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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Oscar Bezarius em Qua 27 Abr 2016, 10:19

Relembrando a primeira mensagem :


Avaliação



Duncan Summer — Cara, você precisa melhorar. Você peca muito na digitação e mesmo quando quer acaba sendo exagerado demais e isso torna sua escrita complexa. O jeito que escreveu tornou difícil de ler, não tendo a fluência necessária para uma boa ficha.

Infelizmente seus erros foram maiores que seus acertos.

Eu sei que a estética não deveria ser um quesito, mas a organização engloba isso, logo é algo a ser avaliado. Acredito que um template seria resolvido um pouco do problema, cores nas falas (ou algo do tipo) fariam o restante do trabalho. A questão é que você poderia ter enfeitado mais, e levaria pontos positivos por isso.

Enfim. Você terá um futuro promissor se seguir o que disse. Cuide sua escrita e leia quantas vezes forem necessárias antes de postar. Tens potencial para refazer uma ficha e se sair melhor.n Por ora é reprovado.

Reprovado

Há avaliações pendentes

Oscar Bezarius
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Eu acho que não é da sua conta. Só acho.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maryssa Angelyky Lyverys em Qui 29 Set 2016, 03:16

Ficha Maryssa

A história não contada por livros
Aquela que muitos tentam esquecer, mas que o tempo faz lembrar.


- Perfil do Personagem
Psicológico: Tentar desvendar os mistérios por trás dos olhos dourados da jovem semideusa é um desafio aceito por poucos. Pouco se sabe sobre ela, apenas que vivia em uma em algum lugar isolado. Uma garota de poucas palavras, raramente a voz melodiosa como a de uma verdadeira sereia é ouvida, seu semblante transparece serenidade e parcimônia, um reflexo do que ela realmente é uma garota calma que gosta de muito de observar antes de tirar conclusão, raramente age por impulso ou pelo calor das emoções, a única exceção é quando está apaixonada por alguém ou com muita raiva.  Teve um passado difícil, até mesmo um pouco conflituoso e traumático para a garota, mas não se deixou abater pelas adversidades da vida, tonou sua experiência como um aprendizado e com isso conquistou uma força de vontade inabalável. Determinada vai até as últimas consequências para conseguir o que deseja, sendo capaz de enfrentar qualquer inimigo ou enfrentar qualquer situação sem hesitar. Seu jeito de discreto e fechado faz com que ela se isole um pouco mais dos seus companheiros, guardando para si seus maiores segredos bem como seu passado, alguns podem acha-la um pouco fria, mas na verdade é apenas uma máscara que ela usa para se proteger do convívio com os demais.


Físico: Não é uma garota com um corpo de mulherão, ainda que tenha curvas sinuosas e atraentes, mas harmoniosas com seu corpo e tamanho. Suas pernas são bem torneadas, assim como todos seus músculos, sua cintura é bem delgada e seus seios aparentam ser fartos devido seu ombro ser mais estreito, porém não é exagerado para seu tamanho. Possui 1.62 de altura e 54 Kg muito bem distribuídos, não possui músculos exagerados, conserva a delicadeza feminina.  Sua pele é muito alva, sem cicatrizes ou imperfeições, sempre muito macia ao toque. Seus olhos são de um tom peculiar, remetendo a cor dourada, sempre tem um olhar inexpressivo e distante, confundindo qualquer um que tente desvenda-la pelo olhar. Possuem longos cílios negros, nem como são emoldurados por um par de sobrancelhas negras e finas. Seu rosto possui traços finos e delicados, dando um ar casto a beleza da jovem, assemelhando-se ao rosto de uma delicada boneca de porcelana, seus lábios são finos e rosados, tão delicados quanto sua face. Possui longos e lisos cabelos, sua cor esverdeada é totalmente exótica aos olhos de quem aprecia, lustros e macios balançam facilmente ao sabor do vento. Os mesmos alcançam abaixo da linha dos quadris da garota e costumeiramente os deixa solto conferindo a ela um ar mais displicente. Sempre opta por roupas brancas e confortáveis, geralmente vestidos de tecidos leves. E apesar de vaidosa não gosta de muitos adornos, usa apenas um pequeno colar que nunca tira do pescoço, o mesmo é a única lembrança que carrega de seu pai.


- História do Personagem
Assim que nasceu, Maryssa foi abandonada por sua mãe, ficando sobre a tutela apenas do pai. Nos primeiros momentos ele começou a entrar em desespero, tinha total certeza que fez uma besteira e condenou sua vida e da criança em seus braços. E como bebê, sem ter consciência de nada que acontecia, ela sorria para o pai. Sentia-se protegida naqueles braços fortes. E foi isso que deu motivação ao pai para seguir em frente.
“Você é apenas um bebê, não tem culpa de nada e é minha responsabilidade. Honrarei esse compromisso” Era o que ele pensava sempre que olhava para a filha.
Darius era o nome de seu pai. Ele se despediu de um de seus dois empregos, assim podendo dedicar mais tempo a filha. Ela era um bebê lindo, saudável e forte. É claro que como pai de primeira viagem ele teve que pedir ajuda a outros parentes.  
Maryssa crescia como uma criança normal. Sua infância foi bem parada. Até as coisas piorarem quando ela embarcou no fundamental. As notas caíram drasticamente e ela foi diagnosticada com TDAH, tendo que trocar de escola vária vez por ser expulsa seja pelas notas baixas ou por arrumar encrencas. Mesmo assim ela não se deixava abalar, estava sempre sorrindo para todos o que fazia com que sua beleza apenas crescesse. Ela sempre pensou que atraia as pessoas por ser quem é.

- Não confie assim tão fácil nas pessoas Mary – Seu pai sempre a avisava. – Você é uma filha muito bonita, e algumas pessoas são interesseiras, só querem estar perto de você para te usar. Tome cuidado.

Mesmo com as palavras do pai, a garota apreciava aquela atenção que recebia e dos olhares que lhe eram jogados. Era tímida, mas se sentia poderosa ao ser denominada a mais bonita. Ela gostava de mesmo sem fazer qualquer esforço estar arrumada. Enquanto as outras crianças se olhavam no espelho falando o quanto queriam ter outro cabelo, ser mais magra, mais alta, ela olhava no espelho achando tudo muito bom em si, não iria mudar nada.
Porém com o tempo toda aquela atenção e amizades falsas, assim como os olhares invejosos e desejosos começaram a irritá-la. Ela queria poder conversar com alguém, falar o que sentia e o que pensava. Tentou algumas vezes com seu pai, o único em quem ela realmente confiava, no entanto ele sempre mudava o assunto ou dava um conselho inútil. Ela desistiu.
“É meu destino ter uma vida assim? Eu aguento... Mais tarde tentarei mudá-lo” Ela pensava para se consolar sempre que a tristeza batia mais forte.
A pobre garotinha começou a ser criada e invejada pelas babás, nunca teve o amor verdadeiro de ninguém, nem dos avós, nem das próprias babás, que só cuidavam dela porque eram pagas para isso. Enquanto ia crescendo em meio aos livros, aos romances, era dali que conhecia o amor, somente dali. E apesar de tudo, acreditava no amor verdadeiro, acreditava que um dia encontraria seu amor verdadeiro, mesmo que ele não fosse um príncipe de verdade, e sim um homem que a amaria para sempre.
Mary, como gosta de ser chamada, por ser muito ingênua apaixonou-se muito cedo e muito fácil, mas também muito cedo sofreu sua primeira desilusão amorosa, o que causou parte de sua postura fria com as pessoas a seu redor.

Num primeiro momento passou a observá-las, entendê-las, e se deu conta de que elas não amavam, era essa a chave que precisava para trancar os cacos de seu coração e abrir a porta para sua felicidade.
Mary decidiu mudar, nunca mais seria a garotinha sonhadora, a garota ingênua que se apaixonava. Amor? Não conheci mais essa palavra, não existia em seu vocabulário, o único amor que ela conhecia era o amor próprio. Só amava a si mesma.
Passou a se cuidar mais, apesar de saber que era a mais linda da família, pois sabia que a invejavam.
Maryssa irritava-se à medida que o tempo prolongava-se. Seu pai, como sempre, não iria ao baile por motivos da nova namorada, que o arrastava para mais um dos jantares românticos em algum restaurante caro. Era tudo por dinheiro, a garota sabia muito disso, pois seu pai nunca deixara de amar sua mãe.
Terminava de passar o rímel nos cílios esquerdos. Lori, sua governanta, sentava-se um pouco atrás, com um sorriso por entre os lábios. Maryssa passou os dedos por entre o vestido branco de cetim, que caia um pouco acima do joelho, ressaltando suas pernas torneadas.
— Sua mãe deve estar muito orgulhosa, seja onde ela esteja—Disse Lori.
— Não fale de minha mãe—A garota aborreceu-se e buscou a pequena bolsa, da mesma cor que o vestido—Ela não morreu, ela me abandonou.
Saiu de seu quarto e fora em direção a sala, onde imediatamente a campainha tocou. Ela sabia que Yurei  lhe esperava do lado de fora, para leva-la a uma noite magica no baile.
Abriu a porta, esperando que o mais gato da escola estivesse vestido de terno e com uma caixa de bombons na mão, o que vira, por outro lado, não tinha nada ver com gatos ou bombom
Pulou para cima da garota com força, derrubando-a em cima de um vaso da Itália. Droga, seu pai lhe mataria por isso. As presas soltaram-se para fora e a criatura lhe empurrou para longe. Possuía asas rochas, assim como as pernas peludas que se acabavam em dois pés de galinhas. Era tremendamente feia, provavelmente a coisa mais estranha que já vira em sua vida.
Maryssa levantou-se confusa e jogou-se para perto de uma prateleira, onde uma escultura francesa de dois casais dançando formava uma pequena ponta por cima. Não era de muito valor, pois a mesma era um presente para a nova namorada de seu pai, resolveu então que poderia usa-lo:
— Ei— Gritou— Toma isso galinha.
Jogou em direção a criatura. Quando o objeto estilhaçou-se em seu corpo, a criatura pareceu incomodada. Abriram-se asas em seus braços e os dentes afiados puseram-se para fora. Neste momento, a garota sabia que só havia piorado a situação.
Correu em direção à primeira porta que encontrara; nem notara que Lori estava em sua frente, como uma grande protetora. A mulher segurava sobre as mãos uma faca de cozinha. Maryssa gritara assim que a mesma colocou-se a correr em direção a criatura, que lhe cortou a barriga com rapidez. A mesma caiu para trás, e o sangue inundou o tapete rosa de seu quarto. Os olhos então lacrimejaram.
A garota encolheu-se ao canto de seu armário, enquanto a “coisa” que lhe perseguia quebrava tudo até chegar a si. A sua sombra acobertou o corpo da garota, que tremia a cada instante. Fechou os olhos esperando para o momento final.
Mas então tudo se silenciou. Abriu os olhos confusos e vira milhares de pequenos pontos dourados, que caiam por cima de seus cabelos castanhos. Yurei estava a sua frente, com um artefato pontudo por suas mãos, uma espada. Ele ofereceu a mão para ela, que aceitou imediatamente.
O garoto lhe envolveu em um abraço, enquanto a mesma debruçou a chorar. Tudo havia acabado inclusive sua noite perfeita do baile da escola. Yurei a guiou para um carro, estacionado a sua frente, onde mais dois adolescentes estavam. Antes disso, deixou que a mesma fizesse uma mochila com tudo que queria levar e trocasse o vestido por uma roupa mais simples.
***.
Em meio à viagem, enquanto revivia os momentos e o corpo sem vida de Lori, que havia sido levado pelo o hospital um pouco antes de saírem, ela raciocinava as palavras de Yurei, que lhe explicaram o seu verdadeiro mundo. Soube que fora uma Harpia quem fizera tudo aquilo e que seu pai havia dedicado sua vida para construir uma casa onde encobrisse seu cheiro, casando-se com mulheres que pudessem dar a imagem de que era uma família normal.
Soube também que sua vida mudaria dali por diante, e que Yurei e os outros a levariam para um Acampamento, onde poderia aprender a sobreviver por si própria. Durante a viagem, Maryssa começou a sonhar com uma mulher de lindos cabelos dourados e olhos da mesma coloração, e sabia ela, em algum lugar de seu coração e alma, que aquela seria a imagem de sua mãe que todos evitavam falar. A única coisa que ela conseguia ouvir em sua mente era um nome, sendo sussurrado docemente - Afrodite... - era tudo que ela conseguia ouvir.
Aos poucos a paisagem fora mudando por completo, indo da cidade para um campo completamente deserto, somente havia umas poucas casas e edifícios comerciais, até que uma grande e densa floresta se aproximava com a calmaria de um predador esperando por sua presa na calada da noite. Paramos próximo a um pinheiro e logo cada um dos integrantes do carro passaram do mesmo, eu fiquei a admirar a beleza daquela floresta ameaçadora até que a mão quente de Yurei tocou meu ombro e me convidou a entrar no tal acampamento.
Uma forte dor de cabeça me acometeu e acabei caindo nos braços de Yurei e a ultima coisa que me lembrei foi ele mencionar um símbolo que estava a aparecer em minha testa. Uma espécie de concha rosada e dourada.
Acordo no dia seguinte e havia uma pessoa me olhando, mais que depressa me levanto e observo seus passos. Eis que ele diz:- está melhor, filha de Afrodite? - Dizia com um olhar confuso. Então eu retribuo o olhar e digo: -Fi-filha de quem?...Acho que se enganou!-Afirmei com a cabeça, mas logo ele se aproximava. -Bom parece que não se lembra de muita coisa, não é? -Me perguntava ele. –eu só lembro-me de Lori morta e de ter saído de casa... E agora você que eu nem sei quem é vem-me dizer que sou filha de Afrodite. -Digo confusa sentando-me na cama. Até que ele me levantou. - Cadê sua postura menina, você é filha de Afrodite queira você ou não... já que não sabia da verdade agora sabe. Entrei em choque ao saber a confirmação. -Me fale mais sobre isto. - Digo assim ele sentou e me contou tudo, tudo mesmo até que bateu o sono, mas quando olhei ele havia ido embora e ouvi o chamado de Afrodite.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jonas W. Harris em Qui 29 Set 2016, 12:32


AVALIAÇÃO


Valérie Snow: Tudo bem? Vamos falar da sua ficha. Você tem a escrita relativamente boa, não é nada que surpreenda, tipo “UAU, que escrita perfeita!”, mas sabe fazer isso certinho, com uma certa precisão e de forma sucinta. Apesar de omitir algumas informações, que deixariam tudo mais coerente – como por exemplo quais monstros eram os 3 garotos, ou até mesmo a forma como conseguiu escapar da empousa no primeiro momento – sua ficha está bem completa, com uma história legal e cheia de vida. A ortografia deixou a desejar em uns pontos. Nada que quebrasse a leitura brutalmente, mas que podem ser corrigidas por uma leitura feita com calma antes de postar seu texto. Sem muito a acrescentar, sua ficha foi:
APROVADA

Maryssa Angelyky Lyverys: Caramba, que evolução exponencial tu teve da ficha anterior para essa. Não tenho muito a reclamar, você melhorou sua ficha em 80%, colocou muito mais sobre sua personagem, abordou o passado tornando assim entendível a personalidade fria desta, mostrou traços característicos de filhos de Afrodite no decorrer da ficha. Tudo muito perfeito, sem muitos erros de digitação (na verdade foram bem raros), e com um excelente palavreado relativamente formal. Bem-vinda, cria de Afrodite.
APROVADA

Victor Livius Glaciem: Nada a declarar sobre sua ficha. Muito bem redigida, com os detalhes necessários. Soube abordar a trama do personagem de modo a prender a atenção do narrador e trouxe algo inovador (ou pelo menos eu nunca havia visto) que é o plot conjunto, com o Maximus. Boa sorte nessa jornada, semideus.
APROVADO

Maximus Octavius Solis: Quase o mesmo que disse para Victor, uma ficha completa e bem escrita, rica em detalhes e com um enredo interessantíssimo. Espero que ambos venham a desenvolver tal trama, pois seria um ganho e tanto para o fórum. Mostrou ser exatamente o contrário de Victor, e estou ansioso para ver o decorrer dessa história. Parabéns.
APROVADO

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

~Aguardando att~
Jonas W. Harris
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Qui 29 Set 2016, 12:49



Atualizado!



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
Psiquê
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Morgan K. Heelan em Sex 30 Set 2016, 13:11

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Atena, pois ela é a progenitora que mais combina com a personagem.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Olhos vazios que de repente te fitam como se fossem queimar sua alma.

Talvez essa seja a melhor maneira de descrever Morgan. Em uma primeira impressão, ela parece uma das mais calmas garotas que você já conheceu, embora isso não seja verdade, pois ela viaja longe nos seus pensamentos.

Nunca, absolutamente nunca para de pensar, e apenas uma pequena pergunta pode significar o despertar de toda uma filosofia.

Por outro lado às vezes tende a ser cruel, uma vez que não tem uma noção exata de certo e errado, mas a despeito disso tudo, tem um coração bom... ou ao menos o protótipo de um.

Não é muito suscetível a culpa ou mesmo a golpes de consciência, se faz algo que não quer, será por medo de ser punida, e só tem medo de ser punida por algo que já fez e acabou apanhando, ou coisa parecida.

Seus olhos são, como ela mesma gosta de brincar, eternamente indecisos entre azul claro e lilás. Tem os cabelos bagunçados e rebeldes, o que geralmente a obriga a usar rabo de cavalo. Por ter nascido e crescido em Toronto, sabe falar francês fluentemente.

- História do Personagem


A primeira lembrança da jovem de cabelos louros era de um tempo que talvez não fosse tão distante assim, mas que para Morgan era de quase uma vida atrás, quando tinha cerca de seis anos. Watari – o dono do orfanato Guardian Angel, estava lhe explicando por que estava ali.

- Você é órfã - ele dizia, mas até aí, Morgan já tinha concluído sozinha. Apesar de ser pequena em idade, sua inteligência superava a de algumas pessoas de cerca de quinze anos - Seus pais morreram, e agora este é seu novo lar.

Watari era um velho de sessenta e cinco anos, possuía cabelo de uma coloração branca e usava óculos pequenos. Sua aparência poderia ser intimidadora para outros, mas Morgan sabia que ele não lhe faria mal algum.

As informações foram escassas. Watari não lhe explicou as circunstâncias da morte de seus pais nem nada parecido, e ela nem mesmo perguntou, pois tinha a sensação de que não iria receber uma resposta.

E ela cresceu sem saber dessas informações, sem saber do acidente que matou seu pai, nem mesmo sabia que sua mãe se encontrava viva. Mas isso iria mudar, um dia ela iria descobrir toda a verdade que lhe foi escondida durante os anos no orfanato. Ela iria descobrir tudo sobre suas origens.

•••

Seis anos se passaram desde daquela noite em que ela foi mandada ao orfanato e naquela manhã, Morgan acordou com uma sensação esquisita, um frio desceu-lhe pela espinha, mas não se importou. Somente continuou sua manhã como sempre. Vestiu um jeans e sua inseparável blusa branca de manga comprida e foi para escola.

Saiu do orfanato e foi andando até a sua escola. O dia estava úmido, e por este motivo todos os alunos da escola estavam de bermuda ou short, exceto por Morgan e Dave, que estavam de jeans – como sempre.

Dave era um colega de Morgan que tinha aversão à carne e andava de um jeito estranho. Possuía cabelos negros e encaracolados, mas que quase não eram vistos, pois o jovem sempre estava usando boné.

Mesmo nos dias de calor, Dave estava sempre usando jeans e tênis, e sua camisa variava, sendo que sempre eram de bandas de rock.

Morgan dirigiu-se até sua carteira e agachou-se no assento da mesma. A professora suspirou pelo comportamento da garota, mas sabia que seria inútil discutir. Continuou sua aula, e em seguida passou exercícios para que os alunos pudessem resolver.

Como sempre, Morgan terminou todos os exercícios com extrema facilidade.

- O nível de ensino dessa escola é ridículo - ela murmurava.

- Ou você que é muito inteligente - arriscou Dave.

Morgan não respondeu e nem mesmo sorriu. A mesma sensação daquela manhã voltou a aparecer. A menina sentiu um frio no estômago, e dessa vez ela teve certeza de que algo iria acontecer, teve certeza de que não era somente a sua imaginação.

Um pancada na parede de sua sala sacudiu a escola inteira. Outra e pancada e a parede começou a se rachar. Um terceirou golpe e a rachadura se transformou em um buraco. Ela virou para o lado para ver como seu colega estava, e descobriu que este estava completamente aterrorizado.

Todos os alunos começaram a gritar e sair de sala. Morgan não estava aterrorizada como os demais, tinha certeza de que aquilo tinha uma explicação lógica. Os únicos que restavam na sala eram ela e Dave. Mas quando viu duas mulheres que da cintura para baixo eram serpentes, abandonou sua carteira, e ajudando Dave a se levantar – ele tinha uma doença nas pernas, a mesma que o fazia andar de um jeito estranho – saiu o mais rápido possível da sala.

- Não fuja, meio sssangue - a mulher-cobra falou. Morgan não deu atenção a suas palavras e continuou a correr com Dave apoiando-se em seus ombros.

Ela podia ouvir o rastejar das criaturas e percebeu que em uma corrida para ver quem seria mais veloz, ela iria perder. Abrindo uma porta qualquer, ela se jogou com seu colega ali dentro, e rapidamente trancou a porta.

A sala em que ela entrou possuía persianas que estavam fechadas. A luz também estava apagada, o que tornava o ambiente completamente escuro. Mas apesar disso, Morgan conseguia enxergar os detalhes da sala.

Ela encostou o ouvido na porta e esperou. Era essencial manter a calma. Ouviu o rastejas dos monstros - ou seja lá o que aquelas criaturas fossem - e calculou que elas estavam a apenas alguns metros da sala em que ela e Dave estavam escondidos.

Falando em Dave, este fazia algumas coisas enquanto Morgan não via. Silenciosamente, ele puxou duas kunais - armas que eram usadas pelos ninjas do Japão antigo - mas essas eram diferentes. Possuíam um brilho estranho, como se fossem feitas de bronze.

Morgan calculava quanto tempo tinham antes que as mulheres-cobras os descobrissem. Era impossível que soubessem que ela e Dave estavam naquela sala, mas elas também não deveriam existir, então a garota considerava todas as opções, tentando bolar um plano.

- 60 segundos - ela pensava - Em 60 segundos elas estarão aqui.

- Psiu - Dave murmurou, e instantaneamente Morgan se virou para este - Pegue uma - e então ele jogou uma das kunais para a loura, que a pegou e ficou olhando para esta.

- O que está acontecendo? O que são essas coisas? - Morgan se referia as kunais, e também as mulheres cobras.

45 segundos.

- Os monstros são Dracanaes, e essa arma é a única coisa que pode matá-las de uma vez .

- Mas isso não deveria existir, elas são somente mitos antigos – Morgan não demonstrava pânico, pois não estava sentindo-o. A única emoção que ela realmente estava sentindo era a surpresa.

- Bem, mitos não quebram paredes, quebram? - Dave bufou.

30 segundos

- Certo, certo - Morgan se aproximou de Dave - Mas elas me chamaram de meio o quê ?.

10 segundos

- Meio sangue - Dave olhava para a porta como se as Dracanae pudessem entrar por ali a qualquer instante. E isso era verdade – Filhos de um deus ou uma deusa da Grécia com um mortal.

- Mesmo que eu não acredite em você, esses monstros estão aqui, e precisamos matá-los - Morgan olhou para a porta - Elas estão aqui.

- Sssemideussssa, não queremossss te matar... Venha para o nosssso lado.

- Não mesmo - ela disse enquanto erguia a adaga, pronta para fazer um contra-ataque. As criaturas sibilaram com raiva. Elas retraíram seu corpo, e Morgan soube que elas estavam preparando-se para dar o bote. Mas percebeu também que elas não estavam mirando nele, e sim em Dave. Ela tentou berrar avisando o amigo, mas o ataque delas foi mais rápido do que o aviso de Morgan.

Por sorte, os reflexos de Dave eram bons, e ele pulou para o lado, mas ainda assim as garras dos monstros rasgaram a calça dele, revelando que o menino era um bode da cintura para baixo.

- Sátiro - Morgan pensou. Nada mais parecia impossível para ela.

Sem se demorar, ela constatou que as Dracanae pensavam que o perigo maior era Dave, mas isso mudou quando a loura jogou sua adaga nas costas de uma das criaturas e essa se desintegrou em um pó dourado.

A única criatura restante olhou para o assassino de sua irmã e seus olhos brilharam com o desejo de matar Morgan. Mas aquele momento de distração foi tudo o que Dave precisou, e no segundo seguinte, uma faca atravessou a cabeça do monstro, e este também se desintegrou em poeira dourada.

- E agora? - Morgan perguntou.

- Agora nós vamos ao Acampamento - Dave disse enquanto recolhia as adagas e guardava-as em sua mochila - O único lugar seguro para um meio-sangue.

Morgan não discutiu. Dave fez um sinal para que ela o seguisse e saiu da sala, em seguida dirigindo-se para a saída da escola. Com passos rápidos, os dois caminhavam rumo a um beco escuro. Dave tirou três moedas de ouro de sua mochila e as jogou no chão após murmurar algumas palavras que Morgan não ouviu.

Em questão de segundos, um táxi negro apareceu e Dave entrou neste, sendo que Morgan seguiu seu exemplo e também entrou nele.

- Acampamento Meio-Sangue - Dave disse as três velhas do banco da frente. O carro começou a correr, e as velhas discutiam enquanto dirigiam, mas Morgan não queria ouvir. Ela seguiu a viagem toda calada e pensativa, até que o carro parou em frente a um vale, e Morgan e Dave desceram do carro.

A reclamação por Atena ocorreu apenas algumas horas depois, durante a fogueira.
Morgan K. Heelan
Indefinido
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Harley Quinn Hearts em Sex 30 Set 2016, 22:20

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?

AFRODITE, LINDA & DIVA. Por que ela é a melhor. Oras!

▬ Cite suas principais características físicas e emocionais.

Meu nome é Harley. Sou uma adolescente americana quase normal. Ops, nenhum adolescente é normal. Mas eu ainda passo meus limites de bizarrice. E eu odiaria começar a falar de mim, mentindo. Para ter uma imagem de mim, imagine uma líder de torcida. Minha aparência é ao melhor Estilo BarbieGirl. Loira, alta, e magra. E posso dizer que isso não me incomoda. Gosto da atenção, gosto de ver os meninos quase torcerem o pescoço quando eu passo. E devo dizer que ver algumas meninas com invejinha também faz muito bem para o ego. Mas toda vez que os ventos parecem soprar ao meu favor eu acabo caindo do salto; Literalmente. Por dentro de uma boneca de plástico e mimada, eu sou as vezes insegura. Não com minha aparência que é deslumbrante, mas com a dependência de ter a afirmação dos outros. As vezes ser admirada é quase um droga. E digamos que sou uma viciada no palco. Fui criada pelo meu pai, um ator Hollywoodiano que passa maior parte do tempo em parecer mais jovem do que realmente é. Mas não quero dar a desculpa de um lar disfuncional. Sei que o que sou...depende apenas de mim. Posso não ser a garota mais inteligente de lugar algum, mas sei observar e aprendi a ler as pessos. E usar isso a meu favor, ter a ideia que eu possa usar qualquer pessoa ao meu prazer é meu maior defeito. Mas de todo, sou uma garota que procura algo mais. Quero sentir o que as pessoas chamam de amor, sinceramente eu nunca soube o que é isso, mas do jeito que descrevem acho que deve ser a mesma sensação de comprar sua primeira bolsa Gucci e vestir seu primeiro vestido Valentino adiantado da estação. Só consigo imaginar.

HARLEY QUINN, UMA HISTÓRIA.

Não posso me considerar uma adolescente qualquer apesar de quererem enfiar isso na minha cabeça. Sou rica, sou bonita e sou popular. E geralmente consigo tudo que quero. Aparentemente, uma vida perfeita no meu Plastic World. E assim começa minha história, com meu mundo cor de rosa de plastico sendo abalado. Quando fiz 13 anos, uma espinha apareceu na minha testa. Sim, isso foi o fim do mundo. E devo admitir que chorei por que estar encarnando um personagem de My Little Poney Unicórnio, e eu nem estava achando aquilo fofo. Parei de ir a escola naquela semana. Naquela fatídica semana. Uma espinha não seria o único monstro a entrar na minha vida.

Eu estava distraindo minha cabeça e pensando nos meus problemas. Adorava passear no shopping com bolsas e mais bolsas, aquela sensação preenchia minha vida tão vazia. Não me julgue, apenas continue lendo. Eu olhei uma vitrine quando percebi que os Clap-Clap que batiam no chão de mármore não eram só os meus. Me virei olhando para ver quem era, e uma lindíssima e macérrima mulher desfilou em minha direção. Naquele momento, pareceu que só existíamos eu e aquela mulher no mundo. Seu perfume era muito bom, e tinha um tom de nostalgia e saudade misturado as rosas. Como isso era possível, eu não sei. Quando o mundo voltou ao normal, eu percebi que a mulher deveria ter deixado cair um broche até meio cafona, um afinete dourado e uma rosa vermelha. Não que eu tinha gostado, mas eu fiquei com aquilo prendendo na minha bolsa. Já disse não julgue meu senso de moda.

Algumas horas depois, eu passava pela milésima vez o cartão de crédito numa loja nova do Shopping, minha dislexia não deixou eu ler o nome da mesma porém tinham uns artefatos antigos muito impressionantes. Não que eu gostasse de velharia, mas meu pai estava para ganhar um prémio por atuação pelo papel de Odisseu. E resolvi comprar um presente que o fizesse lembrar do filme. A atendente da loja não parava de me olhar. (Claro! Ela deveria se perguntar, como essa menina pode ser tão linda ainda com um chifre). Mas ela não falava comigo, só me encarava. Ela falou algumas coisas em uma lingua estrangeira que achei que fosse uma dessas imigrandes. Sai da loja com um sorriso e um "Muchas Gracias".

Eu já andava pelo estacionamento do Shopping ligando para meu motorista, quando aquela mulher da loja apareceu. Eu pensei que meu cartão tinha dado problema. Mas aparentemente era mais sério que aquilo. Tentei explicar, mas a mulher avançou contra mim. E meu corpo bateu contra uma pilastra. Eu me machuquei e ainda rasguei meu vestidinho Chanel. Eu queria gritar mas eu não conseguia, eu estava assustada. Por que não era mais uma mulher equatoriana, era uma monstrenga feiosa com dentes de javali e asas coricaceas de morcego. Ela me chamou de "Filha da beleza", o que na época me fez pensar que ela falava do meu pai. Meu pai tinha muitas fã malucas. Ela me atacou com garras reluzentes e eu gritei bem alto "PARA!" e quando achei que teria sido fatiada, abri os olhos e vi a monstra parada meio ao ataque confusa. Eu pedi para ela se acalmar e recuar. E para minha surpresa ela fez o que eu pedira. Peguei minha bolsa e sai correndo, foi quando a monstra se deu por si e voou contra mim. Peguei a bolsa e dei uma bolsadas na morcegona. Mas ela me derrubou mais uma vez. Ela gritou, me empurrou, eu cai, deu vontade de chorar, rasguei minha roupa, chorei, e quebrei o salto. Foi quando segurei minha bolsa mais firme e vi algo estranho.

Segurei aquele broche de rosa e tirei da bolsa. Naquele momento um florete apareceu na minha mão luzindo. Era um florete como o do filme da Barbie e as três mosqueteiras, lindo! Rosa e tinha uns desenhozinhos. Enfim... Eu não sabia manejar aquilo e "ataquei" sem mesmo saber o que estava fazendo. Foi nesse momento que um rapaz mal encarado apareceu e no melhor estilo Super Mario e Princesa Peach, derrotou o monstro fazendo ele virar fuligem e me salvou. Ele me contou quem eu era. Na época não acreditei. Eu era especial, e aquelas coisas, os monstros, iam sempre me achar. Porém ele me falou de um lugar seguro. Livre daquilo. Na manhã seguinte, encontrei com o garoto na porta de casa e deixei minha vida para trás. Por que eu queria saber que Rave era aquela daquele garoto. E sinceramente não aguentava mais ser a Barbie Mansão. Talvez, como o slogan diz. "Você pode ser o que você quiser".

Alguns dias, e algumas confusões depois. Chegamos a Nova Iorque e finalmente chegamos no lugar seguro que parecia mais um acampamento fuleiro. Os primeiros dias não foram fáceis. Decorar o nome dos deuses e deusas que poderiam ser meus parentes e mãe. Foi no meu sexto dia, quando estava brigando com uma garota por que ela estava usando calça cargo e poliester que finalmente minha mãe me escolheu. Lembro como se fosse hoje.

-

Eu e a filha de Ares que queria fazer um cover de Lara Croft gritavamos a plenos pulmões. E ela estava prestes a me bater.

- Querida! Não tem como usar essa combinação! Isso é Cargo, não vai com poliester. Sei que você está indo lutar contra um centauro, mas acho que ele não vai morrer de desgosto ao ver isso ai.

A garota ia me bater, foi quando tudo ficou estranho. Estava preparada para tomar um soco daquela filha de Ares mal-vestida. Nesse momento, um emblema rosado de luz apareceu sobre minha cabeça. Havia uma pomba com uma rosa no bico pairando sobre minha cabeça. Minha mãe me reconhecera.

-

Eu era filha de Afrodite. E a benção caiu sobre mim, e fiquei mais linda e sem espinha. Mas aquela altura, eu era bonita por dentro e por fora. Por que sabia quem eu era, aceitava quem eu era, e era feliz como eu era. Tentando mudar a cada dia, e melhorar sempre. Como filha da patricinha do Olimpo... Eu estava orgulhosa de parecer com minha mãe. E hoje eu não queria ser mais ninguém do que eu mesma.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Eri Minamoto em Sab 01 Out 2016, 00:14


ficha de reclamação

i. "KEIZOKU WA CHIKARA NARI"


É como se existissem dois mundos e aquele qual não vive, é, definitivamente, o mais bonito. Aquela manhã era uma dos quais ganhava a chance de usufruir ao menos uma visão deste. Quarenta minutos com a janela escura do carro o separando daquele mundo. Quarenta e cinco minutos se der a sorte de pegar o único semáforo iluminando o vermelho - e essa é a distância, em tempo, de sua casa para o dojo. Da última vez que seguira aquele caminho, dois meses atrás, chovia e o céu pareceu escurecer toda Tóquio, fazendo as pessoas andarem depressa demais enquanto vestidas das roupas mais escuras. Do banco de trás de um Toyota Prius preto, naquele dia quando o sinal fechou, o garoto, filho único, contou de dedo aqueles que não se esconderam sob um sobretudo. Ou aqueles que enfrentaram a chuva em defesa do estilo particular - qual mesmo nome que dão para aquelas garotas que fazem parecer ser real a possibilidade de sair de uma fábrica de boneca bronzeadas? Gyuaru¹, dissera naquela dia e ganhara um olhar confuso da mulher de cabelos puxados demais e presos em um coque. Havia só mexido os ombros em troca e voltado as orbes em direção à janela. Gosta daquela cor de pele tão fora do seu... costume. Claro, sabe que existe a diversidade, mas ver pela TV não é a mesma coisa de ver à sua frente. Crescer entre quatro paredes, com somente japoneses puros, não dá à uma criança nenhuma perspectiva. Aquelas garotas são o mais perto, embora algo (ou tudo?) nelas gritem artificial. Desta vez, entretanto, o sinal está verde e não encontra nenhuma Gyuaru pelo caminho. Alguns estilos diferentes, mas nada como o colorido exagerado. Em século 21, ainda existem pessoas que vivem no mundo antigo.

 Na mesma vaga de sempre, o carro para. O nervosismo ameaça subir o estômago, mas logo é empurrado como se pudesse fingir que não sabe da existência de tal sensação. E consegue, de fato, ignorar tal. Qualquer distração pode ser um erro, diria seu pai. O garoto segue sem olhar para trás, preocupando-se somente em segurar a única coisa de valor sentimental - e a shinai² em mãos junto à postura que carrega denuncia: é mais um kenshi³. E quando adentra, todos o reconhece, embora poucos o conheça. Sabem, entretanto, quem é o homem que mantém a distância de um passo - à frente - e queixo erguido junto à uma feição sisuda. Akihiro é dono de uma beleza pouco cuidada, mas que o faz receber menos idade. Não que isso faça diferença, não é um lugar qual frequentes gaste o tempo admirando traços alheios - embora mude quando Akihiro está acompanhado pelo progênito. Mentiria se dissesse que não gosta da atenção, mas pois sabe que é por mais que a casca: seu filho é admirado também pela excelência. E como sempre, mostraria à todos. É seu troféu, é seu orgulho. É o momento em que Akihiro não vê muito resquícios Dela. Naquele dia, espera si ver nele. Fora levado em consideração o nome de família que carrega - nome de gerações - e permitido que o filho fizesse a prova mesmo ainda não completado a idade. Só um ano de adiantamento, de qualquer maneira. Havia conseguido mantê-lo por dezessete anos. Escondido, confinado numa propriedade grande, mantida por gerações e gerações de descendentes de samurais, mas havia conseguido. Sabe que tirou do filho a chance de viver como um adolescente normal, mas ele nunca foi - ou seria - normal, afinal de contas. E não é como se fosse uma vida ruim. Seria bem pior, cruel, se o deixasse voar para o mundo lá fora. Além disso, somente dentro de casa que o garoto teria a educação necessária para seguir com o nome da família e do negócio. Não é adepto à modernidade, ao novo jeito de lidar com a nova geração; e não é à toa que é uma dos poucos que não deixou para trás a tradição; que não apagou a história. Eri Minamoto seria a continuação.

Todavia, por detrás de todo esse discurso existe uma outra verdade - uma qual Akihiro nunca assumiria. Porque o quão estranho é para um pai assumir que guarda o filho por ser o mais perto da única mulher que amou verdadeiramente? Traíra um compromisso, mas isso é algo que ninguém de fora precisa saber. Sabe, Akihiro sabe, entretanto, que sua teimosia um dia teria fim.



ii. O MEIO E A NATUREZA

De Nidan* para Sandan* faltava o resultado do último exame, este escrito e que seria realizado em um outro dia. Mas até então, Eri estava conseguido. Dos cinco na banca, os cinco lhe passam a sensação de que havia conseguido. Fora tão meticuloso em cada ação que esta é a palavra que ouve alguns falarem. Além, claro, daquilo que já cansou de ouvir: é igual ao pai, que é igual à todos os outros que vieram antes dele. Naquele momento, Eri se pergunta se todos os outros tiveram pernas enfeitadas com manchas roxas ou dedos dos pés e mãos calejados. Porque ele próprio carregava vários, inclusive ali, agora. Engraçado como o incômodo não é a dor em si, mas o quão feio ficam as marcas quando se olha no espelho. E como estava a se acostumar com elas. A dor, entretanto, aprendera que é só sinal de algo que está dando certo. Seu pai lhe dissera que a dor é necessária e uma vez que se aprende a suporta-la, você se torna melhor. Cada vez mais invencível; cada vez mais resistente. Para todos os efeitos, não é como se outra pessoa fosse ver. Também não se importaria, uma vez que a nudez não é algo que o intimida. Nada o acorba mais que o próprio pai. O homem que o diz como sentar e com qual nunca teve um diálogo - porque para se ter um é preciso no mínimo duas pessoas e não só Akihiro falando, certo? A moleza, a infância, acabou aos dez anos de idade e foi difícil aprender a engolir e não cuspir, mas à medida que cresceu, acabou-se acostumando. Afinal, por mais que queimasse a garganta, era sabido que a primeira e última palavra deveria ser de seu pai. Esse foi meio no qual fora moldado.

A mão em seu ombro o trás de volta à realidade. Em algum momento, a atenção havia deixado de ser os burburinhos para que pudesse focar nas lutas realizadas no centro. Faltam poucos. Eri não aguenta mais ficar ali, mas passa a ideia de quem carrega toda paciência do mundo. De soslaio, espia as pessoas ao redor. Garotas, muito poucas, e garotos donos de traços tradicionais. Fios de cabelo grudado ao redor do rosto avermelhado, mas nenhum perdia a postura. Naquele instante, Eri sente falta de dois em particular - e ai, é oficial: o fim daquele dia seria terrível sem os irmãos que conseguiam arrancar sorrisos. Deseja um relógio. Eri se inclina levemente em direção ao homem à direita e numa voz mansa; mente sobre precisar ir ao banheiro. Quer dizer, precisa porque simplesmente quer sentir as pernas. A resposta que recebe é o olhar que cobra pressa. Eri realiza todo o processo necessário, todo passo à passo que faz de modo tão natural como respirar, do kendo*. E uma vez que as costas batem a porta do banheiro atrás de si, o suspiro parece um piar. Três segundos assim antes de abrir os olhos e mirar o reflexo. As bochechas provam que uma vez estivera tão vermelho como os outros shinais. As pontas dos fios estão molhados e ele os penteia para trás, mostrando mais do rosto e revelando o quê quase faz seu coração querer parar. Kuso*, o xingo sai baixinho junto à mancha em sua testa que o havia assustado. Ele lava todo o rosto, esfregando-o sem muita piedade e se arrependendo no segundo seguinte - não porque arde, mas pois se encontra verdadeiramente vermelho. Não entende essa necessidade de mostrar-se bem quando não se há alguém para quem mostrar - não entende que isso é só uma parte de sua natureza.

iii. "OTOKOGOKORO TO AKI NO SORA"

O choque contra o vidro da janela o assusta. Eri balança as mãos molhadas uma única vez, tendo o coração palpitando, e segue para o secador de mãos, ignorando a sombra que continua na janela. E então, não sabe mesmo como a pessoa - o garoto - consegue abrir, mas quando o faz, Eri é induzido à recuar enquanto o garoto reclama de ter quebrado alguma coisa em si. Não precisa dizer nada, tem toda certeza que o olhar que carrega grita: quem é você e o quê pensa que está fazendo. Um erro grave demais ter invadido um dojo - só pode ser um grande infeliz aquele que decidir roubar um dojo. Porém, o intruso, bem como Eri, se pegam presos no momento em que olhos se cruzam. O maior porque olhos azuis lhe é novidade, já o outro porque... bem, não faz ideia. Um outro choque acorda ambos e faz, num piscar, aquele no chão levantar-se e mirar a janela pela qual entrou. Ele tenta segurar Eri pelo pulso e arrasta-lo, mas a mão pega o ar. Há uma nota de alerta na feição do desconhecido e Eri não entende, não entende mesmo, quem aquele ser pensa que é. Não devia, não é isso que ensina, porém, é uma situação qual pede um mínimo do quê aprende desde seus onze anos. Infelizmente, falha. Não porque erra, mas pois por um segundo, vacila. Distrai-se. Seu pai teria explodido, só que tudo o quê consegue ver é um segundo garoto caído no chão do banheiro. Mais especificamente, as pernas peludas. Cosplayers.

Olha... Lá ─ Aponta na direção oposta à eles. ─ tem várias pessoas que, eu juro, odiariam saber que estão invadindo o banheiro principalmente em pleno exame de graduação. Vocês não têm ideia- Escolheram péssimo lugar para... se esconder? ─ Cosplayers explica as pernas e chifres. Claro que isso também tem a ver com a aparência surrada e jovial dos dois, o quê o fez excluir a possibilidade de serem ladrões. Parecem mais que se escondem. O que primeiro fecha a janela. ─ Legal que consiga andar com isso, está bem real. Boa. Mas saiam por onde entraram. ─ Eri não lembra da última vez que falara tanto. Sente-se calmo, com controle de si - diferente do momento em que o de olhos cinzas caiu no chão do banheiro. Por um momento curto, o som do relógio na parede se faz percebido e então realiza: seu pai ainda espera. ─ Vocês... Eu não sei o quê fizeram, ma-

Espera, você vê as pernas dele?

Ferrou. Sim, Dave, ele... cheira, menos que o seu, mas- Isso só vai complicar tudo.

Ahm? Ahm?! ─ Se antes entendia pouco, agora não entende mais nada. Eri puxa a gola da vestimenta e sorrir de soslaio, um tanto impaciente com a situação que estava. Está fedendo?Não quero manter diálogo com delinquentes. Qualquer outro já teria feito vocês saírem à força, mas estou pedindo. E eu nem sei o porquê de está, à propósito-

Sim, estamos fugindo. Não, não somos delinquentes... Não exatamente. E sim, seja lá o quê o cabeludo for falar, é verdade. ─ Há seriedade na voz alheia, mas Eri não parece comprar. A postura torna-se ainda mais ereta, agora com os braços cruzados. A ponta da língua cutuca o meio do lábio superior. O de pernas de bode estala o indicador com o polegar como se lembrasse de algo.

O protetor. Cadê seu protetor, garoto? ─ Eri só consegue franzir o cenho. O rapaz de cabelos cacheados avança em direção à porta do banheiro. ─ Ah moleque, dois em um! Do outro lado do mundo, mas pegamos dois nua tacada só. ─ É parado, entretanto, não só pela mão que aperta forte seu braço, como também pelo homem que abre a porta antes que tenha a chance. Os olhos de Eri parecem esbugalhar. Agora não só os dois teriam que se explicar, mas ele também. Poderia ter sido qualquer um, mas na porta, com o olhar de quem tenta analisar a situação, está seu pai. A mão que segura o menor de todos, afrouxa. ─ Err... então...

Otousan.* Otousan, eles, ahm, eu já estava voltando, mas eles- ─ Os olhos fecham. Tem vários motivos para encontrar-se nervoso, mas nunca deveria mostrar ao seu pai. O homem empurra a porta atrás de si e Eri espera o desastre. Nada acontece, a não ser o quê parece uma conversa muda entre o garoto-bode e Akihiro. Depois, um assentir de cabeça e o olhar que expressa algo em seu pai. Pela primeira vez, alguma coisa havia quebrado a frieza do homem.

IV. HARD CARRY [ part 1 ]

 ─ Como assim você não tem um protetor? Nenhunzinho? Não precisa ser um sátiro não, sabe? Tem também as... ─ Eri não escuta mais nada do quê Finn, como se apresentou o com chifres - não se pode esquecer disso -, diz enquanto dirigem-se de volta para casa. Eri deixa a cabeça bater no encosto do carro, confuso. Completamente confuso, perdido. Haviam deixado o dojo, simplesmente assim, e agora seu pai quem dirige de volta para casa. Três coisas que achava ser impossível de ser acontecer, bem, acaba de acontecer. Aliás, quatro, porque os dois garotos - diz-se semideus e sátiro - desconhecidos também estão no carro. ─ ...e por isso sei japonês. Mas já perdi bastante o sotaque, não?  

Desçam. ─ Akihiro não soa nem um pouco menos autoritário e isso contrasta com os olhos espelhados no retrovisor antes de deixar o carro. Os três seguem apressados para a sala que Eri adentrara poucas vezes. Daí em diante, é tudo rápido demais. Informações cuspidas, histórias curtas com mais outras. Dave, aparentemente, um inglês semideus cuja relação é com Hermes e que aos oito se mudara para o Japão devido ao trabalho da mãe. Hermes, Eri repetira como se precisasse disso saindo entre os lábios para acreditar. E ainda sim, não funciona. Não funciona nem um pouco. Finn, um sátiro com a missão de levar Dave à um acampamento nos Estados Unidos. E, aparentemente, Eri só está a pegar uma carona. Não sabiam de sua existência - e pedem para que não se sintam mal ao todo, porque há muitos outros que conseguem viver sem serem encontrados. A diferença é que eles vivem, ao contrário do quê sente que fizera por todo esse tempo. Akihiro mantém-se em silêncio por todo o tempo, nenhum sinal de que falaria quando tudo que Eri consegue fazer é olha-lo. A pior parte é que não tem outra saída que não engolir - só mais uma coisa à aceitar ser enfiado goela abaixo - aquilo tudo, porque seu pai seria o último homem à tolerar aquele papo. E aí, Eri sabe que está preste a acontecer.

Sua mãe. Sua... sua mãe, ela...

Desculpa estragar, mas não temos tempo para isso. São doze horas daqui para Nova Iorque e, sabe, dois semideuses...

Quem é ela? ─ E é só mais um outro momento em que seu pai o ignora. Dave parece sentir a tensão e quando toca o ombro de Eri, é para pedir que o garoto se preparasse porque a programação é sair ainda naquela tarde. O japonês deixa a sala sem mais delongas, pisando firme e apressado, tendo o outro semideus em seu alcanço. Tudo ocorria rápido demais. Os olhos ardem - como sempre odiou a falta de explicações; a falta de respostas. A falta de poder contestar. Em um estalo, estava sendo jogado no mundo que mais conhecia atrás de um vidro fumê. A mochila marrom que costuma usar para os dias que ia ao dojo carrega pouco de seus pertences; em seu ombro, a shinai. Veste uma simples camisa branca de botão e jeans claro junto à sapatos brancos - veste, também, o olhar mais indiferente possível. Dave também tomara banho e agora usava uma de suas roupas. Ambos os garotos voltam à enorme sala e são recebidos com a informação de que passagens haviam sido compradas e o carro esperava do lado de fora. E que deveriam rezar para que o trajeto fosse comprido sem ataques. Eri tenta mais uma vez. Tenta qualquer coisa, qualquer reação, de seu pai, mas este não parece com o homem que conhecera. Akihira parecia que havia perdido. Ao invés disso, é Dave quem o aponta uma resposta. E como nunca percebera que diante tantos adornos e arquitetura oriental, havia uma enorme réplica do Nascimento de Vênus? Acima de sua cabeça, uma luz envolta um símbolo. Depois, Eri é envolto. É para o quadro que seu pai sempre olhava quando virava a cadeira?

Sério? ─ Finn bufa surpreso. Os outros dois parecem perder a voz enquanto os olhos mantém-se fixo no japonês. ─ Bem... Que sorte. Estava começando a pensar que viajar pelo céu seria suicídio, mas, é, Afrodite e Hermes, tranquilo. Que deuses estejam conosco. Uou.

Não há despedidas - Eri deixa para trás o homem mais orgulhoso que conhecera. Deixa para trás um exame incompleto. Há, de Finn, promessas de que tudo seria realmente esclarecido quando chegassem no acampamento. Quanto menos soubessem, mais seguros estariam. Durante o trajeto o sátiro conta mais histórias, principalmente sobre outros que cheiram mais que os dois garotos juntos - Dave conta as vezes que o sátiro agradece aos deuses por nenhuma criatura ainda ter aparecido. O inglês é usado, dito que já seria um exercício para o pouco que o japonês aprendera nas aulas tidas em casa. Eri não ouve muito, entretanto. É como, confinado na poltrona de avião, presenciasse o dilema de quem realmente é e de quem fora ensinado a ser. Afinal, o quê é mais forte: o meio ou natureza? Eles chegam no acampamento alvos do famoso jet lag.

demais dados:

Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Afrodite, o motivo é por encaixar no trama do personagem mais tentar experimentar algo diferente de um filho da deusa? ;

Perfil do Personagem
1. Características Físicas


 Os olhos puxados denunciam a descendência oriental, mais especificamente japonesa. Pele amarelada, rosto bem desenhado como qualquer outro filho deste divino - Eri, entretanto, tem alguns sinais, pintinhas, que enfeitam a feição. É dono de fios que parecem confusos entre o liso e o ondulado, mas definitivamente são de um castanho médio. As covinhas na bochecha só aparecem quando sorrir e, honestamente, não gosta muito quando o faz pois parece jogar para os ares o ar intimidador que seus 180 cm às vezes parece fazer. Corpo nem de longe musculoso, não - Eri é aquele famoso falso magro, resultado não só do parentesco, mas dos anos de kendo.  

2. Características Psicológicas



 Eri não é muito de falar e não só porque ainda tem a barreira da linguagem (não domina o inglês), mas pois fora tanto tempo no silêncio que simplesmente acostumou-se. Entretanto, quando fala pois quer algo, é de tamanha satisfação que seja feita seja lá o quê pedira/exigira. Nada a se preocupar, entretanto, porque não é do tipo que exige muito dos outros - ah, mas a coisa muda quando é consigo. Sua criação o levou a ser uma pessoa extremamente perfeccionista para consigo. E não se faz satisfeito até ter a perfeição. Por um lado é bom, sim, claro, mas Eri acaba perdendo o limite e, com isso, as vezes termina machucando-se por se esforçar demais e não saber a hora de parar. Competitivo? Bastante, só disfarça muito bem - e adora o primeiro lugar, para ser honesto. Porque se ganha o primeiro, então é porquê está perfeito, não? É vaidoso, de seu jeito discreto, mas é. Sabe fingir ser superior, ser arrogante, se sabe, mas isso não passa de reflexos do único que podia se espelhar: seu pai. Não é nenhum coitado, porém, porque sabe muito bem das repercussões. Eri não é fã de esperar, mas aprendera que paciência é virtude, afinal de contas. Sabe ser manso, cauteloso, sereno, bem como sua aparência sugere no fim das contas. Também sabe ser dedicado, persistente e é independente. Seu lado emotivo ele ainda prefere guardar, porque parece que ainda tem o pai esperando a primeira lágrima escorrer só para reprova-lo. Definitivamente, é um garoto preso entre o meio que o corrompeu, que o criou, e sua natureza.

obs:

1. Desculpa o tamanho, se ficou grande e tal. E por ter ficado um tanto 'solto' aqui e ali, mas isto eu gostaria de trabalhar ao longo do jogo.
2. Solicitei a mudança de nome para Eri Minamoto.
3. quanta observação Levei em consideração que são semideuses que naturalmente não atraem tanto sem querer desmerecer, obviamente :') , ao menos não ainda já que tão se descobrindo, e terem pego avião com outras pessoas e tal, o que acredito que diminuem tanto as chances de serem atacados (para não interferir na vida dos humanos) como os monstros que poderiam atacar via aérea. Em Nova York, considerei mesmo só a primeira parte e a sorte huehue. Isso para explicar a falta de algum conflito.
vocabulário:

Shinai: espada de bambu usada no kendo
Kenshi: praticantes do kendo
Nidam e Shidan: graduações do kendo
Kendo: arte marcial japonesa moderna desenvolvida a partir das técnicas tradicionais de combate com espadas dos samurais do Japão feudal
Kuso: merda
Otousan: pai
"KEIZOKU WA CHIKARA NARI": provérbio que significa: Perseverança traz poder.
"OTOKOGOKORO TO AKI NO SORA": provérbio que significa: Os homens são volúveis.


TEXTO_INFO_LETRADEMUSICA_WHATEVER
Eri Minamoto
Filhos de Afrodite
Mensagens :
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lúcifer Silverwater em Dom 02 Out 2016, 11:06


Ficha

Lúcifer is...


- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Phobos - Para se enquadrar perfeitamente na ficha do personagem e seu nome.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)


Psicológico: Lúcifer basicamente possui uma personalidade estranha, ele possui um ego inflado sentindo-se o melhor em tudo, nunca quer sair por baixo, debocha das pessoas, tem um que de sociopata e tendência de agressão física com surtos de raiva, mas que ele consegue controlar quando quer. Ele geralmente é um amor de pessoa quando gosta de alguém, mas quando passa a detestar alguém essa pessoa passa a ser apenas um pedaço de fezes para ele.

Físico: O rapaz possui um corpo com alguns músculos, seu cabelo é em uns tons claros e escuros, isso varia dependendo da claridade, olhos de cor clara, como os cabelos, varia o ângulo que se vê, podem assemelhar-se a azul outras ao verde, quem sabe? Sua altura é normativa 1,73, pensando 68Kg de pura gostosura. Gosta de se vestir com as melhores roupas que consegue achar, porém, a melhor roupa que gosta de usar é nenhuma roupa, se é que me entende (Aquela carinha).

- História do Personagem

Ver seus pais morrerem diante de você e ter que ir para um orfanato repleto de crianças estranhas não é algo a que se agradar muito, principalmente possuindo uma personalidade forte e estranha quanto tinha o jovem Lúcifer. Seu padrasto, um homem que se dizia escolhido por Asmodeus entregou sua esposa Heloise como oferenda ao Arcanjo sombrio em troca de vida eterna. Segundo o homem o próprio demônio veio ao ritual e reivindicou seu prêmio. Nove meses depois nasceu o pequeno menino batizado como Lúcifer. O homem havia pedido vida eterna ao “demônio” para superar um câncer, que ele conseguiu se curar, porém, dez anos depois a verdade veio á tona, um grupo de assaltantes no dia 23 de Setembro adentrou a residência portando armas de fogo e eliminou todas as pessoas que estavam presentes em um dos rituais semanais. Para a sorte do jovem Lúcifer ele estava em um passeio ao Museu regional de NY. Quando a noticia chegou aos seus ouvidos o menino sentiu como se seu chão tivesse sido arrancado, um nó se formou na garganta e os olhos queimaram, lágrimas escorreram por sua bochecha, ele serrou os punhos e respirou fundo.


Três semanas depois o menino estava em um orfanato no Norte de Long Island, o lugar foi onde seus dias foram os melhores e os piores, lá foi onde ele teve sua primeira grande paixão. Michele uma menina linda, a mais popular do orfanato, porém, dois anos mais velha que Lúcifer que na época já possuia doze anos. Seu primeiro encontro ocorreu atrás do orfanato onde havia um lindo lago azul, a grama era verde, o sol estava quase se pondo. Lúcifer sentado em uma das rochas com uma bermuda bege, camisa engomada branca passada por dentro da bermuda e um cinto preto, seus olhos brilhavam observando a menina de cabelos ruivos. Ela mordiscava um morango enquanto conversavam e o jovem imaturo e desprevenido Lúcifer se inclinou para beijar Michele que no mesmo momento colocou a mão contra o peito dele e gritou alto se ele havia perdido o juízo, que ela e Richard, um dos valentões, estavam namorando. A fúria tomou conta do peito do menino e lágrimas queriam explodir em sua face, Michele levantou-se e deixou Lúcifer sentado com suas mágoas. A dor do primeiro coração partido ninguém esquece.


Naquela mesma tarde, durante o cair da noite, enquanto Lúcifer derramava muitas lágrimas em sua camisa branca ele fez um novo amigo, um homem alto e de cabelo negro chamado Frederico. Frederico era um dos zeladores da instituição, ele sentou-se ao lado de Lúcifer e tocou seu ombro e sussurrou ao seu ouvido as palavras que ele nunca mais esqueceria “Não se preocupe pequeno, não chore, o céu tem um proposito maior para você, tenha fé que tudo mudará.” O menino limpou as lágrimas e pela primeira vez em muito tempo ele abraçou alguém de um modo caloroso, era um tipo de abraço que ele poderia permanecer lá para sempre.


Frederico virou um dos melhores amigos de Lúcifer ajudando-o a líder com suas crises de ansiedade, seus desejos de esmurrar sempre as pessoas que lhe tiravam do sério, quando o jovem completou quatorze anos e visto que ninguém mais viria para adotá-lo Frederico tomou a iniciativa de orientar o pequeno. Nas primeiras semanas, algumas semanas antes de seu aniversario de quinze anos, Frederico começou a dar aulas de Muay thai para Lúcifer, as aulas do orfanato de língua estrangeira estavam sendo muito úteis para ele, por algum motivo desconhecido Frederico queria por que queria que Lúcifer aprendesse Grego arcaico, que por incrível que parecesse ele aprendeu em pouco tempo. Seu aniversário estava chegando e com ele viria à tona o melhor e o pior do rapaz, seus segredos mais obscuros explodiriam como uma bomba.


O local escolhido para comemorar o aniversario era um restaurante que ficava próximo. As pessoas que trabalhavam no estabelecimento vestiam-se de piratas e cantavam uma musica sobre piratas, andar na prancha e tomar cuidado para os tubarões não devorar e no final desejavam muitas moedas de ouro. Lúcifer soprou a vela em forma de espiral e fez um desejo silencioso. Todos bateram palma e partiram o bolo. Lúcifer sentiu uma pontada no pescoço e uma coisa estranha no seu corpo, ele olhava para os lados e parecia que o mundo em sua volta estava em câmera lenta, ele sentiu seu estômago revirar e partiu cambaleando para o banheiro, vomitou horrores, quando voltou a se olhar no espelho ele via sua pele pálida refletida contra o espelho e uma aflição tomava conta de seu corpo e um odor muito forte de enxofre.


Voltando para a mesa ele queixava-se do odor, mas ninguém afirmava que também estava sentindo, Frederico pediu que ele tomasse um pouco de água e relaxasse que tudo ficaria bem, ele assegurou que tudo ficaria completamente bem e que logo iria passar seu sorriso para Lúcifer foi gentil e acolhedor. O menino se encostou à cadeira e beliscou um pouco do bolo de chocolate e tomou um gole do refresco de uva. O vento próximo ao menino ficou bem mais forte cheirando a enxofre, ele enguiou e pôs a mão na boca. Ele voltou a questionar sobre o odor e senhorita Rugabaixa, rabugenta do jeito que era, falou ríspida para que o jovem parasse com isso se não eles iriam embora. Ele revirou os olhos e cruzou o braço, bufou e depois moveu as mãos para contra a mesa e ficou mexendo com uns papeis enquanto pensava que aquilo estava chato, não estava sendo um aniversário legal o odor estava quase matando e ele queria ir embora e pela ultima vez ele falou sobre o quanto tudo aquilo fedia.

A gota d’água para o ataque de fúria da senhorita Rugabaixa, ela puxou o menino pelo braço e os demais a seguiram pela porta, Lúcifer praguejou e desejou que todos morressem. Ele chorava, pois ninguém acreditava que ele estivesse sentindo o odor, era fúria misturada com mágoa, ele olhava para os demais rindo dele e ele franzia a testa, depois erguia o dedo do meio em direção a eles. Ele estava de costas quando algo forte e rápido atingiu seu peito e o fez cair no chão, cadeiras que estavam do lado de fora do restaurante voaram, as crianças gritaram de medo, Lúcifer berrava ao ver o ser que lhe atingiu. Senhorita Rugabaixa gritava alto para a coruja largar o seu menino, era assim que a mulher chamava Lúcifer apesar dos pesares ela o amava. Lúcifer virou de bruços e engatinhou em direção para debaixo de uma mesa, que no segundo seguinte voou a dois metros dele. Uma enorme mulher metade coruja tentava mordiscar sua pele, ele segurou em um cabo de madeira de uma das cadeiras e colocou entre eles dois, não foi muito eficaz, mas lhe protegeu de perder uma mão.


A fera sombria voava no ar com suas asas negras batendo em uma velocidade constante, Lúcifer gemia de medo e tentava esquivar dos golpes que vinham em sua direção. O menino sentiu a garra negra vir em sua direção e então tudo mudou. A mulher alada voou a dois metros de distância dele bolando entre mesas e cadeiras vazias, Frederico caiu de pé diante do garoto e estendeu sua mão esquerda para que ele levantasse, perguntou se ele estava bem, mas o menino não conseguia parar de olhar para as pernas do seu amado tutor, que agora pareciam duas pernas de bode, Lúcifer afastou a mão de Frederico dele e quase gritou aberração, mas a Harpia voltou a ficar de pé, Frederico olhou para Lúcifer tremendo de medo, retirou do bolso uma moeda de ouro e sussurrou algumas palavras e lançou a moeda no ar. A harpia voava em direção a eles, porém, algo estranho e desgovernado acertou em cheio a mostra fazendo com que seu corpo explodisse em pó diante deles. A porta do táxi amarelo abriu e três mulheres ao mesmo tempo perguntaram qual era o destino. Frederico ordenou que Lúcifer adentrasse o carro e assim ele fez. Frederico sussurrou ao ouvido de uma delas e a que possuía o único olho sorriu acelerou enquanto a da esquerda dizia que era sua vez de ficar com o dente, a que dirigia dizia que queria o dente, mas a do meio contestou que ela já estava com o olho e não seria justo, eles deram uma curva brusca para a direita e o olho caiu da órbita e acertou o vidro, rolou e caiu no colo da do meio que começou a rir ao colocar o olho em si, ela berrou para virar a direita e a motorista virou e enfiou o mão na cara da do meio roubando-lhe o olho e voltando a enxergar.


Lúcifer olhava aquela cena horrenda, ele virou-se para Frederico que começava a explicar as coisas para ele, dizendo-lhe que ele era um semideus e que ele tinha sido enviado ao orfanato para resgatar os semideuses que aparecessem lá, mas que ele ainda não tinha certeza plena sobre de fato Lúcifer ser um, contudo, naquela altura eles tinham a certeza. Lúcifer era um semideus, Frederico explicou que o cheiro que ele sentia não era enxofre e sim o odor que o monstro libera e somente semideuses poderiam sentir. O carro freou de uma vez e Lúcifer deu de cabeça contra o banco da frente, a porta abriu e eles praticamente foram cuspidos para fora do veículo.


Na primeira semana no acampamento os treinos já começaram. Lúcifer foi designado ao treinamento com uma garota chamada Alli, filha de Ares seu treino era muay thai.

O dia havia amanhecido quente, a floresta ventava pouco, Alli se alongava e Lúcifer a dois metros da mesma fazia alguns polichinelos. Alli estralou o pescoço e depois fez cinco apoios de frente, ficou de pé e montou guarda, Lúcifer fez o mesmo. Dando alguns pulinhos para frete e para trás o garoto socava desferindo diretos contra o abdômen da moça, enquanto ela desviava para a lateral dando uma pequena agachada e desferia um golpe cruzado contra a costela esquerda dele. Ele gemia de dor cada vez que a mão enfeixada da morena golpeava seu corpo.

Em meio ao treinamento árduo algo estranho ocorreu, Lúcifer começou a ficarem com uma face macabra seus olhos ficaram negros e sua pele branca, fumaça pairou no chão aos seus pés, Alli deu dois passos para trás e caiu no chão se rastejando como um cão e começou a balbuciar sobre medo, pavor, pânico e por fim gritou em alto e bom tom: Phobos. Então desmaiou.





Essa é minha festa e eu choro se eu quiser.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Seg 03 Out 2016, 16:13


Avaliação


Morgan K. Heelan:
Ficha não avaliada por ter sido detectado plágio. Aplicar punições cabíveis.

Harley Quinn Hearts:
Menina, eu ri muito lendo essa sua ficha! Você passa a perfeita ideia da filhinha mimada de Afrodite e o jeito como conduziu a história demonstrou isso muito bem. Gostei muito, mas ocorreu sério problema: eu poderia ter gostado ainda mais se não constassem os problemas de grafia, acentuação e pontuação em diversos momentos. Isso deixou seu texto bastante confuso em vários momentos, não houve uma fluidez, e isso tirou o brilho maravilhoso que sua ficha poderia ter. Nesse caso, peço que revise seu post, faça-o primeiro em um editor com corretor (inclusive de concordância) e poste novamente com as melhorias, ok? Por enquanto, reprovada.

Ryou Nakamoto:
Texto com largura inferior a 400px, portanto, fora das regras e não avaliada. Ryou, dica pra você: aumente sua fonte. Fonte muito pequena atrapalha demais a leitura, principalmente com um template tão estreito. Se não quer usar um muito largo, deixe pelo menos em 400px e aumente a fonte. Por enquanto, reprovado.

Lúcifer Silverwater:
Olhe, moço, eu estava muito curiosa por sua ficha, principalmente porque eu vi seus primeiros planos O_O! Você foi bastante objetivo e criou uma história bastante interessante, com uma reclamação um tanto quanto diferente das vistas por aqui. Isso foi um problema? Não, nem um pouco. Minha dica para você é: atente-se à pontuação (houve vírgula onde deveria ser ponto e ponto onde deveria ser vírgula) e evite repetição de palavras. Acho que é só. Espero ver mais do seu personagem e descobri mais sobre a trama dele. Ave, Lúcifer Silverwater, filho de Phobos!

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Aguardando atualização
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Eri Minamoto em Seg 03 Out 2016, 21:37

ficha de reclamação


i. "KEIZOKU WA CHIKARA NARI"


    É como se existissem dois mundos e o qual não vive, é, definitivamente, o mais bonito. Aquela manhã é uma dos quais ganha a chance de usufruir ao menos uma visão deste. Quarenta minutos com a janela escura do carro o separando daquele mundo. Quarenta e cinco minutos se der a sorte de pegar o único semáforo iluminando o vermelho - e essa é a distância, em tempo, de sua casa para o dojo. Da última vez que seguira aquele caminho, dois meses atrás, chovia e o céu pareceu escurecer toda Tóquio, fazendo as pessoas andarem depressa demais enquanto vestidas das roupas mais escuras. Do banco de trás de um Toyota Prius preto, naquele dia quando o sinal fechou, o garoto, filho único, contou de dedo aqueles que não se esconderam sob um sobretudo. Ou aqueles que enfrentaram a chuva em defesa do estilo particular - qual mesmo nome que dão para aquelas garotas que fazem parecer ser real a possibilidade de sair de uma fábrica de boneca bronzeadas? Gyuaru*, dissera naquela dia e ganhara um olhar confuso da mulher de cabelos puxados demais e presos em um coque. Havia só mexido os ombros em troca e voltado as orbes em direção à janela. Gosta daquela cor de pele tão fora do seu... costume. Claro, sabe que existe a diversidade, mas ver pela TV não é a mesma coisa de ver à sua frente. Crescer entre quatro paredes, com somente japoneses puros, não dá à uma criança nenhuma perspectiva. Aquelas garotas são o mais perto, embora algo (ou tudo?) nelas gritem artificial. Desta vez, entretanto, o sinal está verde e não encontra nenhuma Gyuaru pelo caminho. Alguns estilos diferentes, mas nada como o colorido exagerado. Em século 21, ainda existem pessoas que vivem no mundo antigo.

 De volta ao presente. Na mesma vaga de sempre, o carro para. O nervosismo ameaça subir o estômago, mas logo é empurrado como se pudesse fingir que não sabe da existência de tal sensação. E consegue, de fato, ignorar tal. Qualquer distração pode ser um erro, diria seu pai. O garoto segue sem olhar para trás, preocupando-se somente em segurar a única coisa de valor sentimental - e a shinai* em mãos junto à postura que carrega denuncia: é mais um kenshi*. E quando adentra, todos o reconhece, embora poucos o conheça. Sabem, entretanto, quem é o homem que mantém a distância de um passo - à frente - e queixo erguido junto à uma feição sisuda. Akihiro é dono de uma beleza pouco cuidada, mas que o faz receber menos idade. Não que isso faça diferença, não é um lugar qual frequentes gastem o tempo admirando traços alheios. Embora mude quando Akihiro está acompanhado pelo progênito. O homem estaria mentindo se dissesse que não gosta da atenção, mas também pois sabe que é por mais que a casca: seu filho é admirado também pela excelência. E como sempre, mostraria à todos. É seu troféu, é seu orgulho. É o momento em que Akihiro não vê muito resquícios Dela. Naquele dia, espera si ver nele. Fora levado em consideração o nome de família que carrega - nome de gerações - e permitido que o filho fizesse a prova mesmo ainda não completado a idade. Só um ano de adiantamento, de qualquer maneira. Havia conseguido mantê-lo por dezessete anos. Escondido, confinado numa propriedade grande, mantida por gerações e gerações de descendentes de samurais, mas havia conseguido. Sabe que tirou do filho a chance de viver como um adolescente normal, mas ele nunca foi - ou seria - normal, afinal de contas. E não é como se fosse uma vida ruim. Seria bem pior, cruel, se o deixasse voar para o mundo lá fora. Além disso, somente dentro de casa que o garoto teria a educação necessária para seguir com o nome da família e do negócio. Não é adepto à modernidade, ao novo jeito de lidar com a nova geração; e não é à toa que é uma dos poucos que não deixou para trás a tradição; que não apagou a história. Eri Minamoto será a continuação.

Todavia, por detrás de todo esse discurso existe uma outra verdade - uma qual Akihiro nunca assumiria. Porque o quão estranho é para um pai confessar que guarda o filho por ser o mais perto da única mulher que amou verdadeiramente? Traíra um compromisso - na época, faltava pouco para o casamento combinado -, mas isso é algo que ninguém de fora precisa saber. Sabe, Akihiro sabe, entretanto, que sua teimosia um dia teria fim.





ii. O MEIO E A NATUREZA


De Nidan* para Sandan* faltava o resultado do último exame, este escrito e que seria realizado em um outro dia. Mas até então, Eri sente que conseguiu. Dos cinco na banca, os cinco lhe passam a sensação positiva. Fora tão meticuloso em cada ação que esta é a palavra que ouve alguns falarem. Além, claro, daquilo que já cansou de ouvir: é igual ao pai, que é igual à todos os outros que vieram antes dele. Naquele momento, Eri se pergunta se todos os outros tiveram pernas enfeitadas com manchas roxas ou dedos dos pés e mãos calejados. Porque ele próprio carregava vários, inclusive ali, agora. Engraçado como o incômodo não é a dor em si, mas o quão feio ficam as marcas quando se olha no espelho. E como estava a se acostumar com elas. A dor, entretanto, aprendera que é só sinal de algo que está dando certo. Seu pai lhe dissera que a dor é necessária e uma vez que se aprende a suporta-la, você se torna melhor. Cada vez mais invencível; cada vez mais resistente. Para todos os efeitos, não é como se outra pessoa fosse ver. Também não se importaria, uma vez que a nudez não é algo que o intimida. Nada o acorba mais que o próprio pai. O homem que o diz como sentar e com qual nunca teve um diálogo - porque para se ter um é preciso no mínimo duas pessoas e não só Akihiro falando, certo? A moleza, a infância (se é que foi uma), acabou aos dez anos de idade e foi difícil aprender a engolir e não cuspir, mas à medida que cresceu, acabou-se acostumando. Afinal, por mais que queimasse a garganta, era sabido que a primeira e última palavra deveria ser de seu pai. Esse foi meio no qual fora moldado.

Uma mão em seu ombro o quebra da hipinose. Em algum momento, a atenção havia deixado de ser os burburinhos para que pudesse focar nas lutas realizadas no centro. Faltam poucos. Eri não aguenta mais ficar ali, mas passa a ideia de quem carrega toda paciência do mundo. De soslaio, espia as pessoas ao redor. Garotas, muito poucas, e garotos donos de traços tradicionais. Fios de cabelo grudado ao redor do rosto avermelhado, mas nenhum perdia a postura. Naquele instante, Eri sente falta de dois em particular - e ai, é oficial: o fim daquele dia será terrível sem os irmãos que conseguiam arrancar sorrisos. Deseja um relógio. Eri se inclina levemente em direção ao homem à direita e numa voz mansa; mente sobre precisar ir ao banheiro. Quer dizer, precisa porque simplesmente quer sentir as pernas. A resposta que recebe é o olhar que cobra pressa. Eri realiza todo o processo necessário, todo passo à passo que faz de modo tão natural como respirar, do kendo* para se levantar. E uma vez que as costas batem a porta do banheiro atrás de si, o suspiro parece um piar. Três segundos assim antes de abrir os olhos e mirar o reflexo. As bochechas provam que uma vez estivera tão vermelho como os outros shinais. As pontas dos fios estão molhados e ele os penteia para trás, mostrando mais do rosto e revelando o quê quase faz seu coração querer parar. Kuso*, o xingo sai baixinho junto à mancha em sua testa que o havia assustado. Ele lava todo o rosto, esfregando-o sem muita piedade e se arrependendo no segundo seguinte - não porque arde, mas pois se encontra verdadeiramente vermelho. Não entende essa necessidade de mostrar-se bem quando não se há alguém para quem mostrar - não entende que isso é só uma parte de sua natureza.



iii. "OTOKOGOKORO TO AKI NO SORA"



O choque contra o vidro da janela o assusta. Eri balança as mãos molhadas uma única vez, tendo o coração palpitando, e segue para o secador de mãos, ignorando a sombra que continua na janela. E então, não sabe mesmo como a pessoa - o garoto - consegue abrir, mas quando o faz, Eri é induzido à recuar enquanto o tal garoto reclama de ter quebrado alguma coisa em si. Não precisa dizer nada, tem toda certeza que o olhar que carrega grita: quem é você e o quê pensa que está fazendo. Um erro grave demais ter invadido um dojo - só pode ser um grande infeliz aquele que decidir roubar um dojo. Porém, o intruso, bem como Eri, se faz congelado no momento em que olhos se cruzam. O japonês porque olhos azuis lhe é novidade, já o outro porque... bem, não faz ideia. Um outro choque acorda ambos e faz, num piscar, aquele no chão levantar-se e mirar a janela pela qual entrou. Ele tenta segurar Eri pelo pulso e afasta-lo, mas a mão pega o ar. Há uma nota de alerta na feição do desconhecido e Eri não entende, não entende mesmo, quem aquele ser pensa que é e muito menos o quê está acontecendo. O japonês se prepara para usar o quê aprendera na luta. Não devia, não é isso que ensina, porém, é uma situação qual pede um mínimo do quê faz desde seus onze anos. Infelizmente, falha, pois por um segundo, vacila. Distraiu-se. Seu pai teria explodido, só que tudo o quê consegue ver é um segundo garoto caído no chão do banheiro. Mais especificamente, as pernas peludas seguido de um berro, literalmente. Cosplayers?

Olha... Lá ─ O japonês aponta na direção oposta à janela. ─ tem várias pessoas que, eu juro, odiariam saber que estão invadindo o banheiro principalmente em pleno exame de graduação. Vocês não têm ideia- Escolheram péssimo lugar para... se esconder? ─ Cosplayers explica as pernas e chifres. Claro que isso também tem a ver com a aparência surrada e jovial dos dois, o quê o fez excluir a possibilidade de serem ladrões. Parecem mais que se escondem. O que primeiro entrou fecha a janela. ─ Legal que consiga andar com isso, está bem real. Boa. Mas saiam por onde entraram. ─ Eri não lembra da última vez que falara tanto. Sente-se calmo, com controle de si - diferente do momento em que o de olhos azuis caiu no chão do banheiro. Por um momento curto, o som do relógio na parede se faz percebido e então realiza: seu pai ainda espera. ─ Vocês... Eu não sei o quê fizeram, ma-

Espera, você vê as pernas dele? ─ O primeiro questiona aparentemente intrigado.

Ferrou. Sim, Dave, ele... cheira, menos que o seu, mas- Isso só vai complicar tudo.─ O do berro (literalmente berrou, como um bode!) parece falar sozinho.

Ahm? Ahm?! ─ Se antes entendia pouco, agora não entende mais nada. Eri puxa a gola da vestimenta e sorrir de soslaio, um tanto impaciente com a situação que estava. Está fedendo?Não quero manter diálogo com delinquentes. Qualquer outro já teria feito vocês saírem à força, mas estou pedindo. E eu nem sei o porquê de está, à propósito-

Sim, estamos fugindo. Não, não somos delinquentes... Não exatamente. E sim, seja lá o quê o cabeludo for falar, é verdade. ─ Há seriedade na voz do de olhos azuis, mas Eri não parece comprar. A postura torna-se ainda mais ereta, agora com os braços cruzados. A ponta da língua cutuca o meio do lábio superior. O de pernas de bode estala o indicador com o polegar como se lembrasse de algo.

O protetor. Cadê seu protetor, garoto? ─ Eri só consegue franzir o cenho. O rapaz de cabelos cacheados avança em direção à porta do banheiro. ─ Ah moleque, dois em um! Do outro lado do mundo, mas pegamos dois nua tacada só. ─ É parado, entretanto, não só pela mão que aperta forte seu braço, como também pelo homem que abre a porta antes que tenha a chance. Os olhos de Eri parecem esbugalhar. Agora não só os dois teriam que se explicar, mas ele também. Poderia ter sido qualquer um, mas na porta, com o olhar de quem tenta analisar a situação, está seu pai. A mão que segura o menor de todos, afrouxa. ─ Err... então...

Otousan.* Otousan, eles, ahm, eu já estava voltando, mas eles- ─ Os olhos fecham. Tem vários motivos para encontrar-se nervoso, mas nunca deveria mostrar ao seu pai. O homem empurra a porta atrás de si e Eri espera o desastre. Nada acontece, a não ser o quê parece uma conversa muda entre o garoto-bode e Akihiro. Depois, um assentir de cabeça e o olhar que expressa algo em seu pai. Pela primeira vez, alguma coisa havia quebrado a frieza do homem.


IV. HARD CARRY [ part 1 ]



 ─ Como assim você não tem um protetor? Nenhunzinho? Não precisa ser um sátiro não, sabe? Tem também as... ─ Eri não escuta mais nada do quê Finn, como se apresentou o com chifres - não se pode esquecer disso -, diz enquanto dirigem-se de volta para casa. Eri deixa a cabeça bater no encosto do carro, confuso. Completamente confuso, perdido. Haviam deixado o dojo, simplesmente assim, e agora seu pai quem dirige de volta para casa. Três coisas (sentimento nos olhos do pai, ele deixar o dojo sem ter terminado e ele dirigir) que achava ser impossível de ser acontecer, bem, acaba de acontecer. Aliás, quatro, porque os dois garotos - diz-se semideus e sátiro - desconhecidos também estão no carro e para começo de conversa, seu pai não teria nem os olhado. ─ ...e por isso sei japonês. Mas já perdi bastante o sotaque, não?  

Desçam. ─ Akihiro não soa nem um pouco menos autoritário e isso contrasta com os olhos espelhados no retrovisor antes de deixar o carro. Os três seguem apressados para a sala que Eri adentrara poucas vezes. Daí em diante, é tudo rápido demais. Informações cuspidas, histórias curtas com mais outras. Dave, aparentemente, um inglês semideus cuja relação é com Hermes e que aos oito se mudara para o Japão devido ao trabalho da mãe. Hermes, Eri repetira como se precisasse disso saindo entre os lábios para acreditar. E ainda sim, não funciona. Não funciona nem um pouco. Finn, um sátiro com a missão de levar Dave à um acampamento nos Estados Unidos. E, aparentemente, Eri só está a pegar uma carona. Não sabiam de sua existência - e pedem para que não se sintam mal ao todo, porque há muitos outros que conseguem viver sem serem encontrados. A diferença é que eles vivem, ao contrário do quê sente que fizera por todo esse tempo. Akihiro mantém-se em silêncio por todo o tempo, nenhum sinal de que falaria quando tudo que Eri consegue fazer é olha-lo. A pior parte é que não tem outra saída que não engolir - só mais uma coisa à aceitar ser enfiado goela abaixo - aquilo tudo, porque seu pai seria o último homem à tolerar aquele papo. Ou seja, ele acredita. Ou seja, aquilo tudo é verdade. (Eri também sabe que é, porque seu coração simplesmente diz que sim.) E aí, Eri sabe o que vai acontecer, só não sabe como se sentir.

Sua mãe. Sua... sua mãe, ela... ─ Nunca vira o pai atropelar-se.

Desculpa estragar, mas não temos tempo para isso. São doze horas daqui para Nova Iorque e, sabe, dois semideuses...

Quem é ela? ─ E é só mais um outro momento em que seu pai o ignora. Dave parece sentir a tensão e quando toca o ombro de Eri, é para pedir que o garoto se prepare, porque a programação é sair ainda naquela tarde. O japonês deixa a sala sem mais delongas, pisando firme e apressado, tendo o outro semideus ao seu alcanço. Tudo ocorria rápido demais. Os olhos ardem - como sempre odiou a falta de explicações; a falta de respostas. A falta de poder contestar. Em um estalo, estava sendo jogado no mundo que mais conhecia atrás de um vidro fumê.

 Em um ombro, a mochila marrom que costuma usar para os dias que ia ao dojo carrega pouco de seus pertences; no outro, a shinai. Veste uma simples camisa branca de botão e jeans claro junto à sapatos brancos - veste, também, o olhar mais indiferente possível. Dave igualmente tomara banho e agora usava uma de suas roupas. Ambos os garotos voltam à enorme sala e são recebidos com a informação de que passagens haviam sido compradas e um carro esperava do lado de fora. E que deveriam rezar para que o trajeto fosse comprido sem ataques. Eri tenta mais uma vez. Tenta qualquer coisa, qualquer reação, de seu pai, mas este não parece com o homem que conhecera. Akihira parecia que havia perdido. Ao invés disso, é Dave quem o aponta uma resposta. E como nunca percebera que diante tantos adornos e arquitetura oriental, havia uma enorme réplica do Nascimento de Vênus? Diante toda a correria, parece que o tempo para. Acima de sua cabeça, uma luz rosada envolta um símbolo. Depois, Eri quem é envolto. Se assusta, claro, mas finalmente consegue sentir algo diferente de fúria - sente-se... bem. De alguma forma.

Sério... Uau. ─ Finn murmura. Os três parecem perder a voz enquanto os olhos mantém-se fixo no japonês. Só Eri que não tem noção do quanto, agora, estava fisicamente diferente. O sátiro quebra o silêncio e é como se fizesse o tempo tornar a andar. ─ Bem... Que sorte. Estava começando a pensar que viajar pelo céu seria suicídio, mas, é, Afrodite e Hermes, tranquilo. Que deuses estejam conosco.

Não há despedidas - Eri deixa para trás o homem mais orgulhoso que conhecera e uma última fala (Era para o quadro que ficava olhando quando estava com a cadeira virada, não é? E nenhuma resposta é ganha, nenhuma novidade.). Deixa para trás um exame incompleto. Há, de Finn, promessas de que tudo seria realmente esclarecido quando chegassem no acampamento. Quanto menos soubessem, mais seguros estariam. Durante o trajeto o sátiro conta mais histórias, principalmente sobre outros que cheiram mais que os dois garotos juntos - Dave conta as vezes que o sátiro agradece aos deuses por nenhuma criatura ainda ter aparecido. O inglês é usado, dito que já seria um exercício para o pouco que o japonês aprendera nas aulas tidas em casa. Eri não ouve muito, entretanto. É como, confinado na poltrona de avião, presenciasse o dilema de quem realmente é e de quem fora ensinado a ser. Afinal, o quê é mais forte: o meio ou natureza? Eles chegam no acampamento alvos do famoso jet lag.

demais dados:


Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Afrodite, o motivo é por encaixar no trama do personagem mais tentar experimentar algo diferente de um filho da deusa? ;

Perfil do Personagem

1. Características Físicas


 Os olhos puxados denunciam a descendência oriental, mais especificamente japonesa. Pele amarelada, rosto bem desenhado como qualquer outro filho deste divino - Eri, entretanto, tem alguns sinais, pintinhas, que enfeitam a feição. É dono de fios que parecem confusos entre o liso e o ondulado, mas definitivamente são de um castanho médio. As covinhas na bochecha só aparecem quando sorrir e, honestamente, não gosta muito quando o faz pois parece jogar para os ares o ar intimidador que seus 180 cm às vezes parece fazer. Corpo nem de longe musculoso, não - Eri é aquele famoso falso magro, resultado não só do parentesco, mas dos anos de kendo.


2. Características Psicológicas


 Eri não é muito de falar e não só porque ainda tem a barreira da linguagem (não domina o inglês), mas pois fora tanto tempo no silêncio que simplesmente acostumou-se. Entretanto, quando fala pois quer algo, é de tamanha satisfação que seja feita seja lá o quê pedira/exigira. Nada a se preocupar, entretanto, porque não é do tipo que exige muito dos outros - ah, mas a coisa muda quando é consigo. Sua criação o levou a ser uma pessoa extremamente perfeccionista para consigo. E não se faz satisfeito até ter a perfeição. Por um lado é bom, sim, claro, mas Eri acaba perdendo o limite e, com isso, as vezes termina machucando-se por se esforçar demais e não saber a hora de parar. Competitivo? Bastante, só disfarça muito bem - e adora o primeiro lugar, para ser honesto. Porque se ganha o primeiro, então é porquê está perfeito, não? É vaidoso, de seu jeito discreto, mas é. Sabe fingir ser superior, ser arrogante, se sabe, mas isso não passa de reflexos do único que podia se espelhar: seu pai. Não é nenhum coitado, porém, porque sabe muito bem das repercussões. Eri não é fã de esperar, mas aprendera que paciência é virtude, afinal de contas. Sabe ser manso, cauteloso, sereno, bem como sua aparência sugere no fim das contas. Também sabe ser dedicado, persistente e é independente. Seu lado emotivo ele ainda prefere guardar, porque parece que ainda tem o pai esperando a primeira lágrima escorrer só para reprova-lo. Definitivamente, é um garoto preso entre o meio que o corrompeu, que o criou, e sua natureza.


obs:

1. Desculpa o tamanho, se ficou grande e tal. E por ter ficado um tanto 'solto' aqui e ali, mas isto eu gostaria de trabalhar ao longo do jogo.
2. Solicitei a mudança de nome para Eri Minamoto.
3. quanta observação Levei em consideração que são semideuses que naturalmente não atraem tanto sem querer desmerecer, obviamente :') , ao menos não ainda já que tão se descobrindo, e terem pego avião com outras pessoas e tal, o que acredito que diminuem tanto as chances de serem atacados (para não interferir na vida dos humanos) como os monstros que poderiam atacar via aérea. Em Nova York, considerei mesmo só a primeira parte e a sorte huehue. Isso para explicar a falta de algum conflito.
vocabulário:

Shinai: espada de bambu usada no kendo
Kenshi: praticantes do kendo
Nidam e Shidan: graduações do kendo
Kendo: arte marcial japonesa moderna desenvolvida a partir das técnicas tradicionais de combate com espadas dos samurais do Japão feudal
Kuso: merda
Otousan: pai
"KEIZOKU WA CHIKARA NARI": provérbio que significa: Perseverança traz poder.
"OTOKOGOKORO TO AKI NO SORA": provérbio que significa: Os homens são volúveis.


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BY MITZI
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kalled C. Almeida em Seg 03 Out 2016, 22:17


Avaliação



Ryou Nakamoto:
Aprovado: Sua ficha, apesar de longa, tem um enredo interessante e tem um toque bem profundo na questão de seu relacionamento com seu pai,você tá de parabéns. Poucos erros foram encontrados e nenhum digno de citação. Bem vindo, prole de Afrodite.

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Aguardando atualização
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Heather L. Wickham em Ter 04 Out 2016, 14:35

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? [color=grey]Afrodite, pois é uma deidade que sempre me atraiu muito a atenção. Gosto da forma de como é relatada na mitologia em si; imponente e amável, assim como gostaria de poder explora-la dentro do RPG de modo que cativasse melhor minha imaginação. Quero experimentar algo diferente, e modificar o modo de como as pessoas apenas a veem, tornando-a maternal e de traços afáveis, se mencionada do ponto de vista de meu personagem.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Características físicas: Irresistivelmente belo, é o típico garoto clichê que acredita que a aparência antepõe-se sobre tudo. Olhos azulados e brilhantes remetem sua dubilidade; outrora pacífico, outrora predador. Lábios rubros e recheados que continuamente delimitam um sorriso sacana e pretensioso, ostentado no rosto pálido e assimétrico; nariz arrebitado, bochechas coradas e traços firmes - advindos de uma longa linhagem de modelos estadunidenses. O corpo pouco definido é sua maior paixão, mesmo que ridicularize exercícios intensos ou práticas esportivas. Alto, consegue alcançar a estatura média para um jovem de quinze anos de idade, chegando aos seus 1,65. O peso, por outro lado, consideravelmente baixo, aponta sucintamente seus distúrbios alimentares; 68 quilos. Caucasiano, os cabelos dourados são costumeiramente penteados de forma irregular; do contrário, narcisista, Heather não força um foco desnecessário para manter sua própria imagem mais-que-perfeita. Quanto ao vestuário, opta por elementos consagrados da cultura punk; jaquetas de couro, jeans rasgados e camisetas com os logos de suas bandas prediletas.

Características psicológicas: [color=grey]Lindo. Gentil. Amoroso. Garanhão. Heather é o que podemos denominar como rapaz ingênuo - altruísta e confiante, esbanja o resplendor da juventude de maneira absoluta em todos os seus dias; trata as amizades como sagrado, e, facilmente partilha afeição com qualquer um que venha a demonstrar carisma para com ele. Embora não possua qualidades heroicas e talento excepcional como a coragem, estaria disposto a arriscar a própria pele para salvar um amigo caso necessário, nunca abandonando um necessitado. Devoto de boas festas, a curtição é seu berço; talhado pela selvageria do amor e as delícias do álcool, é alguém fácil de manipular por possuir um caráter infantil e retórico, chegando a destilar palavras de afeto e elogios para alavancar o ego daqueles com quem se importa. Extremamente doce, poderia ser taxado como o garoto perfeito para uma boa companhia, munido com bons conselhos e comportamento resoluto para o ocupar o ofício de bom ouvinte. Apesar de sua personalidade amistosa, Heather também é um garoto que abstém de uma necessidade assustadora por atenção; no mais tardar, é somente um garoto com uma infância nada agradável, e que busca por sua própria redenção.[/i]

- História do Personagem

Nas desinências de Washington D.C., Estados Unidos da América, um bebê dotado de uma beleza extraordinariamente superior à dos demais nasce num berço matrimonial extremamente requintado. Apesar da ausência materna se fazer eminente logo nos seus primeiros dias de vida, conseguiu sobreviver às calamidades do mundo com auxílio do pai; embora, até certo tempo. Com uma infância absurdamente conturbada, Heather cresceu sob um teto invejado por muitos; prole de uma família de classe média, pertence a uma longa linhagem de modelos estadunidenses e devotos da moda que por longas décadas perpassaram seu amor às passarelas a todos os congêneres da dinastia Wickham. Irreverente quanto a suprir essas expectativas, desde cedo sofria graves abusos do pai, que o maltratava constantemente por não compartilhar do mesmo apreço pelos holofotes.

A passagem pela puberdade também não fora nada fácil. No apogeu dos treze anos de idade, o rapazinho já portava um histórico policial altamente recheado com inúmeros delitos; furtos, uso indevido de drogas lícitas e, até mesmo, degradação de patrimônios públicos. Somado às incontáveis expulsões e advertências advindas de instituições e academias de ensino, bastou para que o próprio pai o enviasse a um sanatório, alegando que o mais novo da linhagem portava irreversíveis danos psicológicos – o que, de fato, era mentira.

Custou a aprimorar uma nova personalidade entre o meio tempo em que vivia trancafiado em um âmbito frequentado somente por delinquentes; embora o ar degradante do reformatório o deixasse enojado, sabia que era preciso perpassar pela transação a fim de poder se tornar um bom cidadão. Não que lhe fosse um problema, apenas em seu âmago sentia que não pertencia a nenhum daqueles lugares, tampouco encontraria lugar em meio a família. Como os familiares costumavam fazer mistério sobre o nascimento do garoto, ou sobre o paradeiro de sua mãe, atribuiu certo interesse por aquele segredo.

Meses depois deixou o reformatório; sem amigos ou conhecidos. O caráter reservado o deixava sempre à mercê da solidão, uma vez que optava somente pela companhia de uma boa e relaxante música alternativa. Obviamente, por pertencer a uma classe familiar considerada privilegiada, teve todo o seu histórico encoberto a fim de manter limpo o nome da família. Por outro lado, não teve escolha se não se entregar também às passarelas, descobrindo tardiamente que, por algum motivo extraordinariamente desconhecido, possuía talento para aquilo.

Àquela altura, já não era mais o garoto mesquinho e revoltado que tanto preocupava os Wickham. De explosivo, passou a amoroso. De introspectivo, passou a ser facilmente sociável, daqueles que sempre andava rodeado por inúmeros jovens. Adorava ser bajulado sobre o quanto era bonito, ou como sua vez era perfeita, até mesmo sobre como o seu corpo conseguia ser tão atrativo. Por intermédio de uma dessas locuções, acabou descobrindo também sua atração por rapazes, embora preferisse por ocultar a homossexualidade por medo e vergonha.

Todavia, antes que conseguisse se acomodar a nova vida, no apogeu dos quinze anos de idade, fora atacado por uma repórter enfurecida – terrivelmente transmutada a uma figura atroz, similar a uma espécie de serpente mesclada ao corpo de uma moçoila, escapou por pouco de suas garras após saltar da janela do seu quarto localizado no segundo andar do casarão da família. Concomitantemente, recebeu a ajuda necessária advinda do seu pai que, assustado, resolveu revelar ao garoto sua verdadeira origem; fruto da união entre um mortal, Sebastian, com uma deusa, Afrodite – entidade grega que singelamente personificava a beleza e o amor.

As alegações seriam plausíveis, afinal, de onde mais Heather teria herdado todo o glamour de um aspirante a modelo de uma hora a outra? Sem contar da aparência em potencial para realmente se enquadrar nos padrões de divino. Sem escolhas, resolveu deixar para trás toda a vida que havia construído em tão pouco tempo, com grande pesar em também se afastar dos primeiríssimos e únicos amigos com quem havia partilhado um forte laço fraterno.

Durante a fuga rumo a algum lugar do estreito largo de Long Island, foram bloqueados por um amontoado de Dracaenaes, prováveis companheiras da primeira fera que anteriormente o atacara em seu domicílio. O pai, em um ato heroico, jogou-se frente aos monstros numa tentativa desesperada de salvar a vida do filho – o que custou seus últimos suspiros. Horrorizado com a cena macabra, Heather então prosseguiu com o trajeto intuindo finalizar a subida ao morro que interligava à Colina Meio-Sangue, e encontrar proteção entre as barreiras mágicas que resguardavam o acampamento no exato momento em que as demais víboras saltaram para atacá-lo, escapando por pouco da morte.

Dias mais tarde, acordou na enfermaria, exausto e cansado, entretanto, pronto para descobrir sobre sua verdadeira ascendência mitológica – e disposto a acertar contas com a sua mãe, Afrodite, que o reclamou assim que o garoto acordou.
Heather L. Wickham
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Phobos em Ter 04 Out 2016, 19:34

A ficha acima do player está recusada por plágio.
Como dito no inicio do tópico, fichas plagiadas não serão aceitas e o individuo terá 24 horas para provar que a ficha é de sua autoria, se não tomara ban de 3 dias, se houver reincidência, será ban permanente.

Prints com a prova do plágio:

Spoiler:
http://imgur.com/a/ZIPvP




Atualizado!




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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Sophie Guillory em Ter 04 Out 2016, 20:17

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Gostaria de ser reclamada por Despina, pois acho-a muito fascinante, sem falar que combina perfeitamente com Sophie.

- Perfil do Personagem.

Características físicas: Dona de feições extremamente delicadas , quase como as de uma boneca, Sophie, ou Soph, como prefere ser chamada, nunca foi muito vaidosa. Possui curtos cabelos castanhos, que caem na altura dos ombros em cachos perfeitos, e tem a pele impecavelmente macia e extremamente branca. Seus modos graciosos chamam atenção, mas o que realmente prende a atenção das pessoas são seus olhos azuis gélidos.

Características emocionais: Posso dizer que Sophie é, sempre foi e sempre será uma boa garota. Seus pensamentos sempre foram mais maduros do que o de muitas garotas de sua idade, o que fez dela uma menina um pouco... isolada.

Porém, ela nunca se incomodava de ficar sozinha, estava acostumada... mas às vezes, ficava deprimida por não ter alguém pra conversar.

Desde sua infância era muito otimista, porém com o passar do tempo, ela deixou de criar expectativas ao perceber como as pessoas realmente são.

- História do Personagem.

Em um dia cinzento e frio na cidade do amor, um bebê nascia. Uma menina. Uma linda menininha de cabelos castanhos, olhos azuis como lagos congelados e branquinha como a neve.

Os anos se passaram e ela cresceu, se tornando uma criança encantadora, mesmo não tendo conhecido a própria mãe. Foi uma das primeiras crianças na classe a aprender a ler, aos quatro anos e meio, mas só começou a falar aos cinco, o que foi uma grande surpresa para seu pai e toda a família, já que achavam que a menininha era muda.

Até seus cinco anos de idade, morou em grande casarão em Paris, que era herança de Jean, seu pai, mas ele mudou-se pra Hempstead junto de sua filha, motivado por uma ótimo oferta de emprego, e é claro, havia mais um motivo: ficava há trinta minutos de Long Island.

Sophie não gostou muito da mudança, pois estava acostumada às manhãs mornas de Paris, o lindo pôr do sol, o cheiro de amor no ar... mas de uma coisa ela gostou bastante: desde pequena, era habituada a ler, então seu cômodo preferido era seu novo quarto: todo rosa e preenchido com muitas estantes, que continham centenas de livros. Se refugiava de tudo e todos em meio aos livros.

Ao longe, todos a admiravam, e ela se mantinha aparentemente sempre alegre, mas a verdade era diferente. Ela sentia falta da mãe. Da mãe que não conhecera. Da mãe que sonhava que um dia apareceria e a embalaria nos braços, pedindo desculpas por ter sumido. Basicamente, sentia vontade de TER uma mãe.

Não tinha lembranças da mulher que lhe deu a luz, só um relampejo de longos cabelo negros e um sorriso caloroso. Tudo o que sabia dela, que era muito pouco, soubera pelo pai.

- Ela era uma mulher incrível. Mas teve de nos deixar alguns dias depois de você nascer, mon ange - era o que Jean sempre dizia. Mas nunca dizia o motivo de ela tê-los abandonado - Sem mais perguntas, querida. Que tal um sorvete?

Sophie tinha muitas perguntas em mente: qual o nome de sua mãe? Teria ela, morrido? Se não, onde ela estava? E se estava em algum lugar, por que não voltava pra casa? Eram perguntas que a jovem não tinha coragem de fazer.

E sabia que no momento não obteria respostas... mas um dia, iria saber.

Aos seis anos, coisas estranhas começaram a acontecer: pela primeira vez, ela foi expulsa da escola. Não sabia o porque, ou sabia?

Alguns meses antes do acontecido, ela começou a apresentar comportamentos estranhos e mudava de comportamento constantemente. Então, se irritou com uma coleguinha da escola que implicava com ela, e de algum modo a fez tropeçar em uma pomba e bater a cabeça com força. A colega foi internada, e Sophie expulsa, denunciada pela outra garota.

Seu pai se preocupava, pensando que a filha podia reprimir uma personalidade violenta. Perigosa. Mas só mantinha isso na mente, por não querer relembrar o que sua pequena filha realmente era: uma semideusa.

E os sintomas da verdadeira Sophie estavam apenas começando a vir à tona.

Dos seis aos nove anos, foi expulsa de cada escola que se matriculou: em cada escola em que passava, coisas estranhas aconteciam, vezes que até a garota não tinha nada a ver, mas a culpa sempre se voltava pra ela.

Sophie simplesmente não conseguia ter paz, não conseguir ser normal.

Se sentindo culpada, ela não falava mais com ninguém: se trancava no quarto e voltava ao mundo dos livros, a única coisa que a mantinha calma e sob controle, a única coisa que a distraía.

Jean se desesperava com o passar do tempo: sabia que não tinha mais muito tempo para passar com a filha. Sua ida ao Acampamento Meio Sangue? Totalmente inesperada. Deixe-me te contar... ou melhor, deixe Sophia lhe contar:

Tudo começou numa tarde ensolarada de março: o dia estava perfeito, o céu azul tão claro quanto os olhos de papai, livre de nuvens. Eu caminhava tranquilamente pelo quarteirão.

Papai sempre dizia para não me afastar muito de casa, e dizia com tanta preocupação que às vezes eu até achava que me escondia algo terrível. Nunca perguntei sobre isso, tinha medo da resposta.

Enfim... Eu estava acompanhada de meu único e melhor amigo, Woody. Ele tem a mesma idade que eu, não é muito alto, e tem a pele cor de chocolate, assim como olhos e seus cabelos cacheados, que pendem por sobre os ombros, e usava muletas, por causa de sua perna atrofiada, ou assim ele dizia.

Eu vestia um simples vestido florido e sapatilhas, e Woody vestia calça jeans e camiseta, como quase sempre.

A brisa balançava nossos cabelos e roupas, e conversávamos alegremente, como no resto dos outros dias. Não demos muitas voltas no quarteirão, até porque não tivemos tempo pra isso.

No meio da conversa, fitei o céu, a princípio distraidamente. Então avistei duas aves voando em círculos sobre mim e Woody, a uma boa altura. Não, definitivamente não eram aves. Eram... não, eu não sabia o que eram. Forcei meus olhos a enxergar o que não conseguia, e me aterrorizei, travando no mesmo lugar. Segurei forte o pulso de Woody, em um gesto avisando para que ele seguisse meu olhar.

As criaturas eram metade ave, metade mulher. O tronco e cabeça eram humanos, as feições feias, ainda mais na careta de raiva que faziam, e tinham pés com garras afiadas o bastante pra poderem machucar alguém, um longo rabo e asas enormes, e a plumagem era negra como carvão.

Engoli em seco, apertando ainda mais o pulso de Woody, pois elas olhavam em nossa direção, com o olhar maligno.

- CORRE! - irritou ele, largando as muletas e levantando a calça um pouco, facilitando a corrida, me puxando pelo pulso.

E eu não sabia com o que ficar mais assustada: com o fato de que existiam mulheres-ave ou com o de que Woody tinha cascos.

- Mas que diabos... - ia começar a perguntar, mas ele interrompeu, correndo loucamente em direção à avenida movimentada, me deixando em seu encalço.

- Woody... - choraminguei, mas ele balançou a cabeça, determinado a não dizer nada.

- Só fica quieta e me segue ! - disse ele, nos levando em direção ao ponto de táxi, justamente quando um ficava livre. O bode, ou seja lá o que Woody fosse, me jogou no banco de trás, sentando-se ao meu lado e dando informações ao motorista para onde nos levar.

Long Island? O que iríamos fazer logo lá? Era o eu que me perguntava.

Ele torcia a barra da camisa nervosamente, como se estivesse confuso, e eu continuava fitando-o com desespero, à espera de explicações. Outro fato curioso é que ninguém parecia ter percebido seus cascos de bode, exceto eu.

- Woody , o que está acontecendo? - perguntei, com meu coração parecendo um tambor, de tão alto que eram seus batimentos.

- Vou te explicar tudo. Não interrompa, não faça perguntas - disse ele, num tom de voz calmo, mas forçado.

Então, ele me explicou... tudo. Tudo que eu não queria saber. Me explicou sobre os deuses do Olimpo ainda estarem vivos, me contou sobre a névoa que impedia os mortais de verem o que não deviam, me contou sobre o Acampamento Meio-Sangue, para eu onde estava sendo levada, sobre ele ser um sátiro (meio-homem, meio-bode), e sobre eu ser uma semideusa.

Foi nessa parte que senti meu estômago se revirar. Então, eu era filha de uma deusa. Woody disse que não sabia de quem eu era filha, mas que descobriria quando chegasse ao acampamento, mas eu ainda estava assustada. Queria voltar para casa, para meu pai, para minha família. Ele continuou me contando coisas sobre tudo, durante os trinta minutos que demorou para chegar até Long Island, e eu ouvi com atenção. Não tivemos mais problemas com as harpias, de algum jeito, conseguimos despistá-las.

Então assim eu cheguei no acampamento. Completamente confusa e assustada, e com uma vontade imensa de voltar pra casa, embora ter sido relcamada pela minha mãe e saber finalmenteum pouco mais sobre elaseja algo estranhamente reconfortante.
Sophie Guillory
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Draz Judgice em Qui 06 Out 2016, 21:14

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura de
seja ser e por quê?

Nêmesis. É a divindade que mais favorece a trama e as características que tenho em mente, além disso, acredito que será interessante carregar um filho da deusa da vingança para o caminho mais punitivo, rígido.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Físicas - Drazar é simpatizante das atividades físicas, periodicamente envolvendo parte de seu tempo exclusivamente para os exercícios. Apesar disso, é consideravelmente magro e não muito musculoso, carrega olhos negros e traços finos no rosto, o que acaba acentuando o maxilar; um dos pontos mais louváveis pelas mulheres as quais se interessa. Os aspectos positivos são existentes, contudo, não chega a ser tão bonito, até porque não se esforça nem um pouco para intensificar a sua beleza facial. O cabelo é completamente negro e levemente ondulado, Draz não costuma cortá-lo, somente quando o julga por atrapalhar sua rotina.

Psicológicas -  Drazar não perde-se na linha rebelde dos adolescentes modernos e muito menos na revolta costumeira dos filhos de Nêmesis, em vez disso, é um garoto tradicional que não ousa questionar muitas das coisas que vê, resguardando as opiniões pessoais para si. Salienta a postura firme, como se tivesse a obrigação eterna de se manter nos padrões. Criança da vingança, esse sentimento obviamente é a maior de suas características, seguida de mãos dadas pelo senso de justiça absoluto. Entretanto, uma coisa que se diferencia do restante dos semideuses é a índole punitiva; Judgice compactua com a tortura e a morte, desde que sejam necessárias. O mais relevante é que esse caráter não é uma espécie de crueldade e sangue frio - ele é aparentemente bondoso - e sim de vontade enorme de apagar os desonestos e indignos da história.


- História do Personagem

         Dia 26 de setembro de 2015, apartamento de Athos em Turim (Itália)

- A pena será executada à partir da lâmina do machado, sob responsabilidade do executor da justiça criminal em lugar público, com o acompanhamento da Irmandade da Misericórdia e dos Ministros da Religião. Quanto ao condenado à professar: assistirá o escrivão dos autos para neles dar fé no cumprimento da sentença. Oito horas marcadas no artigo antecedente, se ministrarão ao condenado todos os socorros da religião, e os mais que por ele forem requeridos. Apesar das tentativas em removê-lo da escuridão, a justiça prontifica-se de maneira inestimável, visto a gravidade e consequências de seus atos, nada mais digno que o puro sangue para selar a valorosa punição que deve levar; a velha morte. - O programa na televisão repassava um filme de séculos atrás sobre eras passadas, onde a morte ainda era válida como sentença padrão.
- Justo. – Os pensamentos firmes da mentalidade conservadora de Drazar eram característica imutável em sua índole de vida, com o passar dos anos, ora estava mais alegre, ora mais triste, mas aquilo que permanecia registrado inevitavelmente era a justiça vingativa e o caráter punitivo.  De onde surgiu? Nem mesmo ele sabe ao certo, a falta de moralidade perdida a cada geração é o que mais motiva a sua personalidade clássica e tradicional, mas a aparição de sua base justiceira absoluta não parecia ter nexo. Seu pai é um advogado e antigo político de direita, muito mais ligado as regulamentações envolvendo a criminalidade e a segurança da cidade. A mãe nunca foi tão mencionada, segundo o senhor Athos Judgice, era capitã de uma frota naval à serviço da Marinha Italiana que morreu durante um treinamento árduo nos mares do Pacífico. A história nunca foi explicada com coesão, onde estavam as medalhas, os emblemas de patente, os amigos oficiais? Será que tudo e todos afundaram junto com a parente falecida nas nebulosas águas daquele grandioso oceano? Desconhecido, inquestionável.



         Dia 17 de novembro de 2015, leste da Califórnia (U.S.A)

Finalmente  chegaram na casa de campo do avô, era um homem de respeito, astuto em sua medida. Athos havia decidido meses antes viajar durante as férias para rever o velho Richter Judgice, antigo matemático que optou pela aposentadoria, levando dessa forma o seu sustento. Apesar de Drazar ser italiano, a família veio do território das fazendas nos Estados Unidos, onde o "country" nunca foi esquecido. Na estadia na Califórnia, o semideus passou madrugadas conversando com o avô, o casarão era uma bela construção de madeira circulada por incontáveis árvores e terras extensivas, a única coisa que os aproximava da cidade grande era o caminho de terra.
​No salão, via-se pouco além dos sofás desgastados de pelagem, desprovido de tecnologia, haviam também mesas de canto e um majestoso piano, ainda funcionando. O velhote se reclinava em sua poltrona obsoleta e, iluminado pelas chamas da lareira, compartilhava contos e histórias sobre as florestas nos arredores, Draz parecia entretido, mas o senhor de idade decidiu enfim ir se deitar.  Agora estava sozinho, a ausência de som e a escuridão parcial na sala de estar não eram problemas, muito mais que isso, o que o fez despertar a atenção foram os barulhos questionáveis no exterior da casa. Armado exclusivamente com os próprios punhos e dispondo de uma barra de cereais no bolso, caminhou até a porta.
​- Porra! - Uma dupla de lobos uivaram, um deles saltou contra o joelho direito do filho de Nêmesis, que ganhou distância em desespero, derrapando as botas cristalizadas de lama pelo gramado. O outro animal tapou a entrada, como se fosse um ser pensante capaz de desvendar por onde a presa tentaria fugir. Sem outra opção, disparou em uma corrida frenética, escoltado logo atrás pelo par.


​           Dia 18 de novembro de 2015, Sonoma Valley (Califórnia)

A perseguição tinha uma progressão absurda de um dia, os lobos pareciam convictos em sua vítima, uma vez que não retrocediam em momento algum. Cansado e faminto, já havia devorado a barrinha alimentícia inteira. O caminho tornava-se mais estreito e, em um momento específico, um dos animais saiu da trilha, restando somente mais um no rastro do garoto, algo que não descomplicou nada. Algumas vezes, ele já havia tentado mostrar bravura e combater a dupla, mas não passavam de, como dito, tentativas, visto que era facilmente rebatido e alvejado pelos dentes atrozes. Então, como se não bastasse, em uma das curvas íngremes na estrada de terra, o lobo saltou em suas costelas, não o mordeu e muito menos arranhou, somente o derrubou do amontoado de grama. Capotando seguidamente, só pausou o tombo quando sua cabeça repeliu o tronco de uma das árvores, a consciência se extinguiu e, momentos depois, os olhos se abriram para revelar a imagem mortífera de uma fera da mesma espécie, de pelagem avermelhada e bem maior que os outros. Não estava no mesmo lugar que desmaiou e sim circundado por uma construção parecida com as ruínas antigas.
​- Levante-se, criança.
A reação inicial foi de surpresa, incrédulo e tremendo de surpresa, o garoto não ousou abrir a boca para contestar, seus olhos pareciam remotos, perdidos. Em conseguinte, apesar da indomável personalidade independente, houve aceitação. Ele se reergueu com cuidado, por que diabos uma besta estava falando? Encostou-se lentamente no tronco.
​- O filho de Invidia, Rivalitas, Nêmesis, assustado como um humano estúpido? Recomponha-se, patético, antes que eu devore seu coração!
​Não a interrogou, somente prontificou-se em linha, o animal - julgado por Draz como fêmea graças à tonalidade da voz - lembrava um general militar. Imperceptível pelo filho da vingança, por cima de sua cabeça flutuavam em coloração avermelhada a "roda da Fortuna" e uma balança.
- Finalmente. Agora, siga-me, devemos iniciar seu treinamento.


         Dia 22 de novembro de 2015, Sonoma Valley (Califórnia)

Apesar de otimizado psicologicamente por Lupa, agora revelada como principal formadora dos futuros soldados do Acampamento Júpiter, a mente ainda estava embaralhada como um aquário lotado de peixes, mas ao menos havia sido esclarecido, aqueles comentários da mestra mudavam tudo. Como poderia conviver novamente com uma mulher que mentiu sobre a morte do próprio pai por anos? Lupa não era um ser tão amigável, não ousava integrar a loba em seus assuntos pessoais, poderia ser corrigido de maneira ríspida. Já tinha um conhecimento prévio sobre os métodos e padrões romanos, além de informações sobre a estadia nas futuras legiões e os dotes obrigatórios que teria que passar a ter.
​A fera deixava claro que não gostava de Drazar, ela o via como um dos mais teimosos e insistentes a passar por ali, palpitando frequentemente sobre descartá-lo pela falta de disciplina. No entanto, ela também não resguardava para si o positivismo, elogiando o novo aluno frequentemente no que se referem suas habilidades físicas. Segundo ela, o semideus tinha as forças e resistências necessárias para um bom legionário. Dormia junto dos membros da alcateia - sim, animais - no interior da Casa do Lobo, tendo que conviver com caçadas constantes para render seu próprio alimento e se provar meramente digno.
​Cumpridor da maioria das tarefas orquestradas pela treinadora, como preparações musculares à partir de exercícios árduos, ataques animalescos de seres selvagens e corrida em percursos enormes para ampliação de vigor, Draz estava perto de ser aceito. No dia 22, uma nova e egocêntrica presença se unifica com o grupo à serviço de Lupa, Edwyn, filho de Mercúrio. O menino mais parecia uma cobra, durante as caçadas em busca de comida, ele tomava discretamente para si o que já havia sido encontrado pelos outros, perturbava a loba imortal com suas falácias - as quais zangavam o proveniente de Nêmesis de maneira verdadeira, agonizando-o de desgosto - e patético ao extremo, à ponto de mentir quando fazia algo de errado, arremessando a culpa em cima de outros.
Dias se passam, mais uma noite silenciosa na íngreme edificação de pedras, dessa vez, Judgice foi forçado a combater seus próprios instintos. Adormecido durante a madrugada, um sonho tortuoso atingiu-lhe; de pé no salão escarlate de um castelo enegrecido e nebuloso, via o herdeiro de Mercúrio acorrentado em uma das extremidades. O corpo de Edwyn tinha estrutura desproporcional, remexendo-se como se algo o sufocasse.
​- Soturno? - Proclamou o aprisionado, reclinando a cabeça para cima, tentando enxergar.
​- Carrasco. - O respondeu, materializando um machado de dois gumes nas mãos calejadas. Drazar se sentia poderoso, inquebrável. Ele incorporou todo o seu caráter de julgamentos e, determinado a punir o desonesto, avançou sem hesitação. Os primeiros ataques se concretizaram, vertical, diagonal, a lâmina da arma arrancava festivais de sangue da pele do condenado, enquanto marcações avermelhadas surgiam em seus braços e tórax, chamuscando-o. Aquilo era claramente uma tortura. A ofensiva se prolongou sem clemência, contudo, algo de errado começava a coexistir: quanto mais Judgice o atacava, mais seu rosto se modificava como uma sombra espiral, tomando o rosto do próprio carrasco e torturador, o filho de Nêmesis.
​Continuou até perceber o que se passava, a feição de Edwyn já era exatamente idêntica a sua. Suspirou por um momento e, de súbito, os olhos se abriram, repartindo o sonho e dando lugar novamente a realidade. Draz estava desacreditado, havia compreendido que aquilo não passava de uma infame metáfora; os golpes representavam seus julgamentos constantes nos condenados, era tão preocupado em vigiar os próximos que, em hipocrisia, não percebia que ele mesmo era um pecador falho e errôneo como todos.
No amanhecer, Lupa ordenou um novo e último trabalho especialmente para a já não tão inexperiente criança justiceira, seguir as coordenadas aproximadas do Acampamento Júpiter e enfim ingressar na Legião. O garoto assentiu, valorizando os esforços. Ele traçou o caminho indicado, mas a sorte não foi tão grande.
​Acobertado por folhagens e escondido da presença dos lobos, Edwyn estava encaixado no meio de um emaranhado de galhos. Pelo deduzível, a loba imortal havia compreendido e reconhecido que o filho de Mercúrio não passava de um caloteiro - honestidade é uma das necessidades para se unir aos soldados romanos - e baseando-se nisso, ela enviou a alcateia para se servir, considerando-o inapto e castigando-o com a morte. Mesmo que respeitoso, Drazar era insubmisso, a experiência nos sonhos certamente tinha algo a ver com o que se desenrolava, devia realmente deixar o idiota ser comido pelos predadores, que já estavam próximos, ou raciocinar o significado da visão, oferecendo-o mais uma chance? Ele agarrou o rival pelo manto com um puxão e, surpreendentemente incapaz de livrar-se do senso de justiça, o arremessou brutalmente na direção das feras selvagens.
​- Cedo ou tarde, o suplício vem a todos, não existe liberdade do perigo. - Foram suas últimas palavras, ditas em um tom bastante explosivo, ele seguiu o trajeto próprio, conceituando o raciocínio que sempre carregava. Apesar de Lupa indicar-lhe o percurso, não via a treinadora com nada além de respeito, se agora estava livre, devia realmente se restringir pelas regulamentações indiscutíveis do seu futuro lar? Não, jamais. Ele, tendo ciência da existência de mais refúgios semidivinos, decidiu retroceder até a casa de campo do avô e perguntar aos familiares sobre tudo o que se passava. Certamente a sua mestra memorável não iria perdoá-lo facilmente quando notasse que ele desviou do curso, fazendo de tudo para ter seus caprichosos filhotinhos de alcateia amordaçando a cabeça do garoto que renegou o tratamento romano.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 07 Out 2016, 13:03


Avaliação



Sophie Guillory:
Sophie, vejo que você reutilizou sua ficha antiga, que foi reprovada duas vezes. Bem, eu sugiro que dê uma lida no que foi falado lá, pois é totalmente aplicável nesta terceira tentativa: você escreve muito bem, mas se perde na hora mais importante da ficha, que é a da reclamação. Você deve narrar o momento em que o símbolo aparece sob a cabeça da personagem, não apenas mencionar rapidamente que ela foi reclamada em algum momento depois que chegou no Acampamento. Nós queremos O momento. Por enquanto, reprovada.

Draz Judgice:
Uau! Sua ficha foi impecável do início ao fim. Ótimas descrições físicas e psicológicas e eu realmente apreciei muito o estilo de narrativa que decidiu seguir, ainda mais sabendo que é sua primeira vez no fórum. Não tenho do que reclamar e nem mesmo motivos para não dar as boas vindas ao mais novo justiceiro do PJBR, parabéns! Aprovado


Qualquer dúvida ambos podem entrar em contato comigo via MP, seja na questão da ficha ou qualquer outra mecânica do fórum.

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How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Karina Lockheart em Qua 19 Out 2016, 18:41




Teste de Reclamação


Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Gostaria de ser reclamada por Selene. Motivos? Além de ser uma das minhas deusas preferidas (Depois de Hécate <3) ela é bastante interessante para um semideus, especialmente por conta de seus poderes.  Além disso, ela combina bastante com a personagem que tenho em mente, e com uma trama pessoal que tenho em minha cabeça.

Características Físicas:
Karina tem cerca de 1,68m de altura. Sua pele é pálida, acompanhada de seus cabelos prateados, criando uma beleza única para a garota. Seus olhos são de cor escura, que combinam perfeitamente com seu rosto belo e elfico. Apesar da aparência um pouco peculiar, ela tem um corpo bastante comum. Seus seios são médios, nem grandes, nem pequenos. A jovem tem braços magros, assim como suas pernas. Apesar de ser um pouco esquelética, a garota é bastante energética e saudável.

Características Psicológicas:
Uma garota alegre e comum, como qualquer outra pessoa. Apesar de ser anti-social, Karina vive sempre feliz, com um sorriso no rosto. A jovem sempre está lendo livros, e muitas vezes, estudando mitologia.
Apesar de tudo, a garota tem um comportamento um pouco problemático para a maioria das pessoas. Sempre está a ofender as pessoas, esperando qualquer tipo de reação. Por diversas vezes, acabando sendo impulsiva e dificilmente mede seus atos, em relação aos outros. Karina quase nunca faz algo que possa prejudicar ela mesma, sempre buscando formas de se livrar de algo, mesmo que a custa de seus companheiros. Sua troca de emoções também é algo muito difícil de se lidar. Muitas vezes pode passar de raiva para alegria, felicidade para melancolia, ou trocar amor por odio, em questão de segundos.
Muito preconceituosa, analisa as pessoas do pé a cabeça, decidindo seu caráter e se quer ou não àquela pessoa por perto, sem deixar que ela tome qualquer decisão em relação a isso.

História:
Era mais um belo dia em Nova Iorque. Karina, como sempre, estava saindo da escola, apressada para chegar em casa. Ela precisava continuar em sua rotina monótona, que consistia basicamente em ir para escola, voltar para casa, ler bastante, e ir pra escola. Sempre seguindo este ciclo.
Hoje, não seria diferente, ela seguia de volta para seu apartamento, enquanto lia um livro sobre mitologia. A história da vez? Alexandre, o Grande. Para Karina, o melhor herói de todos, apesar de ser muito pouco reconhecido, a garota o amava por ter sido ele o responsável pelo conhecimento sobre a mitologia grega que temos hoje, sua mitologia favorita.

Após pegar alguns ônibus, ela finalmente chegava em casa, cansada. A garota subia rapidamente as escadas do prédio onde morava, passando pela síndica, como sempre, irritada. No entanto, a jovem nem dava bola, só queria subir logo para que pudesse comer algo e continuar lendo. E assim se fez.

Ela mal abria a porta de seu apartamento, e logo voava para a geladeira, recolhendo algumas coisas, que mal cabiam em sua mão, e as levando para seu quarto. Agora, o momento mágico começava. Enquanto ela calmamente colocava seu fone de ouvido, e começava a ler, percebeu que alguém estava batendo em sua porta
- Quem é? - ela perguntava, com preguiça. Não queria ter que se levantar para atender, mas teve que o fazer.

Logo, ela ia até a porta, ainda tentando olhar pela fechadura para ver quem era, mas só conseguia ver um borrão preto, como se fosse uma grande pessoa de terno. E então, ela abriu, e se deparou com a pessoa mais, estranhamente, formal que ela poderia conhecer. Um homem alto, com cabelos negros e bem penteados, usando um terno preto, calças jeans, e botas de estilo. Os olhos verdes do senhor fitavam a garota, que apenas o encarava, com uma cara de mal humor.
- Desculpe, o senhor errou de apartamento-
- Não, não. Aqui é o apartamento da senhora Lockheart, certo?
- Bem. Sim. Mas...eu nunca te vi antes... - Karina observava o homem de ponta a ponta, procurando alguma falha para fazer seu julgamento
- Sobre isso: sou o novo namorado de sua mãe, ela não lhe contou?
- Bem, sim, mas...ela não está em casa no momento...
- Eu sei. Ela pediu para te buscar. Quer que nos encontremos no Central Park. Quer ir agora? - sem dúvidas, qualquer pessoa ficaria feliz com esse convite, menos Karina. A jovem não gostava muito de ir ao Central Park, pois sempre tinham muitas pessoas, e ela odiava ter que ficar lidando com olhares tortos de tais pessoas, devido sua aparência um pouco diferente. No entanto, ela não podia negar aquele pedido, e acabou aceitando.

Ambos desceram, e logo entraram no carro do homem. Vermelho como rubi. E foram na direção do parque. O homem até tentou falar algo para a garota, mas ela sequer respondia. É, não era fácil conversar com ela. Depois de alguns quilômetros, eles alcançaram o local de encontro: o belo e magnífico, Central Park. Era incrível ver toda aquela vegetação. Os campos verdes. Árvores, e lagos. Tudo isso enriquecida o parque, exceto por uma coisa: pessoas. Não demorou muito, e os comentários sobre Karina começaram. Alguns diziam que ela deveria ser uma velha bem cuidada. Outros, pensavam que ela tinha anemia. Esses, entre muitos outros comentários, desanimavam muito a garota.

Depois de alguma caminhada, Karina encontrava com sua mãe, que estava sentada em um dos gramados, como um piquenique. Logo, a garota correu para perto de sua mãe, com um beijo e um abraço, elas se comprimentavam. O homem seguia logo atrás. Uma cara de felicidade brotava na mãe da garota, mas logo desaparecia, ao olhar para uma carta em sua mão. Então, a mulher, com seus cabelos ruivos, e seus olhos verdes, começava a falar, tristemente
- Karina. Vou falar isso da maneira mais rápida e direta possível. Você já deve ter percebido isso, mas, eu e você não temos nada em comum. Quero dizer. Nossas aparências. Bem, indo direto ao assunto, eu não sou sua mãe de verdade - aquilo poderia ter sido um choque, se Karina já não suspeitasse disso -Seu pai...seu pai era um homem bastante belo, e mulherengo. Um belo dia, ele estava caminhando pelas ruas de sua cidade, até que se encontrou com sua mãe, uma bela moça assim como você. Logo, com as diversas tentativas de seu pai, ambos acabaram se apaixonando, e dessa relação, você nasceu. Sua mãe, acabou tendo de partir, e seu pai ficou sozinho. Depois de um tempo, nos acabamos namorando, e eu fiquei cuidando de você, desde o falecimento de seu pai, claro. - a mulher contava uma história de amor um tanto quanto clichê, mas que provavelmente, era verdade. Karina não expressava emoções, apenas olhava com um olhar de "O que eu tenho a ver com isso?", e logo que a mãe notou, decidiu ir direto para o assunto - Bem. Querida. Sua mãe...é Selene. - após esse nome ser citado, Karina arregalou os olhos, e quase pulou para trás de espanto. Como uma fã da mitologia grega, ela acabava por conhecer a deusa, mas isso não significava que esta acreditasse nisso. Karina até mesmo começou a segurar uma risada. A qual durou pouco, pois o homem que estava ao seu lado, tirava sua calças, revelando ter pernas de bode. A menina pensou em gritar, mas acabou sendo abafada por sua mãe, que apenas dizia:
- Ele vai te levar para um lugar seguro - então, utilizando de um pano, fazia a garota adormecer.

Logo que acordou, Karina não se via mais no mesmo lugar de antes, ou em algum lugar conhecido. Um homem, com metade do corpo de cavalo, apenas lhe cumprimentava, dizendo:
- Bem-vinda, ao Acampamento Meio-Sangue, filha de Selene.

valeu @ carol!

Karina Lockheart
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Re: Ficha de Reclamação

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