Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Oscar Bezarius em Qua 27 Abr 2016, 10:19

Relembrando a primeira mensagem :


Avaliação



Duncan Summer — Cara, você precisa melhorar. Você peca muito na digitação e mesmo quando quer acaba sendo exagerado demais e isso torna sua escrita complexa. O jeito que escreveu tornou difícil de ler, não tendo a fluência necessária para uma boa ficha.

Infelizmente seus erros foram maiores que seus acertos.

Eu sei que a estética não deveria ser um quesito, mas a organização engloba isso, logo é algo a ser avaliado. Acredito que um template seria resolvido um pouco do problema, cores nas falas (ou algo do tipo) fariam o restante do trabalho. A questão é que você poderia ter enfeitado mais, e levaria pontos positivos por isso.

Enfim. Você terá um futuro promissor se seguir o que disse. Cuide sua escrita e leia quantas vezes forem necessárias antes de postar. Tens potencial para refazer uma ficha e se sair melhor.n Por ora é reprovado.

Reprovado

Há avaliações pendentes

Oscar Bezarius
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Eu acho que não é da sua conta. Só acho.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kurt LeBeau em Seg 05 Set 2016, 21:43

Por qual Deus você deseja ser reclamado? Caso não queira ser um semideus, qual criatura mitológica deseja ser?
Eu gostaria de ser reclamado como filho de Éolo, Deus dos ventos.

Diga-nos: por quê quer ser filho de tal Deus - ou ser tal ser mitológico?
Filhos de Éolo me parecem personagens interessantes de se trabalhar. Assim como os ventos eles podem mudar de uma leve brisa para uma ventania destruidora facilmente. Quero explorar, descobrir as capacidades deles e usá-lo para me entender. Me comporto em off de um modo muito parecido com o que descrevi acima e vejo em Kurt a possibilidade me projetar e ter uma outra visão de como eu ajo.

Cite suas principais características físicas e emocionais.
Cabelo loiro bem claro e bagunçado ao melhor estilo Jack Frost. Me acho excessivamente magro então uso roupas um pouco mais justas pra disfarçar, além de acessórios como várias pulseiras e cachecóis ou suéteres no pescoço (o que vem bem a calhar com o clima do Canadá. Meus olhos são azuis meio acinzentados e os considero meu charme pessoal. Peso uns 57 quilos e tenho 1,77 de altura. Quanto a como penso e costumo agir… isso tende a variar bastante. No geral sou tímido com pessoas novas e bem solto com aqueles que conheço melhor. Quando numa situação nova costume me prender àquelas pessoas que já conheço enquanto vou quebrando o gelo com outras pessoas com piadas nem sempre agradáveis. Tem o fato de minha mente e meu humor serem confusos, as vezes minha mente simplesmente explode de ideias ou fica vazia como caixa de pizza na terça-feira. Já o meu humor pode ir do “Ela me deixou, eu não posso mais viver nesse mundo” ao “Isso são muffins?” sem o menor esforço. Ah, quase esqueci da minha língua afiada e sarcasmo crônico, lembre sempre deles.

Relate a história da sua personagem - não haverá um limite de linhas definidos, deixe a sua criatividade fluir.

Tudo começou quando eu não passei na faculdade. Agora estou no carro com minha mãe, Anne Marie LeBeau. Seus cabelos pretos e lisos estavam meio desarrumados devido ao cansaço da viagem e olhos mel pareciam vidrados na estrada.
Para onde ela estava me levando? Um acampamento militar. Porque estou indo pra um acampamento militar? Por conta de um acordo de que se eu não passasse na faculdade seria enviado para lá. Eu não fiz acordo com ninguém, isso foi entre os meus pais e, mesmo meu pai tendo nos deixado há muito tempo, minha mãe decidiu mantê-lo. Juro que fiz de tudo pra passar, mas é difícil ler quando as letras dançam na folha e brilham como o Edward do Crepúsculo.
Eu estava assistindo a um episódio de Dr. House no meu MP4 antes da minha mãe frear o carro com tudo. Aparentemente ela estava falando comigo mas eu não ouvi por conta dos fones de ouvido.

- Você tá me testando?- Perguntou ela enquanto voltava a dirigir.- Eu já disse que detesto quando você fica de fones no carro.
- Desculpa mãe.- Tirei os fones, enrolei no MP4 e guardei no porta-luvas.- Mas é uma viagem longa de Ottawa até esse acampamento. Não tinha nenhum mais perto de casa? Assim eu poderia te ver mais vezes.- Perguntei mesmo sabendo a resposta.
- Eu perguntei a mesma coisa ao seu pai na época, ele disse que tinha de ser esse.- Falamos em uníssono, mas continuei.- É eu sei, mas, porque manteve a promessa? Ele nos deixou.

Percebi logo depois que tinha pisado na bola, minha mãe evitava falar sobre a palavra com “P”.

- Eh... Descu…
- Não, tudo bem Kurt.- Os olhos dela lacrimejavam.- Já está na hora de você saber algumas coisas.
- Ah meus Deus, meu pai era gay?!

Ela tirou a mão do volante e me deu um tapa.

- Para de ser idiota menino, seu pai não era gay. Eu o coloquei pra fora de casa.
- Você o quê? Porquê?
- Seu pai viajava muito, aos quatro cantos do mundo se brincar, e bem... - O desconforto era evidente no rosto dela.
- Você descobriu que ele tinha amantes?

Minha mãe esbugalhou os olhos me olhando rápido e voltando a olhar para a estrada.

- O que foi? Acha que eu tenho o quê, dez anos por acaso?
- Não mas... Você fala como se fosse algo tão normal…
- Mon Cher, sinto te informar mas não existe casamento perfeito.
- Onde você anda aprendendo essas coisas?
- House mãe, House.

Ela continuou dirigindo o Focus como se estivesse com uma arma apontada pra cabeça, decidi simplesmente ignorar isso e olhar pela janela do jeito mais Adele possível. Comecei a devanear e por motivos de não sei porquê lembrei da história de como minha mãe conheceu meu pai.
Quando ela conseguia uma folga do trabalho de meteorologista no telejornal que ela trabalhava, viajava até a Califórnia só para poder praticar Kitesurf. Numa dessas folgas malucas a pipa dela e de um outro cara (nem imagino quem seja) se enroscaram e eles tiveram um acidente feio, quer dizer, mamãe teve. Deslocou o pulso esquerdo e o braço direito, esse outro cara, meu pai, não se machucou, tirou ela da água nos braços e a acompanhou até o Hospital.Eu juro que preferiria não saber mas eu fui feito nesse mesmo dia no hospital, minha mãe as vezes simplesmente fala demais.
Felizmente essa cena horrível saiu da minha cabeça quando minha mãe baixou os vidros do carro deixando o ar de Nova Jersey invadir minhas narinas. Cheirava a fumaça e chuva mas minha mãe parecia não se importar, se não estivesse dirigindo era capaz de colocar a cabeça pra fora como um cachorro. Ela simplesmente adora sentir o cheiro dos lugares e das coisas.

- Meia hora até o acampamento. Ou uma hora se pararmos pra comer alguma coisa.
- É? Tipo o quê?
- Sushi?
- Você é a melhor mãe do mundo, veille.
- Me chamou de quê? - O tom dela mudou
- Nada. - Respondi rápido
- Acabou de ganhar uma viagem sem escalas para o acampamento.
- Droga. Posso ao menos assistir alguma coisa no MP4?

Ela me olhou de canto e meio desgostosa permitiu. House já estava cansativo, hora de ver o careca mais carismático do mundo: Aang.
Infelizmente chegamos antes que o Aang e o Zuko conseguissem chegar ao topo da escadaria dos Guerreiros do Sol, felizmente eu já tinha assistido a esse episódio e sei que eles vão dançar pros últimos Dragões vivos.
Eu imaginava ver logo de cara um bando de garotos fardados correndo num pátio mas a única coisa que vi foi uma colina esverdeada.

- Onde está o acampamento?
- Do outro lado da colina.
- Não tem nenhuma via de acesso pra carros?
- Vai pegar sua mala, preguiçoso.

Desci do carro, abri o porta-malas e tirei minha mala preta lá de dentro, ela tinha algumas mudas de roupas, agasalhos, uma bota e um chinelo. Parei ao lado do carro onde minha mãe me esperava, ela me abraçou e me beijou na testa.

- Espera, não vai comigo?- Perguntei apreensivo.
- Nope, boa sorte.
- Mas...- Antes que eu pudesse retrucar ela entrou no carro e ficou me olhando, esperando que eu subisse.

Detestei isso, pessoas novas me assustam um pouco, fora que eu não sabia o que teria que fazer, com quem falar. Mas prossegui mesmo assim.
NOTA MENTAL: Da próxima vez compre uma mala de rodinhas, subir uma colina carregando uma mala nas costas é exaustante. Porém, com esforço, consegui chegar ao topo, a essa hora minha mãe já tinha ido embora, eu estava por minha conta.
Dei uma olhada ao redor, à minha direita havia um pinheiro com uma pedra verde ao lado e abaixo da colina, no meio do vale, eu esperava ver barracas, canhões, a bandeira americana num mastro mão encontrei nada disso. No lugar tinham construções coloridas e diferentes, adolescentes caminhando com camisetas laranjas, um vasto campo de morangos iluminados pelo por do sol... Que tipo de acampamento militar é esse?

Descendo a colina pude observar mais claramente as coisas. As construções coloridas aparentemente eram chalés para os campistas. Consegui discernir um palco próximo aos chalés, bem como uma quadra de vôlei e, claro, uma casa azul enorme. Ela deveria ter uns quatro andares e era toda no estilo vitoriano, provavelmente era a sede do lugar, onde se fazia o alistamento e afins.
Andei naquela direção e olhei para baixo no intuito ignorar alguns poucos olhares em mim, eu só não contava que o pessoal do vôlei fosse perder a bola, um dos garotos esbarraria em mim tentando alcançá-la.

- Oh, desculpa aí novato.- Disse ele tentando nos equilibrar.
- Tá tudo…- Eu tinha mantido meu olhar meio baixo até perceber que o garoto tinha pernas de BODE.- Mas que merda é essa?!

Olhei para o rosto do garoto, ele não parecia ser muito mais velho que eu, mas já tinha uma barbicha e CHIFRES, ele me olhava como se eu fosse um maluco.

- Que fantasia é essa cara?- Pode-se dizer que eu estava em surto.
- Calma, você é novo, deixe eu te explicar.- Ele estendeu os braços na minha direção e eu fiz a coisa mais sensata do mundo: corri.
Provavelmente eu não fui muito longe, lembro de sentir uma porrada na nuca e cair no chão.
Sonhei com os sushis que minha mãe prometeu. Quando acordei estava deitado num sofá dentro de uma sala bem aconchegante. Paredes de madeira, uma lareira com uma cabeça de leopardo acima dela, que eu JURO ter me dado língua. A minha frente havia um homem numa cadeira de rodas tomando chá com biscoitos, ele talvez tivesse idade para ser meu avô.

- Boa noite, meu jovem. Aceita um pouco?

Ele trajava um paletó marrom de lã com remendos nos cotovelos e uma gravata verde que não combinava com a camisa xadrez que usava por baixo nem com a manta que cobria suas pernas. Tinha uma barba bem aparada mas o cabelo parecia um ninho de ratos. Levantei levando a mão à cabeça dolorida.

- Não, obrigado. Eu acho que seu leopardo me deu língua.
- Perdoe a falta de educação do Seymour.
- Espera, então ele realmente fez isso?

O senhor olhou para Seymour em tom de reprovacão.

- Garanto que isso não vai se repetir.

Coloquei a outra mão na cabeça, ela doía bastante, mas não sei se era pela pancada ou pela confusão que eu estava vivendo.

- Ah, claro. Me pediram para pedir desculpas por isso. Um de nossos campistas achou que essa fosse a melhor forma de te acalmar, mas já conversei com ele sobre isso.
- Pancadas gratuitas, um garoto com chifres e patas de bode, uma cabeça de leopardo viva… Será que você pode me explicar o que está acontecendo?
- Acalme-se meu garoto, todos se sentem assim num primeiro momento. Meu nome é Quíron, e este é o Acampamento Meio-Sangue, o lugar mais seguro para semideuses.
- Kurt LeBeau. Você disse semideuses? Tipo o Hércules da Disney?

Ele riu.

- Eu preciso mesmo ver esse filme, a maioria o menciona quando chega aqui. Mas, respondendo à sua pergunta… Sim e não. Esse acampamento é para semideuses gregos, Hércules é o nome romano de Herácles e sim ele é um semideus filho de Zeus, mas nem todos os meio-sangues são filhos dele.
- Então acho que minha mãe me deixou no lugar errado. Era para eu estar num acampamento militar.
- Ah, então foi isso o que ela te disse? As desculpas dos pais estão ficando cada vez melhores. Você é um semideus meu garoto, do contrário, não teria conseguido entrar aqui.
- Eu? Um semideus? Não, não, não, deve ter algo errado, minha mãe é normal, eu acho que saberia se ela fosse uma deusa.
- É? Mas e seu pai?
- Não o conheci, ele foi embora quando eu nasci.- Sei que estava mentindo, mas ele não precisava saber a verdade.
- Sinto por isso, é um comportamento reprovável mas muito comum. Sua mãe nunca mencionou o nome dele?
- Sim, mas acho que não existe um deus grego chamado Todd Brancroft.

Ele fechou o rosto de modo pensativo.

- Não lembro de nenhum deus que tenha usado esse nome anteriormente. De toda forma, temos duas opções: você assistir ao filme de orientação ou passarmos a noite conversando, está tarde todos já jantaram e devem estar dormindo.
- Acho que prefiro a conversa. Posso pegar uma xícara?

Acho que essa noite conquistou o lugar de noite mais confusa da minha vida, a primeira foi quando precisei aprender química orgânica, as estruturas das substâncias simplesmente voavam pelo quarto.
Quíron me explicou o básico da mitologia grega (criaturas místicas, a confusa árvore genealógica dos deuses) e que os deuse da Grécia Antiga agora moravam no Empire State, disse que nem todos os semideuses levaram uma vida tão tranquila como a minha, o que me fez pensar na vez em que todas as janelas da sala de aula explodiram quando um garoto beijou a garota que eu gostava ou quando soprei as velas do meu bolo de aniversário e elas bateram na parede, comentou algo sobre uma névoa mágica que esconde algumas coias das pessoas normais. E também mencionou algumas regras básicas do tipo “Não vá para a floresta sozinho” ou “Não saia do seu chalé à noite ou será devorado por harpias” O que diabos são harpias? Pelo que eu entendi são mulheres meio pássaro.

- Quase me esqueci. De manhã pode levar as suas coisas para o chalé 11, é lá onde ficam os semideuses que não sabem quem são seus pais. Antes o número era bem maior mas isso mudou de uns anos pra cá.
- Tudo bem, eu só não entendi uma coisa… Minha mãe sabia que esse não era um acampamento militar?
- Possivelmente, mas não a culpe Kurt. É difícil para os pais explicarem essa situação, eu já venho fazendo isso há séculos.
- Literalmente séculos?
- Sim. Desde o tempo de Herácles.
- Ah, tudo bem então.- COMO ELE AINDA ESTÁ VIVO? O cara tem o quê? Quatro mil anos mais ou menos?
- Descanse, terá um dia longo amanhã.- Não sei se ele usou alguma magia comigo, mas pouco depois de deitar de novo no sofá eu adormeci.

Pela manhã, mais coisas bizarras. Quíron me acompanhou até o chalé 11 mas pouco antes de sairmos ele se levantou da cadeira de rodas, a manta caiu no chão mas suas pernas não se moveram. A cintura foi ficando mais longa e de início achei que ele estava usando roupas de baixo de veludo muito compridas, mas à medida que ele foi se erguendo da cadeira percebi que era a parte de baixo de um animal musculoso e com pelos brancos: um cavalo.

- Finalmente. Fiquei tanto tempo confinado lá dentro que minhas juntas ficaram doloridas.
- Você é um…- A falta de palavras era por conta da minha surpresa e de eu realmente não saber o que ele era.
- Um centauro, talvez encontre outros por aqui, agora venha. Vamos conhecer seus aposentos temporários.

O chalé 11, diferentemente dos outros, não era tão especial. Ele realmente parecia um chalé, os outros lembravam imagens de livros de história de um aluno entediado que ficou desenhando por cima delas. No caminho até lá, Quíron explicou que o chalé era para os filhos de Hermes, mas como ele era patrono dos viajantes todos os novatos indefinidos ficavam lá até que fossem reclamados por seu pai ou mãe e que antes o número de indefinidos era muito maior, mas depois que um tal de Percy Jackson dar uma dura nos deuses eles passaram a reclamar os filhos com mais frequência, mas ainda demorava um pouco.
Entrei e a maioria dos olhares na sala de estar se voltaram para mim. Quíron não pôde entrar por conta da sua nova altura então pediu para que um garoto chamado Marvin Greig me acomodasse.

- Venha, os quartos são lá no primeiro andar.- Disse Marvin.

Assenti com a cabeça e o segui até o segundo andar e depois até o Quarto dos Indefinidos. O lugar era ,basicamente, um conjunto de beliches com um tipo de armário ao lado. Comecei a arrumar minhas coisas até perceber que Marvin estava com o braço estendido para me entregar algo.

- Aqui, vai precisar disso. A maioria dos meus irmãos não respeita os objetos dos outros.

Quando olhei mais atentamente para a mão dele vi um cadeado simples com uma chave.

- Obrigado.- Peguei o cadeado e o usei para trancar o armário mesmo não tendo nada de valor dentro.
- Olha, sei que isso tudo é novo… Posso te apresentar o resto do lugar. - Uma corneta soou ao longe.- Depois do café, estou morrendo de fome.

Saímos do chalé de Hermes e andamos pelo gramado central até o refeitório. Eu já não imaginava mais cabanas de madeira e janelas com redes contra insetos, mas um templo grego em tamanho real já era demais.
No alto duma colina, colunas gregas enormes feitas de mármore e ligadas por uma borda externa se projetavam para cima dando uma ótima vista para o mar. Mas o que me deixou mais curioso foi a falta de um teto.

- Eeh… O que vocês fazem quando chove?- Apontei para cima.
- Não chove aqui dentro.- Marvin respondeu.
- Claro que chove, em qualquer lugar do mundo chove ao menos de vez em quando, até em desertos.- Isso não era 100% verdade mas não era uma mentira total.
- Hãã… Como explicar… O acampamento é magicamente protegido das coisas externas como chuva, neve, monstros e até humanos, ou da maioria deles pelo menos.

Parei por alguns segundos para refletir.

- Então vocês tem um guarda-chuva mágico?
- É, quase isso.- Ele tinha um riso preso no rosto.

O interior era tão fenomenal quanto o exterior. No centro queimava um enorme fogueira próxima a uma rachadura no chão e circundada por longas mesas de madeira cobertas com toalhas roxas. Alguns campistas já estavam sentados comendo e conversando.

- Cada chalé tem sua mesa, geralmente você faz suas refeições sentado ao lado de seus irmãos e irmãs. Como você ainda é um indefinido fará suas refeições comigo e meus irmãos.- Ele sorriu apontando para a mesa onde um grupo de garotos tinha espalhado taxinhas por cima da mesa e apontavam para uma outra mesa mais distante.
- Certo, mas eu ainda tenho uma pergunta. Vamos assar a comida naquilo?- Apontei para a fogueira.
- Não.- Disse ele entre risos.- O braseiro só serve para oferecermos comida aos deuses, nossos pais e mães, então tente colocar um pouco mais de comida no prato para eles.
- Mas no meu caso… eu não sei quem ele é, o que faço?
- Apenas tente ser genérico, sem citar nomes ou algo do tipo.

Sentamos na mesa destinada ao chalé 11 e nos servimos das bandejas das harpias. Ele colocou o clássico ovos com bacon americanos, eu fiquei com uma omelete. Ele me deu um tapinha no braço quando eu estava prestes a dar uma garfada, olhei pra ele o vi indo até o braseiro. Entendi que deveria fazer o mesmo. Levantei e entrei na fila que se formou, quando cheguei no braseiro cortei um pedaço da minha omelete e joguei nas chamas.
Fiquei encarando-o enquanto pedia pra que qualquer um que estivesse ouvindo que acordasse o meu pai pois eu estava aqui. Senti uma brisa trazendo o cheiro de mar ao pavilhão antes de voltamos para a mesa e eu perceber que agora haviam copos onde estávamos sentados.

- Hum… peça o que quiser ao copo mas nada alcoólico por favor, já tivemos problemas com coisas assim.
- Qualquer coisa mesmo?- Perguntei ao filho de Hermes.
-É, você vai se surpreender.
- Esse lugar todo já está fazendo isso.- Olhei para o copo.- Frozen de limão.


O gelo começou a subir do fundo do copo e extrapolou seus limites, mas não caiu. Olhei para Marvin com a cara mais incrédula que eu já tinha feito e depois olhei pro copo.

- Simplesmente uau.

Comecei a apreciar o meu frozen junto com a omelete até Marvin começar a falar de boca cheia.

- Entoum, voxê já matou agum moinstro?
- Engula primeiro, fale depois.- Assim ele o fez.
- Eu disse: Então, você já matou algum monstro?
- Ah… não.
- Não?
- Bem, se baratas contarem então sim.
- Só contam para os filhos de Afrodite, você bem que poderia ser um deles. Bem vestido, desarrumadamente elegante...- Ele apontou com a faca para uma mesa que eu definiria como a mesa dos populares.
- Espero que não tenha sido uma ofensa. Mas voltando aos monstros... Todos que chegam aqui já mataram um?
- A maioria, mesmo que por acidente. No geral eles nos seguem pelo cheiro divino que exalamos, isso acontece pelo telefone e internet também, por esse motivo não usamos celulares.- Lembrei da minha mãe me dando o meu MP4 quando eu pedi um celular e dando uma desculpa esfarrapada.
- Mas como se comunicam em emergências? Pode não ter uma cabine telefônica por perto.
- Mensagens de Iris.
- Íris tipo a parte do olho?
- Íris tipo arco-íris, fazemos um arco-íris surgir usando água, alguns já usaram até CD's, jogamos um dracma – Ele tirou uma moeda de ouro do bolso.- e dizemos com quem queremos falar.
- Okaaay… cara, quando vai aparecer aquele cara com um microfone e dizer que isso é tudo uma pegadinha?
- Infelizmente não é. Os novatos demoram pra aceitar, eu mesmo levei duas semanas. Você está se saindo bem. Tirando a situação com Jezz.
- Jezz?
- É, o sátiro que você se esbarrou quando chegou e depois surtou.
- Ah meu deus, todos sabem?
- A maioria, e nós costumamos falar “meus deuses” por aqui. Falando nisso, de onde você é? Com certeza não é daqui.
- Ottawa, Canadá.
- Ah sim, nem todos vão gostar de você, já aviso logo.
- Tudo bem, já estou acostumado.

O papo voltou ao tema de monstros e assim ficou por um bom tempo até ele mencionar os metais mágicos e lembrar de uma coisa.

- Temos que pegar seu kit de boas vindas.
- Acho que isso não ser coisa boa.
- Mais ou menos, tem uma faca e alguns dracmas.
- Você disse… faca?

Sim, eu sou louco por facas. Na verdade por armas em geral. É meio comum no Canadá pais levarem seus filhos para caçar mas como eu não tinha um pai presente simplesmente ficava na vontade, minha mãe não me deixava nem ter um canivete. Saímos do refeitório e fomos até a Casa Grande (que nome óbvio). Eu meio que apressei Marvin Greig que queria me mostrar o lugar mas eu estava mais animado em possuir minha própria faca.
Quando chegamos Greig me pediu que esperasse do lado de fora. Eu estava tão animado que só percebi que estava dando pulinhos de alegria quando uma garota baixinha passou por mim e riu. Corei e me encostei numa viga da varanda, logo depois Marvin colocou a mão no meu ombro.

- Seja responsável. Ela mata monstros e você também, mas ,já que é feita de bronze celestial, é inofensiva para humanos.- Tomei a faca das mãos dele e a admirei.

Ela tinha um cabo de aço com couro e as letras CHB gravadas perto do mesmo. Ele também trouxe uma sacola com moedas, mas eram menos importantes. O bronze celestial tem um reflexo único o que deixava a faca muito mais bonita.
Quíron saiu de dentro da Casa Grande e veio até a nós.

- Greig, acompanhe o LeBeau em seu primeiro dia de treino, já está na hora de começarmos a lapidá-lo.
- Por onde acha que deveríamos começar?- Questionou Marvin.
- Você quem sabe.- O centauro o olhou de modo travesso.

Eu mal terminei de ouvir a resposta e já me vi sendo arrastado pelo braço, mas ainda pude ouvir o riso de Quíron atrás de nós. Gritei para Marvin perguntando aonde estávamos indo mas ele parecia ter me ignorado. Passamos pelo que pareceu ser todo o acampamento mas eu duvidava que tivéssemos realmente feito isso.
Nós finalmente paramos e bem na nossa frente haviam várias paredes com pedras coloridas presas nelas, mas o que mais me chamou atenção foi o fato de haver mais de uma e em diferentes formatos e posições.

- Bem-vindo ao meu lugar preferido no acampamento o complexo de escalada.
- Jura? Achei que era trabalho de artes.- Ele me olhou como todas as outras pessoas quando eu era sarcástico sem motivo.- Desculpe.
- Tudo bem, mas nem todos aqui são complacentes como eu. Bem, vamos começar no nível dois?
- Não acha melhor começar no um?
- Já fez isso antes?
- Não.
- Então... nível dois.- Ele me empurrou pelos ombros até uma parede que teria facilmente vinte metros de altura.

Ele começou a ajustar o equipamento em mim, o que me deixou bastante desconfortável. Alguns minutos de desconforto e eu estava pronto para não morrer quando caísse da parede.
Comecei a subir apoiando um pé numa pedra roxa e usando para tomar impulso para alcançar uma vermelha que me pareceu ótima para apoiar e teria sido se ela não estivesse solta. Olhei para o filho de Hermes que estava assobiando e olhando noutra direção.
Dessa vez segurei uma amarela que estava bem segura mas era mais baixa que a vermelha. Procurei alguma que parecesse não estar solta e escolhi uma cinza que, por sorte, estava bem presa. Depois disso tentei me apoiar numa azul que estava solta, mas não caí, já contava com essa possibilidade então não apoiei todo meu corpo nela.
Olhei para baixo, devia ter subido somente uns dois metros e meus dedos já doíam. Me perguntei se realmente isso tudo era necessário e imaginei alguém tendo que fugir de centauros como Quíron.
Algumas pedras depois eu já estava na marca de cinco metros e foi quando senti algo batendo na minha cabeça, passei a mão no cabelo e senti areia. Ouvi Marvin me chamando e olhei para ele.

- Esqueci de avisar, pedras podem cair lá de cima. Tome cuidado.

Com tanta coisa pra esquecer ele esquece justamente daquela que vai me deixar com um olho roxo. Continuei subindo, dessa vez num ritmo mais rápido devido a minha raiva. Amarela, azul, branca… opa, branca não, verde, verde, laranja. Continuei num bom ritmo até sentir mais areia caindo. Olhei para cima e vi uma pedra vindo na minha direção ela provavelmente tinha o tamanho da minha mão espalmada. Levantei o braço no intuito de me defender da pancada.
Senti uma brisa, a luz do sol sumiu rápido, esperei por uns quinze segundos e nada de pancada. Olhei para cima e tinha uma NUVEM acima de mim, não no céu mas duas pedrinhas acima.

- ME TIRE DAQUI GREIG!- Gritei me soltando das pedras.
- Tá legal, tá legal.- Ele começou a andar na direção da parede me trazendo pra baixo.

Assim que me afastei da parede a nuvem sumiu e a pedra caiu fazendo um baque seco.

- Ainda bem que a culpa te fez parar a pedra.- Falei enquanto lutava para tirar todo o equipamento.
- Eu não fiz aquilo, Hermes não controla nuvens.
- Estamos sozinhos aqui,- Olhei ao redor para ter certeza.- se não foi você, quem foi?
- Ei, esquentadinho, olhe pra cima.

Eu estava esperando a vingança da pedra mas me deparei com algo bem estranho: Eu virei um The Sims.
Acima de mim um disco cinza e azul-claro brilhava e dentro dele havia uma nuvem e desenhos que eu reconheci de mapas como indicações de ventos.

- Parece que você vai sair do chalé 11.
- Porquê? O que aconteceu aqui? O que isso significa?
- Você acabou de ser reclamado. Seu pai é Éolo, o Deus dos Ventos.
- Existe algo que não tenha um deus grego?

Marvin parou por alguns instantes e respondeu:

- Acho que não. Vamos voltar, temos que levar suas coisas para o chalé 19.
Kurt LeBeau
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Garrett Bardrick em Qui 08 Set 2016, 02:05

Avaliação,


Ufa, finalmente consegui terminar de ler a sua ficha. Primeiro, meus parabéns pelo seu textão. Enfim, vamos lá. Um dos pontos que tenho que falar primeiro é sobre a faca que você citou. Ela não é celestial como você disse, mas sim bronze comum. Houve alguns erros de digitação, pontuação e o número do chalé. A história é bem longa, mas bem desenvolvida. Quando você for pôr falas no seu texto, use o travessão e não o hífen. Outro que que aconselho também, é diferenciar as falas por cores. Em algumas partes acabei me confundindo, mas lendo novamente consegui entender. Outro que acho interessante, é sobre os seus pensamentos. Bem interessante e engraçado, mas se tivesse em itálico ajudaria a separar pensamento de ação (essas dicas é apenas uma sugestão, mas existe outras formas). A maioria dos seus erros foi por falta de atenção, só procure revisar mais o seu texto e se tiver com dúvidas sobre alguma coisa é só mandar mensagem.

Ficha Aprovada

Garrett Bardrick
Avaliação
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63

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Acampamento Meio-Sangue - Chalé 11 ~ Indefinido ~

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Qui 08 Set 2016, 18:36



Atualizado!



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Tak Jae Hoon em Sab 10 Set 2016, 00:10

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Afrodite, pois a admiro muito e gostei bastante dos presentes de reclamação e dos poderes.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Características físicas: Seu corpo é perfeitamente distribuído em 1,60 de altura. Os fios loiros atingem um pouco mais da metade de suas costas em forma ondulada, contrastando as imperceptíveis mechas castanhas. Cassidy é dona de olhos penetrantes e hipnotizantes de um tom esverdeado incomum. A pele meio bronzeada deixa a tona seu passado, não negando suas origens. Seu sorriso é encantador e contagiante, capaz de demonstrar toda a simpatia que Cassidy possui e guarda para aqueles que forem merecedores da tal.

Características psicológicas: Para Cassidy atos dizem mais do que palavras, ou seja, a menina sempre irá agir melhor do que dizer algo. Amante das pequenas coisas, é do tipo que se apaixona pelos menores atos, por sorrisos, por trocas de olhares e até por um apertar de mãos.

A loira sempre está de bom humor, mais do que qualquer um, adora semear o amor e juntar casais apaixonados, porém, preocupa-se tanto em semear o amor que se esquece de encontrar o seu. Totalmente confiável e amiga, nenhum segredo que lhe fora confiado sairá de sua boca. Discreta, a garota odeia chamar a atenção dos outros, prefere que notem nela por conta própria sem motivo concreto, apenas por curiosidade em saber quem realmente ela é.

Não pense que Cass é apenas uma garota bonita, ela é muito mais do que isso. Além do mais, odeia aqueles que só se aproximam por conta de sua beleza, eis ai um dos motivos para não ter encontrado um verdadeiro amor.

Trair sua confiança ou duvidar de sua amizade é a maior ofensa que alguém poderá fazer a ela, porém, com uma boa conversa acredita que tudo pode se resolver e sempre estará de braços abertos para perdoar e acolher qualquer um que precisar.

- História do Personagem.

Talvez sua ligação com o mar não fosse por acaso. Talvez a sensação de renascimento que sentia quando entrava em contato com a água salgada não fosse apenas uma sensação. Talvez tivesse a ver com sua origem, com suas raízes ou com sua verdadeira progenitora.

Nascida às beiras do Pacífico, no Havaí, em uma família amante do surfe que já carregava consigo o título de melhores surfistas de toda a costa Banzai-Pipeline, Cassidy é a caçula de três irmãos, e também, a única menina de sua família.

Seu pai e seus irmãos sempre a viram como o “tesouro” da família, ou seja, eram superprotetores e chegavam a tratá-la como uma criança algumas vezes. Sua mãe, bom, dizia o seu pai que ela falecera no dia em que Cassy nascera, porém, a loira nunca acreditou muito nisso, pois nunca achou uma foto de Eleanor grávida dela, apenas de seus dois irmãos. Porém, tentava afastar este pensamento de sua mente e acreditar no que lhe era dito.

As aulas de surfe iniciaram em meados de seus oito anos de idade, ali mesmo, em Pipeline, palco de ondas gigantes, tubulares e perfeitas. A garotinha nunca teve medo do mar e muito menos de ondas, afinal, sentia-se ligada a ele.

Era sempre a mesma coisa, Cassidy arriscava-se nas ondas e os três homens de sua vida ficavam com o coração na mão, morrendo de medo de perderem-na para as ondas. As quedas eram simultâneas e esperadas, mas nem isso fez com que ela desistisse de aprender a surfar.

A medida que o tempo corria, a loira crescia e se tornava uma jovem bela, sedutora e apaixonante. Por onde passava arrancava olhares hipnotizados de homens e olhares de inveja e admiração de algumas mulheres. Era engraçado porque sua beleza não tinha nada a ver com a de sua mãe, o que a fazia suspeitar ainda mais de uma possível traição por parte de seu pai.

O número de amigos de Cassidy era razoavelmente alto, eram mais meninos do que meninas, e estes na maioria das vezes acabavam por se deixarem seduzir pela beleza da adolescente que por sua vez não sabia o que fazer. Era tudo muito confuso para ela, afinal, nem ela mesma achava-se tão bonita assim, por que será que todos se apaixonavam tão fácil por ela?

O dia de sua primeira competição profissional enfim chegara. Após oito anos de treinamentos intensivos, competições amadoras e torneios beneficentes. Aquele também era o dia de seu décimo sexto aniversário e ela, particularmente, esperava mais do que aquilo para o tal dia.

Cassidy polia sua prancha, nervosa, ansiosa e confiante, ciente de que teria e iria ganhar um prêmio naquele dia. Foi então que alguém bateu na porta de seu quarto, invadindo-o em seguida.

Seu pai e uma mulher de uma beleza estranha pareciam apavorados. Estavam ofegantes e praticamente cuspiam as palavras:

- Cassidy você precisa ir com ela, chegou a hora. – Seu pai dizia.

- O que? O que tá acontecendo aqui? Eu não vou a lugar algum!

- J. J. você ainda não contou a ela? – A mulher perguntava meio intolerante.

- Não, não contei. Eu estava esperando a hora certa.

- Espera aí! – Cass gritou, sem entender nada. – Vocês podem, por favor, me explicar o que está acontecendo aqui? – Seus olhos estavam arregalados e a aquela altura ela já sentava sobre sua cama.

J. J. dirigiu-se até sua filha e sentou-se do seu lado. Pegou em suas mãos delicadamente e a olhou nos olhos, suspirando, nervoso, porém logo começou a dissertar sobre o que a mulher falava.

- Bom, minha filha. Eu sei que você já suspeitava sobre você não ser filha de Eleanor, sei que procurou fotos por todas as caixas e álbuns e nunca achou nenhuma em que ela estivesse grávida de você ou com você nos braços. – Suspirou. – Sabe, Caissy, eu amei muito a Lea, eu a amei incondicionalmente, mas aí ela faleceu. Exatamente um ano depois da morte dela eu conheci sua verdadeira mãe. – Os olhos do homem se enchiam de lágrimas. – Ela era mágica. A beleza dela era incomparável, era divina. Seu jeito era encantador e seu olhar despertava nos homens uma paixão avassaladora. Eu não sabia com quem eu estava me metendo até que tivemos nossa primeira noite juntos... – O silêncio pairou sob o ambiente e as lágrimas vinham agora de ambas as partes. – Cassidy ela era um ser divino, e você herdou parte da divindade dela.

A loira não conseguia pronunciar nenhuma palavra. Logo, a mulher estranha se intrometeu.

- Então Cassidy, como seu pai dizia: você é filha de uma deusa. Porém, a deusa só será revelada assim que chegarmos ao Acampamento Meio-Sangue, e para isso você deve estar pronta dentro de cinco minutos. Um sátiro disfarçado que estava na sua escola teve uma emergência e pediu para o Acampamento enviar alguém para te buscar. Pegue suas coisas mais importantes e uma muda de roupa, Long Island nos espera. – A mulher era fria.

Sem perguntar nada, a menina levantou-se e pegou uma muda de roupa, enfiou tudo dentro de uma mochila e trocou de roupa. O seu estado era de choque, como assim filha de uma deusa? E o pior, ela acreditava em tudo porque para ela, tudo fazia sentido.

Despediu-se de seu pai e de seus irmãos rapidamente, mas com abraços longos e apertados. Apenas disse que os amava e que voltaria para visitá-los assim que lhe fosse permitido, afinal, sua liberdade estava nas mãos da mulher friamente estranha.

Todo o percurso fora feito em silêncio, desde casa até o aeroporto e desde o aeroporto até Nova Iorque. Assim que pegaram o táxi para Long Island a mulher começou a falar coisas que Cassidy ignorava constantemente, sua mente estava embaralhada demais para ficar escutando a conversa de uma louca.

Após um tempo, o táxi estacionou em uma estrada deserta, totalmente estranha. A moça desceu do veículo e fez um gesto para que a semideusa a acompanhasse. Assim que desceram, as portas do táxi se fecharam e ele sumiu em disparada pela estrada, sem deixar nem sequer um rastro.

Os instantes seguintes poderiam ser descritos como uma trilha pela floresta da encosta em busca do tal Acampamento. A jovem começava a se sentir cansada e descrente de tudo aquilo, até que seus olhos puderam contemplar a construção grega, as pilastras e o grande nome “Acampamento Meio-Sangue”.

- Até que enfim. – Sussurrou a protagonista, tranquila.

- Olha só, ela fala. – Brincou a mulher puxando-a para que andasse mais rápido.

Após alguns minutos, ambas estavam paradas em frente à entrada do local, a mulher adentrou o recinto primeiro e tornou-se uma espécie de ninfa, daquelas que você acha que só existem em contos de fadas. A loira suspirou e fechou os olhos, passando lentamente pela barreira invisível. Assim que suas pálpebras se abriram ela pode ver que já estava dentro de seu novo lar, daquele lugar que seria a sua nova casa e que um símbolo brilhava acima de sua cabeça.

Várias garotas escandalosas vinham em sua direção, pulando e gritando coisas como “Seja bem vinda irmãzinha!”, ou “Abram alas para a nova filha do chalé 10”. Todas a abraçavam e sorriam animadas, enquanto Cassidy não entendia nada daquilo mas deixava sorrisos escaparem pois estava feliz em ser bem acolhida em sua nova casa.

A mulher estranha enfiou-se no meio das garotas eufóricas e parou em frente a recém-chegada, sorriu e pegou em suas mãos.

- Bem vinda ao Acampamento Meio-Sangue, irmãzinha.

Para uma deusa nascida do mar, uma filha amante do mar.
Tak Jae Hoon
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Vitor S. Magnus em Dom 11 Set 2016, 09:53


Avaliação
Cassidy Butzke Lisenbröde


O
lá, moça! Seja bem-vinda. Gostei muito das suas descrições físicas e psicológicas, poucos costumam dar detalhes grandes nessa parte.

Sua história é interessante, você não usou nenhum clichê, deixando uma base diferenciada pra trama. Por pouco não ficou estranho, pelo fato da chegada da tal ninfa ter sido muito repentina e as informações terem sido jogadas como uma bomba para a Cassidy, mesmo assim você contornou as coisas deixando tudo bem explicado e mostrando os sentimentos da personagem. Não vi erros gritantes nem muitas falhas, mas sempre atente a elas lendo e relendo seus posts em voz alta. A dica que eu dou é realmente usar essa história pra tudo ficar mais interessante em missões.

No mais, sempre melhore sua narração e cresça como semideusa. Seja bem-vinda, filha de Afrodite.

Aprovada como filha de Afrodite.

Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Dom 11 Set 2016, 11:04



Atualizado!



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Katarine Angie Parker em Ter 13 Set 2016, 17:15

{ Na Ficha O Nome Esta Como Lindsay,Por Que Eu Pedi Para Mudar Meu Nome,Mas Se Não Aceitarem A Mudança Eu Mudo Para Katarine}

▬ Por qual Deus você deseja ser reclamado?
Selene

▬ Por que gostaria de ser filha de Selene??
Eu acho que combinou bastante com a personalidade da Lind e se encaixou perfeitamente na história.

▬ Características Fisicas
Lindsay tem 1,75 de altura, tem sardas, tem cabelo cumprido e ruivo e as vezes chega a ser confundido com castanho. Seus olhos são azuis e as vezes verdes, não tem uma cor exata e muda de acordo com o seu ambiente. Sua boca é carnuda e sua bochecha é rosada por nascença, o facilita quando ela ruboriza por algum constrangimento, ou não, pode ser que ela fique mais vermelha do que já é.

Suas roupas são delicadas e diversas, não segue um estilo e usa aquilo que é confortável e bonito, usa short's, calças, vestidos e qualquer roupa, mas com estampas que goste. Gina não liga muito para maquiagem mas não é que deixe de usar. A única coisa que usa é rímel que ressalta seus olhos azuis, mas em outras ocasiões mais especiais passa batom e delineador.

▬ Características Psicológicas
Lindsey é uma garota decidida, que sempre sabe o que quer e raramente tem dúvidas e se tem não pede a opinião dos outros para agir. Não gosta de receber ordens e já arranjou briga por causa disso principalmente com os filhos de Ares, mas Lind gosta de dar ordens, serve para ser uma líder nata. Também é muito competitiva e esportiva, não gosta de perder em competições - Quem gosta? - e quase sempre bola uma estratégia sendo possível confundi-la com os filhos de Atena. Se alguma vez seu chalé não ganhou na arrumação não seria por culpa dela porque a mesma sempre acorda energética e arruma tudo ao seu redor.

Companheira, gentil, Lind gosta muito de ter seus amigos perto de si e sempre que alguém pede para ela ir em algum lugar com ele, ela vai mesmo que a ideia não a agrade. Faria de tudo para proteger aqueles que ama ou gosta e arriscaria sua vida por isso. Quando alguém a magoa ou coisa do tipo, ela cria desprezo por aquela pessoa e nem um caminhão de coisas que ela goste fará com que volte a se falar com a mesma.

Não gosta de chorar na frente de seus amigos e muito menos na frente de desconhecidos, então sempre tenta conter no máximo seu choro e demonstrar algum sentimento negativo que está tendo, sendo então que as vezes finge estar bem mas na verdade não está. Não gosta de contar seu estado emocional, talvez para não preocupar as pessoas, ou por medo do que elas vão achar e sempre nesses casos ela toma decisão por si e também não gosta quando uma pessoa é muito insistente para descobrir algo e nem quando usa magia para o mesmo. Uma coisa que a chateia é quando não acreditam em sua palavra pois se ela diz que é verdade, será verdade.

▬ História
Nasceu no dia 19/09, durante uma tarde quente na Califórnia. Recebeu seu nome de seu pai, que o colocou em homenagem a mulher que achava que seria sua esposa. Ela teve que ficar na encubadora já que nasceu de sete meses. Sua mãe foi liberada antes, visitou a mesma durante algumas semanas e depois sumiu. Deixando a menina sem mãe e o rapaz cujo ela roubou o coração desolado.

ficou no orfanato relativamente por pouco tempo, só durante sete meses. Foi escolhida pelo motivo que fez seu pai a abandonar. A família era bem famosa e estranha. Gostavam de ser perfeitos e agirem como se fossem bonecos. E foi assim que criaram Lindsay, para sempre parecer feliz e perfeita, principalmente na frente das câmeras.

Por trás das câmeras,Lind, como era chamada na pré-escola, era bem popular, sempre simpática e bom receptiva, só nunca ousou chamar suas amigas para sua casa, mesmo tendo cinco anos, elas sabia que a família se faria de perfeita e depois iriam voltar a ignora-lá.

Em casa, Lindsay sabia que tinha que dormir o mais rápido possível, mas quando não conseguia ela inocentemente insistia em chamar a mãe. No quarto ao lado ficava seu irmão, que constantemente quebrava tudo e batia nas paredes já que estava sobe efeito de drogas ilícitas.

E do outro lado, constantes barulhos vindo das relações que seu pai tinha com outras mulheres fora do casamento.
Lind não conseguia dormir a maioria das vezes. Sabia que tinha que ficar calada, ela via coisas que ninguém mais e jamais gostaria que vissem. Quando descia para a cozinha, encontrava sua mãe desmaiada de tanto beber, com garrafas quebradas e muitas outras pela metade. Não dava mais pra viver assim.

Aos seis anos, arrumou suas coisas e saiu de casa, totalmente sem rumo. Voltou para seu orfanato, sem saber que já estivera nele antes, mas novamente não ficou muito tempo já que umas das responsáveis do orfanato tentou a matar, mas um menino metade bode a salvou, mais tarde ela descobriu que o menino metade bode era um sátiro.

Chegou ao acampamento algumas semanas depois de seu aniversario de sete anos já que se perdeu de seu sátiro e veio seguindo uma esfera branca azulada. Foi muito sacrifício para fazer a criança entender as coisas, mas ela entendeu. Passou seus seis primeiros meses junto com os filhos de Hermes antes de ser reclamada, por isso se apegou tanto a eles.
Katarine Angie Parker
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Seg 19 Set 2016, 15:10


Avaliação





Olá, Katarine/Lindsay. Olha, sua personagem tem uma história é um tanto sofrida e seria realmente interessante de acompanhar, mas... ficou muito confuso. Você passou pelos fatos rápido demais, atropelando uma coisa e outra, fiquei sem saber se foi o pai biológico que a pegou de volta do orfanato, depois comecei a achar que era outra família. E eles eram famosos? Como? Poderia ter contextualizado melhor, entende?

Houve também problemas de concordância e pontuação aqui e ali que ajudaram a confundir mais o texto. Pegue sua história e a trabalhe melhor. Contextualize. Não precisa "encher linguiça", mas contar tudo tão rápido assim não funciona. Como ela foi levada para o acampamento? O que ela precisou enfrentar? Como ela pôde confiar no sátiro assim? Ela já o conhecia? Por que a mulher do orfanato tentou matá-la e quem ela era? São alguns dos detalhes importantes que dão corpo à história.

E o ponto obrigatório: a reclamação. Você apenas citou que ela foi reclamada, mas não contou o momento e nem por quem (por mais que já tenha dito na resposta lá em cima do post). Sem o momento da reclamação, não tem como aprovar a ficha. Corrija esses errinhos, contextualize, dê forma à sua história, e com certeza receberá sua reclamação.

Boa sorte para a próxima.
Reprovada.

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Silvia Kawasaki
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Claire Parker em Ter 20 Set 2016, 21:51



  • Por qual deus você deseja ser reclamado?

 
  Apolo, Deus do Sol, das artes e da cura



  • Cite quais são suas características físicas e emocionais:



Físicas: Claire é uma moça baixa, tem um metro e sessenta, cabelos longos e encaracolados nas pontas, de uma cor ruiva que, no Sol, parece brincar com as luzes. Olhos de uma cor clara, apesar de um ser azul meio escuro e o outro castanho claro. Tem um corpo bonito e atlético, devido as longas caminhadas que dá quando quer relaxar e a prática de luta. Tem pequenos cortes na parte das costas devido à sua mãe, que acha que Claire é a culpada por serem pobres e a batia, o que fez ela adotar um filhote de gato, Cupcake, que sempre a acompanha.

Emocionais: Apesar da vida de Claire não for boa em sua casa, ela é gentil e caridosa, sempre tentando ajudar seus amigos ou desconhecidos. Gosta de fazer coisas com cuidado, porém tem pouca paciência. É meio apressada por assim dizer. Claire é sentimental, às vezes se dando mal por seus sentimentos serem maiores que a razão.  É divertida perto de amigos, e gosta muito de música e desenho, ficando acordada até madrugada por fazer desenhos/ouvir música. Muito focada, muitas vezes sendo caracterizada de ter TOC, por não poder relaxar sem fazer algo. Por ser muito sentimental, também chora facilmente e se magoa com facilidade.



  • Por que quer ser filho de tal Deus?


  Acho que Apolo seria perfeito para Claire, por apesar de ter tido uma infância ruim é calorosa, brincalhona e adora todos os tipos de arte. Apolo sempre me atraiu a atenção por ser um dos deuses do Olimpo mais gentis e divertidos



  • Relate a história do seu personagem:



  O Sol batia em meu cabelo, parecendo brincar com as luzes: às vezes escuros, às vezes claro. Tinha sido um dia cansativo na escola, principalmente pela parte de que muitas pessoas ficavam falando do meu olho, praticamente zombando, e ninguém ao menos tentava me proteger. Apesar de muitas vezes minha casa ser pior que a escola por minha mãe me bater,Não, isso não é uma denúncia, se acalmem. eu só queria chegar em casa, deitar na minha cama e dormir, apesar de ser só meio-dia. Perdida em meus pensamentos, não havia percebido que alguém me seguia. Olhei para trás com canto do olho, vendo um homem com andar estranho me seguir. Um medo começa a crescer dentro do meu peito. Nunca tinha sido seguida antes, mas de todas as histórias que já tinha ouvido, nunca termina bem. Resolvi caminhar um pouco mais rápido e, na velocidade que andava, o medo crescia. Cheguei a um ponto que quase corri, mas impedi a mim mesma de fazer tanta burrice.
 
  Cheguei no portão de casa e, quando estava quase abrindo, olhei para trás para checar se o homem ainda estava lá. Por sorte, não estava. Meu medo passou, abrindo o portão e sendo recebida por Cupcake. Esse querido filhotinho de gato, que tinha mudado minha vida, estava sorrindo para mim. Sorrio de volta, acariciando sua cabeça com o dedo.
 
  Quando digo que Cupcake havia mudado minha vida, ele literalmente tinha. Toda vez que minha mãe me batia eu o pegava delicadamente, acariciando seus pelos pretos, me acalmando. Até de noite ele estava lá, na hora que dormia. Parecia até um protetor, um Guardião.
 
  Entrei em casa, jogando a mochila verde-água na poltrona e limpando os tênis de mesma cor no carpete. Andei devagar, já que não via ninguém em casa. Senti um cheiro bom de frango no ar, o que fazia aquilo estar mais estranho ainda. Minha mãe nunca tinha feito um frango para almoço, disso tinha certeza. De repente, ouço ela gritar da cozinha, tendo um susto:

Filha! Você chegou!


Sim senhora...


Ótimo! Venha almoçar, o almoço está pronto!


  Apesar do cheiro do frango ser forte e delicioso de se cheirar, sentia um outro tipo de odor. Um odor do qual, de certa forma, estava acostumada. Um odor de alguém machucado, de...Sangue. Andei para a cozinha, o cheiro de sangue ficando mais e mais forte. Abri a pequenina porta que separava a cozinha da sala, vendo o corpo de minha mãe rasgado no estômago, um tipo de mulher meio galinha em cima da pia. Percebi que me ouviu, pois virou bruscamente para mim e tentou me atacar. Fechei a porta antes dela conseguir me alcançar, meu coração batia mais rápido que a velocidade que eu conseguia piscar que, naquela hora, era rarefeita.
 
  Vejo um vulto na janela da porta de entrada, ficando parada na frente da porta enquanto o vulto parecia tentar olhar pela janela. Encarei ele por muito tempo, quando vejo a maçaneta girar devagar, conseguindo ver, finalmente, o vulto que me encarava.
  Era ele.
  O homem que havia me seguido acabara de abrir a porta da minha casa e, depois de encara-lo, já que estava na minha frente, percebi que ele não tinha...pernas. Bom, não pernas humanas. Suas pernas eram de bode, seus pés, cascos. Era, de uma pequena e certa maneira, engraçado.

Então — disse ele, com um tom um pouco sarcástico Acho que você já viu o atual..."Vilão da história".


Você... — olhei para a porta e para ele Você sabe o que é aquilo?



Oras, claro que sei. —seu tom parecia arrogante, mesmo que um pouco brincalhão Aquilo lá, que matou sua mãe...Aliás, desculpe por isso. Ela conseguiu chegar mais rápido que eu. Enfim, aquilo ali dentro é uma Harpia, que queria te matar, nesse caso.



Você... —ri sarcasticamente um pouquinhoVocê está brincando, certo?

— Eu pareço estar brincando? — ele dá um longo suspiro — Ok, deixe-me explicar. Os antigos deuses gregos existem e, antes de você dar risada, percebo que reparou nas minhas pernas e na criatura dentro da sua cozinha. Você é uma semideusa, filha de um mortal e um deus grego. Agora, você tem que vir comigo antes que nossa amiguinha sanguinária tente te matar. Ok?


  Por um minuto não respondi, encarando para Cupcake enquanto ele andava para perto de mim e esfregava sua cabeça em minhas pernas. Mesmo naquela situação, ele não iria me largar tão fácil.


Ele pode vir, pelo menos? — perguntei com a voz baixa, apesar de não temer o homem-bode


Claro, por que não?... — ele parecia ter pensado "Previsível." Mas não falou nada além de encarar para o carro e para mim Senhorita, seu carro está pronto para viagem.


Carro? V-Viagem?!


Sim. Iremos ao Acampamento Meio-Sangue. Agora, você precisa vir.


  Fiz que sim com a cabeça, arrumando a jaqueta e limpando a calça, que estava suja de poeira da casa e da batida da porta. Fechei a jaqueta de couro, colocando Cupcake dentro e entrando no carro.  Este era pequeno, como um fusca, mas até que bem confortável. Coloquei minha cabeça na janela, acariciando a cabecinha de Cupcake, pegando o iPod que sempre carregava e os fones. Coloquei o lado direito do fone e pus no aleatório. Depois de alguns minutos de música, arrisquei perguntar:
 
Então, onde é esse tal de acampamento?



Podemos dizer que é um lugar longe. Muito longe, na verdade.



Quer dizer que vamos ficar muito tempo nesse carro?



Não exatamente.



  Paramos rapidamente, no meio de uma floresta. Olhei confusa ao redor. Nunca tinha visto aquela floresta antes, e morava naquela casa desde pequena. Até parece que tínhamos voado ou nos teletransportado ou...
Vocês vão se atrasar. — vi uma garota passar andando, falando conosco A fogueira já está acesa.
 Olhei para cima. Estranhamente, já era praticamente noite. Parecia que tínhamos pulado grande parte do tempo do dia, avançando até as seis horas da tarde. O homem-bode pegou minha mão rapidamente, quase não me dando tempo de pensar e olhar onde andava, chegando a uma grande fogueira.
 
  Percebi que todos olhavam para as chamas atentamente, esperando ver algo a mais. De repente, um símbolo de um Sol com uma harpa ao meio apareceu nas chamas e todos começaram a me olhar. Nunca gostei de atrair atenção, imagine agora.
 
  Um homem, bem, um homem metade cavalo se aproximou de mim, sorrindo:
Bem-vinda Claire, Filha de Apolo.
 
  Mas o que...Pera, Filha de Apolo? M-Meu pai é REALMENTE APOLO? Não, não...Eu só queria ter uma vida normal e...ser normal. Vi algumas pessoas sorrindo, como um grupo. Aqueles eram meus irmãos? E-Eu...Bem, pelo menos parece que não sou a única e...provável eu me dar bem, certo?


  Enfim, essa foi a história e a minha ficha :3
  Tentei usar as dicas que me deram e concertar os erros, pois acreditem, sou muito persistente quando quero.
  E também, a esperança é a última que morre, não é?
Claire Parker
Indefinido
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Claire Parker em Ter 20 Set 2016, 21:55


  • Por qual deus você deseja ser reclamado?



  
  Apolo, Deus do Sol, das artes e da cura


  • Cite quais são suas características físicas e emocionais:





Físicas: Claire é uma moça baixa, tem um metro e sessenta, cabelos longos e encaracolados nas pontas, de uma cor ruiva que, no Sol, parece brincar com as luzes. Olhos de uma cor clara, apesar de um ser azul meio escuro e o outro castanho claro. Tem um corpo bonito e atlético, devido as longas caminhadas que dá quando quer relaxar e a prática de luta. Tem pequenos cortes na parte das costas devido à sua mãe, que acha que Claire é a culpada por serem pobres e a batia, o que fez ela adotar um filhote de gato, Cupcake, que sempre a acompanha.

Emocionais: Apesar da vida de Claire não for boa em sua casa, ela é gentil e caridosa, sempre tentando ajudar seus amigos ou desconhecidos. Gosta de fazer coisas com cuidado, porém tem pouca paciência. É meio apressada por assim dizer. Claire é sentimental, às vezes se dando mal por seus sentimentos serem maiores que a razão.  É divertida perto de amigos, e gosta muito de música e desenho, ficando acordada até madrugada por fazer desenhos/ouvir música. Muito focada, muitas vezes sendo caracterizada de ter TOC, por não poder relaxar sem fazer algo. Por ser muito sentimental, também chora facilmente e se magoa com facilidade.


  • Por que quer ser filho de tal Deus?




  Acho que Apolo seria perfeito para Claire, por apesar de ter tido uma infância ruim é calorosa, brincalhona e adora todos os tipos de arte. Apolo sempre me atraiu a atenção por ser um dos deuses do Olimpo mais gentis e divertidos


  • Relate a história do seu personagem:





  O Sol batia em meu cabelo, parecendo brincar com as luzes: às vezes escuros, às vezes claro. Tinha sido um dia cansativo na escola, principalmente pela parte de que muitas pessoas ficavam falando do meu olho, praticamente zombando, e ninguém ao menos tentava me proteger. Apesar de muitas vezes minha casa ser pior que a escola por minha mãe me bater,Não, isso não é uma denúncia, se acalmem. eu só queria chegar em casa, deitar na minha cama e dormir, apesar de ser só meio-dia. Perdida em meus pensamentos, não havia percebido que alguém me seguia. Olhei para trás com canto do olho, vendo um homem com andar estranho me seguir. Um medo começa a crescer dentro do meu peito. Nunca tinha sido seguida antes, mas de todas as histórias que já tinha ouvido, nunca termina bem. Resolvi caminhar um pouco mais rápido e, na velocidade que andava, o medo crescia. Cheguei a um ponto que quase corri, mas impedi a mim mesma de fazer tanta burrice.
  
  Cheguei no portão de casa e, quando estava quase abrindo, olhei para trás para checar se o homem ainda estava lá. Por sorte, não estava. Meu medo passou, abrindo o portão e sendo recebida por Cupcake. Esse querido filhotinho de gato, que tinha mudado minha vida, estava sorrindo para mim. Sorrio de volta, acariciando sua cabeça com o dedo.
  
  Quando digo que Cupcake havia mudado minha vida, ele literalmente tinha. Toda vez que minha mãe me batia eu o pegava delicadamente, acariciando seus pelos pretos, me acalmando. Até de noite ele estava lá, na hora que dormia. Parecia até um protetor, um Guardião.
  
  Entrei em casa, jogando a mochila verde-água na poltrona e limpando os tênis de mesma cor no carpete. Andei devagar, já que não via ninguém em casa. Senti um cheiro bom de frango no ar, o que fazia aquilo estar mais estranho ainda. Minha mãe nunca tinha feito um frango para almoço, disso tinha certeza. De repente, ouço ela gritar da cozinha, tendo um susto:

— Filha! Você chegou!


— Sim senhora...


 Ótimo! Venha almoçar, o almoço está pronto!


  Apesar do cheiro do frango ser forte e delicioso de se cheirar, sentia um outro tipo de odor. Um odor do qual, de certa forma, estava acostumada. Um odor de alguém machucado, de...Sangue. Andei para a cozinha, o cheiro de sangue ficando mais e mais forte. Abri a pequenina porta que separava a cozinha da sala, vendo o corpo de minha mãe rasgado no estômago, um tipo de mulher meio galinha em cima da pia. Percebi que me ouviu, pois virou bruscamente para mim e tentou me atacar. Fechei a porta antes dela conseguir me alcançar, meu coração batia mais rápido que a velocidade que eu conseguia piscar que, naquela hora, era rarefeita.
  
  Vejo um vulto na janela da porta de entrada, ficando parada na frente da porta enquanto o vulto parecia tentar olhar pela janela. Encarei ele por muito tempo, quando vejo a maçaneta girar devagar, conseguindo ver, finalmente, o vulto que me encarava.
  Era ele.
  O homem que havia me seguido acabara de abrir a porta da minha casa e, depois de encara-lo, já que estava na minha frente, percebi que ele não tinha...pernas. Bom, não pernas humanas. Suas pernas eram de bode, seus pés, cascos. Era, de uma pequena e certa maneira, engraçado.

 Então — disse ele, com um tom um pouco sarcástico  Acho que você já viu o atual..."Vilão da história".


— Você... — olhei para a porta e para ele — Você sabe o que é aquilo?



— Oras, claro que sei. —seu tom parecia arrogante, mesmo que um pouco brincalhão — Aquilo lá, que matou sua mãe...Aliás, desculpe por isso. Ela conseguiu chegar mais rápido que eu. Enfim, aquilo ali dentro é uma Harpia, que queria te matar, nesse caso.



— Você... —ri sarcasticamente um pouquinho— Você está brincando, certo?

— Eu pareço estar brincando? — ele dá um longo suspiro — Ok, deixe-me explicar. Os antigos deuses gregos existem e, antes de você dar risada, percebo que reparou nas minhas pernas e na criatura dentro da sua cozinha. Você é uma semideusa, filha de um mortal e um deus grego. Agora, você tem que vir comigo antes que nossa amiguinha sanguinária tente te matar. Ok?


  Por um minuto não respondi, encarando para Cupcake enquanto ele andava para perto de mim e esfregava sua cabeça em minhas pernas. Mesmo naquela situação, ele não iria me largar tão fácil.


— Ele pode vir, pelo menos? — perguntei com a voz baixa, apesar de não temer o homem-bode 


— Claro, por que não?... — ele parecia ter pensado "Previsível." Mas não falou nada além de encarar para o carro e para mim — Senhorita, seu carro está pronto para viagem. 


 Carro? V-Viagem?! 


— Sim. Iremos ao Acampamento Meio-Sangue. Agora, você precisa vir. 


  Fiz que sim com a cabeça, arrumando a jaqueta e limpando a calça, que estava suja de poeira da casa e da batida da porta. Fechei a jaqueta de couro, colocando Cupcake dentro e entrando no carro.  Este era pequeno, como um fusca, mas até que bem confortável. Coloquei minha cabeça na janela, acariciando a cabecinha de Cupcake, pegando o iPod que sempre carregava e os fones. Coloquei o lado direito do fone e pus no aleatório. Depois de alguns minutos de música, arrisquei perguntar:
 
— Então, onde é esse tal de acampamento?



— Podemos dizer que é um lugar longe. Muito longe, na verdade. 



— Quer dizer que vamos ficar muito tempo nesse carro?



— Não exatamente. 



  Paramos rapidamente, no meio de uma floresta. Olhei confusa ao redor. Nunca tinha visto aquela floresta antes, e morava naquela casa desde pequena. Até parece que tínhamos voado ou nos teletransportado ou...
— Vocês vão se atrasar. — vi uma garota passar andando, falando conosco — A fogueira já está acesa.
 Olhei para cima. Estranhamente, já era praticamente noite. Parecia que tínhamos pulado grande parte do tempo do dia, avançando até as seis horas da tarde. O homem-bode pegou minha mão rapidamente, quase não me dando tempo de pensar e olhar onde andava, chegando a uma grande fogueira.
 
  Percebi que todos olhavam para as chamas atentamente, esperando ver algo a mais. De repente, um símbolo de um Sol com uma harpa ao meio apareceu nas chamas e todos começaram a me olhar. Nunca gostei de atrair atenção, imagine agora.
 
  Um homem, bem, um homem metade cavalo se aproximou de mim, sorrindo:
— Bem-vinda Claire, Filha de Apolo.
 
  Mas o que...Pera, Filha de Apolo? M-Meu pai é REALMENTE APOLO? Não, não...Eu só queria ter uma vida normal e...ser normal. Vi algumas pessoas sorrindo, como um grupo. Aqueles eram meus irmãos? E-Eu...Bem, pelo menos parece que não sou a única e...provável eu me dar bem, certo?



  Enfim, essa foi a história e a minha ficha :3
  Tentei usar as dicas que me deram e concertar os erros, pois acreditem, sou muito persistente quando quero.
  E também, a esperança é a última que morre, não é?
Claire Parker
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Ter 20 Set 2016, 22:23


Avaliação





Muito bem, Claire, vamos lá. Sua ficha já melhorou bastante, mas ainda tem algumas correções a serem feitas. A primeira é o cuidado com a gramática. Minha dica é que você digite primeiro em um editor de texto, preferencialmente o Word, pois ele corrige problemas de concordância ou pontuação. Também vi umas letrinhas maiúsculas aqui e ali onde não era preciso, então tenha esse cuidado.

Outra falha foi você não ter detalhado bem a parte da harpia. Deu pra entender que ela matou a mãe da personagem, ok, melhor que a primeira tentativa. Mas você disse que a porta que dava para a cozinha era pequena e em contrapartida a monstra nem tentou lutar contra você. Ela não desistiria fácil. Mostre alguma resistência da parte dela na hora em que você está segurando a porta.

Sobre o carro: ele se teletransportou? Não conheço nenhum veículo capaz de fazer isso no universo PJO e HdO, nem mesmo o táxi das Irmãs Cinzentas. Sugiro que dê outra razão para não ter visto a chegada ao acampamento. Dormiu, se distraiu, o tempo passou mais rápido do que o esperado, algo assim. Espero reclamá-la logo. Abraços.

Boa sorte para a próxima e, por enquanto,
reprovada.

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Silvia Kawasaki
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alexia M. Roncoleta em Qui 22 Set 2016, 19:49



A ficha




- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Afrodite

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)
Alexia tem 1,70, corpo violão, cabelos lisos castanho claro com mechas. Possui uma tatuagem na costela esquerda. lábios grossos e carnudos. Normalmente gosta de usar roupas simples, porem chique "menos e mais" sempre foi seu lema. Jaqueta de couro e uma blusa básica são seu leque no guarda roupa

Sarcasmo e ironia são suas principais armas de defesa quando se sente ameaçada, o tom brincalhão muitas vezes lhe serve de arma. Por trás do ar de durona, a mesma esconde um enorme coração. Entretanto, quando quer cria intriga entre as pessoas por pura diversão, nunca se importou em ser o centro das atenções mais sempre teve cuidado para que as pessoas não a influenciassem assim como a mesma fazia aos outros.  Seu pior defeito é a vingança, odeia que a irritem e dificilmente se esquece do que fizeram a ela. Ótima manipuladora, consegue facilmente o que quer sem precisar de muito, ate porque...quem duvidaria de um rosto tão angelical pudesse criar tantos problemas?

- História do Personagem
Prazer, Alexia. Sou uma semideusa, mas você já deve saber disso, ne? Vou começar do começo.....
Tudo começou no dia 27 de Março de 2015, estava numa festa megamente badalada que havia convencido um aluno riquinho da escola do West High a fazer "vai ser muito legal, seus pais não precisam saber. Você pode ganhar a menina dos seus sonhos na festa lhe dissera, e como um fantoche ele obedeceu.
Desde pequena sempre soube ler as pessoas, como se elas viessem com um manual. Algumas pessoas podiam ser tão fáceis de manipular, uma alfinetada em seu ponto fraco, uma pitada de esperança na ferida e lá estava ela, pronta para fazer o que eu quisesse. Mas dessa vez não podia ser pega, já era a 4 escola esse ano e na ultima o direitor conseguiu de alguma forma bloquear o meu charme.
O-D-I-O!
Eu ouvi tanto aquele dia, fui chamada de delinquente e tudo mais pelo meu pai. Ele estava exausto de tanto me colocar de castigo, e pra melhorar...sua namorada não parava de falar asneira, querendo me mandar a uma escola interna e não havia adiantado de nada quando soquei-a na cara. Foda-se, ele trocava de namorado como de roupa.
A festa continuava bombando,tocava freneticamente eletrônico, todos dançavam freneticamente....  aquela escola interna parecia realmente interessante, meu pai se arrependeria profundamente de ter me deixado ali quando transformasse no meu reino particular. Seis barris de cerveja chegaram bem na hora, convencer o fornecedor pelo telefone foi o mais complicado. Ele não pareceu muito a vontade em entregar 6 barris de cerveja e 4 de vodka a menores de idade sem grana, mas depois de um tempo deu de bom grado.
[...]
A festa rolava freneticamente, todos dançavam sem hora pra parar, mais infelizmente tivemos que parar, a policia sem avisar chegou bem na hora! Eu poderia tentar usar meu charme com eles, mas estava tão bêbada que seria capaz de vomitar no sapato deles se abrisse a boca. E naquele momento, pra uma garota de 17 Anos a ultima coisa que eu queria era outro boletim de ocorrência com o meu nome escrito, já me bastara o ultimo porque "peguei" emprestado um porsche panamera e o deixei na garagem do meu professor de historia.
Alguns alunos saiam da piscina correndo, não havia tempo para pensar. A policia estava invadindo, corri junto ao pequeno grupo de jovens semi-nus pelo jardim da casa que dava fundo a outras casas do condomínio, alguns adolescentes levavam soveinir da festa como a tampa da privada. Tentei não dar risada, minhas pernas estavam ficando moles...havia bebido demais e agora fazia efeito.
Uma mão fria como gelo me agarrou, um dos policiais começava a me algemas. Tentei empurra-lo, me debater mais isso apenas o fez aumentar sua força contra mim. Chutei-o, mais de nada adiantou.
-Solte-me! -gritei, tentando impor alguma especie de persuasão, mais nada adiantou.
Comecei a me sentir fraca, como se a pele dele, o contato com ele me fizesse sentir uma enorme vontade de dormir.
-Um amigo, da sua mãe! - suas palavras ecoaram em minha cabeça, mais já estava completamente dopada, minhas pálpebras vacilaram.


O sonho parecia tão doce, tão calmo, tão vivido.
-Olá Alexia, a quanto tempo...você cresceu! - disse uma moça.
Aquilo não podia ser real, estava na loja da Victoria Secret sem qualquer pessoa ali, nem sequer as vendedoras chatas perguntando do cartão da loja estavam por la. Uma mulher tão linda quanto pudesse descrever sorria para mim, seus cabelos lisos loiros brilhavam, seus olhos pareciam mudar de cor a medida que eu piscava. Sempre belo, sempre mudando. Imagine a atriz mais bonita do mundo, agora imagine de diversas raças, cores, etnias....era ela.
-Quem e você!?-perguntei confusa -Isso, isso e um sonho!?
A mulher me olhará incrédula, como se tivesse lhe dito que o titanic não era um navio.
-Serio que não me reconhece? Sua própria mãe! -Começou a remexer algumas lingeries estampadas -Ares vai amar essa vermelha!
Minha cabeça começou a tentar trabalhar o máximo possível, lembrar-se da Mitologia....não era possível!
-Afrodite?-tentei pronunciar, ela olhou para mim satisfeita -Não e possível! Isso, isso e um mito.... - tentei repensar.
-Mito!-deu risada-Alexia minha filha, você cresceu manipulando as pessoas, ganhava coisas pela beleza... os mortais se apaixonavam por você. Não se lembra, conheceu diversos seres mágicos, ninfas te admirando em uma das viagem com seu pai, que ele te jurou que era sua imaginação?
Engoli em seco, aquilo nunca saiu da minha cabeça, verão passado jurava ter visto coisas diferentes ao meu redor, meu pai me fizera ir ao psicologo, laudo medico? Eu tinha deficit de atenção e havia piorado consideravelmente desde minha infância. A forma como via homens bode assustava meu pai, mas de um meses para cá ele parecia decidido a me dizer algo, como se tivesse descoberto um tesouro... "tem a ver com a sua mãe", havia me avisado tentando entrar na conversa. Mais eu nunca quis saber dela, uma mãe que abandona sua filha não merece ser ouvida, muito menos escutada.
-Nem sempre, Alexia! -falou, levantando uma sobrancelha e me avaliando, um pequeno fio de tristeza pairava seu rosto.
-Seu poder magico, como Deusa também e ler mentes? Isso não e tipo.... coisa de Atena?-tentei mudar o assunto, a forma como me analisava criava um calafrio em minha coluna.
-Eu não leio mentes, bobinha! Uma das minhas proezas e poder avaliar expressões e conheço essa muito bem, a maioria dos meus filhos tem ela- sorriu.
-Seus filhos? No plural?- a fitei.
-Meu tempo esta acabando, Alexia. Vim aqui apenas reclama-la, aproveite!-sorriu -Honre o chalé, honre seus irmãos.
Antes que pudesse retrucar o sonho se desfez, o cheiro de fragrância feminino parecia vivido. Respirei fundo, uma parte de mim não queria que ela participasse. Queria lhe perguntar tantas coisas. Mas fui acordada ao susto pelo berro de alguém
-ELA ACORDOU -gritava uma voz, meus olhos se fecharam tentando se adaptar a luz -AFRODITE A RECLAMOU...pelos Deuses!





Tks Maay from TPO
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Killian Dawson em Sex 23 Set 2016, 12:29


Homecoming
missão narrada externa média


Por qual deus quer ser reclamado:

Dionísio, deus do vinho, das festas e da loucura. É o deus que combina com a personalidade e a trama desse personagem. Filhos de Dionísio geralmente causam a loucura nos outros, Killian é vítima dela.

Características do personagem:

Físicas:
Possui 1,75m e 64kg (o que o torna magro para a altura que tem), mas é mais forte do que aparenta. Os cabelos castanhos são lisos e caídos em uma franja sobre a testa, os olhos são verdes escuros e as orelhas são um pouco grandes de modo que, em consonância com os traços de seu rosto, lhe dão uma aparência ligeiramente élfica das trevas.

Psicológicas:
Killian é louco. Controla-se apenas graças a um remédio desenvolvido por uma curandeira do acampamento em associação com o médico Alex, do Hospital Geral de Nova Iorque. Quando controlado, tem um humor ácido e não faz a menor questão de ser simpático, ao contrário do que costumava ser antes do trauma. Quando descontrolado, revive cada segundo do que lhe causou a loucura.

História do personagem:

Humanos são frágeis como folhas de outono...

[15/09/2016 - Ala de Psiquiatria do Hospital Geral de Nova Iorque]
Preciso escrever enquanto tenho sanidade, não é sempre que consigo momentos de lucidez. Se alguém encontrar estes registros e eu estiver morto, saiba que foi culpa dos deuses! Eles, que deveriam nos trazer paz, são muito mais imperfeitos do que nós humanos... humanos são frágeis como folhas de outono...

Estou preso num quarto fechado. Tem um enfermeiro do lado de fora. Ele diz que é enfermeiro, mas eu sei que ele tem pernas de bode, eu sei. Eles dizem que sou louco. Não sou louco. Eu vi os vampiros atacarem o carro, eles morderam minha mãe e morderam meu pai, mataram eles. Disseram que foi um acidente. Não foi.

Tínhamos passado o dia no parque, aniversário do meu pai, é. Estávamos felizes, como sempre. Meu pai me amava, era meu melhor amigo, minha mãe também me amava, muito. Eu sabia que Marcus Dawson não era meu pai de sangue, minha mãe me contou, mas ele era meu pai desde sempre. Meu

[16/09/2016 - Ala de Psiquiatria do Hospital Geral de Nova Iorque]
Tive um surto. Comecei a gritar. O enfermeiro que não é enfermeiro e tem pernas de bode disse que quase enfiei a caneta em minha garganta. Eles agora tem medo de me deixar só e me deram um computador. O meio bode está atrás de mim enquanto estou escrevendo.

Eles também disseram que o remédio está quase pronto. Querem me matar, eu sei que querem. Ouvi um enfermeiro de verdade dizer ao falso que é melhor se eu partir dessa pra melhor. Ouvi sim. Eles dizem que ainda não estou lúcido, é. Mas eu consigo escrever, eu consigo.

Surtei quando falei do meu pai. Marcus Dawson é meu pai, não esse tal de Dionísio. Ele não. Ele nunca apareceu, nunca veio me ver. Minha mãe me contou e eu acredito nela. Ela me disse que ele a largou antes de eu nascer. Ele sumiu e nunca mais voltou. Minha mãe disse que uma mulher pode enlouquecer se passar pelo que ela passou.

Minha mãe não enlouqueceu. Os médicos dizem que eu enlouqueci. Alguns dizem, outros não. O médico que me cuida agora disse que preciso tomar um remédio especial que ele vai fazer. Disse que vai ficar tudo bem, que sabe que não sou louco. Que estou em choque. Mentira, não dou choque em ninguém! Ele é um mentiroso!

O médico que me atendeu primeiro veio num carro vermelho, acho que era bombeiro. O carro estava virado de cabeça para baixo, saía sangue da boca e do nariz do meu pai. Da minha mãe também. Tinha dois furinhos dos pescoços deles, mas os vampiros que morderam sumiram quando ouviram o carro vermelho chegar. Eles disseram que meu pai e minha mãe não tinham meio-sangue. Eles disseram! Eu sei que disseram! Eu não estou louco! Não hainsnasjdçl hefçilvo w pwo a

[21/09/2016 - Ala de Psiquiatria do Hospital Geral de Nova Iorque]
Aparentemente tive outro surto. Meu Deus, o que raios está acontecendo comigo? É primeira vez em muito tempo que finalmente consigo falar e escrever com maior clareza. Pelo visto o remédio desenvolvido pelo Dr. Alex e uma tal de Silvia Kawasaki tem surtido efeito, me sinto muito melhor.

Estou tomando o remédio há três dias. O último surto foi extremamente forte e quase quebrei o computador na cabeça do enfermeiro. Ok, eu sei que ele não é um enfermeiro de verdade mas imagino que ajude a minha própria mente se eu fingir que ele não tem pernas de bode. Não estou preparado para isso ainda.

Pelo que lembro de ler em meus relatos, contei a vocês que minha família e eu voltávamos de um dia feliz, certo? Era aniversário do meu pai e a estrada já estava escura, pontuada pelos holofotes das câmeras de vigilância do departamento de trânsito. Três caras ruivos estavam parados no meio da estrada e o do meio deu um soco forte demais no capô do carro.

Nosso carro capotou instantaneamente. Não sei como me livrei, mas uma névoa arroxeada pareceu me cobrir e eu juro que vi um cacho de uvas acima de minha cabeça quando percebi que meus pais estavam gravemente feridos. Eu chamei por eles, baixinho para não atrair a atenção dos três ruivos, mas eles não respondiam.

Fiquei desesperado. Quis chutar a porta, pegar os ruivos pelos cabelos e acertar a cabeça deles no chão até que morressem. Ao mesmo tempo, o lado ainda racional de minha mente dizia para eu ficar quieto e não provocar aqueles caras, eles com certeza eram muito mais fortes que eu!

A coisa mais absurda aconteceu quando notei que eles se aproximavam calmamente e tinham dentes afiados como de vampiros. Eu juro, eu não estou louco. Por favor, não pense que estou louco. Eles puxaram a porta do motorista como se fosse pena, ao que me escondi da melhor maneira que podia, e um deles abocanhou o pescoço do meu pai.

O vampiro fez uma careta na mesma hora e disse que meu pai não tinha meio-sangue ou algo parecido, nunca entendi aquelas palavras completamente e eu realmente não tinha condições de compreender qualquer coisa. Outro ruivo fez o mesmo com minha mãe e disse a mesma coisa.

O vampiro que tinha feito o carro capotar olhou irritado para um outro, o acusando de ter passado informação errada sobre o cheiro de semideus, ou algo assim. O acusado se defendeu, dizendo que devia ter mais alguém no carro e estavam chegando bem perto de me ver quando uma sirene de carro de bombeiros os assustou.

Não sei por que seres tão fortes fugiram, mas o fato é que não os vi mais. Estava tremendo quando fui retirado do carro e tive meu primeiro surto quando vi meus pais serem colocados naqueles grandes sacos zipados e pretos que levam mortos para o IML. Não conseguia aceitar que eles estavam mortos, não conseguia entender vampiros recusando sangue e muito menos compreendia a névoa roxa e o cacho de uvas que brilharam em mim.

Fui levado para o hospital mais próximo do local enquanto um paramédico bombeiro tentava me consolar com as palavras mais inúteis da face da Terra naquele momento.

— Eles não resistiram, filho. Humanos são frágeis como folhas de outono, mas você não pode se deixar levar pela tristeza ou acabará enlouquecendo de vez.

Acabou que realmente enlouqueci, por mais que minhas palavras fossem verdadeiras. Tinha surtos toda hora e decidiram que o melhor a fazer era me trazer para a Psiquiatria do Hospital Geral antes que fosse tarde demais. Aqui foi o primeiro lugar onde aceitaram minhas palavras como verdadeiras.

O Dr. Alex disse que eu era filho de um deus chamado Dionísio e que tudo que eu vi era real, parte do mundo dos deuses e semideuses gregos. Talvez isso devesse me ajudar, mas só me fez ficar mais furioso. Um deus era meu pai e foi por causa do mundo dele que duas pessoas inocentes morreram tragicamente. Meu pai! Até parece!

Que espécie de pai é esse que simplesmente some durante 16 anos? Que não controla os monstros de seu próprio mundo e permite que vampiros, damphyres era o nome correto, matassem mortais enquanto procuravam o filho dele?

Eu tinha um sangue maldito nas veias um cheiro característico que atraía monstros. Foram esses monstros que mataram a minha mãe e o homem que eu verdadeiramente considero como pai! O único erro de minha mãe em toda a sua vida foi ter-se deixado envolver por um cruel deus grego que lhe trouxe uma morte prematura.

[23/09/2016 - Estrada de Long Island, caminho para o Acampamento Meio-Sangue]
O Dr. Alex acredita que já posso ser levado para o tal acampamento onde moram outros adolescentes como eu — filhos de deuses. Na van com cheiro de morangos está um cara com olhos espalhados pelo corpo todo (o motorista), eu e uma filha da deusa do arco-íris chamada Silvia. Ela é a curandeira que ajudou a desenvolver o remédio que tomo agora.

Um dia sem o medicamento ainda me faz ter surtos e acabo quebrando muitas coisas. O meio bode enfermeiro ficou lá no hospital, ele trabalha lá, e fiquei sabendo que a forma certa de chamar a espécie dele é sátiro. Minhas mãos não param de suar em antecipação ao lugar para onde estou indo e, por conta disso, preciso secá-las no jeans o tempo todo.

Silvia se mostra preocupada comigo, mas tenho certeza que é só porque ela precisa saber caso tenha de me dar um sedativo. Olho pela janela e não vejo coisa alguma parecida com um acampamento, mas Argos, o motorista, diz que estamos quase chegando.

Melhor parar de escrever por aqui e me preparar psicologicamente para ver mais figuras estranhas. Não sei por quando tempo precisarei tomar esse remédio e muito menos se um dia ficarei lúcido verdadeiramente, mas agora uma nova jornada está se iniciando e sei que preciso ficar forte. Ainda enfrentarei muitos monstros, mas meu maior inimigo está no Olimpo e atende pelo nome de Dionísio, o deus do vinho, das festas e da loucura.

~*~

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hetton Feak em Sex 23 Set 2016, 13:31

Avaliação - Alexia M. Roncoleta

Bom dia/tarde/noite, Alexia! Ao ler sua ficha me deparei com diversos erros de escrita e falta de acentuação. Desses, posso listar alguns como "porem", "ate", "odio", etc. Eu até poderia relevar isso durante a avaliação, mas dada a enorme quantidade de erros isso se torna uma falha grave que no futuro seria motivo de descontos (em HP, recompensas) grandes demais. Quanto aos erros que não de acentuação, têm-se o uso de reticências além da necessidade (reticências são apenas três pontos, você utilizou mais que isso), começo de frases com letra minúscula (no trecho "[...]ate porque...quem duvidaria[...]", o excesso de espaço e a falta de espaço após o uso da vírgula em "A  festa  continuava  bombando,tocava  freneticamente[...]", entre outros).
Em contrapartida as suas descrições são gostosas de serem lidas, você tem um grande potencial e eu peço para que não desista. Minha sugestão é que ao escrever utilize algum sistema de correção ortográfica, ele lerá os erros de vírgula, pontuação e acentuação (o Word é o mais comum). Senão, releia o texto antes de postá-lo ou peça ajuda a algum monitor, jogador, o que seja. Eu, por exemplo, posso te ajudar com isso - só mandar MP (mensagem privada).
Portanto, dessa vez terei que reprovar sua ficha. Leia outras, reescreva a sua história (que está até plausível) e envie novamente! Estaremos aguardando!
Reprovada
Avaliação - Killian Dawson

Não há muito o que falar de você, jovem Kilian. Sua narração flui e a forma com que escreve é divertida de se ler. A história do personagem em si é bem cativante, toda sua trama entre a loucura e afins. Na escrita, tome cuidado com a acentuação de algumas palavras que devem ter passado despercebido durante o ato.
De qualquer forma, aprovado!
Aprovado
Aguardando atualização!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sab 24 Set 2016, 13:30



Atualizado!



How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Reclamação de Valérie Snow

Mensagem por Valérie Abigail Snow em Dom 25 Set 2016, 19:59

*Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Perséfone

*Perfil do Personagem preferencialmente

-Características Físicas: Cabelos negros compridos e cacheados com mechas azuis claras, olhos verdes, pele escura, coxas grosas. cintura fina, cerca de 1,65 metros de altura, seios fartos, boca carnuda e uma marca de nascença próxima ao seio esquerdo na forma de uma romã vermelha.

-Características Psicológicas: Valérie sente ódio e desprezo por seus pais, as únicas pessoas que já amou na vida foram a sua avó Eunice e sua tia Amara. Mesmo tendo TDHA, se esforça na escola para que dar orgulho a suas familiares, e sente a necessidade de provar ser melhor que seus pais e um dia deseja se tornar médica, para assim poder tirar sua avó e sua tia de uma vida pobre em um bairro perigoso. Dentro de tanto esforço Valérie só reza para que um dia encontre sua "Alma Gêmea", e possa ter um final feliz como as princesas das histórias que tanto gosta.

*História do Personagem

 Valérie nasceu no dia 21 de Dezembro, e seu pai a trouxe nesse mesmo dia enrolada em um pano velho para sua vó Eunice, que junto a sua tia Amara cuidaram dela desde esse dia, seu pai sumiu no dia seguinte a seu nascimento e nunca mais voltou. Aos 15 anos Valérie sente ódio de sua mãe por tê-la abandonado, e despreza seu pai que ela nunca conheceu, mesmo tendo TDAH ela se esforça para se concentrar nas suas aulas e tirar notas altas em retribuição para com a sua avó, que trabalha de cozinheira em sua escola e com sua tia, que depois do sumiço de seu pai sustentou toda a casa com seu emprego de enfermeira, trabalhando 12 horas por dia, e ainda quando está em casa ela e sua mãe ajudam, o abrigo de pobres do Brooklyn. Quando era pequena Valérie sempre escrevia histórias sobre dragões, príncipes e princesas, e quando mostrava sua histórias pra sua vó, esta não entendia nada, pois mesmo sem saber Valérie sempre escrevia em latim, preocupada sua tia a levou ao médico que não conseguia descobrir o problema de Valérie, que sempre foi agitada e não conseguia ficar quieta a não ser quando ouvia os discos do Abba de sua avó ou quando escrevia sua histórias. Todos os dias antes de dormir ela segurava seu "diário dos senhos" próximo a seu pequeno peito e rezava, pedindo que um dia sua mãe voltasse e que sua vida pudesse ser melhor, com o passar do tempo ao perder sua inocência, ela não pedia mais a volta da mãe, mas que alguém pudesse amá-la como mulher, e que pudesse lhe oferecer um grande amor como nunca teve. O tempo foi passando, e indo de médico em médico, mesmo tendo dificuldades para arcar com as despesas médicas, a família de Valérie chegou até um médico que diagnosticou Valérie com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), desse dia em diante Valérie passou por especialistas que a encaminharam para uma escola especial onde as professoras lhe passavam toda a lição do dia em forma de lição de casa e chegando na sua casa, a avó usava dicionários e tradutores no seu antiquado computado para traduzir tudo para o latim, assim as notas de Valérie subiram.
 Com o passar do tempo foi ficando cada vez mais complicado para a tia Amara manter a escola cara, esta também desenvolveu um raro câncer e ficou impossibilitada de trabalhar. A avó tentou sustentar a casa com seu serviço de cozinheira e começou a realizar pequenos serviços como costureira, mas isso não foi suficiente para manter a casa, que era alugada e a escola particular de Valérie. Pendendo a casa a pequena família de Valérie foi morar no abrigo próximo a sua antiga casa e a jovem, porem determina, Valérie voltou para a escola pública. onde encontrou dificuldades, porque além de não conseguir estudar tinha que se dividir entre a escola e o seu mais novo serviço na lanchonete da esquina de sua escola. Mesmo sofrendo bullying por não conseguir acompanhar as aulas Valérie conseguiu fazer amizade com Blanca, uma menina latina-americana que assim como Valérie sofria bullying. Para ajudar Valérie a melhorar suas notas Blanca passava todo dia depois da escola na lanchonete traduzindo a matéria diária para a amiga, certo dia as amigas ficaram até a lanchonete fechar, pois estavam estudando para uma prova, então dois colegas de escola de Valérie, Ryan e Bill, entram na lanchonete e pedem quatro lanches e o mesmo número de refrigerantes para a viagem. Blanca fica rindo, pois sabe que Valérie gosta de Ryan, então Bill percebe isso, e em vós baixa desafia Ryan a convidar Valérie para o Baile de Inverno de sua escola, Ryan convida Valérie, porem Blanca a alerta que eles podem estar tentando constrange-la.
 Passa-se algum tempo e o dia do baile chega, a avó que Valérie reforma o vestido antigo de sua tia Amara, para que ela possa ir ao baile, na noite do baile ela pede que Ryan lhe encontre na frente da escola, e Ryan a leva para a festa, no final da noite ela é coroada como Rainha do Baile de Inverno, e Ryan como o rei, então a vida de Valérie não podia ser mais feliz, quando de repente uma alavanca é disparada por Meg a real namorada de Ryan, e um balde de fezes de cavalo cai na cabeça de Valérie, todos riem e a humilham exceto Blanca, que a tira do palco para limpa-la. Do lado de fora o salto de Valérie quebra e ela cai na lama. Ryan, Bill e Meg a seguem e riem dela, num surto de raiva Valérie ergue suas mãos, e como que por mágica uma nuvem de neve e vinhas de plantas brotam do chão e agarram Blanca, Meg, Ryan e Bill e começam a estrangulá-los, desesperada Valérie começa a chorar e pede para que tudo aquilo pare, mas pelo contrário, as vinhas ficam grossas e se tornam raízes negras  gigantescas que começam a enforcar os quatro que a essa altura estão sem ar e com um aspecto arroxeado. Blanca tenta gritar mas sua vós fica presa na garganta, e em um determinado momento tudo fica silencioso, Valerie descobre os olhos e olha para cima, os raios de uma tempestade ecoam e sua luz reflete nos rostos dos cadáveres dos quatro pendurados, roxos como beterrabas, com línguas para fora e olhos esbugalhados.
  Sem saber o que fazer Valérie corre para fora da propriedade da escola aos prantos, e da de cara com sua professora preferida. a senhorita Flowerwood, que lhe segura e olha seus olhos desesperados, Valérie lhe conta o que ouve no baile e depois quando as vinhas mataram seus amigos, a professora consola sua aluna, e a leva de volta para o abrigo, prometendo que ela dará um jeito em tudo e que no dia seguinte a levaria para um acampamento, e lhe entrega um cartão em grego antigo com um endereço em Long Island.
 Naquela noite quando chegou no abrigo, Valérie vê um bilhete deixado por sua avó dizendo que sua tia havia piorado, no resto da noite ela não conseguiu dormir, chorando pensando no que fizera com Blanca, e como perdeu controle e as vinhas surgiram estrangulando todos a sua volta, como sua raiva parecia influenciar a atitude as vinhas, como a professora iria resolver tudo e o que era o tal acampamento que lhe dissera tão pouco. Quando consegui dormir já eram 5h30 da manhã, uma voluntária do abrigo lhe acordou e disse que sua vó estava ligando do hospital comunitário, quando atendeu o celular, dona Eunice lhe disse que sua tia havia morrido e que não tinham como providenciar o enterro. Valérie ficou sem palavras, pois a única pessoa que já lhe amou como mãe estava morta, ela perdeu todas as esperanças e pegou suas poucas coisas deixando o abrigo para sempre.
  Sua professora voltou naquela manhã e ao saber do que tinha acontecido informou o Acampamento Meio-Sangue que intensificou as buscas por Valérie, e a professora pagou secretamente o funeral da tia Amara.
  Valérie ficou desaparecida por sete dias até que surgiu imunda escondida entre mendigos na missa de sétimo dia de sua tia, a unica pessoa que a notou foi sua professora que lhe seguiu, e disse que ela poderia ser ajudada no acampamento e que ela era uma semi-deusa, tudo aquilo era estranho, mas fazia um pouco de sentido levando em conta o que aconteceu com seus amigos, porem ao ver a policia, Valérie fugiu para não ser presa pela morte de seus amigos. Naquela noite ela pediu carona para uma moça chamada Felícia que estava se dirigindo para Long Island, no banco de trás do carro da moça Valérie teve um sonho, nele uma mulher de vestido preto e idêntica a ela estava correndo por um campo florido, com outras meninas que a chamavam de irmã, quando um homem trajando um elmo negro a agarrou pelo braço e a puxou para uma depressão envolta em trevas, a moça deu um grito horripilante e de repente a cena do sonho mudou, agora a moça estava chorando em um banheiro público com uma barriga imensa e um homem que ela reconheceu, era seu pai que ela apenas tinha visto em fotos da casa de sua avó, de dentro da mulher morena saiu uma menina bem pequena com uma marca de nascença no peito esquerdo, então o sonho acabou.
 Ao acordar, Valérie viu que o carro estava parado e que sua marca no peito esquerdo ardia, quando olhou pela janela do carro, percebeu que era noite e que a mulher que lhe dera carona estava falando ao celular, ela dizia algo sobre a encomenda estar entregue e que a mataria como vingança por seu mestre ter sido traído. Valérie saiu do carro, encarou a mulher e perguntou de que encomenda ela estava falando, a mulher lhe explicou que não só a policia e o acampamento a procuravam, e que também os servos do Rei do Mortos a queriam, mas não queriam que ela vivesse, eles desejavam sua morte, dizendo isso a mulher se transformou numa criatura alada e disforme, com dois pares de asa e dentes afiados. Valérie entrou no carro e acelerou, a voz trovejante da criatura berrava, que seu nome era Megera e que seu pai a mandará para vingar uma traição de sua mãe.
   Desesperada Valérie seguiu o endereço de seu cartão, que achou no bolso da blusa, até chegar a uma estrada rural, sendo ainda perseguida pela Erínia, ela bateu seu carro em uma árvore e ao sair foi pega pela Erínia que a ergueu no ar, passando a mão pelo seu bolso novamente ela encontrou um anel, e ao aperta-lo o mesmo se tornou um chicote negro, Valérie girou o chicote e o enrolou na perna da criatura, que a soltou, ela caiu sobre uma poça de lama, que deixou seu rosto sujo a cegando temporariamente, o som do monstro veio alto e claro para perto de Valérie que ergueu os braços, novamente uma brisa invernal e vinhas saíram ao comando de Valérie, elas se enrolaram na Erínia e a estrangularam, tornado-se raízes constritoras, Valérie correu pois não sabia quanto tempo as plantas aguentariam.
   Já estava amanhecendo quando Valérie avistou em cima de uma colina uma árvore gigantes com algo brilhando sobre seu galho mais baixo, ela se aproximou e viu um feixe de cabos roxos enrolados na árvore, até que os cabos roncaram e ela percebeu que não eram cabos, e sim um dragão, assustada Valérie recuou e deu um grito que acordou o dragão, que instintivamente a cheirou, porém não a mordeu, isso lhe pareceu estranho considerando como tudo estava indo mal para ela. De repente a criatura alada retornou indo na direção de Valérie, que correu para além da árvore e caiu colina a baixo, quando parou de rolar ela olhou para cima, foi a tempo de ver a criatura bater velozmente contra uma parede invisível e se desfazer em chamas azuis.
  Ao olhar para trás Valérie viu várias crianças, todas com uma camisa laranja que ela não conseguia ler, de repente uma mão tocou seu ombro e ela desmaiou. Algum tempo depois acordou e estavam numa espécie de enfermaria com várias crianças ao seu redor, então uma voz conhecida, era a senhorita Flowerwood, mas ela estava diferente estava com a pele mais bronzeada num tom dourado, seus cabelos estavam se arrastando no chão, e dele caiam gotas de água, se assemelhando a um grande esfregão, e ela vestia uma roupa branca de enfermeira com sapatos crocs cor de rosa, que faziam um som engraçado quando ela andava, ela expulsou todos e explicou que o que aconteceu com Valérie era normal para um semi-deus, e que a Erínia não havia morrido, apenas escapado e voltado para o submundo, disse que era uma Náiade, um espirito das águas, disse que Valérie havia encontrado o acampamento mesmo que ela houvesse dado o endereço da casa mais próxima, não do acampamento em si, e que aquilo era um sinal de boa sorte, Valérie concordou e disse que essa era a única boa sorte que ela estava tendo ultimamente.
   Naquela noite Valérie comeu na enfermaria e mais tarde foi levada numa cadeira de rodas engraçada que tinha um espaço que poderia caber um cavalo dentro, mesmo assim ela foi tomando cuidado para não cair no buraco, e todos se reuniram em torno de uma enorme fogueira, todos cantavam e as cores da fogueira mudavam de rosa para verde e de verde para roxo, Valérie nunca tinha visto algo assim, naquele momento só pensava como sua vó estaria e se estaria sofrendo muito, quando de repente todos pararam e olharam para ela.
   Valérie não sabia porque todos a olhavam, e ergueu os olhos para cima de sua cabeça vendo uma romã azul brilhante sobre si mesma, sua marca de nascença queimava em seu peito, então seus ferimentos sumiram, e suas roupas velhas brilharam azul escuro, quando olhou para baixo estava com um deslumbrante vestido de seda azul escuro com manga comprida, e um decote em V, tinha um par de sandálias gregas anexadas com duas longas fitas negras, os cabeços estavam penteadas no estilo de um topete feminino, seu rosto brilhava com várias maquiagens escuras, e o ar a sua volta cheirava a mel fresco.
 Uma voz trovejante veio da multidão anunciando:
 - Seja bem vinda Valérie Snow, Filha da Deusa Perséfone!
 Essa voz pertencia a Quiron, o centauro mais inteligente de todos e diretor de atividades do acampamento, ainda disse que isso explicaria o ataque da Erínia, uma das servas de Hades, deus do submundo, Rei do Mortos e marido de Perséfone. A senhorita Flowerwood completou dizendo que a presença dela no acampamento deveria ser o presagio de que algo estava por vir.  
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Dom 25 Set 2016, 23:58


Avaliação



Valérie Snow — Boa noite, moça   :gdc:

Espero que esteja tudo bem com você :3
Sua avaliação: Valérie, vamos começar com algumas dicas simples, ok?

Quando for escrever um texto, separe-o em parágrafos. Você deixou-os extremamente extensos, e isso cansa quem está lendo, sem contar que algumas coisas ficaram misturadas no meio deles, além do fato de haver pontos onde poderiam haver vírgulas, e vírgulas onde poderiam haver pontos.

" [...] pois mesmo sem saber Valérie sempre escrevia em latim, preocupada sua tia a levou ao médico que [...]"

Essa frase, no lugar da vírgula depois da palavra "latim" deveria haver um ponto final.

"[...] pois mesmo sem saber Valérie sempre escrevia em latim. Preocupada sua tia a levou ao médico que [...]"

Percebi alguns erros de português também, como "vós" em vez de "voz","mandará" em vez de "mandara". Errinhos como esse podem ser evitados jogando o texto no word ou jogando a palavra no google :>

Sua história ficou, de certa forma, interessante, mas como Perséfone requer uma avaliação rígida, não posso lhe aprovar ainda.

Mas não desista! Tente novamente. Precisando, pode me contatar via MP :3

Reprovada

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Valérie Abigail Snow em Seg 26 Set 2016, 15:42

*Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Perséfone. Pois a personalidade das duas combina. Valérie sente-se só assim como Perséfone ao ser tirada de sua família pelas mãos de Hades.

*Perfil do Personagem:

-Características Físicas: Cabelos negros compridos e cacheados com mechas azuis claras, olhos verdes, pele escura, coxas grossas. Cintura fina, cerca de 1,65m de altura, seios fartos, boca carnuda e uma marca de nascença próxima ao seio esquerdo na forma de uma romã vermelha.

-Características Psicológicas: Valérie sente ódio e desprezo por seus pais. As únicas pessoas a quem já amou na vida foram a sua avó Eunice e sua tia Amara. Mesmo tendo TDAH, se esforça na escola para dar orgulho a elas, sentindo a necessidade de provar ser melhor que seus pais, e um dia deseja se tornar médica, para assim poder tirar sua avó e sua tia de uma vida pobre em um bairro perigoso. Dentro de tanto esforço, Valérie só reza para que um dia encontre sua "alma gêmea" e possa ter um final feliz como as princesas das histórias que tanto gosta.

*História do Personagem

Valérie nasceu no dia 21 de dezembro, e seu pai a trouxe enrolada em um pano velho nesse mesmo dia para sua avó Eunice, que, junto à sua tia Amara, cuidou dela desde então, em sua pequena casa no Brooklyn. Seu pai sumiu no dia seguinte e nunca mais voltou.

Hoje em dia, aos 15 anos, Valérie sente ódio de sua mãe por tê-la abandonado e despreza o pai que ela nunca conheceu. É portadora de TDAH, mas mesmo assim faz esforço para se concentrar em suas aulas e tirar notas altas em retribuição à sua avó, que trabalha de cozinheira em sua escola, e à sua tia, que, depois do sumiço do pai da jovem, sustentou a casa com seu emprego de enfermeira, trabalhando 12 horas por dia e ajudando o abrigo de pobres do Brooklyn.

Quando pequena, Valérie sempre escrevia histórias sobre dragões, príncipes e princesas, mas quando as mostrava pra sua avó, esta nada entendia, pois mesmo sem saber Valérie sempre escrevia em grego antigo. Preocupada com a recorrência de situações como esta, sua tia a levou ao médico mas não conseguiu descobrir o possível problema e a causa de sua enorme hiperatividade.

Enquanto isso, todos os dias antes de dormir a garota segurava seu diário dos sonhos próximo a seu peito e rezava, pedindo que um dia sua mãe voltasse e que sua vida pudesse ser melhor. Com o passar do tempo, ao perder sua inocência, ela não pedia mais a volta da mãe, mas que alguém pudesse amá-la como mulher e que pudesse lhe oferecer um grande amor como nunca teve.

O tempo foi passando. Clínica após clínica, mesmo tendo dificuldades para arcar com as despesas, a família de Valérie finalmente chegou a um médico que diagnosticou a jovem com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), embora não pudesse compreender a curiosa ligação com aquela língua estranha, que mais tarde através de pesquisas realizadas por sua avó se revelou como sendo grego antigo.

Deste dia em diante, Valérie passou por especialistas e foi encaminhada para uma escola especial, onde as professoras lhe passavam todo o conteúdo em forma de lição de casa. Para realizá-los, ela contava com a ajuda da avó, que usava dicionários e tradutores no computador para o idioma que era melhor compreendido por sua neta, e assim suas notas notoriamente subiram.

Com o passar do tempo foi ficando cada vez mais complicado para tia Amara manter a escola cara. Quando descobriu-se com um raro câncer, acabou ficando impossibilitada de trabalhar. A avó tentou sustentar a casa com seu serviço de cozinheira e começou a realizar pequenos serviços como costureira, mas isso não foi suficiente para manter o aluguel e a escola particular de Valérie em dia.

Perdendo a casa, a pequena família de Valérie foi morar no abrigo próximo e a jovem, porém determinada, garota voltou para o ensino público. Lá encontrou dificuldades pois, além de não conseguir estudar direito, tinha que se dividir entre os deveres da escola e o seu mais novo serviço na lanchonete da esquina.

Passou a sofrer bullying de alguns alunos por não conseguir acompanhar as aulas, mas, a despeito disso, conseguiu fazer amizade com Blanca, uma menina latino-americana que, assim como Valérie, também sofria certas agressões dos colegas. Para ajudar a amiga a melhorar suas notas, Blanca passava pela lanchonete todos os dias depois da escola para traduzir a matéria diária.

Certo dia, as amigas ficaram na lanchonete até que esta fechasse, pois estavam estudando para uma prova. Foi então dois colegas da escola, Ryan e Bill, entram no lanchonete e pediram quatro lanches e o mesmo número de refrigerantes para a viagem. Blanca riu, sabendo que Valérie gostava de Ryan, e Bill percebeu isso. O garoto, então, sussurrou um desafio a Ryan para que convidasse a menina para o Baile de Inverno de sua escola e viu o amigo aceitar o desafio, mas Blanca logo suspeitou e alertou a amiga sobre um possível plano dos garotos.

Passou-se algum tempo e a noite do baile chegou. Valérie pediu que Ryan a esperasse na frente da escola, onde ela o encontrou com o vestido que fora da tia e reformado por sua avó. O garoto entrou com ela e a conduziu ao local onde ocorria a festa. A garota se divertiu, dançou e sorriu como nunca antes e, no final da noite, foi até coroada como Rainha do Baile de Inverno ao lado de Ryan, o rei.

A noite de Valérie não podia estar mais feliz quando, de repente, uma alavanca foi disparada por Meg Mills, a verdadeira namorada de Ryan, e um balde de fezes de cavalo caiu na cabeça da inocente garota. Todos riram e a humilharam, exceto Blanca, que a tirou do palco e saiu do local com sua amiga para limpá-la.

Já do lado de fora, enquanto fugia desesperada de sua vergonha, o salto de Valérie quebrou e ela caiu na lama. Ryan, Bill e Meg, que a seguiam, fizeram questão de rir dela e, num surto de raiva, algo inexplicável até então aconteceu. Valérie ergueu suas mãos e, como que por mágica, um conjunto de vinhas brotou do chão, agarrou os três amigos e começou a estrangulá-los.

Valérie, que jamais tinha visto algo parecido, ficou desesperada e começou a chorar, pedindo para que tudo aquilo parasse, mas as vinhas só ficavam mais grossas e se tornam raízes negras enormes que começaram a enforcar os péssimos colegas, a essa altura já sem ar e com um aspecto arroxeado. Blanca gritava em desespero, mas sua voz parecia sumir aos ouvidos de Valérie, até que em um determinado momento tudo fica silencioso.

A garota, aos prantos, descobre os olhos e olha para cima, os raios de uma tempestade ecoam e sua luz reflete nos rostos dos cadáveres dos três pendurados, roxos como beterrabas, com línguas para fora e olhos esbugalhados, mas que estranhamente começavam a se transformar em pó.

Sem saber o que fazer, Valérie correu para longe aos prantos e deu de cara com sua professora preferida, a senhorita Flowerwood. Esta lhe segurou firme em seus braços e olhou em seus olhos desesperados, perguntando o que poderia ter acontecido. Valérie lhe contou tudo, em absoluto desespero, e a professora a consolou com todo o carinho, levando-a de volta para o abrigo e prometendo que daria um jeito em tudo e que no dia seguinte.

Quando entrou em seu quartinho no abrigo, Valérie viu um pequeno bilhete deixado por sua avó dizendo que sua tia havia piorado no resto da noite. A garota não conseguiu dormir, chorando ao pensa no que fizera com os três colegas de escola, no desespero de sua melhor amiga Blanca, na forma como perdeu controle e as vinhas surgiram estrangulando todos os que lhe faziam mal e os transformando em pó. Pensou em como sua raiva influenciava a atitude as vinhas e se perguntou como a professora iria resolver tudo aquilo.

Quando conseguiu dormir já eram 5h30 da manhã. Uma voluntária do abrigo lhe acordou e disse que sua avó estava ligando do hospital comunitário. Quando atendeu o celular, dona Eunice lhe disse que sua tia havia morrido e que não tinham como providenciar o enterro. Valérie ficou sem palavras, pois a única pessoa que já lhe amou como mãe estava morta. Ela perdeu todas as esperanças e pegou suas poucas coisas deixando o abrigo para sempre.

Sua professora voltou naquela manhã e tinha Blanca em seu encalço. Ao saberem do que tinha acontecido, informaram rapidamente o Acampamento Meio-Sangue, que intensificou as buscas pela garota, e arcaram com as despesas para o funeral da tia Amara.
Poucos sabiam que Blanca era na verdade uma semideusa. Que assim como a senhorita Flowerwood, estavam em missão para resgatar uma jovem semideusa, que vinha a ser Valérie.

Valérie ficou desaparecida por sete dias até que surgiu imunda escondida entre mendigos, na missa de sétimo dia de sua tia. Só quem notou sua presenta foi a professora Flowerwood, que a seguiu e disse que ela poderia ser ajudada num acampamento especial. Contou que ela era uma criatura mágica e que, se os três colegas foram transformados em pó, era porque na verdade eram monstros.

Tudo aquilo era estranho, mas fazia um pouco de sentido levando em conta o que aconteceu naquela estranha noite. Estava quase aceitando seguir a professora quando viu uma viatura da polícia se aproximar e acabou fugindo, amedrontada. Depois de horas, já à noite, ela pediu carona para uma moça chamada Felícia que estava se dirigindo para Long Island.

No banco de trás do carro da moça, Valérie teve um sonho. Uma mulher de vestido preto e idêntica a ela estava correndo por um campo florido com outras meninas, que a chamavam de irmã, quando um homem trajando um elmo negro a agarrou pelo braço e a puxou para uma depressão envolta em trevas, a moça deu um grito horripilante e, de repente, a cena do sonho mudou.

Agora a moça estava chorando em um banheiro público com uma barriga imensa e acompanhada de um homem que ela reconheceu apenas de fotos antigas: seu pai. A mulher morena deu a luz à uma menina bem pequena com uma marca de nascença no lado esquerdo do peito, então o sonho se apagou completamente. Valérie acordou alarmada, vendo o carro parado e que sua marca no peito esquerdo ardia.

Quando olhou pela janela, imaginou que era alta madrugada e que a mulher que lhe dera carona estava falando ao celular, dizendo algo sobre a encomenda estar entregue e que a mataria como vingança por seu mestre ter sido traído. Valérie saiu do carro subitamente desperta e encarou a mulher, perguntando de que encomenda ela estava falando.

A mulher lhe explicou que não só a policia e o acampamento a procuravam, mas que também a horda de monstros a queria morta. Dizendo isso a mulher se transformou numa criatura semelhante a uma vampira, com duas presas afiadas. Aproveitando-se das aulas de direção que tivera com sua falecida tia, Valérie entrou no carro e acelerou, a voz trovejante da criatura berrava enquanto corria rapidamente atrás do carro, e o desespero martelando em seu coração.

Entre lágrimas, Valérie conseguiu tomar o caminho dito horas antes por sua professora, encontrado no bolso da blusa, até chegar a uma estrada isolada e ladeada por uma densa floresta, ainda sendo perseguida pela empousa. Sem ver mais para onde ir depois de chegar ao tal ponto do endereço, a garota acabou batendo o carro em uma árvore. Tentou fugir, mas foi pega pela monstra assim que saiu e foi erguida no ar.

Agitando as mãos em desespero, Valérie encontrou um cipó quase solto e o arrancou com força, batendo com ele em seguida fortemente, como faria ao brandir um chicote, e acertando com força a face da empousa. A monstra a soltou com ódio e ela caiu sobre uma poça de lama, que deixou seu rosto sujo a cegando temporariamente. O grito raivoso da monstra veio alto e claro para perto de Valérie e a menina ergueu os braços novamente, em puro terror.

Uma brisa floral a envolveu e vinhas saíram ao comando de Valérie. Elas se enrolaram na empousa e a estrangularam ao tornarem-se raízes constritoras, fazendo a monstra ser feita em pó assim como as primeiras vítimas da confusa garota.

Valérie correu, sem saber para onde seus instintos a levavam. O Sol da manhã começava a surgir quando a jovem avistou, em cima de uma colina, uma árvore gigante com algo brilhando sobre seu galho mais baixo. Ela se aproximou e viu um feixe de cabos roxos muito grossos enrolados na árvore, até que os cabos roncaram e ela percebeu que eram, na verdade, um dragão.

Assustada, Valérie recuou imediatamente e deu um grito que acordou o enorme réptil, que instintivamente inclinou o pescoço diretamente em sua direção, facilmente a alcançando, e a cheirou. A menina estava paralisada de medo e quase desmaiou quando viu que o dragão agia como se fosse seu animal de estimação, como se a reconhecesse. Pareceu estranho, considerando como tudo estava indo mal para ela.

Foi então que ouviu vozes chamarem seu nome. Virou-se alarmada, com medo de serem novos monstros, e viu-se surpresa ao encontrar o olhar da professora Flowerwood e sua amiga Branca, parecendo aliviadas ao encontrá-la. As duas vestiam uma camisa laranja com alguns dizeres que ela não conseguia ler, quando de repente uma mão tocou seu ombro e ela desmaiou.

Algum tempo depois ela acordou e estava numa espécie de enfermaria com várias crianças ao seu redor. A voz conhecida da senhorita Flowerwood a chamou, mas ela estava diferente. Tinha a pele mais bronzeada, quase num tom dourado, seus cabelos quase se arrastavam no chão e dele caíam gotas de água, se assemelhando a um grande esfregão. Ela vestia uma roupa branca de enfermeira com sapatos crocs cor de rosa, que faziam um som engraçado quando ela andava.

A mulher expulsou todos e explicou que o que aconteceu com Valérie era normal para um semideus, que os monstros transformados em pó tinham sido mandados para o submundo, contou que era uma náiade, um espírito das águas, e disse que Valérie havia encontrado o acampamento mesmo que o endereço jamais pudesse ser realmente claro. Foi instintivo.

Naquela noite, Valérie comeu na enfermaria e mais tarde foi levada numa cadeira de rodas para um anfiteatro em todo estilo grego antigo. Vários adolescentes, jovens e até crianças se reuniram em torno de uma enorme fogueira. Todos cantavam e as cores da fogueira mudavam de rosa para verde e de verde para roxo. Valérie nunca tinha visto algo assim, naquele momento só pensava como sua avó estaria e se estaria sofrendo muito, quando de repente todos pararam e olharam para ela.

Valérie não sabia por que todos a olhavam até que ergueu os olhos e viu romã vermelha brilhante acima de sua cabeça. Sua marca de nascença queimava em seu peito, então seus ferimentos sumiram, e suas roupas velhas brilharam em azul escuro, quando olhou para baixo estava com um deslumbrante vestido de seda com manga longa e um decote em V, um par de sandálias gregas anexadas com duas longas fitas negras, os cabelos penteados no estilo de um topete feminino, seu rosto brilhava com maquiagens escuras, e o ar a sua volta cheirava a mel e flores.

Uma voz trovejante veio da multidão anunciando:

- Seja bem vinda Valérie Snow, filha da Deusa Perséfone!

Essa voz pertencia a Quíron, o centauro mais inteligente de todos e diretor de atividades do acampamento, conhecido por treinar grandes heróis. Disse que isso explicaria o ataque dos monstros, servos de Hades, o deus do submundo e marido de Perséfone. A senhorita Flowerwood completou dizendo que a presença dela no acampamento poderia ser o pressagio de que algo estava por vir, mas depois todos lhe deram as boas-vindas. Era o início de uma nova jornada.

Valérie Abigail Snow
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Seg 26 Set 2016, 20:52


Avaliação



Valérie Snow — Boa noite, moça   :gdc:

Espero que esteja tudo bem com você :3

E lá vamos nós outra vez, não? Vai ser um prazer avaliá-la novamente, senhorita sz

Vi que você separou os parágrafos longos em curtos, sendo mais objetiva neles, e vou parabenizá-la por isso. Porém ainda notei erros de digitação que poderiam ser evitados, como ter colocado um fim nessa frase aqui > [...] prometendo que daria um jeito em tudo e que no dia seguinte. [...] <
O que aconteceu no dia seguinte?

[...] chorando ao pensa no que fizera [...] -> O correto seria "pensar", e não "pensa".

Uma coisa que não entendi: ao que deu a entender, Valérie fugiu da professora antes que a mesma pudesse falar a respeito do acampamento - assim como dar informações sobre o mesmo. Então como sabia o caminho? Mesmo que você tenha falado que Valérie gostava de contos de fadas, como ela teve conhecimento a respeito da empousa? Como ela sabia que era esse monstro que estava atrás dela?

Uma outra observação que faço aqui: mesmo que seja um monstro feminino, como a empousa citada, ainda assim é "o monstro" em vez de "a monstra". Em um dos parágrafos, mais ao final do texto, você trocou as letras do nome da sua amiga: seria Blanca, e você escreveu Branca.

Novamente não posso aceitar sua ficha, mas com suas melhoras sinto que logo poderá ser reclamada ;)
Só atente-se aos pontos explicados aqui, ok?
E mais importante, não desista! Precisando, pode me enviar uma MP <3

Reprovada

Zoey Montgomery
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maryssa Angelyky Lyverys em Seg 26 Set 2016, 22:08

Ficha Maryssa

A história não contada por livros
Aquela que muitos tentam esquecer, mas que o tempo faz lembrar.


- Por qual deus deseja ser reclamado / qual criatura deseja ser e por quê?
Afrodite, Deusa do amor e da beleza. Aquela que dizem ter nascida das espumas do mar e que até os dias de hoje permeiam os sonhos dos poetas e contadores de história. Além de ser um pequeno desafio pessoal interpretar a filha de tal deusa.
- Perfil do Personagem
Psicológico:
Tentar desvendar os mistérios por trás dos olhos dourados da jovem semideusa é um desafio aceito por poucos. Pouco se sabe sobre ela, apenas que vivia em uma em algum lugar isolado. Uma garota de poucas palavras, raramente a voz melodiosa como a de uma verdadeira sereia é ouvida, seu semblante transparece serenidade e parcimônia, um reflexo do que ela realmente é uma garota calma que gosta de muito de observar antes de tirar conclusão, raramente age por impulso ou pelo calor das emoções, a única exceção é quando está apaixonada por alguém ou com muita raiva.  Teve um passado difícil, até mesmo um pouco conflituoso e traumático para a garota, mas não se deixou abater pelas adversidades da vida, tonou sua experiência como um aprendizado e com isso conquistou uma força de vontade inabalável. Determinada vai até as últimas consequências para conseguir o que deseja, sendo capaz de enfrentar qualquer inimigo ou enfrentar qualquer situação sem hesitar. Seu jeito de discreto e fechado faz com que ela se isole um pouco mais dos seus companheiros, guardando para si seus maiores segredos bem como seu passado, alguns podem acha-la um pouco fria, mas na verdade é apenas uma máscara que ela usa para se proteger do convívio com os demais.
Físico: Não é uma garota com um corpo de mulherão, ainda que tenha curvas sinuosas e atraentes, mas harmoniosas com seu corpo e tamanho. Suas pernas são bem torneadas, assim como todos seus músculos, sua cintura é bem delgada e seus seios aparentam ser fartos devido seu ombro ser mais estreito, porém não é exagerado para seu tamanho. Possui 1.62 de altura e 54 Kg muito bem distribuídos, não possui músculos exagerados, conserva a delicadeza feminina.  Sua pele é muito alva, sem cicatrizes ou imperfeições, sempre muito macia ao toque. Seus olhos são de um tom peculiar, remetendo a cor dourada, sempre tem um olhar inexpressivo e distante, confundindo qualquer um que tente desvenda-la pelo olhar. Possuem longos cílios negros, nem como são emoldurados por um par de sobrancelhas negras e finas. Seu rosto possui traços finos e delicados, dando um ar casto a beleza da jovem, assemelhando-se ao rosto de uma delicada boneca de porcelana, seus lábios são finos e rosados, tão delicados quanto sua face. Possui longos e lisos cabelos, sua cor esverdeada é totalmente exótica aos olhos de quem aprecia, lustros e macios balançam facilmente ao sabor do vento. Os mesmos alcançam abaixo da linha dos quadris da garota e costumeiramente os deixa solto conferindo a ela um ar mais displicente. Sempre opta por roupas brancas e confortáveis, geralmente vestidos de tecidos leves. E apesar de vaidosa não gosta de muitos adornos, usa apenas um pequeno colar que nunca tira do pescoço, o mesmo é a única lembrança que carrega de seu pai.

- História do Personagem
Maryssa irritava-se à medida que o tempo prolongava-se. Seu pai, como sempre, não iria ao baile por motivos da nova namorada, que o arrastava para mais um dos jantares românticos em algum restaurante caro. Era tudo por dinheiro, a garota sabia muito disso, pois seu pai nunca deixara de amar sua mãe.
Terminava de passar o rímel nos cílios esquerdos. Lori, sua governanta, sentava-se um pouco atrás, com um sorriso por entre os lábios. Maryssa passou os dedos por entre o vestido branco de cetim, que caia um pouco acima do joelho, ressaltando suas pernas torneadas.
— Sua mãe deve estar muito orgulhosa, seja onde ela esteja—Disse Lori.
— Não fale de minha mãe—A garota aborreceu-se e buscou a pequena bolsa, da mesma cor que o vestido—Ela não morreu, ela me abandonou.
Saiu de seu quarto e fora em direção a sala, onde imediatamente a campainha tocou. Ela sabia que Yurei  lhe esperava do lado de fora, para leva-la a uma noite magica no baile.
Abriu a porta, esperando que o mais gato da escola estivesse vestido de terno e com uma caixa de bombons na mão, o que vira, por outro lado, não tinha nada ver com gatos ou bombom
Pulou para cima da garota com força, derrubando-a em cima de um vaso da Itália. Droga, seu pai lhe mataria por isso. As presas soltaram-se para fora e a criatura lhe empurrou para longe. Possuía asas rochas, assim como as pernas peludas que se acabavam em dois pés de galinhas. Era tremendamente feia, provavelmente a coisa mais estranha que já vira em sua vida.
Maryssa levantou-se confusa e jogou-se para perto de uma prateleira, onde uma escultura francesa de dois casais dançando formava uma pequena ponta por cima. Não era de muito valor, pois a mesma era um presente para a nova namorada de seu pai, resolveu então que poderia usa-lo:
— Ei— Gritou— Toma isso galinha.
Jogou em direção a criatura. Quando o objeto estilhaçou-se em seu corpo, a criatura pareceu incomodada. Abriram-se asas em seus braços e os dentes afiados puseram-se para fora. Neste momento, a garota sabia que só havia piorado a situação.
Correu em direção à primeira porta que encontrara; nem notara que Lori estava em sua frente, como uma grande protetora. A mulher segurava sobre as mãos uma faca de cozinha. Maryssa gritara assim que a mesma colocou-se a correr em direção a criatura, que lhe cortou a barriga com rapidez. A mesma caiu para trás, e o sangue inundou o tapete rosa de seu quarto. Os olhos então lacrimejaram.
A garota encolheu-se ao canto de seu armário, enquanto a “coisa” que lhe perseguia quebrava tudo até chegar a si. A sua sombra acobertou o corpo da garota, que tremia a cada instante. Fechou os olhos esperando para o momento final.
Mas então tudo se silenciou. Abriu os olhos confusos e vira milhares de pequenos pontos dourados, que caiam por cima de seus cabelos castanhos. Yurei estava a sua frente, com um artefato pontudo por suas mãos, uma espada. Ele ofereceu a mão para ela, que aceitou imediatamente.
O garoto lhe envolveu em um abraço, enquanto a mesma debruçou a chorar. Tudo havia acabado inclusive sua noite perfeita do baile da escola. Yurei a guiou para um carro, estacionado a sua frente, onde mais dois adolescentes estavam. Antes disso, deixou que a mesma fizesse uma mochila com tudo que queria levar e trocasse o vestido por uma roupa mais simples.
***.
Em meio à viagem, enquanto revivia os momentos e o corpo sem vida de Lori, que havia sido levado pelo o hospital um pouco antes de saírem, ela raciocinava as palavras de Yurei, que lhe explicaram o seu verdadeiro mundo. Soube que fora uma Harpia quem fizera tudo aquilo e que seu pai havia dedicado sua vida para construir uma casa onde encobrisse seu cheiro, casando-se com mulheres que pudessem dar a imagem de que era uma família normal.
Soube também que sua vida mudaria dali por diante, e que Yurei e os outros a levariam para um Acampamento, onde poderia aprender a sobreviver por si própria.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jonas W. Harris em Ter 27 Set 2016, 00:56


AVALIAÇÃO


Maryssa Angelyky Lyverys: Garota, que escrita maravilhosa. Conseguiu me prender do início ao fim, soube utilizar o jogo de palavras de forma a não haver repetição, além de manter uma escrita formal que eu particularmente valorizo muito q. Os problemas do seu post foram:

a) falta de informações: por mais que você tenha feito as descrições físicas e psicológicas muito bem, você omitiu muito do passado da sua personagem. Seria interessante se tivesse complementado usando coisas que aconteceram, e expondo mais da personalidade da semideusa.

b) omissão do momento da reclamação: uma das exigências é que na ficha de reclamação contenha o momento que você foi reclamada, e isso não está presente na sua ficha. Sendo este um requisito básico, não terei como aprovar sua ficha.

Mas não desista, como eu disse, sua escrita é perfeita, você só tem que aperfeiçoar a ideia da sua ficha mesmo. Boa sorte na próxima ^^

Reprovada

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Valérie Abigail Snow em Ter 27 Set 2016, 13:02

*Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Perséfone. Pois a personalidade das duas combina. Valérie sente-se só assim como Perséfone ao ser tirada de sua família pelas mãos de Hades.

*Perfil do Personagem:

-Características Físicas: Cabelos negros compridos e cacheados com mechas azuis claras, olhos verdes, pele escura, coxas grossas. Cintura fina, cerca de 1,65m de altura, seios fartos, boca carnuda e uma marca de nascença próxima ao seio esquerdo na forma de uma romã vermelha.

-Características Psicológicas: Valérie sente ódio e desprezo por seus pais. As únicas pessoas a quem já amou na vida foram a sua avó Eunice e sua tia Amara. Mesmo tendo TDAH, se esforça na escola para dar orgulho a elas, sentindo a necessidade de provar ser melhor que seus pais, e um dia deseja se tornar médica, para assim poder tirar sua avó e sua tia de uma vida pobre em um bairro perigoso. Dentro de tanto esforço, Valérie só reza para que um dia encontre sua "alma gêmea" e possa ter um final feliz como as princesas das histórias que tanto gosta.

*História do Personagem

Valérie nasceu no dia 21 de dezembro, e seu pai a trouxe enrolada em um pano velho nesse mesmo dia para sua avó Eunice, que, junto à sua tia Amara, cuidou dela desde então, em sua pequena casa no Brooklyn. Seu pai sumiu no dia seguinte e nunca mais voltou.

Hoje em dia, aos 15 anos, Valérie sente ódio de sua mãe por tê-la abandonado e despreza o pai que ela nunca conheceu. É portadora de TDAH, mas mesmo assim faz esforço para se concentrar em suas aulas e tirar notas altas em retribuição à sua avó, que trabalha de cozinheira em sua escola, e à sua tia, que, depois do sumiço do pai da jovem, sustentou a casa com seu emprego de enfermeira, trabalhando 12 horas por dia e ajudando o abrigo de pobres do Brooklyn.

Quando pequena, Valérie sempre escrevia histórias sobre dragões, príncipes e princesas, mas quando as mostrava pra sua avó, esta nada entendia, pois mesmo sem saber Valérie sempre escrevia em grego antigo. Preocupada com a recorrência de situações como esta, sua tia a levou ao médico mas não conseguiu descobrir o possível problema e a causa de sua enorme hiperatividade.

Enquanto isso, todos os dias antes de dormir a garota segurava seu diário dos sonhos próximo a seu peito e rezava, pedindo que um dia sua mãe voltasse e que sua vida pudesse ser melhor. Com o passar do tempo, ao perder sua inocência, ela não pedia mais a volta da mãe, mas que alguém pudesse amá-la como mulher e que pudesse lhe oferecer um grande amor como nunca teve.

O tempo foi passando. Clínica após clínica, mesmo tendo dificuldades para arcar com as despesas, a família de Valérie finalmente chegou a um médico que diagnosticou a jovem com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), embora não pudesse compreender a curiosa ligação com aquela língua estranha, que mais tarde através de pesquisas realizadas por sua avó se revelou como sendo grego antigo.

Deste dia em diante, Valérie passou por especialistas e foi encaminhada para uma escola especial, onde as professoras lhe passavam todo o conteúdo em forma de lição de casa. Para realizá-los, ela contava com a ajuda da avó, que usava dicionários e tradutores no computador para o idioma que era melhor compreendido por sua neta, e assim suas notas notoriamente subiram.

Com o passar do tempo foi ficando cada vez mais complicado para tia Amara manter a escola cara. Quando descobriu-se com um raro câncer, acabou ficando impossibilitada de trabalhar. A avó tentou sustentar a casa com seu serviço de cozinheira e começou a realizar pequenos serviços como costureira, mas isso não foi suficiente para manter o aluguel e a escola particular de Valérie em dia.

Perdendo a casa, a pequena família de Valérie foi morar no abrigo próximo e a jovem, porém determinada, garota voltou para o ensino público. Lá encontrou dificuldades pois, além de não conseguir estudar direito, tinha que se dividir entre os deveres da escola e o seu mais novo serviço na lanchonete da esquina.

Passou a sofrer bullying de alguns alunos por não conseguir acompanhar as aulas, mas, a despeito disso, conseguiu fazer amizade com Blanca, uma menina latino-americana que, assim como Valérie, também sofria certas agressões dos colegas. Para ajudar a amiga a melhorar suas notas, Blanca passava pela lanchonete todos os dias depois da escola para traduzir a matéria diária.

Certo dia, as amigas ficaram na lanchonete até que esta fechasse, pois estavam estudando para uma prova. Foi então dois colegas da escola, Ryan e Bill, entram no lanchonete e pediram quatro lanches e o mesmo número de refrigerantes para a viagem. Blanca riu, sabendo que Valérie gostava de Ryan, e Bill percebeu isso. O garoto, então, sussurrou um desafio a Ryan para que convidasse a menina para o Baile de Inverno de sua escola e viu o amigo aceitar o desafio, mas Blanca logo suspeitou e alertou a amiga sobre um possível plano dos garotos.

Passou-se algum tempo e a noite do baile chegou. Valérie pediu que Ryan a esperasse na frente da escola, onde ela o encontrou com o vestido que fora da tia e reformado por sua avó. O garoto entrou com ela e a conduziu ao local onde ocorria a festa. A garota se divertiu, dançou e sorriu como nunca antes e, no final da noite, foi até coroada como Rainha do Baile de Inverno ao lado de Ryan, o rei.

A noite de Valérie não podia estar mais feliz quando, de repente, uma alavanca foi disparada por Meg Mills, a verdadeira namorada de Ryan, e um balde de fezes de cavalo caiu na cabeça da inocente garota. Todos riram e a humilharam, exceto Blanca, que a tirou do palco e saiu do local com sua amiga para limpá-la.

Já do lado de fora, enquanto fugia desesperada de sua vergonha, o salto de Valérie quebrou e ela caiu na lama. Ryan, Bill e Meg, que a seguiam, fizeram questão de rir dela e, num surto de raiva, algo inexplicável até então aconteceu. Valérie ergueu suas mãos e, como que por mágica, um conjunto de vinhas brotou do chão, agarrou os três amigos e começou a estrangulá-los.

Valérie, que jamais tinha visto algo parecido, ficou desesperada e começou a chorar, pedindo para que tudo aquilo parasse, mas as vinhas só ficavam mais grossas e se tornam raízes negras enormes que começaram a enforcar os péssimos colegas, a essa altura já sem ar e com um aspecto arroxeado. Blanca gritava em desespero, mas sua voz parecia sumir aos ouvidos de Valérie, até que em um determinado momento tudo fica silencioso.

A garota, aos prantos, descobre os olhos e olha para cima, os raios de uma tempestade ecoam e sua luz reflete nos rostos dos cadáveres dos três pendurados, roxos como beterrabas, com línguas para fora e olhos esbugalhados, mas que estranhamente começavam a se transformar em pó.

Sem saber o que fazer, Valérie correu para longe aos prantos e deu de cara com sua professora preferida, a senhorita Flowerwood. Esta lhe segurou firme em seus braços e olhou em seus olhos desesperados, perguntando o que poderia ter acontecido. Valérie lhe contou tudo, em absoluto desespero, e a professora a consolou com todo o carinho, levando-a de volta para o abrigo e prometendo que daria um jeito em tudo no dia seguinte.

Quando entrou em seu quartinho no abrigo, Valérie viu um pequeno bilhete deixado por sua avó dizendo que sua tia havia piorado no resto da noite. A garota não conseguiu dormir, chorando ao pensar no que fizera com os três colegas de escola, no desespero de sua melhor amiga Blanca, na forma como perdeu controle e as vinhas surgiram estrangulando todos os que lhe faziam mal e os transformando em pó. Pensou em como sua raiva influenciava a atitude as vinhas e se perguntou como a professora iria resolver tudo aquilo.

Quando conseguiu dormir já eram 5h30 da manhã. Uma voluntária do abrigo lhe acordou e disse que sua avó estava ligando do hospital comunitário. Quando atendeu o celular, dona Eunice lhe disse que sua tia havia morrido e que não tinham como providenciar o enterro. Valérie ficou sem palavras, pois a única pessoa que já lhe amou como mãe estava morta. Ela perdeu todas as esperanças e pegou suas poucas coisas deixando o abrigo para sempre.

Sua professora voltou naquela manhã e tinha Blanca em seu encalço. Ao saberem do que tinha acontecido, informaram rapidamente o Acampamento Meio-Sangue, que intensificou as buscas pela garota, e arcaram com as despesas para o funeral da tia Amara.
Poucos sabiam que Blanca era na verdade uma semideusa. Que assim como a senhorita Flowerwood, estavam em missão para resgatar uma jovem semideusa, que vinha a ser Valérie.

Valérie ficou desaparecida por sete dias até que surgiu imunda escondida entre mendigos, na missa de sétimo dia de sua tia. Só quem notou sua presenta foi a professora Flowerwood, que a seguiu e disse que ela poderia ser ajudada num acampamento especial. Ela lhe entregou um cartão e contou que ela era uma criatura mágica e que, se os três colegas foram transformados em pó, era porque na verdade eram monstros.

Tudo aquilo era estranho, mas fazia um pouco de sentido levando em conta o que aconteceu naquela estranha noite. Estava quase aceitando seguir a professora quando viu uma viatura da polícia se aproximar e acabou fugindo, amedrontada. Depois de horas, já à noite, ela pediu carona para uma moça chamada Felícia que estava se dirigindo para Long Island.

No banco de trás do carro da moça, Valérie teve um sonho. Uma mulher de vestido preto e idêntica a ela estava correndo por um campo florido com outras meninas, que a chamavam de irmã, quando um homem trajando um elmo negro a agarrou pelo braço e a puxou para uma depressão envolta em trevas, a moça deu um grito horripilante e, de repente, a cena do sonho mudou.

Agora a moça estava chorando em um banheiro público com uma barriga imensa e acompanhada de um homem que ela reconheceu apenas de fotos antigas: seu pai. A mulher morena deu a luz à uma menina bem pequena com uma marca de nascença no lado esquerdo do peito, então o sonho se apagou completamente. Valérie acordou alarmada, vendo o carro parado e que sua marca no peito esquerdo ardia.

Quando olhou pela janela, imaginou que era alta madrugada e que a mulher que lhe dera carona estava falando ao celular, dizendo algo sobre a encomenda estar entregue e que a mataria como vingança por seu mestre ter sido traído. Valérie saiu do carro subitamente desperta e encarou a mulher, perguntando de que encomenda ela estava falando.

A mulher lhe explicou que não só a policia e o acampamento a procuravam, mas que também a horda de monstros a queria morta. Dizendo isso a mulher se transformou numa criatura semelhante a uma vampira, com duas presas afiadas. Aproveitando-se das aulas de direção que tivera com sua falecida tia, Valérie entrou no carro e acelerou, a voz trovejante da criatura berrava enquanto corria rapidamente atrás do carro, e o desespero martelando em seu coração.

Entre lágrimas, Valérie conseguiu tomar o caminho que estava indicado no cartão dado por sua professora, encontrado no bolso da blusa, até chegar a uma estrada isolada e ladeada por uma densa floresta, ainda sendo perseguida pela criatura. Sem ver mais para onde ir depois de chegar ao tal ponto do endereço, a garota acabou batendo o carro em uma árvore. Tentou fugir, mas foi pega pelo monstro assim que saiu e foi erguida no ar.

Agitando as mãos em desespero, Valérie encontrou um cipó quase solto e o arrancou com força, batendo com ele em seguida fortemente, como faria ao brandir um chicote, e acertando com força a face da criatura. O monstro a soltou com ódio e ela caiu sobre uma poça de lama, que deixou seu rosto sujo a cegando temporariamente. O grito raivoso do monstro veio alto e claro para perto de Valérie e a menina ergueu os braços novamente, em puro terror.

Uma brisa floral a envolveu e vinhas saíram ao comando de Valérie. Elas se enrolaram na besta e a estrangularam ao tornarem-se raízes constritoras, fazendo o mostro ser feito em pó assim como as primeiras vítimas da confusa garota.

Valérie correu, sem saber para onde seus instintos a levavam. O Sol da manhã começava a surgir quando a jovem avistou, em cima de uma colina, uma árvore gigante com algo brilhando sobre seu galho mais baixo. Ela se aproximou e viu um feixe de cabos roxos muito grossos enrolados na árvore, até que os cabos roncaram e ela percebeu que eram, na verdade, um dragão.

Assustada, Valérie recuou imediatamente e deu um grito que acordou o enorme réptil, que instintivamente inclinou o pescoço diretamente em sua direção, facilmente a alcançando, e a cheirou. A menina estava paralisada de medo e quase desmaiou quando viu que o dragão agia como se fosse seu animal de estimação, como se a reconhecesse. Pareceu estranho, considerando como tudo estava indo mal para ela.

Foi então que ouviu vozes chamarem seu nome. Virou-se alarmada, com medo de serem novos monstros, e viu-se surpresa ao encontrar o olhar da professora Flowerwood e sua amiga Blanca, parecendo aliviadas ao encontrá-la. As duas vestiam uma camisa laranja com alguns dizeres que ela não conseguia ler, quando de repente uma mão tocou seu ombro e ela desmaiou.

Algum tempo depois ela acordou e estava numa espécie de enfermaria com várias crianças ao seu redor. A voz conhecida da senhorita Flowerwood a chamou, mas ela estava diferente. Tinha a pele mais bronzeada, quase num tom dourado, seus cabelos quase se arrastavam no chão e dele caíam gotas de água, se assemelhando a um grande esfregão. Ela vestia uma roupa branca de enfermeira com sapatos crocs cor de rosa, que faziam um som engraçado quando ela andava.

A mulher expulsou todos e explicou que o que aconteceu com Valérie era normal para um semideus, que os monstros transformados em pó tinham sido mandados para o submundo, lhe disse que pela descrição que Valérie fizera o mostro que a seguiu era uma empousa, contou que era uma náiade, um espírito das águas, e disse que Valérie havia encontrado o acampamento mesmo que o endereço jamais pudesse ser realmente claro. Foi instintivo.

Naquela noite, Valérie comeu na enfermaria e mais tarde foi levada numa cadeira de rodas para um anfiteatro em todo estilo grego antigo. Vários adolescentes, jovens e até crianças se reuniram em torno de uma enorme fogueira. Todos cantavam e as cores da fogueira mudavam de rosa para verde e de verde para roxo. Valérie nunca tinha visto algo assim, naquele momento só pensava como sua avó estaria e se estaria sofrendo muito, quando de repente todos pararam e olharam para ela.

Valérie não sabia por que todos a olhavam até que ergueu os olhos e viu romã vermelha brilhante acima de sua cabeça. Sua marca de nascença queimava em seu peito, então seus ferimentos sumiram, e suas roupas velhas brilharam em azul escuro, quando olhou para baixo estava com um deslumbrante vestido de seda com manga longa e um decote em V, um par de sandálias gregas anexadas com duas longas fitas negras, os cabelos penteados no estilo de um topete feminino, seu rosto brilhava com maquiagens escuras, e o ar a sua volta cheirava a mel e flores.

Uma voz trovejante veio da multidão anunciando:

- Seja bem vinda Valérie Snow, filha da Deusa Perséfone!

Essa voz pertencia a Quíron, o centauro mais inteligente de todos e diretor de atividades do acampamento, conhecido por treinar grandes heróis. Disse que isso explicaria o ataque dos monstros, servos de Hades, o deus do submundo e marido de Perséfone. A senhorita Flowerwood completou dizendo que a presença dela no acampamento poderia ser o pressagio de que algo estava por vir, mas depois todos lhe deram as boas-vindas. Era o início de uma nova jornada.
Valérie Abigail Snow
Filhos de Perséfone
Mensagens :
8

Localização :
Long Island (No Momento), Brookly (Casa)

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maryssa Angelyky Lyverys em Ter 27 Set 2016, 17:43

Ficha Maryssa

A história não contada por livros
Aquela que muitos tentam esquecer, mas que o tempo faz lembrar.


- Por qual deus deseja ser reclamado / qual criatura deseja ser e por quê?
Afrodite, Deusa do amor e da beleza. Aquela que dizem ter nascida das espumas do mar e que até os dias de hoje permeiam os sonhos dos poetas e contadores de história. Além de ser um pequeno desafio pessoal interpretar a filha de tal deusa.
- Perfil do Personagem
Psicológico: Tentar desvendar os mistérios por trás dos olhos dourados da jovem semideusa é um desafio aceito por poucos. Pouco se sabe sobre ela, apenas que vivia em uma em algum lugar isolado. Uma garota de poucas palavras, raramente a voz melodiosa como a de uma verdadeira sereia é ouvida, seu semblante transparece serenidade e parcimônia, um reflexo do que ela realmente é uma garota calma que gosta de muito de observar antes de tirar conclusão, raramente age por impulso ou pelo calor das emoções, a única exceção é quando está apaixonada por alguém ou com muita raiva.  Teve um passado difícil, até mesmo um pouco conflituoso e traumático para a garota, mas não se deixou abater pelas adversidades da vida, tonou sua experiência como um aprendizado e com isso conquistou uma força de vontade inabalável. Determinada vai até as últimas consequências para conseguir o que deseja, sendo capaz de enfrentar qualquer inimigo ou enfrentar qualquer situação sem hesitar. Seu jeito de discreto e fechado faz com que ela se isole um pouco mais dos seus companheiros, guardando para si seus maiores segredos bem como seu passado, alguns podem acha-la um pouco fria, mas na verdade é apenas uma máscara que ela usa para se proteger do convívio com os demais.


Físico: Não é uma garota com um corpo de mulherão, ainda que tenha curvas sinuosas e atraentes, mas harmoniosas com seu corpo e tamanho. Suas pernas são bem torneadas, assim como todos seus músculos, sua cintura é bem delgada e seus seios aparentam ser fartos devido seu ombro ser mais estreito, porém não é exagerado para seu tamanho. Possui 1.62 de altura e 54 Kg muito bem distribuídos, não possui músculos exagerados, conserva a delicadeza feminina.  Sua pele é muito alva, sem cicatrizes ou imperfeições, sempre muito macia ao toque. Seus olhos são de um tom peculiar, remetendo a cor dourada, sempre tem um olhar inexpressivo e distante, confundindo qualquer um que tente desvenda-la pelo olhar. Possuem longos cílios negros, nem como são emoldurados por um par de sobrancelhas negras e finas. Seu rosto possui traços finos e delicados, dando um ar casto a beleza da jovem, assemelhando-se ao rosto de uma delicada boneca de porcelana, seus lábios são finos e rosados, tão delicados quanto sua face. Possui longos e lisos cabelos, sua cor esverdeada é totalmente exótica aos olhos de quem aprecia, lustros e macios balançam facilmente ao sabor do vento. Os mesmos alcançam abaixo da linha dos quadris da garota e costumeiramente os deixa solto conferindo a ela um ar mais displicente. Sempre opta por roupas brancas e confortáveis, geralmente vestidos de tecidos leves. E apesar de vaidosa não gosta de muitos adornos, usa apenas um pequeno colar que nunca tira do pescoço, o mesmo é a única lembrança que carrega de seu pai.


- História do Personagem
Assim que nasceu, Maryssa foi abandonada por sua mãe, ficando sobre a tutela apenas do pai. Nos primeiros momentos ele começou a entrar em desespero, tinha total certeza que fez uma besteira e condenou sua vida e da criança em seus braços. E como bebê, sem ter consciência de nada que acontecia, ela sorria para o pai. Sentia-se protegida naqueles braços fortes. E foi isso que deu motivação ao pai para seguir em frente.
“Você é apenas um bebê, não tem culpa de nada e é minha responsabilidade. Honrarei esse compromisso” Era o que ele pensava sempre que olhava para a filha.
Darius era o nome de seu pai. Ele se despediu de um de seus dois empregos, assim podendo dedicar mais tempo a filha. Ela era um bebê lindo, saudável e forte. É claro que como pai de primeira viagem ele teve que pedir ajuda a outros parentes.  
Maryssa crescia como uma criança normal. Sua infância foi bem parada. Até as coisas piorarem quando ela embarcou no fundamental. As notas caíram drasticamente e ela foi diagnosticada com TDAH, tendo que trocar de escola vária vez por ser expulsa seja pelas notas baixas ou por arrumar encrencas. Mesmo assim ela não se deixava abalar, estava sempre sorrindo para todos o que fazia com que sua beleza apenas crescesse. Ela sempre pensou que atraia as pessoas por ser quem é.

- Não confie assim tão fácil nas pessoas Mary – Seu pai sempre a avisava. – Você é uma filha muito bonita, e algumas pessoas são interesseiras, só querem estar perto de você para te usar. Tome cuidado.

Mesmo com as palavras do pai, a garota apreciava aquela atenção que recebia e dos olhares que lhe eram jogados. Era tímida, mas se sentia poderosa ao ser denominada a mais bonita. Ela gostava de mesmo sem fazer qualquer esforço estar arrumada. Enquanto as outras crianças se olhavam no espelho falando o quanto queriam ter outro cabelo, ser mais magra, mais alta, ela olhava no espelho achando tudo muito bom em si, não iria mudar nada.
Porém com o tempo toda aquela atenção e amizades falsas, assim como os olhares invejosos e desejosos começaram a irritá-la. Ela queria poder conversar com alguém, falar o que sentia e o que pensava. Tentou algumas vezes com seu pai, o único em quem ela realmente confiava, no entanto ele sempre mudava o assunto ou dava um conselho inútil. Ela desistiu.
“É meu destino ter uma vida assim? Eu aguento... Mais tarde tentarei mudá-lo” Ela pensava para se consolar sempre que a tristeza batia mais forte.
A pobre garotinha começou a ser criada e invejada pelas babás, nunca teve o amor verdadeiro de ninguém, nem dos avós, nem das próprias babás, que só cuidavam dela porque eram pagas para isso. Enquanto ia crescendo em meio aos livros, aos romances, era dali que conhecia o amor, somente dali. E apesar de tudo, acreditava no amor verdadeiro, acreditava que um dia encontraria seu amor verdadeiro, mesmo que ele não fosse um príncipe de verdade, e sim um homem que a amaria para sempre.
Mary, como gosta de ser chamada, por ser muito ingênua apaixonou-se muito cedo e muito fácil, mas também muito cedo sofreu sua primeira desilusão amorosa, o que causou parte de sua postura fria com as pessoas a seu redor.

Num primeiro momento passou a observá-las, entendê-las, e se deu conta de que elas não amavam, era essa a chave que precisava para trancar os cacos de seu coração e abrir a porta para sua felicidade.
Mary decidiu mudar, nunca mais seria a garotinha sonhadora, a garota ingênua que se apaixonava. Amor? Não conheci mais essa palavra, não existia em seu vocabulário, o único amor que ela conhecia era o amor próprio. Só amava a si mesma.
Passou a se cuidar mais, apesar de saber que era a mais linda da família, pois sabia que a invejavam.
Maryssa irritava-se à medida que o tempo prolongava-se. Seu pai, como sempre, não iria ao baile por motivos da nova namorada, que o arrastava para mais um dos jantares românticos em algum restaurante caro. Era tudo por dinheiro, a garota sabia muito disso, pois seu pai nunca deixara de amar sua mãe.
Terminava de passar o rímel nos cílios esquerdos. Lori, sua governanta, sentava-se um pouco atrás, com um sorriso por entre os lábios. Maryssa passou os dedos por entre o vestido branco de cetim, que caia um pouco acima do joelho, ressaltando suas pernas torneadas.
— Sua mãe deve estar muito orgulhosa, seja onde ela esteja—Disse Lori.
— Não fale de minha mãe—A garota aborreceu-se e buscou a pequena bolsa, da mesma cor que o vestido—Ela não morreu, ela me abandonou.
Saiu de seu quarto e fora em direção a sala, onde imediatamente a campainha tocou. Ela sabia que Yurei  lhe esperava do lado de fora, para leva-la a uma noite magica no baile.
Abriu a porta, esperando que o mais gato da escola estivesse vestido de terno e com uma caixa de bombons na mão, o que vira, por outro lado, não tinha nada ver com gatos ou bombom
Pulou para cima da garota com força, derrubando-a em cima de um vaso da Itália. Droga, seu pai lhe mataria por isso. As presas soltaram-se para fora e a criatura lhe empurrou para longe. Possuía asas rochas, assim como as pernas peludas que se acabavam em dois pés de galinhas. Era tremendamente feia, provavelmente a coisa mais estranha que já vira em sua vida.
Maryssa levantou-se confusa e jogou-se para perto de uma prateleira, onde uma escultura francesa de dois casais dançando formava uma pequena ponta por cima. Não era de muito valor, pois a mesma era um presente para a nova namorada de seu pai, resolveu então que poderia usa-lo:
— Ei— Gritou— Toma isso galinha.
Jogou em direção a criatura. Quando o objeto estilhaçou-se em seu corpo, a criatura pareceu incomodada. Abriram-se asas em seus braços e os dentes afiados puseram-se para fora. Neste momento, a garota sabia que só havia piorado a situação.
Correu em direção à primeira porta que encontrara; nem notara que Lori estava em sua frente, como uma grande protetora. A mulher segurava sobre as mãos uma faca de cozinha. Maryssa gritara assim que a mesma colocou-se a correr em direção a criatura, que lhe cortou a barriga com rapidez. A mesma caiu para trás, e o sangue inundou o tapete rosa de seu quarto. Os olhos então lacrimejaram.
A garota encolheu-se ao canto de seu armário, enquanto a “coisa” que lhe perseguia quebrava tudo até chegar a si. A sua sombra acobertou o corpo da garota, que tremia a cada instante. Fechou os olhos esperando para o momento final.
Mas então tudo se silenciou. Abriu os olhos confusos e vira milhares de pequenos pontos dourados, que caiam por cima de seus cabelos castanhos. Yurei estava a sua frente, com um artefato pontudo por suas mãos, uma espada. Ele ofereceu a mão para ela, que aceitou imediatamente.
O garoto lhe envolveu em um abraço, enquanto a mesma debruçou a chorar. Tudo havia acabado inclusive sua noite perfeita do baile da escola. Yurei a guiou para um carro, estacionado a sua frente, onde mais dois adolescentes estavam. Antes disso, deixou que a mesma fizesse uma mochila com tudo que queria levar e trocasse o vestido por uma roupa mais simples.
***.
Em meio à viagem, enquanto revivia os momentos e o corpo sem vida de Lori, que havia sido levado pelo o hospital um pouco antes de saírem, ela raciocinava as palavras de Yurei, que lhe explicaram o seu verdadeiro mundo. Soube que fora uma Harpia quem fizera tudo aquilo e que seu pai havia dedicado sua vida para construir uma casa onde encobrisse seu cheiro, casando-se com mulheres que pudessem dar a imagem de que era uma família normal.
Soube também que sua vida mudaria dali por diante, e que Yurei e os outros a levariam para um Acampamento, onde poderia aprender a sobreviver por si própria. Durante a viagem , Maryssa começou a sonhar com uma mulher de lindos cabelos dourados e olhos da mesma coloração, e sabia ela que aquela seria a imagem de sua mãe que todos evitavam de falar. A única coisa que ela conseguia ouvir em sua mente era um nome , sendo sussurrado docemente em sua mente  - Afrodite...- era tudo que ela conseguia ouvir. Talvez em algum lugar , bem no amago de sua alma sabia que aquela seria sua mãe lhe chamado de alguma forma para um lugar mais seguro.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Victor Livius Glaciem em Ter 27 Set 2016, 20:56


Ficha de Reclamação
para filho de Despina


Por qual deus quer ser reclamado?

Despina, a deusa das geadas, por ser a deusa que melhor se encaixa para a trama conjunta com Maximus Octavius Solis, de modo que ambos terão visões diferentes de um mesmo mundo que os cerca.

Características do personagem:

Físicas:
Victor tem a pele clara, olhos azuis como água límpida e cabelo castanho claro, geralmente cortado baixo. Tem 1,80m e pesa 73kg, é forte, tendo o corpo bem definido, e é bastante ágil devido ao tempo que tem sobrevivendo sozinho.

Psicológicas:
Sua cabeça é bem centrada em seus planos. Victor não se deixa abalar por problemas, é frio e calculista e desenvolveu uma personalidade bastante vingativa.

História do personagem:

Foi há dez anos. Dez longos anos desde que deixei a casa daquele senil para cuidar de mim mesmo. Faz tanto tempo que vivo em Toronto que às vezes esqueço do tempo em que morei em outro lugar... Mentira, não dá para esquecer.

Saí de casa quando tinha doze anos, numa bela tarde chuvosa em que tive um ataque de fúria nem um pouco belo. Estava cansado do cara que dizia ser meu pai, de vê-lo chegar em casa bêbado e chorando porque foi feito de trouxa por uma deusa e foi abandonado depois de se apaixonar por outra.

Você não tem ideia do que é ser filho de um fanático por mitologia fajuto que deu a sorte de ter duas deusas nos braços e não ter estrutura emocional para levar um chute delas. O que ele esperava? Que se rendessem a ele e o carregassem para o Olimpo?

Céus... É melhor parar de destilar veneno contra meu pai e contar direito minha história. O copinho da raiva tinha transbordado quando o velho chegou em casa depois de mais uma madrugada de bebedeira, pegou meu irmão Max no colo e começou a dizer que ele era a única bênção em sua vida. Filho do amanhecer! Raio de Sol!

É ruim demais saber que seu irmão ouve esse tipo de declaração enquanto você ouve apenas "Coração de gelo! Filho da nevasca! O frio da sua natureza é uma maldição na minha vida!" O problema era não saber, até aquele específico momento, o que essas palavras significavam.

Eu achava que era apenas a raiva que meu pai tinha por eu ter sido um filho não planejado, por ser quem tentava agradá-lo desde sempre e ficava em sua sombra, tentando chamar-lhe a atenção, por ser, depois de amadurecer precocemente, a porcaria do responsável pela família quando ele deveria ser, em vez de tentar torrar a pouca grana da oficina com bebida.

Explodi de raiva e foi aí que fiz a temperatura da casa baixar a 5 °C, formei, sem saber como, pequenas pedrinhas de granizo no ar e atingi as paredes da casa com elas em extrema força. Eu amava meu pai até aquele último momento, por isso fiquei tão furioso. Não era a primeira vez que me sentia indesejado, mas certamente não ouviria mais as palavras de desprezo saindo da boca dele.

Quando a raiva veio em forma de urro, lágrimas e gelo, algo ainda mais estranho aconteceu: uma névoa azulada me cercou e um floco gigante de neve brilhou acima de minha cabeça. Entendi pela primeira vez o que significavam as palavras de ódio que meu pai dizia ao se referir à minha mãe, chamando-a de deusa do gelo. Ele não estava bancando a princesa dramática, estava falando a verdade.

— O que é isso? O que... O que é isso em volta de mim?! O que é essa espada? Esse arco?! QUE RAIOS SIGNIFICA ISSO?

Max, com seus inocentes dois anos de idade, começou a chorar no colo de um pai estupefato, absolutamente descrente no que via diante de seus olhos.

— A rainha do gelo dá as caras, ou quase isso, novamente... Parece que sua mãe finalmente o reconheceu, filho de Despina! Você é exatamente como ela, sabia? Indesejado! Nem um pouco planejado! A eterna lembrança do pior erro que cometi! Queria tê-lo entregado a um titã como sua avó fez com sua mãe quando ela nasceu!

A espada fria parecia queimar em minhas mãos, a temperatura do arco em minhas costas causava formigamentos. A vontade de acertar uma flecha no meio do peito daquele desgraçado quase me fazia enlouquecer! A única coisa que me segurou foi a presença de Max em seu colo. Ele era uma criança inocente que um dia cresceria e descobriria quem era seu pai, mas eu não acompanharia seu crescimento.

Em disparada, rumei para meu quarto e entulhei minhas poucas roupas em minha mochila esfarrapada. Da sala, meu pai berrava para que eu fosse embora de uma vez, pois sabia muito bem o que aconteceria agora que eu sabia quem era.

— Desapareça logo daqui, seu demônio de gelo! Suma! Nunca mais volte!

— Faço questão de nunca mais voltar, seu maldito! — Gritei quando passei em disparada pela sala novamente, a mochila pendendo de um ombro e o arco misterioso do outro. Estava alcançando a porta quando ele continuou:

— E faça o favor de jamais chegar perto do Maximus!

Olhei para ele com total descrença e olhei para o pequeno garoto em seu colo, que chamava por mim com seu jeitinho infantil e lágrimas nos olhos. Ver aquilo me cortou o coração completamente, mas eu tinha que ir embora.

— Você não tem o direito de me pedir favor algum! Quando ele tiver idade para entender, eu mesmo contarei a ele quem é você! Te encontrarei novamente, Max, e te livrarei desse louco!

Bati a porta atrás de mim quando saí e corri o mais rápido que pude. Não fazia ideia de que havia um refúgio para pessoas como eu tão perto do Harlem até que um sátiro com cara de doido se apresentou a mim e se ofereceu para me proteger dos diversos monstros que apareciam para me matar.

Chegar ao acampamento não demorou muito e logo fui apresentado às diversas atividades do local, ao diretor, à forma como cada semideus deveria agir. Não demorei mais de 48 horas para ir embora. Saber que os deuses tinham causado a loucura em progenitores mortais e, em alguns casos, nos próprios filhos e ver que a maioria absoluta dos campistas lutava e discursava a favor destes mesmos deuses me causou nojo.

Vi uma filha de Íris chegar e ser reclamada e ficar feliz por fazer parte daquele mundo louco, conheci outros filhos de Despina, ouvi novamente a história de que ela fora largada pela mãe, Deméter, e me senti amaldiçoado por carregar o mesmo destino dela, por me sentir abandonado também por ela. Poderia ter me levado para o tal acampamento desde sempre, não poderia? Por que me largou com aquele sujeito horrível?

Fui embora na calada da noite, me esgueirando pelas sombras para que as tais harpias da segurança não me capturassem. Rumei para o norte, seguindo meus próprios instintos e me aproximando do gelo. Quando finalmente cheguei a Toronto, parei de correr e me estabeleci em diversos esconderijos. É o que tenho feito desde aquele dia até agora, traçando planos para me vingar dos terríveis deuses que só trazem infelicidade.

Tenho 22 anos hoje e acabo de saber que o que eu esperava está finalmente acontecendo. Uma harpia que acabei por domesticar trouxe-me a notícia de que Max foi finalmente reclamado e está chegando ao acampamento. Parece que voltarei ao refúgio dos encegueirados para retirar a venda dos olhos do meu irmãozinho e fazê-lo unir-se a mim para conquistar sua liberdade desse mundo maldito. Minha missão enfim começa!

~*~

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Maximus Octavius Solis em Ter 27 Set 2016, 21:01


Ficha de Reclamação
para filho de Eos


Por qual deus quer ser reclamado?

Eos, deusa do amanhecer, pois é a que melhor se encaixa para essa trama conjunta com Victor Livius Glaciem, de modo que ambos terão visões diferentes de um mesmo mundo que os cerca.

Características do personagem:

Físicas:
Max tem 1,75m e 70kg, o que lhe dá um porte alto para sua idade. Seu tamanho deve-se ao fato de ser um jogador de vôlei desde os 8 anos. Tem os cabelos castanhos escuros, a pele alva e os olhos azuis.

Psicológicas:
É um rapaz tranquilo e de bem com a vida, gosta de rir e fazer os outros rirem. Facilmente é capaz de fazer amizades e é muito carinhoso e romântico, apesar de não ter experiência alguma nesse tipo de relacionamento. É um filho atencioso e preocupado com o pai, mesmo vivendo no acampamento.

História do personagem:

Meu pai sempre foi meio estranho. Costuma sair altas horas da noite e voltar só de manhã, entrando em casa pé ante pé, com medo de me acordar. Ele não sabe que já estou acordado. Nunca entendi por que ele diz que é um trabalho se chega fedendo a bebida toda noite, talvez seja na intenção de me proteger de suas fraquezas.

Engraçado falar dele assim tão no presente, nem parece que estou há uma semana vivendo longe de casa. Tudo bem, não é tão longe, considerando que minha casa era em Connecticut e agora estou em Long Island, vivendo uma vida completamente diferente da que costumava viver.

Numa escola simples da periferia da cidade eu costumava estudar, ou tentar, e controlar minha hiperatividade no time de voleibol atuando como ponteiro passador ou oposto. Disputei várias competições com o time para o qual entrei aos oito anos e conquistei diversas medalhas na companhia dos meus colegas.

Cada jogo rendia uma história diferente, pois quase sempre estranho acontecia. Certa vez, a tabela da cesta de basquete da quadra quase caiu em cima de mim durante o último treino antes da final. No dia seguinte, nós vencemos. Numa outra vez foi um bueiro que explodiu ao lado da quadra bem no meio da partida, ninguém se feriu e nós vencemos outra vez.

O curioso era ver que as estranhezas só ocorriam quando era eu quem estava sacando. Começaram a me chamar até de "O Poderoso", embora eu nunca tenha me sentido confortável com esse apelido. Jamais imaginaria que realmente era por minha causa que os estranhos incidentes ocorriam.

De vez em quando, havia sonhos estranhos também. Eles me atormentavam à noite e as respostas de meu pai eram irritadiças e vagas, principalmente porque o conteúdo destes sonhos costumava ser um garoto de olhos azuis com um floco de neve gigante brilhando sobre a cabeça. Quando era menor, costumava achar que se tratava de um irmão, mas meu pai quase me deu uma surra quando levantei esta hipótese.

A verdade sobre quem sou verdadeiramente veio no meu aniversário de doze anos. Sempre ouvi sobre as histórias mirabolantes dos deuses gregos e romanos (aliás, não leve em conta o fato de meu nome ser em latim, meu pai nunca soube diferenciar esse idioma do grego ou mesmo do nórdico, por mais maluco que seja por mitologias) e fui apelidado ainda bebê de Filho do Amanhecer.

Meu pai costumava dizer que minha mãe era a deusa Eos, da alvorada, aquele momento perfeito do dia quando o Sol está nascendo e o céu vai clareando, meu momento favorito do dia. Jamais acreditei nas palavras dele, confesso. Tudo o que eu fazia era rir e concluir que, no fundo, ele ainda era completamente apaixonado por minha mãe, a quem jamais conheci.

Estava muito feliz naquele dia. Meu pai e eu tínhamos passado o dia todo juntos e ele me prometeu uma maratona de filmes com a temática de esportes ou superação. Ele tinha feito um pequeno empréstimo e comprara salgadinhos e um bolinho simples, com uma vela amarela em cima. Estávamos rindo com total alegria e ele acendeu a vela, a fim de que eu fizesse o pedido e a assoprasse.

Pensei no que pedir. Tinha um time incrível na escola, meus bons amigos, um pai que me amava, nossa vida não era nem um pouco abastada, mas era feliz. Meus dois desejos, escondidos lá no cantinho escondido do meu coração para que ninguém visse e me fizesse desmoronar, era que meu pai parasse de sair para beber de madrugada e que minha mãe pudesse vir me conhecer, me ver ao menos uma vez.

Para ser sincero, talvez eu não devesse ter feito este último pedido. No momento em que as velas foram apagadas, a tela da TV se apagou, denotando uma súbita falta de energia. Rindo com o ocorrido, acendemos a vela bolo novamente e meu pai a colocou sobre um pratinho de vidro amarelo antes de se levantar, no intuito de procurar as outras velas.

Quase tivemos uma parada cardíaca quando ele se levantou e viu um lobo enorme e de olhos vermelhos rosnando e nos encarando de forma feroz e faminta. Sem esperar por mais nada, o lobo subitamente avançou para cima do meu pai e de repente me vi dando um dos potentes saltos que costumava dar nas quadras para jogar, mas dessa vez não fui para cima e sim para a frente.

Consegui interceptar o lobo antes que uma fatalidade ocorresse. Nunca imaginei que teria força para rolar com uma fera como aquela, mas ali estava eu, protegendo quem eu amava de uma forma totalmente impensada e sentindo dores lancinantes onde suas unhas arranhavam meu corpo.

Meu peito e minha barriga sangravam, mas eu me mantinha tão firme quanto era possível. No escuro, em plena noite estrelada, parecia que minha força ainda não era tão intensa quanto poderia ser, por mais surpreso que eu estivesse em fazer o que estava fazendo.

O lobo forçava o corpo contra o meu, latindo e rosnando com ferocidade. Meus braços queimavam devido ao esforço para manter suas presas longe do meu rosto. Eu estava prestes a perder aquela luta quando uma névoa rosada como as primeiras cores do amanhecer me encobriu e Sol raiando brilhou acima de minha cabeça na forma de holograma.

De alguma maneira, aquele evento estranho me deu forças para apertar mais as mãos no pescoço do animal e segurá-lo até o momento exato em que um garoto oriental entrou pela janela e apontou uma flecha em minha direção.

— Não se mova. Fique o mais parado possível — ele disse, com uma frieza impossível de compreender.

— Quem é você? — perguntei, a voz trêmula devido ao esforço.

— Shhh, depois explico. Agora, quieto!

O som da flecha zunindo ecoou em meus ouvidos tempos depois de ter sido lançada. O lobo caiu morto ao meu lado e lentamente começou a se desintegrar num pó estranho que jamais tinha visto antes. O garoto saltou para cima de mim silenciosa e tranquilamente, estendendo a mão de maneira gentil.

Quando levantei, finalmente, vi meu pai encolhido num canto e com lágrimas escorrendo dos olhos, uma expressão no rosto indicando que um dia que ele tanto temia havia chegado. Me aproximei dele calmamente e fui tomado num abraço apertado e desesperado, que me fez esquecer momentaneamente sobre a névoa rosada, o Sol brilhante e a misteriosa cimitarra que aparecera embainhada em meu cinto.

Meu pai chorou, pedindo a todos os deus nos quais acreditava para que não me tirassem dele. Demorei a entender o que aquilo significava até que ele orou especificamente para Eos:

— Por favor! Você me deixou! Me abandonou de coração partido! Não tire o meu menino de mim, não tire a única bênção que recebi na vida!

O garoto oriental observava tudo com olhar compassivo, como se já tivesse presenciado muitas cenas como aquela. Enquanto isso, um estranho véu parecia estar sendo retirado de meus olhos quando entendi que aquele era um sinal da deusa da alvorada que pairava sobre mim. Ela estava me reclamando como seu filho.

* * *

O garoto que me salvou apresentou-se como Bryan Stewart, filho da deusa Selene, da Lua. Não demorei a perceber que isso fazia de nós primos pela parte divina, já que Eos é irmã da patrona dos lobos. Depois de uma longa conversa com ele, entendi que deveria me mudar para um acampamento especial, onde havia outros como eu.

Precisei garantir mil vezes ao meu pai que voltaria para visitá-lo. Pedi que se mudasse para Long Island, a fim de ficarmos o mais perto possível, mas ele falou algo estranho, que mudanças faziam com que ele se lembrasse de tempos muito ruins como a época em que morávamos no Harlem. Deixei o comentário de lado, nunca moramos no Harlem, certo?

A viagem para meu novo lar foi segura e rápida e hoje foi meu sétimo dia por aqui. Já conheci todas as atividades, descobri que tenho uma excelente afinidade com lâminas e consegui sorrisos de algumas meninas lindas! É um lugar totalmente diferente de tudo que sempre conheci e, apesar de sentir falta dos meus amigos, me sinto completamente em casa por aqui.

A única coisa estranha que me ocorreu foi ver o garoto de olhos azuis à entrada da floresta, aquele que sempre apareceu nos meus sonhos. A diferença é que ele não estava com o rosto vermelho agora, como se tivesse acabado de chorar. Seu rosto estava limpo e tinha uma certa nuvem de barba por fazer, claramente não era uma criança, como eu sonhava, e seu olhar me dava a impressão de já ter visto muita coisa.

Ele sumiu no momento em que virei o rosto para chamar alguém e comprovar que não estava ficando maluco. Sei que ele é real, nunca tivera certeza antes, mas agora sei. E preciso descobrir urgentemente quem ele é. Pelo visto o mundo dos semideuses me reserva grandes aventuras.

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Re: Ficha de Reclamação

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