem quem é seu pai ou mãe olimpiano, tem que permanecer em um chalé onde a higiene, confortou ou organização não existe, e praticamente enfiam todos os ''perdidos'' ali dentro, como se fossem esquecidos que um dia vão ser lembrados. Fiquei nessa a algum tempo quando finalmente tive minha reclamação que esclareceu bastante coisas na minha vida, como a minha conexão com as plantas e colheita.

Era final de tarde e lembro que o manto da noite já havia caído sobre o acampamento, todos os semi-deuses como de costume nesse horário se locomoviam para o refeitório. Era hilário como cair no braço com os outros adolescentes deixavam muitos de bom humor.
Fazendo como o cotidiano de todos os dias eu havia pego uma bandeja, colocado frutas e jogado na fogueira uma oferenda a quem fosse minha mãe...De tanto tempo que fiz essa ladainha nem acreditava mais que algo fosse acontecer.

Depois de fazer como todos, me sentei juntamente a mesa dos que não foram reclamados, e por sorte havia conseguido um assento. Gritaria, falatório e barulho era uma das coisas mais comuns lá, a preocupação mesmo é quando ficavam todos quietos. Após fazer uma refeição em silencio e nenhuma paciência para continuar ali eu me levantei para sair.

Todos quietos me deixaram a par de que algo não estava correto, aqueles olhares curiosos sobre mim e alguns cochichos. Por um segundo até pensei se eu havia me sujado, até que percebi que não era diretamente para mim, mas para o que havia acima da minha cabeça. Olhei para cima com cautela e o que vi era claro, literalmente. Uma aura verde que pairava, tendo como ''desenho'' um trigo.

Me senti assustado e ansioso, aquilo só significava que tinha sido reclamado e acertei, minha mãe olimpiada é Deméter, e quando dei conta por mim, não estava mais confuso. Não senti raiva dela pela proibição de ver seus filhos, na verdade, eu entendia.

E ao final aqui estou, permanecendo no acampamento desejando sobreviver a cada ataque.



Scarlet C. Müller
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Acampamento Meio-sangue

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Helena Peltrow em Ter 17 Maio 2016, 20:20

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Perséfone, por ser uma deusa que se encaixa no que eu planejo para minha personagem no futuro. Além disso, admiro a deusa e me sinto confortável jogando como filha da mesma. Devo admitir que as habilidades das crianças da deusa também tiveram uma grande influencia na escolha da divindade - pois dão a chance de fazer o que planejo com a personagem e, caso mudasse de ideia, poderia me adaptar a qualquer outra coisa.

- Perfil do Personagem
Personalidade - É uma jovem gentil e educada, preocupada com seus amigos e família. Gosta de auxiliar as pessoas ao seu redor e, também, passar seu tempo livre em meio a natureza. É muito curiosa, mas atualmente isso não chega mais a coloca-la em situações de real perigo, uma vez que a dama controla sua impulsividade o suficiente para não agir de maneira impensada e assumir, dessa forma, riscos desnecessários. Não é o tipo de pessoa que inicia um combate, mas não irá fugir dele quando acredita ter chances de vencer ou a derrota não significasse sua morte, além de não pegar mais leve com um oponente durante o combate. Ainda sim, pode demonstrar clemencia com seus oponentes, aceitando pedidos de rendição e até tratando-os com gentileza e compaixão. Deseja proteger a visa e o bem estar não só daqueles com quem tem relações como das gerações futuras e dos desconhecidos e não espera, realmente, uma recompensa por isso: proteger a vida e a dignidade é a coisa certa a se fazer e também uma atitude natural. A dama segue as leis e ordens, mas apenas até onde seus sentimentos e convicções permitem. Normalmente é sincera no que diz, mas também acha natural mentir, esconder ou enganar quando a verdade causará mais danos do que a verdade.

Aparência - Helena herdou a beleza de sua mãe, mas os cabelos e olhos do pai. Seu corpo é definido pelos treinos que realiza desde criança e a jovem não possui cicatrizes ou marcas quaisquer em seu corpo. Algumas vezes, coloque os cabelos de ruivo o que contrasta com sua pele clara. Seu corpo é curvilíneo, seus lábios rosados são carnudos na medida certa e seus seios são medianos. Possui a pele macia e um sorriso praticamente constante em seus lábios. A jovem mantem seus cabelos, estejam eles ruivos ou loiros, soltos a maior parte do tempo, caindo em ondas delicadas até o meio de suas costas. Também tende a usar lápis de olho para realçar seus olhos. Gosta de vestir-se de maneira simples e discreta, pois acredita que a beleza de uma flor pode estar em sua simplicidade e o excesso raramente era algo agradável - assim como em um arranjo de flores deve ser. Quando no acampamento, é muito comum ver a jovem com a blusa laranja, short jeans e all star escuro. A adaga normalmente fica presa em uma corrente fina que a jovem usa como se fosse um cinto ou algo parecido com isso.

- História do Personagem
Helena Peltrow nasceu na cidade de Oklahoma, no estado de mesmo nome nos Estados Unidos, onde viveu até seus dez anos de idade com seu pai. A jovem tinha uma vida normal durante sua infância: frequentava escolas, tinha amigos e adorava brincadeiras de criança, além de adorar também a natureza e as coisas belas que existem nela. Possuía problemas de dislexia e não conseguia concentrar-se em nada por muito tempo, mas isso conseguia ser ignorado por seus professores devido a curiosidade e o esforço da jovem para aprender o que tentavam lhe passar. Nas aulas de Educação Física, a garota tinha um empenho magnifico e nunca houve nenhum problema em relação a brigas com a jovem, coisas que pareciam contar pontos ao seu favor. Sempre foi incrivelmente bonita também, mas não utilizava aquilo para obter vantagens - ou pelo menos não de maneira intencional. Desde cedo, mostrava-se fascinada por jogos de diversos tipos (tabuleiro, vídeo-game e computador), tal como séries e filmes diversos, mesmo aqueles que pareciam um tanto incomuns para sua idade.

Por volta de seus oito anos, começou a praticar ninjutsu em um dojo próxima a sua casa, onde seus instintos de combate apurados pelo sangue divino faziam uma enorme diferença em favor da donzela. Dedicava-se mais ao aprendizado daquela arte milenar do que para as matérias escolares, porém essa diferença de dedicação não prejudicava seu desempenho - talvez a disciplina exigida nos treinos estivesse, na verdade, ajudando a jovem na escola ao invés de a prejudicar. A evolução proporcionada pela arte marcial era evidente na jovem, física e mentalmente. Tornou-se menos impulsiva e também tende a ser mais compreensiva com as pessoas e também tem uma postura analítica.

Quando mudou-se para Nova York com seus dez anos, a dama começou a apresentar habilidades anormais em floricultura e seu amor pelas flores fazia que, ao cuidar delas, as mesmas crescessem mais belas e fortes que o normal. A casa onde morava com o pai possuía, em seu jardim, várias flores que a jovem gostava de ajudar a cuidar e fazia aquilo muito bem, para alguém tão jovem. Continuou a treinar ninjutsu em sua nova cidade e dedicava-se inteiramente a escola, os treinos e também ao seu novo hobby - cuidar das plantas de seu jardim. Estava agora morando mais próxima de seus avós e visitava-os as vezes, passando alguns fins de semana com os mesmos. Suas novas amizades dentro e fora da escola ajudavam a mesma a se acostumar com o novo lugar e superar a mudança drástica de Oklahama para Nova York.


Em uma bela noite de primavera antes de seu aniversário de treze anos, seu pai chamou-a para conversar no jardim. Sabia que aproximava-se a época que os monstros passavam a serem capazes de sentir o odor de um semideus e não queria que sua amada filha descobrisse aquilo quando fosse atacada por um. A lua cheia brilhava no céu, iluminando o jardim e dando um brilho prateado as coisas. Uma brisa suave corria pelo lugar e os sons da cidade podiam ser ouvidos ali nos fundos da casa. Foi difícil contar a uma garota de doze anos que os deuses gregos - até então tidos como mitologia e, portanto, inexistentes - existiam e a loira era filha de uma divindade. Desnecessário dizer que foi difícil convencer a jovem daquilo, uma vez que aquilo parecia uma imensa loucura. Mesmo que soubesse que seus reflexos apurados não eram normais e o que ela sabia e fazia com flores também não, a ideia apresentada por seu pai era demasiadamente... Estranha para ela.

Após longas argumentações e explicações, a jovem acabou aceitando dar o beneficio da duvida ao seu pai. No dia seguinte, na escola, contou aquilo ao seu melhor melhor amigo. Surpreso com a atitude do homem, chamou a garota para ir até uma sala vazia e entrou com ela lá. Quando mostrou as pernas de bode para ela, precisou tapar a boca da jovem para que a mesma não gritasse e chamasse a atenção qualquer pessoa que estivesse passando por ali. Com uma prova de que seu pai não era louco, acabou aceitando a verdade e ouviu as explicações do rapaz sobre como funcionava aquela historia de meio-sangue, o que era o acampamento e que semideuses eram mais comuns do que a garota podia imaginar. Como ela já sabia a verdade, tanto o pai da mesma quanto o sátiro acharam que estava na hora da jovem ir para o Acampamento Meio-Sangue iniciar seu treinamento e assim a jovem fez.

Na viagem para o Acampamento, o sátiro entregou uma adaga que levava consigo para a jovem e falou que talvez precisasse dela na floresta. Para a infelicidade da jovem, de fato houve a necessidade de utilizar a arma. Uma empousa acabou atacando-os em sua corrida pela floresta e a dupla precisou lutar contra ela para poderem seguir em segurança para o acampamento. Para a surpresa da campista, a criatura era mais forte e rápida do que parecia ser nas historias e o combate contra um monstro que quer te matar era muito mais difícil que lutar contra um humano que não tinha intenção de tirar-lhe a vida.

Muitos dos golpes que a jovem dera com a faca não pegaram ou não haviam sido tão eficientes quanto ela gostaria que fossem, mas seu treino em artes marciais e também reflexos em combate estavam fazendo-se valer mesmo naquela situação. O monstro tinha ferimentos feitos pela lamina sim, mas não o suficiente para mata-la de cara. E também havia conseguido atingir a criatura com chutes e até um soco quando a mesma havia derrubado a arma e a semideusa não podia simplesmente abaixar e pegar a arma sem arriscar ser morta pela criatura. Phill, seu amigo sátiro, havia escolhido a hora que a adaga caíra para se envolver mais naquela luta e distrair a abominável criatura enquanto a donzela procurava a arma no chão e a recuperava.

Uma vez que o sátiro nunca havia realmente treinado muito combate fosse ele físico - até sabia manejar um pouco adagas e espadas, mas não se dedicava aquilo como os semideuses faziam -, estava tendo problemas em lidar com aquela criatura e ainda mais problemas em o fazer sozinho enquanto dava cobertura a amiga. Assim que a semideusa conseguira de volta a arma, avançou da maneira mais rápida que o terreno permitia para lutar com a criatura e salvar o amigo que tão bravamente estava lutando para defender a vida de sua tão querida amiga e aliada. Em uma ação sincronizada, semideusa e sátiro flanquearam a criatura e atacaram simultaneamente a criatura e a jovem cortou-a com a lamina do ombro direito até o quadril do lado esquerdo fazendo um corte vertical na criatura, afundando a lamina como podia nas costas da criatura. Não tivera forças para enfiar toda a lamina e ainda ir puxando para baixo, além dos ossos terem atrapalhado, mas fez tanto quanto fora possível para ela. Quando a criatura explodiu em pó dourado, Helena caiu de joelhos no chão e respirava com dificuldade, tentando recuperar o folego.

A luta da semideusa havia chamado a atenção de sua mãe, mas a deusa acabou preferindo esperar um pouco mais pra reclamar a filha. Ao chegar no Acampamento, ambos foram se recuperar na Enfermaria e, no dia seguinte, a dama foi convocada na Casa Grande para conversar com Quíron que explicou melhor as coisas para a semideusa. Nos dias e semanas que se passaram, a jovem treinava todos os dias incansavelmente e auxiliava nos Campos de Morango. Em uma bela noite, a fogueira do Acampamento, a dama finalmente fora reclamada por sua mãe, mudando-se para o chalé da mesma.

Atualmente com seus quinze anos, a jovem mora no Acampamento Meio-Sangue e se conversa com o pai via Mensagem de Íris. Ocasionalmente, ia passar alguns dias na casa do pai para aproveitar um pouco a vida mortal e relembrar os velhos tempos.
Helena Peltrow
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Deméter em Qui 19 Maio 2016, 15:49


Avaliação
e alguns indefinidos a menos

— Dan Carter: Reclamado como filho de Héracles.

Dentre todas as coisas que eu poderia falar aqui — e acredite que em maioria elas perigam a sua reprovação —, apenas ouso dizer que essa foi uma ficha acima das expectativas sobre alguém que está chegando agora. De verdade. É claro que há detalhes e muita coisa a se dizer, mas tenha em mente que o resultado de certa forma me agradou.

Iniciando os adendos: a primeira coisa é que você precisa focar na estrutura do seu post. Os parágrafos precisam estar com espaçamento, como estou fazendo aqui, e seus períodos precisam de uma maior atenção. Experimente ler as frases em voz alta enquanto escreve, porque ajuda bastante a eliminar erros como esse; que, na verdade, são de pontuação, mas estou colocando tudo junto.

Agora, partindo para a coerência... Alguns pontos me deixaram com uma pulga atrás da orelha. Você narrou que morou na rua após a sua mãe morrer e que roubou para sobreviver, ok, e também narrou que coisas estranhas aconteceram, e que dentre elas você foi perseguido por dois lobos negros. Confesso que, aqui, já achei que você seria reprovado porque diria que os tinha derrotado sem dificuldades, mas não o fez — você até narrou com coerência, mas como foi algo mais "passivo", algo que você não narrou diretamente, dando detalhes da batalha, fiquei um tanto quanto suspenso imaginando como teria sido. Não é algo impossível, obviamente; mas se você quer mesmo convencer de que foi capaz de fazer algo, faça. Narre diretamente. Não diga simplesmente que o fez virar pó com uma arma improvisada e depois foi ajudado com o outro lobo.

Aliás, chegamos num ponto também importante: o homem que te ajudou. Meu primeiro pensamento foi de que ele era Héracles, seu pai, mas como já havia visto você discutir no chatbox e dizer que não era, que desenvolveria isso depois, não te julgarei. Mas reafirmo: não coloque que era Héracles. Invente qualquer coisa, mas não uma interferência divina tão direta e tão frequente. Isso simplesmente mataria toda e qualquer coerência que você poderia ter em sua trama.

E, finalmente, chegamos ao momento da reclamação: novamente uma narração passiva, mas um pouco mais detalhada. Antes de tudo, é "Quíron", não "Quirom" — cuidado com isso, pois também escreveu "Huck" ao invés de "Hulk". Particularmente, gostei dessa parte, só acho que você deveria, novamente, ter narrado melhor as suas impressões sobre tudo. Muito cuidado com isso. Em narrações futuras, tente narrar tudo com detalhismo, ou acabará tendo consequências mais severas do que uma não-reclamação.

Para os demais erros — acentuação e outros — indico algo simples: corretor ortográfico. O próprio Chrome tem isso. Não vá tanto pelo Word, ele tem alguns vícios; e, na dúvida, pesquise a palavra no Google. No mais, filho de Héracles, meus parabéns!

•••

— Kim Chan Mi: Reclamada como filha de Despina.

Garota, devo dizer que me impressionei com a sua escrita. É boa, flui; é do tipo que me prende e que me faz querer ler mais. E consequentemente sua ficha ficou boa. No entanto, devo dizer que senti falta de detalhes, de algumas informações mais profundas: a viagem em si, o fato de saberem inglês, suas impressões sobre o Acampamento e sobre a anormalidade que passou a te cercar, entre outros.

Também houve o momento da reclamação em si: geralmente acontece um um símbolo dançante sobre sua cabeça, não dessa forma, por mais que em alguns momentos dos livros de Rick Riordan isso tenha acontecido de forma diferente. Mas não foi algo que te reprovasse, não.

Cuidado com a supressão de informações, tente ser mais profunda, ok? E cuidado também com o seu template, porque o fundo preto e a fonte em si dificultaram a leitura. Mas no mais, filha de Despina, meus parabéns!

•••

— Scarlet C. Müller: Reclamado como filho de Deméter.

Então, filhote. Você escreve bem, sua ficha foi muito boa — bem acima das expectativas, mesmo —, e com pouquíssimas coisas a se falar, também. A primeira delas: cuidado com o itálico. Isso pode atrapalhar a leitura, deve ser usado em casos especiais ou esporadicamente, como se estivesse narrando um flashback ou algo do tipo. Exceto nesses casos, não use deliberadamente.

Seguindo, encontrei na sua ficha o mesmo problema das anteriores: a narração passiva. Você até narrou detalhes, ok, mas foi como se estivéssemos conversando e você me dissesse como chegou ao Acampamento; foi algo como "ah, daí apareceram os monstros e eu fugi". Fugiu, ok, mas como? Reiterando o que eu disse ao Dan, não é algo impossível, mas para ser possível você deve narrar e mostrar que é. Além disso, o mesmo ponto de profundidade que disse para a Kim, trago para você: o seu pai e a sua mãe adotiva morreram? Como você sabia sobre as coisas gregas, além da carta? Porque narrou que fugiu de harpias e dracaenae, narrou que viu um filho de Hermes... Mesmo que isso seja uma narração futura sobre algo do passado, você deveria ter dado impressões da época sobre o que foi visto, como fez quando afirmou ser alguém estranho na escola por ver uma mulher-galinha voando por aí.

No mais, tudo ótimo; você narrou pontos gerais sobre a trama, deixou um espaço de tempo entre o seu aparecimento e a sua reclamação, a cumpriu como deveria, encerrou com um desfecho continuativo... e, por isso, meus parabéns.

Para os demais erros — acentuação, uso de hífen (é "semideus", não "semi-deus") — recomendo um corretor ortográfico, que é a sua melhor alternativa. Use o do próprio Chrome, mas cuidado com os vícios do Word, porque podem te ferrar. Na dúvida, procure outras fontes, como uma pesquisa no Google. No mais, filho de Deméter, meus parabéns!

Mamãe já ama. qqq

•••

— Helena Peltrow: Reclamada como filha de Perséfone.

Se alguém aqui pode ser reclamado com honras, esse alguém é você, Helena. A sua ficha foi organizada, estruturada e muito bem narrada, trazendo uma linha temporal muito bem definida e explicada; acredite quando digo que não tive trabalho nenhum de entender as informações que você colocou aqui e que, sim, isso é mérito seu. Diferentemente das fichas anteriores à sua, você se deu ao trabalho de narrar tudo na medida certa, de detalhadamente dar as informações que precisava. E mesmo narrando algo num passado distante, fez questão de deixar clara a batalha.

A única coisa que gostaria de deixar claro para você é que sátiros têm habilidades próprias e treinos para combates, então, sim, ele poderia ter uma boa desenvoltura na batalha. Além disso, apenas te parabenizo por atentar-se ao detalhes que quase ninguém nota: a dislexia, o fato de existir a enfermaria e que ela deve ser colocada na ficha em casos de ferimentos e a reclamação na fogueira. No mais, meus mais sinceros parabéns, filha de Perséfone!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Marc Ranke em Dom 22 Maio 2016, 18:11

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Afrodite, pois é a deusa que mais se encaixa nas características do personagem.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Dono de uma beleza invejável e de uma lábia perfeita. Marc é considerado uma pessoa extremamente mandona, que se acha superior a todos em seu meio, e que nunca aceita ser contrariado ou traído. Ele costuma se intrometer em diversos assuntos, principalmente nos que não é chamado. Também é dono de uma imensa criatividade, e tem o dom para moda, sempre aparecendo bem vestido e com as marcas mais caras.

- História do Personagem


Nascido e criado em Nova York. Marc sempre foi o tipo de garoto que nunca precisou se esforçar para ter o que deseja; filho de um dos homens mais ricos da cidade e também sendo um dos mais populares entre os jovens, ele conseguia ganhar dinheiro só comparecendo em certas ocasiões. Era o estilo de vida que muitos invejavam, e Marc adorava isso. Ele gostava de esfregar no rosto dos outros a tamanha grana e beleza que possuía, sem contar das inúmeras pessoas que corriam atrás dele. Porém, ele escolhia sua "presa" com cautela, e quanto mais rica pessoa fosse, mais chances ela tinha de ser a nova paquera do garoto. Mas toda aquela vida de estrela estava prestes a acabar assim que um pedido de uma agência de modelos foi feito a Marc, e claro, o pedido foi aceito.


Era uma manhã de sexta, e Marc já havia se tornado o ícone principal da empresa. Apenas tirando fotos e assinando documentos, Marc já conseguia arrecadar uma quantidade imensa de dinheiro para seus colegas de trabalho. Mas mesmo com todo aquele dinheiro, ele tinha receio em continuar naquele lugar. Todos os trabalhadores eram, digamos, “estranhos”. No início do trabalho, Marc colocou em sua mente que aquilo era normal, pois estavam de frente para a estrela de Nova York, mas depois de algumas semanas que passou ali, as tremedeiras e as gaguejadas que as pessoas na empresas davam se tornaram preocupantes.  Durante uma das sessões de foto, um dos fotógrafos não conseguia tirar fotos devido a tremedeira, e aquilo acabava com a paciência do garoto. Porém, antes que ele pudesse reclamar com a agência, o mesmo fotógrafo começou a tossir descontroladamente, e fazendo o que uma pessoa não faria, Marc resolveu não se importar, permanecendo no mesmo lugar. O fotógrafo pôs a mão no rosto, e quanto as tirou, Marc pôde ver a formação de escamas em sua face e uma fumaça amarelada envolver todo o seu corpo. Era uma situação estranha demais que, travou completamente seus membros, tornando notório o medo em sua face. Antes de se recuperar daquilo, a porta do estúdio se abriu, e um jovem de cerca de dezesseis anos apareceu com um revólver dourado, dando um tiro certeiro no provável monstro, que explodiu em poeira. Depois daquilo, o jovem desconhecido agarrou o braço de Marc, que agora gritava loucamente, puxando-o para fora dali. Nos corredores, os outros trabalhadores também se transformavam em monstros, e somente uma bala daquele revólver era capaz de fazê-los explodir.

Já na rua fora do prédio, o jovem que o “salvou” daquele circo de aberrações o arremessou dentro de uma Kombi vermelha com uma força inumana, e nela havia outros cinco jovens que também aparentavam ter cerca de dezesseis anos, e todos com a mesma blusa laranja.  Marc se perguntava qual pecado ele tinha feito para merecer aquilo, e até achava que estava dentro de um sonho, mas depois de uma longa conversa com os supostos sequestradores, ele entendeu que tudo aquilo se tratava do salvamento de um semideus.
Marc Ranke
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Re: Ficha de Reclamação

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