Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.









































































































































Deuses / Criaturas Avaliação
Afrodite Comum
Apolo Comum
Atena Rigorosa
Ares Comum
Centauros(as) Comum
Deimos Comum
Deméter Comum
Despina Rigorosa
Dionísio Comum
Dríades (apenas sexo feminino) Comum
Éolo Comum
Eos Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões) Comum
Hades Especial (clique aqui)
Hécate Rigorosa
Héracles Comum
Hefesto Comum
Hermes Comum
Héstia Comum
Hipnos Comum
Íris Comum
Macária Rigorosa
Melinoe Rigorosa
Nêmesis Rigorosa
Nyx Rigorosa
Perséfone Rigorosa
Phobos Comum
Poseidon Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino) Comum
Selene Comum
Tânatos Comum
Zeus Especial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Zoey Montgomery em Ter 14 Fev 2017, 23:06


Avaliação


Boa noite, olha eu aqui de volta <3 E já voltei roubando templates, desculpa Sil qq

Bom, vamos lá.

Adam Lancastrian. Não Reclamado.

Primeiro de tudo: bem vindo, moço :>
Vamos lá: o principal motivo para eu não lhe reclamar não foi a falta do momento de reclamação (afinal, você colocou um pequeno diálogo com Nêmesis, embora tenha faltado a parte de ver o símbolo e tal, coisas normais da reclamação e que ajudaram na sua reprovação). Na verdade eu te reprovei pois a ficha para Nêmesis é considerada rigorosa. E, sinceramente, achei sua ficha um tanto quanto... Simples, a considerar a rigorosidade do teste.

Mas não desista! Se precisar de qualquer coisa, pode mandar MP para mim ou para outros monitores, que estaremos dispostos a ajudá-lo.

Amy Delacour. Aprovada como Filha de Thanatos.
Garota, que narrativa envolvente! A história foi incrível, pode acreditar. Espero que possamos nos esbarrar por ai nos acampamentos da vida q

Bem vinda!

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Aguardando atualização
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Qua 15 Fev 2017, 11:08






Hécate

.:: deusa da magia e das encruzilhadas :: mestra da névoa :: adm do pejotinha ::.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Adam Lancastrian em Qua 15 Fev 2017, 15:32

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Nemêsis, encaixa com a trama e história do personagem, bem como a minha história como player no fórum

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)
Físico
Cabelo escuro, olhos mais escuros ainda, 1,85m de altura, corpo levemente robusto, uma cicatriz é evidente no seu rosto, chegando na altura dos olhos e começando próxima ao maxilar, a mesma não é tão saliente, porém visivel claramente.

Psicológico
Muito quieto e moderadamente tímido, sempre evita contato com outros humanos a não ser que isso seja realmente necessário, apesar de tudo tem bom coração e procura sempre o melhor para aqueles que o cercam.

- História do Personagem

Crescendo em orfanatos, suas fugas já se tornaram frequentes, o garoto não conhecera sua mãe e seu pai o abandonara quando ainda bebê, sabia o nome do indíviduo, mas não fazia muita questão de lembrar-se dele.

Sua única lembrança clara de seu pai estava estampada em seu rosto, uma cicatriz que lhe atravessava a beleza, não muito profunda e já gasta pelo tempo, mas mesmo sabendo que a causa dela era seu pai, não tendo ideia do como ou porque disso, não guardava rancor devido à ela, o que lhe soava estranho cada vez que se olhava frente à um espelho.

Quando não estava nos orfanatos estava tentando levar a vida nas ruas de NY, missão que cumpria com certa facilidade contra todas as expectativas.

Sua calma e frieza diárias foram bruscamente interrompidas.

Era uma manhã de sábado, próximo ao central park, não haviam muitas crianças, talvez devido ao horário. Estava um pouco frio e nublado, nada que a blusa leve e com poucas cores de Adam não resolvessem.

Vender jornais para uma banca fora seu mais novo negócio, infelizmente. Tendo o mundo de notícias o tempo todo em seus celulares e computadores, as pessoas já não tinham tanto interesse no papel, como todo dia dizia o velho Oakfried, imigrante dos anos 50 com a barba branca por fazer e dono da velha banca da praça.

-Havia um tempo que as pessoas davam bom dia umas às outras rapaz! Acredite se quiser - Falou o velho.

Adam não tinha muitos interesses na conversa de seu empregador, procurou concentrar-se em suas falas complexas e duradouras voltadas ao público que passava:

-Jornal!!! Ó o Jornal!!!

Era um serviço estressante e que nada combinava com seu estilo quieto e retraído, o rapaz não era lá o melhor vendedor de todos os tempos, mas algo despertara sua curiosidade naquele dia, jurara ter visto esqueletos andando em pleno central park, devia estar alucinando, já que pessoas estavam passando por aquele local e não ouvira nem sequer um grito ou espanto dos que passavam, ou talvez fossem fantasias, normal.

Curiosamente vira novamente um pequeno grupo atrás de algumas árvores, seriam três ou quatro, movido pela curiosidade largou os jornais no estande e caminhou na direção deles.

-Oh rapaz, se for no banheiro de novo vou descontar dos seus trocado, tá de sacanagem já?

Ignorando o murmúrio clássico agressivo do velho continuou na direção, aproximando-se com olhar fixo na região que jurava ter visto algo, passo a passo seguiu curioso.

Assim que aproximou-se pode notar, não havia ninguém em seu redor, não estava mais no central park, de repente o ar era mais denso, suava frio, uma mão lhe puxou pela boca.

-Apenas observe - Era uma voz fria e estranhamente paralizante, sua visão voltara diferente, estava paralizado, como em um flashback onde ele não pertencia àquela cena o jovem viu.

Era um homem lutando com algum tipo de monstro gigante, nevava muito, não demorou para que visse um bebê, jogado com uma toalha não muito longe de onde o corpo do homem lutava bravamente com um humanóide que dava o dobro do tamanho e o triplo da espessura do pobre guerreiro.

Tentava interferir, queria ajudar, não se movia, aquilo crescia dentro dele, repentinamente gelo caia de aparentemente lugar nenhum, um cristal gigante de gelo, indo na direção do bebê com sua toalha, o homem se jogara por cima no que se desvencilhara da criatura, seu corpo serviu como escudo humano, mesmo assim sangue saía do bebê, um pequeno corte atravessava seu rosto, o monstro avançava contra os dois, seria o fim.

Estava de volta em NY, o central park estava ali, os esqueletos que jurava ter visto eram apenas árvores mais velhas e mal cortadas, com o pequeno porém que havia uma mão em sua boca.

-Fui eu que fiz isso à ele. - Disse a voz

Ao virar-se abruptamente Adam desferiu um golpe veloz contra a voz que lhe sussurrava, em vão cortava o vento no meio do parque.

O sentimento de ódio e fúria lhe eram agora incontroláveis, não pensava, não agia, apenas sentia, tudo escureceu de repente.

-Deseja vingança meu querido? - Uma voz feminina lhe ecoara.
-Anseio mais que tudo - Respondera rapidamente, sem nem saber como
-Isso prova quem você é.
-Mas.. Mas... Quem é você?
-Eu sou a vingança.

-Vai sair daí de dentro ou tá dificil? - Era Joey, um mendigo que sempre ganhava uma coisinha ou outra do velho na banca, em troca fazia pequenos favores sempre que estava por ali, pode-se dizer que Joey era o único amigo que Adam conhecia do velho rabujento

Acordara no banheiro do parque, estranhamente longe do ponto onde estava, não sabia explicar nada, exceto o ódio que o corroía por dentro, precisava saber mais.

-Vai sair daí de dentro ou não? O véio não tá feliz com sua enrolação - Sua voz era meio enrolada, talvez por causa do álcool, mas falava impressionantemente rápido e com uma impaciência certamente irritante, os dois velhos se mereciam.

Passou correndo pelo chato, esbarrara de leve nas suas roupas, o cheiro de mofo alcoólico recendeu no ar, na verdade nem dava mais pra distinguir os dois, Adam não tinha tempo pra reclamar disso.

-Nem pense que vai receber tudo hoje em garoto! Ei! Pera aí, onde você vai? - A voz de Oakfried ia ficando ao longe, Adam chorava enquanto corria, caramba como tudo ali era estranho para ele, de repente nada mais fazia sentido, quem ele era, onde estava, precisava de um ombro amigo.

Já era quase hora do almoço quando chegou na casa de seu amigo, obviamente que casa é um grande elogio quando nos referimos ao gueto e amontoado de kitinetes que era aquele local, pichação seria se tivesse tinta em alguma daquelas paredes que não fosse grafite, o cheiro não era dos melhores, não precisava ser noite para ter um outro usuário de drogas perdido por ali, um outro seria um elogio para os grupos e largados que toda hora jaziam pelos cantos.

A porta estava trancada como sempre, bateu nela com pressa e até um pouco de violência.

-Ben, abre isso, sou eu!
-Eu quem? Não conheço nenhum Eu!

Benjamin, ou Ben como todos lhe chamavam, talvez Ben10, mas por convenção Ben, era um homem de meia idade, beirando a terceira com seus cinquenta e tantos, era um dos poucos que ajudara Adam de verdade, sem exigir nada em troca, fora como um tio para o garoto, talvez até mesmo um pai se possamos assim dizer.

-Adam, é urgente, por favor Ben!
-Não conheço nenhum Adam, qual a senha?

Certamente não era fácil viver 30 anos naquela região, mas toda vez que Adam chegava do trabalho era a mesma ladainha, talvez a pressa tenha atiçado ainda mais a desconfiança do amigo, fora de horário de serviço, vá lá que ele merecia um desconto, mas não havia tempo para isso.

-Não tem nenhuma senha Ben, e você sabe disso, eu preciso de você.

As trancas se abriram uma a uma, em minutos Adam estava dentro.

-Então quer dizer que você acha que seu pai foi morto? Olha garoto, você nunca falou sobre isso antes, e está meio estranho essa conversa, andou usando alguma coisa?

Depois de contar toda a história do que acontecera, esperava que o "tio" pudesse lhe ajudar em algo, já tinha 16 anos, não podia mais ser tratado como uma criança, levantou-se e ia saindo aos prantos.

-Espere, sente-se aí, me dê um minuto. - Ben abria o baú enferrujado onde guardava roupa suja, podemos dizer que era um cesto de roupas, só que as roupas que ali estavam nunca foram lavadas, só a poeira do baú já era assustadora, uma vez Adam abriu esse baú por curiosidade, mas o cheiro que veio dele logo o fez arrepender-se do ato.

-Aqui, tome. - Era um livro, a capa estava totalmente gasta, batida, meio queimada meio torta, felizmente o livro não absorvera o cheiro do baú graças a um envoltório plástico, Adam nunca tinha visto esse livro, mas a capa possuía um símbolo.

-Eu já vi esse símbolo em algum lugar! Mas eu nunca vi esse livro!
-Olha garoto, eu não tenho as respostas que você procura, só posso te dar o começo da sua procura, vá até a biblioteca municipal procure por um homem belo, estatura boa, ele vai saber quem você é.

Aquilo soara estranho para Adam, como alguém poderia saber quem ele era na biblioteca? Não conhecia ninguém lá, despediu-se de Ben e foi o mais rápido que pode para lá, com umas poucas moedas que tinha conseguiu um bilhete de ônibus, devia ter pego sua reserva de dinheiro na casa e ido de táxi, a espera no ônibus o estava agoniando, mesmo depois de ter se acalmado em casa ele ainda estava angustiado, e com raiva, o garoto sempre fora calmo, o que aconteceu?

Já era por volta de cinco da tarde quando chegou, poucas pessoas transitavam pela frente, e em sua maioria turistas apenas tirando fotos com o prédio, nenhum amor pelos livros era visto por ali. Entrando no edifício procurou logo pelo homem, andou pelos corredores de prateleiras, o segurança na porta estava incomodado com o rapaz, talvez achava que ele fosse roubar algo, Adam já estava acostumado com isso.

-Por aqui garoto - Disse uma voz logo atrás dele, ao se virar para ver foi surpreendido
-Tio Ben? Mas como?
-Shhhh isso aqui é uma biblioteca garoto, venha para o saguão fechado lá em cima.

Seu dia não podia ter ficado mais louco, Ben parecia pelo menos uns dez anos mais novo, mais forte, até a barba e cabelo estavam muito melhores e mais coloridos, enquanto subia as escadas sua mente subia nas nuvens, aquilo já estava um pouco exagerado, como era possível?

Chegaram num grande salão após passarem por dois seguranças, aparentemente o crachá que Ben possuía lhes dava acesso tranquilo àquele lugar, pelas paredes vitrines com objetos antigos, o lugar era pouco iluminado, uma abóbada central fazia com que o centro do lugar fosse iluminado pela luz de fora, de maneira meio fosca, pequenas lâmpadas amarelas jaziam nas partes mais baixas e afastadas do centro refletindo fracamente nos vidros das estantes, a diferença de altura das extremidades para o centro era gritante, causava uma certa tontura até.

-A resposta desse livro está na própria capa garoto.

Curiosamente Adam se tocara que ainda não tinha removido o lacre do livro, mesmo enquanto estava no ônibus, era como se tivesse esquecido dele, como podia tê-lo ignorado se ele eram as respostas que precisava? Memória fraca nunca fez parte do cotidiano do jovem astuto, ouvia atentamente a continuação da fala de Ben enquanto retirava o plástico que envolvia a sua central de respostas.

-Pessoas como nós não vivem tranquilamente, eu achei estranho que isso tenha demorado tanto pra acontecer, tenho tanto para te falar! Aqui, pegue isso. - Era uma adaga, praticamente uma mini espada de uns vinte e poucos centímetros, a lâmina era meio bronzeada, tinha umas letras na base da faca, próximas ao punho.

-CHB? - Leu em voz alta
-Ah sim, já chegamos lá, mas vamos começar do começo não é mesmo? Su... - Quando começava a falar uma espada atravessou-lhe o peito, um golpe pelas costas.
-F..f..fu..ja Adammmm

A cena paralisou o garoto, deixou o livro cair, abrindo sua capa, enquanto a espada saía do peito de Ben e o corpo dele caía como um saco de batatas no chão, sem vida. Estava morto, seu único amigo em toda a vida, agora já não possuía uma, o tempo parou por um segundo, foi o segundo mais eterno da história talvez, uma rápida piscada enquanto olhava para o corpo, a respiração nesse intervalo foi como um longo suspiro, apertava tão forte contra o punhal da faca que a mão estava praticamente amortecida, levantou a visão, eram os guardas, sabia disso, apesar que não eram eles que Adam via agora, eram os esqueletos que já havia visto outrora.

De espadas e um com escudo, eram um total de três, Adam já havia lutado antes em menor número nas ruas de NY, mas aquilo era diferente, sua vida pertencia agora ao destino.

Não pensou muito, apenas agiu, disparou contra o primeiro que avançava contra ele, trocaram um golpe de espadas, o tilintar fora forte, Adam caiu meio desajeitado para o lado, tentando levantar-se ao mesmo tempo que caía, o choque das armas fora impressionantemente forte para um esqueleto, que já dava um segundo golpe contra o momento de fraqueza do garoto, que por pouco conseguiu desviar fazendo com que a lâmina cortasse o vento, mostrando uma capacidade que nem sabia que tinha Adam devolveu com um golpe de sua faca contra o peito do ser, porém estava próximo demais, acabando por bater nele meio com o punhal, meio com sua mão e de leve com o fio da lâmina logo em seguida.

Fora um golpe em cheio, metade das costelas do ser palito voaram no ar, o braço da espada junto com a mesma voaram pelo ar, um pó explodiu junto, seria uma boa cena para se analisar, mas o segundo esqueleto já estava quase chegando em cima, tinha pouco tempo para agir.

Desferiu um segundo golpe contra o quase todo estourado, que sem o braço da espada não apresentou nenhuma resistência, virando uma cortina de pó, talvez pó de osso.

O segundo esqueleto o golpeou, o corte lhe atravessara toda a extensão das costas, não era tão profundo mas a dor tomou rapidamente todo o corpo, Adam estava estendido no chão, o rosto bateu forte, não tinha tempo pra ficar deitado agora, tentou se levantar rápido, descobriu que não era tão fácil da pior maneira.

Sua demora pra conseguir ficar de pé quase lhe custou a vida de uma vez por todas, mais um golpe de espada veio sobre si, ainda meio de lado, meio levantando conseguiu aparar de mal jeito com sua lâmina, por um segundo o tempo parou de novo, a dor dera lugar ao ódio, levantou trocando golpes com o amaldiçoado, ignorando o rasgo nas costas seus golpes ficavam cada vez mais difíceis para o esqueleto, que perdia terreno a cada ecoar das lâminas, Adam jurava a vingança de Ben a cada segundo, não pensava em mais nada, com uma rasteira impressionantemente ágil logo em seguida a um golpe de espada o adversário tombou de costas, uma cravada absurdamente forte no centro do crânio espalhou pó no local.

A espada praticamente foi direto para o chão, o impacto ressoou em cada osso do jovem, a dor do corte nas costas voltara pra ficar, descobriu também que a adrenalina lhe cegara contra os golpes que havia sofrido na troca com o ultimo esqueleto, havia cortes no seu braço, um pequeno no pescoço que ardia muito, ainda havia um esqueleto.

Não possuía muitas forças, sabia que se caísse não levantaria nunca mais, de espada e escudo em mãos o último  avançava contra ele, sua espada estava ensanguentada com a vida de Ben, ele era mais rápido que os outros e de alguma forma estranha ágil.

A primeira troca de golpes fora intensa, quatro, cinco, seis ataques laterais do esqueleto, aparentemente o cansaço já batia forte em Adam quando recebeu um golpe de escudo do esqueleto, cambaleou para trás com o impacto, mais um golpe de espada do esqueleto, a faca de Adam foi lançada ao chão, o monstro investiu contra o garoto novamente.

Ao invés de recuar, já que sabia que não ia dar tempo, foi com tudo para cima dele, tentou um último golpe desesperado, com sua mão esquerda tentou aparar a base da espada do guerreiro palito, com sua mão direita em punhos cerrados disparou com suas últimas forças direto contra a base do crânio, um corte profundo na mão esquerda, e uma finalização certeira, sua vingança estava concluída, uma leve paz momentânea tomou conta do garoto, a sala brilhou, as vitrines refletiam a luz, que estranhamente saía da cabeça do jovem, ou pouco acima dela, era muito claro pra ver, com concentração pode discernir, era o mesmo símbolo que havia na capa do livro.

Caiu no chão, curiosamente o livro estava ao seu lado, com a capa aberta, da maneira que estava antes da luta, estava ainda na primeira página, onde nela havia escrito apenas uma pequena dedicatória com uma palavra grande, os olhos de Adam iam se fechando, pode ler com grande dificuldade antes de fechar os olhos completamente.

Com amor, Nêmesis

Isso tudo fora a 4 anos atrás.

Spoiler:
O livro é apenas alguns textos de sua mãe progenitora divina ao seu pai, nenhum tipo de item mágico
Adam Lancastrian
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ayla Lennox em Qui 16 Fev 2017, 10:42

Avaliação
Guess who's back, sweeties?
Well, well, well... Olá, Adam.

Antes de mais nada, seja bem-vindo ao fórum. Caso precise de alguma ajuda ou orientação, não hesite em me procurar ou qualquer outro líder/monitor. No mais, espero que se divirta por essas bandas, etc. coisa e tal.

Vamos ao que importa: Sua avaliação. Posso estar um pouco enferrujada nesse tipo de coisa, mas seja paciente comigo porque prometo ser breve no que vou dizer e, acima disso, justa. Lembra sempre que tudo que eu disser aqui vai ser na intenção de te ajudar, ok? ♥

Bora lá.

Logo de início eu percebi que você tem certo problema na divisão dos períodos dentro de um parágrafo (pontuação, sabe?). Por exemplo:

Adam escreveu:"Crescendo em orfanatos, suas fugas já se tornaram frequentes, o garoto não conhecera sua mãe e seu pai o abandonara quando ainda bebê, sabia o nome do indíviduo, mas não fazia muita questão de lembrar-se dele."

"Era uma manhã de sábado, próximo ao central park, não haviam muitas crianças, talvez devido ao horário. Estava um pouco frio e nublado, nada que a blusa leve e com poucas cores de Adam não resolvessem."

Organizando tudo melhor ficaria mais ou menos assim:

"Crescendo em orfanatos, suas fugas do local já haviam se tornado frequentes. O garoto não conhecera sua mãe e seu pai o abandonara quando ainda bebê - sabia o nome do indivíduo, mas não fazia muita questão de lembrar-se dele."

"Era uma manhã de sábado e Adam estava próximo ao Central Cark. Não havia muitas crianças, talvez devido ao horário. Estava um pouco frio e nublado, mas não era nada que a blusa leve e com poucas cores de Adam não resolvesse."

Acho que com isso dá pra perceber ao menos uma mudança sutil no quesito organização. Dá pra entender melhor cada ideia que você quer passar e também dá pra quem lê uma fluidez mais legal no texto. Pra resolver esse tipo de coisa, vou te dar minha dica universal tabajara que funciona em 99,9% dos casos.

Leia o texto em voz alta.

De verdade, pode parecer meio bobo no começo, mas você vai ficar surpreso ao ver a diferença que faz.

Sua história tem uma proposta bem legal, de verdade - e sua escrita também até que é boa -, mas tem algumas coisas que realmente me deixaram um pouco confusa e incomodada, rapaz.

Na parte em que você vê o flashback, é um tanto quanto estranho pensar no gatilho dele. Digo, você viu uns esqueletos, foi atrás deles, ouviu uma voz e a visão começou. Percebe como isso é meio estranho desde a ambientação até as circunstâncias em si? Tente criar uma atmosfera que faça mais sentido com o que você vai ver.

Por exemplo, siga os esqueletos, veja algumas manchas de sangue no caminho ou marcas nas árvores... Não sei, qualquer coisa que dê a entender uma luta. Uma névoa estranha te envolve enquanto você anda, você ouve a voz e então a nevasca começa ao seu redor. Todos esses fatores remetem à cena que você viu e se encaixam melhor, concorda?

Depois disso a história se desenrola de forma um tanto quanto corrida, mas tudo bem. Outra coisa que ficou confusa na minha mente: Quem, ou melhor, o quê é esse Ben e como ele conhece o mundo mitológico e o Acampamento? Outro semideus, um sátiro, um centauro, uma outra criatura mágica?

Outra coisa que me inquietou durante a leitura: A luta dentro da biblioteca. Veja bem, seu amigo acabou de ser morto na sua frente, você provavelmente nunca esteve em um combate com armas desse tipo (adagas, espadas e escudos) e ainda há o adicional de, bom, seus inimigos serem uns fucking esqueletos from hell.

É inusitado ver como você não só permanece no local como também prevalece sobre seus oponentes. Nessa situação, eu juro a você, não existe problema algum em fugir.

Veja bem, Adam, eu consigo perceber que você tem muito potencial. No entanto, existem deslizes demais no aspecto de coerência que não me permitem te aprovar nesse momento - especialmente pelo fato da ficha para Nêmesis possuir uma avaliação um tanto mais rigorosa.

Reveja os aspectos que apontei, tente seguir as dicas que dei e analise bem suas ações dentro do próprio enredo.

Sei que você é capaz, guri. Não desanime.
Por enquanto, reprovado.

Dúvidas, reclamações, elogios, desabafos, mimimis... MP
Atenciosamente, Ayla.
Ayla Lennox
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jack Harper em Sex 17 Fev 2017, 13:50


Ficha de Reclamação

para tritão


Qual criatura deseja ser e por quê?

Tritão. Já tenho um centauro e preciso de um tritão agora para uma futura trama conjunta (que também envolverá um sátiro e uma dríade).

Características do personagem:

Físicas:
Jack possui duas formas, uma delas é a sua natural e a outra aparece quando vem ao mundo mortal. Na aparência natural, tem a pele azul-acinzentada, olhos dourados, dentes afiados como os de um tubarão e a cauda de peixe é prateada e brilhosa. Na aparência humana, tem a pele branca e os olhos no mesmo tom de azul de seu corpo natural. Em ambas as formas tem o corpo ágil e atlético e o cabelo castanho está sempre esticado para cima com estilo.

Psicológicas:
É vaidoso e adora brincar jogando charme, chegando a passar a impressão de ser fútil na maioria das vezes, mas acaba ficando tímido quando realmente gosta de alguém. Sabe levar a sério o que deve ser sério e é muito fiel aos seus ideais. Guerreiro nato, é um dos mais dedicados membros do acampamento subaquático dirigido pelos ictiocentauros.

História do personagem:

— Jack, venha por aqui — O então líder da ala dos tritões no acampamento conduzia um jovem garoto aos seus aposentos: eu. Era ali que moraria a partir daquele dia e seria treinado da mesma forma que grandes seres das águas foram. Tritão, Glauco, Bill!

Eram famosos no mundo marinho, esses guerreiros. Para todos os pais, não havia maior orgulho do que ser treinado por Afro e Bitos. Ou melhor, somente fazer parte do exército especial de Poseidon era mais importante que isso. E lá estava este que vos escreve, iniciando sua vida de guerreiro, mal sabendo como segurar uma lâmina e muito menos o estrago que poderia vir a fazer.

As aulas de combate eram dolorosas no início. Os tritões mais fortes não tinham um pingo de pena dos iniciantes, sua filosofia dizia que seria mais rápido o processo de aprendizado se fossem treinados sob pressão. Eles levavam isso realmente a sério. Todos os dias eu voltava ao dormitório dolorido e com ferimentos atados, mas gradativamente meu nível de combate foi evoluindo e, com o tempo, era eu quem começava a impor certo temor nos novatos.

Cheguei lá aos sete anos e minha primeira excursão foi aos dez. Pela primeira vez deixei o fundo do Atlântico e vi os seres humanos, criaturas de duas pernas e roupas diferentes demais das que eu estava acostumado. Pelo que meu instrutor dissera, precisaríamos escoltar o barco de um príncipe dos mares, um filho de Poseidon, que fazia uma perigosa travessia pelo oceano.

Durante esta missão, assisti o garoto correr em superfícies firmes e lutar como um verdadeiro furacão contra seres que eu nunca tinha visto. Eram monstros diferentes dos que tínhamos no mar e minha curiosidade pela vida dos semideuses foi despertada ali. Queria saber se era possível estar no meio deles como mais do que escolta, queria entender como eles eram capazes de enfrentar todos os tipos de monstros enquanto nós conhecíamos tão pouco.

Claro que, àquela altura, eu já tinha alguma ideia da dificuldade que algumas das feras marinhas poderiam trazer, mas eu queria mais. Queria fazer história não apenas para o meu mundo, assim como Perseu e Odisseu fizeram. Era um alvo bastante longínquo a ser marcado, mas comecei a trabalhar pesado para que isso acontecesse. Deste modo, meu rendimento nos treinos passou a aumentar a olhos vistos e minha curiosidade por tudo era insaciável.

Aos treze anos consegui comandar minha primeira missão. Uma serpente marinha amaldiçoada trazia pânico para as populações subaquáticas e fui designado para derrotá-la juntamente com mais um tritão e duas sereias, uma delas era minha melhor amiga. A luta foi terrível, a serpente era traiçoeira e parecia mais esperta que todos nós juntos. Foi o enfrentamento mais demorado e emocionalmente doloroso de toda a minha vida. A serpente foi derrotada sob o preço de muito sangue nosso e da vida de Stephanie, a quem eu tanto amava.

O sonho de ser um notório guerreiro universalmente conhecido pareceu desinflar depois daquela ocasião. Meu ânimo fora embora, não me considerei digno sequer de ser um guerreiro do acampamento. Bitos e Afros não desistiram de mim, contudo, e quase um ano e meio depois pude ver-me novamente em ação depois de aprender a usar a dor da perda como um combustível para honrar o nome e o sacrifício da minha melhor amiga.

Voltei a ser requisitado para missões e não me permiti mais perder outras pessoas. Cada sucesso comemorado pelos meus amigos era por mim controlado, para que eu não perdesse o controle de mim mesmo e não sucumbisse ao acomodamento. Nem estava esperando quando Afros veio ter comigo a conversa que tanto desejei. Ele havia falado com seu meio-irmão Quíron, o diretor de atividades do Acampamento Meio-Sangue, e eu seria transferido para lá logo depois do meu aniversário.

Nem acreditei quando cheguei. Poderia treinar minhas habilidades em solo firme e talvez um dia viesse até a cumprir missões para eles. Estava louco para conhecer novas pessoas e fazer novos amigos, falar a eles a respeito de meu local de origem e me tornar um grande nome para ambos os mundos. Queria ser um grande herói, como os mais conhecidos o foram, e estava disposto a fazer o que me fosse solicitado para honrar os nomes dos dois acampamentos.

.:: narração :: falas :: pensamentos :: falas de outros ::.
Jack Harper
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Adam Lancastrian em Sex 17 Fev 2017, 20:54

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Nemêsis, encaixa com a trama e história do personagem, bem como a minha história como player no fórum

Físico
Cabelo escuro, olhos mais escuros ainda, 1,85m de altura, corpo levemente robusto, uma cicatriz é evidente no seu rosto, chegando na altura dos olhos e começando próxima ao maxilar, a mesma não é tão saliente, porém visivel claramente.

Psicológico
Muito quieto e moderadamente tímido, sempre evita contato com outros humanos a não ser que isso seja realmente necessário, apesar de tudo tem bom coração e procura sempre o melhor para aqueles que o cercam.

- V -
This is the Old School Vendetta

-Meu nome é Adam, Adam Lancastrian, mas eu não sei de onde vêm meu sobrenome.
Nasci de um pai e uma mãe (depois de um tempo no mundo em que vivo aprendi o quanto isso não é tão normal), e tudo começou pra mim quando eu era um bebê (tá, essa foi meio avá).
Sei pouco sobre mim, tenho uns vinte anos, eu acho, e isso só sei graças ao Tio Ben, um grande amigo que me ajudou muito até os meus dezesseis, que foi quando tudo aconteceu, mas antes:


Part 1
Spoiler:
Para facilitar a leitura, evitando as possíveis mudanças tempo-verbais na mesma frase, essa parte se resume à como Adamastor (Pai de Adam, que por sinal é o personagem a ser reclamado) foi seduzido por Nemêsis (Aqui no caso seria a mãe dele), mais informações no final da primeira parte, com tudo bem detalhadinho e sem ser em formas difíceis de ler, sem palavras complicadas, tipo gibi da mônica

Mas para facilitar ainda mais, coisas do passado no meio das frases ficarão em ITÁLICO, SIM! Agora fica fácil de entender quando o autor do texto vai e volta figurativamente nos tempos para explicar alguma coisa!
Nordeste do Alaska, seis de julho de 1995, fazia um frio absurdo naquela manhã sem neve, poucos animais emplumados e felpudos arriscavam os focinhos para fora de suas tocas, arrancados pela fome.

Adamastor era um desses, com seu arco em mãos procurava por mais algum desesperado, seriam dois desesperados a menos no mundo, um morto outro bem alimentado. O vento soprava por entre as poucas árvores às costas do homem.

Tinha já seus trinta e poucos anos, em torno de vinte na carreira de semideus aposentado e excluído do mundo habitado, sua barba marrom, por fazer, estava salpicada de floquinhos de neve, seu nariz era pouco curvado à direita, devido à um embate com um urso previamente ferido com algumas de suas flechas. Como um filho de Quione e com sua experiência em caça ele poderia ter abatido o animal antes, mas sua vida estava ficando repetitiva, precisava de um pouco de emoção.

Sua roupa limitava-se às botas, calção, camiseta e um chapéu fino de estilo elegante, o último combinava perfeitamente com seus brilhantes olhos azuis, que aliás eram a única coisa colorida em todo o conjunto.

Mais uma caçada bem sucedida, fácil demais talvez, o coelho médio porte já era o suficiente para o almoço dele e do seu cachorro Duke, que hoje preferira ficar no conforto da cabana à fria caçada.

A cabana era aconchegante, completamente fria se não fosse pela lareira de canto que servia basicamente pra aquecer a cama de Duke, um elegante São Bernardo extremamente inteligente, inclusive por não molhar seu pelo indo à caça pela manhã.

O coelho virou um banquete para os dois,depois de limpo e bem condimentado, à moda indígena, transformou-se em uma refeição simples mas ao mesmo tempo saborosa. Os dois comeram em silêncio enquanto a lareira estalava lentamente com suas últimas forças, estava acabando a lenha.

Ao fim da refeição Adamastor jogou as últimas lenhas na fogueira que já estavam cortadas e empilhadas dentro da cabana, aquilo não duraria mais que uns poucos minutos queimando.

-Parece que vou ter que pegar mais madeira para o senhor não é mesmo? - Brincou com o cachorro enquanto tirava o machado da parede. Já havia separado alguns troncos do lado de fora da casa, porém picar lenha nunca foi uma atividade divertida, saiu, novamente Duke ficou deitado apenas olhando a porta ranger e abrir rapidamente devido à força do vento que entrava.

Como filho de Quione o frio lhe era amável, e, ao mesmo tempo, afastava monstros e humanos, esses últimos assustavam mais Adamastor que o primeiro.

Ao voltar para a cabana e fechar a porta atrás de si uma surpresa, havia uma mulher nua acariciando o cachorro.

Duke era incrivelmente sensível com um mínimo rato, quem dirá um animal grande como um humano, isso assustou mais o homem do que a mulher perfeita e sem frio que estava abaixada ali, de uma maneira engraçada não trocaram uma palavra enquanto ela se levantava, e assim sucedeu até o raiar do dia.

Diel Twa
Spoiler:
Parte 2 em Frísio Ocidental, aparentemente o autor gosta de coisas confusas, mas todas serão devidamente explicadas nos spoilers, não esqueça do ITÁLICO!
O dia despertando é um recurso da literatura chamado prosopopeia e não é necessariamente um erro, só pra constar.

Mount Vernon, Nova Iorque, seis de julho de 1996, mais um dia tranquilo despertava no Orfanato Atheus, Senhor Maldonado era o proprietário, ou Senhor do Mau, como as crianças mais velhas o chamavam, um velho rabugento em seus setenta e tantos anos, marido da amável Senhora Benedit, uma clássica senhora fofa de cabelos brancos e uma flor no cabelo que encontramos nos filmes de ficção.

No lugar havia, além da própria mansão, um pequeno parquinho com uma árvore central e um balanço de corda e pneu amarrado, a grande e bela horta do Sr. Mau, um pequeno laguinho próximo, esse último bem cercado devido às crianças. Não podemos nos esquecer dos divertidos patos gigantes do lago, talvez fossem apenas patos, mas como Adam sempre foi relativamente pequeno perto deles podemos dizer que eles eram gigantes.

Um choro diferente rompeu a normalidade do dia, era pouco antes da hora do almoço e as três crianças que estavam morando ali já tinham em média oito a dez anos de idade, o choro de qualquer era facilmente distinguível de um bebê aos prantos.

Aquele fora o primeiro "lar" de Adam, nosso protagonista, que até os 8 anos de idade fora mais um órfão qualquer morando ali, talvez devido ao afastamento da civilização concentrada, o pouco contato com o mundo externo, ou ainda devido ao fato de serem poucas crianças entrando e saindo ali.

Rész Három
Spoiler:
Húngaro é uma língua interessante, até a parte 2 nada aconteceu em específico com Adam, mas parece que as coisas vão mudando.
Se pá não tem muito itálico, leitura fácil (?), talvez.

Os dias no orfanato seguiam tranquilos, dividiam-se entre trabalhos manuais e na horta com Sr. Mau e leituras e afazeres na cozinha com a Sra. Benedit. Não haviam muitos internos na época desse ocorrido, como sempre na verdade, mas é a partir desse dia que Adam começou a crescer.

Era fim de tarde, as crianças brincaram bastante naquele dia, Hórace, o mais velho dos quatro órfãos que ali estavam, foi perseguido pelos patos quando foi desafiado a atravessar o cercadinho, bicadas no traseiro foram o dano máximo sofrido, isso é claro tirando a vergonha imposta pelos colegas e a bronca do Sr. Mau, a última talvez fora o pior.

Uma batida na porta, possivelmente uma família querendo adotar, mas já era quase seis horas da tarde, o sol se postava mais cedo naquela época do ano, mesmo assim não se podia perder uma chance de adoção.

Era apenas uma mulher, muito bela por sinal, uns trinta e tantos anos, cabelo bem preso em um coque atrás da cabeça, uma pequena bolsa em mãos, uma leve rede descia do chapéu que usava, tudo em preto e combinando com a saia, camisa e blusinha.

O sr. Mau mostrava um pouco da casa a ela, para logo em seguida juntarem-se às crianças no pequeno refeitório junto à cozinha. Fora uma refeição nada silenciosa, afinal que criança não gostaria de fazer seu marketing à uma possível mãe tão bela e com um sorriso tão lindo, sem falar da voz doce e encantadora da moça.

Fim da janta, Sr. Mau fora ver a papelada com a moça em seu escritório, lugar esse sempre proibido às crianças, enquanto isso as crianças foram ao banho e arrumarem-se como podiam, cada qual com um brinquedo favorito puderam ficar até mais tarde na sala, junto à fogueira.

Meia hora se passou até que Sr. Mau e a moça se juntassem ao grupo de crianças e senhora, era hora de conhecer as crianças uma a uma. Cada uma contou sua história, praticamente todas falaram dos patos, travessuras, obviamente que elas não tinham participado da travessura contada, pelo menos não na história em que elas próprias contavam.

Adam não sabia muito o que falar, estava tímido diante da mulher, algo estranho à ele, talvez por não conhecer muitas pessoas novas, ou por ser muito jovem outrora quando conhecera os candidatos à novas famílias. A mulher parecia ter se encantado com ele de qualquer forma, talvez pelo ursinho marrom que ele tinha, julgara.

Estavam agora apenas Sra. Benedit a mulher, que se chamava Ember, e Adam na sala. Ela tentou fazer várias perguntas ao garoto, que respondia como podia, de repente Adam já não queria mais ser adotado, não sabia o motivo disso, ela parecia encantadora, talvez até demais a julgar pelo sorriso fácil e conversa fácil.

Sra. Benedit tricotava até ver a cena, a mulher saltara por cima da criança, era uma Empousai. Para a sorte do garoto, aprendera muito sobre o mundo mítico naquele momento, ao mesmo tempo em que criaturas tentam matá-lo sem motivo, outras possuem bondade e lhe ajudam sem pedir nada em troca, era o caso da velha dríade Benedit que saltara atrás do monstro, as duas rolaram para o lado.

Garras e galhos se entrelaçavam, as duas ainda não paravam de rolar uma sobre a outra. Sr. Mau chegara com o barulho, uma espada velha em mãos, foi imediatamente ajudar sua esposa, ao golpear o monstro que a enforcava violentamente não fora sangue que jorrara, mas sim um pó estranho, toda a mulher virou pó, Benedit sangrava verde.

Fora muita informação para ser absorvida em apenas uma noite, Sr. Mau colocara Adam num carro que chegou depois que ele fez uma ligação, obviamente que a maior parte desse acontecimento só fora entendida por Adam anos depois, ninguém lhe explicara nada naquela noite ou no dia seguinte, não soube nem mesmo se a Sra. Benedit estava bem, sentiria saudades daquele lugar.

Foi nesse ocorrido que Adam ganhou sua cicatriz na face, com um corte da garra da empousai, que se não tivesse sido segurada pela dríade certamente teria lhe rasgado o rosto e possivelmente feito um estrago bem grande.

IV
Spoiler:
Esse é o spoiler mais desnecessário, mas por via das dúvidas.
Adam passou por aquilo tudo sem entender quase nada do que lhe ocorreu, mesmo vendo através da névoa, ele ganhou a cicatriz e trocou de casa, graças aos deuses que temos mais que 8 anos e não é tão difícil entender o ocorrido, segue o jogo.

Nova Iorque, Nova Iorque, seis de julho de dois mil e seis, Adam completa dois anos morando com Jônatas, ou tio Jon como gostava de ser chamado. Era um bom homem, beirava os quarenta e poucos, destaque ao seu imenso jardim e plantas que cercavam a casa, tudo isso dentro de um terreno bem pequeno, o que tornava o lugar meio sufocante, porém aconchegante.

Não havia nada de especial naquele lugar fora as plantas e a imensa biblioteca à qual Adam tinha livre acesso, Jon lhe ensinara a ler como ninguém antes o fizera, com muita paciência, apesar da dificuldade do garoto no aprendizado, conseguira dominar o básico da escrita e leitura graças ao novo tio, era especialmente amante dos antiquados livros de ficção, principalmente os escritos em poesia, e dava graças à tudo aquilo que possuía rimas.

Com o passar do tempo seu tio pode ir lhe explicando aos poucos o que havia acontecido naquela noite, com ajuda dos livros e figuras neles contidas ficava mais fácil. Adam finalmente pode entender que era especial, diferente, não tinha ainda informações sobre o quão diferente, e ainda tentava compreender o fato de que Jon era um sátiro, essa última informação estava sendo difícil pois apesar de ver com os próprios olhos as patas no lugar de pernas, não tivera tempo de ler a respeito e seu tio fora demasiado vago ao explicar isso naquela noite, mas tudo bem, teria tempo pra digerir a informação.

PETI dIO
Spoiler:
Um bônus pra quem acertar o idioma, dica: Parte Cinco
Caso o texto esteja muito confuso ainda, semana que vem sai em gibi ilustrado.
Reparem na ida e volta no tempo nesse capítulo, dois anos se passam, mas ele ganha a faca no primeiro aniversário na casa, ou seja, dois anos se passam no total, não quatro como dá a entender, confuso? Para evitar a dificuldade na sua compreensão existe esse spoiler. O texto em itálico acontece praticamente um ano e meio antes do parágrafo seguinte, se ler com calma isso fica bem evidente, como no gibi a linha do tempo vai ser contínua vai ficar mais fácil, relaxe.

Ainda na casa de tio Jon, mais dois anos se passaram, Adam aprendeu muito sobre o mundo que o cercava, mas ainda havia a grande lacuna sobre quem ele era, afinal nem mesmo Jon podia dizer ao certo quem era seu progenitor divino, mas era certo que o garoto era um semideus.

Naquilo que fora definido como sendo seu aniversário, Adam ganhou uma faca de Jon, grande para uma faca, pequena para uma espada, a lâmina com uma cor bronzeada, o punhal com um aspecto de antigo, substituiu bem ao urso marrom como brinquedo favorito.

Bom, Adam estava já com gloriosos quatorze anos, Jon lhe ensinara tudo que sabia sobre o manuseio da faca, mas o garoto aprendia com uma facilidade absurda, conseguiram restringir os possíveis deuses àqueles ligados ao uso de espadas, infelizmente não tinham nenhuma informação sobre o paradeiro de nenhum dos pais, sem o sexo do progenitor divino a lista da espada era gigantesca.

Ora, era agora um adolescente, possuía desejos, precisava de mais pessoas em seu círculo social, principalmente da sua idade, Jon era uma ótima companhia mas vamos e venhamos que ele não estava apto a ser a primeira paixonite do garoto, era uma rede de amigos meio limitada já que o acordo feito com Jon era não sair do terreno da casa em hipótese alguma.

Só que estava ficando difícil argumentar com o garoto, afinal, já sabia se virar sozinho na concepção dele, era praticamente um adulto e tinha direito a sua vida normal. Tio Jon já estava se cansando das discussões contínuas, concordaram que Adam iria para a escola no início do próximo ano letivo.

Ia ser a entrada à sociedade, ia ser épico

бөлүгү алты
Spoiler:
Recapitulando, Adam tem agora 15 anos, está indo para o ensino médio, não é tão difícil
Sinceramente nem eu sei em que idioma tá essa aí de cima

Primeiro passo foi fazer uma prova de teste de aptidão intelectual durante as férias, meio em cima da risca mas Adam conseguiu entrar direto no ensino médio, primeiro ano, como deveria para sua idade, foram comemorar com Jon numa pequena pizzaria perto da casa deles, que por um acaso era a mesma onde sempre pediam, mas Adam nunca tinha ido ali, aliás Adam só tinha escapado umas cinco vezes da casa, ambas as fugas foram rápidas e limitaram-se a andar pelas ruas da vizinhança mais próxima, logo aquele dia era oficialmente o primeiro fora do presídio, como gostava de chamar maldosamente a casa de Jon.

O acordo era simples, levaria na mala a adaga, embainhada, não podia deixar ninguém mexer na mala por motivos óbvios, e era da casa pra escola e da escola pra casa, indo e voltando de carona com tio Jon, era um trato justo.

Primeiro dia de aula, uma manada de alunos entrando, outra manada parada na frente conversando, Adam nunca tinha visto tanta gente junta que não fosse na tv. O dia estava absurdamente quente, mesmo assim o suor do garoto era frio.

Como o óbvio nos indica, não conhecia absolutamente ninguém, os grupos eram claramente divididos, garotos ricos jogadores de algum esporte, nerds com notas absurdas, os que andavam em grupinhos de amigos que se conheciam desde o fundamental, líderes de torcida, e assim se seguia, Adam não pertencia a nenhum daqueles grupos.

Havia ainda uma última cláusula no acordo com Jon, devia ser mais um, não podia destacar-se nem mesmo positivamente, o que eliminou a possibilidade de Adam optar pelas lutas pra se enturmar, esportes individuais trazendo prestígio não era bem o imaginado de ser mais um qualquer.

Sua primeira aula começaria logo, a ansiedade estava lhe matando, ainda faltava saber onde ficava a sala e seu armário, hora de vasculhar o prédio perdido como um calouro qualquer.

okuyingxenye Seven
Spoiler:
Você realmente abriu esse spoiler? Sério que precisa de explicação do capítulo anterior? Pelos deuses! Pare de ler e espere o maldito gibi.
Se abriu o spoiler pra saber o idioma está perdoado e é Zulu.

Armário já encontrado, sala de aula sendo procurada, alguns esbarrões com alunos mais velhos dificultaram a missão, depois de um pouco de esforço conseguiu achar sua sala.

Monstros devem ser mais fáceis de enfrentar do que ser um recém chegado no mundo civilizado, a escola então, seria um chefão final. Adam sentia-se como uma formiga lutando contra um ciclope, sem nem uma mini lança na mão.

Yasmin era sua professora de Inglês Avançado, uma japonesa  e seria sua primeira professora de verdade, ou seja, sem ser um "tutor" particular.

Parte Oito

A sala era ainda mais estranha do que os corredores, pelo menos haviam mais calouros por ali, as primeiras aulas foram tranquilas, Biologia mostrou que não seria um dos pontos fortes de Adam, Matemática para um começo estava fácil, Química era uma novidade total tal qual a escola.

O tempo foi passando, na educação física não dava o seu melhor, nas matérias que tinha dificuldade Jon era melhor que os próprios professores para lhe ajudar, acabou se enturmando aos poucos, possuía colegas, que aos poucos foram virando amigos.

Eram apenas dois amigos mais próximos, Morty e Ricky, os dois não eram nem atletas, nem nerds, nem alunos exemplares, eram só calouros, como Adam, isso facilitou muito o entrosamento entre os três. Uma semana se passou nessa calmaria, Adam começou a se adaptar, estava até gostando de uma garota.

Seria mais simples se Elena não fosse a líder do grupo das cheers, a melhor ginasta do colégio e com notas incríveis, portanto provável que pelo menos metade do colégio era apaixonado por ela, sem falar que se algo acontecesse entre os dois o colégio inteiro notaria Adam, um mar de problemas.

Mas como um desafio era algo apaixonante para Adam, aquilo só alimentou ainda mais aquela paixonite, ela era uma deusa de verdade, Adam tinha certeza disso. Estamos olhando para uma loira lindíssima, lábios bem rosados, uma maquiagem leve e provavelmente desnecessária completava o sorriso perfeito da garota, sem falar nas pernas torneadas e no busto avantajado, a garota era uma arma contra a imaginação de algo belo, pois superava toda expectativa quando se falava dela.

Pelo menos era assim que Adam a descrevia, sempre que podia ficava vendo ela treinar no ginásio ou no campo, essa era a única atividade complementar que o garoto vinha fazendo.

Segunda semana de aula, hora das inscrições dos calouros, Adam passava pelas filas de alunos concentrados em cada banca e seguia seu caminho. Não teve as últimas aulas devido à essas inscrições, Jon não estava sabendo delas, Adam esquecera de avisá-lo e ainda por cima Jon tinha de ir ao mercado naquele dia, agora teria de esperar um bom tempo até ir para casa.

Sentou-se na arquibancada comendo um sanduíche natural, seus amigos estavam lutando por uma inscrição, estava totalmente sozinho ali. Não durou muito esse sossego.

-Posso me sentar? - Era Elena, como isso podia ser possível? O jovem coração do garoto disparou, o que ela estaria fazendo ali, como não notara ela chegando, milhões de perguntas atrapalhavam o raciocínio de Adam.

-P.p..pode, é.. é claro! - Sua voz falhara mais do que seu cérebro, seu sanduíche natural virou uma panqueca de tanta força que ele apertou. Caramba, ela era linda vista de longe, e perto parecia que estava mais longe ainda.
-Te assustei? Me desculpe - Abriu um imenso sorriso, ela parecia nem saber que era tão bela - Me chamo Elena, e você é?
-Adam, Adam Lancastrian, eu sou novo aqui.
-Ah! Que bom que você não é gago!

Os dois riram da cena inicial e logo começaram a conversar, foi de longe a melhor tarde de Adam na escola, talvez até da vida.

9
Spoiler:
Chegou até aqui e entendeu? Parabéns, você é um vencedor, um entre milhares, o escolhido. Leia com atenção na hora do combate, por motivos óbvios não há itálico durante o mesmo, se não conseguir acompanhar a narrativa, combate e intercalações de tempo peça ao professor de português mais próximo que lhe auxilie pois, combate linear a gente vê em redações da quinta série.
Optei por uma dracaenae de espada e escudo, me julgue se quiser u.u
O idioma desse título é em português. -q
Passou o bimestre voando, uma ou duas vezes por semana Adam conseguia encontrar-se com Elena, quando os dois andavam juntos pelo campo, até que os encontros começaram a ser diários, descobriram-se rapidamente um casal apaixonado.

Acabou por distanciar-se um pouco dos amigos, ela optou por Adam em lugar de andar com as amigas, a escola inteira comentava sobre eles, isso já não importava mais.

Mais um bimestre correndo, o amor entre eles só aumentava, Adam só pensava o quanto tinha sorte de tê-la em sua vida.

Um dia ela começou com um papo estranho e a lhe provocar com carícias e sussurros. Como bom garoto inocente, Adam entregou-se a lascívia e ao calor do momento, escondidos foram ao banheiro do ginásio, esse último estava completamente vazio naquele horário, Adam descobriria ali que a vida era mais que andar de mãos dadas.

Era um dia absurdamente frio, o calor trocado entre os corpos era de longe a melhor sensação já experimentada por Adam, cada movimento, cada beijo, transformavam o dia frio no dia mais quente da história para o garoto e, aparentemente, para ela também.

Na metade do bem bom, a professora Yasmin surge, o desespero sobe para a garganta dos dois jovens, Adam não sabia como reagir.

Os dois se colocaram em pé por instinto, Adam sem camiseta e só de cueca, Elena colocava o sutiã apressadamente.

-Venha cá garota!

O sem terminar de colocar a camiseta ela foi, as mãos cobriam os seios semi expostos enquanto ia de cabeça baixa, ao aproximar-se da professora uma surpresa, uma espada atravessou seu belo corpo, sangue caia no chão.

Estava em choque, uma dracaenae, sua professora, Elena morta, pegos no flagra, espada, mala, japonesa? Elena? Morta? Uma multidão de pensamentos em segundos, estava preso dentro do banheiro com aquilo.

Cinco metros o distanciava da professora cobra, ela tinha um comprimento absurdo, a espada dela tinha pelo menos o dobro do tamanho da dele, ela possuía um escudo, tinha segundos pra pensar em como agir.

-Sua vez amorzinho, meio sangue imundo! - Ela disparou pra cima dele, o tempo acabara.

Para sua sorte a mala estava aberta, salvo pelas camisinhas? Proteção sempre é importante, no instante que ela começou a falar jogou-se para tentar apanhar a espada ainda embainhada dentro da mochila.

Um zumbido ecoou perto da cabeça do herói, que se jogou para o lado com a espada em mãos e a mala ainda enroscada. Um espelho quebrou com o golpe da serpente, aumentando ainda mais o barulho, como ninguém tinha ouvido nada ainda?

Novo ataque, Adam encostou-se na parede para ver a espada do monstro passando reto, não tinha como disputar um duelo direto devido ao tamanho das lâminas, usara tudo que aprendera naquele exato momento, podia ouvir Jon falando.

Se sua arma de combate for menor que a do inimigo, se seu alcance for menor, deixe que o inimigo venha, para que você possa lutar dentro do seu alcance e fora da margem de conforto dele, armas maiores são muito mais lentas em curtas distâncias, inimigos maiores tendem a compensar esse ponto forte com falta de destreza ou velocidade, sempre use camisinha (?), curiosamente a última dica fora a mais útil naquele momento, começou a pensar em Elena, chorou dentro de si, sorriu.

Um movimento único enquanto o braço da dracaenae ainda estava em movimento vertical descendente, desembainhou a espada deixando cair a bainha, com o mesmo dançar dos braços desferiu um corte no braço totalmente desprotegido da víbora, que aproveitou o movimento já sendo executado para ir direto ao chão, a mala aberta ainda estava em sua mão esquerda fazendo voar cadernos e material escolar por todo lado.

Já havia lido sobre as dracaenaes, terminado o grito do monstro, Adam percebeu a forma que ela parecia acumular saliva, era obviamente veneno, instintivamente colocou sua mochila na frente do rosto da cobra, quase acertando-a com ela.

O veneno explodiu contra a mala, o momento era esse.

Pensando por um segundo, Adam percebera que o dia frio fora uma de suas maiores armas, bem como as paredes muito próximas que limitavam a cauda à área da porta às costas da dracaenae, nunca estivera em combate, mas seu senso no mesmo era incrível.

Aproveitando-se da falta de visão do monstro naquele instante devido à mala, que agora derretia, e ao fato de que ela estava sem o braço da espada desferiu um golpe por baixo de sua mão esquerda e quase no meio da mala, um golpe em estoque, a cobra dera lugar a uma nuvem de poeira, soltou a mala e a espada, por um segundo sentia-se bem, mesmo arrasado.

Uma luz explodiu no lugar, com origem em Adam, lembrou a ele dos Rpg's que jogava, como quando um personagem subia de nível, nos espelhos quebrados do chão e nas sobras dos que ainda estavam na parede podia-se ver o símbolo em meio à luz, de cueca e ajoelhado, Adam chorava e sorria, sorria de nervoso, chorava por Elena, ele soube na hora.

-Nêmesis...

Finale

Depois de chorar por quase meia hora, sentiu o frio batendo em seus ossos, estava congelando, tinha de sair dali.

Abandonou o corpo gelado de Elena no chão, vestiu-se, seu tio devia estar procurando por ele, já havia passado da hora dele vir buscar Adam, deixou a mala, espada e tudo onde estava, cambaleando ainda inconformado dirigiu-se ao pátio frontal.

Estranhamente Jon não estava ali para lhe buscar, fora caminhando para casa, nessa altura já não fazia mais diferença.

Na frente da casa carros de polícia, estava a uns vinte metros quando ouviu os vizinhos conversando sobre o ocorrido, a suspeita era que o jovem que morava ali tivesse se revoltado e esfaqueado o tio diversas vezes, parou de andar.

Como explicaria que fora algum ser mitológico? Qual seria seu álibi? A namorada morta? Mais uma vez ele soube, estava entregue ao mundo, deu meia volta.

Tudo isso aconteceu quatro anos atrás, mas não se engane, nem por um segundo ele parou de procurar informações ou qualquer coisa sobre Jon, precisava de... Vingança.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lavínia Cavendish em Sex 17 Fev 2017, 23:21



Avaliação


Adam Lancastrian — Reprovado como filho de Nêmesis

Olá Adam! Caso seja novato no fórum, seja muito bem vindo. Caso não seja, segue o bonde.

Começando por onde, logicamente, se deve: O início de sua ficha. Quando perguntamos o motivo de você querer ser filho do deus X é por que realmente queremos saber. Dizer que "se encaixa na trama" no PJBR é o mesmo que responder "porque sim". Nêmesis é uma entidade considerada poderosa dentro do rpg e, por tanto, a avaliação da ficha é mais rigorosa que a maioria. Atentando-se nisso você já deveria ter pensado em caprichar bem nas respostas, afinal, está sendo avaliado por isso.

As descrições físicas e psicológicas não teriam problema algum, caso a primeira delas não fosse completamente incoerente com sua foto de perfil. Não vejo nenhum cabelo escuro e muito menos olhos pretos ali, e sim um rapaz loiro de olhos bem azuis-claros. Seu avatar é parte do seu personagem, uma das primeiras impressões que fica nas outras pessoas, ignorá-lo está fora de questão. Falando nisso, procure se adequar aos padrões de tamanho das imagens (250px / 400px). Posso arrumar para você caso queira, só me mande uma MP.

Agora realmente indo ao que nos interessa, sua história! Li sua penúltima postagem inteirinha antes de fazer essa avaliação, já que quero ter uma noção do que foi melhorado até aqui. Uma coisa que eu digo e repito aqui nesse tópico já fazem alguns anos: Diferencie meia-risca (–), hífen (-) e travessão (—). O hífen serve pra unir palavras compostas (guarda-chuva) e fazer a translineação (divisão de uma palavra no final de linha). O travessão, para indicar mudança de interlocutor e para isolar palavras ou expressões. Nunca, em hipótese alguma um substitui o outro. Por acaso você escreve guarda—roupa? Além de tudo, é fácil de fazer o travessão, apenas segure alt+0151.

Uma das primeiras impressões que temos também é o template, e a organização da sua narração nele. Eu particularmente não gosto da ideia de jogar imagens no meio do texto, quebra a fluidez da leitura e não ficou esteticamente agradável, mas vai do seu gosto. Isso acabou causando alguns erros de alinhamento, visto que em uns parágrafos você usa o texto alinhado à esquerda e outros justificado. Tente manter um padrão de escrita.

Adamastor era um desses, com seu arco em mãos procurava por mais algum desesperado, seriam dois desesperados a menos no mundo, um morto outro bem alimentado.

Que?

Serei sincera em dizer que não acho que você conseguiu fazer aquilo que pretendia com o uso do itálico, nem que nos importamos com a prosopopeia do seu texto. Achei demasiadamente longo para uma ficha de reclamação que deve ter como foco unicamente o momento de reclamação de seu personagem, salvo uma breve história de vida antes, BREVE. Por pouco você quase descreveu a noite de núpcias de Nêmesis com um filho da ninfa da neve.

"Se pá não tem muito itálico, leitura fácil (?), talvez." O que torna a leitura fácil é a fluidez da história, a narração envolvente e um enredo cativante ao leitor. Itálico ou não, não fez muita diferença nesse sentido. Você se delongou em fatos que não precisavam estar aqui, mas sim talvez em alguma futura Do-It-Yourself. E também, se você precisa explicar cada meia dúzia de palavras em spoiler, talvez esteja escrevendo errado.

Minha dica é para que você repense sua história (que não está nada mal, pelo contrário), mas reescreva apenas aquilo que é necessário. Você pode guardar todas essas informações de família, antepassados e o que mais desejar para os tópicos de DIY e Trama Pessoal. Leia as fichas que já foram aprovadas e tente tirar o melhor proveito delas. Não adianta querer explicar e criar uma semi bíblia de 10 mil palavras se não for objetivo com o propósito do tópico. Um template mais clean, exclusão de todos esses spoilers desnecessários, bom uso de pontuação (pra vida: escreva em uma plataforma como word ou libre, já corrigirá uma boa parte de seus erros), sem itálico pelo amor de Zeus e menos ironias nas mensagens. Infelizmente achei sua ficha anterior com mais chances de ser aprovada do que essa de agora.

Caso queira conversar sobre, envie uma mensagem privada. A reavaliação pode ser feita por qualquer administrador também, se necessário. Realmente espero que reposte e que seja aprovado, acredito que conseguirá criar boas missões dentro do fórum, apenas necessita melhorar nos aspectos citados. Até a próxima.

Ah, caso esteja pensando em realmente criar um gibi: Não.


O player anterior já está sendo avaliado neste momento por outro monitor, será postado em breve.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Christopher Ughi em Dom 19 Fev 2017, 19:09


THE VIRTUOUS
FICHA DE RECLAMAÇÃO


- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Apolo. Façamos algo completamente diferente. Fugir um pouco da minha zona de conforto. Menos dor. Menos sofrimento. Alegremos a melodia. Como um músico enxerga o mundo? Será que tudo ao ser redor é identificado por notas musicais? Ou o contrário? Sua música reflete o mundo? Preciso dizer que estou extremamente ansioso e curioso para escrever sobre esse tipo de coisa?


- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Físicas: Christopher reluz. Cabelos como ouro derretido. Olhos que mais parecem profundas lagoas cristalinas. Um largo sorriso de marfim. Esguio e elegante. Postura impecável. Foi feito para se apresentar, seja lá o que queira fazer.

Psicológicas: Excêntrico? Não é a palavra certa. Talvez seja muito forte para descrever Christopher Ughi. Mas chega perto. Sua vida é música. Tudo ao seu redor é uma melodia. Nada lhe dá prazer maior do que reproduzi-la em seu violino. Vive para isso.

É comum vê-lo se calar no meio do que quer que esteja fazendo para escutar o ambiente. Está sempre escutando. No momento em que fecha os olhos e um sorriso leve reluz em seu rosto, os seus próximos sabem que ele havia se retirado para o seu mundo. Escutava. Sentia. Emocionava-se. Rompe-se em lágrimas em momentos inusitados. Não sem motivo. Por vezes o que escuta em sua cabeça é tão belo que o garoto não resiste.

Retomando a primeira pergunta: isso faz do garoto excêntrico? Ou excêntricos são aqueles ignorantes que não conseguem escutar o concerto da natureza? Não importa. Se não escutam por si só, Christopher tocará para eles. Elevará suas almas. Trará emoção. Lágrimas.  


- História do Personagem

A pianista estava pronta. Uma moça bonita, bem mais velha do que ele, faria a melodia de fundo para que ele tocasse. Adentrou a área iluminada. Christopher foi ovacionado pelo teatro lotado quando subiu no palco. Ergueu sua mão em um aceno elegante. Um largo sorriso estampava seu rosto. Achou ter ouvido alguns suspiros entre as palmas e gritos, mas poderia ter imaginado.

Atuava como o violino di spalla quando na orquestra. Fazia parte da Filarmônica de Nova Iorque, se vale a menção. Não naquele dia. Seu instrumento era o único que realmente importava.  Escutou o silêncio inundar o teatro enquanto a plateia o observava, com expectativa.  Afinou as cordas com calma. A plateia pareceu prender a respiração quando ele, satisfeito, encaixou o violino sobre o ombro e deixou o arco suspenso sobre as cordas, sem tocá-las.

Depois de alguns segundos, friccionou-as. Era sua composição preferida. Diziam que Giuseppe Tartini escreveu Il trillo del diavolo após um sonho. Nele, vendera sua alma para o Diabo, tomando o caído como servo. Curioso para ver o que ele podia tocar, Tartini entregou-lhe um violino. A melodia do demônio era a mais bonita que já havia escutado. Sua arte e inteligência superavam qualquer ideia fantasiosa que o músico já tivera. Diante de tal espetáculo, encantado, perdeu o fôlego e acabou acordando. Pegando seu violino imediatamente, tentou reproduzir o que escutara. Não houve sucesso. Apesar de concordar que era a melhor música que havia escrito, não chegava aos pés da que o Diabo tocara.

O rapaz a amava. Mal começara e já sentira as lágrimas molharem seus olhos. Seu início era gentil, quase inocente. Doce. Fez com que ele se esquecesse da plateia que o assistia. Não estava se apresentando. Existia apenas ele e sua música. Ficava um pouco mais forte. Percebia-se certa tristeza. Como poderia tal obra vir do inferno? Quase se desfalecia.

Subitamente, ela se agitou. A complexidade aumentava. Seus dedos voavam pelas cordas. A tristeza dera lugar à imponência. A complexidade da música era capaz de deixar qualquer um de queixo caído. Sons estridentes eram comuns nessa parte. Ainda assim, uma amargura profunda era perceptível em seu fundo. Era uma beleza sofrida, raivosa. Impressionava. Novamente, dava lugar à emoção. Crescia. Aumentou a velocidade, o arco deslizando sobre as cordas.

A tristeza voltara como um soco. Seu ritmo diminuiu. Seu instrumento chorava. Christopher sentiu a primeira lágrima escorrer por suas maçãs do rosto. Riscou as cordas. Lembre-se de quem compôs a música. Era o Senhor do Inferno. Novamente, a soberba tomou conta. Com os olhos fechados, sentiu o corpo se mover. Diminuiu o ritmo. Aumentou gradativamente. Seus dedos se agitavam em notas rápidas. Chegava lá. Sempre ansioso por essa parte. Sempre temeroso, também.

Seu violino gritou em sofrimento. Friccionando de forma mais suave e lenta que antes, a tristeza profunda poderia ser sentida por qualquer um que estivesse presente. Christopher nem tentou conter as lágrimas. Sentiu-as caírem por seu rosto. Devagar. O agudo era quase desesperador. A vontade dele era largar tudo e chorar. Mas não queria. Não poderia.

Abruptamente, tocou notas rápidas e majestosas. A melodia, novamente, assumira a grandiosidade e arrogância coerente com o posto de seu autor. Recompunha-se. Seus dedos eram borrões de tão velozes. O arco subia, descia e inclinava-se sem indicação de pausa. Cresceu novamente. Não aguentaria daquela vez. Não poderia. De novo não.

Então a melancolia veio novamente. Torturante. Sentiu-se na pele do demônio. Perdera tudo. Revoltara-se. Corrompera-se. Caíra. Sofrera. Chorara. Diminuiu, ameaçando acabar. Mas é claro que não acabou aí. Um sorriso crispou-se em seus lábios quando riscou as cordas repetidamente com delicada violência. Essa parte era divertida. Seu punho tremia para dar o tom certo às notas. Alegria e tristeza misturavam-se, uma se sobrepondo a outra em ciclos. Seria alegria? Euforia era o certo. Ansiedade. O som era estridente. Subia e descia o arco com maestria. Cerrou os dentes. Era sofrimento. Mas não era. Tristeza. Mas consolo. Subia. Descia.

Aumentou o ritmo. Abrira os olhos. Encarava seu violino como um animal faminto. Estava chegando ao fim. As notas eram fortes, pomposas. Era hipnotizante para os ouvidos. Os momentos finais de um ser sofredor. Arranhou as cordas. Fechou os olhos. Ergueu o queixo. A angústia entrara com força total. Sofria demais. Mais lágrimas. Sentiu sua boca se abrir, um choro preso na garganta. Seu punho tremia. Uma última nota. Longa. Soturna.

Silêncio.

Dirigiu um olhar desolado à plateia.  Os holofotes o impediam de vê-la com clareza. As pessoas estavam em silêncio. Aturdidas. Então como uma grande e violenta onda em um mar tempestuoso, as palmas vieram com a intensidade de trovões. Perduraram bem mais do que o necessário. Christopher se curvou e sorriu. Então pousando uma das mãos sobre os olhos, chorou.


●●●


Dedilhava as cordas de seu violino com carinho. Custara uma fortuna. Para ele, não havia tesouro maior. Uma das obras primas de Antonio Stradivari, italiano, o maior luthier que o mundo já vira. O Stradivari Van-Houten-Kreutzer, datado em 1701, era tão maravilhoso de se ver quanto de se ouvir. Mesmo pagando os milhões que ele valia, não se sentia como seu dono. Era apenas como se fosse um guardião. Seria tocado por ele enquanto fosse vivo e, depois, passaria para as mãos de outro violinista competente. Na verdade, mais que competente. Outro violinista genial.

Ergueu os olhos para o camarim. Uma floresta de flores cobria o chão, os armários, as mesas, os sofás e até mesmo cobriam a parte inferior das paredes. Colheu uma delas e sentiu seu aroma. Ela comum agraciarem um artista com elas quando a apresentação fora boa. Sorriu um pouco. Não era mal agradecido. Por meio suas apresentações que pudera expor seu talento ao mundo. Sua genialidade, como gostava de dizer a crítica. Com elas, conseguira arrecadar milhões. Comprara o violino de seus sonhos. Vivera de forma mais que confortável.

Entretanto, seria honesto dizer que não era o tipo de vida que apreciava. Gostava da liberdade, não do compromisso. Tocar o que lhe conviesse, não o que era requisitado. Não somente reproduzir, mas criar. Suspirou. A fama tinha seu preço. Parecia uma vida de sonhos. Cercado pela alta sociedade. Aclamado por especialistas. Dinheiro. Mas não era plenamente satisfeito. Nem perto. Não se importava com nada disso. Olhou para um quadro pendurado próximo ao espelho.

Retratava uma cena muito bela. Uma floresta aberta. O Sol era filtrado pelas copas em lindos raios de luz. Uma cachoeira ao canto. A queda dava para um rio que serpenteava para fora da tela. Alguns animais podiam ser vistos. Encaixou o violino sob o queixo. Tocou o arco nas cordas...

“Estava em na floresta. O vento era gentil e roçava nas folhas das árvores. Seu farfalhar era suave. A luz do Sol era quente e confortável. Trazia aquele sentimento de que se estava em casa. A alta cascata caia com estrondo. Apesar disso, era agradável de ouvir. Onde a queda encontrava a água, as gotículas de água permaneciam suspensas. Gotas também respingavam nas pedras e na grama com suavidade. O rio gorgolejava. Suas águas límpidas fluíam com serenidade, mas conseguia-se perceber a força implacável de sua corrente. Um cervo andava, majestoso, pelo gramado até as águas. Bebeu. Pássaros piavam de seus galhos, um coro agudo e envolvente. Então o primeiro trovão veio. Os animais estacaram, fazendo um silêncio súbito. Um novo trovão sacudiu os céus. O vento aumentou, chicoteando as folhas. Muitas voaram. O cervo galopou pelo gramado e se enfiou na mata fechada. Os pássaros alçaram voo, suas asas rumorejando contra os céus. Os trovões agora caiam em intervalos curtos, ecoando pelo bosque. Um esquilo preguiçoso acordou de sua árvore, tarde demais. Correu pelos galhos. Pequenas passadas desesperadas contra a madeira. Então a chuva caiu. Repentina, pesada, implacável. O esquilo saltou de um galho para o outro. O peso da água sobre seus pelos o puxou para baixo. O vento o apanhou com violência e tirou-o do rumo. Caiu no rio. Tentou nadar para fora. A corrente o puxava para baixo. Suas perninhas debatiam-se. Seu desespero evidente. Perdia as forças. Sofria...”

- Lindo – disse uma voz calorosa voz de homem às suas costas – mais que isso. Esplêndido.

Distraído por ele, perdeu a melodia. Sentiu-a escapulir de seus dedos. Lamentou-se. Ao olhar para o homem à sua porta, sentiu que tinha lágrimas nos olhos. Pobre esquilo. Limpando-as, percebeu que o indivíduo fazia exatamente o mesmo. Ouviu-o fungar por um momento. Era um pouco mais alto que Christopher. Seus cabelos tinham quase o mesmo tom. Se é que é possível, os do homem eram ainda mais dourados. Era bem mais bronzeado que o garoto. Vestia um elegante terno negro com uma gravata da cor do ouro.

Ao seu lado, Valentina Ughi lhe sorria. Também estava bem arrumada. Um vestido longo, preto e requintado, cobria-lhe o corpo rechonchudo. Seu rosto redondo corado e os cabelos ondulados, de um tom castanho-escuro, arrumados em um coque na nuca. Ela tocava o violoncelo com uma beleza que, para Christopher, superava a sua com o violino. Era gentil, mas orgulhosa. Introduzira-o ao mundo da música com três anos de idade e, até então, só tinha a agradecer por isso.

- Mãe – cumprimentou Christopher, abraçando-a e plantando um beijo carinhoso em sua bochecha. Depois tornou sua atenção para o homem, ainda levemente intrigado com a companhia de sua mãe. Nunca o vira antes. Estendeu a mão – Sou Christopher Ughi – óbvio que ele já sabia seu nome. Se estava em companhia de sua mãe e presente no concerto, era impossível que não soubesse. Mas sua educação sempre falava mais alto – E o senhor é...?

- Sou Apolo – disse ele jovialmente, apertando sua mão com entusiasmo. Seus olhos faiscavam – Sou um... amigo de sua mãe.

Christopher viu sua mãe corar fortemente. Surpreendeu-se. Sempre achara sua mãe muito bonita. Mas seu corpo fugia um pouco dos padrões mais desejados. Seu talento e personalidade supriam qualquer corpo bonito, mas nem sempre eram suficientes para atrair o tipo de homem ao seu lado. Na falta de palavras melhores, era incrivelmente belo. Jovem, porém maduro. Esbelto. Parecia reluzir.

- Como o deus grego da música – comentou Christopher.

- Exatamente – exclamou o homem, lançando um olhar satisfeito para Valentina – não esperava menos de um músico de seu naipe. Por seu talento, vim lhe oferecer um presente!

Presentes eram bem comuns em seu mundo. Não gostava muito da cerimônia que as pessoas faziam para dar-lhe coisas. Incomodava-se ao ser perturbado em seu camarim. Detestava, na verdade. Sua mãe bem sabia disso. Se trouxera o homem até ali, devia ser algo especial. Ou assim esperava.

- Então ficarei encantado em recebê-lo, senhor – respondeu, dando-lhe um sorriso leve. O homem deu gostosas gargalhadas. Apoiou uma de suas mãos no ombro de Christopher. O rapaz sentiu um calor estranho espalhar-se por seu corpo. Tirou do bolso uma rosa muito dourada. Suas pétalas pareciam ter sido banhadas a ouro. Quando Christopher fez menção de pegá-la, ele a afastou, dando um passo para trás. Confuso, esperou o homem falar.

- Meu presente para você é uma oportunidade. Eu sei – disse ele, tocando o dedo indicador em sua testa – que você está sobrecarregado. Sei que está cansado das performances. Sei que quer um tempo para você.  Eu posso oferecer esse tempo a você. Posso lhe oferecer um refúgio, longe de tudo isso.

Christopher olhou, curioso para a mãe. Ela o encorajou a escutar mais com um aceno de cabeça. Algumas lágrimas pontilhavam seus olhos. Sorriu. Isso sempre o tranquilizava.

- Um acampamento! – disse Apolo, animado, batendo uma palma na outra – um conhecido meu é o diretor de um ótimo acampamento de verão. Eu gostaria muito se você, ao menos, passasse o verão lá. Conversei com sua mãe, ela achou uma ótima ideia!

Não queria ser mal educado, mas quase foi. Quem era aquele homem? Que tipo de acampamento ele oferecia? Era idiota? Não tinha tempo para esse tipo de coisa. Sua música não permitia. Precisava praticar. Tinha contatos para fazer. Lugares em que devia se apresentar. Seus tours já estavam marcados com três anos de antecedência. Sua vida já não era completamente sua. Tinha compromissos para honrar.

- Escute, eu agradeço... – mas foi prontamente interrompido pelo homem, que pousou os olhos no violino que o rapaz havia pousado em cima de uma das poltronas.

- Ah, que linda peça – suspirou ele, os olhos brilhando – você me permitiria dar uma olhada?

O garoto se sentiu ofendido. Enciumado. Era extremamente deselegante pedir o instrumento de um músico. Geralmente, era a coisa que eles mais se importavam no mundo. Era como se ele pedisse para beijar sua namorada. Mas era um convidado de sua mãe. Contrafeito, apanhou seu violino com delicadeza, juntamente com o arco, e pousou nas mãos de Apolo. Maldita seja sua boa educação.

- Um stradivari! – exclamou ele, com carinho. Girou o instrumento nas mãos com surpreendente habilidade, analisando-o com prazer – "Stradivari Van-Houten-Kreutzer", de 1701. Muito bem cuidado. Perfeito.

O homem encaixou o violino sob o queixo. Ergueu o arco e o deixou suspenso sobre as cordas, sem tocá-las. Lançou um olhar divertido para Christopher. Seus olhos faiscaram. Ele disse, então:

- Sei o que está pensando. Tudo. Tudinho – seu sorriso se alargou, pareceu reprimir uma risadinha – agora quero que você entenda. Tente absorver o que vou passar para você.

Um leigo qualquer pode pensar que a música lírica é somente um arranjo de instrumentos para tocar um belo som. Sim, isso é parcialmente verdade. O que não sabem é que, na verdade, a música conta uma estória. Uma tragédia, uma comédia, uma aventura, seja o que for, a música sempre tem algum tipo de mensagem para passar. Basta ter os ouvidos preparados para escutá-la.

Quando o primeiro som irradiou do instrumento, Christopher derreteu. Sentiu como se tivesse levado um soco no nariz e, ao mesmo tempo, fosse acariciado por anjos. Cada pelo de seu corpo arrepiou-se. Seus olhos ficaram marejados. Fechou os olhos e pôde “ver” a melodia quase como um filme.

“Um casal apaixonado. Não podiam ficar juntos. Sofreram. Mas amaram-se. Um fruto. Uma criança. Seus passos pequeninos. Respiração suave. Seu choro estridente. Felicidade. Mas tristeza. A criança era um constante lembrete de um amor perdido. Mas também um novo amor. Um amor maior. A aguda criança se tornava um grave adulto. A música. Bela. Mais que isso. Era parte de sua vida. Era parte de si. Mas havia algo mais. Perigo. O terrível perigo se aproximava. Enquanto o garoto ficava mais velho, o risco ficava maior. A criança e a mãe estavam sob constante ameaça. Mas havia esperança. Doce esperança. Um lugar. Um refúgio. Rodeado de bosques verdejantes. Um mar cintilante. O som da juventude. Livre do perigo. A música ainda era presente. Independente do lugar, nunca iria embora. Felicidade. Saudade. Tristeza. Nada disso seria afastado. Mas uma temporária segurança seria garantida. Por um bem maior, a criança devia ir. Por um bem maior, devia se aventurar. Por um bem maior, aprimorar-se. Por um bem maior, sacrificar-se”.

Silêncio.

Christopher desabou sobre os joelhos, impotente. Sentia o calor espalhar-se por seu corpo. Seu coração doía como se apunhalado por mil facas em brasa. Chorava profusamente, sem constrangimento. Nunca ouvira nada parecido. Nada tão belo. Poucos acordes haviam dito mais do que uma concerto de quarenta minutos. Tartini havia se maravilhado por uma música escrita pelo Diabo. Christopher Ughi havia se maravilhado por uma música escrita por um deus. Sim, era isso que Apolo era. Reluzia. Literalmente. Um ralo de luz brilhava à sua volta. Não mais vestia mais seu terno. Uma túnica muito branca, detalhada em dourada, cobria seu corpo escultural. Calçava sandálias douradas. Ainda sorria.

- E-eu entendi – disse Christopher entre os soluços. Tentou secar as lágrimas com o dorso da mão, mas era impossível. Não conseguia impedi-las de escorrer. Compreendera tudo. Simplesmente. Sabia quem era Apolo. Sabia qual era sua relação com ele. Sabia por que devia partir. Causa-te estranheza Christopher ter aceitado a realidade tão facilmente? Não se esqueça de que ele faz parte do mundo lírico. Sua mente não é fechada. Ele não vive de fatos, mas de sentimentos. E sentimentos não lhe faltavam naquele momento.

- Fico feliz que tenha compreendido – disse Apolo, gentil, devolvendo-lhe o violino. O rapaz o recebeu com reverência. Nunca se esqueceria do dia que havia ouvido o deus da música tocar um concerto só para ele. Esse sim era o melhor presente que já havia recebido. Assim como Tartini, poderia passar a vida toda tentando reproduzir a música de uma divindade, mas sabia que nunca conseguiria atingir sua sublimidade. Ergueu-se e abraçou a mãe com força. Ela também soluçava, indicando que o concerto de Apolo também a havia atingido. Depois virou-se para o deus, que novamente erguia a rosa dourada.

- Ainda vou tocar algo digno de um deus – disse, apanhando a rosa de ouro. Viu o mundo brilhar. Um raio de Sol invadiu a sala e iluminou o rapaz como um holofote. Sentiu seus pés deixarem o chão.

- Aguardo ansioso para escutar – sorriu o deus, passando o braço pelos ombros de Valentina, ambos observando o filho erguer-se do chão, lentamente e, com um último clarão de luz, desaparecer.


Um breve pedido à Administração:

Prezado(a) Adminstrador(a) que se responsabilizará pela atualização da seguinte ficha, aqui faço um pedido. No decorrer da narrativa, espero que possa ter deixado claro o apreço de Christopher por seu instrumento musical. Ele é parte importantíssima de seu ser, de modo a ser incoerente que seja deixado para trás. Assim, peço, humildemente, que ele seja acrescentado ao inventário do personagem, juntamente com os presentes de reclamação. Visto que não se trata de uma arma ou objeto mágico, mas apenas um utensílio utilizado para a interpretação, espero que não haja problemas e que o pedido seja deferido. Segue a descrição do item:  

♦ {Stradivari Van-Houten-Kreutzer} / Violino [corpo de 35,5 centímetros. Fabricado em 1701. Uma das obras de Antonio Stradivari. Não possui efeitos além dos naturais para um equipamento do tipo.] {Materiais utilizados: madeira.} (Nível mínimo: 01.) {Nenhum elemento} [Recebimento pela Ficha de Reclamação narrada por Christopher Ughi, atualizada por_____.]
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Dom 19 Fev 2017, 20:42


Avaliação


Christopher Ughi:
Qual sinfonia eu toco pra te pedir em casamento? -q Menino, adorei sua ficha! Diferente, ambientada na música de uma forma realmente lírica, de forma especialmente tocante para os amantes da música clássica (mas minha favorita é Verão, de Vivaldi). A reclamação com a presença do próprio deus no local se encaixa perfeitamente com Apolo e sua absoluta admiração por música e arte (quem já leu O Oráculo Oculto sabe que ele ama participar dos grandes momentos musicais dos mortais) e a forma como foi feita foi totalmente única. Não encontrei um errinho sequer, nem mesmo aqueles clássicos de digitação que passam batido sem querer.

A única coisa negativa a dizer é o veredito a respeito do seu pedido. Sinto muito, mas não posso te dar o violino aqui na Ficha de Reclamação ou teria que abrir essa oportunidade para todos os outros. Minha sugestão é que faça uma DIY para ter o direito a ele em seu inventário. Sem mais delongas, ficha aprovada!

Ave, Christopher Ughi! Filho de Apolo!

OBSERVAÇÃO: FICHA DE JACK HARPER AINDA PENDENTE.

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Aguardando atualização
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lavínia Cavendish em Seg 20 Fev 2017, 00:14



Avaliação


Jack Harper — Aprovado como Tritão


Odeio quando não tenho um textão por fazer! Sua ficha foi muito boa, gostei bastante do modo com que escreveu e dos elementos que introduziu no enredo da sua história. O personagem tem profundidade e eu espero muito vê-lo participando dos planos que você tem para ele.

Realmente odeio não ter muito o que escrever, não existem erros gritantes nem incoerências pra apontar por agora. Foi objetivo, direto ao ponto e mesmo assim conseguiu não deixar simples, sem conteúdo. Aff, aprovado.


Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Seg 20 Fev 2017, 00:35




Atualizado!




How fickle my heart and how woozy my eyes, I struggle to find any truth in your lies. And now my heart stumbles on things I don't know, my weakness I feel I must finally show. Lend me your hand and we'll conquer them all but lend me your heart and I'll just let you fall, lend me your eyes I can change what you see, but your soul you must keep totally free
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jaime L. Starling em Ter 21 Fev 2017, 18:12

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Deméter, a deusa da agricultura. Bem, a acho uma deusa superinteressante. Embora, na maioria das vezes seja encarada como inútil, pode ser bastante poderosa! Enfim, é a deusa que mais se encaixa na trama de meu personagem.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)
Magro e com 1,70, Jaime tem os cabelos ruivos de seu pai e os olhos azuis de sua avó, Catherine Starling. Natural da Escócia, não cresceu lá, sendo educado na maior parte de sua vida em Londres. Possui uma personalidade bastante calma, porém pode ser tempestuosa quando contrariado. É bastante orgulhoso e pode não ser muito amigável.

- História do Personagem

Jaime olhou com relutância para a soleira da porta. Suspirando, fez uma última avaliação mental: seria esta uma boa ideia?

Nunca havia estado antes naquela parte da cidade. Aonde pessoas como ele, de sua posição, raramente iam.  
Novamente respirou e bateu na porta, que estava entreaberta, alguém gritou: “entre” e o jovem adentrou no local.

A sala fedia a incenso e velas aromáticas, uma mistura de fragrâncias que lembrava lavanda e ervas. Pôsteres se espalhavam pela parede contendo gatos pretos, bolas de cristal e outras coisas relacionadas ao sobrenatural. A mobília era de segunda mão e a sala era dividida por uma cortina de bolinhas. A fumaça vinha desta direção e Jaime supôs que devia entrar lá.

A cartomante sentava-se atrás de uma mesa redonda com duas cadeiras na direção oposta com olhos fechados. Parecia estar concentrada. Uma enorme bola de cristal se encontrava no centro da mesa e ela vestia uma túnica roxa e um turbante com uma pedra azul turquesa que Jaime afirmou ser falsa.

- Olá, senhor, sente-se – disse a cartomante ao abrir os olhos apontando para as cadeiras a sua frente. – Em que o senhor gostaria que eu lhe ajudasse? Estamos com uma ótima promoção hoje! – disse dando-lhe um folheto que continha uma porção de ofertas sobre feitiços, banhos de sal grosso, runas e tarôs.
- Obrigado. – prosseguiu Jaime pondo o folheto em cima da mesa – Na verdade, o que eu realmente queria era falar de uma antiga amiga sua chamada Catherine.

- Catherine? Não me lembro de nenhuma Catherine! – disse piscando os olhos. A cartomante parecia jovem, mas algo nela lembrava alguém de muito mais idade. Talvez o jeito que se mexia ou algo parecido. Jaime pegou um envelope e o colocou sob a mesa, próximo a mulher.

- Senhor, eu realmente não sei quem e Catherine. – respondeu a mulher – talvez se o senhor dissesse o sobrenome talvez me lançasse uma luz.

Jaime corou um pouco incomodado por esquecer um detalhe tal fundamental para o reconhecimento de alguém.

- Starling – ele disse por fim

- Ah, sim, Starling – disse a mulher rindo, olhando para alguma lembrança no passado que apenas as duas sabiam. E, virando-se para Jaime, disse com desconfiança: - E o que você quer com ela?

- Senhorita...

- Amara!

- Catherine Starling é a minha avó que misteriosamente desapareceu e eu e meu pai estamos tentando procurá-la já algum tempo.

- Ora, ora, tratando-se de quem era não é por menos!

- O que a senhora quer dizer? – perguntou Jaime, já irritado. Não suportaria ninguém desrespeitando sua avó.

- Calma, eu lhe explico.

- Olha, se a senhorita for procurar gracinhas é bom entregar-me o dinheiro de volta!- esbravejou Jaime se levantando

- Não estou brincando com ninguém. Falo sério – disse a mulher indiferente – A verdade é que sua avó tinha sangue divino em suas veias, assim como você.

- Como é que é?!

Será que ela estava brincando?

A mulher fechou os olhos e tocou na bola de cristal que emitiu um brilho azul. No centro da bola Catherine Starling aparecia sorrindo, conversando com alguém desconhecido.

- Não, meu querido, não é. Você é um meio-sangue, filho de um deus com um mortal – respondeu a mulher levantando-se calmamente.  Sua família toda é assim. Ao longo dos séculos, quando os deuses olimpianos ainda residiam na Europa, sua família se envolveu pela primeira vez com um deus grego e assim tiveram descendentes e que por sua vós era semideuses.

- Isso é alguma brincadeira?! Você é louca, só pode ser!

Algo começou a brilhar na cabeça de Jaime, algo parecido com um feixe de trigo amarelo.

- Bem, se eu sou louca, como você pode explicar isso? – disse a mulher

Aquilo não havia sido loucura ou ilusão, Jaime sabia o que tinha visto. Seu estômago começou a borbulhar e suas mãos suaram. Estava tendo um surto?

- Você nunca foi atacado ou algo do tipo? – perguntou a feiticeira realmente interessada. Andando pela sala.
Jaime balançou a cabeça em negativa - Mas atacado, por quem?

- Monstros, óbvio. – respondeu Amara – Eles sãos os inimigos dos Deuses. Sua avó deve tê-lo protegido.  A Névoa talvez seja a responsável por você não lembrar.

Jaime absolutamente não entendia quase nada do que a mulher dizia

- É normal para você se sentir assim – disse, percebendo o desconforto de Jaime- afinal descobrir isso de uma hora para outra que você e descendem de uma linhagem de Deuses... Bem, você foi reclamado. Foi declarado pela sua própria mãe, Deméter, ser seu filho aqui na minha frente. Este feixe de trigo indica que você é filho da deusa da agricultura. Temos de ir agora para o Acampamento Meio-Sangue.

- O quê, agora?! – Surpreendeu-se

- Sim, Jaime. Nós dois podemos morrer se eu não tirá-lo daqui. Esperar um pouco. – Amara entrou em uma porta ao lado e em exatos dois minutos, saiu do quarto de calças jeans e camisa de flanela com um coturno. Seus cabelos negros amarrados com em um rabo de cavalo. Portava uma espada nas costas e uma faca pequena – é sua! – disse entregando ao filho de Deméter.

- Acho que não vou saber usar – disse com embaraço – tem alguma espingarda? Meu pai geralmente caçava patos em Callander.

- Não se preocupe, tá no sangue. Saberá quando for preciso – disse Amara – Vamos, eles já devem estar perto.
- Mas você sairá assim? – disse apontando para espada de Amara

- A Névoa faz os mortais verem de uma maneira distorcida. Eles nunca pensarão que é realmente uma espada.

- Então, por que me esqueci dos monstros que me atacaram?

- Alguns meio-sangues sabem manipular a Névoa.

Os dois saíram do apartamento, correndo pelos corredores vigilantes. Pegaram um navio rumo à Nova York e enfrentaram alguns monstros pelos caminhos. Amara lhe explicou tudo a respeito do mundo dos semideuses, o seu mundo agora. Mas, mesmo depois das horas de cansaço e de exaustão uma pergunta não parava de martelar sua mente: “Por que sua avó apagou sua memória?” "E de onde Amara e sua vó se conheciam?" Com certeza, iria descobrir.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Ter 21 Fev 2017, 18:44


Avaliação


Jaime L. Starling:
Olá, Jaime. Seja bem-vindo ao nosso Pejotinha! Muito bem, meu caro, devo dizer que fiquei realmente feliz em ver alguém querendo fazer testa para filho de Deméter, claramente não é algo comum e seus motivos me agradaram muito. Sua história também me pareceu bastante interessante e eu estava muito inclinada a te aprovar até a hora das revelações. Achei muito corrido, entende? Estava até disposta a passar por cima de alguns errinhos de grafia e te dar só uns toques, mas aí vi sua história acelerar de um jeito que ficou meio atropelado, sabe?

Por exemplo, a cartomante. Entendo que não queira revelar totalmente quem ela é agora, mas como ela simplesmente poderia saber sobre sua condição? Do nada ela tirou uma faca e todas aquelas informações? Como ela soube reconhecer o sinal de Deméter? Quer deixar uma aura de mistério? Faça-a dizer algo enigmático, que dê a entender que ela sabe de muita coisa, que está mais mergulhada no seu mundo do que você imagina.

Névoa? O que é Névoa? Uma informação valiosa como essa não pode ser simplesmente dita assim como algo corriqueiro, entende? Tente explicar um pouco melhor. Pegou um navio para o acampamento? O que é o acampamento? Que problemas enfrentaram? Não precisa narrar todos, é claro, mas cite-os para contextualizar e ambientar melhor o avaliador, ok? Não precisa revelar sua trama toda, obviamente, deixe o mistério. Tenho certeza que você consegue.

Dicas a mais: verifique o uso de onde/aonde, não se bate "na" porta e nem se adentra "no" local. Também fiquei sem saber qual exatamente é a posição do personagem na sociedade para que ele raramente vá a um local como o citado, ficou essa ponta solta no ar. Espero que consiga na próxima!

Por enquanto, ficha reprovada.

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Aguardando atualização
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Luconi T. Lyserg em Qua 01 Mar 2017, 17:48

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Quero ser reclamado por Apolo por dois motivos, pelo meu interesse em música e pela vantagem em cura e ataque ao longo alcance que eu teria. Prefiro esse tipo de ataque.

- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)
Tenho olhos e cabelos castanho-escuros, embora a cor dos cabelos seja mais voltada ao preto do que a cor dos olhos. Os cabelos são lisos, porém ligeiramente anelados e minha cor de pele é branca. Tenho um porte de massa muscular definida, saudável. Diria que meu rosto em geral é bonito. Há olheiras que podem ser vistas fora do alcance do sol, mas que quase desaparecem ao serem atingidas por ele. Meus dedos são finos, ágeis e precisos, ótimos para manusear instrumentos musicais, desenhar, ou rapidamente acertar um alvo.
Toco violino, sempre achei estranho o fato de nunca ter conseguido arrebentar uma corda E mas nunca imaginei que isso teria alguma relação com alguma origem divina. Sou vegetariano como minha mãe, normalmente sou reservado e introvertido, salvo em apresentações musicais. Leio partituras com mais facilidade do que leio palavras, sou disléxico, embora isso pareça normal para um filho de Apolo.

- História do Personagem
Deveria estar chovendo, uma tempestado violenta com direito a ventavais e queda de energia, mas o Weather.com não parece ter muito efeito sobre o Acampamnto Meio Sangue. Era noite e apesar do clima confortavel e de eu não estar sendo atacado por um monstro, não me sentia bem. Não me entenda mal, os semideuses filhos de Hermes são super educados e receptivos, o meu beliche não era ruim e apesar do pouco tempo que tive, pude arrumar a mala com tudo que precisava. Acontece que ainda era difícil compreender tudo aquilo que havia acontecido, há 5 horas atrás eu estava praticando tiro ao alvo na Academia de Arco e Flecha, há 4:45, tinha sido atacado por um monstro e salvo por um sátiro. Meia hora depois eu estava em casa, arrumando as malas e me preparando para vir de taxi pra esse lugar. Depois de ser recepcionado por um Homem bode-cavalo eu não tinha muito mais com o que me surpreender. O sátiro me levou para uma casa cheia de semideuses filhos do Deus do Correios, óbvio, e aqui estava eu.
No quarto dos indefinidos haviam muitas pessoas, mas eu não queria conversar com ninguém. Depois de tudo que tive de assimilar não era anormal que eu estivesse assim. Me avisaram que o jantar aconteceria daqui a 20 minutos, abri minha mochila de peguei o meu livro do Ranger's Apprentice, volume 9. Disseram que eu poderia ser reclamado por meu pai divino hoje, mas sinceramente, não estava ansioso o suficiente pra parar de ler. Já aconteceu muita coisa no dia de hoje, se eu pudesse deixar isso pra amanhã não seria grande sacrifício. Além do mais, pelo que pude perceber, pela quantidade de pessoas no quarto dos indefinidos, eu provavelmente ficaria aqui por algum tempo. Li três capítulos e meio e então fui cutucado por um garoto com a voz áspera.
- Ei, Cara novo! Melhor vir comer agora, se depender de mim não sobra nada. - Disse ele, sério como uma pedra.
- Ah, ok. Obrigado - Eu respondi.
Guardei o livro e só então percebi o cofre que havia ao lado da minha cama, não achei que alguém roubaria um campista novo, apesar de Hermes ser o deus dos ladrões... ééé ...Ah, quer saber? Nem pensei nisso mesmo. Peguei o cadeado que trouxe comigo na mala, a pedido do sátiro. Tenho que agradecer a ele por isso. Coloquei minha mala dentro do cofre e o tranquei, desde que não roubem minha chave está tudo ok. Quando terminei, o quarto estava quase vazio, exceto por outros três desconhecidos além de mim.
Saí do quarto e desci as escadas, sem a mala e em um lugar estranho de noite, me sentí nú. Apesar disso pude encontrar algum conforto em seguir a grande massa de campistas rumo ao que me disseram que seria o pavilhão de jantar.
Na entrada, passei por debaixo de um mini-arco do triúnfo, o que não me fez descartar estar participando de algum tipo de programa de auditório, ou de alguma seita que realiza sacrfícios com campistas novos. Era um lugar grande, com grandes colunas gregas por tudos os lados, a arquitetura era incrível, porém o lugar não tinha teto. Normalmente eu ficaria com medo de chover na minha comida ou de alguma pomba mágica soltar um tolosco encantado em algum lugar indevido, felizmente, parecia não chover por aqui. Eu esperava também não haver pombas.
Nós nos sentamos e eu demorei um tempo pra descobrir que cada mesa era a de um chalé. Disfarçadamente me desviando da mesa de Hades, (o que foi? parecia tão vazia) fui em direção a mesa de Hermes e lá me sentei. Queria que ela estivesse menos cheia. Odeio multidões, odeio gente falando demais. Eu não gostava muito daqui, e queria meu violino. Passado meu surto intissocial, tentei entender como seria o processo de pegar a comida de não sei onde.
O Dionísio, Deus do Vinho que dirigia o acampamento, subiu em uma espécie de palco. bateu palmas para chamar a atenção de todos e os campistas pareceram obedecer o pedido. Ele estava vestindo a mesma roupa de antes, uma túnica branca com short jeans e chinelo. Segurava uma Coca Diet na mão, e depois de beber 1/4 da lata na frente dos espectadores, ele disse:
- Hoje nós temos um novo campista... - Epa, oque? Não me falaram disso, pensei - ...Ele se chama Luconi Magnavari, por favor Luconi, levante-se
Lentamente, me levantei, com as bochechas começando a corar.
- Oi - Eu falei. - Silêncio. Hm, continuam calados. Não estão parando de me olhar.
- Já posso sentar? - Constrangido, eu falei.
Foi então que notei acima da minha cabeça, uma harpa de ouro flutuante, eu tentei pegar porque ouro é caro, mas ela pareceu passar por minhas mãos como ar. Depois disso foi perdendo brilho, e devagarmente desaparecendo, até que não restou nada.
- Ok, isso foi estranho. - me sentei.
Depois disso, as pessoas de uma mesa em algum lugar começaram a bater palmas e gritar. Logo o acampamento inteiro as seguiu, procurei o apresentador maníaco em algum lugar esperando pra desvendar a pegadinha mas não o encontrava. Foi então que Dionísio, com sua melhor voz de locutor Deus disse:
- Bem Vindo Luconi Magnavari, Filho de Apolo!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por July Moseby em Seg 06 Mar 2017, 08:40

Ficha de Reclamação

— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Desejo ser uma Nereida, pois é o ser que mais se adequa à trama da minha personagens e são poucos os jogadores que escolhem seres da natureza.

— Características do Personagem:
Físicas: Possui cerca de 1,70 de altura, cabelos lisos de cor loira avermelhada e olhos verde mar. É magra e esguia, não apresentando muitas curvas, mas de beleza invejável.

Psicológicas: Está confusa por não saber sobre seu passado, mas é corajosa e gosta de correr riscos, mas costuma ficar em sua zona de segurança.

— História do Personagem:

Olhei ao redor, mas não consegui distinguir onde estava, só que era em algum lugar no litoral. Tentei lembrar de como vim parar aqui, mas, quanto mais eu tentava, mais minha cabeça doía. Quando vi que meus esforços eram em vão, levantei e tentei andar para procurar por algo que me ajudasse a saber onde eu estava.

Depois de um tempo andando pela praia vi um aglomerado de pessoas e uma placa dizendo: Point Pleasant Beach. Fui perguntar a um moço onde estávamos:
-Aqui é Nova Jersey! - gritou com um ar de empolgação.
-Nova Jersey? - perguntei confusa
-É. Você é de onde? - indagou algo que eu realmente queria saber responder.
-Eu herr... Não me lembro. - Contei-lhe então o que ocorrera comigo.
-Entendo. - falou, parecendo mais sério - Eu e minha esposa moramos em uma casa aqui perto. Se você quiser posso deixar você dormir lá por hoje.
-Seria incrível! - disse, sem me incomodar pelo fato de ter acabado de conhecê-lo.

Ao chegar na casa dele fiquei impressionada com o que vi. A sala dele era enorme e a casa tinha mais de dez cômodos. Tinha até uma piscina:
-Muito obrigada por me deixar dormir aqui por hoje!
-Sem problemas. Aliás, qual seu nome?
-Meu nome... - tentei lembrar, o que só me deixou com dor de cabeça.
-Entendo. Sou Luke Moseby. Posso te chamar de July?
-Claro! - exclamei. Finalmente tinha um nome!

Depois da conversa ele disse que podia dormir no quarto de hóspedes e fui me deitar.

Acordei de madrugada e não sabia o que fazer para passar o tempo, então desci e fui andar pela casa. Pensei que poderia fazer o café para agradecê-lo por ter me dado abrigo esta noite.

Duas horas depois ele e uma mulher descem. A mulher logo olha para mim e fica impressionada com a mesa:
-O que é tudo isso July?
-Eu fiz o café para agradecer por terem me acolhido.
-Que incrível! - disse a mulher.
-Obrigada.
-Aliás. July, essa é minha esposa Leia. Leia essa é a jovem que falei.
-Prazer.
-O prazer é todo meu.
-Então... Vamos comer?

Comemos e, depois do café, fui arrumar minhas coisas para sair. Estava na porta me agradecendo quando:
-Aonde vai?
-O senhor Moseby me deixou passar somente essa noite aqui.
-Você tem alguma casa?
-Não.
-Tem emprego?
-Também não.
-Então por que não fica aqui trabalhando na casa? Pagamos um salário e meio.
-Sério senhora Moseby? Posso ficar?
-Claro!

Então fiquei lá e, assim que acabamos nossa conversa, me joguei na piscina. Assim que o fiz, minha cabeça começou a doer e me lembrei de um pouco antes de estar desacordada. Eu estava sendo perseguida por... Não consigo lembro. E eu estava... Respirando na água!? Sim, eu me lembro! Eu sou uma nereida!

De noite o Sr. e a Sra. Moseby chegaram mas eu não contei sobre o ocorrido com medo que duvidassem da minha sanidade mental. Então guardei para mim esse segredo e vivi lá por um tempo.

Oito anos depois...


Eu estava voltando para casa depois de comprar os ingredientes para o almoço quando, ao me aproximar da casa senti um cheiro estranho, então entrei para ver o que era. A visão era aterradora, os Moseby dilacerados com sangue espalhado pela sala, que, aliás, estava destruída, e um ser meio mamífero aquático meio cachorro com mãos humanas e garras comendo os corpos. Ao vê-lo de perto minha cabeça voltou a doer, coisa que não acontece desde que eu entrei na piscina pela primeira vez. Era aquele o ser que estava me perseguindo antes de eu perder a memória e... Eu estava indo a um lugar antes de ser perseguida, mas não consigui lembrar onde.

Assim que voltei a mim vi que o ser estava vindo na minha direção. Comecei a correr para tentar fugir e pareceu que funcionaria, pois seu corpo não parecia adaptado para correr na terra, mas estava errada. Mesmo com aquele corpo ele era realmente rápido, o que me deixou com somente uma opção. Corri então para o mar o mais rápido que pude, pois sabia que ele iria me alcançar se continuássemos correndo. Assim que me joguei algo me fez seguir para o norte. Eu não sabia o que era, mas senti como se tivesse de ir para essa direção.

Para o meu azar o ser também era rápido na água, porém, eu era mais. Mas não importa a vantagem que eu estivesse,  ele não desistia e continuava me perseguindo. Quando eu finalmente parava para descansar por achar que o tinha despistado, ele aparecia e continuava a me perseguir. Eu já estava sem energias quando me recostei em uma costa para descansar, mas ele de alguma maneira já estava quase em cima de mim.

Quando pensei ser o fim um outro ser, que parecia uma mistura de homem e peixe, me salva e passa a lutar com o monstro. Ele me manda ir para o acampamento e aponta uma direção.  Sigo ela e, quando me viro para ver como ele estava, vejo o monstro com o tridente do tritão na mão e o tritão caído e sangrando. Ele se vira então pra mim e, tentando não chorar, volto a nadar.

Depois de alguns minutos eu chego em uma costa e paro. Então eu realmente desisto e espero ele chegar para me matar. Então, quando ele aparece, fecho os olhos esperando a morte.

Fiquei assim por alguns segundos, mas nada aconteceu. Abro então os olhos e vejo um adolescente com uma espada na mão e a outra estendida. Levanto com a ajuda dele e vejo o monstro morto na água.

-Seja bem vinda - diz o rapaz.
-Obrigada - respondi, e acho que corei - Onde estamos?
-No Acampamento Meio Sangue. Você deve ser uma nereida.
-Acho que sim.
-Vou avisar Quíron de sua chegada.
-Obrigada de novo então.
-Se quiser te apresento o acampamento mais tarde.
-Não obrigada. Prefiro ir sozinha.
-Tudo bem. Sou Greg, prazer. Qual seu nome?
-Prazer. Meu nome... July. July Moseby.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Daiki Yuri em Qui 09 Mar 2017, 18:25

- Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Sempre detive de uma fascinação pela lua. Li uma trama especial em um RPG envolvendo Selene e foi assim que a conheci, desde então mantenho uma relação de respeito e carinho imenso pela deusa lua.

- Perfil do personagem:

Características físicas: Estatura baixa, cabelos curtos e pintados de loiros claríssimos. Traços asiáticos ganhos como herança sanguínea por parte do pai assim como os olhos negros como a noite.

Características psicológicas: Uma palavra para descrever toda a personalidade de Yuri seria: Calma. A menina tem a fala mansa, prefere morrer a entrar em uma discussão! Costuma abaixar a cabeça para certas coisas para fugir de confusão. Desde criança tem pavor em ser o centro das atenções, por isso se acostumou em ser sempre a sombra de alguém e não dar voz ao que realmente sente e pensa.


- História do personagem:

- Pai, conta aquela história de novo?
A pequena menina se esforçava para manter o pequeno corpo em equilíbrio sobre as pontas dos pés afim de observar a razão de tanto esforço vindo de seu pai. Havia horas que ele estava debruçado sobre a mesa e a pequena já estava sendo comida pela curiosidade. O homem de traços asiáticos cansados solta uma pequena risada ao notar o esforço de sua menina e limpa as mãos sujas de tinta em um pano próximo afim de segurar a filha nos braços e coloca-la sentada sobre seu colo. Yui, assim como a avó da garota a chamava, não pode evitar de abrir a boca em um "O" perfeito ao conseguir ver a pintura de seu pai quase pronta sobre a mesa. Na tela, a menina via uma rua completamente vazia se não fosse um ou dois postes de iluminação. Mas o que mais chamava a atenção da pequena era a enorme lua cheia no centro da tela. A lua era tão bonita, tão estonteante, tão... A menina de nove anos simplesmente não tinha palavras em seu vocabulário para descrever o que a lua a fazia se sentir.
O pai sorria carinhosamente observando atentamente as reações da filha, ela parecia ter gostado do quadro que estava lhe dando tanto trabalho, mas também prazer em ser feito. Delicadamente ele coloca uma mecha do cabelo negro da menina atrás de sua orelha e começa a contar a história que a menina havia lhe pedido.
- Anos atrás havia um menino. Um menino que toda noite abria a janela da sacada apenas para a admirar a beleza da lua e lhe dar presentes. A lua, em troca, o trazia sentimentos bons. O deixava alegre, lhe trazia esperanças, o fazia companhia e, por fim, o deixou apaixonado. Dia após dia o menino abria a janela da sacada com um sorriso no rosto e uma rosa branca. Ele deixava a rosa na sacada para ser banhada pela lua e conversava com ela sobre tudo o que sentia. Mas um dia o menino parou... Se sentiu solitário por amar algo completamente inalcançável. A janela da sacada, pela primeira em anos, não havia sido aberta para o banhar da lua. Dias se passaram e o menino continuava recluso em sua própria bolha de auto piedade. A noite chegou e, mais uma vez, a janela permanecia fechada. Porém, nessa noite em especial, quando estava se preparando para dormir, o menino ouviu uma pequena batida na janela da sacada.
- Era a lua, não é papai? -a menina retira seus olhos antes vidrados na pintura para o rosto do pai com um sorriso animado nos lábios. O homem sorri e pisca um dos olhos na direção da filha de maneira brincalhona antes de continuar a história.
- Assustado, o menino seguiu cautelosamente até a sacada e, quando abriu a janela, sentiu seu coração bater tão rápido que pensou que o mesmo iria sair de seu corpo. Parada de costas para ele, em sua sacada, estava a menina mais linda que ele já havia visto antes. Ela tinha a pele pálida como a luz da lua, um vestido branco cobria seu corpo e seu cabelo longo parecia incrustado de estrelas. Antes que pudesse falar qualquer coisa, a menina se virou de frente para o menino e sussurrou "Estou solitária. Por que não me faz mais companhia como antes? Não pode notar minha tristeza nos dias em que não vinha me visitar?" O coração do menino doeu. Ele não havia se dado conta do quão egoísta estava sendo com a lua. A lua todo dia estava sozinha e solitária no céu, mas apesar de silenciosa, ela sempre estava ali por ele quando ele mais precisava, mas ele? Ele havia abandonado a lua, havia se escondido dela por puro egoismo quando a única coisa que a lua queria, em troca de tudo de bom que havia lhe dado, era sua companhia. O menino sentiu vergonha, mas mesmo assim se aproximou da menina a tomando pelas mãos e sussurrou "Me desculpe, linda lua. Fui egoísta em pensar só em mim. De hoje em diante, sou seu de corpo e alma." Naquela noite, o menino se viu agraciado pela presença da lua em sua sacada. Passou a noite com a lua em seus braços embaixo do céu estrelado. Quando a manhã chegou, a lua se foi. Desde então o menino nunca mais teve a lua em seus braços, porém toda noite, ele ainda é agraciado pela sua companhia dos céus.
- Isso é...triste. -a menina diz voltando seu olhar para a tela. - O menino ficou sozinho no final.
- Não, ele não ficou! -o pai retrucou.- Apesar de não estar lá presencialmente, o menino podia sentir que a lua continuava prestando atenção em si e se sentindo amada. E no final, a lua havia o deixado o melhor presente de todos!
- É? Ela deu um ursinho de pelúcia grandão pra ele?
A risada do pai encheu o ambiente de alegria. Era raro ouvir o pai dar uma risada tão alta e leve, por isso Yui o acompanhou na risada mesmo sem saber o que era tão engraçado em sua pergunta.
- Não, sua boba. - O homem replicou, passando um dos dedos nos cantos dos olhos para limpar as lágrimas provenientes da crise de risos. Ele colocou sua testa na da filha e sorriu em ternura. - Ela me deu você.

Yui cresceu sem entender muito bem o que o pai havia lhe dito naquele fatídico dia. Sua mente infantil não tinha o que era necessário para fazer a ligação das coisas. Apenas anos depois, após a morte de seu pai, ela conseguiu entender a história como um todo. O menino da história.... era seu pai.
O mesmo havia morrido quando Yui tinha 13 anos de idade. Era uma noite de lua cheia quando a menina havia recebido a noticia que seu pai havia partido. Ele havia a deixado para fazer companhia a lua nos céus estrelados.
Aos 14 partiu da Coreia tendo como destino os EUA. Havia vindo graças a uma bolsa de estudos e, se fosse sincera consigo mesmo, Yui diria que queria fugir de toda a tristeza que lhe envolvia toda vez que via a luz da lua pela sacada de seu quarto. Mas não se pode fugir da lua... assim como não se pode fugir de seu destino.
Coisas estranhas começaram a acontecer e em uma noite, Yui se viu cara a cara com a morte quando um monstro a atacou. Por sorte, ou destino, havia um semideus mais preparado por perto que pode ajuda-la. O mesmo semideus a guiou até o acampamento e lá, passou quase uma semana completamente no escuro.
Mas em uma noite de lua cheia, em meio a fogueira, uma luz prateada irradiou do topo de sua cabeça.
E Yui não precisava nem mesmo olhar para saber de quem era filha.
Ela era uma filha da lua.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Simmon Wilem Brandeur em Sex 10 Mar 2017, 16:14


avaliação

Luconi Magnavari

E aí cara, beleza? Fico feliz por tu estar aqui. Seja muito bem-vindo!

Sobre a sua ficha, preciso te falar algumas coisas. Vamos começar pela organização: você não deu espaço entre os parágrafos, deixando todo o texto em um bloco só, tudo grudado e corrido. Isso atrapalha muito a leitura, tornando-a cansativa e maçante. Portanto, quando for escrever outras coisas, lembre-se disso.

Você também cometeu diversos erros de digitação, alguns até de ortografia, mas não estou aqui para corrigi-los, e sim para avaliar a sua reclamação. No entanto, atente-se a eles, pois quebram demais o ritmo da leitura e prejudicam no resultado final de um texto. Quando escrever, use o Word para digitar (ou qualquer programa semelhante, que indique os erros e os corrija), além de revisar duas ou três vezes tudo o que escreveu. Lembre-se: sempre dá para revisar mais uma vez e melhorar o que foi escrito.

Entretanto, mesmo com todos esses erros e com aquele lance do espaço entre parágrafos, a sua história foi boa e seguiu um fluxo lógico aceitável. Você citou tudo o que precisava ser citado e até mostrou um pouco da personalidade de seu personagem. É algo muito interessante e muito bom.

Enfim, se você precisar de ajuda para consertar os erros, ou quiser dicas para errar menos, me manda uma MP e a gente conversa, fechado?

No mais, seja bem-vindo, filho de Apolo.

— Aprovado —


July Moseby

Olá garota, tudo bem com você? Espero que sim. Seja bem-vinda!

A avaliação da sua ficha será sucinta, pois você não cometeu muitos erros e seguiu todas as diretrizes propostas. Foi um texto suficiente.

Contudo, mesmo escassos, houveram erros. Praticamente nenhum erro de ortografia, o que mostra que você foi atenta em relação a eles, mas percebi dois ou três errinhos de digitação, coisa que poderia ter sido resolvida com uma revisão mais atenta e profunda. Nos próximos textos, cuide disso, okay?

Outra coisa que chamou minha atenção, de maneira negativa, foi que você não colocou espaço antes das falas, deixando-as "grudadas" com o parágrafo anterior a elas. Isso não é legal. Lembre-se sempre de dar um enter antes de inserir os diálogos. Além disso, você trocou o travessão, usado antes de falas, por um hífen, que é o símbolo usado para separar palavras compostas etc. Olha a diferença entre os dois:

- hífen
— travessão

Atente-se: você nunca pode trocar um pelo outro. Estes símbolos não são equivalentes, não são iguais e não significam a mesma coisa. Dica: para inserir o travessão, aperte Alt+0151 no teclado numérico.

Sobre a história em si, você foi sucinta, até meio corrida em alguns momentos, mas suficiente para ser aprovada. Mais detalhes seriam interessantes, principalmente na hora do enfrentamento com o monstro ou no momento em que chegou ao Acampamento, mas não são totalmente imprescindíveis. Portanto, a ficha valeu.

Enfim, seja bem-vinda, Nereida!

— Aprovada —
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lavínia Cavendish em Sex 10 Mar 2017, 16:20



Avaliação


Daiki Yuri — Aprovada como filha de Selene

Olá Daiki! Assumo que seja nova no fórum e, se este for mesmo o caso, seja muito bem-vinda.

O teste de reclamação de Selene não é considerado rígido, e devo dizer que isso ajudou muito em sua aprovação. Não foi uma das melhores fichas que eu já li, mas também não acabou sendo muito ruim. Os problemas com ela envolvem principalmente ortografia e a organização das suas ideias (que são boas) no texto em si, que tem partes demasiadamente longas e outras — que deveriam ser importantes — bem corridas.

A primeira dica que dou pra você e pra meio mundo é: Não confunda hífen, travessão e meia risca. Vou quotar de outra avaliação acima, pra salvar tempo:

Diferencie meia-risca (–), hífen (-) e travessão (—). O hífen serve pra unir palavras compostas (guarda-chuva) e fazer a translineação (divisão de uma palavra no final de linha). O travessão, para indicar mudança de interlocutor e para isolar palavras ou expressões. Nunca, em hipótese alguma um substitui o outro. Não se escreve guarda—roupa. Além de tudo, é fácil de fazer o travessão, apenas segure alt+0151. Inicie sempre um diálogo usando ele, e não o hífen.

Procure deixar um espaço entre um parágrafo e outro, torna a leitura mais fácil e fica visualmente bonito. Também atente-se aos espaçamentos após as pontuações, por vezes você não os colocou e acabou juntando uma frase na outra. Essas são coisas simples que você vai aprender ao longo do RPG, portanto aqui estou só exemplificando rapidamente.

Respostas ok, história ok, momento de reclamação da personagem ok. Espero que goste do PJBR e se precisar de qualquer coisa pode entrar em contato comigo ou qualquer outro membro da staff (deuses e monitores). Parabéns!

Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Sex 10 Mar 2017, 18:56






Hécate

.:: deusa da magia e das encruzilhadas :: mestra da névoa :: adm do pejotinha ::.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por John DiLaurentis em Seg 20 Mar 2017, 14:21

Ficha de Reclamação


- Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Por Hecáte. Já tive várias contas com vários progenitores e desejo que nessa seja ela.

Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Físicas:
Cabelos castanhos naturalmente, porém atualmente está com várias mechas coloridas, olhos verdes, pele branca quase pálida, magro e 1,72m de altura.

Psicológicas:
Antes de chegar no acampamento era extremamente frio e calculista. Após chegar no lugar, aprendeu a ser mais amoroso e amigável com todos ao seu redor, e busca sempre ajudar os necessitados.

- História do personagem.

Nasci como o primogênito de uma família de Médicos e Advogados, porém a família era desunida, como se não existisse. Então, como a ovelha negra, me envolvi com coisas que não deveria. Comecei a andar com assassinos de aluguel, então morte para mim nunca foi novidade. Sempre fui treinado por eles para ser o melhor homicida de aluguel já visto, por isso tive que passar por diversas torturas para conseguir ter tolerância à eletricidade e dor, por exemplo. Mas desde pequeno mostrava talento para o trabalho e, por possuir uma beleza enorme, modéstia parte, a utilizava para manipular as vítimas. Nunca tive chance de conhecer minha mãe, que, de acordo com meu pai era uma mulher misteriosa e com uma feminilidade e beleza invejável por qualquer outra, apesar de não gostar de falar dela.

Tive aulas em casa até os doze anos, pelo fato de meu pai achar que os estudos caseiros eram melhor, até que entrei pela primeira vez em uma escola. Não era uma pessoa de muitos amigos, já que, eu só era simpático com aqueles que traziam vantagens e depois que essas vantagens acabassem, eles eram simplesmente descartadas.

Com 14 anos já havia matado dezenas de pessoas e era extremamente frio, calculista e me recusava a demonstrar os meus sentimentos. Para mim, matar tinha se tornado a coisa mais simples de todas, era como escovar os dentes de manhã.  

No dia que cheguei ao mundo mitológico, estava prestes a matar um homem rico, até que esse homem simplesmente se transformou num monstro e um garoto aleatório me carregou até um lugar chamado Acampamento Meio-Sangue, em Long Island. Lá fui instruído sobre tudo, foi meio difícil aceitar que era um semideus e se adaptar a nova rotina, mas nada que um bom tempo resolvesse.

A vida no acampamento se tornou ótima depois que me adaptei. Eu consegui novos amigos, fui para missões, treinei, entrei para uma nova "família"

Naquele dia em especial, eu havia ajudado uma garota que estava sendo atacada e estava perto da morte. Naquela noite eu estava deitado na areia da praia, já cansado de um dia completamente exaustivo e acabei dormindo por acaso. Porém o sono não foi tão tranquilo, comecei a sonhar e em meu sonho uma mulher de beleza estonteante apareceu na minha frente.

– Como você cresceu, Erick.. – disse a mulher desconhecida, sorrindo de maneira firme. – Oh, desculpe. Sou Hecáte, sua mãe.

– Eu sei quem é você, mãe... Só não sei o porquê de não ter me reclamado até agora e porque não é nem um pouco presente em minha vida. – respondi com um pouco de dor na voz, levantando-me lentamente.

A brisa era forte no sonho e o cenário era exatamente igual a praia, porém a visão tinha alguns tons de roxo. Hecáte tinha olhos escuros, cabelos da mesma cor e vestia um longo vestido tão belo quanto ela.

– Deuses não podem interferir na vida mortal, meu filho. – A mulher tirou uma mecha escura de seu rosto e colocou atrás da orelha, enquanto se aproximava de sua prole. – Sua criação também não colaborou. Você tinha muito que aprender e quando veio para o acampamento você conseguiu.

– Como assim consegui? – indaguei, mexendo nervosamente em minha franja. A deusa soltou uma risada e disse:

– Ontem você salvou aquela garota ao invés de deixa-la apodrecer sozinha. Você mudou, Erick, mesmo que não aceite isso. Sinto que terei que ir agora. Se cuide..

Antes que pudesse dizer qualquer coisa, acordei com um susto e comecei a olhar tudo em volta. Ao não ver nada, só a praia vazia, decidi caminhar até o mar para dar um mergulho ou só molhar os pés mesmo. Ao chegar lá, fitei meu reflexo na água e notei um símbolo roxo brilhando em minha cabeça. Finalmente havia sido reclamado.

I'm a fuckin Wizard
John DiLaurentis
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lilian Esmé em Seg 20 Mar 2017, 17:43


Reclamação
Drink up, baby, stay up all night, the things you could do, you won't but you might, the potential you'll be that you'll never see, the promises you'll only make, drink up with me now and forget all about the pressure of days
- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser reclamada como Dríade. Decidi criar mais uma personagem ativa no fórum e como a maioria das opções divinas já esta saturada, optei por uma criatura da natureza.

- Perfil do Personagem
Características Físicas:
Cath possui uma estatura mediana, 1,65m e pesa por volta de 60Kg bem equilibrados num corpo até definido para sua idade devido a vida na floresta e sua rotina de exercícios físicos. Seus olhos cor ambar se destacam em meio a suas madeixas louras e quase esbranquiçadas, dando-lhe um ar misterioso e sensual.

Características Psicológicas:
O espírito é claramente pervertida. Sedutora e muito carismática, Cath aproveita de homens inocentes e os utiliza para seu bem prazer. Manipuladora e um pouco ansiosa a jovem tem tendências violentas quando não alcança seus objetivos e a frustração fala mais alto, assim como seus impulsos que quase sempre acabam a colocando em situações de risco. O "espírito animal" define a dríade compulsiva perfeitamente.

- História do Personagem

Pouco se sabe da história de Cath Lins, a dríade maníaca do acampamento. Os registros locais da biblioteca mostram em sua ficha que ela nasceu de um lindo lírio selvagem em meio ao central park como a maioria dos espíritos da natureza. Com o avançar dos anos e da civilização, o parque diminuiu e isso afetou os espíritos que ali viviam. Os boatos dizem que Cath foi ameaçada por construtores de NY que desejavam destruir o local de seu nascimento — o que floresceu no jovem espírito seu senso selvagem e sexual. Ela fez um acordo com os construtores: iria dormir com cada um deles e em troca eles não destruiriam seu lar. Como combinado, o espírito cumpriu sua parte e regojizou de cada homem relacionado a obra, mas ela foi traída quando descobriu que eles apenas a usaram e estavam dispostos a destruir seu lar.

Indignada e desamparada, ela assassinou o principal responsável iludindo-o com uma última vez antes de morrer na pequena casinha onde ele projetava a obra. O mestre havia sido decapitado e sua cabeça rolado em meio as grandiosas máquinas de construção. Depois do incidente, Cath resolveu deixar o Central Park e rumou ao acampamento meio-sangue onde reside hoje e tenta manter seus instintos controlados sobre a tutela das outras dríades e Quíron.

Observações:

Sinto muito pela curta história, mas é basicamente o suficiente para entender a trama da dríade. Obrigada pela leitura.
Lilian Esmé
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Leonis Pertshire em Ter 21 Mar 2017, 18:47

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

• Eu desejo ser um filho de Íris, pois a considero uma mais importantesdeusas e que não deveria só ser uma Olimpiana, como uma das mais respeitadas deusas. Pois ela simboliza o arco-íris, o sinal de quê mesmo após a pior das tempestades, a esperança de que algo bom ainda está para acontecer se encontra no brilho do olhar maravilhado de pessoas ao admirar o Arco-íris.
- Perfil do Personagem:
• Físico:
Leonis tem pele morena e hipnotizantes olhos azuis-elétricos, que de vez em quando, quando encarados em excesso, dão a sensação da íris estar rodando. Cabelos castanhos arrepiados em um topete perfeitamente penteado, baixa estatura (1,66m), rosto angular e perfeitamente namorável, lábios rosados e finos, porte pseudo-atlético ( possui abdômen e tórax pouco definidos e braços pouco mais grossos que uma pessoa comum, mas ainda apresentam aspectos atléticos). Apesar do corpo atlético, possui um bumbum que muitas pessoas invejam por ser perfeitamente redondinho.

• Personalidade:
Se alguém for visto cantando e dançando espontaneamente, a pessoa possivelmente é Leonis Pertshire.
Leonis é muito animado, sempre quer que todo mundo fique junto. Nenhuma pessoa é tão generosa com seu tempo e energia como Leonis quando se trata de encorajar os outros, e nenhuma outra pessoa faz isso com um estilo tão irresistível.
Nascido para entreter, Leonis ama ser o centro das atenções, e o mundo se torna um palco. Ama fazer um show para os amigos, conversando com uma inteligência única, absorvendo atenção e fazendo com que toda saída se torne uma festa. Extremamente social, Leonis aproveita as coisas simples, e não há nada mais divertido para ele do que estar junto de um bom grupo de amigos.
Não é só a conversa – Leonis possui o maior senso estético do que de outras pessoas ao seu redor. De roupas até uma casa bem equipada, ele tem um olho certo para a moda. Sabendo o que é atraente no momento em que coloca os olhos, ele não tem medo de mudar seus arredores para refletir seu estilo pessoal. Leonis é curioso por natureza, explorando novos designs e estilos com facilidade.
Apesar de nem sempre parecer, Leonis sabe que o mundo não gira em torno dele – ele é observador e muito sensível às emoções dos outros. Normalmente escolhe ajudar alguém com um problema difícil, oferecendo apoio emocional e conselhos práticos com facilidade. Porém, se o problema o envolve, Leonis provavelmente evitará o conflito e irá ignorar a situação. Ele ama um pouco de drama e paixão, mas não quando ele é o foco das críticas relutantes.
O maior desafio para Leonis encarar é que ele normalmente está focado nos prazeres imediatos que negligenciam funções e responsabilidades para tornar esse luxo possível. Análises complexas, tarefas repetitivas, e combinar estatísticas com consequências reais não são atividades fáceis para Leonis. Ele prefere confiar na sorte ou na oportunidade, ou simplesmente pedir ajuda de um dos seus muitos amigos. É importante para ele se desafiar a manter coisas de longo termo, como planos de aposentadoria ou ingestão de açúcar – nem sempre haverá alguém por perto para ajuda-lo a manter as coisas em ordem.
Leonis reconhece o valor e a qualidade, o que em si é uma ótima característica. Porém, combinado com sua tendência de ser um péssimo planejador, isso motiva ele a viver com mais do que ganham, e os cartões de crédito se tornam um perigo. Mais focado em aproveitar oportunidades do que planejar objetivos de longo prazo, Leonis podem descobrir que sua alta de atenção tornou algumas atividades impossíveis de pagar.

- História do Personagem:
Então, vocês caras querem a verdade? Não é uma história legal, para vocês saberem. Foi meu inferno pessoal e provavelmente éo inferno pessoal de muita gente até hoje.
Desde o começo, realmente eu nunca fui de Nova Iorque, não, não. Eu era de Orverland, no Kansas. Cidade pequenina sabe? Eu realmente gostava de lá, o custo de vida era barato e tudo mais, blá, blá, blá. Mas aí, teve a grande reviravolta na minha vida que eu chamo de "A queda no Inferno de Leonis Pertshire". Nunca, jamais, fantasiei sair do meu conforto de cidade pequena para uma droga de cidade grande. Me mudar para o Queens, em Nova Iorque, no Queens Village pra ser mais exato. Foi o pior que poderia ter me acontecido. Ah, sim. Deve estar se perguntando por quê eu me mudei: Meu pai, obviamente. Um Artista Plástico que chega até a ser famoso, mas apenas no nosso país. Ele ganha a vida fazendo esculturas de vidro colorido, em certos aspectos.
E foi aos meus quinze anos eu eu finalmente quis gritar pro mundo: Eu sou bissexual! Mas aí a ladeira começa a inclinar, cada vez mais, sempre para baixo. Primeiro tópico: papai desaprova meu estilo de vida, segffff00]]undo tópico: Escola Nova, nenhum dos meninos de lá se quer sabe diferenciar homossexualismo de bissexualismo- ponto para o meu pai de novo, que por culpa do universo, também não sabia. - Não é uma coisa maneira, sabe? Apanhar na escola por ser "gay" e em casa por não se defender na escola:

- Mas eram cinco garotos! - Eu justifiquei, pela quinquagésima vez, sentindo meu olho inchado arder.
- Eu criei um homem! Não uma gazela! Saia da minha frente! - Dizia meu tão amado pai, arremessando um de seus vasos de vidro colorido em mim. É nessas horas que eu queria que minha mãe estivesse presente, mas infelizmente, ela faleceu quando eu tinha dois meses. Minha bochecha arde com o corte e o caco de vidro azulado preso nela não dói mais que meu coração quando vou ao banheiro tomar banho.
Eles me cercaram de novo, mas antes que pudessem me surrar, algo que no passado eu acreditei ser minha salvação, os derrubou com potentes chutes. Uma mulher, que já estava na casa dos quarenta anos, viera ao meu suporte. Tinha madeixas ruivas, apesar da pele negra e olhos heterocromáticos azul-verde. Ela mancava de um jeito engraçado e sua perna emitia alguns barulhos metálicos, como se ela ficasse batendo uma barra de ferro oca no chão cada vez que pisasse. Ela nada disse, apenas fêz um sinal para que eu a acompanhasse. Andamos até a hora em que eu me recusei à dar mais um passo sequer. Já era noite, por volta das onze horas - Sim, que tipo de pessoa anda sem parar com uma desconhecida das cinco da tarde até as onze da noite? Eu mesmo, então não me julgue e continue lendo, sim? - Estávamos bem longe do Queens. Orientando-me pelas placas, notei que estávamos na Baía de Hempstead e os poucos barcos ali se encontravam-se inativos por causa do horário. Finalmente, decidi quebrar o gelo:
- Quem é você, afinal? - Ela virou-se para mim e não pude deixar de segurar um grito de horror.A cor foi drenada de seu rosto e braços. Sua pele se tornou branca como giz, seus olhos completamente vermelhos. Seus dentes cresceram em presas. Uma vampira?! Não, tampouco existiam. A calça rasgou em suas pernas, sua perna direita era marrom e peluda com um casco de burro. Sua perna esquerda era moldada como uma perna humana, mas era feita de bronze. O quê era aquela coisa!?
- Ah, venha cá! Não tenha medo, criança. Eu só quero roubar-te um beijo! - Ela se aproximou, erguendo suas mãos que apresentavam garras afiadas. Não tive tempo de reagir, ela já se pendurava sob mim, me pressionando contra a madeira úmida do cais e preparando os dentes para o sabor da minha carne. Uma nuvem de pó prateado choveu sobre mim assim que ela evaporou, o quê diabos teria acontecido afinal?!
Um homem de pele branca e cabelos loiros que caíam até o lombar, com pernas...de bode!? Ah não, esse também vai me matar! Me debati na medida que ele tentou me erguer do meu estado psicossomático de puro horror, não queria que me tocassem, queria que me acordassem! Só podia ser um pesadelo, é claro! Eu fechei os olhos e pude sentir lágrimas frias escorrerem até minhas orelhas e se esconderem nos meus cabelos. Tinha que acordar! Tinha!
O homem bode me ergueu no ar e me pôs sobre seus ombros, julgando pelo pouco que vi, ele deveria estar com seus cinquenta anos. Suas mãos peludinhas remexeram meus bolsos e nesse momento - Claro, suponho que qualquer jovem com coisas que não querem que vejam no seu celular faria- me debati mais forte e ele finalmente se pronunciou:
- Calma, cara. Só vou pedir um Uber! - Um sequestrador que pede Uber? Muito bom, iria aderir assim que possível - piadas a parte já que estava congelado de medo. Ele fez uma ligação rápida e em pouco tempo já nos encontrávamos em movimento no carro. Fingi dormir, era minha melhor tática. Não vou lutar, se tem algo que aprendi nos filmes de sequestro é não tentar lutar quando o sequestro estiver em andamento. Coopere o máximo e espere a reação deles, dependendo do que acontecer, eu começo a berrar.
Um silêncio desconfortável se instalou.
- Seu filho? - O motorista perguntou, em me encolhi, abrindo os olhos de leve para ver o homem-bode. Embora tivesse pernas de bode, o motorista não parecia ver e tampouco ligar.
- Ah sim, fomos pescar! Voltamos agora pouco, sorte que este meninão ainda tinha bateria no celular, Haha. Sabe o quê aconteceu com o meu? Ele...- E foi contando a história, de como um salmão engoliu seu celular, enrolando até chegarmos ao destino, a frente de uma floresta escura.
- Tem certeza que é aqui? - O motorista perguntou. O Meu sequestrador assentiu, nos puxando para fora do carro. Neste exato momento, o táxi foi arrebatado para longe, com uma imensa lança de pedra atravessando seu parabrisa. Me debati mais uma vez e desatei a correr floresta à dentro, não ficaria pra ver o quê aconteceria. Jamais. O homem-bode veio atrás de mim, em questão de segundos, me ultrapassando. Virei de relance para ver o quê vinha atrás de nós. Era uma mulher imensa, com cerca de sete metros de altura e provavelmente o mesmo de largura, usava trapos sujos de terra como roupa, um colar de crânios e outros ossos humanos, um grande e furioso olho cinzento e cabeça dotada de um moicano escuro. Seu corpo todo tinha tintura escura de guerra, uma série de trilhas avermelhadas e vinhas presas aos membros locomotivos, o quê poderia sugerir que alguma planta teria tentado à prender. Carregava um arco feito de ossos humanos e animas, com flechas de pedra numa aljava de couro que poderia ter sido comprada numa reserva indígena, essas flechas que seriam fisicamente incapazes de voar, voavam. Iam como lanças em direção à nós. Perto do topo da colina, um grande dragão vermelho se ergueu, de perto de um Pinheiro. O Sátiro finalmente relaxou, pois quando via a Ciclope preparar uma flecha para abater o dragão, este despejou uma torrente de fogo esverdeado sobre ela, mal deixando os ossos para contar história. O Dragão retomou seu posto ao lado do pinheiro, perto de um arco de pedra com escritas em grego antigo.
- Obrigado, Peleu. - Agradeceu o sátiro. Ele parou para me analisar e eu finalmente tonteei, não havia comido nada nas últimas horas, sequer parado de me movimentar. Não demorou muito para eu apagar e não me recordo dos elementos seguintes.

O Sol vinha, despontando os primeiros raios da manhã no horizonte enquanto duas Dríades saíram de dentro de duas árvores distintas : Uma parecia ter a idade do que acabara de perdera consciência, tinha a pele cinza-claro, com bolhinhas de resina por todo o corpo.Orelhas pontudas e cabelos verdes escuros que pareciam agulhas de pinheiros amarradas em uma trança e olhos escuros em que não se distinguia a pupila da esclerótica. Ela vinha de um Abeto-Branco de perto do Arco de Pedra e carregava consigo algumas ervas. Trajava-se de um vestido de agulhas de pinheiro secas e úmidas, que davam mobilidade para o vestido sem que este rachasse. Tal ía até os joelhos da menina e tinha uma alça que atravessava seus seios, cobrindo-os, até abaixo da axila.
A segunda Dríade era diferente, tinha o corpo megro, de pele de cores roxas vibrantes e cabelos em bolinhas brancas, orelhas pontudas e olhos escuros, iguais aos da primeira Ninfa, tinha alta estatura, apesar de ter saído de uma "Olho-de-Boneca", uma planta pequenina. Trajava-se de um top de flores de acônito e uma partede baixo de um vestido, também de flores de acônito, que cobria toda sua perna. Carregava consigo uma cesta de vime cheia de água, com algumas flores boiando em cima dela. A água liberava um vapor com cheiro de castanhas e aquilo de certa forma alegrou o sátiro.
- Pachy! Abbinny! - O Sátiro quis corrê-la para abraça-las, mas agitar o corpo do menor apenas faria piorar a perda de sangue.
A de pele roxa, Pachy, pegou um pouco de poeira do que restou da Ciclope e derramou na cesta de vime com água quente. Abinny, a menor, começava a mastigar todas as ervas que carregava e a cuspir na cesta de vime, enquanto Pachy mexia a água com um galho de madressilva. A mistura tomou um tom de verde musgo e exalou um cheiro forte de peixe podre e meias sujas.
- Kurtis, preciso que toque uma música.- Abbinny pediu, após cuspir um punhado de flores de camomila.
- Não dá! Minha flauta quebrou!- Ele justificou-se, mostrando a flauta mágica com um talho que a dividia em duas partes.
- Entoe então! - Ela disse, removendo o galho de madressilva da cesta de vime. O galho parecia ter saído de um tonel de ácido e estava totalmente corroído, com a ponta ainda em pouca combustão. Kurtis se mantinha quieto. - ARGH! Eu não sei como namoro esse pateta!
Patchy começou a cantar, algo em uma língua antiga, talvez grego. A mistura tomou forma, virando algo parecido com mel e agora cheirava à madressilva. Ela então, entornou o líquido dourado e espesso na boca do caído. Gloriosamente, este não se engasgou. Seus pulmões encheram de ar e ele pareceu relaxado em seu sono.
O Sol alcançou uma altura considerável para iluminar os quatro entre as árvores. O Arco-íris criado pelas reflexão da luz nas gotas de orvalho se fundiu no momento que o sol alcançou o corpo deles, criando um espectro de luz multicolorido que cortava o céu até alcançar o corpo do menino.
Milagrosamente, a mistura das Dríades curou o estado de fadiga mortal do menino, mas o banho na luz do arco-íris livrou o garoto caído das manchas de suor e terra que cobriam maior parte de seu corpo, ao passe que o garoto assumia uma expressão alegre no rosto no seu desmaio, com uma bela versão miniatura do arco-íris cruzando sua cabeça como uma auréola, Kurtis sabia identificar o quê aquilo significava: Ele não só havia sobrevivido, como havia sido reclamado. Reclamado pela sua Mãe, Íris. Criando-se em luz, um filete dourado nasceu por volta do pescoço do garoto caído, no fim, um cristal quadrado, de pontas curvas multifacetado foi feito, o mesmo refletia vários raios luminosos de diferentes cores.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lavínia Cavendish em Qua 22 Mar 2017, 12:42



Avaliação


Erick Opal — Reprovado como filho de Hécate

Olá Erick! Fiquei curiosa em saber quais são suas outras contas, já que mencionou. Enquanto permaneço com minha curiosidade, vamos ao que interessa: Sua avaliação.

Hécate é considerada uma das deusas mais fortes do Acampamento, e portanto seu teste é considerado mais rígido que alguns dos demais. Você deveria ter levado isso em consideração quando escreveu sua ficha, que continha os pontos obrigatórios mas não apresentou nada demais no sentido da história.

Você escreveu coisas supérfluas que não trouxeram nada muito profundo sobre seu personagem. Ele é frio, calculista, você repetiu isso umas três ou quatro vezes. Ele mata umas pessoas, ok. Mas quais as motivações reais dele? Quais os sentimentos com relação a isso? Ele foi levado ao Acampamento quando, como e por quê?

Você não precisa escrever um livro de 100 páginas sobre a história do seu personagem, mas não resuma de modo tão rápido quando o teste que está prestando é mais difícil do que os outros. Sua história está ok e eu sei que será aprovada da próxima vez caso você levar um pouco mais de essência para ela. Espero ler sua ficha aqui da próxima vez, não desista.



Cath Lins — Reprovada como Dríade


Cath, seja bem vinda. Olha, eu acredito que seu enredo tem muito potencial, mas você precisa desenvolvê-lo muito mais. Você resumiu muito da história da sua personagem e deixou algumas interrogações voando pela minha cabeça. Tente especificar melhor como foi a jornada da sua personagem até o momento, sua infância, dificuldades, personalidade, outros envolvidos (caso haja), tenho certeza que você conseguirá extrair muito mais e criar uma bela Dríade com um background à altura!



Leonis Pertshire — Aprovado como filho de Íris


Leonis, seja muito bem vindo ao fórum! Tenho algumas dicas e gostaria que as levasse em consideração, visto que será avaliado por praticamente tudo a partir de agora.

Oh boy. Vamos lá: Primeiro, com o tempo conseguirá organizar melhor seu texto. Quebras de linha e separação de parágrafos são muito bem vindos. Facilita a leitura quando você deixa o texto um pouco mais "espalhado", com um espaço entre um quadro e outro. Os problemas com o code também devem sumir, vi que em alguns momentos você acabou os deixando misturados com o texto:

Primeiro tópico: papai desaprova meu estilo de vida, segffff00]]undo tópico: Escola Nova [...]

Também recomendo fortemente que comece a escrever no word (ou qualquer outro programa que faça correções automáticas) antes de postar aqui, lá a maioria dos seus erros já seria coberta. Você escreve bem, mas houveram muitos erros de ortografia durante a narração — inclusive, se a ficha para Íris não fosse considerada de rigorosidade "comum", infelizmente não teria sido aprovado.

Evite usar o comando "quote" no meio do seu texto se realmente não for uma citação de outra pessoa, não há necessidade. Se precisar de algum template simples posso ajudá-lo com isso.

Por hora acredito que seja isso, você aprenderá muito mais a medida em que participar de missões e demais atividades do Acampamento. Meus parabéns!





Fico a disposição de qualquer um dos três para que tirem dúvidas ou qualquer coisa via MP.




Atualizado!


Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
© lavínia cavendish






white winter hymnal


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Qua 22 Mar 2017, 17:39



   
ATENÇÃO! 



A PARTIR DE HOJE SOMENTE SERÃO AVALIADAS AS FICHAS QUE ESTIVEREM COM O TEMPLATE PADRÃO, DISPONÍVEL NA PRIMEIRA POSTAGEM DESTE TÓPICO!

AS FICHAS COM TEMPLATES DIFERENTES NÃO SERÃO ACEITAS.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Andrea M. Lyserg em Dom 26 Mar 2017, 14:20


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?

Nix. Acredito que a noite é um dos períodos mais belos e até mesmo poéticos do dia, é quando estamos mais vulneráveis em maioria das situações e onde nossa mente não funciona da mesma forma que funciona no resto do tempo. Inspirei uma parte da personalidade de Andrea na deusa e também tem o fato que as armas/poderes me agradaram bastante.

— Perfil do Personagem:
Aparência:
Talvez o andar desajeitado de ombros caídos e os olhos castanhos cansados do rapaz sejam somente consequências de ter carregado um peso maior que o mundo em suas costas, tornando seu sorriso de dentes claros e alinhados em algo um tanto melancólico. Os cabelos claros se exibem sem dó em sua cabeça, nem loiros e nem morenos, mostrando que nem mesmo as próprias madeixas conseguiram tomar decisão de algo tão simples como a cor.

Desde o dia que começou a tornar-se um rapaz as pessoas comentam sobre sua beleza contida em seus 1,80 de altura, dizem que mesmo em um quarto cheio de arte iriam querer contemplar o encanto soturno do jovem Cooper. Não era de surpreender, afinal, antes mesmo de começar sua transição já demonstrava encantos involuntários principalmente no período da noite.

Somente alguns aspectos de seu corpo conseguiu através de cirurgias plásticas, como seu maxilar quadrado e a ausência de seus seios que sempre lhe incomodaram desde o momento que começaram a surgir em sua pré-adolescência.

Personalidade:
Melancólico talvez fosse a principal palavra do persona de Andrea, sempre foi isso que ele demonstrou ao mundo. Nunca foi alguém de muitas palavras e sorrisos radiantes, tinha medo de demonstrar simpatia e acabar aproximando-se das pessoas. Para ele aproximação só podia significar uma única coisa e isso era sofrimento. Tinha noção que tudo o que o ser humano sabia fazer era machucar os outros mais e mais até que não restasse nada para ferir. Mesmo assim, no fundo, Andrea não era triste de verdade.

O garoto sempre foi determinado, curioso e com sorrisos curtos, porém sinceros. Fazia muitas perguntas somente por fazer, não importava-se de verdadeiramente com as respostas, mas prestava atenção quando as recebia. Amava falar sobre temas como simplicidade, amor e felicidade, Andrea era alguém que transbordava poesia de todos os poros de seu corpo e isso tinha o tornava ainda mais especial.

Andrea, mesmo nascendo uma garota, cresceu como um garoto. Talvez a descriminação por onde quer que fosse fez com que seus olhos começassem a ver o mundo de outra forma, com cores completamente diferentes das anteriores. Não queria permanecer num mundo de sofrimento, queria ver e guardar todas as pequenas coisas da vida que acabavam sendo registradas pelos cinco sentidos de seu corpo e isso o tornou o mais sujo dos ingênuos.

— História do Personagem:

— Luna, o que faz acordada até essa hora? — questionou o homem, entrando no quarto de sua única filha.

Dukker Martini Cooper era um coroa robusto comum, talvez mais que o necessário. Sua vida inteira havia sido composta por experiências tão enfadonhas que fariam até o ser humano mais animado do planeta ficar entediado. A única coisa que não lhe dava o prêmio do tédio em pessoa era o fato de uma vez em sua vida ter sido deixado pela mãe de sua filha, porém mesmo assim nem mesmo tocava nesse assunto.  

— Nada não. — respondeu simplesmente, largando o lápis que utilizava para escrever palavras bem escolhidas em um papel de caderno.

Estava compondo como sempre. Tinha esse hábito velho de criar suas próprias músicas desde a época que havia começado a aprender a tocar violão, mais ou menos ao mesmo tempo que seu primo começou a tocar violino. Umedeceu os lábios secos e levantou da cadeira, desligando a luz de sua luminária.

— Vou dormir, pai e você também.

— Luna, por favor… Não comece falar assim comigo. — suplicou o homem, coçando a barba rala. — Eu queria tanto te contar sobre sua mãe hoje.

“Sua mãe” Só essas palavras fizeram a frequência cardíaca da mais nova acelerar mais que um carro de corrida. Seus olhos castanhos cintilavam da maneira que faziam em todos os momentos que estava com toda a empolgação do mundo contida em seu peito e um sorriso parecia rasgar seu rosto.

Quando menos esperava, sentiu seus pulmões abandonando o ar que antes se fazia presente e acordou com a respiração ofegante. Puxou seus curtos cabelos levemente, amaldiçoando-se por acreditar que aquilo realmente poderia ser real mesmo com tudo parecendo tão genuíno.

***

No mesmo dia precisou ir para mais umas de suas reuniões de família. Não compreendia o porquê de ainda ter que suportar aquilo tudo, a única coisa boa que tinha ali seu primo mais jovem que sempre tocava com ela mensalmente como se fosse um ritual.

Ficar perto da família nunca foi algo do agrado de Luna, não precisava de mais ninguém das pessoas de sua escola depreciando sobre suas roupas e jeito mais masculino. Não gostava deles, não nutria amor por eles e nem eles por ela, naquela situação a distância era a melhor escolha.

Estava juntamente com Luconi na biblioteca da casa de seu tio, ambos tocando seus instrumentos livremente. Aquele lugar era o mais harmônico que existia para Martini, um dos poucos locais no qual podia externar as palavras sufocadas dentro de sua garganta através da música e o seu favorito para fazer isso.

Subitamente, ambos pararam de tocar e ergueram seus olhos. Um som que não era dos instrumentos pôde ser ouvido dentro da sala e aquilo alertou os dois jovens para ver se algum de seus familiares estava ali para falar algo. Não encontraram ninguém, pelo menos até o momento em que avistaram um humanoide de mais de três metros de altura em suas frentes, carregando um sorriso maligno em seu rosto equino e desferindo um golpe de seu martelo nas duas crianças que tiveram suas dificuldades para desviar.

Luna não conseguia demonstrar outra coisa senão desespero, segurava o garoto mais novo pelo braço e o carregava para que pudessem desviar dos golpes lentos do monstro. Ele parecia demonstrar rancor e desprezo pelos dois, talvez até mesmo ódio. Com pressa para fugir, os dois se esconderam abaixo da mesa que havia no lugar.

— Há quanto tempo, Alexandra e Beatrice! — exclamou com a voz grave e estrondosa, fazendo arrepios correrem pela espinha de ambos. — Não acredito que vocês voltaram com corpos tão… Patéticos. Parece que estão pedindo para morrer cedo dessa vez, vindo novamente como semideusas.

Por um momento o medo deu lugar à dúvida nos semblantes confusos dos dois jovens que se entreolhavam, no entanto isso não durou muito tempo já que ouviram mais um golpe do monstro na parede que fez todo o cômodo estremecer. Luna e Luconi seguravam as mãos um do outro como se estivessem prestes a dar seus últimos suspiros e tentando evitar que as lágrimas de desespero caíssem por seus rostos.

Em pânico, a pequena semideusa cobriu a cabeça com as mãos e fechou os olhos. Não entendia aquilo de Alexandra e Beatrice, semideuses e qualquer outra coisa, só queria saber porque estava acontecendo justamente com ela e Luconi. Seu tempo parar pensar sobre foi quase nulo, levando em consideração que o humanoide havia jogado longe a mesa onde encontraram qualquer tipo de falsa segurança.

— Finalmente conseguirei aquele maldito livro. — Sorriu, levantando o martelo para conseguir impulso. Até aquele dia Luna nunca imaginou que tivesse medo da morte, porém ao sentir a fragilidade da vida naquele momento de puro horror, desvendou sua primeira fraqueza.

Fechou os olhos com força, esperando para receber um ataque que nunca chegou. Ouviu uma melodia calma sendo produzida por uma flauta que fez com que o monstro ficasse paralisado, como se não fosse mais a mesma criatura hostil que era antes. Luna virou para a porta e deu de cara com a pessoa que produzia aquela melodia, um garoto bode que fazia algumas aulas com ela na escola e o único que se dava o trabalho de lhe fazer companhia.

Não precisou de um comando do menino para saber que deveria sair correndo dali com seu primo, coisa que fez no mesmo instante. Foi até a cozinha, onde bebeu um copo de água e a única pergunta que rondava sua cabeça era: Por que o sonho que tivera naquele dia parecia tão mais real que aquilo?

***

Saber o paradeiro do monstro no fim da tarde não foi sua prioridade, queria saber o motivo dele estar ali e chamando ela e Luconi de semideuses. Sua cabeça parecia rodar de tantas coisas que ali se passavam enquanto estavam na sala de estar, deixando seu primo um tanto quanto de lado por causa de sua pouca idade.

— Que porra aconteceu hoje? O que era aquela coisa que estava nos chamando de semideuses? E quem é Alexandra e Beatrice? Por tudo o que é mais sagrado, respondam! — dizia sem nem mesmo uma pausa para respirar. Exigia respostas de Louis, o garoto das pernas peludas, e seu pai. Tinha o direito de saber o que aquilo tudo significava.

— Calma, calma. Eu posso explicar, mas vai ter que ser no caminho. — afirmou o sátiro parecendo tão angustiado quanto Luna, que exclamou em seguida:

— Caminho de quê? Eu não vou a lugar nenhum!

— Vai sim, vai pro Acampamento Meio-Sangue. Porque você é Luna Martini Cooper, filha de Nix. — Foi a vez de Dukker falar, apontando para o símbolo brilhoso acima da cabeça da menina que havia acabado de ser reclamada.

Daquele dia em diante, sua vida mudou em um piscar de olhos e ela arrependeu-se completamente por nunca ter aproveitado a rotina de uma pessoa normal até ali. Todavia ela sempre desconfiou que não fosse normal, ou pelo menos não tinha maturidade o suficiente para saber que nascer um garoto num corpo de garota era algo completamente comum.

Explicações básicas:
Isso daí aconteceu quando o Andrea tinha entre doze e catorze anos, ou seja, ainda não tinha começado a transição e ainda era chamado de Luna. Essa coisa de Alexandra e Beatrice tem a ver com a minha trama e do Luconi e vai ser revelado aos poucos.
E lembrando que persona é um termo da psicologia analítica. Só isso mesmo, bye.

acho que já repostei umas duzentas vezes
Percy Jackson RPG BR



Andrea M. Lyserg
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