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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 07 Out 2016, 12:41


Fichas de Reclamação


Orientações


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.



Deuses / Criaturas
Tipo de Avaliação
Afrodite
Comum
Apolo
Comum
Atena
Rigorosa
Ares
Comum
Centauros/ Centauras
Comum
Deimos
Comum
Deméter
Comum
Despina
Rigorosa
Dionísio
Comum
Dríades (apenas sexo feminino)
Comum
Éolo
Comum
Eos
Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)
Comum
Hades
Especial (clique aqui)
Hécate
Rigorosa
Héracles
Comum
Hefesto
Comum
Hermes
Comum
Héstia
Comum
Hipnos
Comum
Íris
Comum
Macária
Rigorosa
Melinoe
Rigorosa
Nêmesis
Rigorosa
Nix
Rigorosa
Perséfone
Rigorosa
Phobos
Comum
Poseidon
Especial  (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)
Comum
Selene
Comum
Thanatos
Comum
Zeus
Especial (clique aqui)




A ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação. Os campos da ficha são:

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

- História do Personagem

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Não é necessário a utilização de template, mas caso opte por fazê-lo, a largura mínima do texto deverá ser de 400px, preferencialmente sem barra de rolagem — caso tenha, a altura deve ter o mesmo tamanho da largura ou maior. Templates que não sigam o disposto farão a ficha ser ignorada, bem como fichas ilegíveis - utilize colorações adequadas no texto.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



  • Obs: Somente envie sua ficha UMA vez para cada avaliação. Fichas postadas seguidamente (como double-post) serão desconsideradas, reincidência acarretará em ban de 3 dias + aviso.




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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alexandria E. Lynch em Dom 09 Out 2016, 15:38

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? Atena, pois é uma deusa única e com atributos inigualáveis. A própria personificação da lógica e da sabedoria. Isso realmente é impressionante e fascinante.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Físicas: Alexandria é bastante alta para seus doze anos, tem os olhos azuis-acinzentados, os cabelos longos e ruivos e a pele bem pálida, em tom quase fantasmagórico.

Psicológicas: Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos e fazer com que as coisas não pareçam o que são. São reações químicas que começam no cérebro e se espalham por todo o corpo, causando diversas situações como, por exemplo, batidas cardíacas rápidas ou mesmo dores na região estomacal. E assim como outros tipos de defeitos, como o amor, pode ser evitado com um autocontrole vindo de uma mente sadia e bom uso dos sentidos. Para uma pessoa tão fria como Alexandria, isso não é uma tarefa exatamente difícil – mesmo que em algumas situações até mesmo ela é atinginda. O seu cérebro reage dessa maneira principalmente quando não é possível confiar em seus sentidos, ou quando sente que talvez esteja errada. Tudo é fruto, evidentemente, de seu ego e orgulho.

Inteligente, esperta e ardilosa, uma ótima observadora e exímia violinista. 

Pensamento precisamente racional, não utilizando qualquer tipo de emoção em seus julgamentos. Completa frieza, arrogância. Bastante inconveniente. 

Ainda quando criança Alexandria fora fortemente influenciada pelos livros de seu bisavô, Conan Doyle, admirando de forma exacerbada o célebre personagem Sherlock Holmes. Encontrou no personagem um exemplo a ser seguido, um modelo ideal de pessoa descrito por seu bisavô. Cameron então treinou ainda mais o seu raciocínio lógico, esforçando-se para eliminar qualquer sentimentalismo de sua personalidade – seus únicos afetos eram seu pai e a Sra. Turner, mas nunca mais pode ver o primeiro e a segunda faleceu há um bom tempo. Para ajudar nesse processo, isolou-se de todas as outras pessoas da maneira que conseguiu, não tendo amigos. A frieza e o fato de sempre estar certa a tornou extremamente arrogante e, alguma vezes, chega a ser mal educada, utilizando-se de palavras pesadas. Para Alexandria, tudo é sempre muito comum e tedioso, é como se todos vivessem em mundo muito lento, não conseguindo entendê-la, ou melhor, acompanhá-la. 

- História do Personagem

Mark Lynch era um homem de classe média que vivia no centro de Londres. Um homem extremamente comum, pelo menos aparentemente, tinha trinta e quatro anos de idade, era um escritor de não muito sucesso, mas que, apesar disso, conheceu uma mulher dois anos mais nova que não se importou dele não ter realmente um emprego e aceitou seu pedido de casamento. Tinham dois filhos, um menino e uma menina de oito e cinco anos, respectivamente. Sua única peculiaridade, que o retirava do grupo de pessoas ditas “comuns”, era o fato de ser neto de Sir Nico Conan Doyle, o homem que criou Sherlock Holmes, explicando o motivo de amar tanto o personagem, de sonhar ser um escritor e de ainda receber um bom dinheiro pelos direitos autorais de livros, adaptações, filmes e etc.

Não era um homem muito feliz, no entanto. Amava sua mulher e os dois filhos, mas em certos pontos não pareciam realmente lhe compreender - sua filha, Kayla, principalmente, que leu apenas um livro de seu bisavô e não gostou, preferindo, posteriormente, coisas mais atuais. Sua vida profissional também não era completamente satisfatória. Por mais que amasse romances policiais, nenhum de seus livros foi muito bem vendido. Tentou depois de um tempo, a muito contragosto, adaptar-se e escrever outros tipos de literatura, mas fora igualmente um fracasso.

Foi então que em um dia comum na biblioteca Mark a conheceu.

Era uma mulher incrivelmente bela, não dessas que muito se vê na televisão, com corpos esculturais e moldados em laboratório, mas uma beleza natural e não forçada. Um corpo esguio e elegante, com cabelos negros presos em um coque e óculos discretos, porém modernos - deveria ser uma professora, ou, pelo menos, ela era como professoras inteligentes e cultas deveriam parecer. Possuía olhos cinzentos e intensos, e uma pele branca suave. Mesmo casado Mark ficou encantado, mas para a sua surpresa fora ela quem iniciara uma conversa.

Falaram sobre todo o tipo de coisa. Começaram com política e filosofia e, enfim, chegaram à literatura, desde a clássica até a contemporânea, com uma atenção especial aos livros de Conan Doyle. Permaneceram naquela mesa da biblioteca por mais de seis horas, mesmo que, para os dois, parecera poucos minutos. Era como se estivessem completamente ligados pela conversa, e as coisas em volta, como o tempo ou as demais pessoas, não importavam.

Alguns meses depois Mark possuía em seus braços uma filha fora de seu casamento.

Um terceiro filho nunca estivera em seus planos. Por mais que adorasse crianças e tivesse muito jeito com elas, sua condição financeira, assim como a paciência de sua esposa, nunca lhe permitira cogitar tal idéia. Um filho com outra mulher, então, parecia-lhe algo não apenas improvável, mas realmente impossível de se realizar. Logo, imagine sua expressão de surpresa quando pegou aquela garotinha nos braços e descobriu que era justamente o que necessitava para ser feliz. Um filho é uma benção, muitos dizem; um verdadeiro presente dos deuses.

Claro que tudo seria muito mais fácil de entender - e acreditar - caso a menina tivesse sido fruto de uma noite de amor e desejo, mas a verdade estava muito longe de ser esta. Uma revelação inacreditável e uma história sem sentido, com deuses gregos, era complicado até mesmo para Robert e sua mente. Mas as feições da criança deixavam claro que aquela em seus braços era sua filha, e o olhar penetrante e estranhamente acinzentado denunciavam a mãe. Sua única opção era aceitar aquilo tudo; seu maior problema era sua esposa fazer o mesmo.

Mark, no entanto, nunca fizera o tipo corajoso; era apenas um sonhador covarde. Sem saber o que deveria ser feito, pediu ajuda a seu já falecido avô e começou a ler a primeira - e sua favorita - história de Sherlock Holmes, A Study in Scarlet. Ainda nas primeiras linhas uma idéia não exatamente perfeita, mas que deveria servir com um pouquinho de sorte, invadiu sua mente. Poderia alugar um apartamento para a criança e visitá-la sempre que possível. Abriu um sorriso ao avistar o livro The Sign of the Four jogado no chão próximo de si, lembrando ser o primeiro em que a Sra. Hudson é mencionada. Contrataria uma espécie de governanta que cuidaria da menina. Riu sozinho. O quão irônico seria se conseguisse alguém que realmente tivesse “Hudson” no nome?

Para uma pessoa não muito esperta e com uma condição financeira não muito boa, Mark conseguiu sustentar a situação por um tempo surpreendente. Sua sorte foi encontrar uma aposentada que se sentia bastante sozinha e que foi sua grande parceira para criar a pequena Alexandria Eve Lynch. A senhora não possuía “Hudson” no nome, mas sim “Turner”, mas para sua felicidade, as semelhanças com a senhoria de Sherlock era muito grandes; no entanto, as diferenças eram muito evidentes também. Tentando deixar de lado aquela idéia absurda, Mark muito batia em sua testa.

A revelação sobre a situação aconteceu quando Alexandria estava prestes a completar treze anos. A menina nunca soube muito bem como a esposa do pai tinha descoberto sobre aquilo, pois quando ela chegou da escola naquele fatídico dia, encontrou Mark e a Sra.Turner conversando sobre a melhor maneira de prosseguir.

A velha senhora, que também era semideusa, e que após tantos anos convivendo com Alexandria, tinha certeza que a garota também era, sugeriu para Mark que o "colégio interno" nos Estados Unidos que ela tinha  frequentado quando mais nova seria bem positivo para a garota, e daria tempo para a esposa dele se acalmar.

Apesar de a menina não ter a menor vontade de ir para os Estados Unidos, sabia que, com o tom de voz que a Sra.Turner havia usado, não haveria nenhuma discussão.

Semanas depois, foi no caminho de carro para a Colina Meio-Sangue que a Sra.Turner contou para a garota sobre o mundo mitológico. Assim que Alexandria e a Sra.Turner desceram do carro e cruzaram a fronteira do Acampamento, um símbolo de coruja brilhou acima da cabeça de Alexandria.
Alexandria E. Lynch
Filhos de Athena
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Paulo Souza em Qua 19 Out 2016, 09:48

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
   
Ares, pois se adequa melhor ao personagem, tanto no sentido das suas características quanto na sua história.
- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)
   
Paulo Souza é um jovem muito peculiar, possui uma estatura muito elevada, cerca de 1,86m com apenas 15 anos de idade, olhos verdes, e uma aparência um tanto quanto agradável (Paulo é considerado o mais belo de seus conhecidos). Apesar da sua beleza agradável Paulo é uma pessoa de pavio curto, fica estressada facilmente e agressiva, o que resulta na sua participação em várias brigas, mesmo que não sejam de sua autoria. Mas ele gosta, ele ama a sensação de batalha, o sangue quente correndo nas suas veias e a adrenalina de uma boa briga.
- História do Personagem
   
Três de abril do ano de 2005, cerca de 20h da noite, em um bairro pobre de Nova Iorque um garotinho de 4 anos de idade espera ansiosamente seus pais chegaram do trabalho. Eles nunca chegaram, sofreram um acidente de carro no caminho de casa, a única visita que Paulo recebeu naquele dia foi do oficial de polícia.
Passaram-se 11 anos desde o acidente, Paulo agora está com 15 anos de idade e mora com a sua única parente viva, sua tia Ruby em uma propriedade rural no interior dos EUA. Sua vida é um tanto quanto pacata, acorda às 5 da manhã para ajudar a sua tia na fazenda e as 9 vai para o colégio, e é no colégio que ele passa as melhores horas do seu dia.
Paulo é o garoto mais bonito do seu colégio, o que desperta o desejo das meninas e a inveja dos outros garotos, mas ele não liga, o que ele gosta mesmo é de uma boa briga. Talvez pelo trauma que ele teve com a morte de seus pais ele se tornou uma pessoa agressiva, ou não, talvez seja outro motivo até então desconhecido por ele, o fato é que ele ama uma briga, adora a sensação de adrenalina em uma batalha e faz isso quase todo os dias no colégio. Ruby era frequentemente chamada para ir ao colégio por conta dos problemas que seu sobrinho se envolvia, e isso criou uma tensão na relação entre os dois e quanto mais tempo passava pior ficava esse relacionamento.
Em um determinado momento isso se tornou inviável para Paulo e ele decidiu fugir de casa, o que ninguém entendia na época era que não mais se tratava somente do seu desejo de brigar e da sua agressividade, mas sim de algo novo, algo que nem ele conseguia explicar. Em busca de respostas Paulo juntou um pouco de dinheiro, pegou sua mochila, colocou algumas roupas e um pouco de comida e partiu em sua jornada. Ele não sabia aonde chegaria nem tão pouco se conseguiria as respostas necessárias mas sabia que deveria sair daquele lugar, daquela vida que não por algum motivo sabia que não deveria ser a sua.
Paulo adentrou na floresta próxima da propriedade de sua tia, não sabia o porque mas aquele lugar de alguma forma o chamava desde o dia que ele foi morar com a Ruby. No primeiro dia caminhando vieram vários pensamentos reflexivos na sua mente a cerca da sua atitude de fugir, porém Paulo manteve sua convicção e continuou em sua jornada. Passaram-se 3 dias que esse garoto estava na floresta, sua comida havia acabado e lhe restava apenas um pouco de água, já exausto e quase desistindo de tudo inclusive da sua vida, Paulo avista uma espécie de divisão entre a floresta e algum outro local, a floresta tinha um aspecto sombrio e esse local era mais claro e calmo. Tentando chegar nesse lugar Paulo já exausto começa a rastejar, e com muito esforço consegue entrar no local que posteriormente viria a saber que se chama acampamento Meio-Sangue, sem energia o garoto desmaia ali mesmo, na divisa com a floresta.
Paulo Souza
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Qua 19 Out 2016, 17:56

Alexandria E. Lynch - Aprovada

Olá, boa tarde :3
Antes de tudo, sinto muito pela demora na avaliação de sua ficha. Mas vamos lá. O jeito como descreveu o psicológico de sua personagem foi surpreendente - os detalhes e tudo mais. 
Sua história também ficou muito boa, devo acrescentar. Uma coisa que eu gostaria de pedir é para que, quando não usar templates com cor de fundo diferente, deixar a letra na cor preta (sou meio cega e tal, e essa cor clara no fundo claro atrapalha.)
No demais, bem vinda ♥

Paulo Souza - Reprovado
Boa tarde, Paulo! Antes de mais nada, bem vindo ao PJBR. Verá que as pessoas aqui são muito legai ♥
Enfim. O principal motivo para eu não ter lhe aprovado é o fato de ter faltado o momento da reclamação em seu texto. Há também alguns outros fatores, como a repetição de palavras.
" [...] adora a sensação de adrenalina em uma batalha e faz isso quase todo os dias no colégio. Ruby era frequentemente chamada para ir ao colégio [...]"
Tente substituir por sinônimos ou coisas do tipo, ok?
Tome cuidado com o uso excessivo de vírgulas também. Leia seus textos em voz alta, isso ajuda bastante.
Não desanime e tente de novo ♥
E, se precisar, sinta-se livre para mandar MP ;3




Atualizado!

Zoey Montgomery
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Karina Lockheart em Qua 19 Out 2016, 22:08




Teste de Reclamação


Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Gostaria de ser reclamada por Selene. Motivos? Além de ser uma das minhas deusas preferidas (Depois de Hécate <3) ela é bastante interessante para um semideus, especialmente por conta de seus poderes.  Além disso, ela combina bastante com a personagem que tenho em mente, e com uma trama pessoal que tenho em minha cabeça.

Características Físicas:
Karina tem cerca de 1,68m de altura. Sua pele é pálida, acompanhada de seus cabelos prateados, criando uma beleza única para a garota. Seus olhos são de cor escura, que combinam perfeitamente com seu rosto belo e elfico. Apesar da aparência um pouco peculiar, ela tem um corpo bastante comum. Seus seios são médios, nem grandes, nem pequenos. A jovem tem braços magros, assim como suas pernas. Apesar de ser um pouco esquelética, a garota é bastante energética e saudável.

Características Psicológicas:
Uma garota alegre e comum, como qualquer outra pessoa. Apesar de ser anti-social, Karina vive sempre feliz, com um sorriso no rosto. A jovem sempre está lendo livros, e muitas vezes, estudando mitologia.
Apesar de tudo, a garota tem um comportamento um pouco problemático para a maioria das pessoas. Sempre está a ofender as pessoas, esperando qualquer tipo de reação. Por diversas vezes, acabando sendo impulsiva e dificilmente mede seus atos, em relação aos outros. Karina quase nunca faz algo que possa prejudicar ela mesma, sempre buscando formas de se livrar de algo, mesmo que a custa de seus companheiros. Sua troca de emoções também é algo muito difícil de se lidar. Muitas vezes pode passar de raiva para alegria, felicidade para melancolia, ou trocar amor por odio, em questão de segundos.
Muito preconceituosa, analisa as pessoas do pé a cabeça, decidindo seu caráter e se quer ou não àquela pessoa por perto, sem deixar que ela tome qualquer decisão em relação a isso.

História:
Era mais um belo dia em Nova Iorque. Karina, como sempre, estava saindo da escola, apressada para chegar em casa. Ela precisava continuar em sua rotina monótona, que consistia basicamente em ir para escola, voltar para casa, ler bastante, e ir pra escola. Sempre seguindo este ciclo.
Hoje, não seria diferente, ela seguia de volta para seu apartamento, enquanto lia um livro sobre mitologia. A história da vez? Alexandre, o Grande. Para Karina, o melhor herói de todos, apesar de ser muito pouco reconhecido, a garota o amava por ter sido ele o responsável pelo conhecimento sobre a mitologia grega que temos hoje, sua mitologia favorita.

Após pegar alguns ônibus, ela finalmente chegava em casa, cansada. A garota subia rapidamente as escadas do prédio onde morava, passando pela síndica, como sempre, irritada. No entanto, a jovem nem dava bola, só queria subir logo para que pudesse comer algo e continuar lendo. E assim se fez.

Ela mal abria a porta de seu apartamento, e logo voava para a geladeira, recolhendo algumas coisas, que mal cabiam em sua mão, e as levando para seu quarto. Agora, o momento mágico começava. Enquanto ela calmamente colocava seu fone de ouvido, e começava a ler, percebeu que alguém estava batendo em sua porta
- Quem é? - ela perguntava, com preguiça. Não queria ter que se levantar para atender, mas teve que o fazer.

Logo, ela ia até a porta, ainda tentando olhar pela fechadura para ver quem era, mas só conseguia ver um borrão preto, como se fosse uma grande pessoa de terno. E então, ela abriu, e se deparou com a pessoa mais, estranhamente, formal que ela poderia conhecer. Um homem alto, com cabelos negros e bem penteados, usando um terno preto, calças jeans, e botas de estilo. Os olhos verdes do senhor fitavam a garota, que apenas o encarava, com uma cara de mal humor.
- Desculpe, o senhor errou de apartamento-
- Não, não. Aqui é o apartamento da senhora Lockheart, certo?
- Bem. Sim. Mas...eu nunca te vi antes... - Karina observava o homem de ponta a ponta, procurando alguma falha para fazer seu julgamento
- Sobre isso: sou o novo namorado de sua mãe, ela não lhe contou?
- Bem, sim, mas...ela não está em casa no momento...
- Eu sei. Ela pediu para te buscar. Quer que nos encontremos no Central Park. Quer ir agora? - sem dúvidas, qualquer pessoa ficaria feliz com esse convite, menos Karina. A jovem não gostava muito de ir ao Central Park, pois sempre tinham muitas pessoas, e ela odiava ter que ficar lidando com olhares tortos de tais pessoas, devido sua aparência um pouco diferente. No entanto, ela não podia negar aquele pedido, e acabou aceitando.

Ambos desceram, e logo entraram no carro do homem. Vermelho como rubi. E foram na direção do parque. O homem até tentou falar algo para a garota, mas ela sequer respondia. É, não era fácil conversar com ela. Depois de alguns quilômetros, eles alcançaram o local de encontro: o belo e magnífico, Central Park. Era incrível ver toda aquela vegetação. Os campos verdes. Árvores, e lagos. Tudo isso enriquecida o parque, exceto por uma coisa: pessoas. Não demorou muito, e os comentários sobre Karina começaram. Alguns diziam que ela deveria ser uma velha bem cuidada. Outros, pensavam que ela tinha anemia. Esses, entre muitos outros comentários, desanimavam muito a garota.

Depois de alguma caminhada, Karina encontrava com sua mãe, que estava sentada em um dos gramados, como um piquenique. Logo, a garota correu para perto de sua mãe, com um beijo e um abraço, elas se comprimentavam. O homem seguia logo atrás. Uma cara de felicidade brotava na mãe da garota, mas logo desaparecia, ao olhar para uma carta em sua mão. Então, a mulher, com seus cabelos ruivos, e seus olhos verdes, começava a falar, tristemente
- Karina. Vou falar isso da maneira mais rápida e direta possível. Você já deve ter percebido isso, mas, eu e você não temos nada em comum. Quero dizer. Nossas aparências. Bem, indo direto ao assunto, eu não sou sua mãe de verdade - aquilo poderia ter sido um choque, se Karina já não suspeitasse disso -Seu pai...seu pai era um homem bastante belo, e mulherengo. Um belo dia, ele estava caminhando pelas ruas de sua cidade, até que se encontrou com sua mãe, uma bela moça assim como você. Logo, com as diversas tentativas de seu pai, ambos acabaram se apaixonando, e dessa relação, você nasceu. Sua mãe, acabou tendo de partir, e seu pai ficou sozinho. Depois de um tempo, nos acabamos namorando, e eu fiquei cuidando de você, desde o falecimento de seu pai, claro. - a mulher contava uma história de amor um tanto quanto clichê, mas que provavelmente, era verdade. Karina não expressava emoções, apenas olhava com um olhar de "O que eu tenho a ver com isso?", e logo que a mãe notou, decidiu ir direto para o assunto - Bem. Querida. Sua mãe...é Selene. - após esse nome ser citado, Karina arregalou os olhos, e quase pulou para trás de espanto. Como uma fã da mitologia grega, ela acabava por conhecer a deusa, mas isso não significava que esta acreditasse nisso. Karina até mesmo começou a segurar uma risada. A qual durou pouco, pois o homem que estava ao seu lado, tirava sua calças, revelando ter pernas de bode. A menina pensou em gritar, mas acabou sendo abafada por sua mãe, que apenas dizia:
- Ele vai te levar para um lugar seguro - então, utilizando de um pano, fazia a garota adormecer.

Logo que acordou, Karina não se via mais no mesmo lugar de antes, ou em algum lugar conhecido. Um homem, com metade do corpo de cavalo, apenas lhe cumprimentava, dizendo:
- Bem-vinda, ao Acampamento Meio-Sangue, filha de Selene.

valeu @ carol!

Karina Lockheart
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jonas W. Harris em Qui 20 Out 2016, 14:08


AVALIAÇÃO


Karina Lockheart: Bom dia, boa tarde/noite, tudo bem? Espero que sim. Vamos falar sobre a ficha. Inicialmente gostaria de te parabenizar pela escrita, você consegue descrever as coisas relativamente bem, sem dificuldade e de modo que prende o leitor, e isso é uma das coisas mais importantes. Os traços da sua personagem – tanto físicos quanto psicológicos – são interessantíssimos, mostrando um tipo de semideusa diferente do padrão. Apesar disso, houveram muitos errinhos que acabaram se acumulando.
Uma coisa pessoal agora: eu odeio narrativa em 3ª pessoa, mas você conseguiu me prender e tornar seu texto muito interessante, tenho que parabenizá-la por isso.

Porém, na maior parte do texto você narrou no pretérito imperfeito (“tentava”, “olhava”, “deitava”, “surgia”), mas houve algumas ocorrências onde você variou para o pretérito perfeito (“tentou”, “olhou”, “deitou”). Se serve como dica, tente postar no perfeito, além de ser mais simples é mais fácil de manter-se nele, sem ter o problema das variações.

Outra coisa, tente detalhar mais, trazer acontecimentos do passado, envolver a trama da sua personagem na história. Por mais que seja um tipo de ficha “padrão” e “clichê”, se você trazer traços seus ela vai se tornar interessante e única. Além de ser uma obrigação colocar o momento da reclamação, que não esteve presente na sua ficha. Alguns outros errinhos bobos até passaram, mas tente reler seu texto antes de postar, várias e várias veze, pois ajuda a identificar os erros que você não percebe enquanto escreve, além de usar alguma ferramenta de correção (como o Word por exemplo) que corrige algumas coisas automaticamente.

Enfim, boa sorte na próxima!

Reprovada

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Jonas W. Harris
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Phillip N. Burnier em Sab 22 Out 2016, 22:01


A Chegada

O Começo de uma nova vida


- Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
R:
Apolo, porque seu poder e sua glória são bastante memoráveis, o que pra min o torna um dos melhores do Olímpo


- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
Físicas:
Portador de cabelos longos escuros, e um sorriso exuberante, é bem alto e magro, o que torna seus ossos bem aparente em sua pele, essa que é branca com um leve tom bronzeado, e tem olhos castanhos escuros quase beirando o preto.
Psicológicas: Phill é o palhaço da turma, aquele engraçadão que sempre quer ver as pessoas sorrindo ao seu redor, dificilmente demonstra tristeza, porém por dentro ele carrega angústias que só ele sabe quais são. É meio fechado quando o assunto é sentimentos, é raro ouvir ele desabafando com alguém sobre, mas em contra partida ele é um ótimo ouvinte, e sempre tem bons conselhos mesmo que os mesmos ele não siga.
Um pouco desleixado, mais extremamente responsável, se você der algo para ele cumprir ele cumprirá! talvez atrasado, mas cumprirá. Enfim um ótimo amigo e um amor de pessoa.


- História do Personagem:

 Estava eu, um monstro e meu amigo esse meio bêbado, estávamos nós três no meio do oceano pacífico em um bote salva-vidas, o pensamento de como eu tinha parado ali não sai da minha cabeça, mas mesmo assim ria do meu amigo dando em cima do peludão com três olhos ali no canto, de repente sinto meu rosto ficando molhado, como se alguém tivesse lambendo ele. Acordei com meu cachorro Sr.Almofada em cima de mim me lambendo como se não houvesse amanhã e minha mãe na porta do quarto soltando uma gargalhada aguda - Finalmente bela adormecida! pensei que não acordaria hoje! - sentei na minha cama tirando Sr.Almofada de cima de min e tentando secar meu rosto com minha camiseta - Ah mãe hoje é Sábado! - ela me olhou com reprovação - E é motivo para acordar 13h? Vá se vestir hoje o dia vai ser agitado - e saiu desfilando.
Minha mãe já havia sido modelo quando mais jovem, e até hoje em dia ela ainda anda como se estivesse em cima de uma passarela. depois de um tempo com o Sr.Almofada me encarando tomei coragem e me levantei, fui até o banheiro e me olhei no espelho, estava com a cara inchada e com o cabelo levemente bagunçado, lavei o rosto e fui na direção da cozinha.
- Boa Tarde Sr. Burnier! - disse Lilly, nossa governanta - Bom dia - respondi bocejando, Lilly já estava no alto dos seus 50 e poucos anos, ela trabalhava com a gente desde que minha mãe saia na capa das principais revistas de moda que você respeita, então ela já era praticamente da família. - Sr. Burnier, essa manhã chegou um convite para o senhor - falou a governante me entregando um cartão dourado escrito "Abra-me" na sua face, ao abri-lo me deparei com um endereço e um horário 16h, - Você sabe quem mandou? - ela me olhou com uma cara de interrogação e me respondeu - Não faço a minima ideia Sr. - olhei de novo para o convite - O que nos resta é aceitar!
Depois que terminei minha refeição, fui até meu quarto, e me vesti, camiseta listrada preto e branco, calça preta rasgada na altura dos joelhos, e um tênis preto qualquer, cloquei o convite no meu bolso, peguei meu IPod e coloquei uma música qualquer e fui a direção do endereço misterioso.
 Passei algum tempo dentro de um táxi até chegar em um prédio que eu nunca tinha reparado direito, o motorista me deixou, fui em direção ao prédio com uma sensação estranha a barriga, cheguei na recepção tinha uma cara meio estranho sentado - Oi! você sabe a onde é isso? - falei entregando o convite, ele apenas apontou para o elevador e balbuciou o número 8, apenas segui meu caminho com um frio na barriga que não queria passar.
 Ao chegar no oitavo andar vi um grupo de jovens de diferentes etnias no corredor com o mesmo convite que eu recebi em mãos, quando me aproximei todos me olharam com os olhos arregalados soltei um oi mas a única que me respondeu era uma menina que estava com um vestido florido, depois de segundos intermináveis com todo mundo em silêncio surgiu de uma das portas um cadeirante. - Olá! vejo que nossos enviados entregaram os seus convites , então vamos direto ao assunto, reuni vocês aqui porque todos aqui tem algo em comum - um menino de jaqueta de couro soltou - temos um convite dourado? - o cadeirante virou para ele e respondeu - Não, mas o motivo de todos terem esse convite é que seus país... - ele foi interrompido pela menina que tinha um black power - eles nos abandonaram? - nessa hora realmente me passou pela cabeça que meu pai, um surfista que engravidou minha mãe e depois sumiu, como em um "Amor de verão como ela chama queria fazer contato comigo, revirei os olhos mas continuei ouvindo o cadeirante  - Só me escutem - disse ele mais firme, todos no momento ficaram em silêncio - Como eu ia dizendo vocês foram reunidos aqui porque todos vocês são filhos de algum Deus do Olimpo, sim é meio difícil de assimilar, mas a gente vive em um mundo onde os deuses e monstros existem mas os mortais não percebem a sua existência por conta de uma névoa mágica que camufla todo esse lado, e cada um de vocês foi acompanhado desde pequenos por algum ser mágico, e agora finalmente estão prontos para irem a um lugar onde vocês vão ter o maior contato com esse mundo - nesse momento parei de escutar e soltei uma gargalhada - tá onde tá as câmeras? tá na cara que isso é pegadinha - naquele momento aquele cadeirante de meia idade se virou entrou pela porta da onde tinha saído, todos nós os seguimos até vê-lo se transformar em um centauro - Se vocês acreditam em min me encontrem no acampamento meio-sangue - nessa hora ele sumiu como uma rajada de vento.
Alguns dias depois desse encontro inesperado me vejo conversando com Lilly que me revelou que ela foi enviada para se responsabilizar por min, e confirmou toda a história que aquele centauro tinha nos contado, fiquei sabendo também que ele se chamava Quíron e que esse tal de Acampamento Meio-Sangue exite para nós semi-deuses. Ela e minha mãe me levaram para a colina onde tinha um pinheiro grande, me deram um beijo e falaram palavras bonitas, respirei fundo estava convencido que chamaria aquele acampamento a partir daquele momento de lar, quando me virei vi um belo pôr-do-sol banhando o meu rosto e acima de min surgiu um brilho alaranjado em formato solar, virei para minha mãe dei um último sorriso para ela e parti para o começo dessa nova vida.



Vestindo: Camisa listrada preto e branco, calça preta rasgada e sapato preto

Escutando: West Coast - Lana Del Rey

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jonas W. Harris em Sab 22 Out 2016, 22:28


AVALIAÇÃO


Phillip N. Burnier: Phill, Phill, o que dizer. Cara, foram muitos erros. Vamos abordar inicialmente a coerência. Quíron iria sair do acampamento, avisar um bando de jovens que eles eram semideuses e depois simplesmente dar as costas? Cadê o sentido? Quando você reuniu todo mundo imaginei uma missão conjunta, onde todos iriam juntos para o acampamento e enfrentaria vários monstros (já que muitos semideuses reunidos emitiriam um cheiro enorme), mas... não. Além de sua ficha ter sido bem fraca em detalhes quanto ao seu personagem. Tente abordar o passado dele, trazer mais personalidade ao post, envolvê-lo! Isso prende o leitor, e torna a narrativa mais interessante de se escrever também.

Quanto a ortografia, você usou repetidas vezes a palavra min, o que me deixou bem chocado. Inicio de frase com letra minúscula etc. Mas o pior foram os erros e paragrafação. Não coloquei a fala de dois personagens em um paragrafo só, isso confunde. Ex:

@Phillip N. Burnier escreveu: Estava eu, um monstro e meu amigo esse meio bêbado, estávamos nós três no meio do oceano pacífico em um bote salva-vidas, o pensamento de como eu tinha parado ali não sai da minha cabeça, mas mesmo assim ria do meu amigo dando em cima do peludão com três olhos ali no canto, de repente sinto meu rosto ficando molhado, como se alguém tivesse lambendo ele. Acordei com meu cachorro Sr.Almofada em cima de mim me lambendo como se não houvesse amanhã e minha mãe na porta do quarto soltando uma gargalhada aguda - Finalmente bela adormecida! pensei que não acordaria hoje! - sentei na minha cama tirando Sr.Almofada de cima de min e tentando secar meu rosto com minha camiseta - Ah mãe hoje é Sábado! - ela me olhou com reprovação - E é motivo para acordar 13h? Vá se vestir hoje o dia vai ser agitado - e saiu desfilando.

Ficaria muito melhor assim:

“Estava eu, um monstro e meu amigo esse meio bêbado, estávamos nós três no meio do oceano pacífico em um bote salva-vidas, o pensamento de como eu tinha parado ali não sai da minha cabeça, mas mesmo assim ria do meu amigo dando em cima do peludão com três olhos ali no canto, de repente sinto meu rosto ficando molhado, como se alguém tivesse lambendo ele.
Acordei com meu cachorro Sr.Almofada em cima de mim me lambendo como se não houvesse amanhã e minha mãe na porta do quarto soltando uma gargalhada aguda
- Finalmente bela adormecida! pensei que não acordaria hoje! - sentei na minha cama tirando Sr.Almofada de cima de min e tentando secar meu rosto com minha camiseta
- Ah mãe hoje é Sábado! - ela me olhou com reprovação
- E é motivo para acordar 13h? Vá se vestir hoje o dia vai ser agitado - e saiu desfilando.”

Entendeu? Isso que eu só corrigi a paragrafação, e não os erros.

A colocação de pontos onde deveriam ser virgulas, e virgulas onde deveriam ser pontos foi bem constante também, mas isso pode ser facilmente resolvido se você puder ler seu texto em voz alta. Uma parada mais breve, virgula, uma mais longa, ponto. Use também algum corretor (como o Word), já que tem muitas coisas que são automaticamente corrigidas. Enfim, acho que é isso, boa sorte na próxima.

Reprovado


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Astrid Fältskog Sorg em Dom 23 Out 2016, 00:51

not at all
no one dies with dignity.



— Eu não tenho medo de morrer.

Joshua Sorg era um típico homem de trinta e seis anos, exceto pelo fato de que era um pai solteiro e tinha se apaixonado por uma deusa. Veja bem, uma deusa de verdade, não apenas por causa de sua beleza, embora era de conhecimento público que Perséfone era uma das mais lindas mulheres que o homem já havia visto. No entanto, ela o deixou, e não se toca mais nesse assunto.

— E eu não tenho medo de continuar vivendo, nem de andar sozinha por esse mundo.

Astrid Sorg era um furacão. Talvez o clássico no meio dos modernos, o pacífico no meio dos destrutivos, e isso é algo de se admirar. Com olhos sempre alertas e o coração num jarro, se considera a pessoa menos interessante e mais esquisita que já existiu, este último fato sendo opinião de seu pai. Talvez seja uma daquelas garotas solitárias que se transformam em modelos para suprir a necessidade de alcançar algo na vida, mas, no fundo, tem certeza de que não é só um rostinho bonito. Algo a consume e ela não sabe o quê.

— Você realmente está citando My Chemical Romance?

Um sorriso repousava nos lábios do homem, algum tv show esquecido na televisão ligada, que iluminava o cômodo. Já virara um costume. Todos os sábados, sem falta, pai e filha se reuniriam na sala do apartamento e assistiriam uma besteira qualquer que estivesse passando em um dos milhões de canais da TV paga. Na verdade, as falas dos personagens e as cenas seriam abafadas pela conversa e risadas, aquele sendo um dos únicos momentos onde Astrid seria ela mesma.

— Sim, estou. — Um som estranho escapou dos lábios de Astrid, seguido por uma risada extremamente alta e estridente, característica da garota. Pelo canto do olho, pôde enxergar Joshua rindo também, o episódio de Dr. House tantas vezes assistido pelos dois sendo esquecido. E era nesses exatos momentos que a semideusa tinha certeza que não perderia o seu pai; por mais absurda que fossem as circunstâncias, ele estaria lá, por ela. Tinha certeza.

Uma ideia passou pela cabeça de Astrid. Estava ali, num momento de descontração com seu pai — o que era algo raro, já que ele só tinha os fins de semana vagos (maldito trabalho!) — e era só ela tentar articular as palavras. Ah, se tivesse a coragem necessária… Provavelmente, receberia um “não falo mais sobre isso” e em seguida ele sairia do cômodo, deixando a filha decepcionada mais uma vez.

— Pai? — Os olhos verdes do mais velho saíram da televisão e encararam a filha. — O que aconteceu com a minha mãe?

Pôde ver a mão de Joshua procurar pelo controle remoto, desligando a TV em seguida. A face morena ficou pálida e seu olhar, distante. Só a luz do abajur iluminava a sala de estar. Um suspiro ecoou.

— Eu… Podemos falar sobre isso amanhã? — Joshua se levantou do sofá. A postura do homem era curvada e seu rosto carregava uma expressão cansada. — Preciso dormir, Astrid. Já está tarde.

Não, não mais uma vez. Aquilo sempre acontecia. Controle-se. Fältskog não iria ter aquela resposta mais uma vez, não mesmo. Controle-se. Mas seria impossível; provavelmente, ficaria com raiva e começaria a gritar. Controle-se. Chega.

— Não, pai. Não podemos. — A semideusa levantou-se também, cruzando os braços e encarando o mais velho. — Você sempre fala isso. Astrid, estou isso, Astrid, estou aquilo… — ditou, numa péssima imitação da voz de seu pai. — Você acha que eu não tenho direito de saber quem era a minha mãe? É isso? Você acha que eu, a filha dela, não tenho direito nem de saber seu nome?

— CALE A BOCA! VOCÊ NÃO SABE METADE DO QUE ACONTECEU! — Joshua gritou, Astrid se encolheu. Não acreditava naquilo, ele nunca havia gritado com ela, nunca. A garota podia fazer o que sempre fez, que era abaixar a cabeça e ouvir, apenas ouvir. E foi isso que fez. Deixou os braços caírem ao lado do corpo, lágrimas surgiram no canto de seus olhos e ela aceitou os gritos.

— Tudo bem. Eu… eu vou dormir. Boa noite — não olhou para o homem, não iria se submeter àquilo. Respirou fundo e deu as costas, indo diretamente para o quarto, onde choraria até seus olhos sangrarem. Ah, como era fraca.




Algo incomodava a face de Astrid.

— Bom dia!

Lenta e dolorosamente, abriu os olhos, a luz cegante da manhã iluminando o rosto. Fechou-os logo em seguida, reclamando sobre o quão impossível era dormir por apenas mais cinco minutos, mas foi impedida de virar para o lado por uma mão. Foi então que acordou, o susto de ter alguém ali, em seu quarto, em sua cama, sendo maior que a vontade de continuar dormindo. Ergueu o tronco abruptamente, ouvindo os ossos estalarem com o esforço.

Assim que seus olhos se acostumaram com a claridade, pôde focalizar um buquê de flores na sua frente — ciclames. Um pedido de desculpas. Ah, claro! Aquela pessoa que estava na sua frente era seu pai e ele com certeza estava se desculpando pelo ataque de ontem. E Joshua provavelmente sabia que ciclames eram suas flores favoritas logo após das hortências.

— Ciclames — tomou o buquê das mãos do homem e levou as pétalas ao nariz, sentindo o aroma. — Tomarei isto como um pedido de desculpas, estou certa? — perguntou, encarando Joshua.

— Exato — nos lábios, carregava um sorriso. De repente, sua face ficara distante. — Hm, depois precisarei conversar com você sobre… Sobre uma coisa.

— E o que seria isso?

— Você vai ver. — Enrugou as sobrancelhas quando percebeu a expressão confusa da filha. — É sério, preciso que confie em mim.

— Você sabe que odeio surpresas.

— Sim, eu sei. Mas preciso que confie em mim.

Uma pausa seguida de um longo suspiro. Astrid fechou os olhos e xingou seu pai internamente por acordá-la tão cedo.

— Ok. — Pegou as flores e as colocou na mesinha ao lado da cama. — Você sabe que confio.




— Estou esperando.

As letras neon brilhavam com a inscrição Hard Rock Cafe e as mesas do local estavam repletas de homens barbudos e adolescentes irascíveis com cigarros entre os dedos finos. Por mais que a aparência das pessoas e do ambiente em si fosse, no mínimo, inquietante, aquela cafeteria era a mais utilizada por Joshua quando queria conversar com a filha em algum lugar que não fosse sua moradia. Velho conhecido do dono do estabelecimento, conseguia sempre uma mesa mais afastada, onde teria sua tão desejada privacidade.

A adolescente de olhos verdes ajeitou a jaqueta e encarou o mais velho, tomando outro gole de seu latte sem açúcar.

— Vamos começar por partes… — O homem realmente não sabia como articular as palavras necessárias; não tinha a mínima ideia do que fazer. Contar algo dessa proporção era um passo muito grande, e ele estava nervoso, o que era notável visto que não conseguia parar de mexer os dedos das mãos. — Você conhece a mitologia grega, certo?

— Faça perguntas mais difíceis, senhor. Não fui criada por um homem inteligente para responder à questões como esta — novamente, o sarcasmo estava presente. Joshua revirou os olhos.

— É claro, é claro. Então vamos começar de outro jeito. — Não tinha mais tempo para pensar, teria que falar tudo de uma vez, ali e agora. — No primeiro dia da primavera de 1998, eu conheci uma mulher. Perséfone. Ah, eu ainda lembro dela como se fosse ontem e… eu estava apaixonado. Tão apaixonado que não liguei pros avisos dela de que era casada. E foi assim. Durante dois meses eu não a veria e não tinha ideia do porquê, mas se era a decisão dela, estava ok. Eu estava preso e me sentindo anestesiado por causa daquele sentimento arrebatador que me invadia todas as noites que passava em claro apenas pensando nela…

O intenso monólogo fora interrompido.

— Por que diabos alguém nomearia a própria filha de Perséfone? Tipo, ela é uma deusa. Não faz o menor sentido.

— Você poderia calar a boca, por favor? Obrigada. — Os olhos de Astrid se arregalaram e ela levou o copo de isopor aos lábios, terminando sua bebida. — E ela engravidou. Não foi algo esperado, claro que não, mas não foi por isso que nós deixamos de te amar. Você foi o meu maior presente — engoliu em seco — e quase foi tirada de mim. O marido dela não a perdoou quando descobriu, e… Sua mãe me deixou. Assim que você nasceu ela me deixou, ela nos deixou. Por isso que escolhi o nome Astrid, significa “força e beleza divina”. Você não teve uma figura feminina presente em sua vida e olhe o que você se tornou… Eu não poderia estar mais orgulhoso, minha querida.

A menina inspirou, sentindo-se muito mais sensível agora. Não era do feitio de seu pai de demonstrar sentimentos daquela maneira tão aberta, e isso a assustava. Contudo, levou seus dedos à mão do mais velho e deixou-os ali em cima, como um encorajamento para que continuasse a falar. Lágrimas ameaçavam escapar e todas as barreiras que construíra estavam sendo derrubadas, uma por uma. Joshua pareceu se recompor, despertando de seu estado de transe e encarando a filha.

— Engraçado você me perguntar sobre o nome dela. Seu marido se chamava Hades.

Uma reta é formada por vários pontos que, ao se juntarem, criam linhas até formarem a reta, e era mais ou menos desse jeito que os pensamentos da Fältskog mais nova se organizavam. Lembrou de um velho conto que havia lido na internet sobre a deusa que fora arrancada de sua mãe e obrigada a viver no Mundo Inferior — Perséfone. E o nome do sequestrador? Hades. Muita coincidência, e Astrid não acreditava em coincidências.

— Não pode ser.

A reta começava a se formar. Sim, era uma teoria insana, mas fazia sentido. Tinha conhecimento de alguns heróis da mitologia que eram filhos de deuses com mortais, porém, aquilo era surreal, não podia ser verdade. Justamente ela, justamente seu pai? Não era possível. E como se tivesse lido seus pensamentos, Joshua acenou com a cabeça, confirmando.

— É isso mesmo.

— Então eu sou tipo uma versão feminina do Hércules? — o comentário arrancou uma risada fraca do mais velho. A filha aceitara tudo com tanta facilidade que causou estranhamento no pai, mas aquele resultado já era de se esperar. Astrid era uma garota muito inteligente…

— Sim. E se você receber o treinamento adequado, será tão poderosa quanto ele — concluiu com um sorriso, olhando fundo nas íris esverdeadas da menina. — Para isso, preciso te levar até um lugar chamado Acampamento Meio Sangue. Você vai encontrar pessoas iguais a você lá, Astrid, e tenho certeza de que vai se sair muito bem.

O brilho nos olhos dela aumentava cada vez mais. Então tudo aquilo que tinha lido era verdade? Poderes, missões heroicas, deuses e todo aquele universo incrível que a fascinava? Não conseguia acreditar. E ainda mais, um lugar onde aprenderia a lutar como uma verdadeira guerreira? Só a ideia já estava deixando-a ansiosa. Joshua, percebendo a excitação da mais nova, tomou uma decisão.

— Podemos ir para lá hoje, se você quiser.

Astrid não se conteve e saltou da cadeira, indo direto para os braços do pai, onde sabia que sempre estaria segura. Tudo estava bem. Já tinha a certeza de quase tudo, e não podia estar mais feliz. O Fältskog mais velho aceitou seu abraço de bom grado por mais que estivesse surpreso; afinal, a filha nunca gostou de muito contato físico. A adolescente murmurou um pequeno “obrigada por não ter desistido de mim” e a frase juntou todos os pedacinhos quebrados do coração de Joshua.

Naquela noite, enquanto voltavam da cafeteria carregando sorrisos enormes no rosto, algo aparecera sobre a cabeça da menina. Estava envolto numa névoa de cor rosa, uma flor no centro do círculo. Não sabia o que aquilo significava, mas depois descobriu que sua mãe finalmente havia a reconhecido como sua filha. Eu posso até ter te odiado por causa do que você fez com o meu pai, mentalizou, tentando falar com sua mãe, mas você tem a chance de consertar isso.

Surpreendentemente, duas palavrinhas ecoaram de volta na mente da mais nova. Eu irei.


Astrid gostava de dar flores às pessoas. Cada uma tinha seu significado, e era isso que fazia esses presentes serem tão especiais. Por exemplo, no dia do enterro de sua avó, deixou um buquê de amarantos perto do túmulo, porque significam imortalidade. No aniversários, gostava de dar cravinas rosas, pois eram laços de afeto. Todos achavam que esse ato era incrível, lindo, mas não sabiam que a Fältskog não fazia aquilo por mal; as flores pareciam nascer ao seu redor. Era de se apaixonar.

Curiosamente, se tivesse que escolher flores para dar à si mesma, seriam hortências: vaidade, frieza e indiferença. Talvez não, na verdade, pois o azul das pétalas não combina com o verde de seus olhos.


♜:

+ why?
Perséfone. A história de Perséfone me encanta; inspirei-me nela para construir a trama. Sendo a deusa da primavera, acredito que este fato terá uma ligação com a trama que desenvolvi para a personagem.

+ personality traits
Ela fez o quebrado parecer maravilhoso e o forte, invencível; andava com o mundo nos ombros e, dele, fazia um par de asas. Tão doce quanto um caramelo e amarga como o próprio limão, combinando estas características de um jeito admirável e incrível. Acredita no amor verdadeiro e no destino, na vida após a morte e no sacrifício por aqueles que amamos. É a síntese do bom e do mau, o equilíbrio do universo dentro de uma cabeça pequena demais para as ideias e ações desejadas. Atípica e indiferente, é algo que o mundo nunca viu antes. Acredita no amor verdadeiro mas não acredita no amor para ela, acredita que as estrelas e os planetas se alinham quando você encontra a pessoa certa, e acredita que tudo acontece por uma razão. Independente e forte, não se deixa levar por nada, e mantém os pés no chão.

+ how do i look?
Olhos verdes que nem sempre refletem a calmaria, corpo curvilíneo de pele tão alva quanto a própria neve, o próprio sabor do Inferno nos lábios. Não se considera bonita, entretanto, e sim, comum. Seu pai a classifica como arte, pois Astrid não é a mais bonita, e a arte não foi feita para ser bonita, mas para te fazer sentir algo. Na altura média, um metro e sessenta e três, pesando cinquenta e sete quilos. Não liga muito para a aparência; acha que o julgamento de alguém deve ser baseado em seus atos.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jonas W. Harris em Dom 23 Out 2016, 01:27


AVALIAÇÃO


Astrid Fältskog Sorg: Que. Ficha. Impecável!

Garota, eu to sem chão. Que narrativa gostosa, conseguiu me prender do começo ao fim, soube dividir os capítulos da história de modo a deixar tudo entrelaçado e nada muito boring. Pontuação e paragrafação perfeita, quase nenhum erro de ortografia – e me arrisco a dizer que não houve nenhum. Estou simplesmente apaixonado. Mas... Não, não tem “mas”, foi tudo perfeito. Parabéns! E bem-vinda cria de Perséfone.

APROVADA

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

~Aguardando att~
Jonas W. Harris
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ailee J. Hayoung em Seg 24 Out 2016, 10:29

Ficha de Reclamação
Prometem que não vão fugir, como os outros? Não vão deixar minhas linhas, mesmo nos piores momentos?

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? Desejo ser reclamada por Perséfone, pois ela é a progenitora que mias combina com a personalidade de Ailee, além de se encaixar perfeitamente na trama que planejei para ela.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Características físicas: Ailee tem longos cabelos castanhos e olhos da mesma cor que exalam inocência, apesar de ter esquecido o que isso significa. Sua pele pálida contrasta com seus lábios levemente rosados, seu corpo não tem muitas curvas por sua descendência coreana, tem aproximadamente 1,55 de altura e pesa aproximadamente 45kg.

Características psicológicas: Apesar de ter sofrido muito e ter tido um passado não muito feliz, Ailee ainda esconde um pouco de alegria e curiosidade por baixo de uma longa e larga camada de ódio e sentimentos frios, costuma ser bem ácida com as pessoas por isso acostumou a ser chamada de metida e ignorante, tem bastante  dificuldade em fazer amigos e as vezes tem baixa auto-estima.

- História do Personagem

Bem, o que posso contar a vocês? Prometem que não vão fugir, como os outros? Não vão deixar minhas linhas, mesmo nos piores momentos? Pois o que tenho a contar, não é belo, não é simples. Trata-se de uma história antiga, desde a aurora de minha existência. Tudo começou, bem antes de eu nascer, e mesmo agora, parece irreal...

Um conto de flores e mortos


Desde muito jovem, eu havia sido criada pelas irmãs do edifício Lar de Caridade e Luz de Maria, um orfanato católico localizado na periferia do Queens, Nova York. Sozinha e desabrigada, eu vagara por uma semana inteira, até que uma das freiras havia me encontrado congelando contra a parede de um beco sujo e fedorento, ao lado de uma Blockbuster de esquina. Vez ou outra, os funcionários conseguiam-me um café ou bolinho, e por mais que eu me alimente bem agora, nunca vou esquecer do sabor do creme doce, e do café quente. A fome, torna tudo melhor. E eu nunca esquecerei os rostos daqueles que me alimentaram, também. Mas, como cheguei às ruas? Provavelmente, vocês estão perguntando a si mesmos. Deixe-me contar-lhes de onde vim, e talvez compreendam.

Filha de um floricultor chamado Kwon Donghee, nunca conheci minha mãe. Lembro de assistir no rosto cansado do meu pai amado, a luz da alegria e da melancolia a cada vez em que ele lembrava-se dela. Com o hábito estranho de levar algumas de suas amadas flores para o cemitério da cidadezinha  onde eu crescera, papai contara-me que conhecera mamãe numa tarde de outono, quando as flores começavam a cair. Segundo ele, mamãe havia dito-lhe que o observara de longe, e que se apaixonara por ele, ao reconhecer o amor que ele tinha para com as flores, e para com os mortos. Papai sempre respeitara a morte. Curiosamente, ele dissera-me apenas que mamãe nunca poderia ter ficado mais tempo conosco. Segundo ele, ela lhe dissera que só tinha mais alguns dias na cidade, antes de ter de seguir em frente, para sua terra natal. Papai a amara, então. Eles haviam concebido a mim, e nove meses depois, eu havia sido deixada em sua porta com uma orquídea branca, e uma carta de amor que eu nunca pude ler.

Para papai, que nunca soube a identidade verdadeira de minha mãe, receber uma filha desconhecida em seus braços poderia significar apenas a sua morte. Em luto, ele passou grande parte de minha infância triste, e com semblante cansado. A única coisa que o mantinha sorrindo, era sua floricultura. E eu, é claro. Com o passar dos anos, passei a compreender que era diferente de outras meninas. Todas tinham mãe e pai, e eu nunca vira a minha. Acreditando que de alguma forma eu a matara no parto ou que eu fora má para que ela não me quisesse, tornei-me rebelde e muito agressiva por algum tempo. Foi quando, por acidente, provoquei um incêndio na floricultura. Papai se negara a me levar para um passeio na cidade em um sábado, e depois que ele saíra do escritório para cuidar das flores, eu havia derrubado uma garrafinha de álcool utilizado para limpar o balcão, sobre uma pistola de cola quente, ligada à tomada para fazer um arranjo encomendado. A tragédia foi imediata. Salvando-me, ele tirara-me do local enquanto o fogo consumia o nosso sustento. Aquele, foi o início da nossa ruína. Eu só não imaginava, que tudo estivesse bem mais relacionado a mim do que eu supunha.

Após recuperar-me da inalação de fumaça, recebi a notícia de que o Conselho Tutelar me enviaria à um reformatório, e que meu pai nada poderia fazer, pois a polícia havia constatado que o incêndio fora intencional. Aquilo arrasou com ele. Deprimido, meu pai mergulhou na bebida, e contraiu dívidas com pessoas perigosas, para reconstruir a floricultura. Levada ao primeiro abrigo pelo qual tive o desprazer de passar, fiquei aos cuidados do odioso Padre Choi, sendo enviada para um lar adotivo em Nova York, para ficar longe de papai. Descendente de coreanos naturalizados americanos, ele mais parecia um maracujá envelhecido, do que um homem. Mas isso não era o pior sobre ele. Com meus singelos nove anos, não tinha noção dos horrores aos quais ele me expunha. Tão nova, fui maltratada de muitas formas por aquele ser tido como bondoso e confiável por todos. Lembro-me até hoje de tê-lo odiado. E por muito tempo, acreditei que apenas o ódio poderia defender-me das pessoas. Fugindo do meu lar adotivo, vaguei pelos próximos meses, alimentando-me com a caridade dos funcionários da Blockbuster. Ao ser encontrada pela irmã Gemma, desnutrida e revoltada com o mundo, fiquei surpresa com seu amor e compreensão. Ela foi a primeira influência positiva feminina, que tive em minha vida.

Os três anos seguintes foram mais fáceis, mas a dor da perda de meu pai, ainda que ele estivesse vivo, era como uma presença frígida em minha alma. Mentindo meu nome, deixei de ser Kwon Sooyoung, e tornei-me Ailee Josephine Hayoung. Nervosa, eu sabia que Gemma não se deixara enganar. Mesmo assim ela concordou em proteger-me do lugar do qual eu fugira, indo contra suas próprias crenças na verdade, e mentindo por mim. O maior sacrifício que alguém já fizera por uma criança problemática. Depois, crescer foi fácil em uma escola decente e com pessoas amorosas. Mas eu não tinha notícias de Donghee, meu pai. Até meu aniversário de quatorze anos. Foi quando vi meu pai outra vez. Eu gostaria de dizer-lhes que ele encontrou alguém, que foi feliz. Mas esta não é uma história de amor, ou para idealistas. Quando vi meu pai outra vez, conheci também quem eu era. E não de uma maneira agradável. Foi numa manhã particularmente fria de fevereiro, quando uma camada de neve branca cobria o pátio do Lar de Caridade e Luz de Maria, ou L.C.L.M., como eu chamava. Eu estava correndo quando meus tênis All-Stars gastos escorregaram no piso congelado. Lutando para não cair, segurei-me na fonte com o Arcanjo Gabriel, que fitava nosso lar com paz e tranquilidade constantes. A primeira coisa que me veio à mente quando o vi. Agora, além dele mais alguém me observava. E sua presença, foi como uma presença obscura, que eclipsou o sol. Tudo escureceu, como se morresse. Como se nada mais pudesse ser ardente, vívido.

- Você é tão bonita quanto eu ouvi dizer. - o homem me disse, com certo desprezo em sua voz. Havia ali certa amargura também, e ressentimento. - As crias de minha esposa não são numerosas, pequena. Você deve saber o porquê.

- Ahn? - foi a coisa mais inteligente que eu pude dizer. Ou seja, nada. Sinceramente, se eu soubesse com quem estava falando, provavelmente teria me comportado ainda pior. Ou não. Vai saber...

- Você não tem a menor ideia de com quem está falando, não é mesmo, menina? - fiz que não, assustada. Eu queria correr e chamar por Gemma, mas ela não parecia estar em lugar algum. Aliás, ninguém parecia estar em lugar algum. Era tudo silêncio, sombra e céu nublado. Estranhamente nublado. - Eu sou Hades, deus dos mortos. Senhor do submundo, dos tesouros da terra, e blá, blá, blá...

- Espera! - berrei. - Você é O Hades, tipo... O Hades mesmo? Que legal ! Tipo o do Seinto Seiya (Cavaleiros do Zodiaco) ?

- Nem me fale neste desenho. Como se eu fosse me abrigar num corpo humano... Ainda mais naquele corpo! - não entendi o problema. O Shun era gatinho. - Mas isso não vem ao caso. Eu vim até você, jovem mortal, com um aviso. E com um conselho. Minha mulher tem sido, por diversas... Inapropriadamente benevolente com os seres humanos. E por outras vezes, muito agressiva quando se trata dos meus próprios filhos. Ainda mais agora, que Zeus revogou aquela estúpida restrição aos Três Grandes, e... Bem, você deve estar confusa. Devo apenas lembrar-lhe que não lhe farei mal. Isso seria uma dor de cabeça secular. Mas você não poderá mais fazer parte deste mundo. Deve se reunir aos seus semelhantes no Acampamento Meio-Sangue, ou não durará muito tempo. Seu cheiro já atraiu a atenção de um trio de ciclopes que vive nos becos próximos deste orfanato. Os filhos de minha mulher parecem ter uma fragrância excessivamente agradável. Apesar de não serem os mais poderosos, são muito detectáveis...

- Por que está me ajudando? - indaguei, totalmente desesperada. Se a mulher dele era minha mãe, e ele era Hades, eu era filha de... Perséfone? Bem, desde que eu me livrasse daquele tio louco, já estaria feliz... O que era aquela blusa do AC/DC ? Cara, ela parecia não ter sido lavada há séculos...

- Não estou te ajudando, semideusa. Estou me desculpando por uma... Atitude impensada. - Hades pareceu encarar os próprios pés, ligeiramente incomodado. O que era tão grave a ponto de incomodar um deus? A resposta veio quando ele abriu a mão esquerda, e o espetro de meu pai surgiu diante de meus olhos. Ele parecia cansado, pálido da morte, mas muito feliz. O lugar onde ele estava era bonito. Mas, se Hades era o deus dos mortos, e havia invocado meu pai, isso significava... ?

O choque foi demais para mim. Chorei alto, e meu peito apertou-se numa convulsão arbitrária e desleal. Sentei-me na fonte, encarando minhas mãos enluvadas. Eu só usava roupas doadas pelos outros, mas nunca havia pensado muito nisso. Era estranho como naquela hora, eu estava focando no fato de que minhas luvas cinzas eram maiores que minhas mãos, para desviar a atenção da minha dor. Não funcionou. Depois, encarei Hades com ódio. Ele havia feito aquilo? Por quê? Meu pai era um homem comum, nunca poderia representar ameaça a ele!

- Os deuses são tão egoístas quanto os humanos, minha jovem. - ele não parecia irritado, mas eu sabia que estava lendo meus pensamentos, e meu ódio também. - Eu não a culpo. Também me odiaria agora. Muitos antes já me odiaram, e aqui estou. Agi por ciúmes, e num espasmo de fúria, descontei em seu pai o afeto que Perséfone sentiu por ele, e que por vezes ainda nega a mim. Permiti que algumas barras de ouro surgissem em seu jardim, e elas carregavam uma poderosa maldição. Usando-as para pagar os seus agiotas, seu pai acabou condenando a si mesmo e a eles, à morte. Um dos mafiosos mais conhecidos de Nova York quis saber de onde aquele ouro estava vindo, e matou seu pai e os próprios comparsas, buscando a origem do metal precioso que eles tanto escondiam. Nada encontrou. Mas então eu conseguira o que queria. Sou muito bom nisso.

- Por que? - indaguei, horrorizada. Eu não me referia ao motivo de suas ações, mas sim ao motivo para que ele estivesse me contando aquilo tudo. Não tinha certeza se ele entendia, mas ele sorriu. O odiei ainda mais.

- Porque eu posso. - e então percebi que, diante de qualquer pergunta que eu fizesse, a resposta seria a mesma. Ele, e todos os deuses, conseguiam o que queriam, porque podiam. E depois de ver meu pai daquela forma diante de mim, não havia espaço para dúvidas. Odiei minha mãe por ter entrado na vida de papai, e ferrado com tudo. A linda Perséfone, uma baita chave de cadeia! - Controle os pensamentos, menina. Sua mãe a ouve. - "Ela que se dane!", eu quis gritar, mas me detive diante do deus da morte. Ele me dava muito medo. - Não se preocupe com seu pai. Ele vive nos Elíseos. Sua mãe assim garantiu, aliando-se à vida correta e exemplar que ele levou. Os meus juízes nada tiveram a levantar contra ele.

- E o quê eu faço agora? - indaguei, como uma boneca de pano, vazia. Sem alma.

- Espere um jovem de muletas. Ele deve estar aqui pela manhã. Siga-o sem questionar, e o mais depressa possível. O sátiro disfarçado a levará até um lugar seguro para todos os semideuses. Sei que não posso pagar minha dívida com você, criança. Mas nem todos têm a honra de me ver pessoalmente, em seu primeiro contato com o nosso mundo. Considere-se honrada. - de um jeito estranho e selvagem, eu sabia que Hades estava me provocando. Ele virou-se para sair, e o chamei de volta, gritando "Hades!", bem alto. Ele olhou, sorrindo.

- Muito obrigada por matar o meu pai, e vir aqui me dizer isso. Obrigada por contar sobre minha mãe ausente, e por me causar mais dor que qualquer outro. E eu conheço sobre dor. A minha mãe deve ter visto, sentada no trono dela, ou fazendo qualquer coisa que vocês façam no tempo livre! Estou imensamente grata! Não vejo a hora de retribuir o favor. - disparei, revoltada. Ele era tão egocêntrico.

- Às ordens, minha dama. - sumindo num vórtice de sombras, Hades se foi. O tempo voltou a correr, e o sol surgiu novamente. Quem era o deus do sol? Apolo? Bem, ele não devia estar feliz com a interrupção do seu trabalho. Chocada e nervosa, corri para o meu quarto, sem saber o que fazer.

Foi o pior aniversário da minha vida. Por que essas merdas tinham que acontecer sempre quando eu estava tendo um pouco de felicidade na minha vida? Imaginei que se Hades não era bom aliado, muito menos bom inimigo. Jamais poderia fazer nada para vingar papai. Devia deixar isso para alguma deusa de vingança, ou para alguém responsável por trazer justiça ao mundo. Eu estava sofrendo muito mais pela minha perda, do que julgara possível. Eu lamentava os momentos que nunca teria com meu pai. Tudo por causa do meu maldito incêndio. A tarde em que eu destruíra nossas vidas, nunca sairia da minha mente. Apática, segui o sátiro disfarçado de deficiente que surgiu no Lar de Caridade e Luz de Maria, no dia seguinte. Gemma não sabia, mas eu jamais voltaria, se pudesse evitar. Não queria vê-la morta como todos os outros. Triste e abatida, resolvi que odiava aquele mundo, e principalmente minha mãe. Como ela podia ter permitido tanta crueldade com meu pai? Não era certo que os deuses interferissem daquele modo no mundo humano. Mas... De certa forma, Hades não interferira. Ele apenas criara o ouro. A decisão de usá-lo para as dívidas foi de papai. Se ele tivesse usado o ouro na floricultura, nada teria acontecido. Mas meu pai  jamais deixaria de pagar a um credor. E Hades também sabia disso. Rendendo-me, senti-me sonolenta e exausta (emocional e fisicamente), quando chegamos ao Acampamento Meio-Sangue. A placa estranha com o nome estava pendurada em grego antigo, mas eu pude lê-la. Nervosa e ansiosa, segui o sátiro pelo local, ignorando qualquer olhar direcionado à novata esquisita. Sem poder esperar para descansar, deitei-me na maca de uma enfermaria bonita e dourada, com símbolos e frascos estranhos por toda a parte. Não fui atacada por ciclopes, mas a correria era cruel. Incapaz de vivenciar minha própria realidade por muito mais tempo, desmaiei para o esquecimento...

E aqui, é o ponto onde nossa história acaba. Acordei no Acampamento, na Enfermaria Central. Uma papoula entrelaçada à um narciso brilharam imponentes sobre a minha cabeça. Sem saber o que fazer, ou onde ir, ouvi o nome de minha mãe ecoando nos lábios de outros semideuses. Perséfone, Perséfone. Irritadíssima, fingi ouvir os conselhos de meu sátiro protetor, Cillas, e caminhei até o Chalé 26, totalmente coberto de flores em suas janelas e telhado, embora parece um tanto frio e mortuário, também. Era um contraste entre a vida das flores, e a morte do mármore negro. Era lindo, admiti, sem vontade. Mas nada apagaria a minha raiva. Não durante um longo tempo. Sem saber como segui, contei minha vida a vocês. Agora, só posso esperar que aguardem, para o que ainda está por vir...



Ailee J. Hayoung
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Max Horscheimer em Seg 24 Out 2016, 12:33

Um.
Macária. pq a cor é a mais bonita. Por ser a deusa cuja história mais condiz com a trama de Max, e a que abrange melhor o futuro da personagem.

Dois.
Maxine é uma garota de beleza natural. Seus cabelos dourados caem por sobre os ombros, adornados por ondulações que coincidem perfeitamente com o formato oval de seu rosto. Os olhos são de um azul extremamente profundo, brilhante e, ao mesmo tempo, cortante e frio. É de estatura baixa, magra e a pele é tão pálida que, por vezes, é dada por doente.

Sua mente é um cofre com sete cadeados e dez senhas de trinta dígitos. Já fora uma criança feliz, gentil, dócil e alegre, porém as adversidades da vida fizeram aflorar uma personalidade fechada e forte, gélida; Maxine, portanto, não é aquela garota de muitos amigos. Prefere o silêncio de sua própria solidão à balbúrdia de várias pessoas ao seu redor. Não é de falar muito, e raramente demonstra mais emoções que não sejam a raiva e o desgosto. Seu interior, ademais, é uma incógnita.

Três.
Qualé, guria — gritou a voz desconhecida, o timbre masculino misturando-se ao batucar das gotículas de água sobre a superfície de metal da lixeira. Os olhos da loira recaíram, gélidos, sobre a figura do rapaz. Sob a chuva, completamente encharcado, as roupas sujas e surradas pingando compulsivamente. — Minha área, guria. Sai do meu lixão.

Maxine mantinha-se protegida sob a coberta da lixeira. Seus sapatos velhos eram atingidos pela água, porém nada com o que se preocupar. Todo o seu problema encarnava-se naquele — maldito! — ser de pé à sua frente.  Sai, guria! Já disse que é minha área! Levantou-se, adentrando o véu cristalino do temporal. Primeiro os cabelos desgrenhados foram atingidos, molhando-se e pregando no rosto oleoso de suor da garota. Depois, as roupas igualmente sujas e surradas.

— Xô! Anda! — o rapaz continuou, mesmo depois de Max ter deixado seu abrigo. Enfiou-se, em seguida, sob o latão. Max deu-lhe as costas e caminhou pelo beco escuro.

Oh, bela Nova Jersey. Onde os becos já têm donos.

— Babaca — Max cuspiu no chão. A saliva nem ao menos apareceu. Afinal, o céu desabava.

•••

— Linda! — dizia Isolda. "Tia Isolda", corrigia o pai, sempre. — Cresceu tanto! — Não havia crescido mais que três centímetros; contara na fita métrica.

— Ela aprendeu a ler! — contou o pai, cheio de orgulho. — Sabe escrever várias palavras!

— Vou subir — disse a pequena Maxine. Não estava à vontade dentre todos aqueles adultos sem crianças.

— Não, Maxine — repreendeu o pai.

— Por favor — insistiu.

— Já disse que não! — o tom de voz elevou-se.

— Nã... — tentou argumentar, mas a bofetada ardeu em seu rosto.


•••

— Oi — disse uma voz sobre a sua cabeça. O som adentrando pelo seu ouvido logo estimulou o cérebro, e a loira acordou. Os olhos automaticamente entraram na exposição clara do sol, o que vez sua vista doer. Semicerrados, apenas vislumbres de vultos passavam. Havia uma silhueta ali, junto a ela. E, conforme a vista ia adequando-se à claridade, a pupila retraindo-se para captar apenas o necessário de luz, Maxine distinguiu o rosto desconhecido. — Uh, você está acabada!

Tratava-se de uma moça. Deveria ter a idade de Max, porém parecia muito mais civilizada. Cabelos ruivos curtos na altura do queixo, olhos âmbar gigantes, e uma altura invejável. A loira sentiu-se diminuta perto daquela garota.

— Quem é você? — perguntou. Não era de falar muito, mas a ocasião requeria isso.

— Ah, perdoe minha falta de modos — começou a ruiva. Estava agachada ao lado de Max. — Meu nome é Sirena. — Sirena estendeu a mão. A pele clarinha, sem qualquer sinal de sujeira.

Maxine a ignorou.

— Ah... — Sirena abaixou a mão. — Você não é muito sociável, huh? — A garota levantou-se. — Mas eu sou uma boa samaritana. E ajudo semideuses.

Semideuses. A palavra reverberou nos ouvidos de Maxine como um palavrão perto de um padre. Suas feições fecharam-se imediatamente, entregando seu conhecimento sobre o assunto. Mas isso não importava. O que importava era que ela sabia.

— Venha, eu sei que está com fome — Sirena disse. Seu sorriso, apesar de toda a desconfiança de Max, era sincero. Diante da hesitação da loira, a moça encolheu os ombros. — Ah, vamos, eu não vou te fazer nenhum mal. Sou como você! — ela impulsionou o próprio braço na direção de Max, e, por um segundo, a alemã pensou que receberia um soco. O gesto de inclinar-se para trás foi inevitável. Contudo, percebeu que a ruiva apenas queria mostrar seu acessórios. Um bracelete preso ao pulso esquerdo. Continha uma esmeralda presa à sua superfície. Algo dentro dela, porém, tinha uma consistência gelatinosa, e movia-se lentamente. Maxine sentiu um calor emanar daquilo.

— Isso não quer dizer nada — disse. Mas sua barriga a traiu. Um ronco grave, forte, constatava sua fome de dias. Já sentia-se fraca.

— Venha — insistiu Sirena. — Hallow que achou você. Ele é um sátiro. — A garota apontou para a entrada do beco. Lá, encostado na lateral do cortiço, restava um homem de meia idade. — Queremos te ajudar.

Max levantou-se. No ato, sentiu a ponta da faca de caça que trazia escondida na calça roçar desconfortavelmente contra a batata da perna. Ok, Maxine, permitiu-se esse voto de confiança. Porém, uma promessa rondava seu subconsciente: caso algo desse errado, mataria a todos. Todos. Como já fizera antes.

•••

— Não somos as únicas, entende? — dizia Sirena, sentada à mesa. Tinha um pedaço de torrada na mão. — Existem muitos outros por aí.

Maxine não falava, como sempre. Mas, dessa vez, porque tinha a boca cheia de pão e bolo e suco de laranja.

— É, mas a maioria não gosta de lidar sozinha com o mundo — completou Hallow, o sátiro velho. — Bando de covardes!

Maxine tentou engolir tudo de uma vez, fazendo a garganta doer.

— Aham! — prosseguiu a ruiva. — Preferem estar... naquele lugar.

— Que lugar? — Max perguntou, com a bochecha recheada de bolo.

— Ah, minha cara — disse Hallow. — O inferno dos semideuses. Horrivel esse lugar. Uma prisão. Pessoas realmente más.

— O Acampamento Meio-Sangue, Maxxie — disse Sirena. Havia nojo em sua voz. — Éramos de lá, mas felizmente escapamos.

— Pequena Max, nunca vá até lá — aconselhou o sátiro. — Você será feita de escrava, tanto daqueles que comandam o acampamento, quanto dos deuses!

— E caso veja alguém de lá — disse Sirena, e sua voz era como o fio de uma adaga. Cortante. — Não hesite em atacar.

Spoiler:
Oi, olá, e aí?!
Então, caso a história tenha ficado um tanto confusa, essa foi a intenção. Não pude me aprofundar mais no passado porque isso vai ser trabalhado com o tempo, em missões e tudo. E é isso! Valeu!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Marcos Faerschütt em Seg 24 Out 2016, 14:43

Ficha de Reclamação



Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Bem, eu desejo ser reclamado por Héracles. O motivo? Ele sempre foi um dos meus heróis favoritos, e desde a época do ensino fundamental eu sonhava em ser como ele. Bem, agora nesse fórum, eu posso ser quase ele. Outro fato é que ele se encaixa perfeitamente com o personagem que eu estava pensando em criar.

Características Físicas:
Marcos tem cerca de 1,75m de altura. Sua pele é um pouco pálida, a qual dá um ar um pouco normal para o garoto. Seus olhos são de cor castanha, assim como seu cabelo. Ele tem um físico um pouco avançado para sua idade, com braços e pernas fortes e um pouco musculosos, como se ele fizesse exercícios todos os dias. Além de tudo isso, ele tem uma pequena cicatriz em forma de "X" que o mesmo fez em seu rosto.

Características Psicológicas:
Marcos não é o melhor exemplo de pessoa. Ele tem uma personalidade um pouco forte, ficando com raiva muito facilmente, mas apesar disso, consegue manter um certo controle. Como um bom filho de Héracles, ele gosta bastante de praticar atividades físicas, como correr, nadar e etc. Além disso, Marcos tem um gosto especial pela luta, sempre praticando novas táticas de combate, e tentando encontrar pessoas fortes para desafiar. Apesar de não parecer, ele também é bastante alegre e um ótimo companheiro, nunca agindo por si só e buscando o melhor caminho para seus amigos.

História:

Noite. Manhattan. Eu estava caminhando, ou melhor, me arrastando para continuar vivo. Minhas roupas estavam rasgadas, pintadas de vermelho, com meu sangue. Onde eu estava? Provavelmente indo na direção do inferno. Como cheguei aqui? Confesso que não lembro. Hoje, foi o pior dia da minha vida...

9:30AM, Brooklyn

Era mais um dia comum, como qualquer outro. Eu estava caminhando calmamente pelas ruas do Brooklyn, sem qualquer tipo de destino. Depois das diversas mortes que ocorreram na minha família nesses últimos dias, eu decidi dar um tempo. Eu queria simplesmente desistir, e deixar o vento me levar. Meus pais já não estavam mais vivos, e tudo que eu tinha era a minha tia chata, que nem sequer se importava comigo. Eu estava sozinho no mundo.

Confesso que o dia parecia mais pesado. O som das coisas entravam com mais força no meu ouvido. O ar parecia lutar contra as minhas narinas. O calçamento da parecia lama. Lembro vagamente de estar indo encontrar com um amigo, Alexander, que a propósito, não era a melhor definição de amigo que eu poderia ter. Ele usava camisas pretas de roqueiro, e além disso, vivia gritando e xingando as pessoas. Não queria ser como ele, mas era o único amigo de verdade que eu tinha.

Depois de muito andar, finalmente acabei encontrando com ele. Como sempre, ele estava conversando com algumas garotas, mas mandou elas embora depois de me ver chegando. Ele veio me cumprimentar, e sem dúvidas, ele estava fedendo mais do que de costume, era impressionante o fato daquelas garotas quererem ficar perto dele, e longe de mim quando estou suado. No final, ele acabava me pedindo para ir com ele jogar um pouco.

Nós sempre íamos para uma quadra que ficava por perto. Eu gostava de lá, tinham diversos esportes, desde tênis à handebol. Passávamos horas jogando, mas hoje não foi assim. Logo que chegamos ao local, Alexander começou a cheirar as coisas, como se sentisse que havia algo por perto. No fim das contas, ele acabou me levando para outro lugar, dizendo que talvez já fosse a hora de irmos para o acampamento. Que acampamento? Basicamente, ele vivia falando desse lugar. Corridas de cavalo. Excursões. Florestas. Treinamento. Ele definia o local que parecia ser como um paraíso. Bem, qualquer pessoa normal teria dito "Eu preciso falar com meus país primeiro", mas eu não tinha ninguém que se preocupasse comigo, então resolvi ir com ele.

Já estava de tarde quando começamos a ir para o tal acampamento. O sol estava muito mais forte do que de costume, e como se isso não fosse suficiente, eu tinha que aguentar o cheiro de Alexander suando, enquanto caminhávamos por mais de quilômetros. Não tínhamos dinheiro para um taxi, e muito menos para o ônibus. Eu poderia dizer que estava no inferno, mas o pior ainda estava por vir.

Depois de andarmos por mais alguns minutos, finalmente estávamos chegando perto do destino, pelo menos era isso que Alexander dizia. Foi nesse momento que tudo desandou. Eu ouvi um grande barulho vindo na minha direção. Rugidos altos e potentes. Passos rápidos, que fariam qualquer homem correr. De repente, uma enorme criatura apareceu, quebrando tudo que tinha pela frente. Era a forma de um leão, mas com o tamanho que fazia um carro parecer um brinquedo. A fera avançou, no entanto, Alexander parecia saber exatamente o que fazer. Ele agarrou uma espada e avançou na direção do monstro. Eu poderia dizer que ele me salvou, mas só piorou ainda mais a situação. A arma, que eu não fazia ideia de onde vinha, quebrou assim que tocou a pele do animal, e em seguida, eu apenas via Alexander voando, com uma patada da criatura.

O leão começou a me encarar, era como se ele me conhecesse, e isso não era nada bom, eu parecia com seu inimigo. Foi então, que o monstro avançou na minha direção. Eu tentei correr, mas foi impossível, eu apenas senti suas garras me acertando, rasgando minhas costas, e me atirando para longe. A partir daí, eu já poderia me considerar morto, mas algo inacreditável aconteceu. Acima da minha cabeça, um símbolo estranho surgiu, eu não sabia dizer exatamente como era o tal símbolo, mas ele brilhava em uma cor um pouco esverdeada, mistura com um vermelho. Nesse momento, minhas forças pareciam aumentar. Eu estava começando a me sentir mais forte, a ponto de pensar em atacar o monstro, mas não o fiz. Era quase certeza que eu iria acabar morrendo.

Usando de todas as forças que eu tinha adquirido, comecei a correr na direção oposta a criatura, ainda agarrando Alexander no caminho, tentando levá-lo comigo. Estava escuro, não havia ninguém nas ruas, apenas dois garotos fugindo de um leão gigante. Isso daria uma ótima história de vida, se não fosse tão parecida com ficção. No final, eu consegui escapar da criatura, e nem me pergunte como, eu apenas sei que consegui. Talvez minhas aulas de corrida e atletismo tenham me salvado.

E aqui estava eu, de volta ao começo, ou ao fim. Roupas rasgadas, costas sangrando, e caminhando em direção ao nada. De repente, uma luz apareceu. Uma garota, a qual eu sequer tinha conhecido, agarrou em minha mão, e com uma força incrível, começou a carregar a mim, e a Alexander. Minha visão estava embasada, e eu mal conseguia ver as coisas, apenas uma placa dizendo "Bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue"
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Simmon Wilem Brandeur em Seg 24 Out 2016, 17:17


avaliação

Max Horscheimer

Garota, eu vou ser bem sucinto: sua ficha foi quase perfeita. Toda a estruturação, a escrita, as ideias, as emoções e as falas foram incrivelmente bem feitas e são bastante plausíveis dentro deste contexto. As melhores fichas são as que sempre ganham os menores comentários, pois muitas vezes não têm o que melhorar ou arrumar. E a sua é uma delas.

Mas faltou algo imprescindível: a reclamação em si. Em algum momento da narração você precisa saber de quem é filha. Normalmente aparece um símbolo sobre a sua cabeça, ou você demonstra o uso de algum poder característico ou algo do tipo. De outro modo, ficaria incoerente, certo?

Enfim, tô triste, pois juro que é só isso que impede sua ficha de ser aceita.

Reprovada


Marcos Faerschütt

Rapaz, a sua ficha foi um tanto quanto curiosa. Vou tentar separar as coisas...

Primeiro: você não pode ir do a pé do Brooklyn até o Acampamento Meio-Sangue em alguns minutos... É, é muito incoerente. Pelo distância, você demoraria, mais ou menos, umas 40 horas. Quase dois dias, isso se você não comesse ou dormisse. O lugar fica muito longe do Brooklyn. Olha só essa imagem, que elucida a distância:


(a parte em azul é o caminho mais curto)

Além disso, por mais que seus pais tenham morrido, seu personagem não parece muito... triste. Nem decepcionado, nem apático e nem nada. Isso é muito estranho. Você também não citou como eles vieram a falecer (não que isso fosse estritamente necessário, mas já seria alguma coisa...).

Sobre a escrita, não tem muito o que falar. Você errou pouco, e algumas vezes repetiu alguns termos em rápida sequência, o que tirou um pouco a fluidez.

Ex: "Depois de muito andar, finalmente acabei encontrando com ele. Como sempre, ele estava conversando com algumas garotas, mas mandou elas embora depois de me ver chegando. Ele veio me cumprimentar...". Tente substituir o "ele" por algum outro nome ou pronome.

Ah, outra coisa: o Acampamento não fica na área urbana de Long Island, e sim em algum vale entre montanhas e florestas. Você não o encontraria seguindo uma rua... Além disso, o Leão de Neméia não é uma criatura muito comum. Ele foi enfrentado por Héracles e depois por Percy. Ele não aparece tanto quanto uma empousa ou outros que tais. Isso também foi incoerente.

Enfim, é isso. Tente ser mais coerente, tente dar mais ênfase aos seus sentimentos, às ações dos personagens, tente achar motivos reais e plausíveis para o sátiro te levar até o Acampamento, e não um simples "cheiro" no ar.

Por hora, não deu.

Reprovado





Atualizado!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Max Horscheimer em Seg 24 Out 2016, 17:37

Um.
Macária. pq a cor é a mais bonita. Por ser a deusa cuja história mais condiz com a trama de Max, e a que abrange melhor o futuro da personagem.

Dois.
Maxine é uma garota de beleza natural. Seus cabelos dourados caem por sobre os ombros, adornados por ondulações que coincidem perfeitamente com o formato oval de seu rosto. Os olhos são de um azul extremamente profundo, brilhante e, ao mesmo tempo, cortante e frio. É de estatura baixa, magra e a pele é tão pálida que, por vezes, é dada por doente.

Sua mente é um cofre com sete cadeados e dez senhas de trinta dígitos. Já fora uma criança feliz, gentil, dócil e alegre, porém as adversidades da vida fizeram aflorar uma personalidade fechada e forte, gélida; Maxine, portanto, não é aquela garota de muitos amigos. Prefere o silêncio de sua própria solidão à balbúrdia de várias pessoas ao seu redor. Não é de falar muito, e raramente demonstra mais emoções que não sejam a raiva e o desgosto. Seu interior, ademais, é uma incógnita.

Três.
Qualé, guria — gritou a voz desconhecida, o timbre masculino misturando-se ao batucar das gotículas de água sobre a superfície de metal da lixeira. Os olhos da loira recaíram, gélidos, sobre a figura do rapaz. Sob a chuva, completamente encharcado, as roupas sujas e surradas pingando compulsivamente. — Minha área, guria. Sai do meu lixão.

Maxine mantinha-se protegida sob a coberta da lixeira. Seus sapatos velhos eram atingidos pela água, porém nada com o que se preocupar. Todo o seu problema encarnava-se naquele — maldito! — ser de pé à sua frente.  Sai, guria! Já disse que é minha área! Levantou-se, adentrando o véu cristalino do temporal. Primeiro os cabelos desgrenhados foram atingidos, molhando-se e pregando no rosto oleoso de suor da garota. Depois, as roupas igualmente sujas e surradas.

— Xô! Anda! — o rapaz continuou, mesmo depois de Max ter deixado seu abrigo. Enfiou-se, em seguida, sob o latão. Max deu-lhe as costas e caminhou pelo beco escuro.

Oh, bela Nova Jersey. Onde os becos já têm donos.

— Babaca — Max cuspiu no chão. A saliva nem ao menos apareceu. Afinal, o céu desabava.

•••

— Linda! — dizia Isolda. "Tia Isolda", corrigia o pai, sempre. — Cresceu tanto! — Não havia crescido mais que três centímetros; contara na fita métrica.

— Ela aprendeu a ler! — contou o pai, cheio de orgulho. — Sabe escrever várias palavras!

— Vou subir — disse a pequena Maxine. Não estava à vontade dentre todos aqueles adultos sem crianças.

— Não, Maxine — repreendeu o pai.

— Por favor — insistiu.

— Já disse que não! — o tom de voz elevou-se.

— Nã... — tentou argumentar, mas a bofetada ardeu em seu rosto.


•••

— Oi — disse uma voz sobre a sua cabeça. O som adentrando pelo seu ouvido logo estimulou o cérebro, e a loira acordou. Os olhos automaticamente entraram na exposição clara do sol, o que vez sua vista doer. Semicerrados, apenas vislumbres de vultos passavam. Havia uma silhueta ali, junto a ela. E, conforme a vista ia adequando-se à claridade, a pupila retraindo-se para captar apenas o necessário de luz, Maxine distinguiu o rosto desconhecido. — Uh, você está acabada!

Tratava-se de uma moça. Deveria ter a idade de Max, porém parecia muito mais civilizada. Cabelos ruivos curtos na altura do queixo, olhos âmbar gigantes, e uma altura invejável. A loira sentiu-se diminuta perto daquela garota.

— Quem é você? — perguntou. Não era de falar muito, mas a ocasião requeria isso.

— Ah, perdoe minha falta de modos — começou a ruiva. Estava agachada ao lado de Max. — Meu nome é Sirena. — Sirena estendeu a mão. A pele clarinha, sem qualquer sinal de sujeira.

Maxine a ignorou.

— Ah... — Sirena abaixou a mão. — Você não é muito sociável, huh? — A garota levantou-se. — Mas eu sou uma boa samaritana. E ajudo semideuses.

Semideuses. A palavra reverberou nos ouvidos de Maxine como um palavrão perto de um padre. Suas feições fecharam-se imediatamente, entregando seu conhecimento sobre o assunto. Mas isso não importava. O que importava era que ela sabia.

— Venha, eu sei que está com fome — Sirena disse. Seu sorriso, apesar de toda a desconfiança de Max, era sincero. Diante da hesitação da loira, a moça encolheu os ombros. — Ah, vamos, eu não vou te fazer nenhum mal. Sou como você! — ela impulsionou o próprio braço na direção de Max, e, por um segundo, a alemã pensou que receberia um soco. O gesto de inclinar-se para trás foi inevitável. Contudo, percebeu que a ruiva apenas queria mostrar seu acessórios. Um bracelete preso ao pulso esquerdo. Continha uma esmeralda presa à sua superfície. Algo dentro dela, porém, tinha uma consistência gelatinosa, e movia-se lentamente. Maxine sentiu um calor emanar daquilo.

— Isso não quer dizer nada — disse. Mas sua barriga a traiu. Um ronco grave, forte, constatava sua fome de dias. Já sentia-se fraca.

— Venha — insistiu Sirena. — Hallow que achou você. Ele é um sátiro. — A garota apontou para a entrada do beco. Lá, encostado na lateral do cortiço, restava um homem de meia idade. — Queremos te ajudar.

Max levantou-se. No ato, sentiu a ponta da faca de caça que trazia escondida na calça roçar desconfortavelmente contra a batata da perna. Ok, Maxine, permitiu-se esse voto de confiança. Porém, uma promessa rondava seu subconsciente: caso algo desse errado, mataria a todos. Todos. Como já fizera antes.

•••

A marca de dedos bordava uma silhueta de palma avermelhada sobre a pele pálida da bochecha esquerda. Mas isso não implicava na figura angelical que, adormecida, enchia o âmbito apenas com o suave ruído de sua respiração pesada, marca de quem acabara de chorar. A mão cerrada, meio frouxa, no cobertor era indício da sua raiva passageira, que a assolara após a demonstração de humilhação que sofrera.

Tinha apenas onze anos, mas não tinha sangue de barata.

— Ah, pequena... — a voz gentil e dócil soou, e ela sentiu, ainda muito sonolenta, a presença repleta de uma energia calmante.

Maxine abriu os olhos, ainda pregados de remela, e, com dificuldade, sua visão entrou em foco para a figura altiva e brilhante da mulher em vestes brancas.

Parecia-lhe um anjo, acreditava. Mas não conseguia focalizá-la direito, portanto nenhuma de suas características foi notada ou permaneceu na mente da garota. Apenas a voz nebulosa.

— Oi — disse Maxine. — Você é namorada do meu pai?

A mulher soltou um riso baixo, calmo, muito educado. Parecia portar toda a paciência do mundo, embora a aura emanasse um pouco de melancolia.

— Eu costumava ser, pequena — disse a mulher. — Eu costumava ser muito próxima dele, e de você...

— De mim? — perguntou a criança. Seus olhos agora estavam arregalados, pois nunca antes havia visto aquela mulher. Deve se tratar de um sonho! Você está sonhando, Maxine! Ouvia mais a voz do pai na própria cabeça do que a dela mesma.

— Sim, minha flor — disse a mulher-anjo-fantasma. — Mas você não entenderia agora. Um dia vai saber. — Ela inclinou-se, na iminência de fazer uma carícia nos cabelos dourados da menina, mas, hesitante, afastou-se. Seu brilho tremeluziu. — Não posso me demorar. Há muito o que responder, então não responderei nada.

— Mas...

— Você terá suas dúvidas sanadas na hora certa — disse-lhe. — O porquê de sentir o que as outras pessoas sentem? — A mulher fazia menção a estranha habilidade empática que Max desenvolvera ao longo dos anos. A princípio, a menina apenas imaginava ser algo intuitivo. Mas agora tinha certeza de que havia algo a mais. — Você saberá. Mas no momento você precisa sair daqui. O seu pai... Por mais que o ame, ele será o seu fim.

— O quê...

— Dê a ele uma boa morte, Maxine — curta e rápida, como o corte de uma faca. — É o único modo de ver-se livre. — Seu tom era triste. Dava para perceber que estava preocupada, e isso deixou a menina tão mais confusa quanto fosse possível. — Há duas adagas gêmeas sob o seu travesseiro — sob as costas de Max, ela sentiu algo pontiagudo. — E dentro de sua gaveta, mais alguns presentes que me foi permitido te dar. Salve-se, minha filha. — Novamente, o brilho tremeluziu, e a forma da estranha pareceu oscilar. Estava desaparecendo. E conforme desaparecia, Max sentia as pálpebras pesadas. Se fechando. E fechando. Até que voltou a dormir.


•••

— Não somos as únicas, entende? — dizia Sirena, sentada à mesa. Tinha um pedaço de torrada na mão. — Existem muitos outros por aí.

Maxine não falava, como sempre. Mas, dessa vez, porque tinha a boca cheia de pão e bolo e suco de laranja.

— É, mas a maioria não gosta de lidar sozinha com o mundo — completou Hallow, o sátiro velho. — Bando de covardes!

Maxine tentou engolir tudo de uma vez, fazendo a garganta doer.

— Aham! — prosseguiu a ruiva. — Preferem estar... naquele lugar.

— Que lugar? — Max perguntou, com a bochecha recheada de bolo.

— Ah, minha cara — disse Hallow. — O inferno dos semideuses. Horrivel esse lugar. Uma prisão. Pessoas realmente más.

— O Acampamento Meio-Sangue, Maxxie — disse Sirena. Havia nojo em sua voz. — Éramos de lá, mas felizmente escapamos.

— Pequena Max, nunca vá até lá — aconselhou o sátiro. — Você será feita de escrava, tanto daqueles que comandam o acampamento, quanto dos deuses!

— E caso veja alguém de lá — disse Sirena, e sua voz era como o fio de uma adaga. Cortante. — Não hesite em atacar.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Marcos Faerschütt em Seg 24 Out 2016, 19:03

Ficha de Reclamação

Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?
Bem, eu desejo ser reclamado por Héracles. O motivo? Ele sempre foi um dos meus heróis favoritos, e desde a época do ensino fundamental eu sonhava em ser como ele. Bem, agora nesse fórum, eu posso ser quase ele. Outro fato é que ele se encaixa perfeitamente com o personagem que eu estava pensando em criar.

Características Físicas:
Marcos tem cerca de 1,75m de altura. Sua pele é um pouco pálida, a qual dá um ar um pouco normal para o garoto. Seus olhos são de cor castanha, assim como seu cabelo. Ele tem um físico um pouco avançado para sua idade, com braços e pernas fortes e um pouco musculosos, como se ele fizesse exercícios todos os dias. Além de tudo isso, ele tem uma pequena cicatriz em forma de "X" que o mesmo fez em seu rosto.

Características Psicológicas:
Marcos não é o melhor exemplo de pessoa. Ele tem uma personalidade um pouco forte, ficando com raiva muito facilmente, mas apesar disso, consegue manter um certo controle. Como um bom filho de Héracles, ele gosta bastante de praticar atividades físicas, como correr, nadar e etc. Além disso, Marcos tem um gosto especial pela luta, sempre praticando novas táticas de combate, e tentando encontrar pessoas fortes para desafiar. Apesar de não parecer, ele também é bastante alegre e um ótimo companheiro, nunca agindo por si só e buscando o melhor caminho para seus amigos.

História:

Sabe quanto tudo dá errado na sua vida e parece que pouco a pouco o mundo quer que você não exista? Isso se resume perfeitamente à minha última semana.

Segunda-feira, foi o dia em que tudo começou. Era pra ser apenas mais uma nova festa de aniversário: Meus pais estavam decorando a casa, enquanto meu amigo Alexander, e eu, brincávamos e conversávamos. No entanto, não foi bem assim que aconteceu. Sabe, eu não sou a pessoa com a vida mais normal do mundo, e nem meu mundo é o mais normal. Quero dizer, desde a minha infância eu venho enfrentando alguns problemas com, talvez, pessoas e alguns animais. Sempre que eu estava mais despreparado, o planeta resolvia me atacar. Homens com chifres, mulheres com pernas de cobras, cães gigantes, dentre outros, apareciam do nada para arrancar um pedacinho de mim. Porém, esse dia foi pior.

Como já expliquei, estava tudo ocorrendo normalmente, até que o alarme de incêndio começava a apitar. Os vizinhos estavam correndo desesperados, enquanto nós olhamos pela janela, e observamos o fogo subindo, a partir da garagem. Aquilo era muito incomum, até para minha vida. Então, sem perder tempo, meu pai mandou todos saírem dali. Eu e Alexander decemos pelas escadarias, e no meio do caminho, tivemos uma surpresa no mínimo desagradável, a qual, felizmente, não consegui ver direito. Só me lembro de ter visto algo voando rapidamente em minha direção, e desaparecendo em cinzas depois. Qualquer um pensaria que era apenas o prédio desabando, mas eu consegui sentir algo vindo até mim.

Após isso, conseguimos chegar até o térreo, e, mais uma infeliz surpresa. Meus pais estavam mortos. Sabe, por mais que possa parecer inumano, eu não ficava tão triste quando as pessoas morriam. A hora vai chegar para todos, mas confesso que senti algumas lágrimas descendo de meu rosto. A pior parte de tudo isso, foi ver o corpo deles ali no chão, com marcas de garras, e aos pedaços. Algo realmente estava com raiva deles...

Terça-feira. Como se já não bastasse eu ter perdido meus pais, eu teria que passar o resto da minha vida na casa de minha tia. Com certeza você tem aquela tia chata que odeia tudo, e quer que você seja um exemplo para os outros. É dessa tia que eu estou falando. Pra falar a verdade, eu não me importava em ficar ali, mas era difícil ficar longe do meu melhor amigo, no caso, Alexander. Ele era a pessoa que mais ficava comigo, e me acompanhava para onde eu ia. Ficar sem ele...bem...era como ficar sem energia elétrica por um dia inteiro. É muito chato. Eu sei.

No entanto, aquele dia estava sendo o mais normal da minha vida, eu acho. Nada tinha tentado me matar. Minha tia tinha saído e por conta disso, eu estava sozinho em casa, podendo fazer o que eu quiser. É. Não é tão ruim...vou atrás do Alexander!

E lá estava eu, caminhando pelas ruas do Brooklyn, indo de encontro com um amigo. Para minha sorte, minha tia não se importava comigo, e bem, se ela pudesse, me mataria. Não vejo forma melhor de deixar ela contente do que eu simplesmente desaparecer.

Enquanto caminhava, eu podia dizer exatamente o que estava para acontecer. Eu olhava para os lados, esperando algo me atacar. Um mendigo criar asas de morcego e voar na minha direção, por quê não? Enfim. Finalmente eu me encontrava com Alexander. Como sempre, ele estava falando com garotas, e então, elas saíram. Sempre me perguntei o motivo delas quererem ficar perto dele e não de mim. Quero dizer, ele fede muito. Tem cara de quem não tem muitos amigos - e não tem mesmo - além de diversos outros defeitos. Apesar de tudo, ele ainda era meu amigo.

Nós sempre íamos para uma quadra que ficava por perto. Eu gostava de lá, tinham diversos esportes, desde tênis à handebol. Passávamos horas jogando, mas hoje não foi assim. Logo que chegamos ao local, Alexander começou a cheirar as coisas, como se sentisse que havia algo por perto. No fim das contas, ele acabou me levando para outro lugar, dizendo que talvez já fosse a hora de irmos para o acampamento. Que acampamento? Basicamente, ele vivia falando desse lugar. Corridas de cavalo. Excursões. Florestas. Treinamento. Ele definia o local que parecia ser como um paraíso. Bem, qualquer pessoa normal teria dito "Eu preciso falar com meus pais primeiro", mas eu não tinha ninguém que se preocupasse comigo, então resolvi ir com ele.

Já estava um pouco tarde quando decidimos ir para esse tal acampamento, que aparentemente ficava em Long Island. Andamos muito, mas ainda estávamos longe. Não tínhamos qualquer tipo de transporte para nos levar. O dinheiro que eu tinha pego da minha tia não servia para quase nada, no máximo para comermos alguma coisa no caminho. E bem, foi assim que aconteceu mesmo. Ficamos horas andando, e de vez em quando, ficávamos sentados, descansando. Eu não sou de aço, no fim das contas. Logo, acabamos indo dormir, na rua mesmo. Quem diria, eu estava em uma verdadeira missão, mas nada empolgante ou satisfatória.

Quarta-feira. Continuamos viagem. No fim, não havia muito o que dizer, apenas que estávamos caminhando e caminhando, sem rumo. Eu ainda não entendia por que diabos eu não podia usar meu celular para ligar para algum parente meu ir me pegar, mas Alexander disse que não podíamos, e apesar de tudo, ele nunca mentia.

Depois de mais ou menos 20 horas de viagem, eu sentia que minhas pernas iam cair. Eu já não aguentava mais, e por conta disso, acabamos indo parar em um restaurante que tinha por ali. O local era como qualquer outro. Pra falar a verdade, eu nem sabia dizer onde estávamos, mas Alexander parecia ter um GPS na cabeça. Por fim, gastei todo meu dinheiro com comida. Agora, ou chegamos rápido, ou morreremos de fome.

Quinta-feira. Já eram quase 40 horas de viagem, quando tudo resolveu desandar. Nós estávamos calmamente seguindo viagem, com nossos estômagos vazios, até que algo apareceu. Eu conseguia ouvir latidos enormes, e algumas pessoas correndo. Algumas gritavam "Cachorrou louco", e depois de me deparar com a coisa que estava causando aquilo, entendi o motivo de medo. Era um cão gigante, com seus pelos completamente negros. Seus olhos escarlates pareciam brilhar ao me encarar. Sem dúvida, eu estava para morrer.

 O monstro avançou em minha direção. Alexander, como um exemplo de coragem, tirou uma faca de sua cintura, e avançou na direção da fera. Ele conseguia desviar de algumas patadas, e por fim, perfurava o monstro com sua faca. Porém, o ataque parecia não surtir nenhum efeito, e apenas deixou a criatura ainda com mais raiva. O monstro atingiu Alexander com uma forte patada, jogando o mesmo para longe, sujo de sangue. Logo, o cão olhava para mim, e então avançava. Por sorte, eu consegui desviar das garras da criatura, e saí correndo. Porém, minha corria não durou muito. De repente, a criatura voltava a aparecer em minha frente, com ainda mais raiva. Pelo visto, eu teria de lugar, ou seria feito em pedacinhos.

Foi então que algo estranho aconteceu. Uma marca surgiu acima da minha cabeça. Ela reluzia em tons de verde e vermelho. Nesse momento, coragem tomou conta de meu corpo. Eu me sentia mais forte, mais confiante, e parecia que era capaz de dar algumas porradas naquele bicho gigante. Eu avancei, e confesso que foi uma das piores e melhores experiências da minha vida. Meus braços pesaram, minhas pernas estavam mais fortes, e quando a criatura tentou me acertar, eu dei um pulo, indo na direção da fera. Logo, acertei a mesma com um forte soco. Ela se afastou. Parecia que havia recebido um bom dano. Você deve pensar que eu enfrentei a criatura e a matei, não é? Errado. Depois disso, eu saí correndo, peguei Alexander, e fui embora.

Sexta-feira. Depois de dias, eu estava caminhando por algo que mais parecia uma floresta. Estava morrendo de fome, com Alexander dizendo que estávamos perto. Logo, chegamos à uma espécie de vale, com uma grande colina. No topo, uma placa "Bem-vindo ao Acampamento Meio-Sangue". É. Acho que cheguei.
Marcos Faerschütt
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ayla Lennox em Ter 25 Out 2016, 14:55



Avaliação
It's good to be back.

Ailee J. Hayoung:

Well, well, well... Bom, antes de mais nada, gostaria de pedir perdão pela demora para lhe avaliar. Houve uma pequena confusão no momento de dividir as fichas entre os monitores e estamos cuidando para que isso não aconteça novamente, ok? Ok.

Vamos por partes.

Logo no início, consegui perceber duas coisas bem legais: Você, de certa forma, quebra a quarta parede e faz uma chamada muito interessante a quem lê. Isso é bom, acredito que são artifícios interessantes pra deixar o texto mais dinâmico.

Sua história se desenrola bem e não é um texto cansativo, mas existem algumas coisas que me sinto na obrigação de comentar.

Antes de mais nada, atente bem para a oscilação dos tempos verbais, algo que consegui sentir em alguns parágrafos durante a leitura. Outro aspecto importante é que você tem alguns problemas com pontuação, especialmente nas vírgulas e organização dos períodos. Ex:

Ailee escreveu:Prometem que não vão fugir, como os outros? Não vão deixar minhas linhas, mesmo nos piores momentos? Pois o que tenho a contar, não é belo, não é simples.
-x-
Em luto, ele passou grande parte de minha infância triste, e com semblante cansado. A única coisa que o mantinha sorrindo, era sua floricultura

Reescrevendo:

Prometem que não vão fugir como os outros, que não vão deixar minhas linhas mesmo nos piores momentos?
O que tenho a contar não é belo, não é simples.
-x-
Em luto, ele passou grande parte de minha infância triste e com semblante cansado. A única coisa que o mantinha sorrindo era sua floricultura.

Hora da dica tabajara pra resolver 99% dessas situações:

Leia o texto em voz alta.

Sério, vai ficar surpresa com o quanto isso funciona. São deslizes simples e que podem ser corrigidos apenas com uma revisão mais cuidadosa.

Quanto à coerência na sua ficha, existe apenas um fato que me incomoda um pouco. O próprio Hades ter ido lhe contar a respeito da sua ascendência divina. Digo, não é impossível, claro, mas certamente é um tanto quanto incomum. Lendo com calma, dá para entender que existe um motivo e tudo mais, mas tenha cuidado com relação a essas aparições.

Estava com medo de chegar ao fim do texto e não encontrar o tão famoso momento de reclamação, mas nos quarenta e cinco do segundo tempo... Ali estava.

Você tem potencial, é fácil perceber. Peço que atente aos minhas dicas e continue progredindo dentro do fórum.

Dessa forma não tenho mais o que comentar. Bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue, guria.
Reclamada como filha de Perséfone.

* * *

Max Horscheimer:

Olá, garota da mente como um cofre com sete cadeados e dez senhas de trinta dígitos. Como seguidora de Psiquê, acho que tenho muito a aprender contigo ainda.

Brincadeiras à parte, espero que fique claro que essa aura de mistério faz bem a qualquer personagem. Vamos ao que importa de verdade, sua avaliação.

Sinceramente, não há muito o que comentar. A ficha foi impecável e todos os momentos foram bem colocados, especialmente os flashbacks, especialmente o diálogo com a própria deusa e a entrega dos presentes, que foi uma forma bem esperta de reclamação - não o tradicional símbolo flutuando sobre a cabeça - já que... Bom, qual o símbolo de Macária mesmo?

A propósito, que sátiro mais traíra!

Meus parabéns, guria. Bem-vinda à desventurada vida semidivina.
Reclamada como filha de Macária.

* * *
A ficha de marcos está sendo avaliada por outro monitor.

Dúvidas, reclamações, elogios, desabafos e mimimis... MP
Aguardando atualização

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Logan Montecarlo em Qua 26 Out 2016, 17:45

Marcus Faerschütt: E aí, tranquilo?

Então, cara, a sua ficha tá bem escrita. Óbvio que existem alguns pontos de melhora, mas ela tava suficientemente boa pra passar, agora que você já consertou as incoerências meio gritantes da primeira tentativa. Mesmo assim, eu vou pontuar algumas coisas que você pode ajeitar para as suas narrações futuras.

Em primeiro lugar, toma cuidado com "o mesmo". Na maioria dos casos, ele é meio "mal visto", tanto por avaliadores aqui do fórum quanto linguistas em geral. Isso ocorre porque "o mesmo" pode acabar virando um vício de linguagem, já que ele não é pronome, mas todo mundo acaba usando-o nesse sentido. Por exemplo, na sua frase "Além de tudo isso, ele tem uma pequena cicatriz em forma de "X" que o mesmo fez em seu rosto", ele poderia ser facilmente substituído por uma construção melhor: "ele tem uma pequena cicatriz em forma de 'x' que fez em seu próprio rosto". Além de "o mesmo" não identificar, precisamente, quem fez a cicatriz, você ainda poderia sumir com ele pra evitar probleminhas, sabe?

Outra coisa que me incomodou um pouquinho foi a colocação de vírgulas. Logo no segundo parágrafo da história, por exemplo, você já comete um errinho: "enquanto meu amigo Alexander, e eu, brincávamos e conversávamos" (onde as vírgulas são "proibidas", porque separam o sujeito do predicado - sintaxe, um negócio meio chato, mas basicamente elas não podem separar quem conjuga o verbo do tal verbo conjugado). Aqui ("A pior parte de tudo isso, foi ver o corpo deles ali no chão, com marcas de garras, e aos pedaços"), de novo, você comete o mesmo erro. O certo seria "a pior parte de tudo isso foi ver o corpo deles ali no chão, com marcas de garras, e aos pedaços", porque o "foi" está sendo conjugado pelo termo "pior parte", sabe? É meio chato, mas é fácil de pegar as situações depois de um tempo. (Esse é um erro que muita gente comete, também, mas facilita muito a leitura quando ele não ocorre.)

Ah, e depois de dois-pontos sempre use letra minúscula, com exceção de nomes próprios e fala. Aliás, depois de reticências ("..."), sempre coloca um espaço, porque... bem, é assim. Em geral, toma cuidado com pegadinhas da língua também. Tipo, "de encontro a" e "ao encontro de" são expressões bem similares, mas com significados opostos: a primeira se refere a ir contra alguém ou alguma coisa, enquanto a segunda (eu acho) é a que você quis usar, que significa ir em direção a, estar de acordo com. Toma cuidado com esse tipo de coisa, porque pode dar outro significado totalmente indesejável dependendo da frase.

Quanto à história em si, sem se apegar mais tanto a erros ortográficos, eu ainda mudaria a parte da viagem. Tudo bem, agora você deixou tudo de um jeito mais coerente, mas - mesmo assim - caminhar de NY até o Acampamento parecia um pouco... extremo. Talvez, vocês poderiam ter usado bicicletas, o táxi das Parcas, talvez mesmo recebido algum tipo de ajuda ou carona - em tese, aquela rota é bem utilizada por meio-sangues, já que todos eles meio que acabam indo e vindo do Acampamento. Em algum momento, algum deles poderia ter passado com um pégaso e oferecido algum tipo de ajuda. Além do mais, se Alexander era um sátiro, ele poderia ter arranjado comida com as plantas à margem da rodovia, possivelmente. Enfim, ela ainda possui umas lacunas que poderiam ser menos "dramáticas e difíceis", mas - pelo menos agora - foram explicadas, o que já é um avanço.

Um ponto muito - muito - positivo da sua narrativa foi não ter derrotado o cão infernal. Eu estava lendo e já ia comentar desse erro, de enfrentar um oponente e "sofrer da síndrome do herói" por acabar com ele, mas você não fez isso. Sério, parabéns. São poucos os players que possuem esse "bom senso" em relação ao heroísmo.

E é por conta desse avanço que eu te considero reclamado. Assim, eu ainda peço que você tome cuidado: de preferência, vá atrás de treinos e atividades mais leves do que missões, porque você vai se adaptar (rápido, inclusive, eu acho) ao jeito "semidivino" de viver. Eu te vejo como uma pessoa com bastante futuro, mas que precisa ainda aprimorar alguns aspectos tanto ortográficos quanto de enredo.

Boa sorte e parabéns, Marcus Faerschütt, filho de Héracles.





Atualizado!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Cheetarah Montecchio em Qua 26 Out 2016, 21:06

B
aby of
WAR
Big girls cry... Every day.


▲ Uno, I.

"— Sinceramente, tenho em mim que, você faz perguntas estúpidas demais para um só. Não é óbvio? Existem coisas que você sabe, que sente. Quantos desses garotos não devem ter passado por isso? Diferentes dos demais, sentindo-se loucos, a ponto de explodir ou talvez isso tenha acontecido apenas comigo, sabe como é? A guerra costuma chamar por nós, os filhos dela.''

Ares é a Guerra. Em seu aspecto mais cruel e doloroso, muito diferente da guerra justa e sábia que Athena representa, muito longe de tudo o que possa ser tido como normal. A guerra é insana, dura e cobra seus preços e é exatamente por esse motivo que eu creio que a minha personagem se encaixaria exatamente no perfil de uma filha de Ares.

▼ Due, II.

"— É uma questão um tanto insana, sabe? Quase como um teste sobre a minha auto-estima, se eu exagerar demais é porque me acho, se eu me fizer de boazinha e falar pouco sobre meus atributos físicos, então, eu seria tida como alguém com uma baixa auto-estima. Inteligente, devo dizer.''


Olhos insanos e perspicazes.
Seguindo.


Cheetarah tem longos cabelos loiros, de um tom que chega a ser confundido comumente com o platinado —uma das únicas heranças que aprecia da genética Montecchio— os olhos são castanho-esverdeados, mas parecem extremamente escuros em contato com a luz e a pele é extremamente pálida dando-lhe a aparência de um fantasma em plena Itália moderna.
Um e sessenta e sete de altura, cinquenta e oito quilos e uma compulsão por roupas escuras; tal como qualquer garota decididamente punk de sua idade, a maquiagem pesada não é uma exceção.
— São extremamente raras as ocasiões em que seus olhos não estão com toneladas de sombra escura —
Tem feições doces, o que deveria ser considerada uma tremenda ironia do destino diante daquela garota, que consistem em: um nariz fino, olhos grandes e boca bem delineada naturalmente.



▲ Tre, III.

"— Ah, bom... Podemos mudar de assunto? Eu te passo o número do meu psiquiatra, mas não gosto de falar da minha própria cabeça. Ela é confusa demais pra mim, sabe? Complicada e essas porras loucas.''


• Transtorno Bipolar


O transtorno bipolar pode afetar a forma como uma pessoa se sente, pensa e age. É caracterizado pelas alterações de humor exageradas e vai muito além de uma simples mudança de humor ou uma instabilidade emocional. Os ciclos de transtorno bipolar podem durar dias, semanas ou meses, prejudicando seriamente o trabalho e as relações sociais da pessoa.
O distúrbio bipolar raramente pode ser tratado sem medicação, pois é necessário estabilizar o humor do paciente. Durante os episódios de mania, a pessoa pode até mesmo deixar o seu emprego, aumentar suas dívidas, e se sentir cheio de energia apesar de ter dormido apenas duas horas por dia. Durante os episódios depressivos, a mesma pessoa não consegue nem sequer sair da cama. Existem diferentes tipos de transtorno bipolar, e também há uma versão mais leve do transtorno, chamado ciclotimia.

• O Transtorno Delirante

O Transtorno delirante ou paranóia é um transtorno psicótico caracterizado por uma ou várias idéias delirantes. Onde essas pessoas estão totalmente convencidas de coisas que não são verdadeiras. Por exemplo, que alguém lhes persegue para prejudicá-los.

• Transtorno de Personalidade Anti-Social (TPAS)
Mais conhecido como psicopatia ou sociopatia, se caracteriza pela tendência de não interagir na sociedade. Os diferentes sintomas e comportamentos que caracterizam o TPAS incluem: roubo, agressão, tendência à solidão, violência, mentiras… Além disso, as pessoas afetadas por esse transtorno tendem a serem tímidas, deprimidas ou depressivas e sentem ansiedade social devido ao medo de serem rejeitadas. Apesar disso, a terapia psicológica é muito eficaz no tratamento dos problemas de anti-sociais.



Eu acho que não é necessário dizer que ela não sente prazer algum em se aproximar das pessoas, mas sua mente as vezes a induz de fazer? Não é uma pessoa explicável, é um livro fechado que nem ela mesma consegue entender. É o bastante? Espero que sim.

▼ Quattro, IV.

Era uma vez...
Ops, histórias assim não começam com era uma vez.

— Não houve reclamação em si. — Tá, parecia mentira, todos aqueles campistas tinham visto o sinal luminoso sobre sua cabeça, mas ela não era uma boa mentirosa e estava muito longe de tentar alguma coisa. — Apenas as vozes... E elas me disseram para matar todos e esconder seus corpos. Ops, não foi isso o que elas disseram!

Seria muito mais fácil se você simplesmente aceitasse que é filha do deus da guerra. — Cheetarah, ou Chee como era chamada somente por sua mãe, riu alto; ela não era de aceitar as coisas muito facilmente, tá, em melhor formulação da frase: Ela não era de aceitar nada, nunca.

                                                           ✖ ✖ ✖

— Cheetarah Dorothy Montecchio. — Odiava o nome completo, odiava ter que o falar todos os meses em frente a uma nova turma, com novos idiotas e novos professores. Sua mãe viajava demais e ela era obrigada a se mudar todas as vezes. De mês em mês para ser exata. — Meus pais eram naturalistas, antes que perguntem, meus irmãos se chamam Bambi, Nemo e Simba. Sim, eu também acho que eram vidrados em desenhos, mas o que posso fazer?

Pronto, salva pelo gongo. Ou melhor, pelo sinal do intervalo que reverberou por todas as salas, nunca se sentira tão satisfeita com o barulho, eram melhores que os olhares, as vozes gritavam e ela não conseguia distinguir nenhuma delas em suas ordens.

"GRITE!''
"CORRA!''
"BATA!''
"QUEBRE!''
"MATE...''

Precisava se mexer, conseguir já era uma história completamente diferente, estava imóvel —diria que paralisada— no mesmo lugar enquanto as ordens invadiam sua mente e somente podia ter certeza do que elas queriam exatamente, as vozes queriam dor, clamavam por dor! Mas Tarah não o faria de novo, estava cansada de obedecer àquelas malditas ordens daquelas malditas vozes.

Correu, de olhos fechados, deixando que seu corpo fosse contra as pessoas, sem caminho ou solução, ela só correu e quando deu-se por si, estava no chão.
E ele estava lá.
Ele poderia ser chamado de ele?
Ele não era uma pessoa.
Ele era um monstro.

Podia ver por seus olhos frios, vermelhos como nunca havia ela visto antes, impossível que pertencessem a uma pessoa comum, fumaça parecia deixar seu nariz e ele se assemelhava a um animal prestes a atacar, ela fez a única coisa que lhe pareceu válida naquele momento, rolou por baixo das pernas daquele ser, homem ou o que quer que fosse e correu, já estava virando mestre em corrida.

  ✖ ✖ ✖

— Não precisa parar por aqui, é uma história muito longa, mas eu só queria explicar como acabei chegando aqui e como aquilo não foi uma reclamação digna, qual é, pai? Não podia ter se dignado a me dar um oizinho, não? Okay, mas sério, continue me ouvindo... Eu também posso ser fonte de cultura! Você sabia que 95% do oceano ainda não foi explorado, e 90% nem mesmo foi mapeado? Dois terços da vida marinha é desconhecida, e estamos ocupados demais pensando na vida terrestre e no que tem na pós morte. Mas há um mundo de possibilidades nas águas profundas, nos domínios dos primordiais. Dizem que até mesmo para criaturas mágicas desse século é impossível conhecer o que há lá e voltar vivo. Diz, sabia? Eu estou falando comigo mesma de novo, não estou? Estou sim.

 ✖ ✖ ✖

[Mudança para primeira pessoa do singular, eu.]


Dizem que logo antes de morrer sua vida inteira passa diante de seus olhos, mas não foi assim comigo.
Para falar a verdade, sempre achei horrível essa ideia de rever tudo em meu momento final, algumas coisas ficam melhores mortas e enterradas, esquecidas em subconscientes entulhados de novas memórias; eu ficaria feliz em esquecer toda a minha infância, por exemplo, não foi nada boa, gostaria de esquecer dos monstros me caçando em busca de alimento, o odor de sangue envolvendo minhas narinas, em seus tons ferrosos, o cheiro de sangue comumente me lembrava o cheiro de terra.

Morrer não é tranquilo como sempre achei que seria, é como uma queda em um abismo sem fim, seus olhos abrem e fecham, e mesmo assim você continua caindo, por horas, por dias, por semanas, quem sabe por meses ou anos; o abismo nunca tem fim, e você vai perdendo o ar, os sentidos, as lembranças, tudo lhe é retirado como em um castigo.

A verdade, apesar disso tudo, é que eu não me importaria de lembrar meus primeiros anos dentro do movimento, meus primeiros dias no acampamento, não me importaria de lembrar a primeira vez que ouvi a voz de Ares e soube o que ele esperava de mim, poucos segundos antes do afogamento para ser sincera. (O mundo é cruel.)
São tantas as coisas que não me importaria de me lembrar. Mas foi a pior das coisas a que eu lembrei:

Não foi bom lembrar da dor que me queimava por dentro e trazia o gosto de sangue aos meus lábios, não foi bom lembrar do medo e da perseguição, mas foi bom lembrar de seus braços a me envolverem, disse que tudo ficaria bem, ficaria tudo bem e ele fez tudo ficar bem. Não sei, ao certo, quantas vezes essa cena se repetiu e nem quanto desse abismo eu já caí, mas tudo vai ficar bem. ELE prometeu que tudo ficaria bem. ELE não mentiria pra mim. A morte me abraçaria com cuidado, e tudo seria bom.

"Eu sou uma bailarina e cheguei aqui sozinha, não pergunte de onde eu vim, porque já não sei de mim....''


Eu estava morrendo e a única lembrança que eu tinha de meu amado se resumia a uma abraço, se bem que aquele abraço valia muito em tais cirscustâncias, foi como uma promessa de que estariamos juntos. Ele não estava ali, longe de mim querer que ele estivesse; era assim que a balança funcionava, você tinha de dar algo para receber algo, e a vida dele era uma boa troca se teria de deixar a minha.

"Do meu circo fui embora, sei que minha família chora...''


''Oi, mãe. Sou eu, mesmo que eu ainda esteja confusa de quem sou eu, você poderia me ouvir, não poderia? Claro que sim, mães ouvem. Elas sempre escutam seus filhos. Eu nunca tive tempo para pensar nessa questão, o que é família, mãe? Eu sou a sua família? Você é a minha, e meus irmãos também, vê o quanto eles cresceram? Mostre a eles que está orgulhosa, não os faça se sentirem menosprezados como eu me sentia, não pedirei para que os encha de amor porque nem eu mesma conseguiria o fazer.''

"Não podia desistir, se um dia como um sonho, ele apareceu pra mim''

Se lar é onde meu coração está, peço que proteja o meu lar. Peço que os deuses protejam aos que eu amo, que proteja os que estão em Verona, ou no túmulo, pois é lá que meu coração está, junto a meu amado, ao meu herói. Pode parecer tolo e clichê, mas ainda o sinto aqui.

Eu estava me afogando.

Demorei a notar isso, mas o abismo tivera fim quando eu falava, e eu havia caído; ÁGUA, eu não conseguia respirar, a água invadia meus pulmões como se não se tratasse somente de líquido mas de lava a destruir-me. Eu gritei, com todas as minhas forças, deixando a água entrar, ninguém me ouviria ali, não conseguia abrir os olhos, eu precisava ficar consciente e lutei contra a água, lutei com toda a minha força, mesmo que não soubesse o que me esperava fora dela.
Então eu vi um rosto. E cuspi água, e sangue. Gemi de dor, mas eu vi um rosto. E era um rosto conhecido, eu estava viva. Maldito sangue, maldita dor. Estava tudo bem.

E meu pai sabia quem eu era, ao menos; nas palavras dele, uma idiota que não merecia carregar seu poder e que não lhe dava orgulho algum, mas ao menos, ele sabia quem eu era.
E todos os campistas sabiam de quem eu era, eu pertencia a algum lugar, enfim.

✖ ✖ ✖

— Eu disse que não foi bem uma reclamação. Ele só me disse coisas horríveis e me afogou com sua força do pensamento de deus, mas se querem mesmo que eu acredite que se trata de uma reclamação, quando eu me mudo para o chalé dos brutamontes?

It's not because I'm young, or from a broken home
Maybe I just fight 'cause I don't know where I belong

You know, devils don't fly
So don't expect me not to fall

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Vitor S. Magnus em Sab 29 Out 2016, 14:10


Avaliação
Cheetarah Montecchio


A
cho que essa ficha foi a mais doida que eu já li nesses anos de fórum. Devo admitir que é sempre um prazer avaliar ficha para Ares. Eu sempre costumo ser mau com elas. Eu tive que ler três vezes com cuidado pra entender muita coisa dela e poder avaliar. Enfim, vamos ao que interessa.

Tarah, você tem um estilo narrativo muito diferente do que eu tô acostumado. Isso não significa que é ruim, muito pelo contrário. Você fez praticamente uma entrevista na ficha, o que deixou muita coisa confusa já que você misturou o presente (Seus comentários sobre o passado) com o passado (História da personagem). O que mais me confundiu foi o momento de reclamação –que não foi reclamação segundo a personagem–. A descrição do momento ficou bem doida, você tentou passar informações demais sem falar de fato o que estava acontecendo, mas se salvou por ter explicado no final.

Mas atente uma coisa: A personagem pode muito bem ter esses distúrbios, mas a narração não pode ficar confusa de maneira alguma. Você tem que deixar claro o que está acontecendo de modo que o avaliador entenda. Em narrações futuras você não pode descrever um momento através do que está sentindo ou pensando SEM QUE explique antes ou depois o que está se passando de maneira clara.

A sua ficha não foi ruim, só precisou de mais detalhes quanto a história da personagem, a qual eu acredito que você deixou para uma trama futura. Pequenos errinhos de ortografia aqui e ali, mas nada absurdo, quanto a isso indico que releia tudo ao acabar o post só por garantia. Use um template mais largo e uma fonte maior nas próximas postagens, isso também reduz pontos.

Por fim... Bem-vinda, maninha.

Aprovada como filha de Ares O melhor.

Qualquer dúvida, reclamação, stress... Só enviar MP






Atualizado!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Roman Belcchior em Seg 31 Out 2016, 13:25

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? Desejo ser reclamada por Nyx, pois de todos os deuses, ela é quem mais combina com Roman.

- Perfil do personagem.

Roman é bem tímida com as pessoas, porém quando faz amizade se solta. Inteligentíssima, com estratégias perspicazes e um jeitinho um tanto quando maluco. Misteriosa, é difícil ela contar algum segredo para alguém, mesmo assim é muito fofa e uma excelente amiga, sempre com um conselho na ponta da língua.

Roman tem cabelos castanho-escuros e lisos, quase sempre soltos. Seus olhos também são castanho-escuros e a pele é bem pálida.

- História do Personagem.

Muitos dizem que uma pessoa só morre quando seu coração para de bater, o que geralmente acontece em uma idade mais avançada ou por um terrível acidente. Eu discordo. Arthur Belcchior, meu pai, morreu no momento em que se casou. Não uma morte de alma, mas de sentidos. Isabella Caleigo era a mulher perfeita. Doce, delicada, gentil. Um perfeito exemplo e comigo sempre mostrara ser uma mulher muito materna. Quando olho para trás posso ver as pequenas fissuras em sua máscara, mas, criança leiga que eu era, como adivinhar que meu pai estava levando para casa um monstro que chamavam de princesa?

Nos primeiros meses após o casamento tudo ocorreu tão maravilhosamente bem que quase me esqueci da pergunta fantasma que repetia todas as noites: quem é minha mãe e onde ela esta? Aos poucos as coisas foram mudando. A mulher que era doce foi se transformando em uma pessoa fria, cruel, egocêntrica. Nos mudamos para Nova Iorque. Uma cidade belíssima de acordo com Isabella. Não tanto na minha opinião. Eu sentia falta da minha casa, dos meus avós, as únicas pessoas além de mim que realmente viam quem era a nova Sra. Mendell, da ilha. De tudo.

Mais acima de qualquer coisa: eu sentia falta do meu pai. Sentada em uma mesa escrevendo as poucas memórias que me restam de uma vida dolorosa, eu ainda me permito divagar para as tardes de verão onde íamos até a praia. Eu, ele, meus avós, meus primos. Andando com pés descalços sobre a areia, contando histórias e lendas sobre Athanasía e a torre dos relógios. Das corridas, brincadeiras de conchas, das inúmeras risadas ao lembrar de minha querida tia Emma. Não tenho palavras para descrevê-lo como é agora, ou como era quando o vi pela última vez. Sempre jogado no sofá, uma garrafa de vodka na mão, bêbado demais até mesmo para entender que eu era sua filha , sua garotinha, e que não estava tentando fazer mal algum a ele, que era o que ele insistia em gritar enquanto me batia em suas piores noites, geralmente quando Isabella saia acompanhada pela porta por homens ricos, nascidos em berço de ouro, segundo ela.

Acredito que minha vida mudou completamente na noite em que meus avós morreram. De tudo o que havia me acontecido até aquele momento, aquilo foi definitivamente o mais doloroso. Isabella ao receber a noticia ria, descontrolada… Histérica. E meu pai, embora houvesse acabado de perder duas das pessoas que ele mesmo dizia serem as mais importantes em sua vida, continuava bebendo como se a notícia não fosse nada que valesse seu tempo. Naquela noite sozinha no telhado eu chorei como nunca havia chorado até então. Meus pilares eram os meus avós e se eu continuei viva até aquele momento era porque eles existiam, a querida Isabella não queria que boatos ruins sobre sua adorável pessoa circulasse em Messina.

O relógio badalou. Uma, duas, três vezes e meu inferno começou nesse segundo. Isabella surgiu e, com uma força que eu jamais acreditei que ela teria, saiu me arrastando escada abaixo. Meu pai apesar de ter sido levemente abalado pela cena não fez nada, absolutamente nada que mostrasse que no fundo se importava. Nem mesmo enquanto a sua querida esposa gritava desaforos sobre como eu era ingrata e como minha mãe provavelmente devia ter visto o monstro que havia parido para ter me abandonado. Não lutei contra, não respondi, não fiz nada. Apenas me deixei ser arrastada no meio da noite para um beco, onde ela me largou após ter avisado para não voltar para a entrada do inferno que chamava de casa. Apesar de não ter o que temer eu não retornei, não naquela noite, nem nas seguintes. Daqueles dias só o que tenho são memórias borradas, que não faço questão de me lembrar.

Minha primeira experiência fora do comum foi quando depois de vários dias sem comer, estando faminta, sedenta e suja me deparei com algo no mínimo estranho. Estava passando por um beco, havia avistado uma velha senhora que sempre me ajudava, quando vi um pouco mais a frente uma menina. Diria que ela era mais nova do que eu, com algo parecido com uma adaga em mãos, lutando contra um cão enorme. Porque só podia definir aquilo como um cão. Fascinada eu observei quando ela enfiou a adaga em um dos olhos da criatura e em poucos minutos ela se transformou em pó. A garota caiu. Estava tão machucada e eu queria tanto poder fazer algo. Corri até dois policiais que estavam sentados em frente a uma cafeteria algumas ruas atrás e os levei até o beco explicando tudo o que havia visto, mas quando chegamos lá não havia nenhuma garota, ou sangue. Não havia nada. Me taxaram de louca. Ir parar em uma clinica psiquiátrica foi inevitável após isso.

St. Salutem era tudo o que um hospital não deveria ser. Localizado perto de Long Island ele se assemelhava muito a uma fortaleza na beira do mar. Perdi a conta de quantas vezes recebi o tratamento de choque dado a todos os internos, de quantas atividades para reestabelecimento social tive que fazer, de quantas pessoas vi ir e voltar nos corredores sujos daquela prisão de ninguém. Em um momento passei a acreditar que de fato era louca, que a menina e o cão eram alucinações de minha mente fraca após semanas vagando pelos becos imundos de Nova Iorque debaixo da neve. Se não fosse por um descuido da enfermeira eu até hoje estaria decifrando figuras e observando os flocos brancos caindo através de minha pequena janela.

Foi em um dia de tempestade de neve que fugi. Meu quarto era no alto de uma das torres e a enfermeira acreditando que eu estava dormindo foi buscar minha dose noturna de remédios. O pior erro dela e a minha salvação foi sua falta de atenção ao fechar a porta que ficou entreaberta e me permitiu correr até estar sentindo o ar noturno em cima de um dos longos muros.

A morte pode ser vista de várias formas. A insolente que leva pobres almas para joga-las em um mundo duvidoso. A amiga que acolhe debaixo de seu manto aqueles que sofrem durante sua monótona existência. A dissimulada que promete aos delirantes um novo conto rodeado de fantasias juvenis. E a manipuladora que arrasta lentamente os suicidas na beira do abismo até as profundidades pútridas do subsolo. Para mim ela era uma libertadora, que carregaria minha alma pelos reinos de Morfeu.

A única coisa que pensei enquanto ouvia os gritos das enfermeiras e me lançava em direção ao mar foi porque mamãe havia me deixado, tão sozinha, com um pai morto e em um lugar tão, tão escuro.

Uma semana depois, quando acordei na enfermaria do lugar que se mostraria um lar como achei que nunca mais teria, a primeria coisa que vi foi um símbolo de corvo, que poucos minutos depois, descobri ser o símbolo de reclamação de Nyx.
Roman Belcchior
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Draco Baudelaire em Qua 02 Nov 2016, 15:32


Ficha de Reclamação

para filho de Melinoe


Por qual deus quer ser reclamado?

Melinoe, a deusa dos fantasmas. É a deusa que melhor se encaixa à trama deste personagem, sendo mais condizente com suas características.

Características do personagem:

Físicas:
Draco possui 1,75m e 67kg, portanto é considerado magro, embora tenha o corpo bem definido devido aos exercícios que fazia, sem perceber, no teatro onde morava. Seus cabelos são bem pretos e os olhos são de um castanho avermelhado bastante incomum, que contrasta com sua pele alva. Também possui ligeiras sardas espalhadas sob os olhos, muito sutis.

Psicológicas:
Não é de sorrir muito, exceto quando está com Maryssa. Geralmente sério e calado, o garoto possui a dor de não saber quem é seu pai e ter crescido praticamente sozinho. Sonha em encontrar seu progenitor um dia e em ser completamente feliz (este segundo sonho já começa a ser realizado quando ele chega ao acampamento).

História do personagem:

Fui abandonado à porta dos fundos do Majestic Theater com menos de um ano de idade, portanto, não faço ideia de quem era o homem que me deitava na pequena cestinha naquela noite chuvosa. Tudo o que sei é o que a sra. Gillard me contou aos seis anos, quando perguntei pela primeira e única vez sobre quem era meu pai.

Sempre soube que nenhum dos meus progenitores fazia parte da equipe do teatro, então a curiosidade me atormentava constantemente. Mesmo assim, sempre evitei falar com quem quer que fosse sobre meus anseios, curiosidades e tristezas porque, por algum motivo até então oculto, sempre me senti totalmente diferente dos demais.

O tempo passava e eu crescia morando ali, naquela construção, com alguns dos membros da equipe e sempre observava tudo ao meu redor. Conhecia tanto quanto os próprios atores o que era a agitação antes de apresentar uma peça, a preocupação para que tudo saísse perfeito, o espetáculo em si. Enquanto eles brilhavam no palco, o teatro era o meu playground e eu o conhecia como a palma da minha mão, entrando por passagens secretas e fazendo acrobacias em altas vigas.

Parece uma história clássica já conhecida por tantos, não é? Mas... o que posso fazer? Enquanto os anos se passavam e eu ficava gradativamente mais calado diante dos outros, uma espécie de alter ego crescia em mim todos os dias e cada vez mais me identificava com o personagem apresentado no Majestic — o Fantasma da Ópera.

Ninguém sabia o que ocorria no enorme porão que agora me servia de quarto até meus sete anos se completarem. Era uma tarde estranhamente gelada de 10 de fevereiro e eu estava enrolado em um grosso casaco surrado enquanto brincava com fantoches há muito esquecidos, ouvindo, lá de cima, os sons do ensaio final para a apresentação da noite.

Conhecendo todas as músicas, fiz de meus fantoches personagens do mais incrível musical já feito e rodopiei por toda a área com eles, fazendo a mim mesmo de Fantasma. Minha voz corria pelas conhecidas melodias e o porão-quarto era, em minha imaginação, a Ópera de Paris em 1870-1871. Foi nesta ocasião, em um aniversário lembrado por alguém que eu jamais vira até aquele momento, que as coisas estranhas começaram.

Ao fim de Why So Silent, um vulto meio branco e meio transparente se moveu rapidamente atrás de mim e chamou minha atenção. Quase tive um surto quando vi um homem em trajes antigos, como os do início do século XX, sentado sobre minha cama e segurando um bolo cheio de detalhes decorativos.

O homem tinha uma voz estranha, como se não estivesse realmente ali e fosse apenas uma projeção. Demorei a entender que, na verdade, ele estava em um outro plano que não o dos vivos e compreender este fato apenas me assustou ainda mais. Mesmo assim, o desconhecido homem continuava falando que aquele era um dia muito especial e deveria ser comemorado, pois meus poderes finalmente floresciam.

— Q-Quem é o senhor? De que poderes está falando? — Gaguejei ao perguntar, mantendo algo que considerei ser uma distância segura.

— Ah, meu jovem rapaz, tens tanto a compreender ainda! Eu sou Abraham Baudelaire, seu trisavô. Há muitos e muitos anos eu mesmo vivi aqui, neste porão que me servia de quarto quando não tinha um tostão para morar em outro lugar. A ópera está em nosso sangue, meu menino, não é à toa o seu talento para cantar.

Eu estava emudecido. Desde quando podia ver fantasmas de verdade? Para mim, o único fantasma era o personagem de minha ópera favorita, jamais pensei que fossem reais. Abraham me contou que aquele era o meu sétimo aniversário e que queria ter a honra de ser o primeiro a comemorar mais um ano completo de minha vida, já que até aquele momento eu nunca soube da data de meu nascimento.

Anos se passaram e a presença de meu trisavô tornou-se algo menos assustador e muito mais bem-vindo em minha vida. Com ele eu me sentia bem para falar, cantar, pedir conselhos e interpretar o Fantasma que antes eu só encarnava em segredo absoluto. Descobri que conversar com ele era muito mais fácil para mim do que com pessoas vivas e, apesar de a sra. Gillard ser muito atenciosa, minha personalidade introspectiva sempre nos afastou demais, então isso apenas se intensificou.

Pouquíssimas vezes eu deixava o Majestic, fazendo-o apenas para tomar Sol e não morrer com carência de vitamina D. O mundo era-me confuso demais, estranho demais. Tudo o que eu sabia sobre a vida tinha-me sido contado por Abraham ou lido nos livros que eu furtava temporariamente do quarto de minha protetora. Li algumas coisas um tanto perturbadoras várias vezes, por sinal...

A verdade sobre quem eu era chegou aos 17 anos, idade em que me encontro agora. Ataques estranhos foram feitos ao Majestic e durante três semanas as apresentações foram canceladas. Toda a Broadway estava em choque e ninguém sabia porque apenas aquele teatro era o único que sofria atentados. Abraham parecia em conflito consigo mesmo, sempre pensativo e me olhando com extrema preocupação o tempo todo. Até que soltou a bomba.

— Você deve partir. Demoramos demais por aqui, Draco!

— Quê? Como assim partir? Do que está falando?

— Não tenho como explicar de forma simples, então vá arrumando suas coisas enquanto falo, está bem? Agora! Não há mais tempo!

Relutante, arrumei meus poucos pertences em uma mochila surrada enquanto ouvia meu trisavô falar de coisas totalmente sem sentido. Segundo ele, minha mãe era a responsável por minha habilidade em vê-lo e era também por causa do sangue dela que os atentados estavam ocorrendo.

— Por causa do sangue dela?

— Não pare de recolher seus pertences!

Ele contou que não podia me falar muito sobre minha mãe, pois ela própria deveria se mostrar a mim em breve. Quanto aos ataques, eles ocorriam porque monstros da mitologia grega de fato existiam, bem como os deuses, e eu era filho de um destes seres divinos com um homem mortal. Nada daquilo fazia sentido para mim, é claro, mas a urgência na voz de Abe me dizia que deveria levá-lo a sério.

— O erro foi meu. Eu deveria tê-lo levado logo enquanto seu odor não era perceptível ao faro dos monstros. Crescer no teatro sem ir lá fora com tanta frequência atrasou em muito o rastreio, mas eu devia saber que eles chegariam. Esqueci de meu dever com a sua segurança e deixei-me levar pela saudade do teatro. Me perdoe, meu menino...

— Tudo bem, está tudo bem... eu acho... Só me leve para um lugar seguro, está bem? É isso que você precisa fazer, não é?

Ele assentiu nervosamente e me apressou para irmos embora o quanto antes, mas não pude partir sem deixar uma carta para a sra. Gillard. Disse que, de alguma forma, eu era o culpado pelos ataques e nem mesmo sabia como isso era possível, mas prometi descobrir e voltar para esclarecer tudo o mais rápido que pudesse. Deslizei a carta sob a porta do quarto dela e segui meu trisavô para fora, pela porta dos fundos, exatamente por onde tinha entrado pela primeira vez.

Ninguém parecia ver Abe na rua, então não foi uma comoção sair seguindo um fantasma. Ele parecia obstinado e claramente seguia para algum lugar específico, não admitindo desvios desnecessários. A viagem sem pausas e a pé daria quase 24 horas, mas, como precisei parar para comer e descansar, estávamos no norte de Long Island depois de dois dias e meio.

Como se fosse possível, eu estava ainda mais magro e agora fraco, mas os tais monstros jamais nos alcançaram. Estava começando a duvidar da sanidade de Abraham quando chegamos a uma área tão isolada que só se via montanhas e florestas. Estávamos depois dos Hamptons e meu trisavô procurava freneticamente por alguma coisa que só ele sabia o que era.

— Por aqui! Vamos!

Sem escolhas, o segui aos tropeços montanha acima e estávamos acima da metade da subida quando um guincho aterrorizante chegou aos nossos ouvidos e uma criatura de pernas diferentes uma da outra, cabelos de fogo, olhos vermelhos e dentes pontudos disparava em nossa direção. Abe gritou de modo a me incentivar a correr mais, mas mesmo que não o tivesse feito eu teria disparado montanha acima.

No alto da colina havia um pinheiro enorme e um dragão enroscado. O brilho dourado do Velocino de Ouro chamava a atenção e marcava a entrada de um lugar absolutamente incrível. Construções totalmente diferentes uma da outra mas que remetiam a uma mesma época da História — a Grécia Antiga, que meus olhos conheciam apenas por livros.

— Corra, Draco! Eu voltarei em breve! Aguarde o sinal de sua mãe! — Abraham disparou na direção da criatura e, relutante, segui em frente para adentrar o estranho vilarejo. Uma nova jornada começava junto àquele amanhecer.

* * *

Não demorou muito para começar a me sentir em casa no Acampamento Meio-Sangue, na verdade não demorou nada. Durante o primeiro dia, logo após minha chegada, fui conduzido ao centauro diretor, depois fui guiado pelo local por um filho de Phobos chamado Christian e percebi que todos ali eram tão peculiares como eu.

Todos tinham problemas em suas vidas ou possuíam características únicas. Um garoto da construção vermelha de número 5 tinha asas! Segundo Christian, aquele era um dos líderes do chalé do deus Ares. Alguns dos campistas não sabia ainda quem era seu pai ou mãe, mas pareciam suspeitar. Eu, que não conhecia nada de mitologia, não tinha ideia de quem seria minha progenitora, mas todo mundo parecia suspeitar ao ouvir sobre Abraham.

Naquela noite, o presente mais incrível foi-me dado. Eu, que sempre fui o Fantasma do Majestic Theater e desejei ter alguém para quem dedicar minha música, conheci uma linda semideusa de cabelos verdes e traços delicados, que admirava minha obra favorita tanto quanto eu. Devo ter agradado a mãe de Maryssa, Afrodite, pois o que cresceu entre nós e ainda nos une hoje é um amor forte e imediato, dando-me a incrível sensação de ter meu coração completo.

Três semanas depois, eu já estava muito mais inteirado das atividades do acampamento e acabei por me aventurar na floresta ao lado de Christian para resgatar um semideus que tinha se perdido. No momento em que tivemos de lutar com um cão infernal, uma aura esverdeada tomou conta de meu corpo e um manto branco e transparente como Abraham brilhou acima de minha cabeça. A deusa Melinoe enfim me reclamava como seu herdeiro.

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alisha L. Manske em Qua 02 Nov 2016, 18:31


the sound of light
Party girls don't get hurt

1) Desejo ser reclamada por Macária. Pra ser sincera, não é por uma questão de trama, já que eu poderia desenvolver a minha com qualquer deus, mas sim porque acho a deusa muito foda. Além dos poderes de seus filhos serem magníficos, a história e zona de poder da escolhida são encantadores.




2) Características físicas: Meus pais sempre me disseram que eu nasci pra ser modelo, e eu concordo totalmente! Meu corpo é perfeito, modéstia a parte, e meus cabelos são tão sedosos e loiros que as nerds da escola morrem de inveja! Meus olhos são azuis e minha boca carnuda; meu rosto tem uma sombra angelical de arrasar, que puxei de mamãe. Do papai, somente puxei o nariz delicado, mas esse também cai muito bem em mim. E o quê que não cai, né?

Características psicológicas: Acho que faço o tipo metida vadia da escola. Admito isso porque, independente do que pensem, gosto disso. Toda metida vadia é a mais linda da escola! Mesmo assim, somente sou desse jeito porque meus pais — grande empresários — são podres de ricos, e desde pequena tenho tudo que quero; se eu abrisse a boca para reclamar ou pedir qualquer coisa, eles fariam o que eu quisesse.

Sou filha única e tenho o meu mundinho particular, todo girando à minha volta: meus pais, mais como dois empregados; meus amigos, tão serviçais e úteis como os anteriores, mas esses às vezes eu uso para me divertir; meu namorado, lindo e rico que serve só de fachada — afinal, toda popular tem um namorado também popular! —; e os idiotas da escola, que servem para se rebaixarem a mim e implorarem pela minha atenção, me divertindo.

Minha vida é perfeita, não tem sequer um erro. Inteligente, popular, bonita e rica. O que mais alguém poderia querer?




3) {PRÓLOGO}:

Nos meus sonhos, Macária — minha mãe — acariciava meus cabelos calmamente, revelando em sua expressão resquícios de tranquilidade. Estávamos deitados em um campo gramado, em que ao fundo se podia avistar uma cachoeira violenta. Era de lá que vinha um dos únicos barulhos, acompanhado do canto dos pássaros.

— Precisa fazer uma coisa para mim, Jonas — ela disse, ficando um pouco triste. Naquele momento, parecia preocupada e até desesperada. Nunca a havia visto assim, mesmo só tendo a encontrado algumas vezes. — Precisa encontrar alguém para mim.

Ergui as sobrancelhas. Mamãe nunca havia me pedido nada, mas naquele momento parecia que não tinha mais a quem recorrer. Por isso, concordei lentamente e me virei para olhar em seus olhos, confuso e curioso.

— Por que não me explica o que está acontecendo?

Rindo baixo, ela negou. Pareceu que meu pedido havia sido um tanto quanto ignorante, se não ingênuo. Sem entender, continuei com a mesma expressão, mas dessa vez um pouco mais irritado.

— Você não pode ficar ciente ainda, meu filho. Mas é algo importante — pela sua expressão, não mentia. Já me levantando, dei um beijo em seu rosto e segurei suas mãos. — A menina que você tem que achar é de grande importância pro nosso futuro. Ela se chama Alisha Loreley Manske.


X X X



{PARTE I}:

O vento batia em meus cabelos com uma agressividade assustadora, mas eu sequer me importava. Meu cabelo era bom — ao contrário da garota sentada ao meu lado; ela sim deveria se preocupar com os nós que teria que desembaraçar mais tarde. —, e por isso eu somente gritava de tanta diversão.

Kurt, meu namorado, havia chamado eu e mais três pessoas para matar aula e dar uma volta em seu carro novo, e eu aceitei sem nem pensar duas vezes: seria aula de história, e eu era ótima em história! Seu buggy amarelo cortava as ruas litorâneas de Nova Iorque com uma velocidade fora do normal, e eu me sentia quase na Califórnia. Mas claro, lá era muito melhor.

Eu sequer sabia para onde estávamos indo, mas imaginava que não seria nenhum lugar em específico. A atração principal era o passeio emocionante, embora eu soubesse que para Kurt aquilo era uma chatice. Ele já havia feito coisas muito mais emocionantes e estava ali só para mostrar o veículo. Não o culpava, já que faria o mesmo.

— Vá mais devagar, Kurt! — Gritou a menina de cabelo ruim, fazendo com que eu tampasse meus ouvidos. Por um momento tive vontade de mandá-la parar de gritar perto de mim, mas me contive. — Podemos acabar mortos!

Revirando os olhos, observei meu namorado. Fingia não escutar a insolente, coisa que eu também fazia. Se eu era irresponsável, ele era mais ainda, e nenhum de nós tinha paciência para cautela. Mas quando ela insistiu, ele bufou.

— Cale a boca, Kaity — disse em meio ao vento. Ao fazer isso, acelerou mais ainda, provavelmente para provocar. Sorria de orelha a orelha e parecia querer debochar do medo de Kaity. — Se veio aqui é para se divertir.

Ninguém interveio. Pelo que eu sabia, Kaity era a que tinha renda mais baixa ali, e por isso ninguém ligava muito para ela. Eu apostava meu carro que Kurt somente tinha a chamado por dó, ou até mesmo porque ela tinha insistido. Ao pensar na ideia, revirei os olhos e anotei mentalmente que a faria se sentir um lixo mais tarde.

Continuou daquele jeito por um tempo, e ninguém mais falou nada. A única coisa que se era ouvida eram gritos de entusiasmo e o pneu do carro derrapando no chão, coisa que talvez já tenha causado muitas mortes. Aquilo não passava nem por um segundo pela minha cabeça, afinal, o cara no volante era bom no que estava fazendo.

Quando chegamos a uma parte da cidade meio abandonada, Kurt parou. Quis perguntar o motivo de não estarmos seguindo caminho, mas o outro menino — Louis, acho — foi mais rápido. A resposta foi simples: por que não nos divertimos mais um pouco?

Bem, quase pareceu uma boa ideia pra mim. Nada de errado com um local abandonado, pichado e localizado em uma zona criminosa, não é mesmo? Errado. Ali devia estar infestado de ratos e poeira! Só de pensar meus sapatos de mil dólares e meus cabelos lavados com xampus importados tremiam de medo.

Até pensei que não seria nada mal eu ficar do lado de fora esperando, mas quando Kaity começou a reclamar que era perigoso, decidi entrar. Não queria que os outros pensassem que eu a apoiava. Imagina só, Alisha Manske apoiando uma menina pobre? Isso nunca aconteceria.

Deixei que todos entrassem primeiro e, quando estava prestes a passar pela porta, olhei para trás e lancei um olhar de ódio para a que ficava. Eu a odiava não só por ser pobre, mas também por ter ficado do lado de fora, o que era meu maior sonho no momento. Kaity pareceu não se importar, e isso me irritou mais ainda.

Assim que entrei, comecei a tossir. Realmente, poeira era algo que tinha em excesso ali, embora até aquele momento eu não tivesse visto nenhum rato. Pelo menos isso. Até cogitei a ideia de que não era tão ruim assim, mas eu podia sentir as bactérias voando em mim.

Depois de um tempo analisando o local, Kurt e os outros dois meninos tiraram latas de spray dos bolsos e começaram a pichar mais ainda as paredes, de vez em quando até chutando alguma coisa. Achei deveras vândalo, mas não me importei; era algo a que eu estava acostumada e até praticava às vezes. Naquele dia, cometi o erro de pegar uma das latas.

Comecei a fazer desenhos — eu era ótima em desenhar! Acho que não é uma surpresa muito grande: sou ótima em tudo! — e escrever coisas aleatórias, pensando que talvez alguém veria aquilo e me admiraria, mesmo não me conhecendo. Porque, claro, todos que me conhecem me admiram, sem exceção.

Passaram-se, no máximo, cinco minutos, e pude ouvir a voz de Kaity gritando do lado de fora, aparentemente desesperada. Não dei muita importância — um erro enorme —, já que a menina era muito chata, e assim continuei com a lata de spray na mão.

Um avião. Um avião rosa foi a última coisa que pichei no muro, momentos antes da polícia entrar no galpão chutando a porta e gritando para que não nos movêssemos. Achei graça, porque nem se eu fosse a pessoa mais corajosa do mundo me moveria. Estava paralisada de pânico. Com o coração acelerado e a respiração em ritmo absurdo, encarei os oficiais algemando os meninos.

Depois, vieram até mim. Acompanhei-os com os olhos arregalados, desde o momento em que atravessaram o local até quando tiraram o objeto de metal da cintura, levando-o até meus braços. Pensei em chorar e pedir desesperadamente para me deixarem ir, mas isso seria humilhação. E eu não ia me rebaixar a tanto.

Permiti que me levassem sem falar uma palavra, às vezes somente lançando um olhar de ódio para Kurt. A ideia havia sido dele! Mas aquilo não importava de fato no momento, porque estávamos todos encrencados. Passou pela minha cabeça a notícia de que Alisha Manske, filha de Peter Manske, havia sido detida; também passou a cena em que todos me encaravam no colégio, perguntando ao vento se era verdade. Mas, em nenhum momento, cogitei a ideia de que meus pais brigariam comigo; afinal, era eu que mandava neles.

Entrei na viatura, percebendo que Kaity ficava para trás. Foi ela que denunciou. Fervendo de raiva ao entender, tentei derreter ela com meu próprio olhar, mas não deu muito certo. A menina continuou inteira e me lançando um sorriso debochado, para meu desgosto.


X X X



{PARTE II}:

A viagem até a delegacia não foi demorada. Chegamos em alguns instantes, todos eles sendo ocupados por pensamentos sobre matar a Kaity. Quem ela achava que era? Cheguei a me indagar se os outros faziam essa mesma pergunta sobre mim, mas preferi não buscar uma resposta.

Depois que chegamos e fui direcionada para uma sala vazia — contendo somente uma mesa e cadeira, como aquelas nos filmes de investigação — tudo passou muito rápido. Fizeram-me ligar para o meu pai, informando o que tinha acontecido. Ele não ligou muito. Bufou e disse estar indo pagar o que fosse necessário, parecendo totalmente desinteressado.

Mas ele não chegou de fato. Assim que desliguei o telefone, um menino praticamente da minha idade entrou na sala apressado, aparentando ter passado por dificuldades para entrar ali. O oficial tentou detê-lo, mas o jovem deu um murro nesse que o fez desmaiar na hora. Minha mão doeu por ele, tenho que confessar.

Fiquei perplexa em excesso para perguntar. Ele me puxou pelo braço, direcionando-me para fora da sala. Sem saber o que estava acontecendo, tentei me manter ali dentro. “O que é isso?” foi a única coisa que eu proferi.

— Temos que ir. Você é filha de Macária e é importante, não pode ficar aqui.

Achei que ele fosse louco. Não sabia quem diabos era Macária nem por que eu era filha dela — eu tinha uma mãe! —, mas permiti que ele me arrastasse com ele por dois motivos: 1) ele apertava meu braço com tanta força que doía, força que 2) tinha feito o policial desmaiar.

Não via Kurt e os outros meninos por espaço nenhum, mas também não estava com vontade de vê-los, já que estava ali por culpa deles. Se tivesse ficado para a aula de história, provavelmente nada disso teria acontecido.

Saímos da delegacia com alguns outros policiais desmaiando, mas tentei intervir novamente quando pisamos na rua. Cara, eu não podia sair por aí com um menino doido que falava de uma Macária!

— Para onde você pensa que está me levando? É sério, eu preciso ficar aqui, meus pais vão me buscar!

— Sua mãe me mandou buscá-la, Alisha. É importante que venha comigo.

Fiquei confusa. Ele sabia o meu nome e tinha mencionado minha mãe, coisas que de imediato me fizeram acreditar nele. Não sabia o motivo, mas só mais tarde percebi que tinha sido uma imensa burrice.

Fomos andando até o outro lado da rua, quando o menino chamou um táxi. Não entendi muito bem o porquê, já que minha casa era ali perto, mas não questionei. Entrei. E, já cansada daquele dia, adormeci com o balanço do carro.

Acordei com um cutucão no ombro, lentamente formulando a ideia de que aquilo poderia ficar roxo mais tarde. Imagina, um roxo no meu corpo! Mesmo assim, abri os olhos e me deparei com o menino da tal Macária. Fez um gesto para que eu saísse do táxi, e obedeci sem questionar muito. Minha cabeça não funciona quando acabo de acordar.

Quando saí, fiquei surpresa. Estávamos literalmente no meio do nada. O carro que nos deixara ali tinha acabado de partir, então não tinha como eu me jogar dentro dele e falar que havia sido tudo um engano; endereço errado, motorista!

Quase disse que odiava mato — tinha mosquitos que deixavam marcas na pele e camas desconfortáveis —, mas o garoto puxou meu braço e me levou para longe da estrada. Adentramos um pouco a floresta, mas depois de alguns segundos fui segurada para trás e impedida de continuar.

— Bem-vinda ao acampamento, irmãzinha.

E, nesse momento, ele olhava para cima da minha cabeça. Ali, de algum modo mágico e incompreensível para mim, se encontrava um símbolo estranho e irreconhecível olhado do meu ângulo. Ele me chamou de “filha de Macária" novamente, e eu continuava sem entender; mas parecia que algo novo estava brotando dentro de mim.

pormenores:
1. O prólogo é narrado por Jonas, também conhecido como o menino que tirou Alisha da delegacia; a parte I e parte II são narradas por Alisha, a personagem cuja se encontra no foco da ficha de reclamação;

2. O fato acima foi necessário por questão de trama (fato abaixo), já que optei por registrar na ficha de reclamação um resquício da mesma;

3. A trama de Alisha será desenvolvida em DIY, de modo que o fato dela ser importante para o futuro e Jonas ter ido resgatá-la serão todos explicados nesse tópico.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jonas W. Harris em Qua 02 Nov 2016, 20:41


AVALIAÇÃO


Roman Belcchior: Olha, moça, tua ficha me surpreendeu de forma positiva. Gostei muito de como conseguiu desenvolver a história da personagem de forma simples, sem se alongar demais (não que seria um problema entrar em maiores detalhes, não mesmo), e com uma escrita agradável. Pude notar alguns poucos erros em relação a acentuação (coisa boba mesmo, provavelmente falta de atenção) que não prejudicaram em nada na leitura e em certo momento houve confusão em relação ao uso de "mas" e "mais". Novamente, nada que tenha atrapalhado. A única coisa que me incomodou de verdade foi como você terminou a sua ficha (um único parágrafo meio que solto). Ficou muito vago, sabe? Fosse uma ficha comum, te aprovaria sem qualquer problema; Nyx, porém, é uma progenitora que exige avaliação mais rígida. Mas não desanime, te oriento apenas que desenvolva melhor a chegada e deixe os fatos mais claros nesse evento. E então torne a postar a ficha, tudo bem?

Reprovada

Qualquer dúvida, questionamento ou comentário, sinta-se mais do que livre em me contatar por mp.]
FICHA AVALIADA POR DARYA ARCHER-GILLIGAN

Draco Baudelaire: Que ideia incrivelmente incrível para um filho de Melinoe. O teatro, o fantasma, os personagens (NPC’s). Sinceramente, uma das histórias mais compatíveis que já avaliei desde que peguei a monitoria. Você conseguiu trazer o mundo dos fantasmas para o seu mundo de forma fácil, e que se encaixou perfeitamente, e apesar da pouca dúvida do seu personagem em relação ao “avô” (que foi um dos pontos talvez incoerentes da narração), dá até para entender, já que ele tinha apenas 7 anos e se sentia sozinho, então confiou facilmente.

Tenho algumas críticas a fazer. Inicialmente em relação à como veio para o acampamento, que, por mais coerente que foi o tempo, não faria sentido você passar 2 dias caminhando, com 17 anos (que o cheiro já está mais “forte”) e ser alcançado apenas quando estivesse chegando no Camp. Talvez algum monstro no meio do caminho deixariam as coisas mais coesas, entende? Mas mesmo assim, não foi nada muito “Meus deuses, que incoerente!”, só poderia ter sido melhor.

Outra coisa foi o momento da reclamação. Beleza, teve o momento e tal, mas poxinha, poderia ter sido mais emocionante, ou um pouco mais... sombrio. Acho que senti falta de um pouco de mistério na sua ficha, por se tratar de um filho de Melinoe. E a reclamação, na verdade ficou um pouco deslaçada do resto da ficha tê-la colocado solta em um capítulo no final, feito só para isso. Meio que quebrou a fluência. São só algumas dicas que estou dando para quando for refazer a fichaBRINCADEIRA. Bem-vindo, filho de Melinoe!

Aprovado

Alisha L. Manske: “Ala a Regina George” foi a primeira coisa que pensei assim que comecei a ler sua ficha, e sinceramente, não distanciou muito. Mas vamos falar da avaliação.

Garota, que escrita gostosa, leve, fluente, e apesar das mesquinharias da sua personagem, eu consegui me conectar com ela, e isso é bom. Tu conseguiste pegar uma história simples e “padrão”, e transformar em algo único, com traços seus, e devo parabenizá-la por isso. Não encontrei erros graves na sua narração, apenas uma (foco no uma) vírgula errada, e um erro de digitação rápida. Minha única crítica é no momento da reclamação; acho que você poderia ter explorado melhor isso, encaixado em algum momento de adrenalina, que fariam ter mais sentido. De qualquer forma, não foi um erro, apenas uma dica. Do mais, sua ficha foi impecável. Meus parabéns, filha de Macária.

[color=green]Aprovada[color]


Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

~Aguardando att~
Jonas W. Harris
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Cassandra Alexandra em Qua 02 Nov 2016, 23:55

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? : Herfesto, pela perfeição em seus trabalhos, por seu cuidado no que cria, por nunca se cansar do que faz e sempre tem o resultado esperado.

- Perfil do Personagem : Cassandra é uma jovem anã de aparência rechonchuda, possui em média 1,35cm e pesa 50KG. A pele da garota é branca. Seus cabelos são ruivos e lisos, porém estão quase sempre sujos, ela os enfeita com um dois rabos de cavalo nas laterais. Tem seu rosto rechonchudo e bochechas rosadas, deixando sua aparência forte um pouco... Fofa, talvez. Na região do seu nariz esta algumas sardas que se destacam em seu pequeno rosto. Seu corpo é um pouco cheio e possui alguns músculos, é o corpo ideal para um Ferreiro.

Cassandra é corajosa e um tanto quanto teimosa, não teve muita escolaridade e por isso não consegue ler muito bem e possui pouca inteligência. Mas apesar disso tem um coração de ouro, uma protetora que não pensa em sua própria dor, sua teimosia a torna uma pessoa bastante amigável. Cassandra pode ser chamada de "durona" adora brigar de punhos entre seus amigos, apesar de ser pequena, Cassandra é bem forte.

- História do Personagem : Sempre vivi em uma pacata fazenda na Grécia próxima a Argos, tive a presença dos meus pequenos pais - Marianne e Oliver - também anões que sempre tentaram me manter longe da Forja. Sempre gostei de fazer Martelos, Marretas e Escudos Grande da melhor forma possível, não importa se eles seriam útil ou não, eu apenas fazia aquelas belezuras por pura arte. Minha Mãe insistia em dizer que o lugar de uma dama não era em uma grande ferraria enfrentando uma grande fornalha calorenta, mas sim em uma grande cozinha enfrentando uma grande fornalha calorenta, notou a diferença? Enfim, meu Pai que interpretava o papel do ferreiro, tentava me manter fora da Forja assim como a minha mãe. Posso dizer que ele não tinha muito talento para isso, muitas de suas espadas saiam tortas ou se quebravam ao sair da brasa. Ele sempre dava a desculpa - Bem, isto é uma Cimitarra - ou - Isto é uma Adaga de gume retorcido- por mais que a desculpa cheirasse mal ele a usava.

Sempre que a noite vinha, fazia questão de ir a forja, usava tudo que tinha direito; O Martelo de meu Pai, as matérias primas e a fornalha. Claramente, meu querido Papai desconfiava mas se ficava calado, porquê? Eu também gostaria de saber, talvez ele soubesse que meu futuro era ser uma grande Ferreira e não queria impedir isso. Criava armas grandes e de bastante poder, armas pesadas que poderiam ser manuseadas apenas por guerreiros fortes e parrudos, assim como eu seria ou melhor assim como eu. Lembro me de guardava minhas criações em covas no meio dos Porcos, aquela lama era tão fácil de ser escavada, eu empunhava aquela velha pá enferrujada e escavava uma grande cova que servia como abrigo perfeito para as minhas crianças.

Lembro de minha primeira arma, na verdade ela nem foi forjada por min, eu apenas usei tudo que tinha: Creio eu que era uma Terça Feira, no meio do lixão, encontrei uma bigorna velha, um grande pedaço de madeira e algumas correntes, fundi a bigorna junto das correntes no grande bastão, fazendo assim minha primeira marreta, ela estava tão pesada para ser carregada, a deixei lá mas eu a admirei por horas e horas, no dia seguinte a Marreta-Bigorna não estava mais lá, alguém poderia ter a visto e ficou muito admirado e assim a pegou, me pergunto se este alguém o roubou, estranho não?  

Eu sinto bastante orgulho de todos os meus trabalhos, tantos Martelos, tantas Espadas, tantos Escudos e Marretas, sinto que tinha algum dom para isso, logo comentei com o meu pai sobre isso, o velhote, que tanto amo, se espantou e gargalhou, mas fez questão de me levar até uma Cigana, eu nunca acreditei nestas donzelas, mas elas sempre me deixavam intrigada, como elas tinha tanta beleza? Enfim, lembro das palavras e de cada ato da moça; Ela colocou sua mão direita sobre a minha pequena mão direita, ela fechou seus olhos e começou a dizer várias e várias palavras estranhas, aquela louca tremeu e abriu seus olhos ao mesmo tempo, dizendo com bastante certeza e orgulho - Leve a pequena para o Acampamento Meio Sangue, Long Island, próximo a Manhattan. Está é uma filha de Herfesto - Meu pai se chocou, pagou aquela mulher e me levou de volta para a minha querida casa, eles estava tão feliz, começou a dançar com a minha querida Mamãe e não parou por ai, deu uma grande festa. Eu estava um pouco confusa pois não sabia o que aquilo significava, eu nunca fui de rezar para os Deuses, gostava de fazer minhas coisas por si só, mas sempre os agradecia pelo resultado.

No dia seguinte, recebi uma visita de meus parentes - Alfred, Gustaf, Diego, Leonard, Cindy, Regina... - alguns anões e outros não, nenhum deles eram muito chegados a min mas estavam com muito orgulho da minha pessoa. Eu estava interessada apenas em uma pessoa, minha querida avó Gertrudes, ela sempre acreditou no meu potencial e ela era quem me levaria para o estranho Acampamento Meia Lua... Meio Bolo... Meio Sangue. No mesmo dia nos despedimos de todo aquele povo pequenino e dos outros três de tamanho normal, eles não importam tem 1,87, 1,65 e 1,90. Essa historia é sobre o sucesso de uma Ferreira pequenina. Saímos da pacata fazenda e seguimos para a cidade grande, Grécia. Não irei mentir acabei por dormir por toda viagem. Tudo era novo para a gente, mas nosso foco era chegar ate o Aeroporto, não tivemos tempo para pequenas paradas, queríamos apenas chegar em Long Island.

A viagem demorou um pouco, não me lembro os dias, mas posso chutar uns três ou quatro. Enfim, uma senhora anã de 67 e uma anã de 18 nas movimentadas ruas da grande cidade de Manhattan, a receita para o sucesso não é? Pois bem, acabamos por perder bastante tempo pois passamos todo o tempo perdidas e sem saber onde estávamos, mas conseguimos chegar a onde queríamos a grande Long Island, tantas luzes, tanta cor, que beleza, pedimos e pedimos informações para algumas pessoas mas todas eram bem mau educadas e evitavam nos responder, as esperanças se acabaram ali. No entanto, um rapaz de grandes franjas se aproximou e começou a conversar conosco, depois de alguns minutos de conversa o mesmo mostra por debaixo daquela cabeleira sua face, sim, o camarada tinha só um olho, existe coisa melhor? - Ei, posso leva-las até o Acampamento, me sigam -  Ele acabou por nós levar em alguns bosques e montanhas, senti que o Acampamento estava por perto, aquela floresta estava tão densa, era tão bom aquele lugar, tão limpo, tão natural.

Após longos 30 minutos de caminhada chego no meu destino, o grande Acampamento Meio Sangue! Tantos jovens altos e belos, estavam por todas as partes, era um sonho. Vovó não podia ficar naquele lugar, não era para ela, infelizmente o estranho homem de um olho teve que leva-la de volta a Long Island, eu com certeza deveria seguir minha jornada sozinha. Suspirei fundo, agarrei minhas tralhas e segui para dentro do grande acampamento, logo um homem de cara amarrada chegou em minha direção e falou - Bem Vinda Cassandra! A Artesã Anã, estávamos a sua espera! - Mas o quê? Como ele sabia meu nome, isso sim era feitiçaria. Não tive outra reação acabei por desmaiar. Fui acordada pelo mesmo homem e estava no mesmo lugar - Filha de Herfesto, você está bem? - Sorri feliz e me levantei - Nunca estive tão feliz quanto hoje! -

Minha aventura havia começado ali, estava preparada para tudo, forjaria as melhores armas a partir de agora. O que me espera? Bem, espero que meu futuro esteja recheado de ferro, bastante sujeira e trabalho duro, eu nasci para isso.
Cassandra Alexandra
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Re: Ficha de Reclamação

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