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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Oscar Bezarius em Qua 27 Abr 2016, 10:19

Relembrando a primeira mensagem :


Avaliação



Duncan Summer — Cara, você precisa melhorar. Você peca muito na digitação e mesmo quando quer acaba sendo exagerado demais e isso torna sua escrita complexa. O jeito que escreveu tornou difícil de ler, não tendo a fluência necessária para uma boa ficha.

Infelizmente seus erros foram maiores que seus acertos.

Eu sei que a estética não deveria ser um quesito, mas a organização engloba isso, logo é algo a ser avaliado. Acredito que um template seria resolvido um pouco do problema, cores nas falas (ou algo do tipo) fariam o restante do trabalho. A questão é que você poderia ter enfeitado mais, e levaria pontos positivos por isso.

Enfim. Você terá um futuro promissor se seguir o que disse. Cuide sua escrita e leia quantas vezes forem necessárias antes de postar. Tens potencial para refazer uma ficha e se sair melhor.n Por ora é reprovado.

Reprovado

Há avaliações pendentes

Oscar Bezarius
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Eu acho que não é da sua conta. Só acho.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lyanna MacMahon em Seg 23 Maio 2016, 16:17

Reclamação
Ficha de Lyanna MacMahon

– Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

A deusa que eu escolhi para ser a mãe do meu personagem é Melinoe, a Deusa dos Fantasmas. Eu a escolhi porque ela é uma deusa muito interessante e intrigante, todos nós temos vontade de saber o que acontece após a morte. Além de poder explorar um lado mais sensível da deusa dos fantasmas, não focando apenas no lado sombrio. Fora também que ela é a que melhor se encaixa na trama que eu pensei para a personagem.

– Perfil do Personagem

Características físicas.
Lyanna possui um metro e setenta centímetros de altura e cerca de sessenta quilos. Os seus cabelos são ondulados até o meio das costas e possuem um tom de ruivo acobreado. Ela é magra com curvas definidas, sua pele é pálida como a cera e seus olhos são de um verde escuro. Geralmente é vista usando roupas comuns e discretas, não querendo chamar a atenção para si.

Características psicológicas.
Lyanna já foi muito triste e depressiva, graças aos amigos hoje em dia é alegre, discreta e determinada. Ainda é altamente introspectiva, pensando em tudo e todos que já perdeu e ganhou. Tenta ao máximo manter o foco apesar das centenas de vozes em sua cabeça, seus poderes tenebrosos a sugam cada vez mais para a tristeza, mas ela não desiste tão fácil. Em seu interior nutre uma desconfiança inata a todos os desconhecidos, mas quando uma pessoa a conquista ela faz de tudo para defendê-la e a deixar feliz. Odeia pessoas narcisistas e obcecadas pelo poder, elas fazem com que ela se lembre de seu pior pesadelo, seu irmão psicopata.

– História do personagem.

Lyanna inspirou calmamente sobre sua xícara de cappuccino, o cheiro do café era delicioso. Sorrindo ela sorveu um gole do maravilhoso energético e o pousou sobre o pires no balcão da cafeteria. Após olhar em volta, não encontrou o que procurava e suspirando de tédio apoiou-se com o cotovelo sobre a mesa.

A filha de Melinoe estava sentada em um banco alto preso ao chão próximo a cafeteira industrial. Vestia-se de forma discreta, com uma parca de couro negro, longas botas marrons e uma calça jeans clara. Seus longos cabelos ruivos estavam presos em um rabo de cavalo que chegava até o meio das costas. As unhas pintadas de preto tamborilavam sobre o balcão de mármore.

“Por que estão demorando tanto assim?”, pensou. Os amigos já deveriam ter chegado há vinte minutos e a semideusa não queria ficar parada por muito tempo. Graças à proximidade com o Monte Olimpo e o Acampamento a cidade de New York era infestada de monstros. Mesmo com sua aura suprimida pelas habilidades adquiridas, ela ainda atraia mais monstros do que queria. “Talvez um monstro os tenha atacado”, deduziu irritada com o cosmo.

Mais uma vez dirigiu os olhos à porta do estabelecimento e por um segundo ficou esperançosa quando ela se abriu. Decepcionada percebeu que na verdade um homem e uma menininha adentraram ao local. Com certeza eram pai e filha, ambos possuíam o mesmo tom de loiro escuro e olhos azuis. Em meio a risadas caminharam até uma mesa e continuaram a brincar entre si. Lyanna sentiu uma pontada no coração ao ver tamanha demonstração de carinho paternal. Ela não gostava de lembrar a ultima vez em que provará um pouco disso.

Antes que pudesse evitar as lembranças chegaram sem avisar.

҉

Era o Dia das Bruxas e todas as crianças estavam eufóricas por causa dos doces, principalmente Lyanna. Ela demorou duas semanas para escolher a fantasia, seu pai queria que ela se vestisse de princesa e ela de zumbi, acabaram optando por princesa fantasma. Seus cabelos ruivos foram penteados de modo a ficarem encaracolados, e estavam cobertos por um véu de cetim branco. O vestido era totalmente branco, com um corpete bordado preso por alças, a saia cheia de babados caia até os joelhos e os rasgos distribuem-se por toda sua extensão.

O pai tentava maquiar a filha do melhor modo possível e enquanto fazia isso agradecia a filha por não ter escolhido princesa. Ajoelhado no chão sua cabeleira ruiva ficava na mesma altura da de sua filha. Nesses momentos que mais sentia falta da mulher.

– Por que não pode ser preto? – perguntou curiosa a respeito do vestido.

– Eu já disse para você Lyly, os espíritos negros são malignos – respondeu calmamente – Alguém com seu talento não pode dar abertura a essas coisas.

A menina franziu o cenho, com apenas dez anos era difícil para ela entender essas coisas. Olhando nos olhos também verdes do pai, perguntou:

– Por que eles são malignos? E por que o preto os representa? Não poderia ser, sei lá, laranja? Eu não gosto de laranja. E por que eu não posso? O que eu tenho de diferente?

– Não é assim que funciona. O fato de você não gostar da cor não torna ela sombria. O preto esconde, encobre e confunde muita coisa. É mais fácil para o mal esconder-se no escuro, onde o bem não pode ver. E você mocinha... Bem... – pensou um pouco antes de responder – É especial, nasceu com um dom que muitos na família também possuíam. Minha bisavó, meu tio-avô, minha mãe, eu e agora, você – afagou o rosto da filha com carinho – Todos eram médiuns.

– Médinos? O que a gente tem de diferente? Isso é sobre as pessoas que nós enxergamos e os outros não?

– Sim – explicou – E não é médinos, são médiuns do singular médium. Conseguimos ver através da barreira da realidade, enxergamos o mundo etéreo, onde repousam todos os mortos. Alguns apenas escutam ou apenas vêem, os mais poderosos podem até atravessar a barreira e obrigar espíritos ruins a ir embora.

– Talvez eu consiga – exclamou alegre, imaginando seus possíveis poderes – Você acha que eu posso?

– Eu acho... – Renan não queria entrar neste assunto. A filha demonstrava habilidades mediúnicas a frente da idade e isso o preocupava bastante. Alguns seres poderiam querer aproveitar-se disso – Que você deveria sair antes que escureça – entregou uma cesta com o formato de abóbora para a pequena – Volte antes das seis e meia Lyly. O véu é muito fino hoje, principalmente a noite.

A garota até pensou em continuar com o assunto, mas estava louca pelos doces. Após beijar o pai saiu correndo com a cesta para fora. As amigas já a esperavam do lado de fora, uma parte delas fantasiada de princesa e a outra de fada. Algumas fizeram careta ao vê-la de fantasma, como se ela já não fosse estranha o suficiente. As mães da vizinhança tentavam evitar a presença de Lyanna, sendo ela e o pai médiuns e espiritistas eles pareciam quase ETs. Os cristãos nunca tiveram uma visão muito generosa com outras religiões e pessoas diferentes.

Depois de cada uma das meninas dar uma explicação sobre sua roupa, elas saíram de casa em casa. Havia muitas crianças na rua, o bairro de classe médio-alta era seguro e não representava perigo aos pequenos.

Já eram seis horas quando algumas meninas decidiram ir mais longe da rota habitual, atrás de uma suposta velhinha bondosa. A casa que elas procuravam ficava a beira de um bosque denso, onde as crianças eram proibidas de entrar. Depois de procurarem por quinze minutos encontraram o lugar e já saiam com os doces, quando algo chamou a atenção de Lyanna.

Do meio da mata uma voz arrastada a chamava, “Lyly, Lyly, Lyly...”. Olhando em volta ela não encontrou nada. Especulando que não fosse alguém vivo, concentrou-se na voz e pode ver uma forma clara em meio às árvores. Não parecia com nada que a pequena já tivesse visto, a mulher toda de branco cintilava levemente. Por instinto a garota avançou para o bosque e foi detida por uma amiga.

– Tá louca?! Você não pode entrar ai.

– A mulher... – falou meio confusa – Preciso falar com ela.

Não esperando resposta saiu correndo para a mata. O ser não estava mais visível como antes, mas a menina seguia sua voz. Após andar por um tempo Lyanna sentiu uma mudança a sua volta, não sabia dizer o que mudará, era como se ar estivesse esticando-se sem danificar as árvores. Sem saber estava adentrando um vórtice temporário, um local onde o mundo espiritual fundia-se ao mundo físico em uma época especifica do ano.

A sua frente abria-se uma clareira, árvores altas cercavam o lugar e o chão era feito de pedras antigas. A noite estava caindo e o céu exibia um róseo amarelado. No meio das pedras uma mulher estava chorando sentada. Seu vestido branco estava rasgado e sujo, na altura das coxas pingos de sangue escorriam pela vestimenta. Com um susto a menina percebeu que o sangue era as lagrimas da morena.

Sem saber o que fazer ela se aproximou da desconhecida e agachou-se para olhar em seus olhos. Eles eram alaranjados e brilhavam como se estivessem pegando fogo. Outras vozes começaram a se juntar ao coro. Elas não falavam nada, apenas sussurravam em dezenas de línguas desconhecidas pela menor.

– Lyly fuja – sugeriu a mulher em uma voz espectral – Não há saída. Está escrito no tempo. A história de seu pai já foi tecida e cortada, agora é sua vez de tecer a sua.

– O que você está falando? O que é tecer?

– Você saberá com o tempo semideusa. Sua natureza é mais forte do que de seus irmãos. Logo seu poder a chamará, mas existem perigos não visíveis. Não confie no sangue.

A garota tentou fazer mais perguntas, mas foi interrompida pelos sussurros que começaram a soar da floresta. Vultos acinzentados começaram a flutuar para a clareira. As vozes estavam ficando insuportavelmente mais altas e agonizantes, os tímpanos da filha de Melinoe estavam quase estourando. A mulher no centro parecia ser mais afetada pelos espectros, e na tentativa de se livrar deles gritou.

A força do grito foi tão potente que chegou a criar uma onda de pressão, empurrando as folhas, as pedras, os espíritos e a filha de Melinoe. Lyanna foi arremessada para trás, zonza e com a visão embaçada não pode levantar. Assustada ela sentiu duas mãos a levantando do chão. Quando a visão voltou a estabilizar deu para perceber que ela já estava fora do bosque. Uma mulher, provavelmente a mãe de alguma das crianças fantasiadas, perguntou algo para Lyly, mas o grito ainda ecoava em seus ouvidos.

Ao lembrar-se dos conselhos da desconhecida a garota correu de volta para casa. Ao chegar lá escutou sons de objetos quebrando e pancadas. As pessoas que andavam pela rua pareciam não notar os barulhos. Algo na janela da frente chamou a atenção da semideusa, o pai dela tentava fugir pela abertura. Paralisada a menina observou uma sombra avançar sobre seu progenitor.

Naquele momento um formigamento espalhou-se pelo corpo da garota e seus pulmões encheram-se de ar. Os joelhos cederam ao cansaço e a cabeça tombou para trás. A sua volta um circulo de fogo verde surgiu e acima de sua cabeça uma holografia verde clara cintilava na forma de um humanóide desfocado. Ajoelhada ela gritou com todas suas forças, fazendo a ar vibrar e o som espalhar-se por metros em todas as direções. Antes que sua visão perdesse o foco a filha de Melinoe pode ver uma espada completamente negra atravessar o peito de seu pai.

O mundo pareceu girar e escurecer enquanto seu corpo tombava. Antes de cair na inconsciência a menina sentiu mãos a erguerem do chão. Desacordada Lyanna foi colocada no banco traseiro do carro de seu meio-irmão.

Algumas horas depois a filha de Melinoe acordou. Ela estava deitada em uma maca com um cobertor azul claro sobre seu corpo. O quarto onde ela estava não tinha mais do que 3,5m², dentro dele havia a maca, um armário metálico pequeno e um criado mudo também de metal. Seu vestido de princesa fantasma foi substituído por uma calça e uma camisa, ambas de um azul claro e feitas de algodão. As paredes foram pintadas do mesmo azul das roupas e da coberta, mas a tinta estava descascando e deixava o cimento a mostra.

A parede em frente a maca era feita de vidro a prova de balas e possuía uma porta também de vidro. Atrás dessa parede o irmão a observava atentamente. Ele vestia-se feito um médico e seus olhos eram tão negros quanto os cabelos. O rosto era forte e imponente com sobrancelhas e lábios grossos.

– Onde eu estou? – perguntou a menina enquanto levantava-se da maca – Que lugar é esse?

– Você está na Echo House e aqui... – o semideus sorriu – É sua nova casa.

҉

Lyanna assustou-se quanto teve seu braço tocado, por reflexo afastou-se rapidamente. Enquanto lembrava o passado a semideusa acabou se distraindo e não percebeu a aproximação dos amigos. Os dois usavam jaquetas de couro, calças jeans e botas de combate. A filha de Afrodite tinha um arranhão da orelha até o queixo e o filho de Hécate mancava.

– Calma, não vamos atacar você – brincou a amiga – Desculpa pela demora. Algumas empousai não possuem noção do perigo.

– Não tem problema – respondeu – Vamos embora antes que mais alguma coisa nos ataque.

Assim os três semideuses saíram da cafeteria e foram em direção a sua próxima aventura.

Adendos:

Primeiro de tudo, eu estou esperando a troca de nome, então releva o fato de estar um nome masculino ali -->
Eu resolvi fazer como que se ela já tivesse passado por uma parte da trama. Sendo assim a reclamação seria uma lembrança do passado. Algumas habilidades citadas tanto na infância quanto na versão mais velha são poderes futuramente adquiridos em DIY’s.
O pai não sabe que ela é uma semideusa, para ele Melinoe era só uma mortal também espírita. Ele considerava que as habilidades da menina era apenas fruto da mediunidade da família, habilidade futuramente também explicada. A mediunidade de Renan, pai de Lyanna, é um dos motivos pela paixão da deusa com ele.
A floresta se transformava em um vórtice etéreo no dia das bruxas, por isso os espíritos aparecem por lá. Eu tirei essa idéia de vórtice e tecido da realidade do livro A Batalha do Apocalipse. O tecido da realidade é uma camada mágica que separa o mundo etéreo (dimensão onde os fantasmas habitam) do mundo físico (nossa dimensão), o etéreo pode ser tanto idêntico ao nosso plano quanto completamente diferente. Ele seria o plano entre o físico e o onírico.
A mulher sentada na clareira era uma banshee, vinda para avisar sobre a morte do pai.
O irmão falado na descrição psicológica dela é o filho de Melinoe que a “salva” quando ela era criança e depois a leva para o Sanatório Mental. Ele faz parte da trama tanto quanto os amigos.


Lyanna MacMahon
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Selina Langdon em Qui 26 Maio 2016, 09:58


Reclamação
PAZ FILHOS DA P**A


**PODEM HAVER PALAVRAS DE BAIXO CALÃO NO TEXTO**
— Deus escolhido:
Ares. Meu objetivo é fazer uma personagem que não condiz ao todo com o perfil que aparenta possuir. Ares foi o deus que mais se encaixou com meus ideais, por isso o escolhi.

— Perfil psicológico:
Descontrolada e impassível, a indolência de Selina parece estar presente em todos os momentos. Seu tom de voz é arrogante e apático e, apesar de ser quase sempre uma locomotiva sem direção, é protetora consigo mesma e com aqueles que a cercam. Sempre cheia de si, acredita ser o centro do universo e o motivo de todas as coisas, boas ou ruins. De difícil socialização, é costumeiramente vista sozinha e não aparenta estar solitária por sua impetuosidade narcisista. Gosta de manter-se bonita e sua vaidade é uma quebra de costume de sua paternidade. Seu grande sonho é tornar-se uma modelo de renome internacional, apesar de recusar-se a todo o controle que é imposto no ramo.

— Perfil físico:
Estonteante. Quase tão bela como se fosse a prole da deusa do amor, seus traços são delicados e escondem muito bem sua personalidade. O rosto fino, alvo e suave guarda olhos azuis e lábios medianos que assumem posições estratégicas para denotar beleza maciça. As madeixas levemente encaracoladas e claras naturais acompanham seu perfil de modelo americana padronizada. Estatura mediana e corpo bem definido, sem flacidez alguma.

— História:
— Endirreite-se, garrouta.

Eu odeio a voz desse vagabundo. Quem ele pensa que é? Desgraçado. É a quarta vez que pede para eu endireitar minha coluna e parecer mais delicada. Não gosto dele. Se eu pudesse, tomaria sua câmera e tiraria fotos minhas por conta. Só não faço isso porque não sou boa com selfies.

Estou aqui pelo meu sonho. Quero ser uma modelo. Uma Gisela Bintian. Não sei o nome dela, mas quero ser como ela. Quando eu crescer, fizer meus dezoito e puder fazer o que quiser por ser maior de idade, vou dar um jeito. Por enquanto, tenho de me fingir de coitada para um monte de agências. Querem controlar tudo o que eu faço, o que eu como, a maneira que ando, como poso para as fotos. Pelo menos dizem que sou bonita. Todo mundo que me conhece diz que eu sou uma farsa. Legal por fora e horrorosa por dentro. Otários.

Perdi a compostura enquanto minha mente estava um turbilhão. Se aquele patife dissesse qualquer coisa com seu sotaque francês de mer...

— Endirreite-se, garrouta, porr favorrr!

"Cala a boca, seu vagabundo ordinário", pensei em voz alta. Droga.

— Como é?

— Isso mesmo, seu babaca. Tira essa por** de foto logo!

— Rrrespect-me, garrroutinha. Endirreite sua coluna e fique calada. Quem manda sou eu.

Não sei porque o acatei, mas endireitei minha coluna e sorri. Não havia reparado em como a sala estava vazia. Momentos atrás, aquele ambiente estava abarrotado de gente e agora só restava eu e um fotógrafo maldito. O único relógio na parede apontava para as dezessete horas. Entrei aqui as catorze.

— Meu ensaio já acabou, o que você está fazendo?! — eu não resisti e perguntei, quase berrando.

— Guarrrdando sua carrrinha para lembrrrar de você depois de te devourrar, meio-sangue.

?!

— EU VOU CHAMAR A POLÍCIA, SEU FILHO DA MÃE! VOCÊ PENSA QUE É QUEM PRA FALAR COMIGO DESSE JEITO, CARA? VOU DAR NA SUA CARA.


Sinto a minha pulsação alcançar as estribeiras quando meu corpo todo se preencheu de raiva. Marcho em direção à porta e tento abri-la com pontapés e socos, mas a maçaneta estava trancada. Olho para trás e percebo o fotógrafo caminhando em minha direção. Ele estava um pouquinho maior, alguns quinze centímetros mais alto. Antes deveria ter algo próximo dos dois metros. Seus olhos estavam mais profundos e seus braços mais largos. Seus dedos estavam grossos e suas unhas sujas. A pele, encardida.

— Ficarr quieta!

De repente, o francês mal sabia conjugar verbos. Continuava caminhando em minha direção e quanto mais eu o observava, mais mudava. Minhas pernas estremecem e tudo o que consigo fazer é mirar a janela com os olhos e correr em sua direção. Minhas pernas bambas quase me derrubam e, no meio do trajeto, alcanço meu telefone. Por cima dos ombros, verifico a distância que estamos um do outro e disco um número de emergência.

— CA**LHO, VEM LOGO, POLÍCIA!

Eu berro no telefone enquanto o gigantão apanha um guarda-chuva refletivo e arremessa em minha direção. Sua burrice impede que sequer chegue próximo de me acertar; arremessou o objeto aberto e a resistência do ar impediu que chegasse até mim. Retardado.

— RUA QUARENTA E CINCO, MANHATTAN. RASTREIA O MEU NÚMERO E ME ENCONTRA, EU TÔ SENDO VIOLENTADA. VEM LOGO, FILHO DA PU**!

Acredito que, se por bondade do destino eu fosse salva, iria para a cadeia por desacato. Não dou a mínima, quero dar o fora daqui. O fotógrafo arremessa mais um objeto em minha direção e, dessa vez, me acerta em cheio com uma lâmpada em seu tripé. Com o impacto, sou arremessada contra o vidro da janela que ocupa toda uma parede do segundo andar. Ouço o cristal trincar em minhas costas e não ouso reclamar de dor, apesar de mal conseguir localizar onde fui atingida por todo meu abdômen latejar.

É isso!

— Vem aqui então, seu troglodita sem cérebro. Vou meter a mão na tua cara, seu panaca tapado.

Uso o mesmo tripé que fui alvejada para acertar o vidro uma segunda vez. A força que incide contra a janela parece não ter saído de mim e foi suficiente para fracioná-lo em uma quantidade absurda de cacos. Viro-me depressa para não ser atingida pelos estilhaços e aguardo pelo burrão. Dou um passo para a esquerda, tentando desviar do seu embalo, mas sou pega pelo seu punho na altura da cintura.

Não esperava por isso. Ainda no ar, tento acertar um soco na cabeça do meu ex-fotógrafo-otário e inverter as posições. Agora, eu estou por cima. Mais rápido do que o imaginado, nos chocamos contra o pavimento do edifício e, apesar de amortecida por um corpo gigante e um pouquinho macio, sinto a colisão percorrer desde meus pés até a minha têmpora e me atordoar.

Uma multidão forma-se em volta de nós e, agora com mais precisão, acerto a cabeça do gigante com um soco forte. Não é o bastante para nocauteá-lo, mas é o bastante para fazê-lo permanecer no chão por mais tempo que eu até que eu me levante. Depressa, corro e furo o bloqueio circular de pessoas e me deparo com uma viatura, que barra minha travessia do asfalto.

Minha imagem no retrovisor é estranha. Eu vejo duas de mim mesma, meu cabelo estava bagunçado, meu rosto possuía pequenos arranhões e algo brilhava no topo da minha cabeça, flutuando. Meu estado de atônita me impediu de certificar-me do que era. O que consegui fazer foi continuar correndo e cambaleando para longe dali. Com um tripé de luminária na mão.

informes:
A ideia é fazer com que Selina seja uma meio-sangue perdida em Manhattan e mais tarde, talvez, encontre o acampamento. O monstro que enfrentou na história foi um lestrigão.
Selina Langdon
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Craig Mason em Qui 26 Maio 2016, 18:29


Beginning
filho de Ares, escorpiano, explosivo

— Deus progenitor:

O deus da guerra. Não é a primeira vez que escolho Ares como progenitor, além de ser com quem eu mais me identifico, foi o único deus que conseguiu se encaixar com a personalidade da maioria das minhas contas. Prefiro manter o padrão nessa também.

— Físico:

Frank não é adolescente como a maioria dos semideuses, ou seja, seu corpo já condiz com o de um adulto. Músculos em geral, braço, abdome e pernas bem definidos pois o semideus mantém um treino físico diário desde seus dezoito anos - o treino junto com a genética resultou num corpo satisfatório. Cabelos castanhos e sempre curto, olhos azuis, mantém sempre uma barba rala, apenas aparando se necessário. O caminho que decidiu tomar, semelhante ao do pai adotivo, o transformou em um homem marcado por cicatrizes causadas pela guerra de gangues. A que mais chama atenção é uma na lateral de sua cabeça, um tiro de raspão.

— Psicológico:

Sempre foi alguém explosivo, até mesmo quando criança, o que tornou o convívio com outros algo quase impossível. No colégio, era obrigado a se retirar por brigas, no segundo grau o mesmo motivo acompanhado de drogas e bebedeira. Possui um gênio forte, porém com a morte do padrasto, viu-se obrigado a largar os estudos para ajudar a mãe com as contas e aluguel do lugar onde viviam. Portanto, ingressando na vida adulta, se viu em situações onde a raiva não era a única solução, aprendendo a controlar o instinto agressivo e vingativo. É alguém observador, capaz de por o raciocínio acima dos músculos, um tanto esperto para o estereótipo de filhos da guerra. Em outras palavras, é um rapaz equilibrado, disposto a usar tanto seu yin como seu yang.

— História:

— Seu filho não tem capacidade de conviver com outras crianças, senhora Towley. E concordamos que o histórico dele confirma isso. — o diretor era um homem carrancudo e rancoroso, a queda de cabelo no centro de sua cabeça confirmava que era um homem estressado e velho. Apesar disso, procurava se manter imparcial em relação aos problemas de sua instituição. Ou pelo menos era o que queria mostrar aos pais. O tom de satisfação, impossível de ser escondido, veio logo. — Infelizmente ele está sendo convidado a se retirar de nossa escola.

— Não trate eu e aquele babaca do Parker como crianças! Ele tava avisado que ia ter porrada, caralho! — agora a vez de um Frank de 10 anos atrás, com seus dezoito anos e cursando o terceiro ano do ensino médio. Na mão parada em cima da mesa, era possível ver as evidências do confronto agressivo de horas atrás - ensanguentada, assim como seu nariz e olhos.

— Frank, já lhe disse mais de uma vez que crimes cometidos por alunos são resolvidos na polícia. Principalmente um de tamanha proporção causado pelo seu colega. Seu senso de justiça é deplorável, garoto!

— Esqueça isso, pirralho. Vamos pra casa, seu pai tá te esperando. — Deanna, a mãe de nosso protagonista, ainda possuía uma beleza irrefutável para uma mulher de quarenta anos. Algumas tatuagens eram visíveis, deixando claro quem ela era.

Ambos deixaram a sala do diretor, embora o rapaz ainda estivesse furioso com o acontecido. Seus passos pesados e ignorância testemunhavam isso. Impacientemente, retirou de seu armário seus pertences - nem todos voltados aos estudos - e prosseguiu até a saída, apenas esperando a mãe quando já estava dentro da caminhonete. Sentou-se, procurando por seu celular e ligando para um amigo.

— John, como tão as coisas aí?

— Frank... não muito boas. Ela não sai do quarto desde ontem, não tem comido. E o babaca? — o rapaz do outro lado da linha era o melhor amigo do semideus, juntos em qualquer encrenca e situação. A tornozeleira e a prisão domiciliar o impediram de sair de casa para resolver o problema da irmã.

— Alguns ossos da cara fraturados. Tá se recuperando na cama de um hospital, os Parker querem processar. — respondeu em meio a risos, acendendo o cigarro entre os dentes e tragando a fumaça. Sua mãe apareceu na saída da escola, vindo em direção ao carro. — Mais tarde nos falamos, valeu.

— Torça pro seu pai não mudar de ideia depois de hoje. — ela adentrou o carro.

— Mudar de ideia sobre o que?

— Sobre sua iniciação nos Beasts.

w ☠ฺ a ☠ฺ r

A casa, apesar de alugada a um preço absurdo, não passava de um andar, uma garagem lotada de pertences que Charles Towley se recusava a jogar fora e um espaço especial para sua Davidson, sempre bem cuidada. Era lá que o pai e o filho sempre conversavam e trocavam ideias, ao lado de uma motocicleta Harley modelo de 75. Os assuntos sempre foram os mesmos: estudos, garotas e o almejado moto-clube. Beasts of Hell, fundado pelo avô de Franklin após sua volta do Vietnã e mantido pelo filho, agora pai. Era naquela garagem que ele deveria estar, realizando algumas modificações na moto como sempre fazia. Mas não naquela tarde.

O pai adotivo do semideus era um homem sério e querido por muitos, porém odiados por milhares. As atividades ilegais de seu clube eram a causadora de várias inimizades e atentados fracassados, mas o que mãe e filho viram naquela tarde era algo brutal e sangrento demais para uma guerra de gangues. Demais para o ataque de um moto-clube inimigo, demais para o cartel de drogas. Porém como um animal conseguiria abrir uma garagem antes de estraçalhar o pobre homem? Era essa a pergunta que o mestiço se fez e sabia que a mãe tinha a resposta.

— Precisamos deixar os policiais trabalharem, Frank... — a voz da mulher era abalável, a cor de sua pele havia se tornado pálida, como se algo maior estivesse prestes a aparecer. Ela sabia que a morte do marido era apenas a ponta da faca.

O jovem Towley se manteve ajoelhado onde outrora estava o corpo do pai, sujando a calça de sangue enquanto sua mente se lembrava de várias pessoas que alimentariam um motivo para assassinar Charles. Algumas condiziam, mas não se encaixavam. Não daquela vez. A fúria que sentia era imensa, mas não forte o bastante para motivá-lo a começar uma matança em nome do homem morto. Sim, a dor de perdê-lo era maior até mesmo que seu instinto natural, maior do que qualquer herança divina.

Frank cerrou as mãos, controlando-se para não descontar em todos ali presente. Ele soube que no momento em que encontraram o corpo, ela temia algo. E também sabia que ela não o contaria.

— Eu e você sabemos que a polícia não vai resolver isso, mãe. — tentou manter a voz calma, mas naquele momento, uma parte de si havia morrido também.

Visão da mãe

Deanna não acreditava no que os olhos viam. Torcia para que fosse apenas uma brincadeira pregada pela sua mente há tempos não perturbada, decidida a infernizá-la novamente após anos. Desde que dera a luz ao único filho que não sentia uma emoção tão grande, mas não uma emoção boa, era a pura e clara tristeza. O homem Towley, a quem havia se permitido amar, ser protegida e ajudá-lo nas tarefas de uma esposa, estava ali, estendido no chão com várias aberturas no peito como monstros tivessem deixado o lar infernal para realizar tal brutalidade. E ela sabia que era exatamente isso, monstros. Sabia quem era o responsável e sabia que aquilo renderia derramamento de sangue total. Tinha em mente que por mais que o filho amasse Charles, a personalidade do garoto não fugia da do verdadeiro pai.

Com tudo isso em mente, conseguiu dizer o básico e necessário aos investigadores enquanto assistia o corpo ser removido do local, num saco preto. Torcia para que o filho não se obrigasse a olhar a cena, era uma horrível forma de se lembrar do homem que o cuidara como própria cria. Voltou-se a garagem, seguindo o semideus e procurando as palavras corretas para confortá-lo. Esperava algum palavrão, algum esporro, até mesmo o garoto atacando alguém que nada tinha a ver com aquilo. Mas nada, apenas uma fala e logo em seguida o silêncio.

Mas a morte não era a única carta na manga de seu antigo amante. Não demorou muito e o que ela esperava aconteceu, apesar de atrasado, Ares sabia o momento exato para reconhecê-lo como filho. Uma luz vermelha e forte acendeu acima do garoto, aos poucos tomando a forma de um javali e duas lanças. Sim, o inferno começaria e para os dois viriam em dobro.

Ele abraçaria a maldade, como seu verdadeiro pai o faz.

Adendos:
A história se passa há dez anos atrás, como foi informado no começo. A reclamação ocorreu atrasada, já que a idade pra acontecer é aos treze (não sei se é o mínimo ou máximo). Mas pretendo explicar isso mais pra frente, caso seja aprovado. Narrei a reclamação na visão da mãe, pois deixarei a reação de Frank para uma próxima ocasião.


Craig Mason
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Darya Archer-Gilligan em Sex 27 Maio 2016, 18:04


Avaliação




Marc Ranke
Olá, moçx. Sua ficha começou bem, com uma introdução ao personagem. Porém, isso sozinho não foi capaz de te aprovar. Veja, o problema não está na sua escrita ou no seu potencial, mas no desenrolar da sua história. Senti falta de detalhamento, dos sentimentos, pensamentos e reações do personagem a tudo, entende? No momento que mais necessitava da sua atenção e cuidado você simplesmente narrou ações e acontecimentos. E só. Tente desenvolver melhor toda a situação, okay?
Outro ponto em que você pecou foi a coerência. Se os monstros quisessem matá-lo, eles já não teriam feito? O semideus que fez o resgate certamente era experiente. Gerar essa situação toda, ao invés de encontrar uma forma de sair dali sem chamar tanta atenção, não seria meio imprudente?
Além disso, senti falta de dois detalhes, sendo um deles as características físicas do personagem no início da ficha. O outro - a ausência do momento da reclamação - é um ponto obrigatório, sendo esse esquecimento, sozinho, um motivo capaz de reprová-lo.
Como disse no início, você tem todo o potencial pra conseguir essa reclamação e evoluir ainda mais a sua escrita. Apenas atente-se aos detalhes acima comentados e não se deixe desanimar; assim que tiver corrigido os erros, nada te impedirá de postar uma nova ficha. De qualquer forma, bem-vindo, semideus.
.
Reprovado

Lyanna MacMahon

Olha, moçx. Você me deixou meio sem ter o que falar aqui (q). Gostei muito da originalidade da sua ficha, e como você soube desenvolver a ideia com maestria. Os pontos que ficaram em aberto e poderiam causar confusão foram devidamente esclarecidos nas observações. Assim sendo, não tenho nada mais que comentar, a não ser dá-la os meus devidos parabéns. Bem-vinda, filha de Melinoe.

Reclamada


Selina Langdon
Gostei muito da sua ficha, de verdade. Você conseguiu não só criar uma situação interessante, como também deixar claro a personalidade da personagem; isso tudo sem se alongar mais do que necessário, em um misto admirável de objetividade, simplicidade e uma boa narração. Não havendo nada mais a ser comentado, deixo apenas os meus parabéns. Bem-vinda, tia, prole de Ares.

Reclamada


Frank Towley
Parece que hoje é um belo dia para o chalé do deus da guerra. Devo dizer que admiro muito vocês que conseguem impor todo um enredo único por trás do evento da reclamação, conseguindo expressar tão bem ao personagem. E creio não precisar adicionar que você (bem como os semideuses acima) conseguiu isso. A única coisa que me deixou de certa forma em dúvida foi o momento da reclamação do personagem - superficialmente citada pela mãe, sem nenhuma informação a mais sobre o momento. Porém, não foi o suficiente para reprová-lo. Bem-vindo, tio, prole de Ares.

Reclamado


ATUALIZADO POR HADES
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Samuel Fortereal em Sab 28 Maio 2016, 18:09


Ficha de Reclamação
Samuel Fortereal

Ω Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?
 Atena. Acredito que é a deusa que mais se encaixa com o personagem, que apesar de parecer um pouco brutal, é um ótimo estrategista.

Ω Perfil Físico
 Samuel possui em média 1,80 de altura; cabelos e olhos castanho escuro; cor de pele parda; porte físico forte devido ao seu treinamento diário; geralmente deixa seus cabelos ondulados e sua barba crescerem até o incomodarem; se veste muito bem; suas expressões faciais variam, independente da situação em que esteja.

Ω Perfil Psicológico
 Samuel é reservado, evitando falar quando não é necessário. É um pouco tímido devido ao seu isolamento mas não sofre por isso. Não gosta muito de receber ordens e tenta ajudar aquelas pessoas com quem ele tem afinidade. Em momentos que precisa raciocinar, sempre tenta esquecer quaisquer emoções que esteja sentido no momento.

Ω História

Atena:
Conhecimento é poder, era o que ele repetia. Samuel sempre foi muito dedicado ao que fazia, seu objetivo de vida era obter mais conhecimento. Infelizmente, seus atos o levaram a procurar aquele ser, acabaram o corrompendo. Sinto muito pelo que aconteceu com meu filho e gostaria que sua jornada tivesse terminado de uma outra forma. Conhecimento é poder, e poder pode levar um homem sábio à loucura.

História narrada por Johanna Jones

Você quer saber mais sobre ele? Salvou-me uma vez, quando éramos mais jovens ele não era do jeito que se tornou nos dias de hoje. Não era o mais forte, ou o mais inteligente, mas sempre tentava se aprimorar. Sua reclamação demorou para acontecer, passou mais de dois anos sem saber a qual deus pertencia, deixe-me contar. Às vezes, eu reunia ânimo para caminhar de manhã, era sempre inspirador correr com os atletas matutinos. Neste dia, preparava-me para correr quando o vi olhando pro nada, resolvi então me aproximar para o cumprimentar.

— Eaí, você vai correr o percurso hoje? Acho que irei te acompanhar —

Estávamos próximos ao refeitório, o sol raiava e tocava minha pele de maneira agradável, a temperatura estava perfeita. Ainda me sentia um pouco triste devido ao Oliver, mas correr talvez dissipasse minha mente de pensamentos negativos. Samuel estava sentado numa rocha, olhando em direção à floresta. Estava com uma roupa típica para fazer exercícios, uma camisa branca e uma bermuda azul-marinho, também calçava seu tênis laranja favorito, da Adidas. Levantou esbanjando um sorriso no rosto e me respondeu:

— Vou sim, estava só tomando um ar, não dormi tão bem ontem a noite. —


Ele nunca parecia dormir direito, sempre queria ocupar seu tempo fazendo algo produtivo e as vezes perdia o sono por causa disso, pensei que tivesse acontecido algo parecido com ele na última noite. Não tinha notado, mas o Oliver estava me encarando este tempo todo, de longe. Não queria mais olhar na cara dele, as confirmações de como ele tinha tratado a Amélia no último domingo me deixaram furiosa, eu rompi o nosso relacionamento. Samuel percebeu que meu olhar tinha se distanciado e olhou na mesma direção, percebendo o garoto enraivecido. Sua expressão se tornou séria e rapidamente seu olhar voltou para mim, parecia que iria falar algumas palavras de consolo, abriu a boca mas não falou nada, apenas entendeu o que estava acontecendo e não queria tocar nesse assunto delicado.

— Só vou passar no refeitório antes, Ethan ficou me esperando, vou ver se ele ainda está lá. Pode ir na frente e logo te alcanço, ok? —

Concordei e segui a caminhada, não sabia se era verdade ou era apenas uma desculpa. Não conhecia muito sobre o seu passado e o que aconteceu antes de chegar ao acampamento mas tinha certeza que se sentia frustrado por não ter sido reclamado por tanto tempo. Éramos amigos a algum tempo, tínhamos interesses em comum e era sempre legal discutir variados assuntos com ele. Corri por mais de maia hora e enquanto caminhava, ouvi alguém gritando o meu nome, quando olhei era o Oliver com seus amigos.

— O que você quer? Te falei pra ficar longe de mim —
Eles seguraram o meu braço e sacaram suas espadas, comecei a gritar por socorro mas ninguém estava ali. De repente, no meio da falação, senti algo me acertar e apaguei na hora. Acordei depois com muita dor, estava deitada na floresta mas não reconhecia onde, Oliver olhava para mim enquanto discutia o que iriam fazer comigo. Estava tremendo, com dor e sabia que morreria, não sabia o porque dele querer fazer mal à mim desta maneira.

— Não precisava terminar assim, mas se você não for minha, não será de mais ninguém —

Uma adaga perfurou a nuca de Oliver, atravessando sua garganta, ele apagou na hora e caiu no chão, Samuel estava lá. Os outros dois semideuses se viraram rapidamente e o atacaram com as espadas. Armas como adagas eram melhor para combates próximos e ele sabia disso, desviou do primeiro ataque indo para o lado, na direção do outro, a espada o acertaria se ele não tivesse segurado a lâmina com a mão esquerda, fazendo sangue escorrer por todo seu braço. Acertou sua adaga no pescoço do adversário que logo largou a espada para pressionar o corte, agonizando no chão.

Samuel foi acertado por um chute e caiu no chão, o segundo garoto tinha um chute muito forte e acertou suas costelas. Enquanto estava no chão, recebeu um golpe da espada na vertical e tentou defende-lo novamente com a mão, o que acabou a cortando pela metade. Eu estava desesperada mas consegui me levantar e pegar a espada do Oliver. O meio-sangue estava em cima de Samuel, o esmurrando no rosto. Realizei um ataque em suas costas, que rasgou toda sua camisa. Ele grunhiu e levantou, tentando investir em minha direção.

Samuel estava com o rosto coberto de sangue mas conseguiu correr com dificuldade para a espada próxima e a pegou. No momento em que ele fez isso, o semideus desistiu de me atacar e percebeu que Samuel era uma ameaça maior. Continuei apontando a espada para ele mas o combate foi travado entre os dois, Samuel estava calmo e observava o inimigo, sabia exatamente o que fazer para refletir qualquer golpe que recebesse. Apenas no primeiro ataque, Samuel atacou a espada do semideus, fazendo-a sair de sua direção. Após isso perfurou o seu bíceps, o que fez ele cair no chão.

Com um golpe final, Samuel perfurou a garganta do seu adversário, acabando com a luta. Um símbolo havia aparecido em cima de sua cabeça e finalmente ele havia sido reclamado, por Atena. Ele se ajoelhou e vi seu rosto feliz mesmo quase perdendo a mão. O abracei, todo ensanguentado e chorei, chorei muito.

PS. O post é narrado por outra pessoa contando uma história do passado.



Adapted by Andrew from LCJUNIOR template @ Caution 2.0
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Luke D. Miller em Seg 30 Maio 2016, 14:29

- Afrodite, gosto da deusa e sou muito parecido com a mesma, e também sempre escolho ela nos fóruns de PJ

- Características Físicas:Um rapaz alto, cabelos castanho escuro, boca fina e nariz pequeno, seus olhos são castanho claro, ele tem um corpo robusto e bem detalhado, como o de um modelo.

-Características Psicológicas:Um rapaz apaixonado, romântico que adora o amor, só que ele é infiel, nunca fica em um relacionamento fio, sempre partindo para outra.

- História do Personagem:Lá estava eu, em um show da Katy Perry, varias pessoas estavam no local, gritando e cantando junto com a cantora, estava acompanhado de meu melhor amigo Frank, éramos fãs da Katy Perry, e foi muita sorte a gente conseguir aquilo, tudo graças a Frank, aquele foi o melhor dia de nossas vidas.

“Estava na sala de aula, minha mochila estava em cima da mesa, tudo estava dentro dela, era segundo, o pior dia de todos, a professora de Historia estava dando aula, falando sobre Roma e sua historia, aquilo era um tédio, ela não parava de falar e cada vez meus olhos fechavam, até que caio no sono, e acabo tendo um sonho estanho, estava em um lugar que parecia ser um templo antigo, estava de frente a uma estanha e bonita mulher, ela tinha uma cara serena e calma, a luz que entrava no local iluminava seu belo rosto, então a mesma me dizia algo - Tome cuidado meu pequeno, a maldade se aproxima de você, se prepare para uma grande luta meu pequeno. – Então a mesma se desfez, junto com o lugar, logo fui acordado pela professora – Luke você não pode dormir na aula, se eu pegar você dormindo novamente, irei te tirar da sala de aula. – Então ela voltava a explicar a matéria e ouvia alguém me chamando baixinho, então olhava para trás e via Frank me chamando - Sim Frank? - Então ele sorriu e me mostrou sua mão, na qual tinha dois ingressos para o Show da Katy Perry - Frank, como você conseguiu isso? - Disse dando um grande sorriso - Não importa, iremos para o Show dela e nada mais importa - ele sorriu, nossa amizade era tão grande, e nosso sonho era ver algum show da nossa cantora favorita, foi isso que formou nossa amizade de 6 anos , então voltei a olhar para frente até a aula acabar.

Quando a aula acabou, fui andando com Frank até a entrada da escola, fomos conversando sobre o show, até que chegamos, avistei a minha limusine e logo fui na direção dela, e logo adentrei, indo para minha casa, no caminho fiquei olhando  pela janela, vendo a vista passar rápido, sempre fazia aquilo para matar o tempo, até que chegamos em casa, logo saio da Limusine e entro na minha casa, subindo as escadas indo para meu quarto, quando ia abrir a porta, meu pai aparece - Você vai fazer alguma coisa hoje a noite? -  Ele perguntou, e logo lembrei que hoje ele teria um desfile e queria que eu fosse com ele – Err...Então pai, eu vou em um show com o Frank, e eu disse que iria. – Então ele olhou para o chão – Ok filho, entendo, bom se divirta. – Ele deu um sorriso e se retirou, então entrei no meu quarto e me joguei na enorme cama, e então esperei ficar de noite.

Dando 19:00 horas da noite, tomei um banho e comecei a me arrumar, logo saia do banheiro pronto, usando uma camiseta vermelha, jaqueta jeans preta, calça jeans escura e all star branco, então sai do meu quarto, em casa só estava os empregados, meu pai já havia ido para seu desfile, então sai de casa e entrei na limusine, que foi até a casa de Frank, que ficava um pouco longe, então fui para a janela e fiquei vendo a vista passando rápido, depois de 30 minutos, chegamos na casa de Frank, que estava esperando na porta de casa, então o mesmo entrou na Limusine e sorriu – Então vamos? – Disse ele com um tom de alegria na voz – Vamos!! – Disse de volta, então a Limusine começou a se mover, indo em direção ao show.

Então é aqui que a gente se encontra, no Show da cantora, junto com milhares de outras pessoas, gritando e cantando as musicas com alegria, até que um estouro ocorre no palco, como se fosse uma explosão, mas ninguém se importa, a não ser eu e Frank, então uma criatura que parecia um demônio veio no local da explosão e voava em nossa direção, quando a criatura estava quase a me atingir, Frank me empurra e fica no meu lugar, sendo levado pela criatura, então ele pega algo de seu bolso e joga pra mim – Mate essa Empousa!!! – Então eu peguei, parecia ser uma adaga feita de algo estanho, então eu corri, tentando acompanhar a criatura que voava segurando meu amigo pelas suas garras, não sabia o que fazer para derrotar a mesma, mas então ela soltava Frank que estava caindo, então corri e consegui pega-lo a tempo, logo coloquei Frank no chão e corri na direção do monstro que agora estava no chão e sorrindo, vendo um caçamba de lixo, subo em cima dela e a uso de impulso, indo na direção do monstro e fincando a Adaga em seu coração, o monstro denominado Empousa gritava de dor e se desfazia em um estranho pó, logo caminho com a respiração ofegante até Frank, meu rosto tinha a expressão de horror, mas Frank parecia normal, então ele colocava sua mão no meu ombro e dizia – Temos que te levar até o acampamento meio-sangue – Então ele me puxava pelo braço, entendo na  Limusine que estava estacionada sem ninguém dentro – Você sabe pilotar? E o que seria esse acampamento Júpiter? – Ele deu uma risada – Não, mas não parece ser difícil, sobre o Acampamento, é um lugar onde...Semi-deuses vivem em segurança e claro você é um deles – Então ele conseguiu ligar a limusine e começo a dirigir, naquele momento não queria saber de nada, só fiquei a olhar pela janela e me acalmar, esperando chegar nesse tal acampamento Meio-sangue.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Vitor S. Magnus em Sex 10 Jun 2016, 16:10


Avaliação
Samuel Fortereal


S
eu post foi bem diferente, é difícil fazer fichas sendo narradas por outras pessoas. Eu gostei da história, mas poderia ter sido mais incrementada. Como eu poderia dizer? Explique mais os fatos e tente detalhar algumas coisas sem exageros.

Alguns erros de português são perceptíveis, mas ocorrem por não reler o post com atenção.

Enfim, o que mais pesou na avaliação foi a proposta da história, tenta aprimorar ela, já que quer ser prole da deusa da sabedoria tem que estar um nível acima dos outros. Se quiser dicas pede pra algum monitor ou player experiente.

Por enquanto, reprovado.

Luke D. Miller

Então, garotinho… Primeiro gostaria de apontar um certo erro que os players sempre cometem: Mudar o tempo verbal da narração. Você sem que decidir se quer narrar no passado ou no presente. Eu poderia indicar o trecho que ocorreu isso, mas foi basicamente no post todo.

Segundo… Tua história foi muito, mas muito simples mesmo, precisa pensar numa história não muito grande, mas agradável, mesmo pra uma avaliação comum.

Terceiro e não menos importante. Cara, você não é um semideus com um nível de experiência pra enfrentar uma Empousa. Pensa em algo menos ameaçador -olhe o bestiário- ou pense no caso de não ocorrer uma luta. Foque na história do seu personagem.

Outra questão também é a sua narração, tenta ser claro e coerente nos movimentos do seu personagem, tenta ter ideia do que ele realmente vai fazer e tenta descrever da melhor forma.

Por enquanto, reprovado.


Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Allana Beneck em Qui 16 Jun 2016, 14:59

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Nix. Eu sempre tive muito medo do escuro, desde criança, porém hoje eu me identifico muito com a própria escuridão.

- Perfil do Personagem

Características físicas:
Allana tem traços finos e marcantes, porém a feminilidade acaba por aqui. Seu cabelo é médio, negro como a própria noite, e apesar de nunca estarem sujos, tem um confortável aroma de penas empoeiradas. De estatura mediana, tem uma pele alva e fria ao toque, mesmo se o clima estiver quente. Como grande destaque, seus olhos azuis gélidos, um tom antes do branco, chama muita atenção por onde passa. Apesar disso, tem um estilo humilde, sem filtros, e digamos que um tanto "rebelde". 

Características psicológicas:
Allana é uma garota  destemida e orgulhosa - até demais -, é rebelde, tanto na aparência quanto na personalidade. É um grande motivo para dor de cabeça. Adora ficar rindo da desgraça dos outros (a não ser que não seja algo sério, claro), apesar de ser protetora e sempre fazer por seus amigos. 

- História do Personagem

"Hey, once upon a younger year. When all our shadows disappeared...

A leve melodia vinha de uma voz feminina, era reconfortante e talvez até sonolenta, apesar da letra da música.
"The animals inside came out to play..." 

Junto a voz, uma mulher andava lentamente. Vinha com um bebê nos braços, e se aproximava de uma casa. Chegou assim, finalmente, à porta, e foi deitando a criança suavemente dentro de uma cesta. Depositou o recipiente no chão, protegido da chuva momentânea. E terminando uma última estrofe da música, bateu na porta da casa, e desapareceu em seguida.

"Hey, when face to face with all our fears."

Um homem apareceu, e ficou alguns segundos encarando a cesta. Pegou, então, um bilhete com as seguintes palavras:

[esquerda]"Que as estrelas te guiem"[/esquerda]

TREZE ANOS DEPOIS

Vá para o internato, morra de tédio, se esforce nas matérias apenas para ser reprovada e expulsa, depois volte para casa e decepcione seu pai pela sétima vez. É tudo muito simples.
Eu já estava cansada, não sei por quê simplesmente não desistia.

Estava indo para a sala da diretora, como já podem prever - após minha breve reclamação acima -.
Já estava preparada para receber alguns gritos, sabia que a diretora já tinha descoberto, e que enquanto eu andava estava preparando seu discurso, e uma pilha de boletins para jogar sobre a mesa.

- Olá, srt. Beneck, estava esperando por você.- Falou, apoiando o rosto com as mãos em concha.

- Ah, sério?- Respondi sarcástica, me sentando. Ela pareceu não gostar, pois franziu o cenho e pegou vários papéis.

- Sabe por que está aqui, certo?- Ela perguntou, a olhei e assenti preguiçosamente.- Mas tenho uma boa notícia para você... Eu te ajudarei a passar.

- Você irá me ajudar a passar de ano?- Repeti com ironia, não acreditando.

Sra.McGraffin sorriu, e não era seu sorriso cínico costumeiro, e sim um sorriso maldoso.

- Exatamente... Mas ao invés de passar de ano, tenho algo melhor para você.- Antes que eu pudesse piscar, McGraffin tinha se transformado em uma bruxa feia e monstruosa, com asas, garras e presas amareladas. Ela não era humana, com certeza. Suspeitava desde o início.- Irei te ajudar a passar para o submundo!!

Meus olhos quase saltaram para fora quando McGraffin pulou em minha direção, dando o bote. Por sorte, consegui me desviar, e a criatura saiu rolando pelo chão. Aproveitei para sair correndo da sala, e enquanto virava o corredor, me choquei com Roger.

Ele era um garoto, com a mesma personalidade que a minha, porém era muito menos encreiqueiro e inquieto. Era magrelo, mas forte e com uma cara de cachorrinho abandonado - apenas um truque para se passar por inocente, acreditava eu. Apesar disso, era aleijado, tinha uma espécie de doença muscular nas pernas, e andava de um jeito engraçado. Apesar disso, quando queria corria mais do que eu.

- Allana, o que...- Eu já ia gritar para ele correr, mas antes que eu pudesse falar ou ele continuar, a parede ao nosso lado explodiu e a bruxa-voadora apareceu. Peguei no braço de Roger e comecei a correr, até ficarmos encurralados em um corredor.

- Ótimo! Do que adianta passar o ano inteiro em um lugar para depois morrer por se perder?- Enquanto eu entrava em pânico, Roger pegou algo de sua bolsa e entregou para mim. Era uma corrente.- Olha, sei que você me ama, mas agora não é hora para trocar presentinhos!

- Coloca logo!- Exclamou, ele. Coloquei a pulseira, mas quando eu pude perceber não era mais uma pulseira. Era uma corrente, longa e de bronze.
De repente, a sra.McGraffin apareceu no corredor com uma cara brava - era exatamente a mesma que ela fazia quando estava corrigindo as provas.
Meu coração acelerou, e apenas pude ver ela gritar e pular para cima de nós.

Fechei os olhos, movi a mão e em seguida um som agudo cortou o ar, sendo seguido pelo silêncio.
Abri os olhos, e me surpreendi ao ver a corrente no pescoço da sra.McGraffin. Tudo parecia passar devagar.

A corrente passou direto pelo pescoço da diretora, que foi resumida a pó.
Me aproximei com cara de tacho do que tinha restado da suposta sra.McGraffin, enquanto me abaixava para tocar.

- Ah, cara. O que foi que acabou de acontecer?!-  Olhei para Roger, mas ao invés de me dar uma resposta, apenas cruzou os braços.

-  Acho que já está na hora de contar para ela, Roger.- Me levantei e vi um homem, sentado em uma cadeira de rodas. Ele tinha cabelo castanho, com sobrancelhas espessas, intensos olhos castanhos e uma barba desalinhada.

Fiquei olhando do homem para Roger, até meu pescoço ficar doendo. De repente, minha visão ficou turva e tudo ficou escuro.

ALGUMAS HORAS DEPOIS

Foi estranho, muito estranho. Minha cabeça estava rodando depois de absorver tantas informações.

- Ok, deixa eu ver se entendi. Deuses existem, eles ficam aqui em New York. Aliás, meu pai se apaixonou por uma deusa, e consequentemente, eu sou uma semideusa.- Falei, gesticulando com as mãos no ar. Meu pai que estava dirigindo, olhou para mim pelo retrovisor - depois de eu ter desmaiado, provavelmente Roger e o homem, que depois eu teria descoberto que era Quíron, foram buscar meu pai.

- Desculpe ter escondido tudo isso, Allana.- Ele falou, com um notante ar de preocupação.

Meu pai era desse tipo, preocupado e apegado. Apresentando-o: Ele se chama Adrien Beneck, e é o cara mais corajoso que eu já vi - se for para cuidar sozinho de uma criança como eu, pode ter certeza que é. Ele é exageradamente protetor, não sei nem como suporta ficar longe de mim. Professor de Astrologia, apaixonado por ciências. Sempre que eu me acho azarada, me lembro de meu pai e penso na sorte de ter ele.

- Não vamos pensar nisso agora.
Então, o carro parou.

Sai e olhei para o vale iluminado, e rodeado por árvores.

- Tomara que aqui seja melhor que o internato, pelo menos.

Bem dita hora que eu falei isso.
Allana Beneck
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kyle A. Henderson em Sex 17 Jun 2016, 15:36

Cold Blood
Ficha de Reclamação
Nothing to put here... I think. Maybe. Dab.

– Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Primeiramente peço para que o avaliador me perdoe pelo fato de meu nome ainda ser Adriel D. Tawne, já que este morreu no último evento (e se puder, quero que mude o nome do personagem para Kyle A. Henderson, mesmo que eu já tenha postado o formulário de mudança de nome). Desejo ser reclamado por Melinoe. Kyle é conhecido por ter um aspecto sombrio. A trama do personagem também ajuda na escolha desta progenitora.

– Perfil do Personagem:
– Características físicas:
Kyle é um jovem dono de um corpo encantador e esbelto. Medindo 1,78 metros e pesando algo em torno de 80 quilos, ele possuí um porte atlético, mas não muito "malhado" – tem barriga tanquinho, porém não tão formada – e cicatrizes, duas em forma de "X" na perna direita e uma no braço esquerdo. Em questão de face, ele não tem feições como as das proles de Afrodite, mas é belo, de todas as maneiras. Seus olhos possuem íris azuis e seus curtos cabelos são naturalmente castanhos.

– Características psicológicas: O rapaz tem um ar sombrio, quase que caótico. Narcisista desde a infância, vive em constante luta com seus próprios demônios. Possui os aspectos de um jovem sonhador e alegre, porém veste uma outra face – Egoísta, frio, inabalável, duro, vingativo, impiedoso. Kyle prefere observar e escutar do que falar, visto que o jovem tem cautela ao revelar algo, até mesmo seu passado, na qual o rapaz não gosta de falar sobre.

– História do personagem:
 
 Kyle nasceu no dia 21 de Agosto, no ano de 1996. Sendo um bebê, mal sabia que seria o salvador de sua cidade – Portland, a ilustre capital do estado de Oregon – e arredores.
 Logo após seu nascimento, um ar assombroso causada pela aura do recém-nascido pairou sobre a sala de partos, junto com um símbolo de algo parecido com um fantasma verde-pálido, mesmo que imperceptível aos olhos humanos, mostrando que a progenitora divina ali presente reconhecera o bebê como seu filho. Sua mãe o deixou aos cuidados de seu pai, Jacob, que logo se casou com outra mulher para se passar por sua progenitora biológica.
 Não existe muitos detalhes interessantes ou importantes para se contar sobre sua pacata infância além de que o garoto criara um lado narcisista, sombrio e cruel em sua mente, como se seus genes divinos predominassem – pelo menos em sua cabeça.
 Quando o garoto completou 20 anos, a notícia de seu parentesco divino foi revelada por seu pai. Não foi devagar, nem sutil. Sim, demorou um pouco para o rapaz digerir esta notícia, mas com o tempo – algo em torno de um mês – conformou-se, pois isso não estava diferenciando sua vida ao todo. Seu pai, ao contrário de muitos, não o mandou para o Acampamento Meio-Sangue: Ele apenas queria manter o filho por perto, temendo pela vida do mesmo. Estava tudo indo bem na família do jovem Kyle, até alguém tocar a campainha de sua casa.
E é aí que as aventuras – ou desventuras – de Kyle e amigos começam.


***

Filho, atende a porta! — disse o pai de Kyle, Jacob, enquanto preparava o almoço para sua família.

 O rapaz, sentado em uma cadeira na cozinha, assentiu, se levantou de seu assento e direcionou-se rumo a porta da frente. A pessoa que esperava do lado de fora da casa era uma linda moça, pele pálida como a lua e cabelos morenos reluzentes. Kyle estremeceu ao ver a garota, sentindo um frio na barriga. Ele não era tímido, mas também não era acostumado a conversar com uma garota tão bela.

Oi! É aqui a casa do... Uh, deixa eu lembrar... Kyle? — disse a garota, sorridente.

Sim, claro! Digo, sim, sou eu. — respondeu o rapaz.

Ótimo! Eu sou Nieme, uma náiade. Você nos conhece, certo? – disse Nieme, com um tom alegre em sua voz — Enfim, precisamos de você no armazém Simmons & Dixon, às 20:00 em ponto. Estamos recrutando todos os semideuses, espíritos da água, sátiros outros disponíveis na região. Mais detalhes quando você chegar lá. Tchau tchau! — completou a náiade, se despedindo com um selinho.
 
 O garoto conseguiu resistir a vontade de sair pulando de alegria, e continuou em sua postura séria. O quê seria de tão importante para semideuses saírem recrutando outros semideuses? Uma guerra? Enquanto pensava, o pai do jovem o chamou para comer seu almoço, rosbife com batata frita, costeletas, arroz e refrigerante de complemento.
 O dia passou normal, com Kyle avisando seu pai da visita da náiade e do encontro á noite. Quando o sol se pôs, marcava em torno de 19:30 no relógio de Kyle. "Hora do show PORRA!!!", pensou o garoto, andando vagarosamente rumo a metalúrgica.

***

[NOTA DO AUTOR: Eu fiz o começo bem corrido para ir direto a essa parte. A partir daqui, eu irei detalhar bastante para mostrar que eu não sou um lixo completo – e que também, fichas para Melinoe são avaliadas rigorosamente. Se o avaliador não abandonou o texto pensando que seria uma perda de tempo, te amo, lindo(a)]

 Quando o jovem chegou no lote onde ficava a metalúrgica, o lugar parecia abandonado. Paredes descascadas, tinta desgastada, algumas janelas quebradas e limo nos cantos do lugar. Trajando uma jaqueta de couro marrom, camiseta cinza sem estampas e calças jeans pretas e rasgadas no joelho, o rapaz adentrou o recinto cautelosamente. Dentro da grande área do armazém vazio, havia uma mesa com desenhos de vários tipos, como mapas, planos e indicações para criação de armaduras, espadas, escudos e derivados. Em torno desta mesa, havia 4 cadeiras, todas ocupadas, junto com aproximadamente 23 pessoas ali, alguns com perna de bode, alguns com pele esverdeada.

Quando você disse que iria juntar os semideuses e outros para uma coisa que você ainda não me disse, Nieme, não achei que seria tanta gente. — exclamou Kyle.

 Todos olharam para o rapaz, como se um ponto de interrogação estivesse pairando sobre suas cabeças. A náiade que Kyle conhecera se levantou de sua cadeira e correu até ele, dando-o um abraço.

Achei que não vinha! Eu preciso de você... — disse a náiade, fazendo com que o rapaz abrisse um breve sorriso — ...Para ajudar nossa milicia. Venha comigo, quero te explicar os detalhes. — concluiu, deixando Kyle furioso, mais uma vez.

 Quando o jovem chegou na mesa, ele conseguiu distinguir melhor os planos: Era um mapa do armazém, com barricadas, pontos de patrulha e outros. Alguém iria invadir o local, e não seria nada bonito. As pessoas em volta da mesa, sentadas, pareciam ser parte de um conselho, já que existia apenas 1 de cada espécie presente – semideuses, náiades, dríades e sátiros. As pessoas ali presentes estavam bem equipadas, prontas para o combate.

Ok, eles vão chegar a qualquer momento. Quero a atenção de todos! — disse Nieme — Eles estão atrás de uma espada de bronze celestial que meu amigo Richard banhou no Estige. Ela tem um poder inimaginável, que só nós podemos ter. Esperem fúrias ou monstros mais poderosos. Que os d... — tentou completar a náiade, sendo interrompida por um grito abafado que soava como "estão aqui!".

 A lugar ficou quieto. Ninguém ousou falar algo, até que as aberrações começaram a vir. Um semideus esbravejou um grito de guerra, e a milicia foi para a batalha.

***

Foi uma batalha dura. Havia o dobro de criaturas, elevando a dificuldade. A maioria dos nossos guerreiros era experiente, então conseguiam matar ciclopes e dracaenas com facilidade. O rapaz ficou lembrando das palavras de Nieme enquanto lutava. "...Que só nós podemos ter.". Nieme podia ser muito bem tão cruel e manipuladora quanto Kyle, usando seu jeito de menininha indefesa para conseguir o que – ou quem – quer. Kyle tinha um plano em mente, mesmo que arriscado: Destruir a espada, fazendo com que os monstros saíssem, tendo seu objetivo completado. A espada estava embainhada na cintura da náiade, que lutava impiedosamente como um demônio. Enquanto pensava, uma lança passava sobre os cabelos de Kyle junto com uma [i]dracaena que pulou sobre seu corpo. Kyle conseguiu segurar as mãos que continham as garras afiadas da mulher-cobra, mas não conseguia se proteger da mandíbula da mesma. Ela aproximou sua boca na região do pescoço do rapaz, como uma vampira, mas foi impedida por um golpe de espada que atingiu em cheio a parte de trás de sua cabeça. O rapaz se levantou, e, mesmo sendo ligeiramente imune a auras que causem medo ou pânico, sentiu um grande frio na barriga.
 Alecto, uma das três fúrias, havia entrado na batalha. Todos que ficavam em seu caminho, do nosso lado ou no do deles, ou morriam ou eram gravemente feridos. Os semideuses novatos ficaram paralisados de medo, e os mais experientes recuaram um pouco. A situação atual era de que sobrava 12 guerreiros do nosso lado e 9 do deles, sem contar a fúria, que valeria por mil.
 Todos que avançavam contra a fúria morreram, mas Nieme tinha uma idéia: Usaria a espada banhada no Estige para terminar a batalha. Ela levou suas mãos habilidosas para a cintura... Mas onde estava a espada? Ela não tinha idéia nenhuma, até ver Kyle, quase esquecido pela mesma, lutando contra a fúria. O rapaz lutava com muita destreza usando a espada, e Alecto apenas defendia e bloqueava os ataques, poupando sua energia. Todos os outros membros da milicia que sobreviveram também partiram para o ataque, mas surpreendentemente Alecto não defendeu-se dos ataques: Ela, impiedosamente, ceifou a vida dos sobreviventes, um a um. A essa altura, os monstros do lado da temível fúria estavam apenas observando, e também só Kyle, Nieme e mais outro semideus de nome desconhecido conseguiram bloquear os ataques da fúria, embora a náiade e o outro semideus bloquearam-os com dificuldade. A batalha durou o que parecia ser uma eternidade, mas Kyle foi ardiloso quanto ao golpe final: Ele lançou a espada em um grande barril de combustível, já meio enferrujado, que fez com que gasolina se espalhasse pelo armazém. Apalpando rapidamente seu bolso, o rapaz sacou seu isqueiro e esgueirou-se para fora do lugar. Sorrindo de uma forma maníaca, ele jogou o isqueiro aceso na poça de gasolina. Quando ele saiu do lote, ele podia ouvir os gritos de Nieme gritando, pedindo ajuda para Kyle logo antes do armazém explodir em chamas.
 E, desta vez, ele se orgulhou disto.

***

Observações:
Deixei furos na história de propósito, que serão explicadas em umas DIYs. Foi bem corrido mesmo, de teste, desculpa a simplicidade. Beijo.

Thanks Tess
[/i]
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Sex 17 Jun 2016, 17:48


Avaliação



Allana Beneck — Boa tarde, moça   :gdc:

Espero que esteja tudo bem com você :3
Sua avaliação: Allana, optei por não te aprovar. Vamos colocar alguns pontos aqui: sua história foi deveras interessante, fato, mas foi um tanto quanto corrida. Tente detalhar um pouco mais a respeito de sua personagem, algumas emoções e tudo mais. Além disto, você não deixou especificado o momento de sua reclamação, o que é essencial para saber exatamente quem é seu progenitor divino.

Mas não desista! Tente novamente. Precisando, pode me contatar via MP :3

Reprovada

Adriel D. Tawne — Boa tarde, moço   :gdc:

Ficha não avaliada. Adriel, procurei seu nome nas mudanças, mas não encontrei. Então, se for fazer ficha para outro progenitor, por gentileza peça o reset bem aqui. Ai reposte. Agradeço sua compreensão <3

Não avaliado

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kyle A. Henderson em Sab 18 Jun 2016, 14:17

Cold Blood
Ficha de Reclamação
Nothing to put here... I think. Maybe. Dab.

– Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Primeiramente peço para que o avaliador me perdoe pelo fato de meu nome ainda ser Adriel D. Tawne, já que este morreu no último evento (e se puder, quero que mude o nome do personagem para Kyle A. Henderson, mesmo que eu já tenha postado o formulário de mudança de nome). Desejo ser reclamado por Melinoe. Kyle é conhecido por ter um aspecto sombrio. A trama do personagem também ajuda na escolha desta progenitora.

– Perfil do Personagem:
– Características físicas:
Kyle é um jovem dono de um corpo encantador e esbelto. Medindo 1,78 metros e pesando algo em torno de 80 quilos, ele possuí um porte atlético, mas não muito "malhado" – tem barriga tanquinho, porém não tão formada – e cicatrizes, duas em forma de "X" na perna direita e uma no braço esquerdo. Em questão de face, ele não tem feições como as das proles de Afrodite, mas é belo, de todas as maneiras. Seus olhos possuem íris azuis e seus curtos cabelos são naturalmente castanhos.

– Características psicológicas: O rapaz tem um ar sombrio, quase que caótico. Narcisista desde a infância, vive em constante luta com seus próprios demônios. Possui os aspectos de um jovem sonhador e alegre, porém veste uma outra face – Egoísta, frio, inabalável, duro, vingativo, impiedoso. Kyle prefere observar e escutar do que falar, visto que o jovem tem cautela ao revelar algo, até mesmo seu passado, na qual o rapaz não gosta de falar sobre.

– História do personagem:
 
 Kyle nasceu no dia 21 de Agosto, no ano de 1996. Sendo um bebê, mal sabia que seria o salvador de sua cidade – Portland, a ilustre capital do estado de Oregon – e arredores.
 Logo após seu nascimento, um ar assombroso causada pela aura do recém-nascido pairou sobre a sala de partos, junto com um símbolo de algo parecido com um fantasma verde-pálido, mesmo que imperceptível aos olhos humanos, mostrando que a progenitora divina ali presente reconhecera o bebê como seu filho. Sua mãe o deixou aos cuidados de seu pai, Jacob, que logo se casou com outra mulher para se passar por sua progenitora biológica.
 Não existe muitos detalhes interessantes ou importantes para se contar sobre sua pacata infância além de que o garoto criara um lado narcisista, sombrio e cruel em sua mente, como se seus genes divinos predominassem – pelo menos em sua cabeça.
 Quando o garoto completou 20 anos, a notícia de seu parentesco divino foi revelada por seu pai. Não foi devagar, nem sutil. Sim, demorou um pouco para o rapaz digerir esta notícia, mas com o tempo – algo em torno de um mês – conformou-se, pois isso não estava diferenciando sua vida ao todo. Seu pai, ao contrário de muitos, não o mandou para o Acampamento Meio-Sangue: Ele apenas queria manter o filho por perto, temendo pela vida do mesmo. Estava tudo indo bem na família do jovem Kyle, até alguém tocar a campainha de sua casa.
E é aí que as aventuras – ou desventuras – de Kyle e amigos começam.


***

Filho, atende a porta! — disse o pai de Kyle, Jacob, enquanto preparava o almoço para sua família.

 O rapaz, sentado em uma cadeira na cozinha, assentiu, se levantou de seu assento e direcionou-se rumo a porta da frente. A pessoa que esperava do lado de fora da casa era uma linda moça, pele pálida como a lua e cabelos morenos reluzentes. Kyle estremeceu ao ver a garota, sentindo um frio na barriga. Ele não era tímido, mas também não era acostumado a conversar com uma garota tão bela.

Oi! É aqui a casa do... Uh, deixa eu lembrar... Kyle? — disse a garota, sorridente.

Sim, claro! Digo, sim, sou eu. — respondeu o rapaz.

Ótimo! Eu sou Nieme, uma náiade. Você nos conhece, certo? – disse Nieme, com um tom alegre em sua voz — Enfim, precisamos de você no armazém Simmons & Dixon, às 20:00 em ponto. Estamos recrutando todos os semideuses, espíritos da água, sátiros outros disponíveis na região. Mais detalhes quando você chegar lá. Tchau tchau! — completou a náiade, se despedindo com um selinho.
 
 O garoto conseguiu resistir a vontade de sair pulando de alegria, e continuou em sua postura séria. O quê seria de tão importante para semideuses saírem recrutando outros semideuses? Uma guerra? Enquanto pensava, o pai do jovem o chamou para comer seu almoço, rosbife com batata frita, costeletas, arroz e refrigerante de complemento.
 O dia passou normal, com Kyle avisando seu pai da visita da náiade e do encontro á noite. Quando o sol se pôs, marcava em torno de 19:30 no relógio de Kyle. "Hora do show PORRA!!!", pensou o garoto, andando vagarosamente rumo a metalúrgica.

***

[NOTA DO AUTOR: Eu fiz o começo bem corrido para ir direto a essa parte. A partir daqui, eu irei detalhar bastante para mostrar que eu não sou um lixo completo – e que também, fichas para Melinoe são avaliadas rigorosamente. Se o avaliador não abandonou o texto pensando que seria uma perda de tempo, te amo, lindo(a)]

 Quando o jovem chegou no lote onde ficava a metalúrgica, o lugar parecia abandonado. Paredes descascadas, tinta desgastada, algumas janelas quebradas e limo nos cantos do lugar. Trajando uma jaqueta de couro marrom, camiseta cinza sem estampas e calças jeans pretas e rasgadas no joelho, o rapaz adentrou o recinto cautelosamente. Dentro da grande área do armazém vazio, havia uma mesa com desenhos de vários tipos, como mapas, planos e indicações para criação de armaduras, espadas, escudos e derivados. Em torno desta mesa, havia 4 cadeiras, todas ocupadas, junto com aproximadamente 23 pessoas ali, alguns com perna de bode, alguns com pele esverdeada.

Quando você disse que iria juntar os semideuses e outros para uma coisa que você ainda não me disse, Nieme, não achei que seria tanta gente. — exclamou Kyle.

 Todos olharam para o rapaz, como se um ponto de interrogação estivesse pairando sobre suas cabeças. A náiade que Kyle conhecera se levantou de sua cadeira e correu até ele, dando-o um abraço.

Achei que não vinha! Eu preciso de você... — disse a náiade, fazendo com que o rapaz abrisse um breve sorriso — ...Para ajudar nossa milicia. Venha comigo, quero te explicar os detalhes. — concluiu, deixando Kyle furioso, mais uma vez.

 Quando o jovem chegou na mesa, ele conseguiu distinguir melhor os planos: Era um mapa do armazém, com barricadas, pontos de patrulha e outros. Alguém iria invadir o local, e não seria nada bonito. As pessoas em volta da mesa, sentadas, pareciam ser parte de um conselho, já que existia apenas 1 de cada espécie presente – semideuses, náiades, dríades e sátiros. As pessoas ali presentes estavam bem equipadas, prontas para o combate.

Ok, eles vão chegar a qualquer momento. Quero a atenção de todos! — disse Nieme — Eles estão atrás de uma espada de bronze celestial que meu amigo Richard banhou no Estige. Ela tem um poder inimaginável, que só nós podemos ter. Esperem fúrias ou monstros mais poderosos. Que os d... — tentou completar a náiade, sendo interrompida por um grito abafado que soava como "estão aqui!".

 A lugar ficou quieto. Ninguém ousou falar algo, até que as aberrações começaram a vir. Um semideus esbravejou um grito de guerra, e a milicia foi para a batalha.

***

Foi uma batalha dura. Havia o dobro de criaturas, elevando a dificuldade. A maioria dos nossos guerreiros era experiente, então conseguiam matar ciclopes e dracaenas com facilidade. O rapaz ficou lembrando das palavras de Nieme enquanto lutava. "...Que só nós podemos ter.". Nieme podia ser muito bem tão cruel e manipuladora quanto Kyle, usando seu jeito de menininha indefesa para conseguir o que – ou quem – quer. Kyle tinha um plano em mente, mesmo que arriscado: Destruir a espada, fazendo com que os monstros saíssem, tendo seu objetivo completado. A espada estava embainhada na cintura da náiade, que lutava impiedosamente como um demônio. Enquanto pensava, uma lança passava sobre os cabelos de Kyle junto com uma [i]dracaena que pulou sobre seu corpo. Kyle conseguiu segurar as mãos que continham as garras afiadas da mulher-cobra, mas não conseguia se proteger da mandíbula da mesma. Ela aproximou sua boca na região do pescoço do rapaz, como uma vampira, mas foi impedida por um golpe de espada que atingiu em cheio a parte de trás de sua cabeça. O rapaz se levantou, e, mesmo sendo ligeiramente imune a auras que causem medo ou pânico, sentiu um grande frio na barriga.
 Alecto, uma das três fúrias, havia entrado na batalha. Todos que ficavam em seu caminho, do nosso lado ou no do deles, ou morriam ou eram gravemente feridos. Os semideuses novatos ficaram paralisados de medo, e os mais experientes recuaram um pouco. A situação atual era de que sobrava 12 guerreiros do nosso lado e 9 do deles, sem contar a fúria, que valeria por mil.
 Todos que avançavam contra a fúria morreram, mas Nieme tinha uma idéia: Usaria a espada banhada no Estige para terminar a batalha. Ela levou suas mãos habilidosas para a cintura... Mas onde estava a espada? Ela não tinha idéia nenhuma, até ver Kyle, quase esquecido pela mesma, lutando contra a fúria. O rapaz lutava com muita destreza usando a espada, e Alecto apenas defendia e bloqueava os ataques, poupando sua energia. Todos os outros membros da milicia que sobreviveram também partiram para o ataque, mas surpreendentemente Alecto não defendeu-se dos ataques: Ela, impiedosamente, ceifou a vida dos sobreviventes, um a um. A essa altura, os monstros do lado da temível fúria estavam apenas observando, e também só Kyle, Nieme e mais outro semideus de nome desconhecido conseguiram bloquear os ataques da fúria, embora a náiade e o outro semideus bloquearam-os com dificuldade. A batalha durou o que parecia ser uma eternidade, mas Kyle foi ardiloso quanto ao golpe final: Ele lançou a espada em um grande barril de combustível, já meio enferrujado, que fez com que gasolina se espalhasse pelo armazém. Apalpando rapidamente seu bolso, o rapaz sacou seu isqueiro e esgueirou-se para fora do lugar. Sorrindo de uma forma maníaca, ele jogou o isqueiro aceso na poça de gasolina. Quando ele saiu do lote, ele podia ouvir os gritos de Nieme, pedindo ajuda para Kyle logo antes do armazém explodir em chamas.
 E, desta vez, ele se orgulhou disto.

***

Observações:
Deixei furos na história de propósito, que serão explicadas em umas DIYs. Foi bem corrido mesmo, de teste, desculpa a simplicidade. Beijo.

Thanks Tess
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hetton Feak em Dom 19 Jun 2016, 18:42





Ficha de Reclamação - Hetton Feak


- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Desejo ser um Tritão, pois já enjoei de jogar como semideus e penso que será um desafio interessante.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)
Hetton é um jovem com cerca de 1,75 metros de altura, de corpo esguio – braços e pernas longas. O tórax é largo por conta do constante nado, possuindo também músculos parcialmente desenvolvidos, nada muito brutamontes, nada tão magricela. Os cabelos são negros, olhos castanho-escuros e a pele num tom bege quente como que bronzeado. Os olhos, amendoados, o nariz pequeno e curto, e a boca “comum”, não grande, nem pequena. Apenas comum.
Seu eu é eventualmente confuso. Nascido nesse meio de seres mágicos, guerras divinas e batalhas constantes, sente que o mundo já acabou, mas guarda tal pensamento para si. Em vista disso, não acredita que tenha algo a perder, o que o torna faminto por algum motivo para se aventurar. Sua origem marinha lhe trás o sentimento da imensidão marítima e a forma que ele faz parte de toda essa imensidão, dando não só um ego meio-inflado, mas uma autoestima dificilmente abalável ao rapaz.

- História do Personagem
Nascido de uma Náiade e um Tritão, Hetton Feak desenvolveu-se em uma infância normal – o que se pode chamar de normal para uma criatura mágica.
Desde criança cresceu ouvindo as histórias dos antigos deuses gregos, da mitologia, da evolução humana e a adaptação divina e mitológica ao mundo dominado de mundanos seres. Tantas guerras, tantas batalhas. Os deuses em sua perfeição se igualavam aos humanos em sua mortalidade. Com esse pensamento, via que não havia lá tanta diferença entre deuses e homens. E suas proles juntas não eram diferentes.
Não que tenha desenvolvido um ódio a tudo e todos, muito pelo contrário. Gostava de conhecer as coisas e lugares, ouvir as histórias e deter pensamentos que lhe fazia sentir-se maior. Fazia parte da imensidão oceânica e a maioria das guerras eram basicamente travadas na própria terra. O mar, em toda a história, era implacável.
Por conta das histórias que viveu escutando, sua vontade de fazer a própria história se acumulava conforme os anos se passavam. O maior incentivo de todos é que as batalhas, ainda enquanto crescia na baía de East Hampton, aconteciam o tempo todo. O grandioso acampamento meio-sangue, onde as crianças dos deuses e homens treinavam para proteger o mundo, estava apenas algumas dezenas de quilômetros de distância.
A vida no forte submarino de East Hampton não era ruim. Os seres aquáticos que ali viviam protegiam não só a fauna e flora, mas também possíveis ameaças ao próprio acampamento meio-sangue (que apesar de perto não era lá uma rota muito utilizada por inimigos). O fato era que para o garoto-peixe, a vida era monótona. Ele queria servir de algo, gostava da batalha. Era versado em habilidades básicas com o tridente e adorava pensar em como poderia batalhar e melhorar cada vez mais.
Mas ficar em sua casa não lhe traria avanço. As aventuras que o acampamento e seus semideuses faziam, sim. E seus pais sabiam disso.
Ao completar treze anos lhe deram a oportunidade de visitar o acampamento. Com toda emoção acumulada, Hetton sabia que era para lá que desejava ir e se tornar um local. Porém, ainda era jovem demais. Aos quinze, demonstrando aos pais maturidade o suficiente, desejou se mudar para o acampamento meio-sangue. E para lá foi sem grandes dificuldades, buscando sua aventura, sua história. Um espaço na própria mitologia.

Dúvidas e algumas explicações:

Olá avaliador! Eu construí a história do personagem sem exatamente algo para me basear, então não soube exatamente contextualizar todo o crescimento de um Tritão ou basicamente o lugar em que vive. Espero que não haja problema em ter "criado" esse forte do outro lado de Long Island, e criado ele de forma superficial. Eu realmente não sabia para onde ir hehe
Caso isso seja permitido e eu não seja reclamado, melhorarei tais descrições, tanto do forte, como da vida sereiana, etc. Obrigado desde já! ^^







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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Ter 28 Jun 2016, 12:41


Avaliação



Kyle A. Henderson — Bom dia, moço   :gdc:

Espero que esteja tudo bem com você :3
Sua avaliação: migo, estou confusa com alguns pontos da sua história, mas vamos por partes. Você narra bem, pude observar, sem erros grotescos e coisas do tipo. Sua organização textual também é boa, então orgulhe-se disso.

Agora vamos ao que importa: sua história. Vi que você já fora reclamado logo no começo, quando ainda era um bebê — apesar de ser incomum, não é uma coisa que julgaria como totalmente errada. Mas ai entramos em alguns pontos como por exemplo: 

1. Como Kyle conheceu a dríade?
2. Por mais que o pai dele quisesse mantê-lo por perto, isso valia mais do que mantê-lo seguro?
3. Por mais que Kyle já soubesse sobre seu parentesco divino, como ele aprendeu a lutar tão bem? Quem lhe ensinou isso?  
4. Como ele conseguiu lutar contra uma fúria sem sofrer nenhum arranhão? 

Por mais que furos possam ser explicados futuramente por DIY's, tente não deixar tantos na história. Como você mesmo disse, Melinoe é uma deusa a qual as fichas são avaliadas com mais rigor. E, justamente por isso eu não posso lhe aprovar. Ainda.

Mas não desista! Tente novamente, conserte os furos. E, se precisar de ajuda, sinta-se livre para mandar MP :3

Reprovado

Hetton Feak — Bom dia, moço   :gdc:

Confesso que essa é a primeira vez que avalio uma ficha para um ser, e não um semideus. Mas vamos lá: uma coisa que peço para você é que separe os parágrafos uns dos outros. Fica muito melhor de ler, acredite. Referente a sua organização e ortografia: elas são boas, acredite. Espero ler mais textos seus aqui, Hetton. Bem vindo!

Aprovado.


ATUALIZADO POR HADES

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Gabriela Lopez em Ter 05 Jul 2016, 16:03

Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Quero ser filha de Hécate. Adoro coisas que envolvem magia e acho que ela se encaixa perfeitamente na trama da minha personagem.

Perfil do Personagem
Físicas: Longos cabelos negros, a parte do lado direito é raspada olhos roxos (anormal) e pele clara.
Psicológicas: É muito calma, mas quando mexem de verdade com ela, a pessoa sai roxa. Ama cachorros, livros (Grimórios), magia, caminhos, escolhas a serem feitas.


História



Eu odiava minha vida. Sempre fui vista como uma estranha, com TDAH (Déficit de Atenção e Hiperatividade) e Dislexia. Além disso eu era adotada, meus pais biológicos tinham morrido em um acidente de carro, eu não sabia nada sobre eles, nem ao menos o nome! Isabela e João eram os meus pais adotivos, eles me davam tudo o que eu queria, desde chiclete de menta até um Xbox 360, sério, era anormal. Eu morava em uma mansão em Washington D.C., meu quarto era gigante, arrumado, mas cheio de coisas. A maioria dessas coisas tinha a ver com bruxaria, grimórios, poções malucas que eu tinha inventado e varinhas falsas de Harry Potter. Coisas sobre mitologia Grega, Romana, Egípcia e Nórdica. Apesar de tudo isso, eu odiava minha vida.
Eu estava no meu primeiro dia de férias, aquele ano tinha sido cansativo. Estava enfurnada no meu quarto arrumando minhas malas para ir a New York. Isabela e João queriam comprar algumas coisas e aproveitaram a situação para me tirar de casa. Sério, foi o maior erro deles.
-Gabriela, vamos logo, eu não quero perder o voo!!!- gritou minha mãe.
-Já vou!!!- gritei de volta
Peguei minhas coisas e sai correndo escada abaixo. Quando cheguei na entrada o motorista estava ajudando meus pais a colocarem a bagagem dentro do carro. Eles estavam tendo certa dificuldade em carregar uma mala (provavelmente de minha mãe), então eu peguei um grimório na minha bolsa e falei um feitiço simples, para fazer objetos perderem pelo menos um pouco de peso, imediatamente eles pararam de se esforçar tanto e puxaram a mala com mais facilidade. Fiquei horrorizada com aquilo, eu não esperava que desse certo!! Claro, isso já tinha acontecido antes, motivo por meus pais terem ficado receosos na minha presença e por na escola me chamarem de bruxinha. Minha mãe olhou para mim assustada, depois olhou para o motorista e deu um sorriso forçado. Eu sabia o que ela estava fazendo, ele não queria que os outros soubessem que a filha dela era estranha e anormal. Fiquei com raiva, se ela não queria que eu passasse uma má impressão para os outros então porque tinha me adotado?
Bem, isso era assunto para outra hora. Eu estava feliz pela viagem, minha mãe tinha me permitido dar carona a meu amigo, Dylan.                          
Dylan era o único amigo que eu tinha na escola, ele parecia velho para um garoto da 6ª série, com problemas de acne e barba. Ele tinha um problema na perna que o liberava da educação física pelo resto da vida, andava só com muleta e era como se cada passo que desse doesse.
Enfim coloquei minha mala no porta-malas e entrei no carro. Minha mãe sentou no banco de trás comigo e meu pai foi na frente junto com o motorista. O motorista ligou o motor e foi direto para a casa do Dylan.
Quando chegamos lá o Dylan já estava na porta, com as malas prontas, nos esperando. Ele entrou no carro.      -Oi Gabi!
-Oi Dylan, tudo bem?
-Tudo ótimo!!
-Você parece animado.
-Claro, né? Quem não ficaria animado para ir ao Acampamento Meio-Sangue?
Logo depois que ele falou isso ele me olhou como se tivesse dito algo errado.
-O que é Acampamento Meio-Sangue, Dylan? - Perguntei intrigada
-Nada.- disse ele rápido demais.
Decidi não insistir no assunto, afinal, até eu tinha meus segredos. Mas essa história de Acampamento Meio-Sangue me deixou curiosa.
Quando chegamos ao aeroporto Dylan começou a se acalmar. Quando entramos no avião ele começou a rezar para... Zeus? Tudo bem, eu tinha que respeitar a crença dos outros.
Passamos o voo em tranquilidade anormal, sem nenhuma turbulência nem nada.
O avião pousou e a gente desembarcou. Dylan estava tão animado que chega dava pulinhos de alegria.
-Dylan, você está bem, querido? - Perguntou minha mãe com a expressão preocupada- Se você continuar dando pulos assim no meio do aeroporto as pessoas vão acabar te mandando para o hospício.
Comecei a rir da cara dele. Normalmente Isabela fazia essas brincadeirinhas para fazer a pessoa ficar envergonhada.
Nós quatro pegamos um táxi, o nosso hotel ficava perto do lugar onde o Dylan ia.
Chegamos ao hotel. Desci do carro e me despedi do Dylan.
- A gente ainda se encontra nessas férias, né?
- Não sei, acho que sim.
- Então tá, tchau!
- Tchau!
Fui para o quarto que estava reservado para mim e deitei na cama. Eu estava com preguiça de desfazer a mala.
De repente ouvi gritos e sons de tiros. Parecia vir da entrada do hotel, onde meus pais estavam. Meu coração disparou. Levantei da cama e fui correndo para lá.
Minha visão escureceu, havia sangue espalhado no chão e então eu vi, as duas pessoas que eu mais amava no mundo, mortas.
Corri para eles, tentei acordá-los, em vão.
-Mãe!! Pai!! Por favor, eu amo vocês!!!
Desmaiei.
Acordei em uma cama branca, minhas coisas estavam do meu lado, junto as coisas do meu pai e da minha mãe. Então eu lembrei de tudo que tinha acontecido e chorei.
-Por favor, não chore.- uma mulher entrou no quarto- todas as crianças daqui passaram pela mesma coisa que você.
-Eu... eu estou em um orfanato?
-Mais ou menos- disse ela- é um orfanato improvisado, meu sonho sempre foi ter um orfanato, então aproveitei a oportunidade.
Olhei para ela sem acreditar. Meus pais tinham morrido e ela dizendo que aproveitou a oportunidade?
-Pode sair, por favor.
Ela olhou para mim surpresa.
-Por favor, eu quero ficar sozinha.
-Certo.
Assim que ela saiu eu peguei uma mochila, separei as melhores roupas que eu tinha, separei os lanches que minha tinha comprado e eu não comi e peguei todo o dinheiro que minha mãe e meu pai tinham na carteira, e o cartão de crédito. Enfiei as coisas na mochila.
Fui no banheiro para uma última higienização.
Sai do banheiro, peguei minha mochila e pulei a janela, que por sinal, era baixa. Corri as ruas de Nova York até eu ficar longe daquele “orfanato improvisado”.
Peguei um táxi e pedi para ele me deixar fora da cidade. Assim eu fui deixada em uma estrada rural. Comecei a caminhar sem rumo, eu não tinha mais um objetivo, daqui para frente eu apenas “viveria”.
Andei tanto que esqueci do tempo, quando percebi o sol já estava se pondo e a noite chegaria, e aquela noite, era noite de lua cheia.
Arrumei um canto na beira da estrada para eu dormir, deitei lá e fechei os olhos. Acordei de manhã com o sol batendo na minha cara e ouvi vozes.
- Temos que levar ela, senão os monstros vão atacar!
-Tudo bem, mas você vai se encarregar de cuidar dela.
-Eu cuido!
Uma mão tocou o meu ombro e eu estremeci.
-Gabi, você não pode ficar aqui.
Abri os olhos e me deparei com o rosto do Dylan, tinha um pessoa ao lado dele.
-Mas tá tão bom...- reclamei
-Acorda!- gritou a pessoa ao lado do Dylan.
Dei um pulo e olhei brava para os dois
-O que vocês querem?
-Gabi, eu preciso que você me acompanhe, se algum monstro aparecer, você vai ficar em perigo.- Disse Dylan delicadamente
-Monstro?
-Sim, monstro
Meu olhar foi para o chão.
Pulei de susto
-Dylan... Suas pernas...!
Ele deu uma risadinha e levantou. No lugar onde deviam estar os pés dele, haviam cascos. E as pernas eram peludas.
-Você é metade bode?
-Exatamente. Agora vamos, antes que os monstros apareçam!
-E porque você acha que eu vou com você?
-Por que se você não for, você morre
-E eu devo confiar em você?
-Sim, completamente.
Como eu não tinha mais um objetivo na vida, eu decidi seguir ele.
Cheguei a colina Meio-Sangue e Dylan me explicou tudo sobre semideuses, monstros, deuses e essas coisas. Eu fui reclamada no jantar, e dormi no chalé 16, onde conheci meus irmãos e irmãs.



07.05.2016
Gabriela Lopez
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Qua 06 Jul 2016, 18:09


Avaliação



Gabriela Lopez — Boa tarde, moça   :gdc:

Moça, moça. Vamos lá. Os motivos para ter lhe reprovado são os seguintes:

1º.: vamos começar com seus motivos para ser uma filha de Hécate. Tudo bem você gostar de magia e oculto, e a deusa ser perfeita para sua personagem, mas o que mais? (Isso não causou sua reprovação direta, mas é uma coisa que influenciou em minha decisão). Tente encontrar um motivo que consiga convencer o avaliador de que você realmente quer ser uma semideusa filha de tal deus;

2º.: referente às suas características físicas e psicológicas: ninguém é obrigado a escrever uma bíblia sobre seu personagem, mas a descrição do mesmo é indispensável. Tente se aprofundar um pouco mais sobre como é seu personagem. Por exemplo, que tipo de roupas gosta de usar? Ela é uma pessoa mais calma ou mais explosiva? Mais contida, recatada ou mais extrovertida? Sugiro que dê uma olhada nas Tramas Pessoais para ver como proceder nesse aspecto. Vai ajudar bastante ^^

3º.: por último, mas não menos importante. Sua história. Antes de mais nada, peço que, por gentileza, caso você não usem templates, justifique o texto e não o deixe em itálico. Além disso, não use o itálico e separe os parágrafos (pessoas cegas como eu agradecem q). Apesar de que, ortograficamente, eu não tenha encontrado nenhum erro, sua história deixou alguns pontos a desejar. Vamos para o primeiro:
3.1.: um filho de Hécate tem facilidade com magias e poções. Até ai beleza. Agora vem a questão: onde conseguiu as coisas para fazer as poções? E os grimórios? Até onde eu consegui entender, apesar de seus pais lhe darem de tudo, não acho que os mesmos conseguiriam encontrar grimórios (afinal, são peças raras de bruxas antigas, e mesmo que existam bruxas na atualidade, não crio que passariam seus conhecimentos fáceis assim (acredite no que eu digo);
3.2.: um dos pontos obrigatórios nas fichas de reclamação é a descrição da reclamação, o que faltou em sua ficha. Você disse que foi apenas reclamada no jantar, sem contar sobre a aparição do símbolo de Hécate, reclamando você como filha dela. Atente-se a isso também.
3.3.: sua história foi um tanto quanto corrida demais. Não precisa detalhar tudo como Stephen King, mas se puder deixar tudo que ocorreu com sua personagem explicadinho, seria interessante.

Um resumo: como a ficha para Hécate é avaliada com mais rigor, não posso aprová-la pelos motivos já citados. Mas não desista! Tente novamente :>

E, caso necessite de ajuda, pode me contatar via MP <3

Reprovada



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por cakerainbow em Qua 06 Jul 2016, 23:25

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Tánatos ,a personificação da morte

▬ características físicas e emocionais:
Físicas: Possuo um corpo que mede 1,75 de altura,  tenho olhos negros como o de uma ônix , pele alva e magra, meu cabelo e preto com algumas pontas castanhas por ter pintado o mesmo e tenho cicatrizes nas costas por causa de algumas brigas de escola envolvendo canivetes.

Emocionais: geralmente sou muito frio chegando a ser constantemente atormentado por idiotas que se acham Deuses, mas mesmo sendo desse jeito eu tenho um gênio forte e ate chego a ser sociável mas nem tanto, quando me envolvo em brigas  eu sempre acabo quase causando mortes desnecessárias , mas essas brigas sempre são  para livrar Klaus  de confusão.  

▬ Diga-nos: por quê  quer ser filho de tal Deus?
 Depende do campo , eu relação a mitologia eu tenho um gosto muito grande por ele , o impacto que thanatos tem sobre a vida humana e fundamental ainda mais por ser um dos meus deuses que tenho maior atenção , ele não demostra muito suas emoções, e focado .. além de outros atributos que me fazem eu assemelhar minha parte que eu considero demasiada antissocial igual , além de ser carregar uma foice [ uma das minhas laminas favoritas atrás a alabarda].

▬ Relate a história da sua personagem:
Assim como em qualquer dia da semana , eu Samael V. Dacarius  mais conhecido como SV ou banshee pelo simples fato da maioria dos acidentes não importa qual ,sempre é perto de mim.. continuando estava Klaus, meu amigo de longa data  e eu estávamos voltando para casa , andando pela rua suja de sacos de lixo espalhados pelo chão nos chegamos na casa de meu avo , mas ao chegarmos na porta  ela já estava aberta o que mesmo me preocupou mesmo na transparecendo tal sentimento.

- Klaus ... - digo calmo olhando de relance para ele enquanto entro pela que sobrou da porta.

- Samael cuidado pode ser um ladrão...- diz Klaus seguindo Samael pisando no chão com cuidado.

Com eles já dentro do local eles ouvem rosnados vindo do jardim , para se prevenir Samael pega um faca na mesa da cozinha e segue para o jardim , mas quando chega no local acaba vendo uma sombra pulando a cerca e indo embora mas deixou um velho ferido .

- klaus .. eles estão aqui , leve meu neto para aquele lugar se não ele morrerá .. vamo rápido - diz o velho  fechando os olhos , deixando klaus aos prantos e um Samael espantado.


- Klaus  vamos antes que nos pequem  so você sabe o caminho ..- diz Samael tirando tudo da mochila e logo vai ao carro pegar algumas muas de roupa , assim que termina de pegar as mudas vai a entrada e encontra Klaus em cima de uma moto , provavelmente roubada para fugirem.

Após horas de viagem , o ceu já estava escuro e o gostoso vento batia no rosto de Samael que questionava o motivo da morte do  avo.

- Klaus o que ele quis dizer  com ´´ aquele lugar`` , e alguma base secreta? - pergunto olhando o campo  verde.

- Bem .. como posso explicar, e um acampamento  de herdeiros sanguíneos dos deuses e você e um desses herdeiros mas  não sabemos qual, e antes de perguntar como eu seu disso e não te contei e porque eu fui mandado te proteger ater chegar sua hora- ele diz parando em frente a base de uma colina onde no tomo se encontrava um pinheiro  que me passava a impressão de ter já sido humano um dia.

Nos descemos e subimos a colina , eu me sentia cansado e meio tonto então acabo desmaiado desavisadamente , me sindo ser carregado  e então deixando em algum lugar maçio.

ALGUNS DIAS MAIS TARDE...

Acordo lentamente e levanto meu corpo , me vejo em um tipo de enfermaria   onde adolescentes  correm alguns chegam feridos e outros saiam do local , alguns olhavam para mim assustados ,outros curiosos, mas eu não ligando acabo saindo do local com um pouco de dificuldade e vou andar , os mesmos olharem mas agora companhados de cochichos  sao vistos e ouvidos  , sem saber para onde ia acabo em frente a um tipo de coliseu , eu entro no mesmo e vejo jovens treinando ,  mas inusitadamente sou derrubado.

- Idiota aprenda  a olhar por onde anda .. - diz o garoto provavelmente da minha idade cheio de si .

- O  certo seria pedir desculpa mais parece que você não sabe o que isso significa.. - digo  friamente , mas quando o garoto ouvi isso começa a correr , imediatamente eu faço o mesmo e vou procurar um local para me esconder então entro em uma espécie de deposito de armas , curioso eu observo cada arma e vejo p que parecia ser uma foice , meus olhos brilham e sem eu perceber um símbolo aparece acima da minha  cabeça , eu pego a foice e saio do local , se ele vai me enfrentar terá que sangrar primeiro eu penso , as pessoa que caminhavam agora estavam paradas olhando para mim quietas , eu ouço cochichos e o som de galopes atrás de mim , preparado eu seguro a foice firmemente e viro quando olho para tras vejo Klaus e um centauro??? , eu rio mas paro.

- Seja bem vindo , filho de thanatos.. - ele diz sorrindo
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Qui 07 Jul 2016, 12:34


Avaliação



Cakerainbow

Olá moço, bom dia! O motivo simples pelo qual sua ficha não foi avaliada é seu nome. Ele não está de acordo com as regras do fórum (citadas neste tópico bem aqui). Você pode modificá-lo neste tópico aqui, e então repostar sua ficha :>

Não avaliado



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Christian G. Harris em Qui 21 Jul 2016, 15:49

Ficha de Reclamação
para filho de Phobos



ESTA FICHA É UMA REPOSTAGEM. FORAM FEITAS ALTERAÇÕES PARA QUE POSSA SER APROVADA DESTA VEZ.

Por qual deus deseja ser reclamado?

Phobos, deus do medo, pois se encaixa melhor nessa trama.

Perfil do Personagem

Psicológico:
Calado, reservado, odeia contatos físicos e jamais expõe seus sentimentos. Aparenta ter uma pedra de gelo no lugar do coração e normalmente afasta as pessoas sem precisar se esforçar.

Físico:
Possui cabelos pretos lisos e repicados, heterocromia (um olho em tom cinza tão escuro que parece preto, herdado da mãe, e o outro castanho avermelhado, em decorrência do acidente que sofreu na ocasião da morte de sua mãe), é magro, mas tem músculos bem definidos, e relativamente alto.

História do Personagem

Os temores sempre foram algo presente em minha vida, principalmente depois que aquelas coisas terríveis aconteceram. Minha vida até podia ter permanecido daquela maneira, mas não... Tinha que piorar! Eu sou Christian Graham Harris, e esta é a história de como eu descobri ser um filho do medo.

Era a segunda-feira da última semana de aula do ano letivo e apenas a professora de Filosofia ainda fazia questão de dar aulas de verdade. Eu olhava no relógio de cinco em cinco minutos, ansiando pelo fim daquele tormento que só ficava cada vez pior.

— Obrigada, srta. Guster. Sr. Harris, sua vez. Compartilhe conosco qual é o seu maior medo, por favor? — Ela se voltou para mim, sorrindo feito uma idiota, como se fosse algum tipo de psicóloga.

Salvo pelo gongo, ouvi a sineta do fim da aula soar e rapidamente todos arrumamos nossos materiais para irmos para casa. O primeiro aluno estava quase alcançando a porta e eu caminhava logo atrás dele quando a voz da professora chamou novamente.

— Esperem! Sr. Harris, você não nos disse qual é seu maior medo!

Forcei-me com todas as forças a não rolar os olhos para a incômoda mulher, mas não pude deixar de bufar com desdém, como normalmente fazia.

— Não tenho medo nenhum.

E deixei a sala sem olhar para trás. Na verdade eu tinha sim um medo, um que ganhara depois de um dos piores momentos da minha vida — do qual ainda me é arrepiante lembrar, mesmo depois de tanto tempo.

Uma dupla de estupradores tentou sequestrar minha mãe quando entrávamos no carro, à saída do mercadinho de esquina que tínhamos. Meu padrasto me empurrou para dentro do veículo e sussurrou que eu me escondesse antes de ir enfrentar os bandidos. Ele a livrou das mãos deles, mas era fraco demais para enfrentar dois de uma vez. Logo rendido, meu padrasto foi espancado por um dos desgraçados enquanto o outro rasgava as roupas de minha mãe.

Eu estava no carro, escondido e vendo tudo acontecer. Tinha 11 anos e estava assustado como nunca estivera antes, mas não podia manter a situação daquele jeito. Tomado por uma coragem que jamais havia sentido, um instinto de proteção, saí do carro e chamei pelos bandidos.

Ambos tinham caras de psicopatas a fim de fazer qualquer maldade. Céus, eu realmente não sabia no que estava me metendo... Sem pensar em recuar, me ofereci no lugar de minha mãe para o que eles quisessem fazer. Ela berrou para que eu não fizesse aquilo, para que não me ouvissem, mas eles eram ainda mais cruéis do que aparentavam. A ideia de ter um corpo inocente para maltratar lhes foi impossível resistir.

Minha mãe se afastou e começou a correr, gritando por ajuda, na tentativa de tirar-lhes a atenção de mim, mas não funcionou. Furiosos, eles atiraram na direção dela, acertando-a de raspão na coxa, mas ela conseguiu fugir e acionou a polícia para nos resgatar.

Isso, porém, não impediu os bandidos de torturarem e matarem meu padrasto por pura diversão e muito menos de torturarem a mim da pior maneira que poderiam. Não, você não entendeu errado. Por fim, a polícia me encontrou desmaiado ao lado do corpo do meu padrasto e eu tive que passar por uma série de exames e interrogatórios, nos quais eu não falava nada.

Fiquei mudo por quase um ano. Nem meu psicólogo conseguiu extrair qualquer palavra de mim, com toda a sua didática. Muito lacônico, eu me comunicava apenas com minha mãe e não suportava ser tocado. Bem, até hoje não suporto, embora já seja algo mais condicional. Alguns toques eu posso aceitar.

O ronco do motor do ônibus me fez perceber que eu já estava a caminho de casa. Céus, as lembranças de quatro anos antes ainda me tiravam da realidade enquanto eu seguia a vida em piloto automático. Tudo porque uma professora solteirona de meia-idade querendo bancar a rainha da psicologia queria saber meu maior medo. A resposta era simples: eu havia passado por coisas horríveis e passaria de novo, desde que minha mãe estivesse segura. Meu maior medo era perdê-la, e eu não falava isso para ninguém, nem para mim mesmo, para não correr o risco de transformar em verdade.

Um minuto depois do arranque do ônibus, um arrepio incômodo percorreu os pelos do meu braço esquerdo, deixando-me subitamente em alerta. Não precisei olhar para o lado para ver que alguém havia se sentado ao meu lado, o que nunca acontecia. Eu devia emanar alguma aura de terror desde o incidente, pois pessoa nenhuma costumava se aproximar de mim, onde quer que fosse.

Mas ali estava um louco, tirando-me de minha bolha de falsa paz. Pelo canto do olho, notei um cara que com certeza era encrenca. Jeans surrados, camiseta e jaqueta de couro pretas, e uma bandana vermelha cobria seus cabelos. Ele olhava fixamente para frente e arrisquei um relance de suas feições. Honestamente, eu jamais chegaria perto daquele cara voluntariamente.

Tentei ficar o mais longe possível dele, mas o banco apertado daquele maldito ônibus velho fazia seu ombro tocar o meu. Eu olhava pela janela à minha direita, tentando ignorar a presença dele, mas os arrepios me incomodavam ao extremo.

— Você também tem uma aura perigosa, não é? — ele disse de repente e com ar de riso, mas fingi não tê-lo escutado e isso o irritou profundamente. Jamais me ignore, moleque!

Agora era minha vez de ficar enfurecido. Quem era aquele cara? Tinha ousado se sentar ao meu lado, tinha ousado puxar uma conversinha besta comigo e agora ordenava que eu não o ignorasse e me chamava de moleque?! Olhei diretamente em seus olhos e o que senti foi um misto de emoções, mas de uma delas pude ter certeza: surpresa.

O cara ameaçador devia ter uns 18 anos, o que o fazia apenas três anos mais velho que eu. A surpresa me deixou com mais raiva ainda e, ainda que eu me sentisse estranhamente intimidado por ele, resolvi encará-lo.

— Você está pensando que é meu pai pra falar assim comigo, moleque? Se eu quiser ignorá-lo, eu o farei! Não é você que me dirá o que fazer!

E eu devia estar ficando maluco, pois juro que vi os olhos dele tomarem o mesmo tom brilhoso de vermelho de sua bandana por um milissegundo enquanto ele deslizava a mão por cima de minha cabeça e agarrava meus cabelos com força, prendendo meu olhar no dele e fazendo-me sentir absurdamente fraco.

— Escute aqui, seu pequeno imbecil, eu vim até você para lhe dar um conselho. Não torne isso mais difícil e definitivamente não abuse de minha paciência!

— Eu não pedi que viesse aqui! Não quero nada de você, seja lá quem for!

Ele bateu minha cabeça ruidosamente contra a janela, causando-me uma dor lancinante, mas ninguém pareceu notar qualquer coisa.

— Preste atenção! Não esconda seus medos. Sinta-os! — Devo ter empalidecido na mesma hora, pois senti-me completamente zonzo àquelas palavras. — Só assim terá a força necessária para lutar contra eles e sobreviver em nosso mundo!

Ele largou meus cabelos e se levantou no momento exato em que o ônibus freava, sem sentir qualquer efeito da inércia. Ele se levantou e tocou o ombro do passageiro à sua frente, um baixinho atarracado que o acompanhou até a saída, atrás de duas pessoas. Busquei-o com o olhar lá fora, mas ele simplesmente desapareceu. Meu coração estava extremamente acelerado e minhas mãos tremiam como se eu tivesse voltado a ter onze anos.

Fechei os olhos bem apertados e sacudi a cabeça. Controle-se, Christian! Aquilo só uma impressão! Suspirei fundo e puxei uma barrinha de chocolate do bolso da mochila — algo que minha mãe sempre deixava lá para mim. "Chocolate leva o que há de ruim embora, ok? Mas vê se não come demais", ela sempre dizia. Comi um pedaço e esperei mais cinco minutos antes de finalmente chegar ao meu ponto e descer do ônibus.

O ponto ficava a oitocentos metros de minha casa e eu precisava caminhar por uma estradinha de terra batida ladeada pela floresta para chegar ao meu destino. O vento levava meus cabelos para trás e preenchia minhas narinas com um fedor incômodo de fumaça. Algum idiota andou queimando coisas aqui..., imaginei, rolando os olhos. Mas depois de vários passos, notei que o odor simplesmente não ia embora, e o vento estava forte demais para a fumaça permanecer ali por tanto tempo.

Senti meu coração acelerar novamente, mas me forcei a permanecer tranquilo. Não deveria ser nada demais, certo? Errado. Se não era nada demais, por que o fedor de fumaça ainda estava presente? Só havia duas explicações, considerando que não tínhamos vizinhos: ou estava tendo uma queimada na floresta (o que não poderia ser, pois o fogo já teria se alastrado até onde eu estava), ou... Não. Não, não pode. Isso não!

Parei no lugar. Olhei em volta, torcendo para ver árvores em chamas ao meu redor, mas a floresta nunca tinha estado tão verde! A voz do rapaz do ônibus ressoou em meus ouvidos. Não esconda seus medos. Sinta-os! Só assim terá a força necessária para lutar contra eles e sobreviver em nosso mundo! E tudo o que fiz foi correr em disparada.

A mochila parecia pesar uma tonelada a mais a cada passo, mas, quando a joguei de lado, percebi que o peso não diminuiu em nada. Minhas pernas tremiam como se fossem feitas de gelatina e minha respiração era entrecortada. Corri os últimos metros que faziam uma curva aberta e tive a visão mais desesperadora da minha vida: minha casa estava em chamas.

O carro antigo de minha mãe estava estacionado próximo a mim, o que indicava que ela estava em casa. Roupas no varal lá atrás balançavam ao vento e ficavam acinzentadas com a fuligem, e o barulho de uma telha caindo sobre as panelas da cozinha me foram um soco na boca do estômago.

— MÃE! — Gritei, mas não houve resposta. Corri ao redor da pequena casa rapidamente, na esperança de que ela estivesse escondida ali, mas não estava.

Não tínhamos telefone celular, então eu nem mesmo podia ligar para ela. Não, mãe... Implorando pela vida dela a quem quer que pudesse ouvir minhas preces, corri em direção à entrada, mas uma explosão me atirou para longe contra o tronco enorme de uma árvore e expulsou de meu coração qualquer esperança.

Cacos de vidro das janelas voaram para todos lados, um deles atingindo meu olho esquerdo, inutilizando-o. Caído no chão e com algumas costelas com certeza quebradas, vi muito longe e em meio à espessa fumaça um ser semelhante a um leão, mas completamente feito de fogo, a floresta começava a queimar por onde ele passava.

Minha visão foi escurecendo, mas ainda consegui distinguir uma figura em jeans surrados se aproximar com uma expressão nada boa em seu rosto. O rapaz do ônibus. Sua voz reverberou grave demais por meus ouvidos danificados, mas pude ouvi-lo repetir:

— Sinta seus medos, Harris, e seja mais forte do que pensa que pode ser!

Me arrastei miseravelmente pelo chão tomado por um ódio impossível de ser contido. Quem era aquele maldito?!

— Você... você fez isso?

Ele bufou com desdém, do mesmíssimo jeito que eu sempre fazia.

— Eu não fiz nada, garoto, nada além de te aconselhar e tentar te poupar do sofrimento. Mas não posso lutar contra os desígnios das Parcas, sinto muito. Apenas siga o meu conselho e talvez nos veremos em breve. Até um dia, irmãozinho.

Irmãozinho? Antes que eu pudesse parar para pensar, uma névoa vermelha escura me envolveu e dois pares de mãos me ergueram. Os passos do rapaz em direção à floresta e sumindo em meio às árvores foram minha última visão antes de me entregar à exaustão e à falta de oxigênio em meus pulmões.

* * *

Acordei numa sala esverdeada, com uma moça jovem pairando acima de mim e me olhando atentamente. Seus olhos eram como um caleidoscópio, cada hora pareciam ter uma cor diferente. Olhos... Eu estava enxergando com os dois olhos!

Tentei me levantar, mas quase desmaiei ao fazê-lo e a moça me ajudou a ficar deitado outra vez. O contato físico me arrepiou a espinha, mas eu nada podia fazer. Ela se apresentou como Silvia Kawasaki, guerreira de um tal Acampamento Meio-Sangue, onde eu agora estava seguro. Ela disse também que os curandeiros haviam feito o melhor que podia para recuperar meu olho esquerdo completamente, mas ele agora era castanho avermelhado, e que aquele lugar era o melhor para pessoas como nós. Então começou a explicar o significado de tudo.

Demorei pouco tempo para aceitar aquela conversa mirabolante como verdade, mas era só o que fazia sentido. Eu era um semideus. Ao ser indagado sobre uma tal de reclamação divina, contei-lhe sobre a névoa vermelha escura e a sensação terrível de medo que senti ao estar na presença do garoto mais velho que me chamou de irmão. A curandeira disse que aquele era um filho de Phobos, o deus do medo, assim como eu o era. Que legal, eu pensei ironicamente, mas parecia a única coisa plausível. Eu era filho do deus do medo, que pegadinha de mau gosto!

Mais tarde, soube que estávamos em Nova Iorque. A garota, Silvia, estivera em missão e tinha derrotado o ser de fogo com a ajuda de outros semideuses logo depois de me salvar. O rapaz do ônibus, que era meu irmão mais velho, tinha deixado o acampamento pouco depois de voltar do meu resgate, foi o que ouvi a filha de Íris comentar, sem saber que eu a ouvia. Ele estava cansado de se sentir um peão na mão dos deuses e de trazer garotos traumatizados para viverem mais traumas.

Passaram-se três meses desde aquele dia. Ainda não estou tão acostumado a essa vida nova e com certeza nunca vou me acostumar à ausência de minha mãe. Mesmo assim, aprendi que tudo o que eu posso fazer é seguir em frente. Phobos nunca apareceu para mim, mas também não faço questão que apareça. Ele simboliza um mau presságio, em minha visão.

Só o que quero agora é me manter vivo e depois... bem, depois eu vejo que rumo tomarei e que temores terei de sentir e enfrentar. Eu sou Christian Harris, sou um filho do medo.

~*~


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Sex 22 Jul 2016, 12:39


Avaliação



Christian G. Harris

Olá moço, bom dia! Quanto a sua avaliação: não vi problemas em sua escrita, e nem em sua fluência. Sua ortografia também é muito boa, com erros praticamente inexistentes. Espero poder ler mais textos seus por aqui (esse na sua sign é o Yakumo? '0')

Aprovado



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por ♦ Organização PJBR em Dom 24 Jul 2016, 22:02

Atualizados!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hugh Henley em Ter 26 Jul 2016, 01:36

Ficha de Reclamação
Para filho de Apolo



Por qual deus deseja ser reclamado?

Apolo, pois é quem se encaixa melhor na trama deste personagem.

Perfil do Personagem:

Físico:
Hugh tem cabelos cor de areia, olhos acinzentados como os da mãe, corpo bem definido desde que chegou ao acampamento e ligeiramente alto para sua idade (14 anos).

Psicológico:
É um rapaz tranquilo, mas pode se enfurecer facilmente se vir injustiça. Costuma dizer que sua vida é regida pela música, pois é seu maior prazer. Gosta de ver o que há de melhor nas pessoas e toca três instrumentos (violão, sax e cajon).

História do Personagem:

Um acorde no violão... Eu gostaria de poder definir toda a loucura que tomou conta de minha vida em uma única música. Tudo estava bem demais até meus tios resolverem que era hora de eu deixar o Texas. Lá eu tinha amigos, uma banda (ou quase...), mas aquele não era o meu lugar, eles disseram, e teoricamente eu estava ficando velho demais para permanecer ali. Eu não fazia ideia do que eles queriam dizer e fiquei realmente magoado quando eles me puseram para fora. O que quer que eu tivesse feito de errado, devia ter sido algo grave.

— Você precisa ir. Deverá encontrar seu próprio caminho. Não estará seguro aqui a partir de agora — tia Gail disse, quando eu estava a ponto de atingir os treze anos.

De alguma forma maluca, meus aniversários aterrorizavam meus tios desde o falecimento de minha mãe, mas eu conseguia perceber que eles se preocupavam mais com a minha segurança do que com as deles próprios. O problema disso era que, quando eu perguntava, eles diziam apenas que eu deveria descobrir sozinho sobre quem eu era e que poderiam interferir no meu futuro se me dissessem algo mais. Mesmo assim, eu repetia a pergunta todos os dias, até que a situação ficou insustentável.

Era primeiro de maio e aquele foi meu pior aniversário. Tio Burt mal me olhava nos olhos e parecia estar secando as bochechas com um lencinho o tempo todo. Está chorando, tio?, eu me perguntava. O bolo era de morango, como eu amava, tia Gail tinha o olhar perdido e piedoso quando o voltava para mim. Naquele estranho clima, batemos um parabéns, soprei as velinhas e, intimamente, pedi que pudesse entender o que significavam aquelas expressões de sofrimento. Acreditando na realização do desejo, arrisquei:

— Por que eu tenho que ir embora?

Tio Burt limitou-se apenas a suspirar fundo, como se mais uma segunda parte dele estivesse morrendo. A primeira foi minha mãe, que era irmã dele. Tia Gail tentou protestar com a mesma resposta de sempre, dizendo que ali eu não estava seguro, mas aquilo não respondia à minha pergunta.

— Então se mudem comigo! Por que eu tenho que ir sozinho? Por que só eu estou em perigo? Se eu estou, vocês estão também, certo?

— Eles virão atrás de você, apenas. Não ligam para nós, por mais crédulos que sejamos. Você deve partir e encontrar o refúgio protegido por seu pai e a família dele.

— Meu pai? Mas você disse que meu pai não podia me ver mais! Eu nem me lembro da última vez em que ele apareceu! E o que isso tem a ver com ele? Ele... Ele é da máfia, ou algo assim?

Tia Gail riu, como se a máfia fosse um bando de formigas perto da turminha do meu pai. Mal sabia eu que realmente era. Mal eu sabia o que eu realmente era.

— Você saberá em breve. Ele não podia vir vê-lo porque seu avô não permitia, ainda que ele tenha sido rebelde nos dois primeiros anos depois que você nasceu. Encontre-o, Hugh. Tome cuidado em seu caminho, terá muitos percalços, mas nunca desista de encontrá-lo.

Ok, eu agora estava ainda mais confuso. Aquele mistério tinha relação com meu pai, que era algum poderoso sabe-se lá de onde e que não podia me ver desde que eu fizera dois anos. Eu simplesmente não sabia nada sobre ele. Sabia que tinha sido o amor da vida de minha mãe, que ela era completamente devotada a ele e que eu era o fruto desse amor. Mas dele, o máximo que eu sabia era o nome: Apolo.

Apolo de quê, eu não fazia ideia. Apolo Creed, tipo o do Rocky Balboa? Não. Aos olhos da minha mãe, boxeadores só eram legais nos filmes. E foi aí que eu comecei a ligar os pontos. Meu pai era mais poderoso que a máfia, meu avô não o deixava chegar perto de mim, e seu nome era Apolo. Não. Não, não e não, isso era loucura demais! Coisa de filme! Eu não era um Perseu com habilidades para cortar a cabeça da Medusa, essas coisas eram mitos! Eu era no máximo um amante de country rock americano das antigas... certo?

— Meu pai... Se chama Apolo, certo? Qual o sobrenome dele?

— Ele não tem sobrenome, garoto! — Desta vez foi meu tio, exasperado, quem falou. Seus olhos estavam vermelhos e, sim, ele estava chorando. — A menos que considere "O Deus Sol" como um sobrenome. Ele é Apolo! Febo! Hélio! Como você quiser chamar! Se apaixonou por sua mãe porque nossa família sempre acreditou nos deuses. E ela sempre foi apaixonada por ele. Você é um semideus, Hugh! É por isso que não pode mais ficar parado aqui! Tem que partir!

Meus batimentos cardíacos estavam mais acelerados do que nunca. Tia Gail me puxou pela mão até o sótão e me entregou uma caixa média de madeira, forrada por dentro com um veludo dourado. Seu conteúdo era uma adaga que eu jamais tinha visto, mas que agora eu soube que pertencera à minha mãe. Era algo um tanto estranho pensar em minha mãe armada, mas eu era o filho de um deus, o que eu podia esperar?

Peguei a caixa, guardei meus fones de ouvido e um pequeno aparelho mp4 com as músicas favoritas de minha mãe, e abracei meus tios bem apertado, sentindo o coração machucado. Meu aniversário de treze anos era minha data limite, era o máximo que eu podia viver como um garoto normal. A partir dali, tudo mudou para mim e enfrentei coisas que eu nem sabia que existiam.

Um espírito tomou a forma da minha mãe e quase me matou. Um quinteto de mulheres-galinhas loucas e coloridas me perseguiram e abriram grandes cortes em minhas costas. Três valentões míticos me perseguiram e, desta vez, só não fui morto porque encontrei alguém com mais vivência nesse mundo louco do que eu. Bom, nem tanta vivência assim.

Seu nome é Harry Jones e ele apareceu no momento exato em que o líder dos caras musculosos iria me acertar com uma bola de boliche na cabeça. O garoto acertou o grandão com tudo por trás e o transformou naquele nojento pó amarelo fedorento com o qual eu infelizmente já estava familiarizado.

Ali surgiu uma amizade que não posso mais ficar sem. Harry me revelou que tinha sido reclamado pela deusa Perséfone dois dias antes de me encontrar e que um híbrido de bode com ser humano morrera para protegê-lo na ocasião. O nome correto era sátiro e ele dera a Harry o nome e o endereço do único lugar onde semideuses poderiam estar em segurança: o Acampamento Meio-Sangue.

Assim, nossa jornada juntos começou. Viajamos durante um ano, enfrentando toda a sorte de monstros e encantamentos malucos. Quando finalmente alcançamos Nova Iorque, optamos por visitar o Hospital Geral especializado em tratar semideuses e recebemos uma boa dose de energia e recuperação. Logo, porém, os médicos nos deram alta e tivemos de continuar nossa jornada fora da proteção hospitalar.

O último trecho da nossa viagem foi mais rápido, mas também bizarro. Recebemos uma carona de uma senhora gentil que nos levou até metade da distância que ainda nos separava do refúgio e retomamos o ritmo de caminhada para cumprir o último pedaço da jornada. Quando estávamos no meio da escalada, encontramos um grupo de semideuses rebeldes e musculosos que quase nos deram dor de cabeça demais. Fomos forçados a entregar nossos últimos dracmas e Harry recebeu um golpe forte na cabeça, que o deixou desmaiado por um bom tempo.

Não me orgulho em dizer que quase saí correndo com Harry carregado em meu ombro quando os grandões nos liberaram, mas em momento algum eles nos perseguiram. Na verdade, tudo o que eles fizeram foi rir da nossa cara. Que heroico!

Harry acordou quando estávamos quase no topo. Quase tivemos um ataque do coração ao vermos um dragão enroscado num pinheiro, mas então percebemos que ali estavam os sinais que um dia o sátiro tinha dito a ele. Ali estava o dragão Peleu, o Pinheiro de Thalia e o Velocino de Ouro. Finalmente tínhamos chegado. Estávamos em casa.

Horas depois, o diretor do acampamento, o lendário centauro Quíron, nos deu as boas-vindas. Os campistas bateram palmas e a fogueira pareceu corresponder à animação de todos. Quando fiquei de pé para agradecer pela hospitalidade de todos, uma névoa tendendo ao laranja como a cor do Sol me envolveu e um holograma do próprio astro rei brilhou acima de minha cabeça. Eu tinha finalmente sido reconhecido como Hugh Henley, o filho de Apolo.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Harry Jones em Ter 26 Jul 2016, 11:45

Ficha de Reclamação
para filho de Perséfone



Por qual deus deseja ser reclamado?

Perséfone, pois é a deusa que melhor se encaixa à trama.

Perfil do Personagem:

Físico:
Pele bronzeada, cabelos e olhos castanhos escuros, altura de 1,75m e peso de 70kg.

Psicológico:
Harry pode ser comparado às flores de sua mãe. É muito gentil e atraente à primeira vista, mostrando sempre seu melhor lado, mas quem não tiver cuidado pode se machucar com seus espinhos. Chegou a quase enlouquecer algumas vezes.

História do Personagem:

Oi! Antes de começar, quero saber se o Hugh andou dizendo que eu o salvei diversas vezes. Ele disse? Porque se disse, pode acreditar que é mentira. Ok, não uma mentira muito grande, mas ele me salvou mais vezes do que o contrário. Mais do que ele imagina, na verdade, porque eu realmente estive a ponto de sucumbir em diversos momentos da nossa jornada.

Ele tem a mente muito mais forte que a minha. Quando o encontrei, ele estava a ponto de ser morto por lestrigões, mas mesmo assim não parecia ter desistido da luta. Eu, que já vinha de uma longa viagem, estava exausto, faminto e querendo desistir. Não, eu não sou o mais valente dos guerreiros, pelo menos não por enquanto, já que estou tentando trabalhar nisso. Mas o Hugh já contou sobre o que passamos juntos, preciso contar a vocês o que aconteceu comigo antes de me unir a ele.

Tudo começou em Los Angeles, eu acho. A diretora do orfanato dizia que eu tinha nascido lá, mas quem pode realmente ter certeza quando não se tem um pai ao lado? Não sei quem foi meu pai e nem me interessa saber. A sra. Figgins, a diretora, me contou que foi ele quem me entregou para a adoção, berrando que eu era um bebê amaldiçoado. Antes que ela pudesse dizer sim para me abrigar, ele já tinha ido embora e me largado ali mesmo. Viu só? Que paizão eu tive, hein?

A sra. Figgins me contou isso quando eu tinha 10 anos. Isso aí, amigo, 10 anos, no auge do meu desejo de ser adotado e no auge da desesperança também, porque ninguém queria um garoto na minha idade mais. Foi quando eu tive meu primeiro, como era mesmo que eles chamavam...? Ah! Acesso de loucura. Eu não consegui dormir naquele dia e fiquei imaginando o que leva um pai a desistir do próprio filho e o chamar de amaldiçoado.

E então eu comecei a pensar que espécie de mãe some da vida do filho tão sem deixar rastros que ninguém nem sabia o nome dela? O que eu teria, ainda bebê, feito de errado para que minha mãe e meu pai desistissem de mim? Eu comecei a acreditar que era, de fato, amaldiçoado e que não importava o quando eu sempre mostrasse o melhor de mim, o quanto eu geralmente fosse gentil como as flores, ninguém me veria realmente como bom.

E aí eu surtei. Lembro-me pouco da ocasião, mas uma coisa ficou marcada na minha mente para sempre: o momento em que dois funcionários me agarraram para impedir meu surto de destruição em massa (que, por sinal, estava assustando as crianças menores) e eu gritei com um ódio extremo que fez brotar do chão várias raízes, que começavam a enlaçá-los. Os dois, em pânico, me largaram e fugiram daquelas raízes, todas as crianças fizeram o mesmo, e eu fiquei mais só do que já estivera em qualquer outro momento. O detalhe era só que eu não fazia ideia de como aquilo tinha acontecido.

Esse foi o primeiro incidente. Dois anos depois aconteceu algo assim de novo, mas eu estava quase sozinho. Eu cuidava do jardim do orfanato, a única tarefa que conseguia acalmar meus ânimos quando eu me exaltava ou quando estava triste. O cheiro das flores tinha um efeito que parecia um abraço, um afago, embora eu não soubesse o que eram essas coisas realmente. Tudo estava indo bem até que um dos valentões, aqueles que nunca são adotados porque gostam de causar problemas, resolveu me derrubar de cara nas flores.

Eu só consegui fechar os olhos e pedir a quem quer que pudesse me ajudar que não permitisse que os espinhos ferissem meus olhos. Acho que a prece foi atendida de maneira ainda melhor do que eu imaginava, pois eu não sofri nem sequer um arranhão. Quando percebi isso e me levantei para encarar o garoto, simplesmente não consegui controlar o acesso de ódio que surgiu. Eu avancei em cima dele e comecei a socá-lo com toda a minha força. Sem saber como, eu conseguia desviar de todos os golpes dele, como se eu tivesse experiência em luta desde sempre. E eu não tinha.

Bem, novamente fiquei isolado. Um ano depois aconteceu de novo, umas três vezes em um curto espaço de tempo. Comecei a ouvir os funcionários, preceptores e enfermeiros dizendo que, por mais calmo que eu aparentasse ser, na verdade eu era um demônio. Um demônio incontrolável que não podia ser contrariado. Eu não sabia o que eles ainda pensavam sobre o episódio das raízes brotando do chão, mas o fato é que eles tinham visto algo estranho acontecer duas vezes e eu agora era tido como um louco imprevisível.

Passei seis meses tentando me enturmar novamente, mas era impossível. Fiz, então, a única coisa que pareceu correta para mim: fugi. Reuni minhas poucas coisas e fugi do orfanato, me aproveitando do fato de que ninguém ficava perto de mim para ver o que eu fazia. Na primeira esquina que virei, correndo, trombei com um cara barbudo e manco que me olhava com uma cara de absoluto... alívio?

— Graças aos deuses, eu te encontrei! Eu o encontrei! Finalmente! Obrigado, Pã!

Aquele sim era doido. Deuses? Pã? Do que aquele maluco estava falando e por que raios ele estava agradecendo por me encontrar?

— Você é o Harry Jones, certo? Ai deuses, eu estava ficando louco de tanto te procurar. Mas eu sei que é você! Meu instinto não mente! Vamos! Tenho que te levar pra casa! — Ele me puxou fortemente pelo braço e começou a caminhar decididamente para não sei onde.

— Espera, espera aí, seu louco! Para onde está me levando? Quem diabos é você?

Ele percebeu que a coisa estava muito mais confusa para mim, que não fazia ideia do que ele estava falando, do que para ele, obviamente. Ele se apresentou como Martínez, um sátiro do Acampamento Meio-Sangue. Isso fez menos sentido ainda para mim, até que ele me perguntou se nada estranho acontecia comigo. Ele perguntou se eventos aparentemente sem explicação me rondavam, se as pessoas me achavam doido, se coisas sobrenaturais aconteciam ao meu redor.

De repente foi como se eu tivesse encontrado alguém que pertencesse ao mesmo mundo que eu! Bom, foi isso mesmo, mas até aquele momento eu não sabia. Eu senti uma confiança súbita naquele cara, que parecia reconhecer cada um dos meus surtos de aparente loucura como coisas normais. Ele me contou que os mitos, as histórias dos deuses gregos eram mais do que mitos. Eram verdade. Nossa verdade. O que regia nossa vida. E por mais absurdo que pudesse parecer, era a única explicação plausível para tudo aquilo.

Resolvi segui-lo, já que eu não tinha mesmo para onde ir e ele me prometia um lar. Durante meio ano, viajamos de Los Angeles até o Texas, passando por mil e um percalços no caminho. Encontrei mulheres de pernas diferentes com dentes de vampiro, hibridos de humanos com urubus, cães que só podiam vir do inferno! Martínez me protegeu de tudo isso e me ensinou a lutar. Me deu uma faca com as letras CHB, a sigla do acampamento para semideuses, e me ensinou golpes e esquivas.

Eu já estava me sentindo seguro quando fomos atacados por ciclopes do mal. Os caras eram bem maiores que nós dois e muito mais fortes. Eu, que agora já tinha alguma noção de luta coordenada, fiz o meu melhor para nos livrarmos daquele grupo. Martínez destruiu dois e eu destruí mais dois. Quando o último deles tentou uma manobra traiçoeira para me acertar por trás, o sátiro se colocou no caminho e foi fatalmente golpeado pelo monstro.

Enquanto meu primeiro amigo de verdade agonizava no chão daquele beco escuro, fui tomado por uma onda de energia que nunca tinha ocorrido antes. Uma névoa rosada e com cheiro de romã me envolveu enquanto eu arremetia para cima do ciclope com força e absoluto desejo de vingança. Flores brilhavam acima de minha cabeça e, por mais que isso não parecesse nada másculo, eu dispunha de uma força enorme quando matei o ciclope.

Martínez morreu. Eu jurei que, quando encontrasse o acampamento, queimaria uma mortalha em homenagem a ele. Dois dias depois encontrei o Hugh e o livrei dos lestrigões. Me apresentei a ele e descobri que ele meio que já sabia quem era e que era filho de Apolo, embora, até aquele momento, nada tivesse brilhado acima da cabeça dele.

Hugh me contou sobre a família de sua mãe ser devota dos deuses gregos e que por isso ele sabia quem era, mas que tudo só lhe tinha sido revelado havia alguns dias. Ele me contou sua história e eu contei a minha. Juntos, passamos um ano inteiro viajando e matando monstros, passando fome, sobrevivendo. Alcançamos o Hospital Geral em Nova Iorque e recebemos tratamento por nossos ferimentos. Eu também consultei o psicólogo do hospital quando percebi que era a primeira vez em um ano e meio que eu tinha parado de correr com medo de um lado a outro. Minha mente estava tão firme quanto gelatina.

Ainda enfrentamos um grupo de semideuses rebeldes na subida da colina, o que me rendeu um desmaio e um doloroso galo na cabeça. Hugh me carregou até o topo e juntos adentramos o belíssimo Acampamento Meio-Sangue. Não sei como foi para ele na hora, mas para mim foi a sensação de finalmente pertencer a algum lugar.

Os curandeiros nos trataram e fomos recebidos pelo centauro Quíron, o diretor do local. À noite, Hugh foi reconhecido como filho de Apolo, como os tios lhe tinham contado, e todos vibraram quando chegamos juntos. Como combinado comigo, Quíron queimou uma mortalha e todos entoamos uma música para Martínez. Os sátiros me disseram para não ficar triste, pois ele reencarnaria como algum ser da natureza, possivelmente uma flor, e eu poderia cuidar dele como ele cuidou de mim. Seria legal, realmente.

Ao fim daquela noite no anfiteatro, respirei fundo e sorri. Um sorriso de alegria completa pela primeira vez. Logan, meu irmão, me conduziu até o chalé e ali eu ganhei uma cama quente e cobertas, roupas novas e uma família. Finalmente eu não era mais amaldiçoado. Finalmente eu era feliz.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Atena em Ter 26 Jul 2016, 13:57

Avaliação

Ficha de Reclamação


Reclamações ou dúvida? Primeiro mande para mim via mp. Se desejar reavaliação me mande o pedido via mp

Hugh Henley

Olá jovem que toca cajon!

Então, sua ficha foi bem legal, gostei da forma como integrou os tios na vida do garoto e a reação deles ao explicar sobre Apolo. É notável que você tem conhecimento sobre ortografia, já que não houve erros nesse quesito.

Espero apenas que se atente mais em seus próximos post's e missões com respeito as emoções de seu personagem. Ele descobriu que era semideus e aceitou isso de forma tão fácil que ficou levemente sem sentido. Explore mais esse lado, mostre o motivo por ele ter aceitado isso, etc...

Outro quesito que me deixou com um pé atrás foi a resposta da primeira pergunta. Tente encontrar motivos melhores do que apenas 'se encaixa na trama'. Acredito que, se fizer isso, melhorará cada vez mais!

Tirando esses pontos, foi uma ficha muito criativa (eu, particularmente gosto muito de fichas integradas). Parabéns, e toque bastante no seu cajon no acampamento!


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Harry Jones


Olá cavaleiro das flores!

Só eu que achei essa ficha emocionante? Acredito que não.

Ótima escrita, uma trama muito boa e... Eu não entendi o motivo de matar o sátiro ;-;

Enfim... Apenas, assim como nosso amiguinho filho de Apolo, tente melhorar os motivos por escolher tal deus, não apenas um 'se encaixa na trama'. Outro ponto que não entendi foi que o sátiro estava tão feliz em poder lhe levar para casa, mas mesmo assim passaram um tempo viajando. Não sei se foi por estarem perdidos procurando o acampamento (mas um sátiro deveria saber), ou realmente queriam passear. Mas isso não lhe fez perder sua linda reclamação.

Sinta-se em casa filho de Persé!


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alex Vanguard em Qui 28 Jul 2016, 04:13

-Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e porque?Apoloporque e um deus com capacidades otimas e o meu favorito.

-Perfil do personagem (Características Físicas e Psicológicas) E um rapaz muito rápido e ágil,tem os cabelos castanhos e um leve bronzeado.Usa quase sempre cores amareladas e uns calções de ganga.Gosta de ler livros de aventura e de as viver,gosta de não ser visto e de ajudar as pessoas.

-Historia do personagem:Viveu durante alguns anos com a mãe ate ela morrer num assalto tendo de viver num orfanato onde gostava de ler seus livros debaixo de sua cama onde se habituou a esconder,quando tinha tempo fugia para o pátrio para poder correr e saltar por cima dos bancos.
No dia dos seus anos Alex e os amigos tiveram uma visita ao Zoo e ele como adorava animais foi logo o primeiro a entrar no autocarro.Não demorou muito por isso a visita também não demorou muito as vezes a hiperatividade faz isso o que e bom acaba rápido e o mau devagar.Mas no fim quando estavam a sair da zona dos repteis algo o puxou para trás para dentro de um armário a voz de uma rapariga surpreendeu-o:
-Precisas vir comigo depressa!
-Para onde?Espera eu nem te conheço porque ei de confiar em ti?
-Porque se não confiares em mim podes morre!!!-disse ela com pressa.
-Calma.O que?Morrer como?
-Por um monstro qualquer que anda ai!-A rapariga era linda!Com olhos e cabelos castanhos presos com um lenço vermelho e um colete vermelho a condizer por cima de uma t-shirt branca manchada de óleo.
-Um monstro?... Do que estas a falar?
Ela bufou e espreitou pela porta. Sairam os dois a correr e ela levou-o para um heliporto onde estava um cavalo mas não um cavalo qualquer era alado:um Pegasus mas coberto de um metal estranho.
-Mas que?...-Questionou-se Alex mas não recebeu uma resposta.
-Vamos sobe e agarra-te a mim!-Ordenou a rapariga.
-Mais devagar-disse uma voz diferente e sibilante.-Vocês não vão a lado nenhum.
Das sombras saia um homem com cauda de cascavel que devia ser o monstro.
A rapariga desembainhou uma espada oculta e atacou.O monstro desviou-se e contraatacou mas Alex foi mais rapido pegou numa pedra e atirou-a certeira na testa da besta que caiu desamparada no chão.
-Como e que tu?-Perguntou a miúda.
-Não sei mas...
-Cuidado!-Gritou e empurrou Alex ao chão para o desviar do ataque do monstro.
-Obrigado.
-Não tens de que.
Alex saltou e caiu na cabeça do adversário e a rapariga matou-o esfaqueando o monstro.
Bateram com as mãos e a rapariga disse:
-Desculpa não me apresentei,Sara filha de Hefesto,hups..
-Espera la Hefesto o deus das forjas isso quer dizer que toda mitologia existe?
-Como e que percebeste?
-Eu leio sabes?
-Ta bom...então também percebeste que também és filho de um deus certo?
-Não!Mas sou? Que brutal!!
-Não lances os foguetes antes da festa,mas sim es filho de um deus. Agora vamos para o único sitio seguro para nos...Ha e parabéns!
-Como e que tu sabias?
-Eu depois conto-te anda sobe.
E la estavam os dois a voar em direcao a Long Island como tinha dito Sara.Ao longe Alex pode ver o por do sol e exclamou:
-Eu sempre gostei do por do sol...E lindo...Calmo e ajuda-me a pensar!
Enquanto dizia isto Alex não notou que tinha um pequeno sol a nascer-lhe na cabeça e quando aterraram toda gente olhava fixamente para ele(ate Sara).
-Que foi?-Perguntou.
-Salve Alex filho de Apolo!!!


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 29 Jul 2016, 13:06


Alex, fico muito triste em reprovar sua ficha, mas infelizmente ela está com vários erros e incoerências. Mesmo que o teste de Apolo seja considerado fácil, algumas coisas foram muito corridas em sua narrativa, como o fato do personagem descobrir o mundo mitológico. Se alguém chegasse para você na vida real e dissesse que é filho de Zeus você provavelmente não acreditaria de primeira, correto? É deste modo que seu personagem deve pensar também. Tente escrever usando um corretor online ou o programa Word, facilitará na hora da revisão e evitará os erros de ortografia. Tente mais uma vez, desejo aprová-lo da próxima e ver sua evolução dentro do RPG!  


Atualizado!




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Re: Ficha de Reclamação

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