Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Hera em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.




 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 


 
 



Deuses / CriaturasAvaliação
AfroditeComum
ApoloComum
AtenaRigorosa
AresComum
Centauros(as)Comum
DeimosComum
DeméterComum
DespinaRigorosa
DionísioComum
Dríades (apenas sexo feminino)Comum
ÉoloComum
EosComum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões)Comum
HadesEspecial (clique aqui)
HécateRigorosa
HéraclesComum
HefestoComum
HermesComum
HéstiaComum
HipnosComum
ÍrisComum
LegadosComum
MacáriaRigorosa
MelinoeRigorosa
NêmesisRigorosa
NyxRigorosa
PerséfoneRigorosa
PhobosComum
PoseidonEspecial  (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino)Comum
SeleneComum
TânatosComum
ZeusEspecial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses, criaturas ou legados. Aqui, ressaltamos e relembramos a existência de um sistema de Legados no fórum. Com as recentes mudanças na ambientação do fórum, também, deixamos aqui explícito que os novatos que decidirem seguir para o acampamento, estarão vivendo sob a tutela e regência de Éris. Os que desejarem ser guiados por Quíron e campistas aliados do Olimpo, devem seguir para o Clube da Luta. Mais informações no tópico de trama geral do fórum.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Roman Belcchior em Seg 31 Out 2016, 13:25

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? Desejo ser reclamada por Nyx, pois de todos os deuses, ela é quem mais combina com Roman.

- Perfil do personagem.

Roman é bem tímida com as pessoas, porém quando faz amizade se solta. Inteligentíssima, com estratégias perspicazes e um jeitinho um tanto quando maluco. Misteriosa, é difícil ela contar algum segredo para alguém, mesmo assim é muito fofa e uma excelente amiga, sempre com um conselho na ponta da língua.

Roman tem cabelos castanho-escuros e lisos, quase sempre soltos. Seus olhos também são castanho-escuros e a pele é bem pálida.

- História do Personagem.

Muitos dizem que uma pessoa só morre quando seu coração para de bater, o que geralmente acontece em uma idade mais avançada ou por um terrível acidente. Eu discordo. Arthur Belcchior, meu pai, morreu no momento em que se casou. Não uma morte de alma, mas de sentidos. Isabella Caleigo era a mulher perfeita. Doce, delicada, gentil. Um perfeito exemplo e comigo sempre mostrara ser uma mulher muito materna. Quando olho para trás posso ver as pequenas fissuras em sua máscara, mas, criança leiga que eu era, como adivinhar que meu pai estava levando para casa um monstro que chamavam de princesa?

Nos primeiros meses após o casamento tudo ocorreu tão maravilhosamente bem que quase me esqueci da pergunta fantasma que repetia todas as noites: quem é minha mãe e onde ela esta? Aos poucos as coisas foram mudando. A mulher que era doce foi se transformando em uma pessoa fria, cruel, egocêntrica. Nos mudamos para Nova Iorque. Uma cidade belíssima de acordo com Isabella. Não tanto na minha opinião. Eu sentia falta da minha casa, dos meus avós, as únicas pessoas além de mim que realmente viam quem era a nova Sra. Mendell, da ilha. De tudo.

Mais acima de qualquer coisa: eu sentia falta do meu pai. Sentada em uma mesa escrevendo as poucas memórias que me restam de uma vida dolorosa, eu ainda me permito divagar para as tardes de verão onde íamos até a praia. Eu, ele, meus avós, meus primos. Andando com pés descalços sobre a areia, contando histórias e lendas sobre Athanasía e a torre dos relógios. Das corridas, brincadeiras de conchas, das inúmeras risadas ao lembrar de minha querida tia Emma. Não tenho palavras para descrevê-lo como é agora, ou como era quando o vi pela última vez. Sempre jogado no sofá, uma garrafa de vodka na mão, bêbado demais até mesmo para entender que eu era sua filha , sua garotinha, e que não estava tentando fazer mal algum a ele, que era o que ele insistia em gritar enquanto me batia em suas piores noites, geralmente quando Isabella saia acompanhada pela porta por homens ricos, nascidos em berço de ouro, segundo ela.

Acredito que minha vida mudou completamente na noite em que meus avós morreram. De tudo o que havia me acontecido até aquele momento, aquilo foi definitivamente o mais doloroso. Isabella ao receber a noticia ria, descontrolada… Histérica. E meu pai, embora houvesse acabado de perder duas das pessoas que ele mesmo dizia serem as mais importantes em sua vida, continuava bebendo como se a notícia não fosse nada que valesse seu tempo. Naquela noite sozinha no telhado eu chorei como nunca havia chorado até então. Meus pilares eram os meus avós e se eu continuei viva até aquele momento era porque eles existiam, a querida Isabella não queria que boatos ruins sobre sua adorável pessoa circulasse em Messina.

O relógio badalou. Uma, duas, três vezes e meu inferno começou nesse segundo. Isabella surgiu e, com uma força que eu jamais acreditei que ela teria, saiu me arrastando escada abaixo. Meu pai apesar de ter sido levemente abalado pela cena não fez nada, absolutamente nada que mostrasse que no fundo se importava. Nem mesmo enquanto a sua querida esposa gritava desaforos sobre como eu era ingrata e como minha mãe provavelmente devia ter visto o monstro que havia parido para ter me abandonado. Não lutei contra, não respondi, não fiz nada. Apenas me deixei ser arrastada no meio da noite para um beco, onde ela me largou após ter avisado para não voltar para a entrada do inferno que chamava de casa. Apesar de não ter o que temer eu não retornei, não naquela noite, nem nas seguintes. Daqueles dias só o que tenho são memórias borradas, que não faço questão de me lembrar.

Minha primeira experiência fora do comum foi quando depois de vários dias sem comer, estando faminta, sedenta e suja me deparei com algo no mínimo estranho. Estava passando por um beco, havia avistado uma velha senhora que sempre me ajudava, quando vi um pouco mais a frente uma menina. Diria que ela era mais nova do que eu, com algo parecido com uma adaga em mãos, lutando contra um cão enorme. Porque só podia definir aquilo como um cão. Fascinada eu observei quando ela enfiou a adaga em um dos olhos da criatura e em poucos minutos ela se transformou em pó. A garota caiu. Estava tão machucada e eu queria tanto poder fazer algo. Corri até dois policiais que estavam sentados em frente a uma cafeteria algumas ruas atrás e os levei até o beco explicando tudo o que havia visto, mas quando chegamos lá não havia nenhuma garota, ou sangue. Não havia nada. Me taxaram de louca. Ir parar em uma clinica psiquiátrica foi inevitável após isso.

St. Salutem era tudo o que um hospital não deveria ser. Localizado perto de Long Island ele se assemelhava muito a uma fortaleza na beira do mar. Perdi a conta de quantas vezes recebi o tratamento de choque dado a todos os internos, de quantas atividades para reestabelecimento social tive que fazer, de quantas pessoas vi ir e voltar nos corredores sujos daquela prisão de ninguém. Em um momento passei a acreditar que de fato era louca, que a menina e o cão eram alucinações de minha mente fraca após semanas vagando pelos becos imundos de Nova Iorque debaixo da neve. Se não fosse por um descuido da enfermeira eu até hoje estaria decifrando figuras e observando os flocos brancos caindo através de minha pequena janela.

Foi em um dia de tempestade de neve que fugi. Meu quarto era no alto de uma das torres e a enfermeira acreditando que eu estava dormindo foi buscar minha dose noturna de remédios. O pior erro dela e a minha salvação foi sua falta de atenção ao fechar a porta que ficou entreaberta e me permitiu correr até estar sentindo o ar noturno em cima de um dos longos muros.

A morte pode ser vista de várias formas. A insolente que leva pobres almas para joga-las em um mundo duvidoso. A amiga que acolhe debaixo de seu manto aqueles que sofrem durante sua monótona existência. A dissimulada que promete aos delirantes um novo conto rodeado de fantasias juvenis. E a manipuladora que arrasta lentamente os suicidas na beira do abismo até as profundidades pútridas do subsolo. Para mim ela era uma libertadora, que carregaria minha alma pelos reinos de Morfeu.

A única coisa que pensei enquanto ouvia os gritos das enfermeiras e me lançava em direção ao mar foi porque mamãe havia me deixado, tão sozinha, com um pai morto e em um lugar tão, tão escuro.

Uma semana depois, quando acordei na enfermaria do lugar que se mostraria um lar como achei que nunca mais teria, a primeria coisa que vi foi um símbolo de corvo, que poucos minutos depois, descobri ser o símbolo de reclamação de Nyx.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Draco Baudelaire em Qua 02 Nov 2016, 15:32


Ficha de Reclamação

para filho de Melinoe


Por qual deus quer ser reclamado?

Melinoe, a deusa dos fantasmas. É a deusa que melhor se encaixa à trama deste personagem, sendo mais condizente com suas características.

Características do personagem:

Físicas:
Draco possui 1,75m e 67kg, portanto é considerado magro, embora tenha o corpo bem definido devido aos exercícios que fazia, sem perceber, no teatro onde morava. Seus cabelos são bem pretos e os olhos são de um castanho avermelhado bastante incomum, que contrasta com sua pele alva. Também possui ligeiras sardas espalhadas sob os olhos, muito sutis.

Psicológicas:
Não é de sorrir muito, exceto quando está com Maryssa. Geralmente sério e calado, o garoto possui a dor de não saber quem é seu pai e ter crescido praticamente sozinho. Sonha em encontrar seu progenitor um dia e em ser completamente feliz (este segundo sonho já começa a ser realizado quando ele chega ao acampamento).

História do personagem:

Fui abandonado à porta dos fundos do Majestic Theater com menos de um ano de idade, portanto, não faço ideia de quem era o homem que me deitava na pequena cestinha naquela noite chuvosa. Tudo o que sei é o que a sra. Gillard me contou aos seis anos, quando perguntei pela primeira e única vez sobre quem era meu pai.

Sempre soube que nenhum dos meus progenitores fazia parte da equipe do teatro, então a curiosidade me atormentava constantemente. Mesmo assim, sempre evitei falar com quem quer que fosse sobre meus anseios, curiosidades e tristezas porque, por algum motivo até então oculto, sempre me senti totalmente diferente dos demais.

O tempo passava e eu crescia morando ali, naquela construção, com alguns dos membros da equipe e sempre observava tudo ao meu redor. Conhecia tanto quanto os próprios atores o que era a agitação antes de apresentar uma peça, a preocupação para que tudo saísse perfeito, o espetáculo em si. Enquanto eles brilhavam no palco, o teatro era o meu playground e eu o conhecia como a palma da minha mão, entrando por passagens secretas e fazendo acrobacias em altas vigas.

Parece uma história clássica já conhecida por tantos, não é? Mas... o que posso fazer? Enquanto os anos se passavam e eu ficava gradativamente mais calado diante dos outros, uma espécie de alter ego crescia em mim todos os dias e cada vez mais me identificava com o personagem apresentado no Majestic — o Fantasma da Ópera.

Ninguém sabia o que ocorria no enorme porão que agora me servia de quarto até meus sete anos se completarem. Era uma tarde estranhamente gelada de 10 de fevereiro e eu estava enrolado em um grosso casaco surrado enquanto brincava com fantoches há muito esquecidos, ouvindo, lá de cima, os sons do ensaio final para a apresentação da noite.

Conhecendo todas as músicas, fiz de meus fantoches personagens do mais incrível musical já feito e rodopiei por toda a área com eles, fazendo a mim mesmo de Fantasma. Minha voz corria pelas conhecidas melodias e o porão-quarto era, em minha imaginação, a Ópera de Paris em 1870-1871. Foi nesta ocasião, em um aniversário lembrado por alguém que eu jamais vira até aquele momento, que as coisas estranhas começaram.

Ao fim de Why So Silent, um vulto meio branco e meio transparente se moveu rapidamente atrás de mim e chamou minha atenção. Quase tive um surto quando vi um homem em trajes antigos, como os do início do século XX, sentado sobre minha cama e segurando um bolo cheio de detalhes decorativos.

O homem tinha uma voz estranha, como se não estivesse realmente ali e fosse apenas uma projeção. Demorei a entender que, na verdade, ele estava em um outro plano que não o dos vivos e compreender este fato apenas me assustou ainda mais. Mesmo assim, o desconhecido homem continuava falando que aquele era um dia muito especial e deveria ser comemorado, pois meus poderes finalmente floresciam.

— Q-Quem é o senhor? De que poderes está falando? — Gaguejei ao perguntar, mantendo algo que considerei ser uma distância segura.

— Ah, meu jovem rapaz, tens tanto a compreender ainda! Eu sou Abraham Baudelaire, seu trisavô. Há muitos e muitos anos eu mesmo vivi aqui, neste porão que me servia de quarto quando não tinha um tostão para morar em outro lugar. A ópera está em nosso sangue, meu menino, não é à toa o seu talento para cantar.

Eu estava emudecido. Desde quando podia ver fantasmas de verdade? Para mim, o único fantasma era o personagem de minha ópera favorita, jamais pensei que fossem reais. Abraham me contou que aquele era o meu sétimo aniversário e que queria ter a honra de ser o primeiro a comemorar mais um ano completo de minha vida, já que até aquele momento eu nunca soube da data de meu nascimento.

Anos se passaram e a presença de meu trisavô tornou-se algo menos assustador e muito mais bem-vindo em minha vida. Com ele eu me sentia bem para falar, cantar, pedir conselhos e interpretar o Fantasma que antes eu só encarnava em segredo absoluto. Descobri que conversar com ele era muito mais fácil para mim do que com pessoas vivas e, apesar de a sra. Gillard ser muito atenciosa, minha personalidade introspectiva sempre nos afastou demais, então isso apenas se intensificou.

Pouquíssimas vezes eu deixava o Majestic, fazendo-o apenas para tomar Sol e não morrer com carência de vitamina D. O mundo era-me confuso demais, estranho demais. Tudo o que eu sabia sobre a vida tinha-me sido contado por Abraham ou lido nos livros que eu furtava temporariamente do quarto de minha protetora. Li algumas coisas um tanto perturbadoras várias vezes, por sinal...

A verdade sobre quem eu era chegou aos 17 anos, idade em que me encontro agora. Ataques estranhos foram feitos ao Majestic e durante três semanas as apresentações foram canceladas. Toda a Broadway estava em choque e ninguém sabia porque apenas aquele teatro era o único que sofria atentados. Abraham parecia em conflito consigo mesmo, sempre pensativo e me olhando com extrema preocupação o tempo todo. Até que soltou a bomba.

— Você deve partir. Demoramos demais por aqui, Draco!

— Quê? Como assim partir? Do que está falando?

— Não tenho como explicar de forma simples, então vá arrumando suas coisas enquanto falo, está bem? Agora! Não há mais tempo!

Relutante, arrumei meus poucos pertences em uma mochila surrada enquanto ouvia meu trisavô falar de coisas totalmente sem sentido. Segundo ele, minha mãe era a responsável por minha habilidade em vê-lo e era também por causa do sangue dela que os atentados estavam ocorrendo.

— Por causa do sangue dela?

— Não pare de recolher seus pertences!

Ele contou que não podia me falar muito sobre minha mãe, pois ela própria deveria se mostrar a mim em breve. Quanto aos ataques, eles ocorriam porque monstros da mitologia grega de fato existiam, bem como os deuses, e eu era filho de um destes seres divinos com um homem mortal. Nada daquilo fazia sentido para mim, é claro, mas a urgência na voz de Abe me dizia que deveria levá-lo a sério.

— O erro foi meu. Eu deveria tê-lo levado logo enquanto seu odor não era perceptível ao faro dos monstros. Crescer no teatro sem ir lá fora com tanta frequência atrasou em muito o rastreio, mas eu devia saber que eles chegariam. Esqueci de meu dever com a sua segurança e deixei-me levar pela saudade do teatro. Me perdoe, meu menino...

— Tudo bem, está tudo bem... eu acho... Só me leve para um lugar seguro, está bem? É isso que você precisa fazer, não é?

Ele assentiu nervosamente e me apressou para irmos embora o quanto antes, mas não pude partir sem deixar uma carta para a sra. Gillard. Disse que, de alguma forma, eu era o culpado pelos ataques e nem mesmo sabia como isso era possível, mas prometi descobrir e voltar para esclarecer tudo o mais rápido que pudesse. Deslizei a carta sob a porta do quarto dela e segui meu trisavô para fora, pela porta dos fundos, exatamente por onde tinha entrado pela primeira vez.

Ninguém parecia ver Abe na rua, então não foi uma comoção sair seguindo um fantasma. Ele parecia obstinado e claramente seguia para algum lugar específico, não admitindo desvios desnecessários. A viagem sem pausas e a pé daria quase 24 horas, mas, como precisei parar para comer e descansar, estávamos no norte de Long Island depois de dois dias e meio.

Como se fosse possível, eu estava ainda mais magro e agora fraco, mas os tais monstros jamais nos alcançaram. Estava começando a duvidar da sanidade de Abraham quando chegamos a uma área tão isolada que só se via montanhas e florestas. Estávamos depois dos Hamptons e meu trisavô procurava freneticamente por alguma coisa que só ele sabia o que era.

— Por aqui! Vamos!

Sem escolhas, o segui aos tropeços montanha acima e estávamos acima da metade da subida quando um guincho aterrorizante chegou aos nossos ouvidos e uma criatura de pernas diferentes uma da outra, cabelos de fogo, olhos vermelhos e dentes pontudos disparava em nossa direção. Abe gritou de modo a me incentivar a correr mais, mas mesmo que não o tivesse feito eu teria disparado montanha acima.

No alto da colina havia um pinheiro enorme e um dragão enroscado. O brilho dourado do Velocino de Ouro chamava a atenção e marcava a entrada de um lugar absolutamente incrível. Construções totalmente diferentes uma da outra mas que remetiam a uma mesma época da História — a Grécia Antiga, que meus olhos conheciam apenas por livros.

— Corra, Draco! Eu voltarei em breve! Aguarde o sinal de sua mãe! — Abraham disparou na direção da criatura e, relutante, segui em frente para adentrar o estranho vilarejo. Uma nova jornada começava junto àquele amanhecer.

* * *

Não demorou muito para começar a me sentir em casa no Acampamento Meio-Sangue, na verdade não demorou nada. Durante o primeiro dia, logo após minha chegada, fui conduzido ao centauro diretor, depois fui guiado pelo local por um filho de Phobos chamado Christian e percebi que todos ali eram tão peculiares como eu.

Todos tinham problemas em suas vidas ou possuíam características únicas. Um garoto da construção vermelha de número 5 tinha asas! Segundo Christian, aquele era um dos líderes do chalé do deus Ares. Alguns dos campistas não sabia ainda quem era seu pai ou mãe, mas pareciam suspeitar. Eu, que não conhecia nada de mitologia, não tinha ideia de quem seria minha progenitora, mas todo mundo parecia suspeitar ao ouvir sobre Abraham.

Naquela noite, o presente mais incrível foi-me dado. Eu, que sempre fui o Fantasma do Majestic Theater e desejei ter alguém para quem dedicar minha música, conheci uma linda semideusa de cabelos verdes e traços delicados, que admirava minha obra favorita tanto quanto eu. Devo ter agradado a mãe de Maryssa, Afrodite, pois o que cresceu entre nós e ainda nos une hoje é um amor forte e imediato, dando-me a incrível sensação de ter meu coração completo.

Três semanas depois, eu já estava muito mais inteirado das atividades do acampamento e acabei por me aventurar na floresta ao lado de Christian para resgatar um semideus que tinha se perdido. No momento em que tivemos de lutar com um cão infernal, uma aura esverdeada tomou conta de meu corpo e um manto branco e transparente como Abraham brilhou acima de minha cabeça. A deusa Melinoe enfim me reclamava como seu herdeiro.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Marjorie Boutella em Qua 02 Nov 2016, 18:31


the sound of light
Party girls don't get hurt

1) Desejo ser reclamada por Macária. Pra ser sincera, não é por uma questão de trama, já que eu poderia desenvolver a minha com qualquer deus, mas sim porque acho a deusa muito foda. Além dos poderes de seus filhos serem magníficos, a história e zona de poder da escolhida são encantadores.




2) Características físicas: Meus pais sempre me disseram que eu nasci pra ser modelo, e eu concordo totalmente! Meu corpo é perfeito, modéstia a parte, e meus cabelos são tão sedosos e loiros que as nerds da escola morrem de inveja! Meus olhos são azuis e minha boca carnuda; meu rosto tem uma sombra angelical de arrasar, que puxei de mamãe. Do papai, somente puxei o nariz delicado, mas esse também cai muito bem em mim. E o quê que não cai, né?

Características psicológicas: Acho que faço o tipo metida vadia da escola. Admito isso porque, independente do que pensem, gosto disso. Toda metida vadia é a mais linda da escola! Mesmo assim, somente sou desse jeito porque meus pais — grande empresários — são podres de ricos, e desde pequena tenho tudo que quero; se eu abrisse a boca para reclamar ou pedir qualquer coisa, eles fariam o que eu quisesse.

Sou filha única e tenho o meu mundinho particular, todo girando à minha volta: meus pais, mais como dois empregados; meus amigos, tão serviçais e úteis como os anteriores, mas esses às vezes eu uso para me divertir; meu namorado, lindo e rico que serve só de fachada — afinal, toda popular tem um namorado também popular! —; e os idiotas da escola, que servem para se rebaixarem a mim e implorarem pela minha atenção, me divertindo.

Minha vida é perfeita, não tem sequer um erro. Inteligente, popular, bonita e rica. O que mais alguém poderia querer?




3) {PRÓLOGO}:

Nos meus sonhos, Macária — minha mãe — acariciava meus cabelos calmamente, revelando em sua expressão resquícios de tranquilidade. Estávamos deitados em um campo gramado, em que ao fundo se podia avistar uma cachoeira violenta. Era de lá que vinha um dos únicos barulhos, acompanhado do canto dos pássaros.

— Precisa fazer uma coisa para mim, Jonas — ela disse, ficando um pouco triste. Naquele momento, parecia preocupada e até desesperada. Nunca a havia visto assim, mesmo só tendo a encontrado algumas vezes. — Precisa encontrar alguém para mim.

Ergui as sobrancelhas. Mamãe nunca havia me pedido nada, mas naquele momento parecia que não tinha mais a quem recorrer. Por isso, concordei lentamente e me virei para olhar em seus olhos, confuso e curioso.

— Por que não me explica o que está acontecendo?

Rindo baixo, ela negou. Pareceu que meu pedido havia sido um tanto quanto ignorante, se não ingênuo. Sem entender, continuei com a mesma expressão, mas dessa vez um pouco mais irritado.

— Você não pode ficar ciente ainda, meu filho. Mas é algo importante — pela sua expressão, não mentia. Já me levantando, dei um beijo em seu rosto e segurei suas mãos. — A menina que você tem que achar é de grande importância pro nosso futuro. Ela se chama Alisha Loreley Manske.


X X X



{PARTE I}:

O vento batia em meus cabelos com uma agressividade assustadora, mas eu sequer me importava. Meu cabelo era bom — ao contrário da garota sentada ao meu lado; ela sim deveria se preocupar com os nós que teria que desembaraçar mais tarde. —, e por isso eu somente gritava de tanta diversão.

Kurt, meu namorado, havia chamado eu e mais três pessoas para matar aula e dar uma volta em seu carro novo, e eu aceitei sem nem pensar duas vezes: seria aula de história, e eu era ótima em história! Seu buggy amarelo cortava as ruas litorâneas de Nova Iorque com uma velocidade fora do normal, e eu me sentia quase na Califórnia. Mas claro, lá era muito melhor.

Eu sequer sabia para onde estávamos indo, mas imaginava que não seria nenhum lugar em específico. A atração principal era o passeio emocionante, embora eu soubesse que para Kurt aquilo era uma chatice. Ele já havia feito coisas muito mais emocionantes e estava ali só para mostrar o veículo. Não o culpava, já que faria o mesmo.

— Vá mais devagar, Kurt! — Gritou a menina de cabelo ruim, fazendo com que eu tampasse meus ouvidos. Por um momento tive vontade de mandá-la parar de gritar perto de mim, mas me contive. — Podemos acabar mortos!

Revirando os olhos, observei meu namorado. Fingia não escutar a insolente, coisa que eu também fazia. Se eu era irresponsável, ele era mais ainda, e nenhum de nós tinha paciência para cautela. Mas quando ela insistiu, ele bufou.

— Cale a boca, Kaity — disse em meio ao vento. Ao fazer isso, acelerou mais ainda, provavelmente para provocar. Sorria de orelha a orelha e parecia querer debochar do medo de Kaity. — Se veio aqui é para se divertir.

Ninguém interveio. Pelo que eu sabia, Kaity era a que tinha renda mais baixa ali, e por isso ninguém ligava muito para ela. Eu apostava meu carro que Kurt somente tinha a chamado por dó, ou até mesmo porque ela tinha insistido. Ao pensar na ideia, revirei os olhos e anotei mentalmente que a faria se sentir um lixo mais tarde.

Continuou daquele jeito por um tempo, e ninguém mais falou nada. A única coisa que se era ouvida eram gritos de entusiasmo e o pneu do carro derrapando no chão, coisa que talvez já tenha causado muitas mortes. Aquilo não passava nem por um segundo pela minha cabeça, afinal, o cara no volante era bom no que estava fazendo.

Quando chegamos a uma parte da cidade meio abandonada, Kurt parou. Quis perguntar o motivo de não estarmos seguindo caminho, mas o outro menino — Louis, acho — foi mais rápido. A resposta foi simples: por que não nos divertimos mais um pouco?

Bem, quase pareceu uma boa ideia pra mim. Nada de errado com um local abandonado, pichado e localizado em uma zona criminosa, não é mesmo? Errado. Ali devia estar infestado de ratos e poeira! Só de pensar meus sapatos de mil dólares e meus cabelos lavados com xampus importados tremiam de medo.

Até pensei que não seria nada mal eu ficar do lado de fora esperando, mas quando Kaity começou a reclamar que era perigoso, decidi entrar. Não queria que os outros pensassem que eu a apoiava. Imagina só, Alisha Manske apoiando uma menina pobre? Isso nunca aconteceria.

Deixei que todos entrassem primeiro e, quando estava prestes a passar pela porta, olhei para trás e lancei um olhar de ódio para a que ficava. Eu a odiava não só por ser pobre, mas também por ter ficado do lado de fora, o que era meu maior sonho no momento. Kaity pareceu não se importar, e isso me irritou mais ainda.

Assim que entrei, comecei a tossir. Realmente, poeira era algo que tinha em excesso ali, embora até aquele momento eu não tivesse visto nenhum rato. Pelo menos isso. Até cogitei a ideia de que não era tão ruim assim, mas eu podia sentir as bactérias voando em mim.

Depois de um tempo analisando o local, Kurt e os outros dois meninos tiraram latas de spray dos bolsos e começaram a pichar mais ainda as paredes, de vez em quando até chutando alguma coisa. Achei deveras vândalo, mas não me importei; era algo a que eu estava acostumada e até praticava às vezes. Naquele dia, cometi o erro de pegar uma das latas.

Comecei a fazer desenhos — eu era ótima em desenhar! Acho que não é uma surpresa muito grande: sou ótima em tudo! — e escrever coisas aleatórias, pensando que talvez alguém veria aquilo e me admiraria, mesmo não me conhecendo. Porque, claro, todos que me conhecem me admiram, sem exceção.

Passaram-se, no máximo, cinco minutos, e pude ouvir a voz de Kaity gritando do lado de fora, aparentemente desesperada. Não dei muita importância — um erro enorme —, já que a menina era muito chata, e assim continuei com a lata de spray na mão.

Um avião. Um avião rosa foi a última coisa que pichei no muro, momentos antes da polícia entrar no galpão chutando a porta e gritando para que não nos movêssemos. Achei graça, porque nem se eu fosse a pessoa mais corajosa do mundo me moveria. Estava paralisada de pânico. Com o coração acelerado e a respiração em ritmo absurdo, encarei os oficiais algemando os meninos.

Depois, vieram até mim. Acompanhei-os com os olhos arregalados, desde o momento em que atravessaram o local até quando tiraram o objeto de metal da cintura, levando-o até meus braços. Pensei em chorar e pedir desesperadamente para me deixarem ir, mas isso seria humilhação. E eu não ia me rebaixar a tanto.

Permiti que me levassem sem falar uma palavra, às vezes somente lançando um olhar de ódio para Kurt. A ideia havia sido dele! Mas aquilo não importava de fato no momento, porque estávamos todos encrencados. Passou pela minha cabeça a notícia de que Alisha Manske, filha de Peter Manske, havia sido detida; também passou a cena em que todos me encaravam no colégio, perguntando ao vento se era verdade. Mas, em nenhum momento, cogitei a ideia de que meus pais brigariam comigo; afinal, era eu que mandava neles.

Entrei na viatura, percebendo que Kaity ficava para trás. Foi ela que denunciou. Fervendo de raiva ao entender, tentei derreter ela com meu próprio olhar, mas não deu muito certo. A menina continuou inteira e me lançando um sorriso debochado, para meu desgosto.


X X X



{PARTE II}:

A viagem até a delegacia não foi demorada. Chegamos em alguns instantes, todos eles sendo ocupados por pensamentos sobre matar a Kaity. Quem ela achava que era? Cheguei a me indagar se os outros faziam essa mesma pergunta sobre mim, mas preferi não buscar uma resposta.

Depois que chegamos e fui direcionada para uma sala vazia — contendo somente uma mesa e cadeira, como aquelas nos filmes de investigação — tudo passou muito rápido. Fizeram-me ligar para o meu pai, informando o que tinha acontecido. Ele não ligou muito. Bufou e disse estar indo pagar o que fosse necessário, parecendo totalmente desinteressado.

Mas ele não chegou de fato. Assim que desliguei o telefone, um menino praticamente da minha idade entrou na sala apressado, aparentando ter passado por dificuldades para entrar ali. O oficial tentou detê-lo, mas o jovem deu um murro nesse que o fez desmaiar na hora. Minha mão doeu por ele, tenho que confessar.

Fiquei perplexa em excesso para perguntar. Ele me puxou pelo braço, direcionando-me para fora da sala. Sem saber o que estava acontecendo, tentei me manter ali dentro. “O que é isso?” foi a única coisa que eu proferi.

— Temos que ir. Você é filha de Macária e é importante, não pode ficar aqui.

Achei que ele fosse louco. Não sabia quem diabos era Macária nem por que eu era filha dela — eu tinha uma mãe! —, mas permiti que ele me arrastasse com ele por dois motivos: 1) ele apertava meu braço com tanta força que doía, força que 2) tinha feito o policial desmaiar.

Não via Kurt e os outros meninos por espaço nenhum, mas também não estava com vontade de vê-los, já que estava ali por culpa deles. Se tivesse ficado para a aula de história, provavelmente nada disso teria acontecido.

Saímos da delegacia com alguns outros policiais desmaiando, mas tentei intervir novamente quando pisamos na rua. Cara, eu não podia sair por aí com um menino doido que falava de uma Macária!

— Para onde você pensa que está me levando? É sério, eu preciso ficar aqui, meus pais vão me buscar!

— Sua mãe me mandou buscá-la, Alisha. É importante que venha comigo.

Fiquei confusa. Ele sabia o meu nome e tinha mencionado minha mãe, coisas que de imediato me fizeram acreditar nele. Não sabia o motivo, mas só mais tarde percebi que tinha sido uma imensa burrice.

Fomos andando até o outro lado da rua, quando o menino chamou um táxi. Não entendi muito bem o porquê, já que minha casa era ali perto, mas não questionei. Entrei. E, já cansada daquele dia, adormeci com o balanço do carro.

Acordei com um cutucão no ombro, lentamente formulando a ideia de que aquilo poderia ficar roxo mais tarde. Imagina, um roxo no meu corpo! Mesmo assim, abri os olhos e me deparei com o menino da tal Macária. Fez um gesto para que eu saísse do táxi, e obedeci sem questionar muito. Minha cabeça não funciona quando acabo de acordar.

Quando saí, fiquei surpresa. Estávamos literalmente no meio do nada. O carro que nos deixara ali tinha acabado de partir, então não tinha como eu me jogar dentro dele e falar que havia sido tudo um engano; endereço errado, motorista!

Quase disse que odiava mato — tinha mosquitos que deixavam marcas na pele e camas desconfortáveis —, mas o garoto puxou meu braço e me levou para longe da estrada. Adentramos um pouco a floresta, mas depois de alguns segundos fui segurada para trás e impedida de continuar.

— Bem-vinda ao acampamento, irmãzinha.

E, nesse momento, ele olhava para cima da minha cabeça. Ali, de algum modo mágico e incompreensível para mim, se encontrava um símbolo estranho e irreconhecível olhado do meu ângulo. Ele me chamou de “filha de Macária" novamente, e eu continuava sem entender; mas parecia que algo novo estava brotando dentro de mim.

pormenores:
1. O prólogo é narrado por Jonas, também conhecido como o menino que tirou Alisha da delegacia; a parte I e parte II são narradas por Alisha, a personagem cuja se encontra no foco da ficha de reclamação;

2. O fato acima foi necessário por questão de trama (fato abaixo), já que optei por registrar na ficha de reclamação um resquício da mesma;

3. A trama de Alisha será desenvolvida em DIY, de modo que o fato dela ser importante para o futuro e Jonas ter ido resgatá-la serão todos explicados nesse tópico.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Jonas W. Harris em Qua 02 Nov 2016, 20:41


AVALIAÇÃO


Roman Belcchior: Olha, moça, tua ficha me surpreendeu de forma positiva. Gostei muito de como conseguiu desenvolver a história da personagem de forma simples, sem se alongar demais (não que seria um problema entrar em maiores detalhes, não mesmo), e com uma escrita agradável. Pude notar alguns poucos erros em relação a acentuação (coisa boba mesmo, provavelmente falta de atenção) que não prejudicaram em nada na leitura e em certo momento houve confusão em relação ao uso de "mas" e "mais". Novamente, nada que tenha atrapalhado. A única coisa que me incomodou de verdade foi como você terminou a sua ficha (um único parágrafo meio que solto). Ficou muito vago, sabe? Fosse uma ficha comum, te aprovaria sem qualquer problema; Nyx, porém, é uma progenitora que exige avaliação mais rígida. Mas não desanime, te oriento apenas que desenvolva melhor a chegada e deixe os fatos mais claros nesse evento. E então torne a postar a ficha, tudo bem?

Reprovada

Qualquer dúvida, questionamento ou comentário, sinta-se mais do que livre em me contatar por mp.]
FICHA AVALIADA POR DARYA ARCHER-GILLIGAN

Draco Baudelaire: Que ideia incrivelmente incrível para um filho de Melinoe. O teatro, o fantasma, os personagens (NPC’s). Sinceramente, uma das histórias mais compatíveis que já avaliei desde que peguei a monitoria. Você conseguiu trazer o mundo dos fantasmas para o seu mundo de forma fácil, e que se encaixou perfeitamente, e apesar da pouca dúvida do seu personagem em relação ao “avô” (que foi um dos pontos talvez incoerentes da narração), dá até para entender, já que ele tinha apenas 7 anos e se sentia sozinho, então confiou facilmente.

Tenho algumas críticas a fazer. Inicialmente em relação à como veio para o acampamento, que, por mais coerente que foi o tempo, não faria sentido você passar 2 dias caminhando, com 17 anos (que o cheiro já está mais “forte”) e ser alcançado apenas quando estivesse chegando no Camp. Talvez algum monstro no meio do caminho deixariam as coisas mais coesas, entende? Mas mesmo assim, não foi nada muito “Meus deuses, que incoerente!”, só poderia ter sido melhor.

Outra coisa foi o momento da reclamação. Beleza, teve o momento e tal, mas poxinha, poderia ter sido mais emocionante, ou um pouco mais... sombrio. Acho que senti falta de um pouco de mistério na sua ficha, por se tratar de um filho de Melinoe. E a reclamação, na verdade ficou um pouco deslaçada do resto da ficha tê-la colocado solta em um capítulo no final, feito só para isso. Meio que quebrou a fluência. São só algumas dicas que estou dando para quando for refazer a fichaBRINCADEIRA. Bem-vindo, filho de Melinoe!

Aprovado

Alisha L. Manske: “Ala a Regina George” foi a primeira coisa que pensei assim que comecei a ler sua ficha, e sinceramente, não distanciou muito. Mas vamos falar da avaliação.

Garota, que escrita gostosa, leve, fluente, e apesar das mesquinharias da sua personagem, eu consegui me conectar com ela, e isso é bom. Tu conseguiste pegar uma história simples e “padrão”, e transformar em algo único, com traços seus, e devo parabenizá-la por isso. Não encontrei erros graves na sua narração, apenas uma (foco no uma) vírgula errada, e um erro de digitação rápida. Minha única crítica é no momento da reclamação; acho que você poderia ter explorado melhor isso, encaixado em algum momento de adrenalina, que fariam ter mais sentido. De qualquer forma, não foi um erro, apenas uma dica. Do mais, sua ficha foi impecável. Meus parabéns, filha de Macária.

[color=green]Aprovada[color]


Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

~Aguardando att~
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Cassandra Alexandra em Qua 02 Nov 2016, 23:55

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê? : Herfesto, pela perfeição em seus trabalhos, por seu cuidado no que cria, por nunca se cansar do que faz e sempre tem o resultado esperado.

- Perfil do Personagem : Cassandra é uma jovem anã de aparência rechonchuda, possui em média 1,35cm e pesa 50KG. A pele da garota é branca. Seus cabelos são ruivos e lisos, porém estão quase sempre sujos, ela os enfeita com um dois rabos de cavalo nas laterais. Tem seu rosto rechonchudo e bochechas rosadas, deixando sua aparência forte um pouco... Fofa, talvez. Na região do seu nariz esta algumas sardas que se destacam em seu pequeno rosto. Seu corpo é um pouco cheio e possui alguns músculos, é o corpo ideal para um Ferreiro.

Cassandra é corajosa e um tanto quanto teimosa, não teve muita escolaridade e por isso não consegue ler muito bem e possui pouca inteligência. Mas apesar disso tem um coração de ouro, uma protetora que não pensa em sua própria dor, sua teimosia a torna uma pessoa bastante amigável. Cassandra pode ser chamada de "durona" adora brigar de punhos entre seus amigos, apesar de ser pequena, Cassandra é bem forte.

- História do Personagem : Sempre vivi em uma pacata fazenda na Grécia próxima a Argos, tive a presença dos meus pequenos pais - Marianne e Oliver - também anões que sempre tentaram me manter longe da Forja. Sempre gostei de fazer Martelos, Marretas e Escudos Grande da melhor forma possível, não importa se eles seriam útil ou não, eu apenas fazia aquelas belezuras por pura arte. Minha Mãe insistia em dizer que o lugar de uma dama não era em uma grande ferraria enfrentando uma grande fornalha calorenta, mas sim em uma grande cozinha enfrentando uma grande fornalha calorenta, notou a diferença? Enfim, meu Pai que interpretava o papel do ferreiro, tentava me manter fora da Forja assim como a minha mãe. Posso dizer que ele não tinha muito talento para isso, muitas de suas espadas saiam tortas ou se quebravam ao sair da brasa. Ele sempre dava a desculpa - Bem, isto é uma Cimitarra - ou - Isto é uma Adaga de gume retorcido- por mais que a desculpa cheirasse mal ele a usava.

Sempre que a noite vinha, fazia questão de ir a forja, usava tudo que tinha direito; O Martelo de meu Pai, as matérias primas e a fornalha. Claramente, meu querido Papai desconfiava mas se ficava calado, porquê? Eu também gostaria de saber, talvez ele soubesse que meu futuro era ser uma grande Ferreira e não queria impedir isso. Criava armas grandes e de bastante poder, armas pesadas que poderiam ser manuseadas apenas por guerreiros fortes e parrudos, assim como eu seria ou melhor assim como eu. Lembro me de guardava minhas criações em covas no meio dos Porcos, aquela lama era tão fácil de ser escavada, eu empunhava aquela velha pá enferrujada e escavava uma grande cova que servia como abrigo perfeito para as minhas crianças.

Lembro de minha primeira arma, na verdade ela nem foi forjada por min, eu apenas usei tudo que tinha: Creio eu que era uma Terça Feira, no meio do lixão, encontrei uma bigorna velha, um grande pedaço de madeira e algumas correntes, fundi a bigorna junto das correntes no grande bastão, fazendo assim minha primeira marreta, ela estava tão pesada para ser carregada, a deixei lá mas eu a admirei por horas e horas, no dia seguinte a Marreta-Bigorna não estava mais lá, alguém poderia ter a visto e ficou muito admirado e assim a pegou, me pergunto se este alguém o roubou, estranho não?  

Eu sinto bastante orgulho de todos os meus trabalhos, tantos Martelos, tantas Espadas, tantos Escudos e Marretas, sinto que tinha algum dom para isso, logo comentei com o meu pai sobre isso, o velhote, que tanto amo, se espantou e gargalhou, mas fez questão de me levar até uma Cigana, eu nunca acreditei nestas donzelas, mas elas sempre me deixavam intrigada, como elas tinha tanta beleza? Enfim, lembro das palavras e de cada ato da moça; Ela colocou sua mão direita sobre a minha pequena mão direita, ela fechou seus olhos e começou a dizer várias e várias palavras estranhas, aquela louca tremeu e abriu seus olhos ao mesmo tempo, dizendo com bastante certeza e orgulho - Leve a pequena para o Acampamento Meio Sangue, Long Island, próximo a Manhattan. Está é uma filha de Herfesto - Meu pai se chocou, pagou aquela mulher e me levou de volta para a minha querida casa, eles estava tão feliz, começou a dançar com a minha querida Mamãe e não parou por ai, deu uma grande festa. Eu estava um pouco confusa pois não sabia o que aquilo significava, eu nunca fui de rezar para os Deuses, gostava de fazer minhas coisas por si só, mas sempre os agradecia pelo resultado.

No dia seguinte, recebi uma visita de meus parentes - Alfred, Gustaf, Diego, Leonard, Cindy, Regina... - alguns anões e outros não, nenhum deles eram muito chegados a min mas estavam com muito orgulho da minha pessoa. Eu estava interessada apenas em uma pessoa, minha querida avó Gertrudes, ela sempre acreditou no meu potencial e ela era quem me levaria para o estranho Acampamento Meia Lua... Meio Bolo... Meio Sangue. No mesmo dia nos despedimos de todo aquele povo pequenino e dos outros três de tamanho normal, eles não importam tem 1,87, 1,65 e 1,90. Essa historia é sobre o sucesso de uma Ferreira pequenina. Saímos da pacata fazenda e seguimos para a cidade grande, Grécia. Não irei mentir acabei por dormir por toda viagem. Tudo era novo para a gente, mas nosso foco era chegar ate o Aeroporto, não tivemos tempo para pequenas paradas, queríamos apenas chegar em Long Island.

A viagem demorou um pouco, não me lembro os dias, mas posso chutar uns três ou quatro. Enfim, uma senhora anã de 67 e uma anã de 18 nas movimentadas ruas da grande cidade de Manhattan, a receita para o sucesso não é? Pois bem, acabamos por perder bastante tempo pois passamos todo o tempo perdidas e sem saber onde estávamos, mas conseguimos chegar a onde queríamos a grande Long Island, tantas luzes, tanta cor, que beleza, pedimos e pedimos informações para algumas pessoas mas todas eram bem mau educadas e evitavam nos responder, as esperanças se acabaram ali. No entanto, um rapaz de grandes franjas se aproximou e começou a conversar conosco, depois de alguns minutos de conversa o mesmo mostra por debaixo daquela cabeleira sua face, sim, o camarada tinha só um olho, existe coisa melhor? - Ei, posso leva-las até o Acampamento, me sigam -  Ele acabou por nós levar em alguns bosques e montanhas, senti que o Acampamento estava por perto, aquela floresta estava tão densa, era tão bom aquele lugar, tão limpo, tão natural.

Após longos 30 minutos de caminhada chego no meu destino, o grande Acampamento Meio Sangue! Tantos jovens altos e belos, estavam por todas as partes, era um sonho. Vovó não podia ficar naquele lugar, não era para ela, infelizmente o estranho homem de um olho teve que leva-la de volta a Long Island, eu com certeza deveria seguir minha jornada sozinha. Suspirei fundo, agarrei minhas tralhas e segui para dentro do grande acampamento, logo um homem de cara amarrada chegou em minha direção e falou - Bem Vinda Cassandra! A Artesã Anã, estávamos a sua espera! - Mas o quê? Como ele sabia meu nome, isso sim era feitiçaria. Não tive outra reação acabei por desmaiar. Fui acordada pelo mesmo homem e estava no mesmo lugar - Filha de Herfesto, você está bem? - Sorri feliz e me levantei - Nunca estive tão feliz quanto hoje! -

Minha aventura havia começado ali, estava preparada para tudo, forjaria as melhores armas a partir de agora. O que me espera? Bem, espero que meu futuro esteja recheado de ferro, bastante sujeira e trabalho duro, eu nasci para isso.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Elletrya Amelia L'amont em Qui 03 Nov 2016, 00:48



LITTLE SNOW;
don’t cry frozen rivers


First Question: Desejo ser reclamada por Despina, visto que a deusa em questão relaciona muito bem com a história e local de origem da personagem Elletrya, além disso o tipo de arma e luta que quero usar somente pode ser desenvolvido bem através do uso de alguns poderes característicos da deusa.




Second Question:


Características Físicas: A pele pálida e os lábios bem claros e carnudos são duas características físicas marcantes de Elletrya, além disso, possui olhos azuis claros, cabelos castanho escuro e um físico magro, altura média entre 1,60 e 1,65.  Um rosto angelical, com traços delineados de forma leve.



Características Psicológicas:  O traço psicológico marcante de Elletrya é a sua calma em qualquer situação, por mais difícil e complicado que seja, a mesma analisa sem desespero para depois agir, de modo a caracterizar um traço calculista, visto que não deixa sentimentos tomarem suas decisões facilmente. Além disso, é uma garota bem alegre e que tenta manter a positividade sempre. Estratégica e sedenta por conhecimento, de modo que livros são o seu paraíso, independentemente de qual conteúdo tratar, poderia ser filha de Atena, se Despina não a tivesse reclamado primeiro. Uma característica controversa é a facilidade em que se coloca em uma discussão, visto que é argumentativa e não aceita estar errada, talvez este seja seu maior defeito. Se perder a calma, no entanto, Elletrya torna-se incontrolável e é capaz de tirar qualquer um do sério, reclama demais e toma medidas extremas e desnecessárias.




História




Elletrya Amelia L’amont nasceu no dia 1º de janeiro em um pequeno vilarejo próximo a Edimburgo, na Escócia. O ano de seu nascimento, infelizmente, é desconhecido e não registrado no cartório.  Visto que, ninguém conhecido nunca testemunhou seu nascimento e não há registro no país sobre a mesma.


Durante a noite de um inverno rigoroso, no mês de janeiro do ano de 2000, em meio a toneladas de neve, uma criança foi deixada em um pequeno berço na porta de entrada do senhor Desmond L’amont, homem divorciado de belos olhos azuis, cabelos na coloração cinza, e um sorriso simpático. Desmond encontrou a criança dentro de um cesto, em um silêncio assustador e com  grandes orbes azuis encarando-o, nua e sem qualquer proteção contra o frio, horrorizado com a situação, pegou-a imediatamente aos braços e adentrou a casa. Surpreendentemente, o frio não tinha afetado a criança, que ficara em meio a nevasca sem ao menos um cobertor para aquecê-la.


Naquela noite, Desmond sentiu um laço indiscutível com a pequena Elle e a nomeou em homenagem a mulher que conheceu há alguns anos atrás, Elle Despina – sobrenome estranho, não? – e a sua falecida mãe, Amelia.
Não demorou para que a garota conquistasse os corações de todos naquele pequeno vilarejo, era conhecida por Elle ou Amelle – apelido este dado por uma vizinha que era considerada como mãe –.


Gentil, divertida e alegre. Essas eram as características marcantes de Amelle, independentemente do quão difícil a situação poderia parecer, ela alegrava todos à sua volta, como um dom. Em meio à invernos rigorosos, onde todos mal sobreviviam naquele local pobre em que a vida dependia de atividades agrícolas, pesqueiras e pastoreia, estas as quais em meio a esta estação sofriam de escassez, a garota ainda conseguia contagiar todos com bons sentimentos. Sempre conseguia encontrar locais em que havia peixes e os caçava e distribuía para todos, ou então mesmo nas florestas ao arredor do vilarejo, conseguia encontrar animais típicos da região em meio a hibernação ou fugindo do frio intenso.


Elletrya nunca teve chance de estudar em colégios, até porque em seu vilarejo não existia nenhum e o mais próximo era a 80km. Sem meios de transporte adequado ou dinheiro suficiente, não existia essa oportunidade. No entanto, isto não a impediu de adquirir conhecimentos, existia um senhor que morava perto de sua casa e o mesmo possuía vários livros e por meio destes, adquiriu conhecimentos básicos, aprendeu a ler e escrever, até mesmo um pouco de lógica matemática.


Após tantas nevascas, o povo do pequeno vilarejo de Bejnak parecia já ter adquirido imunidade a épocas de dificuldades. Bela ilusão. No ano de 2010, ocorreu o pior inverno em todo o país, temperaturas negativas, poucas plantações sobreviventes, gados mortos, uma situação de fato alarmante.


O mais estranho era o fato de que no vilarejo onde Amelle morava as temperaturas eram mais baixas que todo o país, a nevasca atingia a região com mais força e crueldade. As famílias adoeciam muito rápido e sem a capacidade de ir a hospitais em cidades próximas ou até mesmo chamar um médico, o resultado era morte. Em algum momento, toda a população do local adoeceu, menos a pequena Elletrya. A garota era a única capaz de cuidar dos doentes com o mínimo que podia, utilizando métodos farmacêuticos antigos, como ervas, pano úmido para abaixar a febre, entre outras habilidades que aprendeu lendo livros. Por mais que tentasse ajudar, perdia muitos amigos e familiares.


Infelizmente, o pior que a pequena Elle poderia pensar ocorreu, o seu próprio pai adoeceu e com a escassez de remédios e métodos de tratamento, não existia uma chance para sua sobrevivência. Mesmo com todo o esforço dela, Desmond estava prestes a sucumbir. Na noite em que parecia a última do mesmo, a garota encontrava-se desesperada, tentando ao máximo mantê-lo sã e salvo, mas a febre já atingia 40ºC e a aparência pálida não dava esperanças para ela.


Chorou rios de lágrimas aquela noite, pedia a qualquer entidade mística (deuses ou Deus em geral) que a ajudasse a encontrar qualquer forma para salvar seu pai, pois ele era o que existia de mais importante em sua vida.


De repente, uma forte ventania forçou todas as janelas a abrirem. Elletrya correu em direção a mesma para fechá-las, com medo de que seu amado pai piorasse, no entanto, por mais que tentasse mantê-las trancadas, de alguma forma abriam. Flocos de neve entravam e estranhamente pousavam sobre o peito de Desmond, cobrindo aos poucos o seu corpo. Assustada e sem reação, a garota apenas ficou a encarar a situação, sem saber como reagir diante daquilo. Quando conseguiu livrar-se daquele torpor, deparou com uma visão um tanto quanto irreal.


Os ventos levaram os flocos de neve para fora, soprando em direção contrária, e a aparência física de seu pai simplesmente voltou a normal. Rapidamente, correu para checar a febre e não existia mais. Parecia completamente recuperado.


Por instinto, correu para o lado de fora e percebeu que os ventos sopravam em direção contrária, levando a nevasca embora. Desceu os degraus da entrada da casa e olhou para o chão, onde pequenos flocos de neve formavam soletravam a palavra “Despina”.





obs¹. Eu considerei a reclamação no último parágrafo, mas a história de como chegou ao acampamento eu quero desenvolver com um amigo e em narração, por isso não coloquei, mas resumidamente ela irá pesquisar sobre Despina e irá para a capital da Escócia, por meio de caronas e afins. No meio tempo, ela encontrará monstros, mas irá fugir e nunca enfrentar. Depois de algumas semanas, ela encontrará um semideus (que é o meu amigo) e ele a levará para o acampamento.

obs². Eu pesquisei no bestiário sobre monstros e não me pareceu nada coerente algum aparecer em um vilarejo, onde há apenas uma semideusa de deus menor, em um clima extremamente frio e com nevascas constante. Não encontrei nenhum monstro que iria adequar-se bem no contexto, por isso não coloquei.



I'll take the pain, give me the truth
Me and my heart, we'll make it through. Stone Cold, stone cold…

Elletrya Amelia L'amont
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Royce em Qui 03 Nov 2016, 19:37


Avaliação


Cassandra Alessandra:
Olá, Cassandra. Sua ficha já me deixou na dúvida desde início. Para um semideus, viver nas terras antigas é muito, mas muito perigoso, então seria necessário um poder enorme para lidar com os problemas do local. Só que esse não foi o único problema da sua ficha. Houve uma grande quantidade de erros de grafia e concordância, termos repetitivos demais, texto confuso em várias partes. Peço que tenha maior atenção a estes detalhes e poste a ficha de novo. Por ora, reprovada.

Elletrya Amelia L'amont:
Olá, Elletrya! Olha só, curti bastante sua ficha. A história da personagem com o pai, o vilarejo que a amava, o frio no lugar que ocorria sem que ela soubesse. Você soube colocar elementos excelentes na sua história e um fechamento emocionante. Minha ressalva fica só na cor secundária, no caso, esse azulzinho. Como você o colocou apenas em um texto off de esclarecimento, não seria justo te prejudicar por isso, mas escureça mais para posts próximos ok?

Ave, Elletrya Amelia L'amont, reclamada como filha de Despina!

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Aguardando atualização
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 142-ExStaff em Sex 04 Nov 2016, 17:31

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Garota, eu vou pra Califórnia. ♪

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Alan Novaes em Sex 04 Nov 2016, 17:33

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Deméter, acho os poderes em relação as plantas bem interessantes.


- Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)
Alan é um adolescente (17 anos) de estatura media (1,65) pele parda, cabelo curto, olhos e cabelos castanhos.

Muito simpático e gentil, sempre acreditou que a vida é o bem mais importante, tem sérios problemas em matar e com pessoas que o fazem, seu principal medo são baratas, e a maioria dos insetos, por ser filho de Deméter, pragas de plantações lhe causam pavor.

- História do Personagem
Nova York era sempre suja e barulhenta, nada irritava mais do que sujeira e barulho.
Alan estava indo para uma escola nova em Manhattan, onde começaria o ensino médio. o Patio da escola parecia limpo, fora o primeiro lugar que visitou, o patio tinha muitas arvores (isso o acalmava), porém o resto da escola era tão ruim quanto as ruas de Nova York, lixo por toda a parte e um cheiro forte de... bem, ele nem sabia descrever. Alan estava começando a cogitar a ideia de voltar para casa simplesmente por que seu humor havia despencado, quando um garoto o chamou:
- OI, novo aqui?
O garoto usava muletas e suas pernas pareciam meio tortas, Alan imaginou que ele tivesse algum problema nas pernas (dãããã), e estava louco para cabular o primeiro dia de aula, mas se esforçou a dizer
- Oi, sou novo sim, quem é você?
- Meu nome é Hobson - respondeu o garoto - bom, eu posso te mostrar a escola se quiser.
Que merda de nome era Hobson?
- tudo bem - respondi apreensivo - pode ser

Como na entrada, o resto da escola era tão ruim quanto, as salas eram sujas, e o refeitório fazia Alan questionar o quanto de fome alguém precisava estar para comer em um lugar como aquele. O dia passou rápido, Hobson parecia alguém muito retraído para chamar alguém para conversar, sempre que Alan fazia uma pergunta pessoal, ele se encolhia e fazia um barulho parecido com um balido, mas ele parecia legal. Ao final da ultima aula, os dois se despediram, e Alan foi para casa. Seu apartamento estava vazio, ja que morava sozinho(sim, ele morava sozinho bem no começo do ensino médio) , acontece que seus pais estavam fora a trabalho na América do Sul, sua mãe era uma famosa nutricionista, e seu pai era um renomado geólogo. Alan jogou sua mochila no chão e se jogou no sofá, ligou a TV, e cinco minutos depois, ele dormiu.

Alan acordou de noite, não sabia como havia dormido tanto, devia ser o cansaço da escola. Levantou do sofá e foi até a janela da sala, e notou algo estranho, la em baixo na rua, uma unica figura de capuz se misturava na noite, era muito grande para uma pessoa normal, e Alan só foi perceber que sua a cabeça da figura estava baixa quando levantou e cabeça e deixou a mostra um único grande olho dourado. No susto, Alan deixou cair prédio abaixo o controle da TV, e rapidamente fechou a janela, assustado e respirando forte, voltou a olhar a janela, imaginando ser só um engano, porem ele continuava la, olhando para seu apartamento com seu único olho dourado. Agora realmente assustado, com um homem gigante la fora com um grave problema ocular encarando seu apartamento, achou mais seguro trancar a porta, mas no momento em que pensou nisso, a campainha tocou, e nesse momento, seu corpo inteiro gelou, e todos os seus pelos ficaram em pé. Antes que conseguisse sair do choque e pensar em abrir a porta, uma voz ecoou para dentro do apartamento.
- Alan? Sou eu Hobson, por favor abra a porta
Estranhamente feliz por escutar a voz de outro pessoa, nem ligou pro fato de que um cara que acabara de conhecer estar na sua porta em plena meia noite, abriu a porta e o que viu o fez soltar um grito nun agudo que nem sabia que conseguiria reproduzir, ele não estava mais de muleta, e no lugar de suas pernas, bem, ainda tinham pernas, porém pernas de bode, com pelos e cascos, isso quase fez Alan cair de costas no chão, mas antes que acontecesse, Hobson disse.
- Você esta em grave perigo, não achei que aconteceria tão cedo, mas precisamos ir
Tudo oque Alan consegui dizer foi
- Que...?

Hobson puxava um garoto atordoado - e provavelmente assutado - demais para reagir, que apesar de tudo, parou bruscamente olhando para um ponto da rua, onde estava figura que o olhava pela janela, poém ela não estava mais lá, oque o deixou mais calmo, inspirou e expirou o ar, e disse:
- Olha, seja la oque você quer, eu preciso mesmo voltar pro meu apartamento, fiquei mesmo muito.... impressionado com a sua fantasia de....menino bode, mas eu preciso voltar... então até amanhã e... não é muito tarde? Volte para sua casa.
- Eu sei que é confuso - respondeu Hobson - mas você tem que vir comigo, o perigo que você corre é real, eu sei que você viu algo estranho naquele cara, ele não era muito grande para uma pessoa normal? Ele não é um humano, na verdade nem você, nem eu, mas venha comigo, estou farejando esse cara desde que você chegou na cidade, venha comigo AGORA, não temos mais tempo.
Novamente, todo o corpo de Alan gelou, como aquele cara sabia do ''gigante'', o papo dele não ser humano... isso conectava algumas coisas em sua cabeça, talvez aquele único olho fosse real, mas como assim ele não era humano, e Hobson também não, ele com certeza era louco, talvez um drogado qualquer que não conseguia sair do ensino médio.
- Ok cara - retrucou Alan - Eu vou chamar a policia
Hobson pareceu que ia protestar mas de repente fez uma cara quem cheira uma meia de ginastica, depois uma de pleno terror, então grito
u:
- TEMOS QUE IR AGORA, ACABOU O TEMPO
Antes que pudesse protestar, Hobson o pegou pelo braço e o puxou com uma força que um garoto daquele tamanho não deveria ter, e me arrastou a uma velocidade que alguém com uma fantasia de bode não deveria alcançar. Então lhe veio a mente, - e se não for uma fantasia -, Alan sempre gostou de mitologia grega, sabia que um ser grande e com um único olho se chamava ciclope, e um garoto com pernas de bode, se chamava sátiro, então, se ele realmente fosse um sátiro, se isso era real, então oque significava a parte de ele também não ser humano?
Alan tentou protestar em relação a ser puxado por algumas ruas pra longe de seu apartamento de madrugada, mas Hobson era muito forte. Algumas quadras depois ele parou bruscamente, farejou o ar, e com um rosto ainda mais alarmado, disse:
- Ele nos achou
- Quem nos achou? - retrucou Alan, bravo, ofegante e esfregando o pulso machucado graças ao aperto forte do garoto bode - Olha, chega disso! Você me arrastou pra longe da MINHA casa, no meio da madrugada, pelo menos me diga oque esta acontecendo. Espera, quer saber, nem me diga, vou embora, não me siga ou eu chamo a policia!
Assim que Alan se virou para ir e começar a correr, a terra começou a tremer, e andando em sua direção, aquela mesma figura que o olhava no apartamento, e aquele mesmo olho dourado olhando para ele, e o pior era que ele era muito maior do que aparentava antes, Alan diria uns 5 metros no minimo, e o sorriso aterrorizante em seu rosto tornava seu olhar aterrorizante, de um modo que o ar saiu do pulmão de Alan, sua visão ficou turva e ele ameaçou desmaiar. Hobson o segurou pelo ombro no momento em que Alan perdeu o equilibrio.
- Entende agora? - perguntou Hobson - VAMOS
- Tudo bem - disse Alan, ainda meio atordoado
Os dois começaram a correr, e o ciclope os acompanhou, sendo muito maior, seus passos eram mais largos e tremiam o chão sempre que seus pés o encostavam. Alan estava extremamente confuso, mas decidiu que as perguntas poderiam ficar para mais tarde, se concentrar em viver era mais importante. viraram a esquerda numa rua, depois a direita, e correram até que os passos do gigante ficaram distante, e param para recobrar o folego.
- Quem é ele? - perguntou Alan, ofegante - Oque ele quer?
- Olha, é complicado, mas eu vou resumir - respondeu Hobson - Ele é um ciclope, é um monstro, e monstros, principalmente os que vivem nas ruas como ele, caçam semi.... pessoas como você, eu sou um sátiro fui enviado do acampamento meio-sangue para proteger você, esse monstro esta na sua cola desde que você chegou na cidade, e eu cheguei aqui ontem para te levar para esse acampamento meio-sangue
- Acampamento... meio-sangue? - perguntou Alan, sem entender direito - Oque é isso??
- Olha, você vai descobrir quando chegar lá, agora vamos, ele ja deve ter te farejado, temos que ir para long island.
- Long Island? Como vamos chegar la?
- Normalmente não é assim, mas nós vamos voando

Os dois continuaram correndo até chegarem em um parque, porém ao chegarem lá, tudo o que viram foi um ciclope, agora sem o capuz, olhando fixamente para eles, com um olhar assassino no rosto, Hobson olhou para Alan, com um tom sombrio no rosto
- Olha, você tem que ir para o outro lado do parque, tem um pégaso esperando nós dois, eu precisaria estar lá para guiar o pégaso, mas ele sabe o caminho, é apenas um quilometro ao norte, eu só tenho que distrair esse cara, ganhar tempo, eu vou sobreviver.
- Oque? aquele cara tem o triplo do seu tamanho você não pode simplesmente...
Assim que Alan pronunciou essas palavras, Hobson tirou de sua manga - literalmente - um bastão de um metro e meio que simplesmente não deveria caber ali, e disse:
- Eu posso cuidar dele, ainda não aprendi magias da natureza, mas eu sei que posso.
Alan olhou para o rosto dele, com um olhar meio melancólico e corajoso ao mesmo tempo, Alan não conhecia
esse cara, não sabia do que ele era capaz, mas também não sabia como ele poderia vencer, porém mesmo assim, concordou, e se preparou para correr em torno do monstro para poder seguir ao norte, onde um suposto pégaso o esperava
Hobson avançou contra o ciclope, girando o bastão, o primeiro golpe foi certeiro, pulando acertou a mandíbula do monstro. Pareceu um ótimo golpe, porem a cara do monstro nem se mexeu, e o bastão quebrou, oque foi meio humilhante para o sátiro. O gigante rui, uma risada grossa e horrenda, em seguida avançou para agarrar Hobson, mas as pernas de bode lhe dava uma vantagem, assim que o braço do gigante passou, Hobson deu um salto e parou em seu ombro e desferiu o melhor soco que podia, porém assim como o bastão, sua mão também quebrou, só que dessa vezz o gigante caiu para traz, e infelizmente a dor impediu o sátiro de cair de uma maneira heroica, ele tropeçou e caiu junto ao ciclope.
A cena impediu Alan de correr, ele estava simplesmente paralisado por ver que o golpe não fez um impacto tão grande no ciclope quanto fez ao sátiro, afinal, o gigante ja se levantava, olhando para Hobson como se fosse a janta que acabou de sair do microondas. Alan se sentia um bebê inútil, não conseguia completar a merda do plano que havia combinado para salvar sua vida, e que um cara que acabara de conhecer estava dando a vida por isso, ''MECHA-SE IDIOTA'' ele pensava, mas ele não conseguia, estava com muito medo, muito travado, e se ele morresse? E se esse Hobson desse a vida por ele, ela seria desperdiçada?
O ciclope levantou-se e agarrou o sátiro pelo pescoço, e deu-lhe um soco no rosto, quase suficiente para faze-lo desmaiar, porém Hobson ainda estava consciente. Então o gigante virou, e mostrou o sátiro para Alan, sua cara estava ensanguentada, inchada, e faltava alguns dentes, e só nesse momento, Alan pode perceber um par de pequenos chifre que estavam crescendo em sua cabeça, será que o sátiro ainda era jovem demais para ter chifres maduros? não, não podia ser, Alan não queria ser responsável pela morte de um sátiro que nem chegou a faze adulta ainda. Alan não estava pronto para isso.
E como em resposta a seus pensamentos, Hobson olhou para Alan e deu um sorriso calmo, pacifico e tranquilizador, Alan não sabia se era algum tipo de magia, mas o sorriso foi o suficiente para tira-lo do choque, e substituir tudo oque estava sentindo por uma enorme tristeza pelo que estava por vir. Hobson começou a forçar palavra pela garganta espremida.
- Vai ficar tudo bem amigo, você só precisa correr, e ir até o acampamento, eles vão cuidar de você, e conte para eles oque aconteceu, eles te explicarão.
E como se o ciclope estivesse esperando exatamente por isso, ele fez oque Alan estava com medo de pensar. Com a mão livre, o ciclope agarrou a cabeça de Hobson e simplesmente a puxou, como se estivesse abrindo uma garrafa de coca-cola, arrancou a cabeça do sátiro, puxando cabeça e coluna, Sangue jorrou por todo o tronco do assassino, que jogou as duas partes do herói no chão, como se fossem nada.
Alan ficou olhando para a cabeça de Hobson no chão, com a coluna pendurada pelo pescoço, e todo o seu ser foi inundado pela tristeza, em seguida pela raiva, tudo oque conseguiu fazer foi olhar para o único olho dourado do ciclope e pensar que ele merecia perder aquele olho, até que um brilho tomou conta de seus olhos, vinha de Hobson, e ele o viu se transformar em uma flor, um loureiro, e todos os sentimento foram embora, e tudo oque sentiu foi uma conexão com aquela flor, pode sentir a vida de Hobson ali. Então pode sentir essa conexão se estendendo por todo o parque, cada grama, arvore ou flor lhe dava um novo vigor, e ele se sentiu poderoso, e ao mesmo tempo honrado por um sátiro tão corajoso, jovem e valente ter se sacrificado por ele, só conseguia pensar que iria se vingar. Então, olhou para aquele olho, e todo o seu sangue ferveu, e sentiu toda a clorofila no parque se esquentar junto, via o sorriso do ciclope, como se tudo oque esperasse naquela noite fosse aquele olhar que Alan dirigia a ele. Alan se concentrou naquele olho, naquele olhar, e não sabia como, mas sabia exatamente oque deveria fazer e como fazer. Alan sentiu as raízes em baixo de seus pés, sugando nutrientes da terra, e tudo oque ele teve de fazer foi ergue-las, não sabia como, mas ele as controlava perfeitamente, ele podia sentir todas em todo o parque, sentia também as que estavam em baixo dos enormes pés do ciclope, e então ele as puxou, todas elas em um raio de um metro em torno do gigante, e todas elas se enrolaram em seus pés, então nas suas pernas, até envolverem todo o seu enorme corpo.
O ciclope urrava, com raiva e frustração e apesar de sua força descomunal, ele não podia mais se mexer, as raízes não deixavam. Alan então se aproximou de seu inimigo, que então parou de gritar ao ver que se aproximava, e Alan olhou naquele olho, agora cheio de raiva e medo, fitou a cor dourada, e puxou mais uma raiz do solo, e a segurou bem na frente daquele daquele olho, então perguntou:
- Porque?
O ciclope não respondeu, permaneceu calado, sua expressão ainda era de raiva
- FALE SEU MONTE DE BOSTA!!
Com a raiz, Alan deu um tapa forte suficiente para arrancar-lhe três dentes da enorme boca.
- Apenas faça oque a raiva lhe manda fazer garoto, apenas deixe comanda-lo - Sua voz era grave, e rouca.
Alan o encarou novamente, sua expressão agora era serena, e Alan pensava apenas em Hobson, então atacou, esticou o braço como em um soco e a raiz respondeu ao comando, passando pelo meio do olho do gigante, atravessando o cérebro e abrindo um buraco por trás, por onde sairá. A ultima coisa que Alan vira do ciclope foi o brilho dourado, que sumiu quando o monstro se dissolveu em areia negra.

Toda energia de Alan se fora com o vento, junto com as areias negras,e ele foi cambaleando por entre as arvores, até achar um cavalo alado inteiro branco. Isso deveria telo surpreendido, mas estava muito triste e cansado para se surpreender c om algo. Montou no pégaso, e lhe disse
- Me leve para o acampamento meio sangue por favor.
O cavalo relinchou e alçou voo, Alan segurou firmemente as rédeas para não cair, mas estava exausto, e desmaiou em cima do cavalo.

Uma semana depois, Alan acordou no Acampamento meio-sangue em segurança, e assim que chegou desacordado, o simbolo da foice de Deméter apareceu em sua cabeça, e ele reconhecido como filho da deusa.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Draco Bergmann Stark em Sex 04 Nov 2016, 22:02


TKS Babis @ BG

Ficha de Reclamação



Primeira questão:

Alguns vêem a morte como uma tragédia, algo negativo e criado pela maldade no mundo, outros como parte do ciclo da vida e algo extremamente natural. Eu vejo a morte como uma maneira de expressão artística, sendo o cadáver apenas um quadro onde se expressa a arte por meio de cortes, contusões, hematomas, infecções...Alguns artistas são simplesmente Vírus, ou animais irracionais, mas a arte mais complexa, criada através da mais sutil tortura e lesões, pode ser executada apenas por humanos, ou Deuses, ou Sátiros, que seja. O grande artista que me inspirou e me tornou quem sou agora, trata-se de Thanatos, a personificação da morte, e um gênio entre gênios.

Segunda Questão:

Físico: Eu diria que a minha pele é de certa maneira branca, digo, ela não é negra, mas também não é cinzenta...Eu não sou um perito em peles, talvez em como arrancá-las, mas diria que ela tem um tom branco puro, e está frequentemente fria, mesmo no verão, ou em lugares não muito quentes. Meus olhos são castanhos, mas gostaria que eles fossem totalmente negros, talvez assim meu olhar fosse mais, não sei, talvez intimidador, intenso, sádico. Eu realmente não sou daqueles que ama a beleza, e dedica grande parte de seu tempo à isso, bem, eu realmente nunca tive muito tempo para coisas do tipo, mas realmente gosto do meu cabelo castanho escuro, e cuido bem dele sempre que tenho oportunidade, evitando ao menos que fique ressecado demais, ou constantemente frisado. Digamos que eu não tinha muito o que fazer naquele inferno orfanato, então exercícios físicos se tornaram uma boa distração, não me categorizaria como um fisioculturista, ou "cara musculoso sem cérebro", mas tenho um corpo bem definido, ao menos o suficiente para que eu me sinta confortável com ele, e consiga usá-lo para meus propósitos...


Psicológico: Então, você conhece a definição de insanidade? Não vou me ater à conceitos mundanos, ou ao menos humanos, já que considero sua "ciência" falha demais, por exemplo, Freud pode ter sido um cara  legal e tudo, mas ele meio que criou um jeito de entrar na sua cabeça, e te definir por meio de adjetivos em sua maioria pejorativos, então não sou nada fã da psicologia, ou da psique-analise, embora ainda recebesse sessões dessas do metido Dr. Hoffmeister, sério, eu não entendo como um ser-humano pode ter um ego tão grande como aquele, colocar seu suéter chique e sair chamando os outros de psicopatas sem escrúpulos, esse idiota. Eu me definiria como a pessoa mais feliz de todo o meu quarto no orfanato, bem, isso é de certa maneira um feito, você não imaginaria quantos ratos vivem lá, e não estou me utilizando de uma hipérbole ao dizer realmente tinham MUITOS, então acho que estou satisfeito desde que não esteja virando o jantar de um insano que fala consigo mesmo durante as noites (e não, não sou eu, acho). Só não quero que me julguem como estranho, ou antipático, eu cresci em um ambiente cheio de gente que eu odiava, e gente que me odiava, então não diria que ia ser tão fácil chegar em um lugar cheio de pessoas que eu não conheço e ser simpático com elas. Ah, e por acaso, eu sou uma pessoa que se irrita bem facilmente, ao ponto de tentar esfaquear alguém por tocar no meu pote de pudim durante o almoço, então já esteja avisado o fato de que eu não daqueles que vai levar insulto para casa, quer dizer, isso se você ao menos valer o esforço de me deixar com rancor.

História

 Foi uma época de fato sombria quando eu nasci, uma cidade do País de Gales, chamada Newport, estava passando por um de seus episódios mais sombrios, quando um Serial-Killer começou à atuar na cidade, suas vítimas vinham desde galinhas e vacas, até crianças, adultos, policiais, ninguém parecia de fato estar à salvo. E segundo o que me disseram, foi em uma noite de inverno que me deixaram na porta daquele manicômio repleto de sádicos orfanato católico, uma noite de neve, e talvez eu tivesse morrido caso não fosse um chamado da polícia próximo ao orfanato, um policial me encontrou repousado em uma cesta e fez o padre acordasse de madrugada para que aquele bebê não ficasse na rua durante a noite. Apenas recentemente e vim à descobrir que aquele chamado ocorreu devido ao fato de que encontraram mais um cadáver com marcas de tortura, a marca registrada do Serial-Killer chamado de "Colecionador de Unhas", eu mal sabia que a minha relação com a morte já vinha sido desenvolvida desde cedo.

Um nome foi deixado junto à cesta, Draco Bergmann Stark, assim como uma quantia de dinheiro a qual nunca me foi revelada, e apenas por isso me admitiram na instituição, confesso, eu não sei o que seria da minha vida se eles tivessem me deixado viver pelas ruas, ou nas mãos de uma família qualquer, foi aquele local que me protegeu. Padre Hensard, esse é o nome daquele galês de olhos sombrios, sua voz era fria e capaz de dar arrepios à qualquer criança daquele orfanato, muito embora seu cheiro fosse abruptamente forte, um cheiro de pecados da carne, um cheiro de luxúria, de humano, talvez tenha sido isso que me protegeu por um bom tempo, ou acho que foi. Conforme eu crescia, ficava cada vez mais claro que eu me diferia da maioria das crianças, minhas notas sempre foram baixas, o que resultava em castigo constante, já que as próprias freiras que lecionavam...10 chibatadas por uma resposta errada, 30 chibatadas por falar sem permissão, 45 por sair mal em uma prova, 15 minutos ajoelhado em cima do milho por acordar atrasado, 30 minutos por matar aula, e 1 hora por agredir outra criança, além de uma bela coça...Lembro-me de cor de cada um dos castigos por cada uma das infrações, e eu, como o "mal-exemplo" do orfanato aos 8 anos já tinha em minhas costas e em meus joelhos marcas de chicotes, surras, chibatas e às vezes até socos de fato.


As coisa pioraram quando completei meus 10 anos, além das punições eu recebia o castigo "especial" do Padre Hensard, onde ele me levava para seu quarto e...Um dia eu tentei contar isso para uma freira, e quão estúpido fui, -Aprenda a manter-se calado, garoto-, lembro-me dessas palavras até hoje, foi talvez o pior período da minha vida, quando me mantiveram 30 dias isolado em um quarto escuro, eu apenas sabia que era outro dia quando uma freira abria a porta, me dava uma surra, me ajoelhava sobre os caroços de milhos, me alimentava, e me jogava de novo lá dentro. Algo naquela escuridão me ajudou, eu não sei o que, mas com o tempo as feridas não ardiam mais como antes, e o tempo começou a passar mais rápido, de maneira mais sana, como se as trevas tivessem me acolhido, como um lar, eu me senti estranho quando saí de lá, já que tudo parecia tão claro e tão cegante, muitos detalhes, muito movimento, era um mundo diferente. Alguns meses depois a mesma freira que me submeteu à punição veio por aparecer morte, ela estava sem suas unhas, e ela veio por se tornar a primeira vítima depois de uma década, o "Colecionador de Unhas" estava de volta.

Foi em uma noite sem nuvens, era a primavera posterior aos meus 13 anos, e eu me recordo muito nesta noite, foi a noite em que eu fiquei oficialmente "insano", era uma noite tranquila, e o silêncio pairava pela noite, quando um ruído de passos adentrou na ala de quartos onde as crianças dormiam, se tratavam de quartos separados que eram trancados por fora, quase uma prisão. Ignorei os passos inicialmente, imaginando que fosse apenas o padre ou uma freira em um passeio noturno, apenas fiquei um pouco alarde, o suficiente para me acordar, já que os pesadelos eram absurdamente recorrentes no meu caso. Passei os primeiros instantes me convencendo de que o Padre estava apenas "punindo especialmente" outra criança, mas o que veio à seguir não foi o som de gemidos abafados, mas sim grito, um grito de desespero, como uma galinha sendo abatida, como um urso sendo pego em uma armadilha, e ainda com este som, as crianças pareciam simplesmente continuarem dormindo, foi quando a silhueta de capa negra se aproximou da porta do meu quarto, a abriu, jogando uma faca de bronze à minha frente, foi neste momento que ouvi a voz feminina dizendo friamente -Boa sorte Draco, acho que não posso ajudar-te mais do que isso-, e em seguida fechou a porta, deixando-me em choque pelo resto da noite. No dia seguinte eu me dirigi desesperado à Freira, dizendo-lhe que uma criança havia sido morta, mas pelo que ela me disse não havia ninguém faltando, e apenas eu havia ouvido este grito, por fim concluíram que seria de praxe iniciar um tratamento psiquiátrico comigo, depois daquele dia apenas me trataram como insano.

Alguns meses atrás eu dei meu jeito de fugir daquele inferno, precisei apenas de uma briga no refeitório e fui capaz de burlar a fraca segurança daquele inferno, foi ao fugir que conheci o Richard, se tratava de um cara ruivo, mais ou menos da minha idade, com pele branca e cheia de sardas, além de ser "aleijado", se dizia um viajante, quanto mais conversávamos mais amigos ficávamos, talvez o único que sequer tive na minha vida, nós viajamos pelo Reino Unido inteiro, até chegarmos em Londres semana passada, foi quando a minha vida foi posta em prova por algo que até agora não tenho certeza se era real. Estávamos procurando um "Hostel" barato, e ao anoitecer uma velha senhora nos ofereceu uma ótima oferta, Richard parecia extremamente desconfiado, dizendo coisas do tipo -Hey, acho que podemos procurar mais-, -Não estamos com pressa para encontrar um lugar, certo?- , e eu apenas o ignorei uma vez ou outra soltando um -Não, vamos aceitar esta oferta ao menos-. Depois de alguns minutos de caminhada adentramos em um beco escuro, de onde a senhora evaporou como névoa, e em cada saída uma forma esquelética surgiu, era um esqueleto humano, mas meus olhos não acreditavam no que vinham, mesmo assim me senti seguro de que sabia o que fazer, mesmo que não soubesse, Richard resmungava como ele era burro, enquanto puxava uma faca, e oras, era uma faca semelhante à qual eu possuía, uma faca de Bronze, decidi fazer o mesmo, e antes dele avancei para cima do esqueleto. Não me lembro muito bem da batalha, mas sei que com uns arranhões eu e ele terminamos por sair vivos.

O que veio nos dias seguintes foi inacreditável, tudo aquilo que o Padre chamava de paganismo, chamava de satânico, aquilo, a "mitologia" era real, e era bem provável o fato de que eu fosse filho de um Deus, isso me deixou incrédulo da minha sanidade, cheguei à chamar Richard de louco, mas ao lembrar de como me tratavam no orfanato eu me calei, concordei em seguí-lo e aprender mais sobre a minha origem. Atualmente acabei de chegar em New York, e ele está me levando ao que diz ser o "Acampamento Meio-Sangue", de fato não sei o que esperar, mas isso é tão novo para mim quanto todo o mundo exterior é, e talvez fosse bom abrir meus horizontes após mais de uma década confinado naquele inferno. Algumas semanas atrás completei 16 anos, e um novo mundo se abre à mim. Ah, e algumas horas atrás eu acabei de descobrir que o Richard é...Bem, não sei como explicar, mas ele meio que é metade bode.

Obs: Só esclarecendo alguns pontos da história, já que a narração em primeira pessoa não deixou isso explícito...Eu sou filho da Serial Killer que se chamava "Colecionador de Unhas", todo aquele papo de Thanatos se apaixonar por ela e talz. E a figura de capa era na realidade o Richard, que veio observando-me desde criança, o garoto que ele matou foi um monstro o qual foi capaz de me "farejar" mesmo sob o cheiro do Padre Hensard.




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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Louis Evans Turner em Sab 05 Nov 2016, 04:43



The Real Folk Blues
Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Hefesto, pois cheguei a conclusão que tal progenitor se adequa mais que perfeitamente a trama que decidi criar para este personagem.

Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Alto e palido, o corpo de Louis tem seus músculos um pouco definidos, apesar dele não praticar exercício algum. Seus cabelos são de um escuro intenso, assim como a tatuagem em forma de um Ratel nas suas costas. Mas a parte mais interessante do seu corpo é de longe seus olhos, os quais refletem um raro violeta policromático, formando um desenho similar ao de uma nebulosa em sua íris.

Inteligente, calmo e paciente, porém preguiçoso, Louis gosta de inventar maneiras de encurtar qualquer coisa trabalhosa que ele tenha que fazer. Ele não é do tipo de cara que costuma ter muito amigos, mas tem um imenso apreço a cada um dos que tem, podendo a fazer qualquer coisa por eles.

História do Personagem


Louis Evans Turner

O céu daquela noite sem luar estava tão tempestuoso quanto os piores pesadelos de Evans. Mas isso não o incomodava, não enquanto estava diante daquela imensa lareira, mergulhado fundo dentro do coxim e da pilha de almofadas em volta. Tudo o que ele conseguia pensar era no corpo em seu colo, e como era bom estar tão perto daquela garota que acariciava-lhe o peito distraidamente. Louis achava que era o momento em que ela ficava mais bonita, quando deixava a despreocupação tomar conta de suas feições e relaxava aqueles seus perfeitos traços numa expressão tão angelical.

Não, o som dos trovões - por mais alto que fosse - nunca conseguiria invadir o pequeno universo que os dois criavam em volta de si, a pequena bolha de proteção da realidade que pairava sobre eles mesmo sem ser convidada. Mal sabia ele que os uivos fortes do vento lá fora eram um pressagio de todo o mal que estava por vir, um mal que apenas alguém como ele deveria poder suportar. Deveria...

Pálido e longo, o corpo do rapaz estava estirado entre a larga poltrona vermelha e a rustica mesinha de madeira que apoiava seus pés. A pequena garotinha sobre ele colava todo seu próprio corpo no volume magro do garoto, recostando sua cabeça em um lado do peito e com as duas pernas entrelaças na esquerda das dele. O calmo rapaz da tranquila cidade de Maple Ridge lançava um meio sorriso jubiloso para a menininha, que se distraia em acaricia-lhe o peito por entre as aberturas dos botões de sua camisa.

Ela então notou o encarar do rapaz, erguendo os olhos e as sobrancelhas como quem pergunta algo. O garoto apenas balançou o queixo pra frente e sorriu mais, fazendo-a sorrir também e envergonha-se. Ela baixou os olhos, com as bochechas levemente rosadas, deu uma tapinha no peito dele e escondeu o rosto contra a camisa. O garoto ergueu-lhe o queixo devagar com a ponta dos dedos, levantando os lábios dela e abaixando os seus, selou-lhe um beijo de longo e apaixonado.

Os relâmpagos refletiam sobre a janela da casa do menino criado sem os pais, o rapaz de agora vinte e um anos, era dono de sua própria vida - basicamente - desde os quinze. Crescera sendo sustentado pelo dinheiro que sua mãe havia deixado, mas nunca voltara a ter alguém para viver com ele, uma vez que sua vó - a possuídora de sua guarda - precisava de mais ajuda do que ele.


— Você não precisa ir nessa chuva toda. — insistiu o rapaz de cabelos castanhos e volumosos, segurando a mão da namorada que se ajeitava para partir.

A garota girou a cintura, tentando ajeitar seu casaco sobre os ombros, mas a mão do garoto a atrapalhava. Ela então suspirou e virou-se para o namorado, fixando seu olhar nos olhos violeta.

— Você sabe que eu não posso, amor. — sua voz saiu insegura, era clara sua real vontade de ficar, mas ela estava tentando cumprir seus deveres e Louis sabia disso.

O rapaz suspirou, abaixando a cabeça e largando com muita hesitação a mão da garota. Ela se ajeitou, fechando o casaco escuro em volta do tronco e pegando sua bolsa na mesinha. Logo depois parou e olhou para a cabisbaixa figura alta e palida plantada no meio da sala.

— Venha cá. — falou se aproximando, abraçando-o com uma mão e erguendo seu queixo com a outra.

Levou seus lábios até os dele devagar. O beijo foi dado sem pressa, longo e amoroso, um beijo de "boa noite".

— Eu vou lhe levar lá, e eu dirijo. — falou o rapaz com firmeza.

— E o quê? Dormir lá comigo? Você sabe que não pode fazer isso o tempo todo. — recrutou ela de forma impaciente, demostrando como não queria dar continuidade aquela discussão.

— Eu volto de ônibus. — falou ele decidido.

— Não, amor. São quase meia-noite, o horário dos ônibus já passou, você sabe. — e antes que ele pudesse teimar de novo, ela se afastou pegando a chave sobre a lareira. — Eu quero que você durma bem, tá? E vá ao seu trabalho amanhã sem falta, não é porque você é amigo do chefe que deve ser irresponsável.

O rapaz encheu os pulmões para falar, mas ela pôs seu dedo indicador sobre os lábios dele num toque suave.

— Eu te amo. — falou, afastando o dedo e lhe dando um selinho.

— Também te amo... — falou Louis, entrelaçando seus dedos nos dela.


O vento frio entrou de uma vez pela porta, espantando todo o calor ao redor dela, enquanto a garota armava seu guarda-chuva, já no batente. A moça bateu os pés duas vezes no tapete com os dizeres "Bem-vindo", ajeitando as mangas por cima da mão e subindo nas pontas do pé para beijar seu namorado mais uma vez.

— Tchau. — ela falou, dando dois passos para trás e se virando.

— Boa noite, amor. — ele respondeu.

Ela continuou andando e virou a cabeça, jogando no ar um beijo para ele e sorrindo da maneira calorosa que só ela podia fazer, a maneira que fazia todo corpo do garoto se aquecer de dentro para fora. Evans deu um passo para fora de casa, se molhando, enquanto sorria de volta e acenava de leve. Ela nunca o deixava ficar triste no final.

Mas alguém gritou da escuridão, alguém ouvira atenciosamente aos presságios da tempestade, alguém distante interrompeu o momento dos dois com desespero na voz.

— Cuidado! — a letra "o" no berro foi estendida por uns 3 segundos, virando a atenção de todos para a direção do grito.

Mas então um vulto chamou a atenção de Evans pelas costas, o garoto deu um salto para o lado, se virando de volta para a direção da namorada, mas só para vê-la ser atingida por uma sombra em velocidade sobre-humana. O grito de Louis foi algo alto e indecifrável. Ele não enxergou direito o que acontecia, apenas correu com toda velocidade que podia naquela direção, enquanto via o corpo mole de sua namorada ser arremessado contra um carro. O alarme disparou devido a pancada, fazendo soar o apito alto e as luzes do farol começaram a piscar.

O vulto se debruçou por alguns segundos sobre a garota esparramada na calçada, quando Evans chegou a toda velocidade, finalmente enxergando que se travasse de um homem estranho, com as sobrancelhas descabeladas e grossas, e dentes tortos e afiados. Evans não pensou em hesitar, por mais estranho que o cara fosse, não havia nada mais importante para ele do que a garota caída atrás daquele monstro.

De punhos erguidos, o ingênuo rapaz avançou contra o estranho, mirando um soco cheio tão cheio de adrenalina que chegava a ser sobre-humano. O coração do Evans, que palpitava freneticamente, parou por um segundo quando o seu soco foi bloqueado pelo homem com uma mão só. A articulação do cotovelo de Louis se deslocou na mesma hora, causando uma dor insuportável, que o fez gritar ainda mais.

O estranho encarou o rapaz bem nos olhos e lhe soltou um sorriso sádico, colocando sua mão no pescoço dele e erguendo-o no ar com desdém. O garoto agitava os pés desesperadamente, tentando desferir chutes contra o corpo do ser, mas este os ignorava como se não passassem de tapinhas nas costas. Evans socava e dava cotoveladas contra o braço dele sem muito resultado, quando a pessoa que gritara outrora ao longe finalmente apareceu gritando novamente.

— Largue-o! — ordenava, com as mãos para trás como se sacasse alguma coisa de lá.

O desconhecido abriu ainda mais o sorriso de desdém, encarando o semideus a se aproximar com puro deboche em suas pupilas avermelhadas. Contudo, quando o rapaz mostrou as mãos elas estavam vazias, quer dizer, teoricamente. Tudo o que havia naquelas duas mãos era fogo, como se ambas ardessem em chamas e ele sequer se incomodassem com isso. O homem que segurava Louis tremeu ao ver aquilo, fechando sua expressão e encarando o garoto com o mais puro ódio no olhar.

— Filhos da lareia, uma das raças mais repugnantes. — falou, antes de jogar Louis longe na direção do menino com fogo nas mãos.

O outro garoto desfez as chamas rapidamente para tentar parar Evans, que rolava pelo chão, enquanto o estranho fugia de volta para dentro da escuridão. Louis ignorou a tentativa de ajuda do outro menino e saiu tropeçando em direção a garota no chão. Mas antes de chegar ele escorregou numa poça e caiu de novo... uma poça vermelha que rodeava a menina, que tinha um ferimento aberto no lado do pescoço.

Forçou-se a se equilibrar e tomou a chave das mãos dela, erguendo o corpo nos braços e correndo como podia até o carro.

— Eu posso ajudar. — disse o desconhecido.

Louis se desvencilhou dele, chegando até o carro e se enrolando na hora de abrir a porta. O outro rapaz chegou por trás, abrindo-a. Com pressa e o máximo de cuidado possível, tentou ajeitar sua namorada no banco de trás, fechando a porta e voltando a correr em direção a porta do motorista. Mas foi impedido pela mão do outro rapaz, que empurrou seu ombro com firmeza.

— Cara, você precisa de ajuda. Ela precisa que alguém lhe ajude.

O olhar frenético de Louis parou e se fixou no rapaz, demostrando todo o desespero que tentava mascarar. O desconhecido dirigiu-se ao carro também, mas foi impedido por Louis.

— Não encoste nela. — falou ele com firmeza.

— É claro que vou. — respondeu o garoto impaciente.

Louis olhou em seus olhos de novo e praguejou, pulando por cima do capô do carro para o lado do motorista. O desconhecido se ajeitou ao lado da garota, colocando-a em seu colo e acendendo um fogo estranho na mão. Evans se virou de imediato para o lado dele, mas ele logo o interrompeu.

— É curativo, seu idiota. — falou, mostrando o ferimento começar a melhorar na garota.

Nada daquilo fazia sentido algum para Louis, mas ele não apresentou mais resistência, apenas acelerou o carro até seu último cavalo de potência.

— Acelera mais. — falou o garoto no banco de trás. — Isso não está dando conta.

Foi quando ela finalmente acordou, tossindo com o sangue na garganta, chamando pela primeira pessoa que lhe veio à mente.

— Louis? — a voz dela era fraca, quase inaudível.

— Descanse, amor. — ele respondeu com a voz falhando, trêmula.

Ela tossiu mais uma vez, cuspindo o liquido vermelho que escorria pela sua boca, testa e pescoço.

— Eu te amo... amor... — disse ela, misturando ao seu sangue as lagrimas que lhe escorriam pela bochecha.

— Fique conosco! — falou o garoto do banco de trás.

Evans não olhou para trás, apenas empurrou o pé contra o pedal com mais força, mesmo ele já estando no máximo. A garota fechou os olhos enquanto o rapaz de trás mandava que não, e Louis ficou em silêncio, não queria responder... não iria se despedir, não agora.

O carro quase bateu umas cinco vezes nas placas ou carros estacionados pela rua, mas Evans não maneirava o pedal por um segundo. Estavam a apenas três quadras do hospital, quando de repente o garoto diminuiu a intensidade das chamas devagar.

— Mantenha isso acesso! — gritou Louis, olhando pelo retrovisor.

Mas o garoto atrás balançou a cabeça abaixada, com dois dedos da outra mão no pulso da garota.

— Não, cara... ela já está sem pulsação há quase um minuto.

O pé saiu do acelerador contra a vontade do dono. Ele socou com força contra o volante, antes de olhar para trás.

— Ma-antenha. — soluçou ele, encarando a namorada agora pálida e ensanguentada.

Virou-se então novamente e acelerou, e acelerou, e acelerou cada vez mais, fazendo o rapaz de trás entrar em alerta e começar a gritar com ele. Mas era tarde demais, Louis girou totalmente o volante, fazendo o carro girar descontroladamente e se esmagar como se nada fosse contra a parede de uma construção qualquer.

Não era a primeira vez que tentaria algo como aquilo, nem a primeira vez que sobreviveria por pura crueldade do destino. Louis nunca mais viu o garoto que estava no banco de trás e ninguém achou vestigios seus nos escombros do carro. O garoto Evans não voltou a ir trabalhar, também não presenciou o enterro do amor da sua vida, assim que acordou do seu coma foi preso por homicídio doloso. Depois de ter sobrevivido àquele acidente, ele nunca mais esteve vivo de verdade.


— Você é filho de Hefesto. — disse um voz rouca, autoritária e tímida ao mesmo tempo.

Louis acordou desorientado, procurando a fonte daquele som. Seus olhos foram atraídos pela única fonte de luz do local, com a visão ainda embaçada, enxergou algo como um corredor. Mas havia as formas embaçadas de vários retângulos bloqueando parte de sua visão. Evans coçou os olhos, fazendo as coisas começarem a focar, devagar. Antes que estivesse perfeita, aquele sentimento lôbrego esmagou-lhe os peitos, como o desabar de uma muralha. E lá mesmo ele chorou, como todos os outros santos e profanos dias desde que chegara ali, na calada da noite, sob o olhar apenas das criaturas que podiam ignorar as paredes que o carceravam.

— Eres um semideus, garoto. — a mesma voz o interrompeu, fazendo-o dar um salto da cama.

Havia alguém em sua cela. A figura de um velho o encarava, no escuro não dava para enxergar direito suas feições nem trajes, apenas seu olhar castanho, que tinha um brilho ardente. Louis abriu a boca pra falar algo, mas foi interrompido rapidamente.

— Eu não deveria está aqui. — começou a andar pela cela com um ar de preocupação. — Mas tenho que lhe dar um recado.

Encarou fixamente os olhos de Evans, que o olhava confuso. Puxou um pedaço de papel de um bolso e se aproximou, erguendo a mão a acima das de Louis. O rapaz hesitou por um segundo, mas aqueles olhar... não sabia o porquê, mas o lembrava muito o arder das chamas de sua adorada lareira de casa. Aquele olhar despertava nele um sentimento caloroso que ele nunca mais havia sentido. Assim que virou a mão para pegar o papel, instanteanamente, o velho começou a entrar em combustão por completo. E antes de desaparecer por completo, fez apenas sua voz ecoar na cabeça de Evans.

— Cria do deus das forjas. Tendes parte do fogo dele em teu sangue, acende este vulcão que reside dentro de ti.

O papel a caiu na mão de Evans, intacto. Ele o desenrolou rapidamente, forçando a vista no escuro para ler os seguintes escritos:


"Acampamento Meio-Sangue, 3,141
Montauk, New York - USA."



Obs:
Oi. Eu queria deixar claro que o semideus (filho de Héstia) que foi buscar Louis era de um nível um pouco elevado e por isso o Vykrolaca evitou a luta contra ele naquela hora.

Louis Evans Turner
Louis Evans Turner
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Caleb Sheridan em Sab 05 Nov 2016, 08:29

THE FLAMES, A HERO...
Ficha de Reclamação
• POR QUAL DEUS DESEJA SER RECLAMADO/ QUAL CRIATURA DESEJA SER E POR QUÊ?
Héstia, após uma breve pesquisa sobre os deuses e suas habilidades, Héstia foi a que mais combinou, tanto na aparência, como na personalidade, além d'eu ter gostado das habilidades das proles da deusa.

• PERFIL DO PERSONAGEM:
• CARACTERÍSTICAS FÍSICAS -
Possuo características um tanto comuns, pela bronzeada, olhos castanhos escuros, cabelos castanhos, liso, com um corte moderno (Undercut), nariz fino, lábios carnudos e rosados e rosto fino. Estatura média, tendo em média 1,68m de altura, magro, com presença de alguns músculos que apareceram junto a puberdade.
• CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS - Mentalmente estável, algumas características que me descreveriam seriam: Bem humorado, diligente, sincero e gentil. Mas não desprezando os defeitos é claro, sendo sempre: Sarcástico, introvertido, as vezes pessimista e inseguro. Possui um pouco de rancor por sua mãe, que mesmo sabendo da sua existência nunca dera qualquer sinal de que se importava com ele.

• HISTÓRIA DO PERSONAGEM
Época das festas, estava em Dezembro, Caleb estava na cabana de inverno de sua família em Toronto, a neve caia fortemente do lado de fora, grande parte da família estava reunida ali, seus avós paternos, sua tia e alguns primos e o Alec, o seu Terrier. Toda aquela animação cansava Caleb, odiava ficar preso naquela cabana todo inverno, mas não podia fazer nada, ao auge de seus dezesseis anos, seu pai estava super protetor, estava com medo que o garoto se envolve-se com coisas erradas, como bebidas e drogas, o clichê de todo pai, e ele achava que Caleb tinha grandes chances de se meter nessas burradas, pela falta da figura materna, que o causava um pouco de tristeza. Aquecidos pela lareira, Caleb brincava com Alec sobre o tapete felpudo da sala, era a única forma de fazer o tempo naquele “inferno” passar mais rápido, os adultos conversavam algo na cozinha, enquanto arrumavam a mesa para a ceia e seus primos jogavam videogame na televisão da sala, no susto, Alec mordia o garoto com uma certa força que o fazia sangrar, empurrando o cachorro um pouco amedrontado, se levantou e foi até o banheiro e lavou a mão, secando em seguida, enquanto saia olhou de relance o basculante do banheiro e viu uma moça com longos cabelos ruivos a uma certa distancia da casa, ele encarou-a por um certo tempo, saindo do banheiro refletindo sobre o porque ela encarava a casa, naquele frio, foi até seu pai e chamou o mesmo para conversar, um tanto afastado dos outros familiares, por não querer assusta-los. Os dois entraram no quarto mais próximo e Caleb encostou a porta –Tem uma moça lá fora.- Não perdeu tempo, soltando a informação de uma vez só –O que?- Retrucou o pai um tanto confuso –Tem uma moça lá fora, olhando para a casa, eu fui no banheiro e ela estava encarando a casa, feito uma louca.- Tentou detalhar mais, para ver se seu pai compreendia o que ele estava tentando dizer, e o mesmo riu na cara do garoto, esfregando o rosto –Ai Caleb, você é uma figura.- Debochou do garoto, achando toda aquela historia engraçada e falsa –Olha, se você não acredita em mim, vai lá ver.- Cruzou os braços, irritado com a atitude de seu pai –Certo.- Proferiu sério e seguiu até o armário, pegando um casaco grosso –Vou lá fora ver, se isso fizer você se sentir melhor.- Terminou, saindo do quarto, indo em direção a porta de entrada, no momento que ele abriu a mesma moça de antes estava na frente da porta, prestes a dar um fraco soco no rosto do homem –Desculpe, eu estava brincando com meus sobrinhos de guerra de bola de neve e acabei me perdendo, poderia usar seu celular.- Levou uma mecha de seu cabelo para trás da orelha, encarando o homem com um olhar melancólico e um tanto sedutor, a moça possuía um corpo com curvas bem definidas e seu rosto possuía uma beleza sobre-humana, ninguém negaria ajuda a uma beldade como ela, o pai de Caleb deu alguns passos para trás, dando espaço para a moça passar –Claro, entre, vou pegar um telefone para você.- A moça assentiu com a cabeça e entrou, olhou em volta, todos voltaram sua atenção a ela, que deu um sorriso amigável . Caleb esperava a volta de seu pai no carro, encarando a ferida, Alec nunca tinha o machucado, tudo aquilo era muito estranho, mas ele não tinha como provar, a porta do quarto soltou um ruído, anunciando a chegada de alguém, Caleb deu um pulo da cama, encarando a porta, vendo seu pai entrar –A moça só estava perdida e precisava de um telefone.- Repassava a historia da moça para Caleb, que arqueava a sobrancelha, tentando entender, como seu pai caia numa historia tão fraca quanto essa, via o mesmo pegar um telefone e levar para a sala, logo, o garoto o acompanhou...
Todos riam, sentados na mesa, conversando com a mulher, algo nela o atraia, apesar de sentir medo e um pingo de desconfiança, todos esses sentimentos o deixavam confuso, balançou a cabeça tentando afastar os pensamentos e viu a mesma pegar o telefone discando algum número, logo começou a conversar, apesar de próximo a ela, ele não conseguia entender o que ela falava, como se estivesse em outra língua, ao termino da ligação, a moça se levantou com um sorriso e despediu-se dizendo –Minha carona chegou pessoa, até algum dia.- Em seguida desviando o olhar para Caleb, vendo no fundo de seus olhos algo macabro o garoto estremeceu, respirou fundo e se sentou no sofá com seus primos, que ainda jogavam, ele estava em estado de choque, aquela troca de olhares macabra que acabara de ter com a moça lhe dava um frio na barriga como se ela fala-se “-Até logo.-“, seu pai abria a porta e ela saia, acompanhada dele, o mesmo fechava a porta, dava para perceber o clima estranho entre eles, que estranhamente teria surgido do nada? Não tinha sentido, aquele dia ficava cada vez mais estranho, Alec começava a latir loucamente para a porta, mas, Alec raramente latia, desesperado Caleb correu para a porta a abrindo e viu a moça, segurando o corpo de seu pai no colo, ele levantou um olhar surpreso e a mesma soltou o corpo sob a neve, ele ameaçou ir para cima, querendo ajudar seu pai, mas ela parecia perigosa, entrou na casa e fechou a porta, ofegante, ela não atacaria lá dentro não é? “Toc Toc”, alguém batia na porta, ele sabia que era a moça, mas não queria abrir, sua tia levantava e ia até a porta –Caleb, não seja mal educado.- Abria a porta, vendo a moça com um sorriso macabro –Ah, Grace, você não tinha ido?.- Indagou a tia, vendo a moça entrar, ela olhou em volta e cessou o sorriso, Caleb havia corrido para o quarto enquanto sua tia atendia a porta, abriu a janela e pulou para o lado de fora, correndo para longe da casa, sabia que ela era perigosa e se sentia mal por ter abandonado seus familiares com ela, mas sentia que a ameaça era para ele, todas agiam normalmente, como se não percebessem as coisas estranhas acontecendo, então, provavelmente não seriam as prezas, apenas figurantes em um filme de terror. Correu até não aguentar mais, cansado parou, pondo as mãos sobre seus joelhos, curvando corpo, com o rosto mirado para o chão viu uma sombra cobrir seu corpo, ergueu o corpo rapidamente se virando e a moça estava atrás do garoto com um sorriso cínico –O que você quer?.- Deu alguns passos para trás, tentando ganhar espaço, mas a neve dificultava a movimentação –Eu quero você, e você me quer.- Deixou a cabeça cair de lado encarando ele, ele voltava a ter aquela sensação de confusão, ela estava fazendo algo para o confundir, ele não poderia baixar a guarda, um som grave soou no amplo campo de neve e uma snowmobile surgiu, a mesma passou do lado dos dois, jogando neve sobre eles –Caleb! Rápido- Gritou o homem na moto, que na verdade era seu pai, sem pensar duas vezes, tirou a neve de cima de si e saltou sobre a moto, agarrando o tronco de seu pai, que começou a pilotar a moto –Preciso esclarecer algumas coisas para você a partir de agora... Sua mãe esta viva, e isso vai te trazer mais problemas que espinhas e bullying...- Soou um pouco irônico –Você já estudou sobre os deuses gregos na escola não?- Indagou, esperando o garoto responder –Sim.- Foi breve, deixando seu pai continuar –Lembra que eles uma vez ou outra vinham para o nosso mundo e se passavam por humanos, assim eles tinham relações com humanos?- Dava pausas, para ter certeza que o garoto estava entendendo –Onde quer chegar?- Indagou o garoto impaciente –Sua mãe se chama Héstia, a deusa da lareira, do lar, da família, por isso você nunca conheceu ela, uma lei foi estabelecida para que os deuses e seus filhos não pudessem manter contato.- Falava, enquanto continuava a dirigir sobre a neve –Que lei mais idiota, e que historia mal contada pai, porque você não conta logo a verdade sobre a mamãe, ela era uma garota de programa ou algo do tipo?- O homem suspirou –Não acredita em mim? Aquela mulher lá trás, está atrás de você porque é alguém importante, porque é um semi-deus, preciso te mandar para um lugar onde você vai estar seguro.- Acelerou, tentando chegar o mais rápido possível no aeroporto mais próximo –Preciso que você confie em mim, preciso que você acredite nas minhas palavras...- Sussurrou.
Não demorava muito até que eles chegassem ao aeroporto, era um lugar gigante –Vou comprar a sua passagem.- Proferiu o pai de Caleb, indo em direção ao balcão, o garoto estava maravilhado com o lugar, olhou em volta, varias lojas, lanchonetes e coisas do tipo, era um lugar gigante, começou a caminhar desamparado, olhando o lugar, uma loja vendia lareiras, logo, as palavras de seu pai vieram em sua mente, sobre sua mãe ser uma deusa, ele encarou a lareira, dando alguns passos próximos a vitrine –Se você é realmente o que ele diz me da um sinal.- Implorou, com lagrimas nos olhos, no mesmo momento a lareira ascendeu, o garoto arregalou os olhos e o gerente da loja em desespero foi apagar o fogo, o garoto deu as costas para a loja e caminhou até seu pai, que acabara de comprar a passagem, estendeu para ele, o abraçando –Procure pelo acampamento meio-sangue, mas não confie em ninguém no caminho, nem na sua própria sombra.- Aconselhou o mais velho, apertando o garoto em seus braços, respirou fundo e o soltou, olhando para entrada, vendo a moça entrar –Vá, aquela infeliz vai fazer de tudo para pegar você.- Rangeu os dentes, prestes a ir na direção da mesma, quando Caleb segurou seu pulso e deu um sorriso melancólico –Eu te amo...- Proferiu, indo na direção do embarque do avião, seu pai foi em direção a moça, o garoto evitou olhar para trás, apenas seguiu o caminho recomendado por seu pai, entrou no avião e fechou os olhos, tentando dormir, enquanto viajava para Long Island.

NOTES: GRACE ERA UMA SEMIDEUSA FILHA DE AFRODITE.
Thank's Lyra' @CUPCAKEGRAPHICS

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Escarlata Adyne Hundifkov em Sab 05 Nov 2016, 18:08


born to die
Choose your last words

1. Desejo ser filha de Nyx, justamente por causa de sua zona de poder. A escuridão é essencial para a trama da personagem, de modo que tudo foi planejado em volta da progenitora. Além disso, é uma deusa de que gosto muito.




2. Características físicas: Escarlata tem os cabelos castanhos bem hidratados e os olhos amendoados da cor do céu do luar, de uma escuridão assustadora e impressionantes. A pele é morena, como quase todas as pessoas do lugar de nascença: Brasil; o corpo é bem delineado, enquanto a boca é grossa e delicada ao mesmo tempo.

Características psicológicas: A menina nunca teve uma vida fácil, e por isso é mais madura que a maioria das pessoas de sua idade. É experiente em resolver problemas, e até passou a gostar deles depois de tanto tempo em companhia desses.

Por ter ficado órfã logo depois que completou dez anos, teve que aprender a sobreviver sozinha e ser independente, o que fez com êxito. Pessoas que a conhecem até falam que a menina parece ter mais de trinta anos, por sua personalidade séria.

Nasceu tendo consciência de que um dia teria que dar sua vida por uma causa em específica, e por isso não tem medo da morte. Na verdade, até a aprecia veementemente, aguardando o dia em que chegará.




3.
PREFÁCIO;

Escarlata Adyne Hundifkov nasceu no dia vinte e um de setembro, num inverno chuvoso que já estava prestes a acabar; com o sol já escondido há dias, a família à beira da falência e uma morte recente, a menina foi a luz no meio das trevas. Entretanto, ela não tinha nascido para ser luz. Tinha nascido para ser trevas.

Sua avó morreu no dia de sua aparição na porta da casa da família em uma revolução contra o governo, e boatos diziam que o sangue de Clarisse Hundifkov coloriu o chão de escarlate. Em consequência, a neta recebeu o nome de Escarlata para marcar o ocorrido e expor a cor do sangue que fora derrubado.

A menina fora tida por Nyx, mas como uma deusa comum essa a largou na porta do pai, na esperança de que ele a criasse; Oliver Hundifkov não tinha nenhuma condição financeira para isso, já que tanto ele quanto os pais passavam por uma falência lamentável, mas se manteve digno com a própria consciência e recolheu a recém-nascida para si, prometendo dar para essa a melhor vida possível.

Mas para a lamentação do pai e do avô idoso — que possuía câncer no pulmão —, não foi possível que a semideusa tivesse uma vida no mínimo decente. Uma série de motivos levou a isso, e nunca conseguiram decidir qual era o pior deles. Primeiramente, a falência decretada pela família anteriormente rica fez com que não tivessem dinheiro nem para sustentarem a si próprios, quanto mais uma criança pequena. Oliver teve que arrumar emprego em vários locais para que conseguisse alimentar a filha e o pai doente.

Logo depois, aos três anos de idade de Escarlata, descobriram que ela sofria de estresse pós-traumático. Quando descobriram isso foi uma algazarra de opiniões, já que não faziam a mínima ideia do que poderia ter causado a doença. Porém ela possuía muitos ataques de ansiedade, pesadelos e flashbacks desordenados; levando-a no médico, foi diagnosticada com a doença.

Para completar o circo de problemas, Nyx apareceu aos seis anos de idade da menina. Conversou com o pai da semideusa, disse a ele que ela estava destinada a dar a vida por uma causa. Não quis dizer ao homem qual era ao certo, mas pediu somente que Escarlata ficasse ciente de sua afiliação, e assim ela mesma contaria tudo á filha.

Oliver o fez. Na noite seguinte, a deusa apareceu nos sonhos da filha, contando a ela que futuramente, quando o dia chegasse, precisaria de sua ajuda. Deu mínimos detalhes, mas disse que uma luta que a escuridão não poderia vencer chegaria, e Escarlata teria que dar sua vida para que Nyx tivesse mais poder em batalha. Foi indagado o porquê de sua escolha, e a resposta foi simples: Escarlata era a mais preparada psicologicamente para aquilo.

Depois de tudo, foi descoberto o motivo da doença: desde pequena Hundifkov sonhava com seu futuro, com o momento em que morreria e sofreria por uma guerra que não era sua. Desse modo, se traumatizou para sempre.

Embora tudo isso tenha acontecido de fato, Nyx não reclamou a filha oficialmente. Recomendou que ela treinasse, se preparasse para o que estava por vir, que futuramente seria reconhecida como cria da noite.

A vida se acalmou depois disso. Mudaram-se para os Estados Unidos e o pai da menina arranjou um emprego fixo em que ganhava bem, a doença do avô parou de se alastrar. Escarlata chegou a pensar que sua vida seria agradável até o dia de sua morte, mas tudo mudou de repente

O avô morreu quando estava para completar dez anos, quando o câncer já havia tomado todo o seu pulmão. Seis meses depois, o pai sofreu um acidente de carro e queimou até a morte, deixando a semideusa sozinha no mundo.

E enfim Hundifkov chegou à conclusão de que tinha nascido para sofrer.


X X X


PARTE I;

Escarlata acordou com um pulo, assustada com o barulho que reverberou do caminhão na avenida seguinte. Estava deitada encolhida em um beco do Brooklyn, esperando a hora de acordar e seguir com a vida com que não queria seguir. Levantou-se exasperada, recolhendo a faca de cozinha que na noite anterior colocara debaixo da caçamba de lixo.

Arrumou os cabelos hidratados com uma mão só, enquanto a outra se escorava na parede irregular. O cansaço a dominava por inteiro, já que fazia quase cinco dias que não dormia direito. Mesmo assim, se forçou a pôr as pernas para funcionar. Caminhou alguns passos lentos para a avenida principal, colocando seu corpo no meio do movimento caótico.

Não sabia muito bem para onde ir. Portanto, somente caminhou para o lado direito, às vezes olhando para trás com receio. Nos últimos meses Escarlata havia desenvolvido um medo incompreensível de estar sendo seguida, e por isso se certificava a cada cinco minutos de que aquilo não estava realmente ocorrendo.

Chegou em frente a um restaurante precário que às vezes recebia sua visita, e pondo uma das mãos no bolso notou que tinha alguns dólares. Quando empurrou a porta, o sino ecoou pelo recinto e fez algumas pessoas a olharem. Todas elas expressaram pena pela figura desarrumada da menina, e alguns até viraram-se para comentar com o próximo sobre isso.

Sentou-se na mesa mais afastada que havia, esperando o garçom aparecer para lhe perguntar o pedido. Um cappuccino expresso. Foi isso que pediu, lembrando-se de todas as vezes que saíra com o pai e o avô para tomar a mesma coisa. Afastou a lembrança.

Passou os torturantes minutos de espera desviando o olhar de pessoas que a analisavam e mexendo com guardanapos que estavam na mesa. Parecia que por onde andava os outros a notavam e viam algo a mais nela, embora ela mesma só quisesse passar despercebida. Era desagradável ficar sob muitos olhares.

Assim que seu cappuccino chegou, deixou alguns dólares sobre a mesa e saiu do local, tendo o cuidado de não encarar ninguém. Quando pisou na calçada, se sentiu mais leve. Ali sim ninguém prestava atenção nela; a avenida era um caos completo, confusão em excesso para que alguém visse Escarlata caminhar sorrateiramente.

Desviava-se dos outros e arfava de exaustão enquanto andava, às vezes olhando para trás. Na terceira vez que virou, viu um homem a encarando. Ele tinha passos ritmados e rápidos, e seu olhar se concentrava na menina. Não o desviava nem por um segundo.

Assustada, Hundifkov começou a correr. Não se importou em esbarrar nas pessoas, somente correu o mais rápido que pôde, ignorando os protestos. Entrou em um beco escuro e com cheiro de podre, pensando ter enganado o seu perseguidor. Estava enganada. Quando focou o olhar no escuro, o viu. Não fazia sentido. O homem atrás dela apareceu à sua frente, como se tivesse se teletransportado.

Escarlata tinha a intenção de pegar sua faca, mas não teve tempo. Sentiu uma dor na cabeça e desmaiou.


X X X


PARTE II;

Nos sonhos de Escarlata ela se encontrava deitada sobre a lua, admirando os meros mortais lá embaixo. Era infinitamente impossível — as duas coisas —, mas ela acreditava ser real. Acreditava porque sua vida inteira era infinitamente impossível para muitas pessoas.

— Está quase na hora, querida — disse uma voz delicada e suave, mas ao mesmo tempo madura. Hundifkov procurou em volta, em vão. Não tinha ninguém ali. — Você precisa se preparar.

Daquela vez, percebeu que a voz vinha da escuridão. Era Nyx, que se comunicava com a filha de uma maneira nova. Primeiramente Escarlata se sentiu confusa, mas logo entendeu do que se tratava. Tratava-se do propósito de sua vida.

— Eu já estou preparada, mamãe — disse calmamente, já imaginando sua morte. Como seria? Calma e silenciosa, ou violenta e barulhenta? Sequer imaginava. — Esperei a vida toda para isso.

Na cabeça de Escarlata, era uma grande honra morrer em prol de uma causa. Quando pequena achava que sua vida só era presente para danificar a vida de sua família; mas, quando soube do real significado de seu nascimento, se sentiu especial. Fora a escolhida.

— Sei que esperou, Escarlata — seu tom era inundado de ternura, e a menina se enganou achando que era amada. Mal sabia ela que deuses só pensam em si mesmos. — Torço para que consiga dar conta do que está por vir...

A semideusa quase disse que tinha certeza de que conseguiria. Mas, quando abriu a boca para fazê-lo, o sonho se dissipou. No lugar dele, voltou somente o escuro que é a sensação de estar desmaiada.


X X X


PERORAÇÃO;

Acordou com a cabeça e os músculos doendo. O homem que a abatera estava sentado a alguns metros de distância, sem perceber que Escarlata havia acordado. A menina tentou se ajeitar sem fazer nenhum barulho, e quase conseguiu. Porém, quando foi pegar sua faca, esbarrou em uma lata de salsicha que estava ao seu lado.

O outro se virou depressa, assustado com o barulho repentino. Assim que viu os olhos de sua presa abertos, mostrou os dentes — que pareciam assustadoramente afiados — e pegou uma espada.

A semideusa se levantou com muito esforço, escorando todo seu peso na parede atrás de si. Pegando a faca que o homem de modo ignorante esqueceu-se de recolher, assumiu uma postura de quem já havia lutado várias batalhas. Na verdade, ainda não havia lutado nenhuma.

Quando ele se aproximou, Escarlata enfiou a faca em sua garganta com um único golpe. Além de ser mais rápida, era mais inteligente e tinha o fator surpresa. Observou a expressão confusa do adversário e, suspirando, lamentou-se por ter de fazer aquilo. Mas ainda não era a hora de morrer.

Ia caminhar para fora do beco, mas com exasperação viu que algo brilhava acima de sua cabeça. Olhando, notou um símbolo confuso, mas que indicava a escuridão e a noite. Sorriu e apertou os punhos, feliz.

Tinha sido digna o bastante para ser reclamada por sua mãe.

pormenores:
A trama será desenvolvida ao longo do tempo, assim como a explicação de quem era o homem que a seguia.
Escarlata Adyne Hundifkov
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ayla Lennox em Dom 06 Nov 2016, 00:53



Avaliação
Somente o necessário...

Avaliados por Ayla Lennox

Alan Novaes:

Olá, rapaz. Então, antes de mais nada, seja bem-vindo ao fórum e, independentemente do resultado dessa avaliação, digo para se sentir à vontade para procurar a mim (ou qualquer outro monitor/líder, a gente tem um "@" no chat pra facilitar) caso tenha alguma dúvida ou precise de orientações.

De toda forma, vamos ao que importa.

Antes de abordar o conteúdo nos aspectos de coerência e desenvolvimento, gostaria de apontar alguns deslizes que, desde as características do personagem, vi você cometer. Estes, no geral, limitam-se a erros de acentuação, organização de ideias (para evitar redundâncias) e pontuação - especialmente quando se tratava de encerrar ou dividir melhor os períodos. Vou citar alguns deles abaixo pra você ter uma noção do que digo, ok?

@Alan escreveu:"Muito simpático e gentil, sempre acreditou que a vida é o bem mais importante, tem sérios problemas em matar e com pessoas que o fazem, seu principal medo são baratas, e a maioria dos insetos, por ser filho de Deméter, pragas de plantações lhe causam pavor.";

"Nova York era sempre suja e barulhenta, nada irritava mais do que sujeira e barulho.";

"- tudo bem - respondi apreensivo - pode ser"

Reescrevendo, ficariam trechos mais ou menos assim:

"Muito simpático e gentil, sempre acreditou que a vida é o bem mais importante, tendo assim sérios problemas em matar e com pessoas que o fazem. Por ser filho de Deméter, seu principal medo são baratas e a maioria dos insetos - pragas de plantações lhe causam pavor.";

"Nova York era sempre suja e barulhenta e nada irritava mais o garoto do que esses dois aspectos específicos";

"- Tudo bem. - Respondi, apreensivo. - Pode ser."

Bora lá. No que diz respeito à acentuação, eu acredito que dê pra resolver com uma revisão mais cuidadosa antes de postar o texto já que não é nada absurdo, apenas algumas ausências em uma palavra ou outra.

No quesito de pontuação e organização, não sou exatamente uma especialista em português, mas vou dar meu conselho universal que ajuda muito a resolver esses problemas:

Leia o texto em voz alta.

Sério, parece bem bobo (eu sei), mas você vai ficar surpreso com a melhoria que vai perceber nos seus posts.

Eu, assim como você, utilizo a narração em terceira pessoa. Uma das maiores vantagens desse tipo de escrita é a flexibilidade, a quantidade de vocativos que se pode utilizar quando se refere ao próprio personagem. Assim sendo, algo que me incomodou foi o fato de você usar quase sempre apenas "Alan". Tente usar outros termos "jovem", "garoto", "rapaz", "semideus", "indefinido", "Novaes" e afins. Vai dar uma dinâmica muito melhor pro texto e deixar a leitura um pouco mais leve e fluida.

Vamos aos demais aspectos do post.

Sua ficha é um pouco repetitiva no começo, especialmente no que diz respeito à descrição do seu colégio (sendo este sujo o bastante para ser algo mencionado duas vezes).

Com relação a seu encontro com o ciclope, tive certa dificuldade em associar bem a presença/ausência/perseguição dele no decorrer dos parágrafos. Assim que vocês chegaram ao parque e, pelos deuses, ele teve aquela morte horrível depois de uma cena combativa detalhada até demais... Ok, seria até coerente que seus poderes se manifestassem, sendo este o momento de reclamação.

However, a questão é que os poderes que você usou são um pouco absurdos a considerar seu nível. Você pode sim usar habilidades ativas, desde que essas sejam devidamente mencionadas no fim de acordo com as listas de poderes vigentes e sua experiência on-game. Por exemplo, não é como se um filho de Zeus nível um pudesse soltar um raio mestre, concorda?

O sátiro lhe diz que o acampamento fica a apenas um quilômetro de onde vocês estão. Bom, de NY até Long Island, a distância é maior do que isso, mas o que mais me deixou confusa foi o fim do post onde você diz que acorda uma semana depois no acampamento, em segurança (?).

Alan, levando em consideração tudo que foi dito acima, não me resta opção se não lhe reprovar.

Existem muitos aspectos a serem corrigidos. Organize melhor seu texto, suas ideias e os fatos - como já dizia o filósofo contemporâneo Balu: "Somente o necessário, necessário. O extraordinário é demais..." -, dê mais pistas da ascendência divina do personagem e tal. Leia algumas fichas anteriores, peça um help pros veteranos e sei que você vai ter um resultado diferente da próxima vez.

Não desista, continue progredindo, rapaz.
Por enquanto, reprovado.

Draco Bergmann Stark:

Olá, Draco!

[voz dramática]Alguns novatos vêem a avaliação como um momento de terror, algo tenebroso e horrível neste fórum, outros como parte do ciclo da vida semidivina e algo extremamente natural. Eu vejo a avaliação como uma maneira de expressão artística, sendo o texto apenas um quadro onde se expressa as orientações por meio de quotes, puxões de orelha, dicas, macetes...[/voz dramática]

Deixando de lado as brincadeiras, prometo me esforçar ao máximo para lhe dar uma avaliação sucinta e, acima de qualquer coisa, justa. Vamos lá.

Seu estilo de escrita é um tanto quanto peculiar. Acho que consigo pegar bem a sacada que você usa pra dar uma dinâmica legal ao texto e também ter uma quebra da quarta parede - o que eu simplesmente adoro quando é bem feito e há naturalidade.

No entanto, peço que tenha muito cuidado para não se deter por tempo demais, arrodear em pontos ou momentos da narração por tempo demais e acabar enrolando, ok? Isso pode e vai - desde as características físicas e psicológicas - acabar com a intenção de deixar a leitura leve e fluida.

Peço também que divida melhor os parágrafos porque, não apenas em questão estética, mas principalmente no conteúdo... Era muita coisa de uma vez. Era pesado e complicado de associar todas as informações jogadas ali numa porrada só.

Você também tem alguns deslizes na pontuação, então apenas vide orientação dada ao amiguinho ali em cima, ok?

A história em si se desenrolou bem, apenas a senti vaga/corrida em alguns pontos, como a aparição do esqueleto no beco e o combate (este não precisando ser absurdamente detalhado, de verdade). No entanto, você cometeu um erro comum em nove de cada dez novatos por essas bandas.

Tu narrou encontro com um monstro, disse que fez várias descobertas, que o mundo mitológico era real, que foi pro acampamento, que seu amigo era meio bode... Mas não narrou o momento de reclamação.

É algo simples, rapaz. Pode ser um símbolo flutuando na sua cabeça, o recebimento de seus presentes, manifestação de poderes e afins, mas precisa estar explícito.

Corrija e melhore os aspectos que apontei e não desista. Continue melhorando porque sei que tem muito potencial aí.
Por enquanto, reprovado.

Avaliados por Zoey Montgomery

— Louis Evans Turner: Reprovado.

Bom dia, Louis, tudo bem? :gdc:
Espero que sim!

Enfim, o principal motivo da sua reprovação foi a falta do momento de reclamação – tanto indicado com o símbolo que geralmente aparece sobre a cabeça dos semideuses quanto pela explosão de poder que pode ocorrer.

Outra coisa que notei – apesar de não ter, diretamente, interferido em sua reprovação – foram os erros de digitação rápida. “Recrutou” em vez de “retrucou”, “são quase meia noite” em vez de “é quase meia noite”, e vários outros durante a narrativa. Atente-se a isso – uma revisão ajuda ;)

No demais seu texto possui uma boa estrutura, e a história ficou interessante. Conserte esses detalhes apontados, e tenho certeza que será aprovado ;)

Não desista, e boa sorte!


— Caleb Sheridan: Reprovado

Bom dia, Caleb, tudo bem? :gdc:
Espero que sim!

Caleb, uma coisa que me incomodou um pouco em seu texto foi o excesso de vírgulas que poderiam ser pontos finais. Além disso, em uma parte do texto você diz estar no quarto e, de repente, diz esperar seu pai no carro e depois diz que a porta do quarto abriu, causando confusão – e, assim, tornando-se incoerente. Além disso seu texto possui parágrafos muito longos - retomando o que foi dito a respeito das vírgulas em excesso -, palavras trocadas e letras comidas.

Assim sendo, peço que revise seu texto e o poste novamente.

Não desista e boa sorte!

Avaliada por Jonas W. Harris

Escarlata Adyne Hundifkov:

Caraca, que ficha ótima. Aliás, tem bastante traços da ficha de Max (filha de Macária) na sua. Mas vamos lá. Sua trama parece ser algo superinteressante a ser desenvolvido, não pecando nos detalhes (que foram exatamente os necessários para deixar um gostinho de 'quero mais'), colocou o momento de reclamação tão esquecido por outros campistas, e soube planejar bem o texto, de modo a fazê-lo fluir gostosamente.

Minha única ressalva vai para o "combate". Acho que pegá-lo desprevenido e cortar a garganta em seu primeiro golpe, sendo que você nunca tinha entrado em uma batalha foi um pouco forçado. Talvez se o primeiro golpe fosse dele, e após uma esquiva você alcançasse o pescoço e talz, ficaria um pouco mais coerente, entende? Mas não foi nada muito grave.

Bem-vinda, filha de Ni(y)x!

Dúvidas, reclamações, elogios, desabafos e mimimis... MP aos devidos monitores.
Aguardando atualização



Ayla Lennox
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Louis Evans Turner em Dom 06 Nov 2016, 05:08



The Real Folk Blues
Por qual deus deseja ser reclamado e por quê?

Hefesto, pois cheguei a conclusão que tal progenitor se adequa mais que perfeitamente a trama que decidi criar para este personagem.

Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas)

Alto e palido, o corpo de Louis tem seus músculos um pouco definidos, apesar dele não praticar exercício algum. Seus cabelos são de um escuro intenso, assim como a tatuagem em forma de um Ratel nas suas costas. Mas a parte mais interessante do seu corpo é de longe seus olhos, os quais refletem um raro violeta policromático, formando um desenho similar ao de uma nebulosa em sua íris.

Inteligente, calmo e paciente, porém preguiçoso, Louis gosta de inventar maneiras de encurtar qualquer coisa trabalhosa que ele tenha que fazer. Ele não é do tipo de cara que costuma ter muito amigos, mas tem um imenso apreço a cada um dos que tem, podendo a fazer qualquer coisa por eles.

História do Personagem


Louis Evans Turner

O céu daquela noite sem luar estava tão tempestuoso quanto os piores pesadelos de Evans. Mas isso não o incomodava, não enquanto estava diante daquela imensa lareira, mergulhado fundo dentro do coxim e da pilha de almofadas em volta. Tudo o que ele conseguia pensar era no corpo em seu colo, e como era bom estar tão perto daquela garota que acariciava-lhe o peito distraidamente. Louis achava que era o momento em que ela ficava mais bonita, quando deixava a despreocupação tomar conta de suas feições e relaxava aqueles seus perfeitos traços numa expressão tão angelical.

Não, o som dos trovões - por mais alto que fosse - nunca conseguiria invadir o pequeno universo que os dois criavam em volta de si, a pequena bolha de proteção da realidade que pairava sobre eles mesmo sem ser convidada. Mal sabia ele que os uivos fortes do vento lá fora eram um presságio de todo o mal que estava por vir, um mal que apenas alguém como ele deveria puder suportar. Deveria...

Pálido e longo, o corpo do rapaz estava estirado entre a larga poltrona vermelha e a rustica mesinha de madeira que apoiava seus pés. A pequena garotinha sobre ele colava todo seu próprio corpo no volume magro do garoto, recostando sua cabeça em um lado do peito e com as duas pernas entrelaças na esquerda das dele. O calmo rapaz da tranquila cidade de Maple Ridge lançava um meio sorriso jubiloso para a menininha, que se distraia em lhe acariciar o peito por entre as aberturas dos botões de sua camisa.

Ela então notou o encarar do rapaz, erguendo os olhos e as sobrancelhas como quem pergunta algo. O garoto apenas balançou o queixo pra frente e sorriu mais, fazendo-a sorrir também e envergonha-se. Ela baixou os olhos, com as bochechas levemente rosadas, deu uma tapinha no peito dele e escondeu o rosto contra a camisa. O garoto ergueu-lhe o queixo devagar com a ponta dos dedos, levantando os lábios dela e abaixando os seus, selou-lhe um beijo de longo e apaixonado.

Os relâmpagos refletiam sobre a janela da casa do menino criado sem os pais, o rapaz de agora vinte e um anos, era dono de sua própria vida - basicamente - desde os quinze. Crescera sendo sustentado pelo dinheiro que sua mãe havia deixado, mas nunca voltara a ter alguém para viver com ele, uma vez que sua avó - a possuidora de sua guarda - precisava de mais ajuda do que ele.


— Você não precisa ir nessa chuva toda. — insistiu o rapaz de cabelos castanhos e volumosos, segurando a mão da namorada que se ajeitava para partir.

A garota girou a cintura, tentando ajeitar seu casaco sobre os ombros, mas a mão do garoto a atrapalhava. Ela então suspirou e virou-se para o namorado, fixando seu olhar nos olhos violeta.

— Você sabe que eu não posso, amor. — sua voz saiu insegura, era clara sua real vontade de ficar, mas ela estava tentando cumprir seus deveres e Louis sabia disso.

O rapaz suspirou, abaixando a cabeça e largando com muita hesitação a mão da garota. Ela se ajeitou, fechando o casaco escuro em volta do tronco e pegando sua bolsa na mesinha. Logo depois parou e olhou para a cabisbaixa figura alta e pálida plantada no meio da sala.

— Venha cá. — falou se aproximando, abraçando-o com uma mão e erguendo seu queixo com a outra.

Levou seus lábios até os dele devagar. O beijo foi dado sem pressa, longo e amoroso, um beijo de "boa noite".

— Eu vou te levar lá, e eu dirijo. — falou o rapaz com firmeza.

— E o quê? Dormir lá comigo? Você sabe que não pode fazer isso o tempo todo. — retrucou ela de forma impaciente, demonstrando como não queria dar continuidade aquela discussão.

— Eu volto de ônibus. — falou ele decidido.

— Não, amor. É quase meia-noite, o horário dos ônibus já passou, você sabe. — e antes que ele pudesse teimar de novo, ela se afastou pegando a chave sobre a lareira. — Eu quero que você durma bem, tá? E vá ao seu trabalho amanhã sem falta, não é porque você é amigo do chefe que deve ser irresponsável.

O rapaz encheu os pulmões para falar, mas ela pôs seu dedo indicador sobre os lábios dele num toque suave.

— Eu te amo. — falou, afastando o dedo e lhe dando um selinho.

— Também te amo... — falou Louis, entrelaçando seus dedos nos dela.


O vento frio entrou de uma vez pela porta, espantando todo o calor ao redor dela, enquanto a garota armava seu guarda-chuva, já no batente. A moça bateu os pés duas vezes no tapete com os dizeres "Bem-vindo", ajeitando as mangas por cima da mão e subindo nas pontas do pé para beijar seu namorado mais uma vez.

— Tchau. — ela falou, dando dois passos para trás e se virando.

— Boa noite, amor. — ele respondeu.

Ela continuou andando e virou a cabeça, jogando no ar um beijo para ele e sorrindo da maneira calorosa que só ela podia fazer, a maneira que fazia todo corpo do garoto se aquecer de dentro para fora. Evans deu um passo para fora de casa, se molhando, enquanto sorria de volta e acenava de leve. Ela nunca o deixava ficar triste no final.

Mas alguém gritou da escuridão, alguém ouvira atenciosamente aos presságios da tempestade, alguém distante interrompeu o momento dos dois com desespero na voz.

— Cuidado! — a letra "o" no berro foi estendida por uns 3 segundos, virando a atenção de todos para a direção do grito.

Mas então um vulto chamou a atenção de Evans pelas costas, o garoto deu um salto para o lado, se virando de volta para a direção da namorada, mas só para vê-la ser atingida por uma sombra em velocidade sobre-humana. O grito de Louis foi algo alto e indecifrável. Ele não enxergou direito o que acontecia, apenas correu com toda velocidade que podia naquela direção, enquanto via o corpo mole de sua namorada ser arremessado contra um carro. O alarme disparou devido a pancada, fazendo soar o apito alto e as luzes do farol começaram a piscar.

O vulto se debruçou por alguns segundos sobre a garota esparramada na calçada, quando Evans chegou a toda velocidade, finalmente enxergando que se travasse de um homem estranho, com as sobrancelhas descabeladas e grossas, e dentes tortos e afiados. Evans não pensou em hesitar, por mais estranho que o cara fosse, não havia nada mais importante para ele do que a garota caída atrás daquele monstro.

De punhos erguidos, o ingênuo rapaz avançou contra o estranho, mirando um soco cheio tão cheio de adrenalina que chegava a ser sobre-humano. O coração do Evans, que palpitava freneticamente, parou por um segundo quando o seu soco foi bloqueado pelo homem com uma mão só. A articulação do cotovelo de Louis se deslocou na mesma hora, causando uma dor insuportável, que o fez gritar ainda mais.

O estranho encarou o rapaz bem nos olhos e lhe soltou um sorriso sádico, colocando sua mão no pescoço dele e erguendo-o no ar com desdém. O garoto agitava os pés desesperadamente, tentando desferir chutes contra o corpo do ser, mas este os ignorava como se não passassem de tapinhas nas costas. Evans socava e dava cotoveladas contra o braço dele sem muito resultado, quando a pessoa que gritara outrora ao longe finalmente apareceu gritando novamente.

— Largue-o! — ordenava, com as mãos para trás como se sacasse alguma coisa de lá.

O desconhecido abriu ainda mais o sorriso de desdém, encarando o semideus a se aproximar com puro deboche em suas pupilas avermelhadas. Contudo, quando o rapaz mostrou as mãos elas estavam vazias, quer dizer, teoricamente. Tudo o que havia naquelas duas mãos era fogo, como se ambas ardessem em chamas e ele sequer se incomodassem com isso. O homem que segurava Louis tremeu ao ver aquilo, fechando sua expressão e encarando o garoto com o mais puro ódio no olhar.

— Filhos da lareia, uma das raças mais repugnantes. — falou, antes de jogar Louis longe na direção do menino com fogo nas mãos.

O outro garoto desfez as chamas rapidamente para tentar parar Evans, que rolava pelo chão, enquanto o estranho fugia de volta para dentro da escuridão. Louis ignorou a tentativa de ajuda do outro menino e saiu tropeçando em direção a garota no chão. Mas antes de chegar ele escorregou numa poça e caiu de novo... uma poça vermelha que rodeava a menina, que tinha um ferimento aberto no lado do pescoço.

Forçou-se a se equilibrar e tomou a chave das mãos dela, erguendo o corpo nos braços e correndo como podia até o carro.

— Eu posso ajudar. — disse o desconhecido.

Louis se desvencilhou dele, chegando até o carro e se enrolando na hora de abrir a porta. O outro rapaz chegou por trás, abrindo-a. Com pressa e o máximo de cuidado possível, tentou ajeitar sua namorada no banco de trás, fechando a porta e voltando a correr em direção a porta do motorista. Mas foi impedido pela mão do outro rapaz, que empurrou seu ombro com firmeza.

— Cara, você precisa de ajuda. Ela precisa que alguém lhe ajude.

O olhar frenético de Louis parou e se fixou no rapaz, demonstrando todo o desespero que tentava mascarar. O desconhecido dirigiu-se ao carro também, mas foi impedido por Louis.

— Não encoste nela. — falou ele com firmeza.

— É claro que vou. — respondeu o garoto impaciente.

Louis olhou em seus olhos de novo e praguejou, pulando por cima do capô do carro para o lado do motorista. O desconhecido se ajeitou ao lado da garota, colocando-a em seu colo e acendendo um fogo estranho na mão. Evans se virou de imediato para o lado dele, mas ele logo o interrompeu.

— É curativo, seu idiota. — falou, mostrando o ferimento começar a melhorar na garota.

Nada daquilo fazia sentido algum para Louis, mas ele não apresentou mais resistência, apenas acelerou o carro até seu último cavalo de potência.

— Acelera mais. — falou o garoto no banco de trás. — Isso não está dando conta.

Foi quando ela finalmente acordou, tossindo com o sangue na garganta, chamando pela primeira pessoa que lhe veio à mente.

— Louis? — a voz dela era fraca, quase inaudível.

— Descanse, amor. — ele respondeu com a voz falhando, trêmula.

Ela tossiu mais uma vez, cuspindo o liquido vermelho que escorria pela sua boca, testa e pescoço.

— Eu te amo... amor... — disse ela, misturando ao seu sangue as lagrimas que lhe escorriam pela bochecha.

— Fique conosco! — falou o garoto do banco de trás.

Evans não olhou para trás, apenas empurrou o pé contra o pedal com mais força, mesmo ele já estando no máximo. A garota fechou os olhos enquanto o rapaz de trás mandava que não, e Louis ficou em silêncio, não queria responder... não iria se despedir, não agora.

O carro quase bateu umas cinco vezes nas placas ou carros estacionados pela rua, mas Evans não maneirava o pedal por um segundo. Estavam a apenas três quadras do hospital, quando de repente o garoto diminuiu a intensidade das chamas devagar.

— Mantenha isso acesso! — gritou Louis, olhando pelo retrovisor.

Mas o garoto atrás balançou a cabeça abaixada, com dois dedos da outra mão no pulso da garota.

— Não, cara... ela já está sem pulsação há quase um minuto.

O pé saiu do acelerador contra a vontade do dono. Ele socou com força contra o volante, antes de olhar para trás.

— Ma-antenha. — soluçou ele, encarando a namorada agora pálida e ensanguentada.

Virou-se então novamente e acelerou, e acelerou, e acelerou cada vez mais, fazendo o rapaz de trás entrar em alerta e começar a gritar com ele. Mas era tarde demais, Louis girou totalmente o volante, fazendo o carro girar descontroladamente e se esmagar como se nada fosse contra a parede de uma construção qualquer.

Não era a primeira vez que tentaria algo como aquilo, nem a primeira vez que sobreviveria por pura crueldade do destino. Louis nunca mais viu o garoto que estava no banco de trás e ninguém achou vestígios seus nos escombros do carro. O garoto Evans não voltou a ir trabalhar, também não presenciou o enterro do amor da sua vida, assim que acordou do seu coma foi preso por homicídio doloso. Depois de ter sobrevivido àquele acidente, ele nunca mais esteve vivo de verdade.


— Você é filho de Hefesto. — disse uma voz rouca, autoritária e tímida ao mesmo tempo.

Louis acordou desorientado, procurando a fonte daquele som. Seus olhos foram atraídos pela única fonte de luz do local, com a visão ainda embaçada, enxergou algo como um corredor. Mas havia as formas embaçadas de vários retângulos bloqueando parte de sua visão. Evans coçou os olhos, fazendo as coisas começarem a focar, devagar. Antes que estivesse perfeita, aquele sentimento lôbrego esmagou-lhe os peitos, como o desabar de uma muralha. E lá mesmo ele chorou, como todos os outros santos e profanos dias desde que chegara ali, na calada da noite, sob o olhar apenas das criaturas que podiam ignorar as paredes que o carceravam.

— Eres um semideus, garoto. — a mesma voz o interrompeu, fazendo-o dar um salto da cama.

Havia alguém em sua cela. A figura de um velho o encarava, no escuro não dava para enxergar direito suas feições nem trajes, apenas seu olhar castanho, que tinha um brilho ardente. Louis abriu a boca pra falar algo, mas foi interrompido rapidamente.

— Eu não deveria estar aqui. — começou a andar pela cela com um ar de preocupação. — Mas tenho que lhe dar um recado.

Encarou fixamente os olhos de Evans, que o olhava confuso. Puxou um pedaço de papel de um bolso e se aproximou, erguendo a mão a acima das de Louis. O rapaz hesitou por um segundo, mas aqueles olhar... não sabia o porquê, mas o lembrava muito o arder das chamas de sua adorada lareira de casa. Aquele olhar despertava nele um sentimento caloroso que ele nunca mais havia sentido. Assim que virou a mão para pegar o papel, instantaneamente, o velho começou a entrar em combustão por completo. E antes de desaparecer por completo, fez apenas sua voz ecoar na cabeça de Evans.

— Cria do deus das forjas. Tendes parte do fogo dele em teu sangue, acende este vulcão que reside dentro de ti.

Nesse momento, Evans sentiu como se todo o corpo dele tivesse sido aquecido por aquela chama - e realmente seu corpo ardia em chamas. Então um símbolo brilhante o assustou ao surgir acima de sua cabeça, o desenho de um martelo de ferreiro, uma bigorna e uma tenaz - que parecia ter sido feito de puro metal em chamas. O papel a caiu na mão de Evans, intacto. Ele o desenrolou rapidamente, forçando a vista no escuro para ler os seguintes escritos:


"Acampamento Meio-Sangue, 3,141
Montauk, New York - USA."



Obs:
Oi. Eu queria deixar claro que o semideus (filho de Héstia) que foi buscar Louis era de um nível um pouco elevado e por isso o Vykrolaca evitou a luta contra ele naquela hora.

Poderes Utilizados:

Ativos:

Nível 1

Controle termostático: Pode tornar seu corpo um pouco mais quente do que já é, sem alterar nada o ambiente ao seu redor. Até aqui, a pirocinese é praticamente inútil.

Louis Evans Turner
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Draco Bergmann Stark em Dom 06 Nov 2016, 22:21


TKS Babis @ BG

Ficha de Reclamação



Primeira questão:

Alguns vêem a morte como uma tragédia, algo negativo e criado pela maldade no mundo, outros como parte do ciclo da vida e algo extremamente natural. Eu vejo a morte como uma maneira de expressão artística, sendo o cadáver apenas um quadro onde se expressa a arte por meio de cortes, contusões, hematomas, infecções...Alguns artistas são simplesmente Vírus, ou animais irracionais, mas a arte mais complexa, criada através da mais sutil tortura e lesões, pode ser executada apenas por humanos, ou Deuses, ou Sátiros, que seja. O grande artista que me inspirou e me tornou quem sou agora, trata-se de Thanatos, a personificação da morte, e um gênio entre gênios.

Segunda Questão:

Físico: Eu diria que a minha pele é de certa maneira branca...Eu não sou um perito em peles, talvez em como arrancá-las,sei ao menos que está frequentemente fria, mesmo no verão, ou em lugares não muito quentes. Meus olhos são castanhos, mas gostaria que eles fossem totalmente negros, talvez assim meu olhar fosse mais, não sei, talvez intimidador, intenso, sádico. Meu cabelo tem uma cor indefinida, alguns falam que é loiro, outros falam que é castanho, alguns até falam que ele não existe, assim como eu mas o que importa é que eu gosto dele, sendo talvez a única parte do meu corpo que aprecio.

Digamos que eu não tinha muito o que fazer naquele inferno orfanato, então exercícios físicos se tornaram uma boa distração, logo tenho um corpo de monstrão bem definido, embora seja nele que eu veja uma das minhas maiores vergonhas...Marcas de surras e cortes tomam grande parte das minhas costas e migrando também um pouco para o abdômen, essas são marcas as quais levo como memória do Orfanato St. John.


Psicológico: Então, você conhece a definição de insanidade? Não vou me ater à conceitos mundanos, ou ao menos humanos, já que considero sua "ciência" falha demais, por exemplo, Freud pode ter sido um cara  legal e tudo, mas ele meio que criou um jeito de entrar na sua cabeça, e te definir por meio de adjetivos em sua maioria pejorativos, então não sou nada fã da psicologia, ou da psique-analise, embora ainda recebesse sessões dessas do metido Dr. Hoffmeister, sério, eu não entendo como um ser-humano pode ter um ego tão grande como aquele, simplesmente odeio pessoas que se fazem de inteligentes e tentam analisar os outros, sem ofender os filhos de Atenas.

Eu me definiria como a pessoa mais feliz de todo o meu quarto no orfanato, acredite, isso é grande feito se for levar em consideração a população de ratos de lá, quase a mesma da ratolândia no pátio do orfanato. Só não quero que me julguem como estranho, ou antipático, eu cresci em um ambiente cheio de gente que eu odiava, e gente que me odiava, Ghandi iria amar ouvir isso então não diria que ia ser tão fácil chegar em um lugar cheio de pessoas que eu não conheço e ser simpático com elas.

Ah, e por acaso, eu sou uma pessoa que se irrita bem facilmente, ao ponto de tentar esfaquear alguém por tocar no meu pote de pudim durante o almoço, então já esteja avisado o fato de que eu não daqueles que vai levar insulto para casa, quer dizer, isso se você ao menos valer o esforço de me deixar com rancor.

História

Foi uma época de fato sombria quando eu nasci, uma cidade do País de Gales, chamada Newport, estava passando por um de seus episódios mais sombrios, quando uma Serial-Killer mamãe <3 começou à atuar na cidade, suas vítimas vinham desde galinhas e vacas, até crianças, adultos, policiais, ninguém parecia de fato estar à salvo. E segundo o que me disseram, foi em uma noite de inverno que me deixaram na porta daquele manicômio repleto de sádicos orfanato católico.

Uma noite de neve e sem lua foi aquela, talvez eu tivesse morrido caso não fosse um chamado da polícia próximo ao orfanato, um policial me encontrou repousado em uma cesta e fez o padre molestador nojento acordasse de madrugada para que aquele bebê não ficasse na rua durante a noite. Apenas recentemente e vim à descobrir que aquele chamado ocorreu devido ao fato de que encontraram mais um cadáver com marcas de tortura, a marca registrada da Serial-Killer chamado de "Colecionadora de Unhas", eu mal sabia que a minha relação com a morte já vinha sido desenvolvida desde cedo.


Um nome foi deixado junto à cesta, Draco Bergmann Stark, assim como uma carta, a qual foi queimada logo após ter sido recebida. Eu não sei o que seria da minha vida se eles tivessem me deixado viver pelas ruas, ou nas mãos de uma família qualquer, foi aquele local que me protegeu.

Padre Hensard, esse é o nome daquele galês de olhos sombrios, sua voz era fria e capaz de dar arrepios à qualquer criança daquele orfanato, muito embora seu cheiro fosse abruptamente forte, um cheiro de pecados da carne, um cheiro de luxúria, de humano, talvez tenha sido isso que me protegeu por um bom tempo, ou acho que foi. Conforme eu crescia, ficava cada vez mais claro que eu me diferia da maioria das crianças, minhas notas sempre foram baixas, o que resultava em castigo constante, já que as próprias freiras que lecionavam...

Lembro-me de cor de cada um dos castigos por cada uma das infrações, e eu, como o "mal-exemplo" do orfanato aos 8 anos já tinha em minhas costas e em meus joelhos marcas de chicotes, surras, chibatas e às vezes até socos de fato.

As coisa pioraram quando completei meus 10 anos, além das punições eu recebia o castigo "especial" do Padre Hensard, onde ele me levava para seu quarto e...Um dia eu tentei contar isso para uma freira, e quão estúpido fui, -Aprenda a manter-se calado, garoto-, lembro-me dessas palavras até hoje, foi talvez o pior período da minha vida, quando me mantiveram 30 dias isolado em um quarto escuro, eu apenas sabia que era outro dia quando uma freira abria a porta, me dava uma surra, me ajoelhava sobre os caroços de milhos, me alimentava, e me jogava de novo lá dentro.

Algo naquela escuridão me ajudou, eu não sei o que, mas com o tempo as feridas não ardiam mais como antes, e o tempo começou a passar mais rápido, de maneira mais sana, como se as trevas tivessem me acolhido, como um lar, eu me senti estranho quando saí de lá, já que tudo parecia tão claro e tão cegante, muitos detalhes, muito movimento, era um mundo diferente.

Alguns meses depois a mesma freira que me submeteu à punição veio por aparecer morte, ela estava sem suas unhas, e ela veio por se tornar a primeira vítima depois de uma década, a "Colecionadora de Unhas" estava de volta, matando mais alguns membros da instituição por um tempo, aquilo de certa maneira me deu uma folga e levando minha mente à imaginar como a morte deles me fazia bem.


Foi em uma noite sem nuvens, era a primavera posterior aos meus 13 anos, e eu me recordo muito nesta noite, foi a noite em que eu fiquei oficialmente "insano", era uma noite tranquila, e o silêncio pairava pela noite, quando um ruído de passos adentrou na ala de quartos onde as crianças dormiam, se tratavam de quartos separados que eram trancados por fora, quase uma prisão.

Ignorei os passos inicialmente, imaginando que fosse apenas o padre ou uma freira em um passeio noturno, apenas fiquei um pouco alarde, o suficiente para me acordar, já que os pesadelos eram absurdamente recorrentes no meu caso.

Passei os primeiros instantes me convencendo de que o Padre estava apenas "punindo especialmente" outra criança, mas o que veio à seguir não foi o som de gemidos abafados, mas sim grito, um grito de desespero, como uma galinha sendo abatida, como um urso sendo pego em uma armadilha, e ainda com este som, as crianças pareciam simplesmente continuarem dormindo, foi quando a silhueta de capa negra se aproximou da porta do meu quarto, a abriu, jogando uma faca de bronze à minha frente, foi neste momento que ouvi a voz feminina dizendo friamente -Boa sorte Draco, acho que não posso ajudar-te mais do que isso-, e em seguida fechou a porta, deixando-me em choque pelo resto da noite.

No dia seguinte eu me dirigi desesperado à Freira, dizendo-lhe que uma criança havia sido morta, mas pelo que ela me disse não havia ninguém faltando, e apenas eu havia ouvido este grito, por fim concluíram que seria de praxe iniciar um tratamento psiquiátrico comigo, depois daquele dia apenas me trataram como insano, me apresentando ao babaca respeitável Dr. Hoffmeister.


Algumas semanas antes do meu aniversário de 16 anos eu recebi uma carta, coisa que nunca havia me acontecido antes. A carta já estava aberta, costumeiramente passava pela vistoria do padre, mas mesmo assim me animei com ela, porém ao abri-la tive um choque, a carta estava em branco...Um trote talvez? Não tinha nem remetente, ao menos foi o que pensei até a noite daquele dia.

Fiquei secando observando a carta até o horário de dormir, e algo peculiar ocorreu ao apagarem as luzes. A Faca de Bronze que eu escondia debaixo da cama começou a brilhar como nunca antes, e ao aproxima-la da carta uma mensagem surgiu no papel, tinha um leve brilho e estava escrito em grego, o que eu achei estranho já que conseguia ler normalmente.

Hall de Entrada
Dia 30 de Outubro às 19:00
Não se atrase


Inicialmente fiquei incrédulo, cheguei a arrancar esfregar meus olhos, aquela data era o dia seguinte, além de ser meu aniversário de 16 anos. Aquilo mesmo assim era uma chance de fugir daquele inferno, e por pior que fosse as consequências eu decidi arriscar, aquele seria o dia em que fugi do Orfanato St. John.

No dia seguinte a manhã e o inicio da tarde seguiram normal, ao menos até as 18:50, quando já estava perdendo a esperança de que algo acontecesse. Estava me dirigindo ao refeitório, era hora do jantar, quando uma grande explosão veio da rua, as crianças e as freiras entraram e desespero, logo começaram a correr para variados lados. "Essa é a minha brecha" pensei, e nisso fui para o Hall de entrada, onde o portão que dava para a rua abriu, e correndo com a roupa do orfanato eu saí por ela.

Ao sair pude observar o céu nublado que demonstrava o anoitecer, do outro lado da rua eu vi um sedan negro estacionado, e uma figura encostada nele, um garoto ruivo, parecia apenas um pouco mais velho que eu, com pele alva, estava recostado ao carro e ao me ver aplaudiu levemente.

-Bravo, agora é melhor ir, não temos muito tempo-

Olhei confuso para ele, que agora adentrava no carro.

-Vamos, entre, eu explico depois, eles estão vindo- o garoto exclamou, em seguida fechando a porta do carro

E eu relutantemente adentrei no carro, ele deu a partida imediatamente, e saímos do local.

Uma breve imagem do garoto:


O ambiente começou a se transformar, e as casas passaram a ser apenas um vulto cinza, ainda mais cinzento que o interior do carro, que era feito todo de couro, parecia um modelo de luxo.

-Mas então, pode me dizer agora quem é você?- perguntei irritadamente para o ruivo que estava dirigindo, ele parecia estar realmente focado em dirigir, mas ainda assim respondeu.

-Acho que vamos demorar um pouco para ter essa conversa...Por enquanto sou apenas um estranho prestativo que te ajudou a sair do orfanato-

Fiquei ainda mais irritado com sua resposta, respondendo-lhe sarcasticamente -Tudo bem, Sr. estranho prestativo que me ajudou a sair do orfanato, mas me diga ao menos o que são "eles"-

O garoto parecia estar cada vez mais impaciente. -Olha, me chama de Richard, e "eles" são monstros querendo te comer para o jantar-

Aquilo soou para mim como uma piada de mal gosto, e respondi igualmente -Tudo bem, são o que? Fadas? O Papai Noel?-, ele me respondeu com um silêncio de quase meia hora.


Já havíamos cruzado o Canal de Bristol quando Richard se acalmou, estávamos no meio do caminho para Oxford quando ele começou a explicar.

-Draco, sei que parece repentino, mas você é o filho de uma divindade... Um meio-sangue, nascido de um Deus e um ser-humano-, disse enquanto ajeitava a gravata escarlate que usava.

Fiquei de certa maneira impressionado, talvez faça sentido eu nunca ter conhecido meus pais. -Se sou filho de um Deus, então por que diabos tinham monstros atrás de mim? Eles não deveriam me temer?-

Richard quase deu uma risada -Você atualmente é apenas o lanche preferido deles, mas posso te fazer ficar forte, te dar um local para treinar-

Em seguida eu perguntei quase que imediatamente -Onde?-, Richard exclamou -O Acampamento Meio-Sangue-.

Eu pensei por um instante -Mas lá é um lugar seguro?- questionei sem um muito interesse, tentando observar quão verídica seria a resposta do jovem.

Ele me fitou desviando os olhos da estrada por um instante -O mais seguro do mundo-, disse em tom confiante.

Me parecia confiável, mas ainda algumas dúvidas me vinham à mente -Bem, o orfanato também era, assim que saí de lá já haviam monstros me caçando- resmunguei insatisfeito.

Richard tomou um tom mais sério -Draco, como semi-deus você emite um cheiro, os monstros costumam seguir esse cheiro...Mas tinha um indivíduo lá dentro que possuía um cheiro de pecado forte demais, o suficiente para inibir sua presença-, pensei imediatamente no Padre Hensard.

Fazia sentindo, mas ainda tinha dúvidas a serem tiradas,e em seguida puxei minha Faca de Bronze -Uma figura em manto negro entrou no meu quarto e deixou-me isso, nme diga, você sabe algo sobre isso?- perguntei.

Ele hesitou em responder por alguns segundos, mas em seguida disse -Sua mãe realmente te ama, sabia?- pensei em contestar, mas ele continuou -Quase dez anos atrás ela chegou no acampamento implorando por ajuda, mandamos um sátiro para te observar, mas ele terminou sumindo, por fim me enviaram...Talvez conheça sua mãe por outro nome, pelo nome de "Colecionadora de Unhas"- ele terminou.

Gelei imediatamente, minha mãe? Não poderia ser, mas mesmo assim eu sentia muita empatia com essa figura, o que faria bastante sentido -Por que demoraram tanto para me buscar?-, eu realmente parecia uma máquina de perguntas.

Richard suspirou -Tínhamos que esperar até que você atingisse certa maturidade, é uma regra...Mas olhe pelo lado bom, teve a honra de ser buscado por um filho de Hermes- ele disse orgulhosamente.

Eu finalmente havia tomado uma decisão, -Vou para o acampamento- disse com perseverança, Richard respondeu com um leve sorriso.

Desta vez fui eu que fiquei em silêncio, ao menos até que chegássemos em Oxford.


O ar estava seco e frio, e eu havia descido do carro junto com Richard, ele tinha se dirigido à algumas lojas do Aeroporto, disse que ia comprar roupas para mim e ajeitar as passagens, enquanto isso eu decidi que precisava ir no banheiro,e foi assim que fiz, ainda com a faca debaixo da minha camisa social branca. Eu adentrei no banheiro, assim como dois homens musculosos atrás de mim, eles usavam ternos negros, com casacos grossos e chapéus que não me permitiam ver seus rostos, porém estava em aeroporto movimentado, logo imaginei que fossem apenas dois caras normais, erro meu.

Eu usei o mictório, e antes mesmo de me virar senti um cheiro de carne podre, de repente o banheiro estava vazio, e ao me virar lá estavam os dois homens, em pé ao lado da porta, um de cada lado. Olhando mais atentamente eu pude observar seus casacos se misturarem com pedaços de pele, e seus chapéus caírem, ambos eram carecas,e com dentes enormes, possuíam uma pele cinzenta. Eles pareciam prontos para o ataque, e qualquer movimento parecia resultar em um inicio de luta, isso foi estranho, já que mesmo nessa situação eu me sentisse calmo, como se soubesse exatamente o que fazer.

Puxei rapidamente a minha faca, e um dos monstros avançou pelo meu lado esquerdo, o outro ainda se mantinha à porta, como se tivesse receio de que eu escapasse. Ele avançou com sua boca mirando em meu pescoço, era absurdamente rápido, mas eu consegui supera-lo em termos de agilidade, me esquivando para debaixo de uma pia e golpeando sua gargante com uma estocada da faca, perfurando-a e fazendo jorrar certo sangue em mim, logo em seguida o monstro transformou-se em pó.

Eu estava debaixo da pia de um banheiro de aeroporto, e antes que pudesse sair o outro monstro havia me encurralado debaixo daquele local confinado, quando estava prestes a me matar uma flecha perfurou seu crânio, transformando este em pó também, ao me levantar eu pude ver Richard em pé ao lado da saída o banheiro, ele segurava uma sacola de compras com o nome "HMM" em sua mão esquerda e uma besta em sua mão direita. O Filho de Hermes parecia bem forte, sendo capaz de segurar uma besta com apenas uma mão, mas não tive muito tempo de pensar nisso, já que em seguida sua besta se transformou em um anel alocado em seu dedo.

-Que coisas eram aquela?- perguntei ofegante, estava coberto de um sangue ereto.

-Ghouls- disse Richard enquanto me analisava de cabo a rabo -Eles deviam estar nos seguindo desde Newport, estaremos com sorte se forem apenas eles que conseguiram chegaram aqui- ele continuou.

Pensei em argumentar, mas ele me jogou a bolsa de compras e disse -Ser filho de Hermes tem suas vantagens- , eu abri a bolsa e lá tinham roupas novas, pareceu apropriado, já que as minhas estavam encharcadas de sangue.

Apenas mais tarde naquele dia, quando já estávamos no avião que fui perceber...HMM...H.M.M. -Hermes Moda Masculina- falei para mim mesmo no avião, Richard parece ter ouvido, já que deu uma leve risada.


Chegada ao acampamento:
Minha chegada ao acampamento foi narrada aqui na sétima página, eu me utilizei do tópico para alocar isso, e que esteja adaptado à história. Realmente não tem nada de muito especial aí, mas apenas para marcar presença no enredo.


Durante a minha primeira noite no acampamento eu não consegui dormir, estava no Chalé de Hermes, junto à Richard e vários indefinidos, foi quando tive a vontade de sair dali, a presença daquelas pessoas estavam me incomodando. Peguei minha jaqueta de couro negra e decidi ir à praia do acampamento, tive de fazê-lo furtivamente, já que a circulação no acampamento depois de certo horário parecia ser contra as regras.

Depois de alguns minutos eu havia chegado à praia, era uma noite de lua cheia, e o mar parecia estar um pouco agitado, mesmo assim ainda parecia ser seguro ficar na praia, as árvores criavam sombras que se espalhavam pela praia, como longas garras que se estendiam pela areia. Mesmo assim eu me senti confortável ali.

Fiquei observando a maré e as ondas quebrando na praia, e pensando, mesmo depois de sair do orfanato de certa maneira eu ainda me sentia solitário. O chalé de Hermes parecia ser até um lugar legal, mas eu não me sentia bem perto daquelas pessoas, não que eu as odiasse, mas simplesmente não gostava delas, diferentemente de Richard, pelo qual eu claramente sentia certo apreço.

A noite passou-se as "garras" das árvores tomaram ainda mais conta de mim, eu me sentia confortável ali, envolto pelas trevas, no silêncio, era calmo, e ao mesmo tempo era sombrio. Ao ter esse sentimento um sinal verde-musgo, quase negro apareceu sob a minha cabeça, era o símbolo de um par de foices. Neste momento dríades saíram do bosque atrás de mim e a mais alta dentre elas se aproximou, dizendo para o vento -É reclamado mais um filho de Thanatos-, sua voz se perdeu na escuridão que se espalhou por toda a praia. Uma figura em um manto negro surgiu em pé na praia, armado com uma foice e com um anel em suas mãos, assim uma presença ameaçadora tomou conta do local, demorei para perceber que aquele era eu, senti-me de certa maneira confiante -Death...Sullem...Spanown...- sibilei para mim mesmo, aquilo foi quase que inconsciente, e tive a sensação que era o nomes dos itens que eu usava. Neste momento eu tive certeza de quem eu era.

[spoiler="Observações]
Bem, eu tive que mudar bastante meu estilo de escrita, mas eu entendi a mensagem da avaliação, lendo os livros de Rick Riordan sempre se percebe a presença de pequenos parágrafos com falas separadas, o que é diferente de como eu costumava escrever (Grandes parágrafos com falas embutidas dentro destes).

Ah, e como observação quanto à história, nota-se que Richard era um Campista mais experiente, e devido à distância distância e minha localização um filho de Hermes foi escolhido para a missão, facilitando o transporte. Também usei fielmente a rota entre Newport e Oxford, "M4" se trata do nome de uma rodovia.





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Amber Anzoy em Dom 06 Nov 2016, 23:31

- Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Ares. Pois é o Deus com qual mais me identifico, e se encaixa para a personagem que criei.

- Perfil do Personagem

- Físicas:
Amber é alta para o auge do início dos seus 17 anos, loira e de olhos acinzentados. Esses que brilham com forte intensidade e maldade sempre que se envolve em uma confusão. De corpo forte e vagamente definido, ela coloca muito marmanjo de lado no quesito força e resistência. Sua pele é branca e os traços do rosto são pouco marcados, principalmente na região das bochechas.

- Psicológicas: De personalidade difícil e estourada, Amber até engana quem realmente não a conhece. Por incrível que pareça é um pouco quieta e calma, porém, seus olhos não deixam de faiscar e demonstrar uma raiva imensa guardada dentro de si. A falta de paciência, desejos por brigas e ferocidade parecem ser ativados em um estalar de dedos, e então vem à transformação. Todo o caos que a raiva e o desejo de vingança daqueles que a provocam vem à tona, causando estragos imensos em qualquer um que se coloque em seu caminho.

- História do Personagem

Após vários dias de viagem, finalmente encontro aquele lugar.  No meio da floresta. E por mais bizarro que seja, parece ser um ótimo refúgio. Encaro as paredes do acampamento, são altas e bem resistentes. – São assim para que os campistas não destruam o lugar, ou para proteger a vida de quem está do lado de fora? – Um sorriso me escapa no canto dos lábios, o sentimento de que eu vou encontrar o que sempre quis me preenche. Brigas, aperfeiçoamentos, respostas... Afinal, não dá para esquecer como acabei vindo parar neste lugar. – Eu me lembro de tudo... - Fecho os olhos e todas às lembranças voltam, parecendo não fazer muito tempo que ocorreram.
Mais um dia vai se encerrando na cidade de Oslo, Noruega. Eu não passava de uma garota com 12 anos, meramente feliz e brincando com os dois irmãos menores enquanto esperava minha mãe voltar do trabalho. O meu pai eu não fazia ideia de quem era, só sabia que tinha sido um homem que seduziu a minha mãe e depois sumiu da vida dela, deixando-a sozinha para cuidar de mim. E por mais que isso me cause certo nojo dele, algo me diz que a situação é maior do que parece.
Eu continuava ali brincando com os irmãos caçulas, quando um primo mais velho me chamou para ir com ele em outra parte da casa. Inocente e com tédio da brincadeira dos outros dois, decidi que talvez fosse melhor ir. Ele me levou até os jardins da casa, e após alguns minutos sorrindo e me encarando estranhamente, começou a deslizar suas mãos pelo meu corpo. – O que está fazendo? – Eu perguntei a ele, ainda sem entender. E ele continuava sorrindo estranhamente, o que me fazia sentir nojo e uma raiva crescente em meu peito. Uma vingança enlouquecedora surgiu dentro de mim, e quanto mais ele me tocava, mas eu sentia que deveria machuca-lo. Foi então que ele se abaixou e seu rosto ficou próximo aos meus seios, e nesse momento, eu o ataquei. Com uma força e rapidez que eu nunca imaginei que teria, peguei uma pedra ali perto e acertei a sua nuca em cheio, e ali mesmo ele caiu e desmaiou.
Pouco tempo depois, minha mãe chegou e quando viu aquilo, parecia que iria enlouquecer a qualquer minuto. – Você tem algum problema, garota? Que bicho te mordeu? – Ela gritava, irada. Eu não me dei ao trabalho de responder, até porque ela mesma não deixou. Levou meu primo ao hospital e me deixou em casa, sozinha. Minha cabeça gritava comigo mesma, mas ao contrário de minha mãe, eu me felicitava pela atitude. A raiva e o desejo de vingança brotavam dentro de mim e se espalhava por cada parte do meu corpo, uma força estranha subia e descia pelo meu corpo. Eu sorria, escondida, mas sorria. E enquanto me encarava no reflexo da porta envidraçada da sala, eu também vi os meus olhos cintilarem numa cor escura e profunda.
Desde esse dia, tudo mudou. Minha mãe me fez começar a frequentar o psicólogo, segundo ela, precisava descobrir qual o meu problema para ter causado aquilo tudo. Durante as consultas, eu até me divertia um pouco, a psicóloga era engraçada e parecia entender o motivo de eu estar no mundo, e isso me deixava extremamente intrigada. Após alguns anos frequentando o local, ela era quase uma íntima minha, e foi quando uma conversa bem estranha aconteceu.
- Amber, entre, preciso te fazer alguns esclarecimentos. – Disse um tanto séria, e eu sentei no divã que ela usava. – Bem... Eu já te expliquei sobre o seu comportamento agressivo se tornar normal nessa idade e após o que você passou, isso ser ainda mais comum. Porém... A cada dia que passa, isso tá se tornando maior. Você vive de confusão no colégio, toda semana é algo diferente. Na última vez, arremessou um estilete em um colega de classe e por muito pouco não o cegou. Isso sem falar na semana passada, quebrou o nariz de uma garota por conta dela ter falado do seu jeito largado. A sorte é que sua mãe depois de muito conversar com a direção, conseguiu os convencer de não te expulsar da escola. Mas acho que agora chegamos em um ponto insustentável. – Eu continuava de olhos fechados e sem dar muita atenção ao que ela dizia, era sempre assim. Então eu senti uma mudança drástica na sua voz, e ela parecia extremamente calma.
- Estive conversando com sua mãe, em segredo. E ela me contou sobre o homem que deduz ser o seu pai. – Automaticamente eu abri os olhos e a encarei, séria, mas também curiosa. Ao notar que minha atenção estava ganha, continuou. – Acontece que minhas suspeitas só se confirmam a cada dia. Pelo que ela me contou e pelo seu jeito de agir desde que foi provocada, você é filha de um Deus. Ares, o Deus da guerra. – Eu não acreditava muito em toda aquela história. Senti até mesmo vontade de soltar uma grande gargalhada e ir para casa, porém... Algo dentro de mim parecia ter se acendido. Diante da minha confusão, ela resolveu continuar. – Depois dessa conversa, sua mãe e eu chegamos a conclusão que você deve ir até um acampamento que eu irei te ensinar como chegar lá. Você poderá ter suas respostas com o passar do tempo. – Minha cabeça explodia em pensamentos e por alguns segundos, eu deixei de ouvi-la. Afinal, o que aquilo significava? O quanto isso poderia mudar a minha vida? Eu não sabia o que dizer ou sentir, mas resolvi ir atrás. Aquela sensação de aventura parecia queimar mais e mais dentro do meu peito a partir do momento que eu decidi tentar.
Sem medo algum, eu a respondi. – Se é assim, irei atrás de toda essa história. – Com um sorriso estranho, porém doce, ela me respondeu. E foi nesse momento que notei uma pequena coruja no seu colar. – Belo colar... Tem algum significado? – Ela riu discretamente, e me respondeu com tranquilidade. – Um dia você irá descobrir.
E assim, eu vim parar aqui, as portas do tal acampamento. – Bem... Que comecem os jogos. – Ri e adentrei o local, poucos minutos depois, enquanto eu observava tudo e todos, um símbolo apareceu sobre a minha cabeça. Parecia-se com uma espada, lança, não sei ao certo. Mas brilhava bastante.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Krystal Ogawa em Seg 07 Nov 2016, 15:59

Hell's Queen
I'm not the good girl



+ why?
Macária. Bom, antes de mais nada é em função da trama combinada com outros players, que necessitam de uma filha de Macária, então aqui estou q
Enfim, Macária é a deusa da boa morte, a morte tranquila e tudo mais, mas e se ela tivesse um filho totalmente oposto? Crê-se que ela seja uma deusa boa, mas e se tivesse um filho mau? Trabalhar com opostos é uma coisa interessante.


+ personality traits
Pode-se dizer que Phoebe nunca foi uma garota normal, e não somente pelo fato de ser uma semideusa. Phebs é cínica, sarcástica, má e cruel e que não se importa em tirar uma vida para salvar a própria pele - ou daqueles que lhe importam. Geralmente mostra um sorriso de deboche, e o único a ver seu sorriso verdadeiro é Sebastian, seu mordomo-demônio. A garota é fria e calculista, e foi diagnosticada com psicopatia aos cinco anos, quando esquartejou o gato da família e jogou os pedaços no prato da empregada. Não tem interesse no patrimônio da família, mas cuida de tudo com zelo e perfeição. É extremamente inteligente para sua pouca idade, e sempre analisa as melhores opções antes de tomar uma decisão. Tem atrito com seu exigente tio, Niklaus, afinal nunca gostou do mesmo – nem quando era uma garotinha boa e pura.

+ how do i look?
Phoebe é uma garota bonita, com 55 kg distribuídos em seus 170 cm. Possui longas madeixas loiras, olhos verdes e pele pálida como o luar. O corpo é delineado, estando em forma graças à Sebastian, que sempre a motiva a fazer exercícios físicos para manter uma boa saúde. Os seios são medianos, os lábios são cheios e as maçãs do rosto são naturalmente rosadas, dando um ar de lolita para a menina.


“A neve caía suavemente no lado de fora da mansão dos Mikaelson. Do lado de fora havia uma criança manchada de vermelho, e ao seu lado havia um mordomo todo de preto. Nas mãos da menininha havia uma pata de gato: o resto estava espalhado no chão, sem pele e sem um dos olhos. Lentamente a garotinha recolheu os pedaços no chão e abraçou-os.

— Vamos, Sebastian. — Phoebe sorriu malignamente, um brilho cruel surgindo em seus olhos. — Tenho certeza que Ann vai gritar muito quando ver isso.

— Yes, my lady. — o mordomo falou, curvando-se respeitosamente à frente de sua mestra.”


Phoebe abriu os olhos lentamente quando a claridade chegou até suas pálpebras. Ouvia, ao longe, a voz de Sebastian soar pedindo para que acordasse, pois estava na hora. Lentamente a loira se sentou, esfregando os olhos, bocejando e se espreguiçando e finalmente notando que havia sangue seco e seus braços.

Mais uma noite de trabalho, mais uma noite de exaustão e mais uma vez não limpara as evidências de si mesma.

— Bom dia, jovem mestra. — o mordomo curvou-se respeitosamente à frente da garota para somente então voltar sua atenção para o carrinho de chá que trazia consigo. — O chá de hoje é Keemun*, servido no conjunto que m’lady importou, Chinoiserie da Herend**. — o homem serviu uma xícara e, após colocá-la delicadamente sobre o pires, estendeu-a para a menina.

— Bom dia, Sebastian. — a garota pegou a xícara e bebeu um gole. — Está bom. Não sabia que meu conjunto havia finalmente chego. — falou com tom de aprovação. O mordomo agradeceu enquanto colocava uma manta marrom sobre os ombros de Phoebe. A loira agradeceu e então voltou o olhar para a janela, avistando algumas casas do centro de Nova Orleans.

A família Mikaelson governava a cidade de maneira eficiente, e não apenas por conta da fama que tinham em conta da máfia, mas também pelo fato de serem extremamente generosos com aqueles que necessitavam – mesmo que fossem cobrar suas dívidas um dia. E cobrar essas dívidas era o trabalho de Phebs.

Delicadamente Sebastian retirou suas luvas brancas, pegou o braço esquerdo da moça e, após forrar aquele lado da cama com uma toalha vermelha e colocar uma bacia com água quente ali, começou a tirar o sangue encrustado na pele de porcelana de maneira delicada, mas firme. Enquanto isso a menina, ao estender a destra, pegou um livro em cima de seu criado mudo e abriu na página em que parou.

Realmente, Stephen King era um gênio.

— Como se sente hoje, m’lady? — Sebastian perguntou, assim que finalizou a limpeza. Limpou as mãos e recolocou sua luva branca a fim de esconder as unhas pretas e a marca do contrato. — Alguma parte de seu corpo está machucada?

— Oh, um demônio preocupado comigo? — a menina sorriu cinicamente, enquanto jogava as pernas para fora da cama. Phoebe estendeu a mão e rapidamente o mordomo estava ali para segurá-la.

— Temos um contrato, jovem mestra. — ele sorriu, levando a mão da menina aos lábios. O sorriso de Sebastian ficou maior ainda, deixando a mostra seus dentes afiados, os olhos revelando sua verdadeira intenção para com a moça. — E, perante o mesmo, tenho que cumprir as exigências que você me impôs.

— Que seja. — a loira puxou a mão de maneira brusca e jogou-se para fora da cama, caminhando em seguida para o banheiro, mas parando assim que chegou à porta. — Titio já acordou?

— Sim, e está lhe esperando na estufa para o desjejum. — Sebastian fez uma reverência.

— Que seja. — repetiu, fechando a porta do banheiro, deixando um sorridente mordomo para trás. Tirou as roupas e jogou-as no cesto do incinerador (aquelas lá não tinham mais salvação), e sabia que o homem retiraria a roupa de cama também.

Ligou o chuveiro e deixou que água quente caísse em seus tensos músculos. Não que tivesse medo da polícia, afinal poderia matar qualquer pessoa na frente de um repórter ao vivo que não iria presa, mas sim por culpa de seu tio.

Niklaus Mikaelson, ou simplesmente tio Klaus, era o irmão mais velho de seu pai, mas por causa de sua fraca saúde ele não herdou os negócios da família. Mas, diferente de seu pai, seu tio era um homem cruel, no sentido mais literal da palavra. Não que Phebs fosse a melhor pessoa do mundo, mas ele conseguia ser pior.

Lembrou-se, então, do dia que fez o contrato com Sebastian. O desespero, o medo, a raiva, a tristeza e a angústia. A inocência de uma criança roubada ao ter os pais assassinados, a casa incendiada, ser sequestrada e quase morrer em um ritual satânico. A junção de tudo isso acabou por invocar um demônio.

Monstro, o qual, hoje é seu mordomo.

Desligou o chuveiro e, sem se importar em molhar o chão, saiu do banheiro e foi até seu quarto, onde Sebastian lhe esperava com uma toalha. De forma delicada ele começou secar o corpo da jovem, para então ajuda-la a se vestir. Roupas íntimas, meia calça, saia, camiseta. O mordomo, então, pegou uma escova de cabelos e o secador e, após pedir para que sua jovem mestra sentasse na cadeira em frente à penteadeira, começou a escovar os cabelos, passando as cerdas delicadamente nos fios dourados.

— Feito. — disse quando acabou, finalizando o penteado com uma tiara preta, mas cobrindo cuidadosamente o olho direito da jovem com a franja. — Perfeito.

Phoebe se encarou no espelho por alguns segundos antes de finalmente suspirar. Teria que tomar café da manhã, novamente, com aquele homem. Ficou de pé e encarou o demônio com uma carranca.

— Sorria, my lady.

— Enfia esse sorriso no...

— Damas não deveriam dizer palavrões. — a mão enluvada de Sebastian cobriu a boca da loira, que a mordeu para que lhe soltasse. — Ah, as mulheres se tornaram mais complicadas. Tenho saudades das damas da Londres vitoriana.

— Então volte para lá!

— Não posso, my lady. — com um rápido movimento o homem segurou a menina pela cintura e puxou-a para si, segurando o queixo dela delicadamente. — Até sua morte estou preso a você. O símbolo do contrato em sua íris direita é a prova. — ele colocou a mecha que cobria o olho da menina atrás da orelha, revelando sua única íris púrpura com o símbolo. Então a soltou e Phebs mordeu o lábio inferior em irritação. O sorriso cínico ainda estava presente nos lábios do moreno.

— Filho da puta. — murmurou, cobrindo o olho direito com uma das mãos. Sim, o símbolo de seu contrato ficava em sua íris direita. Era um pentagrama invertido, com dois círculos externos e, em cada parte entre as pontas da estrela e o círculo havia as palavras “TON”, “TE”, “TRA”, “GRAM” e “MA”, além de outros desenhos pequenos no centro do pentagrama. Era o mesmo símbolo que Sebastian tinha em sua mão direita, e que escondia com a luva.

Respirou fundo pelo nariz e soltou pela boca, saindo do quarto assim que conseguiu ou mataria aquele cara. Não no sentido literal, já que ele era imortal. Passou pelos longos corredores da mansão dos Mikaelson, que fora magicamente reconstruída por Sebastian quando voltaram, observando fotos e pinturas da época de seus pais.

Bom, pai. Afinal, Leila não era sua mãe de verdade. Nunca conheceu a mulher, afinal ela apenas fez a moça e nunca mais voltou, deixando-a sozinha com Vincent. E, para poder criar a menina, o herdeiro Mikaelson casou-se com Rachel Pewttershmitd, filha e herdeira da empresa Pewt & Co. , responsáveis pelo armamento usado pelos capangas dos Mikaelson.

Ambas famílias do submundo. Tão reais quanto o sangue que corre nas veias da rainha Elizabeth, a família de Phoebe era conhecida como os “Condes” e “Condessas” de New Orleans. Nada escapava deles. Ninguém entrava e saía sem que ficassem sabendo.

Perdida em pensamentos, não notou quando chegou à porta da estufa onde seu tio a aguardava. Não sabia lidar com aquele homem problemático e instável – tão instável quanto ela -, mas sabia que ele odiava atrasos. Fato comprovado quando entrou no lugar e uma faca veio voando em sua direção, mas que nunca chegou, pois em um movimento rápido ela desviou.

Sempre tivera esse tempo de reação rápido, e foi graças a ele que sobrevivera várias vezes. Mandou o corpo para o lado e esperou que o objeto atingisse a vidraça, mas lá foi outro lugar que não chegou. Virando-se para trás a loira viu Sebastian parado, segurando a faca pela lâmina.

— Atento como sempre, Sebastian. — a voz com tom superior de Klaus soou no recinto, fazendo o estômago de Phoebe revirar. O sotaque britânico carregado do tio sempre lhe dera ânsia de vômito.

— Muito obrigado, senhor Klaus. Como eu poderia me considerar um mordomo da família Mikaelson se eu não pudesse fazer essas coisas? — o moreno estendeu a mão para a garota, que a segurou. Então ele a conduziu até a mesa, puxou a cadeira para que ela se sentasse e a empurrou delicadamente quando o fez. — Para o desjejum de hoje, foi preparado salmão e salada de menta. Para o acompanhamento, foi preparado torradas, scones*** e champagne****. Qual é o de sua preferência? — Sebastian dirigiu-se a menina, que parou para pensar um momento.

— Scones. — respondeu por fim, fazendo o mordomo concordar com a cabeça e servi-la, depositando um prato impecável à frente da loira. Então ele pegou um guardanapo de linho branco e forrou no colo de Phoebe, que agradeceu e começou a comer.

Sebastian serviu seu tio também – mesmo que Rebekah, a empregada particular de Klaus, estivesse presente -, que mesmo depois de quase dez anos continuava impressionado com o que aquele homem podia fazer. Phebs sabia o motivo, claro, mas seu tio nem imaginava sobre sua verdadeira natureza, e nunca saberia. Afinal, ele podia usar a menina para fazer com que o demônio matasse em seu lugar, e isso era uma coisa que ela não queria.

Afinal, gostava de matar ela mesma.

Comeram em silêncio, Sebastian mantendo-se o tempo inteiro ao lado da loira. Aquele era um lugar que ele não sairia até a morte da menina. Jamais. Estavam presos um ao outro. Nervosamente a jovem Mikaelson levou a mão ao olho, cobrindo-o com a mão aberta.

— Algum problema, Phebs? — a voz de Klaus soava preocupada. Falsa, claro. A menina fechou os olhos e balançou a cabeça.

— Por que estamos tomando café juntos? — perguntou por fim, crispando os lábios quando seu tio soltou uma gargalhada. Viu ele pegar a faca de manteiga e girá-la nos dedos como quem não quer nada, para então curvar o corpo sobre a mesa e encarar intensamente sua sobrinha.

— Porque eu quis. — respondeu, abrindo um sorriso sarcástico. — E por que eu tenho coisas a contar. Seu pai disse que quando você fizesse dezesseis anos lhe contaria uma coisa, mas infelizmente ele está morto e eu devo desempenhar esse papel.

A menção do nome de seu pai, Phoebe sentiu os músculos de ser corpo travarem, e a faca caiu com um tilintar no prato com metade do salmão ainda intacto. Um pouco de molho foi jogado em sua camiseta branca, fazendo Sebastian dar um muxoxo de desaprovação, mas que não foi ouvido pela menina.

Seu pai tinha algo a lhe dizer quando completasse dezesseis anos? Por que tinha que ser aos dezesseis? O que era tão importante assim para ser comentado apenas quando tivesse certa idade?

— Você não é uma pessoa normal, Phoebe. — Klaus cruzou os dedos embaixo do queixo, e um arrepio desceu pela espinha da loira. Será que ele havia finalmente descoberto sobre Sebastian? Por mais que quisesse encarar seu mordomo não ousou sequer desviar o olhar das íris verdes de seu tio, que lhe observavam atenta e intensamente. — Sua mãe não é humana.

O corpo da loira curvou-se para frente rapidamente, aproximando-se de seu tio o máximo que o espaço da mesa lhe permitia. Do que aquele maluco estava falando? O quanto Nik sabia sobre sua mãe? E o que ele quis com “sua mãe não é humana”?

— Ah, eu não tenho paciência para isso. — finalmente resmungou, tirando um cartão do bolso do paletó preto e batendo ele com força na mesa. — Arrume suas coisas e vá para esse lugar. Lá você terá as respostas que procura sobre sua mãe. — e, dito isso, virou as costas e saiu da estufa a passos largos e irritados, deixando uma confusa Phebs para trás.

Suspirou e dispensou Rebekah, que saiu apressadamente, deixando a loira sozinha com seu mordomo. Estendeu a mão para o cartão e segurou-o pela ponta inferior direita, lendo o que estava escrito.


Acampamento Meio-Sangue
Long Island, Montauk, 3.141
NY

— Mas que caralho é Acampamento Meio-Sangue? — perguntou, estendendo o cartão para Sebastian, que não hesitou em segurá-lo para analisar. O mordomo crispou os lábios em desgosto, e então agarrou a menina pela cintura e a jogou nos ombros. — E-Ei! Sebastian, o que você...

— Semideusa. — ele rosnou em desgosto enquanto saía apressadamente da estufa. Então ele parou e observou algo em cima da cabeça de Phebs. — Macária, a deusa da boa morte. Esta é sua mãe.

Os olhos da loira se arregalaram, e ela os voltou para cima a tempo de ver um brilho começar a desaparecer, mas que parecia com uma ankh. Uma cruz egípcia. Era isso que era, uma semideusa?

— Parece que não serei o único a reivindicar sua alma no seu momento de morte. — Sebastian sorriu malignamente. — Sei que não vai esquecer nosso contrato, mas o jogo que virá será interessante.

— Que seja, mas agora me solta! — falou, irritada.

— Como quiser, m’lady. — respondeu, colocando a garota no chão com cuidado. — Está pronta para ir?

Phebs suspirou pesadamente, enquanto encarava o céu. A claridade intensa feria seus olhos e tudo que ela queria no momento era fazer alguém sangrar.

— Eu tenho um compromisso para hoje. Klaus quer que eu vá cobrar a família Bustié. Depois de fazê-los sangrar, partiremos para esse lugar. — ela ia andar em direção à mansão, mas se deteve, voltando o corpo para seu mordomo. Tirou a franja de cima do olho e deixou que um brilho púrpuro surgisse em suas íris. Os olhos do demônio brilharam em um intenso tom escarlate em resposta. — Sebastian, você está preso a mim até o dia de minha morte. Então isso é uma ordem: não importa aonde eu vá, você irá definitivamente continuar comigo!

Sebastian arregalou os olhos, surpreso. Então sorriu e ajoelhou-se em frente à menina. Caro que o demônio continuaria. Quanto mais desespero, raiva, angústia e maldade se acumulavam na alma daquela humana, mais saborosa ela ficava e melhor seria sua refeição ao final.

— Yes, my lady.

♥Dicionário♥

*Keemun: é um famoso chá preto chinês.  Produzido pela primeira vez no final do século 19, rapidamente se tornou popular no Ocidente
** Chinoiserie da Herend: é um conjunto de chá de porcelana, sem cópias ou réplicas, tendo apenas o original.
***Scone: Tipo de pão recheado, de origem escocesa
****Champagne: Um tipo de pão francês, e tem a forma arredondada.

♥Observações♥

Seguinte: Phoebe tem um contrato com um demônio ah vá q , e ele será explicado em uma DIY futura — a história entre ela e Sebastian é bem longa e tal. Faz muito tempo que não faço uma ficha de reclamação, então perdoa se ficou ruim ;--;

Ah sim, mais uma coisa: são mitologias diferentes, mas um demônio é um demônio, não acho que ele se importaria exatamente com a crença pessoal da Phebs. E, certamente, quando a DIY sair, vocês entenderão essa relação. Agradeço por lerem esse lixinho ♥

Agradeço, também, à linda da Astrid pelo template - mesmo que tenha sido roubado, desculpa >.<

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kalled C. Almeida em Ter 08 Nov 2016, 12:43

Louis Evan Turner
Então rapaz, sua história me confundiu um pouco, você seguiu uma cronologia e levou sua história adiante com isso, porém a coerência ficou a desejar e a sua “escapada” dos monstros foi um tanto quanto confusa, erros ortográficos ocorreram como “Eres”, mas não eram o suficiente para sua reprovação.

No entanto, a sua história embaralhada e o fato de ter sido afirmado que era filho de Hefesto antes de Hefesto lhe reclamar foram bem estranhas a ponto de não permitir sua aprovação. Minha sugestão é que você releia seu texto e tente descrever o enredo de forma que a compreensão se torne mais sucinta e de simples entendimento e quanto a questão da reclamação entenda que só seria anunciado por uma pessoa sua paternidade caso você fosse um semideus mega importante, pois geralmente elas são anunciadas pelos próprios deuses. Boa sorte na próxima, você tem capacidade e vai se sair melhor.
Reprovado

Draco Bergmann Stark
Sua história começou com erros de concordância que me preocuparam, mas foram corrigidos ao longo do enredo. Acho que você poderia tornar seu texto mais sucinto, pois ele ficou grande e cansativo de ler, mas entendo que você gosta de detalhar. Quanto a sua escrita, tente separar parágrafos de fala dos parágrafos de narrativa para que ele se torne mais agradável de ler, caso não consiga tente torna-los menores ou mais breves, pois realmente fica maçante a leitura. Por fim a análise psicológica de seu personagem e da historia dele lhe garantem a aprovação por pouco, bem vindo filho de Thanatos e nada de estripar seus colegas campistas.
Aprovado

Amber Anzoy
Olá, moça. Sua ficha de início me pareceu razoável, por mais que um tanto quanto confusa. Você começou narrando o momento de chegada e okay, nenhum problema nisso; mas você passar para uma memória distante sem qualquer sinalização causa um pouco de confusão, entende? Dois recursos bastante usados são: 1) Sinalizar a passagem de tempo com datas ou expressões do tipo "X anos atrás", como exemplificado a seguir com datas hipotéticas:

21 de dezembro de 2015.

Após vários dias de viagem, finalmente encontro aquele lugar. No meio da floresta. [...] Fecho os olhos e todas às lembranças voltam, parecendo não fazer muito tempo que ocorreram.
Fevereiro de 2009.

Mais um dia vai se encerrando na cidade de Oslo, Noruega. Eu não passava de uma garota com 12 anos, meramente feliz e brincando com os dois irmãos menores enquanto esperava minha mãe voltar do trabalho.

2) Outra forma, mais simples, de cumprir com a função citada seria separar os trechos por alguma espécie de sinalização como, por exemplo, três asteriscos (***):

Após vários dias de viagem, finalmente encontro aquele lugar. No meio da floresta. [...] Fecho os olhos e todas às lembranças voltam, parecendo não fazer muito tempo que ocorreram.

***

Mais um dia vai se encerrando na cidade de Oslo, Noruega. Eu não passava de uma garota com 12 anos, meramente feliz e brincando com os dois irmãos menores enquanto esperava minha mãe voltar do trabalho.

Ainda dentro dessa parte de organização, te recomendo espaçar com parágrafos - um simples enter é o suficiente. Da mesma forma, seria interessante separar falas do restante do texto.

Mas, bem, voltemos à parte narrativa. Você escreve bem, conseguindo narrar os fatos e os sentimentos da personagem. Embora certas situações pudessem ser melhor elaboradas e desenvolvidas, não vi nenhum motivo para te reprovar até você abordar a conversa com a psicóloga e a ida ao Acampamento, onde houveram falhas na coerência que não podem ser ignoradas. Como a psicóloga te reconhece como uma semideusa? Como ela poderia ter certeza da sua filiação apenas pelo teu comportamento? E não só isso. O acampamento é protegido por barreiras mágicas, não sendo um local de fácil localização; além disso, não seria perigoso uma semideusa inexperiente e desarmada rumando sozinha até lá? Por que ela não te levaria ou contataria algum sátiro para que a levasse? Você precisa explorar melhor essa parte da história. Feito isso, torne a postar a ficha. Bem vinda, semideusa.

Reprovada

Phoebe Mikaelson
Olá, moça. Não tenho muito o que dizer sobre a sua ficha. A tua escrita é ótima, prendendo a atenção do leitor, e a personagem instigante, bem como o enredo apresentado; espero talvez acompanhar os próximos capítulos dessa história peculiar. Não tendo erros significantes a apontar e devidos elogios feitos, me resta apenas uma coisa a dizer: bem vinda, semideusa.

Aprovada
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 125-ExStaff em Ter 08 Nov 2016, 15:20



Reavaliação: Louis.
Primeiro: fora temer eu gostaria de deixar claro que concordo em certas partes da antiga avaliação, assim como discordo em alguns aspectos. Vale lembrar que vai de cada avaliador, o que pra um está certo e coerente, para o outro está errado. Ressalto também que a ficha de reclamação é o primeiro contato do player com o fórum, e nem todos são veteranos de guerra com contas fakes, e as vezes devemos relevar e até mesmo orientar para uma melhor compreensão do player.

Segundo: Apesar de estar sendo uma reavaliação devido a avaliação do Kalled a pedido do Player Louis, estarei levando em consideração a avaliação da Zoey, lembrando que ela já foi reprovada uma vez.

O começo da sua ficha foi bom, devo dizer que escreve de uma maneira gostosa de ser ler, e cativa o leitor a imaginar como seria a cena em questão. Porém, em algumas partes a historia ficou jogada, não que isso dificultasse na compreensão final da sua ideia, mas poderia ter sido mais explorada, e por fim, ajudasse melhor a entender como seu personagem reagiria a tal ação.

@Louis Evans Turner escreveu:
O desconhecido abriu ainda mais o sorriso de desdém, encarando o semideus a se aproximar com puro deboche em suas pupilas avermelhadas. Contudo, quando o rapaz mostrou as mãos elas estavam vazias, quer dizer, teoricamente. Tudo o que havia naquelas duas mãos era fogo, como se ambas ardessem em chamas e ele sequer se incomodassem com isso. O homem que segurava Louis tremeu ao ver aquilo, fechando sua expressão e encarando o garoto com o mais puro ódio no olhar.

No trecho acima você poderia ter descrito como o seu personagem se sentiu com relação aquilo, afinal você narrou apenas a reação do homem que segurava o Louis. Mas como disse, nada que dificultou o entendimento da sua ideia.

@Louis Evans Turner escreveu:
— Eres um semideus, garoto. — a mesma voz o interrompeu, fazendo-o dar um salto da cama.

Por mais que, como me disse no chat, isso de "Eres" seja um sotaque francês, isso não foi explicado no texto, levando a considerar que isso SIM foi um erro de digitação/ortografia.

A única parte que achei confusa, pelo fato de não ter tido explicações de quem era, está no trecho a seguir:

@Louis Evans Turner escreveu:— Você é filho de Hefesto. — disse uma voz rouca, autoritária e tímida ao mesmo tempo.

Quem é ele? Como ele sabe que você é filho de Hefesto? Esse em sí, para mim é o único erro que irei considerar nessa avaliação, levando em conta, como disse, ambas avaliações antigas.

Como Hefésto se trata de uma ficha com avaliação COMUM, e você narra a reclamação do seu personagem (Coisa que é obrigatória) eu declaro que:

Você foi aprovado como filho de Hefésto. Seja bem vindo, cria do deus da forja.



mal feito, feito!
ATUALIZAÇÃO!
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Re: Ficha de Reclamação

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