Percy Jackson e os Olimpianos RPG BR
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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 7 Out - 12:41:21

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.









































































































































Deuses / Criaturas Avaliação
Afrodite Comum
Apolo Comum
Atena Rigorosa
Ares Comum
Centauros(as) Comum
Deimos Comum
Deméter Comum
Despina Rigorosa
Dionísio Comum
Dríades (apenas sexo feminino) Comum
Éolo Comum
Eos Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões) Comum
Hades Especial (clique aqui)
Hécate Rigorosa
Héracles Comum
Hefesto Comum
Hermes Comum
Héstia Comum
Hipnos Comum
Íris Comum
Macária Rigorosa
Melinoe Rigorosa
Nêmesis Rigorosa
Nyx Rigorosa
Perséfone Rigorosa
Phobos Comum
Poseidon Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino) Comum
Selene Comum
Tânatos Comum
Zeus Especial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Seg 8 Maio - 19:22:04


Avaliação


Soy loca por ti America Beaumont:
Vou dizer o quê? Que amei? Que já quero ler mais? As duas coisas? Adorei a história! Vi poucos erros, uma vírgula engolida, acentuação faltando em poucas palavras e uma estrutura de frase que poderia ter sido melhor construída, mas com certeza não foi caso de reprovação. Apenas veja esse exemplo e tente melhorar em narrações futuras:

@America Beaumont escreveu:― Cala a boca, Alec! To cansada dessa história já.

Entendo que narrar uma fala meio que dá certa liberdade para escrever de forma mais coloquial, mas, para leitura, às vezes é melhor estruturar melhor a sentença. Veja:

― Cala a boca, Alec! Já tô cansada dessa história.

Perceba que mudei o "já" de lugar porque fica mais bonito para uma leitura e não deixa de ser coloquial. Também foi acrescentado o acento circunflexo em "tô". Esta mesma frase poderia vir, também, com uma vírgula logo depois de "história" e não seria preciso mudar nada de lugar, veja:

― Cala a boca, Alec! Tô cansada dessa história, já.

Percebe que agora aparece a pausa que você naturalmente faz na fala? Preste atenção nisso futuramente, mas tranquilize-se. É apenas questão de revisar o texto e lê-lo em voz alta antes de postar. Sem mais delongas, ficha aprovada!

Ave, America Beaumont! Reclamada como filha de Eos.

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Aguardando atualização
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 128-ExStaff em Seg 8 Maio - 19:50:56

Atualizado
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Benjamin Traveller em Sex 12 Maio - 16:52:48



MINHA FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus Benjamin será reclamado?

Não poderia ser outro senão o próprio Éolo, mesmo que Benjamin não tenha ligações tão significativas com seu pai. De todas elas, a mais importante é o seu gosto peculiar pela liberdade. Eu descobri que Benjamin é um garoto esperto que preza pela liberdade de todos. Muito independente, ele consegue ser desorganizado, como o próprio vento. Talvez eu possa citar sua infinita e insuperável comunicação, e também sua falta de persistência. Afinal, Benjamin é como o vento, tão volátil quanto. Pois então, apesar dele ainda estar no colegial, Benjamin não faz ideia sobre o que é o mundo mitológico. Na verdade eu também não sei muito. Descobri há pouco tempo que os deuses do olimpo também vinham para cá. Desde quando cheguei aqui, acho que nunca me deparei com algum deles, ou pelo menos nunca percebi. Olha que já estou há muito tempo! Tipo uns 200 anos pra lá. Falando nisso, eu estou indignado com Hermes. Acho que essa é a palavra que vocês, terráqueos, usam... Indignado porque ele não veio falar comigo, já que ele pode estar aqui na Terra. Enfim... Benji precisará de muito esforço para aprender sobre seu novo lugar no mundo, aprender como fazer parte de algo maior. Por ora, ele é apenas um jovem cidadão de Manhattan, vulnerável e completamente inofensivo. Não sei bem o que é cidadão, mas sempre escuto as pessoas falarem isso.

— Okay. E como ele se parece fisicamente?

Delicado, esta seria a palavra perfeita para descrever a primeira impressão da sua imagem; pelo menos foi essa que eu tive. Mas, ao contrário do que muitos pensam de seu rosto, por trás da delicadeza há um garoto forte e de personalidade intensa, é sério! Estou o acompanhando a meros quinze anos! Depois eu conto mais sobre como ele é pessoalmente. Na verdade, ele já passou por vários lugares nos EUA, quem sabe você mesmo já não o conhece? Anyway, voltando a falar sobre o que me perguntou... Então, seu cabelo é castanho e desleixadamente atraente - todos parecem adorar. Quando ele o deixa crescer, os fios costumam enrolar nas pontas como pequeninos ramos de videira. Tudo bem que essa não foi a melhor comparação, mas ainda é verdade! Às vezes ele pinta o cabelo de preto, só porque adora o contraste que a cor negra faz com seus olhos azuis. Hum... Não conta nada pra ele, mas eu tenho certeza que ele só faz isso quando não está legal. Uma tal de "bad" adolescente que me ensinaram. Mas ele também gosta de pintar de outras cores, especialmente quando algo o deixa muito animado. Só que o menino é tão indeciso que está sempre mudando de cor. Não tem uma preferência por cor. Ainda não descobri o porquê de vocês humanos terem essa mania de pintar as coisas: cabelo, olhos, unhas. Aliás, ele também adora pintar as unhas. Enfim. É isso. Ah! Seu apelido no colegial é "garoto camaleão", foi o que me disseram. Não sei o que é camaleão, mas mesmo assim não conta pra ele que eu te disse isso, tá? Obrigado.

— E quais são as características da personalidade dele?

Sabia que perguntaria algo sobre isso. Adorei. Primeiramente, queria deixar claro que ele é geminiano. Uma das primeiras coisas que eu aprendi quando cheguei na Terra: astrologia. Voltando. Sim, ele é do signo de gêmeos. O problema todo está no resto do seu mapa astral. O sol está em gêmeos, isso você já sabe. A lua em leão, nada muito complicado, ele gosta de chamar a atenção, mas de um jeito sutil, não do jeito "ser-o-centro-das-atenções". Gosta de fazer seus dramas, ou melhor, ele adora. Um pouco meticuloso, o coitado sofre bullying por suas manias de limpeza e organização. Sim, tem algo em virgem e é justamente o seu ascendente. Mas, para a felicidade de todos, por ser um geminiano de boa índole, ele é tão sociável quanto uma "porta". Risos. Okay, falando sério, ele é muito comunicativo e consegue expressar bem os seus sentimentos. Sua popularidade veio devido a sua simpatia e generosidade. Fato. Mas, sendo bem sincero contigo, é sempre bom ter um pouco de cuidado para falar sobre ele. Bendito geminiano. Ora de um jeito, ora de outro. Hum. Eu ainda não sei o que significa camaleão, mas eu acho que o apelido veio disso. Ben está sempre se adaptando e mudando de ideia. Mas tudo bem. Todos que o conhecem sabem que ele é sinônimo de bondade, com certeza uma das pessoas mais sensíveis que você irá conhecer, talvez tanto quanto eu. Só que tem um porém. Já vimos que ele é delicado, bondoso, sensível. Mas ele é frágil, ora, pelo menos gosta de parecer que é. Ou será que é apenas mais um dos seus disfarces de geminiano? Eu sei que é por ele que eu ainda estou nesse planeta. Eu preciso dele. Ele precisa de mim. Logo você vai descobrir o motivo.

— Tudo bem, agora me conte um pouco sobre ele, sobre sua vida.

Okay, mas primeiro vamos falar um pouco de mim. Quem sou eu? Eu sou um andarilho, viajante, pra ficar mais bonitinho. Mas não um viajante qualquer, não, não. Eu viajo entre os mundos, entre os universos. Lugares de todos os tipos. Uns em guerra, outros em paz, alguns completamente no caos - nestes meu trabalho é sempre mais difícil. Mas não me importa muito, sabe? Meu objetivo é como se fosse apenas um: viajar, conhecer e ajudar as pessoas. Você deve estar se perguntando o que eu estou fazendo na Terra, obviamente. Ora, eu também não sabia quando cheguei aqui! Pensei que a Terra fosse um lugar de paz, mas percebi que não. Aliás, estou andando por aqui um pouco antes da Primeira Guerra Mundial. Humpf. Não, eu não sou tão velho. Meu corpo ultrapassa os limites de tempo e conservação. Eu sou como um deus no meu mundo, mas isso não significa muito. Sabe por quê? Lá, nós deuses somos tão importantes como qualquer outro habitante. Não temos distinção ou desigualdade. Acho que essa foi a primeira diferença que eu descobri entre os nossos povos. Aqui, vocês adoram a um deus que se diz maior do que todos, inclusive fazem guerra em nome dele. Por isso vocês são tão diferentes do meu povo. Além do mais, vocês agem por interesses próprios, não pelos interesses dos outros. Mas enfim. Cada lugar tem os seus problemas.

Se você parar e pensar, vai descobrir que duzentos anos é muito pouco para alguém imortal como eu. Na verdade, duzentos anos é uma pequena fração do que eu já vivi. Entretanto, tenho segurança em falar uma coisa: de todas as experiências que tive, a Terra está sendo um dos melhores lugares para aprender. Você ensina e aprende ao mesmo tempo. É incrível! Não sei para qual planeta eu irei quando terminar meu trabalho aqui, mas aposto que vou feliz da vida. Será que vou para aquele perto da estrela Pólux? Hum. Sim, sim, bem provável. Acho que levarei um terráqueo comigo. Já sei. Vou levar o Benjamin. Acho que ele não vai recusar. A viagem não poderia ficar ainda melhor! Acho que isso está tão longe de acontecer. Humpf. Droga. Enfim, voltando para o que estávamos falando. Quando vim para cá, meu dever era ajudar as pessoas e assegurá-las uma vida de paz. Além disso, eu tinha que encontrar alguém no meio de toda essa gente, alguém com um potencial de bondade tão poderoso quanto o meu. Falando assim parece difícil, e na verdade é. Aliás, eu e meu povo somos conhecidos por sermos os mais "bondosos" da galáxia. Mas isso não vem ao caso... Demorei um pouquinho para achar a pessoa, mas depois de muitos anos na Terra eu finalmente encontrei. Uma criança carismática e amorosa, embora sua bondade seja infinita, ele terá muito o que aprender antes que possa dizer: eu sou Benjamin.

***

— Mãe! A comida tá pronta?

(...)

— Mãe!? — "Onde será que ela se meteu..." pensei.

"Ai. Eu tô faminto. Faço tanto barulho nesse piso de madeira." Meu pensamento me levava a isso, apenas isso. Comida. Fazia tempo desde a minha última refeição. Cheguei da escola e subi para o meu quarto. That was all. Passei a tarde fazendo "vários nadas". Às vezes levantava da cama e ia até a cozinha, conversava com a mamãe e voltava. Descia de novo, ia à sala, ligava a tevê, assistia desenho e voltava. Assim foi minha tarde. Cheguei a cochilar, tenho certeza disso. A verdade é que eu gosto de movimento. Gosto de ver pessoas, gosto de conversar. Mas aquele dia estava difícil, bem difícil. Mama estava viajando a trabalho. Todos os meus amigos estavam em casa, mas ninguém podia sair. "Dia de ação de graças, meus pais não vão deixar" todos diziam. Tudo bem, não posso ficar com raiva. O que eu poderia fazer, não é mesmo? Não sei por que às vezes pareço que estou com raiva, mas geralmente eu não fico, na verdade, nunca fico. Enfim. Estava muito feliz por passar aquele dia pertinho da mamãe, embora a outra não estivesse com a gente. Ah. Para você que deve estar se perguntando: duas mães? Sim, tenho duas mães maravilhosas.

Levantei da cama, olhei pela janela, rua deserta. Estava sentindo o cheirinho da comida, mas não escutava nada. "Eu tô fazendo muito barulho nesse piso de madeira" pensei de novo. Barulho? É isso! Cadê todo o barulho da cozinha? Dei uma batidinha no chão, mamãe não me respondeu. Nós três temos essa mania. Como o piso da casa é todo de madeira, a gente costuma se comunicar com barulhos. Nada normal, eu sei. Mas, depois que bati tudo que escutei foi aquele mesmo silêncio da rua deserta. Parecia que eu tinha me concentrado para escutar algo que não fazia barulho. Na verdade, cheguei a escutar o vento que entrava na janela, passava na cortina e passeava no meu quarto. Bom. Eu tinha começado a ficar preocupado? Talvez. Eu precisava relaxar? Sim. Celular na mão, fones no ouvido. "Here we go, Spotify." Cliquei em ordem aleatória. Aquilo não me ajudou muito. Not at all.

♩ There is nowhere for you to hide, the hunter's moon is shining. ♩

— Que merda, Aurora!

— Okay, agora eu tô preocupado. Essa música me deixou levemente inquieto.

Pra lá, pra cá. Fiquei vagando no meu quarto, vagando minha mente fora daquela casa, vagando no espaço.

— Onde ela tá?

Dizem que sou muito ansioso e, também, muito preocupado. Sou medroso? Não. Talvez... Humpf. Okay, bastante. Minha ansiedade estava me matando.

— Vou dar mais uma batidinha no chão. — nenhuma resposta.

— Você precisa descer, senhor Benjamin.

— Por que eu estou falando sozinho?

Demorei alguns poucos minutos para tomar coragem.

— Relaxa, ela deve tá no banheiro.

Assim que saí do meu quarto, aquele cheiro de comida veio com tudo em cima de mim. Parecia ainda mais forte. Talvez um tanto forte demais. Aquilo me deixou super aliviado. Desci as escadas, bem tranquilo. Luzes acessas, banheiro aberto, tevê ligada.

— Mãe, porque você não me respondeu? Eu tava surtando lá em cima. — andava em direção a cozinha.

— Esse cheiro tá tão bom. Mmm. Estou faminto, a comida já tá quase pro...

O vazio da cozinha cortou minhas palavras. Onde está minha mãe? A panela estava no fogo, borbulhando. O ensopado de frango estava mais para frango-desmanchado. "Por isso o cheiro estava tão forte." lembrei. Tudo bem. Desliguei o fogão. Eu precisava manter a calma e... Não! Não estava nada bem! Como eu ia manter a calma? Minha mãe tinha sumido! Andei mais um pouco pela casa até que eu pudesse concluir com certeza: minha mãe tinha desaparecido. Tudo bem... Ela poderia simplesmente ter ido à varanda, ao jardim. Olhei pela janela da cozinha e tudo que via era nossa pequena árvore brilhando no luar. Eu tinha que ficar tranquilo. Tinha que fazer o certo e fazer com calma. Seja lá o que eu fosse fazer... Se eu tivesse minhas crises de surto naquela hora... Não adiantaria em nada, na verdade, ia piorar as coisas. Corri para o meu quarto. Celular. Liguei para a central de emergência.

— Alô. Minha mãe... Minha mãe desapareceu. Preciso de...

Wham! bam! A porta da sala bateu. Bateu com força.

Okay. Aquilo realmente me deixou assustado. Meu celular chegou a cair. Pulei da cama, peguei o celular de volta.

— Alô? — quase sussurrando.

— Bip, bip, bip... — não tinha mais ninguém do outro lado.

Pensei em ligar de novo, mas não. Pus o celular no bolso. Parei, olhei para a saída do meu quarto e pensei. Pensei e pensei... "O que eu vou fazer agora?" Peguei minha carteira, conferi o celular. Coloquei a cabeça para fora do quarto. Aquela pontada de curiosidade temperada com medo. Não sabia o que estava acontecendo, mas aquilo tudo estava me deixando com muito, muito, medo. Rua deserta, panela no fogo, mamãe desaparecida, batida de porta. Na pontinha dos pés, desci as escadas. Eu parecia me camuflar naquele silêncio, sério! Nunca tinha sido tão sorrateiro. Nem mesmo quando queria ficar acordado até tarde da madrugada. Quando cheguei na sala, a porta ainda estava aberta. Balançava pra lá e pra cá. Toquei na maçaneta. Quente. "Alguém esteve aqui agora pouco." Meus olhos se arregalaram. Tive medo de olhar para trás e encontrar algo que eu não queria ver. Tudo que pensei em fazer foi: sair por aquela porta e procurar ajuda.

Desci os degraus da varanda, quase paralisado. Eu não tinha coragem de olhar nem mesmo a luz que saia da casa e tocava o chão do jardim. Já pensou se eu tivesse visto alguma sombra? Eu teria desmaiado, pode apostar. Não sei se eu tive sorte ou azar. Mas eu tive certeza que tinha alguém na minha casa, e esse alguém não era minha mãe. Andei pela calçada. Meu destino? Não sabia. A casa de algum amigo, bem provável. Depois de alguns minutos andando, tive a brilhante ideia de ligar para a mamãe. Àquela altura, eu já devia estar longe de casa. Talvez umas cinco quadras à frente. Disquei o número dela.

— Vamos, atende...

— Alô. Quem fala? — era a voz dela!

— Mamãe! Onde você tá!? Fiquei tão preocupado, estou na...

— Aqui é a Lena. Não sou muito boa com mensagem eletrônica, então... É isso. Deixe o seu recado que depois retornarei a ligação. Obrigada.

— Aaah! — dei um grito de frustração. — Que droga!

Parei e olhei a rua. Alguma coisa errada não estava certa.

— É sério que os postes estão piscando?

— Isso só pode ser uma pegadinha...

Sim! Era como se os postes estivessem querendo dizer alguma coisa... Se era uma mensagem boa ou ruim, não sabia, mas aquilo estava me assustando. Assustando muito. Naquela hora eu parei. O vento havia ficado mais forte. Tudo ao meu redor contribuía para me deixar levemente com medo. Noite, postes piscando, ventos fortes, silêncio, ninguém na rua, mãe desaparecida. Tá... Os meus itens estavam aumentando. Já podia escrever um livro com todas aquelas coisas que tinham me colocado medo. Olhei para o celular. "00:20". Estava ficando cada vez mais tarde. Quando levantei os olhos, olhei para trás. Sim. Eu sei que não devia ter olhado, não devia mesmo. Eu podia muito bem ter olhado pra frente, mas sabe quando você vê um filme de terror e fala para a mocinha não descer as escadas do porão? Então. Foi exatamente assim.

O que eu vi foi assustador. Aquilo me deixou paralisado.

Um homem. Mesclado na escuridão. Aquela silhueta negra não só causou medo em mim, mas também fez subir todo meu estômago. Senti um gosto tórrido. Depois o gosto do almoço do dia anterior. Pude sentir minha espinha se quebrar em um milhão de pedaços e se recompor um milhão de vezes. As luzes acima de mim começaram a rodar. As ruas se duplicaram. Os postes se distorceram. Fiquei tão zonzo que fui obrigado a me escorar. A parede parecia ter espinhos. Minha mão ficava tateando o cimento como se ele fosse me machucar. Tentei levantar os olhos. Eu não conseguia fazer mais nada além de olhar, olhar e ver tudo girar. Tudo rodando e girando. Quando olhei para o mesmo lugar, não consegui manter o foco. Depois da terceira vez ele não estava mais lá. Ufa. Aquilo foi como um alívio instantâneo. Talvez momentâneo.

— Você tinha que ter o surto justamente agora, Benjamin? — indaguei.

— Preciso dos meus remédios.

— Mas não posso voltar para casa, não, não. — era óbvio — Então o que eu vou fazer?

— Tem um posto de gasolina aqui perto. — pensei alto — Isso!

Fui acelerando os passos conforme o surto de pânico foi "passando". Eu já estava quase lá, sabia disso. Mas agora eu estava com muito medo de olhar para trás novamente, mesmo que sem querer. Esperava não errar o caminho e chegar o mais rápido possível. Na verdade, por um momento cheguei a pensar que o que eu vi foi real, e não apenas mais um surto da minha cabeça. A minha sorte é que eu continuei batendo na mesma tecla. "Aquilo não foi real. Não tem ninguém te seguindo." Bem... O vento parou de soprar tão forte. Os postes pararam de piscar. Talvez tudo aquilo tivesse mesmo sido coisa da minha cabeça, não posso negar. Continuei andando sem perder meu destino. Finalmente. De longe pude ver a luz do estabelecimento. "Baker's". Em vermelho e brilhante. Talvez a coisa mais brilhante naquela noite. Corri para chegar mais rápido.

"Trim, trim." Um sino fez barulho assim que entrei. Estava tão vazia quanto do lado de fora. Tão clara como se fosse de dia. Artificialmente, óbvio, mas aquilo foi o suficiente para me tirar da escuridão. Peguei o remédio na prateleira, não foi tão fácil de achar. Mesmo estando acostumado a comprá-los naquela loja, eu estava nervoso e minhas mãos tremiam. Minha mente não estava tão quieta quanto de costume... Quando olhei para o balcão, tive uma ideia. "Por que não pedir ajuda para o moço?" refleti. Fiquei surpreso por não ter pensado nisso antes. Mas não havia ninguém além de mim e do meu remédio. Meus olhos varreram aquele lugar. De canto em canto, eles procuravam algum sinal de alguém, qualquer sinal. Mas nada. Será que não tinha ninguém? Mas e...? Opa! Espera aí. "Tem farelo de biscoito pelo chão. Uma latinha de cerveja amassada no lixo." investiguei. "Sim, tem alguém aqui." Foi quando me toquei que talvez esse-alguém estivesse no banheiro. Entrei.

O mini-corredor estava escuro. A lâmpada não acendia completamente, ficava piscando, falhando. A porta do banheiro estava a minha frente, entreaberta. Dela saía luz. Fiquei aliviado por perceber que a luz do banheiro funcionava, pelo menos por enquanto. Dei um passo. Toquei a maçaneta. Outra vez quente. Finalmente, empurrei a porta. O que vi foi simplesmente uma cena de crime. Horrível. Completamente horrível.

— Ai meu Deus. — sussurrei com uma longa pausa entre as palavras.

Sangue. Água. Faca. Eu conseguia ver o coração da vítima. Tinha sangue para todo lado. Não tive palavras. Foi como um choque que me deixou paralisado. Tudo que pensei foi não conseguir pensar em nada. Do basculante entrava vento. A pia, quebrada, jorrava água. O sangue escorria pelo ralo, escorria junto com aquela água da pia. Aquilo era brutal. Sem contar o cheiro de ferrugem, sangue fresco e carne molhada. Não devia ter muito tempo, não podia ter. "Com certeza tem mais alguém aqui. E você tem que dar o faro daqui, agora!". Tomei o remédio com a água da pia, aquilo devia bastar. Toquei no facão, completamente receoso. Passei água para tirar as manchas de sangue, como se aquilo fosse adiantar alguma coisa. Segurei firme e dei meia volta. A luz do mini-corredor ainda falhava, chiava; aquele barulho típico em filme de terror. Não pensei duas vezes, saí dali. Eu precisava de coragem para continuar. Consegui atravessar os corredores da loja de conveniências que, por sorte, não tinha ninguém.

Do lado de fora tudo estava igual.

A noite tomava conta do subúrbio, assim como o vento que preenchia cada canto daquelas ruas. Para onde eu vou? Para casa do meu amigo e... "Não pode ser. Isso não pode estar acontecendo." Sim. Aquilo não podia estar acontecendo. Aquela silhueta sombria reapareceu. Do outro lado da rua. Eu não conseguia ver seu rosto, era só escuridão. Não podia ficar ali parado, tinha que fazer alguma coisa. A única opção que pensei foi: sair correndo. Não olhei para trás. Apenas corri. Quanto mais eu corria, mais eu sentia que o homem-das-sombras estava próximo. Eu só conseguia escutar os meus passos, nenhum sinal dos passos dele. Na verdade, havia outro barulho. O vento. Ele parecia me acompanhar. Parecia correr, silenciosamente, ao meu lado. Bom... Eu poderia ter concluído algo mais, mas preferi olhar para trás e... Bem. Não foi uma ideia boa. Sinceramente, foi a pior ideia que tive naquele dia.

— Não vou... conseguir... correr por muito... mais tempo. — sussurrei para mim mesmo.

Paft! Algo me atingiu na nuca. Tudo que vi foi a mesma escuridão e o mesmo silêncio daquela mesma rua deserta que aparecia na janela do meu quarto. Senti minha cabeça latejar como nunca, senti minha respiração sair do peito. Eu ainda tinha consciência, mas meus olhos não abriam. Ainda conseguia respirar, mesmo que pouco. Tentei falar, não consegui. Tentei escutar, isso foi tudo. Inevitavelmente, apaguei. O que escutei ficou ecoando, ecoando, ecoando...

— Finalmente! Mais um semideus.

— Hoje não! — alguém interviu.

— O que você faz aqui, filho de Eolo? — essa era a voz do homem-das-sombras, tive certeza disso.

— Vim buscar meu irmão! Tire suas garras dele! — bravejou.

"Irmão? Eolo? O que está acontecendo?"

— Não! Você terá que me impedir se for capaz. —

Foi tudo o que consegui escutar. Quando recobrei minha consciência, aquilo parecia ter acabado. Mas na verdade, era apenas o começo de tudo.

(...)

— Você está seguro agora.

— Argh... — gemi. — Minha mãe... Onde...

— Vai ficar tudo bem, irmão. — a mesma voz doce, fraternal.

Sentia seus braços me envolvendo. Aquele rapaz continuava dizendo ser meu irmão. Aquele rapaz... Roupa larga. Cabelo preso em cóque. Sorriso nos lábios. Sim, agora eu podia ver! Pouco, mas conseguia. Um borrão. Sua aparência estava um pouco borrada, minha visão ainda estava embaçada e tudo ainda parecia girar. Cada vez menos, as coisas se acalmavam. Estava me sentindo num carrossel. Um cavalo subindo e descendo no movimento dos braços do "meu-herói". A propósito, como assim essa história de ser "meu irmão"? Até onde sabia, eu não tinha irmão algum. Tudo bem que nunca cheguei a conhecer meu pai, nunca tive curiosidade, para falar a verdade. Okay, talvez um pouco... Tá, bastante! Mas isso não vem ao caso. Minhas mães sempre me contaram tudo, será que elas teriam mentido sobre isso. Quase impossível de acreditar.

— Argh... — gemi de novo. — Acho que consigo andar.

— Tudo bem. Vamos... — segurou minha mão. — Eu te ajudo.

Coloquei meu braço em seus ombros, quase todo o peso do meu corpo foi com ele. A poucos passos depois, senti uma dor aguda nas costas que percorreu a espinha e foi até minha nuca. "Devo ter levado uma pancada bem forte", presumi. Todo meu corpo ainda doía.

— Pra onde estamos indo? Por que... — suspirei.

— Para um lugar protegido. Você não está seguro sozinho...

— Seguro? Como assim? Minha mãe desapareceu, tenho que... — as palavras saiam da minha boca como um trem descarrilhado.

— Olha... Confie em mim, está bem?

— Só porque você me salvou, não significa que...

— Tudo bem, olhe você mesmo. — falou.

Ele tirou meus braços dos ombros. Estendeu um dos braços com a palma da mão para cima. O vento começou a ficar mais forte por ali. Eu conseguia escutar aquele soprar, conseguia sentir o vendaval percorrer pelo meu corpo e sacolejar minha roupa. Por incrível que pareça, aquilo não estava me assustando, muito pelo contrário, estava me sentindo familiarizado. Fiquei completamente parado vendo seus olhos que me olhavam com intensidade. De repente, ele quebrou o silêncio do vento e falou.

— Meu nome é Noah. Ainda não nos conhecemos, mas sou seu irmão, Benjamin. — fez uma pausa. — Você ainda deve ter muitas perguntas, eu sei...

— Mas, por enquanto, tenho que te levar para um lugar seguro e... Olha só! — abriu um sorriso largo em seu rosto.

Naquela hora comecei a me sentir estranho. Muito estranho. Todo aquele vento que andava pelo meu corpo, agora parecia percorrer minhas veias. No começo havia me sentido dormente. Sem braços. Sem pernas. Tudo isso passou quando ele novamente quebrou o silêncio do vento, mas que agora também era o meu silêncio.

— Acho melhor você também ver isso... — apontou para minha cabeça.

A curiosidade falava mais alto. Senti um tremor na espinha, incontrolável. Peguei o celular e me olhei na tela. Não podia ser verdade! Havia um brilho acima de mim. Uma luz amarela, estranha, pálida. Aquilo me fazia sentir diferente, não sabia porquê. O que aquilo significava? Não era apenas uma luz, era um símbolo. Quando consegui identificar, tudo pareceu fazer sentido, mesmo que por poucos segundos. E então eu entendi. Era uma simbologia do vento, tive certeza disso.

— Parabéns, Benjamin. Agora você é oficialmente filho de Eolo.

— Nossa, eu sou filho de Eolo. Que irado. Nem sei quem é. — ele me olhou e gargalhou.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Logan Montecarlo em Sab 13 Maio - 3:12:15

Benjamin, isso foi irado. A sua ficha de reclamação foi incrível. Sério. Você está mais do que aprovado; brincadeira, eu só posso te aprovar, mesmo.

As primeiras respostas foram bem legais, com esse tipo de "ser transcendental" que fala sobre o Benjamin. Às vezes, uma história banal pode se tornar interessante pela forma como é contada, e essas perguntas inicias costumam sempre ser a parte chata da ficha, mas foi o que mais me pegou, e isso é uma técnica incrível. Fisgar o leitor é uma habilidade que qualquer escritor gostaria de ter mais do que já tem.

Bom, aí veio a história. Eu já tava tentado a te aprovar, então confesso que já comecei meio animadinho. E não me arrependo: você cumpriu minhas expectativas. Mas, como só tecer elogios não te ajudaria em nada, eu vou fazer uns comentários que acho válidos de você ler, entender e repensar, mesmo que não venha a mudar seu estilo/jeito de postagem em nada.

A troca imediata de "primeira pessoa (ser transcendental)" para "primeira pessoa (Benjamin)" poderia ter sido feita de maneira mais leve. Logo no começo, eu estranhei e tive que parar um pouco para pensar e entender o que estava acontecendo, mas sempre é bom que você, de certa forma, ~conduza~ o pensamento do leitor. Assim, eu pensei em algumas maneiras de melhorar isso: você poderia ter feito um ou dois parágrafos com o ser transcendental, para então introduzir a voz do Benjamin; ou você poderia ter deixado mais claro era o Benjamin de imediato, talvez até começando com algo como "eu sou o Benjamin", que é uma frase bem fraca, mas que, se usada com sabedoria, poderia ser um ótimo gancho pra essa virada de narração ficar menos brusca, entende? Alguns exemplos melhores do que eu quero dizer:
1. "A virada de jogo de Benjamin não foi tão leve quanto eu gostaria que fosse. Ela foi conturbada, cheia de mistérios, e sufocante. Você já sentiu medo e indecisão ao sair na rua de noite e não ter nenhum lugar claramente como porto seguro para fugir? Benjamin, sim. Mas eu vou deixar que ele explique por si só."
2. "Eu sou Benjamin. Pelo menos, esse era o nome com que eu me identificava antes de ter essa atenção excessivamente desnecessária dessa forma de vida divina e interplanetar depositada em mim. Na verdade, esse ainda é o nome com que eu me identifico, mas achei válido fazer um drama de 'brincadeira de verdade'. Então, assim, eu continuo sendo Benjamin, mesmo que, agora, conte com uma voz da consciência bizarramente poderosa."

Espero que tenha entendido o que eu quis dizer.

De qualquer forma, também quero salientar a sua técnica de falar consigo mesmo. Usar travessões diferentes, em sequência, para >o mesmo personagem< foi algo, sinceramente, incrível. Eu adorei, de verdade. [E vou roubar esse recurso logo que tiver oportunidade.] Foi diferente, foi interessante, foi cativante, e acho que esse é um ponto forte demais para você perdê-lo ao utilizar com outros personagens. Faça-a uma caraterística única do Benjamin. Com isso, me refiro à vez em que, mais pro final, acontece a seguinte passagem: "Você ainda deve ter muitas perguntas, eu sei... [parágrafo] — Mas, por enquanto, (...)". Era o Noah falando, e acho que (a menos que esse seja um certo "problema de entendimento" do Benjamin) perdeu um pouco da exclusividade atraente desse recurso. Eu deixaria tudo no mesmo parágrafo, mesmo se você quisesse deixar uma breve pausa ali, talvez colocando uma ação no meio, como: "(...) muitas perguntas, eu sei... — Engoli em seco as perguntas que, obviamente, eu tinha. — Mas, por enquanto, (...)", percebeu? Acho que é mais interessante, pelo menos pra mim. No entanto, se esse for um "problema de entendimento" do Benjamin — e, consequentemente, ele entender todo mundo como alguém que "usa vários travessões diferentes em sequência para falar" —, acho que ficou faltando deixar isso claro, possivelmente acrescentando outras oportunidades de fala aos outros personagens em que o mesmo recurso fosse utilizado. Por isso, pelo menos nesse caso, eu o pouparia só para o Benjamin. Mas não se sinta preso pela minha preferência; é só uma preferência, mesmo, e a decisão final é sempre sua.

De resto, eu apenas te pediria para se atentar a alguns acentos e possíveis erros de digitação, que poderiam provavelmente ser evitados com alguma revisão. [Não te culpo, eu também odeio reler. Mas aí cê pode pedir pra alguém quebrar esse galho pra ti, ou fazer uma leitura rápida você mesmo só pra tirar o grosso.] Ah, e eu também vou chamar sua atenção pros travessões; não exatamente para o recurso que você utilizou, mas para a forma correta de usá-los.

Quando se tem um verbo de elocução (acho que esse é o nome) depois de um travessão, não se usa pontuação antes dele, como você fez aqui: "— Não vou... conseguir... correr por muito... mais tempo. — sussurrei para mim mesmo", sendo, portanto, o correto dessa maneira: "— Não vou... conseguir... correr por muito... mais tempo — sussurrei para mim mesmo". Viu?

É óbvio que é um detalhe do detalhe do detalhe, então isso nunca colocaria em xeque sua aprovação ou mesmo a sua vida durante uma missão [muitos avaliadores nossos fazem isso também, por ser justamente algo tão específico]. Mas, como eu acho que você já está em um patamar muito bom (e, mais do que isso, como eu acho que esse "conceito" de personagem, que você criou pro Ben, é muito promissor e interessante), acho válido apontar os detalhes para que você possa ir aparando as arestas, aos poucos.

Cara, sem mais (porque isso já deve ter ficado gigantesco), você tá aprovadíssimo como filho de Éolo. Ah, e eu adoro simbolismos (ou pistas escondidas), então espero que o sobrenome seja um deles, entidade viajante que observa nosso jovem Ben.

(se tudo der certo, entro no orfeu daqui a pouco e te atualizo)
((do contrário, outro adm faz isso))
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 127-ExStaff em Sab 13 Maio - 20:33:07


atualizado!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Johnny em Qua 17 Maio - 15:22:12

Por qual deus você deseja ser reclamado/qual criatura e por quê ?

Nêmesis, pois esta não tem medo de fazer o que considera justo. Não se prende as leis mas sim a própria justiça e vingança. E isso é algo que Johnny adora, a justiça

Perfil do personagem ( Características Físicas e Características Psicológicas ):

FÍSICAS : Johnny possui uma estatura alta ( 1,85 ), cabelos pretos encaracolados, olhos esverdeados, 23 anos , pele com um bronzeado natural por conta de ficar de baixo do sol, possui pelo corpo algumas cicatrizes.

PSICOLÓGICAS : Johnny por ser um filho de Nêmeses não deixa as coisas passarem em branco, então é conveniente não o irritar nem fazer algo que ele ache desagradável. Embora Johnny seja quieto e recluso na maior parte do tempo quando ele alguém pisa no seu calo ele pode se tornar outra pessoa, no passado Johnny já foi mais briguento porém hoje está mais de boa.

História do Personagem:

... O Santo Dos Assassinos ... Essa costumava ser a sua alcunha e por alguns ainda é chamado desta maneira mas por hora isso não é importante no momento.
Johnny nunca conheceu o pai, por isso nunca parou quieto em um lugar. Quando criança viveu em um orfanato e logo viu que a vida era cruel sendo assim não poderia depender de ninguém.

Quando cresceu um pouco foi adotado por uma família, porém numa se sentiu como parte daquele meio pq o levou a fugir de casa, porém logo voltou para um orfanato onde passou quase toda a sua adolescência e teve diversos problemas com outros adolescendo e todos eles acabavam sempre da mesma maneira, com sangue e diversos machucados. Até que um dia fez as suas malas e saiu de vez daquele lugar indo viver nas ruas da maneira como podia.

E como ele fez isso ? Bem, a resposta é simples. Matando e roubando. Embora roubasse muito bem a sua especialidade era o assassinato e por conta disso era o melhor no que fazia. Era tão bom que recebera a alcunha de O Santo Dos Assassinos. Toda vez que alguém iria matar uma pessoa era feita uma prece para " invocar " a sua pessoa e desta maneira abençoá-lo na hora do assassinato.

Porém houve um dia que foi diferente ... Naquele dia Johnny acordou sem vontade de matar e quis simplesmente ficar de boa. Johnny se levantou e foi passear com a sua cachorra , Diana, e com Ema , na época era sua namorada. Eram as únicas coisas que ele tinha e que ele amava, porém na vida de um assassino sempre tem alguém que quer vir cobrar algo com um preço diferente e infelizmente esse preço fora Diana e Ema ... Um grupo de assassinos queria que Johnny pagasse por ter matado o seu chefe e amigo, então decidiram mata Ema e Diana.

Johnny ficou arrasado por dias e sofreu com uma depressão acompanhada por bebida, mas um dia ele não aguentou e a sede por sangue gritou mais alto. A única coisa que Johnny queria era justiça então ele encontrou quem havia lhe feito mal e quis do fundo do coração que eles fossem punidos pelo ocorrido. Eis que o pedido fora realizado e Johnny viu uma figura misteriosa aparecer do nada com uma espada em uma das mãos e uma balança em outra mão. " Devo estar alucinando ", pensou, porém viu que aquilo era real a partir do momento que os homens começaram a ser acorrentado e julgados pela figura misteriosa e o veredito foi, culpados ...

Após tudo isso ocorrer a figura se voltou para Jphnny e falou calmamente " Você pediu por justiça, bem ela foi feita , filho ", depois disso um simbolo estranho apareceu em sua cabeça e a figura sumiu. De noite Johnny teve um sonho onde sua mãe lhe explicou o que havia acontecido e quem era ela e após isso Johnny foi para o Acampamento Meio-Sangue.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Pitter Hank em Qua 17 Maio - 22:17:09


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Eu gostaria de ser reclamado como filho de Hermes, o deus mensageiro. Particularmente eu tenho uma admiração por este deus, além de me identificar nele. Sou um admirador da velocidade, e sinto que posso fazer uma bom história com as habilidades propostas. E além do mais, quem não gostaria de ter um All-star?

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Pitter é um garoto de 16 anos com seus 1,72 de altura, esguio, porém possui uma certa força física, olhos negros igualmente ao seu cabelo, que não chega a ser longo. Tom de pele morena.
Características psicológicas: Pitter nasceu e cresceu sem a presença de seu pai na sua vida, mas cresceu sempre com o desejo de proteger a sua mãe. Desde pequeno ele foi um menino sagaz, levou algumas suspensões na escola por pregar peças em seus professores. Pitter gosta de ver pessoas sorrirem, o que o promove a fazer certas... Piadas. Por mais que ele seja um garoto travesso, sabe ficar sério em situações que exigem isso dele.

— História do Personagem:


Essa história se passa no ano de 2017, mais precisamente em uma manhã cinza onde o sol decidiu se esconder e deixar que o clima frio dominasse. Pitter teria um grande desafio nesta manhã, um daqueles que só uma pessoa destemida e com muita concentração poderia se sobressair e vencer: Era o dia de queimada na escola.
Obviamente, não seria um grande desafio do tipo salvar uma idosa de suas percas de memória ou até mesmo uma olimpíada matemática. Pitter não tinha capacidade para isso, nunca se destacou na aula de “salvamento de idosas” e nem na de matemática – a primeira nem deve existir, ele saberia, se passasse mais tempo acordado em horário de aula.
Ter TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – para ele era um saco, mesmo que tentasse não conseguia prestar atenção nas aulas e por este motivo, vivia levando xingo dos professores. O garoto já estava acostumado, situações assim passaram a ser rotineiras o que levou ao costume. Mas hoje, ele se sentiria vivo como sempre se sentia em eventos assim, o campeonato de queimada da sua escola era algo que ele gostava de participar e nada o atrapalharia neste dia.
---
Levantou cedo naquela manhã, como de costume sua escola abria as 7 horas, mas sua ansiedade o fez acordar as cinco, e passou o tempo se distraindo em joguinhos no seu celular . Pitter sempre foi organizado em casa, seu quarto estava impecável como sempre, tudo em seu devido lugar. Desde criança ele morou em um apartamento no centro da cidade, já que sua mãe não tinha muita condição financeira para morar em uma casa própria, um apartamento pequeno foi o melhor que conseguiram. Filho único, Pitter despertou dentro de si um desejo de ser sempre o melhor para sua mãe, mesmo que as vezes acabasse falhando nisso.
- Filho? Já está na hora da escola, vai se atrasar – Disse sua mãe, ela sempre o chamava todos os dias na mesma hora – Estou indo trabalhar, beijos.
O garoto olhou em seu celular, uma hora e meia havia se passado desde que acordou, ele se empolgou de mais nos jogos e agora estava atrasado. Como sempre.
---
Desceu correndo a escadaria do prédio e posteriormente saiu correndo do mesmo. Virando a esquina Pitter esbarrou em uma moça, pediu perdão olhando de relance para ela. Uma sensação ruim o invadiu, seguido de um arrepio por todo o seu corpo. Olhou para moça, já se distanciando, parecia ser uma mulher qualquer. Mas algo nela o fez estremecer, logo o garoto seguiu seu rumo deixando de lado esse ocorrido.
Chegando na escola Pitter se deparou com o porteiro.
- Mais uma vez atrasado, rapaz? – Disse, rindo.
- Sabe como é né Joe, pode me fazer aquele favor maroto e me deixar entrar? – Disse, como se já tivesse dito essa frase muitas outras vezes.
- Claro rapaz, mas... – pausou e fez uma cara mais séria – Que isso não se repita.
- Tranquilo Joe, não vai se repetir... Veja bem, esse mês só foram 4 vezes – Riu, entrando.
Começou a correr novamente quando ouviu Joe dizendo, ficando para trás:
- Mas o mês começou a quatro dias atrás!
Pitter entrou na sala de aula, levou um xingo de sua professora mais uma vez e assistiu suas aulas, ou pelo menos o máximo que seus olhos conseguiram acompanhar, logo pesaram e ele caiu no sono. Acordou na hora do intervalo, pronto para a queimada que começaria em breve.
- Pronto para vencer, Barry Allen? – Disse Halt, seu melhor amigo.
- Quanta modéstia de sua parte “brô”, nem tenho um raio no peito!
- Qual é mano, todos conhecem sua fama aqui na escola. Esse ano, com você, podemos ganhar esse campeonato.
Isso era verdade, naquele ano, Pitter se destacou nas aulas de educação física. Por algum motivo ele estava mais veloz, não era nada gritante, porem era o mais rápido da classe ou até mesmo da escola. Além disso, seus reflexos também estavam mais aguçados.
Logo o intervalo havia acabado, o campeonato iria começar. As primeiras equipes seriam a turma de Pitter contra a turma que era invicta a mais de três anos na escola: A caveira ardente. Clichê? Sim. Pelo menos eles tinham nome, já que eram a única turma com moral o bastante para isso.
- Tudo certo Pitter? Contamos com você nessa – Disse o capitão do time.
- Let’s go baby – Respondeu, mandando um beijinho no ar.
A torcida do outro time era frenética, o tanto de fãs que fizeram era inacreditável. Pelo menos, a turma de Pitter tinha o apoio moral do incrível e esplêndido... Joe.
O juiz apitou, dando início ao tão esperado momento. Adrenalina corria nas veias de Pitter, ele estava muito animado. O time inimigo começou com as bolas, jogando as com força. Um... Dois... Três. Aos poucos o time do garoto foi sendo queimado, de fato estava claro que não treinaram nem um pouco. A torcida gritava, criando uma pressão contra eles e deixando os adversários com mais vontade de jogar.
Continuaram o massacre, as bolas voavam e acertavam um a um do time de Pitter, aos poucos o time ia sumindo... Logo sobrou apenas ele na quadra. A torcida estava muito frenética, o time perdeu as esperanças. Sabiam que não iriam vencer. Era hora do contra-ataque, pegando uma das bolas, Pitter jogou contra os adversários. A bola percorreu o ar com velocidade e acertou a cara do capitão do Caveira ardente. A quadra ficou em silêncio.
- Uhuul !! Arrasa rapaz – Gritou Joe, e a quadra explodiu em vaias e gritos.
Pitter pegou mais uma bola e lançou, depois outra e outra. Queimando alguns da Caveira ardente, mas ainda sobravam muitos. Novamente, uma chuva de bolas vermelhas vieram em direção a Pitter, desviou de todas com facilidade, seus reflexos misturados com sua adrenalina estavam muito apurados o que ajudava muito. Jogou mais algumas bolas queimando mais adversários. Logo sobrou apenas um do outro lado.
- Acho que o reinado da Caveira ardente acabou, não é mesmo? – Riu com sarcasmo – Alias, escolham um nome de verdade.
A torcida gritou, era o momento de Pitter brilhar. O garoto avançou com a bola em mãos, mas então algo inesperado aconteceu, ele pisou em uma bola que estava na quadra e acabou caindo. O adversário aproveitou a chance e o queimou com uma bola rápida nas costas.
- Se você prestasse atenção da mesma forma que você fala, o resultado disso seria diferente – Disse o último integrante da Caveira ardente. E a torcida explodiu em aplausos.
---
Voltando para casa, Pitter estava acabado, seu psicológico estava destruído e não havia motivos para se sentir bem. Um trovão percorreu os céus e a chuva começou a cair, escorrendo pelo seu rosto e refletindo o eu estado emocional.
Chegando no apartamento, Pitter subiu as escadas, mas algo o estava incomodando. Ao chegar no décimo quinto andar, onde morava, viu que a porta estava aberta.
- Estranho... – murmurou.
Sua mãe nunca deixava a porta destrancada, muito menos aberta. Se apressou em entrar, e deparou com uma cena nada agradável. Uma mulher estava de pé, com uma faca em mãos, olhando fixamente para o chão, onde estava... A mãe do garoto, envolta de uma pequena poça de sangue que estava se formando.
- MÃE!
Ao olhar com mais atenção ele percebeu que a mulher era a mesma com quem ele esbarrou, um calafrio percorreu seu corpo, estava assustado. A moça trajava um sobretudo e um chapéu, que escondia o seu rosto. Algo estava estranho nela e isso o incomodava. Então a moça começou a mudar de forma, seu sobretudo desapareceu como se fosse uma ilusão de ótica, seu corpo não era normal. Ao invés de pele em suas pernas haviam... Penas. A mulher parecia mais uma galinha do que um humano, e uma mistura de dinossauro pois suas mãos eram acopladas a uma espécie de asa. O sobretudo havia sumido, dando lugar a um tronco humano com peitos flácidos a mostra. Seu rosto assustador tinha penas e cicatrizes, além de um bico semelhante ao de uma ave.
Pitter começou a andar para trás, o pânico invadindo seu corpo... Onde já vira algo assim? Porque isso estava acontecendo? Sua mãe... Ele tinha que salvar sua mãe. Mas estava com medo. Suor começou a escorrer por seu corpo. A galinha humana soltou um grito, era agudo e amedrontador, e avançou na direção do garoto. Com a ajuda de seu reflexo e um instinto que ele não sabia que existia, o garoto pulou para o lado caindo sobre a mobília. A galinha humanoide passou direto, saindo do apartamento.
Pitter se esforçou a levantar, e o mais rápido possível ele fechou a porta. Foi em direção de sua mãe.
- Mãe!? – Disse, agachando ao seu lado – Como a sen...
A porta atrás deles explodiu em pedaços e a galinha gigante voou para cima de Pitter, fazendo os dois rolarem pelo apartamento. Ela se posicionou acima dele, prensando o contra o chão, agarrando seus dois braços com suas garras. Soltou mais um grito. O garoto levantou a perna conseguindo dar um chute nas costas dela, soltando-se da prisão. Adrenalina corria por seu corpo, mesmo sem entender nada, ele sabia que aquilo não era mentira. Algo dentro dele gritava para que sobrevivesse a esse “ataque”.
O monstro se levantou, o chute pareceu nem arranha-la. Mais um grito percorreu o ar, e o bico da criatura começou alongar, tornando-se mais afiado. Pitter voltou a entrar em estado de choque, não entendia o que estava acontecendo, não sabia como se livrar dessa situação. A galinha/mulher avançou contra ele, era o seu fim. Então ele fechou os olhos e sorriu, se era pra ser esse o final de sua história, pelo menos ele veria o seu pai no outro mundo – parte das poucas histórias que ele sabia de seu progenitor era que ele havia morrido.
E então, algo aconteceu, um estrondo cortou o ar. Não sentiu seu corpo se despedaçar, nem nada o perfurar. Poeira caiu sob seu corpo e então ele abriu os olhos. A criatura havia sumido e em seu lugar, somente pó pairava no ar.
- Acertei... – Murmurou sua mãe, com uma voz de alívio.
A mãe de Pitter estava com um revolver em mãos, era de uma cor bronze. Ele nunca havia visto nada desse tipo no apartamento, desde quando sua mãe portava armas? Haviam muitas perguntas em sua cabeça, e nenhuma delas estava sendo respondida no momento.
- Filho... Liga para a ambula... – Ela começou dizendo, e desmaiou.
Pitter entendeu o recado e ligou para uma ambulância. Que não demorou muito a chegar
---

Já haviam se passado duas horas desde o ocorrido. A mãe de Pitter estava em um processo cirúrgico para a retirada de um fragmento localizado na sua coxa. Os médicos fizeram muitas perguntas para o garoto, que não respondeu nenhuma, preferiu ficar em silêncio e fingir um estado de choque. Ele não entendera nada, mas sabia que não poderia falar a verdade, afinal quem iria acreditar?
Eram quase três horas da tarde, quando o cirurgião veio dizer que a paciente havia acordado da anestesia. Pitter foi vê-la e pediu um momento a sós com sua mãe.
- Hey... Como você está? – Disse, preocupado.
- Melhor – Ela forçou um sorriso – Na tentativa de dar um tiro no monstro, ele conseguiu virar minha mão e eu acabei atirando em mim mesma... Acho que te devo muitas explicações, não é mesmo?
Sua voz era fraca, o efeito da anestesia passando aos poucos. Mas ele precisava de respostas. Assentiu lentamente com a cabeça, para que sua mãe prosseguisse.
- Aiai – suspirou – eu temia esse dia, mas demorou mais do que eu esperei. Bom, lembra quando você era criança e estava brincando com um de seus carinhos, veio correndo até mim e perguntou onde seu pai estava? E eu disse que ele havia falecido em um acidente de carro voltando do trabalho..?
Pitter acenou com a cabeça, em um movimento quase imperceptível.
- ... Eu menti para você filho, seu pai ainda é vivo. Mais vivo do que eu – forçou outro sorriso, seus olhos enchendo de lágrimas – você não é uma pessoa normal, filho. Bom. Seu pai é uma divindade, conhece mitologia? Deuses gregos? Eles são reais querido. Seu pai é Hermes.
- Mãe... Você está bem? – Pitter achou graça no que sua mãe estava contando, mas o olhar sério dela o fez sentir um pouco de medo.
- Eu sei que não é fácil digerir isso de primeira, eu levei um certo tempo também. Bom, seu pai me disse que não seria fácil te criar, apartir de uma certa idade você começaria a atrair monstros, igual aquele de hoje. O revólver foi um “presente” dele, é feito de um material divino junto com um material humano, uma mistura, que consegue ferir esses monstros mesmo que não tenha tanto efeito quanto um bronze totalmente divino... – fez uma pausa, tossindo um pouco - Você vai aprender mais disso no Acampamento...
Pitter estava cada vez mais confuso com essa história.
- Acam… Acampamento? – Perguntou, relutante.
- Sim filho, temos que sair daqui e ir para lá o mais rápido possível. Eu não vou ser capaz de te explicar tudo agora, mas lá você vai ser formado, vai aprender a se proteger e a lidar com seus dons divinos. Meu filho, você foi corajoso ao lutar com aquele monstro. Você tem o sangue divino de seu pai correndo em suas veias, você é um meio-sangue. – Ela sorriu, lágrimas escapando de seus olhos – Vou te levar para o Acampamento Meio-Sangue.
O garoto não estava entendo muito bem o que estava acontecendo ali, mas de uma coisa ele tinha certeza: Jogos de queimada serão o menor dos desafios que ele iria enfrentar em sua vida.



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lavínia Cavendish em Sex 19 Maio - 12:40:16



Avaliação


Gabriel Jefferson Telles — Reprovado como filho de Nêmesis

Gabriel, primeiramente seja bem vindo ao fórum, segundamente aconselho a reler a primeira mensagem desse tópico e se atentar aos pontos obrigatórios da ficha de reclamação. "Não serão aceitas fichas fora desde modelo" se reflete ao padrão de template que, como você pode notar, absolutamente todas as fichas possuem. Reposte seu texto dentro desde template para que ele seja avaliado. Lamentamos o ocorrido, porém é a regra e se aplica a todos.


Pitter Hank — Reprovado como filho de Hermes

Pitter, acredito que seja novato, então seja bem vindo ao fórum! Acredito que seja sua primeira ficha aqui então dou o mesmo conselho que disse para seu colega acima: Leia com atenção a primeira mensagem desse tópico e se atente aos pontos principais. Sua ficha obrigatoriamente deve conter o momento da reclamação do personagem, ou seja, quando o próprio deus o reconhece como filho — entregando as armas iniciais, fazendo o holograma aparecer sob sua cabeça, etc —, e isso ficou ausente da sua história. Apenas a mãe do personagem lhe falar isso não basta, pois isso não faz com que seus poderes se manifestem e tampouco os itens do progenitor. Reformule sua história e tente novamente, qualquer dúvida pode entrar em contato comigo ou qualquer outro staffer. Boa sorte na próxima vez!

Ah, mais uma coisinha: Não mude o código padrão do template, nem altere nenhuma fonte. Se é padrão, deve ser igual para todos, tirando o fato de que você pode acarretar em um bug na página caso apague algum código sem querer.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Pitter Hank em Sex 19 Maio - 18:18:26


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Eu gostaria de ser reclamado como filho de Hermes, o deus mensageiro. Particularmente eu tenho uma admiração por este deus, além de me identificar nele. Sou um admirador da velocidade, e sinto que posso fazer uma bom história com as habilidades propostas. E além do mais, quem não gostaria de ter um All-star?

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Pitter é um garoto de 16 anos com seus 1,72 de altura, esguio, porém possui uma certa força física, olhos negros igualmente ao seu cabelo, que não chega a ser longo. Tom de pele morena.
Características psicológicas: Pitter nasceu e cresceu sem a presença de seu pai na sua vida, mas cresceu sempre com o desejo de proteger a sua mãe. Desde pequeno ele foi um menino sagaz, levou algumas suspensões na escola por pregar peças em seus professores. Pitter gosta de ver pessoas sorrirem, o que o promove a fazer certas... Piadas. Por mais que ele seja um garoto travesso, sabe ficar sério em situações que exigem isso dele.

— História do Personagem:

Essa história se passa no ano de 2017, mais precisamente em uma manhã cinza onde o sol decidiu se esconder e deixar que o clima frio dominasse. Pitter teria um grande desafio nesta manhã, um daqueles que só uma pessoa destemida e com muita concentração poderia se sobressair e vencer: Era o dia de queimada na escola.
Obviamente, não seria um grande desafio do tipo salvar uma idosa de suas percas de memória ou até mesmo uma olimpíada matemática. Pitter não tinha capacidade para isso, nunca se destacou na aula de “salvamento de idosas” e nem na de matemática – a primeira nem deve existir, ele saberia, se passasse mais tempo acordado em horário de aula.

Ter TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – para ele era um saco, mesmo que tentasse não conseguia prestar atenção nas aulas e por este motivo, vivia levando xingo dos professores. O garoto já estava acostumado, situações assim passaram a ser rotineiras o que levou ao costume. Mas hoje, ele se sentiria vivo como sempre se sentia em eventos assim, o campeonato de queimada da sua escola era algo que ele gostava de participar e nada o atrapalharia neste dia.

---

Levantou cedo naquela manhã, como de costume sua escola abria as 7 horas, mas sua ansiedade o fez acordar as cinco, e passou o tempo se distraindo em joguinhos no seu celular . Pitter sempre foi organizado em casa, seu quarto estava impecável como sempre, tudo em seu devido lugar. Desde criança ele morou em um apartamento no centro da cidade, já que sua mãe não tinha muita condição financeira para morar em uma casa própria, um apartamento pequeno foi o melhor que conseguiram. Filho único, Pitter despertou dentro de si um desejo de ser sempre o melhor para sua mãe, mesmo que as vezes acabasse falhando nisso.

- Filho? Já está na hora da escola, vai se atrasar – Disse sua mãe, ela sempre o chamava todos os dias na mesma hora – Estou indo trabalhar, beijos.

O garoto olhou em seu celular, uma hora e meia havia se passado desde que acordou, ele se empolgou de mais nos jogos e agora estava atrasado. Como sempre.

---

Desceu correndo a escadaria do prédio e posteriormente saiu correndo do mesmo. Virando a esquina Pitter esbarrou em uma moça, pediu perdão olhando de relance para ela. Uma sensação ruim o invadiu, seguido de um arrepio por todo o seu corpo. Olhou para moça, já se distanciando, parecia ser uma mulher qualquer. Mas algo nela o fez estremecer, logo o garoto seguiu seu rumo deixando de lado esse ocorrido.

Chegando na escola Pitter se deparou com o porteiro.

- Mais uma vez atrasado, rapaz? – Disse, rindo.

- Sabe como é né Joe, pode me fazer aquele favor maroto e me deixar entrar? – Disse, como se já tivesse dito essa frase muitas outras vezes.

- Claro rapaz, mas... – pausou e fez uma cara mais séria – Que isso não se repita.

- Tranquilo Joe, não vai se repetir... Veja bem, esse mês só foram 4 vezes – Riu, entrando.

Começou a correr novamente quando ouviu Joe dizendo, ficando para trás:

- Mas o mês começou a quatro dias atrás!

Pitter entrou na sala de aula, levou um xingo de sua professora mais uma vez e assistiu suas aulas, ou pelo menos o máximo que seus olhos conseguiram acompanhar, logo pesaram e ele caiu no sono. Acordou na hora do intervalo, pronto para a queimada que começaria em breve.

- Pronto para vencer, Barry Allen? – Disse Halt, seu melhor amigo.

- Quanta modéstia de sua parte “brô”, nem tenho um raio no peito!

- Qual é mano, todos conhecem sua fama aqui na escola. Esse ano, com você, podemos ganhar esse campeonato.

Isso era verdade, naquele ano, Pitter se destacou nas aulas de educação física. Por algum motivo ele estava mais veloz, não era nada gritante, porem era o mais rápido da classe ou até mesmo da escola. Além disso, seus reflexos também estavam mais aguçados.

Logo o intervalo havia acabado, o campeonato iria começar. As primeiras equipes seriam a turma de Pitter contra a turma que era invicta a mais de três anos na escola: A caveira ardente. Clichê? Sim. Pelo menos eles tinham nome, já que eram a única turma com moral o bastante para isso.

- Tudo certo Pitter? Contamos com você nessa – Disse o capitão do time.

- Let’s go baby – Respondeu, mandando um beijinho no ar.

A torcida do outro time era frenética, o tanto de fãs que fizeram era inacreditável. Pelo menos, a turma de Pitter tinha o apoio moral do incrível e esplêndido... Joe.

O juiz apitou, dando início ao tão esperado momento. Adrenalina corria nas veias de Pitter, ele estava muito animado. O time inimigo começou com as bolas, jogando as com força. Um... Dois... Três. Aos poucos o time do garoto foi sendo queimado, de fato estava claro que não treinaram nem um pouco. A torcida gritava, criando uma pressão contra eles e deixando os adversários com mais vontade de jogar.

Continuaram o massacre, as bolas voavam e acertavam um a um do time de Pitter, aos poucos o time ia sumindo... Logo sobrou apenas ele na quadra. A torcida estava muito frenética, o time perdeu as esperanças. Sabiam que não iriam vencer. Era hora do contra-ataque, pegando uma das bolas, Pitter jogou contra os adversários. A bola percorreu o ar com velocidade e acertou a cara do capitão do Caveira ardente. A quadra ficou em silêncio.

- Uhuul !! Arrasa rapaz – Gritou Joe, e a quadra explodiu em vaias e gritos.

Pitter pegou mais uma bola e lançou, depois outra e outra. Queimando alguns da Caveira ardente, mas ainda sobravam muitos. Novamente, uma chuva de bolas vermelhas vieram em direção a Pitter, desviou de todas com facilidade, seus reflexos misturados com sua adrenalina estavam muito apurados o que ajudava muito. Jogou mais algumas bolas queimando mais adversários. Logo sobrou apenas um do outro lado.

- Acho que o reinado da Caveira ardente acabou, não é mesmo? – Riu com sarcasmo – Alias, escolham um nome de verdade.

A torcida gritou, era o momento de Pitter brilhar. O garoto avançou com a bola em mãos, mas então algo inesperado aconteceu, ele pisou em uma bola que estava na quadra e acabou caindo. O adversário aproveitou a chance e o queimou com uma bola rápida nas costas.

- Se você prestasse atenção da mesma forma que você fala, o resultado disso seria diferente – Disse o último integrante da Caveira ardente. E a torcida explodiu em aplausos.

---

Voltando para casa, Pitter estava acabado, seu psicológico estava destruído e não havia motivos para se sentir bem. Um trovão percorreu os céus e a chuva começou a cair, escorrendo pelo seu rosto e refletindo o eu estado emocional.

Chegando no apartamento, Pitter subiu as escadas, mas algo o estava incomodando. Ao chegar no décimo quinto andar, onde morava, viu que a porta estava aberta.

- Estranho... – murmurou.

Sua mãe nunca deixava a porta destrancada, muito menos aberta. Se apressou em entrar, e deparou com uma cena nada agradável. Uma mulher estava de pé, com uma faca em mãos, olhando fixamente para o chão, onde estava... A mãe do garoto, envolta de uma pequena poça de sangue que estava se formando.

- MÃE!

Ao olhar com mais atenção ele percebeu que a mulher era a mesma com quem ele esbarrou, um calafrio percorreu seu corpo, estava assustado. A moça trajava um sobretudo e um chapéu, que escondia o seu rosto. Algo estava estranho nela e isso o incomodava. Então a moça começou a mudar de forma, seu sobretudo desapareceu como se fosse uma ilusão de ótica, seu corpo não era normal. Ao invés de pele em suas pernas haviam... Penas. A mulher parecia mais uma galinha do que um humano, e uma mistura de dinossauro pois suas mãos eram acopladas a uma espécie de asa. O sobretudo havia sumido, dando lugar a um tronco humano com peitos flácidos a mostra. Seu rosto assustador tinha penas e cicatrizes, além de um bico semelhante ao de uma ave.

Pitter começou a andar para trás, o pânico invadindo seu corpo... Onde já vira algo assim? Porque isso estava acontecendo? Sua mãe... Ele tinha que salvar sua mãe. Mas estava com medo. Suor começou a escorrer por seu corpo. A galinha humana soltou um grito, era agudo e amedrontador, e avançou na direção do garoto. Com a ajuda de seu reflexo e um instinto que ele não sabia que existia, o garoto pulou para o lado caindo sobre a mobília. A galinha humanoide passou direto, saindo do apartamento.

Pitter se esforçou a levantar, e o mais rápido possível ele fechou a porta. Foi em direção de sua mãe.

- Mãe!? – Disse, agachando ao seu lado – Como a sen...

A porta atrás deles explodiu em pedaços e a galinha gigante voou para cima de Pitter, fazendo os dois rolarem pelo apartamento. Ela se posicionou acima dele, prensando o contra o chão, agarrando seus dois braços com suas garras. Soltou mais um grito. O garoto levantou a perna conseguindo dar um chute nas costas dela, soltando-se da prisão. Adrenalina corria por seu corpo, mesmo sem entender nada, ele sabia que aquilo não era mentira. Algo dentro dele gritava para que sobrevivesse a esse “ataque”.

O monstro se levantou, o chute pareceu nem arranha-la. Mais um grito percorreu o ar, e o bico da criatura começou alongar, tornando-se mais afiado. Pitter voltou a entrar em estado de choque, não entendia o que estava acontecendo, não sabia como se livrar dessa situação. A galinha/mulher avançou contra ele, era o seu fim. Então ele fechou os olhos e sorriu, se era pra ser esse o final de sua história, pelo menos ele veria o seu pai no outro mundo – parte das poucas histórias que ele sabia de seu progenitor era que ele havia morrido.
E então, algo aconteceu, um estrondo cortou o ar. Não sentiu seu corpo se despedaçar, nem nada o perfurar. Poeira caiu sob seu corpo e então ele abriu os olhos. A criatura havia sumido e em seu lugar, somente pó pairava no ar.

- Acertei... – Murmurou sua mãe, com uma voz de alívio.

A mãe de Pitter estava com um revolver em mãos, era de uma cor bronze. Ele nunca havia visto nada desse tipo no apartamento, desde quando sua mãe portava armas? Haviam muitas perguntas em sua cabeça, e nenhuma delas estava sendo respondida no momento.

- Filho... Liga para a ambula... – Ela começou dizendo, e desmaiou.

Pitter entendeu o recado e ligou para uma ambulância. Que não demorou muito a chegar

---

Já haviam se passado duas horas desde o ocorrido. A mãe de Pitter estava em um processo cirúrgico para a retirada de um fragmento localizado na sua coxa. Os médicos fizeram muitas perguntas para o garoto, que não respondeu nenhuma, preferiu ficar em silêncio e fingir um estado de choque. Ele não entendera nada, mas sabia que não poderia falar a verdade, afinal quem iria acreditar?

Eram quase três horas da tarde, quando o cirurgião veio dizer que a paciente havia acordado da anestesia. Pitter foi vê-la e pediu um momento a sós com sua mãe.

- Hey... Como você está? – Disse, preocupado.

- Melhor – Ela forçou um sorriso – Na tentativa de dar um tiro no monstro, ele conseguiu virar minha mão e eu acabei atirando em mim mesma... Acho que te devo muitas explicações, não é mesmo?

Sua voz era fraca, o efeito da anestesia passando aos poucos. Mas ele precisava de respostas. Assentiu lentamente com a cabeça, para que sua mãe prosseguisse.

- Aiai – suspirou – eu temia esse dia, mas demorou mais do que eu esperei. Bom, lembra quando você era criança e estava brincando com um de seus carinhos, veio correndo até mim e perguntou onde seu pai estava? E eu disse que ele havia falecido em um acidente de carro voltando do trabalho..?

Pitter acenou com a cabeça, em um movimento quase imperceptível.

- ... Eu menti para você filho, seu pai ainda é vivo. Mais vivo do que eu – forçou outro sorriso, seus olhos enchendo de lágrimas – você não é uma pessoa normal, filho. Bom. Seu pai é uma divindade, conhece mitologia? Deuses gregos? Eles são reais querido. Seu pai é Hermes.

- Mãe... Você está bem? – Pitter achou graça no que sua mãe estava contando, mas o olhar sério dela o fez sentir um pouco de medo.

- Eu sei que não é fácil digerir isso de primeira, eu levei um certo tempo também. Bom, seu pai me disse que não seria fácil te criar, apartir de uma certa idade você começaria a atrair monstros, igual aquele de hoje. O revólver foi um “presente” dele, é feito de um material divino junto com um material humano, uma mistura, que consegue ferir esses monstros mesmo que não tenha tanto efeito quanto um bronze totalmente divino... – fez uma pausa, tossindo um pouco - Você vai aprender mais disso no Acampamento...

Pitter estava cada vez mais confuso com essa história.

- Acam… Acampamento? – Perguntou, relutante.

- Sim filho, temos que sair daqui e ir para lá o mais rápido possível. Eu não vou ser capaz de te explicar tudo agora, mas lá você vai ser formado, vai aprender a se proteger e a lidar com seus dons divinos. Meu filho, você foi corajoso ao lutar com aquele monstro. Você tem o sangue divino de seu pai correndo em suas veias, você é um meio-sangue. – Ela sorriu, lágrimas escapando de seus olhos – Vou te levar para o Acampamento Meio-Sangue.

Então era isso? Assim que sua história acabaria. Ou começaria. Não conseguia distinguir. Filho de um deus? Ele mal sabia quem era Hermes, aliás, achava muito estranho o nome – certamente ele tinha problemas com nomes –. Seu pai era vivo esse tempo todo e nunca deu um sinal de vida para ele. Mas olhando por outro lado, Pitter achou que poderia ser bom ser um “quase deus”. Iria viver aventuras novas, viver ao extremo. Só de pensar nessa ideia seu corpo arrepiou. Uma sensação nova invadiu o seu corpo.

O quarto escuro do hospital começou a clarear, “quem está acendendo uma lanterna aqui?”, se perguntou. Sua mãe olhava perplexa para a cabeça de Pitter. O garoto foi até o espelho mais próximo do pequeno quarto, e fitou sua cabeça. A luz não vinha de uma lanterna. Ela vinha dele.

- Mas o que é... – tentou dizer, mas estava com os olhos fixos na figura que se formava.

Era um caduceu: Um bastão na cor cinza, com duas serpentes envoltas dele e ao topo se via um par de asas. A cor acinzentada ficava cada vez mais forte. Era um holograma talvez? Não sabia, mas aquilo o deixava estranhamente animado.

- Parabéns meu filho. Seu pai finalmente o reconheceu como filho. – disse sua mãe, deixando que as lágrimas escorressem livres em seu rosto.

Ao lado da cama do hospital onde sua mãe estava, uma caixa apareceu no chão. Pitter se dirigiu até ela e a abriu. A caixa não era muito grande, mas nela haviam três coisas: Um tênis All-star, um celular e uma... Uma adaga. Os olhos do garoto se arregalaram naquele momento.

Pitter não estava entendo muito bem o que estava acontecendo ali, mas de uma coisa ele tinha certeza: Apartir daquele momento, Jogos de queimada serão o menor dos desafios que ele iria enfrentar em sua vida.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Pitter Hank em Sex 19 Maio - 18:19:14

@Pitter Hank escreveu:

FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Eu gostaria de ser reclamado como filho de Hermes, o deus mensageiro. Particularmente eu tenho uma admiração por este deus, além de me identificar nele. Sou um admirador da velocidade, e sinto que posso fazer uma bom história com as habilidades propostas. E além do mais, quem não gostaria de ter um All-star?

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características físicas: Pitter é um garoto de 16 anos com seus 1,72 de altura, esguio, porém possui uma certa força física, olhos negros igualmente ao seu cabelo, que não chega a ser longo. Tom de pele morena.
Características psicológicas: Pitter nasceu e cresceu sem a presença de seu pai na sua vida, mas cresceu sempre com o desejo de proteger a sua mãe. Desde pequeno ele foi um menino sagaz, levou algumas suspensões na escola por pregar peças em seus professores. Pitter gosta de ver pessoas sorrirem, o que o promove a fazer certas... Piadas. Por mais que ele seja um garoto travesso, sabe ficar sério em situações que exigem isso dele.

— História do Personagem:

Essa história se passa no ano de 2017, mais precisamente em uma manhã cinza onde o sol decidiu se esconder e deixar que o clima frio dominasse. Pitter teria um grande desafio nesta manhã, um daqueles que só uma pessoa destemida e com muita concentração poderia se sobressair e vencer: Era o dia de queimada na escola.
Obviamente, não seria um grande desafio do tipo salvar uma idosa de suas percas de memória ou até mesmo uma olimpíada matemática. Pitter não tinha capacidade para isso, nunca se destacou na aula de “salvamento de idosas” e nem na de matemática – a primeira nem deve existir, ele saberia, se passasse mais tempo acordado em horário de aula.

Ter TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – para ele era um saco, mesmo que tentasse não conseguia prestar atenção nas aulas e por este motivo, vivia levando xingo dos professores. O garoto já estava acostumado, situações assim passaram a ser rotineiras o que levou ao costume. Mas hoje, ele se sentiria vivo como sempre se sentia em eventos assim, o campeonato de queimada da sua escola era algo que ele gostava de participar e nada o atrapalharia neste dia.

---

Levantou cedo naquela manhã, como de costume sua escola abria as 7 horas, mas sua ansiedade o fez acordar as cinco, e passou o tempo se distraindo em joguinhos no seu celular . Pitter sempre foi organizado em casa, seu quarto estava impecável como sempre, tudo em seu devido lugar. Desde criança ele morou em um apartamento no centro da cidade, já que sua mãe não tinha muita condição financeira para morar em uma casa própria, um apartamento pequeno foi o melhor que conseguiram. Filho único, Pitter despertou dentro de si um desejo de ser sempre o melhor para sua mãe, mesmo que as vezes acabasse falhando nisso.

- Filho? Já está na hora da escola, vai se atrasar – Disse sua mãe, ela sempre o chamava todos os dias na mesma hora – Estou indo trabalhar, beijos.

O garoto olhou em seu celular, uma hora e meia havia se passado desde que acordou, ele se empolgou de mais nos jogos e agora estava atrasado. Como sempre.

---

Desceu correndo a escadaria do prédio e posteriormente saiu correndo do mesmo. Virando a esquina Pitter esbarrou em uma moça, pediu perdão olhando de relance para ela. Uma sensação ruim o invadiu, seguido de um arrepio por todo o seu corpo. Olhou para moça, já se distanciando, parecia ser uma mulher qualquer. Mas algo nela o fez estremecer, logo o garoto seguiu seu rumo deixando de lado esse ocorrido.

Chegando na escola Pitter se deparou com o porteiro.

- Mais uma vez atrasado, rapaz? – Disse, rindo.

- Sabe como é né Joe, pode me fazer aquele favor maroto e me deixar entrar? – Disse, como se já tivesse dito essa frase muitas outras vezes.

- Claro rapaz, mas... – pausou e fez uma cara mais séria – Que isso não se repita.

- Tranquilo Joe, não vai se repetir... Veja bem, esse mês só foram 4 vezes – Riu, entrando.

Começou a correr novamente quando ouviu Joe dizendo, ficando para trás:

- Mas o mês começou a quatro dias atrás!

Pitter entrou na sala de aula, levou um xingo de sua professora mais uma vez e assistiu suas aulas, ou pelo menos o máximo que seus olhos conseguiram acompanhar, logo pesaram e ele caiu no sono. Acordou na hora do intervalo, pronto para a queimada que começaria em breve.

- Pronto para vencer, Barry Allen? – Disse Halt, seu melhor amigo.

- Quanta modéstia de sua parte “brô”, nem tenho um raio no peito!

- Qual é mano, todos conhecem sua fama aqui na escola. Esse ano, com você, podemos ganhar esse campeonato.

Isso era verdade, naquele ano, Pitter se destacou nas aulas de educação física. Por algum motivo ele estava mais veloz, não era nada gritante, porem era o mais rápido da classe ou até mesmo da escola. Além disso, seus reflexos também estavam mais aguçados.

Logo o intervalo havia acabado, o campeonato iria começar. As primeiras equipes seriam a turma de Pitter contra a turma que era invicta a mais de três anos na escola: A caveira ardente. Clichê? Sim. Pelo menos eles tinham nome, já que eram a única turma com moral o bastante para isso.

- Tudo certo Pitter? Contamos com você nessa – Disse o capitão do time.

- Let’s go baby – Respondeu, mandando um beijinho no ar.

A torcida do outro time era frenética, o tanto de fãs que fizeram era inacreditável. Pelo menos, a turma de Pitter tinha o apoio moral do incrível e esplêndido... Joe.

O juiz apitou, dando início ao tão esperado momento. Adrenalina corria nas veias de Pitter, ele estava muito animado. O time inimigo começou com as bolas, jogando as com força. Um... Dois... Três. Aos poucos o time do garoto foi sendo queimado, de fato estava claro que não treinaram nem um pouco. A torcida gritava, criando uma pressão contra eles e deixando os adversários com mais vontade de jogar.

Continuaram o massacre, as bolas voavam e acertavam um a um do time de Pitter, aos poucos o time ia sumindo... Logo sobrou apenas ele na quadra. A torcida estava muito frenética, o time perdeu as esperanças. Sabiam que não iriam vencer. Era hora do contra-ataque, pegando uma das bolas, Pitter jogou contra os adversários. A bola percorreu o ar com velocidade e acertou a cara do capitão do Caveira ardente. A quadra ficou em silêncio.

- Uhuul !! Arrasa rapaz – Gritou Joe, e a quadra explodiu em vaias e gritos.

Pitter pegou mais uma bola e lançou, depois outra e outra. Queimando alguns da Caveira ardente, mas ainda sobravam muitos. Novamente, uma chuva de bolas vermelhas vieram em direção a Pitter, desviou de todas com facilidade, seus reflexos misturados com sua adrenalina estavam muito apurados o que ajudava muito. Jogou mais algumas bolas queimando mais adversários. Logo sobrou apenas um do outro lado.

- Acho que o reinado da Caveira ardente acabou, não é mesmo? – Riu com sarcasmo – Alias, escolham um nome de verdade.

A torcida gritou, era o momento de Pitter brilhar. O garoto avançou com a bola em mãos, mas então algo inesperado aconteceu, ele pisou em uma bola que estava na quadra e acabou caindo. O adversário aproveitou a chance e o queimou com uma bola rápida nas costas.

- Se você prestasse atenção da mesma forma que você fala, o resultado disso seria diferente – Disse o último integrante da Caveira ardente. E a torcida explodiu em aplausos.

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Voltando para casa, Pitter estava acabado, seu psicológico estava destruído e não havia motivos para se sentir bem. Um trovão percorreu os céus e a chuva começou a cair, escorrendo pelo seu rosto e refletindo o eu estado emocional.

Chegando no apartamento, Pitter subiu as escadas, mas algo o estava incomodando. Ao chegar no décimo quinto andar, onde morava, viu que a porta estava aberta.

- Estranho... – murmurou.

Sua mãe nunca deixava a porta destrancada, muito menos aberta. Se apressou em entrar, e deparou com uma cena nada agradável. Uma mulher estava de pé, com uma faca em mãos, olhando fixamente para o chão, onde estava... A mãe do garoto, envolta de uma pequena poça de sangue que estava se formando.

- MÃE!

Ao olhar com mais atenção ele percebeu que a mulher era a mesma com quem ele esbarrou, um calafrio percorreu seu corpo, estava assustado. A moça trajava um sobretudo e um chapéu, que escondia o seu rosto. Algo estava estranho nela e isso o incomodava. Então a moça começou a mudar de forma, seu sobretudo desapareceu como se fosse uma ilusão de ótica, seu corpo não era normal. Ao invés de pele em suas pernas haviam... Penas. A mulher parecia mais uma galinha do que um humano, e uma mistura de dinossauro pois suas mãos eram acopladas a uma espécie de asa. O sobretudo havia sumido, dando lugar a um tronco humano com peitos flácidos a mostra. Seu rosto assustador tinha penas e cicatrizes, além de um bico semelhante ao de uma ave.

Pitter começou a andar para trás, o pânico invadindo seu corpo... Onde já vira algo assim? Porque isso estava acontecendo? Sua mãe... Ele tinha que salvar sua mãe. Mas estava com medo. Suor começou a escorrer por seu corpo. A galinha humana soltou um grito, era agudo e amedrontador, e avançou na direção do garoto. Com a ajuda de seu reflexo e um instinto que ele não sabia que existia, o garoto pulou para o lado caindo sobre a mobília. A galinha humanoide passou direto, saindo do apartamento.

Pitter se esforçou a levantar, e o mais rápido possível ele fechou a porta. Foi em direção de sua mãe.

- Mãe!? – Disse, agachando ao seu lado – Como a sen...

A porta atrás deles explodiu em pedaços e a galinha gigante voou para cima de Pitter, fazendo os dois rolarem pelo apartamento. Ela se posicionou acima dele, prensando o contra o chão, agarrando seus dois braços com suas garras. Soltou mais um grito. O garoto levantou a perna conseguindo dar um chute nas costas dela, soltando-se da prisão. Adrenalina corria por seu corpo, mesmo sem entender nada, ele sabia que aquilo não era mentira. Algo dentro dele gritava para que sobrevivesse a esse “ataque”.

O monstro se levantou, o chute pareceu nem arranha-la. Mais um grito percorreu o ar, e o bico da criatura começou alongar, tornando-se mais afiado. Pitter voltou a entrar em estado de choque, não entendia o que estava acontecendo, não sabia como se livrar dessa situação. A galinha/mulher avançou contra ele, era o seu fim. Então ele fechou os olhos e sorriu, se era pra ser esse o final de sua história, pelo menos ele veria o seu pai no outro mundo – parte das poucas histórias que ele sabia de seu progenitor era que ele havia morrido.
E então, algo aconteceu, um estrondo cortou o ar. Não sentiu seu corpo se despedaçar, nem nada o perfurar. Poeira caiu sob seu corpo e então ele abriu os olhos. A criatura havia sumido e em seu lugar, somente pó pairava no ar.

- Acertei... – Murmurou sua mãe, com uma voz de alívio.

A mãe de Pitter estava com um revolver em mãos, era de uma cor bronze. Ele nunca havia visto nada desse tipo no apartamento, desde quando sua mãe portava armas? Haviam muitas perguntas em sua cabeça, e nenhuma delas estava sendo respondida no momento.

- Filho... Liga para a ambula... – Ela começou dizendo, e desmaiou.

Pitter entendeu o recado e ligou para uma ambulância. Que não demorou muito a chegar

---

Já haviam se passado duas horas desde o ocorrido. A mãe de Pitter estava em um processo cirúrgico para a retirada de um fragmento localizado na sua coxa. Os médicos fizeram muitas perguntas para o garoto, que não respondeu nenhuma, preferiu ficar em silêncio e fingir um estado de choque. Ele não entendera nada, mas sabia que não poderia falar a verdade, afinal quem iria acreditar?

Eram quase três horas da tarde, quando o cirurgião veio dizer que a paciente havia acordado da anestesia. Pitter foi vê-la e pediu um momento a sós com sua mãe.

- Hey... Como você está? – Disse, preocupado.

- Melhor – Ela forçou um sorriso – Na tentativa de dar um tiro no monstro, ele conseguiu virar minha mão e eu acabei atirando em mim mesma... Acho que te devo muitas explicações, não é mesmo?

Sua voz era fraca, o efeito da anestesia passando aos poucos. Mas ele precisava de respostas. Assentiu lentamente com a cabeça, para que sua mãe prosseguisse.

- Aiai – suspirou – eu temia esse dia, mas demorou mais do que eu esperei. Bom, lembra quando você era criança e estava brincando com um de seus carinhos, veio correndo até mim e perguntou onde seu pai estava? E eu disse que ele havia falecido em um acidente de carro voltando do trabalho..?

Pitter acenou com a cabeça, em um movimento quase imperceptível.

- ... Eu menti para você filho, seu pai ainda é vivo. Mais vivo do que eu – forçou outro sorriso, seus olhos enchendo de lágrimas – você não é uma pessoa normal, filho. Bom. Seu pai é uma divindade, conhece mitologia? Deuses gregos? Eles são reais querido. Seu pai é Hermes.

- Mãe... Você está bem? – Pitter achou graça no que sua mãe estava contando, mas o olhar sério dela o fez sentir um pouco de medo.

- Eu sei que não é fácil digerir isso de primeira, eu levei um certo tempo também. Bom, seu pai me disse que não seria fácil te criar, apartir de uma certa idade você começaria a atrair monstros, igual aquele de hoje. O revólver foi um “presente” dele, é feito de um material divino junto com um material humano, uma mistura, que consegue ferir esses monstros mesmo que não tenha tanto efeito quanto um bronze totalmente divino... – fez uma pausa, tossindo um pouco - Você vai aprender mais disso no Acampamento...

Pitter estava cada vez mais confuso com essa história.

- Acam… Acampamento? – Perguntou, relutante.

- Sim filho, temos que sair daqui e ir para lá o mais rápido possível. Eu não vou ser capaz de te explicar tudo agora, mas lá você vai ser formado, vai aprender a se proteger e a lidar com seus dons divinos. Meu filho, você foi corajoso ao lutar com aquele monstro. Você tem o sangue divino de seu pai correndo em suas veias, você é um meio-sangue. – Ela sorriu, lágrimas escapando de seus olhos – Vou te levar para o Acampamento Meio-Sangue.

Então era isso? Assim que sua história acabaria. Ou começaria. Não conseguia distinguir. Filho de um deus? Ele mal sabia quem era Hermes, aliás, achava muito estranho o nome – certamente ele tinha problemas com nomes –. Seu pai era vivo esse tempo todo e nunca deu um sinal de vida para ele. Mas olhando por outro lado, Pitter achou que poderia ser bom ser um “quase deus”. Iria viver aventuras novas, viver ao extremo. Só de pensar nessa ideia seu corpo arrepiou. Uma sensação nova invadiu o seu corpo.

O quarto escuro do hospital começou a clarear, “quem está acendendo uma lanterna aqui?”, se perguntou. Sua mãe olhava perplexa para a cabeça de Pitter. O garoto foi até o espelho mais próximo do pequeno quarto, e fitou sua cabeça. A luz não vinha de uma lanterna. Ela vinha dele.

- Mas o que é... – tentou dizer, mas estava com os olhos fixos na figura que se formava.

Era um caduceu: Um bastão na cor cinza, com duas serpentes envoltas dele e ao topo se via um par de asas. A cor acinzentada ficava cada vez mais forte. Era um holograma talvez? Não sabia, mas aquilo o deixava estranhamente animado.

- Parabéns meu filho. Seu pai finalmente o reconheceu como filho. – disse sua mãe, deixando que as lágrimas escorressem livres em seu rosto.

Ao lado da cama do hospital onde sua mãe estava, uma caixa apareceu no chão. Pitter se dirigiu até ela e a abriu. A caixa não era muito grande, mas nela haviam três coisas: Um tênis All-star, um celular e uma... Uma adaga. Os olhos do garoto se arregalaram naquele momento.

Pitter não estava entendendo muito bem o que estava acontecendo ali, mas de uma coisa ele tinha certeza: Apartir daquele momento, Jogos de queimada serão o menor dos desafios que ele iria enfrentar em sua vida.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Devlin Hrvinak em Sex 19 Maio - 20:18:26


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Macária. Quero sair da caixinha, fazer uma trama bem diferente do usual. Acho que vai dar certo.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

1. Devlin nunca teve a chance de ser um adolescente normal, mas nunca se importou com isso. Esteve presente nos deveres de um semideus desde quando ainda era pequeno, uma criança, e até hoje permanece fazendo a mesma coisa. É um garoto extremamente bondoso, que já dedicou a própria vida pela de outra pessoa. Nunca decepcionou ninguém e sente o peso das expectativas todos os dias de sua vida. É sempre desapontador quando morre. Nem ele e nem ninguém gosta. Toda morte é um processo diferente, e ele sabe bem. Seus olhos já estão afundados, e cada vez, sua personalidade parece um pouco menos de como era antes. Tem se tornado um garoto mais ríspido, menos falante, diferente de como era quando tudo isso começou.

Ele carrega tudo para si. Não desabafa, não conta as mágoas e não deixa que ninguém perceba o que acontece dentro da sua cabeça, mas nem sempre foi assim. A morte mexe mesmo com as pessoas. Principalmente com os mais experientes no assunto.

2. Já está abatido. Tantos processos afetaram até mesmo sua aparência. Os olhos estão mais escuros, assim como o cabelo. A pele está mais pálida, mas é um fator que pode ser contornado com um pouco de vaidade. É esguio, não muito magro e nem muito forte. Sua aparência parece presa aos dezessete anos, apesar de ter um pouco mais se contar todas as suas vidas e, coincidentemente, ter morrido sempre na mesma faixa etária. Devlin não é nunca o mais ou menos bonito, o que não soa como se não tivesse charme algum.

— História do Personagem:

— É a terceira? — a voz de Macária é doce e suave, como a tão esperada morte dos mais sofridos.

— Já contei cinco — digo, olhando para os dedos abertos, tentando contar o número de vezes que nos encontramos pessoalmente.

Caminhamos juntos, compartilhando o mesmo ritmo dos passos. Ela já está acostumada com as minhas vindas, que, nos últimos tempos, se tornaram mais frequentes. Os heróis estão mais escassos nos últimos tempos, e por isso Macária tem estado sem ter muito o que fazer. O seu maior passatempo é observar os seus filhos. Como são poucos, em alguns momentos ela até os ajuda. É uma boa mãe. Sempre está lá nos momentos mais difíceis, especialmente quando morremos.

Acima de nós estão as Eríneas. Acho que esperam por uma tarefa ou algum semideus para caçar. Elas já me mataram uma vez e posso jurar que tem inveja do tratamento de alguns filhos dos deuses, especialmente dos maiores, que sempre recebem mais atenção que elas. Elas batem as asas com um ódio interminável. Quando veem Macária, fazem uma careta e vão embora.

— Quando você vai voltar lá para cima? — minha mãe pergunta. Há uma súplica em sua voz, me pedindo para ficar por mais algum tempo. Eu também gosto da sua companhia, apesar de nunca me pronunciar a respeito.

— Não sei. Em breve. Hades já deve estar enjoado de me mandar de volta — é o suficiente para explicar que não vou logo.

Morrer não é tão difícil, apenas um pouco doloroso. Retornar é que é o problema. Toda vez é diferente. As dores aparecem mais fortes quando se respira pela primeira-segunda vez. É como se seu corpo fosse explodir. Não gosto muito dessa parte, mas sempre há algo para resolver. No final, ainda que eu tivesse uma escolha, escolheria ser um semideus.

Na primeira vez nada foi tão fácil. Eu não sabia o que estava fazendo e tudo aconteceu de repente. Era muito ambicioso para tão pouca experiência. Tudo deu errado e acabei no fundo de um poço, quase desfigurado. Foi, de longe, a pior de todas as mortes. Não foi nada boa. Não sei exatamente como morri, mas Macária me resgatou e me deu uma segunda chance. Ela é bastante caridosa.

Na segunda foi quando deixei de tentar me superar. Sabia que Baba Yaga desconfiaria dos meus princípios. O que eu queria não era nada bom. Até mesmo Macária me deu um puxão de orelha. Pelo menos essa não doeu. Foi instantânea. Num piscar de olhos, já estava no estúdio MAC. Espero nunca mais ter de ver aquela velha maluca.

A partir da terceira, deixei de chamar Macária de mãe. Nosso relacionamento não demorou para se estruturar, mas não acredito que sejamos como mãe e filho. Ela passou a me instruir em missões sem muita interferência. Cometi muitos erros e acabei debaixo da terra, soterrado. Amigos falsos são um grande problema.

A quarta e a quinta são eventos distorcidos em minha mente. Estou atrás de todos eles, com todos os detalhes possíveis. Não sei ao certo se devo seguir minha intuição. Acredito que não, já que antes nunca funcionou. Tenho certeza que há muito que não sei e não vou me surpreender quando descobrir tudo. Ultimamente, tenho sido um penetra nos assuntos do submundo e ninguém por aqui gosta muito de mim.

— Preciso ir agora, Dev. Cuide-se, por favor, sei que retornará o mais cedo possível — Macária desaparece em um borrão e deixa somente sua voz para trás.

Ficar sozinho no submundo é sempre amedrontador. Um frio sobe em minha espinha repentinamente, me lembrando que devo mesmo tomar cuidado aqui embaixo. Tenho um palpite que uma das minhas últimas mortes aconteceu por aqui, muito embora nada seja muito concreto. Firmo os passos e caminho para a frente. Aperto meu próprio pulso com tanta força que, até mesmo depois da morte, dói.



Os mortais foram mais ágeis. Quando abro os olhos, não enxergo nada. Está frio e estou completamente nu, já que posso sentir meu corpo inteiro encostando em um metal gelado. Sinto um cheiro forte de formol e, a julgar pelo silêncio, acredito ter acordado em um necrotério. Tento não pensar que existem mortos de verdade ao meu lado, acima e abaixo de mim.

A primeira respiração é o pior de tudo. Faz com que eu me debata e esperneie, provavelmente angariando uma atenção não necessária. O ar preenche os pulmões e os infla, estufando o peito como se fosse fogo puro. Depois dessa, as outras inspirações são menos piores até que tudo volte ao normal.

Sinto um calor aconchegante no topo da minha cabeça. Em seguida, surge uma luz — meio fraca, mas ainda é um ponto lucente — no mesmo lugar. Macária está avisando que se lembra de mim. Todas as vezes que volto, se preocupa em me reclamar. Formalidades.

Prefiro permanecer parado por algum tempo antes de fazer alguma coisa. Mantenho-me imóvel, com as inspirações e expirações controladas apesar do frio. Tudo o que passa em minha mente — bastante bagunçada, também — é que, algumas horas atrás, alguém me tocou inteiro. Levo as mãos até o peito, depois ao pescoço, procurando por suturas. Pelo menos não fizeram a autópsia.

[a ficha está bem sucinta, mas acredito ter colocado o essencial. todas as relações citadas (submundo, deuses) serão exploradas em breve. obrigado]
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Andrea M. Lyserg em Sex 19 Maio - 20:43:34


Avaliação
Ficha de Reclamação

Pitter Hank

Desculpa já começar com bronca, mas pelo amor de Deus, nunca mais repita esse double post. É contra as regras, você devia ter dado quote e depois apagado a mensagem anterior.

Gostei de seu personagem ser um típico filho de Hermes, as pessoas ficam tão concentradas em quebrar padrões que acabam tornando-se mais um desses padrões. Com você não foi assim. Dou meus parabéns por isso, sério.

Peço que da próxima vez preste mais atenção na organização e na hora de separar os parágrafos. Lembre-se também que não existe espaço antes do ponto final ou qualquer sinal de pontuação, só depois. Você cometeu esse erro algumas vezes, porém acredito que foi digitação, por favor presta atenção da próxima vez e revisa. Vai melhorar seus desempenhos nas missões.

Você cumpriu todos os requisitos dessa vez, não tenho motivos reais para te reprovar. Pitter, você está aprovado.

Devlin Hrvinak

Acredito que seja novato, certo? Sendo ou não, bem-vindo ao nosso queridíssimo PJBR!

Comecei a ficha torcendo um pouco o nariz por causa da primeira pergunta. Macária é uma ficha rígida e seus motivos para escolhê-la como deusa foram praticamente "porque sim". Esperava algo um pouco mais... Profundo sabe? Considerando a divindade que você escolheu e seu personagem (Desculpa, eu sou meio exigente em ficha rígida).

De toda forma, eu acabei ignorando esse fator porque eu simplesmente amei a sua ficha. Amei sua ideia de trama, de fazer um personagem que já morreu múltiplas vezes e isso me chamou muito a atenção, devo dizer que já virei grande fã seu. Espero ler algo novo logo.

A resposta do primeiro questionamento acabou caindo no esquecimento com o resto da ficha, por isso, fico feliz em dizer que você foi aprovado!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 128-ExStaff em Sex 19 Maio - 22:56:09

Atualizado
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Dimitri Nabokov em Sab 20 Maio - 18:45:20


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/qual criatura deseja ser e por quê?

Desejo ser filho de Ares porque creio que meu personagem incorpora o arquétipo perfeito dos semideuses descendentes dessa divindade de acordo com os livros e o senso comum. Não prometo fugir do padrão, já que minha intenção é exatamente o oposto. Resumindo: Dimitri é um filho de Ares perfeito e juramentado, do tipo que se reconhece de longe.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
Dimitri mede 1,80 e possui um corporal másculo, forte e definido. Seus traços também são rígidos, cabelos e barba de tons lúgubres e, geralmente, suas expressões faciais são frias e revoltas, como as de um típico filho do deus da guerra. Não costuma falar muito. Guarda muita raiva dentro de si e passa quase 80% de seu tempo desenvolvendo técnicas de luta e treinando o Muay-Thai - arte da qual é adepto e realiza com maestria. Em compensação, sua relação com as armas brancas são um tanto quanto complicadas.

— História do Personagem:

Resultado de uma família extremamente narcisista e tradicional, Dimitri Nabokov cresceu ouvindo histórias a respeito de seus antepassados - praticamente o Olimpo da Rússia, "prevoskhoditel'stva Romanov" - mais conhecidos como a dinastia de czars.

Sendo os Nabokov uma das pouquíssimas famílias ainda vivas com ligação direta com os Romanov, alguns títulos lhe foram concebidos, variando de local para local. Chegaram, numa ocasião, a receber um convite escrito a próprio punho pela Rainha Elizabeth da Inglaterra, que clamava por seu amparo na tentativa de tocar os cidadãos da Rússia, voltando-os contra Putin.

O convite foi, educadamente, declinado.

É claro que ninguém entendia muito bem o porquê do primogênito de Yulia e Czar, tendo apenas doze anos, passar horas e horas em silêncio trancado em seu quarto, desenhando figuras assustadoras, demoníacas. Monstros que, para todos a sua volta, só existiam em sua cabeça.

Mas ele sabia que não. Eles eram reais. E o perseguiam noite e dia, incansavelmente.

Aos poucos, a pressão social que atingia quase todos os jovens russos, decaiu sob os ombros de Dimitri com uma magnitude e força esmagadora, açoitando-o de forma tão insuportável que fez com que o jovem, que recebera uma educação "de ponta", sucumbisse aos vícios que acometiam seus colegas e até alguns de seus primos, a bebida.

Sabe-se que é comuníssimo ver nas cidades russas - não sabe-se se por puro vício ou necessidade de aquecer-se ante à neve - meninos novos embebedando-se com naturalidade, virando garrafas de vodka direto do gargalo.

Duvidando de sua própria sanidade, principalmente depois de mergulhar no alcoolismo, Dimitri evitava pensar nas figuras assombrosas que apareciam vez ou outra. E isso funcionou muito bem até seus 23 anos, quando, durante o intervalo de uma aula, ele e um cadeirante foram atacados por uma ave mortífera que invadira o campus. Ela parecia deter de poderes insólitos às espécies comuns.

Havia sido uma tarefa impossível para o Sr. Mark, dos EUA, como ele mesmo apresentava-se, aproximar-se do fechado e cabeça dura Dimitri. Havia fracassado. Agora, não possuía mais tempo.

O pássaro pressionou seus bicos de bronze com fervor sob o ombro do filho de Ares, arrancando-lhe um generoso filete de sangue. Nabokov tentou esmagá-la com suas próprias mãos, conseguindo mais algumas bicadas e arranhões dolorosos.

De supetão, o deficiente físico saltou de seu acomodo com um solavanco das patas outrora cobertas por um pano branco e fincou uma adaga dourada reluzente na criatura, tirando sua vida.

Nabokov pareceu surpreso e assustado.

— Não temos tempo — explicou o sátiro, ignorando o semblante de estarrecimento que apossara-se da face máscula do russo. — Vem comigo. No caminho, eu te explico.

Sem que Dimitri tomasse consciência, horas antes o escândalo das traições de sua mãe haviam sido descobertos pela família. Ela havia sido expulsa. Não tinha tempo para procurá-la. Provavelmente, não a veria nunca mais. Estavam na Rússia. Mulheres independentes não eram toleradas por lá. As traidoras? Geralmente, eram assassinadas.

Aquele era o enredo perfeito para justificar a fuga as pressas de Dimitri da cidade.

Quando chegou ao Acampamento Meio-Sangue, tardou a adaptar-se ao clima quente, tropical, completamente oposto ao do frio congelante da Rússia. Não falava com ninguém, como de praxe. Apenas ficava sentado, tomando sua vodka escondido e fumando cigarros quando ninguém estava olhando.

Não foi surpresa quando, em menos de 3 dias de acampamento, o símbolo do deus da guerra surgiu como um holograma acima de sua cabeça. Ele ouviu uma gargalhada fria e sádica em sua mente.

— Filho de Ares — determinou o diretor, estreitando os olhos para melhor avaliar o campista novato.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kalled C. Almeida em Sab 20 Maio - 19:36:23


Avaliação
Ficha de Reclamação

Dimitri Nabokov

Dimitri sua ficha me incomodou apenas em um aspecto, o tamanho. Eu sei que geralmente fichas longas são incômodas para quem lê e para quem escreve, mas você foi muito breve e fiquei "boiando" em certas partes. No entanto, não se trata de uma missão ou DIY e por isso você não pecou muito. Meu conselho é que tente ser mais detalhista na próxima. Bem vindo ao fórum, prole de Ares.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 127-ExStaff em Sab 20 Maio - 19:48:00


atualizado!

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Eugene Penhallow em Dom 21 Maio - 12:47:03


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Deméter. Ela transmite esse sentimento pacífico, diplomático e calmo. É o que quero incorporar na personagem. Não é nada muito surpreendente, mas parece legal e é algo que nunca fiz.

— Perfil do personagem:

Psicológicas
Caleb é quase um hippie. Ainda não é um porque pretende seguir as leis e não usar coisas ilícitas abaixo dos dezoito. Isso reflete em toda a sua personalidade: é o típico garoto certinho, que não comete muitos erros e não pisa fora da linha. Mas, muito pelo contrário, não é nenhum tipo de careta que se recusa a fazer tudo o que não está na lista de coisas permitidas. Seu companheirismo e lealdade rende muitas amizades, além de não ser nada espalhafatoso, sempre seguindo a própria onda. Parece falar devagar, agir lentamente, mas é só porque gosta de aproveitar os mínimos instantes da vida.

Físicas
Não é alto e nem forte, o que é uma resposta ao seu desprazer aos esportes. O corpo todo é esguio, não muito definido, mas não é tão fora de forma. O rosto é bem desenhado, bonito, e sempre sujo de terra, assim como as mãos. Em contrapartida, Caleb sempre está cheiroso, exalando o aroma de alguma planta aromática. Esse, talvez, seja o seu forte. Os cabelos estão quase sempre desgrenhados, acompanhando as roupas, nunca muito ajeitadas.

— História do Personagem:

Caleb sempre esperou que as coisas fantásticas que aconteciam em sua floricultura fossem um sinal de que não é um garoto normal. Seus problemas, que não eram tão grandes assim, nunca foram reais obstáculos. Pode se conviver com TDAH ou déficit de atenção dentro de uma loja de plantas. Como nunca foi um grande fã da escola, não se importava muito em ter de transitar de uma para outra com uma frequência enorme.

Seus sonhos também não eram nada normais. Talvez fossem uma espécie de guia — o que descobriu, mais tarde, que eram mesmo. Uma mulher, normalmente em meio a uma plantação de trigo gigantesca, com alguns ramos na cabeça como uma coroa de louros e cabelos longos. Suas roupas eram quase as mesmas em todos os sonhos, normalmente um vestido camponês longo ou um robe grego.

Quando acordava, perguntava qual era o significado de tudo aquilo.

Foi um rapazinho manco quem o explicou tudo. Um amigo de longa data, que sempre estava por perto nos momentos de maior tensão. O acompanhava de escola em escola, nunca alheio a nada, e nunca duvidou de absolutamente nenhuma palavra dita por Caleb. Tornaram-se, então, melhores amigos.

Seu amigo sempre repetia o mesmo que a mulher misteriosa em seus sonhos: você não está seguro aqui fora, precisa ir para Long Island. Mas eles sempre respeitavam os limites de Caleb e a velocidade que processava as novidades. Lentamente, se convenceu de que deveria mesmo partir. Não pôde dizer que foi fácil deixar para trás o que mais gostava, mas deixou a floricultura em boas mãos, com o pai, que o permitiu partir, parecendo saber de tudo que se passava.

Tudo fazia menos sentido conforme chegava mais perto de seu destino. O Acampamento Meio-Sangue já não aparentava mais ser um ambiente seguro. Se o percurso para ir até lá era abarrotado de criaturas estranhas que queriam o cadáver de Caleb, em sua imaginação não estava uma boa fotografia do local. Contudo, sua perspectiva mudou quando chegou lá.

Foi bem recebido como nunca antes. Na noite mais recente, na fogueira, enquanto todos conversavam e aguardavam por mais novatos que foi reclamado. A mesma coroa de louros — só que de ramos — da mulher dos seus sonhos apareceu em sua cabeça e foi embora, deixando um cheiro orquídea por perto. Nesse momento, Caleb se descobriu um filho de Deméter.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Adalie Chang em Dom 21 Maio - 12:58:50


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Nêmesis. Desde que descobri sua existência, passei a ter certa afeição pela deusa. Acredito que grande parte dos aspectos que são atribuídos por parte dessa ramificação divina se encaixam quase que perfeitamente no propósito de trama que tenho para a Adalie, além disso, Nêmesis me permite criar uma personagem um pouco rancorosa, que se sente prazerosa em retribuir o que foi feito à ela, da maneira como sempre gostei.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

physical


Cabelos que variam da tez do castanho claro ao louro escuro — ainda que, costumeiramente, tingidos em umbre hair numa tonificação mais clara — que decaem em ondas precisas até a altura dos ombros. Acompanhando a delicadeza do rosto angelical que Adalie possui, seus olhos claros e enevoados contrastam com o tom forte do rosa dos seus lábios. O nariz suave e sobrancelhas delicadas; os ombros finos e a cintura minuciosa, apesar do quadril normalizado partilham espaço do que se assume por um padrão de garota americana com os seios pouco volumosos, ainda que bem formados no corpo esbelto de Chang.

A pele clara em nuance com suas demais particularidades aparentes a faz uma garota de beleza estonteante, dificilmente definida com um adjetivo que não a caracterize com desejo e gosto absorto. Embora sua estatura seja mediana, seus adereços são definidamente proporcionais ao seu porte corporal.

Psychological


Diagnosticada precocemente com transtorno de identidade de gênero, a transexual teve de suportar o preconceito maciço durante longos anos da sua vida, que moldaram sua personalidade com frieza inescrupulosa e egocentrismo, numa maneira imprecisa de manter a autoconfiança em enfoque. Ante as parábolas que foi obrigada a enfrentar, se manteve estabilizada e preparada sempre para o pior, tornando-a uma perita em cautela e de difícil lealdade. Sua determinação e perspicácia é, de fato, seu aspecto característico.

A vulgaridade e o abuso de atitudes de promiscuidade tornam Adalie uma exímia chantagista e ligeiramente perigosa. Os artífices que usufrui para conquistar seus fins almejados podem ser bastante voláteis e, em suma, a garota não se preocupa de usufruir de terceiros, desapegada de sentimentos como compaixão e altruísmo. Seus sensos instintivos, todavia, a fazem benigna a quem se afeiçoa de primórdio, modelando o carisma e simpatia meticulosamente ocultos em seu ímpeto essencial.

Como contratempo, Adalie mantém sua inocência apesar de obstáculos a tornarem uma má pessoa. A vulnerabilidade em sua personalidade forte a torna, de certo modo, frágil.

— História do Personagem:

BEFORE SURGERY


— Mamãe! — discordando, Adalie bradou, com a paciência delimitada pelo torpor de ódio que a preenchia interiormente. A enxurrada de descobertas sobre si mesma era demais para suportar. — Eu... Ser normal é suficiente, mas eu não consigo! — disparou, descarregando uma vastidão de lassidão sobre as sílabas que ditava com pesar.

— Você não é normal, Adalie. — proferiu Melinda, uma mulher de trinta e sete anos, com a aparência mais jovial do que sua idade verídica afirmava. Seu rosto era deveras similar ao de Adalie, assim como o restante de seu corpo, permitindo que qualquer um pudesse identificá-las como mãe e filha. — Não dessa maneira, mas... Você é uma mocinha especial e sabe disso! — explicou a ancestral da garota com certo nervosismo expresso em seu timbre, precavida ao vocabulário que utilizava.

Adalie esbanjava aflição pelo que ocorria constantemente: não conseguia sequer comprar sorvete pelas esquinas, uma vez que as atendentes se transformavam em mulheres serpentinas e venenosas, prontas para fatiá-la em cinco impiedosamente com as unhas perfeitamente pintadas com esmalte rosa. No mesmo dia em que discutia com a mãe, um vendedor de algodão doce se tornou um homem-touro e com muito custo foi despistado, somente deixado para trás com a ajuda de Simon após Adalie correr uma maratona incessante por cinco avenidas.

— Mamãe. — Adalie pronunciou, desprovida da calamidade que nutria anteriormente no vocal. Sua feição estava mudada e parecia satisfeita quando se viu refletida no espelho de seu guarda-roupas, que estava defronte à porta escancarada de seu quarto. — Amanhã é minha cirurgia. Acha que vou ficar bem? — perguntou, com a voz delicadamente modificada. Ansiedade e apreensão se permutavam em uma única sensação, permeando calafrios por todo o corpo da semideusa.

— É claro que vai, filha. — Melinda afirmou com certeza em sua fala, aproximando-se de Adalie com passos firmes e soturnos. — Eu vou estar lá. Vou cuidar para que tudo dê certo. — Quando finalmente se aproximou de sua prole, perpassou as mãos com afeto nos ombros delicados da filha, repassando sua calmaria e ternura somente com seu tato maternal.

— Eu sei que vai — reafirmou Adalie ao passo que abordava as mãos suaves de sua mãe com os dedos, pressentindo o calor de sua pele. Com uma das mãos livres, a garota, menos inquieta e preocupada, remexia as madeixas tingidas, ainda com a atenção presa ao seu reflexo. — Acha que eu ficaria bonita com os cabelos castanhos, mais natural?

BEFORE SURGERY


— Você não tem nada a dizer, Simon? — Adalie tornou o olhar incrédulo ao único amigo que havia arranjado ainda no colegial, articulando as palavras com ambiguidade implacável.

Simon Fitz era um adolescente de grande porte; mesmo que seus músculos fossem pouco desenvolvidos, sua postura edificada aparentava bastante vigor. Sua pele morena permanecia em harmonia com a coloração acastanhada de seus olhos e cabelos, que dimanavam em cascatas até a altura de seu queixo em camadas encaracoladas.

— Não há o que dizer, Adalie. Não há nada errado com você. — o rapaz afirmou, estampando um sorriso cordial para Chang, que ainda impregnava sua aparência masculina deturpada pela carga hormonal pesada cuja se submetia pelo tratamento tardio.

Assentados lado a lado no sofá antiquado do apartamento do padrasto de Adalie, o olhar ansioso do moreno estava impregnado nos olhos enevoados da loira. A garota, aos poucos, era tomada pelo mesmo anseio de Simon. Apreensiva e inquieta pela maneira como o garoto se portava, Chang contornou o âmbito com a silhueta, pousando com o campo de visão focado em seu próprio reflexo na mesa de descanso acima do tapete persa bege. As muletas costumeiras de Simon repousavam ao lado do braço do sofá onde o garoto estava.

— Simon? — ainda hesitante, Adalie demorou para concluir sua indagação. Continuava observando seu próprio reflexo no vidro espesso que ornamentava o mogno polido e cuidadosamente esculpido para servir como base para uma mesa, analisando com extrema cautela os traços evidentemente alterados em seus aspectos faciais; grande parte dos pelos pubianos, ainda que em sua adolescência, deixaram de surgir no decorrer de seu rosto. — Você tem algo a dizer? — completou de uma única vez, despejando as letras.

— Você sempre gostou de deuses gregos e essas coisas, não foi? — a voz de Simon estava sob pressão, parecendo um tanto forçada. Seus dedos estavam atrelados ao jeans que trajava, acobertando todas as suas pernas em exatidão. — Eles existem e você é filha de um, Adalie. Você é Adalie, filha de... Bom, vamos descobrir. — após completar, Fitz repuxou as calças para cima, revelando, em seus tornozelos, densas camadas de pelugem animalesca. — E eu sou um sátiro, estou aqui para tentar protegê-la e, depois, levá-la para um lugar seguro. — ainda aflito, sugeriu, apontando para as próprias pernas. — Isso também explica aquelas mulheres que perseguem você pelas ruas, aquelas bem feias, com pernas de cobra, sabe? Não exatamente pernas de cobra, mas você entendeu.

Enquanto Chang não percebia os tornozelos de Simon, seu rosto sustentava um sorriso firme de escárnio. Conforme seus olhos eram levados vagarosamente à região das pernas do sátiro descobertas, sua expressão se remodelava para pânico e espanto abrupto. Acobertando os lábios escancarados de pavor com as mãos, Adalie se levantou, iniciando uma jornada circular ao redor da sala de estar, aturdida.

— É bem real. — Adalie retrucou, ligeiramente incomodada com a veracidade perceptível dos pelos.

AFTER SURGERY


Adalie tinha um total de dois dias de alta após completar a cirurgia. Seu corpo ainda estava no estágio de adaptação e seu estado de vulnerabilidade era extremamente alto; deveria permanecer em repouso o máximo de tempo possível e cumpria seu diagnóstico pós-cirúrgico no apartamento do pai, no próprio quarto de paredes rosadas. Sua cama já possuía a marca de aderência do contorno de seu corpo, ainda em dois únicos dias de descanso.

Tinha ligado há pouco tempo para a farmácia mais próxima, solicitando por remédios analgésicos para suprir as dores momentâneas da nova parte de seu corpo. Por alguns dias, o latejar estaria presente, todavia, servia para Adalie como uma lembrança da maior vitória que havia conquistado durante toda a sua vida até aquele dia. Mesmo que inconvenientemente, estava feliz por estar dolorida.

Três batidas na porta anunciaram a chegada da farmacêutica, muito provavelmente. Ao ouvir os baques na madeira, a garota apoiou os pés para fora da cama e, assim que se levantou, sentiu uma breve tontura se infiltrar em sua mente por passar tempo demais deitada. Seus passos confusos trilharam o caminho até a porta do apartamento e seu olho canhoto se acoplou na lente no centro da porta, bisbilhotando o casaco branco que permanecia em pé no aguardo do lado de fora.

Chang girou a maçaneta, escancarando a porta. Seu olhar curioso direcionou-se de imediato à maleta da entregadora; curiosamente, viera pessoalmente entregar a medicação para a garota.

— Só um minuto, senhorita — disse Adalie, girando os calcanhares para buscar as cédulas de dinheiro sobre a mesa de vidro no centro da sala de estar. Enquanto caminhava cambaleante até o móvel, ouviu estalos de ossos se quebrando em sua retaguarda, que promoveram calafrios e arrepios em toda a extensão de seu corpo. Parecia deveras próximo e doloroso em uma quantia absurda.

Quando Adalie se virou, preparada para entregar as notas esverdeadas, não encontrou mais a enfermeira no lado de fora da porta. Havia desaparecido e somente seu jaleco esbranquiçado e intacto pousava no tapete interior. Chang escutou um grunhido em suas costas e se virou novamente repentinamente. Uma capacidade anormal surgiu em suas cordas vocais para suportar um grito estrídulo que esvaiu dos lábios de Adalie, alardeando seu pavor por todo o edifício.

Antes que pudesse reagir, as garras escamosas e esverdeadas da criatura enlaçaram seu pescoço, guinando contra a parede mais próxima em seguida. A pressão exercida em seu pescoço nulificou a passagem de ar em pouco tempo e qualquer golpe que efetuava contra o abdômen da monstruosidade com os pés era inútil.

Suas mãos esguias direcionaram-se aos olhos ofídicos que cerravam as pálpebras horizontalmente, os comprimindo com os polegares. Sua ação hostil parecia surtir efeito, uma vez que as mãos firmes se afrouxaram minimamente, permitindo uma minuciosa corrente de ar de encontrar o caminho até os pulmões de Adalie novamente, não obstante, a garota prosseguiu a compressão nos olhos da mulher que se repartia em duas caudas serpentinas abaixo da cintura.

Histérica, a criatura pertencente ao submundo enlaçou as madeixas empalidecidas de Adalie e, com pouco esforço, expulsou a garota para o outro lado do recinto, procurando pela bainha da espada metálica no cinto transversal que carregava. Distante, finalmente a garota pode vislumbrá-la como um todo; haviam chacoalhos nas extremidades de ambas as caudas do monstro, assim como as escamas prosseguiam até uma medida considerável de seu tórax. A pele a partir dos quadris seguia uma tez exótica, próxima de um esbranquiçado. Suas mãos eram escamosas e deveras resistentes e, por sua vez, as unhas eram substituídas por garras potentes.

Adalie se recusou a focar a visão no rosto do monstro. Sua perturbação durante o sono perante aparições recentes de criaturas do submundo já era suficiente. Com a distância aprimorada pela própria adversária, a loira esforçou os braços contra o chão para se reerguer, reapoderando-se da postura ereta. Seus olhos fulminavam de cansaço precoce fornecido pela vastidão de medicamentos que havia se submetido. Os corredores demandavam ecos de batidas súbitas e velozes diretamente aos ouvidos pouco eficazes de Chang em prol de seu atordoamento.

Mal conseguia perceber a movimentação acelerada da mulher ofídica rastejando,

— Uau. Quase — ditou Adalie, livrando-se da aflição com uma expiração lenta. O ar que entrou dificultosamente em seus pulmões os deixava com o mesmo grau de periculosidade, deliberando ardência no caminho até o exterior do corpo da semideusa.

— Eu tenho meus truques — respondeu Simon, guardando a lâmina em uma pochete de couro conectada à sua cintura. Um sorriso sórdido brotou em seu semblante, tornando-o bastante similar ao monstro que acabara de atacar Adalie. A menina recuou, dispondo as mãos na parede fria, receosa. — É brincadeira, poxa! — completou, gesticulando com os braços em um sinal de desaprovação. Chang, mitigada, revirou os olhos e suspirou.

AFTER SURGERY


— Pensei que fosse demorar ainda mais, Adalie. — Simon declarou, impactando a porta do táxi com brusquidão para fechá-la a tempo. Sua camisa estava rasgada e sangue seco adornava seu rosto, decorrente de filetes advindos de seu cenho. Seus cotovelos e joelhos à mostra pelas roupas deterioradas estavam esfolados profundamente, contudo, a tensão do momento o impedia de sentir dor. Uma lâmina prateada pousava sobre suas pernas, cintilando conforme o veículo se movia sob a luz do entardecer.

— Não é uma tarefa fácil fugir de mulheres que viram metade-cobras, sabia? — com alívio expresso em cada sílaba, Adalie pronunciou. Suas roupas estavam inteiras, embora sua pele e cabelo não adquirissem o mesmo estado de cuidado. Uma faca de serra de prata estava firmada entre seus dedos entrelaçados, com as junções brancas devido à pressão e força exercidas para segurá-la. Sua respiração estava ofegante e descontrolada.

— Tudo bem. Estamos no caminho certo — respondeu Simon, arqueando as sobrancelhas quando percebeu seu próprio rosto no espelho refletor defronte o motorista. Curvando a coluna, pode estudar o restante das fraturas superficiais no decorrer de sua face, preocupado. — Espero...

Eram passadas horas de viagem. Aquele era o quinto táxi que embarcavam. Grande maioria dos motoristas contratados recusava-se a dirigir por uma distância tão longa e a minoria acabou desistindo na metade do percurso até Long Island; finalmente, estavam próximos do local-destino.

Os olhos de Adalie desviaram-se para as pernas descobertas de Simon, reprimidas no pouco espaço que a parte traseira do veículo proporcionava. Sua mão livre encontrou seus lábios instintivamente quando não conseguiu ocultar o riso de chacota contra a postura do sátiro. O automóvel enfim desligou seu motor e o condutor volveu a mão moldada em uma concha para o rapaz no banco de trás, aguardando por seu devido pagamento enquanto destravava as portas. Chang não demorou para sair do interior do carro e direcionou seus passos à colina que Simon havia descrito.

— Chegamos. — o sátiro proclamou, alcançando Adalie aos trotes. Seus cascos produziam batidas potentes mesmo no gramado e ultrapassaram a garota; em pouco tempo, Simon já estava no topo da colina, ao lado de um pinheiro de proporções gigantescas. Próximo de seu corpo, pairava um imenso portal gravado em escritos antiquados.

— É aqui? — indagou Adalie, forçando a vista para assimilar a cunha no portal rochoso. Os caracteres pareciam se movimentar espontaneamente diante da garota, até que o seu sentido real se tornasse legível. — Acampamento Meio-Sangue. Gostei.

Sem esperar uma resposta conclusiva do sátiro, Adalie apressou os passos, cruzando os limites que a barreira invisível dispunha ao acampamento de verão. No mesmo instante, por um acréscimo fatídico, um ícone transpôs a órbita da cabeça da garota, com um contorno que lembrava uma chave, embora fosse de difícil identificação por estar ligeiramente borrado, como se fossem três objetos, um acima do outro. Tão rápido quando apareceu, o artefato holográfico se desfez.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kalled C. Almeida em Dom 21 Maio - 17:03:45


Avaliação
Ficha de Reclamação

Caleb Glendower

Sua ficha foi curta, muito curta mesmo; no entanto foi objetiva e atendeu os requisitos. Sendo assim, bem vindo filho de Démeter.

Adalie Chang

Amei sua ficha, de modo que espero que poste mais sobre sua trama em breve, não encontrei grandes erros e por isso devo apenas parabeniza-la. Bem vinda, prole de Nêmesis.
Why don't you just come around?

Mizera e córdia
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 128-ExStaff em Dom 21 Maio - 17:21:29

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Petrus McKeller em Seg 22 Maio - 19:38:55


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Por Ares, o deus da guerra. O personagem está em uma trama conjunta com outros personagens e seu temperamento e impulsividade são importantes para esta trama.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas:
Cabelos pretos, olhos azuis e pele alva. O corpo é forte devido ao intenso treinamento desde muito cedo, mas não chega a ser um "grandalhão". Atualmente está com 13 anos e sua altura sofre alterações constantemente por conta da fase de puberdade.

Psicológicas:
Petrus é um bom garoto, apesar de, num primeiro momento, parecer intragável. Gosta de levar as pessoas ao limite da paciência e, se elas responderem à altura, ganham seu respeito, independente de quem seja. Se, além do respeito, a amizade for conquistada, Petrus é um parceiro absolutamente fiel para toda a vida. É brigão, também, não poderia deixar de ser, mas sempre busca a justiça em cada embate em que se envolve.

— História do Personagem:

Parecia um demônio. Era como se estivesse completamente possuído por uma força maior do que qualquer outra. Uma traição ocorrera naquele local escondido de todo o resto do mundo, do qual ninguém conhecia a existência. A lealdade era prezada como uma das características mais importantes dos guerreiros ali, mas alguém quebrou esta regra. Alguém matou a mãe de Petrus.

Os cidadãos observavam amedrontados, alarmados. Era apenas um início de mais um dia, certo? Deveria ser. Não foi preciso chamar as autoridades para prender o assassino, contudo, não quando havia um garoto louco disparando por cada viela da geralmente pacata cidade escondida. Teria sido uma máfia? Uma conspiração? Quem poderia cometer um crime tão hediondo em um local tão bem organizado e prezador da disciplina?

Petrus jamais quis saber das motivações. Jamais soube, na verdade. Desejava um acerto de contas em praça pública, no momento em que todos estivessem atravessando a cidade para iniciarem suas jornadas de trabalho diárias, mas não chegou a tê-lo. A sombra do assassino escapou-lhe por entre os dedos assim que saíram das ruas mais estreitas.

Petrus movera-se como um furacão durante a perseguição. Em sua mente, um filme se passava. O filme de sua vida, de quando foi deixado naquele pátio em ruínas para ser treinado por uma deusa, aquela que fazia parte da iniciação de todos os que eram como ele. Lembrava-se de ter ficado enfurecido com a mãe por tê-lo deixado lá. Odiara aquele lugar. Queria voltar para a mulher que o gerara, para o colo dela, para as brincadeiras que fazia quando colocava suas pelúcias para voarem em volta da cabeça dele.

Agora ela estava morta. Petrus lembrou-se de quando, depois de transformar sua raiva em motivação, foi liberado da iniciação para começar sua carreira de herói. Lembrou-se da provação de procurar o caminho de volta para o refúgio e de quase ser morto no processo, de sentir toda a raiva se esvaindo e um único desejo florescer em seu coração: abraçar a mãe novamente. Ela, adulta, provavelmente não teria mudado muito, mas e ele? Será que ela o reconheceria depois de seis anos?

E pensar que ele tinha apenas 10 anos quando voltou e foi colocado em um grupo especial, o dos recém-chegados que ainda não tinham realizado qualquer feito heroico para merecerem um lugar entre os melhores. Por seu jeito impulsivo, conquistara algumas inimizades, mas também o respeito de certas pessoas importantes. Depois de algum tempo, conseguiu finalmente uma liberação para ver a mãe na cidade.

Passara a noite na casa em que costumava morar com ela. Ela o abraçou apertado várias vezes antes de colocá-lo para dormir como se ele ainda fosse seu menininho, como se fosse uma criança mortal daquela idade e não o filho de um deus. Fabianne McKeller amanheceu morta na manhã seguinte. Petrus ouviu o grito rapidamente abafado e só viu a sombra e o brilho da lâmina, que nem deveria estar ali. Não eram permitidas armas na cidade.

Infelizmente para o jovem semideus de pai ainda desconhecido, o assassino fugiu antes que fosse capturado. Nunca antes algo assim ocorrera nos domínios da cidade e Petrus não podia se perdoar por ter passado tanto tempo em treinamento e não conseguir cumprir sua primeira missão. Foi lento, foi incompetente. Se tivesse permanecido em alerta, teria ouvido a invasão e impedido a morte de sua mãe.

Perseguiu o assassino à toda velocidade, correndo rapidamente como jamais fizera antes. O homem encapuzado corria igualmente rápido, mas logo mostraria que era melhor que o garoto. Parecia estar deixando que o visse, como se quisesse torturá-lo. Petrus podia jurar que o vira sorrir de escárnio, embora não fosse realmente possível enxergar-lhe as feições.

Eles viravam rapidamente em cada esquina. O homem com destreza e nem se preocupando em esconder a arma proibida, Petrus de forma desajeitada e com as mãos nuas. Não que ele se importasse com isso. Na verdade, estava louco para sentir a vida do assassino se esvaindo diretamente sob o aperto de seus dedos contra a garganta dele. Pensamento macabro para uma criança? Talvez. Mas como já lhes disse, ele não é uma criança comum. Nenhum semideus é.

Quando alcançaram a praça aberta, o encapuzado desapareceu, escapando ao alcance de Petrus. Ele mal pôde acreditar. Perdera-o. Perdera o assassino de sua mãe. Fracassara. Sua audição ficou abafada, seus braços e pernas ficaram dormentes. Não, não dormentes. Ele apenas não controlava mais a própria fúria. Sem perceber, quebrava tudo que via à sua volta e o vermelho da estranha névoa que o envolveu em seu ápice de ódio servia apenas para aumentar o temor dos transeuntes e intensificar o sofrimento do jovem rapaz.

Quando os guerreiros mais experientes e fortes chegaram para contê-lo, ele já estava desmaiado. Os cidadãos relataram o ocorrido e o garoto foi levado para a prisão, onde, depois de acordar, contou tudo o que tinha acontecido, mas foi visto como louco. Bem, ninguém ousou realmente chamá-lo assim, afinal as pessoas da praça contaram sobre a névoa vermelha e o javali brilhante sobre a cabeça dele. Petrus fora reclamado pelo deus da guerra em seu momento de maior tristeza.

* * *

Meses depois, uma correspondência. Uma carta que indicava um lugar especial para onde Petrus deveria ir. Sua personalidade impulsiva e intragável piorara a olhos vistos, mas ele não estava mais em teste. Provara seu valor com um plano infalível em seus primeiros jogos de guerra e fora colocado entre os melhores. Ótimo, era lá mesmo que precisava estar.

Desenvolvera a ambição de ser o melhor em tudo, de ser superior a todos, e uma astúcia ainda maior para encontrar seu arqui-inimigo. Só não sabia que lá, neste lugar especial para onde deveria ir, conheceria alguém que o compreenderia melhor do que qualquer um e que lhe traria uma nova família. Muita coisa aconteceria a Petrus depois de sair do refúgio secreto e ele mal podia esperar para superar cada obstáculo em seu caminho.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Will Fortune em Seg 22 Maio - 22:31:15


RAINBOW NA ÁREA
AVALIAÇÃO

Bom não tenho muito o que falar. Afinal já te acompanho no fórum a muito tempo e sei como você escreve muito bem. Sua ficha foi bastante interessante e gostaria de ver como ela se encaixaria com as demais, já que você sempre faz isso. Aprovado, filho de Ares.


Ps: "Emprestei" o template do Johan².
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 128-ExStaff em Seg 22 Maio - 22:49:09

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Matthew Dieckmann em Ter 23 Maio - 6:50:41


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

 Melinoe, por questões de gosto, de se sentir bem em interpretar personagens que tenham haver com o submundo, frio, essas características

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Matthew é um garoto baixo, porém, bem musculoso, tem uma pele pálida e seus cabelos são de um preto bem escuro.

Psicológicas: O garoto é bastante frio, não é muito de demonstrar sentimentos, é muito introvertido e calculista.

— História do Personagem:

Nasceu em Londres, Inglaterra. Morava com seu pai que sempre cuidou dele até o mesmo enfrentar problemas psicológicas, Matthew era novo então não entendia muito bem quando seu pai começou a ficar agressivo, se afundar no mundo das drogas, não parecia mais seu pai, porém, ás vezes, ele ainda demonstrava que era aquele pai de antes que se preocupava com o filho. Quando mais velho, seu pai se envolveu em uma briga por conta de drogas e acabou sendo assassinado a facadas em um beco do lado de sua casa, Matthew não havia mais com quem ficar, dormiu na rua por dois meses, o frio não parecia o incomodar, geralmente ela levado para a delegacia de menores por furtar coisas para comer. Tudo mudou quando recebeu visita de sua tia paterna, ela era uma empresária rica, porém, morava nos Estados Unidos, ofereceu tudo para Matthew como : casa, roupa, comida. O mesmo logo foi correndo morar com ela e até hoje vive lá.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Johnny em Qua 24 Maio - 15:15:46


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Nêmeses, pois esta deusa possui como domínio a justiça e não as leis, portanto quando pensa que algo deve fazer porque é justo, ela o faz.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS:Johnny possui 1,80 metros, cabelo preto cacheado, olhos verdes uma expressão neutra no rosto, nunca revelando o que se passa no interior da sua mente.
CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS: Johnny por ser um filho de Nêmeses não deixa coisas que ele considera injustas passarem em branco, porém Johnny sabe ser paciente e esperar se for necessário. Embora tenha uma característica de um justiceiro Johnny não se deixa abalar facilmente e na maior parte do tempo se encontra em um estado de neutralidade e tranquilidade.

— História do Personagem:

... O Santo Dos Assassinos ... Essa costumava ser a sua alcunha e por alguns ainda é chamado desta maneira mas por hora isso não é importante no momento.
Johnny nunca conheceu o pai, por isso nunca parou quieto em um lugar. Quando criança viveu em um orfanato e logo viu que a vida era cruel sendo assim não poderia depender de ninguém.

Quando cresceu um pouco foi adotado por uma família, porém numa se sentiu como parte daquele meio pq o levou a fugir de casa, porém logo voltou para um orfanato onde passou quase toda a sua adolescência e teve diversos problemas com outros adolescendo e todos eles acabavam sempre da mesma maneira, com sangue e diversos machucados. Até que um dia fez as suas malas e saiu de vez daquele lugar indo viver nas ruas da maneira como podia.

E como ele fez isso ? Bem, a resposta é simples. Matando e roubando. Embora roubasse muito bem a sua especialidade era o assassinato e por conta disso era o melhor no que fazia. Era tão bom que recebera a alcunha de O Santo Dos Assassinos. Toda vez que alguém iria matar uma pessoa era feita uma prece para " invocar " a sua pessoa e desta maneira abençoá-lo na hora do assassinato.

Porém houve um dia que foi diferente ... Naquele dia Johnny acordou sem vontade de matar e quis simplesmente ficar de boa. Johnny se levantou e foi passear com a sua cachorra , Diana, e com Ema , na época era sua namorada. Eram as únicas coisas que ele tinha e que ele amava, porém na vida de um assassino sempre tem alguém que quer vir cobrar algo com um preço diferente e infelizmente esse preço fora Diana e Ema ... Um grupo de assassinos queria que Johnny pagasse por ter matado o seu chefe e amigo, então decidiram mata Ema e Diana.

Johnny ficou arrasado por dias e sofreu com uma depressão acompanhada por bebida, mas um dia ele não aguentou e a sede por sangue gritou mais alto. A única coisa que Johnny queria era justiça então ele encontrou quem havia lhe feito mal e quis do fundo do coração que eles fossem punidos pelo ocorrido. Eis que o pedido fora realizado e Johnny viu uma figura misteriosa aparecer do nada com uma espada em uma das mãos e uma balança em outra mão. " Devo estar alucinando ", pensou, porém viu que aquilo era real a partir do momento que os homens começaram a ser acorrentado e julgados pela figura misteriosa e o veredito foi, culpados ...

Após tudo isso ocorrer a figura se voltou para Jphnny e falou calmamente " Você pediu por justiça, bem ela foi feita , filho ", depois disso um símbolo estranho apareceu em sua cabeça e a figura sumiu. De noite Johnny teve um sonho onde sua mãe lhe explicou o que havia acontecido e quem era ela e após isso Johnny foi para o Acampamento Meio-Sangue.
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Re: Ficha de Reclamação

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