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Ficha de Reclamação

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Ficha de Reclamação

Mensagem por Psiquê em Sex 07 Out 2016, 12:41

Relembrando a primeira mensagem :




Fichas de Reclamação


Este tópico foi criado para que o player possa ingressar na sua vida como semideus ou criatura mitológica. Esta ficha não é válida sob nenhuma hipótese para os 3 grandes (Hades, Poseidon e Zeus) devendo os interessados para estas filiações fazerem um teste específico, como consta aqui [link]. Para os demais semideuses, a avaliação é comum - o que não quer dizer que ao postar será aceito. Avaliamos na ficha os mesmos critérios que no restante do fórum, mas fichas comuns exigem uma margem menor de qualidade, mas ainda será observada a coesão, coerência, organização, ortografia e objetividade. Abaixo, a lista de deuses e criaturas disponíveis em ordem alfabética, com as devidas observações.









































































































































Deuses / Criaturas Avaliação
Afrodite Comum
Apolo Comum
Atena Rigorosa
Ares Comum
Centauros(as) Comum
Deimos Comum
Deméter Comum
Despina Rigorosa
Dionísio Comum
Dríades (apenas sexo feminino) Comum
Éolo Comum
Eos Comum
Espíritos da Água (Naiádes, Nereidas e Tritões) Comum
Hades Especial (clique aqui)
Hécate Rigorosa
Héracles Comum
Hefesto Comum
Hermes Comum
Héstia Comum
Hipnos Comum
Íris Comum
Macária Rigorosa
Melinoe Rigorosa
Nêmesis Rigorosa
Nyx Rigorosa
Perséfone Rigorosa
Phobos Comum
Poseidon Especial (clique aqui)
Sátiros (apenas sexo masculino) Comum
Selene Comum
Tânatos Comum
Zeus Especial (clique aqui)



A Ficha


A ficha é composta de algumas perguntas e o campo para o perfil físico e psicológico e a história do personagem e é a mesma seja para semideuses seja para criaturas. O personagem não é obrigado a ir para o Acampamento, mas DEVE narrar na história a descoberta de que é um semideus e sua reclamação.

Plágio não será tolerado e, ao ser detectado, acarretará um ban inicial de 3 dias + aviso, e reincidência acarretará em ban permanente. Plágio acarreta banimento por IP.

Aceitamos apenas histórias originais - então, ao usar um personagem criado para outro fórum não só não será reclamado como corre o risco de ser punido por plágio, caso não comprove autoria em 24h. Mesmo com a comprovação, a ficha não será aceita.

Fichas com nomes inadequados não serão avaliadas a menos que avisem já ter realizado o pedido de mudança através de uma observação na ficha. As regras de nickname constam nas regras gerais no fórum.

Lembrando que o único propósito da ficha é a reclamação do personagem. Qualquer item desejado, além da faca inicial ganha no momento de inscrição do fórum e dos presentes de reclamação (adquiridos caso a ficha seja efetivada) devem ser conseguidos in game, através de forjas, mercado, missões e/ou DIY.



TEMPLATE PADRÃO:
Não serão aceitas fichas fora desde modelo

Código:
<center>
<a href="goo.gl/6qY3Sg"><div class="frankt1">FICHA DE RECLAMAÇÃO</div></a><div class="frank1"></div><div class="franktextim">[b]— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?[/b]

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[b]— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):[/b]

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[b]— História do Personagem:[/b]

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</div><div class="frank2"></div> <div class="frankt2">Percy Jackson RPG BR</div></center>


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kalled C. Almeida em Ter 06 Jun 2017, 00:06


MÚSICO NA ÁREA
AVALIAÇÃO

Kang Hyun Ho
Sua ficha é direta e simples, porém é boa. A narração não é o padrão da maioria que aqui se apresenta e nem por isso é melhor ou pior, e sim agradável e boa o suficiente para o seu propósito.
Então, você está Aprovado.

Amelia Amsel
Então moça, deixa eu te falar uma coisa, você escreve muito bem. Existe uma qualidade em você que eu admiro e quero pra mim, que é a habilidade de ser detalhista. Mas nem sempre pecamos por pouco, às vezes pecamos por muito; entenda que isso não é motivo de punição e nem nada, mas eu fiquei particularmente cansado em sua ficha pela extensão dela e, mesmo que ela precisasse ser deste tamanho, você não precisava detalhar de forma tão rica os sentimentos e atitudes dos personagens. Acredito que isso seria melhor explorado em uma DIY, mas como a ficha é sua eu apenas a avaliei e você foi muito bem. Logo, declaro-lhe Aprovada.


Ps: "Emprestei" o template do Johan².
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Orfeu em Ter 06 Jun 2017, 02:39

atualizado,
tá tudo atualizado
[ê ô, ê ô]
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Varvara Yevtushenkov em Ter 06 Jun 2017, 20:05


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Héracles. Varvara é uma lutadora que ama tudo que envolve combate físico e controle da mente. É divertida e ama todas as coisas de heróis do mundo Marvel, DC, entre outros. Ainda mais com relação à mãe, o "padrasto" e seus meio-irmãos.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Varvara tem 15 anos, e possui 1.68 de Altura, porém na idade adulta, atingirá 1.76. Possui um corpo esguio, parecendo até mesmo frágil para alguns que convivem com a garota. Entretanto, devido aos árduos treinamentos de luta com o pai, possui flexibilidade corporal, capacidade para fazer diversos tipos de mortais e piruetas. Seus cabelos são vermelhos e intensos, porém de vez em quando, tem o desejo de modifica-los, já sendo loira por um período de tempo ou morena. Intensos olhos azuis, expressivos e sempre pareciam um mar que alguns gostariam de mergulhar antes de ser quebrado até os ossos pelas mãos da menina. Os traços tipicamente russos revelam sua nacionalidade, como também o sotaque ao falar o idioma não-nativo. Ao ser diagnosticada com TDAH, um das maiores dificuldades fora expressar-se em um novo idioma, onde a incapacidade de lidar com ambos ao mesmo tempo parecia angustiar a garotinha que atualmente consegue lidar bem com a situação.

Características Psicológicas: Por ter sido criada pelo pai mais os cinco irmãos mais velhos, sua personalidade malandra era uma marca em tanto. Gosta de história em quadrinhos, jogos de vídeo game e qualquer coisa que não sejam estudos. Animada, divertida e cheia de energia, parece nunca ficar parada no mesmo lugar, pois a incomodava qualquer coisa muito lenta e monótona. Linguaruda, se quer saber um segredo de alguém, ou contar algo que queira que seja espalhado, esta é a sua chance! Aos melhores amigos, esforça-se para controlar já que não os quer perder, muito menos os chatear. Diagnosticada com TDAH aos oito anos após falhar diversas vezes e prestes a reprovar a 3rd Grade na Elementary School em Boston. Sofre Bullying na escola devido as condições do transtorno, mas isso não a afeta, já que ela entende o que é, e está se esforçando para lidar com isso. Mas, o mais interessante sobre o psicológico da russa, é que outra quando está treinando, lutando ou enfrentando pessoas ou criaturas. Seu pensamento analítico, raciocínio e habilidades de manter-se concentrada se acentuavam, revelando aonde colocava os maiores esforços.

— História do Personagem:

Estranhamente, a maior parte dos semideuses possuem histórias similares. Entretanto, cada uma, com sua chama da singularidade, permite ao leitor aprofundar-se na vida daquele ser que agora, fará parte de um mundo tão vasto e antes era só um mito. Varvara não era muito diferente antes de descobrir a sua origem divina. Nascida na Rússia, é a única filha mulher de um casal de cinco filhos homens. Tão desejada e esperada, o pai da pequena jamais havia percebido que a menina não poderia ser sua filha. Como poderia, quando estava apaixonado pela mulher mais madura que já viu na vida? O amor entre os dois era tão palpável que o homem nunca conseguiria imaginar uma traição, ou quem sabe, um deslize de estar cuidando de uma filha que não é sua. A mãe trabalhava para a ONU e por meses, às vezes, viajava para os Estados Unidos, para conferências e assuntos que tinham como prioridade auxiliar e salvar a humanidade. O pai, um professor assíduo de artes marciais, ensinara todos os seus filhos, desde a mais tenra idade, a lutarem Kong Fu e Muay Thai, como defesa pessoal, mas também disciplina e orientação na vida.

Os primeiros anos de sua vida, sua mãe falecera de uma doença inexplicável, ao voltar de uma missão de Paz na Guatemala. A dor em todos da família era inexplicável, em especial a pequenina Varvara que cresceria sem a presença feminina por muitos anos a seguir. No testamento materno, fora pedido ao pai que vendesse as coisas na Rússia e pudesse migrar para os Estados Unidos, em uma cidade chamada Boston. Informou que talvez estivessem em perigo e que lá, teriam a chance de serem protegidos pela ONU. O pai, por amor aos filhos, também não percebeu as entrelinhas desta mensagem, seguiu sem hesitar, deixando a cargo da pequena, um dia, compreender o que havia sido dito. A ruiva tinha somente cinco anos quando tudo havia acontecido, trazendo muitas coisas para que a pequena pudesse se adaptar de uma única vez. Com a ajuda de todos, uma nova escola de artes marciais havia sido organizada, estavam tendo dinheiro suficiente para viver como bons imigrantes e que, em breve, poderiam começar a seguir normalmente com suas vidas.

Mas nem sempre tudo é tão fácil assim. Mesmo tendo uma personalidade extrovertida e cheia de alegria, parecia que nunca dava certo. Era cheia de energia, pulando de um lado para o outro, como também nas conversas, onde não conseguia terminar um assunto, já migrando para o próximo sem muito esforço. Intensificava-se pelo fato de sempre acharem que falava errado, ou que seu cabelo era vermelho demais para não ser notado. Sentia-se sozinha, por ninguém parar para entende-la, ou simplesmente perguntar sobre seu dia. Os irmãos sempre estavam ocupados com trabalho e ajudar nas contas da casa, enquanto o pai aumentava a carga de treinos da baixinha. Ás vezes, pensava ser burra, ou quem sabe, um tanto confusa. Sintomas como esses, mais a dificuldade em acompanhar a classe em inglês como sua segunda língua e uma possível reprovação, levaram ao diagnóstico possível de TDAH com oito anos de idade. O pai esperava que com o novo coquetel de remédios, a pequena pudesse começar a se tornar mais concentrada e pudesse ser tão poderosa e influente quanto a mãe.

Varvara, mesmo com tantas pressões, havia conseguido sobreviver até os 10 anos com algum sucesso, obrigada. Não tinha muitos amigos, mas gastava a maior parte de seu tempo fora das salas de aula lutando. Sua capacidade de concentrar-se aumentava quando seu corpo estava sempre em movimento, puxando-a para o máximo de si mesma. O pai, ao ver o esforço da menina, intensificava as aulas de todos, revelando que a ruiva poderia lutar até mesmo contra um de seus irmãos mais velhos, abusando de sua altura e agilidade para conseguir vantagem. Jogava limpo e era o único momento do dia que a família a via sem estar alegre, agitada e elétrica, mostrando-se centrada, fria e até mesmo racional, para o mistério de todos. Como se lutasse estivesse em suas veias, deixando o pai extremamente orgulhoso de saber que a menina poderia ser, futuramente, uma mestre dentro de sua escola.

- Tem certeza de que esta viagem será favorável? – Perguntara o filho mais velho ao pai, que parecia estar um tanto preocupado. O pai decidira, nas férias do aniversário de 11 anos da caçula, viajar com os filhos até a ponta norte da ilha de Long Beach Island, em uma cidade chamada Montauk. Vervara estava muito empolgada, é claro. Desde que haviam mudado de país, nunca tiveram a chance de viajar, pois estavam tentando juntar dinheiro para pagar as contas da casa e obter melhores condições de vida para a família. Era uma viagem longa, de quase sete horas de carro, sem contar as paradas para ir ao banheiro e também para comer um delicioso hambúrguer, se lhe fosse permitido. Poderiam ver a diversidade de fauna e flora que existia lá fora e, por fim, poderia falar o que quisesse, sem medo de ser repreendida por crianças da sua idade que não entendiam o que falava. Em russo, tudo parecia tão mais simples! Talvez fosse por isso que precisasse tomar todos aqueles remédios estranhos. Não era o seu idioma e preferia manter-se no que sabia fazer de melhor.

Ao chegarem a casa de praia, a brisa agradável atingiu a todos, com o sol batendo em suas faces convidando-os a dar um mergulho no mar. A casa ficava próxima a floresta, um tanto isolada da cidade, possibilitando a família ter momentos de lazer juntos. Iriam ficar na região pelos próximos meses, então a chave ali era aproveitar! Os primeiros dias haviam sido incríveis: trilhas, caminhadas no fim da tarde, fogueiras para luau, dormir sob a luz da lua. Parecia um conto de fadas que Varvara estava por anos esperando que acontecesse, mas ainda assim, alguma coisa naquele lugar não parecia tão certo. Sempre se distraía de qualquer coisa estranha que via, já que imaginava ser o fato de ter parado de tomar os remédios e jogado-os no lixo sem que o pai percebesse no primeiro dia. Estava feliz assim, não sentia a necessidade de ficar agindo diferente ou falando só o que as pessoas gostariam de ouvir. Era perfeito.

Em uma das tardes, que havia decidido fazer uma das trilhas perto de sua casa, algo parecia estranho. A temperatura estava amena, e o sol começava a se pôr, mas ainda assim, um sentimento de incomodo não saía de seu coração. Foi quando começou a ouvir passos. Olhou para os lados, tentando procurar a direção do som, mas parecia vir de algum lugar fora da trilha que estava. Respirou fundo, percebendo que o movimento continuava e isso a deixara em extremo estado de alerta - Quem está aí? – Gritou a menina, agora com os punhos fechados, pernas longas e corpo começando a ser moldado pelos músculos para o além. Os passos, agora arrastados, pareciam mover-se com dificuldade, pelo pouco que conseguia ouvir. Com a curiosidade atiçada de sempre, moveu-se devagar, para não ser pega desprevenida pelas mãos de algum pervertido, ou talvez um animal – AAAAAAAAAH! – O grito de dor fora o gatilho para que os pés de Varvara se movessem em direção ao som, sem hesitar por nenhum segundo. O coração batia acelerado, onde talvez, alguém precisasse de ajuda e com o pouco que sabia de primeiros socorros, poderia carregar até em casa, ou só rolar a pessoa mesmo.

O som baixinho de gemidos e arfadas continuava a guia-la, até encontrar um rapaz, que deveria ter quase sua idade, ou talvez um pouco mais velho, caído – Você está bem? – Perguntou em inglês, sem se incomodar se a entenderia ou não. O garoto olhava para baixo e, acompanhando seu olhar, encontrou um enorme machucado em sua perna... Como se tivesse sido mordida, ou algo similar. As mãos do outro seguraram seus ombros e chacoalharam em desespero.

Saia daqui... você precisa ir embora – Sua voz parecia aterrorizada, procurando por alguma coisa, ou algo. Varvara ajeitou-o no chão, enquanto procurava por qualquer coisa que poderia estancar seu machucado. Retirando a blusa e ficando somente de top, reclamou:

- Você está machucado. Podemos descer a trilha e ir para a minha casa! Papai pode cuidar de você e te levar para o hospital. – Explicou, sendo completamente negado pelo rapaz, que começara a incomodar a garota. Estava machucado, viera em sua direção e agora estava se recusando a ser ajudado? Sua voz, agora um tanto fraca, dizia que precisava entrar em um lugar, mais à frente, e que se pudesse ajudar a carregá-lo, seria suficiente – Está bem. Sou Varvara e você? – Tentou questionar, sem muito sucesso, o nome do outro. Colocando o braço dele em seus ombros, levantou-o com um pouco de esforço, pois o rapaz parecia pesar dez mil quilos além do esperado. Talvez fosse pelo motivo de estar machucado e não conseguir se locomover com perfeição – Me diga para onde ir

Deram mais alguns passos à frente, quando outro barulho se fez surgir. O garoto parecia acelerar o passo, e agora um pouco mais recuperado tentou mandar Varava para casa – Eu vou fazer questão que esteja em casa e saber se você vai para um hospital. É isso o que o Capitão América faria – No ato de cruzar os braços, o som de um rugido viera do seu lado esquerdo. Seu corpo se arrepiara por completo, mas esforçou-se para não se abater. Havia aprendido a lutar para ajudar pessoas e ter certeza de que não morreria nas ruas caso precisasse voltar para casa mais tarde. Preparou-se fisicamente, deixando a mente limpa, para que pudesse começar com qualquer movimento que precisasse. O rapaz, manteve-se firme, abrindo espaço entre ele e a ruiva – Vaza. Isso não é sua briga. Se eu precisar morrer, eu morro -  A estranha resposta a fizera encará-lo com um misto de emoções. Desde impressionada pela coragem, como também o considerar por alguns segundos burro por não perceber que está realmente ferido a o que havia lá fora que ela não fosse capaz de enfrentar. Entretanto, tudo isto havia sido jogado para o lado quando começou a perceber que algo se aproximava. O som de patas, e arfadas a fizeram crer que o que quer que fosse, os dois estariam seguros dentro de uma casa. Nunca havia tido a chance de lutar contra ursos, e hoje não seria a primeira vez que faria isso – Vamos sair daqui. Com certeza é um urso! Anda logo

E, dali por diante, tudo correra rápido demais para que seus olhos pudessem acompanhar. O idiota não sairia de seu lugar, erguendo agora um enorme arco e flecha com as mãos – DA ONDE VOCÊ TIROU ISSO? É SÓ UM URSO! OU EU ACHO QUE É... – Gritou diante do assombro de ver uma arma que não estava sendo carregada por ele. Como poderia então carregar algo similar? O sol estava quase a se por quando, então, um ser, de chifres e que andava em suas patas traseiras e parecia furioso. Seus olhos vermelhos e bufava, parecendo ter encontrado o que queria, que era o rapaz que ela estava tentando ajudar – O que é você? – Questionou o que estava em sua mente, agora posicionando-se ao lado do rapaz para uma possível luta – Eu estou vendo mesmo um boi, de chifres imensos e de pé, parecendo um Minotauro? E ACHO MELHOR ME RESPONDER, PORQUE SE FOR PARA MORRER DO SEU LADO, QUE SEJA SABENDO QUE NÃO ESTOU LOUCA. – Vervara jamais imaginara que entraria em estado de puro grito, enquanto a respiração ficava pesada devido ao rápido batimento cardíaco que lhe acometia – Responde lo...

Sem chance de terminar, saltou para o lado, rolando o corpo no chão quando o boi enorme começou a correr em sua direção. Como não era o alvo, a chave estava em achar um ponto para desligar aquele robô ou dar uma chave de braço, se conseguisse usar força suficiente para isso. Esperou para que suas costas largas ficassem a sua frente e começou a escalar uma árvore, tentando ganhar um pouco mais de altura para o que estava prestes a fazer. Usando as pernas para se balançar, no momento que considerara exato, prendeu o corpo contra o ser enorme e tentou puxar seus chifres, para trás, com o máximo de força que pode. O grito de ódio era intenso e a russa brandou em quase umas oitavas acima de sua voz – Atire a flecha! ANDA LOGO! – Grunhiu, enquanto fazia o seu melhor para deixar o peito aberto do ser para ser atingido o mais rápido possível. Mesmo que não fosse tão forte, mantinha as pernas presas no corpo da criatura, enquanto ainda lutava para jogar para trás os chifres, até que a flecha atingiu o ser, que caiu no chão, fazendo com que Varvara precisasse saltar para trás.

Colocando as mãos no solo, deu um mortal e aterrissou com ambas ambos os pés e dobrando de leve os joelhos e ficando em posição de ataque de combate. Sentiu-se ainda mais pronta para quebrar aquele ser estranho quando uma estranha poeira dourada fez desaparecer a criatura – O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? Se eu soubesse qualquer palavrão no seu idioma eu com certeza usaria agora! – Exclamou intimidadora, sem medo de se preparar para um bom embate. Seu rosto, lívido de raiva, tentava entender aonde estava, porque estava metida com um... Ser... que ainda não entendia também algumas coisas. Não tardou muito para que a conversa continuasse, enquanto Varvara mantinha-se em postura de ataque. Jamais poderia permitir que sua guarda baixasse por causa de um acidentado. Seu pai que o diga quando quebrava a perna. Parecia ainda pior combate-lo.

Primeiro, como você viu essa criatura? Segundo, como viu a minha arma e Terceiro, você é uma semideusa? Só pode ser! Não me diz que te mandaram do Acampamento Meio-Sangue! Essa tarefa era minha! – O garoto exaltou-se de fúria jogando sobre a menina informações completamente novas. O que é Acampamento Meio-Sangue? O que significava essa coisa de semideusa? A ruiva olhou para os lados, em busca de alguma câmera de televisão que talvez estivesse filmando alguma cena para um filme e nem sequer sabia.

- Olha aqui. Primeiro, eu acho que estamos fazendo parte de algum filme, porque não é possível. CÂMERAS? ONDE ESTÃO AS CÂMERAS? – Olhou ao redor à procura de qualquer coisa que fizesse sentido, mas parecia que não estava tendo tanta sorte assim – Segundo, eu não sou semideusa. Meu pai se chama Stravos e minha família e eu estamos nessa cidade para nossa viagem de férias. E que acampamento é esse? Meio-Sangue? É de terror é? – A risada vinda do outro a incomodou profundamente. Com passos rápidos, aproximou-se, fechando o punho. Moveu o braço, dando um soco russo (soco direto e ao contato com a área que deseja atingir, torce o pulso para aumentar a dor) em seu nariz. Devido a surpresa do ataque, acoplado com agilidade e força, fez o rapaz machucado cair mais uma vez, desta vez gemendo de dor e com uma das mãos controlando o sangue que agora corria de seu nariz. Entretanto, algo parecia vir de fora, e a fez se arrepiar. Os remédios talvez estivessem fazendo o favor de lhe fazer falta logo agora. – Vou te levar pra esse tal acampamento e voltar para casa, está claro? E deixa de ser bobo. Eu fui te ajudar e no fim sou eu a julgada. - O rapaz fugiu da menina como o diabo foge da cruz, se arrastando. Varvara rolou os olhos, imobilizando-o e, logo depois, puxando-o para cima e para caminhar – Diz o caminho

Para a surpresa dos dois, ela foi capaz de ver a entrada, pisar dentro do território e, ainda por cima, ver os outros campistas. Daquele dia em diante, Dwight (o rapaz que fora atingido pela russa) se tornara o melhor amigo da menina. Ao adentrar os limites do acampamento, a ruiva sentiu como se estivesse em casa e isso era algo que não tinha consigo há muito tempo. O ambiente ao redor era extremamente diferente do esperado e, tinha na cabeça que era um Set de filmagem muito bom, por sinal. Ao encaminhar o garoto para a enfermaria, algo parecia tocar em seu coração, como o barulho de um tambor, que se intensificava a cada passo por ali. Colocou o rapaz na maca e sentou-se para esperar saber o que poderia fazer para ajudar. E durante toda a noite, jovens, que talvez tivessem sua idade até um pouco mais velhos, apareciam para ver-lhe e questionar como havia chego aqui em segurança. Mas ela só gostaria de poder voltar para casa e ter certeza de que somente havia sido um sonho muito bizarro.

Quando viu que o Dwight estava bem, decidira voltar para casa. Na tentativa de sair da enfermaria, um garoto, de cabelos negros e olhos tão azuis quanto o mar a impediu, incomodando-a com tanta falta de noção. Normalmente, sua personalidade era mais divertida, porém isso estava ficando ridículo e torcia que não fosse uma brincadeira da escola, onde como sempre não entendia. Com mais um soco e um chute frontal, jogando mais um para trás, começou a descer as escadas, quando algo travara suas pernas – VARVARA! – Gritou Dwight – OLHE PARA CIMA! EU DISSE QUE VOCÊ ERA UMA SEMIDEUSA! – A garotinha encarou o céus, vendo um estranho símbolo de tom esverdeado sobre sua cabeça. Encarou para baixo suas mãos, sentindo uma energia diferente a dominar, um poder que parecia vir de fora para dentro, abraçando-a com força, que era difícil de resistir – E quem diria que ela seria minha irmã? Com certeza essa era parte da minha missão e papito não informou para o filho amado... Varvara?

Como se um raio a tivesse atingido, não era capaz de ouvir mais nada, sendo dominada pelo além, desmaiando logo em seguida de ser reclamada por Héracles como sua filha.





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Qui 08 Jun 2017, 10:45


Avaliação


Varvara Yevtushenkov:
Olá, Varv! Seja bem-vinda ao Acampamento Meio-Sangue! Moça, eu adorei sua ficha! Percebi algumas falhas de ortografia nela, como em "ás vezes" no lugar de "às vezes", e algumas pontuações engolidas em uns pontos ou fora de lugar em outros. Nada que uma leitura atenta do texto antes da postagem não resolva. Você escreve bem, claramente tem ótimas ideias e criou uma história que dá muita vontade de acompanhar. Parabéns.

P.S.: Citar um herói da Marvel foi pra ganhar meu coração! Você precisa urgentemente conhecer um fake meu -qq

Ave, Varvara Yevtushenkov! Reclamada como filha de Héracles!

Dúvidas, reclamações, dicas ou qualquer coisa em que eu possa ser útil, basta contatar por mp.

Aguardando atualização
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 128-ExStaff em Qui 08 Jun 2017, 12:49

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Calvin Parrilla em Dom 11 Jun 2017, 11:08


CALVIN PARRILLA
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Ares, deus da guerra, filho do deus dos céus, patrono de Esparta. Para os romanos, Marte. Deus da sede de sangue, guerra selvagem, matança personificada. Aquele que fez com que Afrodite traísse Hefesto por sua virilidade. A coragem na batalha.

Sentir-se mais forte, corajoso, saber que pode enfrentar os próprios desafios, não levar desaforo para casa: tudo isso está dentro da essência do garoto. A vontade inexplicável de iniciar uma briga quando percebe algo que não concorda, suas mudanças de humor e seu "pavíl curto". E, mais que isso, o senso de dever acima de tudo o que estiver em volta.


— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Calvin é um garoto jovem e que não liga muito para sua aparência. Possui 24 anos, 1,80 de altura, cabelos loiros e olhos ora azul, ora verdes. Em geral gosta de deixar a barba por fazer e não liga muito para seus cabelos. Sempre teve o corpo definido por natureza mas o apresso por esportes o fizeram ficar mais resistente e rápido.

O garoto não é muito bom em contato humano, não que não goste, é algo que está mais para "alô, meu nome é Calvin e eu não sei lidar muito bem com as pessoas"... Por esse motivo, fica a maior parte do tempo sozinho, na presença de armas ou, mais comum, ferramentas esportivas. O jovem gosta de lâminas, por isso, em sua antiga casa, possuía uma pequena coleção de armas brancas, contendo algumas facas, sabres, adagas e espadas.

Seu temperamento é bem instável, o que faz perder a paciência com bastante facilidade, afastando as pessoas que tentam se aproximar e ganhando, constantemente, o título de "o antissocial".

— História do Personagem:

Calvin não chegou a conhecer sua mãe, ela foi, como ele mesmo costuma dizer, vitima das ruas de Nova York. Quanto a seu pai, bom, ele nunca o procurou então o jovem pensou que fosse um zé ninguém, alguém que não valia a pena procurar.

Sem ninguém, o jovem acabou sendo mandado para a casa do avô, logo após a morte de sua mãe, para ser criado por ele. O velho já possuía idade avançada mas não faça isso pensar que ele pegava leve com o garoto, muito pelo contrário. Thomas, seu avô, sempre fazia Calvin (desde muito cedo) tomar conta da casa, ir a escola sozinho, nunca fizera questão de ensinar as lições do garoto (mesmo sabendo que ele possuía dislexia e TDAH) e, além de tudo, fazia com que o mesmo trabalhasse.

Calvin sabia que a vida dos dois era complicada, não havia muito dinheiro em casa, a aposentadoria era muito baixa. O avô ficava com toda a pensão que a morte da mãe oferecera, já que ela era policial. O que o avô fazia com o dinheiro, bom, o garoto nunca soube.

O avô também não fazia a mínima questão de dar uma parte da aposentadoria para as passagens e alimentação do garoto, fazendo com que o mesmo tivesse de procurar um emprego com apenas dez anos de idade a fim de conseguir um pouco de dinheiro para poder comprar a própria comida. Mas, como você deve imaginar, ninguém quer dar um emprego a uma criança de dez anos por dois motivos 1) é uma criança de dez anos; 2) é uma criança de dez anos, cara!

Mas, certo dia, com cara emburrada, o garoto sentou-se num meio fio perto de sua casa e desembrulhou seu sanduíche de pão duro com manteiga, que havia surrupiado de um garoto de sua classe após dar-lhe uma bofetada, e, foi surpreendido pela presença de um homem. Ele lembrava alguém familiar, mas Calvin não sabia ao certo o porquê mas percebia que era o policial mais barra pesada que já vira.

O homem usava, por cima do uniforme da polícia,um casaco de couro negro, armas de fogo, ainda que no coldre, extremamente prateadas e, o que mais chamou atenção do garoto foram os olhos, pareciam órbitas vazias por trás do óculos aviador. Mas, logicamente, não era algo possível, então, Calvin ignorou. Mas, mesmo assim, o homem o incomodava, sentia vontade de levantar-se e bater em todos a sua volta, mas, controlou-se.

— Por que está triste, garoto? — O policial o perguntou.

O garoto cruzou os braços e desviou o olhar daquele que estava a sua frente.

— O porquê? Bom, talvez porque eu pai tenha me abandonado, minha mãe tenha morrido, meu avô me faça de faxineira e não me dê dinheiro nem pra comprar pão de hoje! — A raiva inundava cada palavra, Calvin não sabia que estava tão ressentido até pôr aquilo para fora.

O policial ergueu as sobrancelhas e o observou, como se nada daquilo o surpreendesse, como se já houvesse escutado a história milhões e milhões de vezes antes.

— Não se faça de vitima, existem pessoas em situação pior que a sua. — O policial bufou. — Você não deve fugir de seus problemas, deve enfrentá-los. Se não estão dando o que você quer, consiga. Assim como o sanduíche que você pegou do seu colega.

O garoto estava prestes a confirmar quando lembrou-se de não ter citado o seu pequeno furto ao homem, mas, quando foi encará-lo novamente, ele havia desaparecido, como se nunca estivesse ali antes. Em seu lugar havia apenas uma pequena faca prateada, com um javali entalhado na madeira do cabo. Calvin viu se havia alguém olhando e então pegou a faca e guardou no bolso.

A partir daquele dia as palavras do homem não saíram mais da sua mente: não seja a vitima, enfrente seus problemas.

Calvin passara a cometer outros pequenos furtos, roubava algumas carteiras, metia-se em brigas as vezes, gostava de parecer forte e valente. Ninguém mexia com ele, conseguia dinheiro para colocar dentro de casa, o avô não precisava saber de seus pequenos atos, afinal, estavam beneficiando o velho também.

Parrilla passou a ter dinheiro para praticar esportes, matriculou-se na academia, no lacrosse da escola e sempre corria pelo bairro, nos fins de tarde. Seu corpo passou a desenvolver-se com a puberdade e com os exercícios, passou também a ter uma certa paixão por lâminas, principalmente as prateadas, como a da faca que o policial deixara cair (pelo menos fora isso que o mesmo deduziu).

Coisas estranhas começaram também a cercá-lo, coisas que ele tentava mas não conseguia explicar. Mulheres com olhos vermelhos, asas ou coisas do gênero. Determinado dia, jurou  ver uma senhora com pés de galinha no mercado, mas não eram rugas, se é o que você está pensando, eram, no sentido literal, pés de galinha.

Calvin não era de fugir de uma luta, não após ser um dos caras mais respeitados de sua rua, em termos de gangue. Mas aquelas coisas faziam com que seus cérebro ficasse a ponto de fritar, então, sempre que via algo do gênero, tentava sair de perto o mais rápido possível. Vocês podem chamar isso de medo, Parrilla chamava de precaução.

Porém, certo dia, após completar 17 anos, a vida "fácil" de Calvin chegou ao fim. Em meio a um furto foi pego por uma dupla de policiais: um alto, magro e espinhento e outro baixo, carrancudo e desengonçado. Totalmente distintos daquele policial que o abordara anos antes, quando ele ainda tinha só dez anos.

O policial rechonchudo dirigia enquanto o outro falava com o que parecia ser a central pelo rádio. Calvin sabia que, a partir daquele momento, estava encrencado. Mas o que o policial que dirigia fez surpreendeu tanto o garoto quanto seu parceiro.

— Desculpe, meu chapa. Esse aí vai para o acampamento!

Então segurou a nuca de seu parceiro e bateu com toda a força no painel do carro. Parrilla ficou olhando atônito mas o outro logo começou a falar.

— Não vou matá-lo, se é o que está pensando. Mas não pense que eu não queria, as coisas que você fez não são muito honradas. Segundo, estou levando você para um acampamento onde descobrirá quem é. Terceiro:  S-e-m m-a-i-s p-e-r-g-u-n-t-a-s.

Calvin tinha milhões de perguntas para fazer, mas, sabia quando era a hora de ficar em silêncio.

***

Estavam subindo a encosta de Long Sland quando sentiram algo cair em cima do teto do carro. O homem ao volante xingou algo em uma língua estranha, mas, Calvin conseguiu entender de primeira. "Será possível, que mer..."

Então o solavanco se repetiu e Calvin só lembra de ver o carro capotando, logo em seguida, tudo ficou negro.


Não sabia quanto tempo ficara desacordado mas tudo ao seu redor remetia que estavam em um hospital, porém parecia um hospital hippie: um tanto artesanal demais. Fora dito que ele estava ali por possuir habilidades especiais e ele se perguntou se estariam se referindo a forma como conseguia surripiar carteiras mas logo percebeu que era algo mais que isso.

Lhe disseram que era um semideus: filho de um deus grego com uma mortal. E, que possuía certas habilidades, que os monstros poderiam sentir sua presença e coisas do gênero. Mais tarde, naquele mesmo dia, quando estavam reunidos ao redor da fogueira para o jantar, algo brilhou acima da cabeça do jovem: duas lanças cruzadas.

— Salve, Calvin Parrilla, filho de Ares. — Todos falaram ao perceberem o símbolo.


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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Isobel em Ter 13 Jun 2017, 08:11

Avaliação
Isobel - Monitora da Dríades
Primeiramente seja bem vindo ao Fórum, estamos empenhados para que se divirta bastante aqui!

Uma pessoa que não se da bem com a maioria das pessoas dificilmente irá se dar bem em esportes de equipe devido ao temperamento. Vou deixar passar essa (até por quê não entrou em detalhes sobre qual esporte seria) mas quero que fique atento a escolha do esporte praticado pela personagem, sugiro um esporte individual. Outra coisa que me incomodou em seu post foi a forma como Ares abordou seu filho, acho que ele diria algo mais como... "Por que está choramingando, moleque? - disse o policial com tom de deboche."

"— Não vou matá-lo, se é o que está pensando. Mas não pense que eu não queria, as coisas que você fez não são muito honradas. Segundo, estou levando você para um acampamento onde descobrirá quem é. Terceiro: S-e-m m-a-i-s p-e-r-g-u-n-t-a-s. " - Faltou o 'primeiro' aí, uma revisão rápida o ajudaria.

E a ficha terminou de forma repentina, parece que começou a fazer a ficha com muita energia e empolgação, mas a história foi tão extensa que você resolveu encurtar e em menos de um parágrafo fez o ponto obrigatório da ficha para "postaroquantoanteseacabarlogocomisso".

Mas não desanime, basicamente não encontrei erros de ortografia e gostei da forma como mostrou características do deus, a confusão da parte da personagem principal... Você tem o que precisa para poder jogar esse RPG que é simplesmente interpretar uma personagem. Parabéns filho de Ares!

Calvin Parrilla reclamado filho de Ares!
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Ter 13 Jun 2017, 13:29

Atualizeited





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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Orion Delagarth em Dom 18 Jun 2017, 02:42


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Hécate. Além de ser uma das poucas deusas gregas ainda veneradas na atualidade, ela também possui um dos acervos de histórias mais rico da mitologia grega, o que se traduz dentro do RPG como uma progenitora que pode dar uma variedade maior de formas de enriquecer o texto e a trama pessoal do meu personagem, além de possuir uma esfera de poder ampla e variada que particularmente me parece interessante de ser trabalhada.

— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Características Físicas: Orion possui cabelos e olhos castalhos escuros, quase enegrecidos, lábios rosados contrastantes com sua pele clara e estatura mediana de 1,76m. Uma cicatriz em linha reta percorre a parte superior da sua orelha esquerda. Seus ombros largos causam uma impressão errada sobre sua verdadeira força física, embora tenha um porte físico típico dos campistas, com músculos definidos devido aos anos de treinamento no acampamento.

Características Psicológicas: Apesar de ter um sorriso fácil, Orion é comumente retratado como uma pessoa melancólica por estar constantemente submerso em seus pensamentos. Se orgulha de dizer que é uma pessoa calma e que raramente perde o controle de suas emoções. O orgulho por sinal é uma das características mais forte de sua personalidade, embora ele saiba mascarar bem esse aspecto atras de um sorriso ou sua expressão impassível. Não chega a ser uma pessoa retraída, mas com certeza é uma pessoa bastante quieta e mesmo emocionalmente equilibrado, possui uma facilidade anormal de se irritar com Dríades da mesma forma que possui facilidade de se acalmar com o silencio e se de distrair com qualquer coisa ao seu redor como um típico meio-sangue com TDAH.

— História do Personagem:

Um som limpo, quase oco, se espalhava gradualmente dentro da minha cabeça, como o som de uma caverna sem vida, o som do silencio absoluto e devorador do completo e imensurável vazio. Parecia ser possível se perder naquele vazio voraz e intrigante que, de alguma forma, me puxava cada vez mais para dentro do nada e aos poucos me vi lutando para não me perder nele. Forcei minhas pálpebras percebendo então que elas estavam doloridas e abri meus olhos vagarosamente com dificuldade.

Aos poucos o som do vazio foi se perdendo ao meu redor, dando espaço pelo som do uivar dos ventos que balançava calmamente os galhos das árvores a minha volta e em instantes um mar de sons diferentes invadiam o ambiente. Era possível ouvir facilmente o som de água correndo em algum lugar próximo, o uivar distante de um lobo solitário e o cantar de um alguns pássaros que se misturavam harmoniosamente com o ranger dos galhos.

Me levantei do chão gélido num sobressalto e olhei ao meu redor alarmado. Mas por que eu estava alarmado? Ao mesmo tempo que eu parecia me lembrar do motivo, quanto mais eu me esforçava mais a minha mente me traía eu me via sem saber a resposta. Meu coração ainda batia acelerado dentro do tórax de uma forma tão brusca que quase chegava a doer. Não. A dor não era no tórax, era um pouco mais embaixo, na boca do estomago. Ele se embrulhava devagar acompanhando meus pensamentos cada vez mais desesperador ainda em busca da resposta. Por que eu estou alarmado?

Meus olhos percorriam em vão todo o ambiente ao redor a procura de alguma resposta, mas tudo o que estava diante de mim eram árvores calmas que se erguiam imponentes e silenciosas. Mas se tudo estava calma a pergunta voltava a reverberar na minha mente. Por que eu estava alarmado? Senti um frio percorrer minha espinha e o nó no meu estomago embrulhar um pouco mais. Meu coração continuava acelerado e minha respiração forte quase abafava os sons ao meu redor.

Me dei conta que minhas mãos tremiam e vi meus joelhos me trair se dobrando novamente no chão enquanto meu estomago liberava seu suco gástrico. Por que eu estava alarmado? Minha mente continuava a lutar em busca da resposta e eu me via...

- Se identifique ! - Uma voz alta e aguda irrompeu o silencio da noite.

Levantei a cabeça me deparando com um rapaz franzino empunhando de forma ameaçadora uma adaga. Seria ele o motivo da minha inquietação? Eu não via hesitação em seu olhar e o corpo dele em guarda com a adaga na mão lembrava remotamente um felino arisco, pronto para um combate, mas de alguma forma meu corpo sabia que não era ele o motivo da minha inquietação.

- Eu disse pra SE IDENTIFICAR ! - Falou de maneira mais feroz dando um passo a frente levantando a adaga na altura do rosto.

E de repente o chão ao meu redor se irrompeu em trepadeiras secas se agarrando ao meu corpo e me imobilizando no chão de encontro com meu vômito.  

- Evan, Evan, Evan. - Outra voz se fez presente, cantarolando de maneira divertida de algum lugar no vazio da floresta e aquela entonação melodiosa me causava alguma sensação que eu ainda não sabia distinguir qual era - Esse ai não é um monstro, mas pode ser tão perigoso quanto.

- Não fui posto de guarda porque sou conhecido por subestimar ameaças... - O rapaz respondeu com indiferença, sem se preocupar em procurar a dona da voz.

Um rosto feminino ao poucos tomou forma em uma árvore próxima revelando o rosto da dona da segunda voz. Sua pele esverdeada e seu rosto sem idade denunciavam sua raça. Mas como eu sabia isso? Meu coração já não estava acelerado e o cheiro forte do meu suco gástrico perto do meu rosto de alguma maneira incomum capturava minha atenção, me distanciando da batalha que minha mente tratava.

- Não vou repetir uma quarta vez: Se identifique! Quem é você ?

A pergunta ressoou pela minha cabeça e as trepadeiras que enlaçavam meu corpo se apertaram ainda mais sufocando minha respiração. Usando o pouco ar que ainda restava nos meus pulmões, parei de fugir da verdadeira pergunta que me assombrava e me rendi ao vazio que permeava a minha mente sem respostas.

- Eu... Eu não faço a menor ideia.  

O som do balançar dos galhos voltou a tomar conta da noite e o menino me olhava com nítida desconfiança e dúvida. Minha respiração parecia ter normalizado e eu me sentia pela primeira vez aliviado. O peso de não querer admitir que eu não sabia quem eu era não estava mais ali. Apenas o vazio perturbador, porém confortante, de um mente sem memorias.

A risada baixa da dríade foi a primeira coisa a quebrar o silencio, me causando a mesma sensação que a sua voz havia causado e finalmente eu sabia distinguir o que era. Ela me irritava. Eu podia não saber quem eu era, mas de alguma forma sabia que não gostava de Dríades.

- Ora, ora, ora. Orion Delagarth. O traidor a casa retorna! - O tom alegre parecia se transformar em risada em meio as palavras e com um brilho divertido no olhar cada vez mais ela emergia de dentro da sua árvore - Eu não acredito em uma palavra que sai dessa sua boca suja, mas o Sr. D. vai se deliciar com a notícia da sua volta!

•••

Era uma tarde fria no acampamento, nada tipica de um inicio do verão e apesar de eu saber que dentre poucos minutos começaria o treino do chalé de Hécate eu rumava para o meio das árvores da florestas cada vez me distanciando mais das vozes que vinham da região dos chalés.

Caminhei até o som das árvores encobrir o som das conversas e contornei uma pequena clareira até visualizar o tronco torto e envelhecido de um carvalho. Apoiei uma das mãos numa das protuberancial retorcidas da árvore e escalei ela sem muita dificuldade descansando minhas costas no seu tronco. Fazia uma semana desde que eu acordara sem memorias a poucos metros dali e desde então havia me descoberto num mundo problemático repleto de inimizades e desconfiança de pessoas que eu sequer me lembrava de conhecer.

Evan havia me levado até o Sr. D. após me encontrar na floresta e ele também não reagiu a minha chegada melhor que o filho de Deméter. Antes de anunciar que eu era filho da deusa da magia negra e me mandar para o chalé dezesseis, as lembranças da presença insana do deus da loucura invadindo a minha mente atrás de uma confirmação que eu estava falando a verdade sobre a amnésia era uma das poucas coisas que se eu pudesse escolher esqueceria.

Desde que eu ficara ciente da minha própria condição eu me esforçava toda a noite para lembrar dos acontecimentos do dia, com um medo que eu sabia que era tolo de que a minha mente poderia me trair de novo e eu poderia voltar a acordar sem lembranças.

No pouco tempo que eu estava ali já havia percebido que aquele não era o meu lugar e o olhar dos outros campistas era explicativo por si só sobre o motivo de eu me sentir deslocado. Evan havia me esclarecido que eu havia conquistado aqueles olhares desconfiados por fazer parte de um grupo de traidores do acampamento a alguns anos atrás, me juntando a outros deuses, monstros e semideuses numa tentativa fracassada de derrubar o Olimpo e mesmo após os deuses  nos oferecerem benevolentemente a oportunidade de retornar ao acampamento, eu havia sido um dos que declinara à oferta e me juntara aos Feiticeiros de Circe anos atrás. Eram as ultimas noticias que os membros do acampamento pareciam ter de mim.

Evan era um dos poucos campistas que tinha um tratamento normal comigo. Apesar da sua pouca idade e estatura franzina o olhar dele claramente dizia não se sentir ameaçado ou receoso comigo, ele exalava uma confiança despretensiosa que parecia não fazer diferença se a minha amnésia era verdadeira ou mentira, ele podia dar conta de mim sem dificuldade e em pouco tempo eu já tinha um grande respeito por ele apenas por isso.

Ele havia me ajudado a tentar entrar em contato com os feiticeiros, mas eles não respondiam a nenhuma tentativa de contato minha através de mensagens de Íris e meus instintos me diziam para ficar longe da ilha até ter certeza do que havia acontecido, mesmo eu não sabendo ao certo o porque.

Meus meio-irmãos no chalé de Hécate não tinham uma atitude muito diferente que os outros campistas e depois de eu quase morrer no meu primeiro treino, para alivio de todos, o acampamento já havia descoberto que não lembrar como usar meus poderes fazia parte do combo.

Respirei fundo cruzando os braços numa tentativa falha de me aquecer, ciente de que naquele momento, na arena, o treino do chalé dezesseis devia estar começando. Eu não estava com paciência para enfrentar os olhares de curiosidade e reprovação ou para as novas tentativas de provar que tudo se tratava de uma grande mentira, então apenas fechei os olhos inclinando minha cabeça para trás e comecei a revisar os acontecimentos recentes para ter certeza de que as lembranças desde o momento que eu acordara na floresta continuavam ali, até minha cabeça começar a mergulhar no mundo dos sonhos.

Obs: Eu sei que o paragrafo que explica o passado dele, dizendo ser um traidor do Olimpo e blablaba, soa bastante corrido e desconexo com todo o resto, porém pretendo continuar a história de uma conta que eu doei a um tempo atrás e o personagem tinha desenvolvido uma historia longa através das tramas do jogo e não vi uma forma mais bonitinha de contar resumidamente sem deixar as coisas grandes demais desnecessariamente para um ficha de reclamação.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Andrea M. Lyserg em Dom 18 Jun 2017, 10:29


Avaliação
Ficha de Reclamação

Orion Delagarth

Olá, Orion! Sendo novato ou não, bem-vindo ao PJBR! Gosto sempre de começar a avaliação de fichas como a sua lembrando que Hécate é uma deusa de avaliação rígida, por isso, me desculpa se eu pegar muito pesado contigo, ok?

Quando eu digo isso sei que dá um pouco de medo, mas não se engane. Devo dizer que achei sua ficha simplesmente esplêndida! Me recordo muito bem de seu personagem e de sua trama, gosto dela. Só acho levemente incoerente as pessoas do Acampamento terem te aceitado novamente após sua traição, entretanto vou confiar em você para explicar isso no futuro.

A única advertência que irei te dar será para utilizar o travessão (—) e não o hífen (-). No mais, bem-vindo, filho de Hécate! Você foi aprovado.
Why don't you just come around?

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 128-ExStaff em Dom 18 Jun 2017, 13:38

Atualizado
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lykke K. Streuner em Sab 24 Jun 2017, 11:48


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Macária. Devo dizer que a morte é uma velha obsessão minha e eu a trato como uma velha amiga, entretanto não quis criar um filho de Tânatos de jeito nenhum. Por quê? Bem, começando pelo fato que a cor é feia, ele é um deus que não me interessa em nada para a escrita e, acima de tudo, Macária dá um ar totalmente diferente para esse mal irremediável.

— Perfil do Personagem:

Aparência:

Talvez os pensamentos bagunçados de Lykke tenham afetado sua aparência drasticamente, principalmente seus longos cabelos castanhos que se estendem até sua cintura. Os olhos escuros que, quase sempre brilham no mais puro cansaço e alegria, abraçam perfeitamente seu sorriso facilmente arrancado, sorriso esse que vez ou outra faz fechá-la levemente as pálpebras.

Com uma magreza quase preocupante, sua postura ereta apresenta uma confiança que nem mesmo ela sabe que possui. Sua pouca altura de somente um e cinquenta e nove é coberta por uma pele bronzeada que denuncia suas várias horas exposta ao sol.

Personalidade:

Lykke é uma pessoa misteriosa, porém seu mistério não é algo sombrio. Digamos que ela expõe facilmente seus sentimentos e pensamentos, entretanto guarda seu passado a sete chaves como se fosse uma preciosidade que somente os mais dignos poderiam encontrar. Todos os que convivem com ela sabem sobre sua sinceridade e autenticidade, já que sempre faz questão de deixar claro tudo o que sente e pensa de uma maneira ou de outra.

Não perdoa coisas como traições com facilidade mesmo com seu coração bobo e compreensivo, no fim, ela não é tão ingênua assim. É uma das pessoas mais independentes que passou pela Terra, porém compreende o quanto as pessoas precisam de outras pessoas tanto quanto precisam de ar. Talvez Lya seja somente uma grande representação da dualidade.

Está longe de ser má, mas também não é boa. Somente quer manter seus amigos e ela mesma vivos. Obedece as ordens, desde que elas não a façam realizar atos desonrosos e que podem ofender alguém.


— História do Personagem:

TW: Violência doméstica (Tem os palavrões também e, mesmo que não seja TW, eu quis deixar um aviso rsrs)

— Venha, vamos voltar pra casa — Estendeu a mão para seu irmão mais novo e esse prontamente a segurou.

Toda noite, Lykke caía no sono esperando que o mundo mudasse drasticamente. Viveu muito tempo lidando com um pai violento, uma mãe desaparecida e uma madrasta ausente, por isso, seu irmão Liam foi a única pessoa que já amou. Se ela tinha uma vida de filme clichê? Talvez. Entretanto isso nunca lhe confortou.

— Mamãe já voltou pra casa? — questionou ele coçando os olhos de maneira sonolenta.

— Não. Ainda está viajando, acho que só volta semana que vem.

O mais novo assentiu e observou o parque atrás deles uma última vez antes de ambos deixarem aquele quarteirão. Era somente mais um fim de tarde de verão, somente mais um dia de suas rotinas. Não demorou muito até que chegassem em casa somente para encontrar seu pai deitado no sofá com uma garrafa de uísque vazia. Sutilmente, Lykke pediu para Liam não fazer barulho e o levou até seu quarto.

Puxou levemente os próprios cabelos escuros e suspirou nervosa. Tinha total conhecimento do que lhe aguardava, todavia só conseguia sentir a raiva se alastrando por seu corpo. Seus acessos de raiva não eram raros, mas estavam longe de serem constantes.

— Vamos ficar aqui por um tempo, pode ser? Assistir Steven Universe ou coisa do tipo, eu sei o quanto você ama esse desenho — murmurou para ele e ligou a TV.

— Tudo bem, mas eu queria ficar um pouco com o papai.

Desviou os olhos da criança por um instante e cerrou os punhos. Nunca esteve tão frustrada na vida, entretanto teria que se conter por Liam. Por isso, engoliu o sentimento de inutilidade e somente sorriu para o menino, depositando um beijo em sua testa.

— Papai não está numa fase muito boa, mi amor — disse da mesma forma que fazia todos os dias. Sentou no chão junto a ele e, logo, passaram a assistir desenhos.

Não demorou muito até que o moreno adormecesse com a cabeça no colo da moça e ela somente o carregou até a cama. A alemã não produziu nenhum barulho, somente o deixou em seu leito e saiu do quarto rapidamente. Assustou-se quando encontrou com seu pai bêbado logo em seguida, mas a única coisa que fez foi observá-lo da cabeça aos pés com desprezo.

— Fique quieto, Liam está dormindo.

— Eu não me importo — replicou o homem quase gritando e revirando os olhos. — Vá fazer meu jantar, quero comer algo.

— Faça você, não sou sua empregada.

Se retirou do corredor e foi com pressa para a sala de estar, sendo segurada com força pelo braço. Estava ao lado de um criado mudo onde um pote de vidro repousava com uma vela dentro. Fitou seu progenitor mais uma vez com um olhar seco, nada disse.

— Escuta aqui, sua puta — Apontou para seu rosto. — Se eu te mantenho nessa casa é por um motivo, entendeu? Se acha que vai ficar aqui sem fazer nada vai ter que repensar.

Desferiu um forte tapa no rosto da garota, fazendo com que ela levasse uma mão até o local dolorido. Não disse nada e isso gerou ainda mais voracidade no homem que somente retirou o cinto e avançou em sua direção. Ela não tinha para onde fugir, estava encurralada contra a parede. Sentiu o couro entrando em contato com sua pele, exatamente em seu estômago descoberto por estar utilizando uma cropped.

No segundo golpe, Lykke cobriu o rosto com as mãos e o som do estalo contra seus braços foi quase um hino de vitória. Aquelas agressões eram constantes, porém ela não podia fazer nada. Nada além de aceitar e guardar toda sua fúria para si mesma para as coisas não ficarem piores para ela e Liam.

— Acha mesmo que eu mantenho você, uma lésbica sem vergonha, dentro de casa por quê? Por que eu gosto? — Riu com escárnio e segurou seu pescoço com a mão direita, privando os pulmões da moça de qualquer chegada de ar. — É porque eu preciso de uma empregada.

Atirou-a contra o chão, fazendo com que sua cabeça atingisse o solo com força. Lykke chorava, chorava como nunca antes. Sentiu um chute em seu estômago, entretanto nada fazia além de esconder o próprio rosto com as mãos. Diariamente, ele fazia com que a moça se sentisse um lixo. Gritava com ela pelos motivos mais banais e ela, vez ou outra, respondia. Respondia porque queria manter sua honra.

Dessa vez, o mais velho esperou que a morena baixasse a guarda por alguns momentos e acertou o cinto em seu rosto. Todos os locais golpeados pareciam doer como nunca, porém a dor de não ser aceita por seu próprio pai era ainda maior que aquilo tudo.

Minutos se passaram, nada além de seu choro incessante e gemidos de dor podia ser ouvido. Pediu a Deus para que Liam não acordasse, rezou para que ele não se incomodasse com o barulho e implorou por perdão para caso ele tivesse visto a cena. Nunca acreditou em nenhuma divindade, pelo menos não acreditava até conhecer o desespero de ter que proteger seu irmãozinho.

Tentou erguer-se do chão quando seu pai foi para o quarto, entretanto suas pernas fracas não eram capazes mantê-la em pé direito, por isso, apoiou-se no criado-mudo. Em uma coincidência do destino, acidentalmente ela derrubou o vidro com a vela e acertou exatamente onde o carpete estava sujo de álcool. Oh, que destino cruel. Antes que se desse conta, o fogo já havia se alastrado por toda a casa.

Não tinha forças o suficiente para ir ao quarto de Liam e depois ir embora, graças a isso foi obrigada a ligar para os bombeiros. Disse desesperadamente o endereço e, posteriormente, deixou a casa. Os problemas seriam em dobro se ela ficasse.

Caminhou para fora da residência, olhou o local pela janela uma última vez e surpreendeu-se ao ver seu reflexo. Um símbolo de coloração rosada flutuava sobre sua cabeça, não que ela soubesse o que significava e não que ela pudesse ficar mais tempo ali. Então, andou pelas ruas. Andou até seu corpo ferido não suportar mais se manter em pé e fizesse a alemã desabar no chão.

— Macária — disse uma voz desconhecida por ela.

— Hã?

— Sua mãe, menina. Você é filha de Macária — A dona da voz se revelou, agachando ao seu lado. — Sei disso por causa desse símbolo flutuando em sua cabeça.

Franziu o cenho e fitou a desconhecida. Uma mulher de seus quarenta e poucos anos, negra e com um sorriso aquecedor. Aos poucos, sua visão foi escurecendo e Streuner somente agarrou-se à doce crença de que sua morte estava próxima.

No dia seguinte, não sabia onde estava, só sabia quem era a mulher sentada ao seu lado e cuidando de seus ferimentos. Bem, não exatamente. Não sabia seu nome, porém essa tinha salvado sua vida e, por isso, Lykke sabia que devia a ela tudo o que tinha.

— Obrigada por ter me tirado das ruas — Passou a mão pelo rosto e sentou-se na cama. — Como posso retribuir? E, mais importante, quem é você?

— Sou Kerstin — apresentou-se com uma voz calma, sorrindo gentilmente. — Não precisa retribuir nada, menina. A não ser que queira entrar em minha tripulação.

Arqueou uma sobrancelha para Kerstin como uma maneira de saber mais sobre sua proposta, então, ela lhe contou tudo. Sobre os deuses gregos, os sereianos e sua tripulação somente de semideusas. Ganhava sua vida caçando as criaturas mágicas com suas meninas, todas elas tendo uma habilidade em especial.

Não que Lykke tivesse outra opção além de aceitar aquela proposta de uma mulher que acabara de conhecer.


Spoiler:
Já solicitei a troca de nome.
Lykke foi reclamada aos quinze anos, atualmente ela não está mais na tripulação de Kerstin. O coiso todo se passa na Alemanha. Só isso mesmo, paz.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lavínia Cavendish em Dom 25 Jun 2017, 21:37



Avaliação


Lykke K. Streuner — Reprovada como filha de Macária

Menina, você não sabe o hype que eu coloquei na sua ficha assim que comecei a ler. Gostei muito do desenvolvimento inicial da sua personagem, ri um pouco (de nervoso) no "a cor de Tânatos é feia" por conta de eu já ter escolhido personagem justamente por isso...

Mas vamos ao que importa. Como deve saber, a ficha de reclamação para Macária é avaliada de forma rígida se comparada com alguns deuses de benefícios menores. Você escreve de maneira clara, envolvente, porém se perdeu na coerência em alguns momentos importantes. O primeiro evento que acontece é o incêndio, e li duas vezes essa parte para ter certeza de onde vinha aquele álcool que você diz estar no tapete, mas sinceramente não consegui entender. Quando a personagem entra em casa vê apenas uma garrafa vazia, mas não há menção de que o líquido tenha se espalhado — a primeira coisa que se pensa é que o cara bebeu tudo, não?

O segundo evento que me deixou um pouco confusa foi o fato de que a personagem mal pareceu ligar para o irmão no final. Se ele era uma das poucas pessoas que ela amava no mundo, por que não perguntou por ele? Não ficou aguardando os bombeiros para resgatá-lo? Não chamou seu nome, não fez nada? Não é por ser filha de Macária que ela acharia bom que seu irmão indefeso morresse, se fosse o caso ela mesma já poderia ter o matado antes. Ainda tem de se considerar que ela não sabe nada sobre sua origem naquele momento, não entende o que acontece realmente quando alguém parte dessa para uma melhor.

Fiquei realmente triste em ter que reprová-la, mas sua história tem um grandíssimo potencial de se desenvolver no fórum assim que essas incoerências forem resolvidas ou explicadas de maneira que se adequem ao seu personagem. Espero que consiga repostá-la e aguardo muito para saber como você vai continuar sua trama por aqui. Não desista!

Caso tenha algo para falar, entre em contato comigo via MP.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Yukii Amane em Qui 29 Jun 2017, 17:01


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Despina. Porque um suave floquinho de neve e uma tempestuosa nevasca fazem muito bem em habitar numa mesma pessoa. A personagem foi construída em cima da premissa de ser filha da neve, e não ao contrário. O fato principal seria o desejo da personagem por intensidade e um mundo menos frio -não literalmente-, o que a levaria a contradizer sua origem, e muito do que carrega dentro de si.
— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
❆ Físicas: 1,58m e 49 kg. Olhos azuis que variam de um tom leitoso até a cor do límpido mar Tenerife. Cabelos tão claros quanto sua pele, quase sempre com penteados malucos.  O corpo frágil demonstra a pouca resistência que de fato possui.
❆ Psicológicas: Por nunca ter presenciado nada de ruim que o mundo nos dá, Yukii tem uma visão otimista quanto as pessoas e os lugares, preza por ser mais gentil que o necessário e é um tanto quanto confusa com seus pensamentos em relação aos pais. Classificando-se como medrosa e insegura, a jovem precisa fazer certo esforço para se arriscar, pois no fundo tem medo que tudo seja realmente tão ruim quanto dizem e quanto ela já leu. O conflito está em acreditar na sua pouca experiência, ou nas grandes histórias que contam. Ao decorrer de sua jornada, vai desenvolvendo empatia e sentimentos que não são inerentes, mas que a personagem tentará manter de forma sólida em seu coração.

— História do Personagem:


Lost in the moments again
Stuck where the road has no end
Keeping the thought in our minds
One day life will be kind

❆2011 ❆

Inis Mór, Aran Islands, Ireland.


Toc..Toc.. Toc.. Ouvi silenciosamente o barulho familiar dos sapatos de Rosalie vindo dar-me boa noite. Ela fazia isso. Sempre. Para ver se eu estava bem, quentinha e feliz. Ah, feliz eu até conseguia. Mas quente... Sempre faziam de tudo para que eu estivesse, Khalv encheu a propriedade com aconchegantes lareiras, o que também não adiantou. Rosalie não era minha mãe, e muito menos Khalv o meu pai, nunca havia visto pessoalmente nenhum dos dois, tampouco. Rosalie, Khalv, Laura e Josh eram apenas os contratados de meu pai para cuidar de mim e da casa. É assim que ele me dá amor, enche a casa de criados e preceptoras para que a educação e a etiqueta possam suprir a falta que tenho de uma família. Eu sei quem ele é, sei onde vive e sei o que faz, sei que meu sangue é nobre assim como meu sobrenome. Rosalie diz que ele me ama, por isso me manteve durante a vida toda trancada nesta mansão, para me proteger do mundo cruel que ruge lá fora. Já minha mãe, Rosalie nunca disse que me amava, a governanta me dizia apenas que meu pai, como grande produtor de chás e, membro importante da Irish Foodservice Suppliers Alliance veio até aqui para participar do Festival Anual de Café e Chás. Então, em um capricho do leviano destino, minha mãe, cujo nem ao menos o nome sei, passava uma temporada na agradável e chuvosa Irlanda. Eles se conheceram, tiveram um romance louco e arrebatador, que resultou em muitas mágoas e problemas, um deles sou eu.  Isso era tudo que eu sabia, sabia também que o grande Sr. Amane, atualmente, cuida de seus negócios diretamente de um escritório em Nova Iorque.

My tears are always frozen
I can see the air I breathe
Got my fingers painting pictures
On the glass in front of me

❆Ano atual❆
Inis Mór, Aran Islands, Ireland.

O dinheiro não pôde me comprar uma mãe postiça, mas pôde comprar muitos livros, professores e artigos de arte. Posso dizer que comprou todas essas pessoas incríveis que cuidam de mim? Foi com isso que me ocupei durante minha primeira infância e é com isso que me ocupo até hoje, aprendendo a cozinhar com Laura, a me portar como uma dama com Rosalie e aprendendo o idioma e as histórias do antigo Japão com Khalv. Apesar da grande frustração quanto a minha aparência nipônica possuir porcentagem zero, meu pai fazia sempre questão de manter a tradição viva em mim. Todos ali dedicavam suas vidas para fazer-me uma grande mulher no futuro, sem traumas, sem sentimentalismo, sem futilidades, tudo regido as ordens de meu pai, que inclusive proibiu-me de frequentar um colégio.
Ser órfã de um pai vivo e de uma mãe possivelmente viva também, sempre me intrigou. O carinho materno e a proteção de um pai sempre fizeram falta, mas aprendi a amar cada pessoa aqui, até porque creio que ficarei presa aqui para sempre, se depender da compaixão de meu pai para deixar-me viver e não apenas sobreviver. O mundo parece realmente cruel, e eu compreendo o fato de querer me proteger, sou o fardo que ele carrega.
Desde que completei meu décimo terceiro aniversário as minhas dúvidas e os meus dias de jejum se agravaram, tantas perguntas e nenhuma resposta começaram a me fazer sucumbir gradativamente, estou velha demais para me contentar com os contos de fadas que Rosalie conta antes que eu durma, e jovem demais para simplesmente sair correndo daqui em busca de um futuro. A governanta notou isso e com medo do meu início de depressão ligou relutante para meu pai informando que o grande problema dele, estava com problemas.
Resolvi fazer tudo voltar à perfeita ordem, não queria deixá-los preocupados, eles só me querem bem. Retornei a cumprir minha rotina todos os dias, a aprender os idiomas necessários, a ler os livros obrigatórios, a treinar canto, piano e muitos outros instrumentos.  Dava-me ao luxo de correr pelos corredores escondidos do meu castelo, ops, casa. A muito bem regida ordem cósmica de minha vida foi corrompida quando o grande Sr. Amane resolve ausentar-se do seu trono para enviar-me uma única carta. Carta está que enfatizava como tudo que ele fez para mim foi importante, e como eu estava ficando pior em minhas tarefas diárias, “pérolas da pré-adolescência”, pareceu-se preocupado, mas não deu indícios de que me deixaria ver o mundo.
Aos quinze anos, era de se esperar que um dia ele resolvesse me libertar daqui, afinal, o que poderia me ferir? Com certeza todos ali sabiam o que, menos eu. Pensei no que aconteceria se eu fugisse... os criados e Rosie voltariam para seus lares e a casa fria nas montanhas seria fechada. Eu levaria tudo que fosse mais importante em uma só bolsa, seguraria nas mãos a liberdade, escondendo-me no caminhão de mantimentos que chega todas as quintas, enquanto todos estivessem dormindo. Deixaria também cartas para cada um deles, família gentil que foi paga pra cuidar de mim, mas me amou sem preço nenhum.
E bem, de fato fiz tudo isso.
Vendo pessoas que se dedicaram exclusivamente a mim por mais de uma década, vendo uma grande propriedade cuja dona mal passava de um metro e meio e vendo o belo e tempestuoso céu irlandês, pela janelinha do caminhão, meus olhos vacilaram em uma reação que senti pouquíssimas vez, o choro. Sentiria muita falta dali.



And I was running far away
Would I run off the world someday?
Nobody knows, nobody knows



O caminhão tinha cheiro de leite, e pelos mapas que vi até hoje, tive certeza que ele estava indo para a costa. Era noite, e eu não consegui ver nada das  belas estradas da ilha, sentei-me no chão áspero e tentei retomar o fôlego.. Eu não acredito que fiz isso... Pânico subiu lentamente pelas minhas vértebras, eu havia planeja e imaginado isso  há anos, mas não acreditava que realmente aconteceu. Enquanto a carreta chacoalhava, eu começava a me arrepender... E se eles fossem punidos pelo descuidado?  .. De fato, por eu nunca ter apresentado menção de sair dali desde os dez anos, eles nunca trancavam nada, nem se preocupavam com isso. O único contato externo era esse, o da nossa comida. Há quinze anos o mesmo homem, no mesmo automóvel, entrava, deixava os mantimentos no hall e ia embora, como se nunca tivesse pisado ali. Não me importava com isso, afinal eu não teria o que fazer depois que fugisse. Então, passei os últimos meses estudando lugares, juntando dinheiro e observando a rotina do homem, que parecia muito feliz, mesmo vivendo no mundo livre.

Despertei da viagem que fiz ao meu plano maldoso e arquitetônico de fuga quando percebi que havíamos chegado em algum lugar. Escondi-me atrás de caixas de arroz, e quando os descarregadores viraram as costas, saí correndo rumo a lugar nenhum.
- Johanna! Aí está você, estamos atrasados, vamos, vamos, temos que chegar lá ao amanhecer. – Uma moça que não consegui ver bem no escuro começou a me puxar pelo braço e correr, não resisti, seja lá quem pensou que eu fosse, tiraria me daqui.
Corremos pelas luzes da rua, as estrelas brilhavam no céu, e ela era adorável- Você está um pouco diferente de quando estávamos no hotel, onde cortou o cabelo?- Sorri enquanto estravámos em uma van. Tantos idiomas eram falados ali, que o meu precário inglês não seria tão útil, sentei no fundo da van cheia de turistas, observei por horas a paisagem iluminada por postes enquanto os outros dormiam.
Pelas montanhas e vales iluminados pela lua, prendi a respiração com a beleza que nunca havia visto antes. Peguei meu caderno e comecei minha carta.

Querido Pai,
Desculpe pelo que fiz, sei que quando amanhecer todos estarão a minha procura, e você não saberá o que fazer, porque as pessoas no seu mundo não sabem da minha existência.. Eu estou aqui fora, e o seu mundo está prestes a ser o meu mundo também, e queria dizer que até agora, ele é lindo...


Fui interrompida quando todos pegaram suas coisas e começaram a descer, os segui. Estávamos à beira de um penhasco que dava para o mar, o sol ia surgindo pintando o céu das mais diversas cores, lilás, azul, vermelho, alaranjado. Rosalie não me ensinou cores o suficiente para descrever o céu tocando o mar. Um homem pediu atenção e ensinou os turistas a usar os equipamentos, um por um, fomos colocando macacões estranhos e coloridos. – Antes de saltar, confira o equipamento- Saltar?.. Eu era a próxima da fila – Vamos Johanna, você veio aqui pra isso!- Olhei pra baixo, para o penhasco, para o mar e para o céu. Eu estava onde devia estar, sai de casa para isso.
Saltei.

I can't recall last time I opened my eyes to see the world as beautiful

O vento fazia-me voar, e meus cabelos esvoaçavam enquanto o sol se erguia bem na minha frente. Senti tocar o céu na palma das minhas mãos. Cheguei ao solo atordoada e os instrutores removeram os equipamentos, passei um longo tempo rindo à toa, contando se todos meus ossinhos estavam no lugar. Depois que todos pularam, pegamos uma espécie de barco para sair da ilha- De volta para Galway- disse o guia- tudo incluso no pacote de viagem.- Sentei-me com aquele enorme colete laranja e fechei os olhos, o mar era lindo, o céu e as pessoas, mas eu não conseguia me sentir bem. Estava enjoada, não parecia seguro, não via terra... Só água por todos os lados.

Feel it as the wind strokes my skin
I am moved by the chill
Hear the winter bird sing

Galway, Ireland

Não sei se dormi, estava tão cansada e com fome que só percebi quando descemos numa linda cidade costeira. As letras “Galway” por todos os lados me localizou. Era dali que eu tentaria partir para um lugar mais distante. Peguei minha mochila e corri novamente, o mais longe possível do grupo de turistas. Corria enquanto a brisa do mar soprava e os músicos de rua tocavam as canções tradicionais que Laura cantava para mim. Dançarinas e bicicletas por toda parte. Parei ofegante perto de um bar e uma floricultura, rezei para que ninguém estivesse atrás de mim. Os criados.. A polícia.. Os turistas que abandonei.. Comecei a pensar na verdadeira garota que procuravam, será que Johanna ficou na Ilha em meu lugar?  Senti estar sendo seguida novamente..
Analisei o ambiente e o desespero tomou conta do meu ser, uma mulher linda estava na minha frente, tentei conter a respiração ainda cansada. Devia estar louca porque ela sibilava com uma língua de cobra. Mordi forte o lábio para ver se acordava. Caldas surgiram e me derrubaram no chão, sem entender nada, relutei. Era horrível e bela, e estava me jogando contra o chão. Olhei em volta pedindo ajuda, as pessoas observavam rapidamente e prosseguiam. Sentei-me no no solo quando a criatura se afastou e senti uma picada em meu calcanhar. Ondas quentes subiram pelas minhas pernas e atordoaram minha cabeça, o mundo estava girando, vi o monstro rir, e uma corrente ser lançada contra ele. Cabelos claros esvoaçando. Gritos. Estava cansada. Não sabia se aquela coisa tinha algum veneno na mordida, ou se apenas estava atordoada demais. Vi pó desaparecendo e alguém correndo em minha direção, com um braço machucado e um sorriso doce. O garoto se abaixou- Essa foi por pouco, hein?- Pisquei repetidamente e não consegui levantar. – Calma, está tudo bem, vou te levar para um lugar seguro. – Tentei sorrir também, mas meus olhos fecharam e o mundo esbranqueceu, talvez tenha morrido louca.


Cocei o rosto na tentativa de desembaçar os olhos, e em minha volta estavam vários adolescentes curiosos, então, disse tudo que consegui – Cadê .. ele? O menino da corrente? – Um homem de feição bondosa se aproximou- Que menino? Está tudo bem, querida, qual o seu nome? – Olhei para o homem que era forte e tinha metade.. Cavalo? Chacoalhei a cabeça, mas não conseguia entender, estava menos cansada e doída, juntei minhas forças- Yu..Yukii..- Algo brilhou sobre nossas cabeças e ele prosseguiu- Ora, Yukii, sua mãe acabou de dar oi.- Congelei.- Despina, deusa das nevascas- outra voz prosseguiu. Minha mãe?  Pina o que? ... Eu quero minha casa..
Entre correntes, sorrisos, venenos e brilho azul tudo ficou branco de novo.  

Lay me by the frozen river
Where the boats have passed me by
All I need is to remember
How it was to feel alive



❆yukii ❆pensamentos ❆menino da corrente ❆outros

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lykke K. Streuner em Qui 29 Jun 2017, 19:22


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Macária. Devo dizer que a morte é uma velha obsessão minha e eu a trato como uma velha amiga, entretanto não quis criar um filho de Tânatos de jeito nenhum. Por quê? Bem, começando pelo fato que a cor é feia, ele é um deus que não me interessa em nada para a escrita e, acima de tudo, Macária dá um ar totalmente diferente para esse mal irremediável.

— Perfil do Personagem:

Aparência:

Talvez os pensamentos bagunçados de Lykke tenham afetado sua aparência drasticamente, principalmente seus longos cabelos castanhos que se estendem até sua cintura. Os olhos escuros que, quase sempre brilham no mais puro cansaço e alegria, abraçam perfeitamente seu sorriso facilmente arrancado, sorriso esse que vez ou outra faz fechá-la levemente as pálpebras.

Com uma magreza quase preocupante, sua postura ereta apresenta uma confiança que nem mesmo ela sabe que possui. Sua pouca altura de somente um e cinquenta e nove é coberta por uma pele bronzeada que denuncia suas várias horas exposta ao sol.

Personalidade:

Lykke é uma pessoa misteriosa, porém seu mistério não é algo sombrio. Digamos que ela expõe facilmente seus sentimentos e pensamentos, entretanto guarda seu passado a sete chaves como se fosse uma preciosidade que somente os mais dignos poderiam encontrar. Todos os que convivem com ela sabem sobre sua sinceridade e autenticidade, já que sempre faz questão de deixar claro tudo o que sente e pensa de uma maneira ou de outra.

Não perdoa coisas como traições com facilidade mesmo com seu coração bobo e compreensivo, no fim, ela não é tão ingênua assim. É uma das pessoas mais independentes que passou pela Terra, porém compreende o quanto as pessoas precisam de outras pessoas tanto quanto precisam de ar. Talvez Lya seja somente uma grande representação da dualidade.

Está longe de ser má, mas também não é boa. Somente quer manter seus amigos e ela mesma vivos. Obedece as ordens, desde que elas não a façam realizar atos desonrosos e que podem ofender alguém.


— História do Personagem:

TW: Violência doméstica (Tem os palavrões também e, mesmo que não seja TW, eu quis deixar um aviso rsrs)

— Venha, vamos voltar pra casa — Estendeu a mão para seu irmão mais novo e esse prontamente a segurou.

Toda noite, Lykke caía no sono esperando que o mundo mudasse drasticamente. Viveu muito tempo lidando com um pai violento, uma mãe desaparecida e uma madrasta ausente, por isso, seu irmão Liam foi a única pessoa que já amou. Se ela tinha uma vida clichê? Talvez. Entretanto isso nunca lhe confortou.

— Mamãe já voltou pra casa? — questionou ele coçando os olhos de maneira sonolenta.

— Não. Ainda está viajando, acho que só semana que vem.

O mais novo assentiu e observou o parque atrás deles uma última vez antes de ambos deixarem aquele quarteirão. Era somente mais um fim de tarde de verão, somente mais um dia de suas rotinas. Não demorou muito até que chegassem em casa somente para encontrar seu pai deitado no sofá com uma garrafa de uísque vazia. Sutilmente, Lykke pediu para Liam não fazer barulhos e o levou até seu quarto.

Puxou levemente os cabelos escuros e suspirou nervosa. Tinha total conhecimento do que lhe aguardava, todavia só conseguia sentir a raiva se alastrando por seu corpo. Seus acessos de raiva não eram raros, mas estavam longe de serem constantes.

— Vamos ficar aqui por um tempo, pode ser? Assistir Steven Universe ou coisa do tipo, eu sei o quanto você ama esse desenho — murmurou para ele e ligou a TV.

— Tudo bem, mas eu queria ficar um pouco com o papai.

Desviou os olhos da criança por um instante e cerrou os punhos. Nunca esteve tão frustrada na vida, entretanto teria que se conter por Liam. Por isso, engoliu o sentimento de inutilidade e somente sorriu para o menino, depositando um beijo em sua testa.

Não demorou muito até que o moreno adormecesse com a cabeça no colo da moça e ela somente o carregou até a cama. A alemã não produziu nenhum barulho, somente o deixou em seu leito e saiu do quarto rapidamente. Assustou-se quando encontrou com seu pai bêbado logo em seguida, mas só o observou da cabeça aos pés com desprezo. A garrafa de uísque agora fora substituída por uma de cerveja.

— Fique quieto, Liam está dormindo.

— Eu não me importo — replicou o homem, revirando os olhos. — Vá fazer meu jantar, quero comer algo.

— Faça você, não sou sua empregada.

Se retirou do corredor e foi com pressa para a sala de estar, sendo segurada com força pelo braço. Estava ao lado de um criado mudo onde um pote de vidro repousava com uma vela dentro. Fitou seu progenitor mais uma vez com um olhar seco, nada disse.

— Escuta aqui, sua puta — Apontou para seu rosto. — Se eu te mantenho nessa casa é por um motivo, entendeu? Se acha que vai ficar aqui sem fazer nada vai ter que repensar.


Desferiu um forte tapa no rosto da garota, fazendo com que ela levasse uma mão até o local dolorido. Não disse nada e isso gerou ainda mais voracidade no homem que somente retirou o cinto e avançou em sua direção. Ela não tinha para onde fugir, estava encurralada contra a parede. Sentiu o couro entrando em contato com sua pele, exatamente em seu estômago descoberto por estar utilizando uma cropped.

No segundo golpe, Lykke cobriu o rosto com as mãos e o som do estalo contra seus braços foi quase um hino de vitória. Aquelas agressões eram constantes, porém ela não podia fazer nada. Nada além de aceitar e guardar toda sua fúria para si mesma para as coisas não ficarem piores para ela e Liam.

— Acha mesmo que eu mantenho você, uma lésbica sem vergonha, dentro de casa por quê? Por que eu gosto? — Riu com escárnio e segurou seu pescoço com a mão direita, privando os pulmões da moça de qualquer chegada de ar. — É porque eu preciso de uma empregada.

Atirou-a contra o chão, fazendo com que sua cabeça atingisse o solo com força. Lykke chorava, chorava como nunca antes. Sentiu um chute em seu estômago, entretanto nada fazia além de esconder o próprio rosto com as mãos. Diariamente, ele fazia com que a moça se sentisse um lixo. Gritava com ela pelos motivos mais banais e ela, vez ou outra, respondia. Respondia porque queria manter sua honra.

Dessa vez, o mais velho esperou que a morena baixasse a guarda por alguns momentos e acertou o cinto em seu rosto. Todos os locais golpeados pareciam doer como nunca, porém a dor de não ser aceita por seu próprio pai era ainda maior que aquilo tudo. Bebeu um gole de sua cerveja e deixou a garrafa de vidro no chão, derramando o líquido gradativamente.

Minutos se passaram, nada além de seu choro incessante e gemidos de dor podia ser ouvido. Pediu a Deus para que Liam não acordasse, rezou para que ele não se incomodasse com o barulho e implorou por perdão para caso ele tivesse visto a cena. Nunca acreditou em nenhuma divindade, pelo menos não acreditava até conhecer o desespero de ter que proteger seu irmãozinho.

Tentou erguer-se do chão quando seu pai foi para o quarto, entretanto suas pernas fracas não eram capazes mantê-la em pé direito, por isso, apoiou-se no criado-mudo. Por uma coincidência do destino, acidentalmente ela derrubou o vidro com a vela e acertou exatamente onde o carpete estava sujo de cerveja. Não demorou até que o incêndio se alastrasse pela casa.

Não tinha forças o suficiente para ir ao quarto de Liam e depois ir embora, graças a isso foi obrigada a ligar para os bombeiros. Disse desesperadamente o endereço e, posteriormente, deixou a casa. Se fosse teriam problemas, mas se ficasse eles seriam em dobro.

— Lya? — Ouviu a voz infantil e agradeceu a todas as entidades que conhecia. — Por que a casa ‘tá pegando fogo? Cadê o papai?

— Está dormindo, meu amor. Não se preocupe com ele — Segurou sua mão com força. — Os bombeiros estão chegando, mas eu terei que ir embora.

— Onde você vai?

— Não sei, Liam. Não sei — respondeu com um sorriso fraco e levou o menino até um lugar seguro.

Olhou o local pela janela uma última vez e surpreendeu-se ao ver seu reflexo. Um símbolo de coloração rosada flutuava sobre sua cabeça, não que ela soubesse o que significava e não que ela pudesse ficar mais tempo ali. Abraçou seu irmão uma última vez, depositando um beijo em sua testa. Resistiu bravamente a sua vontade de chorar como nunca havia feito antes, sentindo o coração doer em seu peito.

— Se comporte, okay? Eu vou voltar um dia pra te buscar. Seja forte.

— Você também — Assentiu para essas últimas palavras e deixou que uma ou duas lágrimas corressem por seu rosto.

Em seguida, foi embora. Caminhou pelas ruas de Hannover com as pernas trêmulas, lágrimas nos olhos, carregando nada além da roupa do corpo e sua desesperança. Por um lado, finalmente havia encontrado sua liberdade tão almejada e, por outro, estava somente fugindo porque não queria que seu progenitor fosse preso. Quando suas pernas reclamaram por causa da dor, foi inevitável para a moça cair pateticamente no chão. Não se levantou da calçada fria. Admirou o céu silenciosamente, voltando a chorar pela terceira vez na noite.

— Macária — disse uma voz desconhecida por ela.

— Hã?

— Sua mãe, menina. Você é filha de Macária — A dona da voz se revelou, agachando ao seu lado. — Sei disso por causa desse símbolo flutuando em sua cabeça.

Franziu o cenho e fitou a desconhecida. Uma mulher de seus quarenta e poucos anos, negra e com um sorriso aquecedor. Aos poucos, sua visão foi escurecendo e Streuner somente agarrou-se ao doce véu negro do sono antes de perder a consciência.

No dia seguinte, não sabia onde estava, só sabia quem era a mulher sentada ao seu lado e cuidando de seus ferimentos. Bem, não exatamente. Não sabia seu nome, porém essa tinha salvado sua vida e, por isso, Lykke sabia que devia a ela tudo o que tinha.

— Obrigada por ter me tirado da rua — Passou a mão pelo rosto e sentou-se na cama. — Como posso retribuir? E, mais importante, quem é você?

— Sou Kerstin — apresentou-se com uma voz calma, sorrindo gentilmente. — Não precisa retribuir nada, menina. A não ser que queira entrar em minha tripulação.

Arqueou uma sobrancelha para Kerstin, como uma maneira de saber mais sobre sua proposta e ela lhe contou tudo. Sobre os deuses gregos, os sereianos e sua tripulação somente de semideusas. Ganhava sua vida caçando as criaturas mágicas com suas meninas, todas elas tendo uma habilidade em especial.

Não que Lykke tivesse outra opção além de aceitar aquela proposta de uma mulher que acabara de conhecer.


Spoiler:
Lykke foi reclamada aos quinze anos, atualmente ela não está mais na tripulação de Kerstin. O coiso todo se passa na Alemanha. Só isso mesmo, paz.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Ayla Lennox em Qui 29 Jun 2017, 20:20



Avaliação
A mão da reprovação chega a tremer
Yukii Amane

Olá, Yukii! Tudo tranquilo? Então, antes de mais nada, seja muito bem-vinda ao fórum. Como é de costume quando encontro algum novato, vou desejar sinceramente que tu se divirta por aqui e aproveite ao máximo o que o RPG pode te oferecer. Não hesite em procurar a mim ou qualquer outro líder/monitor por MP ou no chatbox (lá a gente tem um @ super charmoso pra ajudar a identificar) e... é, acho que isso é tudo.

Vamos ao que importa: tua avaliação.

Eu confesso que não costumo me prender muito às descrições que costumam aparecer antes da história do personagem propriamente dita, mas quando li as tuas características psicológicas, realmente criei expectativas. Sinceramente, é bem legal pra mim encontrar nesse mar de semideuses fortes, confiantes e até mesmo revoltados com os deuses uma premissa de fragilidade, de insegurança.

Passando o olho pelo teu texto, de cara eu já percebi que teus parágrafos são muito longos. É muita informação de uma vez desde o primeiro trecho da história, o que meio que sobrecarrega quem tá lendo além de te deixar mais passível a deslizes na escrita, sabe? Vê só como ficaria mais ou menos com uma organização e correção de alguns erros:

1º Parágrafo:

Toc. Toc. Toc.

Ouvi silenciosamente o barulho familiar dos sapatos de Rosalie vindo dar-me boa noite. Ela fazia isso — sempre — para ver se eu estava bem, quentinha e feliz.

Ah, feliz eu até conseguia manter-me, mas quente...

Bom, sempre faziam de tudo para que assim eu estivesse, o que não costumava ter muito sucesso. Além de *tal coisa*, Khalv encheu a propriedade com aconchegantes lareiras, o que também não adiantou.

Rosalie não era minha mãe, e muito menos Khalv o meu pai — nunca havia visto pessoalmente nenhum dos dois genitores. Rosalie, Khalv, Laura e Josh eram apenas os contratados de meu pai para cuidar de mim e da casa. É assim que ele me dá amor, enche a casa de criados e preceptoras para que a educação e a etiqueta possam suprir a falta que tenho de uma família.

Eu sei quem ele é, sei onde vive e sei o que faz, sei que meu sangue é nobre assim como meu sobrenome.

Rosalie diz que ele me ama (afirmação esta que ela jamais se permitiu proferir) por isso me manteve durante a vida toda trancada nesta mansão — para me proteger do mundo cruel que ruge lá fora. A governanta me dizia apenas que meu pai, como grande produtor de chás e membro importante da Irish Foodservice Suppliers Alliance veio até aqui para participar do Festival Anual de Café e Chás, então, em um capricho do leviano destino, minha mãe passava uma temporada na agradável e chuvosa Irlanda.

Eles se conheceram e tiveram um romance louco e arrebatador que resultou em muitas mágoas e problemas, um deles sou eu. Além disso, era de meu conhecimento também que o grande Sr. Amane, atualmente, cuida de seus negócios diretamente de um escritório em Nova Iorque.

Isso é algo que você vai trabalhar melhor com o tempo. Recomendo que mantenha um espaçamento igual entre os parágrafos (como eu estou fazendo agora) e falas, além disso, na hora da revisão leia o texto em voz alta. Pode parecer bobo no começo, mas garanto que isso vai ajudar a sanar todos os problemas de pontuação que encontrei no post.

Finalmente, vamos ao aspecto que me deixou com uma séria dúvida do desfecho dessa avaliação: o encontro com a dracaena.

Vamos lá, é uma ideia boa utilizar um encontro com algum monstro como gatilho para a reclamação, mas a questão aqui é sobre como isso se desenrola. A localização da tua personagem em si quando esse encontro acontece é um pouco confusa. Está perto do bar ou da floricultura? O quão perto? Na calçada? É um beco?

A névoa atua sobre os mortais de forma peculiar, mascarando o mundo mitológico, mas não o deixando "invisível". Além disso, o combate e a aparição do semideus que te resgata são extremamente vagos (assim como no momento em que você salta do penhasco), quase confusos, bem como seu encontro com o centauro que deduzi ser Quíron. Bom, é uma distância considerável de Galway até Long Island, então como você em suas condições foi levada até lá? Por que sua ascendência só se manifesta lá e não no momento em que você é atacada?

Guria, você tem muito potencial, ideias muito boas e uma construção de personagem fantástica pra se desenrolar, isso é um fato. However, Despina possui uma avaliação mais rigorosa e eu me sinto na obrigação de pedir que você atente para esses aspectos de coerência que eu apontei acima, organize melhor o desenrolar da tua história e tente novamente.

Não desanime, ok?
Por enquanto, reprovada

Dúvidas, reclamações, elogios, desabafos, mimimis... MP.
Atenciosamente, Ayla.

a ficha de Lykke está sob a responsabilidade de Will Fortune
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Lavínia Cavendish em Sex 30 Jun 2017, 22:04

@Lavínia Cavendish escreveu:

Avaliação


Lykke K. Streuner — Aprovada como filha de Macária

Oi de novo rs, fico feliz que tenha repostado a ficha e posso dizer agora que ficou realmente muito boa! Os elementos mais importantes da história estão devidamente encaixados no enredo e explicados, coisa que havia faltado antes. Não tenho muito o que falar a não ser parabenizar pela nova filha de Macária no fórum, os elogios presentes na avaliação passada certamente se mantém nesta ficha. Espero vê-la com grandes narrações e desenvolvendo-se cada vez mais! Aprovada!

Dúvidas, reclamações, desabafos: MP
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Yukii Amane em Sab 01 Jul 2017, 22:42


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Despina. Porque um suave floquinho de neve e uma tempestuosa nevasca fazem muito bem em habitar numa mesma pessoa. A personagem foi construída em cima da premissa de ser filha da neve, e não ao contrário. O fato principal seria o desejo da personagem por intensidade e um mundo menos frio -não literalmente-, o que a levaria a contradizer sua origem, e muito do que carrega dentro de si.
— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
❆ Físicas: 1,58m e 49 kg. Olhos azuis que variam de um tom leitoso até a cor do límpido mar Tenerife. Cabelos tão claros quanto sua pele, quase sempre com penteados malucos.  O corpo frágil demonstra a pouca resistência que de fato possui.
❆ Psicológicas: Por nunca ter presenciado nada de ruim que o mundo nos dá, Yukii tem uma visão otimista quanto as pessoas e os lugares, preza por ser mais gentil que o necessário e é um tanto quanto confusa com seus pensamentos em relação aos pais. Classificando-se como medrosa e insegura, a jovem precisa fazer certo esforço para se arriscar, pois no fundo tem medo que tudo seja realmente tão ruim quanto dizem e quanto ela já leu. O conflito está em acreditar na sua pouca experiência, ou nas grandes histórias que contam. Ao decorrer de sua jornada, vai desenvolvendo empatia e sentimentos que não são inerentes, mas que a personagem tentará manter de forma sólida em seu coração.

— História do Personagem:


Lost in the moments again
Stuck where the road has no end
Keeping the thought in our minds
One day life will be kind

❆2011 ❆

Inis Mór, Aran Islands, Ireland.


Toc..Toc.. Toc.. Ouvi silenciosamente o barulho familiar dos sapatos de Rosalie vindo dar-me boa noite. Ela fazia isso-sempre-para ver se eu estava bem, quentinha e feliz. Bem, feliz eu até conseguia me manter.

Mas quente...
Sempre faziam de tudo para que eu estivesse. Além de manter todas as janelas fechadas, Khalv encheu a propriedade com aconchegantes lareiras, o que também não adiantou. Rosalie não era minha mãe, e muito menos Khalv o meu pai, nunca havia visto pessoalmente nenhum dos dois, tampouco. Rosalie, Khalv, Laura e Josh eram apenas os contratados de meu pai para cuidar de mim e da casa. É assim que ele me dá amor, enche a casa de criados e preceptoras para que a educação e a etiqueta possam suprir a falta que tenho de uma família.

Eu sei quem ele é, sei onde vive e sei o que faz, sei que meu sangue é nobre assim como meu sobrenome.

Rosalie diz que ele me ama, por isso me manteve durante a vida toda trancada nesta mansão — para me proteger do mundo cruel que ruge lá fora. A governanta me dizia apenas que meu pai, como grande produtor de chás e membro importante da Irish Foodservice Suppliers Alliance veio até aqui para participar do Festival Anual de Café e Chás, então, em um capricho do leviano destino, minha mãe passava uma temporada na agradável e chuvosa Irlanda.

Eles se conheceram e tiveram um romance louco e arrebatador que resultou em muitas mágoas e problemas, um deles sou eu. Isso era tudo que eu sabia, sabia também que o grande Sr. Amane, atualmente, cuida de seus negócios diretamente de um escritório em Nova Iorque.

My tears are always frozen
I can see the air I breathe
Got my fingers painting pictures
On the glass in front of me

❆Ano atual❆
Inis Mór, Aran Islands, Ireland.


O dinheiro não pôde me comprar uma mãe postiça, mas pôde comprar muitos livros, professores e artigos de arte. Posso dizer que comprou todas essas pessoas incríveis que cuidam de mim? Foi com isso que me ocupei durante minha primeira infância e é com isso que me ocupo até hoje, aprendendo a cozinhar com Laura, a me portar como uma dama com Rosalie e aprendendo o idioma e as histórias do antigo Japão com Khalv.

Apesar da grande frustração quanto a minha aparência nipônica possuir porcentagem zero, meu pai fazia questão de manter a tradição do sol nascente viva em mim. Todos ali dedicavam suas vidas para fazer de mim uma grande mulher no futuro, sem traumas, sem sentimentalismo e sem futilidades. Tudo regido sob ordens de meu pai, que inclusive proibiu-me de frequentar um colégio.

Ser órfã de um pai vivo e de uma mãe possivelmente viva também, sempre me intrigou. O carinho materno e a proteção de um pai sempre fizeram falta, mas aprendi a amar cada pessoa aqui. Até porque, creio que ficarei presa aqui para sempre, se depender da compaixão de meu pai. O mundo parece realmente cruel, e eu compreendo o fato de querer me proteger, sou o fardo que ele carrega.

Desde que completei meu décimo terceiro aniversário as minhas dúvidas e os meus dias de jejum se agravavam, tantas perguntas e nenhuma resposta começaram a me fazer sucumbir gradativamente. Estou velha demais para me contentar com os contos de fadas que Rosalie conta antes que eu durma, e jovem demais para simplesmente sair correndo daqui em busca de um futuro. A governanta notou isso, e com medo do meu início de depressão ligou relutante para meu pai, informando que o grande problema dele, estava com problemas.

Resolvi fazer tudo voltar à perfeita ordem, não queria deixá-los preocupados, eles só me querem bem. Retornei a cumprir minha rotina todos os dias, aprender os idiomas necessários, ler os livros obrigatórios, treinar canto, violino e muitos outros instrumentos.  Dava-me ao luxo de correr pelos corredores escondidos do meu castelo, ops, casa.
A muito bem regida ordem cósmica de minha vida foi corrompida quando o grande Sr. Amane resolveu ausentar-se do seu trono para enviar-me uma única carta. Carta esta que enfatizava como tudo que ele fez por mim foi importante e como eu estava ficando pior em minhas tarefas diárias, “pérolas da pré-adolescência”, pareceu-me preocupado, mas não deu indícios de que me deixaria ver o mundo.

Aos quinze anos, era de se esperar que um dia ele resolvesse me libertar daqui. Afinal, o que poderia me ferir? Com certeza todos ali sabiam o que, menos eu. Pensei no que aconteceria se eu fugisse... Os criados e Rosie voltariam para seus lares e a casa fria nas montanhas seria fechada.
Eu levaria tudo que fosse mais importante em uma só bolsa, enquanto todos estivessem dormindo, seguraria nas mãos a liberdade ao esconder-me no caminhão de mantimentos que chega todas as quintas. Deixaria também cartas para cada um deles, família gentil que foi paga para cuidar de mim, mas me amou sem preço nenhum.

E bem, fiquei deveras surpresa quando de fato fiz tudo isso.

Vendo pessoas que se dedicaram exclusivamente a mim por mais de uma década, vendo uma grande propriedade cuja dona mal passava de um metro e meio e vendo o belo e tempestuoso céu irlandês. Pela janelinha do caminhão, meus olhos vacilaram em uma reação que senti pouquíssimas vezes: o choro. Sentiria muita falta dali.

And I was running far away
Would I run off the world someday?
Nobody knows, nobody knows

O caminhão tinha cheiro de leite, e eu pude até sentir o gosto do café da manhã que Laura me trazia todos os dias. Olhando pela estrada, tive certeza que estávamos indo para a costa. Era noite e eu não consegui ver nada das belas colinas da ilha, sentei-me no chão áspero e tentei retomar o fôlego... Eu não acredito que fiz isso... Pânico subiu lentamente pelas minhas vértebras, eu havia planejado e imaginado há anos, mas não acreditava que realmente tinha acontecido.

Enquanto a carreta chacoalhava, eu começava a me arrepender... E se eles fossem punidos pelo descuidado? .. De fato, por eu nunca ter apresentado menção de sair dali desde os dez anos, eles nunca trancavam nada, nem se preocupavam com isso. O único contato externo era esse- o da nossa comida. Há quinze anos o mesmo homem, no mesmo automóvel, entrava, deixava os mantimentos no hall e ia embora, como se nunca tivesse pisado ali. Não me importava com isso, até porque eu não teria o que fazer depois que fugisse. Então, passei os últimos meses estudando lugares, juntando dinheiro e observando a rotina do homem, que parecia muito feliz, mesmo vivendo no mundo livre.

Despertei da viagem que fiz ao meu plano maldoso e arquitetônico de fuga quando percebi que havíamos chegado em algum lugar. Escondi-me atrás das caixas de arroz, e quando os descarregadores viraram as costas, saí correndo rumo a lugar nenhum.

- Johanna! Aí está você! Estamos atrasados, vamos, vamos, temos que chegar lá ao amanhecer. – Uma moça que não consegui ver bem no escuro começou a me puxar pelo braço e correr, não resisti, seja lá quem pensou que eu fosse, tiraria me daqui.

Corremos pelas luzes da rua, as estrelas brilhavam no céu, e ela era adorável. O vento frio soprava do mar, e a moça ria como alguém livre ri.

- Você está um pouco diferente de quando estávamos no hotel, onde cortou o cabelo?- Sorri enquanto entrávamos em uma van. Tantos idiomas eram falados ali que o meu precário inglês não seria tão útil.  Sentei-me no fundo da van cheia de turistas e observei por horas a paisagem iluminada por postes enquanto os outros dormiam.
Pelas montanhas e vales distantes iluminados pela lua, prendi a respiração com a beleza que nunca havia visto antes. Peguei meu caderno e comecei minha carta.

Querido Pai,
Desculpe pelo que fiz, sei que quando amanhecer todos estarão a minha procura, e você não saberá o que fazer, porque as pessoas no seu mundo não sabem da minha existência.. Eu estou aqui fora, e o seu mundo está prestes a ser o meu mundo também, e queria dizer que até agora, ele é lindo...


Fui interrompida quando todos pegaram suas coisas e começaram a descer, os segui. Estávamos à beira de um penhasco que dava para o mar, o sol ia surgindo pintando o céu das mais diversas cores: lilás, azul, vermelho, alaranjado, ricos coloridos... Rosalie não me ensinou cores o suficiente para descrever o céu tocando o mar. Um jovem pediu atenção e ensinou aos turistas o uso dos equipamentos esquisitos que nos deram, um por um, fomos colocando macacões estranhos e coloridos com uma especie de mochilinha nas costas.

Antes de saltar, confira o equipamento.

Saltar?.. Eu era a próxima da fila

Vamos Johanna, você veio aqui pra isso!

Olhei para baixo, para o penhasco, para o mar logo a frente e para o céu acima de nós. Eu estava onde devia estar, sai de casa para isso.

Saltei.

I can't recall last time I opened my eyes to see the world as beautiful

O vento fazia-me voar, e meus cabelos esvoaçavam enquanto o sol se erguia bem na minha frente. Senti tocar o céu com a palma das minhas mãos. Arrependi-me de não ter prestado tanta atenção nas instruções quando apresentei certa dificuldade em puxar a cordinha colorida. Talvez, quase tarde, consegui abrir o dispositivo e planar como uma ave.
Cheguei ao solo atordoadamente eufórica e os instrutores removeram a espécie de asa com ferros que me envolvia.

-Mas o que aconteceu? Por que demorou tanto? Nem parece que assistiu às aulas de ontem. - Um deles disse.

Passei um longo tempo rindo à toa, contando se todos meus ossinhos estavam no lugar. Parecia loucura, mas não entendia ao certo como tudo havia ocorrido. Apenas aconteceu. Depois que todos pularam, pegamos um barco para sair da ilha.

-De volta para Galway- disse o guia- tudo incluso no pacote de viagem. Deem adeus para a  assustadora e incrível, Inis Mór.

Sentei-me com aquele enorme colete laranja e fechei os olhos. O mar era lindo, o céu e as pessoas também, todavia eu não conseguia me sentir bem. Estava enjoada, não parecia seguro, não via terra... Só água por todos os lados.

Feel it as the wind strokes my skin
I am moved by the chill
Hear the winter bird sing

Galway, Ireland

Não sei se dormi, estava tão cansada e com fome que só percebi quando descemos numa linda cidade costeira. As letras “Galway” por todos os lados me localizaram. Era dali que eu tentaria partir para um lugar mais distante. Ainda enjoada, peguei minha mochila e corri novamente, o mais longe possível do grupo de turistas. Corria enquanto a brisa do mar soprava e os músicos de rua tocavam as canções tradicionais que Laura cantava em minha infância. Dançarinas e bicicletas por toda parte.

Parei ofegante perto de um bar aberto, rezei para que ninguém estivesse atrás de mim. Os criados.. A polícia.. Os turistas que abandonei.. Comecei a pensar na verdadeira garota que procuravam, será que Johanna ficou na Ilha em meu lugar?

Aproximei-me da calçada e observei a rua ainda acordando no meio da manhã. Parecia seguro. A música soava alta de dentro do estabelecimento e eu era capaz de senti-la correr pelas minhas veias, cada nota fluía profundamente pelo meu corpo. Ás vezes uma bicicleta ou outra passeava por ali. Meu desejo era de ficar naquele lugar, sentindo o cheiro de flores e da brisa do mar com o som inebriante dos violinos. No entanto, pus-me a caminhar rápido pelas calçadas floridas, pois logo todos ali estariam a minha procura.

Senti estar sendo seguida novamente...
Analisei o ambiente e o desespero tomou conta do meu ser, uma mulher estonteante surgiu na minha frente, tentei conter a respiração ainda cansada. Devia estar louca porque ela sibilava com uma língua de cobra. Ora humana, ora réptil. Mordi forte o lábio para ver se acordava. Uma cauda surgiu e me derrubou no chão, sem entender nada, relutei.

Era horrível e bela, e estava tentando me matar. Olhei em volta pedindo ajuda, as poucas pessoas olhavam de soslaio, mas pareciam não entender. Sentei-me no solo quando a criatura se afastou, sua parte cobra se desenrolou de minhas pernas e eu pensei estar livre. Tentei levantar ainda que  tonta. Forcei-me a juntar cada pedacinho forte que havia dentro de mim. Vamos Yukii, vai ficar tudo bem.  Fui capaz de levantar quando a coisa estranha estava prestes a atacar de volta, corri o mais rápido que pude. Fiquei a pensar em qual seria a visão que as pessoas estavam tendo...Talvez pareça até uma mulher louca correndo atrás de uma garotinha... Ou pensam que sou uma ladra?

Péssima velocista que sou, a criatura logo me alcançou executando seu hobbie de me jogar contra o chão. Cobri os olhos e senti uma picada doída no calcanhar direito. Ondas quentes subiram pelos músculos das minhas pernas e atordoaram minha cabeça. Encontrei-me de novo com o rosto no asfalto. O mundo estava girando.

Vi o monstro rir e uma corrente ser lançada contra ele. Cabelos claros esvoaçando. Gritos. Vultos. Eu estava cansada. Jurei ter visto fadas e borboletas.  Não sabia se aquela coisa tinha algum veneno na mordida, ou se apenas estava atordoada demais, com fome demais e exausta demais. Mesmo paralisada, forcei meus olhos ao máximo para descobrir o que estava acontecendo. Vi pó desaparecer no vento e alguém correndo em minha direção, com um braço machucado e um sorriso doce. O garoto com olhos levemente puxados se abaixou.

- Essa foi por pouco, hein?- Pisquei repetidamente e não consegui levantar. – Calma, está tudo bem, vou te levar para um lugar seguro. – Tentei sorrir também, mas senti calafrios e meus olhos fecharam. O mundo embranqueceu, talvez estivesse sonhando no barco e logo fosse acordar. Ou talvez tenha morrido louca.


Cocei o rosto na tentativa de desembaçar os olhos, em minha volta estavam vários adolescentes curiosos, então, disse tudo que consegui:

Cadê .. ele? O menino da corrente? – Um homem de feição bondosa se aproximou.
- Que menino? Está tudo bem, querida. Qual o seu nome? Te encontramos na porta da enfermaria, sã e salva. – Olhei para o homem que era forte e tinha metade.. Cavalo? Chacoalhei a cabeça, mas não conseguia entender.

Eu estava menos cansada e doída, portanto juntei todas minhas forças.
- Yu..Yukii..

Uma luz bonita e colorida brilhou sobre nossas cabeças, como o primeiro floquinho de neve do inverno, cheio de esperança e alegria. Então o homem prosseguiu- Ora, Yukii, sua mãe acabou de te dar oi.

Congelei. Nós formaram-se em minha garganta e minha mente tentou processar os últimos acontecimentos.

- Despina, deusa das nevascas. - outra voz completou.

Minha mãe?  Pina o que? .... Eu quero minha casa...
Entre correntes, sorrisos, venenos e brilho azul tudo ficou branco de novo.  

Lay me by the frozen river
Where the boats have passed me by
All I need is to remember
How it was to feel alive



❆yukii ❆pensamentos ❆menino da corrente ❆outros

detalhezinhos:
❆ A personagem está relatando o que sabia no momento, as partes sem explicação serão exploradas em tramas futuras. (Quem era o garoto e como foram até os E.U.A, por exemplo).
❆ Yukii vai desenvolvendo certa impulsividade também- anseio pelas coisas, fazer e depois pensar.
❆ Os relatos malucos são traços da confusão mental ou atordoamento em determinados pontos da história. Ela tentará esclarecer as próprias dúvidas quanto a isso, posteriormente.
❆Desculpe pelos relapsos. haha Alguns relatos dessa personagem são bem confusos, mas é uma das minhas preferidas de narrar. ~~aquele narrador não confiável~~.
❆Espero que a leitura tenha sido boa. ♥

Percy Jackson RPG BR



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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Andrea M. Lyserg em Dom 02 Jul 2017, 12:45


Avaliação
Ficha de Reclamação

Yukii Amane

Estou realmente feliz que você repostou sua ficha! Como sempre, vou começar com um pedido de desculpa para caso eu pegue muito pesado na sua avaliação, mas você sabe, né? Ficha de avaliação rigorosa, não é mesmo? Alguns erros que eu achar interessante destacar irei deixar no final para que, no futuro, sejam corrigidos.

Novamente você teve alguns problemas com organização, principalmente a dos parágrafos. Pode parecer besteira, mas um texto bem organizado faz você evitar inúmeros erros e, entre eles, a repetição desnecessária de palavras em um um parágrafo.

Vi alguns erros seus também em relação a vírgula e pontuação, então vou dizer o que meu amorzinho Ayla Lennox já disse: leia o texto em voz alta na hora da revisão. Enfim, vamos ao apontamento de erros.

Spoiler:

A governanta notou isso, e com medo do meu início de depressão ligou relutante para meu pai, informando que o grande problema dele, estava com problemas.

A governanta notou isso e, com medo do meu início de depressão, ligou relutante para meu pai informando que o grande problema dele estava com problemas.

Vou dar um puxão de orelha maior nesse erro porque ele é muito sutil, porém faz muita diferença.

Vamos comentar sobre a vírgula depois de "o grande problema dele". Estamos falando aqui de uma oração subordinada adjetiva restritiva, porque você deu a entender em seu texto que o único grande problema de seu pai é você mesma. Logo, é por isso que não existe vírgula alguma antes ou depois dessa palavra.

Resolvi fazer tudo voltar à perfeita ordem, não queria deixá-los preocupados, eles só me querem bem.

Resolvi fazer tudo voltar à perfeita ordem, não quis deixá-los preocupados. Eles só queriam meu bem.

Aqui o problema é maior é relacionado ao tempo verbal e peço para que atente-se a isso porque é um erro extremamente comum que eu também cometo sempre. É aquela coisa, né? Pra ver a imperfeição dos outros é em um instante.

Ok, o negócio aqui é meio grandinho:

Resolvi fazer tudo voltar à perfeita ordem, não queria deixá-los preocupados, eles só me querem bem. Retornei a cumprir minha rotina todos os dias, aprender os idiomas necessários, ler os livros obrigatórios, treinar canto, violino e muitos outros instrumentos.  Dava-me ao luxo de correr pelos corredores escondidos do meu castelo, ops, casa.
A muito bem regida ordem cósmica de minha vida foi corrompida quando o grande Sr. Amane resolveu ausentar-se do seu trono para enviar-me uma única carta. Carta esta que enfatizava como tudo que ele fez por mim foi importante e como eu estava ficando pior em minhas tarefas diárias, “pérolas da pré-adolescência”, pareceu-me preocupado, mas não deu indícios de que me deixaria ver o mundo.

Resolvi fazer tudo voltar à perfeita ordem, não queria deixá-los preocupados, eles só me querem bem. Retornei a cumprir minha rotina todos os dias, aprender os idiomas necessários, ler os livros obrigatórios, treinar canto, violino e muitos outros instrumentos.  Dava-me ao luxo de correr pelos corredores escondidos do meu castelo, ops, casa.

A muito bem regida ordem cósmica de minha vida foi corrompida quando o grande Sr. Amane resolveu ausentar-se do seu trono para enviar-me uma única carta. Carta esta que enfatizava como tudo que ele fez por mim foi importante e como eu estava ficando pior em minhas tarefas diárias, “pérolas da pré-adolescência”, pareceu-me preocupado, mas não deu indícios de que me deixaria ver o mundo.

Problema na hora de separar os parágrafos, aconteceu bastante e, por isso, peço encarecidamente que preste mais atenção da próxima vez.

Enquanto a carreta chacoalhava, eu começava a me arrepender... E se eles fossem punidos pelo descuidado? .. De fato, por eu nunca ter apresentado menção de sair dali desde os dez anos, eles nunca trancavam nada, nem se preocupavam com isso.

Enquanto a carreta chacoalhava, eu começava a me arrepender... E se eles fossem punidos pelo descuidado? De fato, por eu nunca ter apresentado menção de sair dali desde os dez anos, eles nunca trancavam nada, nem se preocupavam com isso.

Juro por Deus que não entendi o porquê de ter uma reticências de dois pontos após a interrogação (O que não é bem reticências, MAS VOCÊ ENTENDEU). Esse erro também se repetiu algumas vezes.

Amei muito a maneira que você escreve, a sua personagem e também te dou parabéns por ter corrigido os erros de coerência. O fato de eu estar apontando esses erros é porque gramática e ortografia conta MUITO aqui e não quero ninguém te dando puxão de orelha por errinho besta na hora das missões. Se você corrigir isso e continuar assim, ninguém vai te parar, garota!

Eu fiquei com o dedo coçando pra te aprovar e, por favor, me desculpa por isso. Desculpa mesmo, mas Despina é avaliação rígida e nesse momento não tive escolha, você está reprovada.
Why don't you just come around?

Mizera e córdia
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por 128-ExStaff em Dom 02 Jul 2017, 14:28

Atualizado
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Yukii Amane em Sex 07 Jul 2017, 13:01


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?
Despina. Porque um suave floquinho de neve e uma tempestuosa nevasca fazem muito bem em habitar numa mesma pessoa. A personagem foi construída em cima da premissa de ser filha da neve, e não ao contrário. O fato principal seria o desejo da personagem por intensidade e um mundo menos frio -não literalmente-, o que a levaria a contradizer sua origem, e muito do que carrega dentro de si.
— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):
❆ Físicas: 1,58m e 49 kg. Olhos azuis que variam de um tom leitoso até a cor do límpido mar Tenerife. Cabelos tão claros quanto sua pele, quase sempre com penteados malucos.  O corpo frágil demonstra a pouca resistência que de fato possui.
❆ Psicológicas: Por nunca ter presenciado nada de ruim que o mundo nos dá, Yukii tem uma visão otimista quanto as pessoas e os lugares, preza por ser mais gentil que o necessário e é um tanto quanto confusa com seus pensamentos em relação aos pais. Classificando-se como medrosa e insegura, a jovem precisa fazer certo esforço para se arriscar, pois no fundo tem medo que tudo seja realmente tão ruim quanto dizem e quanto ela já leu. O conflito está em acreditar na sua pouca experiência, ou nas grandes histórias que contam. Ao decorrer de sua jornada, vai desenvolvendo empatia e sentimentos que não são inerentes, mas que a personagem tentará manter de forma sólida em seu coração.

— História do Personagem:


Lost in the moments again
Stuck where the road has no end
Keeping the thought in our minds
One day life will be kind

❆2011 ❆

Inis Mór, Aran Islands, Ireland.


Toc...Toc... Toc... Ouvi silenciosamente o barulho familiar dos sapatos de Rosalie vindo dar-me boa noite. Ela fazia isso-sempre-para ver se eu estava bem, quentinha e feliz. Bem, feliz eu até conseguia me manter.

Mas quente...
Sempre faziam de tudo para que eu estivesse. Além de manter todas as janelas fechadas, Khalv encheu a propriedade com aconchegantes lareiras, o que também não adiantou. Rosalie não era minha mãe, e muito menos Khalv o meu pai, nunca havia visto pessoalmente nenhum dos dois, tampouco. Rosalie, Khalv, Laura e Josh eram apenas os contratados de meu pai para cuidar de mim e da casa. É assim que ele me dá amor, enche a casa de criados e preceptoras para que a educação e a etiqueta possam suprir a falta que tenho de uma família.

Eu sei quem ele é, sei onde vive e sei o que faz. Sei que meu sangue é nobre assim como meu sobrenome.

Rosalie diz que ele me ama, por isso me manteve durante a vida toda trancada nesta mansão — para me proteger do mundo cruel que ruge lá fora. A governanta dizia apenas que meu pai, como grande produtor de chás e membro importante da Irish Foodservice Suppliers Alliance veio até aqui para participar do Festival Anual de Café e Chás, então, em um capricho do leviano destino, minha mãe passava uma temporada na agradável e chuvosa Irlanda.

Eles se conheceram e tiveram um romance louco e arrebatador que resultou em muitas mágoas e problemas, um deles sou eu. Isso era tudo que eu sabia, sabia também que o grande Sr. Amane, atualmente, cuida de seus negócios diretamente de um escritório em Nova Iorque.

My tears are always frozen
I can see the air I breathe
Got my fingers painting pictures
On the glass in front of me

❆Ano atual❆
Inis Mór, Aran Islands, Ireland.


O dinheiro não pôde me comprar uma mãe postiça, mas pôde comprar muitos livros, professores e artigos de arte. Posso dizer que comprou todas essas pessoas incríveis que cuidam de mim? Foi com isso que me ocupei durante minha primeira infância e é com isso que me ocupo até hoje. Aprendendo a cozinhar com Laura, a me portar como uma dama com Rosalie e aprendendo o idioma e as histórias do antigo Japão com Khalv.

Apesar da grande frustração quanto a minha aparência nipônica possuir porcentagem zero, meu pai fazia questão de manter a tradição do sol nascente viva em mim. Todos ali dedicavam suas vidas para fazer da minha pessoa uma grande mulher no futuro, sem traumas, sem sentimentalismo e sem futilidades. Tudo regido sob ordens de meu pai, que inclusive proibiu-me de frequentar um colégio.

Ser órfã de pai vivo e de uma mãe possivelmente viva também, sempre me intrigou. O carinho materno e a proteção de um pai fizeram falta, contudo, aprendi a amar cada pessoa aqui. Até porque, creio que ficarei presa neste lugar para sempre, se depender da compaixão do Super Amane. O mundo parece realmente cruel, eu compreendo o fato de querer me proteger, sou o fardo que ele carrega.

Desde que completei meu décimo terceiro aniversário as minhas dúvidas e os meus dias de jejum se agravavam, tantas perguntas e nenhuma resposta começaram a me fazer sucumbir gradativamente.

Estou velha demais para me contentar com os contos de fadas que Rosalie conta antes que eu durma, e jovem demais para simplesmente sair correndo daqui em busca de um futuro. A governanta notou isso e, com medo do meu início de depressão, ligou relutante para meu pai informando que o grande problema dele estava com problemas.

Resolvi fazer tudo voltar à perfeita ordem, não quis deixá-los preocupados. Eles só queriam meu bem. Retornei a cumprir minha rotina de todos os dias, aprender os idiomas necessários, ler os livros obrigatórios, treinar canto, violino e muitos outros instrumentos.  Dava-me ao luxo de correr pelos corredores escondidos do meu castelo, ops, casa.

A muito bem regida ordem cósmica de minha vida foi corrompida quando o grande Sr. Amane resolveu ausentar-se do seu trono para enviar-me uma única carta. Carta esta que enfatizava como tudo que ele fez por mim foi importante e como eu estava ficando pior em minhas tarefas diárias, “pérolas da pré-adolescência”, pareceu-me preocupado, todavia não deu indícios de que me deixaria ver o mundo.

Aos quinze anos, era de se esperar que um dia ele resolvesse me libertar daqui. Afinal, o que poderia me ferir? Com certeza todos ali sabiam o que, menos eu. Pensei no que aconteceria se eu fugisse... Os criados e Rosie voltariam para seus lares e a casa fria nas montanhas seria fechada juntamente com todas as alegrias e mágoas que nela habitaram.

Eu levaria tudo que fosse mais importante em uma só bolsa, enquanto todos estivessem dormindo, seguraria nas mãos a liberdade ao esconder-me no caminhão de mantimentos que chega todas as quintas. Deixaria também cartas para cada um deles, família gentil que foi paga para cuidar de mim, mas me amou sem nenhum preço.

E bem, fiquei deveras surpresa quando de fato fiz tudo isso.

Vendo pessoas que se dedicaram exclusivamente a mim por mais de uma década, vendo uma grande propriedade cuja dona mal passava de um metro e meio e vendo o belo e tempestuoso céu irlandês. Pela janelinha do caminhão, meus olhos vacilaram em uma reação que senti pouquíssimas vezes: o choro. Sentiria muita falta dali.

And I was running far away
Would I run off the world someday?
Nobody knows, nobody knows

O caminhão tinha cheiro de leite, e eu pude até sentir o gosto do café da manhã que Laura me trazia todos os dias. Olhando pela estrada, tive certeza que estávamos indo para a costa. Era noite e eu não consegui ver nada das belas colinas da ilha. Sentei-me no chão áspero e tentei retomar o fôlego... Eu não acredito que fiz isso... Pânico subiu lentamente pelas minhas vértebras, havia planejado e imaginado há anos, mas não cria que realmente tinha acontecido.

Enquanto a carreta chacoalhava, eu começava a me arrepender E se eles fossem punidos pelo descuidado?  De fato, por eu nunca ter apresentado menção de sair dali desde os dez anos, nunca trancavam nada, nem se preocupavam com isso.

O único contato externo era esse- o da nossa comida. Há quinze anos o mesmo homem, no mesmo automóvel, entrava, deixava os mantimentos no hall e ia embora, como se nunca tivesse pisado ali. Não me importava com isto, até porque eu não teria o que fazer depois que fugisse. Então, passei os últimos meses estudando lugares, juntando dinheiro e observando a rotina do homem, que parecia muito feliz, mesmo vivendo no mundo livre.

Despertei da viagem que fiz ao meu plano maldoso e arquitetônico de fuga quando percebi que havíamos chegado em algum lugar. Escondi-me atrás das caixas de arroz e, quando os descarregadores viraram as costas, eu saí correndo rumo a lugar nenhum.

- Johanna! Aí está você! Estamos atrasados, vamos, vamos, temos que chegar lá ao amanhecer. – Uma moça que não consegui ver bem no escuro começou a me puxar pelo braço e correr, não resisti, seja lá quem pensou que eu fosse, tiraria me daqui.

Corremos pelas luzes da rua, as estrelas brilhavam no céu, e ela era adorável. O vento frio soprava do mar, e a moça ria como alguém livre ri.

- Você está um pouco diferente de quando estávamos no hotel, onde cortou o cabelo?- Sorri enquanto entrávamos em uma van. Tantos idiomas eram falados ali que o meu precário inglês não seria tão útil.  Sentei-me no fundo da van cheia de turistas e observei por horas a paisagem iluminada por postes enquanto os outros dormiam.

Pelas montanhas e vales distantes iluminados pela lua, prendi a respiração com a beleza que nunca havia visto antes. Peguei meu caderno e comecei minha carta.

Querido Pai,
Desculpe pelo que fiz, sei que quando amanhecer todos estarão a minha procura, e você não saberá o que fazer, porque as pessoas no seu mundo não sabem da minha existência... Eu estou aqui fora, e o seu mundo está prestes a ser o meu mundo também, e queria dizer que até agora, ele é lindo...


Fui interrompida quando todos pegaram suas coisas e começaram a descer, os segui. Estávamos à beira de um penhasco que dava para o mar, o sol ia surgindo pintando o céu das mais diversas cores: lilás, azul, vermelho, alaranjado, ricos coloridos. Rosalie não me ensinou cores o suficiente para descrever o céu tocando o mar.

Um jovem pediu atenção e ensinou aos turistas o uso dos equipamentos esquisitos que nos deram, um por um, fomos colocando macacões estranhos e coloridos com uma espécie de mochilinha nas costas.

Antes de saltar, confira o equipamento.

Saltar? Eu era a próxima da fila.

Vamos Johanna, você veio aqui pra isso!

Olhei para baixo, para o penhasco, para o mar logo a frente e para o céu acima de nós. Eu estava onde devia estar, sai de casa para isso.

Saltei.

I can't recall last time I opened my eyes to see the world as beautiful

O vento fazia-me voar, e meus cabelos esvoaçavam enquanto o sol se erguia bem na minha frente. Senti tocar o céu com a palma das minhas mãos. Arrependi-me de não ter prestado tanta atenção nas instruções quando apresentei certa dificuldade em puxar a cordinha colorida. Talvez, quase tarde, consegui abrir o dispositivo e planar como uma ave.

Cheguei ao solo atordoadamente eufórica e os instrutores removeram a espécie de asa com ferros que me envolvia.

-Mas o que aconteceu? Por que demorou tanto? Nem parece que assistiu às aulas de ontem. - Um deles disse.

Passei um longo tempo rindo à toa, contando se todos meus ossinhos estavam no lugar. Parecia loucura, mas não entendia ao certo como tudo havia ocorrido. Apenas aconteceu. Depois que todos pularam, pegamos um barco para sair da ilha.

-De volta para Galway- disse o guia- tudo incluso no pacote de viagem. Deem adeus para a assustadora e incrível, Inis Mór.

Sentei-me com aquele enorme colete laranja e fechei os olhos. O mar era lindo, o céu e as pessoas também, todavia eu não conseguia me sentir bem. Estava enjoada, não parecia seguro, não via terra... Só água por todos os lados.

Feel it as the wind strokes my skin
I am moved by the chill
Hear the winter bird sing

Galway, Ireland.

Não sei se dormi, estava tão cansada e com fome que só percebi quando descemos numa linda cidade costeira. As letras “Galway” por todos os lados me localizaram. Era dali que eu tentaria partir para um lugar mais distante.

Ainda enjoada, peguei minha mochila e corri novamente, o mais longe possível do grupo de turistas. Corria enquanto a brisa do mar soprava e os músicos de rua tocavam as canções tradicionais que Laura cantava em minha infância. Dançarinas e bicicletas por toda parte.

Parei ofegante perto de um bar aberto, rezei para que ninguém estivesse atrás de mim. Os criados... A polícia...Os turistas que abandonei... Comecei a pensar na verdadeira garota que procuravam, será que Johanna ficou na Ilha em meu lugar?

Aproximei-me da calçada e observei a rua ainda acordando no meio da manhã. Parecia seguro. A música soava alta de dentro do estabelecimento e eu era capaz de senti-la correr pelas minhas veias, cada nota fluía profundamente pelo meu corpo. Ás vezes uma bicicleta ou outra passeava por ali. Meu desejo era de ficar naquele lugar, sentindo o cheiro de flores e da brisa do mar com o som inebriante dos violinos. No entanto, pus-me a caminhar rápido pelas calçadas floridas, pois logo todos ali estariam a minha procura.

Senti estar sendo seguida novamente...
Analisei o ambiente e o desespero tomou conta do meu ser, uma mulher estonteante surgiu na minha frente, tentei conter a respiração ainda cansada. Devia estar louca porque ela sibilava com uma língua de cobra. Ora humana, ora réptil. Mordi forte o lábio para ver se acordava. Uma cauda surgiu e me derrubou no chão, sem entender nada, relutei.

Era horrível e bela, e estava tentando me matar. Olhei em volta pedindo ajuda, as poucas pessoas olhavam de soslaio, mas pareciam não entender. Sentei-me no solo quando a criatura se afastou, sua parte cobra se desenrolou de minhas pernas e eu pensei estar livre. Tentei levantar ainda que tonta.

Forcei-me a juntar cada pedacinho forte que residia dentro de mim. Vamos, Yukii. Vai ficar tudo bem.  Fui capaz de levantar quando a coisa estranha estava prestes a atacar novamente, corri o mais rápido que pude. Fiquei a pensar em qual seria a visão que as pessoas estavam tendo...Talvez pareça até uma mulher louca correndo atrás de uma garotinha... Ou pensam que sou uma ladra?

Péssima velocista que sou, a criatura logo me alcançou executando seu hobbie de me jogar contra o chão. Cobri os olhos e senti uma picada doída no calcanhar direito. Ondas quentes subiram pelos músculos das minhas pernas e atordoaram minha cabeça. Encontrei-me de novo com o rosto no asfalto. O mundo estava girando.

Vi o monstro rir e uma corrente ser lançada contra ele. Cabelos claros esvoaçando. Gritos. Vultos. Eu estava cansada. Jurei ter visto fadas e borboletas enquanto os céus derretiam e se dobravam.  Não sabia se aquela coisa tinha algum veneno na mordida, ou se apenas estava atordoada demais, com fome demais e exausta demais.

Mesmo paralisada, forcei meus olhos ao máximo para descobrir o que estava acontecendo. Vi pó desaparecer no vento e alguém correndo em minha direção, com um braço machucado e um sorriso doce como cupcake. O garoto de olhos levemente puxados se abaixou.

- Essa foi por pouco, hein?- Pisquei repetidamente e não consegui levantar. – Calma, está tudo bem, vou te levar para um lugar seguro. – Tentei sorrir também, mas senti calafrios e meus olhos fecharam. O mundo embranqueceu, talvez estivesse sonhando no barco e logo fosse acordar. Ou talvez tenha morrido louca.

Algum lugar, Planeta Terra (talvez).

Cocei o rosto na tentativa de desembaçar os olhos, em minha volta estavam vários adolescentes curiosos, então, disse tudo que consegui:

Cadê ... ele? O menino da corrente? – Um homem de feição bondosa se aproximou.
- Que menino? Está tudo bem, querida. Qual o seu nome? Te encontramos na porta da enfermaria. Quase sã, porém a salvo. – Olhei para o homem que era forte e tinha metade... Cavalo? Chacoalhei a cabeça, mas não era capaz de entender.

Eu estava menos cansada e doída, portanto juntei todas minhas forças.
- Yu…Yukii.

Uma luz deslumbrante e colorida brilhou sobre nossas cabeças, tal qual o primeiro floquinho de neve do inverno, cheio de esperança e alegria. Então o homem prosseguiu- Ora, Yukii, sua mãe acabou de te dar oi.

Congelei. Nós formaram-se em minha garganta e minha mente bailarina deu piruetas tentando processar o ocorrido.

- Despina, a deusa das nevascas. - outra voz completou.

Minha mãe?  Pina o que? ... Eu quero minha casa...
Entre correntes, sorrisos, venenos e brilho azul tudo ficou branco de novo.  

Lay me by the frozen river
Where the boats have passed me by
All I need is to remember
How it was to feel alive



❆yukii ❆pensamentos ❆menino da corrente ❆outros

detalhezinhos:
❆ A personagem está relatando o que sabia no momento, as partes sem explicação serão exploradas em tramas futuras. (Quem era o garoto e como foram até os E.U.A, por exemplo).
❆ Yukii vai desenvolvendo certa impulsividade também- anseio pelas coisas, fazer e depois pensar.
❆ Os relatos malucos são traços da confusão mental ou atordoamento em determinados pontos da história. Ela tentará esclarecer as próprias dúvidas quanto a isso, posteriormente.
❆Espero que a leitura tenha sido boa. ♥
eu de novo

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Kalled C. Almeida em Sex 07 Jul 2017, 20:27

YukiI Amane

Ok, vamos lá. Sua ficha tem uma história interessante, apesar do seu encontro repentino com o monstro e sua reclamação terem ficado curtos, no geral você atendeu os requisitos, mas tenho que ser sincero e dizer que tive dúvidas sobre você.

Você deve saber, ou se não eu te digo, que as fichas para Despina são rigorosas e por isso pedimos que os players caprichem mais nessas e em outras que tenham a mesma classificação. Pois bem, o que houve foi que em alguns momentos seu tempo narrativo se embaralhou, como nesse caso:

@Yukii Amane escreveu:Isso era tudo que eu sabia, sabia também que o grande Sr. Amane, atualmente, cuida de seus negócios diretamente de um escritório em Nova Iorque.


Acredito que você poderia ter deixado no passado e assim retiraria o “atualmente” e substituiria o “cuida” por “cuidava”.

Mas se quisesse deixar no presente, ficaria assim:

Isso é tudo que eu sei, sei também que o grande Sr. Amane, atualmente, cuida de seus negócios...

Você percebe a diferença? Isso aconteceu outras vezes, então decidi continuar e ver o que daria. De início não achei sua história original a leitura foi boa e interessante, mas não original; e aí você falou das cores... naquele momento eu vi  beleza do seu personagem, eu vi que você não estava criando um personagem qualquer com uma história incomum e sim um personagem com uma história e personalidade completa, ambas super coerentes. Eu não sei se você é novo/nova no Fórum ou é fake de alguém, tudo que sei é que sua história me cativou. Atente-se mais na questão do tempo e você será uma grande filha de Déspina, isso mesmo SERÁ!!

Yuki Amane seja bem vinda ao refúgio dos semideuses, por favor pegue qualquer pertence que possua e dirija-se ao chalé 23.
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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Convidado em Seg 10 Jul 2017, 00:02


FICHA DE RECLAMAÇÃO
— Por qual deus deseja ser reclamado/ qual criatura deseja ser e por quê?

Bem, olá. A Divindade pela qual quero se reclamada é Deméter. Desde quando me interessei pela Mitologia Grega, ela tornou-se minha Olimpiana preferida, e a forma como ela era retratada ensinando e ajudando os homens com a terra sempre me fascinou. Simplificando, é isso.


— Perfil do Personagem (Características Físicas e Características Psicológicas - preferencialmente separadas):

Físicas: Alexia não tem uma estatura muito alta, nem muito baixa. Os cabelos castanhos emolduram bem seu rosto, e quando estão grandes descem em uma bela cascata amadeirada. Seus olhos, variando com a luz, podem oscilar do castanho âmbar ao castanho mel, os lábios são pouco preenchidos porém belos, e seu corpo não possui grandes exageros.


Psicológicas: Alexia é majoritariamente paciente, ela não gosta de passos mal planejados, e detesta impulsividade. Uma capricorniana nata, ela gosta de observar os prós e contras de uma decisão, antes mesmo de tomá-la. Embora à primeira vista ela aparente estar distante, e ser escassa em sentimentos quanto aos outros, após alguns minutos de uma boa conversa, ela não se importa em segurar os risos e fazer brincadeiras com seus amigos, tudo para ver os presentes alegres. Uma excelente ouvinte, Alexia vai fazer o possível para lhe ouvir, consolar e aconselhar no possível, e sempre irá provar-se digna de confiança aos seus amigos - volte e meia, ela acabe exigindo muito de si própria nesse tempo -, embora nem tudo sejam flores, ela evita falar sobre seus problemas, e inseguranças quanto ao futuro e seu corpo - ela teve péssimos problemas com bullyng. Alexia também se mostra justa em certos momentos, tendo um senso de justiça forte, ela mantém suas convicções no certo de forma coesa, e dificilmente gosta de assumir seus erros. Ela também é uma manteiga derretida quanto aos garotos, e pode apaixonar-se rapidamente, embora prefira morrer ao falar sobre seus sentimentos.


— História do Personagem:


Ano 2003 - 2° dia no 3° Ano do Jardim de Infância

- Alexia? Filha, está chorando?! - A garotinha enlaçou-se ao pescoço de seu pai.
- Elas são tão malvadas papai, eu só queria brincar junto delas - O pai solteiro levou a pequena em seus braços até o carro, enquanto ela lhe explicava como 3 meninas haviam arrancado a cabeça da Srta. Muffins, sua boneca preferida.

Ano Atual.

A Confusão se instalou na minha vida, a alguns dias eu estava pronta pro futuro - Ou talvez não -, e agora estou num carro, indo sabe-se lá para onde, pois uma criatura imensa destruiu nossa casa, me caçando? Como tudo isso aconteceu? Eu iria para a Faculdade, cursaria Psicologia, e teria uma vida estável. Estabilidade nunca foi nosso forte, Alexia. Acorde. Meu pai estava inquieto, junto de Ethan, o tal garoto bode, digo Sátiro, ele me repreendeu 5 vezes por não chamar ele de Sátiro. Ele havia falado algo sobre um Acampamento, e sobre ser seguro para mim, mas porquê eu tinha a sensação de que não estaríamos juntos nesse lugar seguro?

Papai pisou fundo, ele detestava dirigir rápido, mas não parava de dizer que não podíamos perder tempo, e que me amava incondicionalmente. E eu comecei a sentir uma vontade imensa de chorar, a forma como ele falava parecia uma despedida terrivelmente triste. Mas eu não choraria, Alexia O'Connell não chora sem grandes motivos. Decidi focar na estrada, estávamos a muito tempo nesse carro, tempo demais. A rodovia estava escura e silenciosa, as árvores se erguiam ao nosso redor. Uma curva, e outra curva, e somente mais árvores, ficar impaciente era inevitável, até pra mim.

"Saia do Carro... Agora."

Quem disse isso? Papai e Ethan estão calados.

"Agora, Alexia!"

- Pai, pare o carro, vamos pras árvores, agora! - Eu não estava mais impaciente, estava aterrorizada, era como estar sendo sufocada, eu precisava sair daquele carro.

Antes que meu pai retrucasse, Ethan murmurou que devíamos sair mesmo, e então ele freou bruto, mal tivemos tempo para sair da estrada e eu escutei um barulho alto, era nosso carro, ele estava sendo amassado. Virei-me para observar a criatura sobre os restos de nosso carro. Ele era negro e tinha olhos vermelhos reluzentes, suas lufadas de ar eram pesadas, e ele tinha uma arma imensa presa as suas costas, meu pai me puxou e seguimos Ethan que silenciosamente esgueirava-se pelo matagal, adentramos a floresta, e quando olhei pra trás novamente a estrada não estava a vista, mas eu ainda estava nervosa, ele estava vindo eu podia sentir.

- Max, você vai seguir nesta direção, vai chegar a cidade - Ethan falou ao meu pai, ele o encarou sem entender, e eu repeti o gesto, íamos nos separar?
- Não vou deixar minha filha.
- Escute, o Minotauro está vindo, e você não vai atravessar a barreira, se for por ali ele vai nos seguir, eu protegerei Alexia.

Um minuto de silêncio, eu apenas o observei e ele a mim, nós precisávamos nos afastar por hora, eu o abracei antes de seguirmos em frente.

- Com a sua vida - Ele murmurou ao Sátiro, antes de virar-se sem olhar pra trás. Ethan me deu tempo para o observar se afastar, pegou minha mão e abriu caminho pela floresta, ele estava nervoso, e eu estava de todas as formas tentando manter-me calma, 30 minutos depois foi quando algo passou sobre nossas cabeças, e fincou-se no tronco de um carvalho, eu sabia o que era, a arma, a arma que estava nas costas do Minotauro, ele arremessou na gente! Não pude olhar pra trás, eu ouvi seu urro, e então corremos. Usei todas as minhas forças pra forçar minhas pernas a não pararem por um segundo se quer. E eu realmente não lembro quanto tempo nós corremos, mas então, Ethan me guiou por uma espécie de portão, era grego isso sem duvida, eram pilastras antigas, e assim que o atravessei, eu me senti em casa, uma lufada agradável de vento me fez relaxar, e eu notei um ramo de trigos, nascer aos meus pés.

Percy Jackson RPG BR



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Convidado

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Silvia Kawasaki em Seg 10 Jul 2017, 19:06


Ficha de Reclamação - AVALIAÇÃO

ALEXIA.O'CONNELL


Olá, Alexia. Seja muito bem-vinda ao PJBR. Vamos à sua avaliação.
Então, moça, você precisa ter um pouquinho mais de atenção à grafia das palavras. Em vários momentos você escreveu palavras com iniciais maiúsculas sem necessidade, como em "sátiro", "faculdade" e "acampamento". Se não vem depois de ponto, não precisa começar com maiúscula.

Em outros momentos, você alterou seu estilo de narração, saindo do passado para o presente. Se for um pensamento, te aconselho a colocar em itálico, pois fica destacado e bem claro que é um questionamento ocorrendo na mente do personagem. Outra falha no seu texto foi começar as falas com traço (-) e não com travessão (—), não cometa mais este erro.

Houve também a questão da coerência. Fiquei me perguntando o que aquele pequeno prólogo do jardim de infância significaria para o futuro da narrativa, mas não vi tanta ligação assim. Ficou confuso. E seu texto ficou muito corrido. Entendo que menos é mais e que encher linguiça demais só atrapalha, mas o corpo da narrativa me pareceu incompleto: simplesmente você já estava no carro, fugindo não se sabia de quê, na companhia de um sátiro que surgiu sabe-se lá de onde. Percebe a quantidade de informações que ficaram de fora?

Além disso, Alexia, não é todo semideus que já vai chegar enfrentando um minotauro. Eu sei, dá muita vontade de ser igual ao Percy Jackson e ter uma história grandiosa desde o começo, mas... qual é a sua história? Nada ficou claro sobre quem é a sua personagem, o que rege a vida dela, o que a tornaria capaz de enfrentar um minotauro sem nem saber o que era o mundo em que estava se metendo. Por fim, a reclamação também não ficou clara. Um ramo de trigo nasceu aos seus pés e...? O que mais? Alguém viu? A personagem teve alguma noção do significado daquilo?

Corrija esses erros. Mesmo que a ficha seja para Deméter e, por isso, não tenha uma avaliação rigorosa, é necessário fazer uma boa narrativa, contar o que de fato aconteceu e ambientar o leitor à sua história, de forma envolvente e coerente. Pode ser difícil no início, mas te garanto que não é impossível.

P.S.: corrija seu nickname. Esse (.) entre o nome e o sobrenome já desqualifica sua ficha logo de cara por estar contra as regras, mas achei que seria justo te mostrar no que você errou. Peça mudança no nickname e poste a ficha com as correções indicadas, garanto que você passa na próxima.

Por enquanto, ficha reprovada.

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Re: Ficha de Reclamação

Mensagem por Hécate em Seg 10 Jul 2017, 19:13



Atualizado!







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Re: Ficha de Reclamação

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